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Mercados globais avançam com encontro Trump-Xi e ações de TI no radar

14 de Maio de 2026, 08:09
mercados mundiais, índices futuros
Os mercados globais operam em trajetória positiva, nesta manhã de quinta-feira (14). Os índices futuros de Nova York operam em alta, sustentados pelo avanço das ações de tecnologia em meio ao renovado otimismo do mercado com a inteligência artificial (IA). O destaque é a Cisco Systems, que dispara no pré-mercado após divulgar projeção de vendas […]

André Esteves diz que não importa vencedor entre Lula e Flávio Bolsonaro: “Tem que ser pró-mercado”

25 de Abril de 2026, 09:54
André Esteves, presidente do conselho do BTG. Foto: reprodução

O banqueiro André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG Pactual, afirmou que a eleição presidencial no Brasil deve ser marcada por uma disputa polarizada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Para ele, porém, o ponto central não será a orientação ideológica do vencedor, mas a manutenção de uma agenda econômica considerada racional e pró-mercado.

“Estamos caminhando no Brasil para uma eleição 50/50. Temos dois candidatos, o filho do ex-presidente Bolsonaro, Flávio, que é um político experiente, ele não apareceu do nada, é senador, um cara com bom-senso; e o presidente Lula, que foi protagonista nas últimas dez eleições no Brasil, que mesmo sendo de centro-esquerda, é um líder amigável ao mercado”, disse Esteves.

“É difícil prever o vencedor […] mas eu não me importo muito se é esquerda ou direita, desde que o vencedor seja a decisão econômica racional. A racionalidade não pertence à direita ou à esquerda, é mais sobre ser racional contra ser populista. A região [América Latina] tem tomado boas escolhas”.

A declaração foi feita durante o evento Latam Focus 2026, promovido pelo BTG no Chile. No encontro, Esteves avaliou que os Estados Unidos deixaram de funcionar como um “buraco negro” capaz de concentrar grande parte dos investimentos globais. Segundo ele, há uma realocação de capital para outros mercados, impulsionada pela busca de investidores por diversificação.

Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Esse movimento, na avaliação do executivo, tende a beneficiar economias emergentes, incluindo países da América Latina e o Brasil. Esteves afirmou que, mesmo após a valorização recente dos ativos latino-americanos e brasileiros, esses mercados ainda apresentam um “valuation” atrativo quando comparados aos mercados estadunidenses.

O banqueiro também citou a comparação entre o BTG Pactual e a gestora estadunidense Blackstone, comandada por Stephen A. Schwarzman, de quem disse ser amigo. Para Esteves, a diferença entre os múltiplos das duas empresas era exagerada no início de 2025.

“No começo de 2025, o BTG era negociado a um múltiplo 8 vezes o preço/lucro, e a Blackstone a um múltiplo de 35 vezes. O valor de mercado deles era dez vezes o nosso, apesar de o lucro ser apenas o dobro do nosso. Eu estou bem de ter o CEP errado [a sede do BTG ser no Brasil], mas era uma diferença exagerada. Agora as coisas se corrigiram um pouco, a Blackstone é negociada a 25 vezes e o BTG a 11 vezes, depois de nossa ação ter subido mais de 100%”, comentou.

O presidente do Chile, José Antônio Kast, de direita, também discursou no evento do BTG. Ele afirmou que aprovou um projeto de reconstrução nacional e desenvolvimento econômico e social, que será encaminhado ao Congresso.

“Queremos que seja conversado, não que se fechem ao debate mesmo antes de iniciar o processo. […] Não estamos falando de um projeto ideológico, mas de como transformar, recuperar nossa pátria”.

Ibovespa fecha pela 2ª semana seguida no vermelho; dólar fecha em R$ 4,99

24 de Abril de 2026, 17:44
ibovespa, mercados mundiais, ibovespa
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (24) com queda de 0,33%, aos 190.745 pontos, acumulando recuo de 2,55% nas quatro sessões da semana e registrando o segundo desempenho semanal negativo consecutivo. Na mínima do dia, o índice chegou a romper o nível dos 190 mil pontos, refletindo o ambiente de incerteza no cenário externo. No câmbio, […]

Ibovespa sobe na véspera de feriado enquanto dólar recua em sessão volátil

20 de Abril de 2026, 18:04
ibovespa, bolsa brasileira, ibovespa, índices futuros, ibovespa
Em uma sessão marcada pelo ritmo mais lento na véspera do Dia de Tiradentes, o Ibovespa conseguiu recuperação moderada nesta segunda-feira (20), avançando 0,20%, aos 196.132 pontos, após três quedas consecutivas. O movimento refletiu um alívio pontual, apesar do ambiente externo ainda pressionado. No câmbio, o real voltou a se valorizar frente ao dólar, que […]

Ibovespa fecha estável em dia de tensão global e petróleo volátil

7 de Abril de 2026, 18:17
dólar, ibovespa
O Ibovespa interrompeu perdas ao longo do pregão e fechou em alta nesta terça-feira (7), aos 188.258,91 pontos, após virar nos leilões finais. O avanço foi de 0,05%, equivalente a 96,94 pontos, marcando a sexta alta consecutiva — ainda que com ganhos modestos nas últimas sessões. No câmbio, o real perdeu força diante do ambiente […]

Compra do Twitter leva Musk a responder por fraude na Justiça dos EUA

20 de Março de 2026, 23:03
Elon Musk é dono do X, antigo Twitter. Foto: reprodução

Elon Musk foi considerado responsável nesta sexta-feira (20) por um júri federal dos Estados Unidos em uma ação movida por ex-acionistas do Twitter, atual X, sobre a compra da plataforma por US$ 44 bilhões em 2022. O processo tratava de acusações de fraude ligadas a declarações públicas do bilionário sobre a presença de bots e contas falsas na rede social durante o período em que tentava renegociar ou abandonar o acordo.

A decisão foi tomada após um julgamento civil iniciado em 2 de março, com deliberação do júri a partir da última terça-feira (17). Com informações da Reuters.

Os autores da ação afirmaram que Musk tentou pressionar a queda do valor das ações do Twitter ao publicar mensagens que colocavam em dúvida os dados da empresa sobre contas falsas. Entre as declarações contestadas estavam a de que a compra estaria “temporariamente suspensa” até a confirmação de que bots representavam menos de 5% dos usuários e a de que esse percentual poderia ser “muito” superior a 20%.

Os jurados concluíram que duas dessas falas foram enganosas e responsabilizaram Musk por elas, embora não tenham reconhecido prova de um esquema fraudulento mais amplo.

Durante o julgamento, a defesa dos ex-acionistas sustentou que as manifestações públicas de Musk interferiram no preço dos papéis da companhia em um momento decisivo da negociação.

O grupo que entrou com a ação reúne investidores que disseram ter vendido ações do Twitter entre 13 de maio e 4 de outubro de 2022 por valores artificialmente deprimidos. Segundo Francis Bottini, advogado dos autores, os danos ainda serão calculados, mas podem chegar a cerca de US$ 2,5 bilhões.

A equipe de defesa de Musk argumentou no tribunal que a preocupação do empresário com a quantidade de bots era legítima e que comentar o tema não significava fraude nem intenção deliberada de enganar o mercado. Após o veredito, os advogados do escritório Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan classificaram a decisão como “um obstáculo no caminho” e informaram que pretendem recorrer, afirmando esperar uma absolvição em instâncias superiores.

Logo do X
Logo do X – Reprodução

O caso se soma a outras disputas judiciais travadas por Musk nos últimos anos com acionistas e órgãos reguladores dos Estados Unidos. Em 2023, ele venceu um julgamento sobre a declaração de 2018 em que afirmou ter “financiamento garantido” para fechar o capital da Tesla.

Também saiu vitorioso em litígio em Delaware sobre seu pacote de remuneração na montadora. Paralelamente, Musk negocia um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA em outro processo civil, relacionado à demora na divulgação de suas compras iniciais de ações do Twitter em 2022.

Na ação da SEC, a agência sustenta que Musk demorou além do prazo legal para informar ao mercado que havia ultrapassado 5% de participação no Twitter, o que teria permitido a compra de mais de US$ 500 milhões em ações antes da reação dos investidores.

Segundo a Reuters, as negociações para um possível acordo seguem em andamento, com pedido conjunto para adiar etapas do processo até 1º de abril de 2026. A nova derrota no caso dos ex-acionistas amplia a pressão judicial sobre o empresário em torno das operações que antecederam a aquisição da plataforma, depois rebatizada como X.

Desde 2019: as primeiras ligações de Ibaneis Rocha com o Banco Master

17 de Março de 2026, 06:37
Ibaneis Rocha, governador do DF. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou em dezembro de 2019 um contrato que previa a venda de direitos sobre R$ 4,4 milhões em honorários de precatórios do seu escritório de advocacia a um fundo administrado pela Planner. À época, a corretora era controlada por Maurício Quadrado, que meses depois se tornaria sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.

O fundo envolvido na operação, identificado como BLP PCJ VII, foi representado na negociação por Artur Martins de Figueiredo, diretor de uma empresa que ajudou a capitalizar o Banco Master com bilhões de reais e que está sob investigação da Polícia Federal. Segundo o Globo, Figueiredo também aparece nas apurações como diretor da holding Banvox, que chegou a ser acionista do banco.

O contrato trata da cessão de honorários de precatórios ligados a uma ação movida pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho de Rondônia e Acre (Sinjustra), em tramitação desde 2011. Nesse tipo de operação, escritórios de advocacia vendem a investidores o direito de receber honorários futuros de precatórios, antecipando valores que podem levar anos para serem pagos.

Somados a outros dois contratos semelhantes revelados anteriormente, os acordos envolvendo o escritório ligado ao governador somam R$ 52,9 milhões em cessões de honorários. O escritório, atualmente administrado por seu filho, Caio Barros, afirma ter recebido cerca de R$ 12 milhões nessas operações, já que os títulos costumam ser vendidos com desconto.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

A existência dessas transações reforça suspeitas de um padrão de negócios envolvendo fundos ligados ao chamado ecossistema do Banco Master. Parte dessas gestoras e fundos aparece nas investigações da operação Compliance Zero e também em apurações sobre lavagem de dinheiro no setor financeiro.

O documento do contrato indica que o próprio Ibaneis Rocha atuou como avalista da operação firmada em 23 de dezembro de 2019. Nesse papel, ele se tornaria responsável solidário pelos valores negociados caso o escritório não cumprisse o acordo com o fundo. A assinatura do governador foi reconhecida em cartório no 1º Ofício de Notas e Protesto de Brasília.

Também aparecem como avalistas a empresa Ibaneis Agropecuária e Administradora de Bens Patrimoniais e outros dois sócios do escritório à época, Marlúcio Lustosa Bonfim e Johann Homonnai Júnior.

Ao Globo, o escritório afirmou que o contrato representa um “negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da Fazenda Pública e instituições financeiras, como forma de abreviar, com deságio, o recebimento de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos”.

Em nota, a Planner declarou que a operação ocorreu “em conformidade com o disposto na regulamentação então vigente” e que “atuou apenas como representante legal” do fundo BLP PCJ VII, “não tendo participado de qualquer tipo de intermediação entre as partes”.

Dólar sobe ao maior nível desde janeiro e Ibovespa recua com petróleo e exterior

13 de Março de 2026, 18:26
ibovespa, bolsa brasileira, ibovespa, índices futuros, ibovespa
O Ibovespa acompanhou a piora do humor dos mercados globais nesta sexta-feira (13), pressionado pela alta do petróleo, mudanças nas apostas para juros no Brasil e nos Estados Unidos e aumento das tensões geopolíticas. O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,91%, aos 177.653,31 pontos, acumulando perda de 0,95% na semana. No câmbio, o dólar […]

A brasileira mais jovem do mundo a se tornar bilionária

10 de Março de 2026, 15:49
A empresaria bilionária Luana Lopes Lara. Foto: Divulgação

Luana Lopes Lara, de 29 anos, é a cofundadora e diretora de operações da startup Kalshi, que se especializa em contratos de eventos. Ela acaba de se tornar a bilionária mais jovem do mundo a conquistar sua fortuna sem herança. A notícia foi divulgada pela revista Forbes, que reconheceu ela como uma das figuras mais notáveis do mercado financeiro global.

A empresa que a jovem fundou em 2018 com seu sócio, Tarek Mansour, funciona de maneira única. Ela permite que investidores compitam no mercado com base nas probabilidades de eventos futuros, como a inflação dos Estados Unidos ou o risco de um governo entrar em colapso.

Antes de fundar a Kalshi, Luana teve uma trajetória de vida multifacetada. Nascida em Belo Horizonte (MG), ela se destacou desde cedo no Brasil, conquistando medalhas em competições acadêmicas como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e a Olimpíada Catarinense de Matemática.

Sua paixão pela dança também a levou à Escola de Teatro Bolshoi, em Joinville (SC), onde ela treinou ballet e se apresentou profissionalmente por nove meses na Áustria, antes de seguir para os Estados Unidos para estudar Ciência da Computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Foi no MIT que ela conheceu Tarek Mansour, seu futuro sócio. Ambos ingressaram no mercado financeiro durante a faculdade e trabalharam em gigantes como Goldman Sachs e Bridgewater Associates. Nesse ambiente, eles perceberam que muitos dos investimentos eram baseados em previsões sobre o futuro, mas não existia uma maneira simples e direta para negociar com base nessas previsões.

Luana Lopes Lara ao lado do sócio Tarek Mansour. Foto: Divulgação

A solução surgiu com a criação da Kalshi, uma plataforma de negociação de contratos baseada na probabilidade de eventos futuros. A ideia era simples: permitir que as pessoas comprassem e vendessem contratos com base nos resultados de eventos, como a taxa de desemprego nos EUA ou o resultado de uma eleição.

A proposta inovadora conquistou grande apoio no mercado, e a empresa obteve um financiamento de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos no final de 2025, elevando seu valor de mercado de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões).

Esse aumento de avaliação resultou em um grande aumento na fortuna dos cofundadores. Tanto Luana quanto Mansour possuem aproximadamente 12% das ações da empresa, o que fez com que o patrimônio de cada um superasse a marca de US$ 1 bilhão.

Com isso ela se tornou a bilionária “self-made” mais jovem do planeta, superando até mesmo Lucy Guo, fundadora da Scale AI. Em 2020, a Kalshi obteve aprovação regulatória da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), tornando-se a primeira bolsa de futuros nos EUA totalmente regulamentada para contratos de eventos.

Futuros recuam com escalada no Irã e tensão amplia risco inflacionário global

4 de Março de 2026, 08:24
mercados, índices futuros, ibovespa
Os índices futuros dos EUA operam em queda nesta quarta-feira (4), refletindo a escalada do conflito no Irã e o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. O ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã intensificou as tensões no Oriente Médio e reacendeu o temor de um novo choque inflacionário global, […]

Ibovespa corrige rota após recordes, dólar sobe e mercado adota tom cauteloso

10 de Fevereiro de 2026, 18:41
ibovespa, bolsa brasileira, ibovespa, índices futuros, ibovespa
O Ibovespa caiu 0,17% nesta terça-feira (10), aos 185.929 pontos, em movimento de correção após novo recorde — o décimo registrado em 2026. O pregão foi marcado por cautela, sem gatilhos claros para retomada do apetite por risco. O dólar comercial interrompeu a sequência de quedas e subiu 0,16%, a R$ 5,196, enquanto os juros […]

Diretor Jurídico do Banco de Brasília deixa cargo após caso Master

Por:Sul 21
10 de Fevereiro de 2026, 16:38

Da Agência Brasil

O Banco de Brasília (BRB) informou que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo renunciou ao cargo de diretor Jurídico da instituição. Segundo fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na segunda-feira (9) à noite, a saída do executivo será efetivada no próximo sábado (14).

No comunicado, o BRB diz que seguirá mantendo acionistas e o mercado informados sobre fatos relevantes, reforçando o compromisso com ética, responsabilidade e transparência. O banco, no entanto, não detalhou os motivos da renúncia nem informou quem assumirá a Diretoria Jurídica.

A saída ocorre em meio à crise enfrentada pelo BRB após vir à tona o envolvimento da instituição com o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.

Jacques Veloso havia sido nomeado diretor Jurídico em agosto de 2024, indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para cumprir o restante do mandato iniciado em 2022, após a saída do então titular. Ele assumiu oficialmente a função em dezembro daquele ano e já integrava a governança do banco como membro do Comitê de Auditoria.

Também nesta segunda-feira, o BRB anunciou a posse de Ana Paula Teixeira como nova diretora executiva de Controles e Riscos. Segundo o banco, a executiva tem trajetória consolidada no setor financeiro e atuou como vice-presidente de Gestão de Riscos, Controles Internos, Segurança Institucional e Cibersegurança no Banco do Brasil.

Em nota, o BRB afirmou que a nomeação busca fortalecer a governança corporativa, a integridade institucional e a gestão de riscos e controles internos da instituição.

Banco Master

A renúncia de Veloso e a mudança na diretoria ocorrem após investigações apontarem operações entre o BRB e o Banco Master consideradas irregulares. No período de 2023 a 2024, o banco público adquiriu duas carteiras de crédito do Master no valor de R$ 12,2 bilhões, compostas por ativos superfaturados ou inexistentes, segundo as apurações.

Em 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de adquirir o controle do Banco Master. A operação foi aprovada pelo Cade em junho, mas acabou rejeitada pelo Banco Central em setembro. Pouco depois, o Master foi liquidado pelo BC.

De acordo com depoimento prestado à Polícia Federal no fim de 2025 pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, as operações com o Banco Master teriam provocado um rombo estimado em R$ 5 bilhões no balanço do BRB.

Parecer técnico e vídeo

A renúncia ocorre após reportagem do site Metrópoles revelar a existência de um parecer jurídico assinado por Veloso no qual ele teria alertado para riscos nas operações entre o BRB e o Banco Master. No documento, o então diretor jurídico destacou a importância da observância dos índices de liquidez e de Basileia, considerados essenciais para garantir a solidez e a estabilidade do sistema financeiro.

Apesar do alerta técnico, Veloso também gravou um vídeo interno no qual defendeu a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Na gravação, enviada a servidores da instituição após o anúncio da negociação, ele afirmou que “todos os cuidados jurídicos estavam sendo tomados” para que a operação seguisse os trâmites legais e normativos aplicáveis ao banco público.

Os vídeos reuniram depoimentos de executivos de diferentes áreas do BRB e buscavam ressaltar supostas “vantagens técnicas” da aquisição, barrada pelo Banco Central e posteriormente investigada pela Polícia Federal.

Recomposição

Para conter a crise de credibilidade e reforçar a liquidez, o BRB apresentou ao Banco Central, na sexta-feira (6), um plano de capital com medidas para recompor o patrimônio da instituição em até 180 dias. Segundo estimativas do BC, o aporte mínimo necessário pode chegar a R$ 5 bilhões.

O governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB com cerca de 72% do capital, acompanha de perto a situação. O plano foi entregue pessoalmente pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, em reunião na sede do Banco Central, em Brasília.

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Ibovespa ajusta após tombo e fecha em leve alta puxado por Itaú

5 de Fevereiro de 2026, 18:44
ibovespa
Após a forte queda da véspera, o Ibovespa passou por novo ajuste e encerrou a quinta-feira (5) em leve alta de 0,23%, aos 182.127 pontos, movimento típico de um mercado que testa recordes no início de 2026. O câmbio permaneceu praticamente estável, com o real avançando 0,08%, a R$ 5,254, enquanto os juros futuros oscilaram […]
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