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Proteção contra cheias, infraestrutura e polarização Zucco e Gabriel: debate reúne concorrentes ao Piratini

Por:Sul 21
16 de Junho de 2026, 16:54

De olho nas eleições deste ano, o Sul21 acompanhou na tarde desta terça-feira (16) o debate promovido pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) entre os quatro principais pré-candidatos ao Governo do Estado: Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL), Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB). O encontro no Instituto Caldeira tratou, exclusivamente, das demandas da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA), com cobertura e transmissão pelo Correio do Povo e Rádio Guaíba.

Ao todo, foram cinco blocos entre perguntas, respostas e falas dos pré-candidatos. Em suas manifestações inaugurais, todos os presentes, com a exceção do vice-governador Gabriel Souza, destacaram que o Rio Grande do Sul pode mais do que o governador Eduardo Leite (PSD) vem oferecendo desde que assumiu o Piratini, e que a Região Metropolitana precisa de apoio do governo para investir em sua infraestrutura. Souza, a contraparte do grupo, destacou as obras e os avanços feitos na região durante a gestão Leite.

Então, o clima do debate logo esquentou e a polarização tomou conta. O evento ficou marcado por discussões diretas entre Zucco e Gabriel, que trocaram acusações e críticas. Zucco, por exemplo, afirma que o vice-governador estaria desesperado pois “não está crescendo nas pesquisas e não sabe como”.

Já Souza diz que o pré-candidato do PL recorre ao método “esponja seca” em que se “aperta, aperta, aperta e não sai nada”, além de ter criticado a ausência do deputado federal em debates anteriores. Zucco justificou suas faltas com agendas parlamentares em Brasília.

Dois blocos foram dedicados às perguntas da Granpal, definidas previamente pelos prefeitos que integram a associação. Uma terceira parte foi dedicada a questionamentos propostos por representantes da sociedade civil e do empresariado, como, por exemplo, Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira. Os temas variaram desde questões climáticas até o desenvolvimento socioeconômico da RMPOA.

Sobre proteção contra cheias, Gabriel Souza destaca que o Rio Grande do Sul está “muito melhor preparado” do que 2023 e 2024, e reafirma a importância da continuidade de obras iniciadas após as enchentes de maio. Zucco rebateu a afirmação pois avalia que o Estado está “reativo e não preparado”. Ainda, prometeu ampliar o prazo do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), previsto para o final de 2027.

Marcelo Maranata, ex-prefeito de Guaíba, entende que não se pode falar de propostas de desenvolvimento da Região Metropolitana, ou outras partes do território gaúcho, sem proteção contra as crises climáticas. “Não se resolveu o principal problema do Rio Grande do Sul, que é proteger a Região Metropolitana”, observa Maranata.

Juliana Brizola foi incisiva e determinou que o desastre climático de 2024 foi resultado de uma omissão do Governo do Estado por falta de serviços realizados para a proteção contra cheias. Ela diz que realmente espera que o RS esteja mais preparado para enchentes com o El Niño a caminho. “Tudo o que a gente quer é que isso não se repita. Dinheiro tem para obras”, salienta.

Relacionado às obras de proteção está a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul com a União, que permitiu a criação do Funrigs, e o pacto federativo. A suspensão da dívida gerou mais um confronto direto entre Souza e Zucco. O deputado federal do PL respondeu primeiro o assunto, chamando de “tema político, econômico e federativo”. Ele garante que irá renegociar a dívida com a União com melhores condições para o Estado.

Zucco complementou falando que o RS tem que “gastar melhor o que arrecada” fazendo concessões boas, mas não “essas que ninguém quer”, se referindo às concessões das rodovias estaduais, chamando Leite de “rei do pedágio”.

Gabriel rebateu a fala do pré-candidato com três perguntas: Vai aderir ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados)? O que faria com as dívidas garantidas? E o que faria com o Funrigs?

Zucco não respondeu nenhum dos questionamentos, mudando o assunto para o apoio político que Leite recebeu do Partido dos Trabalhadores (PT) no segundo turno das eleições de 2022 contra Onyx Lorenzoni, assim como o apoio do governador a Lula contra Jair Bolsonaro no mesmo ano. Disse ainda que o governo atual “não vai à Brasília” e que “fala demais e faz pouco”.

Brizola, por sua vez, afirmou que o desequilíbrio no pacto federativo é problemático em todos os estados da União, mas que, no Rio Grande do Sul, é “um pouco pior”, pois cem reais pagos em impostos viram R$ 25 retornando ao Estado. A pré-candidata do PDT propôs uma revisão do pacto e defendeu a necessidade de diálogo com o Governo Federal.

Sobre o desenvolvimento econômico gaúcho, Juliana criticou o modelo das concessões. Porém, diz que irá ouvir “proposta que não tenha preconceito” e defende, parcialmente, o modelo — usando de exemplo as rodovias estaduais — “se a privatização foi boa, a tarifa está justa e os investimentos estão sendo feitos”.

Contudo, ressaltou que não acredita em desenvolvimento econômico sem educação de qualidade, que promete ser prioridade em um potencial governo seu. Gabriel Souza também colocou a educação como prioridade em uma gestão sua. Educação, isto é, com inovação. Ele tem a intenção de criar o “maior programa de ensino técnico da história do Rio Grande do Sul” para que o jovem gaúcho possa sair do ensino médio com uma formação que o insira no mercado de trabalho cedo.

“Para quem está chegando essa inovação?”, rebateu Brizola. “A nossa educação pública está pedindo socorro. Não adianta ter inovação para poucos”.

Ao fim do debate, Marcelo Maranata, em sua manifestação final, se compadeceu com a população em desespero e com aqueles que o procuram na rua para pedir mudanças. “Eu sei que a tua vida não está fácil”, enfatiza o pré-candidato do PSDB.

Na mesma linha que Maranata, Juliana Brizola provoca o eleitor e a eleitora: “A tua vida está melhor? O Rio Grande pode mais?”. Ela também pediu calma para Souza e Zucco nos debates, e união entre os quatro para apresentarem suas propostas com clareza para que o Estado possa decidir o melhor caminho para o Rio Grande do Sul.

Luciano Zucco foi direto e afirmou que o RS pode, sim, mais. “Nós aqui passamos uma visão de Rio Grande para crescer”, diz. “Nós vamos fazer diferente”. Ele aproveitou para criticar o novo slogan do Governo do Estado para este ano, “O Rio Grande está diferente”. “R$ 170 milhões em marketing político. Cheio de outdoor dizendo que ‘está diferente’. Está diferente o que?”, questionou Zucco.

Gabriel Souza, por fim, focou no trabalho do governo atual de botar as contas em dia diante da situação financeira que Eduardo Leite assumiu da gestão de José Ivo Sartori. “Ainda temos muitos desafios fiscais pela frente, mas avançamos muito”, avalia. Souza também fez questão se distanciar do governador na sua manifestação, negando uma continuidade homogênea dos trabalhos. “Não estamos propondo um ‘Governo Eduardo III’, estamos propondo um ‘Governo Gabriel e Ernani [Polo] I”, frisou.

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Com recursos do Funrigs, Lajeado terá R$ 20 milhões para obras contra eventos climáticos

Por:Sul 21
6 de Junho de 2026, 17:44

O governo do Estado formalizou, neste sábado (6), em Lajeado, a destinação de R$ 20 milhões para recuperar áreas atingidas pelas enchentes de 2024 e preparar o município para eventos climáticos extremos. Do montante anunciado, R$ 15 milhões irão para a revitalização do Pavilhão 1 do Parque do Imigrante e R$ 5 milhões para a limpeza das áreas de arraste.

O investimento total será de R$ 22.566.245,84, sendo R$ 15 milhões provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e R$ 7.566.245,84 de contrapartida do município. O Funrigs é um fundo criado para financiar ações de reconstrução e adaptação climática após a maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul.

O projeto para Lajeado prevê a recuperação completa do Pavilhão 1 do Parque do Imigrante, que deve ser transformado em equipamento multifuncional e servir, ainda, como espaço de atendimento em situações de emergência. As obras devem contemplar a reestruturação da infraestrutura física do local, que possui mais de 6,6 mil metros quadrados de área construída.

Depois das obras, o Pavilhão 1 poderá sediar feiras, exposições, shows, competições esportivas e eventos comunitários. Em caso de novos eventos adversos, como as enchentes, ele ainda terá mais capacidade de abrigar a população.

A limpeza das áreas de arraste atingidas pela enchente de maio de 2024 foi enquadrada no Programa Horas-máquina da Secretaria de Desenvolvimento Urbano. A intervenção prevê a remoção de resíduos e materiais acumulados pela força das águas nos locais mais impactados pelas enchentes.

O anúncio teve a presença do vice-governador e pré-candidato ao Palácio Piratini Gabriel Souza (MDB), do secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Davi Severgnini, da prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, assim como de lideranças da região e outros representantes da administração estadual.

Ainda neste sábado, o Palácio Piratini também anunciou a ampliação de recursos do Estado para o Reconstrói RS em outras obras no Vale do Taquari. Mais R$ 18,5 milhões serão destinados para obras de drenagem, prevenção de alagamentos e reconstrução de pontes e ligações entre cidades e regiões. Com a ampliação da contrapartida estadual, anunciada neste sábado, o conjunto de investimentos do Reconstrói RS, que tem como fonte o Funrigs, supera R$ 43,5 milhões para a recuperação de estruturas afetadas pelos eventos climáticos na região.

O anúncio foi feito pelo vice-governador Gabriel Souza durante a abertura da Suinofest 2026, em Encantado. Os recursos integram a contrapartida do Estado à iniciativa desenvolvida em parceria com o Instituto Ling, a Fundação Marcopolo e a Comunitas para apoiar a recuperação dos municípios atingidos pelas enchentes.

Do total anunciado, R$ 14,2 milhões serão aplicados no programa Drenagem RS de obras voltadas à melhoria da drenagem urbana e à prevenção de alagamentos nos municípios de Anta Gorda, Capitão, Doutor Ricardo, Estrela, Muçum, Paverama, Putinga e Vespasiano Corrêa. Outros R$ 4,3 milhões irão para o Conexões RS, no custeio da reconstrução de pontilhões e estruturas de ligação danificadas pelos eventos climáticos em Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul, Muçum, Travesseiro e Westfália.

Governo também anunciou ampliação de contrapartida ao Reconstrói RS

Ainda neste sábado, o Palácio Piratini anunciou a ampliação de recursos do Estado para o Reconstrói RS em outras obras no Vale do Taquari. Mais R$ 18,5 milhões serão destinados para obras de drenagem, prevenção de alagamentos e reconstrução de pontes e ligações entre cidades e regiões. Com a ampliação da contrapartida do governo estadual, anunciada neste sábado, o conjunto de investimentos do Reconstrói RS, um fundo privado, supera R$ 43,5 milhões para a recuperação de estruturas afetadas pelos eventos climáticos na região.

O anúncio foi feito pelo vice-governador Gabriel Souza durante a abertura da Suinofest 2026, em Encantado. Os recursos integram a contrapartida do Estado à iniciativa desenvolvida em parceria com o Instituto Ling, a Fundação Marcopolo e a Comunitas para apoiar a recuperação dos municípios atingidos pelas enchentes.

Do total anunciado, R$ 14,2 milhões serão aplicados no programa Drenagem RS de obras voltadas à melhoria da drenagem urbana e à prevenção de alagamentos nos municípios de Anta Gorda, Capitão, Doutor Ricardo, Estrela, Muçum, Paverama, Putinga e Vespasiano Corrêa. Outros R$ 4,3 milhões irão para o Conexões RS, no custeio da reconstrução de pontilhões e estruturas de ligação danificadas pelos eventos climáticos em Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul, Muçum, Travesseiro e Westfália.

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Com apoio de Leite, Gabriel Souza (MDB) lança pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul

Por:Sul 21
30 de Maio de 2026, 17:11

O vice-governador Gabriel Souza (MDB) lançou oficialmente neste sábado a sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul, que representará a continuidade do governo de Eduardo Leite (PSD). Em evento realizado em Porto Alegre, MDB e PSD lançaram as composições majoritárias da chapa 100% Rio Grande, que também terá os apoios de União Brasil, Federação Renovação Solidária e AGIR e terá Ernani Polo (PSD) como candidato a vice-governador e Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) na disputa ao Senado.

De acordo com MDB, mais de 7 mil pessoas participaram do lançamento da chapa, que ocorreu em uma casa de eventos nas proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho e foi marcado pelo lançamento do jingle “100% Rio Grande”. “A gauchada tá unida pro Rio Grande acontecer. Não temos presidente de estimação. Nossa alma é o Rio Grande e o gaúcho é o patrão”, diz um dos trechos da música, que crítica a chamada “radicalização política”.

Em sua fala no evento, Gabriel Souza afirmou a chapa não está reunida em torno de um nome, mas de uma proposta. “É um projeto que acredita na responsabilidade com as contas públicas, na liberdade para produzir, no cuidado com as pessoas e na preparação do Estado para os desafios do futuro. O Rio Grande voltou a ter rumo e capacidade de realizar. Agora queremos seguir evoluindo, com diálogo, experiência e os pés no chão”, afirmou.

 

Gabriel encabeçará chapa que terá Ernani Polo (à direita do governador Leite) como vice, Germano Rigotto (dir.) e Frederico Antunes (esq.) ao Senado, e Ronaldo Caiado para a presidência | Foto: Gustavo Mansur

Na mesma linha, o pré-candidato a vice-governador Ernani Polo destacou a construção suprapartidária. “Todos os dias recebo ligações e mensagens de lideranças de outros partidos dizendo que estão conosco nesta caminhada. Por tudo que o governo fez, por tudo que o governo está fazendo e principalmente por aquilo que nós queremos fazer”, afirmou.

Governador do Rio Grande do Sul de 2003 a 2007, abordou temas que entende como relevantes para a disputa ao Senado, como a rediscussão da dívida do Estado com a União, a transição da reforma tributária, políticas de valorização das mulheres e incentivo aos jovens. Já Frederico Antunes pontuou que a coligação defenderá o legado de 8 anos do governador Eduardo Leite. “É um projeto que já transformou para melhor nosso Estado, e isso fica evidente quando mais de 7 mil pessoas se reúnem no mesmo evento. A presença de pelo menos 500 pessoas da Fronteira demonstra que essa mobilização é de todas as regiões”, afirmou.

A polarização nacional também foi abordada por Leite, que afirmou que a chapa não foi construída para servir a projetos nacionais ou ser extensão de disputa presidencial. “É uma candidatura que nasce dos interesses dos gaúchos, comprometida com a continuidade das transformações”, disse.

O ato contou ainda com a participação do pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado(PSD), que ressaltou a importância da parceria entre os governos estadual e federal para enfrentar desafios e impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “O futuro governador do Rio Grande do Sul está aqui. Gabriel reúne preparo, experiência e integridade, construiu sua trajetória na vida pública com trabalho e seriedade e conhece profundamente os desafios do Estado”, disse.

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