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Messi escapa do cartão vermelho e gera suspeita sobre Cristiano Ronaldo

17 de Junho de 2026, 07:40
Messi em lance de cartão vermelho e Cristiano Ronaldo. Foto: reprodução

A goleada da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, na estreia da Copa do Mundo de 2026, foi marcada por uma grande polêmica envolvendo Lionel Messi. O craque argentino escapou de uma possível expulsão após uma entrada dura sobre o zagueiro argelino Aïssa Mandi, gerando críticas de torcedores, comentaristas e acusações de favorecimento por parte da FIFA.

O lance aconteceu poucos minutos depois de Messi abrir o placar para a Argentina. Em uma disputa de bola, o camisa 10 aparentou atingir a perna direita de Mandi com as travas da chuteira. O defensor caiu imediatamente no gramado, segurando a panturrilha e reclamando de dores.

Apesar da gravidade da jogada, o árbitro não aplicou sequer cartão amarelo ao argentino. O VAR também não recomendou revisão do lance, decisão que provocou forte reação nas redes sociais.

“Está óbvio que a FIFA vai proteger Messi novamente nesta Copa. Isso era cartão vermelho sem discussão”, escreveu um usuário na rede X. Outro afirmou que “nem o próprio Messi pareceu acreditar que escaparia sem punição”.

As a Messi fan I must confess he’s really been favoured by referee. That’s a red card offence! Period! pic.twitter.com/y1CnqFIVfG

— RAZOR BLADE (@razorblade300) June 17, 2026

A patacoada levanta suspeitas se o tratamento diferenciado será aplicado a outra estrela do torneio: Cristiano Ronaldo, que estreia nesta quarta contra o Congo às 14h.

As críticas foram além dos torcedores. Durante a transmissão da ESPN no Reino Unido, o ex-zagueiro inglês Nedum Onuoha afirmou que a jogada merecia expulsão.

“Provavelmente deveria ter sido cartão vermelho. O árbitro pode ter perdido o lance, mas é difícil entender como o VAR analisou a jogada e concluiu que não havia nada de errado”, disse.

O comentarista Alejandro Moreno foi ainda mais enfático.

“Foi 100% cartão vermelho para Lionel Messi. Esse tipo de decisão reforça a narrativa de que grandes estrelas recebem tratamento diferenciado”, afirmou.

Moreno também questionou por que o árbitro polonês Szymon Marciniak não foi chamado ao monitor para revisar a jogada.

“Você vê as travas percorrendo toda a parte de trás da perna do adversário, do joelho até o tornozelo. Foi uma entrada imprudente e deveria ter resultado em expulsão”, completou.

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão porque Messi permaneceu em campo e protagonizou a partida. O atacante de 38 anos marcou mais dois gols no segundo tempo, completando o primeiro hat-trick de sua carreira em Copas do Mundo e liderando a vitória argentina sobre a Argélia.

Enquanto os argentinos comemoram a atuação histórica de seu capitão, o debate sobre a arbitragem promete continuar nos próximos dias, com muitos torcedores questionando se outros jogadores receberiam o mesmo tratamento em uma situação semelhante.

Embaixador da Argélia é investigado por tentativa de agressão contra motorista em Brasília

7 de Março de 2026, 09:34
Fachada da embaixada da Argélia em Brasília. Reprodução

O embaixador da Argélia no Brasil, Abdelaziz Benali Cherif, é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após um motorista da embaixada denunciar uma tentativa de agressão ocorrida dentro da missão diplomática. O funcionário Ulysses Souza de Araujo afirma que o diplomata partiu para cima dele durante uma discussão, sendo contido por dois colegas.

Segundo o relato do motorista divulgados pelo Metrópoles, o episódio ocorreu em 2 de fevereiro, quando ele informou ao embaixador que precisaria sair para uma consulta médica relacionada a um diagnóstico recente de câncer. Mesmo após ser avisado previamente sobre o compromisso, Cherif teria proibido a saída do funcionário.

De acordo com a ocorrência registrada, Ulysses deixou as chaves do veículo oficial na mesa do embaixador e informou que iria à consulta por se tratar de um direito trabalhista. Nesse momento, o diplomata teria se exaltado e tentado agredi-lo fisicamente, sendo contido por dois diplomatas presentes no local.

 

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O motorista, que trabalha na embaixada há 25 anos, também denunciou o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT), alegando ter sofrido assédio moral, advertências e suspensão após o episódio. Ele afirma que o ambiente de trabalho teria se tornado hostil e que funcionários seriam frequentemente submetidos a ameaças e humilhações.

Após a confusão, Ulysses relata que recebeu advertências por suposta falta de respeito ao embaixador e chegou a ser suspenso. Durante um período de afastamento médico de dez dias, a embaixada teria emitido novas advertências por abandono de emprego e determinado o retorno imediato ao trabalho.

A defesa do motorista entrou com pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho, alegando faltas graves por parte da missão diplomática. Procurada pela reportagem, a Embaixada da Argélia não se manifestou até a publicação. O caso segue sob investigação da polícia e também é analisado na esfera trabalhista.

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