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Agora vai: Armínio Fraga declara apoio a Eduardo Leite

26 de Março de 2026, 23:10
Armínio Fraga

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), ausente na abertura de um evento de tecnologia chamado South Summit, em Porto Alegre, acabou sendo lembrado por um clássico do mercado.

Cotado como possível candidato da chamada terceira via nas eleições presidenciais, ele recebeu apoio público do economista Armínio Fraga.

Durante painel sobre riscos e oportunidades para o Brasil em 2027, Fraga fez um elogio confuso a Leite. “Existe uma oportunidade espetacular para o Brasil, mas eu não acredito que a situação polarizada que a gente tem hoje vai dar uma resposta. Eu acredito que quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”, disse.

O gaúcho estava em São Paulo, onde se reuniu com Gilberto Kassab para tratar de sua possível candidatura ao Planalto. Filiado ao PSD, ele tenta se consolidar como alternativa fora da polarização entre os principais grupos políticos.

O South Summit tem sido uma vitrine recorrente para Leite desde 2022, quando o governo do Rio Grande do Sul passou a financiar o evento. A gestão estadual mantém presença ativa na programação, com participação institucional e apresentações voltadas à agenda de inovação e tecnologia.

Ex-presidente do Banco Central, Armínio propôs congelar o salário mínimo por seis anos em maio de 2025, permitindo apenas a correção pela inflação, sem aumento real. A medida ajudaria a reduzir gastos públicos, que hoje, segundo ele, concentram até 80% do orçamento em folha e previdência.

Arminio Fraga declara apoio a Eduardo Leite:

“Tudo no Brasil pode melhorar, eu acredito nisso. Não acredito que a polarização vá resolver os problemas. Quem pode resolver nessa trajetória é o Eduardo Leite.” 🤣

pic.twitter.com/bwGYUChGpB

— Pri (@Pri_usabr1) March 26, 2026

Petróleo fecha em alta com guerra no Oriente Médio e Brent volta aos US$ 100

24 de Março de 2026, 16:23

O petróleo fechou em forte alta nesta terça-feira (24) e recuperou parte das perdas da véspera, em meio à continuidade dos ataques entre Israel e Irã e à incerteza sobre possíveis negociações envolvendo os Estados Unidos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio avançou 4,79% (US$ 4,22), a US$ 92,35 o barril.

Já o Brent para junho subiu 4,49% (US$ 4,22), a US$ 100,23 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, voltando ao patamar de US$ 100 após recuar cerca de 10% na segunda-feira (23).

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O movimento reflete a volatilidade do mercado diante de informações conflitantes sobre os rumos da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de um acordo diplomático.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão da ofensiva contra o Irã por cinco dias, citando avanços diplomáticos. Ao mesmo tempo, segundo a mídia americana, o governo planeja enviar 3 mil soldados para apoiar operações na região.

Do lado iraniano, o regime segue cético em relação às intenções dos EUA. Segundo o The Wall Street Journal, autoridades temem que negociações presenciais possam resultar em uma tentativa de assassinato de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do país.

Já o príncipe Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita, tem pressionado Trump a manter a ofensiva contra o Irã, de acordo com o The New York Times.

Para o analista da Oanda Elior Manier, ainda há incerteza sobre a profundidade e a efetividade das negociações, especialmente no curto prazo. “A situação deve ficar mais clara ao longo desta semana”, afirmou.

Os investidores também monitoram o risco de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Segundo a Bloomberg, o Irã passou a cobrar taxas de trânsito de até US$ 2 milhões para algumas embarcações comerciais, embora afirme que a medida se aplica apenas a navios ligados a aliados dos Estados Unidos.

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Dois navios-tanque de gás com bandeira da Índia atravessaram a região sem incidentes e devem chegar ao destino ainda nesta semana.

Com a oferta mais apertada, o CEO da Shell, Wael Sawan, afirmou que a escassez de combustíveis deve se intensificar em abril. Países do sul da Ásia já enfrentam dificuldades, e, segundo ele, o norte asiático e a Europa podem ser os próximos a sentir os efeitos.

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Bilhões em jogo: top 5 maiores FIDCs do Brasil

24 de Março de 2026, 16:20

O mercado de crédito no Brasil é diretamente influenciado pelo nível de juros definido no país, o que impacta o planejamento financeiro de bancos e instituições. Nesse cenário, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) vêm ganhando destaque, impulsionados pela busca por crédito fora do sistema bancário tradicional e por alternativas de investimento com maior rentabilidade.

Um levantamento da Gueratto Press, com base em dados públicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos primeiros meses de 2026, identificou os maiores gestores e consultores do segmento no Brasil.

Leia também: Guerra pode apertar crédito e dificultar cenário para emergentes, diz FMI

O que é o FIDCs

De acordo com informações do Gov.br, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), também conhecidos como fundos de recebíveis, são veículos destinados a investidores que aplicam recursos principalmente em créditos originados de operações comerciais, financeiras, industriais ou de serviços.

Na prática, funcionam como um “condomínio” de investidores, no qual pelo menos 50% do patrimônio é direcionado a esses Direitos Creditórios, enquanto o restante pode ser investido em títulos públicos e ativos de renda fixa. Regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os FIDCs podem ser estruturados como fundos abertos ou fechados, conforme as regras de resgate de cotas.

Os cinco maiores FIDCs do Brasil

O ranking mais recente mostra uma forte concentração de patrimônio líquido entre os principais gestores do país. Veja os cinco maiores:

RED Asset

Lidera o ranking com cerca de R$ 6,2 bilhões em patrimônio líquido, mantendo a primeira posição no mercado.

Multiplike

Aparece na segunda colocação, com aproximadamente R$ 4,5 bilhões, registrando crescimento relevante no período analisado.

Multiplica

Ocupa o terceiro lugar, com cerca de R$ 3,3 bilhões em patrimônio.

Athenabanco

Com aproximadamente R$ 3,1 bilhões, segue entre os principais nomes do setor.

Grupo Sifra

Fecha o top 5 com cerca de R$ 2,8 bilhões em patrimônio líquido.

Leia também: Agronegócio: por que o crédito ficou mais difícil para o setor

Qual a expectativa do setor?

Segundo o levantamento, a tendência é de continuidade desse movimento. A digitalização do mercado, a ampliação do crédito para setores como agronegócio, construção civil e infraestrutura, além de um maior apetite por risco.

Nesse cenário, o crédito tende a ficar menos concentrado nos grandes bancos e mais distribuído entre diferentes estruturas financeiras, indicando uma mudança estrutural no sistema e consequentemente impulsionando o crescimento dos FIDCs.

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Quase 300 mil pessoas podem perder direito ao ressarcimento de planos econômicos de Sarney e Collor; veja como aderir a acordo

24 de Março de 2026, 16:00

Mais de R$ 5,6 bilhões já foram pagos a poupadores prejudicados pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, mas cerca de 292 mil pessoas elegíveis ainda não aderiram ao Acordo Coletivo e correm o risco de perder o direito ao ressarcimento.

O alerta é da Frente Brasileira pelos Poupadores, a Febrapo, com base em balanço atualizado até 31 de dezembro de 2025.

O prazo para adesão termina em 3 de junho de 2027. Quem deixar passar a data não apenas perde o valor a receber, mas pode ser obrigado a arcar com sucumbência, honorários advocatícios e custas processuais.

Leia também: Investidores apostam US$ 580 mi em petróleo minutos antes de Trump anunciar negociações com Irã

STF reconheceu direito por unanimidade

Em junho do ano passado, o Supremo Tribunal Federal reconheceu por unanimidade o direito dos poupadores prejudicados pelos planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II, editados entre 1986 e 1991. Com a decisão, os ministros determinaram que o Acordo Coletivo firmado em 2017 passa a ser a regra para o encerramento de todos os processos relacionados aos expurgos inflacionários.

Até o fim de 2025, mais de 352 mil acordos já haviam sido firmados. Ainda assim, quase 300 mil poupadores elegíveis seguem sem receber valores que estão disponíveis para pagamento nos bancos.

Dinheiro parado enquanto o prazo corre

Para a diretora executiva da Febrapo, a advogada e mediadora Ana Seleme, a inércia tem custo concreto. “Quem deixa de fazer o Acordo agora está, na prática, correndo riscos e perdendo dinheiro, já que poderia aplicar os recursos recebidos, quitar dívidas ou usar este pagamento para atender necessidades imediatas“, afirma.

Após a adesão, o pagamento é feito em até 15 dias úteis, por meio de um processo simplificado com segurança jurídica.

Herdeiros também têm direito

Cerca de 30% dos elegíveis que ainda não aderiram são herdeiros de poupadores já falecidos. Filhos, cônjuges, pais e parentes colaterais até o 4º grau podem aderir ao Acordo em nome do titular original, desde que o processo judicial esteja ativo.

Para garantir o direito à indenização, é fundamental que o processo judicial esteja ativo“, reforça Ana Seleme.

Quem pode aderir

A adesão ao Acordo Coletivo é restrita a poupadores que possuem ações judiciais em andamento relacionadas aos planos econômicos. Não é possível ingressar no acordo sem um processo judicial em curso.

Para verificar a situação do processo e iniciar a adesão, o poupador ou seu herdeiro deve entrar em contato com o advogado responsável pela ação ou acessar o site da Febrapo.

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Ouro e prata despencam com investidores abandonando metais de refúgio seguro

23 de Março de 2026, 07:55

O ouro, a prata e a platina retomaram nesta semana sua recente trajetória de queda, recuando de forma acentuada à medida que investidores continuam a se afastar dos metais preciosos como estratégia de proteção em meio à guerra em curso no Irã.

O preço do ouro à vista registrava queda de 7,8% pouco depois das 7h30 em Londres (3h30 no horário de Nova York) nesta segunda-feira, cotado a US$ 4.126,80.

Os contratos futuros de ouro recuavam quase 10%, para US$ 4.119,10, o menor nível observado até agora em 2026. O metal precioso acumulou perda de quase 10% na semana passada, no pior desempenho desde setembro de 2011. Desde que atingiu a máxima histórica de US$ 5.594,92 por onça no fim de janeiro, o ouro à vista já caiu cerca de 25%.

A prata à vista, por sua vez, recuava 8,3%, para US$ 62,24, mínima no ano e quase metade do nível de US$ 117 registrado em 28 de fevereiro, quando teve início a guerra no Irã. Os contratos futuros de prata caíam 11,7% nesta segunda-feira, para US$ 61,66. A liquidação também se estendeu a outros metais preciosos: os futuros de platina despencavam 10,6%, para US$ 1.760,90, enquanto o paládio caía 6,7%, para US$ 1.347,50.

A saída de investidores do ouro — tradicionalmente visto como um dos principais ativos de proteção em momentos de turbulência — ocorre em meio ao ambiente de aversão a risco nos mercados, enquanto o conflito no Irã intensifica preocupações com inflação e alta dos preços de energia.

A perspectiva de juros mais elevados como consequência da guerra pode favorecer títulos públicos entre os investidores, em detrimento dos metais preciosos, que não oferecem rendimento, disseram recentemente estrategistas de mercado à CNBC.

Ainda assim, os rendimentos dos títulos públicos da zona do euro voltavam a subir nas primeiras negociações desta segunda-feira, à medida que a nova escalada do conflito reduzia as opções de proteção para os investidores.

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Mercados europeus operam em alta tímida aguardando Fed, BCE e BoE em meio à guerra

17 de Março de 2026, 07:33

As bolsas europeias avançam com cautela na manhã desta terça-feira (17), em uma semana que combina decisões de juros dos principais bancos centrais do mundo com a continuidade do conflito armado no Oriente Médio.

Por volta das 6h25 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,20%, a 599,67 pontos. O movimento reflete o clima de espera que domina os mercados do continente.

Leia também: Déficit de armazenagem de grãos deve atingir recorde no Brasil e agravar gargalo histórico

Guerra limita apetite

O apetite por risco segue contido pelas incertezas do conflito entre EUA e Israel contra o Irã, que já se espalhou por diversas regiões do Oriente Médio. Nesta terça, o 18º dia de guerra, os dois lados voltaram a trocar bombardeios.

O petróleo, por sua vez, voltou a subir com força durante a madrugada, após recuar na véspera. O movimento reflete dúvidas sobre a capacidade dos EUA de montar uma coalizão para garantir o transporte de cargas no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo negociado no mundo.

A volatilidade nos preços do petróleo complica as perspectivas globais de inflação e crescimento, e alimenta a cautela dos investidores.

Bancos centrais em foco

Além da guerra, o calendário da semana pesa sobre o humor dos mercados. O Federal Reserve (Fed) anuncia sua decisão de juros na quarta-feira (18). No dia seguinte, quinta-feira (19), é a vez do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).

A expectativa dos analistas é que o quadro nebuloso imposto pelo conflito leve os três bancos centrais a manter suas taxas de juros inalteradas por ora.

Ainda nesta manhã, investidores aguardam a divulgação do índice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha, que pode dar pistas sobre o humor do empresariado europeu.

Praças em alta

Às 6h40 (de Brasília), todas as principais praças europeias operavam no campo positivo. Londres subia 0,49%, Paris avançava 0,55% e Frankfurt ganhava 0,24%. Milão registrava alta de 0,57%, Madri subia 0,67% e Lisboa liderava o grupo, com avanço de 0,82%.

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Bolsas de NY fecham em baixa com aversão a riscos por guerra e terminam semana em queda

13 de Março de 2026, 18:00

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira (13), encerrando uma semana com queda para os principais índices, marcada pela aversão a riscos. A continuidade da guerra no Oriente Médio amplia perspectivas de um petróleo em disparada por mais tempo, o que reflete temores pela atividade global.

A inflação mais alta também gera expectativas por uma política mais restritiva pelo Federal Reserve (Fed), com as projeções para novos cortes de juros sendo postergadas. Na próxima semana, o banco central tem reunião de política marcada, na qual é amplamente esperada uma decisão pela manutenção das taxas.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,25%, aos 46.559,83 pontos. O S&P 500 terminou com queda de 0,61%, aos 6.632,21 pontos, e o Nasdaq encerrou com recuo de 0,93%, aos 22.105,36 pontos. Na semana, o Dow caiu quase 2%, o S&P perdeu 1,6% e o Nasdaq recuou 1,26%.

“O S&P 500 está menos de 5% abaixo do seu pico de janeiro – o que significa que, apesar da combinação de notícias negativas – o conflito com o Irã, a alta dos preços da energia, a diminuição das expectativas de cortes de juros pelo Fed, a ansiedade em relação à inteligência artificial (IA) e a pressão sobre o crédito privado – a correção permanece relativamente pequena”, aponta o Swissquote.

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Por sua vez, o banco aponta que é improvável que a perspectiva pessimista se reverta até que as tensões no Oriente Médio diminuam significativamente.

O Barclays ajustou nesta sexta sua previsão para novos cortes de juros pelo Fed, postergando os cortes projetados de junho para setembro e de dezembro de 2026 para março de 2027. Assim, o banco espera que o BC americano realize apenas um corte de 25 pontos-base (pb) este ano e outro no próximo.

A mudança reflete principalmente uma revisão para cima da perspectiva para o índice de preços de gastos com consumo (PCE).

Entre destaques negativos, a Adobe tombou 8% após o CEO da empresa de software, Shantanu Narayen, renunciar apesar de balanço trimestral melhor do que o esperado, enquanto a varejista do setor de beleza Ulta Beauty amargou queda de 14,2%, também em reação a resultados corporativos.

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Dólar salta 1,37% com tensão da guerra e expectativa para o Copom

13 de Março de 2026, 17:33

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (13) com uma valorização expressiva de 1,37%. A moeda atingiu a cotação de R$ 5,314 para a venda.

É a primeira vez que o dólar fecha acima de R$ 5,30 desde 21 de janeiro. A divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,216 e a máxima de R$ 5,324. A busca global por ativos de segurança impulsionou o índice DXY acima dos 100 pontos.

Bruno Shahini, especialista da Nomad, avalia que o cenário externo permanece marcado por incertezas geopolíticas significativas. Ele destaca que o petróleo orbitando os US$ 100 (cerca de R$ 530, na cotação atual) reforça a volatilidade internacional.

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“O mercado passou a reduzir as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve”, afirma o analista. Ele explica que essa reprecificação monetária fortalece a divisa americana globalmente. O especialista ressalta a forte busca por proteção financeira em moedas fortes.

O Banco Central realizou uma intervenção direta com leilões de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) no mercado à vista. Houve também operações de swap cambial para ampliar a liquidez local. O volume de serviços no país cresceu 0,3% em janeiro e superou as projeções.

A curva de juros doméstica acompanhou a abertura das taxas dos Treasuries nos Estados Unidos. O mercado monitora o risco de um novo choque inflacionário vindo do setor de combustíveis.

Os EUA abriram investigações comerciais contra o Brasil e outros 59 mercados internacionais. O governo americano avalia possíveis práticas de concorrência desleal em diversos setores industriais. No setor de energia, a suspensão de sanções ao petróleo russo gerou preocupações na Europa.

A interceptação de mísseis iranianos pela Otan reforçou o clima de alerta militar na Turquia. A defasagem nos preços do diesel pela Petrobras atingiu o nível crítico de 72%.

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Ibovespa fecha no patamar de 177 mil com guerra e Selic no radar

13 de Março de 2026, 17:04

O Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira (13) em queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, registrando um recuo de 1.631,18 pontos.

O índice chegou a ensaiar uma recuperação pela manhã, tocando o patamar de 180 mil pontos, mas perdeu fôlego diante da persistente aversão ao risco no exterior e de dados domésticos que pressionam a curva de juros.

Com o resultado, o mercado brasileiro consolidou uma semana de forte volatilidade e perdas acumuladas, voltando aos níveis observados no final de janeiro.

O cenário internacional permanece dominado pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio. A interceptação de um míssil balístico iraniano pela Otan no Mediterrâneo e a postura firme do governo dos Estados Unidos elevaram o prêmio de risco.

Embora o petróleo tenha operado com leve correção, o Brent segue orbitando a faixa de US$ 100 (cerca de R$ 530, na cotação atual), o que realimenta os temores de um choque inflacionário global.

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Somou-se a isso a revisão para baixo do PIB dos EUA, que cresceu apenas 0,7% no quarto trimestre de 2025, frustrando a expectativa de 1,8% e sugerindo uma economia mais frágil sob pressão de juros altos.

Internamente, o setor de serviços surpreendeu positivamente com alta de 0,3% em janeiro, superando a projeção de 0,1%. O dado, contudo, é recebido com cautela pelo mercado financeiro, pois reforça o argumento de uma economia aquecida que dificulta a convergência da inflação.

Esse cenário, somado à reunião extraordinária do CMN e à participação de Gabriel Galípolo, aumentou a percepção de que o Copom terá pouco espaço para cortes agressivos na Selic na próxima semana, com o mercado já precificando uma redução de apenas 0,25 ponto percentual.

No campo político e institucional, a pesquisa Realtime/Bigdata em Minas Gerais mostrou um empate técnico entre o presidente Lula (35%) e o senador Flávio Bolsonaro (31%) para 2026, adicionando ruído eleitoral ao radar dos investidores.

No noticiário corporativo, a Petrobras aprovou a adesão ao programa de subvenção ao diesel, enquanto o mercado digeria o impacto da nova taxa de 12% sobre exportações de óleo cru, que pode custar até R$ 12,5 bilhões anuais à estatal.

Desempenho das ações

O pregão desta sexta-feira encerrou com o setor de agronegócio e seguros sustentando o campo positivo, apesar da volatilidade generalizada observada no índice.

A SLC Agrícola (+2,51%) liderou as valorizações do dia, mantendo uma trajetória de recuperação consistente e consolidando-se no topo das maiores altas.

Logo em seguida, a BB Seguridade (+1,98%) e também registrou ganhos relevantes, beneficiada por um fluxo de investidores que buscam ativos mais defensivos em momentos de incerteza no mercado.

Por outro lado, os setores petroquímico e de siderurgia enfrentaram uma forte pressão vendedora, resultando em recuos acentuados nas cotações.

A Braskem (-6,97%) protagonizou a queda mais expressiva da sessão, devolvendo parte dos ganhos recentes após novos ajustes de expectativas por parte dos analistas.

A CSN (-6,23%) e a Hapvida (-6,17%) também figuraram entre os destaques negativos, pressionadas pelo cenário de juros elevados e pela oscilação nos preços das commodities metálicas no mercado internacional.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em alta de 1,37%, cotado a R$ 5,314. A moeda atingiu a máxima de R$ 5,324, mesmo após uma intervenção direta do Banco Central, que realizou um leilão de venda de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) no mercado à vista para conter a volatilidade excessiva.

O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, destaca que o movimento reflete uma mudança profunda nas apostas globais.

“O dólar operou em alta refletindo as incertezas geopolíticas e uma reprecificação das expectativas monetárias nos EUA. No mercado de Fed Funds, os investidores reduziram drasticamente as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve para 2026. Além disso, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo avançam pelo quarto pregão consecutivo, o que pressiona as curvas globais e dá força ao índice DXY, que opera acima dos 100 pontos”, analisa Shahini.

Análise

O Gemini disse

O especialista David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que a incerteza sobre a duração do conflito entre Israel, EUA e Irã forçou os investidores a desmontarem posições em ativos voláteis antes de um final de semana “totalmente imprevisível”.

  • Juros e Super Quarta: David destacou que a dinâmica para a próxima semana mudou drasticamente. A probabilidade de manutenção dos juros nos EUA subiu para 99%. No Brasil, a aposta em um corte de 50 bips (0,50 ponto percentual) perdeu força para 25 bips, com chances crescentes de manutenção da Selic devido ao risco inflacionário.
  • Petróleo e Inflação: David alertou que o patamar pressiona os custos de combustíveis e querosene de aviação, impactando diretamente setores como o aéreo e o varejo, além de forçar a curva de juros para cima em diversos vértices.
  • Fuga de Capital e Dólar: O diretor explicou que o investidor estrangeiro, que aportou volumes recordes em janeiro e fevereiro, está agora buscando previsibilidade e comprando moeda americana para se proteger da volatilidade intrínseca aos países emergentes.
  • Ações e Setores: Embora a Petrobras tenha “surfado” a alta da commodity, papéis como Vale e Embraer sofreram correções. David ressaltou que as Small Caps e empresas alavancadas (varejo e construção) são as que mais “apanham” com o estresse na curva de juros, já que o custo financeiro elevado sufoca suas operações.

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Presidente da Petrobras defende estratégia de preços após reajuste do diesel: ‘acionistas estão contentes’

13 de Março de 2026, 16:57

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (13), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, detalhou o aumento de R$ 0,38 por litro do diesel vendido às distribuidoras. O movimento ocorre em um cenário de forte escalada do petróleo Brent, que saltou de US$ 60 (cerca de R$ 312, na cotação atual) para US$ 100 (R$ 520) devido a conflitos geopolíticos.

Chambriard enfatizou que, apesar do reajuste, a estatal mantém sua política de preços, que completa quase um ano sem alterações no diesel. “Nossa estratégia de formação de preços está funcionando. O pilar fundamental é não repassar a volatilidade internacional ao mercado doméstico”, afirmou a executiva.

A presidente da estatal destacou a “conjugação de esforços” com o governo federal para proteger o consumidor. Enquanto a Petrobras onera o produto em 38 centavos, a medida provisória do governo desonera 32 centavos via PIS/Cofins.

O resultado prático é que, na bomba, o impacto será mínimo. Chambriard foi enfática ao cobrar uma contrapartida das unidades federativas: “O governo federal fez sua parte. Zerou o PIS/Cofins do diesel e mitigou o aumento. Temos que aplaudir. Mas o grande tributo sobre o combustível é o ICMS”.

Atualmente, o tributo estadual representa cerca de 19% do valor final do diesel.

Investimentos e dividendos em alta

Sobre a nova taxação de 12% sobre a exportação de petróleo, a presidente tranquilizou os acionistas. Ela explicou que a valorização do barril no mercado global compensa amplamente o novo imposto temporário.

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Petrobras: efeito do reajuste do diesel é de R$ 0,70 por litro

“A cotação compensa o imposto em muito. O aumento do preço do petróleo é bom para os dividendos”, explicou. Segundo ela, mesmo com a alíquota, a receita por barril exportado (cerca de US$ 88R$ 457,60) é significativamente superior aos US$ 60 registrados anteriormente.

“Nossos acionistas estão contentes, sejam governamentais ou privados”, reiterou.

Relação com o mercado e abastecimento

A Petrobras também rebateu as queixas de importadores sobre uma suposta defasagem que impediria a entrada de produto no país. Para a companhia, não há motivos técnicos para falta de combustível, uma vez que a estatal adiou manutenções nas refinarias de Replan e Repar para garantir a oferta.

Chambriard levantou a suspeita de retenção especulativa por parte de terceiros: “Há reclamações de falta de diesel e supomos que existam agentes retendo estoques para ampliar margem. A Petrobras não está falhando em nada e não está retendo nada.”

O diretor de Logística, Cláudio Schlosser, complementou explicando que a empresa está operando em capacidade máxima (97%) e que qualquer déficit pontual deveria ter sido planejado pelos distribuidores ainda em janeiro.

Ele revelou que cargas de importação foram desviadas de maneira oportuna para outros países por agentes privados em busca de margens maiores, e reforçou que a obrigação de fiscalizar o abastecimento e coibir práticas abusivas cabe à ANP (Agência Nacional do Petróleo).

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Petrobras adere a subvenção federal ao diesel e preserva política de preços

13 de Março de 2026, 07:34

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (12), a adesão da companhia à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário no território nacional. A medida foi instituída pela Medida Provisória nº 1.340, assinada no mesmo dia pelo governo federal.

A decisão foi tomada com base no caráter facultativo do programa e no potencial benefício adicional que a adesão pode representar para a empresa. Segundo a companhia, a participação no mecanismo é compatível com seus interesses.

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Adesão condicionada à ANP

A assinatura efetiva do termo de adesão, no entanto, está condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A regulamentação envolve especialmente a definição do preço de referência, item necessário para a operacionalização da subvenção. Enquanto a ANP não concluir esse processo, a adesão permanece pendente de formalização.

Política de preços preservada

A Petrobras reafirmou que mantém sua política comercial independente. A companhia leva em conta a participação no mercado, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de forma sustentável — sem repassar aos preços internos a volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

A adesão ao programa de subvenção, segundo a empresa, preserva essa flexibilidade. A Petrobras afirmou seguir comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente na condução de sua política de preços.

Petrobras e mercado de diesel

O diesel de uso rodoviário ocupa posição de destaque na matriz de consumo de combustíveis do país, sendo o principal insumo do transporte de cargas. A subvenção econômica prevista na MP 1.340 busca criar um mecanismo de amortecimento entre as oscilações do mercado internacional e os preços praticados internamente.

Para a Petrobras, o programa representa uma janela de benefício adicional sem comprometer a autonomia na gestão de seus ativos de refino e na definição de sua rentabilidade.

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Ibovespa sobe com força da Petrobras e alívio no varejo após dados de inflação

11 de Março de 2026, 17:07

O Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira (11) em leve alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos, garantindo uma valorização de 522,35 pontos. O desempenho do índice brasileiro foi marcado por uma lateralização ao longo do dia, conseguindo se descolar do sinal negativo das bolsas de Nova York.

A sustentação do indicador veio, majoritariamente, do peso das commodities, que compensaram a cautela global com o cenário geopolítico e os novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O foco dos investidores internacionais esteve voltado para o CPI (índice de preços ao consumidor) norte-americano, que registrou alta de 0,3% em fevereiro, vindo exatamente em linha com as expectativas. Apesar de não trazer surpresas negativas, o dado reforçou a percepção de que o Federal Reserve terá pouco espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo, especialmente com o petróleo pressionado.

Nicolas Gass, estrategista da GT Capital, observa que o cenário foi de cautela: “Se não fosse pela Petrobras e por outras empresas ligadas ao setor, provavelmente estaríamos vendo o Ibovespa em queda. O principal fator que influencia o mercado são as tensões envolvendo a guerra e todos os desdobramentos desse conflito”.

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A dinâmica do petróleo segue ditada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que continua impactando o fluxo global de transporte. Como resposta, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram, de forma unânime, em liberar 400 milhões de barris de reservas emergenciais. A medida visa atenuar a escalada da commodity, que chegou a tocar os US$ 119 (cerca de R$ 618, na cotação atual) recentemente e agora busca estabilização.

No cenário doméstico, a força da economia real apareceu nas vendas do varejo, que subiram 0,4% em janeiro, superando as projeções e trazendo um viés positivo para o crescimento do PIB no início de 2026.

Entretanto, o mercado corporativo lidou com notícias densas no setor de consumo e infraestrutura. A Raízen e o Grupo Pão de Açúcar oficializaram pedidos de recuperação extrajudicial, levantando discussões sobre reestruturação de dívidas bilionárias.

Sobre a Raízen, Gass pontua que o processo busca evitar medidas drásticas contra credores: “Uma das principais alternativas seria a conversão de parte da dívida em equity, ou seja, transformar dívida em ações. Isso reduz o passivo e dá mais fôlego para a companhia sem precisar aplicar um corte severo sobre os investidores”.

Desempenho das ações

As petroleiras foram as grandes protagonistas do pregão, servindo como porto seguro para o índice. A PETR3 liderou as altas com avanço de 5,04%, enquanto a PETR4 subiu 4,40%, impulsionadas pela valorização do barril e pela expectativa de margens mais folgadas.

Outros destaques positivos incluíram a CURY3, com alta de 3,83%, e a LREN3, que subiu 3,09% após os dados de varejo melhores que o esperado.

Na ponta oposta, o setor de varejo alimentar e logística sofreu com os anúncios de reestruturação. A RAIZ4 despencou 3,85%, refletindo o desconforto dos investidores com o endividamento da companhia. O PCAR3 caiu 4,15%, também impactado pelo movimento de recuperação extrajudicial do setor. A MBRF3 perdeu 4,01% e a ALOS3 encerrou em baixa de 2,49%.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em estabilidade, com leve variação positiva de 0,04%, cotado a R$ 5,159.

A moeda operou em um intervalo estreito, com máxima de R$ 5,183 e mínima de R$ 5,147, refletindo o “compasso de espera” dos mercados globais diante da ausência de novos fatos bombásticos sobre o conflito no Oriente Médio.

Bruno Shahini, especialista da Nomad, explica que a sustentação da divisa em patamares elevados deve-se à busca global por proteção. “A alta do dólar frente ao real reflete o ambiente de maior cautela internacional. O mercado vem ajustando as expectativas para a política monetária americana, com redução das apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Isso se reflete na abertura das taxas longas dos Treasuries, contribuindo para sustentar o dólar globalmente”, afirma o especialista.

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Petróleo fecha em alta de 4%, com navegação no Estreito de Ormuz em foco e dados da Opep e AIE

11 de Março de 2026, 16:35

O petróleo fechou em alta de 4% nesta quarta-feira (11), em mais um pregão marcado pelo conflito no Oriente Médio. A tensão na região mantém o mercado em alerta, diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

Investidores também repercutiram o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre as perspectivas de demanda e o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que pretende contribuir para estabilizar o mercado energético.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,55% (US$ 3,80), a US$ 87,25 (cerca de R$ 453,70, na cotação atual) o barril. Já o Brent para maio subiu 4,76% (US$ 4,18), a US$ 91,98 (R$ 478,30) o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O petróleo voltou a subir, após despencar mais de 10% na sessão anterior, com a continuidade da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Navios petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, com o governo em Teerã reivindicando a autoria de pelo menos um desses ataques.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta que a guerra acabaria “em breve”, mas fontes disseram à Axios que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques.

Para Benjamin Cohen, do Macquarie Group, a elevação do preço do barril ainda não se tornou um fator limitante para que os EUA recuem no conflito. “Os americanos devem manter o combate, e os preços do petróleo tendem a permanecer altos – ainda que voláteis – até que os confrontos terminem, possivelmente no fim do mês”, projeta.

Em relatório, a Fitch alertou que um cenário de alta persistente do petróleo pode ser negativo para o crescimento econômico global.

Mais cedo, a AIE informou que seus 32 países-membros concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais para o mercado. Já a Opep projetou aumento na oferta global de 600 mil barris por dia (bpd) em 2026, apesar das limitações no Oriente Médio. O cartel ainda reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity este ano, em 1,4 milhão de bpd.

Já nos EUA, os estoques semanais de petróleo subiram acima das previsões, mas os derivados – como gasolina e destilados – tiveram queda intensa.

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Petróleo fecha em tombo de 11% com relato de liberação do Estreito de Ormuz e maior oferta da commodity

10 de Março de 2026, 17:01

O petróleo fechou em tombo de 11% nesta terça-feira (10), depois de três sessões consecutivas em disparada. Investidores ponderaram relatos de trânsito marítimo no Estreito de Ormuz e de que haverá uma maior oferta da commodity no mercado global pela Agência Internacional de Energia (AIE), apesar da limitação da produção de países do Golfo Pérsico diante do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em queda de 11,9% (US$ 11,32), a US$ 83,45 (cerca de R$ 431,44, na cotação atual) o barril. Já o Brent para maio caiu 11,2% (US$ 11,16), a US$ 87,80 (R$ 453,93) o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O petróleo aprofundou a queda pela tarde, com o WTI chegando a operar no patamar de US$ 76 (R$ 392,92) por barril, após o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, anunciar nesta terça uma reunião para avaliar a atual segurança do abastecimento. A expectativa é de que a entidade discuta a liberação de petróleo das reservas estratégicas de alguns países.

A commodity perdeu ímpeto depois das declarações da segunda-feira do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra contra o Irã estava “perto do fim”.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, frisa que os relatos de travessia de alguns navios no Estreito de Ormuz está provocando a maior reversão nos preços de petróleo “da história”. “Mais de 20 embarcações comerciais supostamente conseguiram transitar pelo estreito na última semana usando táticas de furtividade”, afirma ele. “Apesar desses desafios, há indícios de que muitos outros navios possam tentar a travessia à medida que a situação evolui”.

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O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou nesta terça que a Marinha norte-americana já teria realizado uma escolta de um petroleiro pelo Estreito de Ormuz. A postagem, no entanto, foi apagada logo em seguida e desmentida pela Casa Branca.

Já o Irã informou que suas forças militares estão preparadas para um eventual confronto com os EUA na região.

Em relação à produção de petróleo, a Bloomberg informou que os países do Golfo Pérsico reduziram sua produção em até 6,7 milhões de barris por dia (bpd), o que corresponde a 6% do fornecimento global. Também há relatos de uma eventual suspensão de algumas sanções do petróleo russo após uma ligação entre de Donald Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

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Ouro fecha em alta acima de 2% com possível Fed mais brando com sinal de guerra rápida

10 de Março de 2026, 16:19

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta acima de 2% nesta terça-feira (10), colocando o metal de volta no nível acima dos US$ 5.200 (cerca de R$ 26.780, na cotação atual) a onça-troy.

Desde a disparada dos preços do petróleo no começo da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de comentários apontando um fim rápido para a guerra do Irã, o que levou a um tombo nos preços do barril.

A perspectiva de política menos apertada para lidar com a inflação por parte do Federal Reserve (Fed) impulsionou o metal.

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Como resultado, o dólar, moeda na qual o ouro é cotado, recuou, também favorecendo a commodity.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 2,71%, a US$ 5.242,1 (R$ 26.996,81) por onça-troy. Já a prata para março teve alta de 6%, a US$ 89,59 (R$ 461,39) por onça-troy. “O ouro está recuperando terreno após Trump sinalizar um fim iminente para a guerra no Irã“, afirmam analistas do Commerzbank.

“Isso pode ser explicado principalmente por uma queda nas expectativas de aumento das taxas de juros, que haviam subido anteriormente devido a temores de consequências inflacionárias decorrentes do aumento dos preços da energia”, avaliam. “Se as tensões aumentarem novamente, presume-se que os preços do petróleo subirão e farão com que as taxas de juros voltem a ser mantidas”, disse o economista-chefe da ADM Investor Services, Marc Ostwald.

Em outro contexto, o banco central da China adicionou ouro às suas reservas internacionais pelo 16º mês consecutivo em fevereiro, elevando suas reservas totais para 74,2 milhões de onças.

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Bolsas da Europa fecham em alta sob melhora do apetite por risco após falas de Trump sobre Irã

10 de Março de 2026, 16:04

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira (10), recuperando parte das perdas recentes, em meio à melhora do apetite por risco global após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar a possibilidade de um fim próximo da guerra no Oriente Médio.

O movimento ajudou a aliviar temores de um choque prolongado nos preços de energia e levou a forte queda do petróleo, o que favoreceu principalmente ações sensíveis a custos de combustível, como as de companhias aéreas.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,59%, a 10.412,24 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,25%, a 23.935,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,79%, a 8.057,36 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,67%, a 45.201,69 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 3,04%, a 17.443,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,67%, a 9.023,78 pontos. As cotações são preliminares.

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O petróleo tombou mais de 10% após Trump afirmar que o conflito com o Irã pode estar “muito próximo do fim“, o que melhorou o humor dos mercados. Ainda assim, o Danske Bank recomenda “otimismo cauteloso” ao avaliar as falas e ressalta que o mercado precisa ver a retomada efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz para reduzir de forma sustentada a pressão nos mercados de energia.

Já o ING alertou que o apetite por risco pode continuar no curto prazo, mas recomendou cautela diante da incerteza geopolítica.

O recuo do petróleo reduz custos de combustível e tende a diminuir preocupações de choques inflacionários. Neste cenário, companhias aéreas se recuperaram de perdas recentes, como a Lufthansa, que avançou cerca de 8%, enquanto em Paris a Air France-KLM subiu perto de 4%.

Entre setores, defesa (+1,8%), tecnologia (+2,8%) e recursos básicos (+4,1%) tiveram ganhos robustos, este último em linha com o rali de commodities metálicas conforme investidores também digeriam dados da balança comercial da China.

Em Frankfurt, a Volkswagen ganhou cerca de 2,8% após prever melhora da margem operacional. Na contramão, a suíça Lindt despencou mais de 8% após reduzir sua projeção de crescimento de vendas para 2026.

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Preço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril

8 de Março de 2026, 20:23

Os contratos futuros do petróleo voltaram a superar US$ 100 por barril neste domingo (8). O movimento foi impulsionado pela escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, pela redução da produção em grandes países do Oriente Médio e pela nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã.

O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, saltou cerca de 18%, chegando a US$ 108. Já o Brent avançou cerca de 16%, superando US$ 107.

Esta é a primeira vez desde 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que os contratos voltam a ultrapassar o nível de US$ 100 por barril.

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A disparada ocorre em meio ao fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Com o risco de ataques a petroleiros na região, embarcações passaram a evitar o trajeto, pressionando a logística e elevando o risco de restrição na oferta global.

Diante desse cenário, grandes produtores da Opep, como Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, anunciaram cortes ou ajustes na produção.

O Kuwait informou que reduziu preventivamente a produção e o refino de petróleo diante das ameaças à navegação na região.

No Iraque, a produção nos três principais campos petrolíferos do sul do país teria caído cerca de 70%, passando de 4,3 milhões para 1,3 milhão de barris por dia, segundo fontes da indústria.

A disparada do petróleo também impactou imediatamente os mercados financeiros. Os futuros do Dow Jones caíam cerca de 966 pontos, ou 2%, enquanto os contratos do S&P 500 e do Nasdaq 100 recuavam cerca de 1,6%.

Investidores temem que um petróleo acima de US$ 100 eleve os custos de energia e pressione a inflação, reduzindo o ritmo de crescimento da economia americana.

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A semana já havia sido turbulenta para Wall Street. O petróleo americano acumulou alta superior a 35% nos últimos dias, a maior valorização semanal desde que os contratos futuros começaram a ser negociados, em 1983.

Analistas avaliam que os mercados seguem sensíveis à evolução do conflito no Oriente Médio, já que ainda há grande incerteza sobre a duração da guerra e seus impactos sobre a oferta global de energia.

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‘Crescer tem de ser consequência, não a meta’, diz CEO do Andbank, que triplicou o tamanho do banco

5 de Março de 2026, 10:50

“O Andbank não dobrou de tamanho nos últimos dois anos, triplicou”. O número, revelado pelo CEO no Brasil, Rodolfo Pousa, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, surpreende até quem acompanha o mercado de private banking (gestão de investimento de ricaços) de perto. 

Desde que assumiu o comando, em setembro de 2023, a área de private banking registrou crescimento de 80%, com 19% só no último ano – período em que 48 novos grupos familiares abriram contas offshore com o banco.

Mas, para Pousa, a explicação é menos sobre crescimento e mais sobre uma mudança de filosofia. “Crescer tem de ser consequência, não uma meta”, diz. “Com muito pé no chão, muita humildade, os frutos desse crescimento vêm como consequência de abraçar o cliente como um todo.”

O modelo que triplicou o Andbank

O Andbank tem 95 anos de história, nasceu em Andorra e hoje é controlado pela terceira geração de duas famílias com tradição em private banking. Opera em 11 países, tem mais de mil funcionários e R$ 370 bilhões sob gestão ao redor do mundo.

No Brasil, a operação foi redesenhada por Pousa em torno de uma estrutura que ele define como uma holding de serviços financeiros integrados, com banco, gestora de patrimônio, multi-family office, boutique de mercado de capitais, plataforma offshore, planejamento patrimonial, corretora de seguros e plataforma digital proprietária, tudo sob o mesmo teto.

São sete diretorias que trabalham de forma integrada em torno de cada cliente, cobrindo desde a mesa de distribuição de ativos tradicionais até fusões e aquisições, emissões de dívida e club deals. O câmbio e o investment banking são próprios, o que, segundo Pousa, garante independência na hora de estruturar soluções. 

“Não dependemos de ninguém para conseguir fazer as estruturações e colocar as soluções de pé para os nossos clientes”, afirma.

A Pirineus, family office do grupo, ganhou uma diretoria independente para preservar a autonomia dos clientes que optam pelo modelo multicustódia. Para quem prefere concentrar tudo no Andbank, a proposta é uma plataforma aberta com curadoria proprietária e presença local, nacional e internacional. 

“Se ele optar por só transacionar conosco, vai ter uma plataforma totalmente independente e um serviço de curadoria em que vou prestar muito serviço, vou entender as necessidades daquele núcleo familiar e vou conseguir fazer de fato que todas essas áreas trabalhem em prol daquela família”, explica Pousa.

Multi-Family Office

Um dos movimentos mais recentes do banco foi o lançamento do Multi-Family Office, que mira famílias com necessidades mais complexas, aquelas que buscam uma estrutura sofisticada para organizar patrimônio, sucessão e decisões de investimento de forma integrada, com uma camada adicional de governança patrimonial.

“Temos uma diretoria independente para tocar o nosso family office do grupo, a Pirineus, com toda a independência, para fazer a gestão dos nossos clientes multicustódia”, explica o CEO. 

A iniciativa reflete uma tendência crescente no segmento de alta renda e reforça o posicionamento do banco como um interlocutor que vai além da alocação financeira. Para Pousa, o cliente não precisa ter volumes absurdos de recursos espalhados em várias casas para ter acesso a esse serviço. 

“Ele pode ter, e também conseguimos operar multicustódia para o cliente, mas se ele optar por só transacionar conosco, ele vai ter uma plataforma totalmente independente e totalmente aberta.”

Virada internacional

A busca por diversificação no exterior deixou de ser exclusividade de uma parcela muito restrita dos super-ricos brasileiros. Pousa observa que o acesso à informação e às plataformas internacionais transformou o comportamento do investidor de alta renda de forma consistente, e que parte do trabalho do banco se tornou educacional.

“O que antes parecia complexo hoje está muito mais disponível. Nosso trabalho muitas vezes é quebrar preconceitos e formar capital intelectual junto ao cliente, para que ele entenda a dinâmica internacional e esteja preparado para essa transição”, explica.

Os números confirmam o movimento o qual só no último ano, 48 novos grupos familiares abriram contas offshore com o Andbank. Com mais de 11 jurisdições disponíveis no grupo e cinco licenças bancárias ao redor do mundo, o banco oferece um leque de opções para quem quer ancorar parte do patrimônio em dólar ou euro sem depender de intermediários.

“Fora do Brasil, acessa-se um oceano de oportunidades, enquanto o mercado local representa uma parcela muito menor em termos de alternativas e diversificação”, diz Pousa.

Na construção dos portfólios, o executivo defende uma divisão por objetivos, sendo uma parte do patrimônio voltada para liquidez, outra para previsibilidade e outra para retorno. Os ativos ilíquidos, boas fontes de retorno mas ruins em liquidez e previsibilidade, entram como um dos pilares, mas não o único. “Quando olhamos o portfólio de maneira estruturada, fica muito mais fácil tomar esse tipo de decisão”, afirma.

As dores que não mudam

Pousa tem uma frase que resume sua leitura sobre as famílias que chegam ao banco: “Mudam-se os CPFs e os CNPJs, mas as dores são as mesmas.” Concentração de patrimônio num único ativo, falta de planejamento sucessório, exposição cambial não gerida e riscos tributários que o cliente simplesmente não enxerga porque está absorvido pelo próprio negócio, esse é o diagnóstico mais recorrente.

“Onde mais conseguimos agregar valor é justamente nos riscos que não estão mapeados”, disse. Um dos exemplos que ele cita é o da capitalização: um cliente querendo se capitalizar pode encontrar, dentro da própria base do banco, outro interessado em adquirir participação num negócio. A solução não passa necessariamente por vender a empresa ou contrair dívida. “Pode haver um cliente querendo se capitalizar e outro interessado em adquirir participação em um negócio. Isso não significa necessariamente vender integralmente a companhia ou se endividar no banco.”

Na questão da sucessão, Pousa vai mais longe. Defende que o planejamento precisa começar antes do óbvio, ou seja, antes do envelhecimento, antes dos filhos, às vezes antes do casamento

“Muitos passam a reconhecer a necessidade da sucessão quando avançam em idade, o que consideramos um contrassenso.” O banco faz esse trabalho com clientes que ainda não têm herdeiros, estruturando desde cedo a perpetuação do legado.

Governança familiar vale tanto quanto a escolha dos ativos

Num mercado onde a conversa sobre proteção patrimonial tende a começar e terminar na alocação dos investimentos, Pousa defende uma visão diferente. Para ele, o asset allocation – a escolha final dos ativos – é a última decisão de um processo que começa muito antes, na estrutura da família, na governança, nos veículos patrimoniais e no grau de preparo das próximas gerações.

“O micro, o ativo final que será investido, não é menos importante, mas é consequência. Ele depende de uma organização prévia que vem muito antes”, afirma. “Primeiro inicia-se a conversa pela estrutura, pela governança e pelos veículos patrimoniais. Depois vem o asset, que tem importância igual, apenas em momento diferente do processo. Um otimiza o outro.”

Essa leitura ganhou ainda mais peso após as mudanças legislativas de 2023, que reformaram os fundos fechados e as estruturas offshore. Segundo Pousa, até 2022, a maioria das famílias seguia praticamente o mesmo roteiro de planejamento. Hoje esse modelo deixou de existir. “Não existe mais receita de bolo. Não há uma estrutura que resolva a maioria dos casos de forma automática”, conclui.

Conexão com grandes fortunas

Fora dos números, Pousa construiu uma estratégia de relacionamento que passa pelo esporte. Desde que chegou ao banco, o Andbank firmou parceria com Tota Magalhães, ciclista brasileira de 24 anos que já fez história no Tour de France Femmes, no Giro d’Italia e nas Olimpíadas de Paris 2024. Pousa também é apaixonado por ciclismo, e não esconde que essa afinidade ajuda na liderança e na conexão com clientes.

O banco também patrocinou a inauguração do Miracle Social Fund na Rocinha, no Rio de Janeiro, no Dia das Crianças, novo braço de ações sociais do Projeto Por Mim, com atividades culturais, oficinas e alimentação para crianças da comunidade. A iniciativa foi idealizada pelas influenciadoras Malu Borges e Bia Ben. Para o executivo, o fio condutor dessas parcerias é a alta performance, disciplina e resiliência, valores que ele quer que definam também a cultura do banco.

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Guerra, petróleo e bolsa: por que algumas ações estão subindo em meio ao conflito no Irã?

4 de Março de 2026, 22:18

A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a mexer com os mercados globais e já começa a deixar marcas na bolsa brasileira. Desde o avanço das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, ações ligadas ao petróleo e à cadeia de energia passaram a liderar as altas no Ibovespa, mesmo em um período de maior volatilidade para o mercado.

Um levantamento exclusivo feito pelo TradeMap, com cotações entre 27 de fevereiro e 4 de março, mostra que, enquanto o principal índice da bolsa recuou 1,81% no período, alguns papéis conseguiram avançar, com destaque para empresas diretamente expostas ao preço do petróleo ou à cadeia energética.

A maior alta foi registrada pela Braskem (BRKM5), que avançou 13,24% no período. Entre as companhias diretamente ligadas ao setor de óleo e gás, o desempenho também chamou atenção: Petrobras (PETR3) subiu 3,11%, PETR4 avançou 2,97%, PRIO3 ganhou 1,89% e RECV3 teve alta de 1,46%.

Leia também: Guerra no Oriente: Entenda as consequências negativas e positivas à economia do Brasil

Outras empresas do setor de energia também apareceram no campo positivo. Copel (CPLE3) subiu 1,98%, Auren (AURE3) avançou 1,52%, enquanto Vibra (VBBR3), da área de distribuição de combustíveis, teve alta de 1,27%.

Fonte: TradeMap

O movimento não é isolado. Em momentos de tensão geopolítica envolvendo regiões estratégicas para a produção ou logística de petróleo, investidores costumam recalibrar posições em direção a empresas que podem capturar a alta da commodity.

Segundo Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, o conflito no Oriente Médio funciona como um amplificador de risco no mercado global. Em cenários assim, cresce a busca por proteção e ativos ligados a commodities energéticas entram no radar.

“A guerra no Oriente Médio aumenta a aversão ao risco e reforça a busca por ativos de proteção, como dólar e ouro”, afirma.

Para Felipe Sant’Anna, da Axia Investing, o petróleo se tornou um dos principais canais de transmissão da crise para os mercados. Caso a commodity pressione a inflação global, o impacto pode chegar até as expectativas de juros, o que amplia os efeitos sobre diferentes classes de ativos.

“O petróleo acaba sendo um dos principais canais de transmissão da crise para os mercados, porque pode pressionar a inflação e mexer com as expectativas de juros”, diz.

Leia também: Caso Master ou guerra no Irã: o que realmente está movendo o mercado?

O rali pode continuar?

Apesar do desempenho recente das empresas do setor, analistas evitam cravar que o movimento represente uma tendência estrutural.

Para Jayme Simão, CEO do Hub do Investidor, a alta da bolsa brasileira em 2026 foi puxada principalmente pela realocação global de capital para mercados emergentes. Nesse contexto, choques geopolíticos podem reduzir temporariamente a atratividade desses mercados.

Segundo ele, conflitos prolongados aumentam a incerteza global e fortalecem ativos considerados mais seguros, como o dólar.

“Em um cenário de guerra, emergentes acabam ficando um pouco menos atrativas e ativos como o dólar voltam a ter mais atratividade”, afirma.

Ao mesmo tempo, o fluxo internacional ainda segue relevante para a bolsa brasileira. Dados da consultoria Elos Ayta mostram que o investidor estrangeiro acumulou R$ 42,56 bilhões em entradas líquidas na bolsa brasileira em 2026 até fevereiro, superando o total registrado em todo o ano de 2025.

Esse fluxo ajuda a sustentar o mercado, mas também significa que mudanças no humor internacional podem alterar rapidamente o ritmo da bolsa.

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Com R$ 42,56 bilhões, fluxo estrangeiro na Bolsa brasileira já supera todo o ano anterior

4 de Março de 2026, 21:36

A bolsa brasileira atravessa uma mudança de escala sem precedentes em 2026, impulsionada por um apetite externo que desafia as métricas históricas de curto prazo. Em apenas dois meses, o volume líquido injetado por estrangeiros na Bolsa brasileira atingiu R$ 42,56 bilhões (US$ 8,6 bilhões), cifra que supera com folga o valor de mercado integral de algumas gigantes na bolsa como a Raia Drogasil, hoje ao redor de R$ 41,8 bilhões. Os dados são da Elos Ayta Consultoria.

Entrada líquida mensal de recursos de investidores na Bolsa brasileira (em bilhões de reais)

Fonte: Elos Ayta Consultoria

O fenômeno marca uma reprecificação estrutural de risco, sinalizando que o capital internacional não está apenas realizando ajustes técnicos, mas “comprando” o Brasil em uma velocidade agressiva.

Ritmo de aceleração e quebra de recordes

A intensidade do movimento fica clara ao notar que o acumulado de janeiro e fevereiro já representa 158% do fluxo total registrado em todo o ano de 2025. Enquanto janeiro isolado trouxe o maior aporte mensal desde o início de 2022, fevereiro manteve o vigor com R$ 16,09 bilhões em entradas, mesmo com o calendário reduzido pelo Carnaval.

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Essa avalanche de recursos reflete diretamente no painel de cotações: o Ibovespa já renovou sua máxima histórica em 13 ocasiões distintas somente neste início de ano. O cenário atual sugere uma convergência de fatores fundamentais:

  • Valuation Atrativo: O fechamento do gap de valorização entre mercados emergentes e desenvolvidos.
  • Diferencial de Juros: A busca por prêmios elevados em um ambiente de carry trade favorável.
  • Liquidez Global: A migração de capital para ativos de maior risco em busca de diversificação estratégica.

Comparativo histórico e o “Modo Turbo”

Diferente de ciclos anteriores, a força de 2026 não depende de aberturas de capital (IPOs) ou ofertas subsequentes.

O fluxo é predominantemente de mercado secundário, focado na compra líquida de papéis já listados, o que demonstra confiança na resiliência das empresas atuais.

Para efeito de comparação, o saldo atual já flerta com o total anual de 2023, restando ainda dez meses de negociações pela frente.

Se compararmos a movimentação financeira, as compras externas em fevereiro saltaram quase 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esse salto operacional indica que o investidor estrangeiro está operando em um novo patamar de volume, consolidando 2026 como um potencial desafiante ao recorde absoluto de 2022.

Para dimensionar a magnitude dessa invasão de capital, basta notar que o saldo de janeiro atingiu R$ 26,47 bilhões, superando o valor total de uma gigante como a Klabin. No mês seguinte, o aporte de R$ 16,09 bilhões em fevereiro foi suficiente para “comprar” uma Comgás inteira.

Esse desempenho coloca o primeiro mês de 2026 como o ápice mensal de aportes desde o início de 2022, consolidando um bimestre de vigor raramente visto na última década.

A força desse movimento reside na sua essência operacional, já que o resultado praticamente não depende de novas ofertas de ações. Mesmo excluindo IPOs e follow-ons, o montante acumulado de R$ 42,41 bilhões já encosta no balanço de todo o ano de 2023.

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Caso Master ou guerra no Irã: o que realmente está movendo o mercado?

4 de Março de 2026, 21:17

A prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, reacendeu a atenção do mercado sobre o caso. Apesar disso, analistas ouvidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC avaliam que o impacto direto sobre a bolsa brasileira tende a ser limitado.

Segundo especialistas, boa parte do risco já foi precificada nos ativos após as primeiras revelações do caso. Agora, o foco dos investidores volta a se concentrar em outros fatores, especialmente o cenário internacional e a escalada da guerra no Oriente Médio.

Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, o episódio não representa risco sistêmico para o sistema financeiro brasileiro. Segundo ele, o caso tende a gerar mais volatilidade de curto prazo do que um choque estrutural para o mercado.

“O sistema financeiro brasileiro é sólido e bem regulado. O episódio já foi em grande parte absorvido pelos investidores. O que permanece no radar não é exatamente um risco estrutural, e sim o impacto reputacional e o aumento pontual da percepção de risco”, afirmou.

Na avaliação do executivo, os principais vetores para a bolsa nas próximas sessões continuam sendo a trajetória dos juros no Brasil, o comportamento das commodities e o fluxo de capital estrangeiro.

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O peso das commodities continua relevante porque empresas ligadas a petróleo e minério têm participação importante no Ibovespa. Mudanças nas expectativas de juros também seguem afetando diretamente o valuation das empresas.

Para Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos da Axia Investing, houve reprecificação inicial em bancos e fintechs após a divulgação do caso, mas o mercado agora aguarda novos desdobramentos.

“Se não surgirem novos fatos, entendo que já está precificado. Mas se aparecerem novos títulos fraudulentos ou exposição de outros bancos, pode haver uma segunda onda de reprecificação dos ativos”, afirmou.

Segundo ele, o foco do mercado hoje se desloca cada vez mais para o cenário externo.

Guerra no Oriente Médio entra no radar

A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a colocar o risco geopolítico no centro das decisões de investimento. Para analistas, o principal canal de transmissão para o mercado financeiro é o preço das commodities, especialmente o petróleo.

Sant’Anna afirma que a alta da commodity pode pressionar a inflação global e alterar expectativas sobre juros.

“O principal driver neste momento é a guerra no Oriente Médio e seus efeitos no preço das commodities. Uma alta do petróleo pode pressionar a inflação e alterar a precificação da taxa de juros”, disse.

O aumento da incerteza também tem provocado maior volatilidade nos mercados.

Segundo o especialista, o ambiente atual favorece movimentos de realização de lucro e oscilações mais intensas no curto prazo.

“Vamos ver mais volatilidade. Bolsa subindo 2%, caindo 2%. O investidor fica mais cauteloso e prefere realizar lucro diante de um cenário tão incerto.”

Investidor busca proteção em dólar, ouro e cripto

Em momentos de tensão geopolítica, ativos considerados de proteção costumam ganhar espaço nas carteiras.

Rios afirma que dólar e ouro voltam a aparecer com mais força nesses períodos, enquanto as criptomoedas também entram na estratégia de diversificação, embora com comportamento mais volátil.

Segundo Sant’Anna, o movimento recente mostra uma rotação de capital em busca de proteção.

“O dinheiro está se realizando em alguns ativos e correndo para dólar, ouro e até criptoativos em busca de proteção.”

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Estrangeiro segue entrando na bolsa

Apesar do ambiente global mais incerto, o fluxo de capital estrangeiro segue positivo na bolsa brasileira em 2026.

Levantamento da Elos Ayta mostra que o investidor internacional já aportou R$ 42,56 bilhões na bolsa nos dois primeiros meses do ano, considerando ofertas de ações e negociações no mercado secundário.

Para efeito de comparação, o valor é equivalente ao valor de mercado da Raia Drogasil, atualmente em torno de R$ 41,8 bilhões.

O número também já supera todo o fluxo registrado em 2025, quando a entrada líquida foi de R$ 26,87 bilhões.

Segundo Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, mesmo desconsiderando IPOs e follow-ons, o saldo permanece praticamente o mesmo, em R$ 42,41 bilhões, indicando que o movimento é sustentado principalmente por compras no mercado secundário.

O fluxo estrangeiro ajudou a impulsionar o Ibovespa. Em 2026, o índice já renovou 13 máximas históricas até fevereiro.

De acordo com Rivero, o movimento pode refletir uma reavaliação do risco Brasil por parte de investidores internacionais.

Entre os fatores que ajudam a explicar o retorno do capital externo estão juros reais elevados, valuation mais barato da bolsa brasileira e busca global por diversificação em mercados emergentes.

Para analistas, a continuidade desse fluxo será determinante para sustentar o desempenho da bolsa ao longo do ano.

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Juros compostos: veja quanto R$ 50 mil podem render em 5, 10 ou 20 anos

4 de Março de 2026, 08:00

Investir dinheiro de forma inteligente exige entender como os juros compostos podem fazer seu patrimônio crescer ao longo do tempo. Ao contrário dos juros simples, que incidem apenas sobre o valor aplicado inicialmente, os juros compostos reinvestem os rendimentos a cada período.

Esse efeito cumulativo é um dos principais motores do crescimento dos investimentos no longo prazo e pode fazer uma grande diferença no resultado. Uma pesquisa realizada pela Heike Capital e publicada pelo site Bora Investir, da B3, calcula quanto R$ 50 mil podem retornar após um investimento de alguns anos.

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Investimento a longo prazo

O cálculo realizado usa como base um CDB que renda 100% do CDI, com isso, o conceito de juros compostos é simples, mas seu impacto no patrimônio pode ser enorme ao manter os rendimentos dentro do próprio investimento.

Confira a simulação de um investimento de aproximadamente R$ 50 mil durante 20 anos:

MESESEVOLUÇÃO PATRIMONIAL
1R$ 50.709
2R$ 51.254
3R$ 51.910
4R$ 52.523
5R$ 53.136
6R$ 53.801
7R$ 54.368
8R$ 54.960
9R$ 55.519
10R$ 56.066
11R$ 56.671
12R$ 57.164
13R$ 57.763
14R$ 58.306
15R$ 58.902
16R$ 59.433
17R$ 60.009
18R$ 60.601
19R$ 61.087
20R$ 61.651
21R$ 62.169
22R$ 62.691
23R$ 63.269
24R$ 63.772
25R$ 64.306
26R$ 64.884
27R$ 65.449
28R$ 66.070
29R$ 66.773
30R$ 67.449
31R$ 68.190
32R$ 68.990
33R$ 69.677
34R$ 70.452
35R$ 71.186
36R$ 71.793
37R$ 72.487
38R$ 73.093
39R$ 73.653
40R$ 74.207
41R$ 74.788
42R$ 75.306
43R$ 75.826
44R$ 76.350
45R$ 76.854
46R$ 77.410
47R$ 77.919
48R$ 78.381
49R$ 78.974
50R$ 79.499
51R$ 80.095
52R$ 80.729
53R$ 81.422
54R$ 82.144
55R$ 82.838
56R$ 83.505
57R$ 84.178
58R$ 84.958
59R$ 85.689
60 (5 anos)R$ 86.411
61R$ 87.205
62R$ 87.937
63R$ 88.803
64R$ 89.649
65R$ 90.516
66R$ 91.486
67R$ 92.346
68R$ 93.159
69R$ 93.959
70R$ 94.809
71R$ 95.649
72R$ 96.358
73R$ 97.137
74R$ 97.817
75R$ 98.533
76R$ 99.162
77R$ 99.832
78R$ 100.518
79R$ 101.057
80R$ 101.671
81R$ 102.225
82R$ 102.771
83R$ 103.374
84R$ 103.872
85R$ 104.430
86R$ 105.058
87R$ 105.672
88R$ 106.298
89R$ 107.051
90R$ 107.796
91R$ 108.550
92R$ 109.422
93R$ 110.199
94R$ 111.059
95R$ 111.992
96R$ 112.868
97R$ 113.726
98R$ 114.653
99R$ 115.637
100R$ 116.583
101R$ 117.679
102R$ 118.690
103R$ 119.759
104R$ 120.891
105R$ 121.904
106R$ 123.069
107R$ 124.213
108R$ 125.229
109R$ 126.527
110R$ 127.727
111R$ 128.983
112R$ 130.358
113R$ 131.893
114R$ 133.354
115R$ 134.830
116R$ 136.324
117R$ 137.762
118R$ 139.362
119R$ 140.832
120 (10 anos)R$ 142.243
121R$ 143.894
122R$ 145.411
123R$ 147.021
124R$ 148.728
125R$ 150.375
126R$ 152.200
127R$ 153.885
128R$ 155.497
129R$ 157.109
130R$ 158.872
131R$ 160.595
132R$ 161.982
133R$ 163.684
134R$ 164.969
135R$ 166.496
136R$ 167.841
137R$ 169.179
138R$ 170.535
139R$ 171.623
140R$ 172.727
141R$ 173.707
142R$ 174.641
143R$ 175.659
144R$ 176.476
145R$ 177.414
146R$ 178.332
147R$ 179.255
148R$ 180.183
149R$ 181.160
150R$ 182.187
151R$ 183.040
152R$ 184.034
153R$ 184.942
154R$ 185.855
155R$ 186.864
156R$ 187.786
157R$ 188.667
158R$ 189.645
159R$ 190.675
160R$ 191.569
161R$ 192.656
162R$ 193.623
163R$ 194.521
164R$ 195.453
165R$ 196.196
166R$ 196.932
167R$ 197.673
168R$ 198.254
169R$ 198.925
170R$ 199.492
171R$ 199.962
172R$ 200.387
173R$ 200.776
174R$ 201.097
175R$ 201.413
176R$ 201.729
177R$ 202.030
178R$ 202.363
179R$ 202.665
180 (15 anos)R$ 202.938
181R$ 203.346
182R$ 203.768
183R$ 204.319
184R$ 204.948
185R$ 205.677
186R$ 206.557
187R$ 207.470
188R$ 208.478
189R$ 209.702
190R$ 211.314
191R$ 212.862
192R$ 214.469
193R$ 216.457
194R$ 218.263
195R$ 220.521
196R$ 222.760
197R$ 225.066
198R$ 227.697
199R$ 230.138
200R$ 232.487
201R$ 234.860
202R$ 237.498
203R$ 240.166
204R$ 242.371
205R$ 245.218
206R$ 247.470
207R$ 250.250
208R$ 252.932
209R$ 255.644
210R$ 258.552
211R$ 261.067
212R$ 263.672
213R$ 266.087
214R$ 268.467
215R$ 271.062
216R$ 273.231
217R$ 275.504
218R$ 277.949
219R$ 280.262
220R$ 282.472
221R$ 285.034
222R$ 287.507
223R$ 289.908
224R$ 292.598
225R$ 294.918
226R$ 297.665
227R$ 300.681
228R$ 303.644
229R$ 306.571
230R$ 309.808
231R$ 313.336
232R$ 316.774
233R$ 320.815
234R$ 324.550
235R$ 328.509
236R$ 332.700
237R$ 336.202
238R$ 340.304
239R$ 344.265
240 (20 anos)R$ 344.645

Rendimento considerável

Os juros compostos dentro de um investimento ao longo dos anos alteram consideravelmente o valor final quando retirado. Para isso, é importante que o investidor entenda onde e como aplicar o montante para que ele seja rentável após anos aplicado.

De acordo com a economista e conselheira do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo), “No juro composto, você é remunerado em cima daquela remuneração que você já teve. São juros em cima de juros. Então, quanto mais tempo você fica com o capital aplicado, maior ele fica.”

Investimentos com juros compostos

De acordo com o especialista Sidney Lima, o mecanismo dos juros compostos está presente na maior parte das aplicações financeiras disponíveis no mercado. Na prática, sempre que o rendimento gerado permanece investido e passa a render novamente, o investidor se beneficia do chamado “juros sobre juros”. Veja os principais investimentos:

  • Títulos públicos (Tesouro Direto, como o Tesouro Selic);
  • CDBs (Certificados de Depósito Bancário);
  • LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio);
  • Fundos de investimento.

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Os exemplos mostram que os juros compostos funcionam como um multiplicador de capital ao longo do tempo e são um dos pilares para um bom planejamento financeiro. Investimentos cedo e produtos adequados podem auxiliar em um maior rendimento nos investimentos a longo prazo.

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