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Datafolha aponta Ciro Gomes com 52% no Ceará, 19 pontos à frente de Elmano

13 de Agosto de 2026, 20:15
Elmano de Freitas Ciro Gomes
Os candidatos ao governo do Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB). Foto: Fco Fontenele/O POVO/Eduardo Anizelli/Folhapress

Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa pelo Governo do Ceará com 52% das intenções de voto, contra 33% do governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (13). A vantagem do ex-governador é de 19 pontos percentuais no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores.

Pedro Brito (Novo), Delegado Huggo (Missão) e Danilo Soares (Democrata) marcaram 1% cada. Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não pontuaram; brancos, nulos ou nenhum somaram 7%, e 4% não souberam responder. Pedro Brito deixou a disputa após o registro do levantamento, e o Novo lançou Vera Lúcia como candidata ao governo.

Na pesquisa espontânea, Ciro foi citado por 28% dos entrevistados e Elmano por 20%, enquanto 43% disseram não saber em quem votar. Camilo Santana (PT), que não é candidato, apareceu com 2%. O dado mostra que os dois principais nomes já concentram as lembranças do eleitorado, mas que a corrida ainda tem espaço para disputa.

Em uma simulação de segundo turno, Ciro venceu Elmano por 55% a 37%. Brancos e nulos foram 5%, e 3% não souberam responder. A pesquisa ouviu 1.022 eleitores em 51 municípios cearenses entre segunda-feira (10) e quarta (12), tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O levantamento também aponta maior rejeição a Elmano: 35% disseram que não votariam no petista de jeito nenhum. Ciro foi rejeitado por 21%. Delegado Huggo marcou 19%, Zé Batista, 18%, Pedro Brito, 17%, Danilo Soares, 15%, e Serley Leal, 11%.

VÍDEO – “Meus bolsonaristas são honrados”, diz Ciro Gomes ao rebater Camilo Santana

31 de Maio de 2026, 21:10
Ciro Gomes (PSDB). Foto: José Cruz/Agência Brasilvci

O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), defendeu neste domingo (31) sua aproximação com lideranças bolsonaristas no estado e afirmou que os aliados “dele” são diferentes dos bolsonaristas ligados ao grupo adversário. A fala foi dada em Barbalha, durante a tradicional missa de bênção da bandeira de Santo Antônio.

Questionado sobre críticas do senador Camilo Santana (PT), que disse que Ciro estaria se aliando a bolsonaristas, o ex-governador respondeu com uma distinção direta. “Sabe qual é a diferença? Que os meus bolsonaristas são todos homens honrados, limpos. Nenhum deles é picareta”, declarou.

Política no Ceará.🔥 🔥

Ao ser entrevistado, Ciro Gomes disse que os bolsonaristas dele são todos homens honrados. pic.twitter.com/kuN8dLTOmd

— Iane menezes (@iane_menezes) May 31, 2026

Ciro afirmou que decidiu procurar lideranças de oposição no Ceará porque, segundo ele, o grupo governista passou a “reinar, mandar e desmandar” no estado. O tucano disse que sua articulação tem como objetivo reunir forças contra o PT e “livrar o Ceará desta ditadura corrupta que está implantada aqui”.

Entre os nomes citados por Ciro está Capitão Wagner, adversário histórico dos Ferreira Gomes. O ex-ministro disse que procurou o aliado do PL, reconheceu ataques antigos e pediu desculpas publicamente. “Eu não queria nem ouvir falar no Capitão Wagner, só porque ele era adversário do meu irmão Cid, e eu cegamente atacava”, afirmou.

Ciro também citou Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, e André Fernandes (PL), que quase venceu a eleição municipal na capital cearense. Segundo ele, embora tenha votado em José Sarto no primeiro turno, o crescimento de André Fernandes mostrou a força de uma oposição reorganizada.

Bolsonaristas André Fernandes e Roberto Cláudio. Foto: Dalila Lima/O Estado

A aproximação com o bolsonarismo é hoje um dos pontos mais sensíveis da tentativa de Ciro de voltar ao governo estadual. Segundo a Veja, faixas espalhadas por Fortaleza passaram a chamá-lo de “Cironaro”, numa referência à aliança com nomes do PL. A estratégia busca transformar a ligação com bolsonaristas em munição para PT, Camilo Santana e Elmano de Freitas.

Ciro tenta reativar sua imagem de gestor no Ceará, onde governou de 1991 a 1994 e construiu parte de sua base política. A dificuldade é conciliar esse capital histórico com uma aliança que inclui setores bolsonaristas, especialmente em um estado onde Lula e Camilo mantêm alta aprovação.

Ciro tenta responder dizendo que o PT também convive com aliados oriundos do PL e do bolsonarismo. Citou o prefeito de Sobral, Júlio Mano e “Úrido Paredão” como exemplos. A fala, porém, aparenta reforçar que para enfrentar o grupo de Camilo no Ceará, o cearense passou a defender uma aliança com bolsonaristas que até pouco tempo atrás tratava como fortes adversários.

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