Em maio, o projeto Solo Piano do Centro Cultural da UFRGS recebe Andrey Lopes. O recital acontece na próxima segunda-feira (25), às 12h30, e tem entrada franca.
Natural de Goiânia, Andrey é mestrando em Práticas Interpretativas pelo Programa de Pós-graduação em Música da UFRGS. Ele já se apresentou em palcos de Portugal e Espanha. No Centro Cultural, o instrumentista interpreta obras do brasileiro Camargo Guarnieri (1907-1993), do francês Maurice Ravel (1875-1937) e dos russos Serguei Rachmaninoff (1873-1943) e Serguei Prokofiev (1891-1953).
O projeto Solo Piano é uma parceria entre o Centro Cultural da UFRGS e o Programa de Pós-Graduação em Música do Instituto de Artes (PPGMUS), com curadoria do professor Ney Fialkow. Consiste em recitais mensais e gratuitos, que acontecem sempre na última segunda-feira do mês.
O Centro Cultural está localizado no Campus Centro da UFRGS, com entrada mais próxima pela Rua Eng. Luiz Englert, 333.
Programa
Maurice Ravel (1875-1937)
Pavana pour une infante défunte
Camargo Guarnieri (1907-1993)
Dança negra
Dança brasileira
Dança selvagem
Serguei Rachmaninoff (1873-1943)
Elegia Op. 3 n° 1
Prelúdio Op. 32 n° 10
Serguei Prokofiev (1891-1953)
Sonata 1 Op. 1 em fá menor
Serviço:
Solo Piano recebe Andrey Lopes
Quando: Dia 25 de maio, segunda-feira, às 12h30
Onde: Centro Cultural da UFRGS – Espaço Figueira – Rua Eng. Luiz Englert, 333 – campus centro (acesso pelo andar térreo)
No dia 24 de maio, Porto Alegre recebe o Festival Alvo, iniciativa da Alvo Associação Cultural que propõe uma experiência integrada entre música, arte urbana e manifestações de rua. Com programação gratuita das 14h às 21h, o evento acontece na Alvo Cultural (Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2132 – Bairro Rubem Berta) e reúne artistas relevantes da cena local e nacional.
Na véspera, em 23 de maio, o projeto Orin Itan promove um aquecimento para o Festival Alvo, unindo música, bate-papo e gastronomia inspirada na cultura africana como forma de conectar oralidade ancestral às narrativas contemporâneas. O evento começa às 18h.
Estruturado em quatro pilares – música hip hop, skate, arte urbana e feira de marcas independentes – o Festival Alvo tem a programação musical como um de seus principais atrativos. Entre os destaques, está o pocket show de Coruja BC1, consagrado nome do rap nacional. Outros nomes também estarão presentes, como a rapper Lady Black; a artista e produtora cultural MC Leti; o rapper e comunicador Seguidor F; o rapper e produtor musical W. Negro; e o artista Gui Arterima. Os DJs Edinho DK e Luizza são responsáveis por conduzir a atmosfera sonora do início ao encerramento do evento. O line-up traz ainda a presença de Cristal, artista multifacetada que começou a carreira aos 15 anos e representou o Rio Grande do Sul no Slam BR.
Para Jean Andrade, fundador da Alvo Associação Cultural, o festival nasce com o propósito de fortalecer a cena local, criar conexões duradouras e posicionar Porto Alegre no circuito de eventos urbanos contemporâneos do país. “A iniciativa funciona como uma plataforma de valorização da cultura urbana. A proposta é ampliar a visibilidade dos artistas, democratizar o acesso à cultura e proporcionar uma experiência autêntica, onde música, arte e rua se conectam de forma orgânica”, destaca.
Além dos shows, o festival também conta com uma série de atividades que estimulam a vivência da cultura de rua em diferentes linguagens, com batalhas de breaking com crews convidadas, intervenções ao vivo em batalha de graffiti e a realização de um best trick de skate. Também está prevista a feira cultural de marcas independentes, “A Flor da Pele”, que pretende reunir expositores, produtos autorais e iniciativas criativas, além de espaços de convivência, alimentação e integração.
Programação completa
23/05 – Orin Itan
18h00 – Abertura
18h15 – DJ Laiz Regina
18h45 – Experiência gastronômica
19h00 – Homenageados Alvo
19h30 – Bate-papo com Coruja
20h00 – Paulo Dionísio
20h30 – DJ Laiz Regina
24/05 – Festival Alvo
14h00 – DJ Luizza
14h30 – DJ Edinho
15h00 – Batalha de breaking
15h30 – Show: Lady Black
16h10 – Artistas Alvo: Seguidor F, W. Negro e Guiarterima
17h15 – Show: Mc Leti
18h10 – Show: Cristal
19h10 – Show: Coruja BC1
20h00 – DJs de encerramento
Serviço
Festival Alvo 2026 e Orin Itan Data: dias 23 e 24 de maio Horário: no dia 23, das 18h às 21h. No dia 24, das 14h às 21h Local: Alvo Cultural (Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2132 – Área 8 do Centro Vida, bairro Rubem Berta.
Ingressos gratuitos em Festival Alvo e Orin Itan.
Conhecida pelo talento artístico e pelo ativismo a causas sociais e ambientais, a artista Zoravia Bettiol está mobilizando a solidariedade de apoiadores para uma vaquinha virtual em prol da própria saúde. Qualquer pessoa pode aderir ao financiamento coletivo, que tem como objetivo custear parte da recuperação da artista depois de uma cirurgia.
Em março, Zoravia, que tem 90 anos, sofreu um acidente doméstico em casa. Em função do incidente, teve uma fratura e precisou colocar uma prótese no fêmur. Ela foi atendida no Hospital Santa Clara, em Porto Alegre, e a cirurgia foi conduzida pelo médico Carlos Roberto Schwartsmann. A operação foi bem sucedida e ela está se recuperando em casa.
No entanto, o tratamento do pós-operatório da artista exigiu a contratação de cuidadoras e de serviços de fisioterapia. A vaquinha criada pelo Racum Estúdio visa a cobrir esses custos e será toda convertida para a artista. A campanha foi divulgada, nas redes, pelo Instituto Zoravia Bettiol, que preserva a obra e difunde cultura e arte em suas diferentes manifestações artísticas.
É possível aderir com diversos valores, a partir de R$ 50 reais. As recompensas incluem cartões-postais, obras para imprimir e exemplares do livro “Inventário da Inundação” – escrito em parceria com Nora Prado. A vaquinha segue até 14 de junho no portal Catarse.
Reprodução de cartaz divulgado pelo Instituto Zoravia Bettiol
Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, em 1935. É artista plástica, designer e arte-educadora. Participou de 156 exposições individuais e mais de 350 coletivas, em Bienais, Trienais e exposiçõe internacionais em países da América Latinal, Europa, além de nos EUA e Japão. Em 2016, recebeu uma mostra retrospectiva no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), intitulada Zoravia Bettiol – O Lírico e o Onírico.
O feriado de 1º de maio em São Bernardo do Campo contará com tarifa zero nos ônibus municipais durante todo o dia. A gratuidade, válida para as linhas operadas pela BR7 Mobilidade, visa facilitar o deslocamento da população para as atividades comemorativas e políticas na região. Receba as informações sobre as comemorações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora na TVT News.
O principal ponto de concentração será o Paço Municipal, que recebe a tradicional Festa do Dia do Trabalhador e Trabalhadora, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em conjunto com outras 23 entidades sindicais da região.
A estrutura para o evento já está montada no Paço Municipal para recepcionar o público a partir das 9h. Na edição de 2025, a mobilização reuniu mais de 70 mil pessoas, número que serve de base para o planejamento da segurança e organização deste ano.
Como chegar no evento do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora
Acesso pela linha 10-Tuquesa
Para quem virá da capital, é possível acessar a linha 10-Duquesa que conecta o ABC Paulista pela estação Palmeiras Barra Funda (Linha Vermelha), Luz (Linha Azul/Amarela), Brás (Linha Vermelha) ou Tamanduateí (Linha Verde).
A estação mais próxima ao evento é de Santo André (Celso Daniel). De lá, é possível pegar os ônibus EMTU 287, 286, 238, 196 ou 285. Para esses ônibus o passe-livre não conta. O transporte gratuito será válido apenas para os ônibus municipais.
Linha 10-Turquesa para chegar ao ABCDesça na estação Celso Daniel Santo André e pegue o ônibus para o Paço Municipal no terminal
Pautas sindicais e luta por direitos
Sob o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato deste ano une 24 sindicatos do ABC Paulista em torno de reivindicações estruturais para a classe trabalhadora. As entidades priorizam o debate sobre a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a defesa do fim da escala 6×1. Outro ponto central da mobilização é a demanda pela isenção de Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Além das questões econômicas diretas, o movimento sindical incluiu pautas sociais urgentes no manifesto do 1º de maio. Estão entre as bandeiras do evento o combate ao feminicídio e a garantia de igualdade salarial entre homens e mulheres. Wellington Messias Damasceno, diretor administrador dos Metalúrgicos do ABC, afirma que as pautas buscam mais dignidade e a construção de um país mais justo, com direitos garantidos para todos.
Programação cultural e atrações confirmadas
A Festa do Dia do Trabalhador mescla as manifestações políticas com uma extensa agenda cultural ao longo de todo o feriado. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC confirmou nomes de destaque no cenário nacional para compor o festival de música no Paço Municipal. Entre as principais atrações estão:
Glória Groove;
MC IG;
Filho do Piseiro.
O evento também contará com apresentações de diversos grupos e artistas locais, abrangendo gêneros como samba e piseiro. Estão confirmados o Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro, Grupo SP5, Grupo Razão, Hyaguinho Vaqueiro, Don Ernesto, Samba de Luz e Samba e Amigos.
Solidariedade e acesso ao evento
O acesso à Festa do Dia do Trabalhador será realizado por meio de entrada solidária. A organização solicita que o público contribua com 2 kg de alimentos não perecíveis. Os mantimentos arrecadados serão destinados a ações sociais desenvolvidas na região do ABC.
A prefeitura de São Bernardo do Campo reiterou que a tarifa zero nos coletivos é uma medida para garantir que o trabalhador e a trabalhadora possam participar das atividades culturais e políticas sem o ônus do transporte. A operação gratuita abrange todas as linhas municipais, garantindo a mobilidade urbana desde as primeiras horas da manhã do feriado.
SERVIÇO
Data: 1º de maio Horário: a partir das 9h Local: Paço Municipal de São Bernardo do Campo Entrada: 2 kg de alimentos não perecíveis
Mobilizações pelo fim da escala 6×1 marcam os atos do 1º de maio em todo o Brasil. Acompanhe na TVT News os locais e horários dos atos do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.
As ruas de diversas capitais e cidades do interior do país recebem, nesta semana, as atividades relativas ao 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. Organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e entidades parceiras, os atos deste ano colocam a revisão das relações laborais no centro do debate público. A reivindicação principal é o fim da escala 6×1, pauta que ganhou força no Congresso Nacional e nas frentes de mobilização social.
A luta pela redução da carga horária semanal sem a diminuição dos vencimentos dos trabalhadores expressa a busca por condições dignas de vida. Atualmente, o debate parlamentar avança com o PL 1838/2026, enviado pelo governo federal em regime de urgência, além de propostas que tramitam na Câmara dos Deputados, como a PEC 221/2019 e a proposta de escala 4×3.
Confira os locais e horários dos atos no país
Confira mapa do Brasil com locais que terão atos no 1º de maio Dia do Trabalhador e da Trabalhadora
Abaixo, a lista detalhada das mobilizações confirmadas para o 1º de maioe atividades antecipadas para o dia 30 de abril em várias regiões:
ARACAJU (SE)
1º de maio: Praça José Andrade Góis, no 18 do Forte, às 8h.
BELÉM (PA)
1º de maio: Praça da República (próximo ao Bar do Parque), às 9h.
BELO HORIZONTE (MG)
1º de maio: Missa dos trabalhadores na Praça da Cemig, às 7h; Ato unificado na Praça Raul Soares, às 9h.
BRASÍLIA (DF)
1º de maio: Eixão do Lazer (altura da 106 Sul), às 10h.
CURITIBA (PR)
30 de abril: Pátio da Reitoria da UFPR, a partir das 18h30.
CAMPO GRANDE (MS)
30 de abril: Marcha da Classe Trabalhadora na Praça do Rádio Clube, às 14h.
FORTALEZA (CE)
1º de maio: Concentração no Espigão da Rui Barbosa, na Praia de Iracema, às 15h.
GOIÂNIA (GO)
1º de maio: Rotatória abaixo da entrada do estacionamento do Araguaia Shopping (Região da 44).
SÃO LUIS (MA)
30 de abril: Praça João Lisboa, a partir das 15h30.
SANTA CATARINA (SC)
Florianópolis: Ato show no Centro Leste (esquina das ruas Vitor Meireles e Nunes Machado), dia 30 de abril, às 17h.
Canoinhas: Praça Lauro Mueller, Centro, dia 1º de maio, às 14h.
Jaraguá do Sul: Panfletagem em diversos pontos, dia 30 de abril, das 9h às 18h.
MACEIÓ (AL)
1º de maio: Orla de Pajuçara, às 8h.
TERESINA (PI)
1º de maio: Praça da Liberdade, às 9h.
VITÓRIA (ES)
1º de maio: Praça Getúlio Vargas, Centro, das 8h às 14h.
RIO DE JANEIRO (RJ)
1º de maio: Copacabana, Posto 5, às 14h.
RIO GRANDE DO SUL (RS)
Porto Alegre: Casa do Gaúcho (Parque Harmonia), às 10h.
Caxias do Sul: Pavilhões da Festa da Uva, às 14h.
Passo Fundo: Parque da Gare, das 13h às 21h.
Pelotas: Praça Coronel Pedro Osório, das 14h às 22h.
SÃO PAULO (SP)
São Bernardo do Campo: Paço Municipal, às 9h.
Osasco: Metal Clube (Rochdale), às 14h.
Campinas: Largo do Pará, Centro, às 9h.
Santos: Estação da Cidadania (Av. Ana Costa), às 9h.
Jacareí: Praça do Rosário, às 9h.
Taboão da Serra: Avenida Fernando Fernandes, às 10h.
Bauru: Rua Altíno Arantes (Vila Souto), das 12h às 14h.
São José do Rio Preto: Av. Lino José de Seixas, às 9h.
Pautas da classe trabalhadora: fim da escala 6×1
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e bancada de parlamentares que pedem o fim da escala 6×1, deputada Erika Hilton (PSOL-SP); senador Rogerio Carvalho (PT-SE) e senador Paulo Paim (PT-RS). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Além do fim da escala 6×1, os atos deste 1º de maio levam às ruas outras reivindicações fundamentais para a justiça social e cidadania. Estão em pauta o combate ao feminicídio e às formas de violência, o enfrentamento à precarização causada pela pejotização e o fortalecimento das negociações coletivas para o setor privado e servidores públicos.
A regulamentação do trabalho por aplicativos também é um ponto central, visando assegurar proteção social para os profissionais da categoria. As demandas foram consolidadas durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) e a Marcha da Classe Trabalhadora, ocorridas em abril em Brasília, reforçando a unidade dos movimentos sociais na data.
Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre. Foto: Divulgação
Na terça-feira (28), um jantar na residência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reacendeu as desconfianças do presidente Lula sobre uma possível aliança entre ambos para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF.
Com informações da coluna da Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, a reunião, que aconteceu na véspera da rejeição dele no Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, gerou um clima de indignação no Palácio da Alvorada, conforme relataram autoridades próximas a Lula.
O encontro, embora não tenha sido especificamente convocado para tratar da votação do advogado, levantou suspeitas pela proximidade de seus participantes com a política nacional.
O motivo formal para o jantar foi a homenagem ao procurador e ex-secretário Nacional de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo, amigo de longa data de Moraes, com quem compartilhou carreira no Ministério Público de São Paulo.
A recepção contou com a presença de ministros do STF, procuradores e aliados políticos, incluindo o ministro Cristiano Zanin e o superintendente da PF, Andrei Rodrigues. De acordo com relatos de alguns presentes, o nome de Messias foi mencionado apenas de forma periférica, em conversas informais, predominantemente sobre questões triviais.
O advogado Jorge Messias. Foto: Divulgação
Contudo, o jantar também reuniu figuras importantes do cenário político, como o ministro Gilmar Mendes, que apoiou a nomeação de Messias, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), com Zanin e Mendes participando apenas brevemente do evento e não se envolvendo diretamente nas discussões.
Entretanto, uma fonte próxima ao presidente Lula afirmou que, durante o evento, Alcolumbre teria confidenciado a aliados em pequenas rodas de conversa que já possuía 50 votos garantidos para barrar a indicação de Messias no Senado.
Este detalhe alimentou ainda mais as suspeitas de que a derrota do advogado-geral da União já estava premeditada antes da votação oficial, com presidente do Senado celebrando antecipadamente o fracasso da indicação de Messias.
Por outro lado, uma versão contraditória foi compartilhada por outro convidado do evento, que assegurou que a data do jantar coincidiu por pura casualidade com a votação de Messias e que a derrota já estava prevista independentemente das conversas no encontro.
Este convidado ressaltou que a ocasião foi planejada apenas para que Sarrubbo, que estaria em Brasília para uma reunião do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social no dia seguinte, fosse homenageado pelos amigos próximos de Moraes.
A prévia da inflação oficial de março, medida pelo IPCA-15, deve mostrar nova aceleração em abril, com projeções próximas de 1% no mês. O indicador que será divulgado nesta terça-feira (28) reflete, sobretudo, a pressão de combustíveis, alimentos e fatores externos, como a volatilidade do petróleo e do câmbio, que seguem contaminando custos ao longo da cadeia e mantendo o índice sob tensão no curto prazo.
Para Leandro Manzoni, economista da InfoEconomics, o avanço da inflação será puxado principalmente por combustíveis e alimentos in natura. Ele afirma que, além desses itens, a inflação de serviços continua no radar, ainda que apresente alguma desaceleração recente, permanecendo acima do limite superior de tolerância da meta.
Já André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica Consultoria, destaca que os efeitos da guerra e a alta dos alimentos devem ter peso relevante na composição do índice. Segundo ele, embora os combustíveis tenham impacto direto, o grupo de alimentação tende a concentrar a pressão inflacionária, com sinais de aceleração mesmo diante de indicadores antecedentes mais moderados.
“Complementarmente, o aumento da defasagem do preço da gasolina no mercado doméstico, que segundo a Abicom chegou a 65% nesta semana, pode trazer mais perturbações inflacionárias à frente”, afirmou.
Na avaliação de Ravell Nava, cofundador da BRL Educação, o cenário segue marcado por pressões externas, especialmente via petróleo e câmbio, com impacto rápido sobre combustíveis e custos logísticos.
“Do ponto de vista macro, não vejo um cenário de descontrole, mas sim de pressão concentrada em itens mais sensíveis. O ponto-chave está na qualidade desse dado. Se essa inflação começar a contaminar serviços e núcleos, o sinal é de algo mais persistente, o que pode prolongar um ambiente de juros elevados”, diz o especialista.
Nava observa que os efeitos já são sentidos no ambiente corporativo, com compressão de margens e necessidade de maior eficiência operacional. Empresas mais estruturadas tendem a reagir melhor, enquanto negócios com menor previsibilidade enfrentam maior exposição. Do lado do consumo, a inflação em itens essenciais torna o cliente mais seletivo, elevando a sensibilidade a preços e exigindo estratégias mais precisas para sustentar a demanda.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27), que a expectativa da equipe econômica é de continuidade no ciclo de cortes da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária. O colegiado vai se reunir entre terça (28) e quarta-feira (29) para decidir o rumo da Selic.
Durigan participou de uma reunião com banqueiros na parte da manhã para discutir o novo programa de renegociação de dívidas proposto pelo Governo Federal. Após o encontro, falou aos jornalistas.
Questionado sobre a possibilidade de a Fazenda ter solicitado ao Banco Central a manutenção da trajetória de queda dos juros, ele negou qualquer interferência.
“Eu não faço pedidos ao Copom. Eu acho que a gente tem que olhar que os dados têm vindo robustos na economia brasileira, com a inflação sob controle. A gente, inclusive nas medidas que estão sendo adotadas com muito rigor, seja no tempo, seja no volume do impacto da guerra principalmente nos combustíveis, tem gerado essa possibilidade de mitigar aumentos de preços no País. Então, a expectativa é que a gente siga tendo os cortes como anunciado, mas aqui não é um pedido para o Copom”, declarou.
Novo programa de renegociação
Na mesma coletiva, o chefe da pasta anunciou que a medida do governo Federal para reduzir o endividamento das famílias deve ser anunciada ainda nesta semana pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que o programa pode apresentar descontos de até 90% em dívidas do cartão de crédito, cheque-especial e crédito pessoal.
O ministro afirmou que se reuniu com os presidentes e CEOs de bancos públicos e privados nesta segunda-feira para, junto deles, acertar os detalhes da medida. Ele deve reunir as opiniões dos executivos no encontro e entregá-las a Lula ainda nesta segunda, antes de apresentar o programa final.
A ideia é reduzir os porcentuais cobrados pelos instrumentos mais caros e oferecer um novo financiamento destas dívidas. O programa deve apresentar medidas estruturantes, como o compromisso das instituições financeiras de oferecer crédito a taxas melhores e iniciativas de educação financeira, além de restrição às apostas.
Durigan afirmou que a proposta foi bem recebida pelos banqueiros. “Também com o compromisso dos bancos de ter boas práticas, seja na oferta de crédito futuro, de crédito novo às famílias, seja do ponto de vista de educação financeira”, avaliou.
O FGTS poderá ser usado para abater os débitos, com um saque limitado dentro do programa. “O programa vem em um momento de uma taxa de juros oficial. Na perspectiva de ter cortes, é importante que as famílias se aproveitem da redução”, disse Durigan.
O Teatro Renascença teve a sua programação cancelada entre os dias 24 de abril e 1º de maio em decorrência de uma infiltração no telhado do edifício, que provocou goteiras no interior do prédio. A denúncia foi feita pela produtora Casa Salto, que entraria em cartaz na sexta-feira passada (24) com o espetáculo “Oceânica”.
Ainda pela manhã do dia em que o espetáculo estrearia, a equipe da Casa Salto recebeu um telefonema do coordenador de artes cênicas da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), Breno Ketzer, informando que havia uma goteira no palco, fato que alarmou a produção. Quando chegaram lá, por volta das 3h da tarde, o cenário era muito mais preocupante: os oito baldes disponíveis não davam mais conta de frear a chuva, que já encharcava todo o palco do teatro.
A situação do telhado foi a gota d’água para o cancelamento do espetáculo, que já havia passado por algumas dificuldades no processo de montagem. A indisponibilidade de luzes refletoras para iluminação do palco foi um dos problemas apontados por Flávio Antunes Aquino, produtor da Casa Salto. A carência do equipamento, indispensável para a realização do espetáculo, onerou a produtora, que foi obrigada a investir parte do financiamento conquistado através de edital no aluguel de 20 refletores Par Led.
“A gente foi conversando com os técnicos e foram aparecendo mais coisas. A reforma do teatro foi entregue agora e algumas coisas foram melhoradas, mas os camarins da parte de cima estão mofados”, afirma Flávio.
A reforma a que Flávio se refere foi realizada em consequência da enchente de maio de 2024, que atingiu o Teatro Renascença. Localizado dentro do Centro Municipal de Cultura (Av. Érico Veríssimo, 307), o espaço permaneceu interditado por nove meses para reparos, reabrindo em julho de 2025. Apesar do investimento de R$ 3,6 milhões, parte das obras não foram eficientes, apontam técnicos operacionais que atuaram na produção do “Oceânica”. “Foi reformado no sentido de trocar uma ou outra madeira, onde tocou a água”, diz Flávio. “Mesmo assim, os técnicos apontaram que embaixo do palco estava cheio de cupim”, complementa.
No momento em que encontraram o teatro encharcado, Breno Ketzer informou à Casa Salto que a SMC buscaria uma nova data para a realização do espetáculo, mas que havia somente disponibilidade para o segundo semestre do ano. O prejuízo tampouco tem expectativa imediata de solução: foram entre R$ 10 mil e R$ 15 mil perdidos com o cancelamento do calendário do “Oceânica”, distribuídos entre uma equipe de mais de 20 profissionais do circuito criativo, técnicos responsáveis pela instalação dos equipamentos locados, tráfego pago para a promoção do evento, entre outros custos.
“São custos que a gente vai ter de novo. O técnico de luz foi lá e montou a luz, ele fez o serviço dele. A figurinista fez o trabalho dela, e vai ter que fazer de novo”, explica Flávio, que destaca que a produtora contava com o retorno imediato das três noites de espetáculo, em 24, 25 e 26 de abril, para ressarcir os custos da produção. “É lamentável o nosso maior teatro municipal estar assim, sucateado, com camarins mofados, sem equipamento de luz suficiente”, lastima a produção da Casa Salto em vídeo publicado neste domingo (26) nas redes sociais.
Em nota, a SMC lamentou o ocorrido, informando que o problema se deu “nas calhas do telhado que não suportaram o volume de água da chuva”. A entrega do Prêmio Açorianos de Literatura, que ocorreria no Teatro Renascença nesta segunda-feira (27), também foi adiada, ainda sem nova data ou local anunciados. Em uma segunda manifestação, a pasta comunicou que seria realizado um reparo emergencial com início nesta terça-feira (28), ainda sem data prevista para a conclusão. A obra será executada pela empresa Idea, contratada pela Prefeitura.
“Na tarde desta segunda-feira, 27, uma equipe técnica da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, em conjunto com a empresa (Idea), realizou vistoria no local e constatou a quebra da calha. Será necessária a substituição de cerca de 10 metros quadrados por material galvanizado”, diz a nota. “Na sequência, a Secretaria Municipal da Cultura irá avaliar a substituição das calhas antigas de todo o telhado do Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues, que possui 631 metros quadrados e já ultrapassou sua vida útil, por novas estruturas galvanizadas”, finaliza a SMC.
Apesar da secretaria apontar que o adiamento do espetáculo “Oceânica” já está sendo discutido com a Casa Salto, Flávio indica o oposto. “Ninguém ainda nos procurou pra dar qualquer tipo de solução, nem em relação a novas datas, nem sobre prejuízo, nem para se solidarizar com a produção. Ainda estamos no aguardo”, diz ele, que garante que o único contato realizado pela prefeitura com a produtora se deu através do coordenador de artes cênicas, ainda na sexta-feira.
Um curta-metragem nascido fora dos grandes estúdios e viabilizado pela venda de brigadeiros transforma a dura realidade da escala de trabalho 6×1 em um relato comovente. Me desculpa, Nathan, originalmente concebido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ultrapassa o caráter acadêmico como um potente manifesto social dentro do cinema independente. Saiba os detalhes na TVT News.
A obra acompanha a rotina de Thamires, uma jovem mãe solo que enfrenta a exaustão de trabalhar seis dias por semana para garantir a sobrevivência da família. Com apenas um dia livre, insuficiente para suprir as demandas afetivas e domésticas, a personagem simboliza uma realidade comum a milhões de brasileiros. O título do filme, que remete a um pedido de desculpas ao filho, sintetiza o conflito central: a culpa individual diante de uma estrutura que limita o direito ao convívio familiar.
Potência criativa
Sem acesso a financiamentos tradicionais, a equipe optou por um modelo de produção baseado no chamado “cinema de guerrilha”. Rifas, contribuições informais e, principalmente, a venda de brigadeiros foram essenciais para tirar o projeto do papel. A estratégia, além de viabilizar o filme, reforçou a própria mensagem da história: a luta cotidiana pela sobrevivência.
A estética da produção acompanha essa proposta. Com fotografia marcada por enquadramentos fechados e iluminação que demonstra o desgaste físico e emocional da protagonista, o filme constrói uma atmosfera de sufocamento. Já a montagem acelera a percepção do tempo, destacando a repetição e o cansaço de uma rotina sem pausas.
Mais do que uma história individual, Me desculpa, Nathan é um retrato coletivo da precarização do trabalho. A escala 6×1 é apresentada não apenas como uma jornada laboral, mas como um sistema que impacta diretamente os vínculos afetivos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
A recepção calorosa, que reuniu cerca de 100 pessoas em uma única sessão de estreia, mostrou que o filme dialoga com experiências reais e urgentes, que ampliam o debate sobre condições de trabalho no país.
Cinema como ferramenta de mobilização
O curta evidencia não só a importância da luta pelo fim da escala 6×1, mas o papel do cinema independente como espaço de resistência e visibilidade. Ao humanizar estatísticas e dar rosto a uma questão estrutural, a produção enfatiza a força narrativa de histórias que nascem à margem da indústria.
The death of the defense minister, Gen. Sadio Camara, a central figure in the country’s military government, comes amid escalating violence in the region.
A área onde Trump quer construir seu salão de festas na Casa Branca Imagem: reprodução
Após um incidente de segurança envolvendo um homem armado durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a defender com força a construção de um novo e controverso salão de eventos dentro do complexo da Casa Branca.
Segundo Trump, o episódio reforça a necessidade de acelerar a obra, avaliada em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), que incluiria sistemas avançados de segurança. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o “salão militar ultrassecreto” já estivesse pronto. “Não pode ser construído rápido o suficiente!”, escreveu.
O tema também foi abordado em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, na qual Trump criticou as condições de segurança do hotel onde ocorreu o episódio.
O projeto do salão, no entanto, enfrenta uma batalha judicial que tem atrasado repetidamente seu andamento. Há pouco mais de uma semana, o juiz federal Richard J. Leon determinou a suspensão das obras acima do solo. Segundo ele, o presidente estaria tentando contornar decisões anteriores ao classificar o projeto como uma questão de segurança nacional.
Na decisão, o magistrado foi direto: adicionar itens como vidros à prova de balas — já presentes em outras áreas da Casa Branca — não isenta o projeto das restrições legais. “Segurança nacional não é um cheque em branco para realizar atividades que seriam ilegais”, escreveu na decisão.
O plano prevê um salão de aproximadamente 8.300 metros quadrados, a ser construído no local onde ficava a Ala Leste. Trump afirma que a obra será financiada por doações privadas, mas não divulgou a lista completa de doadores — embora o New York Times tenha identificado alguns nomes.
Ex-empresário do setor imobiliário, Trump tem tentado acelerar a construção sem ampla revisão pública. Em sua publicação mais recente, voltou a atacar a ação judicial que tenta barrar o projeto, classificando-a como uma “campanha ridícula” movida por “uma mulher passeando com seu cachorro”, que, segundo ele, não teria legitimidade para processar.
Ele também afirmou que o processo “deve ser abandonado imediatamente” e que “nada deveria interferir” na continuidade da obra.
As declarações ocorreram poucas horas depois de Trump ser retirado às pressas do palco do hotel Washington Hilton por agentes do Serviço Secreto, durante o evento. Segundo relatos, não havia detectores de metal nas entradas principais, e o perímetro de segurança mais rigoroso só começava próximo ao salão principal.
Um vídeo divulgado por Trump mostra o suspeito armado correndo além do ponto de checagem antes de ser detido, sem conseguir acessar o evento.
“Não é um prédio particularmente seguro”, disse, voltando a defender seu projeto. “Precisamos de vidro à prova de balas. Precisamos do salão.”
Romeu Zema integra o campo político dos direitistas travestidos de moderninhos, que administram a coisa pública pela ótica das redes sociais. Seus atos são forjados por marqueteiros para conquistarem seguidores, gerarem likes e aumentarem o engajamento, visando a consolidar uma persona pública antes de tudo falsa, descasada das liturgias a que são obrigados os governantes. São enganadores profissionais.
Candidato a presidente da República, o ex-governador de Minas Gerais, ou sua assessoria de marquetagem, percebeu que a onda do momento é atirar contra o Supremo Tribunal Federal. A Operação Delenda Supremo, ora em curso, é pilotada por políticos e empresários enroscados com a lei, golpistas da democracia, alas partidarizadas da Polícia Federal e boa parte da imprensa. Zema pretende ser ponta-de-lança do movimento.
Como quase metade do Brasil aprecia um ser abjeto como Jair Bolsonaro, por natural a corte que o condenou tornou-se alvo da turba e atacá-la, discurso eleiçoeiro certeiro. A intenção de voto em Romeu Zema deu um pequeno salto depois do bate-boca que travou com Gilmar Mendes, ministro que não leva desaforo para casa, mas que neste caso parece ter caído numa armadilha. A retórica do cerceamento da liberdade de expressão gruda como cola.
Gilmar Mendes – Foto: Sergio Lima/AFP
O que dá certa tranquilidade à parcela civilizada do eleitorado é que a desconstrução de Zema virá com facilidade, pelo ridículo do seu comportamento e por sua administração errática em Minas Gerais.
Ocupante do Palácio Tiradentes, Roma Zema não apenas comeu banana com casca para abordar pateticamente a questão alimentar. Antes, no Carnaval de 2019, surgiu vestido de gari, a varrer ruas em Belo Horizonte. A ação buscava sinalizar humildade e valorização do trabalho básico, mas não passou de encenação simbólica, típica de marketing político rasteiro, sem conexão com políticas públicas estruturais. Ao viajar de classe econômica, tentou posar de homem simples e econômico, mas a atitude nitidamente performática de se fazer passar por um cidadão comum prejudica, na prática, a gestão do Estado: o governador não pode estar limitado aos voos de carreira em suas viagens de trabalho, em nome da celeridade administrativa.
Ao longo dos seus mandatos, Zema publicou vídeos com linguagem coloquial, tentando se aproximar do eleitor comum. Tais conteúdos foram alvo de críticas por parecerem artificiais ou mal calibrados, especialmente quando tratavam de temas complexos mediante simplificação excessiva, gerando reações negativas.
O verdadeiro governo Zema guarda esqueletos assustadores no armário. Em 2021, auge da pandemia, o Ministério Público Federal abriu procedimentos para apurar compras de EPIs pelo governo de Minas por indícios de sobrepreço e favorecimento de fornecedores. A investigação foi encerrada, contudo, sem desdobramento penal.
Em 2026, o Ministério Público de Minas Gerais abriu inquérito para apurar uma queda de 96% na destinação de recursos para prevenção contra enchentes no Estado, motivado por suspeitas de omissão administrativa e má gestão orçamentária. A investigação está em curso.
O neoliberal Romeu Zema, de outra parte, não consegue se livrar da ajuda estatal, como prova o avanço da dívida mineira, hoje na casa de R$ 200 bilhões, cerca de 90% dos quais com a União. O governador Zema obteve um novo acordo com a União, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag),que estabelece parcelamento em até 30 anos, possibilidade de juros reais próximos de zero (IPCA + 0%) e exigência de contrapartidas (ajustes fiscais e eventualmente venda/federalização de ativos). Uma renegociação de pai para filho.
Só que o papagaio continua sendo tema de disputa no Supremo Tribunal Federal. O ministro Nunes Marques chegou a cobrar comprovantes de pagamento da dívida em 2026. Minas já conseguiu, no passado recente, suspender pagamentos por quase dois anos via decisões judiciais. Ou seja: o conflito federativo não desapareceu — só foi reorganizado. Registre-se que a dívida de Minas Gerais cresceu mais de 60% desde 2019, início da era Zema.
Apesar do acordo do Propag, relatórios da Secretaria de Fazenda de Minas Gerais indicam que o Estado iniciou 2026 com uma disponibilidade de caixa líquida negativa em mais de R$ 11 bilhões. Isso ocorre porque, embora a dívida tenha sido alongada, o fluxo de pagamentos e a renúncia fiscal aprovada em 2025 ainda pressionam o orçamento mineiro no curto prazo.
Como todo neoliberal brasileiro, Zema não vive sem uma mãozinha da União.
André Esteves, presidente do conselho do BTG. Foto: reprodução
O banqueiro André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG Pactual, afirmou que a eleição presidencial no Brasil deve ser marcada por uma disputa polarizada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Para ele, porém, o ponto central não será a orientação ideológica do vencedor, mas a manutenção de uma agenda econômica considerada racional e pró-mercado.
“Estamos caminhando no Brasil para uma eleição 50/50. Temos dois candidatos, o filho do ex-presidente Bolsonaro, Flávio, que é um político experiente, ele não apareceu do nada, é senador, um cara com bom-senso; e o presidente Lula, que foi protagonista nas últimas dez eleições no Brasil, que mesmo sendo de centro-esquerda, é um líder amigável ao mercado”, disse Esteves.
“É difícil prever o vencedor […] mas eu não me importo muito se é esquerda ou direita, desde que o vencedor seja a decisão econômica racional. A racionalidade não pertence à direita ou à esquerda, é mais sobre ser racional contra ser populista. A região [América Latina] tem tomado boas escolhas”.
A declaração foi feita durante o evento Latam Focus 2026, promovido pelo BTG no Chile. No encontro, Esteves avaliou que os Estados Unidos deixaram de funcionar como um “buraco negro” capaz de concentrar grande parte dos investimentos globais. Segundo ele, há uma realocação de capital para outros mercados, impulsionada pela busca de investidores por diversificação.
Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução
Esse movimento, na avaliação do executivo, tende a beneficiar economias emergentes, incluindo países da América Latina e o Brasil. Esteves afirmou que, mesmo após a valorização recente dos ativos latino-americanos e brasileiros, esses mercados ainda apresentam um “valuation” atrativo quando comparados aos mercados estadunidenses.
O banqueiro também citou a comparação entre o BTG Pactual e a gestora estadunidense Blackstone, comandada por Stephen A. Schwarzman, de quem disse ser amigo. Para Esteves, a diferença entre os múltiplos das duas empresas era exagerada no início de 2025.
“No começo de 2025, o BTG era negociado a um múltiplo 8 vezes o preço/lucro, e a Blackstone a um múltiplo de 35 vezes. O valor de mercado deles era dez vezes o nosso, apesar de o lucro ser apenas o dobro do nosso. Eu estou bem de ter o CEP errado [a sede do BTG ser no Brasil], mas era uma diferença exagerada. Agora as coisas se corrigiram um pouco, a Blackstone é negociada a 25 vezes e o BTG a 11 vezes, depois de nossa ação ter subido mais de 100%”, comentou.
O presidente do Chile, José Antônio Kast, de direita, também discursou no evento do BTG. Ele afirmou que aprovou um projeto de reconstrução nacional e desenvolvimento econômico e social, que será encaminhado ao Congresso.
“Queremos que seja conversado, não que se fechem ao debate mesmo antes de iniciar o processo. […] Não estamos falando de um projeto ideológico, mas de como transformar, recuperar nossa pátria”.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou nesta sexta-feira, 24, a criação de uma comissão especial para analisar a PEC 221/19, que propõe a redução da jornada de trabalho no Brasil. A proposta já teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, 22, etapa que verifica apenas a conformidade com a Constituição. A análise do conteúdo ficará a cargo do novo colegiado.
A comissão será formada por 37 titulares e o mesmo número de suplentes, com prazo de até 40 sessões para apresentar parecer. Os integrantes vão avaliar duas propostas. A primeira, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, com transição ao longo de dez anos. A segunda, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propõe uma semana de quatro dias de trabalho, também limitada a 36 horas.
Na prática, ambas as iniciativas eliminam o modelo de seis dias de trabalho seguidos por um de descanso. Caso avancem na comissão, ainda precisarão ser votadas no plenário da Câmara.
As propostas ganharam impulso com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que defende mudanças na jornada para melhorar a qualidade de vida. A admissibilidade foi aprovada por unanimidade em votação simbólica.
Para aprovação final, a PEC precisa do apoio de três quintos dos deputados, o equivalente a 308 votos, em dois turnos.
Paralelamente, o governo federal encaminhou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei com urgência constitucional que também propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Nesse caso, o texto deve ser votado em até 45 dias, sob risco de travar a pauta do plenário.
O deputado federal, Nikolas Ferreira. Foto: Wallace Martins/Estadão Contéudo
A nova troca de ataques entre Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro abriu mais um capítulo do desgaste interno no bolsonarismo. Nesta sexta-feira (24), o deputado mineiro chamou o vereador de Balneário Camboriú de “toupeira cega” após uma discussão no X, em meio à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no PL.
A confusão começou quando o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou um vídeo de Nikolas em Minas Gerais e insinuou que ele teria “sentido” críticas recentes, além de sugerir troca de apoio por emendas. Nikolas reagiu dizendo que mandaria “emenda” para internar os críticos “num hospício”; Jair Renan entrou na conversa com o meme “Galvão?”, seguido pela resposta “Sentiu”.
Foi nesse ponto que Nikolas publicou o print da interação e escreveu que, se somada, a “capacidade cognitiva” de Jair Renan e do influenciador “não alcança a de uma toupeira cega”. O ataque virou o sinal mais recente de um mal-estar que já vinha crescendo no entorno de Flávio Bolsonaro por causa da atuação considerada tímida de Nikolas na campanha.
Nos bastidores, aliados dos Bolsonaro passaram a monitorar as redes do deputado e a reclamar que ele menciona pouco o nome de Flávio. Nikolas respondeu dizendo sofrer “ataques unilaterais” e acusou integrantes do grupo de se acharem “mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que transformou uma briga de rede social em sintoma de corrosão política mais ampla.
Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC
A tensão atual se soma ao embate que Nikolas já havia travado com Eduardo Bolsonaro no início do mês. Depois de um “kkk” publicado pelo mineiro em resposta a críticas, Eduardo acusou o deputado de desrespeitar sua família, de usar o algoritmo das redes para dar visibilidade a adversários do bolsonarismo e de não apoiar Flávio de forma consistente.
O conflito também atravessou a própria família Bolsonaro. Enquanto Carlos e Jair Renan se alinharam com Eduardo nas redes, Michelle adotou uma posição ambígua e chegou a publicar vídeo de Nikolas no mesmo dia do embate, num gesto lido como sinal de apoio ao parlamentar mineiro; em paralelo, Carlos passou a pressionar filiados do PL com um “levantamento” de quem não divulga a candidatura de Flávio.
Flávio tentou atuar como bombeiro e pediu “racionalidade” e pacificação, afirmando que esse tipo de confronto “não é inteligente” e que não há vencedor em guerra interna. O problema é que a repetição desses episódios mostra que a campanha depende cada vez mais de apagar incêndios entre aliados e parentes, e menos de consolidar uma linha única de discurso.
Na reta para a eleição de outubro, a sequência de choques públicos fragiliza o PL porque dispersa a militância, embaralha a autoridade do clã e obriga Flávio Bolsonaro a arbitrar disputas domésticas em vez de ampliar sua frente eleitoral. Aliados do senador já trataram a briga entre Eduardo e Nikolas como fator de risco e de “potencial catastrófico”, sobretudo porque Minas Gerais é vista como peça estratégica e o apoio de Nikolas segue considerado central nesse tabuleiro.
As cantoras Cláudia Leitte e Luiza Possi e o ator e palestrante red pill Juliano Cazarré. Fotomontagem
O ator Juliano Cazarré passou a receber manifestações públicas de apoio de artistas e celebridades de extrema-direita, após a repercussão negativa do seu evento red pill intintulado “O Farol e a Forja”, voltado ao público masculino.
Entre os nomes que saíram em defesa de Cazarré estão Claudia Leitte, Luiza Possi, Caio Castro, Rodrigo Nogueira e Gabriela Morais. A cantora Claudia Leitte reagiu com emojis de aplauso em postagem de apoio ao ator, enquanto Caio Castro deixou um coração e um gesto de bênção. Já Luiza Possi foi mais enfática e escreveu: “TÔ COM VOCÊ! Queria até palestrar nesse evento maravilhoso!”.
O ator Juliana Knust também gravou vídeo em defesa do colega e criticou a reação negativa ao projeto. “Um homem como Juliano Cazarré, pai de seis filhos, casado, trabalhador, um homem religioso, um cara de bem, cria um encontro para discutir responsabilidade, presença, fé, saúde masculina e isso é tratado como ameaça?”, questionou.
Os comentários no post da atriz que defendeu o Juliano Cazarre e seu curso de introdução a machosfera
A influenciadora Gabriela Morais, ex-mulher de Gabriela Pugliesi, disse não entender a dimensão da polêmica e afirmou que encontros voltados ao fortalecimento da figura paterna e familiar deveriam ser incentivados. “Nós mulheres adoraríamos viver com homens mais dignos, mais respeitosos, com homens que honrem mais a família, o lar”, declarou.
Também houve apoio da atriz Mônica Carvalho, que associou a repercussão negativa a um incômodo com valores religiosos e familiares. “Quando a alma está alinhada com Deus, nenhuma voz contrária tem poder”, escreveu. O lutador Minotauro ainda afirmou que participará do encontro promovido por Cazarré.
A controvérsia começou depois que atrizes como Marjorie Estiano, Claudia Abreu, Betty Gofman, Julia Lemmertz e Paulo Betti criticaram a proposta, apontando no discurso do evento sinais de machismo e da cultura red pill.
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (24) com queda de 0,33%, aos 190.745 pontos, acumulando recuo de 2,55% nas quatro sessões da semana e registrando o segundo desempenho semanal negativo consecutivo. Na mínima do dia, o índice chegou a romper o nível dos 190 mil pontos, refletindo o ambiente de incerteza no cenário externo. No câmbio, […]
The party of Prime Minister Narendra Modi has been making gains in a state once beyond its grasp, but many decry an audit that removed nine million voters, many of them Muslim.
Nesta terça, a TV Globo exibiu a última edição do BBB 2026, coroando, enfim, Ana Paula Renault como a vencedora tão esperada do programa. Durante os dias de confinamento, a mineira defendeu uma série de pautas do campo progressista como o fim da escala 6×1, as cotas raciais como reparação histórica e o programa do governo Lula Minha Casa Minha Vida levando o debate para dentro do reality. Leia em TVT News.
Mesmo evitando abordar candidatos ou partidos por causa das regras do programa, Ana Paula conseguiu mobilizar a disucssão política com temas importantes em conversas com aliados e adversários. Nas suas redes sociais, antes de entrar na casa, a mineira se manifestava com frequência políticamente, expressando ser contrária ao governo Bolsonaro e alinhada a pautas de esquerda.
Um evento em específico ganhou repercussão na internet. Em 2023, Ana Paula gravou um vídeo discutindo com o deputado federal Nikolas Ferreira, que sentava ao seu lado durante voo comercial. Nikolas, naquele mês, havia discursado de peruca no dia internacional da mulher alegando “lugar de fala”. Ana Paula chegou até mesmo a compartilhar um baixo-assinado online pedindo sua cassação por transfobia e falta de decoro parlamentar.
Ontem, em Belo Horizonte, durante a transmissão da TV Globo, vimos que fãs carregavam cartazes com seu nome, mas também havia bandeira vermelha com o nome de Lula.
Os primeiros adversários de Ana Paula no jogo foram pessoas que a perseguiram dentro da casa por conta do seu posicionamento político, como Matheus e Brigido. Matheus, que teve fala racista sobre Tia Milena ter patroa dentro do programa, manifestou seu incômodo sobre a veterana e suas pautas políticas em vários momentos do programa. Em um deles, chegou a reclamar sobre a defesa da escala 5×2.
“E aí isso que me irritou muito (…). Teve um momento que eu tava conversando com ela e eu tava falando sobred a Milena, que eu tenho boa parte da minha família de empregada doméstica, e em vez dela estar normal na conversa ela ficava falando de política: ‘por isso que sou a favor da 5×2, por isso que tem que acabar a 6×1′“, disse Matheus em conversa com a veterana Sol Veiga.
Matheus achou ruim porque Ana Paula defendeu o fim da escala 6X1. Ele é bancário e certamente trabalha 5X2 e 30h semanais. É muito egoísmo e falta de consciência de classe. #bbb26pic.twitter.com/basvZCYawJ
Veja momentos em que Ana Paula defendeu fim da escala 6×1
A primeira vez que o tema da escala 6×1 no programa foi ainda em janeiro, em uma conversa na beira da piscina com Cowboy, Babu e Tia Milena. Babu estava conversando sobre a abolição da escravidão que ajudou o movimento republicano ganhar força e proclamar a República, já que a monarquia havia perdido credibilidade entre a elite escravocrata. Ana Paula pegou o gancho para falar sobre outras reformas na história do Brasil que a elite empresarial disse que quebraria a economia do país, como o direito à férias, décimo terceiro e agora o fim da jornada 6×1.
Ana Paula e Babu demonstrando conhecimento histórico e consciência de classe:
"Eles diziam que o fim da escravidão iria quebrar o país, assim como falavam que o 13º salário iria quebrar o país, que as férias iriam quebrar o país e que, agora, o fim da escala 6×1 vai quebrar o… pic.twitter.com/aKu8qRN4DT
Em outro momento marcante, Ana Paula e Tia Milena compartilhavam um dos castigos do monstro mais difíceis dessa edição. O desafio era ficar em pé apertando um botão que mantinha uma luz acesa. A luz, no entanto, deveria ficar o tempo todo acesa até que a produção anunciasse o fim do desafio. As duas deveriam revezar durante o castigo, mas ele durou mais de 12 horas.
A situação despertou um debate sobre direitos trabalhistas e jornadas abusivas de trabalho. Milena, que trabalha como recreadora infantil e emprega doméstica, disse que o governo poderia dar dois dias para descanso. Então Ana Paula a lembrou que tem um projeto para ser votado, que é a PEC do fim da Escala 6X1 que, inclusive, será votada nesta quarta (22) na Câmara.
“Tem um projeto sobre isso, da escala“, disse Ana Paula
“Você acha que esses vagabundos vão votar, vão nada. Eles gostam de ter funcionário 24 horas lambendo o rabo deles“, disse Milena
“Por isso que a gente tem que fazer passeata, ir para as ruas e pressionar. Tia Milena, antigamente não tinha férias, não tinha décimo terceiro e toda vez que iam sancionar algum direito para os trabalhadores falava que o Brasil ia quebrar“, disse Ana Paula
Ana Paula defendeu o fim da escala 6×1 pela 4ª vez no BBB. Milena, que votou Bolsonaro em 22, concordou.
No Datafolha, 53% dos eleitores de Bolsonaro querem o fim da escala 6×1.
A agenda trabalhista é uma das principais formas de levar o povo para a esquerda! pic.twitter.com/LXEXBf663o
Nesta quarta, 22 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã para dar mais tempo às negociações de paz.
Irã anuncia apreensão de navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou nesta quarta-feira (22) que sua força naval interceptou dois navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.
Terça, 21 de abril: Trump diz que está “pronto para voltar” à guerra; cessar-fogo entre EUA e Irã se aproxima do fim
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estar “pronto para voltar” à guerra caso um novo acordo não seja alcançado até o fim do cessar-fogo na quarta-feira (21). Os esforços para encerrar o conflito permanecem incertos, já que o Irã declarou que não aceitará negociações “sob a sombra de ameaças”.
Segunda, 20 de abril: seuge incerteza sobre negociações entre EUA e Irã a dois dias do fim da trégua
A menos de dois dias do fim do cessar-fogo, a incerteza impera nesta segunda-feira (20) sobre a eventual retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos no Paquistão.
Sexta, 17 de abril: rimeiros carregamentos de petróleo iraniano deixam o Golfo desde o bloqueio dos EUA
Primeiros carregamentos de petróleo iraniano deixam o Golfo desde o bloqueio dos EUA
Quinta, 16 de abril: EUA anunciam diálogo entre Líbano e Israel e expressa otimismo sobre o Irã
O governo dos Estados Unidos expressou otimismo a respeito das negociações com o Irã e prosseguiu com os esforços de mediação entre Israel e Líbano, ao anunciar que os “líderes” dos dois países conversarão nesta quinta-feira (16).
Quarta, 15 de abil: preços do petróleo permaneceram estáveis em meio a uma possível redução da tensã
Os preços do petróleo permaneceram estáveis em meio a uma possível redução da tensão na guerra e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo fecharam praticamente inalterados na quarta-feira, em meio a esperanças de uma redução da tensão entre Washington e Teerã e às contínuas interrupções no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Irã ameaça obstruir exportações pelo Mar Vermelho se bloqueio americano persistir
O Irã ameaçou bloquear o Mar Vermelho, ao qual não tem acesso territorial, em caso de persistência do bloqueio americano aos seus portos
Terça, 14 de abril: BP anuncia resultados “excepcionais” com a guerra no Oriente Médio
A gigante petrolífera britânica BP anunciou na terça-feira que espera resultados “excepcionais” em suas negociações de petróleo no primeiro trimestre, marcado pela alta volatilidade dos preços do petróleo bruto.
Segunda, 13 de abril: preço do petróleo volta a passar dos 100 dólares
Os preços do petróleo dispararam e as bolsas asiáticas operaram em território negativo na segunda-feira, após o colapso das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
Sexta, 10 de abril: preço do petróleo abaixo dos 100 dólares
Petróleo permanece abaixo de US$ 100 com alta nas bolsas asiáticas em meio a negociações entre Líbano e Israel; Os preços do petróleo subiram ligeiramente na sexta-feira após o anúncio de negociações entre Líbano e Israel na próxima semana, embora permaneçam abaixo de US$ 100.
Quinta, 9 de abril: petróleo volta a subir perto dos 100 dólares
Os preços do petróleo se recuperaram na quinta-feira, após a queda acentuada do dia anterior, e as bolsas de valores recuaram nas negociações asiáticas em meio a temores sobre a fragilidade da trégua entre os Estados Unidos e o Irã.
Quarta, 8 de abril: Petróleo cai abaixo de US$ 100 e bolsas mundiais sobem após trégua em guerra
O barril do petróleo caiu abaixo dos US$ 100 e as bolsas dispararam nesta quarta-feira (8), depois que Estados Unidos e Irã concordaram com uma trégua de duas semanas.
No entanto, notícias de violação do cessar-fogo por parte de Israel levam a um novo fechamento do Estreito de Ormuz.
Terça, 7 de abril: Trump recua e suspende ataques ao Irã por duas semanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que aceitou suspender por duas semanas um ataque devastador contra o Irã e que estava disposto a um cessar-fogo na guerra caso Teerã reabra completamente o Estreito de Ormuz.
“Eu aceito suspender o bombardeio e o ataque contra o Irã por um período de duas semanas”, publicou Trump nas redes sociais pouco mais de uma hora antes de expirar seu prazo, após conversas com mediadores do Paquistão.
Países chegam a acordo. Trump suspende a guerra e Irã aceita garantir navegação pelo Estreito de Ormuz por duas semanas “se ataques cessarem”
Terça, 7 de abril: pela manhã preços do petróleo subiam
Os preços do petróleo disparam e as ações apresentam desempenho misto após o último ultimato de Trump ao Irã
Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
Fechamento do Estreito de Ormuz bagunça a economia mundial. Foto: Jacques Descloitres/NASA
Segunda, 6 de abril: preços do petróleo superam 110 dólares após ameaças de Trump
Os preços do petróleo ultrapassaram nesta segunda-feira (6) a barreira de 110 dólares por barril, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e pelas ameaças de Donald Trump de novos ataques ao Irã.
Sexta santa, 3 de abril, e o petróleo segue acima dos 100 dólares
40 países pressionam para abertura de Ormuz; China e Rússia são contra força militar para liberar o Estreito de Ormuz
Quinta, 2 de abril: preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 após discurso de Trump
Os preços do petróleo aumentaram nesta quinta-feira (2) após o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não acalmou os temores sobre o fechamento do Estreito de Ormuz.
Reino Unido destaca “necessidade urgente” de reabrir Ormuz
A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, destacou nesta quinta-feira (2) a “necessidade urgente” de reabrir o Estreito de Ormuz, em uma reunião virtual com representantes de mais de 40 países
Quarta, 1 de abril: petróleo segue acima dos 100 dólares
Apesar das promessas de Trump de acabar com a guerra em duas ou três semanas, os ataques continuam e o preço do petróleo continua acima dos 100 dólares
Terça, 31 de março: gasolina dispara nos EUA
Galão de gasolina supera 4 dólares nos EUA, maior preço desde 2022
O preço médio da gasolina nos Estados Unidos disparou e superou 4 dólares (21 reais) por galão nesta terça-feira (31), o maior valor em quase quatro anos devido à guerra com o Irã.
Segunda, 30 de março: petróleo acima dos 100 dólares
As cotações do petróleo abriram em forte alta nesta segunda-feira (30, data local), com o barril de tipo WTI acima dos 100 dólares, enquanto o Brent ultrapassava os 115 dólares diante a ausência de sinais de diminuição dos conflitos no Oriente Médio.
Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã apesar da alta dos preços
O presidente americano Donald Trump ameaçou nesta segunda-feira (30) “destruir completamente” a ilha de Kharg, onde está o principal terminal petrolífero do Irã, caso não se alcance “rapidamente” um acordo para encerrar a guerra.
Sexta, 27 de março: preço do petróleo em alta
Incertezas sobre acordo de paz no Oriente Médio elevam o preço do barril de petróleo, negocido acima dos 100 dólares
Confira a cotação do dólar hoje
Carregando cotação do dólar…
Quinta, 26 de março: preço do petróleo volta a passar dos 100 dólares
Com a recusa do Irã sobre os pontos para aceitar o fim da guerra, o preço do barril de Petróleo tipo Brent voltou a passar da casa dos 100 dólares.
Quarta, 25 de março: Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
O Reino Unido e a França copresidirão uma reunião esta semana com cerca de 30 países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã.
Terça, 24 de março: cotação do petróleo supera 100 dólares
O preço do petróleo Brent subiu nesta terça-feira e voltou a superar 100 dólares por barril, um dia após uma queda de mais de 10% provocada pelo anúncio de Trump de negociações com Teerã – a República Islâmica negou conversações.
Nas operações asiáticas, o Brent do Mar do Norte, referência internacional, subia 3,89%, a 103,83 dólares. O West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, disparava 3,89%, a 91,53 dólares.
Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio
Vários países asiáticos estão aumentando o uso de carvão poluente diante da escassez de en
Segunda, 23 de março: Petróleo cai 10% após anúncio de Trump –
Os preços do petróleo caíram mais de 10% nesta segunda-feira, depois que Donald Trump anunciou o adiamento dos ataques contra as centrais de energia elétrica do Irã.
Às 11h30 GMT (8h30 de Brasília), tanto o barril de Brent do Mar do Norte como o de West Texas Intermediate perdiam mais de 14%, negociados a 96 dólares e 84,37 dólares, respetivamente.
As principais Bolsas europeias também reagiram com otimismo e, depois de resultados negativos de mais de 2% durante a sessão matinal, operavam de maneira positiva às 11h30 GMT.
Dois navios indianos cruzam Ormuz
A Índia anunciou que dois petroleiros que transportam gás liquefeito de petróleo (GLP) cruzaram o Estreito de Ormuz, bloqueado quase completamente pelo Irã após os ataques israelenses-americanos contra seu território que desencadearam a guerra.
TotalEnergies prevê alta do gás
O grupo francês TotalEnergies prevê preços do gás “muito altos” para os três meses do verão no hemisfério norte e para setembro, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.
Sexta, 21 de março: preços do petróleo em alta
Depois de uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir, enquanto as Bolsas operam em queda. Às 10h50 GMT (7h50 de Brasília), o Brent do Mar do Norte, referência mundial, avançava 1,52%, a 110,30 dólares. Seu equivalente americano, o WTI, subia 0,43%, a 95,96 dólares.
Quinta, 19 de março: Preço do petróleo Brent sobe 5% devido aos temores de escalada no Oriente Médio
O preço do petróleo Brent do Mar do Norte subiu mais de 5% nesta quinta-feira (19), após o Irã ameaçar atacar instalações de seus vizinhos no Golfo em retaliação ao bombardeio dos campos de gás.
Terça, 17 de março: Preços do petróleo em alta expressiva
Os preços do petróleo subiram mais de 5%, depois que vários países rejeitaram o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz.
Segunda, 16 de março: Barril de petróleo passa dos 100 dólares, bolsas operam com cautela
As Bolsas mundiais reagiram com cautela, na segunda-feira (16), diante da cotação do petróleo acima dos 100 dólares, com investidores atentos à guerra no Oriente Médio, que começa sua terceira semana sem um fim no horizonte.
Por volta das 8h30 GMT (5h30 de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, operava em alta de 3,06%, a 106,30 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, referência do mercado americano, subia 2,15%, a 100,83 dólares.
Cotação do dólar hoje
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“A semana começou seguindo um padrão que já se tornou habitual”, disse Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote. “Os preços do petróleo subiram no início da sessão, antes de perder parte de seus lucros, enquanto os investidores assimilavam as últimas noticias do Oriente Médio” no décimo sétimo dia da guerra.
Quanto às bolsas, a de Tóquio fechou praticamente inalterada (-0,12%), Taipé perdeu 0,17% e Sydney, 0,39%.
Seul, ao contrário, fechou em alta de 1,14%, e Hong Kong subiu 1,45%.
A Europa se manteve mais titubeante. Após abrirem com um repique tímido, os principais índices europeus operavam no vermelho, com recuo na bolsa de Paris de 0,33%, Frankfurt com baixa também de 0,33% e Milão, em queda de 0,96%. Apenas Londres operava em alta de 0,08% por volta das 10h30 GMT (07h30 de Brasília).
O petróleo disparou depois que o presidente americano, Donald Trump, advertiu que os ataques contra o Irã poderão se estender para sua infraestrutura energética se a República Islâmica mantiver o bloqueio ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo.
Preço do petróleo influi na cadeia de combustíveis. Foto: Pixabay
A via se mantém fechada na prática por ataques iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Quem esperava um fim próximo da guerra se decepcionou depois que o conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett, disse que o conflito poderia se estender por mais seis semanas, segundo o Pentágono.
Para FUP, quadro reforça a necessidade de fortalecer a Petrobrás
Confira a nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre o aumento anunciado pela Petrobrás:
O reajuste anunciado pela Petrobrás de R$ 0,38 por litro de diesel ocorre em um cenário internacional de forte pressão sobre os preços do petróleo, impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio e pela consequente alta das cotações internacionais.
Considerando o aumento, o preço do diesel da estatal passa de R$ 3,30 para R$ 3,68 por litro – ainda cerca de 20,86% abaixo da referência do PPI (paridade de preço de importação), 12,59% inferior ao praticado pela Acelen, na Bahia, e 27,84% menor que o preço do grupo Ream, no Amazonas – ambas refinarias privatizadas, que buscam maiores ganhos e margens de lucro.
Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), esse quadro evidencia graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil, particularmente após a venda de refinarias e a redução da presença da Petrobrás em segmentos estratégicos da cadeia de combustíveis – como a privatização da BR Distribuidora, em 2019.
Tal cenário reforça a necessidade de ampliar o parque nacional de refino e fortalecer o papel da Petrobrás ao longo de toda a cadeia do setor, incluindo distribuição e comercialização. Uma Petrobrás integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico.
Diesel comercializado pela Petrobras seguirá abaixo dos preços das refinarias privatizadas, analisa Ineep
De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), mesmo com o aumento anunciado, os preços do diesel continuarão mais baixos.
“Mesmo com esse reajuste, o diesel comercializado pela Petrobras seguirá abaixo da referência do PPI e dos preços praticados pelas refinarias privatizadas da Bahia (Refinaria Mataripe, do grupo Acelen) e de Manaus (Refinaria da Amazônia do grupo Atem)”, afirma a not do Ineep.
Segundo os últimos dados divulgados da ANP, referentes a semana de 02 de março o preço de referência do PPI para o diesel estava em R$4,65/L, enquanto os preços da Acelen e da Ream eram de, respectivamente, R$4,21 e R$5,10/L. Considerando ainda os dados dessa semana e incorporando o reajuste anunciado pela Petrobras, o preço do diesel em suas refinarias passaria de R$3,30/L para R$3,68/L. Assim, mesmo com o aumento, o preço da estatal permaneceria cerca de 20,86% inferior à referência do PPI, 12,59% menor que o praticado pelo grupo Acelen (BA) e 27,84% inferior ao praticado pelo grupo Ream (AM).
Dessa forma, mesmo com a elevação do preço do diesel pela estatal em resposta aos impactos do conflito no Irã, seus preços seguem inferiores aos praticados por importadores e do parque de refino privatizado.Ineep
Para o Ineep, “o contexto de escalada dos conflitos no Oriente Médio e explosão das cotações internacionais do petróleo, quando somada a pressão exercida por agentes privados, especialmente distribuidores e refinarias privadas, pela elevação dos preços dos combustíveis, em particular do diesel comercializado pela Petrobras, “evidencia limitações no atual arranjo do mercado de abastecimento no Brasil.
“Essa situação realça a necessidade de ampliação do parque nacional de refino e volta da Petrobras aos segmentos de distribuição e comercialização, instrumentos estratégicos para o bem-estar social e carestia. Fortalecer um projeto de Petrobras integrada é elevar a segurança do abastecimento interno e ampliar a capacidade de coordenação pública sobre a dinâmica de formação de preços dos combustíveis no mercado doméstico”, afirma, em nota, o Ineep.
“Vamos fazer tudo o que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores dos estados, que podem reduzir um pouco o ICMS”, disse Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em uma sessão marcada pelo ritmo mais lento na véspera do Dia de Tiradentes, o Ibovespa conseguiu recuperação moderada nesta segunda-feira (20), avançando 0,20%, aos 196.132 pontos, após três quedas consecutivas. O movimento refletiu um alívio pontual, apesar do ambiente externo ainda pressionado. No câmbio, o real voltou a se valorizar frente ao dólar, que […]
O Ibovespa interrompeu perdas ao longo do pregão e fechou em alta nesta terça-feira (7), aos 188.258,91 pontos, após virar nos leilões finais. O avanço foi de 0,05%, equivalente a 96,94 pontos, marcando a sexta alta consecutiva — ainda que com ganhos modestos nas últimas sessões. No câmbio, o real perdeu força diante do ambiente […]
A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 7, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.
O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.
As estimativas do mercado para esta leitura variavam de US$ 5,9 bilhões a US$ 8,5 bilhões.
Em março, as exportações registraram alta de 10% na comparação com o mesmo mês de 2025, com crescimento de 1,1% em Agropecuária, que somou US$ 8,256 bilhões; avanço de 36,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,359 bilhões; e, por fim, crescimento de 5,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,822 bilhões.
As importações subiram 20,1% em março ante igual mês de 2025, com queda de 10,2% em Agropecuária, que somou US$ 517 milhões; alta de 24,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,171 bilhão; e expansão de 20,8% em Indústria de Transformação, que totalizou US$ 23,347 bilhões.
Acumulado
De acordo com a Secex, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 14,175 bilhões no ano até março. O valor no primeiro trimestre foi alcançado com exportações de US$ 82,338 bilhões e importações de US$ 68,163 bilhões e é 47,6% maior do que no mesmo período de 2025.
No acumulado de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações registraram alta de 7,1%, com crescimento de 2,4% em Agropecuária, que somou US$ 17,205 bilhões; alta de 22,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 20,816 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 43,864 bilhões.
As importações subiram 1,3% de janeiro a março de 2026 ante o mesmo período de 2025, com queda de 19,9% em Agropecuária, que somou US$ 1,379 bilhão; queda de 7,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,772 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 63,540 bilhões.
À medida que o conflito com o Irã se intensifica, as recentes ameaças do presidente Donald Trump de bombardear a infraestrutura civil do país levantaram um dilema crítico para os oficiais militares dos EUA: devem eles obedecer às ordens ou se recusar, correndo o risco de cometer crimes de guerra?
Em uma ameaça abjeta, Trump disse publicamente que o Irã teria até um prazo estipulado para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, ou enfrentaria as consequências. Sua ordem envolvia bombardeios nas usinas de energia e pontes do Irã, levando especialistas jurídicos a concluir que tais ações indubitavelmente constituiriam crimes de guerra.
Segundo o Guardian, Margaret Donovan e Rachel VanLandingham, ex-oficiais da Judge Advocate General (JAG), expressaram grande preocupação, explicando que as ordens de Trump entram em conflito direto com décadas de treinamento legal militar. “Tais declarações retóricas — se seguidas — equivaleriam aos crimes de guerra mais graves”, escreveram no site Just Security.
O Judge Advocate General (JAG) é um corpo de militares que atuam como advogados dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos. Eles são responsáveis por fornecer assessoria jurídica para os militares, representando os interesses do governo em questões legais, tanto no âmbito penal quanto civil. Além disso, eles também atuam em processos de justiça militar, oferecendo serviços jurídicos aos comandantes e aos soldados, incluindo defesa em tribunais militares e aconselhamento sobre as leis da guerra.
Cada ramo das Forças Armadas dos EUA possui sua própria divisão JAG, como o Exército, a Marinha, a Força Aérea e os Fuzileiros Navais. O cargo de Judge Advocate General é ocupado por um oficial de alta patente que supervisiona todo o sistema jurídico dentro de um ramo das Forças Armadas, enquanto os JAG officers (ou oficiais JAG) atuam em diversas funções legais, incluindo como promotores, defensores e conselheiros legais.
As ameaças de Trump de destruição em massa, incluindo bombardear o Irã “de volta à Idade da Pedra”, e a ordem do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para “não dar abrigo, sem misericórdia”, distanciaram ainda mais as ações militares dos EUA dos padrões legais e morais que tradicionalmente governaram a conduta militar. À medida que essas ações colocam os soldados em uma posição de potencialmente cometer atrocidades, o dilema entre obedecer ordens ilegais ou enfrentar consequências legais se torna cada vez mais presente.
Historicamente, membros do Exército resistiram a ordens consideradas ilegais, citando precedentes como a recusa dos soldados dos EUA em participar no Massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã. Mas, como observou a professora de ciência política Charli Carpenter, situações em que os soldados precisam desobedecer ordens “manifestamente ilegais” nem sempre são claras no campo de batalha.
O comportamento e as palavras de Trump levantaram alarmes sobre o risco de escalada, particularmente em relação às armas nucleares. O presidente dos EUA tem autoridade exclusiva para lançar ataques nucleares, mas o protocolo para tais ações exige a participação de oficiais militares. Caso Trump emita tal ordem, caberá aos envolvidos na cadeia de comando considerá-la ilegal e possivelmente impedi-la — uma perspectiva que parece cada vez mais tênue à medida que Trump continua a purgar o exército de pessoal que possa resistir às suas diretrizes.
Nos últimos dias, Trump amplificou suas ameaças, avisando que o Irã poderia ser “destruído” em uma única noite, e sugerindo que a destruição do país seria iminente, a menos que o Irã cumprisse suas exigências.
O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Divulgação
Nesta terça-feira (7), Amir-Saeid Iravani, enviado do Irã na ONU, afirmou que Teerã não ficará inerte caso o presidente dos EUA, Donald Trump, leve adiante suas ameaças. Em uma reunião do Conselho de Segurança, Iravani acusou Trump de incitar crimes de guerra ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo.
Segundo o representante iraniano, tais palavras podem configurar genocídio. O diplomata destacou que o Irã não ficará de braços cruzados diante das ameaças de Trump e que tomará ações imediatas e proporcionais para se defender.
“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse ele.
Ele pediu à comunidade internacional que se posicione contra essa retórica antes que seja tarde demais. A resposta de Teerã foi imediata, com a declaração de que diversas infraestruturas da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein seriam alvos, pedindo a civis que evitassem essas áreas.
Trump, por sua vez, intensificou as ameaças. Em uma postagem no Truth Social, o presidente dos EUA declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao referir-se ao prazo final para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita após várias autoridades iranianas mostrarem sinais claros de que não pretendem ceder.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, afirmou.
Postagem de Trump no Truth Social. Foto: Divulgação
O Irã bloqueou parcialmente o estreito desde o ataque dos EUA e Israel ao seu território em 28 de fevereiro, o que gerou um aumento nos preços do petróleo. O prazo dado por Trump para que o Irã reabra a passagem encerra nesta terça-feira, às 21h, horário de Brasília.
O clima em Teerã é de extrema tensão. Antes da postagem de Trump, o governo iraniano havia apelado para a formação de correntes humanas por toda a população, com o intuito de proteger instalações de energia e outros ativos do país.
Segundo Alireza Rahimi, do Conselho Supremo da Juventude, a medida visa proteger as usinas de energia que são vitais para o país. “As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, já havia afirmado que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país. “Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, afirmou Pezeshkian em publicação no X.
O ambos os países rejeitou uma proposta de cessar-fogo do Paquistão, preferindo negociar uma solução definitiva para o conflito, ao invés de uma pausa temporária. A proposta paquistanesa sugeria que o cessar-fogo entrasse em vigor imediatamente, com um prazo de 15 a 20 dias para um acordo mais amplo, o que foi rejeitado pelas autoridades iranianas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente o tom contra o Irã ao ameaçar destruir grande parte da infraestrutura civil do país caso não haja um acordo até o prazo estipulado por Washington. No entanto, especialistas militares avaliam que as ameaças enfrentam sérias limitações práticas — e podem não surtir o efeito desejado.
Trump afirmou que poderia destruir “todas as pontes” e usinas de energia do Irã em poucas horas. Depois, intensificou o discurso, dizendo que “uma civilização inteira morrerá” se não houver acordo. Analistas ouvidos pela BBC classificam a retórica como sem precedentes — e alertam que atacar infraestrutura civil poderia configurar crime de guerra.
Apesar da gravidade das declarações, ex-integrantes do Departamento de Defesa dos EUA apontam que a execução de um ataque dessa magnitude é inviável no prazo mencionado. O Irã, com território vasto e milhares de alvos potenciais, não poderia ter toda sua infraestrutura destruída em questão de horas.
“Seria uma tarefa hercúlea — e ainda resta a dúvida se teria o efeito estratégico desejado”, disse um ex-alto funcionário da defesa americana.
Alvos mais prováveis: energia e petróleo
Especialistas afirmam que um ataque amplo ao setor energético é mais plausível do que a destruição total de pontes. Grande parte da infraestrutura de energia iraniana está concentrada nas províncias costeiras de Bushehr, Khuzestan e Hormozgan, ao longo do Golfo Pérsico.
Um ponto-chave é a Kharg Island, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Segundo o vice-presidente JD Vance, ataques aéreos já atingiram alvos militares na região.
A estratégia, segundo analistas, seria sufocar economicamente o regime iraniano, reduzindo sua capacidade de exportar petróleo e operar no Estreito de Omuz, rota vital para o comércio global de energia.
Estreito de Omuz. Foto: Divulgação
Pressão pode não funcionar
Mesmo com ataques intensificados, não há garantia de que o Irã cederá rapidamente. Autoridades americanas e iranianas voltaram a dialogar diretamente, mas continuam distantes em temas centrais como o programa nuclear, o setor petrolífero e o controle do estreito de Ormuz.
Analistas destacam que o regime iraniano já enfrenta apagões frequentes e dificuldades estruturais no setor energético — o que reduz o impacto de novas ofensivas como ferramenta de pressão interna.
Além disso, interromper ainda mais o fluxo de petróleo pode gerar efeitos colaterais globais, elevando preços e agravando a instabilidade econômica internacional.
Escalada com resultados incertos
Para especialistas, o governo Trump pode estar superestimando o impacto de uma escalada militar. Após semanas de conflito, o Irã demonstrou resistência significativa e disposição para prolongar o confronto.
“O regime encara essa guerra como uma luta existencial”, afirmou um ex-funcionário do Departamento de Defesa dos EUA.
Nesse cenário, a ameaça de destruição em larga escala pode ter mais efeito retórico do que prático — e corre o risco de ampliar o conflito sem garantir avanços diplomáticos.
O diretor e roteirista Bruno Costa estará em Porto Alegre nesta sexta-feira (10) para ministrar uma oficina de cinema exclusivamente para a comunidade surda. “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte”, um roteiro a muitas mãos – O processo de escrita para um filme bilíngue vai trazer fundamentos de roteiro e falar de inclusão e diversidade no audiovisual.
As inscrições podem ser feitas sem custos pelo e-mail filmesdaroma@gmail.com. São 30 vagas disponíveis por ordem de inscrição. A oficina acontecerá na sala Sergio Napp 2 da Casa de Cultura Mario Quintana e contará com tradução em libras durante toda a sua duração.
A oficina é uma iniciativa da Romã Filmes, produtora responsável pelo projeto “Iggy”. Com roteiro de Talita Prestes, “Iggy” acompanha a história de uma jovem que enfrenta a descoberta da perda gradual de sua audição, uma condição que a obriga a se preparar para um futuro de silêncio e, consequentemente, a aprender a escutar a ela mesma. O evento como ação afirmativa do projeto “Iggy”, que recebe apoio da Lei Paulo Gustavo (LPG).
“Nem Toda História de Amor Acaba em Morte” é o primeiro filme do cinema brasileiro com uma protagonista surda. O longa-metragem conta a história da professora de educação infantil Sol (Chiris Gomes) e Lola (Gabriela Grigolom), mãe solo de uma de suas alunas. Tratando com delicadeza dessa relação e das consequências dela na vida e no universo das protagonistas, o filme é bilíngue –português e libras – e foi 100% realizado em Curitiba. Recentemente, recebeu os prêmios de Melhor Filme na escolha do público e de Melhor Ator no Cine-PE.
Diretor e roteirista, Bruno Costa também escreveu e dirigiu os longas “Cinematoso”, “Circular” e “Mirador”. Diretor de alguns episódios da série “Cidade de Deus”, da HBO, no momento, está trabalhando na pré-produção de um documentário sobre a cantora Janine Mathias.
Serviço
O quê: Oficina “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte”, um roteiro a muitas mãos – O processo de escrita para um filme bilíngue;
Quando: 10/04 (Sexta-feira), 10h às 16h;
Onde: Casa de Cultura Mário Quintana, sala Sergio Napp 2;
Endereço: Rua dos Andradas. 736 – Centro Histórico, Porto Alegre/RS.
O papa Leão XIV fez duras críticas às recentes ameaças contra o povo iraniano durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (7). Para ele, as ameaças são “inaceitáveis”, e ele destacou que ataques à infraestrutura civil, como pontes e usinas de energia, são claras violações do direito internacional.
O pontífice reagiu às declarações do presidente dos EUA Donald Trump, que afirmou em uma rede social que “uma civilização inteira morrerá” na noite de terça-feira, caso o Irã não atenda às exigências de reabertura do Estreito de Ormuz.
Durante a coletiva, o papa reiterou seu apelo pela paz no Oriente Médio e pediu que cidadãos de todo o mundo pressionassem seus representantes políticos para pôr fim à guerra.
Ele enfatizou que, além das questões legais, essa é uma questão de moralidade, pois são vidas humanas que estão em jogo, incluindo as de crianças. O pontífice, que tem intensificado suas críticas ao conflito, já havia afirmado, em 29 de março, que Deus não escutaria as orações de líderes que fomentam a guerra.
O presidente dos EUA Donald Trump. Foto: Divulgação
Em relação às declarações de Trump, Leão XIV expressou preocupação com as implicações dessas ameaças, afirmando que, além das questões jurídicas, há um profundo dilema moral envolvido.
Para ele, qualquer ação que tenha como alvo a população civil, especialmente em tempos de guerra, é uma violação dos princípios fundamentais do direito internacional e dos direitos humanos.
Trump, por sua vez, manteve o tom agressivo nas redes sociais. O presidente dos EUA, em postagem feita horas antes do prazo final dado ao Irã, declarou que o ataque planejado seria um dos momentos mais significativos da história mundial.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, em que mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, quem sabe?”, afirmou Trump.
Mais um estabelecimento do Rio de Janeiro entrou na mira do Procon Carioca por uma manifestação considerada discriminatória, além do bar Partisan, na Lapa.
Segundo a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, uma multa de R$ 9.520 teria sido aplicada ao restaurante O Porco Gordo, supostamente localizado no Recreio dos Bandeirantes, após uma postagem nas redes sociais envolvendo cidadãos de Israel.
De acordo com o órgão, o perfil do estabelecimento publicou uma imagem da bandeira de Israel acompanhada da legenda: “também não são bem-vindos aqui. Não estão proibidos, mas não são bem-vindos”. Para o Procon, a mensagem constrangeria consumidores e violaria o Código de Defesa do Consumidor ao sugerir tratamento diferenciado com base em nacionalidade ou religião.
O problema é que o lugar não existe. O próprio responsável pelo perfil do Porco Gordo explicou, em suas redes sociais, que trata-se de “uma história de ficção”. Leia:
Aos tantos comentários que recebi sinto que lhes devo uma explicação:
O Porco Gordo é uma história de ficção, e na ficção escrita por mim, 5 chefs comandam uma cozinha, sendo um dos cozinheiros um Palestino refugiado, portanto O Porco Gordo é uma obra de literatura da qual em determinado momento o personagem precisa enfrentar seus fantasmas do passado, é interessante que queiram me incriminar e fechar o restaurante, eles só não acharam o estabelecimento no mundo real…
Como artista que sou, reflito o tempo em que vivemos, e provoco o público para melhor entendimento da época e situações que nos rodeiam. E que fique claro, o instagram do Porco, como podem ver por diversas postagens antigas, segue o roteiro dessa história e enquanto me permitirem isso continuará. E peço ao público que não se afobe e tire conclusões precipitadas até conhecer a história finalizada.
Não existe restaurante a ser boicotado, denunciado, multado porque ele só existe em um mundo fictício, e como autor da história, faço o uso de minha liberdade criativa para trazer a tona um debate necessário, pela qual, estou sendo julgado, antes mesmo de que o público conheça a história.
O restaurante O Porco Gordo foi fechado há anos e sequer chegou a ser um restaurante com mesas para atendimento ao público, foi tão somente uma cozinha. É interessante que vereadores sequer tenham vindo me perguntar a respeito, e é curioso que se “confundam” críticas a um estado com a religião de seu povo. Contudo, acho saudável que tenhamos esse debate nesse momento de nossa sociedade. É preciso, com clareza, ter posições que nos proteja enquanto humanidade. A todos e sem distinção.
A arte ainda é uma maneira de se transgressar contra opressões, autoritarismos e todo e qualquer tipo de censura. E por vezes a arte toma caminhos provocativos que nos fazem ter sentimentos antagônicos a quem realmente somos, então, eu entendo a reação e acredito que ela sirva de reflexão. Por incrível que pareça, isso me completa como artista. A caixa de comentários continuará aberta para que possam se expressar, contudo, pensem como um reflexo, esse é um bom exercício.
os dias 16 e 30 de março, o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) aprovou o Plano de Ação para 2026, que prevê cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos. A decisão foi tomada durante a 78ª e a 79ª reuniões do colegiado, realizadas no Ministério da Cultura (MinC), em Brasília. Leia em TVT News.
Os encontros, presididos pela ministra Margareth Menezes, reuniram gestores públicos e representantes do setor audiovisual para avaliar dados, ouvir demandas e encaminhar propostas que devem orientar o próximo ciclo de políticas para o segmento.
A Agência Nacional do Cinema (Ancine), como secretaria-executiva do FSA, coordenou os trabalhos e apresentou dados do setor por meio do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), que subsidiam a formulação e o aperfeiçoamento das políticas públicas.
As pautas dos encontros incluíram a apresentação dos relatórios de gestão do FSA, o planejamento das políticas de fomento, a aprovação das regras e critérios das chamadas públicas remanescentes do Plano de Ação de 2025, a programação da execução orçamentária e financeira de 2026 e a apresentação de um calendário para o lançamento das novas ações.
Também foram apresentados documentos estratégicos para o setor, como o Panorama do Ecossistema Audiovisual e os Planos de Ação e Composição Orçamentária da linha dos Arranjos Regionais.
Além disso, foi retomada a linha de investimentos em núcleos criativos, voltados à etapa de desenvolvimento de projetos audiovisuais, como a criação e a estruturação de roteiros e obras.
Conjuntamente, foram aprovadas propostas de novas parcerias com a RioFilme e com o Estado do Rio de Janeiro, além da continuidade de ações emergenciais voltadas ao Rio Grande do Sul.
A reunião contou com a participação de representantes da Casa Civil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do setor audiovisual.
Na abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou o momento vivido pelo setor e a importância da articulação entre governo e sociedade civil. “A gente fica feliz de ver o que está acontecendo no audiovisual. Isso dá mais inspiração para continuar trabalhando e procurando acertar também no que diz respeito ao que cabe ao governo”.
Plano de Ação 2026
O Plano de Ação aprovado prevê cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos, sendo R$ 976 milhões destinados às ações de investimento e R$ 460 milhões a operações de crédito, conforme orçamento aprovado.
Os recursos incluem valores previstos no Plano Anual de Investimentos (PAI) 2026, estimado em cerca de R$ 1,1 bilhão, além de saldos remanescentes de anos anteriores.
Dentro das ações de investimento, os recursos se distribuem entre diferentes linhas, com destaque para o cinema (Prodecine) e para TV e vídeo sob demanda (Prodav), enquanto as linhas de crédito (Proinfra) concentram as operações reembolsáveis.
Plano de Ação 2026
A alocação dos recursos busca impulsionar o desenvolvimento econômico e industrial do setor em todas as regiões do país, ampliar a presença da produção nacional nos diferentes segmentos de mercado e promover a inserção de novos talentos e empreendedores, com atenção à diversidade e à representatividade.
Ao comentar os dados, o diretor-presidente da Ancine, Alex Braga, destacou o papel das informações produzidas pela agência para o setor. Segundo ele, “a Ancine, nos últimos anos, consolidou um modelo de atuação baseado na produção, sistematização e ampla divulgação de dados de mercado do setor audiovisual brasileiro”. Ele acrescentou que o material foi apresentado ao Comitê para, a partir desses diagnósticos, “pensarmos a revisão e o aperfeiçoamento das políticas públicas, estimulando a participação social, críticas e proposições”.
O relatório também aponta que a demanda do setor permanece elevada, com mais de 4 mil projetos avaliados nos editais recentes.
A secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, afirmou que a gestão busca equilibrar diferentes perfis de produção e aprimorar os instrumentos de avaliação. Na ocasião, ressaltou que o Plano de Diretrizes e Metas (PDM) já possui validade administrativa e passará a orientar o Comitê Gestor, com a implementação de uma metodologia de monitoramento baseada em indicadores.
Desafios e perspectivas
Representantes do setor também apontaram desafios relacionados à previsibilidade e à execução das políticas.
Entre os pontos discutidos estão a estruturação de editais e a necessidade de ampliar a distribuição regional dos recursos. Em 2025, o Sudeste concentrou 66,3% dos investimentos, enquanto o Nordeste ficou com 11,5%, o Sul com 11,1%, o Centro-Oeste com 8,5% e o Norte com 2,6%. Para 2026, o plano prevê cotas de até 40% para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os indicadores divulgados pela Ancine reforçam o momento de retomada do setor. O país registra 3.554 salas de cinema em operação, recorde histórico, com 367 filmes brasileiros exibidos em 2025, que somaram 11,12 milhões de espectadores e R$ 214,9 milhões em renda.
Mesmo com a ampliação dos recursos e a diversificação dos instrumentos de financiamento, o cronograma de lançamento das ações para 2026 segue condicionado à disponibilidade financeira e à definição de critérios pelo Comitê Gestor.
Planejamento e linhas de investimentoPlano de linhas e investimentos
O vereador de Porto Alegre Ramiro Rosário (Novo), junto ao advogado e ex-secretário de Meio Ambiente do município Maurício Fernandes da Silva Stuart, foram condenados por disseminar informações falsas a respeito do arroz ecológico produzido por duas cooperativas agrárias ligadas aos Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Cooperativa Dos Trabalhadores Assentados Da Região De Porto Alegre (COOTAP) e a Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan).
Em abril de 2023, Ramiro utilizou as próprias redes sociais para veicular informações inverídicas que afirmavam que o arroz produzido e comercializado pela COOTAP continha agrotóxicos, fundamentando-se em um laudo produzido pelo Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas (LARP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que atestava justamente a ausência de tais resíduos nos grãos.
Posteriormente, Maurício Fernandes repercutiu a desinformação em duas plataformas nas quais atua como coordenador, direitoagrario.com e direitoambiental.com. Um terceiro réu, o vereador de Nova Santa Rita Silvio Roberto Flores de Almeida, foi absolvido.
A 6ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre condenou os réus ao pagamento de R$ 10 mil em danos morais a cada uma das cooperativas, junto de retratação pública nos sites de Maurício Fernandes e nas redes de Ramiro Rosário dentro do prazo de 15 dias após o trânsito em julgado. As publicações devem permanecer no ar por 60 dias ininterruptos, sob pena de R$ 1 mil diários em caso de descumprimento, limitados a R$ 60 mil.
“A liberdade de expressão e de informação, embora pilares do Estado Democrático de Direito, não constituem um salvo-conduto para a disseminação de inverdades factuais que atentem contra a honra e a imagem de terceiros”, atesta a sentença proferida pela 6ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre.
Em nota divulgada à imprensa, o MST manifestou apoio à decisão judicial, alegando que se trata de uma “vitória não apenas jurídica, mas política e social”.
Prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina às 21h nesta terça e mundo teme ataque nuclear
Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato.
25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem, até terça-feira à noite, por “segurança”
Irã ameaça privar os EUA e seus aliados de petróleo e gás “por anos”
EUA tentam conter rumores sobre eventual ataque nuclear ao Irã
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Irã sofre novos ataques poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
Com o prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina nesta terça, embaixador iraniano no Kwait diz aos países da região que é preciso evitar uma tragédia
Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita
Confira as principais atualizações sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã
Mercado do petróleo aguarda com atenção ultimato de Trump ao Irã
Os preços do petróleo fecharam com resultados mistos nesta terça-feira (7), horas antes de expirar o ultimato do presidente americano, Donald Trump, ao Irã.
25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
Trump tem saúde mental questionada por suas ameaças apocalípticas ao Irã. Donald Trump não é exatamente alheio a uma linguagem provocadora. No entanto, sua ameaça de aniquilar a civilização iraniana, juntamente com outros comentários intimidatórios recentes, levaram seus críticos a questionar a saúde mental do presidente e evocar a 25ª Emenda da Constituição dos EUA
Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato
O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que “uma civilização inteira morrerá” no Irã nesta terça-feira se o regime não aceitar os termos do ultimato.
Reprodução do post de Donad Trump ameaça acabar com uma civilização se Irã não acatar ultimato
Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
Da AFP em Teerã, Irã
O Irã está preparado para todas as possibilidades no contexto da guerra com os Estados Unidos e Israel, afirmou o primeiro vice-presidente, Mohammad Reza Aref, após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de aniquilar uma “civilização inteira”.
“A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, declarou Aref em uma mensagem no X.
Papa qualifica como ‘inaceitável’ ameaça de Trump contra todo o povo iraniano
O papa Leão XIV qualificou como “inaceitável”, nesta terça-feira (7), a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de eliminar toda a civilização iraniana se Teerã não respeitar seu ultimato, esta noite, para reabrir o Estreito de Ormuz.
“Hoje (…) foi feita esta ameaça contra todo o povo do Irã, e isto é realmente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais que isso, trata-se de uma questão moral”, disse o papa aos jornalistas, ao deixar sua residência de Castel Gandolfo, perto de Roma, rumo ao Vaticano.
Trump diz que iranianos são “animais” e por isso um ataque a usinas de eletricidade e pontes não pode ser chamado de crime de guerra
Nesta segunda (6), Trump demonstrou não estar preocupado em estar cometendo ou não crimes de guerra e, ao ser questionado sobre violar a Convenção de Genebra, o presidente dos Estados Unidos chamou os iranianos de animais.
Para Trump, o Irã deve ser tomado em único dia a partir de hoje.
Irã critica ameaça de Trump como “irresponsável” na ONU
O embaixador do Irã nas Nações Unidas criticou na terça-feira as ameaças extremas de Donald Trump contra seu país, após o presidente ter alertado que, se Teerã não aceitar…
Preços do petróleo disparam
Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons
Irã ameaça privar EUA e aliados de petróleo e gás “por anos”
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o exército do Irã, ameaçou, nesta terça-feira, com ações contra infraestruturas que “privarão os Estados Unidos e seus aliados de petróleo e gás da região por anos”.
“Até agora, demonstramos grande contenção em um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas agora estão suspensas”, alertou a IRGC em um comunicado transmitido pela televisão estatal. “Se o exército terrorista dos EUA cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Exército israelense lamenta danos causados a sinagoga no Irã por bombardeio
O exército israelense afirmou na terça-feira que lamenta os danos causados a uma sinagoga em Teerã por um bombardeio que, segundo alegou, tinha objetivos militares.
Novos ataques contra o Irã poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
O Irã sofreu novos ataques nesta terça-feira (7), que deixaram 18 mortos, poucas horas antes do fim do ultimato anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça destruir instalações civis do país se um acordo não for alcançado para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
O Irã alerta que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”.
A empresa italiana ENI descobre um importante campo de gás natural na costa do Egito
O Egito e a gigante italiana de energia ENI anunciaram na terça-feira uma descoberta “significativa” de gás natural na costa do país norte-africano.
Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem até terça-feira à noite por “segurança”
O exército israelense alertou os iranianos na manhã de terça-feira para que evitassem viagens de trem até as 17h30 GMT, em uma mensagem publicada na rede social X que prenuncia futuros ataques à rede ferroviária da República Islâmica.
“Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de usar trens ou viajar de trem em todo o país a partir de agora até as 21h, horário do Irã”, escreveu o exército israelense em sua conta em língua persa. “Sua presença em trens e perto dos trilhos coloca suas vidas em risco”, acrescentou a mensagem.
Embaixador iraniano no Kuwait insta os países do Golfo a evitarem “tragédia” após ultimato de Trump
O embaixador do Irã no Kuwait, na terça-feira, instou os países do Golfo a encontrarem uma maneira de evitar uma “tragédia”, visto que o prazo estabelecido por Donald Trump para que Teerã aceite o acordo de cessa-fogo acaba hoje.
Esta imagem de satélite, divulgada pela 2026 Planet Labs PBC em 1º de março de 2026, mostra uma coluna de fumaça subindo em Dubai após um ataque com projéteis. (Foto: AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS
Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita
Ataques noturnos contra a Arábia Saudita atingiram um complexo petroquímico localizado em uma extensa zona industrial na cidade de Jubail, no leste do país, informou uma fonte no local à AFP nesta terça-feira, horas depois de instalações semelhantes terem sido bombardeadas no Irã.
“Um ataque causou um incêndio nas instalações da SABIC em Jubail. O som das explosões foi muito alto”, disse a fonte, referindo-se à Corporação Saudita de Indústrias Básicas (SABIC).
Jubail, no leste da Arábia Saudita, abriga um dos maiores centros industriais do mundo, produzindo aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.
Ataques aéreos destroem sinagoga na capital do Irã, segundo a mídia local
Uma sinagoga em Teerã foi “completamente destruída” por ataques aéreos israelenses e americanos na madrugada de terça-feira, informou a agência de notícias Mehr.
Ataques no consulado israelense em Istambul
Um dos atacantes foi morto e dois ficaram feridos em um tiroteio ocorrido na terça-feira em frente ao consulado israelense em Istambul. Dois policiais também sofreram ferimentos leves.
Nesta seção, o portal ICL Notícias resgata textos, imagens e sons que façam o leitor dar uma pausa na marcha imediata e angustiante dos fatos para refletir com autores geniais do Brasil e de outros países. Hoje publicamos “Ao correr da máquina”, de Clarice Lispector, crônica publicada no livro “Todas as crônicas” (Rocco, 2018), e […]
O meio-campista Everton Ribeiro, do Esporte Clube Bahia – Reprodução
O meio-campista Everton Ribeiro, do Esporte Clube Bahia, movimentou as redes sociais ao curtir uma publicação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) com críticas ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A interação ocorreu após a aprovação, no Senado, do projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de preconceito, na última terça-feira (24).
A publicação curtida pelo jogador é um vídeo divulgado por Tabata Amaral em suas redes. No conteúdo, a parlamentar comenta a votação da proposta, que recebeu 67 votos favoráveis e não teve votos contrários nem abstenções, e contesta declarações feitas por Nikolas Ferreira sobre o texto aprovado.
“Nikolas Ferreira mente pra você. De novo. Ontem o Senado aprovou por 67 votos contra zero um projeto de lei que inclui a misoginia dentre os crimes de preconceito. Zero votos contra, zero abstenções. O PL, partido dele, votou inteiro a favor”, afirmou a deputada no vídeo.
Após a curtida de Everton Ribeiro, a interação passou a circular entre torcedores e usuários das redes sociais. Comentários destacaram apoio ao atleta, com mensagens que mencionavam sua trajetória dentro e fora de campo. Parte das reações veio de torcedores do Bahia, clube atual do jogador, e do Flamengo, equipe na qual ele atuou e conquistou títulos.
Entre as manifestações, usuários publicaram elogios ao posicionamento do jogador. “Everton ídolo dentro e fora de campo”, escreveu um torcedor. Outro comentou: “Ribeiro sempre do lado certo”. Uma torcedora afirmou: “Vocês não têm noção do carinho que eu sinto pelo senhor Everton Ribeiro. Miteiro dentro e fora de campo, o melhor camisa 7 que eu vi jogar pelo Flamengo”.
A repercussão ocorre em meio ao debate sobre o projeto aprovado no Senado. Após a votação, Nikolas Ferreira classificou o texto como “aberração” e afirmou que pretende atuar para barrar o avanço da proposta na Câmara dos Deputados. Em resposta, Tabata Amaral declarou: “Esse projeto não existe à toa, mas sim porque a violência contra as mulheres no Brasil é uma emergência”.
Confira a repercussão:
Finalmente um jogador de futebol que merece o nome de ídolo! eu te amo Everton Augusto de Barros Ribeiro 💙 https://t.co/sSNOUosESN
As consequências dos ataques ao Irã por Estados Unidos e Israel trouxeram à tona o papel regulador que a BR Distribuidora cumpria no país. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Vibra – novo nome da distribuidora, privatizada em 2019 – aumentou o custo do diesel 35 vezes mais que o impacto real nos preços do combustível de fevereiro para março. “Isso evidencia o que a gente sempre dizia, quando fazia a luta contra a privatização, que não ter uma distribuidora estatal não aumenta a concorrência, pelo contrário, ela piora a concorrência porque, quando a gente tinha a BR Distribuidora estatal, existia uma regulação de mercado via concorrência da distribuidora estatal”, afirma Miriam Cabreira, presidenta do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS).
Denúncias como essa aumentam a pressão da sociedade civil e de parlamentares por uma reestatização da BR Distribuidora. Há, no entanto, cláusulas no contrato da Vibra com a Petrobras que dificultam a operação. “Uma das cláusulas é que a Petrobras não poderia entrar como concorrente na distribuição, isso dificulta a Petrobras de comprar outra distribuidora. A Ipiranga está à venda. Se a Petrobras quisesse comprar a Ipiranga teria que ir para a disputa judicial ou passar alguma lei no Congresso”, relata a presidenta do Sindipetro-RS.
Outro ponto do contrato determina que, caso a Petrobras queira comprar ações da própria Vibra, isso deve ser feito por um instrumento chamado oferta pública de ações. De acordo com Miriam Cabreira, essa oferta pública tornaria muito mais caro o valor de recompra do que o que a Petrobras obteve com a venda. Ainda assim, a sindicalista afirma que existem alternativas. “É possível a gente fazer disputa sobre projetos de lei para poder contornar esses problemas criados na privatização, que, inclusive, a gente considera criminosos, porque estão trazendo prejuízos para a população”, aponta.
Pensando nessas cláusulas, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) protocolou um projeto de lei que institui o Regime Emergencial de Reestatização e Garantia da Soberania Energética. “O Regime Emergencial enfrenta exatamente essa distorção. O projeto estabelece que cláusulas contratuais que bloqueiem a atuação da União ou de suas empresas deixam de produzir efeitos quando entram em conflito com a segurança energética e o abastecimento nacional”, afirma Melchionna.
A parlamentar explica que o projeto estabelece instrumentos objetivos para a reestatização imediata, como a imissão provisória na posse, o que permitiria ao Estado assumir imediatamente a operação, enquanto o valor da indenização é discutido na Justiça. “Contrato privado não pode funcionar como cadeado que impede o Estado de garantir o abastecimento de combustível de um país inteiro”, defende. Além da iniciativa de Melchionna, o líder do Governo na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), recolhe assinaturas para criar a Frente Parlamentar pela Reestatização da BR Distribuidora.
Em paralelo a isso, aumentos acima dos praticados pela Petrobras têm ocorrido também antes da distribuição, nas refinarias que foram privatizadas. “A Petrobras, hoje, é responsável por cerca de 70% do mercado porque foram privatizadas três refinarias no Governo Bolsonaro. Então, a Petrobras consegue fazer uma política de estabilidade dos preços, mas não consegue mais fazer uma política de blindagem dos preços”, relata Miriam Cabreira.
Enquanto a Petrobras elevou em 11,6% o diesel em março, a refinaria privada de Mataripe, na Bahia, subiu o combustível em 71,3%. Na última terça-feira (24), a Petrobras reafirmou o interesse em recomprar a refinaria, privatizada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro. A confirmação foi feita por meio de um ofício à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
‘Indícios de desabastecimento forçado precisam ser investigados’
De acordo com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), 166 municípios relatavam desabastecimento de diesel até esta quarta-feira (25). No entanto, a produção do combustível na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) aumentou desde o início do conflito no Oriente Médio. “Todo o volume contratado das distribuidoras com a Petrobras foi vendido pelo preço combinado, pelo preço de antes. Inclusive, a Refap ainda teve condições de elevar a carga da refinaria e fazer um leilão de 20 mil m³ de diesel s-500. A Petrobras em nenhum momento descumpriu contrato. Então, como é que de repente falta? Como é que do nada eles sobem os preços? Não tem como saber, porque a gente não tem os dados. A gente não sabe o que aconteceu com as distribuidoras. Então, isso as distribuidoras têm que responder”.
A deputada Fernanda Melchionna cobra investigação sobre os fatos. “Os trabalhadores da Refap relatam que a refinaria segue produzindo normalmente e até aumentou a produção nos últimos dias. “Alguém no meio da cadeia está segurando esse combustível ou manipulando a logística para pressionar preços ou criar escassez artificial. O que está acontecendo com o diesel no Rio Grande do Sul é grave: há indícios de desabastecimento forçado e especulação de preços. Isso precisa ser investigado com rigor. Combustível não pode virar refém de quem lucra com o caos”.
Em audiência pública solicitada pelo deputado estadual Miguel Rossetto (PT) e realizada nesta quarta, na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa, o Sindicato Intermunicipal de Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do RS (Sulpetro) relatou as dificuldades que os postos têm tido de obter o combustível. De acordo com o assessor jurídico da entidade, as distribuidoras estariam carregando quantidades menores de combustíveis a cada frete e limitando a entrega aos postos com os quais já tinham contrato e, portanto, obrigação de fornecer produto. Tudo isto em um período do ano em que o agronegócio tem maior demanda por combustível.
Também na audiência, o superintendente de Distribuição e Logística da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Diogo Valério, ressaltou que não há falta de produto e que o que gerou um pico de demanda foi a incerteza sobre o preço. Segundo ele, a ANP reforçou a fiscalização para coibir práticas abusivas.
Em nota conjunta divulgada na última segunda-feira (23), seis entidades dos setores de refino, importação e distribuição de combustíveis ressaltam que “parte relevante do abastecimento nacional também vem de refinarias privadas e de importadores, os quais, diferentemente da Petrobras, não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços (…) de acordo com as referências internacionais. As oscilações no valor do petróleo e dos derivados tendem, portanto, a se refletir em toda a cadeia, ainda que de forma não uniforme e como resultado não de um único fator, mas da combinação de diversas variáveis (e.g. econômicas, tributárias e logísticas)”, afirmam. As entidades, embora elogiem a medida do Governo Federal de reduzir a zero a alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel, cobram “a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional” e afirmam que estão “à disposição para contribuir, de forma institucional e técnica, com o diálogo junto às autoridades e à sociedade sobre medidas que preservem o abastecimento nacional, a segurança energética e o regular funcionamento do mercado”.
“Outro Mundo é Possível: 25 anos do FSM e os desafios da resistência democrática” é o tema da roda de conversa que será realizada em Porto Alegre no próximo sábado (28), às 10h, no 3º andar do Centro Cultural da UFRGS.
“Este encontro é um convite a uma reflexão sobre a experiência do FSM, nestes 25 anos, e os desafios do presente, da resistência democrática frente ao surgimento de um novo fascismo, das guerras, do ódio, da violência política da extrema direita, do ataque aos direitos, do negacionismo ambiental e científico”, explica o deputado estadual Miguel Rossetto (PT), proponente do debate.
A atividade integra a programação da 1ª Conferência Internacional Antifascista, que ocorre entre os dias 26 e 29 de março na capital gaúcha, com foco no enfrentamento ao avanço global da extrema-direita e à escalada autoritária que ameaça direitos e a democracia.
Realizado pela primeira vez em 2001, em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial reuniu movimentos sociais, organizações e lideranças de diferentes países em torno da defesa dos direitos humanos, da justiça social e da democracia participativa. Ao completar 25 anos, a proposta da mesa é revisitar esse percurso, refletir sobre seus impactos e discutir sua atualidade diante do cenário político contemporâneo.
O debate contará com as presenças de Olivio Dutra – Governador do RS 1999-2002; Raul Pont – Prefeito de Porto Alegre 1997-2000; Tarso Genro – Prefeito de Porto Alegre 2001; Tica Moreno – Marcha Mundial de Mulheres; Neuri Rossetto – MST; Sérgio Haddad – Abong; Oded Grajew – Idealizador do FSM; e Salete Valesan – representante do CLACSO no CI-FSM.
A coordenação do debate será do deputado Miguel Rossetto, realizador da primeira edição do FSM e, à época, vice-governador do estado. A mediação será conduzida pela secretária de organização do PT-RS, Íris de Carvalho.
A Fresno apresenta seu novo álbum, “Carta de Adeus”, em Porto Alegre no dia 16 de maio, às 20h, no Parque da Redenção. O show promete reunir grandes sucessos da banda, marcados pela nostalgia dos anos 2000, além das canções inéditas do novo trabalho.
Formada por Lucas Silveira (guitarra e vocal), Gustavo Mantovani (guitarra) e Thiago Guerra (bateria), a Fresno soma 27 anos de trajetória. Após o sucesso da turnê Eu Nunca Fui Embora (2024), a banda retorna à cidade onde foi formada para apresentar ao público seu novo projeto.
De acordo com Lucas Silveira, esta nova fase parte de um questionamento central: até quantas mãos é possível construir um projeto artístico e musical?
“Com a tecnologia, hoje em dia, isso pode ser feito inclusive sem a participação direta de pessoas. Mas o que nos levou a sermos quem somos, além da nossa amizade, é justamente a união de pessoas criativas ao nosso redor, que contribuem com nossas criações. Queremos valorizar e dar voz também a esses colaboradores”, explica o músico.
O retorno ao Parque da Redenção também carrega um significado especial: a Fresno pretende reviver a energia de um show histórico realizado no local em 2007. “Aquele momento marcou muitas das crenças que levamos adiante e influenciou diretamente trabalhos posteriores. Voltar ao parque, depois de tantos anos, com um show gratuito para um público tão fiel, é muito significativo para nós”, destaca a banda.
A apresentação integra a programação da Semana S, realizada pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP na capital. Além da apresentação musical, a semana oferece uma programação gratuita e diversificada, com atividades nas áreas de cultura, educação, saúde, lazer e serviços à comunidade, ocupando o Parque Farroupilha com experiências abertas ao público.
Primeiro longa-metragem dirigido pelo cineasta egípcio Morad Mostafa, “Aisha não pode esperar” chega ao CineBancários em 26 de março. Filme de abertura do Festival de Veneza 2025, “A Graça”, novo longa-metragem de Paolo Sorrentino, e “Narciso”, do premiado diretor Jeferson De, narrativa que transita entre a dureza da realidade e o realismo fantástico, seguem em cartaz na sala de cinema.
Na mesma semana, em 1º de abril, “Barba Ensopada de Sangue”, aguardado filme de Aly Muritiba inspirado no livro homônimo de Daniel Galera, recebe sessão especial de pré-estreia, com presença do autor e convidados.
“Aisha Não Pode Voar” teve sua estreia mundial na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2025, onde concorreu à Caméra d’Or, marcando o retorno do Egito à seção após anos de ausência.
A narrativa acompanha Aisha, uma jovem sudanesa que vive no Cairo, longe da família, trabalhando como cuidadora. Em seu cotidiano, ela enfrenta um ambiente marcado por tensões constantes entre migrantes africanos e grupos locais, onde a violência parece sempre à espreita. Nesse cenário instável, surgem laços ambíguos com jovens ligados a gangues rivais, trazendo à trama nuances de thriller.
O filme foi bastante elogiado após sua estreia em Cannes, e a revista Variety, por exemplo, classificou como “magnífica” a atuação da jovem Buliana Simon: “A talentosa atriz aprofunda e intensifica a atmosfera do filme, infundindo-a com uma qualidade assombrosa e perigosa”. A mesma publicação afirma, ainda, que o diretor Morad Mostafa “entrega um longa-metragem de estreia valioso e visualmente impressionante”.
Já Barba Ensopada de Sangue tem direção de Aly Muritiba e é baseado no romance homônimo do escritor brasileiro Daniel Galera, lançado em 2012 pela Companhia das Letras, traduzido em 11 línguas e publicado em 13 países diferentes, que se tornou um best-seller. Com roteiro de Jessica Candal e Aly Muritiba, o filme será distribuído pela O2 Play no Brasil.
Protagonizado por Gabriel Leone, ator do longa indicado ao Oscar “O Agente Secreto”, o filme acompanha um professor de natação que, após a morte do pai, retorna à antiga casa da família e passa a investigar o assassinato do avô, Gaudério (Ricardo Blat). O longa se passa no litoral Sul do país e aproveita a paisagem costeira como parte essencial da trama, que tem atmosfera densa e misteriosa.
Thainá Duarte é mais um grande nome de Barba Ensopada de Sangue. Com trabalhos na TV e no cinema, Duarte se destacou nas séries Aruanas (Globoplay) e Cangaço Novo (Prime Video).
Programação de 26 de março a 1º de abril
ESTREIA
“Aisha Não Pode Voar”
Egito/Drama/2025/120 min
Direção: Morad Mostafa
Sinopse: Aisha é uma cuidadora sudanesa que vive no centro do Cairo. Diariamente, ao sair para trabalhar, ela testemunha a tensão entre os outros imigrantes africanos e os membros das gangues egípcias locais. Aos 26 anos, ela se vê presa entre um relacionamento indefinido com um jovem egípcio e um novo emprego.
Elenco: Achai Ayom Buliana Simon Ziad Zaz
PRÉ-ESTREIA:
“Barba Ensopada de Sangue”
Brasil/Drama/2025/128 min
Direção: Aly Muritiba
Sinopse: Após a morte de seu pai, Gabriel parte para a praia da Armação em busca de suas origens. Lá, ele encontra uma trama complexa em torno da figura misteriosa de seu avô, um esqueleto de baleia e uma cidade que quer enterrar seu passado a qualquer custo.
Elenco: Gabriel Leone, Thainá Duarte, Ivo Müller, Roberto Birindelli
EM CARTAZ
“Narciso”
Brasil/Drama/2025/90 min.
Direção: Jeferson De
Sinopse: Narciso (11), um menino negro e órfão, mora na casa de Carmem e Joaquim, junto com outras crianças que aguardam adoção. Ele sonha em ter uma família, mas acaba enfrentando uma grande decepção. Para alegrá-lo, uma das crianças da casa lhe dá de presente uma bola de basquete velha e mágica e diz que, se ele acertar três cestas, um gênio aparecerá e realizará todos os seus desejos.
Elenco: Arthur Ferreira, Ju Colombo, Bukassa Kabengele e Seu Jorge
“A Graça”
Itália/Drama/2025/ 131 min.
Direção: Paolo Sorrentino
Sinopse: Do cineasta Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar e do Bafta, “A Graça” é uma exploração abrangente do amor, do dever e da liberdade pessoal. Toni Servillo – vencedor do prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Veneza de 2025 – é o poderoso Mariano De Santis, que enfrenta dilemas morais e pessoais com a ajuda de sua filha confidente, Dorotea (Anna Ferzetti). Com a visão poética característica de Sorrentino e uma trilha sonora evocativa, esta obra-prima é uma meditação íntima sobre paternidade, consciência e a eterna questão: a quem pertence o nosso tempo?
Elenco:Toni Servillo, Anna Ferzetti, Orlando Cinque, Massimo Venturiello.
Horários
De 26 de março a 31 de março
Não há sessões na segunda
15h: “A Graça”
17h20: “Narciso”
19h20: “Aisha Não Pode Voar”
1º de abril
15h: “A Graça”
17h20: “Narciso”
19h20: Pré-estreia de “Barba Ensopada de Sangue”, seguida de debate após a sessão com a presença do autor Daniel Galera, Carolina Panta e Fabiano de Souza.
Ingressos
Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Na quinta-feira, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.
Hours before a call between President Trump and India’s prime minister, American officials urged India to focus on shared goals and ignore differences.
Ao apresentar o caso, o jornalista afirmou: “Eu quero chamar sua atenção para essas imagens que eu vou mostrar. Um policial militar agrediu dois estudantes dentro de um colégio estadual da Zona Sul do Rio de Janeiro. Um deles usava uma camiseta de Che Guevara, famoso guerrilheiro comunista. O caso aconteceu durante um protesto de movimentos estudantis. Representantes de associações foram até essa escola para apurar denúncias de assédio sexual, mas foram impedidas de entrar pela direção que acionou a Polícia Militar”.
ENQUANTO ISSO, NO SBT BRASIL…
O fato:
Policia agride estudantes em protesto.
A notícia:
Estudante vestia camiseta estampada com “Che Guevara, famoso guerrilheiro comunista”.
Em que isso acrescenta à notícia?
Ou melhor… a serviço de quê, senão de uma disputa ideológica… pic.twitter.com/dRlBaCeWbl
O caso ocorreu na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, durante um protesto organizado por movimentos estudantis. As imagens foram registradas por João Herbella, diretor do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ, que acompanhava Marissol Lopes, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro, e Theo Oliveira, diretor da entidade. Os três acabaram detidos após a ação policial.
Segundo informações apuradas, o policial envolvido é o subtenente Ricardo Telles de Noronha Júnior, do Batalhão de Choque, que atuava no programa Segurança Presente em Laranjeiras. De acordo com relato de Marissol, o grupo foi à escola após solicitação de alunos que denunciavam um caso de assédio.
“Nós fomos à escola solicitados por alunos que queriam organizar uma luta contra um caso de assédio que estava acontecendo no colégio. Um caso que é antigo, mas que recentemente estourou e ficou abafado. Nós entramos na escola, porque é o nosso direito enquanto uma entidade estudantil, e fomos agredidos por policiais de forma bastante truculenta. A tentativa de diálogo foi praticamente nula”, disse.
As imagens que circularam nas redes mostram o momento em que o policial discute com os estudantes e, em seguida, agride Marissol com dois tapas no rosto, rasgando sua camisa. Ao tentar intervir, Theo Oliveira também é atingido com um soco e derrubado. O vídeo ainda registra novas agressões antes de ser encerrado.
Gente que absurdo isso
Policial agride aluno dentro da Escola Estadual Senor Abravanel ( antiga Amaro Cavalcante )no Largo do Machado .
Estudantes organizavam um ato contra um professor assediador.
De acordo com a Ames Rio, os estudantes foram chamados pelo grêmio da escola para apoiar um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio.
“Os representantes das entidades foram chamados pelos alunos para apoiar um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio”, informou a entidade. Ainda segundo a associação, a Secretaria Estadual de Educação havia autorizado a entrada dos representantes, mas a direção da escola impediu o acesso e acionou a polícia.
A entidade também relatou que a violência continuou fora da escola. “Dentro da escola, houve agressões com tapas e socos. Do lado de fora, a violência continuou com spray de pimenta e cassetetes, e a presidente da AMES-RJ teve sua camisa rasgada antes de ser detida junto aos outros representantes”, detalhou.
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução nesta quarta-feira (25) que reconhece o tráfico transatlântico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade já cometido.
O texto aprovado pela maioria dos países estabelece que os Estados-Membros da ONU devem considerar a apresentação de desculpas pelo tráfico de escravizados e contribuir para um fundo destinado à reparação.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, defendeu ainda o enfrentamento dos legados duradouros da escravidão, como a desigualdade e o racismo.
“Precisamos remover as barreiras persistentes que impedem tantas pessoas de ascendência africana de exercer seus direitos e realizar seu potencial”, discursou.
Durante cerca de 400 anos, milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como mercadorias em colônias de nações europeias, crime que continuou a ser cometido mesmo após a independência de algumas delas, como é o caso do Brasil e dos Estados Unidos.
O Brasil é considerado o último país do continente americano a abolir a escravidão, o que se deu apenas em 1888, e também foi o principal destino dos africanos escravizados, tendo recebido mais de 4 milhões de sequestrados.
Votação
A proposta foi apresentada pelo presidente de Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo crime, e recebeu 123 votos a favor, incluindo o do Brasil.
“Hoje, nos reunimos em solene solidariedade para afirmar a verdade e buscar um caminho rumo à cura e à justiça reparatória”, disse Mahama.
Apenas três países votaram contra a resolução: Estados Unidos, Israel e Argentina.
Houve ainda 52 abstenções, sendo a maior parte de países europeus. Entre eles, estão nações que exploraram colônias no continente africano ou atuaram na consolidação do tráfico de escravizados, como Portugal, Espanha, Reino Unido, França, Países Baixos e Bélgica.
Outros países desenvolvidos como Japão, Canadá e Austrália também se abstiveram. Na América do Sul, além do voto contrário da Argentina, houve a abstenção do Paraguai.
Países do Brics votaram em peso a favor da resolução, como China, Índia, Rússia e África do Sul, além de outras nações americanas, asiáticas e africanas, o que permitiu a soma de 123 votos.
A presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, defendeu que enfrentar essas injustiças é um imperativo moral, enraizado em uma responsabilidade coletiva de confrontar os erros do passado e moldar um futuro mais justo.
“O tráfico de escravizados e a escravidão figuram entre as mais graves violações de direitos humanos na história da humanidade – uma afronta aos próprios princípios consagrados na Carta da Organização das Nações Unidas e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, em parte, nasceram dessas injustiças do passado”, disse Annalena.
Já o representante dos Estados Unidos no Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas, Dan Negrea, classificou o texto como “altamente problemático” antes da votação e disse que o país “não reconhece um direito legal a reparações por injustiças históricas que não eram ilegais sob o direito internacional no momento em que ocorreram”.
Reparação
A declaração aprovada ressalta a importância de abordar injustiças históricas que afetam os africanos e as pessoas de ascendência africana, de uma maneira que sejam promovidos a justiça, os direitos humanos, a dignidade e a reparação.
O documento também enfatiza “que as reivindicações por reparações representam um passo concreto rumo à reparação das injustiças históricas contra os africanos e as pessoas de ascendência africana”.
Nesse sentido, a resolução também solicita que, de forma pronta e desimpedida, seja feita a restituição de bens culturais, objetos de arte, monumentos, peças de museu, artefatos, manuscritos e documentos, e arquivos nacionais.
O vereador bolsonarista Adrilles Jorge. Foto: Reprodução
A aprovação do Projeto de Lei (PL) que visa criminalizar o discurso de ódio contra mulheres, conhecido como “PL da Misoginia”, no Senado, provocou reações histéricas de políticos de direita. Um desses casos aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo, onde o vereador bolsonarista Adrilles Jorge (União) usou o plenário para promover um espetáculo de misoginia e transfobia, em protesto contra a aprovação do projeto.
Durante a sessão, Adrilles Jorge, indignado com o avanço do projeto no Senado, fez uma performance polêmica. O vereador copiou uma ação do deputado Nikolas Ferreira e colocou uma peruca, em uma tentativa de atacar o “PL da misoginia” de maneira provocativa.
Ele afirmou que a lei, por não definir claramente o que é uma mulher, permitiria que qualquer homem se julgasse mulher e, consequentemente, promova discurso de ódio contra as mulheres.
“Eu posso me julgar mulher porque a lei é tão esdrúxula, que ela não define o que é uma mulher, então, eu, enquanto homem, posso contestar as senhoras, eu posso agredir verbalmente as senhoras, porque aos homens […] as mulheres se colocam como vítimas preferenciais […] essa lei não resolve nada […] então, eu, como mulher, agora como Geórgia, posso falar como mulher porque a lei me permite assim”, disse o vereador durante a sessão.
TRANSFOBIA NA CÂMARA DE SP!
O vereador Adrilles Jorge, em mais um episódio de desrespeito, reproduz o mesmo comportamento de Nikolas Ferreira ao usar uma peruca no plenário para ridicularizar pessoas trans.
Enquanto isso, o PL da Misoginia continua a tramitar na Câmara dos Deputados, onde será discutido por parlamentares e, se aprovado, seguirá para a sanção do presidente Lula. A proposta aprovada no Senado no dia 25 de abril define a misoginia como crime, equiparando-a ao racismo na legislação brasileira.
A medida visa punir comportamentos que manifestem ódio ou aversão às mulheres, fundamentados na crença da supremacia masculina. A nova lei inclui manifestações verbais, como injúrias e discursos de ódio, bem como ofensas que atentem contra a dignidade feminina.
Isso inclui também as agressões no ambiente digital, como em redes sociais e fóruns, onde muitos discursos misóginos têm sido proliferados. O projeto prevê penas de prisão que variam de dois a cinco anos, além de multas, para os envolvidos em práticas misóginas.
Em casos de incitação ou indução à misoginia, as penas podem ser de um a três anos, com a mesma penalidade de multa. A medida é vista como um avanço no combate a atitudes discriminatórias contra as mulheres, especialmente no cenário atual, onde os ataques à dignidade feminina têm aumentado na sociedade, principalmente pela internet.
Embora o projeto tenha sido aprovado por unanimidade no Senado, com 67 votos favoráveis, a reação de políticos de extrema-direita tem sido polarizada. O ato de Adrilles Jorge é apenas um exemplo das tentativas de impedir a implementação da proposta, com alegações de que a lei poderia ser mal interpretada ou abrir brechas para abusos.
O “PL da Misoginia” foi apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e teve a relatoria de Soraya Thronicke (Podemos-MS), que destacou a importância da medida no enfrentamento de discursos de ódio. A senadora afirmou que a proposta visa combater não apenas agressões físicas, mas também discursos misóginos que têm ganhado força nas redes sociais.
Thronicke defendeu que o projeto é essencial para coibir a propagação de ideias que sustentam a superioridade masculina, especialmente em tempos de crescente radicalização política e social. “O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, crescente e ceifa vidas todos os dias”, afirmou ao defender o projeto.
A nova pesquisa Atlas deve ser lida com a serenidade que o momento político exige — e, sobretudo, com atenção aos seus recortes internos. O dado mais chamativo, a desaprovação de 54% ao presidente, ganha contornos mais claros quando se observa a composição desse número.
Entre os eleitores de Bolsonaro, a rejeição a Lula é praticamente unânime (98,5%), o que pouco acrescenta em termos analíticos: trata-se de um eleitorado já consolidado na oposição. O mesmo padrão, ainda que menos intenso, aparece entre os que votaram em branco (76,5%) e entre os que não votaram (81,8%). Ou seja, a desaprovação cresce justamente nos segmentos menos engajados ou mais voláteis — um sinal mais relevante do que a simples rejeição entre adversários históricos.
Na avaliação do governo, o desenho se repete com pequenas variações. Entre os bolsonaristas, 94,5% classificam a gestão como péssima — novamente, um dado esperado. Já entre brancos (69,6%) e abstencionistas (68%), a crítica permanece alta, indicando que o governo enfrenta dificuldades para conquistar ou reter apoio fora de sua base tradicional.
Quando se passa à intenção de voto para o primeiro turno, o padrão de polarização se mantém. Flávio Bolsonaro herda de forma expressiva o eleitorado do pai (80,7%), mas mostra fragilidade fora desse núcleo: tem desempenho baixo entre votos brancos (13,9%) e recuperação apenas parcial entre os que não votaram (30,2%). É, portanto, um candidato competitivo dentro da bolha bolsonarista, mas ainda limitado na expansão.
O cenário que se desenha, por ora, é de repetição de 2022. Lula, como incumbente, carrega a vantagem estrutural da máquina e da visibilidade, mas enfrenta o desgaste acumulado de um ciclo longo do PT no poder — uma espécie de “fadiga de material”. Já o herdeiro político de Bolsonaro tem no sobrenome tanto um ativo quanto um passivo: mobiliza sua base, mas encontra resistência fora dela.
Nesse contexto, a eleição de 2026 tende a ser decidida menos pela conversão de adversários e mais pela capacidade de mobilização. Em teoria, o fator decisivo continua sendo o mesmo desde 2002: ativar o contingente de eleitores que se abstêm, votam em branco ou anulam. Quem conseguir engajar esse grupo pode abrir uma vantagem relevante.
Nesta quinta-feira (26) às 12h, será assinado o termo de compromisso do Protocolo Anti-Assédio Objetivas para empresas produtoras ligadas às principais associações do cinema gaúcho em evento na Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085). Logo antes, acontece a mesa-redonda “Novas Relações de Trabalho no Audiovisual: Diálogo e Boas Práticas”, das 10h15min às 12h. O evento, que é aberto ao público, reúne representantes do setor para discutir caminhos de implementação.
Já na sexta (27), a partir das 14h, ocorre a entrega simbólica do protocolo ao Instituto Estadual de Cinema (Iecine) e à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul no mesmo local, ampliando o diálogo com o poder público. A iniciativa é do Objetivas – Núcleo de Prevenção e Combate ao Assédio no Audiovisual do RS, organização vinculada à APTC/RS, Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos.
O documento estabelece diretrizes práticas para prevenir, identificar e enfrentar situações de assédio moral e sexual em produções audiovisuais. As normas buscam promover ambientes de trabalho mais seguros, especialmente para mulheres e pessoas transgênero, que são as principais vítimas deste tipo de violência no setor. Inspirado em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o protocolo convoca empresas, produtoras e profissionais a assumirem responsabilidade direta na construção de ambientes seguros.
“A APTC está comprometida em zelar pelo bem-estar e pela dignidade dos profissionais do audiovisual gaúcho”, aponta o presidente da APTC, Edu Rabin. “Nesse sentido, é mais do que urgente enfrentarmos essas práticas nocivas com rigor, investindo também em educação e conscientização contínuas para prevenir o assédio. Este é um compromisso não apenas imediato, mas de médio e longo prazo, para a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais seguro, ético e acolhedor”, destaca.
Entre as principais medidas previstas estão:
• criação de um núcleo anti-assédio em cada produção;
• realização de ações formativas e de conscientização com as equipes;
• inclusão de cláusulas contratuais específicas sobre assédio;
• afastamento imediato de pessoas denunciadas;
• implementação de fluxos de acolhimento e encaminhamento das vítimas.
O documentário “Notas Sobre um Desterro” (2025), dirigido por Gustavo Castro, terá uma sessão especial em Porto Alegre no sábado (28), às 10h15, na Sala Redenção. A exibição integra a programação da I Conferência Internacional Antifascista e será seguida de um debate com o diretor e com a participação de Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL). A conversa com o público terá mediação de Kelly Demo Christ, diretora de comunicação do Clube de Cinema de Porto Alegre, que participa da atividade como parceiro da sessão.
O documentário reúne registros realizados na Cisjordânia, imagens de arquivo e materiais produzidos pelos próprios palestinos durante a guerra em Gaza. As filmagens começaram em 2018, quando Castro e o fotógrafo Rafael de Oliveira viajaram à Cisjordânia com a intenção inicial de investigar histórias de convivência entre diferentes comunidades e religiões na região. Durante cerca de um mês, a equipe percorreu cidades e vilarejos palestinos, sendo acolhida por uma família palestino-brasileira no vilarejo de Kobar. Com a escalada da violência na região e os acontecimentos iniciados em outubro de 2023, o projeto foi revisitado e ganhou nova forma. O material original foi reeditado e combinado com registros históricos e vídeos compartilhados nas redes sociais por palestinos que documentam, em tempo real, os efeitos da guerra sobre a população civil.
A sessão na Sala Redenção, aberta à comunidade e gratuita, será uma oportunidade para que o público assista ao filme em sala de cinema e participe de um debate com o diretor Gustavo Castro e com Ualid Rabah sobre o processo de realização da obra, os desafios éticos envolvidos na utilização de imagens de guerra e o papel do audiovisual na construção de memória e reflexão política.
Serviço
O que: Sessão do filme “Notas Sobre um Desterro”(Gustavo Castro, 2025), seguida de bate-papo com o diretor e com Ualid Rabah (FEPAL). Parte da programação da I Conferência Nacional Antifascista em parceria com o Clube de Cinema de Porto Alegre. Quando: 28 de março, às 10h15 Local: Sala Redenção – UFRGS (R. Eng. Luiz Englert, 333 – Farroupilha) Entrada gratuita
O que aconteceu em 25 de março na guerra no Oriente Médio
Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz
Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos
Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Acompanhe os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:
Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, advertiu nesta quarta-feira (25) que os “inimigos” da república islâmica estão se preparando para invadir uma de suas ilhas no Golfo, com a ajuda de um país da região.
“Segundo os serviços de inteligência, os inimigos do Irã estão se preparando para ocupar uma das ilhas iranianas com o apoio de um Estado regional”, escreveu Ghalibaf no X, sem especificar qual.
Se isso acontecer, “todas as infraestruturas vitais desse Estado regional serão alvo de ataques incessantes”, advertiu.
Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “vai desencadear o inferno” contra o Irã se Teerã não aceitar um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, advertiu a Casa Branca nesta quarta-feira (25).
“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido antes”, declarou a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva.
“O presidente Trump não está blefando e está preparado para desencadear o inferno. O Irã não deve se enganar novamente”, acrescentou.
TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –
A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.
“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.
– TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –
A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.
“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.
– Advertência da ONU sobre o Líbano –
O “modelo de Gaza”, devastada pela guerra entre Israel e Hamas, “não deve ser replicado no Líbano”, pediu o secretário-geral da ONU, António Guterres, alarmado com uma guerra “fora de controle” no Oriente Médio.
– Alemanha critica a política de Trump –
O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, criticou a “má política” do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã, alegando que “ela tem um impacto direto no bolso dos cidadãos”.
Ele acrescentou que isso é agravado pelos lucros de “certas empresas” petrolíferas. Algo “vergonhoso, desleal e, de certa forma, antipatriótico”, insistiu.
– “A pior crise industrial” da história –
A guerra poderá desencadear “a pior crise industrial” da história, alertou o presidente da Câmara de Comércio Internacional, John Denton, nesta quarta-feira, em Camarões.
– Rússia desaloja parcialmente uma usina nuclear iraniana atacada –
O grupo Rosatom anunciou a retirada de 163 russos que trabalhavam na usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã, após a agência atômica iraniana ter relatado um ataque que atingiu as instalações, mas que não causou danos.
Segundo a empresa, dezenas de funcionários permanecem na usina.
– Paquistão envia plano dos EUA ao Irã para encerrar a guerra –
As propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra no Irã foram enviadas a Teerã por mediadores paquistaneses, indicaram nesta quarta-feira à AFP duas fontes de alto escalão em Islamabad.
– “Reparações” por bombardeios iranianos no Golfo –
O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou os “ataques atrozes” do Irã contra seus vizinhos do Golfo e pediu uma “reparação” completa e rápida para todas as vítimas dos bombardeios.
Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
A Marinha iraniana afirmou, nesta quarta-feira (25), que lançou mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões americano Abraham Lincoln
Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
O Reino Unido e a França copresidirão uma reunião esta semana com cerca de 30 países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã.
– Irã nega negociações com EUA –
O embaixador iraniano no Paquistão afirmou nesta quarta-feira que não houve negociações “diretas ou indiretas” com os Estados Unidos, apesar da declaração do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para encerrar a guerra.
– Sete soldados mortos em ataque no Iraque –
Pelo menos sete soldados morreram no Iraque em um ataque aéreo contra uma base militar localizada no oeste do país. A mesma base já havia sido atacada na terça-feira em um bombardeio que deixou 15 mortos e que tinha como alvo as forças da Hashd al Shaabi, uma coalizão de ex-paramilitares que inclui grupos pró-Irã.
Grupos armados pró-Irã reivindicaram ataques contra interesses americanos no Iraque e em outros países. Os mesmos grupos foram alvos de bombardeios, inclusive em posições vinculadas ao Estado.
Um membro das Forças Hashed al-Shaabi do Iraque está em frente a uma faixa com a imagem do falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na Praça Tahrir, em Bagdá, em 12 de março de 2026. Ataques aéreos mataram pelo menos nove combatentes apoiados pelo Irã no Iraque em 12 de março, perto da fronteira entre o Iraque e a Síria, disseram à AFP dois altos funcionários da segurança. O Iraque foi imediatamente arrastado para a guerra no Oriente Médio, desencadeada quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. (Foto de AHMAD AL-RUBAYE / AFP)
– Premiê da Espanha cita cenário “muito pior” que no Iraque em 2003 –
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o atual cenário bélico no Oriente Médio é “muito pior” e com “um potencial de impacto muito mais amplo” do que a guerra do Iraque em 2003.
– Israel afirma que atacou centros de produção de mísseis no Irã –
O Exército israelense anunciou que atacou, nos últimos dias, dois locais de produção de mísseis de cruzeiro navais em Teerã, supervisionados pelo Ministério da Defesa iraniano.
– Empresa chinesa Cosco voltará a enviar mercadorias ao Golfo –
A empresa estatal chinesa de navegação Cosco, uma das maiores do mundo, anunciou a retomada do envio de contêineres de mercadorias a alguns países do Golfo, após três semanas de suspensão devido à guerra no Oriente Médio.
– AIE “preparada” para uma nova liberação de reservas de petróleo –
O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que está “preparado” para aplicar uma nova liberação de reservas de petróleo “quando for necessário”.
A declaração foi uma resposta a um pedido da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de “preparação para implementar” uma operação coordenada do tipo, durante uma reunião em Tóquio.
– Combates no sul do Líbano –
O Exército israelense anunciou que “desmantelou centros de comando” do Hezbollah e um depósito de armas no sul do Líbano, além de ter matado vários combatentes do movimento pró-iraniano.
O Hezbollah anunciou que atacou um tanque e soldados israelenses perto da fronteira e lançou uma “chuva de foguetes” na direção de Kiryat Shmona, norte de Israel.
As sirenes de alerta foram acionadas na cidade, perto da fronteira libanesa. As autoridades israelenses não relataram vítimas.
– Irã ataca Israel e países do Golfo –
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que lançou mísseis e drones contra o norte e o centro de Israel, incluindo Tel Aviv, assim como contra duas bases militares utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait, uma no Bahrein e outra na Jordânia.
Um incêndio foi registrado no aeroporto internacional do Kuwait, depois que um tanque de combustível foi atingido por drones, segundo as autoridades, que não relataram feridos.
– Nove mortos em ataques israelenses no Líbano –
Pelo menos nove pessoas morreram em três ataques aéreos israelenses contra localidades do sul do Líbano, uma região considerada um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa ANI.
O Exército de Israel havia pedido aos moradores que abandonassem os bairros da periferia sul de Beirute, diante dos bombardeios iminentes.
– Petróleo em queda –
O preço do barril de petróleo de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, recuava 3,8%, a 100,54 dólares. A cotação do West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, cedia 3,1%, a 89,46 dólares.
– EUA enviam plano ao Irã para encerrar a guerra –
Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para acabar com a guerra, que poderia incluir limites severos ao seu programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo informações da imprensa.
A imprensa destacou que, entre os 15 pontos do documento, cinco se referem ao programa nuclear iraniano, outros exigem o abandono do apoio a grupos armados na região, como o Hezbollah ou o Hamas, e um tópico insiste que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação.
– Teerã flexibiliza controle de Ormuz –
O Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz desde que respeitem as normas de segurança e proteção, segundo um comunicado enviado à Organização Marítima Internacional (OMI).
– Irã relata ataque contra usina nuclear e AIEA pede moderação –
A agência de energia atômica do Irã informou na noite desta terça-feira que a usina nuclear de Bushehr, no sul do país, foi atingida por um ataque que não causou danos, e acusou os Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez um “apelo à máxima moderação, para evitar riscos à segurança nuclear durante o conflito”.
The Times visited a village where the United States and Ecuador said they destroyed an armed group’s training camp. Residents said it was actually a dairy farm.
Residências do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. Foto: Divulgação
O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou, nesta terça-feira (24), modificações importantes no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com o objetivo de ampliar o acesso à casa própria para um maior número de famílias.
As alterações incluem a elevação do limite de renda das faixas de classificação e a ampliação dos valores máximos de financiamento de imóveis, com impacto direto na economia e no mercado imobiliário.
Com as mudanças, o limite de renda mensal da faixa 1 do MCMV passou de R$ 2.850 para R$ 3.200. A faixa 2 também teve reajuste, de R$ 4.700 para R$ 5.000, e a faixa 3, que agora apresenta limites de R$ 9.600, foi ajustada de R$ 8.600.
A faixa 4, voltada para a classe média, criou um aumento considerável, de R$ 12 mil para R$ 13 mil, com a expectativa de beneficiar um número expressivo de famílias. Além do aumento no teto de renda, o programa também contará com uma nova taxa de juros.
Para a faixa 1, a taxa de financiamento será de 4,50%, inferior aos 4,75% anteriores. Essa medida deve beneficiar cerca de 87,5 mil famílias que estavam acima do limite de renda anterior, mas ainda se enquadram no programa. A medida foi antecipada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante entrevista à Folha de S. Paulo no final de janeiro.
O aumento nos valores dos imóveis também gerou impacto. Para a faixa 3, o limite de preço dos imóveis passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, com um reajuste de 14%. Já na faixa 4, houve um aumento mais expressivo de 20%, com os valores sendo elevados de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Essas mudanças visam permitir que mais famílias de classe média possam acessar o benefício do programa, principalmente diante da escassez de recursos e da alta nos juros. A ampliação da faixa 3 do programa permitirá a inclusão de 31,3 mil novas famílias no MCMV, enquanto na faixa 4 a expectativa é de que 8,2 mil famílias sejam beneficiadas.
As mudanças nas faixas 3 e 4 serão financiadas com recursos do Fundo Social, que atualmente conta com R$ 31 bilhões alocados para o programa. A previsão é que esses recursos comecem a ser utilizados no segundo semestre deste ano.
Imóveis em construção pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. Foto: Divulgação
O Minha Casa, Minha Vida, que foi uma das principais vitórias da gestão petista, continua sendo uma das principais bandeiras de campanha em ano eleitoral. O governo federal, em uma tentativa de alavancar a compra de imóveis pela classe média, usou R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal no ano passado para dar mais fôlego ao programa.
Esse esforço é visto como essencial para driblar a alta nos juros e a escassez de crédito, especialmente diante da crise econômica que o país atravessa. O programa também ganhou destaque com a introdução da faixa voltada para a classe média, que passou a ser vista como uma medida crucial para enfrentar a falta de acesso da população de renda média ao mercado imobiliário.
Além disso, o governo se comprometeu a utilizar recursos do FGTS para garantir condições acessíveis de financiamento à casa própria, com o objetivo de aquecer o setor. A aprovação das mudanças no MCMV, o Conselho Curador também aprovou a retomada do Programa FGTS-Saúde.
Esse programa permite que recursos do fundo sejam usados para financiar entidades filantrópicas de saúde que atuam de forma complementar ao SUS (Sistema Único de Saúde). A medida visa ampliar o apoio a hospitais filantrópicos, que representam uma parcela significativa da rede de atendimento à população, oferecendo mais de 190 mil leitos e cerca de 25% dos hospitais do Brasil.
A medida foi bem recebida por representantes do governo, como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que destacou a importância das entidades filantrópicas para o SUS. Segundo ele “muitos territórios têm dependência imensa das filantrópicas, e temos que trabalhar para elas tenham condições de prestar bom serviço”. Contudo, a proposta gerou controvérsias, com representantes do setor privado, como a Confederação Nacional do Comércio (CNC), criticando a utilização do FGTS.
Por fim, o Conselho Curador também aprovou a inclusão de cooperativas como mutuárias do Programa Pró-Transporte, que visa financiar melhorias no transporte público urbano. Essa medida tem como objetivo atender áreas periféricas não atendidas por linhas principais e renovar a frota de veículos de transporte coletivo, proporcionando um sistema mais eficiente e acessível para a população.
Pessoas colocam cartazes em um poste em memória das vítimas da ditadura militar na Argentina. Foto: Divulgação
Por Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires
Oficialmente denominada “Processo de Reorganização Nacional”, a ditadura militar que governou a Argentina entre 24 de março de 1976 e 10 de dezembro de 1983 aplicou um plano sistemático para sequestrar, torturar, roubar bebês, roubar bens, matar pessoas e desaparecer corpos até hoje procurados, vítimas de um terrorismo de Estado.
O golpe militar foi justificado pela luta contra o comunismo no contexto da guerra fria, apoiado por setores conservadores e amparado pela doutrina da Segurança Nacional ditada pelos Estados Unidos.
O plano sistemático contra opositores incluiu 814 centros clandestinos de prisão, tortura e morte, equivalentes a campos de extermínio, sendo o maior de todos a Escola de Mecânica da Armada (ESMA), hoje um museu da memória, onde entraram cerca de cinco mil pessoas e saíram em torno de 250.
Ricardo Coquet, de 73 anos, é um dos sobreviventes. Foi sequestrado em 10 de março de 1977 ao sair da famosa confeitaria Las Violetas de Buenos Aires.
“Fui me encontrar com um primo que me daria roupa e algum dinheiro. Todos os nossos camaradas estavam a ser capturados. Ao sairmos, quando caminhávamos ao carro dele, passou um caminhão com vários armados que me sequestraram. Eu tinha uma pastilha de cianureto, como muitos de nós, para o caso de sermos presos. Tomei a pastilha e avisei-lhes que não me venceriam. Além de vários golpes, deram-me injeções para evitar o efeito. Estavam preparados”, recorda Ricardo à RFI, então militante da Juventude Trabalhadora Peronista.
Ele foi levado para a ESMA, onde ficou até 3 de dezembro de 1978, quando ganhou “liberdade vigiada” após um acidente que lhe amputou quatro dedos na carpintaria do centro clandestino, onde realizava trabalhos sob regime de escravidão.
“O pior de ser um sequestrado sob tortura é a loucura de viver a cada minuto sem saber se você estará vivo no minuto seguinte. As torturas eram choque elétrico e golpes. Uma semana na solitária; outra semana de golpes. Sempre queriam que eu entregasse os demais militantes”, conta.
As vítimas denominadas pelos militares como “subversivos” eram, na sua maioria, militantes de movimentos e partidos de esquerda, estudantes universitários e sindicalistas.
“O caso argentino baseou-se no desaparecimento forçado como método modalidade mais comum, mas teve modalidades únicas como os voos da morte e o roubo sistemático de bebês”, aponta à RFI o historiador e escritor uruguaio, Aldo Marchesi, autor de “Hacer la Revolución”, sobre grupos armados durante as ditaduras dos países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai).
Ricardo Coquet sobreviveu por quase dois anos na ESMA. Foto: Marcio Resende
Voos da Morte
A Junta Militar que governava o país era consciente que não poderia manter milhares de pessoas presas, que não poderia fuzilar e enterrar tamanha quantidade de pessoas sem que o movimento ganhasse estado público e recebesse críticas internacionais, sobretudo do Vaticano. Já havia o exemplo de fuzilamentos por parte do regime de Franco, na Espanha, e de Pinochet, no Chile. Era preciso desaparecer com os corpos e, para isso, a modalidade criada logo no primeiro ano do regime foram os “voos da morte”.
Os militares chamavam a modalidade de “traslados” porque os prisioneiros achavam que seriam transferidos para outro centro clandestino. Também eram conhecidos internamente como “voos de portas abertas”. Com a redemocratização, foram descobertos os voos nos quais aviões das Forças Armadas lançavam pessoas vivas, mas drogadas, ao rio da Prata e ao mar.
Cada voo transportava entre 25 e 30 pessoas às quais se injetava pentotal sódico, uma substância que as deixava em estado de sonolência. Eram lançadas nuas para que, uma vez decompostos os corpos e comidos por peixes, não deixassem rastros.
No entanto, vários corpos mutilados apareceram na margem uruguaia do rio da Prata, na costa atlântica do Uruguai e também em praias de localidades argentinas, sendo enterrados como desconhecidos em cemitérios locais.
As primeiras autópsias em restos humanos recuperados foram feitas pelo médico legista Roberto León Dios em 1977. Quando trabalharia sobre o terceiro cadáver, recebeu a ordem militar de interromper o estudo. Misteriosamente, o médico faleceu 40 dias depois.
As freiras francesas Alice Domond e Leonie Duquet e as Mães da Praça de Maio, Esther Ballestrino, María Eugenia Ponce e a fundadora, Azucena Villafor, foram vítimas de um voo da morte em 14 de dezembro de 1977, depois de torturadas, por indagarem sobre desaparecidos.
O ex-repressor da ESMA, Adolfo Scilingo, reconheceu ao jornalista Horacio Verbitsky, em 1995, que 4.400 pessoas foram lançadas. Os organismos de direitos humanos calculam em cinco mil.
Estupros
Com frequência, as mulheres presas eram sexualmente violentadas.
“No meu caso, não houve penetração, mas sofri abusos sexuais. Em outros casos, mulheres foram estupradas. Ficávamos todos nus. Recebia choques elétricos nas genitais e na boca. Recebi tantos golpes que perdi uma gravidez de dois meses. Se eles soubessem que eu estava grávida, não me soltariam e teriam roubado o meu bebê, como fizeram com todas. Não me roubaram o bebê, mas mataram-no com tantos golpes e choques”, descreve à RFI Betina Ehrenhaus, de 68 anos, presa na ESMA quando tinha 21 anos.
Betina era uma militante peronista. Foi sequestrada em agosto de 1979 junto com o marido, Pablo Lepiscopo, de 24 anos, também peronista. Os dois tinham um táxi, fonte de trabalho do casal, roubado pelos militares. Devido à dupla nacionalidade de Betina (alemã), ela foi libertada três dias depois de sessões de tortura.
“Pablo nunca apareceu. Acreditamos que tenha sido jogado no rio num voo da morte”, lamenta Betina.
Betina Ehrenhaus sobreviveu, mas perdeu o marido e uma gravidez na ESMA. Foto: Márcio Resende
Roubo de bebês
A ditadura aplicou um plano sistemático de roubo de bebês, filhos dos torturados e mortos. Os bebês eram destinados a famílias de militares e de policiais. As Avós da Praça de Maio ainda procuram 392 netos, tendo recuperado 140 até agora, incluindo quatro no ventre das mães, mortas quando estavam grávidas.
O plano sistemático e perverso de roubo de bebês foi uma exclusividade da ditadura argentina.
Na ESMA, funcionou uma maternidade clandestina que serviu como centro de rapto de bebês das prisioneiras.
Durante os anos de 1990, após duas leis que garantiram a impunidade dos envolvidos, o roubo de bebês foi o único crime que levou uma dezena de repressores à prisão, incluindo os ex-ditadores Reynaldo Bignone e Jorge Videla, embora com mais de 70 anos de idade gozassem de prisão domiciliária.
Mães e avós da Praça de Maio
Assim como a ditadura argentina foi a mais sangrenta também gerou uma reação social como nenhuma outra na América do Sul.
Quase um ano após o golpe, em abril de 1977, mães de desaparecidos começaram a reunir-se na Praça de Maio, em frente à sede do governo e a escassos quarteirões dos prédios públicos por onde as mães percorriam em busca de respostas sobre o paradeiro dos seus filhos.
As reuniões estavam proibidas pelo estado de sítio, motivo pelo qual as mães tinham de circular. Por isso, rondavam o centro da praça, enquanto trocavam informações.
Até hoje as poucas Mães da Praça de Maio ainda vivas rodam a praça, religiosamente, às quintas-feiras, havendo completado 2.501 rondas.
Em outubro de 1977, começaram a usar um lenço na cabeça como elemento comum para se reconhecerem. Também naquele mês, algumas mães perceberam que também tinham de procurar pelos seus netos, derivando num segundo grupo, as Avós da Praça de Maio.
Os anos de 1990 foram marcados pela impunidade proporcionada por duas leis. Em 1995, os filhos que procuravam os seus pais fundaram H.I.J.O.S (acrônimo de FILHOS): Filhos e Filhas pela Identidade e pela Justiça contra o Esquecimento e contra o Silêncio, na sigla em espanhol.
O objetivo desse terceiro coletivo era promover a memória e a restituição da identidade dos filhos de desaparecidos.
Com o fim da impunidade a partir de 2005, a dinâmica priorizou o acompanhamento dos processos judiciais.
Ao tentar eliminar opositores, os militares argentinos acabaram criando um exército de parentes dispostos a continuar a luta das vítimas.
Um filho e um neto
Miguel Santucho foi levado para Roma quando completou um ano de idade, em 29 de outubro de 1976. O pai já estava na Itália. Em 13 de julho de 1976, quando Miguel tinha oito meses, a mãe dele, uma tia e uma companheira, as três militantes do Partido Revolucionário dos Trabalhadores, foram sequestradas. A mãe, Cristina Navajas, estudante de Sociologia, de 26 anos, estava grávida de dois meses. Segundo testemunhas, passou por três centros clandestinos. Foi vista pela última vez em 25 de abril de 1977 já sem o estado de gravidez.
Teria perdido o bebê ou teria parido? Miguel teria um irmão? Para reconstruir a sua história e para procurar esse eventual irmão, Miguel retornou a Buenos Aires, aos 17 anos, em 1993. Integrou o grupo HIJOS.
“Sabíamos que a minha mãe estava grávida e que tinha mantido a gravidez por vários meses. Supúnhamos que podia ter dado à luz, mas também existia a possibilidade de nunca tivesse parido. Nunca tivemos uma confirmação, mas a minha avó sempre sentiu a presença do neto”, explica Miguel à RFI.
A família acredita que Cristina tenha sido lançada num voo da morte. A avó de Miguel, Nélida Gómez de Navajas, era uma Avó da Praça de Maio que procurava pelo neto, irmão de Miguel. As cinzas de Nélida foram lançadas ao rio em 2012 como último pedido para estar junto da filha.
Em julho de 2023, Miguel atendeu uma chamada de vídeo. Era Daniel, o neto número 137 dos 140 até agora recuperados.
“Muito obrigado por continuar sempre a procurar-me e por não desistir nunca”, disse o irmão nascido no cativeiro de tortura da sua mãe. O dois choraram.
Daniel foi registrado como Daniel Enrique González. É provável que Enrique seja uma homenagem ao militar que cedeu o sobrenome González ao seu apropriador — um policial que, segundo Daniel, sequestrava pessoas para serem levadas aos centros clandestinos de tortura. Como recompensa pelos serviços prestados, o policial teria recebido um bebê. Hoje, Daniel usa os sobrenomes de sua família biológica: Santucho Navajas.
Ele cresceu em uma casa que defendia a ditadura. Aos 21 anos, começou a duvidar de sua identidade. Com a mulher que o apropriou já falecida, passou a pressionar o homem que o havia registrado, mas ele sempre negava. Ironicamente, seus apropriadores o registraram como nascido em 24 de março de 1977, data que marcou o primeiro ano do golpe de Estado. Daniel passou a vida comemorando seu aniversário no mesmo dia em que a ditadura o tirou de sua mãe
Enquanto continuava a duvidar da sua origem e a pressionar pela verdade, convivia com o medo e com a culpa de denunciar o apropriador que terminaria preso. Foram necessários outros 20 anos dessa angústia, de terapia e de coragem para Daniel ir até as Avós da Praça de Maio. Três meses depois do exame de DNA, aos 46 anos de idade, Daniel encontrou a sua verdadeira família. Depois descobriu que a sua certidão de nascimento fora alterada e que nascera em 10 de janeiro de 1977.
“Eu nasci prematuro, com pouco peso, em más condições, provavelmente devido às condições do parto da minha mãe num centro clandestino, a receber torturas, a passar fome e frio. Nessas condições, fui entregue aos meus apropriadores que, cinicamente, registram-me com a data do golpe militar. Em qual Deus essa gente acreditava para fazer algo assim?”, questiona Daniel.
O apropriador foi indiciado e ficou em prisão domiciliária à espera do julgamento, mas faleceu antes de ser julgado. “Morreu dois dias depois de eu ter o meu novo documento com a minha verdadeira identidade”, ressalta.
Daniel (esquerda) e Miguel Santucho se encontraram em 2023. Foto: Márcio Resende
Polêmica com o número de vítimas
Os organismos de direitos humanos defendem que o número de desaparecidos chega a 30 mil pessoas.
Nos últimos anos, uma série de vozes críticas passaram a questionar a cifra porque nenhuma lista inclui os nomes dessas pessoas.
Em dezembro de 1983, assim que o país recuperou a Democracia, o presidente Raúl Alfonsín (1983-1989) criou a Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (CONADEP). Durante nove meses, a comissão reuniu provas com os nomes das vítimas para iniciar um processo penal contra as Juntas Militares.
Surgiu uma lista com 8.961 nomes confirmados, usada por críticos para questionar o número de 30 mil desaparecidos. No entanto, a própria CONADEP esclareceu que se tratava de “uma lista inevitavelmente incompleta”, devido à intensidade dos acontecimentos, à dificuldade de acessar todos os casos e ao medo que ainda mantinha muitas pessoas em silêncio.
“Sabemos também que muitos desaparecimentos não foram denunciados porque a vítima não tem familiares, porque os seus parentes preferem manter-se em silêncio ou porque vivem em locais muito afastados dos centros urbanos. Como esta comissão verificou durante as suas visitas ao interior do país, muitos familiares dos desaparecidos disseram-nos que, nos últimos anos, não sabiam a quem recorrer”, diz o relatório “Nunca Mais” da CONADEP.
O presidente Javier Milei, considerado um negacionista da ditadura, defende um número ainda inferior.
“Não foram 30 mil desaparecidos. São 8.753”, afirmou Milei.
Em março de 1977, quando completou um ano do golpe, Anistia Internacional divulgou que as vítimas já chegavam a 15 mil.
A partir de documentos desclassificados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 2006 surgiu uma terceira cifra. Os documentos de inteligência revelaram que, até meados de 1978, os militares calculavam 22 mil vítimas entre desaparecidos e mortos, quando ainda viriam mais cinco anos de ditadura.
O emblemático número de 30 mil desaparecidos começou a ser difundido durante a terceira “Marcha da Resistência” em setembro de 1983.
Luis Labraña, ex-membro do principal grupo de guerrilheiros, os Montoneros, garante ser o inventor da cifra de 30 mil desaparecidos para chamar a atenção dos organismos de direitos humanos internacionais.
No entanto, investigações acadêmicas indicam que a soma de desaparecidos, de vítimas sobreviventes dos centros clandestinos, de presos políticos e de mortos, o número final aproxima-se dos 30 mil.
“Podemos calcular em 30 mil as vítimas da última ditadura que foram presas e desaparecidas, incluindo as que foram assassinadas e as que sobreviveram. O fato de que não se possa contar nem saber com exatidão o número foi parte do plano de repressão ilegal e clandestina: ocultar os nomes, os destinos, os corpos e visar à impunidade dos responsáveis pelos crimes que nunca colaboraram com a verdade”, diz o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), um dos principais organismos de direitos humanos da Argentina.
De qualquer forma, seja qualquer uma dessas cifras, nenhum outro país da região fez tantas vítimas em apenas sete anos. Nos 17 anos do ex-ditador chileno, Augusto Pinochet, outro regime sanguinário, o número de mortos e desaparecidos chega a 3.065.
Referência mundial de Justiça
No mundo, a Argentina é o país que mais julgou e condenou seus próprios militares. Dentre todos, os militares argentinos foram os únicos que não obtiveram, inicialmente, uma lei de anistia. A derrota na Guerra das Malvinas, em 1982, acelerou sua saída do poder, mas sem que tivessem força política para negociar qualquer forma de proteção.
“O governo militar teria terminado do mesmo jeito, assim como 42 países no mundo democratizaram-se nos anos 1980, mas as condições teriam sido diferentes sem a guerra”, explica à RFI o historiador Rosendo Fraga, diretor do Centro de Estudos Nova Maioria.
A derrota na guerra teve impacto, então, nas condições particulares da transição argentina. “O julgamento de militares hoje é consequência da incapacidade dos militares de negociar a transição devido ao enfraquecimento pela guerra”, avalia Fraga.
E assim como a Argentina foi uma referência, em 1983, para os países vizinhos ainda sob ditaduras, a falta de uma anistia para os militares argentinos alertou os ditadores da região para se cuidarem.
“A forma como os militares argentinos deixaram o poder não foi necessariamente para ser imitada, mas para que os vizinhos saíssem com uma anistia na mão”, compara Rosendo Fraga.
Países como Uruguai, Paraguai e, sobretudo, Chile, tiveram esse cuidado. A lei de anistia do Brasil, de 1979, é anterior ao exemplo argentino.
A influência argentina foi decisiva para a democratização do Chile. O ex-presidente argentino Raúl Alfonsín, comprometido com grupos anti-Pinochet, teve um papel fundamental na vitória do “Não” — o voto contra a continuidade do ditador Augusto Pinochet no plebiscito de 1988.
Pouco antes de deixarem o poder, em 22 de setembro de 1983, os militares argentinos tentaram aprovar uma “Lei de Autoanistia”, chamada de “Pacificação Nacional”. No entanto, cinco dias após assumir a presidência em um governo democrático, Alfonsín anulou o decreto, declarando-o “insanamente nulo”. Essa decisão marcou o início do difícil processo de “Memória, Verdade e Justiça” na Argentina.
Em 1985, a CONADEP forneceu as bases para o julgamento dos principais responsáveis pelos crimes da ditadura argentina. Esse processo, conhecido como “Julgamento das Juntas Militares”, é considerado um marco histórico mundial.
O “Julgamento das Juntas Militares” começou em 22 de abril de 1985 e terminou em 9 de dezembro do mesmo ano. Dos nove militares de alta patente que integravam as três primeiras Juntas, cinco foram condenados:
Jorge Videla e Emilio Massera: prisão perpétua;
Roberto Viola: 17 anos de prisão;
Armando Lambruschini: 8 anos de prisão;
Orlando Agosti: 4 anos e 6 meses de prisão.
A reação dos militares, no entanto, foi imediata. Entre 1986 e 1987, uma série de levantes ameaçou a frágil democracia argentina, recém-reconquistada. Sob pressão, o Congresso aprovou duas leis que garantiram impunidade aos torturadores e criminosos da ditadura:
Lei de Obediência Devida (1986): alegava que militares de postos inferiores não poderiam ser punidos, pois estavam “apenas cumprindo ordens” — exceto em casos de estupro ou roubo de bebês.
Lei de Ponto Final (1987): determinava a interrupção imediata de todos os processos judiciais contra acusados de desaparecimentos forçados.
A impunidade se consolidou em 1990, quando o então presidente Carlos Menem (1989-1999) indultou os condenados no “Julgamento das Juntas Militares”, encerrando suas penas.
A virada começou apenas em 1998, quando o Congresso revogou as leis de Obediência Devida e Ponto Final. O processo ganhou força em 2003, quando o presidente Néstor Kirchner (2003-2007) impulsionou a anulação definitiva das leis, desta vez com apoio do Congresso. Dois anos depois, em 2005, a Corte Suprema argentina declarou as leis inconstitucionais, abrindo caminho para uma nova fase.
A Argentina iniciou, assim, a maior onda de julgamentos contra militares da História — superando até mesmo os processos de Nuremberg, que condenaram líderes nazistas. O país se tornou um marco global na luta por verdade e justiça, como destaca o historiador Aldo Marchesi: “A Argentina tornou-se uma referência mundial em matéria de verdade e de justiça. Há estudos que mostram como esse modelo foi replicado por outros países pelo mundo”.
Desde 2006, a Justiça argentina já condenou 1.202 pessoas por crimes de lesa-humanidade, em 353 sentenças. A maioria recebeu pena de prisão perpétua, reconhecendo os crimes como genocídio.
Atualmente, 539 pessoas cumprem pena, das quais 454 estão em prisão domiciliar (devido a idade avançada ou condições de saúde) e 213 foram absolvidas ao longo do processo.
Atualmente, 13 processos estão em julgamento na Argentina. Outros 60 estão próximos de serem julgados, enquanto 280 ainda estão em fase de investigação.
A Argentina se consolidou como o país que mais avançou no mundo em matéria de Justiça para crimes contra a humanidade. Esse progresso se deve a:
Quantidade de provas coletadas;
Responsáveis individualizados e identificados;
Número de julgamentos realizados;
Condenações proferidas;
Volume de testemunhos registrados.
O desafio da Justiça agora é julgar os responsáveis civis, empresários e grupos econômicos, ideólogos ou cúmplices dos militares.
Outro desafio enfrentado pelos organismos de direitos humanos é ter acesso aos arquivos do Estado, que contém informações essenciais para o avanço dos processos judiciais. Os organismos denunciam que o governo Milei bloqueou o acesso a esses arquivos, desmantelou equipes especializadas nesses arquivos e retirou o Estado como parte acusadora nos processos.
Brasileiros homenageados
Apesar dos avanços, o camainho para a justiça volta a enfrentar ameaças, desta vez vindas das novas gerações que se desconectaram do processo histórico e do atual governo do presidente Javier Milei, que defende o papel da ditadura.
Uma sondagem do CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais) e do observatório Pulsar, da Universidade de Buenos Aires, indica que, apesar desigualdades persistentes na democracia, a rejeição à ditadura militar continua forte na Argentina. O estudo denominado “Olhares retrospectivos sobre a ditadura argentina 50 anos depois” indica que 71% consideram que a ditadura foi “ruim” ou “muito ruim”, 63% afirmam que não houve motivos que justificassem o golpe de Estado e 70% acreditam que o Estado deve continuar a julgar os militares pelas violações aos direitos humanos.
No marco dos 50 anos do golpe de Estado, organizações sociais, movimentos de direitos humanos e partidos políticos de esquerda vão fazer uma grande manifestação em defesa da Memória, Verdade e Justiça, mas também contra o presidente Javier Milei.
Na manifestação da tarde desta terça-feira, pela primeira vez, brasileiros desaparecidos na Argentina serão homenageados. São 12 brasileiros que foram vítimas no contexto da Operação Condor – uma aliança entre ditaduras sul-americanas para perseguir opositores, mesmo que eles cruzassem fronteiras.
Entre os homenageados estará Francisco Tenório Cerqueira Júnior, o Tenorinho, pianista que acompanhava Vinicius de Moraes e Toquinho em apresentações aqui em Buenos Aires.
Projeto que nasceu em 2016 para aproximar o público das instituições culturais de Porto Alegre, a Noite dos Museus chega à sua décima edição neste ano, já com data marcada: 28 de novembro, das 18h até até a meia-noite. Serão dezenas de centros culturais abertos para visitação e diversas apresentações artísticas realizadas em diferentes palcos espalhados pela cidade, tudo gratuitamente.
O evento já está com um edital público aberto para músicos locais se inscreverem para participar neste ano, com shows realizados nos diversos locais que farão parte da edição comemorativa. Podem se inscrever músicos profissionais, bandas, grupos ou coletivos independentes, assim como produtores musicais representantes, de projetos de música instrumental, erudita ou popular.
Para participar do edital, as apresentações musicais deverão ser integralmente autorais e é necessário que sejam pessoas jurídicas ou microempreendedores individuais que contemplem a atividade de produção musical em seu estatuto ou contrato social. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 31 de maio pelo site noitedosmuseus.com.br/editais, onde também está disponível o regulamento completo.
A Noite dos Museus reuniu mais de 250 mil pessoas somente em 2025, ultrapassando a marca de 1 milhão de participantes nos últimos nove anos. Sobre a edição de 2026, o idealizador do evento Rodrigo Nascimento antecipa: “Será uma edição comemorativa, repleta de novidades que vão movimentar Porto Alegre não só na noite de 28 de novembro, mas em diversos outros momentos”.
O projeto conta com financiamento da Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais, planejamento e produção da Rompecabezas e realização do Instituto Noite dos Museus e do Ministério da Cultura, Governo Federal – Do Lado do Povo Brasileiro.
Serviço
10ª edição do Noite dos Museus
Dia 28 de novembro, sábado, das 18h até a meia-noite, com entrada franca
Edital público de programação musical Aberto até 31 de maio, com inscrições gratuitas pelo site noitedosmuseus.com.br
Michelle Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Foto: reprodução
O avanço das investigações sobre o Banco Master no Distrito Federal e a nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocaram uma mudança no comando do bolsonarismo. Com o desgaste do entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a perda do principal eixo de articulação da direita local, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas decisões políticas, interferindo diretamente na definição de candidaturas para 2026.
O movimento, de acordo com informações do Globo, a colocou em rota de colisão com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até então conduzia a estratégia nacional do grupo no posto de pré-candidato à Presidência.
A crise foi agravada pelas revelações envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões do governo do DF, especialmente no caso do BRB. O cenário piorou após a divulgação de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à Reag, investigada pela Polícia Federal.
Em resposta, o Partido Liberal protocolou pedido de CPI na Câmara Legislativa, rompendo na prática com o governador, que era aliado e articulava candidatura ao Senado.
Sem Ibaneis como referência política, parlamentares passaram a buscar Michelle diretamente, consolidando seu protagonismo. Ela passou a dialogar com pré-candidatos e a influenciar decisões eleitorais, enquanto Flávio mantinha a articulação nacional focada em alianças mais amplas.
No DF, a divergência ficou evidente: Michelle defendeu uma chapa ao Senado com seu nome e o da deputada Bia Kicis, além de apoiar Celina Leão ao governo local. “A Michelle se manifestou publicamente já várias vezes, desde o meu pré-lançamento no dia 11 de novembro, como pelas redes sociais dela várias vezes. Vamos ter agendas em breve, depois da internação do ex-presidente”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
Já aliados de Flávio passaram a defender o nome do senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa de centro-direita. A proposta foi rejeitada por aliados de Michelle.
“Até agora nada apareceu diretamente ligado a ela e acho que ela tem chances reais de ser eleita. Izalci é muito preparado, bom parlamentar, mas Celina é a melhor opção. Celina já passou pelo Executivo antes. Celina será nossa governadora”, disse a ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: AFP
O protagonismo de Michelle foi reforçado por uma carta de Jair Bolsonaro, na qual ele pediu que aliados parassem de pressioná-la e indicou que ela deveria assumir papel mais ativo. A possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente também é vista como fator que pode ampliar ainda mais sua influência política.
Enquanto Michelle passou a atuar diretamente na articulação política e no entorno pessoal de Bolsonaro, controlando agendas e acesso, Flávio manteve interlocução institucional e chegou a se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da situação do pai. Michelle, por sua vez, acionou aliados como Tarcísio de Freitas para reforçar o pleito.
O conflito também se espalhou para outros estados. No Ceará, Flávio tentou viabilizar aliança com Ciro Gomes (PSDB-CE), enquanto Michelle se posicionou contra o acordo, alinhada a nomes mais conservadores. Em Minas Gerais e São Paulo, divergências sobre alianças e composição de chapas reforçam a disputa interna.
Apesar do cenário de tensão, o discurso público ainda é de unidade. “Quando o presidente Bolsonaro fez a escolha, automaticamente teve outra pessoa que preferia ter outra escolha. Mas como a gente tem um líder, a gente tem que seguir o líder. E daí já está tudo resolvido, 100% dos apoiadores do presidente Bolsonaro estão com o Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
O papa Leão XIV voltou a manifestar “consternação” pela guerra em curso no Oriente Médio. Segundo ele, o conflito “fere toda a humanidade”.
“Continuo a acompanhar com consternação a situação no Oriente Médio, assim como em outras regiões do mundo devastadas por confrontos [bélicos] e pela violência”, declarou Robert Prevost no Ângelus deste domingo (22).
Para o pontífice, é impossível “permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, vítimas indefesas desses conflitos”. “O que as aflige, aflige toda a humanidade”, destacou o líder da Igreja Católica, renovando seu apelo pela paz.
As guerras “são um escândalo para toda a família humana. Que as hostilidades cessem e abram caminho para a paz”, exortou o Papa.
Em fevereiro, o clima seco ficou mais brando em quatro regiões do país, de acordo com a última atualização do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Os dados mostram um abrandamento da seca, em relação a janeiro deste ano, nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste.
No mesmo período, a seca ficou estável na região Sul. Na comparação com os dois meses, o percentual de seca no país caiu de 63% para 54% do território nacional.
Entre janeiro e fevereiro deste ano, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em 17 unidades da Federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Amapá e Rondônia apresentaram o sentido inverso, com uma intensificação da seca em fevereiro. Nos estados do Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina, o fenômeno ficou estável. Tanto o Distrito Federal quanto o Espírito Santo se juntaram ao Acre como estados livres de seca no último mês.
Monitor de secas | Foto: ANA/divulgação
Considerando todas as regiões, o Nordeste apresentou o quadro mais severo, sendo a única a registrar seca extrema, e o maior percentual de área com registro de seca: 95% da região. Na sequência vem o Sudeste, com 79% e o Centro-Oeste, onde o percentual foi de 66% de território com registro de seca.
O monitor registra que, no Sudeste, devido aos elevados acumulados de precipitação em fevereiro, especialmente em Minas Gerais e Rio de Janeiro, houve melhora da situação de seca nos quatro estados da região. Os destaques ficam para o recuo da seca grave em Minas Gerais e São Paulo, da seca moderada no Rio de Janeiro e o desaparecimento da seca no Espírito Santo.
O Centro-Oeste registrou melhora nos indicadores, com o recuo da seca fraca no norte do Mato Grosso e da seca grave no sul de Goiás e no nordeste do Mato Grosso do Sul. No Distrito Federal, as chuvas acima da média nos últimos meses foram determinantes para o desaparecimento da seca.
Já o Norte teve o menor percentual de área seca, com 29% do território e também a condição mais branda do fenômeno no último mês. Na Região, devido às anomalias no regime de chuvas, houve avanço da seca fraca no centro e norte do Amazonas e agravamento da seca, que passou de fraca para moderada o norte de Roraima e numa pequena porção entre o sul do Amapá e norte do Pará.
Por outro lado, com a melhora nos indicadores, a seca grave (S2) deixou de ser registrada no Tocantins e houve recuo da seca fraca (S0) em Rondônia, Pará e Tocantins, ampliando a área livre de seca.
No Sul, o monitor registrou 63% do território com seca. A seca fraca avançou no Rio Grande do Sul e no centro-oeste do Paraná, devido às chuvas abaixo da normalidade.
Na comparação entre janeiro e fevereiro, quatro estados registraram aumento da área com seca: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul e Roraima. No sentido oposto, o Monitor identificou diminuição da área com seca em nove estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins.
Nordeste
Na região Nordeste, sete unidades da Federação registraram seca em 100% do território em fevereiro deste ano: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 8% a 94%.
O monitor aponta que, devido às chuvas acima da média em fevereiro, houve uma significativa diminuição das áreas com seca extrema, que deixou de ser registrada na Bahia e Piauí.
Na Bahia também houve recuo da seca grave. Já o Maranhão registrou seca moderada.
“Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de fevereiro, seguido por Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e Maranhão. No total, entre janeiro e fevereiro, a área com o fenômeno diminuiu de 5,4 para 4,5 milhões de km², o equivalente a 54% do território brasileiro”, informou a agência reguladora.
Monitor
Criando em 2014, o Monitor das Secas realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto prazo (seis meses), ou longo prazo (a partir de seis meses).
A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México.
O jornalista Ari Peixoto, que trabalhou na Globo por 34 anos, com passagens por Jornal Nacional e Fantástico e coberturas internacionais, deixou um comentário no post da colega Neide Duarte, que teve a emissora por 42 anos.
Trabalhei nesta emissora por 34 anos e posso dizer, sem medo de errar, que alguns destes anos foram os melhores para mim, para ela e para o jornalismo…
Mas, aos poucos, tudo isso foi ficando pra trás, os melhores repórteres, repcines, editores e produtores foram saindo (ou foram saídos) e o que era pra ser uma emissora de televisão se tornou uma arma política, quase um partido autônomo, dirigido por gente ressentida pelas derrotas sucessivas para os candidatos da esquerda…
Me lembro bem do selo do túnel de esgoto por onde passava dinheiro, exposto todas as noites no JN. Uma lástima.
Mas preparem-se. Cenas como esta, aliadas à IA, serão muito comuns até outubro. O PowerPoint da Lava Jato vai parecer desenho de criança do jardim de infância.
O PowerPoint da Globo
Lava Jato 2.0
Na tarde de sexta-feira (20), a GloboNews exibiu um PowerPoint “explicativo” sobre o escândalo do Banco Master que causa espanto pela distorção dos fatos.
O diagrama canhestro, que tinha como figura central o banqueiro Daniel Vorcaro, tentou ligar o caso a figuras da esquerda e do governo, como Jaques Wagner, Guido Mantega e o “PT da Bahia”, ignorando completamente os nomes de figuras-chaves que têm conexões diretas com o escândalo, como Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ibaneis Rocha (MDB), Roberto Campos Neto, Rueda e outros nomes do centrão.
O PowerPoint da GloboNews omitiu o PL, o maior envolvido no escândalo, e deixou de mencionar figuras como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros aliados do governo que receberam recursos de Fabiano Zettel, operador financeiro de Vorcaro.
Já o nome de Ciro Nogueira (PP-PI), um dos senadores mais próximos de Vorcaro, foi colocado na apresentação de maneira discreta, sem mencionar seu partido e sua conhecida ligação com o banqueiro. Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, foi incluído como “próximo” de Vorcaro, enquanto Roberto Campos Neto, seu antecessor e aliado de Bolsonaro, foi completamente ignorado.
O PowerPoint verdadeiro deveria ter incluído a própria Globo e seu envolvimento no escândalo. Daniel Vorcaro, que patrocinou um evento da Globo em Nova York e foi o principal orador, chamou figuras do grupo de “amigos”, incluindo o organizador Fred Kachar.
Morreu na madrugada deste sábado (21), em São Paulo, o ator, autor e diretor Juca de Oliveira, de 91 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas do país, Juca construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema.
O ator estava internado desde o dia 13 deste mês, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.
Carreira
Ao longo de sua carreira, participou de importantes produções teatrais, muitas delas de sua própria autoria, além de integrar elencos de novelas e programas televisivos de grande alcance nacional. Sua atuação sempre foi pautada pelo rigor artístico e pelo compromisso com a cultura brasileira. Ele também era membro da Academia Paulista de Letras.
Juca de Oliveira atuou no teatro em mais de 60 peças como ator. Fez na maioria das vezes o papel principal, que dá à linha mestra a história encenada e por isso os personagens mais pesados.
Televisão
Na televisão, deu vida a personagens célebres, como o misterioso João Gibão em Saramambaia, novela da TV Globo, eternizado pela cena emblemática de seu voo sobre a cidade de Bole Bole.
Em 2001, trabalhou em O Clone, também na TV Globo. Novela abordou o tema da clonagem. Ele interpretou o médico Doutor Augusto Albieri, considerado o personagem mais importante de sua carreira na televisão.
Em 2012, Juca ganhou destaque como o cruel vilão Santiago Moreira, na Avenida Brasil, novela de João Emanuel Carneiro. O personagem era o pai e mentor da vilã Carminha, interpretada pela atriz Adriana Esteves.
Pouco mais de uma semana depois do Dia Internacional da Mulher e com um número alarmante de feminicídios em todo o país, a Câmara Municipal de Florianópolis aprovou na última terça-feira (17) uma homenagem pública ao advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho. Ele teve seu nome envolvido no Caso Mari Ferrer, que tomou proporção internacional entre 2018 e 2020.
À época, Rosa Filho defendia o empresário André de Camargo Aranha, acusado de dopar e violentar a jovem Mariana Ferrer durante uma festa em Jurerê Internacional, famosa praia de alto padrão da capital catarinense. O advogado foi acusado de ter intimidado e humilhado a vítima durante uma audiência. A jornalista que expôs o seu comportamento, levando a público a gravação da audiência em questão, acabou processada por ele por difamação. Algum tempo depois, ela ganhou o processo.
Cópia de trecho do projeto de lei 19886/2026. Foto: Reprodução.
A homenagem votada na última terça se trata da “Medalha e Diploma de Mérito Virgílio Várzea” e foi instituída pela Lei 9528/2014 em substituição a uma lei semelhante da década de 1960. De acordo com o Artigo 2º, a honraria “será concedida àqueles que, por serviços relevantes, tiverem concorrido de qualquer forma para o engrandecimento do Município e se fizerem dignos de tal distinção”.
O projeto de lei 19886/2026, de autoria da vereadora Priscila Fernandes (PSD), que concedeu a Medalha Virgílio Várzea ao advogado, detalha o currículo e histórico profissional e institucional do homenageado, mas não detalha quais teriam sido os serviços relevantes prestados para além de ser reconhecido como um profissional de excelência na sua área, o direito penal. A reportagem tentou contato com a vereadora, mas não obteve resposta até a publicação da notícia.
“É uma pauta que me atravessa”
Após duas rápidas votações e discursos positivos em relação ao homenageado proferidos pelos vereadores, a concessão da Medalha e do Diploma de Mérito Virgílio Várzea foram aprovados ao advogado Cláudio Gastão Rosa Filho. Dos 23 vereadores, 13 votaram a favor: Adrianinho (Rep), Bericó (PL), Bezerra (MDB), Diácono Ricardo (PSD), Dinho (UB), Gui Pereira (PSD), Jeferson Backer (MDB), João Cobalchini (MDB), João Padilha (PL), Pastor Gilliard Torquato (PL), Priscila Fernandes (PSD), Rafael de Lima (PSD) e Ricardo Pastrana (PSD).
Entre os outros 10, apenas Leonel Camasão (Psol) consta como contrário – os outros 9 vereadores aparecem como “voto não registrado” na ata publicada no site oficial da Casa. Entre esses vereadores “não registrados” está Ingrid Sateré Mawé, que apesar de não estar presente no momento do voto, usou seu tempo em plenário para fazer um discurso eloquente contrário à homenagem. Ela recebeu a reportagem do Sul21 no seu gabinete e explicou seu ponto de vista.
Ingrid Sateré Mawé. Créditos: Raphael Sanz
“Mais uma vez, o pacto dos homens se mostrou presente aqui nessa legislatura ao promover uma espécie de proteção a um homem que humilhou uma vítima que foi dopada numa festa e estuprada em seguida”, lamentou e vereadora, que diz sentir-se conectada a Mari Ferrer por também ser uma vítima de violência sexual.
“Essa é uma pauta que me atravessa. Infelizmente, 80% dos casos são realizados dentro de casa por gente de confiança: pais, avós, primos, companheiros. E eu estou dentro dessa estatística. Foi alguém muito próximo. Hoje eu falo abertamente, mas foram 26 anos até eu parar de me culpar e mais de 30 até que eu tive coragem de contar aos meus pais. É uma violência gigante, que infelizmente a maioria das mulheres já passou ou ainda vai passar alguma vez na vida. E o que fica nos nossos corpos é a vergonha, a culpa e a incredulidade em denunciar um crime como esse, porque a gente chega na delegacia e geralmente é atendida por homens, que não entendem essa realidade e acabam questionando nossas roupas ou o que fizemos para ‘merecer’ a violência”.
Conversa entre mulheres
Em 23 de março de 2024, a cidade de Florianópolis completava 351 anos e, como parte das celebrações, uma sessão solene na Câmara Municipal homenageou diversas figuras citadinas com os títulos de Cidadão Honorário e com as Medalhas Francisco Dias Velho. Na ocasião, o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho também foi um dos homenageados. Na época, 16 parlamentares votaram a favor da homenagem.
“Não me surpreende homens colocarem essa pauta, o que me surpreendeu foi vir de uma vereadora que se coloca defensora dos direitos das mulheres, do combate à violência contra as meninas e mulheres, que já tinha subido naquela tribuna para falar da humilhação que muitas vezes as vítimas sofrem em tribunais. É recorrente, não foi só Mari Ferrer. O dela foi um caso que virou simbólico”.
Ingrid Sateré Mawé não esconde seu desconforto com o fato de tantas vereadoras terem votado a favor da homenagem a Rosa Filho em diferentes ocasiões. Ela relata que aproveitou a deixa para chamar as colegas para uma conversa.
“Estava propondo para a Pri Fernandes que ela pudesse refletir. Porque se uma mulher se coloca como defensora dos direitos das mulheres, essa defesa não pode ficar apenas em discursos bonitos ou em postagens de redes sociais. Naquele dia foi realmente exigida uma posição para que a vereadora repensasse as suas ações. Todas as mulheres que compõem essa Casa são pré-candidatas, estamos em ano de eleição, é importante que possamos conversar sobre isso”, diz a vereadora.
Durante a conversa entre mulheres vereadoras, ocorrida na última quarta-feira, Ingrid soube da homenagem anterior. Em 2024, ela ainda não era vereadora.
“Desde a conversa, eu estou muito angustiada. Fui olhar nos arquivos da Câmara e vi a homenagem para esse mesmo advogado. E todas as mulheres de esquerda votaram a favor. Não tem problema em errar. O problema é não se posicionar diante a sociedade”.
O Caso Mari Ferrer
Em 2018, a modelo e influenciadora Mariana Ferrer, então com 21 anos, denunciou um estupro sofrido dentro da boate Café La Musique na luxuosa praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis. O homem apontado como autor, André de Camargo Aranha, é um empresário do setor de entretenimento.
A história ganhou a atenção dos meios de comunicação por conta do tratamento dispensado à vítima pela defesa do acusado, exercida por Rosa Filho, e pelo próprio juiz do caso. O acusado acabou absolvido em 2020 após uma bateria de questionamentos sobre a vida íntima de Mari Ferrer em plena audiência que a fez chorar e coloca-se de joelhos implorando por respeito. O juiz não interveio.
A repórter Schirlei Alves, hoje editora do ICL Notícias, cobria à época uma série de casos da Justiça catarinense. Ela expôs os comportamentos do juiz e do advogado de defesa em reportagem publicada no The Intercept Brasil, acompanhada por uma gravação da audiência em questão.
A jornalista acabou processada criminalmente tanto por Rosa Filho como pelo juiz Rudson Marcos. O advogado a acusou criminalmente de difamação, por conta do título da matéria, que dizia que ele teria “humilhado” a vítima. Ela ganhou. No caso do juiz, acabou condenada a 1 ano de prisão e multa de R$ 400 mil por ter ofendido a sua honra.
O Conselho Nacional de Justiça aprovou por unanimidade a aplicação de pena de advertência ao juiz Rudson Marcos por seu comportamento durante a audiência. A jornalista ainda responde aos processos.
Lei Mari Ferrer e Carta da ONU
Os desdobramentos positivos do caso se deram bem longe de Santa Catarina. A Lei 14245/2021, apelidada de Lei Mari Ferrer, é um deles. De autoria da deputada federal baiana Lídice da Mata (PSB), o texto proíbe o constrangimento e a humilhação de vítimas e testemunhas de crimes sexuais em audiências públicas.
Além disso, veda o uso de linguagem ou material que possa ofender a dignidade da vítima ou de testemunhas, com especial ênfase para casos de violência sexual e de gênero. Ficam proibidas perguntas ou comentários sobre roupas, vida sexual e comportamento. O descumprimento por parte de juízes, promotores e advogados pode gerar responsabilização civil, penal ou administrativa.
Em março de 2024, relatoras da ONU enviaram uma carta do Estado brasileiro pedindo providências na proteção física e jurídica a mulheres jornalistas que cobrem casos de crimes sexuais e de gênero. O texto citou a repórter Schirlei Alves e recomendou que os protestos movidos contra ela sejam anulados.
“Desejamos expressar nossa preocupação com o processo e a condenação da Sra. Alves sob a acusação de difamação criminosa em relação ao seu trabalho como jornalista investigativa e defensora dos direitos humanos. Tal ação parece ser uma tentativa de intimidá-la e silenciá-la por denunciar, criticar e expor a má conduta do judiciário”, diz trecho do texto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação/Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) “atingir e obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.
“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas várias USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
A declaração representa uma escalada no tom adotado pelo presidente, que anteriormente já havia sugerido a possibilidade de atacar a infraestrutura iraniana, embora com ressalvas sobre o impacto na reconstrução do país.
Ao mesmo tempo, reconhece implicitamente que o fechamento do estreito — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo — dá ao Irã um poder significativo de pressão.
A nova fala ocorre um dia após Trump afirmar que os Estados Unidos consideravam “reduzir gradualmente” suas operações militares no Oriente Médio. Questionado sobre um plano para restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, ele respondeu que, “em certo momento, ele se abrirá por conta própria”.
Também acontece após Trump dizer, na quinta-feira, que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que suspendesse ataques contra instalações iranianas de petróleo e gás.
Apesar disso, a alta nos preços da gasolina dentro dos EUA tem pressionado o governo, que tenta evitar um fechamento prolongado da via marítima. Nos bastidores, autoridades americanas reconhecem que reabrir o estreito é um desafio sem solução clara.
Trump afirmou ainda que o Irã deseja negociar, mas disse não ter interesse em um acordo, alegando que seus objetivos já teriam sido alcançados “semanas antes do previsto” e que os EUA teriam “varrido o Irã do mapa”.
“A liderança deles acabou, sua Marinha e sua Força Aérea estão destruídas, eles não têm defesa alguma — e querem fazer um acordo. Eu não!”, declarou.
“Você não faz cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm equipamentos, radares ou defesa antiaérea. E seus líderes foram eliminados em todos os níveis. Não estamos procurando isso”, completou.
Agora — de Donald Trump, sobre a guerra contra o regime islâmico no Irã: “… eu não quero fazer um cessar-fogo. Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado.” pic.twitter.com/o21usH5CoU
O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que está considerando uma “redução gradual” das operações no Irã, mas muitos dos seus objetivos militares iniciais ainda não foram alcançados. Desde o início do que ele chamou de “excursão” ao Irã, Washington tem sido dominada por uma pergunta persistente: quando o presidente decidirá encerrar a operação, mesmo com uma parte significativa dos seus objetivos ainda inacabados?
Na sexta-feira, durante uma viagem à Flórida, Trump esboçou um possível caminho para essa saída, mas não está claro se ele realmente tomará essa decisão. Além disso, os sinais indicam que os efeitos dessa incursão podem ultrapassar o interesse imediato do presidente: o preço da gasolina aumentou, a infraestrutura ao longo do Golfo Pérsico está severamente danificada, e a teocracia iraniana, embora golpeada, continua se mantendo firme. Aliados dos EUA, inicialmente relutantes, agora enfrentam a tarefa de patrulhar águas mais hostis.
As mensagens de Trump têm sido oscilantes, diz David E. Sanger no New York Times. Sanger cobre o governo Trump e temas de segurança nacional. Com mais de quatro décadas no Times, é autor de quatro livros sobre política externa e acompanhou cinco presidentes americanos.
Os críticos de Trump, escreve Sanger, afirmam que isso é evidência de que ele entrou no conflito sem uma estratégia clara, enquanto seus apoiadores defendem que isso é uma “estratégia inteligente”. Com a intensificação dos ataques americanos e israelenses, Trump afirmou que não tem interesse em um cessar-fogo, alegando que os Estados Unidos estavam “obliterando” os estoques de mísseis, a marinha, a força aérea e a base industrial de defesa do Irã.
No entanto, horas depois, talvez sensível à crescente apreensão de sua base republicana, escreveu em sua rede social: “Estamos muito próximos de atingir nossos objetivos, ao mesmo tempo em que consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio”.
Sua formulação mais recente de objetivos omite pontos anteriormente centrais. Não há menção à derrota da Guarda Revolucionária Islâmica, que ainda mantém o poder, nem a Mojtaba Khamenei, sucessor de seu pai. Além disso, a promessa de “libertar” o povo iraniano foi retirada de suas falas, levantando dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a mudança política no Irã.
Trump também passou a redefinir seus objetivos em relação ao programa nuclear iraniano. Em vez de exigir a remoção total do material nuclear, ele agora afirma que seu objetivo é “nunca permitir que o Irã sequer se aproxime da capacidade nuclear”, mantendo os EUA sempre prontos para uma reação “rápida e contundente”. Essencialmente, a situação permanece a mesma de quando os EUA destruíram o programa nuclear iraniano em junho do ano passado, com instalações sob vigilância constante de satélites dos EUA.
O presidente também passou a exigir que os aliados, que haviam sido excluídos das deliberações iniciais, patrulhassem o Estreito de Ormuz e outras áreas estratégicas, com o apoio logístico dos EUA. Isso representa uma mudança na doutrina americana para o Oriente Médio, transferindo a responsabilidade para outros países.
No início do conflito, Trump acreditava que a capitulação do Irã seria rápida. No entanto, a recusa iraniana em se render foi uma surpresa, assim como a crise nos mercados de energia. O governo dos EUA teve que intervir, liberando estoques da Reserva Estratégica de Petróleo e permitindo o envio de petróleo russo e iraniano, o que acabou favorecendo adversários em guerra com a Ucrânia e com os próprios americanos.
Além disso, o Irã tem utilizado o caos nos mercados como uma ferramenta crucial para pressionar os EUA. No sábado, Teerã advertiu que poderia incendiar outras instalações no Oriente Médio. O país parece ter em torno de 3.000 minas marítimas, parte das quais já foi destruída, e forças americanas estão se concentrando em neutralizar embarcações iranianas que atacam petroleiros aliados dos EUA.
A necessidade de aliados também se tornou evidente. Trump inicialmente acreditava que a guerra seria breve, mas a vigilância do estreito e de outros pontos estratégicos mostrou que a tarefa seria mais longa do que esperava. Uma outra surpresa foi a falta de um levante entre a Guarda Revolucionária ou a população iraniana, o que contradizia as previsões de deserções em diversos níveis, segundo autoridades de inteligência.
Esse cenário ainda pode evoluir, pois as guerras não são decididas em poucas semanas. No entanto, Trump ingressou no conflito após uma sequência de vitórias rápidas, como o bombardeio das principais instalações nucleares do Irã, e uma operação bem-sucedida que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas. Apesar disso, o Irã mostrou ser um adversário mais resiliente do que Trump inicialmente subestimou, lembra Sanger.
Quando passei pela sala e vi rapidamente a tela da TV, me pareceu um programa de algum culto pentecostal que resolveu fazer o seu jornalzinho rápido para atacar o Lula. Mandaram alguém pegar uma cartolina cor da pele, colar algumas fotos e fazer linhas associando alhos com bugalhos, pão de queijo com fuzil, brincadeira de criança com tornozeleira eletrônica.
No meio, a foto com cara de rico de Vorcaro, bem debaixo dele a estrela do PT, como se ele fosse um petista, acima deles Lula, como se fosse o chefe de tudo. Numa órbita bem distante do centro, estavam Ciro Nogueira, Nikolas Ferreira, Antonio Rueda, João Doria, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Acredito que a editoria que mandou fazer essa cartolina esqueceu vários nomes principais dessa história. Por exemplo, Roberto Campos Neto, o ex-presidente do Banco Central, foi na época dele que tudo começou; Tarcísio de Freitas, que recebeu 2 milhões de reais de Vorcaro; Jair Bolsonaro, que recebeu 3 milhões de reais de Vorcaro; Ibaneis Rocha, governador de Brasília, que quis comprar o Banco Master através do Banco de Brasília para salvar Vorcaro; Claudio Castro, governador do Rio, que investiu bilhões do fundo de previdência dos funcionários públicos do Rio em papéis podres do Master.
Talvez se isso tivesse sido exibido por uma TV rodoviária de alguma cidade pequena do interior, seria uma grande mentira, mas não um grande problema. Ser exibido pela emissora que um dia teve orgulho de dizer que tinha um padrão de qualidade é jogar na nossa cara, telespectadores, a falta de respeito que têm por nós. Esse episódio aceita vários nomes, menos o de jornalismo.
Dia da vergonha na Gnews. Os tios dos churrascos e as tias do zap também sabem fazer jornalismo desse jeito.
O pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, no helicóptero. Foto: Divulgação
O pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, publicou neste sábado (21) um vídeo em um helicóptero com a frase “Olha seus dízimos e ofertas indo pro céu”. Segundo o próprio pastor, o sobrevoo teve como objetivo levar pedidos de fiéis “mais perto” de Deus. As imagens geraram revolta e uma onda de críticas nas redes sociais.
A postagem de André Valadão repercutiu em meio às investigações sobre sua relação com o Banco Master e com estruturas ligadas à Igreja Batista da Lagoinha. O pastor teve o nome citado após a revelação de uma transferência de cerca de R$ 3,9 milhões do banco para uma empresa ligada ao seu grupo religioso, operação apontada em relatório do Coaf como movimentação atípica e alvo de pedido de investigação na Polícia Federal.
O deputado Rogério Correia (PT-MG) levou à Polícia Federal uma notícia de fato pedindo investigação sobre essa transferência para a empresa Amando Vidas Produtora e Gravadora Ltda., ligada ao grupo religioso de Valadão. Segundo o parlamentar, o objetivo é apurar a origem, a finalidade e a legalidade da operação.
🚨 VEJA l Pastor André Valadão usa helicóptero para levar pedidos de fiéis 'mais perto' de Deuspic.twitter.com/ppZDcYHoyt
No X, o vídeo foi alvo de ataques. “Enquanto isso fiéis esperando ônibus na chuva e frio”, escreveu um usuário. “A pessoa tem que ser muito ingênua pra seguir esses caras mano. Como que pode?! Enquanto fiéis se fodem num CLT da vida o cara ta voando por aí”, afirmou outro. “Vendo uma cena dessas pode-se afirmar com todas as letras que o bolsonarismo destruiu completamente o evangelismo”. Veja a repercussão:
O nome do pastor também aparece nas investigações sobre o Clava Forte Bank, fintech criada em março de 2024 para operar com recebimento de dízimos no universo da Lagoinha. A estrutura é citada nas apurações sobre a fraude no INSS, caso que também atingiu a unidade Belvedere da igreja em Belo Horizonte, que encerrou as atividades no domingo (15).
Valadão ainda apareceu em registros da campanha de 2022 ao lado de Nikolas Ferreira em aeronave associada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em uma postagem daquele período, o pastor escreveu: “Chegando em Brasília. Trabalhando, sonhando e já vendo a maior virada política da história. VAMOOO. Brasil nunca será vermelho”.
Chegando em Brasília. Trabalhando, sonhando e já vendo a maior virada política da história. VAMOOO. Brasil nunca será vermelho. @nikolas_dmpic.twitter.com/2mVjBzyPeL
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) uma isenção de sanções por 30 dias para a compra de petróleo do Irã no mar. A medida, divulgada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, busca aliviar a pressão no fornecimento global de energia em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.
Segundo o Departamento do Tesouro, a licença permite a comercialização de petróleo bruto iraniano e derivados embarcados entre 20 de março e 19 de abril. Esta é a terceira flexibilização de sanções em cerca de duas semanas, após medidas semelhantes envolvendo também o petróleo russo.
Barris de petróleo para exportação. Foto: reprodução
De acordo com Bessent, a liberação deve colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, ampliando a oferta e reduzindo pressões nos preços. “Ao desbloquear temporariamente esse suprimento existente para o mundo, os Estados Unidos […] ajudam a aliviar as pressões temporárias sobre o suprimento”, afirmou.
O secretário destacou ainda o caráter estratégico da decisão. “Em essência, estaremos usando os barris iranianos contra Teerã para manter o preço baixo enquanto continuamos a operação Fúria Épica”, disse.
Daniel Vorcaro em entrada na prisão. Foto: reprodução
A delação premiada, regulamentada pela Lei das Organizações Criminosas em 2013, é um instrumento legal utilizado para avançar investigações criminais no Brasil. Seu objetivo principal é a cooperação do delator com as autoridades, revelando a estrutura das organizações criminosas e ajudando a identificar os envolvidos nos crimes. Com informações do Globo.
A colaboração é feita de forma voluntária, com a assistência de um advogado, e o delator pode obter benefícios como redução de pena ou cumprimento de prisão domiciliar, dependendo da eficácia de suas informações. As informações são do Jornal Nacional.
A etapa inicial da delação é marcada pela assinatura de um termo de confidencialidade, como ocorreu com o banqueiro Daniel Vorcaro. Este termo impõe sigilo sobre o conteúdo da delação, garantindo que as informações não sejam usadas contra o delator, caso o acordo não seja formalizado. O colaborador deve manter reserva absoluta e não se comunicar publicamente, conforme esclarece o professor Gustavo Sampaio: “Se o colaborador aceita esse termo, ele deve, portanto, manter reserva absoluta de todas as informações.”
Após a assinatura, o colaborador faz os primeiros depoimentos, fornecendo informações às autoridades para que novas provas possam ser obtidas. De acordo com a professora Luísa Ferreira, a delação é um “negócio jurídico”, que exige negociação entre as partes, e uma vez aceita, o delator começa a revelar o que sabe.
Daniel Vorcaro chegando na Superintendência da Polícia Federal. Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles
Essas informações são fundamentais para a continuidade das investigações e para a produção de provas adicionais, conforme enfatiza o professor Gustavo Sampaio: “O colaborador poderá dar boas indicações ao aparato de investigação que, a partir dessas indicações, poderá chegar à produção de novas provas.”
Os acordos de delação premiada são conduzidos exclusivamente pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal, que são responsáveis por interrogar o delator e coletar documentos para complementar as investigações. O juiz é quem decide se a delação será homologada e qual o tamanho do benefício a ser concedido ao colaborador, levando em consideração a relevância das informações prestadas.
A delação premiada não é uma simples confissão, mas uma ferramenta crucial para a obtenção de provas. A professora Luísa Ferreira alerta que a delação “não pode ser utilizada nem para prender uma pessoa, nem para o oferecimento de denúncia”, sendo essencial que as autoridades tratem essas informações com cautela. Apenas com a homologação judicial e a produção de novas provas é que o acordo poderá gerar efeitos concretos.
Lula com Lúcia Aparecida, mãe de Tainara Souza Santos. Imagem: reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, na última quinta-feira (19), em São Paulo, com Lúcia Aparecida, mãe de Tainara Souza Santos, de 31 anos, vítima de feminicídio na capital paulista. O encontro ocorreu durante a 17ª Caravana Federativa, no Expo Center Norte, e contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Tainara foi atropelada e arrastada por mais de 1 km pelo ex-companheiro, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, em 29 de novembro. Ela ficou internada por quase um mês no Hospital das Clínicas, chegou a ter as duas pernas amputadas e morreu em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O suspeito foi preso dias após o crime.
Douglas Alves da Silva, o suspeito de ter arrastado Tainara na Marginal Tietê.
A reunião aconteceu após discurso de Lula sobre o combate à violência contra a mulher, no qual o presidente fez um apelo por mudanças culturais e maior mobilização da sociedade contra o feminicídio. O caso gerou comoção e mobilizou atos públicos na capital paulista.
Em homenagem à vítima, foi inaugurado um mural de mais de 140 metros no Parque Novo Mundo, local onde o crime ocorreu. A obra foi feita por mais de 35 grafiteiras e reuniu movimentos sociais, moradores e autoridades, incluindo as ministras Marina Silva e Sonia Guajajara.
Durante o ato, a mãe de Tainara relatou a violência sofrida pela filha: “Foi atropelada, arrastada, presa embaixo de um carro, parecendo um saco de lixo”. Autoridades reforçaram a necessidade de combater o feminicídio, destacando que cerca de 1.500 mulheres são assassinadas por ano no Brasil.
Na tarde de sexta-feira (20), a GloboNews exibiu um PowerPoint “explicativo” sobre o escândalo do Banco Master que causa espanto pela distorção dos fatos.
A apresentação, que tinha como figura central o banqueiro Daniel Vorcaro, tentou ligar o caso a figuras da esquerda e do governo, como Lula, Guido Mantega e o “PT da Bahia”, ignorando completamente os nomes de figuras chave que têm conexões diretas com o escândalo, como Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ciro Nogeira, Roberro Campos Neto, e outros nomes do centrão.
O PowerPoint da GloboNews omitiu o PL, o maior envolvido no escândalo, e deixou de mencionar figuras como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros aliados do governo que receberam recursos de Fabiano Zettel, operador financeiro de Vorcaro.
Já o nome de Ciro Nogueira (PP-PI), um dos senadores mais próximos de Vorcaro, foi colocado na apresentação de maneira distorcida, sem mencionar seu partido e sua conhecida ligação com o banqueiro. Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, foi incluído como “próximo” de Vorcaro, enquanto Roberto Campos Neto, seu antecessor e aliado de Bolsonaro, foi completamente ignorado.
O PowerPoint verdadeiro deveria ter incluído a própria Globo e seu envolvimento no escândalo. Daniel Vorcaro, que patrocinou um evento da Globo em Nova York e foi o principal orador, chamou figuras da emissora de “amigos”, incluindo o organizador Fred Kachar.
Esse vínculo crucial entre a Globo e o banqueiro foi convenientemente omitido da apresentação, evidentimente. A Globo, mais uma vez, reedita o lavajatismo de forma grotesca, distorcendo os fatos e manipulando a narrativa.
A emissora repete a estratégia de desviar a atenção e manipular a opinião pública. A tentativa de responsabilizar Lula e o PT pelo caso, enquanto apaga o próprio envolvimento da Globo e seus aliados, é um exemplo claro de como a mídia corporativa distorce informações para proteger seus próprios interesses e aliados políticos.
Nikolas Ferreira, atraído para uma armadilha, andou por nove dias num jatinho de Vorcaro, em campanha por Bolsonaro na eleição de 2022. Lulinha guarda um de seus jatos, todos dourados, no hangar desse avião de Vorcaro usado por Nikolas. Deve ter visto Nikolas voando de um lado pra outro e não o alertou: aquele avião é de um mafioso.
Dois diretores do Banco Central trabalhavam para o Master, ao lado do gabinete de Roberto Campos no governo Bolsonaro. Eram infiltrados a serviço de Daniel Vorcaro, que abasteciam com informações de decisões tomadas dentro do BC.
Lulinha, que vivia tomando cafezinho e chá de hibisco com Campos Neto e diretores do BC de Bolsonaro, sabia ou deveria saber e não alertou nem Campos Neto, nem Bolsonaro, nem Malu Gaspar.
Bianca Medeiros, cunhada de Hugo Motta, pegou um empréstimo de R$ 22 milhões no Banco Master e comprou um terreno em João Pessoa, não para construir uma casa, mas um bairro.
Lulinha não fez nada para impedir que Bianca entrasse nessa fria, sabendo que no BRB ela poderia pegar o mesmo empréstimo pela metade dos juros e aplicar parte do recebido no Master em CDBs com rendimento de bitcoin de Javier Milei.
Ciro Nogueira confiou em dois deputados que pagavam suas contas do cartão de crédito, Átila Lira e Júlio Arcoverde, do PP do Piauí. Ciro descobriu agora, estupefato, por informação do Coaf, que os dois podem ter usado dinheiro de lavagem do PCC com uma fintech da Faria Lima.
Lulinha vive dando banda na Faria Lima, com sua pasta 007, e não sabia de nada? Não poderia ter alertado Ciro Nogueira de que o dinheiro poderia ser da lavanderia das fintechs investigadas pela Polícia Federal e das quais ninguém mais fala?
Bolsonaro e Tarcísio de Freitas receberam dinheiro de Vorcaro, na eleição de 2022, sendo R$ 3 milhões para o chefão e R$ 2 milhões para o extremista moderado, e ninguém disse: peraí que esse cara vai meter muita gente num rolo sem fim.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Reprodução
Lulinha poderia ter dito, porque é impossível que Valdemar Costa Neto não tenha dito a Lulinha o que disse em entrevistas, que os R$ 3 milhões foram depositados na conta de Bolsonaro, e não do PL, na campanha.
Há omissões de Lulinha em todas as áreas. O senador Carlos Viana, do Podemos, presidente da CPMI do INSS, destinou R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para a Fundação Oasis, da Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão. Lulinha, frequentador da Lagoinha e dos lagões da extrema direita religiosa, não sabia, ou sabia e induziu Viana a fazer a doação?
A Polícia Federal acusa a deputada bolsonarista cearense Gorete Pereira, que saiu do PL para o MDB, de ter comprado um apartamento de R$ 4 milhões com dinheiro desviado do INSS usando empresas de fachada.
Lulinha vai dizer que não conhece Gorete, frequentadora das praias de Jijoca de Jericoacoara, onde ele tem no portão da sua mansão um par de esculturas de leões em ouro maciço e no jardim uma cabra de prata 950?
O deputado Sóstenes Cavalcante vendeu um imóvel e recebeu o pagamento em dinheiro vivo e foi flagrado com os R$ 470 mil em casa. Porque Lulinha, amigo de um primo de um tio de Sóstenes, não o aconselhou a guardar o dinheiro no Master ou no BRB?
A deputada Julia Zanata, do PL de Santa Catarina, está chorosa porque um projeto que tramita no Congresso pode impedir a compra de imóveis com dinheiro vivo.
Lulinha, que movimenta milhões, segundo o Globo, comete o erro de lidar com bancos, quando poderia guardar todo o dinheiro vivo em casas compradas com dinheiro vivo. O que é mais seguro e garantido.
Julia sabe o problemão que será criado com a proibição, mas que não terá o apoio dos que preferem os bancos. O que fazer com a dinheirama que as pessoas têm em casa em Santa Catarina para comprar casinhas?
É interminável a lista de pessoas que poderiam ter sido alertadas por Lulinha. Mas ele se calou e foi omisso. Pode ser processado por omissão de socorro a Campos Neto, Bolsonaro, Tarcísio, ACM Neto, Ibaneis, Rueda, Alcolumbre, Sóstenes, Nikolas, Hugo Motta, Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto – todos vítimas de estelionatários ao lado do Valor Econômico e da Globo, ingenuamente patrocinados por Vorcaro em evento de líderes mundiais em Nova York.
Lulinha deveria ter avisado Campos Neto para que evitasse receber Vorcaro em visitas ao Banco Central. Mas Vorcaro foi uma, duas, três, quatro, cinco, seis, foi ou mandou emissários 24 vezes ao Banco Central durante a gestão de Campos Neto.
A frequência de Vorcaro no Banco Central é maior do que a de Carluxo nas sessões da Câmara de Vereadores do Rio. E Lulinha sempre quieto. É um danado esse Lulinha.
O Órgão Especial do TJRS decidiu nesta quinta-feira (19) que é inconstitucional o artigo 207 da Lei Orgânica de Montenegro. O texto define que a população do Município deve ser consultada em plebiscito para implantação de atividades como “depósitos de lixo tóxico ou radioativo, bem como execução de barragens, diques, abertura de canais, drenagem, retificação de curso de água ou outras obras que alterem as características hídricas do rio Caí, no trecho em que este banha o Município”.
A decisão da Justiça ocorre no momento em que ambientalistas e moradores da comunidade do Pesqueiro se mobilizam para realizar plebiscito a respeito da instalação de um depósito de resíduos sólidos industriais perigosos na comunidade do Pesqueiro, próxima ao Rio Caí. A ação de inconstitucionalidade partiu do procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, após representação da Fundação Proamb, companhia interessada na instalação do depósito.
O relator da ação, desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, ressaltou que o licenciamento de depósitos de resíduos perigosos é de competência estadual. Assim, o artigo 207 da Lei Orgânica de Montenegro “interfere diretamente em um processo de licenciamento de competência estadual, criando um requisito não previsto na legislação e que, assim, usurpa a atribuição do ente federativo competente”. Argumentação semelhante o magistrado expõe a respeito do lixo radioativo. “A matéria, evidentemente, é de interesse nacional, envolvendo segurança, tecnologia e política externa, sendo vedado a qualquer outro ente federativo, inclusive o Município, criar embaraços ou condições para a sua execução”, afirma.
O magistrado também manifestou concordância com argumento da Fundação Proamb, de que o instrumento adequado para a participação popular em licenciamentos ambientais de significativo impacto é a audiência pública. “A audiência pública permite o debate qualificado, a apresentação de estudos técnicos e a manifestação da comunidade de forma a subsidiar a decisão do órgão licenciador. O plebiscito, ao contrário, reduz uma questão complexa a uma simples escolha dicotômica, desprovida da necessária análise técnica e desconsiderando o interesse regional e nacional envolvido”, afirmou Luiz Felipe Brasil Santos.
O empreendimento da Fundação Proamb, que está em processo de licenciamento na Fepam, é uma central de triagem, transbordo, reciclagem e destinação final de resíduos sólidos industriais. No local, podem ser despejados cerca de 10 mil toneladas mensais, durante 26 anos. A propriedade tem 46 hectares e foi escolhida, segundo a fundação, por ter abrigado uma pedreira entre 1986 e 2012 e ser, portanto, uma área já degradada. Também motivou a escolha a proximidade com outra unidade da companhia, em Nova Santa Rita, que transforma resíduos industriais em energia ou matéria-prima. A Proamb obteve a licença prévia em 2024, e ainda precisa das licenças de instalação e de operação.
A comunidade do Pesqueiro e ambientalistas temem a contaminação do Rio Caí, bem como a poluição do ar, e os impactos do tráfego frequente de caminhões. Um incêndio em uma unidade da Proamb, em Pinto Bandeira, ocorrido em 2020, também é citado como um dos fatores que causa temor, uma vez que a fumaça espalhou materiais provenientes de indústrias galvânicas, metalmecânicas, curtumes e fundição, e também de papeleira e de borracha.
De março a junho, será realizada uma série de encontros dedicados à leitura e à discussão de obras do poeta que dá nome à Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac). Intitulada “Clube de Leitura Mario Quintana”, a atividade é gratuita, ocorre em diferentes espaços da Casa e integra as ações comemorativas pelos 120 anos de nascimento do escritor, celebrados em 30 de julho. O primeiro encontro – programado para o dia 28 de março (sábado), às 15h – está com inscrições abertas, por meio deste link.
Promovida pelo Núcleo Educativo da CCMQ, a iniciativa propõe a leitura coletiva de quatro títulos de poesia do autor, publicados em diferentes momentos de sua trajetória literária. Os encontros serão conduzidos pelo poeta, tradutor e professor de literatura Diego Grando, doutor em Letras pela UFRGS e professor da Escola de Humanidades da PUCRS. A atividade é voltada ao público interessado na obra de Quintana, e recomenda-se a leitura prévia dos livros selecionados. O Clube tem vagas limitadas e requer inscrição prévia. Os links de inscrição para cada encontro serão divulgados neste link, sete dias antes da data da atividade (programação disponível abaixo).
Ao longo da programação do Clube, serão discutidas as obras “A rua dos cataventos” (1940), “Canções” (1946), “Apontamentos de história sobrenatural” (1976) e “Velório sem defunto” (1990), reunindo os integrantes em rodas de conversa sobre a poesia, o humor e os temas recorrentes na escrita do poeta. A proposta é a de ampliar o contato do público com a produção literária de Quintana e estimular a troca de leituras e interpretações em torno de sua obra. Participantes do Clube também terão 10% de desconto na compra desses títulos na livraria Taverna, localizada no térreo da CCMQ, mediante identificação como integrante da atividade.
Serviço
Clube de Leitura Mario Quintana
Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre)
“A rua dos cataventos” (1940) Quando: 28 de março, às 15h Onde: Biblioteca Erico Verissimo, no 3º andar Inscrições: no link
“Canções” (1946) Quando: 25 de abril, às 15h Onde: Sala Multiuso, no 4º andar
“Apontamentos de história sobrenatural” (1976) Quando: 30 de maio, às 15h Onde: Biblioteca Erico Verissimo, no 3º andar
“Velório sem defunto” (1990) Quando: 27 de junho, às 15h Onde: Sérgio Napp 2, no 2º andar
Aos 75 anos, José Verá lança o livro “Mbya Nhenhandu Reko, a essência da sabedoria guarani”, em que conta um pouco da história de sua vida, de sua aldeia e de seu povo. A inauguração da campanha de lançamento do livro acontece neste sábado (21), na Feira de Agricultores Ecologistas (FAE), na Banca do Meio, primeira quadra da Rua José Bonifácio, Porto Alegre, às 9h. O evento conta com bate-papo com o artista e presença de intérprete em Libras. Os exemplares também podem ser adquiridos na livraria Via Sapiens (R. da República, 58).
Na conclusão do lançamento e circulação do livro “Nhemombaraete Reko RaꞋi” (2021), José Verá foi presenteado com um conjunto de papéis em alta gramatura e materiais de desenho com diversas cores e texturas. Na visita seguinte da equipe não indígena à aldeia Tekoa Yvyty Porã (Aldeia Campo Molhado, Terra Indígena Guarani Barra do Ouro), localizada em Maquiné (RS), os materiais já estavam todos cobertos de desenhos, grafismos, colagens e seres mitológicos. Passados cinco anos, um novo livro toma forma.
Em desenhos, José apresenta plantas, animais e divindades, compartilhando a cosmologia guarani com o leitor. Os contos foram transmitidos oralmente ao professor guarani Francisco Alves, que transcreveu em língua guarani e a traduziu para o português. Publicado pela editora Riacho, o livro foi produzido de forma colaborativa entre a comunidade guarani da Tekoa Yvyty Porã e a equipe não indígena.
A arte e sabedoria de José Verá vem repercutindo e ganhando espaço em exposições de arte e feiras de literatura. Recentemente, o MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul – adquiriu sete obras do artista para o seu acervo. Com abertura prevista para abril, o museu inaugura, no primeiro andar, uma exposição da arte de José Verá, a primeira montagem individual de um artista indígena que reside no Rio Grande do Sul.
Serviço
Lançamento de “Mbya Nhenhandu Reko”, novo livro de José Verá
Quando: 21/03 (sábado), às 9h
Onde: na Banca do Meio da FAE – Feira dos Agricultores Ecologistas (Rua José Bonifácio, Porto Alegre)
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o pagamento do 13º salário para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS em 2026. O decreto foi publicado na quinta-feira (19) em edição extra do Diário Oficial da União e prevê o repasse do abono anual em duas parcelas, com impacto direto na renda de milhões de brasileiros e na economia do país.
A medida contempla segurados e dependentes que receberam, ao longo do ano, benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão. Ao todo, cerca de 35,2 milhões de benefícios terão o 13º antecipado, conforme o Decreto nº 12.884.
O pagamento será feito em duas etapas. A primeira parcela, equivalente a 50% do valor do benefício, será depositada junto ao pagamento de abril, entre os dias 24 de abril e 8 de maio. Já a segunda parcela, correspondente ao restante do abono, será paga entre 25 de maio e 8 de junho. O calendário segue o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, a antecipação vai injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia brasileira, sendo aproximadamente R$ 39 bilhões em cada parcela. O objetivo, segundo a pasta, é reforçar a renda dos beneficiários e estimular o consumo nos municípios.
Aplicativo do INSS. Foto: reprodução
O decreto também estabelece regras para casos em que o benefício seja encerrado antes do fim do ano. Nessa hipótese, o valor do 13º será calculado proporcionalmente ao período em que o segurado recebeu o benefício. O texto ainda prevê ajuste de contas caso haja diferença entre o valor antecipado e o efetivamente devido.
Dados da folha de pagamento indicam que a maioria dos beneficiários do INSS recebe até um salário mínimo. São cerca de 23,3 milhões de benefícios nessa faixa, o que representa 66,2% do total. Outros 11,9 milhões recebem acima do piso nacional, incluindo cerca de 13,7 mil que atingem o teto da Previdência, atualmente em R$ 8.475,55.
Por outro lado, nem todos os beneficiários terão direito ao 13º. Ficam de fora os que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, além dos beneficiários de Renda Mensal Vitalícia.
Tradicionalmente pago no segundo semestre, entre agosto e novembro, o abono anual foi antecipado neste ano como medida excepcional. A iniciativa alcança todos os estados e deve ter efeito relevante na economia local, especialmente em cidades que dependem fortemente da renda previdenciária.
Gilmar Mendes, ministro do STF. Foto: Andressa Anholete/STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve proferir nesta sexta-feira (20) o último voto no julgamento da Segunda Turma que analisa a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, decretada no último dia 4 de março. A sessão ocorre em plenário virtual e está prevista para ser concluída ainda hoje, consolidando a tendência já formada na Corte.
Com o voto do decano, o placar deve ser fechado em 4 a 0 pela manutenção da prisão de Vorcaro. Os ministros André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques já haviam se manifestado pela continuidade da detenção. Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento. Apesar de acompanhar o resultado, Gilmar Mendes deve apresentar fundamentação distinta dos colegas.
Segundo o Globo, o ministro entende que a permanência de Vorcaro em penitenciária federal exigiria justificativas específicas, como necessidade de isolamento em regime especial ou proteção à integridade física do preso, o que, na avaliação dele, não se aplica ao caso. Ainda assim, a divergência não altera a tendência de manutenção da prisão.
Na noite de quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, no Setor Policial Sul da capital federal. A mudança foi autorizada por André Mendonça após pedido da defesa, que sinalizou a intenção do banqueiro de colaborar com as investigações por meio de um possível acordo de delação premiada.
Daniel Vorcaro chegando na Superintendência da Polícia Federal. Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles
A transferência ocorre em meio a negociações para colaboração e também sob pressão política, especialmente de setores do Centrão, diante do potencial de revelações envolvendo diferentes atores. Vorcaro é apontado como líder de uma organização criminosa que teria um “braço armado” voltado à intimidação de adversários.
Em seu voto, Mendonça afirmou que a Polícia Federal identificou ameaças concretas ligadas ao grupo. Segundo o ministro, há indícios de que essa estrutura criminosa ainda está ativa e conta com integrantes em liberdade. “Portanto, a organização ainda se apresenta como uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta”, disse.
O relator também rejeitou os argumentos da defesa e destacou que não há sinais de interrupção das atividades ilícitas. “Nesse cenário, não se identifica qualquer indício de que as atividades ilícitas praticadas pela organização criminosa teriam cessado até o momento em que prolatada a decisão ora submetida a referendo. Bem ao contrário, do que já se conseguiu verificar, os elementos informativos apontam na direção oposta, ou seja, na permanência das atividades pelo grupo criminoso”, afirmou.
Ao decretar a prisão, Mendonça já havia apontado que os crimes investigados envolvem “valores bilionários” e representam risco ao sistema financeiro nacional, além de tentativas de obtenção de informações sigilosas e monitoramento de autoridades. “Existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações”, completou.
De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro mantinha uma estrutura paralela chamada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de dados e à coerção de críticos. Os investigadores classificam os envolvidos como “profissionais do crime”. O caso segue em andamento, com desdobramentos que podem impactar o cenário político e institucional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que a oposição tenta “empurrar” o escândalo do Banco Master para o Partido dos Trabalhadores, mas atribuiu a origem do caso ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A declaração foi feita em São Bernardo do Campo, durante evento que oficializou a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.
Ao comentar o cenário político, Lula criticou o nível dos debates e disse que há uma “promiscuidade generalizada” na política brasileira. O presidente citou tanto o caso do Banco Master quanto irregularidades no INSS como exemplos e defendeu que o governo atual foi responsável por revelar problemas.
“Quem descobriu toda a roubalheira na Previdência Social foi o nosso governo, foi a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF). Eu era favorável a que o PT abrisse uma CPI. Mas aí eu pensava que o partido que está no governo não deveria abrir a CPI. Eles [oposição] abriram. Em vez de a gente estar indo para cima deles, eles estão indo para cima de nós, tá? (24:07) Então, é importante saber que, quando na política a gente vacila, a gente paga um preço muito alto. Esse Banco Master, vira e mexe, eles estão tentando empurrar nas costas do PT e do governo. Esse Banco Master é obra, é o ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central”, afirmou.
Lula também relembrou que a transferência do Banco Master para o controle de Daniel Vorcaro foi autorizada em 2019, durante a gestão de Campos Neto no Banco Central. Segundo o presidente, é preciso atenção para evitar que a oposição associe o governo atual ao escândalo. Ele defendeu ainda uma postura mais firme da bancada petista diante das críticas.
“A bancada do PT tem que ter coragem de denunciar. A gente não pode se calar, temos que abrir a boca e ir para o enfrentamento. Não tem aquele negócio de Lulinha paz e amor. Também não quero ser o Lulinha paz e ódio. Eu quero ser Lulinha paz e amor, mas com amor mais duro, mais responsável, para não deixar nego [sic] colocar uma cagada no nosso pescoço”.
O evento também marcou a oficialização da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista. O anúncio foi feito por dirigentes do PT e contou com a presença de ministros do governo. “O Fernando é o objetivo da nossa vinda aqui no sindicato, por conta da missão que ele vai assumir no nosso projeto aqui para frente (em São Paulo)”, afirmou Edinho Silva.
Mais cedo, Haddad já havia comunicado sua saída do Ministério da Fazenda. “Hoje pra mim é um dia especial, um dia que estou deixando o Ministério da Fazenda”, declarou. Lula confirmou que o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assumirá o comando do ministério a partir desta sexta-feira (20).
Integrantes do governo federal avaliam a possibilidade de o banqueiro Daniel Vorcaro firmar um acordo de delação premiada no caso Banco Master e envolver nomes do Executivo. Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consideram que o empresário pode adotar uma estratégia agressiva, já que, na visão de interlocutores, ele não teria mais nada a perder e poderia ampliar o alcance político das investigações, ampliando ao máximo o número de investigados.
Vorcaro foi transferido na última quinta-feira (19) de um presídio federal no Distrito Federal para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A mudança ocorreu após a assinatura de um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), etapa inicial para um possível acordo de colaboração premiada. De acordo com informações do Globo, a movimentação elevou o estado de alerta dentro do governo, que monitora os desdobramentos do caso.
Auxiliares do Planalto também questionam a necessidade de uma eventual delação. Segundo esse grupo, a Polícia Federal já possui acesso a dados bancários e conteúdos de aparelhos celulares do banqueiro, o que, na avaliação interna, seria suficiente para sustentar as investigações sem depender do depoimento do próprio investigado.
Desse modo, o olhar da PF ficaria sobre os políticos do centrão e da direita, como, por exemplo, os presidentes do PP, Ciro Nogueira, do União Brasil, Antônio Rueda, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que tinha o contato salvo no celular de Vorcaro e usou um avião do banqueiro em diversas oportunidades. Nas redes sociais, apoiadores chegaram a apelidar o caso de “Bolsomaster”.
Nikolas Ferreira durante viagem em avião de Vorcaro. Foto: reprodução
No caso de Ciro Nogueira, documentos obtidos pela imprensa mostram que o senador aparece em mensagens atribuídas a Vorcaro como “um dos meus grandes amigos de vida”. Os registros também indicam encontros entre os dois e citam uma reunião na casa do banqueiro com a participação de Hugo Motta.
Antônio Rueda, presidente do União Brasil, também aparece em documentos ligados à apuração. Um e-mail incluído na quebra de sigilo de Vorcaro registra a reserva de um voo de helicóptero com o nome de “Antonio Rueda e 07 convidados”, em deslocamento entre Interlagos e Congonhas.
Já Nikolas Ferreira entrou no radar por causa do uso de uma aeronave ligada a Vorcaro durante a campanha do segundo turno de 2022. Segundo reportagens sobre o conteúdo dos registros apreendidos, o deputado do PL utilizou o avião em deslocamentos de apoio à campanha de Jair Bolsonaro, passando por capitais do Nordeste e cidades do interior de Minas Gerais.
Alckmin e Lula em evento na UFABC nesta quinta. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que a vaga de vice em sua chapa está “aberta” ao atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), mas indicou que o aliado pode avaliar uma candidatura ao Senado por São Paulo. A declaração foi feita durante evento que marcou a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.
Ao comentar o futuro político de seu companheiro de chapa em 2022, Lula revelou conversas recentes e destacou a relação de confiança entre os dois. “Conversei com o Alckmin essa semana. ‘O que você quer ser?’ Pedi para ele conversar com o Haddad. Ficarei imensamente feliz em ter ele como vice outra vez. É um companheiro que aprendi a gostar, é de muita lealdade, só me ajuda. Mas tem que conversar com o Haddad para saber onde a gente pode colher mais frutos dele. Se ser candidato ao Senado não ajuda mais. Eles não têm senador para disputar conosco”.
Lula reforçou que a definição dependerá de articulações políticas em São Paulo, especialmente com Haddad. “Se ele for meu vice, estou tranquilo, mas o Haddad precisa de uma chapa para ganhar. E eles não tem candidato para ganhar da gente. Não sei se o Geraldo vai ser candidato ao Senado. A vaga de vice está aberta para ele”, afirmou.
No mesmo evento, Alckmin sinalizou apoio à candidatura de Haddad e prometeu participação ativa na campanha. “Escrevam aí: o Haddad vai ganhar essa eleição. E conte conosco, Haddad, pra gente percorrer a geografia de São Paulo, desde o litoral até as barrancas do Rio Paraná; desde o Rio Grande até o Rio Paranapiacaba. Ouvindo o povo, as críticas , sugestões, propostas, porque o Haddad vai apresentar a melhor plataforma, o melhor programa pra gente sair dessa inércia de São Paulo para um grande projeto de desenvolvimento, humanista, com alma, com sentimento, em benefício da nossa população”.
Fernando Haddad, por sua vez, confirmou a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes e afastou a ideia de que disputaria apenas para cumprir papel político. “Quando vejo dizerem que o Haddad está indo para o sacrifício, é porque essa pessoa nunca tomou um chope comigo”, afirmou. Em seguida, completou: “Eu disputo a eleição para ganhar”.
Tarcísio de Freitas e Alexandre de Moraes. Foto: reprodução
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (19) para reuniões com cinco ministros da Corte, incluindo o presidente Edson Fachin e o vice-presidente Alexandre de Moraes. Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador levou à Corte um pedido para que o antigo mandatário passe a cumprir pena em prisão domiciliar, em meio ao agravamento de seu quadro de saúde.
Segundo o Globo, interlocutores afirmaram que Moraes foi o único ministro com quem Tarcísio tratou diretamente da possibilidade de mudança de regime.
Essa não foi a primeira articulação nesse sentido. Em visita anterior ao STF, o governador já havia feito uma ofensiva semelhante. Na última terça-feira (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL) também se reuniu com Moraes e apresentou pedido para que o pai deixe a prisão e cumpra pena em casa.
De acordo com relatos feitos ao Globo, Tarcísio argumentou sobre as condições de saúde de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecido como Papudinha.
Bolsonaro no DF Star em foto publicada por Carluxo. Foto: reprodução
No entanto, ele foi internado no dia 13 de março no hospital DFStar após diagnóstico de pneumonia bacteriana, chegando a ser encaminhado para uma UTI.
A defesa de Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar, alegando necessidade de cuidados médicos contínuos. Segundo a petição, relatórios indicam histórico de doenças respiratórias, apneia do sono e outras comorbidades que exigiriam monitoramento constante e resposta rápida em caso de intercorrências clínicas.
Nos bastidores do STF, ministros avaliam que a eventual concessão de prisão domiciliar pode funcionar como uma forma de proteção institucional da própria Corte, diante do agravamento do estado de saúde do ex-presidente e dos possíveis impactos políticos da decisão.
Integrantes do governo federal e do PT também consideram, sob reserva, que a piora clínica pode justificar a transferência para o regime domiciliar.
O desembargador Leonel Pires Ohlweiler, do TJRS, derrubou nesta quinta-feira (19) liminar que impedia qualquer aprovação de projeto construtivo ou de reforma no entorno do Museu Julio de Castilhos. Na decisão, o magistrado enfatiza que não devem ser autorizados projetos que desobedeçam às normas de proteção relativas ao entorno do museu, “especialmente a limitação de altura máxima de 45 (quarenta e cinco) metros”.
No dia 4 de fevereiro, a juíza Patricia Antunes Laydner, da Vara Regional do Meio Ambiente do TJ-RS, havia proferido uma liminar impedindo a autorização de construções no entorno do espaço cultural, a pedido da Associação dos Amigos do Museu Julio De Castilhos (AJUC), em ação civil pública. A entidade ingressou com o pedido para que a Prefeitura retifique o Decreto Municipal nº 23.270/2025, que regulamenta a Lei Complementar nº 930/2021 (Programa de Reabilitação do Centro Histórico de Porto Alegre – PRCHPA).
No Anexo I da norma, em que lista áreas identificadas como de proteção ao patrimônio histórico e cultural, inclusive os entornos de bens tombados, o Município omitiu as proteções referentes ao Museu Julio de Castilhos. Para a magistrada, a falta de limitação ao entorno do Museu no texto do Anexo I “viola a legislação de proteção ao patrimônio histórico, induzindo empreendedores a erro e colocando em risco a integridade do bem tombado”.
Assim, a juíza decidiu que enquanto não incluída expressamente no Decreto Municipal nº 23.270, de 9 de maio de 2025, a limitação de altura máxima de 45 (quarenta e cinco) metros para edificações no entorno do Museu de História Julio de Castilhos, ficasse vedada qualquer aprovação de projeto construtivo ou de reforma no local.
O desembargador Leonel Pires Ohlweiler, no entanto, entendeu que não havia necessidade de paralisar toda e qualquer aprovação de projetos construtivos, apenas aqueles que, por ventura, desobedeçam a limitação de altura de 45 metros.
Para a Prefeitura, o entorno do museu está protegido mesmo sem a inclusão expresso no decreto municipal. “O próprio artigo 8º do Decreto Municipal nº 23.270/2025 assegura que toda e qualquer área de proteção, incluindo os entornos de bens tombados, demanda a anuência prévia dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico antes da concessão de quaisquer parâmetros construtivos”, afirma o procurador-chefe da Procuradoria de Urbanismo e Meio Ambiente da PGM, André Marino Alves.
Em agosto de 2023, o Sul21 revelou com exclusividade que a construtora Melnick, em parceria com a Companhia Zaffari, havia apresentado um projeto à Prefeitura para a construção de um prédio que teria 44 andares e 108,06 metros a contar da Duque de Caxias, ao lado do museu.
Em nota, a AJUC destacou que o objetivo da entidade é coibir a construção de prédios com altura superior a 15 andares ou 45 metros, conforme a portaria da Secretaria Estadual de Cultura (Sedac) que tombou o imóvel. “Nesse contexto, a esclarecimento, reafirmamos que não ingressamos com qualquer ação civil pública para inviabilizar a aprovação de projetos arquitetônicos no entorno do MHJC com altura inferior a 15 andares ou 45 metros, inclusive porque, até esta altura, é facultado pela legislação de regência (Portaria Sedac n.035/2002)”, diz a nota.
Na próxima sexta-feira (27), data em que comemora o seu 11º aniversário, a Cinemateca Capitólio realiza a primeira exibição de um clássico do cinema brasileiro “Um Céu de Estrelas” (1996), recentemente restaurado em 4K. É o primeiro longa da diretora Tata Amaral, que também marcou a estreia no cinema da atriz gaúcha Leona Cavalli. A exibição será às 20h.
O filme conta a história de Dalva, jovem cabelereira que vive no bairro operário da Mooca, na Zona Sul da Grande São Paulo, junto com a mãe. Ela acaba de ganhar uma viagem para Miami num concurso de penteados e vê no prêmio a sua chance para mudar de vida. Dalva, no entanto, ainda não sabe como contar a novidade para a mãe.
Além de revelar os nomes da diretora Tata Amaral e da atriz Leona Cavalli, “Um Céu de Estrelas” ganhou notoriedade por marcar a chegada de uma nova geração de diretoras mulheres no cinema brasileiro, da qual Tata Amaral se tornaria uma das figuras mais importantes.
Instituição dedicada à preservação e difusão do cinema gaúcho, a Cinemateca Capitólio tem por costume celebrar o seu aniversário todos os anos exibindo em primeira mão no Rio Grande do Sul algum clássico do cinema brasileiro recentemente restaurado.
A atração escolhida para este ano é um dos títulos mais marcantes do Cinema da Retomada, “Um Céu de Estrelas”, que em 2026 comemora seu 30º aniversário de lançamento.
Serviço
O que: Sessão especial do filme “Um Céu de Estrelas” (1996), de Tata Amaral
Brasil, 1996, 80 minutos. Com Alleyona Cavalli, Paulo Vespúcio, Néa Simões e Lígia Cortez
Quando: Sexta-feira, 27 de março
Horário: 20h
Entrada franca (retirada de senhas 30 minutos antes da sessão)
A sala de cinema da Casa dos Bancários apresenta a estreia de dois longas na cinesemana dos dias 19 a 25 de março. São eles “Narciso”, produção nacional dirigida por Jeferson De, e “A Graça”, filme italiano do vencedor do Oscar e do Bafta Paolo Sorrentino. Além disso, segue em cartaz “Mother’s Baby”.
“Narciso” conta a história de um menino de onze anos de mesmo nome. Negro e órfão, mora na casa de Carmem e Joaquim junto com outras crianças que aguardam adoção. Ele sonha em ter uma família, mas acaba enfrentando uma grande decepção. Para alegrá-lo, uma das crianças da casa lhe dá de presente uma bola de basquete velha e mágica e diz que, se ele acertar três cestas, um gênio aparecerá e realizará todos os seus desejos.
Já “A Graça” apresenta Mariano De Santis (Toni Servillo), personagem que enfrenta dilemas morais e pessoais com a ajuda de sua filha confidente, Dorotea (Anna Ferzetti). Com a visão poética característica de Sorrentino e uma trilha sonora evocativa, a obra é uma meditação íntima sobre paternidade, consciência e a eterna questão: a quem pertence o nosso tempo?
Coprodução entre Áustria, Suíça e Alemanha, “Mother’s Baby” explora os medos de uma mãe que questiona a identidade do filho recém nascido. Julia, uma maestra de sucesso de 40 anos, engravida após um bem-sucedido tratamento em uma clínica de fertilidade. Quando a criança nasce, no entanto, ela entra em uma espiral psicológica que envolve depressão pós-parto e paranoia. “Trata-se do desafio de lidar com as expectativas da maternidade e de encontrar a si mesma. É uma história sobre o lado oculto da maternidade”, resume a realizadora, Johanna Moder.
Programação de 19 a 25 de março
“Narciso”
Brasil/Drama/2025/90 min. Direção: Jeferson De Sinopse: Narciso (11), um menino negro e órfão, mora na casa de Carmem e Joaquim, junto com outras crianças que aguardam adoção. Ele sonha em ter uma família, mas acaba enfrentando uma grande decepção. Para alegrá-lo, uma das crianças da casa lhe dá de presente uma bola de basquete velha e mágica e diz que, se ele acertar três cestas, um gênio aparecerá e realizará todos os seus desejos. Elenco: Arthur Ferreira, Ju Colombo, Bukassa Kabengele e Seu Jorge
“A Graça”
Itália/Drama/2025/ 131min. Direção: Paolo Sorrentino Sinopse: Do cineasta Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar e do Bafta, “A Graça” é uma exploração abrangente do amor, do dever e da liberdade pessoal. Toni Servillo – vencedor do prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Veneza de 2025 – é o poderoso Mariano De Santis, que enfrenta dilemas morais e pessoais com a ajuda de sua filha confidente, Dorotea (Anna Ferzetti). Com a visão poética característica de Sorrentino e uma trilha sonora evocativa, esta obra-prima é uma meditação íntima sobre paternidade, consciência e a eterna questão: a quem pertence o nosso tempo? Elenco: Toni Servillo, Anna Ferzetti, Orlando Cinque, Massimo Venturiello.
“Mother’s Baby”
Áustria-Alemanha-Suíça/Drama/2025/108min. Direção: Johanna Moder Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso de 40 anos, e seu parceiro Georg anseiam por um filho quando o Dr. Vilfort lhes oferece uma esperança. Julia engravida após um tratamento bem-sucedido na clínica de fertilidade do médico. O parto não ocorre como planejado e o bebê é imediatamente retirado de seus braços, deixando Julia sem saber o que aconteceu. Quando finalmente se reencontra com a criança, Julia sente-se estranhamente distante. Ela começa a duvidar se é realmente seu filho. Elenco: Marie Leuenberger, Hans Löw, Claes Bang e Julia Franz Richter
Horários de 19 a 25 de fevereiro
Não há sessões nas segundas
15h: “Mother’s Baby”
17h: “A Graça”
19h20: “Narciso”
Ingressos
Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Na quinta-feira, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito, novo desdobramento da Operação Sem Desconto, para aprofundar investigações sobre um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A ação mira a ex-deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), bolsonarista eleita pelo PL, além de outras suspeitas de fraudes bilionárias que atingiram milhares de beneficiários.
Ao todo, segundo o g1, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, e incluem apurações por crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário, organização criminosa e ocultação de patrimônio.
As investigações indicam que o grupo teria movimentado pelo menos R$ 1,3 bilhão a partir de descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios pagos pelo INSS, sem o conhecimento ou autorização dos aposentados. Segundo a Justiça, os valores eram extraídos diretamente dos pagamentos mensais das vítimas.
O nome da Maria Gorete aparece entre os investigados. De acordo com a decisão judicial, ela “recebeu procuração da associação AAPEN para celebrar o Acordo de Cooperação Técnica com o INSS”, o que lhe concederia amplos poderes dentro da estrutura investigada. Também há registro de que ela movimentou cerca de R$ 245 mil em transações consideradas suspeitas entre 2018 e 2023.
André Mendonça, ministro do STF. Foto: reprodução
Documentos obtidos pelas autoridades apontam para movimentações milionárias e descrevem o esquema como responsável por “valores astronômicos” relacionados à prática de estelionato e lavagem de dinheiro. O juiz da 11ª Vara Federal do Ceará destacou que o grupo teria sido estruturado para operar de forma contínua e organizada.
Entre os alvos está o empresário Natjo de Lima Pinheiro, apontado como “um dos principais gestores das associações investigadas, sendo um dos maiores envolvidos nas transações suspeitas relacionados aos valores astronômicos movimentos para associações, originados de valores obtidos através de milhares de descontos fraudulentos dos benefícios de aposentados pelo INSS, havendo grandes indícios que a operação das associações se dava em conjunto”.
A advogada Cecília Rodrigues Mota também é citada nas investigações. Segundo a apuração, os dois teriam utilizado “testas de ferro” para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Durante as buscas, foram apreendidos veículos de luxo, incluindo uma Ferrari e um Rolls-Royce, além de itens de alto valor, como dezenas de pares de sapatos avaliados em cerca de R$ 40 mil cada.
Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Sérgio Lima/Poder360
Os jornalões estão limpando a barra de Flávio Bolsonaro, como admitiu até a ombudsman da Folha, e daqui a pouco irão tratá-lo de forma carinhosa. Mesmo que diminutivos geralmente sejam problemáticos para políticos, ele pode virar um Flavinho sem sobrenome.
Flávio precisa, na repaginada, de mudanças que suavizem seu perfil. Como sugeriu a colunista Raquel Landim, em fevereiro, na capa do Estadão: “E se Flávio Bolsonaro tivesse um Paulo Guedes de saias?”
Os Bolsonaros são a expressão da brutalização da política brasileira. É preciso torná-los mais femininos. Raquel imagina uma mulher mandando na Fazenda e oferece a ideia de graça para o filho ungido.
Vários colunistas liberais, entre os quais Joel Pinheiro da Fonseca, Demétrio Magnoli e Elio Gaspari, têm certeza de que o filho não é igual ao pai.
É preciso livrá-lo dos estigmas e apresentar, não a perna cabeluda, mas a coxa depilada do fascismo. A surpreendente exceção é Merval Pereira, que já prevê com a ascensão de Flávio uma nova tentativa de golpe.
Qualquer um desses liberais colaboracionistas pode acrescentar sugestões liberalizantes a Flávio, incluindo uma pessoa trans na Casa Civil, um carnavalesco na cultura e um negro de esquerda nos direitos humanos.
Podem contribuir para o que Alexandra Moraes, a ombudsman da Folha, denunciou no próprio jornal, no domingo, com o alerta de que o sobrenome Bolsonaro está desparecendo dos títulos das notícias.
Alexandra nos indica que a Folha pode estar na dianteira de um plano para que daqui a pouco Flávio seja o Flavinho. Mudam a roupa, vendem a imagem de moderado e chamam mulheres para perto. Porque a maioria do eleitorado feminino o rejeita.
Suavizar o perfil de Flávio é hoje tarefa muito mais entregue às corporações de mídia do que aos marqueteiros da extrema direita. Folha, Globo e Estadão se encarregam da harmonização. O novo bolsonarismo é humanizado por fora, porque por dentro é complicado.
Manchete de Raquel Landim no Estadão. Foto: Reprodução
Um sujeito com o carisma de um brócolis começa a se apresentar como negociador que conversa com todo mundo, como dançarino de palco, que se revelou performático em comício em Rondônia, e como figura de projeção internacional que já fez várias viagens curtas e longas.
Flávio Bolsonaro precisa ser assimilado como o sapo a ser engolido pelos jornalões e pela velha direita. Mas precisa fazer concessões que o tornem uma figura menos bruta e por isso também menos associada à imagem e semelhança do grande chefão preso.
A retirada do sobrenome tem, além de fazer a faxina, a pretensão de testar um nome que se basta sozinho. Flávio será tratado como um Fernando Henrique, que no fim virou FH ou FHC.
Não podemos duvidar que também ele vire uma sigla e que as próximas manchetes o tratem como FB, como tratavam ACM e um dia trataram JK. Flávio Bolsonaro é um homem em reconstrução, em que tudo que já usava só vale para o seu eleitorado raiz.
O resto da direita à la Valdemar Victor Frankstein Costa Neto merece uma criatura com bons modos à mesa, mesmo que sua estrutura, sua essência e sua alma continuem sendo tudo o que carrega do DNA do pai.
A investigação da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema financeiro, revelou a transferência de R$ 180 milhões de um fundo investigado para a Super Empreendimentos, empresa ligada ao entorno do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso amplia o alcance das apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas envolvendo estruturas empresariais e fundos de investimento.
Segundo alerta enviado ao Coaf e obtido pelo Globo, o fundo Gold Style realizou os repasses entre 2020 e 2025. A comunicação aponta operações suspeitas para “ocultar beneficiários e partes envolvidas no mercado de valores mobiliários, utilizando de desdobramentos complexos” com o objetivo de esconder os controladores finais dos recursos.
A Super Empreendimentos já esteve vinculada ao núcleo familiar de Vorcaro. Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro, foi diretor da empresa entre 2021 e 2024. A companhia também foi proprietária de uma mansão em Brasília, avaliada em R$ 36 milhões, utilizada por Vorcaro para encontros com autoridades.
De acordo com decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a empresa teria sido usada como base financeira de um grupo clandestino responsável por monitorar, intimidar e coagir desafetos, incluindo autoridades e jornalistas. As investigações indicam que os pagamentos eram operacionalizados por Zettel em conjunto com Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia da empresa.
O banqueiro Daniel Vorcaro – Reprodução
Conforme informações da Polícia Federal, os recursos saíam do caixa da Super e eram destinados a empresas de fachada ligadas a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como líder operacional do grupo. A movimentação tinha como objetivo ocultar a origem e o destino do dinheiro.
O fundo Gold Style é administrado pela gestora Reag, também investigada no caso. A Justiça de São Paulo já apontou o fundo como um dos instrumentos financeiros utilizados em esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal liderado por Mohamad Hussein Mourad, suspeito de ligação com o PCC.
Além da Super, o alerta ao Coaf menciona movimentações para outras empresas sob investigação, como a BK Instituição de Pagamentos e a Aster Petróleo, que recebeu R$ 311 milhões e é considerada central nas fraudes apuradas.
As investigações também apontam a atuação da Reag em outros fundos utilizados para aquisição de usinas e movimentações financeiras suspeitas, além de sua presença na Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.
Ibaneis Rocha, governador do DF. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou em dezembro de 2019 um contrato que previa a venda de direitos sobre R$ 4,4 milhões em honorários de precatórios do seu escritório de advocacia a um fundo administrado pela Planner. À época, a corretora era controlada por Maurício Quadrado, que meses depois se tornaria sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
O fundo envolvido na operação, identificado como BLP PCJ VII, foi representado na negociação por Artur Martins de Figueiredo, diretor de uma empresa que ajudou a capitalizar o Banco Master com bilhões de reais e que está sob investigação da Polícia Federal. Segundo o Globo, Figueiredo também aparece nas apurações como diretor da holding Banvox, que chegou a ser acionista do banco.
O contrato trata da cessão de honorários de precatórios ligados a uma ação movida pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho de Rondônia e Acre (Sinjustra), em tramitação desde 2011. Nesse tipo de operação, escritórios de advocacia vendem a investidores o direito de receber honorários futuros de precatórios, antecipando valores que podem levar anos para serem pagos.
Somados a outros dois contratos semelhantes revelados anteriormente, os acordos envolvendo o escritório ligado ao governador somam R$ 52,9 milhões em cessões de honorários. O escritório, atualmente administrado por seu filho, Caio Barros, afirma ter recebido cerca de R$ 12 milhões nessas operações, já que os títulos costumam ser vendidos com desconto.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução
A existência dessas transações reforça suspeitas de um padrão de negócios envolvendo fundos ligados ao chamado ecossistema do Banco Master. Parte dessas gestoras e fundos aparece nas investigações da operação Compliance Zero e também em apurações sobre lavagem de dinheiro no setor financeiro.
O documento do contrato indica que o próprio Ibaneis Rocha atuou como avalista da operação firmada em 23 de dezembro de 2019. Nesse papel, ele se tornaria responsável solidário pelos valores negociados caso o escritório não cumprisse o acordo com o fundo. A assinatura do governador foi reconhecida em cartório no 1º Ofício de Notas e Protesto de Brasília.
Também aparecem como avalistas a empresa Ibaneis Agropecuária e Administradora de Bens Patrimoniais e outros dois sócios do escritório à época, Marlúcio Lustosa Bonfim e Johann Homonnai Júnior.
Ao Globo, o escritório afirmou que o contrato representa um “negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da Fazenda Pública e instituições financeiras, como forma de abreviar, com deságio, o recebimento de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos”.
Em nota, a Planner declarou que a operação ocorreu “em conformidade com o disposto na regulamentação então vigente” e que “atuou apenas como representante legal” do fundo BLP PCJ VII, “não tendo participado de qualquer tipo de intermediação entre as partes”.
Canada’s prime minister chooses pragmatism in a turbulent world, which means doing business with countries that do not share Canada’s democratic values. Some critics see this as weakness.
A surge of weapons is flowing from the U.S. to Mexico. These firearms — sourced from gun shops, shows, websites and apps — are funneled across the border to fuel the country’s most violent crimes.
O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS. Reprodução/YouTube TV Cultura
Durante sua participação no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, nesta segunda-feira (16), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, confirmou a existência de vídeos íntimos no celular de Daniel Vorcaro: “Eu tomei conhecimento da existência desses vídeos”, afirmou o parlamentar, referindo-se a registros particulares e de conteúdo íntimo de pessoas que supostamente participaram de festas com Vorcaro, incluindo, segundo ele, “garotas de programa” contratadas para os eventos.
Raquel Landim, do SBT News, questionou o senador sobre a decisão do ministro André Mendonça, que proibiu o acesso à sala cofre onde estão armazenados dados sigilosos de Vorcaro.Viana explicou que essa medida visava impedir o vazamento dos vídeos, algo que poderia prejudicar a investigação e fortalecer a defesa do empresário. “Se esses dados vazam, a defesa de Vorcaro fica muito mais forte”, afirmou o senador, reforçando a gravidade da situação.
Ele ainda ressaltou a importância da preservação das provas, especialmente considerando a envolvência de membros da Justiça no caso, como apontado pelo Supremo Tribunal Federal. “Isso é muito grave”, disse Viana, destacando a necessidade de tomar medidas para proteger a integridade da investigação.
🚨 NO RODA VIVA: Carlos Viana diz que celular de Daniel Vorcaro tem “vários vídeos íntimos”
Durante participação no Roda Viva, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que há “vários vídeos íntimos” entre os arquivos encontrados no celular do… pic.twitter.com/kMR6p4QY3x
O senador criticou a falta de ação por parte dos parlamentares em relação aos vazamentos de imagens de dentro da sala cofre e afirmou que o Senado tomará as providências necessárias.
Em relação ao conteúdo dos vídeos, o senador esclareceu que, embora o conteúdo íntimo seja claro, isso não está diretamente relacionado à investigação da CPMI. “Isso não tem nada a ver com a investigação, e o vazamento só prejudica a credibilidade do trabalho”, concluiu Viana.
Jair Bolsonaro recebendo atendimento médico. Crédito: X de Carlos Bolsonaro
O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (16) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue com quadro de saúde “muito delicado” durante internação no Hospital DF Star, em Brasília. Em publicação nas redes sociais, ele relatou que Bolsonaro foi transferido para uma unidade semi-intensiva, mas ainda apresenta sintomas associados à broncopneumonia bacteriana.
No texto, postado em suas redes sociais, Carluxo descreveu as condições clínicas do ex-presidente: “Saio do DF Star após visitar o Presidente @jairbolsonaro. Ele foi transferido para uma unidade semi-intensiva, mas sua pneumonia bacteriana persiste, mantendo sua respiração muito debilitada. Isso também tem afetado sua voz, equilíbrio e a condição de seus pulmões, que seguem sob observação permanente.”
O filho também mencionou dificuldades na comunicação e outros sintomas. “Seu estado continua muito delicado e está sendo monitorado constantemente para evitar qualquer nova piora no quadro. Consegui conversar um pouco com ele, mas a dificuldade para falar ainda é grande, assim como os soluços que permanecem. Todo o processo de observação segue sensível e necessário.”
Na mesma publicação, Carlos afirmou que a família segue acompanhando a situação. “Seguimos preocupados, mas tenho certeza de que as boas energias e orações enviadas por todos ajudam e o fazem se sentir mais forte.” Ele também agradeceu manifestações de apoio: “Meu muito obrigado a todos pelo carinho. Amanhã volto para lhe dar um abraço.”
Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13), após passar mal durante a madrugada e ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Exames indicaram maior comprometimento do pulmão esquerdo, e o tratamento foi iniciado com antibióticos intravenosos.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta segunda-feira (16) que não pretende recuar diante de possíveis ações judiciais e reiterou a defesa da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades relacionadas ao Banco Master.
A declaração foi feita após a divulgação de que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, avalia processar o parlamentar por calúnia e difamação.
Em publicação nas redes sociais, Vieira afirmou: “Tentativas de intimidação não assustam e não vão nos calar. Nosso compromisso é com os brasileiros, especialmente com as milhares de vítimas do caso Master, e é com seriedade e coragem que seguiremos trabalhando todos os dias!”.
O senador também declarou que não se surpreendeu com a possibilidade de ação judicial e voltou a defender a abertura da CPI para investigar relações envolvendo o Banco Master. Ele afirmou que a apuração deve incluir eventuais vínculos com autoridades públicas.
Vieira disse ainda: “O que eu disse e volto a repetir foi que a família (de Moraes), através do escritório de advocacia da Viviane Barci, recebeu recursos do Master. E todos nós sabemos que o Banco Master é uma organização criminosa. Lesou milhares, talvez milhões de brasileiros, pelo país afora”.
Em outra manifestação, o parlamentar acrescentou: “Intimidação não vai funcionar. Isso mostra a importância de uma CPI específica para investigar a atuação deste e de outros ministros (do STF) que possam ter envolvimento com essa situação”.
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) divulgou a lista de leituras obrigatórias para o vestibular de 2027 na manhã desta segunda-feira (16). As quatro novas leituras passam a integrar o corpo de 12 obras que compõem o caderno de literatura da prova de Linguagens e Códigos, aplicado no primeiro dia do exame.
Foram adicionados os títulos Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak; Macunaíma, de Mário de Andrade; A fúria, de Silvina Ocampo; e A teus pés, de Ana Cristina César. Eles substituem outras quatro obras que fizeram parte de edições anteriores do vestibular: A terra dos mil povos, de Kaká Werá; Água funda, de Ruth Guimarães; Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez; e Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas.
A UFRGS promove a rotatividade anual de quatro títulos dentro do conteúdo programático da prova, que tem seu edital completo divulgado no segundo semestre de cada ano.
Confira a lista completa de leituras
1- Quincas Borba – Machado de Assis
2- O Demônio Familiar – José de Alencar
3- Mrs. Dalloway – Virginia Woolf
4- A Visão das Plantas – Djaimilia Pereira de Almeida
5- Niketche: uma história de poligamia – Paulina Chiziane
6- O avesso da pele – Jeferson Tenório
7- Mas em que mundo tu vive – José Falero
8- Seleta de Canções – Lupicínio Rodrigues
9- Ideias para adiar o fim do mundo – Ailton Krenak
O Museu de Arte do Paço (Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico) inaugura duas exposições nesta terça-feira (17), em evento das 18h às 20h. A primeira é “Desenhos de Água: Bia Dorfman encontra Luiz Maristany”, que reúne obras da artista visual Bia Dorfman (1957) com desenhos raramente exibidos do artista Luiz Maristany de Trias (1885–1964), provenientes do acervo da Pinacoteca Aldo Locatelli.
Com curadoria de Maria Helena Bernardes, a exposição propõe um encontro entre dois artistas que registraram a cidade de Porto Alegre com 80 anos de intervalo. Enquanto Maristany desenhou as paisagens urbanas da Capital na década de 1940, Bia Dorfman interpreta a cidade no presente, em trabalhos que também refletem as transformações da paisagem e da relação com o rio diante da emergência climática recente.
A mostra apresenta 36 desenhos em grafite sobre papel, duas pinturas e dois objetos de Bia Dorfman, acompanhados de 13 desenhos de paisagem de Luiz Maristany. O conjunto inclui ainda um vídeo com imagens da artista em processo de trabalho, com trilha musical composta por Ramiro Levy, músico brasileiro radicado em Milão. A exposição fica em cartaz até 27 de abril e pode ser visitada de segundas às sextas-feiras, das 9h às 17h.
Já a segunda exposição lançada nesta terça – “Porto Alegre: Olhares Efêmeros” – apresenta obras de 32 fotógrafos residentes em Porto Alegre, que refletem as paisagens urbanas da cidade. A ideia é mostrar as características da capital com olhar do cotidiano, registrando cenas e momentos que muitas vezes não se repetem. A visitação é aberta até o dia 15 de maio, sempre das segundas às sexta-feiras, das 9h às 17h.
Os fotógrafos participantes são: Alexandre Freitas, Andréa Steiner Barros, Andréia Kris, Andréa Seligman, Ayres Potthoff, Cynthia Feyh Jappur, Denise Giacomoni, Eduardo Scaravaglione, Elvira Forttuna, Fernando Pires, Fernando Zago, Gutemberg Ostemberg, Guto Monteiro, Heloiza Averbuck, João Henrique Ramos, José Roque Guimarães, Kathy H. Esposito, Leandro Selister, Leda Zimmermann, Luiz Filipe Varella, Margaret Rosa de Abreu, Maria Sallet Domingues, Nely Alves, Paulo Guerra, Paulo Paim, Rogerio Franco, Rogério Soares, Ruth Johnson-Greco, Selmar Medeiros, Silvia Pozza, Wanderlei Oliveira e Zulaine Santos.
Serviço
Desenhos de Água: Bia Dorfman encontra Luiz Maristany
Curadoria: Maria Helena Bernardes
Onde: Museu de Arte do Paço, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico
Abertura: dia 17 de março, terça-feira, das 18h às 20h
Visitação: Até 27 de abril de 2026, de segunda a sexta, das 9h às 17h
Entrada gratuita
Porto Alegre: Olhares Efêmeros
Onde:Museu de Arte do Paço, Praça Montevideu, 10, Centro Histórico
Abertura: dia 17 de março, terça-feira, das 18h às 20h
Visitação: até 15 de maio, de segunda a sexta, das 9h às 17h
A Fórmula 1 cancelou as corridas do Bahrein e da Arábia Saudita que estavam previstas para abril de 2026. A decisão foi tomada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) após o agravamento da guerra no Oriente Médio, que elevou os riscos de segurança para equipes, pilotos e trabalhadores envolvidos na organização das provas. Leia em TVT News
Fórmula 1 cancela GPs do Bahrein e da Arábia Saudita por conflitos no Oriente Médio
A organização da Fórmula 1 anunciou uma mudança drástica no calendário da temporada 2026. Devido ao agravamento das tensões e aos conflitos no Oriente Médio, os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, que estavam previstos para o mês de abril, foram oficialmente cancelados.
Escalada de tensões motiva o cancelamento na Fórmula 1
A crescente instabilidade geopolítica na região forçou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a direção da Fórmula 1 a tomarem uma medida severa, porém necessária. Realizar competições esportivas de grande porte no Oriente Médio sob as atuais circunstâncias representaria um risco de segurança inaceitável.
Em nota, a organização do campeonato destacou que vinha monitorando a situação de perto com consultorias de segurança internacionais, mas a rápida deterioração do cenário não deixou outra alternativa além da suspensão imediata das provas nos circuitos de Sakhir e Jidá.
O GP do Bahrein, que seria a quarta etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, estava marcado para o circuito de Sakhir. A prova acabou retirada do calendário depois que a organização da categoria avaliou que a situação na região poderia comprometer a segurança do evento.
A corrida da Arábia Saudita, prevista para acontecer uma semana após o GP do Bahrein, também foi retirada do calendário por causa da instabilidade regional.
A etapa seria realizada no circuito urbano de Jeddah e representaria a quinta prova da temporada. Com a decisão da FIA, o campeonato sofrerá uma pausa de várias semanas após o GP do Japão, que ocorre no fim de março, retomando apenas no início de maio com o GP de Miami, nos Estados Unidos
Uma coluna de fumaça se eleva de um incêndio em andamento perto do Aeroporto Internacional de Dubai, em Dubai, em 16 de março de 2026. Os voos estavam sendo retomados gradualmente no aeroporto de Dubai em 16 de março, anteriormente o mais movimentado do mundo para voos internacionais, segundo informou a operadora do aeroporto, após um “incidente relacionado a drones” ter provocado um incêndio em um tanque de combustível nas proximidades, enquanto o Irã mantinha seus ataques no Golfo. (Foto: AFP)
Qual o impacto no calendário da Fórmula 1 em 2026?
Com a retirada repentina destas duas corridas em abril, o calendário mundial da F1 sofrerá uma pausa inesperada. A Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da categoria, agora avalia os próximos passos.
Ainda não há confirmação se haverá uma tentativa de realocar as provas para a reta final do ano — caso os conflitos no Oriente Médio se estabilizem — ou se a temporada de 2026 terminará com um número reduzido de etapas. Essa indefinição afeta diretamente a logística das equipes, o cronograma de atualizações dos carros e a acirrada disputa por pontos nos campeonatos de pilotos e construtores.
A região do Golfo se tornou parte importante do calendário da Fórmula 1 nas últimas décadas, recebendo diversas etapas da temporada. Mesmo com a retirada das corridas de abril, outras provas previstas no Oriente Médio seguem mantidas no calendário de 2026, como o GP do Catar e o GP de Abu Dhabi, programados para o final do campeonato
Nos dias 20 e 21 de março de 2026, sexta-feira às 20h e sábado, às 19h, a Cia. Estrela D’Alva de Teatro (@ciaestreladalva) celebra seus 20 anos de trajetória com a estreia de “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”, no Sesc Santo André. Os ingressos custam a partir de R$ 15 e podem ser adquiridos nas bilheterias ou no site do Sesc SP. Todas as sessões contarão com Programa de Previsibilidade para pessoas neurodivergentes e tradução em Libras. Leia em TVT News.
O público terá duas noites para acompanhar a travessia de uma mulher que precisa sair. Sair de casa, sair da moldura, sair da narrativa que lhe foi entregue pronta. A casa já não comporta seu corpo e o que transborda vira pergunta. É assim, como quem anuncia um rito de passagem, que a Cia. Estrela D’Alva de Teatro apresenta “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”.
A obra nasce da dramaturgia de Lígia Helena de Almeida (@aligia_helena), publicada em 2024 pela Editora Me Parió Revolução. A escrita partiu de uma pesquisa autoetnográfica em que a autora revisita as histórias da bisavó, da avó, da mãe e de si mesma, revelando como aquilo que parece íntimo reverbera como retrato social. Ao costurar memórias familiares, a dramaturga constrói um panorama das experiências femininas atravessadas por colonização, migração, violência, trabalho, maternidade e solidão.
A bisavó indígena, no século XIX, carrega as marcas da colonização. A avó nordestina vive o casamento precoce, a migração e sucessivas violências. A mãe, mulher do século XX, divide-se entre o trabalho e os silenciamentos impostos pela estrutura familiar. Já a moça, uma mulher urbana do século XXI, divorciada, trabalhadora autônoma, tenta interromper o ciclo e encontrar sua própria palavra. No palco, a própria Lígia assume essas camadas: é atriz, narradora, filha e ancestral ao mesmo tempo. A encenação articula teatro, música ao vivo e dramaturgia do corpo para criar uma experiência sensível e política, em que a delicadeza convive com a denúncia e a memória se transforma em gesto.
O processo de criação contou com a consultoria da dramaturga Adélia Nicolete, que acompanhou a relação entre palavra, imagem e cena. A provocação da atuação é assinada por Patrícia Gifford, e a dramaturgia do movimento por Janette Santiago. A música, elemento estruturante do espetáculo, ganha presença viva com Camila Ruiz de Paula (piano e violão), Michelle Lomba (percussões) e participação especial de Vitória Lima (violino), ampliando a tessitura sonora e simbólica da cena.
Antes de ganhar o palco, “Urucum” teve seu lançamento em livro físico, audiobook e integrou uma série de ações formativas realizadas desde 2023, incluindo oficinas gratuitas de escrita voltadas exclusivamente para mulheres em Santo André. Foram encontros de memória e escuta sensível, nos quais outras narrativas femininas puderam emergir. O espetáculo surge como continuidade desse percurso: é o momento em que a palavra impressa se transforma em corpo, som e respiração compartilhada.
Serviço: Estreia “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”
Sinopse: A moça precisa sair. A casa, o lar, são caixas em que seu corpo não cabe mais. Ela não encontra palavra para compreender o impulso. A mãe, a avó e a bisavó, cada uma em seu tempo, sua ancestralidade e sua dor, é que mostrarão o caminho para uma mulher em busca de liberdade. Duração: 60 minutos.
Classificação etária: acima de 12 anos
Quando: 20 e 21 de março de 2026 – sexta-feira às 20h, sábado às 19h
Onde: Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André/SP
Capacidade: 100 lugares. Estacionamento: Pago no local. Acessibilidade física: sim
Programa de previsibilidade para pessoas neurodivergentes e tradução em LIBRAS em todas as sessões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o diretor Kleber Mendonça Filho, o ator Wagner Moura e toda a equipe que participou do longa O Agente Secreto, que concorreu ao Oscar neste domingo (15) nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. O filme encerrou sua participação no evento sem estatuetas. Leia em TVT News.
Em seu perfil na rede social X, Lula parabenizou ainda o brasileiro Adolpho Veloso, diretor de fotografia do longa Sonhos de Trem, que concorreu ao Oscar na categoria Melhor Fotografia. O drama também não levou a estatueta. “Um enorme orgulho ver mais uma vez nossos artistas na cerimônia do Oscar”, escreveu o presidente.
“Foram cinco indicações ao maior prêmio do cinema mundial, mostrando, mais uma vez, a força do nosso cinema e o talento dos nossos atores, atrizes, diretores e de toda a equipe técnica que faz essa arte acontecer. É o Brasil levando ao mundo a potência da nossa cultura e das nossas histórias.”
“Temos muito orgulho de todos vocês e do nosso cinema”, concluiu o presidente.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Foto: Divulgação
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a maior punição para juízes e ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que cometerem infrações disciplinares será a perda do cargo, em vez da aposentadoria compulsória. A medida, anunciada nesta segunda (16), modifica as regras estabelecidas pela Lei Orgânica da Magistratura.
Agora, a perda de cargo é a maior pena para casos graves, o que significa que o magistrado perderá seu cargo e o respectivo salário, algo que antes não acontecia com a aposentadoria compulsória. A aposentadoria compulsória permitia que os magistrados se afastassem do trabalho, mas continuassem recebendo salário proporcional ao tempo de serviço.
Dino, em sua decisão, afirmou que “casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo”, o que exigirá uma ação judicial para ser concretizado. A mudança na legislação foi impulsionada por uma emenda de 2019 que revogou a aposentadoria compulsória punitiva.
O ministro mencionou que a antiga prática não fazia mais sentido em um sistema de responsabilidade disciplinar, já que permitia que magistrados se mantivessem imunes a sanções eficazes.
Prédio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Foto: Divulgação
A perda do cargo será aplicada, mas ainda precisa ser aprovada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e, caso a decisão seja favorável, será encaminhada para ação judicial no STF. Se o conselho aprovar a perda do cargo, a ação deverá ser ajuizada no STF pela Advocacia Geral da União (AGU).
A decisão de Dino foi tomada após a análise de um caso envolvendo um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que buscava reverter sua aposentadoria compulsória. Ele foi acusado de diversas condutas irregulares, como favorecer grupos políticos locais, liberar bens bloqueados sem a devida manifestação do Ministério Público (MP), e direcionar ações para conceder liminares a favor de policiais militares milicianos.
A defesa do magistrado, que havia sido punido com aposentadoria compulsória pelo CNJ e pelo TJ-RJ, recorreu ao STF para anular as decisões. O juiz atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi afastado após o conselho comprovar que ele havia cometido diversas irregularidades, incluindo favorecimento de policiais e manipulação de processos judiciais.