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Gilmar Mendes valida reajuste do Bolsa Família

Da Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) reconhecer a validade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.

Mendes atendeu ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Para o ministro, o reajuste não afronta as regras eleitorais e representa medida legal para atualizar o piso familiar do programa.

“A medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, afirmou Mendes.

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto. O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal. O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro.

O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo.

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AGU pede que STF reconheça validade do reajuste do Bolsa Família

Da Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.

O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal. O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro.

O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo.

Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo.

Para o órgão, a Lei nº 14.601/2023 prevê a atualização dos pagamentos por meio de correção monetária. “Trata-se, portanto, de providência inserida na execução ordinária e continuada de política pública já existente, em observância ao marco normativo reconhecido por essa Corte como apto a concretizar a ordem injuncional. O decreto representa ato de manutenção e atualização de programa social permanente, e não a criação de vantagem inédita ou excepcional”, argumenta a AGU.

O caso será decidido pelo ministro Gilmar Mendes.

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Bolsa Família rouba protagonismo da crise do STF nas redes sociais

Bolsa Família
Foto: Gabriel Cabral/Folhapress

O anúncio do reajuste do Bolsa Família conseguiu deslocar parte da atenção das redes sociais que estava concentrada na crise do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo análise de um relatório do Instituto Democracia em Xeque publicada pela jornalista Míriam Leitão, do Globo. O levantamento indica que o programa social superou o debate sobre o Supremo em engajamento pouco mais de 24 horas depois do anúncio.

Entre quinta-feira (17) e esta sexta-feira (18), até as 17h, o reajuste acumulou 341,3 mil publicações e 4,7 milhões de interações. O pico ocorreu no dia do anúncio, quando o volume ultrapassou 23 mil publicações por hora no fim do dia. Nesta sexta, a discussão continuava aquecida, com cerca de 10 mil posts por hora.

O dado não significa que o Bolsa Família tenha produzido mais publicações que a crise do Supremo. Segundo a análise divulgada por Míriam Leitão, o STF ainda registrava maior volume de posts no período comparado. O movimento ocorreu no engajamento: a pauta do reajuste avançou rapidamente e ultrapassou as interações registradas pelo debate sobre a Corte.

Em um recorte de 24 horas, foram contabilizadas 254.610 menções ao reajuste, com pico de 21,7 mil publicações por hora. Segundo o Instituto Democracia em Xeque, o número de menções superou a soma registrada pelo caso Lulinha em 30 de julho, pela repercussão envolvendo Jaques Wagner em 18 de junho e pelo embate público entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro em 24 de junho.

Plenário STF
Foto: Alejandro Zambrana/STF

O instituto classifica o reajuste como um dos temas de maior repercussão no debate digital brasileiro em 2026 e como o quarto assunto de maior repercussão em setembro. A movimentação ocorreu logo após o governo anunciar reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691.

O benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777. Nesta sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, validou o reajuste de 15,04% e afastou violação às regras eleitorais, ao considerar que o decreto atualiza monetariamente uma política pública já existente, sem criar benefício ou ampliar o universo de beneficiários.

Os dados do relatório medem publicações e interações nas redes sociais. Eles mostram uma mudança rápida no centro do debate digital, mas não permitem concluir, isoladamente, que o reajuste tenha produzido mudança nas intenções de voto ou qualquer efeito eleitoral específico.

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Manchetes que nunca irão aparecer nos jornalões. Por Moisés Mendes

Milton Leite Tarcísio de Freitas
O ex-vereador, Milton Leite (União Brasil) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mais chamadas dos jornais sobre rolos e podres da extrema direita e da direita, que não viraram manchete nos jornalões. Todas estão nos jornais, mas nos cantinhos dos sites.

Somente se transformaram em manchete nos jornais alternativos ou de esquerda. Aí estão as chamadas escondidas por Globo, Estadão e Folha:

Flávio Bolsonaro participou de safari na África do Sul com integrantes da máfia do INSS

Vorcaro levou a filho de Fux recurso para tentar destravar precatório bilionário

O esquema com PCC envolvendo ex-presidente da Câmara e outros políticos em SP
(os ‘outros políticos’ são todos da direita e da extrema direita)

Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes no STF e pediu apoio em causa bilionária

Flávio Bolsonaro embarcou em viagens com Willer Tomaz e Weverton Rocha, investigados no escândalo do INSS

Vorcaro procurou filho de Fux para destravar processo de R$ 5 bilhões no STF

Daniel Vorcaro
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Foto: Victor Moriyama/Bloomberg

Flávio Dino manda investigar encontro de Mendonça com Vorcaro

Nunes Marques extinguiu investigação contra aliada do comprador de sentenças Cezinha de Madureira

Ministério Público do Trabalho move processo de R$ 30 milhões contra Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral

O áudio que levou ex-número 3 da Fazenda de Tarcísio à cadeia por corrupção

Ex-parceiro de Vorcaro que financiou instituto de Mendonça ficou fora de investigação

Cunhado de Gilmar chamava Vorcaro de irmão e recomendou aproximação com ministro

Flávio fez viagens de luxo em jatinho de empresa de Vorcaro com amigos alvos da PF

Banco de Edir Macedo tem prejuízo de R$ 581,4 milhões no primeiro semestre deste ano

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Lula reitera desejo de acabar com as bets: “Não é jogo, é vício”

Lula Haddad
O presidente Lula e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) durante ato em Guarulhos (SP). Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (18), durante ato em Guarulhos, na Grande São Paulo, que pretende acabar com as bets no Brasil. “Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets neste país”, declarou, sob aplausos. Em seguida, classificou as plataformas como “a coisa mais horrorosa” que já viu e como “uma loucura da nação”. A manifestação ocorre em meio à discussão no governo sobre novas restrições ao setor.

No discurso, Lula relatou o caso de uma mulher que, segundo ele, perdeu o filho de 26 anos após o jovem acumular dívidas com apostas. O presidente comparou a dependência provocada pela jogatina à devastação causada pelo crack e afirmou que apostadores podem comprometer renda que não possuem na expectativa de ganhar dinheiro. “Não é jogo, é vício, é ludopatia”, disse.

Lula também afirmou que R$ 62 bilhões foram destinados às bets e colocou a perda de arrecadação em segundo plano diante do impacto social que atribui às apostas. “A gente pode perder o imposto. O que eu não posso perder é a vida dos pobres jogando”, declarou. Na quinta-feira (17), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia usado a mesma ordem de grandeza ao afirmar que cerca de R$ 62 bilhões saem das famílias para as plataformas e que o governo estuda formas de reduzir esse impacto.

O presidente dedicou parte do discurso à reação dos clubes de futebol. Entidades e equipes da Série A se mobilizaram contra possíveis restrições mais duras às empresas de apostas, hoje responsáveis por uma parcela relevante dos patrocínios esportivos. Lula lembrou que o Brasil conquistou as Copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 antes da atual expansão das casas de apostas e ironizou: “Depois que apareceram as bets, não ganhou mais nada”.

Rapaz, o Lula quer acabar com as bets mesmo! Comparou o vício ao crack e disse que vai conversar com os times brasileiros.

“É a coisa mais horrorosa que vi na vida. Não posso perder a vida das pessoas jogando. O Brasil era campeão antes das bets, depois nunca mais.” pic.twitter.com/1iMXzKLM1k

— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) September 18, 2026

Ele também rejeitou a tese de que medidas contra as empresas provocariam o colapso do futebol brasileiro. “Esse negócio de que se acabar com as bets vai acabar com o futebol é uma balela”, afirmou. Na sequência, elevou o tom: “A gente vai acabar com as bets, e a gente vai acabar com a lavagem de dinheiro, com a safadeza e com a roubalheira”. Investigações recentes da Polícia Federal e do Ministério Público apuram casos específicos de lavagem de dinheiro relacionados a operadores de apostas, o que não significa que a acusação alcance indistintamente todas as empresas do setor.

Lula encerrou esse trecho dizendo que pretende conversar com os clubes, mas afirmou que a resistência das empresas não mudará sua posição pessoal. “Os donos das bets não vão querer que eu acabe. Mas eu não sou dono de bets, eu sou o Presidente da República deste país e vou acabar com as bets”, declarou. O discurso amplia uma ofensiva que Lula já vinha fazendo contra o setor: em abril, ele afirmou ao DCM, Brasil 247 e Fórum que as bets estavam “assaltando o povo”.

Apesar da declaração categórica de Lula, uma proibição ainda não está definida. O governo discute uma medida para proibir jogos de cassino online e impor novas restrições às apostas esportivas, mas o desenho final não foi anunciado. Durigan afirmou na quinta-feira que não havia decisão tomada e que qualquer nova medida seria apresentada ofici

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Sob cerco dos EUA, Cuba sofre novo apagão nacional e milhões ficam sem luz

 

Cuba apagão
Senhora descansa na porta da própria casa em meio a apagão que afeta Cuba. Foto: Ramon Espinosa – 18/09/2026/AP

Cuba sofreu nesta sexta-feira (18) mais um apagão nacional após o colapso de seu sistema elétrico, deixando milhões de pessoas sem energia. Segundo a Associated Press, o Ministério de Energia e Minas informou que começou a ativar protocolos de recuperação do serviço depois que a rede caiu em diferentes regiões da ilha.

Segundo as autoridades cubanas, a falha começou em linhas de transmissão na região oeste e provocou o colapso do sistema até a província de Matanzas. Na sequência, a parte oriental da ilha foi desconectada. O jornal estatal Granma informou ainda que condições meteorológicas instáveis agravaram a situação. Ao anoitecer, apenas 5% dos consumidores de Havana tinham recuperado a eletricidade.

A dimensão da crise elétrica cubana não pode ser separada do cerco econômico e energético imposto pelos Estados Unidos, com os colapsos da rede se tornando mais frequentes nos últimos dois anos e que vem se agravando desde janeiro, quando Washington intensificou o bloqueio de combustível com o objetivo declarado de pressionar por uma mudança política na ilha.

Donald Trump iniciou 2026 ameaçando impor tarifas a países que fornecessem petróleo a Cuba. Em maio, o governo estadunidense ampliou as sanções para atingir pessoas e empresas ligadas a setores como energia, mineração, finanças e segurança. Em junho, Washington incluiu nas restrições a estatal petrolífera Unión Cuba-Petróleo, a Cupet.

Cuba apagão
Foto: Ricardo Arduengo – 16/09/2026/Reuters

O cerco continuou avançando. No início de setembro, os Estados Unidos sancionaram o Banco Exterior de Cuba e outras estruturas financeiras e econômicas. Na quinta-feira (17), apenas um dia antes do novo apagão, Washington anunciou outra rodada contra oito entidades e três dirigentes ligados à exploração de níquel e ao complexo militar-industrial cubano. A ofensiva se soma a outras sanções aplicadas pelo governo Trump ao longo do ano.

As restrições atingem justamente a capacidade de Cuba de importar o combustível necessário às usinas termelétricas e peças para uma infraestrutura envelhecida. O bloqueio estadunidense não explica sozinho a falha de transmissão desta sexta-feira, mas amplia seus efeitos e reduz a capacidade do país de recuperar e modernizar a rede. É nesse ponto que a política predatória de Washington deixa de ser uma disputa diplomática abstrata e se materializa na rotina da população cubana.

Mesmo quando a rede nacional funciona, moradores enfrentam cortes que podem superar 30 horas consecutivas. A combinação entre apagões e cerco energético já provocou limitações no transporte, redução da jornada de trabalho, cancelamentos de voos e impactos sobre os serviços de saúde. Cozinhar, bombear água e manter internet e telefonia também se tornam tarefas incertas em uma ilha submetida há décadas ao bloqueio estadunidense.

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A Succession Battle Erupts Over a Late Ugandan Monarch

Family members and royal leaders are jockeying for control in the Tooro Kingdom after its former boy king died last month. Elders chose a TV journalist to succeed him, but the royal family has objected.
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Em disputa por influência, Carlos Bolsonaro critica campanha de Flávio e mira economista aliada

Flávio Carlos Bolsonaro
O candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e o irmão, Carlos Bolsonaro. Foto: Adriano Machado/Reuters

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro voltou a enfrentar uma disputa interna aberta entre a ala ideológica do bolsonarismo e o grupo que ganhou espaço na formulação econômica da candidatura. Carlos Bolsonaro cobrou publicamente que o irmão reconheça que seu crescimento eleitoral está ligado a Jair Bolsonaro e alertou contra integrantes do entorno que, em sua avaliação, podem afastá-lo da base. Segundo a Folha de S.Paulo, aliados de Carlos apontam Daniella Marques, conselheira econômica da campanha, como um dos principais alvos da crítica.

“Flávio precisa entender que seu crescimento e sua eleição se devem ao seu pai”, escreveu Carlos Bolsonaro. Em outro trecho, afirmou que quem tentar conduzir o candidato por outro caminho “o afasta de sua base e o torna refém pós-eleitoral”. O irmão não citou Daniella nominalmente, mas interlocutores disseram à Folha que a mensagem era dirigida, entre outros nomes, à ex-presidente da Caixa.

Daniella vem ampliando sua influência na campanha, com participação em atos, lives, viagens e elaboração do programa econômico. A ala mais radical do bolsonarismo considera que ela deveria permanecer em uma função técnica e de bastidor e reclama que passou a ocupar espaço político e a dar ordens. Eduardo Bolsonaro compartilha a resistência à economista, segundo pessoas próximas a ele ouvidas pelo jornal.

Um dos principais pontos de atrito é a defesa de cortes de gastos. Flávio Bolsonaro já prometeu um “tesouraço” caso chegue ao Planalto, e Daniella passou a ser identificada internamente com a proposta. Para integrantes da ala ideológica, colocar o ajuste fiscal no centro da campanha pode afastar eleitores que dependem de políticas sociais em um país de renda baixa.

Flávio precisa entender que seu crescimento e sua eleição se devem ao seu pai, à rejeição à covardia, aos desmandos e às revelações do modus operandi de determinados setores do Judiciário e à ruína, tanto econômica quanto social, que Lula vem trazendo ao país.

Qualquer um de seu…

— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) September 8, 2026

A crítica ganhou um componente histórico dentro do próprio bolsonarismo. Integrantes desse grupo atribuem à política econômica de Paulo Guedes, de quem Daniella foi uma das principais auxiliares, parte da responsabilidade pela derrota de Jair Bolsonaro em 2022. Eles defendem que Flávio Bolsonaro se comprometa com a manutenção de programas sociais e priorize temas como segurança pública, emprego e o legado político do pai.

As divergências já haviam aparecido em outras pautas. Daniella criticou a proposta de acabar com a escala 6×1 e defendeu maior liberdade para ampliar a jornada de trabalho. Ela também ganhou protagonismo na tentativa de aproximar Flávio Bolsonaro do eleitorado feminino e do mercado financeiro, dois movimentos vistos com desconfiança por setores mais ideológicos da família e da base.

A nova disputa ocorre justamente quando Flávio Bolsonaro melhora seu desempenho nas pesquisas e passa a enxergar uma possibilidade concreta de vitória. Para aliados do candidato, a alta nas sondagens também intensificou a briga por espaço e influência. Já a ala radical sustenta que o crescimento não autoriza uma mudança de identidade: quer uma campanha mais emocional, centrada em Jair Bolsonaro e nas bandeiras antissistema que consolidaram o bolsonarismo.

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Lula chama de “vira-latas” quem ergue bandeira dos EUA em atos políticos

Lula Trump Boneco
Boneco inflável de Trump segurando o presidente Lula com roupa de presidiário foi exibido no último ato bolsonarista de 7 de setembro na Paulista. Foto: Bruno Santos/Folhapress

O presidente Lula chamou de “vira-latas” e “traidores da pátria” brasileiros que levam bandeiras dos Estados Unidos para manifestações políticas no país. A declaração foi feita nesta quarta-feira (9), durante comício da campanha à reeleição em Teresina, no Piauí, dois dias depois de um ato convocado por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista exibir símbolos estadunidenses e homenagens a Donald Trump.

“Eu tenho muito orgulho da minha bandeira. Aqueles que só carregam a bandeira do Brasil e vão para comício com bandeira americana são vira-latas, são traidores da pátria, que não têm nenhum compromisso com este país”, afirmou Lula. O presidente não citou nominalmente Flávio Bolsonaro nem a manifestação da Paulista nesse trecho do discurso.

A referência ocorre depois de bolsonaristas erguerem um boneco inflável gigante de Trump durante o ato de 7 de Setembro. A figura do presidente estadunidense aparecia segurando uma representação de Lula vestido como presidiário. A manifestação também teve cartazes em inglês e acessórios ligados ao movimento MAGA. O evento foi convocado por Flávio Bolsonaro.

Lula também dirigiu o discurso diretamente ao presidente dos Estados Unidos. “O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema de nós, brasileiros”, afirmou. Na sequência, disse que seu governo reagirá caso Washington tente interferir no processo eleitoral: “Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. Se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los”.

🗳️ ELEIÇÕES | Lula critica bandeiras dos EUA em atos políticos: “Traidores da pátria” pic.twitter.com/vyw2gVdloL

— Metrópoles (@Metropoles) September 10, 2026

O confronto em torno da soberania já ocupa espaço central na disputa presidencial. No próprio 7 de Setembro, Lula contrapôs sua defesa da soberania à ofensiva de Flávio Bolsonaro contra o STF. A campanha petista também passou a explorar declarações e gestos da família Bolsonaro em relação aos Estados Unidos para acusar o grupo de colocar interesses estrangeiros acima dos nacionais.

Em Teresina, Lula vinculou esse discurso à sua motivação para continuar na política. Disse que acorda diariamente para defender educação, alimentação, emprego e renda e afirmou que “não são os anos que envelhecem a pessoa”, mas a falta de uma causa. Ao falar das bandeiras, reafirmou ter orgulho tanto do verde e amarelo do Brasil quanto do vermelho do PT, antes de atacar quem utiliza símbolos estadunidenses em atos políticos.

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Janja manda indireta a Michelle e diz que Lula é o “verdadeiro ungido de Deus”

Janja
A primeira-dama Janja Lula da Silva. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

A primeira-dama Janja da Silva chamou o presidente Lula de “verdadeiro ungido de Deus” nesta quarta-feira (9), durante comício da campanha à reeleição em Teresina, no Piauí. A expressão apareceu em um trecho no qual ela enumerava políticas sociais do governo e, logo depois, abriu uma defesa dos direitos das mulheres e da democracia.

Janja citou investimentos em educação, cultura e economia e afirmou que o governo ampliou oportunidades para crianças, jovens, mulheres e idosos. “Esse é o verdadeiro ungido de Deus. Esse sim é o homem que quer que todos tenham uma vida digna”, declarou diante dos apoiadores.

Na sequência, a primeira-dama colocou as mulheres no centro de sua defesa do governo. “O presidente Lula voltou e colocou as mulheres na centralidade das políticas públicas. Porque quando as mulheres avançam, o Brasil avança junto”, afirmou. Ela então mudou o tom para fazer um alerta sobre a preservação das conquistas obtidas.

Janja fala que Lula é o “único ungido de Deus” e exalta o papel das mulheres na campanha do Presidente. pic.twitter.com/7ZfsQUDDLW

— deok (@lauricadeok) September 10, 2026

“Mas é importante lembrar: nenhuma conquista está garantida para sempre. Direitos precisam ser defendidos, a democracia precisa ser cuidada diariamente, e nós, mulheres, somos a sua guardiã”, disse Janja. A primeira-dama pediu ainda que as mulheres escolham “todos os dias” o futuro que desejam construir para si e suas famílias.

A expressão religiosa utilizada por Janja aparece em meio a uma campanha em que referências à fé também ganharam peso no campo bolsonarista. André Mendonça, ministro do Supremo indicado por Jair Bolsonaro após a promessa de uma escolha “terrivelmente evangélica”, vem recebendo manifestações públicas de apoio de lideranças religiosas. Michelle Bolsonaro chegou a chamá-lo de “escolhido e ungido do Senhor” durante a atual crise no STF. A coincidência de linguagem dá contexto político à fala, mas Janja não citou Mendonça nesse trecho nem afirmou estar respondendo ao ministro ou a seus apoiadores.

No mesmo comício, Janja também atacou a família Bolsonaro e afirmou que ela não possui projeto para o Nordeste. A primeira-dama disse que, “se dependesse dos Bolsonaro, os nordestinos estavam comendo capim” e associou o governo anterior às filas por ossos, ao abandono e ao medo. O discurso reuniu, assim, três linhas da campanha de Lula: defesa das políticas sociais, mobilização das mulheres em torno da democracia e confronto com o legado de Jair Bolsonaro.

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Em meio a crise, Fachin cancela sessão plenária desta quarta-feira (9)

Da Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária ordinária que estava marcada para as 14h desta quarta-feira (9), em meio ao agravamento de uma crise entre ministros da própria Corte.

O cancelamento ocorre após o ministro Flávio Dino ter determinado, na manhã de hoje, a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), revertendo decisão do dia anterior do ministro André Mendonça, que afastava o delegado de suas funções.

O episódio é o mais recente de um embate público entre duas alas do Supremo – uma aliada a Mendonça e outra ao ministro Alexandre de Moraes. Ao cancelar a sessão desta quarta, Fachin evita o primeiro encontro público entre os ministros desde que a crise interna veio à tona, na semana passada.

Na sessão desta quarta, o plenário retomaria o julgamento sobre as regras para a contribuição social de produtores rurais ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).

Fachin é relator de um processo que trata da regularidade de relatórios da PF que têm como alvo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. O presidente do Supremo ainda aguarda a manifestação dos envolvidos antes de decidir sobre a abertura de investigações formais.

Na semana passada, Mendonça e Moraes protagonizaram um embate público sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.

Fachin pode decidir de forma monocrática (individual) ou levar o caso ao plenário, em sessão aberta ou fechada. Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

Guerra de relatórios

A crise veio à tona com a retirada do sigilo, por Mendonça, de relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator e que tem como alvo a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro, antigo dono do Banco Master.

No material divulgado constam 52 mensagens que os investigadores do caso dizem terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra proximidade com o ministro e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores.

Até o momento, Moraes nega qualquer contato com o ex-banqueiro. Após divulgação do material, o ministro tornou público um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual Mendonça que sugere direcionamento contra desafetos políticos na condução do caso Master.

O documento apresentado por Moraes, contudo, não é assinado nem traz qualquer marca da Polícia Federal. O ministro pediu a Fachin que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

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Presidente Lula adota medidas para diminuir preço dos combustíveis

Combustíveis terão redução de impostos: R$ 0,63 a menos para litro da gasolina e zero para etanol. Confira as medidas para reduzir os preços dos combustíveis com a TVT News.

Diante da persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e das restrições à oferta de combustíveis decorrentes de conflitos geopolíticos, o Governo Lula adotou nesta quarta-feira (9/9) duas novas medidas voltadas a conter a alta dos preços no Brasil.

Uma delas foi a assinatura de decreto que reduz em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zera as contribuições sobre o etanol hidratado.

A redução das alíquotas substitui e amplia os efeitos da subvenção da gasolina prevista na MP nº 1.358/2026, com valor de R$ 0,44 por litro, cuja vigência termina nesta quarta-feira. A outra foi a assinatura de medida provisória que autoriza subvenção econômica ao óleo diesel.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, o Governo Lula vem acompanhando as oscilações do mercado e tomando medidas proporcionais ao cenário do momento. O mercado internacional segue marcado por elevada incerteza.

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Lideranças reconheceram o histórico de incentivo aos biocombustíveis nos governos Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O preço do petróleo Brent voltou à faixa de US$ 100 por barril, em nível bastante superior ao observado antes do
acirramento dos conflitos, e permanecem as restrições que justificam a manutenção da política de suavização de preço dos derivados.

No caso do diesel, o aumento dos custos internacionais de refino agrava os efeitos do choque externo. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é proveniente de importações.

As medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico de combustíveis.

Decreto reduz impostos dos combustíveis gasolina e etanol


O decreto reduz por 30 dias, entre 10 de setembro e 9 de outubro, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização de gasolina e suas correntes, com exceção da gasolina de aviação, e de etanol hidratado.

No caso da gasolina, a redução da carga tributária é de R$ 0,63 por litro, incluindo PIS/Pasep e Cofins. Com a redução, os tributos totais serão de R$ 0,16 por litro, de modo que os consumidores pagarão menos tributos em comparação ao cenário atual.

Para o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins serão zeradas, o que corresponde a uma redução tributária de R$ 0,19 por litro.


Subvenção do Diesel

A medida provisória autoriza a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário enquanto persistir a instabilidade na oferta de combustíveis decorrente de conflitos geopolíticos.

O valor da subvenção por litro será definido por ato do Ministério da Fazenda e poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

No primeiro período, o valor da subvenção será de R$1,00 por litro. Os agentes que aderirem ao mecanismo deverão deduzir do preço de venda o montante correspondente à subvenção e registrar o desconto na nota fiscal.

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No primeiro período, o valor da subvenção será de R$1,00 por litro. Foto: Rovena Rosa/EBC.


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fará a habilitação dos participantes, o acompanhamento dos preços e o pagamento da subvenção.

A MP estabelece um mecanismo de caráter temporário e ajustável, justamente para permitir adequação à evolução das condições internacionais de oferta e preços. A duração e o valor da subvenção poderão ser modificados de acordo com a conjuntura e com a disponibilidade orçamentária e financeira.

Qual a diferença entre subsídio e subvenção

A principal diferença é que o subsídio é um termo mais amplo que engloba qualquer ajuda financeira do governo para baratear um produto ou serviço (como um desconto na compra de um imóvel ou na passagem de ônibus), enquanto a subvenção é um tipo específico de subsídio focado em cobrir despesas de custeio (como manutenção e funcionamento) de entidades públicas ou privadas.

O que é Subvenção?

A Subvenção é uma transferência de recursos financeiros que o beneficiário não precisa devolver, destinada a cobrir despesas correntes de custeio.

  • Como funciona: É muito usada no orçamento público para ajudar instituições (empresas, hospitais ou ONGs) a manterem suas portas abertas e contas do dia a dia pagas.
  • Tipos principais:
    • Subvenção Social: Ajuda instituições sem fins lucrativos (como assistência social ou saúde).
    • Subvenção Econômica: Ajuda empresas comerciais ou industriais para estimular a economia local ou baratear insumos

Fonte: Congresso Nacional

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Ukraine’s Unexpected $27 Billion Budget Gap Rattles Europe

An unexpected request from President Volodymyr Zelensky offered a stark reminder that the cost of the war will rise, challenging Europe.
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Homem morre após passar mal durante treino em academia de Salvador

Um homem de 50 anos morreu na tarde desta sexta-feira (21) após passar mal enquanto realizava exercícios em uma unidade da Smart Fit localizada na Avenida Cardeal da Silva, no bairro da Federação, em Salvador. A vítima foi identificada como Gleidson Andrade Macedo. Segundo informações divulgadas pela academia, ele apresentou um mal-estar enquanto treinava. A […]
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Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, na manhã desta sexta-feira (21), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a retomada das negociações comerciais bilaterais e discutir a contenção de conflitos internacionais.

Durante a conversa de 1 hora e 20 minutos, classificada pelo Planalto como cordial, Lula afirmou que as alegações americanas que motivaram a recente imposição de novas tarifas contra o Brasil são infundadas. O governo estadunidense fundamentou as medidas alegando desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado.

Lula afirmou que as tarifas afetam negativamente o Brasil e os Estados Unidos e enfatizou que o diálogo é o melhor caminho para ambos os países. Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais fortes e propôs o reencontro breve de suas equipes diplomáticas.

Na pauta de segurança, Lula reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas.

Ele afirmou ainda que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações. Entre as estratégias está a asfixia financeira que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Lula apresentou ainda os avanços brasileiros no combate ao crime organizado — destacando a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e afirmou que indicará funcionários de alto escalão para dar andamento às tratativas.

Os dois presidentes também conversaram sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. Já o presidente Trump teceu considerações sobre as perspectivas estadunidenses de resolução do conflito com o Irã.

O presidente brasileiro lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para buscar saídas diplomáticas. “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, declarou Lula.

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Atriz Laura Cardoso morre aos 98 anos

A atriz Laura Cardoso, um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos em São Paulo. A informação foi confirmada pela família na madrugada desta terça-feira (18) em publicação nas redes sociais da artista.

Segundo a filha da atriz, Fátima Cardoso, Laura faleceu na noite de segunda-feira (17), por volta das 23h20, em sua residência no bairro do Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, após passar mal. O bisneto da atriz, Fernando Faria, informou que a causa da morte foi natural.

O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo .

Laura Cardoso deixa um legado de mais de 80 anos de carreira, com trabalhos no rádio, teatro, cinema, dublagem e televisão.

Principais trabalhos de Laura Cardoso

  • Na TV: Dona Isaura em Mulheres de Areia (1993), Dona Guiomar em A Viagem (1994), Maria Rosa em Irmãos Coragem (1970), Vó Piedade em A Vida da Gente (2011), Matilde Azevedo em A Dona do Pedaço (2019) 
  • No cinema: Terra Estrangeira (1995), Através da Janela (2000), O Outro Lado da Rua (2004), Dona Rosinha (2025) 
  • No teatro: Plantão 21 (1959), Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1991), Vereda da Salvação (1993), A Última Sessão (até 2016) 
  • Na dublagem: Betty Rubble em Os Flintstones (dublagem entre 1963 e 1966)

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Em Brasília, em 8 de janeiro de 2006, a primeira-dama Marisa Letícia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Cultura, Gilberto Gil e a atriz Laura Cardoso, na 12ª edição de entrega da Ordem do Mérito Cultural a personalidades e instituições que se destacaram por sua contribuição à cultura brasileira. Foto: Fabio Pozzebom/ABr

Início da carreira no rádio

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni em 13 de setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, filha de imigrantes portugueses, Laura Cardoso começou a carreira aos 15 anos no radioteatro da Rádio Cosmos . Na época, a profissão de atriz era malvista para mulheres, mas ela seguiu sua vocação . Em 1948, destacou-se como Laurinha no programa “Ciranda, Cirandinha”, na Rádio Cultura .

Trajetória na televisão de Laura Cardoso

Laura Cardoso estreou na televisão em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, da TV Tupi, emissora que acabara de ser inaugurada . Por cerca de 15 anos, integrou o elenco fixo de teleteatros transmitidos ao vivo, como “TV de Vanguarda” (1956), “TV de Comédia” (1957) e “Grande Teatro Tupi”.

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Laura Cardoso e Ivan Mesquita, em Algemas de Ouro, em 1968. Foto: Arquivo Nacional

Em 1981, estreou na TV Globo na novela “Brilhante”, de Gilberto Braga, a convite do diretor Daniel Filho, sendo contratada pela emissora dois anos depois . Ao longo da carreira, acumulou mais de 60 novelas, tornando-se a atriz com mais títulos na carreira no país . Seu último trabalho na televisão foi em “A Dona do Pedaço” (2019).

Cinema, teatro e dublagem

No cinema, Laura participou de mais de 20 filmes. Destacam-se suas atuações em “Terra Estrangeira” (1995), de Walter Salles e Daniela Thomas, “Através da Janela” (2000), de Tata Amaral, e “O Outro Lado da Rua” (2004), de Marcos Bernstein.

No teatro, trabalhou sob direção de nomes como Antunes Filho e Gabriel Villela . Entre os espetáculos marcantes estão “Plantão 21” (1959), sua estreia no teatro adulto, “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” (1991) e “Vereda da Salvação” (1993).

Entre 1963 e 1966, emprestou sua voz à personagem Betty Rubble, mulher de Barney, no clássico desenho animado “Os Flintstones” . Sobre a experiência, declarou: “Amei fazer a Betty. Dublagem tem um tempo maravilhoso, de acerto, de fazer texto e imagem”.

Prêmios e homenagens de Laura Cardoso

Laura Cardoso recebeu diversos prêmios ao longo da carreira:

  • Troféu APCA – cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte por suas atuações 
  • Prêmio Shell de Teatro – em 1990 por “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” e em 1993 por “Vereda da Salvação” 
  • Melhor Atriz no Festival de Recife – por “Através da Janela” (2000) 
  • Grande Prêmio Cinema Brasil – Melhor Atriz Coadjuvante por “O Outro Lado da Rua” (2004) 
  • Prêmio Oscarito – no Festival de Cinema de Gramado (2023) pelo conjunto da obra 
  • Ordem do Mérito Cultural – concedida pelo governo brasileiro em 2006 por sua contribuição à cultura 
  • Estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo – inaugurada em outubro de 2025 

Informações sobre o velório de Laura Cardoso

Velório Laura Cardoso

📍Local: Funeral Home (Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista
🗓 Dia: Hoje (18/08)
🕗 Horário: 08:00 – 14:00
💐Para coroas de flores: (11) 95072-8397

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In Chocó, a remote region, “pain, hunger and homelessness await” survivors of last week’s earthquake, the governor said. Shakira visited to help draw awareness.
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With a second term, Hakainde Hichilema must navigate relations with the Trump administration, which has sought greater access to the copper-rich nation’s natural resources.
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Lula visita a Petrobrás na Foz do Amazonas e diz que petróleo significa soberania nacional e investimento em educação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, nesta segunda-feira (17), um navio-sonda da Petrobras que atua na exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Amapá. A agenda ocorre três dias após a estatal anunciar a identificação de petróleo e gás no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. Saiba mais na TVT News.

A confirmação foi feita pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante uma coletiva em Oiapoque (AP), com a presença de Lula e outras autoridades do governo. Segundo ela, a perfuração deve continuar por mais 15 a 20 dias para delimitar a descoberta e determinar o volume de petróleo existente.

Durante a coletiva, Lula afirmou: “Nós vamos continuar cuidando do meio ambiente. O Brasil tem que saber que esse estado aqui, 87% é reserva. E que 90% desse território praticamente está com a floresta intocável. E graças a Deus a gente descobriu isso aqui. Eu toquei o pré-sal, parecia que já estava refinado. Nós temos a chance de ter um petróleo muito chique, de muita qualidade, para abençoar o futuro do filho de vocês, o futuro desse país.”.

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Lula diz que o petróleo significa soberania, universidades e comida na mesa do trabalhador brasileiro. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente afirmou que o petróleo encontrado significa investimento em educação e soberania nacional. “Eu estou pensando no benefício que isso vai dar pro país quando a gente quiser fazer mais universidade, mais matemática, mais inteligência digital, mais escola integral e mais investimento na nossa soberania. Isso aqui significa soberania nacional”, disse Lula.

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Petrobras confirma petróleo no poço Morpho

Veja a coletiva do presidente Lula:

O poço Morpho está localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área com aproximadamente 2.886 metros de lâmina d’água. A Petrobras é a única operadora do bloco, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013.

Na sexta-feira (14), a estatal havia informado a identificação de “hidrocarbonetos” no local. Naquele momento, a empresa ainda não havia confirmado se os sinais encontrados correspondiam efetivamente a petróleo ou gás natural.

A confirmação veio nesta segunda. De acordo com a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio da análise de perfis elétricos e de amostras de rochas coletadas durante a perfuração.

Confira o vídeo do Presidente Lula na descoberta de petróleo na Margem Equatorial

Apesar da descoberta, a empresa ainda não sabe qual é o tamanho da acumulação. “Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área”, afirmou Magda Chambriard.

A etapa de perfuração continuará nas próximas semanas. O objetivo é obter informações que permitam estimar o volume da reserva e avaliar se a acumulação encontrada apresenta condições para uma futura produção comercial.

Antes da coletiva, Lula esteve no navio-sonda que realiza a operação em águas profundas. A estrutura trabalha na Margem Equatorial, região que se estende pelo litoral brasileiro do Amapá ao Rio Grande do Norte e que se tornou uma das principais apostas da Petrobras para ampliar suas reservas.

Campanha prevê novos poços

A descoberta no Amapá integra uma campanha exploratória mais ampla da Petrobras na Margem Equatorial. Segundo Chambriard, estão previstos outros três poços para perfuração na área, além de cinco poços em regiões adjacentes.

“É esse gigantesco esforço exploratório que vai nos dizer o real potencial da região”, afirmou a presidente da estatal.

O Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras prevê a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, com investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões. A estratégia busca ampliar o conhecimento sobre as reservas existentes na região e verificar a possibilidade de desenvolver novas áreas produtoras.

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) considerou a descoberta significativa por apontar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país. A entidade também avaliou que o resultado pode contribuir para a segurança energética brasileira no médio e longo prazo.

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A sonda NS-42 realiza a pesquisa exploratória no poço Morpho, na margem equatorial brasileira, onde a Petrobras descobriu a presença de hidrocarbonetos. Foto: Ricardo Stuckert

A Petrobras, entretanto, ainda não trata o poço Morpho como uma nova área de produção. A descoberta está na fase de avaliação exploratória, que precisa ser concluída antes de qualquer decisão sobre desenvolvimento comercial.

Exploração ocorre em área de debate ambiental

A exploração de petróleo na Foz do Amazonas ocorre em uma região ambientalmente sensível e é alvo de debate há anos. A Petrobras levou mais de uma década para conseguir autorização para perfurar na área.

O Ibama concedeu a licença para a perfuração em outubro de 2025, após exigir medidas relacionadas à proteção ambiental e à resposta a eventuais acidentes. A estatal afirma que as operações seguem os requisitos estabelecidos no processo de licenciamento.

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Onde ficam as novas instalações da Petrobras na Margem Equatorial. Foto: Divulgação/FUP

Em comunicado sobre a descoberta, a Petrobras afirmou que a perfuração continuará de forma segura, com respeito ao meio ambiente e às pessoas.

A discussão sobre a Margem Equatorial envolve, de um lado, a busca por novas reservas e pela segurança energética e, de outro, os riscos ambientais associados à exploração de petróleo em uma região considerada de alta sensibilidade ecológica.

O que acontece depois da descoberta?

A confirmação de petróleo não significa que a produção comercial começará imediatamente. A Petrobras ainda precisa concluir a perfuração e realizar estudos para responder a duas questões centrais: quanto petróleo existe no reservatório e se a acumulação é economicamente viável para exploração.

Os dados obtidos durante essa etapa serão utilizados para delimitar a descoberta e avaliar suas características. Somente depois desse processo será possível definir os próximos passos para a área.

A companhia também deverá avançar com a campanha exploratória prevista para a Margem Equatorial. O resultado do poço Morpho pode fornecer informações importantes para as próximas perfurações, mas o potencial da região ainda depende dos resultados dos demais poços.

A descoberta ocorre em um momento em que a Petrobras busca ampliar suas reservas para garantir a produção de petróleo nas próximas décadas. Atualmente, o pré-sal concentra a maior parte das reservas e da produção brasileiras, mas a empresa considera necessário explorar novas fronteiras diante da perspectiva de declínio futuro de algumas áreas maduras.

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Barred From Ballot, a Party Becomes a Vessel for Russians’ Discontent

The spotlight on the country’s only antiwar party has brought a spark to what had looked like another dull, tightly controlled election campaign.
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Houthis Claim Strike on Saudi Vessel as Red Sea Violence Escalates

The armed group, based in Yemen and backed by Iran, said it had launched missiles near the vital maritime trade route, in a conflict that shows no sign of abating.
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Tech Check: Mudança de liderança para era da IA precisa acontecer agora, diz presidente da Korn Ferry Vinicius De Luca

A adaptação das lideranças empresariais à inteligência artificial precisa começar imediatamente para que as companhias consigam acompanhar a velocidade das mudanças tecnológicas até 2030. É o que afirma Vinicius De Luca, presidente da Korn Ferry para a América do Sul.

A avaliação foi feita durante estreia do Tech Check, novo programa do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, comandado pela jornalista Christiane Pelajo. A atração é dedicada a mostrar como a inteligência artificial e as novas tecnologias estão transformando o ambiente corporativo e os negócios.

Durante a entrevista, De Luca afirmou que as empresas precisam avançar não apenas na adoção de ferramentas de IA, mas principalmente no desenvolvimento das competências comportamentais necessárias para conduzir a transformação.

“Essa mudança do time de liderança precisa acontecer agora. Caso ela não aconteça, a gente vai ter uma outra discussão, que é como isso vai inviabilizar algumas dessas empresas dentro desse período de tempo extremamente curto”, afirmou.

Segundo o executivo, a velocidade da transformação faz com que capacidades como curiosidade, execução, inovação, adaptabilidade e aprendizado contínuo ganhem peso na seleção e no desenvolvimento de profissionais.

“O ponto principal dessa questão, para mim, é, sem dúvida nenhuma, a capacidade de aprendizado contínuo”, disse.

Leia também: ESTREIAS DE AGOSTO — Times | CNBC lança programas em seu novo estúdio de Inteligência Artificial Integrada

Quase 40% das habilidades podem ficar defasadas

O levantamento mais recente do Fórum Econômico Mundial citado durante o programa estima que 39% das habilidades utilizadas atualmente pelos profissionais podem ficar defasadas até 2030.

A pesquisa também aponta que 59 em cada 100 trabalhadores deverão precisar de treinamento ou requalificação diante das mudanças no mercado de trabalho.

Para De Luca, o cenário exige uma mudança na forma como as empresas avaliam profissionais. Experiência e histórico de carreira continuam relevantes, mas competências relacionadas à capacidade de adaptação tendem a ganhar importância.

“Hoje ainda a gente contrata muito com base na experiência, com base no histórico. Quando a gente projeta isso para 2030, tem uma questão muito importante de competências que são o cerne da discussão”, afirmou.

Entre elas, o executivo destacou curiosidade, capacidade de execução, aprendizado e inovação.

Liderança será ‘força motriz’ da transformação

De Luca afirmou que a adaptação dos funcionários dependerá diretamente da capacidade das lideranças de conduzir a mudança.

“O time de liderança é a grande força motriz dessa mudança”, disse.

Segundo ele, o desafio não se limita aos CEOs e demais integrantes da alta administração. Conselhos de administração também precisam participar da discussão sobre as mudanças provocadas pela inteligência artificial.

“Não somente em níveis de C-level ou CEOs, mas também de governança. Os conselhos das empresas também necessitam entrar nessa parte da discussão da liderança”, afirmou.

O executivo destacou ainda que mudanças tecnológicas precisam ser acompanhadas por uma transformação da cultura das organizações.

“Os líderes são os grandes embaixadores. Quando a gente trabalha com processos como esse, tem um lado principal, que é a cultura”, disse.

Empresas ainda tratam IA como problema de TI

Apesar do avanço da discussão sobre inteligência artificial, De Luca avalia que muitas empresas da América do Sul ainda não incorporaram completamente o tema às suas estratégias.

Segundo ele, a transformação está mais avançada dentro das áreas de tecnologia do que em outras estruturas das companhias.

“A gente vê o movimento, sim, de intenção de mudança. Entretanto, ainda percebe um modelo que não está tão avançado”, afirmou.

O executivo disse já ter ouvido dentro de organizações a avaliação de que a inteligência artificial seria uma responsabilidade exclusiva das equipes de tecnologia.

“Já ouvi histórias de: ‘Não, essa é uma preocupação de TI e não é preocupação nossa’. Isso, para mim, é sem dúvida nenhuma uma preocupação”, disse.

Para De Luca, a adoção da IA precisa envolver toda a organização, especialmente quem ocupa posições de liderança.

Aprender rápido será competência central

Entre as características mais importantes para profissionais e executivos, De Luca destacou o chamado learning agility, ou agilidade de aprendizado.

“Existe uma das competências que eu sempre falo, que é exatamente o learning agility, ou seja, minha capacidade e minha agilidade de aprendizado”, afirmou.

Segundo ele, o curto intervalo até 2030 torna mais urgente o investimento em desenvolvimento de pessoas, especialmente porque competências comportamentais costumam exigir mais tempo para serem consolidadas.

“A capacidade mais de comportamento, que a gente fala de competências, leva um tempo maior para se desenvolver. E, visto que a gente tem um tempo extremamente curto, esse investimento tem que ser feito agora”, disse.

Leia também: Protagonistas: Mulheres precisam assumir o controle do próprio patrimônio, diz cofundadora da Lifetime W

Requalificação entra na estratégia das empresas

De Luca também destacou a importância dos processos de upskilling e reskilling para preparar profissionais para novas exigências.

O upskilling envolve ampliar as competências de um profissional para que ele acompanhe a evolução de sua área, enquanto o reskilling busca desenvolver novas capacidades diante das transformações das funções e do mercado.

Para o presidente da Korn Ferry na América do Sul, essas iniciativas precisam fazer parte das prioridades estratégicas das companhias.

“É uma responsabilidade, sem dúvida nenhuma, de todos que lideram as empresas. Espero que isso esteja na agenda dos executivos e, principalmente nas empresas de capital aberto, também na agenda dos seus conselhos”, afirmou.

Na avaliação de De Luca, o diferencial dos próximos anos não estará apenas no acesso à inteligência artificial, mas na capacidade das empresas e de seus profissionais de aprender, adaptar-se e transformar a tecnologia em mudanças concretas nos negócios.

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Flávio Bolsonaro admite e-mails do Missão, mas diz que foram tratados como “spam”

O senador Rogério Marinho, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, Dani Marcos, coordenadora do plano de governo e o vice da chapa do PL, Alfredo Gaspar. Reprodução YT

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que seu gabinete recebeu e-mails automáticos do Partido Missão antes da descoberta de que ele havia sido registrado como filiado à legenda. As mensagens, segundo o presidenciável, foram ignoradas por parecerem spam.

A declaração foi feita em uma transmissão realizada na noite desta quinta-feira (13), com a participação do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e de Dani Marcos, integrante da equipe responsável pela coordenação do plano de governo da chapa e do Senador Rogério Marinho.

“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. Como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que é spam”, declarou Flávio.

Flávio Bolsonaro confirma alegação do partido Missão: sua assessoria recebeu emails sobre a filiação fraudulenta, mas considerou que era “spam” pic.twitter.com/FNCwS6wVad

— Sam Pancher (@SamPancher) August 14, 2026

O senador levou uma das mensagens impressas para a live e afirmou que o e-mail cobrava um pagamento que não teria sido realizado dentro do prazo. “É reclamando que não recebeu o meu pagamento em dez dias”, disse.

A filiação ao Missão apareceu no sistema da Justiça Eleitoral e impediu inicialmente o registro da candidatura de Flávio à Presidência pelo PL. O senador classifica o episódio como uma fraude e nega que tenha solicitado a entrada na legenda.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não houve invasão ao sistema da Justiça Eleitoral. O registro foi realizado por alguém com credenciais do próprio Missão e autorização para cadastrar filiações partidárias.

Durante a transmissão, Flávio também rebateu a acusação feita pelo deputado federal André Janones (Avante-MG) de que ele teria encenado o episódio para desacreditar a Justiça Eleitoral. Janones não apresentou provas da alegação.

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Embaixador de Trump acusa colonos israelenses de terrorismo na Cisjordânia

Mike Huckabee Trump Israel
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, chamou de “terroristas israelenses” os colonos que mantiveram moradores de três casas palestinas cercados em Qusra, na Cisjordânia ocupada. A expressão veio de um aliado de Donald Trump conhecido pela defesa dos assentamentos e foi acompanhada de outra definição: “ato de terror”. Horas depois, o próprio Huckabee começou a reduzir o alcance da condenação. Com informações da AP.

Durante cinco noites, colonos bloquearam as saídas dos imóveis, cortaram água e eletricidade e impediram que as famílias circulassem com segurança, enquanto diminuíam os estoques de alimentos e água potável. Qusai Abu Rida permaneceu em uma das casas com o filho adolescente e recorreu à água de um poço. Forças israelenses chegaram a intervir, mas os colonos voltaram. Nesta quinta-feira (13), o Exército afirmou ter desmontado dois postos ilegais e detido um israelense.

Huckabee afirmou que a embaixada americana pedira a atuação do Exército e da polícia de Israel. Disse que os responsáveis eram “terroristas israelenses”, classificou o cerco como “ato de terror” e chamou a intimidação contra a família de “comportamento de bandidos”. Também negou que Washington e a representação diplomática tivessem ignorado o caso.

This is another lie. @usembassyjlm has been VERY involved & the IDF & Israel Police have gone at our request to remove the Israeli terrorists doing this. The actions of those doing this to this family’s home is criminal. The WH hasn’t “intervened” because we have kept DC… https://t.co/qrfnCYcOtB

— Ambassador Mike Huckabee (@GovMikeHuckabee) August 13, 2026

Menos de quatro horas depois, porém, os “terroristas” passaram a ser descritos pelo embaixador como “invasores ilegais”. À tarde, Huckabee foi além: escreveu que os colonos “não são o problema” na região que chamou de “Judeia e Samaria” e usou o rótulo “unsettlers” — algo como “descolonos” — para apresentar os autores do cerco como uma pequena minoria desvinculada do movimento. Em seguida, cobrou da imprensa uma cobertura “equilibrada”.

Para sustentar essa distinção, Huckabee compartilhou uma reportagem do Jerusalem Post com condenações de líderes de assentamentos. Yisrael Ganz disse que a violência em Qusra “não é o nosso caminho”, enquanto Shai Alon afirmou que os agressores causam danos irreversíveis a Israel e ao movimento. O mesmo Ganz, no entanto, defendeu a continuidade da expansão israelense na Cisjordânia e pediu a revogação dos Acordos de Oslo.

"Settlers" are not the problem in Judea/Samaria. "Unsettlers" are. Very small minority who do great damage to Palestinian families & to Israel. Real settlers like Ysrael Ganz, Governor of Judea/Samaria condemn the actions of the few. Let's hope the media gives attention to this…

— Ambassador Mike Huckabee (@GovMikeHuckabee) August 13, 2026

Qusra registra mais ataques de colonos do que qualquer outra comunidade da Cisjordânia em 2026, segundo a ONU. Autoridades palestinas contabilizam 1.476 ataques desde janeiro. O cerco tampouco é um episódio isolado para Washington, já que em julho, colonos israelenses armados cercaram o deputado americano Ro Khanna por cerca de 90 minutos. O episódio integra um quadro mais amplo de violência de colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia ocupada.

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Sadi ataca o “sistema” e o STF no caso do blogueiro do Maranhão e faz a festa dos bolsonaristas

Andréia Sadi, da GloboNews

No programa Estúdio i, da GloboNews, a apresentadora Andréia Sadi comentou a operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra bandidos que perseguem o ministro Flávio Dino no Maranhão. A diatribe de Sadi fez a festa da extrema-direita com todo um ataque ao “sistema”, essa palavrinha mágica sobre a qual os fascistas se refestelam como porcos na lavagem da democracia.

“O Supremo Tribunal Federal, como guardião da Constituição, promove esse ato que — como estamos vendo e conforme venho dizendo aqui —, na minha opinião, tem um objetivo final totalmente diferente: eles estão nos testando. Sim, estão testando. Mas os nervos estão à flor da pele desde o caso Master, momento em que foram levados para dentro desse processo. O tempo todo, o que se vê é o sistema atuando em favor do próprio sistema, do qual eles fazem parte. Tenho falado sobre isso aqui. Da mesma forma, Octávio [Guedes}, quando você e a Flávia [Oliveira] abordam a questão do diploma jornalístico, vale lembrar que há muitos jornalistas diplomados que, ‘entre aspas’, já não exercem o jornalismo”, disse.

“Isso ocorre porque não há como flexibilizar essa discussão; esse debate só tem um caminho: defender o que está na Constituição. O artigo 5º, inciso XIV, é extremamente claro. Se estivesse escrito em russo, ainda assim seria transparente para nós, jornalistas. Portanto, investigar é necessário? Obviamente. Deve-se apurar se há alguém monitorando um ministro do Supremo ou qualquer indivíduo que se sinta perseguido? Com certeza. O que não é cabível é realizar essa investigação violando o direito e a garantia constitucional de um jornalista.”

ANDRÉIA SADI DETONA O STF E JORNALISTAS QUE DEFENDERAM A OPERAÇÃO CONTRA FONTE DE JORNALISTA AUTORIZADA POR MORAES:

“Eles estão testando, com os nervos à flor da pele desde o caso Master, onde foram levados para dentro do caso por eles. É o sistema atuando pelo sistema, e eles… pic.twitter.com/cJUit7F8C7

— Pri (@Pri_usabr1) August 13, 2026

O caso investigado pela PF e o “sistema”

O discurso de Sadi ocorreu no contexto da operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da Polícia Federal e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O alvo da ação foi Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública e de Assuntos Legislativos do Maranhão.

Cutrim, segundo a Polícia Federal, violou sistemas de acesso restrito para monitorar carros e trajetos feitos pelo ministro Flávio Dino e repassá-los a um comunicador local, é alvo de investigação por suspeita de oferecer propina para ocultar o nome de políticos do Estado no caso do assassinato de um empresário em 2022.

As informações foram repassadas ao jornalista e blogueiro Luís Pablo, que publicou reportagens sobre o tema a partir de novembro de 2025. Em março de 2026, a PF apreendeu celulares, notebook e pendrive de Luís Pablo, ação que levou os investigadores até o nome de Cutrim.

Segundo registros disponíveis na plataforma Jusbrasil, na seção de “diários oficiais”, Luís Pablo aparece como réu em mais de 350 processos. Os processos, porém, não tratam todos de acusações de extorsão.

Em dezenas desses casos, há registros de condenações relacionadas ao não pagamento de salários e de direitos trabalhistas. Em 2017, ele foi preso junto com o pai e um irmão, também blogueiros, sob suspeita de cobrar dinheiro de pessoas investigadas para não divulgar informações obtidas clandestinamente. Em 2019, foi condenado por difamação contra três desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão, em razão de publicações feitas em seu site.

A afiliada da Globo no Maranhão contou a história do sujeito. Mas o problema é “sistema”, parceiro. Sacou?

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Janones acusa Flávio Bolsonaro de forjar filiação fake para atacar Justiça Eleitoral

Janones
O deputado federal, André Janones (REDE-MG). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Avante-MG) acusou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter encenado a própria filiação ao Partido Missão para descredibilizar a Justiça Eleitoral. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (13), Janones disse que o senador teria pago alguém para incluí-lo em outra legenda, mas não apresentou provas da acusação.

A declaração foi feita após Flávio aparecer como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral, o que impediu inicialmente o registro de sua candidatura à Presidência pelo PL. Janones afirmou que o episódio repetiria, segundo sua versão, a estratégia usada pela família Bolsonaro após a facada contra Jair Bolsonaro em 2018.

O TSE informou que a filiação não foi resultado de ataque ao sistema eleitoral. Segundo o tribunal, o registro foi feito por alguém que tinha credenciais do Partido Missão para efetivar filiações, e não por uma invasão à plataforma da Justiça Eleitoral.

Todo mundo sabe o que aconteceu. O próprio Flávio pagou alguém pra filiar ele em outro partido para tentar tentar descredibilizar a justiça eleitoral. Seguiram o mesmo roteiro da facada forjada em 2018 pra eleger Bolsonaro. Só que dessa vez deu ruim pra eles. Isso é só uma…

— André Janones (@AndreJanonesMG) August 13, 2026

A filiação de Flávio ao PL foi retomada pelo TSE após a checagem do caso, permitindo que o senador voltasse a constar na legenda pela qual pretende disputar a Presidência. A informação do tribunal, no entanto, não identifica quem usou as credenciais do Missão nem atribui a operação a Flávio Bolsonaro.

Ao final, Janones afirmou que jogará “com todas as armas” para “exterminar esses vermes”.

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EUA planejam ataques contra narcotraficantes na América Latina: “Onde quer que trafiquem drogas”

Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, no Panamá. Foto: Aris Martinez/REUTERS

Os Estados Unidos planejam ampliar para operações em terra a campanha militar contra organizações do narcotráfico na América Latina. A estratégia prevê ações contra grupos considerados ameaças aos EUA e a países aliados, em uma expansão da ofensiva que já ocorre contra supostas embarcações usadas para o tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

A informação foi dada pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante uma visita ao Panamá. Segundo ele, Washington pretende levar para o território continental da América Latina a mesma capacidade operacional empregada nos ataques contra as chamadas “narcolanchas”.

“Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, essas organizações são um alvo, assim como o Estado Islâmico ou a Al Qaeda”, afirmou Hegseth.

Vestindo uma camiseta verde-oliva e cercado por militares, o chefe do Pentágono disse que os Estados Unidos trabalham com países aliados para realizar operações terrestres contra organizações que Washington classifica como organizações terroristas designadas.

Hegseth citou especificamente Equador e Colômbia como parceiros nos preparativos para levar a ofensiva aos territórios onde atuam grupos do narcotráfico.

EUA querem repetir ataques realizados no Caribe e no Pacífico

De acordo com o secretário de Defesa, os EUA esperam, no curto prazo, desenvolver com os países aliados uma “capacidade operacional” semelhante à utilizada nos ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas.

“Será o mesmo efeito em terra”, afirmou Hegseth. “Por isso estamos trabalhando com Equador, Colômbia e outros parceiros para levar a luta às DTO [organizações designadas terroristas] em terra.”

A campanha militar americana contra supostas embarcações do narcotráfico começou em setembro de 2025 e, segundo os dados apresentados na reportagem, já deixou ao menos 215 mortos em ataques realizados no Caribe e no Pacífico Oriental.

As operações provocaram críticas de juristas e organizações de direitos humanos, que questionam a legalidade dos ataques e afirmam que alguns deles podem configurar execuções extrajudiciais.

Hegseth, porém, defendeu abertamente a estratégia letal.

“Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados. Vamos destruir estas redes com todas as capacidades do governo americano.”

Out with our warriors at the Jungle Operations Training Center in Panama.

No environment is too harsh, no terrain too tough. Incredibly proud of these lethal joint and partner forces. pic.twitter.com/cJHqoepLY9

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) August 13, 2026

Aliança de 19 países contra os cartéis

Os planos fazem parte da Coalizão Anticartéis das Américas, uma aliança liderada pelo governo de Donald Trump que reúne 19 países.

Entre os participantes estão Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru. O México, apesar de abrigar alguns dos grupos criminosos mais poderosos da região, não integra a coalizão.

Durante sua passagem pelo Panamá, Hegseth participou de exercícios militares realizados anualmente no país com a participação de cerca de 20 nações.

O secretário afirmou que a ofensiva poderá alcançar qualquer lugar onde organizações de tráfico de drogas estejam operando.

Entre os grupos e atividades mencionados por Hegseth estão redes de tráfico de cocaína, o comércio de fentanil no México e remanescentes de guerrilhas colombianas.

A declaração representa uma ampliação significativa da atuação militar americana contra o narcotráfico na América Latina e abre a possibilidade de operações terrestres dos EUA e de seus aliados contra grupos classificados por Washington como organizações terroristas.

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Brasil adota reciprocidade contra EUA

Leia a nota oficial do Governo federal informando que abriu processo de reciprocidade contra o tarifaço dos EUA

Nota à imprensa sobre a abertura de processo de reciprocidade relativo às tarifas impostas pelos Estados Unidos

O governo brasileiro informa que deu início a análise de pleito ordinário de enquadramento, sob a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), das medidas unilaterais adotadas pelo governo dos Estados Unidos da América no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio daquele país. 

Nesta data, 13/08/2026, seguindo o rito previsto no Decreto nº 12.551, de 2025, a Secretaria-Executiva da Camex compartilhou o pleito com os demais membros do ComitêExecutivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Em cumprimento ao artigo 16 do referido Decreto, o Ministério das Relações Exteriores está notificando o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas. O processo de análise do pleito de reciprocidade seguirá os ritos previstos no Capítulo V do Decreto.

As consultas diplomáticas, que visam mitigar ou anular os efeitos das medidas e das contramedidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica, reforçam a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo e a negociação em suas relações internacionais.

Ao longo do último ano, o governo brasileiro atuou consistentemente junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301, e apresentou evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio do Brasil.

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Lei da Reciprocidade autoriza adoção de medidas comerciais em razão de práticas estrangeiras que impactem negativamente a competitividade brasileira. Foto: Youtube Gov BR/Reprodução. Foto: Ricardo Stuckert/PR

As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis.

O governo do Brasil seguirá atuando para reduzir os danos causados pelas tarifas dos Estados Unidos à economia e à renda dos brasileiros.

Continuaremos a defender o multilateralismo e a reforma da Organização Mundial de Comércio (OMC), e seguiremos trabalhando pela diversificação de parcerias comerciais e abertura de novos mercados para nossos produtos.

Manteremos medidas de proteção aos setores afetados pelas tarifas por meio do Plano Brasil Soberano, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional. 

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Moro se irrita com bloqueio e pede retirada de carretas tombadas em “outro horário”

Moro
O candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL). Foto: Reprodução

O senador Sergio Moro (PL-PR) virou alvo de ironias nesta quinta-feira (13) depois de sugerir que a retirada de carretas que, segundo ele, estavam tombadas na BR-277 poderia ser realizada em outro horário. A declaração foi gravada enquanto o parlamentar estava parado na praça de pedágio de São Luiz do Purunã, no Paraná.

No vídeo publicado na quarta-feira (12), Moro afirmou que o trânsito estava interrompido havia mais de 40 minutos e reclamou da falta de informações aos motoristas. O senador disse que carretas tombadas aparentemente estavam sendo retiradas da pista.

“Poderiam fazer talvez em outro horário. Poderiam manter uma via desobstruída ou passagem alternativa”, declarou. Moro também afirmou que o congestionamento era quilométrico e encerrou a gravação com uma provocação a adversários políticos, dizendo não dispor de dinheiro para viajar de helicóptero.

Posto de pedágio em São Luiz do Purunã, no Paraná, tudo parado há mais de 40 minutos.

Sem informação adequada. Aparentemente, carretas tombadas sendo retiradas da pista. Poderiam fazer talvez em outro horário. Poderiam manter uma via desobstruída ou passagem alternativa.

Muita… pic.twitter.com/nuuTeYkRkR

— Sergio Moro (@SF_Moro) August 12, 2026

A praça de São Luiz do Purunã fica no km 140 da BR-277, no município de Balsa Nova, e faz parte do trecho administrado pela Via Araucária.

Depois de reclamar da falta de informação, sugerir a liberação de uma faixa e dizer que não tinha dinheiro para viajar de helicóptero, Moro ofereceu sua contribuição à engenharia de tráfego: a retirada das carretas poderia ficar para outro horário.

Internautas sugeriram, em tom de piada, a criação do “Agendamento Nacional de Acidentes e Destombamentos (ANAD)” para ironizar Moro, que tratou uma situação de urgência como se ela pudesse esperar um momento mais conveniente.

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Putin Visits Islands Seized From Japan in World War II, Angering Tokyo

Prime Minister Sanae Takaichi of Japan has been a public critic of Mr. Putin, who has denounced her country’s sanctions against Russia over the Ukraine war.
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Trabalho formal cresce 19,1% desde 2023, com 10,1 milhões de novos vínculos

O mercado de trabalho brasileiro acumulou 10.100.342 vínculos de emprego formal, de janeiro 2023 a junho 2026, uma expansão de 19,1% no período, alcançando em junho um estoque de 62.891.209 vínculos formais.

No acumulado de 2026, são mais 2,46 milhões de empregos formais, um crescimento de 4,1%. Os dados são da RAIS Mensal de junho, divulgada nesta quinta-feira (13/8) durante cerimônia no Ministério do Trabalho e Emprego com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Saiba mais na TVT News.

Os empregados contratados pela CLT, inclusive os temporários, registraram crescimento relativo de 4,75 milhões de vínculos (10,9%) e o maior crescimento absoluto no período (13,5%), passando de 43,4 milhões de vínculos em janeiro de 2023 para 48,15 milhões em junho desse ano. Entre os agentes públicos, a ampliação foi de 5,1 milhões de vínculos no período, chegando a 14,3 milhões de vínculos em junho.

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Lula na frente de trabalho para duplicação da BR-101/SE. Foto: Ricardo Stuckert

Confira os dados do trabalho formal e emprego divulgados em agosto

De acordo com dados da RAIS Mensal de junho, a ampliação dos empregos no período ocorreu principalmente pelo aumento de empregados celetistas e trabalhadores temporários (usualmente divulgados no CAGED) que registraram uma expansão de 919.621 novos vínculos (1,9%), ampliando o estoque de empregos formais privados de 47,2 milhões em dezembro de 2025 para 48,15 milhões em junho de 2026. Os agentes públicos tiveram uma expansão de 1,51 milhão de vínculos, crescimento de 11,9%, saindo de 12,79 milhões em 2025 para 14,31 milhões em junho 2026.

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Outros tipos de vínculos (trabalhadores avulsos, dirigentes sindicais, trabalhadores cedidos, diretores não empregados) aumentaram 6,3%, passando de 402 mil para 429 mil vínculos.

DADOS SETORIAIS — O setor de Serviços apresentou o maior crescimento absoluto (28,3%), com criação de 8,45 milhões de vínculos. O estoque de empregos no setor passou de 29,81 milhões para 38,26 milhões, ampliando sua participação no mercado formal de 56,5% para 60,8%.

O conjunto formado por administração pública, educação, saúde e serviços sociais registrou crescimento de 6,03 milhões de vínculos, ou 42,1%. Nas atividades de informação, comunicação, financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, o crescimento foi de 1,5 milhão de vínculos, ou 16%.

A Indústria também apresentou crescimento, com adição de 832 mil vínculos (10%), alcançando 9,15 milhões de empregos em junho de 2026.

A Construção passou de 2,68 milhões para 3,04 milhões de vínculos, crescimento de 357 mil, ou 13,3%.

O Comércio teve crescimento de aproximadamente 340 mil vínculos, passando de 10,2 milhões para 10,54 milhões, variação de 3,3% e a Agropecuária um crescimento de 88 mil vínculos (5%), alcançando 1,86 milhão de postos em junho de 2026.

REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO — Todas as regiões apresentaram expansão do estoque formal. Em números absolutos, o maior crescimento ocorreu no Sudeste, com 3,78 milhões de vínculos, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões. Em termos relativos, o maior crescimento regional ocorreu no Norte (34,7%) e no Centro-Oeste (28,6%). Em seguida veio o Nordeste, com crescimento de 27,6%, o Sudeste, com 14,6%, e o Sul, com crescimento de 12,3%.

São Paulo foi o maior gerador entre os estados, com 1,64 milhões de novos vínculos, seguido por Minas Gerais (1,29 milhão), Rio de Janeiro (683 mil), Distrito Federal (649 mil) e Bahia (641 mil).

Em termos relativos, os destaques foram Roraima (70,8%), Distrito Federal (51,9%), Amapá (48,8%), Tocantins (45,9%) e Piauí (39,5%).

CRESCIMENTO FEMININO — Os dados de junho mostram que o estoque de vínculos de mulheres cresceu em 5,36 milhões (25%), passando de 23,34 milhões para 29,18 milhões. Entre os homens, o crescimento foi menor, 4,26 milhões de vínculos (14,5%), chegando a 33,71 milhões de vínculos no mês. Considerando os dados desde 2023, a participação das mulheres no estoque formal passou de 44,5% para 46,4% no período.

Taxa de desemprego cai para 5,1% em 2025, o menor patamar da história
Desemprego é o menor da história do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert / PR

ESCOLARIDADE — Os trabalhadores com ensino médio completo tiveram maior crescimento absoluto no mês (20,3%), gerando 5,7 milhões de novos vínculos, alcançando um estoque de 33,70 milhões de vínculos no mês. Também os trabalhadores com ensino superior incompleto tiveram 370 mil vínculos criados (16,9%), passando de 2,19 milhões para 2,56 milhões.

Considerando conjuntamente superior completo ou formação superior, o estoque passou de 11,8 milhões para 15,2 milhões de vínculos, crescimento de 3,4 milhões de vínculos (29,1%).

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Pé-de-Meia já beneficiou 4 milhões de alunos e reduziu pela metade a evasão escolar. Foto: Angelo Miguel/MEC

FAIXA ETÁRIA — Jovens de até 24 anos tiveram um crescimento de 990 mil vínculos (13,5%), passando de 7,31 milhões em janeiro de 2023 para 8,30 milhões de vínculos formais em junho de 2026. Trabalhadores de 40 a 49 anos também foram destaque, com crescimento de 3,05 milhões de vínculos (23,5%) e os de 50 a 64 anos, um crescimento de 3,26 milhões (34,7%). Entre os trabalhadores com 65 anos ou mais, o estoque cresceu em 731 mil vínculos (73,6%), passando de 993 mil para 1,64 milhão vínculos no mês.

RAÇA OU COR — O maior crescimento absoluto ocorreu entre os trabalhadores pardos, com acréscimo de 12,8 milhões de vínculos (88,3%), chegando a 27,34 milhões de vínculos em junho de 2026. Entre os trabalhadores brancos, o crescimento foi de 8,74 milhões de vínculos (48,2%), alcançando 26,88 milhões, Pretos 2,15 milhões (85,4%), chegando a 4,66 milhões de novos vínculos. Os amarelos registraram crescimento de 320 mil (114,5%), enquanto os indígenas cresceram em 90 mil vínculos (164,8%).

Evolução do Emprego Formal de 01/jan/2023 a 30/jun/2026

Via Secom

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Topos Azteca, a Mexican Volunteer Rescue Group, Helps With Rescue Efforts After Colombia Earthquake

Topos Azteca, a Mexican volunteer rescue group that works worldwide and helped after the Sept. 11 attacks, arrived in Colombia after searching for survivors in Venezuela.
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Russian Blockade of Major Ukrainian Ports Threatens Global Grain Supplies

The deadly strikes are part of a long-running maritime battle with Ukraine and echo battles over other key shipping routes around the world.
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JBS fecha parceria estratégica com fundo soberano da Indonésia em investimento de até US$ 5 bilhões

A JBS N.V anunciou nesta sexta-feira, 7, a celebração de um acordo com a PT Danantara Investment Management (DIM), braço de investimentos do fundo soberano da Indonésia. A parceria prevê a criação de uma joint venture focada no setor de produção de proteínas, com um aporte total que pode alcançar US$ 5 bilhões entre investimentos diretos e captações externas.

O acordo une forças em regiões que abrangem aproximadamente 745 milhões de pessoas, o que representa cerca de 9,2% da população mundial. Para viabilizar a estrutura da operação, a JBS participará repassando 100% de sua participação societária nos negócios da Austrália e da Nova Zelândia para uma holding subsidiária integral na Holanda antes do fechamento do negócio.

Em contrapartida, o fundo indonésio subscreverá e integralizará 25% das ações dessa nova companhia por meio de um investimento total de US$ 2,5 bilhões. Esse aporte da DIM será realizado de forma parcelada, iniciando com US$ 800 milhões no fechamento — o que corresponde a aproximadamente 9,64% das ações — enquanto o saldo remanescente de US$ 1,7 bilhão será injetado nos três anos seguintes. Além disso, após a integralização desse montante, a expectativa é que a joint venture busque outros US$ 2,5 bilhões via dívida externa, elevando a capacidade total de capital da parceria para até US$ 5 bilhões.

Leia também: JBS amplia linhas de crédito rotativo para US$ 4,2 bilhões e reforça liquidez

Regras de aquisições

A gestão da nova empresa ficará a cargo de um conselho de administração composto por sete membros, sendo dois executivos indicados pela JBS e cinco não executivos, dos quais três são indicados pela JBS e dois pela DIM. Para garantir a segurança do investimento, decisões corporativas relevantes, como emissões de novas ações, reorganizações societárias e a contratação de endividamento acima de índices preestabelecidos, estarão sujeitas ao voto afirmativo da DIM, assegurando direitos típicos de proteção a minoritários.

A alocação desses recursos seguirá um plano de aquisições estruturado pelo conselho. Nos dois primeiros anos após o fechamento, o investimento da DIM será direcionado exclusivamente para financiar projetos greenfield, aquisições ou investimentos em negócios novos ou existentes no setor de proteínas dentro da Indonésia. Após esse período inicial, o saldo remanescente poderá ser utilizado para uma gama mais ampla de oportunidades, incluindo o crescimento em outros mercados do Sudeste Asiático, Austrália e Nova Zelândia, além de despesas de capital para projetos em toda a região.

Planos de saída e IPO

As partes definiram um período mútuo de cinco anos de lock-up, ou seja, de vedação à negociação de suas participações. Após esse prazo, passarão a vigorar regras usuais de transferência, como direito de primeira oferta e direitos de venda conjunta ou forçada. O objetivo central é a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO) da joint venture. Contudo, caso o IPO não se concretize até o sexto aniversário da operação, a DIM terá o direito de trocar, em até duas oportunidades, suas ações na joint venture por novas ações da JBS, com o valor de permuta calculado com base no EBITDA e nos múltiplos de mercado da companhia brasileira. Vale ressaltar que a conclusão definitiva do negócio ainda depende da obtenção de aprovações regulatórias e da formalização da transferência dos ativos da Oceania.

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Ceuta: entenda o impasse entre Espanha e Marrocos pelo único território europeu na África

Migrantes reunidos perto da fronteira entre Marrocos e Ceuta
Migrantes reunidos perto da fronteira entre Marrocos e o território espanhol de Ceuta. Foto: Reprodução

Ceuta, cidade autônoma espanhola de 18,5 quilômetros quadrados na costa africana do Mediterrâneo, reúne comunidades cristã, muçulmana, judaica e hindu em um território com pouco mais de 83 mil habitantes. As tradições dos quatro grupos influenciam o calendário de feriados, os templos e a culinária local.

A cidade fica separada da Espanha continental pelo Estreito de Gibraltar e, ao lado de Melilla, forma a única fronteira terrestre entre a União Europeia e a África, sendo o único território europeu no continente. Marrocos não reconhece a soberania espanhola sobre as duas cidades e as considera áreas ocupadas.

Cristãos e muçulmanos formam as maiores comunidades de Ceuta. No cotidiano local, os termos também podem indicar identidades culturais, familiares e linguísticas, além da prática religiosa.

A presença cristã remonta à Antiguidade, e a cidade ainda preserva ruínas de uma basílica do século 4. O cristianismo ganhou força depois da conquista portuguesa de Ceuta, em 1415, antes de o território passar ao controle espanhol; entre os símbolos católicos estão o Santuário de Santa Maria da África e a Catedral da Assunção.

‼️ [ 🇪🇸 ESPAGNE | 🇲🇦 MAROC ]

🔸 Le président du gouvernement de Ceuta affirme que près de 60.000 migrants ont franchi la frontière entre le Maroc et l’enclave espagnole ces derniers jours, soit l’équivalent d’environ 70 % de la population locale.

Les arrivées, composées… pic.twitter.com/xJaqh2aFBO

— Little Think Tank (@L_ThinkTank) July 31, 2026

Mesquitas, sinagoga e templo hindu marcam o território

A herança islâmica se relaciona aos séculos de domínio muçulmano e aos laços históricos e familiares com Marrocos. Em bairros como Hadú, Los Rosales e El Príncipe, mesquitas, mercados, casas de chá e o uso do darija, variedade árabe falada no país vizinho, integram a rotina dos moradores.

Grande parte dos muçulmanos de Ceuta é formada por cidadãos espanhóis nascidos na própria cidade. A Mesquita de Sidi Embarek está entre as maiores do território, enquanto a Mesquita de Muley El Mehdi foi inaugurada em 1940; o fim do Ramadã e o Eid al-Adha fazem parte da vida pública, e a festa do sacrifício integra o calendário oficial de feriados locais.

A comunidade judaica, menor em número, reúne descendentes de famílias sefarditas expulsas da Península Ibérica no fim do século 15 e de judeus berberes que viveram durante séculos em Marrocos.

A Sinagoga Bet-El, construída em 1971 a partir da união de três pequenos espaços religiosos, abriga celebrações como o Hanukkah, que também atrai representantes de outras comunidades.

Comerciantes sindis começaram a consolidar a comunidade hindu no fim do século 19, chegando por Gibraltar e Tânger para negociar tecidos, perfumes, incensos e, mais tarde, eletrônicos. O templo hindu abriu em 2007, e a cidade celebra o Diwali e o nascimento de Ganesha, quando a imagem da divindade percorre ruas e passa por locais ligados a outras religiões antes de seguir ao mar.

Procissões da Semana Santa, o fim do Ramadã, o Eid al-Adha, o Diwali e o Hanukkah ocupam ruas e praças de Ceuta. A diversidade também se reflete em tapas andaluzas, espetinhos temperados, doces árabes, pratos halal, receitas sefarditas, comida vegetariana hindu e chá de hortelã.

A convivência entre as comunidades não elimina desigualdades sociais e econômicas. Estudos sobre a cidade apontam concentração de pobreza e exclusão em bairros periféricos, como Príncipe Alfonso, além de problemas de moradia, educação, emprego e segregação residencial.

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Ex-executivos da Americanas apagaram provas dos celulares, diz juíza

Fachada de loja Americanas
Fachada de unidade da rede Americanas. Foto: Reprodução

A juíza federal Giovana Teixeira Brantes Calmon apontou indícios de apagamento de provas em computadores e celulares que a Americanas entregou à Polícia Federal durante a investigação sobre a fraude contábil na varejista. A magistrada citou aparelhos atribuídos aos ex-executivos Miguel Gutierrez e Sergio Rial em despacho assinado em 22 de maio.

No caso de Gutierrez, que comandou a Americanas por mais de 20 anos, os aparelhos entregues como sendo de seu uso estavam com os padrões de fábrica restaurados. Para a juíza, a hipótese de os dispositivos nunca terem sido utilizados não se sustenta porque a própria empresa os apresentou à polícia como equipamentos usados pelo ex-CEO.

“Assim, é possível afirmar com convicção quase completa que os aparelhos foram ‘formatados’ antes de ser entregues para a Autoridade Policial”, escreveu Calmon. Ela também registrou que o computador atribuído a Sergio Rial continha pastas vazias.

A decisão cita ainda um perfil identificado como sendo de Carlos Gatto, ex-diretor da AME Digital, que os peritos não conseguiram acessar porque a senha não foi fornecida. Sobre o equipamento ligado a Rial, a juíza afirmou haver indício de que provas “muito provavelmente foram apagadas de forma definitiva”, possivelmente para impedir o acesso aos arquivos.

Miguel Gutierrez e Sergio Rial, ex-executivos da Americanas. Foto: reprodução

Decisão embasou buscas contra acionistas de referência

O despacho antecedeu a segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada em junho contra Beto Sicupira, o presidente do conselho de administração da Americanas, Eduardo Saggioro, e Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann. A medida questiona a versão dos acionistas de referência de que a antiga diretoria os enganou sobre a situação financeira da companhia.

Calmon reconheceu não haver provas documentais da participação dos acionistas em conversas explícitas sobre mecanismos usados para maquiar resultados, como operações de risco sacado, verbas de propaganda cooperada e alterações em cartas de circularização entre bancos e auditorias. Ainda assim, a magistrada avaliou que Gutierrez atuava como pessoa de confiança dos acionistas, com apoio da LTS, holding ligada a Lemann, Marcel Telles e Sicupira.

A defesa de Sergio Rial afirmou que a Americanas entregou o computador à Polícia Federal em 2 de junho de 2023, cinco meses depois de sua saída da empresa, e que o aparelho permaneceu sob posse da varejista nesse período. Os advogados disseram não existir prova de que Rial tenha usado o equipamento ou apagado arquivos e sustentaram que o perfil de acesso identificado no computador pertencia a outra pessoa. A defesa de Gutierrez informou que não comentaria o caso.

Em nota, a Americanas declarou que entregou computadores e demais elementos solicitados pelas autoridades em 2023 “no estado em que se encontravam quando requisitados”. Sicupira, Paulo Lemann e Saggioro afirmaram que as investigações, incluindo acordos de colaboração premiada, concluíram que os acionistas de referência e o conselho foram enganados sistematicamente pela antiga diretoria.

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‘Garimpa Porto Alegre’ reúne brechós, arte e moda circular em nova edição no Vila Flores

A moda circular volta a ocupar o Vila Flores, em Porto Alegre, neste sábado (1º), com a segunda edição do ‘Garimpa Porto Alegre‘. O evento reúne mais de 40 expositores entre brechós, marcas autorais e iniciativas independentes, em uma programação que combina consumo consciente, economia criativa e atividades culturais.

Embora tenha o foco na comercialização de roupas e acessórios, o Garimpa busca ampliar o debate sobre os impactos da indústria da moda e apresentar alternativas de consumo baseadas no reuso, na curadoria e na produção em pequena escala. A maior parte dos empreendimentos participantes é conduzida por mulheres, que encontram na moda circular uma fonte de geração de renda e de autonomia.

Idealizadora do ‘Garimpa Porto Alegre’ e responsável pelo Projeto Vuelta, Vitória Ruschel conta que a proposta do evento ultrapassa a lógica comercial. “É um encontro onde o público tem uma experiência cultural viva, em que o vestir se conecta à memória, à identidade e à expressão individual e coletiva. O consumo em brechó é especial porque ressignifica objetos, prolonga ciclos de uso e estimula novas formas de relação com o consumo e com o território”, afirma.

As peças disponíveis na feira são resultado de curadorias realizadas pelos brechós, reunindo roupas e acessórios de diferentes épocas, lugares e estilos. Além da revenda de itens de segunda mão, alguns expositores também apresentam produções próprias, reforçando a relação entre moda circular, criação autoral e produção local.

A programação inclui ainda uma performance em tecido com Annita Brusque, apresentações de highline promovidas pela Alpes Safe em parceria com a Slack Sem Fronteiras e a SingulariArte, além de discotecagem de Cláudio Cunha, da Dinâmico FM, e do DJ Nego Minas. O público também poderá acessar opções de gastronomia ao longo do dia.

A organização do ‘Garimpa’ afirma que o próprio evento procura adotar práticas alinhadas aos princípios da circularidade, como o reaproveitamento de materiais e a redução da geração de resíduos, incorporando esses conceitos à produção da feira. Por isso, levar o próprio copo reutilizável é muito bem-vindo.

Serviço

Garimpa Porto Alegre – 2ª edição
Quando: sábado, 1º de agosto, das 11h às 19h.
Onde: Vila Flores – Rua São Carlos, 753 – Floresta.
Entrada: gratuita

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Especialista diz que Brasil teve 2 milhões de mortos pela Covid-19

Por Gabriel Gomes A médica e pesquisadora Margareth Dalcolmo, uma das especialistas mais respeitadas do país, afirmou, nesta segunda-feira (20), que o Brasil pode ter registrado mais de 2 milhões de mortes relacionadas à Covid-19, número cerca de três vezes superior ao total oficial de aproximadamente 720 mil óbitos contabilizados durante a pandemia. A declaração […]
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Sargento da PM é preso após levar esposa capitã morta a hospital em MG

BO diz que vítima tinha múltiplas lesões. Suspeito atribui ferimentos a drogas, sexo consensual e queda da escada. — Foto: Redes sociais
O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante nesta segunda-feira (20) após levar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, já morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. O caso é investigado pela Polícia Civil. Ao chegar ao hospital, a policial apresentava múltiplas lesões pelo corpo. Michele deu […]
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Usuários do Instagram são impactados por conteúdo explícito após Meta flexibilizar regras

Aplicativo do Instagram. Foto: reprodução

A Meta flexibilizou sua política de conteúdo explícito, e vídeos sexuais passaram a permanecer por mais tempo no Instagram, com distribuição em feeds por meio de hashtags sem relação direta com pornografia, como aeronaves, ets e ciência.

A colunista Bruna Maia relatou nesta sexta-feira (10) que o conteúdo adulto deixou de depender apenas da busca ativa do usuário e começou a se misturar à navegação comum na plataforma de Mark Zuckerberg. Para ela, o fenômeno transforma o sexo em uma espécie de spam visual.

Bruna contou que percebeu o mecanismo ao receber vídeos de mulheres com roupas cor da pele em situações banais, como dobrar lençóis, abastecer carros, experimentar joias e passear com cachorros. Um amigo classificou esse tipo de produção como “soft porn”, feito para driblar restrições de conteúdo adulto.

A colunista afirmou que bloqueava uma conta e via outras semelhantes surgirem em seguida. Depois de alterar o comportamento de interação, disse que conseguiu aproximar o feed do que queria consumir, com vídeos de lontras e texugos do mel.

Censura que aparecia em conteúdo inadequado no Instagram. Foto: reprodução

Hashtags comuns ajudam vídeos explícitos a entrar no feed

A mudança apontada por Bruna envolve conteúdos mais explícitos do que os vídeos de “elastano bege” que ela havia encontrado antes. Esses materiais passaram a circular com marcadores aparentemente inocentes, o que permite que apareçam para usuários interessados em temas como animais, astronomia ou ciência.

Ela citou o risco para crianças e adolescentes e a objetificação recorrente do corpo feminino, mas concentrou a análise no impacto sobre a formação do desejo sexual. “O consumo de pornografia vira algorítmico e compulsório”, escreveu.

Bruna comparou o cenário atual com formas anteriores de acesso à pornografia, como revistas, fitas VHS, sites pornográficos e plataformas pagas como OnlyFans e Privacy. A diferença, para ela, está no fato de que o Instagram leva esse conteúdo para o mesmo espaço em que familiares publicam crochês, animais domésticos e cenas cotidianas.

“Quando esse desejo ou impulso deixa de ser um precedente, o sexo ganha ares de spam –aquele conteúdo que você não buscou e não necessariamente quer”, afirmou a colunista. Ela acrescentou que sua reação ao excesso de estímulo tende à irritação ou à indiferença, e não ao interesse.

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Extrema-direita mira ciganos para ataques xenofóbicos em Portugal

André Fernandes, líder da extrema-direita portuguesa, em outdoor contra ciganos. Foto: reprodução

O partido Chega, da ultradireita de Portugal, transformou a comunidade cigana em alvo recorrente de seu discurso xenófobo, enquanto lideranças ciganas relatam aumento de ofensas em espaços públicos e na internet com a popularidade de André Ventura.

A reação apareceu no Dia Nacional da Pessoa Cigana, comemorado em 24 de junho no bairro de Padre Cruz, em Lisboa, uma região conhecida por ruas com nomes de rios portugueses e por abrigar uma das comunidades ciganas mais tradicionais da cidade, com cerca de 500 pessoas.

O DJ Jorge Syllvah foi a principal atração da celebração, com repertório que mistura música luso-flamenca, rumba e pop. Ele tem 52 mil seguidores no YouTube, número próximo da estimativa de cerca de 60 mil pessoas ciganas em Portugal. “Em Portugal não é fácil ser cigano, há muito racismo e preconceito”, disse Syllvah. “A música, uma linguagem universal, é um jeito de nos integrar à sociedade.”

A bailarina e professora de flamenco Claudia Pargana também se apresentou no evento. Ela dá aulas de música e dança cigana em cinco escolas da rede pública de Lisboa. “Com a arte mostramos a força da nossa criatividade, e os mais jovens tomam contato com nossa cultura desde pequenos”, afirmou.

Associações ciganas recorrem à Justiça contra o Chega

André Ventura ataca povos ciganos desde a fundação do Chega, em 2019, e costuma acusá-los de viver à custa do Estado português por meio da expressão “subsidiodependência”. Bruno Oliveira, líder da Associação Intercultural Cigana, diz que a retórica ampliou a discriminação cotidiana: “O discurso da extrema direita tirou do armário os que tinham preconceito contra os ciganos. Hoje sentimos a discriminação em lugares públicos, como restaurantes, e também na internet”.

A atriz e ativista Maria Gil, referência no movimento feminista português, contesta a ideia de privilégio em moradias populares e afirma que a comunidade sofreu deslocamento urbano. “O que ocorreu, na verdade, é que fomos expulsos do centro para a periferia das cidades”, disse. “Meus avós viviam na região central da cidade do Porto e eram integrados e respeitados no bairro. Hoje muitos de nós vivem confinados em guetos”.

A socióloga Maria Manuela Mendes, pesquisadora da Universidade de Lisboa, calcula que existam de duas a três dezenas de associações de povos ciganos em Portugal. Uma decisão judicial recente obrigou o Chega a retirar cartazes da última campanha presidencial com a foto de Ventura e a frase “os ciganos têm que cumprir a lei”. A juíza Ana Barão sustentou que “a frase foi pensada para causar um específico impacto relativamente a um grupo social”.

Claudia Pargana, bailarina e professora de flamenco
Claudia Pargana, bailarina e professora de flamenco. Foto: Reprodução

Ricardo Sá Fernandes, advogado que representou as associações ciganas no processo, disse ao Diário de Notícias que a decisão teve efeito pedagógico: “Espero que ninguém mais afixe cartazes discriminatórios e vexatórios para qualquer comunidade, como exige a defesa da dignidade de todos”. Bruno Gonçalves, presidente da associação Letras Nômadas, afirma que “nossa estratégia de luta é usar sempre as armas da democracia” e lembra que povos ciganos estão em Portugal há mais de 500 anos, com presença registrada na peça “Farsa das Ciganas”, de Gil Vicente.

Mendes coordenou em 2014 o único estudo acadêmico aprofundado sobre comunidades ciganas no país e lidera uma nova pesquisa prevista para 2027. Ela estima pelo menos 60 mil ciganos em Portugal, embora o censo nacional não inclua etnia nos questionários. Programas europeus de integração ampliaram o acesso a bolsas de estudo, e já surgem integrantes dessas comunidades com mestrado e doutorado em universidades portuguesas.

As lideranças temem que o avanço da ultradireita limite esses ganhos. Maria Gil, que já concorreu à Câmara Municipal do Porto, aponta a baixa presença institucional como obstáculo: “Temos atividade política nas organizações, mas pouca presença dentro dos partidos, à direita e à esquerda. Precisamos dessa participação porque, quando André Ventura começou a pregar o anticiganismo, ficou claro que tínhamos entrado numa guerra”.

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Empresas de IA deixam de focar em modelos maiores e passam para sistemas mais baratos e inteligentes

Nos últimos dois anos, tem sido fácil pontuar a corrida da inteligência artificial (IA): modelos maiores, melhores referências de desempenho (benchmarks) e qualquer empresa que pudesse reivindicar a liderança, pelo menos até o próximo lançamento.

Esse painel de pontuação começa a parecer insuficiente.

À medida que as empresas passam dos testes de IA para o uso em produtos e fluxos de trabalho reais, não se trata mais de acionar o melhor modelo, mas sim de acessar aquele que melhor se adapta a um trabalho específico, pelo custo certo, com os dados necessários e no ambiente escolhido.

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Essa mudança está abrindo as portas para um novo tipo de competição em IA, focado menos no tamanho do modelo e mais no roteamento, custo, controle e computação.

“O modelo por si só não é mais o produto”, disse o CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, à CNBC. “É o arranjo, o sistema de orquestração que coloca o modelo dentro de uma estrutura muito capaz e o combina com uma série de ferramentas”, completou.

Isso significa que os produtos de IA estão se tornando sistemas que podem decidir qual modelo usar, quando usá-lo e quais ferramentas externas ou fontes de dados da empresa são necessárias. Uma tarefa de atendimento ao cliente pode não precisar do modelo mais caro. Um problema complexo de programação pode precisar. Um fluxo de trabalho interno rotineiro poderia rodar em um modelo aberto mais barato. Uma etapa mais difícil poderia ser escalada para um mais potente.

“A resposta é sempre usar o que for melhor para a tarefa”, disse Srinivas.

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O surgimento de modelos alternativos ocorre no momento em que as corporações americanas reduzem os gastos com IA, e apresenta outro desafio para a OpenAI e a Anthropic, que prosperaram nos últimos anos vendendo a tecnologia mais inovadora do mercado.

A Perplexity apresentou nesta semana uma prévia de um novo sistema para o seu produto de uso de computador (computer-use) construído em torno do GLM 5.2, um modelo aberto da empresa chinesa Z.ai. O sistema foi projetado para permitir que um modelo mais barato lide com a maior parte do trabalho, acionando um modelo mais forte apenas quando necessário.

Essa abordagem reflete uma mudança mais ampla no mercado. Modelos de pesos abertos (open-weight), que podem ser baixados, ajustados e executados pelas próprias empresas, estão se tornando mais capazes. Eles também são mais baratos de operar do que os modelos proprietários premium dos maiores laboratórios de IA.

Peter Fenton, sócio-gerente da Benchmark, disse que a mudança pode ser drástica.

Leia também: IA impulsiona produtividade e eficiência no setor de saúde

“Uma visão talvez contrária, que está se tornando consenso, é a nossa crença de que mais de 90% dos tokens criados virão de modelos de pesos abertos nos próximos 18 a 24 meses, possivelmente até o final do ano”, disse Fenton à CNBC.

Tokens são as unidades de dados que os modelos de IA processam e geram.

“As margens de inferência geradas pelas empresas de modelos de fronteira, acredito, sofrerão pressão quando for possível executá-los sem a margem de lucro que elas aplicam, e quando houver modelos de pesos abertos bons o suficiente”, disse Fenton.

Fenton afirmou que a migração para modelos abertos não se trata apenas de economizar dinheiro. Em alguns casos, modelos menores ajustados para uma tarefa específica podem ser mais rápidos e ter melhor desempenho do que modelos maiores de uso geral.

“Onde funciona e como funciona“

Essa é uma das razões pelas quais a Benchmark investiu na Ollama, uma empresa que facilita para desenvolvedores e empresas o download, a execução e o gerenciamento de modelos abertos.

“Uma coisa é de onde o modelo vem e onde ele foi criado e treinado”, disse o CEO da Ollama, Jeff Morgan. “No entanto, o mais importante para essas empresas com quem conversamos é onde ele roda e como roda”.

Morgan disse que a Ollama foi adotada por mais de 85% das empresas da Fortune 500, incluindo companhias em setores regulamentados, como aviação, seguros e saúde. Ele afirmou que muitas empresas começam com modelos menores rodando perto de seus próprios dados e, depois, expandem para modelos abertos maiores à medida que ganham mais confiança.

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A ascensão dos modelos abertos também cria um desafio estratégico para os EUA. Muitos dos modelos de pesos abertos mais competitivos estão vindo de laboratórios chineses, incluindo Z.ai e DeepSeek. Isso tornou a IA de código aberto uma questão de negócios, de política pública e de competitividade nacional.

Srinivas disse que os EUA deveriam apoiar os modelos abertos porque eles tornam a IA mais acessível e economicamente viável.

“Se você quer que os benefícios da IA sejam amplamente distribuídos para pequenas empresas na América e em países aliados dos EUA, então você realmente precisa que a IA seja muito mais acessível”, disse Srinivas. “E o código aberto é a única maneira de fazer isso”.

A mudança também pode afetar a enorme construção de centros de dados em andamento em todo o setor de tecnologia.

O atual boom da IA pressupõe que a demanda continuará fluindo para grandes data centers em nuvem repletos de chips de última geração. Srinivas diz que parte do trabalho de IA pode, eventualmente, ser executada localmente, em dispositivos de propriedade de consumidores ou empresas.

Isso não eliminaria a necessidade de data centers, mas poderia criar um sistema de IA mais híbrido, com tarefas rotineiras executadas localmente e o trabalho mais difícil enviado para um modelo mais potente na nuvem.

Para os investidores, a questão é se os maiores laboratórios de IA conseguirão manter seu poder de fixação de preços à medida que os modelos abertos melhoram e as empresas se tornam mais seletivas sobre o que utilizam.

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2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC perdem acesso às bets

Mulher usa celular com jogo de apostas online em transporte público
Mulher usa celular com jogo de apostas online em transporte público na capital paulista. Foto: Reprodução

O Ministério da Fazenda impediu o acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC a sites de apostas, as chamadas bets, em meio à aplicação das regras que proíbem o uso de recursos de programas sociais nesse mercado. O número equivale a 10,4% dos 27 milhões de contemplados pelos dois programas e a 11,2% dos 25 milhões de brasileiros que tentaram apostar ao menos uma vez em 2025.

A restrição atende a uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir que beneficiários utilizem recursos dos programas sociais em apostas. Todos os 27 milhões de contemplados por Bolsa Família e BPC estão proibidos de se cadastrar em plataformas autorizadas, mas o bloqueio atingiu diretamente 2,8 milhões que já tinham conta ativa.

As empresas de apostas precisam fazer checagens quinzenais em suas bases de usuários. Para isso, podem consultar no Sigap, sistema de gestão de apostas do Serpro, por meio do CPF, se a pessoa que tenta se cadastrar recebe Bolsa Família ou BPC.

“Durante a verificação é indicado objetivamente se é ou não beneficiário de programas sociais, com ‘impedido’ ou ‘não impedido’”, diz a Fazenda em nota. A regra obriga as plataformas autorizadas a derrubar o acesso quando o CPF aparece vinculado aos benefícios.

Lula e Dario Durigan, ministro da Fazenda. Foto: reprodução

Autoexclusão passa de 925 mil cadastros

Agentes públicos com atuação no setor de apostas, atletas profissionais, árbitros, dirigentes, fiscais ou técnicos esportivos e pessoas diagnosticadas com ludopatia também não podem apostar por lei. Para esses grupos, porém, não há um sistema automático de bloqueio, e o veto funciona por autodeclaração.

Mais de 925 mil pessoas se cadastraram na plataforma de autoexclusão, ferramenta que permite ao próprio cidadão impedir seu acesso a sites de apostas por prazo definido. A autoexclusão centralizada vale para todas as casas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda.

O bloqueio voluntário pode ter prazo determinado ou indeterminado. Na opção sem data final, a pessoa só pode desistir da restrição depois de 12 meses; entre os cadastrados, pode haver usuários que nunca apostaram, já que houve recomendações para inscrição como forma de evitar uso indevido do CPF por terceiros.

Entidades do setor apontam uma lacuna no modelo: apostadores ainda podem recorrer a sites clandestinos, sem supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas. Essas empresas não seguem regras de publicidade, não pagam a outorga de R$ 30 milhões ao governo, não recolhem impostos no modelo regulado e ficam fora do sistema de autoexclusão.

Para pedir a autoexclusão, o interessado deve acessar a página da Secretaria de Prêmios e Apostas no portal Gov.br com conta prata ou ouro, preencher a solicitação, escolher o motivo e o período do bloqueio. O procedimento exige aceitar os termos de uso e declarar ciência de que, durante a restrição, não será possível acessar plataformas autorizadas nem receber publicidade direcionada.

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Os 10 filmes que arrecadaram mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais; veja a lista

Os filmes de maior sucesso comercial da história continuam mostrando a força das grandes franquias e das produções capazes de atrair público em diversos países.

Até julho de 2026, dez longas-metragens ultrapassaram ou se aproximaram das maiores marcas da indústria cinematográfica, todos com arrecadação superior a US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.

A lista reúne produções lançadas entre 1997 e 2025 e evidencia como continuações, animações e filmes de super-heróis seguem liderando o mercado global, de acordo com a Deadline.

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Além do desempenho financeiro, o ranking mostra a presença de estúdios como Disney, Marvel, 20th Century Studios, Sony e produções asiáticas, refletindo a expansão do mercado internacional e o peso das bilheterias fora dos Estados Unidos.

Avatar segue na liderança

Lançado em 2009, Avatar, dirigido por James Cameron, permanece como a maior bilheteria da história, com arrecadação de US$ 2,923 bilhões.

O filme estrelado por Sam Worthington e Zoe Saldaña consolidou um novo patamar para os efeitos visuais e continua ocupando a primeira posição no ranking mundial.

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Na segunda colocação aparece Vingadores: Ultimato (2019), com US$ 2,799 bilhões, encerrando a chamada Saga do Infinito do Universo Cinematográfico Marvel.

James Cameron domina o topo

James Cameron é o único diretor a colocar três filmes entre os cinco maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos.

Além de Avatar, o cineasta aparece com Avatar: O Caminho da Água, lançado em 2022, que arrecadou US$ 2,334 bilhões, e também com Titanic, clássico de 1997 estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, que soma US$ 2,264 bilhões em receitas mundiais.

Filmes asiáticos conquistam espaço

O crescimento do mercado cinematográfico chinês também aparece entre os maiores sucessos da história.

A animação Ne Zha 2, lançada em 2025, alcançou aproximadamente US$ 2,260 bilhões, tornando-se uma das maiores bilheterias já registradas.

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Também de 2025, Zootopia 2 conquistou US$ 1,866 bilhão, reforçando o desempenho das animações no mercado internacional.

Marvel, Star Wars e Homem-Aranha

As franquias seguem exercendo forte influência sobre o público global.

Star Wars: O Despertar da Força (2015) arrecadou US$ 2,071 bilhões, enquanto Vingadores: Guerra Infinita (2018) chegou a US$ 2,052 bilhões.

Outro destaque é Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (2021), que alcançou US$ 1,921 bilhão e se tornou uma das maiores bilheterias da Sony Pictures.

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Filmes de animações

As animações mantêm presença relevante entre os recordistas.

Além de Zootopia 2, Divertida Mente 2, lançado em 2024, arrecadou US$ 1,698 bilhão, confirmando a força da Pixar e do público familiar nas bilheterias mundiais.

Top 10 filmes que mais arrecadaram nas bilheterias mundiais

PosiçãoFilmeAnoBilheteria mundial
1Avatar2009US$ 2,923 bilhões
2Vingadores: Ultimato2019US$ 2,799 bilhões
3Avatar: O Caminho da Água2022US$ 2,334 bilhões
4Titanic1997US$ 2,264 bilhões
5Ne Zha 22025US$ 2,260 bilhões
6Star Wars: O Despertar da Força2015US$ 2,071 bilhões
7Vingadores: Guerra Infinita2018US$ 2,052 bilhões
8Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa2021US$ 1,921 bilhão
9Zootopia 22025US$ 1,866 bilhão
10Divertida Mente 22024US$ 1,698 bilhão

Entre os dez filmes, a maioria pertence a franquias consolidadas, como Avatar, Vingadores, Star Wars, Homem-Aranha e produções da Disney.

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O levantamento também demonstra que animações continuam entre os gêneros mais rentáveis do cinema e que o mercado internacional passou a ter papel decisivo para que um filme ultrapasse a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação global.

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O desejo de ser aclamado e o cancelamento amplo (por Janaina Collar Beccon e João Beccon de Almeida Neto)

Janaina Collar Beccon e João Beccon de Almeida Neto (*)

Talvez um dos maiores desafios da humanidade não seja a construção da paz, a cura do câncer ou o fim da miséria extrema (fome). Digo, talvez, como hipótese descritiva em uma realidade que gamifica a performance de sucesso e que habita o mesmo espaço (planeta) de pessoas, famílias, comunidades inteiras que lutam/trabalham. Mesmo assim, não conseguem acessar o básico, aquele básico previsto na Constituição, aquele básico que em 1988 foi colocado como balizador para todos nós, brasileiras e brasileiros.

Com esta provocação, propomos um objetivo: quando, onde e por que se normalizou como corriqueiro, os extremos? Dietas de jejum intermitentes x miséria (fome); violências gênero e feminicídios x curso de homens conservadores; pensar e sentir sobre experiências x reagir/empreender na necessidade de se fazer conteúdo e vender produtos; temos um trilionário x pessoas mortas por desnutrição/guerra declarada entre nações ou organizações paraestatais.

Assim como em muitas prateleiras da vida, quase tudo tem um retrato de classe, ou seja, uma consciência de estar ou não como pertencimento e, mesmo sem som e lastro verbal, transfere materialidade (quase que de forma universal). Com seus símbolos e atravessamentos, muitas vezes, antes de qualquer discurso –  e aqui nos referimos a tudo aquilo que vamos acumulando com intenção direta, desejos e sonhos, como objetivos e quereres –  vão se introjetando por margem e proximidade, como por herança genética e cultural, por exemplo.  O que almejamos retratar é que as afinidades, muitas vezes, não vem com discricionaridade e justificativa, e a inexatidão tem encontro e beleza. Mas, claro, se você, assim como todos nós, estiver atento e disponível.

O que cá entre todos nós é prática de expurgo de inseguranças e, quase um ato revolucionário, talvez seja ócio, deleite da contemplação, seja mais um extrato (excludente) de classe, com CEP e território limitado. O que te atravessa como nutrição de alma (ou o nome que você escolha para tal), aquele encantamento que dá esperança e cultiva nas relações e na ação, a prática de produzir muitas vezes o pertencimento que talvez seja a conexão entre as artes e suas raízes espraiadas em tudo que as mais amplas vertentes da cultura são capazes de produzir, seja no campo dos afetos e emoções, assim como no território do trabalho e qualificação.

Daniel Roseberry, o diretor criativo da Schiaparelli, sobre a coleção de alta-costura/2026, construiu uma narrativa de que a marca é conhecida por itens surrealistas, não são uma fuga da realidade, mas uma escolha pelo inexplicável. Traduzindo de forma livre, uma ideia de que o DNA da marca se materializa em sua coleção, não se baseou em “certeza”, e aqui se refere ao uso de matéria-prima (tecidos e técnicas) assim como cortes, mas no investimento de um novo ato de fazer. E claro que estamos falando de um micro extrato do topo da pirâmide, mas descreve o borramento que não diz mais sobre um item de sobrepor no corpo, mas transforma algo simples, em produto e experiência. Para além do discurso e seus membros, transcreve a possibilidade de acessarmos esta ideia quando forem replicadas pelas marcas populares, por exemplo.

E nós sabemos que talvez este discurso caiba em várias vertentes e que virou produto. A ideia para além do item, assim como tudo que congrega a experiência, em estar e degustar em algo, seja nas cafeterias de grandes marcas de luxo, assim como nas comunidades religiosas, dos escolhidos dentro de uma religião, profetizado por um vivente cheio de desumanidade.

O apontamento aqui é que tudo pode virar produto?

Ao mesmo tempo que a insuficiência se estabeleceu e se endereça como um morador permanente se acomodando entre parte da humanidade, e que faz parte do objetivo o sentimento de não dar conta, estar sempre devendo, tempo, dinheiro, atenção e o que dirá dos afetos e das ações apenas do simples viver sem materializar algo como produto. E nesta altura do jogo da vida, já entendemos que a correria deixou de ser planejamento e se impôs como um elemento que ao menor dos “vacilos” te ocupa espaços e muitas horas do nosso todo dia. Ninguém pergunta, questiona e se impõem, e isso se torna mais um dos muitos “sempre foi assim”, acumulado como sombra na imposição de uma demanda que tem interesse e captura garantida por poucos e sustentada por muitos. A Inteligência Artificial é bem-vinda como discurso de um produto que facilita a nossa vida, mas é inegável que vemos um outro reflexo que se traduz no adoecimento fomentado pelo produtivismo que reforça a reprodução do bournout e da hiperconectividade. Nos últimos anos vemos crescendo a discussão de que a lei precisa prever e regulamentar o direito a desconexão – e nem estamos falando da discussão sobre o fim da escala 6×1.

As últimas gerações de seres humanos não se questionam mais sobre as linhas divisórias entre o online e o presencial, ou o virtual e o real. Tudo parece presente ao mesmo tempo! Os perigos do discurso e da linguagem como estratégia de poder e controle social tem, com isso, espaço cada vez maior desde o início do século XX. Nas falas de certezas, sem dúvidas perante quem profetizam seus devaneios, se vestem de regramentos e performam como quem executa uma prova oral, como se a humanidade fosse uma construção de laboratório com pareamento genético em ampla escala, ou seja, no cálculo está maximizar a produção e reduzir os efeitos colaterais, o resultado, bom é só você olhar a sua volta.

Temos a sensação de que tudo podemos resolver de forma autônoma, basta perguntar ao chat com a IA, ver vídeos e depoimentos na internet que facilmente na palma da mão nos são disponibilizados e para além de nos fornecer supostas respostas e caminhos, nos propões outros percursos e produtos a um clique de aquisição. Isso favorece o movimento de comboio ou uma visão em túnel, pois mais facilmente formamos grupos fechados que mais favorecem a formação de um aparente campo dicotômico em que estamos cada vez mais provocados a escolher lados do que nos formarmos em opinião crítica. É fácil a resposta de que precisamos nos formar e embasar a partir pensamento crítico ou complexo. Este é o caminho para uma sociedade mais inclusiva pois fornece ferramenta que nos permite pensar sobre nós mesmos no território em que se faz parte e pensar sobre a própria formação de realidade presente. Isso nos colocar numa outra relação com os extremos presentes em nossa sociedade, pois a normalização desse cenário é o silenciamento interno de que isso está distante ou é problema de outros. Se implicar, não significa emitir opiniões sobre esses extremos ou apontar dedos de culpa, mas sim um pensar crítico em que existe um espaço entre esses extremos e que ele pode ser ocupado.

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Amazônia tem menor desmatamento em 20 anos, afirma Inpe

O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) registrou no mês de junho de 2026 a queda de 35% nos alertas de desmatamento na Amazônia, em relação ao mesmo mês do ano passado. Saiba mais na TVT News.

No último mês, foram registrados 1.233 alertas que alcançaram uma área de 297, 26 quilômetros quadrados (km²). Em junho de 2025, os alertas somaram 1.238, mas atingiram uma área de 457,61 km².

A área afetada pela supressão da vegetação nativa da Amazônia é a menor em 20 anos, com redução contínua desde 2023, quando os alertas alcançaram 663 km² frente aos 1.120,2 km² de alertas detectados em 2022.

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Junho é o 11º mês do calendário de monitoramento 2025/2026, que já acumula para o período 11.554 alertas em uma área de 2.485,9 km². A área atingida também representa uma diminuição de 37,2% em relação aso mesmos 11 meses do calendário de 2024/2025, quando os desmatamentos alcançaram 3.959,98 km²

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Presidente afirma que EUA usam informações defasadas para justificar tarifas contra produtos brasileiros. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Cerrado

No bioma Cerrado, também houve redução das áreas com aviso de alerta de desmatamento no mês de junho. Foram registrados no último mês 2.880 alertas, em 481,52 km².

Em junho de 2025, apesar do número de alertas menor (1.444), a área alcançada foi maior, alcançando 508,69 km², o que significou redução de 5,3%.

Em nota técnica, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa que gerencia o sistema Deter, informou que no bioma Cerrado, o mês de junho foi de intensa cobertura de nuvens, o que pode ter dificultado o mapeamento em determinadas regiões.

No acumulado de agosto de 2025 a junho de 2026, os avisos somaram 22.256, e alcançaram uma área de 4.689,40 km². A área representa uma diminuição de 7,9% em relação ao mesmo período do calendário de monitoramento anterior, quando os avisos de desmatamento foram registrados em 5.091 km².  

Fabíola Sinimbú – repórter da Agência Brasil

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A ‘Pátria de Chuteiras’ no calor do Capital

Preencha a imagem com cores para criar uma visão panorâmica mais ampla. Expanda a cena em todas as direções para preencher a borda transparente vazia, preservando o estilo, a iluminação, as cores e a perspectiva originais. Continue as texturas, estruturas e elementos ambientais de forma natural para que a extensão se integre perfeitamente à imagem original. Preserve a imagem original exatamente e gere conteúdo apenas na área vazia.
Gostemos ou não – e há quem não goste, há quem torça o nariz para a bola como se ela fosse coisa menor, indigna dos espíritos cultivados -, há mais de um século que o Brasil possui uma potente e avassaladora linguagem unificadora dentro e fora de suas fronteiras: o futebol. Não uma linguagem qualquer, […]
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Domínio online do Google dá sinais de desgaste na era da IA

Mais de três anos após o início do boom da inteligência artificial generativa, o Google desafiou muitos céticos que acreditavam que o ChatGPT seria o golpe fatal para o gigante das buscas. Mas alguns problemas estão abalando seu negócio principal.

O mecanismo de busca DuckDuckGo está registrando aumentos nas taxas de instalação de até 40% por semana. O Bing, da Microsoft, alcançou 1 bilhão de usuários pela primeira vez no último trimestre. E o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu ligeiramente no último mês, enquanto o ChatGPT registrou uma pequena alta.

O Google ainda controla 90% do mercado de buscas, o preço de suas ações mais do que dobrou no último ano e o crescimento da receita no primeiro trimestre foi o mais rápido desde 2022. Mas a preocupação com a IA persiste à medida que mais pessoas recorrem aos chatbots como método preferido para encontrar informações.

O ChatGPT ocupa consistentemente a posição de aplicativo gratuito mais baixado no iOS da Apple, e o Claude, da Anthropic, está atualmente em oitavo lugar, uma posição atrás do Gemini, do Google.

Enquanto isso, outra onda de usuários da internet está se afastando completamente das buscas impulsionadas por IA em favor de alternativas sem IA. Um estudo do Pew Research Center publicado em março constatou que cerca de metade dos americanos sentia que a IA em suas vidas diárias os deixava “mais preocupados do que entusiasmados”.

Navegar pela internet sem ela é um dos mecanismos de adaptação e, no início deste mês, o DuckDuckGo lançou um mecanismo de busca “sem IA” com novas extensões para navegador que permitem aos usuários utilizar por padrão o endereço noai.duckduckgo.com.

“Muitas pessoas usam o Google porque o Google é como a página inicial da internet, mas elas querem fazer essas jornadas, clicar e pesquisar por conta própria e tomar suas próprias decisões”, disse Lily Ray, vice-presidente de otimização para mecanismos de busca e busca por IA da empresa de marketing Amsive.

Leia também: Google cria estratégia bilionária para enfrentar a Nvidia

O Google também enfrenta o desafio de conter startups de IA fortemente financiadas, que estão pagando valores elevados por talentos antes de suas potenciais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).

Na semana passada, Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e copresidente do Gemini AI, anunciou que estava deixando o Google para ingressar na OpenAI. E, na sexta-feira, John Jumper, vice-presidente da DeepMind e fellow de engenharia, informou que estava saindo para trabalhar na Anthropic.

As ações da Alphabet tiveram, na segunda-feira, seu pior desempenho em mais de um ano, com queda de 5%.

Analistas da Jefferies escreveram em um relatório que “não interpretam as recentes saídas como um sinal de que o Google esteja fazendo menos em IA, mas sim como mais um dado em uma guerra por talentos que afeta toda a indústria, na qual laboratórios de ponta estão oferecendo lances agressivos”.

Um porta-voz do Google se recusou a comentar para esta reportagem.

Para o Google, o surgimento da IA generativa representa uma espécie de risco existencial desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, que recentemente ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais. A ameaça é dupla: o Google pode perder sua posição dominante e, ao tentar competir em IA, pode canibalizar seu próprio mecanismo de busca em favor de uma nova forma de encontrar informações que ainda não possui um modelo comprovado de publicidade digital.

Os anúncios ainda representam cerca de três quartos da receita da empresa. As margens extremamente elevadas da publicidade permitem ao Google financiar apostas de longo prazo e alto custo, como a Waymo e a IA baseada no espaço, além de investir perto de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA.

Em sua conferência anual para desenvolvedores, realizada no mês passado, o Google anunciou que redesenharia a caixa de busca pela primeira vez em 25 anos, posicionando o botão “Modo IA” diretamente dentro dela. O botão de busca agora fica abaixo da caixa.

“Esta é a maior atualização da nossa icônica caixa de busca desde sua estreia, há mais de 25 anos”, afirmou Elizabeth Reid, responsável pela organização de buscas do Google, durante o evento.

Além disso, a popular ferramenta de geração de imagens Nano Banana também está disponível na caixa de busca por meio do botão de adição. No aplicativo móvel do Google Search, uma grande caixa clicável do “Modo IA” tem praticamente o mesmo tamanho da caixa de busca tradicional.

Leia também: Google permitirá que os sites se excluam dos resultados de pesquisa gerados por I.A.

Reação contrária à IA

No último mês, o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu mais de 1%. O tráfego do ChatGPT aumentou um pouco. O DuckDuckGo, que há muito tempo se posiciona contra o Google como uma opção de busca mais privada, afirma que as taxas de instalação cresceram até 75% em relação ao período anterior ao anúncio do Google I/O, em maio.

O Google precisa “encontrar um equilíbrio, porque, se avançar demais com a IA, perderá seus usuários”, disse Ray, da Amsive. Ela classificou a participação de mercado do DuckDuckGo como “microscópica”, mas afirmou que houve um grande aumento recentemente.

Até mesmo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reconhece os receios em torno da IA. Em um episódio recente do podcast “Hard Fork”, Pichai afirmou que as pessoas estão “justificadamente” ansiosas sobre o tipo de futuro que a tecnologia criará, classificando a escala da mudança como sem precedentes.

Google e OpenAI enfrentaram processos por morte culposa movidos por familiares de pessoas que supostamente cometeram atos de violência ou automutilação devido ao uso de chatbots. Em março, o Google foi processado pelo pai de um homem de 36 anos, que alegou que o chatbot Gemini convenceu seu filho a tentar realizar “um ataque com múltiplas vítimas” e, posteriormente, a cometer suicídio.

No mercado de buscas, o DuckDuckGo não é o único mecanismo respondendo à demanda por alternativas. A Microsoft lançou uma extensão para navegador chamada “Bing AI Search Choice”, que permite aos usuários desativar recursos semelhantes a chats de IA.

“A IA está fazendo coisas poderosas para as buscas, mas as pesquisas mostram que nem todos querem usar IA para tudo o tempo todo”, escreveu Jordi Ribas, presidente de busca e IA da Microsoft, em uma publicação no LinkedIn sobre a atualização.

Também cresce a antipatia entre editoras e veículos de mídia, que viram o tráfego proveniente das buscas do Google despencar, em parte porque a IA reúne informações em resumos exibidos no topo dos resultados, eliminando a necessidade de clicar nos links.

Em uma disputa antitruste com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Google admitiu no ano passado, em documento judicial, que a web aberta já está “em rápido declínio”, uma avaliação que contrastou com declarações públicas de executivos da empresa.

Leia também: Google lança novos modelos de IA e agentes pessoais

Estudos de painéis de dados como SparkToro e Similarweb mostram que aproximadamente 68% de todas as buscas no Google agora terminam sem um único clique para um site externo. Roger Lynch, CEO da Condé Nast, afirmou em entrevista no mês passado à TBPN que sua equipe prevê quedas no tráfego oriundo das buscas há três anos e que “todos os anos a queda foi maior do que a prevista”.

“No ano passado, eu disse às nossas equipes para assumirem que não existe busca”, afirmou. “Vocês precisam planejar seus negócios como se a busca fosse zero.”

Mesmo após a queda das ações do Google na segunda-feira, o papel ainda acumula alta superior a 100% no último ano, superando com folga todos os seus pares entre as chamadas hyperscalers. A empresa demonstrou capacidade de sobreviver e prosperar em meio a grandes mudanças de plataforma, principalmente na transição da web para os smartphones, e provou ser uma participante relevante na IA generativa, apesar de um início lento.

Na última teleconferência de resultados, Pichai atribuiu o aumento do engajamento dos usuários a experiências baseadas em IA, como o AI Mode e o AI Overviews, áreas que recebem investimentos significativos.

“A IA continua impulsionando o uso das buscas e o volume de consultas está em nível recorde”, afirmou Pichai durante a conferência.

No entanto, o Google ativa o AI Overview automaticamente, o que significa, nas palavras de Kamyl Bazbaz, diretor de políticas do DuckDuckGo, que os usuários não recebem “uma escolha”.

Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou em um podcast da Bloomberg, em abril, que “existe esse tipo de mito de que as pessoas querem IA ou a web”.

“Na verdade, acho que o que vemos é que as pessoas querem IA e a web juntas”, disse ela.

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Banco de Edir Macedo tem nota rebaixada por risco de quebra antes de operação da PF

Edir Macedo, bispo e controlador do Banco Digimais
Edir Macedo, bispo da Igreja Universal e controlador do Banco Digimais. Foto: Reprodução.

A Fitch rebaixou a classificação de risco no rating nacional do Banco Digimais na segunda-feira (22/6), um dia antes de a Polícia Federal deflagrar uma operação contra a instituição financeira. A agência apontou possibilidade real de quebra ou calote do banco controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Na decisão, a Fitch afirmou que o Digimais apresenta vulnerabilidade para seguir funcionando sem apoio externo. “A capacidade de o banco manter suas operações sem suporte é altamente vulnerável a uma deterioração do ambiente de negócios e econômico”, diz a decisão.

A agência analisa títulos de dívida, emissores e instrumentos financeiros para medir risco de crédito. Notas altas indicam baixo risco no grau de investimento, enquanto notas baixas apontam alto risco especulativo.

A Fitch também citou mudanças na governança do banco, incluindo troca no comando executivo e saída do Conselho de Administração. “As alterações relevantes na governança corporativa do banco, incluindo a substituição do CEO e a destituição do Conselho de Administração, somam-se a esse quadro e reduzem a previsibilidade sobre a execução de sua estratégia e de sua capacidade de estabilizar o desempenho financeiro”, informou a agência.

App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo

Operação Miragem mira a cúpula do Banco Digimais

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23/6), a Operação Miragem contra a cúpula do Banco Digimais. A investigação mira administradores da instituição controlada por Edir Macedo.

A Justiça autorizou buscas e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. A decisão também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões.

Segundo a PF, há suspeitas de que administradores do banco tenham criado mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a real. A investigação aponta alteração de informações contábeis e geração artificial de receitas.

A Fitch também decidiu retirar todos os ratings do Digimais por insuficiência de informações. “A retirada reflete a avaliação da agência de que não será capaz de manter o monitoramento adequado das classificações, tendo em vista a ausência de informações financeiras suficientes, confiáveis e verificáveis”, diz a agência.

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Espaçolaser protocola pedido de registro para oferta pública secundária de ações

A MPM Corpóreos S.A. (Espaçolaser) anunciou ao mercado a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de até 6.106.557 ações ordinárias de sua emissão. A operação, que será coordenada pelo banco BTG Pactual , consiste na venda da totalidade da participação mantida pelo Magnólia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia na companhia. Se o lote total for integralmente alienado, o fundo deixará de integrar o bloco de controle da empresa.

Estrutura e Alvo da Oferta

A distribuição ocorrerá sob o rito de registro automático perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e será direcionada exclusivamente a Investidores Profissionais. Não haverá esforços de colocação dos papéis no exterior, tampouco a previsão de lotes adicionais ou suplementares. Diante disso, não haverá mecanismo de estabilização de preço, o que pode submeter as ações a flutuações no mercado secundário da B3.

A operação conta com garantia firme de liquidação prestada pelo coordenador e prevê a possibilidade de distribuição parcial, desde que atingida a quantidade mínima de 3.053.279 ações. Caso essa meta mínima não seja alcançada no procedimento de bookbuilding, a oferta será cancelada.

Fixação de Preço e Valores Estimados

O preço por ação será definido após a coleta de intenções de investimento. Como base de referência hipotética, considerando a cotação de fechamento de R$ 6,10 verificada no dia 19 de junho de 2026, o volume financeiro da operação pode variar entre:

  • R$ 18.625.001,90 — se comercializada apenas a quantidade mínima exigida.
  • R$ 37.249.997,70 — se distribuída a totalidade das ações ofertadas.

Por se tratar de uma oferta estritamente secundária, a Espaçolaser não receberá nenhum recurso com a transação, sendo a receita líquida integralmente direcionada ao acionista vendedor. Dessa forma, não haverá diluição patrimonial para os atuais acionistas.

Restrições de Lock-up e Vendas a Descoberto

Para garantir a estabilidade do processo, determinados acionistas do bloco de controle — Ygor Alessandro de Moura, José Carlos Semenzato e SMZXP Participações Ltda. — assinaram um acordo de lock-up. Eles estão impedidos de negociar ou dispor de suas participações pelo período de 90 dias contados do anúncio de início da oferta, salvo exceções previstas em contrato (como doações de boa-fé ou transferências sucessórias).

Fica vedada a aquisição de ações por investidores que tenham realizado vendas a descoberto com papéis da companhia na data de fixação do preço ou nos cinco pregões antecedentes.

Direitos Assegurados

As ações comercializadas manterão os mesmos direitos concedidos aos atuais detentores de ações ordinárias da Espaçolaser, incluindo:

  • Direito a um voto por ação nas Assembleias Gerais.
  • Direito ao dividendo obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício.
  • Direito de venda conjunta (tag along) em caso de alienação onerosa do controle da companhia, assegurando tratamento igualitário ao dos controladores.

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Atef Abu Saif e seu diário de sobrevivência na Faixa de Gaza (Coluna da Appoa)

Manuela Sampaio de Mattos (*)

“Nossa vida é uma trégua, Said”.

Atef Abu Saif

Em um contexto de massacre e limpeza étnica, o que pode querer dizer o desejo enunciado de estar acordado quando morrer? “Quero estar acordado quando morrer: diário do genocídio em Gaza” é o título de um dos livros de Atef Abu Saif, palestino, autor de cinco romances, dois livros de contos e de ensaios políticos, e ex Ministro da Cultura da Autoridade Nacional Palestina, função exercida até 2024.

A instigante frase do título endereçada aos leitores e, por que não dizer, ao mundo, insiste como interrogação perturbadora ao percorrermos as entradas do diário de Saif. Ele foi escrito durante os primeiros 85 dias de sobrevivência à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, iniciada em outubro de 2023. Residente em Ramallah, capital administrativa da Palestina, localizada na Cisjordânia e a 15 km de Jerusalém, ele cumpria uma agenda de trabalho quando do início da “guerra”. Na ocasião, estava acompanhado de seu filho Yasser, com quem lutou obstinadamente contra a morte. 

A cadência da chegada do sono em direção ao ciclo de dormir, sonhar, acordar e despertar é um dos ritmos junto aos quais Saif se detém em seu diário, para narrar algo que cumpre função de circunscrição de sanidade diante do horror que escalava diariamente. Embora um dia se assemelhasse muito ao outro no que tange à continuidade de bombardeios, destruição, mortes e luta pela sobrevivência, a marcação do tempo, dos ritmos, protege alguma coisa que escapa à devastação resultante do estado de trauma contínuo. Traçar a diferença entre dormir e acordar, por exemplo, permite reestabelecer o intervalo entre as sensações de fusão da percepção corporal e a materialidade dos destroços, desenhando uma certa borda capaz de proteger um tanto de integridade subjetiva. Ocorre que dormir, na situação na qual se encontra Saif, não é mais algo com o que se pode contar, digamos assim, como um componente natural da fisiologia humana. 

A grande maioria dos ataques aconteciam à noite, portanto, o barulho ensurdecedor dos mísseis se torna o som ao redor. Entregar-se ao dormir pode significar não ter a chance de entender, “desperto”, a arquitetura dos ataques, o funcionamento das armas letais, o tempo que leva entre um clarão, o estouro e os desabamentos. Ver um míssil é também um sinal de que se está vivo. Com o decorrer dos dias, o som dos estrondos vai se naturalizando, dando lugar ao sono como ferramenta de sobrevivência. No terceiro dia dos ataques, escreveu:

Faço um esforço consciente para dormir, para descansar quando posso. Na guerra, você fica simultaneamente exausto e entediado na maior parte do tempo, tendo de lutar a cada momento para permanecer vivo. Mas nada muda. Sempre penso na época em que levei um tiro quando era criança, na Primeira Intifada, e como minha mãe me disse que eu realmente morri por alguns minutos, antes de ser trazido de volta. Sinto algum conforto com o pensamento de que quiçá desta vez eu possa fazer o mesmo, voltar dos mortos. O simples fato de eu estar pensando em sobrevivência é prova de que sobrevivi até agora. 

Os primeiros minutos depois de acordar costumava ser um momento de muita angústia, pois era quando recebiam as notícias pelo celular. Depois de um tempo, acordar também passou a ser um momento de felicidade, pois, nesta fresta do tempo da catástrofe, se davam conta de que ainda estavam vivos. Ambivalências, contradições, absurdos, são, prima facie, a tônica da realidade da guerra. “Um homem nada na praia e a guerra estoura. É como uma contradição. Então tento desenvolver isso [no livro]”, diz Saif em entrevista ao Metrópoles. Nadando na praia era o que ele estava fazendo quando tudo começou e, de repente, se viu colocando 7 a 10 pessoas em seu carro para fugirem dos ataques.

A contagem dos dias é diferente na guerra. Eles passam a ser contados a partir do início dos ataques. A cada dia, Saif costumava iniciar a escrita do diário contando da noite anterior, de como se abrigaram e fizeram para dormir, quando possível. Em seguida inicia o inventário das mortes, dos números gerais quando tinham eletricidade e notícias, bem como das mortes testemunhadas nas proximidades. É impossível entender, para quem está lendo, o absurdo que é ter tanta, mas tanta força para juntar tantos e tantos corpos, membros mutilados, e reconstituir alguma unidade a partir de uma montagem lúgubre que dá as condições mínimas de reconhecimento dos mortos. Muitas vezes, a sequência narrativa de Saif vai na via do que se sabe ou se imagina dos últimos momentos de vida daquelas pessoas. Poder ler a posição em que estavam os corpos, identificar a peça da casa em que estavam e os objetos circundantes, parece ajudar a reintegrar a dignidade dos mortos que tiveram seus corpos violados de todas as formas possíveis e impossíveis. 

Toda a família que estava na casa do meu primo Hatem morreu quando uma bomba a atingiu. Somente Wissam, minha sobrinha de 23 anos, e sua irmã Widad sobreviveram para manter a história da família, para contar o que aconteceu, e relatar seus últimos momentos, as últimas risadas, os últimos abraços. Alguém tem de provar para nós que não é possível dar um fim à vida. A vida é uma dádiva, e quem quer que a tenha dado para nós vai protege-la. Isso não é uma prece, já que nenhuma prece é capaz de mudar o destino. É um sentimento meu, um sentimento que me arrebata de tempos em tempos. Eu o senti ontem à noite, visitando Wissam no hospital, quando vi de relance no corredor uma menina que, no meio da multidão e de todo o caos, estava quieta fazendo a lição de casa. 

Escrever é também, para Said, uma espécie de prova de realidade que indica se ele está ou não está vivo. Apesar de os pensamentos serem focados em um constante e infernal agora, a escrita convoca uma relação com a temporalidade de uma outra forma, demarca um lugar em que os tempos se encontram. Escreve ao mesmo tempo para o presente, o passado e o futuro. Escreve para lembrar do que já fez para sobreviver e chegar até aqui, para registrar os nomes dos mortos, dos vivos, para cunhar a memória de quem viveu a Nakba em 1948 e agora resiste a uma segunda Nakba. Escrever é também um endereçamento para o futuro, para manter acesa nem que seja uma pequena esperança de futuro de uma Palestina viva como um lugar, uma ideia, um mapa:

Quando vislumbro o futuro desta cidade, se é que tem algum, me sinto compelido a continuar escrevendo. Por meio da escrita, podemos manter vivos os lugares, podemos depositar nossas lembranças das ruas agora em ruínas, das casas agora arrasadas. Podemos impedir que sejam esquecidas, e também criar um mapa de como devem ser reconstruídas, exatamente como era, onde quer que isso termine. 

Bait Lahia, Bait Hanun, Cidade de Gaza, Jabalia, Uádi Gaza, Rua Saftawi, bairro Saftawi, Hospital Al-Chifa, cidade de Nazla, Rua Jalaa, Rodovia Salah Al-Din (a “Nova Rodovia Nakba”), Hospital Indonésio, Hospital Europeu, Khan Yunis, Hospital Nasser, Rafah. Nomes dos lugares que conhecemos, página a página, como mapas portadores e guardiões de uma ancestralidade interditada em terra aos palestinos, mas não em memória.

No 46° dia, Saif começou sua peregrinação para o sul da Faixa de Gaza, na companhia de Yasser e de seus sogros, conforme orientação do Exército israelense. A decisão de deixar a hara em que nasceu e cresceu, seu bairro Jabalia, foi tomada neste dia em diálogo com seu pai, que decidiu ficar e o estimulou a partir. A narrativa desses dias prévios à decisão, bem como do dia da partida é, para mim, uma das partes mais lancinantes do livro. Foi surpreendente me deparar com a ideia de que o encontro com as tropas do exército, com as pessoas em carne e osso, de alguma forma poderia ser pior do que “se defender” dos ataques pelos mísseis. O nível de exposição sem defesas à humilhação a que foram e ainda são submetidos é simplesmente inacreditável, repugnante, inaceitável. Nenhum desses adjetivos é capaz de se aproximar do nível de abjeção e incredulidade que é encontrar no olhar do outro a sanha pela dominação, pela humilhação e pela destruição.

Não podemos mais ficar aqui, decidimos. Os projéteis das duas últimas noites estavam tão próximos que não apenas vi a luz e ouvi o estrondo de suas explosões como também os vi voando bem perto da minha janela. Os israelenses estão mais próximos a cada minuto. A maioria das regiões externas do campo está sob ocupação total. Durante a noite, as tropas marcharam, vindas do norte, e se aproximaram ainda mais. Nossa rua foi alvo de bombardeios contínuos dos tanques. Não preguei os olhos, em momento algum. “Quero estar acordado quando morrer”, disse a Muhammad. “Quero ver acontecer.”

À medida em que minha leitura avança nos registros de Saif sobre a escalada dos bombardeios e do extermínio, vou lembrando dos momentos em que lia e assistia àquelas notícias, que via aquelas fotos dos hospitais em chamas, daquela mãe aos prantos segurando o cadáver de seu filho, da fome. Lampejos de memória e de dor ressurgem por debaixo do manto da anestesia, fazendo lembrar também que isso não acabou. Isso me leva a pensar que, qualquer um, a qualquer tempo, em qualquer canto do mundo, pode acordar do sono anestésico e se situar como testemunha na corrente humanitária que repudia esses acontecimentos, levando adiante uma palavra que seja a respeito desse horror ainda em curso. Suportar o despertar, o desejo de se manter acordado, de sustentar o olhar e querer ver o que está acontecendo, insistir na abertura do campo da palavra. Quem sabe um dia, poder falar dos sonhos. É pouco, muito pouco, quase nada, mas falar da atrocidade que é o genocídio na Palestina é uma escolha e, como diz Saif, quando se tem uma escolha, pode ser tudo o que se tem.

(*) Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Appoa) e doutora em Filosofia pela PUCRS.

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Banco de Edir Macedo investiu em fundos com projetos sem licença e terras protegidas; entenda

Digimais, banco de Edir Macedo. Foto: reprodução

Em crise financeira, o banco Digimais, ligado ao líder da Igreja Universal, Edir Macedo, aportou recursos em fundos de investimento ligados a empreendimentos de alto risco. Segundo documentos obtidos pelo Estadão, os fundos incluem um projeto imobiliário sem licença para construção em Pernambuco e uma empresa dona de terras em praias protegidas pela União, em Paraty, no Rio de Janeiro, área ocupada por caiçaras e marcada por conflitos fundiários.

Os imóveis estão alocados em fundos dos quais o Digimais é cotista e somam patrimônio de R$ 526 milhões. O investimento ocorreu nos últimos três anos, período em que o banco enfrentou crise, passou a ser negociado no mercado e entrou na mira da Polícia Federal por suspeitas de fraudes.

Auditores independentes apontaram que cerca de 75% dos R$ 4 bilhões em aportes do Digimais não puderam ser devidamente analisados por falta de documentos que comprovassem a situação dos fundos. Parte desses recursos foi destinada a fundos imobiliários e empresas, dos quais R$ 1,9 bilhão não tinha documentação suficiente para auditoria.

Um dos fundos é o Cajaíba, com patrimônio de R$ 419 milhões, criado em junho de 2025 e nunca auditado. Ele investe na Cajaíba Participações, empresa detentora de terras na Praia Grande da Cajaíba, em Paraty. A região é isolada, tem áreas de proteção ambiental e social e abriga comunidades caiçaras.

Veja fotos da área que pertencem ao fundo Cajaíba:

A empresa pertence a Cristiano Tannus Notari, neto de Gibrail Tannus Notari, que adquiriu terras na região nos anos 1950. A ocupação é alvo de controvérsias antigas. O pesquisador Pedro Berruezo Marques, mestre em Ciências Sociais pela UFRRJ, afirma que havia relatos de intimidação contra caiçaras.

“Algumas estratégias eram bem relatadas na literatura. Uma delas é que ele (Gibrail) levou uma série de bois e búfalos e os soltou naquela região, na fazenda que comprou, só que os bois vagavam. Então começaram a pisotear a roça dos caiçaras, a assustar as crianças, e os relatos de berne nas crianças aumentaram”, disse.

Ao Estadão, Tannus Notari negou irregularidades. “Nenhum processo, fundamental esclarecer, envolve qualquer irregularidade, grilagem, ou compromete a titularidade dos imóveis e o curso normal das atividades”.

“Todos são regularmente acompanhados pelos advogados da Companhia, no estrito cumprimento do devido processo legal”, afirmou.

A empresa diz não pretender construir resort no local e afirma estudar um projeto de preservação com geração de créditos de restauração de biodiversidade, modelo semelhante ao crédito de carbono, com certificação prevista para 2028.

Outro fundo, o ID Goiana, recebeu investimentos para um projeto de condomínio em Goiana, no nordeste de Pernambuco. O fundo tem patrimônio de R$ 107 milhões e apenas um cotista, segundo balanços enviados à CVM. O Estadão apurou que o cotista é o Digimais. O terreno, de 700 hectares, não tem licença da prefeitura para construção.

O banco, antes presidido por João Urbaneja, bispo da Igreja Universal, passou a ser comandado por Aldemir Bendine no fim de 2025. Nos últimos meses, o Digimais tem sido negociado com o BTG Pactual, que afirmou ter interesse em sua “carteira de clientes”.

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Polícia prende 7 suspeitos de descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no BRB

Fachada do Banco de Brasília
Agentes da Polícia Civil durante operação nesta manhã. Foto: reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu sete pessoas suspeitas de envolvimento em descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB) na manhã desta terça-feira (23).

Equipes cumpriram mandados em Brasília e em Minas Gerais. Segundo a investigação, três servidores do BRB estão entre os presos na operação.

A polícia afirma que os servidores faziam descontos nas contas dos correntistas sem autorização. Os investigadores apontam que o grupo ligava para aposentados e apresentava transcrições falsas das conversas para justificar as cobranças.

As fraudes, de acordo com a apuração policial, ocorrem desde 2024. A investigação mira a forma como os descontos teriam entrado nas contas dos clientes do banco.

Fachada do Banco BRB. Foto: reprodução

Operação mira suspeitos em Brasília e Minas Gerais

A Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes conduz a operação. A unidade atua em investigações de fraudes e crimes contra consumidores no Distrito Federal.

O g1 informou que aguardava posicionamento do BRB sobre a operação desta terça. A pauta não trouxe manifestação do banco até a publicação das informações disponíveis.

Na sexta-feira (19), o BRB já havia sido alvo de outra operação, com 50 mandados de busca e apreensão. O Ministério Público investigou descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal.

Entre os alvos dessa operação anterior estavam Ney Ferraz, ex-secretário de Economia, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB que está preso, e Eduardo Chedid, diretor do PicPay. Naquele caso, não houve prisões.

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Sakamoto: De Vorcaro a Edir Macedo, PF anuncia o milagre da multiplicação das fraudes

Daniel Vorcaro e Edir Macedo. Foto: Reprodução

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

A Polícia Federal acordou o país hoje para lembrar que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, exala o mesmo cheiro de decomposição financeira que empesteava o banco de Daniel Vorcaro. O alvo da Operação Miragem é uma engrenagem que usa a alquimia contábil para maquiar cadáveres insepultos na instituição pertencente ao líder da Igreja Universal, que possui semelhanças com os zumbis do Master.

O modus operandi de ambos é parecido na audácia: enquanto a trupe de Vorcaro multiplicava pães fabricando carteiras inteiras de crédito consignado falso para justificar bilhões em ativos ilusórios, a instituição de Macedo optou pelo milagre da reciclagem. O Digimais pegava suas carteiras de crédito podres, como financiamentos de veículos que ninguém ia pagar, e jogava em fundos de investimento onde o próprio banco era o dono. É o velho golpe do “Zé com Zé” para fingir saúde e apresentar lucro no balanço.

Há bancos que morrem e não voltam à vida como Lázaro, mas seguem por aí, zumbis. Não comem cérebros, mas devoram a grana alheia. Maquiados por contabilidades criativas sob intensa pregação de sucesso, Master e Digimais ostentavam um vigor de mentira para captar dinheiro de verdade. Ao emitir títulos como CDBs pagando rentabilidades agressivas, acima de 110% do CDI, essas instituições atraíram investidores seduzidos por falsos profetas. Vendiam a imagem de um milagre financeiro, mas entregaram o de sempre: a socialização do risco e a privatização do lucro.

A podridão, como se sabe, aproxima. No início do ano, Macedo tentou repassar o controle do Digimais para Maurício Quadrado, empresário que veio justamente da cúpula do Banco Master. O Banco Central, que não estava enxergando, mas parece ter recuperado parte da visão com a catástrofe de Vorcaro, barrou o negócio. A justificativa foi o risco sistêmico.

O estrago do Banco Master resultou na sua liquidação extrajudicial e em um rombo que obrigou o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a destinar R$ 49 bilhões para cobrir o buraco. É dinheiro privado, mas que vai ser recomposto com grana dos correntistas, porque banco não perde nunca. Hoje, com a ação contra o Digimais, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens do bispo e de seus associados. É uma quantia pornográfica para a maioria dos brasileiros, mas perto do dano sistêmico que essas pirâmides com CNPJ causam, soa quase como um dízimo da impunidade.

App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo

No Brasil, se um trabalhador furtar um pacote de macarrão ou um desodorante no supermercado, o Estado o lança em uma cela superlotada e joga a chave fora. Mas se você frauda o Sistema Financeiro Nacional em centenas de milhões ou bilhões, forja relatórios para o Banco Central e engana milhares de pessoas, costuma ser chamado de operador arrojado por muita gente que usa coletinho puffer.

Mas no país onde a fé move montanhas e, ao que tudo indica, também movimenta ativos podres entre fundos de investimento, o bispo Edir Macedo agora enfrenta a mais mundana das provações. Não a dos 40 dias no deserto, mas a da Polícia Federal batendo à porta com mandado de busca e apreensão.

Muitos ensinam que a prosperidade é sinal da graça divina. Difícil, no entanto, explicar aos fiéis que depositaram sua fé no Digimais que o milagre prometido era, na verdade, uma ilusão. A diferença teológica é sutil, mas o extrato bancário ajuda a distinguir.

Para o sistema financeiro, a operação chega como lembrete de que as únicas ressurreições confiáveis em se tratando de dinheiro são as dos prejuízos, que ficam voltando, voltando e voltando. Só espera-se que o nome da operação não seja honesto demais, pois no Brasil, a miragem não costuma ser o crime, mas a punição.

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O calote de R$ 500 milhões que levou o banco de Edir Macedo virar alvo da PF

Logomarca do Banco Digimais
Logomarca do Banco Digimais. Foto: Reprodução.

O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo e líder religioso Edir Macedo, virou alvo da Operação Miragem da Polícia Federal, nesta terça-feira (23/6), após enfrentar uma disputa judicial aberta por uma acusação de prejuízo de quase R$ 500 milhões. O empresário Roberto Campos Marinho Filho, sócio do banco e dono da Yards Capital, acionou a Justiça contra a instituição.

A disputa judicial nasceu da participação do Digimais no fundo de investimento EXP 1, gerido pela Yards Capital. Marinho Filho contestou a aceitação de títulos emitidos pelas empresas Fictor, Reag e pelo Banco Master como lastro da operação.

O Digimais detém 80% do fundo, enquanto Marinho Filho possui os 20% restantes. Segundo o processo, os papéis da carteira perderam valor de mercado após o avanço de investigações sobre supostas fraudes envolvendo Banco Master, Reag e Fictor, todos sob investigação do Banco Central.

A Yards Capital notificou judicialmente o banco de Edir Macedo para tentar reaver aportes e transferir o risco financeiro acumulado na operação. A gestora exigiu que o Digimais recomprasse uma carteira de ativos avaliada em R$ 462,2 milhões: R$ 316,6 milhões em títulos do Banco Master e da Reag, além de R$ 145,6 milhões em papéis ligados à Fictor.

Viatura da Polícia Federal em operação em São Paulo
O bispo Edir Macedo. Foto: reprodução

Investigações atingiram Reag, Fictor e Banco Master

A Reag entrou na mira de grandes operações policiais que atingiram a Faria Lima, em São Paulo. A gestora de fundos é investigada por suposto envolvimento em manobras para esconder dinheiro do crime organizado, na operação Carbono Oculto, e por usar a mesma rede de fundos em movimentações suspeitas do Banco Master, na operação Compliance Zero. O Banco Central liquidou a Reag em 15 de dezembro.

A Fictor ganhou destaque depois de anunciar, em novembro de 2025, que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões. Um dia depois, o Banco Central liquidou o Master, e os principais executivos do banco acabaram presos. Em janeiro deste ano, a Fictor pediu recuperação judicial e afirmou que notícias envolvendo o Master levaram investidores a pedir resgates, esvaziando o caixa e provocando crise de liquidez.

A crise do Master atingiu outras instituições financeiras, entre elas o Digimais. Relatórios de 2024 e 2025 apontaram alta inadimplência depois da pandemia, perda de patrimônio e necessidade de aportes recorrentes para evitar quebra técnica. O dinheiro saiu do próprio Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record de Televisão.

Em 2025, o Digimais passou por reestruturações sob supervisão do Banco Central e abriu negociações de venda por causa de desafios operacionais. O investidor Mauricio Quadrado, ex-sócio do Banco Master, chegou a anunciar que havia fechado a compra com Edir Macedo, mas o negócio não avançou. Em São Paulo, o governo Tarcísio de Freitas também liberou o Digimais para operar crédito consignado na Polícia Militar após a crise.

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Evento defende Memorial da América Latina contra privatizações do governo do estado

Um evento organizado por entusiastas e apoiadores do Memorial da América Latina ocorrerá no dia 30 de junho, na Escola da Cidade, na Vila Buarque, em manifestação contra plano de privatização. Leia mais em TVT News.

O evento SOS Memorial: A integração ameaçada ocorre das 9h às 12h na Rua General Jardim, 65, na Vila Buarque, e contará com a participação de convidados como Ciro Pirondi, Fernando Moraes, Fábio Magalhães, João Batista de Andrade, Yanet Aguilera, Margarida Nepomuceno, Maureen Bisilliat, Maria Bonomi (por vídeo) e Priscila Franco.

Evento é reação a plano de Tarcísio de privatizar o Memorial

O governo de Tarcísio de Freitas incluiu o Memorial da América Latina no Programa de Parcerias e Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), abrindo caminho para estudos sobre uma possível concessão à iniciativa privada. A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e provocou forte reação da diretoria e dos servidores da fundação responsável pelo complexo cultural e acadêmico idealizado por Darcy Ribeiro.

A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (19) e prevê o desenvolvimento de estudos para estruturar uma parceria privada para o espaço, que pode assumir a forma de concessão. Segundo a reportagem da Folha, a própria diretoria da fundação só tomou conhecimento da decisão após ser procurada pelo jornal.

Em resposta à notícia, diretoria e servidores encaminharam uma manifestação conjunta na qual demonstram “perplexidade” diante da inclusão do memorial no programa sem consulta prévia à instituição. O documento critica especialmente a forma como o espaço teria sido enquadrado pelo governo paulista, reduzido a um “ativo cultural” submetido a lógicas de “exploração”, “delegação” e “concessão”.

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Para os responsáveis pela fundação, o Memorial da América Latina não pode ser tratado como um equipamento cultural convencional voltado apenas à realização de eventos ou à exploração patrimonial. A carta enviada à Folha destaca que o complexo possui “natureza fundacional, acadêmica, científica, universitária e internacionalmente reconhecida”.

A fundação também ressalta possuir autonomia administrativa e financeira, além de conselho curador próprio e missão institucional ligada à integração latino-americana, à produção de conhecimento e à cooperação acadêmica internacional.

Atualmente presidida por Pedro Machado Mastrobuono — indicado pelo próprio governo Tarcísio em 2023 —, a instituição mantém atividades que vão além da programação cultural. O memorial é responsável pela organização de cursos, seminários, exposições, publicações e redes de pesquisa, além da manutenção de biblioteca especializada e iniciativas de intercâmbio acadêmico.

A Secretaria de Parcerias em Investimentos negou à Folha que o processo tenha ocorrido sem diálogo. Em nota, a pasta afirmou que discussões foram conduzidas anteriormente pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas com representantes do memorial antes da inclusão no programa estadual.

Segundo o governo paulista, o estudo ainda está em fase preliminar e não há definição sobre o modelo de concessão nem decisão formal sobre implementação. A secretaria afirmou ainda que o processo contará com “diálogo institucional contínuo” e com mecanismos de consulta e audiência pública.

Ainda de acordo com a gestão estadual, o objetivo seria avaliar alternativas para “preservação, valorização, manutenção e ampliação do uso público” do complexo arquitetônico.

Iniciativa traz preocupação ao conselho curador do Memorial

Apesar da justificativa oficial, a iniciativa gerou preocupação dentro da fundação por ocorrer justamente em um momento de expansão das atividades acadêmicas e científicas do memorial. Neste mês, o conselho curador aprovou a criação do Distrito Acadêmico e Científico Latino-Americano, além das diretrizes para uma futura Faculdade Memorial.

Além disso, a fundação anunciou nesta semana, em parceria com a Universidade Estadual Paulista, a criação do Centro de Ciência para a Integração Latino-Americana. O novo centro deverá desenvolver pesquisas em áreas estratégicas como inteligência artificial, previsão de epidemias transfronteiriças, biodiversidade neotropical e transição energética.

Na avaliação dos servidores e dirigentes, esses projetos demonstram que o memorial atravessa um processo de fortalecimento institucional incompatível com uma visão estritamente mercantil do espaço.

A carta enviada à Folha também menciona a atuação da cátedra da UNESCO instalada no memorial e o funcionamento do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina. Segundo o documento, nenhum desses elementos aparece nos documentos de qualificação do projeto de concessão.

Outro ponto de tensão envolve o crescente uso do espaço para grandes eventos privados. Nos últimos anos, o memorial passou a sediar festivais e shows de grande porte, o que frequentemente interfere em sua programação cultural e acadêmica. Em abril, por exemplo, o complexo permaneceu fechado ao público durante vários dias para a realização de um festival musical.

O Memorial da América Latina

Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1989, o Memorial da América Latina foi concebido como um centro permanente de integração cultural, política e intelectual entre os países latino-americanos. Localizado na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, o espaço ocupa uma área estratégica em frente a um dos principais terminais de transporte da cidade.

A inclusão do memorial no PPI-SP ocorreu por resolução assinada em 14 de maio pelo secretário estadual Rafael Benini, embora a publicação oficial tenha sido divulgada apenas no dia 19. Segundo a Folha, a decisão foi deliberada anteriormente durante reunião do programa estadual de parcerias realizada em março.

Além do Memorial da América Latina, o governo estadual também incluiu no pacote de estudos de concessão o Palacete Franco de Mello, na avenida Paulista, e a Casa das Retortas, antigo complexo industrial localizado na região central de São Paulo.

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Lula assina adesão do RJ ao Propag e anuncia novos investimentos

O presidente Lula passou o dia de hoje cumprindo agenda no Rio de Janeiro (RJ). O primeiro compromisso foi às 10h, no Palácio Guanabara, onde, ao lado do governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, assinou o termo de adesão do estado ao Propag, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados.

O Programa amplia o prazo de pagamento das dívidas e a redução dos encargos financeiros, ao mesmo tempo em que vincula os benefícios fiscais à ampliação de investimentos.

Depois, às 11h30, no BNDES, Lula participou da cerimônia de anúncios de ampliação dos investimentos no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB), do resultado do Profloresta+ e da nova etapa do programa, que é a maior iniciativa global de compra de créditos de carbono, além de parceria entre BNDES e Petrobras para pesquisa sobre minerais críticos e estratégicos. Os anúncios ocorreram durante a celebração do aniversário de 74 anos do BNDES.

Investimento em infraestrutura nas periferias do RJ

Na parte da tarde, Lula esteve ao Jardim Maravilha, em Guaratiba, zona oeste da capital, anunciando investimentos para periferias, favelas e comunidades urbanas do Rio de Janeiro, como o Complexo da Maré, a Rocinha e no próprio Jardim Maravilha.

O evento anuncia atos e medidas que somam R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização de favelas na capital do estado, além da autorização para início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba.

As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.

As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.

Agenda no RJ encerra com premiação da Obmep

Encerrando o dia, às 18h, Lula e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, acompanham a Cerimônia Nacional de Premiação da 20ª Edição da Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, no Centro de Convenções do Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas tem por objetivo incentivar o estudo da matemática e identificar talentos na disciplina. A cada edição, a olimpíada amplia seu alcance e reforça seu impacto na valorização do ensino e no estímulo ao pensamento lógico entre os jovens.

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Governo Lula traz pacote para melhoria de infraestrutura nas periferias do RJ

O Ministério das Cidades anunciou hoje (22) no Rio de Janeiro (RJ) ações para a melhoria de infraestrutura urbana e qualidade de vida nas periferias. A agenda teve participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro das Cidades, Vladimir Lima, e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Leia mais em TVT News.

O evento anuncia atos e medidas que somam R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização de favelas na capital do estado, além da autorização para início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba.

As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.

As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.

Ações integram Novo PAC Periferia Viva

Na Favela da Maré, serão assinados documentos entre o Governo do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro para viabilizar a fase 1 das intervenções do Novo PAC Periferia Viva.

Entre as ações previstas estão a construção do Parque Linear da Maré, na Vila dos Pinheiros, e a implantação de um Ecoponto. O parque ocupará área atualmente degradada e utilizada para descarte irregular de resíduos às margens da Baía de Guanabara. 

A Autorização do Início da Obra representa os primeiros R$ 8,5 milhões em investimentos do Novo PAC Periferia Viva na comunidade. Consideradas as etapas seguintes, os investimentos na Maré deverão alcançar R$ 170 milhões. 

A comunidade também celebrará a conclusão do Programa CEP para Todos. Todo o Complexo da Maré passa a contar com CEP por logradouro, com a criação de 434 novos códigos de endereçamento postal internos. O trabalho envolveu a verificação de 887 logradouros, incluindo avenidas, travessas, becos e vielas, além da atualização de 225 nomes e da identificação oficial do Bairro Maré junto aos Correios. 

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Governo Federal para Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas do Rio de Janeiro, no Jardim Maravilha – RJ.



Foto: Ricardo Stuckert / PR

No Complexo do Alemão, será assinado o Contrato da Operação do FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva, que prevê obras de infraestrutura urbana, incluindo implantação de redes de esgoto sanitário e abastecimento de água, rede elétrica e iluminação pública, pavimentação, drenagem, construção de praças e ações de regularização fundiária. 

Também será inaugurado o Posto Territorial Periferia Viva, instalado em imóvel localizado no interior da comunidade e equipado para apoiar a implementação das ações do programa. O Governo do Brasil vai liberar R$ 200 milhões e viabilizar um investimento total no Complexo do Alemão de R$ 210,5 milhões com a contrapartida da Prefeitura do Rio. 

A agenda prevê ainda a assinatura do contrato de financiamento para a urbanização da Rocinha, firmado entre o Ministério das Cidades, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Caixa Econômica Federal. O projeto contará com R$ 350 milhões em investimentos, dos quais R$ 332,9 milhões serão financiados pelo Governo do Brasil e R$ 17,5 milhões correspondem à contrapartida da Prefeitura do Rio, responsável pela execução. 

Baseada no Plano Diretor da Rocinha, a intervenção reúne ações integradas nas áreas de infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida, abrangendo aproximadamente 280 mil metros quadrados da comunidade. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 10 mil famílias que vivem no entorno das obras. 

A agenda também inclui a assinatura do termo que autoriza o início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba. Com investimento do Governo do Brasil por meio do Novo PAC, as intervenções incluem a construção de um dique, reservatórios para retenção das águas das chuvas, obras de drenagem, urbanização e implantação de pavimentação e passeios, melhorando a mobilidade e a acessibilidade. O projeto beneficiará cerca de 30 mil moradores da região e reforçará a proteção do bairro contra enchentes. 

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Aposentadoria especial: decisão do STF sobre idade mínima e o que pode mudar no INSS

Um homem com mochila nas costas caminha em direção à fachada cinza e azul de um posto de atendimento da Previdência Social. A foto contextualiza a realidade de quem depende do suporte estatal para o futuro, evidenciando que, mesmo com o avanço da previdência privada, o INSS continua sendo a principal engrenagem de renda e proteção social do país.
Por Cristiane Gercina e Luciana Lazarini (Folhapress) – Julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) realizado no dia 3 de junho alterou um dos principais pontos da reforma da Previdência de 2019 no que diz respeito à aposentadoria especial do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os ministros decidiram que a idade mínima é inconstitucional e […]
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Chama-se “flaking” o mais novo crime de Vorcaro descoberto pela PF

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em seminário da Esfera Brasil em São Paulo. Foto: Reprodução.

O banditismo de Daniel Vorcaro está muito além das famigeradas redes de corrupção brasileiras. Trata-se não apenas da cooptação de políticos e de quadros técnicos das estruturas estatais para favorecimentos e enriquecimento nos ambientes financeiros, mas da adoção sem pudor de práticas mafiosas para solução mesmo de entreveros de ordem pessoal ou amorosa. Os métodos de intimidação da “Turma”, nome dado à milícia privada à serviço do dono do Banco Master, não devem nada aos das máfias transnacionais, reais ou cinematográficas. Assim nos fazem deduzir as recentes revelações da Polícia Federal.

Diálogos interceptados pela PF mostraram que Vorcaro ordenou à “Turma” uma ação de vingança contra o DJ e ex-jogador da NBA Ronald Fred Seikaly, que teve um relacionamento com Martha Graeff – eles têm uma filha. À época das mensagens, Graeff era namorada de Vorcaro. O método sugerido pelo banqueiro-mafioso, disposto a investir R$10 milhões na empreitada, foi o flaking: termo que designa “plantar” drogas e forjar uma situação de flagrante policial.

Seikaly morava em Miami. Nas conversas capturadas pela PF não parece decidido se o flaking ocorreria na cidade da Flórida ou se o DJ seria seduzido a realizar uma apresentação no Brasil, onde se armaria a cilada. Vorcaro orienta Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, a acionar “o amigo da Interpol” para viabilizar a tarefa.

Fato é que a polícia de Miami possui notória expertise quando se trata de plantar provas falsas, e o banqueiro mostra-se conhecedor dos métodos intimidatórios que, digamos, possuem alto potencial de gerar o resultado esperado. Rememore-se o caso Raul Iglesias, de 2012.

Iglesias era um policial veterano com 18 anos de corporação e liderava uma unidade de elite de combate ao tráfico de drogas. Na verdade, era o rei do flaking. Investigações conduzidas pelo FBI e pela Corregedoria descobriram que ele e sua equipe rotineiramente plantavam sacos de cocaína e crack em suspeitos que queriam prender, mesmo quando nenhuma droga era encontrada com o alvo. O esquema era duplo: além de forjar os flagrantes, o sargento Iglesias roubava pacotes de drogas e milhares de dólares em espécie apreendidos de traficantes reais, usando parte do entorpecente roubado para abastecer seu “estoque” e plantar em futuras vítimas inocentes.

Em janeiro de 2013, um júri federal em Miami julgou Raul Iglesias culpado por conspiração para violar direitos civis, distribuição de narcóticos e obstrução de justiça. O Departamento de Justiça americano classificou o caso como uma traição absoluta à confiança pública. Parece que o “método Iglesias” seduziu Daniel Vorcaro e seus sicários – sem surpresa, se forem consideradas as dimensões dos outros métodos adotados pela “Turma”.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”. Foto: reprodução

As organizações mafiosas modernas, como a liderada por Danilel Vorcaro, utilizam aparatos de vigilância privada e infiltrações para antecipar passos de adversários e neutralizar ameaças internas. Perseguição, levantamento de rotinas e descoberta de endereços residenciais de ex-funcionários, colaboradores insatisfeitos ou críticos são práticas rotineiras. No caso de Vorcaro, a PF identificou ordens expressas para conseguir o endereço e rastrear os passos de ex-empregados que ameaçavam expô-lo.

O banqueiro também usava de agentes ou contatos policiais para invadir ilegalmente bancos de dados sigilosos do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal, como apurou a investigação. O leque criminoso incluída planejamento de emboscadas violentas disfarçadas de crimes comuns para aplicar surras ou punições físicas, como àquela desvendada que se armava contra o jornalista Lauro Jardim.

A umbilical relação entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira, recebedor de mesadas milionárias e mimos variados, bem como o tratamento fraterno desnudado entre o banqueiro-mafioso e Flávio Bolsonaro com vistas à produção da hagiografia do pai – ou ao sustento luxuoso do foragido Eduardo Bolsonaro -, ou ainda a escandalosa promiscuidade apurada entre o CEO do Banco Master e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro atestam o que já era público e notório: a intimidade dos bolsonaristas com adeptos de práticas milicianas. Gente da pior espécie se admira e se atrai.

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Reservas de petróleo dos países da OCDE atingem menor nível desde 1990, diz AIE

As reservas de petróleo nos países da OCDE atingiram o nível mais baixo desde 1990, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório mensal divulgado na quarta-feira, em meio a dificuldades de abastecimento devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Apesar da queda significativa na demanda por petróleo (…), os estoques continuam a diminuir em ritmo recorde”, afirmou a AIE em seu relatório, observando que os estoques nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram 163 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio.

Leia também: Acordo entre EUA e Irã reduz pressão do petróleo, mas não altera expectativas para a Superquarta

As reservas despencaram após os governos dos países membros da OCDE terem sido obrigados a sacar petróleo de suas reservas estratégicas de emergência por conta dos conflitos no Golfo Pérsico.

A queda nos estoques globais observada acelerou em maio, passando de 74 milhões de barris em abril para 143 milhões. Isso elevou o ritmo médio de retiradas de estoques desde o início do conflito no Golfo para 3,8 milhões de barris, dos quais 2,4 milhões correspondem a petróleo bruto e 1,4 milhão a produtos derivados.

Redução da demanda global

No mesmo relatório, a agência voltou a reduzir a previsão de demanda mundial de petróleo para 2026 em 1,1 milhão de barris diários, uma redução quase três vezes maior que a prevista no mês passado.

Leia também: Acordo Mercosul-UE ganha peso estratégico em meio à disputa entre EUA e China

Os números preliminares mostram que as entregas de petróleo do segundo trimestre de 2026 caíram quase 5% em termos anuais, devido “ao aumento dos preços dos combustíveis e às dificuldades de abastecimento”. O retrocesso trimestral nas entregas seria o primeiro desde 2020, ressalta a AIE.

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Leia os 14 pontos do acordo de paz entre EUA e Irã, a ser assinado na sexta

Bandeiras dos EUA e do Irã. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos e a República Islâmica do Irã devem assinar formalmente, em 19 de junho, na Suíça, um memorando de entendimento que abre caminho para 60 dias de negociações destinadas a encerrar definitivamente a guerra entre os dois países e estabelecer novas restrições ao programa nuclear iraniano.

A seguir, os principais pontos da minuta de 14 artigos obtida pela Bloomberg News:

1. Fim imediato e permanente da guerra

Estados Unidos e Irã, juntamente com seus aliados envolvidos no conflito, declaram o fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os dois países se comprometem a não realizar ações hostis um contra o outro nem ameaçar ou utilizar força militar.

2. Respeito à soberania

As duas nações se comprometem a respeitar mutuamente a soberania e a integridade territorial de cada país, abstendo-se de interferir em assuntos internos.

3. Prazo para acordo definitivo

Os governos concordam em negociar um acordo final em até 60 dias, prazo que poderá ser prorrogado mediante consentimento mútuo.

4. Fim do bloqueio naval e retirada militar dos EUA

Imediatamente após a assinatura do memorando, os Estados Unidos deverão suspender o bloqueio naval e restaurar integralmente o tráfego marítimo ligado ao Irã em até 30 dias. Também se comprometem a retirar suas forças das áreas próximas ao país em até 30 dias após a assinatura do acordo definitivo.

5. Reabertura das rotas marítimas pelo Irã

O Irã deverá garantir a retomada da circulação de navios mercantes entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, restaurando o fluxo aos níveis anteriores à guerra em até 30 dias. O texto prevê a remoção de obstáculos técnicos e a neutralização de minas marítimas.

Vista de satélite do Estreito de Ormuz. Foto: reprodução

6. Plano econômico de US$ 300 bilhões

Os Estados Unidos e seus parceiros regionais se comprometem a elaborar um amplo plano de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã, com financiamento mínimo de US$ 300 bilhões. Os mecanismos de implementação serão definidos durante as negociações.

7. Fim das sanções

Washington promete encerrar, de forma gradual e dentro de cronograma a ser negociado, todas as sanções impostas ao Irã, incluindo medidas aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e sanções unilaterais americanas.

8. Compromisso nuclear

O Irã reafirma que nunca produzirá armas nucleares. O destino do material enriquecido e outras questões relacionadas ao programa nuclear serão tratados no acordo definitivo, incluindo as necessidades nucleares civis do país.

9. Manutenção do status atual durante as negociações

Até a conclusão do acordo final, o Irã manterá inalterado seu programa nuclear e os Estados Unidos não imporão novas sanções nem ampliarão sua presença militar na região.

10. Autorização para exportações iranianas

O Departamento do Tesouro dos EUA emitirá autorizações especiais para permitir exportações de petróleo bruto, produtos petroquímicos e derivados iranianos, além dos serviços relacionados, como transporte, seguros e operações bancárias.

11. Liberação de ativos congelados

Os Estados Unidos se comprometem a liberar fundos e ativos iranianos atualmente congelados ou restritos, à medida que as negociações avancem. Os recursos ficarão sob controle do Banco Central do Irã e poderão ser utilizados livremente.

12. Mecanismo de supervisão

Será criado um sistema de monitoramento para garantir o cumprimento das obrigações previstas no acordo final.

13. Negociação das cláusulas restantes

Após a implementação inicial dos artigos considerados prioritários — especialmente os relacionados ao comércio marítimo, exportações e liberação de recursos — os dois países iniciarão negociações focadas exclusivamente nos demais pontos pendentes.

14. Aprovação pela ONU

O acordo definitivo deverá ser ratificado por meio de uma resolução vinculante do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Caso seja confirmado e assinado nos próximos dias, o memorando representará uma das maiores reaproximações diplomáticas entre Washington e Teerã em décadas, envolvendo o encerramento formal das hostilidades, a flexibilização de sanções econômicas e um novo marco para o programa nuclear iraniano.

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Copom e Fed decidem juros hoje com petróleo em queda e dólar instável; veja o que esperar

Nesta quarta-feira (17), Brasil e Estados Unidos decidem em conjunto o rumo de suas taxas básicas de juros em uma Superquarta marcada pelo recuo do petróleo e pela estreia de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve.

No Brasil, o mercado precifica um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano. Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, com atenção voltada ao primeiro comunicado e à primeira entrevista coletiva de Warsh desde que assumiu o comando do Fed.

Por volta das 7h35 (Brasília) desta quarta-feira, o barril do petróleo Brent, com vencimento em agosto, operava em leve alta de 0,18%, a US$ 79,08, nível próximo ao observado no início do conflito entre Irã e Israel. Segundo André Azevedo, especialista da mesa de operações do Grupo Multiplica, a atenção dos investidores brasileiros se concentra na decisão do Copom. Azevedo afirmou que o mercado segue precificando um corte de 0,25 ponto na Selic, em linha com a expectativa majoritária dos agentes econômicos, e que esse movimento representaria o encerramento do atual ciclo de flexibilização monetária, levando a taxa básica a 14,25% ao ano, seguido por uma pausa nas próximas reuniões.

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Inflação pressionada limita espaço do Copom

Ainda conforme Azevedo, essa expectativa de corte ocorre mesmo diante de um cenário inflacionário pressionado. As leituras mais recentes apontam inflação próxima de 5,5% nos indicadores de núcleo, patamar acima do centro da meta do Banco Central, fixado em 3%. Esse descolamento segue como um dos principais pontos de atenção para a condução da política monetária nos próximos meses.

A leitura é compartilhada por Rafael Cardoso, que projeta corte de 25 pontos base nesta reunião. Segundo Cardoso, o cenário já vinha sendo de cortes no ritmo de 25 em 25 pontos há algum tempo, depois de uma fase anterior ao conflito no Oriente Médio em que se discutia uma aceleração para 50 pontos. Cardoso reconhece que o quadro ficou mais complicado desde a última reunião, com inflação mais pressionada, piora das expectativas e atividade econômica resiliente, ainda que dentro do esperado.

Mesmo com o avanço recente do entendimento entre Irã e Estados Unidos, que reduz parte da incerteza geopolítica, Cardoso descarta a hipótese de pausa no ciclo de cortes. Para ele, o Banco Central deve manter o ritmo de 25 pontos, mas pode usar o comunicado para sinalizar maior nível de incerteza, sem caracterizar de forma explícita o fim do ciclo. Cardoso resume que o BC deve preservar a porta aberta para a próxima reunião, ganhando os 45 dias seguintes para reavaliar o cenário.

A avaliação tem amparo nos números do Boletim Focus mais recente. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,86% para 5,30%, 14ª semana consecutiva de alta nas expectativas e acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. As estimativas para 2027 e 2028 também pioraram, de 4,00% para 4,10% e de 3,61% para 3,68%, respectivamente.

O Goldman Sachs também espera redução de 0,25 ponto, mas com comunicação mais firme, podendo sugerir que a meta de inflação está difícil de ser alcançada caso o ciclo de cortes continue. Segundo o banco, existe uma chance de 40% de manutenção da taxa, dado o cenário desafiador da inflação.

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Fed mantém juros e mercado observa estreia de Warsh

Do lado americano, o Federal Open Market Committee (fomc) deve manter os juros estáveis na faixa entre 3,50% e 3,75%, decisão amplamente precificada pelo mercado. A atenção se volta ao Resumo de Projeções Econômicas, o chamado dot plot, e à primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, marcada para as 14h30 no horário de Washington, 15h30 no Brasil.

Segundo análise do Bank of America, o dot plot de junho deve trazer uma mudança hawkish substancial, com três integrantes do comitê projetando altas de juros ainda em 2026. O banco avalia que Warsh não deve submeter sua própria projeção numérica, mas que, caso o faça, a tendência é de um viés mais dovish do que o restante do colegiado.

🔍 Dot plot é o gráfico publicado pelo Federal Reserve a cada trimestre que mostra, de forma anônima, a projeção de cada um dos integrantes do comitê de política monetária para a trajetória dos juros americanos nos próximos anos. Cada participante marca um ponto indicando onde acredita que a taxa deve estar ao fim de cada período, e a mediana desses pontos costuma ser usada pelo mercado como sinal das intenções do Federal Reserve sobre futuros cortes ou altas de juros.

Para Thiago Pedroso, analista da Criteria, a decisão de juros em si já está precificada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e a sinalização sobre os próximos passos será mais importante do que o número anunciado nesta quarta. Leonardo Costa, economista do ASA, pondera que parte dos riscos do cenário internacional já era conhecida antes da reunião, o que reduz o efeito surpresa sobre os mercados locais.

Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, destaca que o desacordo entre os membros votantes do FOMC sobre os próximos passos deve concentrar as atenções nesta quarta. Já Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, acredita que Warsh deve adotar um tom simples e prudente em sua estreia, evitando viés direcional explícito e reforçando que as decisões futuras dependerão dos dados.

Petróleo recua com acordo entre Irã e Estados Unidos

O pano de fundo internacional que pressiona ambos os bancos centrais é o desfecho do conflito entre Irã e Estados Unidos. No último domingo (14), as duas nações chegaram a um acordo de paz que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A assinatura do memorando de entendimento está prevista para esta sexta-feira (19), em Genebra.

O anúncio provocou recuo dos preços do petróleo nos últimos dias. Segundo a Agência Internacional de Energia, o choque de oferta provocado pela guerra erodiu a demanda global por petróleo, mas uma resolução duradoura do conflito pode provocar elevação expressiva do volume de oferta e gerar excedente relevante no mercado já em 2027. A IEA reduziu sua projeção de demanda global para 2026 para 1,1 milhão de barris por dia, queda de 700 mil barris por dia em relação à estimativa do mês anterior, depois que as entregas recuaram 5 milhões de barris por dia no segundo trimestre. Tech Times

Pelo lado da oferta, a agência indica que a produção global deve cair 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102,4 milhões de barris diários, antes de uma recuperação forte no ano seguinte. A entidade chama atenção para o que classifica como uma sobra significativa de petróleo em 2027, com a oferta projetada para crescer cerca de 8 milhões de barris por dia, superando com folga o avanço mais modesto esperado para a demanda mundial.

Bolsas operam de lado à espera das decisões

Na Europa, os principais índices de ações operavam perto da estabilidade na manhã desta quarta, em compasso de espera pela decisão do Fed e por detalhes adicionais do acordo entre Estados Unidos e Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,25%, a 637,58 pontos, por volta das 6h40 (Brasília).

Na agenda de indicadores, a inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, ante 3,0% em abril, segundo dado final divulgado pelo Eurostat, acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. No Reino Unido, o CPI anual ficou estável em 2,8% em maio, levemente abaixo da expectativa de analistas, que previam alta para 3%.

No Brasil, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, desacelerou para 0,42% na segunda quadrissemana de junho, após alta de 0,45% na primeira leitura do mês. Entre os componentes, alimentação, despesas pessoais e vestuário perderam força, enquanto habitação, saúde, educação e transportes mostraram comportamento misto.

Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street indicavam abertura em alta antes da decisão do Fed, com o S&P 500 subindo 0,3% e o Nasdaq 100 avançando 0,9%, segundo dados de pré-mercado. Entre as ações de maior destaque, papéis ligados a semicondutores e tecnologia registravam ganhos, enquanto a montadora alemã BMW recuava quase 7% em Frankfurt após reduzir sua projeção de lucro anual, citando fraqueza no mercado chinês e o impacto da guerra no Oriente Médio sobre custos.

Na China, o banco central do país anunciou nesta quarta medidas para estimular o uso internacional do yuan, incluindo um novo mecanismo de recompra para autoridades monetárias estrangeiras obterem liquidez na moeda chinesa. As iniciativas vieram um dia após indicadores fracos da economia chinesa, com queda nos gastos do consumidor pela primeira vez em mais de três anos.

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Messi escapa do cartão vermelho e gera suspeita sobre Cristiano Ronaldo

Messi em lance de cartão vermelho e Cristiano Ronaldo. Foto: reprodução

A goleada da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, na estreia da Copa do Mundo de 2026, foi marcada por uma grande polêmica envolvendo Lionel Messi. O craque argentino escapou de uma possível expulsão após uma entrada dura sobre o zagueiro argelino Aïssa Mandi, gerando críticas de torcedores, comentaristas e acusações de favorecimento por parte da FIFA.

O lance aconteceu poucos minutos depois de Messi abrir o placar para a Argentina. Em uma disputa de bola, o camisa 10 aparentou atingir a perna direita de Mandi com as travas da chuteira. O defensor caiu imediatamente no gramado, segurando a panturrilha e reclamando de dores.

Apesar da gravidade da jogada, o árbitro não aplicou sequer cartão amarelo ao argentino. O VAR também não recomendou revisão do lance, decisão que provocou forte reação nas redes sociais.

“Está óbvio que a FIFA vai proteger Messi novamente nesta Copa. Isso era cartão vermelho sem discussão”, escreveu um usuário na rede X. Outro afirmou que “nem o próprio Messi pareceu acreditar que escaparia sem punição”.

As a Messi fan I must confess he’s really been favoured by referee. That’s a red card offence! Period! pic.twitter.com/y1CnqFIVfG

— RAZOR BLADE (@razorblade300) June 17, 2026

A patacoada levanta suspeitas se o tratamento diferenciado será aplicado a outra estrela do torneio: Cristiano Ronaldo, que estreia nesta quarta contra o Congo às 14h.

As críticas foram além dos torcedores. Durante a transmissão da ESPN no Reino Unido, o ex-zagueiro inglês Nedum Onuoha afirmou que a jogada merecia expulsão.

“Provavelmente deveria ter sido cartão vermelho. O árbitro pode ter perdido o lance, mas é difícil entender como o VAR analisou a jogada e concluiu que não havia nada de errado”, disse.

O comentarista Alejandro Moreno foi ainda mais enfático.

“Foi 100% cartão vermelho para Lionel Messi. Esse tipo de decisão reforça a narrativa de que grandes estrelas recebem tratamento diferenciado”, afirmou.

Moreno também questionou por que o árbitro polonês Szymon Marciniak não foi chamado ao monitor para revisar a jogada.

“Você vê as travas percorrendo toda a parte de trás da perna do adversário, do joelho até o tornozelo. Foi uma entrada imprudente e deveria ter resultado em expulsão”, completou.

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão porque Messi permaneceu em campo e protagonizou a partida. O atacante de 38 anos marcou mais dois gols no segundo tempo, completando o primeiro hat-trick de sua carreira em Copas do Mundo e liderando a vitória argentina sobre a Argélia.

Enquanto os argentinos comemoram a atuação histórica de seu capitão, o debate sobre a arbitragem promete continuar nos próximos dias, com muitos torcedores questionando se outros jogadores receberiam o mesmo tratamento em uma situação semelhante.

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Câmara: governo retira urgência do fim da escala 6X1 e destrava pauta

Da Agência Brasil

O governo federal retirou o regime de urgência do Projeto de Lei (PL) 1838/26 que acaba com a escala de trabalho 6X1. A proposta é um dos temas da reunião de líderes realizada na tarde desta terça-feira (16), na Câmara dos Deputados. Por ter sido encaminhado em regime de urgência, o projeto vinha trancando a pauta do plenário da Casa. Com a retirada da urgência, a Câmara fica liberada para votar outras matérias.

Durante a reunião, os deputados também debateram o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível. Havia a expectativa que o texto pudesse ser analisado na sessão desta terça-feira. Mas os líderes acordaram em pautar a matéria para a última semana de junho.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

No seu relatório, a deputada destacou haver uma convergência central sobre “a íntima relação entre o discurso de ódio e inferiorização das mulheres e a prática de crimes graves”, evidenciando que o feminicídio é muitas vezes uma “morte anunciada” precedida por violência verbal e simbólica.

Entre os pontos levantados na proposta está proporcionar atendimento policial especializado às vítimas, considerando sua situação de vulnerabilidade e o risco de revitimização.

“As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) desempenham um papel fundamental na rede de proteção à mulher e, podem, portanto, oferecer um espaço de acolhimento qualificado e humanizado para aquelas que enfrentam a violência decorrente de misoginia”, afirmou a deputada.

A proposta também modifica o Artigo 8º da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para acrescentar medidas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher com foco na identificação precoce de fatores de risco, na avaliação periódica de impacto das ações governamentais e não governamentais, na promoção de programas de fortalecimento dos vínculos familiares e de suportes econômicos e sociais que mitiguem a dependência financeira que mantém vítimas mulheres presas ao ciclo de abusos.

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STF condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão

Da Agência Brasil

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (16) condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. Assim, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve cumprir 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. Cabe recurso contra a decisão.

Além do tempo de prisão, o ex-deputado foi condenado a oito anos de inelegibilidade e à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

O placar unânime de 4 votos a 0 foi obtido no julgamento da ação penal na qual Eduardo é réu pela acusação de articular o tarifaço contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.

A condenação também envolve os atos para estimular o governo do presidente Donald Trump a revogar os vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky.

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

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Presidente Lula discursa no G7 e fala em solidariedade internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião ampliada do G7, em Évian, na França, e fez um apelo pela reconstrução da solidariedade internacional diante do agravamento das desigualdades, da crise climática e dos conflitos armados.

Em sua fala, Lula criticou o modelo econômico baseado na austeridade e na desregulamentação, defendeu maior protagonismo do Sul Global e cobrou compromisso efetivo dos países ricos com o financiamento ao desenvolvimento. Confira como foi o Lula na reunião do G7 com a TVT News.

Resumo do discurso de Lula no G7

  • Criticou o neoliberalismo e a austeridade fiscal como respostas insuficientes às crises globais;
  • Denunciou o aumento da desigualdade entre países ricos e pobres;
  • De frente com Trump, Cobrou recursos para cumprir a Agenda 2030 e os compromissos climáticos;
  • Alertou para a redução da ajuda internacional e seus impactos sociais;
  • Defendeu reformas no sistema financeiro internacional;
  • Apresentou iniciativas brasileiras contra a fome e em defesa das florestas;
  • Reivindicou respeito à soberania dos Estados;
  • Pediu democratização do acesso à inteligência artificial e à tecnologia.

Lula critica neoliberalismo e austeridade

Lula afirmou que o mundo permaneceu “aprisionado em dogmas” que defendem a desregulamentação dos mercados, o Estado mínimo e a austeridade fiscal como fins em si mesmos. Segundo ele, essas políticas contribuíram para aprofundar a desigualdade econômica e alimentar a crise política que afeta as democracias contemporâneas.

Presidente denuncia desigualdade entre Norte e Sul Global

O presidente destacou que a distância entre a prosperidade dos países desenvolvidos e a realidade vivida por bilhões de pessoas no Sul Global continua crescendo. Lula ressaltou que a extrema concentração de riqueza é resultado de décadas de políticas favoráveis aos mais ricos e afirmou que o avanço da desigualdade coloca em risco os compromissos internacionais de desenvolvimento.

Cobrança por justiça climática e financiamento

Ao abordar a crise climática, Lula afirmou que a COP-30 evidenciou novamente a diferença entre promessas e ações concretas. Ele defendeu a ampliação do financiamento climático para pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais, condição necessária para acelerar a implementação do Acordo de Paris e proteger as populações mais vulneráveis.

Redução da ajuda internacional afeta milhões

O presidente chamou atenção para a queda histórica da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e para os cortes em organismos multilaterais. Segundo Lula, a redução dos recursos impacta diretamente a vida das pessoas, ampliando a fome, a evasão escolar, a vulnerabilidade das mulheres e a exposição de comunidades a doenças evitáveis.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian-les-Bains – França. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Reforma financeira para combater desigualdades

Lula afirmou que os países em desenvolvimento não podem continuar sendo obrigados a escolher entre honrar dívidas e garantir direitos básicos à população. Para ele, o problema central não é a escassez de recursos, mas a ausência de vontade política para implementar soluções já conhecidas.

Brasil apresenta iniciativas de cooperação

O presidente destacou ações lideradas pelo Brasil, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome. Também citou o apoio ao Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, como instrumento para orientar políticas coordenadas.

Combate ao crime com respeito à soberania

Lula defendeu o fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Ao mesmo tempo, ressaltou que esse esforço deve respeitar a soberania dos Estados e priorizar o diálogo institucional.

Tecnologia e inteligência artificial devem reduzir desigualdades

Ao final do discurso, Lula alertou que a inteligência artificial e as transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos de concentração de riqueza. O presidente defendeu transferência de tecnologia, industrialização e participação dos países detentores de minerais críticos nas etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas.

Confira o discurso completo do presidente Lula no G7

Discurso lido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian (França), em 16 de junho de 2026

Agradeço ao presidente Macron pelo convite para participar deste segmento ampliado em Évian.

Ainda em 2003, uma das minhas primeiras tarefas como presidente do Brasil foi participar da Cúpula do então-G8 nesta bela cidade.

Desde aquele ano estive em outras nove cúpulas do G8 ou G7.

Em todas elas nos defrontamos com crises e desafios que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras. 

Ficamos aprisionados em dogmas que defendem desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade fiscal como fins em si mesmos. 

O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. 

Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas. 

A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.

Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.

Caminhamos na contramão da Agenda 2030.

Faltam 4 trilhões de dólares por ano para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

A COP-30 voltou a evidenciar a distância entre os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos e os recursos efetivamente mobilizados para cumpri-los. 

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, um trilhão e trezentos bilhões de dólares.

Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe.

No ano passado, registramos queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento.

O Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% de seu financiamento. 

A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. 

Não são cifras abstratas. 

Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento.

São milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada; crianças sem frequentar a escola; mulheres privadas de proteção; e comunidades vulneráveis diante de doenças que podem ser prevenidas.

Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento. 

Os gastos militares anuais somam quase 3 trilhões de dólares.

Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica.

O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos. 

A Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para a direção correta.

Embora a contribuição do setor privado seja bem-vinda, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento segue sendo responsabilidade primordial dos estados. 

Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças.

Está claro que o desafio não é administrar a escassez.

O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.

Não faltam boas ideias.

Mecanismos inovadores como a troca de dívida por ação climática ou investimentos sociais podem contribuir para ampliar o espaço fiscal dos países mais vulneráveis. 

O Brasil tem dado a sua contribuição.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre vai canalizar investimentos para a conservação desse bioma e de seus habitantes.

A Aliança Global contra a Fome possibilita compartilhar experiências e auxiliar a implementação de políticas públicas eficazes na redução das desigualdades.

O estabelecimento do Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, apoiará com dados e evidências a formulação de respostas coordenadas a esse desafio. 

Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento.

Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas.

Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.

A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo.

Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. 

Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da INTERPOL, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas.

Outro desafio que não pode permanecer excluído do debate sobre parcerias para o desenvolvimento é o acesso a tecnologias de ponta, como a Inteligência Artificial.

As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores.

Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.

Muito obrigado.

Reprodução do discurso enviada pelo Palácio do Planalto

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STF rejeita recurso da revisão da vida toda; aposentados que já ganharam ação terão redução

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Galvão no SBT e recorde da CazéTV levam Globo à pior audiência com Brasil em Copas

Everaldo Marques e o ex-jogador Denilson. Foto: Reprodução/TV Globo

A transmissão do empate entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo registrou neste sábado (13) a pior audiência da história da Globo em jogos da seleção brasileira no torneio. Exibida entre 19h04 e 21h05, a partida disputada nos Estados Unidos alcançou média prévia de 30,74 pontos na Grande São Paulo, segundo dados obtidos pelo mercado televisivo. Com informaões do TV Pop.

O confronto também marcou a primeira partida da seleção em uma Copa do Mundo sem a narração de Galvão Bueno na Globo desde 1982. Nesta edição, o narrador passou a integrar a equipe do SBT, enquanto Everaldo Marques assumiu a transmissão do jogo pela emissora líder de audiência.

O resultado ficou abaixo do antigo recorde negativo da Globo em partidas do Brasil no Mundial. Até então, a menor audiência havia sido registrada em 12 de julho de 2014, quando a seleção perdeu para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo realizada no Brasil. Na ocasião, a emissora marcou 31,5 pontos na Grande São Paulo.

Durante a exibição de Brasil x Marrocos, a audiência da Globo atingiu pico de 31,75 pontos às 21h05. A emissora concentrou, em média, 49,08% dos televisores ligados na região metropolitana paulista, mantendo a liderança isolada entre todos os concorrentes.

Transmissão da CazéTV com Casemiro e o ex-jogador Romário. Foto: Reprodução/Youtube

As plataformas de streaming apareceram como a principal alternativa à transmissão da Globo. Considerando os televisores sintonizados na CazéTV, os serviços digitais registraram média de 11,36 pontos no mesmo período da partida. A emissora do YouTube, aliás, com seus 12 milhões de expectadores simultâneos, bateu o recorde mundial da plataforma.

O SBT também obteve um de seus melhores desempenhos na cobertura do torneio. Com Galvão Bueno à frente da transmissão, a emissora alcançou média de 8,07 pontos e pico de 10,64 pontos às 19h55. O resultado foi registrado pouco depois da separação da transmissão compartilhada com a N Sports.

Executivos da emissora avaliam que, após a consolidação dos números e considerando a audiência de plataformas não identificadas pelos sistemas de medição em tempo real, o SBT poderá atingir cerca de 12 pontos de média. Caso a projeção se confirme, o desempenho superará a audiência conquistada pela Band na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014.

No Painel Nacional de Televisão, que reúne dados das 15 principais regiões metropolitanas do país, a Globo permaneceu na liderança com 31,85 pontos. Os serviços de streaming ficaram em segundo lugar com 11,51 pontos, seguidos pelos conteúdos não identificados, SBT, televisão por assinatura, Record, Band e RedeTV!, repetindo a mesma ordem observada na Grande São Paulo.

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Tragédia em Limeira: suspeitos são encontrados escondidos em área de mata

Maria Eduarda ao ser Impulsionada da ponte por integrantes das empresas responsáveis pela atividade. Foto: Reprodução

A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), revelou que dois dos envolvidos deixaram o local e se esconderam em uma área de mata após o acidente ocorrido neste sábado (13). Eles foram encontrados pela Polícia Militar com auxílio do helicóptero Águia.

A jovem morreu depois de ser lançada da Ponte do Esqueleto sem estar conectada à corda de segurança que deveria protegê-la durante a atividade. Ao todo, seis pessoas foram levadas à delegacia para prestar depoimento. Três permaneceram presas e são investigadas por homicídio com dolo eventual.

Segundo a Polícia Militar, um dos detidos atua como bombeiro civil. A Polícia Civil apura as circunstâncias que levaram ao acidente e busca esclarecer a responsabilidade de cada participante na operação do salto.

Vídeos gravados por testemunhas registraram o momento em que Maria Eduarda foi impulsionada da ponte por integrantes das empresas responsáveis pela atividade. As imagens mostram ainda a reação de pessoas que perceberam a ausência da corda logo após a jovem ser lançada.

Em uma das gravações, testemunhas demonstram desespero ao notar a falha de segurança. Os registros passaram a integrar o conjunto de elementos analisados durante a investigação.

A queda ocorreu de uma altura aproximada de 40 metros. Maria Eduarda sofreu múltiplos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local pelas equipes de atendimento de emergência.

Após a repercussão do caso, os perfis das empresas Entre Cordas e Ih Voei foram retirados das redes sociais. Até o momento, representantes dos grupos não se manifestaram sobre o acidente.

Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda tinha formação em Educação Física e gestão esportiva. Horas antes do salto, ela publicou imagens da visita à Ponte do Esqueleto. Conforme o boletim de ocorrência, a jovem utilizava uma câmera GoPro para registrar a experiência, mas o equipamento não foi localizado após a queda.

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Mais da metade dos jovens de 9 a 17 anos usam IA para tirar dúvidas sobre o próprio corpo

Hoje, a maioria das crianças e adolescentes já usa algum tipo de ferramenta de IA, seja para conversar com chatbots, tirar dúvidas ou resumir informações. É o que mostra o relatório mais recente da Common Sense Media, organização sem fins lucrativos que avalia a segurança de tecnologias e conteúdos voltados para o público infantil.

Segundo o estudo, 81% das crianças entre 9 e 12 anos, 89% dos adolescentes de 13 a 15 anos e 92% dos jovens de 16 a 17 anos dizem usar ou interagir com inteligência artificial. Entre os adolescentes de 13 a 17 anos, 29% afirmam usar essas ferramentas todos os dias.

“A IA já faz parte da infância de muita gente”, afirma Michael Robb, diretor de pesquisa da Common Sense Media.

De acordo com o levantamento, crianças e adolescentes recorrem à IA para buscar conselhos sobre decisões futuras, praticar situações sociais e até conversar sobre sentimentos e problemas pessoais.

Além disso, 57% disseram já ter usado ferramentas de IA para buscar informações ou orientações relacionadas à própria saúde ou ao próprio corpo. Para Robb e a psiquiatra infantil Suzan Song, esse dado acende um sinal de alerta. Eles também explicam o que os pais podem fazer diante dessa realidade.

O receio de passar vergonha

A Common Sense Media não investigou exatamente quais perguntas sobre saúde ou corpo estão sendo feitas às ferramentas de IA. Mas um relatório da OpenAI publicado em setembro de 2025, intitulado How People Use ChatGPT (“Como as Pessoas Usam o ChatGPT”), traz exemplos de dúvidas enquadradas na categoria de saúde, beleza, condicionamento físico e autocuidado:

  • “Como arrumar minhas sobrancelhas?”
  • “Qual é uma boa rotina para cuidar da pele oleosa?”
  • “Como posso melhorar meu condicionamento cardiovascular?”

Segundo os especialistas, existem várias razões para que crianças e adolescentes procurem a IA para esse tipo de assunto.

Uma delas é a praticidade: essas ferramentas estão disponíveis o tempo todo e são fáceis de acessar. Outra é a forma como interagem com os usuários. Segundo Robb, muitas delas tendem a responder de um jeito que valida ou reforça aquilo que a pessoa gostaria de ouvir.

Além disso, fazer perguntas íntimas nem sempre é fácil para crianças e adolescentes. “Muitas vezes eles querem evitar o constrangimento de falar sobre determinados assuntos ou de se mostrar vulneráveis diante dos pais ou de outras pessoas”, explica Robb.

A IA não substitui relações humanas

Mas essa tendência também traz riscos.

O primeiro deles é que, segundo Robb, a IA costuma transmitir muita segurança mesmo quando está errada. “As respostas geralmente soam muito confiantes, e as crianças nem sempre conseguem perceber quando a informação está incorreta.” Isso pode levar à aceitação de informações equivocadas como se fossem verdadeiras.

Outro ponto é que, embora a pesquisa tenha mostrado que 73% dos jovens ainda procuram primeiro um adulto de confiança antes de recorrer à IA, existe o risco de alguns passarem a depender cada vez mais dessas ferramentas.

Para Suzan Song, isso é preocupante porque a inteligência artificial não consegue oferecer o tipo de vínculo humano que crianças e adolescentes precisam para se desenvolver.

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Investidores individuais entram com US$ 70 bilhões na disputa pela SpaceX

“Somos biologicamente recompensados quando nos conectamos profundamente com outras pessoas e convivemos com elas em toda a sua complexidade e imperfeição.” Esse tipo de experiência simplesmente não existe na relação com a IA.

Além disso, os relacionamentos humanos são cheios de conflitos, divergências e negociações, e é justamente nesse processo que as crianças aprendem sobre si mesmas e sobre o mundo. “Nossa identidade é construída a partir dos atritos que temos com os pais, amigos e colegas”, diz Song. “A IA elimina boa parte desse atrito.”

As crianças precisam lembrar que não estão sozinhas

Algumas empresas de tecnologia já começaram a adotar medidas de proteção para usuários mais jovens. O ChatGPT, por exemplo, oferece recursos de controle parental, como limites de horário de uso e restrições para determinados conteúdos sensíveis.

Para ajudar os filhos a entender quando faz sentido conversar com a IA e quando é melhor procurar uma pessoa de verdade, Robb e Song sugerem que os pais mantenham uma postura aberta e curiosa.

Robb recomenda perguntas como: “Como você costuma usar a IA? O que você acha mais interessante nela? Em quais situações ela ajuda mais?” A partir daí, os pais podem aprofundar a conversa. “Você já pensou em perguntar isso para uma pessoa antes de recorrer à IA? Por quê?” Ou ainda: “Se fosse conversar sobre esse assunto com alguém da sua vida, quem seria?”

Segundo Song, esse tipo de diálogo ajuda a reforçar uma mensagem importante. “As crianças precisam lembrar que não estão sozinhas com a IA.” Ela conclui: “Elas fazem parte de uma rede de relacionamentos. E esse sentimento de pertencimento é fundamental.”

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Tiros, mistério e duas mortes: o caso da herdeira milionária assassinada na África do Sul

Caroline von Rantzau e Arno Koën. Foto: apf/John T Essberger Gruppe e Arquivo Pessoal

A herdeira alemã Caroline von Rantzau, de 26 anos, foi encontrada morta com um disparo de arma de fogo em um alojamento de safári pertencente à sua família em Leeuwfontein, na África do Sul. O caso veio a público após a polícia local confirmar que a jovem morreu no local, contrariando informações divulgadas anteriormente sobre as circunstâncias da morte.

A ocorrência foi registrada no início de junho e ganhou novos desdobramentos após a revelação de que a morte aconteceu menos de 24 horas depois do assassinato de Arno Koën, de 44 anos, gerente financeiro e sócio dos negócios da família. Ele também foi morto a tiros na mesma propriedade.

Em um primeiro momento, comunicados divulgados pelo conglomerado marítimo alemão Deutsche Afrika-Linien (DAL) / John T. Essberger informaram que Caroline havia morrido em um acidente de carro em 1º de junho. A versão, no entanto, foi posteriormente descartada pelas autoridades sul-africanas responsáveis pela investigação.

As circunstâncias da morte passaram a ser analisadas após testemunhas relatarem ter ouvido dois disparos vindos do quarto ocupado pela jovem dentro da propriedade. Os depoimentos reforçaram as suspeitas em torno do caso e ampliaram o trabalho dos investigadores.

Segundo informações publicadas pelo jornal britânico Daily Mail, a principal hipótese considerada é que Caroline tenha sido atingida por um rifle de caça. A arma estaria armazenada no armário de armas de seu pai, Eberhart von Rantzau.

O alojamento do safari Leeuwfontein, na África do Sul. Foto: Divulgação/Leeuwfontein Safaris

O caso também chamou atenção por causa da relação entre a herdeira e Arno Koën. De acordo com o jornal alemão Bild, pessoas próximas relataram que o executivo exercia um papel importante na vida da jovem, sendo visto por ela como uma espécie de mentor e figura paterna.

A proximidade temporal entre as duas mortes levantou questionamentos sobre possíveis conexões entre os episódios. Até o momento, porém, as autoridades não divulgaram conclusões sobre a existência de vínculo entre os casos.

Em nota, o porta-voz da polícia sul-africana, Malesela Ledwaba, informou que os resultados da autópsia serão fundamentais para esclarecer as causas da morte de Caroline. O exame também deverá indicar se haverá necessidade de abertura de investigações envolvendo outras pessoas.

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BTS pode adicionar bilhões à economia da Coreia do Sul; entenda

O impacto econômico do BTS pode ir muito além da música e adicionar bilhões à economia da Coreia do Sul nas próximas décadas.

Segundo projeções da NH Securities, os gastos associados ao grupo podem contribuir com até 0,35 ponto percentual do PIB anual do país até 2040, o que equivale a cerca de US$ 6,58 bilhões, com base no PIB de 2024.

A estimativa reforça como o K-pop se transformou em um ativo econômico relevante dentro da estratégia de soft power sul-coreana.

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Enquanto o grupo retoma apresentações em Busan, o fenômeno volta a ganhar força no debate econômico.

A cidade recebeu dezenas de milhares de fãs para os shows recentes, o que pressionou a rede hoteleira, elevou a demanda por hospedagem e levou autoridades locais a intervir para conter a especulação de preços e ampliar a capacidade de acomodação turística.

Do streaming ao turismo: a cadeia de consumo do BTS

O que explica esse impacto é uma cadeia de consumo que começa no ambiente digital e se expande para a economia real. Inicialmente, os fãs consomem músicas em streaming, álbuns e produtos oficiais.

Em seguida, esse engajamento evolui para setores como beleza, moda, gastronomia e, por fim, turismo, especialmente viagens à Coreia do Sul.

Esse movimento já tem nome no mercado financeiro sul-coreano: “Bangtan-nomics”, termo criado pela NH Securities, em referência ao nome coreano do grupo, Bangtan Sonyeondan.

O conceito segue a mesma lógica da chamada “Swiftnomics”, usada para descrever o impacto econômico das turnês de Taylor Swift em diferentes países.

Fandom jovem e potencial de longo prazo

Parte do otimismo em relação ao impacto econômico está no perfil do público. De acordo com a NH Securities, cerca de 84% do fandom global do BTS, conhecido como ARMY, tem entre 13 e 20 anos.

Isso significa que, com o passar do tempo, esse grupo tende a ampliar seu poder de consumo, o que pode fortalecer ainda mais o fluxo de gastos ligados ao artista.

Isso já aparece em estudos sobre turismo cultural. Pesquisas realizadas com fãs estrangeiros que assistiram aos shows do BTS em Seul indicam que a maioria planeja retornar ao país diversas vezes nos anos seguintes, com maior tempo de permanência e maior nível de gastos em comparação a turistas tradicionais.

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Impacto econômico real e limites da projeção

Apesar das projeções otimistas, especialistas alertam que esse tipo de impacto não é linear. Fatores externos, como tensões geopolíticas e mudanças no comportamento dos fãs, podem afetar diretamente a projeção de crescimento.

Ainda assim, estudos indicam que o impacto cultural do BTS já é mensurável. A onda Hallyu, que inclui música, cinema, televisão e beleza sul-coreana, tem ampliado a presença global do país e fortalecido o turismo como uma das principais portas de entrada desse efeito econômico.

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Urbanismo deve incorporar florestas às cidades, defendem pesquisadores

Da Agência Brasil

As grandes cidades não podem mais dar as costas para as florestas e devem incorporá-las ao urbanismo atual. Presente em civilizações antigas que habitaram a Amazônia, por exemplo, essa é uma ideia resgatada e defendida por pesquisadores e ativistas, como o escritor italiano Stefano Mancuso, referência internacional nos estudos sobre a inteligência das plantas.

Mancuso foi um dos participantes da 3ª edição do Seminário Internacional Transmutar, realizado pelo Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), no último final de semana.

O escritor e pesquisador apresentou o conceito das fitópolis, que se inspira na organização das plantas para propor uma transformação radical na forma como são concebidas as cidades.

A proposta é pensar as cidades como organismos urbanos dotados de inteligência, resiliência e capacidade de adaptação ─ uma estratégia concreta para combater a crise climática e reduzir o abismo que se criou entre humanos e plantas nos últimos séculos.⁠

Mancuso sugere que a verdadeira evolução urbana não vem de soluções arquitetônicas voltadas para o bem-estar humano, mas de uma interação mais fluida e orgânica com a natureza, que reconheça o ser humano como parte de ecossistema mais amplo.⁠

“As plantas são sistemas altamente complexos, sofisticados, mas não são seres superiores a outros seres viventes. Hoje, a gente considera um pouco mais as plantas”, disse o neurobiólogo italiano.

Considerando as mudanças climáticas e o aquecimento global, as fitópolis podem ser parte da solução, já que 70% da população mundial vive em cidades. A redução de 20% do asfalto e sua substituição por áreas arborizadas já ajudaria muito na qualidade de vida, defendeu o pesquisador. Mancuso acrescenta que as plantas também devem estar dentro dos edifícios.

Fundador do Laboratório Internacional de Neurobiologia Vegetal da Universidade de Florença, ele avalia que uma fitópolis ideal teria uma cobertura vegetal de pelo menos 60%. Essa cidade também deveria ter uma rede de transporte público muito eficiente, além de nenhum veículo movido à combustão.

O ecólogo e curador do Museu do Amanhã, Fabio Scarano, destacou que tudo que é vivo é inteligente, não apenas o ser humano. Para ele, o trabalho do professor Mancuso tem um efeito político, porque, ao se reconhecer a inteligência dos seres não humanos, talvez seja possível mudar de atitude e vê-los como irmãos, como defendia São Francisco.

“Eles não são só paisagem, não são só recursos para a gente consumir, 90% do planeta é composto por cobertura vegetal. Ela colabora com oxigênio e alimentos. A obra do professor [Mancuso] populariza um conhecimento que é científico e pouco discutido nas escolas”, disse Scarano.

 

O arqueólogo e antropólogo Eduardo Góes participa do Seminário Internacional Transmutar, realizado pelo Instituto Inhotim durante a Semana do Meio Ambiente Inhotim, em Brumadinho. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Cidades amazônicas

O arqueólogo e antropólogo Eduardo Góes Neves apresentou manifestações de urbanismo indígena de 2,5 mil anos atrás no Acre. Depois, entre 1,5 mil anos e 1 mil anos atrás, a urbanização indígena se espalhou em diversas áreas da Amazônia.

“A principal lição desse urbanismo antigo é que ele não coloca a natureza para fora. Em São Paulo, matamos os rios, se tornaram depósitos de lixo. A gente excluiu muito a natureza”, critica ele.

O professor titular da Universidade de São Paulo (USP) ainda apontou que os bairros mais arborizados são mais ricos, enquanto o urbanismo atual dá as costas para as populações mais desassistidas.

“A gente tem que pensar o futuro com a ideia de cidades jardins. Essas cidades antigas da Amazônia eram cidades jardins. Elas estavam entremeadas com as áreas de bosque. A gente tem que trazer a floresta de volta”, disse o professor titular.

Nêgo Bispo

O tema deste ano do seminário foi Transfluências, inspirado na obra do pensador quilombola Antônio Bispo dos Santos, conhecido como Nêgo Bispo, que morreu em 2023 aos 63 anos.

A programação celebrou a 22ª Semana do Meio Ambiente no Inhotim, maior museu a céu aberto de arte contemporânea da América Latina.

A diretora de Natureza, Operações e Infraestrutura do museu, Alitah Mariah, explica que Nêgo Bispo tem dois conceitos, a confluência e a transfluência. Segundo ela, a transfluência tem tudo a ver com o que o instituto pensou para o seminário, porque diz que todo pensamento e ação humana é circular ─ não só humano mas também dos não humanos.

“Para tudo que vai, alguma coisa fica, que é um pouco isso que a gente está tentando descobrir com esses pensadores. O que a gente pode se alimentar, trocar e transformar, e o que fica disso”, disse a diretora.

 

A pesquisadora Joana Maria, filha de Nêgo Bispo, participa do Seminário Internacional Transmutar, com o tema Transfluências, realizado pelo Instituto Inhotim durante a Semana do Meio Ambiente, em Brumadinho. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A líder quilombola Joana Maria, filha de Nêgo Bispo e moradora do quilombo Saco Cortume, no interior do Piauí, explica que o conceito de confluência vem do encontro dos rios. Já a transfluência é o movimento e o encontro, mas ultrapassando barreiras.

“Achei muito interessante o tema do evento ser a transfluência, porque a gente vive numa situação hoje em que há muitas barreiras no cuidar do meio ambiente, no se relacionar com a natureza. A transfluência tem o propósito de que é possível, sim, pensar os nossos modos de vida, a forma como a gente cuida da natureza”.

“A gente tem que pensar a natureza como o lugar do afeto, do lugar do cuidado, do se relacionar. O rio tem que estar limpo para que eu possa tomar banho nele, comer o peixe”, disse Joana.

Tecnologia e natureza

Para a gestora cultural colombiana Ana Ochoa Acosta, fundadora do departamento de cultura e comunicação do Parque Explora, em Medellín, na Colômbia, a natureza também inclui o que produzimos com a tecnologia.

“Regressar ao paraíso arcaico é impossível atualmente. Somos uma combinação de mundos orgânicos com inorgânicos, de tecnologias que nos fazem distintos. Isso também é natureza. A sabedoria é aprender a conviver com essa complexidade da qual não podemos escapar”, disse Ana.

 

Jardins do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A bióloga do Museu Emílio Goeldi, no Pará, Sue Anne Costa, contribuiu com o conceito de re-encantamento, para ajudar a ganhar outra perspectiva no processo decisório.

“O que os povos ancestrais tinham era esse encantamento com o território e o sagrado. Boa parte das decisões atuais têm lógicas produtivas, financeiras, de um suposto desenvolvimento. Essa lógica precisa mudar”, disse a pesquisadora.

Jardim Botânico

Reconhecido por seu acervo de arte contemporânea, Inhotim também é um jardim botânico que conserva mais de 1 mil espécies de plantas, regenera florestas nativas, protege a fauna silvestre e mantém pesquisa científica voltada à conservação da biodiversidade brasileira.

Com 140 hectares de visitação, está localizado em uma área de transição entre Mata Atlântica e Cerrado, dois dos biomas mais diversos e ameaçados do país. A instituição já regenerou 75 hectares de floresta nativa e mantém um estoque de 34.215,13 toneladas de carbono, quantidade que exigiria cerca de 1,26 milhão de árvores urbanas para ser armazenada.

*A reportagem viajou a convite do Instituto Inhotim.

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Alô, Brasil! Precisamos falar da Noruega (por Adriano Skrebsky Reinheimer)

Adriano Skrebsky Reinheimer  (*)

Há quase uma década, um artigo detalhado circulou pelas redes sociais brasileiras exaltando o modelo norueguês de desenvolvimento. O texto, escrito em 2016, destacava  algo que soava como heresia aos ouvidos liberais da época. A Noruega, um dos países mais prósperos do mundo, não devia seu sucesso ao livre mercado desregulado, mas, sim, à presença massiva do Estado em setores estratégicos, a um generoso sistema de bem-estar social e a políticas agressivas de conteúdo local e industrialização a partir do  petróleo. 

Passados dez anos, os números tornaram esse contraste ainda mais gritante e incômodo. Enquanto a capital da Noruega, Oslo, comemora indicadores socioeconômicos que beiram a fantasia, o Brasil ainda luta para se reerguer do desmonte promovido entre 2016 e 2022 pelos golpistas do lavajatismo de toga. Logo, o grito de “Alô, Brasil” nunca foi tão necessário. 

É sabido que o debate econômico do século 20 foi marcado por duas visões  antagônicas. De um lado, John Maynard Keynes defendia, com argumentos teóricos e estudos de  casos, que o capitalismo, deixado à própria sorte, tende a crises cíclicas e ao desemprego  crônico, exigindo a intervenção estatal para sustentar a demanda, garantir o pleno  emprego e prover uma rede de proteção social que permita ao cidadão viver sem o medo  permanente da miséria, o chamado Estado de Bem-Estar Social. Do outro, Milton Friedman e a Escola de Chicago advogavam o Estado Mínimo, no qual o governo deveria se limitar a poucas funções essenciais, deixando que a mão invisível do mercado alocasse recursos com máxima eficiência. Uma alucinação ultraliberal. 

O que a experiência norueguesa demonstra, de forma cristalina e irrefutável, é a falência  prática do mito friedmaniano e a validação histórica do modelo keynesiano de bem-estar  social quando aplicado com seriedade institucional. 

Posto isso, tem-se que um dos pilares mais sólidos do sucesso nórdico é o tamanho e a eficiência de sua máquina pública. Dados oficiais do Statistics Norway de 2025 revelam que cerca 33,5% de todos os empregos na Noruega estão no setor público. 

São mais de um milhão de noruegueses dedicados a prover saúde, educação e infraestrutura de ponta. Esse número não é um desvio burocrático, mas uma política de Estado estável que reflete a decisão consciente de uma sociedade de que certos serviços não podem ser mercantilizados. 

A presença estatal não se limita ao funcionalismo dos serviços essenciais. Lá, o governo controla diretamente as gigantes de infraestrutura como a Statnett e a Statkraft, além de manter o controle acionário da Equinor, a antiga Statoil, da Telenor e do maior banco do país, o DNB. 

A diferença crucial para o Brasil é que esse gigantismo é sinônimo de eficiência e transparência radical, na qual a renda de qualquer cidadão é informação pública desde 1814, e não de aparelhamento político ou corrupção. 

Portanto, no campo do petróleo, a comparação entre a sabedoria keynesiana norueguesa e o desastre liberal brasileiro é particularmente dolorosa. 

Em 2025, o Fundo Soberano Norueguês atingiu a marca impressionante de 1,7 trilhão de euros, consolidando-se como a maior poupança coletiva do planeta. A lógica norueguesa é simples, o petróleo é da nação, não de um grupo de acionistas privados. 

A criação da Petoro, 100% estatal para gerir a participação do Estado nos campos petrolíferos, e o controle estatal absoluto sobre a Equinor garantiram que as décadas de vacas gordas financiassem o futuro, não apenas o consumo presente. 

Os indicadores colhidos em 2026 falam por si: PIB per capita superior a 95 mil dólares, IDH de 0,970 e Índice de Gini de apenas 25,3. A carga tributária de 40,6% do PIB é  devolvida integralmente à população na forma de serviços públicos de excelência, exatamente como preconizava Keynes. 

Ora, o que aconteceu no Brasil a partir do golpe parlamentar de 2016 foi um desastre  estratégico com uma requintada crueldade ideológica. O processo que destituiu a  presidenta Dilma Rousseff sob o pretexto frágil das “pedaladas fiscais” abriu as portas  para uma agenda radical de desnacionalização do setor de óleo e gás. 

A Operação Lava-Jato, conduzida por uma gangue paranaense, desempenhou um papel  complementar devastador. Ao criminalizar a engenharia pesada nacional e demonizar  qualquer relação entre Estado e iniciativa privada, a força-tarefa de Curitiba criou o  ambiente perfeito para que a Petrobras fosse tratada como uma empresa maldita a ser  desmontada. 

Na sequência, o governo Jair, sob a batuta de um filhote da Escola de Chicago, um tal de Guedes, implementou dogmaticamente a cartilha do Estado Mínimo que Milton Friedman aplaudiria. Venderam-se refinarias, gasodutos, distribuidoras e campos de  petróleo a preço de banana.

A política de Conteúdo Local, que obrigava as petroleiras a contratar fornecedores brasileiros, exatamente como a Noruega fez nos anos 1970 para criar seu cluster offshore, foi demonizada e extinta. 

O resultado foi devastador e a Petrobras, que entre 2012 e 2015 investia mais de 40 bilhões de dólares por ano em plataformas e refinarias, viu esse número despencar para  menos de 14 bilhões, passando-se a pagar dividendos recordes e destruindo a  capacidade industrial do país. 

Prontamente, faz-se fundamental não atribuir ao atual governo a responsabilidade por essa herança maldita. Quem assumiu o Planalto em 2023 encontrou uma terra arrasada e  contratos draconianos assinados durante o período de desmonte. Modificar unilateralmente essas regras implicaria em ações bilionárias em cortes internacionais de  arbitragem. 

E não bastam decretos presidenciais ou a vontade do Executivo para reverter esse  cenário; é necessária uma recomposição profunda das forças que ocupam o Congresso  Nacional, hoje dominado por uma coalizão ultraconservadora, o Centrão fisiológico, que reúne a bancada evangélica pentecostal, a bancada militar/segurança pública e a  poderosa bancada do agronegócio. 

Infelizmente, para essa maioria parlamentar que aí está, a Noruega é uma abstração  distante, uma “utopia socialista” que não merece estudo ou emulação. O que lhes interessa é a manutenção do status quo que financia suas campanhas e perpetua seu poder. 

Nessa conjuntura, as eleições de 2026 assumem uma importância histórica que  transcende a disputa partidária cotidiana. Não se trata apenas de escolher um presidente  da República, mas de redefinir completamente a correlação de forças que define os  rumos do país. 

A reconstrução nacional passa, obrigatoriamente, pela eleição de governadores, deputados estaduais comprometidos com a industrialização de seus estados e com a  defesa das empresas públicas municipais e estaduais. Passa pela eleição de deputados federais e senadores que compreendam que a soberania energética não é uma pauta “ideológica”, mas uma questão de sobrevivência nacional e de projeto de futuro. E passa, evidentemente, pela reeleição de um presidente que tenha coragem de enfrentar o  ”rentismo” e o “colonialismo econômico” que nos foram impostos. 

Assim, a Noruega nos mostra que soberania não é um conceito vazio, mas a capacidade e um país de ditar as regras do jogo para as multinacionais que querem explorar suas riquezas, de cobrar 78% de imposto sobre o lucro extraordinário do petróleo e ainda assim ser considerado o melhor lugar do mundo para se fazer negócios. 

A transição energética não precisa ser um pesadelo de perdas e desemprego, como muitas vezes nos fazem temer. A própria Noruega, mesmo tendo construído sua riqueza com petróleo, lidera hoje o mundo em adoção de veículos elétricos e investe  maciçamente em energia renovável, provando que é possível sair dos fósseis sem abrir  mão do desenvolvimento, da justiça social e da soberania nacional. 

O caminho é árduo, mas não impossível: exige planejamento, visão de futuro e a  coragem de transformar a riqueza de hoje na infraestrutura do amanhã. 

O mesmo fetiche privatista que entregou o petróleo nacional a preço de banana também explica o desastre ambiental e social da privatização do saneamento básico no Brasil.  Onde, sob a desculpa da “eficiência”, assistimos à interrupção de obras, ao aumento  abusivo de tarifas e à exclusão de milhões do acesso à água tratada e ao esgotamento  sanitário. 

Basta olhar para o triste espetáculo em Porto Alegre, onde, desde 2016, governantes  insistem em entregar o DMAE para o “mercado”, ignorando que a gestão pública e  comunitária da água é questão de soberania, saúde e dignidade, não de lucro imediato  de acionista. 

Alô, Brasil, enquanto tratarmos nosso pré-sal como uma maldição a ser terceirizada, e não como uma alavanca de desenvolvimento nos moldes do keynesianismo nórdico, e enquanto não elegermos um Congresso que permita reescrever os contratos abusivos  herdados do período 2016-2022, de Temer e Bozo, seguiremos sendo o país do futuro  que nunca chega. 

A urna eletrônica de 2026 é o instrumento para retomarmos as rédeas do nosso destino. Que saibamos usá-la com a sabedoria norueguesa e a coragem que o momento exige. 

(*) Engenheiro Civil, Servidor Público

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). As informações são da Agência Brasil. Entenda na TVT News.

Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.

“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.

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Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”

Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.

Renda domiciliar mensal

Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução da média de rendimentos. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.

Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.

O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.

10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres

O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução do coeficiente de Gini. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Média de rendimento por estrato de renda. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”

Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda – que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”

Desigualdade no mapa

Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).

As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).

As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.

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Caixa paga abono salarial; confira se você tem direito

Os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos nascidos em julho e agosto começam a receber, a partir da próxima segunda-feira (15), o quinto lote do abono salarial PIS/Pasep referente ao ano-base de 2024. O benefício faz parte do calendário aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e deve contemplar cerca de 26,9 milhões de brasileiros ao longo de 2026, com previsão de desembolso de R$ 33,5 bilhões. Saiba mais na TVT News.

O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal para os trabalhadores vinculados ao Programa de Integração Social (PIS) e pelo Banco do Brasil para os beneficiários do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os valores ficam disponíveis para saque até 30 de dezembro de 2026.

Para ter direito ao abono salarial neste calendário, o trabalhador precisa ter exercido atividade formal por pelo menos 30 dias em 2024, consecutivos ou não, estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base. Também é indispensável que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador.

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O valor do benefício varia conforme o número de meses trabalhados em 2024. Quem trabalhou durante os 12 meses do ano-base recebe o valor integral de um salário mínimo vigente em 2026, de R$ 1.621. Já aqueles que trabalharam por períodos menores recebem quantias proporcionais, que começam em R$ 136 para quem exerceu atividade por apenas um mês.

As consultas sobre o benefício podem ser realizadas pela Carteira de Trabalho Digital, pelo portal Gov.br ou por meio da Central Alô Trabalho, no telefone 158. Desde fevereiro, os trabalhadores já conseguem verificar se têm direito ao pagamento, o valor a receber e a instituição financeira responsável pelo depósito.

Calendário de pagamentos

O cronograma de 2026 segue o mês de nascimento do trabalhador:

  • Janeiro: 16 de fevereiro;
  • Fevereiro: 16 de março;
  • Março e abril: 15 de abril;
  • Maio e junho: 15 de maio;
  • Julho e agosto: 15 de junho;
  • Setembro e outubro: 15 de julho;
  • Novembro e dezembro: 17 de agosto.

Independentemente da data de liberação, todos os beneficiários poderão sacar os valores até 30 de dezembro de 2026.

Empregadores têm prazo até 20 de junho

Além dos pagamentos em andamento, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) alerta que os empregadores têm até o dia 20 de junho para enviar ao eSocial as informações referentes aos vínculos empregatícios do ano-base 2024.

O prazo foi ampliado para permitir que empresas privadas e órgãos públicos regularizem o envio de dados necessários à identificação dos trabalhadores aptos a receber o benefício. As informações processadas até essa data servirão de base para um lote de pagamentos previsto para 15 de outubro de 2026.

Segundo o ministério, o envio correto das informações é fundamental para garantir o acesso dos trabalhadores ao abono salarial. Caso os dados não sejam informados adequadamente, o benefício pode deixar de ser processado.

O MTE disponibiliza um Manual de Orientação para o Empregador com instruções detalhadas sobre o preenchimento e transmissão das informações no sistema.

Como o dinheiro será pago

No caso dos trabalhadores vinculados ao PIS, a Caixa realizará prioritariamente o crédito em conta corrente, poupança ou Conta Digital da instituição. Também será possível receber por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.

Quem não possui conta na Caixa poderá sacar o benefício em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e unidades Caixa Aqui, conforme as regras do banco.

Já os beneficiários do Pasep receberão pelo Banco do Brasil, preferencialmente por crédito em conta, transferência via TED ou PIX. Trabalhadores sem conta bancária ou chave PIX poderão retirar os valores diretamente nas agências da instituição.

Mudanças nas regras do benefício

O abono salarial passa por uma transição aprovada pelo Congresso Nacional. Até 2035, haverá uma redução gradual do público elegível ao programa. Antes, tinham direito ao benefício os trabalhadores que recebiam até dois salários mínimos no ano de referência. Com a nova regra, o limite será corrigido anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), até alcançar o equivalente a 1,5 salário mínimo.

Em 2026, o teto de renda para concessão do benefício ficou fixado em R$ 2.766 mensais, considerando a remuneração média recebida em 2024.

O governo federal estima que, mesmo com as mudanças graduais nas regras, milhões de trabalhadores continuarão sendo contemplados pelo programa nos próximos anos, desde que atendam aos critérios de renda, tempo de cadastro e vínculo formal de trabalho.

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Entregadores de app podem financiar novas motos elétricas

Governo Lula lança programa para ajudar entregadores de aplicativo no financiamento de novas motos ou bicicletas elétricas. O financiamento tem prazo de pagamento em até 48 meses e possibilidade de descontos das montadoras para trabalhadores que usam moto ou bicicleta como instrumento de renda. Entenda como vai funcionar o Move Brasil – Entregadores e Motoapp com a TVT News.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 12 de junho, no Palácio do Planalto, o Move Brasil – Entregadores e Moto app, programa de financiamento especial voltado a profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista.

A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil. O programa busca renovar a frota, ampliar a produtividade e a segurança dos trabalhadores e contribuir para a descarbonização da mobilidade urbana.

Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Também poderão acessar o programa ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para os veículos que exigem habilitação, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.

O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses.

O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.

Entre os itens financiáveis estão:

  • motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país;
  • bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e
  • motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional.

Os veículos deverão ser zero-quilômetro.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de linha de crédito para financiamento de motos para trabalhadores de aplicativos, no Palácio do Planalto, em Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Confira como foi o evento de lançamento do Move Brasil Entregadores

Como fazer o cadastro no Move Brasil – Entregadores e Moto app

A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos. 

As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.

Qual é a plataforma do Move Brasil?

 A adesão será feita por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil, com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa.

O portal de cadastramento será aberto nesta sexta-feira, 12 de junho, mesma data de edição da medida provisória, do decreto e da resolução do FIIS que estruturam o programa.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Empresas também podem financar motos novas?

O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.

A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.

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Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Como participar do Move Brasil – Entregadores e Motoapp

Veja as etapas para participar do programa para financiar uma moto elétrica nova:

1. Cadastro e consentimento

A primeira etapa é a adesão ao programa por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil. Ao se cadastrar, o profissional autoriza o compartilhamento dos seus dados para verificar se atende aos requisitos do programa.

2. Confirmação da participação

Após o cadastro, o profissional será informado, na plataforma, se atende aos requisitos para participar do programa.

Podem participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e com, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas. Também são elegíveis ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para financiar veículos que exigem habilitação, será necessário possuir CNH categoria “A”.

A aprovação do cadastro não garante acesso à linha de financiamento. A contratação estará sujeita à análise de crédito dos bancos.

3. Solicitação do financiamento

A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação de participação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Cada beneficiário poderá financiar um veículo: bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. O veículo deverá ser zero-quilômetro e atender aos critérios de produção nacional ou projeto de investimento para produção no país.

Com informações do Palácio do Planalto e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Pela plataforma, entregadoresm podem se cadastar para financiar moto em até 48x. Reprodução / Governo Federal

Tire suas dúvidas sobre o Move Brasil app

Ainda com dúvidas sobre o Move Brasil, programa para financiar motos? O Governo Federal preparou uma página para você consultar tudo sobre chance para trocar sua moto ou bicicleta elétrica.

A TVT News selecionou as principais dúvidas para você:

Quem pode participar do programa?
Profissionais de APPs: ao menos 6 meses de cadastro na plataforma e, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas.

Profissionais celetistas: ciclistas, motofretistas e mototaxis profissionais, com contratos celetistas (CLT) que tenham carteira assinada há, pelo menos, 6 meses na mesma empresa.
É preciso ter Carteira de Habilitação categoria “A” (moto).
Como conseguir financiar motos e bicicletas elétricas
O acesso ao programa é dividido em 3 etapas:

Cadastro: A primeira delas é o cadastro, a partir do dia 15 de junho, por meio da plataforma gov.br/movebrasil.

Confirmação: Até 5 dias úteis após o cadastro na plataforma gov.br, o motociclista é informado se está apto ou não a participar do programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp.

Compra da moto e financiamento: a partir de 13 de julho, os profissionais que receberam a confirmação de participação no programa podem procurar as instituições financeiras participantes do programa para análises de crédito e de avaliação de viabilidade de concessão do financiamento.
Posso financiar motos de até qual valor?
Não há definição de um valor máximo para as motocicletas.

O programa permite a compra de:

* Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex até 160 cilindradas produzidas no País Motos flex;
* Ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas até 7.500W produzidas no País ou com projeto de investimento para produção nacional;
* Bicicletas elétricas até 1.000 W.

Leia também sobre apoio do governo federal ao trabalhador

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Lula e Silveira recebem setor de biocombustíveis e reforçam compromisso com a transição energética

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, receberam nesta terça-feira (9), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), representantes das principais entidades e empresas do setor sucroenergético brasileiro, que reconheceram os avanços alcançados pelo país com a política de biocombustíveis conduzida pelo Governo do Brasil. Durante o encontro, as lideranças também manifestaram apoio à proposta de ampliação da mistura de etanol anidro na gasolina para 32% (E32), que deverá ser submetida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nos próximos dias. Saiba mais na TVT News.

Segundo Silveira, a ampliação da mistura permitirá ampliar o consumo de combustível renovável produzido no país, fortalecer a segurança energética nacional e reduzir a necessidade de importação de gasolina em aproximadamente 454 milhões de litros. A proposta atende a uma demanda do setor e está respaldada por estudos técnicos realizados após a aprovação da Lei do Combustível do Futuro.

“São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país. É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é mais emprego, mais renda e mais desenvolvimento nacional”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.

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A ampliação para o E32 também contribuirá para evitar a emissão de cerca de 552 mil toneladas de CO₂ equivalente, reforçando o compromisso do Brasil com a descarbonização da matriz energética. A expectativa é que a proposta seja apreciada pelo CNPE nos próximos dias, dando continuidade à estratégia do governo federal de fortalecer a participação dos combustíveis renováveis na matriz energética brasileira.

Durante a reunião, os representantes do setor destacaram os resultados alcançados pela política do Combustível do Futuro, considerada um marco para a expansão dos combustíveis renováveis no Brasil. As lideranças também reconheceram o histórico de incentivo aos biocombustíveis construído ao longo dos governos do presidente Lula, apontando a agenda como fundamental para consolidar a liderança brasileira na transição energética global.

Participaram da agenda o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros do Governo do Brasil e representantes da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), do SINDAÇÚCAR Nordeste, da Siamig e da Única.

O encontro também serviu para reforçar o reconhecimento do setor às políticas públicas implementadas pelo governo federal para impulsionar os biocombustíveis, incluindo o Combustível do Futuro, o desenvolvimento do mercado de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), o avanço da captura e armazenamento de carbono e outras iniciativas voltadas à descarbonização da economia brasileira. As lideranças também destacaram o momento positivo vivido pela bioenergia nacional, impulsionado pela expectativa de uma safra recorde de etanol em 2026/2027.

Via MME

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Ineep analisa 100 dias de guerra entre EUA e Irã e questiona: quem abastece o Brasil?

O dia 8 de junho marcou 100 dias do início das agressões dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciadas em 28 de fevereiro de 2026 e no Boletim Ineep deste mês o instituto analisa, em seu editorial, os efeitos da guerra no mercado energético e político do Brasil. A reflexão parte da compreensão de que as interrupções no fluxo energético internacional geraram forte volatilidade nos mercados, elevando os preços do petróleo, gás natural e fertilizantes. Além disso, os efeitos sobre a economia mundial demonstram que os combustíveis fósseis continuam desempenhando papel central, mesmo em meio à transição energética. Saiba mais na TVT News.

No cenário nacional, os impactos são contraditórios. De um lado, os preços mais elevados ampliam as receitas de exportação e fortalecem a posição do país como importante fornecedor global de petróleo. De outro, a dependência da importação de derivados, especialmente diesel e fertilizantes, somada à privatização de ativos estratégicos como refinarias, Liquigás e BR Distribuidora, expõe vulnerabilidades que limitam a capacidade de resposta a choques externos.

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Segundo o Ineep, a rápida atuação do governo, com medidas emergenciais para conter os preços, como isenções tributárias, subvenções e ampliação da fiscalização, foi importante para evitar uma escalada inflacionária maior. No entanto, essas ações precisam ser acompanhadas por medidas estruturais que ampliem a capacidade produtiva nacional e recuperem elos estratégicos da cadeia energética, fortalecendo a atuação estatal “do poço ao posto”.

Veja também no Boletim:

A sessão de dados mostra que a produção de derivados da Petrobras atingiu 1,96 milhão de barris por dia (b/d) em abril de 2026, o maior volume registrado nos últimos 12 meses.

Leia o boletim completo aqui.

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Alexandre Frota se oferece para pagar multa de jornalista perseguido por Zambelli

Zambelli
Carla Zambelli e o jornalista Luan Araújo. Foto: Reprodução

Alexandre Frota, ex-deputado federal e atual vereador em Cotia, se ofereceu para pagar a multa de R$ 2.216,30 imposta ao jornalista Luan Araújo, condenado pela Justiça de São Paulo por difamação contra Carla Zambelli. A oferta foi feita após a pena pecuniária ser convertida em prisão pelo juiz José Fernando Steinberg.

Luan foi perseguido por Carla Zambelli em outubro de 2022, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, quando a então deputada federal sacou e apontou uma arma em sua direção em São Paulo. Depois do episódio, o jornalista publicou um texto relatando o caso e criticando a bolsonarista.

Em uma postagem de Luan sobre a conversão da multa em pena privativa de liberdade, Frota comentou: “Vamos pagar a multa. Se quiser, pede ao advogado para me ligar”.

A defesa de Luan afirmou que pedirá habeas corpus na segunda-feira (8). O advogado Renan Bohus disse que já havia informado à Justiça que o jornalista não tem condições financeiras de pagar o valor integral da multa e havia requerido o parcelamento da obrigação.

Print da mensagem de Frota a Luan Foto: Reprodução

Em nota, a defesa afirmou que causa estranheza o indeferimento do pedido e a conversão da sanção em prisão, mesmo diante da alegação de incapacidade econômica. “Entendemos que a pobreza não pode ser tratada como motivo para encarceramento”, diz o texto.

Carla Zambelli foi condenada pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo no episódio envolvendo Luan. A ex-deputada também responde a processo de extradição na Itália relacionado a essa condenação.

No mês passado, Zambelli deixou a prisão na Itália após a Justiça do país anular sua extradição ao Brasil no processo em que foi condenada por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça. Ela estava presa desde julho de 2025 em um presídio nos arredores de Roma.

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Após atacar Bolsa Família, Huck exibe jantar de mais de R$ 3 mil em Paris

Angélica e o marido Luciano Huck em Paris

Na semana passada, durante o 5º Fórum Esfera Brasil, o apresentador Luciano Huck atacou o Bolsa Família. Segundo ele, o programa falha em estimular a saída da pobreza e acaba criando uma “dependência eterna”. Huck afirmou que o uso de tecnologia e inteligência artificial poderia tornar a política pública mais eficiente na promoção da mobilidade social.

No último dia 4, o apresentador desembarcou em Paris com a mulher, Angélica, e publicou em suas redes sociais uma série de vídeos da viagem.

Só esse cafezinho que o Luciano Huck está tomando em Paris custa os mesmos 600 reais do Bolsa Família que ele acha ruim que as pessoas recebem. pic.twitter.com/lHJKDMY9Ls

— Julio Freiress 🇧🇷 (@JFreiress_) June 6, 2026

Em uma das gravações, ele aparece jantando no restaurante Langosteria, localizado no luxuoso Hôtel Cheval Blanc, um dos endereços mais exclusivos da capital francesa.

O vídeo mostra o menu personalizado com o nome de Luciano Huck. Entre os itens servidos estavam:

  • Crudo Langosteria (crudo de peixe com tomate, alcaparras e rúcula);
  • Brittany lobster “spicy blue” (lagosta da Bretanha com chilli fermentado);
  • Black grouper chateaubriand (garoupa negra acompanhada de berinjela e molho agridoce);
  • Paccheri with sea bass (massa paccheri com robalo, azeitonas, alcaparras e amlfi lemon);
  • Sorbets de morango e limão cedra;
  • Tartelettes de morango, framboesa e tiramisù;
  • Vinho branco Thierry Violot-Guillemard 2018;
  • Vinho tinto Aloxe-Corton Premier Cru Les Fournières 2019.
Ilustrativa
Menu personalizado para Huck do restaurante Langosteria, em Paris. Foto: Reprodução/Instagram (@lucianohuck)

A Langosteria ocupa o sétimo andar do Cheval Blanc Paris, instalado no histórico edifício da antiga La Samaritaine.

O restaurante é conhecido pela vista para a Torre Eiffel e pela culinária italiana de alto padrão. As reservas costumam ser disputadas e, segundo informações do hotel, é recomendável agendar mesas com semanas de antecedência.

De acordo com valores divulgados pelo restaurante, uma refeição para duas pessoas pode chegar a cerca de 504 euros, o equivalente a mais de R$ 3 mil na cotação atual.

Em outro vídeo publicado por Huck, Angélica aparece escolhendo produtos em uma farmácia parisiense. Enquanto a filma, o apresentador pergunta: “Está feliz? Está na Disney?”.

A Angélica e o Luciano Huck nunca pisam em uma farmácia no Brasil, mas acham chique ir a uma farmácia em Paris. Isso diz muito sobre a elite brasileira que acha que o Brasil é inferior e não é bom o suficiente para eles. pic.twitter.com/mb9QPQ4FMw

— Julio Freiress 🇧🇷 (@JFreiress_) June 6, 2026

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Brasil pode virar peça-chave na disputa tecnológica entre EUA e China

A disputa conduzida pelos Estados Unidos contra o Brasil vai além de tarifas sobre produtos. Entre os pontos levantados para implantar novas taxas pelo governo americano estão temas ligados à economia digital, propriedade intelectual, plataformas tecnológicas e serviços eletrônicos. 

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciada exclusiva CNBC, Thaíse Hittenband, cofundadora e sócia da Convex aponta que o Brasil pode até mesmo se beneficiar de uma corrida entre Estados Unidos e China nesse mercado, se colocando como personagem central na corrida da Inteligência Artificial.  

Leia também: Brasil vira centro da aviação global e recebe CEOs para discutir inovação e sustentabilidade

“Temos uma oportunidade de barganha nessa disputa. Os Estados Unidos enxergam o Brasil como uma potência capaz de oferecer infraestrutura para a corrida tecnológica atual, que hoje é liderada pela disputa entre EUA e China. O Brasil pode oferecer espaço e infraestrutura para essa cadeia”, apontou. 

Brasil não pode tomar lado

China e Estados Unidos são, respectivamente, os dois maiores parceiros comerciais do Brasil. Por conta disso, Thaíse explica que o país não pode ter nenhum alinhamento ideológico a favor de qualquer um deles. O pragmatismo deve comandar as ações comerciais brasileiras nesse momento. 

Leia também: Tarifas de Trump reduzem investimentos dos EUA no Brasil ao menor nível em oito anos

“A grande vantagem para o país é não tomar um lado, mas sim se beneficiar dessa competição global. Os Estados Unidos estão pressionando para entender quem são os seus aliados. O Brasil não tem indicado claramente uma aproximação total aos EUA, mas também não tem contrariado as diretrizes americanas; o país busca um canal de comunicação e alinhamento equilibrado, mesmo sem cooperar em tempo integral”, encerrou. 

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Líbano inaugura segundo aeroporto internacional em meio a tensão regional e ataques no sul

Apesar dos ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, que mataram nove pessoas neste sábado, 6, o governo libanês inaugurou hoje o segundo aeroporto internacional do país, previsto para estar aberto ao público em algumas semanas.

Um avião com o primeiro-ministro Nawaf Salam aterrissou no aeroporto René Mouawad, no noroeste do Líbano, perto da fronteira com a Síria.

O Aeroporto Internacional Rafik Hariri, de Beirute, tem sido o único internacional na pequena nação mediterrânea. Ele tem operado perto de sua capacidade máxima nos últimos anos, especialmente durante o conflito na Síria, fazendo do terminal um importante ponto de entrada e saída para cidadãos sírios.

O aeroporto fica a cerca de 100 quilômetros ao norte de Beirute e a 5 quilômetros da fronteira com a Síria, na aldeia costeira de Kleiat, na empobrecida região de Akkar, que foi marginalizada pelo Estado durante décadas.

“Isto não é um projeto de investimento, mas um passo rumo a um desenvolvimento equilibrado e justiça entre regiões”, disse Salam durante a cerimônia.

O ministro dos Transportes, Fayez Rasamny, sinalizou que o objetivo do governo é que o aeroporto comece a funcionar em algumas semanas, com voos para Istambul e Mersin, na Turquia, além de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele afirmou haver planos futuros de voos para Atenas, na Grécia; Cairo, no Egito; e para a cidade sagrada muçulmana de Medina, na Arábia Saudita. “Este é o início de um novo período para o transporte aéreo no Líbano”, disse Rasamny.

O nome do aeroporto é em homenagem ao ex-presidente René Mouawad, que foi assassinado em uma explosão em Beirute em 1989, dias depois de ser eleito. Mouawad foi eleito durante uma sessão parlamentar que foi celebrada no aeroporto, no auge da guerra civil de 1975-90.

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I.A. na Copa: FIFA revela tecnologia que promete mudar arbitragem e análise de jogos; entenda

A FIFA apresentou um conjunto de novas tecnologias baseadas em inteligência artificial que serão utilizadas na Copa do Mundo de 2026.

As ferramentas foram reveladas durante o Lenovo Tech World 2026 e têm como objetivo ampliar a precisão da arbitragem, oferecer análises avançadas às seleções e criar novas formas de interação para os torcedores durante o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

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I.A. chega ao centro das decisões dentro e fora de campo

De acordo com a FIFA, entre as principais novidades está o Football AI Pro, uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para auxiliar as 48 seleções participantes da competição.

A ferramenta foi criada para processar uma enorme quantidade de informações sobre partidas e jogadores, transformando dados em análises que podem ser consultadas por técnicos e comissões técnicas.

Segundo a FIFA, o sistema foi projetado para reduzir diferenças entre equipes com estruturas distintas. Na prática, seleções com menor acesso a departamentos avançados de análise poderão utilizar os mesmos recursos tecnológicos disponíveis para as principais potências do futebol mundial.

O sistema reúne informações em formatos variados, incluindo textos, vídeos, gráficos e modelos tridimensionais. O acesso poderá ser feito em diferentes idiomas antes e depois dos jogos.

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Tecnologia de impedimento ganha versão mais avançada

Outra inovação apresentada envolve a evolução do sistema semiautomático de detecção de impedimentos.

Para a Copa de 2026, os jogadores passarão por um escaneamento corporal digital capaz de criar avatares tridimensionais altamente precisos.

Os modelos serão utilizados para identificar movimentos e posicionamentos dos atletas com maior eficiência, inclusive em situações de velocidade elevada ou quando houver bloqueio parcial da visão das câmeras.

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Além de auxiliar a arbitragem, a tecnologia também terá função visual. As reconstruções em 3D poderão ser exibidas durante as transmissões para ajudar o público a compreender as decisões relacionadas aos lances de impedimento.

Nova câmera do árbitro promete imagens mais estáveis

A FIFA também anunciou uma atualização da chamada Visão do Árbitro, tecnologia que mostra ao público a perspectiva do juiz durante a partida.

A nova versão utiliza inteligência artificial para estabilizar automaticamente as imagens captadas pela câmera acoplada ao árbitro.

O recurso reduz tremores e borrões causados pela movimentação intensa em campo, permitindo uma visualização mais clara das jogadas.

Thank you to @FIFAcom President Gianni Infantino for joining me on stage at Lenovo Tech World to explain how Lenovo AI is enabling a smarter, more inclusive, and more immersive football experience for the FIFA World Cup 2026. #CES2026

🔗: https://t.co/kDCsvLyerL pic.twitter.com/5trlZA7rrX

— Yuanqing Yang (@YuanqingYang) January 8, 2026

A expectativa é que a ferramenta aumente a transparência das decisões e aproxime os torcedores da dinâmica do jogo.

Copa de 2026 será vitrine para o futuro do futebol

Para a FIFA, as novas soluções representam um passo importante no processo de modernização do esporte.

A entidade afirma que o uso da inteligência artificial não se limitará à arbitragem, mas também servirá para ampliar o acesso a dados, melhorar o desempenho das equipes e oferecer experiências mais imersivas aos torcedores.

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Com 48 seleções e 104 partidas programadas, a Copa do Mundo de 2026 será a maior da história do torneio e deve funcionar como um grande laboratório para tecnologias que poderão se tornar parte permanente do futebol nos próximos anos.

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