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Received today — 3 de Abril de 2026

Lula defende o Pix após críticas em relatório comercial dos Estados Unidos

3 de Abril de 2026, 07:28
Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Por Andreia Verdélio – Agência Brasil  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quinta-feira (2), críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades […]
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De remédios a bebidas: governo zera imposto de importação de quase mil produtos

26 de Março de 2026, 23:14
Navio com carga

O governo federal aprovou a redução a zero do imposto de importação para quase mil produtos em 2026. A medida foi definida pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) em reunião realizada nesta semana.

A decisão tem como objetivo suprir a ausência ou insuficiência de produção nacional em diferentes setores da economia. Os itens contemplados foram considerados estratégicos para abastecimento e funcionamento de cadeias produtivas.

Entre os produtos incluídos estão medicamentos utilizados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. Também fazem parte da lista insumos industriais e agrícolas.

A medida abrange ainda produtos voltados à nutrição hospitalar, insumos da indústria têxtil e lúpulo utilizado na fabricação de cerveja. O alcance envolve diferentes segmentos produtivos.

Container para carga de produtos

Cerca de 970 itens classificados como Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) também foram incluídos. Parte dessas reduções tarifárias terá caráter provisório, conforme resoluções específicas do comitê.

A iniciativa busca reduzir custos de produção e ampliar a competitividade da indústria nacional. O foco está em setores que dependem de equipamentos e tecnologia importados.

Além da redução das tarifas, o Gecex-Camex decidiu aplicar medidas antidumping por cinco anos sobre a importação de etanolaminas da China e resinas de polietileno dos Estados Unidos e do Canadá.

No caso das resinas, houve ajuste por interesse público com redução das tarifas antidumping para níveis provisórios. A medida busca evitar impactos adicionais nas cadeias produtivas que utilizam esses insumos.

BC prevê liberar contas-salário no Pix Automático a partir de julho

26 de Março de 2026, 23:03

O Banco Central informou que prevê que, a partir de julho, será possível usar também contas-salário para realizar operações de Pix automático. Atualmente, somente contas correntes e de pagamento podem iniciar operações na modalidade.

A novidade foi um dos temas da 28ª reunião plenária do Fórum Pix, realizada nesta quinta-feira (26). O encontro técnico entre a autoridade monetária e os participantes do arranjo de pagamento instantâneo tem como objetivo discutir a agenda de trabalho em andamento, o planejamento para os próximos meses e as ações finalizadas.

Segundo o BC, o uso de conta-salário em operações de Pix Automático integra a agenda evolutiva do arranjo de pagamento a ser desenvolvida no primeiro semestre de 2026.

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Em nota, a autarquia detalhou que, com a novidade, nos casos em que o usuário final recebedor dessas transações for pessoa jurídica ou entidade não autorizada a funcionar pelo BC, deverá ser observada exclusivamente a regulamentação específica que disciplina o Pix Automático. Essa determinação, porém, não se aplica a casos em que a autorização de débito e crédito envolva a mesma instituição, em conformidade com resoluções publicadas em setembro do ano passado.

O Fórum Pix desta quinta também debateu iniciativas em estudo para prevenir o mau uso de mensagens no envio de transações. Um grupo de trabalho foi formado para tratar dessa questão e deve apresentar uma proposta até 30 de junho. As sugestões serão avaliadas e, se aprovadas, serão regulamentadas pelo BC.

“Uma das prioridades para 2026 diz respeito ao campo descrição do serviço, onde o usuário do Pix deveria usar o espaço para registrar o que foi pago ou passar alguma informação objetiva para quem recebeu o valor”, afirma a autarquia. “A equipe técnica do BC tem observado que esse campo, em algumas ocasiões, vem sendo utilizado de maneira indevida pelos usuários. Foram identificadas mensagens ofensivas, intimidatórias e/ou ameaçadoras, em operações quase sempre de valores irrisórios.”

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TSE confirma eleição indireta ao governo do RJ após renúncia de Cláudio Castro

25 de Março de 2026, 20:19
Cláudio Castro falando, sério, sem olhar para a câmera
O ex-governador Cláudio Castro – Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a escolha do novo governador do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro, será realizada por meio de eleição indireta. A definição foi encaminhada ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que havia solicitado esclarecimentos formais sobre o modelo do pleito. A decisão estabelece que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) será responsável pela escolha.

A definição segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) para casos de dupla vacância por causas não eleitorais. Nesse tipo de situação, os estados têm competência para regulamentar a forma de eleição. No caso do Rio, além da renúncia do titular, não há vice-governador, o que caracteriza a vacância simultânea dos cargos do Executivo estadual.

No julgamento que analisou o caso, o TSE considerou prejudicada a cassação do mandato de Cláudio Castro, já que ele deixou o cargo antes da conclusão do processo. A Corte determinou, no entanto, a inelegibilidade do ex-governador por oito anos, com efeitos até 2030. A decisão mantém restrições para eventual candidatura em eleições futuras.

Durante a tramitação do caso, houve um erro na comunicação enviada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que mencionava a realização de novas eleições com base em regra aplicável ao modelo direto. O equívoco foi corrigido nesta quarta-feira, com a atualização da certidão do julgamento, que passou a indicar expressamente a realização de eleição indireta para os cargos majoritários.

Enquanto isso, o governador em exercício, Ricardo Couto, optou por adiar a convocação da eleição até a confirmação formal do modelo. Em declaração, afirmou que buscou esclarecimentos para evitar questionamentos jurídicos e garantir segurança no processo. A definição do TSE foi enviada após esse pedido.

As regras da eleição indireta ainda estão em análise no STF. Um texto aprovado pela Alerj prevê voto aberto e prazo de desincompatibilização de 24 horas após a vacância. No entanto, decisão liminar do ministro Luiz Fux estabelece que a votação deve ser secreta e que o prazo para afastamento de cargos deve ser de seis meses antes do pleito, nos moldes das eleições gerais.

Compra do Twitter leva Musk a responder por fraude na Justiça dos EUA

20 de Março de 2026, 23:03
Elon Musk é dono do X, antigo Twitter. Foto: reprodução

Elon Musk foi considerado responsável nesta sexta-feira (20) por um júri federal dos Estados Unidos em uma ação movida por ex-acionistas do Twitter, atual X, sobre a compra da plataforma por US$ 44 bilhões em 2022. O processo tratava de acusações de fraude ligadas a declarações públicas do bilionário sobre a presença de bots e contas falsas na rede social durante o período em que tentava renegociar ou abandonar o acordo.

A decisão foi tomada após um julgamento civil iniciado em 2 de março, com deliberação do júri a partir da última terça-feira (17). Com informações da Reuters.

Os autores da ação afirmaram que Musk tentou pressionar a queda do valor das ações do Twitter ao publicar mensagens que colocavam em dúvida os dados da empresa sobre contas falsas. Entre as declarações contestadas estavam a de que a compra estaria “temporariamente suspensa” até a confirmação de que bots representavam menos de 5% dos usuários e a de que esse percentual poderia ser “muito” superior a 20%.

Os jurados concluíram que duas dessas falas foram enganosas e responsabilizaram Musk por elas, embora não tenham reconhecido prova de um esquema fraudulento mais amplo.

Durante o julgamento, a defesa dos ex-acionistas sustentou que as manifestações públicas de Musk interferiram no preço dos papéis da companhia em um momento decisivo da negociação.

O grupo que entrou com a ação reúne investidores que disseram ter vendido ações do Twitter entre 13 de maio e 4 de outubro de 2022 por valores artificialmente deprimidos. Segundo Francis Bottini, advogado dos autores, os danos ainda serão calculados, mas podem chegar a cerca de US$ 2,5 bilhões.

A equipe de defesa de Musk argumentou no tribunal que a preocupação do empresário com a quantidade de bots era legítima e que comentar o tema não significava fraude nem intenção deliberada de enganar o mercado. Após o veredito, os advogados do escritório Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan classificaram a decisão como “um obstáculo no caminho” e informaram que pretendem recorrer, afirmando esperar uma absolvição em instâncias superiores.

Logo do X
Logo do X – Reprodução

O caso se soma a outras disputas judiciais travadas por Musk nos últimos anos com acionistas e órgãos reguladores dos Estados Unidos. Em 2023, ele venceu um julgamento sobre a declaração de 2018 em que afirmou ter “financiamento garantido” para fechar o capital da Tesla.

Também saiu vitorioso em litígio em Delaware sobre seu pacote de remuneração na montadora. Paralelamente, Musk negocia um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA em outro processo civil, relacionado à demora na divulgação de suas compras iniciais de ações do Twitter em 2022.

Na ação da SEC, a agência sustenta que Musk demorou além do prazo legal para informar ao mercado que havia ultrapassado 5% de participação no Twitter, o que teria permitido a compra de mais de US$ 500 milhões em ações antes da reação dos investidores.

Segundo a Reuters, as negociações para um possível acordo seguem em andamento, com pedido conjunto para adiar etapas do processo até 1º de abril de 2026. A nova derrota no caso dos ex-acionistas amplia a pressão judicial sobre o empresário em torno das operações que antecederam a aquisição da plataforma, depois rebatizada como X.

Desde 2019: as primeiras ligações de Ibaneis Rocha com o Banco Master

17 de Março de 2026, 06:37
Ibaneis Rocha, governador do DF. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou em dezembro de 2019 um contrato que previa a venda de direitos sobre R$ 4,4 milhões em honorários de precatórios do seu escritório de advocacia a um fundo administrado pela Planner. À época, a corretora era controlada por Maurício Quadrado, que meses depois se tornaria sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.

O fundo envolvido na operação, identificado como BLP PCJ VII, foi representado na negociação por Artur Martins de Figueiredo, diretor de uma empresa que ajudou a capitalizar o Banco Master com bilhões de reais e que está sob investigação da Polícia Federal. Segundo o Globo, Figueiredo também aparece nas apurações como diretor da holding Banvox, que chegou a ser acionista do banco.

O contrato trata da cessão de honorários de precatórios ligados a uma ação movida pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho de Rondônia e Acre (Sinjustra), em tramitação desde 2011. Nesse tipo de operação, escritórios de advocacia vendem a investidores o direito de receber honorários futuros de precatórios, antecipando valores que podem levar anos para serem pagos.

Somados a outros dois contratos semelhantes revelados anteriormente, os acordos envolvendo o escritório ligado ao governador somam R$ 52,9 milhões em cessões de honorários. O escritório, atualmente administrado por seu filho, Caio Barros, afirma ter recebido cerca de R$ 12 milhões nessas operações, já que os títulos costumam ser vendidos com desconto.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

A existência dessas transações reforça suspeitas de um padrão de negócios envolvendo fundos ligados ao chamado ecossistema do Banco Master. Parte dessas gestoras e fundos aparece nas investigações da operação Compliance Zero e também em apurações sobre lavagem de dinheiro no setor financeiro.

O documento do contrato indica que o próprio Ibaneis Rocha atuou como avalista da operação firmada em 23 de dezembro de 2019. Nesse papel, ele se tornaria responsável solidário pelos valores negociados caso o escritório não cumprisse o acordo com o fundo. A assinatura do governador foi reconhecida em cartório no 1º Ofício de Notas e Protesto de Brasília.

Também aparecem como avalistas a empresa Ibaneis Agropecuária e Administradora de Bens Patrimoniais e outros dois sócios do escritório à época, Marlúcio Lustosa Bonfim e Johann Homonnai Júnior.

Ao Globo, o escritório afirmou que o contrato representa um “negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da Fazenda Pública e instituições financeiras, como forma de abreviar, com deságio, o recebimento de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos”.

Em nota, a Planner declarou que a operação ocorreu “em conformidade com o disposto na regulamentação então vigente” e que “atuou apenas como representante legal” do fundo BLP PCJ VII, “não tendo participado de qualquer tipo de intermediação entre as partes”.

Horário, dia, ordem dos prêmios… O que você precisa saber sobre o Oscar

15 de Março de 2026, 17:02
Wagner Moura disputa o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho em “O Agente Secreto”. (Foto: Divulgação)

O Oscar 2026 será realizado neste domingo, 15 de março, em Los Angeles. A cerimônia acontece no Dolby Theatre a partir das 20h, horário de Brasília. O evento marca a 98ª edição da maior premiação do cinema mundial.

O Brasil chega com grandes expectativas para a noite. Após o feito de “Ainda Estou Aqui” em 2025, o país agora celebra cinco indicações. “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, concorre em quatro categorias principais.

Wagner Moura disputa o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho no longa. O filme também concorre a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco. Além disso, Adolpho Veloso representa o Brasil em Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.

A imprensa internacional mostra opiniões divididas sobre as chances brasileiras. Alguns veículos acreditam em vitórias em Melhor Ator e Filme Internacional. Outros, porém, preveem que “O Agente Secreto” pode sair sem estatuetas. O filme igualou o recorde nacional de “Cidade de Deus” em número de indicações.

Ordem dos prêmios

A Academia reserva os prêmios mais prestigiados para o final da cerimônia. A sequência provável começa com Melhor Ator Coadjuvante e categorias técnicas como animação e figurino. Perto do encerramento, o público confere Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Atriz e, por fim, Melhor Filme. A nova categoria de Melhor Elenco também será entregue durante a noite.

Os interessados podem acompanhar a premiação por diferentes plataformas. A TV Globo transmite ao vivo a partir das 21h, após o Fantástico; O sinal da Globo também estará disponível no Globoplay para os assinantes.

No streaming, a TNT e a HBO Max oferecem cobertura completa. A transmissão começa às 18h30 com um pré-show direto do tapete vermelho. O comediante Conan O’Brien apresenta a cerimônia pelo segundo ano consecutivo.

“Pecadores” lidera as indicações com 16 nomeações e surge como favorito da noite. “Uma Batalha Após a Outra” aparece na sequência com 13 indicações. Outros títulos como “Frankenstein” e “Hamnet” também prometem disputas acirradas em diversas categorias.

Acompanhe a cobertura especial no Canal DCM TV

Sob pressão do Centrão e da direita, STF começa a julgar prisão de Vorcaro

13 de Março de 2026, 06:32
Daniel Vorcaro em entrada na prisão. Foto: reprodução

O julgamento da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, começou a ser analisado nesta sexta-feira (13) pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a forte pressão do Centrão nos bastidores. O colegiado avalia a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão preventiva do empresário no início de março.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e deve durar uma semana. Nesse formato, os ministros registram seus votos no sistema eletrônico sem debate presencial. A votação será feita por apenas quatro integrantes da Segunda Turma, já que Dias Toffoli se declarou suspeito e não participará da análise do caso.

Nos bastidores do STF e do Congresso Nacional, o destino de Vorcaro é acompanhado com preocupação por parlamentares do Centrão e da direita, incluindo membros do bolsonarismo, segundo o g1. Deputados e senadores temem os efeitos de uma eventual delação premiada do banqueiro, especialmente após mensagens extraídas de seu celular indicarem conexões políticas com integrantes dos Três Poderes.

Aliados do empresário defendem alternativas à prisão preventiva, como a substituição por medidas cautelares ou prisão domiciliar. Entre os ministros da Segunda Turma, há expectativa de divisão.

Integrantes da Corte avaliam que Luiz Fux deve acompanhar o entendimento de Mendonça pela manutenção da prisão, enquanto Kássio Nunes Marques e Gilmar Mendes estariam mais inclinados a analisar alternativas propostas pela defesa.

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Caso haja empate na votação, prevalecerá a decisão mais favorável ao investigado, o que pode abrir caminho para a substituição da prisão preventiva por medidas como monitoramento eletrônico ou prisão domiciliar.

A prisão de Vorcaro foi decretada em 4 de março com base em investigação da Polícia Federal que apontou indícios de tentativa de interferência nas apurações. Segundo os investigadores, os envolvidos teriam formado um grupo para acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários.

Na decisão, Mendonça citou suspeitas de acesso indevido a sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como a Interpol. O ministro também criticou a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que informou não identificar risco imediato às investigações.

De Teerã ao Vale do Silício: líder supremo do Irã usa X para atacar EUA

12 de Março de 2026, 22:19

O novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, passou a ter uma conta verificada na rede social X, plataforma controlada pelo bilionário Elon Musk.

Khamenei, cujo usuário é @Rahbarenghelab_, publicou nesta quinta-feira (13) uma série de mensagens sobre a guerra contra o Irã conduzida pelos Estados Unidos e por Israel, além da resposta da República Islâmica ao conflito.

Queridos irmãos combatentes! O desejo das massas é a continuação de uma defesa eficaz e que provoque arrependimento no inimigo. Além disso, a alavanca do bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser usada”, escreveu Khamenei em uma das publicações, dirigindo-se a mais de 44 mil seguidores na plataforma. As mensagens foram traduzidas automaticamente do persa pelo próprio X.

Em outro post, o líder iraniano afirmou: “Garanto a todos que não abriremos mão de vingar o sangue de seus mártires”.

Leia também: Trump diz que ficou ‘decepcionado’ com escolha de filho de Khamenei como novo líder supremo do Irã

Além de mencionar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, Khamenei também pediu que países vizinhos do Oriente Médio esclareçam suas posições e solicitou que nações que hospedam bases militares dos Estados Unidos as fechem.

Khamenei foi escolhido como novo líder supremo do Irã no início desta semana, substituindo seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu em um ataque no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.

A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk que controla o X, não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre a nova conta do líder iraniano, que possui o selo azul reservado a usuários premium da plataforma.

Antes do início da guerra, a revista Wired publicou em 12 de fevereiro uma reportagem com o título “O X de Elon Musk parece estar violando sanções dos EUA ao vender contas premium a líderes iranianos”.

Leia também: Filho de Ali Khamenei é nomeado novo líder supremo do Irã

O texto citava um relatório do Tech Transparency Project (TTP) segundo o qual foram identificadas mais de duas dezenas de contas no X supostamente administradas por autoridades do governo iraniano, agências estatais e veículos de imprensa ligados ao Estado, todas com selo azul indicando acesso ao serviço premium.

Segundo a reportagem, a assinatura do X Premium custa US$ 8 (R$ 41,76) por mês, enquanto o plano Premium+ custa US$ 40 (R$ 208,80) mensais e oferece remoção de anúncios e maior alcance das publicações.

Horas após a publicação da matéria, de acordo com a Wired, os selos azuis de várias contas de autoridades iranianas citadas na reportagem foram removidos pela plataforma.

A reportagem também destacou que Elon Musk já havia criticado autoridades iranianas e apoiado protestos contra o regime, ecoando declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em apoio a manifestantes contrários ao governo iraniano.

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Mpox avança no Brasil: entenda a doença, sintomas e formas de transmissão

10 de Março de 2026, 15:31

O Brasil registrou um aumento nos casos de mpox neste início de 2026, que acendeu o alerta das autoridades sanitárias e levantou dúvidas sobre a doença. Apesar da aceleração recente nas notificações, o Ministério da Saúde afirma que o cenário ainda está sob controle e que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem capacidade para diagnosticar e acompanhar os pacientes. Entenda a doença e como se prevenir com a TVT News.

Até esta terça-feira (10), o país contabilizava 149 notificações, sendo 140 casos confirmados e nove classificados como prováveis. O número representa um crescimento significativo em relação à segunda quinzena de fevereiro, quando o total de infecções mais que dobrou em cerca de 20 dias.

Mesmo com a alta recente, os registros ainda são menores do que os observados no mesmo período de 2025. No primeiro trimestre daquele ano, foram 394 notificações, e o acumulado anual chegou a 1.079 casos e dois óbitos. Em 2026, não houve mortes registradas até agora.

Onde estão os casos no Brasil

O estado de São Paulo concentra a maior parte das infecções, com cerca de 93 casos, o equivalente a aproximadamente 66% das confirmações nacionais.

Depois de São Paulo, os estados com mais registros são:

  • Rio de Janeiro: entre 18 e 19 casos;
  • Minas Gerais: cerca de 11 casos;
  • Rondônia: cerca de 11 casos.

Também há ocorrências em outros estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Ceará, Sergipe, Pará, Amazonas e no Distrito Federal. O Amazonas, por exemplo, registrou recentemente o primeiro caso em 2026.

A média de idade dos infectados é de 31 anos, com predominância entre homens. Entre os pacientes confirmados, pelo menos 50 apresentavam coinfecção com HIV e 31 com outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

O que é a mpox

A mpox é uma doença viral causada pelo vírus mpox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Trata-se de uma zoonose, uma doença que pode circular entre animais e humanos, mas atualmente a transmissão ocorre principalmente entre pessoas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou o nome mpox para substituir a antiga denominação “varíola dos macacos”, com o objetivo de evitar estigmatização e ataques a animais.

Como ocorre a transmissão

O vírus pode entrar no organismo por pequenas lesões na pele, pelas vias respiratórias ou por mucosas, como olhos, nariz e boca. A transmissão acontece principalmente por contato próximo e direto.

As formas mais comuns de contágio incluem:

  • Contato físico direto, como abraços, beijos e relações sexuais;
  • Contato com lesões na pele ou fluidos corporais de pessoas infectadas;
  • Gotículas respiratórias, em interações próximas e prolongadas;
  • Compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, roupas de cama ou utensílios;
  • Transmissão da gestante para o feto durante a gravidez ou parto.

Especialistas apontam que o contato íntimo foi um dos principais motores do surto global registrado em 2022.

Quais são os sintomas

A mpox costuma se desenvolver em duas fases principais.

Na fase inicial, chamada de pródromo, os sintomas mais comuns são:

  • febre;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores musculares e nas costas;
  • cansaço extremo;
  • inchaço dos linfonodos (ínguas).

Depois surge a fase eruptiva, marcada pelo aparecimento de lesões na pele. As feridas podem evoluir para bolhas e crostas e aparecem com frequência no rosto, nas mãos, nos pés e nas regiões genitais.

Em geral, a doença dura entre duas e quatro semanas e muitos casos evoluem de forma leve. No entanto, complicações podem ocorrer, especialmente em crianças, gestantes e pessoas imunocomprometidas.

Entre os possíveis agravamentos estão pneumonia, infecções bacterianas secundárias, problemas oculares e inflamações neurológicas.

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Existe vacina ou tratamento?

O Brasil não adota vacinação em massa contra a mpox. A imunização é direcionada a grupos considerados de maior risco.

Entre eles estão:

  • pessoas que vivem com HIV com contagem baixa de células CD4;
  • profissionais de laboratório que manipulam o vírus;
  • pessoas que tiveram contato de alto risco com pacientes infectados (vacinação pós-exposição).

Não há um medicamento específico para curar a doença, embora o antiviral tecovirimat possa ser utilizado em casos graves. Na maioria das situações, o tratamento envolve controle dos sintomas, cuidados com as lesões e isolamento do paciente até a cicatrização completa da pele.

Novas variantes em monitoramento

Especialistas também acompanham o surgimento de novas linhagens do vírus. Entre elas está o clado 1b, identificado inicialmente na República Democrática do Congo e considerado potencialmente mais transmissível.

Uma variante híbrida detectada no Reino Unido, que combina características de diferentes clados do vírus, também está sendo monitorada pelas autoridades de saúde.

O que fazer para se proteger

As principais medidas de prevenção incluem:

  • lavar as mãos com frequência com água e sabão ou álcool em gel;
  • evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas;
  • não compartilhar objetos pessoais, como toalhas e roupas de cama;
  • procurar atendimento médico em caso de sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, o momento é de vigilância e prevenção, não de crise sanitária. A identificação rápida dos sintomas e o isolamento dos casos suspeitos continuam sendo as principais estratégias para interromper a cadeia de transmissão da doença no país.

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X de Musk recebe multa milionária por resposta incompreensível à Justiça Eleitoral

8 de Março de 2026, 20:49
Rede X, do bilionário Elon Musk. Foto: reprodução

A Justiça Eleitoral aplicou multa de R$ 1,6 milhão à rede social X após considerar descumprida uma ordem judicial de fornecimento de informações sobre perfis envolvidos em propaganda eleitoral negativa. O caso ocorreu no Rio de Janeiro em processo relacionado às eleições de 2022.

A ação foi apresentada por Marcelo Freixo, que disputou o governo do estado naquele ano. Ele solicitou a identificação dos responsáveis por publicações na plataforma. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro determinou que a empresa fornecesse, em até 48 horas, dados técnicos que permitiriam identificar os usuários.

Entre as informações solicitadas estava a chamada “porta lógica”, um identificador de conexão que, combinado com o endereço IP, permite localizar de forma precisa o responsável por determinado acesso à internet. A decisão previa multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Fachada do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Reprodução

A plataforma enviou dados dentro do prazo estabelecido, porém as informações foram apresentadas em língua estrangeira e com termos técnicos que dificultaram a compreensão. Além disso, não houve indicação da porta lógica solicitada.

Os advogados de Freixo continuaram solicitando os dados necessários no processo. A plataforma voltou a se manifestar apenas 163 dias depois, quando apresentou as informações em português e organizadas de forma compreensível.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro considerou que o cumprimento efetivo da decisão ocorreu somente quando as informações permitiram identificar os responsáveis pelas publicações. Com isso, o período de 163 dias foi contabilizado para aplicação da multa.

Inicialmente, o valor acumulado chegou a R$ 16,3 milhões. O tribunal reduziu a multa diária para R$ 30 mil, o que levou o total para R$ 4,8 milhões.

A rede X recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar afastar a penalidade ou reduzir o valor. Relator do caso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva manteve a aplicação da multa, citando o artigo 192 do Código de Processo Civil, que estabelece o uso obrigatório da língua portuguesa nos atos processuais.

Na decisão, o ministro afirmou que a legislação admite documentos em língua estrangeira quando o conteúdo é compreensível e não causa prejuízo às partes. No caso analisado, o tribunal considerou que a forma como os dados foram apresentados exigiu novas solicitações no processo.

Cueva determinou nova redução do valor da penalidade. A multa diária foi fixada em R$ 10 mil, totalizando R$ 1,6 milhão.

Netflix e Meghan Markle encerram parceria em marca de lifestyle após cancelamento de série

8 de Março de 2026, 17:12

A Netflix anunciou nesta semana que a marca de lifestyle As Ever, criada em parceria com Meghan Markle, passará a operar de forma independente após o encerramento do acordo ligado à série estrelada pela duquesa de Sussex na plataforma de streaming.

O projeto pertence à própria Meghan Markle e reúne produtos ligados à chamada cozinha afetiva, incluindo geleias, chocolates e vinhos, itens que refletem a proposta de compartilhar experiências domésticas e culinárias.

A marca As Ever foi apresentada ao público no ano passado, durante um dos episódios da série “Com Amor, Meghan”, produzida pela Netflix. O programa teve duas temporadas, além de um especial de Natal, e mostrava Meghan Markle, mãe do príncipe Archie e da princesa Lilibet, dividindo dicas de receitas e cuidados com a casa.

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Em comunicado, a Netflix destacou que a iniciativa nasceu da proposta da duquesa de transformar momentos simples em experiências especiais. “A paixão de Meghan por elevar os momentos cotidianos de maneiras bonitas, porém simples, inspirou a criação da marca As Ever”, afirmou a empresa.

A plataforma acrescentou que sempre esteve nos planos que a marca seguisse seu próprio caminho. Segundo a empresa, “Meghan continuará a expandir a marca e a levá-la para o próximo capítulo de forma independente”, ressaltando que a companhia espera acompanhar o crescimento do projeto.

A série protagonizada por Meghan Markle já havia sido cancelada após a segunda temporada, marcando o fim do acordo comercial firmado em 2020 entre Meghan, o príncipe Harry e a Netflix, pouco tempo depois de o casal renunciar às funções na família real britânica.

Segundo a imprensa americana, o encerramento da parceria teria sido influenciado pela queda gradual da audiência da produção ao longo dos anos.

Em nova manifestação, a equipe de Meghan Markle confirmou o fim da colaboração com a plataforma e destacou que a marca As Ever continuará suas atividades de forma independente.

“A As Ever agradece a parceria com a Netflix durante o lançamento e nosso primeiro ano”, afirmou um porta-voz da marca, em declaração citada pela revista People. Segundo ele, “tivemos um crescimento significativo e rápido, e a As Ever agora está pronta para seguir sozinha”, acrescentando que a empresa prepara novos projetos para os próximos meses.

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Jeffrey Epstein: tudo o que se sabe sobre os investimentos secretos do financista no Vale do Silício

8 de Março de 2026, 11:00

O nome de Jeffrey Epstein voltou à tona nos últimos meses após a Justiça dos Estados Unidos liberar centenas de milhares de arquivos sobre o caso

Conhecidos como “Arquivos de Epstein”, esses registros reúnem décadas de investigações criminais, processos judiciais, comunicações internas e provas relacionadas a uma rede de tráfico sexual que envolveu adolescentes, além de contatos de Epstein com figuras influentes da política.

O financista morreu em 2019, e segundo publicado por Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, na época de sua morte, Epstein acumulava um patrimônio estimado em quase US$ 600 milhões, duas ilhas particulares no Caribe e quase US$ 380 milhões em dinheiro.

A análise de registros judiciais, investigações oficiais e relatórios financeiros ajuda a esclarecer como essa riqueza foi formada e mantida por décadas.

Leia também: Quem é o bilionário da rede de hotéis Hyatt que deixou o conselho após ter o nome associado a Epstein?

Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça revelam como Jeffrey Epstein construiu uma teia de relações no Vale do Silício após sua condenação em 2008. Segundo informações da Forbes, mesmo já sendo um criminoso sexual condenado, ele passou a circular entre fundadores, investidores e executivos de algumas das empresas mais valiosas do setor de tecnologia. 

E-mails mostram que, a partir de 2010, ele saiu da condição de observador distante para se tornar interlocutor frequente de nomes como Elon Musk, Sergey Brin, Bill Gates e Reid Hoffman.

Apesar do acesso incomum, o desempenho financeiro foi irregular, uma fonte ouvida nos documentos afirma que tecnologia não era o terreno natural de Epstein. Ainda assim, ele buscava espaço em rodadas privadas, ações secundárias e fundos de capital de risco, sempre tentando transformar proximidade em participação societária.

A aposta bilionária 

Um dos vínculos mais consistentes foi com Peter Thiel. Entre 2015 e 2016, Epstein comprometeu US$ 40 milhões na Valar Ventures, fundo cofundado por Thiel. Segundo publicado pelo New York Times, o valor cresceu e os ativos estavam avaliados em cerca de US$ 170 milhões.

A Valar investiu em empresas como Wise, Qonto e Xero, o espólio de Epstein ainda mantém participação nesses ativos. A própria Valar declarou esperar que eventuais distribuições possam beneficiar as vítimas.

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Os e-mails também mostram Epstein pedindo opinião a Thiel sobre investir US$ 100 milhões no Spotify quando a empresa valia US$ 5 bilhões, e recebeu o conselho de esperar. O serviço abriu capital em 2017, avaliado em US$ 27 bilhões.

Thiel também sugeriu cautela em relação à Palantir Technologies, que mais tarde atingiu pico de mercado de US$ 494 bilhões na Nasdaq.

Coinbase e o lucro com criptomoedas

O caso mais lucrativo foi a Coinbase, em 2014, quando a empresa tinha dois anos e valia US$ 400 milhões, Epstein investiu US$ 3 milhões. Em 2018, vendeu metade da participação por US$ 15 milhões ao fundo Blockchain Capital.

A Coinbase abriu capital em 2021 e hoje tem valor de mercado de US$ 49 bilhões. Caso o espólio tenha mantido a metade restante até o IPO, ela teria alcançado cerca de US$ 30 milhões, dois anos após sua morte. 

O investimento foi intermediado por Brock Pierce, figura do setor de criptomoedas com quem Epstein trocou mensagens por anos.

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Em 2018, criou a Deploy Capital para investir até US$ 5 milhões em negócios ligados a Jeremy Rubin. Havia preocupação explícita com o impacto reputacional. Sugestões incluíam omitir seu nome em reuniões e usar apenas o primeiro nome. A empresa Layer1, citada nas negociações, afirmou que não recebeu recursos dele. A LedgerX, outra plataforma mencionada, foi adquirida pela FTX em 2021.

Perda de US$ 10 milhões

Nem todos os aportes deram retorno, a Jawbone, startup de dispositivos vestíveis, recebeu US$ 5 milhões de Epstein em 2012, em 2017, ele já havia ampliado sua exposição para US$ 11,25 milhões, a empresa faliu no mesmo ano.

Os registros indicam que ele perdeu ao menos US$ 10 milhões, em mensagens duras ao fundador Hosain Rahman, exigiu compensação e chegou a contratar investigador particular. A tentativa de acordo incluiu a oferta de um cargo de consultor sênior na Jawbone Health em 2018.

SpaceX

Epstein teve pelo menos duas chances de investir na SpaceX, em 2016 e 2017, surgiram ofertas de ações secundárias quando a empresa valia US$ 22 bilhões. Hoje está avaliada em US$ 1,25 trilhão. Não há registro de que ele tenha concretizado o investimento.

Foguete reutilizável da Space X decolando
SpaceX

Um consultor ligado ao Deutsche Bank chegou a discutir acesso a US$ 50 milhões em ações da empresa por meio da Vy Capital. A negociação não avançou.

Fundos, SPACs e a Hedosophia

Epstein também analisou propostas da Hedosophia, fundo de Ian Osborne que participaria mais tarde de operações que levaram empresas como:

  • Virgin Galactic;
  • Opendoor;
  • Clover Health.

Ao mercado por meio de SPACs. Embora não tenha investido na Hedosophia, trocou ideias sobre a estrutura societária. A proposta inicial previa um fundo offshore de US$ 60 milhões focado em mídia social, mas nunca saiu do papel.

Fortuna acumulada e alcance global

Uma auditoria financeira mostra que Epstein acumulou mais de US$ 600 milhões em ativos antes da prisão em 2019, parte desse patrimônio veio da valorização de fundos e participações no setor tecnológico.

Mesmo com acesso a bilionários, conferências exclusivas e reuniões privadas, os registros indicam que ele fechou menos negócios do que aparentava. Em vários casos, deixou passar oportunidades que mais tarde se tornaram gigantes avaliadas em dezenas ou centenas de bilhões de dólares.

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Epstein frequentava a elite da inovação, mas seus investimentos no Vale do Silício oscilaram entre ganhos expressivos e perdas totais.

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Dívida de R$ 2 bilhões de Eike Batista com a Caixa é interrompida na Justiça; entenda

5 de Março de 2026, 10:49
O ex-bilionário Eike Batista. Foto: reprodução

A 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro concedeu efeito suspensivo que interrompe, por ora, a cobrança de R$ 2,04 bilhões contra o empresário Eike Batista. A decisão foi tomada na terça-feira (3) após o ex-bilionário apresentar recurso contra a cobrança realizada pela Caixa Econômica Federal, que o acusa de inadimplência em contratos de financiamento ligados a projetos empresariais do grupo EBX. Com informações do Globo.

A medida suspende temporariamente a execução da cobrança enquanto o processo segue em análise na Justiça Federal. O caso está relacionado a financiamentos concedidos à OSX Construção Naval, empresa do conglomerado EBX responsável por projetos de infraestrutura naval.

A disputa judicial ocorre em paralelo a decisões recentes do Tribunal de Contas da União, que apontaram falhas graves na concessão de crédito público para o empreendimento. Em 2025, o tribunal decidiu aplicar multas a cinco ex-dirigentes da Caixa por irregularidades na aprovação do financiamento bilionário à OSX.

Segundo o TCU, os gestores autorizaram a liberação de R$ 627 milhões à empresa em 2013 para a construção do Estaleiro do Açu, no norte do Rio de Janeiro. O projeto fazia parte do plano de expansão industrial do grupo EBX e acabou resultando em inadimplência bilionária após o colapso financeiro das empresas de Eike Batista.

O financiamento foi concedido mesmo após sinais de que o projeto enfrentava sérios problemas de viabilidade econômica. De acordo com o tribunal, o cenário negativo já era evidente devido à crise enfrentada pela OGX Petróleo e Gás, principal empresa do conglomerado e a única que possuía contratos consolidados no setor naval brasileiro.

Sede da Caixa. Foto: reprodução

O contrato de financiamento de longo prazo entre a OSX e a Caixa foi firmado em 14 de junho de 2012. Menos de duas semanas depois, em 26 de junho de 2012, a OGX comunicou ao mercado que a quantidade média de hidrocarbonetos no Campo de Tubarão Azul era inferior às estimativas iniciais.

O anúncio provocou forte reação do mercado financeiro. As ações da OGX sofreram queda superior a 25% logo após a divulgação da informação, desencadeando uma crise que se espalhou por todo o grupo EBX e comprometeu a sustentabilidade financeira de projetos ligados ao estaleiro.

Nos meses seguintes, o cenário se deteriorou ainda mais. Em março de 2013, a cotação das ações da OGX já acumulava desvalorização de 74,89% em relação ao momento em que o contrato de financiamento foi assinado.

Mesmo diante desse contexto, a Caixa manteve a liberação de recursos para a OSX. De acordo com o TCU, a decisão contrariou pareceres técnicos internos e também descumpriu cláusulas do contrato firmado com o Fundo da Marinha Mercante, que exigia garantias adicionais e retenção de valores de um empréstimo-ponte anterior.

Ambulante cobra R$ 700 de turistas por dois açaís e acaba preso no Rio de Janeiro

4 de Março de 2026, 21:19
(UOL/Folhapress) – Um vendedor ambulante foi preso em flagrante após vender dois potes de açaí por R$ 700 no Rio de Janeiro, no último domingo (01). Guardas municipais prenderam o ambulante de 29 anos após ele aplicar um golpe do Pix contra duas turistas argentinas. O caso aconteceu na Praia do Arpoador, na zona sul […]

Pix, 25 de março e etanol: entenda os alvos de investigação dos EUA contra o Brasil por práticas desleais

22 de Fevereiro de 2026, 09:30

A ordem executiva publicada pela Casa Branca após o revés judicial do tarifaço deixou claro que o governo Donald Trump pretende manter a pressão comercial por outros caminhos, e um deles é a Seção 301.

A ferramenta, conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), já sustenta uma investigação aberta contra o Brasil desde 2025 e, segundo autoridades americanas, segue em andamento mesmo após a decisão da Suprema Corte que limitou o uso da lei de emergência econômica (IEEPA) para impor tarifas amplas.

Leia também: O que vem depois de a Suprema Corte americana rejeitar as tarifas de Trump

A apuração lista uma série de temas que Washington considera potencialmente “irracionais” ou “discriminatórios” e que poderiam “onerar ou restringir” o comércio americano. Há espaço, ao fim do processo, para recomendações de medidas como tarifas retaliatórias ou outras restrições comerciais.

Pix e pagamentos digitais: o que os EUA estão olhando

No capítulo de serviços de pagamento eletrônico, o USTR afirma investigar práticas relacionadas a “serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo” e possíveis “vantagens” concedidas a esses sistemas. O texto não cita o Pix nominalmente em todos os documentos oficiais, mas o enquadramento é o mesmo que passou a ser associado ao sistema brasileiro em reportagens e análises desde a abertura do caso.

Do lado brasileiro, o governo já havia respondido formalmente a questionamentos do USTR sobre o tema de pagamentos eletrônicos, em documento enviado em 2025, ao tratar de “Brazilian government-developed electronic payment services”.

Pirataria e propriedade intelectual

Outro ponto sensível envolve propriedade intelectual. A investigação menciona a região da rua 25 de Março, em São Paulo, como exemplo de falhas na proteção e fiscalização de direitos de propriedade intelectual, citando o local como um dos grandes mercados de produtos falsificados.

Leia também: Brasil vai insistir no diálogo com os EUA após Trump anunciar tarifa de 15%

Etanol, tarifas “preferenciais” e desmatamento ilegal

A lista de temas também inclui:

  • Acesso ao mercado de etanol (o USTR cita barreiras e condições de acesso);
  • Tarifas “injustas” ou “preferenciais” (em que os EUA alegam que o Brasil aplicaria condições melhores a certos parceiros do que aos produtos americanos);
  • Desmatamento ilegal, tratado como elemento com impacto econômico e comercial no escopo da investigação.

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