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Kalshi levanta US$ 1 bilhão, dobra valuation e avança apesar de pressões regulatórias

20 de Março de 2026, 08:37

A Kalshi captou mais de US$ 1 bilhão em uma nova rodada de financiamento que avaliou a empresa em US$ 22 bilhões, praticamente o dobro do valor registrado em dezembro, quando a companhia era avaliada em cerca de US$ 11 bilhões.

O aporte, liderado pela Coatue Management, segundo informações da Bloomberg, reforça o apetite de investidores por plataformas de prediction markets, que permitem negociar contratos atrelados a eventos do mundo real, mesmo diante de críticas crescentes de reguladores e políticos.

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Na rodada anterior, a empresa já havia atraído nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz, ARK Invest e Paradigm.

O que é a Kalshi

Criada para explorar um espaço ainda pouco desenvolvido no sistema financeiro global, a Kalshi opera no mercado de previsões reguladas, permitindo a negociação de contratos atrelados à probabilidade de eventos futuros, que vão desde de eleições a resultados esportivos e acontecimentos culturais.

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Fundada em 2018, a empresa estruturou sua proposta em torno de um ambiente legal e organizado para esse tipo de operação, historicamente restrita a análises internas de risco ou a plataformas sem supervisão.

Segundo a própria empresa, o período de testes foi decisivo para ajustar funcionamento, interface e regras internas, com foco no cumprimento das exigências necessárias para aprovação regulatória.

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Diferentemente de casas de apostas tradicionais, a Kalshi opera como uma bolsa financeira, sob supervisão da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), o que permite atuação em todo o território dos Estados Unidos sob regras federais.

Nos últimos meses, no entanto, a empresa passou a enfrentar questionamentos. Autoridades e legisladores apontam riscos de uso de informação privilegiada e manipulação nesses mercados. Nesta semana, o procurador-geral do Arizona apresentou acusações criminais contra a companhia, classificando a operação como “jogo ilegal”.

A Kalshi contesta as acusações e tem recebido respaldo do novo comando da CFTC, que sinaliza apoio ao modelo de negócios.

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A brasileira mais jovem do mundo a se tornar bilionária

10 de Março de 2026, 15:49
A empresaria bilionária Luana Lopes Lara. Foto: Divulgação

Luana Lopes Lara, de 29 anos, é a cofundadora e diretora de operações da startup Kalshi, que se especializa em contratos de eventos. Ela acaba de se tornar a bilionária mais jovem do mundo a conquistar sua fortuna sem herança. A notícia foi divulgada pela revista Forbes, que reconheceu ela como uma das figuras mais notáveis do mercado financeiro global.

A empresa que a jovem fundou em 2018 com seu sócio, Tarek Mansour, funciona de maneira única. Ela permite que investidores compitam no mercado com base nas probabilidades de eventos futuros, como a inflação dos Estados Unidos ou o risco de um governo entrar em colapso.

Antes de fundar a Kalshi, Luana teve uma trajetória de vida multifacetada. Nascida em Belo Horizonte (MG), ela se destacou desde cedo no Brasil, conquistando medalhas em competições acadêmicas como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e a Olimpíada Catarinense de Matemática.

Sua paixão pela dança também a levou à Escola de Teatro Bolshoi, em Joinville (SC), onde ela treinou ballet e se apresentou profissionalmente por nove meses na Áustria, antes de seguir para os Estados Unidos para estudar Ciência da Computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Foi no MIT que ela conheceu Tarek Mansour, seu futuro sócio. Ambos ingressaram no mercado financeiro durante a faculdade e trabalharam em gigantes como Goldman Sachs e Bridgewater Associates. Nesse ambiente, eles perceberam que muitos dos investimentos eram baseados em previsões sobre o futuro, mas não existia uma maneira simples e direta para negociar com base nessas previsões.

Luana Lopes Lara ao lado do sócio Tarek Mansour. Foto: Divulgação

A solução surgiu com a criação da Kalshi, uma plataforma de negociação de contratos baseada na probabilidade de eventos futuros. A ideia era simples: permitir que as pessoas comprassem e vendessem contratos com base nos resultados de eventos, como a taxa de desemprego nos EUA ou o resultado de uma eleição.

A proposta inovadora conquistou grande apoio no mercado, e a empresa obteve um financiamento de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos no final de 2025, elevando seu valor de mercado de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões).

Esse aumento de avaliação resultou em um grande aumento na fortuna dos cofundadores. Tanto Luana quanto Mansour possuem aproximadamente 12% das ações da empresa, o que fez com que o patrimônio de cada um superasse a marca de US$ 1 bilhão.

Com isso ela se tornou a bilionária “self-made” mais jovem do planeta, superando até mesmo Lucy Guo, fundadora da Scale AI. Em 2020, a Kalshi obteve aprovação regulatória da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), tornando-se a primeira bolsa de futuros nos EUA totalmente regulamentada para contratos de eventos.

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