Kalshi levanta US$ 1 bilhão, dobra valuation e avança apesar de pressões regulatórias
A Kalshi captou mais de US$ 1 bilhão em uma nova rodada de financiamento que avaliou a empresa em US$ 22 bilhões, praticamente o dobro do valor registrado em dezembro, quando a companhia era avaliada em cerca de US$ 11 bilhões.
O aporte, liderado pela Coatue Management, segundo informações da Bloomberg, reforça o apetite de investidores por plataformas de prediction markets, que permitem negociar contratos atrelados a eventos do mundo real, mesmo diante de críticas crescentes de reguladores e políticos.
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Na rodada anterior, a empresa já havia atraído nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz, ARK Invest e Paradigm.
O que é a Kalshi
Criada para explorar um espaço ainda pouco desenvolvido no sistema financeiro global, a Kalshi opera no mercado de previsões reguladas, permitindo a negociação de contratos atrelados à probabilidade de eventos futuros, que vão desde de eleições a resultados esportivos e acontecimentos culturais.
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Fundada em 2018, a empresa estruturou sua proposta em torno de um ambiente legal e organizado para esse tipo de operação, historicamente restrita a análises internas de risco ou a plataformas sem supervisão.
Segundo a própria empresa, o período de testes foi decisivo para ajustar funcionamento, interface e regras internas, com foco no cumprimento das exigências necessárias para aprovação regulatória.
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Diferentemente de casas de apostas tradicionais, a Kalshi opera como uma bolsa financeira, sob supervisão da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), o que permite atuação em todo o território dos Estados Unidos sob regras federais.
Nos últimos meses, no entanto, a empresa passou a enfrentar questionamentos. Autoridades e legisladores apontam riscos de uso de informação privilegiada e manipulação nesses mercados. Nesta semana, o procurador-geral do Arizona apresentou acusações criminais contra a companhia, classificando a operação como “jogo ilegal”.
A Kalshi contesta as acusações e tem recebido respaldo do novo comando da CFTC, que sinaliza apoio ao modelo de negócios.
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