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Lula quer recomprar refinaria privatizada por Bolsonaro e libera R$ 9 bi à Petrobras

20 de Março de 2026, 23:15
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Betim
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Betim – Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (20), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, que o governo federal pretende recomprar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, privatizada em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante agenda na Refinaria Gabriel Passos (Regap), onde também foi anunciado um pacote de R$ 9 bilhões em investimentos da Petrobras.

Durante o evento, Lula disse que a gestão federal pretende retomar o controle da unidade baiana, vendida por US$ 1,65 bilhão. “Nós fazemos as coisas que precisam ser feitas. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia, pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, declarou o presidente. Segundo ele, a medida integra a estratégia de ampliar a capacidade de refino no país e reduzir a dependência de derivados importados.

A RLAM é uma das principais unidades do sistema de refino nacional e atende parcela relevante do mercado do Nordeste. No mesmo discurso, Lula também afirmou que o governo pretende ampliar as pesquisas em reservas de petróleo. Ao comentar a política energética da gestão anterior, disse que o atual governo seguirá investindo em produção interna e em medidas consideradas estratégicas para o abastecimento nacional.

Diesel R. Um combustível com conteúdo renovável, como o óleo de soja, que está sendo produzido na refinaria da Petrobras em Betim (MG). Além de reduzir o impacto ambiental, ele beneficia cooperativas de catadores, gerando emprego e renda para as famílias que trabalham com a… pic.twitter.com/C07DNTLx2V

— Lula (@LulaOficial) March 20, 2026

Lula ainda anunciou que a Petrobras deverá criar uma política de estoques de combustíveis, ao lado da presidente da estatal, Magda Chambriard. A proposta, segundo ele, tem como objetivo permitir resposta em momentos de crise e de pressão internacional sobre os preços. O presidente afirmou que a medida exige tempo e tem custo elevado, mas será tratada como ponto estratégico para o país.

Ao defender a formação de estoques, Lula relacionou a iniciativa ao cenário internacional e às oscilações do mercado de energia. “Isso não é rápido, leva tempo. Mas é estratégico que a Petrobras e o governo precisam pensar, para não ser vítima do que está acontecendo hoje”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o Brasil precisa ter instrumentos para reagir a movimentos especulativos e conter impactos no preço dos combustíveis.

Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis

20 de Março de 2026, 16:56

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (20), a necessidade de o país criar uma reserva estratégica de combustíveis, para regular preços e garantir abastecimento em caso de instabilidade internacional. Saiba mais em TVT News.

“Eu falei para a Magda [Chambriard, presidente da Petrobras]: isso não é uma coisa rápida, é uma coisa que leva tempo, mas é uma coisa estratégica que a Petrobras e o governo têm que pensar”, disse, em evento de anúncio de investimentos da empresa em Minas Gerais.

Lula criticou a escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial.

“Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador, para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 30 dias, durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do Estreito de Ormuz? E se os Estados Unidos resolverem estourar o Estreito de Ormuz, a crise vai ser pior”, acrescentou.

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Soberania

O Brasil não possui reservas estratégicas de petróleo, mas conta com estoques operacionais de combustíveis para garantir que não haja desabastecimento nos postos entre a chegada de um navio importado ou o processamento em uma refinaria.

O país ainda depende de importações para cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade em momentos de crise global.

Para Lula, mesmo custando “muito caro”, as reservas garantiriam a soberania do país e a proteção contra a especulação no mercado em momentos de crise. O presidente citou como exemplo a manutenção das reservas brasileiras em moeda estrangeira, que chegaram a US$ 364,4 bilhões em janeiro deste ano.

“Graças a essa reserva que nós começamos a fazer a 2005, até hoje o Brasil enfrenta todas as crises mundiais sem se abalar. Nós temos muita verdinha [dólar] […], e eu não posso mexer na reserva porque ela garante a soberania desse país”, disse.

O presidente ainda afirmou que vai fazer os investimentos necessários na melhoria ou até construção de novas refinarias, e “trabalhar estrategicamente” em um plano de produção e estoque de combustíveis.

“Certamente, os Estados Unidos têm estoque para uns 30 dias. Como eles vivem em guerra, eles têm que ter estoque. Certamente, a China tem estoque. Certamente, a Rússia tem estoque”, argumentou Lula.

 

Betim (MG), 20/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR. Combustíveis
Lula durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Investimentos

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira, investimentos de R$ 9 bilhões na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, Minas Gerais. O presidente Lula lembrou que a refinaria esteve em processo de desinvestimento no governo passado e estava produzindo apenas 60% de sua capacidade.

Hoje, a Regap opera com 98% da capacidade, com o processamento e refino de 170 mil barris de petróleo por dia. Com investimento de R$ 3,8 bilhões, a previsão é produzir 200 mil barris por dia até o fim de 2027. E para os próximos cinco anos, a produção deve chegar a 240 mil barris por dia, com R$ 5,2 bilhões investidos.

Durante o evento, Lula ainda inaugurou uma usina fotovoltaica que deve reduzir em 20% o gasto de energia da Regap. O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras, criado para apoiar ações de descarbonização das operações da companhia.

“As iniciativas fortalecem a capacidade de produção de combustíveis da refinaria, promovem a transição energética, geram postos de trabalho e asseguram a confiabilidade operacional da unidade”, destacou o governo federal.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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Petróleo em alta pode turbinar dividendos de petroleiras; veja até onde podem chegar

20 de Março de 2026, 08:15

A crise de uns pode ser a oportunidade de outros. No caso da atual crise de petróleo, a disparada de preços do petróleo Brent e WTI pode favorecer os barris das petroleiras brasileiras e os dividendos pagos por elas. Pelo menos é o que aponta um relatório do Itaú BBA.

Na análise do banco, divulgada pelo Valor Investe, caso o petróleo Brent continue custando mais de US$ 75 por barril ao longo do ano, o cenário poderia favorecer a Prio, a Petrobrás e a PetroReconcavo.

Leia também: Bolsas da Europa sobem com recuo do petróleo antes das decisões de Fed, BCE e BoE

A crise de petróleo e a oportunidade para as empresas brasileiras

No caso da Prio, a produtora brasileira estaria entre as empresas de energia com maior potencial de retornar bons dividendos. 

De acordo com o indicador dividend yield, os acionistas podem ter entre 11% e 29% de retorno com dividendos e recompra de ações. Vale lembrar que esse índice financeiro mede dividendos anuais pagos em dinheiro por empresas a partir da relação entre preço das ações. 

Por outro lado, os pagamentos da Petrobrás podem ser mais previsíveis – mesmo se o petróleo baratear. Na visão dos analistas do Itaú BBA, os dividendos da estatal podem ficar em torno de 8%, caso o barril de Brent caia para US$ 60,00. 

No caso da PetroReconcavo, os analistas do Itaú BBA assumem distribuição de 100% do fluxo de caixa livre aos acionistas. A seguir, veja a tabela com a relação entre cenário de preços e retornos. 

Leia também: Petróleo dispara e vai a US$ 110 após ataques a instalações do Irã

Potencial de dividendos conforme variação do preço do petróleo

Preço do Brent (US$/barril)Petrobras*Prio**PetroReconcavo***
608,1% a 9,6%4,5% a 7,1%4,0%
658,5% a 10,0%6,8% a 14,1%6,2%
708,9% a 10,4%9,0% a 21,5%8,4%
759,3% a 10,8%11,3% a 28,6%9,9%
809,7% a 11,2%13,5% a 34,8%11,7%
8510,2% a 11,7%15,7% a 37,0%13,5%
9010,6% a 12,1%18,0% a 39,3%15,3%

Fonte: Itaú BBA.

Ademais, para a análise dos retornos em dividendos, o Itaú BBA considerou, no caso da Petrobras, diversas possibilidades de preço do diesel e pagamento de dividendos ordinários. Já no caso da Prio, considerou-se a distribuição de lucro ou retorno adicional via recompra de ações. Por fim, diante da crise do petróleo, a análise considera que a PetroReconcavo distribuiria 100% do fluxo de caixa livre para os acionistas.

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Privatização da BR Distribuidora prejudica consumidor em momento de crise

Por:Sul 21
14 de Março de 2026, 17:06

Da Agência Brasil

Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras – em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 – não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

O alerta da venda de gasolina a R$ 9 “mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias” partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas “ferramentas institucionais” de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

Corte de tributos e pagamento de subvenções

Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.

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Presidente da Petrobras defende estratégia de preços após reajuste do diesel: ‘acionistas estão contentes’

13 de Março de 2026, 16:57

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (13), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, detalhou o aumento de R$ 0,38 por litro do diesel vendido às distribuidoras. O movimento ocorre em um cenário de forte escalada do petróleo Brent, que saltou de US$ 60 (cerca de R$ 312, na cotação atual) para US$ 100 (R$ 520) devido a conflitos geopolíticos.

Chambriard enfatizou que, apesar do reajuste, a estatal mantém sua política de preços, que completa quase um ano sem alterações no diesel. “Nossa estratégia de formação de preços está funcionando. O pilar fundamental é não repassar a volatilidade internacional ao mercado doméstico”, afirmou a executiva.

A presidente da estatal destacou a “conjugação de esforços” com o governo federal para proteger o consumidor. Enquanto a Petrobras onera o produto em 38 centavos, a medida provisória do governo desonera 32 centavos via PIS/Cofins.

O resultado prático é que, na bomba, o impacto será mínimo. Chambriard foi enfática ao cobrar uma contrapartida das unidades federativas: “O governo federal fez sua parte. Zerou o PIS/Cofins do diesel e mitigou o aumento. Temos que aplaudir. Mas o grande tributo sobre o combustível é o ICMS”.

Atualmente, o tributo estadual representa cerca de 19% do valor final do diesel.

Investimentos e dividendos em alta

Sobre a nova taxação de 12% sobre a exportação de petróleo, a presidente tranquilizou os acionistas. Ela explicou que a valorização do barril no mercado global compensa amplamente o novo imposto temporário.

Leia mais:
Petróleo fecha dia em alta, encerrando semana de disparada com guerra e passagem por Ormuz
Petrobras: efeito do reajuste do diesel é de R$ 0,70 por litro

“A cotação compensa o imposto em muito. O aumento do preço do petróleo é bom para os dividendos”, explicou. Segundo ela, mesmo com a alíquota, a receita por barril exportado (cerca de US$ 88R$ 457,60) é significativamente superior aos US$ 60 registrados anteriormente.

“Nossos acionistas estão contentes, sejam governamentais ou privados”, reiterou.

Relação com o mercado e abastecimento

A Petrobras também rebateu as queixas de importadores sobre uma suposta defasagem que impediria a entrada de produto no país. Para a companhia, não há motivos técnicos para falta de combustível, uma vez que a estatal adiou manutenções nas refinarias de Replan e Repar para garantir a oferta.

Chambriard levantou a suspeita de retenção especulativa por parte de terceiros: “Há reclamações de falta de diesel e supomos que existam agentes retendo estoques para ampliar margem. A Petrobras não está falhando em nada e não está retendo nada.”

O diretor de Logística, Cláudio Schlosser, complementou explicando que a empresa está operando em capacidade máxima (97%) e que qualquer déficit pontual deveria ter sido planejado pelos distribuidores ainda em janeiro.

Ele revelou que cargas de importação foram desviadas de maneira oportuna para outros países por agentes privados em busca de margens maiores, e reforçou que a obrigação de fiscalizar o abastecimento e coibir práticas abusivas cabe à ANP (Agência Nacional do Petróleo).

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Petrobras aprova adesão ao programa do governo para baratear diesel

Por:Sul 21
13 de Março de 2026, 11:44

Da Agência Brasil

A Petrobras informou, na noite dessa quinta-feira (12), que o Conselho de Administração da companhia aprovou a adesão à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel. Isso significa que a Petrobras pode se voluntariar a receber o desconto de R$ 0,32 por litro do combustível, que será pago pelo governo federal.

A subvenção econômica está expressa na Medida Provisória 1.340, publicada pelo governo Lula também na quinta-feira. A iniciativa permite que o governo conceda essa ajuda aos produtores e importadores de diesel.

A iniciativa é um enfrentamento à alta do preço do petróleo no mercado internacional, causada pela guerra no Irã.

A contrapartida da adesão é repassar o desconto, ou seja, fazer com que o preço ao consumidor também seja reduzido, chegando às bombas.

Interesse da Petrobras

Em comunicado, a Petrobras informa que o programa tem caráter facultativo e que a adesão “é compatível com o interesse da companhia”.

A estatal condiciona a efetiva assinatura do termo de adesão à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica.

A ANP, ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), é a agência reguladora da indústria do petróleo no país e determinará preços de referência, de forma que seja possível avaliar se os descontos estão chegando ao consumidor.

No comunicado, a Petrobras reforça que “mantém sua estratégia comercial, levando em consideração a participação no mercado, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

Tributos zerados

Além da subvenção econômica, o governo anunciou outra medida para conter a alta no preço do diesel: foram zeradas as alíquotas dos dois tributos federais sobre a importação e comercialização do diesel, o PIS e a Cofins.

Nos cálculos do Ministério da Fazenda, a subvenção econômica e as alíquotas zeradas têm potencial de baixar em R$ 0,64 o preço do litro do diesel. As medidas foram anunciadas em caráter temporário, até dia 31 de dezembro.

Gargalo marítimo

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã completa duas semanas nesta sexta-feira. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e de Omã, ao sul do Irã. Por lá, passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O gargalo na região representa falta de oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. Nesta sexta-feira, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, preço de referência, está negociado perto de US$ 100 (equivalente a cerca de R$ 520).

Há duas semanas, a cotação beirava US$ 70, ou seja, em 15 dias subiu cerca de 40%. O Irã tem se mostrado desafiador e chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.

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Petrobras adere a subvenção federal ao diesel e preserva política de preços

13 de Março de 2026, 07:34

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (12), a adesão da companhia à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário no território nacional. A medida foi instituída pela Medida Provisória nº 1.340, assinada no mesmo dia pelo governo federal.

A decisão foi tomada com base no caráter facultativo do programa e no potencial benefício adicional que a adesão pode representar para a empresa. Segundo a companhia, a participação no mecanismo é compatível com seus interesses.

Leia também: Petrobras tem sua governança e o governo respeita, afirma Silveira

Adesão condicionada à ANP

A assinatura efetiva do termo de adesão, no entanto, está condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A regulamentação envolve especialmente a definição do preço de referência, item necessário para a operacionalização da subvenção. Enquanto a ANP não concluir esse processo, a adesão permanece pendente de formalização.

Política de preços preservada

A Petrobras reafirmou que mantém sua política comercial independente. A companhia leva em conta a participação no mercado, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de forma sustentável — sem repassar aos preços internos a volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

A adesão ao programa de subvenção, segundo a empresa, preserva essa flexibilidade. A Petrobras afirmou seguir comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente na condução de sua política de preços.

Petrobras e mercado de diesel

O diesel de uso rodoviário ocupa posição de destaque na matriz de consumo de combustíveis do país, sendo o principal insumo do transporte de cargas. A subvenção econômica prevista na MP 1.340 busca criar um mecanismo de amortecimento entre as oscilações do mercado internacional e os preços praticados internamente.

Para a Petrobras, o programa representa uma janela de benefício adicional sem comprometer a autonomia na gestão de seus ativos de refino e na definição de sua rentabilidade.

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Ibovespa sobe com força da Petrobras e alívio no varejo após dados de inflação

11 de Março de 2026, 17:07

O Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira (11) em leve alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos, garantindo uma valorização de 522,35 pontos. O desempenho do índice brasileiro foi marcado por uma lateralização ao longo do dia, conseguindo se descolar do sinal negativo das bolsas de Nova York.

A sustentação do indicador veio, majoritariamente, do peso das commodities, que compensaram a cautela global com o cenário geopolítico e os novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O foco dos investidores internacionais esteve voltado para o CPI (índice de preços ao consumidor) norte-americano, que registrou alta de 0,3% em fevereiro, vindo exatamente em linha com as expectativas. Apesar de não trazer surpresas negativas, o dado reforçou a percepção de que o Federal Reserve terá pouco espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo, especialmente com o petróleo pressionado.

Nicolas Gass, estrategista da GT Capital, observa que o cenário foi de cautela: “Se não fosse pela Petrobras e por outras empresas ligadas ao setor, provavelmente estaríamos vendo o Ibovespa em queda. O principal fator que influencia o mercado são as tensões envolvendo a guerra e todos os desdobramentos desse conflito”.

Leia mais:
Petróleo fecha em alta de 4%, com navegação no Estreito de Ormuz em foco e dados da Opep e AIE
Ouro fecha em queda pressionado por dúvidas sobre Fed e dólar forte por conflito EUA-Irã

A dinâmica do petróleo segue ditada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que continua impactando o fluxo global de transporte. Como resposta, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram, de forma unânime, em liberar 400 milhões de barris de reservas emergenciais. A medida visa atenuar a escalada da commodity, que chegou a tocar os US$ 119 (cerca de R$ 618, na cotação atual) recentemente e agora busca estabilização.

No cenário doméstico, a força da economia real apareceu nas vendas do varejo, que subiram 0,4% em janeiro, superando as projeções e trazendo um viés positivo para o crescimento do PIB no início de 2026.

Entretanto, o mercado corporativo lidou com notícias densas no setor de consumo e infraestrutura. A Raízen e o Grupo Pão de Açúcar oficializaram pedidos de recuperação extrajudicial, levantando discussões sobre reestruturação de dívidas bilionárias.

Sobre a Raízen, Gass pontua que o processo busca evitar medidas drásticas contra credores: “Uma das principais alternativas seria a conversão de parte da dívida em equity, ou seja, transformar dívida em ações. Isso reduz o passivo e dá mais fôlego para a companhia sem precisar aplicar um corte severo sobre os investidores”.

Desempenho das ações

As petroleiras foram as grandes protagonistas do pregão, servindo como porto seguro para o índice. A PETR3 liderou as altas com avanço de 5,04%, enquanto a PETR4 subiu 4,40%, impulsionadas pela valorização do barril e pela expectativa de margens mais folgadas.

Outros destaques positivos incluíram a CURY3, com alta de 3,83%, e a LREN3, que subiu 3,09% após os dados de varejo melhores que o esperado.

Na ponta oposta, o setor de varejo alimentar e logística sofreu com os anúncios de reestruturação. A RAIZ4 despencou 3,85%, refletindo o desconforto dos investidores com o endividamento da companhia. O PCAR3 caiu 4,15%, também impactado pelo movimento de recuperação extrajudicial do setor. A MBRF3 perdeu 4,01% e a ALOS3 encerrou em baixa de 2,49%.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em estabilidade, com leve variação positiva de 0,04%, cotado a R$ 5,159.

A moeda operou em um intervalo estreito, com máxima de R$ 5,183 e mínima de R$ 5,147, refletindo o “compasso de espera” dos mercados globais diante da ausência de novos fatos bombásticos sobre o conflito no Oriente Médio.

Bruno Shahini, especialista da Nomad, explica que a sustentação da divisa em patamares elevados deve-se à busca global por proteção. “A alta do dólar frente ao real reflete o ambiente de maior cautela internacional. O mercado vem ajustando as expectativas para a política monetária americana, com redução das apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Isso se reflete na abertura das taxas longas dos Treasuries, contribuindo para sustentar o dólar globalmente”, afirma o especialista.

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Governo quer investigação sobre alta de combustíveis mesmo sem reajuste da Petrobras

10 de Março de 2026, 15:57
combustíveis
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou nesta terça-feira (10) que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analise os recentes aumentos nos preços dos combustíveis em várias regiões do Brasil. O pedido ocorre por não ter havido reajuste nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora de combustíveis do país. Nos últimos dias, sindicatos do […]

Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

10 de Março de 2026, 15:07

A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia. Leia em TVT News.

“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.  

A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”.

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Alta do petróleo

A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).

Porém, após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Política de preços 

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.  

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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Guerra eleva petróleo, mas Petrobras diz poder reduzir impacto no Brasil

10 de Março de 2026, 13:00
Irã, Israel, EUA, Guerra Teerã, ataque
Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia. “Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a […]

Petrobras não vê risco para exportações de petróleo com guerra no Oriente Médio

8 de Março de 2026, 17:29

A guerra contra o Irã não deve afetar as exportações da Petrobras para mercados como Índia, China e Coreia do Sul. Segundo o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Romeo Schlosser, a maior parte do petróleo exportado pela companhia utiliza rotas que não passam por áreas ameaçadas pelo conflito.

“Não vejo risco à exportação de petróleo”, disse Schlosser na sexta-feira (6), durante coletiva de imprensa. De acordo com o executivo, o mesmo vale para embarques destinados à Europa, que seguem por rotas diferentes das regiões mais sensíveis da escalada militar no Oriente Médio.

Leia também: Como ter renda extra de R$ 1 mil até R$ 10 mil com dividendos da Petrobras

No caso das importações, Schlosser afirmou que a companhia também não identifica ameaças relevantes. A Petrobras importa para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) um petróleo específico, o Árabe Leve, utilizado na produção de lubrificantes. Segundo ele, esse fornecimento pode ser feito por diferentes rotas e, preferencialmente, sai pelo Mediterrâneo, o que não deve comprometer o abastecimento.

O diretor relatou ainda que a Petrobras redirecionou uma carga de óleo combustível que seguiria para a região próxima ao Golfo Pérsico. O embarque foi enviado para Singapura, sem impacto comercial para a companhia. Segundo Schlosser, tratava-se de “uma carga só”, direcionada a um mercado com “liquidez bastante grande”.

Ele acrescentou que a empresa também não vê ameaças relevantes na frente de combustíveis. As exportações de gasolina seguem principalmente para a África e os Estados Unidos, em rotas fora da zona de conflito, enquanto a importação de diesel pela Petrobras não é significativa.

Leia também: Petrobras: recordes no pré-sal e rentabilidade operacional superam expectativas

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o cenário internacional segue marcado por forte volatilidade e que o preço do petróleo pode oscilar significativamente, com projeções que variam entre US$ 53 e US$ 180 por barril.

Magda comparou o momento atual ao início da pandemia de Covid-19, quando houve corrida da população aos supermercados diante do temor de falta de papel higiênico. Segundo ela, não há lógica econômica para uma disparada extraordinária no preço do botijão de gás de cozinha. “É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, afirmou.

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Mulheres continuam minoria e recebem menos que os homens no setor de petróleo e gás 

8 de Março de 2026, 15:00

Mesmo com avanços pontuais na presença feminina na indústria de petróleo e gás, as desigualdades de gênero seguem marcantes no setor. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP), com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, mostra que as mulheres representaram em 2024 (últimos dados disponíveis) apenas 17,7% da força de trabalho na área. Saiba mais na TVT News.

No ano passado, havia 19.745 mulheres empregadas no setor petroleiro nacional face a 91.655 homens. Apesar de um leve crescimento ao longo dos anos (em 2023 eram 18.331 mil mulheres) a presença feminina permanece minoritária em um dos segmentos estratégicos da economia brasileira.  

Para Cibele Vieira, diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a desigualdade de gênero no setor não se expressa apenas nos números, mas também no cotidiano das trabalhadoras. Em dezembro do ano passado, a dirigente sindical foi alvo de ataques misóginos, episódio que ganhou repercussão entre trabalhadores dentro e fora da categoria. 

“Quando falamos de desigualdade no setor petroleiro, não estamos falando apenas de números. O ambiente de trabalho também reproduz violências que as mulheres enfrentam fora dele. A plataforma, a refinaria ou o escritório não são um mundo à parte da sociedade”, afirma. 

A desigualdade também aparece na remuneração. Segundo o estudo, as mulheres sempre receberam salários médios inferiores aos dos homens no setor. Em 2024, o rendimento feminino correspondia em média a 87,2% do salário dos homens.  

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“Quando uma mulher ganha menos que um homem fazendo parte do mesmo setor, isso não é só desigualdade salarial. É uma forma concreta de violência econômica, porque reduz a autonomia das trabalhadoras e amplia sua vulnerabilidade dentro e fora do ambiente de trabalho”, diz Bárbara Bezerra, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras. 

A participação feminina também é limitada nos espaços de comando. No Sistema Petrobrás, as mulheres representaram, em 2025, 17,6% do total de trabalhadores (era 17,4% em 2024) e ocuparam 25,6% dos cargos de chefia (contra 24,7% no ano anterior), segundo os dados do relatório de Administração 2025 da Petrobrás divulgados nesta sexta-feira, 6, pela empresa, e analisados pelo economista Cloviomar Cararine, do  Dieese/subseção FUP.  

Na estatal, são atualmente 8.938 mulheres, total ligeiramente acima das 8.570 trabalhadoras de 2024. 

“O relatório mostra que a presença feminina na Petrobrás voltou a crescer em 2025, mas de forma lenta, apenas 0,2 pontos percentuais em relação à 2024. O mesmo ocorreu nos postos de comando da Petrobrás, onde a participação das mulheres ainda é pequena, porém crescente ao longo do governo Lula 3 (era de 20% em 2020, com alta de 5,6 pontos percentuais em 2025)”, destaca Cararine.  

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Petrobras recebe indicações para Conselho de Administração pela União

4 de Março de 2026, 21:01

A Petrobras confirmou nesta quarta (4) que recebeu as indicações da União para o Conselho de Administração da empresa. O mandato dos membros vence em abril. A União manteve cinco dos seis membros atuais, mas indicou Fabio Henrique Bittes Terra para substituir Rafael Dubeux, representante do Ministério da Fazenda.

Terra é assessor especial da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda e foi indicado com mais dois nomes – Benjamin Alves Rabello Filho e Ricardo Baldin. Segundo fontes, porém, o nome de Terra seria o escolhido. A eleição vai ocorrer no dia 16 de abril, na Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Petrobras.

Além das indicações da União, a Petrobras informou que os acionistas minoritários indicaram para o Conselho, no caso de voto múltiplo, os nomes do atual conselheiro José João Abdalla Filho; e dos ex-conselheiros, Marcelo Gasparino e Mauro Cunha.

A representante dos empregados no Conselho, Rozângela Buzanelli, foi reeleita para o mandato 2026-2028.

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Petrobras deve fechar 2025 com lucro acima de R$ 120 bilhões

4 de Março de 2026, 16:53

A Petrobras deve encerrar 2025 com lucro líquido superior a R$ 120 bilhões, segundo estimativas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). De acordo com o Boletim nº 34 da entidade, divulgado em março, a companhia poderá fechar o ano com resultado próximo de R$ 125,5 bilhões, após registrar lucro projetado de R$ 31,1 bilhões no quarto trimestre. Leia em TVT News.

O documento aponta que, no 4º trimestre de 2025 (4T25), a estatal deve apresentar receita líquida de R$ 121,9 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 65,5 bilhões e distribuição de dividendos da ordem de R$ 8,4 bilhões. A empresa divulga oficialmente seus resultados financeiros do período em 5 de março.

Caso confirmados os números, será o quarto trimestre consecutivo de lucro líquido da Petrobras, após o prejuízo de R$ 17 bilhões registrado no quarto trimestre de 2024. No acumulado dos três primeiros trimestres de 2025, a companhia já havia somado R$ 94,5 bilhões em lucro líquido, o que sustenta a projeção de um resultado anual robusto.

Estimativa balanço Petrobras

Segundo o Ineep, o desempenho positivo está diretamente relacionado ao aumento da produção e ao comportamento das vendas no mercado interno. A produção total de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural cresceu 18,3% na comparação com o mesmo período de 2024. O avanço foi garantido, principalmente, pela entrada em operação de oito novos poços produtores no trimestre no polígono do pré-sal — totalizando 33 novos poços ao longo de 2025.

Além disso, houve incremento de 0,7% nas vendas de derivados no mercado interno, com destaque para os derivados médios, como diesel e querosene de aviação (QAV), além da gasolina. Esse movimento contribuiu para sustentar a receita, mesmo diante da queda nos preços médios dos derivados comercializados pela companhia.

As estimativas indicam que o preço médio dos derivados caiu 4,2% em 12 meses, passando de R$ 484,5 por barril no 4T24 para R$ 464,2 por barril no 4T25. Ainda assim, o aumento do volume produzido e vendido compensou a retração nos preços, preservando margens operacionais relevantes. A margem de lucro líquido projetada para o trimestre é de 26%.

O boletim também destaca que o resultado do 4T25 foi impactado por itens não recorrentes. Entre eles, o pagamento de R$ 6,97 bilhões pelos direitos e obrigações da União nos campos de Mero e Atapu, no Leilão de Áreas Não Contratadas realizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), além de R$ 1,54 bilhão referente ao Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV), decorrente do Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada de Jubarte, no pré-sal.

Mesmo com esses desembolsos extraordinários, a companhia deve manter geração operacional de caixa expressiva. A projeção para recursos gerados pelas atividades operacionais é de R$ 52,1 bilhões no trimestre, enquanto o fluxo de caixa livre estimado é de R$ 18,6 bilhões.

No campo dos investimentos, o Ineep ressalta que, até o terceiro trimestre de 2025, a Petrobras aplicou R$ 73,1 bilhões na aquisição de ativos imobilizados e intangíveis, montante 35,5% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O dado indica retomada consistente do ciclo de investimentos, especialmente nas áreas de exploração e produção.

Já a política de remuneração aos acionistas mostra trajetória distinta da observada no ano anterior. No terceiro trimestre de 2025, a distribuição de dividendos foi de R$ 12,16 bilhões, alta de 40,4% frente ao segundo trimestre. Contudo, no acumulado até o 3T25, os pagamentos totalizaram R$ 32,54 bilhões — recuo de 49,2% em comparação aos R$ 64,05 bilhões distribuídos no mesmo intervalo de 2024.

Para o Ineep, os números consolidam um cenário de forte geração de resultados pela estatal, ancorado na expansão da produção no pré-sal, no desempenho do mercado interno e na recomposição dos investimentos. Se confirmadas as projeções, 2025 poderá se tornar um dos anos mais lucrativos da história recente da companhia, reforçando seu papel estratégico na economia brasileira e na cadeia de petróleo e gás.

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