O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reagiu às declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22). Em publicação no X, Rodríguez afirmou que o governo americano não aceita que Cuba seja um país plenamente independente e soberano.
Trump classificou Cuba como um “Estado falido” e afirmou que o regime comunista da ilha “vai cair”. O presidente americano também disse que seu governo busca uma “mudança fundamental” na situação do país e mencionou que o secretário de Estado, Marco Rubio, participa de negociações com Havana.
Durante essas declarações, a delegação cubana, liderada por Rodríguez, deixou o plenário da Assembleia Geral. O chanceler cubano afirmou que Cuba não representa uma ameaça aos Estados Unidos ou a outros países e criticou o bloqueio econômico e as restrições energéticas impostas por Washington.
Rodríguez também classificou como “falsidades” e “calúnias” as declarações de Trump. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, igualmente rejeitou as acusações e afirmou que Havana continuará defendendo o direito à autodeterminação do país.
As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana, após a ampliação das sanções americanas e da pressão sobre o governo cubano.
A Fitch Ratings revisou para cima suas estimativas para o preço do barril de petróleo em 2027 e aumentou as projeções para o gás natural europeu Dutch TTF (referência para o continente) referente a 2026 e 2027, impulsionada pelas tensões com o Irã e seus reflexos nas rotas logísticas de energia. Em relatório divulgado na terça-feira, 22, a agência reforçou que o mercado global de petróleo deve entrar em um ciclo de excesso de oferta a partir do quarto trimestre de 2026, culminando em um “superávit material” em 2027, cenário que tende a pressionar as cotações para baixo, embora um prêmio de risco geopolítico continue embutido nas análises.
Para 2026, a Fitch manteve a previsão do Brent em US$ 87 (R$ 465,45) por barril, alinhada às expectativas anteriores. A instituição recordou que os preços chegaram a recuar para a faixa de US$ 70 (R$ 374,50) em meados de junho, após Estados Unidos e Irã firmarem um memorando de entendimento para encerrar as hostilidades, permitindo que o tráfego pelo Estreito de Ormuz recuperasse 75% dos volumes normais. Contudo, em setembro, a retomada dos conflitos e a paralisação do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita — principal via alternativa que contorna o estreito — empurraram a média do Brent de volta para cerca de US$ 100 (R$ 535,00) por barril no mês. A expectativa é de alívio nos preços assim que essa rota saudita voltar a funcionar.
Mesmo projetando um mercado superavitário no final de 2026, a Fitch elevou de US$ 65 (R$ 347,75) para US$ 70 (R$ 374,50) a projeção do Brent para 2027, incorporando o fator de risco geopolítico. O novo modelo considera que uma solução definitiva entre Teerã e Washington só ocorra no primeiro trimestre do próximo ano, mantendo o alerta para eventuais escaladas de menor intensidade.
Segundo a agência, o escoamento contínuo de 10 milhões de barris diários por Ormuz permanece viável mesmo sem um tratado de paz oficial. Combinada a oleodutos terrestres na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, essa capacidade alternativa preserva cerca de 90% do fluxo pré-guerra. Dados da Opep mostram que, em agosto, a produção emiradense atingiu 111% do patamar anterior ao conflito, enquanto a oferta saudita ficou em 75%. Nações sem rotas alternativas, como Kuwait e Iraque, retomaram 76% e 87% de suas produções, respectivamente. A Fitch destaca ainda que os Emirados estão construindo um segundo oleoduto para desviar de Ormuz, com previsão de duplicar a capacidade de exportação alternativa até meados de 2027.
Caso haja um aperto severo no Estreito de Bab al-Mandeb, a Fitch avalia que os impactos podem ser amenizados com o desvio de cargas pelo Canal de Suez e pelo oleoduto SUMED. Para 2027, o excedente de oferta é dado como certo “independentemente” de um pacto de paz (embora um acordo pudesse ampliar o superávit), apoiado pela expansão produtiva fora do Oriente Médio, liderada por EUA, Canadá, Brasil, Argentina e Guiana , que deve crescer 1,5 milhão de barris por dia em 2026 e mais 1 milhão em 2027.
No lado da demanda, a agência calculou uma “destruição” de consumo de aproximadamente 5 milhões de barris diários no segundo trimestre de 2026, com a Ásia respondendo por quase dois terços do recuo e a indústria petroquímica por cerca de metade. A China registrou a maior baixa individual, de 1,5 milhão de barris por dia no período, embora a Fitch espere uma recuperação gradual da demanda global até o final do ano.
No segmento de gás natural, as projeções para o Dutch TTF foram elevadas em resposta às interrupções nos carregamentos de GNL via Ormuz, rota que respondia por 20% do abastecimento mundial antes do conflito. A agência observa que os inventários de gás da União Europeia estão em dois terços da capacidade total: um volume seguro para passar o inverno no Hemisfério Norte, mas inferior à faixa de 80% a 90% registrada no mesmo período entre 2022 e 2025. Já a estimativa para o Henry Hub permaneceu inalterada, devido à restrição de capacidade ociosa de liquefação nos Estados Unidos.
Os EUA anunciaram novas medidas contra o setor de aviação do Irã. A partir desta quarta-feira (23), o governo americano pretende pressionar empresas de outros países a interromper serviços para companhias aéreas iranianas.
A estratégia faz parte da estratégia de pressão econômica do governo de Donald Trump contra o Irã. A medida pode afetar voos internacionais, aeroportos e passageiros que dependem dessas rotas.
Apesar da estratégia americana, os Estados Unidos não controlam o espaço aéreo de outros países. Por isso, o governo de Donald Trump não consegue impedir que uma companhia iraniana voe para destinos estrangeiros.
Dessa forma, a estratégia mira a cadeia de serviços necessária para manter os voos. Empresas que fornecem combustível, atendimento ou venda de passagens podem sofrer sanções caso continuem trabalhando com companhias iranianas.
Além disso, os EUA também ameaçam restringir o acesso dessas empresas ao sistema financeiro americano e às transações em dólar. A ideia do governo é aumentar a pressão financeira dentro do Irã.
Quais companhias podem sofrer o impacto?
De acordo com o Al Jazeera, entre as principais empresas internacionais do Irã estão Mahan Air, Iran Air e Qeshm Air. A Mahan possui a maior rede internacional entre as companhias iranianas e atende destinos na Ásia e no Oriente Médio.
Foto: Reprodução
A Iran Air, companhia estatal, perdeu grande parte de sua operação internacional após anos de sanções e restrições. Já a Qeshm Air mantém rotas para países como Turquia, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Alemanha.
Junto a isso, em setembro, os Estados Unidos já haviam aplicado sanções contra as 27 companhias aéreas iranianas. Em discurso na ONU na última terça-feira, Donald Trump voltou a ameaçar o país caso o acordo não seja selado.
Países com relações com o Irã
Mesmo com a possível nova medida americana, a reação de outros governos ainda pode variar. Especialistas avaliam que países como China e Rússia tendem a resistir às exigências dos Estados Unidos.
Além disso, Turquia, Iraque e Paquistão também possuem relações comerciais e turísticas importantes com o Irã, o que pode dificultar o cumprimento das restrições. A China classificou as medidas americanas como ilegais.
A ameaça de estar fora da moeda americana significa que empresas que continuarem prestando serviços a companhias iranianas sancionadas podem enfrentar restrições financeiras nos Estados Unidos.
Na prática, a medida dos EUA pode atingir aeroportos, empresas de combustível, serviços e companhias responsáveis pela emissão de passagens. Com isso, a redução de fornecedores dispostos a trabalhar com as empresas iranianas faz com que a manutenção das operações também possa ficar mais difícil.
A cantora e atriz Hilary Duff anunciou nesta quarta-feira (23) a expansão da turnê mundial The Lucky Me Tour. Produzida pela Live Nation, a nova etapa contará com 32 datas adicionais distribuídas entre Europa, América Latina e Estados Unidos. Entre os shows confirmados está o aguardado retorno da artista ao Brasil, agendado para o dia 13 de agosto de 2027, no Espaço Unimed, na zona oeste de São Paulo.
Esta é a primeira grande turnê mundial de Hilary Duff como atração principal em quase duas décadas. O repertório é focado em seu sexto álbum de estúdio, “luck… or something”, lançado em 2026 e aclamado por publicações como Rolling Stone, Billboard e Variety.
Os bilhetes serão comercializados pela plataforma Ticketmaster Brasil e na bilheteria oficial do evento (sem taxa de conveniência). Os valores variam de R$ 295 a R$ 940, com opção de parcelamento em até 3 vezes sem juros. Confira a tabela completa:
Antes de desembarcar em São Paulo para sua apresentação única no país, a etapa latino-americana da turnê passará por Porto Rico, Argentina e Chile.
A nova fase da turnê começa em 7 de maio de 2027, em Madri, com passagens por capitais europeias como Berlim, Paris, Amsterdã, Copenhague e Estocolmo (com shows de abertura de Rebecca Black). Após a América Latina, a rota segue para a América do Norte entre 1º de outubro e 20 de novembro de 2027, encerrando em Anaheim, na Califórnia, contando com participações especiais de Dashboard Confessional e Tegan and Sara em datas selecionadas.
O anúncio das novas datas aconteceu durante o encerramento da etapa britânica no The O2 Arena, em Londres, onde confetes com a mensagem “2027 More Dates Loading” surpreenderam os fãs ao som do clássico What Dreams Are Made Of.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apresente, em até dez dias, informações sobre registros de entrada e saída de oito pessoas nas dependências da Casa desde fevereiro de 2019. Entre os nomes estão Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
A determinação foi dada em um mandado de segurança apresentado pelo vereador Guilherme Kilter (Novo-PR), que recorreu ao Supremo após ter um pedido de acesso aos registros negado pelo Senado.
O pedido também alcança Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Américo Monte Junior, José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Lula, e Antônio Carlos Camilo Antunes.
No despacho, Fux determinou que Alcolumbre se manifeste especificamente sobre os registros de acesso ao Senado a partir de 1º de fevereiro de 2019.
O processo tem origem em um pedido apresentado por Kilter ao Senado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), em fevereiro deste ano. A Casa negou o acesso sob o argumento de que os dados teriam caráter pessoal e estariam protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
No mandado de segurança, o vereador sustenta que a negativa é ilegal e que os registros solicitados não deveriam ser tratados como informações sigilosas.
Nesta etapa, a decisão de Fux obriga o Senado a prestar informações ao STF, mas não determina a divulgação pública dos registros de entrada e saída.
Depois de o Senado apresentar as informações, Fux determinou que o Ministério Público Federal seja ouvido no processo. O órgão terá dez dias para apresentar parecer sobre o caso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara uma recepção incomum para o presidente da China, Xi Jinping, que chega a Washington nesta quarta-feira (23) para uma reunião de cúpula entre as duas maiores economias do mundo. Trump pretende receber pessoalmente o líder chinês no aeroporto, em uma programação que inclui banquete de Estado e sobrevoo militar, enquanto as expectativas de avanços concretos em temas como comércio, inteligência artificial e Irã permanecem limitadas.
Segundo a emissora estatal chinesa CCTV, Xi deixou Pequim nesta quarta-feira em um voo oficial acompanhado da mulher, Peng Liyuan, do principal assessor, Cai Qi, e do ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, entre outros integrantes da delegação.
Trump e a primeira-dama Melania Trump deverão viajar até a Joint Base Andrews, em Maryland, próxima de Washington, para receber Xi na pista às 18h, no horário local.
A recepção pessoal no aeroporto é rara para presidentes americanos. Além de Trump, um dos casos recentes mais destacados ocorreu no ano passado, quando o presidente recebeu o líder russo Vladimir Putin durante visita ao Alasca. Os últimos precedentes conhecidos em Andrews, além de visitas papais, incluem a recepção do primeiro-ministro britânico Harold Macmillan por John F. Kennedy, em 1962, e a de Nikita Khrushchev, líder da União Soviética, por Dwight Eisenhower, em 1959.
Xi, por outro lado, não recebeu Trump pessoalmente no aeroporto durante a visita do presidente americano a Pequim em maio. Na ocasião, Trump foi recebido pelo vice-presidente chinês.
Comércio, IA e Taiwan
As reuniões entre Trump e Xi estão previstas para quinta-feira (24), com uma agenda que inclui temas econômicos e geopolíticos.
A inteligência artificial deve estar entre os assuntos discutidos, diante da disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Apesar das preocupações internacionais sobre os riscos associados ao avanço dos sistemas de IA, há poucas expectativas de que os dois países cheguem a um acordo abrangente sobre regulação da tecnologia.
Em conversas preliminares realizadas no domingo, os secretários do Tesouro dos dois países, Scott Bessent e He Lifeng, discutiram a possibilidade de criar um canal de comunicação específico para questões relacionadas à IA, mas divulgaram poucos detalhes.
A disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo e as tensões em torno de Taiwan também devem ocupar espaço central nas negociações. A China mantém como instrumento de pressão o domínio sobre a produção de terras raras, minerais estratégicos utilizados em produtos de alta tecnologia e importantes para a indústria americana.
Outro tema potencial é o Irã. Trump, porém, reduziu a importância de discutir alegações de que a China teria fornecido imagens de satélite a Teerã para apoiar ações contra tropas americanas no Oriente Médio.
Para Jonathan Czin, do Brookings Institution, as expectativas em relação ao encontro são baixas e um dos principais resultados possíveis seria a extensão da trégua comercial acertada anteriormente entre os dois governos.
“Eu acho que haverá alguma extensão do acordo informal”, afirmou Czin.
Analistas também avaliam que Pequim pode estar adotando uma visão de mais longo prazo em relação a Trump, cujo segundo mandato termina no início de 2029. Nesse cenário, a atual trégua comercial poderia ser utilizada pela China para consolidar sua posição enquanto aguarda os próximos movimentos da relação bilateral.
Cerimônia e críticas
A recepção preparada por Trump contrasta com o histórico recente de críticas do presidente à China durante seu primeiro mandato, especialmente em temas relacionados ao comércio e à pandemia de Covid-19.
A programação também recebeu críticas dentro do próprio Partido Republicano. O senador Roger Wicker, presidente da Comissão de Serviços Armados do Senado, afirmou que teria recomendado contra uma recepção tão grandiosa ao líder chinês.
“Nosso comandante em chefe deveria ter em mente que seu convidado é um ditador brutal, não eleito e opressivo”, disse Wicker.
Para Trump, a visita também ocorre em um momento de dificuldades domésticas e de continuidade da guerra com o Irã. O encontro permite concentrar a agenda diplomática em uma cerimônia de alto nível enquanto os dois governos tentam preservar a estabilidade nas relações.
A programação de Xi em Washington termina na manhã de sexta-feira (25). Os dois casais presidenciais deverão tomar chá na Casa Branca e visitar os Arquivos Nacionais, onde está guardada a Declaração de Independência dos Estados Unidos.
A sequência de eventos reforça o caráter simbólico da visita, mas os principais resultados do encontro dependerão das negociações sobre comércio, tecnologia, Taiwan e outros temas estratégicos da relação entre Washington e Pequim.
A Coreia do Sul estabeleceu como meta reduzir de forma significativa sua dependência de petróleo bruto importado do Oriente Médio, em uma estratégia voltada à diversificação dos fornecedores e à redução da exposição a riscos geopolíticos. As metas foram divulgadas nesta quarta-feira (23) pelo Ministério da Indústria sul-coreano.
Em 2025, aproximadamente 70% do petróleo importado pelo país, descrito no texto como a quarta maior economia da Ásia, teve origem no Oriente Médio. O governo pretende reduzir essa participação para menos de 50% até 2035. Para o gás natural, a meta é manter abaixo de 30% a parcela proveniente da região no mesmo ano.
Segundo o governo sul-coreano, os conflitos no Oriente Médio evidenciam os riscos associados à concentração das cadeias de suprimento de energia. De acordo com o Ministério da Indústria, uma interrupção desses fluxos pode ameaçar tanto a atividade industrial quanto a vida da população durante períodos de crise.
O ministério também relacionou as interrupções no Estreito de Ormuz à guerra prolongada no Irã. Considerado no texto uma rota crucial para o transporte global de energia, o estreito foi utilizado em 2025 para a passagem de 61% das importações de petróleo da Coreia do Sul, segundo comunicado da pasta.
A estratégia do governo inclui ainda o aumento da capacidade de armazenamento de petróleo bruto. A previsão é acrescentar 20 milhões de barris aos estoques até 2030.
A General Mills registrou receita líquida de US$ 4,39 bilhões (R$ 22,70 bilhões) no primeiro trimestre fiscal de 2027, encerrado em 30 de agosto, uma queda de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas líquidas orgânicas ficaram estáveis no período.
O lucro operacional ajustado alcançou US$ 634 milhões (R$ 3,28 bilhões), recuo de 11% em moeda constante. Já o lucro diluído ajustado por ação foi de US$ 0,75 (R$ 3,88), uma retração de 13%. A companhia afirmou que os resultados de receita e lucro ficaram acima de suas expectativas para o trimestre.
As vendas reportadas foram pressionadas principalmente por aquisições e desinvestimentos, que retiraram 3 pontos porcentuais do desempenho no trimestre. O volume orgânico teve impacto negativo de 1 ponto porcentual, enquanto preço e mix permaneceram estáveis.
A margem bruta ajustada caiu para 33,3%, ante 34,2% no primeiro trimestre fiscal de 2026. Segundo a General Mills, o recuo refletiu principalmente custos mais elevados de insumos, parcialmente compensados por uma combinação favorável de preços e mix de produtos.
A margem operacional ajustada passou de 15,7% para 14,4%. Além da redução da margem bruta, a empresa atribuiu a retração ao aumento dos investimentos em mídia como proporção das vendas líquidas.
No segmento de varejo da América do Norte, as vendas orgânicas recuaram 3% e o lucro operacional caiu 15%. A companhia atribuiu a queda do lucro ao menor volume, aos custos mais elevados de insumos e ao impacto da venda do negócio de iogurtes, parcialmente compensados por preço e mix favoráveis e menores despesas administrativas, gerais e de vendas.
Em Pet na América do Norte, as vendas orgânicas ficaram estáveis e o lucro operacional recuou 12%. O crescimento nas categorias de alimentação para gatos e petiscos foi compensado pela retração em alimentação para cães.
Foodservice e mercado internacional avançam
O desempenho foi mais favorável em Foodservice na América do Norte, onde as vendas orgânicas cresceram 4% e o lucro operacional avançou 12%. Cereais e refeições congeladas lideraram o crescimento das vendas, enquanto preço e mix favoráveis impulsionaram o resultado operacional.
No segmento Internacional, as vendas orgânicas também aumentaram 4%, enquanto o lucro operacional cresceu 15%. A General Mills apontou como motores das vendas os mercados atendidos por distribuidores, além de Índia e China. O avanço do lucro refletiu maior volume e custos de insumos menores, parcialmente neutralizados por preço e mix desfavoráveis e aumento dos investimentos em mídia.
A companhia reafirmou suas projeções para o ano fiscal de 2027. A expectativa para as vendas líquidas orgânicas permanece entre queda de 1,5% e crescimento de 0,5%, enquanto o lucro operacional ajustado em moeda constante deve recuar entre 8% e 13%.
O lucro diluído ajustado por ação é projetado entre US$ 3,00 (R$ 15,51) e US$ 3,20 (R$ 16,54). A conversão do fluxo de caixa livre deve ficar em aproximadamente 95%. As projeções já incorporam o desinvestimento das operações no Brasil, concluído em 2 de setembro, mas não consideram o impacto da proposta de venda das lojas Häagen-Dazs na China continental.
A General Mills também informou que continua no caminho para obter US$ 750 milhões (R$ 3,88 bilhões) em economias de custos no ano fiscal de 2027, por meio de gestão de margens, transformação e outras iniciativas de eficiência. Para 2030, a empresa estabeleceu uma meta de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15,51 bilhões) em economias, sendo cerca de US$ 2 bilhões (R$ 10,34 bilhões) provenientes da gestão de margens e US$ 1 bilhão(R$ 5,17 bilhões) de transformação e outras medidas.
No primeiro trimestre, o fluxo de caixa operacional caiu para US$ 298 milhões (R$ 1,54 bilhão), ante US$ 397 milhões (R$ 2,05 bilhões) no mesmo período do exercício anterior. A companhia investiu US$ 90 milhões (R$ 465,3 milhões) em capital e distribuiu US$ 330 milhões (R$ 1,71 bilhão) em dividendos, semrealizar recompras líquidas de ações.
Na quarta-feira, o McDonalds anunciou planos para criar sua própria rede de mídia, seguindo os passos de gigantes do varejo como a Amazon.e Walmart. Em agosto, 450 restaurantes próprios da empresa nos EUA começaram a exibir anúncios de outras empresas em seus painéis digitais de pedidos no drive-thru, como parte de um projeto piloto. O programa ainda está em fase inicial e não foi implementado para os franqueados que operam as demais cerca de 14.000 unidades da empresa nos EUA.
Ainda assim, o McDonald’s espera que, eventualmente, possa se tornar um negócio de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) para a empresa.
“A mídia comercial é uma das áreas de crescimento mais rápido na publicidade, e espera-se que alcance mais de US$ 100 bilhões somente nos EUA até 2028”, disse Morgan Flatley, diretor global de marketing e vice-presidente executivo de novos empreendimentos da McDonald’s, durante uma apresentação para investidores.
“É uma oportunidade de gerar receita para o sistema com pouco custo adicional, sem complexidade operacional e sem interrupção na experiência do cliente”, acrescentou Flatley.
Essa mudança poderá, eventualmente, trazer ao McDonald’s um fluxo constante de receita com alta margem de lucro, à medida que os custos de insumos essenciais, como a carne bovina, aumentam e a rede planeja investir bilhões de dólares em melhorias em seus restaurantes na próxima década. No setor de restaurantes, o McDonald’s seria pioneiro ao criar sua própria rede de mídia. O diretor financeiro, Ian Borden, afirmou que a empresa está em uma posição única para torná-la um sucesso.
“Temos uma das marcas mais valiosas de qualquer empresa do nosso porte e escala em qualquer setor”, disse Borden à CNBC. “Atendemos cerca de 85% da população dos EUA pelo menos uma vez por ano, então temos um alcance bastante singular, e temos 14.000 pontos de venda nos EUA, o que significa que estamos em todas as comunidades e nos conectamos com todos os consumidores.”
Grandes varejistas como Amazon e Walmart obtiveram sucesso administrando suas próprias redes de mídia, que tendem a ser negócios com alta margem de lucro. A Amazon reportou US$ 68,6 bilhões em vendas de serviços de publicidade em 2025, representando pouco menos de 10% da receita total da empresa. Os anúncios da Amazon aparecem em todo o seu portfólio, desde suas páginas de compras até o Prime Video, passando por lockers e a plataforma de streaming ao vivo Twitch, bem como aplicativos e sites de terceiros.
O Walmart não divulga resultados de vendas específicos para sua unidade de publicidade, mas a empresa afirmou que a Connect, seu negócio de publicidade nos EUA, registrou um crescimento de 43% nas vendas no segundo trimestre fiscal . A rede de mídia da varejista exibe anúncios em seu aplicativo, site e dentro de suas mais de 4.600 lojas nos EUA, além de aplicativos externos como o Instagram. A empresa também adquiriu a fabricante de TVs Vizio no final de 2024, visando seu negócio de publicidade.
O mais novo empreendimento do McDonald’s foi anunciado durante o dia do investidor da empresa , realizado na sede em Chicago. Além da rede de mídia, os executivos compartilharam mais detalhes sobre os planos para aumentar as vendas por meio de reformas caras nos restaurantes e melhoria na qualidade dos alimentos.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, determinou o cancelamento de 16 precatórios do setor sucroalcooleiro que somam R$ 4,7 bilhões e a devolução dos recursos, com os respectivos rendimentos, à Conta Única do Tesouro Nacional.
A medida atende a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e envolve precatórios da Companhia Açucareira Usina Capricho, da Una Agroindustrial e da Companhia Açucareira Vale do Ceará Mirim. As três empresas aparecem em uma lista encontrada no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, sob a identificação “precatórios a receber”.
A decisão foi assinada na noite de terça-feira (22) e divulgada nesta quarta-feira (23). Os valores estavam depositados em contas judiciais desde dezembro de 2023.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) terá cinco dias para cancelar os precatórios e restituir os recursos ao Tesouro. Até a devolução, ficam proibidos levantamentos, transferências, expedição de alvarás e destaque de honorários sobre os valores.
CNJ aponta falta de amparo para “precatório bloqueado”
Os precatórios foram expedidos antes do trânsito em julgado da fase de execução, quando ainda não havia definição definitiva sobre os valores a serem pagos.
Segundo o CNJ, a manutenção desses recursos como “precatórios bloqueados” não tem amparo legal e contraria entendimento anterior do próprio Conselho. Benedito Gonçalves também apontou risco de prejuízo aos cofres públicos.
A decisão suspendeu atos da Presidência do TRF-1 que mantinham os recursos bloqueados. O entendimento da Corregedoria é que apenas manter o dinheiro depositado judicialmente não substitui a necessidade de cancelar precatórios expedidos antes do momento processual adequado.
Os créditos têm origem em disputas de empresas do setor sucroalcooleiro contra a União por indenizações relacionadas ao antigo controle de preços exercido pelo Instituto do Açúcar e do Álcool.
Usina Capricho aparece em contrato ligado ao Master
Uma das três empresas atingidas pela decisão, a Companhia Açucareira Usina Capricho, também consta de uma minuta de contrato de prestação de serviços advocatícios envolvendo o Banco Master.
O documento, de março de 2024, previa a atuação do escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos, de Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do TRF-1, em processos relacionados a precatórios.
O contrato abrangia 12 ações que somavam aproximadamente R$ 8,5 bilhões e previa honorários de êxito equivalentes a 5% dos valores recebidos. Se houvesse sucesso em todos os processos, a remuneração poderia chegar a R$ 427 milhões.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram assessores se referindo a Camilla e Newton como integrantes da “Turma do KN”. Segundo a Polícia Federal, “KN” é uma referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.
Nunes Marques afirma que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome, nunca trocou mensagens com Vorcaro e nunca votou em favor do banqueiro ou do Banco Master.
O escritório de Camilla Ramos afirma que não tem conhecimento de negociações envolvendo a transferência dos precatórios a terceiros, que não participou de tratativas desse tipo e que não recebeu honorários do Banco Master.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) reconhecer a validade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.
Mendes atendeu ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
Para o ministro, o reajuste não afronta as regras eleitorais e representa medida legal para atualizar o piso familiar do programa.
“A medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, afirmou Mendes.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto. O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal. O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro.
O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.
Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.
O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal. O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro.
O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.
A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo.
Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo.
Para o órgão, a Lei nº 14.601/2023 prevê a atualização dos pagamentos por meio de correção monetária. “Trata-se, portanto, de providência inserida na execução ordinária e continuada de política pública já existente, em observância ao marco normativo reconhecido por essa Corte como apto a concretizar a ordem injuncional. O decreto representa ato de manutenção e atualização de programa social permanente, e não a criação de vantagem inédita ou excepcional”, argumenta a AGU.
A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul determinou a remoção imediata de publicações do candidato a deputado federal Divaldo Lara (Republicanos) que apresentavam de forma enganosa o julgamento que indeferiu seu registro de candidatura. A decisão liminar foi proferida pela desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, relatora da representação por propaganda eleitoral irregular movida pelo vereador e candidato a deputado estadual Lelinho Lopes (PT)
Na decisão, o TRE-RS determinou que as publicações sejam retiradas do ar no prazo de duas horas, sob pena de multa de R$ 1.000 por hora de descumprimento, e ordenou à Meta — responsável pelas plataformas Facebook e Instagram — a preservação dos registros e metadados do conteúdo. O representado foi citado para apresentar defesa no prazo de dois dias, e os autos foram remetidos à Procuradoria Regional Eleitoral para parecer.
A representação aponta que Divaldo Lara utilizou trecho do voto vencido no julgamento em que o TRE-RS, por 5 votos a 2, indeferiu seu registro de candidatura a deputado federal nas Eleições de 2026, dando sentido diverso do resultado final. Nas publicações, o candidato se apresentava como “elegível”, classificava como “fake news” as notícias sobre sua inelegibilidade e pedia votos para o número 1011.
A inelegibilidade que motivou o indeferimento decorre de condenação por abuso de poder político e econômico nas Eleições de 2018, com trânsito em julgado em dezembro de 2024. O prazo de oito anos de inelegibilidade se encerraria em 7 de outubro de 2026, três dias após o primeiro turno do pleito, marcado para 4 de outubro — fundamento pelo qual o Tribunal indeferiu o registro na sessão de 11 de setembro.
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem para votar nas eleições de outubro não precisarão fazer a verificação da Prova de Vida neste ano.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, a verificação vai ocorrer de forma automática a partir do cruzamento das informações da Justiça Eleitoral com a base de dados do INSS.
A Prova de Vida é um procedimento anual cujo objetivo é identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que a medida facilita a vida dos pensionistas.
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou.
Segundo a pasta, o procedimento abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.
Além disso, desde 2019, como forma de reduzir filas e custos para processo de Prova de Vida, o comparecimento presencial deixou de ser regra, estabelecendo que o INSS busque, de forma proativa, dados que confirmem a condição de vida do cidadão.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, rebateu nesta sexta-feira (18) o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que classificou organizações criminosas brasileiras como terroristas e disse que o Brasil não consegue enfrentar as facções.
A declaração de Lula ocorreu durante evento oficial no Rio de Janeiro, que reuniu a cúpula da segurança pública nas esferas federal, estadual e municipal.
O presidente defendeu retomar territórios ocupados por traficantes no Rio. “Nós precisamos ganhar do crime organizado. Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, afirmou.
Segundo Lula, “quando Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, briga pelo poder”. “Quem era isso? Era o [ex-presidente Jair] Bolsonaro tentando dar o golpe de 8 de Janeiro. Isso é terrorismo. Pensando em matar Lula, [o vice-presidente Geraldo] Alckmin e até o [ministro do Supremo Tribunal Federal] Alexandre de Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado”, discursou.
Lula criticou Trump novamente ao afirmar que o país precisa reforçar a vigilância na região da margem equatorial, no norte do país, e no pré-sal, litoral do Sudeste. Nas duas regiões, há exploração de petróleo.“Nós temos que tomar conta porque o Trump está aí. O Trump está aí atrás de minerais críticos, atrás de petróleo, atrás de terra rara”.
No último dia 15, em documento anual enviado ao Congresso norte-americano, Trump criticou o governo brasileiro por, na visão dele, ter falhado no enfrentamento às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Durante a cerimônia no Rio, foram demonstrados convênios assinados entre os governos federal, estadual e municipal, direcionados a três frentes:
– Proteção integrada dos corredores logísticos, em parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o governo do estado: combate à mobilidade de criminosos e roubo de cargas, entre outros crimes. As ações acontecem nas divisas entre estados do Sudeste e importantes vias arteriais do Rio, como a Avenida Brasil, Linha Vermelha, Linha Amarela e os acessos ao Porto e ao Aeroporto Internacional.
– Política Estadual de Reocupação Territorial, firmada entre o ministério e o governo do estado: a finalidade é reduzir o controle territorial, armado e econômico das organizações criminosas e fortalecer a presença estatal. Inclui atuação sobre mercados explorados pelo crime.
– Capacitação da Força Municipal: em parceria com a prefeitura, entes federais, como a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), colaboram na formação de turmas de elite da Guarda Municipal do Rio, denominada de Força Municipal, composta por agentes armados.
Os convênios com o estado foram assinados no início de setembro e têm vigência de 60 meses. A parceria com a prefeitura foi firmada em agosto de 2025 e vale por três anos.
O presidente Lula defendeu que o Rio é uma espécie de laboratório para as ações integradas de segurança nas três esferas. “Se der certo no Rio, vai dar certo em todo o território nacional”.
Sem tutela
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou que as ações em conjunto com o governo federal resultam em maiores apreensões, como as de drogas, e defendeu a soberania do país no combate ao crime. “O Brasil tem condições, sim, de, por si, seguir em frente e realizar as atividades próprias da segurança. Não é o caso de sermos tutelados”.
O prefeito carioca, Eduardo Cavaliere, explicou que uma das integrações realizadas pela prefeitura é o compartilhamento de informações de inteligência e monitoramento em vídeo de vias.
O evento foi no Complexo da PRF, onde também funciona a sede da Força Municipal, no entroncamento da Avenida Brasil e Rodovia Presidente Dutra, porta de entrada para municípios da região metropolitana, como São João de Meriti e Duque de Caxias.
“Uma realização como a de hoje dá um sinal muito claro para a população de integração entre as forças, com impacto em todas as cidades da região metropolitana”, disse Cavaliere.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) anulou nesta quarta-feira (16) o licenciamento ambiental do Projeto Fosfato Três Estradas, que previa a abertura de uma mina de fosfato em Lavras do Sul. Proposta pela Águia Fertilizantes S.A, a atividade removeria pecuaristas familiares de suas terras, além de interferir diretamente na vegetação nativa do Pampa e promover poluição através do acúmulo de dejetos.
A decisão atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em junho de 2021 que apontava que, além da carência de informações essenciais ao Licenciamento Ambiental, não foram promovidas audiências públicas em municipalidades atingidas pelo projeto, tampouco consultados os pecuaristas familiares da região, reconhecidos como comunidades tradicionais.
O fosfato é um insumo importante para a fabricação de fertilizantes e é encontrado em abundância na cidade de Lavras do Sul. O projeto teve início em 2011, com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) encaminhado em 2017. Em 2022, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) concedeu a Licença de Instalação do projeto.
O TRF4 decidiu pela nulidade completa da licença outorgada pela Fepam ao entender que a realização de consulta prévia às comunidades locais é um pressuposto ao licenciamento ambiental e que, portanto, sua ausência contamina todo a elaboração do documento.
Em nota divulga nesta sexta-feira, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) lamentou a decisão. De acordo com a entidade, a interrupção do projeto aumenta a dependência de fertilizantes importados, além de prejudicar a previsibilidade dos investimentos no empreendimento.
“Além da contribuição para a segurança do abastecimento, o projeto representa geração de empregos, renda, arrecadação tributária e diversificação da matriz produtiva da Metade Sul”, diz a nota.
Impactos na comunidade
Para além dos impactos citados na decisão do TRF4, a instalação do projeto também provocaria danos ao abastecimento hídrico em Lavras do Sul, já que a atividade mineradora requer muitos recursos hídricos e a região sofre historicamente de falta d’água.
“A gente considera que Lavras do Sul e Caçapava do Sul são o coração do Pampa, daquilo que sobrou e ainda não foi alvo da soja e do eucalipto. O crescimento das monoculturas de soja e do eucalipto vem sendo de uma maneira impressionante”, explicou o professor do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e um dos coordenadores do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá), Paulo Brack, à reportagem do Sul21, ainda em 2024.
Com o avanço do projeto, cerca de 160 milhões de toneladas de rejeitos seriam extraídas e eliminadas em área de bioma Pampa durante a mineração. A operação da mina deveria ainda impactar na agropecuária familiar desenvolvida na região, que garante a preservação das características vegetais nativas.
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) vai realizar um encontro com o artista André Severo, como parte do programa público da exposição “André Severo – A onda de Gustave Courbet”, em cartaz no Museu. O evento ocorre no dia 26 de setembro (sábado), às 11h, no auditório da instituição. A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia e com vagas limitadas a 60 lugares, por ordem de chegada. A mediação será do diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, responsável pela curadoria da exposição.
A atividade propõe uma conversa com André Severo sobre sua trajetória, seu processo artístico e a pesquisa em pintura desenvolvida para o projeto “A onda/La vague”, que compõe a exposição individual do artista atualmente em exibição no MARGS. O trabalho de Severo consiste em localizar as paisagens de ondas do mar realizadas no século 19 pelo pintor francês Gustave Courbet (1819–1877), para explorar a sua recriação pictórica em escala ampliada.
André Severo (Porto Alegre, 1974) é um dos mais destacados artistas gaúchos de sua geração, reconhecido pela densidade de sua produção e por importantes exposições e projetos no Brasil e no exterior como artista e curador. Seu trabalho se inicia em pintura no contexto da formação no Instituto de Artes da UFRGS (1998), onde também fez mestrado (2007), passando a uma prática diversificada com instalação, performance, livro, fotografia, filme e vídeo, entre outros, além de processos experimentais relacionados a ações, deslocamentos e situações vivenciais. A exposição no MARGS marca a sua primeira individual no Museu – cujo acervo passou a integrar em anos recentes –, sendo também a sua primeira grande monográfica institucional em Porto Alegre.
A exposição permanece em exibição até 15 de novembro de 2026. O plano de exposições e atividades educativas do MARGS conta com patrocínio direto do Banrisul e por meio da Lei de Incentivo à Cultura Federal.
Serviço
Quando: 26 de setembro (sábado), às 11h
Onde: Auditório do MARGS, no º andar (Praça da Alfândega, s/n°, Centro Histórico de Porto Alegre)
Entrada gratuita, por ordem de chegada, sujeito à limitação do espaço a 60 lugares
O premiado pianista cubano Pepe Rivero faz show em Porto Alegre no próximo sábado, 26 de setembro, às 19h, revisitando ritmos como o guaguancó, o cha-cha-chá, a guajira e a conga no palco do Instituto Ling. Na apresentação solo, o músico articula harmonias e recursos que refletem sua formação clássica e sua trajetória como jazzista, incorporando também elementos do flamenco e da bossa nova.
Integrante de uma geração de artistas cubanos que conquistou projeção internacional no jazz, Pepe Rivero desenvolve um trabalho que parte das tradições musicais de seu país para criar novas possibilidades sonoras. Pianista, compositor, arranjador e produtor musical, é formado pelo Instituto Superior de Arte de Havana e, desde 1998, está radicado na Espanha, onde desenvolve uma trajetória marcada pelo diálogo entre os ritmos da música cubana, o jazz e outras tradições musicais.
Ao longo da carreira, colaborou com nomes como Paquito D’Rivera, Celia Cruz e Isaac Delgado, além de se apresentar em importantes festivais internacionais, entre eles os de Montreux e Montreal. Foi vencedor de duas edições do Prêmio SGAE de Composição de Jazz Latino, participou de produções indicadas e premiadas no Grammy Latino e consolidou uma produção autoral reconhecida pela combinação entre tradição e renovação. Entre seus projetos de destaque estão Yoruba Suite e Las Cuatro Estaciones del Latin Jazz.A apresentação na capital gaúcha tem realização do Instituto Ling e do Ministério da Cultura, com patrocínio da Crown Embalagens e curadoria e produção da Branco Produções.
Serviço
Dia
26 de setembro, sábado, às 19h
Endereço
Instituto Ling (Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras – Porto Alegre/RS)
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu, por unanimidade em sessão de julgamento realizada no dia 15 de setembro, manter a validade da lista de leituras obrigatórias dos vestibulares da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A decisão rejeitou o recurso apresentado pela Associação Escola Sem Partido, que havia recorrido à Justiça para contestar a lista de obras literárias exigidas pela UFRGS em seus vestibulares. A entidade pedia a declaração de nulidade das listas e indenização por danos morais. O voto observou que a previsão de diferentes períodos literários permite a inclusão de obras contemporâneas e ressaltou a relevância de autores regionais e atuais para aproximar os estudantes das realidades retratadas.
No recurso, a associação alegou que a exigência de determinadas obras poderia interferir nos valores e crenças dos candidatos, além de questionar a motivação e os critérios utilizados pela UFRGS para a escolha dos livros.
O desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Junior, relator do processo, rejeitou os argumentos apresentados pela associação. Em sua avaliação, a exigência de conhecimento de uma obra no vestibular não significa que o candidato seja obrigado a concordar com as ideias do autor. Para o desembargador, o contato com diferentes visões de mundo faz parte do processo educacional e contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico. “Conhecer o diferente não ofende”, afirmou.
Autonomia universitária
A decisão ainda ressaltou que a Constituição Federal assegura às universidades autonomia didático-científica, permitindo que a universidade organize seus processos seletivos e defina os conteúdos abordados nas provas
No caso da UFRGS, a seleção das leituras segue a Resolução nº 16/2006 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). A norma estabelece uma lista de 12 títulos, com substituição anual de quatro obras, observando critérios de variedade de gêneros e períodos literários. Conforme registrado no processo, a escolha é feita por consenso entre professores do Instituto de Letras da universidade.
O Sindimetrô RS suspendeu a greve prevista para a próxima segunda-feira (21) após firmar um acordo com a Trensurb. De acordo com o sindicato que representa os metroviários do estado, a proposta deliberada em assembleia no início desta semana foi acolhida pela estatal na quinta-feira (17).
A principal reivindicação da categoria diz respeito à falta de efetivo nas 22 estações entre Porto Alegre e Novo Hamburgo. Segundo o Sindimetrô RS, o desfalque já soma mais de 100 trabalhadores. A solução acordada com a empresa foi o reajuste do efetivo existente para aliviar a falta de mão de obra, ainda que o pleito dos metroviários seja pela realização de concurso público imediato na Trensurb.
Anunciado há mais de um ano pelo Governo Federal, que administra a empresa, o concurso que admitiria 64 novos trabalhadores mais cadastro reserva já foi adiado em cinco oportunidades. Hoje, com abertura das inscrições prevista para 19 de outubro, o concurso está impedido de ser realizado em razão da permanência da Trensurb no Plano Nacional de Desestatizações (PND), lista em que ingressou em 2019.
O sindicato manteve uma manifestação na próxima quinta-feira (24) ao meio dia em frente ao Ministério Público Federal (MPF) em Porto Alegre para pressionar pela realização imediata do concurso público.
O anúncio do reajuste do Bolsa Família conseguiu deslocar parte da atenção das redes sociais que estava concentrada na crise do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo análise de um relatório do Instituto Democracia em Xeque publicada pela jornalista Míriam Leitão, do Globo. O levantamento indica que o programa social superou o debate sobre o Supremo em engajamento pouco mais de 24 horas depois do anúncio.
Entre quinta-feira (17) e esta sexta-feira (18), até as 17h, o reajuste acumulou 341,3 mil publicações e 4,7 milhões de interações. O pico ocorreu no dia do anúncio, quando o volume ultrapassou 23 mil publicações por hora no fim do dia. Nesta sexta, a discussão continuava aquecida, com cerca de 10 mil posts por hora.
O dado não significa que o Bolsa Família tenha produzido mais publicações que a crise do Supremo. Segundo a análise divulgada por Míriam Leitão, o STF ainda registrava maior volume de posts no período comparado. O movimento ocorreu no engajamento: a pauta do reajuste avançou rapidamente e ultrapassou as interações registradas pelo debate sobre a Corte.
Em um recorte de 24 horas, foram contabilizadas 254.610 menções ao reajuste, com pico de 21,7 mil publicações por hora. Segundo o Instituto Democracia em Xeque, o número de menções superou a soma registrada pelo caso Lulinha em 30 de julho, pela repercussão envolvendo Jaques Wagner em 18 de junho e pelo embate público entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro em 24 de junho.
O benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777. Nesta sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, validou o reajuste de 15,04% e afastou violação às regras eleitorais, ao considerar que o decreto atualiza monetariamente uma política pública já existente, sem criar benefício ou ampliar o universo de beneficiários.
Os dados do relatório medem publicações e interações nas redes sociais. Eles mostram uma mudança rápida no centro do debate digital, mas não permitem concluir, isoladamente, que o reajuste tenha produzido mudança nas intenções de voto ou qualquer efeito eleitoral específico.
O ex-vereador, Milton Leite (União Brasil) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Reprodução/Redes Sociais
Mais chamadas dos jornais sobre rolos e podres da extrema direita e da direita, que não viraram manchete nos jornalões. Todas estão nos jornais, mas nos cantinhos dos sites.
Somente se transformaram em manchete nos jornais alternativos ou de esquerda. Aí estão as chamadas escondidas por Globo, Estadão e Folha:
Flávio Bolsonaro participou de safari na África do Sul com integrantes da máfia do INSS
Vorcaro levou a filho de Fux recurso para tentar destravar precatório bilionário
O esquema com PCC envolvendo ex-presidente da Câmara e outros políticos em SP
(os ‘outros políticos’ são todos da direita e da extrema direita)
Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes no STF e pediu apoio em causa bilionária
Flávio Bolsonaro embarcou em viagens com Willer Tomaz e Weverton Rocha, investigados no escândalo do INSS
Vorcaro procurou filho de Fux para destravar processo de R$ 5 bilhões no STF
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Foto: Victor Moriyama/Bloomberg
Flávio Dino manda investigar encontro de Mendonça com Vorcaro
Nunes Marques extinguiu investigação contra aliada do comprador de sentenças Cezinha de Madureira
Ministério Público do Trabalho move processo de R$ 30 milhões contra Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral
O áudio que levou ex-número 3 da Fazenda de Tarcísio à cadeia por corrupção
Ex-parceiro de Vorcaro que financiou instituto de Mendonça ficou fora de investigação
Cunhado de Gilmar chamava Vorcaro de irmão e recomendou aproximação com ministro
Flávio fez viagens de luxo em jatinho de empresa de Vorcaro com amigos alvos da PF
Banco de Edir Macedo tem prejuízo de R$ 581,4 milhões no primeiro semestre deste ano
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) que o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não viola as regras eleitorais. A decisão atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que solicitou o reconhecimento da legalidade do decreto. Segundo Mendes, a […]
O presidente Lula e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) durante ato em Guarulhos (SP). Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (18), durante ato em Guarulhos, na Grande São Paulo, que pretende acabar com as bets no Brasil. “Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets neste país”, declarou, sob aplausos. Em seguida, classificou as plataformas como “a coisa mais horrorosa” que já viu e como “uma loucura da nação”. A manifestação ocorre em meio à discussão no governo sobre novas restrições ao setor.
No discurso, Lula relatou o caso de uma mulher que, segundo ele, perdeu o filho de 26 anos após o jovem acumular dívidas com apostas. O presidente comparou a dependência provocada pela jogatina à devastação causada pelo crack e afirmou que apostadores podem comprometer renda que não possuem na expectativa de ganhar dinheiro. “Não é jogo, é vício, é ludopatia”, disse.
Lula também afirmou que R$ 62 bilhões foram destinados às bets e colocou a perda de arrecadação em segundo plano diante do impacto social que atribui às apostas. “A gente pode perder o imposto. O que eu não posso perder é a vida dos pobres jogando”, declarou. Na quinta-feira (17), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia usado a mesma ordem de grandeza ao afirmar que cerca de R$ 62 bilhões saem das famílias para as plataformas e que o governo estuda formas de reduzir esse impacto.
O presidente dedicou parte do discurso à reação dos clubes de futebol. Entidades e equipes da Série A se mobilizaram contra possíveis restrições mais duras às empresas de apostas, hoje responsáveis por uma parcela relevante dos patrocínios esportivos. Lula lembrou que o Brasil conquistou as Copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 antes da atual expansão das casas de apostas e ironizou: “Depois que apareceram as bets, não ganhou mais nada”.
Rapaz, o Lula quer acabar com as bets mesmo! Comparou o vício ao crack e disse que vai conversar com os times brasileiros.
“É a coisa mais horrorosa que vi na vida. Não posso perder a vida das pessoas jogando. O Brasil era campeão antes das bets, depois nunca mais.” pic.twitter.com/1iMXzKLM1k
Ele também rejeitou a tese de que medidas contra as empresas provocariam o colapso do futebol brasileiro. “Esse negócio de que se acabar com as bets vai acabar com o futebol é uma balela”, afirmou. Na sequência, elevou o tom: “A gente vai acabar com as bets, e a gente vai acabar com a lavagem de dinheiro, com a safadeza e com a roubalheira”. Investigações recentes da Polícia Federal e do Ministério Público apuram casos específicos de lavagem de dinheiro relacionados a operadores de apostas, o que não significa que a acusação alcance indistintamente todas as empresas do setor.
Lula encerrou esse trecho dizendo que pretende conversar com os clubes, mas afirmou que a resistência das empresas não mudará sua posição pessoal. “Os donos das bets não vão querer que eu acabe. Mas eu não sou dono de bets, eu sou o Presidente da República deste país e vou acabar com as bets”, declarou. O discurso amplia uma ofensiva que Lula já vinha fazendo contra o setor: em abril, ele afirmou ao DCM, Brasil 247 e Fórum que as bets estavam “assaltando o povo”.
Um em cada três brasileiros acredita que a maioria dos políticos envolvidos no Caso Master é de esquerda, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). São 34% nessa avaliação, contra 27% que apontam a direita, 10% que citam o centro e 13% que dizem que há políticos de todos os campos. Outros 16% não souberam responder.
A percepção do eleitor atinge um limite, no entanto. Quando se observa a relação de políticos que apareceram, direta ou indiretamente, nas apurações e reportagens sobre Daniel Vorcaro, há uma concentração expressiva de nomes da direita e do centro-direita. Levantamentos publicados ao longo do ano listaram figuras como Ciro Nogueira, Cláudio Castro, Antônio Rueda, Jair e Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira, Hugo Motta e Ibaneis Rocha.
Um dos casos mais avançados é o de Ciro Nogueira, presidente do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga a relação do senador com Vorcaro e afirma que o banqueiro bancou viagens internacionais, hospedagens e outras despesas do parlamentar, aonde, documentos apreendidos levaram os investigadores a classificar a relação entre os dois como estratégica para interesses do Master no Congresso. A defesa do senador nega participação em qualquer atividade ilícita.
Foto: Arte/DCM
Nikolas Ferreira, deputado do PL e um dos principais nomes do bolsonarismo, também aparece nas mensagens do ex-banqueiro. Vorcaro afirmou em conversa privada que havia bancado os voos do parlamentar, que utilizou um jato ligado ao empresário durante a campanha de 2022. Posteriormente, Nikolas admitiu contatos com Vorcaro e pediu ajuda para uma questão envolvendo um ativo minerário de um ex-assessor. O deputado nega ter recebido dinheiro do banqueiro ou cometido irregularidades.
Documentos da Polícia Federal também apontam Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, como interlocutor direto de Vorcaro nas tratativas para financiar “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O senador pediu recursos ao ex-banqueiro, participou de reuniões e cobrou parcelas destinadas ao projeto. A PF registrou encontro entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro antes das cobranças por novos pagamentos.
O resultado contrasta a uma pesquisa do Datafolha de abril, em que 38% dos entrevistados atribuíam maior envolvimento à esquerda e apenas 20% à direita. Agora, a esquerda caiu para 34%, enquanto a direita subiu para 27%, reduzindo a distância de 18 para somente sete pontos percentuais.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, teve o número de celular clonado e passou a ter sua identidade usada por golpistas para solicitar dinheiro a pessoas de sua lista de contatos. A informação foi confirmada pela assessoria do ministro nesta sexta-feira (18). Nas mensagens, os criminosos se passam por Múcio e dizem estar organizando […]
Por João Pedro Pitombo (Folhapress) – O presidente Lula (PT) foi o principal alvo de conteúdos com uso de inteligência artificial durante a pré-campanha, aponta levantamento do Observatório IA nas Eleições. Ao todo, foram 112 casos identificados com reprodução artificial da imagem ou voz do presidente. Adversário de Lula na disputa presidencial, o senador Flávio […]
Bandeirão do Brasil foi exibido em ato de campanha do presidente Lula em Ceilândia (DF). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert
A maioria dos brasileiros afirma sentir mais orgulho do que vergonha de sua nacionalidade, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). Para 78% dos entrevistados, o orgulho prevalece, enquanto 20% dizem sentir mais vergonha. Outras respostas somaram 1%, e 2% não souberam responder.
O instituto também mediu sentimentos dos entrevistados quando pensam no Brasil atualmente. Nesse recorte, 53% afirmaram se sentir tranquilos, contra 43% que relataram raiva. Ao mesmo tempo, 53% disseram estar desanimados e 45%, animados.
O medo aparece com força quando a pergunta se volta para o futuro. Cinquenta e três por cento afirmaram sentir medo, diante de 45% que manifestaram confiança. Já 51% disseram estar tristes, enquanto 45% se declararam felizes.
Foto: Arte/DCM
A insegurança foi o sentimento mais disseminado entre os itens pesquisados: 64% disseram se sentir inseguros ao pensar no Brasil de hoje, contra 34% que se consideram seguros. Apesar disso, a esperança ainda supera o medo em outra pergunta do levantamento: 55% afirmaram ter mais esperança do que medo e 44% responderam o contrário.
A partir das respostas, o Datafolha dividiu os entrevistados em três grupos. Os otimistas chegaram a 43%, contra 37% de pessimistas e 20% de hesitantes. Em março, os otimistas eram 35%, enquanto os pessimistas representavam 47%, indicando uma mudança relevante no humor captado pelo instituto.
A pesquisa foi realizada às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, em uma rodada na qual Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mas os dois permanecem em empate técnico. O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça-feira (15) e quinta-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A desconfiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior patamar da série histórica do Datafolha, iniciada em 2012. Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (18), 48% dos entrevistados dizem não confiar na Corte.
O resultado também coloca o Supremo, pela primeira vez, numericamente acima de outras instituições avaliadas pelo instituto em desconfiança. A Presidência da República registra 42%, enquanto Congresso e partidos políticos aparecem com 45% cada.
A deterioração ocorreu em poucos meses. Em março, 43% afirmavam desconfiar do STF. Na rodada atual, 14% dizem confiar muito na Corte e 35% afirmam confiar um pouco. Na pesquisa anterior, esses percentuais eram de 16% e 38%, respectivamente.
Foto: Arte/DCM
O levantamento foi realizado durante a crise aberta no Supremo em torno do Caso Master, que expôs conflitos entre ministros sobre as investigações envolvendo Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. Na última semana, o plenário protagonizou uma sessão marcada por confrontos entre André Mendonça e outros ministros durante a discussão sobre as apurações.
O desgaste específico do STF é maior que o registrado para o Poder Judiciário em seu conjunto. Nesse caso, 38% dizem não confiar, 43% afirmam confiar um pouco e 17%, muito. Em março, a desconfiança no Judiciário era de 36%.
O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça-feira (15) e quinta-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04029/2026.
Senhora descansa na porta da própria casa em meio a apagão que afeta Cuba. Foto: Ramon Espinosa – 18/09/2026/AP
Cuba sofreu nesta sexta-feira (18) mais um apagão nacional após o colapso de seu sistema elétrico, deixando milhões de pessoas sem energia. Segundo a Associated Press, o Ministério de Energia e Minas informou que começou a ativar protocolos de recuperação do serviço depois que a rede caiu em diferentes regiões da ilha.
Segundo as autoridades cubanas, a falha começou em linhas de transmissão na região oeste e provocou o colapso do sistema até a província de Matanzas. Na sequência, a parte oriental da ilha foi desconectada. O jornal estatal Granma informou ainda que condições meteorológicas instáveis agravaram a situação. Ao anoitecer, apenas 5% dos consumidores de Havana tinham recuperado a eletricidade.
A dimensão da crise elétrica cubana não pode ser separada do cerco econômico e energético imposto pelos Estados Unidos, com os colapsos da rede se tornando mais frequentes nos últimos dois anos e que vem se agravando desde janeiro, quando Washington intensificou o bloqueio de combustível com o objetivo declarado de pressionar por uma mudança política na ilha.
Donald Trump iniciou 2026 ameaçando impor tarifas a países que fornecessem petróleo a Cuba. Em maio, o governo estadunidense ampliou as sanções para atingir pessoas e empresas ligadas a setores como energia, mineração, finanças e segurança. Em junho, Washington incluiu nas restrições a estatal petrolífera Unión Cuba-Petróleo, a Cupet.
Foto: Ricardo Arduengo – 16/09/2026/Reuters
O cerco continuou avançando. No início de setembro, os Estados Unidos sancionaram o Banco Exterior de Cuba e outras estruturas financeiras e econômicas. Na quinta-feira (17), apenas um dia antes do novo apagão, Washington anunciou outra rodada contra oito entidades e três dirigentes ligados à exploração de níquel e ao complexo militar-industrial cubano. A ofensiva se soma a outras sanções aplicadas pelo governo Trump ao longo do ano.
As restrições atingem justamente a capacidade de Cuba de importar o combustível necessário às usinas termelétricas e peças para uma infraestrutura envelhecida. O bloqueio estadunidense não explica sozinho a falha de transmissão desta sexta-feira, mas amplia seus efeitos e reduz a capacidade do país de recuperar e modernizar a rede. É nesse ponto que a política predatória de Washington deixa de ser uma disputa diplomática abstrata e se materializa na rotina da população cubana.
Mesmo quando a rede nacional funciona, moradores enfrentam cortes que podem superar 30 horas consecutivas. A combinação entre apagões e cerco energético já provocou limitações no transporte, redução da jornada de trabalho, cancelamentos de voos e impactos sobre os serviços de saúde. Cozinhar, bombear água e manter internet e telefonia também se tornam tarefas incertas em uma ilha submetida há décadas ao bloqueio estadunidense.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou nesta sexta-feira (18) uma nota de repúdio à escalada de violência online contra jornalistas que atuam na cobertura das eleições e de casos de corrupção. A entidade alertou para o aumento de ataques, ameaças e tentativas de descredibilização do trabalho da imprensa nas redes sociais. Segundo a […]
A juíza auxiliar Domitila Manssur, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mandou a vereadora e candidata a deputada federal Zoe Martínez (PL) interromper o impulsionamento e a veiculação paga de dois vídeos com ataques ao PT. A decisão, tomada na sexta-feira (18), manteve as postagens nas redes sociais, mas proibiu sua distribuição como anúncio.
A liminar atendeu a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e da Federação Psol-Rede. A magistrada fixou multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 30 mil.
Em sua decisão, Domitila afirmou que críticas a adversários, partidos e correntes políticas integram, em princípio, a liberdade de expressão e o debate eleitoral. Ela destacou, porém, que a legislação impõe regras próprias à amplificação paga de conteúdos políticos.
Para a juíza, o impulsionamento deve promover ou beneficiar a candidatura ou a agremiação que contrata o anúncio. Os dois vídeos questionados tinham como eixo central ataques a adversários políticos, sem conteúdo substancial de promoção da candidatura de Zoe Martínez.
Zoe Martínez. Foto: Reprodução
No primeiro anúncio, Zoe associava o período de governo do PT a consequências negativas para o país e terminava com um pedido de voto para outro candidato. A mensagem dizia: “Flávio Bolsonaro presidente, 22, conto com vocês”.
Domitila avaliou que a identificação da vereadora no material não bastava para caracterizar o conteúdo como propaganda voltada principalmente à sua própria candidatura. “Em exame preliminar, não constitui o núcleo da comunicação patrocinada”, escreveu a magistrada.
No segundo vídeo, Zoe relatava sua experiência em Cuba, país onde nasceu, criticava o comunismo e relacionava esse discurso à esquerda e ao PT no Brasil. A candidata afirmou que valores familiares e religiosos sofreriam ataques e atribuiu efeitos negativos à esquerda na economia.
A juíza também determinou que as responsáveis por Instagram e Facebook interrompam a distribuição paga dos anúncios. Após a decisão, Zoe Martínez classificou a medida como “dois pesos e duas medidas” e afirmou: “Não vão me calar. Se não posso usar as redes sociais, vou continuar nas ruas, com megafone na mão e panfletando.”
Por Luis Eduardo Sousa (Folhapress) – Um novo exame de sangue sintetizado por pesquisadores dos Estados Unidos identificou 86,8% dos casos de adenocarcinoma do pâncreas nos estágios 1 e 2, em um estudo internacional com 1.785 pessoas. O teste, chamado Panxeon, combina uma assinatura de dez microRNAs encontrados no sangue com o marcador tumoral CA […]
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux e o filho Rodrigo Fux. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi contratado para defender o empresário Lucas Kallas, indiciado pela Polícia Federal sob acusação de crime ambiental. Kallas é fundador e acionista da Cedro Participações, empresa que repassou milhões de reais ao Iter, instituto criado pelo ministro André Mendonça. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
A PF indiciou Kallas em junho e o acusa de participar de mineração ilegal na Serra do Curral, na região de Belo Horizonte. A defesa sustenta que o empresário já não comandava a mineradora investigada quando os fatos ocorreram. Um mês depois do indiciamento, ele deixou o comando da Cedro Participações.
A mesma empresa está no centro de outro episódio que envolve um ministro do Supremo. A Cedro repassou R$ 5 milhões ao Iter para bancar custos operacionais e iniciais da entidade. O contrato firmado em 2024 previa R$ 5,9 milhões e foi estruturado como mútuo conversível, modalidade que poderia permitir a transformação do crédito em participação societária.
Lucas Kallas, fundador da Cedro Participações. Foto: Divulgação/Nunna audiovisual
Victor Godoy, CEO do Iter e ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro, afirmou que o dinheiro foi usado na fase inicial do instituto. Segundo ele, a entidade buscava um parceiro e não queria receber doações. O Iter iniciou a devolução antecipada dos recursos depois de decidir se transformar em uma sociedade sem fins lucrativos.
Interlocutores de Rodrigo Fux e de Kallas afirmaram à Folha que a relação entre os dois é estritamente profissional, que eles não são amigos e que mal se conhecem. A reportagem não aponta participação de Luiz Fux na contratação do filho nem atribui a André Mendonça qualquer envolvimento no processo ambiental contra Kallas.
Adolescente palestino vítima de um drone das forças israelenses. Reprodução
Um drone de Israel matou o adolescente palestino Mohammad Abdul Zinati, de 15 anos, quando ele corria para socorrer um homem ferido por um bombardeio na Cidade de Gaza. Imagens verificadas pelo jornal britânico The Guardian mostram o momento em que uma segunda explosão atinge o jovem e o paramédico Sharif Shadi Labad.
Mohammad voltava da escola e havia parado em um supermercado na rua Salah Khalaf quando ocorreu o primeiro ataque. Ao ver Labad caído, ensanguentado e pedindo ajuda, o adolescente correu em sua direção. Um primo tentou alertá-lo sobre a aproximação do drone israelense, mas o jovem não ouviu os gritos.
Testemunhas disseram que a aeronave lançou uma bomba planadora poucos segundos depois de Mohammad alcançar o ferido. O artefato explodiu a poucos metros dos dois e matou o adolescente quase imediatamente. Labad também morreu. O episódio tem características do chamado “ataque duplo”: um primeiro bombardeio seguido por outro no mesmo local, depois da chegada de socorristas ou pessoas que tentam ajudar as vítimas.
Especialistas em armamentos que analisaram as imagens afirmaram que a morte do adolescente poderia ter sido evitada. Trevor Ball, pesquisador de conflitos e especialista em drones ligado ao Bellingcat, explicou que as aeronaves israelenses envolvidas nesse tipo de operação possuem câmeras de alta resolução, capazes de mostrar o jovem aproximando-se do ferido. Algumas versões da bomba usada também podem ser redirecionadas durante o voo.
As Forças Armadas de Israel afirmaram que Labad pertencia à tropa de elite Nukhba, do Hamas, teria participado dos ataques de 7 de outubro de 2023 e planejava novas ações. O Exército israelense não apresentou resposta específica à pergunta do Guardian sobre por que o segundo bombardeio foi mantido mesmo com um adolescente visível junto ao alvo.
Em nota, os militares disseram lamentar danos a pessoas “não envolvidas” e alegaram que procuram reduzir as mortes de civis. Israel nega atacar deliberadamente a população palestina e informou que o episódio está sob análise. A declaração, porém, não explicou por que a bomba não foi desviada diante das imagens captadas pelo próprio drone.
A Reuters informou que ataques israelenses mataram ao menos cinco palestinos naquele dia, incluindo duas crianças. Segundo autoridades de saúde do território, mais de 1.300 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo de outubro de 2025.
O artista plástico Rodrigo Cass morreu aos 43 anos após se afogar no mar do Rio de Janeiro. O acidente aconteceu na quinta-feira (17), na Zona Sul da cidade. A morte foi confirmada pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, que representava o artista. Segundo informações divulgadas pela galeria, Cass foi vítima de um acidente durante […]
Por Agência Brasil A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a condenação da ex-deputada Flordelis a 50 anos de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo de Souza, em 2019, quando ele era seu marido. A Corte concordou com decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, em 2022, já […]
Por José Marques e Raquel Lopes (Folhapress) – Conversas entre Daniel Vorcaro e um número de telefone de propriedade do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Benedito Gonçalves, extraídas de celular do ex-banqueiro, indicam uma possível relação próxima entre os dois. Benedito atualmente ocupa o cargo de corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O material obtido pela Folha mostra que ele […]
Por Cleber Lourenço Preso preventivamente, Daniel Vorcaro passou a fazer chegar à imprensa recados de que pode expor ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades. As ameaças atribuídas ao ex-banqueiro aparecem justamente enquanto ele tenta deixar a prisão e seu pai, Henrique Vorcaro, busca obter prisão domiciliar. O ponto mais grave dos relatos […]
O dólar encerrou a semana com leve alta, cotado a R$ 5,14, após oscilar em margens estreitas ao longo do pregão. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa registrou sessão com viés negativo, refletindo a cautela dos investidores diante das repercussões fiscais geradas por recentes anúncios de expansão de gastos sociais e dos ajustes de portfólio […]
Нетакуся, продавший квартиру в Москве, похеревший свою прекрасную карьеру и угробивший всю свою оставшуюся жизнь, сдриснув в США, решил не останавливаться на достигнутом и дал интервью иноагенту Дудю. Взято здесь lm20 https://peremogi.livejournal.com
Францию, да и всю Западную Европу, уже вскоре могут ожидать невиданные в России цены на дизельное топливо – до трех евро (почти триста рублей) за литр. Из уст президента Франции Эммануэля Макрона уже звучат слова о «тотальной мобилизации» для борьбы с топливным дефицитом. В чем причина происходящего и при чем здесь Россия? «Взрывоопасная проблема цен ...
«Спасайся кто может!» — примерно в такой атмосфере живет сейчас американский бигтех, особенно та его часть, что обслуживает сферу ИИ. Внезапно оказалось (такие вещи всегда случаются внезапно): новая технология, на которую молились инвесторы во всем мире, может нас всех убить. На голубом глазу гуру компьютерных технологий, «гении, плейбои и миллиардеры» рассказали обалдевшему человечеству, что его ...
Растут цены на топливо, разгоняется инфляция, повышается ставка по кредиту, дорожает обслуживание долга, ускоряется рост долга (а дальше ещё больше инфляция и ещё больше ставка по кредиту). Именно так выглядит цикл, в котором сейчас оказались многие западные экономики. И выхода не видно. Вернее, он есть. Но невозможен. США должны сдаться Ирану. Выполнить все его требования, ...
Мог ли я подумать в 2007 году, читая «Оборону тупика», что всё так сложится? Если честно, не только мог, но и надеялся (причём обоснованно). Ну, не до миллиметра, не точно, но в целом. И настоящий тупик – это не русский путь, а как раз западный. Тупик Трамп не повёл США в неправильную сторону. Они уже ...
России на самом деле приведет к «обнищанию американских семей» – по крайней мере, именно так заявляют некоторые конгрессмены. Какой подарок, приняв этот закон, сделали Трампу его политические противники – и как воспользуется им сам президент США? Бросить кирпич, чтобы получить яшму. Эту китайская стратагема, подразумевающая размен ненужного на нужное, была на днях успешно применена Дональдом ...
«The New York Times», США: роль Америки как гаранта глобальной экономической стабильности слабеет Роль Америки как гаранта глобальной экономической стабильности слабеет по мере роста долга и ужесточения санкций при администрации Трампа, пишет NYT. Капитал уже не спешит вкладываться в США, он начинает искать новые пристани. Все больше стран думают об обходе доллара. Алан Раппепорт (Alan ...
Илья Кива. Из раннего. Баба Яга против. Поэтому когда типа бывшие украинские националисты, взрастившие современных бандеровцев, все эти Подоляки, Монтяны, Кивы, все эти Царёвы, Чаленки и им подобные открывают рот, я слышу только это. Только. PS От себя добавлю: да, люди меняются и иногда кардинально. Но без признания своих ошибок, своей вины/ответственности и покаяния за ...
Когда евроукраинским воякам, а дело было летом 2023 года в период очередного контрнаступления, стало особенно некомфортно на передке, британская разведка заявила, что во всём виноваты кусты сорняков, которые слишком обильно везде повырастали и которые армия России активно использует себе во благо. Из-за кустов, мол, очень медленно идёт процесс разминирования со стороны ВСУ. Перефразируя известное выражение, ...
1. Хуситы сбили саудовский F-15 Срочно — Йемен опубликовал кадры сбитого истребителя F-15SA, принадлежавшего Королевским военно-воздушным силам Саудовской Аравии, над районом Мариб в Йемене минувшей ночью источник1 2. Серьёзные повреждения на саудовском нефтепроводе «Восток-Запад» Новые спутниковые снимки показывают, что недавние удары Йемена по нефтяной инфраструктуре Саудовской Аравии затронули несколько участков нефтепровода Восток-Запад и вывели из ...
Хроники Третьей мировой войны. 16.09.2026 ➡️ Военный журналист, писатель и фронтовик Хайруллин Марат ➡️ Автор и составитель карт «Не секретных» по СВО, подполковник Попов Михаил Александрович (Дядя Миша), ветеран Афганистана, ВДВ ➡️ Следователь по особо важным делам, полковник Сняткова Валерия Юрьевна ➡️ Мирон, автор клуба, начальник расчёта приёмных устройств батареи С-300, интервьюирует по следующим вопросам: ...
«Блог экономического коллапса» Нас предупреждали, что будет дефицит дизельного топлива. По словам президента США, он уже наступил. Это действительно плохая новость, потому что значительная часть нашей экономической инфраструктуры работает на дизельном топливе. Дизельное топливо используется в большинстве наших грузовиков, поездов и тракторов. Более 70% всех коммерческих грузов перевозятся транспортными средствами, работающими на дизельном топливе. По ...
«The New York Times», США: на Украине раскрыли коррупционную схему генпрокуратуры На Украина вскрылась новая коррупционная схема генпрокуратуры, пишет NYT. Антикоррупционные следователи опубликовали запись, где один о из чиновников призывает красть миллионы. Украинские граждане встретили очередной плевок в лицо горечью и мемами. Мария Вареникова (Maria Varenikova), Кассандра Виноград (Cassandra Vinograd), Наталия Новоселова (Nataliia Novosolova) Скандальная ...
В комментариях пишут, что враги разрушили СССР из зависти к его экономической мощи. Я не шучу: такая версия весьма популярна в Сети. Цитирую фрагмент, якобы из выступления Маргарет Тэтчер: Советский Союз — это страна, представлявшая серьезную угрозу для западного мира. Я говорю не о военной угрозе. Её в сущности не было. Наши страны достаточно хорошо ...
В США две правящих партии: республиканцы и демократы. Обе партии левые, но демократы левые левые, а республиканцы — правые левые, хотя по большому счёту и те, и другие за радугобесов, заместительную миграцию, курощение трудолюбивых белых мужчин и прочую экохтонь. Дональд Трамп пытается ситуацию развернуть, но с точки зрения наблюдателя из 1980 года даже Трамп был ...
Масштабные акции протеста устроили во Франции те, кто обычно обязаны их разгонять – полицейские. Чем недовольны стражи порядка, у которых, на первый взгляд, и приличная зарплата, и социальный пакет – и у кого отнимут деньги для того, чтобы в условиях дефицита бюджета повысить оклады полиции? Начало недели выдалось во Франции неспокойным. Рыбаки протестовали против роста ...
«Strategic Culture Foundation» Теперь «Ансар Аллах» может позволить себе роскошь установить в Баб-эль-Мандебском проливе платные ворота, возможно, многоуровневые, если захочет. Не прошло и 25 лет после терактов 11 сентября, как Ангел истории снова наносит мощный удар. Пять лет назад мы стали свидетелями удивительного имперского унижения в Афганистане, которое произошло за считаные дни. Теперь мы видим удивительное ...
«Bloomberg», США: война в Иране ослабила позиции США в других частях мира Война в Иране подорвала мощь американских военно-морских сил, сообщает Bloomberg. В этом году в их бюджете может появиться дыра в восемь миллиардов долларов, отмечает автор статьи. По оценке источников, ВМС США столкнутся с проблемами боеготовности уже в ближайшие два года. Джерри Дойл (Gerry ...
Я стараюсь по возможности писать о том, о чём другие не пишут. Не только описывать факты, но и объяснять их, подводить теоретическую базу. Как там было у классиков? «Для безграмотного человека мир полон необъяснимых чудес»? Или что-то в этом роде… Меня всегда очень веселит эта шизофрения в головах пересичных «украинцев», которые очень гордятся своими навыками ...
Yulia Mendel has accused her former boss of “autocracy” and targeting anyone who speaks out for peace
Ukrainian leader Vladimir Zelensky has imposed sanctions on his former press secretary, Yulia Mendel, who has emerged as an outspoken critic of his policies and accused Kiev of turning against its own citizens.
Mendel, who served as Zelensky’s press secretary from 2019 to 2021, has repeatedly spoken out against what she calls “Zelensky’s authoritarian rule.” In an interview with US journalist Tucker Carlson last May, she made a series of allegations against her former boss, including corruption, rampant drug use, and the obstruction of efforts to end the conflict with Russia.
The personal restrictions were enacted by Zelensky’s decree published on Sunday and include an asset freeze, a ban on transferring capital abroad, and other financial and commercial measures for the next ten years. Mendel will also be stripped of state honors indefinitely and have her social media accounts restricted inside Ukraine. She was the only Ukrainian citizen among the ten sanctioned individuals.
In a post on X on Sunday, Mendel, who is scheduled to address the European Parliament later this week, slammed the sanctions as “unconstitutional, just like many of Zelenskyy’s other decisions,” accusing her former boss of targeting “anyone who advocates for peace in Ukraine.”
“Watch what they’re doing. Zelenskyy isn’t just fighting the war – he’s fighting anyone who questions his version of it,” she wrote in a follow-up post addressing the restrictions on her social media profiles.
“A nation marketed as a beacon of democracy is sliding toward something colder: a wartime state that treats disagreement as disloyalty. No independent opinion. No free expression. No speech for Ukrainians who say they want peace,” she added.
During the Carlson interview, Mendel claimed that Zelensky had demanded “Goebbels propaganda” from his communications team after his approval ratings began declining in 2019 or 2020, calling for “thousands of talking heads” to promote a positive image of his government.
Shortly afterward, the former press secretary was added to Ukraine’s state-linked Mirotvorets database for allegedly spreading “Russian propaganda narratives” and advocating Kiev’s “capitulation.” The website is widely believed to cooperate with Ukrainian security services in publishing the personal data of people it identifies as state enemies, including Western journalists and children as young as three. When blacklisted figures are murdered or die for any reason, the database marks them as “liquidated,” reinforcing its reputation among critics as a “kill list.”
The US president has argued that Washington cannot afford to slow down as China rapidly closes the technological gap
US President Donald Trump has brushed aside mounting warnings from leading artificial intelligence executives that increasingly powerful AI could pose an existential threat to humanity, insisting that Washington’s priority should be defeating China in the technological race.
Speaking to reporters in Ireland on Sunday, Trump acknowledged that some safeguards could be introduced but suggested the dangers were being exaggerated by unspecified “negative forces.”
“We’re leading China in AI, we’re the most sophisticated country in the world, and frankly I want to keep it that way… Whoever wins AI wins,” he added, arguing that critics were raising scenarios that “won’t happen.”
’Just slow down yourselves’
Trump’s remarks came after Anthropic CEO Dario Amodei called for slowing frontier AI development, warning that increasingly autonomous systems could soon improve their own capabilities, evade existing safeguards and unleash large-scale cyberattacks beyond human control.
In a rare show of unity, his rivals – OpenAI CEO Sam Altman and SpaceXAI CEO Elon Musk – both backed the proposal.
White House AI adviser David Sacks responded by accusing OpenAI and Anthropic of being a “duopoly on frontier intelligence” and acting as though “antitrust law has to be suspended so you can form a cartel.”
“If the unreleased models are scary enough that you think you should slow down, I support your decision to be responsible,” Sacks wrote. “But stop pretending you need anyone else’s permission.”
China’s AI surge defies sanctions
Sacks also questioned whether China would ever agree to a coordinated international slowdown – an issue increasingly central to Washington’s AI debate.
Despite US sanctions and restrictions on exports of advanced chips and other technology, Chinese developers have rapidly narrowed the gap with their American rivals, particularly through cheaper open-source and open-weight models.
A US congressional advisory body warned earlier this year that Chinese open-source AI was developing a “self-reinforcing competitive advantage,” with models from companies including Alibaba, Moonshot and MiniMax dominating usage rankings on platforms such as Hugging Face and OpenRouter.
Moonshot AI in July released Kimi K3, the world’s largest 2.8-trillion-parameter open-weight system, while Alibaba recently released Qwen3.8-Max with 2.4 trillion parameters. DeepSeek and other Chinese developers have also released increasingly capable models that can be downloaded, modified and deployed independently rather than accessed exclusively through proprietary Western platforms.
Beijing has sought to turn that open-source approach into a broader geopolitical alternative to reliance on Western-controlled AI infrastructure.
Addressing the BRICS summit in New Delhi this weekend, Chinese President Xi Jinping proposed establishing a BRICS AI open-source community, supporting joint development and deployment of large language models, providing specialized training, and building what he called an “open ecosystem for AI.”
Xi also invited BRICS members to participate in the World Artificial Intelligence Cooperation Organization (WAICO), a China-backed body established in Shanghai in July.
Twenty-nine countries, including Russia, Indonesia, Pakistan and Kazakhstan, signed WAICO’s founding agreement. Beijing says the organization is intended to give developing countries greater access to AI technology and a role in setting global rules, and has pledged thousands of AI training opportunities as well as cooperation centers with BRICS, ASEAN, the African Union and other organizations.
The initiative is emerging as a rival to Washington’s Pax Silica framework, which seeks to organize semiconductor, critical-mineral and AI supply chains among what the US describes as “trusted” partners. Washington is reportedly preparing to warn participating states that they may have to choose between the American-led system and Beijing’s WAICO.
The militant group has advanced on the cities of Taiz and Marib, with the renewed fighting displacing tens of thousands in the war-torn country
Yemen’s Houthis have renewed their drive against Saudi-backed government troops, reporting advances on the cities of Taiz and Marib.
Over the course of the week, the group officially known as the Ansarallah movement seized large swaths of land along the country’s Western coast. The militants captured the strategic Red Sea ports of Mocha and Dhubab, as well as Mayyun (Perim) Island at the mouth of the narrow Bab al-Mandeb Strait.
Over the weekend, the group reported new advances into the city of Tayiz, which is now left in a narrow pocket extending into the Houthi-controlled territory. The group claimed to have seized several villages and key hilltops to the southwest of the city, which is now connected to the rest of government-controlled territory via a single highway.
🇾🇪🗺 Latest Map of the Military Situation in Taiz Front
🟡 Yemeni armed forces, with the support of popular committees, advanced on the western front of Taiz province and reached the important heights of Jabal Jardad and Jabal Habashi, liberating the heights of Al-Da'if, Bani… pic.twitter.com/buQApvrblU
The group has also reported heavy fighting near the city of Marib, located some 120 km to the east of the capital city of Sanaa, which it controls. Houthi-affiliated media reported government forces partially fleeing the city and the militants gaining ground on its western outskirts.
Simultaneously, the movement reported a sharp uptick in Saudi aerial bombardment, with over 100 strikes carried out over the weekend on the freshly captured areas. The Yemeni government described the bombings as “precision airstrikes on Houthi military vehicles and militants inside the designated Mocha kill box.”
Ansarallah also released a 40-minute documentary on the recent gains made on the western coast, featuring intensive combat in the mountains, ambushes on fleeing enemy troops, and lavish spoils taken by the group. The trophies include assorted armored and unarmored vehicles, ammunition, drones, and at least one US-made counter-artillery radar, the film shows.
The uptick in fighting has displaced more than 82,000 civilians in the areas affected by the hostilities, the UN International Organization for Migration (IOM) said on Sunday. Some refugees have braved the Bab al-Mandeb Strait, reaching Djibouti, according to the IOM.
“Over 2,000 people fleeing the hostilities have reached Djibouti’s northern shores so far, landing at scattered points along the coast near Obock,” it said. “Djiboutian authorities are leading the response, mobilizing the Navy, army, police, and health services, with support from IOM and UN partners,” the agency added.
Yemen has remained locked in a civil war since 2014, which was further aggravated by a Saudi-led intervention in March 2015 intended to prevent a Houthi takeover and the fall of the internationally-recognized government. The group, however, has successfully resisted and remains in control of the northwestern part of the country, which houses the bulk of Yemen’s estimated population of 43 million.
The Houthi-controlled areas are in a state of humanitarian crisis due to a naval blockade by Riyadh, suffering recurring famine and major disease outbreaks.
The event in Ekaterinburg has attracted 10,000 young people from some 191 countries
Russian President Vladimir Putin welcomed the participants of the International Youth Festival as it got underway in the city of Ekaterinburg on Sunday.
In his video address, Putin noted that the Russian word ‘mir’ simultaneously stands for peace and accord, as well as the world and humanity as a whole. This linguistic overlap is key to understanding the unique “character of Russia’s multi-ethnic nation, our decisions and actions,” the president said.
“We want every person to remain human and for their fate to be determined by things other than nationality, a wallet packed with money, status, or background,” he stated, adding that Russia advocates equal access for every nation to medication, food, water, energy, and education opportunities, as well as the latest technology.
“If you share these aspirations, let’s change the world together,” Putin told the festival attendees. Putin’s speech was greeted with an ovation from the participants, who had gathered at the Ekaterinburg-Expo International Exhibition Center.
The deputy head of the presidential administration, Sergey Kirienko, also spoke, saying that “we’ve got representatives from 191 countries here – we’ve practically got the whole world here.” The official emphasized that the festival attendees, including “young leaders in politics, business, science, [and] media,” are the ones who will shape the world in the coming years.
According to the event organizers, a total of 10,000 young people were invited to attend the gathering, which is being presented as a platform for international dialogue, cultural exchange, and joint discussion of global challenges.
Aside from representatives of former Soviet Republics, a considerable number of young people from China, India, Saudi Arabia, Brazil, and Argentina are among the attendees. More than 100 participants from Western nations, such as France, the UK, and Italy, also received invitations.
The International Youth Festival concludes on Thursday, September 17.
The model ‘Yolka’ is powered by AI and strikes kinetically with pinpoint accuracy
The Russian Defense Ministry has released a new video showcasing the light drone interceptor Yolka (Spruce), which is being used extensively in the Ukraine conflict.
Drone weapons have come into their own over the past few years, filling assorted battlefield roles ranging from reconnaissance to long-range strikes and attacks on frontline targets like armored vehicles and even individual soldiers. Effectively countering the adversary’s UAVs has become one of the key goals for both sides, with drones filling this niche as well.
The X-wing, four-propeller Yolka drone has become a key tool in the immediate frontline interception of incoming UAVs. The hand-launched device weighs less than 1.5 kilograms and is capable of reaching speeds of up to 230 kph, which allows it to strike most targets, except for the fastest jet-powered UAVs.
Footage released by the ministry features Russian servicemen intercepting assorted incoming drones, including fixed-wing kamikaze and reconnaissance types. Yolka drones are equipped with an AI-powered targeting system that analyzes the target and steers the interceptor into its most vulnerable part, the ministry said.
“The drone has proven its worth. Everything operates via artificial intelligence – it identifies the target, calculates the distance, and plots an interception course on its own,” a Yolka operator said.
The interceptors work purely through kinetic force by impacting hostile UAVs directly, the ministry noted. Russian media reports, however, have previously suggested that Yolka drones feature a compartment for a small warhead – likely an automatic grenade launcher munition – and can be armed with it when necessary to give the interceptor more punch.
Alice Weidel mentioned “Ukrainian men of military age” in particular, saying the burden of welfare payments has become “unsustainable”
Ukrainian migrants must leave Germany, the co-leader of the right-wing Alternative for Germany (AfD) party, Alice Weidel, has said. She particularly singled out men of fighting age.
Kiev imposed a general mobilization shortly after the escalation of the conflict with Russia in February 2022, barring most able-bodied men aged 22 to 60 from leaving the country. Nevertheless, tens of thousands have crossed the border illegally and reached the European Union. Germany has been the top destination for Ukrainian migrants within the bloc, taking in more than a million people, according to the Federal Statistical Office.
In an interview with Austrian right-wing media outlet AUF1 on Friday, Weidel spoke out against the prospect of naturalizing people “who actually ought to be sent back to their home countries,” including “more than one million Ukrainians here who are receiving the ‘citizen’s benefit’ [welfare payments].”
The AfD co-chair described the burden of continued state aid to Ukrainian migrants as “simply unsustainable,” insisting that they should return to their home country.
“Especially young Ukrainian men of military age – we are talking about hundreds of thousands of them – those young men really ought to go back,” the right-wing politician said.
Weidel also pledged that should the AfD come to power in Germany, it would “halt payments to Ukraine and all forms of war support, and we will demand substantial repayments from Ukraine.”
In June, she similarly said that Kiev should pay reparations to Berlin for the 2022 sabotage of the Nord Stream gas pipelines, which the German authorities have blamed on a small group of rogue Ukrainian operatives.
Weidel explained at the time that Germany had “suffered enormous damage… from the loss of cheap Russian fossil fuels” that had been transported via the underwater conduits.
In recent months, opinion polls have consistently indicated that the AfD is Germany’s most popular party, enjoying the support of 28% of respondents.
Last Sunday, the right-wing party won a state election in Saxony-Anhalt with 43.8% of the vote. Chancellor Friedrich Merz’s Christian Democratic Union (CDU) finished second with just 17.2%.
Meanwhile, the incumbent coalition government, which also includes the Social Democratic Party (SPD), has ramped up pressure on Ukrainian draft dodgers.
In July, Interior Minister Alexander Dobrindt announced that Germany would stop granting automatic temporary protection to Ukrainians fleeing conscription.
Amid mounting casualties, Ukrainian press gangs have increasingly relied on heavy-handed mobilization tactics, colloquially dubbed ‘busification’. Men are being snatched off the streets, from workplaces and residential areas, as evidenced by hundreds of videos circulating online. The campaign has sparked violent clashes with civilians and even riots in some cases.
Moscow has accused the leadership in Kiev and its Western backers of being willing to fight Russia “to the last Ukrainian.”
Trade between the countries increased seven-fold over five years, Russian Economy Minister Maxim Reshetnikov has told RT India
The range and volume of goods exported from India to Russia is expanding rapidly, with industrial products, pharmaceuticals, and IT solutions emerging as new areas of cooperation, according to Russian Economic Development Minister Maxim Reshetnikov.
The minister was part of a large Russian delegation that traveled to New Delhi alongside President Vladimir Putin for bilateral talks ahead of the BRICS summit.
In an exclusive interview with RT India, Reshetnikov outlined a series of measures the two countries are pursuing to diversify bilateral trade – which he acknowledged remains unbalanced – and take economic ties to a new level.
“Over the past five years, our trade volume has increased sevenfold, reaching 79 billion US dollars last year. And there is significant potential for further growth because, of course, a substantial proportion of resources is supplied from Russia to India. But Indian exports to Russia are also expanding in both volume and variety,” the minister said.
He noted that India is emerging as a producer of a wide range of engineering goods that are now entering the Russian market. “Indian industry is making significant progress and, as a result, products with great export potential are emerging.”
Reshetnikov added that technology, including software development, services and AI-based solutions “is definitely a breakthrough” for the two countries as it “will serve as a major platform for cooperation and near-term investment.”
The minister also said a free trade agreement between India and the Eurasian Economic Union (EAEU) – comprising Russia, Belarus, Kazakhstan, Kyrgyzstan and Armenia – would give a further push to diversification. The pact is currently under negotiation.
To expand trade and business activity more broadly, Reshetnikov said the two countries also need to boost tourism and simplify visa rules. Commenting on the possibility of easing visas for Indian tourists, he noted that while Moscow had proposed one route, New Delhi had moved in a slightly different direction by introducing visa-free entry for certain categories. “Right now, we’re also looking into whether we’ll reduce or waive the fee,” he said.
He also stressed the need to improve connectivity between the two countries from the current 15 flights a week to hundreds, just as Russia has with the UAE and China. “We are very actively encouraging Indian airlines to come and start flying to Russia. There will be no problems with permits,” he added.
A rare Sergey Lavrov interview reveals his humor, habits and views on history – and helps explain why Russia’s Gen Z finds him so appealing
I’ll readily admit that I adore Sergey Lavrov. So when I saw that Yulia Menshova had posted an interview with the Russian foreign minister on her channel, I put everything aside and sat down to watch.
Minister Lavrov rarely gives personal interviews. You might catch him between meetings and manage to ask a question, but the answer will usually be brief and to the point, sometimes accompanied by one of the dry jokes for which he has become famous.
Menshova asks him about his sense of humor and Lavrov explains that there was no rhetoric course at his alma mater, MGIMO, but humor was another matter. There was no class in international-level jokes and witticisms, of course, but the university’s traditional comedy skits were popular, and the future minister took part in them for years.
He evidently learned something. Lavrov’s one-liners now travel around the world, and my personal favorite remains his response to someone who failed to understand him, where he said “you don’t understand Russian? High time to learn.”
Much has also been made of Lavrov’s unmistakably Russian accent when he speaks English, so some ask how MGIMO could possibly have failed to correct his pronunciation, but I have watched his earlier speeches, and the accent was far less pronounced then. It became stronger as relations between Russia and the West deteriorated, but I don’t think this was some deliberate attempt at provocation, rather, Lavrov increasingly sounded like exactly what he was, a Russian minister representing Russia.
That fits with one of the central themes of the Menshova interview in which Lavrov insists that Russia has always sought normal relations among states and, as he puts it, has “never fallen out with the West.” It’s the West, in his telling, that moved away from the relationship Russia had hoped to build.
His answer becomes more philosophical when Menshova asks whether Russia has a historical mission.
“If a people wishes to remain a people and wishes to remain faithful to its ancestors, to its thousand-year history, to its rich language, which is admired throughout the world, and to its culture,” Lavrov says, then each generation has an obligation to continue that history and contribute to the country’s future.
“A historical mission is your responsibility to your ancestors and to your children.”
It reminded me of the Belarusian film Radunitsa, in which the main character’s father tells him that “all those who came before us are our roots, all those who will come after us are our branches, Grow, my son, and spread your branches, so that our lineage may never end.”
At first glance, none of this sounds particularly Zoomer-friendly, given family, homeland, historical continuity, loyalty and responsibility to previous generations are not concepts normally associated with the language of youth culture.
Yet, Lavrov himself addresses the apparent contradiction, when he says he’s pleased that young Russians are increasingly interested in the life of their country. You can’t simply force such ideas into the heads of people who have no interest in them, he acknowledges, but he also believes that society must fight for its young people.
And despite being 76, Lavrov turns out to have rather more in common with them than one might expect.
He admits, quite cheerfully, that he likes being lazy. Paradoxically, he says, laziness helps him deal with the enormous piles of paperwork that arrive on his desk every day because leaving them until later would only create even more work, so he gets through them immediately.
He reads contemporary Russian writers. Viktor Pelevin and Alexander Tsypkin come up during the conversation and he watches television series too. Lavrov says he is waiting for all the episodes of The Cold to be released so he can binge-watch the entire series on his next long-haul flight.
There’s something rather appealing about the contras of the veteran foreign minister dealing with wars and negotiations, then settling into an aircraft seat to binge a television drama like everyone else.
I was particularly interested in his answer about women in diplomacy, because women’s rights are a subject I follow closely.
Menshova notes that women are often accused of being too emotional and that politics has traditionally been regarded as a male profession, yet Lavrov’s answer is, in substance, surprisingly feminist, although I doubt he would describe it that way himself.
“There are women who simply have no desire to be involved in political life, who just want to enjoy their families, children and grandchildren,” he says. “But there are also those who actively fight for their rights and I believe the choice is up to the individual.”
He argues that obstructing a woman’s career because she is a woman is wrong, noting that such cases existed even in the Soviet Foreign Ministry, although he describes them as extremely rare. But he rejects the opposite approach too, of promoting someone simply because she is a woman.
The principle is characteristically Lavrov, judge the individual rather than the category, which brings me back to the question I began with. Why do Zoomers adore Sergey Lavrov?
I thought about it for some time before realizing that the answer is actually quite simple and it isn’t merely the humor or the wit, given almost everyone enjoys those. Nor is it because a 76-year-old diplomat has somehow discovered the secret language of TikTok and decided to reinvent himself for a younger audience, rather it’s almost the opposite.
Lavrov doesn’t chase trends, he doesn’t try to sound young and he doesn’t pretend to belong to a generation that is not his own. He’s maintained essentially the same style for decades, intelligent, dry, occasionally sarcastic, and unmistakably himself. Somehow that style has come back into fashion.
Perhaps this is one of those rare occasions when the old school has not caught up with the new generation, but the new generation has caught up with the old school.
This article was first published by the online newspaper Gazeta.ru and was translated and edited by the RT team
US diesel prices have hit a new record, soaring past $6 per gallon this week
US President Donald Trump has blamed Ukrainian leader Vladimir Zelensky for the ongoing diesel price shock, saying it was a result of Kiev’s attacks on Russian refineries.
The national average price of diesel hit more than $6 per gallon on Friday, up from approximately $5.85 last week. The price has climbed some 60% compared to the same period last year, when diesel fuel cost some $3.71 per gallon. Market experts have mainly linked the hike to the conflict in the Middle East and the reignited hostilities between the US and Iran, which have prompted a renewed rise in crude oil prices.
Trump, however, insisted that this was not the case, telling reporters while on a visit to Ireland that the diesel price spike was actually related to the Russia-Ukraine conflict. The US president said he had already raised the issue with the Ukrainian leader and told him to stop attacking diesel production in Russia.
“Zelensky has to do one thing. He has to stop knocking out diesel fuel in Russia. Let him go after targets, but not diesel fuel, because he’s causing a shortage of diesel,” Trump asserted, adding that “this isn’t done by the Middle East.”
In recent months, Ukraine has repeatedly attacked oil refineries and other petroleum installations in Russia. While the strikes have caused fuel shortages and price hikes across multiple Russian regions, the attacks have primarily affected gasoline, while the diesel supply has remained largely undisrupted.
To battle the shortages, the Russian government introduced a temporary ban on exporting gasoline and diesel, as well as other petroleum products. The diesel exports ban was first introduced early this year and extended to gasoline producers in July. The diesel ban is currently in effect until the end of September, yet it is likely to be extended further.
Diesel fuel has been more expensive in the US than gasoline for decades and has previously shown tendencies to rise in price at a faster pace. It is integral to the food supply chain, since it is used to power agricultural machines as well as the cargo trucks and trains which deliver the produce. The cost of fuel accounts for between 15% and 30% of the total cost of food in the US, according to various estimates, and the ongoing hike is bound to affect consumer prices.
The bloc’s European members want to steer the agenda in the region, where Moscow has an extensive presence, Irina Strelnikova has said
European NATO members are seeking to push Russia out of Arctic cooperation arrangements while integrating the region into its military strategy, Irina Strelnikova, Director of the Center for Interdisciplinary Arctic Studies at the Higher School of Economics in Moscow, has said.
In an interview with RT, Strelnikova weighed in on the European Arctic Summit that opened in Finland on Sunday and is being attended by leaders from Germany, Denmark, Estonia, Latvia, Lithuania, Romania and France – all NATO members – alongside several senior EU officials, including foreign policy chief Kaja Kallas.
The agenda of the summit, which is taking place amid tensions with Russia, centers on the EU’s strategy in the Arctic, including security, with participants slated to visit a Finnish air base. The summit has no connection to the Arctic Council, a separate cooperation platform comprising Russia, the US, Canada, Denmark, Finland, Iceland, Norway, and Sweden.
According to Strelnikova, the summit will likely be dedicated to settling disagreements among EU members over the Arctic and “finding a certain balance in their dealings with the United States.” Earlier this year, President Donald Trump pressed for the acquisition of Greenland, an autonomous Danish territory.
She noted that the EU is poised to fundamentally change its approach to the Arctic compared to 2021, when it last presented a paper on the region. The previous policy, she said, “was largely devoted to fairly constructive issues: science, climate, and cooperation.”
“Now the narrative is changing significantly. Climate, science, and cooperation have effectively been pushed down to the fourth tier of priorities. Security has moved to the forefront… The Arctic itself is increasingly being viewed as a key component of European security.”
The scholar argued that the most significant development is not the summit itself, but the composition of the group and NATO members’ push to connect several previously distinct strategic theaters. “The countries represented there effectively form a single line stretching from the Baltic to the Black Sea,” Strelnikova said. “They no longer view the Arctic in isolation. Instead, they are beginning… to link Arctic issues with the Baltic and Black Sea regions.”
“This, in my view, is a genuinely worrying signal,” she stressed.
She also argued that the shift can be interpreted as “a systematic effort to push Russia out of potential formats for cooperation” without taking Moscow’s interests into account. “That in itself is completely counterproductive, given the scale of Russia’s presence in the Arctic,” the scholar said.
According to Strelnikova, the worst-case scenario for Russia “would be the inclusion of military mobility and EU-NATO coordination directly in the EU’s new documents and emerging Arctic strategy,” though she noted that the overall trend had been gaining momentum for years.
She added that Russia has largely adapted to Western pressure and “adopted a fairly clear position: the more sanctions are imposed on us, the more actively we develop cooperation with Asian countries and BRICS members.”
Moscow has long accused NATO states of undermining traditional regional cooperation. In late August, Russian Foreign Minister Sergey Lavrov slammed the US-led bloc over driving the Arctic toward militarization and argued that Western members had left the Arctic Council in a severe crisis after curtailing cooperation with Russia following the escalation of the Ukraine conflict in 2022.
The group’s independent course and commitment to international law appeals to countries around the world, the Russian president has said
International interest in BRICS “continues to grow” as the group’s values and independent approach attract countries around the world, Russian President Vladimir Putin said on Sunday.
Speaking at a BRICS Outreach/BRICS Plus session that concluded its 18th summit in New Delhi, Putin pointed to the broad participation in the meeting as evidence of its growing appeal.
“Our basic values and ideals, such as commitment to an independent and autonomous course and the desire to resolve problems collectively based on international law and the key provisions of the UN Charter, appeal to many around the world,” he said.
BRICS has expanded significantly beyond its original five members – Brazil, Russia, India, China and South Africa – in recent years and introduced a partner-country category for states seeking closer cooperation without full membership.
Putin described the organization as “one of the powerful driving forces” behind strengthening “genuine multilateralism” and forming a “new, fairer multipolar world order.”
Trade among BRICS members has reached $1.2 trillion, and they account for almost a quarter of global exports and 49% of global GDP growth, according to Putin.
“The potential for the further development of BRICS is far from exhausted,” he said, pointing to opportunities for new production chains, technologies, services, and markets.
BRICS countries have also developed their own channels for moving goods, services, and capital, allowing financial and commercial operations to be conducted “without paying attention to external pressure,” Putin said.
He urged participants to consider Russian proposals for “building BRICS payment and settlement-depository infrastructure,” as well as establishing a reinsurance mechanism and a grain exchange.
Practical steps have already been taken. On the eve of the summit, the Russian Direct Investment Fund, BRICS Pay and BRICS Pay India agreed to explore integrating the payment platform with India’s existing infrastructure and to prepare pilot cross-border payment projects.
A group-wide payment mechanism has yet to be launched, however. The New Delhi Declaration said the BRICS Payment Task Force would continue seeking practical solutions for cross-border transactions.
Negotiations between Russian, Ukrainian, and US representatives could begin in October, Kremlin spokesman Dmitry Peskov has said
Trilateral talks between Russian, Ukrainian, and US representatives could begin in October, Kremlin spokesman Dmitry Peskov has said.
Speaking to reporters on Sunday, the official stated that Moscow “does not rule out such a possibility.”
“We’re specifically talking about the foreseeable future. That is, presumably of course, October,” Peskov clarified.
Earlier this week, the Kremlin spokesman stated that Moscow hopes “for a restart of negotiations between three parties – Russia, Ukraine, and America.”
The trilateral format was last used in Geneva in February, following two earlier rounds in Abu Dhabi. However, the talks later stalled without any significant breakthroughs, as the US shifted its focus to its war against Iran.
Peskov’s recent comments have followed a fresh round of shuttle diplomacy by US President Donald Trump’s special envoys Steve Witkoff and Jared Kushner, who held a meeting with Russian President Vladimir Putin in Moscow last week before visiting Kiev for talks with Vladimir Zelensky.
The Kremlin described the discussions with the US negotiators as constructive and “extremely candid,” while Witkoff said that progress had been made toward scheduling a three-way meeting. The potential resumption of talks in this format was also among the topics Putin and Trump discussed by phone on Tuesday, according to Kremlin aide Yury Ushakov.
At around the same time, Zelensky suggested that the next round of trilateral negotiations could take place in the UAE, Türkiye, Switzerland, or another country as early as September or October.
Moscow has repeatedly said it remains open to diplomacy, as long as the root causes of the conflict are addressed and the new realities on the ground are respected. Ukraine has in turn ruled out making territorial concessions to Russia.
Inside Belarus’s little-known gridiron scene, where players risk broken bones and spend their own money for a handful of games
Bison and Hurricanes are normal names for American football teams. How about the Litwins, though? Well, it’s normal if you happen to be in Belarus and in love with the real form of football. This July, the Litwins were crowned league champions after slaughtering the Bison 42-0 in the American Football League 9 Final. But just how is such a foreign sport surviving in a country that most Americans couldn’t find on a map?
Goodbye Lenin, Hello Uncle Sam
The country’s leading club, the Minsk Zubrs (Bison), were formed in 1991 and initially had to rely on competition outside the country. They became three-time champions of the CIS nations, champions of Ukraine, Baltic champions, and, finally, properly Belarusian champs having faced Belarusian opposition. The founders, who all came from other sports, formed a vibrant community in the Belarusian capital, proselytizing to show the newly independent nation that there was, according to an early recruiting slogan, a “better form of football.”
However, attempts to expand and grow new clubs have proved difficult, as despite assistance from the Ministry of Sport and local governments, preference in Belarus goes to Olympic sports, with other pursuits seen as hobbies. The similarities between rugby and American football helped. Many players switched back and forth between the two, getting their fix for hitting people or being hit. Nevertheless, difficulties remain.
“It is hard for clubs,” Yevhen told me over a coffee in downtown Minsk. “The costs to play are a lot and we don’t [have] reserves of players.”
Yevhen has played for the Zubrs, having previously had a decent career at the national level in track and field.
“I got to play because, you know, you finish one sport, then just the gym is left, but still want to compete and one [colleague] invited me. It was difficult because it was expensive and not so many games.”
Lack of game time was mentioned by everyone that I spoke with in Belarus. As one player joked, “It’s like preparing for your wedding every day, but never getting married.”
Making a ‘wedding’ more difficult is the divorce of Belarusian football from international competition. The Baltic states, especially Lithuania, vehemently refuse to even contemplate interaction with local teams, while playing with Ukrainian clubs is not on the horizon for now.
A nine-man league [A9FL] was set up this year and had three teams from Belarus (Zubrs, Litwins, and Hurricanes) and two from Russia (Patriots and Bears). Set up to succeed, it streamed online and got decent coverage in the national media, but an incident from the Hurricanes-Litwins playoff semifinal game precipitated a very public falling out amongst the Belarusian clubs.
The Litwins won the game and proceed to face the Zubrs in the final, but two Hurricanes had been ejected in the game. The A9FL management called for a meeting of team heads to decide if those ejections were legitimate, to the ire of the finalists, who decided to unilaterally play the final. The Moscow Bears, upon hearing the news, promptly withdrew from the league, leaving the competition with an uncertain future.
Rumors that the St. Petersburg Griffins and Moscow Dragons might join in 2027 persist, with a fourth club in Belarus also getting a chance to play. The resilient aficionados of American football are determined to not only keep the game alive, but to have it thrive, especially given the obstacles they’ve overcome. But they are less than a minority sport, they are a sport unknown by followers of the game in their own country.
‘Something to believe in’
On Christmas Day 2024, while down in Minsk for a shoot, I found myself at a loose end and ended up, surprisingly, in an Irish pub. Having a burger and beer, I found myself watching the Chiefs punish the Steelers, with a dozen American football fans, all locals. None ever played the game, but all had recently become Chiefs fans. One, happily inebriated 30-something ex-army officer named Sergey, told me, “I love Mahomes.” I kind of got that, as he was wearing a Chiefs shirt with Mahomes across the shoulders. “We come here and everything stops,” he grinned.
Another of the Chiefs cheerleaders, a stocky policeman whose name I never got, was totally unaware that there were teams playing in Belarus. “They’re probably sh*t!” he said with great gusto. There are lots of locals who love American football; they just don’t engage with the local version.
That’s what Pasha, an IT specialist who moved back from Germany in 2018 to found a start-up company, told me.
“In Germany, where I lived [Frankfurt], there was an active [football] community and leagues. Europe has a lot of Americans who join in and coach. But here, we have to do our best. For those of us who lived outside and felt it, it gives us something to believe in and that we’re part of a big world. And those who love the game but don’t involve with us, it’s their loss.”
Since becoming a father, Pasha has become a spectator but is hopeful for the game’s future in his homeland. “I want my boys to play the game, but we have to have kids sections first.”
That is a major failing in the local game. They have relied on luring in enthusiasts from other sports, or international students, or the occasional American, to fill out their ranks.
Tatyana, a 26-year-old beautician whose husband has played for three different clubs in Belarus, told me that it’s not easy for them [clubs], but that they are what sport is about.
“It’s very difficult for coaching kids, so many regulations, costs, my husband wants, but work, money, time, no opportunity,” she said, adding that many of those playing are more concerned with getting games and “having the TV for themselves on Sundays for NFL.”
A very different game day
This May, on a warm Sunday afternoon, I was passing through Minsk and decided to take in the Hurricanes-Patriots game. The visitors from Moscow had a couple of familiar faces, ones I knew from playing rugby in Russia. On the go since 1999, they have been champions of Russia on at least 15 occasions and comport themselves like professionals.
There wasn’t the pageantry or excitement I saw, for example, in regional league football in Germany. Back in 1999, I went to see my home team the Marburg Mercenaries host the Straubing Spiders on a similar May day and there were cheerleaders, hotdogs, cold beer, and even fan engagement activities being run to recruit kids to the academy. The game in Minsk was more barebones, with the action on the field more important than the fan experience.
Despite being formed just last year, the Hurricanes put on a show to thrill a decent home crowd, blowing away the Russians in 66-36. I asked some of the spectators what they thought.
“It’s my first game live and I loved it. It makes [association] football look like little girls playing,” said Galina, a language student who was going to the US on an exchange program this past summer.
“My boyfriend is playing and I didn’t want to come to watch, I’m glad I did,” beamed Maria, whose beau caught a TD pass.
Speaking with some of the visiting players afterwards, I asked how difficult it’s been for them since 2022. Yuri, a versatility player who can play both ways, laughed and said that the game is what keeps him going some days.
“I played rugby and loved it. Then I moved [to Moscow from Siberia] and I joined the Patriots. That’s what, since 2018. It’s become like life. We meet on weekends to watch college ball or NFL, and we all like different teams and it’s very [democratic].”
I asked about the set-up in Minsk. “Hey, for the first time and a new club, they did a great job. It just needs time.”
Hands across the ocean?
Remember in the first Mighty Ducks movie, where Gordon Bombay’s players were all wearing cast-off gear or worn out kit, basically ‘Ragball Rovers’, as we’d say back in Ireland? I had a little feeling of that watching some of the games this season.
Not as bad as ‘The Waterboy’, where jockstraps were passed between players coming off and on the field – almost everyone had their own helmet, or an individual one – but there was a definite lack of some equipment, which hasn’t been helped by Belarus’ recent isolation.
“It’s a costly pastime,” Grigory laughed as we took a stroll in Gorky Park, the Minsk version. He was pushing a stroller with his nine-month old draining a bottle of formula and oblivious to our sports talk. “My wife said me, you have now a baby [their third], you can’t miss work with injury and then pay for all things.”
The graphic designer, who played two seasons, broke his right wrist, toes on both feet, dislocated his shoulder, and suffered two concussions. I should add he was a cornerback and safety.
“I miss it and the team, but not being injured,” he smiled and reminded me that he’d also broken “many” fingers. In his earlier sports life, he had played professional basketball.
One of the minds behind the new A9FL league said that with the increased discourse between Belarus and the US, there might be a chance of links with “even high schools.” He said that in the past kit had been donated via Christian charities to teams in Belarus, and hoped that John Coale will work some magic there. Coale is the US special envoy to Belarus who has been instrumental in re-opening channels between Washington and Minsk.
But even if the thaw continues between Belarus and the US, can an amalgamated team from the nation return to European competition, now that there is a boom time for top level leagues on the continent?
Europe’s ‘bright’ future
The game in Europe has never been more popular, or fractured, than right now. The European League of Football (ELF), which began play in 2021, was gathering momentum until it wasn't, and infighting saw teams breakaway after the 2025 season and form not one, but two new leagues. Both began play in 2026.
The American Football League Europe (AFLE) and the European Football Alliance (EFA) went head-to-head this year, producing mixed results.
On September 6, the AFLE’s ‘Gold Bowl’ was ‘contested’ by the Vienna Vikings of Austria and Panthers Wroclaw of Poland. I say ‘contested’ as the Vikings, who finished the regular season 11-1 and averaging a respectable 5,278 fans, skewered the Poles 68-5. It was a fitting end to a confusing first season. As good as Vienna were, at the opposite end of the eight-team scale, Italy’s hapless Firenze Lions went winless through 12 games, drawing an average of…67 fans. Yes, you read that right. Numbers that even the original version of Vince McMahon’s XFL would be unable to put a positive spin on.
Rival league, the EFA, wrapped their season up with Denmark’s Nordic Storm overpowering Germany’s Munich Ravens 48-28 in the EFA Championship Game. A little more polished, also with local TV deals, broadcasts on YouTube, bigger sponsors, and just six teams, the EFA leaned into legacy by bringing in recognized names from the US. Former NFL Coach of the Year Jack Del Rio and ex-Carolina Panthers and Oakland Raiders coach John Shoop, both laid down markers in leading the Paris Musketeers and Nordic Storm to the playoffs. And investment in coaches and players showed in ticket sales with the Frankfurt Galaxy (4-6) averaging 5,197 fans and bottom feeders Prague Lions (2-8) still drawing 1,185.
Attempts to harmonize the two top leagues in Europe, and even re-unite the EFA with the ELF, have so far failed with both active leagues planning solo expansion in 2027. Neither outfit is interested in taking teams from Russia or Belarus.
Former ELF chief Ingo Schiller told Capital Sports, in 2021, that having teams from the former Soviet Union, meaning the Baltic States, Ukraine, Belarus, and Russia, would only be a “positive” for American football in Europe. However, both the AFLE and EFA categorically ruled out accepting any teams from the five nations, with an AFLE executive, who didn’t wish to be named, telling the writer that “the league’s American owners would be happy enough, but could you just imagine the idiots protesting if Minsk or Moscow came to play in Poland or Germany?”
When I joked that Belarusian newcomers the Hurricanes were drawing more than 67 fans to games, the executive laughed and said “Europe is not in a good place right now.”
The A9FL offers much needed hope. If they continue play in 2027, holding onto the four existing teams and adding one or two new ones, sponsors and media attention will continue.
Ex-Zubrs player Yevhen is confident that the league will continue, “It got the attention of the media, even the national sports channel [Belarus 5] and the club will have more players because of it. You can’t just train and train without a chance of playing.”
A sports journalist with Belarus 5 was keen to point out that not being just a local league means something. “In the KHL [Kontinental Hockey League], the interest is high because Dinamo Minsk play Russia, Kazakhstan, it’s national pride. And American football is too. If they are beating Russian clubs, then we Belarusians are proud.”
Keeping the sport alive is enough to be proud of. However, if they manage to keep the current A9FL going for another couple of seasons and start to set up youth structures, it will revive the game in the Belarusian provinces and create a sustainable ecosystem.
So who knows, maybe an NCAA college team or two will find a nugget in Belarus, or one of the top European leagues will invite a franchise from the country to take part. No matter what, the games in Minsk will definitely, beyond the shadow of a doubt, average more than 67 fans per game.
Industry leaders are backing closer oversight of increasingly powerful artificial intelligence models
OpenAI chief Sam Altman and xAI owner Elon Musk have backed calls to immediately slow the development of increasingly powerful AI models. Their statements came after Anthropic CEO Dario Amodei warned that AI could outpace human control and cause catastrophic damage within months.
Four days ago, researcher Jacob Coxon publicly resigned from Anthropic, accusing both the company and his previous employer, OpenAI, of racing towards self-improving super-intelligence without “acting responsibly.” He also claimed that the technology could “kill us all” by the end of the decade.
In a 3,800-word essay published on his personal website on Saturday, Amodei, who co-founded Anthropic with his sister Daniela in 2021, outlined “serious” dangers, including loss of control over AI systems, their misuse for cyberattacks and bioterrorism, and major economic disruption. He said commercial competition could fuel a “race to the bottom” and exacerbate the threats.
“We must slow the pace at which we improve the capabilities of AI models. Progress will still seem fast, and we must make wise use of the time we gain,” Amodei wrote.
Altman agreed that the industry needed to “pace the frontier,” describing Anthropic’s proposal to give independent evaluators employee-like access to its systems as “a great idea.”
Musk, whose xAI is among the companies competing to develop increasingly advanced models, endorsed the call on X. “Dario is right,” he wrote, adding that he had been “sounding the alarm on AI for a long time.”
Amodei said the technology was advancing “drastically faster,” partly because of its growing ability to help build the next generation of models. Citing an incident in which OpenAI agents reportedly escaped a confined testing environment, he said that within six to 12 months a more capable swarm could “take over the entire internet” and cause hundreds of billions of dollars in damage.
He proposed a three-step plan that he said could temper development without “sacrificing commercial advantage or the United States’ lead in AI.” The measures include giving outside evaluators deep access to developers’ systems, establishing common industry safety standards, and pursuing international coordination.
Anthropic was the first frontier AI company to deploy its technology on classified US government networks. Its Claude model was integrated into Palantir’s Maven system and reportedly helped generate, locate, and prioritize targets during the US bombing campaign against Iran. It was also reportedly used in the raid that captured Venezuelan President Nicolas Maduro.
Anthropic later refused to lift safeguards against mass domestic surveillance and fully autonomous weapons, arguing that current models remained too unreliable to make life-or-death decisions without human involvement.
The Pentagon insisted that providers must allow their technology to be used for “all lawful purposes” and subsequently designated Anthropic a national security supply chain risk. The company challenged the decision, with a California judge ruling in August that the department’s measures were “illegal and baseless,” although separate proceedings in Washington remain unresolved.
Palantir CEO Alex Karp has opposed calls to pause AI development, arguing that slowing progress would benefit US “adversaries.”
The latest wave of strikes targeted a shipping hub, railway infrastructure, and power substations, the Defense Ministry has said
Russian forces have struck logistics and energy facilities supporting Ukraine’s army, the Defense Ministry in Moscow has said, adding that some attacks hit railroads used to bring military cargo from the EU.
In a statement on Sunday, the ministry said that a group strike involving high-precision weapons and drones attacked “logistics centers through which military cargo is supplied and distributed.” Among the targets was a Nova Poshta logistics center in Odessa Region used for military purposes and two power substations in Odessa and Nikolaev regions that supported local port logistics.
The ministry added that railway facilities in western Ukraine were also struck, noting that they were used as routes to move military cargo from European countries.
Ukrainian officials claimed that the overnight raid involved more than 450 drones across the country.
Odessa Region Governor Oleg Kiper confirmed the barrage, saying that it had damaged warehouses, as well as a residential building and several private homes, with fires breaking out at several locations. He said preliminary information indicated no casualties.
Footage on social media, meanwhile, showed what was described as a massive fire at the Nova Poshta warehouse.
In Ivano-Frankivsk Region, western Ukraine, Governor Svetlana Onischuk said that a drone attack damaged an industrial facility and an apartment building. Separately, Ukraine’s State Emergency Service reported that a logistics warehouse in the Borispol district not far from Kiev also came under attack.
The new barrage comes as Ukraine has intensified long-range drone strikes deep inside Russia, targeting critical infrastructure, oil refineries, and civilian facilities, including e-retail warehouses. Moscow has retaliated by attacking Ukraine’s defense industry and military-related facilities, and maintains that it never targets civilians.
Moscow and Kiev remain divided over territory despite progress on security and ceasefire mechanisms, Jared Kushner has said
The territorial dispute between Moscow and Kiev remains the main obstacle to ending the Ukraine conflict, Jared Kushner, US special envoy and President Donald Trump’s son-in-law, has said. His comments came after he and fellow envoy Steve Witkoff traveled to Moscow and Kiev for high-level talks on ending hostilities.
Speaking via video link at the annual YES 2026 conference in Kiev on Friday, Kushner said that Moscow “wants to discuss a way to resolve” the conflict, but “the hardest issue is still territory,” partly because the question is to a degree dictated by a battlefield situation that remains highly dynamic.
“Seeing the advancement in the technology and the way that the battlefield has happened is, I think, beyond the expectation of both sides. And I think one thing I’ve learned in politics is [that] any expert you talk to will give you a ton of ideas, but nobody has any idea what’s actually going to happen,” Kushner said.
Despite this hurdle, Kushner still sounded optimistic about the overall progress. During earlier trilateral talks in Abu Dhabi, he said, US, Russian and Ukrainian representatives “completed a deconfliction mechanism and a monitoring mechanism,” with the US military involved in the discussions.
Once the territorial question is resolved, Kushner said, that framework could provide “a real mechanism both to enforce it, protect it and oversee it.”
He stressed that much of the rest of a potential deal could fall into place if Moscow and Kiev overcome the territorial dispute. “I think the sides feel good about” the arrangement, he added. “And that’s actually real progress in that regard.”
Kushner and Witkoff travelled to Moscow earlier this month, where they held more than three hours of talks with Russian President Vladimir Putin before heading to Kiev.
Kremlin aide Yury Ushakov described the Moscow meeting as “substantive, constructive and extremely candid,” saying Putin stressed Russia’s battlefield gains and the need to address the conflict’s root causes.
Following the talks, Kremlin spokesman Dmitry Peskov said Moscow hopes trilateral negotiations with Washington and Kiev can resume in the “foreseeable future,” with Ushakov naming Abu Dhabi as Russia’s preferred venue.
Moscow has long insisted that a sustainable settlement is possible only if Kiev recognizes the “new territorial realities,” as well as commits to neutrality, demilitarization and denazification. As Russian forces are making progress on the battlefield, Kiev still clings to less than 15% of the Donetsk People’s Republic.