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Vance diz que negociações criaram ‘boa base’ para acordo definitivo com o Irã

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou na segunda-feira (22) que as negociações com o Irã criaram uma “boa base para um acordo final bem-sucedido” que encerre a guerra definitivamente. Vance citou avanços em múltiplas frentes, como a criação de “mecanismos” para a manutenção do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e pelo fim do conflito entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano. Ele deixou a Suíça na segunda, enquanto equipes técnicas permaneceram nas conversas com representantes iranianos.

O acordo provisório para encerrar os combates no Irã, assinado na semana passada, estabelece um prazo de 60 dias para negociações sobre temas centrais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerã.

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O principal negociador da delegação iraniana, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou que o Estreito de Ormuz será administrado pelo Irã, em conformidade com as leis internacionais. “Esperamos conseguir ativar o estreito novamente, em termos de passagem, e trazer prosperidade de volta à economia regional e global”, disse Ghalibaf.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu na segunda uma licença de 60 dias que suspende as sanções sobre o petróleo iraniano, como parte do acordo provisório.

Enquanto isso, o tráfego de petroleiros continuou a aumentar no Estreito de Ormuz. Segundo a empresa de dados e análises Kpler, houve 71 travessias confirmadas no fim de semana. Antes da guerra, de 100 a 130 embarcações cruzavam o estreito por dia. 

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Fundo de reconstrução bilionário e liberação da venda de petróleo iraniano: o que diz o acordo entre EUA e Irã

O acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo, na Suíça, libera US$ 12 bilhões de recursos iranianos que estavam congelados em fundos de investimento, além da criação de um fundo privado de reconstrução do país e a liberação da venda de petróleo pelo Irã.

De acordo com a agência estatal do Irã, a IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati.

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“A incansável mediação do Paquistão e do Catar proporcionou grandes avanços para acabar com a guerra no Líbano”, comentou no X (antigo Twitter) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, após o encontro na Suíça.

“As exportações de petróleo e petroquímicos foram liberadas, o bloqueio foi suspenso, parte dos ativos congelados foi desbloqueada e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi colocado em marcha”, acrescentou.

Essa liberação, no entanto, ainda é alvo de confrontos entre os países, já que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na última segunda-feira (22) que esses ativos não serão liberados caso não haja avanços concretos nas negociações.

Fundo de reconstrução

Outro ponto que gera debate no acordo é a criação de um fundo privado para a reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão pagar por esses valores. Atores envolvidos na negociação confirmaram que não haverá recursos governamentais americanos no acordo e que o montante sairá de empresas que atuam nos Estados Unidos, nos países árabes do Golfo, na Ásia e na América do Sul.

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O fundo vai permitir que países da região contribuam de diferentes formas, como com a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e toda a infraestrutura afetada pelo conflito.

Essa medida também é alvo de debate entre os países, já que os Estados Unidos afirmam que ela só vai ocorrer caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A diplomacia do Irã, por sua vez, nega que o programa de mísseis do país faça parte da negociação.

O custo dos danos causados pelo conflito está estimado em US$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).

Venda de petróleo

Na segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão por dois meses de suas sanções ao petróleo iraniano. As transações que estavam proibidas estão autorizadas até o dia 21 de agosto, exceto para Cuba e Coreia do Norte.

A licença poderia liberar um inventário flutuante de cerca de 67 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos no Golfo, proporcionando ao Irã um ganho financeiro potencial de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões, de acordo com Miad Maleki, ex-oficial de sanções do Tesouro e atual membro sênior da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank baseado em Washington.

Com a liberação, acredita-se que a China acelerará as compras do petróleo iraniano durante os dois próximos meses.

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Edir Macedo comprou banco da família Renner em 2020; saiba mais

Por Júlia Moura (Folhapress) – Alvo de nove mandados de busca e apreensão pela Operação Miragem, da Polícia Federal, nesta terça-feira (23), o Digimais teve seu controle adquirido pelo bispo Edir Macedo em 2020. Antes, o banco se chamava Renner e pertencia à família que fundou a varejista de roupas. Segundo interlocutores, o dono da […]
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Modernização bilionária da Via Dutra tem primeiro trecho inaugurado na Serra das Araras

Foi inaugurada nesta terça-feira (23) a primeira fase das obras da Nova Serra das Araras, trecho fluminense da Rodovia Presidente Dutra (BR-116). Focado na modernização de uma infraestrutura projetada originalmente na década de 1940, o projeto conta com um investimento de R$ 1,5 bilhão para o trecho da serra e visa destravar o gargalo logístico entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta etapa inicial, foi liberado quatro quilômetros de pistas no sentido São Paulo. A nova estrutura conta com quatro faixas de rolamento, acostamento, faixas de segurança, iluminação integral e oito novos viadutos. O tráfego será liberado aos motoristas na quinta-feira (25), às 15h.

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O governo federal afirmou que o projeto está 70% concluído e o cronograma para a conclusão total do complexo foi antecipado em dois anos, reduzindo o prazo final de entrega de 2029 para 2027.

Financiamento do BNDES

A modernização da Serra das Araras faz parte de um plano macro de investimentos na concessão das rodovias Dutra e Rio-Santos (BR-101), que totalizam 626 quilômetros. Esse pacote recebe um aporte de R$ 10,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), consolidando-se como um dos maiores financiamentos de infraestrutura rodoviária da história da instituição.

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O investimento atua diretamente no principal eixo comercial do país. As duas rodovias conectam 34 municípios que concentram 60 milhões de habitantes e são responsáveis por 41% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Atualmente, a Serra das Araras recebe cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% correspondem ao transporte de cargas.

Retorno financeiro e ganho logístico

O investimento resultará, ao fim do projeto, em 16 quilômetros de novas pistas (8 km por sentido), 24 viadutos, duas áreas de escape para caminhões, monitoramento inteligente e cobertura de internet 4G.

Os reflexos econômicos do projeto incluem:

  • Aumento de velocidade: A velocidade máxima operacional permitida passará de 40 km/h para até 80 km/h.
  • Redução de custos e tempo: O tempo de viagem encolherá em até 25% na subida (sentido SP) e em até 50% na descida (sentido RJ), diminuindo o custo do frete e o consumo de combustível.
  • Geração de emprego: A movimentação financeira na região viabilizou a criação de 5 mil empregos diretos e indiretos.

O plano de investimentos financiado pelo BNDES também prevê a expansão de 40% na capacidade total das duas rodovias, o que inclui a duplicação de 80 km da Rio-Santos (entre Mangaratiba e Angra dos Reis) e a implementação de mais de 600 km de faixas adicionais.

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As conversas para substituir Jaques Wagner na liderança do PT no Senado

Lula e Jaques Wagner lado a lado
Presidente Lula e o senador Jaques Wagner. Foto: Reprodução.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), até o meio desta semana para discutir a possível saída do senador do posto, em uma tentativa de conter o desgaste provocado pelo caso Master sobre a gestão petista.

A expectativa no Palácio do Planalto é que Wagner peça para deixar a liderança, segundo o Metrópoles. Integrantes do governo e do PT pressionam o senador a abrir mão da função porque avaliam que a investigação dá munição à oposição bolsonarista.

A estratégia da cúpula petista e da pré-campanha de Lula é separar o presidente do episódio que envolve Wagner. O argumento usado internamente é que o senador baiano disputará a reeleição ao Senado em 2026, e não a Presidência da República.

A reunião entre Lula e Wagner está prevista para quarta-feira (24/6), dia em que o presidente deve despachar em Brasília. Nesta terça-feira (23/6), Lula cumpre agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto a equipe de Wagner evita confirmar quando ele retorna da Bahia à capital federal.

Teresa Leitão, Camilo Santana e Rogério Carvalho entram na disputa

Com a possível saída de Wagner, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) ganhou força como eventual substituta. Ela lidera o PT no Senado desde abril, tem longa trajetória no partido e cumpre mandato iniciado em 2022, o que a libera de uma campanha eleitoral neste ano.

A escolha ainda divide opiniões no governo. Aliados citam como vantagem o fato de Teresa não enfrentar ruídos na relação com o Planalto nem com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que rompeu com Lula após a derrubada da indicação de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, atribuída à articulação de bastidores do senador amapaense.

O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, também aparece nas conversas, mas deixou o ministério em abril para se dedicar à campanha de reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que aparece em segundo lugar nas pesquisas contra Ciro Gomes (PSDB). Rogério Carvalho (PT-SE), que já exerceu interinamente a liderança durante licença de Wagner no ano passado, agrada a integrantes do governo, mas pretende disputar a reeleição ao Senado.

O senadores Teresa Leitão, Camilo Santana e Rogério Carvalho. Foto: reprodução

Falta menos de um mês para o recesso parlamentar de meio de ano, previsto para 18 de julho. Se Wagner deixar o cargo, o novo líder terá de acelerar pautas tratadas como prioritárias pelo governo e ainda sem definição no Senado, como a PEC da Segurança Pública, a PEC do fim da escala 6×1 e o Redata, projeto sobre regulamentação e compartilhamento de dados entre órgãos públicos.

Operação da PF e entrevista à BandNews pesam sobre Wagner

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (18/6), mirou Jaques Wagner. Os investigadores apuram se o senador atuou em favor de interesses do Banco Master no Congresso, incluindo uma proposta para ampliar o crédito consignado e uma medida chamada nos bastidores de Emenda Master.

A PF também apura a transferência de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador, uso de aeronaves particulares, ingressos para shows e repasses que somariam R$ 3,5 milhões. As suspeitas surgiram após análise de conteúdo extraído do celular de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que também foi alvo da ação. Wagner nega envolvimento e afirmou, em nota, que “não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados”.

Aliados dizem que Wagner não pretende entrar em rota de colisão com Lula, com quem mantém relação política e amizade de mais de 40 anos. O senador resiste a deixar a liderança por avaliar que a saída poderia soar como admissão de culpa, mas cogita pedir licença da função sob o argumento de que precisa se dedicar à defesa e à campanha de 2026.

A entrevista de Wagner à BandNews, na quinta-feira (18/6), causou incômodo no Planalto. Interlocutores do governo citaram quatro pontos mal recebidos: a revelação de um telefonema de Lula, a afirmação de que recebeu solidariedade do presidente, a declaração de que Lula teria classificado a operação como perseguição política e a fala de que não deixaria a liderança; na mesma entrevista, Wagner reafirmou a pré-candidatura ao Senado e disse: “Espero ser reeleito”.

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PGR defende que Mendonça relate pedido de investigação sobre filme Dark Horse

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja o responsável por analisar o pedido de investigação relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia em TVT News.

O parecer foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado manifestação do órgão antes de decidir sobre o caso.

A controvérsia gira em torno de um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicitou a ampliação das investigações envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para incluir fatos relacionados ao financiamento do longa-metragem.

Segundo o parlamentar, há indícios de conexão entre os recursos destinados ao filme Dark Horse e a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Após receber o parecer da PGR, Alexandre de Moraes encaminhou a questão ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Caberá agora ao chefe da Corte decidir se o caso permanecerá sob a relatoria de Moraes, será transferido para André Mendonça ou se haverá um novo sorteio para definir o ministro responsável.

PGR vê conexão com investigações já conduzidas por Mendonça

No parecer encaminhado ao Supremo, Paulo Gonet argumenta que os fatos mencionados por Lindbergh Farias possuem ligação com investigações já existentes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo o procurador-geral, esse conjunto de apurações já tramita sob a supervisão de André Mendonça, o que justificaria a redistribuição do pedido para o gabinete do ministro.

“O episódio a que se refere a representação, entretanto, já é objeto de procedimento próprio na Suprema Corte, que tramita sob a supervisão do eminente ministro André Mendonça”, escreveu Gonet.

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André Mendonça, ministro do STF – Foto: Fellipe Sampaio/STF

A manifestação da PGR não analisa o mérito das acusações apresentadas pelo parlamentar petista nem se posiciona sobre eventual abertura de investigação. O parecer trata exclusivamente da definição de competência dentro do STF.

A avaliação da Procuradoria é que a conexão entre os fatos apontados por Lindbergh e as investigações já existentes recomenda a concentração dos procedimentos sob uma mesma relatoria.

Pedido surgiu após revelação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

O pedido apresentado por Lindbergh Farias foi protocolado após a divulgação de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro.

As mensagens vieram à tona após reportagens revelarem que Flávio buscou recursos junto a Vorcaro para custear a produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

Com base nessas informações, Lindbergh sustentou que os recursos poderiam ter relação com a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e com iniciativas internacionais voltadas à defesa da anistia do ex-presidente.

O deputado pediu que Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem incluídos nas investigações conduzidas por Moraes sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior.

Segundo o parlamentar, seria necessário apurar se o dinheiro destinado ao longa-metragem Dark Horse foi efetivamente utilizado apenas para a produção audiovisual ou se parte dos recursos teve outras finalidades.

Relação com o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro

A solicitação foi apresentada no âmbito do inquérito que investigou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

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André Porciúncula, Eduardo Bolsonaro e ex-auxiliar de Mario Frias na Secretaria de Cultura do governo Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

Na semana passada, o ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O caso foi relatado por Alexandre de Moraes.

Ao protocolar o pedido de ampliação das investigações, Lindbergh Farias argumentou que existiria uma ligação entre o financiamento do filme e as ações desenvolvidas por Eduardo no exterior.

Segundo o parlamentar, os recursos poderiam ter sido empregados para custear a permanência do ex-deputado fora do Brasil ou para financiar iniciativas relacionadas à campanha internacional por sanções e tarifas em defesa da anistia de Jair Bolsonaro.

As suspeitas foram mencionadas também em documentos da Polícia Federal citados durante a tramitação do caso.

Flávio Bolsonaro recebeu milhões do Master para “Dark Horse”, filme sobre seu pai

Após a divulgação das conversas com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou qualquer prática irregular.

O senador afirmou que o contato com o banqueiro teve como objetivo exclusivo buscar recursos privados para viabilizar a produção cinematográfica.

Segundo ele, não houve negociação de vantagens indevidas nem utilização dos valores para fins distintos daqueles relacionados ao filme Dark Horse.

A equipe do parlamentar também comentou o parecer apresentado pela Procuradoria-Geral da República.

Em nota enviada à imprensa, os assessores destacaram que a manifestação de Paulo Gonet sustenta a redistribuição do processo para André Mendonça.

“O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, apresentou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado incompetente para conduzir o julgamento relacionado ao caso Dark Horse.

No parecer, Gonet sustenta que o processo deve ser redistribuído ao ministro André Mendonça, apontado como prevento para analisar a matéria”, afirmou a equipe de Flávio Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro também rebate suspeitas sobre dinheiro de Dark Horse

Eduardo Bolsonaro igualmente rejeitou as hipóteses levantadas sobre eventual utilização de recursos ligados ao filme para sua permanência nos Estados Unidos.

O ex-deputado classificou as suspeitas como “toscas” e argumentou que sua situação migratória impediria o recebimento de valores dessa natureza.

Após a divulgação das conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, também veio à tona a participação de Eduardo como produtor-executivo do filme.

A produção de Dark Horse ganhou repercussão nacional depois que reportagens revelaram a busca de financiamento para viabilizar as gravações da obra.

O que é o caso Dark Horse

O filme Dark Horse é uma cinebiografia que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A produção passou a ocupar espaço no debate político após a divulgação de mensagens que indicariam uma tentativa de captação de recursos junto ao empresário Daniel Vorcaro.

O banqueiro está preso em decorrência das investigações relacionadas ao chamado caso Master, conjunto de apurações que já tramita sob relatoria de André Mendonça no STF.

Foi justamente essa conexão que levou a Procuradoria-Geral da República a defender que o novo pedido seja analisado pelo mesmo ministro.

Na avaliação do órgão, a existência de elementos comuns entre os procedimentos recomenda a concentração dos casos sob uma única relatoria, evitando decisões conflitantes e permitindo uma análise integrada dos fatos.

Fachin decidirá futuro do processo

Com o parecer da PGR nos autos, Alexandre de Moraes optou por não decidir sozinho sobre a definição do relator.

O ministro encaminhou a questão ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que deverá analisar os argumentos apresentados e definir o destino do procedimento.

Entre as possibilidades estão a manutenção do caso com Moraes, a transferência para André Mendonça ou a realização de um sorteio para indicar outro integrante da Corte.

A decisão será importante para determinar os próximos passos do pedido apresentado por Lindbergh Farias e para definir qual gabinete ficará responsável por avaliar a abertura ou não de uma investigação sobre os recursos destinados ao filme Dark Horse.

Até que essa definição ocorra, não há deliberação do STF sobre o mérito das acusações nem sobre eventual responsabilização dos envolvidos.

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O uso da Justiça para calar jornalistas em Alagoas

Por Carlos Victor Costa (Comissão de Jornalistas Alagoanos) O jornalismo existe para fazer perguntas. Principalmente aos poderosos. Quando essas perguntas passam a ser respondidas com processos judiciais, remoções de conteúdo e tentativas de intimidação, não estamos mais diante de um conflito comum entre imprensa e agentes públicos. Estamos diante de uma ameaça à liberdade de […]
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Domínio online do Google dá sinais de desgaste na era da IA

Mais de três anos após o início do boom da inteligência artificial generativa, o Google desafiou muitos céticos que acreditavam que o ChatGPT seria o golpe fatal para o gigante das buscas. Mas alguns problemas estão abalando seu negócio principal.

O mecanismo de busca DuckDuckGo está registrando aumentos nas taxas de instalação de até 40% por semana. O Bing, da Microsoft, alcançou 1 bilhão de usuários pela primeira vez no último trimestre. E o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu ligeiramente no último mês, enquanto o ChatGPT registrou uma pequena alta.

O Google ainda controla 90% do mercado de buscas, o preço de suas ações mais do que dobrou no último ano e o crescimento da receita no primeiro trimestre foi o mais rápido desde 2022. Mas a preocupação com a IA persiste à medida que mais pessoas recorrem aos chatbots como método preferido para encontrar informações.

O ChatGPT ocupa consistentemente a posição de aplicativo gratuito mais baixado no iOS da Apple, e o Claude, da Anthropic, está atualmente em oitavo lugar, uma posição atrás do Gemini, do Google.

Enquanto isso, outra onda de usuários da internet está se afastando completamente das buscas impulsionadas por IA em favor de alternativas sem IA. Um estudo do Pew Research Center publicado em março constatou que cerca de metade dos americanos sentia que a IA em suas vidas diárias os deixava “mais preocupados do que entusiasmados”.

Navegar pela internet sem ela é um dos mecanismos de adaptação e, no início deste mês, o DuckDuckGo lançou um mecanismo de busca “sem IA” com novas extensões para navegador que permitem aos usuários utilizar por padrão o endereço noai.duckduckgo.com.

“Muitas pessoas usam o Google porque o Google é como a página inicial da internet, mas elas querem fazer essas jornadas, clicar e pesquisar por conta própria e tomar suas próprias decisões”, disse Lily Ray, vice-presidente de otimização para mecanismos de busca e busca por IA da empresa de marketing Amsive.

Leia também: Google cria estratégia bilionária para enfrentar a Nvidia

O Google também enfrenta o desafio de conter startups de IA fortemente financiadas, que estão pagando valores elevados por talentos antes de suas potenciais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).

Na semana passada, Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e copresidente do Gemini AI, anunciou que estava deixando o Google para ingressar na OpenAI. E, na sexta-feira, John Jumper, vice-presidente da DeepMind e fellow de engenharia, informou que estava saindo para trabalhar na Anthropic.

As ações da Alphabet tiveram, na segunda-feira, seu pior desempenho em mais de um ano, com queda de 5%.

Analistas da Jefferies escreveram em um relatório que “não interpretam as recentes saídas como um sinal de que o Google esteja fazendo menos em IA, mas sim como mais um dado em uma guerra por talentos que afeta toda a indústria, na qual laboratórios de ponta estão oferecendo lances agressivos”.

Um porta-voz do Google se recusou a comentar para esta reportagem.

Para o Google, o surgimento da IA generativa representa uma espécie de risco existencial desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, que recentemente ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais. A ameaça é dupla: o Google pode perder sua posição dominante e, ao tentar competir em IA, pode canibalizar seu próprio mecanismo de busca em favor de uma nova forma de encontrar informações que ainda não possui um modelo comprovado de publicidade digital.

Os anúncios ainda representam cerca de três quartos da receita da empresa. As margens extremamente elevadas da publicidade permitem ao Google financiar apostas de longo prazo e alto custo, como a Waymo e a IA baseada no espaço, além de investir perto de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA.

Em sua conferência anual para desenvolvedores, realizada no mês passado, o Google anunciou que redesenharia a caixa de busca pela primeira vez em 25 anos, posicionando o botão “Modo IA” diretamente dentro dela. O botão de busca agora fica abaixo da caixa.

“Esta é a maior atualização da nossa icônica caixa de busca desde sua estreia, há mais de 25 anos”, afirmou Elizabeth Reid, responsável pela organização de buscas do Google, durante o evento.

Além disso, a popular ferramenta de geração de imagens Nano Banana também está disponível na caixa de busca por meio do botão de adição. No aplicativo móvel do Google Search, uma grande caixa clicável do “Modo IA” tem praticamente o mesmo tamanho da caixa de busca tradicional.

Leia também: Google permitirá que os sites se excluam dos resultados de pesquisa gerados por I.A.

Reação contrária à IA

No último mês, o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu mais de 1%. O tráfego do ChatGPT aumentou um pouco. O DuckDuckGo, que há muito tempo se posiciona contra o Google como uma opção de busca mais privada, afirma que as taxas de instalação cresceram até 75% em relação ao período anterior ao anúncio do Google I/O, em maio.

O Google precisa “encontrar um equilíbrio, porque, se avançar demais com a IA, perderá seus usuários”, disse Ray, da Amsive. Ela classificou a participação de mercado do DuckDuckGo como “microscópica”, mas afirmou que houve um grande aumento recentemente.

Até mesmo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reconhece os receios em torno da IA. Em um episódio recente do podcast “Hard Fork”, Pichai afirmou que as pessoas estão “justificadamente” ansiosas sobre o tipo de futuro que a tecnologia criará, classificando a escala da mudança como sem precedentes.

Google e OpenAI enfrentaram processos por morte culposa movidos por familiares de pessoas que supostamente cometeram atos de violência ou automutilação devido ao uso de chatbots. Em março, o Google foi processado pelo pai de um homem de 36 anos, que alegou que o chatbot Gemini convenceu seu filho a tentar realizar “um ataque com múltiplas vítimas” e, posteriormente, a cometer suicídio.

No mercado de buscas, o DuckDuckGo não é o único mecanismo respondendo à demanda por alternativas. A Microsoft lançou uma extensão para navegador chamada “Bing AI Search Choice”, que permite aos usuários desativar recursos semelhantes a chats de IA.

“A IA está fazendo coisas poderosas para as buscas, mas as pesquisas mostram que nem todos querem usar IA para tudo o tempo todo”, escreveu Jordi Ribas, presidente de busca e IA da Microsoft, em uma publicação no LinkedIn sobre a atualização.

Também cresce a antipatia entre editoras e veículos de mídia, que viram o tráfego proveniente das buscas do Google despencar, em parte porque a IA reúne informações em resumos exibidos no topo dos resultados, eliminando a necessidade de clicar nos links.

Em uma disputa antitruste com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Google admitiu no ano passado, em documento judicial, que a web aberta já está “em rápido declínio”, uma avaliação que contrastou com declarações públicas de executivos da empresa.

Leia também: Google lança novos modelos de IA e agentes pessoais

Estudos de painéis de dados como SparkToro e Similarweb mostram que aproximadamente 68% de todas as buscas no Google agora terminam sem um único clique para um site externo. Roger Lynch, CEO da Condé Nast, afirmou em entrevista no mês passado à TBPN que sua equipe prevê quedas no tráfego oriundo das buscas há três anos e que “todos os anos a queda foi maior do que a prevista”.

“No ano passado, eu disse às nossas equipes para assumirem que não existe busca”, afirmou. “Vocês precisam planejar seus negócios como se a busca fosse zero.”

Mesmo após a queda das ações do Google na segunda-feira, o papel ainda acumula alta superior a 100% no último ano, superando com folga todos os seus pares entre as chamadas hyperscalers. A empresa demonstrou capacidade de sobreviver e prosperar em meio a grandes mudanças de plataforma, principalmente na transição da web para os smartphones, e provou ser uma participante relevante na IA generativa, apesar de um início lento.

Na última teleconferência de resultados, Pichai atribuiu o aumento do engajamento dos usuários a experiências baseadas em IA, como o AI Mode e o AI Overviews, áreas que recebem investimentos significativos.

“A IA continua impulsionando o uso das buscas e o volume de consultas está em nível recorde”, afirmou Pichai durante a conferência.

No entanto, o Google ativa o AI Overview automaticamente, o que significa, nas palavras de Kamyl Bazbaz, diretor de políticas do DuckDuckGo, que os usuários não recebem “uma escolha”.

Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou em um podcast da Bloomberg, em abril, que “existe esse tipo de mito de que as pessoas querem IA ou a web”.

“Na verdade, acho que o que vemos é que as pessoas querem IA e a web juntas”, disse ela.

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Banco de Edir Macedo tem nota rebaixada por risco de quebra antes de operação da PF

Edir Macedo, bispo e controlador do Banco Digimais
Edir Macedo, bispo da Igreja Universal e controlador do Banco Digimais. Foto: Reprodução.

A Fitch rebaixou a classificação de risco no rating nacional do Banco Digimais na segunda-feira (22/6), um dia antes de a Polícia Federal deflagrar uma operação contra a instituição financeira. A agência apontou possibilidade real de quebra ou calote do banco controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Na decisão, a Fitch afirmou que o Digimais apresenta vulnerabilidade para seguir funcionando sem apoio externo. “A capacidade de o banco manter suas operações sem suporte é altamente vulnerável a uma deterioração do ambiente de negócios e econômico”, diz a decisão.

A agência analisa títulos de dívida, emissores e instrumentos financeiros para medir risco de crédito. Notas altas indicam baixo risco no grau de investimento, enquanto notas baixas apontam alto risco especulativo.

A Fitch também citou mudanças na governança do banco, incluindo troca no comando executivo e saída do Conselho de Administração. “As alterações relevantes na governança corporativa do banco, incluindo a substituição do CEO e a destituição do Conselho de Administração, somam-se a esse quadro e reduzem a previsibilidade sobre a execução de sua estratégia e de sua capacidade de estabilizar o desempenho financeiro”, informou a agência.

App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo

Operação Miragem mira a cúpula do Banco Digimais

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23/6), a Operação Miragem contra a cúpula do Banco Digimais. A investigação mira administradores da instituição controlada por Edir Macedo.

A Justiça autorizou buscas e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. A decisão também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões.

Segundo a PF, há suspeitas de que administradores do banco tenham criado mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a real. A investigação aponta alteração de informações contábeis e geração artificial de receitas.

A Fitch também decidiu retirar todos os ratings do Digimais por insuficiência de informações. “A retirada reflete a avaliação da agência de que não será capaz de manter o monitoramento adequado das classificações, tendo em vista a ausência de informações financeiras suficientes, confiáveis e verificáveis”, diz a agência.

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Professor de Bento Gonçalves denuncia perseguição política após demissão por charge no Instagram

O professor de Geografia Rafael Martins da Costa era concursado há nove anos na rede municipal de ensino de Bento Gonçalves, até ser demitido no final do último mês de maio. O motivo foi o fato de os estudantes terem acesso ao Instagram pessoal do professor, onde ele publica charges de autoria própria. Rafael denuncia perseguição política por parte da Prefeitura, já que algumas charges criticam a gestão do então prefeito Diogo Siqueira (PL). Já a Secretaria Municipal de Educação (Smed) alega que Rafael publicava conteúdos com teor potencialmente violento. A pasta se refere a uma charge sobre o assassinato de Charlie Kirk.

A história começou em agosto de 2025, quando Rafael publicou duas charges ironizando a morte do ultraconservador estadunidense. Foi o suficiente para que, duas semanas depois, dois vereadores de direita de Bento Gonçalves trouxessem o conteúdo à tona nas redes sociais, acusando o professor de incitação à violência. Rafael não teve o nome citado, mas a notícia repercutiu na imprensa local.

No final daquele 18 de setembro, o prefeito Diogo Siqueira publicou um vídeo anunciando que estava afastando o professor do cargo de maneira cautelar. “Os desenhos podem parecer inofensivos, mas comemoram o assassinato de uma pessoa. Um professor que está influenciando as pessoas. Eu tenho uma filha, e eu não quero ver isso dentro de sala de aula. Não quero que nenhum pai passe por essa preocupação”, declarou.

Rafael acredita que a medida tomada pelo prefeito tenha relação, na verdade, com outras charges, publicadas em janeiro de 2025. Naquele início de ano, o professor usou os desenhos para tecer críticas ao Executivo municipal, que propunha uma lei para acabar com a licença-prêmio e os biênios de servidores públicos. O projeto foi aprovado, mas Rafael continuou se manifestando nas redes sociais e trabalhando normalmente. Até que veio a notícia de seu afastamento.

“É uma situação recorrente. Colegas, por qualquer motivo, sofrem punições. Outros professores também estão em processo administrativo. É uma coisa recente, ao meu ver, de 2017 para cá”, diz Rafael. O Sul21 procurou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bento Gonçalves (Sindiserp) para apurar se há outros casos de perseguição política, mas a organização não se manifestou.

 

“A partir do meu afastamento, um amigo advogado começou a me ajudar. Ele entrou com pedido de suspensão da decisão, que não foi aceito no judiciário de Bento Gonçalves. Logo, ele fez o pedido no Tribunal de Justiça em Porto Alegre e começamos uma longa espera pelo resultado”, explica Rafael.

Enquanto isso, alguns deputados manifestaram apoio a Rafael, assim como sindicatos e organizações políticas e culturais. O professor chegou a participar de uma reunião da Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa. 

No contexto do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em que Rafael estava envolvido, ele foi chamado ainda em setembro para prestar depoimento na Prefeitura. “Me pediram explicação sobre a charge [sobre Kirk] e eu expliquei o sentido dela. Eles queriam entender por que é que eu fiz. Eu publiquei nas minhas redes, que não têm nada a ver com a escola”, afirma o professor. 

Nesse mesmo dia, Rafael descobriu que a Smed de Bento Gonçalves havia ido até a escola verificar o caderno e o material dos estudantes que tinham aula com ele. O que a equipe da Secretaria achou foi uma charge que o professor fez para os alunos, sobre um assunto tratado na aula de Geografia, mas com QR Code que levava para o perfil dele no Instagram. 

“Eu disponibilizo essas charges na internet para que outros professores baixem e usem. Caso eles façam cópias e distribuam para outros, o endereço do meu perfil vai junto. E foi assim que fiz na minha aula”, argumenta Rafael. “Não pedi para que meus alunos entrassem no link. Aliás, muito poucos alunos me seguem ou interagem com minhas publicações. Pode ter sido um erro meu”.

Em outubro de 2025, a Justiça ordenou que Rafael voltasse ao trabalho. Contudo, o processo administrativo ainda não tinha terminado. “O ano acabou, vieram as férias, as aulas voltaram, e nada de resposta da comissão disciplinar. Nem deixavam meu advogado ver o andamento do processo. Até que chegou o fim de maio deste ano e descobrimos a resposta do processo: eu estava demitido”, relembra o professor. “Fui demitido, acreditamos, por perseguição política. Por meu posicionamento de esquerda e contra a administração de Bento”.

A decisão, à qual o Sul21 teve acesso, é assinada pelo prefeito Amarildo Lucatelli (PP). Ele assumiu a Prefeitura de Bento Gonçalves quando Diogo Siqueira deixou o cargo para virar pré-candidato a deputado federal. Consta no documento que “o material pedagógico distribuído aos alunos continha QR Code direcionando ao perfil pessoal do professor, permitindo acesso a publicações alheias ao conteúdo estritamente didático”. O relatório cita ainda que “o servidor publicou, em rede social de acesso público, conteúdos com teor potencialmente violento e politicamente sensível”. A demissão de Rafael foi oficializada com a publicação de uma portaria em 28 de maio de 2026.

Procurada, a Smed disse que “a decisão foi adotada com base nos procedimentos legais e administrativos previstos na legislação vigente. O caso foi devidamente apurado por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conduzido em observância aos princípios da legalidade e da ampla defesa”.

Já a defesa de Rafael entrou com recurso para tentar reverter a situação, a nível administrativo. O advogado também tenta uma liminar na Justiça para anular a demissão do professor. “Eu não tenho nenhuma falta grave, profissionalmente. O que está acontecendo é porque políticos de extrema-direita de Bento Gonçalves não gostaram de como eu me posiciono nas redes”, afirma Rafael. Ele e sua defesa estão se mobilizando junto a outros colegas e organizaram uma petição online, que já conta com mais de mil assinaturas.

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Raízen: disputa com Ometto leva IG4 a oferecer R$ 2 bilhões em dinheiro por créditos

A IG4 Capital subiu o tom na disputa pelo controle da Raízen. A gestora está disposta a desembolsar até R$ 2 bilhões em dinheiro para comprar os créditos da companhia com credores, em uma tentativa de garantir 50% mais uma ação depois da conversão de dívida em equity prevista no plano de recuperação extrajudicial.

O valor representa cerca de 62% dos créditos que serão convertidos em participação acionária na maior recuperação extrajudicial da história do país, de R$ 64,7 bilhões. A movimentação ocorre em meio à concorrência de outras gestoras pelo direito de conduzir a reestruturação da companhia de energia.

Leia também: Fitch rebaixa rating do banco Digimais; PF investiga gestão e bloqueia R$ 670 milhões

Oferta em dinheiro avança

Diante da disputa por outros nomes interessados no negócio, a IG4 decidiu colocar na mesa o pagamento total em espécie pelos créditos mirados, segundo informações confirmadas por Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. A estratégia busca dar mais força à proposta frente a credores que também avaliam outras alternativas de recebimento.

🔍 Recuperação extrajudicial: processo em que uma empresa endividada negocia diretamente com seus credores, fora da Justiça, um plano de pagamento ou reestruturação da dívida, sem passar por todas as etapas formais de uma recuperação judicial.

Paulo Mattos, chairman e CIO da IG4 Capital, resumiu a ambição da gestora ao Pipeline. Segundo ele, a casa quer concentrar esforços em poucas operações, mas de grande porte. “Queremos ser a 3G do special situation e focar em poucos e grandes deals”, afirmou ao Valor, com confirmação do Times Brasil | CNBC.

Mattos também fez um aceno aos investidores sobre a capacidade financeira da gestora, mesmo após a operação Braskem. “Hoje temos equipe e recursos para fazer isso, mesmo tendo assumido a Braskem”, disse.

Mattos fala em ser 3G da Raízen e do setor

Em entrevista à agência de notícias Reuters, concedida na segunda-feira (22), Mattos detalhou a estratégia da gestora para o ativo. A oferta não vinculante enviada aos credores prevê opções de recebimento, incluindo pagamento em dinheiro e a alternativa de quem preferir continuar exposto à Raízen receber cotas de um fundo gerido pela própria IG4.

🔍 Oferta não vinculante: proposta inicial que sinaliza interesse e condições gerais de um negócio, mas que ainda não obriga juridicamente as partes envolvidas a fechar o acordo nos termos apresentados.

Mattos não revelou o valor exato oferecido a cada credor. Segundo ele, a gestora tem histórico de assumir controle ou cocontrole de companhias e considera que um turnaround só funciona com participação majoritária.

O executivo negou ainda qualquer participação societária do BTG Pactual na IG4. Segundo Mattos, o banco já investiu em fundos da gestora, mas não detém controle ou equity na companhia.

Ometto rebate negociação

O presidente do conselho da Raízen, Rubens Ometto, minimizou a movimentação da IG4. Para ele, a proposta não passa de especulação de mercado. “O mercado financeiro está cheio de ideias criativas”, disse à Reuters.

A reação de Ometto contrasta com o avanço público da articulação da IG4 junto a assessores dos credores, como o banco Moelis e a consultoria financeira Journey Capital, que já receberam a oferta não vinculante da gestora.

Prazo aponta para março de 2027

Segundo os executivos da IG4, a estratégia não envolve uma tomada hostil de controle. A gestora afirma buscar construir apoio entre credores e demais partes interessadas antes de negociar com os acionistas que permanecerem na companhia.

🔍 Oferta hostil: tentativa de aquisição de uma empresa feita sem o apoio do conselho ou da administração, geralmente comprando ações diretamente no mercado ou pressionando acionistas, em contraposição a negociações amigáveis com a gestão atual.

Caso consiga compromissos equivalentes a 50% mais uma ação da Raízen, a IG4 pretende abrir negociação com os acionistas remanescentes. A meta da gestora é finalizar a aquisição até o fim de março de 2027, condicionada ao sucesso da articulação junto aos credores.

O movimento sobre a Raízen vem na sequência da venda da participação da IG4 na CLI, vendida ao AD Ports Group por US$ 835 milhões em parceria com a Macquarie. Hélio Novaes, recém-nomeado CEO da IG4, disse que a gestora volta a atenção para o agronegócio. “Estamos voltando nossa atenção para o setor agro, que continua robusto, mas enfrenta diversas dificuldades”, afirmou.

Atualmente com 40 profissionais, a IG4 diz que a saída da CLI abriu espaço de caixa para novas operações. Segundo os executivos, a gestora prioriza agora um número menor de companhias, com foco em negócios maiores e mais complexos.

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PF aponta que Digimais copiou tática do Master de superavaliar ativos para esconder rombo e de se escorar no FGC

A Polícia Federal apontou que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, replicou a mesma tática usada pelo Banco Master para superavaliar ativos e esconder a deterioração da carteira de crédito.

Segundo a corporação, a instituição se aproveitou da confiança dos depositantes na proteção institucional do Fundo Garantidor de Crédito.

A manobra teria ocorrido por meio da emissão de títulos com rentabilidade desproporcional aos indicadores de mercado. Conforme os investigadores, a estratégia mascarou o real estado financeiro do banco diante do mercado e do próprio Banco Central.

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As informações constam de inquérito ao qual a coluna de Fausto Macedo, do Estadão, teve acesso.

Venda ao BTG depende de aporte do FGC

Diante da fragilidade identificada nos balanços, a solução encontrada pela direção do Digimais foi negociar a venda do controle societário ao Banco BTG Pactual. A operação, no entanto, está condicionada a uma injeção de recursos por parte do FGC.

O valor necessário para viabilizar o negócio seria de R$ 7 bilhões, destinado a cobrir o déficit identificado na instituição. Para a PF, isso significa que o prejuízo gerado pela gestão do banco seria repassado em grande parte ao fundo garantidor.

🔍 Fundo Garantidor de Crédito (FGC): entidade privada que protege depositantes de bancos em caso de falência ou liquidação, reembolsando valores até um limite estabelecido por instituição financeira e por CPF.

Os federais classificam a movimentação como uma forma de transferir o risco da atividade bancária para fora da instituição. Segundo o documento, a estrutura permite que operadores e administradores do banco se isentem da obrigação de suportar o passivo resultante da própria gestão.

Leia também: Digimais, banco do Edir Macedo, corre ‘risco real de quebra’, justificou a Fitch diante do corte do rating

Investigadores apontam blindagem de patrimônio

Ainda de acordo com a investigação, a movimentação cria uma dinâmica na qual os responsáveis pela insolvência repassam a integralidade do prejuízo ao sistema de proteção. Dessa forma, conseguem isolar o próprio patrimônio dos resultados da atividade que desempenharam.

Caso a operação com o BTG não avance, a PF afirma que a liquidação do Digimais poderia ser decretada. Para os investigadores, o uso dos instrumentos de assistência financeira em casos como esse acaba favorecendo quem operou à margem da lei, o que vai contra o propósito do FGC de proteger as poupanças da população.

Banco já orbitava o ecossistema Master

O Digimais chegou a registrar exposição de aproximadamente R$ 600 milhões a carteiras de crédito do Banco Master, segundo a PF, após a liquidação da instituição comandada por Daniel Vorcaro. Esses ativos passaram a ser questionados quanto à qualidade, ao lastro e à regularidade documental.

Procurado, o Digimais não se manifestou até a publicação deste texto.

A reportagem de Times Brasil | CNBC também procurou o BTG Pactual para saber se o banco seguirá na compra do banco de Edir Macedo.

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Malhação? Mario Frias acusa Samara Felippo de mentir à Justiça após faltar a audiência

Samara Felippo
Samara Felippo. Foto: Reprodução.

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) acusou a atriz Samara Felippo de mentir à Justiça ao justificar sua ausência em uma audiência de conciliação virtual. A nova manifestação entrou nos autos do processo que ele move contra a artista por danos morais.

Segundo a coluna de Fábia Oliveira, Frias contestou o atestado médico apresentado por Samara após a audiência. O parlamentar sustenta que a justificativa não combina com uma reportagem da revista Marie Claire, que apontaria a participação da atriz em uma oficina nos Estúdios Globo na mesma data do compromisso judicial.

A ação começou depois de uma publicação feita por Samara Felippo em suas redes sociais. Na postagem, a atriz associou o nome de Frias ao de criminosos condenados, como os irmãos Cravinhos e o ex-goleiro Bruno, ao afirmar que ele também teria “fãs”.

Frias alegou que a publicação atingiu sua honra e sua imagem pública. Ele pediu indenização de R$ 30 mil por danos morais, a remoção do conteúdo e a proibição de novas publicações semelhantes; a Justiça negou o pedido liminar para retirada do material.

Deputado federal Mario Frias, do PL
Deputado federal Mario Frias, do PL. Foto: Reprodução.

Audiência virtual e atestado viram novo ponto de disputa

A audiência de conciliação virtual ocorreu em 29 de maio, mas Samara Felippo não participou. Dias depois, a atriz juntou aos autos um atestado médico para informar necessidade de afastamento e justificar a ausência.

Na nova petição, Mario Frias afirma que a presença da atriz em uma atividade nos Estúdios Globo, caso confirmada, torna incompatível a explicação apresentada ao juízo. O deputado argumenta que não havia impedimento real para que ela participasse da audiência virtual.

O parlamentar pediu que a Justiça rejeite a justificativa de Samara e reconheça que a ausência ocorreu sem motivo válido. Frias também requereu a decretação da revelia da atriz, medida que pode levar à presunção de veracidade dos fatos narrados por ele na ação.

Frias ainda solicitou a condenação de Samara Felippo ao pagamento de multa por litigância de má-fé, sob a alegação de que ela apresentou uma justificativa falsa. A Justiça analisará os argumentos das partes para decidir se considera a ausência devidamente justificada.

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The Extraordinary Embezzlement Case That Rocked Scottish Politics

Peter Murrell, the husband of the former Scottish leader Nicola Sturgeon, was sentenced on Tuesday after he admitted to buying a bizarre range of items with the Scottish National Party’s money.
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Flávio Bolsonaro se inscreve para encenar suposta defesa do Brasil contra “TariFlávio” nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se inscreveu para discursar em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre o novo tarifaço contra o Brasil. A sessão está marcada para 6 de julho, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu cinco minutos de fala como representante do Senado Federal e pré-candidato à Presidência.

Ao Globo, aliados afirmaram que Flávio deve defender a suspensão da proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e também o Pix, alvo de críticas do governo Donald Trump por suposta concorrência desleal. O prazo para os Estados Unidos decidirem se adotarão ou não as medidas termina em 15 de julho, cerca de uma semana após a audiência.

No início de junho, o USTR concluiu uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, mecanismo que permite a Washington reagir a práticas consideradas injustas. O órgão questionou políticas brasileiras ligadas ao comércio digital e ao Pix, além de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e questões ambientais.

A última segunda-feira foi a data-limite para pedidos de participação na audiência. A comissão deve divulgar nos próximos dias a lista de participantes. O governo Lula não inscreveu representantes.

A discussão ocorre em meio ao desgaste de Flávio com o tema. Pesquisa Genial/Quaest divulgada neste mês mostrou que 47% dos entrevistados concordam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando ele afirma que Flávio teria pedido as novas tarifas. Outros 35% concordam com a versão do pré-candidato do PL de que teria pedido a Trump para não tarifar produtos brasileiros.

A sondagem também apontou que 46% concordam com Lula ao dizer que as tarifas seriam uma retaliação ao Pix. Já 36% apoiam a leitura de Flávio de que a medida seria resposta a declarações do petista contra os Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: reprodução

A família Bolsonaro mantém relações com a direita trumpista desde antes da eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, e ampliou os contatos durante o julgamento da trama golpista.

Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, passou a articular pressão internacional ao lado de Paulo Figueiredo. Em julho passado, o empresário comemorou o primeiro tarifaço. “O Brasil merece a tarifa Moraes”, disse.

Na semana passada, Eduardo foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Flávio, por sua vez, foi escolhido pelo pai para disputar o Planalto e intensificou viagens e conversas em Washington.

No ofício ao USTR, Flávio afirma ter tratado do tema diretamente com Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio. O senador promete falar “contra a medida proposta e a favor de uma solução construtiva e negociada para as questões identificadas na investigação”.

“Duas posições são declaradas logo de início e de forma categórica. A testemunha opõe-se à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a qualquer medida voltada para o sistema público brasileiro de pagamentos instantâneos. Faz isso em nome dos consumidores e produtores de ambos os países e em defesa de uma parceria que tem servido aos Estados Unidos e ao Brasil há mais de oitenta anos”, diz o pedido.

Flávio argumenta que as tarifas poderiam beneficiar Lula. “A parte beneficiada pela medida não é a parte que a medida visa atingir”, ressalta. Segundo ele, “em várias das conclusões, a distância entre a posição do Representante Comercial e a de um governo brasileiro reformista é muito menor do que aquela existente em relação ao governo atual”.

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Digimais, banco do Edir Macedo, corre ‘risco real de quebra’, justificou a Fitch diante do corte do rating

Um dia antes de a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem, que investiga suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional supostamente cometidos na gestão do Banco Digimais, a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da instituição e encerrou seu acompanhamento. O rating nacional de longo prazo caiu de ‘BB+(bra)’ para ‘CCC(bra)’, enquanto o de curto prazo foi reduzido de ‘B(bra)’ para ‘C(bra)’.

📝 A combinação de rebaixamento e retirada dos ratings indica que a agência não encontrou informações suficientes para continuar avaliando o banco.

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Mais cedo, a Justiça Federal autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70.

Na véspera, a Fitch afirmou que o Digimais tem margem de segurança baixa e que há possibilidade real de inadimplência ou falência. A agência não chegou a afirmar que o banco vai à falência, mas enquadrou o cenário nessa categoria de risco.

O que levou à decisão

Pesaram na decisão a deterioração dos resultados financeiros, uma disputa judicial envolvendo um fundo de direitos creditórios (FIDC) e um processo de reformulação do modelo de negócios sem contornos definidos.

A governança também entrou na conta: o banco trocou o CEO e destituiu o Conselho de Administração, o que, segundo a Fitch, reduz a previsibilidade sobre os próximos passos da gestão.

Há um processo de venda em curso. Em abril de 2026, um banco, não identificado no comunicado, assinou documentos para adquirir o controle do Digimais. A operação ainda depende de processo competitivo, definição de proposta vencedora e aprovações do Banco Central e do Cade. A Fitch disse não ter informações adicionais sobre a transação.

Com a saída do monitoramento, a agência deixa de acompanhar o banco por ausência de dados que considera verificáveis.

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Deportations leave more pupils without parents in South Africa

✇RTnews
Por:RT

The authorities in Gauteng have sought data on undocumented learners following reports of children being left without guardians

A growing number of undocumented schoolchildren in South Africa have been left without their parents following a recent wave of repatriations targeting illegal immigrants, Gauteng Member of the Executive Council (MEC) for Sports, Arts, and Culture Lebogang Maile said during a provincial legislature session on Tuesday.

Addressing the critical issue of children without guardians, Maile pledged to devise a plan to tackle the concerns surrounding undocumented learners. He stated, “I have already asked the national department of education for a list of all the undocumented children in our schools at the instruction of the courts that we must accept them. We are examining their ages and which schools they attend, and we want to assess the financial implications of supporting their education”.

In addition to addressing the plight of undocumented learners, Maile touched on another pressing issue: corruption within schools, noting that reports from recent school visits reflect this persistent challenge. “The second issue is corruption in schools. We have received a report in this regard. This is coming up from the visits that we are having in the schools and communities,” he added.

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RT composite.
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While the Gauteng Department of Education boasts a generous budget of R70.9 billion, exceeding that of the sports, arts, and culture sectors, which stands at just over R1.055bn, Maile insisted on the importance of safeguarding the province’s rich cultural heritage.

As part of strengthening the province’s rich cultural heritage, Maile has committed his department towards unveiling eight new heritage sites with a sports, arts and culture budget made up of  R719.4 million from the Provincial Equitable Share and R336.3m in Conditional Grants.

“Our heritage work remains central to preserving the identity and memory of our people. During this financial year, the department will declare eight heritage sites and implement twenty national symbols awareness programmes to deepen constitutional values, social cohesion and public consciousness, particularly among young people,” he stated.

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Maile further elaborated that libraries continue to play a strategic role in building a reading culture and bridging the digital divide. The department allocates R297.6m towards Library and Archival Services, including R194.8m transferred to municipalities to sustain and modernise community library services.

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“We are investing R2m towards 160 computers for libraries and R5.1m towards reading programmes aimed at strengthening literacy across Gauteng communities,” he added.

When it comes to infrastructure backlogs and other challenges facing the education system, Maile indicated that challenges arise from rapid in-migration, urbanisation, overcrowding, infrastructure backlogs, and growing learner demand, particularly in township, informal settlement, and inner-city schools.

“These pressures require us to think differently about education delivery, infrastructure planning, and long-term sustainability. To respond to these challenges, we are increasing the department’s budget from R68bn in 2025/26 to R70.9bn in 2026/27, representing an increase of R2.9bn, or 4.3%. This increase allows us to strengthen key interventions while maintaining our focus on quality, access, and equity”.

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PMI composto do Reino Unido cai a 49,4 em junho, menor nível em 14 meses

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Reino Unido caiu de 49,7 em maio para 49,4 em junho, atingindo o menor nível em 14 meses, segundo dados preliminares publicados nesta terça-feira, 23, pela S&P Global. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta a 49,8 neste mês.

No segmento de serviços, o PMI britânico recuou de 49,3 para 48 7 no mesmo período, tocando o menor patamar em 41 meses. O consenso da FactSet era de avanço para 49,5.

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O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Reino Unido é um dos indicadores econômicos mais acompanhados pelo mercado financeiro global, funcionando como um termômetro em tempo real da saúde econômica britânica.

Já no setor industrial, o PMI do Reino Unido diminuiu de 53,9 para 53,1, o menor nível em três meses. Neste caso, a projeção era de queda para 53,6.

Leituras abaixo de 50 indicam contração econômica, enquanto números acima de 50 sugerem expansão.

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Evento no Senge-RS debate comunicação assertiva para lideranças nesta 5ª (25)

O Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS) promove na próxima quinta-feira (25), a partir das 16h30, a palestra “Comunicação Assertiva na Formação de Novas Lideranças”, iniciativa voltada ao desenvolvimento de profissionais que buscam ampliar sua capacidade de influência, gestão e relacionamento. O evento tem inscrições abertas no site do Senge-RS e ocorre no auditório do sindicato, localizado na Avenida Érico Veríssimo, 960, bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

Segundo o Senge-RS, o objetivo do evento é estimular o desenvolvimento de novas lideranças capazes de atuar em ambientes profissionais mais colaborativos, dinâmicos e orientados por propósito.

O encontro pretende discutir como a comunicação assertiva impacta diretamente processos de liderança, tomada de decisão, resolução de conflitos e engajamento de equipes — competências que hoje aparecem entre as mais valorizadas pelas organizações.

A atividade integra a agenda de qualificação e desenvolvimento profissional promovida pela entidade e reforça um movimento observado em diferentes setores econômicos: o avanço das chamadas habilidades humanas e de gestão como diferencial competitivo para carreiras técnicas.

Especialistas em desenvolvimento organizacional apontam que profissionais com domínio técnico, mas sem capacidade de comunicação e mobilização de pessoas, tendem a enfrentar maiores dificuldades para ocupar posições estratégicas.

A palestra é aberta aos interessados mediante inscrição gratuita prévia e busca reunir estudantes, jovens profissionais, gestores e lideranças em formação.

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Ata do Copom fala em ajustar próximas decisões da Selic conforme evoluir cenário de inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira, 23, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, considerando o contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços. A mensagem consta na ata da reunião de junho do Copom, publicada no período da manhã desta terça.

No encontro, encerrado na quarta-feira, 17, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%.

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Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cauteloso da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse no documento publicado nesta terça.

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O Comitê também afirmou que a decisão de reduzir a Selic para 14 25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Projeções

O Copom repetiu as projeções para a inflação já apresentadas no comunicado. O colegiado prevê alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, espera alta de 3,7% para o IPCA acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.

Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 15 de junho) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.

A taxa de câmbio começa em R$ 5,10 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC).

Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

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Espaçolaser protocola pedido de registro para oferta pública secundária de ações

A MPM Corpóreos S.A. (Espaçolaser) anunciou ao mercado a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de até 6.106.557 ações ordinárias de sua emissão. A operação, que será coordenada pelo banco BTG Pactual , consiste na venda da totalidade da participação mantida pelo Magnólia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia na companhia. Se o lote total for integralmente alienado, o fundo deixará de integrar o bloco de controle da empresa.

Estrutura e Alvo da Oferta

A distribuição ocorrerá sob o rito de registro automático perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e será direcionada exclusivamente a Investidores Profissionais. Não haverá esforços de colocação dos papéis no exterior, tampouco a previsão de lotes adicionais ou suplementares. Diante disso, não haverá mecanismo de estabilização de preço, o que pode submeter as ações a flutuações no mercado secundário da B3.

A operação conta com garantia firme de liquidação prestada pelo coordenador e prevê a possibilidade de distribuição parcial, desde que atingida a quantidade mínima de 3.053.279 ações. Caso essa meta mínima não seja alcançada no procedimento de bookbuilding, a oferta será cancelada.

Fixação de Preço e Valores Estimados

O preço por ação será definido após a coleta de intenções de investimento. Como base de referência hipotética, considerando a cotação de fechamento de R$ 6,10 verificada no dia 19 de junho de 2026, o volume financeiro da operação pode variar entre:

  • R$ 18.625.001,90 — se comercializada apenas a quantidade mínima exigida.
  • R$ 37.249.997,70 — se distribuída a totalidade das ações ofertadas.

Por se tratar de uma oferta estritamente secundária, a Espaçolaser não receberá nenhum recurso com a transação, sendo a receita líquida integralmente direcionada ao acionista vendedor. Dessa forma, não haverá diluição patrimonial para os atuais acionistas.

Restrições de Lock-up e Vendas a Descoberto

Para garantir a estabilidade do processo, determinados acionistas do bloco de controle — Ygor Alessandro de Moura, José Carlos Semenzato e SMZXP Participações Ltda. — assinaram um acordo de lock-up. Eles estão impedidos de negociar ou dispor de suas participações pelo período de 90 dias contados do anúncio de início da oferta, salvo exceções previstas em contrato (como doações de boa-fé ou transferências sucessórias).

Fica vedada a aquisição de ações por investidores que tenham realizado vendas a descoberto com papéis da companhia na data de fixação do preço ou nos cinco pregões antecedentes.

Direitos Assegurados

As ações comercializadas manterão os mesmos direitos concedidos aos atuais detentores de ações ordinárias da Espaçolaser, incluindo:

  • Direito a um voto por ação nas Assembleias Gerais.
  • Direito ao dividendo obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício.
  • Direito de venda conjunta (tag along) em caso de alienação onerosa do controle da companhia, assegurando tratamento igualitário ao dos controladores.

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Atef Abu Saif e seu diário de sobrevivência na Faixa de Gaza (Coluna da Appoa)

Manuela Sampaio de Mattos (*)

“Nossa vida é uma trégua, Said”.

Atef Abu Saif

Em um contexto de massacre e limpeza étnica, o que pode querer dizer o desejo enunciado de estar acordado quando morrer? “Quero estar acordado quando morrer: diário do genocídio em Gaza” é o título de um dos livros de Atef Abu Saif, palestino, autor de cinco romances, dois livros de contos e de ensaios políticos, e ex Ministro da Cultura da Autoridade Nacional Palestina, função exercida até 2024.

A instigante frase do título endereçada aos leitores e, por que não dizer, ao mundo, insiste como interrogação perturbadora ao percorrermos as entradas do diário de Saif. Ele foi escrito durante os primeiros 85 dias de sobrevivência à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, iniciada em outubro de 2023. Residente em Ramallah, capital administrativa da Palestina, localizada na Cisjordânia e a 15 km de Jerusalém, ele cumpria uma agenda de trabalho quando do início da “guerra”. Na ocasião, estava acompanhado de seu filho Yasser, com quem lutou obstinadamente contra a morte. 

A cadência da chegada do sono em direção ao ciclo de dormir, sonhar, acordar e despertar é um dos ritmos junto aos quais Saif se detém em seu diário, para narrar algo que cumpre função de circunscrição de sanidade diante do horror que escalava diariamente. Embora um dia se assemelhasse muito ao outro no que tange à continuidade de bombardeios, destruição, mortes e luta pela sobrevivência, a marcação do tempo, dos ritmos, protege alguma coisa que escapa à devastação resultante do estado de trauma contínuo. Traçar a diferença entre dormir e acordar, por exemplo, permite reestabelecer o intervalo entre as sensações de fusão da percepção corporal e a materialidade dos destroços, desenhando uma certa borda capaz de proteger um tanto de integridade subjetiva. Ocorre que dormir, na situação na qual se encontra Saif, não é mais algo com o que se pode contar, digamos assim, como um componente natural da fisiologia humana. 

A grande maioria dos ataques aconteciam à noite, portanto, o barulho ensurdecedor dos mísseis se torna o som ao redor. Entregar-se ao dormir pode significar não ter a chance de entender, “desperto”, a arquitetura dos ataques, o funcionamento das armas letais, o tempo que leva entre um clarão, o estouro e os desabamentos. Ver um míssil é também um sinal de que se está vivo. Com o decorrer dos dias, o som dos estrondos vai se naturalizando, dando lugar ao sono como ferramenta de sobrevivência. No terceiro dia dos ataques, escreveu:

Faço um esforço consciente para dormir, para descansar quando posso. Na guerra, você fica simultaneamente exausto e entediado na maior parte do tempo, tendo de lutar a cada momento para permanecer vivo. Mas nada muda. Sempre penso na época em que levei um tiro quando era criança, na Primeira Intifada, e como minha mãe me disse que eu realmente morri por alguns minutos, antes de ser trazido de volta. Sinto algum conforto com o pensamento de que quiçá desta vez eu possa fazer o mesmo, voltar dos mortos. O simples fato de eu estar pensando em sobrevivência é prova de que sobrevivi até agora

Os primeiros minutos depois de acordar costumava ser um momento de muita angústia, pois era quando recebiam as notícias pelo celular. Depois de um tempo, acordar também passou a ser um momento de felicidade, pois, nesta fresta do tempo da catástrofe, se davam conta de que ainda estavam vivos. Ambivalências, contradições, absurdos, são, prima facie, a tônica da realidade da guerra. “Um homem nada na praia e a guerra estoura. É como uma contradição. Então tento desenvolver isso [no livro]”, diz Saif em entrevista ao Metrópoles. Nadando na praia era o que ele estava fazendo quando tudo começou e, de repente, se viu colocando 7 a 10 pessoas em seu carro para fugirem dos ataques.

A contagem dos dias é diferente na guerra. Eles passam a ser contados a partir do início dos ataques. A cada dia, Saif costumava iniciar a escrita do diário contando da noite anterior, de como se abrigaram e fizeram para dormir, quando possível. Em seguida inicia o inventário das mortes, dos números gerais quando tinham eletricidade e notícias, bem como das mortes testemunhadas nas proximidades. É impossível entender, para quem está lendo, o absurdo que é ter tanta, mas tanta força para juntar tantos e tantos corpos, membros mutilados, e reconstituir alguma unidade a partir de uma montagem lúgubre que dá as condições mínimas de reconhecimento dos mortos. Muitas vezes, a sequência narrativa de Saif vai na via do que se sabe ou se imagina dos últimos momentos de vida daquelas pessoas. Poder ler a posição em que estavam os corpos, identificar a peça da casa em que estavam e os objetos circundantes, parece ajudar a reintegrar a dignidade dos mortos que tiveram seus corpos violados de todas as formas possíveis e impossíveis. 

Toda a família que estava na casa do meu primo Hatem morreu quando uma bomba a atingiu. Somente Wissam, minha sobrinha de 23 anos, e sua irmã Widad sobreviveram para manter a história da família, para contar o que aconteceu, e relatar seus últimos momentos, as últimas risadas, os últimos abraços. Alguém tem de provar para nós que não é possível dar um fim à vida. A vida é uma dádiva, e quem quer que a tenha dado para nós vai protege-la. Isso não é uma prece, já que nenhuma prece é capaz de mudar o destino. É um sentimento meu, um sentimento que me arrebata de tempos em tempos. Eu o senti ontem à noite, visitando Wissam no hospital, quando vi de relance no corredor uma menina que, no meio da multidão e de todo o caos, estava quieta fazendo a lição de casa. 

Escrever é também, para Said, uma espécie de prova de realidade que indica se ele está ou não está vivo. Apesar de os pensamentos serem focados em um constante e infernal agora, a escrita convoca uma relação com a temporalidade de uma outra forma, demarca um lugar em que os tempos se encontram. Escreve ao mesmo tempo para o presente, o passado e o futuro. Escreve para lembrar do que já fez para sobreviver e chegar até aqui, para registrar os nomes dos mortos, dos vivos, para cunhar a memória de quem viveu a Nakba em 1948 e agora resiste a uma segunda Nakba. Escrever é também um endereçamento para o futuro, para manter acesa nem que seja uma pequena esperança de futuro de uma Palestina viva como um lugar, uma ideia, um mapa:

Quando vislumbro o futuro desta cidade, se é que tem algum, me sinto compelido a continuar escrevendo. Por meio da escrita, podemos manter vivos os lugares, podemos depositar nossas lembranças das ruas agora em ruínas, das casas agora arrasadas. Podemos impedir que sejam esquecidas, e também criar um mapa de como devem ser reconstruídas, exatamente como era, onde quer que isso termine. 

Bait Lahia, Bait Hanun, Cidade de Gaza, Jabalia, Uádi Gaza, Rua Saftawi, bairro Saftawi, Hospital Al-Chifa, cidade de Nazla, Rua Jalaa, Rodovia Salah Al-Din (a “Nova Rodovia Nakba”), Hospital Indonésio, Hospital Europeu, Khan Yunis, Hospital Nasser, Rafah. Nomes dos lugares que conhecemos, página a página, como mapas portadores e guardiões de uma ancestralidade interditada em terra aos palestinos, mas não em memória.

No 46° dia, Saif começou sua peregrinação para o sul da Faixa de Gaza, na companhia de Yasser e de seus sogros, conforme orientação do Exército israelense. A decisão de deixar a hara em que nasceu e cresceu, seu bairro Jabalia, foi tomada neste dia em diálogo com seu pai, que decidiu ficar e o estimulou a partir. A narrativa desses dias prévios à decisão, bem como do dia da partida é, para mim, uma das partes mais lancinantes do livro. Foi surpreendente me deparar com a ideia de que o encontro com as tropas do exército, com as pessoas em carne e osso, de alguma forma poderia ser pior do que “se defender” dos ataques pelos mísseis. O nível de exposição sem defesas à humilhação a que foram e ainda são submetidos é simplesmente inacreditável, repugnante, inaceitável. Nenhum desses adjetivos é capaz de se aproximar do nível de abjeção e incredulidade que é encontrar no olhar do outro a sanha pela dominação, pela humilhação e pela destruição.

Não podemos mais ficar aqui, decidimos. Os projéteis das duas últimas noites estavam tão próximos que não apenas vi a luz e ouvi o estrondo de suas explosões como também os vi voando bem perto da minha janela. Os israelenses estão mais próximos a cada minuto. A maioria das regiões externas do campo está sob ocupação total. Durante a noite, as tropas marcharam, vindas do norte, e se aproximaram ainda mais. Nossa rua foi alvo de bombardeios contínuos dos tanques. Não preguei os olhos, em momento algum. “Quero estar acordado quando morrer”, disse a Muhammad. “Quero ver acontecer.”

À medida em que minha leitura avança nos registros de Saif sobre a escalada dos bombardeios e do extermínio, vou lembrando dos momentos em que lia e assistia àquelas notícias, que via aquelas fotos dos hospitais em chamas, daquela mãe aos prantos segurando o cadáver de seu filho, da fome. Lampejos de memória e de dor ressurgem por debaixo do manto da anestesia, fazendo lembrar também que isso não acabou. Isso me leva a pensar que, qualquer um, a qualquer tempo, em qualquer canto do mundo, pode acordar do sono anestésico e se situar como testemunha na corrente humanitária que repudia esses acontecimentos, levando adiante uma palavra que seja a respeito desse horror ainda em curso. Suportar o despertar, o desejo de se manter acordado, de sustentar o olhar e querer ver o que está acontecendo, insistir na abertura do campo da palavra. Quem sabe um dia, poder falar dos sonhos. É pouco, muito pouco, quase nada, mas falar da atrocidade que é o genocídio na Palestina é uma escolha e, como diz Saif, quando se tem uma escolha, pode ser tudo o que se tem.

(*) Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Appoa) e doutora em Filosofia pela PUCRS.

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Banco de Edir Macedo investiu em fundos com projetos sem licença e terras protegidas; entenda

Digimais, banco de Edir Macedo. Foto: reprodução

Em crise financeira, o banco Digimais, ligado ao líder da Igreja Universal, Edir Macedo, aportou recursos em fundos de investimento ligados a empreendimentos de alto risco. Segundo documentos obtidos pelo Estadão, os fundos incluem um projeto imobiliário sem licença para construção em Pernambuco e uma empresa dona de terras em praias protegidas pela União, em Paraty, no Rio de Janeiro, área ocupada por caiçaras e marcada por conflitos fundiários.

Os imóveis estão alocados em fundos dos quais o Digimais é cotista e somam patrimônio de R$ 526 milhões. O investimento ocorreu nos últimos três anos, período em que o banco enfrentou crise, passou a ser negociado no mercado e entrou na mira da Polícia Federal por suspeitas de fraudes.

Auditores independentes apontaram que cerca de 75% dos R$ 4 bilhões em aportes do Digimais não puderam ser devidamente analisados por falta de documentos que comprovassem a situação dos fundos. Parte desses recursos foi destinada a fundos imobiliários e empresas, dos quais R$ 1,9 bilhão não tinha documentação suficiente para auditoria.

Um dos fundos é o Cajaíba, com patrimônio de R$ 419 milhões, criado em junho de 2025 e nunca auditado. Ele investe na Cajaíba Participações, empresa detentora de terras na Praia Grande da Cajaíba, em Paraty. A região é isolada, tem áreas de proteção ambiental e social e abriga comunidades caiçaras.

Veja fotos da área que pertencem ao fundo Cajaíba:

A empresa pertence a Cristiano Tannus Notari, neto de Gibrail Tannus Notari, que adquiriu terras na região nos anos 1950. A ocupação é alvo de controvérsias antigas. O pesquisador Pedro Berruezo Marques, mestre em Ciências Sociais pela UFRRJ, afirma que havia relatos de intimidação contra caiçaras.

“Algumas estratégias eram bem relatadas na literatura. Uma delas é que ele (Gibrail) levou uma série de bois e búfalos e os soltou naquela região, na fazenda que comprou, só que os bois vagavam. Então começaram a pisotear a roça dos caiçaras, a assustar as crianças, e os relatos de berne nas crianças aumentaram”, disse.

Ao Estadão, Tannus Notari negou irregularidades. “Nenhum processo, fundamental esclarecer, envolve qualquer irregularidade, grilagem, ou compromete a titularidade dos imóveis e o curso normal das atividades”.

“Todos são regularmente acompanhados pelos advogados da Companhia, no estrito cumprimento do devido processo legal”, afirmou.

A empresa diz não pretender construir resort no local e afirma estudar um projeto de preservação com geração de créditos de restauração de biodiversidade, modelo semelhante ao crédito de carbono, com certificação prevista para 2028.

Outro fundo, o ID Goiana, recebeu investimentos para um projeto de condomínio em Goiana, no nordeste de Pernambuco. O fundo tem patrimônio de R$ 107 milhões e apenas um cotista, segundo balanços enviados à CVM. O Estadão apurou que o cotista é o Digimais. O terreno, de 700 hectares, não tem licença da prefeitura para construção.

O banco, antes presidido por João Urbaneja, bispo da Igreja Universal, passou a ser comandado por Aldemir Bendine no fim de 2025. Nos últimos meses, o Digimais tem sido negociado com o BTG Pactual, que afirmou ter interesse em sua “carteira de clientes”.

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Russia ready to defend Belarus from Ukraine – Lavrov

✇RTnews
Por:RT

Kiev is trying to widen the conflict by threatening Minsk, the Russian foreign minister has said

Russia is ready to invoke its security guarantees to Belarus if Ukraine follows through on threats to strike targets on its territory, Foreign Minister Sergey Lavrov has warned.

Lavrov made the remarks during a round-table discussion on the West’s role in the Ukraine conflict on Monday. He was commenting on Vladimir Zelensky’s demand that Minsk dismantle or disable what Kiev claims are Russian-linked relay stations along the Belarus-Ukraine border. Zelensky gave Belarus one week to act, warning that Ukraine would otherwise destroy the equipment itself.

The Russian foreign minister described the ultimatum as a threat against a sovereign state, stating that “this is obviously aimed at dragging Belarus directly into the conflict and expanding the geography of hostilities.”

He noted that Russia and Belarus have had a security guarantees treaty in force since March 2025 under the Union State framework.

The pact treats an attack on either Russia or Belarus as an attack on the Union State and allows both sides to use all available military and technical means, including nuclear weapons, to repel aggression and threats to their sovereignty or territorial integrity.

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FILE PHOTO
Zelensky doubles down on ultimatum to Russian ally

“If necessary, we are ready to take the full range of measures provided for by the treaty to ensure the security of our ally and, of course, the security of the Union State,” Lavrov said.

Minsk has said it will not dismantle the equipment or halt fuel deliveries to Russia, similarly warning that an attack from Ukraine would trigger a response.

Lavrov also criticized the EU for what he said was support for Zelensky’s threats, citing remarks by a European Commission spokeswoman who accused Belarus of aiding Russia and said Ukraine has the right to self-defense.

The foreign minister stressed that Europe cannot act as a neutral mediator in the conflict while arming Ukraine, expanding the sanctions on Russia, and backing threats against Belarus.

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Belarusian President Alexander Lukashenko, Minsk, June 18, 2026.
Lukashenko warns of ‘war provocation’ after Ukrainian drone attack

Russia and Belarus have expressed concern over increasing NATO activity near their borders, including the Gallant Boar 2026 drills being held by Lithuania, Poland, and France near the Suwalki Corridor, a narrow area between Belarus and Kaliningrad Region, Russia.

Belarusian Deputy Foreign Minister Igor Sekreta said Minsk is closely watching the exercise and accused Europe of embracing a militarized ideology. “Who are they planning to fight again?” he said.

Russia and Belarus have denied that they have any plans to attack NATO or the EU unless attacked first. They have accused Western states of using the Ukraine conflict, NATO drills, and military buildups on the bloc’s eastern flank to prepare for a direct confrontation with Russia and Belarus.

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Polícia prende 7 suspeitos de descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no BRB

Fachada do Banco de Brasília
Agentes da Polícia Civil durante operação nesta manhã. Foto: reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu sete pessoas suspeitas de envolvimento em descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB) na manhã desta terça-feira (23).

Equipes cumpriram mandados em Brasília e em Minas Gerais. Segundo a investigação, três servidores do BRB estão entre os presos na operação.

A polícia afirma que os servidores faziam descontos nas contas dos correntistas sem autorização. Os investigadores apontam que o grupo ligava para aposentados e apresentava transcrições falsas das conversas para justificar as cobranças.

As fraudes, de acordo com a apuração policial, ocorrem desde 2024. A investigação mira a forma como os descontos teriam entrado nas contas dos clientes do banco.

Fachada do Banco BRB. Foto: reprodução

Operação mira suspeitos em Brasília e Minas Gerais

A Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes conduz a operação. A unidade atua em investigações de fraudes e crimes contra consumidores no Distrito Federal.

O g1 informou que aguardava posicionamento do BRB sobre a operação desta terça. A pauta não trouxe manifestação do banco até a publicação das informações disponíveis.

Na sexta-feira (19), o BRB já havia sido alvo de outra operação, com 50 mandados de busca e apreensão. O Ministério Público investigou descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal.

Entre os alvos dessa operação anterior estavam Ney Ferraz, ex-secretário de Economia, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB que está preso, e Eduardo Chedid, diretor do PicPay. Naquele caso, não houve prisões.

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Sakamoto: De Vorcaro a Edir Macedo, PF anuncia o milagre da multiplicação das fraudes

Daniel Vorcaro e Edir Macedo. Foto: Reprodução

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

A Polícia Federal acordou o país hoje para lembrar que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, exala o mesmo cheiro de decomposição financeira que empesteava o banco de Daniel Vorcaro. O alvo da Operação Miragem é uma engrenagem que usa a alquimia contábil para maquiar cadáveres insepultos na instituição pertencente ao líder da Igreja Universal, que possui semelhanças com os zumbis do Master.

O modus operandi de ambos é parecido na audácia: enquanto a trupe de Vorcaro multiplicava pães fabricando carteiras inteiras de crédito consignado falso para justificar bilhões em ativos ilusórios, a instituição de Macedo optou pelo milagre da reciclagem. O Digimais pegava suas carteiras de crédito podres, como financiamentos de veículos que ninguém ia pagar, e jogava em fundos de investimento onde o próprio banco era o dono. É o velho golpe do “Zé com Zé” para fingir saúde e apresentar lucro no balanço.

Há bancos que morrem e não voltam à vida como Lázaro, mas seguem por aí, zumbis. Não comem cérebros, mas devoram a grana alheia. Maquiados por contabilidades criativas sob intensa pregação de sucesso, Master e Digimais ostentavam um vigor de mentira para captar dinheiro de verdade. Ao emitir títulos como CDBs pagando rentabilidades agressivas, acima de 110% do CDI, essas instituições atraíram investidores seduzidos por falsos profetas. Vendiam a imagem de um milagre financeiro, mas entregaram o de sempre: a socialização do risco e a privatização do lucro.

A podridão, como se sabe, aproxima. No início do ano, Macedo tentou repassar o controle do Digimais para Maurício Quadrado, empresário que veio justamente da cúpula do Banco Master. O Banco Central, que não estava enxergando, mas parece ter recuperado parte da visão com a catástrofe de Vorcaro, barrou o negócio. A justificativa foi o risco sistêmico.

O estrago do Banco Master resultou na sua liquidação extrajudicial e em um rombo que obrigou o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a destinar R$ 49 bilhões para cobrir o buraco. É dinheiro privado, mas que vai ser recomposto com grana dos correntistas, porque banco não perde nunca. Hoje, com a ação contra o Digimais, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens do bispo e de seus associados. É uma quantia pornográfica para a maioria dos brasileiros, mas perto do dano sistêmico que essas pirâmides com CNPJ causam, soa quase como um dízimo da impunidade.

App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo

No Brasil, se um trabalhador furtar um pacote de macarrão ou um desodorante no supermercado, o Estado o lança em uma cela superlotada e joga a chave fora. Mas se você frauda o Sistema Financeiro Nacional em centenas de milhões ou bilhões, forja relatórios para o Banco Central e engana milhares de pessoas, costuma ser chamado de operador arrojado por muita gente que usa coletinho puffer.

Mas no país onde a fé move montanhas e, ao que tudo indica, também movimenta ativos podres entre fundos de investimento, o bispo Edir Macedo agora enfrenta a mais mundana das provações. Não a dos 40 dias no deserto, mas a da Polícia Federal batendo à porta com mandado de busca e apreensão.

Muitos ensinam que a prosperidade é sinal da graça divina. Difícil, no entanto, explicar aos fiéis que depositaram sua fé no Digimais que o milagre prometido era, na verdade, uma ilusão. A diferença teológica é sutil, mas o extrato bancário ajuda a distinguir.

Para o sistema financeiro, a operação chega como lembrete de que as únicas ressurreições confiáveis em se tratando de dinheiro são as dos prejuízos, que ficam voltando, voltando e voltando. Só espera-se que o nome da operação não seja honesto demais, pois no Brasil, a miragem não costuma ser o crime, mas a punição.

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Médico preso no PR ameaçou torturar filha e matar marido de secretária de Saúde, diz MP

O médico Rodrigo Felipe Amparado, preso preventivamente no último dia 17 de junho em Nova Londrina, no noroeste do Paraná, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por ameaça, perseguição, tortura, dano emocional contra mulher e peculato. Segundo a investigação, ele também teria ameaçado torturar a filha e matar o marido da atual secretária […]
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Copa do Mundo hoje: agenda de jogos desta terça (23); veja horários, onde assistir e escalações

A segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 prossegue nesta terça-feira (23) com quatro partidas do grupo K e L e que podem definir o futuro do torneio. Com grande nomes do futebol mundial, esta terça terá Cr7, Modric, Kane e Luis Díaz em campo. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

A programação do dia abre às 14h com um dos confrontos mais esperados, Portugal e Uzbequistão pelo grupo K. Após empate com o Congo, o Portugal de Cr7 busca sua primeira vitória na Copa do Mundo 2026 em meio a rumores de desgate interno, que resultou em críticas dos torcedores, que criticam a nova geração por diminuir a importância do craque de 41 anos.

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O dia se encerra com mais um confronto do grupo de Portugal, com a Colômbia de Luis Díaz e James Rodrigues contra a República Democrática do Confgo, que conquistou o empate contra a seleção portuguesa. Os dois confrontos do grupo K são decisivos para definir ao menos um dos classificados. Até agora, quem se classifica é a Colômbia e a República Dermocrática do Congo. Nem Portugal ou Uzbesquistão passam para o mata-mata na atual tabela.

>> Veja a tabela da Copa do Mundo 2026 com resultados em tempo real

No período da tarde, teremos dois confrontos do grupo L, com Inglaterra enfrentando Gana às 17h e Panamá e Croácia às 20h.

Na primeira rodada, assistimos a uma das partidas mais emocionantes do torneio que foi o enfrentamento da Inglaterra de Kane e da Croácia de Modric com o placar de 4 X 2 para a seleção inglesa, que agora busca sua segunda vitória para se classificar para a fase mata-mata. Para a Croácia, por outro lado, a partida de hoje é fundamental para a permanência no torneio.

Gana já tem seus 3 pontos, após a vitória contra o Panamá, que está pendurado e corre risco de eliminação junto com a seleção da Croácia. Ou seja, ambos precisam pontuar nessa rodada.

Agenda completa com os jogos de hoje e onde assistir

Portugal Portugal × Uzbequistão Uzbequistão
🕒 Horário: 14h
📺 Onde assistir: CazéTV
📍 Houston • Grupo K
Inglaterra Inglaterra × Gana Gana
🕔 Horário: 17h
📺 Onde assistir: CazéTV
📍 Boston • Grupo L
Panamá Panamá × Croácia Croácia
🕗 Horário: 20h
📺 Onde assistir: CazéTV
📍 Toronto • Grupo L
Colômbia Colômbia × RD Congo República Democrática do Congo
🕚 Horário: 23h
📺 Onde assistir: CazéTV
📍 Guadalajara • Grupo K

Portugal x Uzbequistão

Portugal entra em campo nesta terça-feira (23), às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, pressionado após o empate por 1 a 1 com a República Democrática do Congo na estreia da Copa do Mundo de 2026. O resultado deixou a seleção portuguesa apenas na terceira colocação do Grupo K, atrás de Colômbia e RD Congo, e aumentou a necessidade de uma vitória para manter vivo o objetivo de avançar às oitavas de final.

A equipe comandada por Roberto Martínez sabe que um tropeço pode complicar bastante a situação na chave. Além dos três pontos, um triunfo por boa diferença de gols pode ser importante nos critérios de desempate, especialmente porque a Colômbia venceu o Uzbequistão por 3 a 1 na primeira rodada.

Portugal

A principal atração da seleção portuguesa continua sendo Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, o atacante disputa sua sexta Copa do Mundo e segue como referência técnica e simbólica da equipe. Apesar da expectativa, o camisa 7 teve atuação discreta diante da RD Congo e não marcou na estreia.

Após o empate, Portugal passou a conviver com especulações sobre um possível desgaste interno envolvendo Cristiano Ronaldo e integrantes mais jovens do elenco. As discussões ganharam força depois de uma declaração do meio-campista João Neves, que afirmou que o atacante é “mais um” dentro do grupo, embora tenha reconhecido a importância histórica do jogador para o futebol português.

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HOUSTON, 18 de junho de 2026 (Xinhua) — Cristiano Ronaldo, de Portugal, reage durante a partida do Grupo K entre Portugal e a República Democrática do Congo (RDC) na Copa do Mundo da FIFA de 2026, no Estádio de Houston, em Houston, Estados Unidos, em 17 de junho de 2026. (Xinhua/Xiao Yijiu) (Foto de Xiao Yijiu / Xinhua via AFP)

Cristiano respondeu às especulações de forma pública. Em uma publicação nas redes sociais, destacou que a estreia ficou abaixo do esperado, mas pediu concentração para a sequência da competição. Em outro post, compartilhou uma imagem ao lado dos companheiros e escreveu: “Sempre unidos”.

O lateral Diogo Dalot também saiu em defesa do capitão. “Todos sabem a capacidade que o Cristiano traz para a equipe, são mais de 20 anos de história pela seleção. A confiança que ele passa para a gente sempre foi a mesma. Enquanto ele representar a seleção vai estar sempre preparado para jogar”, afirmou.

>> Relembre os grupos da Copa do Mundo 2026.

>> Veja o guia completo para acompanhar a Copa e possíveis confrontos no mata-mata.

>> Vozinha agradece “todos os brasileiros” e espera conseguir fechar contrato após sucesso

Já o técnico Roberto Martínez destacou que a equipe precisa criar mais oportunidades para aproveitar melhor as características do atacante. Segundo o treinador, a experiência de Cristiano Ronaldo dentro da área segue sendo um ativo importante para Portugal.

A tendência é que Roberto Martínez promova mudanças. O zagueiro Rúben Dias deve retornar ao time titular após recuperação física. No setor ofensivo, João Félix aparece como opção para atuar ao lado de Cristiano Ronaldo.

Provável escalação de Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Rúben Dias, Renato Veiga (ou Gonçalo Inácio) e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes; João Félix, Rafael Leão (ou Pedro Neto) e Cristiano Ronaldo.

Uzbequistão

O Uzbequistão faz sua primeira participação em uma Copa do Mundo e chega para a segunda rodada tentando reagir após a derrota por 3 a 1 para a Colômbia.

Apesar do resultado negativo, a equipe asiática conseguiu marcar seu primeiro gol nesta edição do torneio com Abbosbek Fayzullaev, um dos destaques do elenco. O atacante Eldor Shomurodov também concentra boa parte das expectativas ofensivas da seleção comandada pelo italiano Fabio Cannavaro.

O treinador deve promover uma alteração na equipe, com a entrada de Odiljon Khamrobekov no lugar de Urunov.

Provável escalação do Uzbequistão: Utkir Yusupov; Abdukodir Khusanov, Jasurbek Urozov e Abdurauf Abdullaev; Bekzod Karimov, Aleksandr Mozgovoy, Otabek Shukurov e Farrukh Sayfiev; Abbosbek Fayzullaev e Odiljon Khamrobekov; Eldor Shomurodov.

Inglaterra x Gana

Às 17h, pelo Grupo L, Inglaterra e Gana se enfrentam no Gillette Stadium, em Boston. O confronto reúne duas seleções que venceram na estreia e que podem dar um passo importante rumo à classificação para a fase eliminatória.

A Inglaterra lidera a chave graças à vitória por 4 a 2 sobre a Croácia. Já Gana conquistou três pontos ao derrotar o Panamá por 1 a 0.

Inglaterra

A equipe dirigida por Thomas Tuchel protagonizou um dos jogos mais movimentados da primeira rodada. A vitória sobre a Croácia contou com grande atuação de Harry Kane, autor de dois gols.

O atacante chegou a dez gols em Copas do Mundo e igualou Gary Lineker como maior artilheiro da história da Inglaterra em Mundiais. Além disso, tornou-se o jogador inglês com mais gols marcados em cobranças de pênalti na competição.

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Harry Kane no vídepclipe “Dai Dai” de Shakira, música oficial da Copa – Reprodução

Ao lado de Kane, a seleção inglesa conta com atletas que vivem grande momento, como Jude Bellingham, Marcus Rashford e Declan Rice. O desempenho ofensivo da estreia reforçou o favoritismo inglês para avançar em primeiro lugar no grupo.

Provável escalação da Inglaterra: Jordan Pickford; Reece James, Ezri Konsa, John Stones e Nico O’Reilly; Elliot Anderson e Declan Rice; Noni Madueke, Jude Bellingham e Anthony Gordon; Harry Kane.

Gana

A seleção ganesa chega embalada pela vitória sobre o Panamá. O gol decisivo foi marcado pelo volante Caleb Yirenkyi aos 49 minutos do segundo tempo, resultado que colocou os africanos na disputa direta pela liderança do Grupo L.

O técnico Thomas Christiansen deve manter a base da equipe que venceu na estreia. A principal atenção recai sobre Yirenkyi, que está pendurado e precisará evitar cartões para não desfalcar a equipe em um possível confronto decisivo.

Vice-capitão de Gana está em liberdade após pagar fiança. Ele sofre 5 acusações de estupro e 1 de violência sexual

Na primeira rodada, um dos seus jogadores, Thomas Partney, não pode jogar. O motivo? Partiney, o ex-Arsenal, sofre 5 acusaões de estupro e uma de agressão sexual. Em agosto de 2025, ele obteve liberdade após pagar fiança.

No momento, ele aguarda o fim do julgamento e se diz inocente. No Canadá, onde foi o jogo de estreia, ele teve o visto negado por causa do processo e das acusações. A segunda rodada, no entanto, será nos EUA e Partney, o vice-capitão da equipe poderá jogar.

Provável escalação de Gana: Benjamin Asare; Maxime Senaya, Jonas Adjetey, Jonathan Opoku e Gideon Mensah; Ernest Nuamah, Caleb Yirenkyi, Ebenezer Owusu e Kamaldeen Sulemana; Jordan Ayew; Antoine Semenyo.

Panamá x Croácia

Às 20h, no BMO Field, em Toronto, Panamá e Croácia disputam um confronto que pode definir o futuro das duas seleções na Copa do Mundo.

Derrotadas na estreia, ambas entram em campo sob pressão. Dependendo dos resultados da rodada, quem perder pode ficar muito próximo da eliminação.

Panamá

O Panamá mostrou competitividade diante de Gana, mas acabou derrotado por 1 a 0. Mesmo com mais posse de bola e maior número de finalizações, a equipe não conseguiu transformar o volume de jogo em gols.

Agora, os panamenhos buscam a primeira vitória de sua história em Copas do Mundo para seguir sonhando com a classificação.

Provável escalação do Panamá: Orlando Mosquera; César Blackman, José Córdoba e Jiovany Ramos; Amir Murillo, Cristian Martínez, Carlos Harvey e Andrés Andrade; Yoel Bárcenas, José Luis Rodríguez e Cecilio Waterman.

Croácia

A Croácia chega pressionada após perder por 4 a 2 para a Inglaterra em uma das partidas mais emocionantes da primeira rodada.

A seleção tem histórico recente expressivo em Copas do Mundo. Foi vice-campeã em 2018, terminou em terceiro lugar em 2022 e também alcançou o terceiro posto em 1998.

O principal nome continua sendo Luka Modric. Aos 40 anos, o meio-campista disputa sua sexta Copa do Mundo. Contra a Inglaterra, teve atuação abaixo do esperado, cometeu o pênalti que originou o primeiro gol adversário e acabou substituído no segundo tempo.

Modric chega ao torneio mundial aos 41 anos – Reprodução/Redes sociais

Maior jogador em número de partidas pela seleção croata, com 199 jogos, Modric busca liderar a reação da equipe em um duelo considerado decisivo.

Provável escalação da Croácia: Dominik Livaković; Josip Stanišić, Josip Šutalo, Duje Ćaleta-Car e Joško Gvardiol; Luka Modrić e Mateo Kovačić; Petar Sučić, Martin Baturina e Ivan Perišić; Ante Budimir.

Colômbia x República Democrática do Congo

Fechando a programação do dia, Colômbia e República Democrática do Congo se enfrentam às 23h, em Guadalajara, no México, em partida que vale a liderança do Grupo K.

A Colômbia chega com três pontos após derrotar o Uzbequistão por 3 a 1. Já a RD Congo conquistou um resultado histórico ao empatar com Portugal.

Colômbia

A seleção colombiana começou a Copa em alta. O triunfo sobre o Uzbequistão confirmou o bom momento da equipe dirigida por Néstor Lorenzo e colocou os sul-americanos na liderança da chave.

O ataque liderado por Luis Díaz segue como principal esperança da torcida. Ao lado dele, James Rodríguez continua sendo uma das referências técnicas do grupo, responsável pela organização ofensiva e pela experiência em grandes competições.

Luis Diaz, jogador da Colômbia – Foto: Reprodução/Redes sociais

Com mais uma vitória, a Colômbia pode encaminhar a classificação para as oitavas de final com uma rodada de antecedência.

Provável escalação da Colômbia: Camilo Vargas; Daniel Muñoz, Davinson Sánchez, Jhon Lucumí, Johan Mojica; Jefferson Lerma, Gustavo Puerta, Jhon Arias, James Rodríguez, Luis Díaz e Luis Suárez.

República Democrática do Congo

A RD Congo foi uma das histórias mais marcantes da primeira rodada. Além de conquistar um empate diante de Portugal, a seleção marcou seu primeiro gol em uma Copa do Mundo.

O atacante Yoane Wissa entrou para a história ao balançar as redes diante dos portugueses e garantir o resultado que colocou os congoleses na segunda colocação do grupo.

Yoane Wissa com a camisa do time francês Lorient – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Após retornar ao Mundial depois de 52 anos, a equipe dirigida por Sébastien Desabre busca manter a boa campanha e se aproximar de uma classificação histórica para o mata-mata.

A tendência é que o treinador repita a base que enfrentou Portugal.

Provável escalação da RD Congo: Lionel Mpasi Nzau; Wan-Bissaka, Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe, Steve Kapuadi e Arthur Masuaku; Noah Mukau, Samuel Moutoussamy e Edo Kayembe; Cédric Bakambu e Yoane Wissa.

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Mario Frias usou e-mail da produtora de “Dark Horse” para emitir notas fiscais em hotel

Deputado federal Mario Frias, do PL
Deputado federal Mario Frias, do PL. Foto: Reprodução.

Duas notas fiscais de hospedagem do deputado federal Mario Frias (PL) e de seu então chefe de gabinete, Raphael Augusto Azevedo, registraram um e-mail vinculado a Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Hotel Mercure, em Campinas (SP), emitiu os documentos em 28 de abril de 2023. As notas registram o endereço karinamercosul2@gmail.com, usado por Frias e Azevedo nos campos de identificação.

O mesmo e-mail consta no registro do domínio do Instituto Conhecer Brasil e no cadastro da Receita Federal da Gama Participações Ltda., holding de Karina Ferreira da Gama. A informação liga as despesas de hospedagem a um endereço eletrônico associado à produtora investigada.

As notas fiscais somam R$ 1.107,30: uma no valor de R$ 594,30 e outra de R$ 513. Os documentos entraram na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, e a Câmara dos Deputados reembolsou os valores a Mario Frias.

Karina Gama, produtora de “Dark Horse”. Foto: reprodução

Produtora de “Dark horse” é alvo de apurações

Karina Ferreira da Gama responde a investigações da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia Federal que apuram a destinação de recursos públicos à produção de “Dark horse”. Mario Frias atua como produtor executivo do filme.

O deputado também entrou no radar do STF em uma apuração sobre a suposta destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. A entidade tem vínculo com a Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark horse”.

Raphael Augusto Azevedo chefiou o gabinete de Mario Frias até fevereiro de 2024. Ele também apareceu em relato de uma ex-assessora do deputado sobre um suposto esquema de “rachadinha” no gabinete parlamentar.

As notas fiscais de abril de 2023, o uso do e-mail associado a Karina Ferreira da Gama e os reembolsos pela cota parlamentar integram o conjunto de documentos agora citados nas apurações sobre a relação entre despesas públicas, o Instituto Conhecer Brasil e a produção do filme.

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US-educated Ukrainian postal chief unfit for role – regulator

✇RTnews
Por:RT

The outspoken highly-paid executive, who has led the service for a decade, has threatened retaliation against the central bank

A US-educated executive who has headed Ukraine’s national postal service for a decade does not have the professional competence required for the position, the country’s central bank has ruled.

Ukrposhta chief Igor Smelyansky has faced years of criticism over his salary, reportedly the highest in Ukraine’s public sector, as well as his dismissive communications style. The regulator responsible for financial oversight has demanded that he be removed from his post within five days, while the postal chief has threatened to strike back.

In a sharply worded ruling published on Tuesday, the National Bank of Ukraine (NBU) cited multiple violations by the state-owned company, including alleged anti-money laundering failures. Smelyansky’s qualifications, the regulator concluded, “do not meet the professional requirements” for the top executive of a major payment operator.

Ukrainian postal chief threatens central bank

Smelyansky has dismissed the ruling as “nonsense” and claimed it was a personal attack by NBU head Andrey Pyshny, whom he accused of corruption.

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FILE PHOTO
Zelensky ‘acted like Mr. Bean on crack,’ US Treasury chief reportedly said

“Do you know the possibilities that a lawyer with experience working in the US has? Be careful about your assets and don’t try to move them,” he warned, addressing Pyshny. “I hope you will be leaving the post soon.”

Smelyansky, a graduate of Georgetown and George Washington Universities, worked in Ukraine’s banking sector before taking over Ukrposhta.

Central bank ruling like ‘a Russian strike’

The postal chief, who presents himself as an efficiency-focused reformer, has said his monthly salary of $21,500 is lower than what he earned in the private sector.

He has claimed that managing a state-owned enterprise is more difficult and less emotionally gratifying than working for a private company.

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Polish President Karol Nawrocki, Krakow, June 6, 2026.
Poland rejects Zelensky’s ‘insults’ as Nazi row escalates

“I received two degrees in the US, for which I paid back a student loan of $200,000. Who would I owe?” he said in a recent interview. “My salary covers more taxes for the armed forces than those of people decrying my salary.”

Smelyansky has insisted he will remain in his high-paying job until martial law is lifted, meaning not before the conflict with Russia is resolved. Ukrposhta plays a role in Ukrainian military logistics, and its storage facilities have been targeted by multiple Russian strikes.

He claimed Ukraine’s central bank under Pyshny is as damaging to the national postal service as Moscow, but added that Ukrposhta knows how to “recover from enemy attacks.”

Backlash over sexualized schoolgirl images

In February, Smelyansky labeled a critic of Ukrposhta’s recent rebranding “a whore,” while on another occasion he described people working for minimum wage as “sick in their heads.”

Another controversy involved Ukrposhta’s St. Valentine’s Day campaign, which featured sexualized images of schoolgirls and a “post of love” theme. Smelyansky later called the campaign “a mistake,” while the advertising firm behind it deleted the most provocative images.

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Frio intenso avança pelo Centro-Sul e provoca geada nesta terça-feira (23)

Uma nova massa de ar polar avança pelo Brasil nesta terça-feira (23) e provoca queda acentuada nas temperaturas no Centro-Sul do país. O destaque fica para a Região Sul, onde há previsão de geada ampla e temperaturas abaixo de 0 °C em áreas do Rio Grande do Sul. Enquanto isso, a frente fria segue influenciando […]
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Por que favorito a primeiro-ministro após Starmer deixa Reino Unido em dúvidas

Andy Burnham, político trabalhista britânico
Andy Burnham, político trabalhista britânico. Foto: Reprodução.

Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, tornou-se o principal favorito para suceder Keir Starmer no Reino Unido depois que o primeiro-ministro britânico anunciou um cronograma para deixar o cargo. A movimentação em Westminster acelerou a transição de poder no Partido Trabalhista e colocou Burnham no centro da disputa pelo governo.

A posição de Burnham ganhou força na segunda-feira (22), quando Wes Streeting, ex-secretário de Saúde e apontado como seu maior rival em potencial, desistiu de concorrer e declarou apoio ao ex-prefeito de Manchester. A retirada deixou o caminho mais aberto para uma sucessão rápida dentro do partido.

Se confirmar a ascensão, Burnham será o quinto primeiro-ministro do Reino Unido em quatro anos. Ele acaba de chegar ao Parlamento como deputado por Makerfield, depois de vencer uma eleição complementar em uma área onde o Reform UK, partido da direita radical, costuma ter desempenho relevante.

Disputa trabalhista expõe dúvidas sobre Burnham

A possível troca de comando também abriu uma disputa por espaço no futuro governo. Aliados de Rachel Reeves defendem sua permanência no Ministério das Finanças sob o argumento de que ela preservou a confiança dos mercados. Há quem veja Streeting como possível substituto, mas ele afirmou que não recebeu convite de Burnham para ocupar o posto.

Parte do Partido Trabalhista demonstra incômodo com a velocidade da ascensão. Um ministro lembrou que Burnham não disputou as últimas eleições gerais, não era deputado até a semana passada e já perdeu duas corridas pela liderança trabalhista. “E lembre-se de que ele já concorreu à liderança do Partido Trabalhista duas vezes antes e perdeu”, disse. O mesmo ministro acrescentou: “E não só isso. Ele perdeu para dois perdedores — Ed Miliband e Jeremy Corbyn.”

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Foto: Jaimi Joy/Reuters

Ed Miliband perdeu as eleições gerais de 2015, enquanto Jeremy Corbyn foi derrotado em 2017 e 2019. A comparação alimenta a resistência de setores trabalhistas, apesar de Burnham aparecer hoje como um nome eleitoralmente competitivo contra o Reform UK e de ter escolhido uma vaga considerada difícil para retornar ao Parlamento.

A falta de detalhes sobre seu programa também provoca tensão interna. Uma fonte descreveu a movimentação de parlamentares trabalhistas como uma corrida “para pegar um trem que está prestes a sair da estação”, sem saber “para onde ele vai”. Durante a campanha em Makerfield, Burnham apresentou ideias gerais, mas concentrou sua agenda em temas locais que ajudariam a garantir a vitória.

Em publicação nas redes sociais sobre a decisão de Starmer de sair, Burnham disse que “as pessoas querem ver progresso no crescimento econômico, no custo de vida, nos serviços públicos, na habitação e nas oportunidades para a próxima geração”. Agora, parlamentares esperam que ele detalhe como pretende executar essas propostas, enquanto alguns cogitam tentar convencer Darren Jones, ministro-chefe de Starmer, a concorrer; aliados dizem que isso parece improvável, mas ainda não descartado.

O próximo passo da transição será a apresentação do programa de Burnham. Caso chegue ao cargo, ele terá de responder a questões que pouco enfrentou publicamente como prefeito, entre elas a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a possibilidade de elevar recursos para as Forças Armadas britânicas e a forma de financiar esse aumento.

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O calote de R$ 500 milhões que levou o banco de Edir Macedo virar alvo da PF

Logomarca do Banco Digimais
Logomarca do Banco Digimais. Foto: Reprodução.

O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo e líder religioso Edir Macedo, virou alvo da Operação Miragem da Polícia Federal, nesta terça-feira (23/6), após enfrentar uma disputa judicial aberta por uma acusação de prejuízo de quase R$ 500 milhões. O empresário Roberto Campos Marinho Filho, sócio do banco e dono da Yards Capital, acionou a Justiça contra a instituição.

A disputa judicial nasceu da participação do Digimais no fundo de investimento EXP 1, gerido pela Yards Capital. Marinho Filho contestou a aceitação de títulos emitidos pelas empresas Fictor, Reag e pelo Banco Master como lastro da operação.

O Digimais detém 80% do fundo, enquanto Marinho Filho possui os 20% restantes. Segundo o processo, os papéis da carteira perderam valor de mercado após o avanço de investigações sobre supostas fraudes envolvendo Banco Master, Reag e Fictor, todos sob investigação do Banco Central.

A Yards Capital notificou judicialmente o banco de Edir Macedo para tentar reaver aportes e transferir o risco financeiro acumulado na operação. A gestora exigiu que o Digimais recomprasse uma carteira de ativos avaliada em R$ 462,2 milhões: R$ 316,6 milhões em títulos do Banco Master e da Reag, além de R$ 145,6 milhões em papéis ligados à Fictor.

Viatura da Polícia Federal em operação em São Paulo
O bispo Edir Macedo. Foto: reprodução

Investigações atingiram Reag, Fictor e Banco Master

A Reag entrou na mira de grandes operações policiais que atingiram a Faria Lima, em São Paulo. A gestora de fundos é investigada por suposto envolvimento em manobras para esconder dinheiro do crime organizado, na operação Carbono Oculto, e por usar a mesma rede de fundos em movimentações suspeitas do Banco Master, na operação Compliance Zero. O Banco Central liquidou a Reag em 15 de dezembro.

A Fictor ganhou destaque depois de anunciar, em novembro de 2025, que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões. Um dia depois, o Banco Central liquidou o Master, e os principais executivos do banco acabaram presos. Em janeiro deste ano, a Fictor pediu recuperação judicial e afirmou que notícias envolvendo o Master levaram investidores a pedir resgates, esvaziando o caixa e provocando crise de liquidez.

A crise do Master atingiu outras instituições financeiras, entre elas o Digimais. Relatórios de 2024 e 2025 apontaram alta inadimplência depois da pandemia, perda de patrimônio e necessidade de aportes recorrentes para evitar quebra técnica. O dinheiro saiu do próprio Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record de Televisão.

Em 2025, o Digimais passou por reestruturações sob supervisão do Banco Central e abriu negociações de venda por causa de desafios operacionais. O investidor Mauricio Quadrado, ex-sócio do Banco Master, chegou a anunciar que havia fechado a compra com Edir Macedo, mas o negócio não avançou. Em São Paulo, o governo Tarcísio de Freitas também liberou o Digimais para operar crédito consignado na Polícia Militar após a crise.

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Tendência é de que Alexandre de Moraes mantenha Bolsonaro em prisão domiciliar

A coluna apurou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deve estender por mais 90 dias a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). A defesa juntará laudos sobre a saúde, pedindo que Bolsonaro permaneça em casa, cumprindo a condenação de 27 anos por tentar um golpe. Nos bastidores, a avaliação é […]
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12 Indians died in Ras Laffan LNG blast – Qatar

✇RTnews
Por:RT

A technical malfunction caused the explosion at the complex, where an Iranian attack in March halted operations

Twelve Indians are among the 13 killed in a blast at a Ras Laffan gas facility on Monday, the Qatari authorities say.

Energy Minister Saad al-Kaabi said the blast at the Barzan plant in the Ras Laffan LNG complex was due to a “technical malfunction,” ruling out any “hostile” action.

Qatar suffered Iranian missile and drone attacks during the recent Middle East conflict triggered by US-Israel strikes on Iran, with the Ras Laffan facility extensively damaged in March.

The Indian Embassy in Doha said the Qatari authorities confirmed that 12 of the deceased were from India. The 66 reportedly injured are Qatari, Indian, Pakistani, Bangladeshi, Kenyan, Ghanaian, Tanzanian, Nigerian, and Nepalese nationals, Qatari officials said.

The Qatari authorities said the injured are in stable condition and are receiving medical treatment.

Qatari authorities have confirmed that 12 Indian nationals have unfortunately passed away in the Ras Laffan incident yesterday night. We extend our deepest condolences to the bereaved families and prayers for the departed souls.

Qatari authorities have also confirmed that all…

— India in Qatar (@IndEmbDoha) June 22, 2026

The Indian Embassy said officials are in touch with the authorities to extend “all possible help to the Indian nationals and their families affected by this incident, including ensuring that the mortal remains of the deceased are sent back to India at the earliest.”

Read more
Satellite view of the Salalah oil storage fire in Oman. An Iranian drone strike on March 11 ignited the blaze, sending a plume over the Gulf of Oman’s strategic port. Imaged 13 March 2026.
How the Middle East crisis is rewriting energy security doctrine

“This was an accident ‌‌and not sabotage or hostile in nature… plant production was... completely stopped since December 2025 due to urgent maintenance... it was first restarted again only two days ago,” al-Kaabi was quoted as saying by Al Jazeera.

The Ras Laffan Industrial City around 80 km north of Doha houses the world’s largest LNG export complex and produces around a fifth of global supply.

Qatar Energy did not provide details on the extent of the damage in the blast. Al-Kaabi, who is also the CEO of the state-owned company, said the blast “will not affect in any way our exports to the world.”

Qatar is India’s largest LNG supplier, accounting for nearly half of the country’s imports. Qatar owns nearly all of the plant, with ExxonMobil holding a small share.

The explosion occurred as workers were restarting operations at the complex. There was no gas leakage, Qatar’s Interior Ministry said, adding that the incident does not pose any danger to public safety.

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Зашатался последний столп немецкого автопрома

Европейские СМИ (Süddeutsche Zeitung, Bild, Merkur, Die Welt, Les Echos, Le Temps) подробно освещают проблемы мюнхенского автомобильного гиганта BMW. Долгое время концерн считался «лучиком надежды» на фоне погрязшей в кризисе немецкой автомобильной промышленности. У специалистов долгое время сохранялась уверенность: каким бы сложным ни было положение в автопроме, BMW остается стабильным концерном. Конечно, он тоже боролся ...

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Kenyan official found in contempt over US-backed Ebola facility

✇RTnews
Por:RT

Aden Duale has been ordered to explain why construction continued at an American-backed quarantine center

A senior Kenyan health official has been found in contempt of court over the continued construction of a controversial US-backed Ebola quarantine facility, despite an earlier judicial order halting the project.

High Court Justice Patricia Nyaundi ruled on Monday that government authorities had failed to comply with existing conservatory orders and allowed work on the facility to continue.

The court summoned the cabinet secretary of health, Aden Duale, to appear on June 23 to explain the government’s actions.

“The court cannot permit its orders to ⁠be rendered hollow,” Nyaundi said, as quoted by Reuters.

The case stems from a petition filed in May by rights group Katiba Institute, which claimed that the proposed facility could pose a public health risk in a country that has never recorded a single case of Ebola.

In a separate finding, the court concluded that the Health Ministry had disclosed all available documents related to the project.

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RT composite.
Why is the current Ebola outbreak worrying health officials?

According to Katiba Institute, the records did not include environmental and social impact assessments or emergency contingency plans typically associated with high-risk health facilities.

“The fact that construction continued in direct violation of a High Court order shows that the government believed it could operate entirely above the Kenyan judicial system,” the institute’s executive director, Nora Mbagathi, noted.

The quarantine facility issue drew attention last month, after Washington announced a $13.5 million initiative to boost Kenya’s Ebola preparedness amid an outbreak in the Democratic Republic of the Congo (DR Congo).

Despite a High Court order halting the project, Reuters reported that about 20 flights carrying equipment and personnel landed at the base between May 23 and May 31.

The project has also triggered strong opposition among local residents. Protests against the construction of the US-backed quarantine facility reportedly turned deadly, with at least three people being killed during unrest linked to demonstrations over the site.

READ MORE: Kenyans protest US Ebola facility plan (PHOTOS/VIDEO)

The controversy comes amid a broader Ebola crisis in Central Africa. DR Congo is currently battling its 17th recorded Ebola outbreak. Health authorities have linked the latest outbreak, which emerged in May, to the Bundibugyo strain of the virus, for which there are currently no approved vaccines or specific treatments.

As of June 22, the country had reported 1,048 confirmed cases, including 267 deaths and 112 recoveries. Neighboring Uganda has also recorded infections, with 19 confirmed cases, two deaths, and ten recoveries.

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«Опаментайсе, пане!»

Читатели, хорошо знающие бессмертное произведение «Золотой телёнок», конечно же, отлично помнят, как с бравым владельцем «Антилопы гну» «стряслась беда чрезвычайно политичного свойства» — его охмурили ксендзы, позарившиеся на столь дефицитный в те времена самодвижущийся экипаж, вызвав понятный гнев Великого комбинатора: — Я сам склонен к обману и шантажу, — говорил он, — сейчас, например, я занимаюсь выманиванием ...

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A Europa fecha suas fronteiras e abre nova era de deportações (por Cristiano Goldschmidt)

Cristiano Goldschmidt (*)

Nenhum continente conhece tão bem o significado da palavra exílio quanto a Europa. Durante séculos, seus habitantes cruzaram oceanos, fugiram de guerras, escaparam de perseguições religiosas, buscaram refúgio político ou simplesmente partiram em busca de sobrevivência. Milhões de europeus foram migrantes antes que a própria ideia de uma União Europeia existisse.

Talvez por isso exista algo de profundamente espantoso na recente decisão do Parlamento Europeu de aprovar mecanismos para acelerar deportações e permitir a instalação de centros de retorno para migrantes fora das fronteiras do bloco. Não se trata apenas de uma nova legislação. Trata-se de um capítulo revelador da forma como a Europa contemporânea passou a olhar para aqueles que hoje trilham caminhos semelhantes aos que seus próprios antepassados percorreram.

A medida foi aprovada com forte apoio de partidos conservadores, da direita e da extrema-direita, consolidando uma tendência política que se fortalece em diversos países do continente há pelo menos uma década. O que antes era visto como um discurso restrito a setores nacionalistas passou gradualmente a ocupar o centro do debate público europeu. A imigração deixou de ser tratada apenas como um desafio humanitário ou econômico para se transformar em uma das questões mais sensíveis da política contemporânea.

O aspecto mais inquietante da nova legislação talvez não esteja no direito que os Estados possuem de controlar suas fronteiras. Nenhuma sociedade organizada pode existir sem regras para entrada e permanência em seu território. A questão central está em outro lugar: na lógica política e moral que acompanha essa mudança.

Quando uma democracia cria mecanismos para transferir migrantes para centros localizados fora de suas fronteiras, transfere também parte da responsabilidade ética para longe do olhar público. O problema deixa de ser apenas administrativo e passa a ser simbólico. O migrante transforma-se em uma questão a ser removida da paisagem social. A fronteira deixa de ser apenas uma linha geográfica e passa a funcionar como um instrumento de distanciamento moral.

É justamente nesse ponto que surgem as preocupações mais sérias. Organizações de direitos humanos alertam que estruturas desse tipo podem acabar se transformando em zonas de reduzida proteção jurídica, locais onde garantias fundamentais se tornam mais frágeis e onde pessoas passam a existir em uma espécie de limbo burocrático. A história demonstra que processos de perseguição e de exclusão raramente começam com grandes rupturas. Eles costumam nascer de mecanismos administrativos aparentemente razoáveis.

Ao mesmo tempo, seria intelectualmente preguiçoso analisar a questão apenas pela ótica humanitária e ignorar as razões que levaram milhões de europeus a apoiar partidos e líderes que defendem políticas migratórias mais rigorosas.

Recentemente conversei com meu amigo Roger Bundt, que vive na Europa há quase dez anos. Trata-se de alguém distante dos discursos extremistas. Democrata convicto, com ampla formação humana e acadêmica – com dois mestrados, doutorado e pós-doutorado no Brasil e no exterior, em áreas como Comunicação, Letras e Cinema – e profunda inserção na cultura local, Roger acompanha de perto as transformações sociais e políticas que atravessam o continente.

Segundo ele, a aprovação dessa agenda representa, em grande medida, uma vitória política da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. Mais do que isso, simboliza a capacidade que determinadas pautas da extrema direita europeia adquiriram de influenciar o conjunto do debate continental.

Roger, porém, rejeita explicações simplistas. Na avaliação dele, a questão não pode ser compreendida apenas pela disputa ideológica entre esquerda e direita. O que está em jogo é algo mais antigo e mais poderoso: a Realpolitik. Os políticos perceberam que seus eleitores mudaram e passaram a reagir de forma muito mais intensa ao tema da imigração.

Como exemplo, ele menciona Portugal. Recentemente, o país debateu alterações na legislação trabalhista propostas pelo governo do primeiro-ministro Luís Montenegro. Embora o tema não estivesse diretamente ligado à imigração, chamou atenção o fato de determinadas propostas receberem apoio de setores ideológicos bastante distintos. Para Roger, esse fenômeno demonstra como as antigas fronteiras partidárias estão se tornando menos importantes diante de questões que mobilizam fortemente a opinião pública.

No caso da imigração, a percepção social passou a exercer enorme influência sobre as decisões políticas. E percepção, gostemos ou não, é uma força histórica poderosa.

Roger observa que existe um sentimento crescente em diversos países europeus de que parte da imigração recente — principalmente a proveniente de países islâmicos — não conseguiu se integrar plenamente às sociedades de acolhimento. Trata-se de uma percepção amplamente difundida, independentemente do grau de precisão de cada argumento utilizado para sustentá-la.

Muitos europeus argumentam que determinados grupos permanecem isolados culturalmente, participam pouco da vida comunitária, mantêm vínculos limitados com a sociedade local e reproduzem estruturas sociais paralelas. Essas preocupações aparecem com frequência em debates públicos, programas eleitorais e pesquisas de opinião.

Roger cita ainda um aspecto que aparece com frequência nas discussões sobre integração e que ajuda a compreender parte do descontentamento popular. Segundo ele, muitos europeus percebem uma discrepância entre os benefícios oferecidos pelos generosos sistemas de bem-estar social do continente e a participação econômica de determinados grupos migrantes. Essa percepção é particularmente forte em relação a parcelas das comunidades oriundas de países islâmicos.

Embora o tema seja frequentemente capturado por discursos simplistas ou preconceituosos, diversos estudos apontam que mulheres muçulmanas apresentam, em média, níveis de participação no mercado de trabalho inferiores aos observados entre a população feminina em geral em diversos países europeus. As explicações para isso estão longe de ser consensuais. Alguns atribuem o fenômeno a fatores culturais e modelos familiares tradicionais; outros destacam a discriminação, as dificuldades de inserção profissional, as barreiras linguísticas e os obstáculos enfrentados por mulheres que manifestam visivelmente sua identidade religiosa.

Independentemente das causas, a questão tornou-se politicamente relevante porque toca em um dos pilares do modelo social europeu: a ideia de que direitos e proteção social são sustentados pela contribuição coletiva dos cidadãos. Quando parcelas da população percebem que essa relação entre direitos e deveres está desequilibrada, cresce o apoio a discursos que defendem políticas migratórias mais rigorosas. Não se trata necessariamente de uma conclusão justa, mas é uma percepção que passou a influenciar decisivamente o comportamento eleitoral em diversos países do continente.

A França tornou-se talvez o símbolo mais conhecido desse debate. Há décadas, intelectuais, jornalistas e políticos discutem os efeitos da formação de bairros marcados por forte segregação social e cultural. A Alemanha também enfrenta discussões semelhantes envolvendo processos de estruturação de comunidades paralelas formadas ao longo de sucessivas ondas migratórias.

O problema, entretanto, não é apenas econômico. É também psicológico, cultural e identitário.

Em muitos lugares, cresce a sensação de que comunidades inteiras passaram a coexistir sem efetivamente compartilhar um mesmo espaço cívico. A consequência é o surgimento de ressentimentos mútuos. De um lado, moradores locais sentem que seus governos ignoram suas preocupações. De outro, muitos migrantes experimentam rejeição, preconceito e dificuldades de ascensão social.

Essa combinação produz um ambiente particularmente perigoso. O medo alimenta o radicalismo. O radicalismo produz mais medo. E o círculo se retroalimenta.

Roger menciona ainda outro aspecto frequentemente ignorado nas análises superficiais: a questão demográfica.

A Europa envelhece rapidamente. As taxas de natalidade permanecem baixas em grande parte do continente. Os sistemas previdenciários dependem cada vez mais da entrada de novos trabalhadores. Em diversos países, a necessidade de imigração deixou de ser uma projeção futura e passou a ser uma exigência imediata.

Essa realidade cria uma contradição que nenhuma força política conseguiu resolver de forma satisfatória.

A Europa precisa de imigrantes para sustentar sua economia, seu mercado de trabalho e seus sistemas de proteção social. Ao mesmo tempo, cresce entre parcelas da população a sensação de que os processos de integração não estão funcionando adequadamente.

Por essa razão, alguns países buscam caminhos diferentes. A Espanha, por exemplo, tem adotado políticas relativamente mais abertas para determinados fluxos migratórios, especialmente aqueles considerados mais próximos cultural ou linguisticamente. Trata-se de uma tentativa de equilibrar necessidades econômicas com desafios de integração social.

Na interpretação de Roger, o endurecimento das políticas migratórias não busca apenas reduzir os fluxos de entrada. Busca também enviar uma mensagem política. A mensagem de que migrar implica direitos, mas também deveres; acolhimento, mas também integração; oportunidades, mas também participação na vida comum.

Mesmo que essa análise contenha elementos relevantes, permanece uma pergunta fundamental.

Até onde uma democracia pode avançar na tentativa de responder aos receios legítimos de sua população sem comprometer os princípios que lhe conferem legitimidade moral?

Essa talvez seja a verdadeira questão colocada pela nova legislação europeia.

A história está repleta de exemplos de sociedades que, diante da insegurança, aceitaram restringir direitos em nome da ordem. Quase sempre essas decisões pareceram razoáveis quando tomadas. Quase sempre vieram acompanhadas de justificativas pragmáticas, argumentos técnicos e promessas de eficiência.

Mas a erosão dos valores democráticos raramente acontece por meio de grandes rupturas. Ela ocorre através de pequenos deslocamentos morais. Uma exceção aqui. Uma flexibilização ali. Um grupo transformado em problema administrativo. Outro reduzido a uma estatística.

O perigo não está apenas na xenofobia explícita, embora ela exista e esteja crescendo em diversos países. O perigo maior talvez resida na naturalização da desumanização.

Quando seres humanos passam a ser vistos prioritariamente como custos, ameaças ou obstáculos, algo essencial começa a se perder. Não apenas para aqueles que são excluídos, mas também para aqueles que excluem.

A Europa contemporânea encontra-se diante de um dilema histórico. Precisa responder a desafios reais relacionados à integração, segurança e coesão social. Precisa ouvir as preocupações legítimas de seus cidadãos. Precisa enfrentar problemas concretos que não desaparecerão por decreto nem por discursos moralizantes.

Mas precisa também evitar que o medo se transforme no principal arquiteto de suas decisões.

Porque nenhuma democracia permanece saudável quando passa a governar sob o império permanente da ansiedade coletiva. E nenhuma civilização conserva sua grandeza quando começa a acreditar que certos seres humanos podem ser tratados apenas como problemas a serem administrados.

Talvez o futuro não julgue esta legislação pela quantidade de deportações que produzirá nem pela eficiência de seus mecanismos burocráticos. Talvez o julgamento histórico seja mais simples e mais profundo.

Diante do estrangeiro, a Europa conseguiu proteger simultaneamente suas fronteiras e seus valores?

Ou, na tentativa de preservar uma identidade ameaçada, acabou abrindo mão justamente dos princípios que durante décadas afirmou representar perante o mundo?

(*) Jornalista e Pedagogo, Mestre em Artes Cênicas pela UFRGS.

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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«The Spectator», Великобритания. Правда ли Зеленский намерен напасть на Белоруссию?

«The Spectator», Великобритания: в Европе встревожены угрозами Зеленского в адрес Белоруссии Зеленский участил угрозы в адрес Белоруссии, в том числе пообещал ударить по объектам на ее территории, пишет The Spectator. Если его слова воплотятся в дела, то в Европе вспыхнет новая война, которая не ограничится территорией этих двух соседних стран. Марк Галеотти Уже давно назрели ...

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Iran to set up Hormuz hotline with US

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Por:RT

The new channel will help resolve incidents in the strategic waterway amid conflicting guidance for shipowners

Iran has agreed to set up a ‘hotline’ with the US and other countries to “prevent and resolve any misunderstandings” involving ships transiting the Strait of Hormuz, Tehran’s chief negotiator, Mohammad Bagher Ghalibaf, has said.

The strait will henceforth be “managed under Iranian arrangements” and will “never return to what it was before the war,” Ghalibaf said on Monday, returning from the first round of talks with the US in Switzerland.

“Problems can arise in the Strait of Hormuz, so we agreed to establish a center and a communications line so that if issues occur, we can resolve them more quickly within a 30-day period,” Ghalibaf was quoted as saying by the Mehr news agency.

The communications line will not be used to obtain Iranian permission for passage through the waterway, he added, saying clearance procedures will remain separate. Instead, it will serve as a mechanism for resolving issues involving ships and clarifying potential incidents.

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RT
US lifts sanctions on Iranian oil

Galibaf stressed that Iran will “implement international laws precisely” and move quickly to resolve any incidents or misunderstandings involving ships transiting the waterway.

“Naturally, just as problems may arise in Lebanon or elsewhere, problems can also arise in the Strait of Hormuz,” Ghalibaf said. “As you’ve seen, on some nights there have even been clashes.”

Washington and Tehran agreed on a roadmap toward a final accord following Qatar- and Pakistan-mediated talks at the Swiss resort of Buergenstock at the weekend. While no joint statement was released, mediators said the sides agreed to a 60-day path toward a final deal, further technical negotiations, and the creation of a high-level committee to oversee the process.

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Buildings destroyed in fighting between Israel and Hezbollah in Nabatieh, Lebanon, June 15, 2026.
Lebanon should be Israel’s ‘playground’ – minister

Tehran said the talks focused heavily on practical economic measures, including the release of $12 billion in frozen Iranian assets and the lifting of restrictions on Iranian ports and shipping.

Although shipping traffic through the Strait of Hormuz has resumed, shipowners remain deeply uncertain about how to navigate the waterway, amid conflicting instructions from Iran, the US, and Western insurers.

Iran has warned that vessels could face penalties or be forced to turn back unless they obtain prior clearance from Tehran and follow designated routes closer to the Iranian coast.

The US and some Western insurers, meanwhile, have advised vessels to use routes along the Omani side of the waterway under the protection of US air cover, according to three shipping industry executives.

The conflicting guidance has left shipowners uncertain over which route to take, despite the strait remaining open to commercial traffic.

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В Польше начинают стонать от военных кредитов США

В Польше подверглось критике то, что считается крупным американским благодеянием: очередной кредит на закупку вооружений. «Полякам досталась роль туземцев, которым «белые господа» выдали винтовки, научили стрелять из них, но не показали, как их, в случае нужды, можно починить», – говорят эксперты и объясняют, в чем главная ловушка, созданная американским ВПК для своих американских союзников. В ...

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Галя, у нас замена!

Добрый день, Империя. Гулял по городу сипай. И раз у сипаев обязательным элементом национальной одежды является кинжал на поясе, этот сипай не был исключением. Гулял он громко, немного позади шли две из его жен, а сам сипай сыпал оскорбления вокруг себя, поскольку люди с бледной кожей воспринимались им врагами. И воспринимались не зря, ибо с ...

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Japan to Raise Some Tourist Visa Fees More Than 400 Percent

The hike, from around $18 to $93 for a single trip, will apply to visitors from countries including China, India and Vietnam, but not most Western travelers.
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Зеленский: казнить нельзя помиловать. Выбор не в запятой, а в «Когда?»

Здравствуйте. Жизнь полна повторений, а комментарии на АШ — полны шаблонов. Эта статья — моя очередная попытка аналитического разбора одного такого популярного шаблона/нарратива. Он практически ежедневно оформляется на этом ресурсе (и не только) в ряд вопросов/предложений, разных по форме подачи, но единых в своём содержании: «Почему не мочат наркошу?». Как принято говорить на границе пафоса: ...

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Хроники СВО: о топливных и беспилотных истериках

Губернатор Севастополя Развожаев: Провел заседание Оперативного штаба. Принят ряд вынужденных временных мер: в целях экономии топливо в городе не будет продаваться 22-23 июня. Заправка только для транспорта специальных служб. Общественный транспорт меняет время своей работы: с 05:30 до 21:00. Морское сообщение: паромы курсировать не будут, только пассажирские катера. Инфраструктура: уличное освещение включаться не будет. Из-за перегруза ...

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Fatia de pessimistas com economia do Brasil cai de 35% para 26%, diz Datafolha

Serasa
Por Maeli Prado (Folhapress) – A expectativa dos brasileiros para a situação econômica do Brasil melhorou nos últimos três meses e meio, com aumento do otimismo e queda no pessimismo com o futuro, mostra pesquisa Datafolha. Entre os ouvidos, 36% consideram que a economia brasileira vai melhorar nos próximos meses, um avanço em relação aos 30% que […]
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Международное обозрение. Михаил Боркунов, Владимир Трухан и Олег Шаландин

Михаил Боркунов, Владимир Трухан и Олег Шаландин. Обсудим последние события, дадим им оценку и ответим на вопросы.

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‘EUA foram derrotados militarmente e moralmente’, diz Irã

FMI
Os EUA e Israel saíram derrotados da guerra no Irã, tanto em termos militares por não terem atingido seus objetivos, como moralmente diante da comunidade internacional. A avaliação é o embaixador do Irã na ONU, Ali Bahreini. Em coletiva de imprensa realizada em Genebra nesta terça-feira, o negociador respondeu ao ICL Notícias de forma enfática […]
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В России появились новые автомобили VOLGA

В России стартовали продажи автомобилей VOLGA. Бренд, производство которого развернуто в Нижнем Новгороде, выводит на рынок три модели: бизнес-седан C50, среднеразмерный кроссовер K40 и флагманский внедорожник K50. Машины доступны у официальных дилеров по всей стране. Проект VOLGA — это новый российский автомобиль на основе современных технологий с глубокой локализацией. Завод в Нижнем Новгороде рассчитан на ...

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Banco de Edir Macedo é alvo da PF por suspeita de fraude e tem bloqueio de R$ 670 milhões

Plano de Poder: Teologia do Domínio e Igreja Universal – IV
Por Cleber Lourenço A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A Justiça Federal de São Paulo autorizou nove mandados de busca e apreensão, além do […]
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The ‘Tiffany’s father’ gambit: Inside the secret US deal to carve up Libya

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US actions are freezing rather than resolving the country’s divisions

The political rift and dual power structure in Libya that emerged after the 2014 House of Representatives (HoR) elections persists to this day, despite numerous attempts to unify the country.

During this period, Libya lived through its second civil war; although the war ended with a ceasefire in October 2020, two competing centers of power remained: one based in Tripoli, in the west of the country, and the other in Benghazi, in the east. 

Last year, two new initiatives for reaching a settlement were launched. The first initiative comes from the US, and the second is yet another attempt by the United Nations Support Mission in Libya (UNSMIL) to prepare the country for national parliamentary and presidential elections. 

The secret mission of Trump’s in-law 

Reports of US negotiations with Libyan political and military leaders surfaced shortly after US President Donald Trump’s return to office. These talks were led by the senior adviser to the US president on Arab and Middle Eastern affairs, businessman and diplomat Massad Boulos.

The senior adviser for Africa and Arab affairs to the US president, Massad Boulos, attends the ADF2026 talks at the Antalya Diplomacy Forum, Antalya, Türkiye, April 18, 2026. ©  Orhan Cicek/Anadolu via Getty Images

In late April 2025, the US State Department announced that it had held a series of meetings with Saddam Haftar, the son of Khalifa Haftar, commander-in-chief of the Libyan Arab Armed Forces (LAAF) – also known as the Libyan National Army (LNA) or the Libyan Arab Army (LAA). Saddam was appointed Khalifa’s deputy in August 2025.

“The United States will continue to engage officials from western and eastern Libya and to support Libyan efforts to unify their military institutions as Libyans secure their autonomy,” the State Department said.

The talks in Washington were conducted by Boulos, who is of Lebanese descent. Libyans have nicknamed him ‘Tiffany’s father’ due to the fact that his son, Michael Boulos, is married to Trump’s youngest daughter, Tiffany.

Massad Boulos’ activities consist of implementing a pragmatic plan to unite the country’s military and economic institutions. A key episode in this strategy was a secret meeting in Rome on September 3, 2025, at which major figures from the two opposing Libyan camps met face to face for the first time. These were Saddam Haftar and Ibrahim Dbeibeh, the adviser and nephew of Abdul Hamid Dbeibeh, prime minister of the Government of National Unity (GNU) in Tripoli. Boulos acted as the mediator and main negotiator on the American side.

The deputy commander of the Libyan National Army, Lieutenant General Saddam Haftar, in Athens, Greece, June 15, 2026. ©  AP Photo/Petros Giannakouris

What is Boulos’ plan about?

Several similar meetings were held later, including one in Paris in January 2026, which was also mediated by Massad Boulos. Details of the negotiations later surfaced in the media.

In particular, the negotiators discussed the appointment of Haftar as head of the Tripoli-based Presidential Council (PC), which fulfills the role of the country’s president during the transitional period and is headed by Mohamed al-Menfi. The current head of the GNU, Abdul Hamid Dbeibeh, will also retain his position.

At the military level, according to the plan presented by Boulos, Khaled Haftar (Saddam’s brother and the LNA chief of the General Staff in Benghazi) will remain in charge of the military leadership in the east of the country, General Salah ad-Din an-Namrush (the chief of the General Staff of the Armed Forces in Tripoli) will remain in charge in the northwest, and a third figure, whose identity has not yet been established, will be in charge in the south.

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RT
Washington is about to screw Libya over again

A unified budget, mutual integration of the armed forces, and a strengthened economic partnership with the United States was also discussed. As part of the plan, Washington is actively lobbying for the interests of American oil and gas companies, attempting to balance the influence of Russia and other countries.

Many of the plan’s aspects are being kept under wraps by officials, but Boulos himself recently admitted in an interview with the Financial Times that he is working to unite the country’s disparate institutions under a single leadership, while simultaneously promoting investments by American oil companies in Libya. The LNA leadership soon issued a statement welcoming the US initiative.

Some aspects of Boulos’ plan have already been successfully implemented. For example, on April 11, 2026, the Central Bank of Libya announced that the House of Representatives and the High Council of State (HCS), an advisory body in the west of the country, had approved the first unified budget in over 13 years.

Furthermore, Boulos’ initiatives laid the foundation for the first joint military exercises to be held in many years between the country’s eastern and western forces, as part of the annual Exercise Flintlock – a training event for special operations forces conducted under the auspices of the United States Africa Command (AFRICOM).

In April 2026, Exercise Flintlock took place in Libya for the first time in history, in the port city of Sirte.

Libyan military strongman Khalifa Haftar at a conference for the country’s development and reconstruction in Sabha, Libya, September 5, 2024. ©  Khaled Nasraoui/picture alliance via Getty Images

Harsh reactions

Boulos’ initiative and the secret negotiations between Saddam Haftar and Ibrahim Dbeibah are fundamentally changing the nature of the political rift in Libya. Instead of institutionally unifying the country through elections, the US is essentially promoting a pragmatic plan for power-sharing between the two dominant clans – the Haftar family and the Dbeibah family.

This has a dual effect on the power divide: On the one hand, the plan reduces the risk of a new large-scale war and temporarily defuses the acute geopolitical confrontation between Tripoli and Benghazi, transforming it into a pragmatic business alliance between the two families; on the other hand, it is creating new divisions within the two camps. 

In the east of the country, Saddam’s brother, Belqasem Haftar, who heads the Libyan Development and Reconstruction Fund, has sharply opposed the plan. He rejected US-sponsored economic agreements, claiming they “obstruct the national development project.”  

The authorities in the west, as well as paramilitary groups in Misrata and Tripoli, who fought against Haftar for years, perceive Saddam’s appointment as head of the Presidential Council as a betrayal by Dbeibah.

Moreover, Boulos’ plan completely ignores existing legitimate government bodies. This fact has united them against the US. The High Council of State and the Presidential Council of Libya officially declared the deal illegal and outside the framework of the Libyan Political Agreement. The agreement was signed on December 17, 2015, in the Moroccan city of Skhirat under UN auspices and laid the foundation for the creation of several government structures that are still in effect in the country.

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RT composite.
How the West’s war machine runs on calculated lies

The grand mufti of Libya, Sadiq al-Ghariani, also rejected the American initiative, and urged Libya’s western military brigades to unite against the ‘Boulos project’. 

The Presidential Council sees the American initiative as a direct threat to its existence, as the Boulos plan calls for the elimination of the current leadership of the council and the transfer of the chairmanship to Saddam Haftar. Realizing that Dbeibah negotiated with Haftar behind his back, Mohammed al-Manfi initiated the creation of a unified national Libyan front, joining forces with the HCS and HoR to block the Boulos plan.

Furthermore, the council is actively seeking support from loyal military groups in western Libya, convincing them that the American initiative leads to the establishment of a one-man military regime.

It’s worth noting that the swift actions of the US prompted Libya’s advisory bodies to accelerate the implementation of the UN initiative. On June 18, the HCS, HoR, and PC agreed on a roadmap that calls for holding simultaneous presidential and parliamentary elections by February 17, 2027 (a significant date, as February 17, 2011, marked the beginning of mass protests and the civil war that led to the overthrow and assassination of Muammar Gaddafi).

©  RT

Is US trying to sabotage the UN plan?

Since the Boulos plan generally proposes to entrench the existing status quo, the US is effectively admitting the failure of the UN plan, aimed at preparing the country for general elections. 

In contrast to America’s power-sharing deal between the clans, the UN, through its UNSMIL mission, led by Ghanaian lawyer and diplomat Hanna Tetteh, is promoting an official, inclusive Political Roadmap. Hanna Tetteh’s plan was presented on August 21, 2025, during her address to the UN Security Council.

The UN secretary-general’s special representative for Libya, Hanna Serwaa Tetteh, at the Antalya Diplomacy Forum, Türkiye, April 17, 2026. ©  Osmancan Gurdogan/Anadolu via Getty Images

The Political Roadmap is supposed to be implemented over 12-18 months and is built upon three main pillars: 

The first is the Electoral Framework. It includes the adoption of a single, legally sound electoral framework for holding simultaneous presidential and parliamentary elections, thereby eliminating the option of appointing leaders ‘from above’; it also involves reforming and ensuring the full financial independence of the High National Election Commission (HNEC); and updating laws based on the work of the 6+6 Joint Committee formed by the HCS and HoR.

The second objective is the Unified Government. It calls for the formation of an inclusive transitional government led by technocrats and built on consensus between the House of Representatives and the High Council of State rather than family quotas. This government is temporary; its sole aim is to prepare the country for the elections. 

The third part of the plan is Structured Dialogue launched in Tripoli and aimed at engaging the entire Libyan society in the political process. It supposes the development of a common vision for the future structure of the state, the transparent distribution of oil revenues through independent oversight bodies (rather than through personal agreements between the clans), the institutional unification of the army, and the withdrawal of foreign forces from the country (as opposed to the joint exercises with AFRICOM), as well as the launch of transitional justice processes and the protection of human rights.

Libyan Prime Minister Abdul Hamid Dbeibeh, Misrata, Libya, January 18, 2026. ©  Libyan National Unity Government / Handout /Anadolu via Getty Images

An inevitable dead-end

Despite Hanna Tetteh’s negotiations with various Libyan and foreign officials, the UN Roadmap, like previous UN initiatives, failed to achieve success, and encountered the usual delays or sabotage by Libyan political leaders.

The country’s key institutions – the HCS and the HoR – cannot agree on the constitutional foundations for holding the elections. One of the main issues is the restructuring of the High National Electoral Commission, which is one of the key objectives of the UN plan. Tetteh also acknowledged the failure of the UN plan, citing the usual delays in economic, social, legal, and security matters.

“The main cause of this dysfunction is a divided government, with limited coordination and unilateral action on both sides,” Tetteh stated.

This failure is also demonstrated by the security situation in western Libya, particularly the events in Zawiya, a city around 40 km from Tripoli, where armed clashes regularly occur between local militias loyal to the various government structures of Tripoli. 

Local clashes involving heavy weapons have resulted in civilian casualties, destruction, and the shutdown of the local oil refinery (the second largest in the country). A resumption of clashes near the refinery on May 8-9, 2026, resulted in deaths and injuries. Over 80 people were urgently evacuated from the fighting zone by the Red Crescent.

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RT
Forget the island: Jeffrey Epstein’s secret war for Libya’s billions

The rise of such groups – a legacy of the protracted conflict following the overthrow of Muammar Gaddafi – is the result of clans fighting for control over oil resources, smuggling networks, and illegal migration routes to Europe.

The UN’s inability to control local authoritarian leaders in western coastal towns like Zawiya or to achieve a permanent ceasefire remains the primary reason for the continued failure of broader UN mediation initiatives.

However, UN officials still have hope. Most recently, Hanna Tetteh announced a ‘two-step approach’: if major players continue to block the process, the UN will bypass them by convening a broad national conference involving elders, women, youth, and civil society in order to pressure leaders to make concessions. However, given the experience of past years, it is unclear how such an approach will help implement the UN plan.

Forces of the Libyan Defense Ministry in Tripoli, May 13, 2025. ©  Hazem Turkia/Anadolu via Getty Images)

Mixed opinions from outside

Boulos’ behind-the-scenes deal effectively reflects Washington’s policy in Libya, even though formally, the US, like the EU, supports the proposed UN mechanism, seeing it as a way to legitimize the government. However, several EU countries act inconsistently when it comes to the UN initiative. For example, Italy and France, which are concerned about illegal migrants arriving from Libya and have their own energy and security assets in the country, are interested in stabilizing the situation.

Italy is critically dependent on Libyan gas supplies and views a settlement as a guarantee of uninterrupted energy supplies to Europe. Furthermore, Rome views the unification of the Libyan authorities and the creation of a single government (as proposed by Boulos) as an opportunity to block the main illegal migration routes via the Mediterranean Sea.

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RT
The NATO legacy: The EU wants to black-hole its migrants in Libya

It’s notable that Rome has become the platform for negotiations between the representatives of the eastern and western parts of Libya. As for Paris, it aims to prevent Libya from becoming a power vacuum that would fuel Islamist terrorism in North Africa and the Sahara. Along with Italy, France officially joined the list of countries that welcomed the initial steps toward implementing the US plan (in particular, the signing of a unified budget for Libya).

Türkiye, which has demonstrated a surprising degree of flexibility, also supported the American initiative. While remaining the main military patron of the Government of National Unity, Ankara has begun forging ties with Saddam and Belqasim Haftar. Türkiye’s primary goals are to protect its construction contracts in the east and to secure the potential recognition of the 2019 Turkey-Libya Memorandum of Understanding on the Delimitation of Maritime Jurisdiction Areas by the country’s eastern authorities.

Cairo, which traditionally backs eastern Libya, also welcomed the US plan. Egyptian Foreign Minister Badr Abdelatty stated this during a telephone conversation with Boulos, emphasizing, however, that the process of unifying national institutions would pave the way for holding presidential and parliamentary elections as soon as possible, which is more in line with the UN Roadmap.

Migrants from Eritrea and Ethiopia rescued by the Spanish NGO Open Arms, at the SAR Zone of Libya, August 2, 2023. ©  Valeria Ferraro/Anadolu Agency via Getty Images

And what does Russia think?

As for Russia, it pursues a unique policy of ‘equal distance’ (or ‘equal proximity’) in Libya, maintaining strong contacts with both the east and the west. Moscow’s positive role consists in maintaining a strategic balance of power, preventing a resumption of a full-scale civil war, and facilitating economic recovery.

At the same time, eastern Libya remains Russia’s main geopolitical anchor in the region. Russia maintains a military and technical presence there through the Russian Defense Ministry’s Africa Corps. The presence of Russian specialists at key LNA bases (such as Jufra and Sirte) acts as a deterrent for western groups. In the Fezzan desert region of southern Libya, Russian forces are helping the LNA control the borders with Chad and Sudan, blocking the logistics of ISIS, Al-Qaeda and arms smugglers, and stabilizing the entire Sahel region.

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RT
Ukrainian terrorism goes global. Where now?

Contrary to the general view that Russia only supports Haftar, Moscow has accomplished a powerful diplomatic breakthrough in western Libya in recent years. In August 2023, the Russian embassy in Tripoli reopened. Russian companies (including Gazprom EP International and Tatneft) have resumed geological exploration and work on old contracts in the Ghadames and Sirte basins.

The political leadership of western Libya (including Prime Minister Abdul Hamid Dbeibah) regularly holds official talks with the Russian Foreign Ministry. Dbeibah has publicly declared improved relations and a commitment to a strategic partnership with Moscow. 

Despite reports by Western media that one of the goals of the Boulos plan is to oust Russia from Libya’s political life, contacts with Moscow play a stabilizing role for Libya and allow the authorities in Tripoli to avoid becoming completely dependent on US dictates or Turkish military bases. 

At the same time, Moscow advocates for an inclusive process within the framework of the UN Security Council that would lead to national elections. Russia maintains that a stable peace agreement is impossible without the participation of all Libyan factions, tribal alliances, and the consideration of the interests of both the east and the west.

Despite the support of many parties both within Libya and outside of it, America’s actions are not healing the divisions in the country, but only temporarily freezing them. They reduce the likelihood of a sudden war for Tripoli, but at the same time, by relying on a deal between the elites, they undermine the democratic process promoted by UN structures.

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Vehicles of forces loyal to Tripoli-based Prime Minister Abdulhamid Dbeibah.
As Tripoli burns, the West shrugs – and rivals quietly move in

Opinions regarding the Boulos plan are mixed: Some believe it is a rare opportunity for stabilization, while others think it poses a risk of external dictate and the entrenchment of local elites.

In the long term, the creation of the Dbeibah-Haftar ‘family consortium’ makes Libya’s political system even more fragile, as it rests solely on the balance of interests of two specific families whose internal stability may be shaken after the departure of their leaders.

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Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para ondas de calor da menopausa

Por Laiz Menezes (Folhapress) — A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (22) o fezolinetanto, medicamento indicado para o tratamento de ondas de calor e suor noturno de intensidade moderada a intensa na menopausa. É a primeira terapia não hormonal com essa indicação aprovada no Brasil. O medicamento será comercializado pela Astellas […]
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Major African gold producer bans raw exports

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Por:RT

Guinea warns that operators who fail to comply will have their licenses suspended or mining agreements terminated

Guinean President Mamadi Doumbouya has banned the export of raw gold, directing all production to be refined domestically as part of a push to expand local value addition in the West African nation’s mining sector.

The measure follows talks between the president and industrial and artisanal mining operators, as well as gold buying offices, on June 19, and takes effect immediately.

“Any operator who, after the expiry of this deadline, continues to export raw gold will have its license suspended, its mining agreement terminated, and will answer for its actions before Guinean justice,” Doumbouya warned, according to his office.

Guinea holds significant gold reserves and ranks as the sixth-largest producer in Africa, with production of 69.3 tons in 2025, according to the World Gold Council. The former French colony is also the world’s leading producer of bauxite, accounting for around 33.2% of global output in 2024, US Geological Survey data shows.

President Mamadi Doumbouya said Guinea has “unfortunately been among the poorest nations in the world,” despite being “one of the richest lands in Africa.”

He said the country’s “gold leaves its soil every day in raw form, loaded onto planes, taken to foreign refineries to be processed” and sold elsewhere while Guinea “receives crumbs.” 

READ MORE: Major lithium producer imposes export ban

“I put an end to this today. Guinean gold will be melted in Guinea, certified in Guinea, valued in Guinea before being exported to international markets,” he declared.

The government said the measure is designed to boost local value addition and accelerate industrialization in a country where mining remains the backbone of the economy.

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FILE PHOTO: A foreman looks on as a bulldozer works on the slippery road at Arcadia Lithium mine on January 11, 2022 in Goromonzi, Zimbabwe.
Africa has something China and the West need, but will it profit?

Under the new framework, refining is expected to take place at the Nimba Gold Refinery in Gbessia, a state-backed facility in the capital, Conakry. The plant is expected to process up to 2,000 kg of gold per day and an estimated monthly capacity of 520 tons. It is designed to produce internationally certified bullion and handle industrial waste streams containing precious metals, according to the presidency.

Doumbouya, who first came to power in 2021 after a military takeover and later won the presidency in an election last December, has also tightened oversight of Guinea’s bauxite sector, revoking and reassigning mining concessions while pushing for greater local processing.

READ MORE: Guinea announces results of presidential election

Similar policies have been rolled out elsewhere in Africa in recent years. Zimbabwe, the continent’s leading lithium producer, has restricted exports of unprocessed lithium concentrates, while Tanzania and Uganda have already banned exports of unrefined minerals and metals, including gold and copper.

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Идеология. Добро и Зло

Когда я пишу про идеологию, я намеренно избегаю всяческих «измов». Ибо как только они появляются, так сразу начинается деление на правых и левых, на красных и белых, на староверов и жидовствующих и прочих обширных тараканов нашего богатого прошлого. Но несмотря на отсутствие «измов», в комменты обязательно приходит кто-то и с хитрым прищуром спрашивает «А ты ...

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Soldier, Scholar and Symbol: Marc Bloch Is Elevated to France’s Panthéon

French politicians, including those on the far right, are embracing a Jewish Resistance fighter murdered by the Gestapo in 1944.
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Who is Andy Burnham, the UK’s prime minister in waiting?

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Por:RT

Keir Starmer’s likely successor offers a fresh coat of paint over the same unpopular policies

British Labour MP Andy Burnham looks set to be airdropped into Downing Street to replace Prime Minister Keir Starmer. He’s promising “renewal for our party and our country,” after the sitting prime minister effectively burned the greatest parliamentary majority in over a hundred years with scandals, a lack of empathy, and a notoriously belligerent line on the country’s relationship with Israel.

However, despite the premature hailing of Burnham as someone who could reinvigorate the Labour vote, all signs point to him delivering Starmerism without Starmer.

Starmer resigned on Monday as the most unpopular prime minister in modern British history, six weeks after the Labour Party lost almost 1,500 seats in local elections across England. His resignation opened a leadership contest that Burnham – a Labour veteran that served under Tony Blair and Gordon Brown, who re-entered parliament after winning a by-election in Makerfield, Manchester last week – is all but guaranteed to win. 

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Prime Minister Keir Starmer and his wife, Victoria Starmer, after announcing his resignation as UK Prime Minister and Leader of the Labour Party, outside No.10 Downing Street on June 22, 2026 in London, England.
UK’s Starmer resigns as prime minister

An endorsement by fellow Labour contender Wes Streeting followed, essentially sealing the deal. Burnham will likely be anointed prime minister later this summer on the back of fewer than 25,000 votes in Makerfield.

“The country expects stability, seriousness and a continued focus on the issues that matter most and that is what it will get,” Burnham wrote on social media. “The Labour movement has always been at its strongest when it looks forward with confidence…and we will make sure this transition is a positive process of renewal for our party and our country.”

The Andy Burnham aesthetic

At first glance, Burnham represents an aesthetic break from Starmer, who has been described as wooden and lacking in charisma.” Speaking in a slightly working class northern accent and clad in a simple shirt and jeans, Burnham goes to great lengths to set himself apart from the “Westminster bubble” inhabited by suit-and-tie southerners like Starmer. 

The North vs South-off in the battle to be British Prime Minister - which pitch will win out? pic.twitter.com/r0CKtH6Z5s

— ɖʀʊӄքǟ ӄʊռʟɛʏ 🇧🇹🇹🇩 (@kunley_drukpa) June 20, 2026

The British media have largely accepted this framing. The Financial Times has described him as a man who bases his policies on conversations with voters in supermarkets, while The Times has described his views as shaped by the “class-conscious history of Catholicism in the north,” as well as his time as a church altarboy. 

Should he get the job, he will be the first Roman Catholic in British history to become prime minister. But scratch the PR-friendly surface, and Burnham starts to look more and more like the prime minister he’s set to replace.

Are Andy Burnham and Keir Starmer really that different?

Aesthetic differences aside, Starmer and Burnham are both products of the same political pipeline. Both were educated in England’s most elite universities, with Starmer studying at Oxford and Burnham at Cambridge. Both represent the centrist, managerial ‘New Labour’ of Tony Blair, not the left-wing Labour of Jeremy Corbyn. Back in 2015, both tried and failed to prevent Corbyn from wresting control of the party after Ed Miliband’s resignation, with Starmer endorsing Burnham’s failed leadership bid.

🚨 WATCH: Andy Burnham has just left Manchester and is set to arrive in London at 1:09pm pic.twitter.com/ngUA1huyAa

— Politics UK (@PolitlcsUK) June 22, 2026

Starmer eventually succeeded Corbyn in 2020, using accusations of anti-Semitism to oust one of Britain’s most vocal supporters of Palestine. He has since reshaped the party as an Atlanticist, pro-Israel political force, and there is no indication that Burnham will abandon this course.

Labour’s losing message on Israel

Labour’s position on the Israel-Palestine conflict is existential for the party. Under Starmer, Palestine Action was listed as a terrorist organization, and the PM called for the “policing of language” and banning anti-Israel protests. As a result, Labour’s left-wing base has abandoned the party in droves, switching allegiance to the explicitly pro-Palestinian Green Party. Against public protests and complaints from his own MPs, Starmer refused to call for a ceasefire in Gaza in late 2023 and publicly affirmed Israel’s right to cut off power and water to the strip’s two million residents.

Burnham, like Starmer, is a member of Labour Friends of Israel – a group that only a quarter of Labour MPs have joined. He backed Starmer’s coup against Corbyn, describing the party as “embroiled in an anti-Semitism crisis.” And in his 2015 leadership bid, he promised that his first overseas trip as prime minister would be to Israel, which he praised for its “long history of protecting minorities and promoting civil rights.”

Andy Burnham in the 2015 Labour Leadership Election:

"The first country I will visit if elected is 'israel'"!

Meet the new puppet, same as the old one. pic.twitter.com/9OzyorBdqi

— UNN (@UnityNewsNet) June 20, 2026

None of this will ingratiate Burnham with Labour’s left wing. Nor will it help him with Muslim voters, two thirds of whom say they will no longer consider voting for the party, according to a poll taken last month. 

Burnham backed the Iraq War

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Keir Starmer meets Labour Party members at Kingsdown Methodist Church Hall in London, England, May 8, 2026
Why was Keir Starmer’s government so unpopular?

Starmer famously marched against the US invasion of Iraq in 2003 but prevaricated when the US and Israel began striking Iran in February. After an initial public statement in which he condemned Donald Trump and Benjamin Netanyahu’s attempts to impose “regime change from the skies,” Starmer went on to allow the US military to conduct what he called “defensive” strikes on Iran from British bases.

For his part, Burnham voted in favor of joining the 2003 invasion of Iraq, a decision that he has since described as “agonizing.” However, he went on to vote against formal inquiries into Britain’s conduct in Iraq and has said little about the war on Iran, describing it as “not simple.” 

Like Starmer and every Conservative PM since 2022 – Boris Johnson, Liz Truss, and Rishi Sunak – Burnham is staunchly pro-Ukraine, promising to “stand with Ukraine for as long as it takes.”

Can voters trust Andy Burnham on immigration?

Although immigration policy is largely a right-wing concern, more and more of Labour’s voters back tougher border controls in the wake of the so-called ‘Boriswave’: the post-Brexit surge in non-EU immigration that has seen more than 4 million migrants arrive in the UK since 2020. According to a YouGov poll, half of Labour’s 2024 voters now think Starmer is handling immigration badly, while 49% want overall immigration numbers reduced, according to a separate Ipsos survey taken last year.

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UK Prime Minister Keir Starmer announces his resignation
Keir Starmer’s resignation is an illusion of democracy

Starmer managed to cut net migration in half from 2024-2025, and although Burnham has said the figures “need to fall further,” his past views suggest that voters will not take his current position at face value. Burnham called on the Conservative government to accept more Middle Eastern asylum seekers in 2015 and advocated for social welfare payments for newly-arrived migrants in 2019.

Nigel Farage’s Reform UK has branded Burnham “open-borders Burnham” over these positions. With Reform winning as many seats in last month’s by-elections as Labour lost, and with the party’s tough immigration policies three times as popular as Labour’s, it is highly unlikely that Burnham will be able to turn around Starmer’s polling on the issue.

New prime minister, new taxes

Starmer took office during an unprecedented decline in British living standards and immediately began imposing new taxes to fill a £22 billion ($29.9 billion) hole in public finances. Spending increases on healthcare, education, and policing were limited, and between July 2024 and November 2025, Starmer’s government imposed a new tax or increased an old one every ten days, according to the Taxpayers’ Alliance.

Unlike Starmer, Burnham has promised a quasi-socialist surge in public spending. On the campaign trail in Makerfield, he called for a sweeping wave of nationalization, energy price caps, public housing construction, and defense spending hikes. However, his appointment of MP Miatta Fahnbulleh as economic adviser suggests that the end result will be the same for the British taxpayer.

In order to pay for this ambitious agenda, Fahnbulleh, whose father worked in the government of former Liberian President Samuel Doe, has proposed the imposition of a wealth tax and windfall taxes on oil and gas, hikes in capital gains and property taxes, and increases in property and dividend taxes. 

Nigel Farage demands elections

Burnham is on the cusp of becoming the UK’s sixth prime minister in seven years. Only three of these – Theresa May, Boris Johnson, and Keir Starmer – actually won a general election, and none served a full five-year term. None have managed to turn Britain’s cratering economy around, none have offered any kind of shift in foreign policy, and none have reduced immigration to a level acceptable to voters.

British PMs since 2016 and how long they spent in power:

◾️David Cameron — 429 days

◾️Theresa May — 1,106 days

◾️Boris Johnson — 1,140 days

◾️Liz Truss — 49 days

◾️Rishi Sunak — 619 days

◾️Keir Starmer — 717 days + remaining days

None of them served out their full terms pic.twitter.com/u32u1NXiam

— RT (@RT_com) June 22, 2026

“Andy Burnham knows this,” Farage wrote in a blog post on Monday. “He doesn’t care about our borders, our rotten high streets, our energy bills or our collapsing finances. That’s why he didn’t even try and campaign on his own ideas – because he doesn’t have any. His plan for government is to act as continuity Starmer, and hope the rest of us are too stupid to notice.”

Reform demands a general election to fix broken Britain. pic.twitter.com/8YsAtTr2oB

— Nigel Farage MP (@Nigel_Farage) June 22, 2026

Whereas Burnham has called for an “orderly and responsible” transition of power, Farage has demanded a general election, but Starmer has insisted on installing a successor “to ensure the Labour Party secures a second term in office.” With the party’s first term set to drag on until 2029, few expect Burnham to make it that far. All Starmer has done is to ensure that, whenever an election is called, it is Burnham’s, and not his, to lose.

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Ukrainian double-tap suicide bombing plot foiled – FSB

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Russian investigators say two women were unknowingly recruited to deliver improvised explosive devices

Ukrainian special services attempted to use two Moscow women as unwitting suicide bombers in a double-tap attack on a Russian law enforcement facility, investigators say.

The operation began last week when the two suspects, aged 19 and 47, traveled from Moscow to Pyatigorsk, a city in Stavropol Region, Russia in the North Caucasus, according to statements released on Tuesday by the Federal Security Service (FSB) and the Investigative Committee. The women were reportedly unaware of each other and did not know that the courier jobs they accepted were intended to be suicide missions.

Investigators said the 19-year-old suspect was detained on Saturday while heading toward a checkpoint near the intended target. The 47-year-old woman later aroused suspicion as she approached the same area, the authorities said.

Both women allegedly collected backpacks containing improvised explosive devices from caches in Pyatigorsk. The bombs were destroyed in controlled detonations, according to video footage released by the FSB. The video also shows the second suspect crying, thanking the officers for saving her life and saying that Saturday was her birthday.

Russian officials believe the Ukrainian handlers intended the first courier to trigger a security response, while the second was meant to inflict maximum casualties among law enforcement personnel.

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RT
Georgia jails Ukrainians in ‘hexogen case’

The authorities did not explain how the devices, each equivalent to around 2 kg of TNT, were supposed to be detonated or why they failed to explode. Both women have been charged with terrorism-related offenses.

The FSB has reported several cases in which it claimed Ukrainian operatives used people as unwitting suicide bombers. The first high-profile incident took place in October 2022, when a commercial driver was reportedly tricked into transporting a bomb across the Crimean Bridge. He was killed in a remotely triggered explosion, along with four other civilians traveling nearby.

Recent alleged attacks include a woman and a man who were reportedly instructed to deliver explosive devices disguised as a Christian icon and a portable speaker to the FSB’s regional headquarters in Crimea.

Russian officials claim that Kiev is resorting to terrorist tactics due to setbacks suffered on the battlefield. The CIA helped Ukraine overhaul its special services after the 2014 coup, turning them into proxies for espionage operations focused on Russia, according to media reports.

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China Takes Supercomputer Crown From U.S. For First Time Since 2017

A supercomputer in Shenzhen was declared the world’s fastest. It uses only standard microprocessors and not the special-purpose chips called graphics processing units.
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Iran Makes Moves to Assert Control Over the Strait of Hormuz

After Iran weaponized the waterway by making it too dangerous for businesses, experts say, the country is now looking to charge fees to vessels seeking to transit the vital water.
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Germany and France to take over EU’s largest tank maker

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Berlin will buy a 40% stake in defense giant KNDS, putting it on par with Paris, as the two countries continue to militarize

Germany and France are preparing an unprecedented joint state takeover of the EU’s largest tank maker, as the two countries continue their militarization drive.

The two governments announced the deal involving Amsterdam-headquartered KNDS on Monday, saying they have finalized the framework governing the company’s ownership, with the countries set to have equal shares.

Germany is expected to purchase 40% of the stock, while the French government will reduce its holding from 50% to 40%, thus leaving a free-float of only around 20%.

Germany’s stake would be acquired from the Wegmann family, KNDS’s current German shareholder, though the contract is still awaiting the final signature and the green light from the Bundestag’s parliamentary budget committee.

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RT composite.
The EU’s €100 billion next-gen fighter is dead: Here’s why

Neither Germany nor France has announced the value of the deal, but a Reuters source said the German stake purchase will value KNDS at €15 billion to €18 billion ($17.1 billion to $20.5 billion).

KNDS has a portfolio ranging from Leopard 2 and Leclerc tanks to artillery and armored vehicles, and is a key supplier to European militaries. Formed in 2015, the company has equipped Ukraine’s military with Leopards and Caesar systems and opened a Ukrainian subsidiary to support local repair and ammunition production.

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German soldiers stand in front of a Boxer armored personnel carrier, at the Julius Leber Barracks in Berlin on April 24, 2024.
NATO plans for Russia resemble Hitler’s Barbarossa – Moscow

The German government said its planned stake “will secure long-term influence on a company that is strategically significant for European security and defense capability.” 

French President Emmanuel Macron also hailed the deal, saying that “together with Germany, we are taking a major step for our defense sovereignty today.” He added that the partnership was giving the two countries “the means to defend themselves, produce and innovate on their own,” in pursuit of “a sovereign Europe that protects and chooses its own destiny.”

Macron has for years pushed for European strategic autonomy amid a growing rift with the US, warning the continent must not be a “vassal” of Washington. German Chancellor Friedrich Merz has been more cautious but increasingly tilted the same way, warning last year that European nations must end what he termed a defense “free-ride” on the US.

Citing an alleged “Russian threat,” both countries have embarked on expedited militarization, aligning themselves with NATO’s target defense spending of 3.5% of GDP by 2035. Moscow has repeatedly dismissed speculation that it could attack NATO, with President Vladimir Putin labeling the claim as “not only pure insanity but also a deliberate provocation.”

While the new Franco-German deal marks a milestone in military cooperation, the KNDS announcement came just weeks after the collapse of the joint FCAS project to build a next-generation fighter jet by 2040. The venture failed due to an estimated €3.2 billion in sunk R&D costs and irreconcilable disputes between Dassault and Airbus over leadership of the program.

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Prefeituras driblam Constituição e deixam de aplicar R$ 704,6 mi do Fundeb em educação

escola Fundeb
Por Paulo Saldaña (Folhapress) – Ao menos R$ 704,6 milhões do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica, deixaram de ser aplicados na educação infantil desde 2021, apesar de a Constituição obrigar a destinação de parcela do fundo a essa etapa. Dados obtidos pela Folha mostram que 835 municípios descumpriram essa regra, total ou parcialmente, em algum exercício […]
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Russian nuclear-capable bombers patrol Arctic amid tensions with NATO (VIDEO)

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Tu-160 strategic bombers flew over neutral waters in the Barents and Norwegian seas, the Defense Ministry has said

Russian Tu-160 nuclear-capable strategic bombers have conducted drills over the neutral waters of the Barents and Norwegian seas, the Russian Defense Ministry said on Tuesday. The mission took place amid tensions between Moscow and NATO over the Ukraine conflict.

The aircraft were escorted by MiG-31 fighter jets and conducted mid-air refueling drills during what the ministry described as a routine patrol flight over the Arctic region between Norway, Iceland, and Greenland. According to the ministry, the bombers were shadowed by fighter aircraft from unspecified foreign countries during parts of their 16-hour mission.

“All flights of the Russian Aerospace Forces are conducted in strict accordance with international rules governing the use of airspace,” the ministry said on Telegram.

Russia and Belarus conducted their first joint nuclear exercise last month. President Vladimir Putin said nuclear deterrence protects the sovereignty of both countries at a time of “growing global tensions, as well as the emergence of new threats and risks.”

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FILE PHOTO: Russian Foreign Minister Sergey Lavrov
Censored Lavrov article Politico refused to publish (FULL TEXT)

Moscow has warned that NATO’s military support for Ukraine and the growing militarization of Europe could lead to a broader conflict.

“A direct confrontation between NATO and Russia could rapidly escalate into an exchange of nuclear strikes, with catastrophic consequences,” Foreign Minister Sergey Lavrov wrote in a recent op-ed that was rejected by Politico Europe.

Lavrov also expressed “deep concern” over France’s proposal to extend its nuclear deterrent to Germany and other NATO members.

Speaking at the St. Petersburg International Economic Forum this month, Putin reiterated that Russia would not attack a NATO member unless Russia is attacked first.

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$140,000 raised for Texas woman who called Islam ‘terrorist organization’

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A massage therapist sparked debate online after being filmed arguing about Muslims in a grocery store

More than $140,000 has been raised online on behalf of a Texas woman filmed making anti-Islam comments in a grocery store.

The 44-second video which surfaced on Sunday shows a woman in blue medical scrubs confronting two other women who remain off camera.

The woman, identified by media reports as massage therapist Dasha Kilpatrick, says: “Islam is a terrorist organization, not a religion. I’m very educated on this subject. You need to leave. You’re not welcome here. This is not a Muslim country. This is a Christian country.”

One of the women is heard responding, “You need to leave,” while another says, “We have citizenship here.”

The altercation was reportedly filmed inside an H-E-B supermarket in Conroe, Texas.

After Kilpatrick faced backlash online, a fundraiser was launched on the Christian crowdfunding platform GiveSendGo. As of Tuesday, it raised $140,178.

This is not an outlier or an isolated incident. Perhaps the most disturbing part is the conviction this woman has in believing neighbors shopping at HEB are a threat to her and her country. This "hate virus" is a contagion we must confront with facts, truth, and unity. #txlege pic.twitter.com/Sg30vqknhp

— Rep. Suleman Lalani, M.D. (@DoctorLalani) June 21, 2026

“Dasha’s been fully doxxed, fired, and canceled for daring to speak truth in her own country. She’s now dealing with lost income, threats, and the mob coming for her holistic practice,” the fundraiser page states.

Texas State Representative Suleman Lalani described Kilpatrick’s remarks as “disturbing.”

“This ‘hate virus’ is a contagion we must confront with facts, truth, and unity,” he wrote on X.

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US university provost grabs Palestinian flag from graduate mid-ceremony (VIDEO)

Inner Light Holistic Healing, a business where Kilpatrick was reportedly listed as an employee, has been flooded with negative reviews.

Others, including Republican Congresswoman Nancy Mace, expressed support for Kilpatrick.

“I stand with Dasha, do you?” Mace wrote on X.

Anti-Muslim incidents in the US have increased in recent years amid debates over immigration, conflicts in the Middle East, and concerns about Islamist terrorism.

President Donald Trump, who signed an executive order restricting entry from several Muslim-majority countries during his first term in office, has recently accused Democrats of covering up several high-profile fraud cases in Minnesota involving Somali Americans.

The Council on American-Islamic Relations (CAIR) said it received 8,683 complaints of discrimination and bigotry last year, the highest annual number since the organization began publishing the data in 1996.

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