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“Asfixia financeira”: Tarcísio diz que operador do PCC tinha caixa de dinheiro destinada a Deolane

21 de Maio de 2026, 16:44

O operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) preso nesta quinta-feira (21), Everton de Souza, tinha uma caixa cheia de dinheiro com o nome de Deolane Bezerra, também detida na parte da manhã. A informação foi concedida pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ele disse, em uma agenda do governador em Bauru, que a polícia atua para fazer a asfixia financeira do PCC. “Foi preso também um operador do esquema, inclusive com uma caixa de dinheiro com destinatário, para quem iria, que era para a própria influenciadora”, afirmou.

Segundo o governador, a organização tem usado “negócios aparentemente lícitos”para movimentar dinheiro vindo do tráfico de drogas. Além de Deolane, foram presos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, seu irmão Alejandro Camacho, e dois sobrinhos do líder do PCC.

Ewerton atendia pelos codinomes de “Temer” ou “Player”, e fazia a gestão de bens da organização e controlava o fluxo de caixa da empresa. Foi por meio dele que a polícia chegou à influenciadora.

O Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC tentou contato com a defesa e a assessoria de imprensa de Deolane, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

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Líder do PCC, Marcola é alvo de novo mandado de prisão; entenda

21 de Maio de 2026, 12:50
Marcola, líder do PCC, na prisão. Foto: Reprodução

Líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, voltou a ser alvo da Justiça nesta quinta (21). O nome dele aparece entre os investigados da Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil para apurar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

Embora tenha sido expedido um novo mandado de prisão, a medida não altera sua situação atual. Marcola permanece preso desde 19 de julho de 1999. Antes dessa data, ele havia sido detido em três ocasiões e conseguiu fugir em todas, circunstância que levou as autoridades a adotar rígidos protocolos de segurança.

A operação também teve como alvos familiares do criminoso, incluindo um irmão e dois sobrinhos. Entre os investigados está ainda a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa em Barueri, na Grande São Paulo, após retornar de viagem à Itália.

Deolane Bezerra chega à sede da Polícia Civil em São Paulo. Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo

Desde a prisão definitiva, Marcola passou por 19 unidades prisionais estaduais. Em fevereiro de 2019, foi transferido para o sistema penitenciário federal em meio a investigações sobre possíveis ameaças à segurança pública.

Já em 2023, quando estava em um presídio federal de Rondônia, foi novamente transferido após a descoberta de um plano de resgate. Desde então, decisões judiciais têm mantido sua permanência em presídios federais sob regras rígidas de isolamento.

Nascido em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, Marcola se aproximou de integrantes do PCC por meio de Cesar Augusto Roris, o Cesinha, apontado como um dos fundadores da facção. Em 2002, de acordo com as autoridades, assumiu o comando da organização durante uma disputa interna.

Apesar de negar perante a Justiça qualquer posição de liderança no PCC, Marcola acumula condenações que somam mais de 300 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, homicídios e associação criminosa. Em dezembro de 2025, um processo que o incluía entre 161 denunciados por suposta participação na facção foi encerrado por prescrição, sem qualquer efeito sobre as penas que já cumpre.

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