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VÍDEO – Trump diz que CIA o informou que o novo líder supremo do Irã é gay

26 de Março de 2026, 22:10
Mojtaba Khamenei e Donald Trump em montagem de duas fotos
Mojtaba Khamenei e Donald Trump – Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que a CIA lhe informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News. Ao ser questionado, Trump respondeu: “Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país.”

O presidente não apresentou evidências para a informação atribuída à CIA. No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas ilegais sob a legislação baseada na sharia. Antes da entrevista, o New York Post já havia noticiado que Trump teria sido informado sobre o tema. O presidente também havia levantado dúvidas sobre a situação de Mojtaba após ataques militares recentes.

Mojtaba Khamenei foi anunciado como líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques realizados por Estados Unidos e Israel no início da guerra, em 28 de fevereiro. A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos responsáveis por definir a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979. Aos 56 anos, Mojtaba ocupava posição intermediária no clero e mantinha influência nos bastidores do regime.

Em entrevista para a Fox News, Donald Trump confirma que ouviu relatos da CIA de que o novo líder supremo do Irã é homossexual.

Código Penal Islâmico do Irã pune a homossexualidade com pena de morte. pic.twitter.com/RVxE3rk3XT

— Sam Pancher (@SamPancher) March 26, 2026

O novo líder tem ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a força paramilitar Basij. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já deixou mais de 1.750 civis mortos no território iraniano, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registra ao menos 13 mortes de militares americanos em ataques relacionados ao confronto.

Além do Irã, ações militares atingiram países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades iranianas afirmam que os ataques têm como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. O confronto também alcançou o Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ofensivas contra Israel.

Após a escolha de Mojtaba Khamenei, Donald Trump declarou que considera a decisão um “grande erro”. O presidente afirmou que deveria participar do processo e classificou o novo líder como “inaceitável” para a condução do país.

Mossad insuflou protestos no Irã e prometeu aos EUA derrubar governo, diz New York Times

26 de Março de 2026, 21:30
Protesto no Irã

A agência de inteligência de Israel, o Mossad, apresentou um plano para provocar a queda do governo do Irã por meio de operações combinadas com agitação interna, segundo reportagem do New York Times. A proposta teria sido usada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para convencer o presidente Donald Trump de que seria possível derrubar a República Islâmica com rapidez.

De acordo com o jornal, o chefe do Mossad, David Barnea, apresentou o plano dias antes do início da guerra. A estratégia previa a eliminação de lideranças iranianas, seguida de uma série de operações de inteligência destinadas a estimular uma revolta popular. A avaliação era de que isso poderia levar a um levante em larga escala e à queda do regime.

Em janeiro, episódios de violência ocorridos nos dias 8 e 9 no Irã, que deixaram cerca de 3 mil mortos, foram incorporados a essa narrativa. Esses eventos foram apresentados como protestos pró-democracia no Ocidente, mas eram parte de um cenário utilizado para sustentar a viabilidade de uma mudança de regime.

A leitura atribuída ao Mossad era de que esses episódios funcionariam como um indicativo de que a sociedade iraniana poderia reagir a uma ofensiva militar.

Os acontecimentos de janeiro foram levados a Trump como uma espécie de “prévia” de uma possível insurreição mais ampla. A avaliação era de que ataques direcionados contra a liderança iraniana poderiam desencadear um colapso imediato do governo, com apoio interno. Parte de autoridades americanas e da inteligência israelense, no entanto, expressou dúvidas sobre essa hipótese.

No início do conflito, o discurso público de Trump refletiu essa expectativa. Em declaração em vídeo, ele afirmou que a população iraniana deveria assumir o controle do país ao fim das operações. “Finalmente, ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima… quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será de vocês”, disse.

THIS IS HILARIOUS 😭😭

“Iran 🇮🇷 wanted to make me their Supreme leader but i refused and said no thanks”

– Donald Trump 🤣

He has totally lost it pic.twitter.com/PcF2ds4LTB

— Amock_ (@Amockx2022) March 26, 2026

A hipótese de mudança de regime, porém, perdeu força rapidamente. Menos de duas semanas após o início da guerra, senadores americanos afirmaram que a derrubada do governo iraniano não fazia parte dos objetivos da operação e que não havia um plano estruturado nesse sentido.

Avaliações da CIA indicam que o regime iraniano não deve cair, mesmo diante dos ataques. Segundo a agência, a morte de lideranças poderia resultar na ascensão de um governo mais radical. A inteligência israelense também avalia que o governo foi enfraquecido, mas segue no poder.

Com o avanço do conflito e a ausência de um desfecho rápido, avaliações iniciais passaram a ser revistas. Segundo o próprio relatório citado pelo New York Times, a crença de que Israel e Estados Unidos poderiam estimular uma revolta ampla foi uma falha central no planejamento da guerra.

Autoridades militares americanas alertaram que a população não sairia às ruas sob bombardeio, e analistas consideraram baixa a probabilidade de um levante.

Passa de 160 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel

Por:Sul 21
25 de Março de 2026, 17:37

Da Agência Brasil

Subiu para 166 o número de municípios do Rio Grande do Sul que relatam problemas relacionados à escassez no abastecimento de óleo diesel. A informação consta em um boletim da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), ao qual a Agência Brasil teve acesso, nesta quarta-feira (25).

Os dados estão atualizados até as 9h dessa quarta-feira. Na última quinta-feira (19), o número de cidades atingidas era 142. Dois municípios, Formigueiro e Tupanciretã, mantêm estado de emergência.

A Famurs detalha que recebeu retorno à consulta de 384 dos 497 municípios gaúchos. Os 166 atingidos representam um terço das cidades do Rio Grande do Sul. A capital, Porto Alegre, não consta como afetada.

De acordo com a federação gaúcha, os sinais de desabastecimento acendem “um sinal de alerta para o funcionamento dos serviços essenciais nas cidades”.

Prefeituras estão direcionando o combustível para áreas essenciais, como serviços na área da saúde e transporte de pacientes. Obras e atividades que dependem de maquinário foram suspensas.

O óleo diesel é o principal combustíveis para veículos como caminhões, ônibus e tratores.

A Agência Brasil solicitou esclarecimentos à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, órgão regulador do setor, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.

À ocasião do último balanço, que dava conta de 142 cidades afetadas, a ANP informou que o cenário era de que “não havia falta de produtos, mas questões logísticas”.

Reflexos da guerra

A questão nas cidades gaúchas e aumento do preço do óleo diesel em diversas partes do país são reflexos da guerra no Irã, que afeta a cadeia global do petróleo.

O óleo diesel é o derivado do petróleo que mais sente os impactos do cenário internacional, uma vez que o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o preço do litro do óleo diesel no país subiu cerca de 20%, segundo a ANP.

Ações do governo

O governo tem tomado medidas para atenuar o repasse da alta global ao consumidor final. Uma delas foi a zeragem das alíquotas dos tributos federais que incidem sobre o diesel, o Pis e a Cofins.

O governo também trabalha com a subvenção às empresas (espécie de reembolso) de R$ 0,32 para cada litro de diesel produzido ou importado.

A Petrobras, principal fornecedora do país, chegou a reajustar o preço do óleo diesel em R$ 0,38 no último dia 14, mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pelas ações do governo federal.

Além disso, há a proposta para que estados também colaborem com subsídio ao diesel.

A ANP atua ainda na fiscalização da cadeia de comercialização dos combustíveis, visitando postos e distribuidoras.

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Aprovação de Trump despenca para 36% após ataques ao Irã, revela pesquisa

24 de Março de 2026, 16:00
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 36%, o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca. A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada ao longo de quatro dias e publicada nesta quarta-feira (24), revelou que a queda no apoio popular ocorre em meio ao aumento dos preços dos combustíveis e à crescente desaprovação da guerra contra o Irã, que foi iniciada pelo governo del.

Em comparação com a pesquisa anterior, a aprovação passou de 40% para 36%. O levantamento associou essa piora à alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pelos ataques coordenados entre os EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro.

Com os preços da gasolina subindo, o eleitorado demonstrou insatisfação com a gestão do presidente, especialmente no que se refere ao custo de vida e ao impacto econômico da guerra.

A pesquisa também indicou que, apesar da queda na aprovação geral, Trump ainda mantém um forte apoio entre os eleitores republicanos, embora tenha perdido parte da confiança do partido, especialmente no tema da inflação.

A pesquisa destacou que apenas 25% dos entrevistados aprovam a forma como Trump está lidando com o custo de vida, um dos pontos centrais de sua campanha para a reeleição em 2024.

O dado é um reflexo do descontentamento crescente, com 34% dos eleitores republicanos desaprovando sua condução da economia e 20% expressando insatisfação com sua administração de questões relacionadas ao custo de vida.

Donald Trump anunciando o “tarifaço” em 2025. Foto: Divulgação

Esses números representam um aumento significativo em relação à pesquisa da semana anterior, que indicava uma desaprovação de 27%. Outro fator que contribuiu para a queda na popularidade de Trump foi a guerra no Irã. A pesquisa mostrou uma mudança significativa na opinião pública sobre os ataques dos EUA ao país.

A aprovação dos ataques caiu de 37% para 35%, enquanto a desaprovação subiu de 59% para 61%. A pesquisa feita após os primeiros ataques indicava uma maior indecisão entre os eleitores, mas, na pesquisa mais recente, a taxa de indecisão desapareceu, com 5% dos entrevistados se recusando a responder.

Apesar da queda na aprovação de Trump, os dados indicam que a desaceleração em sua popularidade não está afetando diretamente a corrida para as eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro.

Segundo o levantamento, 38% dos eleitores registrados consideram os republicanos mais capazes de cuidar da economia, enquanto 34% apontaram os democratas como a melhor opção.

Isso sugere que, embora a aprovação do presidente esteja em declínio, os aliados republicanos ainda têm um apoio considerável entre os eleitores, especialmente nas questões econômicas. A pesquisa foi realizada online e entrevistou 1.272 adultos nos Estados Unidos, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

Ações europeias despencam após Trump impor prazo sobre o Estreito de Ormuz

23 de Março de 2026, 07:03

As ações europeias acompanharam a forte queda dos mercados asiáticos no início da nova semana de negociações, à medida que a escalada adicional da guerra com o Irã pressiona o sentimento global dos mercados.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,9% pouco após as 9h em Londres (4h30 no horário de Nova York), com todas as principais bolsas e setores operando firmemente no território negativo.

Leia também: Irã ameaça usar minas navais no Golfo em caso de ataque dos EUA ou Israel

Ações de recursos básicos e do setor industrial estavam entre as mais afetadas, com quedas de 3,1% e 2,6%, respectivamente, enquanto investidores continuavam a se desfazer de ouro e outros metais preciosos.

O ouro à vista caía 5,2% na manhã de segunda-feira, a US$ 4.254,22, enquanto os contratos futuros do metal recuavam 7,4%, a US$ 4.234.

A queda na Europa, que seguiu uma liquidação nos mercados asiáticos na segunda-feira, ocorre em meio ao aumento das preocupações com a guerra envolvendo o Irã e o bloqueio de uma rota marítima vital, o Estreito de Ormuz.

Leia também: UKMTO alerta para situação crítica do Estreito de Ormuz e vê trânsito de apenas 1 navio por dia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado que iria “aniquilar” as usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse completamente o estreito em até 48 horas.

O Irã respondeu elevando as ameaças de atingir infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização no Golfo. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também declarou no sábado que entidades que compram títulos do governo dos Estados Unidos e “financiam o orçamento militar americano” seriam consideradas alvos legítimos, ao lado de bases militares.

No noticiário corporativo, a Poste Italiane despencava 7,3% no início das negociações após o serviço postal italiano, controlado majoritariamente pelo Estado, anunciar planos de comprar a Telecom Italia em um acordo em dinheiro e ações avaliado em 10,8 bilhões de euros (US$ 12,5 bilhões). A Poste Italiane é a maior acionista da Telecom Italia. As ações da Telecom Italia subiam 3,9%.

A Delivery Hero avançava 2,4% após informar que concordou em vender sua plataforma de entregas em Taiwan para a Grab Holdings por US$ 600 milhões.

Leia também: Apenas 16 petroleiros deixaram o Irã nos últimos 21 dias, aponta plataforma

Os preços do petróleo oscilaram em negociações voláteis no início da segunda-feira, com o Brent, referência global, subindo 1,3%, para US$ 113,70, enquanto os mercados da Ásia-Pacífico operavam em queda. Os futuros das ações dos Estados Unidos também recuavam, com o sentimento pressionado após os principais índices americanos registrarem a quarta semana consecutiva de perdas.

Na agenda de resultados na Europa, divulgam números Kongsberg Gruppen, Exor e Galp Energia. Também serão publicados dados da balança comercial da Espanha.

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Preços do petróleo sobem com ultimato de Trump sobre Ormuz e ameaças do Irã

23 de Março de 2026, 06:34

Os preços do petróleo avançaram em meio a negociações voláteis nesta segunda-feira, enquanto investidores avaliavam o risco de uma escalada após o ultimato do presidente Donald Trump exigindo que Teerã reabra o Estreito de Ormuz ou enfrente ataques à sua infraestrutura energética.

O Irã reagiu, afirmando que consideraria usinas elétricas e instalações de água na região como “alvos legítimos” caso sua rede elétrica fosse atingida.

O Brent, referência internacional, para entrega em maio subiu 1%, a US$ 113,32 por barril, revertendo perdas iniciais. O WTI, referência dos EUA, avançava cerca de 2,8%, a US$ 101,01 durante as primeiras horas de negociação na Europa.

O Goldman Sachs elevou de forma significativa suas projeções para o petróleo, prevendo que o Brent alcance em média US$ 110 em março e abril, contra estimativa anterior de US$ 98. Para o WTI, o banco projeta US$ 98 em março e US$ 105 em abril.

“Assumindo que os fluxos de Ormuz permaneçam em 5% do normal até 10 de abril, os preços tendem a subir nesse período”, disseram analistas do Goldman, acrescentando que o reconhecimento dos riscos por parte dos governos pode levar a maior estocagem e preços mais elevados no longo prazo.

Se os fluxos pelo estreito permanecerem em apenas 5% por dez semanas, o Brent poderá superar o recorde histórico de 2008, quando atingiu cerca de US$ 147 por barril antes de despencar com a crise financeira global.

A tensão aumentou após Trump ameaçar no sábado “obliterar” as usinas iranianas caso o país não reabrisse totalmente o Estreito de Ormuz em 48 horas — prazo que expira nesta segunda-feira em Washington.

O porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, respondeu que infraestrutura crítica e instalações energéticas no Golfo poderiam ser “irreversivelmente destruídas” se as usinas iranianas fossem atacadas.

Desde 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, Teerã mantém o estreito praticamente fechado ao tráfego marítimo comercial. O bloqueio de uma rota que normalmente responde por 20% do suprimento global de petróleo tem alimentado temores de choque de oferta, inflação e desaceleração econômica.

A mídia estatal iraniana afirmou no domingo que o país permitirá passagem segura apenas para embarcações não ligadas a “inimigos do Irã”.

Nos EUA, o gás natural subia 0,9%, a US$ 3,123 por milhão de BTUs, enquanto a gasolina RBOB para abril avançava 1,4%, a US$ 3,332, perto dos maiores níveis em quatro anos.

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, alertou que a crise atual é “muito severa”, pior que os choques do petróleo dos anos 1970 e mais grave que os impactos da guerra Rússia-Ucrânia sobre o gás.

Em 11 de março, países membros da IEA concordaram em liberar um recorde de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para conter a interrupção de oferta. Birol disse estar em consultas com governos da Ásia e Europa sobre liberar ainda mais estoques, mas ressaltou que a solução mais importante seria “abrir o Estreito de Ormuz”.

Diferença crescente entre Brent e WTI

A diferença entre os preços do Brent e do WTI ultrapassou US$ 14 por barril, o maior descompasso em anos. O Brent, mais sensível ao risco geopolítico por ser referência marítima, tem subido mais rápido que o WTI, armazenado no hub terrestre de Cushing, Oklahoma.

Segundo Amrita Sen, da Energy Aspects, o descompasso reflete o risco imediato de oferta para países fora dos EUA. “Os Estados Unidos vão permanecer os mais protegidos de todos”, disse, lembrando que o país é o maior produtor mundial e já iniciou a liberação de reservas estratégicas.

Chris Verrone, estrategista da Strategas Research, afirmou à CNBC que a diferença pode sinalizar que o mercado se aproxima da “intensidade máxima desta crise do petróleo”, com investidores apostando em um conflito prolongado e preços do Brent sustentados por mais tempo.

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Cuba mergulha em novo apagão nacional em menos de uma semana sob pressão dos EUA

22 de Março de 2026, 23:17
A cidade de Havana às escuras. Foto: YAMIL LAGE / AFP

Cuba voltou a ficar às escuras pelo segundo apagão nacional em menos de uma semana, após um novo colapso da rede elétrica do país — o terceiro apenas neste mês de março.

A crise ocorre em meio a fortes restrições no fornecimento de combustível, graças a um bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

A União Elétrica de Cuba, ligada ao Ministério de Energia e Minas, anunciou no sábado um apagão total em toda a ilha. Inicialmente, não houve explicação oficial para a falha. Mais tarde, autoridades informaram que o problema começou com uma pane inesperada em uma unidade geradora da usina termelétrica de Nuevitas, na província de Camagüey.

Segundo o governo, a falha desencadeou um efeito cascata que derrubou outras unidades do sistema elétrico. Para conter os danos, foram ativadas “micro-ilhas” de geração, destinadas a garantir energia a serviços essenciais, como hospitais e sistemas de abastecimento de água.

As autoridades afirmaram que trabalham para restabelecer o fornecimento. O blecaute anterior havia ocorrido apenas cinco dias antes, na segunda-feira. Este foi o segundo em uma semana e o terceiro em março, evidenciando a fragilidade do sistema.

🇨🇺 | La Habana a oscuras: nuevo apagón general en Cuba, el segundo en una semana. pic.twitter.com/agVqzIJy1H

— Alerta Mundial (@AlertaMundoNews) March 22, 2026

Com a chegada da noite, ruas de Havana ficaram praticamente às escuras. Moradores usavam lanternas e celulares para se locomover. Em áreas turísticas do centro histórico, alguns restaurantes conseguiram permanecer abertos graças a geradores, enquanto músicos tocavam para os clientes.Na capital, os cubanos já convivem com cortes diários de energia que podem durar até 15 horas. No interior da ilha, a situação é ainda mais grave.

A crise energética se agravou desde que o país deixou de importar petróleo, em 9 de janeiro. A escassez impactou não apenas a geração de eletricidade, mas também o setor aéreo, com redução de voos e prejuízos ao turismo — uma das principais fontes de renda da ilha.

O apagão ocorreu no mesmo momento em que um comboio internacional de ajuda começava a chegar a Havana, trazendo suprimentos médicos, alimentos, água e painéis solares.

A situação piorou ainda mais após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro — fato que abalou o principal parceiro energético de Cuba.

Trump tem afirmado repetidamente que o regime cubano está à beira do colapso e chegou a declarar que poderia “tomar” Cuba em breve.

Em resposta, o presidente Miguel Díaz-Canel advertiu que qualquer agressão externa enfrentará “uma resistência inquebrantável”.

Trump anuncia envio de agentes do ICE para aeroportos a partir desta segunda

22 de Março de 2026, 11:48
trump, petróleo, Pronunciamento de Trump. AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que enviará agentes do ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA) a partir desta segunda-feira (23) para “auxiliar” os funcionários da TSA (Administração de Segurança de Transportes) nos aeroportos americanos. “Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que permaneceram […]

Irã ameaça atacar infraestrutura energética após ultimato de Trump e eleva tensão no Oriente Médio

22 de Março de 2026, 09:15

O Irã ameaçou neste domingo atacar infraestruturas energéticas no Oriente Médio após um ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que destruiria centrais elétricas iranianas caso Teerã não reabra o estreito de Ormuz em até 48 horas.

Se a rota estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos não for restabelecida. “Os Estados Unidos atacarão e arrasarão suas diversas centrais elétricas, começando pela maior”, afirmou Trump em mensagem na Truth Social. Em resposta, o Irã ameaçou atingir “infraestruturas energéticas, de tecnologia da informação e de dessalinização de água” na região.

As declarações acontecem no 23º dia da guerra iniciada em 28 de fevereiro, após operação conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que passou a responder com ataques em diferentes frentes.

“O único que sentimos em comum neste período é a incerteza sobre o desenvolvimento” da guerra, disse à AFP Shiva, de 31 anos, morador de Teerã. “Todos perdemos nosso trabalho, já não temos ingressos e não sabemos quanto tempo poderemos seguir assim”, acrescentou.

Em outras frentes, o Hezbollah afirmou ter lançado uma salva de foguetes contra soldados israelenses em Misgav Am, no norte de Israel. Um civil ficou ferido na região após um disparo vindo do Líbano. Já o Exército israelense declarou conduzir operações “no coração de Teerã”, sem detalhar.

No sul de Israel, ataques de mísseis iranianos no sábado deixaram mais de 100 feridos e provocaram pânico. Um dos projéteis atingiu uma área residencial em Dimona, cidade que abriga um centro estratégico de pesquisa nuclear, causando cerca de 30 feridos. Outro ataque atingiu Arad, com 84 feridos, dez deles soterrados.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o episódio como “uma noite muito difícil na batalha por nosso futuro”.

Teerã afirmou que o ataque em Dimona foi uma “resposta” a uma ofensiva contra o complexo nuclear de Natanz. O Exército israelense disse “não ter conhecimento” desse ataque. Tanto a organização iraniana de energia atômica quanto a International Atomic Energy Agency informaram não ter detectado níveis anormais de radiação.

O diretor da agência, Rafael Grossi, pediu “moderação militar para evitar qualquer risco de acidente nuclear”.

O conflito também atingiu o Iraque, onde oito ataques noturnos com foguetes e drones tiveram como alvo um centro diplomático e logístico dos Estados Unidos no aeroporto de Bagdá, segundo fontes de segurança locais.

A escalada atinge ainda países do Golfo e pressiona o fornecimento global de energia. Três mísseis balísticos foram lançados na região de Riad — um foi interceptado e dois caíram em áreas desabitadas, de acordo com o Ministério da Defesa saudita. Os Emirados Árabes Unidos relataram ter respondido a ataques com mísseis e drones.

O bloqueio do estreito de Ormuz, corredor vital para o transporte de petróleo, amplia a alta dos preços de petróleo e gás, que já vinham em trajetória de elevação desde o início do conflito.

Nas proximidades da rota, um “projeto desconhecido” explodiu neste domingo próximo a um navio graneleiro no Golfo, ao norte de Sarja, segundo a agência marítima britânica UKMTO. A tripulação está segura.

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Trump diz que ‘aniquilará’ usinas de energia do Irã se Ormuz não for reaberto em 48 h

22 de Março de 2026, 07:14
trump, Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece estar colocando em prática em escala global o mesmo padrão marginal dos milicianos cariocas.
Por AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu neste sábado (21) ao Irã um prazo de 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo ou enfrentar a destruição de sua infraestrutura elétrica. “Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir […]

Morre Robert Mueller, ex-FBI que investigou laços da campanha de Donald Trump com a Rússia

21 de Março de 2026, 22:18

Robert S. Mueller III, o diretor do FBI que transformou a principal agência de aplicação da lei dos Estados Unidos em uma força de combate ao terrorismo após os ataques de 11 de setembro de 2001, e que mais tarde se tornou conselheiro especial encarregado de investigar os laços entre a Rússia e a campanha presidencial de Donald Trump, morreu aos 81 anos.

“Com profunda tristeza, estamos compartilhando a notícia de que Bob faleceu” na noite de sexta-feira (20), disse sua família em um comunicado. “Pedimos que a sua privacidade seja respeitada.”

No FBI, Mueller começou quase imediatamente a reformular a missão do órgão para atender às necessidades de aplicação da lei do século 21, iniciando seu mandato de 12 anos apenas uma semana antes dos ataques de 11 de setembro e servindo sob presidentes de ambos os partidos políticos. Ele foi nomeado pelo presidente republicano dos EUA, George W. Bush.

Leia também: Estados Unidos pressionam acordo por terras raras, mas Brasil não corresponde

O evento cataclísmico mudou instantaneamente a principal prioridade do FBI de resolver crimes domésticos para prevenir o terrorismo, uma mudança que impôs um padrão quase impossível a Mueller e ao restante do governo federal: prevenir 99 de cada 100 planos terroristas não era o suficiente.

Ele também foi conselheiro especial na investigação do Departamento de Justiça sobre se a campanha de Trump cooperou ilegalmente com a Rússia para influenciar o resultado da corrida presidencial de 2016.

Trump postou nas redes sociais sobre a morte de Mueller: “Robert Mueller acabou de morrer. Bom, estou feliz que ele esteja morto.”

O presidente dos EUA acrescentou: “Ele não pode mais machucar pessoas inocentes!”

O FBI não respondeu ao pedido de comentário.

Leia mais: Estados Unidos e Israel bombardeiam Natanz, principal complexo nuclear iraniano

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Trump ameaça “atingir e obliterar” usinas do Irã se Estreito de Ormuz não for reaberto em 48 horas

21 de Março de 2026, 22:21
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) “atingir e obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.

“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas várias USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

A declaração representa uma escalada no tom adotado pelo presidente, que anteriormente já havia sugerido a possibilidade de atacar a infraestrutura iraniana, embora com ressalvas sobre o impacto na reconstrução do país.

Ao mesmo tempo, reconhece implicitamente que o fechamento do estreito — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo — dá ao Irã um poder significativo de pressão.

A nova fala ocorre um dia após Trump afirmar que os Estados Unidos consideravam “reduzir gradualmente” suas operações militares no Oriente Médio. Questionado sobre um plano para restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, ele respondeu que, “em certo momento, ele se abrirá por conta própria”.

Também acontece após Trump dizer, na quinta-feira, que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que suspendesse ataques contra instalações iranianas de petróleo e gás.

Apesar disso, a alta nos preços da gasolina dentro dos EUA tem pressionado o governo, que tenta evitar um fechamento prolongado da via marítima. Nos bastidores, autoridades americanas reconhecem que reabrir o estreito é um desafio sem solução clara.

Trump afirmou ainda que o Irã deseja negociar, mas disse não ter interesse em um acordo, alegando que seus objetivos já teriam sido alcançados “semanas antes do previsto” e que os EUA teriam “varrido o Irã do mapa”.

“A liderança deles acabou, sua Marinha e sua Força Aérea estão destruídas, eles não têm defesa alguma — e querem fazer um acordo. Eu não!”, declarou.

“Você não faz cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm equipamentos, radares ou defesa antiaérea. E seus líderes foram eliminados em todos os níveis. Não estamos procurando isso”, completou.

Agora — de Donald Trump, sobre a guerra contra o regime islâmico no Irã: “… eu não quero fazer um cessar-fogo. Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado.” pic.twitter.com/o21usH5CoU

— No Front Militar (@noFrontMilitar) March 20, 2026

Trump finalmente vislumbra uma saída do Irã, diz New York Times

21 de Março de 2026, 21:48
Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que está considerando uma “redução gradual” das operações no Irã, mas muitos dos seus objetivos militares iniciais ainda não foram alcançados. Desde o início do que ele chamou de “excursão” ao Irã, Washington tem sido dominada por uma pergunta persistente: quando o presidente decidirá encerrar a operação, mesmo com uma parte significativa dos seus objetivos ainda inacabados?

Na sexta-feira, durante uma viagem à Flórida, Trump esboçou um possível caminho para essa saída, mas não está claro se ele realmente tomará essa decisão. Além disso, os sinais indicam que os efeitos dessa incursão podem ultrapassar o interesse imediato do presidente: o preço da gasolina aumentou, a infraestrutura ao longo do Golfo Pérsico está severamente danificada, e a teocracia iraniana, embora golpeada, continua se mantendo firme. Aliados dos EUA, inicialmente relutantes, agora enfrentam a tarefa de patrulhar águas mais hostis.

As mensagens de Trump têm sido oscilantes, diz David E. Sanger no New York Times. Sanger cobre o governo Trump e temas de segurança nacional. Com mais de quatro décadas no Times, é autor de quatro livros sobre política externa e acompanhou cinco presidentes americanos.

Os críticos de Trump, escreve Sanger, afirmam que isso é evidência de que ele entrou no conflito sem uma estratégia clara, enquanto seus apoiadores defendem que isso é uma “estratégia inteligente”. Com a intensificação dos ataques americanos e israelenses, Trump afirmou que não tem interesse em um cessar-fogo, alegando que os Estados Unidos estavam “obliterando” os estoques de mísseis, a marinha, a força aérea e a base industrial de defesa do Irã.

No entanto, horas depois, talvez sensível à crescente apreensão de sua base republicana, escreveu em sua rede social: “Estamos muito próximos de atingir nossos objetivos, ao mesmo tempo em que consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio”.

Sua formulação mais recente de objetivos omite pontos anteriormente centrais. Não há menção à derrota da Guarda Revolucionária Islâmica, que ainda mantém o poder, nem a Mojtaba Khamenei, sucessor de seu pai. Além disso, a promessa de “libertar” o povo iraniano foi retirada de suas falas, levantando dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a mudança política no Irã.

Trump também passou a redefinir seus objetivos em relação ao programa nuclear iraniano. Em vez de exigir a remoção total do material nuclear, ele agora afirma que seu objetivo é “nunca permitir que o Irã sequer se aproxime da capacidade nuclear”, mantendo os EUA sempre prontos para uma reação “rápida e contundente”. Essencialmente, a situação permanece a mesma de quando os EUA destruíram o programa nuclear iraniano em junho do ano passado, com instalações sob vigilância constante de satélites dos EUA.

O presidente também passou a exigir que os aliados, que haviam sido excluídos das deliberações iniciais, patrulhassem o Estreito de Ormuz e outras áreas estratégicas, com o apoio logístico dos EUA. Isso representa uma mudança na doutrina americana para o Oriente Médio, transferindo a responsabilidade para outros países.

No início do conflito, Trump acreditava que a capitulação do Irã seria rápida. No entanto, a recusa iraniana em se render foi uma surpresa, assim como a crise nos mercados de energia. O governo dos EUA teve que intervir, liberando estoques da Reserva Estratégica de Petróleo e permitindo o envio de petróleo russo e iraniano, o que acabou favorecendo adversários em guerra com a Ucrânia e com os próprios americanos.

Além disso, o Irã tem utilizado o caos nos mercados como uma ferramenta crucial para pressionar os EUA. No sábado, Teerã advertiu que poderia incendiar outras instalações no Oriente Médio. O país parece ter em torno de 3.000 minas marítimas, parte das quais já foi destruída, e forças americanas estão se concentrando em neutralizar embarcações iranianas que atacam petroleiros aliados dos EUA.

A necessidade de aliados também se tornou evidente. Trump inicialmente acreditava que a guerra seria breve, mas a vigilância do estreito e de outros pontos estratégicos mostrou que a tarefa seria mais longa do que esperava. Uma outra surpresa foi a falta de um levante entre a Guarda Revolucionária ou a população iraniana, o que contradizia as previsões de deserções em diversos níveis, segundo autoridades de inteligência.

Esse cenário ainda pode evoluir, pois as guerras não são decididas em poucas semanas. No entanto, Trump ingressou no conflito após uma sequência de vitórias rápidas, como o bombardeio das principais instalações nucleares do Irã, e uma operação bem-sucedida que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas. Apesar disso, o Irã mostrou ser um adversário mais resiliente do que Trump inicialmente subestimou, lembra Sanger.

Governo Trump suspende sanções contra petróleo iraniano por 30 dias para tentar conter preços

21 de Março de 2026, 20:03
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) uma isenção de sanções por 30 dias para a compra de petróleo do Irã no mar. A medida, divulgada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, busca aliviar a pressão no fornecimento global de energia em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

Segundo o Departamento do Tesouro, a licença permite a comercialização de petróleo bruto iraniano e derivados embarcados entre 20 de março e 19 de abril. Esta é a terceira flexibilização de sanções em cerca de duas semanas, após medidas semelhantes envolvendo também o petróleo russo.

Barris de petróleo para exportação. Foto: reprodução

De acordo com Bessent, a liberação deve colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, ampliando a oferta e reduzindo pressões nos preços. “Ao desbloquear temporariamente esse suprimento existente para o mundo, os Estados Unidos […] ajudam a aliviar as pressões temporárias sobre o suprimento”, afirmou.

O secretário destacou ainda o caráter estratégico da decisão. “Em essência, estaremos usando os barris iranianos contra Teerã para manter o preço baixo enquanto continuamos a operação Fúria Épica”, disse.

Donald Trump diz que está considerando encerrar guerra contra o Irã

20 de Março de 2026, 20:40
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está “muito perto de atingir seus objetivos” no conflito contra o Irã e que avalia reduzir gradualmente as operações militares na região. Segundo Trump, os Estados Unidos não dependem do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, e por isso […]

Em encontro na Casa Branca, Trump e Takaichi discutem a guerra no Oriente Médio

20 de Março de 2026, 08:49

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, procurou reafirmar a aliança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o encontro dos dois chefes de Estado na Casa Branca, na quinta-feira (19). Mesmo com a recusa do governo japonês em ajudar Trump a liberar o Estreito de Ormuz, Takaichi disse que o Japão se opõe ao desenvolvimento do programa nuclear do Irã.

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“Mesmo contra esse pano de fundo, acredito firmemente que é apenas você, Donald, quem pode alcançar a paz em todo o mundo”, disse a primeira-ministra a Trump.

Durante a entrevista coletiva, Trump fez um comentário desagradável sobre o ataque do Japão a Pearl Harbor, em 1941. Ao ser questionado sobre por que os Estados Unidos não notificaram aliados antes dos ataques ao Irã, Trump respondeu: “Não contamos a ninguém sobre isso porque queríamos surpresa. Quem sabe mais sobre surpresa do que o Japão? Por que você não me contou sobre Pearl Harbor?“.

Trump disse aos repórteres que discutiu com Takaichi o nível de apoio do Japão à guerra contra o Irã. “Eles estão realmente se esforçando”, afirmou, sem dar detalhes.

Já Takaichi afirmou que ambos concordaram que garantir a segurança do Estreito de Ormuz era de extrema importância, mas que explicou a Trump as iniciativas que o Japão pode e não pode tomar, pela legislação do país.

Acordo nuclear

Takaichi e Trump assinaram um acordo de US$ 40 bilhões para a construção de reatores nucleares, informou a Casa Branca. A americana GE Vernova e a japonesa Hitachi devem construir reatores modulares pequenos avançados no Tennessee e no Alabama. O objetivo da iniciativa é ajudar a estabilizar os preços da eletricidade e ampliar a geração de energia nos Estados Unidos.

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Trump ameaça transformar Venezuela no 51º estado dos EUA; entenda

20 de Março de 2026, 08:15
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insinuar, em publicações nas redes sociais, que a Venezuela poderia se tornar um estado estadunidense. As declarações ocorreram enquanto ele comentava o desempenho da seleção venezuelana no Mundial de Beisebol, que terminou com vitória sobre os Estados Unidos na final.

A primeira menção foi feita após a vitória da Venezuela sobre a Itália nas semifinais. “Uau! A Venezuela derrotou a Itália hoje à noite por 4 a 2 na semifinal do WBC. Eles estão parecendo muito fortes. Coisas boas estão acontecendo com a Venezuela ultimamente! Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, escreveu. Após o título, Trump voltou à rede Truth Social e publicou apenas: “status de estado”.

As declarações ocorrem dois meses após a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro do então presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país, atualmente sob liderança interina de Delcy Rodríguez, enfrenta pressão constante do governo Trump, ampliando as tensões na região.

Publicação de Trump após título venezuelano. Foto: reprodução

A Venezuela, no entanto, não é o único território mencionado por Trump em seus planos expansionistas. O presidente também voltou a defender a anexação da Groenlândia, destacando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional e para o chamado “Domo de Ouro”.

“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”, afirmou.

As declarações geraram reação imediata da Dinamarca e de aliados da Otan, que reforçaram a presença militar na região. “Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz o comunicado.

Apesar da pressão, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o território pode discutir parcerias, mas rejeita abrir mão da soberania.

Imagem de IA usada por Trump para ameaçar anexação da Groenlândia. Foto: reprodução

Trump também voltou a sugerir a anexação do Canadá, inclusive com publicações que indicavam a possibilidade de o país se tornar o “estado número 51”. Segundo ele, a medida traria benefícios econômicos e de segurança.

“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte de nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, declarou. “Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido estado de número 51. Estão considerando a oferta!”.

A proposta foi rejeitada pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney. “O Canadá nunca esteve à venda”, afirmou. Em resposta anterior, o governo canadense já havia dito: “Só se o inferno congelar que o Canadá vai se tornar parte dos Estados Unidos. Os trabalhadores e as comunidades dos dois países se beneficiam do fato de serem os maiores parceiros comerciais e de segurança um do outro”.

Outro alvo das declarações recentes de Trump foi Cuba. O presidente afirmou que seria uma “honra” “tomar Cuba”, em meio à crise energética enfrentada pela ilha. O governo cubano confirmou que iniciou negociações com os Estados Unidos. “Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre nações”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel.

Petróleo de Dubai a US$ 166 o barril sinaliza onde preços globais podem chegar

20 de Março de 2026, 07:46

O petróleo negociado em Dubai ultrapassou US$ 166 o barril na quinta-feira (19), atingindo novo recorde, enquanto o Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. Para analistas, o movimento nos mercados locais do Oriente Médio funciona hoje como um termômetro do que pode estar por vir para os benchmarks globais, caso a passagem não seja reaberta em breve.

Ormuz e o colapso do trânsito de petróleo

O Estreito de Ormuz é responsável pelo trânsito de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. Os registros de passagem diária despencaram para perto de zero, ante um pico acima de 120 observado no início do ano, segundo dados analisados pela Charles Schwab.

Com o bloqueio, o petróleo que normalmente saía do Oriente Médio com custo de transporte reduzido para destinos asiáticos passou a enfrentar escassez severa. É esse desequilíbrio que explica a disparada dos preços locais.

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Dubai como sinal para Brent e WTI

Os preços do petróleo de Dubai e de Omã refletem a gravidade da escassez no Golfo, segundo Natasha Kaneva, chefe de pesquisa de commodities do JPMorgan. Mas ela alerta que o mercado ocidental não está imune.

“Se o Estreito não reabrir, essa divergência dificilmente vai persistir”, afirmou Kaneva em nota a clientes. “O Brent e o WTI vão acabar se reprecificando para cima à medida que os estoques da bacia do Atlântico forem reduzidos e o mercado global for forçado a operar em um nível de oferta muito mais apertado.”

Desde o início da guerra, o contrato de maio do Brent acumula alta de mais de 48%, negociado ao redor de US$ 106 o barril. No acumulado do ano, a valorização supera 76%.

Mercado asiático dá a dimensão do choque

O petróleo de Dubai tem seu preço mais representativo no mercado de Cingapura, principal ponto de referência para o abastecimento asiático. A intensidade da disrupção, porém, tornou esse preço pouco confiável.

“É quase um preço fictício”, disse Susan Bell, vice-presidente sênior de mercados de commodities da Rystad Energy. Diante disso, a firma passou a monitorar o preço de Dubai no mercado de Londres ou a utilizar instrumentos de swap para obter referências mais realistas.

O petróleo de Omã, considerado de qualidade equivalente ao de Dubai e escoado fora do Estreito de Ormuz, viu a demanda disparar justamente por oferecer uma rota alternativa ao bloqueio.

Consumidor pode sentir o impacto nas bombas e nas prateleiras

Andy Harbourne, analista sênior de mercados de petróleo da Wood Mackenzie, resume o quadro atual: “Tudo depende de quanto tempo o fechamento de Ormuz vai durar. O mercado inteiro está atualizando suas premissas em tempo real.”

O cenário de prolongamento do bloqueio preocupa além dos mercados financeiros. Analistas alertam que o encarecimento do petróleo e do frete marítimo tende a se traduzir em preços mais altos nas bombas de combustível e, pela cadeia logística, em bens nas prateleiras dos supermercados.

“A diferença de preço entre o Ocidente e a Ásia está enviando sinais importantes para o mercado”, disse Harbourne. “Está dizendo ao Ocidente para mover petróleo para a Ásia.”

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Trump diz que acha que terá a ‘honra’ de assumir o controle de Cuba

17 de Março de 2026, 06:43
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16), na Casa Branca, que acredita poder “ter a honra” de assumir o controle de Cuba. “Tenho convicção de que, de alguma forma, terei a honra de assumir Cuba”, disse o presidente. A declaração foi feita a jornalistas no Salão Oval. Trump já havia mencionado, […]

Aliados rejeitam apelo de Trump para patrulhar Estreito de Ormuz

17 de Março de 2026, 06:34
trump, Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece estar colocando em prática em escala global o mesmo padrão marginal dos milicianos cariocas.
Por Rodrigo Durão Coelho – Brasil de Fato Aliados dos Estados Unidos na Otan rejeitaram, nesta segunda-feira (16), apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que a aliança militar do Ocidente ajude a reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra no Oriente Médio. O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, disse que […]

Juiz bloqueia investigação contra presidente do Fed enquanto Trump volta a pressionar por corte imediato de juros

16 de Março de 2026, 14:16
Federal Reserve, juros, fed
A relação entre o governo dos Estados Unidos e o Federal Reserve (Fed) voltou ao centro do debate político e econômico após duas decisões recentes envolvendo o presidente da instituição, Jerome Powell, e o presidente americano, Donald Trump. Na última sexta-feira (13), o juiz federal James Boasberg decidiu bloquear intimações emitidas em uma investigação criminal […]

Líderes europeus reagem à pressão de Trump por ajuda em Ormuz

16 de Março de 2026, 14:06

Líderes europeus reagiram ao apelo do presidente Donald Trump para formar uma coalizão internacional destinada a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e atualmente bloqueada pelo Irã. No sábado (14) Trump afirmou que pretendia reunir países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para proteger a passagem.

“É lógico que aqueles que se beneficiam dessa rota ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, declarou Trump ao Financial Times. O republicano advertiu que a ausência de resposta ou uma recusa ao pedido seria “muito ruim para o futuro da Otan” e ameaçou adiar uma cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, caso Pequim não colabore na reabertura do estreito.

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Posição de outros países

O Reino Unido afirmou que trabalha com aliados em um plano para restabelecer a navegação, mas “não se deixará arrastar para uma guerra mais ampla”, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer. Segundo ele, o país busca “um plano coletivo viável” e a operação não seria conduzida pela Otan. Londres avalia, por exemplo, o uso de drones de detecção de minas já posicionados na região, o que poderia não envolver envio de navios de guerra britânicos.

Em conversa telefônica com Starmer no domingo (15) Trump reiterou a “a importância de reabrir o estreito de Ormuz”, informou Downing Street.

A Alemanha também rejeitou a ideia de uma mobilização da Aliança Atlântica. Segundo o porta-voz do governo, Stefan Kornelius, a guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã não está relacionada à Otan. “A Otan é uma aliança para a defesa do território” de seus membros e, na situação atual, “não existe mandato para mobilizar a Otan”, afirmou Kornelius, em coletiva de imprensa.

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que o país não oferecerá “nenhuma participação militar“, embora possa “garantir, por via diplomática, a segurança do tráfego pelo Estreito de Ormuz”. “Esta guerra começou sem qualquer consulta prévia”, enfatizou.

Na Itália, o chanceler Antonio Tajani manifestou apoio ao reforço de missões navais da União Europeia no Mar Vermelho, mas considerou improvável estender essas operações ao Estreito de Ormuz. “Não creio que essas missões possam ser ampliadas para incluir o Estreito de Ormuz, especialmente porque se trata de missões de combate à pirataria e de defesa”, afirmou Tajani.

Em Bruxelas, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse que o bloco discute possíveis medidas para manter a rota aberta, mas vários ministros pediram tempo antes de alterar o mandato da missão naval Aspides.

“Temos interesse em manter aberto o Estreito de Ormuz e, por isso, estamos discutindo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, disse Kallas, antes do início da reunião em Bruxelas nesta segunda-feira (16).

Outros países também se mostraram reticentes. O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou ao Parlamento que o país não considera ordenar uma missão desse tipo “na atual situação do Irã”.

A primeira-ministra, Sanae Takaichi, declarou não ter recebido um pedido formal de Trump e ressaltou que o envio de forças ao exterior é politicamente sensível e juridicamente complexo em um país cuja Constituição renuncia à guerra.

“A questão é o que o Japão deve fazer por iniciativa própria e o que é possível dentro de nosso marco legal, em vez do que é solicitado pelos Estados Unidos”, disse ela ao parlamento. “Solicitamos a diversos setores de vários ministérios que discutam isso”, afirmou. (Com agências internacionais).

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Cuba abre economia para cidadãos cubanos que moram no exterior possam investir na ilha

16 de Março de 2026, 14:01

Cuba anunciou nesta segunda-feira (16) que cubanos residentes no exterior poderão investir e possuir empresas na ilha. O anúncio foi feito por Oscar Perez-Oliva Fraga, ministro do Comércio Exterior e vice-primeiro-ministro cubano, em entrevista à NBC News, e representa uma das reformas mais abertas da política econômica do país comunista em décadas.

“Cuba está aberta a ter uma relação comercial fluida com empresas americanas e também com cubanos residentes nos Estados Unidos e seus descendentes”, afirmou o ministro.

Pressão americana e crise interna

O anúncio ocorre em meio a uma conjuntura de forte pressão externa. O governo do presidente Donald Trump impôs um bloqueio de petróleo ao governo cubano como parte de uma política de pressão por mudança de regime em Havana.

A medida agrava uma situação já deteriorada. A população cubana convive com escassez de alimentos e apagões frequentes, em um país que enfrenta sanções comerciais dos Estados Unidos desde 1962.

Abertura como saída econômica

A reforma sinaliza uma tentativa do governo cubano de atrair capital externo para aliviar a crise. Ao mirar especificamente a diáspora e empresas americanas, Havana aposta na relação histórica e cultural com emigrantes como ponte para recursos que o Estado já não consegue mobilizar sozinho.

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Bessent minimiza possíveis impactos do conflito com Irã e diz estar ‘bem’ em relação a Ormuz

16 de Março de 2026, 13:59

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reiterou que o objetivo do presidente americano, Donald Trump, no conflito contra o Irã é destruir as capacidades nucleares de Teerã. Em entrevista à CNBC nesta segunda-feira (16), Bessent disse que a ação de Washington contra o país persa tem o objetivo de “frear” as ações “terroristas” iranianas ao redor do mundo.

Bessent minimizou os possíveis impactos do conflito no Oriente Médio e alegou que a mídia está querendo transformar a guerra deflagrada pelos EUA e Israel “em uma crise que não existe“.

Neste contexto, ele defendeu que as expectativas de inflação estão bem ancoradas e que quaisquer ações para lidar com os preços de petróleo dependem da duração da guerra.

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Estreito de Ormuz é peça chave

“Acreditamos que navios da China e da Índia saíram do Estreito de Ormuz, estamos observando um aumento no número de navios-tanque que atravessam a rota e acreditamos que outros devem seguir. Por enquanto, estamos bem em relação a Ormuz, estamos bem abastecidos de petróleo“, disse, ao mencionar que a maior parte do petróleo do Golfo Pérsico é destinada à Ásia.

Segundo cálculo do secretário, o déficit de petróleo situa-se entre 10 e 14 milhões de barris. Sobre o alívio dos EUA nas sanções para a Rússia, ele afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, poderia faturar ainda mais de o preço do petróleo subisse para US$ 150 o barril.

Bessent também disse que os EUA acreditam que o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, está ferido e “com poucas funções“.

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Os países que negaram apoio a Trump no estreito de Ormuz

16 de Março de 2026, 13:05
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Samuel Corum/EFE

O apelo de Donald Trump para que países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros no estreito de Ormuz não teve sucesso, com várias nações, incluindo o Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália, rejeitando a ideia. Japão e Coreia do Sul, por sua vez, ainda avaliam a possibilidade de enviar apoio.

A região, onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, está sob controle do Irã, que tem usado o estreito como ponto estratégico de pressão. Trump, inicialmente, fez um apelo público, citando países como China, França, Japão e Coreia do Sul, reclamando de riscos econômicos e geopolíticos.

No entanto, a reação internacional foi fria, com vários governos resistindo ao envolvimento militar. A falta de apoio dos aliados, especialmente na Europa, fez Trump mudar sua abordagem e adotar um tom mais ameaçador, sugerindo que a ausência de apoio poderia prejudicar o futuro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Trump também se voltou para a China, tentando envolver o gigante asiático na questão do estreito de Ormuz. Na sexta (13), os EUA atacaram a ilha de Kharg, um centro de produção petrolífera iraniano, mas deixaram intocados os terminais de embarque. O presidente dos EUA, em uma entrevista, também sugeriu que poderia adiar sua visita a Xi Jinping, aumentando a pressão sobre os chineses.

Estreito de Ormuz. Foto: Canva/UOL

O Irã continua a sua política de ações militares no Oriente Médio. No domingo (15), o país permitiu a passagem de um petroleiro paquistanês sem incidentes, apontando que o estreito de Ormuz permanece acessível para alguns, mas não para os aliados dos EUA.

O país também intensificou sua pressão com novos ataques à infraestrutura petrolífera, incluindo um ataque ao terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva afetou o único oleoduto dos Emirados, que dribla o estreito, levando a suspensão de embarques de navios.

A situação também se agravou com um ataque de drone iraniano ao aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, que explodiu um tanque de combustível próximo ao terminal. O local foi fechado temporariamente.

Xiitas e sunitas: qual é a diferença entre os dois principais grupos do islamismo?

16 de Março de 2026, 13:00

Em meio à guerra no Oriente Médio e aos bombardeios que resultaram na morte do Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, os novos ataques começaram a ser relacionados a motivos religiosos. Apesar de se tratar de conflitos históricos entre os Estados Unidos e países do Oriente Médio e assuntos geopolíticos como petróleo e fabricação de armas nucleares, autoridades iranianas entendem que os ataques são direcionados à religião do país.

O islamismo é uma das maiores religiões do mundo e possui diferentes correntes dentro de sua tradição. As duas principais são sunitas e xiitas, que compartilham grande parte das crenças fundamentais da fé muçulmana, como a crença em Alá e nos ensinamentos do profeta Maomé.

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Divisão entre sunitas e xiitas

De acordo com informações da NBC News, a divisão entre as duas vertentes do islamismo tem origem no ano de 632 d.C., logo após a morte do profeta Maomé, quando surgiu um debate sobre quem deveria assumir a liderança da comunidade muçulmana.

Parte dos seguidores defendia que o novo líder deveria ser escolhido entre os companheiros mais próximos do profeta, considerados figuras respeitadas dentro da comunidade islâmica.

Já o outro grupo acreditava que a liderança deveria permanecer dentro da família do profeta. Esses seguidores defendiam que uma figura familiar ligada a Maomé era o sucessor legítimo.

Essa divergência acabou dando origem às duas principais correntes do islamismo: os sunitas, que aceitaram a liderança escolhida pela comunidade, e os xiitas, que defendiam a sucessão pela linhagem familiar do profeta.

Principais diferenças entre os sunitas e xiitas

Como citado anteriormente, a principal diferença entre os dois grupos está na visão sobre quem deveria ter sucedido o profeta Maomé na liderança da comunidade muçulmana.

Além disso, os sunitas têm uma estrutura religiosa menos hierárquica do que os xiitas, e cada grupo segue interpretações diferentes das leis e tradições do islamismo.

Os xiitas costumam dar grande importância a líderes religiosos, que são muitas vezes venerados pelos fiéis. Já entre os sunitas, essa prática não é comum, pois eles não atribuem esse tipo de veneração a líderes religiosos.

Representatividade

Os sunitas representam a maioria dos muçulmanos no mundo. Atualmente, estima-se que cerca de 85% a 90% dos muçulmanos sigam essa vertente, o que faz dessa corrente a mais predominante no mundo islâmico.

Já os xiitas representam uma parcela menor dos muçulmanos e costumam estar mais concentrados em determinadas regiões. A maior parte dos fiéis dessa vertente vive no Irã, país onde o islamismo xiita tem forte presença e influência religiosa.

Relação com os conflitos

Além das diferenças religiosas, essa divisão também influencia a geopolítica no Oriente Médio. Segundo o site Religion Unplugged, a Arábia Saudita, tradicional aliada dos Estados Unidos, acaba se envolvendo indiretamente em conflitos da região em razão da religião predominante no país, o islamismo sunita.

A rivalidade política se intensificou após a Revolução Islâmica de 1979 no Irã, que derrubou a monarquia apoiada pelos Estados Unidos e instaurou um governo teocrático no país. Desde então, Irã e Arábia Saudita passaram a disputar influência política e estratégica no Oriente Médio e em outras regiões.

Para a Arábia Saudita, o Irã representa diversas preocupações estratégicas. O governo iraniano é acusado de apoiar grupos armados em diferentes partes da região. Além disso, o programa nuclear do Irã é visto por países do Golfo e por Israel como uma possível ameaça à segurança regional. Este seria o principal motivo do início dos conflitos atuais.

Leia também: Rússia nega envolvimento na morte de Navalny e declara apoio ao Irã em meio à guerra no Oriente Médio

É uma guerra religiosa?

Apesar das acusações de bombardeios relacionados à religião e de relatos de soldados americanos sobre a inserção de incentivos com base no mesmo propósito, como já noticiado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o motivo principal apontado por Donald Trump e seus aliados segue com base no programa nuclear iraniano

Por parte dos americanos, a fabricação de armas de destruição em massa fortifica o país e seus aliados como alvo de um possível ataque militar. Do lado do Irã, a pressão e os ataques pelo fim da fabricação violam diretamente a liberdade de uma nação de fortificar seu armamento contra ataques inimigos.

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Vídeos falsos sobre guerra no Oriente Médio se multiplicam no X apesar dos alertas

16 de Março de 2026, 12:53

Vídeos falsos criados com inteligência artificial (IA) se multiplicam no X e mostram soldados americanos capturados pelo Irã, uma cidade israelense em ruínas ou embaixadas dos Estados Unidos em chamas, em uma onda de desinformação apesar de uma política mais rígida da plataforma para contê-la.

A guerra no Oriente Médio gerou uma avalanche de imagens criadas com IA que supera tudo o que foi visto em conflitos anteriores e frequentemente impede os usuários de distinguir o real do fictício, afirmam pesquisadores.

Na tentativa de proteger a “informação autêntica” durante conflitos, a rede de Elon Musk anunciou, na semana passada, que suspenderá por 90 dias do programa de remuneração os criadores que publicarem vídeos sobre a guerra sem avisar que foram gerados por IA.

Se continuarem publicando esse tipo de conteúdo, a suspensão será permanente, advertiu na plataforma a chefe de produto, Nikita Bier.

A nova política representa uma mudança importante para a rede social, criticada por se tornar um espaço propício à desinformação desde que Musk a comprou, em outubro de 2022, por 44 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 235 bilhões, na cotação da época).

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Mesmo assim, pesquisadores permanecem céticos.

“Os tópicos que monitoro ainda estão inundados de conteúdo sobre a guerra gerado por IA”, disse à AFP Joe Bodnar, do Instituto para o Diálogo Estratégico.

“Não parece que os criadores de conteúdo tenham sido dissuadidos de difundir imagens e vídeos enganosos sobre o conflito gerados por IA“, acrescentou.

Bodnar citou uma publicação de uma conta verificada, elegível para monetização, que compartilhou um vídeo feito com IA mostrando um suposto ataque iraniano “com capacidade nuclear” contra Israel.

– Incentivos para ‘fakes’ –

O X não respondeu uma pergunta da AFP sobre quantas contas tiveram a monetização suspensa desde o anúncio da nova política.

A rede global de verificação da AFP, do Brasil à Índia, identificou um fluxo constante de conteúdos falsos sobre a guerra no Oriente Médio gerados com IA, muitos publicados por contas pagas da plataforma.

Entre eles estão vídeos que mostram soldados americanos chorando dentro de uma embaixada bombardeada, militares capturados de joelhos ao lado de bandeiras iranianas ou uma frota de navios americanos destruída.

Esse fluxo de imagens fabricadas, misturadas a imagens reais do Oriente Médio, cresce mais rápido do que os verificadores conseguem identificá-las.

O próprio chatbot de IA do X, Grok, também agravou o problema ao responder de forma errada usuários que perguntavam se alguns conteúdos gerados por IA sobre a guerra eram reais.

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Pesquisadores também alertam que o modelo da plataforma – que permite às contas premium ganhar dinheiro com base no engajamento – ampliou os incentivos econômicos para conteúdos falsos ou sensacionalistas.

Uma conta premium que publicou um vídeo mostrando o arranha-céu Burj Khalifa, em Dubai, em chamas ignorou o pedido de Bier para identificar o conteúdo como obra de IA. O vídeo segue online e já ultrapassou dois milhões de visualizações.

‘Contramedida’

No mês passado, um relatório do Tech Transparency Project apontou que o X parecia lucrar com mais de duas dezenas de contas premium de funcionários do governo iraniano e de meios de comunicação estatais que difundiam propaganda, o que poderia violar as sanções americanas.

Posteriormente, a plataforma retirou a marca de verificação azul de algumas dessas contas, segundo o relatório.

Mesmo que a nova penalidade seja aplicada de forma rigorosa, muitos usuários que divulgam conteúdos gerados por IA não participam do programa de remuneração, observam pesquisadores.

Essas contas continuam sujeitas à verificação pelo sistema Community Notes, cuja eficácia tem sido questionada.

Um estudo do Instituto Democracia Digital para as Américas concluiu no ano passado que mais de 90% das Community Notes da plataforma nunca são publicadas.

“A política do X é uma contramedida razoável diante da desinformação viral sobre a guerra. Em princípio, reduz a estrutura de incentivos”, afirmou Alexios Mantzarlis, diretor da Security, Trust, and Safety Initiative da Cornell Tech.

Mas “é pouco provável que o X consiga garantir ao mesmo tempo alta precisão e uma grande retirada de conteúdos gerados por IA da rede por meio dessa política”, acrescentou.

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O post Vídeos falsos sobre guerra no Oriente Médio se multiplicam no X apesar dos alertas apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Trump Demands NATO Allies Send Warships to Strait of Hormuz

16 de Março de 2026, 12:47
President Trump on Sunday called on NATO allies to help end the de facto Iranian blockade of the Strait of Hormuz, a key shipping lane for about one-fifth of the world’s oil.

“Estamos vendo o começo do fim do regime israelense”, avalia intelectual iraniano

15 de Março de 2026, 19:54
Nuvem de fumaça após ataque ao Irã. Foto: Reprodução

Editado por: Rodrigo Gomes

Nunca antes na história, um país conseguiu causar tantos danos a bases estadunidenses pelo mundo, nem causar tanta destruição no território que Israel ocupa ilegalmente na Palestina, quanto o Irã nos últimos 13 dias. Segundo o apresentador e ex-membro do parlamento britânico, George Galloway, algumas de suas fontes anônimas em Tel Aviv têm reportado que partes da cidade agora se assemelham a Gaza, cruelmente bombardeada pelo regime sionista.

Prestes a completar duas semanas de resistência, o Irã parece estar dando as cartas na guerra neste momento, e pode ditar os termos do fim do conflito. Nos últimos dias, segundo alguns meios ocidentais, o governo iraniano teria sido procurado duas vezes pelo enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, para sondagens a respeito de possíveis negociações. Teerã teria recusado o diálogo.

Após ser duas vezes traído em meio a negociações com os EUA — em junho de 2025 e março de 2026 — o governo do Irã não vê sentido em negociar agora. Ali Larijani, presidente do Conselho Supremo de Segurança do Irã, respondendo a um post de Donald Trump, que afirmava que os EUA deveriam ganhar a guerra em breve, afirmou que “começar uma guerra é fácil, mas seu fim não se consegue com alguns tuítes. Não os deixaremos em paz até que aceitem seu erro e paguem por ele”.

Autoridades persas têm afirmado que mal começaram a empregar seus mísseis mais sofisticados, enquanto as defesas estadunidenses e israelenses já começam a dar sinais de esgotamento. Também segundo meios ocidentais, os alarmes antimísseis em Tel Aviv, por exemplo, têm soado somente segundos antes de mísseis atingirem a capital do país, em vez dos 10 minutos tradicionais.

Enquanto isso, o recém eleito líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento oficial ao povo iraniano e deixou clara a intenção do governo revolucionário islâmico: “de qualquer forma, obteremos reparações do inimigo. Se ele se recusar, tomaremos de seus bens o montante que considerarmos adequado; e se isso também não for possível, destruiremos seus bens na mesma proporção”.

O aiatolá também fez um alerta aos países árabes da região, clamando para que fechem as bases estadunidenses de seus territórios, ou elas continuarão a ser atacadas. A essa altura, apesar dos inúmeros bombardeios sofridos em seu território e de mais de 1.200 pessoas assassinadas, impressiona a autoconfiança das lideranças iranianas, levando a crer que possuem total controle sobre a situação e têm clareza de sua estratégia.

O mesmo não pode ser dito das lideranças em Washington, que têm emitido mensagens contraditórias nos últimos dias, ao mesmo tempo em que vazamentos na mídia estadunidense dão notícia de inúmeras mudanças de sua estratégia desde o começo da guerra.

O Brasil de Fato conversou com um dos intelectuais iranianos mais conhecidos fora de seu país, Mohammad Marandi, professor de literatura e especialista em geopolítica, da Universidade de Teerã. Ele foi um dos consultores do governo iraniano nas negociações do JCPOA (2015-2018), que tentavam regular o programa nuclear iraniano em troca do alívio das sanções contra o país da Ásia Ocidental. Marandi acredita que “o sucesso impressionante do Irã nas últimas semanas é uma grande vitória para a humanidade. E é uma ótima notícia para a maioria global, porque lhes dará poder diante do império. Isso criará uma maior autoconfiança entre as nações”.

Confira abaixo a entrevista completa:

Brasil de Fato: No segundo dia da guerra, o líder supremo aiatolá Ali Khamenei foi assassinado em um bombardeio ao complexo onde vivia e trabalhava. Autoridades iranianas afirmaram que Khamenei se recusou a esconder-se em um abrigo, insistindo em permanecer nas mesmas condições que o resto da população. O que explica essa atitude por parte do líder de uma nação em guerra? Quais são as consequências dessa perda para a revolução islâmica?

Mohammad Marandi: O aiatolá Khamenei foi assassinado logo no início deste ataque ilegal. Ele estava em seu escritório, trabalhando, e seu escritório fica bem ao lado de sua residência. Ele se recusou a sair porque disse às pessoas que muitos iranianos, devido às sanções, estão passando por dificuldades e não têm para onde ir. Enquanto eles não tiverem para onde ir, eu não vou embora. Ele acreditava que seu escritório e sua residência eram alvos principais. Que, se a guerra recomeçasse, esse seria o primeiro lugar que eles atacariam.

Mas ele se recusou a ir e sua família se recusou a deixá-lo. E assim, seu heroísmo ressoa por todo o Irã. Ele sempre foi uma figura muito popular. Era um guerreiro da justiça social. Apoiava movimentos anti-imperialistas em todo o mundo e, claro, na Palestina. Ele era altamente educado, muito culto, profundamente conhecedor de literatura e fluente em quatro idiomas. Mas esse sacrifício que fez teve um enorme impacto na sociedade iraniana e fortaleceu a resistência e a resiliência do povo iraniano. Uniu-os ainda mais do que antes.

Trump foi eleito com a promessa de “chega de guerras” — uma das plataformas do Maga (sigla em inglês de Faça a América Grande Novamente — e pesquisas de opinião pública nos EUA mostram que menos de 30% da população apoia a guerra contra o Irã. Há alguns dias, Tucker Carlson, um dos líderes do Maga e apoiador de Trump, disse que os ataques dos EUA e de Israel são “malignos e repugnantes”. Por outro lado, esta guerra está fazendo com que os preços da energia (petróleo e gás natural) disparem, o que deve aumentar a inflação nos EUA (e em grande parte do mundo) e o custo de vida da população. A popularidade de Trump já é muito baixa, e este contexto aumenta suas chances de derrota nas eleições de meio de mandato em novembro. Ele mesmo afirmou recentemente que, se perder o controle das duas Casas, poderá enfrentar um impeachment. Diante de riscos políticos tão grandes, o que explica a decisão da Casa Branca de provocar essa guerra? Como você interpreta o discurso de Trump na última segunda (9), afirmando que a missão de sua guerra está quase concluída?

Acho que a razão pela qual ele disse que a missão está quase concluída e que eles venceram a guerra, apesar do fato de que, obviamente, eles estão perdendo, os Estados Unidos estão perdendo feio nesta guerra, é porque ele está buscando uma saída. Mas o Irã não lhe dará uma saída tão facilmente. Há condições que terão que ser cumpridas. Trump assumiu, como você corretamente apontou, com uma plataforma declarando que não haveria mais guerras. Mas ele está profundamente sob a influência dos sionistas.

Agora, seja porque eles estão fazendo chantagem e têm fotos ou filmagens dele nos arquivos de Epstein, ou seja, porque ele está cercado por sionistas — seu genro é sionista, seus amigos mais próximos são sionistas, sua equipe é toda sionista — eles colocam Israel em primeiro lugar, não os Estados Unidos. Ou pode ser uma combinação de todas essas coisas. Que eles têm informações comprometedoras sobre ele, mas também que ele está cercado por essas pessoas.

Mas, de qualquer forma, a razão pela qual a guerra aconteceu, é porque é do interesse do sionismo. É do interesse da classe Epstein, não do interesse do povo americano. É contra os interesses do povo americano. É contra os interesses do mundo. O mundo está pagando um preço agora, um preço econômico, porque os sionistas querem a guerra.

Presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Nathan Howard

Nas semanas que antecederam a guerra, vários analistas políticos e militares afirmaram que a China havia enviado equipamentos sofisticados de inteligência – como o navio Oceano Um e radares capazes de detectar aeronaves furtivas. Também há rumores de que a Rússia está fazendo algo semelhante. Pequim e Moscou emitiram declarações apoiando a soberania iraniana e criticando duramente os ataques criminosos dos EUA e de Israel. Ao mesmo tempo, a China recomendou cautela na contraofensiva do Irã em países da região, por exemplo, ataques a refinarias e fábricas de petróleo e gás na Arábia Saudita e no Catar. Há também rumores de que a Rússia está se oferecendo para mediar as negociações entre Teerã e seus vizinhos, e Putin conversou por telefone com Trump na segunda (9). Você concorda com essas análises? Como você avalia os possíveis desdobramentos nas relações do Irã com dois de seus parceiros mais estratégicos?

As capacidades do Irã são principalmente autóctones. Os mísseis, os drones, as bases subterrâneas, as fábricas subterrâneas que produzem mais mísseis e drones. A tecnologia autóctone está por trás de tudo isso. Tecnologia de ponta. É um sinal do brilhantismo iraniano que tenhamos criado uma capacidade militar tão eficaz contra a superpotência mundial e a coalizão que trabalha para ela. Porque todo o Ocidente está apoiando o regime genocida sionista e o regime de Trump nesta guerra.

E o mesmo vale para os representantes regionais, as ditaduras familiares árabes no Golfo Pérsico, Erdogan na Turquia, todos eles estão no campo americano. Então, acho que é bastante impressionante que o Irã tenha tanto sucesso. É extraordinário. Mas a relação do Irã com a Rússia e a China é muito boa. Eles se aproximaram ao longo dos anos. Após a Guerra dos 12 Dias, eles se aproximaram ainda mais. E, obviamente, a Rússia, a China e o Irã, nenhum de nós quer que a economia global entre em colapso.

Por isso, procuram uma saída para esta crise. O Irã nunca deixou de se preocupar. O Irã não quer esta guerra. O Irã quer que todos possam continuar com os seus negócios e quer poder continuar com os seus próprios negócios. Mas, para que isso aconteça, certas condições têm de ser cumpridas. Tem que haver reparação para todos os assassinatos e a destruição.

Os direitos e a soberania do Irã têm que ser reconhecidos. Tem de haver garantias reais de que os Estados Unidos nunca possam fazer isso de novo. Caso contrário, um cessar-fogo agora significaria, basicamente, que os americanos nos atacariam novamente, em alguns meses. Assim como vimos há oito, nove meses.

Apesar do enorme poder das forças armadas dos EUA e de Israel, muitos analistas militares afirmam que a indústria bélica dos EUA tem, atualmente, uma capacidade relativamente baixa para reabastecer seus estoques de armas a fim de enfrentar seus desafios. Por outro lado, analistas também afirmaram que, nestes primeiros dias de guerra, o Irã tem usado principalmente seus estoques de drones e mísseis antigos para desgastar as defesas do inimigo, e que está começando a usar seus mísseis mais sofisticados a partir de agora. Você concorda com essa análise? O que podemos esperar da resistência iraniana nos próximos dias?

Sim, essa análise está correta. Os iranianos têm usado primeiro todos os seus estoques antigos. E mesmo essas armas antigas têm causado danos devastadores. Elas não apenas esgotaram grande parte das defesas aéreas americanas e israelenses, mas muitas delas também conseguiram passar. E assim, gradualmente, os iranianos também estão usando tecnologias mais novas.

Eles ainda estão usando os mísseis e drones mais antigos, mas também os estão combinando com tecnologias mais novas. Mas as tecnologias mais recentes ainda não estão sendo usadas. Portanto, o Irã tem capacidade para continuar esta guerra até as eleições de meio termo nos EUA [novembro] e para além delas. Isto chocou os americanos. E o que também é importante é a fraqueza dos serviços secretos americanos e israelitas. Porque estimavam que os mísseis do Irã eram limitados. Mas agora vemos que o Irã está disparando drones e mísseis sem parar. Portanto, o Mossad e a CIA obviamente subestimaram muito.

Desde o fim da Guerra Fria (1991), os EUA se envolveram em inúmeras guerras, mas sempre com adversários militares muito mais fracos, como o Iraque (1991), a antiga Iugoslávia (1999), o Iraque (2003), o Afeganistão (2003), a Líbia (2010), a Síria (desde 2014), entre outros. O Irã parece ser o primeiro adversário capaz de responder adequadamente aos ataques dos EUA – e de Israel, simultaneamente. Independentemente do resultado final desta guerra, o Irã já alcançou feitos históricos, como atacar e praticamente destruir quase 20 bases americanas no oeste da Ásia , incluindo radares sofisticados – que custaram muitos bilhões de dólares – e infligir danos sem precedentes a Israel. Na sua opinião, quais são as possíveis consequências históricas de tais feitos iranianos? O Irã pretende expulsar os EUA da região para sempre?

Sim, o Irã quer garantir que, no futuro, os Estados Unidos não possam mais impor sua hegemonia sobre esta região e que se comportem como um país normal. O sucesso impressionante do Irã nas últimas semanas é uma grande vitória para a humanidade. E é uma ótima notícia para a maioria global, porque lhes dará poder diante do império. Isso criará uma maior autoconfiança entre as nações.

A resiliência do Irã, a resiliência do povo iraniano é única. E eles foram capazes de fazer o que todos pensavam ser impossível. Todos pensavam que o Irã entraria em colapso. Nós nunca pensamos isso. Mas fora do Irã, todos pensavam que isso seria moleza para os Estados Unidos. Portanto, o Irã está prestando um grande serviço à humanidade e esperamos que o mundo seja capaz de se libertar do jugo desse império maligno.

Durante décadas, o Irã vem implementando um plano estratégico — baseado no conceito de “economia de resistência” — para alcançar excelência tecnológica em certos setores, como energia nuclear, nanotecnologia, IA, medicina, aeroespacial e mísseis. Para começar, o país garantiu a massificação do ensino superior, que saltou de 175 mil estudantes, em 1979 (ano da revolução), para 4,8 milhões, em 2015. O Irã também se destaca hoje como um dos países que mais forma engenheiros no mundo (variando entre o 5º e o 7º lugar, dependendo do ano). É essa estratégia — que, aliás, se assemelha ao modelo chinês — que explica a resiliência do Irã nesta guerra, bem como sua capacidade de desferir um golpe contra a presença neocolonial dos EUA na região? Como essa estratégia foi debatida e desenvolvida no país? Qual foi o papel do líder supremo Ali Khamenei nessa estratégia?

O aiatolá Khamenei foi a figura-chave que promoveu a economia de resistência. Na verdade, essa expressão foi algo que ele começou a usar publicamente. E houve muita resistência em diferentes administrações a esse conceito. Se tivessem dado ouvidos a ele, estaríamos em uma posição ainda melhor hoje.

Mas os iranianos optaram por desenvolver suas próprias capacidades, sejam elas civis ou militares, escolheram um caminho independente na política externa, escolheram um caminho de independência na agricultura, na indústria e nos campos de alta tecnologia.

E, claro, tudo isso aconteceu sob sanções de pressão máxima, múltiplas guerras e terrorismo. Vimos há apenas alguns meses como a Mossad nos Estados Unidos matou centenas de policiais e voluntários nas ruas de diferentes cidades, criou um caos em massa e destruiu tantos serviços públicos.

Eles estão constantemente tentando minar o país, criar destruição. Vimos a guerra que eles travaram há oito, nove meses. Há 47 anos, eles vêm tentando minar o Irã. No entanto, sob essas sanções de pressão máxima, sob a guerra e apesar das guerras, do terrorismo e da propaganda anti-iraniana que espalham pelo mundo através de sua poderosa mídia, o Irã sobreviveu e prosperou e hoje está humilhando os Estados Unidos no campo de batalha.

De acordo com vários meios de comunicação ocidentais e regionais, Israel impôs um regime de censura rigoroso às imagens dos danos causados pelos ataques iranianos em Tel Aviv e outras cidades israelenses, tanto para canais de televisão como para vídeos de telemóveis gravados por cidadãos comuns. Por outro lado, há rumores nas redes sociais de um elevado número de vítimas em Israel e nos EUA, incluindo militares, agentes de inteligência (CIA e Mossad) e civis. Que dados públicos o governo iraniano tem sobre as baixas inimigas neste momento? Apesar da censura, imagens recentes de um ataque sem precedentes a Tel Aviv circularam pelo mundo. Há rumores de que o irmão de Netanyahu teria morrido e que o ex-ministro e líder de extrema direita Ben-Gvir estaria gravemente ferido. O governo iraniano confirma essas informações?

O que se pode dizer é que a devastação em toda a Palestina ocupada é enorme. E o próprio fato de haver uma censura sem precedentes e de o Ocidente concordar com ela mostra que as coisas estão muito ruins. Mas também mostra que a liberdade de informação é um absurdo no Ocidente. Eles só querem liberdade de informação quando isso serve aos seus interesses.

Mas quando isso vai contra seus interesses, não só o regime israelense pode impor censura, ou censura total, como todo o Ocidente vai cooperar com ele. Portanto, acho que isso expõe ainda mais a natureza da mídia ocidental, dos governos ocidentais e das instituições ocidentais. Mas o dano causado ao regime israelense é irreversível. No futuro, ninguém vai investir em Israel porque sabem que ele sempre será vulnerável.

Acredito que estamos vendo o começo do fim do regime israelense. O mundo o odeia por causa do genocídio em Gaza, dos ataques genocidas no Líbano e das guerras intermináveis. Mas o regime também se mostrou vulnerável, extremamente vulnerável.

E o mesmo se aplica a todos os representantes americanos no Golfo Pérsico, os sauditas, os emirados, os kuwaitianos, os bahreinitas, o governo de Omã, todos eles basicamente se permitiram ser ferramentas dos Estados Unidos. Permitiram que as bases americanas fossem usadas contra o Irã. E, no futuro, nunca mais terão o status que tinham há duas semanas, antes da guerra.

A Assembleia de Especialistas anunciou esta semana (8) a eleição do novo líder supremo do Irã, o filho do aiatolá Ali Khamenei. Como é escolhida a Assembleia de Especialistas? Quais foram os critérios para a eleição do novo líder, o aiatolá Mujtaba Khamenei? Quais são as características pessoais e políticas que se destacam no novo líder? O que esperar de sua liderança?

Os membros da Assembleia de Peritos são todos juristas de alto nível. E são eleitos a cada oito anos. E decidem quem se torna líder. Podem escolher o líder e podem destituí-lo, de acordo com a Constituição. Esse é o seu papel. E supervisionam o que o líder faz. Escolheram o aiatolá Mujtab al-Khamenei, que é um académico de alto nível em seminários. É um jurista. Ensina investigadores e estudantes de alto nível há 20 anos.

Mas ele também esteve no gabinete do líder todos esses anos. Portanto, ele é altamente educado, é um acadêmico sênior, mas também está muito familiarizado com o que acontece na política externa iraniana, assuntos militares, economia e assim por diante. Ele sempre teve muito cuidado para que nenhum de seus filhos tivesse negócios. Não que ele fosse contra o setor privado, mas ele se opunha a que qualquer membro de sua família imediata tivesse qualquer envolvimento com o setor privado.

Portanto, todos os seus filhos, filhas, noras e genros, são todos acadêmicos ou professores. O aiatolá Mojtaba Khamenei também tem um estilo de vida muito simples, como seu pai. E ele está muito familiarizado com o funcionamento do Estado. Acredito que ele é um defensor, como seu pai, dos oprimidos. É por isso que o Irã tem ajudado países como Cuba, Venezuela e Nicarágua sob sanções, ou a resistência no sul da África e, claro, o povo da Palestina e outros povos oprimidos pelo império.

Portanto, em relação à política externa do Irã, em geral, estou confiante de que veremos continuidade na nossa visão de mundo política. Além disso, o aiatolá Mojtaba Khamenei, o novo líder, nunca foi uma figura pública. Ele nunca apareceu na TV. Ele nunca foi visto na TV. Nem nenhum dos filhos do aiatolá Khamenei. Então, ele era apenas um estudioso. Ele era um estudioso, mas também trabalhava e ajudava seu pai em seu escritório.

Publicado originalmente no Brasil de Fato

Crítico de Israel, Tucker Carlson diz que CIA o espionou e prepara ação contra ele

15 de Março de 2026, 16:56
Tucker Carlson e Donald Trump

O comentarista conservador Tucker Carlson, apoiador histórico de Donald Trump, afirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode estar preparando um processo criminal contra ele após suas críticas à guerra contra o Irã. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (15).

Segundo Carlson, a CIA estaria elaborando um encaminhamento criminal para o Departamento de Justiça com base em um suposto crime relacionado a contatos que ele teria mantido com pessoas no Irã antes do início do conflito.

O ex-apresentador da Fox News disse que investigadores teriam analisado suas mensagens de texto e que a possível acusação envolveria a lei que regula a atuação de agentes estrangeiros.

Ele afirmou que a investigação poderia estar ligada à Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (Foreign Agents Registration Act), que exige que pessoas que atuam politicamente em nome de interesses estrangeiros registrem oficialmente suas atividades junto ao governo americano.

Carlson, no entanto, não apresentou provas de que exista de fato uma investigação em andamento. O Departamento de Justiça e a CIA foram procurados por veículos de imprensa, mas não comentaram o caso.

O comentarista disse não acreditar que o caso avance. Ele não atua como agente de nenhum governo estrangeiro e nunca recebeu dinheiro de autoridades de outros países. Carlson afirmou que seu trabalho envolve conversar com diferentes fontes ao redor do mundo para entender acontecimentos internacionais e que não pretende deixar de fazer isso.

As declarações ocorrem após uma série de críticas feitas por Carlson à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Em entrevista recente, ele classificou a guerra como “absolutamente repugnante e maligna”, posição que gerou reação direta do presidente Donald Trump. É também crítico contumaz de Israel e do lobby sionista nos Estados Unidos.

Apenas uma semana após o presidente Trump ter expulsado Tucker Carlson do movimento MAGA, Carlson fez um vídeo dizendo que será processado criminalmente pela CIA sob a acusação de ser um agente estrangeiro trabalhando para o Irã. pic.twitter.com/rfbIJc3eqY

— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) March 15, 2026

Em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, Trump afirmou que Carlson “perdeu o rumo” e disse que o comentarista não representa o movimento MAGA. O presidente declarou que o slogan “América Em Primeiro Lugar” não se aplica ao apresentador e afirmou que ele não teria compreensão suficiente sobre a estratégia do governo.

De acordo com o New York Times, Carlson havia manifestado oposição ao conflito em reuniões realizadas na Casa Branca nas semanas anteriores ao início da operação militar, lançada em 28 de fevereiro. Esteve três vezes com Trump, tentando demovê-lo da ideia de atacar o Irã.

Carlson também havia criticado ataques anteriores contra o Irã, realizados em 2025, quando o governo americano anunciou a destruição de instalações nucleares iranianas.

Por que a Índia acabou no centro do confronto econômico entre EUA e Irã

15 de Março de 2026, 16:30

O novo confronto no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel segue expandindo os conflitos ou, ao menos, as complicações a outros países vizinhos, como o caso da Índia. Apesar de não estar envolvido diretamente no conflito entre os países, o país indiano também está sofrendo diretamente com as escaladas dos ataques.

Isso porque a Índia mantém relações diplomáticas e políticas com os dois lados, o que agrava ainda mais a situação em meio aos bombardeios americanos e às respostas iranianas.

Essa combinação coloca o país em uma posição delicada no cenário geopolítico atual, já que qualquer decisão comercial pode afetar seus interesses estratégicos e sua relação com Washington ou Teerã, capitais dos países envolvidos na guerra.

Leia também: Chefe de segurança do Irã ameaça Trump: “Cuidado para não ser eliminado”

Dependência energética

A Índia é uma das maiores consumidoras de energia do planeta e precisa importar grande parte do petróleo e do gás natural que utiliza. Historicamente, o Irã foi um dos fornecedores relevantes desse combustível, oferecendo condições que ajudaram a consolidar uma relação comercial entre os dois países.

Vale lembrar que, como forma de resposta e enfraquecimento dos ataques americanos, as forças armadas do Irã bloquearam a passagem pelo Estreito de Ormuz, principal via marítima responsável pelo envio de petróleo, gás natural e outros materiais.

Com isso, o agravamento entre os dois países coloca a Índia em uma situação delicada. Além da necessidade de exportar materiais energéticos, o país indiano também vive a apreensão de manter as relações com o Irã e sofrer sanções por parte dos Estados Unidos, algo comum no segundo mandato de Donald Trump.

Exportação obrigatória

De acordo com o site The Core Daily, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a intensificação dos conflitos no Oriente Médio e na região do Golfo exercem pressão direta sobre a economia da Índia. Isso ocorre porque o país depende significativamente das rotas marítimas que passam por essa área para transportar uma grande quantidade de mercadorias e recursos energéticos.

Em 2025, por exemplo, a Índia importou cerca de 98,7 bilhões de dólares em produtos do Oriente Médio, incluindo aproximadamente 70 bilhões de dólares em petróleo. Qualquer interrupção nessas rotas pode aumentar os custos de energia e afetar setores como fertilizantes, indústria e transporte.

Caso as exportações sigam interrompidas, países dependentes de importações, como a Índia, podem enfrentar escassez de gás natural e aumento expressivo nos preços do combustível. A paralisação de rotas marítimas também pode afetar contratos de fornecimento e gerar efeitos em cadeia na indústria e no consumo interno.

Leia também: Trump diz que está disposto a negociar com o Irã

Sanções americanas

Como citado acima, além das preocupações internas, as possíveis sanções americanas a países que mantenham relações com o governo iraniano refletem diretamente nos movimentos internacionais realizados pela Índia.

Os Estados Unidos têm utilizado sanções econômicas como uma ferramenta central para tentar enfraquecer o governo iraniano. Nesse contexto, a Índia passou a enfrentar pressões de Washington para reduzir ou interromper compras de petróleo iraniano e limitar outros tipos de cooperação econômica, de acordo com a BBC.

As medidas americanas devem seguir o cronograma inicial imposto por Donald Trump, mesmo que as sanções a países parceiros, como a Índia, precisem ser adotadas. Vale lembrar que, nesta semana, Trump incentivou os navios cargueiros a seguirem normalmente com a rota, assegurando que os sistemas de ataque do Irã estão enfraquecidos.

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Nordic Leaders Praise Carney as They Discuss Arctic Security

15 de Março de 2026, 11:30
Canada’s prime minister got a warm welcome from leaders still smarting about President Trump’s remarks two months ago about taking over Greenland.

Trump avalia bombardear hub de petróleo do Irã na ilha Kharg , diz embaixador Waltz na ONU

15 de Março de 2026, 16:04

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou neste domingo que o presidente Donald Trump está avaliando um ataque à infraestrutura de petróleo da ilha de Kharg, principal hub de exportação do Irã.

“O presidente Trump não vai tirar nenhuma opção da mesa”, disse Waltz ao programa “State of the Union”, da CNN.

Kharg concentra cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas e tem capacidade de carregamento de aproximadamente 7 milhões de barris por dia. Na sexta-feira, Trump confirmou ter ordenado um bombardeio contra alvos militares na ilha, deixando a infraestrutura de produção intacta.

“Ele deliberadamente atingiu apenas a infraestrutura militar, por enquanto”, afirmou Waltz. “Certamente acho que ele vai manter essa opção caso queira derrubar a infraestrutura energética do país.”

Leia também: Trump fala em bombardear ilha iraniana “só por diversão”

Irã se posiciona

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, buscou um caminho diplomático em paralelo. Ele disse nas redes sociais que o país está pronto para formar um comitê com as nações da região para investigar os alvos atacados em Kharg.

Araghchi reafirmou que os ataques iranianos têm como alvo apenas bases e interesses americanos, e alertou que “ocupar a ilha de Kharg seria um erro maior do que atacá-la”.

Por outro lado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o IRGC, fez uma ameaça direta a Benjamin Netanyahu. A agência estatal IRNA publicou que a organização prometia perseguir e matar o primeiro-ministro israelense. O gabinete de Netanyahu desmentiu os rumores que circularam no fim de semana sobre sua suposta morte, classificando as informações como falsas.

Israel elimina cúpula de inteligência

As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter “eliminado” dois altos funcionários de inteligência iraniana do Comando de Emergência “Khatam al-Anbiya”.

No sábado à noite, o exército israelense informou ter atacado o principal centro de pesquisa da Agência Espacial do Irã e uma fábrica de produção de sistemas de defesa aérea.

Serviços de emergência israelenses relataram uma “recente salva de mísseis” disparada contra o centro de Israel neste domingo. Não havia vítimas confirmadas até a última atualização.

Petróleo acima de US$ 100

O conflito praticamente paralisou o tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.

O barril de Brent fechou acima de US$ 100 pelo segundo dia seguido na sexta-feira, acumulando alta superior a 40% desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.

O secretário de Energia americano, Chris Wright, minimizou o impacto. Em entrevista à ABC, ele disse acreditar que o conflito chegará ao fim “nas próximas semanas, talvez antes”, com os preços recuando na sequência.

A Agência Internacional de Energia informou que estoques emergenciais de petróleo começarão a chegar aos mercados globais em breve. O volume foi revisado para quase 412 milhões de barris. Países asiáticos planejam liberar reservas de forma imediata, enquanto Europa e Américas devem fazê-lo a partir do final de março.

Aliados respondem com cautela

Trump vem pressionando outros países a enviarem navios de guerra para garantir a segurança do estreito. Num post no Truth Social, o presidente citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido.

As respostas foram cautelosas. Seul disse que vai “monitorar de perto e analisar com cuidado” a situação. Londres afirmou estar “intensamente” avaliando como contribuir. O secretário de Energia britânico, Ed Miliband, declarou à BBC que “qualquer opção que possa ajudar a reabrir o estreito está sendo analisada”.

No Japão, há especulações de que Trump pedirá o envio de navios de guerra quando a primeira-ministra Sanae Takaichi se reunir com ele na quinta-feira na Casa Branca.

Esportes no Golfo cancelados

A guerra chegou ao calendário esportivo. A Fórmula 1 anunciou o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita previstos para abril. “Embora alternativas tenham sido consideradas, nenhuma substituição será feita em abril”, informou a categoria.

A UEFA também cancelou a “Finalissima” entre Espanha e Argentina, programada para 27 de março em Doha, no Catar. O jogo seria disputado no Estádio Lusail e marcaria o duelo entre Lionel Messi e Lamine Yamal.

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Netanyahu posta vídeo em cafeteria em Tel Aviv e diz que Israel ataca o Irã ‘com muita força’

15 de Março de 2026, 14:41

Benjamin Netanyahu reapareceu em público neste domingo (15) em uma cafeteria em Tel Aviv, em meio à escalada do conflito entre Israel e o Irã. A visita informal foi registrada em vídeo e circulou nas redes sociais, com o premiê israelense conversando com frequentadores do local e agradecendo o apoio da população.

A aparição pública tem peso político. Nos dias anteriores, especulações sobre o paradeiro de Netanyahu haviam se multiplicado, alimentadas por sua ausência das câmeras em momento de intensa escalada militar.

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Mensagem de normalidade

Na cafeteria, Netanyahu cumprimentou os presentes e agradeceu o suporte dos cidadãos israelenses. “O apoio de vocês dá força ao governo e às forças de segurança do país”, disse o premiê, segundo relatos da visita.

A escolha de um estabelecimento público e cotidiano para a reaparição não parece casual. Em tempos de guerra, a imagem de um líder tomando café entre civis carrega uma mensagem deliberada de normalidade e controle da situação.

אומרים שאני מה? צפו >> pic.twitter.com/ijHPkM3ZHZ

— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) March 15, 2026

Operações em curso no Irã e no Líbano

Netanyahu confirmou que Israel segue realizando operações militares contra o Irã e também no Líbano, mas recusou detalhar as ações. “Estamos fazendo coisas que não posso compartilhar neste momento, mas estamos atingindo o Irã com muita força, também hoje, e continuando no Líbano”, declarou.

O premiê aproveitou a ocasião para pedir que a população siga as orientações do Comando da Frente Interna e permaneça sempre próxima a abrigos protegidos. “Vocês me dizem para continuar. Eu estou dizendo a vocês: vocês também continuem”, afirmou.

Ao encerrar a visita, Netanyahu brincou com o café que lhe foi servido: “O café é excelente. Não sei sobre as calorias, parece muito perigoso para mim.”

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Leia a transcrição da fala de Netanyahu

Essa transcrição foi gerada por tradução automática de um vídeo original em hebraico. Há trechos sem sentido (“montanhas Rasha”, “sair para se apresentar”, “a coisa carrega”) que não correspondem a nenhuma fala coerente, que são erros de tradução, não de português.

“Obrigado pelo que você me perguntou. Acho que dizem on-line que você é uma bênção. Eu morro por café – mas você sabe que eu também morro pelo meu povo.”

“Eu ajo de forma fantástica. Você quer contar nos dedos? Você pode nos mostrar aqui? Ha, ha.”

“Aqui estava você. Muito bonito para a vida. Pensando na mensagem para as pessoas que saem de casa para se apresentar… mas sempre perto de um espaço protegido. E o tamanho do apoio de vocês é incrível. Me dá força. Dá força ao governo.”

“Nós fazemos coisas que não posso compartilhar neste momento. Mas estamos atingindo o Irã com muita força, mesmo hoje. E também no Líbano, continuamos. Vocês me dizem para continuar. Eu estou dizendo a vocês: vocês também continuem.”

“Continuem seguindo as instruções do Comando da Frente Interna. Respirem de acordo com as instruções. E estejam sempre perto de um espaço protegido. Vamos tornar isso mais fácil enquanto a situação avança.”

“E obrigado. O café é excelente. Não sei sobre as calorias – parece muito perigoso para mim.”

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