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PF investiga possível mudança de Lulinha ao exterior em apuração sobre fraudes no INSS

17 de Março de 2026, 07:36

Relatório técnico da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontou suspeitas de que a mudança de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para o exterior poderia ter como objetivo evitar o avanço das investigações sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A defesa nega essa intenção e afirma que a mudança foi planejada antes da deflagração da Operação Sem Desconto.

O documento, mantido sob sigilo, foi encaminhado ao STF em dezembro, no contexto do pedido de quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizado pelo ministro André Mendonça.

Segundo o Estadão, a análise trata da relação entre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso sob suspeita de liderar um esquema de desvio de aposentadorias.

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Segundo o relatório, a viagem de Lulinha ao exterior, sem previsão de retorno, poderia indicar “possível evasão do País”, considerando sua associação com o que a PF descreve como o principal operador das fraudes.

Em petição apresentada ao STF na segunda-feira (16), Lulinha afirmou que mantinha com Antunes uma relação “esporádica e de natureza social”. Ele reconheceu que o empresário custeou uma viagem a Portugal, em novembro de 2024, para conhecer um projeto de produção de canabidiol medicinal. De acordo com a PF, o empresário pretendia investir no setor por meio da empresa World Cannabis.

A confissão de Lulinha havia sido antecipada pelo Estadão, mas é a primeira vez que sua defesa apresenta formalmente explicações ao ministro André Mendonça sobre sua relação com o empresário. A petição foi apresentada depois das notícias da quebra do sigilo bancário do empresário e diante do receio de que ele seja alvo de novas medidas da Polícia Federal.

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Lulinha diz que foi apresentado ao Careca do INSS por meio de sua amiga Roberta Luchsinger em 2024 “como um bem-sucedido empresário do mercado farmacêutico”. Lulinha afirma que não tinha conhecimento, na ocasião, da atuação dele junto ao INSS.

A investigação aponta que o empreendimento poderia ser financiado com recursos oriundos do esquema de desvio de aposentadorias, configurando uma etapa de lavagem de dinheiro. Durante a viagem, eles visitaram um terreno onde seria instalada uma fábrica.

Procurada pelo Estadão, a defesa sustenta que o negócio não avançou e que Lulinha não recebeu recursos do empresário nem participou de negociações. Também afirma que ele desconhecia qualquer irregularidade envolvendo Antunes à época.

Além da viagem, a PF apreendeu anotações atribuídas ao empresário que indicariam encontros com Lulinha em Brasília e apura se houve pagamentos. Ainda de acordo com o jornal, um ex-funcionário de Antunes afirmou ter ouvido que o empresário pagava uma mesada de R$ 300 mil ao filho do presidente. A quebra de sigilo bancário, no entanto, não identificou transferências desse tipo para as contas de Lulinha.

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Os advogados afirmam que a mudança para Madri começou a ser planejada em 2024, com medidas práticas adotadas apenas em 2025, incluindo contato com instituições de ensino na Espanha para matrícula dos filhos. A Operação Sem Desconto foi deflagrada em abril de 2025, quando já havia reportagens sobre suspeitas envolvendo o empresário.

A defesa também argumenta que Lulinha foi apresentado a Antunes por uma amiga em 2024, como empresário do setor farmacêutico, e que não tinha conhecimento de sua atuação junto ao INSS. Segundo os advogados, mesmo que tivesse havido eventual relação comercial, isso não configuraria crime, uma vez que o projeto era considerado lícito à época.

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Gilmar Mendes leva ao plenário do STF decisão que suspendeu quebra de sigilo de Lulinha

13 de Março de 2026, 17:53

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou do plenário virtual o julgamento que analisa a decisão do colega Flávio Dino sobre as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS. Com o pedido de destaque, o caso passará a ser examinado em sessão presencial da Corte, em data ainda a ser definida pelo presidente do tribunal, Edson Fachin.

A ação trata de uma liminar concedida por Dino que suspendeu quebras de sigilo bancário e fiscal aprovadas pela comissão parlamentar, entre elas a que atingia o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Até o momento do pedido de destaque, apenas o próprio Dino havia apresentado voto no plenário virtual, manifestando-se pela confirmação de sua decisão.

O processo chegou ao Supremo por meio de mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Luchsinger, que contestou a decisão da comissão de quebrar seus sigilos bancário e fiscal. Ao analisar o caso, Dino concedeu liminar suspendendo os efeitos da medida.

Posteriormente, após outros investigados pedirem a extensão da decisão, o ministro determinou a suspensão de todas as quebras de sigilo aprovadas de forma conjunta pela comissão, o que acabou também beneficiando Lulinha.

Na decisão, Dino afirmou que comissões parlamentares de inquérito precisam apresentar justificativas individualizadas para medidas invasivas como a quebra de sigilo. Segundo o ministro, esse tipo de providência não pode ser autorizada em bloco, sem análise específica de cada investigado.

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Em 26 de fevereiro, a CPMI aprovou de uma só vez 87 requerimentos apresentados por deputados e senadores, incluindo os que determinavam a quebra de sigilo de Luchsinger e de Lulinha. A base do governo contestou o procedimento, mas a decisão da comissão foi mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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“Bala de festim”, diz defesa de Lulinha sobre acusações na farra do INSS

10 de Março de 2026, 16:28
Lulinha, filho do presidente Lula. Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, afirmou que ele não tem qualquer vínculo com o esquema de desvios de aposentadorias do INSS. Segundo os advogados, ele se mudou para a Espanha antes do início das investigações e não recebeu pagamentos diretos ou indiretos relacionados ao esquema.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que a quebra de sigilo bancário de Lulinha revelou movimentações financeiras “absolutamente regulares e lícitas”, com todas as transações devidamente declaradas ao Fisco.

“Se a oposição achava que tinha uma bala de prata para lançar contra o peito do governo, talvez agora ela perceba que tem diante de si uma bala de festim, porque os vazamentos são, de fato, reveladores. Revelam que o Fábio não tem nenhuma relação direta ou indireta com o INSS, não tem, nunca teve e jamais teria, que é o objeto desta investigação”, afirmou. Ele ainda apontou que “a defesa vai pedir inclusive o arquivamento dos autos”.

Em relação à movimentação financeira de Lulinha, o advogado explicou que ele recebeu dinheiro de suas empresas pela venda de participação acionária na Gamecorp, uma empresa de tecnologia. Ele também argumentou que Lulinha está voltado para “atividade privada” na Espanha e tem mantido um perfil distantes das questões relacionadas à administração pública brasileira.

A defesa esclareceu que a mudança para a Espanha foi decidida em 2023 e concretizada em 2024, antes das investigações.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho. Foto: Divulgação

Marco Aurélio também abordou o envolvimento de Lulinha com o Careca do INSS em uma viagem a Portugal, que foi paga pelo empresário, mas afirmou que Lulinha não teve envolvimento com o negócio de fabricação de cannabis medicinal relacionado à viagem.

Segundo ele, o contrato entre Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e Careca foi transparente e já foi devidamente tributado, afastando qualquer ligação ilícita com o empresário. O filho do presidente, de acordo com a defesa, foi acusado injustamente de ser o proprietário de um apartamento em São Paulo durante a Lava Jato, quando, na verdade, ele apenas pagava aluguel por um imóvel que não entregou.

O advogado também mencionou que o presidente Lula conversou com Lulinha sobre as investigações e incentivou-o a se defender publicamente, respeitando o princípio da presunção de inocência. Segundo o advogado, o petista foi claro ao afirmar que “ninguém pode estar acima da lei”, e o filho se comprometeu a colaborar com o STF.

Em relação a repasses financeiros entre Lulinha e o empresário Jonas Suassuna, a defesa esclareceu que os pagamentos foram de aluguel, não tendo relação com compra ou posse de bens. Segundo Marco Aurélio, o empresário paga aluguel de um apartamento que residia em São Paulo e que não foi entregue de acordo com o contrato. Ele reiterou que as movimentações financeiras, como os repasses ao empresário, estão completamente dentro da legalidade, com a documentação necessária.

Sessão da CPMI do INSS sobre sigilo de Lulinha é cancelada por questão de saúde do relator

5 de Março de 2026, 10:43

A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS prevista para esta quinta-feira (5) foi cancelada após o relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar, apresentar problemas de saúde.

Segundo comunicado divulgado pela assessoria do parlamentar, Gaspar enfrenta um quadro de sinusite desde a última terça-feira (3). Durante a madrugada desta quinta, o relator teve febre, dores na garganta e ficou afônico, condição que o impede de conduzir as oitivas programadas.

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Diante da situação, o relator conversou com o presidente da comissão, senador Carlos Viana, que avaliou ser mais adequado cancelar a sessão prevista para hoje.

A reunião ocorreria em meio às discussões da CPMI sobre a possível quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

De acordo com a assessoria de Gaspar, apesar do quadro de sinusite, o estado de saúde do relator é considerado estável e ele segue em acompanhamento médico.

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Lulinha movimentou R$ 19 milhões em 4 anos, diz jornal

4 de Março de 2026, 22:45

Uma conta bancária do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, movimentou R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025, segundo informações obtidas com exclusividade pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

A conta analisada pertence à pessoa física de Lulinha e está registrada em uma agência do segmento Estilo do Banco do Brasil, em São Paulo.

De acordo com investigadores, os dados obtidos representam apenas parte do mapeamento financeiro envolvendo o filho do presidente Lula. A análise completa deve incluir outras contas bancárias, tanto em nome do empresário quanto de suas empresas.

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Segundo o Metrópoles, do total de R$ 19,3 milhões movimentados no período, cerca de R$ 9,66 milhões correspondem a créditos, enquanto o restante foi destinado a pagamentos e transferências para outras contas.

Pico de movimentação em 2024

Os dados da quebra de sigilo obtidos pela coluna indicam que o maior volume de transações ocorreu em 2024, segundo ano do atual governo Lula, quando a conta movimentou R$ 7,2 milhões.

Em 2025, o valor caiu para R$ 3,3 milhões. Já em 2026, até 30 de janeiro, a movimentação registrada foi de R$ 205.455,96.

As características das operações apontam que a conta funciona principalmente como conta de investimentos, já que grande parte dos créditos tem origem em rendimentos de aplicações financeiras, transferências de terceiros e repasses de empresas ligadas ao próprio Lulinha.

Entre as principais fontes de recursos identificadas estão empresas do próprio empresário, como a LLF Tech Participações, responsável por R$ 2,37 milhões em transferências, e a G4 Entretenimento e Tecnologia, que enviou cerca de R$ 772 mil no período analisado.

Lulinha é investigado sob suspeita de possível ligação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Antunes é apontado como um dos principais investigados no escândalo conhecido como “Farra do INSS”, que envolve suspeitas de descontos ilegais aplicados sobre benefícios de aposentados. O caso foi revelado pelo próprio Metrópoles.

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Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com Antunes ou com os supostos descontos indevidos em aposentadorias.

Os advogados afirmam que o empresário prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Lulinha pede a Dino que suspenda quebra de sigilo decretada pela CPMI do INSS

4 de Março de 2026, 22:16

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pediu na tarde desta quarta-feira (4) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que estenda ao filho do presidente Lula os efeitos da decisão que suspendeu a quebra de sigilo bancário da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS.

Lulinha, que também é alvo da CPMI, teve sigilo quebrado no dia 26 de fevereiro. Em uma mesma votação, parlamentares decidiram aprovar conjuntamente 87 medidas contra investigados.

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“Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis a Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação “em globo”, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, alega a defesa de Lulinha.

“Fábio seguirá colaborando proativamente com a investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal, inclusive fornecendo de forma voluntária os documentos bancários e fiscais nos autos do procedimento adequado, sob a tutela do judiciário e a garantia do devido processo legal”, afirmou a defesa do filho do presidente, conduzida pelo advogado Guilherme Suguimori Santos.

Nesta quarta (4), Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS. O ministro concordou com o argumento da defesa de Roberta e concluiu que houve violação do devido processo constitucional na votação da CPMI que aprovou, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de forma conjunta – entre eles, as quebras de sigilo.

O ministro determinou que, se os dados já estiverem disponibilizados, devem ser mantidos sob sigilo na presidência do Senado até o julgamento do mérito da ação pelo STF.

Na decisão, Dino ressaltou que as CPMIs têm poderes de autoridades judiciais, mas ponderou que é necessário fundamentar, de forma individualizada, medidas que violem dados sigilosos.

Para a defesa de Lulinha, a quebra de sigilo do filho do presidente ocorre em “ambiente intrinsecamente político, marcado por intensa exposição midiática e, em período pré-eleitoral, suscetível a usos indevidos”.

Ao suspender a quebra de sigilo bancário da empresária Roberta Luchsinger, o ministro Flávio Dino abriu espaço para que a decisão beneficiasse também o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Já foi dado início à corrida para que dezenas de alvos da mesma decisão peçam para ser agraciados pelo mesmo despacho do ministro. Nesse rol de investigados atingidos pela mesma votação na CPMI, estão alvos de todas as bandeiras políticas. Além de Roberta e Lulinha, por exemplo, há empresas do grupo familiar do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincon, que tem longo histórico no Republicanos.

Em sete das nove páginas do despacho que beneficiou Roberta, Dino não discorreu sobre a situação individual da empresária. O ministro dedicou esse espaço, segundo ele, à ilegalidade de qualquer ato de investigação que tenha sido aprovado na mesma votação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que quebrou o sigilo de Roberta.

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Voo e hotel pagos pelo Careca do INSS

Lulinha disse a pessoas próximas que teve viagem e hospedagem em Portugal pagas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso sob suspeita de corrupção de agentes públicos para manter o esquema bilionário de fraudes que lesou aposentados.

O filho do presidente afirmou ter viajado com Antunes para visitar uma fábrica de produção de cannabis com fins medicinais, mas negou ter fechado negócio ou ter recebido qualquer outro pagamento do lobista.

O advogado de Lulinha reforçou que ele não tem ligação com os esquemas do INSS. A defesa também diz que ele não foi sócio nem recebeu valores do Careca do INSS.

O nome de um foi conectado ao do outro quando um ex-funcionário do Careca do INSS afirmou à Polícia Federal que os dois eram sócios e que o lobista pagava R$ 300 mil mensais ao filho do presidente. As investigações também encontraram trocas de mensagens em que Careca providenciava pagamentos de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, que não é identificado nas conversas. A PF abriu investigação para apurar se o tal “filho do rapaz” é Lulinha.

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Governistas evitam desgaste com Alcolumbre após caso Lulinha e tentam preservar Messias

4 de Março de 2026, 22:02
Por Carolina Linhares, Augusto Tenório e Fernanda Brigatti (Folhapress) – Mesmo após reveses provocados por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), senadores aliados ao governo Lula (PT) têm evitado criticar abertamente o presidente do Senado no momento que antecede votações importantes para o Palácio do Planalto, como a sabatina de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal […]

Decisão de Dino pode criar precedente e suspender quebra de sigilo de Lulinha, diz cúpula da CPI

4 de Março de 2026, 13:53
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Foto: Reprodução

A cúpula da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS avalia se a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que suspendeu a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, pode criar precedente para outros investigados. Entre os casos analisados está o de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.

“A abrangência da decisão dá margem para dúvida. De qualquer forma, é um precedente para todos”, disse o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), ao g1. Parlamentares da comissão tentam entender se a suspensão determinada por Dino pode atingir também a decisão que autorizou a quebra de sigilos de Lulinha. As duas medidas foram aprovadas na mesma sessão da CPMI.

Senador Carlos Viana, presidente CPMI, e o deputado Alfredo Gaspar, relator. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Gaspar e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), iniciaram uma análise jurídica do despacho do ministro do STF. O objetivo é avaliar se há espaço para contestar a decisão no próprio Supremo. Segundo o relator, a comissão já considera recorrer da decisão. “Está sendo feita a análise jurídica, mas haverá recurso”, prosseguiu.

Na terça (3), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já havia rejeitado um pedido da base governista para anular a quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPMI em 26 de fevereiro.

A votação que autorizou a medida ocorreu em meio a um tumulto no plenário da comissão. Parlamentares governistas contestaram o resultado e afirmaram que havia mais votos contrários do que o contabilizado. Alcolumbre manteve a decisão ao argumentar que, com 31 parlamentares presentes, seriam necessários 16 votos para derrubar o requerimento, número que não foi alcançado.

A defesa de Lulinha já afirmou que vai acionar o STF para pedir a extensão da decisão que beneficiou a empresária. Segundo seus advogados, a determinação suspendeu todo o ato da CPMI, que quebrou os sigilos durante votação em “globo”.

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