“Não nos preocupa”: o que diz o governo sobre encontro entre Flávio e Trump

Integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty reagiram com cautela à informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Aliados do parlamentar disseram que ele vai se reunir com o republicano na próxima semana.
Segundo diplomatas ouvidos pela coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o governo brasileiro ainda não recebeu confirmação oficial sobre o encontro. Nos bastidores, interlocutores avaliam que a divulgação da agenda pode estar relacionada ao momento político enfrentado pelo senador.
A avaliação de parte dos diplomatas é que a notícia da possível reunião foi utilizada como cortina de fumaça para desviar o foco da crise envolvendo a relação de Flávio com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Lula também afirmam não ter recebido qualquer confirmação sobre a agenda entre o senador e Trump. Mesmo diante da possibilidade de o encontro ocorrer, assessores do governo minimizam eventuais efeitos políticos da reunião para o cenário nacional. “Não nos preocupa”, afirmou um assessor ligado ao presidente Lula.

A Casa Branca e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não confirmaram até o momento o encontro de Flávio e Trump.
Membros da pré-campanha do senador têm dito a veículos de imprensa que o convite partiu de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, e que a articulação para viabilizar o encontro envolveu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Se confirmado, o encontro deve ocorrer semanas após uma viagem de Lula aos Estados Unidos para reunião com Trump. O petista esteve na Casa Branca na primeira semana de maio para discutir o “tarifaço”, parcerias no setor de minérios e ações conjuntas de combate ao crime organizado.
