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Jornalões aplicam harmonização para que o filho fique diferente do pai. Por Moisés Mendes

17 de Março de 2026, 07:30
Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Sérgio Lima/Poder360

Os jornalões estão limpando a barra de Flávio Bolsonaro, como admitiu até a ombudsman da Folha, e daqui a pouco irão tratá-lo de forma carinhosa. Mesmo que diminutivos geralmente sejam problemáticos para políticos, ele pode virar um Flavinho sem sobrenome.

Flávio precisa, na repaginada, de mudanças que suavizem seu perfil. Como sugeriu a colunista Raquel Landim, em fevereiro, na capa do Estadão: “E se Flávio Bolsonaro tivesse um Paulo Guedes de saias?”

Os Bolsonaros são a expressão da brutalização da política brasileira. É preciso torná-los mais femininos. Raquel imagina uma mulher mandando na Fazenda e oferece a ideia de graça para o filho ungido.

Vários colunistas liberais, entre os quais Joel Pinheiro da Fonseca, Demétrio Magnoli e Elio Gaspari, têm certeza de que o filho não é igual ao pai.

É preciso livrá-lo dos estigmas e apresentar, não a perna cabeluda, mas a coxa depilada do fascismo. A surpreendente exceção é Merval Pereira, que já prevê com a ascensão de Flávio uma nova tentativa de golpe.

Qualquer um desses liberais colaboracionistas pode acrescentar sugestões liberalizantes a Flávio, incluindo uma pessoa trans na Casa Civil, um carnavalesco na cultura e um negro de esquerda nos direitos humanos.

Podem contribuir para o que Alexandra Moraes, a ombudsman da Folha, denunciou no próprio jornal, no domingo, com o alerta de que o sobrenome Bolsonaro está desparecendo dos títulos das notícias.

Alexandra nos indica que a Folha pode estar na dianteira de um plano para que daqui a pouco Flávio seja o Flavinho. Mudam a roupa, vendem a imagem de moderado e chamam mulheres para perto. Porque a maioria do eleitorado feminino o rejeita.

Suavizar o perfil de Flávio é hoje tarefa muito mais entregue às corporações de mídia do que aos marqueteiros da extrema direita. Folha, Globo e Estadão se encarregam da harmonização. O novo bolsonarismo é humanizado por fora, porque por dentro é complicado.

Manchete de Raquel Landim no Estadão. Foto: Reprodução

Um sujeito com o carisma de um brócolis começa a se apresentar como negociador que conversa com todo mundo, como dançarino de palco, que se revelou performático em comício em Rondônia, e como figura de projeção internacional que já fez várias viagens curtas e longas.

Flávio Bolsonaro precisa ser assimilado como o sapo a ser engolido pelos jornalões e pela velha direita. Mas precisa fazer concessões que o tornem uma figura menos bruta e por isso também menos associada à imagem e semelhança do grande chefão preso.

A retirada do sobrenome tem, além de fazer a faxina, a pretensão de testar um nome que se basta sozinho. Flávio será tratado como um Fernando Henrique, que no fim virou FH ou FHC.

Não podemos duvidar que também ele vire uma sigla e que as próximas manchetes o tratem como FB, como tratavam ACM e um dia trataram JK. Flávio Bolsonaro é um homem em reconstrução, em que tudo que já usava só vale para o seu eleitorado raiz.

O resto da direita à la Valdemar Victor Frankstein Costa Neto merece uma criatura com bons modos à mesa, mesmo que sua estrutura, sua essência e sua alma continuem sendo tudo o que carrega do DNA do pai.

Haddad, Alckmin e Tebet lideram disputa pelo Senado, diz Datafolha

11 de Março de 2026, 14:23
Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Simone Tebet. Foto: Divulgação

Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha revela o cenário eleitoral para o Senado em São Paulo nas eleições de 2026, destacando os principais candidatos à disputa por duas vagas. O levantamento, feito entre os dias 3 e 5 de março, aponta os nomes de Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Simone Tebet (MDB) como os mais bem posicionados.

No primeiro cenário, em que ele não tem a companhia do vice-presidente, o ministro da Fazenda lidera a corrida com 30% das intenções de voto. A ministra do Planejamento ocupa o segundo lugar, com 25%, seguida de Márcio França (PSB) com 20%.

Outros nomes de destaque incluem Marina Silva (Rede) com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%, empatado com o deputado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas. Neste cenário, a pesquisa mostra que o eleitorado paulista ainda demonstra um número significativo de indecisos.

Quatro por cento dos entrevistados não souberam escolher para a primeira vaga, enquanto 6% se mostraram indecisos sobre a segunda vaga. Além disso, 15% dos eleitores não souberam ou preferiram não escolher para a primeira vaga, e 21% para a segunda vaga.

Marina Silva e Guilherme Boulos. Foto: Divulgação

No segundo cenário, sem a participação de Haddad, Alckmin assume a liderança com 31% das intenções de voto. A pesquisa mostra um quadro mais equilibrado, com Tebet mantendo a segunda posição com 25%, seguida de Marina Silva, que alcança 21%. Márcio França, também do PSB, aparece com 20%.

Boulos mantém uma posição de destaque com 15%, enquanto Derrite e Ricardo Salles (Novo) empataram com 13%. Outros candidatos, como Paulinho da Força (Solidariedade) e Rosana Valle (PL), ficam bem atrás na pesquisa, com 9% e 6%, respectivamente.

A quantidade de votos em branco, nulos ou indecisos permanece alta, com 14% para a primeira vaga e 20% para a segunda vaga. A pesquisa foi realizada com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios do estado de São Paulo, com a participação de pessoas de 16 anos ou mais.

A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

Corrupção é o principal problema do Brasil para 9% dos brasileiros, diz pesquisa

10 de Março de 2026, 16:10

Em meio a escândalos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e denúncias de desvios no INSS, a mais recente pesquisa Datafolha mostra que 9% dos brasileiros apontam a corrupção como o principal problema do país. Apesar da repercussão política dos casos, saúde (21%) e segurança pública (19%) continuam sendo as maiores preocupações da população.

Os entrevistados também apontaram a economia (11%) como terceiro maior problema nacional, seguida por corrupção/desonestidade (9%), que aparece empatada com educação (9%) entre as principais preocupações. Depois surgem desemprego (4%) e fome, miséria ou pobreza (3%).

Mesmo com outros temas liderando a lista, denúncias recentes envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master, devem se tornar temas relevantes na campanha das eleições gerais de outubro.

Leia também: CPI do Crime Organizado recorre ao STF para tornar obrigatória convocação de Vorcaro

Segundo a pesquisa, a preocupação com corrupção varia conforme a preferência eleitoral. Entre os que declaram voto em Luiz Inácio Lula da Silva, 4% apontam o tema como principal problema do país, enquanto entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) esse índice sobe para 14%.

O filho mais velho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, está na mira da CPMI do INSS, que investiga fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas. Lulinha foi alvo de pedido de quebra de sigilos após a Polícia Federal citar uma possível relação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Até agora, não há indícios de ligação direta de Lulinha com os desvios.

As investigações da Polícia Federal também indicaram que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mantinha contatos com figuras políticas, sobretudo no centro e na direita. Mensagens do celular de Vorcaro mostram conversas e encontros com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-governador João Doria (PSDB) e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Leia também: Mendonça determina que presídio federal permita visitas de advogados de Vorcaro sem gravação

As mensagens também indicaram contatos de Vorcaro com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Além disso, o cunhado e operador financeiro de Vorcaro, o pastor Fabiano Zettel, da Igreja Lagoinha, foi apontado como maior financiador das campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2022.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03715/2026.

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Datafolha: Tarcísio lidera corrida pelo governo de SP; Haddad pontua melhor que Alckmin e Tebet

8 de Março de 2026, 17:42

A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à frente na disputa para o governo de São Paulo. Ele é seguido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cotado para a disputa.

Este é o primeiro levantamento realizado pelo instituto neste ano sobre a disputa estadual. Enquanto o governador tem garantida a tentativa de reeleição, o governo Lula ainda não decidiu qual será o nome que lançará à disputa, numa esperança de reter os votos conquistados em 2022 e ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a garantir mais quatro anos no Palácio do Planalto.

Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto contra 31% de Haddad, que melhor pontua contra o governador entre as opções ainda na mesa do governo Lula para a disputa. Na resposta estimulada e única, Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), com 5%; e Felide D’Avila (Novo), com 3%, surgem bem atrás. Entre votos brancos, nulos ou nenhum, estão 11% das pessoas.

Leia também: Datafolha: 35% dos brasileiros veem Lula como culpado pelo tarifaço e 22% apontam Bolsonaro

Quando o candidato do governo Lula é o vice-presidente e ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB), Tarcísio abre a vantagem e marca 46% contra 26%. Nesse caso, atrás vêm Paulo Serra (6%), Kataguiri (5%) e D’Avila (3%). Votos brancos, nulos ou nenhum somam 13%.

Numa terceira opção testada, Tarcísio abre 30 pontos porcentuais de vantagem contra a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), original do Mato Grosso do Sul: 49% a 19%. Depois vêm Paulo Serra (7%), Kataguiri (4%) e D’Avila (3%). Os votos brancos, nulos e nenhum chegam a 15%.

Por fim, num cenário com Haddad e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e também ex-governador paulista Márcio França (PSB) concorrendo juntos, Tarcísio aparece com 44%, Haddad, com 28%, e França, com 5%.

Nas menções espontâneas, isto é, quando o Datafolha não apresentou ao respondente nenhum candidato previamente, Tarcísio aparece disparado na frente, com 22% das menções, enquanto a maioria das pessoas (59%) não soube dizer um nome. Em seguida, a ordem das respostas foi: o atual governador (3%), Haddad (2%), Tebet (1%), vota no PT/candidato do PT (1%). Outros somam 4%, e brancos/nulos/nenhum, 8%.

Segundo turno e rejeição

Em um eventual segundo turno, Tarcísio bateria Haddad por 52% contra 37%, com 10% de votos brancos ou nulos, e 1% de indecisos. Quando Alckmin é o adversário, o governador de São Paulo vence por 50% contra 39%. Já com Tebet no duelo, Tarcísio sai vitorioso com mais folga: 58% contra 28%.

O instituto também perguntou aos paulistas em quais dos candidatos eles não votariam de jeito nenhum. O resultado foi o seguinte:

  • Fernando Haddad (38%)
  • Geraldo Alckmin (29%)
  • Simone Tebet (27%)
  • Kim Kataguiri (25%)
  • Tarcísio de Freitas (24%)
  • Márcio França (20%)
  • Paulo Serra (19%)
  • Felipe D’Avila (18%)
  • Votaria em qualquer um (3%)
  • Rejeita todos (3%)
  • Não sabem (3%)

Leia também: Sindusfarma e Datafolha iniciam censo inédito para mapear a indústria farmacêutica

Avaliação do governo

A avaliação do governo Tarcísio melhorou desde abril de 2025, data do último levantamento. O índice de quem o considera ótimo ou bom passou de 41% para 45% nesse quase um ano.

Entre aqueles que consideram a gestão de São Paulo regular, a taxa oscilou de 33% para 31% nesse período. E a proporção de quem a avalia como ruim ou péssima oscilou de 22% para 20%.

Quando perguntadas se aprovam ou desaprovam o trabalho de Tarcísio como governador, 64% dizem que aprovam, enquanto 30% desaprovam, e 6% não souberam responder.

Os pesquisadores também perguntaram se os paulistas veem Tarcísio como aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre uma pena de 27 anos de prisão após ser condenado por tentativa de golpe de Estado: 69% responderam que sim, enxergam Tarcísio como aliado. Já 10% acham que o governador é aliado do presidente Lula. Para 3%, nenhum dos dois; para 1%, os dois; e 17% não souberam responder.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O Datafolha ouviu 1.608 pessoas com 16 anos ou mais em 71 unicípios do Estado entre os dias 3 e 5 de março.

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Datafolha: pesquisa aponta empate técnico entre Lula e Flávio no 2º turno

Por:Sul 21
7 de Março de 2026, 19:35

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7) pelo jornal Folha de S.Paulo aponta empate técnico entre o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de segundo turno da disputa presidencial deste ano. Na simulação, Lula aparece com 46% e Flávio com 43%.

Nesquisa anterior, realizada em dezembro de 2025, Lula aparecia com 51% das intenções de voto, enquanto o senador registrava 36%. Conforme divulgado, a nova pesquisa é a primeira feita pelo instituto desde que Flávio foi lançado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a partir da cadeia.

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios de terça (3) a quinta-feira (5). Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

Para a pesquisa, o Datafolha testou cinco cenários para o pleito de primeiro turno e sete para o de segundo. Lula segue à frente em todos.

A pesquisa aponta que no cenário hoje mais provável para o primeiro turno, Lula tem 38% contra 32% de Flávio. Em seguida, aparecem Ratinho Jr. (PSD) com 7%, Romeu Zema (Novo), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3% e Aldo Rebelo (DC) com 2%. Rejeitam todos os candidatos 11%, e 3% dizem não saber em quem votar.

 

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Datafolha: Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno

7 de Março de 2026, 16:24
Por Igor Gielow (Folhapress) – A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) se consolidou no campo oposto ao do presidente Lula (PT) na disputa presidencial deste ano, aponta o Datafolha. O senador fluminense se aproxima do petista nas simulações de primeiro turno e empata tecnicamente na de segundo, marcando 43% ante 46% do rival. Na centro-direita, […]

Eleições 2026: A nova pesquisa Datafolha para a corrida presidencial

7 de Março de 2026, 07:45
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro

Uma nova pesquisa do instituto Datafolha sobre a disputa pela Presidência da República será divulgada neste sábado (7). O levantamento apresenta dados sobre intenção de voto, rejeição e grau de conhecimento dos pré-candidatos na corrida eleitoral.

O estudo também inclui cenários simulados de segundo turno entre os principais nomes que já se movimentam para a eleição de 2026. A pesquisa mostra a posição dos candidatos no momento em que os entrevistados foram consultados.

No levantamento anterior, divulgado em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 51% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registrava 36%.

Em outro cenário testado pelo instituto, Lula tinha 47% das intenções de voto em uma disputa contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marcava 42%.

Os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Reprodução

Além desses nomes, governadores também aparecem entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Junior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, buscam a indicação do PSD.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é pré-candidato pelo partido Novo. Outros nomes também anunciaram intenção de disputar a Presidência.

Entre eles estão o ex-ministro Aldo Rebelo, da Democracia Cristã, e Renan Santos, do partido Missão. Ambos declararam publicamente a intenção de concorrer ao cargo.

Segundo o Datafolha, pesquisas eleitorais registram a opinião dos entrevistados no período em que o levantamento é realizado. O resultado corresponde a um retrato do momento da coleta de dados.

Os dados divulgados neste sábado (7) devem atualizar o cenário da corrida presidencial e apresentar novos indicadores sobre intenção de voto e rejeição entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

Duas manchetes contra o povo e uma sobre o filho assumindo a cadeira do pai. Por Moisés Mendes

22 de Fevereiro de 2026, 12:00
O presidente Lula

As manchetes de domingo dos três jornalões antecipam o que vem aí. São duas manchetes contra o povo e uma manchete de release de assessoria de campanha de Flávio.

Globo:
“Gasto com benefícios sociais dispara 500% e eleva pressão por revisão da política social”.

Essa é a linha de apoio da manchete: “Salto considera despesas de 2004 a 2025; Fazenda vê ineficiência, teme nó fiscal e defende unificação dos auxílios”.

Folha:
“Brasileiro trabalha menos que a média mundial”

A linha abaixo da manchete informa o seguinte: “País ocupa posições inferiores em classificações de esforço dadas a produtividade e a demografia de dezenas de nações”.

Estadão:
“Flávio Bolsonaro passa a ocupar a cadeira do pai na sede do PL para comandar a pré-campanha”.

A linha de apoio é essa: “Senador vai despachar do antigo gabinete de Jair Bolsonaro assim que voltar dos Estados Unidos, no que os aliados definem como nova fase do projeto eleitoral”.

As duas manchetes contra os trabalhadores e direitos da maioria (a da Folha contra o fim da escala 6X1) são complementadas com uma informação que pretende passar um gesto simbólico. O filho está assumindo a cadeira do pai, como nas monarquias.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP

A manchete do Estadão sobre o filho era tão forçada e tão bolsonarista que ainda pela manhã o jornal a empurrou para baixo na tela e a transformou em chamada secundária com letrinhas miúdas.

Em destaque na capa, acima do título sobre a cadeira de Bolsonaro, o Estadão publicou uma chamada ‘séria’ sobre o programa do filho ungido:

“Privatizações, ferrovias e presídios: o que Flávio Bolsonaro já propôs em 8 áreas”

O jornalismo das corporações aderiu sem escrúpulos à candidatura bolsonarista. Enquanto aperta o cerco a Lula, a Alexandre de Moraes e ao Supremo.

O Estadão é, descaradamente, parte da campanha da extrema direita, e seus colunistas podem começar a despachar de salas ao lado do gabinete de Flávio em Brasília.

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