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Received yesterday — 18 de Agosto de 2026Política - Brasil

Livro de ex-comandante da Aeronáutica confirma tentativa de golpe de Jair Bolsonaro em 2022

18 de Agosto de 2026, 08:03

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, entrega um testemunho inédito sobre os bastidores do período mais tenso da história recente do Brasil.

Em “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista” (Autêntica Editora), o militar de quase cinco décadas de carreira revela como resistiu às pressões de Jair Bolsonaro para que as Forças Armadas aderissem ao golpe de Estado após a derrota do então presidente nas eleições de 2022.

O livro, que chega às livrarias em 15 de setembro, é a primeira obra escrita por um integrante da alta cúpula militar daquele período a expor os bastidores da crise que ameaçou a democracia brasileira. 

O relato em primeira pessoa percorre desde o início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a gestão da pandemia de Covid-19 e desemboca na crise militar de 2021 — quando o então presidente trocou o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças Armadas.

Baptista Junior revela em suas páginas que a resiliência das instituições em 2022 não foi automática, mas resultado de escolhas individuais de oficiais de alta patente em posições estratégicas. 

O testemunho do oficial foi utilizado nos autos da ação penal 2668 no Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de reclusão.

Os “cartões amarelos” de Bolsonaro e a pressão sobre o comandante

A colunista do jornal O Globo, Bela Megale, adiantou uma das revelações do livro. Em uma das tensas reuniões com a cúpula das Forças Armadas no Palácio do Alvorada, após a derrota nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro dirigiu-se ao então comandante da Aeronáutica com um recado que soou como ameaça: “Já te dei dois cartões amarelos”.

Para Baptista Junior, a declaração foi uma tentativa clara de pressão diante dos posicionamentos legalistas que ele havia adotado publicamente. 

Em entrevistas aos jornais O GLOBO e à Folha de S.Paulo no fim de 2022, o comandante enfatizou que as Forças Armadas cumpririam a lei e prestariam continência ao presidente eleito, independentemente de quem fosse — afirmações que contrariavam as expectativas de Bolsonaro e motivaram os “cartões amarelos”.

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“Objetivos da medida de exceção não eram para garantir a paz social”, disse brigadeiro. Foto: Marcelo Camargo/ABR

Baptista Junior integrava o chamado “grupo dos quatro” — reuniões constantes entre ele, o general Freire Gomes (comandante do Exército), o almirante Almir Garnier (comandante da Marinha) e o general Paulo Sergio (ministro da Defesa). 

O militar da Aeronáutica detalha como esses encontros foram marcados por confrontos e divergências profundas sobre as medidas a serem adotadas diante da contestação eleitoral encampada pelo ex-presidente.

Em meio a esse ambiente, Baptista Junior conta no livro que chegou a dizer a Bolsonaro que ele não permaneceria no cargo após 1º de janeiro de 2023.

Livro traz 3 momentos em que a tentativa de glope foi frustrada

O militar traz no livro detalhes de três momentos em que a tentativa de golpe acabou frustrada. Ele confirmou encontros no Palácio da Alvorada e no Ministério da Defesa em que se discutiram medidas de exceção e os termos de uma minuta golpista — da qual se recusou a receber cópia. 

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“Eu disse NÃO”: tenente-brigadeiro Baptista Junior revela em livro as pressões de Bolsonaro para golpe. Imagem: Reprodução / Editora Autêntica

Baptista Junior contou que o general Freire Gomes alertou Bolsonaro de que ele seria preso se insistisse no golpe para impedir a posse de Lula. E revelou que o almirante Almir Garnier, então chefe da Marinha, colocou tropas da Força à disposição do plano golpista. Garnier foi posteriormente condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado.

Quem é o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior

Carlos de Almeida Baptista Junior ingressou na Força Aérea Brasileira em 1975 e formou-se Oficial Aviador pela Academia da Força Aérea em 1981. Piloto de Caça e de Reconhecimento, acumulou mais de 4.500 horas de voo e dedicou quase cinco décadas de serviço à Aeronáutica.

Comandante da FAB entre abril de 2021 e janeiro de 2023, ele enfrentou uma etapa de forte tensão e uma atmosfera hostil protagonizada por Bolsonaro e a cúpula das Forças Armadas — um período em que a manutenção da ordem democrática dependeu, em parte, de decisões tomadas nos quartéis.

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Baptista Junior relata reunião com a cúpula mlitar: “Se você tentar isso, eu vou ter que lhe prender. Foi isso que ele disse”. Foto: Isac Nóbrega/PR

Baptista Junior fala com a segurança e autoridade de quem esteve na sala de decisão — não como espectador, mas como um dos atores que, segundo seu próprio relato, ajudou a manter as Forças Armadas longe do rompimento. 

Seu livro é descrito como um “testemunho raro, sincero e corajoso sobre a real espessura da crise institucional brasileira e sobre o que, afinal, fez com que a ruptura não se concretizasse”.

Em entrevista ao jornal O Globo, Baptista Junior explica o lançamento do livro

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, concedeu entrevista exclusiva para a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo e conta os motivos que o levaram a escrever o livro que confirma a tentativa de golpe por Jair Bolsonaro.

Confira os principais trechos da entrevista à Bela Megale.

Lançamento do livro em meio à polarização

Questionado sobre por que escolheu lançar o livro durante o período eleitoral, Baptista Junior afirmou que não tinha a menor intenção de influenciar as eleições.

Ele disse que não escreveu a obra para ser um instrumento de propaganda eleitoral de nenhum dos candidatos e que, no último capítulo, argumentava que os brasileiros também são culpados pelas mazelas do país, o que passa pelo voto, não apenas para presidente.

Por isso, avaliou que seria positivo se algumas pessoas pudessem ler e refletir sobre essa questão antes do pleito, para não se colocarem nem como vítimas nem como culpadas.

Sobre o fato de não ter publicado o livro antes, o ex-comandante explicou que não poderia fazê-lo enquanto ainda estava na ativa. T

ambém afirmou que não lançaria a obra durante o andamento das ações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe, pois seria inimaginável testemunhar e escrever um livro logo em seguida. Além disso, lembrou que o processo de escrita e de encontrar uma editora leva tempo. Quando viu a possibilidade de lançá-lo antes das eleições, considerou que seria bom.

Momentos de tensão e a conversa com Bolsonaro após o 8 de janeiro

Questionado sobre o momento mais tenso que viveu na tentativa de golpe, Baptista Junior afirmou que os dias 14, 22 e 24 de novembro de 2022 foram muito tensos. Ele explicou que foi quando o presidente Bolsonaro acreditou na possibilidade de o Instituto Voto Legal ter encontrado um erro nas urnas.

Sobre a última conversa com Bolsonaro depois do 8 de janeiro, o ex-comandante relatou que, cerca de dez dias após os ataques, viu na televisão uma tarja embaixo de uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dizendo que muitos dos erros de Bolsonaro eram culpa dos militares. Ele tirou uma foto da tela e a enviou para Bolsonaro, que estava nos Estados Unidos.

Em seguida, o ex-presidente ligou para ele. Baptista Junior contou que alertou Bolsonaro sobre o que estava acontecendo, dizendo que, depois de tudo aquilo, quem levaria toda a carga seriam as Forças Armadas e que ele poderia ter acabado com aquilo.

Segundo o ex-comandante, Bolsonaro respondeu que não seria capaz de mudar o pensamento daquelas pessoas. Para Baptista Junior, porém, Bolsonaro poderia ter mandado todo mundo para casa e reconhecido a derrota.

Balanço: confiabilidade das Forças e custo pessoal

Perguntado se os militares ganharam ou perderam com Bolsonaro na Presidência, Baptista Junior avaliou que as Forças perderam confiabilidade. Ele explicou que sempre houve uma parte da sociedade, até pelo processo histórico, que não tinha um bom alinhamento ou uma boa percepção das Forças Armadas, mas que agora esse leque se ampliou.

Ainda assim, disse confiar que as Forças Armadas vão recuperar essa confiabilidade mantendo sua postura de Estado, de que não estão ali para defender A ou B.

Sobre o maior custo pessoal por manter a postura legalista, o ex-comandante confessou que sentiu muito perder amigos, mas afirmou que sua amizade com essas pessoas não poderia depender de elas ficarem fazendo uma revolução ou um golpe de Estado em grupos de WhatsApp, fragilizando a postura legalista da Força Aérea que serviram ou da instituição que disseram amar e proteger.

O pior, porém, foi ouvir um grande amigo mandar um major atacar os comandantes da Força Aérea e do Exército e suas famílias. Para Baptista Junior, colocar a família nisso passou do limite, e ele disse ter certeza de que Walter Braga Netto se arrependeu.

Saiba mais sobre o livro “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista”

“Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista” (Autêntica Editora, 240 páginas) narra em primeira pessoa o período entre abril de 2021 e janeiro de 2023 — o momento mais tenso da relação entre Bolsonaro e a cúpula militar. 

O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior acompanhou de perto as pressões para que as Forças Armadas aderissem a uma tentativa de ruptura institucional, que teria seu desfecho nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A obra remonta ao início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a gestão da pandemia e desemboca na crise militar de 2021, quando o então presidente trocou o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças. No período eleitoral de 2022, o relato passa pela pressão sobre o sistema eleitoral e pelas reuniões de alta tensão da disputa presidencial, até os meses decisivos entre os dois turnos e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Ex-comandante da FAB revela em livro pressão de Bolsonaro para golpe . Imagem: Reprodução Autêntica Editora

O autor justifica a decisão de escrever o livro a partir da percepção de um fenômeno social inquietante: pesquisa do Instituto AtlasIntel, realizada entre 6 e 9 de janeiro de 2023, revelou que 39,7% da população não acreditava na vitória de Lula sobre Bolsonaro. “Em um dado ainda mais preocupante, 36,8% dos entrevistados declararam ser favoráveis a uma intervenção militar que anulasse o resultado das eleições de 2022”, afirma o oficial.

Onde comprar o livro sobre como Bolsonaro pressionou pelo golpe:

Relembre a tentativa de golpe e o papel das Forças Armadas

Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil assistiu a uma das mais graves investidas contra o Estado Democrático de Direito desde o fim da ditadura empresarial-militar. 

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Bolsonaristas na tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro. Foto: Joédson Alves/Agencia Brasil

Milhares de pessoas, motivadas por discursos golpistas e por uma campanha sistemática de desinformação, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, na tentativa de romper a ordem democrática e impedir o funcionamento das instituições republicanas.

Os ataques não foram atos isolados. Tiveram início em meados de 2021, com um ataque deliberado às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, e culminaram no 8 de janeiro. 

A radicalização do movimento foi marcada pela recusa do resultado das eleições de 2022, pela conivência de setores civis e militares e pela disseminação de discursos que naturalizavam a ruptura institucional como solução política.

O papel das Forças Armadas nesse contexto foi decisivo. Como revela Baptista Junior, a adesão dos militares ao plano golpista não foi unânime. O comandante da Aeronáutica e o general Freire Gomes, do Exército, resistiram às pressões de Bolsonaro, enquanto o almirante Almir Garnier, da Marinha, colocou tropas à disposição do plano.

O STF já responsabilizou 1.399 pessoas pelos crimes cometidos no contexto da tentativa de golpe. Desse total, 564 celebraram Acordos de Não Persecução Penal, 420 foram condenadas a penas privativas de liberdade e multas que somam cerca de R$ 30 milhões em danos morais coletivos, e outros 415 tiveram penas substituídas por prestação de serviços.

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Almir Garnier negou ter colocado tropas à disposição, mas foi condenado pela tentativa de golpe de Estado. Foto: Gustavo Moreno/STF

A condenação do almirante Almir Garnier a 24 anos de prisão, em setembro de 2025, foi um marco na responsabilização dos militares envolvidos na trama. O ex-comandante da Marinha foi considerado culpado em todos os cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O relato de Baptista Junior em “Eu disse NÃO” é mais um importante documento sobre o 8 de janeiro — a visão de dentro de quem, no momento decisivo, disse não à ruptura e ajudou a preservar a democracia brasileira.

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Atriz Laura Cardoso morre aos 98 anos

18 de Agosto de 2026, 07:37

A atriz Laura Cardoso, um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos em São Paulo. A informação foi confirmada pela família na madrugada desta terça-feira (18) em publicação nas redes sociais da artista.

Segundo a filha da atriz, Fátima Cardoso, Laura faleceu na noite de segunda-feira (17), por volta das 23h20, em sua residência no bairro do Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, após passar mal. O bisneto da atriz, Fernando Faria, informou que a causa da morte foi natural.

O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo .

Laura Cardoso deixa um legado de mais de 80 anos de carreira, com trabalhos no rádio, teatro, cinema, dublagem e televisão.

Principais trabalhos de Laura Cardoso

  • Na TV: Dona Isaura em Mulheres de Areia (1993), Dona Guiomar em A Viagem (1994), Maria Rosa em Irmãos Coragem (1970), Vó Piedade em A Vida da Gente (2011), Matilde Azevedo em A Dona do Pedaço (2019) 
  • No cinemaTerra Estrangeira (1995), Através da Janela (2000), O Outro Lado da Rua (2004), Dona Rosinha (2025) 
  • No teatroPlantão 21 (1959), Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1991), Vereda da Salvação (1993), A Última Sessão (até 2016) 
  • Na dublagem: Betty Rubble em Os Flintstones (dublagem entre 1963 e 1966)

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Em Brasília, em 8 de janeiro de 2006, a primeira-dama Marisa Letícia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Cultura, Gilberto Gil e a atriz Laura Cardoso, na 12ª edição de entrega da Ordem do Mérito Cultural a personalidades e instituições que se destacaram por sua contribuição à cultura brasileira. Foto: Fabio Pozzebom/ABr

Início da carreira no rádio

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni em 13 de setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, filha de imigrantes portugueses, Laura Cardoso começou a carreira aos 15 anos no radioteatro da Rádio Cosmos . Na época, a profissão de atriz era malvista para mulheres, mas ela seguiu sua vocação . Em 1948, destacou-se como Laurinha no programa “Ciranda, Cirandinha”, na Rádio Cultura .

Trajetória na televisão de Laura Cardoso

Laura Cardoso estreou na televisão em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, da TV Tupi, emissora que acabara de ser inaugurada . Por cerca de 15 anos, integrou o elenco fixo de teleteatros transmitidos ao vivo, como “TV de Vanguarda” (1956), “TV de Comédia” (1957) e “Grande Teatro Tupi”.

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Laura Cardoso e Ivan Mesquita, em Algemas de Ouro, em 1968. Foto: Arquivo Nacional

Em 1981, estreou na TV Globo na novela “Brilhante”, de Gilberto Braga, a convite do diretor Daniel Filho, sendo contratada pela emissora dois anos depois . Ao longo da carreira, acumulou mais de 60 novelas, tornando-se a atriz com mais títulos na carreira no país . Seu último trabalho na televisão foi em “A Dona do Pedaço” (2019).

Cinema, teatro e dublagem

No cinema, Laura participou de mais de 20 filmes. Destacam-se suas atuações em “Terra Estrangeira” (1995), de Walter Salles e Daniela Thomas, “Através da Janela” (2000), de Tata Amaral, e “O Outro Lado da Rua” (2004), de Marcos Bernstein.

No teatro, trabalhou sob direção de nomes como Antunes Filho e Gabriel Villela . Entre os espetáculos marcantes estão “Plantão 21” (1959), sua estreia no teatro adulto, “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” (1991) e “Vereda da Salvação” (1993).

Entre 1963 e 1966, emprestou sua voz à personagem Betty Rubble, mulher de Barney, no clássico desenho animado “Os Flintstones” . Sobre a experiência, declarou: “Amei fazer a Betty. Dublagem tem um tempo maravilhoso, de acerto, de fazer texto e imagem”.

Prêmios e homenagens de Laura Cardoso

Laura Cardoso recebeu diversos prêmios ao longo da carreira:

  • Troféu APCA – cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte por suas atuações 
  • Prêmio Shell de Teatro – em 1990 por “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” e em 1993 por “Vereda da Salvação” 
  • Melhor Atriz no Festival de Recife – por “Através da Janela” (2000) 
  • Grande Prêmio Cinema Brasil – Melhor Atriz Coadjuvante por “O Outro Lado da Rua” (2004) 
  • Prêmio Oscarito – no Festival de Cinema de Gramado (2023) pelo conjunto da obra 
  • Ordem do Mérito Cultural – concedida pelo governo brasileiro em 2006 por sua contribuição à cultura 
  • Estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo – inaugurada em outubro de 2025 

Informações sobre o velório de Laura Cardoso

Velório Laura Cardoso

📍Local: Funeral Home (Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista
🗓 Dia: Hoje (18/08)
🕗 Horário: 08:00 – 14:00
💐Para coroas de flores: (11) 95072-8397

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Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS: Diferença entre Flávio e Lula em SP chama atenção pelo histórico do estado, diz cientista político Leonardo Paz

13 de Agosto de 2026, 22:38

O cientista político e professor de Relações Internacionais do Ibmec Leonardo Paz analisou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, os resultados da pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS, que mostra Flávio com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Lula.

Segundo o professor, a leitura leva em conta o histórico eleitoral paulista, onde candidatos do PT tradicionalmente enfrentam maior resistência.
“São Paulo tradicionalmente não vota muito no PT, o Lula sofre muito para pontuar lá”, disse.

Na avaliação de Paz, o fato de a distância entre os dois principais candidatos ser de apenas três pontos percentuais chama atenção justamente por esse contexto.

Leia também: DECISÃO 2026 – Flávio Bolsonaro lidera corrida presidencial em SP e aparece à frente de Lula no 2º turno, indica pesquisa AMERICAN ANALYTICS Times Brasil | CNBC

Tarcísio ainda não transfere todo o apoio para Flávio, avalia Paz

O cientista político também comparou o desempenho de Flávio Bolsonaro com a força eleitoral de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado.

A pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS para o governo paulista mostra Tarcísio com 46% das intenções de voto, contra 29% de Fernando Haddad (PT).

Para Paz, a diferença entre os desempenhos sugere que o governador, apesar de ser aliado de Flávio, ainda não consegue transferir integralmente sua base eleitoral para o senador.

“O Tarcísio não está conseguindo carregar os seus votos todos para o Flávio Bolsonaro”, afirmou.

No segundo turno presidencial testado pela pesquisa, Flávio aparece com 46%, contra 41% de Lula. A vantagem numérica é de cinco pontos percentuais.

Nos demais confrontos, Lula registra 42% contra 36% de Renan Santos (Missão), 42% contra 37% de Romeu Zema (Novo) e empata em 41% com Ronaldo Caiado (PSD).

Relação com os EUA será desafio central

Além da leitura eleitoral, Paz afirmou que a relação com os Estados Unidos deve ser um dos principais desafios de política externa para quem assumir a Presidência em 2027.

“É o primeiro ponto: como é que o próximo presidente, seja Lula, seja Flávio Bolsonaro ou outro, vai lidar com os Estados Unidos”, afirmou.

O professor destacou que a relação bilateral atravessa um período de tensão e que o próximo governo terá de administrar questões comerciais, diplomáticas e políticas acumuladas nos últimos meses.

Na avaliação dele, uma eventual vitória de Lula poderia exigir uma reconstrução mais difícil do diálogo com Washington. Já uma vitória de Flávio Bolsonaro tenderia, segundo Paz, a encontrar um ambiente político mais favorável junto ao governo de Donald Trump, mas também poderia abrir discussões sobre quais concessões fariam parte de uma eventual negociação.

“Minha preocupação em relação ao Flávio é se ele vai realmente, para conseguir derrubar certas tarifas ou certas punições que o Brasil sofreu, entregar algo de fato em termos de negociação”, afirmou.

A avaliação é do cientista político e não representa uma conclusão sobre eventuais negociações futuras.

América Latina também entra no radar

Paz também apontou a América Latina como outro desafio relevante para o próximo governo.

No caso de uma reeleição de Lula, o professor destacou especialmente a relação com o presidente argentino Javier Milei, hoje marcada por divergências políticas.

Para ele, porém, interesses econômicos e comerciais podem levar a uma redução das tensões depois da eleição brasileira.

“Se o Lula ganha efetivamente, eu imagino que o Milei vai também baixar um pouco o perfil dele, até porque eventualmente ele precisa do Brasil”, disse.

Em uma eventual gestão Flávio Bolsonaro, Paz vê maior facilidade de diálogo político com governos de direita da região, mas disse não identificar, até agora, um projeto claro de integração regional associado a esse campo político.

“Eu não consigo ver, de certa maneira, nenhum grande projeto”, afirmou.

Leia também: Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS: Economia e infraestrutura serão desafios centrais do próximo governo de SP, diz economista César Bergo

Governo Lula tem 55% de desaprovação em São Paulo

A pesquisa também mostra que 55% dos entrevistados em São Paulo desaprovam o governo Lula, enquanto 35% aprovam a administração federal. Outros 10% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Na avaliação detalhada, 37% consideram o governo péssimo e 13%, ruim. Outros 20% classificam a gestão como regular, enquanto 16% avaliam como boa e 12%, ótima.

A pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS foi realizada entre os dias 4 e 8 de agosto de 2026 e ouviu 1.500 pessoas no estado de São Paulo. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números SP-03436/26 e BR-03025/26.

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Flávio Bolsonaro oficializa candidatura com patrimônio 370% maior que em 2018

13 de Agosto de 2026, 22:34
Flávio Bolsonaro e sua próspera franquia da Kopenhagen. Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou patrimônio de R$ 8.186.555,83 ao registrar seu pedido de candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor representa um crescimento nominal de 370% em relação aos R$ 1.741.758,15 informados em 2018, quando foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. O registro para a eleição de 2026 aparece no sistema como “aguardando julgamento”.

No recorte das quatro últimas eleições disputadas pelo filho mais velho de Jair Bolsonaro, o patrimônio declarado aumentou mais de onze vezes. Flávio informou R$ 714 mil em 2014; R$ 1,45 milhão em 2016; R$ 1,75 milhão em 2018; e R$ 8,2 milhão em 2026. Entre a primeira e a última declaração da série, a alta foi de 1.045,9%, uma diferença de R$ 7.472.161,14.

Na eleição de 2018, o total subiu 19,8% em relação a 2016, para R$ 1.741.758,15. Flávio declarou um apartamento de R$ 917.038,09 e uma sala comercial de R$ 150 mil, ambos na Barra da Tijuca; R$ 558.220,06 em aplicações; um Volvo avaliado em R$ 66,5 mil; e metade da Bolsotini Chocolates e Café.

As operações financeiras e imobiliárias realizadas durante seus mandatos na Assembleia Legislativa do Rio posteriormente entraram no debate sobre o caso da “rachadinha” em seu antigo gabinete. A investigação foi encerrada depois que STF e STJ anularam provas, sem julgamento do mérito das suspeitas.

 

O salto mais expressivo aparece agora. Dos R$ 8,186 milhões declarados em 2026, R$ 6.226.043,80 correspondem à casa de Flávio no Lago Sul, em Brasília. O imóvel representa 76% de todo o patrimônio informado.

O senador também declarou R$ 1.090.520,47 em um fundo multimercado, R$ 568.730,23 em diferentes bancos, R$ 133 mil em um veículo, R$ 103.746,23 em poupança e outros R$ 64.515,10 em aplicações e participações empresariais. Em 2024, Flávio desembolsou R$ 3,4 milhões para quitar o financiamento da mansão.

Um mês antes do registro, o ex-deputado Julian Lemos, antigo aliado da família Bolsonaro, afirmou que a fortuna de Flávio poderia chegar a R$ 700 milhões, no entanto, Lemos não apresentou documentos que sustentassem a estimativa. A ficha entregue ao TSE coloca o patrimônio declarado muito abaixo dessa cifra.

Flávio Bolsonaro admite e-mails do Missão, mas diz que foram tratados como “spam”

13 de Agosto de 2026, 22:10
O senador Rogério Marinho, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, Dani Marcos, coordenadora do plano de governo e o vice da chapa do PL, Alfredo Gaspar. Reprodução YT

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que seu gabinete recebeu e-mails automáticos do Partido Missão antes da descoberta de que ele havia sido registrado como filiado à legenda. As mensagens, segundo o presidenciável, foram ignoradas por parecerem spam.

A declaração foi feita em uma transmissão realizada na noite desta quinta-feira (13), com a participação do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e de Dani Marcos, integrante da equipe responsável pela coordenação do plano de governo da chapa e do Senador Rogério Marinho.

“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. Como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que é spam”, declarou Flávio.

Flávio Bolsonaro confirma alegação do partido Missão: sua assessoria recebeu emails sobre a filiação fraudulenta, mas considerou que era “spam” pic.twitter.com/FNCwS6wVad

— Sam Pancher (@SamPancher) August 14, 2026

O senador levou uma das mensagens impressas para a live e afirmou que o e-mail cobrava um pagamento que não teria sido realizado dentro do prazo. “É reclamando que não recebeu o meu pagamento em dez dias”, disse.

A filiação ao Missão apareceu no sistema da Justiça Eleitoral e impediu inicialmente o registro da candidatura de Flávio à Presidência pelo PL. O senador classifica o episódio como uma fraude e nega que tenha solicitado a entrada na legenda.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não houve invasão ao sistema da Justiça Eleitoral. O registro foi realizado por alguém com credenciais do próprio Missão e autorização para cadastrar filiações partidárias.

Durante a transmissão, Flávio também rebateu a acusação feita pelo deputado federal André Janones (Avante-MG) de que ele teria encenado o episódio para desacreditar a Justiça Eleitoral. Janones não apresentou provas da alegação.

“Socialismo ou morte”: 100 anos de Fidel, e por que o legado de Cuba derrotará a barbárie imperialista

13 de Agosto de 2026, 21:20
Fidel Castro Cuba
Escola em Havana com posters em homenagem aos 100 anos de Fidel Castro. Foto: Norlys Perez/Reuters

Cuba e o mundo marcam hoje os 100 anos do nascimento de Fidel Castro (13 de agosto de 1926, Birán), em meio ao cerco mais duro de Washington desde o Período Especial. Marco Rubio prepara o que fica explícito como uma tentativa de estrangulamento final da realidade revolucionária que persiste há décadas em Cuba.

Antes da Revolução, Cuba era uma quase-colônia americana sob a ditadura de Fulgencio Batista, instituída em um golpe de Estado em 1952, comandado por Washington. O capital estrangeiro, sobretudo dos EUA, controlava a maior parte da economia, incluindo usinas de açúcar, terras, serviços públicos, telefonia, eletricidade e bancos. Havana era o parque de diversões da máfia norte-americana (Meyer Lansky), com cassinos, prostituição e jogo. No campo, latifúndio, desemprego sazonal e miséria; o analfabetismo rondava um quarto da população, com pouca escolaridade e serviços de saúde precários fora das cidades.

A barbárie imperialista

É a essa “ordem pré-revolucionária” que Washington quer retornar. O bloqueio dos EUA, com 64 anos, foi levado a níveis inéditos no segundo mandato de Trump, sob Marco Rubio no Departamento de Estado, e a tomada de Cuba vem sendo construída peça por peça. No primeiro dia exato do segundo mandato, 20 de janeiro de 2025, Trump designou Cuba como State Sponsor of Terrorism (SST). A consequência mais decisiva e cruel da designação encontra-se no efeito dissuasório sobre o sistema financeiro global. A designação aciona o regime de sanções secundárias — o instrumento que estende a jurisdição americana ao planeta inteiro. Qualquer banco, seguradora, armador, empresa ou governo que negocie com Cuba passa a arriscar ser cortado do sistema financeiro dos Estados Unidos e tratado como cúmplice de terrorismo.

Esse cerco econômico e financeiro se articula a uma estratégia mais ampla de repressão e contenção política. A Estratégia Nacional de Contraterrorismo de 2026 de Trump fundiu, pela primeira vez, três categorias de “ameaça terrorista”: narcoterroristas/gangues transnacionais, jihadistas legados e — inédito — “extremistas violentos de esquerda”. É hoje o arcabouço que enquadra governos latino-americanos não alinhados, enquanto Guantánamo, o SOFA no Paraguai, o FBI no Equador e as bases argentinas se tornam “equivalentes funcionais” das bases dos EUA no Golfo.

Os Estados Unidos querem deixar claro que a ameaça militar a Cuba é permanente. Em meio aos navios de guerra no Caribe e às execuções extrajudiciais, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, discursando na base naval de Guantánamo — território cubano ocupado ilegalmente — ameaçou Cuba diretamente: “Seria imprudente para o governo cubano tentar adquirir ou obter acesso ao tipo de armas que poderiam alcançar esta base ou o território americano. Estariam convidando o tipo de confronto que não apenas não desejam, mas não poderiam suportar.”

Paralelamente, Rubio amplia vetos de visto ligados às missões médicas cubanas, mirando autoridades de cerca de 50 países que recebem médicos cubanos, sob a alegação de “trabalho forçado”.

Rubio sancionou, dois meses depois, cinco entidades (Tecnoimport, União da Indústria Militar/UIM, EMI Yuri Gagarin e mais duas) e oito autoridades (o ministro da Defesa, Álvaro López Miera, e o chefe do Estado-Maior, Roberto Legrá Sotolongo, entre outros), alegando aquisição de equipamento militar da Rússia e da China.

Cuba Fidel Castro
Evento de comemoração do governo cubano em homenagem ao centenário de Fidel Castro. Foto: Norlys Perez/Reuters

O mundo a partir dos olhos da Revolução Cubana e a audácia revolucionária de Fidel

Cuba, no entanto, nunca se entregou. Fidel sempre deixou claro que as aberturas (turismo, capital estrangeiro em setores selecionados) eram ditadas pela necessidade histórica, e não por um abrandamento da convicção socialista — exatamente a lógica que Cuba retoma hoje nas reformas de 2026. Díaz-Canel, no ato central, resumiu seu argumento: “O socialismo não é um dogma, mas uma ciência em construção, que deve ser adaptada às realidades concretas.”

Fidel soube ler o momento histórico e a oportunidade e, depois, soube adaptar a estratégia sem abrir mão do princípio. A Revolução trouxe consigo uma taxa de alfabetização superior a 99%. A expectativa de vida e a mortalidade infantil em Cuba tornaram-se melhores que as dos Estados Unidos, e Cuba acumula mais médicos enviados ao exterior do que OMS + UNICEF + MSF somados em missões de solidariedade.

Para além da libertação nacional de Cuba, o internacionalismo genuíno — “a pátria era a humanidade” — segue coerente até hoje. Cuba enviou tropas para defender a Angola independente contra as invasões da África do Sul do apartheid. Cerca de 9.000 soldados cubanos de elite, com tanques e aviação, detiveram e derrotaram as forças sul-africanas, forçando a retirada da África do Sul de Angola e da Namíbia e acelerando a independência namibiana e o fim do apartheid. Cuba diz que mais de 300 mil voluntários serviram em Angola ao longo do período; um monumento em Pretória honra 2.070 soldados cubanos mortos. As palavras de Mandela selam o legado: “Quando procurávamos os governos ocidentais, éramos recebidos por funcionários de baixo escalão. Quando visitamos Cuba, fomos recebidos pelas mais altas autoridades, que de imediato ofereceram tudo o que quiséssemos e precisássemos.”

Fidel apoiou a Revolução Sandinista (1979), enviando professores, médicos e assessores. Apoiou também processos em El Salvador, Granada e a esquerda latino-americana em geral. Fidel acompanhou e estimulou a trajetória de Lula e do PT. Diante da derrota de 1989 para Collor, Lula pensou em desistir, e Fidel viu isso como um aviso para continuar — a vez em que um operário metalúrgico chegou mais perto da Presidência.

Fidel convidou o mundo a ver a si mesmo com outros olhos, livre da opressão, da competição e da humilhação capitalista. Testou na prática a solidariedade entre os povos, foi inúmeras vezes vitorioso nas lutas de libertação. Mostrou que o socialismo é real, possível, mas tem um grande desafio: o cerco da barbárie capitalista em queda livre.

Janones acusa Flávio Bolsonaro de forjar filiação fake para atacar Justiça Eleitoral

13 de Agosto de 2026, 21:14
Janones
O deputado federal, André Janones (REDE-MG). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Avante-MG) acusou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter encenado a própria filiação ao Partido Missão para descredibilizar a Justiça Eleitoral. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (13), Janones disse que o senador teria pago alguém para incluí-lo em outra legenda, mas não apresentou provas da acusação.

A declaração foi feita após Flávio aparecer como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral, o que impediu inicialmente o registro de sua candidatura à Presidência pelo PL. Janones afirmou que o episódio repetiria, segundo sua versão, a estratégia usada pela família Bolsonaro após a facada contra Jair Bolsonaro em 2018.

O TSE informou que a filiação não foi resultado de ataque ao sistema eleitoral. Segundo o tribunal, o registro foi feito por alguém que tinha credenciais do Partido Missão para efetivar filiações, e não por uma invasão à plataforma da Justiça Eleitoral.

Todo mundo sabe o que aconteceu. O próprio Flávio pagou alguém pra filiar ele em outro partido para tentar tentar descredibilizar a justiça eleitoral. Seguiram o mesmo roteiro da facada forjada em 2018 pra eleger Bolsonaro. Só que dessa vez deu ruim pra eles. Isso é só uma…

— André Janones (@AndreJanonesMG) August 13, 2026

A filiação de Flávio ao PL foi retomada pelo TSE após a checagem do caso, permitindo que o senador voltasse a constar na legenda pela qual pretende disputar a Presidência. A informação do tribunal, no entanto, não identifica quem usou as credenciais do Missão nem atribui a operação a Flávio Bolsonaro.

Ao final, Janones afirmou que jogará “com todas as armas” para “exterminar esses vermes”.

De Lula a Silvio Santos: relembre casos de filiações partidárias sem autorização

13 de Agosto de 2026, 19:57
Lula e Silvio Santos
Por Cleber Lourenço A aparição de Flávio Bolsonaro como filiado ao Missão sem reconhecer a mudança de partido não é um episódio isolado na história da Justiça Eleitoral. O senador entrou para uma lista que já teve Lula registrado no PL, Nikolas Ferreira apontado como integrante do PT e até Silvio Santos vinculado ao partido […]

Moro se irrita com bloqueio e pede retirada de carretas tombadas em “outro horário”

13 de Agosto de 2026, 19:50
Moro
O candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL). Foto: Reprodução

O senador Sergio Moro (PL-PR) virou alvo de ironias nesta quinta-feira (13) depois de sugerir que a retirada de carretas que, segundo ele, estavam tombadas na BR-277 poderia ser realizada em outro horário. A declaração foi gravada enquanto o parlamentar estava parado na praça de pedágio de São Luiz do Purunã, no Paraná.

No vídeo publicado na quarta-feira (12), Moro afirmou que o trânsito estava interrompido havia mais de 40 minutos e reclamou da falta de informações aos motoristas. O senador disse que carretas tombadas aparentemente estavam sendo retiradas da pista.

“Poderiam fazer talvez em outro horário. Poderiam manter uma via desobstruída ou passagem alternativa”, declarou. Moro também afirmou que o congestionamento era quilométrico e encerrou a gravação com uma provocação a adversários políticos, dizendo não dispor de dinheiro para viajar de helicóptero.

Posto de pedágio em São Luiz do Purunã, no Paraná, tudo parado há mais de 40 minutos.

Sem informação adequada. Aparentemente, carretas tombadas sendo retiradas da pista. Poderiam fazer talvez em outro horário. Poderiam manter uma via desobstruída ou passagem alternativa.

Muita… pic.twitter.com/nuuTeYkRkR

— Sergio Moro (@SF_Moro) August 12, 2026

A praça de São Luiz do Purunã fica no km 140 da BR-277, no município de Balsa Nova, e faz parte do trecho administrado pela Via Araucária.

Depois de reclamar da falta de informação, sugerir a liberação de uma faixa e dizer que não tinha dinheiro para viajar de helicóptero, Moro ofereceu sua contribuição à engenharia de tráfego: a retirada das carretas poderia ficar para outro horário.

Internautas sugeriram, em tom de piada, a criação do “Agendamento Nacional de Acidentes e Destombamentos (ANAD)” para ironizar Moro, que tratou uma situação de urgência como se ela pudesse esperar um momento mais conveniente.

Vorcaro corre para tentar 3ª delação antes de PF fechar primeiro inquérito do Master

13 de Agosto de 2026, 19:39
Por Cleber Lourenço Daniel Vorcaro entrou numa corrida contra o relógio para tentar emplacar uma terceira proposta de delação premiada antes de a Polícia Federal fechar o primeiro grande inquérito sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e o BRB. A PF trabalha com a previsão de concluir a investigação até o fim de agosto, […]

Confira quando sai a nova pesquisa Quaest para presidente

13 de Agosto de 2026, 18:11

A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 será divulgada nesta sexta-feira (14), com números atualizados do primeiro e segundo turnos, além de perguntas sobre inteligência artificial, rejeição e interferência estrangeira na eleição.

A pesquisa, encomendado pelo Grupo Globo, ouviu 2.004 eleitores em entrevistas presenciais entre segunda (10) e quinta-feira (13), com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE tem o número BR-06773/2026.

O que a nova pesquisa Quaest de 14 de agosto vai medir

Além da intenção de voto para presidente da República, o questionário da pesquisa Quaest traz perguntas sobre:

  • Inteligência artificial – como os eleitores percebem o uso de IA nas campanhas eleitorais;
  • Rejeição aos candidatos – quais nomes os eleitores conhecem e em quais não votariam de maneira alguma;
  • Interferência estrangeira – se governos de outros países tentam influenciar o processo eleitoral brasileiro;
  • Sentimentos em relação aos candidatos ;
  • Percepção sobre economia, emprego e preços dos alimentos;
  • Quem o eleitor acredita que vencerá a eleição, independentemente da intenção de voto.

A pesquisa Quaest testa 13 nomes no primeiro turno e quatro simulações de segundo turno: Lula x Flávio Bolsonaro, Lula x Renan Santos, Lula x Romeu Zema e Lula x Ronaldo Caiado. Esta é a última pesquisa antes do início da propaganda eleitoral, que começa no domingo (16).

Quais os números da última pesquisa Quaest de 5 de agosto

  • 1º turno: Lula (PT) lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada, e Romeu Zema (Novo) tem 2%.

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  • 2º turno (Lula x Flávio Bolsonaro): Lula tem 44% contra 39% de Flávio — vantagem de cinco pontos.
  • Aprovação do governo e do presidente Lula: 48% aprovam o governo, 47% desaprovam e 5% não responderam. A avaliação positiva do governo é de 36%, negativa de 36% e regular de 26%.

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A série histórica da pesquisa Quaest para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, desde maio de 2026, é a seguinte:

  • Maio de 2026: Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%.
  • Junho de 2026: Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 38%.
  • Julho de 2026: Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 37%.
  • Agosto de 2026: Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 39%.

Esta série mostra a vantagem de Lula oscilando: de 1 ponto em maio (empate técnico), para 6 em junho, 8 em julho, e recuando para 5 pontos em agosto.

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TSE restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e libera registro de candidatura

13 de Agosto de 2026, 17:04

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu nesta quinta-feira (13) a filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) e liberou a retomada do registro de sua candidatura à Presidência. Saiba mais na TVT News.

A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, após uma alteração no sistema da Justiça Eleitoral vincular o parlamentar ao partido Missão e impedir inicialmente o registro.

O ministro também ordenou a exclusão do registro que o vinculava ao Missão e liberou o Sistema CANDex, utilizado para encaminhar os pedidos de registro de candidatura.

A decisão atende a um pedido de tutela de urgência apresentado pela defesa de Flávio. Com a determinação, a campanha poderá prosseguir com o registro dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, que termina às 19h deste sábado (15).

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TSE aponta alteração sem manifestação de Flávio

Segundo Nunes Marques, os documentos apresentados pela defesa demonstram que Flávio permanecia regularmente filiado ao PL.

Entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta, porém, um novo registro foi incluído no Sistema de Filiação Partidária (FILIA), provocando a desfiliação automática do senador e sua inclusão no Missão.

O ministro afirmou que não houve manifestação de vontade de Flávio para a mudança e ressaltou que a filiação partidária é uma condição de elegibilidade que não pode ser retirada por ação de terceiros.

“A filiação partidária constitui condição de elegibilidade e pressuposto para o exercício do direito de ser votado, não podendo ser suprimida por ato de terceiro estranho à vontade do filiado”, escreveu o ministro.

Mudança para o Missão é considerada incompatível

Nunes Marques também considerou o cenário da disputa presidencial, em que Flávio é o candidato anunciado pelo PL à Presidência, enquanto o Missão já tem Renan Santos como candidato ao mesmo cargo.

Na avaliação do ministro, o contexto torna pouco provável que Flávio tenha decidido voluntariamente trocar de partido.

“O Partido Missão, por sua vez, já possui candidato próprio e assumido ao mesmo cargo, circunstância que torna inverossímil a alegação de que o requerente teria migrado voluntariamente para agremiação que já anuncia a disputa à Presidência com outro nome”, afirmou.

O ministro também apontou risco de prejuízo à candidatura diante da proximidade do fim do prazo para registro.

Polícia Federal vai investigar alteração

Além de restabelecer o vínculo de Flávio com o PL, Nunes Marques determinou que o TSE preserve registros de acesso e logs do Sistema FILIA relacionados à alteração.

O ministro encaminhou o caso à Polícia Federal e determinou a abertura de investigação para identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias da mudança no cadastro partidário.

O episódio veio à tona na manhã desta quinta (13), quando a campanha de Flávio tentou registrar sua candidatura e descobriu que o senador aparecia como filiado ao Missão. A alteração havia impedido o procedimento, já que as convenções partidárias terminaram em 5 de agosto.

Defesa diz que mudança ocorreu em menos de 11 horas

Na ação apresentada ao TSE, a defesa afirmou que Flávio estava filiado ao PL de forma ininterrupta desde novembro de 2021.

Os advogados anexaram uma certidão emitida às 23h17 de quarta-feira que ainda registrava a filiação do senador ao PL como “regular e exclusiva”. Menos de 11 horas depois, o sistema apontava o cancelamento do vínculo e a inclusão no Missão.

A defesa sustentou que a alteração ocorreu sem autorização do senador e poderia o retirar da disputa presidencial.

Os advogados também argumentaram que as regras do TSE exigem manifestação expressa do filiado para a desfiliação partidária e permitem a reversão do cancelamento por decisão judicial.

Com a decisão de Nunes Marques, Flávio Bolsonaro volta a constar como filiado ao PL e fica autorizado a dar continuidade ao registro de sua candidatura à Presidência dentro do prazo eleitoral.

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Porto Seguro tem lucro de R$ 888,6 milhões no segundo trimestre e revisa guidance de 2026

7 de Agosto de 2026, 07:53

A Porto Seguro divulgou nesta sexta-feira (7) seu balanço do segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 888,6 milhões, alta de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No mesmo dia, a companhia comunicou ao mercado a revisão do guidance para 2026, ajustando projeções ligadas à taxa efetiva de imposto e às operações do Porto Bank.

O lucro líquido total do grupo somou R$ 879,4 milhões no período, praticamente estável frente aos R$ 878,1 milhões do 2T25. A receita total alcançou R$ 10,9 bilhões, avanço de 10,4%. O ROAE recorrente ficou em 22,3%, com queda de 2,3 pontos percentuais na comparação anual, reflexo direto da deterioração de resultado na vertical de crédito.

Segundo o release de resultados, o crescimento nas receitas totais veio acompanhado de rentabilidade acima de 20% pelo oitavo trimestre consecutivo. Em nota, o CEO do Grupo Porto, Paulo Kakinoff, atribuiu a consistência do resultado à diversificação do modelo de negócios da companhia entre as verticais de seguros, saúde, banco e serviços.

Ainda conforme o documento, as quatro unidades de negócio somadas movimentaram R$ 11 bilhões em receitas no trimestre, incremento de 11% sobre o 2T25, quando descontados os efeitos do novo modelo de diferimento de receitas do Consórcio.

Leia também: Assaí quase dobra lucro recorrente no 2º trimestre e acelera redução da dívida

Porto revisa guidance de 2026 após balanço

No mesmo dia da divulgação dos números trimestrais, a Porto Seguro atualizou o guidance de desempenho para o exercício de 2026. O documento, assinado pelo diretor executivo de Relações com Investidores, Domingos de Toledo Piza Falavina, reforça que as projeções refletem expectativas da administração e não configuram promessa de resultado.

A companhia manteve a maior parte das metas divulgadas anteriormente, com ajustes concentrados nas frentes de taxa efetiva de imposto e na vertical bancária. As verticais Porto Saúde e Porto Serviço tiveram todas as projeções mantidas sem alteração.

Guidance mantém resultado financeiro e ajusta taxa efetiva

O resultado financeiro consolidado para 2026 segue projetado entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,8 bilhão, sem mudanças. Já a taxa efetiva de imposto de renda foi revisada de uma faixa entre 24% e 28% para uma faixa entre 23% e 27%.

De acordo com o Fato Relevante, a revisão decorre da reversão de impostos diferidos sobre a mais valia da aquisição de uma subsidiária após sua incorporação à estrutura do grupo.

Na vertical Porto Seguro, a sinistralidade projetada para o ano também foi ajustada, passando de uma faixa entre 50,5% e 54,5% para uma faixa entre 50% e 54%. As demais métricas da unidade de seguros, como variação do prêmio ganho e índice de G&A, permaneceram mantidas.

Porto Bank reduz lucro com alta das perdas de crédito

O Porto Bank fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 137,8 milhões, queda de 32,5% em relação ao 2T25. O ROAE da vertical recuou para 16,3%, ante 27,6% um ano antes.

Segundo o release, o resultado foi pressionado pelo avanço de 67% nas perdas de crédito, que somaram R$ 868,4 milhões no período. O documento atribui o movimento a um ciclo de crédito mais adverso no mercado, além de uma postura mais conservadora na constituição de provisões pela companhia.

Por outro lado, o índice de eficiência da unidade melhorou 4 pontos percentuais, para 25,4%. A receita do Porto Bank cresceu 16,6% na comparação anual, para R$ 1,9 bilhão, impulsionada principalmente pelo Consórcio, que avançou 29,3% no critério comparável.

Diante desse cenário de crédito, o guidance para o Porto Bank em 2026 também foi revisado. A receita total da vertical passou de uma faixa entre R$ 7,5 bilhões e R$ 7,9 bilhões para uma faixa entre R$ 7,7 bilhões e R$ 8,1 bilhões. As perdas de crédito projetadas subiram de uma faixa entre R$ 2,7 bilhões e R$ 3,1 bilhões para uma faixa entre R$ 3,1 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Já o índice de eficiência projetado melhorou, de uma faixa entre 27% e 31% para uma faixa entre 24% e 28%.

Seguros e saúde sustentam rentabilidade do grupo

Enquanto o Porto Bank enfrentou pressão na rentabilidade, as verticais de seguros e saúde tiveram desempenho oposto no trimestre. A Porto Seguro, unidade de seguros, registrou lucro de R$ 455,8 milhões, alta de 4,9%, com ROAE de 32,9% e melhora de 1,4 ponto percentual na sinistralidade, que recuou a 49,1%.

A Porto Saúde apresentou o maior crescimento percentual entre as verticais, com lucro de R$ 143,9 milhões, avanço de 36,4% sobre o 2T25, e ROAE de 24%. A companhia atribuiu o resultado ao aumento de beneficiários e à melhora na sinistralidade da carteira de saúde e odontológico.

Já a Porto Serviço teve lucro de R$ 50,2 milhões, crescimento de 11,2%, com destaque para a expansão de 34,3% na receita de produtos digitais.

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Alguém explica? Flávio Bolsonaro diz não entender por que mulheres preferem Lula

31 de Julho de 2026, 17:00
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou nesta sexta-feira (31) as pesquisas que apontam maior preferência das mulheres por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o presidente de usar o governo federal para retaliar São Paulo. O senador participou de um café da manhã com vereadores na capital paulista.

Flávio afirmou não entender por que mulheres indicam maior apoio a Lula, apesar de associar pautas femininas à direita. “Parece que aquele que defende as mulheres está defendendo a pauta errada”, disse durante o encontro no QG de sua pré-campanha, na zona sul da cidade.

Nas últimas semanas, por exemplo, o blogueiro Paulo Figueiredo iniciou uma campanha para retroceder o direito feminino ao voto, alegando que apenas mulher casadas acertavam nas escolhas, mas por influencias dos seus maridos. Neto do ex-ditador João Figueiredo, o blogueiro é um dos principais aliados dos irmãos Bolsonaro.

Também pesa contra o senador a relação com sua madrasta, Michelle Bolsonaro. Apesar da trégua para confirmar sua candidatura à Presidência, a ex-primeira-dama gravou um vídeo de quase 30 minutos para expor o destrato dentro do âmbito familiar, o que reforçou a imagem misógina dentro do bolsonarismo.

Dados do Datafolha divulgados em 24 de julho indicam que 50% das mulheres não votariam em Flávio de jeito nenhum no primeiro turno. Para Lula, o índice nesse grupo é de 44%. As mulheres representam 52,84% do eleitorado brasileiro, e a rejeição total do senador chega a 48%, ante 46% do presidente.

IRONIA! Flávio Bolsonaro diz que não compreende porque as mulheres rejeitam ele, será mesmo que não compreende? Manda esse vídeo pra ele que ele passa a entender rapidinho quando vê a quantidade de bizarrice que seu pai disse e fez com mulheres. pic.twitter.com/M9mkrRUZii

— Eixo Noticias (@oeixooficial) July 31, 2026

Acusação envolve crédito para São Paulo

Flávio também disse que Lula se “vinga” de São Paulo por causa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ambos aliados de sua pré-candidatura. “A prefeitura, o governo do estado implorando para liberar um financiamento, que o estado e a cidade têm condições de pagar”, afirmou.

Sem detalhar quais operações de crédito estariam travadas, o senador acusou o Planalto de perseguir adversários. Nunes endossou a crítica e classificou como “perseguição política” a demora na liberação de uma operação de crédito de R$ 4 bilhões, que, segundo ele, aguarda aval desde abril.

Em março, Lula disse que o governo federal participa de todas as obras realizadas no estado. “Não estamos fazendo favor, é obrigação, mas queria que o governo estadual reconhecesse que metade vem deles e metade vem do governo federal”, declarou o presidente em agenda pública.

O encontro reuniu Tarcísio, Nunes e os pré-candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além de vereadores de partidos de centro e direita. A estratégia de Flávio mira lideranças municipais com contato direto com o eleitorado paulista.

Ao falar sobre segurança e políticas de drogas, o senador atacou a esquerda e citou o programa “De Braços Abertos”, criado na gestão de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016. A iniciativa oferecia moradia, trabalho e cursos de capacitação a usuários de drogas na região da cracolândia; Flávio a chamou de “bolsa crack”.

São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e concentra aliados importantes para o senador. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana apontou Flávio à frente de Lula em um eventual segundo turno no estado, por 40% a 35%; no primeiro turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 34% e 30%, respectivamente.

Justiça condena Nikolas a pagar R$ 20 mil ao PT por post sobre tráfico

31 de Julho de 2026, 15:56
Deputado federal Nikolas Ferreira durante sessão no plenário da Câmara dos Deputados
Deputado federal Nikolas Ferreira durante sessão no plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a pagar R$ 20 mil por danos morais ao Partido dos Trabalhadores (PT), após ele chamar a sigla de “PT – Partido dos Traficantes” em uma publicação no X. A sentença, assinada na quinta-feira (30), também prevê a remoção da postagem após o fim das possibilidades de recurso.

O juiz Wagner Pessoa Vieira, da 5ª Vara Cível de Brasília, concluiu que a mensagem ultrapassou os limites da crítica política ao relacionar diretamente o partido ao tráfico de drogas sem apresentar base factual. “A crítica política pode ser dura, ácida, irônica e injusta, mas não pode, sem suporte mínimo de veracidade, creditar associação direta da pessoa jurídica a crimes”, escreveu.

O PT entrou com a ação pedindo a exclusão da publicação e uma indenização de R$ 40 mil. O partido sustentou que a frase atingiu sua honra e sua imagem institucional ao vinculá-lo a uma atividade criminosa.

Na decisão, o magistrado afirmou que partidos políticos aceitam críticas mais severas no debate público, mas apontou que Nikolas publicou a acusação em seu perfil pessoal sem citar investigação, processo, dado oficial ou outro elemento concreto que sustentasse a associação.

Publicação difamatória de Nikolas no X. Foto: reprodução

Juiz rejeitou imunidade parlamentar alegada pela defesa

A defesa do deputado pediu a rejeição da ação e alegou que a postagem estava protegida pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão. Também afirmou que se tratava de crítica política, sem imputação de um crime específico, e solicitou que uma eventual indenização ficasse em R$ 5 mil.

Wagner Pessoa Vieira rejeitou esse argumento. Para o juiz, manifestações fora do Congresso só recebem proteção da imunidade quando mantêm vínculo com o exercício do mandato, como atos de fiscalização pública ou participação em debates legislativos.

O magistrado avaliou que a postagem não tratava de fiscalização parlamentar e teve como objetivo desqualificar um partido adversário. Ele afirmou que a indenização não busca censurar o debate político, mas impede que redes sociais sejam usadas para associar pessoas ou instituições a crimes sem fundamento.

Além dos R$ 20 mil, Nikolas terá de pagar as custas do processo e os honorários dos advogados do PT, definidos em 15% sobre o valor atualizado da indenização. Caso a publicação permaneça no ar cinco dias após o trânsito em julgado, o deputado poderá receber multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 60 mil.

Flávio Bolsonaro pode sofrer nova derrota com o Republicanos

31 de Julho de 2026, 14:53
Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira em sessão do Congresso Nacional
Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira em sessão do Congresso Nacional. Foto: Reprodução

O Republicanos marcou sua convenção para esta terça-feira (4) e deve rejeitar uma aliança nacional com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. A direção da legenda consulta os diretórios estaduais, e a maioria defende neutralidade na disputa.

O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), conduz a consulta interna antes da convenção. São Paulo surge como exceção: aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendem uma coligação com o PL.

O PP também decidiu não apoiar Flávio Bolsonaro. A cúpula partidária se reuniu em São Paulo na quarta-feira (29) e optou por liberar os diretórios estaduais para apoiar candidatos conforme as alianças e condições políticas de cada região.

Com as decisões do PP e a provável liberação do Republicanos, Flávio terá o PL como único apoio partidário nacional. O senador disporá de 4 minutos e 20 segundos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos da propaganda eleitoral no rádio e na TV, enquanto o presidente Lula (PT) terá 5 minutos e 32 segundos.

O presidente Lula. Foto: Divulgação

Dirigentes do Republicanos avaliam que a neutralidade pode ajudar a ampliar as bancadas federais do partido em outubro. Em vários estados, a legenda integra alianças ligadas ao governo Lula ou enfrenta o PL em disputas locais, o que dificulta uma posição nacional unificada.

O líder do Republicanos na Câmara, deputado Augusto Coutinho (PE), afirmou que o diretório pernambucano aprovou internamente a independência. “Estamos coligados com o PSB, [o senador] Humberto Costa [PT] e Marília [Arraes, do PDT]. Como a gente não consegue levar o partido para o presidente Lula, trabalhamos pela neutralidade”, disse.

No Maranhão, o presidente estadual do partido, deputado federal Aluísio Mendes, também defendeu neutralidade e citou divergências com o presidente local do PL, José Maria Maranhãozinho. “Combato ele e a forma dele de fazer política desde que eu era secretário de Segurança Pública do Maranhão”, afirmou.

O diretório do Mato Grosso do Sul adotou posição diferente e defendeu o apoio a Flávio Bolsonaro, por estar coligado com PL e PP no estado. O presidente regional do Republicanos, deputado federal Beto Pereira, disse que considera a adesão “mais assertiva”, mas reconheceu que “a tendência [nacional] é a liberação”.

“Fomos enganados”: diretor da Fifa acusa Infantino e expõe crise interna

31 de Julho de 2026, 14:42
O diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour. Foto: Divulgação

O diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour, acusou o presidente da entidade, Gianni Infantino, de enganar funcionários ao conduzir sem transparência um plano de investimento privado ligado à Copa do Mundo. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (31), Lamour afirmou que os trabalhadores “merecem algo melhor do que desprezo e intimidação”.

Lamour classificou a proposta como um “projeto de uma pessoa” e defendeu que ela não avance. “Este projeto não só não deve prosseguir… como chegou a hora de os líderes políticos do futebol se questionarem corretamente e tomarem as decisões certas”, declarou.

O diretor disse que não pretende pedir demissão, embora admita o risco de perder o emprego por se manifestar. “Se isso significar perder meu emprego, que assim seja. Pelo menos vou dormir bem esta noite”, afirmou.

Na crítica a Infantino, Lamour disse que vice-presidentes, integrantes do Conselho da FIFA, confederações, federações, jogadores, ligas, clubes, torcedores e a própria administração foram ignorados. Para ele, a condução do tema revela “falta de confiança, falta de transparência, falta de discernimento, falta de boa governança. E uma grave falta de respeito”.

O presidente da FIFA Gianni Infantino. Foto: Divulgação

Também nesta sexta-feira (31), Carlos Cordeiro deixou o posto de conselheiro sênior de Infantino em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, ele ocupava a função desde 2021 e integra a força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026.

Cordeiro criticou a ideia de vender 20% de uma nova subsidiária responsável por comercializar direitos da Copa do Mundo. O empreendimento teria avaliação de US$ 20 bilhões, e a operação buscaria levantar US$ 4,2 bilhões com investidores privados. “É um mau negócio para as Associações Membro da FIFA, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro do esporte a longo prazo”, disse.

O ex-assessor questionou por que a FIFA pretende captar recursos apesar de possuir bilhões de dólares em reservas e não ter dívidas. Ele citou os US$ 15 bilhões em receitas entre 2022 e 2026 mencionados por Infantino e afirmou que vender uma participação permanente no principal ativo comercial da entidade significaria “hipotecar o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente”.

A Confederação Asiática de Futebol, a Concacaf e a UEFA se posicionaram contra o plano, reunindo 143 das 211 associações filiadas à FIFA — mais do que as 106 necessárias para aprová-lo em votação.

A entidade respondeu que não está “vendendo futebol”, atribuiu parte da reação a “reportagens incorretas da mídia” e afirmou que seguirá com o processo de consulta; a Confederação Africana avaliará a proposta na próxima semana, enquanto a Oceania discutirá o tema no próximo mês.

Aos Fatos confirma foto publicada pelo ICL e desmente alegação de montagem

21 de Julho de 2026, 15:37
Por Luiz Fernando Menezes – Aos Fatos Não é verdade que uma imagem que circula nas redes provaria que é montagem a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário. O registro apontado em posts como original, que mostra o político ao lado de um apoiador, contém marcas d’água e anomalias de […]

Polícia do RJ faz operação contra suspeitos de roubar medicamentos e revender a hospitais

21 de Julho de 2026, 15:08
Policiais civis do Rio de Janeiro com medicamentos apreendidos - Reprodução/TV Globo
Por Francisco Lima Neto (Folhapress) – A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza operação na manhã desta terça-feira (21) contra uma quadrilha especializada no roubo e comercialização de medicamentos oncológicos e imunossupressores, que atuava em diversos estados do país. O grupo teria movimentado mais de R$ 33 milhões no período de um ano, segundo a investigação. […]

PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo

21 de Julho de 2026, 15:00
STF abre inquérito contra Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA; Moraes será relator
A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e e recomendou, ao Ministério da Justiça, a demissão do ex-deputado do cargo de escrivão da corporação. A decisão cabe ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e, […]

Volkswagen prepara corte de até 50% na linha de modelos; entenda o plano

11 de Julho de 2026, 10:30

A Volkswagen apresentou um plano para transformar sua operação global e reduzir significativamente sua linha de modelos nos próximos anos. A montadora alemã pretende diminuir em até 50% o portfólio de veículos e reduzir a complexidade da oferta em até 75%.

A medida faz parte do chamado Plano Futuro, apresentado pela Diretoria Executiva da empresa ao Conselho de Supervisão. Segundo a Volkswagen, o objetivo é tornar o grupo mais eficiente, resiliente e competitivo diante das mudanças no mercado automotivo.

Além da redução da variedade de modelos, a companhia também pretende ajustar sua capacidade produtiva. A meta é alcançar uma produção anual de aproximadamente 9 milhões de veículos, abaixo da capacidade de cerca de 12 milhões planejada antes da pandemia de Covid-19.

Leia também: Volkswagen vai cortar modelos e reduzir capacidade, mas evita falar em demissões

Volkswagen quer concentrar produção nos segmentos mais estratégicos

De acordo com a empresa, a redução da linha de modelos permitirá direcionar recursos para veículos e tecnologias com maior potencial de retorno.

Atualmente, a Volkswagen possui uma das maiores ofertas de produtos de sua história. No entanto, a companhia afirma que a simplificação do portfólio ajudará a reduzir custos e melhorar a eficiência no desenvolvimento de novos veículos.

Além disso, a montadora pretende harmonizar plataformas tecnológicas, arquiteturas eletrônicas e sistemas de software. A estratégia busca eliminar estruturas paralelas e ampliar as sinergias entre as marcas do grupo.

Plano ocorre em meio à pressão sobre a indústria automotiva

A decisão acontece em um momento de transformação no setor automotivo global. Nos últimos meses, fabricantes enfrentaram aumento de custos, novas exigências regulatórias e uma disputa mais intensa no mercado de veículos elétricos.

A Volkswagen também enfrenta maior concorrência de empresas chinesas, principalmente no segmento de carros elétricos, além dos impactos relacionados às tarifas comerciais.

Leia também: Volkswagen registra receita de 75,7 bilhões de euros, apesar de tombo no lucro operacional

Segundo a montadora, os desafios externos foram parcialmente compensados por programas de desempenho realizados nos últimos anos.

Além disso, a empresa afirma que essas medidas ajudaram a fortalecer sua estrutura. Agora, como parte desse processo de transformação, a Volkswagen inicia uma nova etapa de reorganização com foco no negócio automotivo.

Cortes de empregos ainda não foram confirmados pela Volkswagen

Apesar do anúncio do novo plano, a Volkswagen não confirmou demissões em massa. Nas últimas semanas, surgiram relatos de que a empresa avaliava medidas mais duras, incluindo possíveis cortes de até 100 mil empregos e o fechamento de unidades na Alemanha. As informações, divulgadas pela imprensa, geraram resistência entre trabalhadores e sindicatos.

O conselho de trabalhadores da Volkswagen e o sindicato industrial alemão IG Metall afirmaram que pretendem lutar contra possíveis cortes e encerramentos de fábricas. Um protesto chegou a ser realizado em frente à unidade da Volkswagen em Zwickau, na Alemanha.

A montadora já havia iniciado discussões sobre redução de custos e aumento da eficiência, mas ainda não apresentou oficialmente um plano final com demissões ou fechamento de fábricas.

Leia também: Volkswagen aguarda parecer do Conselho de Administração sobre plano de corte de custos

Volkswagen busca fortalecer negócio principal

Outro ponto do Plano Futuro envolve a revisão do portfólio de participações e investimentos da empresa. A Volkswagen informou que pretende concentrar recursos em negócios ligados diretamente ao setor automotivo.

A venda de uma participação majoritária na Everllence, anunciada no fim de junho, faz parte dessa estratégia e deve gerar uma entrada de caixa de aproximadamente 7,4 bilhões de euros. Com as mudanças, a montadora busca construir uma estrutura mais enxuta e preparada para competir em um mercado global cada vez mais disputado.

“O Grupo Volkswagen está entrando na próxima fase de transformação por seus próprios meios. Estamos tornando a empresa mais rápida, mais resiliente e mais competitiva”, afirmou Oliver Blume, CEO da Volkswagen.

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VÍDEO: Ao lado de Flávio Bolsonaro, André Fernandes manda indireta para Michelle

11 de Julho de 2026, 10:23
André Fernandes e Flávio Bolsonaro em evento do PL-CE. Foto: reprodução

Um ato do PL em Fortaleza nesta sexta-feira (10), com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), expôs a crise interna da família Bolsonaro e a resistência de parte da base bolsonarista à aliança com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará. Durante o evento, o deputado federal André Fernandes (PL-CE), presidente da sigla no estado, mandou uma indireta para a ex-primeira-dama, chamando o ex-presidente Jair Bolsonaro de “nosso galego”, apelido carinhoso dado por ela.

O evento lançou a pré-candidatura do deputado estadual Alcides Fernandes (PL) ao Senado e reuniu nomes bolsonaristas que pretendem disputar vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O palanque também serviu para o grupo ligado a Flávio e André Fernandes avançar na montagem da chapa estadual.

Flávio e as demais lideranças que discursaram não citaram Ciro Gomes, apesar dos protestos no local. Um grupo de apoiadores levou cartazes com a mensagem “Ciro não”, e houve princípio de confusão quando outros presentes tentaram arrancar os cartazes das mãos dos manifestantes.

André Fernandes reagiu no microfone e atribuiu o tumulto a adversários. “Tem alguns petistas infiltrados, querendo bagunçar o nosso evento. Façam o seguinte, ignorem. Vamos derrubar o PT. A todo momento vai ter gente querendo dividir a oposição”, disse. Em seguida, afirmou: “Entenda aqui, petista, quem dá moral à merd* é mosca”.

🚨URGENTE – Deputado André Fernandes manda indireta para Michelle Bolsonaro em evento do PL no Ceará

“Nosso eterno presidente, NOSSO galego. Não é de ninguém individual, não tá! É NOSSO galego!” pic.twitter.com/7Xxs94HINI

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) July 11, 2026

Disputa com Michelle entrou no palanque do PL

André Fernandes também fez uma indireta à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao mencionar Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado. “Eu fico olhando ali o rosto dele, o nosso eterno presidente. O nosso galego, não é de ninguém individual, não. É o nosso galego”, declarou, em referência ao apelido usado por Michelle para tratar o marido.

A crise entre Michelle e Flávio veio à tona no mês passado, quando a ex-primeira-dama publicou um vídeo com críticas ao enteado por causa das articulações no Ceará. Ela defendia a vereadora de Fortaleza Priscila Costa para a segunda vaga do PL ao Senado, além da candidatura de Alcides Fernandes.

A eventual entrada de Priscila na disputa ameaçava a aliança com Ciro Gomes, já que os tucanos devem indicar o segundo nome da chapa apoiada pelo PL. Michelle se opõe à parceria por considerar que Ciro fez ataques imperdoáveis a Jair Bolsonaro e aos filhos do ex-presidente.

Com Michelle afastada da exposição pública após renunciar à presidência do PL Mulher, Priscila viajou a Portugal nesta sexta-feira (10) para participar de um evento de mulheres conservadoras da Europa. A ausência abriu caminho para o grupo de André, Flávio e Alcides conduzir o ato sem interferência da ala ligada à ex-primeira-dama.

No discurso, Flávio fez acenos ao eleitorado feminino e prometeu endurecer penas para crimes contra mulheres. “Eu vou ser radical na segurança pública. Vocês mulheres vão ser finalmente protegidas no governo Bolsonaro. A gente vai botar agressor e assassino de mulher atrás das grades por 40 anos. Quem violenta mulher e criança vai ser preso e sofrer castração química”, afirmou.

O senador também repetiu a promessa de construir 500 mil vagas em presídios, defendeu a redução da maioridade penal e prometeu um conjunto habitacional no bairro Vila Velha, na periferia de Fortaleza. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha presidencial de Flávio, sugeriu que Priscila Costa pode disputar outro cargo, como deputada federal, mas o nome dela não apareceu entre os pré-candidatos à Câmara citados no palanque.

Boa André!!!!
NOSSO galego. pic.twitter.com/QaMMeZNHyO

— Marcele Rojo (@MarceleRojo) July 11, 2026

Milei quer visitar Jair Bolsonaro no Brasil, mas dependerá de autorização de Moraes

11 de Julho de 2026, 09:56
Jair Bolsonaro e Javier Milei

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que pretende visitar Jair Bolsonaro durante sua viagem ao Brasil neste mês.

O encontro, porém, dependerá de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília e tem restrições quanto às visitas que pode receber.

Pelas condições impostas por Moraes, Bolsonaro só pode receber familiares, advogados e integrantes de sua equipe médica. Qualquer um fora dessa lista precisa ser previamente autorizada pelo STF.

Em entrevista à rádio argentina Now, Milei confirmou que desembarcará no Brasil em 25 de julho para participar do ato de lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

“No dia 25 viajo ao Brasil, a convite do candidato a presidente Flávio Bolsonaro. Vou estar em São Paulo e vou dar uma passada também por Brasília para cumprimentar Jair Bolsonaro”, declarou.

A visita faz parte da estratégia de Milei de fortalecer sua articulação com lideranças da extrema-direita na América Latina. O presidente argentino é um dos principais aliados internacionais da família Bolsonaro e tem afirmado repetidamente que Jair Bolsonaro é alvo de “perseguição judicial” no Brasil.

Ele também faz parte do grupo Escudo das Américas, montado por Marco Rubio, secretário de Estado americano, com governos lacaios na América Latina.

Os Estados Unidos realizarão, na próxima quinta-feira (16), em Washington, uma reunião internacional dedicada ao que o governo Donald Trump classifica como o “ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda”. O encontro será liderado por Rubio e contará com representantes de mais de 60 países convidados de diferentes regiões do mundo. O Brasil está na lista.

Segundo o Departamento de Estado, a conferência discutirá a cooperação internacional para enfrentar ameaças consideradas emergentes pelo governo americano. A falácia é uma preocupacão com o movimento “Antifa” (abreviação de antifascistas).

MILEI VIAJARÁ A BRASIL PARA RESPALDAR A FLAVIO BOLSONARO

El 25 de julio, Javier Milei viajará a San Pablo para participar del acto en que Flavio Bolsonaro será proclamado candidato presidencial de la derecha brasileña, y luego pasará por Brasilia para reunirse con el… pic.twitter.com/1BIoFKyXrJ

— Clarín (@clarincom) July 10, 2026

Milei diz que virá ao Brasil para lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro

10 de Julho de 2026, 22:34
Além da presença no evento do PL, o argentino também disse que pretende fazer uma passagem por Brasília para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro

A ‘Pátria de Chuteiras’ no calor do Capital

5 de Julho de 2026, 12:57
Preencha a imagem com cores para criar uma visão panorâmica mais ampla. Expanda a cena em todas as direções para preencher a borda transparente vazia, preservando o estilo, a iluminação, as cores e a perspectiva originais. Continue as texturas, estruturas e elementos ambientais de forma natural para que a extensão se integre perfeitamente à imagem original. Preserve a imagem original exatamente e gere conteúdo apenas na área vazia.
Gostemos ou não – e há quem não goste, há quem torça o nariz para a bola como se ela fosse coisa menor, indigna dos espíritos cultivados -, há mais de um século que o Brasil possui uma potente e avassaladora linguagem unificadora dentro e fora de suas fronteiras: o futebol. Não uma linguagem qualquer, […]

Presidente do PL diz que Michelle ‘precisa colocar a cabeça no lugar’

5 de Julho de 2026, 11:30
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que pretende manter Michelle Bolsonaro como líder do PL Mulher e descartou a possibilidade de substituí-la no comando da ala feminina do partido. Segundo ele, a ex-primeira-dama possui um carisma único e é considerada um “fenômeno” dentro da legenda. Em vídeo, Valdemar declarou que ninguém teria […]

As conversas para substituir Jaques Wagner na liderança do PT no Senado

23 de Junho de 2026, 10:17
Lula e Jaques Wagner lado a lado
Presidente Lula e o senador Jaques Wagner. Foto: Reprodução.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), até o meio desta semana para discutir a possível saída do senador do posto, em uma tentativa de conter o desgaste provocado pelo caso Master sobre a gestão petista.

A expectativa no Palácio do Planalto é que Wagner peça para deixar a liderança, segundo o Metrópoles. Integrantes do governo e do PT pressionam o senador a abrir mão da função porque avaliam que a investigação dá munição à oposição bolsonarista.

A estratégia da cúpula petista e da pré-campanha de Lula é separar o presidente do episódio que envolve Wagner. O argumento usado internamente é que o senador baiano disputará a reeleição ao Senado em 2026, e não a Presidência da República.

A reunião entre Lula e Wagner está prevista para quarta-feira (24/6), dia em que o presidente deve despachar em Brasília. Nesta terça-feira (23/6), Lula cumpre agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto a equipe de Wagner evita confirmar quando ele retorna da Bahia à capital federal.

Teresa Leitão, Camilo Santana e Rogério Carvalho entram na disputa

Com a possível saída de Wagner, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) ganhou força como eventual substituta. Ela lidera o PT no Senado desde abril, tem longa trajetória no partido e cumpre mandato iniciado em 2022, o que a libera de uma campanha eleitoral neste ano.

A escolha ainda divide opiniões no governo. Aliados citam como vantagem o fato de Teresa não enfrentar ruídos na relação com o Planalto nem com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que rompeu com Lula após a derrubada da indicação de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, atribuída à articulação de bastidores do senador amapaense.

O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, também aparece nas conversas, mas deixou o ministério em abril para se dedicar à campanha de reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que aparece em segundo lugar nas pesquisas contra Ciro Gomes (PSDB). Rogério Carvalho (PT-SE), que já exerceu interinamente a liderança durante licença de Wagner no ano passado, agrada a integrantes do governo, mas pretende disputar a reeleição ao Senado.

O senadores Teresa Leitão, Camilo Santana e Rogério Carvalho. Foto: reprodução

Falta menos de um mês para o recesso parlamentar de meio de ano, previsto para 18 de julho. Se Wagner deixar o cargo, o novo líder terá de acelerar pautas tratadas como prioritárias pelo governo e ainda sem definição no Senado, como a PEC da Segurança Pública, a PEC do fim da escala 6×1 e o Redata, projeto sobre regulamentação e compartilhamento de dados entre órgãos públicos.

Operação da PF e entrevista à BandNews pesam sobre Wagner

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (18/6), mirou Jaques Wagner. Os investigadores apuram se o senador atuou em favor de interesses do Banco Master no Congresso, incluindo uma proposta para ampliar o crédito consignado e uma medida chamada nos bastidores de Emenda Master.

A PF também apura a transferência de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador, uso de aeronaves particulares, ingressos para shows e repasses que somariam R$ 3,5 milhões. As suspeitas surgiram após análise de conteúdo extraído do celular de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que também foi alvo da ação. Wagner nega envolvimento e afirmou, em nota, que “não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados”.

Aliados dizem que Wagner não pretende entrar em rota de colisão com Lula, com quem mantém relação política e amizade de mais de 40 anos. O senador resiste a deixar a liderança por avaliar que a saída poderia soar como admissão de culpa, mas cogita pedir licença da função sob o argumento de que precisa se dedicar à defesa e à campanha de 2026.

A entrevista de Wagner à BandNews, na quinta-feira (18/6), causou incômodo no Planalto. Interlocutores do governo citaram quatro pontos mal recebidos: a revelação de um telefonema de Lula, a afirmação de que recebeu solidariedade do presidente, a declaração de que Lula teria classificado a operação como perseguição política e a fala de que não deixaria a liderança; na mesma entrevista, Wagner reafirmou a pré-candidatura ao Senado e disse: “Espero ser reeleito”.

PGR defende que Mendonça relate pedido de investigação sobre filme Dark Horse

23 de Junho de 2026, 10:12

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja o responsável por analisar o pedido de investigação relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia em TVT News.

O parecer foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado manifestação do órgão antes de decidir sobre o caso.

A controvérsia gira em torno de um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicitou a ampliação das investigações envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para incluir fatos relacionados ao financiamento do longa-metragem.

Segundo o parlamentar, há indícios de conexão entre os recursos destinados ao filme Dark Horse e a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Após receber o parecer da PGR, Alexandre de Moraes encaminhou a questão ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Caberá agora ao chefe da Corte decidir se o caso permanecerá sob a relatoria de Moraes, será transferido para André Mendonça ou se haverá um novo sorteio para definir o ministro responsável.

PGR vê conexão com investigações já conduzidas por Mendonça

No parecer encaminhado ao Supremo, Paulo Gonet argumenta que os fatos mencionados por Lindbergh Farias possuem ligação com investigações já existentes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo o procurador-geral, esse conjunto de apurações já tramita sob a supervisão de André Mendonça, o que justificaria a redistribuição do pedido para o gabinete do ministro.

“O episódio a que se refere a representação, entretanto, já é objeto de procedimento próprio na Suprema Corte, que tramita sob a supervisão do eminente ministro André Mendonça”, escreveu Gonet.

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André Mendonça, ministro do STF – Foto: Fellipe Sampaio/STF

A manifestação da PGR não analisa o mérito das acusações apresentadas pelo parlamentar petista nem se posiciona sobre eventual abertura de investigação. O parecer trata exclusivamente da definição de competência dentro do STF.

A avaliação da Procuradoria é que a conexão entre os fatos apontados por Lindbergh e as investigações já existentes recomenda a concentração dos procedimentos sob uma mesma relatoria.

Pedido surgiu após revelação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

O pedido apresentado por Lindbergh Farias foi protocolado após a divulgação de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro.

As mensagens vieram à tona após reportagens revelarem que Flávio buscou recursos junto a Vorcaro para custear a produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

Com base nessas informações, Lindbergh sustentou que os recursos poderiam ter relação com a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e com iniciativas internacionais voltadas à defesa da anistia do ex-presidente.

O deputado pediu que Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem incluídos nas investigações conduzidas por Moraes sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior.

Segundo o parlamentar, seria necessário apurar se o dinheiro destinado ao longa-metragem Dark Horse foi efetivamente utilizado apenas para a produção audiovisual ou se parte dos recursos teve outras finalidades.

Relação com o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro

A solicitação foi apresentada no âmbito do inquérito que investigou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

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André Porciúncula, Eduardo Bolsonaro e ex-auxiliar de Mario Frias na Secretaria de Cultura do governo Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

Na semana passada, o ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O caso foi relatado por Alexandre de Moraes.

Ao protocolar o pedido de ampliação das investigações, Lindbergh Farias argumentou que existiria uma ligação entre o financiamento do filme e as ações desenvolvidas por Eduardo no exterior.

Segundo o parlamentar, os recursos poderiam ter sido empregados para custear a permanência do ex-deputado fora do Brasil ou para financiar iniciativas relacionadas à campanha internacional por sanções e tarifas em defesa da anistia de Jair Bolsonaro.

As suspeitas foram mencionadas também em documentos da Polícia Federal citados durante a tramitação do caso.

Flávio Bolsonaro recebeu milhões do Master para “Dark Horse”, filme sobre seu pai

Após a divulgação das conversas com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou qualquer prática irregular.

O senador afirmou que o contato com o banqueiro teve como objetivo exclusivo buscar recursos privados para viabilizar a produção cinematográfica.

Segundo ele, não houve negociação de vantagens indevidas nem utilização dos valores para fins distintos daqueles relacionados ao filme Dark Horse.

A equipe do parlamentar também comentou o parecer apresentado pela Procuradoria-Geral da República.

Em nota enviada à imprensa, os assessores destacaram que a manifestação de Paulo Gonet sustenta a redistribuição do processo para André Mendonça.

“O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, apresentou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado incompetente para conduzir o julgamento relacionado ao caso Dark Horse.

No parecer, Gonet sustenta que o processo deve ser redistribuído ao ministro André Mendonça, apontado como prevento para analisar a matéria”, afirmou a equipe de Flávio Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro também rebate suspeitas sobre dinheiro de Dark Horse

Eduardo Bolsonaro igualmente rejeitou as hipóteses levantadas sobre eventual utilização de recursos ligados ao filme para sua permanência nos Estados Unidos.

O ex-deputado classificou as suspeitas como “toscas” e argumentou que sua situação migratória impediria o recebimento de valores dessa natureza.

Após a divulgação das conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, também veio à tona a participação de Eduardo como produtor-executivo do filme.

A produção de Dark Horse ganhou repercussão nacional depois que reportagens revelaram a busca de financiamento para viabilizar as gravações da obra.

O que é o caso Dark Horse

O filme Dark Horse é uma cinebiografia que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A produção passou a ocupar espaço no debate político após a divulgação de mensagens que indicariam uma tentativa de captação de recursos junto ao empresário Daniel Vorcaro.

O banqueiro está preso em decorrência das investigações relacionadas ao chamado caso Master, conjunto de apurações que já tramita sob relatoria de André Mendonça no STF.

Foi justamente essa conexão que levou a Procuradoria-Geral da República a defender que o novo pedido seja analisado pelo mesmo ministro.

Na avaliação do órgão, a existência de elementos comuns entre os procedimentos recomenda a concentração dos casos sob uma única relatoria, evitando decisões conflitantes e permitindo uma análise integrada dos fatos.

Fachin decidirá futuro do processo

Com o parecer da PGR nos autos, Alexandre de Moraes optou por não decidir sozinho sobre a definição do relator.

O ministro encaminhou a questão ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que deverá analisar os argumentos apresentados e definir o destino do procedimento.

Entre as possibilidades estão a manutenção do caso com Moraes, a transferência para André Mendonça ou a realização de um sorteio para indicar outro integrante da Corte.

A decisão será importante para determinar os próximos passos do pedido apresentado por Lindbergh Farias e para definir qual gabinete ficará responsável por avaliar a abertura ou não de uma investigação sobre os recursos destinados ao filme Dark Horse.

Até que essa definição ocorra, não há deliberação do STF sobre o mérito das acusações nem sobre eventual responsabilização dos envolvidos.

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Flávio Bolsonaro se inscreve para encenar suposta defesa do Brasil contra “TariFlávio” nos EUA

23 de Junho de 2026, 09:54
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se inscreveu para discursar em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre o novo tarifaço contra o Brasil. A sessão está marcada para 6 de julho, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu cinco minutos de fala como representante do Senado Federal e pré-candidato à Presidência.

Ao Globo, aliados afirmaram que Flávio deve defender a suspensão da proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e também o Pix, alvo de críticas do governo Donald Trump por suposta concorrência desleal. O prazo para os Estados Unidos decidirem se adotarão ou não as medidas termina em 15 de julho, cerca de uma semana após a audiência.

No início de junho, o USTR concluiu uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, mecanismo que permite a Washington reagir a práticas consideradas injustas. O órgão questionou políticas brasileiras ligadas ao comércio digital e ao Pix, além de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e questões ambientais.

A última segunda-feira foi a data-limite para pedidos de participação na audiência. A comissão deve divulgar nos próximos dias a lista de participantes. O governo Lula não inscreveu representantes.

A discussão ocorre em meio ao desgaste de Flávio com o tema. Pesquisa Genial/Quaest divulgada neste mês mostrou que 47% dos entrevistados concordam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando ele afirma que Flávio teria pedido as novas tarifas. Outros 35% concordam com a versão do pré-candidato do PL de que teria pedido a Trump para não tarifar produtos brasileiros.

A sondagem também apontou que 46% concordam com Lula ao dizer que as tarifas seriam uma retaliação ao Pix. Já 36% apoiam a leitura de Flávio de que a medida seria resposta a declarações do petista contra os Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: reprodução

A família Bolsonaro mantém relações com a direita trumpista desde antes da eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, e ampliou os contatos durante o julgamento da trama golpista.

Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, passou a articular pressão internacional ao lado de Paulo Figueiredo. Em julho passado, o empresário comemorou o primeiro tarifaço. “O Brasil merece a tarifa Moraes”, disse.

Na semana passada, Eduardo foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Flávio, por sua vez, foi escolhido pelo pai para disputar o Planalto e intensificou viagens e conversas em Washington.

No ofício ao USTR, Flávio afirma ter tratado do tema diretamente com Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio. O senador promete falar “contra a medida proposta e a favor de uma solução construtiva e negociada para as questões identificadas na investigação”.

“Duas posições são declaradas logo de início e de forma categórica. A testemunha opõe-se à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a qualquer medida voltada para o sistema público brasileiro de pagamentos instantâneos. Faz isso em nome dos consumidores e produtores de ambos os países e em defesa de uma parceria que tem servido aos Estados Unidos e ao Brasil há mais de oitenta anos”, diz o pedido.

Flávio argumenta que as tarifas poderiam beneficiar Lula. “A parte beneficiada pela medida não é a parte que a medida visa atingir”, ressalta. Segundo ele, “em várias das conclusões, a distância entre a posição do Representante Comercial e a de um governo brasileiro reformista é muito menor do que aquela existente em relação ao governo atual”.

Sakamoto: De Vorcaro a Edir Macedo, PF anuncia o milagre da multiplicação das fraudes

23 de Junho de 2026, 09:19
Daniel Vorcaro e Edir Macedo. Foto: Reprodução

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

A Polícia Federal acordou o país hoje para lembrar que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, exala o mesmo cheiro de decomposição financeira que empesteava o banco de Daniel Vorcaro. O alvo da Operação Miragem é uma engrenagem que usa a alquimia contábil para maquiar cadáveres insepultos na instituição pertencente ao líder da Igreja Universal, que possui semelhanças com os zumbis do Master.

O modus operandi de ambos é parecido na audácia: enquanto a trupe de Vorcaro multiplicava pães fabricando carteiras inteiras de crédito consignado falso para justificar bilhões em ativos ilusórios, a instituição de Macedo optou pelo milagre da reciclagem. O Digimais pegava suas carteiras de crédito podres, como financiamentos de veículos que ninguém ia pagar, e jogava em fundos de investimento onde o próprio banco era o dono. É o velho golpe do “Zé com Zé” para fingir saúde e apresentar lucro no balanço.

Há bancos que morrem e não voltam à vida como Lázaro, mas seguem por aí, zumbis. Não comem cérebros, mas devoram a grana alheia. Maquiados por contabilidades criativas sob intensa pregação de sucesso, Master e Digimais ostentavam um vigor de mentira para captar dinheiro de verdade. Ao emitir títulos como CDBs pagando rentabilidades agressivas, acima de 110% do CDI, essas instituições atraíram investidores seduzidos por falsos profetas. Vendiam a imagem de um milagre financeiro, mas entregaram o de sempre: a socialização do risco e a privatização do lucro.

A podridão, como se sabe, aproxima. No início do ano, Macedo tentou repassar o controle do Digimais para Maurício Quadrado, empresário que veio justamente da cúpula do Banco Master. O Banco Central, que não estava enxergando, mas parece ter recuperado parte da visão com a catástrofe de Vorcaro, barrou o negócio. A justificativa foi o risco sistêmico.

O estrago do Banco Master resultou na sua liquidação extrajudicial e em um rombo que obrigou o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a destinar R$ 49 bilhões para cobrir o buraco. É dinheiro privado, mas que vai ser recomposto com grana dos correntistas, porque banco não perde nunca. Hoje, com a ação contra o Digimais, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens do bispo e de seus associados. É uma quantia pornográfica para a maioria dos brasileiros, mas perto do dano sistêmico que essas pirâmides com CNPJ causam, soa quase como um dízimo da impunidade.

App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo

No Brasil, se um trabalhador furtar um pacote de macarrão ou um desodorante no supermercado, o Estado o lança em uma cela superlotada e joga a chave fora. Mas se você frauda o Sistema Financeiro Nacional em centenas de milhões ou bilhões, forja relatórios para o Banco Central e engana milhares de pessoas, costuma ser chamado de operador arrojado por muita gente que usa coletinho puffer.

Mas no país onde a fé move montanhas e, ao que tudo indica, também movimenta ativos podres entre fundos de investimento, o bispo Edir Macedo agora enfrenta a mais mundana das provações. Não a dos 40 dias no deserto, mas a da Polícia Federal batendo à porta com mandado de busca e apreensão.

Muitos ensinam que a prosperidade é sinal da graça divina. Difícil, no entanto, explicar aos fiéis que depositaram sua fé no Digimais que o milagre prometido era, na verdade, uma ilusão. A diferença teológica é sutil, mas o extrato bancário ajuda a distinguir.

Para o sistema financeiro, a operação chega como lembrete de que as únicas ressurreições confiáveis em se tratando de dinheiro são as dos prejuízos, que ficam voltando, voltando e voltando. Só espera-se que o nome da operação não seja honesto demais, pois no Brasil, a miragem não costuma ser o crime, mas a punição.

Mario Frias usou e-mail da produtora de “Dark Horse” para emitir notas fiscais em hotel

23 de Junho de 2026, 09:13
Deputado federal Mario Frias, do PL
Deputado federal Mario Frias, do PL. Foto: Reprodução.

Duas notas fiscais de hospedagem do deputado federal Mario Frias (PL) e de seu então chefe de gabinete, Raphael Augusto Azevedo, registraram um e-mail vinculado a Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Hotel Mercure, em Campinas (SP), emitiu os documentos em 28 de abril de 2023. As notas registram o endereço karinamercosul2@gmail.com, usado por Frias e Azevedo nos campos de identificação.

O mesmo e-mail consta no registro do domínio do Instituto Conhecer Brasil e no cadastro da Receita Federal da Gama Participações Ltda., holding de Karina Ferreira da Gama. A informação liga as despesas de hospedagem a um endereço eletrônico associado à produtora investigada.

As notas fiscais somam R$ 1.107,30: uma no valor de R$ 594,30 e outra de R$ 513. Os documentos entraram na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, e a Câmara dos Deputados reembolsou os valores a Mario Frias.

Karina Gama, produtora de “Dark Horse”. Foto: reprodução

Produtora de “Dark horse” é alvo de apurações

Karina Ferreira da Gama responde a investigações da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia Federal que apuram a destinação de recursos públicos à produção de “Dark horse”. Mario Frias atua como produtor executivo do filme.

O deputado também entrou no radar do STF em uma apuração sobre a suposta destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. A entidade tem vínculo com a Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark horse”.

Raphael Augusto Azevedo chefiou o gabinete de Mario Frias até fevereiro de 2024. Ele também apareceu em relato de uma ex-assessora do deputado sobre um suposto esquema de “rachadinha” no gabinete parlamentar.

As notas fiscais de abril de 2023, o uso do e-mail associado a Karina Ferreira da Gama e os reembolsos pela cota parlamentar integram o conjunto de documentos agora citados nas apurações sobre a relação entre despesas públicas, o Instituto Conhecer Brasil e a produção do filme.

Tendência é de que Alexandre de Moraes mantenha Bolsonaro em prisão domiciliar

23 de Junho de 2026, 08:30
A coluna apurou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deve estender por mais 90 dias a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). A defesa juntará laudos sobre a saúde, pedindo que Bolsonaro permaneça em casa, cumprindo a condenação de 27 anos por tentar um golpe. Nos bastidores, a avaliação é […]

Lula assina adesão do RJ ao Propag e anuncia novos investimentos

22 de Junho de 2026, 18:11

O presidente Lula passou o dia de hoje cumprindo agenda no Rio de Janeiro (RJ). O primeiro compromisso foi às 10h, no Palácio Guanabara, onde, ao lado do governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, assinou o termo de adesão do estado ao Propag, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados.

O Programa amplia o prazo de pagamento das dívidas e a redução dos encargos financeiros, ao mesmo tempo em que vincula os benefícios fiscais à ampliação de investimentos.

Depois, às 11h30, no BNDES, Lula participou da cerimônia de anúncios de ampliação dos investimentos no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB), do resultado do Profloresta+ e da nova etapa do programa, que é a maior iniciativa global de compra de créditos de carbono, além de parceria entre BNDES e Petrobras para pesquisa sobre minerais críticos e estratégicos. Os anúncios ocorreram durante a celebração do aniversário de 74 anos do BNDES.

Investimento em infraestrutura nas periferias do RJ

Na parte da tarde, Lula esteve ao Jardim Maravilha, em Guaratiba, zona oeste da capital, anunciando investimentos para periferias, favelas e comunidades urbanas do Rio de Janeiro, como o Complexo da Maré, a Rocinha e no próprio Jardim Maravilha.

O evento anuncia atos e medidas que somam R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização de favelas na capital do estado, além da autorização para início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba.

As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.

As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.

Agenda no RJ encerra com premiação da Obmep

Encerrando o dia, às 18h, Lula e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, acompanham a Cerimônia Nacional de Premiação da 20ª Edição da Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, no Centro de Convenções do Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas tem por objetivo incentivar o estudo da matemática e identificar talentos na disciplina. A cada edição, a olimpíada amplia seu alcance e reforça seu impacto na valorização do ensino e no estímulo ao pensamento lógico entre os jovens.

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Governo Lula traz pacote para melhoria de infraestrutura nas periferias do RJ

22 de Junho de 2026, 17:47

O Ministério das Cidades anunciou hoje (22) no Rio de Janeiro (RJ) ações para a melhoria de infraestrutura urbana e qualidade de vida nas periferias. A agenda teve participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro das Cidades, Vladimir Lima, e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Leia mais em TVT News.

O evento anuncia atos e medidas que somam R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização de favelas na capital do estado, além da autorização para início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba.

As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.

As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.

Ações integram Novo PAC Periferia Viva

Na Favela da Maré, serão assinados documentos entre o Governo do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro para viabilizar a fase 1 das intervenções do Novo PAC Periferia Viva.

Entre as ações previstas estão a construção do Parque Linear da Maré, na Vila dos Pinheiros, e a implantação de um Ecoponto. O parque ocupará área atualmente degradada e utilizada para descarte irregular de resíduos às margens da Baía de Guanabara. 

A Autorização do Início da Obra representa os primeiros R$ 8,5 milhões em investimentos do Novo PAC Periferia Viva na comunidade. Consideradas as etapas seguintes, os investimentos na Maré deverão alcançar R$ 170 milhões. 

A comunidade também celebrará a conclusão do Programa CEP para Todos. Todo o Complexo da Maré passa a contar com CEP por logradouro, com a criação de 434 novos códigos de endereçamento postal internos. O trabalho envolveu a verificação de 887 logradouros, incluindo avenidas, travessas, becos e vielas, além da atualização de 225 nomes e da identificação oficial do Bairro Maré junto aos Correios. 

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Governo Federal para Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas do Rio de Janeiro, no Jardim Maravilha – RJ.



Foto: Ricardo Stuckert / PR

No Complexo do Alemão, será assinado o Contrato da Operação do FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva, que prevê obras de infraestrutura urbana, incluindo implantação de redes de esgoto sanitário e abastecimento de água, rede elétrica e iluminação pública, pavimentação, drenagem, construção de praças e ações de regularização fundiária. 

Também será inaugurado o Posto Territorial Periferia Viva, instalado em imóvel localizado no interior da comunidade e equipado para apoiar a implementação das ações do programa. O Governo do Brasil vai liberar R$ 200 milhões e viabilizar um investimento total no Complexo do Alemão de R$ 210,5 milhões com a contrapartida da Prefeitura do Rio. 

A agenda prevê ainda a assinatura do contrato de financiamento para a urbanização da Rocinha, firmado entre o Ministério das Cidades, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Caixa Econômica Federal. O projeto contará com R$ 350 milhões em investimentos, dos quais R$ 332,9 milhões serão financiados pelo Governo do Brasil e R$ 17,5 milhões correspondem à contrapartida da Prefeitura do Rio, responsável pela execução. 

Baseada no Plano Diretor da Rocinha, a intervenção reúne ações integradas nas áreas de infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida, abrangendo aproximadamente 280 mil metros quadrados da comunidade. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 10 mil famílias que vivem no entorno das obras. 

A agenda também inclui a assinatura do termo que autoriza o início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba. Com investimento do Governo do Brasil por meio do Novo PAC, as intervenções incluem a construção de um dique, reservatórios para retenção das águas das chuvas, obras de drenagem, urbanização e implantação de pavimentação e passeios, melhorando a mobilidade e a acessibilidade. O projeto beneficiará cerca de 30 mil moradores da região e reforçará a proteção do bairro contra enchentes. 

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Chama-se “flaking” o mais novo crime de Vorcaro descoberto pela PF

17 de Junho de 2026, 09:25
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em seminário da Esfera Brasil em São Paulo. Foto: Reprodução.

O banditismo de Daniel Vorcaro está muito além das famigeradas redes de corrupção brasileiras. Trata-se não apenas da cooptação de políticos e de quadros técnicos das estruturas estatais para favorecimentos e enriquecimento nos ambientes financeiros, mas da adoção sem pudor de práticas mafiosas para solução mesmo de entreveros de ordem pessoal ou amorosa. Os métodos de intimidação da “Turma”, nome dado à milícia privada à serviço do dono do Banco Master, não devem nada aos das máfias transnacionais, reais ou cinematográficas. Assim nos fazem deduzir as recentes revelações da Polícia Federal.

Diálogos interceptados pela PF mostraram que Vorcaro ordenou à “Turma” uma ação de vingança contra o DJ e ex-jogador da NBA Ronald Fred Seikaly, que teve um relacionamento com Martha Graeff – eles têm uma filha. À época das mensagens, Graeff era namorada de Vorcaro. O método sugerido pelo banqueiro-mafioso, disposto a investir R$10 milhões na empreitada, foi o flaking: termo que designa “plantar” drogas e forjar uma situação de flagrante policial.

Seikaly morava em Miami. Nas conversas capturadas pela PF não parece decidido se o flaking ocorreria na cidade da Flórida ou se o DJ seria seduzido a realizar uma apresentação no Brasil, onde se armaria a cilada. Vorcaro orienta Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, a acionar “o amigo da Interpol” para viabilizar a tarefa.

Fato é que a polícia de Miami possui notória expertise quando se trata de plantar provas falsas, e o banqueiro mostra-se conhecedor dos métodos intimidatórios que, digamos, possuem alto potencial de gerar o resultado esperado. Rememore-se o caso Raul Iglesias, de 2012.

Iglesias era um policial veterano com 18 anos de corporação e liderava uma unidade de elite de combate ao tráfico de drogas. Na verdade, era o rei do flaking. Investigações conduzidas pelo FBI e pela Corregedoria descobriram que ele e sua equipe rotineiramente plantavam sacos de cocaína e crack em suspeitos que queriam prender, mesmo quando nenhuma droga era encontrada com o alvo. O esquema era duplo: além de forjar os flagrantes, o sargento Iglesias roubava pacotes de drogas e milhares de dólares em espécie apreendidos de traficantes reais, usando parte do entorpecente roubado para abastecer seu “estoque” e plantar em futuras vítimas inocentes.

Em janeiro de 2013, um júri federal em Miami julgou Raul Iglesias culpado por conspiração para violar direitos civis, distribuição de narcóticos e obstrução de justiça. O Departamento de Justiça americano classificou o caso como uma traição absoluta à confiança pública. Parece que o “método Iglesias” seduziu Daniel Vorcaro e seus sicários – sem surpresa, se forem consideradas as dimensões dos outros métodos adotados pela “Turma”.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”. Foto: reprodução

As organizações mafiosas modernas, como a liderada por Danilel Vorcaro, utilizam aparatos de vigilância privada e infiltrações para antecipar passos de adversários e neutralizar ameaças internas. Perseguição, levantamento de rotinas e descoberta de endereços residenciais de ex-funcionários, colaboradores insatisfeitos ou críticos são práticas rotineiras. No caso de Vorcaro, a PF identificou ordens expressas para conseguir o endereço e rastrear os passos de ex-empregados que ameaçavam expô-lo.

O banqueiro também usava de agentes ou contatos policiais para invadir ilegalmente bancos de dados sigilosos do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal, como apurou a investigação. O leque criminoso incluída planejamento de emboscadas violentas disfarçadas de crimes comuns para aplicar surras ou punições físicas, como àquela desvendada que se armava contra o jornalista Lauro Jardim.

A umbilical relação entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira, recebedor de mesadas milionárias e mimos variados, bem como o tratamento fraterno desnudado entre o banqueiro-mafioso e Flávio Bolsonaro com vistas à produção da hagiografia do pai – ou ao sustento luxuoso do foragido Eduardo Bolsonaro -, ou ainda a escandalosa promiscuidade apurada entre o CEO do Banco Master e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro atestam o que já era público e notório: a intimidade dos bolsonaristas com adeptos de práticas milicianas. Gente da pior espécie se admira e se atrai.

PF identifica mecanismo para ocultar pagamento de mesada de R$ 6 milhões de Daniel Vorcaro a Ciro Nogueira 

17 de Junho de 2026, 09:15

Relatório da Polícia Federal apontou que empresas ligadas a Ciro Nogueira (PP-PI) desenvolveram uma estrutura financeira para ocultar pagamentos de mesada feitos ao senador por Daniel Vorcaro. 

A PF acredita que existe um esquema integrado de movimentação financeira entre empresas das famílias Nogueira e Vorcaro, em especial a CNLF, do senador, e a BRGD, controlada por Vorcaro e seus parentes.

Leia também: PF afirma que executivo do BTG aprovou operação suspeita de R$ 132 mi para primo de Vorcaro

O mecanismo de lavagem de dinheiro usaria estruturas interligadas que seriam usadas para “a ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem incompatível com a capacidade econômico-financeira formal dos envolvidos, tendo como possível beneficiário final o senador Ciro Nogueira”, apontou a PF.  

Por meio desse fluxo, o ex-banqueiro teria pago uma mesada ao senador que soma ao menos R$ 6 milhões entre 2024 e 2025, justamente o período mais crítico das tentativas de salvar o Banco Master. 

A reportagem da Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC, procurou o senador, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. 

Pagamento de viagem a Lisboa

Investigações da PF também dão conta de que Vorcaro bancou as despesas de uma viagem a Lisboa de Nogueira e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

As informações foram obtidas pela PF no celular do dono do Banco Master e foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da mesma operação que realizou busca e apreensão contra Ciro Nogueira. Motta não foi alvo de nenhuma diligência na ocasião.

Leia também: DENÚNCIA: Forbes Brasil tem fundo do Banco Master como sócio oculto

Nas conversas e documentos obtidos pela PF, Vorcaro determina o pagamento de cinco diárias de “suíte jr.” no Four Seasons Hotel para Ciro e Hugo Motta. De acordo com a PF, o custo total para cada um seria de cerca de R$ 90 mil, com base na cotação do euro da época. Em conversa com jornalistas, Motta disse ter “muita tranquilidade” sobre as diárias pagas pelo banqueiro.

“As investigações estão aí, os órgãos estão trabalhando e eu defendo que as apurações possam acontecer da maneira mais isenta e imparcial possível. Eu sou um deputado que sempre defendi o bom exercício da atividade parlamentar, sempre legislei com responsabilidade e presido a Câmara com essa mesma responsabilidade”, afirmou.

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“Guerra cultural”: o discurso de Eduardo Bolsonaro na premiere de “Dark Horse” nos EUA

17 de Junho de 2026, 09:04
Eduardo Bolsonaro em evento nos EUA. Foto: Madel Ngan/AFP

Alvo de investigação da Polícia Federal sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o financiamento da obra, o filme “Dark horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve sua primeira exibição pública na segunda-feira (15), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A sessão ocorreu durante o Fraud Fighter Summit, encontro da direita estadunidense dedicado a temas como fraude eleitoral, corrupção e manipulação de processos eleitorais.

A premiere encerrou o primeiro dia da convenção e contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O objetivo do filho do ex-presidente, segundo o blog da Bela Megale, era atrair distribuidores interessados em exibir “Dark horse” em salas de cinema nos Estados Unidos.

Após a exibição, Eduardo participou de um painel ao lado do diretor Cyrus Nowrasteh, mediado pelo influenciador de direita Juan O’Savin. Durante a conversa, o ex-deputado falou sobre a situação de saúde de Jair Bolsonaro e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tratar da Operação Lava Jato.

Eduardo Bolsonaro durante discurso na Fraud Fighter Summit (Cúpula de Combate a Fraude), em Las Vegas. Foto: reprodução

Eduardo afirmou que o filme faz parte de uma disputa cultural contra adversários ideológicos. “O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda”, disse Eduardo, que citou Exterminador do Futuro 2, de 1991, como exemplo de obra de impacto duradouro. “É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”.

Questionado sobre eventual reação política contrária à produção, Eduardo mencionou apenas uma ação na Justiça Eleitoral, sem comentar outras controvérsias envolvendo o longa, como o suposto financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, disse Eduardo.

Cyrus Nowrasteh afirmou que o filme foi produzido sem conhecimento do “establishment” e que órgãos públicos só souberam da obra no fim das filmagens, quando a equipe gravava cenas sobre a facada sofrida por Bolsonaro em 2018. “Todos os nossos documentos estavam legais”, disse o cineasta.

O diretor também afirmou que espera que o filme tenha impacto político no Brasil. “Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”, disse Cyrus.

O evento ocorreu um dia antes de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por atuação nos EUA para coagir ministros da Corte por meio da articulação de sanções. No painel, ele admitiu ter trabalhado com o governo Trump para sancionar um ministro do Supremo.

“Disseram que eu estava trabalhando com o governo Trump para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal que está mandando todas essas pessoas para a prisão. Isso é verdade. Não porque eu estivesse tentando absolver meu pai no julgamento, porque eu sempre soube que ele seria condenado. Mas, como eles são covardes, não processam nem denunciam o presidente Trump, o secretário Rubio ou Bessent. Em vez disso, estão me denunciando, tentando me tornar inelegível”, disse Eduardo.

O Fraud Fighter Summit informou que os 700 lugares do evento, com ingressos a US$ 350, foram esgotados. A programação também previa participações de Stephen Bannon, Roseanne Barr e Hwang Kyo-ahn.

Imagens ruins de produtos custam bilhões ao e-commerce e IA promete mudar esse cálculo

17 de Junho de 2026, 09:00
Pesquisa aponta que 34% dos consumidores devolvem compras por fotos enganosas, e pequenas lojas online são as mais expostas a esse prejuízo

O espaço virou o novo ouro? Startups captam US$ 7,1 bilhões em corrida global; entenda

17 de Junho de 2026, 09:00

O mercado espacial vive um novo ciclo de expansão. Em 2025, startups dos Estados Unidos ligadas ao setor captaram US$ 7,1 bilhões em investimentos de risco, quase três vezes mais do que no ano anterior.

O movimento ocorre em meio ao fortalecimento da indústria espacial, impulsionado pelo sucesso da SpaceX, pela crescente demanda por satélites e pelo surgimento de novas tecnologias voltadas para comunicação, defesa e infraestrutura orbital.

O aumento do fluxo de capital mostra que investidores passaram a enxergar o espaço como uma oportunidade concreta de negócios e não apenas como uma aposta futurista.

Leia também: ‘Sete Magníficas’ dão lugar às ‘FAB 10’ após estreia da SpaceX na Bolsa

Empresas que desenvolvem sistemas de comunicação a laser, componentes eletrônicos para missões espaciais e serviços de suporte em órbita estão entre as que mais atraem recursos.

De acordo com o The Wall Street Journal, nos últimos meses, diversas startups anunciaram rodadas milionárias de financiamento para ampliar operações e acelerar projetos.

A percepção do mercado mudou à medida que algumas empresas começaram a demonstrar capacidade de gerar receitas e fechar contratos de longo prazo. O setor, antes visto como altamente experimental, passou a apresentar modelos de negócios mais definidos.

Efeito SpaceX e nova onda de investimentos

Grande parte do entusiasmo dos investidores está relacionada ao desempenho da SpaceX. A empresa fundada por Elon Musk transformou o mercado de lançamentos espaciais, criou uma das maiores constelações de satélites do mundo e se tornou uma das companhias mais valiosas do planeta.

O recente sucesso da abertura de capital da empresa reforçou a confiança dos investidores em negócios ligados ao espaço.

Para muitos fundos, o desempenho da SpaceX serviu como prova de que projetos considerados arriscados podem se transformar em operações altamente lucrativas.

Leia também: O que justifica um valuation de mais de US$ 2 trilhões para a SpaceX?

Esse efeito tem beneficiado principalmente startups criadas por ex-funcionários da companhia, que carregam experiência técnica e credibilidade junto ao mercado financeiro.

Satélites maiores

Uma das áreas que mais despertam interesse é a fabricação de satélites de grande porte. Empresas do setor apostam em equipamentos mais potentes para atender demandas de comunicação, monitoramento e defesa.

O crescimento da inteligência artificial também tem ampliado a necessidade de transmissão de dados em alta velocidade, criando oportunidades para redes espaciais mais avançadas.

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Além disso, novas soluções estão sendo desenvolvidas para permitir a movimentação de cargas e equipamentos no espaço, criando um mercado que alguns especialistas já chamam de “logística orbital”.

Defesa e governo ampliam oportunidades

Outro fator que ajuda a explicar o interesse dos investidores é o aumento da participação dos governos no setor espacial.

Nos Estados Unidos, empresas do segmento veem oportunidades crescentes em contratos militares e projetos ligados à segurança nacional.

A expectativa de expansão dos gastos públicos com tecnologia espacial tem servido como incentivo adicional para a entrada de novos investidores.

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Para muitas startups, a combinação de clientes governamentais e contratos comerciais representa uma fonte importante de estabilidade financeira.

Riscos continuam elevados

Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que o setor continua carregando riscos significativos.

Desenvolver tecnologias capazes de operar no ambiente espacial exige investimentos elevados, longos períodos de testes e alta tolerância a falhas. Um único problema técnico pode comprometer anos de trabalho e milhões de dólares em recursos.

O histórico recente do setor também serve como alerta. Nos últimos anos, algumas empresas espaciais abriram capital com grande expectativa, mas não conseguiram sustentar seus planos de crescimento e acabaram encerrando atividades.

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Por isso, investidores seguem adotando uma postura seletiva, priorizando empresas que já possuem contratos assinados, clientes definidos e perspectivas reais de geração de receita.

A atual onda de investimentos sugere que o espaço está deixando de ser apenas uma fronteira científica para se tornar uma nova fronteira econômica.

Com bilhões de dólares sendo direcionados para satélites, comunicações, infraestrutura orbital e serviços espaciais, o setor vive uma corrida semelhante à observada em outras revoluções tecnológicas das últimas décadas.

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A diferença é que, desta vez, startups aposta que parte do crescimento econômico do futuro poderá vir de atividades realizadas muito além da atmosfera terrestre.

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O que é um “town center” e por que esse modelo está ganhando espaço no Brasil?
Por André Amadeus

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Apreensão de arma de Bolsonaro reduz chance de Moraes prorrogar prisão domiciliar

17 de Junho de 2026, 08:56
QUER ESCAPAR?
Por Luísa Martins (Folhapress) – A apreensão de uma arma registrada no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma blitz em Brasília, na noite de segunda-feira (15), reduz as chances de que a sua prisão domiciliar possa ser prorrogada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O prazo da domiciliar temporária vence no próximo dia 25. O magistrado vinha cogitando […]

Virgínia posa com dono de grife de luxo preso por lavagem de dinheiro do narcotráfico

17 de Junho de 2026, 08:02
Jacob Arabo, fundador da Jacob & Co, e a influencer Virginia Fonseca. Foto: reprodução

Durante sua passagem por Nova York para cobrir a Copa do Mundo e cumprir compromissos comerciais, Virginia Fonseca publicou uma foto ao lado do bilionário Jacob Arabo, fundador da grife de relógios e joias de luxo Jacob & Co.

O empresário no mercado de luxo tem uma trajetória controversa: foi preso em um dos maiores casos de investigação financeira ligados ao narcotráfico nos Estados Unidos.

Virginia, que participa da cobertura do Mundial pela TV Globo como “comentarista” do Domingão com Huck, visitou um dos escritórios da Jacob & Co. e compartilhou o registro nas redes sociais.

Na imagem, ela aparece usando uma camiseta da WePink, sua marca de cosméticos, ao lado do empresário, tendo ao fundo a logomarca da companhia.

Conhecido mundialmente como “Jacob o Joalheiro”, Arabo construiu um império no mercado de relógios e joias de luxo.

Nascido no Uzbequistão, ele se mudou ainda jovem para os Estados Unidos e fundou a Jacob & Co. em 1986. Suas peças passaram a ser usadas por celebridades como Jay-Z, Cristiano Ronaldo e Floyd Mayweather Jr., além de colecionadores dispostos a pagar milhões de dólares por modelos exclusivos.

Em 15 de junho de 2006, Jacob foi preso por autoridades federais americanas sob acusações de lavagem de dinheiro e conspiração ligada ao tráfico de drogas. A investigação apontava conexões com a Black Mafia Family (BMF), uma organização criminosa baseada em Detroit que movimentava milhões de dólares provenientes do narcotráfico.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Jacob Arabo (@jacobarabo)

Segundo os promotores, o empresário teria ajudado integrantes da quadrilha a ocultar mais de US$ 270 milhões em recursos obtidos ilegalmente por meio da compra de joias de alto valor, uma estratégia usada para disfarçar a origem do dinheiro.

Em 2007, Jacob fechou um acordo com a Justiça americana. As acusações de lavagem de dinheiro foram retiradas, mas ele admitiu culpa por falsificação de registros comerciais e por fornecer informações falsas a agentes federais durante a investigação.

A sentença veio em 2008: 30 meses de prisão federal. Jacob cumpriu pena e deixou a prisão em 2010. Desde então, retomou o comando da Jacob & Co. e reconstruiu sua imagem no mercado de luxo internacional.

No encontro com Virginia, o empresário usava um relógio avaliado em cerca de US$ 9 milhões. Após publicar a foto, a influenciadora incentivou seus seguidores a comentarem na página de Jacob nas redes sociais, provocando uma invasão bem-humorada de brasileiros no perfil do bilionário.

Família de ‘Sicário’ ameaçava expor arquivos de Vorcaro durante negociação de delação

17 de Junho de 2026, 05:57
Por Cleber Lourenço Relatórios encaminhados pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal mostram que, enquanto o banqueiro Daniel Vorcaro tentava convencer as autoridades a aceitar sua primeira proposta de colaboração premiada, familiares de Felipe Mourão, conhecido como ‘Sicário’, passaram a pressionar Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, por pagamentos que consideravam devidos após a morte […]

Relatório aponta fuzis, blindados e arma raspada com núcleo ligado a Vorcaro

17 de Junho de 2026, 05:50
Por Cleber Lourenço Relatórios da Polícia Federal apontam que um núcleo ligado aos interesses da família Vorcaro operava com veículos blindados, homens armados com fuzis, pagamentos destinados à manutenção de equipes de segurança e participação de um policial federal da ativa que mantinha uma arma considerada “irrastreável” pelos investigadores. As conclusões fazem parte da Operação […]

Por unanimidade, STF condena Eduardo Bolsonaro no caso do tarifaço

17 de Junho de 2026, 05:47
Eduardo Bolsonaro. Foto: Lula Marques / Agência Brasil
Por André Richter — Agência Brasil Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (16) condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. O placar unânime de 4 votos a 0 foi obtido no julgamento da ação penal na qual Eduardo é réu pela […]

Vorcaro pagou ao menos R$ 6 milhões em mesada a Ciro Nogueira, diz PF

17 de Junho de 2026, 05:45
Por João Gabriel, José Marques, Luisa Martins, Constança Rezende, Mateus Vargas, Nathalia Garcia, Raphael Di Cunto e Felipe Mendes (Folhapress)) – O senador Ciro Nogueira recebeu ao menos R$ 6 milhões em mesadas do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entre 2024 e 2025, aponta a PF (Polícia Federal). Os dados constam em documentos do […]

PGR rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro; defesa sofre novo revés no STF

16 de Junho de 2026, 13:06

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master e apontado pela Polícia Federal como líder de um esquema bilionário de fraudes financeiras. Leia em TVT News.

A decisão foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (15) e segue o mesmo entendimento adotado anteriormente pela Polícia Federal, que já havia recusado a nova tentativa de delação.

Segundo a PGR, o material apresentado pelos advogados de Vorcaro não trouxe informações inéditas capazes de justificar a abertura de um acordo de colaboração. Na avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dos integrantes da equipe responsável pelo caso, os elementos apresentados reproduzem ou até mesmo contradizem dados que já constam nas investigações em andamento.

A rejeição representa mais um obstáculo para a estratégia da defesa do ex-banqueiro, preso preventivamente desde março deste ano no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras estimado em até R$ 12 bilhões.

Falta de informações novas e ressarcimento pesaram na decisão

De acordo com as informações encaminhadas ao STF, um dos fatores considerados pela PGR para rejeitar a proposta foi a ausência de compromisso efetivo com a devolução de recursos aos cofres públicos e às instituições prejudicadas pelo esquema investigado.

A Procuradoria entendia que qualquer avanço nas negociações deveria estar acompanhado de uma sinalização concreta de ressarcimento. Nos bastidores, a avaliação era de que Vorcaro deveria indicar mecanismos para devolver ao menos R$ 60 bilhões, valor considerado relevante diante da dimensão dos prejuízos atribuídos ao esquema.

A proposta analisada pela PGR havia sido reformulada após uma primeira negativa da Polícia Federal. Mesmo com a ampliação do conteúdo, os procuradores concluíram que não houve avanço suficiente para justificar a homologação de um acordo.

Essa foi a primeira manifestação formal da Procuradoria sobre a colaboração proposta pelo ex-banqueiro. Após a primeira recusa da PF, os procuradores mantiveram diálogo com a defesa, mas o complemento apresentado não alterou a avaliação inicial.

Operação Compliance Zero investiga esquema criminoso bilionário envolvendo Banco Master

Daniel Vorcaro está preso em Brasília desde 4 de março, quando foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a Polícia Federal, ele comandava uma organização envolvida em fraudes financeiras de grande porte e em uma estrutura paralela de inteligência e intimidação.

Os investigadores afirmam que o grupo utilizava mecanismos de espionagem, invasão de dispositivos eletrônicos e monitoramento de desafetos. A estrutura teria sido operada por uma organização conhecida como “A Turma”.

Também foram presos durante as investigações o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado como administrador de empresas ligadas ao grupo, e Luiz Philip Mourão, conhecido como “Sicário”, descrito pelos investigadores como responsável por ações operacionais da organização.

As apurações apontam que o esquema extrapolava o ambiente financeiro e alcançava setores políticos, empresariais e órgãos públicos.

PF pede retorno de Vorcaro à Papuda

Além da rejeição da delação, a Polícia Federal solicitou que Daniel Vorcaro seja transferido da Superintendência da PF, em Brasília, para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Segundo fontes ligadas às investigações, a permanência do ex-banqueiro em uma sala de Estado-Maior da corporação poderia gerar dificuldades para o andamento de diligências relacionadas ao caso.

A decisão caberá ao ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal. Antes de qualquer definição, a Procuradoria-Geral da República também deverá apresentar manifestação sobre o pedido.

Relembre histórico da prisão de Vorcaro

Vorcaro foi preso em novembro de 2025 flagrante pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Na ocasião, o empresário tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai. No mesmo período, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio, alegando suspeitas de irregularidades relacionadas à emissão de títulos de crédito.

Após 11 dias de detenção, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou sua soltura mediante medidas cautelares e monitoramento eletrônico.

A situação mudou em março de 2026, quando a terceira fase da Operação Compliance Zero levou à decretação de uma nova prisão preventiva.

Investigação prendeu presidente do BRB

Desde então, as investigações se expandiram para diferentes frentes.

Em abril, a Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, sob suspeita de participação em operações financeiras investigadas.

Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro, foi apontado como um dos envolvidos no escândalo do Master

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Relações com banqueiro preso por fraude bilionária complicam Flávio e Ciro. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Em maio, a operação alcançou endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. Segundo a PF, o parlamentar teria atuado para favorecer interesses relacionados ao ex-banqueiro.

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BolsoMaster: Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro envolvidos com o banqueiro

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Mario Frias, Flávio e Carlos Bolsonaro, com o ator Jim Caviezel do filme “Dark horse” sobre Jair Bolsonaro – Foto: Divulgação

Ainda no mesmo mês, vieram à tona informações sobre contatos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e pedidos de apoio financeiro para o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Pai de Vorcaro é preso

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Pai de Vorcaro, que foi preso nesta quinta (14) – Reprodução/Linkedin

Também foi preso Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, suspeito de integrar a estrutura de intimidação investigada pela Polícia Federal.

Na sexta fase da operação, agentes da própria Polícia Federal e peritos passaram a ser investigados por suposto vazamento de informações sigilosas e acesso irregular a sistemas restritos.

Fundo Garantidor de Créditos (FGC) busca ressarcimento

Entre os principais interessados em eventual ressarcimento financeiro está o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A entidade privada, mantida pelo sistema bancário, foi responsável por desembolsar bilhões de reais para indenizar investidores após a liquidação do Banco Master.

Caso algum acordo de colaboração venha a ser firmado futuramente, parte dos recursos recuperados poderá ser destinada ao ressarcimento dos prejuízos causados pelo esquema investigado.

Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado em 2024, deve ser garantida a devolução de valores à União, preservando-se também os direitos das vítimas.

Defesa de Vorcaro tenta reorganizar estratégia

A segunda negativa da delação ocorre após mudanças significativas na equipe jurídica de Vorcaro.

Após a rejeição da primeira proposta de colaboração, a defesa promoveu uma reformulação interna. O advogado José de Oliveira Lima deixou a condução principal do caso, e o criminalista Sérgio Leonardo assumiu a coordenação da estratégia jurídica.

A nova proposta protocolada no início de junho ampliava o escopo das informações apresentadas. Segundo apurações divulgadas pela imprensa, o documento abordava relações com integrantes dos Três Poderes e incluía referências a supostos pagamentos periódicos destinados a agentes políticos.

Mesmo assim, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República concluíram que o material não atendia aos requisitos necessários para a formalização de um acordo de colaboração premiada.

Com a nova rejeição, o futuro da estratégia de defesa de Daniel Vorcaro permanece indefinido. Enquanto isso, as investigações da Operação Compliance Zero continuam avançando sob supervisão do STF e da Polícia Federal.

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Pesquisa Futura/Apex: 2º turno Lula tem 48,1% e Flávio 42,9%

16 de Junho de 2026, 11:30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em diferentes cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (16) pelo instituto Futura/Apex. O levantamento indica vantagem de Lula em disputas contra nomes da oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, com 2.000 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

No principal cenário de segundo turno testado pelo instituto, Lula registra 48,1% das intenções de voto em uma eventual disputa contra Flávio Bolsonaro, que alcança 42,9%. Neste recorte, os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 7,2%, enquanto 1,8% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os números da Futura mostram uma diferença de 5,2 pontos percentuais entre os dois candidatos. Considerando a margem de erro da pesquisa, o resultado aponta um cenário de vantagem para o atual presidente na simulação realizada pelo instituto.

Evolução da pesquisa Futura/Apex no quadro Lula X Flávio Bolsonaro em possível segundo turno

Lula também lidera contra Caiado e Zema

O levantamento da Futura/Apex também avaliou outros cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Goiás registra 36,3%.

Nesse cenário, o percentual de eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos chega a 14,1%. Já os indecisos representam 4,6% dos entrevistados.

A vantagem do presidente é ainda maior quando o adversário é Romeu Zema. Segundo a pesquisa, Lula alcança 48,5% das intenções de voto, contra 34,9% do ex-governador mineiro.

Entre os entrevistados, 13,3% afirmaram optar por voto branco, nulo ou nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,3% não souberam responder.

Os resultados indicam que Lula mantém desempenho superior ao dos adversários testados pelo instituto nos cenários divulgados nesta rodada da pesquisa.

Instituto simulou diferentes disputas

Além dos confrontos entre Lula e os principais nomes da oposição, a Futura/Apex avaliou outros cenários de segundo turno envolvendo lideranças políticas que vêm sendo mencionadas para a corrida presidencial.

Entre os nomes testados pelo levantamento estão Renan Santos (Missão), Michelle Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT), entre outros.

O estudo também simulou disputas sem a participação de Lula, incluindo cenários entre candidatos da direita e do campo conservador. Nas disputas, Flávio saiu na liderança contra Zema e Caiado. O candidato do PL apenas perde no segundo turno para o petista.

Os dados divulgados nesta terça-feira reforçam a centralidade do atual presidente no debate eleitoral para 2026. Mesmo diante de diferentes adversários, Lula aparece liderando todas as simulações de segundo turno apresentadas pelo instituto.

Lula x Michelle Bolsonaro

A pesquisa Futura/Apex investigou o possível cenário de segundo turno entre Lula e Michelle Bolsonaro.

Em maio, Michelle aparecia com 41,6% na pesquisa contra 47,9% de Lula. Nesta nova rodade de junho, no entanto, a vantagem do atual presidente diminuiu, mas dentro da margem de erro o cenário continuou praticamente igual.

Em junho, 48% dos entrevistados disseram que em um segundo turno entre Lula e Michelle, votariam no petista. Já 42,4%, escolheriam a ex primeira-dama.

Evolução do segundo turno entre Michelle Bolsonaro e Lula da Apex – Fonte: Futura/Apex

Lula X Tereza Cristina

A pesquisa também simulou enfrentamento entre Lula e Tereza Cristina, em que o petista reuniu 48,5% das intenções de voto e Cristina 29,2%.

Lula X Renan Santos

Contra Renan Santos o cenário é parecido. Lula apresenta 48,3% das intenções de votos, enquanto Renan Santos apresenta 30,8%.

Metodologia

A pesquisa Futura/Apex ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de junho de 2026.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Segundo o instituto, os cenários apresentados são simulações eleitorais realizadas a partir dos nomes incluídos no levantamento e representam um retrato da opinião dos entrevistados no período da coleta de dados.

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Tricampeão Gérson diz que Brasil “levou passeio” e detona Ancelotti: “Mexeu errado”

14 de Junho de 2026, 07:28
O tricampeão mundial Gérson, conhecido como Canhotinha de Ouro – Foto: Reprodução

O tricampeão mundial Gérson, conhecido como Canhotinha de Ouro, fez duras críticas à atuação do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos, neste sábado (13), na estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026. Em comentário sobre a partida, ele afirmou que Carlo Ancelotti demorou para mudar a equipe e errou nas substituições.

“Agora, o seu treinador, o senhor mexeu errado. Demorou a mexer, mexeu errado”, disse Gérson. O ex-jogador também apontou o meio-campo como um dos principais problemas da Seleção. “O Casemiro e o Bruno Guimarães não jogaram absolutamente nada. Jogando para trás, perdido no meio”, afirmou.

Segundo o Canhotinha, Lucas Paquetá também esteve abaixo do esperado. “Com o Paquetá também perdidinho no campo”, declarou. Para ele, o Brasil concentrou demais as jogadas pelo lado esquerdo e não conseguiu variar o jogo para explorar outros setores do campo.

Gérson foi ainda mais duro ao analisar o domínio marroquino em parte da partida. “O time do Brasil levou um passeio. Um passeio, não sabia onde é que estava a bola. E os caras tocando, tocando, tocando e o Brasil desesperado correndo atrás dos caras”, afirmou.

Vinicius Junior comemorando gol contra o Panamá. Foto: Thiago Ribeiro/Agif

O tricampeão elogiou Vinicius Júnior pela jogada do gol brasileiro. “Fez um gol, porque o Vini fez a jogada correta. Puxou, como ele sabe fazer, meteu a curva do outro lado”, disse. Mas voltou a criticar a defesa no lance do gol sofrido, apontando falha de posicionamento dos zagueiros.

Outro alvo foi Igor Thiago, titular no comando do ataque. “Não tocou na bola, não viu a cor da bola”, disse Gérson. Ele também cobrou lançamentos para Raphinha e infiltrações para o centroavante, afirmando que faltou criação e aproximação no setor ofensivo.

Gérson ainda questionou a ausência de um lateral de ofício no elenco. “Cadê o lateral de ofício? O seu treineiro? Cadê o lateral de ofício que o senhor cortou por machucar e deixou aqui e levou o meio do campo? Errou”, disparou. Para ele, Danilo atuou apenas como “quarto zagueiro deslocado”, sem oferecer apoio pelo lado direito. Veja o vídeo:

pic.twitter.com/pHuCZYXg4L

— VIDRAÇA TAMBÉM É GENTE, GENTE (@VidrsGente) June 14, 2026

A Copa vai pesar no bolso? Veja onde o brasileiro pretende gastar mais

13 de Junho de 2026, 22:00

A Copa do Mundo de 2026 deve impactar diretamente o bolso dos brasileiros, principalmente dentro de casa.

Segundo um estudo encomendado pelo PayPal, 67% dos consumidores no país pretendem gastar com comida e petiscos durante o torneio. Além disso, 57% afirmam que devem recorrer a serviços de delivery ao longo dos jogos.

O comportamento reforça uma tendência já conhecida: o brasileiro transforma os jogos em um evento social doméstico. A pesquisa indica que 41% devem assistir às partidas em pequenos grupos em casa, enquanto 35% planejam acompanhar os jogos na casa de amigos ou familiares.

Mesmo sem sediar partidas, o Brasil lidera o engajamento entre os países pesquisados (Brasil, México e Canadá). O levantamento aponta que 27% dos brasileiros são fãs ávidos do evento, enquanto 24% demonstram desinteresse, o menor índice entre os três mercados.

Leia também: Sem sediar jogos, Brasil lidera engajamento na Copa do Mundo e movimenta economia do sofá

Comida, delivery e streaming puxam os gastos

O consumo ligado à alimentação aparece no topo da lista. Além dos 67% que pretendem gastar com comida e petiscos, pizza (49%) e churrasco (46%) são as principais escolhas para os dias de jogo.

Mas os gastos não param na mesa. Quase metade dos entrevistados (46%) afirma que pretende investir em tecnologia ou entretenimento para o lar, enquanto 42% devem contratar ou renovar assinaturas de streaming para acompanhar as partidas.

Ou seja, a Copa movimenta tanto o carrinho de compras quanto o ambiente digital dentro de casa.

Pagamentos digitais e parcelamento ganham força

A forma de pagar também entra na equação. Para 80% dos brasileiros, a segurança é o fator mais importante na hora da compra, seguida por proteção ao consumidor (72%) e checkout rápido (71%).

Entre usuários de carteiras digitais, 44% consideram essas soluções mais seguras do que o dinheiro em espécie, reforçando a migração para pagamentos digitais durante períodos de alto consumo.

A flexibilidade financeira também pesa. No Brasil, 82% dos entrevistados consideram importante ter opções de parcelamento para despesas ligadas ao evento. Entre quem pretende gastar acima de R$ 20 mil, 30% dizem que dependem de soluções como parcelamento ou pagamento posterior.

Leia também: Copa do Mundo começa com formato inédito, guerra e tensão migratória nos EUA; entenda

Dividir a conta virou parte da experiência na Copa

Outro destaque é o compartilhamento de gastos. Segundo o estudo, 34% dos brasileiros pretendem dividir despesas em tempo real com amigos por aplicativos digitais. Outros 26% preferem pagar separadamente, enquanto 25% planejam organizar vaquinhas antes das compras.

Na comparação com México e Canadá, o Brasil se destaca nesse comportamento, com diferença de 14 pontos percentuais.

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Brasil empata com o Marrocos na estreia da Copa; saiba como fica a situação agora

13 de Junho de 2026, 21:05
Vini Jr. comemora o gol de empate contra o Marrocos na estreia da Copa

A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 diante do Marrocos neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Em um confronto equilibrado e de muita intensidade física, os dois gols da partida saíram ainda na etapa inicial.

O Marrocos surpreendeu a defesa brasileira e abriu o placar com Saibari, após uma rápida transição ofensiva. O atacante recebeu um lançamento em profundidade, venceu a marcação na velocidade e demonstrou muita categoria ao encobrir o goleiro Alisson, que saiu muito mal.

A resposta da Seleção veio antes do intervalo. Principal referência técnica do ataque, Vini Jr. balançou as redes e deixou tudo igual, recolocando o Brasil no jogo.

Além dos gols, o primeiro tempo foi marcado por disputas ríspidas no meio-campo: Casemiro e Ibañez foram advertidos com cartão amarelo por faltas em El Aynaoui e Brahim Díaz, respectivamente, enquanto El Khannouss levou amarelo por parar Raphinha com falta. No segundo tempo, as equipes mantiveram a postura competitiva, mas o placar permaneceu inalterado.

O segundo tempo teve momentos de perigo para ambas as equipes, com Allison fazendo uma defesa importante no final. Sob forte calor, a etapa final teve ritmo mais lento do que os primeiros 45 minutos.

Carlo Ancelotti fez alguns gestos à beira do campo orientando um dos atacantes centrais da Seleção a se deslocar para os lados quando Vinícius Júnior recebia a bola. A movimentação parecia fazer parte de uma estratégia para atrair os defensores marroquinos para as laterais, criando espaços na região central do campo.

Como fica a situação no Grupo C?

Por se tratar da rodada de abertura do Grupo C, o resultado deixa a briga pelas vagas na próxima fase totalmente aberta. Veja o impacto do tropeço na estreia:

Tabela de pontos: Brasil e Marrocos somam 1 ponto cada um. A liderança ou a vice-liderança momentânea do grupo dependerá do saldo de gols e do resultado do outro confronto da chave, disputado entre Haiti e Escócia hoje às 22h (horário de Brasília).

Regulamento favorece: Com o formato de 48 seleções, avançam para o mata-mata (dezesseis-avos de final) os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados gerais. Embora o empate tire a tranquilidade, o Brasil segue com chances claras de classificação.

Pressão por vitórias: O critério de desempate pode ser crucial. Para não depender de combinações de resultados ou da vaga como melhor terceiro, a Seleção Brasileira precisará buscar os três pontos nas próximas duas partidas.

Próximos jogos do Brasil

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima semana para tentar garantir sua primeira vitória no Mundial:

Brasil x Haiti: Quinta-feira, 19 de junho

Escócia x Brasil: Terça-feira, 24 de junho

Ismael Saibari marcou o gol do Marrocos contra o Brasil

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Por:AFP
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Filme “Dark horse” teve gasto de R$ 75 milhões, revela produtora; menor que o valor pedido por Flávio a Vorcaro

12 de Junho de 2026, 15:54

A cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulada Dark Horse, teve um custo declarado de pouco mais de R$ 75 milhões, segundo documentos anexados a uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e consta em uma perícia privada contratada pela própria produtora responsável pelo longa-metragem. Leia em TVT News.

O documento amplia as discussões em torno do financiamento da produção e lança novos questionamentos sobre a participação do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e sobre a atuação de integrantes da família Bolsonaro nas negociações relacionadas ao projeto.

Segundo a documentação, a produtora Go Up Entertainment declarou gastos totais de US$ 13,3 milhões, valor equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões. A empresa é comandada por Karina Ferreira da Gama, também representante do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade investigada em um inquérito que apura supostos desvios de recursos de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo.

A perícia foi anexada ao processo em que o ICB é alvo de investigação. Karina Ferreira da Gama também foi alvo de uma operação da Polícia Civil realizada em 1º de junho.

Gastos declarados no Brasil e nos Estados Unidos

De acordo com a documentação obtida pelo Metrópoles, a produtora informou que R$ 54,2 milhões foram gastos nos Estados Unidos e outros R$ 20,9 milhões no Brasil.

Embora o filme conte com nomes conhecidos do cinema norte-americano, como Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, parte significativa das gravações ocorreu em cidades brasileiras, entre elas São Paulo.

A perícia aponta ainda que o orçamento inicialmente aprovado para a produção era de US$ 16 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 89,7 milhões. Mesmo assim, a cifra declarada oficialmente permanece abaixo dos montantes que teriam sido discutidos em negociações envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.

Áudios revelam preocupação de Flávio Bolsonaro com dinheiro prometido por Vorcaro

O caso ganhou nova dimensão após reportagens revelarem diálogos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro.

Segundo informações divulgadas anteriormente pelo The Intercept Brasil, conversas obtidas pela reportagem mostram discussões sobre possíveis formas de financiamento do filme.

Em um dos cenários debatidos, o valor previsto para a produção chegaria a US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação utilizada à época. O montante seria pago por meio de parcelas sucessivas.

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“Há indícios de que esse braço armado possua mais integrantes, alguns deles ainda não presos”, afirmou o relator. Foto: Reprodução

Posteriormente, Flávio Bolsonaro enviou uma mensagem de áudio a Daniel Vorcaro demonstrando preocupação com atrasos nos pagamentos relacionados ao projeto cinematográfico.

Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. Tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né?”, afirmou o senador.

Na mesma gravação, Flávio menciona a preocupação com compromissos assumidos junto a integrantes do elenco internacional.

Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, disse.

O parlamentar confirmou posteriormente a autenticidade do áudio divulgado pela imprensa. Flávio Bolsonaro, porém, sustenta que os recursos destinados ao filme tiveram origem legal e não envolveram contrapartidas.

Valor divulgado pela produtora é inferior aos R$ 134 milhões que foram negociados entre Flávio e Vorcaro

De acordo com os documentos analisados, o valor efetivamente repassado para a produção teria sido menor do que aquele mencionado nas negociações.

Segundo a perícia anexada ao processo, Daniel Vorcaro teria destinado US$ 10,6 milhões ao projeto por meio da empresa Entrepay. O valor corresponde a aproximadamente R$ 61 milhões.

O documento afirma que a origem dos recursos analisados seria privada.

Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, registra o relatório elaborado pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI).

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“Esse é o mais importante disparado”, escreveu o banqueiro preso, após cobrança de Flávio. Foto: Agência Brasil

Apesar da conclusão apresentada pela perícia contratada pela produtora, o caso continua cercado de questionamentos devido ao contexto das investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador.

Documentos revelados pelo The Intercept, no entanto, mostram rota financeira de $24 milhões de dólares, o que correspondia a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação cambial do período.

Os documentos contábeis detalham tanto o fluxo de aportes previstos pelo Banco Master quanto as quantias que entraram efetivamente nas contas de um fundo de investimentos sediado no exterior e diretamente vinculado à gestão de “Dark Horse”.

Isto significa que, ou a produtora omitiu o recebimento de parte do valor, ou o restante do dinheiro enviado pelo Banco Master para a família Bolsonaro teria outros fins que não fossem, de fato, a produção da obra cinematrográfica.

Leia mais:

Operação investiga suposta fraude bilionária

Daniel Vorcaro tornou-se alvo da Operação Compliance Zero, investigação que apura uma suposta fraude bilionária no mercado financeiro.

O banqueiro chegou a ser preso no âmbito da operação, que investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas por autoridades responsáveis pelo caso.

A revelação de que recursos ligados a Vorcaro foram utilizados para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro trouxe novos elementos para o debate político e jurídico em torno da produção.

A proximidade entre integrantes da família Bolsonaro e o empresário passou a ser observada com maior atenção após a divulgação dos áudios e documentos.

O caso também ocorre em um momento de intensa movimentação política dentro do campo bolsonarista.

Relação com a família Bolsonaro amplia repercussão

A participação de Flávio Bolsonaro nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme colocou o senador no centro da controvérsia.

Além de ser um dos principais aliados políticos do pai, Flávio é pré-candidato à presidência da República.

As revelações mostram que o parlamentar acompanhava de perto a situação financeira do projeto e mantinha interlocução direta com Daniel Vorcaro sobre os pagamentos.

PF investiga possível ligação com estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Outro desdobramento do caso envolve o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo informações divulgadas recentemente, a Polícia Federal passou a investigar se recursos enviados por Daniel Vorcaro por meio do fundo Heavengate Development podem ter sido utilizados para custear despesas relacionadas à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Até o momento, não há conclusão oficial das investigações.

A apuração busca verificar a destinação dos recursos e se houve utilização para finalidades diferentes daquelas apresentadas nos contratos relacionados à produção cinematográfica.

O avanço das investigações poderá esclarecer o caminho percorrido pelo dinheiro e o papel desempenhado por diferentes agentes envolvidos no financiamento do projeto.

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Advogado de Eduardo Bolsonaro recebeu milhões de dólares do Banco Master

9 de Junho de 2026, 17:23

Uma nova investigação jornalística do site The Intercept Brasil trouxe a público provas materiais que expõem as engrenagens financeiras por trás de Dark Horse (Azarão), o longa-metragem biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O veículo de imprensa obteve acesso exclusivo a planilhas de desembolso, minutas de contratos, registros financeiros e comprovantes bancários internacionais que permitem reconstituir a trilha do dinheiro utilizado para financiar a produção audiovisual em território norte-americano. Leia em TVT News.

Os arquivos revelam uma operação projetada no valor total de quase 24 milhões de dólares, o que correspondia a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação cambial do período.

Os documentos contábeis detalham tanto o fluxo de aportes previstos pelo Banco Master quanto as quantias que entraram efetivamente nas contas de um fundo de investimentos sediado no exterior e diretamente vinculado à gestão da obra cinematográfica.

O cronograma do financiamento: planilha “Funding Schedule”

O primeiro documento de destaque obtido pela equipe de reportagem é uma planilha gerencial intitulada “Funding Schedule” (Cronograma de Financiamento). O arquivo funcionava como o mapa de controle das transferências e dividia o montante total da operação em 14 desembolsos sucessivos, planejados para ocorrer entre os meses de janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

Cronograma compartilhado em troca de mensagens detalha pagamentos previstos e concretizados pelo Banco Master (Foto: Reprodução)

A planilha mostra as datas dos pagamentos e os valores a serem pagos

As linhas da tabela mostram que as duas parcelas iniciais foram fixadas em 2 milhões de dólares cada. Embora o planejamento original previsse os pagamentos para os dias 20 e 25 de janeiro de 2025, os registros internos da planilha provam que a liquidação efetiva aconteceu em 13 de fevereiro e em 24 de março daquele ano.

As 12 parcelas subsequentes foram estabelecidas no patamar fixo de 1,66 milhão de dólares cada.

Desse bloco secundário, a primeira cota foi remetida em 24 de março, duas outras parcelas foram compensadas em 25 de abril e uma quarta foi efetuada no dia 29 de maio.

Ao término das anotações contidas no documento, a soma de valores recebidos pelo Master atingia a marca de 10,6 milhões de dólares.

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Reprodução da matéria do The Intercept Brasil que traz planilha e comprovante bancário mostram como Vorcaro enviou dinheiro aos EUA para financiar Dark Horse

Cruzamento de informações: planilha e mensagens trocadas entre Vorcaro e empresário do filme

A planilha é complementada por mensagens trocadas em dispositivos eletrônicos.

No dia 7 de agosto de 2025, o empresário Thiago Miranda encaminhou o arquivo a Daniel Vorcaro, acionista controlador do Banco Master, anexando um alerta sobre a inadimplência dos repasses:

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Mensagens obtidas pelo jornal The Intercept – Reprodução

“Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”.

A resposta enviada por Vorcaro foi direta e indicou a continuidade dos fluxos:

“Segunda fazemos duas”.

A planilha mostra que pagamentos do Master ocorrem até o mês de maio, mas mensagens mostram que eles continuaram em agosto

O diálogo sugere às autoridades que novos pagamentos foram autorizados no período, o que aponta que o montante final destinado ao projeto pode ter superado os 10,6 milhões de dólares computados na tabela.

A fiscalização interna dos repasses já vinha sendo monitorada de perto por Vorcaro meses antes.

Em 12 de março de 2025, o banqueiro do Master remeteu uma cópia do cronograma ao pastor Fabiano Zettel, seu cunhado e apontado nas investigações como operador financeiro do grupo.

Nas mensagens anexas, Vorcaro determinou textualmente: “precisa me ajudar controlar isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”.

Em resposta imediata, Zettel assegurou o andamento das cobranças junto aos parceiros comerciais:

“Vou pra cima do Mineiro. Passei o fluxo pra ele. Achei que ele tava fazendo”.

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Mensagens obtidas pelo jornal The Intercept – Reprodução

As investigações policiais e os cruzamentos de dados do jornal indicam que o codinome “Mineiro” refere-se a Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo com trânsito operacional na empresa Entre Investimentos e Participações Ltda, responsável por executar as remessas internacionais.

A quebra dos dados telefônicos confirmou que o contato de Freixo estava registrado diretamente no telefone celular de Vorcaro sob o apelido citado.

Extrato oficial mostra que Master enviou dinheiro a advogado de Eduardo Bolsonaro

A prova documental que revela, de fato, que houve transação financeira internacional para o financiamento do filme “Dark Horse” é o comprovante de liquidação emitido pela rede SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), a plataforma bancária global que processa transferências entre instituições de diferentes países.

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Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução)

Comprovante atesta envio de 2 milhões de dólares

Datado de 13 de fevereiro de 2025, o extrato oficial atesta a remessa de 2 milhões de dólares para a conta do Havengate Development Fund LP, um fundo de investimentos gerido por Paulo Calixto, advogado do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Conforme a descrição do documento oficial de câmbio, o polo remetente da dinheirama foi a empresa Entre Investimentos e Participações Ltda.

A liquidação física dos valores foi processada no Brasil por intermédio das estruturas do Banco BS2 e teve como destino final uma conta bancária do fundo Havengate mantida junto à instituição norte-americana JPMorgan Chase Bank.

O papel timbrado do SWIFT contém todos os dados regulamentares de controle, incluindo os códigos internacionais de identificação bancária, dados das agências, números de referência de compensação e as chaves de liquidação exigidas pelo sistema financeiro global.

O surgimento da Entre Investimentos e Participações Ltda no topo do comprovante bancário desvelou a engenharia financeira montada para contornar entraves burocráticos internos.

O histórico de mensagens de 5 de fevereiro de 2025 aponta que Fabiano Zettel avisou Daniel Vorcaro que o departamento de câmbio do próprio Banco Master estava gerando óbices técnicos e impondo restrições para chancelar a remessa financeira direcionada ao filme de Jair Bolsonaro.

Diante do travamento burocrático, o banqueiro do Master e o operador discutiram alternativas viáveis e optaram por canalizar a operação por meio da estrutura corporativa da Entre Investimentos.

“Filme!”, escreveu cunhado de Vorcaro após sucesso das transações

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As marcações em preto no comprovante de transferência foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução)

A consumação do plano foi festejada dias depois. Em 14 de fevereiro, exatamente 24 horas após o processamento bancário da primeira parcela de US$ 2 milhões no JPMorgan Chase Bank, Zettel enviou a cópia digital do comprovante SWIFT a Vorcaro com uma breve celebração escrita: “Filme!”.

Apesar de as defesas da Entre Investimentos e de Daniel Vorcaro negarem formalmente a existência de vínculos de controle, participações societárias mútuas ou acordos de governança corporativa, os documentos vazados e as apurações judiciais em andamento reveladas pelos jornais O Estado de S. Paulo e Metrópoles apontam para uma íntima coordenação operacional entre as empresas e o banqueiro.

O outro lado

O jornal The Intercept Brasil buscou colher os esclarecimentos de Paulo Calixto, Thiago Miranda e Antônio Carlos Freixo Júnior, bem como das equipes de defesa jurídica de Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro, que cumprem ordens de prisão preventiva emitidas pela Justiça. Nenhuma das defesas enviou manifestações formais até o fechamento da reportagem.

Em nota oficial encaminhada à imprensa, o Grupo Entre limitou-se a declarar que “realiza suas operações em conformidade com as normas e regulamentações aplicáveis ao setor financeiro”.

A companhia acrescentou em seu texto institucional que possui um firme “compromisso com a integridade, a transparência e o cumprimento” da legislação nacional, colocando-se “à disposição das autoridades competentes sempre que necessário” para prestar esclarecimentos sobre suas movimentações financeiras.

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IATA volta ao Rio após 27 anos; Grupo Latam é o anfitrião do evento que reúne líderes da indústria global da aviação

6 de Junho de 2026, 16:46

O Rio de Janeiro sedia, entre este sábado (6) e a próxima segunda-feira (8), o principal evento anual da aviação civil, promovido pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A conferência, que tem a Latam como anfitriã, reúne cerca de 1.500 participantes entre executivos de companhias aéreas, autoridades, fabricantes, pilotos e comissários de diferentes partes do mundo. É a primeira vez em 27 anos que o evento acontece no Brasil.

Um dos principais pontos de discussão do evento é o ambiente regulatório, especialmente a carga tributária sobre o setor aéreo. A entidade alerta que a reforma tributária em discussão no Brasil, com previsão de um IVA de 26,5%, pode gerar impacto significativo na demanda por passagens, com estimativas de queda de até 30% no volume de passageiros.

Além dos impostos, o setor também demonstra preocupação com a política de adoção do SAF, o principal cobustível da aviação. A avaliação é de que há pressão por implementação do combustível sustentável, mas sem incentivos equivalentes para ampliar a produção e atender a demanda futura, o que pode limitar sua expansão.

As projeções apresentadas no evento indicam crescimento médio de 3,7% ao ano para a aviação global entre 2026 e 2040, ritmo semelhante ao esperado para a América Latina e o Caribe. A América do Norte aparece com expansão mais moderada, de 2,8% no mesmo período.

Apesar das perspectivas positivas, o setor ainda enfrenta um cenário de recuperação incompleta após os impactos da pandemia de Covid-19. Segundo dados da associação, o volume de passageiros e o faturamento global ainda não retornaram aos níveis de 2019, reforçando que a retomada plena segue em andamento.

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STM marca julgamento de recurso de Bolsonaro em ação sobre perda de patente

6 de Junho de 2026, 16:42
Os advogados do ex-capitão afirmam que Joseli Parente Camelo não teria imparcialidade para analisar o caso devido a declarações que deu em 2023

Flávio Bolsonaro perde terreno no Rio enquanto Lula cresce, diz nova pesquisa; Paes lidera

6 de Junho de 2026, 13:46
Lula e Flávio Bolsonaro

Apesar de aparecer numericamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial no Rio de Janeiro, a nova pesquisa Prefab Future revela sinais preocupantes para o senador Flávio Bolsonaro. Os dados apontam crescimento da rejeição ao bolsonarista, perda de terreno em relação a levantamentos anteriores e dificuldade para transferir votos a aliados nas disputas estaduais.

Segundo a pesquisa, realizada entre 1º e 4 de junho com 2.200 entrevistas presenciais, Lula registra 31,9% das intenções de voto para presidente, enquanto Flávio aparece com 31,8%. Embora o resultado represente empate técnico, a série histórica do instituto mostra trajetórias opostas: Lula está em crescimento no estado, enquanto Flávio vem perdendo apoio ao longo dos últimos meses e explodiu após os áudios ligados a Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.

Outro dado negativo para o senador é a rejeição. Flávio Bolsonaro alcança 33,3% de rejeição e o índice vem aumentando sucessivamente, de acordo com o levantamento. Embora Lula ainda tenha a maior rejeição do cenário, com 43,7%, o petista apresenta tendência de queda, enquanto o filho do ex-presidente segue na direção contrária.

A pesquisa também sugere que a força eleitoral de Flávio não está se convertendo em apoio aos candidatos associados ao seu campo político. Na disputa pelo governo estadual, o deputado estadual Douglas Ruas aparece com apenas 8%, muito distante dos 35,8% obtidos pelo prefeito Eduardo Paes, líder isolado da corrida ao Palácio Guanabara.

No Senado, a situação é semelhante. Nenhum dos nomes identificados com a direita consegue assumir protagonismo. A liderança pertence à deputada federal Benedita da Silva, com 12,1%, seguida por Marcelo Crivella, com 9,5%, e Márcio Canella, com 9,2%.

O coordenador da pesquisa, Mario Marques, chamou atenção para a dificuldade dos aliados do bolsonarista em capitalizar sua candidatura. Segundo ele, “tanto Douglas Ruas quanto os candidatos à direita no Senado não estão conseguindo se estabelecer nesse momento da disputa na associação com Flávio”.

O levantamento mostra ainda que a disputa presidencial está longe de ser confortável para o senador. Embora lidere numericamente a pesquisa espontânea por uma diferença mínima — 24,2% contra 24,0% de Lula —, o crescimento da rejeição e a perda de apoio registrada na série histórica indicam um cenário de desgaste para o principal nome do clã Bolsonaro no estado que sempre foi considerado seu principal reduto eleitoral.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-01716/2026, a pesquisa tem margem de erro de 2,09 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Paes lidera corrida ao Palácio Guanabara

Na disputa pelo governo do estado, Eduardo Paes aparece isolado na liderança com 35,8% das intenções de voto. Em segundo lugar surge Douglas Ruas, com 8%, seguido de perto por Anthony Garotinho, que registra 7,8%. Wilson Witzel aparece com 3,7%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam a marca de 3%.

Segundo o instituto, a entrada de Garotinho na disputa altera a dinâmica eleitoral, especialmente entre eleitores de baixa renda e moradores do interior do estado. Apesar da liderança confortável, Paes ainda não ultrapassa os 40%, patamar considerado importante para consolidar uma vantagem mais robusta.

Os índices de rejeição nesse cenário são relativamente próximos: Paes tem 18,5%, Garotinho 16,5% e Witzel 15,1%.

Senado segue indefinido

A corrida ao Senado é apontada pelo instituto como a mais aberta entre todas as disputas analisadas. Com a retirada do ex-governador Cláudio Castro do cenário eleitoral, a deputada federal Benedita da Silva assumiu a liderança com 12,1%. Logo atrás aparecem Marcelo Crivella, com 9,5%, e Márcio Canella, com 9,2%. Pedro Paulo registra 5,6% e Waguinho aparece com 5,2%.

O principal destaque é o elevado grau de indefinição do eleitorado. Na pesquisa estimulada, 30,9% afirmam ainda não saber em quem votar. Na espontânea, o percentual de indecisos salta para 88,5%.

O coordenador da pesquisa, Mario Marques, afirmou que “tanto Douglas Ruas quanto os candidatos à direita no Senado não estão conseguindo se estabelecer nesse momento da disputa na associação com Flávio”.

Governador interino é pouco conhecido

A pesquisa também avaliou a administração do governador interino Ricardo Couto. O resultado mostra que 55,5% dos entrevistados afirmam não ter opinião formada sobre o governo. Entre os que responderam, 38% aprovam a gestão e apenas 6,5% desaprovam.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-01716/2026, tem margem de erro de 2,09 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Moraes valida acordo que suspende ação contra deputado réu pelo 8 de Janeiro

6 de Junho de 2026, 13:44
O deputado estadual Sargento Rodrigues (PL-MG) assumiu a culpa pelos crimes de incitar animosidade das Forças Armadas, atacar o sistema eleitoral e associação criminosa

Flávio Bolsonaro perde força no Sudeste e acende alerta no PL

6 de Junho de 2026, 13:20
Flávio Bolsonaro
O senador e pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro. Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas no Sudeste virou motivo de preocupação entre aliados do Zero Um. A avaliação no entorno do pré-candidato do PL é que um nome enfraquecido na disputa presidencial terá dificuldade para impulsionar palanques estaduais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país.

Segundo a Coluna do Estadão, pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que Flávio Bolsonaro caiu de 41,2% para 30,7% no Sudeste entre abril e maio. No mesmo período, Lula avançou na região, considerada estratégica para qualquer candidatura presidencial.

O Rio de Janeiro é apontado como um dos principais focos de tensão. O estado é o berço político da família Bolsonaro, mas o palanque local do PL é descrito por bolsonaristas como “totalmente bagunçado”. O candidato ao governo é Douglas Ruas, que ainda busca se tornar conhecido e carrega o desgaste de ter integrado a gestão Cláudio Castro.

Castro desistiu de disputar o Senado após ser atingido por duas operações da Polícia Federal. As investigações apontaram relações entre o ex-governador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, caso que já provocou danos políticos à pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

Jair Bolsonaro deve definir nos próximos dias quem substituirá Castro na composição ao Senado. Entre os nomes avaliados estão Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho. A escolha é tratada como peça central para tentar reorganizar o palanque fluminense.

Em Minas Gerais, a situação também é indefinida. O senador Cleitinho, do Republicanos, lidera pesquisas recentes, mas ainda não confirmou se será candidato ao governo. Um aliado de Flávio Bolsonaro disse ao Estadão que Cleitinho “só sabe ser pedra, não sabe ser vidraça”, em referência ao risco de ele não sustentar uma candidatura majoritária.

A preocupação da direita é que a perda de força de Flávio Bolsonaro no Sudeste reduza sua capacidade de organizar alianças e transferir votos. A região concentra estados decisivos e, no caso do Rio, expõe um problema adicional: a família Bolsonaro enfrenta desgaste justamente em seu principal território político.

“Tariflávio”: Esquerda domina debate do tarifaço e encurrala Flávio Bolsonaro nas redes

6 de Junho de 2026, 13:13
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O pré-candidato ao entreguismo, “Tariflávio” Bolsonaro. Foto: Reprodução

A narrativa do “Tariflávio” dominou o debate nas redes sociais sobre o tarifaço dos Estados Unidos e a ofensiva contra o Pix, ampliando a pressão sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo dados do Instituto Democracia em Xeque, as menções que atribuem culpa ao senador pelas tarifas foram quase dez vezes maiores que as que responsabilizam Lula.

O relatório aponta que a narrativa do tarifaço ou “Tariflávio” concentrou 563,1 mil publicações e 4,7 milhões de interações. A tentativa de atribuir a culpa a Lula alcançou 58,9 mil publicações e 606,4 mil interações.

Para os pesquisadores, a diferença mostra que a responsabilização da família Bolsonaro engajou com mais força a conversa pública. A associação reuniu três elementos: a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos, o ataque ao Pix e a aproximação entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, lida por críticos como uma ação contra interesses nacionais.

Ilustrativa
Gráfico mostra o número de publicações com os termos “Tariflávio” e “Culpa do Lula”. Foto: Instituto Democracia em Xeque

A crise ganhou novo fôlego após Eduardo Bolsonaro falar sobre o Zelle, sistema de transferências dos Estados Unidos, em entrevista à TMC News. Questionado sobre se o Pix estava ameaçado, ele afirmou que o Brasil poderia levar o Zelle à mesa de negociação com os estadunidenses.

“Agora, os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos EUA. Então dá para você ir a uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá para você sentar, dá para negociar”, declarou Eduardo Bolsonaro.

🚨VEJA – Eduardo Bolsonaro diz que os EUA tem o Zelle e afirma que então da para ir para negociação com bons argumentos

"Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, por exemplo o Zelle (…) Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com com bons argumentos” pic.twitter.com/KMNbv91Gqk

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) June 3, 2026

A declaração foi criticada por quem entendeu que o ex-deputado sugeria flexibilizar o Pix diante da pressão de Washington. No dia seguinte, Eduardo Bolsonaro tentou se explicar e afirmou que citou o Zelle para argumentar aos Estados Unidos que não haveria problema no Pix, já que os estadunidenses também têm plataformas semelhantes.

A fala gerou incômodo dentro do próprio PL. Uma pessoa da cúpula do partido disse ao Estadão que a declaração foi um “desastre”. Outra pessoa ligada à campanha avaliou que o comentário “pode atrapalhar muito” se não for bem explicado.

Flávio Bolsonaro já vinha tentando se defender do tarifaço anunciado poucos dias após seu encontro com Trump na Casa Branca. Depois da fala do irmão, o senador passou a defender publicamente o Pix e afirmou que o sistema “é do Brasil” e “é do Bolsonaro”, por ter sido implementado durante o governo Jair Bolsonaro.

Vorcaro servia “chocolates mágicos” a poderosos em festas sob mira da PF

6 de Junho de 2026, 12:41
chocolate mágico
Imagem ilustrativa gerada com Inteligência Artificial. Foto: Reprodução

A Polícia Federal encontrou elementos que indicam um repasse de R$ 22 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a um parente de um figurão da República. Segundo a coluna Radar, da Veja, o novo negócio é mantido sob sigilo para não prejudicar a investigação.

A apuração ocorre dentro do caso Master, que investiga pagamentos milionários de Vorcaro a figuras ligadas ao Judiciário. O inquérito também mira o uso de festas, viagens e eventos privados como parte de um suposto esquema de lobby e corrupção.

As festas organizadas por Vorcaro para políticos, modelos internacionais e autoridades da República incluíam “presentinhos” aos convidados. Entre eles, segundo a revista, estavam chocolates em formato de coração e cogumelos mágicos triturados.

Celulares de Daniel Vorcaro serão enviados para os Estados Unidos e Israel, para recuperar mensagens
O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Foto: Victor Moriyama/Bloomberg

Não se sabe quem recebeu os presentes nem quais autoridades participaram dos eventos citados. Também não informa a identidade do parente que teria recebido os R$ 22 milhões nem o nome do “figurão da República” ligado ao novo repasse sob apuração.

O caso Master já havia revelado a proximidade de Vorcaro com integrantes da política, do Judiciário e do mercado financeiro. As investigações tentam mapear se pagamentos, eventos de luxo e relações pessoais foram usados para obter influência e proteção institucional.

O Banco Master virou alvo de apurações após suspeitas sobre operações financeiras, repasses e relações com autoridades. A Polícia Federal também investiga se recursos ligados ao grupo foram usados em contratos e articulações políticas.

Sakamoto: Tigrões da 6×1 viraram tchutchucas quando chegou a hora do voto

31 de Maio de 2026, 21:46
Deputados celebram aprovação de texto que acaba com a escala 6×1. 27.mai.2026 – Imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

Qualquer pessoa que acompanha minha coluna no UOL nos últimos 16 anos sabe que considero o fim da escala 6×1 uma tardia reparação civilizacional. Dito isso, acho justa uma saudação aos 22 deputados que atacaram por meses a proposta e, na hora H, tiveram a coragem e a coerência de votar contra.

Ressaltaram, dessa forma, o oportunismo de colegas que até então estavam ombro a ombro com eles, mas resolveram fazer parte da massa dos 472 votos a favor por medo da verdade da urna eletrônica. Ou seja, de não serem reeleitos em outubro diante de uma pauta que tem apoio de 7 entre cada 10 eleitores.

Sim, tigrão no vídeo do Insta, para o gozo de parte do patronato; tchutchuca na hora do voto, diante da raiva de quem não consegue ver os filhos crescerem porque trabalha seis dias por semana. Não à toa, parte da direita e da extrema direita que foram coerentes com sua posição está indignada com os colegas.

Pondere-se, entretanto, que uma parte desses 22 nem poderia fazer diferente. Eles representam aqueles 2 em cada 10 brasileiros que são contra a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e da escala de 6×1 para 5×2.

Considerando que a Câmara tem 513 deputados, seria de se esperar ao menos 102 votos defendendo a manutenção da 6×1, portanto? Na verdade, não, porque são poucos os parlamentares que possuem eleitorado que pensa de forma quase uniforme sobre uma ampla gama de temas. São normalmente parlamentares mais radicais. Tanto que as pesquisas mostram que o fim da 6×1 tem apoio considerável entre bolsonaristas e a direita não-bolsonarista. O que mostra que o fato de serem trabalhadores, e entenderem a situação, fala mais alto que outros posicionamentos ideológicos.

O plenário da Cãmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara

Quando a redução da escala começou a tomar corpo, escrevi aqui que a questão é colocar o tema em votação, pois, uma vez no plenário, a maior parte dos parlamentares votaria a favor da mudança porque não é suicida. Contudo, o placar de 472 votos foi bem mais elástico do que qualquer pessoa imaginava, inclusive no governo, mostrando o tamanho do medo eleitoral e as proporções que o tema tomou.

Ou seja, #ficadica para o Senado Federal, que, agora, tenta aplicar o golpe da PRC das Horas Trabalhadas, anulando o ganho com o fim da escala 6×1.

Isso me lembra uma história sobre ser tigrão e tchutchuca.

Em novembro de 2020, o então presidente Jair Bolsonaro disse que, enquanto deputado federal, havia votado contra o confisco de propriedades rurais e urbanas de quem escravizou trabalhadores. Queria agradar parte de sua base, composta também pelo naco anacrônico do agronegócio. Contudo, os registros da Câmara dos Deputados mostram que ele votou a favor da proposta no primeiro turno, em 2004, e estava ausente no segundo, em 2012.

Naquele primeiro turno, todos os partidos e bancadas recomendaram a aprovação da emenda, e 326 deputados votaram a favor. Mesmo com a orientação, dez parlamentares se posicionaram contra, a maioria ruralistas. Discordo deles, mas foram coerentes. Bolsonaro, não: evitou deixar as digitais contra a PEC do Trabalho Escravo, da qual era contrário.

Talvez confiasse que seus seguidores não se importam com os fatos, apenas com as palavras que saem de sua boca, podendo, assim, sustentar a contradição com base na mentira.

Anos depois, vemos que Jair fez escola.

Lobista recebeu R$ 22 mi em comissão para direcionar bilhões do Rioprevidência ao Banco Master

31 de Maio de 2026, 21:34

Lobista apontado pela Polícia Federal (PF) como principal articulador do esquema que desviou de bilhões de reais do fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro teria recebido comissão de 0,6% sobre cada real aplicado pelo Rioprevidência no Banco Master. O percentual consta em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou a oitava fase da Operação Compliance Zero na semana passada.

Considerando o total de R$ 3,69 bilhões aplicado pelo Rioprevidência no Master, o operador, Ricardo Siqueira Rodrigues, teria recebido comissão superior a R$ 22 milhões.

O pagamento veio à tona a partir de uma mensagem enviada por Siqueira a Daniel Vorcaro, fundador do Master. O texto foi recuperado pela PF no celular do ex-banqueiro. “Daniel, quero deixar registrado aqui meu agradecimento a toda a equipe q vc disponibilizou desde novembro”, escreveu Siqueira. “Atingimos a meta estabelecida em apenas 45 dias, o banco foi o segundo maior captador de LF [letra financeira] nesse período e temos um pipeline para o primeiro semestre já em reta final de mais de um bilhão.”

A linguagem comercial da mensagem ilustra como a captação de recursos previdenciários públicos teria sido operada como campanha de vendas, com metas, prazo e remuneração definidos.

Leia também:

Segundo a PF, Siqueira atuava identificando oportunidades junto a fundos de previdência estaduais e aproximando Vorcaro de autoridades com poder de decisão sobre as aplicações. No caso do Rioprevidência, teria dito ao banqueiro que “resolveria os trâmites internos”, pendente apenas o “alinhamento político” — expressão que, segundo os investigadores, se referia ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

A decisão aponta que Castro teria exercido papel politicamente relevante na viabilização dos aportes. Mendonça cita “sincronismo” entre os encontros do então governador com Vorcaro — custeados pelo banqueiro, inclusive no exterior — e os investimentos subsequentes do fundo. A investigação apura ainda se houve nomeação estratégica de dirigentes do Rioprevidência para facilitar as operações.

Os recursos teriam sido aplicados em desacordo com as normas regulatórias e com a própria política de investimentos do fundo, segundo a decisão. O esquema incluía ainda a Planner Corretora de Valores, que teria atuado como intermediária para ampliar as taxas de corretagem e incrementar a remuneração dos operadores, e a empresa Mídias Promotora Ltda., usada para receber e distribuir os pagamentos.

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Seleção atropela Panamá por 6 a 2, ilude torcida e amplia invencibilidade histórica

31 de Maio de 2026, 20:27
Brasil durante partida contra Panamá na Copa do Mundo 2026. Imagem: reprodução

A Seleção Brasileira goleou o Panamá por 6 a 2 neste domingo (31), no Maracanã, no último compromisso antes da viagem para a Copa do Mundo. A equipe de Carlo Ancelotti abriu o placar logo no início, com Vini Jr., e depois transformou a partida em goleada com uma sequência ofensiva forte no segundo tempo.

O Brasil construiu a vantagem em dez minutos depois do intervalo. Rayan aproveitou erro na saída panamenha e marcou por cobertura. Na sequência, Lucas Paquetá completou jogada coletiva para ampliar. Pouco depois, Igor Thiago sofreu pênalti, cobrou e fez mais um para a Seleção. Danilo fechou o placar aos 80 minutos de jogo.

Primeiro gol do Rayan com a camisa da seleção brasileira!

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— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) May 31, 2026

🚨 Lucas Paquetá makes it four at 60′

🇧🇷 Brazil 4-1 Panama 🇵🇦pic.twitter.com/EiDFBUIIDz

— Goals Xtra (@GoalsXtra) May 31, 2026

O resultado manteve a invencibilidade brasileira contra o Panamá. Antes do amistoso deste domingo, as seleções haviam se enfrentado cinco vezes, com quatro vitórias do Brasil e um empate. O retrospecto tinha 17 gols brasileiros e apenas um panamenho.

O primeiro encontro ocorreu em 1952, no Campeonato Pan-Americano, em Santiago, quando o Brasil venceu por 5 a 0 e depois conquistou o título. Em 2001, na Arena da Baixada, a Seleção repetiu o placar em amistoso, com gols de Edílson, Alex, Euller, Juninho Paulista e Roberto Carlos.

Às vésperas da Copa de 2014, o Panamá voltou a servir como teste final. No Serra Dourada, em Goiânia, o Brasil venceu por 4 a 0, com gols de Neymar, Daniel Alves, Hulk e Willian. Em 2016, em Denver, nos Estados Unidos, Jonas e Gabriel Barbosa marcaram na vitória por 2 a 0.

O único tropeço brasileiro no confronto havia sido em março de 2019, no Estádio do Dragão, no Porto, em Portugal, quando as equipes empataram por 1 a 1. Lucas Paquetá marcou naquele jogo seu primeiro gol pela Seleção.

Depois da goleada no Maracanã, a delegação brasileira segue para os Estados Unidos, onde fará a preparação final para a Copa do Mundo. A vitória reforça o domínio histórico sobre o Panamá e encerra a fase de testes da Seleção em clima positivo.

Gleisi Hoffmann anuncia candidatura ao Senado e diz que esquerda derrotará “juiz ladrão”

31 de Maio de 2026, 20:21
Gleisi Hoffmann – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) lançou neste sábado (30/5) sua pré-candidatura ao Senado pelo Paraná. O anúncio ocorreu em evento que também apresentou Requião Filho (PDT-PR) como pré-candidato ao governo estadual.

Ao lado do presidente nacional do PT, Edinho Silva, Gleisi afirmou que a esquerda derrotará “a extrema direita no Brasil e o juiz ladrão do Paraná”, em referência ao senador e pré-candidato ao governo estadual Sergio Moro (PL-PR).

➡️ Gleisi se lança ao Senado e diz que esquerda derrotará “juiz ladrão”

🤳 YouTube/Gleisi Hoffmann pic.twitter.com/lWxifTxqGn

— Metrópoles (@Metropoles) May 31, 2026

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro anunciou, na sexta-feira (26/5), sua pré-candidatura ao governo do Paraná. Ele compareceu ao evento acompanhado do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O ato também apresentou a chapa majoritária apoiada pelo PT no Paraná, incluindo as pré-candidaturas do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. No evento, Flávio Bolsonaro estava usando colete à prova de balas.

A agenda foi considerada estratégica para o grupo político de Flávio em meio ao desgaste provocado pela divulgação de contatos do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O PT reforçou que pretende se consolidar no Paraná com a chapa apresentada, mirando as eleições de 2026, enquanto Gleisi Hoffmann busca reforçar seu nome como representante da legenda no Senado e ampliar a atuação política no estado.

João Fonseca atinge marca histórica em Roland Garros que o Brasil não via há 16 anos

31 de Maio de 2026, 19:29
João Fonseca

Neste domingo (31), João Fonseca fez história ao derrotar o norueguês Casper Ruud por 3 sets a 1, garantindo uma vaga nas quartas de final de Roland Garros. Com apenas 19 anos, o brasileiro venceu o número 16 do ranking da ATP, especialista em saibro, em sua primeira partida oficial contra Ruud, consolidando-se como uma das promessas mais fortes do tênis mundial.

Fonseca se tornou o primeiro brasileiro na chave masculina a alcançar as quartas de final do torneio francês desde Guga Kuerten, em 2004. Em 2010, Thomaz Bellucci também fez uma campanha importante em Roland Garros, mas parou na quarta rodada. Em 2023, Bia Haddad Maia chegou à semifinal do torneio na chave feminina.

A partida aconteceu na quadra Philippe Chatrier, principal do complexo de Roland Garros, e foi marcada por um desempenho sólido, agressivo e estratégico do jovem tenista.

Tricampeão de Roland Garros (em 1997, 2000 e 2001), Guga Kuerten assistiu, emocionado, à vitória de Fonseca.

Casper Ruud, ex-número 2 do mundo e finalista do torneio em 2022 e 2023, destacou o talento do adversário antes do confronto: “Tenho uma missão incrível pela frente contra um jovem talento, que é o João. Ele já venceu grandes jogadores em sua carreira. Contra Djokovic, foi provavelmente a maior vitória da carreira dele. Então, vou tentar fazer uma boa partida. Ele é um garoto muito legal e torço para que seja um bom confronto”.

Após a vitória sobre Ruud, João Fonseca comentou sobre seu momento histórico e os próximos desafios: “Todos os sonhos podem se tornar realidade. Meu sonho sempre foi jogar com Djokovic. Joguei e venci. Obviamente, tenho o sonho de ser campeão de um Grand Slam. Mas uma coisa de cada vez”.

Novak Djokovic, que foi eliminado na fase anterior pelo brasileiro, elogiou a performance de Fonseca: “Tiro o chapéu para o João. Ele jogou um tênis excepcional. Em todos os momentos decisivos, ele foi para cima. Jogou pontos com muita agressividade e estava detonando com uma velocidade incrível”.

A campanha de Fonseca em Roland Garros 2026 marca um ponto alto para o tênis brasileiro e aumenta as expectativas para o desempenho do jovem atleta nos próximos Grand Slams. Com vitórias históricas e jogos consistentes, João demonstra maturidade, foco e potencial para se tornar um dos principais nomes do circuito mundial.

Colômbia: progressista Iván Cepeda e ultradireitista De la Espriella vão para o 2º turno

31 de Maio de 2026, 19:21
Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda

Em um desfecho que confirma a profunda polarização política do país, a Colômbia definiu seus dois candidatos para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026: o ultradireitista Abelardo de la Espriella e o esquerdista Iván Cepeda.

Com a apuração final, ambos os candidatos garantiram suas vagas na próxima etapa da disputa, cada um concentrando mais de 40% dos votos. De la Espriella superou Cepeda por uma margem estreita no primeiro turno, enquanto a grande surpresa foi o colapso da uribista Paloma Valencia, que obteve pouco mais de 6,5% dos votos, muito abaixo das expectativas.

Sergio Fajardo e Santiago Botero completaram o quadro de candidatos, em uma jornada eleitoral que, segundo a Registraduría Nacional do Estado Civil, transcorreu “com normalidade e plenas garantias”.

Abelardo de la Espriella: A Consolidação da Ultradireita

Abelardo de la Espriella, o rosto da ultradireita radical colombiana, consolidou sua posição no primeiro turno. Sua campanha, marcada por táticas de semear desconfiança no processo democrático, como o vídeo publicado antes de votar em Barranquilla alertando, sem provas, sobre um possível colapso do sistema eleitoral, ressaltou sua tática suja.

Em questão de meses, De la Espriella transformou-se de um advogado controverso em um candidato presidencial com chances reais de vitória.

Sua mensagem de “impor autoridade” ressoou com um eleitorado frustrado com os partidos tradicionais. Com 47 anos, carismático e com um discurso firme, ele apelou ao espetáculo e fez declarações categóricas e provocativas.

Apresentando-se como empresário de sucesso e amante da “alta cultura”, sua retórica da ultradireita e propostas canalhas visaram conquistar o eleitorado conservador e antagonizar o governo atual. Sua promessa de interromper o projeto político de Gustavo Petro e sua estratégia de polarização, representando um extremo sem restrições, foram eficazes para levá-lo ao segundo turno.

Ele lançou um movimento chamado Defensores da Pátria, adotou a imagem de “tigre” como símbolo de força e promete aplicar mão‑dura para enfrentar os desafios do país. Espriella também conta com o apoio político do senador brasileiro Flávio Bolsonaro.

Iván Cepeda: A Resiliência da Esquerda Progressista

Iván Cepeda, o candidato da esquerda progressista, também garantiu sua vaga no segundo turno, demonstrando a resiliência de seu projeto político. Sua votação em Kennedy, sudoeste de Bogotá, foi acompanhada da declaração de confiança: “Estamos convencidos de que hoje à tarde celebraremos o segundo governo progressista na Colômbia.” A esquerda, unida em torno de sua figura, conseguiu mobilizar sua base e se posicionar como a principal força de oposição à ultradireita.

A trajetória de Cepeda rumo ao segundo turno foi impulsionada por um ponto de virada crucial: o caso contra o ex-presidente Álvaro Uribe. O processo judicial contra Uribe, no qual Cepeda foi vítima e testemunha, catapultou sua notoriedade e o posicionou como um pré-candidato favorito. Nascido em 1962, Cepeda, senador pelo governista Pacto Histórico, carrega um legado de luta herdado de seus pais, líderes comunistas. Sua voz calma, mas firme, em defesa da justiça, tornou-se sua marca.

Com formação em filosofia e direito internacional humanitário, Cepeda tem uma carreira política marcada por ativismo, exílio e denúncias contra a parapolítica. No Congresso, atuou como facilitador em processos de paz e colaborou com a política de “paz total” de Petro. Seu programa enfatiza a continuidade da “paz total”, a reconciliação nacional, a defesa dos direitos humanos, uma política externa autônoma e propostas de “revolução agrária” e “democrática”.

O escândalo passa, a identidade fica

31 de Maio de 2026, 08:00
'Dark Horse' pode até arranhar a imagem de Flávio, mas não necessariamente rompe a estrutura simbólica que sustenta sua competitividade entre os evangélicos

Fotos com Trump, como a de Flávio Bolsonaro, são comercializadas por até US$ 500 mil

26 de Maio de 2026, 23:56
Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

O senador Flávio Bolsonaro conseguiu na tarde desta terça-feira (26) aquilo que parecia ser o principal objetivo de sua viagem aos Estados Unidos: um retrato ao lado do presidente norte-americano Donald Trump.

A agenda, no entanto, esteve longe de representar uma reunião diplomática robusta ou um encontro político de grande densidade. Segundo relatos de jornalistas brasileiros em Washington, a passagem dos irmãos Bolsonaro pela Casa Branca foi extremamente rápida, durando cerca de dez minutos.

A correspondente da GloboNews Raquel Krähenbühl descreveu a sequência de forma quase burocrática: entrada de Flávio e Eduardo Bolsonaro, entrega de documentos a assessores, registro de imagens e saída. Já o correspondente da BandNews, Eduardo Barão, afirmou que toda a agenda teria levado aproximadamente dez minutos.

O registro foi feito dentro principal gabinete presidencial. Num outro clique, aparecem o lobista Paulo Figueiredo e seu comparsa Eduardo.

Trata-se de uma tentativa de mudar de assunto. Flávio atravessa uma crise após a repercussão de sua relação íntima com o banqueiro Daniel Vorcaro, tema que passou a dominar o noticiário político.

O episódio também expõe uma realidade conhecida nos bastidores da política americana: o acesso a Trump é um ativo financeiro, instrumento de marketing político e é comercializado. Pagou, levou.

Nos Estados Unidos, reuniões rápidas, fotos e momentos privados com o ex-presidente são associados a pacotes de arrecadação milionários destinados a financiar organizações conservadoras e campanhas republicanas. A manobra se chama photo op, contração de photo opportunity.

Um dos exemplos mais explícitos veio à tona recentemente através de um e-mail obtido pela newsletter Popular Information. A mensagem revelava que empresários e grandes doadores conservadores receberam uma proposta para participar de uma experiência VIP com Trump mediante doação de US$ 500 mil ao comitê político da organização de extrema-direita Turning Point USA, TPUSA. O pacote colocava preço na fotografia.

O TPUSA foi fundada pelo ativista fascista Charlie Kirk, assassinado durante uma palestra na Universidade do Vale de Utah, em Orem, em novembro. O ex-presidente Jair Bolsonaro participou, em fevereiro de 2023, do evento “Power to the People” (“Poder ao Povo”) em Miami, organizado pelo grupo. Foi saudado por Kirk como um “lutador contra o marxismo”.

Segundo o convite obtido pelo Popular Information, os participantes teriam direito a voo fretado até Phoenix, no Arizona, hospedagem, acesso especial ao comício intitulado “Build the Red Wall” (“Construa a Parede Vermelha”), tour privado pela sede da organização — e, principalmente, um encontro reservado com Trump seguido por uma sessão de fotos.

“Essa experiência incluirá participação em uma breve conversa com o presidente, seguida por uma oportunidade de fotografia”, dizia o e-mail enviado pelo executivo de relações públicas Sinan Kanatsiz.

Embora o evento de Trump em Phoenix fosse aberto gratuitamente ao público, o verdadeiro produto vendido nos bastidores era o acesso exclusivo ao presidente. O mesmo que se passou com Flávio e seu bando.

O ecossistema trumpista transformou esse tipo de acesso em produto de luxo. De acordo com o Popular Information, a oferta circulava de forma reservada entre empresários e aliados políticos selecionados.

No rodapé do convite havia inclusive um aviso em letras maiúsculas: “ESTE E-MAIL É APENAS PARA USO DO DESTINATÁRIO E NÃO DEVE SER COMPARTILHADO — CONFIDENCIAL”.

Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump pode prejudicar o Brasil, avalia o Planalto

26 de Maio de 2026, 23:10
Flávio Bolsonaro se encontra com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca – Foto: Divulgação

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o encontro entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode gerar riscos para a pauta comercial entre os dois países. A avaliação foi relatada por integrantes do governo ouvidos sob reserva. Com informações da Folha.

Segundo integrantes do governo, a preocupação está relacionada à atuação de bolsonaristas no ano passado em defesa do tarifaço sobre produtos brasileiros. Apesar disso, integrantes do Executivo afirmam que as negociações com os Estados Unidos para retirar tarifas ainda existentes seguem avançando.

Fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty minimizaram a possibilidade de impacto eleitoral da visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca. Interlocutores do presidente Lula afirmam que o principal efeito político interno continua relacionado à ligação do senador com Daniel Vorcaro.

Itamaraty
Palácio do Itamaraty. Foto: A C Moraes/Itamaraty

De acordo com a avaliação de diplomatas, não há risco de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro em razão da agenda realizada nos Estados Unidos. A análise é compartilhada por integrantes da área diplomática do governo.

Os diplomatas também afirmam que os encontros entre Lula e Trump e a melhora do processo de negociação entre Brasil e Estados Unidos têm produzido resultados positivos. A avaliação considera o atual estágio das conversas mantidas entre os dois países.

Flávio Bolsonaro esteve em Washington nesta terça-feira (26). O encontro com Trump ocorreu em meio às discussões do governo sobre os possíveis reflexos da agenda para a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.

Sakamoto: Vorcaro é o sujeito oculto na foto de Trump com Flávio Bolsonaro

26 de Maio de 2026, 22:52
Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

Por Leonardo Sakamoto, via UOL.

A fotografia era o que importava. Não a conversa, não as promessas, não a pretensa diplomacia. Apenas a imagem. Flávio Bolsonaro precisava dela como quem precisa de um colete salva-vidas em mar revolto. E, com a ajuda de Eduardo Bolsonaro e de aliados nos Estados Unidos, cavou hoje um encontro rápido com Donald Trump na Casa Branca para produzir exatamente isso: um retrato de sobrevivência política.

O objetivo não era competir em termos institucionais com Lula, que se reuniu oficialmente com o presidente norte-americano em encontro entre chefes de Estado em Washington DC para discutir temas de interessam a brasileiros e norte-americanos. A intenção era outra. Flávio precisava de uma fumaça espessa capaz de desviar o foco sobre sua relação com o bandido-Master Daniel Vorcaro, o seu pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro e a promessa de lealdade eterna feita a ele. E, principalmente, sobre as mentiras contadas pelo senador para encobrir tudo isso.

A foto surge, então, como instrumento político. Um símbolo para consumo interno. Um recado aos aliados, aos empresários e principalmente à militância: “a campanha continua viva”. Porque, no imaginário bolsonarista, ser recebido por Trump ainda funciona como certificado de relevância internacional. Pouco importa se o encontro foi rápido, paralelo, periférico. O que interessa é o enquadramento.

Trump aparece sentado, no centro da cena, enquanto Flávio, em pé e ao lado, ocupa uma posição lateral, quase ornamental. A composição lembra pinturas medievais nas quais o senhor feudal recebia seus vassalos para reafirmar hierarquia e lealdade. Um beija-mão. Não é a iconografia normalmente encontrada entre líderes equivalentes. Quando Trump posa com chefes de Estado, a liturgia visual costuma buscar simetria: ambos em pé, sentados, no mesmo plano. Ali, não. A fotografia estabelece níveis.

Para muita gente, isso é sinônimo de vassalagem e um lembrete da política de alinhamento automático com os EUA executada por Jair Bolsonaro. Contudo, ao contrário do que pensa o naco da sociedade que preza pela soberania, isso é exatamente a razão que explica por que ela funciona tão bem para o trumpismo tropical.

Ilustrativa
Daniel Vorcaro, do Banco Master. Foto: Divulgação/Banco Master

O bolsonarismo sempre cultivou fascínio pela ideia de submissão a uma liderança forte, estrangeira e mitificada. A imagem de Flávio ao lado de Trump não comunica independência política, mas pertencimento. É menos um encontro entre iguais e mais uma audiência com o epicentro da extrema direita global. Há quem vá ao delírio com isso e chore enrolado na bandeira dos Estados Unidos.

O eleitorado fiel verá força onde existe encenação. Há aliados que interpretarão o clique como sinal de viabilidade. Mas a parcela independente do eleitorado, aquela que não vive em devoção permanente nem ao lulismo nem ao bolsonarismo, tende a continuar fazendo perguntas simples para definir o seu voto: por que esconder relações políticas e financeiras? Por que negar proximidades que depois reaparecem? E por que uma foto deveria valer mais do que explicações?

Há um sujeito oculto na imagem. É Vorcaro. Porque toda a pressa para produzir o retrato está menos ligada à necessidade de se contrapor Lula (que havia visitado Trump na Casa Branca e passado três horas discutindo política) e mais à necessidade urgente de mudar de assunto.

No fim das contas, pouco importava a postura corporal, a posição subalterna na foto ou o fato de Trump reservá-la normalmente para assessores e apoiadores de segunda linha. O importante era voltar ao Brasil com um JPEG circulando nas redes e na imprensa e a esperança de que alguns milhares de compartilhamentos sejam suficientes para soterrar perguntas inconvenientes sobre banqueiros, promessas de fidelidade e cifras milionárias.

Em tempos de bolsonarismo, uma imagem vale mais do que mil palavras. Especialmente quando as palavras podem virar prova contra si nas eleições e nos tribunais.

VÍDEO – Ato falho: Flávio Bolsonaro diz que foi à Casa Branca a convite “do presidente Lula”

26 de Maio de 2026, 22:06
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e de Paulo Figueiredo. Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu um ato falho durante entrevista a jornalistas em Washington, nesta terça-feira (26), ao dizer que foi à Casa Branca a convite do “presidente Lula”. O senador se corrigiu segundos depois e afirmou que o convite teria partido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa, o presidente Trump estava com dois assessores dele”, disse Flávio Bolsonaro. A fala ocorreu depois do encontro com Trump e da divulgação de fotos do senador no Salão Oval.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro criticou Lula diversas vezes e afirmou que pediu a Trump para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo brasileiro se opõe à medida por avaliar que ela poderia abrir margem para interferência estrangeira no território nacional.

O encontro foi articulado por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump. Segundo o blog do Valdo Cruz, Flávio Bolsonaro pretendia tratar da classificação de facções como terroristas e da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, pauta comum entre bolsonaristas e aliados do republicano.

"Foi um convite oficial do presidente Lula…" 🤣 pic.twitter.com/iiVgXMlpRa

— Cesar Calejon (@cesarcalejon1) May 26, 2026

Na coletiva, o senador também afirmou que prometeu incluir o Brasil no chamado Escudo das Américas, uma coalizão criada pelos Estados Unidos com países latino-americanos para combater crime organizado e interferências estrangeiras. Flávio Bolsonaro disse ainda ter conversado com Trump sobre tarifas e terras raras.

Apesar de Flávio Bolsonaro afirmar que a comitiva ficou cerca de uma hora e meia na Casa Branca e passou “bastante tempo” reunida com Trump, fontes ouvidas pelo g1 relataram que o encontro foi rápido. Segundo integrantes da comitiva, documentos foram entregues a assessores da Casa Branca e, em seguida, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram no Salão Oval apenas para tirar uma foto com Trump.

A viagem ocorreu em meio à tentativa da pré-campanha de Flávio Bolsonaro de produzir uma agenda positiva após o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. A relação do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou seu desempenho no Datafolha: Lula ampliou de três para nove pontos a vantagem no primeiro turno e abriu quatro pontos no segundo.

Tarcísio rifa Flávio Bolsonaro sobre caso Vorcaro: “Muitas questões para ele explicar”

26 de Maio de 2026, 21:56
Tarcísio de Freitas Flávio Bolsonaro
O pré-candidato a presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (26) que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “muitas questões” a explicar sobre sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi dada durante coletiva na entrega da primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto de Perus, na Zona Norte da capital paulista.

Ao comentar o caso, Tarcísio de Freitas disse que a população acompanha o escândalo envolvendo o Banco Master e que o episódio exige explicações. “Como eu falei, eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado”, afirmou.

A fala ocorre após a revelação de que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro. Segundo o senador, o encontro teve como objetivo “botar um ponto final” na questão do financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal deve apurar se a visita ocorreu para cobrar dinheiro ligado à produção.

Flávio Bolsonaro admitiu na semana passada que esteve com Vorcaro após a soltura do banqueiro, que passou a usar tornozeleira eletrônica. O encontro ocorreu no dia seguinte à decisão do TRF-1 que liberou o dono do Banco Master, em novembro de 2025.

▶️COBROU: Tarcísio cobra explicações de Flávio Bolsonaro sobre ligação com banqueiro investigado

O governador de São Paulo afirmou que Flávio Bolsonaro precisa esclarecer muitas questões sobre sua relação com Daniel Vorcaro, investigado por fraudes no Banco Master, dizendo que o… pic.twitter.com/KvgEXcnq2i

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) May 26, 2026

Tarcísio de Freitas negou afastamento político de Flávio Bolsonaro e desejou sucesso ao aliado na viagem aos Estados Unidos. O governador disse que o senador é pré-candidato à Presidência e que considera “extremamente saudável” conversar com chefes de Estado e lideranças internacionais.

Questionado sobre a ausência em agendas conjuntas com Flávio Bolsonaro nas últimas semanas, Tarcísio de Freitas afirmou que está concentrado no governo paulista. “É porque eu tenho uma agenda de governador. Veja, eu estou governando o estado. Quando é que eu vou pensar em eleição? No período da campanha”, disse.

O caso “Dark Horse” entrou no centro da crise da pré-campanha de Flávio Bolsonaro após reportagens apontarem que Daniel Vorcaro financiou a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O banqueiro chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso.

“Foto de fã com ídolo”: Octávio Guedes detona encontro de Flávio Bolsonaro com Trump

26 de Maio de 2026, 21:49
O jornalista Octávio Guedes e a foto “de fã” de Eduardo Bolsonaro com Donald Trump em Washington. Fotomontagem

O jornalista Octavio Guedes afirmou nesta terça-feira (26) que a primeira imagem divulgada do encontro entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Donald Trump, na Casa Branca, parece mais uma foto de fã com ídolo do que uma reunião entre um pré-candidato à Presidência do Brasil e o presidente dos Estados Unidos. A análise foi publicada no g1 após a divulgação das imagens do senador ao lado do republicano.

Segundo Guedes, a fotografia não é o ponto central da viagem. O comentarista afirmou que o senador viajou aos Estados Unidos para sair do Brasil e evitar perguntas sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. “Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não viajou para se encontrar com Trump, e sim para sair do Brasil, fugindo de perguntas sobre o escândalo do Banco Master”, escreveu.

Ao tratar da imagem, Octavio Guedes afirmou que: “A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um presidenciável de um país soberano conversando com o presidente de outro país soberano”.

O jornalista também apontou que Flávio Bolsonaro tem evitado explicar onde está o suposto contrato firmado com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador foi gravado pedindo dinheiro ao banqueiro para a produção. Segundo a Folha, Vorcaro investiu R$ 61 milhões no projeto, e o episódio abriu uma crise na pré-campanha do PL.

Blog do Octavio Guedes – A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um… pic.twitter.com/moZwBhAJHi

— g1 (@g1) May 26, 2026

Guedes lembrou que, desde a divulgação do áudio da conversa com Vorcaro, em 13 de maio, Flávio Bolsonaro foi questionado duas vezes pela imprensa sobre o caso e teve, segundo ele, reações constrangedoras. Na primeira, riu ao responder a uma pergunta do Intercept sobre os R$ 61 milhões pagos pelo banqueiro e afirmou que a informação era “mentira”. Depois, no aeroporto, a caminho dos Estados Unidos, brincou que só falaria em inglês.

Na análise, Octavio Guedes afirmou que: “A fotografia é o que menos importa para a pré-campanha. O silêncio do senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro importa muito mais”.

Após o encontro, Flávio Bolsonaro disse que pediu a Trump para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador também afirmou que conversou com o republicano sobre segurança pública, tarifas e terras raras, além de negar que a agenda tivesse relação com o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. Folha

A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Octavio Guedes registrou que o ex-deputado federal cassado perdeu o mandato por excesso de faltas, é investigado no STF e atua no exterior em articulações com aliados de Trump.

Correspondentes desmentem Flávio Bolsonaro e relatam reunião rápida com Trump

26 de Maio de 2026, 21:38
Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

O encontro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Donald Trump na Casa Branca passou a ser marcado por versões diferentes sobre a duração e o conteúdo da conversa. O senador afirmou, em coletiva, que chegou ao local às 15h e saiu às 16h40. A jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, relatou que a passagem foi rápida: entrada de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, entrega de documentos a assessores, foto e saída. O correspondente da Rádio BandNews Eduardo Barão disse que a agenda durou cerca de dez minutos.

A visita ocorreu nesta terça-feira (26), em Washington, no momento em que aliados tentam construir uma pauta positiva para Flávio Bolsonaro após o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. O governo dos Estados Unidos não havia confirmado oficialmente reunião de Trump com o senador.

Na coletiva, Flávio Bolsonaro negou que a ida à Casa Branca tivesse relação com a crise aberta pela revelação do pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador também disse ser favorável à abertura de uma CPI sobre o caso.

Flávio Bolsonaro afirmou que não pediu endosso de Trump à sua pré-candidatura à Presidência, mas disse ter mostrado pesquisas eleitorais e declarado ao republicano acreditar em vitória em 2026. A fala reforçou a tentativa de projetar a visita como demonstração de prestígio internacional.

Diferente de outras fontes, Flavio disse que ficou bastante tempo com Trump (mas não declarou quanto tempo).

Flavio contou que pediu que Trump declare facções criminosas – PCC/ CV – como grupos terroristas e que o presidente ficou de avaliar o pedido dele. pic.twitter.com/Pk42YOtX2n

— Raquel Krähenbühl (@Rkrahenbuhl) May 26, 2026

O pedido para que os Estados Unidos classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas apareceu como um dos temas tratados na reunião, mas ficou em segundo plano diante da disputa sobre a duração real do encontro. Flávio Bolsonaro afirmou que levou o assunto a Trump e acusou Lula de atuar no sentido contrário.

Na mesma fala, o senador atacou o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington por não cederem espaço para a coletiva. Chamou a negativa de “gesto pequeno, mesquinho e revelador” e acusou a diplomacia brasileira de “aparelhamento ideológico” no governo Lula.

Paulo Figueiredo também sustentou a versão de que o encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos. Segundo ele, a comitiva entregou mais de dez camisas da seleção brasileira a Trump e a familiares do presidente dos Estados Unidos. Ele e Flávio Bolsonaro afirmaram ainda que Trump perguntou sobre Jair Bolsonaro durante a reunião.

Flávio Bolsonaro visita Casa Branca e diz que pediu a Trump para classificar PCC e CV como terroristas

26 de Maio de 2026, 19:13
Nos bastidores da campanha, a avaliação é que uma imagem ao lado do presidente dos EUA poderia ajudar a mudar o foco do noticiário e demonstrar prestígio

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