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Kassab diz que Bolsonaro “não tinha vocação para a vida pública”

Gilberto Kassab, presidente do PSD, durante evento do LIDE. Reprodução

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (27) que Jair Bolsonaro (PL) “não tinha vocação para a vida pública”. A declaração foi dada durante evento empresarial do LIDE, grupo ligado ao ex-governador João Doria, em São Paulo.

Segundo Kassab, a eleição de 2018 foi marcada por um forte sentimento antipetista, o que abriu caminho para a vitória de Bolsonaro. “O Brasil não podia mais ouvir falar no PT, e Bolsonaro acabou assumindo. Sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública”, disse.

Apesar da crítica, Kassab afirmou que o governo Bolsonaro se sustentou por causa de nomes fortes na equipe econômica. Ele citou Paulo Guedes como peça central da gestão. “Ele praticamente comandava a economia e teve papel muito importante”, declarou.

O dirigente do PSD também fez ressalvas ao governo Lula. Kassab apontou dificuldades na condução econômica e questionou a eficiência administrativa da atual gestão federal.

As falas ocorrem em meio às articulações para a disputa presidencial de 2026. O PSD tenta ampliar seu espaço nacional e sustentar uma alternativa à polarização entre PT e PL.

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Flávio faz ato de pré-campanha com Tarcísio e diz que ele será presidente ‘um dia’

Tarcísio e Flávio
Por Marcelo Toledo (Folhapress) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi aclamado nesta segunda-feira (27) por representantes do agronegócio como “futuro presidente” no primeiro ato de pré-campanha em conjunto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O evento foi marcado por críticas à gestão do presidente Lula (PT). Flávio […]
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Nexus: Lula lidera, mas cenários indicam empate com candidatos da direita

Levantamento mais recente da Nexus Pesquisa e Inteligência, em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nos cenários de primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, mas enfrenta um quadro de forte polarização que o coloca em empate técnico com nomes da direita em simulações de segundo turno. Saiba mais na TVT News.

De acordo com a pesquisa, Lula aparece com 41% das intenções de voto no principal cenário estimulado. Em segundo lugar surge o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 36%. A distância entre os dois, embora significativa numericamente, se insere em um contexto de disputa polarizada, sobretudo quando considerados os cenários de segundo turno.

Bem atrás dos dois primeiros colocados, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 4%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e por Renan Santos, ambos com 3%. O escritor Augusto Cury (Avante) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) e Aldo Rebelo (DC) têm 1% cada.

Os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 2% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder.

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Outros cenários testados pelo instituto indicam estabilidade no desempenho de Lula e pequenas oscilações entre os demais candidatos. Em uma segunda simulação, o presidente mantém os mesmos 41%, enquanto Flávio Bolsonaro também permanece com 36%. Já Zema sobe para 5%, e Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada.

Em um terceiro cenário, que inclui menos candidatos, Lula continua com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro cresce para 38%, configurando um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. Nesse caso, Caiado aparece com 6%, e Renan Santos, com 4%.

Os dados reforçam a consolidação de Lula como principal nome da disputa no primeiro turno, ao mesmo tempo em que evidenciam a fragmentação do campo da direita, com múltiplas candidaturas que, somadas, ampliam o potencial de competitividade em uma eventual segunda etapa da eleição.

2º turno acirrado

Se no primeiro turno Lula lidera com folga, o cenário muda quando a disputa é projetada para o segundo turno. A pesquisa aponta empate técnico entre o presidente e Flávio Bolsonaro: 46% para Lula contra 45% do senador. Considerando a margem de erro, trata-se de uma situação de equilíbrio estatístico.

Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em março, Lula manteve seu desempenho, enquanto Flávio oscilou negativamente dentro da margem, passando de 46% para 45%.

Nos cenários contra outros candidatos da direita, Lula aparece numericamente à frente. Contra Romeu Zema, o presidente registra 45% contra 41% do ex-governador. O mesmo ocorre em relação a Ronaldo Caiado, com placar idêntico de 45% a 41%. Ainda assim, esses resultados também se aproximam do limite da margem de erro, indicando disputas potencialmente apertadas.

Espontânea e rejeição

Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente — Lula aparece com 33% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 26%. Zema e Caiado pontuam 2% e 1%, respectivamente. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, ainda é citado por 2% dos entrevistados.

O levantamento também revela que Lula e Flávio concentram as maiores taxas de rejeição: 48% dos eleitores afirmam que não votariam em nenhum dos dois “de jeito nenhum”. Entre os demais nomes, Zema tem rejeição de 33%, Caiado de 29%, enquanto Aldo Rebelo e Renan Santos aparecem com 30%.

Avaliação de governo e cenário político

A pesquisa traz ainda dados sobre a avaliação do governo. Segundo o levantamento, 33% consideram a gestão Lula ótima ou boa, enquanto 43% a classificam como ruim ou péssima. Outros 23% avaliam o governo como regular.

No recorte de aprovação, 46% afirmam aprovar o trabalho do presidente, enquanto 49% dizem desaprovar. Os números indicam estabilidade em relação ao levantamento anterior e ajudam a explicar o cenário competitivo projetado para o segundo turno.

Principais preocupações do eleitorado

Entre os principais problemas do país apontados pelos entrevistados, a saúde pública lidera com 26%, seguida por segurança pública e violência (25%) e corrupção (24%). O levantamento mostra ainda que essas preocupações variam conforme o posicionamento político dos eleitores.

Entre apoiadores de Lula, a saúde aparece como principal tema. Já entre eleitores alinhados à direita, a corrupção é o problema mais citado. No grupo que rejeita tanto Lula quanto Bolsonaro, a segurança pública desponta como principal preocupação.

Metodologia

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.028 eleitores em todo o país entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.

Os resultados evidenciam um cenário eleitoral marcado pela liderança de Lula no primeiro turno e por uma disputa altamente competitiva na etapa final, refletindo a persistência da polarização política no país.

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“Toupeira cega”: ofensa a Jair Renan aumenta o racha entre Nikolas e o clã Bolsonaro

Nikolas Ferreira segue em embates com a família Bolsonaro, e o alvo da vez foi Jair Renan
O deputado federal, Nikolas Ferreira. Foto: Wallace Martins/Estadão Contéudo

A nova troca de ataques entre Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro abriu mais um capítulo do desgaste interno no bolsonarismo. Nesta sexta-feira (24), o deputado mineiro chamou o vereador de Balneário Camboriú de “toupeira cega” após uma discussão no X, em meio à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no PL.

A confusão começou quando o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou um vídeo de Nikolas em Minas Gerais e insinuou que ele teria “sentido” críticas recentes, além de sugerir troca de apoio por emendas. Nikolas reagiu dizendo que mandaria “emenda” para internar os críticos “num hospício”; Jair Renan entrou na conversa com o meme “Galvão?”, seguido pela resposta “Sentiu”.

Foi nesse ponto que Nikolas publicou o print da interação e escreveu que, se somada, a “capacidade cognitiva” de Jair Renan e do influenciador “não alcança a de uma toupeira cega”. O ataque virou o sinal mais recente de um mal-estar que já vinha crescendo no entorno de Flávio Bolsonaro por causa da atuação considerada tímida de Nikolas na campanha.

Nos bastidores, aliados dos Bolsonaro passaram a monitorar as redes do deputado e a reclamar que ele menciona pouco o nome de Flávio. Nikolas respondeu dizendo sofrer “ataques unilaterais” e acusou integrantes do grupo de se acharem “mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que transformou uma briga de rede social em sintoma de corrosão política mais ampla.

Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 24, 2026

A tensão atual se soma ao embate que Nikolas já havia travado com Eduardo Bolsonaro no início do mês. Depois de um “kkk” publicado pelo mineiro em resposta a críticas, Eduardo acusou o deputado de desrespeitar sua família, de usar o algoritmo das redes para dar visibilidade a adversários do bolsonarismo e de não apoiar Flávio de forma consistente.

O conflito também atravessou a própria família Bolsonaro. Enquanto Carlos e Jair Renan se alinharam com Eduardo nas redes, Michelle adotou uma posição ambígua e chegou a publicar vídeo de Nikolas no mesmo dia do embate, num gesto lido como sinal de apoio ao parlamentar mineiro; em paralelo, Carlos passou a pressionar filiados do PL com um “levantamento” de quem não divulga a candidatura de Flávio.

Flávio tentou atuar como bombeiro e pediu “racionalidade” e pacificação, afirmando que esse tipo de confronto “não é inteligente” e que não há vencedor em guerra interna. O problema é que a repetição desses episódios mostra que a campanha depende cada vez mais de apagar incêndios entre aliados e parentes, e menos de consolidar uma linha única de discurso.

Na reta para a eleição de outubro, a sequência de choques públicos fragiliza o PL porque dispersa a militância, embaralha a autoridade do clã e obriga Flávio Bolsonaro a arbitrar disputas domésticas em vez de ampliar sua frente eleitoral. Aliados do senador já trataram a briga entre Eduardo e Nikolas como fator de risco e de “potencial catastrófico”, sobretudo porque Minas Gerais é vista como peça estratégica e o apoio de Nikolas segue considerado central nesse tabuleiro.

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A fantástica família antissistema. Por Moisés Mendes

Rogéria Bolsonaro com os filhos Eduardo, Carlos e Flávio. Reprodução

E agora mais essa. O Instituto Paraná pesquisa mostra que Benedita da Silva tem 32,3% das intenções de voto para o Senado no Rio. Em segundo lugar aparece Rogéria Bolsonaro com 28,1%.

Rogéria é a ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Flávio, Eduardo e Carluxo. Em São Paulo, Renato Bolsonaro, irmão do presidiário, é candidato a deputado federal. Em Santa Catarina, Jair Renan é candidato a deputado federal e Carluxo a senador.

Michelle é candidata ao Senado por Brasília. Flávio é candidato a presidente. E Eduardo, que deve ser condenado pelo Supremo e se transformará em foragido, talvez venha a ser o único adulto não candidato a nada na família (Laura, a filha de Bolsonaro e Michelle, tem 15 anos).

Jair, Carlos, Flávio, Renan e Michelle Bolsonaro. Foto: reprodução

Se não for condenado, Eduardo continuará elegível e terá o direito de ser candidato, mesmo estando nos Estados Unidos, com participação remota e virtual na campanha, porque não precisa morar no Brasil.

Carluxo, por exemplo, mora na Lua e poderá se eleger senador por Santa Catarina. Essa é a família antissistema.

E tem gente preocupada porque Neymar não vai pra Copa.

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Zanin mantém presidente do TJ no cargo de governador do Rio de Janeiro

Ricardo Couto. Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ
André Richter – Agência Brasil O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (24) manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, na função de governador interino do Rio de Janeiro. Na decisão, o ministro entendeu que o presidente deve continuar no cargo até […]
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Caiado pode ‘desaposentar’ Tasso e oferecer vice ao PSDB sem mexer com Ciro

No último domingo, Ronaldo Caiado afirmou no interior de São Paulo que o vice ideal para compor a chapa presidencial com ele é o presidente de seu partido, Gilberto Kassab. Foi um movimento lógico, prudencial e pensado para que o presidente da sigla guardasse a vaga que está em processo de captação de pretendentes ideais: […]
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Grupo que define tática eleitoral do PT diz que Juliana deve liderar chapa no RS

O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT se reuniu nesta terça-feira (7) e divulgou uma resolução após o encontro. O documento diz que deve ser definida “uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no Estado do Rio Grande do Sul”.

O texto também afirma que Edegar Pretto “é a liderança com maior legitimidade para essa construção”. Apesar da ambiguidade, a resolução foi interpretada como uma mensagem para que Pretto abra mão de sua candidatura, inclusive pelo próprio pré-candidato, que se manifestou a respeito do documento em suas redes sociais.

A resolução do GTE destaca a conjuntura internacional, com a ascensão do fascismo e as ameaças de intervenção estrangeira na América Latina. O texto diz que, neste contexto, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o “eixo central” da tática política para 2026, porque teria papel estratégico nas disputas políticas no continente e em nível global.

Para buscar essa vitória eleitoral, prossegue o GTE, deve ser construído um “amplo campo democrático, liderado por uma aliança de centro-esquerda”. Assim, o grupo determina que “a tática política no Estado do Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura, com encaminhamentos coerentes e responsáveis, dando consequência a análise com ações que colaborem com essa imposição histórica. Não há nada mais importante que a reeleição do Presidente Lula”, ressalta o texto.

Diretório Estadual é soberano para decidir meu papel, diz Pretto

Edegar Pretto recebeu o documento do GTE do próprio presidente nacional do PT, Edinho Silva, conforme o pré-candidato relata em nota divulgada em suas redes sociais. O ex-presidente da Conab respondeu ao dirigente do partido que convocou o diretório estadual do PT para deliberar sobre o tema. “Quero tratar desse tema com a instância que me colocou na condição em que estou hoje. A instância partidária que definiu a tática eleitoral no Rio Grande do Sul é soberana para decidir o meu papel nas eleições deste ano”, afirmou.

Pretto também destacou que sua pré-candidatura “nunca foi um movimento pessoal” e que também não é exclusiva do PT. “Ela representa uma frente política que conhece o nosso estado e sabe qual é o melhor caminho para contribuirmos com a vitória do presidente Lula”.

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A reação de Lula diante do crescimento de Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante solenidade do Rio de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou aliados por maior agilidade na organização da pré-campanha presidencial durante reunião realizada na segunda-feira (23), no Palácio da Alvorada. A orientação ocorre em meio ao avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Com informações da Folha de S.Paulo.

Relatos indicam que o mandatário demonstrou insatisfação com o desempenho recente nas sondagens e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio eleitoral. O presidente também apontou necessidade de reação diante da movimentação do campo adversário.

Após o encontro, a direção do PT orientou deputados a intensificar o confronto político com a oposição. A estratégia inclui ampliar a repercussão de declarações do presidente sobre o caso Banco Master.

A recomendação é associar o episódio a adversários políticos e reforçar a comunicação pública do governo sobre o tema. A orientação foi repassada em reuniões com parlamentares da bancada.

Edinho Silva, novo presidente do PT

Lula tem mantido encontros frequentes com integrantes da pré-campanha para discutir o cenário político e definir ações. Participaram da reunião nomes como Edinho Silva, Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr.

Auxiliares avaliam que o grupo adversário avançou na organização da pré-campanha. Segundo relatos, o partido opositor já estruturou equipe jurídica e comunicação voltadas ao processo eleitoral.

Durante reunião com deputados, dirigentes do PT também destacaram a importância de ampliar arrecadação e reforçar presença política. Entre as ações discutidas estão eventos de financiamento e alinhamento de discurso.

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Agora vai: Armínio Fraga declara apoio a Eduardo Leite

Armínio Fraga

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), ausente na abertura de um evento de tecnologia chamado South Summit, em Porto Alegre, acabou sendo lembrado por um clássico do mercado.

Cotado como possível candidato da chamada terceira via nas eleições presidenciais, ele recebeu apoio público do economista Armínio Fraga.

Durante painel sobre riscos e oportunidades para o Brasil em 2027, Fraga fez um elogio confuso a Leite. “Existe uma oportunidade espetacular para o Brasil, mas eu não acredito que a situação polarizada que a gente tem hoje vai dar uma resposta. Eu acredito que quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”, disse.

O gaúcho estava em São Paulo, onde se reuniu com Gilberto Kassab para tratar de sua possível candidatura ao Planalto. Filiado ao PSD, ele tenta se consolidar como alternativa fora da polarização entre os principais grupos políticos.

O South Summit tem sido uma vitrine recorrente para Leite desde 2022, quando o governo do Rio Grande do Sul passou a financiar o evento. A gestão estadual mantém presença ativa na programação, com participação institucional e apresentações voltadas à agenda de inovação e tecnologia.

Ex-presidente do Banco Central, Armínio propôs congelar o salário mínimo por seis anos em maio de 2025, permitindo apenas a correção pela inflação, sem aumento real. A medida ajudaria a reduzir gastos públicos, que hoje, segundo ele, concentram até 80% do orçamento em folha e previdência.

Arminio Fraga declara apoio a Eduardo Leite:

“Tudo no Brasil pode melhorar, eu acredito nisso. Não acredito que a polarização vá resolver os problemas. Quem pode resolver nessa trajetória é o Eduardo Leite.” 🤣

pic.twitter.com/bwGYUChGpB

— Pri (@Pri_usabr1) March 26, 2026

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O centro que tenta nascer em meio ao barulho dos extremos

Por Nilson Hashizumi


Há algo curioso acontecendo na política brasileira.

Enquanto os extremos seguem organizados, barulhentos e emocionalmente mobilizados, uma parte significativa do país parece ter entrado em silêncio.

Não é apatia.
É exaustão.

Exaustão de um debate que não avança, de posições que não dialogam e de uma lógica onde vencer parece mais importante do que governar.

É nesse espaço — difuso, fragmentado, ainda sem identidade clara — que surge, mais uma vez, a tentativa de construção de uma terceira via.

Mas há um detalhe importante que costuma ser ignorado:

O centro não nasce da ausência de extremos. Ele precisa ser construído como presença.

A engenharia política que tentou dar forma ao centro

No fim de janeiro de 2026, Gilberto Kassab fez um movimento que, à primeira vista, parecia reunir todos os elementos da racionalidade política.

Atraiu três governadores em fim de mandato — Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite — e organizou uma espécie de “pré-seleção” para a disputa presidencial.

A ideia era simples, quase didática:

escolher entre os três aquele que tivesse melhores condições de competir, unificar o grupo e apresentar ao país uma candidatura de centro, moderada, dialogadora, sem os vícios dos extremos.

Na lógica da estratégia, fazia sentido.

Na lógica da política real, nem tanto.

Porque política não é apenas construção de cenário.

É disputa de percepção.

Quando o plano encontra a realidade

Ratinho Junior foi anunciado como pré-candidato.

Duas semanas depois, desistiu.

E esse movimento, que pode parecer apenas mais um capítulo da dinâmica eleitoral, na verdade revela algo mais profundo:

O centro ainda não encontrou o seu próprio chão

Com cerca de 7% das intenções de voto no início de março, segundo a Genial/Quaest, Ratinho ocupava exatamente o lugar onde muitas candidaturas de centro param:

existe, aparece, mas não se impõe.

É lembrado — mas ainda não é escolhido.

E na política, essa diferença é brutal.

O jogo que acontece fora dos holofotes

Enquanto o centro tenta se organizar, os extremos seguem jogando.

A reaproximação entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro não é apenas um gesto político.

É reposicionamento de força.

É reorganização de território.

É mensagem para dentro e para fora.

Ao fortalecer o palanque no Paraná, ao mesmo tempo em que reconfigura relações internas, o campo conservador demonstra algo que o centro ainda não conseguiu fazer:

agir como bloco.

Já o centro, até aqui, se comporta como soma.

E soma, em política, raramente vence bloco organizado.

O dado que revela o espaço — e o problema

Se a movimentação das lideranças mostra o jogo político, os dados mostram o humor da sociedade.

E o humor é claro: o país está dividido — e cansado.

A pesquisa Genial/Quaest de fevereiro de 2026 mostra um cenário de equilíbrio tenso: 45% aprovam o governo Lula, enquanto 49% desaprovam.

Em março, a desaprovação cresce para 51%, com 44% de aprovação.

Não há ruptura.

Mas há desgaste.

E mais do que isso: há um dado que costuma passar despercebido —

os eleitores independentes, aqueles que poderiam sustentar uma candidatura de centro, não estão plenamente convencidos por nenhum dos lados.

O centro existe.
Mas ainda não se reconhece como escolha.

O erro recorrente: tratar o centro como estratégia — e não como identidade

Há um equívoco que se repete eleição após eleição.

Imaginar que o centro pode ser construído por engenharia política.

Não pode.

Centro não é posicionamento técnico.
Centro é percepção social.

Não se define em reunião.
Se constrói na trajetória.

Não se impõe por acordo.
Se conquista por confiança.

E aqui entra um ponto que deveria ser óbvio, mas raramente é tratado com a devida seriedade:

reputação não se improvisa em ano eleitoral.

Entre a intenção e a viabilidade

O movimento de Kassab tem mérito.

É, talvez, a tentativa mais estruturada dos últimos anos de dar forma a uma alternativa fora da polarização.

Mas esbarra em três barreiras que não se resolvem com articulação:

1. O eleitor não escolhe apenas com a razão — escolhe com identidade
E identidade, hoje, está ancorada nos extremos.

2. O centro não mobiliza — ainda
Porque não oferece pertencimento claro.

3. Visibilidade não é viabilidade
Ser conhecido não é o mesmo que ser escolhido.

E a política, no fim, é sobre escolha.

2026 não será uma eleição simples

Lula chega competitivo, mas sob desgaste.

O campo conservador se reorganiza e tenta reviver sua força.

E, entre esses dois polos, existe um eleitor que não quer repetir 2018, nem reviver 2022.

Mas querer algo diferente não significa saber o que escolher.

E esse é o espaço — e o desafio — da terceira via.

A travessia que ainda não começou

A pergunta não é se há espaço para o centro.

Há.

A pergunta é outra: há alguém capaz de transformar esse espaço em confiança?

Porque, no fim, é sempre sobre isso.

Trajetória gera reputação.
Reputação gera confiança.
E confiança é o que sustenta qualquer projeto de poder legítimo.

Sem isso, não há terceira via.

Há apenas tentativa.

Sobre o autor

NILSON HASHIZUMI

Nilson Hashizumi é estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais.

Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.

Especialista em campanhas e comunicação governamental, integra estratégias on-line e off-line na construção de imagem pública

Defende que reputação é patrimônio — construída pela trajetória, sustentada pela coerência e reconhecida pela confiança.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

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Benedita da Silva é a entrevistada no Focus Brasil nesta quinta (26)

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) é a convidada do programa Focus Brasil – Semana em Debate, promovido pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT. O programa é exibido na 5ª feira (26/3), às 20 horas, pelo YouTube da instituição. Confira mais em TVT News.

Com mais de 40 anos de atuação e representação popular, Benedita da Silva é referência na defesa dos direitos de mulheres, das pessoas negras e das mais carentes. A entrevistada coloca-se como pré-candidata ao Senado nas eleições de outubro.

No seu histórico, já foi governadora, senadora, vereadora, ministra de Estado, além de deputada federal. Na mesa do programa, ela será questionada pelo consultor em comunicação e marketing digital, Lázaro Rosa, e pelo presidente interino da Fundação Perseu Abramo, Brenno Almeida.

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PAUTA – Entre os temas em pauta, estão a situação do Rio de Janeiro e da gestão do ex-governador Cláudio Castro; a posição da esquerda em relação às religiões; a representação do Rio de Janeiro no Congresso Nacional; a segurança pública e as políticas sociais integradas; a relação entre o governo do presidente Lula e o município carioca; as disputas sobre pautas sociais no Poder Legislativo; a fé como instrumento de transformação social; e o diálogo com base popular.

SAIBA MAIS – Benedita da Silva, nascida na favela Chapéu Mangueira, é evangélica, liderança histórica do PT e referência na articulação entre fé, política e justiça social. Foi, muitas vezes, “a primeira mulher negra” em vários espaços sociais, inclusive quando ocupou cargos centrais na República, como:

  • Primeira senadora negra do Brasil;
  • Primeira governadora negra do país;
  • Primeira mulher negra a presidir a Câmara dos Deputados;
  • Foi deputada constituinte, participando do “Lobby do Batom”, que garantiu grande parte das reivindicações femininas na Constituição de 1988.

O programa Focus Brasil também fica disponível na plataforma Spotfy (https://open.spotify.com/show/3Y6jJ6AuNRGMu5SMZTWV52?si=32af1510fa964804) e pode ser encontrado no YouTube do PT Brasil.

Serviço:
Programa Focus Brasil – Semana em Debate com Benedita da Silva, deputada federal (PT-RJ)
Dia e horário: 26/3, às 20 horas
Onde assistir: YouTube (@FundacaoPerseuAbramo)

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Entenda o que acontece no Rio com a renúncia de Claudio Castro

O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, renunciou nesta segunda-feira (23) ao cargo para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições majoritárias de outubro. Saiba mais em TVT News.

Com sua saída, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo. 

Essa situação ocorre porque o vice-governador, Thiago Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) saiu em 2025 e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.

Bacellar renovou o pedido de licença do mandato. Ele não exerce o cargo desde 10 de dezembro de 2025 porque foi preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), em 3 de dezembro. 

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O parlamentar teria vazado informações sigilosas sobre a investigação contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, acusado de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do Rio de Janeiro.

Mensagens interceptadas pelos investigadores fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para prender e afastar Bacellar da presidência da Alerj.

Pela legislação, o presidente do TJRJ deverá organizar em dois dias uma eleição indireta para que os 70 deputados estaduais escolham em 30 dias um indicado para comandar o governo durante um mandato-tampão, até a escolha do próximo governador nas eleições de outubro.

Réu

Claudio Castro é réu em processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ser condenado à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Com a saída do governo, o pedido para cassar o mandato de Castro perde efeito, mas ele ainda pode ser condenado à inelegibilidade e ficar impedido de disputar o pleito deste ano.

O TSE retoma nesta terça-feira (24), às 19h, o julgamento. 

O julgamento foi suspenso, no dia 10 deste mês, por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. Até o momento, o placar da votação está em 2 votos a 0 pela cassação de Castro. Faltam cinco votos.

O julgamento também engloba o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o deputado Rodrigo Bacellar, que foi secretário de Governo de Castro e o ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) Gabriel Rodrigues Lopes.

Os acusados respondem por supostas contratações irregulares na Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O Ministério Público Eleitoral acusa Castro por obter vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio de Janeiro.

De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

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O fim do silêncio de Kassab após Ratinho Jr. desistir da Presidência

Gilberto Kassab e Ratinho Jr. Foto: reprodução

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, se manifestou após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistir da pré-candidatura à Presidência da República. Em publicação nas redes sociais, Kassab elogiou a trajetória do correligionário e reafirmou que o partido manterá um nome na disputa ao Palácio do Planalto em 2026.

“O Partido Social Democrático reafirma sua admiração pelo governador Ratinho Junior e por sua gestão, considerada a melhor da história do Paraná que, entre outros feitos, transformou a educação do Estado na melhor do Brasil, reduziu os índices de criminalidade aos menores níveis em décadas e fez enormes investimentos em infraestrutura que trarão, por muitos anos, bons frutos ao desenvolvimento paranaense”, escreveu Kassab.

Na mesma publicação, o dirigente destacou que a sigla seguirá buscando uma alternativa eleitoral fora da polarização. “O PSD se mantém firme em sua decisão de apresentar aos brasileiros uma candidatura a presidente da República, que com certeza será a ‘melhor via’, contrapondo-se a essa polarização de propostas radicais que em nada contribuem para o que o Brasil precisa”, afirmou.

Kassab também indicou os possíveis nomes para a disputa. “Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são governadores muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas. Ambos têm apresentado seus projetos para o Brasil, que nortearão o plano de governo do candidato do PSD. A escolha, como afirmado anteriormente, deve ocorrer até o fim deste mês de março”.

pic.twitter.com/6DYa1kTRh2

— Gilberto Kassab (@gilbertokassab) March 23, 2026

A decisão de Ratinho Júnior de deixar a corrida presidencial foi anunciada na segunda-feira (23), após conversa com a família. Nos bastidores, aliados apontam que a resistência familiar teve peso na escolha, especialmente por preocupações com a exposição dos negócios do grupo durante uma campanha nacional.

Outro fator determinante foi a sucessão no Paraná. Sem poder disputar a reeleição, o governador passou a priorizar a definição de um nome para manter seu grupo político no comando do estado a partir de 2027. O cenário ganhou ainda mais pressão com o avanço do senador Sergio Moro nas articulações para disputar o governo estadual.

Em reunião recente, Moro e Flávio Bolsonaro firmaram acordo para uma aliança eleitoral no Paraná em 2026, com apoio do PL ao projeto do ex-juiz. Diante disso, Ratinho optou por permanecer no cargo para acompanhar de perto a sucessão e preservar sua influência política no estado.

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Eleição no RS: Derrotar Zucco com um programa de esquerda! (por Fortalecer o PSOL-RS)

Fortalecer o PSOL-RS (*) 

Nós, do Fortalecer o PSOL-RS, vemos com muita preocupação a atual situação de nosso Estado. Já tivemos a melhor educação do país, a melhor qualidade de vida; já fomos um dos estados com maior número de universidades, com menor número de pessoas em situação de rua; tínhamos uma indústria forte, estatais pujantes e uma agricultura diversa apoiada na pequena produção, sem veneno.

O movimento do PT Nacional de apoio a Juliana Brizola do PDT na cabeça da chapa ao Governo do Estado pode representar uma conta de soma zero.

Na nossa avaliação, na batalha para retomar um futuro promissor para o nosso Estado, não basta derrotar o projeto nefasto de Zucco. O que mais importa numa eleição, para a esquerda de verdade, é o PROGRAMA, a proposta de saída para a situação em que nosso Estado se encontra. Qual partido ou frente apresentará esta saída à sociedade, com prioridade para atendimento das demandas da maioria da população, da classe trabalhadora, um projeto de desenvolvimento sustentável para o RS.

Nesse sentido, o PDT – que ainda integra o Governo Leite, carrega o passivo negativo de um projeto de desmonte do Estado. De privatização da Ceee, Corsan, Ceitec, pedágios; de entrega da Educação Pública para Institutos e Fundações Privados, como Unibanco, Lemann, Gerdau – antítese da tradição defendida por Leonel Brizola. De política “zero” de Reforma Agrária. Um projeto ambiental que não é sustentável e vai na contramão do necessário para barrar a aceleração do calor extremo e suas consequências para nossa população, como a trágica enchente de 2024.

O Fortalecer o PSOL-RS vem a público reafirmar nosso apoio à indicação do nome de Edegar Pretto, do PT, para governador do RS, na Frente que o PSOL integra, nesse momento. Edegar sintetiza a possibilidade de liderar a aplicação de um Programa de “Fortalecimento do Estado à serviço de nosso Povo e não da elite empresarial e do agro”: Educação e Saúde públicas e de qualidade, “desprivatização” da educação e saúde com respeito e dignidade de seus trabalhadores, com as Universidades Públicas, UERGS e IFs construindo junto a SEDUC um projeto que reverta o quadro atual; restatização da Ceee, Corsan, Ceitec – investimento em pesquisa e tecnologia estatais; fortalecimento da Emater e políticas de apoio à agricultura familiar – produtora de alimentos saudáveis para maioria da população; fim dos pedágios e Tarifa Zero no transporte público, dentre outros.

Um programa que se oponha frontalmente ao defendido pela candidatura da extrema-direita (Zucco, PL-PP) e da direita (governo Leite), representantes do retrocesso civilizatório em nosso Rio Grande.

Caso se concretize essa nova aliança, o PSOL-RS deve se reunir e lançar candidatura própria ao Governo do Estado, com um programa real, para enfrentar as crises climática, econômica e social.

(*) Berna Menezes – Secretária Geral Nacional do PSOL; Mário Azeredo – Editor da Revista Linha Vermelha/PSOL; Neiva Lazzarotto – Executiva Estadual do PSOL RS; Gianfrancesco Santos dos Santos – Dirigente da Juventude do PSOL; e Matheus Vicente – Pres. PSOL Sapucaia e membro do Diretório Estadual do PSOL RS

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Michelle toma protagonismo de Flávio após caso Master e internação de Bolsonaro; entenda

Michelle Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Foto: reprodução

O avanço das investigações sobre o Banco Master no Distrito Federal e a nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocaram uma mudança no comando do bolsonarismo. Com o desgaste do entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a perda do principal eixo de articulação da direita local, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas decisões políticas, interferindo diretamente na definição de candidaturas para 2026.

O movimento, de acordo com informações do Globo, a colocou em rota de colisão com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até então conduzia a estratégia nacional do grupo no posto de pré-candidato à Presidência.

A crise foi agravada pelas revelações envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões do governo do DF, especialmente no caso do BRB. O cenário piorou após a divulgação de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à Reag, investigada pela Polícia Federal.

Em resposta, o Partido Liberal protocolou pedido de CPI na Câmara Legislativa, rompendo na prática com o governador, que era aliado e articulava candidatura ao Senado.

Sem Ibaneis como referência política, parlamentares passaram a buscar Michelle diretamente, consolidando seu protagonismo. Ela passou a dialogar com pré-candidatos e a influenciar decisões eleitorais, enquanto Flávio mantinha a articulação nacional focada em alianças mais amplas.

No DF, a divergência ficou evidente: Michelle defendeu uma chapa ao Senado com seu nome e o da deputada Bia Kicis, além de apoiar Celina Leão ao governo local. “A Michelle se manifestou publicamente já várias vezes, desde o meu pré-lançamento no dia 11 de novembro, como pelas redes sociais dela várias vezes. Vamos ter agendas em breve, depois da internação do ex-presidente”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).

Já aliados de Flávio passaram a defender o nome do senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa de centro-direita. A proposta foi rejeitada por aliados de Michelle.

“Até agora nada apareceu diretamente ligado a ela e acho que ela tem chances reais de ser eleita. Izalci é muito preparado, bom parlamentar, mas Celina é a melhor opção. Celina já passou pelo Executivo antes. Celina será nossa governadora”, disse a ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: AFP

O protagonismo de Michelle foi reforçado por uma carta de Jair Bolsonaro, na qual ele pediu que aliados parassem de pressioná-la e indicou que ela deveria assumir papel mais ativo. A possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente também é vista como fator que pode ampliar ainda mais sua influência política.

Enquanto Michelle passou a atuar diretamente na articulação política e no entorno pessoal de Bolsonaro, controlando agendas e acesso, Flávio manteve interlocução institucional e chegou a se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da situação do pai. Michelle, por sua vez, acionou aliados como Tarcísio de Freitas para reforçar o pleito.

O conflito também se espalhou para outros estados. No Ceará, Flávio tentou viabilizar aliança com Ciro Gomes (PSDB-CE), enquanto Michelle se posicionou contra o acordo, alinhada a nomes mais conservadores. Em Minas Gerais e São Paulo, divergências sobre alianças e composição de chapas reforçam a disputa interna.

Apesar do cenário de tensão, o discurso público ainda é de unidade. “Quando o presidente Bolsonaro fez a escolha, automaticamente teve outra pessoa que preferia ter outra escolha. Mas como a gente tem um líder, a gente tem que seguir o líder. E daí já está tudo resolvido, 100% dos apoiadores do presidente Bolsonaro estão com o Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

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“Estranheza”: Flávio Bolsonaro se cala sobre o caso Master há cinco meses

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

Cinco meses após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC), o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece em silêncio sobre o escândalo que envolveu a falência da instituição financeira e seus desdobramentos. A ausência de declarações de Flávio Bolsonaro sobre o caso é vista com “estranheza” por aliados, especialmente considerando que o escândalo é um dos maiores episódios de fraude financeira no Brasil. Com informações de Lauro Jardim, do Globo.

Enquanto Bolsonaro se cala, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado publicamente sobre o escândalo, com um discurso contundente. Na última quinta-feira (19), Lula afirmou que “não deixaremos pedra sob pedra para apurar tudo o que fizeram, dando um rombo de R$ 50 bilhões neste país”. A postura de Lula contrasta com a ausência de comentários de Flávio Bolsonaro sobre o caso, especialmente considerando que o escândalo envolve figuras do governo Bolsonaro e do círculo político de Flávio.

Enquanto isso, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem intensificado as críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma resolução publicada recentemente, o PT questiona a omissão de Flávio Bolsonaro sobre o escândalo, destacando a negligência do governo Bolsonaro na supervisão do setor financeiro e sua ligação com Daniel Vorcaro, o banqueiro acusado de fraude. “O banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, período em que acumulou fortes indícios de gestão fraudulenta”, afirma o PT.

A resolução do partido também acusa o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, de ter permitido o crescimento do esquema de corrupção, sem realizar intervenções necessárias. No entanto, o PT foca suas críticas diretamente em Flávio Bolsonaro, associando-o ao financiamento eleitoral de sua campanha e ao uso de recursos oriundos do Banco Master: “Flávio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto autoritário e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas”.

Além da publicação oficial, grupos de WhatsApp ligados ao PT têm propagado vídeos e conteúdos que associam Vorcaro a Flávio Bolsonaro. Uma postagem, por exemplo, traz uma montagem que relaciona o nome de Flávio Bolsonaro com os contatos encontrados na agenda de Vorcaro. “A teia do escândalo BolsoMaster só cresce e todos os caminhos levam ao clã Bolsonaro”, diz o texto compartilhado nos grupos.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

Em entrevista, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiram que a estratégia de comunicação do governo foi errada ao evitar um confronto direto com Flávio Bolsonaro. Alguns membros do PT acreditam que, ao focar apenas em pautas positivas e evitar embates com Flávio, o governo perdeu tempo e espaço. “Agora seria, portanto, necessário ajustar a rota”, disseram. Para o PT, a relação entre Flávio Bolsonaro e o escândalo do Banco Master precisa ser destacada como um fator crucial para desmantelar a narrativa da direita.

Em paralelo, o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas presidenciais tem gerado um alerta entre governistas, que veem na omissão da sua relação com o escândalo uma falha na comunicação do governo. O PT busca agora reorganizar sua estratégia e manter a pressão sobre Flávio Bolsonaro, utilizando a associação ao Banco Master como uma ferramenta de desgaste político.

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Simone Tebet anuncia filiação ao PSB para concorrer ao Senado em São Paulo

A ministra do Planejamento e do Orçamento, Simone Tebet, anunciou neste sábado (21) que deixou para o MDB para ingressar o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Pelo novo partido, Simone, 56, anos, deverá concorrer ao Senado por São Paulo, como já havia anunciado anteriormente.

A ministra, que deve deixar o cargo em breve para se dedicar à pré-campanha, anunciou a saída do MDB, partido pelo qual militou nas últimas três décadas, em mensagem nas redes sociais.

“Parto, mas não sem antes abraçar, carinhosamente, os companheiros que ficam. O MDB, casa que me abrigou e me permitiu servir ao Brasil por quase 30 anos, também serviu de moradia segura para os brasileiros democratas perseguidos durante a longa noite do arbítrio. Foram esses brasileiros que fizeram, para todos nós, um novo amanhecer. Brasileiros como os que refundaram o PSB, partido que agora me abraça, me acolhe e me convida a construir, juntos, o país dos nossos melhores sonhos. É a essa tarefa, nesta nova casa, que continuarei a dedicar as minhas melhores energias”, afirma a mensagem.

Por sua vez, o PSB publicou uma nota em que celebra a filiação da ministra. “Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático. Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento. Alguém que foi a primeira mulher a presidir a CCJ, a primeira a disputar a presidência do Senado em quase dois séculos de história, e que por três vezes consecutivas foi eleita a melhor parlamentar do país. Uma mulher que estudou os problemas do Brasil, enfrentou interesses poderosos e sustentou posições que exigiam coragem e independência política”, diz a nota.

O partido também confirmo que ela participará da disputa eleitoral deste ano pelo estado de São Paulo. “O melhor sinal disso é que alguém como Simone Tebet, podendo estar em muitos outros partidos, escolheu estar aqui, com a gente. São Paulo terá, com ela, uma liderança à altura do que se exige de quem pretende representar o Estado mais populoso do país. Uma mulher já testada pela vida pública e coroada pelo eleitorado. Consciente de que o Brasil precisa de menos espetáculo e mais substância, menos bravata e mais grandeza, menos cálculo miúdo e mais ambição”, afirma a nota.

Filha do ex-senador Ramez Tebet, Simone foi vice-governadora do Mato Grosso do Sul entre 2011 e 2014. Ela se elegeu senadora em 2014, para um mandato de oito anos. Em 2022, disputou à Presidência da República, ficando em terceiro lugar, atrás do presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela é ministra do Planejamento desde o início do terceiro governo Lula.

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Haddad busca vice ligado ao agro para se fortalecer no interior de SP

Brasília (DF), 13/01/2026 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária, na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Por Caio Spechoto e Augusto Tenório (Folhapress) – Escolhido pelo presidente Lula (PT) para disputar o Governo de São Paulo e de saída do Ministério da Fazenda, o petista Fernando Haddad busca um vice próximo ao agro para compor sua chapa. A ideia é tentar fortalecer a candidatura petista no interior do estado. Haddad foi […]
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Lindbergh detona Estadão por equiparar Lula a Flávio: “Feito por IA”

O deputado federal Lindbergh Farias. Foto: Gabriel Paiva

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) usou as redes sociais nesta segunda-feira (16) para criticar o Estadão que, em um editorial, sugeriu um suposto canaço dos brasileiros em relação ao presidente Lula (PT). O parlamentar apontou que o jornal da “escolha muito difícil”, entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PL) em 2018, tenta falsamente equiparar o governo atual, com recordes de emprego e benefícios sociais, à família Bolsonaro, cercada por escândalos criminais.

Lindbergh defende ainda que Lula representa avanços, direitos e esperança para o povo, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) simboliza retrocesso, privilégios e alinhamento com interesses das elites. Leia a publicação de Lindbergh na íntegra:

Em editorial feito por IA, o Estadão tenta vender a tese de que o Brasil estaria “cansado de Lula”. Na prática, é a velha operação da falsa equivalência para transformar em “escolha muito difícil” a disputa entre um governo que entregou a menor taxa anual de desemprego da série histórica, de 5,6% em 2025, inflação de 3,81% em 12 meses até fevereiro de 2026 e isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, vigente desde janeiro de 2026, e a família Bolsonaro cercada por denúncias de rachadinha, roubo de joias, matadores de aluguel, milícias e vínculos com facções criminosas.

A comparação real não é entre dois estilos de governo. Lula é o novo que tira milhões da miséria, gera emprego, amplia renda, reduz imposto para quem trabalha, valoriza o salário mínimo e recoloca o povo no centro das prioridades nacionais. Flávio Bolsonaro é o velho que propõe a retirada de direitos, do receituário neoliberal embalado como modernidade, da fila do osso, do ataque à aposentadoria, das ameaças a férias, 13º salário e proteção trabalhista, sempre em favor dos mesmos privilégios do andar de cima.

De um lado, um projeto que apoia o debate sobre o fim da escala 6×1, proteger as mulheres contra o feminicídio, combater o crime organizado e busca construir um país mais justo com saúde, educação e emprego. Do outro, escândalos, compra de imóveis com dinheiro vivo, defesa da violência, sabotagem da economia nacional e submissão a interesses externos.

O Brasil real sabe reconhecer quem melhora a vida do povo. Lula representa emprego, renda, democracia, direitos e esperança. Representa a ideia de um país mais justo, que enfrenta desigualdades, ataca privilégios e não aceita que o destino do povo seja o sofrimento imposto pelos poderosos de sempre. É por isso que Lula segue tão forte, porque encarna os sonhos e o futuro, enquanto seus adversários representam apenas os fantasmas do passado que o Brasil já rejeitou.

Em editorial feito por IA, o Estadão tenta vender a tese de que o Brasil estaria “cansado de Lula”. Na prática, é a velha operação da falsa equivalência para transformar em “escolha muito difícil” a disputa entre um governo que entregou a menor taxa anual de desemprego da série…

— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) March 16, 2026

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Como a candidatura de Kim Kataguiri ao governo de SP pode acabar favorecendo o PT

O deputado Kim Kataguiri. Foto: Divulgação

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) têm demonstrado, de forma discreta, apoio à candidatura de Kim Kataguiri, deputado federal e líder do partido Missão, ao governo de São Paulo. A aposta dos petistas é que uma disputa mais acirrada no estado, entre Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas, possa garantir a realização de um segundo turno, fortalecendo a campanha de Lula na corrida presidencial.

Em pesquisa do Datafolha divulgada no dia 8 de março, Kataguiri, que fundou o partido Missão, aparece com 5% das intenções de voto. O governador Tarcísio lidera com 44%, seguido de Haddad, com 31%. Outros possíveis candidatos, como Paulo Serra (PSDB) com 5% e Felipe D’Avila (Novo) com 3%, não devem seguir com as candidaturas, pois seus partidos têm sinalizado apoio à reeleição dele.

A presença dele como terceira via relevante poderia agitar o cenário eleitoral, abrindo caminho para um possível segundo turno. Esse resultado seria estratégico para o PT, que almeja uma palanque forte em São Paulo no segundo turno das eleições presidenciais, a fim de aumentar a competitividade contra Flávio Bolsonaro, o candidato da direita.

Em resposta à especulação sobre sua candidatura, Kim Kataguiri se mostrou irônico ao comentar o apoio implícito do PT. “Fico lisonjeado”, disse o deputado, destacando que a decisão sobre sua candidatura ao governo de São Paulo ou sua reeleição para a Câmara dos Deputados será tomada apenas em junho.

O deputado Kim Kataguiri atualmente é o líder do partido Missão. Foto: Divulgação

Atualmente, ele está se dedicado à construção das chapas do partido Missão nos estados e ao seu trabalho como líder do partido na Câmara dos Deputados. “Neste momento tenho gasto minhas energias com a construção das chapas do partido nos estados, e com o cargo de líder do Missão na Câmara, para o qual não conto com nenhuma estrutura na Casa”, afirmou Kataguiri, deixando claro que sua agenda política está focada em outras prioridades.

Apesar da ironia, a movimentação política em torno da possível candidatura de Kim não é vista como algo inesperado. O deputado, conhecido por sua postura “crítica e independente”, tem conquistado a atenção de setores que buscam uma alternativa à polarização entre PT e o bolsonarismo.

Para o PT, a chance de fortalecer a campanha presidencial de Haddad depende de uma disputa estadual acirrada. A candidatura de Kim poderia ser o elemento que faltava para criar uma polarização mais intensa, forçando um segundo turno, algo que aumentaria as chances de vitória para o partido nas eleições gerais.

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A esquerda e as eleições de 2026 (por Michel Goulart da Silva)

Michel Goulart da Silva (*) 

O tema das eleições vem ocupando parte importante dos debates políticos nacionais recentes. Embora os temas relacionados à corrupção ou à guerra tenham grande destaque, as eleições têm sido algo bastante destacado, na medida em que impacta de forma direta a vida das pessoas. Nesse contexto, a esquerda se vê em um dilema: apoiar ou não apoiar no primeiro turno a eleição de Lula.

Um aspecto a ser considerado passa pelo combate ao bolsonarismo. Embora enfraquecido, o provável candidato principal da direita deve ser um herdeiro político e biológico do antigo presidente, seu filho Flávio. Sua candidatura, para garantir o apoio de todo tipo de político fisiológicos, deve ter um perfil mais próximo ao Centrão, talvez secundarizando as pautas ideológicas do bolsonarismo, ainda que mantendo o discurso de combate à esquerda e às organizações dos trabalhadores. Nesse cenário, para a esquerda, coloca-se a tarefa de combater a extrema-direita, ainda que a direita esteja paulatinamente se voltando para setores conservadores com um perfil mais tradicional.

Outro aspecto passa pelo balanço que se faz sobre o governo Lula. Por um lado, o governo fez medida de interesses dos trabalhadores, como a questão do imposto de renda ou a recomposição do orçamento dos serviços públicos. Por outro lado, o governo seguiu nas privatizações, manteve uma relação amistosa com o imperialismo e, diante do tarifaço de Trump, teve como resposta ajudar os setores empresariais. Esses elementos colocam o governo diante de uma situação contraditória, em que não avançou em pautas necessárias para os trabalhadores, mas, ao mesmo tempo, fez algumas medidas que mitigaram sua situação de pobreza e exploração.

Um terceiro aspecto passa pela questão da unidade da esquerda. Não se faz referência aqui ao bloco entre PT, PSOL e PCdoB, que compõem o governo de união nacional com a burguesia e devem seguir em seu pacto de defesa da institucionalidade burguesa. Os três partidos de extrema-esquerda que possuem legenda – PSTU, PCB e UP – vem anunciando a possibilidade de lançar candidaturas próprias, mas, também, em especial organizações sem legenda, tem defendido a possibilidade de unificação desses setores em uma única candidatura. Uma eventual candidatura unificada desses setores poderia ser, em teoria, um polo de aglutinação, à esquerda do governo Lula, e uma possibilidade de articulação orgânica dos trabalhadores.

Portanto, para a esquerda, se colocam dois caminhos. Um primeiro, que passa pelo apoio à reeleição de Lula. Essa perspectiva se justifica principalmente por sua candidatura se constituir novamente em uma ferramenta para derrotar o bolsonarismo nas urnas e impedir o retorno de um governo centrado na destruição de direitos dos trabalhadores, como o foram Temer e Bolsonaro. Contudo, ao mesmo tempo, essa perspectiva se mostra limitada na medida em que o mandato de Lula não esteve voltado para o avanço de direitos dos trabalhadores, se limitando a um governo burguês que, no melhor dos cenários, recompôs a escassez que existia antes da destruição bolsonarista.

Um segundo caminho passa pela possibilidade de apoio a uma candidatura da extrema-esquerda. Por certo que essa candidatura defenderia um programa centrado nos interesses dos trabalhadores e poderia ser uma ferramenta no processo de organização da classe trabalhadora no sentido da transformação da sociedade. Contudo, essa candidatura não teria diálogo com amplos setores da classe, se limitando a angariar votos no setor que de antemão têm referência nesses partidos. Ademais, mesmo que se unissem diversas organizações em torno a uma candidatura, essa seria uma unidade de ocasião, sem uma perspectiva de organização estratégica, se mostrando mais como um aglomerado de brigas por picuinhas e disputas retóricas que nem mesmo a base desses grupos entende.

Portanto, a questão não pode ser respondida de forma simples, como uma mera opção de voto. O debate estratégico precede o eleitoral, colocando a necessidade de se apontar para um projeto construído coletivamente pela classe trabalhadora. O democrático-popular, dominante como estratégia na década de 1980, faliu diante da subida do PT ao governo central, em 2003. Outra perspectiva estratégica está em aberto, não tendo, até agora, conseguido superar os limites da democracia burguesa.

Os trabalhadores, por meio de suas organizações, devem construir uma alternativa que se expresse para além das eleições. O voto em uma candidatura ou outra se mostra apenas como a expressão tática da estratégia que os trabalhadores eventualmente coloquem em seu horizonte. Da forma como se faz o debate atual, com a ausência de um projeto estratégico construído de forma coletiva, defender o voto em Lula ou em uma candidatura da extrema-esquerda mostra apenas o oportunismo de setores que fingem levar a sério os interesses dos trabalhadores.

(*) Doutor em história pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e técnico-administrativo no Instituto Federal Catarinense (IFC). Autor do livro “Golpe e ditadura em Santa Catarina”

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Significante sem significado: quando a entrega não produz sentido

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Por Mauricio Carvalho* A política brasileira atravessa um momento de disputa intensa, mas com pouca mudança real de posição. As pesquisas mais recentes indicam um cenário polarizado e com baixa capacidade de deslocamento eleitoral para 2026. Na Datafolha divulgada agora em março, o presidente Lula aparece com 46% em um eventual segundo turno contra 43% […]
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Apoio de Trump a Flávio aumenta chances de votar em Lula, mostra Quaest

Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Os dados sugerem que a figura de Trump, um dos principais nomes da direita global e aliado político do bolsonarismo, polariza o eleitorado brasileiro e pode provocar reações distintas entre diferentes segmentos da população. Além dos 32% que dizem que o apoio do republicano aumentaria a disposição de votar em Lula e dos 28% que afirmam que isso favoreceria Flávio Bolsonaro, outros 19% apontam que o gesto estimularia o voto em um candidato de “terceira via”, fora da polarização entre os dois campos políticos. Já 14% afirmam que a manifestação não faria diferença em sua decisão de voto e 7% não souberam responder.

De acordo com o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam que a associação direta com Trump pode ser mais prejudicial do que benéfica para a candidatura do senador. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, afirmou, em publicação no X (ex-Twitter).

Flávio Trump

Polarização entre bases políticas

A pesquisa também detalha como diferentes grupos do eleitorado reagiriam ao eventual endosso do presidente norte-americano.

Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, o efeito é fortemente positivo para o senador: 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria sua disposição de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, o movimento é inverso: 79% dizem que o gesto ampliaria a chance de votar no atual presidente.

Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo em disputas presidenciais — o impacto tende a favorecer alternativas fora da polarização. Nesse segmento, 33% afirmam que o apoio do presidente norte-americano estimularia a busca por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio.

Os resultados também variam conforme religião, gênero, renda e escolaridade. Entre evangélicos, 36% dizem que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar no senador. Já entre católicos, 35% afirmam que o gesto fortaleceria a intenção de votar em Lula.

No recorte de gênero, o apoio de Trump beneficia mais o senador entre homens: 33% afirmam que isso elevaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre as mulheres, porém, o efeito tende a favorecer Lula: 35% dizem que a manifestação aumentaria a disposição de votar no petista.

Em relação à renda, o potencial de voto em Flávio Bolsonaro impulsionado por Trump é maior entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, grupo em que 33% dizem que aumentariam as chances de votar no senador. Já entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 37% afirmam que o apoio ao parlamentar ampliaria a chance de votar em Lula.

A reação também apresenta variações regionais. No Sul, 35% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. No Nordeste, por outro lado, metade dos entrevistados (50%) diz que um eventual endosso do presidente norte-americano elevaria a probabilidade de votar em Lula.

Entre faixas etárias, o impacto pró-Flávio Bolsonaro aparece com mais força entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que 33% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar no senador. Já entre jovens de 16 a 24 anos, o maior efeito seria o estímulo à terceira via: 25% afirmam que buscariam outro candidato. Entre idosos com 60 anos ou mais, 38% dizem que o apoio de Trump elevaria as chances de votar em Lula.

Rejeição aos Estados Unidos cresce

Além do impacto eleitoral, o levantamento aponta uma deterioração na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Atualmente, 48% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, enquanto 38% afirmam ter uma visão positiva.

Quaest Flávio Trump Lula

A tendência representa uma mudança significativa em relação a outubro de 2023, quando 56% dos brasileiros declaravam ter imagem favorável dos EUA e apenas 25% tinham opinião negativa. Desde então, a percepção positiva vem caindo gradualmente.

O saldo de imagem — diferença entre avaliações positivas e negativas — também piorou. Em agosto de 2025, a diferença era de quatro pontos negativos. Agora, chegou a dez pontos negativos.

Segundo a Quaest, a deterioração ocorre em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo diferentes regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.

O cenário se insere em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela crescente polarização política global. Nos últimos meses, as ações do governo norte-americano em conflitos internacionais, incluindo a escalada militar contra o Irã, têm ampliado o debate sobre a influência da política externa dos EUA na opinião pública de países como o Brasil.

Nesse ambiente, a pesquisa sugere que a associação direta entre lideranças brasileiras e figuras centrais da política norte-americana pode produzir efeitos eleitorais complexos — e, em alguns casos, contrários aos esperados por seus aliados políticos.

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Governo Lula vê ação de EUA e ultradireita latina para abalar eleição no Brasil

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lampur, Malásia. | Crédito: Foto: Ricardo Stuckert/PR
A extrema-direita latino-americana e o governo de Donald Trump iniciam uma ofensiva contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no que está sendo interpretado como um ensaio geral para uma ingerência nas eleições brasileiras do sinal do ano. Nos últimos dias, atos nos EUA, Argentina e Chile acenderam o alerta no Palácio do […]
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“A eleição se decide aqui no Sudeste”: Dirceu analisa a estratégia do PT para a região

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) de camisa social azul, falando, sem olhar para a câmera
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) – Reprodução

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou, nesta quarta-feira (12), que a região Sudeste terá papel central na disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao programa “CNN 360°”, ele declarou que o resultado da eleição dependerá do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados da região. “A eleição se decide aqui no Sudeste”, disse.

Dirceu afirmou que o partido não considera a reeleição como garantida e classificou a disputa como aberta. Segundo ele, eleições recentes no Brasil tiveram resultados equilibrados, citando os pleitos de 2014 e 2022. “Nós nunca tivemos ilusão que essa eleição seria uma eleição ganha ou o presidente Lula estaria reeleito. Não existe isso no Brasil”, afirmou.

Ao tratar das articulações em São Paulo, Dirceu disse considerar definida a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual e a de Simone Tebet (MDB) ao Senado. Para a composição da chapa ao governo e a segunda vaga ao Senado, mencionou os nomes de Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Ele também defendeu a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa presidencial e sua atuação na campanha paulista.

Dirceu afirmou que uma aliança envolvendo Haddad, Tebet, Marina Silva, Márcio França ou outro nome do interior paulista, com apoio de Alckmin, pode disputar o governo do estado com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-ministro também classificou a aliança entre Lula e Alckmin como “um contrato, um pacto que nós fizemos com a maioria da sociedade brasileira para eleger o Lula”.

Em relação a Minas Gerais, ele mencionou negociações com o senador Rodrigo Pacheco (PSD), a prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). No Rio de Janeiro, apontou a aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD) e a deputada federal Benedita da Silva (PT) para o Senado como base da campanha presidencial no estado.

Dirceu também comentou o cenário em outras regiões do país. No Sul, afirmou que o PT pode ampliar sua presença eleitoral, enquanto no Centro-Oeste e no Norte avaliou que a disputa tende a ser mais difícil. Ele disse que o partido possui estrutura e base eleitoral para competir nacionalmente e declarou que a oposição não deve conquistar maioria no Senado. O ex-ministro também comentou temas da política econômica e afirmou que os nomes citados em investigações relacionadas ao Banco Master não têm ligação com o PT.

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PSB confirma apoio à pré-campanha de Edegar Pretto ao governo do RS

Em reunião realizada nesta quinta-feira (12), em Porto Alegre, o PSB formalizou apoio à pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do Rio Grande do Sul. A confirmação ocorreu após encontro entre dirigentes do PSB e do PT, que contou também com a presença de Edegar.

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Presidente estadual do PSB, Beto Albuquerque afirmou que a decisão reforça o compromisso do partido com a democracia. “Nos somamos, em primeiro lugar, porque amamos a democracia. Este é o único caminho para lutarmos contra aquilo que faz mal para o nosso povo”, afirmou.

O ex-deputado também lembrou da aliança construída em nível nacional, que garantiu a vitória de Lula e Geraldo Alckmin na eleição presidencial de 2022.

“É uma honra contar com o PSB nessa caminhada que estamos iniciando com muita força”, agradeceu o pré-candidato Edegar Pretto.

Com a confirmação do PSB, passam a integrar a frente política PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede Sustentabilidade.

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Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro ficam empatados em eventual segundo turno

Foi divulgada nesta quarta-feira (11) nova rodada de pesquisa Genial/Quaest com intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra empate numérico em um eventual segundo turno entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos com 41% da preferência dos eleitores. O petista lidera os demais cenários de segundo turno e também as projeções de primeiro turno.

No levantamento anterior, realizado em fevereiro deste ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparecia com 38% das intenções de voto em um segundo turno contra Lula e, portanto, teve um acréscimo de três pontos percentuais. O atual presidente, por sua vez, tinha 43% e caiu dois pontos percentuais, o que equivale à margem de erro da pesquisa.

Contra o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), Lula vence por 42% a 33%. Diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula tem 44% contra 34%. O atual presidente venceria também o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) por 44% a 32%; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por 42% a 26%.

A pesquisa testou sete cenários de primeiro turno. Lula lidera todos as projeções, com intenções de voto que variam entre 36% e 39%. Flávio Bolsonaro fica em segundo lugar em todos os cenários, pontuando entre 30% e 35%. Testado em dois cenários, Ratinho Jr. aparece com 7% em ambos. Ronaldo Caiado tem 4% também em duas projeções. Zema foi testado em quatro cenários e ficou com pontuações entre 2% e 3%. O governador gaúcho Eduardo Leite aparece com 3% nas duas projeções em que foi testado. Também foram incluídos na pesquisa os pré-candidatos Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), que aparecem com intenções de voto que variam entre 1% e 2% em todos os cenários.

O levantamento mostrou também oscilação para cima, dentro da margem de erro, na desaprovação do Governo Lula, que passou de 49% para 51%. Já a aprovação oscilou para baixo, de 45% para 44%. O CEO da Quaest, Felipe Nunes, destaca que o saldo negativo de sete pontos percentuais é o pior resultado da gestão desde julho de 2025, antes do tarifaço promovido por Donald Trump. O cientista político destaca que cresceu o número de eleitores que declaram ter visto mais notícias negativas e também daqueles que acreditam que a economia piorou no último ano.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9 de março. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-5809/2026).

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Lula lidera no 1º turno, mas empata com Flávio no 2º, diz Quaest

Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Genial/Quaest indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários testados de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. No entanto, o levantamento também aponta um cenário mais competitivo na etapa decisiva da disputa: em uma simulação de segundo turno, Lula aparece numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro. Leia em TVT News.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Lula lidera cenários de primeiro turno

Nos cenários de primeiro turno testados pelo instituto, Lula aparece na liderança em todas as simulações, variando aproximadamente entre 35% e 41% das intenções de voto, dependendo da configuração de candidatos apresentada aos entrevistados.

Em um dos cenários mais amplos, que reúne diversos nomes da direita e do centro, os números são os seguintes:

  • Lula (PT): 36%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 23%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 9%
  • Ratinho Júnior (PSD): 7%
  • Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
  • Romeu Zema (Novo): 2%
  • Renan Santos (Missão): 1%
  • Aldo Rebelo (DC): 1%
  • Indecisos: 7%
  • Branco/nulo/não votariam: 11%

Em outro cenário, sem o nome de Tarcísio de Freitas, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro diminui:

  • Lula: 35%
  • Flávio Bolsonaro: 26%
  • Ratinho Júnior: 9%
  • Ronaldo Caiado: 4%
  • Romeu Zema: 3%
  • Renan Santos: 1%
  • Aldo Rebelo: 2%
  • Indecisos: 8%
  • Branco/nulo/não votariam: 12%

Há ainda cenários em que Lula alcança cerca de 39% ou 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 23% e 27%, mantendo-se como principal adversário do presidente. Nos mesmos cenários, governadores como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com percentuais mais baixos, geralmente abaixo de dois dígitos.

Lula Flávio Quaest

Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente no primeiro turno, enquanto o senador bolsonarista se consolida como o nome mais competitivo da direita no momento.

Empate no segundo turno

Apesar da liderança do presidente na primeira etapa da disputa, a pesquisa revela um cenário mais apertado em uma eventual segunda rodada eleitoral.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem com 41% das intenções de voto cada.

O levantamento mostra ainda:

  • Lula: 41%
  • Flávio Bolsonaro: 41%
  • Indecisos: 2%
  • Branco/nulo/não votariam: 16%
Lula Flávio Quaest

O resultado indica um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e representa uma redução da vantagem que Lula tinha sobre o senador em levantamentos anteriores.

Outros cenários de segundo turno também foram testados em pesquisas recentes do instituto. Neles, Lula aparece à frente de outros nomes da direita, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mantendo vantagem que varia de cerca de 10 a mais de 12 pontos percentuais dependendo do adversário.

Avaliação do governo

O levantamento também mediu a avaliação do governo federal.

Segundo a pesquisa, a opinião pública sobre a gestão Lula permanece dividida:

  • 44% aprovam o governo
  • 51% desaprovam
  • 5% não sabem ou não responderam
Lula Flávio Quaest

Já a avaliação qualitativa da gestão apresenta a seguinte distribuição:

  • 31% consideram o governo positivo
  • 25% avaliam como regular
  • 31% classificam como negativo
  • 1% não respondeu

Os números indicam que a desaprovação supera numericamente a aprovação, embora a diferença permaneça próxima da margem de erro.

Economia pesa na avaliação

A percepção da situação econômica do país aparece como um dos fatores centrais para a avaliação do governo.

De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Uma parcela menor diz perceber melhora ou estabilidade no período.

Lula Flávio Quaest

A percepção negativa da economia tem impacto direto na avaliação do governo e pode influenciar o comportamento eleitoral nos próximos meses.

Violência lidera preocupações

Quando questionados sobre o principal problema do país, os entrevistados apontaram a violência como a maior preocupação nacional.

Segundo a pesquisa:

  • 27% citam a violência como principal problema
  • a corrupção aparece em segundo lugar entre as preocupações
Lula Flávio Quaest

Outros temas, como economia, desemprego e saúde, também aparecem entre as respostas, mas com percentuais menores.

Polarização segue forte

O levantamento também investigou percepções políticas sobre os principais nomes da disputa.

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados consideram Lula um político radical. Entre os eleitores, 45% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

Já quando questionados sobre qual cenário gera maior temor político, os entrevistados se dividiram praticamente ao meio:

  • 43% dizem ter mais medo de Lula continuar no poder
  • 42% afirmam temer mais a volta da família Bolsonaro ao governo

Os números indicam que a polarização política segue estruturando o cenário eleitoral brasileiro, mantendo níveis elevados de rejeição e mobilização nos dois campos políticos.

Disputa ainda aberta

Mesmo com a liderança nos cenários de primeiro turno, o empate com Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno sugere uma eleição potencialmente mais equilibrada do que em levantamentos anteriores.

O cenário também reflete a fragmentação do campo conservador, que ainda discute possíveis candidaturas alternativas como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Com mais de um ano e meio até as eleições de 2026, analistas apontam que o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças relevantes, especialmente diante do desempenho da economia, da avaliação do governo e da definição das alianças políticas que irão disputar o Palácio do Planalto.

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Haddad, Alckmin e Tebet lideram disputa pelo Senado, diz Datafolha

Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Simone Tebet. Foto: Divulgação

Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha revela o cenário eleitoral para o Senado em São Paulo nas eleições de 2026, destacando os principais candidatos à disputa por duas vagas. O levantamento, feito entre os dias 3 e 5 de março, aponta os nomes de Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Simone Tebet (MDB) como os mais bem posicionados.

No primeiro cenário, em que ele não tem a companhia do vice-presidente, o ministro da Fazenda lidera a corrida com 30% das intenções de voto. A ministra do Planejamento ocupa o segundo lugar, com 25%, seguida de Márcio França (PSB) com 20%.

Outros nomes de destaque incluem Marina Silva (Rede) com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%, empatado com o deputado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas. Neste cenário, a pesquisa mostra que o eleitorado paulista ainda demonstra um número significativo de indecisos.

Quatro por cento dos entrevistados não souberam escolher para a primeira vaga, enquanto 6% se mostraram indecisos sobre a segunda vaga. Além disso, 15% dos eleitores não souberam ou preferiram não escolher para a primeira vaga, e 21% para a segunda vaga.

Marina Silva e Guilherme Boulos. Foto: Divulgação

No segundo cenário, sem a participação de Haddad, Alckmin assume a liderança com 31% das intenções de voto. A pesquisa mostra um quadro mais equilibrado, com Tebet mantendo a segunda posição com 25%, seguida de Marina Silva, que alcança 21%. Márcio França, também do PSB, aparece com 20%.

Boulos mantém uma posição de destaque com 15%, enquanto Derrite e Ricardo Salles (Novo) empataram com 13%. Outros candidatos, como Paulinho da Força (Solidariedade) e Rosana Valle (PL), ficam bem atrás na pesquisa, com 9% e 6%, respectivamente.

A quantidade de votos em branco, nulos ou indecisos permanece alta, com 14% para a primeira vaga e 20% para a segunda vaga. A pesquisa foi realizada com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios do estado de São Paulo, com a participação de pessoas de 16 anos ou mais.

A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

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Por que a hegemonia da direita em Santa Catarina pode estar com os dias contados. Por Gerd Klotz

Manifestação de esquerda em Florianópolis, em setembro de 2025 (crédito: CUT-SC)
Por Gerd Klotz*

Sim! Santa Catarina vive uma onda conservadora. Temos muitos prefeitos bolsonaristas e deputados estaduais retrógrados. Dos 16 deputados federais, apenas dois são progressistas. Os últimos dois governadores foram eleitos na onda da extrema direita.

Nem sempre foi assim. Num passado recente, as principais cidades do estado já foram governadas por progressistas, especialmente por políticos petistas.

Cidades como Chapecó, no oeste do estado, a industrializada Joinville, no norte, a carbonífera Criciúma, Brusque, cidade do “Velho da Havan”, a portuária Itajaí, a litorânea Itapema, a loira Blumenau, todas têm em comum o fato de já terem sido governadas por prefeitos petistas. Inclusive a capital Florianópolis foi governada por um comunista, Sérgio Grando, e Balneário Camboriú, atual enclave bolsonarista onde o filho 04 foi eleito vereador, foi duas vezes governada por prefeitos do PDT brizolista, o último (1993/96), Luís Castro, um brizolista histórico.

Se formos retroceder no tempo, na cidade de Blumenau, Leonel Brizola venceu a eleição presidencial de 1989 no primeiro turno, e, no segundo, Lula venceu Collor de Mello.

Lembremos que, em novembro de 1979, os estudantes da capital Florianópolis protagonizaram o maior levante popular contra o regime militar, no evento que ficou conhecido como “novembrada”, quando milhares foram às ruas em protesto contra a visita do então ditador general João Baptisa Figueiredo e alguns de seus ministros.

Foi em Balneário Camboriú que, nos idos de 1984, se realizou em pleno verão o segundo comício pela campanha das “Diretas Já”, com a presença de lideranças políticas como Ulysses Guimarães e Olívio Dutra, artistas como Fafá de Belém e Martinho da Vila, reunindo milhares de pessoas em frente à praia central.

Na primeira eleição de Lula, em 2002, o petista recebeu em Santa Catarina quase o dobro de votos de seu concorrente, José Serra (PSDB). Foi a “onda Lula”.

Depois veio o mensalão, que a jornalista Hildegard Angel apelidou apropriadamente de “mentirão”, e a sua equivocada teoria do “domínio do fato” do jurista alemão Claus Roxin (que, diga-se, à época em viagem ao Brasil, desautorizou o seu uso para condenar José Dirceu, o então ministro da Casa Civil de Lula), as “jornadas de julho” articuladas e manipuladas pela direita, certamente com apoio do submundo estadunidense (período em que Edward Snowden, ex-analista da CIA e da NSA, vazou documentos secretos revelando programas de vigilância em massa dos EUA), a espionagem à presidenta Dilma Rousseff, o sumiço do computador da Petrobras com dados sensíveis do nosso pré-sal, configurando o ensaio em solo brasileiro de uma tentativa de “primavera brasilis”, na esteira das primaveras árabes.

Na sequência, Aécio Neves (PSDB) questionou o resultado eleitoral e exigiu recontagem de votos da eleição de 2014 (Bolsonaro não foi o primeiro…). Após, em 2016, veio o golpe contra Dilma e o governo entreguista de Michel Temer (MDB), que preparou a chegada do bolsonarismo.

Daí em diante abriu-se a porta do inferno catarinense e a extrema direita nazifascista encontrou seu caldo de cultura ideal para se procriar, culminando com os acampamentos golpistas em frente aos espaços militares como o que aconteceu em Itajaí, onde durante 70 dias milhares de “patriotas” de toda região se reuniram o dia todo pregando o fim do estado democrático de direito, culminando com a tentativa de golpe no 8 de janeiro de 2023.

Sequestro, assédio, atentado e prejuízo: como Itajaí-SC virou refém do extremismo bolsonarista

Na eleição de 2022, o então candidato a governador pelo PT, Décio Lima (ex-prefeito de Blumenau reeleito, deputado federal por três mandatos e atual presidente nacional do Sebrae), conquistou um feito inédito ao chegar ao segundo turno obtendo quase 30% dos votos, perdendo para o atual governador, Jorginho Mello (PL).

Já neste ano, as forças progressistas do estado devem lançar a governador Gelson Merísio, ex-deputado estadual e presidente da assembléia legislativa, que em 2018 venceu a votação de primeiro turno ao governo do estado, perdendo para Carlos Moisés, um desconhecido comandante dos bombeiros do estado, eleito na onda Bolsonaro daquele ano, no segundo turno.

Merísio, que, em 2022, coordenou a campanha do petista Décio Lima, agora articula uma Frente Ampla Democrática, com o aval do presidente Lula, com quem manteve diálogo recente. Atualmente filiado ao Solidariedade, poderá migrar para o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Fechando dobradinha com Merísio poderia compor a chapa de vice a ex- deputada federal Angela Albino ,ex- do PC do B, cuja filiação ao PDT se deu na última quinta, 5 de março.

Outros nomes são lembrados para compor a vice desta frente, incluindo o ex-governador Raimundo Colombo (que, especula-se também, poderá se filiar ao MDB e concorrer ao governo do estado visando provocar um segundo turno com o atual governador). E até Luci Choinaki (PT), primeira deputada estadual eleita pelo PT, em 1986, e que depois teve três mandatos na câmara federal.

Nesta frente, uma das vagas ao senado seria de Décio Lima, que conta com a divisão do campo da extrema direita, que apresentará as candidaturas do PL da deputada federal Carol de Toni (líder nas pesquisas), do carioca Carlos Bolsonaro, o Carluxo, cuja candidatura foi imposta pelo pai ao governador Jorginho Mello, e enfrenta resistências do empresariado do estado e até internamente de setores do próprio PL, como a deputada estadual Ana Campagnolo. A outra vaga por esta frente poderá ser ocupada pelo ex-prefeito de Florianópolis e ex-senador, Dario Berger, que se filiará ao PDT, ou ainda pelo vereador da capital Florianópolis, Afrânio Bopré, do Psol.

O governador que queria formalizar aliança com o PP de Esperidião Amin, teve que largar o aliado ao relento das intempéries políticas estaduais, sacrificando tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral e abrindo mão de uma importante força política partidária catarinense, o mesmo acontecendo com o MDB, que sonhava com a vaga de vice e foi preterido pelo prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo. Este último movimento foi iniciativa do próprio governador, de olho nos eleitores e na popularidade do prefeito da cidade que é o maior colégio eleitoral do estado.

Com a divisão da extrema direita que conta ainda com a oposição do atual prefeito de Chapecó, o também bolsonarista João Rodrigues, do PSD, o quadro eleitoral deste ano assume contornos controversos, que apesar da descrença de muitos que consideram fato consumado a reeleição do atual governador, sinaliza rachaduras na edificação da aliança governista e ressentimentos por parte do PP e MDB, partidos com grande capilaridade nas cidades médias e pequenas do estado com muitos prefeitos e vereadores, que podem mais à frente alterar o humor do eleitor catarinense.

As recentes manifestações de pregação por anistia a Bolsonaro têm diminuído a cada edição nas cidades do estado. A propaganda eleitoral vai explicitar a diferença das ações do governo do agora prisioneiro Bolsonaro e do atual governo Lula, com obras e investimentos públicos em todo estado.

Sim! Já tivemos amor em Santa Catarina e poderemos voltar a ter este ano, após a abertura das urnas da eleição de outubro. O amor, ainda que sútil diante das pesquisas atuais, pode estar no ar…

Gerd Klotz (arquivo pessoal)

* Gerd Klotz é bacharel em direito, ex-presidente municipal do PT de Itajaí (SC) e atual assessor especial da superintendência do Porto de Itajaí.

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Pesquisas eleitorais (por Althen Teixeira Filho)

Althen Teixeira Filho (*)

Um país governado por bancos, sempre terá dívidas.
A saúde governada por grandes farmacêuticas, nunca curará doenças.
Um Estado governado pela corrupção, nunca conhecerá a justiça.
Uma nação governada pela mídia financiada, nunca saberá a verdade.
(Desconheço o perspicaz autor)

Pesquisas eleitorais desenvolvidas com interesses de poder jamais serão isentas
(Reflexão do autor)

 

O mundo está, como nunca esteve, sob evidente e poderosa governança midiática que influencia, como nunca influenciou, nossas opiniões e condutas. Repetimos literalmente o que “comentaristas” noticiam, como também assumimos convictos as opiniões de outrem, mesmo as esdrúxulas, sem ao menos sabermos a verdade no seu todo. 

É uma toada encabrestada por alguns meios de comunicação, os quais sempre estabelecem e compelem como o Executivo deve executar ou como o Judiciário deve judiciar.

Enquanto isso, no Legislativo surgem os que pregam “religião” com palavras de ódio, exaltam a “fé” com mentiras, falam de “amor” pregando penas de morte, desfrutam do ócio com ótimos salários, juram “nacionalismo”, mas traem o Brasil, tudo para naufragarem sob ondas de ignorâncias, descalabros e idiotices, pagando a merecida pecha de ser um Legislativo golpista e o mais desqualificado e da história.

Tudo vale para manter o status quo e defender os interesses dos poderosos, que lhes pagam campanhas e mordomias.

Nos mais jovens, os meios digitais literalmente destroem convívios, realidade e cognições, enquanto adolescentes há muito embotados deixam de aprender e usufruir os reais benefícios da internet. Uns “patinam” nos vícios de joguinhos, vários em filminhos alienantes e inúmeros em opiniões de “influenciadores” imbecis. Mesmo estudantes universitários jogam no lixo oportunidades de aprendizagem e experiências ao se deixarem guiar pela “emburrecedora” e inadequadamente denominada “inteligência artificial” (IA). 

O irônico é o que o “combustível” que move esta máquina cibernética de alienação e desinformação vem dos devidos usuários, encharcados da dopamina que seus próprios sistemas nervosos produzem.

Perigosamente, é assim que já enfrentamos o importantíssimo processo eleitoral que se agiganta, cada vez mais soterrados e coagidos por pesquisas eleitorais que buscam influenciar (determinar) desde a intenção de votos, até quem devem ser os candidatos. 

Estas “pesquisas de intencionalidades” de voto (obviamente imprecisas) servem de tema para que vários comentaristas políticos expressem suas opiniões (obviamente imprecisas) e, disfarçadamente, justifiquem as razões (obviamente imprecisas) dos candidatos mostrarem esta ou aquela tendência (obviamente imprecisas). É um jogo de interesses, jogado de forma tão desonesta, acintosa, tendenciosa e aberta que a maioria participa sem sequer perceber que está sendo aliciado a votar nesse ou naquele larápio fantasiado de “candidato”.

Nesta toada, até as notícias de “esquerda” alardeiam enquetes que são encomendadas, financiadas, produzidas e reproduzidas por grandes conglomerados. Se por um lado são desenvolvidas para privilegiarem seus candidatos prediletos, por outro a mesma imprensa não aceita críticas ou sequer que se lancem dúvidas sobre as presumíveis veracidades dos resultados publicados.

Mas lembremo-nos do ditado: “Quem paga a banda, escolhe a música”!

Então, como atuar de forma ética e moralmente correta nesse processo já consolidado de pesquisas eleitorais? 

Para tal, sugere-se que “o nosso lado” faça seus próprios levantamentos, pensados e coordenados pelos “nossos” meios de comunicação, os quais são aqui entendidos como confiáveis e que estão bem mais próximos da vivência, dos sentimentos, das vontades e das necessidades da população em geral. Essas pesquisas expressariam de forma bem mais fidedigna os anseios da sociedade em geral, dos trabalhadores, dos cidadãos urbanos (inclusive periferias) e rurais (inclusive agricultura familiar, quilombolas, assentados e indígenas).

Por que não?

Este levantamento seria uma forma de transmitir confiança e uma visão mais ampla e fidedigna da “arena eleitoral” como um todo. Teríamos mais segurança e, psicologicamente importante, um número expressivo de pessoas descartariam um sentimento de frustração, de raiva e de tensão frente ao que surge de “pesquisas” absolutamente tendenciosas. 

Não é possível vermos tantos bandidos, criminosos, golpistas, vigaristas de “rachadinhas”, larápios, imbecis, entre muitos outros mentirosos, sempre surgindo com pontuações em pesquisas eleitorais. É importante nos contrapormos à imprensa financiada, ao sistema bancário, às “Faria Lima”, às grandes indústrias, às propagandas enganosas do agrocolonialismo, assim como aos falsos e riquíssimos “pastores”.

Mesmo frente às críticas de “esquerdismo” e “comunismo” que advirão, lembremo-nos que as atuais pesquisas escancaram o viés do “centrão”, da direita, da ultradireita e dos poderes instituídos já citados logo acima, indo alcançar, inclusive, o crime organizado.

Por incrível que pareça, não nos esqueçamos que milicianos já festejaram a eleição de deputados, senador, e até de um presidente da República que lhes admirava, enaltecia, defendia e empregava seus familiares, inclusive entregando-lhes medalhas dentro da prisão.

Fica o entendimento de que temos uma tarefa possível e importante a ser feita, sempre buscando o despertar de uma consciência coletiva, de uma ação civilizada e real, baseada no entendimento do gravíssimo momento político (mundial) que vivemos.

Mesmo com o Brasil de hoje tendo recuperado diversos valores organizacionais destruídos em passado recente, se os fanáticos voltarem a administrar nossa nação, enfrentaremos novo processo de desestruturação civilizatória, cultural, social e evolutiva. 

Será algo como ação do Talibã, o qual, por conta de sua incivilidade, sequestros, abuso de meninas, fanatismo e selvageria, matou indiscriminadamente e dinamitou patrimônios culturais no Afeganistão. Ou será algo como Trump, o qual, por conta de sua incivilidade, sequestros, “envolvimento” com meninas, fanatismo e selvageria, brinca de guerra jogando mísseis que matam crianças indiscriminadamente pelo mundo.

Existem pessoas que só sabem mentir, falsear, destruir e matar, mas jamais construir!

(*) Professor Titular do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Pretendentes ao Senado organizam viagem aos EUA para buscar apoio de Eduardo

ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) falando, sem olhar para a câmera
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) – Reprodução

Deputados bolsonaristas planejam viajar aos Estados Unidos na próxima semana para se reunir com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O objetivo é discutir o nome apoiado por ele para uma das duas vagas da chapa que disputará o Senado por São Paulo nas eleições de 2026. As informações são do Metrópoles.

A movimentação ocorre enquanto o vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo (PL), aparece nas conversas como possível indicado por Jair Bolsonaro (PL). No fim de semana, a defesa do ex-presidente pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Mello visite Bolsonaro na Papudinha, onde ele está preso desde janeiro.

Entre aliados de Eduardo Bolsonaro, também circulam os nomes do deputado federal Mario Frias (PL) e do deputado estadual Gil Diniz (PL). A vereadora Sonaira Fernandes (PL), que já atuou como assessora do ex-deputado, também aparece nas tratativas.

deputado federal Mario Frias (PL)
O deputado federal Mario Frias (PL) – Reprodução

Segundo integrantes do PL, Eduardo teria a prerrogativa de indicar um dos candidatos da direita ao Senado em São Paulo. A segunda vaga da chapa já foi acertada com o deputado federal Guilherme Derrite (PP), que integrou o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como secretário de Segurança Pública.

Devem participar da viagem aos EUA os deputados estaduais Lucas Bove (PL), Gil Diniz (PL) e Paulo Mansur (PL), além de Mario Frias.

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Ciro Nogueira rejeita Lula, descarta Ratinho Jr. e condiciona apoio a Flávio Bolsonaro

Ciro Nogueira é senador pelo PP do Piauí — Foto: Brenno Carvalho

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, tem afirmado a interlocutores que ainda não definiu oficialmente seu posicionamento na sucessão presidencial de 2026, mas já estabeleceu condições claras para eventual apoio. Com informações de Lauro Jardim, no Globo.

Segundo relatos de bastidores, Ciro sinaliza que poderá apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desde que o senador adote uma estratégia de campanha mais voltada ao centro político. A avaliação é de que uma candidatura restrita ao eleitorado bolsonarista não teria o respaldo do comando do PP.

A posição ocorre mesmo após um encontro recente entre Ciro Nogueira e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que resultou em uma trégua política. Apesar do gesto, o dirigente do PP tem indicado que não há possibilidade de alinhamento com o atual chefe do Executivo em 2026.

No cenário apresentado pelo senador, Lula estaria fora de qualquer composição. O dirigente também descarta apoio a Ratinho Jr. (PSD-PR) ou a outro nome que venha a ser lançado pelo PSD na disputa presidencial.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução

Ciro Nogueira tem defendido internamente que o apoio do PP dependerá do perfil adotado pelo candidato que pretenda reunir forças de centro e centro-direita. A legenda busca preservar espaço político e influência no próximo ciclo eleitoral.

De acordo com aliados, a decisão formal do partido deve ser anunciada apenas em junho, quando o cenário eleitoral estiver mais consolidado e as articulações partidárias mais avançadas.

O movimento é acompanhado de perto por lideranças do Congresso, já que o PP integra um bloco relevante na Câmara e no Senado e pode ter peso decisivo na montagem de alianças nacionais.

A sinalização pública de condições para apoio reforça a estratégia do partido de negociar com margem de manobra até o momento considerado mais estratégico, mantendo diálogo aberto enquanto observa a evolução das pré-candidaturas.

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Duas manchetes contra o povo e uma sobre o filho assumindo a cadeira do pai. Por Moisés Mendes

O presidente Lula

As manchetes de domingo dos três jornalões antecipam o que vem aí. São duas manchetes contra o povo e uma manchete de release de assessoria de campanha de Flávio.

Globo:
“Gasto com benefícios sociais dispara 500% e eleva pressão por revisão da política social”.

Essa é a linha de apoio da manchete: “Salto considera despesas de 2004 a 2025; Fazenda vê ineficiência, teme nó fiscal e defende unificação dos auxílios”.

Folha:
“Brasileiro trabalha menos que a média mundial”

A linha abaixo da manchete informa o seguinte: “País ocupa posições inferiores em classificações de esforço dadas a produtividade e a demografia de dezenas de nações”.

Estadão:
“Flávio Bolsonaro passa a ocupar a cadeira do pai na sede do PL para comandar a pré-campanha”.

A linha de apoio é essa: “Senador vai despachar do antigo gabinete de Jair Bolsonaro assim que voltar dos Estados Unidos, no que os aliados definem como nova fase do projeto eleitoral”.

As duas manchetes contra os trabalhadores e direitos da maioria (a da Folha contra o fim da escala 6X1) são complementadas com uma informação que pretende passar um gesto simbólico. O filho está assumindo a cadeira do pai, como nas monarquias.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP

A manchete do Estadão sobre o filho era tão forçada e tão bolsonarista que ainda pela manhã o jornal a empurrou para baixo na tela e a transformou em chamada secundária com letrinhas miúdas.

Em destaque na capa, acima do título sobre a cadeira de Bolsonaro, o Estadão publicou uma chamada ‘séria’ sobre o programa do filho ungido:

“Privatizações, ferrovias e presídios: o que Flávio Bolsonaro já propôs em 8 áreas”

O jornalismo das corporações aderiu sem escrúpulos à candidatura bolsonarista. Enquanto aperta o cerco a Lula, a Alexandre de Moraes e ao Supremo.

O Estadão é, descaradamente, parte da campanha da extrema direita, e seus colunistas podem começar a despachar de salas ao lado do gabinete de Flávio em Brasília.

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A nova fake news de aliados de Flávio Bolsonaro sobre a candidatura de Lula à reeleição

Lula e Flávio Bolsonaro

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a difundir nos bastidores a hipótese de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa desistir da reeleição. A movimentação ocorre após a divulgação de nova pesquisa Quaest que indicou avanço do parlamentar sobre o atual presidente. Com informações do Globo.

Segundo interlocutores ligados a Flávio, a eventual retirada da candidatura poderia ocorrer em julho, caso avaliações internas apontem risco elevado de derrota. A tese vem sendo comentada em conversas reservadas no meio político.

A leitura do grupo bolsonarista é que o cenário eleitoral se tornou mais competitivo. A pesquisa mencionada teria servido como sinal de alerta para o entorno do Palácio do Planalto.

No levantamento mais recente, Lula ainda aparece na liderança, mas com redução de margem em relação ao adversário. O dado foi interpretado por aliados de Flávio como indicativo de crescimento consistente do senador.

Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro

Integrantes do campo governista não confirmam qualquer discussão sobre desistência. Até o momento, Lula mantém publicamente a disposição de disputar a reeleição.

Nos bastidores, a circulação da hipótese também é vista como estratégia política. A avaliação é que a narrativa pode gerar instabilidade ou influenciar percepções dentro do eleitorado e entre aliados.

A movimentação ocorre em meio a articulações para consolidação de palanques estaduais e alianças partidárias. A definição de apoios será decisiva para o desenho final da disputa presidencial.

Com o calendário eleitoral avançando, a consolidação das candidaturas e o impacto de novas pesquisas devem influenciar os próximos passos tanto do grupo de Lula quanto do de Flávio Bolsonaro.

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Ciro Nogueira reage a escolha de Bolsonaro sobre candidaturas ao Senado em SC

(Folhapress) – O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, se manifestou nas redes sociais neste sábado (21) sobre a movimentação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter uma chapa para o Senado em Santa Catarina composta pelo filho Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador no Rio, e pela deputada federal Caroline de Toni (PL). A escolha […]
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MDB pressiona Tarcísio em busca de cargos políticos; entenda

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Divulgação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu na noite de segunda-feira (9) o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para uma conversa no Palácio dos Bandeirantes. O encontro tratou da composição da chapa majoritária para as eleições de 2026 e abriu uma rodada inicial de negociações políticas.

Segundo relatos feitos ao Metrópoles, Baleia Rossi apresentou a reivindicação do MDB por espaço na chapa encabeçada por ele. O partido pediu a indicação do candidato a vice-governador ou uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa no próximo pleito.

De acordo com fontes do governo paulista, o dirigente emedebista argumentou que o pedido se baseia no peso político e no tamanho do MDB no cenário nacional e estadual. A avaliação do partido é de que essa relevância justifica a participação direta na chapa majoritária.

Tarcísio respondeu que considera o pleito “legítimo”, assim como as demandas apresentadas por outras siglas da base aliada. O governador, no entanto, afirmou que pretende deixar a definição de nomes para um momento mais adiante do calendário eleitoral.

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Foto: Divulgação

Nos bastidores, aliados interpretam a resposta como uma tentativa de manter abertas as conversas com diferentes partidos, sem assumir compromissos antecipados. A estratégia permitiria ao Palácio dos Bandeirantes preservar margem de negociação até a consolidação do quadro eleitoral.

Atualmente, a vaga de vice-governador é ocupada por Felício Ramuth (PSD). Tarcísio tem sinalizado a intenção de manter Ramuth na chapa, mesmo que isso implique uma eventual mudança partidária do vice.

Em relação ao Senado, o cenário é parcialmente definido. Uma das vagas já está prometida ao deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo e aliado próximo do governador.

A segunda vaga permanece em aberto e é vista como o principal ponto de disputa entre os partidos da base. O MDB trabalha para ocupar esse espaço, enquanto o governo avalia o equilíbrio político necessário para sustentar a coalizão em 2026.

Estive ontem à noite com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Falamos sobre o cenário eleitoral no Brasil e em São Paulo, onde o MDB vai reforçar sua parceria firmada há quatro anos, que sido marcada por por lealdade e respeito mútuo.

— Baleia Rossi (@Baleia_Rossi) February 10, 2026

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Lula diz que Haddad e Alckmin têm papel a cumprir em SP nas eleições

Por Caio Spechoto (Folhapress) — O presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (5) que o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), têm um papel a cumprir nas eleições de São Paulo. Nenhum dos dois demonstra vontade de se candidatar a um cargo pelo estado. Lula, porém, precisa de aliados […]
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