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Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

Por:Sul 21
21 de Agosto de 2026, 14:56

Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, na manhã desta sexta-feira (21), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a retomada das negociações comerciais bilaterais e discutir a contenção de conflitos internacionais.

Durante a conversa de 1 hora e 20 minutos, classificada pelo Planalto como cordial, Lula afirmou que as alegações americanas que motivaram a recente imposição de novas tarifas contra o Brasil são infundadas. O governo estadunidense fundamentou as medidas alegando desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado.

Lula afirmou que as tarifas afetam negativamente o Brasil e os Estados Unidos e enfatizou que o diálogo é o melhor caminho para ambos os países. Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais fortes e propôs o reencontro breve de suas equipes diplomáticas.

Na pauta de segurança, Lula reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas.

Ele afirmou ainda que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações. Entre as estratégias está a asfixia financeira que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Lula apresentou ainda os avanços brasileiros no combate ao crime organizado — destacando a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e afirmou que indicará funcionários de alto escalão para dar andamento às tratativas.

Os dois presidentes também conversaram sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. Já o presidente Trump teceu considerações sobre as perspectivas estadunidenses de resolução do conflito com o Irã.

O presidente brasileiro lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para buscar saídas diplomáticas. “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, declarou Lula.

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Gleisi desmente editorial da Folha e defende ações do governo Lula no combate à corrupção

15 de Março de 2026, 16:23
A ministra Gleisi Hoffmann. Foto: Divulgação

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, fez duras críticas a um editorial publicado neste domingo (15) pela Folha. No texto, o jornal aborda o que classifica como combate à corrupção no governo do presidente Lula.

Gleisi acusou a publicação de distorcer os fatos ao tratar das investigações envolvendo fraudes contra aposentados e irregularidades no caso Master. Afirmou que a Folha apresentou uma versão equivocada dos eventos.

A ministra destacou que as investigações, que ganharam visibilidade recentemente, não foram frutos de pressões políticas ou de reportagens do jornal, mas sim de ações coordenadas por instituições responsáveis pela fiscalização, como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). Ela também mencionou a participação do Banco Central em um dos casos investigados, enfatizando a atuação conjunta das instituições públicas.

“Editorial na capa da @folha corrompe a realidade ao tratar do combate à corrupção no governo do presidente @LulaOficial. Quem ‘rompeu o silêncio’ sobre o roubo dos aposentados e as fraudes no Master foi a ação conjunta da Polícia Federal com a CGU no primeiro caso, e o Banco Central, no segundo”, escreveu a ministra.

Ela também afirmou que o jornal ignora o papel essencial das instituições responsáveis pela apuração desses episódios. E reiterou que os escândalos investigados têm origem em períodos anteriores à atual gestão, ou seja, tudo começou durante o governo de Jair Bolsonaro.

Editorial na capa da @folha corrompe a realidade ao tratar do combate à corrupção no governo do presidente @LulaOficial. Quem “rompeu o silêncio” sobre o roubo dos aposentados e as fraudes no Master foi a ação conjunta da Polícia Federal com a CGU no primeiro caso, e o Banco…

— Gleisi Hoffmann (@gleisi) March 15, 2026

Gleisi argumentou que os problemas relacionados às fraudes contra aposentados e ao caso Master não foram identificados pelo jornal no momento em que ocorreram. “Ambos os escândalos, que nasceram e se desenvolveram durante o governo Bolsonaro, nunca foram percebidos pelo jornal antes da ação das autoridades responsáveis neste governo”, afirmou.

Segundo a ministra, as investigações seguem os procedimentos legais estabelecidos, sempre com a supervisão do Poder Judiciário, como determina a lei. Gleisi ressaltou que as apurações estão sendo conduzidas sem qualquer interferência política, conforme a orientação do presidente Lula. “Importante frisar também que as investigações policiais ocorrem sob a supervisão do Judiciário, como a lei exige, sem qualquer interferência política por parte do governo, uma postura sempre orientada pelo presidente Lula”, disse.

Ela também abordou o papel da imprensa no sistema democrático, destacando a importância da liberdade de atuação dos veículos de comunicação. No entanto, criticou a Folha de S.Paulo por, em sua visão, interpretar de forma equivocada o cenário político. “A imprensa cumpre seu papel na democracia, que foi ameaçada pelo governo anterior, não por este, caso a Folha tenha se esquecido da história recente do país”, completou a ministra.

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