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- Araghchi, do Irã, encontra sultão de Omã e discute esforços de mediação para encerrar guerra
Araghchi, do Irã, encontra sultão de Omã e discute esforços de mediação para encerrar guerra
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, encontrou hoje o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, no Palácio Al Barakah, em Mascate, de acordo com informações enviadas via Telegram. Durante a reunião, foram realizadas consultas sobre a situação na região, bem como sobre esforços de mediação e iniciativas diplomáticas destinadas para encerrar a guerra em curso.
A agência Oman News disse que Araghchi ouviu as opiniões do sultão sobre formas de avançar os esforços de paz, de modo a aumentar as perspectivas de alcançar “soluções políticas sustentáveis” e a mitigar as repercussões das crises regionais sobre os povos da região, em publicação no X.
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Na ocasião, Al Said ressaltou a importância de priorizar a linguagem do diálogo e da diplomacia na resolução de questões pendentes, contribuindo assim para o reforço das bases de uma paz duradoura, enquanto Araghchi expressou apreço de Teerã pelas posições firmes de Omã em apoio aos esforços de diálogo e ao reforço das iniciativas para alcançar a segurança e a estabilidade em toda a região.
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Islamabad Reopens After U.S.-Iran Talks Fail to Materialize
Sob incertezas, EUA e Irã vão ao Paquistão negociar cessar-fogo; veja os detalhes

Delegações de Irã e Estados Unidos se preparam para chegar ao Paquistão neste fim de semana em meio à expectativa de retomada das negociações, mas a ausência de diálogo direto entre os dois países mantém o cenário de incerteza. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já está em Islamabad, enquanto enviados estadunidenses devem desembarcar neste sábado (25).
Apesar da movimentação diplomática, Teerã descarta encontros diretos. Um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que “nenhuma reunião está planejada entre o Irã e os Estados Unidos”, indicando que as posições do país serão transmitidas por meio do governo paquistanês, que atua como mediador.
Do lado dos Estados Unidos, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner são esperados para participar das tratativas. Antes da negativa iraniana, a Casa Branca havia informado que ambos participariam de conversas com Araghchi. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que houve avanços recentes e que há expectativa de novos progressos nos próximos dias.
O presidente Donald Trump reforçou o tom cauteloso ao comentar as negociações. Questionado sobre com quem Washington dialoga, disse: “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”. Ele também afirmou que o Irã pretende apresentar uma proposta, embora não conheça os detalhes.

Nos bastidores, fontes paquistanesas indicam que equipes de logística e segurança dos EUA já estão posicionadas em Islamabad para viabilizar possíveis encontros. O governo local confirmou a chegada da comitiva iraniana e reforçou a segurança na capital, sinalizando a relevância das conversas indiretas.
A retomada do diálogo ocorre após o fracasso da última tentativa, prevista para terça-feira (21), quando o Irã alegou não estar pronto e a delegação estadunidense sequer deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo para abrir espaço a novas negociações.
Enquanto isso, a tensão no Estreito de Ormuz segue impactando a economia global. A região, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, permanece sob bloqueio duplo de Irã e Estados Unidos. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura como “vital para o mundo”, enquanto os preços do petróleo continuam voláteis diante das incertezas.
Paralelamente, o conflito no Líbano pressiona o frágil cessar-fogo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou: “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”. Já o grupo, apoiado pelo Irã, rebateu dizendo que a trégua não faz “sentido” diante dos “atos de hostilidade” israelenses.