O presidente Lula, em evento do Partido dos Trabalhadores (PT). Foto: Rafaela Araújo/Folhapress
O PT comemorou a inscrição de mais de 50 mil pessoas como “porta-vozes” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais, em uma iniciativa voltada a ampliar a presença digital da pré-campanha de reeleição e responder ao bolsonarismo na internet.
A plataforma foi lançada em 9 de junho para mobilizar simpatizantes a produzir e compartilhar conteúdos favoráveis ao governo. O partido quer atuar com força especial no WhatsApp, apontado como um dos principais terrenos da disputa política digital.
A pré-campanha celebrou o marco de 50 mil inscritos e estabeleceu uma meta mais alta: chegar a meio milhão de apoiadores nas redes até o início dos programas eleitorais no rádio e na TV.
Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT e idealizador da plataforma, disse que a proposta é transformar apoiadores em produtores de conteúdo local. “Nosso convite é para que esses simpatizantes abram a câmara, gravem, postem com seu sotaque, na sua comunidade, e a partir da sua realidade, os feitos do governo do presidente Lula”, afirmou.
O presidente do PT, Edinho Silva, durante o aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores. Foto: Divulgação/PT Brasil
A direção petista quer dar mais unidade ao discurso durante a pré-campanha eleitoral. Em discursos, o presidente do PT, Edinho Silva, defendeu que a militância atue com mais força nas redes sociais, e não apenas nas ruas.
Os inscritos já começaram a receber missões para produzir ou compartilhar materiais sobre temas considerados prioritários pela estratégia de comunicação da campanha. A orientação mira assuntos de maior circulação e maior impacto político no ambiente digital.
O partido também pretende usar a rede de porta-vozes no combate à desinformação. A atuação desses apoiadores deve envolver respostas a conteúdos bolsonaristas e difusão de mensagens alinhadas ao governo Lula.
A plataforma funciona como uma ferramenta de mobilização da pré-campanha antes do período de propaganda eleitoral no rádio e na TV, etapa em que o PT espera chegar com uma base digital organizada e mais numerosa.
No campo político, a disputa permanece polarizada com Flávio Bolsonaro, mas Lula mantém a liderança isolada em todos os cenários, enquanto outros nomes da direita continuam sem consolidação nacional. Leia detalhes da pesquisa CNT/MDA com a TVT News.
Avaliação e expectativas: A percepção positiva sobre o governo Lula e sua aprovação pessoal superam as avaliações negativas. A população também tem expectativas de melhora para os próximos seis meses em áreas como emprego, renda, saúde, educação e segurança.
Cenário eleitoral: A disputa presidencial continua polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas houve uma redução na adesão ao bolsonarismo. Lula lidera em todos os cenários (espontâneo, estimulado e 2º turno) e avançou nas intenções de voto em comparação ao mês de abril.
Terceira via: Cerca de 36% dos eleitores não desejam votar nem em Lula nem em Flávio Bolsonaro, indicando espaço para uma alternativa. No entanto, esses candidatos perdem para Lula com desvantagem no segundo turno.
Temas conjunturais: Há ampla aprovação para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e apoio à classificação de organizações criminosas como terroristas. Contudo, a maioria rejeita a operação de forças de segurança americanas no Brasil.
Jovens no mercado: Metade dos entrevistados acredita que a falta de emprego ou estudo entre os jovens se deve ao desinteresse, à falta de motivação e ao uso excessivo de internet e redes sociais.
Lula vence Flávio Bolsonaro no 2º turno
Em uma simulação direta de segundo turno entre os dois principais polos políticos do país, o presidente Lula lidera com 49,3% das intenções de voto, contra 36,8% do senador Flávio Bolsonaro. Votos brancos e nulos somam 11,2%, enquanto 2,7% dos eleitores se dizem indecisos.
Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026
Evolução das intenções de voto
A análise da evolução mostra um crescimento consolidado de Lula. O atual presidente passou de 45% das intenções de voto em abril de 2026 para 49% em junho do mesmo ano. Já Flávio Bolsonaro, que havia registrado 40% no levantamento anterior, oscilou negativamente e agora marca 37%.
Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026
Cenário contra Romeu Zema
Quando testado contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o atual presidente também vence com ampla vantagem. Lula atinge 48,8% da preferência do eleitorado, enquanto Zema marca 31,6%. Brancos e nulos chegam a 14,6% e indecisos são 5,0%.
Vantagem de Lula sobre Ronaldo Caiado
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também foi testado em um possível segundo turno contra o petista. Nesse cenário, Lula aparece com 48,4% das intenções de voto, superando Caiado, que registra 32,2%. Os que votariam em branco ou nulo representam 14,3%, e 5,1% estão indecisos.
Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026
Disputa contra Renan Santos
A pesquisa CNT/MDA simulou ainda um embate entre Lula e Renan Santos. O resultado aponta o atual presidente com 49,3% dos votos, enquanto Renan Santos fica com 28,0%. A parcela de brancos e nulos sobe para 17,2%, e indecisos somam 5,6%.
Cenários contra Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Michel Temer
A liderança de Lula se mantém sólida frente a outros nomes cogitados. Contra Augusto Cury, Lula vence por 49,2% a 28,4%. Em uma disputa com o ex-ministro Joaquim Barbosa, o placar é de 47,5% para Lula contra 28,9% para Barbosa. Já contra o ex-presidente Michel Temer, Lula atinge 49,5% das intenções, enquanto Temer soma 24,9%.
Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026
Potencial de voto de Lula e Flávio Bolsonaro
A pesquisa mediu o teto eleitoral dos principais nomes. O presidente Lula possui o maior potencial de voto: 52,9% dos eleitores afirmam que votariam nele com certeza (38,7%) ou poderiam votar (14,2%). Sua rejeição é de 45,7%. Por outro lado, Flávio Bolsonaro tem um potencial de voto de 39,6%, somando os que votariam com certeza (24,3%) e os que poderiam votar (15,3%). A rejeição de Flávio, que diz não votar nele de jeito nenhum, é de 56,5%.
Intenção de voto no 1º turno
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera isolado com 41,8% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que marca 28,2%. Bem distantes, aparecem Ronaldo Caiado (4,0%), Romeu Zema (2,8%), Joaquim Barbosa (2,3%), Renan Santos (2,0%), Michel Temer (1,9%) e Augusto Cury (1,8%). Brancos e nulos são 7,0% e indecisos somam 7,9%.
Grau de conhecimento e pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Lula é o mais lembrado e lidera com 34,6%. O número de indecisos é expressivo e atinge 32,4%. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 19,8% das menções.
Quem tem mais potencial de voto
Comparando todos os nomes testados no levantamento, Lula lidera o potencial de voto total com 52,9%. Flávio Bolsonaro é o segundo mais forte neste quesito (39,6%), seguido por Ronaldo Caiado (25,3%), Romeu Zema (23,6%), Michel Temer (23,5%), Joaquim Barbosa (23,4%), Augusto Cury (20,9%) e Renan Santos (16,8%).
Evolução da avaliação do governo
A gestão do presidente Lula apresenta uma trajetória de melhora, com percepção positiva superior à negativa. A avaliação positiva do governo (ótimo e bom) subiu para 35,3% em junho de 2026, enquanto a avaliação regular marca 29,2%. A parcela que considera o governo ruim ou péssimo caiu e é de 34,3%. Desde abril, a avaliação positiva oscilou de 32% para 35%, e a negativa recuou de 37% para 34%.
Avaliação positiva do governo aumentou. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Metodologia da pesquisa
A 168ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA, entrevistou 2.002 pessoas de forma presencial (domiciliar e ponto de fluxo) entre os dias 10 e 14 de junho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026.
De olho nas eleições deste ano, o Sul21 acompanhou na tarde desta terça-feira (16) o debate promovido pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) entre os quatro principais pré-candidatos ao Governo do Estado: Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL), Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB). O encontro no Instituto Caldeira tratou, exclusivamente, das demandas da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA), com cobertura e transmissão pelo Correio do Povo e Rádio Guaíba.
Ao todo, foram cinco blocos entre perguntas, respostas e falas dos pré-candidatos. Em suas manifestações inaugurais, todos os presentes, com a exceção do vice-governador Gabriel Souza, destacaram que o Rio Grande do Sul pode mais do que o governador Eduardo Leite (PSD) vem oferecendo desde que assumiu o Piratini, e que a Região Metropolitana precisa de apoio do governo para investir em sua infraestrutura. Souza, a contraparte do grupo, destacou as obras e os avanços feitos na região durante a gestão Leite.
Então, o clima do debate logo esquentou e a polarização tomou conta. O evento ficou marcado por discussões diretas entre Zucco e Gabriel, que trocaram acusações e críticas. Zucco, por exemplo, afirma que o vice-governador estaria desesperado pois “não está crescendo nas pesquisas e não sabe como”.
Já Souza diz que o pré-candidato do PL recorre ao método “esponja seca” em que se “aperta, aperta, aperta e não sai nada”, além de ter criticado a ausência do deputado federal em debates anteriores. Zucco justificou suas faltas com agendas parlamentares em Brasília.
Dois blocos foram dedicados às perguntas da Granpal, definidas previamente pelos prefeitos que integram a associação. Uma terceira parte foi dedicada a questionamentos propostos por representantes da sociedade civil e do empresariado, como, por exemplo, Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira. Os temas variaram desde questões climáticas até o desenvolvimento socioeconômico da RMPOA.
Sobre proteção contra cheias, Gabriel Souza destaca que o Rio Grande do Sul está “muito melhor preparado” do que 2023 e 2024, e reafirma a importância da continuidade de obras iniciadas após as enchentes de maio. Zucco rebateu a afirmação pois avalia que o Estado está “reativo e não preparado”. Ainda, prometeu ampliar o prazo do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), previsto para o final de 2027.
Marcelo Maranata, ex-prefeito de Guaíba, entende que não se pode falar de propostas de desenvolvimento da Região Metropolitana, ou outras partes do território gaúcho, sem proteção contra as crises climáticas. “Não se resolveu o principal problema do Rio Grande do Sul, que é proteger a Região Metropolitana”, observa Maranata.
Juliana Brizola foi incisiva e determinou que o desastre climático de 2024 foi resultado de uma omissão do Governo do Estado por falta de serviços realizados para a proteção contra cheias. Ela diz que realmente espera que o RS esteja mais preparado para enchentes com o El Niño a caminho. “Tudo o que a gente quer é que isso não se repita. Dinheiro tem para obras”, salienta.
Relacionado às obras de proteção está a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul com a União, que permitiu a criação do Funrigs, e o pacto federativo. A suspensão da dívida gerou mais um confronto direto entre Souza e Zucco. O deputado federal do PL respondeu primeiro o assunto, chamando de “tema político, econômico e federativo”. Ele garante que irá renegociar a dívida com a União com melhores condições para o Estado.
Zucco complementou falando que o RS tem que “gastar melhor o que arrecada” fazendo concessões boas, mas não “essas que ninguém quer”, se referindo às concessões das rodovias estaduais, chamando Leite de “rei do pedágio”.
Gabriel rebateu a fala do pré-candidato com três perguntas: Vai aderir ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados)? O que faria com as dívidas garantidas? E o que faria com o Funrigs?
Zucco não respondeu nenhum dos questionamentos, mudando o assunto para o apoio político que Leite recebeu do Partido dos Trabalhadores (PT) no segundo turno das eleições de 2022 contra Onyx Lorenzoni, assim como o apoio do governador a Lula contra Jair Bolsonaro no mesmo ano. Disse ainda que o governo atual “não vai à Brasília” e que “fala demais e faz pouco”.
Brizola, por sua vez, afirmou que o desequilíbrio no pacto federativo é problemático em todos os estados da União, mas que, no Rio Grande do Sul, é “um pouco pior”, pois cem reais pagos em impostos viram R$ 25 retornando ao Estado. A pré-candidata do PDT propôs uma revisão do pacto e defendeu a necessidade de diálogo com o Governo Federal.
Sobre o desenvolvimento econômico gaúcho, Juliana criticou o modelo das concessões. Porém, diz que irá ouvir “proposta que não tenha preconceito” e defende, parcialmente, o modelo — usando de exemplo as rodovias estaduais — “se a privatização foi boa, a tarifa está justa e os investimentos estão sendo feitos”.
Contudo, ressaltou que não acredita em desenvolvimento econômico sem educação de qualidade, que promete ser prioridade em um potencial governo seu. Gabriel Souza também colocou a educação como prioridade em uma gestão sua. Educação, isto é, com inovação. Ele tem a intenção de criar o “maior programa de ensino técnico da história do Rio Grande do Sul” para que o jovem gaúcho possa sair do ensino médio com uma formação que o insira no mercado de trabalho cedo.
“Para quem está chegando essa inovação?”, rebateu Brizola. “A nossa educação pública está pedindo socorro. Não adianta ter inovação para poucos”.
Ao fim do debate, Marcelo Maranata, em sua manifestação final, se compadeceu com a população em desespero e com aqueles que o procuram na rua para pedir mudanças. “Eu sei que a tua vida não está fácil”, enfatiza o pré-candidato do PSDB.
Na mesma linha que Maranata, Juliana Brizola provoca o eleitor e a eleitora: “A tua vida está melhor? O Rio Grande pode mais?”. Ela também pediu calma para Souza e Zucco nos debates, e união entre os quatro para apresentarem suas propostas com clareza para que o Estado possa decidir o melhor caminho para o Rio Grande do Sul.
Luciano Zucco foi direto e afirmou que o RS pode, sim, mais. “Nós aqui passamos uma visão de Rio Grande para crescer”, diz. “Nós vamos fazer diferente”. Ele aproveitou para criticar o novo slogan do Governo do Estado para este ano, “O Rio Grande está diferente”. “R$ 170 milhões em marketing político. Cheio de outdoor dizendo que ‘está diferente’. Está diferente o que?”, questionou Zucco.
Gabriel Souza, por fim, focou no trabalho do governo atual de botar as contas em dia diante da situação financeira que Eduardo Leite assumiu da gestão de José Ivo Sartori. “Ainda temos muitos desafios fiscais pela frente, mas avançamos muito”, avalia. Souza também fez questão se distanciar do governador na sua manifestação, negando uma continuidade homogênea dos trabalhos. “Não estamos propondo um ‘Governo Eduardo III’, estamos propondo um ‘Governo Gabriel e Ernani [Polo] I”, frisou.
Uma pesquisa do instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), publicada nesta terça-feira (16) indica a liderança de Luiz Inácio Lula na Silva (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais. Com 41,8% das intenções de voto, o presidente da República mantém vantagem de cerca de 13% em relação a Flávio Bolsonaro (PL), seu principal oponente, com 28,2%.
O levantamento CNT/MDA é baseado em mais de duas mil entrevistas feitas entre os dias 10 e 14 de junho e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Na sequência ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, vem Ronaldo Caiado (PSD), com 4% das intenções de voto. Romeu Zema (Novo) e Joaquim Barbosa (DC) aparecem em seguida, com, respectivamente, 2,8% e 2,3%. Já Renan Santos (Missão) – que apresentou crescimento recente em outras pesquisas, sobretudo entre o público jovem – registra somente 2% dos votos no levantamento da CNT.
Os votos brancos e nulos no primeiro turno superam a maioria dos candidatos, correspondendo a 7% do eleitorado. Já os indecisos são um grupo ainda mais expressivo: cerca de 8%.
Em um cenário de segundo turno disputado entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista mantém vantagem semelhante ao turno anterior. Lula chega a 49,3%, 12,5 pontos percentuais acima do senador do PL, com 36,8%. Nessa hipótese, o grupo de votos brancos e nulos chega a 11,2%, enquanto os indecisos correspondem a 2,7% do eleitorado.
Publicada em abril, a pesquisa anterior já indicava a dianteira do presidente da República nos dois turnos, ainda que com uma diferença inferior: Lula liderava com vantagem de nove pontos percentuais em relação a Flávio no primeiro turno, e de cinco no segundo. O aumento da diferença favorável ao petista pode ser atribuída à impopularidade adquirida por Flávio Bolsonaro após o vazamento dos áudios que mostravam ele solicitando dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiamento da cinebiografia de seu pai, junto à recepção positiva de políticas da base governista, como o Desenrola Brasil e o fim da escala de trabalho 6×1.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em diferentes cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (16) pelo instituto Futura/Apex. O levantamento indica vantagem de Lula em disputas contra nomes da oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Leia em TVT News.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, com 2.000 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
No principal cenário de segundo turno testado pelo instituto, Lula registra 48,1% das intenções de voto em uma eventual disputa contra Flávio Bolsonaro, que alcança 42,9%. Neste recorte, os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 7,2%, enquanto 1,8% disseram não saber ou preferiram não responder.
Os números da Futura mostram uma diferença de 5,2 pontos percentuais entre os dois candidatos. Considerando a margem de erro da pesquisa, o resultado aponta um cenário de vantagem para o atual presidente na simulação realizada pelo instituto.
Evolução da pesquisa Futura/Apex no quadro Lula X Flávio Bolsonaro em possível segundo turno
Lula também lidera contra Caiado e Zema
O levantamento da Futura/Apex também avaliou outros cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Goiás registra 36,3%.
Nesse cenário, o percentual de eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos chega a 14,1%. Já os indecisos representam 4,6% dos entrevistados.
A vantagem do presidente é ainda maior quando o adversário é Romeu Zema. Segundo a pesquisa, Lula alcança 48,5% das intenções de voto, contra 34,9% do ex-governador mineiro.
Entre os entrevistados, 13,3% afirmaram optar por voto branco, nulo ou nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,3% não souberam responder.
Os resultados indicam que Lula mantém desempenho superior ao dos adversários testados pelo instituto nos cenários divulgados nesta rodada da pesquisa.
Instituto simulou diferentes disputas
Além dos confrontos entre Lula e os principais nomes da oposição, a Futura/Apex avaliou outros cenários de segundo turno envolvendo lideranças políticas que vêm sendo mencionadas para a corrida presidencial.
O estudo também simulou disputas sem a participação de Lula, incluindo cenários entre candidatos da direita e do campo conservador. Nas disputas, Flávio saiu na liderança contra Zema e Caiado. O candidato do PL apenas perde no segundo turno para o petista.
Os dados divulgados nesta terça-feira reforçam a centralidade do atual presidente no debate eleitoral para 2026. Mesmo diante de diferentes adversários, Lula aparece liderando todas as simulações de segundo turno apresentadas pelo instituto.
Lula x Michelle Bolsonaro
A pesquisa Futura/Apex investigou o possível cenário de segundo turno entre Lula e Michelle Bolsonaro.
Em maio, Michelle aparecia com 41,6% na pesquisa contra 47,9% de Lula. Nesta nova rodade de junho, no entanto, a vantagem do atual presidente diminuiu, mas dentro da margem de erro o cenário continuou praticamente igual.
Em junho, 48% dos entrevistados disseram que em um segundo turno entre Lula e Michelle, votariam no petista. Já 42,4%, escolheriam a ex primeira-dama.
Evolução do segundo turno entre Michelle Bolsonaro e Lula da Apex – Fonte: Futura/Apex
Lula X Tereza Cristina
A pesquisa também simulou enfrentamento entre Lula e Tereza Cristina, em que o petista reuniu 48,5% das intenções de voto e Cristina 29,2%.
Lula X Renan Santos
Contra Renan Santos o cenário é parecido. Lula apresenta 48,3% das intenções de votos, enquanto Renan Santos apresenta 30,8%.
Metodologia
A pesquisa Futura/Apex ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de junho de 2026.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Segundo o instituto, os cenários apresentados são simulações eleitorais realizadas a partir dos nomes incluídos no levantamento e representam um retrato da opinião dos entrevistados no período da coleta de dados.
Apesar de aparecer numericamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial no Rio de Janeiro, a nova pesquisa Prefab Future revela sinais preocupantes para o senador Flávio Bolsonaro. Os dados apontam crescimento da rejeição ao bolsonarista, perda de terreno em relação a levantamentos anteriores e dificuldade para transferir votos a aliados nas disputas estaduais.
Segundo a pesquisa, realizada entre 1º e 4 de junho com 2.200 entrevistas presenciais, Lula registra 31,9% das intenções de voto para presidente, enquanto Flávio aparece com 31,8%. Embora o resultado represente empate técnico, a série histórica do instituto mostra trajetórias opostas: Lula está em crescimento no estado, enquanto Flávio vem perdendo apoio ao longo dos últimos meses e explodiu após os áudios ligados a Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.
Outro dado negativo para o senador é a rejeição. Flávio Bolsonaro alcança 33,3% de rejeição e o índice vem aumentando sucessivamente, de acordo com o levantamento. Embora Lula ainda tenha a maior rejeição do cenário, com 43,7%, o petista apresenta tendência de queda, enquanto o filho do ex-presidente segue na direção contrária.
A pesquisa também sugere que a força eleitoral de Flávio não está se convertendo em apoio aos candidatos associados ao seu campo político. Na disputa pelo governo estadual, o deputado estadual Douglas Ruas aparece com apenas 8%, muito distante dos 35,8% obtidos pelo prefeito Eduardo Paes, líder isolado da corrida ao Palácio Guanabara.
No Senado, a situação é semelhante. Nenhum dos nomes identificados com a direita consegue assumir protagonismo. A liderança pertence à deputada federal Benedita da Silva, com 12,1%, seguida por Marcelo Crivella, com 9,5%, e Márcio Canella, com 9,2%.
O coordenador da pesquisa, Mario Marques, chamou atenção para a dificuldade dos aliados do bolsonarista em capitalizar sua candidatura. Segundo ele, “tanto Douglas Ruas quanto os candidatos à direita no Senado não estão conseguindo se estabelecer nesse momento da disputa na associação com Flávio”.
O levantamento mostra ainda que a disputa presidencial está longe de ser confortável para o senador. Embora lidere numericamente a pesquisa espontânea por uma diferença mínima — 24,2% contra 24,0% de Lula —, o crescimento da rejeição e a perda de apoio registrada na série histórica indicam um cenário de desgaste para o principal nome do clã Bolsonaro no estado que sempre foi considerado seu principal reduto eleitoral.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-01716/2026, a pesquisa tem margem de erro de 2,09 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Paes lidera corrida ao Palácio Guanabara
Na disputa pelo governo do estado, Eduardo Paes aparece isolado na liderança com 35,8% das intenções de voto. Em segundo lugar surge Douglas Ruas, com 8%, seguido de perto por Anthony Garotinho, que registra 7,8%. Wilson Witzel aparece com 3,7%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam a marca de 3%.
Segundo o instituto, a entrada de Garotinho na disputa altera a dinâmica eleitoral, especialmente entre eleitores de baixa renda e moradores do interior do estado. Apesar da liderança confortável, Paes ainda não ultrapassa os 40%, patamar considerado importante para consolidar uma vantagem mais robusta.
Os índices de rejeição nesse cenário são relativamente próximos: Paes tem 18,5%, Garotinho 16,5% e Witzel 15,1%.
Senado segue indefinido
A corrida ao Senado é apontada pelo instituto como a mais aberta entre todas as disputas analisadas. Com a retirada do ex-governador Cláudio Castro do cenário eleitoral, a deputada federal Benedita da Silva assumiu a liderança com 12,1%. Logo atrás aparecem Marcelo Crivella, com 9,5%, e Márcio Canella, com 9,2%. Pedro Paulo registra 5,6% e Waguinho aparece com 5,2%.
O principal destaque é o elevado grau de indefinição do eleitorado. Na pesquisa estimulada, 30,9% afirmam ainda não saber em quem votar. Na espontânea, o percentual de indecisos salta para 88,5%.
O coordenador da pesquisa, Mario Marques, afirmou que “tanto Douglas Ruas quanto os candidatos à direita no Senado não estão conseguindo se estabelecer nesse momento da disputa na associação com Flávio”.
Governador interino é pouco conhecido
A pesquisa também avaliou a administração do governador interino Ricardo Couto. O resultado mostra que 55,5% dos entrevistados afirmam não ter opinião formada sobre o governo. Entre os que responderam, 38% aprovam a gestão e apenas 6,5% desaprovam.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-01716/2026, tem margem de erro de 2,09 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O senador e pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro. Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
A queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas no Sudeste virou motivo de preocupação entre aliados do Zero Um. A avaliação no entorno do pré-candidato do PL é que um nome enfraquecido na disputa presidencial terá dificuldade para impulsionar palanques estaduais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país.
Segundo a Coluna do Estadão, pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que Flávio Bolsonaro caiu de 41,2% para 30,7% no Sudeste entre abril e maio. No mesmo período, Lula avançou na região, considerada estratégica para qualquer candidatura presidencial.
O Rio de Janeiro é apontado como um dos principais focos de tensão. O estado é o berço político da família Bolsonaro, mas o palanque local do PL é descrito por bolsonaristas como “totalmente bagunçado”. O candidato ao governo é Douglas Ruas, que ainda busca se tornar conhecido e carrega o desgaste de ter integrado a gestão Cláudio Castro.
Castro desistiu de disputar o Senado após ser atingido por duas operações da Polícia Federal. As investigações apontaram relações entre o ex-governador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, caso que já provocou danos políticos à pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Jair Bolsonaro deve definir nos próximos dias quem substituirá Castro na composição ao Senado. Entre os nomes avaliados estão Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho. A escolha é tratada como peça central para tentar reorganizar o palanque fluminense.
Em Minas Gerais, a situação também é indefinida. O senador Cleitinho, do Republicanos, lidera pesquisas recentes, mas ainda não confirmou se será candidato ao governo. Um aliado de Flávio Bolsonaro disse ao Estadão que Cleitinho “só sabe ser pedra, não sabe ser vidraça”, em referência ao risco de ele não sustentar uma candidatura majoritária.
A preocupação da direita é que a perda de força de Flávio Bolsonaro no Sudeste reduza sua capacidade de organizar alianças e transferir votos. A região concentra estados decisivos e, no caso do Rio, expõe um problema adicional: a família Bolsonaro enfrenta desgaste justamente em seu principal território político.
Ciro Gomes (PSDB). Foto: José Cruz/Agência Brasilvci
O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), defendeu neste domingo (31) sua aproximação com lideranças bolsonaristas no estado e afirmou que os aliados “dele” são diferentes dos bolsonaristas ligados ao grupo adversário. A fala foi dada em Barbalha, durante a tradicional missa de bênção da bandeira de Santo Antônio.
Questionado sobre críticas do senador Camilo Santana (PT), que disse que Ciro estaria se aliando a bolsonaristas, o ex-governador respondeu com uma distinção direta. “Sabe qual é a diferença? Que os meus bolsonaristas são todos homens honrados, limpos. Nenhum deles é picareta”, declarou.
Política no Ceará.🔥 🔥
Ao ser entrevistado, Ciro Gomes disse que os bolsonaristas dele são todos homens honrados. pic.twitter.com/kuN8dLTOmd
Ciro afirmou que decidiu procurar lideranças de oposição no Ceará porque, segundo ele, o grupo governista passou a “reinar, mandar e desmandar” no estado. O tucano disse que sua articulação tem como objetivo reunir forças contra o PT e “livrar o Ceará desta ditadura corrupta que está implantada aqui”.
Entre os nomes citados por Ciro está Capitão Wagner, adversário histórico dos Ferreira Gomes. O ex-ministro disse que procurou o aliado do PL, reconheceu ataques antigos e pediu desculpas publicamente. “Eu não queria nem ouvir falar no Capitão Wagner, só porque ele era adversário do meu irmão Cid, e eu cegamente atacava”, afirmou.
Ciro também citou Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, e André Fernandes (PL), que quase venceu a eleição municipal na capital cearense. Segundo ele, embora tenha votado em José Sarto no primeiro turno, o crescimento de André Fernandes mostrou a força de uma oposição reorganizada.
Bolsonaristas André Fernandes e Roberto Cláudio. Foto: Dalila Lima/O Estado
A aproximação com o bolsonarismo é hoje um dos pontos mais sensíveis da tentativa de Ciro de voltar ao governo estadual. Segundo a Veja, faixas espalhadas por Fortaleza passaram a chamá-lo de “Cironaro”, numa referência à aliança com nomes do PL. A estratégia busca transformar a ligação com bolsonaristas em munição para PT, Camilo Santana e Elmano de Freitas.
Ciro tenta reativar sua imagem de gestor no Ceará, onde governou de 1991 a 1994 e construiu parte de sua base política. A dificuldade é conciliar esse capital histórico com uma aliança que inclui setores bolsonaristas, especialmente em um estado onde Lula e Camilo mantêm alta aprovação.
Ciro tenta responder dizendo que o PT também convive com aliados oriundos do PL e do bolsonarismo. Citou o prefeito de Sobral, Júlio Mano e “Úrido Paredão” como exemplos. A fala, porém, aparenta reforçar que para enfrentar o grupo de Camilo no Ceará, o cearense passou a defender uma aliança com bolsonaristas que até pouco tempo atrás tratava como fortes adversários.
Em um desfecho que confirma a profunda polarização política do país, a Colômbia definiu seus dois candidatos para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026: o ultradireitista Abelardo de la Espriella e o esquerdista Iván Cepeda.
Com a apuração final, ambos os candidatos garantiram suas vagas na próxima etapa da disputa, cada um concentrando mais de 40% dos votos. De la Espriella superou Cepeda por uma margem estreita no primeiro turno, enquanto a grande surpresa foi o colapso da uribista Paloma Valencia, que obteve pouco mais de 6,5% dos votos, muito abaixo das expectativas.
Sergio Fajardo e Santiago Botero completaram o quadro de candidatos, em uma jornada eleitoral que, segundo a Registraduría Nacional do Estado Civil, transcorreu “com normalidade e plenas garantias”.
Abelardo de la Espriella: A Consolidação da Ultradireita
Abelardo de la Espriella, o rosto da ultradireita radical colombiana, consolidou sua posição no primeiro turno. Sua campanha, marcada por táticas de semear desconfiança no processo democrático, como o vídeo publicado antes de votar em Barranquilla alertando, sem provas, sobre um possível colapso do sistema eleitoral, ressaltou sua tática suja.
Em questão de meses, De la Espriella transformou-se de um advogado controverso em um candidato presidencial com chances reais de vitória.
Sua mensagem de “impor autoridade” ressoou com um eleitorado frustrado com os partidos tradicionais. Com 47 anos, carismático e com um discurso firme, ele apelou ao espetáculo e fez declarações categóricas e provocativas.
Apresentando-se como empresário de sucesso e amante da “alta cultura”, sua retórica da ultradireita e propostas canalhas visaram conquistar o eleitorado conservador e antagonizar o governo atual. Sua promessa de interromper o projeto político de Gustavo Petro e sua estratégia de polarização, representando um extremo sem restrições, foram eficazes para levá-lo ao segundo turno.
Ele lançou um movimento chamado Defensores da Pátria, adotou a imagem de “tigre” como símbolo de força e promete aplicar mão‑dura para enfrentar os desafios do país. Espriella também conta com o apoio político do senador brasileiro Flávio Bolsonaro.
Iván Cepeda: A Resiliência da Esquerda Progressista
Iván Cepeda, o candidato da esquerda progressista, também garantiu sua vaga no segundo turno, demonstrando a resiliência de seu projeto político. Sua votação em Kennedy, sudoeste de Bogotá, foi acompanhada da declaração de confiança: “Estamos convencidos de que hoje à tarde celebraremos o segundo governo progressista na Colômbia.” A esquerda, unida em torno de sua figura, conseguiu mobilizar sua base e se posicionar como a principal força de oposição à ultradireita.
A trajetória de Cepeda rumo ao segundo turno foi impulsionada por um ponto de virada crucial: o caso contra o ex-presidente Álvaro Uribe. O processo judicial contra Uribe, no qual Cepeda foi vítima e testemunha, catapultou sua notoriedade e o posicionou como um pré-candidato favorito. Nascido em 1962, Cepeda, senador pelo governista Pacto Histórico, carrega um legado de luta herdado de seus pais, líderes comunistas. Sua voz calma, mas firme, em defesa da justiça, tornou-se sua marca.
Com formação em filosofia e direito internacional humanitário, Cepeda tem uma carreira política marcada por ativismo, exílio e denúncias contra a parapolítica. No Congresso, atuou como facilitador em processos de paz e colaborou com a política de “paz total” de Petro. Seu programa enfatiza a continuidade da “paz total”, a reconciliação nacional, a defesa dos direitos humanos, uma política externa autônoma e propostas de “revolução agrária” e “democrática”.
O vice-governador Gabriel Souza (MDB) lançou oficialmente neste sábado a sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul, que representará a continuidade do governo de Eduardo Leite (PSD). Em evento realizado em Porto Alegre, MDB e PSD lançaram as composições majoritárias da chapa 100% Rio Grande, que também terá os apoios de União Brasil, Federação Renovação Solidária e AGIR e terá Ernani Polo (PSD) como candidato a vice-governador e Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) na disputa ao Senado.
De acordo com MDB, mais de 7 mil pessoas participaram do lançamento da chapa, que ocorreu em uma casa de eventos nas proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho e foi marcado pelo lançamento do jingle “100% Rio Grande”. “A gauchada tá unida pro Rio Grande acontecer. Não temos presidente de estimação. Nossa alma é o Rio Grande e o gaúcho é o patrão”, diz um dos trechos da música, que crítica a chamada “radicalização política”.
Em sua fala no evento, Gabriel Souza afirmou a chapa não está reunida em torno de um nome, mas de uma proposta. “É um projeto que acredita na responsabilidade com as contas públicas, na liberdade para produzir, no cuidado com as pessoas e na preparação do Estado para os desafios do futuro. O Rio Grande voltou a ter rumo e capacidade de realizar. Agora queremos seguir evoluindo, com diálogo, experiência e os pés no chão”, afirmou.
Gabriel encabeçará chapa que terá Ernani Polo (à direita do governador Leite) como vice, Germano Rigotto (dir.) e Frederico Antunes (esq.) ao Senado, e Ronaldo Caiado para a presidência | Foto: Gustavo Mansur
Na mesma linha, o pré-candidato a vice-governador Ernani Polo destacou a construção suprapartidária. “Todos os dias recebo ligações e mensagens de lideranças de outros partidos dizendo que estão conosco nesta caminhada. Por tudo que o governo fez, por tudo que o governo está fazendo e principalmente por aquilo que nós queremos fazer”, afirmou.
Governador do Rio Grande do Sul de 2003 a 2007, abordou temas que entende como relevantes para a disputa ao Senado, como a rediscussão da dívida do Estado com a União, a transição da reforma tributária, políticas de valorização das mulheres e incentivo aos jovens. Já Frederico Antunes pontuou que a coligação defenderá o legado de 8 anos do governador Eduardo Leite. “É um projeto que já transformou para melhor nosso Estado, e isso fica evidente quando mais de 7 mil pessoas se reúnem no mesmo evento. A presença de pelo menos 500 pessoas da Fronteira demonstra que essa mobilização é de todas as regiões”, afirmou.
A polarização nacional também foi abordada por Leite, que afirmou que a chapa não foi construída para servir a projetos nacionais ou ser extensão de disputa presidencial. “É uma candidatura que nasce dos interesses dos gaúchos, comprometida com a continuidade das transformações”, disse.
O ato contou ainda com a participação do pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado(PSD), que ressaltou a importância da parceria entre os governos estadual e federal para enfrentar desafios e impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “O futuro governador do Rio Grande do Sul está aqui. Gabriel reúne preparo, experiência e integridade, construiu sua trajetória na vida pública com trabalho e seriedade e conhece profundamente os desafios do Estado”, disse.
O ato, realizado três dias após a aprovação na Câmara dos Deputados do fim da escala 6 x 1 e da redução da jornada para 40 horas semanais — uma das lutas históricas de Moisés — marcou também a apresentação do projeto da Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras, grupo de parlamentares que representará a classe trabalhadora na Câmara dos Deputados.
Selerges será o líder da iniciativa, que tem como um de seus objetivos a criação da Frente Parlamentar dos Trabalhadores em Brasília e a articulação para que a iniciativa se replique nas assembleias estaduais.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi transformado na Vila Euclides das greves operárias. Foto: Leandro Paiva
Em seu discurso, Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. “Precisamos ter uma bancada organizada de parlamentares que represente e defenda os direitos daqueles que dão duro todo dia para gerar a riqueza desse Brasil. Bancos, fazendeiros, empresários têm a sua bancada. Agora chegou a nossa vez”, defendeu o pré-candidato.
O evento, que lotou o auditório do solo sagrado da classe trabalhadora, oSindicato dos Metalúrgicos do ABC, contou com a presença dos ministros Luiz Marinho e Guilherme Boulos
Moisés reforçou que a Bancada será um espaço de escuta, debate e defesa de direitos, garantindo que as decisões em Brasília reflitam a realidade do trabalho brasileiro.
O manifesto da Bancada, que será formada por deputados de diversos partidos progressistas, reforça a ideia de que sua atuação será construída coletivamente, com base nas necessidades reais de quem trabalha. Entre os compromissos do documento estão a proteção social para trabalhadores de plataformas, a garantia de aposentadoria digna, inclusive para donas de casa, jornadas de trabalho justas e políticas de incentivo aos pequenos e médios empreendedores.
“Queremos que a produtividade da tecnologia reverta em benefício para quem trabalha, e não apenas em lucro para quem explora”, destacou Selerges.
Além da criação da Bancada, o pré-candidato tem como projetos a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados, a regulamentação do trabalho por aplicativos e políticas de apoio a pequenos e médios empreendedores.
Com bom humor, Moisés relembrou o episódio que foi decisivo para a construção da sua pré-candidatura. “O presidente Lula pediu que o Luiz Marinho seguisse no governo para ajudar na sua reeleição. Aí o Marinho perguntou a ele quem seria o candidato. O presidente virou para ele e disse: ‘O menino do Sindicato’. O ministro então questionou: ‘Mas o Moisés se elege?’. A resposta do presidente Lula resolveu a questão: ‘Ele se chama Selerges. Ele tem eleição no nome’”, completou sorrindo.
Moisés é liderança da futura bancada dos trabalhadores, afirma Boulos
Guilherme Boulos reforçou a relevância da iniciativa e o papel fundamental que Moisés terá no projeto: “Não vejo hoje ninguém mais capaz do que o Moisés para ser o líder dessa Bancada. Ele é hoje a liderança mais representativa do novo sindicalismo brasileiro e o cara certo para conduzir esse projeto, que colocará o trabalhador em pé de igualdade com os grupos que hoje controlam a Câmara dos Deputados”, disse.
O ministro Luiz Marinho destacou a importância de líderes sindicais como Selerges para a renovação da representação política no País e na Câmara dos Deputados. “Moisés conhece de perto a realidade dos trabalhadores do ABC e do Brasil. Por isso é a pessoa certa para liderar a Bancada dos Trabalhadores. Uma das missões será a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais”, afirmou Marinho.
Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. Foto: Leandro Paiva
O evento contou ainda com a presença de parlamentares como os deputados estaduais Barba, Luiz Fernando, Maurici e Rômulo Fernandez; vereadores da capital e de municípios do ABC, da Baixada Santista e do interior do estado; e lideranças sindicais de diversas entidades, como Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Químicos, Papeleiros, Petroleiros e Servidores Municipais de várias cidades da região, entre outras.
Ao acessar a página da ferramenta (www.planoparticipativobrasil.org.br), o cidadão poderá opinar sobre os pontos do plano participativo Pelo Brasil, pelos brasileiros. O texto está dividido em treze eixos, que contemplam áreas prioritárias para os organizadores.
“Nessa ferramenta moderna, a plataforma digital, podemos apresentar um plano e ouvir as opiniões para construir um programa a ser apresentado a toda a sociedade brasileira. Este é um dos passos de um processo amplo de escuta que o PT e a FPA vão fazer a partir de agora”, definiu Brenno Almeida, presidente da Fundação Perseu Abramo.
Como fazer sugestões para o programa de governo do PT
As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Todas as contribuições serão avaliadas por grupos de trabalho envolvidos na montagem do programa final a ser apresentado à sociedade antes do início da campanha eleitoral.
A plataforma e o plano são organizados pela Fundação Perseu Abramo com o apoio de outras fundações partidárias, como a Maurício Grabois (PCdoB), Herbert Daniel (PV), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e João Mangabeira (PSB).
As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Reprodução / Plano Participativo
“Qualquer pessoa pode se cadastrar e apresentar emendas ao documento base que vai ficar disponível para avaliação”, destaca José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo do PT.
O lançamento da plataforma teve a presença do presidente do PT, Edinho Silva, da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, da presidenta do Psol, Paula Coradi, entre outros dirigentes petistas e de siglas aliadas de várias regiões do país.
Lindbergh Farias e Ronaldo Caiado – Foto: Reprodução
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, pediu nesta terça-feira (26) que a Polícia Federal investigue o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) em razão das transações realizadas pelo governo estadual com a BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank. O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Com informações da Folha.
O caso foi revelado em reportagem publicada nesta segunda-feira (25) e serviu de base para a solicitação apresentada por Lindbergh. Caiado deixou o governo de Goiás em março e é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
No pedido enviado à Polícia Federal, o parlamentar afirmou: “A gravidade dos fatos decore de possível inserção de recursos públicos, programas sociais e comerciantes locais em ambiente financeiro contaminado por suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e organização criminosa”.
A gestão de Caiado utilizou a BK Bank para movimentar R$ 1,36 bilhão de programas de transferência de renda. A BK é uma fintech suspeita de atuar como um banco paralelo da facção criminosa PCC, conforme as investigações da Operação Carbono Oculto. Um documento do Coaf mostra repasses de R$ 1,36 bilhão da Agência de Fomento de Goiás à BK entre outubro de 2021 e agosto de 2025.
Cartão da Bk Bank e Ronaldo Caiado – Foto: Divulgação
Segundo o Governo de Goiás, a conta na BK era utilizada para operacionalizar programas de transferência de renda que atendem 880 mil beneficiários. A partir dessa conta, eram realizados os repasses aos cartões dos usuários finais. Sobre as operações incidia uma taxa de utilização de até 6%, cobrada dos estabelecimentos credenciados para compras pelos beneficiários. Desse valor, 50% eram destinados à Agência de Fomento e 50% à BK Bank.
Em nota, o Governo de Goiás declarou: “Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento”. Caiado afirmou que uma certidão do Banco Central atesta a BK como “autorizada em atividade” e questionou: “Não estaria existindo, neste momento, conivência ou omissão do Coaf na prevenção de crimes dessas organizações criminosas, deixando-as operar e informando delitos somente depois da operação policial que trouxe à tona o envolvimento da empresa com o narcotráfico? De quem parte a ordem para calar o Coaf?”. A BK foi procurada por email e por telefone pela reportagem, mas não houve resposta.
A fotografia era o que importava. Não a conversa, não as promessas, não a pretensa diplomacia. Apenas a imagem. Flávio Bolsonaro precisava dela como quem precisa de um colete salva-vidas em mar revolto. E, com a ajuda de Eduardo Bolsonaro e de aliados nos Estados Unidos, cavou hoje um encontro rápido com Donald Trump na Casa Branca para produzir exatamente isso: um retrato de sobrevivência política.
O objetivo não era competir em termos institucionais com Lula, que se reuniu oficialmente com o presidente norte-americano em encontro entre chefes de Estado em Washington DC para discutir temas de interessam a brasileiros e norte-americanos. A intenção era outra. Flávio precisava de uma fumaça espessa capaz de desviar o foco sobre sua relação com o bandido-Master Daniel Vorcaro, o seu pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro e a promessa de lealdade eterna feita a ele. E, principalmente, sobre as mentiras contadas pelo senador para encobrir tudo isso.
A foto surge, então, como instrumento político. Um símbolo para consumo interno. Um recado aos aliados, aos empresários e principalmente à militância: “a campanha continua viva”. Porque, no imaginário bolsonarista, ser recebido por Trump ainda funciona como certificado de relevância internacional. Pouco importa se o encontro foi rápido, paralelo, periférico. O que interessa é o enquadramento.
Trump aparece sentado, no centro da cena, enquanto Flávio, em pé e ao lado, ocupa uma posição lateral, quase ornamental. A composição lembra pinturas medievais nas quais o senhor feudal recebia seus vassalos para reafirmar hierarquia e lealdade. Um beija-mão. Não é a iconografia normalmente encontrada entre líderes equivalentes. Quando Trump posa com chefes de Estado, a liturgia visual costuma buscar simetria: ambos em pé, sentados, no mesmo plano. Ali, não. A fotografia estabelece níveis.
Para muita gente, isso é sinônimo de vassalagem e um lembrete da política de alinhamento automático com os EUA executada por Jair Bolsonaro. Contudo, ao contrário do que pensa o naco da sociedade que preza pela soberania, isso é exatamente a razão que explica por que ela funciona tão bem para o trumpismo tropical.
Daniel Vorcaro, do Banco Master. Foto: Divulgação/Banco Master
O bolsonarismo sempre cultivou fascínio pela ideia de submissão a uma liderança forte, estrangeira e mitificada. A imagem de Flávio ao lado de Trump não comunica independência política, mas pertencimento. É menos um encontro entre iguais e mais uma audiência com o epicentro da extrema direita global. Há quem vá ao delírio com isso e chore enrolado na bandeira dos Estados Unidos.
O eleitorado fiel verá força onde existe encenação. Há aliados que interpretarão o clique como sinal de viabilidade. Mas a parcela independente do eleitorado, aquela que não vive em devoção permanente nem ao lulismo nem ao bolsonarismo, tende a continuar fazendo perguntas simples para definir o seu voto: por que esconder relações políticas e financeiras? Por que negar proximidades que depois reaparecem? E por que uma foto deveria valer mais do que explicações?
Há um sujeito oculto na imagem. É Vorcaro. Porque toda a pressa para produzir o retrato está menos ligada à necessidade de se contrapor Lula (que havia visitado Trump na Casa Branca e passado três horas discutindo política) e mais à necessidade urgente de mudar de assunto.
No fim das contas, pouco importava a postura corporal, a posição subalterna na foto ou o fato de Trump reservá-la normalmente para assessores e apoiadores de segunda linha. O importante era voltar ao Brasil com um JPEG circulando nas redes e na imprensa e a esperança de que alguns milhares de compartilhamentos sejam suficientes para soterrar perguntas inconvenientes sobre banqueiros, promessas de fidelidade e cifras milionárias.
Em tempos de bolsonarismo, uma imagem vale mais do que mil palavras. Especialmente quando as palavras podem virar prova contra si nas eleições e nos tribunais.
O pré-candidato a presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Foto: Danilo Verpa/Folhapress
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (26) que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “muitas questões” a explicar sobre sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi dada durante coletiva na entrega da primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto de Perus, na Zona Norte da capital paulista.
Ao comentar o caso, Tarcísio de Freitas disse que a população acompanha o escândalo envolvendo o Banco Master e que o episódio exige explicações. “Como eu falei, eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado”, afirmou.
A fala ocorre após a revelação de que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro. Segundo o senador, o encontro teve como objetivo “botar um ponto final” na questão do financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal deve apurar se a visita ocorreu para cobrar dinheiro ligado à produção.
Flávio Bolsonaro admitiu na semana passada que esteve com Vorcaro após a soltura do banqueiro, que passou a usar tornozeleira eletrônica. O encontro ocorreu no dia seguinte à decisão do TRF-1 que liberou o dono do Banco Master, em novembro de 2025.
▶️COBROU: Tarcísio cobra explicações de Flávio Bolsonaro sobre ligação com banqueiro investigado
O governador de São Paulo afirmou que Flávio Bolsonaro precisa esclarecer muitas questões sobre sua relação com Daniel Vorcaro, investigado por fraudes no Banco Master, dizendo que o… pic.twitter.com/KvgEXcnq2i
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) May 26, 2026
Tarcísio de Freitas negou afastamento político de Flávio Bolsonaro e desejou sucesso ao aliado na viagem aos Estados Unidos. O governador disse que o senador é pré-candidato à Presidência e que considera “extremamente saudável” conversar com chefes de Estado e lideranças internacionais.
Questionado sobre a ausência em agendas conjuntas com Flávio Bolsonaro nas últimas semanas, Tarcísio de Freitas afirmou que está concentrado no governo paulista. “É porque eu tenho uma agenda de governador. Veja, eu estou governando o estado. Quando é que eu vou pensar em eleição? No período da campanha”, disse.
O jornalista Octávio Guedes e a foto “de fã” de Eduardo Bolsonaro com Donald Trump em Washington. Fotomontagem
O jornalista Octavio Guedes afirmou nesta terça-feira (26) que a primeira imagem divulgada do encontro entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Donald Trump, na Casa Branca, parece mais uma foto de fã com ídolo do que uma reunião entre um pré-candidato à Presidência do Brasil e o presidente dos Estados Unidos. A análise foi publicada no g1 após a divulgação das imagens do senador ao lado do republicano.
Segundo Guedes, a fotografia não é o ponto central da viagem. O comentarista afirmou que o senador viajou aos Estados Unidos para sair do Brasil e evitar perguntas sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. “Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não viajou para se encontrar com Trump, e sim para sair do Brasil, fugindo de perguntas sobre o escândalo do Banco Master”, escreveu.
Ao tratar da imagem, Octavio Guedes afirmou que: “A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um presidenciável de um país soberano conversando com o presidente de outro país soberano”.
O jornalista também apontou que Flávio Bolsonaro tem evitado explicar onde está o suposto contrato firmado com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador foi gravado pedindo dinheiro ao banqueiro para a produção. Segundo a Folha, Vorcaro investiu R$ 61 milhões no projeto, e o episódio abriu uma crise na pré-campanha do PL.
Blog do Octavio Guedes – A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um… pic.twitter.com/moZwBhAJHi
Guedes lembrou que, desde a divulgação do áudio da conversa com Vorcaro, em 13 de maio, Flávio Bolsonaro foi questionado duas vezes pela imprensa sobre o caso e teve, segundo ele, reações constrangedoras. Na primeira, riu ao responder a uma pergunta do Intercept sobre os R$ 61 milhões pagos pelo banqueiro e afirmou que a informação era “mentira”. Depois, no aeroporto, a caminho dos Estados Unidos, brincou que só falaria em inglês.
Na análise, Octavio Guedes afirmou que: “A fotografia é o que menos importa para a pré-campanha. O silêncio do senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro importa muito mais”.
Após o encontro, Flávio Bolsonaro disse que pediu a Trump para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador também afirmou que conversou com o republicano sobre segurança pública, tarifas e terras raras, além de negar que a agenda tivesse relação com o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. Folha
A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Octavio Guedes registrou que o ex-deputado federal cassado perdeu o mandato por excesso de faltas, é investigado no STF e atua no exterior em articulações com aliados de Trump.
Vivemos um paradoxo silencioso e perigoso. Nunca tivemos tanto acesso à informação, estivemos tão conectados, e nunca foi tão fácil consumir conteúdo, opinar, compartilhar e reagir em tempo real.
Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil separar informação de interpretação, dado de narrativa, conhecimento de impressão.
A promessa da internet era clara: democratizar o acesso ao conhecimento. E, de fato, isso aconteceu. O problema é que o acesso cresceu em uma velocidade muito maior do que a capacidade de interpretação.
E é nesse descompasso que surge um fenômeno central para entender o cenário político atual: o analfabeto digitalizado.
O que é o analfabeto digitalizado
O termo não descreve alguém desconectado, descreve exatamente o oposto. O analfabeto digitalizado é alguém profundamente inserido no ambiente digital. Está nas redes sociais, consome vídeos, lê manchetes, participa de discussões, recebe informação o tempo todo. Mas não necessariamente consegue interpretar o que consome.
Essa é a diferença central.
Consumir não é compreender.
Estar exposto não é entender.
Receber informação não é formar pensamento crítico.
E quando essa diferença escala para milhões de pessoas, o problema deixa de ser individual e passa a ser estrutural.
Os números mostram um país hiperconectado
Se olharmos apenas para conectividade, o Brasil parece um caso de sucesso. Os dados de 2024 mostram um cenário robusto:
Métrica
Dado (2024)
Contexto
População Total
203 milhões
Base para o consumo digital
Brasileiros acima de 16 anos
160 milhões
Público-alvo para informação política
Linhas com acesso à internet
270 milhões
Infraestrutura de conectividade
Pessoas conectadas
168 milhões
Usuários ativos da internet
Presentes em redes sociais
144 milhões
Engajamento em plataformas
Acesso via celular
90%
Principal meio de consumo de conteúdo
Além disso, o Brasil aparece entre os países mais conectados do mundo:
2º lugar em tempo médio de uso da internet (9h13 por dia)
3º lugar em presença em redes sociais
5º lugar em número de usuários de internet
Se pararmos aqui, a leitura é otimista. Um país conectado, ativo, participativo. Mas essa é só metade da história.
Conectividade não é conhecimento
O erro está em assumir que acesso gera entendimento. Não gera. “A conectividade amplia a exposição. Mas não garante interpretação.” E é exatamente aí que entra o segundo conjunto de dados — muito mais incômodo.
O acesso cresceu em uma velocidade muito maior do que a capacidade de interpretação. Foto: Pexels
O INAF 2024 revela o problema oculto
O Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) de 2024 mostra que a capacidade de interpretação no Brasil é extremamente desigual. E, mais importante, revela que o problema não está apenas no analfabetismo tradicional. Existe uma camada muito maior de limitação cognitiva funcional, que impacta diretamente a forma como a informação digital é processada.
INAF: Distribuição de Capacidade de Interpretação
Faixa
Percentual
Capacidade
Impacto Digital
Risco Político
Analfabetos
7%
Não conseguem ler ou escrever frases simples.
Extremamente vulneráveis a desinformação visual e áudio.
Manipulação por conteúdo simplificado e emocional.
Rudimentares
22%
Identificam informações básicas em textos simples.
Dificuldade em discernir fontes e contextos complexos.
Formação de opinião baseada em manchetes e fragmentos.
Elementares
36%
Compreendem textos médios, com limitações de inferência.
Podem ser enganados por narrativas bem construídas, mas superficiais.
Vulneráveis a polarização por falta de análise aprofundada.
Intermediários
25%
Interpretam textos mais complexos, mas com dificuldade em abstrações.
Capazes de filtrar parte da desinformação, mas ainda suscetíveis a vieses.
Podem ser influenciados por argumentos emocionais ou populistas.
Proficientes
10%
Analisam, comparam e interpretam com profundidade e criticidade.
Resistentes à desinformação, buscam fontes e análises diversas.
Tomada de decisão mais informada e menos suscetível a manipulação.
Agora junta os dois mundos
Aqui está o ponto que pouca gente encara de frente:
o Brasil é altamente conectado (dados de 2024)
mas majoritariamente com limitações de interpretação (dados do INAF 2024)
Isso significa que temos milhões de pessoas:
expostas a um volume massivo de informação
consumindo conteúdo constantemente
participando do debate público
Mas sem necessariamente ter repertório crítico para filtrar, comparar e interpretar.
É isso que define o analfabeto digitalizado.
Contraste: Conectividade vs. Capacidade de Interpretação
Aspecto
Realidade (2024)
Consequência
Acesso à Informação
168 milhões de pessoas conectadas.
Volume massivo de dados disponível a todo momento.
Capacidade de Interpretação
65% da população com alfabetismo funcional rudimentar ou elementar (INAF 2024).
Dificuldade em filtrar, analisar e contextualizar informações complexas.
Comportamento Digital
Consumo acelerado, fragmentado e via celular.
Formação de opinião baseada em estímulos curtos e emocionais.
A ilusão do entendimento
O ambiente digital cria uma sensação de domínio. A pessoa vê um vídeo, lê uma manchete, acompanha um corte e rapidamente forma uma opinião. Mas essa opinião não vem de análise. Vem de exposição. Esse é um dos efeitos mais perigosos da hiperconectividade: a ilusão de que ver é entender.
E isso muda completamente a dinâmica do debate público.
O impacto direto da conectividade na política
Esse cenário altera o comportamento do eleitor. O consumo de informação deixa de ser linear e passa a ser fragmentado. O eleitor não acompanha processos completos, ele reage a estímulos, isso muda o jogo.
A disputa política deixa de ser apenas:
quem tem a melhor proposta
quem tem mais preparo
quem tem melhor histórico
E passa a ser também:
quem simplifica melhor
quem comunica mais rápido
quem gera mais identificação imediata
A ascensão da reação sobre a reflexão
O ambiente digital favorece a velocidade. E a velocidade favorece a reação.
Isso cria um cenário onde:
conteúdos curtos ganham espaço
interpretações rápidas se espalham
emoções têm mais peso que análise
Não porque as pessoas não sejam capazes de pensar, mas porque o ambiente não estimula esse tipo de comportamento.
O terreno perfeito para narrativas
Quando você combina:
alta conectividade
baixa capacidade média de interpretação (INAF 2024)
consumo fragmentado de conteúdo
Você cria o ambiente ideal para a circulação de narrativas simplificadas.
Narrativas que não precisam ser completas. Precisam apenas ser compreensíveis e replicáveis.
E é aqui que entra a inteligência artificial
Se já existe dificuldade de interpretação em um ambiente saturado de informação, o que acontece quando ferramentas passam a produzir conteúdo em escala, com aparência de autoridade?
A inteligência artificial não cria esse cenário, ela potencializa. Mas antes de tratá-la como solução, é necessário entender sua natureza. Porque existe um erro conceitual que precisa ser corrigido: a inteligência artificial não pensa.
E entender isso muda completamente a forma como as campanhas devem usar a tecnologia.
Eu aprofundo esse ponto no próximo artigo da série
O problema não é falta de informação. É excesso sem filtro.
O desafio não é o acesso. É interpretação.
E, no centro desse cenário, está um eleitor que participa, consome, reage — mas nem sempre compreende em profundidade o que está diante dele.
Isso não simplifica a política. Complica.
Porque exige não apenas comunicação, mas entendimento do ambiente em que essa comunicação acontece.
Reflexão
Se o Brasil nunca esteve tão conectado, por que a sensação de confusão só aumenta?
estamos formando uma sociedade mais informada… ou apenas mais exposta?
E mais:
no ambiente digital, estamos estimulando o pensamento… ou apenas acelerando a reação?
Sobre o autor
Christian Jauch é um publicitário com mais de 20 anos de experiência, especializado em branding, design, inovação, tecnologia, inteligência artificial, automação de processos, marketing político e comunicação governamental.
Estrategista político com duas décadas de experiência na integração entre tecnologia e comunicação em campanhas de todas as esferas (municipal, estadual e federal).
Atualmente, é especialista na aplicação tática de Inteligência Artificial para blindagem e estratégia eleitoral.
Há 12 anos, também lidera campanhas para a OAB. Membro do CAMP (Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político) e co-fundador da Alcateia Política. Mais artigos:
Gilberto Kassab, presidente do PSD, durante evento do LIDE. Reprodução
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (27) que Jair Bolsonaro (PL) “não tinha vocação para a vida pública”. A declaração foi dada durante evento empresarial do LIDE, grupo ligado ao ex-governador João Doria, em São Paulo.
Segundo Kassab, a eleição de 2018 foi marcada por um forte sentimento antipetista, o que abriu caminho para a vitória de Bolsonaro. “O Brasil não podia mais ouvir falar no PT, e Bolsonaro acabou assumindo. Sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública”, disse.
Apesar da crítica, Kassab afirmou que o governo Bolsonaro se sustentou por causa de nomes fortes na equipe econômica. Ele citou Paulo Guedes como peça central da gestão. “Ele praticamente comandava a economia e teve papel muito importante”, declarou.
O dirigente do PSD também fez ressalvas ao governo Lula. Kassab apontou dificuldades na condução econômica e questionou a eficiência administrativa da atual gestão federal.
As falas ocorrem em meio às articulações para a disputa presidencial de 2026. O PSD tenta ampliar seu espaço nacional e sustentar uma alternativa à polarização entre PT e PL.
Levantamento mais recente da Nexus Pesquisa e Inteligência, em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nos cenários de primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, mas enfrenta um quadro de forte polarização que o coloca em empate técnico com nomes da direita em simulações de segundo turno. Saiba mais na TVT News.
De acordo com a pesquisa, Lula aparece com 41% das intenções de voto no principal cenário estimulado. Em segundo lugar surge o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 36%. A distância entre os dois, embora significativa numericamente, se insere em um contexto de disputa polarizada, sobretudo quando considerados os cenários de segundo turno.
Bem atrás dos dois primeiros colocados, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 4%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e por Renan Santos, ambos com 3%. O escritor Augusto Cury (Avante) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) e Aldo Rebelo (DC) têm 1% cada.
Os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 2% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder.
Outros cenários testados pelo instituto indicam estabilidade no desempenho de Lula e pequenas oscilações entre os demais candidatos. Em uma segunda simulação, o presidente mantém os mesmos 41%, enquanto Flávio Bolsonaro também permanece com 36%. Já Zema sobe para 5%, e Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada.
Em um terceiro cenário, que inclui menos candidatos, Lula continua com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro cresce para 38%, configurando um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. Nesse caso, Caiado aparece com 6%, e Renan Santos, com 4%.
Os dados reforçam a consolidação de Lula como principal nome da disputa no primeiro turno, ao mesmo tempo em que evidenciam a fragmentação do campo da direita, com múltiplas candidaturas que, somadas, ampliam o potencial de competitividade em uma eventual segunda etapa da eleição.
2º turno acirrado
Se no primeiro turno Lula lidera com folga, o cenário muda quando a disputa é projetada para o segundo turno. A pesquisa aponta empate técnico entre o presidente e Flávio Bolsonaro: 46% para Lula contra 45% do senador. Considerando a margem de erro, trata-se de uma situação de equilíbrio estatístico.
Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em março, Lula manteve seu desempenho, enquanto Flávio oscilou negativamente dentro da margem, passando de 46% para 45%.
Nos cenários contra outros candidatos da direita, Lula aparece numericamente à frente. Contra Romeu Zema, o presidente registra 45% contra 41% do ex-governador. O mesmo ocorre em relação a Ronaldo Caiado, com placar idêntico de 45% a 41%. Ainda assim, esses resultados também se aproximam do limite da margem de erro, indicando disputas potencialmente apertadas.
Espontânea e rejeição
Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente — Lula aparece com 33% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 26%. Zema e Caiado pontuam 2% e 1%, respectivamente. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, ainda é citado por 2% dos entrevistados.
O levantamento também revela que Lula e Flávio concentram as maiores taxas de rejeição: 48% dos eleitores afirmam que não votariam em nenhum dos dois “de jeito nenhum”. Entre os demais nomes, Zema tem rejeição de 33%, Caiado de 29%, enquanto Aldo Rebelo e Renan Santos aparecem com 30%.
Avaliação de governo e cenário político
A pesquisa traz ainda dados sobre a avaliação do governo. Segundo o levantamento, 33% consideram a gestão Lula ótima ou boa, enquanto 43% a classificam como ruim ou péssima. Outros 23% avaliam o governo como regular.
No recorte de aprovação, 46% afirmam aprovar o trabalho do presidente, enquanto 49% dizem desaprovar. Os números indicam estabilidade em relação ao levantamento anterior e ajudam a explicar o cenário competitivo projetado para o segundo turno.
Principais preocupações do eleitorado
Entre os principais problemas do país apontados pelos entrevistados, a saúde pública lidera com 26%, seguida por segurança pública e violência (25%) e corrupção (24%). O levantamento mostra ainda que essas preocupações variam conforme o posicionamento político dos eleitores.
Entre apoiadores de Lula, a saúde aparece como principal tema. Já entre eleitores alinhados à direita, a corrupção é o problema mais citado. No grupo que rejeita tanto Lula quanto Bolsonaro, a segurança pública desponta como principal preocupação.
Metodologia
A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.028 eleitores em todo o país entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.
Os resultados evidenciam um cenário eleitoral marcado pela liderança de Lula no primeiro turno e por uma disputa altamente competitiva na etapa final, refletindo a persistência da polarização política no país.
O deputado federal, Nikolas Ferreira. Foto: Wallace Martins/Estadão Contéudo
A nova troca de ataques entre Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro abriu mais um capítulo do desgaste interno no bolsonarismo. Nesta sexta-feira (24), o deputado mineiro chamou o vereador de Balneário Camboriú de “toupeira cega” após uma discussão no X, em meio à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no PL.
A confusão começou quando o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou um vídeo de Nikolas em Minas Gerais e insinuou que ele teria “sentido” críticas recentes, além de sugerir troca de apoio por emendas. Nikolas reagiu dizendo que mandaria “emenda” para internar os críticos “num hospício”; Jair Renan entrou na conversa com o meme “Galvão?”, seguido pela resposta “Sentiu”.
Foi nesse ponto que Nikolas publicou o print da interação e escreveu que, se somada, a “capacidade cognitiva” de Jair Renan e do influenciador “não alcança a de uma toupeira cega”. O ataque virou o sinal mais recente de um mal-estar que já vinha crescendo no entorno de Flávio Bolsonaro por causa da atuação considerada tímida de Nikolas na campanha.
Nos bastidores, aliados dos Bolsonaro passaram a monitorar as redes do deputado e a reclamar que ele menciona pouco o nome de Flávio. Nikolas respondeu dizendo sofrer “ataques unilaterais” e acusou integrantes do grupo de se acharem “mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que transformou uma briga de rede social em sintoma de corrosão política mais ampla.
Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC
A tensão atual se soma ao embate que Nikolas já havia travado com Eduardo Bolsonaro no início do mês. Depois de um “kkk” publicado pelo mineiro em resposta a críticas, Eduardo acusou o deputado de desrespeitar sua família, de usar o algoritmo das redes para dar visibilidade a adversários do bolsonarismo e de não apoiar Flávio de forma consistente.
O conflito também atravessou a própria família Bolsonaro. Enquanto Carlos e Jair Renan se alinharam com Eduardo nas redes, Michelle adotou uma posição ambígua e chegou a publicar vídeo de Nikolas no mesmo dia do embate, num gesto lido como sinal de apoio ao parlamentar mineiro; em paralelo, Carlos passou a pressionar filiados do PL com um “levantamento” de quem não divulga a candidatura de Flávio.
Flávio tentou atuar como bombeiro e pediu “racionalidade” e pacificação, afirmando que esse tipo de confronto “não é inteligente” e que não há vencedor em guerra interna. O problema é que a repetição desses episódios mostra que a campanha depende cada vez mais de apagar incêndios entre aliados e parentes, e menos de consolidar uma linha única de discurso.
Na reta para a eleição de outubro, a sequência de choques públicos fragiliza o PL porque dispersa a militância, embaralha a autoridade do clã e obriga Flávio Bolsonaro a arbitrar disputas domésticas em vez de ampliar sua frente eleitoral. Aliados do senador já trataram a briga entre Eduardo e Nikolas como fator de risco e de “potencial catastrófico”, sobretudo porque Minas Gerais é vista como peça estratégica e o apoio de Nikolas segue considerado central nesse tabuleiro.
Rogéria Bolsonaro com os filhos Eduardo, Carlos e Flávio. Reprodução
E agora mais essa. O Instituto Paraná pesquisa mostra que Benedita da Silva tem 32,3% das intenções de voto para o Senado no Rio. Em segundo lugar aparece Rogéria Bolsonaro com 28,1%.
Rogéria é a ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Flávio, Eduardo e Carluxo. Em São Paulo, Renato Bolsonaro, irmão do presidiário, é candidato a deputado federal. Em Santa Catarina, Jair Renan é candidato a deputado federal e Carluxo a senador.
Michelle é candidata ao Senado por Brasília. Flávio é candidato a presidente. E Eduardo, que deve ser condenado pelo Supremo e se transformará em foragido, talvez venha a ser o único adulto não candidato a nada na família (Laura, a filha de Bolsonaro e Michelle, tem 15 anos).
Jair, Carlos, Flávio, Renan e Michelle Bolsonaro. Foto: reprodução
Se não for condenado, Eduardo continuará elegível e terá o direito de ser candidato, mesmo estando nos Estados Unidos, com participação remota e virtual na campanha, porque não precisa morar no Brasil.
Carluxo, por exemplo, mora na Lua e poderá se eleger senador por Santa Catarina. Essa é a família antissistema.
E tem gente preocupada porque Neymar não vai pra Copa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante solenidade do Rio de Janeiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou aliados por maior agilidade na organização da pré-campanha presidencial durante reunião realizada na segunda-feira (23), no Palácio da Alvorada. A orientação ocorre em meio ao avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Com informações da Folha de S.Paulo.
Relatos indicam que o mandatário demonstrou insatisfação com o desempenho recente nas sondagens e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio eleitoral. O presidente também apontou necessidade de reação diante da movimentação do campo adversário.
Após o encontro, a direção do PT orientou deputados a intensificar o confronto político com a oposição. A estratégia inclui ampliar a repercussão de declarações do presidente sobre o caso Banco Master.
A recomendação é associar o episódio a adversários políticos e reforçar a comunicação pública do governo sobre o tema. A orientação foi repassada em reuniões com parlamentares da bancada.
Edinho Silva, novo presidente do PT
Lula tem mantido encontros frequentes com integrantes da pré-campanha para discutir o cenário político e definir ações. Participaram da reunião nomes como Edinho Silva, Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr.
Auxiliares avaliam que o grupo adversário avançou na organização da pré-campanha. Segundo relatos, o partido opositor já estruturou equipe jurídica e comunicação voltadas ao processo eleitoral.
Durante reunião com deputados, dirigentes do PT também destacaram a importância de ampliar arrecadação e reforçar presença política. Entre as ações discutidas estão eventos de financiamento e alinhamento de discurso.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), ausente na abertura de um evento de tecnologia chamado South Summit, em Porto Alegre, acabou sendo lembrado por um clássico do mercado.
Cotado como possível candidato da chamada terceira via nas eleições presidenciais, ele recebeu apoio público do economista Armínio Fraga.
Durante painel sobre riscos e oportunidades para o Brasil em 2027, Fraga fez um elogio confuso a Leite. “Existe uma oportunidade espetacular para o Brasil, mas eu não acredito que a situação polarizada que a gente tem hoje vai dar uma resposta. Eu acredito que quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”, disse.
O gaúcho estava em São Paulo, onde se reuniu com Gilberto Kassab para tratar de sua possível candidatura ao Planalto. Filiado ao PSD, ele tenta se consolidar como alternativa fora da polarização entre os principais grupos políticos.
O South Summit tem sido uma vitrine recorrente para Leite desde 2022, quando o governo do Rio Grande do Sul passou a financiar o evento. A gestão estadual mantém presença ativa na programação, com participação institucional e apresentações voltadas à agenda de inovação e tecnologia.
Ex-presidente do Banco Central, Armínio propôs congelar o salário mínimo por seis anos em maio de 2025, permitindo apenas a correção pela inflação, sem aumento real. A medida ajudaria a reduzir gastos públicos, que hoje, segundo ele, concentram até 80% do orçamento em folha e previdência.
Arminio Fraga declara apoio a Eduardo Leite:
“Tudo no Brasil pode melhorar, eu acredito nisso. Não acredito que a polarização vá resolver os problemas. Quem pode resolver nessa trajetória é o Eduardo Leite.” 🤣
Há algo curioso acontecendo na política brasileira.
Enquanto os extremos seguem organizados, barulhentos e emocionalmente mobilizados, uma parte significativa do país parece ter entrado em silêncio.
Não é apatia. É exaustão.
Exaustão de um debate que não avança, de posições que não dialogam e de uma lógica onde vencer parece mais importante do que governar.
É nesse espaço — difuso, fragmentado, ainda sem identidade clara — que surge, mais uma vez, a tentativa de construção de uma terceira via.
Mas há um detalhe importante que costuma ser ignorado:
O centro não nasce da ausência de extremos. Ele precisa ser construído como presença.
A engenharia política que tentou dar forma ao centro
No fim de janeiro de 2026, Gilberto Kassab fez um movimento que, à primeira vista, parecia reunir todos os elementos da racionalidade política.
Atraiu três governadores em fim de mandato — Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite — e organizou uma espécie de “pré-seleção” para a disputa presidencial.
A ideia era simples, quase didática:
escolher entre os três aquele que tivesse melhores condições de competir, unificar o grupo e apresentar ao país uma candidatura de centro, moderada, dialogadora, sem os vícios dos extremos.
Na lógica da estratégia, fazia sentido.
Na lógica da política real, nem tanto.
Porque política não é apenas construção de cenário.
É disputa de percepção.
Quando o plano encontra a realidade
Ratinho Junior foi anunciado como pré-candidato.
Duas semanas depois, desistiu.
E esse movimento, que pode parecer apenas mais um capítulo da dinâmica eleitoral, na verdade revela algo mais profundo:
O centro ainda não encontrou o seu próprio chão
Com cerca de 7% das intenções de voto no início de março, segundo a Genial/Quaest, Ratinho ocupava exatamente o lugar onde muitas candidaturas de centro param:
existe, aparece, mas não se impõe.
É lembrado — mas ainda não é escolhido.
E na política, essa diferença é brutal.
O jogo que acontece fora dos holofotes
Enquanto o centro tenta se organizar, os extremos seguem jogando.
A reaproximação entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro não é apenas um gesto político.
É reposicionamento de força.
É reorganização de território.
É mensagem para dentro e para fora.
Ao fortalecer o palanque no Paraná, ao mesmo tempo em que reconfigura relações internas, o campo conservador demonstra algo que o centro ainda não conseguiu fazer:
agir como bloco.
Já o centro, até aqui, se comporta como soma.
E soma, em política, raramente vence bloco organizado.
O dado que revela o espaço — e o problema
Se a movimentação das lideranças mostra o jogo político, os dados mostram o humor da sociedade.
E o humor é claro: o país está dividido — e cansado.
A pesquisa Genial/Quaest de fevereiro de 2026 mostra um cenário de equilíbrio tenso: 45% aprovam o governo Lula, enquanto 49% desaprovam.
Em março, a desaprovação cresce para 51%, com 44% de aprovação.
Não há ruptura.
Mas há desgaste.
E mais do que isso: há um dado que costuma passar despercebido —
os eleitores independentes, aqueles que poderiam sustentar uma candidatura de centro, não estão plenamente convencidos por nenhum dos lados.
O centro existe. Mas ainda não se reconhece como escolha.
O erro recorrente: tratar o centro como estratégia — e não como identidade
Há um equívoco que se repete eleição após eleição.
Imaginar que o centro pode ser construído por engenharia política.
Não pode.
Centro não é posicionamento técnico. Centro é percepção social.
Não se define em reunião. Se constrói na trajetória.
Não se impõe por acordo. Se conquista por confiança.
E aqui entra um ponto que deveria ser óbvio, mas raramente é tratado com a devida seriedade:
reputação não se improvisa em ano eleitoral.
Entre a intenção e a viabilidade
O movimento de Kassab tem mérito.
É, talvez, a tentativa mais estruturada dos últimos anos de dar forma a uma alternativa fora da polarização.
Mas esbarra em três barreiras que não se resolvem com articulação:
1. O eleitor não escolhe apenas com a razão — escolhe com identidade E identidade, hoje, está ancorada nos extremos.
2. O centro não mobiliza — ainda Porque não oferece pertencimento claro.
3. Visibilidade não é viabilidade Ser conhecido não é o mesmo que ser escolhido.
E a política, no fim, é sobre escolha.
2026 não será uma eleição simples
Lula chega competitivo, mas sob desgaste.
O campo conservador se reorganiza e tenta reviver sua força.
E, entre esses dois polos, existe um eleitor que não quer repetir 2018, nem reviver 2022.
Mas querer algo diferente não significa saber o que escolher.
E esse é o espaço — e o desafio — da terceira via.
A travessia que ainda não começou
A pergunta não é se há espaço para o centro.
Há.
A pergunta é outra: há alguém capaz de transformar esse espaço em confiança?
Porque, no fim, é sempre sobre isso.
Trajetória gera reputação. Reputação gera confiança. E confiança é o que sustenta qualquer projeto de poder legítimo.
Sem isso, não há terceira via.
Há apenas tentativa.
Sobre o autor
NILSON HASHIZUMI
Nilson Hashizumi é estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais.
Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.
Especialista em campanhas e comunicação governamental, integra estratégias on-line e off-line na construção de imagem pública
Defende que reputação é patrimônio — construída pela trajetória, sustentada pela coerência e reconhecida pela confiança.
Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News
A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) é a convidada do programa Focus Brasil – Semana em Debate, promovido pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT. O programa é exibido na 5ª feira (26/3), às 20 horas, pelo YouTube da instituição. Confira mais em TVT News.
Com mais de 40 anos de atuação e representação popular, Benedita da Silva é referência na defesa dos direitos de mulheres, das pessoas negras e das mais carentes. A entrevistada coloca-se como pré-candidata ao Senado nas eleições de outubro.
No seu histórico, já foi governadora, senadora, vereadora, ministra de Estado, além de deputada federal. Na mesa do programa, ela será questionada pelo consultor em comunicação e marketing digital, Lázaro Rosa, e pelo presidente interino da Fundação Perseu Abramo, Brenno Almeida.
PAUTA – Entre os temas em pauta, estão a situação do Rio de Janeiro e da gestão do ex-governador Cláudio Castro; a posição da esquerda em relação às religiões; a representação do Rio de Janeiro no Congresso Nacional; a segurança pública e as políticas sociais integradas; a relação entre o governo do presidente Lula e o município carioca; as disputas sobre pautas sociais no Poder Legislativo; a fé como instrumento de transformação social; e o diálogo com base popular.
SAIBA MAIS – Benedita da Silva, nascida na favela Chapéu Mangueira, é evangélica, liderança histórica do PT e referência na articulação entre fé, política e justiça social. Foi, muitas vezes, “a primeira mulher negra” em vários espaços sociais, inclusive quando ocupou cargos centrais na República, como:
Primeira senadora negra do Brasil;
Primeira governadora negra do país;
Primeira mulher negra a presidir a Câmara dos Deputados;
Foi deputada constituinte, participando do “Lobby do Batom”, que garantiu grande parte das reivindicações femininas na Constituição de 1988.
O programa Focus Brasil também fica disponível na plataforma Spotfy (https://open.spotify.com/show/3Y6jJ6AuNRGMu5SMZTWV52?si=32af1510fa964804) e pode ser encontrado no YouTube do PT Brasil.
Serviço: Programa Focus Brasil – Semana em Debate com Benedita da Silva, deputada federal (PT-RJ) Dia e horário: 26/3, às 20 horas Onde assistir: YouTube (@FundacaoPerseuAbramo)
O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, renunciou nesta segunda-feira (23) ao cargo para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições majoritárias de outubro. Saiba mais em TVT News.
Com sua saída, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo.
Essa situação ocorre porque o vice-governador, Thiago Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) saiu em 2025 e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.
Bacellar renovou o pedido de licença do mandato. Ele não exerce o cargo desde 10 de dezembro de 2025 porque foi preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), em 3 de dezembro.
O parlamentar teria vazado informações sigilosas sobre a investigação contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, acusado de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do Rio de Janeiro.
Mensagens interceptadas pelos investigadores fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para prender e afastar Bacellar da presidência da Alerj.
Pela legislação, o presidente do TJRJ deverá organizar em dois dias uma eleição indireta para que os 70 deputados estaduais escolham em 30 dias um indicado para comandar o governo durante um mandato-tampão, até a escolha do próximo governador nas eleições de outubro.
Réu
Claudio Castro é réu em processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ser condenado à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.
Com a saída do governo, o pedido para cassar o mandato de Castro perde efeito, mas ele ainda pode ser condenado à inelegibilidade e ficar impedido de disputar o pleito deste ano.
O TSE retoma nesta terça-feira (24), às 19h, o julgamento.
O julgamento foi suspenso, no dia 10 deste mês, por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. Até o momento, o placar da votação está em 2 votos a 0 pela cassação de Castro. Faltam cinco votos.
O julgamento também engloba o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o deputado Rodrigo Bacellar, que foi secretário de Governo de Castro e o ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) Gabriel Rodrigues Lopes.
Os acusados respondem por supostas contratações irregulares na Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O Ministério Público Eleitoral acusa Castro por obter vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio de Janeiro.
De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, se manifestou após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistir da pré-candidatura à Presidência da República. Em publicação nas redes sociais, Kassab elogiou a trajetória do correligionário e reafirmou que o partido manterá um nome na disputa ao Palácio do Planalto em 2026.
“O Partido Social Democrático reafirma sua admiração pelo governador Ratinho Junior e por sua gestão, considerada a melhor da história do Paraná que, entre outros feitos, transformou a educação do Estado na melhor do Brasil, reduziu os índices de criminalidade aos menores níveis em décadas e fez enormes investimentos em infraestrutura que trarão, por muitos anos, bons frutos ao desenvolvimento paranaense”, escreveu Kassab.
Na mesma publicação, o dirigente destacou que a sigla seguirá buscando uma alternativa eleitoral fora da polarização. “O PSD se mantém firme em sua decisão de apresentar aos brasileiros uma candidatura a presidente da República, que com certeza será a ‘melhor via’, contrapondo-se a essa polarização de propostas radicais que em nada contribuem para o que o Brasil precisa”, afirmou.
Kassab também indicou os possíveis nomes para a disputa. “Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são governadores muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas. Ambos têm apresentado seus projetos para o Brasil, que nortearão o plano de governo do candidato do PSD. A escolha, como afirmado anteriormente, deve ocorrer até o fim deste mês de março”.
A decisão de Ratinho Júnior de deixar a corrida presidencial foi anunciada na segunda-feira (23), após conversa com a família. Nos bastidores, aliados apontam que a resistência familiar teve peso na escolha, especialmente por preocupações com a exposição dos negócios do grupo durante uma campanha nacional.
Outro fator determinante foi a sucessão no Paraná. Sem poder disputar a reeleição, o governador passou a priorizar a definição de um nome para manter seu grupo político no comando do estado a partir de 2027. O cenário ganhou ainda mais pressão com o avanço do senador Sergio Moro nas articulações para disputar o governo estadual.
Em reunião recente, Moro e Flávio Bolsonaro firmaram acordo para uma aliança eleitoral no Paraná em 2026, com apoio do PL ao projeto do ex-juiz. Diante disso, Ratinho optou por permanecer no cargo para acompanhar de perto a sucessão e preservar sua influência política no estado.
Michelle Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Foto: reprodução
O avanço das investigações sobre o Banco Master no Distrito Federal e a nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocaram uma mudança no comando do bolsonarismo. Com o desgaste do entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a perda do principal eixo de articulação da direita local, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas decisões políticas, interferindo diretamente na definição de candidaturas para 2026.
O movimento, de acordo com informações do Globo, a colocou em rota de colisão com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até então conduzia a estratégia nacional do grupo no posto de pré-candidato à Presidência.
A crise foi agravada pelas revelações envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões do governo do DF, especialmente no caso do BRB. O cenário piorou após a divulgação de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à Reag, investigada pela Polícia Federal.
Em resposta, o Partido Liberal protocolou pedido de CPI na Câmara Legislativa, rompendo na prática com o governador, que era aliado e articulava candidatura ao Senado.
Sem Ibaneis como referência política, parlamentares passaram a buscar Michelle diretamente, consolidando seu protagonismo. Ela passou a dialogar com pré-candidatos e a influenciar decisões eleitorais, enquanto Flávio mantinha a articulação nacional focada em alianças mais amplas.
No DF, a divergência ficou evidente: Michelle defendeu uma chapa ao Senado com seu nome e o da deputada Bia Kicis, além de apoiar Celina Leão ao governo local. “A Michelle se manifestou publicamente já várias vezes, desde o meu pré-lançamento no dia 11 de novembro, como pelas redes sociais dela várias vezes. Vamos ter agendas em breve, depois da internação do ex-presidente”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
Já aliados de Flávio passaram a defender o nome do senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa de centro-direita. A proposta foi rejeitada por aliados de Michelle.
“Até agora nada apareceu diretamente ligado a ela e acho que ela tem chances reais de ser eleita. Izalci é muito preparado, bom parlamentar, mas Celina é a melhor opção. Celina já passou pelo Executivo antes. Celina será nossa governadora”, disse a ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: AFP
O protagonismo de Michelle foi reforçado por uma carta de Jair Bolsonaro, na qual ele pediu que aliados parassem de pressioná-la e indicou que ela deveria assumir papel mais ativo. A possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente também é vista como fator que pode ampliar ainda mais sua influência política.
Enquanto Michelle passou a atuar diretamente na articulação política e no entorno pessoal de Bolsonaro, controlando agendas e acesso, Flávio manteve interlocução institucional e chegou a se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da situação do pai. Michelle, por sua vez, acionou aliados como Tarcísio de Freitas para reforçar o pleito.
O conflito também se espalhou para outros estados. No Ceará, Flávio tentou viabilizar aliança com Ciro Gomes (PSDB-CE), enquanto Michelle se posicionou contra o acordo, alinhada a nomes mais conservadores. Em Minas Gerais e São Paulo, divergências sobre alianças e composição de chapas reforçam a disputa interna.
Apesar do cenário de tensão, o discurso público ainda é de unidade. “Quando o presidente Bolsonaro fez a escolha, automaticamente teve outra pessoa que preferia ter outra escolha. Mas como a gente tem um líder, a gente tem que seguir o líder. E daí já está tudo resolvido, 100% dos apoiadores do presidente Bolsonaro estão com o Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo
Cinco meses após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC), o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece em silêncio sobre o escândalo que envolveu a falência da instituição financeira e seus desdobramentos. A ausência de declarações de Flávio Bolsonaro sobre o caso é vista com “estranheza” por aliados, especialmente considerando que o escândalo é um dos maiores episódios de fraude financeira no Brasil. Com informações de Lauro Jardim, do Globo.
Enquanto Bolsonaro se cala, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado publicamente sobre o escândalo, com um discurso contundente. Na última quinta-feira (19), Lula afirmou que “não deixaremos pedra sob pedra para apurar tudo o que fizeram, dando um rombo de R$ 50 bilhões neste país”. A postura de Lula contrasta com a ausência de comentários de Flávio Bolsonaro sobre o caso, especialmente considerando que o escândalo envolve figuras do governo Bolsonaro e do círculo político de Flávio.
Enquanto isso, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem intensificado as críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma resolução publicada recentemente, o PT questiona a omissão de Flávio Bolsonaro sobre o escândalo, destacando a negligência do governo Bolsonaro na supervisão do setor financeiro e sua ligação com Daniel Vorcaro, o banqueiro acusado de fraude. “O banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, período em que acumulou fortes indícios de gestão fraudulenta”, afirma o PT.
A resolução do partido também acusa o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, de ter permitido o crescimento do esquema de corrupção, sem realizar intervenções necessárias. No entanto, o PT foca suas críticas diretamente em Flávio Bolsonaro, associando-o ao financiamento eleitoral de sua campanha e ao uso de recursos oriundos do Banco Master: “Flávio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto autoritário e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas”.
Além da publicação oficial, grupos de WhatsApp ligados ao PT têm propagado vídeos e conteúdos que associam Vorcaro a Flávio Bolsonaro. Uma postagem, por exemplo, traz uma montagem que relaciona o nome de Flávio Bolsonaro com os contatos encontrados na agenda de Vorcaro. “A teia do escândalo BolsoMaster só cresce e todos os caminhos levam ao clã Bolsonaro”, diz o texto compartilhado nos grupos.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução
Em entrevista, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiram que a estratégia de comunicação do governo foi errada ao evitar um confronto direto com Flávio Bolsonaro. Alguns membros do PT acreditam que, ao focar apenas em pautas positivas e evitar embates com Flávio, o governo perdeu tempo e espaço. “Agora seria, portanto, necessário ajustar a rota”, disseram. Para o PT, a relação entre Flávio Bolsonaro e o escândalo do Banco Master precisa ser destacada como um fator crucial para desmantelar a narrativa da direita.
Em paralelo, o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas presidenciais tem gerado um alerta entre governistas, que veem na omissão da sua relação com o escândalo uma falha na comunicação do governo. O PT busca agora reorganizar sua estratégia e manter a pressão sobre Flávio Bolsonaro, utilizando a associação ao Banco Master como uma ferramenta de desgaste político.
O deputado federal Lindbergh Farias. Foto: Gabriel Paiva
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) usou as redes sociais nesta segunda-feira (16) para criticar o Estadão que, em um editorial, sugeriu um suposto canaço dos brasileiros em relação ao presidente Lula (PT). O parlamentar apontou que o jornal da “escolha muito difícil”, entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PL) em 2018, tenta falsamente equiparar o governo atual, com recordes de emprego e benefícios sociais, à família Bolsonaro, cercada por escândalos criminais.
Lindbergh defende ainda que Lula representa avanços, direitos e esperança para o povo, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) simboliza retrocesso, privilégios e alinhamento com interesses das elites. Leia a publicação de Lindbergh na íntegra:
Em editorial feito por IA, o Estadão tenta vender a tese de que o Brasil estaria “cansado de Lula”. Na prática, é a velha operação da falsa equivalência para transformar em “escolha muito difícil” a disputa entre um governo que entregou a menor taxa anual de desemprego da série histórica, de 5,6% em 2025, inflação de 3,81% em 12 meses até fevereiro de 2026 e isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, vigente desde janeiro de 2026, e a família Bolsonaro cercada por denúncias de rachadinha, roubo de joias, matadores de aluguel, milícias e vínculos com facções criminosas.
A comparação real não é entre dois estilos de governo. Lula é o novo que tira milhões da miséria, gera emprego, amplia renda, reduz imposto para quem trabalha, valoriza o salário mínimo e recoloca o povo no centro das prioridades nacionais. Flávio Bolsonaro é o velho que propõe a retirada de direitos, do receituário neoliberal embalado como modernidade, da fila do osso, do ataque à aposentadoria, das ameaças a férias, 13º salário e proteção trabalhista, sempre em favor dos mesmos privilégios do andar de cima.
De um lado, um projeto que apoia o debate sobre o fim da escala 6×1, proteger as mulheres contra o feminicídio, combater o crime organizado e busca construir um país mais justo com saúde, educação e emprego. Do outro, escândalos, compra de imóveis com dinheiro vivo, defesa da violência, sabotagem da economia nacional e submissão a interesses externos.
O Brasil real sabe reconhecer quem melhora a vida do povo. Lula representa emprego, renda, democracia, direitos e esperança. Representa a ideia de um país mais justo, que enfrenta desigualdades, ataca privilégios e não aceita que o destino do povo seja o sofrimento imposto pelos poderosos de sempre. É por isso que Lula segue tão forte, porque encarna os sonhos e o futuro, enquanto seus adversários representam apenas os fantasmas do passado que o Brasil já rejeitou.
Em editorial feito por IA, o Estadão tenta vender a tese de que o Brasil estaria “cansado de Lula”. Na prática, é a velha operação da falsa equivalência para transformar em “escolha muito difícil” a disputa entre um governo que entregou a menor taxa anual de desemprego da série…
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) têm demonstrado, de forma discreta, apoio à candidatura de Kim Kataguiri, deputado federal e líder do partido Missão, ao governo de São Paulo. A aposta dos petistas é que uma disputa mais acirrada no estado, entre Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas, possa garantir a realização de um segundo turno, fortalecendo a campanha de Lula na corrida presidencial.
Em pesquisa do Datafolha divulgada no dia 8 de março, Kataguiri, que fundou o partido Missão, aparece com 5% das intenções de voto. O governador Tarcísio lidera com 44%, seguido de Haddad, com 31%. Outros possíveis candidatos, como Paulo Serra (PSDB) com 5% e Felipe D’Avila (Novo) com 3%, não devem seguir com as candidaturas, pois seus partidos têm sinalizado apoio à reeleição dele.
A presença dele como terceira via relevante poderia agitar o cenário eleitoral, abrindo caminho para um possível segundo turno. Esse resultado seria estratégico para o PT, que almeja uma palanque forte em São Paulo no segundo turno das eleições presidenciais, a fim de aumentar a competitividade contra Flávio Bolsonaro, o candidato da direita.
Em resposta à especulação sobre sua candidatura, Kim Kataguiri se mostrou irônico ao comentar o apoio implícito do PT. “Fico lisonjeado”, disse o deputado, destacando que a decisão sobre sua candidatura ao governo de São Paulo ou sua reeleição para a Câmara dos Deputados será tomada apenas em junho.
O deputado Kim Kataguiri atualmente é o líder do partido Missão. Foto: Divulgação
Atualmente, ele está se dedicado à construção das chapas do partido Missão nos estados e ao seu trabalho como líder do partido na Câmara dos Deputados. “Neste momento tenho gasto minhas energias com a construção das chapas do partido nos estados, e com o cargo de líder do Missão na Câmara, para o qual não conto com nenhuma estrutura na Casa”, afirmou Kataguiri, deixando claro que sua agenda política está focada em outras prioridades.
Apesar da ironia, a movimentação política em torno da possível candidatura de Kim não é vista como algo inesperado. O deputado, conhecido por sua postura “crítica e independente”, tem conquistado a atenção de setores que buscam uma alternativa à polarização entre PT e o bolsonarismo.
Para o PT, a chance de fortalecer a campanha presidencial de Haddad depende de uma disputa estadual acirrada. A candidatura de Kim poderia ser o elemento que faltava para criar uma polarização mais intensa, forçando um segundo turno, algo que aumentaria as chances de vitória para o partido nas eleições gerais.
Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. Leia em TVT News.
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os dados sugerem que a figura de Trump, um dos principais nomes da direita global e aliado político do bolsonarismo, polariza o eleitorado brasileiro e pode provocar reações distintas entre diferentes segmentos da população. Além dos 32% que dizem que o apoio do republicano aumentaria a disposição de votar em Lula e dos 28% que afirmam que isso favoreceria Flávio Bolsonaro, outros 19% apontam que o gesto estimularia o voto em um candidato de “terceira via”, fora da polarização entre os dois campos políticos. Já 14% afirmam que a manifestação não faria diferença em sua decisão de voto e 7% não souberam responder.
De acordo com o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam que a associação direta com Trump pode ser mais prejudicial do que benéfica para a candidatura do senador. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, afirmou, em publicação no X (ex-Twitter).
Polarização entre bases políticas
A pesquisa também detalha como diferentes grupos do eleitorado reagiriam ao eventual endosso do presidente norte-americano.
Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, o efeito é fortemente positivo para o senador: 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria sua disposição de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, o movimento é inverso: 79% dizem que o gesto ampliaria a chance de votar no atual presidente.
Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo em disputas presidenciais — o impacto tende a favorecer alternativas fora da polarização. Nesse segmento, 33% afirmam que o apoio do presidente norte-americano estimularia a busca por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio.
Os resultados também variam conforme religião, gênero, renda e escolaridade. Entre evangélicos, 36% dizem que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar no senador. Já entre católicos, 35% afirmam que o gesto fortaleceria a intenção de votar em Lula.
No recorte de gênero, o apoio de Trump beneficia mais o senador entre homens: 33% afirmam que isso elevaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre as mulheres, porém, o efeito tende a favorecer Lula: 35% dizem que a manifestação aumentaria a disposição de votar no petista.
Em relação à renda, o potencial de voto em Flávio Bolsonaro impulsionado por Trump é maior entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, grupo em que 33% dizem que aumentariam as chances de votar no senador. Já entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 37% afirmam que o apoio ao parlamentar ampliaria a chance de votar em Lula.
A reação também apresenta variações regionais. No Sul, 35% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. No Nordeste, por outro lado, metade dos entrevistados (50%) diz que um eventual endosso do presidente norte-americano elevaria a probabilidade de votar em Lula.
Entre faixas etárias, o impacto pró-Flávio Bolsonaro aparece com mais força entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que 33% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar no senador. Já entre jovens de 16 a 24 anos, o maior efeito seria o estímulo à terceira via: 25% afirmam que buscariam outro candidato. Entre idosos com 60 anos ou mais, 38% dizem que o apoio de Trump elevaria as chances de votar em Lula.
Rejeição aos Estados Unidos cresce
Além do impacto eleitoral, o levantamento aponta uma deterioração na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Atualmente, 48% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, enquanto 38% afirmam ter uma visão positiva.
A tendência representa uma mudança significativa em relação a outubro de 2023, quando 56% dos brasileiros declaravam ter imagem favorável dos EUA e apenas 25% tinham opinião negativa. Desde então, a percepção positiva vem caindo gradualmente.
O saldo de imagem — diferença entre avaliações positivas e negativas — também piorou. Em agosto de 2025, a diferença era de quatro pontos negativos. Agora, chegou a dez pontos negativos.
Segundo a Quaest, a deterioração ocorre em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo diferentes regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.
O cenário se insere em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela crescente polarização política global. Nos últimos meses, as ações do governo norte-americano em conflitos internacionais, incluindo a escalada militar contra o Irã, têm ampliado o debate sobre a influência da política externa dos EUA na opinião pública de países como o Brasil.
Nesse ambiente, a pesquisa sugere que a associação direta entre lideranças brasileiras e figuras centrais da política norte-americana pode produzir efeitos eleitorais complexos — e, em alguns casos, contrários aos esperados por seus aliados políticos.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) – Reprodução
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou, nesta quarta-feira (12), que a região Sudeste terá papel central na disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao programa “CNN 360°”, ele declarou que o resultado da eleição dependerá do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados da região. “A eleição se decide aqui no Sudeste”, disse.
Dirceu afirmou que o partido não considera a reeleição como garantida e classificou a disputa como aberta. Segundo ele, eleições recentes no Brasil tiveram resultados equilibrados, citando os pleitos de 2014 e 2022. “Nós nunca tivemos ilusão que essa eleição seria uma eleição ganha ou o presidente Lula estaria reeleito. Não existe isso no Brasil”, afirmou.
Ao tratar das articulações em São Paulo, Dirceu disse considerar definida a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual e a de Simone Tebet (MDB) ao Senado. Para a composição da chapa ao governo e a segunda vaga ao Senado, mencionou os nomes de Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Ele também defendeu a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa presidencial e sua atuação na campanha paulista.
Dirceu afirmou que uma aliança envolvendo Haddad, Tebet, Marina Silva, Márcio França ou outro nome do interior paulista, com apoio de Alckmin, pode disputar o governo do estado com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-ministro também classificou a aliança entre Lula e Alckmin como “um contrato, um pacto que nós fizemos com a maioria da sociedade brasileira para eleger o Lula”.
Em relação a Minas Gerais, ele mencionou negociações com o senador Rodrigo Pacheco (PSD), a prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). No Rio de Janeiro, apontou a aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD) e a deputada federal Benedita da Silva (PT) para o Senado como base da campanha presidencial no estado.
Dirceu também comentou o cenário em outras regiões do país. No Sul, afirmou que o PT pode ampliar sua presença eleitoral, enquanto no Centro-Oeste e no Norte avaliou que a disputa tende a ser mais difícil. Ele disse que o partido possui estrutura e base eleitoral para competir nacionalmente e declarou que a oposição não deve conquistar maioria no Senado. O ex-ministro também comentou temas da política econômica e afirmou que os nomes citados em investigações relacionadas ao Banco Master não têm ligação com o PT.
Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Genial/Quaest indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários testados de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. No entanto, o levantamento também aponta um cenário mais competitivo na etapa decisiva da disputa: em uma simulação de segundo turno, Lula aparece numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro. Leia em TVT News.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Nos cenários de primeiro turno testados pelo instituto, Lula aparece na liderança em todas as simulações, variando aproximadamente entre 35% e 41% das intenções de voto, dependendo da configuração de candidatos apresentada aos entrevistados.
Em um dos cenários mais amplos, que reúne diversos nomes da direita e do centro, os números são os seguintes:
Lula (PT): 36%
Flávio Bolsonaro (PL): 23%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 9%
Ratinho Júnior (PSD): 7%
Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
Romeu Zema (Novo): 2%
Renan Santos (Missão): 1%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Indecisos: 7%
Branco/nulo/não votariam: 11%
Em outro cenário, sem o nome de Tarcísio de Freitas, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro diminui:
Lula: 35%
Flávio Bolsonaro: 26%
Ratinho Júnior: 9%
Ronaldo Caiado: 4%
Romeu Zema: 3%
Renan Santos: 1%
Aldo Rebelo: 2%
Indecisos: 8%
Branco/nulo/não votariam: 12%
Há ainda cenários em que Lula alcança cerca de 39% ou 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 23% e 27%, mantendo-se como principal adversário do presidente. Nos mesmos cenários, governadores como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com percentuais mais baixos, geralmente abaixo de dois dígitos.
Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente no primeiro turno, enquanto o senador bolsonarista se consolida como o nome mais competitivo da direita no momento.
Empate no segundo turno
Apesar da liderança do presidente na primeira etapa da disputa, a pesquisa revela um cenário mais apertado em uma eventual segunda rodada eleitoral.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem com 41% das intenções de voto cada.
O levantamento mostra ainda:
Lula: 41%
Flávio Bolsonaro: 41%
Indecisos: 2%
Branco/nulo/não votariam: 16%
O resultado indica um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e representa uma redução da vantagem que Lula tinha sobre o senador em levantamentos anteriores.
Outros cenários de segundo turno também foram testados em pesquisas recentes do instituto. Neles, Lula aparece à frente de outros nomes da direita, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mantendo vantagem que varia de cerca de 10 a mais de 12 pontos percentuais dependendo do adversário.
Avaliação do governo
O levantamento também mediu a avaliação do governo federal.
Segundo a pesquisa, a opinião pública sobre a gestão Lula permanece dividida:
44% aprovam o governo
51% desaprovam
5% não sabem ou não responderam
Já a avaliação qualitativa da gestão apresenta a seguinte distribuição:
31% consideram o governo positivo
25% avaliam como regular
31% classificam como negativo
1% não respondeu
Os números indicam que a desaprovação supera numericamente a aprovação, embora a diferença permaneça próxima da margem de erro.
Economia pesa na avaliação
A percepção da situação econômica do país aparece como um dos fatores centrais para a avaliação do governo.
De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Uma parcela menor diz perceber melhora ou estabilidade no período.
A percepção negativa da economia tem impacto direto na avaliação do governo e pode influenciar o comportamento eleitoral nos próximos meses.
Violência lidera preocupações
Quando questionados sobre o principal problema do país, os entrevistados apontaram a violência como a maior preocupação nacional.
Segundo a pesquisa:
27% citam a violência como principal problema
a corrupção aparece em segundo lugar entre as preocupações
Outros temas, como economia, desemprego e saúde, também aparecem entre as respostas, mas com percentuais menores.
Polarização segue forte
O levantamento também investigou percepções políticas sobre os principais nomes da disputa.
Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados consideram Lula um político radical. Entre os eleitores, 45% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
Já quando questionados sobre qual cenário gera maior temor político, os entrevistados se dividiram praticamente ao meio:
43% dizem ter mais medo de Lula continuar no poder
42% afirmam temer mais a volta da família Bolsonaro ao governo
Os números indicam que a polarização política segue estruturando o cenário eleitoral brasileiro, mantendo níveis elevados de rejeição e mobilização nos dois campos políticos.
Disputa ainda aberta
Mesmo com a liderança nos cenários de primeiro turno, o empate com Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno sugere uma eleição potencialmente mais equilibrada do que em levantamentos anteriores.
O cenário também reflete a fragmentação do campo conservador, que ainda discute possíveis candidaturas alternativas como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Com mais de um ano e meio até as eleições de 2026, analistas apontam que o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças relevantes, especialmente diante do desempenho da economia, da avaliação do governo e da definição das alianças políticas que irão disputar o Palácio do Planalto.
Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Simone Tebet. Foto: Divulgação
Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha revela o cenário eleitoral para o Senado em São Paulo nas eleições de 2026, destacando os principais candidatos à disputa por duas vagas. O levantamento, feito entre os dias 3 e 5 de março, aponta os nomes de Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Simone Tebet (MDB) como os mais bem posicionados.
No primeiro cenário, em que ele não tem a companhia do vice-presidente, o ministro da Fazenda lidera a corrida com 30% das intenções de voto. A ministra do Planejamento ocupa o segundo lugar, com 25%, seguida de Márcio França (PSB) com 20%.
Outros nomes de destaque incluem Marina Silva (Rede) com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%, empatado com o deputado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas. Neste cenário, a pesquisa mostra que o eleitorado paulista ainda demonstra um número significativo de indecisos.
Quatro por cento dos entrevistados não souberam escolher para a primeira vaga, enquanto 6% se mostraram indecisos sobre a segunda vaga. Além disso, 15% dos eleitores não souberam ou preferiram não escolher para a primeira vaga, e 21% para a segunda vaga.
Marina Silva e Guilherme Boulos. Foto: Divulgação
No segundo cenário, sem a participação de Haddad, Alckmin assume a liderança com 31% das intenções de voto. A pesquisa mostra um quadro mais equilibrado, com Tebet mantendo a segunda posição com 25%, seguida de Marina Silva, que alcança 21%. Márcio França, também do PSB, aparece com 20%.
Boulos mantém uma posição de destaque com 15%, enquanto Derrite e Ricardo Salles (Novo) empataram com 13%. Outros candidatos, como Paulinho da Força (Solidariedade) e Rosana Valle (PL), ficam bem atrás na pesquisa, com 9% e 6%, respectivamente.
A quantidade de votos em branco, nulos ou indecisos permanece alta, com 14% para a primeira vaga e 20% para a segunda vaga. A pesquisa foi realizada com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios do estado de São Paulo, com a participação de pessoas de 16 anos ou mais.
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.
Manifestação de esquerda em Florianópolis, em setembro de 2025 (crédito: CUT-SC)
Por Gerd Klotz*
Sim! Santa Catarina vive uma onda conservadora. Temos muitos prefeitos bolsonaristas e deputados estaduais retrógrados. Dos 16 deputados federais, apenas dois são progressistas. Os últimos dois governadores foram eleitos na onda da extrema direita.
Nem sempre foi assim. Num passado recente, as principais cidades do estado já foram governadas por progressistas, especialmente por políticos petistas.
Cidades como Chapecó, no oeste do estado, a industrializada Joinville, no norte, a carbonífera Criciúma, Brusque, cidade do “Velho da Havan”, a portuária Itajaí, a litorânea Itapema, a loira Blumenau, todas têm em comum o fato de já terem sido governadas por prefeitos petistas. Inclusive a capital Florianópolis foi governada por um comunista, Sérgio Grando, e Balneário Camboriú, atual enclave bolsonarista onde o filho 04 foi eleito vereador, foi duas vezes governada por prefeitos do PDT brizolista, o último (1993/96), Luís Castro, um brizolista histórico.
Se formos retroceder no tempo, na cidade de Blumenau, Leonel Brizola venceu a eleição presidencial de 1989 no primeiro turno, e, no segundo, Lula venceu Collor de Mello.
Foi em Balneário Camboriú que, nos idos de 1984, se realizou em pleno verão o segundo comício pela campanha das “Diretas Já”, com a presença de lideranças políticas como Ulysses Guimarães e Olívio Dutra, artistas como Fafá de Belém e Martinho da Vila, reunindo milhares de pessoas em frente à praia central.
Na primeira eleição de Lula, em 2002, o petista recebeu em Santa Catarina quase o dobro de votos de seu concorrente, José Serra (PSDB). Foi a “onda Lula”.
Depois veio o mensalão, que a jornalista Hildegard Angel apelidou apropriadamente de “mentirão”, e a sua equivocada teoria do “domínio do fato” do jurista alemão Claus Roxin (que, diga-se, à época em viagem ao Brasil, desautorizou o seu uso para condenar José Dirceu, o então ministro da Casa Civil de Lula), as “jornadas de julho” articuladas e manipuladas pela direita, certamente com apoio do submundo estadunidense (período em que Edward Snowden, ex-analista da CIA e da NSA, vazou documentos secretos revelando programas de vigilância em massa dos EUA), a espionagem à presidenta Dilma Rousseff, o sumiço do computador da Petrobras com dados sensíveis do nosso pré-sal, configurando o ensaio em solo brasileiro de uma tentativa de “primavera brasilis”, na esteira das primaveras árabes.
Na sequência, Aécio Neves (PSDB) questionou o resultado eleitoral e exigiu recontagem de votos da eleição de 2014 (Bolsonaro não foi o primeiro…). Após, em 2016, veio o golpe contra Dilma e o governo entreguista de Michel Temer (MDB), que preparou a chegada do bolsonarismo.
Daí em diante abriu-se a porta do inferno catarinense e a extrema direita nazifascista encontrou seu caldo de cultura ideal para se procriar, culminando com os acampamentos golpistas em frente aos espaços militares como o que aconteceu em Itajaí, onde durante 70 dias milhares de “patriotas” de toda região se reuniram o dia todo pregando o fim do estado democrático de direito, culminando com a tentativa de golpe no 8 de janeiro de 2023.
Na eleição de 2022, o então candidato a governador pelo PT, Décio Lima (ex-prefeito de Blumenau reeleito, deputado federal por três mandatos e atual presidente nacional do Sebrae), conquistou um feito inédito ao chegar ao segundo turno obtendo quase 30% dos votos, perdendo para o atual governador, Jorginho Mello (PL).
Já neste ano, as forças progressistas do estado devem lançar a governador Gelson Merísio, ex-deputado estadual e presidente da assembléia legislativa, que em 2018 venceu a votação de primeiro turno ao governo do estado, perdendo para Carlos Moisés, um desconhecido comandante dos bombeiros do estado, eleito na onda Bolsonaro daquele ano, no segundo turno.
Merísio, que, em 2022, coordenou a campanha do petista Décio Lima, agora articula uma Frente Ampla Democrática, com o aval do presidente Lula, com quem manteve diálogo recente. Atualmente filiado ao Solidariedade, poderá migrar para o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Fechando dobradinha com Merísio poderia compor a chapa de vice a ex- deputada federal Angela Albino ,ex- do PC do B, cuja filiação ao PDT se deu na última quinta, 5 de março.
Outros nomes são lembrados para compor a vice desta frente, incluindo o ex-governador Raimundo Colombo (que, especula-se também, poderá se filiar ao MDB e concorrer ao governo do estado visando provocar um segundo turno com o atual governador). E até Luci Choinaki (PT), primeira deputada estadual eleita pelo PT, em 1986, e que depois teve três mandatos na câmara federal.
Nesta frente, uma das vagas ao senado seria de Décio Lima, que conta com a divisão do campo da extrema direita, que apresentará as candidaturas do PL da deputada federal Carol de Toni (líder nas pesquisas), do carioca Carlos Bolsonaro, o Carluxo, cuja candidatura foi imposta pelo pai ao governador Jorginho Mello, e enfrenta resistências do empresariado do estado e até internamente de setores do próprio PL, como a deputada estadual Ana Campagnolo. A outra vaga por esta frente poderá ser ocupada pelo ex-prefeito de Florianópolis e ex-senador, Dario Berger, que se filiará ao PDT, ou ainda pelo vereador da capital Florianópolis, Afrânio Bopré, do Psol.
O governador que queria formalizar aliança com o PP de Esperidião Amin, teve que largar o aliado ao relento das intempéries políticas estaduais, sacrificando tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral e abrindo mão de uma importante força política partidária catarinense, o mesmo acontecendo com o MDB, que sonhava com a vaga de vice e foi preterido pelo prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo. Este último movimento foi iniciativa do próprio governador, de olho nos eleitores e na popularidade do prefeito da cidade que é o maior colégio eleitoral do estado.
Com a divisão da extrema direita que conta ainda com a oposição do atual prefeito de Chapecó, o também bolsonarista João Rodrigues, do PSD, o quadro eleitoral deste ano assume contornos controversos, que apesar da descrença de muitos que consideram fato consumado a reeleição do atual governador, sinaliza rachaduras na edificação da aliança governista e ressentimentos por parte do PP e MDB, partidos com grande capilaridade nas cidades médias e pequenas do estado com muitos prefeitos e vereadores, que podem mais à frente alterar o humor do eleitor catarinense.
As recentes manifestações de pregação por anistia a Bolsonaro têm diminuído a cada edição nas cidades do estado. A propaganda eleitoral vai explicitar a diferença das ações do governo do agora prisioneiro Bolsonaro e do atual governo Lula, com obras e investimentos públicos em todo estado.
Sim! Já tivemos amor em Santa Catarina e poderemos voltar a ter este ano, após a abertura das urnas da eleição de outubro. O amor, ainda que sútil diante das pesquisas atuais, pode estar no ar…
Gerd Klotz (arquivo pessoal)
* Gerd Klotz é bacharel em direito, ex-presidente municipal do PT de Itajaí (SC) e atual assessor especial da superintendência do Porto de Itajaí.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) – Reprodução
Deputados bolsonaristas planejam viajar aos Estados Unidos na próxima semana para se reunir com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O objetivo é discutir o nome apoiado por ele para uma das duas vagas da chapa que disputará o Senado por São Paulo nas eleições de 2026. As informações são do Metrópoles.
A movimentação ocorre enquanto o vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo (PL), aparece nas conversas como possível indicado por Jair Bolsonaro (PL). No fim de semana, a defesa do ex-presidente pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Mello visite Bolsonaro na Papudinha, onde ele está preso desde janeiro.
Entre aliados de Eduardo Bolsonaro, também circulam os nomes do deputado federal Mario Frias (PL) e do deputado estadual Gil Diniz (PL). A vereadora Sonaira Fernandes (PL), que já atuou como assessora do ex-deputado, também aparece nas tratativas.
O deputado federal Mario Frias (PL) – Reprodução
Segundo integrantes do PL, Eduardo teria a prerrogativa de indicar um dos candidatos da direita ao Senado em São Paulo. A segunda vaga da chapa já foi acertada com o deputado federal Guilherme Derrite (PP), que integrou o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como secretário de Segurança Pública.
Devem participar da viagem aos EUA os deputados estaduais Lucas Bove (PL), Gil Diniz (PL) e Paulo Mansur (PL), além de Mario Frias.
Ciro Nogueira é senador pelo PP do Piauí — Foto: Brenno Carvalho
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, tem afirmado a interlocutores que ainda não definiu oficialmente seu posicionamento na sucessão presidencial de 2026, mas já estabeleceu condições claras para eventual apoio. Com informações de Lauro Jardim, no Globo.
Segundo relatos de bastidores, Ciro sinaliza que poderá apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desde que o senador adote uma estratégia de campanha mais voltada ao centro político. A avaliação é de que uma candidatura restrita ao eleitorado bolsonarista não teria o respaldo do comando do PP.
A posição ocorre mesmo após um encontro recente entre Ciro Nogueira e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que resultou em uma trégua política. Apesar do gesto, o dirigente do PP tem indicado que não há possibilidade de alinhamento com o atual chefe do Executivo em 2026.
No cenário apresentado pelo senador, Lula estaria fora de qualquer composição. O dirigente também descarta apoio a Ratinho Jr. (PSD-PR) ou a outro nome que venha a ser lançado pelo PSD na disputa presidencial.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução
Ciro Nogueira tem defendido internamente que o apoio do PP dependerá do perfil adotado pelo candidato que pretenda reunir forças de centro e centro-direita. A legenda busca preservar espaço político e influência no próximo ciclo eleitoral.
De acordo com aliados, a decisão formal do partido deve ser anunciada apenas em junho, quando o cenário eleitoral estiver mais consolidado e as articulações partidárias mais avançadas.
O movimento é acompanhado de perto por lideranças do Congresso, já que o PP integra um bloco relevante na Câmara e no Senado e pode ter peso decisivo na montagem de alianças nacionais.
A sinalização pública de condições para apoio reforça a estratégia do partido de negociar com margem de manobra até o momento considerado mais estratégico, mantendo diálogo aberto enquanto observa a evolução das pré-candidaturas.
As manchetes de domingo dos três jornalões antecipam o que vem aí. São duas manchetes contra o povo e uma manchete de release de assessoria de campanha de Flávio.
Globo:
“Gasto com benefícios sociais dispara 500% e eleva pressão por revisão da política social”.
Essa é a linha de apoio da manchete: “Salto considera despesas de 2004 a 2025; Fazenda vê ineficiência, teme nó fiscal e defende unificação dos auxílios”.
Folha:
“Brasileiro trabalha menos que a média mundial”
A linha abaixo da manchete informa o seguinte: “País ocupa posições inferiores em classificações de esforço dadas a produtividade e a demografia de dezenas de nações”.
Estadão:
“Flávio Bolsonaro passa a ocupar a cadeira do pai na sede do PL para comandar a pré-campanha”.
A linha de apoio é essa: “Senador vai despachar do antigo gabinete de Jair Bolsonaro assim que voltar dos Estados Unidos, no que os aliados definem como nova fase do projeto eleitoral”.
As duas manchetes contra os trabalhadores e direitos da maioria (a da Folha contra o fim da escala 6X1) são complementadas com uma informação que pretende passar um gesto simbólico. O filho está assumindo a cadeira do pai, como nas monarquias.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP
A manchete do Estadão sobre o filho era tão forçada e tão bolsonarista que ainda pela manhã o jornal a empurrou para baixo na tela e a transformou em chamada secundária com letrinhas miúdas.
Em destaque na capa, acima do título sobre a cadeira de Bolsonaro, o Estadão publicou uma chamada ‘séria’ sobre o programa do filho ungido:
“Privatizações, ferrovias e presídios: o que Flávio Bolsonaro já propôs em 8 áreas”
O jornalismo das corporações aderiu sem escrúpulos à candidatura bolsonarista. Enquanto aperta o cerco a Lula, a Alexandre de Moraes e ao Supremo.
O Estadão é, descaradamente, parte da campanha da extrema direita, e seus colunistas podem começar a despachar de salas ao lado do gabinete de Flávio em Brasília.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a difundir nos bastidores a hipótese de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa desistir da reeleição. A movimentação ocorre após a divulgação de nova pesquisa Quaest que indicou avanço do parlamentar sobre o atual presidente. Com informações do Globo.
Segundo interlocutores ligados a Flávio, a eventual retirada da candidatura poderia ocorrer em julho, caso avaliações internas apontem risco elevado de derrota. A tese vem sendo comentada em conversas reservadas no meio político.
A leitura do grupo bolsonarista é que o cenário eleitoral se tornou mais competitivo. A pesquisa mencionada teria servido como sinal de alerta para o entorno do Palácio do Planalto.
No levantamento mais recente, Lula ainda aparece na liderança, mas com redução de margem em relação ao adversário. O dado foi interpretado por aliados de Flávio como indicativo de crescimento consistente do senador.
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro
Integrantes do campo governista não confirmam qualquer discussão sobre desistência. Até o momento, Lula mantém publicamente a disposição de disputar a reeleição.
Nos bastidores, a circulação da hipótese também é vista como estratégia política. A avaliação é que a narrativa pode gerar instabilidade ou influenciar percepções dentro do eleitorado e entre aliados.
A movimentação ocorre em meio a articulações para consolidação de palanques estaduais e alianças partidárias. A definição de apoios será decisiva para o desenho final da disputa presidencial.
Com o calendário eleitoral avançando, a consolidação das candidaturas e o impacto de novas pesquisas devem influenciar os próximos passos tanto do grupo de Lula quanto do de Flávio Bolsonaro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Divulgação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu na noite de segunda-feira (9) o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para uma conversa no Palácio dos Bandeirantes. O encontro tratou da composição da chapa majoritária para as eleições de 2026 e abriu uma rodada inicial de negociações políticas.
Segundo relatos feitos ao Metrópoles, Baleia Rossi apresentou a reivindicação do MDB por espaço na chapa encabeçada por ele. O partido pediu a indicação do candidato a vice-governador ou uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa no próximo pleito.
De acordo com fontes do governo paulista, o dirigente emedebista argumentou que o pedido se baseia no peso político e no tamanho do MDB no cenário nacional e estadual. A avaliação do partido é de que essa relevância justifica a participação direta na chapa majoritária.
Tarcísio respondeu que considera o pleito “legítimo”, assim como as demandas apresentadas por outras siglas da base aliada. O governador, no entanto, afirmou que pretende deixar a definição de nomes para um momento mais adiante do calendário eleitoral.
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Foto: Divulgação
Nos bastidores, aliados interpretam a resposta como uma tentativa de manter abertas as conversas com diferentes partidos, sem assumir compromissos antecipados. A estratégia permitiria ao Palácio dos Bandeirantes preservar margem de negociação até a consolidação do quadro eleitoral.
Atualmente, a vaga de vice-governador é ocupada por Felício Ramuth (PSD). Tarcísio tem sinalizado a intenção de manter Ramuth na chapa, mesmo que isso implique uma eventual mudança partidária do vice.
Em relação ao Senado, o cenário é parcialmente definido. Uma das vagas já está prometida ao deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo e aliado próximo do governador.
A segunda vaga permanece em aberto e é vista como o principal ponto de disputa entre os partidos da base. O MDB trabalha para ocupar esse espaço, enquanto o governo avalia o equilíbrio político necessário para sustentar a coalizão em 2026.
Estive ontem à noite com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Falamos sobre o cenário eleitoral no Brasil e em São Paulo, onde o MDB vai reforçar sua parceria firmada há quatro anos, que sido marcada por por lealdade e respeito mútuo.