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O tiro que sai pela culatra na estratégia de Flávio Bolsonaro contra Lula

22 de Agosto de 2026, 00:03

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) apontou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, tem rejeição numericamente superior à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resultado que contraria uma das principais apostas de sua campanha. Com informações de O Globo.

O levantamento indica que 46% dos eleitores afirmam que não votariam em Flávio de jeito nenhum. No caso de Lula, 45% deram a mesma resposta.

A campanha do senador aposta na alta rejeição ao presidente para favorecer sua candidatura na disputa presidencial. Os novos índices deixam Flávio um ponto percentual acima de Lula nesse indicador.

A estratégia busca explorar o desgaste de Lula à frente do governo e transformar a resistência ao petista em votos para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Gráfico feito com IA

PL aposta em queda da rejeição de Flávio Bolsonaro

Apesar do resultado, integrantes do PL destacam que a rejeição de Flávio caiu dois pontos percentuais. Aliados tratam esse movimento como uma “luz no fim do túnel” para a campanha.

A avaliação interna do partido é que o senador ainda pode reduzir a resistência ao seu nome ao longo da disputa, mesmo permanecendo numericamente acima de Lula na pesquisa.

Dirigentes do PL atribuem essa expectativa à combinação entre o antipetismo e o desgaste enfrentado por quem ocupa a Presidência da República.

Lula também registrou redução na rejeição entre julho e agosto, mas em ritmo menor: o índice do presidente caiu um ponto percentual no período.

A nova fake news de aliados de Flávio Bolsonaro sobre a candidatura de Lula à reeleição

22 de Fevereiro de 2026, 11:27
Lula e Flávio Bolsonaro

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a difundir nos bastidores a hipótese de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa desistir da reeleição. A movimentação ocorre após a divulgação de nova pesquisa Quaest que indicou avanço do parlamentar sobre o atual presidente. Com informações do Globo.

Segundo interlocutores ligados a Flávio, a eventual retirada da candidatura poderia ocorrer em julho, caso avaliações internas apontem risco elevado de derrota. A tese vem sendo comentada em conversas reservadas no meio político.

A leitura do grupo bolsonarista é que o cenário eleitoral se tornou mais competitivo. A pesquisa mencionada teria servido como sinal de alerta para o entorno do Palácio do Planalto.

No levantamento mais recente, Lula ainda aparece na liderança, mas com redução de margem em relação ao adversário. O dado foi interpretado por aliados de Flávio como indicativo de crescimento consistente do senador.

Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro

Integrantes do campo governista não confirmam qualquer discussão sobre desistência. Até o momento, Lula mantém publicamente a disposição de disputar a reeleição.

Nos bastidores, a circulação da hipótese também é vista como estratégia política. A avaliação é que a narrativa pode gerar instabilidade ou influenciar percepções dentro do eleitorado e entre aliados.

A movimentação ocorre em meio a articulações para consolidação de palanques estaduais e alianças partidárias. A definição de apoios será decisiva para o desenho final da disputa presidencial.

Com o calendário eleitoral avançando, a consolidação das candidaturas e o impacto de novas pesquisas devem influenciar os próximos passos tanto do grupo de Lula quanto do de Flávio Bolsonaro.

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