Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre. Foto: Divulgação
Na terça-feira (28), um jantar na residência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reacendeu as desconfianças do presidente Lula sobre uma possível aliança entre ambos para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF.
Com informações da coluna da Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, a reunião, que aconteceu na véspera da rejeição dele no Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, gerou um clima de indignação no Palácio da Alvorada, conforme relataram autoridades próximas a Lula.
O encontro, embora não tenha sido especificamente convocado para tratar da votação do advogado, levantou suspeitas pela proximidade de seus participantes com a política nacional.
O motivo formal para o jantar foi a homenagem ao procurador e ex-secretário Nacional de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo, amigo de longa data de Moraes, com quem compartilhou carreira no Ministério Público de São Paulo.
A recepção contou com a presença de ministros do STF, procuradores e aliados políticos, incluindo o ministro Cristiano Zanin e o superintendente da PF, Andrei Rodrigues. De acordo com relatos de alguns presentes, o nome de Messias foi mencionado apenas de forma periférica, em conversas informais, predominantemente sobre questões triviais.
O advogado Jorge Messias. Foto: Divulgação
Contudo, o jantar também reuniu figuras importantes do cenário político, como o ministro Gilmar Mendes, que apoiou a nomeação de Messias, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), com Zanin e Mendes participando apenas brevemente do evento e não se envolvendo diretamente nas discussões.
Entretanto, uma fonte próxima ao presidente Lula afirmou que, durante o evento, Alcolumbre teria confidenciado a aliados em pequenas rodas de conversa que já possuía 50 votos garantidos para barrar a indicação de Messias no Senado.
Este detalhe alimentou ainda mais as suspeitas de que a derrota do advogado-geral da União já estava premeditada antes da votação oficial, com presidente do Senado celebrando antecipadamente o fracasso da indicação de Messias.
Por outro lado, uma versão contraditória foi compartilhada por outro convidado do evento, que assegurou que a data do jantar coincidiu por pura casualidade com a votação de Messias e que a derrota já estava prevista independentemente das conversas no encontro.
Este convidado ressaltou que a ocasião foi planejada apenas para que Sarrubbo, que estaria em Brasília para uma reunião do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social no dia seguinte, fosse homenageado pelos amigos próximos de Moraes.
A prévia da inflação oficial de março, medida pelo IPCA-15, deve mostrar nova aceleração em abril, com projeções próximas de 1% no mês. O indicador que será divulgado nesta terça-feira (28) reflete, sobretudo, a pressão de combustíveis, alimentos e fatores externos, como a volatilidade do petróleo e do câmbio, que seguem contaminando custos ao longo da cadeia e mantendo o índice sob tensão no curto prazo.
Para Leandro Manzoni, economista da InfoEconomics, o avanço da inflação será puxado principalmente por combustíveis e alimentos in natura. Ele afirma que, além desses itens, a inflação de serviços continua no radar, ainda que apresente alguma desaceleração recente, permanecendo acima do limite superior de tolerância da meta.
Já André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica Consultoria, destaca que os efeitos da guerra e a alta dos alimentos devem ter peso relevante na composição do índice. Segundo ele, embora os combustíveis tenham impacto direto, o grupo de alimentação tende a concentrar a pressão inflacionária, com sinais de aceleração mesmo diante de indicadores antecedentes mais moderados.
“Complementarmente, o aumento da defasagem do preço da gasolina no mercado doméstico, que segundo a Abicom chegou a 65% nesta semana, pode trazer mais perturbações inflacionárias à frente”, afirmou.
Na avaliação de Ravell Nava, cofundador da BRL Educação, o cenário segue marcado por pressões externas, especialmente via petróleo e câmbio, com impacto rápido sobre combustíveis e custos logísticos.
“Do ponto de vista macro, não vejo um cenário de descontrole, mas sim de pressão concentrada em itens mais sensíveis. O ponto-chave está na qualidade desse dado. Se essa inflação começar a contaminar serviços e núcleos, o sinal é de algo mais persistente, o que pode prolongar um ambiente de juros elevados”, diz o especialista.
Nava observa que os efeitos já são sentidos no ambiente corporativo, com compressão de margens e necessidade de maior eficiência operacional. Empresas mais estruturadas tendem a reagir melhor, enquanto negócios com menor previsibilidade enfrentam maior exposição. Do lado do consumo, a inflação em itens essenciais torna o cliente mais seletivo, elevando a sensibilidade a preços e exigindo estratégias mais precisas para sustentar a demanda.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27), que a expectativa da equipe econômica é de continuidade no ciclo de cortes da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária. O colegiado vai se reunir entre terça (28) e quarta-feira (29) para decidir o rumo da Selic.
Durigan participou de uma reunião com banqueiros na parte da manhã para discutir o novo programa de renegociação de dívidas proposto pelo Governo Federal. Após o encontro, falou aos jornalistas.
Questionado sobre a possibilidade de a Fazenda ter solicitado ao Banco Central a manutenção da trajetória de queda dos juros, ele negou qualquer interferência.
“Eu não faço pedidos ao Copom. Eu acho que a gente tem que olhar que os dados têm vindo robustos na economia brasileira, com a inflação sob controle. A gente, inclusive nas medidas que estão sendo adotadas com muito rigor, seja no tempo, seja no volume do impacto da guerra principalmente nos combustíveis, tem gerado essa possibilidade de mitigar aumentos de preços no País. Então, a expectativa é que a gente siga tendo os cortes como anunciado, mas aqui não é um pedido para o Copom”, declarou.
Novo programa de renegociação
Na mesma coletiva, o chefe da pasta anunciou que a medida do governo Federal para reduzir o endividamento das famílias deve ser anunciada ainda nesta semana pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que o programa pode apresentar descontos de até 90% em dívidas do cartão de crédito, cheque-especial e crédito pessoal.
O ministro afirmou que se reuniu com os presidentes e CEOs de bancos públicos e privados nesta segunda-feira para, junto deles, acertar os detalhes da medida. Ele deve reunir as opiniões dos executivos no encontro e entregá-las a Lula ainda nesta segunda, antes de apresentar o programa final.
A ideia é reduzir os porcentuais cobrados pelos instrumentos mais caros e oferecer um novo financiamento destas dívidas. O programa deve apresentar medidas estruturantes, como o compromisso das instituições financeiras de oferecer crédito a taxas melhores e iniciativas de educação financeira, além de restrição às apostas.
Durigan afirmou que a proposta foi bem recebida pelos banqueiros. “Também com o compromisso dos bancos de ter boas práticas, seja na oferta de crédito futuro, de crédito novo às famílias, seja do ponto de vista de educação financeira”, avaliou.
O FGTS poderá ser usado para abater os débitos, com um saque limitado dentro do programa. “O programa vem em um momento de uma taxa de juros oficial. Na perspectiva de ter cortes, é importante que as famílias se aproveitem da redução”, disse Durigan.
Romeu Zema integra o campo político dos direitistas travestidos de moderninhos, que administram a coisa pública pela ótica das redes sociais. Seus atos são forjados por marqueteiros para conquistarem seguidores, gerarem likes e aumentarem o engajamento, visando a consolidar uma persona pública antes de tudo falsa, descasada das liturgias a que são obrigados os governantes. São enganadores profissionais.
Candidato a presidente da República, o ex-governador de Minas Gerais, ou sua assessoria de marquetagem, percebeu que a onda do momento é atirar contra o Supremo Tribunal Federal. A Operação Delenda Supremo, ora em curso, é pilotada por políticos e empresários enroscados com a lei, golpistas da democracia, alas partidarizadas da Polícia Federal e boa parte da imprensa. Zema pretende ser ponta-de-lança do movimento.
Como quase metade do Brasil aprecia um ser abjeto como Jair Bolsonaro, por natural a corte que o condenou tornou-se alvo da turba e atacá-la, discurso eleiçoeiro certeiro. A intenção de voto em Romeu Zema deu um pequeno salto depois do bate-boca que travou com Gilmar Mendes, ministro que não leva desaforo para casa, mas que neste caso parece ter caído numa armadilha. A retórica do cerceamento da liberdade de expressão gruda como cola.
Gilmar Mendes – Foto: Sergio Lima/AFP
O que dá certa tranquilidade à parcela civilizada do eleitorado é que a desconstrução de Zema virá com facilidade, pelo ridículo do seu comportamento e por sua administração errática em Minas Gerais.
Ocupante do Palácio Tiradentes, Roma Zema não apenas comeu banana com casca para abordar pateticamente a questão alimentar. Antes, no Carnaval de 2019, surgiu vestido de gari, a varrer ruas em Belo Horizonte. A ação buscava sinalizar humildade e valorização do trabalho básico, mas não passou de encenação simbólica, típica de marketing político rasteiro, sem conexão com políticas públicas estruturais. Ao viajar de classe econômica, tentou posar de homem simples e econômico, mas a atitude nitidamente performática de se fazer passar por um cidadão comum prejudica, na prática, a gestão do Estado: o governador não pode estar limitado aos voos de carreira em suas viagens de trabalho, em nome da celeridade administrativa.
Ao longo dos seus mandatos, Zema publicou vídeos com linguagem coloquial, tentando se aproximar do eleitor comum. Tais conteúdos foram alvo de críticas por parecerem artificiais ou mal calibrados, especialmente quando tratavam de temas complexos mediante simplificação excessiva, gerando reações negativas.
O verdadeiro governo Zema guarda esqueletos assustadores no armário. Em 2021, auge da pandemia, o Ministério Público Federal abriu procedimentos para apurar compras de EPIs pelo governo de Minas por indícios de sobrepreço e favorecimento de fornecedores. A investigação foi encerrada, contudo, sem desdobramento penal.
Em 2026, o Ministério Público de Minas Gerais abriu inquérito para apurar uma queda de 96% na destinação de recursos para prevenção contra enchentes no Estado, motivado por suspeitas de omissão administrativa e má gestão orçamentária. A investigação está em curso.
O neoliberal Romeu Zema, de outra parte, não consegue se livrar da ajuda estatal, como prova o avanço da dívida mineira, hoje na casa de R$ 200 bilhões, cerca de 90% dos quais com a União. O governador Zema obteve um novo acordo com a União, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag),que estabelece parcelamento em até 30 anos, possibilidade de juros reais próximos de zero (IPCA + 0%) e exigência de contrapartidas (ajustes fiscais e eventualmente venda/federalização de ativos). Uma renegociação de pai para filho.
Só que o papagaio continua sendo tema de disputa no Supremo Tribunal Federal. O ministro Nunes Marques chegou a cobrar comprovantes de pagamento da dívida em 2026. Minas já conseguiu, no passado recente, suspender pagamentos por quase dois anos via decisões judiciais. Ou seja: o conflito federativo não desapareceu — só foi reorganizado. Registre-se que a dívida de Minas Gerais cresceu mais de 60% desde 2019, início da era Zema.
Apesar do acordo do Propag, relatórios da Secretaria de Fazenda de Minas Gerais indicam que o Estado iniciou 2026 com uma disponibilidade de caixa líquida negativa em mais de R$ 11 bilhões. Isso ocorre porque, embora a dívida tenha sido alongada, o fluxo de pagamentos e a renúncia fiscal aprovada em 2025 ainda pressionam o orçamento mineiro no curto prazo.
Como todo neoliberal brasileiro, Zema não vive sem uma mãozinha da União.
André Esteves, presidente do conselho do BTG. Foto: reprodução
O banqueiro André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG Pactual, afirmou que a eleição presidencial no Brasil deve ser marcada por uma disputa polarizada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Para ele, porém, o ponto central não será a orientação ideológica do vencedor, mas a manutenção de uma agenda econômica considerada racional e pró-mercado.
“Estamos caminhando no Brasil para uma eleição 50/50. Temos dois candidatos, o filho do ex-presidente Bolsonaro, Flávio, que é um político experiente, ele não apareceu do nada, é senador, um cara com bom-senso; e o presidente Lula, que foi protagonista nas últimas dez eleições no Brasil, que mesmo sendo de centro-esquerda, é um líder amigável ao mercado”, disse Esteves.
“É difícil prever o vencedor […] mas eu não me importo muito se é esquerda ou direita, desde que o vencedor seja a decisão econômica racional. A racionalidade não pertence à direita ou à esquerda, é mais sobre ser racional contra ser populista. A região [América Latina] tem tomado boas escolhas”.
A declaração foi feita durante o evento Latam Focus 2026, promovido pelo BTG no Chile. No encontro, Esteves avaliou que os Estados Unidos deixaram de funcionar como um “buraco negro” capaz de concentrar grande parte dos investimentos globais. Segundo ele, há uma realocação de capital para outros mercados, impulsionada pela busca de investidores por diversificação.
Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução
Esse movimento, na avaliação do executivo, tende a beneficiar economias emergentes, incluindo países da América Latina e o Brasil. Esteves afirmou que, mesmo após a valorização recente dos ativos latino-americanos e brasileiros, esses mercados ainda apresentam um “valuation” atrativo quando comparados aos mercados estadunidenses.
O banqueiro também citou a comparação entre o BTG Pactual e a gestora estadunidense Blackstone, comandada por Stephen A. Schwarzman, de quem disse ser amigo. Para Esteves, a diferença entre os múltiplos das duas empresas era exagerada no início de 2025.
“No começo de 2025, o BTG era negociado a um múltiplo 8 vezes o preço/lucro, e a Blackstone a um múltiplo de 35 vezes. O valor de mercado deles era dez vezes o nosso, apesar de o lucro ser apenas o dobro do nosso. Eu estou bem de ter o CEP errado [a sede do BTG ser no Brasil], mas era uma diferença exagerada. Agora as coisas se corrigiram um pouco, a Blackstone é negociada a 25 vezes e o BTG a 11 vezes, depois de nossa ação ter subido mais de 100%”, comentou.
O presidente do Chile, José Antônio Kast, de direita, também discursou no evento do BTG. Ele afirmou que aprovou um projeto de reconstrução nacional e desenvolvimento econômico e social, que será encaminhado ao Congresso.
“Queremos que seja conversado, não que se fechem ao debate mesmo antes de iniciar o processo. […] Não estamos falando de um projeto ideológico, mas de como transformar, recuperar nossa pátria”.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou nesta sexta-feira, 24, a criação de uma comissão especial para analisar a PEC 221/19, que propõe a redução da jornada de trabalho no Brasil. A proposta já teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, 22, etapa que verifica apenas a conformidade com a Constituição. A análise do conteúdo ficará a cargo do novo colegiado.
A comissão será formada por 37 titulares e o mesmo número de suplentes, com prazo de até 40 sessões para apresentar parecer. Os integrantes vão avaliar duas propostas. A primeira, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, com transição ao longo de dez anos. A segunda, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propõe uma semana de quatro dias de trabalho, também limitada a 36 horas.
Na prática, ambas as iniciativas eliminam o modelo de seis dias de trabalho seguidos por um de descanso. Caso avancem na comissão, ainda precisarão ser votadas no plenário da Câmara.
As propostas ganharam impulso com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que defende mudanças na jornada para melhorar a qualidade de vida. A admissibilidade foi aprovada por unanimidade em votação simbólica.
Para aprovação final, a PEC precisa do apoio de três quintos dos deputados, o equivalente a 308 votos, em dois turnos.
Paralelamente, o governo federal encaminhou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei com urgência constitucional que também propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Nesse caso, o texto deve ser votado em até 45 dias, sob risco de travar a pauta do plenário.
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (24) com queda de 0,33%, aos 190.745 pontos, acumulando recuo de 2,55% nas quatro sessões da semana e registrando o segundo desempenho semanal negativo consecutivo. Na mínima do dia, o índice chegou a romper o nível dos 190 mil pontos, refletindo o ambiente de incerteza no cenário externo. No câmbio, […]
Em uma sessão marcada pelo ritmo mais lento na véspera do Dia de Tiradentes, o Ibovespa conseguiu recuperação moderada nesta segunda-feira (20), avançando 0,20%, aos 196.132 pontos, após três quedas consecutivas. O movimento refletiu um alívio pontual, apesar do ambiente externo ainda pressionado. No câmbio, o real voltou a se valorizar frente ao dólar, que […]
O Ibovespa interrompeu perdas ao longo do pregão e fechou em alta nesta terça-feira (7), aos 188.258,91 pontos, após virar nos leilões finais. O avanço foi de 0,05%, equivalente a 96,94 pontos, marcando a sexta alta consecutiva — ainda que com ganhos modestos nas últimas sessões. No câmbio, o real perdeu força diante do ambiente […]
A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 7, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.
O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.
As estimativas do mercado para esta leitura variavam de US$ 5,9 bilhões a US$ 8,5 bilhões.
Em março, as exportações registraram alta de 10% na comparação com o mesmo mês de 2025, com crescimento de 1,1% em Agropecuária, que somou US$ 8,256 bilhões; avanço de 36,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,359 bilhões; e, por fim, crescimento de 5,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,822 bilhões.
As importações subiram 20,1% em março ante igual mês de 2025, com queda de 10,2% em Agropecuária, que somou US$ 517 milhões; alta de 24,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,171 bilhão; e expansão de 20,8% em Indústria de Transformação, que totalizou US$ 23,347 bilhões.
Acumulado
De acordo com a Secex, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 14,175 bilhões no ano até março. O valor no primeiro trimestre foi alcançado com exportações de US$ 82,338 bilhões e importações de US$ 68,163 bilhões e é 47,6% maior do que no mesmo período de 2025.
No acumulado de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações registraram alta de 7,1%, com crescimento de 2,4% em Agropecuária, que somou US$ 17,205 bilhões; alta de 22,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 20,816 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 43,864 bilhões.
As importações subiram 1,3% de janeiro a março de 2026 ante o mesmo período de 2025, com queda de 19,9% em Agropecuária, que somou US$ 1,379 bilhão; queda de 7,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,772 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 63,540 bilhões.
A Fresno apresenta seu novo álbum, “Carta de Adeus”, em Porto Alegre no dia 16 de maio, às 20h, no Parque da Redenção. O show promete reunir grandes sucessos da banda, marcados pela nostalgia dos anos 2000, além das canções inéditas do novo trabalho.
Formada por Lucas Silveira (guitarra e vocal), Gustavo Mantovani (guitarra) e Thiago Guerra (bateria), a Fresno soma 27 anos de trajetória. Após o sucesso da turnê Eu Nunca Fui Embora (2024), a banda retorna à cidade onde foi formada para apresentar ao público seu novo projeto.
De acordo com Lucas Silveira, esta nova fase parte de um questionamento central: até quantas mãos é possível construir um projeto artístico e musical?
“Com a tecnologia, hoje em dia, isso pode ser feito inclusive sem a participação direta de pessoas. Mas o que nos levou a sermos quem somos, além da nossa amizade, é justamente a união de pessoas criativas ao nosso redor, que contribuem com nossas criações. Queremos valorizar e dar voz também a esses colaboradores”, explica o músico.
O retorno ao Parque da Redenção também carrega um significado especial: a Fresno pretende reviver a energia de um show histórico realizado no local em 2007. “Aquele momento marcou muitas das crenças que levamos adiante e influenciou diretamente trabalhos posteriores. Voltar ao parque, depois de tantos anos, com um show gratuito para um público tão fiel, é muito significativo para nós”, destaca a banda.
A apresentação integra a programação da Semana S, realizada pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP na capital. Além da apresentação musical, a semana oferece uma programação gratuita e diversificada, com atividades nas áreas de cultura, educação, saúde, lazer e serviços à comunidade, ocupando o Parque Farroupilha com experiências abertas ao público.
O vereador bolsonarista Adrilles Jorge. Foto: Reprodução
A aprovação do Projeto de Lei (PL) que visa criminalizar o discurso de ódio contra mulheres, conhecido como “PL da Misoginia”, no Senado, provocou reações histéricas de políticos de direita. Um desses casos aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo, onde o vereador bolsonarista Adrilles Jorge (União) usou o plenário para promover um espetáculo de misoginia e transfobia, em protesto contra a aprovação do projeto.
Durante a sessão, Adrilles Jorge, indignado com o avanço do projeto no Senado, fez uma performance polêmica. O vereador copiou uma ação do deputado Nikolas Ferreira e colocou uma peruca, em uma tentativa de atacar o “PL da misoginia” de maneira provocativa.
Ele afirmou que a lei, por não definir claramente o que é uma mulher, permitiria que qualquer homem se julgasse mulher e, consequentemente, promova discurso de ódio contra as mulheres.
“Eu posso me julgar mulher porque a lei é tão esdrúxula, que ela não define o que é uma mulher, então, eu, enquanto homem, posso contestar as senhoras, eu posso agredir verbalmente as senhoras, porque aos homens […] as mulheres se colocam como vítimas preferenciais […] essa lei não resolve nada […] então, eu, como mulher, agora como Geórgia, posso falar como mulher porque a lei me permite assim”, disse o vereador durante a sessão.
TRANSFOBIA NA CÂMARA DE SP!
O vereador Adrilles Jorge, em mais um episódio de desrespeito, reproduz o mesmo comportamento de Nikolas Ferreira ao usar uma peruca no plenário para ridicularizar pessoas trans.
Enquanto isso, o PL da Misoginia continua a tramitar na Câmara dos Deputados, onde será discutido por parlamentares e, se aprovado, seguirá para a sanção do presidente Lula. A proposta aprovada no Senado no dia 25 de abril define a misoginia como crime, equiparando-a ao racismo na legislação brasileira.
A medida visa punir comportamentos que manifestem ódio ou aversão às mulheres, fundamentados na crença da supremacia masculina. A nova lei inclui manifestações verbais, como injúrias e discursos de ódio, bem como ofensas que atentem contra a dignidade feminina.
Isso inclui também as agressões no ambiente digital, como em redes sociais e fóruns, onde muitos discursos misóginos têm sido proliferados. O projeto prevê penas de prisão que variam de dois a cinco anos, além de multas, para os envolvidos em práticas misóginas.
Em casos de incitação ou indução à misoginia, as penas podem ser de um a três anos, com a mesma penalidade de multa. A medida é vista como um avanço no combate a atitudes discriminatórias contra as mulheres, especialmente no cenário atual, onde os ataques à dignidade feminina têm aumentado na sociedade, principalmente pela internet.
Embora o projeto tenha sido aprovado por unanimidade no Senado, com 67 votos favoráveis, a reação de políticos de extrema-direita tem sido polarizada. O ato de Adrilles Jorge é apenas um exemplo das tentativas de impedir a implementação da proposta, com alegações de que a lei poderia ser mal interpretada ou abrir brechas para abusos.
O “PL da Misoginia” foi apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e teve a relatoria de Soraya Thronicke (Podemos-MS), que destacou a importância da medida no enfrentamento de discursos de ódio. A senadora afirmou que a proposta visa combater não apenas agressões físicas, mas também discursos misóginos que têm ganhado força nas redes sociais.
Thronicke defendeu que o projeto é essencial para coibir a propagação de ideias que sustentam a superioridade masculina, especialmente em tempos de crescente radicalização política e social. “O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, crescente e ceifa vidas todos os dias”, afirmou ao defender o projeto.
A nova pesquisa Atlas deve ser lida com a serenidade que o momento político exige — e, sobretudo, com atenção aos seus recortes internos. O dado mais chamativo, a desaprovação de 54% ao presidente, ganha contornos mais claros quando se observa a composição desse número.
Entre os eleitores de Bolsonaro, a rejeição a Lula é praticamente unânime (98,5%), o que pouco acrescenta em termos analíticos: trata-se de um eleitorado já consolidado na oposição. O mesmo padrão, ainda que menos intenso, aparece entre os que votaram em branco (76,5%) e entre os que não votaram (81,8%). Ou seja, a desaprovação cresce justamente nos segmentos menos engajados ou mais voláteis — um sinal mais relevante do que a simples rejeição entre adversários históricos.
Na avaliação do governo, o desenho se repete com pequenas variações. Entre os bolsonaristas, 94,5% classificam a gestão como péssima — novamente, um dado esperado. Já entre brancos (69,6%) e abstencionistas (68%), a crítica permanece alta, indicando que o governo enfrenta dificuldades para conquistar ou reter apoio fora de sua base tradicional.
Quando se passa à intenção de voto para o primeiro turno, o padrão de polarização se mantém. Flávio Bolsonaro herda de forma expressiva o eleitorado do pai (80,7%), mas mostra fragilidade fora desse núcleo: tem desempenho baixo entre votos brancos (13,9%) e recuperação apenas parcial entre os que não votaram (30,2%). É, portanto, um candidato competitivo dentro da bolha bolsonarista, mas ainda limitado na expansão.
O cenário que se desenha, por ora, é de repetição de 2022. Lula, como incumbente, carrega a vantagem estrutural da máquina e da visibilidade, mas enfrenta o desgaste acumulado de um ciclo longo do PT no poder — uma espécie de “fadiga de material”. Já o herdeiro político de Bolsonaro tem no sobrenome tanto um ativo quanto um passivo: mobiliza sua base, mas encontra resistência fora dela.
Nesse contexto, a eleição de 2026 tende a ser decidida menos pela conversão de adversários e mais pela capacidade de mobilização. Em teoria, o fator decisivo continua sendo o mesmo desde 2002: ativar o contingente de eleitores que se abstêm, votam em branco ou anulam. Quem conseguir engajar esse grupo pode abrir uma vantagem relevante.
Michelle Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Foto: reprodução
O avanço das investigações sobre o Banco Master no Distrito Federal e a nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocaram uma mudança no comando do bolsonarismo. Com o desgaste do entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a perda do principal eixo de articulação da direita local, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas decisões políticas, interferindo diretamente na definição de candidaturas para 2026.
O movimento, de acordo com informações do Globo, a colocou em rota de colisão com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até então conduzia a estratégia nacional do grupo no posto de pré-candidato à Presidência.
A crise foi agravada pelas revelações envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões do governo do DF, especialmente no caso do BRB. O cenário piorou após a divulgação de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à Reag, investigada pela Polícia Federal.
Em resposta, o Partido Liberal protocolou pedido de CPI na Câmara Legislativa, rompendo na prática com o governador, que era aliado e articulava candidatura ao Senado.
Sem Ibaneis como referência política, parlamentares passaram a buscar Michelle diretamente, consolidando seu protagonismo. Ela passou a dialogar com pré-candidatos e a influenciar decisões eleitorais, enquanto Flávio mantinha a articulação nacional focada em alianças mais amplas.
No DF, a divergência ficou evidente: Michelle defendeu uma chapa ao Senado com seu nome e o da deputada Bia Kicis, além de apoiar Celina Leão ao governo local. “A Michelle se manifestou publicamente já várias vezes, desde o meu pré-lançamento no dia 11 de novembro, como pelas redes sociais dela várias vezes. Vamos ter agendas em breve, depois da internação do ex-presidente”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
Já aliados de Flávio passaram a defender o nome do senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa de centro-direita. A proposta foi rejeitada por aliados de Michelle.
“Até agora nada apareceu diretamente ligado a ela e acho que ela tem chances reais de ser eleita. Izalci é muito preparado, bom parlamentar, mas Celina é a melhor opção. Celina já passou pelo Executivo antes. Celina será nossa governadora”, disse a ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: AFP
O protagonismo de Michelle foi reforçado por uma carta de Jair Bolsonaro, na qual ele pediu que aliados parassem de pressioná-la e indicou que ela deveria assumir papel mais ativo. A possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente também é vista como fator que pode ampliar ainda mais sua influência política.
Enquanto Michelle passou a atuar diretamente na articulação política e no entorno pessoal de Bolsonaro, controlando agendas e acesso, Flávio manteve interlocução institucional e chegou a se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da situação do pai. Michelle, por sua vez, acionou aliados como Tarcísio de Freitas para reforçar o pleito.
O conflito também se espalhou para outros estados. No Ceará, Flávio tentou viabilizar aliança com Ciro Gomes (PSDB-CE), enquanto Michelle se posicionou contra o acordo, alinhada a nomes mais conservadores. Em Minas Gerais e São Paulo, divergências sobre alianças e composição de chapas reforçam a disputa interna.
Apesar do cenário de tensão, o discurso público ainda é de unidade. “Quando o presidente Bolsonaro fez a escolha, automaticamente teve outra pessoa que preferia ter outra escolha. Mas como a gente tem um líder, a gente tem que seguir o líder. E daí já está tudo resolvido, 100% dos apoiadores do presidente Bolsonaro estão com o Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
Quando passei pela sala e vi rapidamente a tela da TV, me pareceu um programa de algum culto pentecostal que resolveu fazer o seu jornalzinho rápido para atacar o Lula. Mandaram alguém pegar uma cartolina cor da pele, colar algumas fotos e fazer linhas associando alhos com bugalhos, pão de queijo com fuzil, brincadeira de criança com tornozeleira eletrônica.
No meio, a foto com cara de rico de Vorcaro, bem debaixo dele a estrela do PT, como se ele fosse um petista, acima deles Lula, como se fosse o chefe de tudo. Numa órbita bem distante do centro, estavam Ciro Nogueira, Nikolas Ferreira, Antonio Rueda, João Doria, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Acredito que a editoria que mandou fazer essa cartolina esqueceu vários nomes principais dessa história. Por exemplo, Roberto Campos Neto, o ex-presidente do Banco Central, foi na época dele que tudo começou; Tarcísio de Freitas, que recebeu 2 milhões de reais de Vorcaro; Jair Bolsonaro, que recebeu 3 milhões de reais de Vorcaro; Ibaneis Rocha, governador de Brasília, que quis comprar o Banco Master através do Banco de Brasília para salvar Vorcaro; Claudio Castro, governador do Rio, que investiu bilhões do fundo de previdência dos funcionários públicos do Rio em papéis podres do Master.
Talvez se isso tivesse sido exibido por uma TV rodoviária de alguma cidade pequena do interior, seria uma grande mentira, mas não um grande problema. Ser exibido pela emissora que um dia teve orgulho de dizer que tinha um padrão de qualidade é jogar na nossa cara, telespectadores, a falta de respeito que têm por nós. Esse episódio aceita vários nomes, menos o de jornalismo.
Dia da vergonha na Gnews. Os tios dos churrascos e as tias do zap também sabem fazer jornalismo desse jeito.
Daniel Vorcaro em entrada na prisão. Foto: reprodução
A delação premiada, regulamentada pela Lei das Organizações Criminosas em 2013, é um instrumento legal utilizado para avançar investigações criminais no Brasil. Seu objetivo principal é a cooperação do delator com as autoridades, revelando a estrutura das organizações criminosas e ajudando a identificar os envolvidos nos crimes. Com informações do Globo.
A colaboração é feita de forma voluntária, com a assistência de um advogado, e o delator pode obter benefícios como redução de pena ou cumprimento de prisão domiciliar, dependendo da eficácia de suas informações. As informações são do Jornal Nacional.
A etapa inicial da delação é marcada pela assinatura de um termo de confidencialidade, como ocorreu com o banqueiro Daniel Vorcaro. Este termo impõe sigilo sobre o conteúdo da delação, garantindo que as informações não sejam usadas contra o delator, caso o acordo não seja formalizado. O colaborador deve manter reserva absoluta e não se comunicar publicamente, conforme esclarece o professor Gustavo Sampaio: “Se o colaborador aceita esse termo, ele deve, portanto, manter reserva absoluta de todas as informações.”
Após a assinatura, o colaborador faz os primeiros depoimentos, fornecendo informações às autoridades para que novas provas possam ser obtidas. De acordo com a professora Luísa Ferreira, a delação é um “negócio jurídico”, que exige negociação entre as partes, e uma vez aceita, o delator começa a revelar o que sabe.
Daniel Vorcaro chegando na Superintendência da Polícia Federal. Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles
Essas informações são fundamentais para a continuidade das investigações e para a produção de provas adicionais, conforme enfatiza o professor Gustavo Sampaio: “O colaborador poderá dar boas indicações ao aparato de investigação que, a partir dessas indicações, poderá chegar à produção de novas provas.”
Os acordos de delação premiada são conduzidos exclusivamente pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal, que são responsáveis por interrogar o delator e coletar documentos para complementar as investigações. O juiz é quem decide se a delação será homologada e qual o tamanho do benefício a ser concedido ao colaborador, levando em consideração a relevância das informações prestadas.
A delação premiada não é uma simples confissão, mas uma ferramenta crucial para a obtenção de provas. A professora Luísa Ferreira alerta que a delação “não pode ser utilizada nem para prender uma pessoa, nem para o oferecimento de denúncia”, sendo essencial que as autoridades tratem essas informações com cautela. Apenas com a homologação judicial e a produção de novas provas é que o acordo poderá gerar efeitos concretos.
Na tarde de sexta-feira (20), a GloboNews exibiu um PowerPoint “explicativo” sobre o escândalo do Banco Master que causa espanto pela distorção dos fatos.
A apresentação, que tinha como figura central o banqueiro Daniel Vorcaro, tentou ligar o caso a figuras da esquerda e do governo, como Lula, Guido Mantega e o “PT da Bahia”, ignorando completamente os nomes de figuras chave que têm conexões diretas com o escândalo, como Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ciro Nogeira, Roberro Campos Neto, e outros nomes do centrão.
O PowerPoint da GloboNews omitiu o PL, o maior envolvido no escândalo, e deixou de mencionar figuras como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros aliados do governo que receberam recursos de Fabiano Zettel, operador financeiro de Vorcaro.
Já o nome de Ciro Nogueira (PP-PI), um dos senadores mais próximos de Vorcaro, foi colocado na apresentação de maneira distorcida, sem mencionar seu partido e sua conhecida ligação com o banqueiro. Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, foi incluído como “próximo” de Vorcaro, enquanto Roberto Campos Neto, seu antecessor e aliado de Bolsonaro, foi completamente ignorado.
O PowerPoint verdadeiro deveria ter incluído a própria Globo e seu envolvimento no escândalo. Daniel Vorcaro, que patrocinou um evento da Globo em Nova York e foi o principal orador, chamou figuras da emissora de “amigos”, incluindo o organizador Fred Kachar.
Esse vínculo crucial entre a Globo e o banqueiro foi convenientemente omitido da apresentação, evidentimente. A Globo, mais uma vez, reedita o lavajatismo de forma grotesca, distorcendo os fatos e manipulando a narrativa.
A emissora repete a estratégia de desviar a atenção e manipular a opinião pública. A tentativa de responsabilizar Lula e o PT pelo caso, enquanto apaga o próprio envolvimento da Globo e seus aliados, é um exemplo claro de como a mídia corporativa distorce informações para proteger seus próprios interesses e aliados políticos.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o pagamento do 13º salário para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS em 2026. O decreto foi publicado na quinta-feira (19) em edição extra do Diário Oficial da União e prevê o repasse do abono anual em duas parcelas, com impacto direto na renda de milhões de brasileiros e na economia do país.
A medida contempla segurados e dependentes que receberam, ao longo do ano, benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão. Ao todo, cerca de 35,2 milhões de benefícios terão o 13º antecipado, conforme o Decreto nº 12.884.
O pagamento será feito em duas etapas. A primeira parcela, equivalente a 50% do valor do benefício, será depositada junto ao pagamento de abril, entre os dias 24 de abril e 8 de maio. Já a segunda parcela, correspondente ao restante do abono, será paga entre 25 de maio e 8 de junho. O calendário segue o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.
De acordo com o Ministério da Previdência Social, a antecipação vai injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia brasileira, sendo aproximadamente R$ 39 bilhões em cada parcela. O objetivo, segundo a pasta, é reforçar a renda dos beneficiários e estimular o consumo nos municípios.
Aplicativo do INSS. Foto: reprodução
O decreto também estabelece regras para casos em que o benefício seja encerrado antes do fim do ano. Nessa hipótese, o valor do 13º será calculado proporcionalmente ao período em que o segurado recebeu o benefício. O texto ainda prevê ajuste de contas caso haja diferença entre o valor antecipado e o efetivamente devido.
Dados da folha de pagamento indicam que a maioria dos beneficiários do INSS recebe até um salário mínimo. São cerca de 23,3 milhões de benefícios nessa faixa, o que representa 66,2% do total. Outros 11,9 milhões recebem acima do piso nacional, incluindo cerca de 13,7 mil que atingem o teto da Previdência, atualmente em R$ 8.475,55.
Por outro lado, nem todos os beneficiários terão direito ao 13º. Ficam de fora os que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, além dos beneficiários de Renda Mensal Vitalícia.
Tradicionalmente pago no segundo semestre, entre agosto e novembro, o abono anual foi antecipado neste ano como medida excepcional. A iniciativa alcança todos os estados e deve ter efeito relevante na economia local, especialmente em cidades que dependem fortemente da renda previdenciária.
Gilmar Mendes, ministro do STF. Foto: Andressa Anholete/STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve proferir nesta sexta-feira (20) o último voto no julgamento da Segunda Turma que analisa a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, decretada no último dia 4 de março. A sessão ocorre em plenário virtual e está prevista para ser concluída ainda hoje, consolidando a tendência já formada na Corte.
Com o voto do decano, o placar deve ser fechado em 4 a 0 pela manutenção da prisão de Vorcaro. Os ministros André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques já haviam se manifestado pela continuidade da detenção. Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento. Apesar de acompanhar o resultado, Gilmar Mendes deve apresentar fundamentação distinta dos colegas.
Segundo o Globo, o ministro entende que a permanência de Vorcaro em penitenciária federal exigiria justificativas específicas, como necessidade de isolamento em regime especial ou proteção à integridade física do preso, o que, na avaliação dele, não se aplica ao caso. Ainda assim, a divergência não altera a tendência de manutenção da prisão.
Na noite de quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, no Setor Policial Sul da capital federal. A mudança foi autorizada por André Mendonça após pedido da defesa, que sinalizou a intenção do banqueiro de colaborar com as investigações por meio de um possível acordo de delação premiada.
Daniel Vorcaro chegando na Superintendência da Polícia Federal. Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles
A transferência ocorre em meio a negociações para colaboração e também sob pressão política, especialmente de setores do Centrão, diante do potencial de revelações envolvendo diferentes atores. Vorcaro é apontado como líder de uma organização criminosa que teria um “braço armado” voltado à intimidação de adversários.
Em seu voto, Mendonça afirmou que a Polícia Federal identificou ameaças concretas ligadas ao grupo. Segundo o ministro, há indícios de que essa estrutura criminosa ainda está ativa e conta com integrantes em liberdade. “Portanto, a organização ainda se apresenta como uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta”, disse.
O relator também rejeitou os argumentos da defesa e destacou que não há sinais de interrupção das atividades ilícitas. “Nesse cenário, não se identifica qualquer indício de que as atividades ilícitas praticadas pela organização criminosa teriam cessado até o momento em que prolatada a decisão ora submetida a referendo. Bem ao contrário, do que já se conseguiu verificar, os elementos informativos apontam na direção oposta, ou seja, na permanência das atividades pelo grupo criminoso”, afirmou.
Ao decretar a prisão, Mendonça já havia apontado que os crimes investigados envolvem “valores bilionários” e representam risco ao sistema financeiro nacional, além de tentativas de obtenção de informações sigilosas e monitoramento de autoridades. “Existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações”, completou.
De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro mantinha uma estrutura paralela chamada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de dados e à coerção de críticos. Os investigadores classificam os envolvidos como “profissionais do crime”. O caso segue em andamento, com desdobramentos que podem impactar o cenário político e institucional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que a oposição tenta “empurrar” o escândalo do Banco Master para o Partido dos Trabalhadores, mas atribuiu a origem do caso ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A declaração foi feita em São Bernardo do Campo, durante evento que oficializou a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.
Ao comentar o cenário político, Lula criticou o nível dos debates e disse que há uma “promiscuidade generalizada” na política brasileira. O presidente citou tanto o caso do Banco Master quanto irregularidades no INSS como exemplos e defendeu que o governo atual foi responsável por revelar problemas.
“Quem descobriu toda a roubalheira na Previdência Social foi o nosso governo, foi a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF). Eu era favorável a que o PT abrisse uma CPI. Mas aí eu pensava que o partido que está no governo não deveria abrir a CPI. Eles [oposição] abriram. Em vez de a gente estar indo para cima deles, eles estão indo para cima de nós, tá? (24:07) Então, é importante saber que, quando na política a gente vacila, a gente paga um preço muito alto. Esse Banco Master, vira e mexe, eles estão tentando empurrar nas costas do PT e do governo. Esse Banco Master é obra, é o ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central”, afirmou.
Lula também relembrou que a transferência do Banco Master para o controle de Daniel Vorcaro foi autorizada em 2019, durante a gestão de Campos Neto no Banco Central. Segundo o presidente, é preciso atenção para evitar que a oposição associe o governo atual ao escândalo. Ele defendeu ainda uma postura mais firme da bancada petista diante das críticas.
“A bancada do PT tem que ter coragem de denunciar. A gente não pode se calar, temos que abrir a boca e ir para o enfrentamento. Não tem aquele negócio de Lulinha paz e amor. Também não quero ser o Lulinha paz e ódio. Eu quero ser Lulinha paz e amor, mas com amor mais duro, mais responsável, para não deixar nego [sic] colocar uma cagada no nosso pescoço”.
O evento também marcou a oficialização da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista. O anúncio foi feito por dirigentes do PT e contou com a presença de ministros do governo. “O Fernando é o objetivo da nossa vinda aqui no sindicato, por conta da missão que ele vai assumir no nosso projeto aqui para frente (em São Paulo)”, afirmou Edinho Silva.
Mais cedo, Haddad já havia comunicado sua saída do Ministério da Fazenda. “Hoje pra mim é um dia especial, um dia que estou deixando o Ministério da Fazenda”, declarou. Lula confirmou que o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assumirá o comando do ministério a partir desta sexta-feira (20).
Integrantes do governo federal avaliam a possibilidade de o banqueiro Daniel Vorcaro firmar um acordo de delação premiada no caso Banco Master e envolver nomes do Executivo. Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consideram que o empresário pode adotar uma estratégia agressiva, já que, na visão de interlocutores, ele não teria mais nada a perder e poderia ampliar o alcance político das investigações, ampliando ao máximo o número de investigados.
Vorcaro foi transferido na última quinta-feira (19) de um presídio federal no Distrito Federal para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A mudança ocorreu após a assinatura de um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), etapa inicial para um possível acordo de colaboração premiada. De acordo com informações do Globo, a movimentação elevou o estado de alerta dentro do governo, que monitora os desdobramentos do caso.
Auxiliares do Planalto também questionam a necessidade de uma eventual delação. Segundo esse grupo, a Polícia Federal já possui acesso a dados bancários e conteúdos de aparelhos celulares do banqueiro, o que, na avaliação interna, seria suficiente para sustentar as investigações sem depender do depoimento do próprio investigado.
Desse modo, o olhar da PF ficaria sobre os políticos do centrão e da direita, como, por exemplo, os presidentes do PP, Ciro Nogueira, do União Brasil, Antônio Rueda, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que tinha o contato salvo no celular de Vorcaro e usou um avião do banqueiro em diversas oportunidades. Nas redes sociais, apoiadores chegaram a apelidar o caso de “Bolsomaster”.
Nikolas Ferreira durante viagem em avião de Vorcaro. Foto: reprodução
No caso de Ciro Nogueira, documentos obtidos pela imprensa mostram que o senador aparece em mensagens atribuídas a Vorcaro como “um dos meus grandes amigos de vida”. Os registros também indicam encontros entre os dois e citam uma reunião na casa do banqueiro com a participação de Hugo Motta.
Antônio Rueda, presidente do União Brasil, também aparece em documentos ligados à apuração. Um e-mail incluído na quebra de sigilo de Vorcaro registra a reserva de um voo de helicóptero com o nome de “Antonio Rueda e 07 convidados”, em deslocamento entre Interlagos e Congonhas.
Já Nikolas Ferreira entrou no radar por causa do uso de uma aeronave ligada a Vorcaro durante a campanha do segundo turno de 2022. Segundo reportagens sobre o conteúdo dos registros apreendidos, o deputado do PL utilizou o avião em deslocamentos de apoio à campanha de Jair Bolsonaro, passando por capitais do Nordeste e cidades do interior de Minas Gerais.
Alckmin e Lula em evento na UFABC nesta quinta. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que a vaga de vice em sua chapa está “aberta” ao atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), mas indicou que o aliado pode avaliar uma candidatura ao Senado por São Paulo. A declaração foi feita durante evento que marcou a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.
Ao comentar o futuro político de seu companheiro de chapa em 2022, Lula revelou conversas recentes e destacou a relação de confiança entre os dois. “Conversei com o Alckmin essa semana. ‘O que você quer ser?’ Pedi para ele conversar com o Haddad. Ficarei imensamente feliz em ter ele como vice outra vez. É um companheiro que aprendi a gostar, é de muita lealdade, só me ajuda. Mas tem que conversar com o Haddad para saber onde a gente pode colher mais frutos dele. Se ser candidato ao Senado não ajuda mais. Eles não têm senador para disputar conosco”.
Lula reforçou que a definição dependerá de articulações políticas em São Paulo, especialmente com Haddad. “Se ele for meu vice, estou tranquilo, mas o Haddad precisa de uma chapa para ganhar. E eles não tem candidato para ganhar da gente. Não sei se o Geraldo vai ser candidato ao Senado. A vaga de vice está aberta para ele”, afirmou.
No mesmo evento, Alckmin sinalizou apoio à candidatura de Haddad e prometeu participação ativa na campanha. “Escrevam aí: o Haddad vai ganhar essa eleição. E conte conosco, Haddad, pra gente percorrer a geografia de São Paulo, desde o litoral até as barrancas do Rio Paraná; desde o Rio Grande até o Rio Paranapiacaba. Ouvindo o povo, as críticas , sugestões, propostas, porque o Haddad vai apresentar a melhor plataforma, o melhor programa pra gente sair dessa inércia de São Paulo para um grande projeto de desenvolvimento, humanista, com alma, com sentimento, em benefício da nossa população”.
Fernando Haddad, por sua vez, confirmou a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes e afastou a ideia de que disputaria apenas para cumprir papel político. “Quando vejo dizerem que o Haddad está indo para o sacrifício, é porque essa pessoa nunca tomou um chope comigo”, afirmou. Em seguida, completou: “Eu disputo a eleição para ganhar”.
Tarcísio de Freitas e Alexandre de Moraes. Foto: reprodução
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (19) para reuniões com cinco ministros da Corte, incluindo o presidente Edson Fachin e o vice-presidente Alexandre de Moraes. Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador levou à Corte um pedido para que o antigo mandatário passe a cumprir pena em prisão domiciliar, em meio ao agravamento de seu quadro de saúde.
Segundo o Globo, interlocutores afirmaram que Moraes foi o único ministro com quem Tarcísio tratou diretamente da possibilidade de mudança de regime.
Essa não foi a primeira articulação nesse sentido. Em visita anterior ao STF, o governador já havia feito uma ofensiva semelhante. Na última terça-feira (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL) também se reuniu com Moraes e apresentou pedido para que o pai deixe a prisão e cumpra pena em casa.
De acordo com relatos feitos ao Globo, Tarcísio argumentou sobre as condições de saúde de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecido como Papudinha.
Bolsonaro no DF Star em foto publicada por Carluxo. Foto: reprodução
No entanto, ele foi internado no dia 13 de março no hospital DFStar após diagnóstico de pneumonia bacteriana, chegando a ser encaminhado para uma UTI.
A defesa de Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar, alegando necessidade de cuidados médicos contínuos. Segundo a petição, relatórios indicam histórico de doenças respiratórias, apneia do sono e outras comorbidades que exigiriam monitoramento constante e resposta rápida em caso de intercorrências clínicas.
Nos bastidores do STF, ministros avaliam que a eventual concessão de prisão domiciliar pode funcionar como uma forma de proteção institucional da própria Corte, diante do agravamento do estado de saúde do ex-presidente e dos possíveis impactos políticos da decisão.
Integrantes do governo federal e do PT também consideram, sob reserva, que a piora clínica pode justificar a transferência para o regime domiciliar.
Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Sérgio Lima/Poder360
Os jornalões estão limpando a barra de Flávio Bolsonaro, como admitiu até a ombudsman da Folha, e daqui a pouco irão tratá-lo de forma carinhosa. Mesmo que diminutivos geralmente sejam problemáticos para políticos, ele pode virar um Flavinho sem sobrenome.
Flávio precisa, na repaginada, de mudanças que suavizem seu perfil. Como sugeriu a colunista Raquel Landim, em fevereiro, na capa do Estadão: “E se Flávio Bolsonaro tivesse um Paulo Guedes de saias?”
Os Bolsonaros são a expressão da brutalização da política brasileira. É preciso torná-los mais femininos. Raquel imagina uma mulher mandando na Fazenda e oferece a ideia de graça para o filho ungido.
Vários colunistas liberais, entre os quais Joel Pinheiro da Fonseca, Demétrio Magnoli e Elio Gaspari, têm certeza de que o filho não é igual ao pai.
É preciso livrá-lo dos estigmas e apresentar, não a perna cabeluda, mas a coxa depilada do fascismo. A surpreendente exceção é Merval Pereira, que já prevê com a ascensão de Flávio uma nova tentativa de golpe.
Qualquer um desses liberais colaboracionistas pode acrescentar sugestões liberalizantes a Flávio, incluindo uma pessoa trans na Casa Civil, um carnavalesco na cultura e um negro de esquerda nos direitos humanos.
Podem contribuir para o que Alexandra Moraes, a ombudsman da Folha, denunciou no próprio jornal, no domingo, com o alerta de que o sobrenome Bolsonaro está desparecendo dos títulos das notícias.
Alexandra nos indica que a Folha pode estar na dianteira de um plano para que daqui a pouco Flávio seja o Flavinho. Mudam a roupa, vendem a imagem de moderado e chamam mulheres para perto. Porque a maioria do eleitorado feminino o rejeita.
Suavizar o perfil de Flávio é hoje tarefa muito mais entregue às corporações de mídia do que aos marqueteiros da extrema direita. Folha, Globo e Estadão se encarregam da harmonização. O novo bolsonarismo é humanizado por fora, porque por dentro é complicado.
Manchete de Raquel Landim no Estadão. Foto: Reprodução
Um sujeito com o carisma de um brócolis começa a se apresentar como negociador que conversa com todo mundo, como dançarino de palco, que se revelou performático em comício em Rondônia, e como figura de projeção internacional que já fez várias viagens curtas e longas.
Flávio Bolsonaro precisa ser assimilado como o sapo a ser engolido pelos jornalões e pela velha direita. Mas precisa fazer concessões que o tornem uma figura menos bruta e por isso também menos associada à imagem e semelhança do grande chefão preso.
A retirada do sobrenome tem, além de fazer a faxina, a pretensão de testar um nome que se basta sozinho. Flávio será tratado como um Fernando Henrique, que no fim virou FH ou FHC.
Não podemos duvidar que também ele vire uma sigla e que as próximas manchetes o tratem como FB, como tratavam ACM e um dia trataram JK. Flávio Bolsonaro é um homem em reconstrução, em que tudo que já usava só vale para o seu eleitorado raiz.
O resto da direita à la Valdemar Victor Frankstein Costa Neto merece uma criatura com bons modos à mesa, mesmo que sua estrutura, sua essência e sua alma continuem sendo tudo o que carrega do DNA do pai.
Jair Bolsonaro recebendo atendimento médico. Crédito: X de Carlos Bolsonaro
O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (16) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue com quadro de saúde “muito delicado” durante internação no Hospital DF Star, em Brasília. Em publicação nas redes sociais, ele relatou que Bolsonaro foi transferido para uma unidade semi-intensiva, mas ainda apresenta sintomas associados à broncopneumonia bacteriana.
No texto, postado em suas redes sociais, Carluxo descreveu as condições clínicas do ex-presidente: “Saio do DF Star após visitar o Presidente @jairbolsonaro. Ele foi transferido para uma unidade semi-intensiva, mas sua pneumonia bacteriana persiste, mantendo sua respiração muito debilitada. Isso também tem afetado sua voz, equilíbrio e a condição de seus pulmões, que seguem sob observação permanente.”
O filho também mencionou dificuldades na comunicação e outros sintomas. “Seu estado continua muito delicado e está sendo monitorado constantemente para evitar qualquer nova piora no quadro. Consegui conversar um pouco com ele, mas a dificuldade para falar ainda é grande, assim como os soluços que permanecem. Todo o processo de observação segue sensível e necessário.”
Na mesma publicação, Carlos afirmou que a família segue acompanhando a situação. “Seguimos preocupados, mas tenho certeza de que as boas energias e orações enviadas por todos ajudam e o fazem se sentir mais forte.” Ele também agradeceu manifestações de apoio: “Meu muito obrigado a todos pelo carinho. Amanhã volto para lhe dar um abraço.”
Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13), após passar mal durante a madrugada e ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Exames indicaram maior comprometimento do pulmão esquerdo, e o tratamento foi iniciado com antibióticos intravenosos.
O Ibovespa acompanhou a piora do humor dos mercados globais nesta sexta-feira (13), pressionado pela alta do petróleo, mudanças nas apostas para juros no Brasil e nos Estados Unidos e aumento das tensões geopolíticas. O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,91%, aos 177.653,31 pontos, acumulando perda de 0,95% na semana. No câmbio, o dólar […]
O historiador e professor titular da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, o Chico Teixeira, comentou em entrevista ao DCMTV que militares brasileiros têm discutido nos bastidores a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil.
Segundo ele, esse seria hoje o principal tema de preocupação dentro das Forças Armadas, mais relevante do que a narrativa divulgada por parte da imprensa sobre pressões relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A visita barrada do emissário extremista do governo Trump, Darren Beattie, é muito mais que provocação, diz ele. Beattie é conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil do Departamento de Estado.
Na conversa, Teixeira criticou a alegação de Merval Pereira na GloboNews, segundo o qual Lula estaria sendo alertado por militares sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, e afirmou que a tese de que militares estariam tentando salvar patentes de oficiais condenados não representa o centro do debate dentro da caserna. Ele também falou do Irã e das disputas envolvendo Estados Unidos, China e a política externa brasileira.
O comando militar e a possibilidade de golpe
Eu acho que aí tem pontos para a gente tentar esclarecer. Foi o Merval que trouxe a questão de que os militares estariam aproveitando a situação de relativo enfraquecimento, de crise, no STF, em decorrência do caso Master, para pressionar e salvar patentes daqueles condenados pela tentativa frustrada de golpe do Estado. Então, tudo partiu do Merval. A Andréia Sadi pegou carona e requentou a notícia. Daí, decorrem duas coisas. Primeiro, estão ocorrendo consultas entre a Presidência da República e os militares nesse momento? Houve, de fato, reuniões? Sim, tem havido reuniões, tem havido contatos, tem havido um certo cuidado e pressão. O tema é salvar os militares condenados? Não.
As reuniões e as conversas que têm tido tem sido fundamentalmente, não exclusivamente, sobre outra coisa que está gerando uma situação de apreensão e desconforto muito grande nas Forças Armadas, que é a hipótese cada vez mais concreta de uma intervenção americana. Essa é a questão. A questão do STF entrou subsidiariamente na conversa. Quais são os sinais de uma possível intervenção americana aí? Em primeiro lugar, o relatório feito pela Segurança Nacional americana para a Presidência da República apontando a presença de uma grande empresa chinesa minerando terras raras na Bahia. Em segundo lugar, a presença de uma pretensa base militar chinesa na Paraíba. Em terceiro lugar, a questão de declaração do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais que colocam em risco a segurança dos Estados Unidos. E, portanto, os Estados Unidos teriam todo o direito de agir sem inclusive nenhuma consulta com as autoridades brasileiras.
Em quarto lugar, a chegada das tropas americanas no Paraguai, inclusive na fronteira, cuidando da questão do narcotráfico. E, por fim, um quinto ponto, um relatório que circula requentado também, muito requentado, na Polícia Federal, apontando a presença de terroristas islâmicos em Foz do Iguaçu. Esse relatório que, vira e volta, ele é retirado e ele foi encomendado claramente pelas autoridades de Israel, do Mossad, à Polícia Federal. Eles têm um monte de convênios e um monte de atos de cooperação, inclusive de treinamento e inteligência. E o Mossad não se conforma da existência dessas 40 mil pessoas de origem palestina existentes na Foz do Iguaçu, alguns deles na lista de procurados por Israel.
Como o governo brasileiro avisou a Israel que não aceitam no território brasileiro o programa de assassinatos de lideranças, que Israel continua colocando em prática, o Brasil avisou que isso não pode ocorrer aqui, então eles devolveram a bola fazendo um relatório a partir de uma comissão composta pela Argentina, Paraguai, Brasil e Estados Unidos. Os Estados Unidos pediram para participar dessa comissão de segurança na fronteira brasileira lá em Foz do Iguaçu. E aí eles responderam dizendo que existe atividade nítida do Hezbollah no Brasil. E isso coloca em risco empresas, pessoas, cidadãos dos Estados Unidos tanto no Brasil quanto no Paraguai e na Argentina.
Também o Milei colocou na gaveta aqueles atentados terroristas feitos contra a AMIA, a Associação Mutualista Israel e Argentina, e contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, acusando o Irã e o Hezbollah de serem os autores e de terem guarida em Foz do Iguaçu. Isso é uma mentira feita pelos grupos de inteligência da Argentina, que são profundamente antissemitas. Os atentados foram feitos por grupos nazistas que se reproduzem na polícia e na segurança argentina. Como o negócio ficou muito quente, eles acusaram o Irã de ser autor desses atentados. O que a gente vê aqui é que a gente está numa situação muito tensa de relações internacionais, onde ficou muito claro que Trump já quer encerrar a guerra no Irã, porque não saiu como ele esperava, e ele quer fazer novamente uma outra guerra onde ele possa aparecer como campeão invicto, e isso seria Cuba.
Mas um grande problema para uma invasão de Cuba, ou uma operação cirúrgica em Cuba, é qual a situação do Brasil. Eles conseguiram o José Antonio Kast, no Chile, o presidente do Paraguai, o Pena, o presidente Milei da Argentina e o Fernandes da Bolívia. Então eles precisam que o Brasil abandone Cuba. Estão fazendo uma pressão imensa sobre o Brasil para que o Brasil aceite a mudança de regime em Cuba, coisa que não é aceitável para nós. Não aceitando, eles desenvolveram então a possibilidade de uma intervenção direta no Brasil. É esse o quadro, essa a grande preocupação. O que foi falado sobre o STF foi de que a crise institucional desenvolvida pelo caso Master ajuda a mostrar para fora, para os americanos, que as instituições brasileiras estão em crise e que é preciso uma intervenção para evitar que o Brasil vire um esconderijo do terrorismo, seja criminoso, narcotraficante, narcoterrorismo, como eles dizem, seja do terrorismo do Hezbollah.
O representante de Trump no Brasil
Esse senhor Darren Beattie é um anticomunista notório, militante, uma das cabeças mais importantes do movimento ultraconservador americano e que não foi à toa que foi nomeado para esse cargo de subsecretário de Estado para a América do Sul, com ênfase em Brasil. Ele é um especialista em Brasil, ele conhece a história do PT, a história do Lula, e não foi à toa que ele foi nomeado para isso. E a primeira coisa que ele quis fazer foi uma visita a Bolsonaro na prisão, onde ele iria receber, evidentemente, o relatório das probabilidades, todas elas fantasiosas de derrubar o governo brasileiro num ano eleitoral.
Então é isso que está acontecendo. Essa proposta trazida pelo Merval é uma tentativa de colocar mais fogo na fogueira, colocar mais combustível aí para dizer que nós estamos paralisados. E vocês vejam que há mais de dez dias não tem nenhum assunto na Rede Globo, a não ser que as instituições estão paralisadas, o Supremo não funciona, a corrupção chegou ao cargo dos ministros, aquela coisa toda, para justificar, então, a intervenção que será uma intervenção militar no Brasil.
Celso Amorim avisou
Há dez dias, o conselheiro de política externa do Brasil, o embaixador Celso Amorim, fez uma declaração numa aula magna na UFRJ, de que a situação era muito perigosa. A imprensa acabou dizendo: “Ah, Celso Amorim tá apavorado, tá não sei o quê”. O embaixador Celso Amorim é um homem extremamente experiente e frio e tranquilo. E, além de tudo, muito gentil também. Quando ele vem a público e diz que a situação é muito grave, é porque ela é. E quando Lula declara para um chefe de estado estrangeiro que foi humilhado pelo Trump, que é o Ramaphosa, da África do Sul, que precisamos de uma proteção coletiva, de uma defesa coletiva, ele não está falando da América Latina nem da América do Sul, ele tá falando do BRICS, no âmbito do BRICS, porque não tem sentido uma defesa comum na África do Sul fora do âmbito do BRICS. Então, nós estamos aqui perante uma escalada muito grande da política intervencionista norte-americana.
EUA querem Cuba, Venezuela, Paraguai e Brasil
Trump declarou que, na verdade, Cuba seria resolvida pelo [Secretário de estado] Marco Rubio, que é cubano e que faz coisas maravilhosas, segundo ele, e que Rubio poderia, inclusive, assumir o governo de Cuba. Esse momento que vivemos hoje não tem precedente. Eu acho que a gente, inclusive, tem que abandonar essa ideia de precedentes e de ressignificação. Têm pessoas falando em Doutrina Trump, tem gente falado em política de terceira bandeira, essa coisa toda. Não, isso é inteiramente novo, é uma etapa diferenciada, como diria a direita, o novo sempre vem e nem sempre é para melhor.
Nesse caso, estamos assistindo uma dinamitação completa da ordem mundial, uma total paralisia da ONU, a substituição da OEA, da ONU, do pan-americanismo, por outras políticas de intervenção direta nesse sentido. Não nos ajuda ficar falando de Doutrina Monroe. Só para você ter uma ideia, a Doutrina Monroe foi formulada em 1823, quando os potências reunidas anteriormente no Congresso de Viena, de 1815, se constituíram numa espécie de polícia internacional para acabar com os regimes independentistas da América Hispânica e da América Portuguesa, foi essa a visão. Além disso, os russos já estavam quase em Los Angeles, já estavam quase chegando em Los Angeles, eles tinham avançado por uma uma tripazinha que desce pelo litoral do Canadá e tinham chegado até Bodega Bay, nas imediações de Los Angeles.
Isso foi antes da guerra civil americana, antes da industrialização dos Estados Unidos, antes de se constituir, classicamente, a política imperialista das potências do capitalismo avançado. Então, comparar essas coisas não fecha nesse sentido. O que a gente vê aqui é o mais alto imperialismo, que é uma etapa muito superior do desenvolvimento capitalista, que não corresponde a 1820, não é isso que funciona nesse sentido.
O que a gente está vendo aqui é um mega, um ultra imperialismo novo, baseado no poder tecnológico das armas, e baseado nos interesses das grandes companhias de alta tecnologia, sejam elas espaciais, aeronáuticas, tecnológicas, cibernéticas, que estão agora formando o núcleo central desse capitalismo ultra desenvolvido, tecnologicamente, nesse sentido. Eu estou falando isso, agora, porque as coisas tendem a ir para trás, em vez de ir para a frente. As pessoas estão falando em Doutrina Donroe, como se fosse um corolário. Não, é outra coisa. Não existiu imperialismo como Lenin, como Rosa Luxemburgo definiram, em 1820. Aquilo era quase mercantilismo, era outra coisa. Agora não, a gente está vendo um ultra imperialismo com muito poder.
Os EUA são um império em decadência?
Eu diria uma coisa também, que talvez contrarie muito os nossos ouvintes. O Panamá expulsou todas as empresas chinesas que estavam lá. O México expulsou os chineses também. A Claudia Sheinbaum fica falando, fazendo aqueles discursos muito bons, mas ela tirou todas as montadoras chinesas que estavam no México. Ela fez o que o Trump pediu. Ela apanhou cidadãos mexicanos, os chefes dos cartéis, e entregou aos Estados Unidos, para serem julgados nos Estados Unidos. Então, tudo que o Trump está pedindo, ela está fazendo, porque ela sabe que a capacidade de intervenção é grande.
A exigência sobre a Groenlândia, tudo isso é uma etapa nova desse ultraimperialismo que a gente está vendo aí. E isso nos diz que aquilo que muitos de nós, à esquerda, falamos, que os Estados Unidos são uma potência em decadência, não é mais do que desejo da gente. Isso não é mapa de uma potência em decadência. Uma potência que pode gastar bilhões em uma semana para atacar o Irã, não é uma potência em decadência. Ah, se isso vai dar certo, é outra coisa. Ninguém adivinha na história. Nem o Trump. Se vai dar certo ou não é outra coisa. Mas a ideia de uma potência em decadência é extremamente perigosa para a gente hoje. Porque pode dar um conforto que é absolutamente irreal.
Quem está ganhado a guerra com o Irã?
Eu tenho a impressão de que a gente pode variar a tática, mas não muda a estratégia. Nós vemos que, na verdade, as críticas ao Trump são poucas, não são abundantes. Eu estava vendo a CNN americana,e uma pesquisa diz que 81% da população de Israel apoia Netanyahu. E 67% da população americana apoia Trump no ataque ao Irã. Não é pouco. Pode ser que tenha pessoas que não apoiam a forma como ele age, a questão Epstein etc. Mas, na guerra do Irã, ele tem maioria. Na guerra do Irã, ele conseguiu construir o Irã como uma potência do mal, nesse sentido. A gente não está vendo, como vimos, por exemplo, na guerra de Iraque, com milhares de pessoas nas ruas, nos Estados Unidos, protestando contra a guerra.
Isso não está acontecendo. Aconteceu quando houve várias políticas, por exemplo, da expulsão de estrangeiros. Na questão do ICE, da expulsão de estrangeiros, ele recuou. Também tem uma coisa aí muito estranha, todo mundo montou nesse slogan, que é um slogan dos democratas americanos, do Partido Democrata, que é que o Trump sempre amarela. Onde que ele amarela? Onde está o Maduro? Onde está o Khamenei? Quer dizer, se eu sou dirigente em Cuba hoje, eu estou olhando o que aconteceu na Venezuela e no Irã, e não acreditando nos liberais americanos que dizem que o Trump sempre amarela.
Nenhuma potência reagirá
China e Índia, no passado, foram à guerra. Foi terrível para que a coisa não escalasse. Temos uma guerra em curso hoje entre Afeganistão e Paquistão que paralisa inteiramente a China. A Índia tinha desenvolvido todo um objetivo de transformar o Afeganistão talibã numa profundidade estratégica dela para enfrentar o Paquistão. Agora ela vai ser atropelada. E o Paquistão está bombardeando Cabul. A situação não é fácil. Também tem um outro errinho aí de análise, penso eu, que é a ideia de que no Alasca houve no encontro do Putin com o Trump uma redivisão do mundo.
O Trump ficaria com as Américas, o Putin ficaria com a Eurásia e a China ficaria com o Sul global e a África. Isso não aconteceu. Quer dizer, o Trump está agindo no Japão, está agindo na Índia, está agindo no Irã, está agindo na Venezuela, vai agir em Cuba. E o que a gente vê claramente é uma política global, ultraimperialista do Trump, no qual ele quer de qualquer maneira colocar em prática uma coisa que os neoconservadores americanos vinham falando desde Bush filho, que é quando os Estados Unidos olharem para trás, eles usam a expressão “no second place”, não há segundo lugar. A potência próxima deles estaria em terceiro, quarto ou quinto lugar. Não haveria mais.
A política deles agora é de que não tenha ninguém, nem aliado, nem inimigo. O segundo e terceiro lugar vão estar vagos. Quem vier vai vir lá atrás,muito mal colocado. Para isso é preciso cercar a China. Quando você ataca Venezuela e Irã, você está assumindo a torneira energética da China. Quando você retira as companhias chinesas do canal do Panamá, você está fechando áreas geopolíticas para a China. Quando você quer ocupar a Groenlândia, você está tentando colocar a mão na passagem do norte e evitar que a China possa utilizar isso a seu contento. Na verdade, a gente vê claramente uma grande luta de grandes potências pela hegemonia mundial. Não pela hegemonia nas Américas, é a hegemonia mundial.
Trump e Lula
Os buracos no poderio militar americano
A indústria de transformação nos Estados Unidos envelheceu, claramente. Durante um longo tempo, se colocou as indústrias fora dos Estados Unidos, no México, em Taiwan, na Coreia do Sul, etc. Em algum momento, as cadeias foram até para dentro da China popular. A indústria de transformação envelheceu. Em compensação, a alta tecnologia, a pesquisa tecnológica foi muito à frente. Desde a internet, a gente só vê por causa da pesquisa tecnológica americana, a internet é uma invenção dos Estados Unidos. Foi Al Gore que transformou de sistema militar em sistema civil. Ordenou e possibilitou isso. Ela é muito avançada. Além disso, a política de tarifas econômicas agora colocada em prática, principalmente o aumento do preço do petróleo, favorecem os Estados Unidos. Os Estados Unidos arrecadaram milhões e milhões com as tarifas. A Suprema Corte derrubou. O que ele fez? Estabeleceu uma nova tarifa igual para todo mundo. Hoje tem uma tarifa para todo mundo, inclusive quem não conhece agora tem. Inclusive à revelia dos acordos que ele tinha feito antes. E isso gera dinheiro.
E os Estados Unidos também são o maior produtor de gás petróleo do mundo. Quando ele briga pelo petróleo no Irã ou na Venezuela, ele não briga pelo petróleo para ele consumir. Ele é autossuficiente no petróleo. Ele briga pelo petróleo por duas razões. Para as empresas americanas terem o monopólio da exploração, do refino e da distribuição e, portanto, ganharem dinheiro vendendo esse petróleo para os outros. E em segundo lugar, para dizer quem pode ter ou não ter petróleo. Em 1940, os Estados Unidos decretaram um bloqueio contra o Japão, não permitiu que o Japão comprasse mais petróleo, minérios, borracha e sucata. Parava a indústria japonesa.
Quando o Japão decide atacar os Estados Unidos, um ataque preventivo, segundo eles, claramente é porque já tinha. Quando você corta o petróleo, o aço, a sucata de um país altamente colonizado como já era o Japão, você está fazendo uma declaração de guerra. Isso é uma declaração de guerra. Não pode. Imagina, nós somos altamente dependentes do trigo. O Brasil não produz trigo que seja necessário para a população, para o consumo da população brasileira. Se os Estados Unidos chegam e dizem assim, olha, bloqueamos o trigo, vocês não podem mais comprar e trigo… Como eles fazem em Cuba, até com remédios. É um ato de guerra, é um ato de agressão. O que nós estamos vendo agora, claramente, é que os Estados Unidos têm interesse pelo petróleo para manter o monopólio das suas empresas e para utilizar isso como arma de guerra contra concorrentes.
Lula com Trump nos EUA
Está se discutindo muito a ida de Lula em abril aos Estados Unidos. Isso parece um erro, um erro, né? Quer dizer, nós não temos nenhum rascunho de declaração, de acordo, de pauta comum, de cinco ou seis ou sete pontos sobre a ordem mundial já acordados nos Estados Unidos, né? Lula iria para a Casa Branca com as mãos vazias, sem saber o que poderia acontecer naquele salão com Marco Rubio de um lado, [o secretário de Defesa] Pete Hegseth do outro e Trump no meio. Vou falar uma coisa que eu acho que a gente tem que entender, senão vão me chamar de elitista, né? As duas pessoas que foram humilhadas na Casa Branca pelo Trump foram Zelensky e Ramaphosa. Falam inglês fluentemente e podiam reagir na hora e dizer “não sei, não conheço, não acho” etc. O Lula não tem essa vantagem, ele precisa de intérpretes. Que precisam de tempo. E eles próprios não dão tempo de resposta, né? Ficaria o Lula tentando entender o que está sendo dito, esperando a tradução e já os jornais do mundo inteiro gravando e transmitindo o esporro que o Lula vai levar no ano eleitoral.
Imagina o que isso vai virar de cortes na campanha eleitoral… Então, é muito desaconselhável, profundamente desaconselhável, que o Lula vá agora em abril. É absolutamente desaconselhável sem existir um rascunho de declaração final, já pronto e comprometido que isso possa aparecer. Além de tudo, Viaro, tem uma outra coisa. A gente não sabe o que que vai acontecer no Irã. A situação no Irã está se complicando, né? Porque se esperava alguma coisa de perfil venezuelano e o Irã está mostrando força e resiliência nesse sentido. Não sabemos o que os americanos podem fazer. O Trump pode dizer assim: “Eu ganhei a guerra, pronto, acabou. E ir embora”. Mas ele pode piorar muito a situação lá. O que vai acontecer para a figura do Lula, a figura mundial do Lula, se o Lula está na Casa Branca quando acontecer um ataque ainda mais brutal ao Irã? Não teremos a ideia de que o Lula concordou. O Lula vai poder, dentro da Casa Branca, dizer que está acontecendo um novo genocídio no Irã? Não é aconselhável, enquanto essa guerra durar, sem um memorando previamente acordado entre as partes, que Lula faça essa viagem.
Com a escalada do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado global de energia, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (13) um relatório com diferentes cenários para a economia brasileira caso o preço do petróleo continue subindo. O documento analisa como a variação no valor do […]
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado a um hospital em Brasília na manhã desta sexta-feira (13) após passar mal durante a madrugada. A informação foi divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em publicação nas redes sociais. Segundo o parlamentar, Bolsonaro está sendo atendido no Hospital DF Star, na capital federal.
De acordo com o primogênito, o ex-presidente apresentou sintomas logo ao acordar e precisou ser encaminhado para atendimento médico. “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez”, escreveu o senador ao informar sobre a situação de saúde.
Segundo relatos iniciais, Bolsonaro teria acordado com calafrios e episódios intensos de vômito. Familiares foram informados de que houve também queda na saturação de oxigênio, o que levou à decisão de removê-lo da unidade prisional onde está custodiado para avaliação médica em um hospital da rede privada.
Segundo informações do Metrópoles, o cardiologista de Bolsonaro, Brasil Caiado, foi acionado às pressas para acompanhar o caso. O ex-presidente teria passado a noite inteira tossindo de forma contínua, em episódios intensos que quase provocaram novos vômitos. Ele foi levado ao hospital em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com apoio do helicóptero do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal durante a transferência.
A transferência ocorreu após avaliação de que as instalações médicas da Papudinha não seriam suficientes para atender o ex-presidente naquele momento. A unidade prisional fica no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Na mesma publicação, Flávio Bolsonaro pediu apoio de apoiadores e disse esperar que o quadro não seja grave. “Peço orações para que não seja nada grave”, afirmou o senador.
Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez…
Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela custódia na Papudinha, confirmou a saída de Bolsonaro da unidade prisional. Segundo a corporação, o ex-presidente foi encaminhado para “atendimento médico” e novas informações deverão ser divulgadas posteriormente pela equipe responsável pelo tratamento.
Bolsonaro enfrenta desde 2018 uma série de problemas de saúde relacionados ao atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial daquele ano. Desde então, ele passou por diversas internações e procedimentos médicos para tratar complicações decorrentes do ferimento abdominal.
No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um novo pedido da defesa para que o ex-presidente fosse transferido para prisão domiciliar. Na decisão, Moraes afirmou que a unidade prisional apresenta estrutura adequada para o cumprimento da pena.
O ministro também destacou a movimentação política do ex-presidente dentro da unidade. Segundo ele, a “grande quantidade de visitas” de deputados, senadores, governadores e outras figuras públicas indicaria a manutenção de “intensa atividade política”, além de evidenciar a “boa condição de saúde física e mental” de Bolsonaro.
Erika Hilton e o apresentador Ratinho. Foto: reprodução
O Ministério das Comunicações do Brasil informou que vai analisar um pedido apresentado pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para suspender por 30 dias o Programa do Ratinho, exibido pelo SBT. A solicitação foi feita após o ataque à parlamentar do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, durante a edição de quarta-feira (11) da atração.
Na ocasião, Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados e afirmou: “Ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”.
Em nota enviada à imprensa, o Ministério das Comunicações confirmou que recebeu a representação administrativa protocolada pela parlamentar. Segundo a pasta, o caso será examinado pela área responsável pela regulação da radiodifusão.
“O Ministério das Comunicações informa que recebeu a representação administrativa encaminhada pela deputada federal Erika Hilton. A manifestação será analisada pela equipe técnica da Secretaria de Radiodifusão (Serad), que fará a avaliação dos pontos apresentados, seguindo os trâmites administrativos e legais cabíveis. O Ministério das Comunicações reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo institucional e o cumprimento rigoroso da legislação vigente”.
Erika Hilton pede que MPSP investigue apresentador Ratinho por transfobia:
“Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans […] Mulher pra ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar”pic.twitter.com/JbVzXs309S
Após a repercussão do episódio, o SBT também divulgou um comunicado público. A emissora afirmou que as declarações feitas pelo apresentador não refletem a posição institucional da empresa.
“O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, informou a emissora.
Além do pedido de suspensão do programa, Erika Hilton também ingressou com uma ação judicial contra o apresentador. Nas redes sociais, a deputada afirmou: “Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência”.
Na mesma publicação, ela afirmou que as declarações do apresentador configuram um ataque contra diferentes grupos de mulheres. “Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa para dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”.
A deputada também declarou que a ação judicial buscará responsabilização civil e criminal pelo episódio. “Ele e o SBT pagarão pelos seus atos, na esfera cível e criminal. E eles não pagarão a mim, mas a todas as mulheres vítimas de violência, trans e cis”.
Todos dizendo uma obviedade: que Flávio Bolsonaro não convence como bolsonarista moderado.
Surpreendeu, na GloboNews, uma bancada unânime, principalmente pela presença de Merval.
Merval pode estar dizendo que a Globo aposta em Ratinho Júnior, que será o candidato do PSD, segundo o próprio Merval.
Manchete do colunista Merval Pereira sobre Flávio Bolsonaro, no Globo. Foto: Reprodução
O jornalista chegou a dizer que o pai tentou e que Flávio também pode tentar um golpe.
A pauta da roda de conversa era provocativa para o padrão Globo: Flávio moderado? Fizeram a pergunta, assim formulada e fixada numa tarja na TV, para baterem no filho ungido.
A melhor intervenção foi a de Flávia, que se apresentou como carioca que nasceu e sempre morou no Rio e conhece o radicalismo de toda a família, inclusive o de Flávio.
(Esclareço que as posições categóricas de Flávia e Miriam não surpreendem. Só faltou as duas definirem Flávio como um farsante que até agora não apresentou nenhuma ideia.
Daniel Vorcaro em entrada na prisão. Foto: reprodução
O julgamento da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, começou a ser analisado nesta sexta-feira (13) pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a forte pressão do Centrão nos bastidores. O colegiado avalia a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão preventiva do empresário no início de março.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e deve durar uma semana. Nesse formato, os ministros registram seus votos no sistema eletrônico sem debate presencial. A votação será feita por apenas quatro integrantes da Segunda Turma, já que Dias Toffoli se declarou suspeito e não participará da análise do caso.
Nos bastidores do STF e do Congresso Nacional, o destino de Vorcaro é acompanhado com preocupação por parlamentares do Centrão e da direita, incluindo membros do bolsonarismo, segundo o g1. Deputados e senadores temem os efeitos de uma eventual delação premiada do banqueiro, especialmente após mensagens extraídas de seu celular indicarem conexões políticas com integrantes dos Três Poderes.
Aliados do empresário defendem alternativas à prisão preventiva, como a substituição por medidas cautelares ou prisão domiciliar. Entre os ministros da Segunda Turma, há expectativa de divisão.
Integrantes da Corte avaliam que Luiz Fux deve acompanhar o entendimento de Mendonça pela manutenção da prisão, enquanto Kássio Nunes Marques e Gilmar Mendes estariam mais inclinados a analisar alternativas propostas pela defesa.
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Caso haja empate na votação, prevalecerá a decisão mais favorável ao investigado, o que pode abrir caminho para a substituição da prisão preventiva por medidas como monitoramento eletrônico ou prisão domiciliar.
A prisão de Vorcaro foi decretada em 4 de março com base em investigação da Polícia Federal que apontou indícios de tentativa de interferência nas apurações. Segundo os investigadores, os envolvidos teriam formado um grupo para acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários.
Na decisão, Mendonça citou suspeitas de acesso indevido a sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como a Interpol. O ministro também criticou a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que informou não identificar risco imediato às investigações.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) – Reprodução
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou, nesta quarta-feira (12), que a região Sudeste terá papel central na disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao programa “CNN 360°”, ele declarou que o resultado da eleição dependerá do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados da região. “A eleição se decide aqui no Sudeste”, disse.
Dirceu afirmou que o partido não considera a reeleição como garantida e classificou a disputa como aberta. Segundo ele, eleições recentes no Brasil tiveram resultados equilibrados, citando os pleitos de 2014 e 2022. “Nós nunca tivemos ilusão que essa eleição seria uma eleição ganha ou o presidente Lula estaria reeleito. Não existe isso no Brasil”, afirmou.
Ao tratar das articulações em São Paulo, Dirceu disse considerar definida a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual e a de Simone Tebet (MDB) ao Senado. Para a composição da chapa ao governo e a segunda vaga ao Senado, mencionou os nomes de Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Ele também defendeu a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa presidencial e sua atuação na campanha paulista.
Dirceu afirmou que uma aliança envolvendo Haddad, Tebet, Marina Silva, Márcio França ou outro nome do interior paulista, com apoio de Alckmin, pode disputar o governo do estado com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-ministro também classificou a aliança entre Lula e Alckmin como “um contrato, um pacto que nós fizemos com a maioria da sociedade brasileira para eleger o Lula”.
Em relação a Minas Gerais, ele mencionou negociações com o senador Rodrigo Pacheco (PSD), a prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). No Rio de Janeiro, apontou a aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD) e a deputada federal Benedita da Silva (PT) para o Senado como base da campanha presidencial no estado.
Dirceu também comentou o cenário em outras regiões do país. No Sul, afirmou que o PT pode ampliar sua presença eleitoral, enquanto no Centro-Oeste e no Norte avaliou que a disputa tende a ser mais difícil. Ele disse que o partido possui estrutura e base eleitoral para competir nacionalmente e declarou que a oposição não deve conquistar maioria no Senado. O ex-ministro também comentou temas da política econômica e afirmou que os nomes citados em investigações relacionadas ao Banco Master não têm ligação com o PT.
Reunião da CPMI do INSS sobre normas de funcionamento e plano de trabalho. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS decidiu armazenar em uma sala-cofre os documentos extraídos pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), segundo comunicado enviado aos parlamentares nesta quinta-feira (12).
O espaço terá monitoramento 24 horas e acesso restrito aos integrantes da comissão. Deputados e senadores poderão entrar acompanhados de um assessor cada. A partir desta sexta-feira (13), os arquivos digitalizados poderão ser consultados em sete computadores disponíveis no local.
O acesso ocorrerá das 9h às 21h durante os dias úteis. Aos sábados, a sala funcionará das 9h às 17h. Nesses casos, assessores indicados pelos parlamentares poderão consultar os documentos mesmo sem a presença dos congressistas, desde que sigam as normas de segurança estabelecidas.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução
Para entrar no local, será obrigatório passar por um pórtico de detecção de metais. O objetivo é impedir a entrada de celulares ou outros dispositivos eletrônicos que possam ser usados para registrar imagens dos documentos.
Segundo o comunicado assinado por Carlos Viana, “a entrada é permitida somente com papel e caneta. Dispositivos que forem levados, como celulares, serão colocados em envelope lacrado e retirados ao término do acesso à sala”. O senador também determinou que todos devem cumprir as regras de segurança.
O texto afirma ainda que “todos devem passar por detector de metais, inclusive os parlamentares, sem exceção”. A adoção da sala-cofre ocorre após registros de vazamento de informações relacionadas a Vorcaro durante os trabalhos da CPMI. A comissão tem previsão de encerrar suas atividades no dia 28.
Não há surpresa nenhuma na cena em que Ratinho ataca Erika Hilton no SBT. O mais constrangedor é a reação da plateia de mulheres que estão em torno do apresentador.
Elas riem quando a ratazana imita mulheres fazendo exame e aplaudem quando ele encerra o discurso dizendo que Erika não é mulher e que há um exagero na defesa da ‘inclusão’.
Aquelas mulheres da plateia podem ser consideradas pessoas alheias à agressão que estão ouvindo? Elas não têm condições de avaliar o ataque transfóbico e criminoso do ratão?
DESSERVIÇO! Ratinho dispara contra Érika Hilton ao vivo, e diz que a Deputada NÃO É MULHER.
É assim mesmo? Parte das esquerdas ainda acredita que um vasto contingente de brasileiros não tem discernimento para saber o que é certo e errado numa hora dessas?
A ignorância e a alienação são atenuantes para quem aplaude homens incitadores de ódio e discriminação?
O apresentador Ratinho e a deputada Erika Hilton – Reprodução
O SBT se pronunciou nesta quinta-feira (12) sobre o contato entre a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) e a presidente da emissora, Daniela Beyruti, após declarações do apresentador Ratinho. A parlamentar havia afirmado que recebeu uma ligação da dirigente do canal depois do episódio envolvendo o apresentador.
Em resposta ao Metrópoles, a emissora informou que o contato foi iniciado pela própria deputada. Segundo o SBT, Erika Hilton procurou Daniela Beyruti para tratar das declarações feitas no programa comandado por Ratinho. A versão foi confirmada posteriormente pela própria parlamentar em publicações nas redes sociais.
Erika Hilton relatou que enviou uma carta e conseguiu falar diretamente com a presidente da emissora. De acordo com a deputada, a conversa ocorreu logo após o envio do documento. Ela afirmou que Daniela Beyruti respondeu ao contato e dialogou sobre o episódio.
O que aconteceu ontem é gravíssimo e revela uma escalada preocupante no discurso de ódio e na caricaturização de pessoas trans e travestis.
Um apresentador, em plena TV aberta, se sente autorizado a ridicularizar e debochar de toda uma comunidade que já vive historicamente sob…
“Enviei uma carta e entrei em contato com a ‘Presidenta’ do SBT, Daniela Abravanel. Ela me atendeu prontamente, conversamos e ela reforçou que as declarações do apresentador Ratinho não representam a opinião do SBT”, escreveu a deputada ao relatar o diálogo com a direção da emissora.
Ainda nas redes sociais, Erika Hilton mencionou que tem uma relação afetiva antiga com a programação do canal. “O SBT fez parte da história de minha família. Era o canal que minha avó assistia. Eu não perdia um episódio de “A Usurpadora”, gostava de “Chaves” e “Chapolin”. Sempre gostei da televisão”, declarou.
No mesmo texto, a parlamentar afirmou que pretende seguir tratando do tema com a emissora. “Por isso espero que avancemos e farei tudo que estiver ao meu alcance para termos ambientes seguros para todas as mulheres em quaisquer espaços que elas estejam”, escreveu.
A deputada Erika Hilton e o apresentador Ratinho. Foto: Reprodução
Com salário estimado em R$ 1,5 milhão por mês, o apresentador Ratinho pode ser demitido do SBT após declarações homofóbicas sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A emissora divulgou nota pública afirmando que as falas do comunicador não representam os valores institucionais do canal e informou que o caso está sendo analisado internamente, sem descartar medidas drásticas.
A polêmica começou quando Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. O apresentador afirmou: “Para ser mulher tem que ter útero” e também disse que a parlamentar “não é mulher, é trans”. As declarações provocaram críticas nas redes sociais e reação imediata da deputada.
Ratinho sobre Erika Hilton na Presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados:
Diante do episódio, Erika anunciou que acionou o Ministério Público para que o caso seja investigado. Segundo a parlamentar, as declarações podem configurar crime e devem ser analisadas dentro do que prevê a legislação brasileira sobre discriminação e discurso de ódio.
Em nota oficial, o SBT declarou que repudia qualquer forma de preconceito e afirmou que as falas do apresentador estão sendo avaliadas pela direção. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa”, diz o comunicado. Até o momento, não há confirmação sobre demissão, mas a situação aumentou a pressão sobre o apresentador dentro da emissora.
O ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso. Foto: Divulgação
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, falou sobre a crise envolvendo o Banco Master em uma entrevista ao canal GloboNews na última terça-feira (11). Em meio ao escândalo financeiro, o ex-magistrado afirmou que a corte está passando por um “momento difícil”.
Ele revelou que “nunca tinha ouvido falar” de Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado, e que prefere aguardar o andamento das investigações para formar sua opinião sobre o caso.
🚨URGENTE – Barroso, ex-ministro do STF, reaparece e diz em entrevista que nunca havia ouvido falar no nome de Daniel Vorcaro pic.twitter.com/8tJ7oWwh5l
O escândalo financeiro afetou diretamente dois ex-colegas de Barroso, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Na semana passada, vieram à tona mensagens trocadas entre o magistrado e Vorcaro, no dia em que o empresário foi preso pela primeira vez.
O ministro negou ter recebido essas mensagens. Toffoli, por sua vez, deixou a relatoria do caso após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort no Paraná a fundos ligados ao ex-dono do Master.
Barroso falou sobre a opinião do público em relação ao caso. “Há uma percepção crítica real. Eu leio jornal, eu vou à farmácia, eu tenho amigos. Portanto, é um momento difícil. Mas, como eu disse, acho que a gente não deve fazer juízos precipitados”, declarou.
CRISE NO STF? Luís Roberto Barroso, disse que a Corte vive um “momento difícil” após escândalo do Banco Master
Segundo ele, há investigação em curso e não se deve fazer julgamento precipitado, e um fato não conta a história da instituição
Apesar da tensão, o ex-presidente do STF elogiou a postura do presidente da corte, Edson Fachin, e do relator do caso, André Mendonça, e disse que pode haver algo “criticável”, mas não fará pré-julgamentos. Durante a entrevista, o entrevistador Roberto D’Ávila perguntou de maneira descontraída se o ministro aposentado apagava mensagens.
Barroso, em tom sério, respondeu: “Não percebi a maldade da sua pergunta”, negando qualquer envolvimento nesse tipo de comportamento. O ex-presidente do STF também comentou sobre a criação de um código de ética na corte, uma ideia defendida por Fachin, mas reconheceu que o “timing” pode não ser o mais adequado.
O ministro aposentado, que foi presidente do STF por 12 anos, explicou que chegou a considerar a criação de um código de ética durante sua gestão, mas não avançou com a ideia devido a divisões internas na corte. “Não vejo problema em sistematizar isso em um código”, afirmou.
Em relação aos penduricalhos pagos no Judiciário, que estão sendo investigados por ministros como Flávio Dino e Gilmar Mendes, ele reconheceu que “há coisas erradas” que precisam ser enfrentadas. No entanto, também afirmou que alguns pagamentos acima do teto constitucional são “legítimos”, como os reconhecimentos administrativos de atrasados.
Barroso também falou sobre sua saída do STF, explicando que um dos motivos foi a “exposição pública insuportável” que acompanha o cargo. Em sua avaliação, os mandatos fixos, como os adotados em outros países, seriam uma boa alternativa para o Brasil.
Ele também comentou a decisão do governo Donald Trump de revogar os vistos dos magistrados do STF. “É uma chateação” ter o visto suspenso, declarou, lamentando a medida, mas expressou a esperança de que o impasse seja resolvido em breve.
Por fim, Barroso falou sobre a indicação de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para sua vaga no STF. Apesar de ainda não ter sido sabatinado pelo Senado, Barroso afirmou que Messias possui “as qualidades necessárias” para ocupar o cargo e expressou confiança em sua aprovação.
🚨URGENTE – Barroso diz que não vai ser orgulhoso e admite que a retirada do seu visto pelos EUA atrapalhou a sua vida
“É uma chateação (…) me faz falta, eu lamento! Eu não me faço de orgulhoso não” pic.twitter.com/GdAy6A6QqF
Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Foto: Reprodução
Aos 16 anos, Ana (nome fictício) deixou a casa dos pais no Sul do Brasil para perseguir o sonho de ser modelo. Um ano depois, sem trabalhos na agência em que atuava, o dono do local lhe apresentou uma mulher de São Paulo que prometia oportunidades na capital paulista. Com o apoio da família, ela embarcou pouco antes de completar 18 anos, nos anos 2000, com passagem paga pela nova contato.
A adolescente acabou vivendo um pesadelo: ao chegar, teve seus documentos retidos e descobriu que não haveria carreira, apenas exploração sexual. “A mulher era, na verdade, uma cafetina. A coisa foi se desenrolando e, quando eu vi, ela estava me negociando para prostituição”, conta Ana à BBC News Brasil.
Segundo ela, um dos clientes foi o bilionário americano Jeffrey Epstein, que pagou US$ 10 mil por seus serviços à intermediária, identificada como Lúcia. O depoimento é o primeiro de uma mulher que relata ter sido aliciada pelo financista no Brasil e foi corroborado por documentos apresentados por ela.
Ana descreve encontros com Epstein em um hotel de luxo no Jardim Paulista, em São Paulo, onde foi levada por Lúcia junto com outras duas garotas para que o americano escolhesse com quem ficar. “E aí ele me escolheu”, lembra.
No quarto, ela relata que Epstein não manteve relação sexual, mas pediu que ela tirasse a roupa enquanto ele se tocava. “Comparado com os outros homens com quem estive antes, ele foi muito legal. Não teve ato sexual em si. O barato dele era ficar me olhando enquanto ele se tocava. Era nojento, mas… dos males, o menor”.
Prédio de Jeffrey Epstein em Paris, na França. Foto: AFP
Dias depois, Ana foi levada a uma festa em São Paulo, onde conheceu Ghislaine Maxwell, companheira e cúmplice de Epstein, e o agente francês Jean-Luc Brunel. Foi durante o evento que o bilionário a informou: “Amanhã estou indo a Paris e você vai junto comigo. Já combinei com a Lúcia”.
A brasileira viajou com ele e relata que Brunel teria pedido para ter relações com ela, pedido negado por Epstein, que disse: “Eu não deixei porque você é minha”. Ela tinha um passaporte com visto americano de negócios emitido em nome da agência Karin Models, de Brunel, usada segundo as autoridades para atrair mulheres para o financista.
Ela fez ao menos seis viagens aos EUA até ter o visto cancelado por suspeitas das autoridades em Miami. Ao longo de quatro meses, viajou com Epstein a Paris e à ilha particular do bilionário no Caribe, onde convivia com outras jovens.
“Já não estava mais me sentindo a garota de programa. Estava achando que era namorada dele. Até então ainda não tinha caído a ficha de que ele fazia isso com muitas garotas”, contou. A brasileira decidiu encerrar o contato ao se incomodar com as mentiras para a família.
“Olhando pra trás, eu vejo que ele me tirou das mãos da Lúcia. Ele me salvou dela. Ela é que estava abusando de mim. Não tenho jamais a intenção de defender nem dizer que ele era bonzinho. Comigo foi desse jeito, mas sinto muitíssimo pelas meninas que não tiveram a mesma sorte que eu. Acredito na justiça divina, e dela ninguém escapa, nem morrendo”, completou.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante inauguração do Túnel Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande. Rio de Janeiro – RJ. Foto: Ricardo Stuckert / PR
“Político, sou caçador de nuvens”, disse Ulysses Guimarães ao encerrar o discurso de promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, diante do plenário lotado, após nove mil horas de trabalho constituinte, resumindo numa confissão poética o que separa estadistas de gestores de rotina.
Quase quatro décadas depois, Lula enfrenta o dilema que Ulysses sintetizou. Ou inova, ou compromete não apenas a própria reeleição, mas o futuro de gerações que dependem de um Brasil estável e soberano.
O momento geopolítico é dramático. As sombras da guerra ameaçam a vida e o bem-estar de toda a humanidade, para enriquecer um punhado de bilionários, obcecados por armas, violência e dominação. A regressão política do maior país da América Latina representaria um golpe para bilhões de pessoas no Sul Global que enxergam no Brasil uma referência na luta pela soberania dos povos.
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado traz Lula com 38% das intenções de voto contra 32% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de seis pontos que, com margem de erro de dois pontos percentuais, configura corrida competitiva.
No segundo turno, a situação é mais apertada. Lula marca 46% contra 43% de Flávio Bolsonaro, empate técnico. Em dezembro, a vantagem do presidente sobre Flávio era de 15 pontos. Agora caiu para três.
A aritmética por trás desses percentuais impõe um desafio adicional. Os principais nomes alternativos testados, como Ratinho Junior (7%), Romeu Zema (4%) e Ronaldo Caiado (4%), vêm da direita, com perfis e bases eleitorais próximas do bolsonarismo, o que significa que, numa eventual consolidação, seus votos tendem a migrar para o candidato do PL.
Diferentemente de 2022, quando os candidatos fora da polarização somaram apenas 6,3% do eleitorado total, os nomes alternativos agora alcançam cerca de 16%. É um contingente mais que dobrado de eleitores em jogo, e a maioria deles está à direita.
Nesse terreno mais fragmentado, quem atrair novos votos primeiro terá vantagem decisiva.
A ausência de um projeto de futuro se torna o principal problema estratégico do presidente. Para crescer, Lula precisaria apresentar propostas que mudem o cotidiano das pessoas de forma estrutural. Programas como Bolsa Família, Pé-de-Meia, entre outros, sustentam a base social, mas não a expandem.
Um caminho evidente é a democratização da energia solar residencial. Instalar painéis fotovoltaicos numa casa reduz a conta de luz em 70% a 90%. Um domicílio que paga R$ 200 por mês passaria a desembolsar entre R$ 20 e R$ 60, economia anual próxima de R$ 2 mil por família.
Ao cortar o custo da eletricidade, a energia solar amplia diretamente o poder de compra das famílias e funciona simultaneamente como política de renda, transição energética e desenvolvimento tecnológico. Para que ganhe escala, porém, seria necessário crédito barato para instalação, programas de financiamento popular e formação de engenheiros e pesquisadores, através de parcerias muito mais ambiciosas com a China.
Pesquisa de intenção de voto em 2026 e 2022, com Lula e Bolsonaro
O Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad, caminhou na direção oposta ao impor aumento de impostos sobre painéis fotovoltaicos importados, protegendo, na prática, um pequeno grupo de montadoras que simplesmente montam peças vindas de fora, não uma indústria solar brasileira, que ainda não existe de fato.
O caminho deveria ser acelerar a difusão da tecnologia e investir em ciência e inovação, não encarecê-la.
Outro eixo capaz de redesenhar o cotidiano de milhões de brasileiros é o transporte urbano sobre trilhos. Metrôs, trens e VLTs transformariam os deslocamentos degradantes que hoje consomem horas diárias da população das grandes cidades, além de gerar emprego, indústria e planejamento urbano moderno.
No mundo inteiro, as metrópoles voltaram a investir em transporte ferroviário. No Brasil, o tema permanece à margem do debate.
Voltemos à pesquisa. A estabilidade da base eleitoral de Lula, apesar da fragilidade da vantagem, oferece um alicerce que não deve ser subestimado.
Como o cientista político Antônio Lavareda costuma ressaltar, para dimensionar de fato o peso de um candidato é preciso medir sua intenção de voto sobre o conjunto do eleitorado, incluindo abstenções, brancos e nulos, não apenas sobre os votos válidos.
Em 2022, o eleitorado apto somava 156,4 milhões de pessoas. Lula obteve 57,2 milhões de votos no primeiro turno, o equivalente a 36,6% do total de eleitores registrados. Jair Bolsonaro recebeu 51,1 milhões, ou 32,6%.
Agora, a pesquisa Datafolha atribui a Lula 38% das intenções de voto e a Flávio Bolsonaro 32%. Como essas pesquisas captam o universo completo dos eleitores, incluindo quem declara voto em branco, nulo ou indecisão, os percentuais são comparáveis ao cálculo sobre o eleitorado total. Aplicando-os aos 155,4 milhões de eleitores registrados hoje pelo TSE, Lula teria, segundo o Datafolha, cerca de 59 milhões de votos contra 49,7 milhões de Flávio Bolsonaro, uma diferença de aproximadamente 9,3 milhões.
A base de Lula permanece estável em relação a 2022, mas a vantagem percentual estreita ganha outra dimensão quando traduzida em milhões de votos.
Lula permanece como favorito. Mas, para transformar essa vantagem em vitória, precisará apresentar ao país propostas que projetem um horizonte novo, o tipo de imaginação política que dá sentido ao voto e transforma eleição numa escolha definidora do nosso destino.
Ulysses dizia caçar nuvens para reconstruir a nossa democracia. Lula, para preservá-la, precisará mobilizar o sonho.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela segunda vez na Operação Compliance Zero, está considerando seriamente fazer uma delação premiada. A ideia, que foi inicialmente discutida em janeiro como uma possibilidade remota, ganhou força após sua segunda prisão em março de 2026. As informações são do Lauro Jardim, do Globo.
Fontes próximas à defesa de Vorcaro confirmaram que a delação será negociada diretamente com a Polícia Federal (PF), em vez de com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A avaliação da defesa é que a negociação com a PF oferece mais espaço para que a colaboração seja aceita, ao contrário da PGR.
A negociação de um acordo de delação premiada é vista como uma alternativa para o ex-banqueiro, que está envolvido em um esquema bilionário de fraudes financeiras investigado pela Operação Compliance Zero. O caso envolve o Banco Master e já resultou em sua prisão, após a PF cumprir mandados de prisão contra ele e seus associados.
Daniel Vorcaro chegando à prisão. Foto: reprodução
Além de mudanças na equipe de defesa, que podem ser necessárias para dar seguimento ao processo de delação, a decisão de colaborar com a Justiça pode representar uma tentativa de minimizar as possíveis consequências jurídicas e penais enfrentadas por Vorcaro.
Nos bastidores do caso, no entanto, o tema ainda é tratado com cautela por pessoas próximas ao banqueiro. Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, a delação ainda não está formalmente na mesa de negociação, mas a forte pressão política e psicológica sobre Vorcaro teria aberto espaço para que essa possibilidade volte a ser discutida. Uma pessoa próxima ao ex-banqueiro afirma que há uma tentativa de “quebrar” psicologicamente o empresário.
O vazamento de mensagens encontradas no celular de Vorcaro também elevou a tensão em torno da investigação. A defesa entrou com um pedido judicial para que seja apurada a origem desses vazamentos, solicitando a identificação de eventuais agentes públicos responsáveis pela divulgação das informações.
Além disso, o isolamento imposto pelo regime de prisão é apontado como um fator adicional de pressão. Vorcaro está preso no interior de São Paulo e deve ser transferido para Brasília após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que atendeu a um pedido da Polícia Federal.
A advogada Carolina Corrêa, inspiração da música Carolina, e o cantor e compositor Seu Jorge. Fotomontagem
A advogada Carolina Corrêa, inspiração da música Carolina, afirmou que a canção não foi composta por Seu Jorge, mas pelo baterista e compositor Ricardo Garcia. Segundo ela, a música foi escrita no início dos anos 2000 durante o relacionamento com Garcia e acabou sendo gravada pelo cantor no álbum Samba Esporte Fino, lançado em 2001. As informações são do Metrópoles.
De acordo com Carolina e Ricardo Garcia, as composições já estavam prontas quando Seu Jorge foi convidado apenas para interpretá-las em um projeto musical que também envolvia o produtor Kiko Freitas.
Além de Carolina, os compositores afirmam que outras cinco músicas — Tive Razão, Gafieira S. A., Chega no Suingue, She Will e Não Tem — teriam sido registradas posteriormente apenas em nome do cantor.
Ricardo afirma que a situação veio à tona em 2001, quando a música Carolina apareceu em um programa de televisão com créditos atribuídos somente a Seu Jorge. Segundo ele, após verificar os registros, os compositores entraram com ação judicial em 2003 para discutir a autoria das obras.
A 18ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu recentemente que o processo deve prosseguir para análise de provas e depoimentos.
Especialistas em direito autoral explicam que a legislação brasileira garante proteção à obra desde o momento da criação, independentemente de registro formal. Caso seja comprovada a autoria original, os compositores podem pedir correção dos créditos, reconhecimento da autoria e eventual indenização. Procurada pela reportagem, a equipe de Seu Jorge não respondeu até a publicação.
Uma nova pesquisa do instituto Datafolha sobre a disputa pela Presidência da República será divulgada neste sábado (7). O levantamento apresenta dados sobre intenção de voto, rejeição e grau de conhecimento dos pré-candidatos na corrida eleitoral.
O estudo também inclui cenários simulados de segundo turno entre os principais nomes que já se movimentam para a eleição de 2026. A pesquisa mostra a posição dos candidatos no momento em que os entrevistados foram consultados.
No levantamento anterior, divulgado em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 51% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registrava 36%.
Em outro cenário testado pelo instituto, Lula tinha 47% das intenções de voto em uma disputa contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marcava 42%.
Os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Reprodução
Além desses nomes, governadores também aparecem entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Junior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, buscam a indicação do PSD.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é pré-candidato pelo partido Novo. Outros nomes também anunciaram intenção de disputar a Presidência.
Entre eles estão o ex-ministro Aldo Rebelo, da Democracia Cristã, e Renan Santos, do partido Missão. Ambos declararam publicamente a intenção de concorrer ao cargo.
Segundo o Datafolha, pesquisas eleitorais registram a opinião dos entrevistados no período em que o levantamento é realizado. O resultado corresponde a um retrato do momento da coleta de dados.
Os dados divulgados neste sábado (7) devem atualizar o cenário da corrida presidencial e apresentar novos indicadores sobre intenção de voto e rejeição entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.
A Polícia Civil de São Paulo indiciou por intolerância religiosa o pai de uma aluna que acionou a Polícia Militar (PM) em razão de a filha ter participado de uma atividade de aprendizado sobre os orixás – divindades da religião Iorubá. O caso ocorreu em novembro de 2025 na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Antônio Bento, em São Paulo.
O indiciamento do pai foi feito pelo 34º Distrito Policial da Vila Sônia, zona Sul da capital paulista. O inquérito foi concluído e relatado ao Poder Judiciário em fevereiro.
Policiais investigados
Após o chamado do pai, quatro policiais militares entraram na escola armados para averiguar a queixa. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a ação dos policiais está sendo investigada por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), que se encontra em fase de instrução.
“No âmbito do procedimento, são analisadas as imagens das câmeras corporais e colhidos os depoimentos dos envolvidos”, disse a pasta em nota.
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a atividade de apresentação de orixás está em consonância com as leis Nº 10.639, de 2003, e Nº 11.645, de 2008, que determinam o ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas.
Segundo o ministério, o conteúdo amplia as possibilidades pedagógicas para o reconhecimento, a valorização e o fortalecimento das identidades negras, quilombolas, indígenas e afro-brasileiras no ambiente educacional.
“Esse conhecimento é essencial para a compreensão da nossa identidade brasileira, enquanto povo que se construiu a partir da cultura negra, afro-brasileira e indígena”, disse o ministério em nota, divulgada em novembro do ano passado.
Preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem dividido suas visitas entre encontros políticos e pessoais enquanto cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado. No local, segundo relatos de aliados que o visitaram nas últimas semanas, Bolsonaro aproveita os encontros para desabafar sobre sua situação e discutir estratégias eleitorais para este ano.
De acordo com a Folha, pessoas próximas dizem que o ex-presidente tem pesadelos frequentes e se lamenta de se alimentar pouco para evitar crises de soluço. Também relata preocupação com a segurança do filho, o senador Flávio Bolsonaro, temendo que ele possa sofrer um atentado durante a corrida eleitoral, como ocorreu com ele próprio nas eleições de 2018.
O ex-secretário de Assuntos Fundiários Nabhan Garcia esteve com Bolsonaro no sábado de Carnaval e afirmou que o ex-presidente pediu que transmitisse um recado ao filho para que tome cuidado durante a campanha.
Segundo o aliado, Bolsonaro se emocionou ao falar do assunto. Em um ato bolsonarista realizado em São Paulo no domingo (1º), Flávio chegou a usar um colete à prova de balas por baixo da camisa verde e amarela.
O temor também foi relatado em conversa com o bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que presta assistência religiosa ao ex-presidente com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). “Acho que Bolsonaro é um homem traumatizado. Ele teme por várias coisas e se sente injustiçado, impotente para se defender e defender os seus”, afirmou o bispo.
Vista aérea da Papudinha, onde Bolsonaro está preso. Foto: Google Maps
Bolsonaro também expressa preocupação com a própria saúde. Após uma cirurgia realizada em dezembro, ele disse a aliados que chegou a pensar que poderia morrer. Rodovalho afirmou que tem realizado orações durante as visitas para tentar tranquilizá-lo. “Eu trabalhei com ele a esperança, a fé no futuro. O corpo dele pode estar lá [na Papudinha], mas a mente tem que sair”, declarou.
Apesar de receber refeições enviadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente tem demonstrado receio em relação à alimentação. “Ele não se alimenta muito. Fica com medo, receio de se alimentar e desencadear o soluço”, disse Rodovalho.
Mesmo detido, Bolsonaro continua participando de discussões políticas. Aliados afirmam que pré-candidatos têm visitado o ex-presidente em busca de apoio eleitoral e orientação para campanhas regionais. Segundo interlocutores, ele também acompanha de dentro da prisão a pré-campanha de Flávio Bolsonaro e articulações para formação de palanques nos estados.
Em seus melhores momentos, principalmente quando do enfrentamento da ditadura, nos anos 70, o jornalismo brasileiro produziu combatentes que viraram lendas. Quase todos da grande imprensa, alguns da chamada imprensa alternativa.
O jornalismo dos anos 70 e 80 consagrou nomes, nas mais variadas áreas, como Raimundo Pereira, Audálio Dantas, Mino Carta, Marisa Raja Gabaglia, Alberto Dines, Ricardo Kotscho, Rose Nogueira, Rosa Freire d’Aguiar, Fernando Morais, José Hamilton Ribeiro, Luiz Nassif, Tereza Cruvinel.
Há dezenas de outros, muitos em atividade. Não citarei nenhum gaúcho ou gaúcha (e são exemplares), para que não digam que estou agauchando a lista. E aí, diante de todos esses nomes, nos deparamos agora com o profissional que ganha manchete como o jornalista do momento, o colunista Lauro Jardim, do Globo.
Jardim virou capa por ter sido incluído numa lista criminosa do banqueiro Daniel Vorcaro como um dos alvos a serem alcançados. Que simulassem um assalto e quebrassem os dentes de Jardim, ordenou o mafioso.
E, se era e ainda é ‘inimigo’ de um gângster, Jardim passou a ser visto como o cara que enfrenta bandidos. O lavajatista Lauro Jardim, o colunista que ajudou a propagar boa parte dos ataques a Alexandre de Moraes, com notinhas de intrigas, agora é herói.
Print de ameaça contra Lauro Jardim – Reprodução
Jardim sempre usou sua coluna no Globo para exaltar Sergio Morro e a Lava-Jato, e depois, quando dos preparativos para o julgamento dos golpistas, para tentar criar fissuras dentro do Supremo.
Foram suas algumas das notas mais venenosas sobre o desconforto de ministros com os ‘exageros’ de Moraes. E esse é o cara que temos hoje como herói da livre imprensa e como exemplo de bravura, por ter produzido notinhas que irritaram as máfias do Master.
É uma situação que reflete o cenário geral do país, com bancos envolvidos com o PCC, juízes tarados ou vendendo sentenças e com a degradação do jornalismo das corporações.
Jardim trabalha numa das organizações que escondem informações sobre o fascismo (leiam o que dizem Luiz Nassif e Mario Vitor Santos). O jornal que o emprega colocou nos cantinhos a nota produzida pelo próprio Globo sobre o uso do jatinho de Vorcaro por Nikolas Ferreira. E se engaja ao esforço da grande mídia para que Flávio Bolsonaro tenha roupa nova.
Há muita gente do jornalismo de combate que poderia ser apresentada como exemplo de afronta ao poder econômico e político da direita e da extrema direita acumpliciadas com Vorcaro, as fintechs, os grileiros e os milicianos.
Numa hora dessas, quando o fascismo mostra as unhas de novo e as empresas de mídia fortalecem o protagonismo político, o herói não precisava ser Lauro Jardim, mas pelo menos não é Malu Gaspar.
Rumble e o ministro Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução/Rumble e Divulgação/STF
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido da plataforma de vídeos Rumble para intimar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em um processo que tramita nos Estados Unidos. A decisão foi tomada por unanimidade nesta quarta-feira (4).
A solicitação foi apresentada pela Rumble e pela empresa Trump Media. As companhias protocolaram uma ação em fevereiro de 2025 na Justiça norte-americana e pediram cooperação jurídica para intimar Moraes no Brasil.
No processo, as empresas afirmam que decisões do ministro que determinaram a remoção de conteúdos configurariam censura. Com a ação, elas buscam que essas decisões sejam consideradas ilegais em território norte-americano.
Sede do STJ. Foto: reprodução
O pedido de cooperação foi analisado pelo STJ, responsável por tratar de solicitações internacionais dessa natureza. O relator do caso, ministro Herman Benjamin, votou pela rejeição da solicitação.
A decisão seguiu manifestação apresentada anteriormente pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em outubro de 2025, o órgão se posicionou contra o prosseguimento do pedido.
Segundo a PGR, permitir punição ou responsabilização de magistrados brasileiros por decisões tomadas no exercício da função em tribunais estrangeiros poderia afetar a independência do Judiciário brasileiro. A Corte acompanhou o relator e rejeitou o pedido por unanimidade.
O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: AFP
Visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, exige um procedimento que vai além de um simples agendamento. O acesso depende, primeiro, do aval do próprio Bolsonaro, que cumpre pena no complexo da Papuda, e depois de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com informações do PlatöBR.
O processo começa com a inclusão do interessado em uma lista administrada pelos advogados do ex-presidente. Não há prazo definido para resposta nem critério público de ordem de chegada. A triagem inicial é feita pelo próprio Bolsonaro, que decide quem deseja ou não receber.
Somente após essa anuência prévia é que o nome do visitante é submetido ao STF. A partir daí, cabe a Alexandre de Moraes analisar e autorizar formalmente a entrada no presídio. Sem essa etapa judicial, a visita não ocorre.
Na prática, a fila funciona como um filtro político e pessoal. Aliados relatam que a espera pode ser longa, e a autorização depende tanto da vontade do ex-presidente quanto da decisão do ministro relator.
Tarcísio de Freitas ao lado de Carlos Bolsonaro após visita a Jair na Papudinha. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
Recentemente, Moraes autorizou visitas de nomes como Anderson Luis de Moraes, Bia Kicis (PL-DF), José Vicente Santini, Marco Feliciano (PL-SP) e Rogério Marinho (PL-RN). Em liberações anteriores, também foram autorizados Bruno Bonetti, Carlos Portinho (PL-RJ) e Guilherme Derrite (PL-SP).
Outros aliados ainda aguardam resposta, entre eles Alberto Fraga (PL-DF) e Izalci Lucas (PL-DF). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também manifestou intenção de visitar Bolsonaro. O controle rigoroso das visitas mantém a lista sob acompanhamento constante e reforça o caráter seletivo do processo.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a difundir nos bastidores a hipótese de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa desistir da reeleição. A movimentação ocorre após a divulgação de nova pesquisa Quaest que indicou avanço do parlamentar sobre o atual presidente. Com informações do Globo.
Segundo interlocutores ligados a Flávio, a eventual retirada da candidatura poderia ocorrer em julho, caso avaliações internas apontem risco elevado de derrota. A tese vem sendo comentada em conversas reservadas no meio político.
A leitura do grupo bolsonarista é que o cenário eleitoral se tornou mais competitivo. A pesquisa mencionada teria servido como sinal de alerta para o entorno do Palácio do Planalto.
No levantamento mais recente, Lula ainda aparece na liderança, mas com redução de margem em relação ao adversário. O dado foi interpretado por aliados de Flávio como indicativo de crescimento consistente do senador.
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro
Integrantes do campo governista não confirmam qualquer discussão sobre desistência. Até o momento, Lula mantém publicamente a disposição de disputar a reeleição.
Nos bastidores, a circulação da hipótese também é vista como estratégia política. A avaliação é que a narrativa pode gerar instabilidade ou influenciar percepções dentro do eleitorado e entre aliados.
A movimentação ocorre em meio a articulações para consolidação de palanques estaduais e alianças partidárias. A definição de apoios será decisiva para o desenho final da disputa presidencial.
Com o calendário eleitoral avançando, a consolidação das candidaturas e o impacto de novas pesquisas devem influenciar os próximos passos tanto do grupo de Lula quanto do de Flávio Bolsonaro.
O Ibovespa caiu 0,17% nesta terça-feira (10), aos 185.929 pontos, em movimento de correção após novo recorde — o décimo registrado em 2026. O pregão foi marcado por cautela, sem gatilhos claros para retomada do apetite por risco. O dólar comercial interrompeu a sequência de quedas e subiu 0,16%, a R$ 5,196, enquanto os juros […]
Adriano Silva, soldado brasileiro que morreu na Ucrânia. Foto: Divulgação
Um levantamento encaminhado por autoridades da Ucrânia ao governo brasileiro aponta que ao menos 22 brasileiros morreram desde o início da guerra no país, iniciada em fevereiro de 2022. O balanço oficial também registra 44 brasileiros desaparecidos em meio ao conflito, número que segue sob apuração diplomática.
Entre os casos mais recentes está o do paraense Adriano Silva, que atuava como voluntário nas forças armadas ucranianas. Segundo relatos de colegas de combate repassados à família, ele morreu no último domingo durante um ataque de artilharia no leste do país.
De acordo com as informações recebidas pelos familiares, Adriano estava na cidade de Kupiansk, a mais de 500 quilômetros de Kiev, quando a unidade em que atuava foi atingida. O brasileiro teria sido surpreendido pelo bombardeio junto com outros militares.
Desde o início da guerra, brasileiros interessados em carreira militar ou experiência em combate passaram a se voluntariar para atuar ao lado das tropas ucranianas. Muitos veem o conflito como uma oportunidade de treinamento real em um cenário de guerra de alta intensidade.
Soldados ucranianos. Foto: Divulgação
O conflito entre Rússia e Ucrânia já provocou perdas humanas em escala histórica. Um estudo divulgado em 27 de janeiro pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que o exército russo soma cerca de 1,2 milhão de mortos, feridos ou desaparecidos desde 2022.
Segundo o levantamento, aproximadamente 325 mil militares russos teriam morrido desde a invasão em larga escala ordenada pelo Kremlin, número superior ao registrado por qualquer grande potência militar desde a Segunda Guerra Mundial. O estudo afirma que Moscou “paga um preço extraordinário por ganhos mínimos”.
A Rússia contesta os dados e classifica o relatório como não confiável. Já investigações independentes conduzidas pelo serviço russo da BBC e pelo portal Mediazona identificaram mais de 163 mil soldados russos mortos com base em registros públicos, embora admitam subnotificação.
No lado ucraniano, o CSIS estima entre 500 mil e 600 mil baixas, incluindo mortos, feridos e desaparecidos. Desses, entre 100 mil e 140 mil militares teriam morrido até dezembro de 2025. O estudo projeta que o total de baixas dos dois lados pode chegar a 2 milhões até junho deste ano.
Após a forte queda da véspera, o Ibovespa passou por novo ajuste e encerrou a quinta-feira (5) em leve alta de 0,23%, aos 182.127 pontos, movimento típico de um mercado que testa recordes no início de 2026. O câmbio permaneceu praticamente estável, com o real avançando 0,08%, a R$ 5,254, enquanto os juros futuros oscilaram […]