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‘VÍDEO’ mostra suspeitos detidos após morte de jovem em salto sem corda

13 de Junho de 2026, 23:43
Chegada dos investigados na delegacia, e a vítima em preparação do salto. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um vídeo divulgado neste sábado (13) mostra a chegada de três suspeitos à delegacia de Limeira, no interior de São Paulo, após a morte de uma jovem de 21 anos durante a prática de rope jump na Trilha da Ponte do Esqueleto. O acidente ocorreu pela manhã e é investigado pelas autoridades.

As imagens registram o momento em que os envolvidos são levados à unidade policial. De acordo com informações divulgadas pela Gazeta de Limeira, seis pessoas foram encaminhadas ao Distrito Policial, mas apenas três permaneceram detidas após os primeiros procedimentos da investigação.

Segundo a apuração inicial, a jovem identificada como Maria Eduarda Rodrigues participava da atividade organizada pela empresa responsável pelos saltos quando foi lançada de uma ponte com cerca de 30 metros de altura sem o equipamento que deveria garantir sua segurança.

Testemunhas relataram que pessoas que estavam no local tentaram reanimar a vítima por meio de manobras de ressuscitação cardiopulmonar até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Apesar dos esforços, a morte foi constatada ainda no local em razão dos múltiplos ferimentos sofridos na queda.

O boletim de ocorrência informa que, ao chegarem à área do acidente, policiais encontraram dois homens próximos à vítima. Durante o atendimento da ocorrência, um dos agentes se afastou para auxiliar o resgate e, nesse momento, os indivíduos fugiram em direção a uma região de mata.

A fuga mobilizou equipes de apoio e uma aeronave policial para auxiliar nas buscas. As diligências resultaram na condução dos suspeitos à delegacia para prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.

Ainda conforme o registro policial, a vítima teria sido arremessada da ponte por três pessoas sem que houvesse a conferência ou utilização do equipamento de segurança considerado indispensável para a atividade. Para os investigadores, os elementos reunidos até o momento indicam que os envolvidos assumiram o risco de provocar o resultado que levou à morte da jovem.

As autoridades também destacaram que o local possui histórico de ocorrências graves, incluindo registros anteriores com vítimas fatais. O caso segue em investigação para apurar responsabilidades e esclarecer todas as circunstâncias do acidente.

Veja o vídeo do salto:

Tragédia em Limeira: suspeitos são encontrados escondidos em área de mata

13 de Junho de 2026, 23:06
Maria Eduarda ao ser Impulsionada da ponte por integrantes das empresas responsáveis pela atividade. Foto: Reprodução

A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira (SP), revelou que dois dos envolvidos deixaram o local e se esconderam em uma área de mata após o acidente ocorrido neste sábado (13). Eles foram encontrados pela Polícia Militar com auxílio do helicóptero Águia.

A jovem morreu depois de ser lançada da Ponte do Esqueleto sem estar conectada à corda de segurança que deveria protegê-la durante a atividade. Ao todo, seis pessoas foram levadas à delegacia para prestar depoimento. Três permaneceram presas e são investigadas por homicídio com dolo eventual.

Segundo a Polícia Militar, um dos detidos atua como bombeiro civil. A Polícia Civil apura as circunstâncias que levaram ao acidente e busca esclarecer a responsabilidade de cada participante na operação do salto.

Vídeos gravados por testemunhas registraram o momento em que Maria Eduarda foi impulsionada da ponte por integrantes das empresas responsáveis pela atividade. As imagens mostram ainda a reação de pessoas que perceberam a ausência da corda logo após a jovem ser lançada.

Em uma das gravações, testemunhas demonstram desespero ao notar a falha de segurança. Os registros passaram a integrar o conjunto de elementos analisados durante a investigação.

A queda ocorreu de uma altura aproximada de 40 metros. Maria Eduarda sofreu múltiplos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local pelas equipes de atendimento de emergência.

Após a repercussão do caso, os perfis das empresas Entre Cordas e Ih Voei foram retirados das redes sociais. Até o momento, representantes dos grupos não se manifestaram sobre o acidente.

Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda tinha formação em Educação Física e gestão esportiva. Horas antes do salto, ela publicou imagens da visita à Ponte do Esqueleto. Conforme o boletim de ocorrência, a jovem utilizava uma câmera GoPro para registrar a experiência, mas o equipamento não foi localizado após a queda.

As 7 falhas de segurança que podem explicar a morte de jovem em salto em Limeira

13 de Junho de 2026, 21:03
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, e o local do salto na Ponte do Esqueleto. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, expôs uma sucessão de possíveis falhas de segurança que agora são investigadas pela Polícia Civil. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, a jovem teria sido lançada da plataforma sem estar presa ao equipamento que deveria sustentá-la.

Em atividades de aventura com cordas, a primeira regra é simples: ninguém salta sem conferência completa do sistema. Normas de turismo de aventura, como a ABNT NBR ISO 21101, tratam da necessidade de gestão de segurança, identificação de riscos e aplicação de processos para reduzir acidentes.

O primeiro erro possível foi a ausência de conexão efetiva da vítima à corda principal. Se a jovem foi arremessada sem o equipamento preso ao corpo, como relatado preliminarmente, a barreira mais básica de segurança falhou antes mesmo do salto.

O segundo erro foi a aparente falta de dupla checagem. Em atividades com corda, o procedimento seguro exige que mais de uma pessoa confira arnês, mosquetões, nós, trava, ancoragem e linha de salto antes da liberação. Checklists técnicos de atividades verticais recomendam inspeção de corda, arnês, conectores e ancoragens antes de cada descida ou operação.

O terceiro ponto é a falta de comando claro para autorizar o salto. Em operação segura, uma pessoa deve ser responsável por dar a ordem final apenas depois da confirmação verbal e visual de que todos os sistemas estão conectados. Se ninguém soube dizer quem deveria prender ou conferir Maria Eduarda, houve falha grave de cadeia de comando.

O quarto erro possível foi a ausência de redundância. Em atividades de risco, especialmente em altura, sistemas de proteção costumam trabalhar com linhas, travas ou pontos de segurança independentes para evitar que uma única falha produza queda fatal. A NR-35, usada como referência para trabalho em altura, define equipamentos destinados a deter quedas e prevê medidas de controle quando houver risco à integridade física.

O quinto erro foi não interromper a operação diante de dúvida. Se os próprios envolvidos disseram à polícia que estão “desnorteados” e não sabem explicar o que ocorreu, isso indica que o procedimento não tinha travas suficientes para impedir uma liberação insegura. Em protocolos de risco, dúvida operacional é condição para parar tudo.

O sexto erro possível foi a falta de controle da área e da plataforma. Um participante não deve chegar ao ponto de salto sem estar equipado, conectado e identificado como pronto. A gestão de segurança em turismo de aventura exige processos organizados para controlar riscos antes, durante e depois da atividade

O sétimo erro foi a aparente ausência de resposta preventiva eficaz, apesar do histórico de risco no local. A Ponte do Esqueleto já havia sido alvo de pedidos de bloqueio e sinalização após outra morte. Mesmo assim, atividades voltaram a ocorrer na estrutura. A tragédia indica que não bastava haver corda, instrutor e propaganda: era preciso haver método, fiscalização e uma sequência rígida de checagens que impedisse exatamente o que aconteceu.

Veja o vídeo do salto:

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