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Horário, dia, ordem dos prêmios… O que você precisa saber sobre o Oscar

15 de Março de 2026, 17:02
Wagner Moura disputa o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho em “O Agente Secreto”. (Foto: Divulgação)

O Oscar 2026 será realizado neste domingo, 15 de março, em Los Angeles. A cerimônia acontece no Dolby Theatre a partir das 20h, horário de Brasília. O evento marca a 98ª edição da maior premiação do cinema mundial.

O Brasil chega com grandes expectativas para a noite. Após o feito de “Ainda Estou Aqui” em 2025, o país agora celebra cinco indicações. “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, concorre em quatro categorias principais.

Wagner Moura disputa o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho no longa. O filme também concorre a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco. Além disso, Adolpho Veloso representa o Brasil em Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.

A imprensa internacional mostra opiniões divididas sobre as chances brasileiras. Alguns veículos acreditam em vitórias em Melhor Ator e Filme Internacional. Outros, porém, preveem que “O Agente Secreto” pode sair sem estatuetas. O filme igualou o recorde nacional de “Cidade de Deus” em número de indicações.

Ordem dos prêmios

A Academia reserva os prêmios mais prestigiados para o final da cerimônia. A sequência provável começa com Melhor Ator Coadjuvante e categorias técnicas como animação e figurino. Perto do encerramento, o público confere Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Atriz e, por fim, Melhor Filme. A nova categoria de Melhor Elenco também será entregue durante a noite.

Os interessados podem acompanhar a premiação por diferentes plataformas. A TV Globo transmite ao vivo a partir das 21h, após o Fantástico; O sinal da Globo também estará disponível no Globoplay para os assinantes.

No streaming, a TNT e a HBO Max oferecem cobertura completa. A transmissão começa às 18h30 com um pré-show direto do tapete vermelho. O comediante Conan O’Brien apresenta a cerimônia pelo segundo ano consecutivo.

“Pecadores” lidera as indicações com 16 nomeações e surge como favorito da noite. “Uma Batalha Após a Outra” aparece na sequência com 13 indicações. Outros títulos como “Frankenstein” e “Hamnet” também prometem disputas acirradas em diversas categorias.

Acompanhe a cobertura especial no Canal DCM TV

Votos ‘anti-Chalamet’ podem facilitar caminho de Wagner Moura ao Oscar; entenda

15 de Março de 2026, 12:46
Wagner Moura em cena de ‘O agente secreto’, de Kleber Mendonça Filho — Foto: Reprodução

Wagner Moura é um dos fortes candidatos ao Oscar 2026 na categoria de melhor ator, disputando a estatueta com nomes como Michael B. Jordan e Timothée Chalamet.

O The New York Times destaca que a lista de indicados é uma das mais competitivas da história da Academia, e embora a vitória de Jordan em outros prêmios e o Globo de Ouro de Chalamet lhes deem vantagem, Moura pode se beneficiar do cenário atual. O filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, coloca o ator brasileiro em uma posição promissora, com a chance de superar seus concorrentes pela força de sua performance e pela relevância do projeto.

A campanha de Wagner Moura tem ganhado força nos últimos meses, com ele sendo reconhecido não apenas pela crítica, mas também pelo público. A análise de Kyle Buchanan, repórter do New York Times, sugere que o timing das exibições pode ser crucial, e o fato de “O Agente Secreto” ter sido um dos filmes mais assistidos no final da temporada pode garantir uma vantagem sobre os outros candidatos. Para ele, Moura tem uma forte base de fãs, o que pode ajudá-lo a conquistar votos, especialmente entre os mais resistentes a apoiar atores mais jovens, como Chalamet.

Moura, conhecido pelo seu papel de destaque na série “Narcos”, tem uma longa trajetória em Hollywood, o que pode ser um trunfo para sua vitória. A participação do ator em filmes como “Guerra Civil” e a série “Ladrões de Drogas” aumentou sua visibilidade entre os membros da Academia, majoritariamente americana. Sua carreira internacional o coloca em uma posição mais favorável do que outros atores brasileiros, como Fernanda Torres, que tentou a sorte no Oscar sem o mesmo nível de reconhecimento internacional.

Apesar da crescente pressão e dos elogios à sua atuação em “O Agente Secreto”, Moura não foi indicado pelo Screen Actors Guild, nem teve a oportunidade de competir no BAFTA, o que coloca em dúvida suas chances de vitória. No entanto, o envolvimento do ator em campanhas de conscientização e sua postura em eventos como o Globo de Ouro indicam que ele está se posicionando como um forte concorrente.

Timothée Chalamet

As comparações com Fernanda Torres são inevitáveis, especialmente pelo fato de ela também ter se destacado em uma produção brasileira e ter conquistado o Globo de Ouro. Porém, Moura é visto como uma figura mais consolidada e um nome conhecido na indústria cinematográfica americana, o que pode lhe garantir a vantagem na corrida pelo Oscar.

O repórter Kyle Buchanan também aponta que, embora Moura tenha a chance de ser impulsionado pelo sentimento anti-Chalamet, o fato de o ator não ter sido indicado em outros prêmios relevantes pode limitar suas opções de mostrar sua habilidade até a noite da cerimônia do Oscar. Isso cria um desafio para sua campanha, que precisará de mais do que apenas uma boa performance para conquistar o prêmio.

De qualquer forma, a atuação de Wagner Moura em “O Agente Secreto” tem sido amplamente reconhecida, e sua trajetória nos cinemas de Hollywood o coloca como um favorito entre os votantes da Academia. Se ele conseguir superar os obstáculos e os concorrentes, poderá se tornar o vencedor do Oscar 2026, consolidando sua carreira e seu nome como um dos grandes atores internacionais da atualidade.

Em um ano em que a competição para melhor ator está particularmente acirrada, as chances de Wagner Moura continuar em ascensão são reais, mas ele precisará do apoio crucial de seus fãs e do reconhecimento final dos membros da Academia. O suspense sobre quem sairá vencedor, entre os favoritos da temporada, só será resolvido no dia da cerimônia.

VÍDEO: “Nosso Trump está preso”, diz Wagner Moura sobre Bolsonaro em entrevista a Jimmy Kimmel

5 de Março de 2026, 10:28
Wagner Moura em entrevista ao Jimmy Kimmel. Foto: reprodução

O ator brasileiro Wagner Moura afirmou que o filme “O Agente Secreto” nasceu da perplexidade dele e do diretor Kleber Mendonça Filho diante do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante entrevista ao programa Jimmy Kimmel Live!, exibido nos Estados Unidos na quarta-feira (4), no qual comparou o brasileiro ao presidente estadunidense, Donald Trump.

Durante a conversa com o apresentador Jimmy Kimmel, Moura explicou que o contexto político brasileiro influenciou diretamente o surgimento do projeto cinematográfico. Segundo ele, o clima vivido no país durante aquele período serviu como impulso criativo para a obra. “Esse filme não teria acontecido se não fosse por causa dele”, afirmou o ator, referindo-se a Bolsonaro.

A entrevista ocorreu no momento em que Moura participa da divulgação internacional do longa e se prepara para a cerimônia do Academy Awards, marcada para o dia 15. Em tom de brincadeira, o ator comentou que, caso vença o prêmio de melhor ator, considera fazer um agradecimento inspirado em um discurso recente de Kimmel.

O apresentador havia feito um comentário irônico sobre Trump ao receber o prêmio de melhor talk show no Critics Choice Awards. Na ocasião, disse: “Obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas”.

Moura reagiu com humor à ideia e aproveitou para fazer uma comparação entre os dois líderes políticos. “Mas o nosso Trump está na prisão”, afirmou o ator ao comentar a situação de Bolsonaro, arrancando aplausos da plateia do programa.

Kimmel também perguntou ao artista qual era a sensação de ver o ex-presidente punido pela trama golpista investigada no Brasil. Moura respondeu de forma direta: “É uma sensação boa”.

O ator revelou ainda detalhes de sua presença na cerimônia do Oscar. Ele deve comparecer acompanhado da esposa, Sandra Delgado, e de três amigos próximos. Um deles será o ator Lázaro Ramos, como o próprio Moura contou em entrevista ao aplicativo de cinema Letterboxd.

Durante a entrevista, Moura e Kimmel também abordaram temas políticos e culturais envolvendo Brasil e Estados Unidos. O ator comentou as ameaças tarifárias feitas por Trump ao Brasil e relembrou as dificuldades que enfrentou para lançar o filme Marighella, dirigido por ele, durante o período do governo Bolsonaro.

Segundo Moura, ecos da ditadura militar ainda permanecem presentes na sociedade brasileira. Para o ator, a eleição de Bolsonaro foi reflexo desse contexto histórico. Ao mesmo tempo, ele avaliou que as punições relacionadas à tentativa de golpe avançaram com rapidez porque o país conhece os efeitos de um regime autoritário.

Em tom crítico ao cenário político dos Estados Unidos, Moura mencionou episódios recentes envolvendo agentes de imigração. Ele citou a morte de dois cidadãos estadunidenses a tiros em Minneapolis e questionou o contraste com a imagem internacional do país.

“Esse é o país que exporta para o resto do mundo a luta pelos direitos civis?”, perguntou o ator. “Esse é o país de Martin Luther King?”

O programa também exibiu uma imagem do Carnaval de Olinda em que Moura aparece homenageado com um dos tradicionais bonecos gigantes da festa. Curioso, Kimmel quis saber se o ator levou o boneco para casa. Moura respondeu com humor: “Eu levaria para todas as reuniões de família”.

Não foi a primeira participação do ator brasileiro no talk show. Em 2016, Moura esteve no programa para divulgar a série Narcos, na qual interpretou o traficante Pablo Escobar. Pelo papel, ele recebeu indicação ao Golden Globe Awards na categoria de melhor ator em série dramática.

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