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PSDB/Cidadania oficializa candidatura de Maranata ao governo do Rio Grande do Sul

Por:Sul 21
31 de Julho de 2026, 15:38

A Federação PSDB/Cidadania oficializou, nesta quinta-feira (30), a candidatura de Marcelo Maranata (PSDB) ao governo do Rio Grande do Sul. A convenção estadual, realizada na Câmara Municipal de Porto Alegre, também homologou o nome de Cláudio Diaz (PSDB ) como candidato a vice-governador.

O encontro, que teve início às 17h, reuniu lideranças políticas, filiados e apoiadores de diversas regiões do Estado. Com a homologação, a chapa inicia oficialmente a campanha eleitoral.

Em seu discurso, Marcelo Maranata reforçou a confiança no futuro do Estado e destacou o espírito de união que marcou a reconstrução do RS. “Vamos vencer juntos! Como fizemos nas enchentes. E, por mais difícil que pareça, eu acredito no Rio Grande”, disse.

A federação também apresentou uma nominata com cerca de 80 candidatos a deputado estadual e federal, além de homologar as candidaturas de Milton Cardoso (PSDB) e Renato Jaguarão (Cidadania) ao Senado Federal. O fechamento da nominata será concluído até a tarde desta sexta-feira (31).

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Guaíba deve ficar abaixo da cota de inundação, mas falta de dados mantém incerteza na Capital

31 de Julho de 2026, 12:19

Na madrugada desta sexta-feira (31), o Guaíba chegou à cota de alerta de 2,50 metros. Às 7h, o primeiro boletim do dia da Defesa Civil de Porto Alegre informava que a régua do Cais Mauá alcançava 2,51 metros, enquanto na Ilha da Pintada chegava a 2,30 metros. A tendência é que o nível da água siga subindo até este sábado (1º). Contudo, segundo o professor Fernando Meirelles do Instituto de Pesquisas Hídricas (IPH) da UFRGS, a previsão atual é que o Guaíba não ultrapasse a cota de inundação.

Meirelles explica que o nível da água deve se aproximar dessa cota, ficando entre 2,50 e três metros. Segundo ele, o volume será registrado historicamente como uma “cheia importante”, embora esteja longe da gravidade das enchentes que atingiram Porto Alegre em 2024. “A tendência é aumentar entre hoje e amanhã. Domingo deve descer”, comenta Meirelles. “Se ultrapassar [a cota de inundação], será por poucos centímetros.”

O professor do IPH avalia que a elevação do Guaíba acima dos três metros não deve causar prejuízos à cidade neste fim de semana. O episódio, segundo ele, será um “teste” para as obras de proteção contra inundações realizadas pela Prefeitura de Porto Alegre.

A Zona Sul, por estar em uma área mais baixa da Capital e ter uma cota de inundação diferente da região central, também deve passar o fim de semana sem grandes problemas. A diferença de referência é importante: quando o nível do Guaíba chega, por exemplo, a 3 metros no Cais Mauá, na Zona Sul, a água pode estar cerca de um metro abaixo desse valor, em razão das características do terreno e das diferentes cotas de medição.

Uma das áreas que devem sentir os maiores impactos é a região das ilhas da Pintada, dos Marinheiros e das Flores. Assim como a Zona Sul, o local possui áreas ocupadas em cotas muito baixas, o que aumenta a vulnerabilidade às cheias, explica o professor Fernando Meirelles. As Ilhas “podem ter problemas, sim”, indicando na projeção do IPH que boa parte da região poderá ficar submersa.

Como medida preventiva, estão sendo instalados postos de comando da Defesa Civil do município nas ilhas. As equipes realizam monitoramento permanente das áreas ribeirinhas, orientam moradores e avaliam continuamente a necessidade de adoção de novas medidas preventivas, conforme a evolução do cenário.

Entretanto, Meirelles alerta que deve ser levada em consideração a incerteza dos modelos para a previsão atual do IPH. Ainda que o Guaíba tenha subido “no tempo esperado”, o professor diz que essa elevação ocorreu em uma “banda de incerteza”. O maior desafio, explica, é calcular a vazão dos rios afluentes, que estão baixando.

O pesquisador afirma ainda que há poucas informações precisas sobre a vazão dos rios que desembocam no Guaíba. Isso ocorre porque a rede de observação, formada pelas estações que monitoram o nível dos rios, foi danificada em 2024 e não recebeu manutenção em vários pontos. Com a falta desses dados, não é possível estimar com precisão o volume de água que está chegando a Porto Alegre.

A medição, por ser feita ainda longe da Capital, adiciona um grau maior à incerteza natural de uma previsão hidrológica. “Se instalasse [pontos de observação] onde deveria ter, já se poderia saber com maior precisão”, avalia Meirelles.

Alguns fatores podem alterar o prognóstico do IPH, entre eles a chuva e o vento. Para o fim de semana, não há previsão de precipitações, mas o volume registrado nos últimos dias já ficou acima do esperado. Em relação ao vento, o principal fator é a direção. Em 2024, o vento sul contribuiu para manter o nível do Guaíba elevado ao dificultar o escoamento natural da água. Desta vez, porém, a previsão, segundo Meirelles, é de que não haja vento sul, o que reduz esse risco.

“Nós estamos em alerta, observando e avaliando — com as incertezas da vazão —, mas não estamos com preocupações maiores para esse evento”, complementa. Meirelles.

A Defesa Civil de Porto Alegre trabalha com a mesma projeção do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), conforme informou o órgão ao Sul21 na manhã desta sexta-feira. A avaliação é de que o Guaíba não deve ultrapassar a cota de inundação na região do Cais, mas as Ilhas estão sob atenção especial. Questionada sobre a possibilidade de remoção de famílias, a Defesa Civil explicou que, neste primeiro momento, trabalha com a realocação “por solicitação” dos próprios moradores, ou seja, quando uma família pede para deixar a área preventivamente.

Na tarde de quinta-feira (30), a Defesa Civil de Porto Alegre elevou para laranja o nível do alerta hidrológico, válido até as 18h desta segunda-feira (3). No mesmo período, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu alerta vermelho especificamente para a região das Ilhas, com previsão de níveis dos rios acima da cota de inundação. As demais áreas da Capital não foram incluídas no alerta estadual.

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) informa que, até a manhã desta sexta, não há registro de pontos de acúmulo de água na área atendida pelo sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre. Por conta do prognóstico, não há indicativo de fechamento das comportas do sistema de proteção contra cheias.

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Comitê faz alerta sobre efeitos de vapor da CMPC em Guaíba

Por:Sul 21
22 de Junho de 2026, 19:27

O Comitê de Análise e Questionamento do EIA-RIMA do Projeto Natureza, empreendimento da empresa de celulose CMPC, fez um alerta nesta segunda-feira (22) sobre o lançamento de vapor que foi observado no domingo (21), em Guaíba. Um registro fotográfico compartilhado pelo Comitê mostra a movimentação intensa de vapor que chega a formar uma nuvem que se espalha por todo o território da instalação da empresa na Região Metropolitana e segue avançando.

Conforme o Comitê, que é composto por entidades de preservação do ambiente natural, técnicos, especialistas e ativistas, a chamada nuvem extraordinária pode ser causada por um processo de despressurização, o que pode ocasionar “poluição térmica e provável combinação com substâncias químicas de potencial tóxico”. “Embora as emissões de vapor possam fazer parte de procedimentos operacionais em sistemas de caldeiras, nossa avaliação aponta que eventos extremos de despressurização requerem atenção devido não somente à geração de ruído intenso, mas à poluição térmica e provável combinação com substâncias químicas de potencial tóxico, utilizadas no tratamento da água industrial e que são liberadas nestas gigantes nuvens de vapor”, afirma a nota.

O Comitê também traz relatos de moradores sobre a ocorrência de ruídos altos em função do processo. A nota cobra mais transparência da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) sobre os possíveis riscos à população de processos com uso de substâncias tóxicas que poderiam estar contidas no jato.

“Na operação de caldeiras de alta pressão, a água utilizada no processo requer rigorosos tratamentos de desmineralização e controle de corrosão. Entre os produtos tradicionalmente empregados nestas indústrias estão os sequestrantes de oxigênio, como o caso da hidrazina e do sulfito de sódio, além de compostos alcalinizantes e anticorrosivos, como a morfolina. Essas substâncias, frequentemente utilizadas nestes processos, possuem reconhecidos riscos toxicológicos e ambientais, principalmente quando manipuladas inadequadamente ou liberadas para o meio ambiente, podendo ser este o caso. A hidrazina é considerada altamente tóxica e potencialmente carcinogênica, além de apresentar elevada toxicidade para organismos aquáticos. O sulfito de sódio pode liberar dióxido de enxofre, um gás irritante associado ao agravamento de doenças respiratórias, especialmente em pessoas com asma. Já a morfolina é classificada como substância corrosiva, capaz de provocar irritações severas em contato com a pele, olhos e sistema respiratório”, completa a nota.

Os ativistas ainda alertam para riscos de efeitos colaterais de eventos com vapores como o registrado em Guaíba, que podem alterar drasticamente as condições ambientais para os animais, assim como aumento da umidade atmosférica do inverno, associado com aumento de doenças respiratórias. Por meio da nota, o Comitê ainda chama a atenção para os possíveis efeitos da instalação de uma nova fábrica da CMPC Celulose, do chamado Projeto Natureza, também no Estado, dessa vez em Barra do Ribeiro.

A CMPC Celulose foi procurada pela reportagem do Sul21, mas, até o fechamento dessa matéria, não havia se manifestado sobre o incidente.

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Orla do Guaíba: dois anos após enchente, reforma do Trecho 1 está longe de acabar

Por:Sul 21
5 de Junho de 2026, 16:44

Dois anos após a enchente de 2024, ainda não foi concluída a reforma do Trecho 1 da Orla do Guaíba, área fortemente afetada pela inundação. A equipe do Sul21 esteve no local na última terça-feira (2) e fez registros dos antigos restaurantes fechados com tapumes, que levam marcas da enchente. Além disso, há espaços interditados com o aviso “risco de acidente” (confira fotos abaixo).

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) informou à reportagem que a reforma do Trecho 1 da Orla está sendo executada em três etapas. Atualmente, está em andamento a etapa 2, iniciada em janeiro de 2026, com investimento de R$ 2,45 milhões oriundos de contrapartidas. Esta fase contempla a reconstrução dos espaços dos bares e dos banheiros, com previsão de entrega aos permissionários em dezembro deste ano.

A etapa 1, no valor de R$ 2,38 milhões também provenientes de contrapartidas, contemplou a demolição dos bares, vestiários e lojas existentes, além da construção do novo espaço da Guarda Municipal. Já a etapa 3, que prevê intervenções de proteção contra cheias e reforço de taludes, segue em fase de captação de recursos.

Em março deste ano, a Smamus havia informado que seriam necessários R$ 12 milhões para a recuperação do espaço de 1,3 quilômetro entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias. Na época, a Prefeitura dispunha de somente metade do valor. A pasta explicou ao Sul21 quea os R$ 6 milhões disponíveis vêm de três Termos de Alienação de Solo Criado por Contrapartida (TASCC) firmados em 2025 com a incorporadora Cyrela e que, além de intervenções no Trecho 1, compreendem outras obras do Município.

Os valores detalhados mais recentemente, no entanto, somam R$ 4,83 milhões. Questionada quanto ainda falta angariar dos R$ 12 milhões previstos para a obra, a Smamus não respondeu. A pasta também não informou quando deve ser concluída a reforma como um todo.

Como mostramos em em junho passado, a empresa Gam3, concessionária do Trecho 1, seria obrigada a contratar seguro para danos materiais causados por alagamentos e inundações no local, mas não o fez alegando que “não houve apólice disponível”. Enquanto a Prefeitura emprega valores de contrapartida na reforma, o contrato de concessão, disponível no site Licitacon, prevê o seguinte: “na ocorrência de caso fortuito ou força maior, cujas consequências não sejam cobertas por seguro disponível no mercado securitário brasileiro e em condições comerciais viáveis, as partes acordarão se haverá lugar à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro ou à extinção da concessão”.

No que diz respeito aos riscos assumidos pela concessionária, o contrato abarca “riscos que possam ser objeto de cobertura de seguros oferecidos no Brasil na data de sua ocorrência, inclusive para as hipóteses de caso fortuito ou força maior, bem como a variação no seu preço”.

Confira imagens do Trecho 1 da Orla em 2 de junho de 2026, registradas pelo fotógrafo Marcelo Pires:

Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21
Trecho 1 da Orla do Guaíba em 2/06/2026. Foto: Marcelo Pires/Sul21

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