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VÍDEO: Roberto Justus surpreende ao elogiar Lula e criticar Bolsonaro

26 de Abril de 2026, 16:29
Roberto Justus em um PodCast – Foto: Reprodução

Roberto Justus, empresário e apresentador, se posicionou de maneira firme contra a possibilidade de Jair Bolsonaro voltar ao poder. O empresário, conhecido por sua trajetória no mercado publicitário e como apresentador de reality shows afirmou que não gostaria de ver o ex-presidente de volta à presidência, criticando a postura de Bolsonaro após a derrota eleitoral.

Justus mencionou a decisão de Bolsonaro de não passar a faixa presidencial e sua ida aos Estados Unidos como atitudes que o decepcionaram. Para ele, essas atitudes contribuíram são incompatíveis com o papel de um líder. Comparando Bolsonaro com Lula, disse que o atual presidente do Brasil é um exemplo.

Além de sua carreira como apresentador, Justus tem se destacado no mundo dos negócios.

Ele é o CEO da SteelCorp, uma construtech que fabrica estruturas industrializadas para construção de casas e prédios.

Recentemente, a empresa inaugurou uma megafábrica de 16.000 m² em Cajamar, no estado de São Paulo, com o objetivo de ampliar a produção de casas populares, especialmente voltadas para o programa Minha Casa Minha Vida. Essa aposta no setor imobiliário reflete a visão de Justus sobre o potencial do mercado de Light Steel Frame, uma técnica de construção mais eficiente e com menor impacto ambiental.

A decisão de investir na SteelCorp surge em meio a um período de turbulência no mercado político e econômico, com Justus ainda refletindo sobre as implicações do governo Bolsonaro na economia.

No entanto, sua atuação no mercado imobiliário está focada em oferecer soluções para o déficit habitacional no Brasil, especialmente com a utilização do sistema LSF, que promete ser mais rápido e sustentável do que as construções convencionais.

🚨VEJA: Roberto Justus diz que não quer Bolsonaro de volta e critica postura após derrota

O empresário Roberto Justus afirmou que não gostaria de ver Jair Bolsonaro novamente no poder. Segundo ele, o ex-presidente “pisou na bola” ao não saber lidar com a derrota eleitoral,… pic.twitter.com/7F1C2NnFjB

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) April 26, 2026

Ari Peixoto, outro ex-Globo, se revolta com PowerPoint ligando Master ao PT: “Preparem-se”

22 de Março de 2026, 08:14
Ari Peixoto nos tempos da Globo

O jornalista Ari Peixoto, que trabalhou na Globo por 34 anos, com passagens por Jornal Nacional e Fantástico e coberturas internacionais, deixou um comentário no post da colega Neide Duarte, que teve a emissora por 42 anos.

Neide criticou a exibição do PowerPoint grotesco pondo o PT no centro do caso Master de “Dia da Vergonha”.

Nas palavras de Ari:

Trabalhei nesta emissora por 34 anos e posso dizer, sem medo de errar, que alguns destes anos foram os melhores para mim, para ela e para o jornalismo…

Mas, aos poucos, tudo isso foi ficando pra trás, os melhores repórteres, repcines, editores e produtores foram saindo (ou foram saídos) e o que era pra ser uma emissora de televisão se tornou uma arma política, quase um partido autônomo, dirigido por gente ressentida pelas derrotas sucessivas para os candidatos da esquerda…

Me lembro bem do selo do túnel de esgoto por onde passava dinheiro, exposto todas as noites no JN. Uma lástima.

Mas preparem-se. Cenas como esta, aliadas à IA, serão muito comuns até outubro. O PowerPoint da Lava Jato vai parecer desenho de criança do jardim de infância.

O PowerPoint da Globo

Lava Jato 2.0

Na tarde de sexta-feira (20), a GloboNews exibiu um PowerPoint “explicativo” sobre o escândalo do Banco Master que causa espanto pela distorção dos fatos.

O diagrama canhestro, que tinha como figura central o banqueiro Daniel Vorcaro, tentou ligar o caso a figuras da esquerda e do governo, como Jaques Wagner, Guido Mantega e o “PT da Bahia”, ignorando completamente os nomes de figuras-chaves que têm conexões diretas com o escândalo, como Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ibaneis Rocha (MDB), Roberto Campos Neto, Rueda e outros nomes do centrão.

O PowerPoint da GloboNews omitiu o PL, o maior envolvido no escândalo, e deixou de mencionar figuras como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros aliados do governo que receberam recursos de Fabiano Zettel, operador financeiro de Vorcaro.

Já o nome de Ciro Nogueira (PP-PI), um dos senadores mais próximos de Vorcaro, foi colocado na apresentação de maneira discreta, sem mencionar seu partido e sua conhecida ligação com o banqueiro. Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, foi incluído como “próximo” de Vorcaro, enquanto Roberto Campos Neto, seu antecessor e aliado de Bolsonaro, foi completamente ignorado.

O PowerPoint verdadeiro deveria ter incluído a própria Globo e seu envolvimento no escândalo. Daniel Vorcaro, que patrocinou um evento da Globo em Nova York e foi o principal orador, chamou figuras do grupo de “amigos”, incluindo o organizador Fred Kachar.

A esquerda e as eleições de 2026 (por Michel Goulart da Silva)

Por:Sul 21
14 de Março de 2026, 08:34

Michel Goulart da Silva (*) 

O tema das eleições vem ocupando parte importante dos debates políticos nacionais recentes. Embora os temas relacionados à corrupção ou à guerra tenham grande destaque, as eleições têm sido algo bastante destacado, na medida em que impacta de forma direta a vida das pessoas. Nesse contexto, a esquerda se vê em um dilema: apoiar ou não apoiar no primeiro turno a eleição de Lula.

Um aspecto a ser considerado passa pelo combate ao bolsonarismo. Embora enfraquecido, o provável candidato principal da direita deve ser um herdeiro político e biológico do antigo presidente, seu filho Flávio. Sua candidatura, para garantir o apoio de todo tipo de político fisiológicos, deve ter um perfil mais próximo ao Centrão, talvez secundarizando as pautas ideológicas do bolsonarismo, ainda que mantendo o discurso de combate à esquerda e às organizações dos trabalhadores. Nesse cenário, para a esquerda, coloca-se a tarefa de combater a extrema-direita, ainda que a direita esteja paulatinamente se voltando para setores conservadores com um perfil mais tradicional.

Outro aspecto passa pelo balanço que se faz sobre o governo Lula. Por um lado, o governo fez medida de interesses dos trabalhadores, como a questão do imposto de renda ou a recomposição do orçamento dos serviços públicos. Por outro lado, o governo seguiu nas privatizações, manteve uma relação amistosa com o imperialismo e, diante do tarifaço de Trump, teve como resposta ajudar os setores empresariais. Esses elementos colocam o governo diante de uma situação contraditória, em que não avançou em pautas necessárias para os trabalhadores, mas, ao mesmo tempo, fez algumas medidas que mitigaram sua situação de pobreza e exploração.

Um terceiro aspecto passa pela questão da unidade da esquerda. Não se faz referência aqui ao bloco entre PT, PSOL e PCdoB, que compõem o governo de união nacional com a burguesia e devem seguir em seu pacto de defesa da institucionalidade burguesa. Os três partidos de extrema-esquerda que possuem legenda – PSTU, PCB e UP – vem anunciando a possibilidade de lançar candidaturas próprias, mas, também, em especial organizações sem legenda, tem defendido a possibilidade de unificação desses setores em uma única candidatura. Uma eventual candidatura unificada desses setores poderia ser, em teoria, um polo de aglutinação, à esquerda do governo Lula, e uma possibilidade de articulação orgânica dos trabalhadores.

Portanto, para a esquerda, se colocam dois caminhos. Um primeiro, que passa pelo apoio à reeleição de Lula. Essa perspectiva se justifica principalmente por sua candidatura se constituir novamente em uma ferramenta para derrotar o bolsonarismo nas urnas e impedir o retorno de um governo centrado na destruição de direitos dos trabalhadores, como o foram Temer e Bolsonaro. Contudo, ao mesmo tempo, essa perspectiva se mostra limitada na medida em que o mandato de Lula não esteve voltado para o avanço de direitos dos trabalhadores, se limitando a um governo burguês que, no melhor dos cenários, recompôs a escassez que existia antes da destruição bolsonarista.

Um segundo caminho passa pela possibilidade de apoio a uma candidatura da extrema-esquerda. Por certo que essa candidatura defenderia um programa centrado nos interesses dos trabalhadores e poderia ser uma ferramenta no processo de organização da classe trabalhadora no sentido da transformação da sociedade. Contudo, essa candidatura não teria diálogo com amplos setores da classe, se limitando a angariar votos no setor que de antemão têm referência nesses partidos. Ademais, mesmo que se unissem diversas organizações em torno a uma candidatura, essa seria uma unidade de ocasião, sem uma perspectiva de organização estratégica, se mostrando mais como um aglomerado de brigas por picuinhas e disputas retóricas que nem mesmo a base desses grupos entende.

Portanto, a questão não pode ser respondida de forma simples, como uma mera opção de voto. O debate estratégico precede o eleitoral, colocando a necessidade de se apontar para um projeto construído coletivamente pela classe trabalhadora. O democrático-popular, dominante como estratégia na década de 1980, faliu diante da subida do PT ao governo central, em 2003. Outra perspectiva estratégica está em aberto, não tendo, até agora, conseguido superar os limites da democracia burguesa.

Os trabalhadores, por meio de suas organizações, devem construir uma alternativa que se expresse para além das eleições. O voto em uma candidatura ou outra se mostra apenas como a expressão tática da estratégia que os trabalhadores eventualmente coloquem em seu horizonte. Da forma como se faz o debate atual, com a ausência de um projeto estratégico construído de forma coletiva, defender o voto em Lula ou em uma candidatura da extrema-esquerda mostra apenas o oportunismo de setores que fingem levar a sério os interesses dos trabalhadores.

(*) Doutor em história pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e técnico-administrativo no Instituto Federal Catarinense (IFC). Autor do livro “Golpe e ditadura em Santa Catarina”

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