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Datafolha: 78% têm orgulho de ser brasileiros, mas 53% temem o futuro

18 de Setembro de 2026, 20:30
Lula Brasil
Bandeirão do Brasil foi exibido em ato de campanha do presidente Lula em Ceilândia (DF). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

A maioria dos brasileiros afirma sentir mais orgulho do que vergonha de sua nacionalidade, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). Para 78% dos entrevistados, o orgulho prevalece, enquanto 20% dizem sentir mais vergonha. Outras respostas somaram 1%, e 2% não souberam responder.

O instituto também mediu sentimentos dos entrevistados quando pensam no Brasil atualmente. Nesse recorte, 53% afirmaram se sentir tranquilos, contra 43% que relataram raiva. Ao mesmo tempo, 53% disseram estar desanimados e 45%, animados.

O medo aparece com força quando a pergunta se volta para o futuro. Cinquenta e três por cento afirmaram sentir medo, diante de 45% que manifestaram confiança. Já 51% disseram estar tristes, enquanto 45% se declararam felizes.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

A insegurança foi o sentimento mais disseminado entre os itens pesquisados: 64% disseram se sentir inseguros ao pensar no Brasil de hoje, contra 34% que se consideram seguros. Apesar disso, a esperança ainda supera o medo em outra pergunta do levantamento: 55% afirmaram ter mais esperança do que medo e 44% responderam o contrário.

A partir das respostas, o Datafolha dividiu os entrevistados em três grupos. Os otimistas chegaram a 43%, contra 37% de pessimistas e 20% de hesitantes. Em março, os otimistas eram 35%, enquanto os pessimistas representavam 47%, indicando uma mudança relevante no humor captado pelo instituto.

A pesquisa foi realizada às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, em uma rodada na qual Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mas os dois permanecem em empate técnico. O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça-feira (15) e quinta-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

VÍDEO: Grupo é expulso de Uber após falar em atropelar Lula e chama motorista de “pobre”

9 de Setembro de 2026, 23:30
Uber
Grupo de passageiros foi expulso de Uber. Foto: Reprodução

Um grupo de passageiros usou a palavra “pobre” para ofender um motorista da Uber depois de relatar que havia sido expulso do veículo. Segundo os próprios envolvidos, a corrida foi interrompida após um deles dizer que atropelaria o presidente Lula. A reação registrada em vídeo inclui deboche contra o trabalhador por prestar o serviço em um feriado.

Um passageiro usa a posse de um automóvel e a necessidade de trabalhar como motivos para diminuir o motorista. “Pelo menos o meu carro não é alugado e não tenho que trabalhar no feriado, pobre”, afirma.

Ao contar o episódio, uma mulher diz que o motorista mandou os passageiros deixarem o carro logo após a fala contra Lula. Ela relata que o grupo inicialmente pensou se tratar de uma brincadeira e que um homem chamado Rodrigo, apontado pelos companheiros como autor do comentário, ficou sem reação diante da exigência.

Homem diz que ATROPELARIA o Presidente Lula dentro do carro de aplicativo e motorista EXPULSA ele do carro.

“Ainda bem que ele mandou eu descer, imagina andar com uma desgraça dessas […] Pelo menos o meu carro não é alugado e não tenho q trabalhar no feriado, pobre.” pic.twitter.com/ZdYVVo7YS2

— UpdateCharts (@updatecharts) September 9, 2026

A mesma passageira minimiza a referência a atropelar o presidente, dizendo que o amigo havia feito apenas um comentário. Em seguida, atribui a reação do condutor à irritação por trabalhar no feriado.

Segundo o homem, o motivo de precisar pedir um Uber surgiu após o seu carro apresentar um problema no dia anterior e as oficinas estavam fechadas. Segundo ele, só seria possível retirar o veículo no dia seguinte. Enquanto dependia do serviço, ridicularizou quem trabalhava para oferecê-lo.

O recado de Lula a Trump em telefonema: “Não queremos interferência no Brasil”

21 de Agosto de 2026, 23:30
Encontre de Lula e Trump nos Estados Unidos é confirmado para esta quinta-feira pela Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente do Brasil, Lula, em encontro de outubro de 2025. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter deixado uma linha vermelha para Donald Trump: o Brasil aceita cooperação contra o crime organizado, mas não tutela estrangeira.

Durante comício na Praça da Estação, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (21), Lula relatou o teor da conversa mantida horas antes com o presidente dos Estados Unidos. “Nós queremos trabalhar juntos. O que nós não queremos é interferência no Brasil”, disse.

O telefonema durou 1h20. Lula contestou as justificativas usadas pelos Estados Unidos para impor novas tarifas aos produtos brasileiros e classificou as acusações como infundadas. Trump defendeu a preservação dos vínculos comerciais e propôs a retomada das reuniões entre representantes dos dois governos.

No campo da segurança, Lula reafirmou que o Brasil pretende cooperar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente, porém, rejeitou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e argumentou que o país possui instrumentos próprios para enfrentar as facções sem abrir espaço para ingerência externa.

➡️ Lula revela o que conversou com Trump: “Não queremos interferência no Brasil” pic.twitter.com/kvLtIa170T

— Metrópoles (@Metropoles) August 22, 2026

No comício, Lula afirmou que Trump reconheceu os argumentos apresentados pelo governo brasileiro. Segundo o petista, o secretário de Comércio estadunidense já procurou seu equivalente no Brasil e uma reunião foi marcada. Até a noite desta sexta, a Casa Branca não havia divulgado um relato detalhado próprio sobre o telefonema.

As guerras também entraram na conversa. Lula contou ter sugerido que Trump convidasse Vladimir Putin e Xi Jinping para seu clube de golfe na Flórida. “Convida os caras pra tua casa. Toma um trago”, disse, ao defender negociações para encerrar os conflitos internacionais.

O presidente encerrou o relato com uma defesa da soberania nacional. “Se a gente não se respeitar, ninguém respeita a gente”, afirmou. A conversa diplomática, descrita oficialmente como cordial, tornou-se no palanque um recado contra qualquer tentativa de tutela sobre o Brasil.

Aliados de Lula comandarão relatorias das PECs da escala 6×1 e da Segurança

21 de Agosto de 2026, 23:26
Ilustrativa
O fim da escala 6×1 é um dos principais debates neste ano eleitoral. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Duas propostas prioritárias do governo Lula avançaram no Senado nesta sexta-feira (21): as PECs do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública ganharam relatores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), acertou os nomes com Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Omar Aziz (PSD-AM) ficará responsável pela proposta trabalhista, enquanto Rogério Carvalho (PT-SE) conduzirá a PEC da Segurança. Conforme informações do blog do Valdo Cruz, no g1.

A definição não significa que os textos já estejam aprovados. Os relatores ainda precisam apresentar seus pareceres e submetê-los à CCJ. Otto avaliará os cronogramas para saber se as votações poderão ocorrer no esforço concentrado previsto para o fim de agosto e o início de setembro.

A proposta que acaba com a escala 6×1 foi aprovada em dois turnos pela Câmara. O texto prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução da jornada de 44 para 42 horas dois meses depois da eventual promulgação. Após mais 12 meses, o limite cairá para 40 horas, sem redução salarial.

Omar Aziz 6x1
O senador Omar Aziz (PSD-AM). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Omar Aziz afirmou que conversará com líderes partidários antes de apresentar seu plano de trabalho. O senador defendeu que o debate considere não apenas as 44 horas formais de serviço, mas também o tempo gasto pelos trabalhadores no deslocamento entre casa e emprego.

A PEC da Segurança amplia a integração entre União, estados e municípios, estabelece atribuição constitucional da Polícia Federal no combate a facções e milícias de alcance interestadual ou internacional e permite que a Polícia Rodoviária Federal atue também em ferrovias e hidrovias. As polícias estaduais continuam subordinadas aos governadores.

As matérias ficaram paradas durante meses e avançaram após Lula e Alcolumbre retomarem o diálogo. Os dois relatores são aliados do presidente, mas o calendário eleitoral ainda pode dificultar a conclusão das votações. Para serem promulgadas sem retornar à Câmara, as PECs precisam passar sem alterações por dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.

Keeta é denunciada ao MPT por cobrar mais velocidade dos entregadores

31 de Julho de 2026, 15:45
Mochilas de entregadores da Keeta. Foto: reprodução

A plataforma de delivery Keeta, controlada pela chinesa Meituan, foi denunciada ao Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo por mensagens que avisam entregadores de que sua velocidade está “abaixo do esperado”. A representação também questiona bônus ligados a entregas mais rápidas e sustenta que as práticas podem expor motociclistas a riscos no trânsito.

O entregador Elias Pereira Freitas da Silva Júnior, conhecido como JR Freitas e integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos, protocolou a denúncia após receber relatos de motociclistas. Eles afirmaram que o algoritmo da empresa os pressionaria a aumentar a velocidade, sob receio de bloqueios e perda de remuneração.

Entre os elementos anexados estão avisos de que o entregador tem até 49 segundos para responder a um chamado. A plataforma também informaria que outros trabalhadores estão na fila para aceitar a mesma entrega, mecanismo que, para Freitas, eleva a ansiedade e pode distrair quem conduz uma motocicleta.

Freitas questiona se o sistema considera congestionamentos, chuva, semáforos e as condições das ruas ao calcular os prazos.

“O trabalhador está no trânsito, muitas vezes parado por um congestionamento ou um semáforo, e recebe uma mensagem dizendo que está abaixo da velocidade. Isso gera desespero porque ele acredita que pode ser bloqueado”, afirmou ao g1.

Entregador em motocicleta durante trabalho de delivery
Entregador de delivery em motocicleta. Foto: Reprodução

Representação pede auditoria e preservação de dados da Keeta

O documento solicita que o MPT preserve registros da plataforma, incluindo dados de geolocalização, mensagens enviadas aos entregadores, critérios de remuneração e históricos de bloqueios. A denúncia também pede a suspensão imediata dos alertas de velocidade até que a empresa comprove a segurança desse tipo de comunicação.

O requerimento inclui a desvinculação de bônus de metas consideradas perigosas, uma auditoria independente do algoritmo, transparência sobre bloqueios e pagamentos e proteção contra retaliações a trabalhadores que colaborem com a investigação.

O MPT não respondeu especificamente sobre a representação contra a Keeta. O órgão, porém, informou que já conduz uma investigação sobre a velocidade exigida de entregadores, diante dos riscos à segurança viária e do aumento das mortes no trânsito da capital paulista.

Em nota, a Keeta afirmou que a segurança dos entregadores parceiros é prioridade e disse que usa sistemas próprios e inteligência artificial para otimizar rotas, reduzir o tempo de espera e ampliar o número de entregas “sem sobrecarregar os parceiros”. A empresa declarou que suas tecnologias permitem cumprir os horários previstos sem exceder os limites de velocidade.

A companhia mantém no Brasil a política de “Horário Garantido”, que oferece compensação ao consumidor caso o pedido atrase. A Keeta afirmou que o compromisso com rapidez depende de tecnologia e planejamento, “e não por pressão sobre os parceiros entregadores”.

Freitas avaliou que a chegada da Keeta e da 99Food ampliou a concorrência no delivery, mas defendeu que a disputa entre empresas não sacrifique a segurança. “A entrega mais importante é voltar para casa. Não há bônus que pague isso. Às vezes, somos tratados mais baratos do que um lanche do McDonald’s”, disse.

VÍDEO: Ao lado de Flávio Bolsonaro, André Fernandes manda indireta para Michelle

11 de Julho de 2026, 10:23
André Fernandes e Flávio Bolsonaro em evento do PL-CE. Foto: reprodução

Um ato do PL em Fortaleza nesta sexta-feira (10), com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), expôs a crise interna da família Bolsonaro e a resistência de parte da base bolsonarista à aliança com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará. Durante o evento, o deputado federal André Fernandes (PL-CE), presidente da sigla no estado, mandou uma indireta para a ex-primeira-dama, chamando o ex-presidente Jair Bolsonaro de “nosso galego”, apelido carinhoso dado por ela.

O evento lançou a pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado e reuniu nomes bolsonaristas que pretendem disputar vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O palanque também serviu para o grupo ligado a Flávio e André Fernandes avançar na montagem da chapa estadual.

Flávio e as demais lideranças que discursaram não citaram Ciro Gomes, apesar dos protestos no local. Um grupo de apoiadores levou cartazes com a mensagem “Ciro não”, e houve princípio de confusão quando outros presentes tentaram arrancar os cartazes das mãos dos manifestantes.

André Fernandes reagiu no microfone e atribuiu o tumulto a adversários. “Tem alguns petistas infiltrados, querendo bagunçar o nosso evento. Façam o seguinte, ignorem. Vamos derrubar o PT. A todo momento vai ter gente querendo dividir a oposição”, disse. Em seguida, afirmou: “Entenda aqui, petista, quem dá moral à merd* é mosca”.

🚨URGENTE – Deputado André Fernandes manda indireta para Michelle Bolsonaro em evento do PL no Ceará

“Nosso eterno presidente, NOSSO galego. Não é de ninguém individual, não tá! É NOSSO galego!” pic.twitter.com/7Xxs94HINI

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) July 11, 2026

Disputa com Michelle entrou no palanque do PL

André Fernandes também fez uma indireta à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao mencionar Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado. “Eu fico olhando ali o rosto dele, o nosso eterno presidente. O nosso galego, não é de ninguém individual, não. É o nosso galego”, declarou, em referência ao apelido usado por Michelle para tratar o marido.

A crise entre Michelle e Flávio veio à tona no mês passado, quando a ex-primeira-dama publicou um vídeo com críticas ao enteado por causa das articulações no Ceará. Ela defendia a vereadora de Fortaleza Priscila Costa para a segunda vaga do PL ao Senado, além da candidatura de Alcides Fernandes.

A eventual entrada de Priscila na disputa ameaçava a aliança com Ciro Gomes, já que os tucanos devem indicar o segundo nome da chapa apoiada pelo PL. Michelle se opõe à parceria por considerar que Ciro fez ataques imperdoáveis a Jair Bolsonaro e aos filhos do ex-presidente.

Com Michelle afastada da exposição pública após renunciar à presidência do PL Mulher, Priscila viajou a Portugal nesta sexta-feira (10) para participar de um evento de mulheres conservadoras da Europa. A ausência abriu caminho para o grupo de André, Flávio e Alcides conduzir o ato sem interferência da ala ligada à ex-primeira-dama.

No discurso, Flávio fez acenos ao eleitorado feminino e prometeu endurecer penas para crimes contra mulheres. “Eu vou ser radical na segurança pública. Vocês mulheres vão ser finalmente protegidas no governo Bolsonaro. A gente vai botar agressor e assassino de mulher atrás das grades por 40 anos. Quem violenta mulher e criança vai ser preso e sofrer castração química”, afirmou.

O senador também repetiu a promessa de construir 500 mil vagas em presídios, defendeu a redução da maioridade penal e prometeu um conjunto habitacional no bairro Vila Velha, na periferia de Fortaleza. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha presidencial de Flávio, sugeriu que Priscila Costa pode disputar outro cargo, como deputada federal, mas o nome dela não apareceu entre os pré-candidatos à Câmara citados no palanque.

Boa André!!!!
NOSSO galego. pic.twitter.com/QaMMeZNHyO

— Marcele Rojo (@MarceleRojo) July 11, 2026

As conversas para substituir Jaques Wagner na liderança do PT no Senado

23 de Junho de 2026, 10:17
Lula e Jaques Wagner lado a lado
Presidente Lula e o senador Jaques Wagner. Foto: Reprodução.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), até o meio desta semana para discutir a possível saída do senador do posto, em uma tentativa de conter o desgaste provocado pelo caso Master sobre a gestão petista.

A expectativa no Palácio do Planalto é que Wagner peça para deixar a liderança, segundo o Metrópoles. Integrantes do governo e do PT pressionam o senador a abrir mão da função porque avaliam que a investigação dá munição à oposição bolsonarista.

A estratégia da cúpula petista e da pré-campanha de Lula é separar o presidente do episódio que envolve Wagner. O argumento usado internamente é que o senador baiano disputará a reeleição ao Senado em 2026, e não a Presidência da República.

A reunião entre Lula e Wagner está prevista para quarta-feira (24/6), dia em que o presidente deve despachar em Brasília. Nesta terça-feira (23/6), Lula cumpre agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto a equipe de Wagner evita confirmar quando ele retorna da Bahia à capital federal.

Teresa Leitão, Camilo Santana e Rogério Carvalho entram na disputa

Com a possível saída de Wagner, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) ganhou força como eventual substituta. Ela lidera o PT no Senado desde abril, tem longa trajetória no partido e cumpre mandato iniciado em 2022, o que a libera de uma campanha eleitoral neste ano.

A escolha ainda divide opiniões no governo. Aliados citam como vantagem o fato de Teresa não enfrentar ruídos na relação com o Planalto nem com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que rompeu com Lula após a derrubada da indicação de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, atribuída à articulação de bastidores do senador amapaense.

O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, também aparece nas conversas, mas deixou o ministério em abril para se dedicar à campanha de reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que aparece em segundo lugar nas pesquisas contra Ciro Gomes (PSDB). Rogério Carvalho (PT-SE), que já exerceu interinamente a liderança durante licença de Wagner no ano passado, agrada a integrantes do governo, mas pretende disputar a reeleição ao Senado.

O senadores Teresa Leitão, Camilo Santana e Rogério Carvalho. Foto: reprodução

Falta menos de um mês para o recesso parlamentar de meio de ano, previsto para 18 de julho. Se Wagner deixar o cargo, o novo líder terá de acelerar pautas tratadas como prioritárias pelo governo e ainda sem definição no Senado, como a PEC da Segurança Pública, a PEC do fim da escala 6×1 e o Redata, projeto sobre regulamentação e compartilhamento de dados entre órgãos públicos.

Operação da PF e entrevista à BandNews pesam sobre Wagner

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (18/6), mirou Jaques Wagner. Os investigadores apuram se o senador atuou em favor de interesses do Banco Master no Congresso, incluindo uma proposta para ampliar o crédito consignado e uma medida chamada nos bastidores de Emenda Master.

A PF também apura a transferência de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador, uso de aeronaves particulares, ingressos para shows e repasses que somariam R$ 3,5 milhões. As suspeitas surgiram após análise de conteúdo extraído do celular de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que também foi alvo da ação. Wagner nega envolvimento e afirmou, em nota, que “não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados”.

Aliados dizem que Wagner não pretende entrar em rota de colisão com Lula, com quem mantém relação política e amizade de mais de 40 anos. O senador resiste a deixar a liderança por avaliar que a saída poderia soar como admissão de culpa, mas cogita pedir licença da função sob o argumento de que precisa se dedicar à defesa e à campanha de 2026.

A entrevista de Wagner à BandNews, na quinta-feira (18/6), causou incômodo no Planalto. Interlocutores do governo citaram quatro pontos mal recebidos: a revelação de um telefonema de Lula, a afirmação de que recebeu solidariedade do presidente, a declaração de que Lula teria classificado a operação como perseguição política e a fala de que não deixaria a liderança; na mesma entrevista, Wagner reafirmou a pré-candidatura ao Senado e disse: “Espero ser reeleito”.

Messi escapa do cartão vermelho e gera suspeita sobre Cristiano Ronaldo

17 de Junho de 2026, 07:40
Messi em lance de cartão vermelho e Cristiano Ronaldo. Foto: reprodução

A goleada da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, na estreia da Copa do Mundo de 2026, foi marcada por uma grande polêmica envolvendo Lionel Messi. O craque argentino escapou de uma possível expulsão após uma entrada dura sobre o zagueiro argelino Aïssa Mandi, gerando críticas de torcedores, comentaristas e acusações de favorecimento por parte da FIFA.

O lance aconteceu poucos minutos depois de Messi abrir o placar para a Argentina. Em uma disputa de bola, o camisa 10 aparentou atingir a perna direita de Mandi com as travas da chuteira. O defensor caiu imediatamente no gramado, segurando a panturrilha e reclamando de dores.

Apesar da gravidade da jogada, o árbitro não aplicou sequer cartão amarelo ao argentino. O VAR também não recomendou revisão do lance, decisão que provocou forte reação nas redes sociais.

“Está óbvio que a FIFA vai proteger Messi novamente nesta Copa. Isso era cartão vermelho sem discussão”, escreveu um usuário na rede X. Outro afirmou que “nem o próprio Messi pareceu acreditar que escaparia sem punição”.

As a Messi fan I must confess he’s really been favoured by referee. That’s a red card offence! Period! pic.twitter.com/y1CnqFIVfG

— RAZOR BLADE (@razorblade300) June 17, 2026

A patacoada levanta suspeitas se o tratamento diferenciado será aplicado a outra estrela do torneio: Cristiano Ronaldo, que estreia nesta quarta contra o Congo às 14h.

As críticas foram além dos torcedores. Durante a transmissão da ESPN no Reino Unido, o ex-zagueiro inglês Nedum Onuoha afirmou que a jogada merecia expulsão.

“Provavelmente deveria ter sido cartão vermelho. O árbitro pode ter perdido o lance, mas é difícil entender como o VAR analisou a jogada e concluiu que não havia nada de errado”, disse.

O comentarista Alejandro Moreno foi ainda mais enfático.

“Foi 100% cartão vermelho para Lionel Messi. Esse tipo de decisão reforça a narrativa de que grandes estrelas recebem tratamento diferenciado”, afirmou.

Moreno também questionou por que o árbitro polonês Szymon Marciniak não foi chamado ao monitor para revisar a jogada.

“Você vê as travas percorrendo toda a parte de trás da perna do adversário, do joelho até o tornozelo. Foi uma entrada imprudente e deveria ter resultado em expulsão”, completou.

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão porque Messi permaneceu em campo e protagonizou a partida. O atacante de 38 anos marcou mais dois gols no segundo tempo, completando o primeiro hat-trick de sua carreira em Copas do Mundo e liderando a vitória argentina sobre a Argélia.

Enquanto os argentinos comemoram a atuação histórica de seu capitão, o debate sobre a arbitragem promete continuar nos próximos dias, com muitos torcedores questionando se outros jogadores receberiam o mesmo tratamento em uma situação semelhante.

Brasil manterá cooperação com EUA contra crime após decisão sobre PCC e CV

6 de Junho de 2026, 15:15
PCC CV
O presidente Lula em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo brasileiro deve manter a cooperação já existente com os Estados Unidos no combate ao crime organizado após a decisão de Donald Trump de classificar o PCC e CV como organizações terroristas. Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto também descartam a possibilidade de uma ação militar estadunidense em território brasileiro em ano eleitoral.

Segundo o Valor, a avaliação no governo Lula é que a designação tem mais peso político do que efeitos práticos no enfrentamento às facções. Interlocutores do Planalto afirmam que Brasil e Estados Unidos já mantêm cooperação ampla em investigações, troca de informações e combate a redes criminosas.

Na leitura desses integrantes do governo, a medida não decorre de uma mudança recente no cenário de segurança pública nem de algum fato novo que justificasse alteração na atuação conjunta entre os dois países. A decisão foi oficializada nesta sexta-feira (5) pelo governo Trump.

A principal preocupação do Planalto está nos efeitos indiretos da classificação. Como a designação enquadra as facções no escopo da legislação antiterrorismo estadunidense, ela pode ampliar o espaço para iniciativas unilaterais dos Estados Unidos em temas de segurança e sistema financeiro internacional.

PCC CV
Distribuição do PCC (azul) e do CV (vermelho) no território brasileiro em 2025. Foto: Divulgação/Fórum Nacional de Segurança Pública

Na prática, interlocutores do governo avaliam que a medida aumenta a vulnerabilidade do Brasil a pressões externas sem gerar ganhos concretos no combate ao crime organizado. A preocupação envolve possíveis sanções, restrições financeiras e impactos sobre empresas ou instituições que venham a ser associadas a pessoas ligadas às facções.

Mesmo assim, a hipótese de ação militar dos Estados Unidos no Brasil é tratada como remota. A avaliação no Planalto é que não há justificativa concreta para uma iniciativa desse tipo e que uma operação dessa natureza criaria uma crise diplomática em meio ao calendário eleitoral.

O governo Lula deve insistir na linha de cooperação policial e judicial, sem aceitar efeitos automáticos da classificação feita por Washington sobre a legislação brasileira. A posição interna é que facções criminosas devem continuar sendo enfrentadas com inteligência, investigação financeira, controle de fronteiras e integração entre autoridades, não por enquadramento externo imposto por outro país.

Fim da Escala 6×1: PL quer usar projeto de Erika Hilton para constranger governo; entenda

26 de Maio de 2026, 23:27
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) – Foto: Reprodução/ Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

A bancada do PL na Câmara dos Deputados anunciou que irá pedir a votação da proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) sobre o fim da escala 6×1 no lugar da PEC que está em discussão. A proposta de Erika prevê a redução da jornada de trabalho para a escala 4×3, com três dias de folga ao trabalhador. Já a PEC em debate estabelece a escala 5×2, com dois dias de folga. Com informações do Globo.

Nos bastidores, integrantes da bancada afirmam que o objetivo é constranger o governo, que teria que se opor a uma proposta mais vantajosa aos trabalhadores. Entre integrantes do governo Lula, a avaliação é que essa possibilidade poderá gerar tumulto na discussão e atrasar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O tema da redução da jornada de trabalho é considerado prioritário para a gestão petista e potencial bandeira para ser explorada na campanha à reeleição de Lula neste ano, diante do alcance da medida. Desde que a votação foi anunciada na Câmara, parlamentares da oposição passaram a se manifestar contra a proposta do governo, afirmando se tratar de uma jogada eleitoreira.

O Palácio do Planalto tem pressa para que o tema tramite ainda neste semestre, já que a partir de agosto o Congresso deverá ficar esvaziado por conta do processo eleitoral. O recesso parlamentar começa oficialmente em 18 de julho, mas o calendário também inclui feriado e comemorações de São João. Além da aprovação na Câmara, o texto ainda precisará passar por análise no Senado.

Protesto pelo fim da Escala 6×1. Reprodução

Em fala na tribuna da Câmara nesta terça-feira (26), o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que o partido apresentará um destaque de preferência para votar a PEC de Erika Hilton. Segundo ele: “Nós, do PL, vamos defender sempre o liberalismo econômico e a relação livre, para que o trabalhador trabalhe quantas horas e quantos dias ele quiser. Na hora da votação em plenário, apresentaremos destaque de preferência para votar a escala 4 por 3, porque nós somos a favor de o trabalhador trabalhar menos, ficar em casa, descansar com a sua família, e não somos hipócritas e oportunistas como este governo”.

Lideranças do PL afirmam concordar com o texto apresentado por Maurício Marcon (PL-RS), que não foi apensado à PEC analisada. Diante disso, o partido apresentará uma questão de ordem questionando Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre os motivos pelos quais a proposta de Marcon não foi incorporada à matéria. O texto permite ao trabalhador escolher entre o regime previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A estratégia já foi utilizada anteriormente pelo partido durante a tramitação da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, quando o PL apresentou uma emenda para ampliar a faixa de isenção para quem recebe até R$ 10 mil. A medida não prosperou.

VÍDEO – Ato falho: Flávio Bolsonaro diz que foi à Casa Branca a convite “do presidente Lula”

26 de Maio de 2026, 22:06
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e de Paulo Figueiredo. Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu um ato falho durante entrevista a jornalistas em Washington, nesta terça-feira (26), ao dizer que foi à Casa Branca a convite do “presidente Lula”. O senador se corrigiu segundos depois e afirmou que o convite teria partido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa, o presidente Trump estava com dois assessores dele”, disse Flávio Bolsonaro. A fala ocorreu depois do encontro com Trump e da divulgação de fotos do senador no Salão Oval.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro criticou Lula diversas vezes e afirmou que pediu a Trump para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo brasileiro se opõe à medida por avaliar que ela poderia abrir margem para interferência estrangeira no território nacional.

O encontro foi articulado por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump. Segundo o blog do Valdo Cruz, Flávio Bolsonaro pretendia tratar da classificação de facções como terroristas e da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, pauta comum entre bolsonaristas e aliados do republicano.

"Foi um convite oficial do presidente Lula…" 🤣 pic.twitter.com/iiVgXMlpRa

— Cesar Calejon (@cesarcalejon1) May 26, 2026

Na coletiva, o senador também afirmou que prometeu incluir o Brasil no chamado Escudo das Américas, uma coalizão criada pelos Estados Unidos com países latino-americanos para combater crime organizado e interferências estrangeiras. Flávio Bolsonaro disse ainda ter conversado com Trump sobre tarifas e terras raras.

Apesar de Flávio Bolsonaro afirmar que a comitiva ficou cerca de uma hora e meia na Casa Branca e passou “bastante tempo” reunida com Trump, fontes ouvidas pelo g1 relataram que o encontro foi rápido. Segundo integrantes da comitiva, documentos foram entregues a assessores da Casa Branca e, em seguida, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram no Salão Oval apenas para tirar uma foto com Trump.

A viagem ocorreu em meio à tentativa da pré-campanha de Flávio Bolsonaro de produzir uma agenda positiva após o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. A relação do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou seu desempenho no Datafolha: Lula ampliou de três para nove pontos a vantagem no primeiro turno e abriu quatro pontos no segundo.

Correspondentes desmentem Flávio Bolsonaro e relatam reunião rápida com Trump

26 de Maio de 2026, 21:38
Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

O encontro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Donald Trump na Casa Branca passou a ser marcado por versões diferentes sobre a duração e o conteúdo da conversa. O senador afirmou, em coletiva, que chegou ao local às 15h e saiu às 16h40. A jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, relatou que a passagem foi rápida: entrada de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, entrega de documentos a assessores, foto e saída. O correspondente da Rádio BandNews Eduardo Barão disse que a agenda durou cerca de dez minutos.

A visita ocorreu nesta terça-feira (26), em Washington, no momento em que aliados tentam construir uma pauta positiva para Flávio Bolsonaro após o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. O governo dos Estados Unidos não havia confirmado oficialmente reunião de Trump com o senador.

Na coletiva, Flávio Bolsonaro negou que a ida à Casa Branca tivesse relação com a crise aberta pela revelação do pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador também disse ser favorável à abertura de uma CPI sobre o caso.

Flávio Bolsonaro afirmou que não pediu endosso de Trump à sua pré-candidatura à Presidência, mas disse ter mostrado pesquisas eleitorais e declarado ao republicano acreditar em vitória em 2026. A fala reforçou a tentativa de projetar a visita como demonstração de prestígio internacional.

Diferente de outras fontes, Flavio disse que ficou bastante tempo com Trump (mas não declarou quanto tempo).

Flavio contou que pediu que Trump declare facções criminosas – PCC/ CV – como grupos terroristas e que o presidente ficou de avaliar o pedido dele. pic.twitter.com/Pk42YOtX2n

— Raquel Krähenbühl (@Rkrahenbuhl) May 26, 2026

O pedido para que os Estados Unidos classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas apareceu como um dos temas tratados na reunião, mas ficou em segundo plano diante da disputa sobre a duração real do encontro. Flávio Bolsonaro afirmou que levou o assunto a Trump e acusou Lula de atuar no sentido contrário.

Na mesma fala, o senador atacou o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington por não cederem espaço para a coletiva. Chamou a negativa de “gesto pequeno, mesquinho e revelador” e acusou a diplomacia brasileira de “aparelhamento ideológico” no governo Lula.

Paulo Figueiredo também sustentou a versão de que o encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos. Segundo ele, a comitiva entregou mais de dez camisas da seleção brasileira a Trump e a familiares do presidente dos Estados Unidos. Ele e Flávio Bolsonaro afirmaram ainda que Trump perguntou sobre Jair Bolsonaro durante a reunião.

VÍDEO – Senador bolsonarista é desmentido ao vivo na CNN após fake news sobre Lula

21 de Maio de 2026, 17:20
O senador Rogério Marinho durante entrevista na CNN. Foto: Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), passou por um momento de constrangimento após reproduzir uma informação que acabou sendo desmentida durante debate na CNN Brasil.

O parlamentar foi desmentido pela apresentadora Elisa Veeck após afirmar que os filmes do presidente Lula e do ex-presidente Michel Temer foram patrocinados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Só para acrescentar aqui para o senhor, os diretores e produtores, as pessoas envolvidas com os filmes que o senhor citou negam que tenha havido essa conexão que o senhor acabou de afirmar aqui, senador”, disse a apresentadora, deixando o bolsonarista claramente desnorteado.

Fake News do Vorcaro patrocinar filme do Lula é desmentida ao vivo na CNN. Olha o constrangimento do senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flavio Bolsonaro. pic.twitter.com/ctb7htYId8

— GugaNoblat (@GugaNoblat) May 21, 2026

A fake news começou após a publicação da coluna de Lauro Jardim, no O Globo, que afirmava que Vorcaro também teria financiado produções ligadas ao presidente Lula e Michel Temer.

A informação foi rapidamente compartilhada por perfis e grupos bolsonaristas nas redes sociais, que passaram a utilizá-la para rebater as acusações envolvendo o caso atribuído a Flávio Bolsonaro.

A circulação da coluna alimentou a narrativa de que Vorcaro teria mantido relações semelhantes com projetos ligados a diferentes grupos políticos. A estratégia buscava estabelecer uma equivalência entre os casos, sugerindo que o empresário também teria financiado iniciativas associadas a Lula e Temer.

Entretanto, começaram a surgir manifestações contestando a informação. Pessoas diretamente ligadas às produções mencionadas negaram a existência de qualquer aporte financeiro do banqueiro nos projetos citados pela coluna.

Entre elas estava Elsinho Mouco, ex-assessor de Michel Temer, que rejeitou a versão de que Vorcaro teria financiado o documentário relacionado ao ex-presidente. A negativa enfraqueceu a principal sustentação da narrativa que circulava nas redes sociais.

Posteriormente, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também se manifestou sobre o tema. A Secom informou que o governo Lula não realizou pedido de financiamento para o documentário dirigido pelo cineasta Oliver Stone, outro ponto citado durante a repercussão do caso.

Líder do PCC, Marcola é alvo de novo mandado de prisão; entenda

21 de Maio de 2026, 12:50
Marcola, líder do PCC, na prisão. Foto: Reprodução

Líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, voltou a ser alvo da Justiça nesta quinta (21). O nome dele aparece entre os investigados da Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil para apurar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

Embora tenha sido expedido um novo mandado de prisão, a medida não altera sua situação atual. Marcola permanece preso desde 19 de julho de 1999. Antes dessa data, ele havia sido detido em três ocasiões e conseguiu fugir em todas, circunstância que levou as autoridades a adotar rígidos protocolos de segurança.

A operação também teve como alvos familiares do criminoso, incluindo um irmão e dois sobrinhos. Entre os investigados está ainda a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa em Barueri, na Grande São Paulo, após retornar de viagem à Itália.

Deolane Bezerra chega à sede da Polícia Civil em São Paulo. Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo

Desde a prisão definitiva, Marcola passou por 19 unidades prisionais estaduais. Em fevereiro de 2019, foi transferido para o sistema penitenciário federal em meio a investigações sobre possíveis ameaças à segurança pública.

Já em 2023, quando estava em um presídio federal de Rondônia, foi novamente transferido após a descoberta de um plano de resgate. Desde então, decisões judiciais têm mantido sua permanência em presídios federais sob regras rígidas de isolamento.

Nascido em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, Marcola se aproximou de integrantes do PCC por meio de Cesar Augusto Roris, o Cesinha, apontado como um dos fundadores da facção. Em 2002, de acordo com as autoridades, assumiu o comando da organização durante uma disputa interna.

Apesar de negar perante a Justiça qualquer posição de liderança no PCC, Marcola acumula condenações que somam mais de 300 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, homicídios e associação criminosa. Em dezembro de 2025, um processo que o incluía entre 161 denunciados por suposta participação na facção foi encerrado por prescrição, sem qualquer efeito sobre as penas que já cumpre.

A nova proposta do governo para aliviar o endividamento das famílias

7 de Abril de 2026, 18:38
O ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto: Divulgação

O governo federal está avaliando a possibilidade de permitir a utilização de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que os trabalhadores brasileiros possam quitar suas dívidas. A medida, confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (7), visa aliviar o orçamento das famílias, que enfrentam altos níveis de endividamento.

De acordo com ele, a proposta está sendo analisada em conjunto com o Ministério do Trabalho, que tem a preocupação de garantir a integridade do fundo. O ministro afirmou que, caso a avaliação considere razoável o uso do FGTS para refinanciamento de dívidas, a medida poderá ser adotada.

“Estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do Fundo de Garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável a utilização para refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido. Isso não é feito só por mim, mas também pelo ministro (Luiz) Marinho (do Trabalho). Estamos caminhando com essa avaliação, do impacto que isso vai ter sobre o FGTS”, disse ele.

A proposta surge em meio a uma série de discussões sobre o crescente endividamento das famílias brasileiras, um tema que tem preocupado o presidente Lula nas últimas semanas. Durante a reunião, Durigan e outros ministros discutiram formas de combater esse endividamento e aliviar a pressão financeira sobre os cidadãos.

Entre as medidas que estão sendo consideradas, está a liberação do FGTS para pagamento de dívidas, o que, segundo o governo, poderia diminuir o comprometimento de renda das famílias. No entanto, também há preocupações sobre o impacto dessa ação na segurança financeira dos trabalhadores, especialmente em caso de perda de emprego.

Usuário acessando o aplicativo da Caixa Econômica Federal. Foto: Divulgação

Além da liberação do FGTS para o pagamento de dívidas, outra medida em discussão envolve a regulamentação do fundo como garantia para operações de crédito consignado privado. Essa proposta busca facilitar o acesso ao crédito de forma mais acessível e com taxas de juros mais baixas.

O governo também estuda outras ações para combater o endividamento, como o uso dos recursos esquecidos nos bancos, atualmente avaliados em R$ 10,5 bilhões. Esses recursos poderiam ser direcionados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), com o objetivo de reforçar as garantias do governo aos empréstimos renegociados.

Embora essa medida tenha gerado expectativa, Durigan optou por não detalhar suas especificidades, prometendo anunciar os detalhes assim que as decisões forem finalizadas. “Não vou entrar nos detalhes das medidas, isso ainda vai ser anunciado com todos os detalhes”, afirmou o ministro.

Além disso, o governo está discutindo dois focos principais para o novo programa de combate ao endividamento: o primeiro seria focado na população de baixa renda, com dívidas em atraso entre 60 e 360 dias, incentivando a renegociação com descontos e novas opções de parcelamento.

O segundo foco seria para pessoas adimplentes, mas com alto comprometimento de renda, que poderiam ser estimuladas a migrar para linhas de crédito com juros mais baixos, aliviando assim suas finanças.

SBT “justifica” agressão a estudantes no RJ: “Camisa de Che Guevara”

25 de Março de 2026, 20:40
César Filho comentando a agressão de PM a estudantes. Foto: reprodução

Ao noticiar a agressão de um policial militar contra estudantes dentro de uma escola estadual no Rio de Janeiro, a cobertura do “SBT Brasil”, que destacou a camiseta de uma das vítimas com o rosto de Che Guevara, causou revolta nas redes sociais. A abordagem do âncora César Filho está sendo acusada de justificar a violência policial registrada durante o episódio.

Ao apresentar o caso, o jornalista afirmou: “Eu quero chamar sua atenção para essas imagens que eu vou mostrar. Um policial militar agrediu dois estudantes dentro de um colégio estadual da Zona Sul do Rio de Janeiro. Um deles usava uma camiseta de Che Guevara, famoso guerrilheiro comunista. O caso aconteceu durante um protesto de movimentos estudantis. Representantes de associações foram até essa escola para apurar denúncias de assédio sexual, mas foram impedidas de entrar pela direção que acionou a Polícia Militar”.

ENQUANTO ISSO, NO SBT BRASIL…

O fato:
Policia agride estudantes em protesto.

A notícia:
Estudante vestia camiseta estampada com “Che Guevara, famoso guerrilheiro comunista”.

Em que isso acrescenta à notícia?
Ou melhor… a serviço de quê, senão de uma disputa ideológica… pic.twitter.com/dRlBaCeWbl

— Luiz Ricardo (@excentricko) March 25, 2026

O caso ocorreu na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, durante um protesto organizado por movimentos estudantis. As imagens foram registradas por João Herbella, diretor do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ, que acompanhava Marissol Lopes, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro, e Theo Oliveira, diretor da entidade. Os três acabaram detidos após a ação policial.

Segundo informações apuradas, o policial envolvido é o subtenente Ricardo Telles de Noronha Júnior, do Batalhão de Choque, que atuava no programa Segurança Presente em Laranjeiras. De acordo com relato de Marissol, o grupo foi à escola após solicitação de alunos que denunciavam um caso de assédio.

“Nós fomos à escola solicitados por alunos que queriam organizar uma luta contra um caso de assédio que estava acontecendo no colégio. Um caso que é antigo, mas que recentemente estourou e ficou abafado. Nós entramos na escola, porque é o nosso direito enquanto uma entidade estudantil, e fomos agredidos por policiais de forma bastante truculenta. A tentativa de diálogo foi praticamente nula”, disse.

As imagens que circularam nas redes mostram o momento em que o policial discute com os estudantes e, em seguida, agride Marissol com dois tapas no rosto, rasgando sua camisa. Ao tentar intervir, Theo Oliveira também é atingido com um soco e derrubado. O vídeo ainda registra novas agressões antes de ser encerrado.

pic.twitter.com/AhOi1H8gHm

Gente que absurdo isso
Policial agride aluno dentro da Escola Estadual Senor Abravanel ( antiga Amaro Cavalcante )no Largo do Machado .
Estudantes organizavam um ato contra um professor assediador.

— Mallu (@mariarita4141) March 25, 2026

De acordo com a Ames Rio, os estudantes foram chamados pelo grêmio da escola para apoiar um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio.

“Os representantes das entidades foram chamados pelos alunos para apoiar um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio”, informou a entidade. Ainda segundo a associação, a Secretaria Estadual de Educação havia autorizado a entrada dos representantes, mas a direção da escola impediu o acesso e acionou a polícia.

A entidade também relatou que a violência continuou fora da escola. “Dentro da escola, houve agressões com tapas e socos. Do lado de fora, a violência continuou com spray de pimenta e cassetetes, e a presidente da AMES-RJ teve sua camisa rasgada antes de ser detida junto aos outros representantes”, detalhou.

Banco indeniza funcionária após piadas machistas de chefe: “Vou comer seu bolo”

25 de Março de 2026, 19:16
Mulher com um bolo nas mãos. Foto: Reprodução

A 71ª Vara de São Paulo/SP determinou que o Banco Pan indenizasse uma consultora comercial por danos morais, após reconhecer que a funcionária foi submetida a um ambiente de trabalho hostil e constrangedor. A sentença foi prolatada pelo juiz Cristovão José Martins Amaral.

A decisão se baseou em condutas vexatórias e em uma série de violações à dignidade da trabalhadora, incluindo comentários machistas e exposição pública humilhante. De acordo com a ação movida pela funcionária, ela enfrentou um ambiente competitivo e desconfortável. Segundo o juiz, as provas testemunhais confirmaram que as atitudes dos superiores extrapolavam os limites do que seria considerado profissional e saudável no ambiente corporativo.

Em um dos relatos, uma testemunha mencionou que o gerente regional da funcionária fazia comentários sobre a sua aparência e forma de vestir, além de afirmar que ela estava “arrasando corações”. Esses comentários foram classificados como “brincadeiras machistas”, que, de acordo com o juiz, violavam o respeito devido no local de trabalho.

Em uma situação ainda mais constrangedora, durante o aniversário da funcionária, o mesmo gerente cantou uma música com conotação dúbia e fez um comentário inapropriado: “parabéns, hoje vou comer seu bolo”, o que a funcionária descreveu como extremamente desconfortável.

Fachada de uma agência do Banco Pan. Foto: Divulgação

Entre os casos relatados, a trabalhadora destacou um atraso no pagamento das comissões, que foi feito de maneira injustificada por cerca de 60 dias, enquanto outros funcionários receberam as suas comissões dentro do prazo estabelecido.

Além disso, ela foi preterida em premiação para um evento musical, algo que também agravou o clima de hostilidade no ambiente de trabalho. A funcionária ainda relatou que, durante as reuniões, eram exibidos rankings de desempenho, mostrando publicamente os nomes dos empregados e o percentual de metas não alcançadas, criando uma situação de constrangimento.

O juiz, ao analisar o caso, considerou que as condutas do gerente e a exposição pública nas reuniões não apenas prejudicaram a imagem da trabalhadora, mas também criaram um ambiente de trabalho tóxico, contrariando a política de conduta do próprio Banco Pan, que veda práticas discriminatórias e de assédio moral.

“Tais condutas extrapolam os limites do poder diretivo do empregador e revelam comportamento incompatível com um ambiente de trabalho saudável e respeitoso, configurando afronta à dignidade da trabalhadora. Registre-se, inclusive, que a própria política de conduta do Banco Pan veda práticas discriminatórias e de assédio moral, exigindo atuação pautada no respeito e no profissionalismo”, afirmou o juiz.

Com base nos depoimentos e provas apresentadas, o juiz concluiu que houve uma violação à dignidade, honra e imagem da trabalhadora, e, por isso, determinou que o banco pagasse R$ 5 mil em danos morais à funcionária, como forma de reparar os danos causados pela conduta abusiva e discriminatória de seus superiores.

Julgamento sobre morte de Henry Borel reacende conflito de versões; relembre o caso

22 de Março de 2026, 23:35
Henry Borel. Foto: Divulgação

O julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, deve começar na próxima semana, no Rio de Janeiro, com expectativa disputa de versões entre os réus. O caso tem como réus o ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto do menino, e a mãe, Monique Medeiros, que vão a júri popular.

Henry morreu em março de 2021, após dar entrada em um hospital na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As investigações apontaram que a criança foi vítima de agressões, enquanto os dois acusados negam o crime.

No domingo (7) de março de 2021, data dos últimos registros de Henry com vida, o pai do menino, Leniel Borel, trocou mensagens com Monique demonstrando preocupação com a resistência da criança em voltar para a casa da mãe. Naquela tarde, Monique buscou o filho após o fim de semana com o pai. Imagens mostram os dois entrando no condomínio onde ela morava, na Barra da Tijuca, e, pouco depois, Henry aparece no elevador ao lado de Jairinho. Já de madrugada, novas imagens registraram o menino imóvel no colo da mãe, quando foi levado ao hospital. Segundo relatório médico, ele já chegou sem vida.

O laudo do Instituto Médico Legal apontou que a morte foi causada por hemorragia interna e laceração do fígado, provocadas por ação contundente. Exames também identificaram 23 lesões no corpo da criança, inclusive na cabeça, nos rins e no pulmão. Em depoimento, Monique e Jairinho disseram que Henry teria caído da cama durante a noite, mas essa versão foi descartada pela investigação. De acordo com a polícia, a morte não foi acidental, e o Ministério Público denunciou o casal por tortura e homicídio.

O ex-vereador e a Monique. Foto: Reprodução

As investigações também apontaram que Henry sofria uma rotina de agressões antes do dia da morte. Segundo os promotores, ele teria sido torturado outras vezes antes da noite em que morreu. Jairinho e Monique estão presos desde então. No julgamento, a promotoria deve sustentar que não há dúvida sobre a autoria dos crimes e apresentar laudos periciais, depoimentos e outros elementos reunidos durante a apuração.

A defesa de Jairinho deve tentar demonstrar que a polícia não investigou indícios de que Henry poderia ter sofrido um acidente enquanto estava com o pai. Os advogados também afirmam que o laudo do IML, que teve seis versões complementares, teria sido modificado por interferência de Leniel junto aos peritos. Já a defesa de Monique deve contestar a versão da polícia e do Ministério Público de que ela sabia das agressões sofridas pelo filho e afirmar, perante os jurados, que o ex-vereador é o responsável pela morte da criança.

O júri deve ouvir 27 testemunhas e contará com sete jurados, além dos representantes da acusação e das defesas. A previsão é que o julgamento dure de cinco a dez dias. As penas podem ultrapassar 50 anos de prisão para cada réu. A defesa de Jairinho ainda pediu que o julgamento seja transferido para fora do Rio de Janeiro, sob a alegação de que existe na cidade uma mobilização capaz de influenciar os jurados. O pedido será analisado pelo Tribunal de Justiça.

VÍDEO: Chappell Roan quebra silêncio após segurança fazer filha de jogador do Flamengo chorar

22 de Março de 2026, 12:10
Chappell Roan se pronuncia sobre polêmica envolvendo filha de Jorginho, do Flamengo — Foto: Captura de tela/Instagram/@chappellroan

A cantora Chappell Roan gerou polêmica após ser acusada por Jorginho, jogador do Flamengo, de destratar a filha dele, de 11 anos, em um hotel de luxo em São Paulo. O incidente ocorreu durante o café da manhã no sábado (21), quando a menina, filha biológica do ator Jude Law, reconheceu a artista. Segundo Jorginho, a criança foi abordada de maneira “agressiva e desproporcional” por um segurança, que a acusou de assédio, levando-a às lágrimas. O jogador reagiu rapidamente, criticando Roan nas redes sociais e afirmando que ela “não seria ninguém sem seus fãs.”

Post de Chappell Roan — Foto: Reprodução

Em resposta à acusação, Chappell Roan se pronunciou em seus Stories no Instagram. Primeiro, ela fez um texto na plataforma que rapidamente apagou: “Acabei de acordar. Mereço meu espaço, principalmente em momentos como o café da manhã. Levo meu café da manhã muito a sério”

Horas depois, em vídeo, a cantora explicou que ue não viu a mãe nem a criança e que a intervenção do segurança não foi ordenada por ela. A cantora sugeriu que a atitude foi isolada, por parte da segurança do local, e destacou que a situação foi injusta. Roan pediu desculpas à mãe e à filha pela confusão, afirmando que “não odeia crianças” e lamentando o desconforto causado. “Se vocês se sentiram desconfortáveis, isso me deixa muito triste. Vocês não mereciam isso”, finalizou a artista.

Chappell Roan se pronuncia, pede desculpas e diz que nem chegou a ver a filha de Jorginho Frello:

“Eu nem vi uma criança. Ninguém veio até mim e ele não é meu segurança pessoal… Eu não odeio crianças, isso é loucura. Me desculpe”.
pic.twitter.com/K4k2xBqdRl

— QG do POP (@QGdoPOP) March 22, 2026

VÍDEO: “Não aos transfóbicos, não aos red pills”, diz Eduardo Moscovis ao ganhar prêmio Shell

22 de Março de 2026, 11:32
Eduardo Moscovis com o Prêmio Shell, em cerimônia no Teatro Paulo Autran – Divulgação

Na noite de quarta-feira (17), o ator Eduardo Moscovis recebeu o Prêmio Shell de Teatro, por sua atuação no monólogo “O Motociclista no Globo da Morte”. Em seu discurso, ele repudiou movimentos machistas, homofóbicos, transfóbicos e o movimento red pill, que promove ideias misóginas sobre relacionamentos e papéis de gênero. Moscovis afirmou: “Eu agora aqui, como homem branco e com todos os privilégios que eu tenho e tive, reafirmo: Não aos machistas, não aos racistas, não aos misóginos, não aos homofóbicos, não aos transfóbicos, não aos neonazistas, não ao movimento red pill.” Sua fala foi amplamente aplaudida pela plateia.

Moscovis usou seu prêmio para criticar comportamentos violentos e estereótipos associados a certos modelos de masculinidade, ressaltando a importância de uma mudança de postura. “Vamos tentar criar uma nova geração de homens que possam habitar o mundo de uma forma mais equilibrada”, destacou. A atriz Larissa Luz, vencedora do prêmio de Melhor Atriz, também fez um discurso emocionante, dedicando seu prêmio às mulheres, especialmente às mulheres trans, vítimas de feminicídio e à vereadora Marielle Franco: “Às mulheres que não são vistas e ouvidas, às mulheres trans que, sim, são mulheres.”

O evento ocorreu em meio às declarações transfóbicas do apresentador Ratinho, que desrespeitou a deputada federal Erika Hilton, recém-eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ratinho afirmou que, para ser mulher, é necessário ter útero e menstruar, o que gerou ampla repercussão negativa, incluindo dentro da própria emissora SBT. No mesmo dia, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro também fez uma performance de blackface em protesto contra Erika Hilton, intensificando o debate sobre intolerância e desrespeito à identidade de gênero e à luta contra o racismo.

Assessor de deputado bolsonarista está entre os quatro presos com R$ 2,7 milhões

21 de Março de 2026, 23:42
O dinheiro apreendido pela PF. Foto: Divulgação

O assessor do deputado federal bolsonarista Vinicius Carvalho (PL-SP) está entre os quatro presos em flagrante na ação da Polícia Federal que apreendeu R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo no Recife. A informação sobre a presença do integrante do gabinete no grupo foi publicada neste sábado (21). Com informações do Metrópoles.

A operação ocorreu na sexta-feira (20), após a retirada de R$ 2.733.000,00 em espécie em uma agência bancária localizada no centro da capital pernambucana. Segundo a Polícia Federal, um dos suspeitos sacou o valor e faria a entrega aos outros três envolvidos.

Segundo informações, o assessor atuava como segurança do grupo no momento da abordagem. Os outros três investigados haviam chegado ao Recife pouco antes da ação em um jato particular, fato que entrou no radar dos policiais durante a operação. Os quatro presos foram levados à sede da Polícia Federal, onde acabaram autuados em flagrante por lavagem de capitais.

A Polícia Federal não divulgou os nomes dos quatro presos nem detalhou a relação entre eles. A corporação também afirmou que a investigação continua para apurar a origem dos recursos e eventuais outros crimes ligados ao caso.

Quem é o deputado federal Vinicius Rapozo de Carvalho

O deputado federal bolsonarista Vinicius Carvalho (PL-SP). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O bolsonarista é deputado federal por São Paulo. Nascido no Rio de Janeiro, ele tem perfil oficial na Câmara com as profissões de advogado, jornalista, administrador e comunicador, além de escolaridade de mestrado. No dia 16 de março, Vinicius Carvalho deixou o Republicanos e se filiou ao PL, em movimento que reuniu deputados federais e estaduais da ala evangélica e do bolsonarismo.

O deputado foi relator da proposta de mudanças no sistema de proteção social das Forças Armadas, em 2019. Ele previa reajustes acima de 40% para alguns militares, ponto que gerou repercussão política na época. Em outro momento da tramitação, também foi noticiado que o relator amenizou regras de transição para aposentadoria de PMs e bombeiros.

Em 2024 o bolsonarista apareceu como o parlamentar que mais gastou com viagens naquele ano até o início de agosto. Vinicius Carvalho somava R$ 67.502,90 em despesas, incluindo deslocamentos internacionais.

Em novo ataque, Ratinho chama Erika Hilton de “mal criada” e diz não temer processo

20 de Março de 2026, 22:48
Erika Hilton quer processar Ratinho por transfobia — Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados e Reprodução/YouTube

O apresentador Ratinho voltou a criticar, nesta sexta-feira (20), a ação movida pela deputada Erika Hilton (Psol-SP) após declarações feitas no SBT. O embate começou quando ele questionou a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, afirmando: “Não achei justo, com tanta mulher, por que vai dar uma mulher trans?”.

Ao comentar o processo em Cuiabá, Ratinho disse não acreditar em condenação, classificou a ação como desproporcional e chamou a deputada de “mal criada”. Ele também afirmou que não pretende recuar: “Minha posição é essa, não vai mudar. Eu dei minha opinião”.

O apresentador sustentou que suas falas refletem uma opinião pessoal e argumentou que mulheres teriam mais propriedade para tratar de temas do universo feminino. Ele negou ter cometido preconceito e declarou respeitar diferentes formas de viver.

🚨URGENTE ‘ Em Cuiabá, Ratinho chama Erika Hilton de “malcriada” e minimiza processo: “Seria muito desleal a Justiça acreditar nas histerias”

Durante agenda em Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (20), no Palácio Paiaguás, o apresentador Ratinho voltou a comentar a polêmica… pic.twitter.com/VZRPCkjlvn

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) March 20, 2026

O caso ganhou repercussão após o Ministério Público Federal acionar Ratinho e o SBT por suspeita de transfobia. O Ministério das Comunicações também analisa o episódio. Em nota, a emissora pediu desculpas à deputada, mas o apresentador disse não se arrepender das declarações.

No Congresso, a eleição de Erika Hilton gerou reações divergentes. Governistas saíram em defesa da parlamentar, enquanto setores da oposição questionaram sua escolha e acionaram a Câmara, além de apresentarem representações no Conselho de Ética.

Ratinho critica “patrulhamento” ao seu ataque transfóbico contra Erika Hilton: “Lacração”

16 de Março de 2026, 23:47
Ratinho no programa desta segunda-feira (16) falando e olhando para a câmera
Ratinho no programa desta segunda-feira (16) – Reprodução/SBT

O apresentador Ratinho, de 70 anos, comentou nesta semana a repercussão de uma fala sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), de 33 anos. Durante a edição desta segunda-feira (16)  do “Programa do Ratinho”, exibido pelo SBT, ele afirmou que sua declaração anterior se tratou de uma “opinião” e mencionou o volume de comentários favoráveis recebidos após o episódio.

No programa, o apresentador disse que recebeu mensagens de apoio nas redes sociais. “Quero agradecer a todos que me apoiaram. Eu nem tive como acompanhar todas as mensagens, porque são milhares de mensagens — quase todas unânimes nos comentários favoráveis. Muita gente, mas muita gente mesmo, concordou comigo”, declarou.

Ratinho também afirmou que não pretende alterar seu posicionamento. “Quem gosta de mim vai continuar gostando. Quem não gosta, vai continuar não gostando. Eu não vou mudar o meu jeito de ser para agradar a quem quer que seja. Fica o recado. Vamos continuar o nosso programa e vamos continuar com a nossa opinião. Eu não vou mudar!”, disse o apresentador, ao comentar as reações ao caso.

“E olha, eu não sou garoto de internet”, prosseguiu o apresentador. “Quando eu comecei na televisão e no rádio, não tinha internet. Tenho o meu jeito direto e reto de falar as coisas e, nos tempos atuais, quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração que no meu tempo não tinha”.

A impunidade produz isso. Ratinho diz que não vai mudar, diz que “quem fala a verdade” está sujeito a “patrulhamento” e reduz tudo à “lacração” de internet. Espero que a Justiça o lembre que o país tem leis. E que quem comete crime sempre discorda delas… pic.twitter.com/ptocyiAMik

— Muka 🎙️ (@falamuka) March 17, 2026

A polêmica envolvendo Ratinho e Erika Hilton teve início após uma declaração feita durante o “Programa do Ratinho” da última quarta-feira (11). O apresentador criticou a eleição da parlamentar para a função de presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

“Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans”, disse ele.

Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal (MPF), que pediu que o famoso e o SBT sejam condenados ao pagamento de R$ 10 milhões em danos coletivos Ela também processou o veterano por transfobia.

Oscar 2026: confira quem deve levar o prêmio de melhor filme segundo o Rotten Tomatoes

15 de Março de 2026, 18:30
“O Agente Secreto” e o selo do Rotten Tomatoes

A expectativa é grande para saber quais filmes conquistarão a estatueta na principal categoria do Oscar 2026. Para ajudar a entender como os críticos vêm avaliando os concorrentes, o Rotten Tomatoes, agregador de críticas renomado, trouxe um ranking dos indicados.

Até a entrega dos troféus, tudo pode acontecer, mas essa análise oferece uma boa visão sobre a recepção da crítica para os filmes indicados.

Ranking de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes:

  1. O Agente Secreto: 98% de aprovação
  2. Pecadores: 97% de aprovação
  3. F1 – O Filme: 97% de aprovação
  4. Valor Sentimental: 96% de aprovaçã
  5. Sonhos de Trem: 94% de aprovação
  6. Uma Batalha Após a Outra: 94% de aprovação
  7. Marty Supreme: 93% de aprovação
  8. Bugonia: 87% de aprovação
  9. Hamnet – A Vida Antes de Hamlet: 86% de aprovação
  10. Frankenstein: 85% de aprovação

Além da avaliação dos críticos, o Rotten Tomatoes também apresenta a aprovação do público, que tem um ranking bem diferente:

Ranking de aprovação do público no Rotten Tomatoes

  1. F1 – O Filme: 97% de aprovação
  2. Pecadores: 96% de aprovação
  3. Valor Sentimental: 94% de aprovação
  4. Frankenstein: 94% de aprovação
  5. Hamnet – A Vida Antes de Hamlet: 93% de aprovação
  6. Sonhos de Trem: 90% de aprovação
  7. Uma Batalha Após a Outra: 85% de aprovação
  8. Bugonia: 84% de aprovação
  9. O Agente Secreto: 82% de aprovação
  10. Marty Supreme: 82% de aprovação

Bem ranqueado no Rotten Tomatoes, “O Agente Secreto” acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que retorna à sua cidade natal após muitos anos fora. No entanto, ele acaba descobrindo que sua cidade escondia perigos. Estamos em plena ditadura, em 1977.

O filme aborda questões políticas e sociais do Brasil daquela década, tocando temas como repressão política, restrição de direitos e o uso da tecnologia como ferramenta de controle totalitário. A produção, dirigida por Kleber Mendonça Filho, também é reconhecida por seu elenco, que conta com grandes nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Roberto Diogenes, Hermila Guedes e o falecido Udo Kier, de “Bacurau”.

O filme foi aclamado pela crítica e está concorrendo a quatro categorias no Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (para Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco.

 

Horário, dia, ordem dos prêmios… O que você precisa saber sobre o Oscar

15 de Março de 2026, 17:02
Wagner Moura disputa o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho em “O Agente Secreto”. (Foto: Divulgação)

O Oscar 2026 será realizado neste domingo, 15 de março, em Los Angeles. A cerimônia acontece no Dolby Theatre a partir das 20h, horário de Brasília. O evento marca a 98ª edição da maior premiação do cinema mundial.

O Brasil chega com grandes expectativas para a noite. Após o feito de “Ainda Estou Aqui” em 2025, o país agora celebra cinco indicações. “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, concorre em quatro categorias principais.

Wagner Moura disputa o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho no longa. O filme também concorre a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco. Além disso, Adolpho Veloso representa o Brasil em Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.

A imprensa internacional mostra opiniões divididas sobre as chances brasileiras. Alguns veículos acreditam em vitórias em Melhor Ator e Filme Internacional. Outros, porém, preveem que “O Agente Secreto” pode sair sem estatuetas. O filme igualou o recorde nacional de “Cidade de Deus” em número de indicações.

Ordem dos prêmios

A Academia reserva os prêmios mais prestigiados para o final da cerimônia. A sequência provável começa com Melhor Ator Coadjuvante e categorias técnicas como animação e figurino. Perto do encerramento, o público confere Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Atriz e, por fim, Melhor Filme. A nova categoria de Melhor Elenco também será entregue durante a noite.

Os interessados podem acompanhar a premiação por diferentes plataformas. A TV Globo transmite ao vivo a partir das 21h, após o Fantástico; O sinal da Globo também estará disponível no Globoplay para os assinantes.

No streaming, a TNT e a HBO Max oferecem cobertura completa. A transmissão começa às 18h30 com um pré-show direto do tapete vermelho. O comediante Conan O’Brien apresenta a cerimônia pelo segundo ano consecutivo.

“Pecadores” lidera as indicações com 16 nomeações e surge como favorito da noite. “Uma Batalha Após a Outra” aparece na sequência com 13 indicações. Outros títulos como “Frankenstein” e “Hamnet” também prometem disputas acirradas em diversas categorias.

Acompanhe a cobertura especial no Canal DCM TV

Votos ‘anti-Chalamet’ podem facilitar caminho de Wagner Moura ao Oscar; entenda

15 de Março de 2026, 12:46
Wagner Moura em cena de ‘O agente secreto’, de Kleber Mendonça Filho — Foto: Reprodução

Wagner Moura é um dos fortes candidatos ao Oscar 2026 na categoria de melhor ator, disputando a estatueta com nomes como Michael B. Jordan e Timothée Chalamet.

O The New York Times destaca que a lista de indicados é uma das mais competitivas da história da Academia, e embora a vitória de Jordan em outros prêmios e o Globo de Ouro de Chalamet lhes deem vantagem, Moura pode se beneficiar do cenário atual. O filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, coloca o ator brasileiro em uma posição promissora, com a chance de superar seus concorrentes pela força de sua performance e pela relevância do projeto.

A campanha de Wagner Moura tem ganhado força nos últimos meses, com ele sendo reconhecido não apenas pela crítica, mas também pelo público. A análise de Kyle Buchanan, repórter do New York Times, sugere que o timing das exibições pode ser crucial, e o fato de “O Agente Secreto” ter sido um dos filmes mais assistidos no final da temporada pode garantir uma vantagem sobre os outros candidatos. Para ele, Moura tem uma forte base de fãs, o que pode ajudá-lo a conquistar votos, especialmente entre os mais resistentes a apoiar atores mais jovens, como Chalamet.

Moura, conhecido pelo seu papel de destaque na série “Narcos”, tem uma longa trajetória em Hollywood, o que pode ser um trunfo para sua vitória. A participação do ator em filmes como “Guerra Civil” e a série “Ladrões de Drogas” aumentou sua visibilidade entre os membros da Academia, majoritariamente americana. Sua carreira internacional o coloca em uma posição mais favorável do que outros atores brasileiros, como Fernanda Torres, que tentou a sorte no Oscar sem o mesmo nível de reconhecimento internacional.

Apesar da crescente pressão e dos elogios à sua atuação em “O Agente Secreto”, Moura não foi indicado pelo Screen Actors Guild, nem teve a oportunidade de competir no BAFTA, o que coloca em dúvida suas chances de vitória. No entanto, o envolvimento do ator em campanhas de conscientização e sua postura em eventos como o Globo de Ouro indicam que ele está se posicionando como um forte concorrente.

Timothée Chalamet

As comparações com Fernanda Torres são inevitáveis, especialmente pelo fato de ela também ter se destacado em uma produção brasileira e ter conquistado o Globo de Ouro. Porém, Moura é visto como uma figura mais consolidada e um nome conhecido na indústria cinematográfica americana, o que pode lhe garantir a vantagem na corrida pelo Oscar.

O repórter Kyle Buchanan também aponta que, embora Moura tenha a chance de ser impulsionado pelo sentimento anti-Chalamet, o fato de o ator não ter sido indicado em outros prêmios relevantes pode limitar suas opções de mostrar sua habilidade até a noite da cerimônia do Oscar. Isso cria um desafio para sua campanha, que precisará de mais do que apenas uma boa performance para conquistar o prêmio.

De qualquer forma, a atuação de Wagner Moura em “O Agente Secreto” tem sido amplamente reconhecida, e sua trajetória nos cinemas de Hollywood o coloca como um favorito entre os votantes da Academia. Se ele conseguir superar os obstáculos e os concorrentes, poderá se tornar o vencedor do Oscar 2026, consolidando sua carreira e seu nome como um dos grandes atores internacionais da atualidade.

Em um ano em que a competição para melhor ator está particularmente acirrada, as chances de Wagner Moura continuar em ascensão são reais, mas ele precisará do apoio crucial de seus fãs e do reconhecimento final dos membros da Academia. O suspense sobre quem sairá vencedor, entre os favoritos da temporada, só será resolvido no dia da cerimônia.

Aliado de Flávio suspeito de elo com Comando Vermelho será candidato a deputado

15 de Março de 2026, 12:35
Gutemberg de Paula Fonseca Foto: Reprodução

O secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Gutemberg Fonseca, será candidato à Câmara dos Deputados nas próximas eleições. Fonseca, que foi indicado ao cargo pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se vê no centro de uma polêmica investigação da Polícia Federal. Segundo a PF, ele teria negociado com um integrante do Comando Vermelho (CV) para garantir policiamento no estado, mas o secretário nega qualquer envolvimento com a facção criminosa. Com informações do PlatöBR.

A situação complicou a candidatura de Fonseca, já que Flávio Bolsonaro foi alertado sobre os possíveis danos à sua própria campanha presidencial. A Polícia Federal investigou e levantou suspeitas sobre o contato entre Fonseca e o CV, mas o ex-assessor negou as acusações e se manteve firme em sua defesa. A situação levou o senador a ser aconselhado a se afastar temporariamente de Fonseca para não prejudicar sua candidatura.

Apesar da pressão, Flávio Bolsonaro, que tem se movimentado intensamente para alavancar sua campanha à presidência, decidiu apoiar a candidatura de Gutemberg Fonseca para a Câmara dos Deputados. O apoio de Flávio a Fonseca reflete uma continuidade no apoio aos aliados, mesmo diante das investigações. O PL, partido de Bolsonaro, continua apoiando a candidatura do secretário, que também conta com o respaldo de outros membros influentes da legenda.

Com o apoio de Flávio, Fonseca continua se preparando para disputar a vaga na Câmara, enquanto aguarda o desfecho da investigação da PF. A candidatura de Fonseca é vista como uma tentativa de fortalecer a base do PL no Rio de Janeiro, onde o partido ainda busca consolidar apoio popular. A situação, no entanto, continua a gerar críticas e discussões, com adversários políticos utilizando as investigações como uma forma de questionar a transparência e a ética da campanha.

O senador Flávio Bolsonaro (PL)

A relação entre Flávio Bolsonaro e Gutemberg Fonseca também levanta questões sobre os vínculos do senador com setores controversos. Apesar das críticas, Flávio segue em busca do apoio de sua base e se mantém firme em sua candidatura à presidência, com Fonseca sendo uma das peças-chave em sua estratégia eleitoral. O caso continua a gerar repercussões, com a oposição exigindo mais clareza sobre os supostos envolvimentos com facções criminosas.

A Polícia Federal segue monitorando a investigação, enquanto Fonseca tenta limpar seu nome das acusações. Por outro lado, Flávio Bolsonaro enfrenta a difícil tarefa de equilibrar os interesses de sua campanha com as consequências de sua aliança com um candidato investigado. Com o cenário político em ebulição, a candidatura de Fonseca promete ser um dos temas centrais da campanha eleitoral do PL.

Em meio à pressão, a decisão de Flávio de apoiar Fonseca também reflete a dinâmica das alianças políticas no Brasil, onde interesses pessoais e partidários muitas vezes se sobrepõem às acusações de corrupção e envolvimento com organizações criminosas. A disputa eleitoral de 2026 se configura cada vez mais complexa, com o PL tentando consolidar seu poder em um contexto de investigações e polarização política.

Enquanto isso, a oposição ao governo Bolsonaro continua a criticar a relação entre o senador e seus aliados. Em um ano eleitoral marcado por tensões e acusações, o futuro de Fonseca e a reação do público à sua candidatura podem ser decisivos para o desenrolar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A batalha eleitoral no Rio de Janeiro ganha contornos ainda mais intensos com essa aliança controversa.

Presidente do Paraguai diz que apoia classificar PCC e CV como terroristas

13 de Março de 2026, 18:16
O presidente do Paraguai, Santiago Peña. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que apoia a possibilidade de Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país  adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.

O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade. “Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, afirmou.

“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”.

Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: Reprodução

Ele também falou sobre negociações comerciais e defendeu que os países do Mercosul mantenham acordos em bloco, em vez de tratativas isoladas. “O Paraguai acredita na negociação do bloco do Mercosul. Acreditamos que sempre negociando como bloco vamos ter mais força”, afirmou.

Para Peña, acordos bilaterais com os Estados Unidos dificilmente resultarão em tratados de livre-comércio neste momento.

Sobre a relação com o Brasil, o mandatário disse que as negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu continuam e que existe intenção de concluir o acordo. “Temos o desejo de poder concluir o mais rápido possível, mas também sabemos que é um acordo que tem mais de 50 anos, então não é algo que se pode solucionar rapidamente”, afirmou. Segundo ele, o diálogo entre os dois países segue aberto.

Assessor de Trump veio sondar intervenção e Forças Armadas sabem disso, diz especialista militar

13 de Março de 2026, 17:58
Darren Beattie e Donald Trump

O historiador e professor titular da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, o Chico Teixeira, comentou em entrevista ao DCMTV que militares brasileiros têm discutido nos bastidores a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil.

Segundo ele, esse seria hoje o principal tema de preocupação dentro das Forças Armadas, mais relevante do que a narrativa divulgada por parte da imprensa sobre pressões relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A visita barrada do emissário extremista do governo Trump, Darren Beattie, é muito mais que provocação, diz ele. Beattie é conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil do Departamento de Estado.

Na conversa, Teixeira criticou a alegação de Merval Pereira na GloboNews, segundo o qual Lula estaria sendo alertado por militares sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, e afirmou que a tese de que militares estariam tentando salvar patentes de oficiais condenados não representa o centro do debate dentro da caserna. Ele também falou do Irã e das disputas envolvendo Estados Unidos, China e a política externa brasileira.

O comando militar e a possibilidade de golpe

Eu acho que aí tem pontos para a gente tentar esclarecer. Foi o Merval que trouxe a questão de que os militares estariam aproveitando a situação de relativo enfraquecimento, de crise, no STF, em decorrência do caso Master, para pressionar e salvar patentes daqueles condenados pela tentativa frustrada de golpe do Estado. Então, tudo partiu do Merval. A Andréia Sadi pegou carona e requentou a notícia. Daí, decorrem duas coisas. Primeiro, estão ocorrendo consultas entre a Presidência da República e os militares nesse momento? Houve, de fato, reuniões? Sim, tem havido reuniões, tem havido contatos, tem havido um certo cuidado e pressão. O tema é salvar os militares condenados? Não.

As reuniões e as conversas que têm tido tem sido fundamentalmente, não exclusivamente, sobre outra coisa que está gerando uma situação de apreensão e desconforto muito grande nas Forças Armadas, que é a hipótese cada vez mais concreta de uma intervenção americana. Essa é a questão. A questão do STF entrou subsidiariamente na conversa. Quais são os sinais de uma possível intervenção americana aí? Em primeiro lugar, o relatório feito pela Segurança Nacional americana para a Presidência da República apontando a presença de uma grande empresa chinesa minerando terras raras na Bahia. Em segundo lugar, a presença de uma pretensa base militar chinesa na Paraíba. Em terceiro lugar, a questão de declaração do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais que colocam em risco a segurança dos Estados Unidos. E, portanto, os Estados Unidos teriam todo o direito de agir sem inclusive nenhuma consulta com as autoridades brasileiras.

Em quarto lugar, a chegada das tropas americanas no Paraguai, inclusive na fronteira, cuidando da questão do narcotráfico. E, por fim, um quinto ponto, um relatório que circula requentado também, muito requentado, na Polícia Federal, apontando a presença de terroristas islâmicos em Foz do Iguaçu. Esse relatório que, vira e volta, ele é retirado e ele foi encomendado claramente pelas autoridades de Israel, do Mossad, à Polícia Federal. Eles têm um monte de convênios e um monte de atos de cooperação, inclusive de treinamento e inteligência. E o Mossad não se conforma da existência dessas 40 mil pessoas de origem palestina existentes na Foz do Iguaçu, alguns deles na lista de procurados por Israel.

Como o governo brasileiro avisou a Israel que não aceitam no território brasileiro o programa de assassinatos de lideranças, que Israel continua colocando em prática, o Brasil avisou que isso não pode ocorrer aqui, então eles devolveram a bola fazendo um relatório a partir de uma comissão composta pela Argentina, Paraguai, Brasil e Estados Unidos. Os Estados Unidos pediram para participar dessa comissão de segurança na fronteira brasileira lá em Foz do Iguaçu. E aí eles responderam dizendo que existe atividade nítida do Hezbollah no Brasil. E isso coloca em risco empresas, pessoas, cidadãos dos Estados Unidos tanto no Brasil quanto no Paraguai e na Argentina.

Também o Milei colocou na gaveta aqueles atentados terroristas feitos contra a AMIA, a Associação Mutualista Israel e Argentina, e contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, acusando o Irã e o Hezbollah de serem os autores e de terem guarida em Foz do Iguaçu. Isso é uma mentira feita pelos grupos de inteligência da Argentina, que são profundamente antissemitas. Os atentados foram feitos por grupos nazistas que se reproduzem na polícia e na segurança argentina. Como o negócio ficou muito quente, eles acusaram o Irã de ser autor desses atentados. O que a gente vê aqui é que a gente está numa situação muito tensa de relações internacionais, onde ficou muito claro que Trump já quer encerrar a guerra no Irã, porque não saiu como ele esperava, e ele quer fazer novamente uma outra guerra onde ele possa aparecer como campeão invicto, e isso seria Cuba.

Mas um grande problema para uma invasão de Cuba, ou uma operação cirúrgica em Cuba, é qual a situação do Brasil. Eles conseguiram o José Antonio Kast, no Chile, o presidente do Paraguai, o Pena, o presidente Milei da Argentina e o Fernandes da Bolívia. Então eles precisam que o Brasil abandone Cuba. Estão fazendo uma pressão imensa sobre o Brasil para que o Brasil aceite a mudança de regime em Cuba, coisa que não é aceitável para nós. Não aceitando, eles desenvolveram então a possibilidade de uma intervenção direta no Brasil. É esse o quadro, essa a grande preocupação. O que foi falado sobre o STF foi de que a crise institucional desenvolvida pelo caso Master ajuda a mostrar para fora, para os americanos, que as instituições brasileiras estão em crise e que é preciso uma intervenção para evitar que o Brasil vire um esconderijo do terrorismo, seja criminoso, narcotraficante, narcoterrorismo, como eles dizem, seja do terrorismo do Hezbollah.

O representante de Trump no Brasil

Esse senhor Darren Beattie é um anticomunista notório, militante, uma das cabeças mais importantes do movimento ultraconservador americano e que não foi à toa que foi nomeado para esse cargo de subsecretário de Estado para a América do Sul, com ênfase em Brasil. Ele é um especialista em Brasil, ele conhece a história do PT, a história do Lula, e não foi à toa que ele foi nomeado para isso. E a primeira coisa que ele quis fazer foi uma visita a Bolsonaro na prisão, onde ele iria receber, evidentemente, o relatório das probabilidades, todas elas fantasiosas de derrubar o governo brasileiro num ano eleitoral.

Então é isso que está acontecendo. Essa proposta trazida pelo Merval é uma tentativa de colocar mais fogo na fogueira, colocar mais combustível aí para dizer que nós estamos paralisados. E vocês vejam que há mais de dez dias não tem nenhum assunto na Rede Globo, a não ser que as instituições estão paralisadas, o Supremo não funciona, a corrupção chegou ao cargo dos ministros, aquela coisa toda, para justificar, então, a intervenção que será uma intervenção militar no Brasil.

Celso Amorim avisou

Há dez dias, o conselheiro de política externa do Brasil, o embaixador Celso Amorim, fez uma declaração numa aula magna na UFRJ, de que a situação era muito perigosa. A imprensa acabou dizendo: “Ah, Celso Amorim tá apavorado, tá não sei o quê”. O embaixador Celso Amorim é um homem extremamente experiente e frio e tranquilo. E, além de tudo, muito gentil também. Quando ele vem a público e diz que a situação é muito grave, é porque ela é. E quando Lula declara para um chefe de estado estrangeiro que foi humilhado pelo Trump, que é o Ramaphosa, da África do Sul, que precisamos de uma proteção coletiva, de uma defesa coletiva, ele não está falando da América Latina nem da América do Sul, ele tá falando do BRICS, no âmbito do BRICS, porque não tem sentido uma defesa comum na África do Sul fora do âmbito do BRICS. Então, nós estamos aqui perante uma escalada muito grande da política intervencionista norte-americana.

EUA querem Cuba, Venezuela, Paraguai e Brasil

Trump declarou que, na verdade, Cuba seria resolvida pelo [Secretário de estado] Marco Rubio, que é cubano e que faz coisas maravilhosas, segundo ele, e que Rubio poderia, inclusive, assumir o governo de Cuba. Esse momento que vivemos hoje não tem precedente. Eu acho que a gente, inclusive, tem que abandonar essa ideia de precedentes e de ressignificação. Têm pessoas falando em Doutrina Trump, tem gente falado em política de terceira bandeira, essa coisa toda. Não, isso é inteiramente novo, é uma etapa diferenciada, como diria a direita, o novo sempre vem e nem sempre é para melhor.

Nesse caso, estamos assistindo uma dinamitação completa da ordem mundial, uma total paralisia da ONU, a substituição da OEA, da ONU, do pan-americanismo, por outras políticas de intervenção direta nesse sentido. Não nos ajuda ficar falando de Doutrina Monroe. Só para você ter uma ideia, a Doutrina Monroe foi formulada em 1823, quando os potências reunidas anteriormente no Congresso de Viena, de 1815, se constituíram numa espécie de polícia internacional para acabar com os regimes independentistas da América Hispânica e da América Portuguesa, foi essa a visão. Além disso, os russos já estavam quase em Los Angeles, já estavam quase chegando em Los Angeles, eles tinham avançado por uma uma tripazinha que desce pelo litoral do Canadá e tinham chegado até Bodega Bay, nas imediações de Los Angeles.

Isso foi antes da guerra civil americana, antes da industrialização dos Estados Unidos, antes de se constituir, classicamente, a política imperialista das potências do capitalismo avançado. Então, comparar essas coisas não fecha nesse sentido. O que a gente vê aqui é o mais alto imperialismo, que é uma etapa muito superior do desenvolvimento capitalista, que não corresponde a 1820, não é isso que funciona nesse sentido.

O que a gente está vendo aqui é um mega, um ultra imperialismo novo, baseado no poder tecnológico das armas, e baseado nos interesses das grandes companhias de alta tecnologia, sejam elas espaciais, aeronáuticas, tecnológicas, cibernéticas, que estão agora formando o núcleo central desse capitalismo ultra desenvolvido, tecnologicamente, nesse sentido. Eu estou falando isso, agora, porque as coisas tendem a ir para trás, em vez de ir para a frente. As pessoas estão falando em Doutrina Donroe, como se fosse um corolário. Não, é outra coisa. Não existiu imperialismo como Lenin, como Rosa Luxemburgo definiram, em 1820. Aquilo era quase mercantilismo, era outra coisa. Agora não, a gente está vendo um ultra imperialismo com muito poder.

Os EUA são um império em decadência?

Eu diria uma coisa também, que talvez contrarie muito os nossos ouvintes. O Panamá expulsou todas as empresas chinesas que estavam lá. O México expulsou os chineses também. A Claudia Sheinbaum fica falando, fazendo aqueles discursos muito bons, mas ela tirou todas as montadoras chinesas que estavam no México. Ela fez o que o Trump pediu. Ela apanhou cidadãos mexicanos, os chefes dos cartéis, e entregou aos Estados Unidos, para serem julgados nos Estados Unidos. Então, tudo que o Trump está pedindo, ela está fazendo, porque ela sabe que a capacidade de intervenção é grande.

A exigência sobre a Groenlândia, tudo isso é uma etapa nova desse ultraimperialismo que a gente está vendo aí. E isso nos diz que aquilo que muitos de nós, à esquerda, falamos, que os Estados Unidos são uma potência em decadência, não é mais do que desejo da gente. Isso não é mapa de uma potência em decadência. Uma potência que pode gastar bilhões em uma semana para atacar o Irã, não é uma potência em decadência. Ah, se isso vai dar certo, é outra coisa. Ninguém adivinha na história. Nem o Trump. Se vai dar certo ou não é outra coisa. Mas a ideia de uma potência em decadência é extremamente perigosa para a gente hoje. Porque pode dar um conforto que é absolutamente irreal.

Quem está ganhado a guerra com o Irã?

Eu tenho a impressão de que a gente pode variar a tática, mas não muda a estratégia. Nós vemos que, na verdade, as críticas ao Trump são poucas, não são abundantes. Eu estava vendo a CNN americana,  e uma pesquisa diz que 81% da população de Israel apoia Netanyahu. E 67% da população americana apoia Trump no ataque ao Irã. Não é pouco. Pode ser que tenha pessoas que não apoiam a forma como ele age, a questão Epstein etc. Mas, na guerra do Irã, ele tem maioria. Na guerra do Irã, ele conseguiu construir o Irã como uma potência do mal, nesse sentido. A gente não está vendo, como vimos, por exemplo, na guerra de Iraque, com milhares de pessoas nas ruas, nos Estados Unidos, protestando contra a guerra.

Isso não está acontecendo. Aconteceu quando houve várias políticas, por exemplo, da expulsão de estrangeiros. Na questão do ICE, da expulsão de estrangeiros, ele recuou. Também tem uma coisa aí muito estranha, todo mundo montou nesse slogan, que é um slogan dos democratas americanos, do Partido Democrata, que é que o Trump sempre amarela. Onde que ele amarela? Onde está o Maduro? Onde está o Khamenei? Quer dizer, se eu sou dirigente em Cuba hoje, eu estou olhando o que aconteceu na Venezuela e no Irã, e não acreditando nos liberais americanos que dizem que o Trump sempre amarela.

Nenhuma potência reagirá

China e Índia, no passado, foram à guerra. Foi terrível para que a coisa não escalasse. Temos uma guerra em curso hoje entre Afeganistão e Paquistão que paralisa inteiramente a China. A Índia tinha desenvolvido todo um objetivo de transformar o Afeganistão talibã numa profundidade estratégica dela para enfrentar o Paquistão. Agora ela vai ser atropelada. E o Paquistão está bombardeando Cabul. A situação não é fácil. Também tem um outro errinho aí de análise, penso eu, que é a ideia de que no Alasca houve no encontro do Putin com o Trump uma redivisão do mundo.

O Trump ficaria com as Américas, o Putin ficaria com a Eurásia e a China ficaria com o Sul global e a África. Isso não aconteceu. Quer dizer, o Trump está agindo no Japão, está agindo na Índia, está agindo no Irã, está agindo na Venezuela, vai agir em Cuba. E o que a gente vê claramente é uma política global, ultraimperialista do Trump, no qual ele quer de qualquer maneira colocar em prática uma coisa que os neoconservadores americanos vinham falando desde Bush filho, que é quando os Estados Unidos olharem para trás, eles usam a expressão “no second place”, não há segundo lugar. A potência próxima deles estaria em terceiro, quarto ou quinto lugar. Não haveria mais.

A política deles agora é de que não tenha ninguém, nem aliado, nem inimigo. O segundo e terceiro lugar vão estar vagos. Quem vier vai vir lá atrás,  muito mal colocado. Para isso é preciso cercar a China. Quando você ataca Venezuela e Irã, você está assumindo a torneira energética da China. Quando você retira as companhias chinesas do canal do Panamá, você está fechando áreas geopolíticas para a China. Quando você quer ocupar a Groenlândia, você está tentando colocar a mão na passagem do norte e evitar que a China possa utilizar isso a seu contento. Na verdade, a gente vê claramente uma grande luta de grandes potências pela hegemonia mundial. Não pela hegemonia nas Américas, é a hegemonia mundial.

Trump e Lula

Os buracos no poderio militar americano

A indústria de transformação nos Estados Unidos envelheceu, claramente. Durante um longo tempo, se colocou as indústrias fora dos Estados Unidos, no México, em Taiwan, na Coreia do Sul, etc. Em algum momento, as cadeias foram até para dentro da China popular. A indústria de transformação envelheceu. Em compensação, a alta tecnologia, a pesquisa tecnológica foi muito à frente. Desde a internet, a gente só vê por causa da pesquisa tecnológica americana, a internet é uma invenção dos Estados Unidos. Foi Al Gore que transformou de sistema militar em sistema civil. Ordenou e possibilitou isso. Ela é muito avançada. Além disso, a política de tarifas econômicas agora colocada em prática, principalmente o aumento do preço do petróleo, favorecem os Estados Unidos. Os Estados Unidos arrecadaram milhões e milhões com as tarifas. A Suprema Corte derrubou. O que ele fez? Estabeleceu uma nova tarifa igual para todo mundo. Hoje tem uma tarifa para todo mundo, inclusive quem não conhece agora tem. Inclusive à revelia dos acordos que ele tinha feito antes. E isso gera dinheiro.

E os Estados Unidos também são o maior produtor de gás petróleo do mundo. Quando ele briga pelo petróleo no Irã ou na Venezuela, ele não briga pelo petróleo para ele consumir. Ele é autossuficiente no petróleo. Ele briga pelo petróleo por duas razões. Para as empresas americanas terem o monopólio da exploração, do refino e da distribuição e, portanto, ganharem dinheiro vendendo esse petróleo para os outros. E em segundo lugar, para dizer quem pode ter ou não ter petróleo. Em 1940, os Estados Unidos decretaram um bloqueio contra o Japão, não permitiu que o Japão comprasse mais petróleo, minérios, borracha e sucata. Parava a indústria japonesa.

Quando o Japão decide atacar os Estados Unidos, um ataque preventivo, segundo eles, claramente é porque já tinha. Quando você corta o petróleo, o aço, a sucata de um país altamente colonizado como já era o Japão, você está fazendo uma declaração de guerra. Isso é uma declaração de guerra. Não pode. Imagina, nós somos altamente dependentes do trigo. O Brasil não produz trigo que seja necessário para a população, para o consumo da população brasileira. Se os Estados Unidos chegam e dizem assim, olha, bloqueamos o trigo, vocês não podem mais comprar e trigo… Como eles fazem em Cuba, até com remédios. É um ato de guerra, é um ato de agressão. O que nós estamos vendo agora, claramente, é que os Estados Unidos têm interesse pelo petróleo para manter o monopólio das suas empresas e para utilizar isso como arma de guerra contra concorrentes.

Lula com Trump nos EUA

Está se discutindo muito a ida de Lula em abril aos Estados Unidos. Isso parece um erro, um erro, né? Quer dizer, nós não temos nenhum rascunho de declaração, de acordo, de pauta comum, de cinco ou seis ou sete pontos sobre a ordem mundial já acordados nos Estados Unidos, né? Lula iria para a Casa Branca com as mãos vazias, sem saber o que poderia acontecer naquele salão com Marco Rubio de um lado, [o secretário de Defesa] Pete Hegseth do outro e Trump no meio. Vou falar uma coisa que eu acho que a gente tem que entender, senão vão me chamar de elitista, né? As duas pessoas que foram humilhadas na Casa Branca pelo Trump foram Zelensky e Ramaphosa. Falam inglês fluentemente e podiam reagir na hora e dizer “não sei, não conheço, não acho” etc. O Lula não tem essa vantagem, ele precisa de intérpretes. Que precisam de tempo. E eles próprios não dão tempo de resposta, né? Ficaria o Lula tentando entender o que está sendo dito, esperando a tradução e já os jornais do mundo inteiro gravando e transmitindo o esporro que o Lula vai levar no ano eleitoral.

Imagina o que isso vai virar de cortes na campanha eleitoral… Então, é muito desaconselhável, profundamente desaconselhável, que o Lula vá agora em abril. É absolutamente desaconselhável sem existir um rascunho de declaração final, já pronto e comprometido que isso possa aparecer. Além de tudo, Viaro, tem uma outra coisa. A gente não sabe o que que vai acontecer no Irã. A situação no Irã está se complicando, né? Porque se esperava alguma coisa de perfil venezuelano e o Irã está mostrando força e resiliência nesse sentido. Não sabemos o que os americanos podem fazer. O Trump pode dizer assim: “Eu ganhei a guerra, pronto, acabou. E ir embora”. Mas ele pode piorar muito a situação lá. O que vai acontecer para a figura do Lula, a figura mundial do Lula, se o Lula está na Casa Branca quando acontecer um ataque ainda mais brutal ao Irã? Não teremos a ideia de que o Lula concordou. O Lula vai poder, dentro da Casa Branca, dizer que está acontecendo um novo genocídio no Irã? Não é aconselhável, enquanto essa guerra durar, sem um memorando previamente acordado entre as partes, que Lula faça essa viagem.

Puxa-saco de Trump, presidente do Paraguai apoia enquadrar PCC e CV como terroristas

13 de Março de 2026, 17:32
Santiago Peña e Donald Trump. Foto: Evan Vucci/AFP

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, aliado e puxa-saco de Donald Trump, afirmou que apoia a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país  adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.

“Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, prosseguiu. O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade.

“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”, acrescentou.

Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: reprodução

Peña é politicamente alinhado e próximo de Trump. Ele já defendeu, por exemplo, que os países da América Latina se aliem aos Estados Unidos e se afastem da China. “Quando a nova estratégia de segurança nacional foi divulgada e começaram a falar sobre revitalizar a Doutrina Monroe, acho que é uma boa ideia”, disse ele à Bloomberg no mês passado.

O Paraguai foi um dos primeiros países a apoiar e aceitar o convite para o Conselho de Paz do republicano, iniciativa anunciada no Fórum de Davos, em janeiro. Peña também disse ser favorável à militarização da fronteira com as Forças Armadas americanas.

Nesta semana, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou um acordo com os Estados Unidos que autoriza a presença de militares americanos no país. Foram 53 votos favoráveis, 8 contrários e 4 abstenções, depois de o Senado já ter dado seu aval.

O SOFA (Status of Forces Agreement), como ficou conhecido o tratado, tem o objetivo de combater o crime organizado e o narcotráfico na região. O documento foi assinado em dezembro pelos governos de Santiago Peña, do Paraguai, e Donald Trump, dos EUA.

Com a medida, militares, civis do Departamento de Defesa dos EUA, assim como contratantes americanos, poderão realizar visitas temporárias, treinamentos, exercícios e outras atividades no Paraguai.

Lula deve rejeitar plano de Trump para enviar estrangeiros presos ao Brasil

13 de Março de 2026, 17:20
Os presidentes Lula e Trump conversando. Foto: Divulgação

O governo do presidente Lula avalia, segundo reportagem do G1, rejeitar a proposta dos Estados Unidos para que o Brasil receba em presídios nacionais estrangeiros capturados em território norte-americano. A sugestão foi feita pelo governo de Donald Trump durante negociações sobre uma “cooperação” no combate ao crime organizado internacional.

Segundo diplomatas envolvidos nas conversas, a proposta dos EUA inclui medidas consideradas sensíveis pelo governo brasileiro. Entre elas, a transferência de presos estrangeiros para o sistema prisional do Brasil, o compartilhamento de dados biométricos de refugiados e a apresentação de um plano específico para combater facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Fontes do governo afirmam que o Brasil tende a rejeitar os pontos centrais da proposta. Interlocutores do Palácio do Planalto argumentam que a legislação brasileira não prevê a possibilidade de manter presos estrangeiros enviados por outros países, como ocorre em acordos firmados pelos Estados Unidos com nações da América Central.

Outro ponto considerado problemático é o pedido de compartilhamento de dados biométricos de estrangeiros e solicitantes de refúgio. Integrantes do governo avaliam que a medida pode violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de gerar questionamentos jurídicos sobre privacidade e direitos individuais.

Muro com inscrições do PCC, maior facção criminosa do país. Foto: Divulgação

Diplomatas também destacam que, na proposta, não há menção à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas, o que reduz o alcance jurídico das medidas sugeridas por Washington. Ainda assim, o governo entende que o país já possui instrumentos próprios para combater o crime organizado, inclusive com cooperação internacional em andamento.

As negociações fazem parte de um diálogo iniciado pelo próprio governo brasileiro. No ano passado, Lula conversou por telefone com Donald Trump e defendeu maior integração entre os dois países para enfrentar organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

Segundo o Palácio do Planalto, o presidente citou operações recentes realizadas pela Polícia Federal para “asfixiar” financeiramente facções, incluindo investigações sobre o setor de combustíveis e lavagem de dinheiro com conexões no exterior. Trump, de acordo com o governo brasileiro, manifestou “total disposição” para ampliar a cooperação bilateral.

VÍDEO – Ratinho quebra o silêncio sobre ataque a Erika Hilton: “Crítica política”

13 de Março de 2026, 15:34
O apresentador Ratinho. Foto: Divulgação

O apresentador Ratinho se pronunciou após repercussão de comentários transfóbicos feitos sobre a deputada federal Erika Hilton durante seu programa no SBT. As ofensas ocorreram após ele comentar a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Após a repercussão, o apresentador afirmou que suas falas fazem parte de crítica política e negou intenção de preconceito. “Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio.”

🚨VEJA: Ratinho se pronuncia após falas contra Érika Hilton:

“Eu defendo a população trans, mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política, gente, não é preconceito, é jornalismo. E eu não vou ficar em silêncio”.

pic.twitter.com/7I2WlFrwqn

— CHOQUEI (@choquei) March 13, 2026

Durante o programa, Ratinho questionou a escolha da deputada para o cargo e fez comentários sobre identidade de gênero. “Ela não é mulher, ela é trans. Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito, respeito todo mundo que tem comportamento diferente, está tudo certo. Agora, para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, disse.

O apresentador também declarou que não concorda com a eleição da parlamentar para a comissão. “Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Ela não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela. Acho que deveria ser uma mulher.”

Em outro momento, Ratinho questionou se uma mulher trans poderia representar pautas femininas. “Para quem não sabe, a deputada Erika Hilton é trans, mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Não é fácil ser mulher. Imagine se uma mulher trans fosse defender as pautas relacionadas ao público masculino? Estaria certo? Também não. Está certo, vamos nos modernizar, ter inclusão, mas não precisa exagerar.”

DESSERVIÇO! Ratinho dispara contra Érika Hilton ao vivo, e diz que a Deputada NÃO É MULHER.

"Mulher pra ser mulher, tem que ter útero, tem que menstruar" #ProgramaDoRatinho pic.twitter.com/JGb9gTxVw1

— Brenno (@brenno__moura) March 12, 2026

A deputada respondeu nas redes sociais e afirmou não se preocupar com as críticas. “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbecis é a última coisa que me importa. Hoje fiz história por mim, que tive minha adolescência e minha dignidade roubada pelo preconceito e discriminação.”

Ela também comentou a eleição para a presidência da comissão. “Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher? E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui.”

O SBT divulgou nota afirmando que as declarações não representam a posição da emissora. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores.”

Erika Hilton informou que acionou o Ministério Público Federal para investigar o caso e pediu abertura de ação civil pública com pedido de indenização por danos morais coletivos. Segundo ela, as falas não atingem apenas pessoas trans. “Este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram.”

A deputada também afirmou que pretende levar o caso adiante. “Ratinho e o SBT pagarão por seus atos. Eles não pagarão a mim, mas a todas as mulheres vítimas de violência, trans e cis. Por fim, vale lembrar: eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato.”

Sim, estou processando o apresentador Ratinho.

Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência.

Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim.… pic.twitter.com/F9Suqaf3b8

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 12, 2026

Agronegócio: Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas; entenda

13 de Março de 2026, 09:00
Donald Trump anunciando o tarifaço em 2025. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, abriu uma nova investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado na produção ou na importação de bens de terceiros países fabricados sob essas condições. O procedimento, conhecido como seção 301, foi anunciado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e pode resultar na aplicação de tarifas comerciais contra o país.

Além do Brasil, outros 59 países também são alvo da investigação, entre eles Argentina, União Europeia, China, México e Indonésia. A iniciativa ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o instrumento utilizado anteriormente pelo governo Trump para impor tarifas comerciais a mais de uma centena de países, a lei conhecida como IEEPA (Lei de Poderes Econômicos Emergenciais Internacionais).

Segundo o Uol, auxiliares do governo estadunidense indicam que a nova investigação busca garantir ao presidente flexibilidade para aplicar tarifas diferenciadas a países conforme interesses econômicos e geopolíticos de Washington. Trata-se da segunda investigação aberta contra o Brasil durante o atual mandato de Trump.

Na primeira apuração, iniciada após o anúncio de um tarifaço de 50% em julho, temas como desmatamento, violação de direitos autorais e até a concorrência no sistema de pagamentos digitais, incluindo questionamentos ao Pix, foram citados. Esse processo ainda não foi concluído e, até o momento, não resultou em medidas tarifárias.

Agora, um dos focos da nova investigação pode ser o agronegócio brasileiro. Durante a primeira investigação baseada na seção 301, representantes do setor agrícola dos Estados Unidos alegaram que produtores brasileiros teriam vantagem competitiva por utilizarem mão de obra forçada ou em condições análogas à escravidão.

O setor agropecuário brasileiro nega as acusações e ressalta que o Brasil é signatário de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltadas à erradicação do trabalho forçado.

Funcionários do agro. Foto: reprodução

A atual investigação não se limita à produção direta com trabalho forçado. O foco também inclui a importação, por determinados países, de produtos fabricados sob essas condições em terceiros mercados. Essa abordagem explica por que países como a Noruega, sem histórico de problemas nesse campo, também aparecem na lista de investigados.

“Nos Estados Unidos, temos há cerca de cem anos uma lei que proíbe a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Há cerca de dez anos, o Congresso endureceu essa lei e, nos últimos sete ou oito anos, o governo americano a aplicou com bastante eficácia. Esperamos que outros parceiros comerciais adotem a mesma abordagem. Isso não tem a ver com as condições internas de países específicos”, afirmou o embaixador Jamieson Greer, chefe do USTR.

Greer acrescentou que a medida busca evitar distorções no comércio internacional. “por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”.

Segundo ele, sanções ou tarifas poderão ser aplicadas caso os Estados Unidos concluam que os países investigados não adotam medidas suficientes para combater esse tipo de prática. A expectativa do governo estadunidense é concluir o processo até o fim de julho, quando expiram as atuais tarifas emergenciais adotadas após a decisão da Suprema Corte.

Antes disso, o procedimento prevê consultas públicas e audiências de defesa, marcadas para ocorrer em 28 de abril.

Ataque de Ratinho contra Erika Hilton será analisado pelo Ministério das Comunicações

13 de Março de 2026, 08:13
Erika Hilton e o apresentador Ratinho. Foto: reprodução

O Ministério das Comunicações do Brasil informou que vai analisar um pedido apresentado pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para suspender por 30 dias o Programa do Ratinho, exibido pelo SBT. A solicitação foi feita após o ataque à parlamentar do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, durante a edição de quarta-feira (11) da atração.

Na ocasião, Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados e afirmou: “Ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”.

Em nota enviada à imprensa, o Ministério das Comunicações confirmou que recebeu a representação administrativa protocolada pela parlamentar. Segundo a pasta, o caso será examinado pela área responsável pela regulação da radiodifusão.

“O Ministério das Comunicações informa que recebeu a representação administrativa encaminhada pela deputada federal Erika Hilton. A manifestação será analisada pela equipe técnica da Secretaria de Radiodifusão (Serad), que fará a avaliação dos pontos apresentados, seguindo os trâmites administrativos e legais cabíveis. O Ministério das Comunicações reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento rigoroso da legislação vigente”.

Erika Hilton pede que MPSP investigue apresentador Ratinho por transfobia:

“Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans […] Mulher pra ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar”pic.twitter.com/JbVzXs309S

— Africanize (@africanize_) March 12, 2026

Após a repercussão do episódio, o SBT também divulgou um comunicado público. A emissora afirmou que as declarações feitas pelo apresentador não refletem a posição institucional da empresa.

“O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, informou a emissora.

Além do pedido de suspensão do programa, Erika Hilton também ingressou com uma ação judicial contra o apresentador. Nas redes sociais, a deputada afirmou: “Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência”.

Na mesma publicação, ela afirmou que as declarações do apresentador configuram um ataque contra diferentes grupos de mulheres. “Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa para dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”.

A deputada também declarou que a ação judicial buscará responsabilização civil e criminal pelo episódio. “Ele e o SBT pagarão pelos seus atos, na esfera cível e criminal. E eles não pagarão a mim, mas a todas as mulheres vítimas de violência, trans e cis”.

E a plateia aplaudiu o discurso da ratazana transfóbica. Por Moisés Mendes

12 de Março de 2026, 23:19
Ratinho falando
O apresentador Ratinho – Reprodução/SBT

Não há surpresa nenhuma na cena em que Ratinho ataca Erika Hilton no SBT. O mais constrangedor é a reação da plateia de mulheres que estão em torno do apresentador.

Elas riem quando a ratazana imita mulheres fazendo exame e aplaudem quando ele encerra o discurso dizendo que Erika não é mulher e que há um exagero na defesa da ‘inclusão’.

Aquelas mulheres da plateia podem ser consideradas pessoas alheias à agressão que estão ouvindo? Elas não têm condições de avaliar o ataque transfóbico e criminoso do ratão?

DESSERVIÇO! Ratinho dispara contra Érika Hilton ao vivo, e diz que a Deputada NÃO É MULHER.

"Mulher pra ser mulher, tem que ter útero, tem que menstruar" #ProgramaDoRatinho pic.twitter.com/JGb9gTxVw1

— Brenno (@brenno__moura) March 12, 2026

É assim mesmo? Parte das esquerdas ainda acredita que um vasto contingente de brasileiros não tem discernimento para saber o que é certo e errado numa hora dessas?

A ignorância e a alienação são atenuantes para quem aplaude homens incitadores de ódio e discriminação?

SBT desmente Erika Hilton sobre ligação de presidente da emissora; entenda

12 de Março de 2026, 23:10
Ratinho e Erika Hilton em montagem de duas fotos
O apresentador Ratinho e a deputada Erika Hilton – Reprodução

O SBT se pronunciou nesta quinta-feira (12) sobre o contato entre a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) e a presidente da emissora, Daniela Beyruti, após declarações do apresentador Ratinho. A parlamentar havia afirmado que recebeu uma ligação da dirigente do canal depois do episódio envolvendo o apresentador.

Em resposta ao Metrópoles, a emissora informou que o contato foi iniciado pela própria deputada. Segundo o SBT, Erika Hilton procurou Daniela Beyruti para tratar das declarações feitas no programa comandado por Ratinho. A versão foi confirmada posteriormente pela própria parlamentar em publicações nas redes sociais.

Erika Hilton relatou que enviou uma carta e conseguiu falar diretamente com a presidente da emissora. De acordo com a deputada, a conversa ocorreu logo após o envio do documento. Ela afirmou que Daniela Beyruti respondeu ao contato e dialogou sobre o episódio.

O que aconteceu ontem é gravíssimo e revela uma escalada preocupante no discurso de ódio e na caricaturização de pessoas trans e travestis.

Um apresentador, em plena TV aberta, se sente autorizado a ridicularizar e debochar de toda uma comunidade que já vive historicamente sob…

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 13, 2026

“Enviei uma carta e entrei em contato com a ‘Presidenta’ do SBT, Daniela Abravanel. Ela me atendeu prontamente, conversamos e ela reforçou que as declarações do apresentador Ratinho não representam a opinião do SBT”, escreveu a deputada ao relatar o diálogo com a direção da emissora.

Ainda nas redes sociais, Erika Hilton mencionou que tem uma relação afetiva antiga com a programação do canal. “O SBT fez parte da história de minha família. Era o canal que minha avó assistia. Eu não perdia um episódio de “A Usurpadora”, gostava de “Chaves” e “Chapolin”. Sempre gostei da televisão”, declarou.

No mesmo texto, a parlamentar afirmou que pretende seguir tratando do tema com a emissora. “Por isso espero que avancemos e farei tudo que estiver ao meu alcance para termos ambientes seguros para todas as mulheres em quaisquer espaços que elas estejam”, escreveu.

Com salário de R$ 1,5 milhão, Ratinho pode ser demitido do SBT após agredir Erika Hilton

12 de Março de 2026, 23:07
A deputada Erika Hilton e o apresentador Ratinho. Foto: Reprodução

Com salário estimado em R$ 1,5 milhão por mês, o apresentador Ratinho pode ser demitido do SBT após declarações homofóbicas sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A emissora divulgou nota pública afirmando que as falas do comunicador não representam os valores institucionais do canal e informou que o caso está sendo analisado internamente, sem descartar medidas drásticas.

A polêmica começou quando Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. O apresentador afirmou: “Para ser mulher tem que ter útero” e também disse que a parlamentar “não é mulher, é trans”. As declarações provocaram críticas nas redes sociais e reação imediata da deputada.

Ratinho sobre Erika Hilton na Presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados:

– Ela não é mulher. Ela é trans. Mulher, pra ser mulher, tem que ser mulher! Tem que ter útero, tem que menstruar! #ProgramaDoRatinho | @ErikakHilton pic.twitter.com/z165rOi7M2

— Luiz Ricardo (@excentricko) March 12, 2026

Diante do episódio, Erika anunciou que acionou o Ministério Público para que o caso seja investigado. Segundo a parlamentar, as declarações podem configurar crime e devem ser analisadas dentro do que prevê a legislação brasileira sobre discriminação e discurso de ódio.

Em nota oficial, o SBT declarou que repudia qualquer forma de preconceito e afirmou que as falas do apresentador estão sendo avaliadas pela direção. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa”, diz o comunicado. Até o momento, não há confirmação sobre demissão, mas a situação aumentou a pressão sobre o apresentador dentro da emissora.

“Bala de festim”, diz defesa de Lulinha sobre acusações na farra do INSS

10 de Março de 2026, 16:28
Lulinha, filho do presidente Lula. Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, afirmou que ele não tem qualquer vínculo com o esquema de desvios de aposentadorias do INSS. Segundo os advogados, ele se mudou para a Espanha antes do início das investigações e não recebeu pagamentos diretos ou indiretos relacionados ao esquema.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que a quebra de sigilo bancário de Lulinha revelou movimentações financeiras “absolutamente regulares e lícitas”, com todas as transações devidamente declaradas ao Fisco.

“Se a oposição achava que tinha uma bala de prata para lançar contra o peito do governo, talvez agora ela perceba que tem diante de si uma bala de festim, porque os vazamentos são, de fato, reveladores. Revelam que o Fábio não tem nenhuma relação direta ou indireta com o INSS, não tem, nunca teve e jamais teria, que é o objeto desta investigação”, afirmou. Ele ainda apontou que “a defesa vai pedir inclusive o arquivamento dos autos”.

Em relação à movimentação financeira de Lulinha, o advogado explicou que ele recebeu dinheiro de suas empresas pela venda de participação acionária na Gamecorp, uma empresa de tecnologia. Ele também argumentou que Lulinha está voltado para “atividade privada” na Espanha e tem mantido um perfil distantes das questões relacionadas à administração pública brasileira.

A defesa esclareceu que a mudança para a Espanha foi decidida em 2023 e concretizada em 2024, antes das investigações.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho. Foto: Divulgação

Marco Aurélio também abordou o envolvimento de Lulinha com o Careca do INSS em uma viagem a Portugal, que foi paga pelo empresário, mas afirmou que Lulinha não teve envolvimento com o negócio de fabricação de cannabis medicinal relacionado à viagem.

Segundo ele, o contrato entre Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e Careca foi transparente e já foi devidamente tributado, afastando qualquer ligação ilícita com o empresário. O filho do presidente, de acordo com a defesa, foi acusado injustamente de ser o proprietário de um apartamento em São Paulo durante a Lava Jato, quando, na verdade, ele apenas pagava aluguel por um imóvel que não entregou.

O advogado também mencionou que o presidente Lula conversou com Lulinha sobre as investigações e incentivou-o a se defender publicamente, respeitando o princípio da presunção de inocência. Segundo o advogado, o petista foi claro ao afirmar que “ninguém pode estar acima da lei”, e o filho se comprometeu a colaborar com o STF.

Em relação a repasses financeiros entre Lulinha e o empresário Jonas Suassuna, a defesa esclareceu que os pagamentos foram de aluguel, não tendo relação com compra ou posse de bens. Segundo Marco Aurélio, o empresário paga aluguel de um apartamento que residia em São Paulo e que não foi entregue de acordo com o contrato. Ele reiterou que as movimentações financeiras, como os repasses ao empresário, estão completamente dentro da legalidade, com a documentação necessária.

PGR pede condenação de deputados bolsonaristas por desvio de emendas

10 de Março de 2026, 15:35
João Bosco Costa, Pastor Gil e Josimar Maranhãozinho, parlamentares do PL. Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (10), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de oito acusados de cobrar propina em troca de emendas parlamentares enviadas a municípios do Maranhão.

Entre os denunciados estão os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil (PL-MA), e o ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE). A denúncia afirma que os réus, que integravam uma organização criminosa, pressionavam prefeitos para devolverem 25% dos valores repassados por meio de emendas parlamentares.

O subprocurador-geral da República, Paulo Jacobina, destacou que o caso exige uma resposta firme e que a punição dos envolvidos é essencial para combater práticas corruptas. “A realidade de descaso demanda uma resposta firme de punição aos responsáveis pela grave e contundente realidade apurada nos autos”, afirmou Jacobina.

O julgamento, que está sendo conduzido pelo ministro Cristiano Zanin, relator do caso, teve início com a leitura de um resumo do processo. Após isso, os advogados de defesa terão a oportunidade de realizar suas sustentações orais. Ao final da sessão, os ministros decidirão se os réus serão condenados ou absolvidos.

O julgamento deve ser concluído até esta quarta-feira (11). Além de Zanin, compõem a Primeira Turma os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A PGR detalhou a atuação dos réus no esquema de corrupção, dividindo-os entre os líderes e os executores da organização criminosa

Primeira Turma do STF. Foto: Divulgação

Josimar Maranhãozinho é descrito como o chefe do grupo, coordenando a destinação das emendas e sendo responsável pela cobrança de propina dos prefeitos. Ele compartilhava informações sobre o esquema com o agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como ‘Pacovan’, que ajudava a facilitar a cobrança da propina junto aos prefeitos.

Pastor Gil também teve um papel de destaque no esquema, além de ser responsável pelo envio das emendas, foi o encarregado de pressionar os prefeitos para o pagamento das propinas. Ele tentava evitar a vigilância realizando reuniões com o prefeito de São José de Ribamar, José Eudes, em locais mais discretos, como shoppings.

João Bosco da Costa, por sua vez, foi o responsável pela destinação das emendas, com destaque para uma de R$ 4,1 milhões para São José de Ribamar, e pela cobrança das propinas, pressionando os prefeitos a priorizarem o pagamento. Ele utilizava assessores para auxiliar na cobrança de valores, priorizando a liberação das verbas.

O grupo de execução, composto por assessores e intermediários, também desempenhou um papel crucial nas operações de cobrança de propina. João Batista Magalhães, assessor de Josimar, tinha como função monitorar a liberação das emendas no sistema federal e recrutar prefeitos dispostos a aderir ao esquema. Ele também repassava informações sobre as emendas para ele, que as utilizava para cobrar os prefeitos.

Thalles Andrade Costa, filho de João Bosco, intervia nas negociações das emendas de seu pai e também estava envolvido no acompanhamento do sistema orçamentário e na comunicação sobre a abertura de prazos para os prefeitos cadastrarem seus municípios.

Antônio José Silva Rocha, ex-prefeito, foi identificado como um dos principais intermediários do esquema, realizando a primeira abordagem de cobrança com o prefeito José Eudes e levando o agiota ‘Pacovan’ até a prefeitura para acertar os pagamentos de propina.

Os irmãos Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto, que atuavam como prepostos de ‘Pacovan’, eram responsáveis por realizar as abordagens físicas ao prefeito e seus secretários, pressionando para o pagamento das vantagens ilícitas.

Governo Trump prepara classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

8 de Março de 2026, 20:25
Donald Trump durante reunião do gabinete na Casa Branca, entre o secretário de Estado Marco Rubio (esq.) e o secretário de Defesa Pete Hegseth

O governo Trump deve anunciar nos próximos dias a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida está em fase final de tramitação dentro da administração norte-americana, relata a colunista Mariana Sanches, do UOL. 

De acordo com informações confirmadas por fontes ligadas ao governo em Washington, a documentação sobre os dois grupos já foi concluída no Departamento de Estado. O material passou por diferentes agências do governo e recebeu parecer favorável antes de seguir para as etapas finais do processo.

O procedimento segue o mesmo modelo adotado anteriormente pela gestão Trump em relação a organizações criminosas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, no México, e o Tren de Aragua, da Venezuela. Após a análise final do secretário de Estado Marco Rubio, a documentação deverá ser enviada ao Congresso dos Estados Unidos e posteriormente publicada no Registro Federal.

A etapa final do processo pode levar cerca de duas semanas. Somente após essa publicação a classificação das facções como Organizações Terroristas Estrangeiras passará a ter efeito legal dentro do sistema norte-americano.

A designação como grupo terrorista implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos de integrantes das organizações nos Estados Unidos, restrições ao acesso ao sistema financeiro norte-americano e a proibição de qualquer forma de apoio material, incluindo fornecimento de armas por cidadãos ou empresas dos EUA.

A medida também amplia restrições migratórias contra pessoas associadas às organizações e pode gerar riscos legais adicionais para empresas que atuam em regiões onde essas facções operam. Essas empresas podem ficar sujeitas a sanções do Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

Dentro da administração Trump, o tema vinha sendo discutido há meses. Entre os integrantes do governo que atuaram na pauta estão o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau, o secretário adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais, Darren Beattie, e o conselheiro sênior para assuntos hemisféricos Ricardo Pita. A iniciativa também conta com apoio da diretora do Escritório de Políticas Nacionais de Controle de Drogas, Sarah Carter.

A discussão ganhou força em meio à prioridade dada pelo governo norte-americano ao combate ao narcotráfico nas Américas. O tema foi abordado em um encontro realizado em Miami com líderes políticos conservadores da América Latina, evento chamado de Shield of the Americas.

Segundo relatos de bastidores, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) também atuou para impulsionar a proposta. Ele teria pedido aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, apoio para que o governo norte-americano avance na classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem manifestado oposição à medida em diferentes conversas com autoridades dos Estados Unidos. A posição brasileira se baseia no argumento de que PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas ao lucro ilícito e não possuem motivações políticas ou ideológicas que caracterizem terrorismo.

Outro ponto levantado pelo governo brasileiro é o receio de que a classificação possa afetar a soberania nacional no tratamento de questões de segurança pública. Autoridades brasileiras avaliam que a medida poderia abrir espaço para maior atuação externa dos Estados Unidos em temas ligados ao combate ao crime organizado.

VÍDEO: Lula critica “jogo do tigrinho” e defende lei para barrar cassinos online

8 de Março de 2026, 18:28
O presidente Lula. Foto: Divulgação

O presidente Lula se manifestou contra a legalização de cassinos online no Brasil, defendendo uma lei que proíba esse tipo de jogo. Em um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, ele afirmou que não faz sentido permitir jogos digitais como o “Jogo do Tigrinho”, que, segundo ele, tem levado famílias a se endividarem.

“Os cassinos são proibidos no Brasil, não faz sentido permitir que o Jogo do Tigrinho entre nas casas, endividando as famílias pelo celular. Vamos trabalhar unindo Governo, Congresso e Judiciário para que esses cassinos digitais não continuem endividando as famílias e destruindo lares”, declarou o presidente.

Os cassinos são proibidos no Brasil. Não faz sentido permitir que os Jogos do Tigrinho entrem nas casas, endividando as famílias pelo celular. Vamos trabalhar unindo o Governo, o Congresso e o Judiciário para que esses cassinos digitais não continuem endividando famílias e… pic.twitter.com/wp1zNSPlyd

— Lula (@LulaOficial) March 8, 2026

Lula sancionou a lei em dezembro de 2023, exigindo que as plataformas de apostas digitais, incluindo os cassinos virtuais, tivessem regras específicas para operar no país.

Ele destacou em seu pronunciamento que o problema causado pelos jogos online é grave, já que muitos jogadores acabam perdendo o dinheiro necessário para o sustento da família. Lula afirmou que os cassinos digitais têm um impacto devastador, prejudicando financeiramente as pessoas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social.

“Muitas famílias acabam jogando o dinheiro da comida, dos filhos, em apostas”, lamentou o presidente, ressaltando a importância de uma fiscalização rigorosa para coibir os danos causados pelos cassinos online.

O presidente também comentou sobre a necessidade de o Governo, o Congresso e o Judiciário trabalharem juntos para garantir que a regulamentação dos jogos de azar no Brasil não prejudique ainda mais as famílias. Lula mencionou a importância de limitar a expansão dos cassinos online, que têm crescido em popularidade no Brasil, mas muitas vezes são utilizados como forma de entretenimento predatório.

Lula realiza check-up em SP; exames estão dentro da normalidade

8 de Março de 2026, 17:05
Presidente Lula – Imagem: Roberto Sungi/Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou neste domingo, 8, seu check-up anual no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Segundo o boletim médico, todos os exames  estão dentro da normalidade. O presidente de 80 anos seguirá com acompanhamento médico regular, conduzido pelas equipes lideradas por Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.

O check-up de Lula ocorre no início de cada ano. Em janeiro, ele foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, um procedimento de baixa complexidade realizado com anestesia local. A operação foi concluída sem intercorrências, e o presidente teve alta no mesmo dia.

Em maio de 2025, Lula havia enfrentado um episódio de vertigem, o que levou ao cancelamento de sua agenda. Na ocasião, ele foi submetido a uma série de exames no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, onde foi diagnosticado com labirintite. Já em outubro de 2024, precisou ser atendido após cair no banheiro e sofrer um ferimento na cabeça. O boletim médico divulgado na época informou que Lula teve um “ferimento corto-contuso na região occipital”, sendo necessário um procedimento para tratar um sangramento no cérebro.

O presidente mantém um acompanhamento contínuo de sua saúde, conforme recomendado por suas equipes médicas. A rotina de exames, bem como as atividades físicas que pratica regularmente, têm sido essencial para garantir o bem-estar do mandatário, que mantém sua agenda de compromissos políticos e internacionais.

Lula retorna para Brasília ainda neste domingo. Na segunda, 9, vai receber o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto. No meio da semana, viajará para o Chile, na posse do presidente José Antônio Kast.

Pesadelos, medos e soluços: as reclamações de Bolsonaro na Papudinha

5 de Março de 2026, 11:01
Bolsonaro cercado por policiais. Foto: reprodução

Preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem dividido suas visitas entre encontros políticos e pessoais enquanto cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado. No local, segundo relatos de aliados que o visitaram nas últimas semanas, Bolsonaro aproveita os encontros para desabafar sobre sua situação e discutir estratégias eleitorais para este ano.

De acordo com a Folha, pessoas próximas dizem que o ex-presidente tem pesadelos frequentes e se lamenta de se alimentar pouco para evitar crises de soluço. Também relata preocupação com a segurança do filho, o senador Flávio Bolsonaro, temendo que ele possa sofrer um atentado durante a corrida eleitoral, como ocorreu com ele próprio nas eleições de 2018.

O ex-secretário de Assuntos Fundiários Nabhan Garcia esteve com Bolsonaro no sábado de Carnaval e afirmou que o ex-presidente pediu que transmitisse um recado ao filho para que tome cuidado durante a campanha.

Segundo o aliado, Bolsonaro se emocionou ao falar do assunto. Em um ato bolsonarista realizado em São Paulo no domingo (1º), Flávio chegou a usar um colete à prova de balas por baixo da camisa verde e amarela.

O temor também foi relatado em conversa com o bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que presta assistência religiosa ao ex-presidente com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). “Acho que Bolsonaro é um homem traumatizado. Ele teme por várias coisas e se sente injustiçado, impotente para se defender e defender os seus”, afirmou o bispo.

Vista aérea da Papudinha, onde Bolsonaro está preso. Foto: Google Maps

Bolsonaro também expressa preocupação com a própria saúde. Após uma cirurgia realizada em dezembro, ele disse a aliados que chegou a pensar que poderia morrer. Rodovalho afirmou que tem realizado orações durante as visitas para tentar tranquilizá-lo. “Eu trabalhei com ele a esperança, a fé no futuro. O corpo dele pode estar lá [na Papudinha], mas a mente tem que sair”, declarou.

Apesar de receber refeições enviadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente tem demonstrado receio em relação à alimentação. “Ele não se alimenta muito. Fica com medo, receio de se alimentar e desencadear o soluço”, disse Rodovalho.

Mesmo detido, Bolsonaro continua participando de discussões políticas. Aliados afirmam que pré-candidatos têm visitado o ex-presidente em busca de apoio eleitoral e orientação para campanhas regionais. Segundo interlocutores, ele também acompanha de dentro da prisão a pré-campanha de Flávio Bolsonaro e articulações para formação de palanques nos estados.

VÍDEO: “Nosso Trump está preso”, diz Wagner Moura sobre Bolsonaro em entrevista a Jimmy Kimmel

5 de Março de 2026, 10:28
Wagner Moura em entrevista ao Jimmy Kimmel. Foto: reprodução

O ator brasileiro Wagner Moura afirmou que o filme “O Agente Secreto” nasceu da perplexidade dele e do diretor Kleber Mendonça Filho diante do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante entrevista ao programa Jimmy Kimmel Live!, exibido nos Estados Unidos na quarta-feira (4), no qual comparou o brasileiro ao presidente estadunidense, Donald Trump.

Durante a conversa com o apresentador Jimmy Kimmel, Moura explicou que o contexto político brasileiro influenciou diretamente o surgimento do projeto cinematográfico. Segundo ele, o clima vivido no país durante aquele período serviu como impulso criativo para a obra. “Esse filme não teria acontecido se não fosse por causa dele”, afirmou o ator, referindo-se a Bolsonaro.

A entrevista ocorreu no momento em que Moura participa da divulgação internacional do longa e se prepara para a cerimônia do Academy Awards, marcada para o dia 15. Em tom de brincadeira, o ator comentou que, caso vença o prêmio de melhor ator, considera fazer um agradecimento inspirado em um discurso recente de Kimmel.

O apresentador havia feito um comentário irônico sobre Trump ao receber o prêmio de melhor talk show no Critics Choice Awards. Na ocasião, disse: “Obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas”.

Moura reagiu com humor à ideia e aproveitou para fazer uma comparação entre os dois líderes políticos. “Mas o nosso Trump está na prisão”, afirmou o ator ao comentar a situação de Bolsonaro, arrancando aplausos da plateia do programa.

Kimmel também perguntou ao artista qual era a sensação de ver o ex-presidente punido pela trama golpista investigada no Brasil. Moura respondeu de forma direta: “É uma sensação boa”.

O ator revelou ainda detalhes de sua presença na cerimônia do Oscar. Ele deve comparecer acompanhado da esposa, Sandra Delgado, e de três amigos próximos. Um deles será o ator Lázaro Ramos, como o próprio Moura contou em entrevista ao aplicativo de cinema Letterboxd.

Durante a entrevista, Moura e Kimmel também abordaram temas políticos e culturais envolvendo Brasil e Estados Unidos. O ator comentou as ameaças tarifárias feitas por Trump ao Brasil e relembrou as dificuldades que enfrentou para lançar o filme Marighella, dirigido por ele, durante o período do governo Bolsonaro.

Segundo Moura, ecos da ditadura militar ainda permanecem presentes na sociedade brasileira. Para o ator, a eleição de Bolsonaro foi reflexo desse contexto histórico. Ao mesmo tempo, ele avaliou que as punições relacionadas à tentativa de golpe avançaram com rapidez porque o país conhece os efeitos de um regime autoritário.

Em tom crítico ao cenário político dos Estados Unidos, Moura mencionou episódios recentes envolvendo agentes de imigração. Ele citou a morte de dois cidadãos estadunidenses a tiros em Minneapolis e questionou o contraste com a imagem internacional do país.

“Esse é o país que exporta para o resto do mundo a luta pelos direitos civis?”, perguntou o ator. “Esse é o país de Martin Luther King?”

O programa também exibiu uma imagem do Carnaval de Olinda em que Moura aparece homenageado com um dos tradicionais bonecos gigantes da festa. Curioso, Kimmel quis saber se o ator levou o boneco para casa. Moura respondeu com humor: “Eu levaria para todas as reuniões de família”.

Não foi a primeira participação do ator brasileiro no talk show. Em 2016, Moura esteve no programa para divulgar a série Narcos, na qual interpretou o traficante Pablo Escobar. Pelo papel, ele recebeu indicação ao Golden Globe Awards na categoria de melhor ator em série dramática.

PEC da Segurança enviada pelo governo Lula é aprovada na Câmara

5 de Março de 2026, 06:15
Sessão do Plenário desta quarta-feira (4) - Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Sessão do Plenário desta quarta-feira (4) – Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto foi enviado ao Congresso Nacional pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em abril do ano passado e agora segue para análise do Senado Federal.

A proposta tem como objetivo reorganizar e ampliar a integração entre as forças de segurança no país. Entre os pontos do texto está a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição.

A PEC também constitucionaliza o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Nacional Penitenciário. Parte do financiamento dessas políticas será reforçada com 30% dos recursos provenientes da tributação das apostas esportivas, as chamadas “bets”.

O texto aprovado prevê ainda proteção para esses recursos contra bloqueios e contingenciamentos orçamentários. O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), afirmou que a medida garante continuidade às políticas da área. “Impede-se, assim, que ajustes fiscais anuais interrompam projetos estruturantes em inteligência, tecnologia, perícia de natureza criminal, qualificação profissional e infraestrutura penitenciária”, disse.

Durante a tramitação, o relator retirou um trecho que previa a redução da maioridade penal. A mudança ocorreu após negociações com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e abriu caminho para a votação no plenário.

O substitutivo aprovado também estabelece restrições à progressão de regime para líderes de organizações criminosas. Mendonça Filho afirmou que a medida “não se trata de supressão de garantias fundamentais, mas de adequação proporcional da resposta estatal diante de condutas que produzem dano ampliado e instabilidade sistêmica para a maior parte da população”.

Sakamoto – Fim da 6×1: Maioria dos empreendedores não vê impacto negativo, diz Sebrae

22 de Fevereiro de 2026, 12:33
Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 na Avenida Paulista

Por Leonardo Sakamoto

Dos responsáveis por pequenos negócios, 47% afirmam que o fim da escala 6×1 não trará impacto para suas empresas. Outros 9% veem possibilidade de impacto positivo, 32% estimam impacto negativo e 12% não souberam opinar. Ou seja, predomina a percepção de que a garantia de dois dias de descanso não irá afetar a maioria dos empreendedores.

Os dados estão em pesquisa interna do Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, sobre o assunto, coletada no final de 2024 junto a empresas de pequeno porte, microempresas e microempreendedores individuais, e que não havia sido divulgada à imprensa. A margem de erro é de um ponto em relação ao universo dos pequenos negócios no Brasil e o intervalo de confiança é de 95%.

O Congresso Nacional está discutindo propostas que podem levar ao fim da escala 6×1 de trabalho, reduzindo a jornada para 40 ou 36 horas semanais. Pesquisa Genial/Quaest, divulgada em dezembro, aponta que 72% da população apoiam o fim da escala 6×1, contra 24% que se posicionam de forma contrária à mudança.

Entre os microempreendedores individuais (MEI), 53% afirmam que a alteração não afetará seus negócios. Nesse grupo, 11% projetam impacto positivo, 23% acreditam em impacto negativo e 13% não sabem. Já entre as micro e pequenas empresas (MPE), 40% avaliam que não haverá impacto, enquanto 7% enxergam impacto positivo, 44% estimam impacto negativo e 9% não souberam responder.

Quando analisados apenas os responsáveis por microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), a percepção de impacto varia conforme o segmento econômico. No total geral desse recorte, 44% projetam impacto negativo e 47% afirmam que não haverá impacto ou ele será positivo.

Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 na Avenida Paulista, com bandeira do movimento VAT – Vida além do trabalho

Serviços de alimentação, pet shops e veterinária, indústria alimentícia, comércio varejista, energia, turismo e oficinas e peças de automóveis são os setores nos quais mais empreendedores avaliam que haverá mais impactos negativos do que neutros e positivos.

No setor de serviços de alimentação, 64% estimam efeito adverso, enquanto 24% avaliam que não haverá impacto ou o ele será positivo. Em pet shops e serviços veterinários, 59% apontam impacto negativo, 26% não preveem alterações ou que elas serão boas. Na indústria alimentícia, 58% a 32%, respectivamente; no comércio varejista, 57% a 36%; na moda, 55% a 31%; energia, 51% a 43%; turismo, 51% a 47%; e oficinas e peças de automóveis, 50% a 35%.

Por outro lado, há segmentos em que predomina a percepção de que o fim da escala 6×1 será neutra ou positiva. Ou seja, que não veem prejuízo com a mudança.

Em academias e atividades físicas, 75% afirmam que a mudança não deverá impactar suas atividades ou projetam impacto positivo enquanto 11% dizem que ele será negativo. É seguido de logística e transporte (62% a 19%, respectivamente), artesanato (45% a 30%), economia criativa (66% a 31%), beleza (63% a 32%), serviços empresariais (56% a 34%), educação (60% a 35%), saúde (52% a 36%), serviços pessoais (58% a 38%), agronegócio (51% a 41%), indústria de base tecnológica (54% a 43%) e outras atividades industriais (51% a 42%).

“Entendemos que as mudanças na jornada devem ser feitas com diálogo e a partir de uma negociação com amplos setores da sociedade, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade para empresas e trabalhadores”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Acreditamos que o fim da escala 6×1, além de melhorar a qualidade de vida da população, pode proporcionar um aumento da oferta de emprego e avanços em produtividade”, acrescenta.

Para ele, em vez de focar na simples compensação de horas, as empresas devem ser estimuladas a investir em tecnologias e métodos de trabalho que aumentem a produtividade.

Publicado originalmente no Uol

“Bullying por ser rica”: a explicação ridícula de Túlio Maravilha para odiar a universidade pública

10 de Fevereiro de 2026, 16:17
Cristiane, Tulianne (filha do casal) e Túlio Maravilha. Foto: reprodução

Cada desdobramento do caso de Túlio Maravilha e a família que impediu a filha de estudar em uma universidade pública escancara mais e mais a hipocrisia e burrice da família tradicional brasileira. Em nova publicação nas redes sociais, a mulher do ex-jogador afirmou que a decisão foi tomada para preservar a adolescente de possíveis episódios de hostilidade e “bullying” relacionados à condição financeira da família.

Vamos lá: Túlio Maravilha é ex-atacante do Botafogo, respeitado no futebol mas defensor de opiniões políticas e estéticas vergonhosas (existe esse “mas” ou jogador é assim mesmo? Prefiro não comentar), além de uma postura midiática fora de campo (pra não dizer que ele só gosta de chamar atenção mesmo).

A hipocrisia é tanta que o querido, que disse que a universidade pública corrompe os valores da família, posou pelado para a revista G Magazine, conhecida por atrair o público gay.
Um cara desses deve arrotar que “odeia viado”, a não ser que paguem pra ele excitar o viado.

Ensaio de Túlio Maravilha para a G Magazine

A mãe, Cristiane Maravilha, uma modelo fitness e participante de reality show fútil como tantas, também aproveitou a oportunidade de aparecer e reagiu xingando os haters de “mal resolvidos” e dizendo que foi mal interpretada.

Sem o menor senso do ridículo, a mulher ainda justificou que a filha “poderia sofrer bullying por ter dinheiro e status social elevado”.

É a “ricofobia”. Pode rir.

E a vergonha não para nunca: depois da polêmica, viralizou uma denúncia de assédio de Túlio à apresentadora Barbara Coelho.

A vítima disse que ele a levou até uma cabine de edição e, após comentar que ele estava “bem fisicamente”, o jogador respondeu: “Quer ver?”, e mostrou a foto do p*u sem contexto e sem consentimento.

Típico.

Que coisa, hein! O Túlio Maravilha, aquele que não quer a filha em universidade pública por preservar os valores da família tradicional, assediou a jornalista Bárbara Coelho! pic.twitter.com/tqRwIClPne

— Andrade (@AndradeRNegro2) February 10, 2026

Outra coisa muito latente nesse caso que mais uma vez mostra a cara patética da elite brasileira é a demonização da academia, um clássico dos ricos hipocritas.

Não só porque os filhos deles não passam, mas, olhando mais profundamente, porque a universidade pública não vende conhecimento, mas, diferente das privadas, o produz para provocar reflexões e transformações na sociedade, mas é preciso ser ao menos um pouco inteligente pra isso.

A filha Tulianne passou no vestibular numa faculdade pública, mas é exceção.

A regra são os Fabinhos (personagem do filme “Que Horas Ela Volta?), que não passam e são mandados para um intercâmbio nos Estados Unidos.

O conservador brasileiro (na verdade, no mundo todo), sempre esconde segredos tenebrosos: estupros, assédios, importunações sexuais, traições, cocaína e filhos e filhas que geralmente não aparentam os demônios que são, e dizem valorizar os “valores da família” enquanto, muitas vezes, gastam o dinheiro dos pais com drogas.

É só visitar uma clínica de recuperação de alto padrão: só tem filhinho de papai que fez m*rda e foi jogado lá porque os pais não querem lidar com o problema, só querem pagar pra não terem que se preocupar com nada.

No fundo, não é sobre nudez ou escolha universitária — é sobre a velha performance moral de quem transforma privilégio em virtude e crítica em perseguição. Quando a retórica dos “valores” serve apenas para disciplinar os outros enquanto a própria biografia permanece convenientemente fora de pauta, o discurso deixa de ser ética e vira espetáculo. E espetáculo, como sabemos, exige plateia — mas nunca suporta espelho.

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