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Livro de ex-comandante da Aeronáutica confirma tentativa de golpe de Jair Bolsonaro em 2022

18 de Agosto de 2026, 08:03

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, entrega um testemunho inédito sobre os bastidores do período mais tenso da história recente do Brasil.

Em “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista” (Autêntica Editora), o militar de quase cinco décadas de carreira revela como resistiu às pressões de Jair Bolsonaro para que as Forças Armadas aderissem ao golpe de Estado após a derrota do então presidente nas eleições de 2022.

O livro, que chega às livrarias em 15 de setembro, é a primeira obra escrita por um integrante da alta cúpula militar daquele período a expor os bastidores da crise que ameaçou a democracia brasileira. 

O relato em primeira pessoa percorre desde o início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a gestão da pandemia de Covid-19 e desemboca na crise militar de 2021 — quando o então presidente trocou o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças Armadas.

Baptista Junior revela em suas páginas que a resiliência das instituições em 2022 não foi automática, mas resultado de escolhas individuais de oficiais de alta patente em posições estratégicas. 

O testemunho do oficial foi utilizado nos autos da ação penal 2668 no Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de reclusão.

Os “cartões amarelos” de Bolsonaro e a pressão sobre o comandante

A colunista do jornal O Globo, Bela Megale, adiantou uma das revelações do livro. Em uma das tensas reuniões com a cúpula das Forças Armadas no Palácio do Alvorada, após a derrota nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro dirigiu-se ao então comandante da Aeronáutica com um recado que soou como ameaça: “Já te dei dois cartões amarelos”.

Para Baptista Junior, a declaração foi uma tentativa clara de pressão diante dos posicionamentos legalistas que ele havia adotado publicamente. 

Em entrevistas aos jornais O GLOBO e à Folha de S.Paulo no fim de 2022, o comandante enfatizou que as Forças Armadas cumpririam a lei e prestariam continência ao presidente eleito, independentemente de quem fosse — afirmações que contrariavam as expectativas de Bolsonaro e motivaram os “cartões amarelos”.

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“Objetivos da medida de exceção não eram para garantir a paz social”, disse brigadeiro. Foto: Marcelo Camargo/ABR

Baptista Junior integrava o chamado “grupo dos quatro” — reuniões constantes entre ele, o general Freire Gomes (comandante do Exército), o almirante Almir Garnier (comandante da Marinha) e o general Paulo Sergio (ministro da Defesa). 

O militar da Aeronáutica detalha como esses encontros foram marcados por confrontos e divergências profundas sobre as medidas a serem adotadas diante da contestação eleitoral encampada pelo ex-presidente.

Em meio a esse ambiente, Baptista Junior conta no livro que chegou a dizer a Bolsonaro que ele não permaneceria no cargo após 1º de janeiro de 2023.

Livro traz 3 momentos em que a tentativa de glope foi frustrada

O militar traz no livro detalhes de três momentos em que a tentativa de golpe acabou frustrada. Ele confirmou encontros no Palácio da Alvorada e no Ministério da Defesa em que se discutiram medidas de exceção e os termos de uma minuta golpista — da qual se recusou a receber cópia. 

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“Eu disse NÃO”: tenente-brigadeiro Baptista Junior revela em livro as pressões de Bolsonaro para golpe. Imagem: Reprodução / Editora Autêntica

Baptista Junior contou que o general Freire Gomes alertou Bolsonaro de que ele seria preso se insistisse no golpe para impedir a posse de Lula. E revelou que o almirante Almir Garnier, então chefe da Marinha, colocou tropas da Força à disposição do plano golpista. Garnier foi posteriormente condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado.

Quem é o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior

Carlos de Almeida Baptista Junior ingressou na Força Aérea Brasileira em 1975 e formou-se Oficial Aviador pela Academia da Força Aérea em 1981. Piloto de Caça e de Reconhecimento, acumulou mais de 4.500 horas de voo e dedicou quase cinco décadas de serviço à Aeronáutica.

Comandante da FAB entre abril de 2021 e janeiro de 2023, ele enfrentou uma etapa de forte tensão e uma atmosfera hostil protagonizada por Bolsonaro e a cúpula das Forças Armadas — um período em que a manutenção da ordem democrática dependeu, em parte, de decisões tomadas nos quartéis.

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Baptista Junior relata reunião com a cúpula mlitar: “Se você tentar isso, eu vou ter que lhe prender. Foi isso que ele disse”. Foto: Isac Nóbrega/PR

Baptista Junior fala com a segurança e autoridade de quem esteve na sala de decisão — não como espectador, mas como um dos atores que, segundo seu próprio relato, ajudou a manter as Forças Armadas longe do rompimento. 

Seu livro é descrito como um “testemunho raro, sincero e corajoso sobre a real espessura da crise institucional brasileira e sobre o que, afinal, fez com que a ruptura não se concretizasse”.

Em entrevista ao jornal O Globo, Baptista Junior explica o lançamento do livro

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, concedeu entrevista exclusiva para a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo e conta os motivos que o levaram a escrever o livro que confirma a tentativa de golpe por Jair Bolsonaro.

Confira os principais trechos da entrevista à Bela Megale.

Lançamento do livro em meio à polarização

Questionado sobre por que escolheu lançar o livro durante o período eleitoral, Baptista Junior afirmou que não tinha a menor intenção de influenciar as eleições.

Ele disse que não escreveu a obra para ser um instrumento de propaganda eleitoral de nenhum dos candidatos e que, no último capítulo, argumentava que os brasileiros também são culpados pelas mazelas do país, o que passa pelo voto, não apenas para presidente.

Por isso, avaliou que seria positivo se algumas pessoas pudessem ler e refletir sobre essa questão antes do pleito, para não se colocarem nem como vítimas nem como culpadas.

Sobre o fato de não ter publicado o livro antes, o ex-comandante explicou que não poderia fazê-lo enquanto ainda estava na ativa. T

ambém afirmou que não lançaria a obra durante o andamento das ações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe, pois seria inimaginável testemunhar e escrever um livro logo em seguida. Além disso, lembrou que o processo de escrita e de encontrar uma editora leva tempo. Quando viu a possibilidade de lançá-lo antes das eleições, considerou que seria bom.

Momentos de tensão e a conversa com Bolsonaro após o 8 de janeiro

Questionado sobre o momento mais tenso que viveu na tentativa de golpe, Baptista Junior afirmou que os dias 14, 22 e 24 de novembro de 2022 foram muito tensos. Ele explicou que foi quando o presidente Bolsonaro acreditou na possibilidade de o Instituto Voto Legal ter encontrado um erro nas urnas.

Sobre a última conversa com Bolsonaro depois do 8 de janeiro, o ex-comandante relatou que, cerca de dez dias após os ataques, viu na televisão uma tarja embaixo de uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dizendo que muitos dos erros de Bolsonaro eram culpa dos militares. Ele tirou uma foto da tela e a enviou para Bolsonaro, que estava nos Estados Unidos.

Em seguida, o ex-presidente ligou para ele. Baptista Junior contou que alertou Bolsonaro sobre o que estava acontecendo, dizendo que, depois de tudo aquilo, quem levaria toda a carga seriam as Forças Armadas e que ele poderia ter acabado com aquilo.

Segundo o ex-comandante, Bolsonaro respondeu que não seria capaz de mudar o pensamento daquelas pessoas. Para Baptista Junior, porém, Bolsonaro poderia ter mandado todo mundo para casa e reconhecido a derrota.

Balanço: confiabilidade das Forças e custo pessoal

Perguntado se os militares ganharam ou perderam com Bolsonaro na Presidência, Baptista Junior avaliou que as Forças perderam confiabilidade. Ele explicou que sempre houve uma parte da sociedade, até pelo processo histórico, que não tinha um bom alinhamento ou uma boa percepção das Forças Armadas, mas que agora esse leque se ampliou.

Ainda assim, disse confiar que as Forças Armadas vão recuperar essa confiabilidade mantendo sua postura de Estado, de que não estão ali para defender A ou B.

Sobre o maior custo pessoal por manter a postura legalista, o ex-comandante confessou que sentiu muito perder amigos, mas afirmou que sua amizade com essas pessoas não poderia depender de elas ficarem fazendo uma revolução ou um golpe de Estado em grupos de WhatsApp, fragilizando a postura legalista da Força Aérea que serviram ou da instituição que disseram amar e proteger.

O pior, porém, foi ouvir um grande amigo mandar um major atacar os comandantes da Força Aérea e do Exército e suas famílias. Para Baptista Junior, colocar a família nisso passou do limite, e ele disse ter certeza de que Walter Braga Netto se arrependeu.

Saiba mais sobre o livro “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista”

“Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista” (Autêntica Editora, 240 páginas) narra em primeira pessoa o período entre abril de 2021 e janeiro de 2023 — o momento mais tenso da relação entre Bolsonaro e a cúpula militar. 

O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior acompanhou de perto as pressões para que as Forças Armadas aderissem a uma tentativa de ruptura institucional, que teria seu desfecho nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A obra remonta ao início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a gestão da pandemia e desemboca na crise militar de 2021, quando o então presidente trocou o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças. No período eleitoral de 2022, o relato passa pela pressão sobre o sistema eleitoral e pelas reuniões de alta tensão da disputa presidencial, até os meses decisivos entre os dois turnos e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Ex-comandante da FAB revela em livro pressão de Bolsonaro para golpe . Imagem: Reprodução Autêntica Editora

O autor justifica a decisão de escrever o livro a partir da percepção de um fenômeno social inquietante: pesquisa do Instituto AtlasIntel, realizada entre 6 e 9 de janeiro de 2023, revelou que 39,7% da população não acreditava na vitória de Lula sobre Bolsonaro. “Em um dado ainda mais preocupante, 36,8% dos entrevistados declararam ser favoráveis a uma intervenção militar que anulasse o resultado das eleições de 2022”, afirma o oficial.

Onde comprar o livro sobre como Bolsonaro pressionou pelo golpe:

Relembre a tentativa de golpe e o papel das Forças Armadas

Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil assistiu a uma das mais graves investidas contra o Estado Democrático de Direito desde o fim da ditadura empresarial-militar. 

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Bolsonaristas na tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro. Foto: Joédson Alves/Agencia Brasil

Milhares de pessoas, motivadas por discursos golpistas e por uma campanha sistemática de desinformação, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, na tentativa de romper a ordem democrática e impedir o funcionamento das instituições republicanas.

Os ataques não foram atos isolados. Tiveram início em meados de 2021, com um ataque deliberado às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, e culminaram no 8 de janeiro. 

A radicalização do movimento foi marcada pela recusa do resultado das eleições de 2022, pela conivência de setores civis e militares e pela disseminação de discursos que naturalizavam a ruptura institucional como solução política.

O papel das Forças Armadas nesse contexto foi decisivo. Como revela Baptista Junior, a adesão dos militares ao plano golpista não foi unânime. O comandante da Aeronáutica e o general Freire Gomes, do Exército, resistiram às pressões de Bolsonaro, enquanto o almirante Almir Garnier, da Marinha, colocou tropas à disposição do plano.

O STF já responsabilizou 1.399 pessoas pelos crimes cometidos no contexto da tentativa de golpe. Desse total, 564 celebraram Acordos de Não Persecução Penal, 420 foram condenadas a penas privativas de liberdade e multas que somam cerca de R$ 30 milhões em danos morais coletivos, e outros 415 tiveram penas substituídas por prestação de serviços.

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Almir Garnier negou ter colocado tropas à disposição, mas foi condenado pela tentativa de golpe de Estado. Foto: Gustavo Moreno/STF

A condenação do almirante Almir Garnier a 24 anos de prisão, em setembro de 2025, foi um marco na responsabilização dos militares envolvidos na trama. O ex-comandante da Marinha foi considerado culpado em todos os cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O relato de Baptista Junior em “Eu disse NÃO” é mais um importante documento sobre o 8 de janeiro — a visão de dentro de quem, no momento decisivo, disse não à ruptura e ajudou a preservar a democracia brasileira.

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Atriz Laura Cardoso morre aos 98 anos

18 de Agosto de 2026, 07:37

A atriz Laura Cardoso, um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos em São Paulo. A informação foi confirmada pela família na madrugada desta terça-feira (18) em publicação nas redes sociais da artista.

Segundo a filha da atriz, Fátima Cardoso, Laura faleceu na noite de segunda-feira (17), por volta das 23h20, em sua residência no bairro do Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, após passar mal. O bisneto da atriz, Fernando Faria, informou que a causa da morte foi natural.

O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo .

Laura Cardoso deixa um legado de mais de 80 anos de carreira, com trabalhos no rádio, teatro, cinema, dublagem e televisão.

Principais trabalhos de Laura Cardoso

  • Na TV: Dona Isaura em Mulheres de Areia (1993), Dona Guiomar em A Viagem (1994), Maria Rosa em Irmãos Coragem (1970), Vó Piedade em A Vida da Gente (2011), Matilde Azevedo em A Dona do Pedaço (2019) 
  • No cinemaTerra Estrangeira (1995), Através da Janela (2000), O Outro Lado da Rua (2004), Dona Rosinha (2025) 
  • No teatroPlantão 21 (1959), Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1991), Vereda da Salvação (1993), A Última Sessão (até 2016) 
  • Na dublagem: Betty Rubble em Os Flintstones (dublagem entre 1963 e 1966)

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Em Brasília, em 8 de janeiro de 2006, a primeira-dama Marisa Letícia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Cultura, Gilberto Gil e a atriz Laura Cardoso, na 12ª edição de entrega da Ordem do Mérito Cultural a personalidades e instituições que se destacaram por sua contribuição à cultura brasileira. Foto: Fabio Pozzebom/ABr

Início da carreira no rádio

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni em 13 de setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, filha de imigrantes portugueses, Laura Cardoso começou a carreira aos 15 anos no radioteatro da Rádio Cosmos . Na época, a profissão de atriz era malvista para mulheres, mas ela seguiu sua vocação . Em 1948, destacou-se como Laurinha no programa “Ciranda, Cirandinha”, na Rádio Cultura .

Trajetória na televisão de Laura Cardoso

Laura Cardoso estreou na televisão em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, da TV Tupi, emissora que acabara de ser inaugurada . Por cerca de 15 anos, integrou o elenco fixo de teleteatros transmitidos ao vivo, como “TV de Vanguarda” (1956), “TV de Comédia” (1957) e “Grande Teatro Tupi”.

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Laura Cardoso e Ivan Mesquita, em Algemas de Ouro, em 1968. Foto: Arquivo Nacional

Em 1981, estreou na TV Globo na novela “Brilhante”, de Gilberto Braga, a convite do diretor Daniel Filho, sendo contratada pela emissora dois anos depois . Ao longo da carreira, acumulou mais de 60 novelas, tornando-se a atriz com mais títulos na carreira no país . Seu último trabalho na televisão foi em “A Dona do Pedaço” (2019).

Cinema, teatro e dublagem

No cinema, Laura participou de mais de 20 filmes. Destacam-se suas atuações em “Terra Estrangeira” (1995), de Walter Salles e Daniela Thomas, “Através da Janela” (2000), de Tata Amaral, e “O Outro Lado da Rua” (2004), de Marcos Bernstein.

No teatro, trabalhou sob direção de nomes como Antunes Filho e Gabriel Villela . Entre os espetáculos marcantes estão “Plantão 21” (1959), sua estreia no teatro adulto, “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” (1991) e “Vereda da Salvação” (1993).

Entre 1963 e 1966, emprestou sua voz à personagem Betty Rubble, mulher de Barney, no clássico desenho animado “Os Flintstones” . Sobre a experiência, declarou: “Amei fazer a Betty. Dublagem tem um tempo maravilhoso, de acerto, de fazer texto e imagem”.

Prêmios e homenagens de Laura Cardoso

Laura Cardoso recebeu diversos prêmios ao longo da carreira:

  • Troféu APCA – cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte por suas atuações 
  • Prêmio Shell de Teatro – em 1990 por “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” e em 1993 por “Vereda da Salvação” 
  • Melhor Atriz no Festival de Recife – por “Através da Janela” (2000) 
  • Grande Prêmio Cinema Brasil – Melhor Atriz Coadjuvante por “O Outro Lado da Rua” (2004) 
  • Prêmio Oscarito – no Festival de Cinema de Gramado (2023) pelo conjunto da obra 
  • Ordem do Mérito Cultural – concedida pelo governo brasileiro em 2006 por sua contribuição à cultura 
  • Estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo – inaugurada em outubro de 2025 

Informações sobre o velório de Laura Cardoso

Velório Laura Cardoso

📍Local: Funeral Home (Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista
🗓 Dia: Hoje (18/08)
🕗 Horário: 08:00 – 14:00
💐Para coroas de flores: (11) 95072-8397

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Análise: O que está por trás do empate técnico na última pesquisa Quaest

17 de Agosto de 2026, 17:21

No primeiro termômetro eleitoral divulgado após as convenções partidárias de agosto de 2026, a nova pesquisa Quaest (BR-06773/2026) registra um cenário de empate técnico nas simulações de segundo turno entre o presidente Lula (43%) e o senador Flávio Bolsonaro (40%). Saiba mais na TVT News.

A 45 dias do 1º turno das eleições 2026, o cenário é de compressão da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, estreitando a vantagem governista de oito para apenas três pontos percentuais em menos de um mês.

Para analistas do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP (Labop), o empate poderia ser explicado pela piora na percepção popular sobre os rumos da economia e pelo alto grau de rejeição de ambos os candidatos.

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O cenário cristaliza a polarização política, reduz as chances de uma terceira via e estabelece uma base rígida de votos com teto limitado e alta rejeição para ambos os lados, dizem os especialistas da FESPSP: Beto Vasques, Hilton Fernandes e Jairo Pimentel.

A economia e o maior medo do eleitor

Segundo Beto Vasques, analista político e coordenador do Laboratório da FESPSP, a percepção do eleitor com relação à economia poderia ser uma das hipóteses explicaria a oscilação que aproximou, ainda mais, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro nesta última pesquisa Quaest.

Numa disputa tão acirrada, na qual ambos os candidatos apresentam pisos muito altos (intenção de voto acima dos 30% no cenário de primeiro turno e de 40% na simulação de segundo) e tetos bastante baixos (elevadas rejeições, acima de 50%), as oscilações nos indicadores eleitorais favoráveis a Flávio coincidem com o aumento no grupo de eleitores que apontam percepção de piora da economia nos últimos 12 meses, que saltou de 43% para 49% em apenas nove dias, entre a rodada da Quaest anterior (05/08) e a da última sexta-feira (14/08).

Além da intenção de voto e da rejeição, a situação de empate técnico com Lula numericamente à frente do senador também se repete quando os entrevistados são questionados sobre o seu maior medo como eleitores. A volta da família Bolsonaro ao poder subiu um ponto para cima em relação à pesquisa anterior, alcançou 45%, e a manutenção de Lula por mais quatro anos ficou estável em 41%.

Alta rejeição continua a frear crescimento das campanhas

Os dados merecem atenção, diz o cientista político e pesquisador do Labop, Hilton Fernandes, pois “sendo a primeira grande pesquisa divulgada após as convenções que definiram os candidatos, os resultados da Quaest servem como referência para o início da campanha eleitoral”. E, nesse aspecto, os números que refletem a intenção de votos do momento acendem um sinal de alerta para a campanha de Lula, pois indicam dificuldade do candidato petista em agregar votos, mesmo diante de agendas populares do governo ou de desgastes éticos da oposição.

De acordo com Fernandes, “um possível fator que explicaria o baixo impacto das notícias positivas ou negativas para os dois candidatos é a alta rejeição pessoal, acima de 50%, combinada com uma base eleitoral fiel, que leva os eleitores a votar ou em contraposição ou no ‘menos pior’ dos dois. Isso também pode ter afetado a avaliação da gestão atual, que voltou a ter saldo negativo”.

Como consequência desse engessamento, avalia, “é de se esperar que os concorrentes adotem cada vez mais discursos emocionais, polarizadores ou extremistas para atrair a atenção do eleitorado”, o que pode prejudicar a campanha petista, que precisará equilibrar a demonstração de resultados práticos com a recuperação de imagem do presidente.

Disputa em processo de compressão

Sob a ótica da engenharia eleitoral, é preciso qualificar o chamado ‘empate técnico’, diz o cientista político Jairo Pimentel, pesquisador do Labop, porque mais relevante do que a oscilação de uma rodada é a trajetória acumulada de aproximação entre os dois concorrentes.

No cenário de primeiro turno, em que Lula pontua 38% contra 31% de Flávio Bolsonaro, também existe um movimento de concentração do voto, à medida que candidatos alternativos como Renan Santos (4%), Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (2%) patinam nas intenções. “Isso indica que Flávio vem conseguindo consolidar a maior parte do eleitorado de oposição e reduzir o espaço disponível para uma candidatura alternativa de direita ou de centro”, pondera Pimentel.

O ritmo de transferência e ganho de voto entre turnos, por outro lado, reforça a resiliência das candidaturas majoritárias. “Flávio cresce nove pontos entre o primeiro e o segundo turno (…), enquanto Lula avança cinco”, o que “sugere que, neste momento, o parlamentar está agregando com maior eficiência o voto anti-Lula.

Ao mesmo tempo, o presidente conserva a liderança porque mantém uma base eleitoral mais robusta e porque o adversário ainda enfrenta dificuldades para ultrapassar o teto do bolsonarismo e construir maioria”, diz Pimentel. “A pesquisa, portanto, não mostra uma virada, mas uma disputa em processo de compressão”, consolidando um “quadro é de polarização crescente e de redução do espaço político para uma terceira via”.

Beto Vasques — Coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP

Última pesquisa antes do início formal da campanha, a Quaest reforçou o cenário de disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula, ambos com pisos muito altos (intenção de voto acima dos 30% no cenário de primeiro turno e 40% na simulação de segundo) e tetos bastante baixos (elevadas rejeições, acima de 50%). Trata-se da segunda pesquisa seguida do instituto em menos de um mês na qual Flávio encurta a distância em relação a Lula nas simulações de segundo turno — ambas dentro da margem de erro —, reduzindo em cinco pontos a diferença entre eles.

A vantagem favorável ao presidente, que era de oito pontos percentuais em julho (55% contra 37%), entra em situação de empate técnico, com Lula três pontos à frente do senador (43% contra 40%). A rejeição de ambos permaneceu estável em relação à rodada anterior, também em empate técnico, com o parlamentar dois pontos acima (54%) do petista (52%).
A aprovação do governo também oscilou para baixo, voltando a apresentar um resultado negativo de dois pontos (48% de reprovação contra 46% de aprovação). Quanto ao maior medo do eleitor, há um novo empate técnico numericamente favorável ao presidente, no limite da margem de erro de 4%: a volta da família Bolsonaro oscilou um ponto para cima, alcançando 45%, contra 41% dos que temem mais a permanência do atual mandatário no Palácio do Planalto, mesmo resultado do levantamento anterior da Quaest.

Pelos dados divulgados até o momento, essa oscilação contrária a Lula e favorável a Flávio Bolsonaro nas intenções de voto coincide com uma piora na percepção dos rumos da economia. Houve um aumento de seis pontos percentuais, em relação ao levantamento anterior, no total de eleitores que dizem que a situação econômica piorou ao longo dos últimos doze meses: eram 43% na pesquisa de 5 de agosto e, nesta rodada, nove dias depois, somam 49%.

Hilton Fernandes — Cientista político e professor da FESPSP

Sendo a primeira grande pesquisa divulgada após as convenções que definiram os candidatos, os resultados da Quaest servem como referência para o início da campanha eleitoral. O cenário geral continua com Lula pouco à frente, com 43% contra 40% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas confirma a dificuldade do petista em agregar votos, mesmo após a combinação de ações populares do governo com o desgaste da imagem do oponente devido às denúncias do caso Dark Horse.

Um possível fator que explicaria o baixo impacto das notícias positivas ou negativas para os dois candidatos é a alta rejeição pessoal, acima de 50%, combinada com uma base eleitoral fiel, que leva os eleitores a votar ou em contraposição ou no “menos pior” dos dois. Isso também pode ter afetado a avaliação da gestão atual, que voltou a ter saldo negativo, com 48% de reprovação e 46% de aprovação.

Com isso, é de se esperar que os concorrentes adotem cada vez mais discursos emocionais, polarizadores ou extremistas para atrair a atenção do eleitorado. Essa situação tende a prejudicar mais a campanha petista, que precisa mostrar suas realizações ao mesmo tempo em que tenta recuperar a imagem pessoal do presidente Lula, sem cair na apresentação monótona de números.

Sobre os demais candidatos, Renan Santos, com 4% das intenções para o primeiro turno, vai ocupando a posição de candidato antissistema da vez, enquanto Romeu Zema continua se desidratando, chegando a 2%. O grande desafio será para Ronaldo Caiado, que, com 4%, precisa reagir para garantir a força do apoio aos seus aliados nas campanhas estaduais.

Jairo Pimentel — Cientista político e professor da FESPSP

A nova Quaest mostra que a eleição está se tornando progressivamente mais competitiva, mas é importante qualificar o chamado “empate técnico”. Lula continua numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, por 43% a 40%. O que mudou foi o tamanho da vantagem: ela caiu de oito pontos em meados de julho para cinco na semana passada e, agora, para três. Portanto, mais relevante do que a oscilação de uma rodada é a trajetória acumulada de aproximação entre os dois concorrentes.

No primeiro turno, apesar de as diferentes composições dos cenários impedirem uma comparação direta, também existe um movimento de concentração do voto: Lula marca 38% e Flávio, 31%, enquanto nenhum dos demais postulantes ultrapassa 4%. Isso indica que Flávio vem conseguindo consolidar a maior parte do eleitorado de oposição e reduzir o espaço disponível para uma candidatura alternativa de direita ou de centro.

Outro dado importante é que Flávio cresce nove pontos entre o primeiro e o segundo turno, passando de 31% para 40%, enquanto Lula avança cinco, de 38% para 43%. Isso sugere que, neste momento, o parlamentar está agregando com maior eficiência o voto anti-Lula. Ao mesmo tempo, o presidente conserva a liderança porque mantém uma base eleitoral mais robusta e porque o adversário ainda enfrenta dificuldades para ultrapassar o teto do bolsonarismo e construir maioria.

A pesquisa, portanto, não mostra uma virada, mas uma disputa em processo de compressão. Lula segue favorito, porém com uma vantagem menos confortável. Flávio se afirma como o principal polo da oposição, enquanto Caiado, Renan Santos e Zema demonstram capacidade de reunir parte do voto contrário ao governo, mas ainda ficam distantes do líder. O quadro é de polarização crescente e de redução do espaço político para uma terceira via.

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73% rejeitam uso de IA nas campanhas, diz Quaest

17 de Agosto de 2026, 16:38

Sete em cada dez brasileiros desaprovam o uso de inteligência artificial (IA) por candidatos nas campanhas eleitorais de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest encomendada pela Globo em parceria com o jornal O Globo. De acordo com o levantamento, 73% dos eleitores são contrários à utilização da tecnologia, enquanto 21% aprovam seu uso. Saiba mais na TVT News.

Outros 3% afirmaram ser indiferentes à presença da inteligência artificial nas campanhas e 3% não souberam ou preferiram não responder.

A resistência à tecnologia aparece em diferentes segmentos do eleitorado. Entre os eleitores com até 34 anos, 68% desaprovam o uso de IA por candidatos. O percentual sobe para 76% entre pessoas com mais de 60 anos.

Também há diferença entre homens e mulheres. A rejeição chega a 78% entre as mulheres, enquanto 69% dos homens se posicionam contra a utilização da tecnologia nas campanhas.

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Rejeição atravessa diferentes grupos políticos

A desaprovação ao uso de inteligência artificial também é majoritária entre eleitores de diferentes posicionamentos políticos. Entre os eleitores de esquerda que não se identificam com o lulismo, 79% rejeitam a ferramenta nas campanhas. O índice é de 73% entre os lulistas.

Entre os bolsonaristas, 70% desaprovam a utilização da IA, enquanto a rejeição chega a 69% entre eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo.

Já entre os eleitores independentes, 75% são contrários ao uso da tecnologia.

Os dados indicam que a preocupação com a utilização de conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial não está concentrada em apenas um grupo político ou faixa etária.

Vídeo de Jair Bolsonaro amplia debate sobre IA

A discussão sobre o uso da inteligência artificial nas eleições ganhou força após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar, durante o lançamento de sua candidatura à Presidência, um vídeo produzido com a tecnologia que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No material, Bolsonaro aparece manifestando apoio ao filho e apresentando Flávio como herdeiro de seu projeto político para as eleições de 2026.

O episódio provocou questionamentos na Justiça Eleitoral. O PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), argumentando que o conteúdo poderia ser enquadrado como deepfake e estaria sujeito às restrições estabelecidas para o período eleitoral. O partido também questionou a divulgação do material antes do início oficial da campanha, apontando possível propaganda eleitoral antecipada.

A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, argumentou ao TSE que a inteligência artificial representa uma ampliação dos recursos técnicos disponíveis para a atividade política e que não seria possível eliminar completamente a tecnologia das campanhas.

TSE discute regras para inteligência artificial

A utilização de inteligência artificial se tornou um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral nas eleições de 2026. O TSE marcou para esta terça-feira (18) uma reunião para discutir a aplicação das regras relacionadas à tecnologia e aos conteúdos manipulados artificialmente.

A legislação eleitoral permite o uso de IA nas campanhas sob determinadas condições. Entre as exigências está a identificação clara de conteúdos produzidos ou modificados com auxílio da tecnologia.

As regras também estabelecem restrições para o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos falsos ou manipulados destinados a prejudicar adversários, disseminar desinformação ou atacar o processo democrático.

Os chamados deepfakes — conteúdos que simulam de maneira artificial a imagem ou a voz de uma pessoa — estão entre os pontos mais sensíveis da regulamentação eleitoral.

A discussão ocorre em um cenário no qual ferramentas de inteligência artificial generativa estão cada vez mais acessíveis e podem ser utilizadas para produzir vídeos, imagens e áudios com aparência realista. A preocupação da Justiça Eleitoral é estabelecer limites que preservem a liberdade de comunicação política sem permitir que conteúdos fraudulentos sejam utilizados para manipular o eleitorado.

Maioria rejeita uso da tecnologia

Para os eleitores entrevistados pela Quaest, entretanto, a questão vai além das regras jurídicas. O levantamento mostra uma rejeição expressiva à presença da inteligência artificial nas campanhas.

A diferença entre os que desaprovam e os que aprovam a utilização da ferramenta é de 52 pontos percentuais: 73% são contrários, enquanto apenas 21% defendem seu uso.

O resultado ocorre justamente quando partidos e candidatos começam a incorporar ferramentas de IA à comunicação eleitoral, aumentando a necessidade de fiscalização sobre conteúdos digitais e sua identificação pelos eleitores.

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.

Os números reforçam o tamanho do desafio para candidatos, partidos, plataformas digitais e para a própria Justiça Eleitoral: embora a inteligência artificial esteja se tornando uma ferramenta disponível para a comunicação política, a maioria dos eleitores brasileiros ainda demonstra forte resistência à sua utilização durante as campanhas.

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Haddad faz caminhada com mulheres e apresenta propostas para São Paulo

17 de Agosto de 2026, 16:32

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, realizou nesta segunda-feira (17) seu primeiro ato próprio de campanha na disputa estadual. A agenda ocorreu no centro da capital paulista, com uma caminhada ao lado das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Também participaram a esposa de Haddad, Ana Estela Haddad, e a deputada federal Erika Hilton (PSOL). Leia em TVT News.

A atividade começou na Praça da República e seguiu até o Theatro Municipal. Durante o trajeto, Marina Silva relatou à repórter Emilly Gondim da TVT que foi intimidada por uma pessoa. Segundo a candidata, um homem se colocou de forma agressiva à sua frente. “Mas ele não sabia que, diante do amor, o ódio recua. Eu não dou um passo atrás“, afirmou.

A caminhada teve como um dos principais temas a agenda de políticas públicas para as mulheres. Haddad apresentou propostas relacionadas ao combate à violência doméstica, entre elas a ampliação do funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher para atendimento 24 horas em regiões de maior demanda.

O candidato também defendeu a integração de informações entre órgãos públicos para identificar situações de violência antes de uma denúncia formal. A proposta é criar uma central capaz de reunir registros e queixas para permitir um diagnóstico antecipado de possíveis casos de agressão.

Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias
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Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias
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Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias

Simone Tebet defende delegacias da mulher abertas 24 horas

Candidata ao Senado, Simone Tebet afirmou à TVT que o combate à violência contra as mulheres está entre as principais pautas de sua atuação política. Ela lembrou que presidiu a Comissão Permanente de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, criada em 2015.

Tebet citou leis aprovadas nos últimos anos, como a legislação que tipificou o feminicídio e mudanças relacionadas à violência sexual e ao assédio em transportes públicos. Também destacou uma alteração na Lei Maria da Penha que, segundo ela, ampliou a possibilidade de concessão de medidas protetivas.

Para a candidata, a estrutura de atendimento precisa funcionar justamente nos períodos em que as mulheres mais precisam. “Eu quero que uma parte desse recurso seja para garantir 24 horas por dia, sete dias na semana, as delegacias especializadas da mulher abertas aqui no interior”, afirmou à TVT.

Segundo Tebet, muitas dessas unidades não funcionam à noite ou nos fins de semana, o que dificulta o acesso de mulheres que procuram proteção.

Marina Silva relaciona meio ambiente, emprego e renda

Marina Silva também falou à TVT sobre a agenda ambiental e sua relação com o desenvolvimento econômico. Para ela, a preservação dos recursos naturais precisa estar associada à geração de empregos e renda.

“A agenda ambiental é, sobretudo, uma agenda de desenvolvimento econômico”, afirmou. Marina defendeu políticas capazes de enfrentar as mudanças climáticas ao mesmo tempo em que promovam atividades econômicas e protejam o meio ambiente.

A candidata também comentou as transformações nas relações de trabalho provocadas pela pandemia. Sobre o trabalho remoto, afirmou que a modalidade precisa ser analisada de forma técnica, considerando as atividades em que a presença física dos trabalhadores é necessária.

“O importante é garantir serviço público de qualidade para todas as pessoas”, disse Marina, citando áreas como saúde, educação, segurança pública e moradia.

Erika Hilton: “proteção deve alcançar todas as mulheres”

A deputada federal Erika Hilton destacou, em entrevista à TVT, a necessidade de incluir mulheres trans e travestis nas políticas de enfrentamento à violência de gênero.

“A defesa das mulheres trans e travestis perpassa pela defesa de todas as mulheres”, afirmou. Segundo Erika, a violência contra mulheres trans está relacionada a uma estrutura mais ampla de controle sobre os corpos femininos e de violência de gênero.

Ela também chamou atenção para o crescimento dos feminicídios e para problemas nas políticas de proteção às mulheres. “Todas as mulheres devem ser protegidas, porque não existe isso de proteger um grupo e ignorar outro porque a violência avança sobre todas nós”, afirmou.

Erika reforçou ainda que mulheres trans devem ser reconhecidas como mulheres também no acesso à Justiça. A deputada citou uma decisão recente em segunda instância em uma ação movida contra o SBT.

Haddad também aborda educação

Durante a caminhada, Haddad também falou sobre educação e políticas para a rede pública estadual. Questionado sobre a possibilidade de reversão de medidas já adotadas, afirmou que mudanças em contratos podem ser complexas.

O candidato declarou que, caso seja eleito, não pretende ampliar a adoção de escolas cívico-militares nem promover a privatização de escolas públicas. “O meu foco é ensino-aprendizagem, valorização do professor, dedicação do estudante, envolvimento das famílias”, afirmou.

Haddad disse que sua atuação na área da educação foi pautada por esses pontos e avaliou que São Paulo vem apresentando resultados negativos em razão de políticas que considera equivocadas.

A caminhada marcou o início da agenda própria de Haddad na campanha pelo governo paulista. O candidato havia participado, no domingo (16), do lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

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Curso sobre segurança pública da Fundação Perseu Abramo está disponível na íntegra

17 de Agosto de 2026, 16:13

A Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, acaba de disponibilizar gratuitamente em seu site todo o conteúdo do curso “Segurança, cidadania e democracia”, cujas aulas terminaram agora no início de agosto. Saiba mais na TVT News.

Com isso, quem não conseguiu acompanhar a iniciativa tem a oportunidade de acessar todo o material de uma vez, o que possibilita organizar, da melhor maneira, o momento adequado para assistir às palestras. Para tanto, basta fazer inscrição pelo link https://fundacaoperseu180296.rm.cloudtotvs.com.br/FrameHTML/Web/App/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=1&f=1&ps=37&ai=39#/es/inscricoeswizard/dados-basicos.

Assim, será possível compreender as principais discussões que dizem respeito à segurança pública por uma perspectiva democrática.

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Os assuntos abordados por especialistas e acadêmicos tratam da participação social, do uso de técnicas e metodologias científicas, da estrutura institucional da segurança no país, dos programas e projetos exitosos, além das bases para uma política de segurança cidadã.

O curso, com carga total de 15 horas, está dividido em dois módulos: “Conceitos e bases para uma segurança com cidadania e democracia” e “Segurança cidadã baseada em evidências”. Juntos perfazem, respectivamente, um conjunto de sete e seis palestras. Há ainda as aulas inaugural e de encerramento.

No caso da primeira, intitulada “Segurança, democracia e soberania: desafios da esquerda sul-americana”, os convidados foram:

  • o sociólogo e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, Benedito Mariano, que comandou a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e a Secretaria de Segurança Cidadã de Diadema, atual coordenador do Núcleo de Segurança Pública na Democracia do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE);
  • e a socióloga Donka Atanassova, que é vereadora de Bogotá (Colômbia) pelo Pacto Histórico e que esteve à frente da Diretoria de Segurança e da vice-diretoria de Participação Cidadã de Bogotá.

Por sua vez, o encontro final reuniu a policial penal federal Amanda Teixeira, que é diretora da Penitenciária Federal de Brasília; e o doutor em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Alberto Kopittke, que é diretor-executivo do Instituto Cidade Segura. Eles discorreram sobre o tema “Segurança e democracia: estratégias de prevenção e reintegração social”.

Informações do curso sobre segurança pública

Com curadoria do sociólogo Jorge Branco, que é doutor em Ciência Política pela UFRGS, o curso contou com os seguintes expositores:

  • o antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, professor da Pós-Graduação em Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-subsecretário de Segurança e ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro;
  • o jornalista Bruno Manso, que é escritor e pesquisador sobre segurança pública; a ex-diretora do Departamento de Prevenção da Secretaria de Segurança Urbana de São Bernardo do Campo, Ligia Daher;
  • o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; a assessora da Presidência da República, Tamires Sampaio; a professora Cristiane Russomano, pós-doutora em Ciências Sociais pela PUC-RS; e a ex-secretária adjunta de Justiça do Rio Grande do Sul, Tâmara Biolo.

SERVIÇO

Curso “Segurança, cidadania e democracia”
15 horas divididas em dois módulos, com 7 e 6 aulas, além das palestras inaugural e de encerramento
Acesso completo aos conteúdos por inscrição no link https://fundacaoperseu180296.rm.cloudtotvs.com.br/FrameHTML/Web/App/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=1&f=1&ps=37&ai=39#/es/inscricoeswizard/dados-basicos

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Quem são as maiores empresas de beleza do mundo? Confira o top 10

13 de Agosto de 2026, 22:30

O mercado global de beleza movimentou US$ 258,99 bilhões ( cerca de R$1,3 trilhão) em 2025, considerando as 100 maiores fabricantes do setor. O valor representa alta de 2,7% em relação ao ano anterior, segundo o ranking anual Beauty Inc Top 100, elaborado pela WWD.

Apesar do avanço, o mercado enfrentou um período de crescimento moderado. Os cuidados com a pele perderam força para muitas companhias, enquanto o mercado de massa apresentou dificuldades e a expansão das fragrâncias desacelerou.

Nesse cenário, a L’Oréal manteve a liderança entre as maiores empresas de beleza do mundo, com US$ 49,72 bilhões (R$ 258 bilhões) em vendas, alta de 1,3% na comparação com 2024.

Leia também: Beleza S.A. – Parfums de Marly acelera expansão e prepara loja própria no Brasil, diz Luiza Souza

L’Oréal lidera mercado de beleza mundial

A companhia francesa aparece com ampla vantagem na primeira posição. A L’Oréal respondeu por 19,2% das vendas das 100 maiores empresas de beleza, aumentando sua participação em 0,5 ponto percentual.

A empresa registrou crescimento de 4% nas vendas comparáveis em 2025, acima da expansão estimada de 3,5% do mercado global. Ainda assim, enfrentou dificuldades nos cuidados com a pele e no varejo de viagens na Ásia. No segundo semestre, porém, a companhia ganhou ritmo, especialmente no quarto trimestre, impulsionada por inovações e novos produtos.

Confira as maiores empresas de beleza

O ranking reúne empresas dos segmentos de cosméticos, perfumes, maquiagem, cuidados com a pele e cabelos:

  1. L’Oréal: US$ 49,72 bilhões (R$ 258 bilhões)
  2. Unilever: US$ 26,98 bilhões (R$ 140 bilhões
  3. Procter & Gamble: US$ 15,4 bilhões ( R$ 80 bilhões)
  4. The Estée Lauder Cos.: US$ 14,7 bilhões (R$ 76 bilhões)
  5. LVMH: US$ 9,22 bilhões (R$ 48 bilhões)
  6. Chanel: US$ 9,18 bilhões (R$ 47,78 bilhões)
  7. Beiersdorf: US$ 8,89 bilhões (R$ 46 bilhões)
  8. Shiseido: US$ 6,48 bilhões (R$ 33,7 bilhões)
  9. Coty: US$ 5,81 bilhões (R$ 30,24 bilhões)
  10. Puig: US$ 5,27 bilhões (R$ 27 bilhões)

Os valores de Unilever, Procter & Gamble, Estée Lauder, LVMH, Beiersdorf e Puig são estimativas apresentadas pela WWD.

Leia também: Beleza S/A: Turismo de alto padrão transforma férias em experiências de bem-estar

Unilever e P&G completam o pódio

A Unilever, segunda colocada, registrou US$ 26,98 bilhões (R$ 140,4 bilhões) em vendas de beleza estimadas, apesar da queda de 2,9%. A empresa passou por mudanças estratégicas e pretende aumentar a participação de beleza, bem-estar e cuidados pessoais no negócio.

Na terceira posição, a Procter & Gamble alcançou US$ 15,4 bilhões (R$ 80 bilhões) estimados, com crescimento de 3%. A Herbal Essences teve avanço de dois dígitos em cuidados capilares, enquanto os cuidados pessoais também apresentaram crescimento.

A Estée Lauder, quarta colocada, teve vendas estimadas em US$ 14,7 bilhões (R$ 76 bilhões), queda de 3%. O ano também marcou mudanças na liderança da companhia.

Chanel cresce e Puig se destaca

A LVMH registrou US$ 9,22 bilhões (R$ 48 bilhões) e queda de 3%, embora sua divisão de perfumes e cosméticos tenha mantido vendas estáveis em termos orgânicos. Já a Chanel cresceu 3,1%, para US$ 9,18 bilhões (R$ 47,78 bilhões), impulsionada principalmente pelo segmento de fragrâncias e pela demanda na China, Coreia do Sul e Estados Unidos.

A Beiersdorf ficou praticamente estável, com US$ 8,89 bilhões (R$ 46 bilhões). A empresa enfrentou dificuldades nos cuidados com a pele e apostou em novos produtos da Nivea. A Shiseido teve queda de 2,1%, para US$ 6,48 bilhões (R$ 33,7 bilhões), enquanto a Coty recuou 4,6%, para US$ 5,81 bilhões (R$ 30,24 bilhões), em meio a mudanças na liderança.

A Puig, décima colocada, teve o maior crescimento entre as dez primeiras: 5,5%. A companhia alcançou US$ 5,27 bilhões (R$ 27 bilhões), com destaque para a expansão da maquiagem, especialmente da Charlotte Tilbury.

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Mercado de beleza mostra crescimento moderado

No conjunto das 100 maiores empresas, 74% aumentaram as vendas, enquanto 29% registraram crescimento de dois dígitos. Por outro lado, 11 das 20 maiores companhias tiveram queda.

As dez maiores empresas concentraram US$ 151,65 bilhões (R$ 789,32 bilhões), equivalente a 58,6% das vendas do Top 100. Assim, o ranking mostra a força das grandes companhias no setor de beleza, com a L’Oréal mantendo uma liderança bastante distante das demais concorrentes.

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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Cambridge Aerospace aponta mudança na indústria de defesa após guerra no Oriente Médio

13 de Agosto de 2026, 22:15

A startup britânica de tecnologia de defesa e engenharia espacial Cambridge Aerospace recebeu US$ 300 milhões em investimentos para ampliar seus sistemas e aumentar a produção de drones e mísseis.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Steven Barret CEO da companhia afirmou que os conflitos recentes no Oriente Médio estão acelerando uma transformação na indústria de defesa, especialmente na busca por equipamentos de menor custo e produção em escala.

Segundo o executivo, a empresa já realizou testes com os Estados Unidos no Oriente Médio e mantém conversas com parceiros norte-americanos. A Cambridge Aerospace também possui contratos com o Ministério da Defesa do Reino Unido.

Para Barret, a aproximação entre startups de tecnologia de defesa e forças armadas é fundamental para desenvolver produtos que atendam às necessidades reais dos usuários.

“Nós realizamos alguns testes com os Estados Unidos e estamos em conversas contínuas. Os testes foram realizados no Oriente Médio e continuamos trabalhando com nossos parceiros nos Estados Unidos”.

O CEO também destacou a importância da participação antecipada das forças armadas no desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo ele, esse processo permite que as empresas testem, ajustem e aprimorem os sistemas em conjunto com os usuários finais.

“Essa colaboração próxima no estágio inicial é extremamente importante para nós e também para aquisição de defesa de baixo custo”.

A mudança na dinâmica dos conflitos também está alterando a relação entre o custo das armas utilizadas e o valor dos equipamentos necessários para neutralizá-las. O CEO citou como exemplo a destruição de um radar de alerta precoce de mísseis balísticos avaliado em cerca de US$ 1,2 milhão por um drone que teria custado dezenas de milhares de dólares.

O problema se torna ainda maior quando sistemas de defesa de alto custo são utilizados contra drones relativamente baratos. Interceptadores como os Patriots podem custar milhões de dólares, enquanto alguns drones utilizados em ataques podem custar apenas uma fração desse valor.

“É absolutamente essencial que os Estados Unidos, o Reino Unido e outros aliados produzam vastas quantidades de equipamentos de defesa a custos historicamente muito mais baixos”.

A necessidade de ampliar a escala de produção também está relacionada à capacidade limitada das atuais cadeias de defesa. Para o executivo, mesmo países com grandes orçamentos militares não conseguiriam sustentar uma estratégia baseada exclusivamente em interceptadores sofisticados e caros diante do aumento no volume de drones utilizados nos conflitos.

Nesse cenário, startups passaram a ganhar espaço na indústria. Barret afirmou que Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha vêm ampliando a colaboração com empresas menores para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias.

A guerra no Oriente Médio também contribuiu para aumentar o interesse de investidores de venture capital pelo setor. Fundos de diferentes regiões já demonstravam interesse em empresas de tecnologia aeroespacial e defesa antes do conflito, mas os acontecimentos recentes funcionaram como um catalisador.

“Já havia um interesse significativo por parte de fundos de capital de risco em todo o mundo em investir em startups aeroespaciais e de defesa, mesmo antes do conflito com o Irã. Mas eu acho que isso serviu como um catalisador adicional”.

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Operação Arena: de carros de luxo a obras de arte, veja os itens apreendidos na casa de Nelson Wilians

13 de Agosto de 2026, 21:04

A Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13), chegou à residência do advogado Nelson Wilians, em São Paulo. Durante o cumprimento do mandado, carros de luxo e obras de arte foram registrados no imóvel. Entre eles estão uma Ferrari amarela e veículos da Rolls-Royce.

Os itens fazem parte do cenário encontrado pelos agentes durante a busca. A operação, no entanto, tem como objetivo principal investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionado ao mercado de apostas esportivas e jogos de azar.

A Justiça Federal da Paraíba autorizou 17 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores ligados aos investigados.

Leia também: Quem é Nelson Wilians, advogado alvo da Operação Arena da Polícia Federal

Ferrari e Rolls-Royce aparecem na residência

Entre os bens de luxo registrados durante a operação estão uma Ferrari amarela e veículos da Rolls-Royce. Os carros aparecem no material relacionado à ação realizada na residência de Nelson Wilians, um dos alvos da investigação.

Além dos automóveis, obras de arte também estavam no imóvel. Os registros mostram parte do patrimônio encontrado pelos agentes durante o cumprimento do mandado em São Paulo.

Operação Arena: de Ferrari a Rolls-Royce, veja os itens de luxo apreendidos na casa de Nelson Wilians

Os veículos e as peças de arte, portanto, fazem parte dos bens que aparecem no contexto da operação. Já as medidas de apreensão e sequestro determinadas pela Justiça abrangem os patrimônios relacionados à investigação, conforme a análise das autoridades.

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O que a Polícia Federal apreendeu

A Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços de cinco estados: Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal da Paraíba.

Além das buscas, a decisão judicial determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores. Além disso, a medida tem como objetivo preservar recursos e patrimônios que possam estar relacionados aos fatos investigados.

Durante a operação, a Polícia Federal e a Receita Federal também atuaram na coleta de documentos e outros elementos que podem ajudar a reconstruir a movimentação financeira do grupo investigado.

Leia também: Operação Arena: entenda investigação que mira esquema de apostas e lavagem de dinheiro

Operação Arena investiga dinheiro de apostas esportivas

A investigação mira um grupo empresarial ligado à exploração de apostas esportivas e jogos de azar. De acordo com a investigação, os envolvidos teriam utilizado uma estrutura formada por empresas no Brasil e no exterior para movimentar recursos e dificultar a identificação de sua origem e destino..

A apuração também envolve possíveis crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além disso, os investigadores apontam que parte das operações financeiras teria passado por diferentes empresas e estruturas antes de chegar aos beneficiários finais.

Além disso, a PF investiga operações envolvendo instituições de pagamento, câmbio e ativos digitais. A Receita Federal participa da apuração para verificar possíveis irregularidades tributárias e financeiras.

Nelson Wilians está entre os alvos da Operação Arena

A residência de Nelson Wilians foi um dos endereços visitados pela Polícia Federal durante a Operação Arena. Nesse sentido, o advogado aparece entre os alvos das medidas autorizadas pela Justiça.

A investigação também analisa a relação profissional de Wilians com empresas do setor de apostas. Entre elas está a PixBet, para a qual o escritório Nelson Wilians Advogados presta serviços jurídicos.

A defesa sustenta que a relação é exclusivamente profissional e afirma que a atuação do escritório não representa participação nas atividades empresariais ou financeiras dos clientes.

Bens fazem parte da apuração

A presença de carros de luxo e obras de arte na residência ganhou destaque entre os elementos registrados durante a operação. A Ferrari amarela e os veículos da Rolls-Royce estão entre os bens que aparecem no material relacionado à busca.

Leia também: Movimentação bilionária, stablecoins e contas no exterior: o fluxo que levou a PF até Nelson Wilians

Ao mesmo tempo, a investigação da PF vai além do patrimônio localizado no endereço. Os agentes procuram entender o caminho percorrido pelos recursos e identificar possíveis conexões entre empresas, contas e operações financeiras no Brasil e no exterior.

Com o avanço da análise dos materiais recolhidos e das movimentações financeiras, a Operação Arena deverá esclarecer a origem dos recursos e a eventual participação de cada investigado. Até o momento, o caso segue em apuração e não representa condenação dos envolvidos.

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Illegal miners killed in South Africa dump site collapse

Por:RT
12 de Agosto de 2026, 06:05

Police say an unknown number of people could remain trapped at the site near Rustenburg

At least 14 suspected illegal miners have been killed and eight others injured after the walls of an excavation collapsed at a dumping site in South Africa’s North West province, the authorities have said.

The suspected ‘zama zamas’ – a local term for illegal miners – were digging for platinum-group metals at Nkaneng, near the mining city of Rustenburg, when walls of heaped earth gave way on Monday night, the South African Police Service (SAPS) said in a statement. Police said a company had been granted a permit to extract the metals at the site.

“[The] authorities are continuing to assess the situation amid concerns that an unknown number of illegal miners may still be trapped underground,” North West provincial police commissioner Lieutenant General Arthur Adams said.
According to the commissioner, most of the dead are believed to be Basotho nationals from neighboring Lesotho.

SAPS said three of the injured were arrested on suspicion of illegal mining after being discharged from hospital, while five remained under police guard as they received treatment.

READ MORE: Bodies of dozens of illegal miners pulled to surface in South Africa

The site lies in the heart of South Africa’s platinum belt, about 130 km northwest of Johannesburg.

Mikateko Mahlaule, chairman of the parliament’s Portfolio Committee on Mineral and Petroleum Resources, called the deaths a “painful reminder” of the hazards surrounding illegal mining and demanded stronger action against the industry. He also urged the authorities to expand lawful opportunities for small-scale and artisanal miners while enforcing health, safety, and environmental rules.

#sapsNW [NORTH WEST SAPS CONFIRMS 14 DEATHS OF ILLEGAL MINERS]

The Provincial Commissioner of the South African Police Service (#SAPS) in the North West, Lieutenant General Arthur Adams, has confirmed the deaths of 14 illegal miners at the Nkaneng dumping site in Bojanala… pic.twitter.com/jvAvzgxDiZ

— SA Police Service 🇿🇦 (@SAPoliceService) August 11, 2026

Illegal miners in South Africa are commonly called zama zamas, a Zulu expression loosely translated as ‘chance takers’. Tens of thousands are believed to work in abandoned commercial mines or makeshift excavations, often without safety equipment and sometimes underground for weeks. The authorities have linked parts of the illicit industry to criminal syndicates, gang violence, undocumented migration and illegal firearms.

South Africa launched operation Vala Umgodi (Close the Hole) in December 2023 to target illegal mining networks. The campaign is led by SAPS, with 2,200 South African National Defense Force personnel deployed in March 2026 to support operations across five provinces, including North West. As of June 2025, police said the operation had led to more than 27,000 arrests.

Read more
RT
Blood gold bonanza: Inside South Africa’s shadow mining empire where crime strikes it rich

The latest Nkaneng deaths follow several mass-casualty incidents linked to illicit mining. In 2023, at least 31 suspected illegal miners died in a methane explosion at a disused mine in Free State province. At least 87 miners also died during a months-long standoff at an abandoned gold mine near Stilfontein in late 2024 and early 2025.

Police restricted supplies to force the miners to surface, prompting fierce criticism of the authorities. A court-ordered operation eventually recovered 78 bodies and brought 246 survivors above ground.

Drone attacks put Libya’s largest refinery at risk of closure

Por:RT
11 de Agosto de 2026, 06:31

The state oil company has declared its highest emergency level following a series of strikes targeting Zawiya

Libya’s National Oil Corporation (NOC) has warned that it could shut down the country’s largest operating refinery following repeated drone attacks on oil facilities in the western city of Zawiya.

The latest attack on Monday targeted an oil-blending and packaging plant operated by the Zawiya Oil Refining Company, according to the NOC. The drone fell near its main oil tank and a pipeline network used to manufacture products for the domestic market, but caused no casualties or material damage, according to the NOC.

“If these attacks continue, [the board] will be compelled to declare force majeure and completely halt operations at the refinery,” the state oil company said on Tuesday, urging firefighting and safety crews to remain on high alert.

The NOC said a previous strike hit a gasoline tank belonging to its subsidiary Brega Oil Marketing Company, igniting a major fire. The tank, which contained around 4.5 million liters of gasoline, later “collapsed completely,” it added.

On Saturday, a strike damaged a tank holding untreated naphtha, creating two holes and causing part of its contents to leak, the company reported.

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“Any attack on these facilities constitutes a direct threat to the security and safety of the country and the resources of the people,” the NOC said.

The corporation declared the highest state of emergency in the area on Monday and called on the authorities to investigate the attacks and bring those responsible to justice. No group has claimed responsibility.

#Zawiya | Two fuel storage tanks at Brega Oil Marketing Company’s Zawiya Oil Depot .. one containing gasoline and the other kerosene .. were struck by an FPV drone, causing fires at the facility.

A damage assessment is ongoing.#zawia pic.twitter.com/vHx5aabr3Z

— Mohamed Elganga (@Elganga90) August 10, 2026

Located around 40 km west of the capital Tripoli, the Zawiya refinery can process about 120,000 barrels per day and is connected to the 300,000-barrel-per-day Sharara oil field. It is currently Libya’s largest functioning refinery.

The facility has previously been caught up in the country’s chronic insecurity. In December 2024, clashes between armed groups damaged several storage tanks and started major fires, prompting the NOC to declare force majeure – a provision allowing it to suspend contractual obligations in extraordinary circumstances.

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RT composite.
The ‘Tiffany’s father’ gambit: Inside the secret US deal to carve up Libya

Turmoil has plagued Libya since longtime ruler Muammar Gaddafi was overthrown with NATO support in 2011. The country remains divided between rival administrations in Tripoli and the east, while political disputes and armed unrest have repeatedly disrupted oil production.

In August 2024, the eastern-based authorities closed oil fields and terminals during a dispute over control of Libya’s central bank. The NOC lifted force majeure that October after an agreement on the bank’s leadership.

The renewed violence comes as Libya seeks to revive foreign energy investment. In 2025, the NOC launched the country’s first oil-and-gas exploration bidding round in 17 years, offering 20 onshore and offshore blocks.

Colombia declares emergency after devastating earthquake (VIDEOS)

Por:RT
11 de Agosto de 2026, 01:30

At least 169 people have been killed and 668 injured in regional capitals after a magnitude-7.4 earthquake struck the western part of the country

The death toll from the devastating earthquake that struck western Colombia has risen to at least 169, according to the Colombian Association of Capital Cities (Asocapitales).

The association said on Tuesday that 165 of the fatalities had been recorded in four regional capitals, accounting for more than 97% of the nationwide death toll.

At least 668 people have been injured and 165 buildings have collapsed in the cities, Asocapitales said, adding that search and rescue operations are ongoing in the affected areas.

The magnitude-7.4 earthquake struck on Monday, with its epicenter in western Colombia, affecting the departments of Valle del Cauca, Caldas, Choco, and Risaralda.

Harrowing footage shows people fleeing shaking and collapsing buildings. A disturbing video filmed in Cali appears to show four people being crushed by a falling balcony as they fled a clinic.

🇨🇴🚨 Captan momento en el que cuatro personas lograron salir de clínica Cayre en Cali, Colombia; sin embargo, fueron aplastadas por un balcón que se derrumbó #Internacional #Colombia #Sismo #Cali #EnTransversal 👈🏼 pic.twitter.com/qnzs4ufA94

— Transversal (@Transversal_hgo) August 10, 2026

Other videos show parts of buildings breaking away during the tremors.

El centro administrativo municipal de Cali tambien se vio afectado por el terremoto pic.twitter.com/ZVXvKhOgdg

— infomedia 🚀 (@infomediaiw) August 10, 2026

Edificio colapso en Pereira pic.twitter.com/LRHoyM2n18

— infomedia 🚀 (@infomediaiw) August 10, 2026

Cali Mayor Alejandro Eder imposed a curfew from 8 PM to 6 AM to maintain order, saying that police and military personnel would patrol the city and help search for survivors.

Colapso de estructuras en Manizales pic.twitter.com/EHYRnoCvYA

— infomedia 🚀 (@infomediaiw) August 10, 2026

The US State Department pledged $15.5 million in emergency aid to Colombia for “shelter, food, protection, and earthquake assessments.”

Twin earthquakes struck neighboring Venezuela in June, killing more than 6,300 people.

Bradesco investe em ecossistema tecnológico para transformar experiência dos clientes

7 de Agosto de 2026, 09:25

O Bradesco apresentou o “Meu Bradesco”, uma iniciativa que reúne diferentes frentes de tecnologia, inteligência artificial e inovação desenvolvidas pela instituição para ampliar a personalização dos serviços oferecidos aos clientes. O novo ecossistema passa a concentrar soluções digitais do banco sob uma mesma estratégia, com foco em tornar a experiência bancária mais individualizada.

O lançamento é acompanhado por uma campanha nacional criada pela AlmapBBDO, que apresenta o conceito como uma evolução da atuação tecnológica do banco. A comunicação será utilizada para divulgar projetos atuais e futuros ligados à transformação digital da instituição.

Segundo o Bradesco, a proposta é utilizar dados e recursos tecnológicos para oferecer serviços mais adequados ao perfil e às necessidades de cada cliente, mantendo também a interação humana como parte da relação com a instituição.

“O ‘Meu Bradesco’ consolida essa história: usamos a inteligência de dados para entregar relevância e cuidado. Para nós, a tecnologia é uma excelente habilitadora, mas o coração do banco continua sendo o relacionamento humano com humano”, afirma Renato Camargo, CMO do Bradesco.

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Inteligência artificial completa dez anos de operação

Entre as principais iniciativas reunidas no novo ecossistema está a “b.ia”, assistente virtual de inteligência artificial do banco, que completa dez anos em setembro de 2026. Criada para atender clientes por canais digitais, a ferramenta passou por diferentes etapas de evolução e atualmente realiza operações financeiras e atendimentos mais complexos.

De acordo com a instituição, a b.ia acumulou mais de 3 bilhões de interações desde o início de sua operação. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 74 milhões de interações. O banco também informa que, no último ano, a quantidade de usuários ativos mensais da ferramenta cresceu sete vezes, enquanto o volume de interações aumentou 8,3 vezes.

A instituição afirma ainda que a assistente apresenta índice de resolução de demandas de 87% e taxa de retenção interna de 90%. A ferramenta está disponível para toda a base de clientes do banco.

Plataforma para o agronegócio e recomendações financeiras com IA

Além da “b.ia”, o “Meu Bradesco” incorpora outras soluções digitais desenvolvidas pela instituição. Entre elas está o E-agro, plataforma voltada ao produtor rural, que reúne recursos digitais para apoiar diferentes etapas da atividade agrícola e da gestão de negócios.

O ecossistema também inclui recomendações de investimentos baseadas em inteligência artificial generativa (GenAI). A tecnologia é utilizada para analisar informações e oferecer orientações financeiras personalizadas aos clientes.

Com a integração dessas ferramentas, o banco busca ampliar o uso de inteligência artificial em diferentes áreas de atendimento e relacionamento, combinando automação, análise de dados e serviços digitais.

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Estratégia digital será comunicada de forma contínua

A campanha de lançamento do “Meu Bradesco” terá presença em televisão fechada, plataformas digitais, mídia externa e ações com influenciadores. A iniciativa marca o início de uma comunicação permanente sobre as soluções tecnológicas da instituição.

O banco afirma que a estratégia faz parte de um movimento de longo prazo para incorporar tecnologia aos serviços financeiros e acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores, que têm buscado maior agilidade e conveniência nas operações bancárias.

A nova frente reúne projetos desenvolvidos ao longo dos últimos anos e passa a funcionar como uma plataforma de apresentação das iniciativas de inovação da instituição.

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Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 165 milhões; veja a data do próximo sorteio

7 de Agosto de 2026, 08:56

A Mega-Sena voltou a acumular após o concurso 3041, realizado na última quinta-feira (06). Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas, e o prêmio principal subiu para R$ 165 milhões no próximo concurso.

O novo sorteio acontece neste domingo, (09), e pode pagar um dos maiores prêmios da modalidade em 2026. As dezenas sorteadas foram 16, 21, 24, 31, 43 e 54.

Leia também: Mega-Sena, Quina e Lotofácil: descubra quais loterias acumulam os maiores valores e como apostar

Premiações menores

Sem vencedores na faixa principal, a Mega-Sena premiou apostadores que acertaram cinco e quatro dezenas. Essa prática é comum e aumenta as chances dos apostadores de, ao menos, faturarem um montante menor:

  • 6 acertos: não houve ganhadores;
  • 5 acertos: 88 apostas ganhadoras, R$ 52.843,18 cada;
  • 4 acertos: 6.903 apostas ganhadoras, R$ 1.110,41 cada.

Valores acumulados

Além da estimativa de R$ 165 milhões para o próximo sorteio deste sábado, a Mega-Sena também registra outros valores acumulados para os demais concursos da modalidade:

  • Acumulado para o próximo concurso: aproximadamente R$ 147 milhões.
  • Acumulado para os concursos finais zero e cinco (3045): aproximadamente R$ 14,9 milhões.
  • Acumulado para o sorteio especial: aproximadamente R$ 44,8 milhões.

Data e horário

A Caixa realizará o próximo concurso da Mega-Sena neste domingo, (09), às 11h. As apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília), do dia anterior, em qualquer casa lotérica credenciada ou pelos canais digitais oficiais da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6,00.

Leia também: Mega-Sena ou +Milionária? Veja quais loterias têm os maiores prêmios e como apostar

Como apostar na Mega-Sena

A Mega-Sena oferece o maior prêmio das loterias da Caixa e paga milhões para quem acerta as seis dezenas sorteadas. Além das premiações especiais, a modalidade também acontece durante as semanas, o que aumenta a popularidade.

O apostador deve escolher de 6 a 20 números entre os 60 disponíveis no volante da Mega-Sena. Quanto mais dezenas selecionar, maiores ficam as chances de ganhar, mas o valor da aposta também aumenta.

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A Shared Melody: How Chinese and American youth connect through music

20 de Julho de 2026, 06:50

Music has a way of bringing people together. At Renmin University of China, young people from China, the United States and the United Kingdom gathered for a special choir exchange. They shared the stage, exchanged stories and connected through the power of music. Beyond the performance itself, this was a moment of cultural exchange, where different backgrounds met, friendships grew, and music became a bridge between young hearts.

Join CGTN reporter Wang Tao as he explores how a simple tune brought young people from different countries closer together. And the conversation doesn't end here. We want to hear from you: What does China look like in your eyes? Create a video and share China in your own way – through your talent, creativity, or personal stories. Post your video with #GenCoolChallenge and let the world see China from your perspective.

Quais são os maiores desafios para implementar I.A nas empresas?

11 de Julho de 2026, 10:00

A adoção da inteligência artificial (I.A) pelas empresas brasileiras avança, mas ainda enfrenta desafios para transformar a tecnologia em resultados concretos.

Um estudo global realizado pelo SAS Institute em parceria com a International Data Corporation (IDC) mostra que apenas 8% das companhias do Brasil conseguem equilibrar a confiança na I.A com estruturas adequadas de governança, transparência e gestão de riscos.

Leia também: Estudo do SAS mostra que só 8% das empresas do Brasil confiam na I.A. para governança

O índice brasileiro fica abaixo da média global, de 9%, e revela um dos principais obstáculos para a implementação da tecnologia: muitas organizações apostam na inteligência artificial, mas ainda não possuem processos preparados para garantir um uso seguro e eficiente.

A pesquisa, baseada em 2.375 entrevistas realizadas em diferentes regiões do mundo, aponta para o chamado “dilema da confiança”. O cenário acontece quando a expectativa das empresas em relação à I.A não acompanha os investimentos necessários em controles, qualidade de dados e estratégias de gerenciamento de riscos.

Falta de governança é um dos principais desafios da I.A nas empresas

No Brasil, 48% das empresas aparecem no grupo classificado pelo estudo como “retardatárias”. Essas organizações apresentam baixa confiança na inteligência artificial e também pouca estrutura de governança para acompanhar o avanço da tecnologia.

Além disso, 26% das companhias demonstram excesso de confiança, ou seja, acreditam mais no potencial da I.A do que sua estrutura atual consegue sustentar. Enquanto isso, 19% utilizam menos recursos de inteligência artificial do que poderiam, mesmo tendo condições para ampliar o uso.

Dessa forma, apenas 8% das empresas brasileiras atingem o equilíbrio considerado ideal pelo levantamento, combinando confiança, preparação interna e mecanismos de controle.

Leia também: Startup chinesa fundada por ex-executivo da Apple vira unicórnio

Confiança muda conforme o tipo de I.A

Outro ponto destacado pelo estudo é que a percepção das empresas sobre a I.A varia conforme a tecnologia utilizada. Na inteligência artificial tradicional, 29% das companhias brasileiras afirmam ter algum nível de confiança, enquanto 22% relatam confiança total.

Já na IA generativa, que ganhou espaço com ferramentas capazes de criar textos, imagens e análises, 25% demonstram alguma confiança e 32% afirmam confiar totalmente. No caso da I.A agêntica, tecnologia capaz de executar ações de forma mais autônoma, 37% dizem ter alguma confiança e apenas 17% afirmam confiar totalmente.

Apesar disso, o Brasil apresenta um Índice de Confiabilidade da I.A de 3,35 pontos, em uma escala de 0 a 5. O resultado supera países como Alemanha e China. Entretanto, quando o assunto é impacto nos negócios, o desempenho brasileiro fica atrás.

O Índice de Impacto da I.A no país chegou a 2,84 pontos, abaixo de mercados como Irlanda e Austrália, que conseguem unir maior confiança na tecnologia com resultados empresariais mais consistentes.

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Estrutura de dados limita avanço da inteligência artificial

Além da governança, a preparação dos dados aparece como outro desafio para a implementação da I.A. Segundo o levantamento, a infraestrutura de dados das empresas brasileiras ainda é fragmentada.

Cerca de 35% das organizações operam em estágios considerados “ad hoc” ou fragmentados, enquanto a média global é de 16%. Na prática, essa falta de organização dificulta a criação de sistemas mais eficientes e reduz a capacidade das empresas de transformar investimentos de inteligência artificial em ganhos reais.

O impacto também aparece no retorno financeiro. Para cada dólar investido em I.A, as empresas brasileiras registram um retorno médio de US$ 1,52. O valor fica abaixo da média mundial, de US$ 1,61, e da média das Américas e América Latina, de US$ 1,63.

Empresas aumentam investimentos, mas precisam melhorar preparação

Mesmo diante dos desafios, o cenário indica que as empresas continuam apostando na expansão da inteligência artificial. A América Latina aparece como a região com maior expectativa de crescimento nos investimentos em I.A entre os mercados analisados.

Nos próximos 12 meses, 20% das empresas latino-americanas esperam aumentar seus orçamentos para a tecnologia em mais de 20%, quase o dobro da média global.

No entanto, o avanço dos investimentos exige uma preparação maior. Sem uma base estruturada de dados, regras claras de uso e mecanismos de acompanhamento, a adoção da I.A pode não alcançar todo o potencial esperado pelas organizações.

Para Jim Goodnight, CEO e cofundador do SAS, a tecnologia precisa estar associada à capacidade de tomar decisões confiáveis. Segundo ele, esse princípio acompanha a empresa desde sua criação e se tornou ainda mais relevante com a expansão da inteligência artificial.

Leia também: Tencent testa assistente de I.A no aplicativo mais popular da China em tentativa de alcançar rivais

SAS completa 50 anos com foco em dados e I.A

O estudo também marca um momento importante para o SAS, que completa 50 anos em julho de 2026. Fundada em 1976 como um projeto de pesquisa na North Carolina State University, a companhia se consolidou como uma das principais fornecedoras globais de softwares para análise de dados e inteligência artificial.

Atualmente, a empresa afirma atender clientes em mais de 150 países e manter investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento. Ao longo de cinco décadas, a companhia passou a acompanhar a evolução do mercado de dados, que agora enfrenta o desafio de equilibrar inovação, segurança e confiança no uso da I.A.

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Milei quer visitar Jair Bolsonaro no Brasil, mas dependerá de autorização de Moraes

11 de Julho de 2026, 09:56
Jair Bolsonaro e Javier Milei

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que pretende visitar Jair Bolsonaro durante sua viagem ao Brasil neste mês.

O encontro, porém, dependerá de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília e tem restrições quanto às visitas que pode receber.

Pelas condições impostas por Moraes, Bolsonaro só pode receber familiares, advogados e integrantes de sua equipe médica. Qualquer um fora dessa lista precisa ser previamente autorizada pelo STF.

Em entrevista à rádio argentina Now, Milei confirmou que desembarcará no Brasil em 25 de julho para participar do ato de lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

“No dia 25 viajo ao Brasil, a convite do candidato a presidente Flávio Bolsonaro. Vou estar em São Paulo e vou dar uma passada também por Brasília para cumprimentar Jair Bolsonaro”, declarou.

A visita faz parte da estratégia de Milei de fortalecer sua articulação com lideranças da extrema-direita na América Latina. O presidente argentino é um dos principais aliados internacionais da família Bolsonaro e tem afirmado repetidamente que Jair Bolsonaro é alvo de “perseguição judicial” no Brasil.

Ele também faz parte do grupo Escudo das Américas, montado por Marco Rubio, secretário de Estado americano, com governos lacaios na América Latina.

Os Estados Unidos realizarão, na próxima quinta-feira (16), em Washington, uma reunião internacional dedicada ao que o governo Donald Trump classifica como o “ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda”. O encontro será liderado por Rubio e contará com representantes de mais de 60 países convidados de diferentes regiões do mundo. O Brasil está na lista.

Segundo o Departamento de Estado, a conferência discutirá a cooperação internacional para enfrentar ameaças consideradas emergentes pelo governo americano. A falácia é uma preocupacão com o movimento “Antifa” (abreviação de antifascistas).

MILEI VIAJARÁ A BRASIL PARA RESPALDAR A FLAVIO BOLSONARO

El 25 de julio, Javier Milei viajará a San Pablo para participar del acto en que Flavio Bolsonaro será proclamado candidato presidencial de la derecha brasileña, y luego pasará por Brasilia para reunirse con el… pic.twitter.com/1BIoFKyXrJ

— Clarín (@clarincom) July 10, 2026

R$ 4,9 bi para campanhas em 2026: entenda como funciona o fundo eleitoral

11 de Julho de 2026, 09:26

Em ano de eleições, um dos temas que tomam conta da pauta é o fundo eleitoral, o chamado “fundão”. Os 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receberão, somados, R$ 4,9 bilhões em recursos públicos para as campanhas das eleições de 2026. Mas como funciona esse sistema? O Sul21 te explica.

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi criado em 2017 após a proibição de doações eleitorais por empresas. Hoje, o fundo eleitoral é constituído por recursos públicos previstos no Orçamento da União e com valor definido em consenso entre as esferas envolvidas. Desde então, se tornou uma das principais fontes de custeio das campanhas eleitorais no país.

Marcelo Gayardi, advogado especialista em Direito Eleitoral, explica que a distribuição é feita da seguinte forma:

  • 48% proporcionalmente ao número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados na última eleição geral (considerando a representação atual do partido na Câmara);
  • 35% proporcionalmente ao número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados nos 4 anos anteriores, desconsiderando as mudanças de legenda;
  • 15% proporcionalmente ao número de senadores eleitos nos 4 anos anteriores;
  • 2% proporcionalmente ao número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados nos 4 anos anteriores, com distribuição entre os partidos que não atingiram a cláusula de barreira, mas têm ao menos um deputado federal eleito.

Com esse modelo de divisão, o Partido Liberal (PL) é a sigla com a maior fatia para 2026, recebendo em torno de R$ 881 milhões. Em seguida aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 615 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 526 milhões. Juntas, as três legendas concentram quase 40% do montante distribuído pelo fundo eleitoral.

Confira a lista dos repasses por partido:

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Gayardi avalia que a tendência é de estabilidade dos valores do fundo eleitoral. O total, de R$ 4,9 bilhões, está congelado desde 2022, somente com uma correção de cerca de R$ 60 milhões para as eleições municipais de 2024.

Em 2018, o FEFC tinha “apenas” R$ 1,7 bilhão à disposição, menos da metade do total disponibilizado quatro anos depois. Gayardi diz que o valor não cobriu todos os custos e forçou as candidaturas a captarem recursos. Com isso, segundo o advogado, abriu-se a janela para os megarricos doarem grandes quantias para seus candidatos preferidos. Porém, Gayardi indica que era o começo da introdução do fundo na política, uma época em que era “tudo mato”.

Hoje, mesmo sem uma lei efetiva ou em desenvolvimento que regulamente o limite do fundo, o advogado prevê que o teto de gastos orçamentário irá restringir o crescimento exponencial, como visto entre 2018 e 2022. “Não há sistema perfeito, mas entendo que esse mecanismo vigente auxilia o interesse público”, complementa.

O fundo eleitoral, algumas vezes, é confundido com o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o fundo partidário. Este último corresponde ao recurso usado para as despesas cotidianas dos partidos. Ele é composto por multas e penalidades eleitorais, e por recursos financeiros destinados por lei. Ainda, as legendas podem receber doações de pessoas físicas.

No fundo eleitoral, as despesas são limitadas a questões relacionadas à campanha. Produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, serviços de comunicação e outros gastos são permitidos.

Além disso, a Justiça Eleitoral fiscaliza a aplicação dos recursos e analisa posteriormente as prestações de contas. O descumprimento das normas pode resultar em devolução de valores ao Tesouro Nacional, desaprovação das contas e outras sanções previstas na legislação eleitoral.

Após o recebimento dos recursos, cabe às direções partidárias definir como será feita a distribuição interna entre candidaturas e federações. Em alguns episódios, essa divisão intrapartidária causa rachas e discussões dentro dos partidos.

 

Deputada federal Erika Hilton (PSOL). Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

No final de junho, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) criticou abertamente a divisão de recursos feita pela direção do seu partido, citando, nominalmente, a pré-candidata gaúcha ao Senado, Manuela d’Ávila. Em publicação nas redes sociais, Erika disse estar “chocada e decepcionada” com os valores repassados a ela e outros candidatos, especialmente candidaturas com ajustes por gênero, raça e para pessoas com deficiência (PCD).

“O PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando”, afirmou a parlamentar.

“Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela d’Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis se sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe”, complementou Erika Hilton.

Marcelo Gayardi diz que esse tipo de decisão parte das direções partidárias. “O partido tem que ter autonomia de estratégia. Não tem muito o que fazer e não cabe legislar sobre isso”, afirma.

Fiscalização
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A fiscalização do uso do fundo eleitoral é feita em múltiplas camadas, com participação do TSE e do Ministério Público Eleitoral (MPE). No portal DivulgaCandContas, o TSE disponibiliza a relação de candidatos, receitas e despesas em tempo real.

O principal meio de controle é o Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), por onde transitam todas as informações financeiras da campanha. Cada candidatura, desde deputado estadual até vice-presidente e presidente, tem que abrir um CNPJ e ter uma tesouraria. A tesouraria, obrigatoriamente, deve lançar receitas e custos no sistema.

Os gastos tem que estar documentados, seja com contratos, notas fiscais ou outros. Marcelo Gayardi chama a atenção para um ponto importante dessa etapa da transparência, que é a “materialidade da despesa”. Ele explica que a candidatura não deve apenas apresentar documentos, mas ter provas materiais que esse recurso está sendo empregado.

Marcelo Gayardi exemplifica com um gasto tradicional de períodos eleitorais: panfletos. Se um candidato manda fazer mil panfletos em uma gráfica, a campanha deve registrar o pedido (especificações, quantidade, fornecedor, qualidade do material, etc.), a nota fiscal, fotos do recebimento do material e imagens desses panfletos sendo distribuídos na rua.

Ao final da campanha, um advogado, junto à tesouraria, assina um documento que confirma a legalidade e a transparência de todos os gastos apresentados ao SPCE. Todo dinheiro não utilizado volta ao Tesouro Nacional.

“O fundo eleitoral representa um avanço inegável em termos de transparência e controle em comparação com o modelo anterior de financiamento empresarial, que era opaco e propenso a abusos de poder econômico”, observa o advogado. “Hoje, todo recurso público destinado a campanhas é rastreável, sujeito a prestação de contas e passível de sanção. Esse ganho de accountability não deve ser minimizado”.

Ainda assim, Gayardi afirma que a fiscalização tem dificuldades para verificar a efetiva prestação de serviços e combater o “caixa dois”. Além disso, o volume de contas a serem analisadas em um curto período sobrecarrega a Justiça Eleitoral. Mas o advogado é otimista para essas eleições. Ele acredita que o rigor na prestação de contas será maior do que nos últimos anos devido ao avanço das Inteligências Artificiais, que facilitam o trabalho de verificação. “O caminho não vai ser o humano, vai ser a tecnologia mesmo”, comenta.

Representatividade eleitoral ou a pluralidade política?
Foto: Lucas Azeredo/Sul21

Um dos desafios da legislação eleitoral é a diversidade nas candidaturas. Existem, hoje, regras que tentam garantir a presença de grupos diferentes na política, e elas têm se tornado mais rigorosas nos últimos anos, observa Gayardi.

Para as mulheres, já está previsto o mínimo de 30% de candidaturas, recursos e tempo de propaganda para as candidatas. Ou seja, não basta lançar 30% de candidatas mulheres, é obrigatório destinar a elas, no mínimo, 30% dos recursos públicos de campanha.

O percentual é o mesmo para candidaturas de pessoas negras. Os partidos devem destinar no mínimo 30% dos recursos tanto do fundo eleitoral quanto do fundo partidário a essas chapas, proporcionalmente ao número de candidatos negros lançados pela legenda. As candidaturas indígenas seguem uma lógica similar para a destinação de recursos.

Um grupo que está de fora da legislação eleitoral é a comunidade LGBTQI+. Segundo Gayardi, não há, até o momento, uma regra específica que estabeleça percentual mínimo de recursos para candidaturas LGBTQI+, nem uma proposição legislativa avançada sobre o tema.

“A proteção existente decorre de princípios constitucionais (dignidade da pessoa humana, não discriminação) e de decisões pontuais do TSE, mas sem obrigatoriedade vinculante de destinação orçamentária”, informa o advogado.

Outra questão que surge com a divulgação da divisão de recursos é a possibilidade de dar mais poder aos partidos que têm dominância no campo. Para Marcelo, o modelo atual, ainda que proporcional e representativo da vontade popular, “reproduz e amplia a vantagem dos partidos já consolidados”, criando um ciclo de “retroalimentação”.

“A justiça da distribuição depende do critério que se adota: se é a representatividade eleitoral ou a pluralidade política. O sistema atual claramente privilegia o primeiro”, comenta.

Para o advogado, o ponto mais sensível é que a cláusula de barreira exige um mínimo de votos ou de deputados para garantir acesso pleno aos recursos do fundo. Por si só, isso já exclui as legendas menores do fundo eleitoral, o que, na sua opinião, aprofunda a “concentração nos grandes centros de poder”.

“A partir do momento que tu cria uma regra que privilegia quem é grande, se está fazendo uma ‘seleção natural’”, complementa.

Porém, Marcelo Gayardi entende que o sistema atual enfrenta, objetivamente, a pulverização de legendas que favorece a fragmentação ideológica e facilita o “fisiologismo” — a política das trocas de favores. Os maiores partidos tendem a apresentar candidaturas majoritárias que demandam grandes recursos, e ainda precisam garantir estrutura para seus eleitos e potenciais candidatos para manter ou ampliar sua representatividade. Isso faz com que, na prática, a distribuição dos recursos aos seus filiados atingir valores bem inferiores aos alcançados pelas legendas que possuem menos representantes.

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Empresas de IA deixam de focar em modelos maiores e passam para sistemas mais baratos e inteligentes

11 de Julho de 2026, 09:26

Nos últimos dois anos, tem sido fácil pontuar a corrida da inteligência artificial (IA): modelos maiores, melhores referências de desempenho (benchmarks) e qualquer empresa que pudesse reivindicar a liderança, pelo menos até o próximo lançamento.

Esse painel de pontuação começa a parecer insuficiente.

À medida que as empresas passam dos testes de IA para o uso em produtos e fluxos de trabalho reais, não se trata mais de acionar o melhor modelo, mas sim de acessar aquele que melhor se adapta a um trabalho específico, pelo custo certo, com os dados necessários e no ambiente escolhido.

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Essa mudança está abrindo as portas para um novo tipo de competição em IA, focado menos no tamanho do modelo e mais no roteamento, custo, controle e computação.

“O modelo por si só não é mais o produto”, disse o CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, à CNBC. “É o arranjo, o sistema de orquestração que coloca o modelo dentro de uma estrutura muito capaz e o combina com uma série de ferramentas”, completou.

Isso significa que os produtos de IA estão se tornando sistemas que podem decidir qual modelo usar, quando usá-lo e quais ferramentas externas ou fontes de dados da empresa são necessárias. Uma tarefa de atendimento ao cliente pode não precisar do modelo mais caro. Um problema complexo de programação pode precisar. Um fluxo de trabalho interno rotineiro poderia rodar em um modelo aberto mais barato. Uma etapa mais difícil poderia ser escalada para um mais potente.

“A resposta é sempre usar o que for melhor para a tarefa”, disse Srinivas.

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O surgimento de modelos alternativos ocorre no momento em que as corporações americanas reduzem os gastos com IA, e apresenta outro desafio para a OpenAI e a Anthropic, que prosperaram nos últimos anos vendendo a tecnologia mais inovadora do mercado.

A Perplexity apresentou nesta semana uma prévia de um novo sistema para o seu produto de uso de computador (computer-use) construído em torno do GLM 5.2, um modelo aberto da empresa chinesa Z.ai. O sistema foi projetado para permitir que um modelo mais barato lide com a maior parte do trabalho, acionando um modelo mais forte apenas quando necessário.

Essa abordagem reflete uma mudança mais ampla no mercado. Modelos de pesos abertos (open-weight), que podem ser baixados, ajustados e executados pelas próprias empresas, estão se tornando mais capazes. Eles também são mais baratos de operar do que os modelos proprietários premium dos maiores laboratórios de IA.

Peter Fenton, sócio-gerente da Benchmark, disse que a mudança pode ser drástica.

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“Uma visão talvez contrária, que está se tornando consenso, é a nossa crença de que mais de 90% dos tokens criados virão de modelos de pesos abertos nos próximos 18 a 24 meses, possivelmente até o final do ano”, disse Fenton à CNBC.

Tokens são as unidades de dados que os modelos de IA processam e geram.

“As margens de inferência geradas pelas empresas de modelos de fronteira, acredito, sofrerão pressão quando for possível executá-los sem a margem de lucro que elas aplicam, e quando houver modelos de pesos abertos bons o suficiente”, disse Fenton.

Fenton afirmou que a migração para modelos abertos não se trata apenas de economizar dinheiro. Em alguns casos, modelos menores ajustados para uma tarefa específica podem ser mais rápidos e ter melhor desempenho do que modelos maiores de uso geral.

“Onde funciona e como funciona

Essa é uma das razões pelas quais a Benchmark investiu na Ollama, uma empresa que facilita para desenvolvedores e empresas o download, a execução e o gerenciamento de modelos abertos.

“Uma coisa é de onde o modelo vem e onde ele foi criado e treinado”, disse o CEO da Ollama, Jeff Morgan. “No entanto, o mais importante para essas empresas com quem conversamos é onde ele roda e como roda”.

Morgan disse que a Ollama foi adotada por mais de 85% das empresas da Fortune 500, incluindo companhias em setores regulamentados, como aviação, seguros e saúde. Ele afirmou que muitas empresas começam com modelos menores rodando perto de seus próprios dados e, depois, expandem para modelos abertos maiores à medida que ganham mais confiança.

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A ascensão dos modelos abertos também cria um desafio estratégico para os EUA. Muitos dos modelos de pesos abertos mais competitivos estão vindo de laboratórios chineses, incluindo Z.ai e DeepSeek. Isso tornou a IA de código aberto uma questão de negócios, de política pública e de competitividade nacional.

Srinivas disse que os EUA deveriam apoiar os modelos abertos porque eles tornam a IA mais acessível e economicamente viável.

“Se você quer que os benefícios da IA sejam amplamente distribuídos para pequenas empresas na América e em países aliados dos EUA, então você realmente precisa que a IA seja muito mais acessível”, disse Srinivas. “E o código aberto é a única maneira de fazer isso”.

A mudança também pode afetar a enorme construção de centros de dados em andamento em todo o setor de tecnologia.

O atual boom da IA pressupõe que a demanda continuará fluindo para grandes data centers em nuvem repletos de chips de última geração. Srinivas diz que parte do trabalho de IA pode, eventualmente, ser executada localmente, em dispositivos de propriedade de consumidores ou empresas.

Isso não eliminaria a necessidade de data centers, mas poderia criar um sistema de IA mais híbrido, com tarefas rotineiras executadas localmente e o trabalho mais difícil enviado para um modelo mais potente na nuvem.

Para os investidores, a questão é se os maiores laboratórios de IA conseguirão manter seu poder de fixação de preços à medida que os modelos abertos melhoram e as empresas se tornam mais seletivas sobre o que utilizam.

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Sóstenes é apontado como lanranja no esquema de Valdemar para desviar R$ 119 milhões

11 de Julho de 2026, 09:09
Sóstenes Cavalcante, Luiz Carlos Motta e Capitão Alden
Sóstenes Cavalcante, Luiz Carlos Motta e Capitão Alden. Foto: Reprodução

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Luiz Carlos Motta (PL-SP) e Capitão Alden (PL-BA) aparecem como solicitantes formais de R$ 119 milhões em emendas parlamentares que a Polícia Federal atribui ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, em investigação sobre suspeita de desvio de recursos públicos.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na sexta-feira (10) o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar. A suspeita é que o dirigente do PL tenha comandado a destinação de 21 emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar. Os recursos saíram do Orçamento da União em 2024 e 2025.

A PF aponta que deputados federais foram indicados de forma falsa como “solicitantes” das emendas para dar aparência de legalidade a repasses que teriam sido apropriados politicamente por Valdemar. A investigação também afirma que o presidente do PL usou servidores da Câmara para direcionar recursos de emendas de comissão.

Sóstenes colocou seu nome em R$ 94 milhões em emendas que, para a PF, pertenciam a Valdemar. Embora seja deputado pelo Rio de Janeiro, ele aparece como solicitante de recursos para municípios de São Paulo, Paraná, Bahia, Pará e Rio. A maior emenda citada foi de R$ 25 milhões para Porto Seguro (BA).

Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Foto: Beto Barata/PL

Documentos apreendidos e decisão de Flávio Dino

Luiz Carlos Motta assumiu a indicação de duas emendas, no valor de R$ 22,8 milhões, destinadas a Suzano e Ubatuba, em São Paulo. Capitão Alden aparece como solicitante de uma emenda de R$ 2,4 milhões para Itaguaçu da Bahia (BA). Todas as emendas citadas pertencem às comissões de Saúde e de Turismo da Câmara.

Documentos apreendidos pela Polícia Federal com Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), levaram os investigadores a apontar Valdemar como verdadeiro padrinho das emendas. Dino escreveu que “um terceiro não atuante no parlamento brasileiro tinha o poder e a ingerência sobre o direcionamento do orçamento público”.

Em relatório enviado ao ministro, a PF afirmou: “Se tomarmos o mais condescendente dos quadros, e considerarmos os desvios ‘apenas’ das emendas já pagas, temos uma consolidação de um desvio de R$ 104 milhões”. Os investigadores suspeitam que Valdemar tenha sido beneficiário direto desse montante.

A defesa de Valdemar negou crime e criticou as medidas cautelares. Em nota divulgada pelos advogados e compartilhada pelo dirigente nas redes sociais, a defesa afirmou que a decisão parte de “premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária” e disse que a Procuradoria-Geral da República foi contrária às cautelares.

Luiz Carlos Motta disse que seu nome aparece nos registros porque ele exerceu a função de relator do Orçamento Geral da União em 2024. “Isso, porém, não significa que os recursos tenham sido escolhidos ou destinados por decisão individual minha”, afirmou. Capitão Alden declarou que não participou da execução financeira, da contratação de fornecedores nem de pagamentos, e atribuiu a presença de seu nome ao “procedimento institucional adotado” para formalizar a emenda. Sóstenes não comentou.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, saiu em defesa de Valdemar e criticou a Polícia Federal. “Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo”, afirmou o parlamentar.

Novo líder supremo do Irã promete vingança por morte de Ali Khamenei

11 de Julho de 2026, 09:00
Mojtaba Khamenei
Mojtaba Khamenei. Foto: Reprodução

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. A declaração ampliou a tensão com Washington após novas ameaças do presidente americano, Donald Trump, contra Teerã.

Em comunicado atribuído a Mojtaba e divulgado pela agência Fars, ligada ao Estado iraniano, ele afirmou que a resposta pela morte do pai virou uma demanda nacional. “A vingança é uma exigência da nossa nação e certamente deve ser concretizada”, diz o texto.

A declaração também se dirige ao líder morto e promete punição aos responsáveis pelos ataques. “Prometemos que vingaremos o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, punindo os assassinos criminosos e ignóbeis”, afirma o comunicado.

Mojtaba ainda diz que os nomes dos responsáveis estariam documentados. “Esses criminosos — cujos nomes, do mais alto ao mais baixo escalão, são conhecidos e estão documentados — levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila, na velhice e em seus leitos”, declarou.

Ali Khamenei, líder supremo do Irã assassinado por Israel e EUA. Foto: reprodução

Trump ameaça ataque caso o Irã tente assassiná-lo

O alerta iraniano surgiu poucas horas depois de Trump ameaçar “dizimar” o Irã caso o país tentasse matá-lo. O presidente dos Estados Unidos publicou a mensagem na Truth Social, rede que costuma usar para anúncios políticos e ataques a adversários.

Na publicação, Trump afirmou que mísseis americanos já estariam apontados para o território iraniano. “Mil mísseis estão armados, prontos para lançamento e apontados para a República Islâmica do Irã”, escreveu.

O republicano disse ainda que “milhares” de outros mísseis poderiam ser disparados imediatamente se o governo iraniano concretizasse uma ameaça de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos. Ele encerrou o trecho com a frase: “neste caso, EU!”.

O novo líder supremo iraniano ainda não apareceu em público desde sua nomeação. No comunicado atribuído a ele, Mojtaba afirma que a retaliação “não depende da minha existência ou da de outras autoridades”.

Fusão entre Paramount e Warner criará gigante do entretenimento com dívida de R$ 409 bilhões

11 de Julho de 2026, 09:00

A fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery dará origem a uma das maiores empresas de entretenimento do mundo, mas também a uma das mais endividadas do setor. Segundo estimativas do The Wall Street Journal, a companhia combinada nascerá com cerca de US$ 80 bilhões (R$ 409,60 bilhões) em dívidas.

De acordo com o jornal, esse montante equivale a aproximadamente 6,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) anual projetado para a nova empresa, um nível considerado elevado para o setor de mídia.

A operação, avaliada em US$ 81 bilhões (R$ 414,72 bilhões), faz parte da estratégia das empresas para ganhar escala em um mercado cada vez mais competitivo, impulsionado pelo crescimento das plataformas de streaming.

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A companhia reunirá marcas como HBO Max, Paramount+, Pluto TV, CNN, CBS, MTV e Nickelodeon, além de manter uma produção de pelo menos 30 filmes por ano para lançamento nos cinemas.

Apesar do tamanho da operação, um dos principais desafios será reduzir o elevado endividamento. Segundo o The Wall Street Journal, a meta é diminuir a alavancagem para cerca de três vezes o Ebitda em até três anos.

A estratégia não prevê a venda de ativos relevantes e busca preservar os investimentos em conteúdo, considerados fundamentais para fortalecer a competitividade da empresa no mercado de streaming.

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Segundo a Paramount, a companhia pretende alcançar mais de US$ 6 bilhões (R$ 30,72 bilhões) em sinergias, principalmente por meio da integração das plataformas digitais, da consolidação de operações e da eliminação de estruturas duplicadas.

A expectativa é que esses ganhos de eficiência contribuam para acelerar a redução da dívida e fortalecer a posição financeira da nova empresa em um setor cada vez mais disputado.

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Brasileiro é preso pelo FBI nos EUA sob acusação de roubar R$ 1 milhão de carro-forte

11 de Julho de 2026, 08:51
FBI prende brasileiro acusado de roubo nos Estados Unidos
Identificação do FBI nos Estados Unidos. Foto: Reprodução

O FBI prendeu nesta sexta-feira (10), na Flórida, o brasileiro Helbert Oliveira, de 47 anos, acusado de participar de um roubo de aproximadamente US$ 200 mil, cerca de R$ 1 milhão, de um carro-forte em Framingham, no estado de Massachusetts.

O crime ocorreu em novembro do ano passado. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa Helbert de roubo à mão armada e conspiração para cometer roubo à mão armada, crimes previstos na Lei Hobbs.

Após a prisão, Helbert compareceu perante um juiz na Flórida. As acusações podem levar a pena de até 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de até US$ 250 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,2 milhão.

O Departamento de Justiça também afirmou que o brasileiro está com o visto vencido nos Estados Unidos. A situação migratória foi citada junto às acusações federais apresentadas contra ele.

🔥Another arrest made in connection with Operation Summer Heat 2.0, an #FBI initiative to crush violent crime in our communities. #FBI Boston has arrested Helbert Oliveira, a Brazilian national illegally living in the U.S. on an expired visa, in Florida in connection with the… pic.twitter.com/EotWTgQR7u

— FBI Boston (@FBIBoston) July 10, 2026

Acusação aponta arma e comparsa no roubo em Massachusetts

De acordo com a acusação, Helbert teria agido com Curt Porcher, identificado pelas autoridades como o motorista da ação criminosa. Porcher já havia sido preso e indiciado em 22 de abril.

Os investigadores afirmam que Helbert teria apontado uma arma de fogo para a vítima durante o assalto. Ele também teria levado o dinheiro retirado do carro-forte.

O roubo ocorreu em Framingham, cidade localizada em Massachusetts. O caso entrou na esfera federal por envolver acusações enquadradas na Lei Hobbs, usada pelo Departamento de Justiça em processos de roubo à mão armada e conspiração.

Com a prisão na Flórida, Helbert passa a responder às acusações na Justiça dos Estados Unidos. O processo contra Curt Porcher segue após o indiciamento registrado em abril.

Emendas atribuídas pela PF a Valdemar em um ano superam as de 512 dos 513 deputados

11 de Julho de 2026, 07:32
Por Raphael Di Cunto (Folhapress) Sob suspeita de ter indicado emendas parlamentares de comissão ao Orçamento mesmo sem mandato, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve um volume de recursos atribuído pela Polícia Federal em um ano que supera o de 99,8% dos deputados no mesmo período, apesar de presidir o maior partido de […]

Brasil lambe as feridas da derrota na Copa 2026 e busca explicações

10 de Julho de 2026, 18:33

A sexta eliminação seguida da seleção brasileira para uma equipe europeia em uma Copa do Mundo e o maior jejum de títulos da história – serão 28 anos sem ganhar uma Copa – acendeu, mais uma vez, o alerta entre torcedores, críticos e profissionais do esporte.

Já cresceram as teorias conspiratórias sobre a convocação de Neymar – que ficaram ainda mais volumosas com a declaração do recém-contratato técnico de Portugal, Jorge Jesus, ao afirmar que Neymar já estava no fim.

Mas as redes sociais ficaram inflamadas com o debate sobre a influência da religião evangélica neopentescotal na capacidade dos jogadores de solucionarem problemas, resultado do indiviualismo da teologia da prosperidade e de terem perdido a ligação com as matrizes africanas, demonizadas pelo neopentecostalismo.

O artigo de jornalista, sociólogo e geógrafo. Brian Mier, cedido exclusivamente para a TVT News, incendiou ainda mais as redes ao mostrar como a decadência do futebol brasileiro se mistura com as influências do neoliberalismo na América Latina, que passam tanto pela mercantilização da cultura, incluindo o futebol, até pelas missões evangélicas nos anos 70 como combate ao crescimento da teologia da libertação.

O que causou a derrota do Brasil na Copa do Mundo?

O artigo “Brazil Fizzles Again: the Capitalist Rot at the Heart of Brazilian Football”, publicado por Brian Mier na plataforma Substack, utiliza a eliminação da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo como ponto de partida para uma análise crítica sobre o futebol e a sociedade brasileira.

O autor argumenta que os problemas da equipe nacional não podem ser explicados apenas por questões táticas ou técnicas, mas estariam ligados a transformações econômicas, sociais e culturais ocorridas nas últimas décadas.

Segundo Mier, o futebol brasileiro teria sido progressivamente subordinado à lógica do mercado global, com a exportação precoce de jogadores, o enfraquecimento dos clubes como espaços de formação e identidade popular e a crescente influência de interesses empresariais.

O texto também relaciona essas mudanças ao avanço do neoliberalismo, à desigualdade social e à perda de elementos culturais que, na visão do autor, ajudaram a construir a criatividade e a espontaneidade tradicionalmente associadas ao futebol brasileiro.

Principais pontos do artigo de Brian Mier

  • A eliminação do Brasil é usada como símbolo de um problema maior: o autor vê o desempenho da seleção como consequência de transformações estruturais da sociedade brasileira desde os anos 70 e 80;
  • Crítica à mercantilização do futebol: o texto afirma que o esporte passou a ser dominado por interesses econômicos e pelo mercado internacional;
  • Exportação precoce de talentos: jogadores deixam o país muito cedo, o que teria enfraquecido a identidade dos clubes e o desenvolvimento do futebol local;
  • Relação entre futebol e desigualdade social: o autor conecta a crise esportiva ao avanço do neoliberalismo e às mudanças nas condições de vida da população;
  • Mudanças culturais: o artigo sugere que manifestações populares e formas tradicionais de sociabilidade perderam espaço nas últimas décadas.

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O atacante norueguês Erling Braut Haaland (camisa 9) toca um tambor enquanto a Noruega comemora a vitória na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Brasil e Noruega, no estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 5 de julho de 2026. (Foto de MAURO PIMENTEL / AFP)

Leia, abaixo, o artigo na íntegra

Brasil decepciona novamente: o apodrecimento capitalista no coração do futebol brasileiro

Por Brian Mier, exclusivo para a TVT News, com tradução de Ana Beatriz Garcia

Depois de anos esperando por um acordo em um pequeno processo judicial ligado a um acidente de carro, eu me mudei para o Rio de Janeiro em 1991. Eu nunca tinha visitado o Brasil até então, mas não fui pra lá como turista. Um homem jovem, eu decidi que não queria passar o resto da vida em um país onde você só tem duas semanas de férias por ano.

Depois de muita pesquisa informal em conversas com carregadores de malas no hotel Palmer House, em Chicago, a maior parte deles imigrantes vindos do mundo todo, eu me decidi pelo Rio de Janeiro.

Eu cheguei e, depois de torrar o dinheiro que ganhei do acordo no processo em restaurantes, bebidas e táxis no meu primeiro mês, arrumei um emprego ensinando conversação em inglês para executivos. Lá, eu conheci um colega da Suécia chamado Bo, e começamos a beber alguns drinks juntos de vez em quando.

Um dia, eu cheguei no seu apartamento e ele me deixou entrar. Ele atendeu a porta completamente nu, no estilo da tradição sueca, e falou “Eu vou me arrumar jajá, só quero assistir o final do jogo do Flamengo”.

“Ok”, eu falei, “Mas preciso confessar que não sou muito fã de futebol”.

Ele ficou chocado. “C***o, Brian”, ele falou, “se você está pensando mesmo em viver nesse país, você precisa aprender a amar futebol”. Conforme o choque de sentar na sala de estar com um cara sueco pelado foi passando, ele começou a me explicar o jogo.

Bo era um ex-jogador profissional de defesa na segunda divisão da Inglaterra e primeira divisão na Suécia e na Grécia com uma carreira encerrada precocemente por uma lesão no joelho. Ele se mudou para o Rio por causa de uma psoríase, depois que seus médicos disseram que ele precisava tomar mais sol, e escolheu o Brasil por causa da tradição do país no futebol.

“Olha como eles avançam com a bola no campo. O problema dos brasileiros é que eles amam muito a bola. Um jogador brasileiro chuta a bola quatro ou cinco vezes antes de passar. Se você observar os alemães jogando, por exemplo, eles chutam a bola só uma ou duas vezes. Mesmo assim, em qualquer ano, qualquer lista dos melhores jogadores do mundo é formada basicamente por brasileiros. Eles são os melhores jogadores individuais do mundo, e toda vez que eles arrumam um técnico que consegue fazer eles jogarem juntos como um time, eles ganham a Copa do Mundo”.

Naquele verão, Bo tomou como projeto pessoal fazer eu amar futebol. Ele me levou pra assistir o legendário meia Junior jogar a lazer numa liga amadora, descalço na praia de Copacabana, para o delírio de centenas de fãs que vieram torcer por ele. Daí, em um movimento que realmente me fez me apaixonar por futebol, ele me convidou pra final do Campeonado Brasileiro nos lugares mais baratos do estádio do Maracanã, onde 168 mil pessoas foram assistir o Junior liderar a vitória do Flamengo sobre o Botafogo no último grande jogo de sua carreira.

O futebol brasileiro era muito diferente nessa época. Não tinha barreiras separando torcidas rivais, só centenas de policiais parados nos corredores. Nós estávamos no setor no Botafogo, próximos à linha que dividia as duas torcidas, em solidariedade a um amigo brasileiro, e toda vez que o Flamengo fazia um gol, a torcida inteira deles ficava em pé, dançava e mostrava o dedo do meio pra nós.

Eu tive a sorte de morar no Brasil tanto na Copa do Mundo de 1994 quanto de 2002, e poder vivenciar essas duas vitórias em dias em que o país todo parou, os ônibus pararam de circular, os bancos e as escolas fecharam, está entre as melhores experiências da minha vida. Eu morei no Brasil durante 15 anos, e realmente parecia que o Brasil sempre tinha os melhores jogadores do mundo e que eles só precisavam de um técnico que os fizesse jogar como um time pra vencer a Copa. Aí as coisas começaram a dar errado. Essas são algumas coisas que eu observei durante as minhas décadas morando no Brasil e que contribuíram para o declínio do futebol.

O declínio do samba

O samba é um gênero da música afrobrasileira, mencionado pela primeira vez nos anos 1840 em Pernambuco e modernizado e urbanizado no Rio de Janeiro nos anos 1920, através da fusão das tradições musicais de pessoas que migraram de locais como os cafezais de Minas Gerais e São Paulo e as cidades e quilombos no vale do São Francisco.

Com o passar dos anos, ele se dividiu em outros subgêneros, e, em 1991, quando eu me mudei para o Brasil, dois dos seus subgêneros, o Samba Canção e o Pagode, estavam entre os tipos de música mais populares do país. O futebol brasileiro se desenvolveu de mãos dadas com o samba. Como qualquer um que já esteve numa partida de futebol no Brasil sabe, todas as torcidas organizadas têm seus próprios tambores de samba que tocam poliritmos sincopados durante o jogo todo.

Não é nenhum exagero dizer que o estilo único de drible é parente próximo dos passos de samba. Nos anos 90, se um jogador fosse bom de drible, as pessoas diziam que ele tinha samba no pé. No fim dos anos 90, um novo formato de pagode romântico expulsou o samba tradicional do rádio.

Desenvolvido em São Paulo, ele se baseava num ritmo simplificado que removia metade dos instrumentos de percussão, e as temáticas poéticas cheias de duplo sentido que outrora ensinaram os jovens a sobreviver nas favelas e exaltaram deuses e deusas afrobrasileiros deu lugar a baladas melosas de caras chorando pela volta de suas ex-namoradas. Nesse meio tempo, conforme as igrejas góspeis evangélicas da prosperidade no estilo dos Estados Unidos brotaram nas favelas do Rio, o samba cedeu lugar ao funk brasileiro que exaltava o consumismo e descrições de sexo desprovidas de duplo sentido.

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Comemorações do Dia Nacional do Samba não se restringem ao Rio de Janeiro. Foto: Rovena Rosa/ABR

No resto das áreas pobres do Brasil, o sertanejo, que já fora um estilo interessante de música folk regional, se fundiu com o country americano. Eu nunca ouvi ninguém descrever um jogador de futebol como algué que tem sertanejo no pé ou funk no pé.

O que quer que se pense sobre esses gêneros, seus passos de dança não se traduziram em movimentos sofisticados dos pés no campo de futebol. Quanto ao samba, passou por um processo similar ao que ocorreu com o jazz nos Estados Unidos. Embora o pagode pop romântico de São Paulo ainda consiga criar hits, o resto do samba sobrevive como um gênero nichado, tocado principalmente por nerds de música de classe média.

O crescimento das igregas da prosperidade

Como eu escrevi em 2014 para a Vice Brasil, as gangues de tráfico de drogas do Rio de Janeiro foram evangelizadas e implementaram uma política de expulsar qualquer tipo de manifestação de religião e cultura afrobrasileira das favelas em benefício dos bailes funk usados para lavar dinheiro.

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O samba, a capoeira e o Candomblé precisam ser valorizados, pois somos nós que transmitimos esses legados. Foto: acervo pessoal Lyllian Bragança

Como me disse um ex-líder do Comando Vermelho em entrevista para esse artigo, para os cristãos evangélicos, o funk é aceitável porque representa o demônio, que é algo de que você pode se arrepender. O samba, o jongo, a capoeira e outras tradições que representassem um sistema alternativo de religião e crença eram coisas que os evangélicos precisavam destruir.

Por mais que já houvesse alguns cristãos evangélicos nas seleções da Copa do Mundo de 1994 e 2002, a maior parte deles não era ligada explicitamente às igrejas góspeis da prosperidade. Isso começou com Kaká e Robinho, cujas famílias pertenciam à mesma igreja gospel da prosperidade que Neymar.

Neymar se tornou uma influência enorme nas gerações atuais de jogadores. O time de 2026 só tem um não evangélico na escalação inicial. O goleiro Alisson batiza com frequência outros jogadores na sua igreja, na piscina de sua mansão em Liverpool. O gospel da prosperidade leva seus fieis a acreditarem que todo sucesso e fracasso nas suas vidas é resultado da sua relação individual com Deus, em oposição aos valores do catolicismo tradicional e afrobrasileiros, que pregam a importância de trabalhar em conjunto com outras pessoas para melhorar o mundo.

Isso resultou em jogadores narcisistas que acreditam que são famosos porque são mais especiais que as pessoas comuns, mais sagrados que os jogadores piores que eles. Isso não funciona muito bem pro trabalho em grupo, como foi exemplificado pelo ataque histriônico e individualista de Neymar quando ele entrou em campo depois do intervalo obrigatório de propaganda corporativa na segunda metade do jogo contra a Noruega.

Tráfico infantil

Antes dos anos 90, era raro jogadores brasileiros irem jogar na Europa. Quando iam, eles eram esquecidos em casa e acabavam não indo pra seleção do país. Até aquele momento, o nível dos clubes do Brasil e da Argentina era igual ou melhor do que os melhores times da Europa, como os resultados de 70 anos de confrontos entre os melhores times da América do Sul e da Europa comprovaram. Exemplo disso é o fato de que quase todos os jogadores nas seleções das três primeiras Copas do Mundo vencidas pelo Brasil, inclusive a de 1970, conhecida com o melhor time de todos os tempos, jogavam para clubes sulamericanos.

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Endrick foi vendido ao Real Madrid antes de completar 18 anos – Foto: Reprdução/Redes sociais

Isso começou a mudar nos anos 1990, conforme a crise da inflação causou uma série de colapsos sucessivos de câmbio no Brasil e mais dinheiro começou a ser injetado no esporte. Na época, depois de 5 ou 6 anos se provando na ainda de alto nível primeira divisão do Brasil, os jogadores se mudam para a Europa por alguns anos pra ganhar dinheiro. A primeira divisão holandesa, que ainda era capaz de competir com outras divisões europeias de alto nível, se tornou incubadora de alguns dos melhores jogadores do Brasil. Romário e Ronaldo jogaram ambos no PSV Eindhoven antes de ir para contratos mais bem pagos na La Liga.

Com o passar dos anos, times ricos europeus começaram a importar jogadores mais e mais jovens. Felipe Coutinho foi vendido para o Inter aos 16 anos, depois de jogar algumas partidas da primeira divisão no Vasco da Gama. Quando ele brotou na seleção anos depois, poucas pessoas no Brasil, onde só a classe média tinha dinheiro pra assistir ligas de times europeus na TV por satélite, sequer lembravam quem ele era. Alexandre Pato é outro jogador que foi vendido pra Europa aos 16 anos depois de jogar uma única partida profissional com o Internacional de Porto Alegre.

Pra esses dois exemplos de destaque há dezenas de outros jogadores indo direto da terceira divisão brasileira para o topo dos times europeus, ainda na adolescência. Para cada história de sucesso, há muitos casos de jogadores talentosos que foram destruídos na Europa. Robinho era o ponta-direita mais talentoso do Brasil quando conseguiu seu contrato com o Real Madrid. Ele tinha um ótimo passe, e seu apelido era Rei do Drible. Alguns comentaristas de futebol no Brasil comparavam ele ao Garrincha.

O problema é que o time já tinha uma linha de frente de boa performance. Isso fez com que o técnico tirasse ele do lado direito para encaixá-lo no time. Ele era um atacante melhor que a média, mas nunca alcançou todo seu potencial, simplesmente porque tinha um chute a gol fraco. Há uma longa lista de jogadores brasileiros que não tiveram o benefício de ser “incubados” no time holandês, conforme a liga começava a colapsar nos anos 2000, fizeram decisões mal informadas para ir direto para os times de alto nível, e viram suas carreiras não darem em nada.

Quando os melhores jogadores vão para o exterior novos, eles são forçados a desaprender suas habilidades brasileiras tradicionais e se adequar a formações táticas europeias, que recompensam a precisão matemática e o nível atlético mais do que a criatividade em campo. Isso faz com que eles percam o contato com os fãs brasileiros, em especial as crianças, Ao contrário do que a maioria das pessoas na Europa acreditam, a grande maioria dos torcedores brasileiros não assiste futebol europeu.

A copa Libertadores da América tem mais audiência do que a Champions League, que mal são exibidas na TV aberta no Brasil. Nos últimos 16 anos, eu vi meus amigos brasileiros se arrastando para descobrir quem eram os jogadores da Seleção no dia seguinte ao anúncio da escalação pelos técnicos.

Pouquíssimas pessoas no Brasil sabiam quem David Luiz e Roberto Firmino eram quando eles entraram para a seleção, por exemplo. Eu só conhecia o Felipe Coutinho porque, como torcedor do Vasco, eu me lembro de pensar “por que eles estão colocando um menino de 16 anos em campo”?

A drenagem dos melhores talentos do Brasil resultou em uma crise tamanha que o governo federal precisou intervir, passando uma lei que proibiu jogadores com menos de 18 anos de jogar profissionalmente na Europa. Isso fez com que, por exemplo, Vini Jr. assinasse seu contrato com o Real Madrid aos 16 anos, mas só tenha podido mudar para lá depois do seu aniversário de 18 anos. Eu acredito que esse limite de idade deveria ser aumentado para 21 anos.

O complexo de inferioridade brasileiro frente à Europa: a síndrome do Vira-Lata

Na manhã seguinte à eliminação mais precoce do Brasil da Copa do Mundo em 36 anos, o historiador do futebol peruano Jaime Pulgar Vidal escreveu: “O Brasil passou anos tentando transpor um suposto complexo de inferioridade em relação à Europa tentando europeizar seu futebol. Os técnicos são obcecados com táticas, jogadores são treinados a partir da adolescência na Europa, focando em transição de defesa, bloqueio, intensidade e ocupação racional do espaço. O problema é que quando um time faz isso, ele não é capaz de competir com os times europeus especificamente no que eles sabem fazer melhor. O Brasil perdeu sua identidade, sua essência”.

A epítome desse complexo de inferioridade foi a decisão da CBF de contratar o primeiro técnico estrangeiro da história do Brasil, Carlo Ancelotti. Eu passei os últimos dois anos lendo a imprensa esportiva local falar que o motivo para o Brasil estar perdendo tantos amistosos e partidas eliinatórias era porque Ancelotti era um gênio jogando xadrez 5d, permitindo que o time perdesse porque estava testando diferentes escalações e táticas no caminho que levava à Copa do Mundo. Quando o Brasil quase não se classificou para o campeonado, era só “típico do Ancelotti”, me disseram.

Ele era o melhor técnico do mundo e uma das suas táticas era sempre só sobreviver até seu time vencer um campeonato. Também me deram essa desculpa depois do empate sem graça na partida de abertura da Copa contra o Marrocos.

Todas minhas dúvidas sobre Ancelotti foram eliminadas na última partida do Brasil contra a Noruega, quando ele cometeu dois erros enormes que contribuiram para a eliminação mais precoce do Brasil nas Copas do Mundo desde 1990, quando [dizia-se] o staff da Argentina deu água batizada com sedativos ao lateral-esquerda Branco na partida que causou sua eliminação tão cedo.

Depois de o Brasil receber um pênalti no primeiro tempo, Bruno Guimarães foi escolhido para bater em vez de Vini Jr. Visivelmente nervoso, seu chute fraco foi defendido com facilidade pelo goleiro norueguês Ørjan Nyland. Depois do jogo, foi descoberto que a decisão tática “brilhante” de Ancelotti de escolher Guimarães para bater o pênalti era o resultado de um cálculo matemático baseado no grande total de três pênaltis batidos na sua história na Seleção.

O segundo erro gigantesco foi colocar Neymar, que não teve nenhuma partida boa nos 4 anos anteriores ao momento em que foi colocado em campo com o placar de 0 a 0. Gravitando em direção ao centro , um Neymar velho e lento empurrou os dois maiores atacantes do Brasil, Endrick e Vini Jr., para as laterais do campo. Logo, a Noruega tinha marcado 2 a 0.

Quando Ancelotti foi anunciado como novo técnico em 2023, o presidente Lula, que foi um bom jogador amador no seu tempo e que teve uma amizade de vida toda com a lenda do futebol Sócrates, disse: “Se ele fosse resolver o problema do Brasil, por que ele não resolve o problema da Itália, que não foi nem disputar a última Copa do Mundo? É muito fácil dirigir um time na Europa com 11 jogadores de seleção. Duro é chegar aqui, pegar o Corinthians e dirigir o Corinthians”.

A verdade é que administrar uma seleção nacional, coisa que Ancelotti fez pela primeira vez nessa Copa, requer habilidades diferentes do que ser técnico de um clube, onde há o benefício de muito mais tempo para ensaiar formações táticas e montar jogadas. Com o tempo de treino imensamente diminuído das seleções de futebol, a liderança se torna um dos atributos mais importantes. É difícil imaginar quão eficaz pode ser a liderança conduzida por alguém que tem pouca familiaridade com a cultura dos seus jogadores.

Em 1994, Carlos Alberto Parreira fez coisas interessantes em termos de tática, mas tendo uma boa compreensão de suas próprias fraquezas em termos de liderança, trouxe o primeiro homem a jogar e treinar em times campeões de Copas do Mundo, Mário Zagallo, como conselheiro e coordenador técnico.

Em 2002, Luiz Scolari pode ter tido uma tarefa relativamente fácil de treinar o maior banco de talentos desde a Copa de 1970, mas sua estratégia de liderança de agir como uma figura paterna amigável para seus “filhos” jogadores, foi elogiada na época.

Ancelotti parece ter ignorado as diferenças culturais entre Brasil e Europa. Ele contratou seu próprio filho, em um caso claro de nepotismo, e a maior parte do seu staff eram europeus que pareciam não falar português. Eu acho difícil acreditar que ele perdeu todos aqueles amistosos e eliminatórias de propósito como parte de uma estratégia de xadrez 5D, mas, se esse foi mesmo o caso, como ele endereçou a falta de confiança que elas devem ter causado nos jogadores?

No fim, a verdade é que o Brasil nunca teve falta de técnicos talentosos. Conforme eu escrevi em meu texto anterior, o problema com o futebol brasileiro vai muito além de algo que pode ser remediado com o band-aid de pagar R$ 5 milhões de reais por mês por um técnico-celebridade.

Finalmente: o Brasil precisa de craques

A lenda da Copa de 1970, médico do esporte e comentarista de futebol Tostão definiu o que ele acredita ser o maior problema com o futebol brasileiro depois da eliminação do país da Copa de 2010. Ele escreveu que o Brasil não produzia mais craques. O craque é uma figura mitológica do futebol brasileiro que não é só um dos melhores do mundo na sua posição, mas também traz um elemento de mágica criativa para o jogo.

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Garrincha, na Copa de 62, era o grande craque brasileiro, principalmente com a lesão de Pelé. Foto: Wikimedia Commons

Um craque é alguém que desafia a lógica, como Garrincha, que foi diagnosticado por médicos como não sendo fisicamente capaz de jogar futebol por causa de problemas congênitos com sua perna, e mesmo assim conduziu quatro dos cinco maiores números de dribles por jogo na história das Copas do Mundo.

De acordo com Tostão, um jogador pode ser um dos melhores do mundo na sua posição e não ser um craque. Cafu, ele disse, foi um dos melhores laterais-direita do mundo por anos, mas não era um craque.

O motivo? Ele era incapaz de fazer um passe longo contornando um jogador de defesa direto para o pé de um jogador do seu time enquanto corria em alta velocidade campo acima. “O Brasil não produz mais craques”, ele escreveu em 2011.

“O único jovem com grandes chances de se tornar, nos próximos anos, um dos melhores do mundo é Neymar. Ainda não é”. Tostão citou a falta de investimento dos clubes no desenvolvimento de jovens para, em vez disso, vender jogadores jovens para a Europa pra ganhar um trocado rápido como uma das razões para afirmar que ia demorar muito até o Brasil desenvolver outro craque. Infelizmente, sua profecia virou realidade.

Não havia nenhum craque na seleção do Brasil em 2026. Quem sabe da próxima.

Tradução de Ana Beatriz Garcia

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Foto: Brasil é derrotado pela seleção da Noruega por 2×1 em oitavas de final da Copa do Mundo./ Foto: Nelson Terme / CBF

Sobre o autor

Brian Mier é jornalista, sociólogo e geógrafo. orrespondente no Brasil para a TeleSur English. Coapresentador do programa Globalistas na TV 247. Colaboradora dos veículos Brasilwire, FAIR, COHA, Truthdig, Geopolitical Economy Report, Carta Capital e Outras Palavras.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

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Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto por suspeitas em emendas

Por:Sul 21
10 de Julho de 2026, 15:48

Da Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) o bloqueio de R$ 119 milhões em bens que estão em nome do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

A decisão é um desdobramento da Operação Transparência, na qual a Polícia Federal (PF) investiga desvios de emendas.

Na decisão, Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal.

“Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Valdemar Costa Neto, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos”, afirmou Dino.

De acordo com as investigações, as indicações irregulares de emendas ocorriam por meio de funcionários da Câmara.

A PF apupou que funcionários da liderança do PL entravam em contato com uma servidora responsável pelo registro das emendas e solicitava a inclusão das indicações de recursos em nome de Valdemar.

Em uma mensagem descoberta pelos investigadores, Garigham Amarante Pinto, apontado como interlocutor direto de Valdemar, procurou a servidora Mariângela Fialek para saber se as indicações foram formalizadas.

“No dia seguinte (26/08/2025), Garigham cobra a Mariâgela: ‘Fechou o valor do Pres Valdemar?’, uma provável referência ao presidente do PL. Mariângela responde: ‘Se puder trocar tudo turismo ótimo’. Em resposta a essa mensagem, Garigham diz: “24 milhões tá bom”, diz trecho da investigação.

Emendas

De acordo com o material apurado pela PF, foram registradas 21 emendas em nome de Valdemar, que totalizam R$ 119 milhões, valor bloqueado pelo STF para garantir o ressarcimento em caso de condenação.

Os valores foram registrados entre os anos de 2024, 2025 e 2026.

A emenda com maior valor foi R$ 24 milhões, destinada ao município de Porto Seguro (BA). Em seguida, aparecem duas emendas de R$ 15,8 milhões e R$ 11 milhões para Suzano (SP).

Os municípios de Mogi das Cruzes (SP), Rio de Janeiro, Caraguatatuba (SP) e Dom Eliseu (PA) também receberam indicações de emendas do presidente do PL.

Dino

Na decisão em que determinou o bloqueio dos bens de Costa Neto, o ministro Flávio Dino ressaltou que o ex-deputado não tem direito à indicação de emendas.

“A espantosa ascendência que alguns servidores da Câmara dos Deputados parecem atribuir ao investigado Valdemar Costa Neto contrasta com a ausência de título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público, sejam quais forem os valores, sejam quais forem os seus destinatários”, afirmou o ministro.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do PL e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

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South African coach steps down after historic World Cup run

Por:RT
10 de Julho de 2026, 11:19

Hugo Broos says he will not return to management but is open to an advisory role with the national team

Hugo Broos has confirmed his departure as head coach of South Africa’s national football team after leading Bafana Bafana to their first FIFA World Cup knockout-stage appearance, but said he could remain involved in another role.

The 74-year-old leaves his post as the longest-serving manager in Bafana history after taking the reins in June 2021, a highly successful five-year tenure that culminated in South Africa famously reaching the FIFA World Cup knockout stages for the first time.

Broos had repeatedly stated that the 2026 showpiece in North America would mark the definitive end of his dugout career, but his comments following Bafana’s heroic tournament run had left some lingering uncertainty over whether he could extend his stay.

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Samuel Moutoussamy #8 of DR Congo celebrates the victory after the FIFA World Cup 2026 Group K match between Congo DR and Uzbekistan on June 27, 2026.
African football sets record at World Cup (PHOTOS/VIDEO)

However, speaking directly to Belgian publication Voetbalnieuws, Broos insisted his decision to step away from the rigours of coaching is final.

“Will I continue as a coach after all? No, it is irreversible!” Broos declared.

”If they need me for something else, perhaps in scouting, that is something else. But football is no longer going to be a part of my life 24 hours a day.”

Broos revealed that he has already held initial discussions with South African Football Association (SAFA) president Danny Jordaan, who is eager for the Belgian to remain closely involved with the national team setup in a high-level advisory capacity.

”I have already had a conversation with the chairman of the South African federation. He would like to keep me, but in a different role, as an advisor or something like that,” Broos said.

“I will return at the end of July to say a final farewell; I am curious to see what he will propose to me.”

Whilst elite coaching may now be behind him, Broos joked that his wife has already made it clear retirement should not mean spending all of his newfound spare time around the house.

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DR Congo supporter Michel Nkuka Mboladinga poses as a statue in Mexico, on June 23, 2026.
African fan brings iconic Lumumba tribute to World Cup (PHOTOS/VIDEO)

”My wife is happy that I’m quitting, but she’s already warned me: ‘Just make sure you don’t get in my way!’” he laughed.

”Suppose I have to be in South Africa for a few weeks every two months: why not? Better that than being a nuisance at home because I have nothing to do.”

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Международное обозрение. Владимир Трухан, Михаил Боркунов и Олег Шаландин

10 de Julho de 2026, 07:39

Михаил Боркунов, главред тг-канала #ВнешнийВраг и Владимир Трухан, полковник запаса ЦА МО. Обсудили последние события, дали им оценку и ответили на вопросы.

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Domínio online do Google dá sinais de desgaste na era da IA

23 de Junho de 2026, 10:10

Mais de três anos após o início do boom da inteligência artificial generativa, o Google desafiou muitos céticos que acreditavam que o ChatGPT seria o golpe fatal para o gigante das buscas. Mas alguns problemas estão abalando seu negócio principal.

O mecanismo de busca DuckDuckGo está registrando aumentos nas taxas de instalação de até 40% por semana. O Bing, da Microsoft, alcançou 1 bilhão de usuários pela primeira vez no último trimestre. E o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu ligeiramente no último mês, enquanto o ChatGPT registrou uma pequena alta.

O Google ainda controla 90% do mercado de buscas, o preço de suas ações mais do que dobrou no último ano e o crescimento da receita no primeiro trimestre foi o mais rápido desde 2022. Mas a preocupação com a IA persiste à medida que mais pessoas recorrem aos chatbots como método preferido para encontrar informações.

O ChatGPT ocupa consistentemente a posição de aplicativo gratuito mais baixado no iOS da Apple, e o Claude, da Anthropic, está atualmente em oitavo lugar, uma posição atrás do Gemini, do Google.

Enquanto isso, outra onda de usuários da internet está se afastando completamente das buscas impulsionadas por IA em favor de alternativas sem IA. Um estudo do Pew Research Center publicado em março constatou que cerca de metade dos americanos sentia que a IA em suas vidas diárias os deixava “mais preocupados do que entusiasmados”.

Navegar pela internet sem ela é um dos mecanismos de adaptação e, no início deste mês, o DuckDuckGo lançou um mecanismo de busca “sem IA” com novas extensões para navegador que permitem aos usuários utilizar por padrão o endereço noai.duckduckgo.com.

“Muitas pessoas usam o Google porque o Google é como a página inicial da internet, mas elas querem fazer essas jornadas, clicar e pesquisar por conta própria e tomar suas próprias decisões”, disse Lily Ray, vice-presidente de otimização para mecanismos de busca e busca por IA da empresa de marketing Amsive.

Leia também: Google cria estratégia bilionária para enfrentar a Nvidia

O Google também enfrenta o desafio de conter startups de IA fortemente financiadas, que estão pagando valores elevados por talentos antes de suas potenciais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).

Na semana passada, Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e copresidente do Gemini AI, anunciou que estava deixando o Google para ingressar na OpenAI. E, na sexta-feira, John Jumper, vice-presidente da DeepMind e fellow de engenharia, informou que estava saindo para trabalhar na Anthropic.

As ações da Alphabet tiveram, na segunda-feira, seu pior desempenho em mais de um ano, com queda de 5%.

Analistas da Jefferies escreveram em um relatório que “não interpretam as recentes saídas como um sinal de que o Google esteja fazendo menos em IA, mas sim como mais um dado em uma guerra por talentos que afeta toda a indústria, na qual laboratórios de ponta estão oferecendo lances agressivos”.

Um porta-voz do Google se recusou a comentar para esta reportagem.

Para o Google, o surgimento da IA generativa representa uma espécie de risco existencial desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, que recentemente ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais. A ameaça é dupla: o Google pode perder sua posição dominante e, ao tentar competir em IA, pode canibalizar seu próprio mecanismo de busca em favor de uma nova forma de encontrar informações que ainda não possui um modelo comprovado de publicidade digital.

Os anúncios ainda representam cerca de três quartos da receita da empresa. As margens extremamente elevadas da publicidade permitem ao Google financiar apostas de longo prazo e alto custo, como a Waymo e a IA baseada no espaço, além de investir perto de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA.

Em sua conferência anual para desenvolvedores, realizada no mês passado, o Google anunciou que redesenharia a caixa de busca pela primeira vez em 25 anos, posicionando o botão “Modo IA” diretamente dentro dela. O botão de busca agora fica abaixo da caixa.

“Esta é a maior atualização da nossa icônica caixa de busca desde sua estreia, há mais de 25 anos”, afirmou Elizabeth Reid, responsável pela organização de buscas do Google, durante o evento.

Além disso, a popular ferramenta de geração de imagens Nano Banana também está disponível na caixa de busca por meio do botão de adição. No aplicativo móvel do Google Search, uma grande caixa clicável do “Modo IA” tem praticamente o mesmo tamanho da caixa de busca tradicional.

Leia também: Google permitirá que os sites se excluam dos resultados de pesquisa gerados por I.A.

Reação contrária à IA

No último mês, o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu mais de 1%. O tráfego do ChatGPT aumentou um pouco. O DuckDuckGo, que há muito tempo se posiciona contra o Google como uma opção de busca mais privada, afirma que as taxas de instalação cresceram até 75% em relação ao período anterior ao anúncio do Google I/O, em maio.

O Google precisa “encontrar um equilíbrio, porque, se avançar demais com a IA, perderá seus usuários”, disse Ray, da Amsive. Ela classificou a participação de mercado do DuckDuckGo como “microscópica”, mas afirmou que houve um grande aumento recentemente.

Até mesmo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reconhece os receios em torno da IA. Em um episódio recente do podcast “Hard Fork”, Pichai afirmou que as pessoas estão “justificadamente” ansiosas sobre o tipo de futuro que a tecnologia criará, classificando a escala da mudança como sem precedentes.

Google e OpenAI enfrentaram processos por morte culposa movidos por familiares de pessoas que supostamente cometeram atos de violência ou automutilação devido ao uso de chatbots. Em março, o Google foi processado pelo pai de um homem de 36 anos, que alegou que o chatbot Gemini convenceu seu filho a tentar realizar “um ataque com múltiplas vítimas” e, posteriormente, a cometer suicídio.

No mercado de buscas, o DuckDuckGo não é o único mecanismo respondendo à demanda por alternativas. A Microsoft lançou uma extensão para navegador chamada “Bing AI Search Choice”, que permite aos usuários desativar recursos semelhantes a chats de IA.

“A IA está fazendo coisas poderosas para as buscas, mas as pesquisas mostram que nem todos querem usar IA para tudo o tempo todo”, escreveu Jordi Ribas, presidente de busca e IA da Microsoft, em uma publicação no LinkedIn sobre a atualização.

Também cresce a antipatia entre editoras e veículos de mídia, que viram o tráfego proveniente das buscas do Google despencar, em parte porque a IA reúne informações em resumos exibidos no topo dos resultados, eliminando a necessidade de clicar nos links.

Em uma disputa antitruste com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Google admitiu no ano passado, em documento judicial, que a web aberta já está “em rápido declínio”, uma avaliação que contrastou com declarações públicas de executivos da empresa.

Leia também: Google lança novos modelos de IA e agentes pessoais

Estudos de painéis de dados como SparkToro e Similarweb mostram que aproximadamente 68% de todas as buscas no Google agora terminam sem um único clique para um site externo. Roger Lynch, CEO da Condé Nast, afirmou em entrevista no mês passado à TBPN que sua equipe prevê quedas no tráfego oriundo das buscas há três anos e que “todos os anos a queda foi maior do que a prevista”.

“No ano passado, eu disse às nossas equipes para assumirem que não existe busca”, afirmou. “Vocês precisam planejar seus negócios como se a busca fosse zero.”

Mesmo após a queda das ações do Google na segunda-feira, o papel ainda acumula alta superior a 100% no último ano, superando com folga todos os seus pares entre as chamadas hyperscalers. A empresa demonstrou capacidade de sobreviver e prosperar em meio a grandes mudanças de plataforma, principalmente na transição da web para os smartphones, e provou ser uma participante relevante na IA generativa, apesar de um início lento.

Na última teleconferência de resultados, Pichai atribuiu o aumento do engajamento dos usuários a experiências baseadas em IA, como o AI Mode e o AI Overviews, áreas que recebem investimentos significativos.

“A IA continua impulsionando o uso das buscas e o volume de consultas está em nível recorde”, afirmou Pichai durante a conferência.

No entanto, o Google ativa o AI Overview automaticamente, o que significa, nas palavras de Kamyl Bazbaz, diretor de políticas do DuckDuckGo, que os usuários não recebem “uma escolha”.

Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou em um podcast da Bloomberg, em abril, que “existe esse tipo de mito de que as pessoas querem IA ou a web”.

“Na verdade, acho que o que vemos é que as pessoas querem IA e a web juntas”, disse ela.

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Atef Abu Saif e seu diário de sobrevivência na Faixa de Gaza (Coluna da Appoa)

Por:Sul 21
23 de Junho de 2026, 09:35

Manuela Sampaio de Mattos (*)

“Nossa vida é uma trégua, Said”.

Atef Abu Saif

Em um contexto de massacre e limpeza étnica, o que pode querer dizer o desejo enunciado de estar acordado quando morrer? “Quero estar acordado quando morrer: diário do genocídio em Gaza” é o título de um dos livros de Atef Abu Saif, palestino, autor de cinco romances, dois livros de contos e de ensaios políticos, e ex Ministro da Cultura da Autoridade Nacional Palestina, função exercida até 2024.

A instigante frase do título endereçada aos leitores e, por que não dizer, ao mundo, insiste como interrogação perturbadora ao percorrermos as entradas do diário de Saif. Ele foi escrito durante os primeiros 85 dias de sobrevivência à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, iniciada em outubro de 2023. Residente em Ramallah, capital administrativa da Palestina, localizada na Cisjordânia e a 15 km de Jerusalém, ele cumpria uma agenda de trabalho quando do início da “guerra”. Na ocasião, estava acompanhado de seu filho Yasser, com quem lutou obstinadamente contra a morte. 

A cadência da chegada do sono em direção ao ciclo de dormir, sonhar, acordar e despertar é um dos ritmos junto aos quais Saif se detém em seu diário, para narrar algo que cumpre função de circunscrição de sanidade diante do horror que escalava diariamente. Embora um dia se assemelhasse muito ao outro no que tange à continuidade de bombardeios, destruição, mortes e luta pela sobrevivência, a marcação do tempo, dos ritmos, protege alguma coisa que escapa à devastação resultante do estado de trauma contínuo. Traçar a diferença entre dormir e acordar, por exemplo, permite reestabelecer o intervalo entre as sensações de fusão da percepção corporal e a materialidade dos destroços, desenhando uma certa borda capaz de proteger um tanto de integridade subjetiva. Ocorre que dormir, na situação na qual se encontra Saif, não é mais algo com o que se pode contar, digamos assim, como um componente natural da fisiologia humana. 

A grande maioria dos ataques aconteciam à noite, portanto, o barulho ensurdecedor dos mísseis se torna o som ao redor. Entregar-se ao dormir pode significar não ter a chance de entender, “desperto”, a arquitetura dos ataques, o funcionamento das armas letais, o tempo que leva entre um clarão, o estouro e os desabamentos. Ver um míssil é também um sinal de que se está vivo. Com o decorrer dos dias, o som dos estrondos vai se naturalizando, dando lugar ao sono como ferramenta de sobrevivência. No terceiro dia dos ataques, escreveu:

Faço um esforço consciente para dormir, para descansar quando posso. Na guerra, você fica simultaneamente exausto e entediado na maior parte do tempo, tendo de lutar a cada momento para permanecer vivo. Mas nada muda. Sempre penso na época em que levei um tiro quando era criança, na Primeira Intifada, e como minha mãe me disse que eu realmente morri por alguns minutos, antes de ser trazido de volta. Sinto algum conforto com o pensamento de que quiçá desta vez eu possa fazer o mesmo, voltar dos mortos. O simples fato de eu estar pensando em sobrevivência é prova de que sobrevivi até agora

Os primeiros minutos depois de acordar costumava ser um momento de muita angústia, pois era quando recebiam as notícias pelo celular. Depois de um tempo, acordar também passou a ser um momento de felicidade, pois, nesta fresta do tempo da catástrofe, se davam conta de que ainda estavam vivos. Ambivalências, contradições, absurdos, são, prima facie, a tônica da realidade da guerra. “Um homem nada na praia e a guerra estoura. É como uma contradição. Então tento desenvolver isso [no livro]”, diz Saif em entrevista ao Metrópoles. Nadando na praia era o que ele estava fazendo quando tudo começou e, de repente, se viu colocando 7 a 10 pessoas em seu carro para fugirem dos ataques.

A contagem dos dias é diferente na guerra. Eles passam a ser contados a partir do início dos ataques. A cada dia, Saif costumava iniciar a escrita do diário contando da noite anterior, de como se abrigaram e fizeram para dormir, quando possível. Em seguida inicia o inventário das mortes, dos números gerais quando tinham eletricidade e notícias, bem como das mortes testemunhadas nas proximidades. É impossível entender, para quem está lendo, o absurdo que é ter tanta, mas tanta força para juntar tantos e tantos corpos, membros mutilados, e reconstituir alguma unidade a partir de uma montagem lúgubre que dá as condições mínimas de reconhecimento dos mortos. Muitas vezes, a sequência narrativa de Saif vai na via do que se sabe ou se imagina dos últimos momentos de vida daquelas pessoas. Poder ler a posição em que estavam os corpos, identificar a peça da casa em que estavam e os objetos circundantes, parece ajudar a reintegrar a dignidade dos mortos que tiveram seus corpos violados de todas as formas possíveis e impossíveis. 

Toda a família que estava na casa do meu primo Hatem morreu quando uma bomba a atingiu. Somente Wissam, minha sobrinha de 23 anos, e sua irmã Widad sobreviveram para manter a história da família, para contar o que aconteceu, e relatar seus últimos momentos, as últimas risadas, os últimos abraços. Alguém tem de provar para nós que não é possível dar um fim à vida. A vida é uma dádiva, e quem quer que a tenha dado para nós vai protege-la. Isso não é uma prece, já que nenhuma prece é capaz de mudar o destino. É um sentimento meu, um sentimento que me arrebata de tempos em tempos. Eu o senti ontem à noite, visitando Wissam no hospital, quando vi de relance no corredor uma menina que, no meio da multidão e de todo o caos, estava quieta fazendo a lição de casa. 

Escrever é também, para Said, uma espécie de prova de realidade que indica se ele está ou não está vivo. Apesar de os pensamentos serem focados em um constante e infernal agora, a escrita convoca uma relação com a temporalidade de uma outra forma, demarca um lugar em que os tempos se encontram. Escreve ao mesmo tempo para o presente, o passado e o futuro. Escreve para lembrar do que já fez para sobreviver e chegar até aqui, para registrar os nomes dos mortos, dos vivos, para cunhar a memória de quem viveu a Nakba em 1948 e agora resiste a uma segunda Nakba. Escrever é também um endereçamento para o futuro, para manter acesa nem que seja uma pequena esperança de futuro de uma Palestina viva como um lugar, uma ideia, um mapa:

Quando vislumbro o futuro desta cidade, se é que tem algum, me sinto compelido a continuar escrevendo. Por meio da escrita, podemos manter vivos os lugares, podemos depositar nossas lembranças das ruas agora em ruínas, das casas agora arrasadas. Podemos impedir que sejam esquecidas, e também criar um mapa de como devem ser reconstruídas, exatamente como era, onde quer que isso termine. 

Bait Lahia, Bait Hanun, Cidade de Gaza, Jabalia, Uádi Gaza, Rua Saftawi, bairro Saftawi, Hospital Al-Chifa, cidade de Nazla, Rua Jalaa, Rodovia Salah Al-Din (a “Nova Rodovia Nakba”), Hospital Indonésio, Hospital Europeu, Khan Yunis, Hospital Nasser, Rafah. Nomes dos lugares que conhecemos, página a página, como mapas portadores e guardiões de uma ancestralidade interditada em terra aos palestinos, mas não em memória.

No 46° dia, Saif começou sua peregrinação para o sul da Faixa de Gaza, na companhia de Yasser e de seus sogros, conforme orientação do Exército israelense. A decisão de deixar a hara em que nasceu e cresceu, seu bairro Jabalia, foi tomada neste dia em diálogo com seu pai, que decidiu ficar e o estimulou a partir. A narrativa desses dias prévios à decisão, bem como do dia da partida é, para mim, uma das partes mais lancinantes do livro. Foi surpreendente me deparar com a ideia de que o encontro com as tropas do exército, com as pessoas em carne e osso, de alguma forma poderia ser pior do que “se defender” dos ataques pelos mísseis. O nível de exposição sem defesas à humilhação a que foram e ainda são submetidos é simplesmente inacreditável, repugnante, inaceitável. Nenhum desses adjetivos é capaz de se aproximar do nível de abjeção e incredulidade que é encontrar no olhar do outro a sanha pela dominação, pela humilhação e pela destruição.

Não podemos mais ficar aqui, decidimos. Os projéteis das duas últimas noites estavam tão próximos que não apenas vi a luz e ouvi o estrondo de suas explosões como também os vi voando bem perto da minha janela. Os israelenses estão mais próximos a cada minuto. A maioria das regiões externas do campo está sob ocupação total. Durante a noite, as tropas marcharam, vindas do norte, e se aproximaram ainda mais. Nossa rua foi alvo de bombardeios contínuos dos tanques. Não preguei os olhos, em momento algum. “Quero estar acordado quando morrer”, disse a Muhammad. “Quero ver acontecer.”

À medida em que minha leitura avança nos registros de Saif sobre a escalada dos bombardeios e do extermínio, vou lembrando dos momentos em que lia e assistia àquelas notícias, que via aquelas fotos dos hospitais em chamas, daquela mãe aos prantos segurando o cadáver de seu filho, da fome. Lampejos de memória e de dor ressurgem por debaixo do manto da anestesia, fazendo lembrar também que isso não acabou. Isso me leva a pensar que, qualquer um, a qualquer tempo, em qualquer canto do mundo, pode acordar do sono anestésico e se situar como testemunha na corrente humanitária que repudia esses acontecimentos, levando adiante uma palavra que seja a respeito desse horror ainda em curso. Suportar o despertar, o desejo de se manter acordado, de sustentar o olhar e querer ver o que está acontecendo, insistir na abertura do campo da palavra. Quem sabe um dia, poder falar dos sonhos. É pouco, muito pouco, quase nada, mas falar da atrocidade que é o genocídio na Palestina é uma escolha e, como diz Saif, quando se tem uma escolha, pode ser tudo o que se tem.

(*) Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Appoa) e doutora em Filosofia pela PUCRS.

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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$140,000 raised for Texas woman who called Islam ‘terrorist organization’

Por:RT
23 de Junho de 2026, 00:16

A massage therapist sparked debate online after being filmed arguing about Muslims in a grocery store

More than $140,000 has been raised online on behalf of a Texas woman filmed making anti-Islam comments in a grocery store.

The 44-second video which surfaced on Sunday shows a woman in blue medical scrubs confronting two other women who remain off camera.

The woman, identified by media reports as massage therapist Dasha Kilpatrick, says: “Islam is a terrorist organization, not a religion. I’m very educated on this subject. You need to leave. You’re not welcome here. This is not a Muslim country. This is a Christian country.”

One of the women is heard responding, “You need to leave,” while another says, “We have citizenship here.”

The altercation was reportedly filmed inside an H-E-B supermarket in Conroe, Texas.

After Kilpatrick faced backlash online, a fundraiser was launched on the Christian crowdfunding platform GiveSendGo. As of Tuesday, it raised $140,178.

This is not an outlier or an isolated incident. Perhaps the most disturbing part is the conviction this woman has in believing neighbors shopping at HEB are a threat to her and her country. This "hate virus" is a contagion we must confront with facts, truth, and unity. #txlege pic.twitter.com/Sg30vqknhp

— Rep. Suleman Lalani, M.D. (@DoctorLalani) June 21, 2026

“Dasha’s been fully doxxed, fired, and canceled for daring to speak truth in her own country. She’s now dealing with lost income, threats, and the mob coming for her holistic practice,” the fundraiser page states.

Texas State Representative Suleman Lalani described Kilpatrick’s remarks as “disturbing.”

“This ‘hate virus’ is a contagion we must confront with facts, truth, and unity,” he wrote on X.

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RT
US university provost grabs Palestinian flag from graduate mid-ceremony (VIDEO)

Inner Light Holistic Healing, a business where Kilpatrick was reportedly listed as an employee, has been flooded with negative reviews.

Others, including Republican Congresswoman Nancy Mace, expressed support for Kilpatrick.

“I stand with Dasha, do you?” Mace wrote on X.

Anti-Muslim incidents in the US have increased in recent years amid debates over immigration, conflicts in the Middle East, and concerns about Islamist terrorism.

President Donald Trump, who signed an executive order restricting entry from several Muslim-majority countries during his first term in office, has recently accused Democrats of covering up several high-profile fraud cases in Minnesota involving Somali Americans.

The Council on American-Islamic Relations (CAIR) said it received 8,683 complaints of discrimination and bigotry last year, the highest annual number since the organization began publishing the data in 1996.

Comitê faz alerta sobre efeitos de vapor da CMPC em Guaíba

Por:Sul 21
22 de Junho de 2026, 19:27

O Comitê de Análise e Questionamento do EIA-RIMA do Projeto Natureza, empreendimento da empresa de celulose CMPC, fez um alerta nesta segunda-feira (22) sobre o lançamento de vapor que foi observado no domingo (21), em Guaíba. Um registro fotográfico compartilhado pelo Comitê mostra a movimentação intensa de vapor que chega a formar uma nuvem que se espalha por todo o território da instalação da empresa na Região Metropolitana e segue avançando.

Conforme o Comitê, que é composto por entidades de preservação do ambiente natural, técnicos, especialistas e ativistas, a chamada nuvem extraordinária pode ser causada por um processo de despressurização, o que pode ocasionar “poluição térmica e provável combinação com substâncias químicas de potencial tóxico”. “Embora as emissões de vapor possam fazer parte de procedimentos operacionais em sistemas de caldeiras, nossa avaliação aponta que eventos extremos de despressurização requerem atenção devido não somente à geração de ruído intenso, mas à poluição térmica e provável combinação com substâncias químicas de potencial tóxico, utilizadas no tratamento da água industrial e que são liberadas nestas gigantes nuvens de vapor”, afirma a nota.

O Comitê também traz relatos de moradores sobre a ocorrência de ruídos altos em função do processo. A nota cobra mais transparência da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) sobre os possíveis riscos à população de processos com uso de substâncias tóxicas que poderiam estar contidas no jato.

“Na operação de caldeiras de alta pressão, a água utilizada no processo requer rigorosos tratamentos de desmineralização e controle de corrosão. Entre os produtos tradicionalmente empregados nestas indústrias estão os sequestrantes de oxigênio, como o caso da hidrazina e do sulfito de sódio, além de compostos alcalinizantes e anticorrosivos, como a morfolina. Essas substâncias, frequentemente utilizadas nestes processos, possuem reconhecidos riscos toxicológicos e ambientais, principalmente quando manipuladas inadequadamente ou liberadas para o meio ambiente, podendo ser este o caso. A hidrazina é considerada altamente tóxica e potencialmente carcinogênica, além de apresentar elevada toxicidade para organismos aquáticos. O sulfito de sódio pode liberar dióxido de enxofre, um gás irritante associado ao agravamento de doenças respiratórias, especialmente em pessoas com asma. Já a morfolina é classificada como substância corrosiva, capaz de provocar irritações severas em contato com a pele, olhos e sistema respiratório”, completa a nota.

Os ativistas ainda alertam para riscos de efeitos colaterais de eventos com vapores como o registrado em Guaíba, que podem alterar drasticamente as condições ambientais para os animais, assim como aumento da umidade atmosférica do inverno, associado com aumento de doenças respiratórias. Por meio da nota, o Comitê ainda chama a atenção para os possíveis efeitos da instalação de uma nova fábrica da CMPC Celulose, do chamado Projeto Natureza, também no Estado, dessa vez em Barra do Ribeiro.

A CMPC Celulose foi procurada pela reportagem do Sul21, mas, até o fechamento dessa matéria, não havia se manifestado sobre o incidente.

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Bancários reivindicam aumento real, PLR e defesa dos bancos públicos

22 de Junho de 2026, 19:26

São Paulo, com informações do Sindicato dos Bancários – A categoria bancária definiu neste domingo (21) as reivindicações da Campanha Nacional Unificada que serão entregues à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 24 de junho.

Entre as prioridades apontadas pela categoria dos bancários estão:

  • o reajuste com reposição integral da inflação (INPC na data-base)
  • aumento real de 5%,
  • PLR maior,
  • valorização do vale-alimentação e vale-refeição,
  • ampliação do emprego e da rede de atendimento bancário,
  • combate às metas abusivas e
  • defesa dos bancos públicos.

Além disso, a categoria propõe a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, com maior controle social sobre o setor, ampliação do acesso ao crédito, redução das desigualdades e fortalecimento do papel dos bancos no financiamento do desenvolvimento econômico e social do país. E a importância de eleger um governo democrático e um Congresso que defenda a pauta dos trabalhadores.

A definição da pauta final de negociação começou no mês de abril, com a consulta aos bancários e os debates nas conferências estaduais. Neste fim de semana, durante a 28ª Conferência Nacional, em São Paulo, cerca de 630 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2026. São 450 mil bancários no país, organizados pelo Comando Nacional dos Bancários.

“Nossa campanha começou em abril, com a consulta à categoria, e em seguida as conferências estaduais e hoje finalizamos a Conferência Nacional. O resultado da consulta reflete a real necessidade da categoria. Nas cláusulas econômicas, as principais reivindicações foram por aumento real, PLR maior, e reajustes no vale-alimentação e refeição”, conta Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

“Entre as cláusulas sociais, a consulta apontou a manutenção dos direitos, emprego, plano de saúde e combate ao assédio moral. E destaca como a atual política dos bancos compromete a saúde dos empregados: Há um aumento no uso de medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, a categoria aponta impacto negativo do ambiente bancário sobre a saúde mental, o que representa um problema estrutural de gestão, metas, pressão e intensificação do trabalho”, destaca Neiva.

“Também há uma preocupação crescente entre os trabalhadores, com o alto investimento dos bancos em tecnologia e IA e a categoria reivindica proteção ao emprego, qualificação, remuneração, revisão humana das decisões e limites ao monitoramento. Esse é um ponto fundamental da negociação coletiva no setor financeiro”.

Na Conferência, 630 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2026 dos 450 mil bancários no país, organizados pelo Comando Nacional dos Bancários

A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, reforçou que a minuta de reivindicações expressa as preocupações da categoria, “como aumento real, valorização e proteção do emprego bancário, combate ao assédio moral, às metas abusivas, por um ambiente de trabalho saudável e para que as transformação estruturais do setor decorrentes da implementação das novas tecnologias resultem em benefícios para a categoria, não em fechamento de agências e postos de trabalho”, disse Juvandia.

“Saímos desta plenária revigorados, mais unidos e dispostos para seguir em frente na luta pela manutenção e avanço em direitos às bancárias e bancários de todo o país. A luta da categoria bancária é a luta de toda a classe trabalhadora. Quando nós avançamos, inspiramos toda a nossa classe a seguir avançando”, completou a dirigente.

Consulta Nacional dos Bancários 2026

A Consulta Nacional dos Bancários 2026 confirmou a disposição da categoria em participar da construção da pauta de reivindicações da Campanha Nacional. O levantamento, realizado entre 17 de abril e 31 de maio, recebeu 54.952 respostas.

Entre as cláusulas econômicas, a principal prioridade apontada pela categoria foi o aumento real de salário, indicado por 93% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento da PLR, com 63%; aumento maior para o vale-alimentação e o vale-refeição, com 51%; aumento do piso da categoria, com 31%; Plano de Cargos e Salários, com 25%; igualdade salarial, com 10%; aumento da ajuda de custo para home office, com 3%; e aumento do auxílio combustível, com 2%.

Nas cláusulas sociais, a manutenção de direitos aparece como a principal prioridade, citada por 65% dos respondentes. Emprego foi indicado por 45%; plano de saúde, por 39%; combate ao assédio moral, por 35%; igualdade de oportunidades, por 24%; previdência complementar, por 19%; e impacto das inovações tecnológicas, por 17%.

A consulta também revelou que 40% dos consultados usaram medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, 72,6% afirmaram que o ambiente de trabalho no banco em que atuam traz impactos negativos para a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras. Apenas 14,3% disseram que não há impactos negativos e 12,6% responderam que não sabem.

Dados da categoria dos bancários

Emprego x agências

A defesa do emprego é uma das prioridades da Campanha 2026. A partir de 2020, com a intensificação da digitalização dos serviços financeiros, o setor bancário fechou 31,3 mil postos de trabalho até abril de 2026, dos quais aproximadamente 25 mil eram ocupados por mulheres (Novo Caged). As mulheres representaram 44,3% das admissões, mas 49,1% dos desligamentos no período. Somente em 2026 (janeiro até abril) foram fechados 5.410 postos de trabalho.

Entre 2024 e 2025, os cinco maiores bancos fecharam 1.345 agências, totalizando queda de 37% na rede física, considerando esse período. Mas reestruturação não reflete uma retração no setor, que teve lucro líquido de R$ 124 bilhões em 2025, mas sim uma mudança de estratégia para focar em alta renda e no atendimento digital.

Adoecimento

Em 2024, nos afastamentos por doenças “mentais e comportamentais”, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a 1ª posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental do país, com 1.946 afastamentos e a 5ª posição entre os afastamentos previdenciários, com 8.345 ocorrências em 2024.

Em relação ao total de afastamentos por doenças mentais e comportamentais, a categoria bancária representa 25% dos afastamentos acidentários (que tem relação com o trabalho) e 3,3% dos afastamentos previdenciários no Brasil.

Tecnologia x lucro

O orçamento total em tecnologia do setor, para 2025, foi estimado em R$ 47,8 bilhões (alta de 13% ante 2024). Em 2025, somente os três privados, juntos (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander), lucraram R$ 87,1 bilhões, com alta de 16,9%.

Com informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo

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Financiamento é o grande gargalo da pesquisa gaúcha, aponta Rafael Roesler

22 de Junho de 2026, 18:33

Embora o Rio Grande do Sul esteja na liderança em rankings nacionais de números de pesquisadores e de pesquisas com maior impacto, o financiamento que o Estado reserva para a pesquisa científica e acadêmica é um dos mais baixos do País. O diagnóstico é do professor titular do Departamento de Farmacologia da Ufrgs, Rafael Roesler, que está no segundo mandato como diretor técnico-científico do Conselho Técnico Administrativo (CTA) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

A Fapergs é a principal agência de fomento à pesquisa científica e à inovação tecnológica do RS, uma fundação pública da administração estadual. Conforme o diretor, o setor nunca recebeu os recursos previstos em legislação, o que, para ele, denota um problema sistêmico de baixo financiamento para estudos no RS.

No entanto, mesmo com poucos recursos, ele ressalta que os pesquisadores gaúchos são protagonistas em momentos de crise como nas enchentes de 2024, quando diversos especialistas de universidades gaúchas se mobilizaram para oferecer diagnósticos e soluções para diminuir os impactos das cheias.

O professor é o convidado do encontro promovido pelo Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia da Adufrgs-Sindical e palestra, nessa segunda-feira (22), na sede da entidade. Nessa entrevista ao Sul21, o professor ainda defende que o Brasil precisa aprender com os modelos de financiamento de pesquisa de países como China e Coreia do Sul, que conseguiram usar a inovação local para impulsionar a economia.

Confira:

Sul21: O que falta para o Brasil se destacar?

Rafael Roesler: Há várias carências crônicas e várias instabilidades crônicas. E entra na questão do financiamento, que é o principal fator que determina se as coisas vão acontecer ou não. Temos, em nível federal, as principais agências de fomento: o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que é fomento mais à pesquisa, incluindo a pesquisa básica; a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que é mais para a formação de pessoas, com bolsas de pós-graduação; e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que é voltada para grandes infraestruturas de pesquisa e de inovação, inclusive inovação nas empresas, onde é necessário esse fomento público também. Temos que enxergar a atividade de pesquisa científica vinculada à inovação tecnológica, a atuação das universidades, das empresas, dos institutos de pesquisa, do poder público, da sociedade civil, idealmente como atores articulados em torno de um projeto de desenvolvimento socioeconômico do país.

Sul21: Quais os exemplos estrangeiros que podem ser apropriados pelo Brasil?

Roesler:  Todos os países que conseguiram um desenvolvimento soberano, uma economia avançada e socialmente justa, baseada em pesquisa científica na base da economia, articularam esses atores todos. Precisamos dessa articulação com o poder público coordenando esse processo e dando a diretriz, principalmente o governo federal, com as agências públicas dos estados, os laboratórios nacionais públicos, as universidades de todas as matizes e características de gestão, e também com a indústria nacional. Vale enfatizar ainda a participação da geração de start ups nacionais, pequenas empresas de alta densidade tecnológica, que diversificam a economia, com alto conteúdo científico, para que projetem a economia para um modelo baseado em tecnologia mais sustentável e mais avançado. Esses agentes podem trabalhar de forma harmoniosa e benéfica para a sociedade. E o critério é estar inserido num projeto de desenvolvimento nacional. Tem sido assim a experiência de todos os países que conseguiram dar um salto a partir de uma posição de capitalismo periférico. Como a Coreia do Sul, que se tornou uma economia de maior produtividade e maior renda, capaz de prestar serviços sociais mais generosos. Outro grande modelo que temos agora é a China.

Sul21: E como está o RS nesse cenário?

Roesler: O Rio Grande do Sul tem um sistema acadêmico, científico e tecnológico muito rico. As universidades comunitárias têm um papel fundamental nisso. Temos os institutos federais, as unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sete universidades federais sediadas no estado, parques tecnológicos, incubadoras de ponta. É um estado muito rico e muito competitivo para captação desses recursos federais que existem. O Rio Grande do Sul tem a maior densidade de pesquisadores ativos profissionalmente por habitante, a maior densidade de publicações científicas por habitante no Brasil e a maior qualidade de produção científica no Brasil medida pelo impacto. Também tem a maior formação de doutores no Brasil e a maior formação de pós-graduação. Se analisarmos a produção conforme as métricas por habitante. o Rio Grande do Sul lidera tudo isso no país, mais até do que São Paulo, que tem um financiamento muitíssimo maior. Agora, o nosso financiamento é muito baixo. A gente tem um problema crônico de subfinanciamento, que é um dos orçamentos mais baixos do Brasil.

Rafael Roesler é diretor-técnico da Fapergs

Sul21: Qual o orçamento da Fapergs?

Roesler: Quando começa o ano, o orçamento base da Fapergs, que é destinado na lei de orçamentária da Assembleia, historicamente, fica em torno de R$ 30 milhões. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) fica em torno de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões. Rio de Janeiro e Minas Gerais praticam orçamento de R$ 700 a R$ 900 milhões por ano. Todos os outros estados da região Sul e Sudeste e a maior parte dos estados do Nordeste e do Norte recebem mais financiamento estadual do que o Rio Grande do Sul. Temos conseguido algumas suplementações importantes nos últimos anos, graças ao esforço de vários agentes, da própria Fapergs, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia e do Governo do Estado. Com isso, tem executado orçamento na casa de R$ 100 milhões, mas isso são suplementações que são incertas, que não estão organicamente incluídas ainda no orçamento que é aprovado pela Assembleia na lei orçamentária. E esse é o grande gargalo aqui para o Estado em termos de política estadual, de ciência, tecnologia e inovação.

Sul21: Há um contraste entre esses dados de liderança nas pesquisas. O que está faltando para o orçamento reconhecer a extensão da pesquisa?

Roesler: Temos conversado com muitos deputados e o Governo do Estado, que conhecem essa realidade. O Tribunal de Contas do Estado todo ano aponta o Governo do Estado por causa dessa deficiência. Temos uma lei na constituição que diz que 1,5% da arrecadação líquida de impostos do estado deveria vir para pesquisa científica, principalmente para Fapergs. Isso nunca foi cumprido. Nunca chegou perto de ser cumprido. E não é que os agentes desconhecem a situação. Pois estamos em todos os fóruns comunicando, isso é público. Parece que é um problema estrutural, todos os governos falam que o RS é um estado financeiramente complicado. Pessoalmente, penso que é uma questão de priorização, porque há competição pelo orçamento público por diferentes demandas. Tem que haver um entendimento de que o financiamento em pesquisa gera lá na frente um crescimento econômico que compensa esse financiamento pelos benefícios sociais. Mas é um problema crônico histórico do Estado. Existe esse clichê de que a culpa é dos pesquisadores que não sabem se comunicar com a sociedade. Mas discordo, tem muito canal de divulgação científica hoje em dia, tem muitos comunicadores bons e todos os caminhos para conhecer o que é feito. É realmente um problema político e de modelo econômico.

Sul21: Professor, durante as enchentes de 2024, os órgãos de pesquisa do RS foram muito acionados. Como o senhor avalia esse momento?

Roesler: Naquela época, imediatamente quando ocorreu a enchente, a posição da Fapergs foi de acionar a comunidade científica acadêmica do Rio Grande do Sul, porque ela queria muito oferecer especialistas e centros de pesquisa dessa área que são de ponta, que teriam soluções e diagnósticos. E precisam de espaço para conseguirem aprimorar, trabalhar e serem ouvidos. E foi assim na covid-19 também, na hora em que a gente precisa da informação apurada, do conteúdo real com substância e do parecer técnico real, onde é que o Jornal Nacional veio fazer a transmissão? Foi no Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Ufrgs, veio para a universidade federal. Na covid-19 também, as pessoas foram procurar informação de qualidade dentro da universidade federal. É ali que está o conhecimento, e principalmente o conhecimento de qualidade. Então após as enchentes fizemos um movimento para construir um grande programa de apoio à pesquisa, para resiliência, prevenção e resposta a desastres climáticos.

Sul21: Como foi essa articulação?

Roesler: Pesquisamos muito a experiência internacional, o que as agências de fomento americanas fizeram nos Estados Unidos em resposta ao furacão Katrina em New Orleans. Estudamos o que o Japão faz em questão de pesquisa científica na resposta aos terremotos e tsunamis. Pesquisamos o sistema científico internacional de tsunami da Indonésia e usamos isso como modelo para construção de um edital. Conseguimos viabilizar esse edital com o apoio do Governo do Estado e dos recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), que o Governo Federal disponibilizou na época para o RS. E lançamos um edital de R$ 45 milhões para desastres climáticos. Esse foi o maior, mas houve outros editais também acessórios a esse e outros em paralelo. Então lançamos uma série de programas para tentar manter os jovens talentos científicos no estado, não fazer eles desistirem do estado por causa daquilo, para tentar estimular a pesquisa nessa área, dando a prioridade para a própria comunidade acadêmica e científica gaúcha, não para agentes externos. E para apoiar as pequenas empresas tecnológicas que precisavam de apoio para continuar no estado. Fizemos vários programas e editais. E houve uma resposta muito boa. Então, houve uma ativação da comunidade científica em resposta a esse processo climático.

Sul21: O uso da Inteligência Artificial (IA) em pesquisas e no ambiente acadêmico traz preocupações para o senhor?

Roesler: Não sou especialista nessa área, mas, como todo mundo, estou muito perplexo com a rapidez que vem sendo utilizada. A IA claramente apresenta enormes oportunidades, é uma mudança irreversível na maneira como nós fazemos as coisas e apresenta também ameaças. Espero que a gente consiga construir um modelo brasileiro de IA, onde não fiquemos subalternos tecnologicamente, nem subalternos do ponto de vista de entrega da informação estratégica brasileira para essas grandes corporações internacionais. Deveríamos ter uma discussão mais profunda sobre o que está havendo, para criar um modelo brasileiro de governança, que nos fornecesse segurança e um uso benéfico para a sociedade brasileira.

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Governo Lula traz pacote para melhoria de infraestrutura nas periferias do RJ

22 de Junho de 2026, 17:47

O Ministério das Cidades anunciou hoje (22) no Rio de Janeiro (RJ) ações para a melhoria de infraestrutura urbana e qualidade de vida nas periferias. A agenda teve participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro das Cidades, Vladimir Lima, e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Leia mais em TVT News.

O evento anuncia atos e medidas que somam R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização de favelas na capital do estado, além da autorização para início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba.

As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.

As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.

Ações integram Novo PAC Periferia Viva

Na Favela da Maré, serão assinados documentos entre o Governo do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro para viabilizar a fase 1 das intervenções do Novo PAC Periferia Viva.

Entre as ações previstas estão a construção do Parque Linear da Maré, na Vila dos Pinheiros, e a implantação de um Ecoponto. O parque ocupará área atualmente degradada e utilizada para descarte irregular de resíduos às margens da Baía de Guanabara. 

A Autorização do Início da Obra representa os primeiros R$ 8,5 milhões em investimentos do Novo PAC Periferia Viva na comunidade. Consideradas as etapas seguintes, os investimentos na Maré deverão alcançar R$ 170 milhões. 

A comunidade também celebrará a conclusão do Programa CEP para Todos. Todo o Complexo da Maré passa a contar com CEP por logradouro, com a criação de 434 novos códigos de endereçamento postal internos. O trabalho envolveu a verificação de 887 logradouros, incluindo avenidas, travessas, becos e vielas, além da atualização de 225 nomes e da identificação oficial do Bairro Maré junto aos Correios. 

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Governo Federal para Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas do Rio de Janeiro, no Jardim Maravilha – RJ.



Foto: Ricardo Stuckert / PR

No Complexo do Alemão, será assinado o Contrato da Operação do FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva, que prevê obras de infraestrutura urbana, incluindo implantação de redes de esgoto sanitário e abastecimento de água, rede elétrica e iluminação pública, pavimentação, drenagem, construção de praças e ações de regularização fundiária. 

Também será inaugurado o Posto Territorial Periferia Viva, instalado em imóvel localizado no interior da comunidade e equipado para apoiar a implementação das ações do programa. O Governo do Brasil vai liberar R$ 200 milhões e viabilizar um investimento total no Complexo do Alemão de R$ 210,5 milhões com a contrapartida da Prefeitura do Rio. 

A agenda prevê ainda a assinatura do contrato de financiamento para a urbanização da Rocinha, firmado entre o Ministério das Cidades, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Caixa Econômica Federal. O projeto contará com R$ 350 milhões em investimentos, dos quais R$ 332,9 milhões serão financiados pelo Governo do Brasil e R$ 17,5 milhões correspondem à contrapartida da Prefeitura do Rio, responsável pela execução. 

Baseada no Plano Diretor da Rocinha, a intervenção reúne ações integradas nas áreas de infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida, abrangendo aproximadamente 280 mil metros quadrados da comunidade. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 10 mil famílias que vivem no entorno das obras. 

A agenda também inclui a assinatura do termo que autoriza o início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba. Com investimento do Governo do Brasil por meio do Novo PAC, as intervenções incluem a construção de um dique, reservatórios para retenção das águas das chuvas, obras de drenagem, urbanização e implantação de pavimentação e passeios, melhorando a mobilidade e a acessibilidade. O projeto beneficiará cerca de 30 mil moradores da região e reforçará a proteção do bairro contra enchentes. 

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Beiranvand's seven saves help Iran battle to draw with 10-man Belgium

22 de Junho de 2026, 01:46
Iran goalkeeper Alireza Beiranvand saves a shot against Belgium in a Group G match at the 2026 FIFA World Cup in Inglewood, California, June 21, 2026. /VCG

Alireza Beiranvand delivered another outstanding World Cup performance on Sunday, making seven saves to help Iran battle to a 0-0 draw against Belgium in Group G in Los Angeles.

The Iranian goalkeeper repeatedly frustrated the Belgian side's attacks and helped Team Melli collect a second consecutive draw, but the result will leave a sense of frustration after the Red Devils were reduced to 10 men in the second half.

Belgium defender Nathan Ngoy was shown a straight red card in the 66th minute after a costly mistake. His attempted back pass fell short before he brought down Mehdi Taremi to prevent the Iran forward from bursting through on goal.

Iran goalkeeper Alireza Beiranvand keeps the ball out of the net against Belgium in a Group G match at the 2026 FIFA World Cup in Inglewood, California, June 21, 2026. /VCG

The Iranians were unable to turn their numerical advantage into a winning goal, needing instead to once again rely on Beiranvand late in the match. The shot-stopper denied Maxim De Cuyper on two occasions, including a close-range opportunity in the 86th minute.

A second straight draw extended a difficult run for the Belgians, who have yet to score through their own efforts at this tournament, after opening with a 1-1 stalemate against Egypt that featured an own goal. Despite controlling possession for much of the opening hour, Belgium once again lacked a cutting edge in front of the net.

Despite the off-field challenges surrounding the team, Iran once again showed resilience on the pitch. With two draws from two matches, the squad will head into its final game in Group G knowing that a place in the knockout phase remains within reach.

Iran and Belgium both have two points after back-to-back draws, while Egypt now leads the group with four points following a 3-1 triumph in Vancouver that left bottom side New Zealand stuck on one, behind goals from Mostafa Zico, Mohamed Salah and Trezeguet.

Spain winger Lamine Yamal (#19) celebrates after scoring a goal against Saudi Arabia in a Group H match at the 2026 FIFA World Cup in Atlanta, Georgia, June 21, 2026. /VCG

In the day's other high-profile match, Spain bounced back emphatically from its disappointing opening draw by thrashing Saudi Arabia 4-0 in Group H in Atlanta. Lamine Yamal scored his first World Cup goal and Mikel Oyarzabal struck twice as the European champions rediscovered their attacking rhythm.

Yamal gave the Spaniards an early breakthrough in the 10th minute after arriving at the back post to convert Oyarzabal's pass. The Saudis struggled to cope with La Roja's movement and quickly fell further behind, with Oyarzabal finding the net twice in the space of three minutes before halftime to put the result beyond doubt.

An own goal shortly after the break completed the scoring as Spain cruised through the remainder of the contest. Yamal's opener also earned him a place in the record books, as the 18-year-old became the second-youngest Spanish scorer at a World Cup, as well as the second-youngest player to notch the first goal for a team at the tournament behind Brazil legend Pele.

Cabo Verde winger Helio Varela (#26) is lifted by his teammates after scoring a goal against Uruguay in a Group H match at the 2026 FIFA World Cup in Miami, Florida, June 21, 2026. /VCG

Cabo Verde, meanwhile, continued its run as one of the tournament's biggest surprises after fighting back to earn a 2-2 draw against Uruguay in Group H in Miami. The result came just days after the Blue Sharks held Spain to a scoreless draw in their World Cup debut.

Kevin Pina put Cabo Verde ahead with the country's first-ever World Cup goal, before La Celeste responded through Maximiliano Araujo and Agustin Canobbio prior to halftime. The African side refused to back down, however, with Helio Varela restoring parity in the second half to clinch another valuable point.

The draw leaves Cabo Verde firmly in contention for a place in the knockout phase heading into its final group match against Saudi Arabia. With two points from two games, the Atlantic island archipelago has already turned heads by standing toe-to-toe with two former World Cup champions.

Cabo Verde and Uruguay both have two points after their stalemate, behind top-of-the-table Spain with four, while Saudi Arabia brings up the rear with one.

Sixty years of Black Power: Why America still can’t survive its own race debate

Por:RT
21 de Junho de 2026, 05:48

Riots, revolutionaries, symbols, scandals – and the conflict no other rich country had to face like the US

Recently George Floyd’s brother showed off his new diamond encrusted gold medallion with George’s face on it worth about $45,000. He claimed that it immortalized Floyd’s legacy.

Many commenters were doubtful if that was the best way to express feelings and asked whether the medallion had been paid for with donations to Floyd’s family.

Today, the struggle for minority rights in the US may look chaotic, strange, and even bizarre. But in fact, it wasn’t that different in the 20th century – that idealized era of famous orators and revolutionaries, as well as now-forgotten riots and strange political projects. 

Moreover, we tend to forget that when it comes to minority rights, no other developed nation has faced the same challenges as the US. 

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RT
The left’s forgotten killers: How America’s radicals killed – and became heroes instead of criminals

The riots

At the time of the start of the Black Power movement, the situation with racial equality in the US was, for lack of a better word, confusing. African Americans, like everyone “born or naturalized in the United States,” had been considered full-fledged American citizens since July 9, 1868, when the 14th Amendment to the US Constitution was adopted. Technically, at that point the debate over the rights of African Americans was over.

At the same time, however, the Jim Crow laws – a collection of statutes which discriminated against African Americans – remained in effect in many states. These laws were named after the minstrel song ‘Jump Jim Crow’ which mocked African Americans. The social segregation laws ranged from requiring African Americans to sit in designated rear sections of buses and trains to bans on interracial marriages.

These laws were primarily in effect in the South and Southeast: Alabama, Arkansas, Florida, Georgia, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Missouri, North Carolina, Oklahoma, South Carolina, Tennessee, Texas, and Virginia. But some of the laws were also in effect in other states, like Delaware, Illinois, Indiana, Pennsylvania, and California.

African Americans also frequently met with informal discrimination. For example, they were often denied access to skilled professions, admission to universities, and, most importantly, mortgages. Many banks also practiced “redlining”: neighborhoods with large black populations were considered high or “red” risk, even if they were peaceful and prosperous. Therefore, the lenders refused to issue loans to residents of these areas. At this time, housing prices began to rise, making it nearly impossible to improve living conditions without getting a mortgage.

Five African American women sitting on a bench labelled 'Colored Only' in Lakeland, Florida, USA, circa 1960. ©  Joan Sydlow / FPG / Archive Photos / Getty Images

In fact, these informal, unwritten restrictions were even worse than the Jim Crow laws. They not only isolated African Americans from society but also prevented them from improving their situation. But if anyone pointed out this injustice, skeptics could respond that there were no official laws against African Americans that prevented them from taking out loans or voting. On paper, they were free and full-fledged citizens, but in practice, things were different.

In 1964, a Harlem resident got into a conflict with a group of black schoolchildren. 15-year-old African American Jerome Powell was shot and killed by police in front of his friends and about a dozen witnesses. A police officer claimed Powell had lunged at him with a knife, while other witnesses claimed the teenager had actually surrendered. On June 16, the riots, later known as the Harlem Riots, began. Approximately 4,000 people participated in them. Ultimately, one person was killed, 118 were injured, and 465 were arrested.

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The blood of Soweto: When children confronted apartheid’s guns

Powell’s death was the spark that lit a powder keg. Tensions in black neighborhoods had been growing for a long time, and the frustration erupted into violence. Over the next four years, new riots erupted in black neighborhoods across the United States. They became known as the Ghetto Riots. 

The situation culminated in nationwide riots in April 1968 after the assassination of Martin Luther King Jr. There were pogroms, lootings, fires, and shootouts in cities across the US. In Chicago alone, 11 people were killed and more than 500 injured.

Then-US President Lyndon B. Johnson was somewhat understanding of the rioters and said, “When you put your foot on a man’s neck and hold him down for three hundred years, and then you let him up, what’s he going to do? He’s going to knock your block off.” However, he had no plans to negotiate with the rioters and was unable to allocate significant resources for social assistance, since the authorities were preoccupied with the Vietnam War.

Johnson authorized the army to suppress the riots and condemned all those who broke the law. His successor, Richard Nixon, maintained a hardline policy against black activists and their allies. US authorities had long viewed Black Power with suspicion, and sometimes even hostility.

Soft power and revolutionaries

Sixty years ago, on July 16, 1966 (exactly two years after the death of Jerome Powell) activist Kwame Ture (better known as Stokely Carmichael) delivered a speech outlining the ideas that he had united under the slogan ‘Black power’. 

“It is a call for black people in this country to unite, to recognize their heritage, to build a sense of community. It is a call for black people to define their own goals, to lead their own organizations,” Carmichael said.

Stokely Carmichael, former leader of the Student Nonviolent Coordinating Committee, at a civil rights gathering in Washington in 1970. © Getty Images / Bettmann

His speech was the culmination of the March Against Fear, in the course of which participants marched from Memphis, Tennessee, to Jackson, Mississippi to protest racism in the South and restrictions on their voting rights. As a result, thousands of African Americans were registered to vote. This was not a spontaneous action, but the result of arduous work.

While some participated in the riots, others established dozens of organizations to fight for the rights of minorities: from student councils to human rights groups. Most of the organizations consisted of passionate enthusiasts who organized peaceful protests, managed media support, and demanded de facto equality.

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‘Trump has sold us out’: Israelis react with anger and anxiety to new Iran deal

The Ghetto Riots frightened many Americans, even those who ideologically supported the struggle of the minorities. But the soft power approach of the activists helped foster a positive image of the movement.

One niche group, the Olympic Project for Human Rights (OPHR), was responsible for one of the movement’s most famous symbols. At the 1968 Olympics in Mexico City, African American Tommie Smith won the 200-meter race, setting a new record of 19.83 seconds.

At the awards ceremony, he and bronze medalist John Carlos stood barefoot, with heads bowed and black gloves raised in a gesture of solidarity with the fight for black rights. Australian Peter Norman, a white athlete who won the silver medal, wore an OPHR badge to the ceremony as a sign of solidarity.

Smith and Carlos’ gesture drew criticism from politicians and Olympic officials, but they were the ones who showed the ‘humane’ face of the protest movement. 

Some organizations, however, were not satisfied and wanted more. Ideas were voiced about creating an independent black state, where African Americans could create their own institutions and ensure social justice. This state was supposed to be established on the territory of Georgia, Alabama, and Mississippi – the US government was supposed to transfer these states as reparations for slavery and ‘oppression’.

The Nation of Islam, an eccentric organization of black Muslims, particularly advocated for separation from the United States. It was popular for a while, largely thanks to Malcolm X. But following his departure from the organization, it lost followers and delved deeper into esotericism.

Nation of Islam leader Malcolm X © Getty Images / Bettmann

The Black Power movement also gave birth to revolutionary organizations which carried out bombings and shootouts with the police. As a result of their terrorist actions, about 100 people died. 

It is difficult to say what proved more effective in the fight for the rights of African Americans: the peaceful protests, the threats of the revolutionaries, or simply the passage of time. But over time, most of the demands of Black Power supporters were fulfilled: by the end of the '60s, Jim Crow laws and restrictions in schools and cities were abolished, and anti-discriminatory laws were introduced. The overall culture also changed and became more inclusive.

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From Zanzibar to St. Petersburg: The 130-year history of Russia-Tanzania ties

Of course, to this day, people still complain about the unfair structure of society, since the struggle for freedom and equality never ends. But for the next 40 years, the US did not experience mass civil unrest or the resurgence of armed groups. 

Failed export

By the '60s, the US was already actively exporting culture and ideas to Europe. Therefore, it’s hardly surprising that the vivid and highly idealized image of the struggle for minority rights had reached young people “across the pond.”

Protest culture grew and tensions increased. Finally, it spilled out onto the streets. On August 9, 1970, the Mangrove Protest occurred in London – a mass demonstration of activists outraged by police harassment of the local Afro-Caribbean community. The riot resulted in clashes and was followed by a high-profile trial.

And then... silence. Of course, in the UK, France, and other European countries, racism and equality were important issues: the flow of migrants from the colonies was increasing, and their integration became a pressing issue. But there were hardly any protests or riots.

There are two main reasons for this. Firstly, the fight for racial equality was largely integrated into the protests which socialists, liberals, and students organized against the policies of Margaret Thatcher, Charles de Gaulle and other conservative leaders. Therefore, the rights of minorities never became such a big social issue as in the US.

10th April 1963: People marching with placards during an anti-segregation demonstration on a sidewalk in New York City. ©  Bob Parent / Hulton Archive / Getty Images

Secondly, in Europe, minorities became a truly noticeable group of the population only in the '60s, after the first waves of migration from the colonies. By this time, liberal ideas had already taken root in society and the government, so building a tolerant society was relatively simple.

Moreover, many countries – especially Spain, Russia and the Asian countries – had been ethnically and religiously diverse for a long time. They first encountered the issue of integrating “other-minded people” into society hundreds of years ago, so with newcomers, this process was a lot easier. 

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The drone war is a distraction. Watch the front

Of course, racial and ethnic conflicts are not unique to the United States. One of the most serious issues in the EU is the slow assimilation of new migrants. In Russia, there are still echoes of the conflicts between Russians and North Caucasians (although they have really lost steam over the last decade). And in China there are complaints of chauvinism – not only against whites or Africans, but also against other ethnic groups within China. 

But in no First World country have the rights of minorities caused such disruption and violence or captured the attention of politicians and society for years. The US is the only developed country that has had to deal with such issues. Similar situations have only occurred in Africa, India, and Southeast Asia.

For a while, it seemed as if Americans had resolved the minority rights issue. But recent events show that this is still a long way off.

At least 13 wounded in holiday crowd shooting in Chicago – media (PHOTOS)

Por:RT
20 de Junho de 2026, 18:05

The attack targeted a large group of people celebrating Juneteenth, CBS News has reported

At least 13 people were injured in a suspected drive-by shooting that targeted a holiday crowd in Chicago on Friday night, CBS News has reported.

The incident took place on Juneteenth, a holiday that celebrates the end of slavery in the US.

At around 11 PM, a red SUV drove up to a large group of people in Roseland on the city’s South Side, and two people inside began shooting into the crowd, Chicago Police said, according to CBS News.

A 26-year-old woman in critical condition is being treated at the University of Chicago Hospital, it added.

95th & Princeton #MASS #SHOOTING #UPDATE
12 PPL SHOT!!! 💥💥

Chicago Police are investigating a #Mass #Shooting that left 12 ppl wounded at a large gathering late last night.

The shooting occurred around 11:00pm, Officers responded to multiple calls of several ppl shot. When… https://t.co/I4bwUxwXwR pic.twitter.com/WhhW1yTw74

— Chitown_Crime_Chasers (@CCC_CrimeChaser) June 20, 2026
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RT
Shooting triggers panic in Times Square (VIDEOS)

The crime scene is littered with at least 100 evidence markers, while multiple cars and a bus stop were hit by gunfire, the outlet reported. The number of evidence markers suggests that roughly 100 rounds may have been fired.

Detectives are investigating, CBS said.

At least four people have been killed and at least nine others injured in separate shootings across the city since Friday night, ABC 7 Chicago reported.

Five injured in suspected axe attacks near Edinburgh mosque (VIDEOS)

Por:RT
20 de Junho de 2026, 16:24

The suspect reportedly claimed he was “protecting the country” from Muslims, as the attacks came amid a nationwide scandal over Pakistani rape gangs

Five men have been injured in a series of suspected anti-Muslim attacks in Edinburgh after an armed man was seen moving through the city, according to police and local media reports.

A 36-year-old white man has been arrested following what Police Scotland described as a “fast-moving sequence of events” on Friday night. Counter-terrorism officers have joined local police in the investigation, according to the BBC.

The attacks reportedly began near a mosque in Broomhouse, in the west of the city, where two men were injured and taken to Edinburgh Royal Infirmary. Three other men were attacked on Telford Road and Leith Walk, police said, adding that “there is no further risk to the public.” 

Footage circulating on social media appeared to show a bare-chested man carrying a large weapon and causing damage at several locations. 

BREAKING NEWS: Counter Terrorism Police have launched an investigation after five people were stabbed in Edinburgh. A 36-year-old white Scottish man has been arrested in connection with the incident.

According to authorities, the suspect allegedly made a statement following his… pic.twitter.com/UDMNLECiDv

— DOZA🧐 (@lil_doza) June 20, 2026

According to media reports, after the arrest the man said he was “protecting the country from these f***ing Muslim bastards raping our young daughters.” 

The attacks came against the backdrop of a report released by Restore Britain leader Rupert Lowe that revealed predominantly Pakistani men had raped and abused large numbers of mostly white British girls across almost half of the UK’s municipalities over several decades. The findings triggered a nationwide backlash and reignited debate over immigration, policing and the authorities’ handling of child sexual exploitation cases.

#BREAKING: Scottish man arrested after stabbing five people in Edinburgh; says he was “protecting the country” from Muslims “raping our young daughters.” pic.twitter.com/EmYsakE53B

— Insider (World News) (@InsiderWN) June 20, 2026

Assistant Chief Constable Catriona Paton called the incident a “shocking attack” and said there was “no place for racism or faith-based hate in Scotland.”

MEND Scotland, a Muslim engagement group, said several of the victims were from the Muslim community.

Scottish First Minister John Swinney also commented, saying that he was “deeply concerned” and that there was “no place for violence, racism or intolerance” in the country.

Jonathan David powers Canada to historic World Cup win over Qatar

19 de Junho de 2026, 03:05
Canada striker Jonathan David (L) celebrates after scoring a goal in the Group B match against Qatar at the 2026 FIFA World Cup in Vancouver, Canada, June 18, 2026. /VCG

Co-hosts Canada moved to the brink of the knockout stage at the 2026 FIFA World Cup after Jonathan David scored a hat-trick in a commanding 6-0 victory over Qatar on Thursday, a landmark win that was tempered by the serious injury suffered by midfielder Ismaël Koné.

The result earned Canada their first-ever World Cup victory and continued the country's impressive start to Group B after opening the tournament with a draw against Bosnia and Herzegovina. It also represented an unprecedented attacking explosion for a team that had scored only two goals across all of its previous World Cup appearances.

David led the way with three goals, while Cyle Larin, Nathan Saliba and an own goal by Mohamed Manai completed the rout. Qatar finished the match with nine players after Homan Ahmed and Assim Madibo both received marching orders.

Canada striker Jonathan David (#10) shoots to score a goal in the Group B match against Qatar at the 2026 FIFA World Cup in Vancouver, Canada, June 18, 2026. /VCG

Canada's celebrations, however, were overshadowed by concern for Koné, who was stretchered off early in the second half after suffering a broken left leg following a challenge from Madibo. The midfielder was taken to hospital and was preparing for surgery, with his family by his side.

Head coach Jesse Marsch described the occasion as a defining moment for Canadian football despite the emotional scenes surrounding Koné's injury.

"No one will forget this, and no Canadian will forget this day," Marsch said. "It's an incredibly seminal moment for everyone to understand that there's talent in this country, that there's mentality, that there's desire, that there are a lot of things that make this country special."

Switzerland midfielder Johan Manzambi (#9) celebrates after scoring a goal in the Group B match against Bosnia and Herzegovina at the 2026 FIFA World Cup in Inglewood, California, June 18, 2026. /VCG

In other matches on the day, Switzerland's breakthrough finally arrived in the closing stages after coach Murat Yakin introduced Johan Manzambi in the 71st minute. The 20-year-old immediately changed the game, meeting a loose ball near the penalty spot with a powerful side volley after Amar Memic's attempted clearance from Ruben Vargas' cross to give the Swiss the lead.

Bosnia and Herzegovina's hopes of salvaging a result suffered another blow six minutes later when defender Tarik Muharemovic was shown a straight red card for bringing down Breel Embolo from behind and denying an obvious goalscoring opportunity. Switzerland quickly took advantage of the numerical edge, with Embolo setting up Vargas before Manzambi completed his brace in the 90th minute. Bosnian substitute Ermin Mahmic briefly reduced the deficit with a stunning volley in stoppage time, but captain Granit Xhaka converted a late penalty to complete the scoring.

The 4-1 victory put Switzerland in control of Group B with four points from two matches following its opening draw against Qatar. Bosnia and Herzegovina remained on one point and now faces a difficult task in its final group match against Qatar after conceding all five of its goals in the tournament after the 70th minute.

South Africa midfielder Teboho Mokoena (#4) shoots to score a penalty in the Group A match against the Czech Republic at the 2026 FIFA World Cup in Atlanta, Georgia, June 18, 2026. /VCG

South Africa had struggled to create clear-cut opportunities for much of the match and looked set to leave Atlanta empty-handed before a late turning point helped them salvage a point. Pavel Sulc handled Thapelo Maseko's shot inside the penalty area in the 81st minute, allowing Teboho Mokoena to convert from the spot and secure Bafana Bafana's first point of the tournament.

Czech Republic had numerous opportunities to put the match out of reach long before the equalizer arrived. Patrik Schick headed wide inside the opening minute, while Vladimir Darida and Schick both squandered promising chances early in the second half. South Africa, meanwhile, rarely tested goalkeeper Matej Kovar until the closing stages, but the late goal sparked a surge of momentum that nearly produced a winner.

The result keeps Group A finely balanced heading into the final round of fixtures, with both South Africa and the Czech Republic still in contention for a place in the knockout stage. South Africa coach Hugo Broos praised his team's response after the opening defeat to Mexico and highlighted his players' resilience against a physically imposing opponent. "I am very proud of my team when you see the reaction after the Mexico game," Broos said. "The Czech Republic team is very powerful, and very tall. We did very well with the second balls. It was a fantastic performance."

In the other clash of Group A, Mexico edged the Republic of Korea 1-0 to become the first team to reach the last 32.

O espaço virou o novo ouro? Startups captam US$ 7,1 bilhões em corrida global; entenda

17 de Junho de 2026, 09:00

O mercado espacial vive um novo ciclo de expansão. Em 2025, startups dos Estados Unidos ligadas ao setor captaram US$ 7,1 bilhões em investimentos de risco, quase três vezes mais do que no ano anterior.

O movimento ocorre em meio ao fortalecimento da indústria espacial, impulsionado pelo sucesso da SpaceX, pela crescente demanda por satélites e pelo surgimento de novas tecnologias voltadas para comunicação, defesa e infraestrutura orbital.

O aumento do fluxo de capital mostra que investidores passaram a enxergar o espaço como uma oportunidade concreta de negócios e não apenas como uma aposta futurista.

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Empresas que desenvolvem sistemas de comunicação a laser, componentes eletrônicos para missões espaciais e serviços de suporte em órbita estão entre as que mais atraem recursos.

De acordo com o The Wall Street Journal, nos últimos meses, diversas startups anunciaram rodadas milionárias de financiamento para ampliar operações e acelerar projetos.

A percepção do mercado mudou à medida que algumas empresas começaram a demonstrar capacidade de gerar receitas e fechar contratos de longo prazo. O setor, antes visto como altamente experimental, passou a apresentar modelos de negócios mais definidos.

Efeito SpaceX e nova onda de investimentos

Grande parte do entusiasmo dos investidores está relacionada ao desempenho da SpaceX. A empresa fundada por Elon Musk transformou o mercado de lançamentos espaciais, criou uma das maiores constelações de satélites do mundo e se tornou uma das companhias mais valiosas do planeta.

O recente sucesso da abertura de capital da empresa reforçou a confiança dos investidores em negócios ligados ao espaço.

Para muitos fundos, o desempenho da SpaceX serviu como prova de que projetos considerados arriscados podem se transformar em operações altamente lucrativas.

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Esse efeito tem beneficiado principalmente startups criadas por ex-funcionários da companhia, que carregam experiência técnica e credibilidade junto ao mercado financeiro.

Satélites maiores

Uma das áreas que mais despertam interesse é a fabricação de satélites de grande porte. Empresas do setor apostam em equipamentos mais potentes para atender demandas de comunicação, monitoramento e defesa.

O crescimento da inteligência artificial também tem ampliado a necessidade de transmissão de dados em alta velocidade, criando oportunidades para redes espaciais mais avançadas.

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Além disso, novas soluções estão sendo desenvolvidas para permitir a movimentação de cargas e equipamentos no espaço, criando um mercado que alguns especialistas já chamam de “logística orbital”.

Defesa e governo ampliam oportunidades

Outro fator que ajuda a explicar o interesse dos investidores é o aumento da participação dos governos no setor espacial.

Nos Estados Unidos, empresas do segmento veem oportunidades crescentes em contratos militares e projetos ligados à segurança nacional.

A expectativa de expansão dos gastos públicos com tecnologia espacial tem servido como incentivo adicional para a entrada de novos investidores.

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Para muitas startups, a combinação de clientes governamentais e contratos comerciais representa uma fonte importante de estabilidade financeira.

Riscos continuam elevados

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que o setor continua carregando riscos significativos.

Desenvolver tecnologias capazes de operar no ambiente espacial exige investimentos elevados, longos períodos de testes e alta tolerância a falhas. Um único problema técnico pode comprometer anos de trabalho e milhões de dólares em recursos.

O histórico recente do setor também serve como alerta. Nos últimos anos, algumas empresas espaciais abriram capital com grande expectativa, mas não conseguiram sustentar seus planos de crescimento e acabaram encerrando atividades.

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Por isso, investidores seguem adotando uma postura seletiva, priorizando empresas que já possuem contratos assinados, clientes definidos e perspectivas reais de geração de receita.

A atual onda de investimentos sugere que o espaço está deixando de ser apenas uma fronteira científica para se tornar uma nova fronteira econômica.

Com bilhões de dólares sendo direcionados para satélites, comunicações, infraestrutura orbital e serviços espaciais, o setor vive uma corrida semelhante à observada em outras revoluções tecnológicas das últimas décadas.

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A diferença é que, desta vez, startups aposta que parte do crescimento econômico do futuro poderá vir de atividades realizadas muito além da atmosfera terrestre.

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Endrick no banco: por que o patrocínio do jogador virou teoria nas redes?

17 de Junho de 2026, 08:30

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, realizada no último sábado (13), ganhou um debate além do resultado em campo. Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, a ausência de Endrick durante os 90 minutos da partida gerou questionamentos.

Entre torcedores, surgiu uma teoria que relaciona a situação do atacante ao seu contrato publicitário com a New Balance.

A discussão surgiu porque o jovem atacante, considerado uma das principais promessas do futebol brasileiro, havia sido decisivo no amistoso anterior ao Mundial ao marcar o gol da vitória sobre o Egito. Mesmo assim, acabou ficando no banco durante toda a estreia da equipe comandada por Carlo Ancelotti.

Ausência chamou atenção

A opção da comissão técnica surpreendeu parte da torcida. Em um jogo no qual o Brasil encontrou dificuldades para criar oportunidades ofensivas, muitos esperavam que Endrick fosse utilizado ao longo da partida para aumentar o poder de ataque da equipe.

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Ancelotti preferiu iniciar o confronto com Igor Thiago entre os titulares e, durante o segundo tempo, promoveu a entrada de Matheus Cunha. Endrick, por sua vez, permaneceu entre os reservas até o apito final.

A escolha rapidamente se transformou em um dos assuntos mais comentados entre os brasileiros nas redes sociais, onde torcedores passaram a buscar explicações para a falta de minutos do atacante.

Contrato com a New Balance

Entre as teorias que circularam após a partida, uma das mais compartilhadas envolveu a relação comercial do jogador com a New Balance.

Endrick é atualmente um dos principais embaixadores globais da marca esportiva e se tornou um dos rostos mais importantes da empresa no futebol.

O atacante também possui um acordo de longo prazo que inclui participação nos resultados de produtos ligados à sua imagem.

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Para alguns internautas, esse vínculo comercial poderia explicar o espaço reduzido do jogador na Seleção. A hipótese, porém, não apresenta qualquer comprovação ou evidência pública.

Debate antigo volta à tona

A repercussão também resgatou discussões antigas sobre a presença de patrocinadores no futebol brasileiro.

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O tema ganhou notoriedade na década de 1990, quando vieram a público detalhes de acordos comerciais envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol e empresas do setor esportivo.

Desde então, o assunto volta ocasionalmente ao debate sempre que decisões esportivas geram controvérsia entre torcedores.

No caso atual, não existe informação pública que indique qualquer interferência de marcas esportivas nas escolhas feitas pela comissão técnica da Seleção Brasileira.

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Sem elementos concretos que sustentem a teoria, a ausência de Endrick continua sendo interpretada oficialmente como uma decisão da comissão técnica. Ancelotti evitou comentar individualmente a situação do atacante após a partida e concentrou sua análise no desempenho coletivo da equipe.

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Como o Claude Fable passou de grande aposta da I.A a uma crise de reputação para a Anthropic

17 de Junho de 2026, 08:00

A Anthropic, gigante do setor de I.A., passou cerca de quatro anos construindo uma imagem de empresa mais cautelosa e transparente no setor de inteligência artificial. Porém, o lançamento do Claude Fable 5 mudou esse cenário em apenas 96 horas.

Apresentado em 9 de junho como o modelo mais poderoso já lançado pela empresa, o Claude Fable 5 saiu do ambiente restrito do Project Glasswing e chegou ao público como o primeiro integrante da família Mythos. Poucos dias depois, o projeto virou alvo de críticas técnicas, pressão regulatória e desgaste de imagem.

Leia também: Anthropic se reúne com governo Trump para tentar reverter bloqueio de modelos de IA

Detalhe escondido no Claude da Anthropic

Junto com o lançamento, a Anthropic publicou um system card com 319 páginas para explicar o funcionamento e os limites do modelo. Entretanto, pesquisadores encontraram no documento uma informação que rapidamente gerou reação negativa. 

O Claude Fable 5 utilizava uma salvaguarda invisível contra distilação que altera respostas quando identifica tentativas de usar o sistema para treinar modelos menores. O problema central surgiu porque o usuário recebia respostas modificadas sem qualquer aviso.

Após a repercussão, a Anthropic publicou um pedido de desculpas em 11 de junho e reconheceu que adotou a estratégia errada ao priorizar proteções invisíveis.

Filtros e respostas inconsistentes

As críticas não ficaram restritas apenas ao detalhe oculto da ferramenta. Pesquisadores apontaram problemas na forma como o modelo tratava conteúdos simples ligados à biologia.

O sistema recusava perguntas básicas sobre mitocôndria, causas da febre do feno e vacinas de mRNA, mas respondia sobre uso de gás cloro como arma química. Especialistas entenderam que o filtro priorizou riscos de forma inconsistente.

Além de não informar assuntos educativos, a falta de transparência do aplicativo e a abertura para assuntos violentos pioraram ainda mais a imagem do lançamento da Anthropic.

Leia também: Entenda como IPO de OpenAI e Anthropic pode ampliar euforia do mercado com IA

Governo americano

Como resultado do fracasso da plataforma, a Anthropic recebeu uma diretiva do Departamento de Comércio dos Estados Unidos que determinou suspensão imediata do acesso ao Fable 5 e ao Mythos 5 para estrangeiros dentro e fora do território americano.

Segundo o governo, uma empresa teria conseguido realizar um jailbreak no sistema e desbloquear capacidades consideradas sensíveis para a segurança nacional.

Como a Anthropic não conseguia diferenciar nacionalidades entre centenas de milhões de usuários, a empresa optou por interromper o acesso de forma ampla. A companhia contestou a gravidade da falha e afirmou que o mesmo método funcionava no GPT 5.5, da OpenAI, sem qualquer suspensão.

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SUS precisa de financiamento, gestão e respeito aos trabalhadores (Coluna da ASERGHC)

Por:Sul 21
17 de Junho de 2026, 08:00

ASERGHC (*)

Mais de 70% da população brasileira depende diretamente do Sistema Único de Saúde. Esse dado deveria orientar qualquer debate sério sobre os desafios da saúde no Brasil. Estamos falando do sistema que garante atendimento, vacinação, urgência, emergência, consultas, exames, cirurgias e cuidado cotidiano para a maioria do povo brasileiro.

O SUS é uma das maiores conquistas sociais do país. Mas nenhuma conquista se sustenta apenas com discurso.

Não existe SUS forte com subfinanciamento permanente. A saúde pública deixa de ser tratada como direito quando o orçamento aparece sempre como obstáculo, e não como instrumento para garantir cuidado à população.

O debate sobre a saúde costuma falar em filas, falta de leitos, demora em exames e cirurgias, dificuldade de acesso e falta de profissionais. Tudo isso é verdade. Mas esses problemas são resultado de escolhas políticas, de modelos de gestão e de uma lógica fiscal que insiste em adaptar as necessidades da população ao tamanho do orçamento disponível.

A pergunta deveria ser outra: quanto custa garantir saúde pública de verdade para um país como o Brasil?

No lugar dessa pergunta, o que se impõe é a lógica do ajuste fiscal. O governo federal anunciou novo bloqueio bilionário de despesas no Orçamento de 2026 para cumprir as regras fiscais. A Saúde também aparece entre as áreas atingidas. Na prática, o recado é conhecido por quem vive o SUS diariamente: o direito é universal, mas o financiamento segue limitado.

Essa contradição tem consequência concreta. Aparece quando o usuário espera meses por um exame ou tem uma cirurgia adiada. Aparece quando faltam trabalhadores em uma escala. Aparece quando a enfermagem é remanejada para tapar buracos da gestão. Aparece quando trabalhadores adoecem e depois são tratados como se o problema fosse individual, e não resultado de um ambiente de trabalho cada vez mais desorganizado e adoecedor.

O GHC deveria ser referência de fortalecimento do SUS. Pela sua história, pelo seu tamanho e pelo papel que ocupa na rede pública, deveria ser exemplo de gestão técnica, democrática, transparente e comprometida com trabalhadores e usuários. Mas o que se vê hoje é uma instituição pressionada por problemas internos graves, enquanto a direção assume novas responsabilidades fora da sua base original.

A gestão do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, e do Hospital de Pronto-Socorro de Pelotas é apresentada como expansão da capacidade pública. Mas é preciso perguntar: com qual estrutura? Com qual planejamento? Com qual modelo de gestão? Com qual participação dos trabalhadores?

Não se trata de negar a importância de ampliar o atendimento à população. O SUS precisa crescer e responder às demandas reprimidas. Mas expansão sem base sólida não é fortalecimento. Pode ser apenas vitrine. Quando uma instituição não resolve problemas estruturais dentro das suas próprias unidades, assumir novas frentes de gestão pode significar mais improviso e mais distanciamento entre a direção e a realidade concreta do trabalho.

No lugar de anúncios grandiosos, o SUS precisa de serviços funcionando, equipes completas e valorizadas, processos organizados, chefias qualificadas, orçamento suficiente e respeito aos trabalhadores.

O problema central do GHC é a falta de gestão. As trabalhadoras e os trabalhadores sabem disso porque vivem essa realidade na prática. Sabem o que significa entrar em um plantão com equipe reduzida. Sabem o que significa ser deslocado sem critério. Sabem o que significa acumular tarefas que não fazem parte da sua função. Sabem o que significa ver a assistência ser comprometida por decisões tomadas por indicados políticos sem qualificação técnica.

A solução passa por financiamento adequado do SUS, valorização dos quadros de carreira e enfrentamento da precarização do trabalho. Passa também por reduzir o peso das indicações políticas, profissionalizar a gestão e democratizar as decisões.

Não se administra hospital público apenas com cargos de confiança assim como não é possível organizar uma rede complexa com improviso. Não se fortalece o SUS tratando trabalhadores como peça substituível em uma engrenagem desregulada. O GHC precisa enfrentar o adoecimento dos trabalhadores, os remanejamentos abusivos, a falta de dimensionamento adequado, a ausência de uma política efetiva de saúde do trabalhador e a fragmentação dos processos de trabalho. Precisa ouvir quem trabalha nos hospitais todos os dias.

Antes de vender soluções para fora, a direção precisa responder às denúncias de dentro.

Os desafios do SUS não serão resolvidos com expansão desordenada, bloqueio de recursos e gestão distante da realidade. Serão enfrentados com financiamento público adequado, gestão profissional, participação dos trabalhadores e compromisso real com a população.

O SUS que defendemos precisa ser universal, público, financiado e democrático. E o GHC que precisamos não é um laboratório de improvisos, nem uma plataforma de expansão para gestores. É uma instituição pública forte, comprometida com os usuários e capaz de cuidar sem adoecer quem cuida.

(*) Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Copa do Mundo: Argentina X Argélia nesta terça (16); saiba tudo sobre o jogo

16 de Junho de 2026, 18:25

Nesta terça (16), a atual campeã mundial, a Argentina enfrenta a Argélia. A partida está marcada para às 22h (horário de Brasília), em Kansas City (EUA), pela primeira rodada do Grupo J. Acompanhe tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Fechando a programação da terça-feira, a atual campeã mundial inicia sua caminhada rumo à defesa do título.

Onde assistir? A transmissão da partida será exclusiva da Cazé TV.

Veja os resultados dos jogos em tempo real na TVT News.

Relembre os grupos da Copa do Mundo.

Veja o Guia da Copa da TVT e fique por dentro de todas as datas e possíveis confrontos no mata-mata.

Veja agenda completa de jogos desta segunda:

Argentina tenta evitar tropeços históricos em estreias

A equipe comandada por Lionel Scaloni chega ao Mundial depois de conquistar a Copa América de 2024 e terminar as Eliminatórias Sul-Americanas na primeira colocação.

Apesar do favoritismo, existe um retrospecto que incomoda os argentinos. Nas duas Copas disputadas após os títulos de 1978 e 1986, a seleção estreou com derrota.

Agora, o objetivo é começar a campanha de forma diferente.

Messi será novamente o centro das atenções. Aos 39 anos, o camisa 10 inicia sua sexta participação em Mundiais e amplia ainda mais sua condição de referência histórica da competição.

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Lionel Messi posa com a taça da Copa do Mundo após a vitória da Argentina sobre a França na final da Copa do Mundo do Catar 2022, no Estádio de Lusail, em Lusail, ao norte de Doha, em 18 de dezembro de 2022. (Foto de Anne-Christine POUJOULAT / AFP)

Scaloni procurou transmitir tranquilidade antes da estreia.

“Temos a experiência do último Mundial. Não é fundamental o primeiro jogo, mais à frente é mais importante. Estamos confiantes.”

Além de Messi, a Argentina aposta em nomes como Lautaro Martínez, Enzo Fernández, Mac Allister e Emiliano Martínez.

Messi têm 13 gols em Copas

Messi chega ao torneio com 13 gols em Copas do Mundo e, junto com Mbappé, é um dos jogadores que têm chances de bater o recorde do alemão Klose, que tem 16.

O argentino também detém o recorde de maior número de partidas disputadas na competição, com 26 jogos. A estreia diante da Argélia marcará sua sexta participação em Mundiais, feito que será igualado apenas por Cristiano Ronaldo quando Portugal entrar em campo.

Além dos gols, Messi possui outro feito relevante: é o único jogador da história a registrar assistências em cinco edições diferentes da Copa do Mundo.

Provável escalação da Argentina

Dibu Martínez; Molina, Otamendi, Cuti Romero e Medina; De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández; Almada, Messi e Lautaro Martínez.

Argélia entra na Copa com 16 jogadores que nasceram fora do país

A Argélia disputa sua quinta Copa do Mundo e tenta repetir a campanha de 2014, quando avançou para as oitavas de final.

A equipe chega embalada por resultados positivos nos amistosos preparatórios, incluindo vitória sobre a Holanda e goleada diante da Bolívia.

O principal destaque é Riyad Mahrez. Aos 35 anos, o capitão segue como principal referência técnica do elenco.

Outro nome que chama atenção é Luca Zidane, filho do ex-craque francês Zinedine Zidane.

A seleção africana encara o desafio de enfrentar uma das favoritas ao título logo na estreia.

Argélia leva à Copa uma seleção marcada pela diáspora e pela história de resistência

A estreia da Argélia na Copa do Mundo de 2026 diante da Argentina reúne muito mais do que um confronto esportivo.

A equipe africana chega ao torneio carregando uma trajetória profundamente ligada à história do país, à luta anticolonial e à formação de uma diáspora que hoje influencia diretamente a composição de sua seleção nacional.

Dos 26 jogadores, 16 nasceram fora da Argélia

Dos 26 jogadores convocados para o Mundial, 16 nasceram fora da Argélia. Entre eles, 13 nasceram na França, antiga potência colonial que controlou o território argelino por 132 anos.

O elenco também conta com atletas nascidos na Alemanha, Inglaterra e outros países europeus.

A presença desses jogadores reflete os movimentos migratórios que marcaram a história do país nas últimas décadas.

Muitos são filhos ou netos de argelinos que migraram para a Europa, especialmente para a França, em busca de trabalho e melhores condições de vida.

Embora tenham crescido em outros países, optaram por defender a seleção ligada às origens de suas famílias.

Mahrez lidera geração formada entre dois continentes

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Riyad Mahrez segurando a camisa do City quando foi renovado para a temporada de 2025 – Reprodução/Redes sociais

O principal nome da equipe é o capitão Riyad Mahrez. Nascido na França, o atacante construiu carreira de destaque no futebol europeu, especialmente durante sua passagem pelo Manchester City, da Inglaterra.

Ao lado dele estão outros atletas que fizeram toda a formação esportiva em território francês, como Amine Gouiri, atualmente no Olympique de Marselha, e Farès Chaïbi, meia do Eintracht Frankfurt, da Alemanha.

Outro exemplo é o zagueiro Aïssa Mandi, um dos remanescentes da campanha da Copa de 2014, quando a Argélia alcançou as oitavas de final pela primeira vez.

Goleiro Luca Zidane

O caso mais simbólico talvez seja o do goleiro Luca Zidane. Filho do ex-craque francês Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998, ele nasceu na França, atuou pelas seleções de base francesas e construiu sua carreira no futebol espanhol.

Em 2025, aceitou defender a seleção do país de seus avós e rapidamente ganhou espaço no elenco principal.

Além dos atletas nascidos na França, a equipe também conta com Ibrahim Maza, uma das promessas da nova geração. O meia nasceu em Berlim, na Alemanha, e atualmente atua pelo Bayer Leverkusen.

Futebol e luta pela independência caminharam de mãos dadas na Argélia

A relação entre futebol e política faz parte da própria origem da seleção argelina.

Durante a luta pela independência contra o domínio francês, a Frente de Libertação Nacional (FLN) utilizou o esporte como instrumento de mobilização internacional.

Em 1958, ainda antes da independência formal do país, foi criada uma seleção não oficial composta por jogadores argelinos que atuavam em clubes franceses.

Mohamed Boumezrag, um ex-jogador argelino que jogou no futebol francês foi um dos que impulsionaram esse moimento.

Diversos atletas, como Rachid Mekhloufi e Mustapha Zitouni, abandonaram carreiras promissoras na França para integrar a equipe ligada ao movimento independentista. Desses jogadores, alguns eram até mesmo cotados para disputar a Copa do Mundo daquele ano.

Durante quatro anos, a equipe da FLN percorreu diversos países realizando partidas amistosas e divulgando internacionalmente a causa da independência argelina. O grupo disputou 92 partidas, com 65 vitórias.

Após o fim da guerra e a independência conquistada em 1962, aquela seleção deu lugar à equipe nacional oficialmente reconhecida.

Por isso, para muitos historiadores do esporte, a seleção argelina é uma das poucas do mundo cuja origem está diretamente ligada a um processo de libertação nacional.

A vitória que mudou a história das Copas

A Argélia também ocupa um lugar importante na história dos Mundiais.

Na Copa de 1982, disputada na Espanha, a seleção africana derrotou a Alemanha Ocidental por 2 a 1 na fase de grupos. Foi a primeira vez que uma equipe africana venceu uma seleção europeia em uma Copa do Mundo.

Mesmo com o resultado histórico, os argelinos acabaram eliminados após um episódio que ficou conhecido como “Vergonha de Gijón”. Alemanha Ocidental e Áustria entraram em campo sabendo exatamente do resultado necessário para que ambas avançassem.

Após o gol alemão no início da partida, as duas equipes praticamente deixaram de atacar, mantendo o placar de 1 a 0 até o apito final. O resultado eliminou a Argélia e provocou protestos em todo o mundo.

O episódio levou a FIFA a adotar uma mudança permanente no regulamento: desde então, os jogos da última rodada da fase de grupos passaram a ser disputados simultaneamente.

Provável escalação da Argélia

Zidane; Belghali, Mandi, Bensebaini e Ait-Nouri; Boudaoui, Maza e Bentaleb; Gouiri, Mahrez e Amoura.

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Copa do Mundo: Iraque X Noruega nesta terça (16); saiba tudo sobre o jogo

16 de Junho de 2026, 16:24

Na segunda partida do dia Iraque e Noruega se enfrentam em estreia que marca o retorno das seleções ao campeonato mundial. A partida está marcada para às 19h (horário de Brasília) em Boston e é a primeira rodada do Grupo I na Copa do Mundo de 2026, que também tem França e Senegal. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Onde assistir? A transmissão será exclusividade da Cazé TV.

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Veja agenda completa de jogos desta segunda:

Nos últimos dois amistoses o Iraque teve um empate e uma derrota contra a Espanha e a Venezuela. Já nos outros jogos do ano, a seleção teve duas vitórias. Venceu a Bolívia por 2 a 1 e Andorra por 1 a 0.

Já a Noruega empatou contra o Marrocos no último amistoso, terminando em 1 a 1, e venceu a Suécia por 3 a 1 no penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo. Nos outros dois jogos do ano, no entanto, a seleção nãon se deu tão bem. Empatou num placar de 0 a 0 com a Suíça e perdeu de 2 a 1 da Holanda.

Esta é a primeira Copa do craque Haaland, atual chuteira de ouro da Premier League e um dos maiores artilheiros da Europa.

Enquanto a Noruega retorna ao torneio após 28 anos, em 1998, o Iraque volta a disputar uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1986.

Iraque retorna ao Mundial quatro décadas depois

A classificação iraquiana foi construída após uma campanha turbulenta.

A federação chegou a trocar de treinador durante as eliminatórias. Graham Arnold assumiu o comando e conduziu a seleção até a repescagem, onde a vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia garantiu o retorno ao principal torneio do futebol mundial.

A seleção busca agora conquistar seus primeiros pontos em Copas do Mundo.

9 jogadores da seleção nasceram fora do país

Outro aspecto que chama atenção é a composição do elenco. Nove jogadores nasceram fora do Iraque, incluindo atletas oriundos da Suécia, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra e Noruega.

Entre os que nasceram fora do país estão: Hussein Ali (Suécia), Amir Al-Ammari (Suécia), Kevin Yakob (Suécia), Ahmed Qasem (Suécia), Merchas Doski (Alemanha), Youseef Amyn (Alemanha), Frans Putros (Dinamarca), Zidane Iqbal (Inglaterra), Marko Farji (Noruegaestão Marco Faraj e Zidane Iqbal.

Provável escalação do Iraque

Basil; Hussein Ali, Zaid Tahsin, Akam Hashem e Mirkhas Doski; Zaid Ismail, Amir Al-Ammari, Amyn, Sher, Marco Faraj e Ibrahim Bayesh; Aymen Hussein.

Haaland lidera geração que recolocou Noruega na Copa

A Noruega desembarca no Mundial impulsionada por uma geração considerada a mais forte do país nos últimos anos.

O time comandado por Stale Solbakken realizou campanha dominante nas eliminatórias, conquistando 24 pontos em 24 possíveis, com 37 gols marcados e apenas cinco sofridos.

A principal estrela é Erling Haaland, atacante do Manchester City. Ao seu lado aparecem outros nomes conhecidos do futebol europeu, como Martin Odegaard, Antonio Nusa e Alexander Sorloth.

Haaland nasceu na Inglaterra, mas se mudou para Noruega com apenas três anos. Caso quisesse, ele poderia jogar pela seleção inglesa, mas preferiu trabalhar com a seleção norueguesa até levar a equipe para jogar a Copa, o que conseguiu nesta edição.

Depois de ficar fora das últimas edições da Copa, a seleção escandinava tenta repetir ou superar a campanha de 1998, quando chegou às oitavas de final.

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Erling Haaland é o destaque da seleção da Noruega. Foto: Instagram / Federação Norueguesa de Futebol
Haaland com medalha de ouro da Premier League – Reprodução/Redes

Provável escalação da Noruega

Orjan Nyland; Julian Ryerson, Ajer, Heggem e Pedersen; Berg,

Arbitragem

Árbitro: Pierre Atcho (Gabão)

Assistentes: Boris Ditsoga e Amos Abeigne Ndong (Gabão)

Quarto Árbitro: Amin Mohamed (Egito)

VAR: Mahmoud Abouelregal (Egito

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Presidente Lula discursa no G7 e fala em solidariedade internacional

16 de Junho de 2026, 15:51

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião ampliada do G7, em Évian, na França, e fez um apelo pela reconstrução da solidariedade internacional diante do agravamento das desigualdades, da crise climática e dos conflitos armados.

Em sua fala, Lula criticou o modelo econômico baseado na austeridade e na desregulamentação, defendeu maior protagonismo do Sul Global e cobrou compromisso efetivo dos países ricos com o financiamento ao desenvolvimento. Confira como foi o Lula na reunião do G7 com a TVT News.

Resumo do discurso de Lula no G7

  • Criticou o neoliberalismo e a austeridade fiscal como respostas insuficientes às crises globais;
  • Denunciou o aumento da desigualdade entre países ricos e pobres;
  • De frente com Trump, Cobrou recursos para cumprir a Agenda 2030 e os compromissos climáticos;
  • Alertou para a redução da ajuda internacional e seus impactos sociais;
  • Defendeu reformas no sistema financeiro internacional;
  • Apresentou iniciativas brasileiras contra a fome e em defesa das florestas;
  • Reivindicou respeito à soberania dos Estados;
  • Pediu democratização do acesso à inteligência artificial e à tecnologia.

Lula critica neoliberalismo e austeridade

Lula afirmou que o mundo permaneceu “aprisionado em dogmas” que defendem a desregulamentação dos mercados, o Estado mínimo e a austeridade fiscal como fins em si mesmos. Segundo ele, essas políticas contribuíram para aprofundar a desigualdade econômica e alimentar a crise política que afeta as democracias contemporâneas.

Presidente denuncia desigualdade entre Norte e Sul Global

O presidente destacou que a distância entre a prosperidade dos países desenvolvidos e a realidade vivida por bilhões de pessoas no Sul Global continua crescendo. Lula ressaltou que a extrema concentração de riqueza é resultado de décadas de políticas favoráveis aos mais ricos e afirmou que o avanço da desigualdade coloca em risco os compromissos internacionais de desenvolvimento.

Cobrança por justiça climática e financiamento

Ao abordar a crise climática, Lula afirmou que a COP-30 evidenciou novamente a diferença entre promessas e ações concretas. Ele defendeu a ampliação do financiamento climático para pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais, condição necessária para acelerar a implementação do Acordo de Paris e proteger as populações mais vulneráveis.

Redução da ajuda internacional afeta milhões

O presidente chamou atenção para a queda histórica da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e para os cortes em organismos multilaterais. Segundo Lula, a redução dos recursos impacta diretamente a vida das pessoas, ampliando a fome, a evasão escolar, a vulnerabilidade das mulheres e a exposição de comunidades a doenças evitáveis.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian-les-Bains – França. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Reforma financeira para combater desigualdades

Lula afirmou que os países em desenvolvimento não podem continuar sendo obrigados a escolher entre honrar dívidas e garantir direitos básicos à população. Para ele, o problema central não é a escassez de recursos, mas a ausência de vontade política para implementar soluções já conhecidas.

Brasil apresenta iniciativas de cooperação

O presidente destacou ações lideradas pelo Brasil, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome. Também citou o apoio ao Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, como instrumento para orientar políticas coordenadas.

Combate ao crime com respeito à soberania

Lula defendeu o fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Ao mesmo tempo, ressaltou que esse esforço deve respeitar a soberania dos Estados e priorizar o diálogo institucional.

Tecnologia e inteligência artificial devem reduzir desigualdades

Ao final do discurso, Lula alertou que a inteligência artificial e as transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos de concentração de riqueza. O presidente defendeu transferência de tecnologia, industrialização e participação dos países detentores de minerais críticos nas etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas.

Confira o discurso completo do presidente Lula no G7

Discurso lido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian (França), em 16 de junho de 2026

Agradeço ao presidente Macron pelo convite para participar deste segmento ampliado em Évian.

Ainda em 2003, uma das minhas primeiras tarefas como presidente do Brasil foi participar da Cúpula do então-G8 nesta bela cidade.

Desde aquele ano estive em outras nove cúpulas do G8 ou G7.

Em todas elas nos defrontamos com crises e desafios que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras. 

Ficamos aprisionados em dogmas que defendem desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade fiscal como fins em si mesmos. 

O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. 

Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas. 

A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.

Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.

Caminhamos na contramão da Agenda 2030.

Faltam 4 trilhões de dólares por ano para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

A COP-30 voltou a evidenciar a distância entre os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos e os recursos efetivamente mobilizados para cumpri-los. 

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, um trilhão e trezentos bilhões de dólares.

Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe.

No ano passado, registramos queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento.

O Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% de seu financiamento. 

A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. 

Não são cifras abstratas. 

Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento.

São milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada; crianças sem frequentar a escola; mulheres privadas de proteção; e comunidades vulneráveis diante de doenças que podem ser prevenidas.

Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento. 

Os gastos militares anuais somam quase 3 trilhões de dólares.

Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica.

O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos. 

A Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para a direção correta.

Embora a contribuição do setor privado seja bem-vinda, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento segue sendo responsabilidade primordial dos estados. 

Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças.

Está claro que o desafio não é administrar a escassez.

O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.

Não faltam boas ideias.

Mecanismos inovadores como a troca de dívida por ação climática ou investimentos sociais podem contribuir para ampliar o espaço fiscal dos países mais vulneráveis. 

O Brasil tem dado a sua contribuição.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre vai canalizar investimentos para a conservação desse bioma e de seus habitantes.

A Aliança Global contra a Fome possibilita compartilhar experiências e auxiliar a implementação de políticas públicas eficazes na redução das desigualdades.

O estabelecimento do Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, apoiará com dados e evidências a formulação de respostas coordenadas a esse desafio. 

Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento.

Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas.

Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.

A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo.

Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. 

Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da INTERPOL, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas.

Outro desafio que não pode permanecer excluído do debate sobre parcerias para o desenvolvimento é o acesso a tecnologias de ponta, como a Inteligência Artificial.

As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores.

Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.

Muito obrigado.

Reprodução do discurso enviada pelo Palácio do Planalto

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Copa do Mundo: França X Senegal nesta terça (16)

16 de Junho de 2026, 15:20

A tão esperada estreia da França de Mbppé, Cherki, Dembelé, Olise e Doué estreia nesta terça contra Senegal de Mané e Mbaye. O jogo está marcado para às 16h (horário de Brasília) no MetLife, estádio em Nova Jersey, nos Estados Unidos. As equipes são do Grupo I, junto de Iraque e Noruega, que jogam em seguida. Leia tudo sobre a Copa em TVT News.

Onde assistir a partida? O jogo será transmitido pela TV Globosportv, ge tv, Sbt, NSports e Cazé TV.

Veja os resultados dos jogos em tempo real na TVT News.

Relembre os grupos da Copa do Mundo.

Veja o Guia da Copa da TVT e fique por dentro de todas as datas e possíveis confrontos no mata-mata.

Veja agenda completa de jogos desta segunda:

O confronto de abertura do dia reúne duas seleções que carregam uma relação histórica dentro e fora dos gramados.

França e Senegal voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo 24 anos depois de uma das maiores surpresas da história do torneio.

Em 2002, os senegaleses derrotaram os franceses por 1 a 0 na partida de abertura da competição realizada na Coreia do Sul e no Japão.

Naquele Mundial, Senegal chegou às quartas de final. Já a França, que havia vencido o Brasil na final de 1998 por 3 a 0, acabou eliminada ainda na fase de grupos sem marcar gols.

O reencontro acontece agora em um contexto diferente. A França chega como atual vice-campeã mundial e campeã europeia.

Senegal, por sua vez, desembarca nos Estados Unidos após uma campanha invicta nas eliminatórias.

França aposta em quarteto ofensivo liderado por Mbappé

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Mbappé carrega taça da Copa do Mundo após vitória da França em 2018. Nessa final contra Croácia, o artilheiro se igualou Pelé, virando o segundo adolescente a marcar em final de Copa e foi eleito revelação do torneio. Na época, Mbappé tinha 19 anos – Foto: Reprodução/Redes

Terceira colocada no ranking da Fifa, a seleção francesa inicia mais uma campanha sob o comando de Didier Deschamps.

Mesmo apontada como uma das candidatas ao título, o treinador prefere adotar cautela.

“Não considero a seleção da França mais forte que outras”, afirmou Deschamps ao comentar as expectativas para o torneio.

A equipe conta com um ataque formado por alguns dos principais nomes do futebol europeu: Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Michael Olise.

Separe todas palavras da frase abaixo com um hífen (-), coloque tudo em minúsculo e sem acento, transforme os dois pontos (:) em hífen (-) e também transforme os espaçadores ( | ) em hífen (-): Faltam 16 dias para a Copa: Messi e Mbappé podem bater recordes de gols em 2026 | Dembélé é um dos principais nomes da França para essa Copa do Mundo de 2026 – Foto: Reprodução/Redes | TVT News
Dembélé é um dos principais nomes da França para essa Copa do Mundo de 2026 – Foto: Reprodução/Redes

A classificação para o Mundial veio após campanha consistente nas eliminatórias europeias, com cinco vitórias, um empate e nenhuma derrota.

Mbappé têm números quase idênticos aos de Pelé

Mbappé também aparece entre os candidatos a ameaçar a marca de 16 gols de Klose. O artilheiro da França têm números praticamente idênticos a Pelé, desempatando apenas nas assistências, que são inferiores. Foram, ao todo, 14 jogos com a camisa da França, 12 a menos que Lionel Messi. Mesmo assim, Mbappé já atingiu a impressionante marca de 12 gols em Copas do Mundo, o mesmo número que o craque Pelé, que também disputou 14 jogos.

O atacante francês chega ao Mundial após mais uma temporada de destaque. Em 2026, foi artilheiro da La Liga com 25 gols pelo Real Madrid. O francês acumula oito temporadas consecutivas terminando campeonatos nacionais como principal goleador.

Ponto fraco de Mbappé

Apesar dos números ofensivos expressivos, um levantamento da Opta apontou que Mbappé apresenta uma das menores contribuições defensivas entre os atletas das cinco principais ligas europeias.

Provável escalação da França

Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Theo Hernández; Tchouaméni e Rabiot; Doué, Dembélé, Olise e Mbappé.

Senegal estreia com 10 jogadores que nasceram na França

O Senegal chega para a Copa com uma característica que chama atenção: dez jogadores da seleção nasceram na França.

O fenômeno está relacionado à diáspora senegalesa ao longo das últimas décadas. Muitos descendentes de famílias senegalesas cresceram em território francês e posteriormente optaram por defender a seleção africana.

Entre eles estão os nomes Édouard Mendy, Mory Diaw, Yehvann Diouf, Kalidou Koulibaly, Moussa Niakhaté, Mamadou Sarr, Antoine Mendy, Pape Gueye, Iliman Ndiaye e Ibrahim Mbaye.

Koulibaly, capitão da equipe, falou sobre o reencontro histórico com os franceses.

“Faremos de tudo para vencer, mas esqueceremos o que aconteceu em 2002. Estamos em 2026.”

Já o técnico Pape Thiaw destacou a importância do duelo.

“Sabemos que será uma partida muito importante contra a equipe francesa. Sempre queremos começar bem as competições, e isso significa vencer.”

O craque de Senegal: Sadio Mané

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O atacante número 10 do Senegal, Sadio Mané, ergue o troféu enquanto comemora com seus companheiros de equipe a vitória na final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Senegal x Marrocos, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026. (Foto de SEBASTIEN BOZON / AFP)
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Sadio Mané com a camisa do Al Nassr em 2024, time que Cristiano Ronaldo joga – Foto: Reprodução/Redes sociais

O principal nome ofensivo segue sendo Sadio Mané, atualmente no futebol saudita ao lado de Cr7.

O atacante senegalês compôs, ao lado de Salah, um dos setores ofensivos mais eficientes do futebol europeu em anos recentes pelo Liverpool.

Goleiro de Cabo Verde faz história na primeira partida da história do país em Copas e defende 7 gols da Espanha.

Esta é a Copa com mais seleções africanas da história.

Mané registrou 120 gols em 269 exibições pelo clube inglês, participando diretamente da conquista de taças nacionais e continentais.

Após uma rápida passagem pelo Bayern de Munique, da Alemanha, transferiu-se para o Al-Nassr, seu atual clube na Arábia Saudita.

Defendendo a seleção do Senegal desde o ano de 2012, o jogador acumula 52 gols em 124 exibições, sustentando a posição de principal referência técnica e liderança de sua geração no país.

Mbaye, o jovem do psg, que jogou na base da França

Um dos nomes promissores dessa seleção é o de Ibrahim Mbaye, atleta jovem do PSG que é tido como o “novo Sadio Mané” da seleção.

Mbaye tem 18 anos e já jogou pela França nas categorias de base, mas recentemente decidiu defender a terra natal dos pais.

Kalidou Koulibaly: outro jogador que mudou de lado

Kalidou Koulibaly, o atual capitão da equipe, também jogou na base da França. Atualmente, o zagueiro atua no Al-Hilal de Cr7.

Provável escalação de Senegal

Mendy; Diatta, Koulibaly, Niakhaté e Doiuf; Camara, Diarra e Gueye; Sarr, Jackson e Mané.

Arbitragem

Árbitro: Alireza Faghani (AUS)

Assistentes: George Lakrindis e Andrew Lindsay (AUS)

Quarto Árbitro: Sandro Schaerer (SUI)

Leia também:

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Dieese aponta falhas e custo superestimado em leilão de escolas estaduais

16 de Junho de 2026, 14:51

Em coletiva na manhã desta terça-feira (16), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou um estudo técnico que avalia as Parcerias Público-Privadas (PPPs) da Educação propostas pelo Governo do Estado. A análise elaborada pelo Dieese identificou uma série de inconsistências na modelagem econômico-financeira utilizada para justificar as parcerias. Entre os principais pontos do estudo estão a superestimação de custos, fragilidades na demonstração da suposta economia para o Estado e alta proteção financeira à futura concessionária.

A proposta do governo de Eduardo Leite (PSD) prevê que as empresas vencedoras do leilão na B3, em São Paulo, atuem na reforma e adequação de 98 escolas, com contratos de até 25 anos. São estimados R$ 4,5 bilhões às empresas privadas. O leilão está marcado para 26 de junho.

Serviços de limpeza, merenda e vigilância também estão incluídos na parceria, que vai abranger os ensinos fundamental e médio. Ou seja: quase tudo vai ser parceirizado, menos a atividade-fim das escolas, que é a pedagogia. Como o Sul21 mostrou em 2024, a iniciativa é criticada por trabalhadores e especialistas em educação que enxergam a escola como um ecossistema movido por todos os alunos, professores e funcionários que exercem as mais diversas funções no ambiente escolar.

A suposta vantagem econômica das PPPs para o Estado não foi demonstrada suficientemente, segundo a economista e técnica do Dieese, Anelise Manganelli. Os cálculos oficiais do governo projetam economia de apenas 0,81% do valor total do contrato. Seriam menos de R$ 1.000 por escola poupados do orçamento do Rio Grande do Sul, como informa a economista.

Anelise Manganelli, economista e técnica do Dieese. Foto: Joni Oliveira/CPERS Sindicato

Outro ponto destacado é o impacto orçamentário do projeto. Embora atenda apenas 4,2% da rede estadual, a PPP prevê um gasto médio anual por unidade quase cinco vezes superior ao atualmente destinado às escolas estaduais. O gasto médio anual por escola estadual é de R$ 417 mil. Uma escola parceirizada subiria o valor das contas para quase R$ 2 milhões de reais (4,7 vezes mais caro).

Além das questões financeiras, a fiscalização do funcionamento adequado do projeto é um problema. No contrato consta que a fiscalização será privada. Serão agentes privados contratados pela empresa vencedora e a conta paga pelo Piratini. “O fracasso do agente fiscalizador é uma vantagem para o concessionário”, complementa Anelise.

“Está na lei das PPPs ter que demonstrar que há uma vantagem econômica, que há uma sustentabilidade no projeto, que há eficiência na utilização dos recursos. E o que nós fizemos, olhando os dados detalhados, foi verificar que essa demonstração da vantajosidade não acontece”, comenta Anelise Manganelli. “Não há justificativa plausível”.

A vantagem econômica, na verdade, é da empresa que vencer o edital de concessão. O Dieese estima um lucro líquido de R$ 527 milhões para a concessionária ao final dos 25 anos. E a empresa está “altamente blindada” pelo contrato, diz Anelise. A modelagem do projeto usa o Fundo de Participação dos Estados, um recurso previsível e estável, como garantia financeira. Ainda, a vencedora do leilão poderá pedir reequilíbrio das contas se o custo ficar acima do esperado.

“A concessão vem com uma roupagem dita pelo governo que seria dividir riscos e a gente não encontrou isso durante todo o processo. A todo momento, o ônus está vinculado ao poder concedente, que vai ser o Estado que contrata essa concessão”, explica a economista.

O Dieese também acusa o Governo do Estado, na análise feita pelo Departamento, de superestimar os custos da contratação pública para fazer com que o modelo via PPP se torne mais atrativa. “Eles superestimaram custos. A gente observou valores que não descrevem a realidade para materiais e serviços. Por exemplo, ar-condicionado, bebedouros, manutenção de áreas verdes, tudo com valores superestimados”, afirma Anelise.

“Isso fez com que, na modelagem econômica, artificialmente, a PPP pudesse ser mais barata, porque a contratação tradicional estaria superestimada”, destaca.

‘Hora de defender a escola pública’
Rosane Zan, presidente do Cpers. Foto: Joni Oliveira/CPERS Sindicato

Desde o anúncio do projeto das PPPs da Educação, professores, estudantes e organizações representativas de categorias foram às ruas contra a proposta. No começo de maio, centenas de pessoas se reuniram em frente à Escola Estadual Medianeira em Porto Alegre — uma das 98 instituições selecionadas — em manifestação contra a venda da escola.

Na quinta-feira (11), foi a vez dos estudantes das escolas estaduais Jerônimo de Albuquerque, Madre Maria Selima e Paulo da Gama, todas da Capital, trocarem a sala de aula pelas ruas. As três escolas estão na lista das que serão leiloadas. A ideia era fazer uma “aula pública” com os alunos no Viaduto São Jorge, no bairro Partenon, em protesto.

Para Rosane Zan, presidente do Cpers, que promoveu a coletiva com o Dieese, o cidadão necessita entender que a pressão contra a venda das escolas tem que ser um “movimento com toda a sociedade gaúcha”. “Se tu está entregando hoje 98 escolas, daqui a pouco são as 2.300 escolas”, salienta. “Essa revolta não pode ser somente das 98 escolas, mas de todas as escolas da rede estadual, dos 497 municípios”.

“A educação não pode ser tratada como oportunidade de negócio. A educação pública não pode ser transformada em um contrato financeiro de 25 anos. Não somos contra investir nas escolas, somos contra pagar mais para investir menos”, diz a presidente do sindicato.

“É o mercado financeiro que está em jogo para abocanhar uma fatia do que é público e que deveria ser investimento”, complementa Rosane. “Por que entregar essas 98 escolas?”, provoca.

Rosane afirma que as ações do Cpers não se limitarão aos atos na rua. Além de já ter procurado o Tribunal de Contas do Estado sobre a situação anteriormente, Zan confirma que buscará a via jurídica com Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, usando as informações do levantamento do Dieese.

Na esfera nacional, procurará o STF, junto à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O objetivo é impedir o que define como “tiro no pé” do governo de Eduardo Leite. Segundo a presidente do Cpers, essas ações na Justiça são “passos para tentar barrar — e barrar — esse ataque [contra a educação]”. “Agora é a hora de defender a escola pública”, destaca.

Ao final da coletiva, Rosane Zan afirmou: “Nós vamos barrar essa ação”.

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Police clash with anti-G7 demonstrators in Switzerland (VIDEOS)

Por:RT
15 de Junho de 2026, 08:10

Thousands took to the streets of Geneva ahead of the summit at a nearby French resort town

Riot police in Geneva clashed with protesters on Sunday ahead of a Group of Seven summit in neighboring France. The violence disrupted a No-G7 demonstration which drew thousands.

Geneva lies around 30 km from Evian-les-Bains, a French resort town on the shores of Lake Geneva where the 2026 G7 summit is scheduled to take place Monday to Wednesday. The Swiss authorities closed 25 of the 35 border crossings with France from Thursday afternoon, citing security concerns.

Around 60 organizations representing a range of causes, including feminist groups, trade unions, and supporters of Palestinian and Kurdish statehood, took part in the Geneva march. Organizers said around 20,000 people attended; police estimated the crowd at 7,000 at the start of the demonstration.

Police used water cannons and tear gas against rioters, who hurled projectiles at the officers.

🔴Genève : la police utilise un canon à eau !#Genève #Suisse #NOG7 #manif14juin #G7 #manifestation pic.twitter.com/c5AtiN1HE4

— Bismuth Back (@Bismuthback) June 14, 2026

Footage from the scene also shows the windows of a bank being smashed during the unrest.

A Tesla car was burned out after catching fire amid the turmoil, although it was not clear whether the vehicle was deliberately targeted.

Manifestation anti #G7 à Genève Suisse. Des heurts en cours de nombreuses vitrines brisées une voiture (Tesla) en feu. pic.twitter.com/lxUITKcr2a

— Line Press (@LinePress_Off) June 14, 2026

American entrepreneur Elon Musk, the co-owner and CEO of Tesla, became the world’s first trillionaire last week after his other company, SpaceX, raised $75 billion in an IPO.

Apart from the clashes, the five-kilometer march along the shores of Lake Geneva, which passed near the United Nations quarter, was described by the media as loud and colorful but largely contained. Demonstrators chanted slogans against fascism, imperialism, and capitalism. One banner depicted US President Donald Trump as a dinosaur devouring the Earth.

🔴Genève#Genève #Suisse #NOG7 #manif14juin #G7 #manifestation pic.twitter.com/47OxDx6yuj

— Bismuth Back (@Bismuthback) June 14, 2026

The G7 was formed in 1973 as a club of the world’s largest economies, but its influence has declined as non-Western powers, especially China, gain greater weight in the global economy. Critics argue that the format is outdated and far less relevant than the more inclusive G20.

READ MORE: Zelensky not on Trump’s G7 meeting list – Bloomberg

Ukrainian leader Vladimir Zelensky is reportedly expected to attend the meeting in Evian to seek additional funding for Kiev’s drone war against Russia. Politico reports that Ukraine hopes to raise up to $20 billion from NATO countries.

Breakaway region’s leader makes first Israel visit

Por:RT
15 de Junho de 2026, 06:08

Abdirahman Mohamed Abdullahi’s trip is an opportunity to move “from declarations to action,” Israeli President Isaac Herzog has said

Somaliland’s president has made his first visit to Israel, months after Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu’s government controversially recognized the breakaway territory as an independent state.

Abdirahman Mohamed Abdullahi was welcomed by Israeli President Isaac Herzog at the Presidential Residence in Jerusalem on Sunday at the start of what officials described as the first state visit by a Somaliland leader to Israel.

Herzog said it was a “great honor” to receive Abdullahi on a visit that “symbolizes the great potential of the new partnership” between the “two countries,” adding that the two sides must now move “from declarations to action.”

Somaliland’s presidency said Abdullahi was received with full state honors and that the two leaders held talks on economic and investment partnerships, innovation, technology, agriculture, and regional security. The Somaliland leader also visited the World Holocaust Remembrance Center, Mount Herzl, and the Grove of Nations, where he planted a tree.

Speaking at a joint press conference with his Israeli counterpart, Abdullahi thanked West Jerusalem for receiving him and said the people of Somaliland spent decades seeking international recognition.

READ MORE: Somalia slams breakaway region’s push for embassy in Israel

“They were asking only one question. To see us. Only one country decided to see us,” he said, referring to Israel.

Israel recognized Somaliland as a sovereign state in December, drawing condemnation from Somalia and several African governments. Netanyahu’s office said at the time that the two sides had signed a joint declaration and that the move was made “in the spirit of the Abraham Accords.”

#01.
The President of the Republic of Somaliland visited Yad Vashem Holocaust Memorial in Jerusalem, Mount Herzl, and the Grove of Nations, where he ceremonially planted a tree. pic.twitter.com/nfGtvoABAd

— MFA Somaliland (@somalilandmfa) June 14, 2026

Mogadishu, which considers Somaliland part of its territory, has rejected Israel’s recognition as illegal and a violation of Somalia’s sovereignty and territorial integrity. It also condemned Somaliland’s plan to open an embassy in Jerusalem, saying any unilateral action by the breakaway region has no legal effect. Israel remains the only state to recognize Somaliland.

The African Union has also rejected the move, warning that it risks setting a “dangerous precedent” and could undermine peace and stability across the continent.

Read more
RT
The Horn gambit: Has Israel just put a bold new map on the table?

Somaliland gained independence from the UK in 1960, while Somalia achieved independence from Italy shortly afterwards. The two states were united as the Somali Republic in 1960 until Somaliland proclaimed sovereignty in 1991 following a decade-long civil war. Abdullahi, who took office in December 2024, has made securing international recognition for Somaliland a top priority.

His trip to Israel follows the opening of a new Somaliland representative office in Taipei last Friday, despite objections from Somalia and China. Somaliland’s representative in Taiwan, Mahmoud Adam Jama Galaal, said Beijing and Mogadishu failed to pressure Hargeisa into cutting ties with the island, which he described as a “very important ally.” 

“We have the right to choose who we have relationships with. It’s our prerogative,” he said, according to Reuters.

© RT / RT

Vinicius rescues Brazil in draw with Morocco at 2026 FIFA World Cup

14 de Junho de 2026, 03:29
Vinicius Junior (C) of Brazil celebrates after scoring a goal in the Group C match against Morocco at the 2026 FIFA World Cup at MetLife Stadium in East Rutherford, New Jersey, June 13, 2026. /VCG

Brazil settled for a 1-1 draw against Morocco in their opening match of the 2026 FIFA World Cup on Friday, with Vinicius Junior scoring a crucial equalizer after the record five-time champions were outplayed for long stretches at MetLife Stadium in New Jersey.

North African football giants Morocco took a deserved lead through Ismael Saibari and threatened to hand Brazil a defeat in Group C before Real Madrid star Vinicius produced a moment of individual brilliance to rescue a point for Carlo Ancelotti's side.

The Atlas Lions made the brighter start and controlled much of the first half through an energetic midfield led by 18-year-old Ayyoub Bouaddi, who continued to justify the growing excitement surrounding his international future.

Brazil struggled to gain control in midfield as Casemiro and Bruno Guimaraes found it difficult to cope with Morocco's intensity and movement. Morocco repeatedly targeted Brazil's right flank, where central defender Roger Ibanez had been deployed at right-back.

Ismael Saibari (#11) of Morocco shoots to score a goal in the Group C match against Brazil at the 2026 FIFA World Cup at MetLife Stadium in East Rutherford, New Jersey, June 13, 2026. /VCG

The breakthrough arrived after a moment of inspiration from Brahim Diaz. The Morocco playmaker collected the ball deep inside his own half before delivering a perfectly weighted pass for Saibari, who raced through and calmly lifted his finish over goalkeeper Alisson to put Morocco ahead.

The 2022 World Cup semi-finalists nearly doubled their advantage shortly afterward, but  right-back Achraf Hakimi elected to shoot rather than square the ball to Diaz in a promising position.

Brazil eventually found themselves level through Vinicius. The 25-year-old collected a pass from Guimaraes near the byline, skipped past Neil El Aynaoui and fired home from a tight angle to level the score before halftime.

Ancelotti, Brazil's first ever foreign coach reacted at the break by replacing both Casemiro and Ibanez with Fabinho and Danilo, with the changes helping the South American team regain greater control of the contest. Brazil who last won the World Cup in 2002, looked more organized after the interval and spent long periods pushing Morocco deeper into their own half.

Morocco goalkeeper Yassine Bounou was required to make several important saves, keeping out efforts from Igor Thiago and later substitute Luis Henrique as Brazil searched for a winner.

Mohamed Ouahbi's team, meanwhile, remained dangerous on the counterattack and nearly snatched victory late on after a mistake from Alisson created a promising opportunity.

Vinicius Junior (#7) of Brazil shoots to score a goal in the Group C match against Morocco at the 2026 FIFA World Cup at MetLife Stadium in East Rutherford, New Jersey, June 13, 2026. /VCG

Despite Brazil's improved second-half display, Ancelotti admitted his side has significant work to do if it hopes to challenge for a sixth World Cup title.

"We need to improve," the Italian said after the match. "This was a tough match, especially in the beginning. The team was a bit anxious, nerves were all over the place. I think we have to reassess what we did in this match. But we can't lose heart - you don't win a World Cup based on your first match."

Morocco head coach Mohamed Ouahbi, who took charge earlier this year, was encouraged by his team's performance despite missing out on all three points.

"The players are disappointed because they wanted to win," Ouahbi said. "In the second half, the rhythm dropped but that is understandable against a team of this quality."

The result leaves both teams with work to do in Group C, though Morocco's performance reinforced its status as one of the tournament's potential dark horses, while Brazil will look for further improvement under Ancelotti as the World Cup progresses.

Other results of the day:

Qatar 1-1 Switzerland in Group B

Scotland 1-0 Haiti in Group C

Australia 2-0 Türkiye in Group D

New York Knicks complete comeback to win first NBA title in 53 years

14 de Junho de 2026, 03:05
Players of the New York Knicks celebrate after defeating the San Antonio Spurs 94-90 in Game 5 of the NBA Finals and winning the NBA championship at Frost Bank Center in San Antonio, Texas, June 13, 2026. /VCG

The New York Knicks completed a remarkable postseason run on Saturday night, defeating the San Antonio Spurs 94-90 in Game 5 of the NBA Finals to secure their first championship since 1973.

Jalen Brunson was named NBA Finals MVP after producing a historic performance, scoring a franchise Finals-record 45 points as New York clinched the series 4-1.

The title run was defined by resilience. The Knicks rallied from double-digit deficits in all four of their victories against San Antonio, including a 16-point comeback in the championship-clinching game.

"I have no words," Brunson said during the on-court celebration. "It's everything I ever dreamed of."

The Spurs once again seized control early, building a 10-point lead in the first quarter before stretching the advantage to 16 in the second. New York struggled offensively from the opening tip, missing 16 of its first 18 shots and failing to make its first 11 attempts from inside the arc.

Jalen Brunson (C) of the New York Knicks poses with the NBA Finals MVP trophy after defeating the San Antonio Spurs 94-90 in Game 5 of the NBA Finals and winning the NBA championship at Frost Bank Center in San Antonio, Texas, June 13, 2026. /VCG

At one stage, Spurs star Victor Wembanyama had more blocked shots than the Knicks had made field goals. Yet New York gradually found its footing, using a 22-9 run in the second quarter to cut the deficit before trailing 42-37 at halftime.

As they did throughout the series, the Knicks responded well when the pressure was highest.

Brunson took over in the fourth quarter, scoring 13 consecutive points to fuel another comeback and move New York to within touching distance of the championship. His 45-point outing broke the franchise Finals record previously held by Willis Reed, who scored 38 points against the Los Angeles Lakers in 1970.

Mikal Bridges added 14 points and Josh Hart contributed 13 as the Villanova trio helped guide the Knicks to one of the most significant victories in franchise history.

"I don't know what I'm feeling," Brunson said. "I'm in awe. Whenever someone counted us out, we found a way to come back and do something about it."

Jalen Brunson (#11) of the New York Knicks shoots in Game 5 of the NBA Finals against the San Antonio Spurs at Frost Bank Center in San Antonio, Texas, June 13, 2026. /VCG

San Antonio was led by rookie Dylan Harper's 25 points, while Wembanyama finished with 19 points, 14 rebounds and five blocked shots.

The Knicks entered Game 5 with momentum already on their side after erasing a 29-point deficit in Game 4 before winning 107-106 on OG Anunoby's tip-in with 1.2 seconds remaining. It was the largest comeback in NBA Finals history.

Compared to that dramatic turnaround, overcoming a 16-point deficit in the decisive game seemed almost routine.

New York finished the postseason with a perfect 4-0 record in closeout games, all of them on the road. Thousands of Knicks fans traveled to Texas to witness the franchise end a championship drought that had lasted more than five decades.

For Brunson, who won two NCAA titles at Villanova before transforming the Knicks after arriving in New York four years ago, the Finals MVP award was the crowning achievement of an unforgettable season.

And for the Knicks, the long wait is finally over.

Debise delivers dramatic victory for ZXMOTO in Emilia-Romagna Race 1

14 de Junho de 2026, 03:02
Valentin Debise of ZXMOTO lifts the winner

French rider Valentin Debise secured a thrilling victory for China's ZXMOTO in Race 1 of the FIM Supersport World Championship Emilia-Romagna Round on Saturday, claiming his sixth win of the 2026 season and strengthening his position in the championship battle.

The result lifted Debise to second place in the riders' standings on 188 points, ahead of Spain's Jaume Masia. ZXMOTO remains third in the manufacturers' championship with 190 points.

After finishing third in the Superpole race earlier in the weekend to earn a front-row starting position, Debise quickly established himself among the frontrunners when Race 1 got underway at the Misano circuit.

The Frenchman settled into third place behind Yamaha riders Can Öncü and Adrian Huertas Arenas during the opening laps, with the leading trio gradually breaking away from the rest of the field.

As the race progressed, the battle for victory narrowed. By Lap 9, Öncü dropped back, leaving Debise and Arenas locked in a head-to-head fight at the front.

The contest remained undecided until the final lap, when the two riders exchanged the lead several times. Debise ultimately made a decisive move in the closing stages and held on to take the checkered flag.

Arenas finished second, while Öncü completed the podium in third.

Valentin Debise (#53) of ZXMOTO competes in Race 1 of the FIM Supersport World Championship Emilia-Romagna Round at the Misano World Circuit Marco Simoncelli in Misano Adriatico, Italy, June 13, 2026. /VCG

ZXMOTO's Federico Caricasulo crossed the line in ninth place, while QJMOTOR rider Raffaele De Rosa finished 16th.

Debise praised both his rivals and his team after the race.

"The race was very competitive," he said. "Winning is never easy, and I had to put in a lot of effort."

The 32-year-old also highlighted the progress made with the ZXMOTO machine throughout the season.

"The more we go on, the closer we get to understanding the bike. I really enjoy riding it and I feel comfortable," he added.

Debise credited the team for making effective technical adjustments after challenges encountered in high temperatures during the previous round in Aragon.

"Earlier at Aragon, the heat created some difficulties, but those problems have been resolved here and the bike is back to normal," he noted.

The Emilia-Romagna Round concludes with Race 2 on Sunday, where Debise will look to add another victory to his growing tally and further close the gap at the top of the championship standings.

Tricampeão Gérson diz que Brasil “levou passeio” e detona Ancelotti: “Mexeu errado”

14 de Junho de 2026, 07:28
O tricampeão mundial Gérson, conhecido como Canhotinha de Ouro – Foto: Reprodução

O tricampeão mundial Gérson, conhecido como Canhotinha de Ouro, fez duras críticas à atuação do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos, neste sábado (13), na estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026. Em comentário sobre a partida, ele afirmou que Carlo Ancelotti demorou para mudar a equipe e errou nas substituições.

“Agora, o seu treinador, o senhor mexeu errado. Demorou a mexer, mexeu errado”, disse Gérson. O ex-jogador também apontou o meio-campo como um dos principais problemas da Seleção. “O Casemiro e o Bruno Guimarães não jogaram absolutamente nada. Jogando para trás, perdido no meio”, afirmou.

Segundo o Canhotinha, Lucas Paquetá também esteve abaixo do esperado. “Com o Paquetá também perdidinho no campo”, declarou. Para ele, o Brasil concentrou demais as jogadas pelo lado esquerdo e não conseguiu variar o jogo para explorar outros setores do campo.

Gérson foi ainda mais duro ao analisar o domínio marroquino em parte da partida. “O time do Brasil levou um passeio. Um passeio, não sabia onde é que estava a bola. E os caras tocando, tocando, tocando e o Brasil desesperado correndo atrás dos caras”, afirmou.

Vinicius Junior comemorando gol contra o Panamá. Foto: Thiago Ribeiro/Agif

O tricampeão elogiou Vinicius Júnior pela jogada do gol brasileiro. “Fez um gol, porque o Vini fez a jogada correta. Puxou, como ele sabe fazer, meteu a curva do outro lado”, disse. Mas voltou a criticar a defesa no lance do gol sofrido, apontando falha de posicionamento dos zagueiros.

Outro alvo foi Igor Thiago, titular no comando do ataque. “Não tocou na bola, não viu a cor da bola”, disse Gérson. Ele também cobrou lançamentos para Raphinha e infiltrações para o centroavante, afirmando que faltou criação e aproximação no setor ofensivo.

Gérson ainda questionou a ausência de um lateral de ofício no elenco. “Cadê o lateral de ofício? O seu treineiro? Cadê o lateral de ofício que o senhor cortou por machucar e deixou aqui e levou o meio do campo? Errou”, disparou. Para ele, Danilo atuou apenas como “quarto zagueiro deslocado”, sem oferecer apoio pelo lado direito. Veja o vídeo:

pic.twitter.com/pHuCZYXg4L

— VIDRAÇA TAMBÉM É GENTE, GENTE (@VidrsGente) June 14, 2026

Rival protesters clash in Glasgow amid migration tensions (VIDEOS)

Por:RT
13 de Junho de 2026, 21:24

The demonstrations in Scotland come after a stabbing attack allegedly involving a Sudanese asylum seeker

Anti-immigration and anti-racism protesters scuffled with police during rival demonstrations in Glasgow, Scotland, amid tensions fueled by a stabbing attack allegedly involving a Sudanese asylum seeker.

On Saturday, the NGO Stand Up to Racism held a rally in downtown Glasgow, with organizers calling on supporters to “reclaim the streets from the far right.” Participants carried Scottish and Palestinian flags and chanted, “Refugees are welcome here,” according to The Herald.

Around 70 counterprotesters arrived at the event, many dressed in black and wearing balaclavas.

THE STREET ARE OURS: THOUSANDS OF ANTIRACISTS RECLAIM THE STREETS IN GLASGOW AND HUMILIATE FAR RIGHT THUGS

Glasgow reclaimed the streets from the far right today! pic.twitter.com/X942Y0ex8s

— Stand Up to Racism - Scotland (@SUTRScotland) June 13, 2026

As police sought to keep the rival groups apart, some anti-immigration demonstrators pushed against barriers and shoved officers. Some of their opponents also pushed police while attempting to break through the separation line.

NEW🚨: Chaos on the streets of Glasgow, Scotland!

Police clash with young patriots protesting against mass migration.

Meanwhile, pro-migrant and woke groups are also holding demonstrations in Glasgow today. pic.twitter.com/W7smAavlu1

— The Reformed Media (@ReformedMedia_) June 13, 2026

#Scotland — Neo-nazis carrying Israeli flags are trying to attack anti-racist demonstrators in Glasgow.

Yes, you heard that right: neo-nazis are now carrying Israeli flags. pic.twitter.com/wSd3e44PeU

— Antifa_Ultras (@ultras_antifaa) June 13, 2026

Police Scotland said one man was arrested for threatening an officer, while another officer was struck by an egg thrown during the unrest.

“A number of reported hate crimes will now be investigated,” a police spokesperson said.

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Youths gather in front of a burning barricade on Duncairn Gardens in Belfast, Northern Ireland, June 9, 2026
How the right got the Belfast riots wrong

An anti-racism demonstration also took place in Belfast, Northern Ireland to denounce the riots that followed a stabbing on Monday. A Sudanese asylum seeker has been charged with attacking a man in the street and allegedly blinding him in one eye.

Another high-profile incident occurred on Friday in Brierfield, England, where a man stabbed a 17-year-old girl in the middle of a street, causing non-life-threatening injuries. Police described the suspect as a British man of Pakistani descent.

The recent attacks have reignited debates about migration and what right-wing politicians and activists describe as two-tier policing. They argue that the incidents highlight the government’s inability to adequately address crimes committed by foreigners and other offenders.

Prominent anti-immigration activist Tommy Robinson said he was detained for several hours at Heathrow Airport on Saturday under anti-terrorism legislation and had his phone seized by police.

According to Sky News, Robinson is scheduled to take part in a debate at the Oxford Union next week on whether the West is “right to be suspicious of Islam.”

Brasil empata com o Marrocos na estreia da Copa; saiba como fica a situação agora

13 de Junho de 2026, 21:05
Vini Jr. comemora o gol de empate contra o Marrocos na estreia da Copa

A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 diante do Marrocos neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Em um confronto equilibrado e de muita intensidade física, os dois gols da partida saíram ainda na etapa inicial.

O Marrocos surpreendeu a defesa brasileira e abriu o placar com Saibari, após uma rápida transição ofensiva. O atacante recebeu um lançamento em profundidade, venceu a marcação na velocidade e demonstrou muita categoria ao encobrir o goleiro Alisson, que saiu muito mal.

A resposta da Seleção veio antes do intervalo. Principal referência técnica do ataque, Vini Jr. balançou as redes e deixou tudo igual, recolocando o Brasil no jogo.

Além dos gols, o primeiro tempo foi marcado por disputas ríspidas no meio-campo: Casemiro e Ibañez foram advertidos com cartão amarelo por faltas em El Aynaoui e Brahim Díaz, respectivamente, enquanto El Khannouss levou amarelo por parar Raphinha com falta. No segundo tempo, as equipes mantiveram a postura competitiva, mas o placar permaneceu inalterado.

O segundo tempo teve momentos de perigo para ambas as equipes, com Allison fazendo uma defesa importante no final. Sob forte calor, a etapa final teve ritmo mais lento do que os primeiros 45 minutos.

Carlo Ancelotti fez alguns gestos à beira do campo orientando um dos atacantes centrais da Seleção a se deslocar para os lados quando Vinícius Júnior recebia a bola. A movimentação parecia fazer parte de uma estratégia para atrair os defensores marroquinos para as laterais, criando espaços na região central do campo.

Como fica a situação no Grupo C?

Por se tratar da rodada de abertura do Grupo C, o resultado deixa a briga pelas vagas na próxima fase totalmente aberta. Veja o impacto do tropeço na estreia:

Tabela de pontos: Brasil e Marrocos somam 1 ponto cada um. A liderança ou a vice-liderança momentânea do grupo dependerá do saldo de gols e do resultado do outro confronto da chave, disputado entre Haiti e Escócia hoje às 22h (horário de Brasília).

Regulamento favorece: Com o formato de 48 seleções, avançam para o mata-mata (dezesseis-avos de final) os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados gerais. Embora o empate tire a tranquilidade, o Brasil segue com chances claras de classificação.

Pressão por vitórias: O critério de desempate pode ser crucial. Para não depender de combinações de resultados ou da vaga como melhor terceiro, a Seleção Brasileira precisará buscar os três pontos nas próximas duas partidas.

Próximos jogos do Brasil

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima semana para tentar garantir sua primeira vitória no Mundial:

Brasil x Haiti: Quinta-feira, 19 de junho

Escócia x Brasil: Terça-feira, 24 de junho

Ismael Saibari marcou o gol do Marrocos contra o Brasil

The NATO legacy: The EU wants to black-hole its migrants in Libya

Por:RT
13 de Junho de 2026, 06:33

By trapping migrants within the country indefinitely, the West is engineering a severe demographic crisis

Libyan social media has been simmering for weeks over the presence of irregular migrants, particularly those arriving from sub-Saharan Africa, with accusations directed at the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR) and other international agencies operating in the country. What began as online outrage has now spilled into the streets of Tripoli, where tensions over migration have once again become a focal point of political anger in the capital already strained by division and economic pressure.

Libya hosts one of the largest migrant populations in North Africa. According to the International Organization for Migration’s Displacement Tracking Matrix (IOM DTM), the country hosted more than 700,000 migrants in 2024, rising to approximately 936,000 by February 2026. This represents an increase of roughly 33% over the period – about 13% of the total population.

The majority of migrants are believed to be in an irregular situation and are concentrated in major urban centers such as Tripoli, Misrata, and Sebha. In the capital itself, aid agencies and local authorities describe large, fluid migrant communities that reflect Libya’s continuing role as a key transit hub toward Europe.

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RT
Gaddafi warned them. Now the EU is living out his grim prophecy

On June 4, protesters in the area of Janzour-Sarraj on the outskirts of Tripoli blocked access to the UNHCR office by unloading sand from a truck at the building’s entrance, effectively sealing off the compound, which was reported to be unoccupied at the time.

The move came after days of escalating rhetoric, including threats and online campaigns directed at the UN refugee agency and its representative in Libya, Carmen Sacco (UNHCR Libya spokesperson), following what activists described as misrepresented statements attributed to her regarding migrants and Libyan citizens. Video footage circulating on Libyan social media shows Libyan police attempting to calm the angry crowd and prevent it from breaking into the premises as the truck unloads sand at the entrance. The demonstrations followed a broader wave of calls for the closure of international organizations accused of facilitating the continued presence of migrants in Libya.

For many Libyans, migration has become the most visible symptom of a state that has never fully recovered from the 2011 NATO-backed overthrow of Muammar Gaddafi.

This public anger is understandable. Libya remains deeply divided between rival authorities in the east and west, its southern and coastal borders remain beyond effective state control, and outdated migration frameworks are inconsistently applied. No single government exercises full sovereignty over the country’s territory.

Yet, instead of addressing these structural weaknesses, public debate is increasingly dominated by accusations against international agencies. The entities are portrayed by influential domestic voices, including Grand Mufti Sadiq al-Ghariani, as actively playing a role in entrenching the presence of transit populations and turning the country into a permanent dumping ground for Europe’s unwanted migrants.

While Western media and the protesting crowds themselves frame this around irregular migration and the UNHCR, the true undercurrent of this public anger runs far deeper. The street mobilization in Tripoli is a proxy for a society completely exhausted by what has become of their daily lives.

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RT
Washington is about to screw Libya over again

Living in a country that produces over 1.4 million barrels of oil per day, ordinary Libyans – confronted by skyrocketing costs where day-to-day prices can jump by 5% – are trapped in a grueling economic paradox. They face double-digit inflation, a collapsing dinar, and a severe liquidity crisis that makes buying basic food and medicine a daily struggle.

The anger directed at international agencies is actually a localized explosion of a broader fury: Libyans are watching their national wealth absorbed into an elite system of patronage and parallel spending, while they are left to their own devices in a country where institutional rot is so rampant that Transparency International’s index places Libya among the six most corrupt nations on earth.

At its core, the entire migration debate leads straight back to the original sin of the 2011 NATO intervention. Fifteen years ago, Western powers were lightning-fast to drop bombs and dismantle a functioning, sovereign state under the banner of false promises – guaranteeing “freedom, democracy, and prosperity.” Instead, the West walked away, leaving behind a permanent security vacuum and a legacy of institutional rot.

Today, the tragic irony is that while billions of dollars in oil revenues disappear into thin air every single year through unaccountable rival factions, virtually nothing has been achieved for the Libyan people. The “humanitarian intervention” of 2011 engineered a lawless geographic buffer zone where the local population inherits the fallout of Europe’s border crises while being robbed of their own country’s wealth.

This brings us to the core structural deception of Western policy toward Libya. The European Union and the UK frequently issue statements lamenting Libya’s lack of a unified government, its human rights record, its lawless borders, and, most importantly, its deplorable treatment of irregular migrants.

Yet, the same countries find no contradiction in treating this fragmentation not as a crisis to be solved, but as a vital policy tool. Under international law, for example, states are bound by the principle of non-refoulement, meaning they cannot legally return asylum seekers to a country where they face systemic abuse or conflict. Yet Libya’s UN-recognized government, a swarm of associated militias, and its rival authority in the eastern region are being enabled by the EU to do exactly that.

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Gaddafi’s son assassinated: Libya’s Rubicon crossed

Through heavily funded initiatives like the Support to Integrated Border and Migration Management in Libya (SIBMMIL) program, hundreds of millions of euros have flowed into providing the Tripoli-based authorities with the vessels and coordination tools necessary to force the return of refugees caught in international waters.

This transactional arrangement, long maintained in the country’s west, is now being aggressively extended to the eastern-based parallel administration. Despite formally withholding diplomatic recognition from Khalifa Haftar’s government, Brussels is currently financing a new €3 million ($3.46 million) Maritime Rescue Coordination Center in Benghazi.

By treating both rival authorities as outsourced border guards, the EU conveniently bypasses its own legal obligations, repatriating vulnerable populations to a territory perilous even for its own citizens.

Indeed, this policy of externalization has officially transitioned from hypocritical rhetoric to binding legislative reality. Following a definitive agreement between the European Parliament and the Council on the revised Returns Regulation on June 1, 2026, EU interior ministers concluded their June 4 meeting by charting a course to rapidly operationalize a framework for extraterritorial “return hubs” – third-country jurisdictions within which Libya is functionally included due to its status as migration route.

The newly adopted rules escalate coercive measures, permitting member states to deport unsuccessful asylum seekers to holding facilities outside Europe’s borders – even if those individuals possess absolutely no geographic, cultural, or personal connection to the host nation.

To be clear, no one is claiming that the European Union possesses a premeditated blueprint to transform Libya into a permanent containment zone for transit populations – despite the fact that the overwhelming majority of Libyans believe exactly that. However, the cumulative effect of these cynical containment policies achieves that precise result. By trapping hundreds of thousands of irregular migrants within the country, Western mechanisms project an impression that Europe is deliberately engineering a severe demographic crisis, forcing a settlement that dismantles the remains of Libya’s social cohesion.

Whether this outcome is an intentional strategy or the collateral damage of European self-interest, it has served as the catalyst behind the waves of anti-migrant anger fracturing the streets of Tripoli.

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Forget the island: Jeffrey Epstein’s secret war for Libya’s billions

The toxic harvest of the 2011 NATO intervention has come full circle. The military campaign that shattered Libya’s institutional foundations under the banner of hollow promises has yielded a devastating reality. The structural fragmentation engineered by that original intervention have now been weaponized by Western capitals as a deliberate policy mechanism.

By financing localized militias and executing transactional arrangements across political divides, European governments have effectively transformed Libya into an offshore containment camp – a legal black hole designed to absorb the human fallout of their own border crises while shielding themselves from international accountability.

Copa do Mundo: agenda de jogos deste sábado (13); horários, onde assistir

13 de Junho de 2026, 00:01

A Copa do Mundo de 2026 segue neste sábado (13) com quatro partidas pela fase de grupos. O principal destaque para o público brasileiro é a estreia da Seleção comandada por Carlo Ancelotti diante do Marrocos, às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

O primeiro final de semana da Copa do Mundo 2026 terá como destaque a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos neste sábado às 19 horas (horário de Brasília), no MetLife Stadium (New York New Jersey Stadium).

Além do confronto do Brasil, o dia terá Austrália x Turquia, Catar x Suíça e Haiti x Escócia. As partidas movimentam três grupos diferentes da competição e ajudam a definir os primeiros cenários da disputa por vagas na fase eliminatória.

Austrália Austrália × Turquia Turquia

Grupo: D

Horário: 01h

Local: BC Place (Vancouver Stadium), Vancouver (CAN)

Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV

Catar Catar × Suíça Suíça

Grupo: B

Horário: 16h

Local: Levi’s Stadium, Santa Clara (EUA)

Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Brasil Brasil × Marrocos Marrocos

Grupo: C

Horário: 19h

Local: MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)

Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, Globoplay, CazéTV, N Sports e ge.globo

Haiti Haiti × Escócia Escócia

Grupo: C

Horário: 22h

Local: Gillette Stadium, Foxborough (EUA)

Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Veja os grupos da Copa

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Austrália x Turquia

Grupo D

  • Horário: 1h (de Brasília)
  • Local: BC Place, em Vancouver
  • Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV

Austrália

A Austrália garantiu classificação direta ao terminar em segundo lugar em seu grupo das Eliminatórias Asiáticas. A equipe comandada por Tony Popovic aposta na experiência do goleiro Maty Ryan e em uma geração renovada: 17 jogadores disputam uma Copa do Mundo pela primeira vez.

A provável escalação australiana tem:

Maty Ryan; Alessandro Circati, Harry Souttar e Cameron Burgess; Jacob Italiano, Aiden O’Neill, Jackson Irvine, Jordan Bos, Connor Metcalfe e Cristian Volpato; Mohamed Touré.

Turquia

A Turquia retorna a uma Copa do Mundo após 24 anos de ausência. Sob o comando do italiano Vincenzo Montella, os turcos chegam embalados por uma geração que reúne jogadores de destaque nos principais campeonatos europeus.

Entre os principais nomes estão:

  • Hakan Çalhanoğlu, referência técnica da equipe;
  • Arda Güler, jovem talento do Real Madrid;
  • Kenan Yıldız, atacante da Juventus.

A provável escalação turca é:

Mert Günok; Zeki Çelik, Çağlar Söyüncü, Abdülkerim Bardakçı e Ferdi Kadıoğlu; Salih Özcan, Hakan Çalhanoğlu, Arda Güler, Orkun Kökçü e Kenan Yıldız; Barış Alper Yılmaz.

Catar x Suíça

Grupo B

  • Horário: 16h
  • Local: Levi’s Stadium, Santa Clara
  • Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Catar

O Catar busca recuperar a confiança após uma sequência difícil de resultados.

Nas últimas cinco partidas, a seleção catariana não venceu nenhuma vez, acumulando dois empates e três derrotas. Entre os resultados recentes estão o empate sem gols contra El Salvador e derrotas para Irlanda e Tunísia.

Suíça

A Suíça chega em situação diferente.

A equipe comandada por Murat Yakin soma uma vitória, três empates e apenas uma derrota nos últimos cinco compromissos. Entre os destaques do elenco está Breel Embolo, que superou problemas burocráticos relacionados ao visto e está à disposição para a estreia.

O histórico recente entre as duas seleções é pequeno. O único confronto registrado ocorreu em 2018, quando o Catar venceu por 1 a 0.

Brasil x Marrocos

Grupo C

  • Horário: 19h
  • Local: MetLife Stadium, Nova Jersey
  • Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, Globoplay, CazéTV, N Sports e ge.globo

Estreia do Brasil

A estreia do Brasil concentra grande parte das atenções deste sábado.

A partida marca o primeiro jogo de Copa do Mundo sob comando de Carlo Ancelotti, primeiro treinador estrangeiro a dirigir a Seleção Brasileira desde 1925.

O Brasil tenta encerrar um jejum de 24 anos sem conquistar o Mundial e chega ao torneio após amistosos que apresentaram momentos distintos.

Empates e derrotas diante de adversários mais fortes geraram questionamentos, mas vitórias posteriores sobre Croácia, Panamá e Egito ajudaram a aumentar a confiança da equipe.

Neymar está fora da estreia

A principal ausência brasileira será Neymar.

O atacante segue em recuperação de uma lesão na panturrilha sofrida ainda quando defendia o Santos e foi descartado para o duelo diante dos marroquinos.

A expectativa da comissão técnica é contar com o camisa 10 nas próximas partidas da fase de grupos.

Vinicius Júnior lidera ataque brasileiro

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Vini Jr. no vídepclipe “Dai Dai” de Shakira, música oficial da Copa – Reprodução

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Sem Neymar, a responsabilidade ofensiva aumenta para Vinicius Júnior.

O atacante do Real Madrid chega à Copa após uma temporada de destaque na Europa, somando:

  • 22 gols;
  • 10 assistências;
  • 32 participações diretas em gols.

A provável escalação brasileira tem:

Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.

Marrocos quer repetir campanha histórica

O adversário brasileiro chega com credenciais importantes.

Na Copa do Mundo de 2022, Marrocos surpreendeu o planeta ao alcançar as semifinais, terminando entre as quatro melhores seleções da competição.

Hoje, os marroquinos ocupam posição de destaque no ranking da Fifa e contam com atletas que atuam nos principais clubes europeus.

Achraf Hakimi

Hakimi é campeão da Champion League de 2026 pelo PSG em final c ontra o inglês Arsenal – Foto: Reprodução/redes

Recém-campeão da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain, Hakimi é considerado um dos melhores laterais do futebol mundial.

Sua capacidade de apoiar o ataque pode gerar um duelo interessante justamente contra Vinicius Júnior.

Yassine Bounou

O goleiro Bono foi um dos protagonistas da campanha histórica de 2022.

Naquela edição, defendeu pênaltis decisivos e ajudou Marrocos a eliminar seleções tradicionais.

Brahim Díaz

Nascido na Espanha e defensor da seleção marroquina desde 2024, o meia do Real Madrid chega como principal articulador ofensivo.

Foi artilheiro da Copa Africana de Nações de 2025.

Ismael Saibari

O jogador do PSV vive grande valorização no mercado europeu e aparece como uma das principais apostas da seleção africana.

Ayyoub Bouaddi

Com apenas 18 anos, o meio-campista do Lille escolheu defender Marrocos em vez da França e é visto como uma das promessas da nova geração.

Haiti x Escócia

Grupo C

  • Horário: 22h
  • Local: Gillette Stadium, em Boston
  • Onde assistir: CazéTV

O último jogo do sábado fecha a primeira rodada do Grupo C.

Haiti

O Haiti retorna ao maior torneio do futebol mundial após décadas longe da competição.

O técnico Sébastien Migné liderou um processo de reconstrução baseado na integração de atletas que atuam em ligas europeias, aumentando a competitividade da seleção caribenha.

Escócia

Do outro lado está uma Escócia que chega embalada pela campanha nas Eliminatórias Europeias.

Sob comando de Steve Clarke, os escoceses buscam mostrar uma equipe mais ofensiva e capaz de competir em igualdade com adversários tradicionais.

O resultado desta partida poderá influenciar diretamente o cenário do grupo do Brasil.

O que está em jogo neste fim de semana

A primeira rodada costuma ser determinante para as pretensões das seleções.

Uma vitória logo na estreia pode encaminhar a classificação para a próxima fase, enquanto um tropeço aumenta a pressão para os jogos seguintes.

No caso do Brasil, o desafio diante de Marrocos representa um dos confrontos mais equilibrados desta etapa inicial do torneio. O adversário africano ocupa posição de destaque no ranking mundial e conta com uma geração experiente, acostumada a disputar grandes competições.

Já partidas como Austrália x Turquia e Catar x Suíça podem indicar quais seleções chegam em condições de surpreender na disputa por vagas nas fases eliminatórias.

Para os torcedores, o sábado oferece uma programação diversificada, com equipes de quatro continentes diferentes em campo e a expectativa pela estreia da Seleção Brasileira na busca pelo hexacampeonato.

Como funciona a fase de grupos da Copa do Mundo 2026

As 48 seleções foram divididas em 12 grupos com quatro equipes cada.

Cada seleção enfrenta os outros integrantes de sua chave em turno único. Ao final das três rodadas:

  • Os dois melhores colocados de cada grupo avançam;
  • Os oito melhores terceiros colocados também seguem na competição;
  • A partir daí começa a fase eliminatória.

O modelo amplia as oportunidades para seleções consideradas emergentes no futebol mundial, como Haiti,

VEJA GUIA COMPLETO DA COPA DO MUNDO 2026 DA TVT NEWS

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Panini lança atualização das figurinhas da Copa do Mundo com Neymar e outros convocados

12 de Junho de 2026, 17:12

A Panini anunciou o lançamento do “Update Set”, pacote de atualização do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 que inclui 120 novas figurinhas com jogadores convocados para o Mundial após o fechamento da versão original da coleção. Entre os destaques está o atacante Neymar, que passa a integrar oficialmente o álbum ao lado de nomes como o goleiro alemão Manuel Neuer e o zagueiro espanhol Pau Cubarsí. Saiba mais na TVT News.

O kit já está em pré-venda no site da editora italiana e custa R$ 119,90. O conjunto é formado por seis cartelas com 20 figurinhas cada, totalizando 120 cromos. Segundo a Panini, a iniciativa busca atualizar a coleção com atletas que garantiram vaga nas listas finais das seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026, mas que não haviam sido incluídos na primeira edição do álbum.

Do total de figurinhas do pacote, 118 correspondem a jogadores convocados que ficaram de fora da coleção original. A atualização permite que os colecionadores substituam atletas que acabaram não sendo chamados para o torneio por nomes que efetivamente disputarão a competição.

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Além de Neymar, o pacote traz outros brasileiros que não estavam na versão inicial do álbum, como o goleiro Weverton, o lateral Alex Sandro e o atacante Igor Thiago. Eles entram no lugar de jogadores que apareciam na coleção original, mas acabaram fora da convocação final da Seleção Brasileira.

Álbum de figurinhas é sucesso

O lançamento ocorre em meio ao sucesso comercial do álbum da Copa de 2026, que já entrou para a história como o maior de todos os Mundiais. A coleção possui 980 figurinhas, superando com folga as 670 da edição do Catar, em 2022, e as 270 da Copa do México, em 1970.

Um levantamento divulgado pela CBN apontou que a Panini acertou 746 dos 864 jogadores retratados na versão original do álbum, o equivalente a 86,34% dos atletas efetivamente convocados pelas 48 seleções participantes. No caso da Seleção Brasileira, o índice de acerto foi de 72%, considerado o pior desempenho da editora em quatro décadas.

Com a chegada do Update Set, os colecionadores terão a oportunidade de deixar o álbum alinhado às listas oficiais das seleções. Diferentemente das figurinhas vendidas em pacotes tradicionais, os novos cromos não estarão disponíveis em bancas de jornal nem nos serviços de entrega. A única forma de obtê-los será por meio da compra do kit complementar.

O lançamento também reacendeu discussões sobre o custo de completar a coleção. Considerando apenas o álbum simples, vendido por R$ 24,90, e a compra hipotética de figurinhas sem repetições, o gasto mínimo seria pouco superior a R$ 1 mil. Na prática, porém, a presença de cromos repetidos eleva significativamente esse valor.

Cálculos baseados na chamada “série harmônica”, conceito matemático utilizado para estimar o esforço necessário para completar conjuntos aleatórios, indicam que um colecionador que tente finalizar sozinho um álbum de 980 espaços precisaria adquirir, em média, cerca de 7.316 figurinhas. Somando o valor do álbum e do kit de atualização, o custo total poderia ultrapassar R$ 7,4 mil.

Apesar dos números expressivos, a tradição de colecionar figurinhas continua mobilizando fãs de futebol ao redor do mundo. Às vésperas da Copa de 2026, encontros de troca reúnem milhares de pessoas e reforçam um hábito que atravessa gerações, agora impulsionado pela possibilidade de atualizar a coleção com os jogadores que estarão em campo no maior Mundial da história.

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Guia para acompanhar a Copa do Mundo 2026

12 de Junho de 2026, 16:59

A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) e será a maior edição da história do torneio. Pela primeira vez, o Mundial contará com 48 seleções e será disputado em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. A competição vai até 19 de julho, quando será realizada a final no Estádio MetLife, em Nova York/Nova Jersey. Veja na TVT News calendário dos jogos, horários e onde assistir.

A campanha da Seleção Brasileira estreia no dia 13 de junho contra o Marrocos. Além dos compromissos do Brasil, o torneio reúne 104 partidas distribuídas ao longo de pouco mais de um mês, envolvendo seleções de todos os continentes.

A seguir, confira um guia completo para acompanhar a Copa do Mundo Fifa, com datas, horários, locais dos jogos do Brasil, explicação sobre o formato da competição e informações sobre onde assistir às partidas.

Acompanhe os resultados da Copa

Onde assistir à Copa do Mundo 2026

Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil serão divididos entre diferentes plataformas.

Os jogos poderão ser acompanhados por:

  • Globo (TV aberta)
  • SporTV (TV por assinatura)
  • Globoplay (streaming)
  • ge tv
  • SBT (TV aberta)
  • Cazé TV (YouTube)
  • N Sports (YouTube)

A Cazé TV transmitirá os 104 jogos da competição.

Quando o Brasil estreia na Copa do Mundo?

O Brasil integra o Grupo C e terá pela frente Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase.

As partidas serão disputadas nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.

Jogos do Brasil na fase de grupos

Brasil x Marrocos

Data: 13 de junho (sábado)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Estádio MetLife – Nova York/Nova Jersey

Brasil x Haiti

Data: 19 de junho (sexta-feira)

Horário: 21h30 (de Brasília)

Local: Lincoln Financial Field – Filadélfia

Escócia x Brasil

Data: 24 de junho (quarta-feira)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Hard Rock Stadium – Miami

A partida contra o Haiti terá um significado histórico para a Seleção Brasileira. Será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão em uma Copa do Mundo. O país caribenho se tornará o 50º adversário diferente do Brasil em Mundiais.

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026

“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota. 

Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

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Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?

A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções.

O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.

Agora serão:

  • 12 grupos com quatro seleções cada;
  • Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
  • Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.

Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguirão para a fase eliminatória.

A partir daí, o torneio passa a ser disputado em sistema de mata-mata.

As etapas da Copa serão:

  • Fase de 16-avos de final;
  • Oitavas de final;
  • Quartas de final;
  • Semifinais;
  • Disputa do terceiro lugar;
  • Final.

Possíveis caminhos do Brasil no mata-mata

Caso termine na liderança do Grupo C, o Brasil enfrentará o segundo colocado do Grupo F, formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

Se o Brasil avançar em primeiro lugar

Segunda fase – 29 de junho – 14h – Houston

Oitavas de final – 5 de julho – 17h – Nova York/Nova Jersey

Quartas de final – 11 de julho – 18h – Miami

Semifinal – 15 de julho – 16h – Atlanta

Final – 19 de julho – 16h – Nova York/Nova Jersey

Se o Brasil avançar em segundo lugar

Segunda fase – 29 de junho – 22h – Monterrey

Oitavas de final – 4 de julho – 14h – Houston

Quartas de final – 9 de julho – 17h – Boston

Semifinal – 14 de julho – 16h – Dallas

Final – 19 de julho – 16h – Nova York/Nova Jersey

Quais são os grupos da Copa do Mundo?

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Principais datas da Copa do Mundo

Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México

Última rodada da fase de grupos: 27 de junho

16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho

Oitavas de final: 4 a 7 de julho

Quartas de final: 9 a 11 de julho

Semifinais: 14 e 15 de julho

Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami

Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey

Fase de grupos da Copa

Quinta-feira, 11 de junho

16h00 – México x África do Sul (Grupo A)

23h00 – Coreia do Sul x República Tcheca (Grupo A)

Sexta-feira, 12 de junho

16h00 – Canadá x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)

22h00 – Estados Unidos x Paraguai (Grupo D)

Sábado, 13 de junho

16h00 – Catar x Suíça (Grupo B)

19h00 – Brasil x Marrocos (Grupo C)

22h00 – Haiti x Escócia (Grupo C)

Domingo, 14 de junho

14h00 – Alemanha x Curaçao (Grupo E)

17h00 – Holanda x Japão (Grupo F)

20h00 – Costa do Marfim x Equador (Grupo E)

23h00 – Suécia x Tunísia (Grupo F)

Segunda-feira, 15 de junho

13h00 – Espanha x Cabo Verde (Grupo H)

16h00 – Bélgica x Egito (Grupo G)

19h00 – Arábia Saudita x Uruguai (Grupo H)

22h00 – Irã x Nova Zelândia (Grupo G)

Terça-feira, 16 de junho

16h00 – França x Senegal (Grupo I)

19h00 – Iraque x Noruega (Grupo I)

22h00 – Argentina x Argélia (Grupo J)

Quarta-feira, 17 de junho

14h00 – Portugal x República Democrática do Congo (Grupo K)

17h00 – Inglaterra x Croácia (Grupo L)

20h00 – Gana x Panamá (Grupo L)

23h00 – Uzbequistão x Colômbia (Grupo K)

Quinta-feira, 18 de junho

22h00 – México x Coreia do Sul (Grupo A)

13h00 – República Tcheca x África do Sul (Grupo A)

16h00 – Suíça x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)

19h00 – Canadá x Catar (Grupo B)

Sexta-feira, 19 de junho

16h00 – Estados Unidos x Austrália (Grupo D)

19h00 – Escócia x Marrocos (Grupo C)

21h30 Brasil x Haiti (Grupo C)

Sábado, 20 de junho

00h00 – Turquia x Paraguai (Grupo D)

14h00 – Holanda x Suécia (Grupo F)

17h00 – Alemanha x Costa do Marfim (Grupo E)

21h00 – Equador x Curaçao (Grupo E)

Domingo, 21 de junho

01h00 – Tunísia x Japão (Grupo F)

13h00 – Espanha x Arábia Saudita (Grupo H)

16h00 – Bélgica x Irã (Grupo G)

19h00 – Uruguai x Cabo Verde (Grupo H)

22h00 – Nova Zelândia x Egito (Grupo G)

Segunda-feira, 22 de junho

14h00 – Argentina x Áustria (Grupo J)

18h00 – França x Iraque (Grupo I)

21h00 – Noruega x Senegal (Grupo I)

Terça-feira, 23 de junho

00h00 – Jordânia x Argélia (Grupo J)

14h00 – Portugal x Uzbequistão (Grupo K)

17h00 – Inglaterra x Gana (Grupo L)

20h00 – Panamá x Croácia (Grupo L)

23h00 – Colômbia x República Democrática do Congo (Grupo K)

Quarta-feira, 24 de junho

16h00 – Suíça x Canadá (Grupo B)

16h00 – Bósnia e Herzegovina x Catar (Grupo B)

19h00 Escócia x Brasil (Grupo C)

19h00 – Marrocos x Haiti (Grupo C)

22h00 – República Tcheca x México (Grupo A)

22h00 – África do Sul x Coreia do Sul (Grupo A)

Quinta-feira, 25 de junho

17h00 – Curaçao x Costa do Marfim (Grupo E)

17h00 – Equador x Alemanha (Grupo E)

20h00 – Japão x Suécia (Grupo F)

20h00 – Tunísia x Holanda (Grupo F)

23h00 – Turquia x Estados Unidos (Grupo D)

23h00 – Paraguai x Austrália (Grupo D)

Sexta-feira, 26 de junho

16h00 – Noruega x França (Grupo I)

16h00 – Senegal x Iraque (Grupo I)

21h00 – Cabo Verde x Arábia Saudita (Grupo H)

21h00 – Uruguai x Espanha (Grupo H)

Sábado, 27 de junho

00h00 – Egito x Irã (Grupo G)

00h00 – Nova Zelândia x Bélgica (Grupo G)

18h00 – Panamá x Inglaterra (Grupo L)

18h00 – Croácia x Gana (Grupo L)

20h30 – Colômbia x Portugal (Grupo K)

20h30 – República Democrática do Congo x Uzbequistão (Grupo K)

23h00 – Argélia x Áustria (Grupo J)

23h00 – Jordânia x Argentina (Grupo J)

Eliminatórias: 16-avos de final

Domingo, 28 de junho

16h00 (Jogo 73) – 2º do Grupo A x 2º do Grupo B

Segunda-feira, 29 de junho

14h00 (Jogo 76) – 1º do Grupo C x 2º do Grupo F

17h30 (Jogo 74) – 1º do Grupo E x 3º dos Grupos A/B/C/D/F

22h00 (Jogo 75) – 1º do Grupo F x 2º do Grupo C

Terça-feira, 30 de junho

14h00 (Jogo 78) – 2º do Grupo E x 2º do Grupo I

18h00 (Jogo 77) – 1º do Grupo I x 3º dos Grupos C/D/F/G/H

22h00 (Jogo 79) – 1º do Grupo A x 3º dos Grupos C/E/F/H/I

Quarta-feira, 1º de julho

13h00 (Jogo 80) – 1º do Grupo L x 3º dos Grupos E/H/I/J/K

17h00 (Jogo 82) – 1º do Grupo G x 3º dos Grupos A/E/H/I/J

21h00 (Jogo 81) – 1º do Grupo D x 3º dos Grupos B/E/F/I/J

Quinta-feira, 2 de julho

16h00 (Jogo 84) – 1º do Grupo H x 2º do Grupo J

20h00 (Jogo 83) – 2º do Grupo K x 2º do Grupo L

Sexta-feira, 3 de julho

00h00 (Jogo 85) – 1º do Grupo B x 3º dos Grupos E/F/G/I/J

15h00 (Jogo 88) – 2º do Grupo D x 2º do Grupo G

19h00 (Jogo 86) – 1º do Grupo J x 2º do Grupo H

22h30 (Jogo 87) – 1º do Grupo K x 3º dos Grupos D/E/I/J/L

Oitavas de Final

Sábado, 4 de julho

14h00 (Jogo 90) – Vencedor do Jogo 73 x Vencedor do Jogo 75

18h00 (Jogo 89) – Vencedor do Jogo 74 x Vencedor do Jogo 77

Domingo, 5 de julho

17h00 (Jogo 91) – Vencedor do Jogo 76 x Vencedor do Jogo 78

21h00 (Jogo 92) –Vencedor do Jogo 79 x Vencedor do Jogo 80

Segunda-feira, 6 de julho

16h00 (Jogo 93) – Vencedor do Jogo 83 x Vencedor do Jogo 84

21h00 (Jogo 94) Vencedor do Jogo 81 x Vencedor do Jogo 82

Terça-feira, 7 de julho

13h00 (Jogo 95) – Vencedor do Jogo 86 x Vencedor do Jogo 88

17h00 (Jogo 96) – Vencedor do Jogo 85 x Vencedor do Jogo 87

Quartas de Final

Quinta-feira, 9 de julho

17h00 (Jogo 97) Vencedor do Jogo 89 x Vencedor do Jogo 90

Sexta-feira, 10 de julho

16h00 (Jogo 98) – Vencedor do Jogo 93 x Vencedor do Jogo 94

Sábado, 11 de julho

18h00 (Jogo 99) – Vencedor do Jogo 91 x Vencedor do Jogo 92

22h00 (Jogo 100) – Vencedor do Jogo 95 x Vencedor do Jogo 96

Semifinais

Terça-feira, 14 de julho

16h00 (Jogo 101) – Vencedor do Jogo 97 x Vencedor do Jogo 98

Quarta-feira, 15 de julho

16h00 (Jogo 102) – Vencedor do Jogo 99 x Vencedor do Jogo 100

Jogo de disputa pelo terceiro lugar

Sábado, 18 de julho

18h00 (Jogo 103) – Perdedor do Jogo 101 x Perdedor do Jogo 102

Final

Domingo, 19 de julho

16h00 (Jogo 104) – Vencedor do Jogo 101 x Vencedor do Jogo 102, Nova York/Nova Jersey

Copa reúne seleções de todos os continentes

A edição de 2026 da Copa do Mundo marca uma ampliação significativa da presença de países da África, Ásia, Caribe e Oriente Médio. Além de seleções tradicionais como Brasil, Alemanha, Argentina, França e Inglaterra, o torneio contará com equipes como Haiti, Cabo Verde, Jordânia, Curaçao, Uzbequistão e República Democrática do Congo.

O novo formato da Copa amplia a representatividade global do Mundial e oferece mais oportunidades para seleções que historicamente encontravam dificuldades para conquistar uma vaga na competição.

Com mais jogos, mais países participantes e partidas distribuídas por três nações-sede, a Copa do Mundo de 2026 promete movimentar torcedores durante mais de um mês. Para os brasileiros, o foco inicial estará nos compromissos da Seleção contra Marrocos, Haiti e Escócia, que definirão o caminho do Brasil na busca por mais um título mundial.

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At least one person killed and 11 wounded in Texas shooting spree (VIDEO)

Por:RT
12 de Junho de 2026, 16:53

The suspect died following a standoff with officers, according to the Midland Police Department

At least one person has been killed and 11 others wounded after a gunman went on a shooting spree in Midland, Texas, Mayor Lori Blong said in a press briefing on Friday.

“We do have 11 known victims at this time,” she said. “There’s at least one victim that is dead on the scene.”

The police have confirmed that the gunman is also dead.

Officers initially responded to reports of an active shooter in the southwestern part of the city on Friday morning, according to the Midland Police Department.

“Officers heard gunfire coming from the building and worked quickly to secure and clear the area. Armored units were deployed, and partner agencies assisted in the response,” Midland Police Chief Greg Snow said in a statement, adding that attempts had been made to resolve the “standoff with the shooter” safely.

The police department later reported that “the suspect is confirmed deceased” and that the incident was over.

A video circulating on social media purportedly shows several officers taking cover behind a police cruiser, with one leaning out to fire an assault rifle.

🚨#Breaking Ector County Sheriff Mike Griffis has confirmed an active shooter in #Midland Texas; the suspect is reportedly barricaded in a building in downtown Midland near the Tall City Vet Clinic and All American Collision and Victorian Inn in the area of Business 20 and…

— CodeThreeNews (@CodeThreeNews) June 12, 2026

Nine victims were taken to Midland Memorial Hospital, CNN reported, citing a statement from the hospital’s spokesperson.

READ MORE: Multiple people shot at festival in US (VIDEO)

Four victims were in the operating room, while five were in stable condition, it said.

Conheça os mascotes para a Copa do Mundo da Fifa 2026

12 de Junho de 2026, 16:33

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) apresentou os três mascotes da Copa do Mundo de 2026. A competição é realizada em três países (Estados Unidos, Canadá e México) e cada um dos mascotes homenageia uma nação-sede. Veja os mascotes da Copa 2026 com a TVT News.

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026

“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota. 

A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

Esta é a primeira vez que um Mundial vai contar com três sedes – até então, com a exceção de Japão e Coreia do Sul em 2002, todas foram disputadas em apenas um país.

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Maple, Zayu e Clutch são símbolos do Canadá, México e Estados Unidos, países-sede do mundial. Foto: FIFA

Acompanhe os resultados da Copa do Mundo 2026

Conheça cada um dos mascotes da Copa do Mundo

Maple, o alce: é um goleiro dedicado. Nasceu para viajar, passando por todas as províncias e territórios do Canadá, conectando-se com as pessoas e abraçando a rica cultura do país. Com um talento especial para fazer defesas lendárias e um coração cheio de força, Maple combina histórias sem fim com um talento inabalável.

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Maple, o alce, mascote da Copa do Mundo de 2026. Foto: FIFA

Zayu, a onça-pintada: é um atacante engenhoso e ágil que intimida os defensores. Nasceu das selvas do sul do México e personifica a rica herança e o espírito vibrante do país. Fora de campo, Zayu abraça a cultura mexicana por meio da dança, da comida e da tradição, unindo pessoas através das fronteiras com paixão. 

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Onça-pintada representará o México. Foto: FIFA

Clutch, a águia-americana: é um grande meio-campista. Possui uma sede insaciável por aventura, voando pelos Estados Unidos e abraçando cada cultura e momento com curiosidade e otimismo. Destemido em campo e inspirador fora dele, Clutch lidera pela ação — mobilizando companheiros de equipe, elevando o ânimo e transformando desafios em oportunidades de ascensão. 

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Águia será mascote dos Estados Unidos. Foto: FIFA

Mascotes da Copa do Mundo 2026 para colorir

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Versão para colorir dos mascotes da Copa do Mundo FIFA 2026. Imagem: Reprodução / FIFA

Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa do Mundo 2026:

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

Adversários do Brasil na Fase de Grupos

  • 1ª rodada – 13 de junho (sábado) – 19h – Brasil x Marrocos
  • 2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – 21h30 –  Brasil x Haiti
  • 3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – 19h – Escócia x Brasil

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

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Filme “Dark horse” teve gasto de R$ 75 milhões, revela produtora; menor que o valor pedido por Flávio a Vorcaro

12 de Junho de 2026, 15:54

A cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulada Dark Horse, teve um custo declarado de pouco mais de R$ 75 milhões, segundo documentos anexados a uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e consta em uma perícia privada contratada pela própria produtora responsável pelo longa-metragem. Leia em TVT News.

O documento amplia as discussões em torno do financiamento da produção e lança novos questionamentos sobre a participação do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e sobre a atuação de integrantes da família Bolsonaro nas negociações relacionadas ao projeto.

Segundo a documentação, a produtora Go Up Entertainment declarou gastos totais de US$ 13,3 milhões, valor equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões. A empresa é comandada por Karina Ferreira da Gama, também representante do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade investigada em um inquérito que apura supostos desvios de recursos de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo.

A perícia foi anexada ao processo em que o ICB é alvo de investigação. Karina Ferreira da Gama também foi alvo de uma operação da Polícia Civil realizada em 1º de junho.

Gastos declarados no Brasil e nos Estados Unidos

De acordo com a documentação obtida pelo Metrópoles, a produtora informou que R$ 54,2 milhões foram gastos nos Estados Unidos e outros R$ 20,9 milhões no Brasil.

Embora o filme conte com nomes conhecidos do cinema norte-americano, como Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, parte significativa das gravações ocorreu em cidades brasileiras, entre elas São Paulo.

A perícia aponta ainda que o orçamento inicialmente aprovado para a produção era de US$ 16 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 89,7 milhões. Mesmo assim, a cifra declarada oficialmente permanece abaixo dos montantes que teriam sido discutidos em negociações envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.

Áudios revelam preocupação de Flávio Bolsonaro com dinheiro prometido por Vorcaro

O caso ganhou nova dimensão após reportagens revelarem diálogos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro.

Segundo informações divulgadas anteriormente pelo The Intercept Brasil, conversas obtidas pela reportagem mostram discussões sobre possíveis formas de financiamento do filme.

Em um dos cenários debatidos, o valor previsto para a produção chegaria a US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação utilizada à época. O montante seria pago por meio de parcelas sucessivas.

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“Há indícios de que esse braço armado possua mais integrantes, alguns deles ainda não presos”, afirmou o relator. Foto: Reprodução

Posteriormente, Flávio Bolsonaro enviou uma mensagem de áudio a Daniel Vorcaro demonstrando preocupação com atrasos nos pagamentos relacionados ao projeto cinematográfico.

Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. Tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né?”, afirmou o senador.

Na mesma gravação, Flávio menciona a preocupação com compromissos assumidos junto a integrantes do elenco internacional.

Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, disse.

O parlamentar confirmou posteriormente a autenticidade do áudio divulgado pela imprensa. Flávio Bolsonaro, porém, sustenta que os recursos destinados ao filme tiveram origem legal e não envolveram contrapartidas.

Valor divulgado pela produtora é inferior aos R$ 134 milhões que foram negociados entre Flávio e Vorcaro

De acordo com os documentos analisados, o valor efetivamente repassado para a produção teria sido menor do que aquele mencionado nas negociações.

Segundo a perícia anexada ao processo, Daniel Vorcaro teria destinado US$ 10,6 milhões ao projeto por meio da empresa Entrepay. O valor corresponde a aproximadamente R$ 61 milhões.

O documento afirma que a origem dos recursos analisados seria privada.

Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, registra o relatório elaborado pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI).

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“Esse é o mais importante disparado”, escreveu o banqueiro preso, após cobrança de Flávio. Foto: Agência Brasil

Apesar da conclusão apresentada pela perícia contratada pela produtora, o caso continua cercado de questionamentos devido ao contexto das investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador.

Documentos revelados pelo The Intercept, no entanto, mostram rota financeira de $24 milhões de dólares, o que correspondia a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação cambial do período.

Os documentos contábeis detalham tanto o fluxo de aportes previstos pelo Banco Master quanto as quantias que entraram efetivamente nas contas de um fundo de investimentos sediado no exterior e diretamente vinculado à gestão de “Dark Horse”.

Isto significa que, ou a produtora omitiu o recebimento de parte do valor, ou o restante do dinheiro enviado pelo Banco Master para a família Bolsonaro teria outros fins que não fossem, de fato, a produção da obra cinematrográfica.

Leia mais:

Operação investiga suposta fraude bilionária

Daniel Vorcaro tornou-se alvo da Operação Compliance Zero, investigação que apura uma suposta fraude bilionária no mercado financeiro.

O banqueiro chegou a ser preso no âmbito da operação, que investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas por autoridades responsáveis pelo caso.

A revelação de que recursos ligados a Vorcaro foram utilizados para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro trouxe novos elementos para o debate político e jurídico em torno da produção.

A proximidade entre integrantes da família Bolsonaro e o empresário passou a ser observada com maior atenção após a divulgação dos áudios e documentos.

O caso também ocorre em um momento de intensa movimentação política dentro do campo bolsonarista.

Relação com a família Bolsonaro amplia repercussão

A participação de Flávio Bolsonaro nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme colocou o senador no centro da controvérsia.

Além de ser um dos principais aliados políticos do pai, Flávio é pré-candidato à presidência da República.

As revelações mostram que o parlamentar acompanhava de perto a situação financeira do projeto e mantinha interlocução direta com Daniel Vorcaro sobre os pagamentos.

PF investiga possível ligação com estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Outro desdobramento do caso envolve o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo informações divulgadas recentemente, a Polícia Federal passou a investigar se recursos enviados por Daniel Vorcaro por meio do fundo Heavengate Development podem ter sido utilizados para custear despesas relacionadas à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Até o momento, não há conclusão oficial das investigações.

A apuração busca verificar a destinação dos recursos e se houve utilização para finalidades diferentes daquelas apresentadas nos contratos relacionados à produção cinematográfica.

O avanço das investigações poderá esclarecer o caminho percorrido pelo dinheiro e o papel desempenhado por diferentes agentes envolvidos no financiamento do projeto.

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Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

12 de Junho de 2026, 15:51

Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). As informações são da Agência Brasil. Entenda na TVT News.

Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.

“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.

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Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”

Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.

Renda domiciliar mensal

Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução da média de rendimentos. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.

Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.

O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.

10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres

O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução do coeficiente de Gini. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Média de rendimento por estrato de renda. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”

Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda – que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”

Desigualdade no mapa

Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).

As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).

As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.

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Caixa paga abono salarial; confira se você tem direito

12 de Junho de 2026, 15:01

Os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos nascidos em julho e agosto começam a receber, a partir da próxima segunda-feira (15), o quinto lote do abono salarial PIS/Pasep referente ao ano-base de 2024. O benefício faz parte do calendário aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e deve contemplar cerca de 26,9 milhões de brasileiros ao longo de 2026, com previsão de desembolso de R$ 33,5 bilhões. Saiba mais na TVT News.

O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal para os trabalhadores vinculados ao Programa de Integração Social (PIS) e pelo Banco do Brasil para os beneficiários do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os valores ficam disponíveis para saque até 30 de dezembro de 2026.

Para ter direito ao abono salarial neste calendário, o trabalhador precisa ter exercido atividade formal por pelo menos 30 dias em 2024, consecutivos ou não, estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base. Também é indispensável que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador.

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O valor do benefício varia conforme o número de meses trabalhados em 2024. Quem trabalhou durante os 12 meses do ano-base recebe o valor integral de um salário mínimo vigente em 2026, de R$ 1.621. Já aqueles que trabalharam por períodos menores recebem quantias proporcionais, que começam em R$ 136 para quem exerceu atividade por apenas um mês.

As consultas sobre o benefício podem ser realizadas pela Carteira de Trabalho Digital, pelo portal Gov.br ou por meio da Central Alô Trabalho, no telefone 158. Desde fevereiro, os trabalhadores já conseguem verificar se têm direito ao pagamento, o valor a receber e a instituição financeira responsável pelo depósito.

Calendário de pagamentos

O cronograma de 2026 segue o mês de nascimento do trabalhador:

  • Janeiro: 16 de fevereiro;
  • Fevereiro: 16 de março;
  • Março e abril: 15 de abril;
  • Maio e junho: 15 de maio;
  • Julho e agosto: 15 de junho;
  • Setembro e outubro: 15 de julho;
  • Novembro e dezembro: 17 de agosto.

Independentemente da data de liberação, todos os beneficiários poderão sacar os valores até 30 de dezembro de 2026.

Empregadores têm prazo até 20 de junho

Além dos pagamentos em andamento, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) alerta que os empregadores têm até o dia 20 de junho para enviar ao eSocial as informações referentes aos vínculos empregatícios do ano-base 2024.

O prazo foi ampliado para permitir que empresas privadas e órgãos públicos regularizem o envio de dados necessários à identificação dos trabalhadores aptos a receber o benefício. As informações processadas até essa data servirão de base para um lote de pagamentos previsto para 15 de outubro de 2026.

Segundo o ministério, o envio correto das informações é fundamental para garantir o acesso dos trabalhadores ao abono salarial. Caso os dados não sejam informados adequadamente, o benefício pode deixar de ser processado.

O MTE disponibiliza um Manual de Orientação para o Empregador com instruções detalhadas sobre o preenchimento e transmissão das informações no sistema.

Como o dinheiro será pago

No caso dos trabalhadores vinculados ao PIS, a Caixa realizará prioritariamente o crédito em conta corrente, poupança ou Conta Digital da instituição. Também será possível receber por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.

Quem não possui conta na Caixa poderá sacar o benefício em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e unidades Caixa Aqui, conforme as regras do banco.

Já os beneficiários do Pasep receberão pelo Banco do Brasil, preferencialmente por crédito em conta, transferência via TED ou PIX. Trabalhadores sem conta bancária ou chave PIX poderão retirar os valores diretamente nas agências da instituição.

Mudanças nas regras do benefício

O abono salarial passa por uma transição aprovada pelo Congresso Nacional. Até 2035, haverá uma redução gradual do público elegível ao programa. Antes, tinham direito ao benefício os trabalhadores que recebiam até dois salários mínimos no ano de referência. Com a nova regra, o limite será corrigido anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), até alcançar o equivalente a 1,5 salário mínimo.

Em 2026, o teto de renda para concessão do benefício ficou fixado em R$ 2.766 mensais, considerando a remuneração média recebida em 2024.

O governo federal estima que, mesmo com as mudanças graduais nas regras, milhões de trabalhadores continuarão sendo contemplados pelo programa nos próximos anos, desde que atendam aos critérios de renda, tempo de cadastro e vínculo formal de trabalho.

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Morre Brito, campeão do mundo em 1970, um dos símbolos da geração do Tri

12 de Junho de 2026, 14:09

A história da seleção brasileira tricampeã do mundo perdeu mais um de seus protagonistas. Morreu nesta quinta-feira (11), aos 86 anos, o ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, o Brito, titular absoluto da equipe que conquistou a Copa do Mundo de 1970, no México. Internado há cerca de um mês em um hospital da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, ele tratava uma pneumonia que agravou seu estado de saúde. Saiba mais na TVT News.

A morte foi comunicada pela família por meio das redes sociais do ex-jogador. “É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do nosso campeão do mundo. Agradecemos a todos pelas orações e mensagens de apoio”, informou a nota.

Brito deixa dois filhos, Leonídio e Patrícia, além de cinco netos. O velório está marcado para sábado (13), na Capela C do Cemitério da Ilha do Governador, com sepultamento previsto para a tarde.

Brito: pilar defensivo do tricampeonato

Embora a seleção de 1970 seja lembrada principalmente pelo talento ofensivo de Pelé, Jairzinho, Rivellino, Gérson e Tostão, Brito foi peça fundamental no equilíbrio da equipe comandada por Zagallo.

Aos 30 anos, era um dos jogadores mais experientes do elenco. Formou a zaga ao lado de Wilson Piazza, originalmente volante e improvisado na defesa. A dupla participou de todos os jogos da campanha que culminou na vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México.

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A formação que entrou para a história tinha Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Everaldo e Piazza; Clodoaldo, Gérson e Rivellino; Jairzinho, Pelé e Tostão.

Conhecido pela força física e pela resistência atlética, Brito foi apontado por integrantes da comissão técnica como o jogador mais bem preparado fisicamente daquela Copa. Sua imposição na marcação contrastava com a qualidade técnica do time e ajudou o Brasil a sofrer apenas sete gols em seis partidas.

Antes do tricampeonato, o defensor já havia disputado a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Ao longo de sua trajetória com a camisa da seleção brasileira, atuou por oito anos e participou de dezenas de partidas internacionais, conquistando também a Copa Roca de 1971 e a Taça Independência de 1972.

Vasco, o clube do coração

Nascido e criado na Ilha do Governador, Brito iniciou a carreira no Vasco da Gama, clube pelo qual nutria profunda identificação. Revelado em São Januário, assumiu protagonismo ainda jovem ao substituir Bellini, capitão das seleções campeãs mundiais de 1958 e 1962.

Com a camisa cruz-maltina, disputou 405 partidas e marcou 11 gols em duas passagens. Conquistou o Torneio Internacional de Paris de 1957 e o Torneio Rio-São Paulo de 1966, além de outros títulos importantes para a história do clube.

Em nota oficial, o Vasco lamentou a morte do ex-jogador.

“Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama”, afirmou o clube.

A homenagem destacou ainda que o ex-defensor era “vascaíno de berço” e lembrou que suas atuações o levaram à seleção brasileira, onde conquistou o tricampeonato mundial.

Passagens por grandes clubes

Após deixar o Vasco, Brito construiu uma carreira extensa. Defendeu Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Botafogo, Corinthians e Athletico Paranaense, além de equipes da Venezuela, Canadá e Minas Gerais.

No Botafogo, conquistou títulos estaduais e consolidou sua reputação como um dos defensores mais respeitados do futebol brasileiro nos anos 1970. Também foi eleito Bola de Prata da revista Placar em 1970.

Encerraria a carreira profissional em 1979, após mais de duas décadas dedicadas ao futebol.

Homenagens de clubes e entidades

A morte de Brito provocou manifestações de pesar em todo o país. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota assinada pelo presidente Samir Xaud.

“Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós. Presto minha reverência a este ídolo do nosso país”, afirmou.

Vasco, Botafogo, Flamengo e Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro também prestaram homenagens ao ex-jogador.

O clube alvinegro lembrou que a morte ocorreu às vésperas da estreia brasileira na Copa do Mundo de 2026. “Perdemos um dos gigantes do tricampeonato mundial”, registrou a equipe carioca.

Às vésperas da estreia do Brasil na Copa, perdemos um dos gigantes do tricampeonato mundial: Hércules Brito Ruas.

A Família Botafogo lamenta profundamente o falecimento do ex-zagueiro, que defendeu de forma histórica a nossa Seleção e honrou as cores do Glorioso na década de… pic.twitter.com/xH58NRyz3Z

— Botafogo F.R. (@Botafogo) June 12, 2026

O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento de Hércules Brito Ruas, o Brito, aos 86 anos.

Rubro-negro no histórico esquadrão do Tri em 1970, foi eleito o jogador mais bem preparado fisicamente daquela Copa. Em sua passagem pela Gávea, Brito honrou e… pic.twitter.com/RW8enLyjYQ

— Flamengo (@Flamengo) June 12, 2026

Com a partida de Brito, a seleção campeã de 1970 perde mais um de seus integrantes. Já haviam falecido Pelé, Carlos Alberto Torres, Félix, Everaldo, Fontana e Joel Camargo.

Mortes que marcaram as Copas

A morte de Brito ocorreu justamente na abertura da Copa do Mundo de 2026, reforçando uma coincidência que, ao longo das décadas, ligou momentos de luto à maior competição do futebol.

O caso mais emblemático foi o de Pelé. O Rei do Futebol morreu em 29 de dezembro de 2022, poucos dias após o encerramento da Copa do Catar. A despedida mobilizou chefes de Estado, atletas e torcedores em todo o planeta.

Outra perda marcante foi a do jornalista e ex-treinador João Saldanha, responsável por montar a base da seleção tricampeã de 1970. Ele morreu em julho de 1990, poucas semanas depois da Copa da Itália, da qual participou como comentarista esportivo.

Em 2006, durante a Copa do Mundo da Alemanha, o humorista Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda, morreu aos 43 anos após sofrer um infarto. Integrante do grupo Casseta & Planeta, ele estava no país cobrindo o torneio e tornou-se um dos casos mais lembrados de falecimento ocorrido durante um Mundial.

Agora, no início da Copa de 2026, o futebol brasileiro se despede de mais um personagem de sua galeria histórica. Brito ajudou a construir uma das equipes mais admiradas de todos os tempos e deixa um legado que ultrapassa estatísticas e títulos. Seu nome permanecerá associado para sempre ao tricampeonato de 1970, conquista que transformou a seleção brasileira em referência mundial e consolidou uma geração que marcou definitivamente a história do esporte.

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Entregadores de app podem financiar novas motos elétricas

12 de Junho de 2026, 13:23

Governo Lula lança programa para ajudar entregadores de aplicativo no financiamento de novas motos ou bicicletas elétricas. O financiamento tem prazo de pagamento em até 48 meses e possibilidade de descontos das montadoras para trabalhadores que usam moto ou bicicleta como instrumento de renda. Entenda como vai funcionar o Move Brasil – Entregadores e Motoapp com a TVT News.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 12 de junho, no Palácio do Planalto, o Move Brasil – Entregadores e Moto app, programa de financiamento especial voltado a profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista.

A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil. O programa busca renovar a frota, ampliar a produtividade e a segurança dos trabalhadores e contribuir para a descarbonização da mobilidade urbana.

Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Também poderão acessar o programa ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para os veículos que exigem habilitação, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.

O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses.

O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.

Entre os itens financiáveis estão:

  • motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país;
  • bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e
  • motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional.

Os veículos deverão ser zero-quilômetro.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de linha de crédito para financiamento de motos para trabalhadores de aplicativos, no Palácio do Planalto, em Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Confira como foi o evento de lançamento do Move Brasil Entregadores

Como fazer o cadastro no Move Brasil – Entregadores e Moto app

A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos. 

As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.

Qual é a plataforma do Move Brasil?

 A adesão será feita por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil, com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa.

O portal de cadastramento será aberto nesta sexta-feira, 12 de junho, mesma data de edição da medida provisória, do decreto e da resolução do FIIS que estruturam o programa.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Empresas também podem financar motos novas?

O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.

A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.

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Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Como participar do Move Brasil – Entregadores e Motoapp

Veja as etapas para participar do programa para financiar uma moto elétrica nova:

1. Cadastro e consentimento

A primeira etapa é a adesão ao programa por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil. Ao se cadastrar, o profissional autoriza o compartilhamento dos seus dados para verificar se atende aos requisitos do programa.

2. Confirmação da participação

Após o cadastro, o profissional será informado, na plataforma, se atende aos requisitos para participar do programa.

Podem participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e com, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas. Também são elegíveis ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para financiar veículos que exigem habilitação, será necessário possuir CNH categoria “A”.

A aprovação do cadastro não garante acesso à linha de financiamento. A contratação estará sujeita à análise de crédito dos bancos.

3. Solicitação do financiamento

A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação de participação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Cada beneficiário poderá financiar um veículo: bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. O veículo deverá ser zero-quilômetro e atender aos critérios de produção nacional ou projeto de investimento para produção no país.

Com informações do Palácio do Planalto e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Pela plataforma, entregadoresm podem se cadastar para financiar moto em até 48x. Reprodução / Governo Federal

Tire suas dúvidas sobre o Move Brasil app

Ainda com dúvidas sobre o Move Brasil, programa para financiar motos? O Governo Federal preparou uma página para você consultar tudo sobre chance para trocar sua moto ou bicicleta elétrica.

A TVT News selecionou as principais dúvidas para você:

Quem pode participar do programa?
Profissionais de APPs: ao menos 6 meses de cadastro na plataforma e, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas.

Profissionais celetistas: ciclistas, motofretistas e mototaxis profissionais, com contratos celetistas (CLT) que tenham carteira assinada há, pelo menos, 6 meses na mesma empresa.
É preciso ter Carteira de Habilitação categoria “A” (moto).
Como conseguir financiar motos e bicicletas elétricas
O acesso ao programa é dividido em 3 etapas:

Cadastro: A primeira delas é o cadastro, a partir do dia 15 de junho, por meio da plataforma gov.br/movebrasil.

Confirmação: Até 5 dias úteis após o cadastro na plataforma gov.br, o motociclista é informado se está apto ou não a participar do programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp.

Compra da moto e financiamento: a partir de 13 de julho, os profissionais que receberam a confirmação de participação no programa podem procurar as instituições financeiras participantes do programa para análises de crédito e de avaliação de viabilidade de concessão do financiamento.
Posso financiar motos de até qual valor?
Não há definição de um valor máximo para as motocicletas.

O programa permite a compra de:

* Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex até 160 cilindradas produzidas no País Motos flex;
* Ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas até 7.500W produzidas no País ou com projeto de investimento para produção nacional;
* Bicicletas elétricas até 1.000 W.

Leia também sobre apoio do governo federal ao trabalhador

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Sports media is about to help FIFA gaslight the planet

Por:RT
11 de Junho de 2026, 17:19

The tournament should have been postponed. Instead, the media machine is polishing the brand and pretending not to see the blood.

There was never a chance that Washington’s man in FIFA, football’s world governing body, was going to do the right thing and postpone the World Cup. Nor that he would strip the US and Canada of hosting rights after their attack on Iran. The FIFA president, Lebanese-Swiss Gianni Infantino, is doing what’s right for his sport, his ‘shareholders’, and a compliant sports media will assist the most bigly sportswashing psy-op ever. 

Sports media, no fur coat and no underwear

The term “fanboys/girls with laptops” is attributed to our former Capital Sports guest, Irish journalist Paul Kimmage. The ex-pro cyclist ‘spat in the soup’ of the sport he loved by exposing rampant doping in ‘Rough Ride’, to date, the finest sports book ever written. His target: the press pass wearing, goodie bag hungry mob of oddballs so in thrall to the stars they report on, that no crime or offence can be mentioned.

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The FIFA World Cup trophy is displayed during the FIFA World Cup Trophy Tour in Mexico City, Mexico on June 05, 2026.
World Cup 2026 is yet to kick off. So why is there so much chaos?

The nub is that the majority of these folks, who exist in every media outlet’s sports department in every country, were the last kids picked for teams in school. Devoid of sports ability (they believed), they vicariously live sporting lives by following their heroes and quietly going weak at the knees when Cristiano Ronaldo, Lance Armstrong, Tiger Woods, or Maria Sharapova, cast a smile their way.

Some have landed top media management spots in FIFA, from where they dispense largesse [access and goodie bags] to those desperate to be favored. And media organizations, in order to ensure their reporters and commentators are granted permission to cover the World Cup, will ‘play ball’. What FIFA wants, FIFA gets, and the media will give it up happily.

Selling out to avoid missing out

It’s been interesting to witness my peers brag about covering this upcoming ‘show’. From LinkedIn to Instagram, so many decent folk are making sure everyone knows they’re going to the World Cup and their previous posts critiquing US or Israeli military adventures, or indeed FIFA, have either been edited or removed.

I asked one woman, who will work with a European broadcaster, where was her excellent takedown of the awarding of the FIFA Peace Prize to US President Donald Trump? It had garnered hundreds of likes and comments on LinkedIn, yet, had vanished.

“My agent,” she replied, with a smiley face emoji, explaining that they were warned that any social media posts critical of the US or US government could mean a refusal at border control.

I guess I was lucky that I turned down the chance to work at the event, though my decision was formed pre-Iran attacks. I couldn’t morally perform a Men in Black on my brain and scrub my social media, articles, broadcasts, and soul clean.

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RT
Why the 2026 World Cup is already a disaster

One football writer I expected to take a stand was Alexander Abnos, a senior sports editor with The Guardian US. With the anti-ICE protests in his nation as a background, he wrote that the US “is not fit to stage soccer’s showpiece event.” He signed off withit would be hard to argue if the World Cup was moved out of the US entirely.

Here was a man with backbone, courage, someone I could relate to. Okay, the headline was weak as English tea (Removing the US as World Cup host would be eminently sad – and entirely justified). And then, he turned full fanboy!

– Messi, mascots, tickets and Trump: 48 questions for the 48-team World Cup (April 1)

– Lionel Messi exits Miami game before World Cup with possible injury (May 25)

– World Cup 2025: a visual guide to the stadiums across the trio of host nations (June 1)

And he outdid himself, also on June 1, with a real doozy to show he was chugging the FIFA Kool Aid: “Gathered around a laptop, the USMNT create their World Cup journey’s first memeable moment.”

Alexander is not the worst, he’s just an example of what was already underway before the June 11 kick-off – and what is now in full swing. The media has already gone into overdrive with superlatives for the brand ambassadors of fizzy drinks and sportswear. We are already being encouraged to forget that the US, with the collusion of Canada and a clatter of other countries taking part in the jamboree, are complicit in the ongoing killing of Iranians, Palestinians, Russians, Lebanese, and more. The football is now on, and the brainwashing has already begun.

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FIFA President Gianni Infantino and U.S. President Donald Trump during the FIFA World Cup 2026 official draw in Washington, DC.
US undermining World Cup with entry bans – Indian coach

Straw men (and women) for a straw poll

In the last two weeks, I’ve chatted with 19 fellow sports journalists and commentators, asking if they were off to the World Cup. From 6 different countries, working with a range of outlets from TV to radio to newspapers, they happily engaged.

Only three weren’t going, as they were covering it from home. Of the others, every single person felt “uneasy” or “not at all happy” to be going, telling that it was their job and that they had to “pay the mortgage.”

I asked the travelling 16 if they disagreed with the World Cup going ahead. Fourteen felt it should be postponed, two said it should be removed from the US and Canada, and given solely to Mexico. Those two, I should add, are French. All said they felt nervous about safety and that the fans will be ripped off.

One reporter, from BBC, said the only bonus is no English hooligan violence.

“As the old joke from 1994 goes, they’ll lose on small arms fire alone,” he joked. He was referring to asides made when the English team failed to qualify for the last time a World Cup was held in the US.

Yet the potential for a terrorist attack at a mega-event (World Cup or Olympic Games), has never been higher, or more expected.

Bombs and bedlam

The last successful terrorist attack, pardon the phrasing, at a mega-event  was at the Atlanta Olympics in 1996. That was by an anti-abortion activist and resulted in a single death. Atlanta will host seven games this summer, including a semi-final. Although combined intelligence agencies and police forces foiled a reported Osama Bin Laden plot at the 1998 World Cup in France, and Russia’s FSB thwarted several drone attacks in 2018, everyone was caught out on July 18 that year.

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RT
Somali World Cup referee barred by US given hero’s welcome at home (VIDEO)

On the biggest stage of all, the Final between France and Croatia, with hundreds of millions watching and listening around the world, a rag tag collection of attention seekers dressed up as police officers charged onto the field. In my opinion, causing Croatia to wobble and lose their shape.

From my commentators spot in Moscow’s Luzhniki Stadium, I saw uniformed people leap onto the field and thought, they shouldn’t be here, something’s wrong. A wave of panic hit the media zone and a prominent British commentator took off his headset and stood up to leave. It left a sour taste in the mouths of those there to cover the game.

Later, I was not alone in being infuriated when NPR’s Scott Simon called this dangerous precedent “a conspicious act of bravery.” I hope he’ll be happy if similar idiots or terrorists carry out a copy cat “act” this summer.

Entering end game

There is a real chance that there will be at least 3-5 occurrences like this, though they could be far more dangerous. The clowns who illegally entered the field of play in Moscow in 2018 may have cost Croatia the title, but at this World Cup, lives could be lost.

The Center for Strategic and International Studies gave their usual rundown of threats to the World Cup in regurgitated AI slop, which one FIFA insider told me is “what we all know anyway… and they offer zero insight.” FIFA are so concerned with safety, that they lumped in around $650 million to bolster security in host cities. In Russia and Qatar, this wasn’t needed. The US and their subordinate to the north are actively involved in wars in Palestine, Lebanon, and Iran. A lot of people are ready to make a statement, FIFA know this.

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RT
Iranian fans shut out of World Cup

“This is the most dangerous World Cup ever,” the FIFA man told me on on May 29. “Here in the [marketing] department, it’s the first time in my experience where staff are turning down the chance to go.” He’s been with FIFA since 2004.

The sentiment is echoed in fan group WhatsApp group chats, many are truly worried for their safety.

In an Eintracht Frankfurt ‘Nationalmannschaft’ [German National Team] group with over 1,000 followers, a debate has been raging over the wisdom of following their side in North America. One man, from Wiesbaden, made the point that the danger isn’t the German matches in Houston, Texas and East Rutherford, New Jersey, but the middle one against Cote d’Ivoire in Toronto. “It is a soft underbelly and the most dangerous. It could be bombs and bedlam,” he noted.

Yet, for sports media, the genuine fears of fans are hidden. England’s sports media is missing in action. They previously lied about and sneered at Qatar, Russia, Brazil, and South Africa. For the BBC in 2022, the biggest danger for ‘fans’ was not being able to drink beer in Qatar. In Russia, it was being murdered at passport control or disappeared to a gulag. It’s crickets for this World Cup.

The flash has already gone off, and most of the sports media seems happy to forget what came before. The biggest ever sportswashing event kicks off on June 11 and all we can hope for is no terrorist attacks, and some good football. I’m already halfway there.

The Middle East is on fire. The voice of reason might come from an unexpected direction

Por:RT
11 de Junho de 2026, 05:49

It’s time Africa moved from the periphery and became a global defender of the rule of law and sovereignty, experts say

The joint US-Israeli military strikes on Iran and Tehran’s regional retaliation could give the African Union (AU) an opportunity to cement its identity as a defender of the UN charter and international law, but, as African experts argue, it seems to have missed it.

Dr. Wafula Okumu, executive director of The Borders Institute, says the AU’s reaction to the Iran crisis clearly showed that the continental body suffers from what he describes as a “crisis of consistency”.

According to Okumu, the AU Commission chairperson’s “softly-worded” statement on the US-Israeli attack on Iran and its sharp condemnation of Iran’s reaction portrayed Africa as succumbing to “selective Chartersim,” a practice it has long condemned in others.

“The AU appeared not keen on outrightly calling out the US and Israel for attacking Iran. It seemed to be taking a safe and neutral position, but its reaction to Iran’s retaliation lacked the tone of a peacemaker,” Dr. Okumu told RT.

Dr. Okumu notes that the AU’s “unsettling silence” on the breach of Article 2(4) of the United Nations Charter, which prohibits the threat or use of force against the territorial integrity or political independence of any state, appeared to be justifying the actions of the aggressors (the US and Israel) against the victim of the aggression (Iran).

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RT
Beyond Hormuz: This oil giant is plagued by a curse

“The AU ought to have outrightly called out the US and Israel for violating Article 2(4). It should have questioned whether the conditions stipulated in Article 51 had been met to justify the invasion of Iran,” he said.

He explains that by adopting a posture of neutrality between an aggressor and a victim of that aggression, the AU “inadvertently weakened the very legal norms it purports to uphold.”

“The AU was simply not bold enough to call out the US and Israel for infringing on the sovereignty of Iran,” he said.

‘The current geopolitical settings are confusing for Africa’

Nicodemus Minde, a peace and security governance researcher at the Institute for Security Studies in Nairobi, says Africa is good at the “art of selective application of principle’,’ especially in situations where powerful global players are the aggressors.

Minde argues that it was wrong for the AU to describe Iran’s retaliation as a violation of sovereignty, while failing to apply the same language when condemning the attacks by the US and Israel.

“The AU is a victim of unjustifiable inconsistency. There is nothing wrong with lawfully defending a victim against an aggressor. Africa must move from the periphery and be a bold, universal defender of the rule of law and sovereignty,” said Minde.

According to Minde, as much as it is right for the AU not to take sides in global crises, it is only right for it to side with the law while protecting its interests.

“The current geopolitical settings are complex and confusing for Africa, and the only thing that can shield Africa from being swallowed into the current global conflicts is by defending the law and speaking against violations committed by either the East or the West,” said Minde.

He called for the formulation of a common foreign policy among African Union member states to help the continent navigate shifting geopolitics with principled consistency.

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RT composite.
Africa demands its seat at the table. Will it get one?

‘A violation is a violation, whether committed by the US or Iran’

Chepkorir Sambu, a peace and security researcher and law lecturer at Kenya’s Kabarak University, explains that for the AU to become an effective foreign policy actor on the global stage, it should firmly ground its actions in international law and consistently defend the UN Charter.

Sambu says the AU and its leadership should stop living under the unspoken fear of the US and other Western power players, and instead openly call them out when they are wrong.

“What the AU needed in the US-Israel versus Iran crisis was not taking a pro-Iran or anti-West stand, but simply being pro-rule-of-law. We cannot appear to be subtly supporting the actions of the aggressor while loudly condemning the victim,” she argues.

She added, “Africa must be explicit in reaffirming Article 2(4) of the United Nations Charter on the prohibition on the use of force as the cornerstone of international law. A violation is a violation, whether being committed by the US or Iran.”

Sambu argues that the AU should apply the same legal and moral standard to all breaches of sovereignty, regardless of the actor. Condemning Iran’s retaliation is legitimate, but it is legally and morally incoherent without a prior, and equally strong, condemnation of the initial attack.

‘Africa has the power to be the voice of reason’

Dr. Okumu says the time is ripe for Africa’s voice to dominate the global stage and that it matters now more than ever, especially as the world fragments amid great-power competition.

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RT
2026 is a turning point for Africa

“Africa must come out as the voice and promoter of the principles of sovereignty, territorial integrity, and the non-use of force as the primary shields for less powerful states. The AU has a historic opportunity and a profound responsibility to be the world’s leading champion of these norms,” he told RT.

He says Africa should speak with a clear, principled, and unwavering voice, and be part of the geopolitical shifts and realignments without fear.

“Africa, through the AU, must avoid the trap of political expediency and embrace the disciplined legal consistency that is the true source of its authority. The continent has the power to be the voice of reason on the globe, and that power must be exercised, Dr. Okumu concluded.

Former US Marine who covered up ‘Nazi’ tattoo wins Democratic primary

Por:RT
11 de Junho de 2026, 01:10

Scandal-plagued Graham Platner will face Republican Susan Collins in November’s Senate election

US Marine veteran Graham Platner, who recently covered up a Nazi-style tattoo, has won Maine’s Democratic Senate primary and will face Republican Senator Susan Collins in November.

Platner, a progressive with no previous political experience, won 75% of the vote, garnering support from left-wing Democrats and attracting large crowds with firebrand rhetoric, including promises to “topple the oligarchy” and accusations that his future opponent serves the “Epstein class.” Other Democrats, however, have expressed concerns about whether Platner can defeat Collins in light of his numerous scandals.

Platner, who completed three tours in Iraq with the Marines and another in Afghanistan as a National Guardsman, long had the Totenkopf emblem – the Nazi skull symbol famously referenced in the “Are We the Baddies?” Mitchell and Webb comedy skit – tattooed on his chest.

The candidate said he was unaware of the symbol’s meaning when he got the tattoo in Croatia in 2007 while heavily intoxicated alongside fellow service members. He described it as “a terrifying-looking skull and crossbones,” noting that the National Guard prohibits tattoos that are “extremist, racist, sexist, or otherwise indecent.”

CNN: "[Graham] Platner referred to [his tattoo] as 'my Totenkopf,' which is a reference to the skull and cross bone used by Nazi SS units years before the controversy became public." pic.twitter.com/maQ6FnoEDM

— RNC Research (@RNCResearch) June 5, 2026

In October 2025, Platner covered the tattoo with a different design – a Celtic knot featuring a wolf-like creature that some suggested resembled Fenrir, a wolf from Norse mythology. Critics argued that Nordic-inspired imagery is also popular among some far-right and white supremacist groups.

“If I was ever under the impression that it was a symbol associated with that ideology, I would not have gone through life taking photographs of myself,” said Platner, who describes himself as an anti-fascist.

Graham Platner ©  Graham Platner / X

The Democrat faced accusations of anti-Semitism after he made the refusal to take donations from the pro-Israeli lobby group AIPAC a campaign point. Collins, who is openly pro-Israel, collected almost 20% of her war chest from AIPAC, according to media estimates.

Sen. Susan Collins [R-Maine] has now received >$1.8 MILLION from AIPAC and the Israel lobby. #MESEN pic.twitter.com/edZdINfMhS

— AIPAC Tracker (@TrackAIPAC) June 10, 2026

Platner has also been criticized for old online posts in which he used homophobic slurs and argued that victims of sexual assault in the military should “act like an adult” and avoid getting “blacked out f*cked up.” He later apologized and attributed the comments to struggles with PTSD.

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FILE PHOTO.
Americans rethinking sex, gambling and family values – Gallup

Earlier this month, reports surfaced that Platner had sent sexually explicit text messages to multiple women while married.

US President Donald Trump has endorsed Collins and branded Platner a “thug” who was “worse than any human being that has ever run for office.”

Trump’s approval rating remains near the lowest level of his political career as the campaign is dominated by concerns about the cost of living, rising energy prices, and the unpopular war with Iran.

Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 09-06-2026

9 de Junho de 2026, 16:06

Acompanhe o Jornal TVT News Segunda Edição desta terça-feira, 9 de junho de 2026. Veja quais são as notícias do dia com a equipe do jornal TVT News.

O que é notícia neste 9 de junho de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição

  • TSE analisa suspensão de pesquisa que mostrava queda de Flávio
  • PF deve rejeitar pela 2ª vez delação de Vorcaro por falta de novidades
  • Copa do Mundo da FIFA enfrenta barreiras migratórias com árbitro barrado e Irã no México
  • Funcionários do estádio de LA aprovam greve às vésperas da Copa
  • Trump é vaiado ao aparecer no telão da final da NBA em Nova York
  • Peru segue sem presidente com Sánchez à frente por 25 mil votos
  • Trump diz que acordo de paz com Irã pode vir em até 3 dias

TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT

O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva.  Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.

“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.

O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).

“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.

Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores

TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.

“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

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Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News

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Juiz vê liberdade de expressão e nega remoção de post contra Renan Santos

6 de Junho de 2026, 17:19
Renan Santos
O pré-candidato a presidência, Renan Santos. Foto: Divulgação/Luiz Rebelato

A Justiça de São Paulo negou um pedido de Renan Santos, líder do MBL e pré-candidato à Presidência pelo Missão, para que plataformas como X e Instagram removessem uma publicação feita por JR Freitas, líder de motoboys e pré-candidato a deputado estadual pelo PSol.

No post, Freitas publicou trecho de um boletim de ocorrência em que uma mulher relata ter sido vítima de assédio por Renan. O dirigente do MBL nega a acusação e afirma ter sido absolvido no caso. Nos autos, ele apresentou certidões para demonstrar que não possui antecedentes criminais.

Renan alegou à Justiça que era alvo de uma campanha de difamação. Também afirmou que Freitas teria omitido deliberadamente a informação de que ele foi absolvido e divulgado documento que, segundo a defesa, era sigiloso.

Olha o B.O aberto contra o candidato do MBL a presidência da República. Segundo o Renan Santos, isso é invenção da cabeça da garota. pic.twitter.com/PbP6xVTQME

— JR Freitas (@jrfreitasofc_) April 5, 2026

O juiz Fabio Evangelista de Moura, da 45ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou o pedido. Na decisão, o magistrado afirmou que a retirada de manifestações em redes sociais é uma medida excepcional e só deve ocorrer diante de clara violação de direitos.

O magistrado também entendeu que a publicação do boletim de ocorrência, por si só, não significa imputação direta de crime ao líder do MBL. Ele ressaltou que Renan, por ser figura pública, tem esfera de proteção à intimidade e à vida privada mais limitada, sem perder proteção contra conteúdos evidentemente falsos.

JR Freitas ganhou projeção em São Paulo durante a disputa sobre a regulamentação do serviço de mototáxi. Ele liderou mobilizações de entregadores e motoboys e atuou como interlocutor da categoria em debates com o governo federal sobre trabalho por aplicativo.

Em maio, Freitas participou de evento com Lula no lançamento de uma linha de crédito para motoristas de aplicativo. O motoboy é apontado como uma das apostas do PSol para a disputa à Assembleia Legislativa de São Paulo.

Enquanto Bitcoin despenca, novos ETFs de Hyperliquid ganham tração em Wall Street

6 de Junho de 2026, 16:30

Em um canto muito pequeno — e, pelo menos até agora, obscuro — do mercado de criptomoedas, os investidores estão correndo para entrar, em vez de correr para as saídas. Os chamados ETFs de HYPE estão captando novos ativos de investidores em um momento no qual as principais apostas em cripto, incluindo o bitcoin e o ether, estão derretendo.

Em maio, a Bitwise e a 21shares lançaram ETFs à vista (spot) que replicam índices do HYPE, um ativo cripto descentralizado que opera em sua própria blockchain, a Hyperliquid. Os produtos, negociados sob os tickers BHYP e THYP, já captaram cerca de US$ 150 milhões em ativos e, desde o lançamento, registraram em sua maioria dias de fluxo líquido positivo — algo que chamou a atenção de Nate Geraci, presidente da NovaDius Wealth Management.

Leia também: Bitcoin pode chegar ao piso de US$ 50 mil antes de retomar crescimento

A Grayscale lançou seu próprio ETF, o Grayscale Hyperliquid Staking ETF (HYPG), na quarta-feira.

“Este é um mercado que penetrou apenas 1% do seu mercado potencial. A maioria das pessoas ainda não sabe o que é a Hyperliquid”, disse Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, à CNBC.

A Hyperliquid é uma exchange descentralizada de contratos futuros perpétuos construída em blockchain. Ela opera 24 horas por dia para traders fora dos Estados Unidos. A plataforma existia discretamente até o verão passado, quando a guerra entre os EUA e o Irã fez com que os traders corressem em busca de acesso aos mercados de petróleo durante o fim de semana. O volume rapidamente atingiu cerca de US$ 1 bilhão por dia apenas em petróleo bruto, disse Stephen Coltman, vice-presidente e chefe de macro da 21shares.

Para um token do qual a maioria dos consultores financeiros e investidores nunca tinha ouvido falar há um mês, a recepção tem sido difícil de ignorar, especialmente em um momento em que o bitcoin enfrenta uma forte onda de vendas. Os ETFs de bitcoin à vista vêm sofrendo saídas de ativos. O iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), por exemplo, encerrou a semana em queda de cerca de 16%.

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Os aportes no HYPE provavelmente não representam uma migração de recursos de criptomoedas já existentes, mas sim um movimento dos investidores em direção a algo genuinamente novo.

“A Hyperliquid está trazendo novos investidores de fora do ecossistema cripto para este ativo digital específico. Acho que ela atrai um tipo de investidor muito diferente do investidor de bitcoin”, disse Zach Pandl, chefe de pesquisa da Grayscale.

Pandl afirmou que os investidores são atraídos por um modelo de receita que conseguem compreender. A maioria dos tokens cripto tem uma relação indireta com a atividade da plataforma subjacente, mas a Hyperliquid é diferente.

“No caso da Hyperliquid, 99% das taxas geradas na plataforma são destinadas à recompra do HYPE, o ativo”, disse Hougan. “Existe esse ciclo muito estreito entre a atividade que ocorre no mundo cripto e o valor do ativo Hyperliquid.”

Este é um mecanismo de mercado que os investidores de ações tradicionais reconheceriam imediatamente: a prática de empresas de capital aberto que utilizam seu caixa para recomprar as próprias ações. “É muito semelhante a uma recompra de ações, onde todas as negociações geradas são usadas para recomprar o token”, disse Coltman.

Bitwise Hyperliquid ETF

Os especialistas em ETFs afirmam que esses fundos são um ponto de entrada prático para investidores que desejam exposição sem a complexidade de configurar uma carteira digital (wallet) ou navegar em uma exchange descentralizada.

Até sexta-feira, o recém-lançado Grayscale Hyperliquid Staking ETF contava com US$ 4,5 milhões em ativos. O 21shares Hyperliquid ETF possuía US$ 75,8 milhões em ativos sob gestão, enquanto o Bitwise Hyperliquid ETF somava US$ 71,14 milhões.

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Geraci disse que, à medida que os investidores se familiarizarem com a Hyperliquid por meio dos ETFs, é razoável esperar que os produtos ajudem a acelerar a adoção em massa da própria plataforma.

“Vejo os ETFs de cripto à vista como uma ponte importante entre as finanças tradicionais (TradFi) e as finanças descentralizadas (DeFi). Embora seja difícil determinar o grau de sobreposição entre os investidores de ETFs de HYPE e os usuários da Hyperliquid, os ETFs sem dúvida aumentam a visibilidade da plataforma”, escreveu ele em um e-mail para a CNBC.

No entanto, os especialistas em ETFs alertaram que o nível de conhecimento do público ainda é baixo, a concorrência é ampla e os riscos continuam altos.

A 21shares destaca seu histórico, tendo listado um produto de HYPE na Europa em agosto de 2025. A Grayscale possui a menor taxa de administração, de 0,29%, contra 0,30% da 21shares e 0,34% da Bitwise. A Bitwise, por sua vez, possui forte relacionamento com family offices.

“O maior desafio da Hyperliquid pode ser a crescente concorrência tanto da TradFi quanto da DeFi, uma dinâmica que um ambiente regulatório mais favorável poderia intensificar”, escreveu Geraci.

A plataforma continua indisponível nos EUA, mas Pandl disse que sua expectativa para aprovação é 2027, o que ele chamou de “um prazo razoável para quando pudermos ter clareza regulatória suficiente sobre exchanges descentralizadas para que os usuários dos EUA comecem a acessar a plataforma”.

O cenário pode estar consideravelmente mais lotado até lá. A história do rápido crescimento dos ativos dos ETFs de Hyperliquid mostra que alguns investidores não estão dispostos a esperar.

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I.A. na Copa: FIFA revela tecnologia que promete mudar arbitragem e análise de jogos; entenda

6 de Junho de 2026, 15:00

A FIFA apresentou um conjunto de novas tecnologias baseadas em inteligência artificial que serão utilizadas na Copa do Mundo de 2026.

As ferramentas foram reveladas durante o Lenovo Tech World 2026 e têm como objetivo ampliar a precisão da arbitragem, oferecer análises avançadas às seleções e criar novas formas de interação para os torcedores durante o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

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I.A. chega ao centro das decisões dentro e fora de campo

De acordo com a FIFA, entre as principais novidades está o Football AI Pro, uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para auxiliar as 48 seleções participantes da competição.

A ferramenta foi criada para processar uma enorme quantidade de informações sobre partidas e jogadores, transformando dados em análises que podem ser consultadas por técnicos e comissões técnicas.

Segundo a FIFA, o sistema foi projetado para reduzir diferenças entre equipes com estruturas distintas. Na prática, seleções com menor acesso a departamentos avançados de análise poderão utilizar os mesmos recursos tecnológicos disponíveis para as principais potências do futebol mundial.

O sistema reúne informações em formatos variados, incluindo textos, vídeos, gráficos e modelos tridimensionais. O acesso poderá ser feito em diferentes idiomas antes e depois dos jogos.

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Tecnologia de impedimento ganha versão mais avançada

Outra inovação apresentada envolve a evolução do sistema semiautomático de detecção de impedimentos.

Para a Copa de 2026, os jogadores passarão por um escaneamento corporal digital capaz de criar avatares tridimensionais altamente precisos.

Os modelos serão utilizados para identificar movimentos e posicionamentos dos atletas com maior eficiência, inclusive em situações de velocidade elevada ou quando houver bloqueio parcial da visão das câmeras.

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Além de auxiliar a arbitragem, a tecnologia também terá função visual. As reconstruções em 3D poderão ser exibidas durante as transmissões para ajudar o público a compreender as decisões relacionadas aos lances de impedimento.

Nova câmera do árbitro promete imagens mais estáveis

A FIFA também anunciou uma atualização da chamada Visão do Árbitro, tecnologia que mostra ao público a perspectiva do juiz durante a partida.

A nova versão utiliza inteligência artificial para estabilizar automaticamente as imagens captadas pela câmera acoplada ao árbitro.

O recurso reduz tremores e borrões causados pela movimentação intensa em campo, permitindo uma visualização mais clara das jogadas.

Thank you to @FIFAcom President Gianni Infantino for joining me on stage at Lenovo Tech World to explain how Lenovo AI is enabling a smarter, more inclusive, and more immersive football experience for the FIFA World Cup 2026. #CES2026

🔗: https://t.co/kDCsvLyerL pic.twitter.com/5trlZA7rrX

— Yuanqing Yang (@YuanqingYang) January 8, 2026

A expectativa é que a ferramenta aumente a transparência das decisões e aproxime os torcedores da dinâmica do jogo.

Copa de 2026 será vitrine para o futuro do futebol

Para a FIFA, as novas soluções representam um passo importante no processo de modernização do esporte.

A entidade afirma que o uso da inteligência artificial não se limitará à arbitragem, mas também servirá para ampliar o acesso a dados, melhorar o desempenho das equipes e oferecer experiências mais imersivas aos torcedores.

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Com 48 seleções e 104 partidas programadas, a Copa do Mundo de 2026 será a maior da história do torneio e deve funcionar como um grande laboratório para tecnologias que poderão se tornar parte permanente do futebol nos próximos anos.

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Marinha alerta para soberania e defesa da “Amazônia Azul” em campanha

6 de Junho de 2026, 14:47
marinha
Marinheiros recebem o presidente Lula em visita ao Complexo Naval de Itaguaí (RJ), em 2023. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Marinha lançou uma campanha institucional com foco na defesa da soberania nacional em meio a cortes no orçamento das Forças Armadas. O vídeo, divulgado para marcar o Dia da Marinha, comemorado em 11 de junho, afirma que o cenário geopolítico exige “capacidades navais compatíveis com a proteção da soberania nacional”.

A peça tem como eixo a Amazônia Azul, área marítima sob jurisdição brasileira que concentra rotas comerciais, estruturas de exploração de petróleo, cabos submarinos, recursos biológicos e minerais. A Marinha afirma que 97% das importações e exportações do Brasil passam pelo mar e pelos portos.

O Alto Comando da Marinha avalia que a população ainda conhece pouco o papel da Força na proteção do mar territorial e das riquezas ligadas ao Atlântico Sul. O vídeo institucional apresenta equipamentos como o navio-aeródromo Atlântico, fragatas da classe Tamandaré e submarinos da classe Riachuelo.

A campanha também ocorre em momento de restrição orçamentária. O governo determinou contenção de R$ 31,3 bilhões para cumprir a meta fiscal, e o Ministério da Defesa foi a pasta mais atingida, com R$ 4,4 bilhões retidos. A manutenção de projetos estratégicos, como o Programa de Submarinos, virou prioridade no comando da Marinha.

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta semana que a frota das Forças Armadas vem envelhecendo. “Daqui a pouco vai ter marinheiro sem navio, aviador sem avião e soldado do Exército sem equipamento para lutar”, disse ele, ao defender investimentos na área.

Oficiais ouvidos pelo Correio também associam o alerta de soberania ao cenário internacional. A pressão do governo Donald Trump por negociações envolvendo petróleo, terras raras e tarifas sobre produtos brasileiros acendeu preocupação entre militares sobre a proteção de recursos estratégicos.

A Marinha afirma que fortalecer a consciência marítima da sociedade é parte da defesa nacional. O vice-almirante Vagner Belarmino de Oliveira, diretor do Centro de Comunicação Estratégica da Força, disse que a segurança energética, parte da economia e infraestruturas relevantes dependem da estabilidade do ambiente marítimo.

Pesquisa mostra rejeição crescente a Israel no Brasil e no exterior e repulsa a Netanyahu

6 de Junho de 2026, 14:16
Pesquisa do Centro de Pesquisas Pew, dos EUA, sobre a rejeição crescente a Israel

Uma pesquisa internacional realizada pelo Pew Research Center revela que a imagem de Israel continua se deteriorando em grande parte do mundo e que a confiança no primeiro-ministro Benjamin Netanyahu segue em queda.

O levantamento foi realizado entre 8 de fevereiro e 13 de maio de 2026 em 36 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Argentina, México, Colômbia e África do Sul.

O Pew Research Center é um dos principais institutos independentes de pesquisa dos Estados Unidos, especializado em estudos de opinião pública, tendências sociais, política, religião e relações internacionais. Seus levantamentos são frequentemente utilizados por universidades, governos, meios de comunicação e centros de pesquisa em diversos países.

Segundo o estudo, a mediana global mostra que 67% dos entrevistados têm uma opinião desfavorável de Israel, enquanto apenas 25% manifestam uma visão favorável.

Os índices mais negativos aparecem em países de maioria muçulmana, como Bangladesh, Indonésia, Malásia, Paquistão e Turquia, além da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. O levantamento não incluiu a Faixa de Gaza devido às condições de terra arrasada.

A pesquisa também identificou níveis elevados de rejeição em praticamente toda a Europa. Na Itália, na Holanda e na Espanha, cerca de metade da população ou mais declarou ter uma visão “muito desfavorável” de Israel. Em contrapartida, alguns dos resultados mais positivos foram registrados em países da África Subsaariana.

Os dados indicam ainda uma diferença geracional significativa. Em vários países da América do Norte e da Europa, os jovens demonstram opiniões mais negativas sobre Israel do que os grupos mais velhos. Na Hungria, por exemplo, 72% das pessoas entre 18 e 34 anos têm visão desfavorável do país, contra 45% entre aqueles com 50 anos ou mais.

O recorte ideológico também mostra uma divisão expressiva. Em diversos países, eleitores identificados com a esquerda apresentam avaliações muito mais negativas de Israel do que aqueles posicionados à direita. Nos Estados Unidos, 83% dos liberais têm opinião desfavorável sobre Israel, contra 37% dos conservadores. Diferenças semelhantes foram registradas na Austrália, Espanha, França, Suécia, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Brasil e Colômbia.

Segundo o levantamento, 52% dos brasileiros têm uma visão desfavorável do país, enquanto 33% expressam uma opinião favorável. Entre os que avaliam Israel negativamente, 13% afirmam ter uma opinião “muito desfavorável” e 39% uma opinião “um pouco desfavorável”. Já entre os que veem o país de forma positiva, 28% manifestam uma opinião “um pouco favorável” e apenas 5% dizem ter uma visão “muito favorável”.

O resultado coloca o Brasil entre os países latino-americanos onde predominam avaliações negativas sobre Israel, ao lado de Chile (60%), México (59%), Colômbia (56%) e Argentina (55%).

A percepção internacional sobre Israel piorou em relação ao ano passado. Entre os 24 países onde havia dados comparáveis, 13 registraram aumento estatisticamente significativo das opiniões negativas. Na Argentina, por exemplo, a parcela da população com visão desfavorável passou de 46% em 2025 para 55% em 2026. Crescimentos também foram observados na Austrália, Itália, Nigéria, Polônia e Reino Unido.

O estudo aponta igualmente uma deterioração da imagem de Benjamin Netanyahu. Em grande parte dos países pesquisados, a maioria dos entrevistados declarou ter pouca ou nenhuma confiança no premiê israelense para lidar com assuntos internacionais.

Mais da metade da população em países como Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Austrália, Indonésia, Malásia, Paquistão e Reino Unido afirmou não confiar de forma alguma no líder israelense.

Apenas dois países apresentaram maioria favorável a Netanyahu: Quênia e Filipinas. Nos demais, os índices de desconfiança predominam. Assim como ocorre com a imagem de Israel, jovens e pessoas identificadas com a esquerda tendem a expressar avaliações mais negativas do primeiro-ministro.

A confiança em Netanyahu também caiu em 13 dos 24 países onde o instituto possui dados comparativos. A Coreia do Sul registrou a maior mudança: 76% dos entrevistados afirmam agora ter pouca ou nenhuma confiança no premiê israelense, ante 64% no ano anterior. Na Itália, a parcela dos que dizem não confiar de forma alguma em Netanyahu subiu de 45% para 62% em apenas um ano.

A pesquisa foi realizada após o início da campanha militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, lançada em 28 de fevereiro, e em meio à continuidade do genocídio na Faixa de Gaza, fatores que ajudam a contextualizar a evolução dos resultados observados pelo instituto.

Enem 2026: prazo de inscrição é ampliado até 12 de junho

5 de Junho de 2026, 20:30

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ampliaram o prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Agora, os interessados têm até 12 de junho para se inscrever na Página do Participante .

O novo prazo também contempla os pedidos de atendimento especializado e de tratamento por nome social. A prorrogação não altera as datas de aplicação do exame, que permanece marcado para os dias 8 e 15 de novembro, em todo o país.

Confira o novo cronograma do Enem

  • Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho;
  • Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho;
  • Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho;
  • Resultado do atendimento especializado: 26 de junho;
  • Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
  • Resultado do recurso: 10 de julho;
  • Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.

Concluintes – Até o dia 12 de junho, os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública terão de acessar a Página do Participante para confirmar a participação no Enem e complementar informações, como o município de realização das provas, a língua estrangeira escolhida e, se necessário, a solicitação de recursos de acessibilidade.

Os demais participantes que tiveram a isenção da taxa de inscrição aprovada também deverão realizar a inscrição no exame.

Já para os estudantes não isentos, a taxa de inscrição continua no valor de R$ 85 e pode ser paga por boleto (gerado na Página do Participante), Pix, cartão de crédito e débito em conta corrente ou poupança (a depender da instituição financeira). Agora, o prazo para fazer o pagamento da taxa vai até o dia 17 de junho.

No edital do Enem 2026, é possível conferir todas as regras da edição, como o cronograma, os procedimentos para atendimento especializado e as demais orientações aos participantes.

Pé-de-Meia – Os participantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento do incentivo extra será efetuado após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para o recebimento das demais parcelas do programa.

Certificação – Para utilizar o exame para obter o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência, o interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição. De acordo com o edital, podem solicitar a certificação os participantes que tiverem 18 anos completos até o primeiro dia de aplicação das provas e que não sejam concluintes nem egressos do ensino médio.

Participantes ganharam uma semana a mais para garantir participação no exame que é a maior porta de acesso à educação superior. Prazo para fazer o pagamento da taxa vai até 17/6

Atendimento especializado – Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. O atendimento é voltado para pessoas com as seguintes condições: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual e surdez, surdocegueira, dislexia, discalculia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica.

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Estudantes no primeiro dia de aplicação do Enem, quando foi feita a prova de redação. Fotos: Luis Fortes/MEC

Nome social – Travestis, transexuais ou transgêneros receberão esse tratamento automaticamente, de acordo com os dados cadastrados na Receita Federal. Nesse contexto, antes de se inscrever, o participante deverá verificar seu cadastro na Receita Federal e, se for o caso, atualizá-lo.

Orientações – O portal do Inep conta com uma página na qual é possível encontrar as principais orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.

O que é o Enem 

Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) , do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) .

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar de seleção. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Acesse o edital de prorrogação das inscrições no Enem

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Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 05-06-2026

5 de Junho de 2026, 16:23

Acompanhe o Jornal TVT News Segunda Edição desta sexta-feira, 5 de junho de 2026. Veja quais são as notícias do dia com a equipe do jornal TVT News.

O que é notícia neste 5 de junho de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição

  • 30ª Parada LGBTQIA+ na Paulista com foco no voto democrático
  • PEC das Igrejas isenta templos de mais que o custo de todas as federais
  • Novos acidentes da Sabesp reacendem debate sobre privatização
  • São Paulo Turismo repassa milhões para empresa de irmão de gerente
  • Artistas lançam campanha Bloco no Tigrinho contra apostas online
  • Jornalista perseguido por Zambelli tem prisão decretada por dívida com ela
  • Inscrições para o Enem terminam hoje às 23h59

TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT

O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva.  Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.

“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.

O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).

“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.

Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores

TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.

“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

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Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News

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Sakamoto: Tigrões da 6×1 viraram tchutchucas quando chegou a hora do voto

31 de Maio de 2026, 21:46
Deputados celebram aprovação de texto que acaba com a escala 6×1. 27.mai.2026 – Imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

Qualquer pessoa que acompanha minha coluna no UOL nos últimos 16 anos sabe que considero o fim da escala 6×1 uma tardia reparação civilizacional. Dito isso, acho justa uma saudação aos 22 deputados que atacaram por meses a proposta e, na hora H, tiveram a coragem e a coerência de votar contra.

Ressaltaram, dessa forma, o oportunismo de colegas que até então estavam ombro a ombro com eles, mas resolveram fazer parte da massa dos 472 votos a favor por medo da verdade da urna eletrônica. Ou seja, de não serem reeleitos em outubro diante de uma pauta que tem apoio de 7 entre cada 10 eleitores.

Sim, tigrão no vídeo do Insta, para o gozo de parte do patronato; tchutchuca na hora do voto, diante da raiva de quem não consegue ver os filhos crescerem porque trabalha seis dias por semana. Não à toa, parte da direita e da extrema direita que foram coerentes com sua posição está indignada com os colegas.

Pondere-se, entretanto, que uma parte desses 22 nem poderia fazer diferente. Eles representam aqueles 2 em cada 10 brasileiros que são contra a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e da escala de 6×1 para 5×2.

Considerando que a Câmara tem 513 deputados, seria de se esperar ao menos 102 votos defendendo a manutenção da 6×1, portanto? Na verdade, não, porque são poucos os parlamentares que possuem eleitorado que pensa de forma quase uniforme sobre uma ampla gama de temas. São normalmente parlamentares mais radicais. Tanto que as pesquisas mostram que o fim da 6×1 tem apoio considerável entre bolsonaristas e a direita não-bolsonarista. O que mostra que o fato de serem trabalhadores, e entenderem a situação, fala mais alto que outros posicionamentos ideológicos.

O plenário da Cãmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara

Quando a redução da escala começou a tomar corpo, escrevi aqui que a questão é colocar o tema em votação, pois, uma vez no plenário, a maior parte dos parlamentares votaria a favor da mudança porque não é suicida. Contudo, o placar de 472 votos foi bem mais elástico do que qualquer pessoa imaginava, inclusive no governo, mostrando o tamanho do medo eleitoral e as proporções que o tema tomou.

Ou seja, #ficadica para o Senado Federal, que, agora, tenta aplicar o golpe da PRC das Horas Trabalhadas, anulando o ganho com o fim da escala 6×1.

Isso me lembra uma história sobre ser tigrão e tchutchuca.

Em novembro de 2020, o então presidente Jair Bolsonaro disse que, enquanto deputado federal, havia votado contra o confisco de propriedades rurais e urbanas de quem escravizou trabalhadores. Queria agradar parte de sua base, composta também pelo naco anacrônico do agronegócio. Contudo, os registros da Câmara dos Deputados mostram que ele votou a favor da proposta no primeiro turno, em 2004, e estava ausente no segundo, em 2012.

Naquele primeiro turno, todos os partidos e bancadas recomendaram a aprovação da emenda, e 326 deputados votaram a favor. Mesmo com a orientação, dez parlamentares se posicionaram contra, a maioria ruralistas. Discordo deles, mas foram coerentes. Bolsonaro, não: evitou deixar as digitais contra a PEC do Trabalho Escravo, da qual era contrário.

Talvez confiasse que seus seguidores não se importam com os fatos, apenas com as palavras que saem de sua boca, podendo, assim, sustentar a contradição com base na mentira.

Anos depois, vemos que Jair fez escola.

Governo lança Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras

Por:Sul 21
31 de Maio de 2026, 14:44

Da Agência Brasil 

O governo lançou oficialmente neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.

A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br.

No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos.

“[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”

O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade.

“A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, lamentou Lula.

O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional.

“O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura.”

O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.

Histórias ainda não contadas

Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural.

“Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?

Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso.”

Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país.

“O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas.”

Acervo da nova plataforma

O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.

Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:

  • 267 curtas-metragens;
  • 139 longas-metragens;
  • 85 médias-metragens ou telefilmes;
  • 64 obras seriadas.

Entre elas: A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.

O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história.

Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.

Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.

Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

“Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência”, disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.

Perfis de utilização

Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:

Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.

Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.

Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.

Parcerias

Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.

A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

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Lambança do MME no Leilão de Reserva de Capacidade (por Heitor Scalambrini Costa)

Por:Sul 21
31 de Maio de 2026, 08:24

Heitor Scalambrini Costa (*)

“Só a participação cidadã é capaz de mudar um país”
Herbert de Souza/Betinho (sociólogo e ativista dos direitos humanos)

O Ministério de Minas e Energia (MME) é o órgão responsável no governo federal pela formulação e implementação de políticas nacionais para os setores de energia elétrica, combustíveis (petróleo, gás natural, biocombustíveis), mineração e geologia. Sua função principal é garantir a segurança energética com um abastecimento seguro, contribuindo para um desenvolvimento socioeconômico e ambiental, com aproveitamento sustentável dos recursos energéticos e minerais do país. Diante do desafio dos tempos atuais, com as mudanças climáticas, não é só garantir energia, com qualquer fonte energética, mas com aquelas geradas pelas renováveis (sol, ventos, água, biomassa).

No caso da política energética brasileira, entre os grandes problemas existentes está a elevada tarifa elétrica paga pelo consumidor, mesmo que 85% da matriz elétrica seja composta por fontes renováveis, o que significa mais baratas do que qualquer alternativa fóssil. Segundo relatório da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), divulgado em julho de 2025, o Brasil aparece entre os países com menor custo de geração de energia renovável do mundo, sem dúvida, uma grande vantagem comparativa do país. Todavia, a conta de luz é uma das despesas mais importantes para os brasileiros, do que é para consumidores de países desenvolvidos. Segundo relatório do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC) para famílias de baixa renda, ela pode comprometer até metade do orçamento, muitas vezes competindo diretamente com a alimentação e saúde.

Diante do atual cenário uma das medidas mais polêmica recentemente tomada pelo MME, com a justificativa oficial de ser uma “ferramenta estratégica para assegurar que haja energia disponível no futuro, principalmente em períodos de maior demanda, fortalecendo a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro”, foi promover o 20 Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap 2026), nos dias 18 e 20 de março/2026, para a contratação de termelétricas a combustíveis fósseis: gás natural, carvão mineral, diesel e óleo combustível. Desde 2021 não se tinha este tipo de leilão, que teve uma contratação recorde de 19 GigaWatts (GW).

Na prática, as escolhas energéticas do LRCap 2026 criarão uma maior dependência de combustíveis fósseis, para a geração de energia elétrica. Historicamente, a matriz elétrica brasileira foi majoritariamente baseada em hidroeletricidade, e atualmente conta com participação expressiva de energia solar, eólica, etanol, biomassa, biometano e biodiesel. Assim, com diversidade e complementaridade, é que deve continuar aumentando a participação das fontes renováveis; e não dependendo mais de fontes de origem fóssil.

Os problemas com este leilão começaram mesmo antes de sua realização. O Tribunal de Contas da União (TCU) através da AudElétrica, Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear, já tinha identificado vários problemas, suspeitas, falhas e fragilidades no edital. Mas mesmo assim o leilão foi realizado.

Ao serem divulgados os preços tetos, a “insatisfação do mercado”, (a insatisfação do consumidor não é levada em conta), gritou mais alto, e mostrou a poderosa influência que exercem os lobistas do setor de energia fóssil nos círculos de poder. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sucumbiu, e na véspera do certame, acabou aprovando um reajuste de até 80%, atendendo o que era pleiteado pelo mercado.

O governo havia definido preço-teto de R$ 1,6 milhão/MW.ano para usinas térmicas novas a gás natural, e reajustou para R$ 2,9 milhões/MW.ano. Para as térmicas existentes a gás natural e carvão, o teto foi reajustado de R$ 1,12 milhão/MW.ano para R$ 2,25 milhões/MW.ano. Os valores tetos limitam quanto o governo pode pagar pela contratação de capacidade.

Foram as termelétricas a gás natural (novas e existentes) as protagonistas, que do total contratado de 19 GW, 90 eram usinas a gás, correspondendo a 15, 2 GW (9 GW de usinas novas). Tornando assim a geração de energia elétrica mais suja, com mais emissões de gases de efeito estufa (GEE’s), agravando o enfrentamento às mudanças climáticas. Além de tornar as tarifas mais onerosas para o consumidor, visto que as fontes fósseis são mais caras que as fontes renováveis.

Vários foram os questionamentos, suspeitas de irregularidades e críticas ao leilão. Não somente pela súbita e inesperada elevação dos valores tetos da disputa, sem justificativa técnica-econômica; mas também pelo próprio modelo adotado de leilão em 2 etapas, além do grande montante de potência contratada, representando uma receita para as empresas ao longo dos 15 anos de contrato de R$ 515,7 bilhões, mas que pode ultrapassar R$ 800 bilhões. Estes valores serão pagos pelo consumidor quando as usinas estiverem efetivamente funcionando.

A judicialização do certame era previsível, o que acabou acontecendo. A contratação de usinas termelétricas fósseis foi questionada, na justiça e administrativamente. O imbróglio causado pelo MME neste episódio teve como desfecho, finalmente, a homologação do leilão, com entregas previstas a partir do segundo semestre de 2026.

A realização do leilão de capacidade, com uma potência recorde correspondente a mais de uma Itaipu (14 GW), aconteceu em um contexto inverossímil do setor de energia. O crescimento exponencial, e desordenado da geração solar e eólica, não foi acompanhado da infraestrutura necessária para transportar a energia até sua distribuição. Assim, o Nordeste Brasileiro, onde se encontram instaladas as grandes usinas solares e eólicas, passou a conviver com a situação de cortar ou reduzir intencionalmente a geração de energia de fontes renováveis ordenado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Tecnicamente conhecido como “curtailment”, ocorre por conta do forte desequilíbrio estrutural entre a alta produção de energia elétrica renovável e a capacidade limitada de escoamento e consumo. Resumindo, o ritmo de instalação destas fontes de energia cresceu mais rápido que as linhas de transmissão ou do consumo, resultando em grande desperdício de energia, descartada e não injetada na rede.  O que se verifica é que quantidades entre 20 a 25% de toda potência solar e eólica de grandes instalações (corresponde a 55 GW) estão sendo desperdiçadas. Ou seja, temos energia, mas não temos linhas de transmissão para seu aproveitamento pelo sistema elétrico nacional. Esta irracionalidade no planejamento, levou as empresas geradoras a exigirem ressarcimento, pois produziram, mas não faturaram.

As polêmicas decisões que cercam a atuação do MME ocorrem muito em função do déficit democrático existente no setor energético, provocado a repetição de inúmeros problemas causados, principalmente pelos interesses lobistas que dominam o MME, em proveito de alguns, e contrários à maioria da população, que vive o drama de ver suas contas de energia aumentarem, ano a ano, em muitos casos bem acima da inflação.

Não existe um debate democrático sobre a questão energética no país. Não existe espaço público para a sociedade civil expressar suas opiniões, suas propostas. As chamadas “audiências públicas”, acabam sendo dirigidas, e inócuas no sentido de contribuir para a melhoria das propostas, na direção dos interesses majoritários da sociedade.

Exige-se mais democracia, mais participação, mais transparência em um setor estratégico, que insiste em não discutir com a sociedade as decisões que toma.

A realização desta malfadada contratação de energia a partir de fontes fósseis, foi um grande retrocesso, ao lado do recente desmonte da legislação de proteção ambiental votada pelos “nobres” deputados da extrema-direita, do centrão, e do agronegócio. As três propostas aprovadas são devastadoras para o meio ambiente, e estão nos projetos de lei: PL 364/2019, PL 5900/2025 e o PL 2564/2025.

(*) Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Com apoio de Leite, Gabriel Souza (MDB) lança pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul

Por:Sul 21
30 de Maio de 2026, 17:11

O vice-governador Gabriel Souza (MDB) lançou oficialmente neste sábado a sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul, que representará a continuidade do governo de Eduardo Leite (PSD). Em evento realizado em Porto Alegre, MDB e PSD lançaram as composições majoritárias da chapa 100% Rio Grande, que também terá os apoios de União Brasil, Federação Renovação Solidária e AGIR e terá Ernani Polo (PSD) como candidato a vice-governador e Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) na disputa ao Senado.

De acordo com MDB, mais de 7 mil pessoas participaram do lançamento da chapa, que ocorreu em uma casa de eventos nas proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho e foi marcado pelo lançamento do jingle “100% Rio Grande”. “A gauchada tá unida pro Rio Grande acontecer. Não temos presidente de estimação. Nossa alma é o Rio Grande e o gaúcho é o patrão”, diz um dos trechos da música, que crítica a chamada “radicalização política”.

Em sua fala no evento, Gabriel Souza afirmou a chapa não está reunida em torno de um nome, mas de uma proposta. “É um projeto que acredita na responsabilidade com as contas públicas, na liberdade para produzir, no cuidado com as pessoas e na preparação do Estado para os desafios do futuro. O Rio Grande voltou a ter rumo e capacidade de realizar. Agora queremos seguir evoluindo, com diálogo, experiência e os pés no chão”, afirmou.

 

Gabriel encabeçará chapa que terá Ernani Polo (à direita do governador Leite) como vice, Germano Rigotto (dir.) e Frederico Antunes (esq.) ao Senado, e Ronaldo Caiado para a presidência | Foto: Gustavo Mansur

Na mesma linha, o pré-candidato a vice-governador Ernani Polo destacou a construção suprapartidária. “Todos os dias recebo ligações e mensagens de lideranças de outros partidos dizendo que estão conosco nesta caminhada. Por tudo que o governo fez, por tudo que o governo está fazendo e principalmente por aquilo que nós queremos fazer”, afirmou.

Governador do Rio Grande do Sul de 2003 a 2007, abordou temas que entende como relevantes para a disputa ao Senado, como a rediscussão da dívida do Estado com a União, a transição da reforma tributária, políticas de valorização das mulheres e incentivo aos jovens. Já Frederico Antunes pontuou que a coligação defenderá o legado de 8 anos do governador Eduardo Leite. “É um projeto que já transformou para melhor nosso Estado, e isso fica evidente quando mais de 7 mil pessoas se reúnem no mesmo evento. A presença de pelo menos 500 pessoas da Fronteira demonstra que essa mobilização é de todas as regiões”, afirmou.

A polarização nacional também foi abordada por Leite, que afirmou que a chapa não foi construída para servir a projetos nacionais ou ser extensão de disputa presidencial. “É uma candidatura que nasce dos interesses dos gaúchos, comprometida com a continuidade das transformações”, disse.

O ato contou ainda com a participação do pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado(PSD), que ressaltou a importância da parceria entre os governos estadual e federal para enfrentar desafios e impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “O futuro governador do Rio Grande do Sul está aqui. Gabriel reúne preparo, experiência e integridade, construiu sua trajetória na vida pública com trabalho e seriedade e conhece profundamente os desafios do Estado”, disse.

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Moisés Selerges lança pré-candidatura a deputado federal pelo PT

30 de Maio de 2026, 16:20

“Parem a linha. Parem a linha.” O áudio, que resgata a atmosfera das greves históricas no ABC e das grandes manifestações no Estádio da Vila Euclides, foi a senha para o início do evento de lançamento da pré-candidatura de Moisés Selerges a deputado federal pelo PT-SP, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Entre as autoridades presentes para apoiar a pré-candidatura estavam os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência). Leia em TVT News.

O ato, realizado três dias após a aprovação na Câmara dos Deputados do fim da escala 6 x 1 e da redução da jornada para 40 horas semanais — uma das lutas históricas de Moisés — marcou também a apresentação do projeto da Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras, grupo de parlamentares que representará a classe trabalhadora na Câmara dos Deputados.

Selerges será o líder da iniciativa, que tem como um de seus objetivos a criação da Frente Parlamentar dos Trabalhadores em Brasília e a articulação para que a iniciativa se replique nas assembleias estaduais.

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O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi transformado na Vila Euclides das greves operárias. Foto: Leandro Paiva

Em seu discurso, Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. “Precisamos ter uma bancada organizada de parlamentares que represente e defenda os direitos daqueles que dão duro todo dia para gerar a riqueza desse Brasil. Bancos, fazendeiros, empresários têm a sua bancada. Agora chegou a nossa vez”, defendeu o pré-candidato.

O evento, que lotou o auditório do solo sagrado da classe trabalhadora, oSindicato dos Metalúrgicos do ABC, contou com a presença dos ministros
Luiz Marinho e Guilherme Boulos

Moisés reforçou que a Bancada será um espaço de escuta, debate e defesa de direitos, garantindo que as decisões em Brasília reflitam a realidade do trabalho brasileiro.

O manifesto da Bancada, que será formada por deputados de diversos partidos progressistas, reforça a ideia de que sua atuação será construída coletivamente, com base nas necessidades reais de quem trabalha. Entre os compromissos do documento estão a proteção social para trabalhadores de plataformas, a garantia de aposentadoria digna, inclusive para donas de casa, jornadas de trabalho justas e políticas de incentivo aos pequenos e médios empreendedores.

“Queremos que a produtividade da tecnologia reverta em benefício para quem trabalha, e não apenas em lucro para quem explora”, destacou Selerges.

Além da criação da Bancada, o pré-candidato tem como projetos a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados, a regulamentação do trabalho por aplicativos e políticas de apoio a pequenos e médios empreendedores.

Com bom humor, Moisés relembrou o episódio que foi decisivo para a construção da sua pré-candidatura. “O presidente Lula pediu que o Luiz Marinho seguisse no governo para ajudar na sua reeleição. Aí o Marinho perguntou a ele quem seria o candidato. O presidente virou para ele e disse: ‘O menino do Sindicato’. O ministro então questionou: ‘Mas o Moisés se elege?’. A resposta do presidente Lula resolveu a questão: ‘Ele se chama Selerges. Ele tem eleição no nome’”, completou sorrindo.

Moisés é liderança da futura bancada dos trabalhadores, afirma Boulos

Guilherme Boulos reforçou a relevância da iniciativa e o papel fundamental que Moisés terá no projeto: “Não vejo hoje ninguém mais capaz do que o Moisés para ser o líder dessa Bancada. Ele é hoje a liderança mais representativa do novo sindicalismo brasileiro e o cara certo para conduzir esse projeto, que colocará o trabalhador em pé de igualdade com os grupos que hoje controlam a Câmara dos Deputados”, disse.

O ministro Luiz Marinho destacou a importância de líderes sindicais como Selerges para a renovação da representação política no País e na Câmara dos Deputados. “Moisés conhece de perto a realidade dos trabalhadores do ABC e do Brasil. Por isso é a pessoa certa para liderar a Bancada dos Trabalhadores. Uma das missões será a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais”, afirmou Marinho.

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Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. Foto: Leandro Paiva

O evento contou ainda com a presença de parlamentares como os deputados estaduais Barba, Luiz Fernando, Maurici e Rômulo Fernandez; vereadores da capital e de municípios do ABC, da Baixada Santista e do interior do estado; e lideranças sindicais de diversas entidades, como Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Químicos, Papeleiros, Petroleiros e Servidores Municipais de várias cidades da região, entre outras.

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Vigilância sanitária autoriza a retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo

29 de Maio de 2026, 19:09

Nesta sexta-feira (29/5), o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, e o diretor responsável por fiscalizações na autarquia, Daniel Pereira, anunciaram que a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, está apta a retomar as atividades.

A suspensão do comércio, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1 – elencados na Resolução 1.834/2026 da Anvisa – permanece em vigor.

A autorização foi concedida à empresa após uma reinspeção conjunta, que começou ontem e termina hoje, realizada pela Agência em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).

A fiscalização constatou a adequação das principais ações corretivas que têm sido implementadas pela Ypê desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica de Amparo (SP), determinada em 7 de maio pela Anvisa por meio da Resolução (RE) 1834/2026. A empresa apresentou um plano de ação para atender os 76 requisitos sanitários identificados na inspeção conjunta realizada em abril deste ano.

“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou Leandro Safatle, em visita às instalações da Química Amparo nesta sexta. A empresa realizou melhorias nas linhas de produção e controle.

As esferas municipais, regionais e estaduais da vigilância sanitária, bem como a Anvisa, continuarão monitorando as ações corretivas em implementação, constantes do plano de ação apresentado pela empresa.

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A empresa Ypê informou que em novembro de 2025, após uma análise interna, detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em alguns lotes específicos. Foto: Erick Monstavicius

A suspensão do comércio, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1 – elencados na Resolução 1.834/2026 da Anvisa – permanece em vigor.

Esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não serem descartados. Sua liberação ocorrerá à medida em que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa.

Lista de produtos contaminados da Ypê

Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados:

  • Lava Louças Ypê Clear Care 
  • Lava Louças com enzimas ativas Ipê 
  • Lava Louças Ypê 
  • Lava Louças Ypê Clear Care 
  • Lava Louças Ypê Toque Suave 
  • Lava Louças concentrado Ypê Green 
  • Lava Louças Ypê Clear 
  • Lava Louças Ypê Green 
  • Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor 
  • Lava Roupas Líquido 
  • Tixan Ypê Cuida das Roupas 
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac 
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha 
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green 
  • Lava Roupas Líquido Ypê Express 
  • Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT 
  • Lava Roupas Líquido Ypê Premium 
  • Lava Roupas Tixan Maciez 
  • Lava Roupas Tixan Primavera 
  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante de uso geral Atol 
  • Desinfetante Perfumado Atol 
  • Desinfetante Pinho Ypê
  • Lava roupas Tixan Power ACT 

O consumidor deve conferir cuidadosamente o número do lote antes de utilizar o produto novamente.

Principais dúvidas sobre o que fazer com os produtos suspensos pela Anvisa

  • Posso fazer descarte no lixo?
  • Usei o detergente Ypê, devo lavar de novo?
  • Posso usar o detergente Ypê para lavar o chão?

Qual o SAC da Ypê

Como identificar o lote dos produtos contaminados da Ypê?

A recomendação da Anvisa vale para produtos Ypê, Tixan Ypê, Atol e Bak Ypê cujos lotes terminem com o número 1. A informação pode ser encontrada na embalagem, geralmente próxima à data de fabricação e validade.

Entre os itens atingidos estão detergentes lava-louças, desinfetantes e sabões líquidos para roupas. A lista inclui produtos como Lava-Louças Ypê, Lava-Louças Ypê Green, Tixan Ypê Antibac, Tixan Ypê Green, desinfetantes Bak Ypê e Atol, entre outros.

Qual é o risco de usar os produtos Ypê?

A Anvisa informou que os produtos podem apresentar contaminação microbiológica por bactéias devido a falhas identificadas no processo de fabricação.

Bactérias presentes em produtos de limpeza podem provocar reações alérgicas, irritações na pele, nos olhos e nas vias respiratórias, especialmente em pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.

Em casos de contato prolongado ou ingestão acidental, os riscos podem aumentar.

Especialistas orientam que consumidores suspendam o uso preventivamente, mesmo que o produto aparente estar normal em cor, cheiro ou textura.

Também é importante observar possíveis sintomas após contato com os produtos, como:

  • febre
  • coceira;
  • vermelhidão;
  • irritação nas mãos;
  • ardência nos olhos;
  • dificuldade respiratória;
  • náusea.

Em situações mais graves, a recomendação é procurar atendimento médico e informar qual produto foi utilizado.

Tenho produtos Ypê do lote comprometido. Devo jogar tudo fora?

A orientação principal da Anvisa é interromper imediatamente o uso dos produtos com suspeita de contaminação. No entanto, especialistas em defesa do consumidor recomendam que os itens não sejam descartados imediatamente no lixo comum antes de contato com a fabricante.

Isso porque a empresa poderá solicitar a devolução do produto para análise, troca ou eventual reembolso. Além disso, manter a embalagem ajuda o consumidor a comprovar que possui um item do lote afetado.

O mais indicado é armazenar o produto em local ventilado, longe do alcance de crianças e animais domésticos, até receber orientação oficial da fabricante ou dos órgãos sanitários.

Caso a embalagem esteja vazando, o consumidor pode utilizar luvas para manusear o produto e colocá-lo dentro de um saco plástico resistente, evitando contato direto com a pele.

Posso descartar os produtos da Ypê no lixo ou no ralo?

Produtos de limpeza não devem ser descartados diretamente em rios, ralos, vasos sanitários ou no solo. O descarte inadequado pode provocar contaminação ambiental e prejudicar redes de esgoto.

No caso dos produtos Ypê suspensos pela Anvisa, a recomendação inicial é procurar o SAC da empresa para verificar se haverá recolhimento organizado pela fabricante.

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Plataforma vai coletar sugestões da sociedade para construção do programa de governo do PT

29 de Maio de 2026, 18:56

A Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, lançou hoje (29/5) uma plataforma de escuta social para colher sugestões ao programa de governo do partido, tendo em vista as eleições de outubro. Leia em TVT News.

Ao acessar a página da ferramenta (www.planoparticipativobrasil.org.br), o cidadão poderá opinar sobre os pontos do plano participativo Pelo Brasil, pelos brasileiros. O texto está dividido em treze eixos, que contemplam áreas prioritárias para os organizadores.

“Nessa ferramenta moderna, a plataforma digital, podemos apresentar um plano e ouvir as opiniões para construir um programa a ser apresentado a toda a sociedade brasileira. Este é um dos passos de um processo amplo de escuta que o PT e a FPA vão fazer a partir de agora”, definiu Brenno Almeida, presidente da Fundação Perseu Abramo.

Como fazer sugestões para o programa de governo do PT

As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Todas as contribuições serão avaliadas por grupos de trabalho envolvidos na montagem do programa final a ser apresentado à sociedade antes do início da campanha eleitoral.

A plataforma e o plano são organizados pela Fundação Perseu Abramo com o apoio de outras fundações partidárias, como a Maurício Grabois (PCdoB), Herbert Daniel (PV), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e João Mangabeira (PSB).

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As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Reprodução / Plano Participativo

“Qualquer pessoa pode se cadastrar e apresentar emendas ao documento base que vai ficar disponível para avaliação”, destaca José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo do PT.

O lançamento da plataforma teve a presença do presidente do PT, Edinho Silva, da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, da presidenta do Psol, Paula Coradi, entre outros dirigentes petistas e de siglas aliadas de várias regiões do país.

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Ministra Esther Dweck é a convidada do Juca Kfouri Entrevista

29 de Maio de 2026, 17:03

Na noite da próxima quinta-feira (4), o jornalista Juca Kfouri recebe Esther Dweck em um programa inédito sobre as ações da ministra no governo federal. Assista na Rede TVT, às 21h, no canal digital 44.1 ou no YouTube. Saiba mais na TVT News.

Esther Dweck é ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do governo Lula. Como economista, ela possui um extenso currículo. É professora Associada do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ) e Doutora em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante o período de doutorado, realizou estudos na Scuola Superiore Sant’Anna, em Pisa, na Itália.

Esther observou de perto a reestruturação das relações de trabalho na administração federal, que resultou na redução da jornada de trabalho e ampliação de direitos para os trabalhadores terceirizados, o balanço social e a inclusão promovida pelo Concurso Nacional Unificado (CNU) e as estratégias conjuntas com o setor privado para enfrentar a desigualdade e a violência de gênero no ambiente corporativo.

A atuação do ministério reflete a orientação do governo federal de alinhar a administração pública aos princípios de dignidade trabalhista, justiça social e diversidade étnico-racial. As medidas buscam reverter assimetrias históricas tanto no funcionalismo público quanto nas cadeias de prestação de serviços terceirizados, integrando políticas de inclusão com o aumento da eficiência do Estado brasileiro.

Ao fim da gravação do programa, nossa equipe pôde conversar com a ministra sobre esses pontos.

Redução de jornada e auxílio-creche para terceirizados

A reestruturação das condições de trabalho dos profissionais terceirizados na administração pública federal foi uma das conquistas mais significativas da gestão. A medida atendeu a uma diretriz direta da Presidência da República para equiparar direitos básicos e combater a precarização laboral de categorias que prestam serviços cotidianos aos órgãos do governo.

“Olha, isso foi uma das coisas que me orgulharam muito. A pedido do presidente Lula, desde o início ele queria aumentar a dignidade dos trabalhadores terceirizados. E a nossa lógica foi tirar as diferenças que tinham entre os terceirizados e servidores públicos efetivos”, afirmou Esther Dweck.

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Ministra Esther Dweck é a convidada do programa do Juca Kfouri – Foto: TVT News

A ministra relembrou a disparidade existente na carga horária dos profissionais antes da intervenção da pasta:

O que a gente pensou? A primeira jornada de servidores públicos já era de 40 horas. E os terceirizados já estavam com uma jornada de 44 horas”.

O processo de transição exigiu articulação institucional com órgãos de controle e fiscalização orçamentária para viabilizar as alterações contratuais.

Então, a gente começou um processo de redução de jornada. Foi todo um trabalho, precisava conversar com o TCU, etc. Conseguimos, e recentemente a gente foi fazendo para alguns grupos de terceirizados e agora mais recentemente a gente fez para todos os terceirizados que trabalham em um turno de 8 horas. Passou a ter 40 horas semanais de trabalho”, detalhou.

E foi engraçado, o dia que a gente fez isso (…) dois dias depois o presidente mandou o PL do fim da jornada 6 por 1 e das 40 horas”.

Além da carga horária, a fiscalização ministerial focou no cumprimento dos pisos salariais e na extensão de benefícios assistenciais para conter fraudes corporativas no setor de serviços.

Uma outra coisa importantíssima é que eles não tinham respeitado o piso da categoria. As empresas de terceirização muitas vezes se filiavam a sindicatos de outras categorias para poder usar um piso diferente e não pagar o piso da categoria. A gente conseguiu garantir que todo mundo vai receber o piso da categoria. E aí o auxílio creche. Com os servidores públicos CHI, a gente concedeu para os terceirizados com o mesmo valor de servidores públicos. Então, a gente foi fazendo um trabalho que é para acabar com a desigualdade dentro do setor público e tratando os terceirizados com toda a dignidade que eles merecem”, pontuou a ministra.

Concurso Nacional Unificado

Ao ser questionada sobre o impacto do Concurso Nacional Unificado (CNU) para o aprimoramento da máquina pública, a ministra ressaltou que o lema da iniciativa, o serviço público com a “cara do Brasil”, direciona as contratações para uma maior representatividade social.

Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o CNU atua em duas frentes: o fomento ao espírito republicano de servir ao público e a promoção da diversidade regional e étnico-racial.

Esther Dweck apresentou dados comparativos entre as edições do concurso para demonstrar a eficácia da política de ações afirmativas e a ampliação do acesso de grupos vulnerabilizados aos cargos estatutários.

Na primeira edição, a gente tinha mais ou menos 25% de vagas reservadas a pessoas negras e pessoas com deficiência. 20% para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. E entrou em torno de 33% de pessoas negras e pessoas com deficiência, sendo praticamente um terço na primeira edição, o que para a gente já foi um resultado muito positivo”, explicou.

A consolidação de novos marcos legais permitiu um avanço metodológico para a edição subsequente do processo seletivo, expandindo o escopo das reservas de vagas.

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Ministra Esther Dweck é a convidada do programa do Juca Kfouri – Foto: TVT News

Lei de Cotas

Nessa segunda, a gente mexeu na lei de cotas, ampliou as cotas para pessoas negras, incluiu também cotas para indígenas e quilombolas. E a gente teve em torno de 35% das vagas reservadas e a gente chegou a mais de 40% de pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência que entraram no serviço público, ampliando a diversidade”, celebrou a ministra.

A capilaridade geográfica dos candidatos aprovados também foi destacada como um fator de democratização do Estado. De acordo com os dados apresentados, o processo atraiu concorrentes das mais variadas localidades do território nacional.

Em ambos, tivemos uma diversidade regional completa, gente de todos os estados. No primeiro, incluindo as vagas que a gente já chamou, mais de mil municípios. Eram 6 mil vagas, já chegamos aí. E no outro, chegamos, digo, pessoas que entraram. No primeiro, se inscreveram gente de 5.555 municípios. Nesse segundo, se inscreveram gente de mais de foi… mais de 5 mil municípios e já entrou gente de mais de 600 municípios dos 27 estados brasileiros”, relatou Dweck.

A ministra defendeu que a presença de diferentes perfis sociais nos quadros do funcionalismo impacta positivamente a formulação e a execução das políticas de Estado.

Então, a gente está muito feliz com esse aumento da diversidade, porque além de trazer pessoas com essa mais, né, querendo servir a população, a própria diversidade aumenta a eficiência, né? Ela aumenta a forma de fazer políticas públicas, ele gera um setor público que conhece mais a nossa realidade e, portanto, faz políticas públicas melhores”, avaliou.

O papel do empresariado no combate à violência de gênero e à desigualdade salarial

O terceiro mandato do presidente Lula introduziu instrumentos legais e indutores econômicos para engajar o setor produtivo nas pautas de combate à violência de gênero e desigualdade salarial.

“A primeira, eu acho que é a lei da igualdade salarial. E aí o empresariado brasileiro tem o papel central em garantir que essa lei seja cumprida. O Ministério do Trabalho tem feito um acompanhamento grande junto com o Ministério das Mulheres para que seja cumprida”, sublinhou.

No âmbito das compras governamentais, a ministra explicou que o governo federal passou a adotar a equidade como critério de fomento:

A gente tem também um… Dentro do setor público, a gente faz um… A gente estimula a empresa a terem critérios de equidade de gênero, que é muito importante também para poder… É um critério de desempate na licitação. Então, duas empresas que empatarem, quem tiver ações de equidade de gênero vai se desempatar”.

Esther Dweck destacou a importância da adesão das empresas privadas ao pacto nacional contra o feminicídio firmado entre os Poderes da República, conclamando as lideranças corporativas a exercerem um papel ativo no monitoramento do bem-estar e da segurança de suas colaboradoras.

Mas eu acho que uma coisa importante do recente pacto contra a violência e feminicídio dos poderes, que chamou o setor privado para participar, é que das empresas têm que entender que elas também têm que cuidar do entorno dos seus trabalhadores. Muitas vezes, uma mulher que trabalha naquela empresa, ela sofre violência doméstica. E a empresa pode…

Quem lida com ela no dia a dia pode perceber, pode acolher, pode ajudar a indicar os canais de denúncia, de proteção. Então, acho que as empresas também têm que ter um trabalho de proteção dessas mulheres e também nos seus ambientes de trabalho serem ambientes livres de racismo, livres de discriminação, livres de misoginia. E eu acho que isso é um processo também importante que as empresas podem ajudar muito”, concluiu a ministra.

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Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 29-05-2026

29 de Maio de 2026, 16:36

Acompanhe o Jornal TVT News Segunda Edição desta sexta-feira, 29 de maio de 2026. Veja quais são as notícias do dia com a equipe do jornal TVT News.

O que é notícia neste 29 de maio de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição

  • EUA classificam PCC e CV como terroristas por articulação bolsonarista
  • Câmara aprova PEC das Igrejas com isenção fiscal ampla horas após escala 6×1
  • Polícia Civil de SP pede quebra de sigilo financeiro da produtora do Dark Horse
  • Gestão Caiado mandou R$209 mi para empresas ligadas a investigado pelo PCC
  • Drone russo atinge prédio na Romênia no episódio mais grave desde 2022
  • Brasil volta ao top 10 das maiores economias do mundo
  • Sensação de segurança no emprego bate maior nível em 13 anos

TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT

O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva.  Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.

“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.

O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).

“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.

Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores

TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.

“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

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Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News

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O boom da proteína: como o consumidor fitness está transformando supermercados no Brasil

26 de Maio de 2026, 23:59

O mercado saudável deixou de ser um nicho e virou uma disputa estratégica entre marcas no varejo alimentar. Impulsionadas por um consumidor mais atento a saudabilidade, praticidade e funcionalidade, empresas consolidadas e nomes que antes estavam fora desse território aceleram lançamentos em proteínas, zero açúcar, zero lactose e produtos voltados ao bem-estar. 

O movimento ganha força no setor supermercadista que faturou R$ 1,145 trilhão em 2025, respondeu por 9,02% do PIB nacional (Ranking ABRAS 2026)  e segue como um dos principais motores do consumo no país. Os dados foram apresentados durante a APAS Show 2026, feira organizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) e considerada o maior evento supermercadista do mundo. 

Em entrevistas exclusivas concedidas no evento, executivos de empresas afirmaram que a nova corrida do setor não é apenas por vendas, mas por espaço na rotina de um consumidor cada vez mais preocupado com saúde e longevidade.

A mudança de comportamento aparece diretamente nos números do consumo. Segundo a pesquisa apresentada na feira, 53% dos brasileiros reduziram a ingestão de açúcar, enquanto 49% passaram a aumentar o consumo de proteína e 45% ampliaram a ingestão de frutas e legumes. 

O impacto já começa a remodelar as gôndolas dos supermercados: um terço do faturamento dos refrigerantes no país já vem das versões zero açúcar, enquanto categorias associadas à praticidade saudável, como frutas congeladas, cresceram 48,9% em volume entre janeiro e março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

A tendência também acompanha um cenário mais amplo de transformação social, marcado pelo envelhecimento da população, maior preocupação com longevidade e avanço do mercado fitness no Brasil.

Proteína vira prioridade da indústria

A explosão da demanda por produtos proteicos se tornou um dos principais reflexos dessa transformação no consumo. Antes concentrada em marcas especializadas em suplementação, a categoria passou a atrair empresas tradicionais do setor alimentício, que enxergam no movimento uma oportunidade de crescimento em um mercado de alto valor agregado e consumo recorrente.

No evento, a Aurora apresentou oficialmente sua entrada no segmento com a linha “AuroPro Whey”, apostando em bebidas lácteas com até 15 gramas de proteína por embalagem. Em entrevista exclusiva, Ricardo Chueiri, diretor de Mercado e Consumo da companhia, afirmou que a decisão veio após anos acompanhando a mudança nos hábitos alimentares dos consumidores.

“A gente está percebendo essa tendência já há muitos anos”, disse o executivo. “O consumidor busca uma dieta mais saudável, com menos produtos processados e mais proteínas naturais.”

Segundo Chueiri, a estratégia da empresa passa por utilizar a força de distribuição da Aurora, presente em mais de 120 mil pontos de venda no país, para acelerar a entrada em uma categoria que, segundo ele, cresce cerca de 20% ao ano. A companhia trabalha com um horizonte de consolidação de dois anos para a nova linha e já estuda ampliar o portfólio com outros produtos proteicos e funcionais.

O movimento também representa uma tentativa de ampliar a percepção da marca além das categorias tradicionalmente associadas ao consumo cotidiano. “A Aurora não é só a marca de linguiça associada ao churrasco, é uma marca de alimentos”, afirmou Chueiri.

Saúde vira ecossistema de consumo

O avanço do mercado saudável também tem levado grandes marcas a ampliar atuação para além da suplementação tradicional, apostando em produtos que unem proteína, conveniência, indulgência e experiência de consumo. Durante a feira, executivos de empresas do setor afirmaram que a disputa pelo consumidor wellness passou a envolver diferentes momentos da rotina, do café da manhã ao pós-treino.

Na Italac, a estratégia passa pela ampliação do portfólio proteico e pela aproximação com marcas já consolidadas no imaginário do consumidor. A companhia apresentou novas linhas funcionais e uma collab com a Hershey’s, unindo bebidas proteicas e sabores indulgentes em uma mesma proposta. Em entrevista exclusiva, Andréia Alvares, gerente de Marketing da empresa, afirmou que o crescimento da categoria acompanha uma mudança estrutural no comportamento do consumidor.

“A proteína hoje é uma realidade e o público passou a buscar produtos que combinem saudabilidade, praticidade e sabor. O consumidor de proteína quer novidade, quer mais sabor e quer praticidade”, disse Andréia.

A Piracanjuba segue um caminho semelhante, mas ampliando a estratégia para diferentes nichos de consumo. Além do fortalecimento da linha Paraforce, a companhia expandiu a parceria com a Milky Moo, lançando milkshakes proteicos e produtos voltados ao varejo de suplementação. Para Juliana Morato, gerente de comunicação e atendimento do grupo, o crescimento da categoria está diretamente ligado à incorporação da proteína na rotina do consumidor comum, e não apenas do público fitness.

“A proteína veio com uma tendência que eu acho que já é o nosso novo normal”, afirmou. Segundo a Juliana, a empresa passou a desenvolver soluções para diferentes perfis de consumo, incluindo produtos voltados para pessoas 50+, diabéticos e consumidores que utilizam canetas emagrecedoras.

A estratégia da Piracanjuba também envolve collabs como ferramenta para ampliar presença entre públicos mais jovens. “As collabs nos levam para o público que ainda não nos conhece”, disse a executiva. A empresa atualmente mantém parcerias com marcas como Milky Moo, Cacau Show e até licenciamentos ligados ao entretenimento e à música.

Na Danone, o avanço da alimentação funcional é tratado como reflexo de uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor. Em entrevista exclusiva, Marcelo Bronze, vice-presidente de Marketing da companhia, afirmou que o crescimento do mercado saudável vai além da busca por performance física.

“O consumidor está mais informado, mais criterioso e quer produtos que entreguem benefícios reais, com respaldo científico e que se encaixem na rotina”, afirmou Marcelo.

Segundo Bronze, a estratégia da empresa para manter YoPRO na liderança passa por investimento contínuo em inovação, ciência e expansão do portfólio para diferentes ocasiões de consumo. A avaliação da companhia é de que o mercado ainda possui espaço relevante para crescimento no Brasil, impulsionado pela consolidação de hábitos ligados à saúde, bem-estar e longevidade.

O avanço das academias impulsiona o consumo wellness

O crescimento do mercado saudável também acompanha a expansão acelerada do setor fitness no Brasil, que passou a funcionar como um dos principais motores da demanda por produtos funcionais, proteicos e ligados à saúde preventiva. A mudança de comportamento citada por executivos da indústria alimentícia aparece diretamente no avanço das academias, no fortalecimento da cultura de bem-estar e na consolidação do wellness como parte da rotina de consumo dos brasileiros.

O Brasil já é o segundo país com maior número de academias no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados do setor, o país possui mais de 30 mil unidades, embora a taxa de penetração ainda esteja abaixo de 5% da população, percentual distante dos mais de 20% observados em mercados maduros, como os países nórdicos e os EUA.

Para Nelson Lins, fundador da Selfit Academias e da Face Doctor, o crescimento do setor reflete uma transformação cultural mais ampla, impulsionada pela busca por saúde preventiva, longevidade e qualidade de vida. “Hoje, é comum médicos prescreverem treinos para saúde e longevidade”, afirmou em entrevista ao Times Brasil- Licenciado exclusivo CNBC.

Segundo o empresário, a preocupação com autocuidado deixou de ficar restrita às classes de maior renda e passou a atingir diferentes perfis de consumidores. “O nível de consciência do público melhorou nas classes A, B, C e D”, disse.

O avanço da demanda também tem acelerado a expansão das grandes redes. A Smart Fit projeta abrir entre 330 e 350 academias em 2026, mantendo um ritmo de crescimento anual próximo de 17%. Já a Selfit soma mais de 260 unidades e afirma ter inaugurado academias a cada 48 horas no último trimestre.

Para empresas do setor alimentício, esse crescimento ajuda a explicar por que produtos antes ligados apenas à suplementação esportiva passaram a ocupar espaço central no varejo tradicional. A alimentação funcional deixou de conversar apenas com atletas ou frequentadores assíduos de academia e passou a atingir consumidores interessados em energia, bem-estar, envelhecimento saudável e rotina equilibrada.

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David Dias: Brasil já vive o “novo normal” da inteligência artificial

26 de Maio de 2026, 22:31

O Brasil já vive o “novo normal” da inteligência artificial, com uso disseminado da tecnologia entre consumidores e empresas. É o que avalia David Dias, sócio e líder de inteligência artificial da EY Brasil e Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Dias disse que a adoção da IA generativa avançou rapidamente desde o lançamento do ChatGPT e passou a fazer parte da rotina dos brasileiros.

“Hoje é muito comum que, para qualquer dúvida, para qualquer questão, a gente vá lá no GPT. Então o GPT hoje se tornou quase que uma companhia das pessoas”, afirmou.

Segundo o Notável, uma pesquisa global feita pela EY mostra que o Brasil está entre os países pioneiros no uso e na adoção de inteligência artificial.

“Só para você entender, 94% da população economicamente ativa usa inteligência artificial. Então o Brasil está nessa perspectiva de pioneiros”, disse.

Leia também: Filme de baixo orçamento em Cannes teve US$ 400 mil gastos com I.A; veja qual

Nas empresas, o uso da tecnologia também já é amplo. De acordo com Dias, 88% das organizações usam inteligência artificial, e 79% utilizam inteligência artificial generativa.

Apesar disso, ele afirmou que o impacto econômico da IA ainda aparece de forma limitada nos resultados corporativos.

“A gente pode ver inteligência artificial dentro de todas as empresas, mas ainda não está enxergando a geração de valor através da inteligência artificial”, afirmou. “O grande valor da inteligência artificial ainda não apareceu nos balanços finais das organizações.”

Para Dias, o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela tem sido implementada. Segundo ele, muitas empresas ainda usam IA de maneira isolada, em atividades específicas, sem transformar processos ou modelos de negócio.

“Inteligência artificial vai muito além da possibilidade de automatizar uma determinada atividade. A inteligência artificial tem a capacidade de transformar organizações, pivotar o negócio, ser a nova estratégia de crescimento das empresas”, disse.

O Notável afirmou que as empresas mais avançadas em IA têm quatro características em comum: envolvimento da alta liderança, programas de alfabetização em inteligência artificial, revisão profunda de processos e adoção de práticas de IA responsável.

“As empresas bem-sucedidas hoje têm quatro pontos absolutamente importantes: envolvimento da alta gestão, um programa de letramento que vai do estagiário ao presidente, revisão dos processos e um programa de responsible AI”, afirmou.

Dias disse que um dos maiores desafios para escalar IA nas empresas é medir o retorno sobre o investimento. Segundo ele, o ROI não deve ser calculado apenas a partir de redução de custos ou corte de pessoal.

“O ROI vem muitas vezes de um business novo que você está criando, de um processo novo, do custo de aquisição de clientes que cai, de novos canais, novas possibilidades de venda, novos produtos e novos serviços inovadores”, afirmou.

Leia também: CNBC Disruptor 50 de 2026: veja a lista completa de empresas, rankings e a nova líder na corrida da I.A.

Para o Notável, as empresas precisam mudar a forma de avaliar projetos de IA e abandonar métricas centradas apenas na implementação de ferramentas.

“A gente não está falando em redução de custos, está falando em geração de valor. Então o ROI tem que ser calculado dentro de uma lógica de geração de valor”, disse.

Dias afirmou ainda que a inteligência artificial deve alterar a cultura das organizações, com avanço de uma lógica que chamou de “AI first”.

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Exclusivo CNBC: CEO da Ferrari diz que novo elétrico manterá “emoção” dos supercarros da marca

26 de Maio de 2026, 22:04

O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, afirmou em entrevista à CNBC Internacional que o primeiro modelo totalmente elétrico da montadora manterá a “emoção” característica dos supercarros da marca, mesmo sem o tradicional motor a combustão.

A declaração ocorre em meio à repercussão do lançamento do novo veículo elétrico da companhia italiana e à reação negativa do mercado, com queda das ações da Ferrari após a apresentação do modelo.

Segundo Vigna, o lançamento representa “um novo capítulo” na história da empresa. “Esperei por este dia por cinco anos”, afirmou o executivo, destacando que a Ferrari busca inovar sem abandonar a identidade construída pela marca ao longo das décadas.

O CEO reconheceu que o novo modelo rompe com características tradicionais da fabricante, incluindo mudanças no design, maior espaço interno e configuração com cinco assentos. Ainda assim, afirmou que a estratégia busca equilibrar os desejos dos clientes históricos da Ferrari com a atração de novos consumidores.

De acordo com Vigna, os veículos elétricos oferecem novas possibilidades de design devido ao tamanho reduzido dos motores em comparação aos modelos térmicos. Ele citou alterações estruturais no capô e o uso de materiais como alumínio e vidro como exemplos de soluções que poderão influenciar futuros modelos da montadora.

O executivo também abordou uma das principais preocupações dos fãs da marca, o som do motor. Segundo ele, o novo veículo elétrico possui um som próprio desenvolvido para transmitir emoção ao motorista. “Cada motor tem seu próprio som. O importante é a emoção que ele transmite”, afirmou.

Durante a entrevista, Vigna destacou ainda a colaboração da Ferrari com parceiros externos no desenvolvimento do projeto, defendendo o conceito de “inovação aberta” como parte da cultura histórica da empresa.

O novo modelo elétrico terá preço inicial superior a 500 mil euros. Questionado sobre a rentabilidade do projeto, em um cenário em que veículos elétricos costumam operar com margens menores, o CEO afirmou que os investimentos foram feitos de forma “disciplinada” e alinhados aos padrões de lucratividade da companhia.

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Ancine pode multar produtora de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, em até R$ 100 mil

21 de Maio de 2026, 17:28

A produtora Go Up Enterteniment, responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, pode pagar até R$ 100 mil em multa após Ancine abrir investigação sobre os meios de financiamento do filme. O caso ganhou destaque após o jornal The Intercept divulgar áudio de Flávio Bolsonaro pedindo R$ 134 milhões de reais para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sob a justificativa de pagar as depesas do filme sobre o pai. Leia em TVT News.

Bolsomaster

Após o vazamento do áudio de Flávio e de mensagens revelando que Vorcaro transferiu ao menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões conforme a cotação do período, entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações destinadas ao projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro. 

Em um primeiro momento, tanto a produtora Karina Ferreira da Gama como Mário Frias, que está envolvido no projeto, negaram haver recebido dinheiro de Vorcaro para a produção, mesmo após Flávio admitir que as mensagens eram verdadeiras.

Posteriormente, no entanto, Karina assumiu que 90% do filme havia sido financiado com dinheiro do Banco Master e que o orçamento já realizado do filme está em cerca de 13 milhões de dólares.

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) investiga a conduta da empresa Go Up Entertainment, produtora nacional responsável pelo filme sobre Bolsonaro.

A Go Up Enterteniment está sujeita à aplicação de uma sanção financeira que varia de R$ 2.000,00 a R$ 100.000,00 devido à ausência de prestação de informações obrigatórias sobre a realização das filmagens em território brasileiro.

A fiscalização da Ancine busca esclarecer o nível de participação da Go Up Entertainment na execução do projeto cinematográfico, cuja estreia nas salas de cinema comerciais está programada para o mês de setembro deste ano.

O órgão regulador visa determinar se a empresa nacional atuou na condição de produtora principal do longa-metragem ou se figurou apenas como prestadora de serviços contratada por uma corporação sediada no exterior.

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Reprodução da conversa com o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, do Banco Master, obtida pelo Intercet. Reprodução / Intercept

Diretrizes da Ancine

As diretrizes regulamentares da agência determinam de forma expressa que toda atividade de filmagem de produções de caráter internacional executada no perímetro geográfico brasileiro deve ocorrer sob a estrita tutela e responsabilidade de uma empresa comercial devidamente registrada nos quadros da Ancine.

A legislação estipula que a firma parceira local possui a obrigação legal de notificar formalmente a agência sobre o cronograma de atividades, além de submeter um conjunto de documentos administrativos obrigatórios, incluindo cópias dos contratos de prestação de serviços, o planejamento logístico detalhado das filmagens e a documentação migratória e passaportes dos profissionais estrangeiros alocados na produção.

“Dark horse”, biografia de Bolsonaro, descumpriu regras da Ancine

A despeito do fato de que as gravações de “Dark Horse” ocorreram na cidade de São Paulo no decorrer do ano passado e alcançaram ampla repercussão nos meios de comunicação, a Go Up Entertainment não remeteu nenhum dos documentos exigidos até o momento.

A Superintendência de Fiscalização da Ancine emitiu notificações e ofícios formais direcionados à sede da produtora nos meses de fevereiro e março deste ano, exigindo a comprovação imediata da regularidade do projeto.

Os documentos oficiais expedidos pelo órgão de fiscalização estipularam que a comprovação da comunicação prévia acerca de obras estrangeiras constitui uma obrigação administrativa compulsória.

A norma em questão encontra-se respaldada por uma instrução normativa editada pela própria Ancine que vigora desde o ano de 2008, instituindo os parâmetros legais para o desenvolvimento de produções audiovisuais estrangeiras no espaço geográfico brasileiro.

Omissão da produtora

A Go Up Entertainment manteve-se em silêncio e deixou de responder aos questionamentos enviados pelas autoridades governamentais nos prazos assinalados.

As notificações emitidas pela Ancine alertavam explicitamente a direção da empresa de que a persistência da omissão documental resultaria na lavratura de um auto de infração, culminando nas penalidades financeiras previstas na regulamentação do setor de radiodifusão e cinema.

O silêncio institucional da produtora antecedeu a divulgação midiática de arquivos de áudio nos quais o senador Flávio Bolsonaro realiza cobranças financeiras expressivas destinadas ao financiamento do filme para o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Emendas parlamentares na mira da justiça

Produtora de filme de Bolsonaro, “Dark Horse”, nunca produziu um filme

Os registros documentais da agência de cinema revelam que a Go Up Entertainment apresenta uma trajetória atípica no segmento de mercado em que atua, uma vez que a empresa privada nunca assinou a realização de nenhuma outra produção cinematográfica anterior ao projeto sobre o ex-presidente.

A entrada da responsável pela firma, Karina Gama, na coordenação de “Dark Horse” ocorreu por intermédio do deputado federal Mário Frias (PL-SP), político que desempenhou as funções de secretário especial de Cultura no governo anterior e que assina formalmente o roteiro técnico do longa-metragem.

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Foco principal está em cerca de R$ 61 milhões que teriam sido transferidos para o fundo offshore Havengate, que financiou o filme “Dark Horse”. Foto: Divulgação

Karina Gama também exerce o cargo de presidente do Instituto Conhecer Brasil, entidade que passou a ser investigada no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

A linha de apuração foca na destinação de R$ 2 milhões em verbas de emendas parlamentares federais enviadas pelo deputado Mário Frias com a justificativa de financiar o filme “Dark Horse”.

Os dados cadastrais demonstram que o Instituto Conhecer Brasil detém registro ativo na Ancine desde o ano de 2020, contudo, a organização não governamental jamais efetuou o lançamento de nenhuma produção audiovisual no mercado nacional ou no exterior sem ser o filme “Dark Horse”.

Financiamento internacional

O circuito de financiamento econômico por trás de “Dark Horse” exibe ramificações que operam fora das fronteiras nacionais.

Investigações jornalísticas publicadas pelo veículo Intercept Brasil indicaram que o senador Flávio Bolsonaro admitiu ter captado o montante de R$ 61 milhões junto ao empresário Daniel Vorcaro.

Daria para fazer dois “O Agente Secreto” com R$ 61 milhões

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Meme sobre financiamento de “Dark Horse” Foto: Reprodução

O valor de R$ 134 milhões solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a obra sobre seu pai é quase o dobro de orçamentos de “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto” juntos. Já o valor que, de fato, teria sido recebido, os R$ 61 milhões, daria para fazer dois Agentes Secretos

O fluxo do capital financeiro de “Dark Horse” deu-se por meio de uma pessoa jurídica vinculada ao ex-banqueiro, com destino final direcionado a um fundo de investimentos privado com sede em território estrangeiro.

O fundo de investimentos em questão possui a gestão sob a responsabilidade direta do advogado de imigração que atende Eduardo Bolsonaro em solo norte-americano.

As autoridades que acompanham o caso apontam suspeitas de que os aportes financeiros intermediados pelo fundo tenham servido para a manutenção financeira do deputado federal e filho do ex-presidente em sua estadia nos Estados Unidos.

Nenhuma justificativa técnica foi apresentada pelos envolvidos para fundamentar a necessidade de triangulação financeira internacional em uma produção “Dark Horse” filmada no Brasil.

Havengate: qual é o fundo que liga Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro

O fundo offshore Havengate Development Fund LP, registrado no estado do Texas, nos Estados Unidos, tornou-se um dos principais focos das investigações que apuram a relação entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a família Bolsonaro.

O veículo financeiro aparece no centro das suspeitas sobre a transferência de recursos destinados oficialmente ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que agora também levantam questionamentos sobre eventual financiamento indireto da permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A nova linha investigativa da Polícia Federal ganhou força após reportagens do site The Intercept Brasil revelarem documentos, contratos, comprovantes de pagamento e trocas de mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, Vorcaro, empresas ligadas ao grupo Entre Investimentos e o fundo americano Havengate.

Flávio Bolsonaro nega qualquer desvio de finalidade dos R$ 60 milhões obtidos com Daniel Vorcaro. Em entrevista à GloboNews, o senador afirmou que todo o dinheiro recebido foi destinado exclusivamente à produção cinematográfica.

“Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, declarou o parlamentar.

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Reprodução da conversa com o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, do Banco Master, obtida pelo Intercet. O dinheiro seria para a produção do filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, “Dark Horse” Reprodução / Intercept

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A declaração, porém, passou a ser confrontada por novos documentos revelados posteriormente pelo Intercept. Segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro assinou contratos ligados diretamente à produção de “Dark Horse” e exerceu funções executivas na estrutura do projeto, contrariando declarações públicas anteriores em que afirmava ter apenas cedido seus direitos de imagem.

O contrato citado pela reportagem, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente em janeiro de 2024, aponta a empresa GoUp Entertainment como produtora da obra e coloca Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias como produtores-executivos do filme.

Os documentos ampliaram as suspeitas sobre a verdadeira função do Havengate dentro da engrenagem financeira que sustentou a produção de “Dark Horse”. Segundo os documentos obtidos pelo Intercept Brasil, os recursos ligados a Vorcaro teriam sido enviados inicialmente pela empresa Entre Investimentos e Participações, comandada pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.

A empresa aparece no radar da Polícia Federal em investigações sobre lavagem de dinheiro, fraudes financeiras e operações consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Relatórios do Coaf classificaram movimentações da Entre como indicativas de “conta de passagem”, expressão utilizada para descrever estruturas usadas para circular dinheiro sem relação clara com a atividade econômica declarada.

A PF investiga se a Entre foi utilizada como intermediária para remeter valores ao exterior após dificuldades operacionais enfrentadas pelo próprio Banco Master para executar transferências internacionais.

Mensagens obtidas pelos investigadores indicam que Vorcaro teria orientado operadores financeiros a realizar os pagamentos “via Entre”, o que acabou direcionando os recursos para o fundo Havengate nos Estados Unidos.

A partir daí, investigadores passaram a questionar quem seriam os verdadeiros beneficiários finais da estrutura financeira.

Eduardo no centro das suspeitas

Eduardo Bolsonaro nega ter recebido recursos do fundo ou ter exercido controle sobre a estrutura financeira utilizada no projeto do filme “Dark Horse”. Em manifestações públicas, afirmou que apenas participou do início da produção do filme e posteriormente deixou a gestão da obra.

“Passei então a ser somente uma pessoa que assinou sua cessão de direitos autorais”, afirmou.

As investigações sobre o filme “Dark Horse”, no entanto, ocorrem paralelamente ao acompanhamento da permanência de Eduardo nos Estados Unidos.

O ex-deputado vive no país desde fevereiro de 2025. Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República pediu sua condenação por coação no curso do processo, acusando-o de articular, do exterior, ações para pressionar autoridades brasileiras e interferir no julgamento envolvendo Jair Bolsonaro.

Em 2025, o próprio Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões ao filho nos Estados Unidos, movimentação que o Supremo Tribunal Federal considerou indício relevante da articulação política e financeira entre pai e filho.

Agora, investigadores tentam esclarecer se parte dos recursos ligados ao Havengate também pode ter servido para sustentar despesas pessoais ou políticas de Eduardo Bolsonaro em território americano.

Cooperação internacional e dificuldades de rastreamento

Especialistas ouvidos por veículos de imprensa destacam que fundos offshore como o Havengate são estruturas complexas justamente porque dificultam a identificação dos beneficiários reais dos recursos.

Os Estados Unidos não aderiram ao sistema internacional CRS, mecanismo da OCDE que prevê troca automática de informações financeiras entre países. Isso torna mais difícil para autoridades brasileiras acessarem dados bancários de estrangeiros que movimentam recursos em solo americano.

Para avançar nas investigações, o Supremo Tribunal Federal poderá depender de pedidos formais de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos, via Departamento de Justiça americano (DOJ), utilizando os mecanismos previstos no tratado MLAT.

A eventual quebra de sigilo bancário do Havengate dependeria de autorização judicial nos dois países.

Enquanto isso, a crise política provocada pelas revelações continua ampliando o desgaste da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Pesquisas recentes já apontam queda nas intenções de voto do senador após a divulgação dos áudios e documentos envolvendo Daniel Vorcaro, o Banco Master e o financiamento do filme “Dark Horse”.

O trailer do filme “Dark Horse”

O material de divulgação de “Dark Horse” exibe cenas captadas em locações em território nacional, porém estruturadas com diálogos falados na língua inglesa e sustentadas por um corpo de profissionais e atores predominantemente estrangeiros.

O papel principal de Jair Bolsonaro é interpretado pelo ator de nacionalidade norte-americana Jim Caviezel, conhecido no mercado de cinema por sua atuação no filme “A Paixão de Cristo”.

A análise preliminar efetuada pelas áreas técnicas de fiscalização identificou a inserção da logomarca institucional da Go Up Entertainment nos créditos iniciais do trailer de divulgação de “Dark Horse”. Essa configuração visual serve como indício técnico de que a operação se enquadra na modalidade de filmagem de produção estrangeira executada com o suporte de uma produtora local cadastrada, atraindo a obrigatoriedade de sujeição total às regras de controle editadas pela Ancine.

A agência governamental pontuou que os resultados das apurações administrativas em curso serão levados ao conhecimento público e que as punições cabíveis serão adotadas em caso de confirmação das irregularidades.

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Notícias do dia com o Jornal TVT News Segunda Edição | 21-05-2026

21 de Maio de 2026, 16:53

Acompanhe o Jornal TVT News Segunda Edição desta quinta-feira, 21 de maio de 2026. Veja quais são as notícias do dia com a equipe do jornal TVT News.

O que é notícia neste 21 de maio de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição

  • Governo Lula propõe fim da escala 6×1 com jornada de 40h
  • Deolane Bezerra presa por ligação com o PCC em Alphaville
  • STF forma maioria para tornar réus 3 policiais do caso Marielle
  • Anac bloqueia avião de Ciro Nogueira por ordem de Mendonça
  • PGR mantém negociação com Vorcaro apesar da rejeição da PF
  • Juiz do MA investigado por usar IA para produzir 968 sentenças em 1 mês
  • 4 brasileiros retidos por Israel na flotilha começam a ser liberados
  • SC bate recorde de frio com -5,6 graus em Bom Jardim da Serra

TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT

O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva.  Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.

“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.

O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).

“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.

Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores

TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.

“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.

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Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News

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“A gente nunca usou Lei Daniel Vorcaro”, diz Lula em evento sobre cultura

21 de Maio de 2026, 16:40

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, participaram, nesta manhã de quinta-feira (21), da cerimônia da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, no município de Aracruz, no Espírito Santo. “A educação nos ensina, mas a cultura nos faz revolucionários”, frisou. Saiba mais na TVT News.

Nunca usei Lei Vorcaro, diz Lula durante evento sobre pontos de Cultura

“Como a verdade não falha, a gente nunca foi atrás da lei Daniel Vorcaro para financiar artistas brasileiros”, disse Lula durante evento. Veja o vídeo:

Lula anuncia ações para fortalecer culturas tradicionais e populares

Na ocasião, foram assinados pelo governo federal o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.

Foram assinadas também as portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil. 

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“É uma alegria imensa ver de perto a força e a resistência dessa teia tecida a tantas mãos. Essa teia tecida com tanto esmero pelos ancestrais, pelos mestres e pelas mestras da cultura popular que vieram depois, e por todas e todos vocês que acrescentam mais e mais fios a esse novelo de tantas linhas e tantas cores. Uma teia que reverencia o passado, abraça o presente e aponta para o futuro do Brasil que estamos tecendo juntos todos os dias, fio por fio”, disse o presidente, ao auditório lotado do Sesc Formosa.

O local, que tem capacidade para mais de 2 mil pessoas, foi ocupado por representantes das culturas de todas as regiões do país. No palco, junto às autoridades de governo e de entidades culturais, estavam os grupos Guerreiros Tupinikim Aguidavi do Jeje, que participaram do início da cerimônia com manifestações artísticas. 

O hino nacional foi entoado pela cantora Luedji Luna, com acompanhamento instrumental dos grupos.

Além disso, uma apresentação das bandas de congo da região, como as de São Sebastião da Barra do Riacho e São Benedito de Itaparica, antecedeu a cerimônia. 

Culturas indígenas

A ministra Margareth Menezes anunciou a instauração do comitê que vai tratar do Plano Nacional de Culturas Indígenas. 

“Uma importante entrega que faremos e que está sendo construída coletivamente com as organizações indígenas, a fim de que as políticas culturais alcancem da melhor forma aqueles que mantêm a floresta em pé, que preservam os biomas e que combatem no dia a dia o desastre climático”, anunciou.

Na cerimônia, houve ainda a distribuição de placas de identificação aos pontos de cultura cujos representantes estavam presentes. Posteriormente, as placas serão enviadas a todos os cerca de 16 mil pontos de cultura certificados no país, no contexto da Política Nacional de Cultura Viva.

“Dezesseis mil pontos de cultura espalhados por mais de 2,2 mil municípios, 16 mil pontos de luz pulsando nas periferias, favelas, assentamentos rurais, quilombos e territórios indígenas. São 16 mil pontos de representações culturais que vão da matriz africana ao hip hop e demais expressões contemporâneas”, destacou Lula sobre os pontos de cultura.

Aracruz (ES), 21/05/2026 – Estandartes dos estados são apresentados durante abertura oficial da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Estandartes dos estados são apresentados durante abertura oficial da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

Cultura Viva

Há 22 anos, foi criado o Programa Cultura Viva, com o objetivo de apoiar e fortalecer iniciativas culturais de base comunitária, tornando-se política nacional ao ser instituído por lei em 2014. Os Pontos e Pontões de Cultura, espalhados por todo o país, fazem parte dessa política. 

Segundo o governo federal, as ações da atual gestão têm o objetivo de fortalecer as políticas públicas do setor e possibilitar a continuidade das ações culturais desenvolvidas nas comunidades. 

“Cada centavo investido na cultura retorna em identidade, autoestima e memória. Retorna também em oportunidade de trabalho e geração de renda. O investimento em cultura movimenta uma indústria potente, estimula a economia, transforma vidas e cidades”, acrescentou Lula. 

“Mesmo com a extinção do Ministério da Cultura e o desmonte das políticas culturais no governo passado, os pontos e pontões sempre se mantiveram firmes, ativos e cheios de vida”, lembrou a ministra Margareth Menezes. “A Teia é a materialização e o nosso compromisso com o potencial social e popular como elemento estruturante das nossas políticas públicas e do país que queremos”, acrescentou.

Após um hiato de 12 anos, a Teia Nacional dos Pontos de Cultura foi retomada, reunindo agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos. 

Além das apresentações artísticas e vivências culturais, o evento promove fóruns que discutem políticas de cultura, especialmente de base comunitária. A programação, que acontece até 24 de maio, está no site do evento.

Outras entregas 

O presidente realizou ainda a entrega de 89 unidades do MovCeus, equipamentos culturais itinerantes, adaptados com biblioteca, estúdio audiovisual, recursos tecnológicos, oficinas e cinema ao ar livre, levando infraestrutura cultural a localidades historicamente desassistidas.

O governo federal anunciou também, nessa passagem por Aracruz, a entrega de 12 micro-ônibus do Programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, e 11 vans do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, do Ministério da Saúde.

Por Camila Boehm, repórter da Agência Brasil, enviada a convite do Ministério da Cultura

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Com Erika Hilton, seminário nacional discute empregabilidade de pessoas LGBTQIA+ sem teto

21 de Maio de 2026, 15:55

A cidade de São Paulo cediará um debate voltado para os direitos humanos e a justiça social no início do mês de junho. Nos dias 2 e 3 de junho de 2026, ocorre o Seminário Nacional “Empregabilidade de Pessoas LGBTQIA+ em Situação de Rua: Direitos, Dignidade e Inclusão Produtiva”. O encontro, que conta com o apoio da deputada federal Erika Hilton, será realizado no Casarão Brasil, localizado na região central da capital paulista. Leia em TVT News.

O evento tem como objetivo central discutir propostas e articular caminhos estruturais para combater a exclusão que afeta essa parcela da população no mercado de trabalho.

A organização prevê a participação presencial de cerca de 150 pessoas LGBTQIA+, reunindo integrantes do governo federal, militantes de movimentos sociais, especialistas do setor privado, lideranças comunitárias e representantes de organizações da sociedade civil que atuam diretamente com a população que vive em situação de vulnerabilidade extrema nas ruas.

Para assegurar o acesso público e a transparência dos debates, toda a programação terá transmissão ao vivo pela internet. Os interessados poderão acompanhar as mesas e painéis por meio do canal oficial do YouTube do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Enfrentamento à exclusão histórica LGBTQIA+

A abertura oficial dos trabalhos trará como eixo de discussão o tema “Empregabilidade como direito: enfrentar a exclusão histórica da população LGBTQIA+ em situação de rua”.

Essa mesa inicial contará com a presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, além de representantes do Fundo Positivo, do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua) e de outras lideranças dedicadas à defesa dos direitos civis.

O seminário propõe uma abordagem multidimensional sobre as barreiras que impedem o acesso dessa população ao trabalho formal e à geração de renda. Entre as temáticas integradas aos painéis de debate estão a aporofobia (preconceito contra pessoas pobres), a LGBTfobia, o racismo estrutural, a falta de documentação civil básica, os baixos índices de escolaridade formal, a violência praticada por instituições, as deficiências nas políticas públicas vigentes e as formas de acesso aos mecanismos de justiça.

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Harley Henriques, presidente e diretor do Fundo Positivo, destaca que as discussões sobre o ingresso no mercado de trabalho para este segmento populacional envolvem necessidades fundamentais de subsistência e reparação. Conforme pontua o dirigente, as ações integradas devem romper com o ciclo de marginalização que empurra esses cidadãos para fora das redes tradicionais de proteção e assistência.

“Não existe inclusão real quando uma pessoa LGBTQIA+ em situação de rua continua sendo empurrada para fora da escola, do trabalho, da saúde, da moradia e da cidadania. O emprego digno não pode ser visto como favor ou exceção. Ele é um direito. O que precisamos construir, junto com o Estado, empresas e sociedade civil, são caminhos reais para que essas pessoas sejam reconhecidas, protegidas e incluídas”, afirma Harley Henriques.

Inclusão LGBTQIA+

A programação do primeiro dia reserva espaço para a análise e o aperfeiçoamento das ferramentas estatais existentes. O debate sobre as respostas institucionais de caráter estrutural passará pela avaliação de programas e planos já formulados pelas esferas governamentais.

Estão inseridas na pauta as discussões acerca da regulamentação da Política Nacional do Trabalho Digno, as diretrizes do Plano Nacional Ruas Visíveis, as ações do programa Cidadania PopRua e as metas do Programa Empodera + LGBT.

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29ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ reuniu luta e cultura na Avenida Paulista, em São Paulo – Reprodução

O seminário também abrirá espaço para o compartilhamento de iniciativas executadas em âmbito municipal que apresentam resultados práticos positivos, como é o caso do programa Transcidadania, desenvolvido na cidade de São Paulo para promover a elevação da escolaridade e a qualificação profissional de travestis e transexuais.

No segundo dia de atividades, o foco do evento será expandido para avaliar o papel e o nível de responsabilidade do setor empresarial privado.

As mesas de debate tratarão de temas como gestão da diversidade nas empresas, implementação de políticas de contratação afirmativa, desenvolvimento de ambientes laborais seguros, estratégias de combate à discriminação e à LGBTfobia nos locais de trabalho, além das diretrizes gerais de responsabilidade social corporativa.

Oficinas temáticas

Além dos painéis teóricos de debate, o Seminário Nacional promoverá a realização de oficinas de caráter técnico e prático. Essas atividades serão direcionadas para temas como qualificação profissional, fomento à economia solidária, organização de cooperativas, incentivo ao empreendedorismo popular, técnicas de incidência política e os mecanismos de controle social sobre o orçamento e as políticas públicas para LGBTQIA+.

Ao término dos dois dias de discussões e formulações coletivas, os participantes produzirão a Carta de Recomendações do Seminário Nacional sobre Empregabilidade de Pessoas LGBTQIA+ em Situação de Rua.

Este documento conterá um conjunto de propostas formais e compromissos firmados de maneira intersetorial, servindo como guia para subsidiar a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao trabalho, à distribuição de renda, à consolidação da proteção social e à inclusão produtiva.

A conclusão das atividades reforça o entendimento de que a conquista de uma ocupação profissional digna atua como um elemento transformador que ultrapassa a barreira financeira, incidindo diretamente na cidadania e na integridade física e psicológica dos sujeitos afetados pela vulnerabilidade social.

“Quando uma pessoa LGBTQIA+ em situação de rua consegue acessar trabalho digno, não estamos falando apenas de renda. Estamos falando de reconstrução de vínculos, autoestima, autonomia, segurança e vida. Esse seminário nasce para transformar escuta em proposta, diagnóstico em ação e urgência em compromisso público”, completa Harley Henriques.

Serviço

  • Data: 2 e 3 de junho de 2026
  • Local: Casarão Brasil, centro de São Paulo
  • Transmissão: YouTube do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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Anac bloqueia avião de Ciro Nogueira por ordem do STF

21 de Maio de 2026, 15:39

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou o bloqueio judicial de uma aeronave vinculada ao senador Ciro Nogueira por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida faz parte das investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de favorecimento político ao Banco Master em troca de vantagens financeiras indevidas. Saiba mais na TVT News.

O avião bloqueado é um bimotor executivo Beech Aircraft, modelo B200, avaliado em cerca de R$ 10 milhões. A decisão judicial determinou o “sequestro e indisponibilidade” da aeronave enquanto durarem as investigações. O bloqueio foi inscrito oficialmente nos registros da Anac no último dia 8 de maio, um dia após a deflagração da quinta fase da Operação Compliance Zero.

Segundo documentos da Anac citados por veículos de imprensa, a aeronave continua registrada em nome de Ciro Nogueira e de sua ex-esposa, Iracema Nogueira, apesar de ter sido negociada em 2023. A venda teria ocorrido por aproximadamente US$ 2 milhões, equivalente a cerca de R$ 10 milhões, para o cantor de forró Luan Estilizado e uma empresa ligada ao empresário Netinho Lins, do setor de eventos.

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A transação, no entanto, ainda não teria sido concluída integralmente. Conforme os registros oficiais, o contrato foi firmado com cláusula de reserva de domínio, mecanismo que mantém a posse formal do bem com o vendedor até a quitação total do valor negociado. Dessa forma, o avião permaneceu legalmente vinculado ao senador e acabou alcançado pela decisão judicial do STF.

A ofensiva da PF contra Ciro Nogueira ocorreu no último dia 7 de maio, quando agentes cumpriram mandados de busca e apreensão autorizados por André Mendonça. O senador do PP foi apontado pelos investigadores como um dos principais alvos da operação que investiga fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro.

De acordo com relatório da Polícia Federal encaminhado ao STF, Ciro Nogueira teria atuado politicamente em favor dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional em troca de vantagens econômicas e patrimoniais. A investigação afirma que o parlamentar seria o “destinatário central” de benefícios oferecidos por Vorcaro.

Entre os indícios reunidos pela PF estão pagamentos mensais que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além do custeio de viagens internacionais, hospedagens em hotéis de luxo, restaurantes, voos privados e uso de patrimônio ligado ao banqueiro. Os investigadores também apontam a aquisição de participação societária com forte deságio: ações avaliadas em R$ 13 milhões teriam sido adquiridas por apenas R$ 1 milhão.

As suspeitas ganharam força após a análise de mensagens extraídas de celulares apreendidos em fases anteriores da investigação. Conversas atribuídas a Daniel Vorcaro mostram o banqueiro tratando Ciro Nogueira como “grande amigo de vida” e comemorando iniciativas legislativas patrocinadas pelo senador.

Segundo a PF, uma das medidas consideradas mais sensíveis foi a apresentação de uma emenda que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta beneficiaria diretamente bancos médios como o Master, ampliando a capacidade de captação financeira dessas instituições.

As investigações apontam ainda que a redação da emenda legislativa teria sido elaborada dentro do próprio Banco Master, reforçando a suspeita de captura da atividade parlamentar por interesses privados do setor financeiro.

Como mostrou anteriormente reportagem da TVT News, diálogos revelados em março já indicavam a proximidade entre Vorcaro e Ciro Nogueira. Em uma das mensagens, o banqueiro afirmou à influenciadora Martha Graeff que o senador havia apresentado “uma bomba atômica no mercado financeiro”, em referência ao projeto legislativo que favoreceria bancos médios.

A nova decisão envolvendo o bloqueio da aeronave aprofunda o avanço patrimonial das medidas cautelares autorizadas pelo STF. Além das buscas e apreensões, a Justiça já havia determinado o bloqueio de bens e valores que somam aproximadamente R$ 18,85 milhões.

A Operação Compliance Zero também resultou na prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, apontado pela PF como integrante do núcleo financeiro-operacional do esquema investigado. Ele é suspeito de participação em operações de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

Em nota divulgada após a operação, a defesa de Ciro Nogueira negou irregularidades e afirmou repudiar “qualquer ilação de ilicitude” sobre a atuação parlamentar do senador. Os advogados declararam ainda que o parlamentar pretende colaborar com as investigações para demonstrar que não participou de atividades criminosas.

Dias depois, o próprio senador utilizou as redes sociais para classificar as acusações como um “roteiro absurdo de ficção” e alegou ser alvo de perseguição política. “Nunca recebi qualquer valor ilícito ou cometi irregularidade”, afirmou.

O caso amplia a pressão sobre um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e aprofunda o desgaste político em torno do escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, instituição que entrou na mira das autoridades após suspeitas de fraudes bilionárias e irregularidades no sistema financeiro nacional.

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Nota pública sobre o Apagão do Judiciário (por Sindjus-RS)

Por:Sul 21
21 de Maio de 2026, 10:21

Sindjus-RS (*)

A Campanha por Valorização Salarial do Sindjus está na rua. Nesta quinta-feira (21) acontece a paralisação de uma hora, chamada de Apagão do Judiciário. Esta não é a primeira ação da campanha e nem será a última.

Após ter tentado diversos meios para estabelecer uma negociação institucional com a presidência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, porém sem sucesso em obter uma resposta concreta da atual administração, o Sindjus-RS entende que é o momento de dar visibilidade e de mostrar a força da categoria, para que as suas reivindicações também sejam atendidas.

A presidência do TJRS se disse surpreendida com os atos da semana passada, com a convocação para o Apagão desta semana e “não ter recebido nenhuma pauta de reivindicações”. A verdadeira surpresa, porém, está nos fatos concretos: em 26 de março, já com a pauta da categoria em mãos, o Sindicato a entregou ao presidente, desembargador Eduardo Uhlein, durante a primeira audiência entre as partes. Posteriormente, no dia 30 de março, também foi entregue a pauta de reivindicações da Assembleia Geral, que originou o processo SEI nº 8.2026.0139/001569-1, que acompanha a tramitação interna do tema no TJRS.

Ou seja, a pauta da categoria foi entregue diretamente ao presidente do Tribunal, o desembargador Eduardo Uhlein.

Ao negar esse recebimento, a presidência do TJRS comunica o descaso com que trata as demandas de sua maior força de trabalho, além da negligência com a informação pública e com os profissionais de imprensa ao omitir os fatos de forma deliberada.

Vale ressaltar que a audiência com o TJRS da próxima quarta-feira, dia 27, só foi convocada pela presidência após a divulgação da agenda de lutas do Sindicato, que está sendo publicizada desde o começo de maio.

Sabemos que esses são os 100 primeiros dias de gestão, mas cabe recapitular que neste mesmo período os juízes e desembargadores tiveram diversas demandas financeiras atendidas. Inclusive, chama atenção que no breve espaço de tempo, entre um ato e outro da categoria (atos do dia 14 e o Apagão do Judiciário convocado para esta quinta-feira, 21), a presidência tenha encontrado tempo na agenda e recursos no orçamento para acolher mais uma pauta remuneratória da magistratura.

Assim, reiteramos a convocação de toda a categoria para paralisar as atividades nesta quinta-feira (21), entre 13h e 14h, e participar não só do Apagão do Judiciário, mas também do Assembleia-Ato dia 27 de maio, às 10h, em frente ao TJ, para acompanhar a audiência que deve apresentar respostas para as pautas já entregues oficialmente, não reapresentá-las.

A nossa mobilização é para avançarmos no diálogo, e não retroceder.

(*) Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul 

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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‘Brasil não abre mão de sua soberania’, diz Lula sobre terras raras

Por:Sul 21
18 de Maio de 2026, 15:17

Da Agência Brasil

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (18) que o Brasil não vai abrir mão de sua soberania para exploração de minerais críticos e terras raras existentes no país.

Durante evento realizado em Campinas, no interior de São Paulo, Lula destacou que outros países poderão se associar ao Brasil para explorar esses recursos, dentro do território brasileiro.

“Não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania para dizer que os minerais críticos e as terras raras são nossas e que queremos explorá-la aqui dentro”, disse o presidente.

Em seu discurso, Lula também destacou que pesquisadores brasileiros, especialmente do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), poderão ajudar a fazer um estudo sobre esses recursos do país.

“Se a gente for fazer esse estudo só cavando buraco, isso vai demorar muito. A gente vai ter que contar com inteligência e a ciência e o conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade, e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faça que o Trump [presidente dos EUA] deixe de brigar com o Xi Jinping [presidente da China] e venha se associar a nós para explorar isso aqui”, disse ele.

Supermicroscópio

O discurso do presidente foi feito na cerimônia de inauguração de quatro linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, uma espécie de supermicroscópio do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.

As novas linhas de luz síncroton devem ampliar a capacidade de pesquisa do país em áreas como saúde, energia, agricultura, clima e nanotecnologia. As novas linhas são chamadas de Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê.

O investimento é de R$ 800 milhões, por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

“Para fazer um investimento como esse, a gente não tem que perguntar quanto custa. Qualquer quantidade de milhões que colocarmos é muito pequeno diante da quantidade de milhões que isso aqui vai render para o futuro do país e para o futuro da sociedade brasileira”, comentou o presidente.

“Não me convença com discurso, me convença com projeto. Se o projeto for factível, se ele tiver começo, meio e fim, não haverá problema em arrumar dinheiro e aprovar qualquer projeto desse país. E esse projeto aqui é um projeto que pode dar ao Brasil uma respeitabilidade mundial para que nenhum ser humano do mundo ache que o Brasil é inferior”, reforçou.

Para a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, a inauguração das novas linhas podem representar um salto tecnológico para o país.

“O que celebramos aqui vai muito além das novas linhas do Sirius ou do avanço das obras do Orion [um complexo para pesquisas avançadas em patógenos]. Essa é a prova de que o Brasil pode ocupar o lugar de liderança científica, tecnológica e industrial no mundo”, disse a ministra.

“O CNPEM ajudou a romper essa lógica de dependência e mostrou que conhecimento também é soberania. Antes do Sirius, pesquisadores brasileiros dependiam de laboratórios estrangeiros para realizar estudos avançados em materiais, proteínas e vírus e tecnologias estratégicas. Isso atrasava pesquisavas e limitava o conhecimento e a capacidade do Brasil em produzir conhecimento em áreas fundamentais”, acrescentou Luciana Santos.

As linhas

A Tatu, primeira linha em uma fonte de luz de quarta geração a operar na faixa dos terahertz, permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica. Essa linha vai contribuir para avanços na área de telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz.

Já a linha Sapucaia é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias.

A Quati, por sua vez, vai permitir investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.

Por fim, a linha Sapê pretende desenvolver materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica.

Luz síncroton e Sirius

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X.

Com o uso dessa luz especial é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.

Já o acelerador de partículas Sirius é uma imensa máquina capaz de analisar estruturas em escala atômica, ou seja, consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.

Esse equipamento é considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo.

“O Sirius colocou o país em outro patamar científico e tecnológico. O Brasil passou a integrar um grupo extremamente restrito e seleto de países que dominam tecnologia de fontes de luz síncrotron de quarta geração. O Sirius é a mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e abriga um dos mais maiores aceleradores de elétrons no mundo o que nos permite desenvolver pesquisas em medicamentos, semicondutores, baterias e minerais estratégicos”, explicou a ministra da Ciência e Tecnologia.

Inovação em saúde

Além da inauguração dessas quatro novas linhas, Lula e o ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, acompanharam o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde.

O programa, que será realizado inicialmente pelo CNPEM, foi desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde.

A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos.

Esse programa, diz o governo, pretende contribuir para reduzir a dependência de tecnologias importadas e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções em saúde alinhadas às necessidades do SUS e da população brasileira.

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Mega Sena 3002: resultado do sorteio de 30 de abril

30 de Abril de 2026, 21:18

Confira os números sorteados da Mega Sena 3.002 das Loterias Caixa. Na TVT News você confere quantos números acertou no sorteio das Loterias Caixa.

O valor do prêmio da Mega Sena 3.002 é de R$ 127.017.606,25.

Uma aposta de Curitiba acertou as seis dezenas.

Números sorteados da Mega Sena 3002

Resultado da Mega Sena 3002: 04 – 27 – 51 – 52 – 54 – 58

Quais apostas foram premiadas na Mega-Sena 3.002

Logo após o sorteio, a Caixa confirma quais as apostas ganhadoras do sorteio realizado em 30 de abril e quanto cada uma irá receber.

6 acertos (sena)

1 aposta ganhadora, R$ 127.017.606,25.

A aposta vencedora foi feita em Curitiba

CURITIBA/PRLOTERIAS ANCHIETA

5 acertos (quina)

113 apostas ganhadoras, R$ 34.683,44

4 acertos (quadra)

6.556 apostas ganhadoras, R$ 9

Confira detalhes das apostas vencedoras.

A Caixa Econômica Federal comemora os 30 anos da Mega Sena com um sorteio especial (concurso 3010) em 24 de maio de 2026, com prêmio estimado de R$ 150 milhões. O concurso da Mega Sena 30 anos é especial: não acumula, seguindo a regra da Mega da Virada, sendo pago aos acertadores de 5 ou 4 números se ninguém acertar a sena. 

Como vai ser o sorteio da Mega Sena 30 Anos

  • Data do Sorteio: 24 de maio de 2026 (domingo).
  • Valor do Prêmio: Estimado em R$ 150 milhões.
  • Regra de Acumulação: O prêmio não acumula. Se não houver ganhadores com 6 números, o valor é dividido entre os acertadores da quina (5 números) e assim por diante.
  • Início das Apostas: Liberadas a partir de 26 de abril de 2026.
  • Mudança no Calendário: Após o concurso de 16 de maio (3009), as apostas serão exclusivas para o concurso especial de 30 anos.

Como fazer aposta da Mega Sena?

Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

O sorteio é ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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Os sorteios da Mega-Sena acontecem às 21h. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Confira outros resultados das loterias Caixa

Loterias Caixa patrocinam esporte brasileiro

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028. O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.

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Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.

O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros. Além d​e alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.

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Resultado da Mega Sena 3002 no sorteio de 30 de abril

30 de Abril de 2026, 21:02

Confira os números sorteados da Mega Sena 3.002 das Loterias Caixa. Na TVT News você confere quantos números acertou no sorteio das Loterias Caixa.

O valor do prêmio da Mega Sena 3.002 é de R$ 127.017.606,25.

Uma aposta de Curitiba acertou as seis dezenas.

Números sorteados da Mega Sena 3002

Resultado da Mega Sena 3002: 04 – 27 – 51 – 52 – 54 – 58

Quais apostas foram premiadas na Mega-Sena 3.002

Logo após o sorteio, a Caixa confirma quais as apostas ganhadoras do sorteio realizado em 30 de abril e quanto cada uma irá receber.

6 acertos (sena)

1 aposta ganhadora, R$ 127.017.606,25.

A aposta vencedora foi feita em Curitiba

CURITIBA/PRLOTERIAS ANCHIETA

5 acertos (quina)

113 apostas ganhadoras, R$ 34.683,44

4 acertos (quadra)

6.556 apostas ganhadoras, R$ 985,39

Confira detalhes das apostas vencedoras.

A Caixa Econômica Federal comemora os 30 anos da Mega Sena com um sorteio especial (concurso 3010) em 24 de maio de 2026, com prêmio estimado de R$ 150 milhões. O concurso da Mega Sena 30 anos é especial: não acumula, seguindo a regra da Mega da Virada, sendo pago aos acertadores de 5 ou 4 números se ninguém acertar a sena. 

Como vai ser o sorteio da Mega Sena 30 Anos

  • Data do Sorteio: 24 de maio de 2026 (domingo).
  • Valor do Prêmio: Estimado em R$ 150 milhões.
  • Regra de Acumulação: O prêmio não acumula. Se não houver ganhadores com 6 números, o valor é dividido entre os acertadores da quina (5 números) e assim por diante.
  • Início das Apostas: Liberadas a partir de 26 de abril de 2026.
  • Mudança no Calendário: Após o concurso de 16 de maio (3009), as apostas serão exclusivas para o concurso especial de 30 anos.

Como fazer aposta da Mega Sena?

Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

O sorteio é ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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Os sorteios da Mega-Sena acontecem às 21h. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Confira outros resultados das loterias Caixa

Loterias Caixa patrocinam esporte brasileiro

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028. O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.

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Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.

O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros. Além d​e alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.

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