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Flávio Bolsonaro se inscreve para encenar suposta defesa do Brasil contra “TariFlávio” nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se inscreveu para discursar em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre o novo tarifaço contra o Brasil. A sessão está marcada para 6 de julho, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu cinco minutos de fala como representante do Senado Federal e pré-candidato à Presidência.

Ao Globo, aliados afirmaram que Flávio deve defender a suspensão da proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e também o Pix, alvo de críticas do governo Donald Trump por suposta concorrência desleal. O prazo para os Estados Unidos decidirem se adotarão ou não as medidas termina em 15 de julho, cerca de uma semana após a audiência.

No início de junho, o USTR concluiu uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, mecanismo que permite a Washington reagir a práticas consideradas injustas. O órgão questionou políticas brasileiras ligadas ao comércio digital e ao Pix, além de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e questões ambientais.

A última segunda-feira foi a data-limite para pedidos de participação na audiência. A comissão deve divulgar nos próximos dias a lista de participantes. O governo Lula não inscreveu representantes.

A discussão ocorre em meio ao desgaste de Flávio com o tema. Pesquisa Genial/Quaest divulgada neste mês mostrou que 47% dos entrevistados concordam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando ele afirma que Flávio teria pedido as novas tarifas. Outros 35% concordam com a versão do pré-candidato do PL de que teria pedido a Trump para não tarifar produtos brasileiros.

A sondagem também apontou que 46% concordam com Lula ao dizer que as tarifas seriam uma retaliação ao Pix. Já 36% apoiam a leitura de Flávio de que a medida seria resposta a declarações do petista contra os Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: reprodução

A família Bolsonaro mantém relações com a direita trumpista desde antes da eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, e ampliou os contatos durante o julgamento da trama golpista.

Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, passou a articular pressão internacional ao lado de Paulo Figueiredo. Em julho passado, o empresário comemorou o primeiro tarifaço. “O Brasil merece a tarifa Moraes”, disse.

Na semana passada, Eduardo foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Flávio, por sua vez, foi escolhido pelo pai para disputar o Planalto e intensificou viagens e conversas em Washington.

No ofício ao USTR, Flávio afirma ter tratado do tema diretamente com Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio. O senador promete falar “contra a medida proposta e a favor de uma solução construtiva e negociada para as questões identificadas na investigação”.

“Duas posições são declaradas logo de início e de forma categórica. A testemunha opõe-se à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a qualquer medida voltada para o sistema público brasileiro de pagamentos instantâneos. Faz isso em nome dos consumidores e produtores de ambos os países e em defesa de uma parceria que tem servido aos Estados Unidos e ao Brasil há mais de oitenta anos”, diz o pedido.

Flávio argumenta que as tarifas poderiam beneficiar Lula. “A parte beneficiada pela medida não é a parte que a medida visa atingir”, ressalta. Segundo ele, “em várias das conclusões, a distância entre a posição do Representante Comercial e a de um governo brasileiro reformista é muito menor do que aquela existente em relação ao governo atual”.

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Por que favorito a primeiro-ministro após Starmer deixa Reino Unido em dúvidas

Andy Burnham, político trabalhista britânico
Andy Burnham, político trabalhista britânico. Foto: Reprodução.

Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, tornou-se o principal favorito para suceder Keir Starmer no Reino Unido depois que o primeiro-ministro britânico anunciou um cronograma para deixar o cargo. A movimentação em Westminster acelerou a transição de poder no Partido Trabalhista e colocou Burnham no centro da disputa pelo governo.

A posição de Burnham ganhou força na segunda-feira (22), quando Wes Streeting, ex-secretário de Saúde e apontado como seu maior rival em potencial, desistiu de concorrer e declarou apoio ao ex-prefeito de Manchester. A retirada deixou o caminho mais aberto para uma sucessão rápida dentro do partido.

Se confirmar a ascensão, Burnham será o quinto primeiro-ministro do Reino Unido em quatro anos. Ele acaba de chegar ao Parlamento como deputado por Makerfield, depois de vencer uma eleição complementar em uma área onde o Reform UK, partido da direita radical, costuma ter desempenho relevante.

Disputa trabalhista expõe dúvidas sobre Burnham

A possível troca de comando também abriu uma disputa por espaço no futuro governo. Aliados de Rachel Reeves defendem sua permanência no Ministério das Finanças sob o argumento de que ela preservou a confiança dos mercados. Há quem veja Streeting como possível substituto, mas ele afirmou que não recebeu convite de Burnham para ocupar o posto.

Parte do Partido Trabalhista demonstra incômodo com a velocidade da ascensão. Um ministro lembrou que Burnham não disputou as últimas eleições gerais, não era deputado até a semana passada e já perdeu duas corridas pela liderança trabalhista. “E lembre-se de que ele já concorreu à liderança do Partido Trabalhista duas vezes antes e perdeu”, disse. O mesmo ministro acrescentou: “E não só isso. Ele perdeu para dois perdedores — Ed Miliband e Jeremy Corbyn.”

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Foto: Jaimi Joy/Reuters

Ed Miliband perdeu as eleições gerais de 2015, enquanto Jeremy Corbyn foi derrotado em 2017 e 2019. A comparação alimenta a resistência de setores trabalhistas, apesar de Burnham aparecer hoje como um nome eleitoralmente competitivo contra o Reform UK e de ter escolhido uma vaga considerada difícil para retornar ao Parlamento.

A falta de detalhes sobre seu programa também provoca tensão interna. Uma fonte descreveu a movimentação de parlamentares trabalhistas como uma corrida “para pegar um trem que está prestes a sair da estação”, sem saber “para onde ele vai”. Durante a campanha em Makerfield, Burnham apresentou ideias gerais, mas concentrou sua agenda em temas locais que ajudariam a garantir a vitória.

Em publicação nas redes sociais sobre a decisão de Starmer de sair, Burnham disse que “as pessoas querem ver progresso no crescimento econômico, no custo de vida, nos serviços públicos, na habitação e nas oportunidades para a próxima geração”. Agora, parlamentares esperam que ele detalhe como pretende executar essas propostas, enquanto alguns cogitam tentar convencer Darren Jones, ministro-chefe de Starmer, a concorrer; aliados dizem que isso parece improvável, mas ainda não descartado.

O próximo passo da transição será a apresentação do programa de Burnham. Caso chegue ao cargo, ele terá de responder a questões que pouco enfrentou publicamente como prefeito, entre elas a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a possibilidade de elevar recursos para as Forças Armadas britânicas e a forma de financiar esse aumento.

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Cuba’s Fuel Crisis Brings Schools to a Standstill

The country’s already-struggling schools are ending the academic year early because of a crippling fuel shortage caused by the U.S. oil blockade.
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O reencontro de Lula e Trump durante a cúpula do G7 na França

Lula e Donald Trump na cúpula do G7 na França
Lula e Donald Trump próximos a líderes internacionais na cúpula do G7 na França. Foto: Reprodução.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se cumprimentaram na noite de terça-feira (16/6) durante um evento social da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, segundo assessores do petista.

Auxiliares de Lula disseram que o cumprimento ocorreu após um concerto organizado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no hotel onde acontece a cúpula. Eles afirmam que ninguém registrou o momento em foto ou vídeo.

Depois do concerto, Lula e Trump seguiram para um jantar de gala que Macron ofereceu aos líderes presentes no encontro. O contato ocorreu fora da agenda formal de reuniões bilaterais da cúpula.

Mais cedo, durante a chamada “foto de família” dos líderes do G7 e convidados, Lula e Trump passaram próximos um do outro, mas não interagiram diante das câmeras.

Líderes mundias na Cúpula do G7. Foto: Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Planalto diz que não houve pedido de reunião bilateral

Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que Brasil e Estados Unidos não apresentaram pedido formal para uma reunião bilateral entre Lula e Trump durante a cúpula.

A avaliação de auxiliares do presidente brasileiro é que uma nova conversa formal entre os dois não faria sentido neste momento, porque o grupo criado durante a visita de Lula à Casa Branca, em maio, ainda discute os temas tratados pelos dois governos.

A agenda de Lula no G7 também incluiu conversas com outros líderes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu uma reunião bilateral com o brasileiro durante a cúpula.

Na programação do encontro, Lula também discutiu o acordo Mercosul-Japão com a primeira-ministra japonesa. Em discurso no G7, o presidente brasileiro enviou recados a Trump sobre facções e tarifaço, segundo a pauta da coluna.

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“Guerra cultural”: o discurso de Eduardo Bolsonaro na premiere de “Dark Horse” nos EUA

Eduardo Bolsonaro em evento nos EUA. Foto: Madel Ngan/AFP

Alvo de investigação da Polícia Federal sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o financiamento da obra, o filme “Dark horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve sua primeira exibição pública na segunda-feira (15), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A sessão ocorreu durante o Fraud Fighter Summit, encontro da direita estadunidense dedicado a temas como fraude eleitoral, corrupção e manipulação de processos eleitorais.

A premiere encerrou o primeiro dia da convenção e contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O objetivo do filho do ex-presidente, segundo o blog da Bela Megale, era atrair distribuidores interessados em exibir “Dark horse” em salas de cinema nos Estados Unidos.

Após a exibição, Eduardo participou de um painel ao lado do diretor Cyrus Nowrasteh, mediado pelo influenciador de direita Juan O’Savin. Durante a conversa, o ex-deputado falou sobre a situação de saúde de Jair Bolsonaro e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tratar da Operação Lava Jato.

Eduardo Bolsonaro durante discurso na Fraud Fighter Summit (Cúpula de Combate a Fraude), em Las Vegas. Foto: reprodução

Eduardo afirmou que o filme faz parte de uma disputa cultural contra adversários ideológicos. “O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda”, disse Eduardo, que citou Exterminador do Futuro 2, de 1991, como exemplo de obra de impacto duradouro. “É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”.

Questionado sobre eventual reação política contrária à produção, Eduardo mencionou apenas uma ação na Justiça Eleitoral, sem comentar outras controvérsias envolvendo o longa, como o suposto financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, disse Eduardo.

Cyrus Nowrasteh afirmou que o filme foi produzido sem conhecimento do “establishment” e que órgãos públicos só souberam da obra no fim das filmagens, quando a equipe gravava cenas sobre a facada sofrida por Bolsonaro em 2018. “Todos os nossos documentos estavam legais”, disse o cineasta.

O diretor também afirmou que espera que o filme tenha impacto político no Brasil. “Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”, disse Cyrus.

O evento ocorreu um dia antes de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por atuação nos EUA para coagir ministros da Corte por meio da articulação de sanções. No painel, ele admitiu ter trabalhado com o governo Trump para sancionar um ministro do Supremo.

“Disseram que eu estava trabalhando com o governo Trump para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal que está mandando todas essas pessoas para a prisão. Isso é verdade. Não porque eu estivesse tentando absolver meu pai no julgamento, porque eu sempre soube que ele seria condenado. Mas, como eles são covardes, não processam nem denunciam o presidente Trump, o secretário Rubio ou Bessent. Em vez disso, estão me denunciando, tentando me tornar inelegível”, disse Eduardo.

O Fraud Fighter Summit informou que os 700 lugares do evento, com ingressos a US$ 350, foram esgotados. A programação também previa participações de Stephen Bannon, Roseanne Barr e Hwang Kyo-ahn.

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Bolsonarista Tallis Gomes esclarece polêmica de foto com Zuckerberg

Tallis Gomes e Mark Zuckerberg em foto manipulada. Foto: reprodução

A assessoria de imprensa do G4 Educação esclareceu a polêmica envolvendo uma foto do CEO da empresa, Tallis Gomes, ao lado do bilionário Mark Zuckerberg, dono da Meta. A imagem foi publicada nas redes sociais pelo empresário e passou a ser questionada por usuários da rede X, que apontaram supostas inconsistências visuais e levantaram a hipótese de montagem com inteligência artificial.

Em nota, a assessoria afirmou que o registro é autêntico. “O encontro e a foto são reais, não se trata de um fake”, afirmou ao DCM.

Tallis Gomes, de 39 anos, é presidente da G4 Educação, plataforma de soluções empresariais que projeta alcançar R$ 1 bilhão em receita no próximo ano. O empresário bolsonarista publicou a imagem após participar de um evento de UFC promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Gomes, o encontro com Zuckerberg ocorreu na Casa Branca. No domingo, Trump transformou o gramado da residência oficial em uma arena de MMA para celebrar seu aniversário de 80 anos. O evento reuniu apoiadores do presidente estadunidense e convidados para acompanhar lutas no octógono.

Na publicação, Gomes afirmou ter conversado rapidamente com Zuckerberg sobre temas como liberdade de expressão, eleições e empreendedorismo. “Na Casa Branca ontem, bati um papo rápido com o Zuckerberg sobre liberdade de expressão, eleições e empreender. Não foi conversa longa, mas reforçou o óbvio: sem liberdade de verdade, o jogo fica manipulado”, escreveu.

Na Casa Branca ontem, bati um papo rápido com o Zuckerberg sobre liberdade de expressão, eleições e empreender.
Não foi conversa longa, mas reforçou o óbvio: sem liberdade de verdade, o jogo fica manipulado. pic.twitter.com/DIzijL9awv

— Tallis Gomes (@tallisgomes) June 15, 2026

A postagem, no entanto, gerou questionamentos. Usuários da rede X observaram que a imagem trazia o logo da ferramenta Gemini, do Google, e passaram a afirmar que a fotografia teria sido criada por inteligência artificial. A marca foi interpretada por parte dos internautas como indício de que se tratava de uma imagem artificial ou manipulada.

A assessoria de Tallis Gomes negou que a foto tenha sido fabricada. Segundo a equipe do empresário, a imagem original foi capturada em um ambiente com pouca iluminação e depois passou por uma ferramenta de inteligência artificial para ajuste de qualidade.

“O que aconteceu é que a foto original foi tirada em um ambiente muito escuro e acabou passando por uma ferramenta de IA (Gemini) para melhorar a nitidez e a iluminação. Como esse tipo de tecnologia às vezes altera um pouco as texturas e feições, acabou gerando essa impressão de montagem, mas o registro de fato aconteceu”.

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VÍDEO – Trump abre reunião do G7 com ironia a líderes: “Eu sou o chefe”

Donald Trump em reunião do G7
Donald Trump em reunião do G7. Foto: Reprodução.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu nesta quarta-feira (17) uma reunião com líderes da cúpula do G7 com uma frase irônica dirigida aos demais participantes: “Eu sou o chefe”.

A declaração marcou o início do encontro entre chefes de governo e de Estado presentes à cúpula. Trump fez a observação antes do avanço das conversas com os outros líderes reunidos no fórum.

O relato identifica a fala como uma ironia. A frase ganhou destaque por ter partido do presidente americano diante de representantes das principais economias que integram o G7.

Trump participou da reunião como chefe do governo dos Estados Unidos, um dos países do grupo. A cúpula reúne lideranças de EUA, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, com participação da União Europeia nos encontros.

WATCH: Trump jokingly declares that he is “the boss” during a meeting with G7 leaders. pic.twitter.com/3flewxM5WU

— Clash Report (@clashreport) June 17, 2026

Expectativa de encontro com Lula

A negociação das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de junho, está entre as principais prioridades do governo brasileiro na reunião do G7, realizada na França nesta semana. O grupo reúne algumas das maiores economias do mundo e discute temas como economia, conflitos, clima e segurança.

Segundo o G1, diplomatas brasileiros apostam em um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump para destravar as negociações. A reunião bilateral, porém, ainda não foi confirmada. O fato de os dois líderes não terem interagido ao posar para a foto oficial do grupo foi visto como sinal negativo por interlocutores.

O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para participar de reuniões do bloco, como ocorreu na atual cúpula. O governo brasileiro tenta negociar a retirada das tarifas desde o ano passado, quando Trump anunciou as primeiras taxas de importação sobre produtos do país.

Houve avanço em novembro de 2025, quando a Casa Branca eliminou a tarifa de 40% aplicada a diversos itens exportados pelo Brasil. As novas tarifas de 25%, anunciadas neste mês, são vistas pelo governo Lula como uma medida mais política do que comercial.

Integrantes do governo afirmam que a decisão ignora argumentos técnicos apresentados por representantes brasileiros nos últimos meses. A medida, porém, segue um padrão adotado por Trump em outras ocasiões: o uso de tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas.

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Trump diz que os EUA vão “voltar a lançar bombas” se não gostar do acordo com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17), durante a conferência do G7, que os EUA vão “voltar a lançar bombas” caso não goste do acordo com o Irã.

Trump disse que o acordo proposto para encerrar o conflito no Oriente Médio, que deve ser formalizado em uma cerimônia de assinatura em Genebra na sexta-feira, “não é final”.

“É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, vamos voltar a atirar contra eles, lançando bombas sobre suas cabeças. Eu não gosto disso se eles não se comportarem. Vamos voltar a lançar bombas exatamente no meio da cabeça deles”, afirmou o presidente durante a cúpula em Évian, na França.

Líderes dos países mais ricos do Grupo dos Sete — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália e Japão — estão reunidos na cidade alpina para a cúpula, que também conta com representantes da União Europeia e da Ucrânia entre os convidados.

Em atualização.

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Leia os 14 pontos do acordo de paz entre EUA e Irã, a ser assinado na sexta

Bandeiras dos EUA e do Irã. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos e a República Islâmica do Irã devem assinar formalmente, em 19 de junho, na Suíça, um memorando de entendimento que abre caminho para 60 dias de negociações destinadas a encerrar definitivamente a guerra entre os dois países e estabelecer novas restrições ao programa nuclear iraniano.

A seguir, os principais pontos da minuta de 14 artigos obtida pela Bloomberg News:

1. Fim imediato e permanente da guerra

Estados Unidos e Irã, juntamente com seus aliados envolvidos no conflito, declaram o fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os dois países se comprometem a não realizar ações hostis um contra o outro nem ameaçar ou utilizar força militar.

2. Respeito à soberania

As duas nações se comprometem a respeitar mutuamente a soberania e a integridade territorial de cada país, abstendo-se de interferir em assuntos internos.

3. Prazo para acordo definitivo

Os governos concordam em negociar um acordo final em até 60 dias, prazo que poderá ser prorrogado mediante consentimento mútuo.

4. Fim do bloqueio naval e retirada militar dos EUA

Imediatamente após a assinatura do memorando, os Estados Unidos deverão suspender o bloqueio naval e restaurar integralmente o tráfego marítimo ligado ao Irã em até 30 dias. Também se comprometem a retirar suas forças das áreas próximas ao país em até 30 dias após a assinatura do acordo definitivo.

5. Reabertura das rotas marítimas pelo Irã

O Irã deverá garantir a retomada da circulação de navios mercantes entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, restaurando o fluxo aos níveis anteriores à guerra em até 30 dias. O texto prevê a remoção de obstáculos técnicos e a neutralização de minas marítimas.

Vista de satélite do Estreito de Ormuz. Foto: reprodução

6. Plano econômico de US$ 300 bilhões

Os Estados Unidos e seus parceiros regionais se comprometem a elaborar um amplo plano de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã, com financiamento mínimo de US$ 300 bilhões. Os mecanismos de implementação serão definidos durante as negociações.

7. Fim das sanções

Washington promete encerrar, de forma gradual e dentro de cronograma a ser negociado, todas as sanções impostas ao Irã, incluindo medidas aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e sanções unilaterais americanas.

8. Compromisso nuclear

O Irã reafirma que nunca produzirá armas nucleares. O destino do material enriquecido e outras questões relacionadas ao programa nuclear serão tratados no acordo definitivo, incluindo as necessidades nucleares civis do país.

9. Manutenção do status atual durante as negociações

Até a conclusão do acordo final, o Irã manterá inalterado seu programa nuclear e os Estados Unidos não imporão novas sanções nem ampliarão sua presença militar na região.

10. Autorização para exportações iranianas

O Departamento do Tesouro dos EUA emitirá autorizações especiais para permitir exportações de petróleo bruto, produtos petroquímicos e derivados iranianos, além dos serviços relacionados, como transporte, seguros e operações bancárias.

11. Liberação de ativos congelados

Os Estados Unidos se comprometem a liberar fundos e ativos iranianos atualmente congelados ou restritos, à medida que as negociações avancem. Os recursos ficarão sob controle do Banco Central do Irã e poderão ser utilizados livremente.

12. Mecanismo de supervisão

Será criado um sistema de monitoramento para garantir o cumprimento das obrigações previstas no acordo final.

13. Negociação das cláusulas restantes

Após a implementação inicial dos artigos considerados prioritários — especialmente os relacionados ao comércio marítimo, exportações e liberação de recursos — os dois países iniciarão negociações focadas exclusivamente nos demais pontos pendentes.

14. Aprovação pela ONU

O acordo definitivo deverá ser ratificado por meio de uma resolução vinculante do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Caso seja confirmado e assinado nos próximos dias, o memorando representará uma das maiores reaproximações diplomáticas entre Washington e Teerã em décadas, envolvendo o encerramento formal das hostilidades, a flexibilização de sanções econômicas e um novo marco para o programa nuclear iraniano.

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Trump dá chá de cadeira em líderes e alfineta: ‘Eu sou o chefe’

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante fotografia oficial dos chefes de delegação dos países membros e dos países convidados do G7, em Évian-les-Bains - França. — Foto: Ricardo Stuckert / PR
Nesta quarta-feira, o último dia de reunião do G7 começou com quase uma hora de atraso. O motivo: a ausência de Donald Trump na sala de reuniões, em Evian, na França. Junto com os demais líderes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no local com vários outros presidentes perto das 9h45 (horário de […]

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Nesta quarta-feira, o último dia de reunião do G7 começou com quase uma hora de atraso. O motivo: a ausência de Donald Trump na sala de reuniões, em Evian, na França.
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After a Bitter Split, European Leaders Play Nice With Trump

A peace framework with Iran, and hope for cooperation with Ukraine, softened the tone on Tuesday at a Group of 7 gathering in France.
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Why Team Iran Is in a Tough Spot at the World Cup

At its first game in Los Angeles, the men’s national team drew spectators who weren’t coming for the soccer, but rather to protest the regime in Tehran.
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PGR rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro; defesa sofre novo revés no STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master e apontado pela Polícia Federal como líder de um esquema bilionário de fraudes financeiras. Leia em TVT News.

A decisão foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (15) e segue o mesmo entendimento adotado anteriormente pela Polícia Federal, que já havia recusado a nova tentativa de delação.

Segundo a PGR, o material apresentado pelos advogados de Vorcaro não trouxe informações inéditas capazes de justificar a abertura de um acordo de colaboração. Na avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e dos integrantes da equipe responsável pelo caso, os elementos apresentados reproduzem ou até mesmo contradizem dados que já constam nas investigações em andamento.

A rejeição representa mais um obstáculo para a estratégia da defesa do ex-banqueiro, preso preventivamente desde março deste ano no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras estimado em até R$ 12 bilhões.

Falta de informações novas e ressarcimento pesaram na decisão

De acordo com as informações encaminhadas ao STF, um dos fatores considerados pela PGR para rejeitar a proposta foi a ausência de compromisso efetivo com a devolução de recursos aos cofres públicos e às instituições prejudicadas pelo esquema investigado.

A Procuradoria entendia que qualquer avanço nas negociações deveria estar acompanhado de uma sinalização concreta de ressarcimento. Nos bastidores, a avaliação era de que Vorcaro deveria indicar mecanismos para devolver ao menos R$ 60 bilhões, valor considerado relevante diante da dimensão dos prejuízos atribuídos ao esquema.

A proposta analisada pela PGR havia sido reformulada após uma primeira negativa da Polícia Federal. Mesmo com a ampliação do conteúdo, os procuradores concluíram que não houve avanço suficiente para justificar a homologação de um acordo.

Essa foi a primeira manifestação formal da Procuradoria sobre a colaboração proposta pelo ex-banqueiro. Após a primeira recusa da PF, os procuradores mantiveram diálogo com a defesa, mas o complemento apresentado não alterou a avaliação inicial.

Operação Compliance Zero investiga esquema criminoso bilionário envolvendo Banco Master

Daniel Vorcaro está preso em Brasília desde 4 de março, quando foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a Polícia Federal, ele comandava uma organização envolvida em fraudes financeiras de grande porte e em uma estrutura paralela de inteligência e intimidação.

Os investigadores afirmam que o grupo utilizava mecanismos de espionagem, invasão de dispositivos eletrônicos e monitoramento de desafetos. A estrutura teria sido operada por uma organização conhecida como “A Turma”.

Também foram presos durante as investigações o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado como administrador de empresas ligadas ao grupo, e Luiz Philip Mourão, conhecido como “Sicário”, descrito pelos investigadores como responsável por ações operacionais da organização.

As apurações apontam que o esquema extrapolava o ambiente financeiro e alcançava setores políticos, empresariais e órgãos públicos.

PF pede retorno de Vorcaro à Papuda

Além da rejeição da delação, a Polícia Federal solicitou que Daniel Vorcaro seja transferido da Superintendência da PF, em Brasília, para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Segundo fontes ligadas às investigações, a permanência do ex-banqueiro em uma sala de Estado-Maior da corporação poderia gerar dificuldades para o andamento de diligências relacionadas ao caso.

A decisão caberá ao ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal. Antes de qualquer definição, a Procuradoria-Geral da República também deverá apresentar manifestação sobre o pedido.

Relembre histórico da prisão de Vorcaro

Vorcaro foi preso em novembro de 2025 flagrante pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Na ocasião, o empresário tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai. No mesmo período, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio, alegando suspeitas de irregularidades relacionadas à emissão de títulos de crédito.

Após 11 dias de detenção, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou sua soltura mediante medidas cautelares e monitoramento eletrônico.

A situação mudou em março de 2026, quando a terceira fase da Operação Compliance Zero levou à decretação de uma nova prisão preventiva.

Investigação prendeu presidente do BRB

Desde então, as investigações se expandiram para diferentes frentes.

Em abril, a Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, sob suspeita de participação em operações financeiras investigadas.

Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro, foi apontado como um dos envolvidos no escândalo do Master

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Relações com banqueiro preso por fraude bilionária complicam Flávio e Ciro. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Em maio, a operação alcançou endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. Segundo a PF, o parlamentar teria atuado para favorecer interesses relacionados ao ex-banqueiro.

PF aponta que Refit pagou R$ 14 milhões para família de Ciro Nogueira

Anac bloqueia avião de Ciro Nogueira por ordem do STF

Polícia Federal realiza buscas contra Ciro Nogueira e prende primo de Vorcaro

BolsoMaster: Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro envolvidos com o banqueiro

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Mario Frias, Flávio e Carlos Bolsonaro, com o ator Jim Caviezel do filme “Dark horse” sobre Jair Bolsonaro – Foto: Divulgação

Ainda no mesmo mês, vieram à tona informações sobre contatos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e pedidos de apoio financeiro para o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

BolsoMaster: vazamento de áudios explode nas redes e amplia desgaste de Flávio Bolsonaro

Ancine pode multar produtora de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, em até R$ 100 mil

Pai de Vorcaro é preso

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Pai de Vorcaro, que foi preso nesta quinta (14) – Reprodução/Linkedin

Também foi preso Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, suspeito de integrar a estrutura de intimidação investigada pela Polícia Federal.

Na sexta fase da operação, agentes da própria Polícia Federal e peritos passaram a ser investigados por suposto vazamento de informações sigilosas e acesso irregular a sistemas restritos.

Fundo Garantidor de Créditos (FGC) busca ressarcimento

Entre os principais interessados em eventual ressarcimento financeiro está o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A entidade privada, mantida pelo sistema bancário, foi responsável por desembolsar bilhões de reais para indenizar investidores após a liquidação do Banco Master.

Caso algum acordo de colaboração venha a ser firmado futuramente, parte dos recursos recuperados poderá ser destinada ao ressarcimento dos prejuízos causados pelo esquema investigado.

Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado em 2024, deve ser garantida a devolução de valores à União, preservando-se também os direitos das vítimas.

Defesa de Vorcaro tenta reorganizar estratégia

A segunda negativa da delação ocorre após mudanças significativas na equipe jurídica de Vorcaro.

Após a rejeição da primeira proposta de colaboração, a defesa promoveu uma reformulação interna. O advogado José de Oliveira Lima deixou a condução principal do caso, e o criminalista Sérgio Leonardo assumiu a coordenação da estratégia jurídica.

A nova proposta protocolada no início de junho ampliava o escopo das informações apresentadas. Segundo apurações divulgadas pela imprensa, o documento abordava relações com integrantes dos Três Poderes e incluía referências a supostos pagamentos periódicos destinados a agentes políticos.

Mesmo assim, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República concluíram que o material não atendia aos requisitos necessários para a formalização de um acordo de colaboração premiada.

Com a nova rejeição, o futuro da estratégia de defesa de Daniel Vorcaro permanece indefinido. Enquanto isso, as investigações da Operação Compliance Zero continuam avançando sob supervisão do STF e da Polícia Federal.

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The G7 Summit Is Dogged by Chaos and Divided by Trump

Group of 7 meetings once embodied the effort to sustain the global diplomatic order. This year’s gathering, starting on Monday, symbolizes its fragmentation.
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Na Copa de Trump, imigrantes e refugiados dão a resposta em campo

Numa Copa do Mundo marcada por exclusões promovidas por Donald Trump e sediada por um governo com fortes elementos de supremacistas brancos e orgulhoso de suas deportações, o futebol já indicou que guarda sempre a palavra final. Em pelo menos três jogos desse início de Mundial, imigrantes e refugiados foram as principais estrelas em campo. […]
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Deadlocked Wars: How Major Powers Misread the Regions They Attacked

Russia and the United States projected their own centralized views onto Ukraine and Iran, analysts said. As a result, the smaller countries trapped larger ones in a costly confrontation.
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Trump diz que “football” é o que se joga na Copa do Mundo e não na NFL

Donald Trump voltou a chamar atenção neste sábado (13) ao entrar em um dos debates mais antigos do esporte nos Estados Unidos. Durante um discurso na Casa Branca, o presidente americano afirmou que a modalidade mais popular do planeta deveria ser conhecida em inglês como “football”, termo utilizado pela maior parte dos países.

“[O esporte disputado na Copa do Mundo] deveria ser chamado de ‘football’. Não há nenhuma dúvida sobre isso. Temos que inventar outro nome para essa coisa da NFL”, afirmou Trump.

A discussão tem origem histórica. O esporte conhecido mundialmente como futebol recebeu o nome de “association football” na Inglaterra para diferenciá-lo de outras variantes do jogo. A partir daí surgiu a abreviação “soccer”, derivada da palavra “association”. Embora o termo tenha sido criado pelos próprios britânicos, ele caiu em desuso no Reino Unido e permaneceu amplamente adotado nos Estados Unidos, onde a palavra “football” passou a identificar o futebol americano, principal esporte do país e base da NFL.

Ao defender a mudança, Trump sugeriu que o esporte disputado na Copa do Mundo deveria assumir oficialmente o nome de “football” nos Estados Unidos, o que reabriria uma discussão cultural e esportiva que existe há décadas entre torcedores e especialistas.

A declaração ocorre em meio ao crescente entusiasmo dos americanos com o Mundial de 2026. Os Estados Unidos são um dos países-sede da competição, ao lado de Canadá e México, e a seleção norte-americana estreou com vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai.

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira da história com 48 seleções participantes e será a maior edição já realizada pela FIFA, com partidas distribuídas pelos três países da América do Norte.

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A Tren de Aragua Leader Is Killed in a Joint Strike, U.S. and Venezuela Say

A strike this week in Venezuela killed a gang leader known as Niño Guerrero who was wanted in the United States, officials in both countries said.
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Trump anuncia morte de líder de facção venezuelana El Tren de Aragua

Da Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em sua rede social (Truth) que o comando sul das forças armadas norte-americanas, com sede na Flórida, executou Niño Guerrero (Héctor Rusthenford Guerrero Flores) – tido como líder do El Tren de Aragua, grupo de traficantes de drogas.

A ação aconteceu no sudeste do estado de Bolívar, cuja capital (Ciudad Bolívar) fica a 715 quilômetros de Pacaraima (RR), cidade brasileira na fronteira com a Venezuela.

Segundo Trump, a execução se deu em “um ataque rápido e letal” feito “em estreita colaboração com nossos amigos na Venezuela”. O presidente estadunidense descreve El Tren de Aragua como uma organização terrorista estrangeira.

comunicado do governo venezuelano chama de “organização criminal”. Na nota, o governo venezuelano promete que “continuará adotando as medidas necessárias para garantir a paz, a tranquilidade e a proteção” da população.

Trump afirmou que “os terroristas do El Tren de Aragua não têm mais refúgio seguro na Venezuela ou em qualquer outro lugar” e que sob sua “liderança” serão encontrados “assassinos cruéis e chefões do narcotráfico a qualquer hora, em qualquer lugar.”

O comando do sul das forças armadas norte-americanas que atuou na execução é responsável pelo planejamento, operações militares e cooperação de segurança para os Estados Unidos na América Central, América do Sul e Caribe,

No final do mês de maio, o Departamento de Estado dos EUA, homólogo ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, publicou que passou a designar o PCC, assim como o Comando Vermelho, como organização terrorista criminosa.

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A Challenge in the U.S.-Iran Talks: Both Sides Demand Victory

Washington and Tehran would need to defend any potential deal as a win for their side. And each has a leader whose approach to talks is vexing mediators.
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Brasil manterá cooperação com EUA contra crime após decisão sobre PCC e CV

PCC CV
O presidente Lula em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo brasileiro deve manter a cooperação já existente com os Estados Unidos no combate ao crime organizado após a decisão de Donald Trump de classificar o PCC e CV como organizações terroristas. Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto também descartam a possibilidade de uma ação militar estadunidense em território brasileiro em ano eleitoral.

Segundo o Valor, a avaliação no governo Lula é que a designação tem mais peso político do que efeitos práticos no enfrentamento às facções. Interlocutores do Planalto afirmam que Brasil e Estados Unidos já mantêm cooperação ampla em investigações, troca de informações e combate a redes criminosas.

Na leitura desses integrantes do governo, a medida não decorre de uma mudança recente no cenário de segurança pública nem de algum fato novo que justificasse alteração na atuação conjunta entre os dois países. A decisão foi oficializada nesta sexta-feira (5) pelo governo Trump.

A principal preocupação do Planalto está nos efeitos indiretos da classificação. Como a designação enquadra as facções no escopo da legislação antiterrorismo estadunidense, ela pode ampliar o espaço para iniciativas unilaterais dos Estados Unidos em temas de segurança e sistema financeiro internacional.

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Distribuição do PCC (azul) e do CV (vermelho) no território brasileiro em 2025. Foto: Divulgação/Fórum Nacional de Segurança Pública

Na prática, interlocutores do governo avaliam que a medida aumenta a vulnerabilidade do Brasil a pressões externas sem gerar ganhos concretos no combate ao crime organizado. A preocupação envolve possíveis sanções, restrições financeiras e impactos sobre empresas ou instituições que venham a ser associadas a pessoas ligadas às facções.

Mesmo assim, a hipótese de ação militar dos Estados Unidos no Brasil é tratada como remota. A avaliação no Planalto é que não há justificativa concreta para uma iniciativa desse tipo e que uma operação dessa natureza criaria uma crise diplomática em meio ao calendário eleitoral.

O governo Lula deve insistir na linha de cooperação policial e judicial, sem aceitar efeitos automáticos da classificação feita por Washington sobre a legislação brasileira. A posição interna é que facções criminosas devem continuar sendo enfrentadas com inteligência, investigação financeira, controle de fronteiras e integração entre autoridades, não por enquadramento externo imposto por outro país.

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Pesquisa mostra rejeição crescente a Israel no Brasil e no exterior e repulsa a Netanyahu

Pesquisa do Centro de Pesquisas Pew, dos EUA, sobre a rejeição crescente a Israel

Uma pesquisa internacional realizada pelo Pew Research Center revela que a imagem de Israel continua se deteriorando em grande parte do mundo e que a confiança no primeiro-ministro Benjamin Netanyahu segue em queda.

O levantamento foi realizado entre 8 de fevereiro e 13 de maio de 2026 em 36 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Argentina, México, Colômbia e África do Sul.

O Pew Research Center é um dos principais institutos independentes de pesquisa dos Estados Unidos, especializado em estudos de opinião pública, tendências sociais, política, religião e relações internacionais. Seus levantamentos são frequentemente utilizados por universidades, governos, meios de comunicação e centros de pesquisa em diversos países.

Segundo o estudo, a mediana global mostra que 67% dos entrevistados têm uma opinião desfavorável de Israel, enquanto apenas 25% manifestam uma visão favorável.

Os índices mais negativos aparecem em países de maioria muçulmana, como Bangladesh, Indonésia, Malásia, Paquistão e Turquia, além da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. O levantamento não incluiu a Faixa de Gaza devido às condições de terra arrasada.

A pesquisa também identificou níveis elevados de rejeição em praticamente toda a Europa. Na Itália, na Holanda e na Espanha, cerca de metade da população ou mais declarou ter uma visão “muito desfavorável” de Israel. Em contrapartida, alguns dos resultados mais positivos foram registrados em países da África Subsaariana.

Os dados indicam ainda uma diferença geracional significativa. Em vários países da América do Norte e da Europa, os jovens demonstram opiniões mais negativas sobre Israel do que os grupos mais velhos. Na Hungria, por exemplo, 72% das pessoas entre 18 e 34 anos têm visão desfavorável do país, contra 45% entre aqueles com 50 anos ou mais.

O recorte ideológico também mostra uma divisão expressiva. Em diversos países, eleitores identificados com a esquerda apresentam avaliações muito mais negativas de Israel do que aqueles posicionados à direita. Nos Estados Unidos, 83% dos liberais têm opinião desfavorável sobre Israel, contra 37% dos conservadores. Diferenças semelhantes foram registradas na Austrália, Espanha, França, Suécia, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Brasil e Colômbia.

Segundo o levantamento, 52% dos brasileiros têm uma visão desfavorável do país, enquanto 33% expressam uma opinião favorável. Entre os que avaliam Israel negativamente, 13% afirmam ter uma opinião “muito desfavorável” e 39% uma opinião “um pouco desfavorável”. Já entre os que veem o país de forma positiva, 28% manifestam uma opinião “um pouco favorável” e apenas 5% dizem ter uma visão “muito favorável”.

O resultado coloca o Brasil entre os países latino-americanos onde predominam avaliações negativas sobre Israel, ao lado de Chile (60%), México (59%), Colômbia (56%) e Argentina (55%).

A percepção internacional sobre Israel piorou em relação ao ano passado. Entre os 24 países onde havia dados comparáveis, 13 registraram aumento estatisticamente significativo das opiniões negativas. Na Argentina, por exemplo, a parcela da população com visão desfavorável passou de 46% em 2025 para 55% em 2026. Crescimentos também foram observados na Austrália, Itália, Nigéria, Polônia e Reino Unido.

O estudo aponta igualmente uma deterioração da imagem de Benjamin Netanyahu. Em grande parte dos países pesquisados, a maioria dos entrevistados declarou ter pouca ou nenhuma confiança no premiê israelense para lidar com assuntos internacionais.

Mais da metade da população em países como Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Austrália, Indonésia, Malásia, Paquistão e Reino Unido afirmou não confiar de forma alguma no líder israelense.

Apenas dois países apresentaram maioria favorável a Netanyahu: Quênia e Filipinas. Nos demais, os índices de desconfiança predominam. Assim como ocorre com a imagem de Israel, jovens e pessoas identificadas com a esquerda tendem a expressar avaliações mais negativas do primeiro-ministro.

A confiança em Netanyahu também caiu em 13 dos 24 países onde o instituto possui dados comparativos. A Coreia do Sul registrou a maior mudança: 76% dos entrevistados afirmam agora ter pouca ou nenhuma confiança no premiê israelense, ante 64% no ano anterior. Na Itália, a parcela dos que dizem não confiar de forma alguma em Netanyahu subiu de 45% para 62% em apenas um ano.

A pesquisa foi realizada após o início da campanha militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, lançada em 28 de fevereiro, e em meio à continuidade do genocídio na Faixa de Gaza, fatores que ajudam a contextualizar a evolução dos resultados observados pelo instituto.

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“Tariflávio”: Esquerda domina debate do tarifaço e encurrala Flávio Bolsonaro nas redes

tariflávio
O pré-candidato ao entreguismo, “Tariflávio” Bolsonaro. Foto: Reprodução

A narrativa do “Tariflávio” dominou o debate nas redes sociais sobre o tarifaço dos Estados Unidos e a ofensiva contra o Pix, ampliando a pressão sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo dados do Instituto Democracia em Xeque, as menções que atribuem culpa ao senador pelas tarifas foram quase dez vezes maiores que as que responsabilizam Lula.

O relatório aponta que a narrativa do tarifaço ou “Tariflávio” concentrou 563,1 mil publicações e 4,7 milhões de interações. A tentativa de atribuir a culpa a Lula alcançou 58,9 mil publicações e 606,4 mil interações.

Para os pesquisadores, a diferença mostra que a responsabilização da família Bolsonaro engajou com mais força a conversa pública. A associação reuniu três elementos: a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos, o ataque ao Pix e a aproximação entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, lida por críticos como uma ação contra interesses nacionais.

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Gráfico mostra o número de publicações com os termos “Tariflávio” e “Culpa do Lula”. Foto: Instituto Democracia em Xeque

A crise ganhou novo fôlego após Eduardo Bolsonaro falar sobre o Zelle, sistema de transferências dos Estados Unidos, em entrevista à TMC News. Questionado sobre se o Pix estava ameaçado, ele afirmou que o Brasil poderia levar o Zelle à mesa de negociação com os estadunidenses.

“Agora, os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos EUA. Então dá para você ir a uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá para você sentar, dá para negociar”, declarou Eduardo Bolsonaro.

🚨VEJA – Eduardo Bolsonaro diz que os EUA tem o Zelle e afirma que então da para ir para negociação com bons argumentos

"Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, por exemplo o Zelle (…) Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com com bons argumentos” pic.twitter.com/KMNbv91Gqk

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) June 3, 2026

A declaração foi criticada por quem entendeu que o ex-deputado sugeria flexibilizar o Pix diante da pressão de Washington. No dia seguinte, Eduardo Bolsonaro tentou se explicar e afirmou que citou o Zelle para argumentar aos Estados Unidos que não haveria problema no Pix, já que os estadunidenses também têm plataformas semelhantes.

A fala gerou incômodo dentro do próprio PL. Uma pessoa da cúpula do partido disse ao Estadão que a declaração foi um “desastre”. Outra pessoa ligada à campanha avaliou que o comentário “pode atrapalhar muito” se não for bem explicado.

Flávio Bolsonaro já vinha tentando se defender do tarifaço anunciado poucos dias após seu encontro com Trump na Casa Branca. Depois da fala do irmão, o senador passou a defender publicamente o Pix e afirmou que o sistema “é do Brasil” e “é do Bolsonaro”, por ter sido implementado durante o governo Jair Bolsonaro.

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The World Cup Comes to Canada. But Does Anyone Care?

Staggering ticket prices and lackluster matches have left thousands of seats in Toronto and Vancouver unsold just days before the tournament kicks off.
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Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra

Estados Unidos e Irã seguem sem acordo para encerrar a guerra, que já se arrasta pelo quarto mês, apesar das negociações para transformar o cessar-fogo em uma solução definitiva.

O presidente americano, Donald Trump, disse no sábado (30) que não pretende apressar as conversas. Segundo ele, um acordo rápido poderia ajudar a derrubar os preços da gasolina, mas também aumentaria o risco de um pacto considerado ruim por Washington.

Trump afirmou que exige garantias de que o Irã não terá uma arma nuclear. Ele voltou a ameaçar uma resposta militar caso as negociações fracassem.

“Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque os preços da gasolina vão despencar, mas, se você estiver com pressa, não vai fazer um bom acordo”, disse Trump. “E, lenta mas seguramente, estamos conseguindo, eu acho, o que queremos. E, se não conseguirmos o que queremos, vamos encerrar isso de outro jeito.”

“Vamos fazer um grande acordo, caso contrário, vamos voltar e encerrar isso pela via militar”, afirmou.

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Pressão sobre energia e inflação

O conflito provocou turbulência nos mercados globais de energia desde o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã no início da guerra. A passagem responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e segue praticamente bloqueada.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina chegou a US$ 4,34 por galão no domingo (31), segundo a AAA. A pressão sobre energia também levou a inflação ao maior nível desde maio de 2023.

Nas negociações, Trump cobra que o Irã aceite duas condições: assumir o compromisso de nunca obter uma arma nuclear e reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz.

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Trump volta a publicar imagem de IA com o próprio rosto no Monte Rushmore

Trump zombou de garota que tem o sonho de jogar vôlei
O presidente Donald Trump, em Mar-a-Lago. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Donald Trump voltou a publicar imagens feitas com inteligência artificial em que aparece com o rosto esculpido no Monte Rushmore, monumento localizado na Dakota do Sul, nos Estados Unidos. As montagens foram compartilhadas em seu perfil no Truth Social e que circularam nas redes sociais.

Nas imagens, Trump aparece ao lado de Abraham Lincoln, um dos quatro ex-presidentes representados no memorial. Atualmente, o Monte Rushmore reúne os rostos de George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Lincoln.

Trump Rushimore
Publicações de Donald Trump em sua rede social. Foto: Reprodução

O desejo de Trump de ver seu rosto no Monte Rushmore não é novo. Segundo o Poder360, o tema já circulava desde seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Kristi Noem, hoje secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, chegou a presenteá-lo com uma maquete do monumento incluindo sua imagem.

A ideia também teve tentativa formal no Congresso dos Estados Unidos. Em 2025, a deputada republicana Anna Paulina Luna apresentou um projeto de lei para incluir Trump no memorial, sob o argumento de que ele teria deixado um legado duradouro ao país.

O Serviço Nacional de Parques rejeitou a expansão do monumento por risco de instabilidade geológica nas rochas. Mesmo assim, Trump já havia publicado outra versão da imagem no início de maio e voltou agora a divulgar montagens semelhantes.

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Israel Captures Crusader Castle That Symbolized Its Long Lebanon Occupation

The seizure of Beaufort in southern Lebanon called up bitter memories in both countries amid a widening Israeli conflict with Hezbollah that seems far from over.
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The Russian Drone That Hit Romania Also Hit European Confidence

The failure to protect NATO territory further increased anxiety about alliance solidarity, Russia’s intentions and Washington’s commitment to collective defense.
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Fotos com Trump, como a de Flávio Bolsonaro, são comercializadas por até US$ 500 mil

Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

O senador Flávio Bolsonaro conseguiu na tarde desta terça-feira (26) aquilo que parecia ser o principal objetivo de sua viagem aos Estados Unidos: um retrato ao lado do presidente norte-americano Donald Trump.

A agenda, no entanto, esteve longe de representar uma reunião diplomática robusta ou um encontro político de grande densidade. Segundo relatos de jornalistas brasileiros em Washington, a passagem dos irmãos Bolsonaro pela Casa Branca foi extremamente rápida, durando cerca de dez minutos.

A correspondente da GloboNews Raquel Krähenbühl descreveu a sequência de forma quase burocrática: entrada de Flávio e Eduardo Bolsonaro, entrega de documentos a assessores, registro de imagens e saída. Já o correspondente da BandNews, Eduardo Barão, afirmou que toda a agenda teria levado aproximadamente dez minutos.

O registro foi feito dentro principal gabinete presidencial. Num outro clique, aparecem o lobista Paulo Figueiredo e seu comparsa Eduardo.

Trata-se de uma tentativa de mudar de assunto. Flávio atravessa uma crise após a repercussão de sua relação íntima com o banqueiro Daniel Vorcaro, tema que passou a dominar o noticiário político.

O episódio também expõe uma realidade conhecida nos bastidores da política americana: o acesso a Trump é um ativo financeiro, instrumento de marketing político e é comercializado. Pagou, levou.

Nos Estados Unidos, reuniões rápidas, fotos e momentos privados com o ex-presidente são associados a pacotes de arrecadação milionários destinados a financiar organizações conservadoras e campanhas republicanas. A manobra se chama photo op, contração de photo opportunity.

Um dos exemplos mais explícitos veio à tona recentemente através de um e-mail obtido pela newsletter Popular Information. A mensagem revelava que empresários e grandes doadores conservadores receberam uma proposta para participar de uma experiência VIP com Trump mediante doação de US$ 500 mil ao comitê político da organização de extrema-direita Turning Point USA, TPUSA. O pacote colocava preço na fotografia.

O TPUSA foi fundada pelo ativista fascista Charlie Kirk, assassinado durante uma palestra na Universidade do Vale de Utah, em Orem, em novembro. O ex-presidente Jair Bolsonaro participou, em fevereiro de 2023, do evento “Power to the People” (“Poder ao Povo”) em Miami, organizado pelo grupo. Foi saudado por Kirk como um “lutador contra o marxismo”.

Segundo o convite obtido pelo Popular Information, os participantes teriam direito a voo fretado até Phoenix, no Arizona, hospedagem, acesso especial ao comício intitulado “Build the Red Wall” (“Construa a Parede Vermelha”), tour privado pela sede da organização — e, principalmente, um encontro reservado com Trump seguido por uma sessão de fotos.

“Essa experiência incluirá participação em uma breve conversa com o presidente, seguida por uma oportunidade de fotografia”, dizia o e-mail enviado pelo executivo de relações públicas Sinan Kanatsiz.

Embora o evento de Trump em Phoenix fosse aberto gratuitamente ao público, o verdadeiro produto vendido nos bastidores era o acesso exclusivo ao presidente. O mesmo que se passou com Flávio e seu bando.

O ecossistema trumpista transformou esse tipo de acesso em produto de luxo. De acordo com o Popular Information, a oferta circulava de forma reservada entre empresários e aliados políticos selecionados.

No rodapé do convite havia inclusive um aviso em letras maiúsculas: “ESTE E-MAIL É APENAS PARA USO DO DESTINATÁRIO E NÃO DEVE SER COMPARTILHADO — CONFIDENCIAL”.

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Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump pode prejudicar o Brasil, avalia o Planalto

Flávio Bolsonaro se encontra com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca – Foto: Divulgação

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o encontro entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode gerar riscos para a pauta comercial entre os dois países. A avaliação foi relatada por integrantes do governo ouvidos sob reserva. Com informações da Folha.

Segundo integrantes do governo, a preocupação está relacionada à atuação de bolsonaristas no ano passado em defesa do tarifaço sobre produtos brasileiros. Apesar disso, integrantes do Executivo afirmam que as negociações com os Estados Unidos para retirar tarifas ainda existentes seguem avançando.

Fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty minimizaram a possibilidade de impacto eleitoral da visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca. Interlocutores do presidente Lula afirmam que o principal efeito político interno continua relacionado à ligação do senador com Daniel Vorcaro.

Itamaraty
Palácio do Itamaraty. Foto: A C Moraes/Itamaraty

De acordo com a avaliação de diplomatas, não há risco de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro em razão da agenda realizada nos Estados Unidos. A análise é compartilhada por integrantes da área diplomática do governo.

Os diplomatas também afirmam que os encontros entre Lula e Trump e a melhora do processo de negociação entre Brasil e Estados Unidos têm produzido resultados positivos. A avaliação considera o atual estágio das conversas mantidas entre os dois países.

Flávio Bolsonaro esteve em Washington nesta terça-feira (26). O encontro com Trump ocorreu em meio às discussões do governo sobre os possíveis reflexos da agenda para a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.

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Sakamoto: Vorcaro é o sujeito oculto na foto de Trump com Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

Por Leonardo Sakamoto, via UOL.

A fotografia era o que importava. Não a conversa, não as promessas, não a pretensa diplomacia. Apenas a imagem. Flávio Bolsonaro precisava dela como quem precisa de um colete salva-vidas em mar revolto. E, com a ajuda de Eduardo Bolsonaro e de aliados nos Estados Unidos, cavou hoje um encontro rápido com Donald Trump na Casa Branca para produzir exatamente isso: um retrato de sobrevivência política.

O objetivo não era competir em termos institucionais com Lula, que se reuniu oficialmente com o presidente norte-americano em encontro entre chefes de Estado em Washington DC para discutir temas de interessam a brasileiros e norte-americanos. A intenção era outra. Flávio precisava de uma fumaça espessa capaz de desviar o foco sobre sua relação com o bandido-Master Daniel Vorcaro, o seu pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro e a promessa de lealdade eterna feita a ele. E, principalmente, sobre as mentiras contadas pelo senador para encobrir tudo isso.

A foto surge, então, como instrumento político. Um símbolo para consumo interno. Um recado aos aliados, aos empresários e principalmente à militância: “a campanha continua viva”. Porque, no imaginário bolsonarista, ser recebido por Trump ainda funciona como certificado de relevância internacional. Pouco importa se o encontro foi rápido, paralelo, periférico. O que interessa é o enquadramento.

Trump aparece sentado, no centro da cena, enquanto Flávio, em pé e ao lado, ocupa uma posição lateral, quase ornamental. A composição lembra pinturas medievais nas quais o senhor feudal recebia seus vassalos para reafirmar hierarquia e lealdade. Um beija-mão. Não é a iconografia normalmente encontrada entre líderes equivalentes. Quando Trump posa com chefes de Estado, a liturgia visual costuma buscar simetria: ambos em pé, sentados, no mesmo plano. Ali, não. A fotografia estabelece níveis.

Para muita gente, isso é sinônimo de vassalagem e um lembrete da política de alinhamento automático com os EUA executada por Jair Bolsonaro. Contudo, ao contrário do que pensa o naco da sociedade que preza pela soberania, isso é exatamente a razão que explica por que ela funciona tão bem para o trumpismo tropical.

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Daniel Vorcaro, do Banco Master. Foto: Divulgação/Banco Master

O bolsonarismo sempre cultivou fascínio pela ideia de submissão a uma liderança forte, estrangeira e mitificada. A imagem de Flávio ao lado de Trump não comunica independência política, mas pertencimento. É menos um encontro entre iguais e mais uma audiência com o epicentro da extrema direita global. Há quem vá ao delírio com isso e chore enrolado na bandeira dos Estados Unidos.

O eleitorado fiel verá força onde existe encenação. Há aliados que interpretarão o clique como sinal de viabilidade. Mas a parcela independente do eleitorado, aquela que não vive em devoção permanente nem ao lulismo nem ao bolsonarismo, tende a continuar fazendo perguntas simples para definir o seu voto: por que esconder relações políticas e financeiras? Por que negar proximidades que depois reaparecem? E por que uma foto deveria valer mais do que explicações?

Há um sujeito oculto na imagem. É Vorcaro. Porque toda a pressa para produzir o retrato está menos ligada à necessidade de se contrapor Lula (que havia visitado Trump na Casa Branca e passado três horas discutindo política) e mais à necessidade urgente de mudar de assunto.

No fim das contas, pouco importava a postura corporal, a posição subalterna na foto ou o fato de Trump reservá-la normalmente para assessores e apoiadores de segunda linha. O importante era voltar ao Brasil com um JPEG circulando nas redes e na imprensa e a esperança de que alguns milhares de compartilhamentos sejam suficientes para soterrar perguntas inconvenientes sobre banqueiros, promessas de fidelidade e cifras milionárias.

Em tempos de bolsonarismo, uma imagem vale mais do que mil palavras. Especialmente quando as palavras podem virar prova contra si nas eleições e nos tribunais.

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VÍDEO – Ato falho: Flávio Bolsonaro diz que foi à Casa Branca a convite “do presidente Lula”

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e de Paulo Figueiredo. Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu um ato falho durante entrevista a jornalistas em Washington, nesta terça-feira (26), ao dizer que foi à Casa Branca a convite do “presidente Lula”. O senador se corrigiu segundos depois e afirmou que o convite teria partido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa, o presidente Trump estava com dois assessores dele”, disse Flávio Bolsonaro. A fala ocorreu depois do encontro com Trump e da divulgação de fotos do senador no Salão Oval.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro criticou Lula diversas vezes e afirmou que pediu a Trump para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo brasileiro se opõe à medida por avaliar que ela poderia abrir margem para interferência estrangeira no território nacional.

O encontro foi articulado por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump. Segundo o blog do Valdo Cruz, Flávio Bolsonaro pretendia tratar da classificação de facções como terroristas e da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, pauta comum entre bolsonaristas e aliados do republicano.

"Foi um convite oficial do presidente Lula…" 🤣 pic.twitter.com/iiVgXMlpRa

— Cesar Calejon (@cesarcalejon1) May 26, 2026

Na coletiva, o senador também afirmou que prometeu incluir o Brasil no chamado Escudo das Américas, uma coalizão criada pelos Estados Unidos com países latino-americanos para combater crime organizado e interferências estrangeiras. Flávio Bolsonaro disse ainda ter conversado com Trump sobre tarifas e terras raras.

Apesar de Flávio Bolsonaro afirmar que a comitiva ficou cerca de uma hora e meia na Casa Branca e passou “bastante tempo” reunida com Trump, fontes ouvidas pelo g1 relataram que o encontro foi rápido. Segundo integrantes da comitiva, documentos foram entregues a assessores da Casa Branca e, em seguida, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram no Salão Oval apenas para tirar uma foto com Trump.

A viagem ocorreu em meio à tentativa da pré-campanha de Flávio Bolsonaro de produzir uma agenda positiva após o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. A relação do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou seu desempenho no Datafolha: Lula ampliou de três para nove pontos a vantagem no primeiro turno e abriu quatro pontos no segundo.

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“Foto de fã com ídolo”: Octávio Guedes detona encontro de Flávio Bolsonaro com Trump

O jornalista Octávio Guedes e a foto “de fã” de Eduardo Bolsonaro com Donald Trump em Washington. Fotomontagem

O jornalista Octavio Guedes afirmou nesta terça-feira (26) que a primeira imagem divulgada do encontro entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Donald Trump, na Casa Branca, parece mais uma foto de fã com ídolo do que uma reunião entre um pré-candidato à Presidência do Brasil e o presidente dos Estados Unidos. A análise foi publicada no g1 após a divulgação das imagens do senador ao lado do republicano.

Segundo Guedes, a fotografia não é o ponto central da viagem. O comentarista afirmou que o senador viajou aos Estados Unidos para sair do Brasil e evitar perguntas sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. “Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não viajou para se encontrar com Trump, e sim para sair do Brasil, fugindo de perguntas sobre o escândalo do Banco Master”, escreveu.

Ao tratar da imagem, Octavio Guedes afirmou que: “A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um presidenciável de um país soberano conversando com o presidente de outro país soberano”.

O jornalista também apontou que Flávio Bolsonaro tem evitado explicar onde está o suposto contrato firmado com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador foi gravado pedindo dinheiro ao banqueiro para a produção. Segundo a Folha, Vorcaro investiu R$ 61 milhões no projeto, e o episódio abriu uma crise na pré-campanha do PL.

Blog do Octavio Guedes – A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um… pic.twitter.com/moZwBhAJHi

— g1 (@g1) May 26, 2026

Guedes lembrou que, desde a divulgação do áudio da conversa com Vorcaro, em 13 de maio, Flávio Bolsonaro foi questionado duas vezes pela imprensa sobre o caso e teve, segundo ele, reações constrangedoras. Na primeira, riu ao responder a uma pergunta do Intercept sobre os R$ 61 milhões pagos pelo banqueiro e afirmou que a informação era “mentira”. Depois, no aeroporto, a caminho dos Estados Unidos, brincou que só falaria em inglês.

Na análise, Octavio Guedes afirmou que: “A fotografia é o que menos importa para a pré-campanha. O silêncio do senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro importa muito mais”.

Após o encontro, Flávio Bolsonaro disse que pediu a Trump para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador também afirmou que conversou com o republicano sobre segurança pública, tarifas e terras raras, além de negar que a agenda tivesse relação com o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. Folha

A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Octavio Guedes registrou que o ex-deputado federal cassado perdeu o mandato por excesso de faltas, é investigado no STF e atua no exterior em articulações com aliados de Trump.

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Correspondentes desmentem Flávio Bolsonaro e relatam reunião rápida com Trump

Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

O encontro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Donald Trump na Casa Branca passou a ser marcado por versões diferentes sobre a duração e o conteúdo da conversa. O senador afirmou, em coletiva, que chegou ao local às 15h e saiu às 16h40. A jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, relatou que a passagem foi rápida: entrada de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, entrega de documentos a assessores, foto e saída. O correspondente da Rádio BandNews Eduardo Barão disse que a agenda durou cerca de dez minutos.

A visita ocorreu nesta terça-feira (26), em Washington, no momento em que aliados tentam construir uma pauta positiva para Flávio Bolsonaro após o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. O governo dos Estados Unidos não havia confirmado oficialmente reunião de Trump com o senador.

Na coletiva, Flávio Bolsonaro negou que a ida à Casa Branca tivesse relação com a crise aberta pela revelação do pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador também disse ser favorável à abertura de uma CPI sobre o caso.

Flávio Bolsonaro afirmou que não pediu endosso de Trump à sua pré-candidatura à Presidência, mas disse ter mostrado pesquisas eleitorais e declarado ao republicano acreditar em vitória em 2026. A fala reforçou a tentativa de projetar a visita como demonstração de prestígio internacional.

Diferente de outras fontes, Flavio disse que ficou bastante tempo com Trump (mas não declarou quanto tempo).

Flavio contou que pediu que Trump declare facções criminosas – PCC/ CV – como grupos terroristas e que o presidente ficou de avaliar o pedido dele. pic.twitter.com/Pk42YOtX2n

— Raquel Krähenbühl (@Rkrahenbuhl) May 26, 2026

O pedido para que os Estados Unidos classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas apareceu como um dos temas tratados na reunião, mas ficou em segundo plano diante da disputa sobre a duração real do encontro. Flávio Bolsonaro afirmou que levou o assunto a Trump e acusou Lula de atuar no sentido contrário.

Na mesma fala, o senador atacou o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington por não cederem espaço para a coletiva. Chamou a negativa de “gesto pequeno, mesquinho e revelador” e acusou a diplomacia brasileira de “aparelhamento ideológico” no governo Lula.

Paulo Figueiredo também sustentou a versão de que o encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos. Segundo ele, a comitiva entregou mais de dez camisas da seleção brasileira a Trump e a familiares do presidente dos Estados Unidos. Ele e Flávio Bolsonaro afirmaram ainda que Trump perguntou sobre Jair Bolsonaro durante a reunião.

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Ibovespa acompanha exterior e sobe 0,2% com alívio do preço do petróleo e avanço da pacificação no Irã 

O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (21) em alta de 0,20%, aos 177.708 pontos, refletindo a melhora no humor internacional diante dos sinais de avanço nas negociações de paz entre EUA e Irã. O movimento, em linha com as bolsas estrangeiras, também decorre do alívio nos preços do barril de petróleo, que voltaram à faixa dos US$ 100 com o avanço das tratativas. 

A virada nos mercados ocorreu por volta das 14h, após a agência iraniana Ilna divulgar que Estados Unidos e Irã teriam alcançado um acordo preliminar mediado pelo Paquistão. O país asiático vem atuando nas negociações desde o início das conversas, realizadas em Islamabad.

Mais cedo, uma fonte ligada à cúpula iraniana afirmou à Al Jazeera que os negociadores estariam próximos de um entendimento e já trabalham em uma minuta do texto. Para Bruno Cotrim, economista da corretora Elliot, apesar das incertezas, os investidores reagiram com otimismo.

“O clima do mercado já havia melhorado parcialmente no dia anterior, diante das primeiras especulações sobre um possível acordo. Nesta manhã, porém, declarações do presidente Donald Trump voltaram a pressionar os ativos. Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam adotar medidas ‘desagradáveis’ caso o Irã não aceitasse os termos propostos por Washington”, afirmou.

Segundo Farias Souza, especialista em gestão empresarial e CEO da Board Academy, o investidor local parece estar operando muito mais em modo de sobrevivência do que em modo de confiança. “O Ibovespa até tenta passar uma sensação de estabilidade, mas o mercado brasileiro continua vivendo aquele velho roteiro conhecido: sobe sem convicção e cai no primeiro sinal de ruído político, fiscal ou institucional”, afirmou.

Na sua visão, o mercado não tem reagido aos fundamentos econômicos, mas principalmente à falta de previsibilidade.

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Em inglês, Flávio diz que não pediu encontro com Trump: “Ligue para a Casa Branca”

Flávio Bolsonaro. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta quinta (21) ter solicitado uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Questionado por jornalistas no Congresso sobre quem teria articulado o encontro, o parlamentar respondeu em inglês: “No, I didn’t ask anything. Nobody asked [Não, não pedi nada. Ninguém pediu, em português]”.

Segundo aliados do senador, a reunião poderá ocorrer na próxima semana e teria partido de um convite feito pelo próprio governo americano. Até o momento, a Casa Branca não confirmou oficialmente a realização do encontro nem comentou a existência do convite.

Ao ser novamente questionado sobre o tema, Flávio manteve as respostas em inglês e ironizou o presidente Lula. “I’m speaking like this because Lula cannot understand what I’m talking about [Estou falando assim porque Lula não consegue entender o que estou dizendo, em português]”, afirmou aos repórteres.

O senador também evitou dar detalhes sobre a possível agenda nos Estados Unidos. “Call to White House and ask them if this is true or false [Ligue para a Casa Branca e pergunte se isso é verdadeiro ou falso, em português]”, declarou ao ser perguntado sobre a confirmação da reunião.

🗣️ “Call the White House and ask them if this is true or false.”

Respondeu o Meu Amigo Flávio 🎵 aos rebusnos dos jornas13@FlavioBolsonaro pic.twitter.com/nZ5g2AwoVO

— Ale SBlack (@ale_sblack) May 21, 2026

A suposta viagem ocorre em meio às articulações da pré-campanha presidencial de Flávio. O senador vem ampliando compromissos políticos nacionais e internacionais enquanto busca consolidar seu nome para a disputa.

Na semana passada, vieram a público conversas entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nas mensagens, o senador solicita recursos para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nenhuma autoridade americana confirmou o encontro com Trump até o momento. Membros de sua pré-campanha disseram a veículos de imprensa que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fez o convite e que a agenda foi articulada pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

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“Não nos preocupa”: o que diz o governo sobre encontro entre Flávio e Trump

Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: reprodução

Integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty reagiram com cautela à informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Aliados do parlamentar disseram que ele vai se reunir com o republicano na próxima semana.

Segundo diplomatas ouvidos pela coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o governo brasileiro ainda não recebeu confirmação oficial sobre o encontro. Nos bastidores, interlocutores avaliam que a divulgação da agenda pode estar relacionada ao momento político enfrentado pelo senador.

A avaliação de parte dos diplomatas é que a notícia da possível reunião foi utilizada como cortina de fumaça para desviar o foco da crise envolvendo a relação de Flávio com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Lula também afirmam não ter recebido qualquer confirmação sobre a agenda entre o senador e Trump. Mesmo diante da possibilidade de o encontro ocorrer, assessores do governo minimizam eventuais efeitos políticos da reunião para o cenário nacional. “Não nos preocupa”, afirmou um assessor ligado ao presidente Lula.

Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Casa Branca e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não confirmaram até o momento o encontro de Flávio e Trump.

Membros da pré-campanha do senador têm dito a veículos de imprensa que o convite partiu de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, e que a articulação para viabilizar o encontro envolveu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Se confirmado, o encontro deve ocorrer semanas após uma viagem de Lula aos Estados Unidos para reunião com Trump. O petista esteve na Casa Branca na primeira semana de maio para discutir o “tarifaço”, parcerias no setor de minérios e ações conjuntas de combate ao crime organizado.

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Trump Again Says He Will Talk to Taiwan’s Leader, Risking China’s Anger

President Lai Ching-te of Taiwan said he would be happy to speak with President Trump, a move that would defy U.S. diplomatic protocol and infuriate China.
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The World Met to Talk Climate Change. The U.S. Wasn’t Invited.

Dozens of countries met this week to discuss how to end the world’s dependence on fossil fuels, a goal that the Trump administration doesn’t share.
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How Trump’s Iran Blockade Is Complicating a High-Stakes Trip to China

If President Trump flies to China as planned in May, the primary topic will clearly be the rippling economic effects of a war that Beijing has made clear it viewed as unnecessary.
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A pergunta que os jornalistas não faziam a Trump. Por Moisés Mendes

Donald Trump sendo retirado as pressas pelos serviços secretos após tiroteio em jantar com a imprensa. Texto de Moisés Mendes comenta sobre a entrevista do presidente ao 60 minutes no dia seguinte.
O presidente estadunidense Donald Trump sendo retirado as pressas pelos Serviços Secretos. Foto: Bo Erickson/REUTERS

Um atirador obrigou Trump a dizer o que já deveria ter dito diante de jornalistas, pela imposição da profissão que faz perguntas, mas não com o auxílio da muleta de uma figura que teria tentado matá-lo: “Eu não sou estuprador, nunca estuprei ninguém. Eu não sou pedófilo”.

Foi uma jornalista a formuladora da pergunta, a partir da carta deixada pelo atirador para a família. Essa carta foi a muleta. A jornalista Norah O’Donnell, da CBS, só perguntou a Trump, no dia seguinte, se ele era o pedófilo citado no texto porque Cole Tomas Allen disse o que os jornalistas americanos se negam a dizer.

Allen escreveu antes da invasão do hotel onde se realizava o banquete, sem citar Trump: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor suje minhas mãos com seus crimes”.

Norah, ao entrevistar Trump na TV, leu esse trecho e pediu que ele o comentasse. Trump respondeu acusando a jornalista de ser uma pessoa horrível, e ela faz então a pergunta que ninguém tinha feito:

“Você acha que ele estava se referindo a você?”

Trump diz, pela primeira vez diante de uma pergunta direta, que não é pedófilo nem estuprador. O jornalismo já havia tido a chance de enfrentar Trump sobre o caso Epstein com uma pergunta assim: você é pedófilo e estuprador?

Em muitas ocasiões, ele foi confrontado com o andamento do caso na Justiça, mas não dessa forma: o atirador que fala em pedófilo e estuprador se refere a você?

Não é uma perguntinha protocolar sobre o que você acha das investigações, dos dossiês e dos depoimentos de vítimas da rede de pedofilia e prostituição, mas uma pergunta direta. Formulada a partir da acusação do atirador.

Quem teria a coragem de fazer essa pergunta durante a festa de gala em que jornalistas confraternizavam com o maior gângster mundial? Quem, entre os que se jogaram ao chão no banquete para jornalistas, perguntariam a Trump: você é pedófilo e estuprador?

A cena provocada pelo atirador expôs o cinismo do jornalismo que senta, come e bebe ao lado do poder que o atemoriza e o amordaça. Sem o atirador, não teríamos a pergunta e a reação de Trump. Allen pautou o jornalismo.

Um jornalismo de corporações de mídia americanas e de outros países que também continua, por falta de coragem, manchando as próprias mãos com o sangue de crianças, mulheres e idosos assassinados pelos foguetes de Trump e por soldados de cúmplices a seu mando. E o doente, segundo Trump, é o atirador.

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Iraq Taps Businessman, Ali al-Zaidi, to Form New Government

After months of tensions and pressure from both the U.S. and Iran, Ali al-Zaidi, a businessman, was named as prime minister-designate.
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Trump e EUA estão sendo “humilhados” pelo Irã, diz chanceler alemão

Friedrich Merz e Donald Trump durante um encontro na casa branca.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente estadunidense Donald Trump, em encontro na Casa Branca. Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, criticou as negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que a administração Trump está sendo “enganada” por Teerã.

De acordo com Merz, os negociadores dos EUA estão sendo enrolados pelos iranianos, que têm evitado discussões significativas enquanto mantêm os EUA em uma posição desconfortável.

Os comentários de Merz surgem em meio ao fracasso das negociações em Islamabad, onde o vice-presidente dos EUA, JD Vance, liderou a delegação americana. Apesar da presença dos membros do governo americano, Merz afirmou que as habilidades de negociação do Irã ficaram evidentes quando a delegação dos EUA deixou Islamabad sem resultados concretos.

“Os iranianos são obviamente muito habilidosos nas negociações”, comentou Merz. “Ou melhor, eles são muito habilidosos em não negociar, permitindo que os americanos viajem até Islamabad e saiam novamente sem resultados.”

Essa avaliação contrasta fortemente com a retórica do próprio Trump. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA se vangloriou de ter todas as cartas nas negociações. “Temos todas as cartas”, afirmou Trump, acrescentando que o Irã poderia ou ligar para os EUA ou ir até eles.

Imagem ilustrativa.
O chanceler alemão, Friedrich Merz. Foto: Michele Tantussi/Getty Images

As declarações de Merz provavelmente irão aumentar as tensões entre os EUA e seus aliados da OTAN, que já foram críticos da forma como Trump tem lidado com a diplomacia internacional. O líder alemão está frustrado com o que vê como uma abordagem diplomática ineficaz dos EUA, que corre o risco de sofrer mais humilhação por parte do Irã, especialmente considerando a situação militar em curso na região.

“Os iranianos têm manobrado os EUA com maestria para um beco sem saída”, disse Merz. “Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pelos chamados Guardas Revolucionários.”

A crítica de Merz também destaca a crescente preocupação na Europa sobre a estabilidade da política externa dos EUA e seu impacto na segurança global. Com a pressão crescente para resolver a questão nuclear iraniana e garantir a paz na região, muitos líderes europeus sentem que o governo Trump não está cumprindo suas responsabilidades diplomáticas.

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Atentados com arma de fogo contra presidentes nos EUA são comuns: relembre casos

Atentado contra o presidente norte-americano Donald Trump neste sábado (25) está longe de ser caso isolado na história da política nacional dos Estados Unidos, um país em que ataques com armas de fogo são, infelizmente, cotidianos. Leia em TVT News quais presidentes foram mortos ou sofreram tentativas de assassinato com armas de fogo nos EUA.

Presidentes dos EUA que foram mortos por armas de fogo

No total, 4 presidentes em exercício foram mortos na história política dos Estados Unidos da América, entre eles estão: Abraham Lincoln (1865), James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John F. Kennedy (1963). Além desses nomes, 2 presidentes em exercício foram feridos com balka de fogo, são eles, Ronald Reagan (1981) e Donald Trump (2024). Além desses casos, muitos outros sofreraram atentatados e não saíram feridos. Continue lendo para descobrir.

Abraham Licoln

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Abraham Lincoln morreu baleado por arma de fogo em atentado – Foto: Reprodução

1865 – O primeiro presidente a ser baleado e morrer nos Estados Unidos foi Abraham Lincoln. Ele estava no Teatro Ford, quando um ator conhecido da peça que Lincoln assistiria, John Wilkes Booth, mirou e atirou em sua nuca. Booth simpatizava com os confederados e o motivo do crime seria o posicionamento do presidente. O atirador era contrário à abolição da escravidão e fugiu da cena após o crime. Ele foi capturado apenas semanas depois, na Virgínia, e foi baleado. Theodor Rossevelt, em 1912, também foi baleado em um atentaado, mas na época ele estava em campanha de reeleição e não era mais presidente desde 1909.

James Garfield

1881 – O 20º presidente dos EUA, James Garfield, estava em uma estação de trem em Washington, em julho, quando o Charles Guiteau atirou contra ele. Ele morreu devido aos ferimentos meses depois por infecção generalizada, em setembro, em Nova Jersey. O atirador era um ex-apoiador que estava furioso por não ter conseguido um emprego na administração de Garfield. Guiteau foi condenado e enforcado em menos de um ano.

William McKinley

1901 – William McKinley estava em uma fila para a Exposição Pan-Americana de Buffalo quando foi baleado com dois tiros por Leon Czolgosz, um anarquista. McKinley morreu 8 dias após o ataque. O ex-presidente assassinado foi homenageado por Trump, que queria rebatizar montanha mais alta da América do Norte com seu nome. A montanha havia deixado de ter seu nome durante o governo Obama por pressão dos povos originários da região, que queriam renomear o local de acordo com seus próprios termos.

McKinley foi conhecido por políticas economicas protecionistas, com altas tarifas para produtos importados e pela expansão do imperialismo americano no Pacífico e no Caribe.

John F. Kennedy

1963 – Um dos casos mais conhecidos de presidentes norte-americanos mortos durante exercício do mandato presidencial é o de John F. Kennedy. Seu assassino era um fuzileiro naval de elite, que abandonou o serviço em 1859, quando viajou para a então União Soviética.

Seu nome era Lee Harvey Oswald e após não conseguir se tornar um cidadão na U.S. ele retornou ao país norte-americano, onde se tornou um grande crítico à administração de Kennedy. Oswald foi contra a política de Kennedy de integrar racialmente as escolas do sul, com fim de pôr um fim à segregação.

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Foto do presidente Kennedy na limusine em Dallas, Texas, na Main Street, minutos antes do assassinato. Também na limusine presidencial estão Jackie Kennedy, o governador do Texas, John Connally, e sua esposa, Nellie. Foto: Walt Cisco, Dallas Morning News / Wikimedia Commons

Kennedy foi morto em novembro, enquanto era conduzido em um desfile em uma limusine aberta. Oswald foi preso e morto na delegacia de polícia de Dallas. No mesmo ano, o assassino de Kennedy já havia tentado atirar e matar um anticomunista declarado, o ex-general do exército dos EUA Edwin Walker.

Presidentes dos EUA que foram feridos em atentados com armas de fogo

Entre os presidentes em exercício que foram feridos durante atentados temos o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Trump já foi alvo de outras duas tentativas de assassinato além do atentado deste sábado (25). Em julho de 2024, uma bala raspou em sua orelha enquanto discursava em Butler. Em setembro do mesmo ano, Trump sofreu outra tentativa de assassinato, mas não saiu ferido.

Desde 1981, nenhum presidente havia sido ferido em um ataque. Antes de Trump, apenas Ronald Reagan, quem foi gravemente ferido do lado de fora do Hilton, em Washington, após discursar. Seu secretário de imprensa, James Brady, ficou gravemente ferido e mais tarde tornou-se um ativista pelo controle de armas.

O atirador de Reagan, John Hinckley, passou décadas em uma instituição mental. Ele foi liberado em 2022.

Não foram feridos com armas de fogo

Arma falhou – Em 1835, pré-Guerra Civil, o 7º presidente em exercício, Andrew Jackson, foi alvo de tiros em funeral no Capitólio. O atirador chegou a disprar duas vezes, mas arma não funcionou.

Matou a pessoa errada – Em 1933, Franklin D. Roosevelt, um assassino disparou contral ele em Miami. Tratava-se de Guiseppe Zangara, que, errando o alvo, acabou matando o prefeito de Chicago, Anton Cermak. Zangara morreu na cadeira elétrica.

Muito barulho e bala que não deu em nada – Em 1950, o presidente que assumiu após Roosevelt, Harry Truman, sofreu tentativa de assassinato de dois membros do PRNP (Partido Republicano de Porto Rico). O partido tinha como principal objetivo a independência de Porto Rico dos Estados Unidos. Segundo o National Archives dos Estados Unidos, a motivação dos atiradores se deu por conta de relatos sobre represálias militares norte-americanas contra nacionalistas na cidade natal de Torresola e Jayuya em 1850.

Após Truman adormecer, os atiradores estavam preparados nos arredores da Casa Branca. Um dos atiradore, Collazo, se aproximou sorrateiramente do policial da Casa, Donald Birdzelll, e puxou o gatilho, mas sua inexperiência entregou o plano. A arma não disparou mas fez um estalo ruidoso. Apenas um segundo puxão garantiu a bala no joelho do policial. O disparo alertou outros agentes, que rapidamente repreenderam os atiradores.

Ufa! Escapou duas vezes – Em 1975, o presidente Gerald Ford enfrentou duas tentativas de assassinato. Nesse ano, uma seguidora da seita Charles Manson tinha como objetivo matar o presidente, mas foi impedida antes que pudesse atirar em Ford em Sacramento.

A “Família Manson” foi uma seita apocalíptica liderada por Charles Manson na Califórnia no final dos anos 60 e era composta, sobretudo, por jovens. Manson se passava por uma figura messiânica e manipulava seus seguidores para cometerem assissinatos.

Semanas depois, outra mulher tentou atirar em Ford em São Francisco, mas errou porque uma pedestre a segurou.

Disparos em vão – Em 2011, um homem de Idaho foi acusado de tentativa de assassinato de Barack Obama ao disparar tiros contra a Casa Branca em 2011. O atirador se chamava Oscar Ramira Ortega-Hernandez e, na época, tinha 21 anos. Ele havia realizado disparos com um fuzil de assalto, quebrando a janela da resiência presidencial, mas Obama sequer estava na casa na ocasião.

Em 1994, um homem também foi acusado de assassinar o presidente Bill Clinton após atirar contra a Casa Branca, mas a avaliação policial preliminar foi que o disparador, Durán, não tentou matar o presidente e foi indicionado por danificação intencional de edifício público e porte ilegal de arma.

Atentado de granada

Em 2005, o presidente George W. Bush, enfrentou uma tentativa de assassinato fracassada por um homem com uma granada enquanto visitava o país da Geórgia, ex república soviética. O crime não foi nem em solo norte-americano, nem envolve arma de fogo.

Outras tentativas de assassinato: candidatos à presidência

1912 – O ex-presidente Theodore Roosevelt estava em campanha presidencial em 1912, mas já não ocupava o cargo desde 1909. Ele foi baleado a caminho de um discurso em Milwaukee. Roosevelt disse cópia dobrada de seu discurso de 50 páginas retardou a bala, que permaneceu em seu corpo pelo resto de sua vida. Mesmo após ser baleado ele discursou.

1972 – O governador do Alabama, George Wallace, segregacionista que concorria à presidência pela terceira vez foi baleado após evento de campanha perto de Washington. O tiro paralisou seu corpo da cintura para baixo.

***Informações da CNN dos EUA e do National Archives

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What to Know About U.S.-Iran Peace Talks

An Iranian negotiator returned to Pakistan on Sunday, despite the United States’ abruptly calling off a trip there by its two top negotiators.
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Israel’s President, Putting Off Decision on Pardon for Netanyahu, Will Push for Plea Deal

President Isaac Herzog of Israel has decided not to issue a pardon to Prime Minister Benjamin Netanyahu in his corruption case at this time, and instead will seek mediation, officials say.
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Flávio Bolsonaro se manifesta após tiroteio em evento de Trump

Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução/YouTube/Pânico Jovem Pan

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu, neste domingo (26), ao ataque a tiros que ocorreu durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington, no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua esposa, Melania Trump, estavam presentes. O tiroteio, que forçou a evacuação do evento, também resultou em um ferido entre os agentes do Serviço Secreto. Em sua manifestação, Flávio Bolsonaro expressou seu apoio a Trump e aos participantes do evento, mencionando que tem orado pelo presidente e pela sua família.

“Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington. Tentar tirar a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia. Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui no Brasil”, escreveu Flávio Bolsonaro na rede social X.

Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington.

Tentar tira a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia.

Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui… pic.twitter.com/5PPRvrVfrN

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 26, 2026

O ataque aconteceu na noite de sábado (25) no Washington Hilton, onde a Associação de Correspondentes da Casa Branca realizava o tradicional evento. A suspeita de envolvimento no ataque é de Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente da Califórnia e professor. Após o ocorrido, as autoridades detiveram rapidamente Allen, que deve comparecer ao tribunal nesta segunda-feira (29), conforme anunciou a procuradora dos EUA, Jeanine Pirro.

Os detalhes sobre os motivos de Allen ainda estão sendo investigados, mas o tiroteio gerou grande comoção, especialmente por envolver figuras públicas de alto escalão dos Estados Unidos. A situação foi controlada rapidamente, mas o evento, que reúne jornalistas e políticos, deixou um clima de insegurança.

O ataque à vida do presidente Trump e seus aliados, bem como o ambiente de crescente violência, faz com que Flávio Bolsonaro se preocupe com a segurança tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Sua manifestação aponta para uma preocupação generalizada sobre a violência política e a necessidade de proteção nas democracias.

Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à presidência, utilizou o ataque para reafirmar sua posição contra a violência e defender a proteção de todas as pessoas, independentemente de suas opiniões políticas. A declaração do senador não apenas expressa apoio a Trump, mas também destaca o desafio da violência que afeta países em todo o mundo.

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VÍDEO: Presente no jantar, chefe do UFC diz que atentado contra Trump foi “incrível”

Dana White na Casa Branca durante tentativa de atentado contra Trump. Foto: Reprodução

No último sábado (25) Dana White estava presente no tradicional Jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington, quando disparos de arma de fogo interromperam o evento. O presidente do UFC tem paixão por adrenalina.

Durante o caos, White, conhecido por seu apoio a Donald Trump, relatou aos jornalistas que se recusou a seguir a instrução dos agentes de segurança para se abaixar, preferindo “aproveitar cada minuto” do momento tenso. Para ele, a situação foi “incrível” e “uma experiência louca e única.”

“Começou a ficar barulhento, mesas sendo viradas, carros correndo com armas gritando para abaixar. Eu não abaixei, foi incrível para c***. Eu literalmente aproveitei cada minuto. Foi uma experiência louca e única”, relatou White, que estava posicionado bem em frente à mesa de Trump.

Dana White do UFC, acostumado com pancadaria e confusão, deu um breve relato para jornalistas na saída do Hilton Hotel sobre o tiroteio no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca:

"Mesas sendo viradas, caras correndo com armas. Foi FODA! Foi de tirar o fôlego!”. https://t.co/7KXrXmrSIb pic.twitter.com/ubNYYPuT8Y

— Área Militar (@areamilitarof) April 26, 2026

O incidente teve início quando tiros foram disparados durante o evento, que reunia importantes autoridades políticas e jornalistas. Trump, acompanhado da primeira-dama Melania, foi retirado do salão imediatamente pelos agentes do Serviço Secreto, após o som dos disparos.

A operação de emergência envolveu a evacuação do presidente e de outros convidados, com a rápida chegada de agentes armados que tomaram o controle do ambiente. Segundo o FBI, um suspeito foi detido, identificado como Cole Tomas Allen, um homem de 31 anos da Califórnia.

Trump, em coletiva após o incidente, descreveu o ocorrido como um momento “chocante” e, embora não tenha se referido diretamente ao suspeito, indicou que ele se tratava de “um lobo solitário”. O presidente também elogiou o trabalho rápido do Serviço Secreto e das forças policiais.

“Foi muito rápido. O desempenho da polícia foi muito bom”, comentou Trump. O FBI, em declaração oficial, informou que o suspeito foi preso e enfrenta acusações graves, incluindo porte de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal.

O procurador-geral do Distrito de Columbia, Todd Blanche, afirmou que novas acusações podem ser apresentadas nos próximos dias. O incidente, que gerou pânico entre os convidados, também trouxe à tona preocupações sobre os protocolos de segurança em eventos de alto nível.

Imagens de câmeras de segurança revelaram que o suspeito, após ser identificado pelo Serviço Secreto, disparou antes de ser imobilizado. Testemunhas que estavam no local relataram um clima de total desordem e pânico, com agentes de segurança posicionados em vários pontos com armas longas, ordenando que os presentes se abaixassem e corresse para áreas mais seguras.

O evento, que ocorre anualmente e é considerado um dos principais jantares políticos dos Estados Unidos, foi interrompido por completo. No entanto, após o incidente, as festas pós-evento, incluindo a da revista ‘Time’ na residência do embaixador suíço, foram confirmadas e seguiram com alguns ajustes no cronograma.

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Atirador divulga manifesto anti-Trump e se autodenomina “Assassino Federal Amigável”

O atirador Cole Allen imobilizado Imagem: reprodução

O atirador Cole Allen enviou um manifesto contra o presidente Donald Trump a familiares cerca de 10 minutos antes de abrir fogo no jantar da White House Correspondents’ Dinner, na noite de sábado. No texto, ele se descreve como “Assassino Federal Amigável” e afirma que pretendia matar integrantes da administração Trump, segundo informações obtidas pelo New York Post.

No documento, entregue à polícia por um parente, Allen faz uma série de declarações justificando o ataque. “Dar a outra face é para quando você mesmo é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento”, escreveu.

Participantes do evento agachados em meio ao tumulto Imagem: reprodução

Ele continua: “Não sou um estudante explodido, nem uma criança faminta, nem uma adolescente abusada pelos muitos criminosos nesta administração. Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade com os crimes do opressor.”

Allen listou seus alvos como “funcionários do governo (não incluindo [o diretor do FBI, Kash Patel]): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”.
Em outro trecho, afirmou: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor cubra minhas mãos com seus crimes”, aparentemente em referência ao presidente.

O suspeito também descreveu detalhes do ataque, indicando que usaria munição de menor penetração para “minimizar vítimas”, embora tenha admitido que atravessaria qualquer pessoa no local se fosse necessário para atingir seus alvos — alegando que os presentes seriam “cúmplices” por participarem de um evento com alguém que ele acusava de crimes.

Allen ainda zombou da segurança do hotel Washington Hilton, onde ocorreu o evento, chamando-a de “insana” e afirmando que até agentes estrangeiros poderiam ter entrado com armamento mais pesado sem serem notados.

“Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu ser uma ameaça”, escreveu. Segundo ele, a segurança estava concentrada do lado de fora, focada em manifestantes e chegadas no momento, sem considerar hóspedes que já estivessem no local.

Ele chegou a afirmar que, se fosse um agente iraniano, poderia ter levado uma metralhadora pesada para dentro do evento sem ser detectado.

O irmão de Allen alertou a polícia de New London, em Connecticut, sobre o manifesto. Autoridades disseram que o Serviço Secreto entrevistou a irmã do suspeito, que relatou que ele frequentemente fazia comentários políticos radicais e falava em fazer “algo” para consertar os problemas do mundo.

De acordo com investigadores, Allen comprou duas pistolas e uma espingarda em uma loja de armas e armazenava o arsenal na casa dos pais. Ele também treinava regularmente em um estande de tiro.

Cole Allen Reprodução

O suspeito fazia parte de um grupo chamado “The Wide Awakes” (“Os Despertos”, em tradução livre) e teria participado de um protesto “No Kings” na Califórnia, onde estudou e trabalhou como professor.

Leia o manifesto na íntegra:

Olá a todos!

Talvez eu tenha surpreendido muita gente hoje. Gostaria de começar pedindo desculpas a todos de cuja confiança eu abusei.

Peço desculpas aos meus pais por ter dito que tinha uma entrevista sem especificar que era para o programa “Most Wanted”.

Peço desculpas aos meus colegas e alunos por ter dito que estava com uma emergência pessoal (quando alguém ler isto, provavelmente PRECISO ir ao pronto-socorro, mas dificilmente posso dizer que não foi uma situação autoinfligida).

Peço desculpas a todas as pessoas que estavam perto de mim, a todos os funcionários que manusearam minha bagagem e a todas as outras pessoas não visadas no hotel que coloquei em perigo simplesmente por estar perto delas.

Peço desculpas a todos que foram abusados ​​e/ou assassinados antes disso, a todos que sofreram antes que eu pudesse tentar isso, a todos que ainda possam sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso.

Não espero perdão, mas se eu pudesse ter visto outra maneira de chegar tão perto, eu a teria escolhido. Novamente, minhas sinceras desculpas.

Quanto ao motivo de eu ter feito tudo isso:

Sou cidadão dos Estados Unidos da América.

As ações dos meus representantes me afetam diretamente.

E não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes.

(Bem, para ser completamente honesto, eu já não estava disposto a isso há muito tempo, mas esta é a primeira oportunidade real que tive para fazer algo a respeito.)

Enquanto discuto isso, também vou repassar minhas regras de engajamento esperadas (provavelmente em um formato terrível, mas não sou militar, então que se dane).

Autoridades da administração (exceto o Sr. Patel): são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.

Serviço Secreto: são alvos apenas se necessário, e devem ser incapacitados de forma não letal, se possível (ou seja, espero que estejam usando coletes à prova de balas, porque tiros no centro do corpo acabam com pessoas que *não estão* usando).

Segurança do hotel: não são alvos, se possível (ou seja, a menos que atirem em mim).

Polícia do Capitólio: o mesmo que a segurança do hotel.

Guarda Nacional: o mesmo que a segurança do hotel.

Funcionários do hotel: não são alvos de forma alguma.

Hóspedes: não são alvos de forma alguma.

Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de… Projéteis (menor penetração em paredes).

Eu ainda enfrentaria quase todos aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base no fato de que a maioria das pessoas *escolheu* assistir a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, sendo, portanto, cúmplices), mas espero sinceramente que não chegue a esse ponto.

Refutações às objeções:

Objeção 1: Como cristão, você deveria oferecer a outra face.

Refutação: Oferecer a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um centro de detenção. Eu não sou o pescador executado sem julgamento. Eu não sou uma criança explodida, uma criança faminta ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração.

Oferecer a outra face quando *outra pessoa* é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor.

Objeção 2: Este não é um momento conveniente para você fazer isso.

Refutação: Preciso que quem pensa assim pare por alguns minutos e perceba que o mundo não gira em torno deles. Vocês acham que, quando vejo alguém sendo estuprado, assassinado ou abusado, devo simplesmente passar direto porque seria “inconveniente” para quem não é a vítima?

Essa foi a melhor oportunidade e o melhor momento que consegui encontrar para ter sucesso.

Objeção 3: Você não conseguiu incluir todos.

Refutação: É preciso começar de algum lugar.

Objeção 4: Como mestiço (negro e branco), você não deveria ser a pessoa a fazer isso.

Refutação: Não vejo mais ninguém assumindo essa responsabilidade.

Objeção 5: O que é de César deve ser entregue a César.

Refutação: Os Estados Unidos da América são governados pela lei, não por uma ou várias pessoas. Na medida em que representantes e juízes não seguem a lei, ninguém é obrigado a ceder a eles algo que foi ordenado ilegalmente.

Gostaria também de expressar minha gratidão a muitas pessoas, pois não estarei presente. Provavelmente poderei falar com eles novamente (a menos que o Serviço Secreto seja *incrivelmente* incompetente).

Trump é retirado do Washington Hotel junto com Melania, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

Agradeço à minha família, tanto a pessoal quanto a da igreja, pelo amor demonstrado ao longo desses 31 anos.

Agradeço aos meus amigos, pela companhia ao longo de tantos anos.

Agradeço aos meus colegas de trabalho, por sua positividade e profissionalismo.

Agradeço aos meus alunos pelo entusiasmo e amor pelo aprendizado.

Agradeço aos muitos conhecidos que fiz, pessoalmente e online, pelas interações breves e relacionamentos duradouros, pelas perspectivas e inspiração.

Obrigado a todos por tudo.

Atenciosamente,

Cole “coldForce” “Assassino Federal Amigável” Allen

PS: Ok, agora que já falei demais, o que diabos o Serviço Secreto está fazendo? Desculpem, vou desabafar um pouco aqui e abandonar o tom formal.

Tipo, eu esperava câmeras de segurança em cada esquina, quartos de hotel grampeados, agentes armados a cada três metros, detectores de metal por toda parte. wazoo.

O que eu recebi (quem sabe, talvez estejam me pregando uma peça!) foi nada.

Nenhuma segurança sequer.

Nem no transporte.

Nem no hotel.

Nem no evento.

Tipo, a única coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância.

Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça.

A segurança do evento estava toda do lado de fora, focada nos manifestantes e nos recém-chegados, porque aparentemente ninguém pensou no que aconteceria se alguém fizesse o check-in um dia antes.

Tipo, esse nível de incompetência é insano, e espero sinceramente que seja corrigido até que este país tenha novamente uma liderança competente de verdade.

Tipo, se eu fosse um agente iraniano, em vez de um cidadão americano, eu poderia ter trazido uma Ma Deuce para cá e ninguém teria notado nada.

É realmente insano.

Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca farei, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez.

Não recomendo! “Fiquem na escola, crianças.”

Agentes sacam suas armas após fortes estrondos serem ouvidos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton
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Trump usa atentado e falha de segurança para pressionar por salão bilionário na Casa Branca

A área onde Trump quer construir seu salão de festas na Casa Branca Imagem: reprodução

Após um incidente de segurança envolvendo um homem armado durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a defender com força a construção de um novo e controverso salão de eventos dentro do complexo da Casa Branca.

Segundo Trump, o episódio reforça a necessidade de acelerar a obra, avaliada em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), que incluiria sistemas avançados de segurança. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o “salão militar ultrassecreto” já estivesse pronto. “Não pode ser construído rápido o suficiente!”, escreveu.

O tema também foi abordado em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, na qual Trump criticou as condições de segurança do hotel onde ocorreu o episódio.

O projeto do salão, no entanto, enfrenta uma batalha judicial que tem atrasado repetidamente seu andamento. Há pouco mais de uma semana, o juiz federal Richard J. Leon determinou a suspensão das obras acima do solo. Segundo ele, o presidente estaria tentando contornar decisões anteriores ao classificar o projeto como uma questão de segurança nacional.

Na decisão, o magistrado foi direto: adicionar itens como vidros à prova de balas — já presentes em outras áreas da Casa Branca — não isenta o projeto das restrições legais. “Segurança nacional não é um cheque em branco para realizar atividades que seriam ilegais”, escreveu na decisão.

O plano prevê um salão de aproximadamente 8.300 metros quadrados, a ser construído no local onde ficava a Ala Leste. Trump afirma que a obra será financiada por doações privadas, mas não divulgou a lista completa de doadores — embora o New York Times tenha identificado alguns nomes.

Ex-empresário do setor imobiliário, Trump tem tentado acelerar a construção sem ampla revisão pública. Em sua publicação mais recente, voltou a atacar a ação judicial que tenta barrar o projeto, classificando-a como uma “campanha ridícula” movida por “uma mulher passeando com seu cachorro”, que, segundo ele, não teria legitimidade para processar.
Ele também afirmou que o processo “deve ser abandonado imediatamente” e que “nada deveria interferir” na continuidade da obra.

As declarações ocorreram poucas horas depois de Trump ser retirado às pressas do palco do hotel Washington Hilton por agentes do Serviço Secreto, durante o evento. Segundo relatos, não havia detectores de metal nas entradas principais, e o perímetro de segurança mais rigoroso só começava próximo ao salão principal.

Um vídeo divulgado por Trump mostra o suspeito armado correndo além do ponto de checagem antes de ser detido, sem conseguir acessar o evento.

“Não é um prédio particularmente seguro”, disse, voltando a defender seu projeto. “Precisamos de vidro à prova de balas. Precisamos do salão.”

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Todos eles são da mesma turma. Por Moisés Mendes

Donald Trump

A frase do maior assassino do século 21, que está na capa de todos os jornais, sobre o sujeito que teria tentado matá-lo na festa em Washington:

“Era um homem doente”.

Também está em destaque esta chamada:

“PL avalia que Zema ‘radical’ perde força para ser vice de Flávio”.

Romeu Zema

Depois dos ataques ao Supremo, Zema passou a ser radical demais para o extremista moderado.

O fascismo às vezes tenta parecer um bicho estranho, mas é o que é. Trump, Zema e Flávio são da mesma turma de homens doentes da extrema direita.

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Trump Cancels Witkoff and Kushner’s Trip for Iran Talks, Saying, ‘We Have All the Cards.’

The last-minute scuttling of the trip to Pakistan was the latest sign of how far apart the two sides are on reaching a deal to end the Iran war.
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Families of Iranian Children Killed in School Airstrike Pen Letter to Pope

Pope Leo said he has seen the letter from the parents of more than 100 children killed in the strike, which a preliminary inquiry found resulted from a mistake by the U.S. military.
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2 C.I.A. Officers Killed in Mexico Crash Lacked Proper Authorization

The two Americans were killed on Sunday when their vehicle crashed while returning from an antidrug operation led by Mexico’s armed forces in the state of Chihuahua.
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Irã vence guerra digital contra os EUA com memes virais e vídeos de IA ridicularizando Trump

Donald Trump em LEGO – Foto: Divulgação

Se o Irã conseguisse produzir mísseis na mesma velocidade com que cria memes virais, o Comando Central dos EUA já teria se rendido — ao menos no campo simbólico. Um dos aspectos mais inesperados do conflito entre Irã e Estados Unidos é justamente a superioridade iraniana na guerra de comunicação digital.

O Irã surpreende ao mobilizar uma geração jovem — especialmente millennials e Gen Z — para disputar narrativas nas redes sociais com humor, sarcasmo e domínio das linguagens digitais.

Do outro lado, Donald Trump enfrenta desgaste crescente, com níveis de aprovação comparáveis aos de Richard Nixon durante o processo de impeachment. Erros de comunicação se acumulam, incluindo postagens apagadas e declarações polêmicas, como quando tentou se comparar a uma figura messiânica.

A ofensiva digital iraniana vai de perfis de embaixadas até figuras centrais do regime, como Mohammad Qalibaf. O sucesso é ainda mais paradoxal considerando que o próprio governo mantém a população sob um dos mais longos apagões de internet do mundo, além de restringir a imprensa local a reproduzir versões oficiais.

Mesmo assim, desse ambiente repressivo emerge uma produção criativa voltada ao público internacional. Contas pró-governo utilizam vídeos gerados por inteligência artificial — incluindo animações com estética de Lego — para conectar temas como o escândalo de Jeffrey Epstein à guerra, ou para satirizar lideranças ocidentais.

Um dos exemplos mais populares mostra Trump como um cantor de rock dos anos 1980 em uma paródia musical que viralizou rapidamente, acumulando dezenas de milhares de interações em poucas horas. Em outro momento, uma embaixada iraniana publicou o vídeo de um cachorro olhando para a câmera enquanto “nada acontecia”, ironizando ameaças de destruição feitas pelo presidente americano.

Trump cantor de rock – Foto: Reprodução

Para especialistas, o Irã entendeu rapidamente que guerras modernas são travadas em dois campos: o militar e o comunicacional. A antropóloga Narges Bajoghli afirma que o país conseguiu praticamente monopolizar a narrativa nas redes sociais, atingindo públicos de diferentes espectros políticos nos Estados Unidos — da direita radical à esquerda.

Segundo ela, o Irã reconhece que não conseguirá espaço na mídia tradicional americana, onde há décadas é retratado como um Estado terrorista. Por isso, aposta em “hackear” o debate público nas redes, explorando temas sensíveis e conteúdos que têm potencial de viralização global.

Esse fenômeno também se estende ao mundo árabe, onde o Irã tenta influenciar discussões sobre soberania regional, questionando o papel de Israel como potência militar respaldada pelos EUA.

Enquanto isso, a comunicação americana enfrenta dificuldades, agravadas por cortes institucionais e uma estratégia que muitas vezes se limita a discursos voltados à própria base política. O contraste com a agilidade e o humor da produção iraniana é evidente.

Apesar do sucesso digital, especialistas alertam que memes não são suficientes para transformar completamente a imagem internacional do Irã, marcada por repressão interna. Ainda assim, a capacidade de influenciar percepções — especialmente entre públicos jovens — pode ter efeitos duradouros.

A importância desse campo já havia sido reconhecida por Ali Khamenei, que afirmou em 2024: a mídia pode ser mais eficaz que armas tradicionais na guerra por corações e mentes.

Por ora, nessa batalha específica, o chamado “país dos tech bros” está ficando para trás.

Damn. Iran just dropped an A+ level troll on Trump in this new LEGO movie.

I’m no fan of Iran at all… but this one actually nails him. 😂😂 pic.twitter.com/0NxAsaRyco

— Jon Cooper 🇺🇸 (@joncoopertweets) April 10, 2026

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EUA reforçam neutralidade sobre Malvinas após ter informações do Pentágono vazadas

Trump em discurso na Otan. Foto: reprodução

Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira (24) que mantêm posição de neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, território disputado por Argentina e Reino Unido no Atlântico Sul. A declaração foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado após relatos de que Washington poderia rever sua postura como forma de pressionar aliados da Otan que não apoiaram plenamente a guerra contra o Irã.

“Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania”, declarou o porta-voz. Segundo ele, os Estados Unidos reconhecem “a administração de fato” do Reino Unido sobre o arquipélago, mas não tomam posição sobre as reivindicações de soberania.

A manifestação ocorreu depois que a Reuters informou que o Pentágono avalia medidas para punir aliados que resistiram a apoiar Washington na guerra contra o Irã, atualmente em cessar-fogo.

De acordo com a agência, um funcionário do governo estadunidense descreveu um e-mail interno no qual havia frustração com a relutância de países da Otan em conceder direitos de acesso, base e sobrevoo às forças dos EUA.

Entre as opções citadas estaria a suspensão da Espanha da Otan, medida que “teria um efeito limitado nas operações militares americanas, mas um impacto simbólico significativo”, segundo o e-mail. O texto também mencionava uma possível reavaliação do apoio diplomático estadunidense a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas.

Letreiro nas Ilhas Malvinas. Foto: reprodução

A Espanha, governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, fechou seu espaço aéreo para voos dos EUA ligados ao conflito e não autorizou o uso das bases de Rota e Morón por aviões estadunidenses. Em resposta, o presidente Donald Trump ameaçou cortar o comércio com os espanhóis e já havia sugerido anteriormente que o país fosse expulso da Otan.

Sánchez minimizou a reportagem e disse que seu governo “não trabalha” com e-mails, mas com documentos oficiais e posições públicas. “A posição do governo da Espanha é clara: absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro do marco da legalidade internacional”, afirmou.

Sobre a possibilidade de suspensão da Espanha da Otan, completou: “Do nosso ponto de vista não há debate, cumprimos com as obrigações, somos um parceiro leal e, por isso, temos absoluta tranquilidade”.

No Reino Unido, um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer também reagiu à hipótese de mudança na posição dos EUA sobre as Malvinas.

“As Ilhas Falkland [como os britânicos chamam o arquipélago] votaram esmagadoramente a favor de permanecerem um território ultramarino britânico, e sempre apoiamos o direito dos ilhéus à autodeterminação e o fato de que a soberania reside no Reino Unido”, afirmou.

Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pelas Malvinas entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. O conflito terminou com vitória britânica e deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos. Buenos Aires reivindica a soberania do território por via diplomática há quase 200 anos, enquanto Londres rejeita qualquer pretensão argentina e defende a autodeterminação dos cerca de 3.600 habitantes do arquipélago.

Em 2013, um referendo realizado nas ilhas apontou que 99,8% dos moradores rejeitaram a incorporação pela Argentina e defenderam a manutenção do status de território ultramarino britânico.

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The Challenges Facing Canada as It Inches Toward Trade Talks

An international trade economist in Washington warns that negotiations will take place in an “incredibly difficult” environment.
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Aliado dos Bolsonaros, Rubio perde prestígio e é escanteado de negociações dos EUA com o Irã

Jair e Eduardo Bolsonaro com Marco Rubio. Foto: reprodução

Principal interlocutor de Eduardo Bolsonaro no governo de Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ficará fora da nova rodada de negociações com o Irã no Paquistão, em mais um sinal de que a diplomacia da Casa Branca tem sido conduzida por nomes próximos ao presidente, e não pelo secretário de Estado.

Segundo o New York Times, a delegação estadunidense enviada a Islamabad será liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto Rubio permanecerá em Washington.

A ausência chama atenção porque, tradicionalmente, secretários de Estado lideram as principais tarefas diplomáticas dos EUA, de tratados de controle de armas a negociações no Oriente Médio. Como exemplo, quando Barack Obama negociou o acordo nuclear com o Irã, há mais de uma década, o principal articulador foi John Kerry, então secretário de Estado, que se reuniu com seu equivalente iraniano em pelo menos 18 dias ao longo de 20 meses de conversas.

Rubio, por outro lado, não participou da última reunião entre EUA e Irã neste mês, nem de encontros realizados no último ano em Genebra e Doha. Também ficou fora de delegações enviadas ao exterior para tratar da guerra na Ucrânia e do conflito em Gaza. Mesmo em meio a crises no Oriente Médio, ele não visita a região desde uma breve passagem por Israel em outubro passado.

Parte da explicação está no acúmulo de funções. Além de comandar o Departamento de Estado, Rubio atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, combinação rara em Washington. Ele é o primeiro a ocupar os dois postos simultaneamente desde Henry Kissinger, nos anos 1970.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

Segundo analistas, o duplo cargo aumenta sua influência junto a Trump, mas reduz sua presença nas frentes diplomáticas externas. Emma Ashford, do Stimson Center, afirmou que “Rubio claramente prefere ficar perto de Trump”.

Ela também disse ver prejuízo para a diplomacia estadunidense: “Acho que é em detrimento de todo o Departamento de Estado e da capacidade dos Estados Unidos de conduzir a diplomacia em geral que, na prática, temos o cargo de secretário de Estado vago”.

O Departamento de Estado rejeita essa avaliação. Tommy Pigott, porta-voz da pasta, afirmou que “qualquer um que tente retratar a coordenação próxima do secretário Rubio com a Casa Branca e outras agências como algo negativo não poderia estar mais errado”. Segundo ele, “agora temos um Conselho de Segurança Nacional e um Departamento de Estado totalmente sincronizados, um objetivo que escapou de administrações anteriores por décadas”.

Rubio também defende o arranjo. Em entrevista ao jornal Politico, disse que vai ao Departamento de Estado “quase todos os dias”. “Em muitos casos, você acaba estando nas mesmas reuniões ou nos mesmos lugares; há apenas uma pessoa a menos ali, se você pensar bem”, afirmou sobre o acúmulo de cargos.

“Muitas pessoas viriam a Washington, por exemplo, para reuniões, e gostariam de se encontrar com o conselheiro de segurança nacional e depois comigo como secretário de Estado. Agora elas podem fazer as duas coisas em uma reunião”.

Veteranos da segurança nacional, porém, veem riscos na combinação. Matthew Waxman, que atuou no Conselho de Segurança Nacional, no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo George W. Bush, afirmou: “Em geral, é um erro combinar essas funções”.

“Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com duplo papel esteja tão fora de cena agora”, acrescentou. “Especialmente enquanto tanta atenção está focada na diplomacia de corda bamba com o Irã, alguém precisa gerenciar a política externa do resto do mundo.”

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Sob incertezas, EUA e Irã vão ao Paquistão negociar cessar-fogo; veja os detalhes

O chanceler Iraniano, Abbas Araqchi, com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, em Islamabad nesta sexta-feira (24). Foto: Esmaeil Baqaei

Delegações de Irã e Estados Unidos se preparam para chegar ao Paquistão neste fim de semana em meio à expectativa de retomada das negociações, mas a ausência de diálogo direto entre os dois países mantém o cenário de incerteza. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já está em Islamabad, enquanto enviados estadunidenses devem desembarcar neste sábado (25).

Apesar da movimentação diplomática, Teerã descarta encontros diretos. Um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que “nenhuma reunião está planejada entre o Irã e os Estados Unidos”, indicando que as posições do país serão transmitidas por meio do governo paquistanês, que atua como mediador.

Do lado dos Estados Unidos, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner são esperados para participar das tratativas. Antes da negativa iraniana, a Casa Branca havia informado que ambos participariam de conversas com Araghchi. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que houve avanços recentes e que há expectativa de novos progressos nos próximos dias.

O presidente Donald Trump reforçou o tom cauteloso ao comentar as negociações. Questionado sobre com quem Washington dialoga, disse: “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”. Ele também afirmou que o Irã pretende apresentar uma proposta, embora não conheça os detalhes.

Donald Trump, presidente dos EUA. Jonathan Ernst/Reuters

Nos bastidores, fontes paquistanesas indicam que equipes de logística e segurança dos EUA já estão posicionadas em Islamabad para viabilizar possíveis encontros. O governo local confirmou a chegada da comitiva iraniana e reforçou a segurança na capital, sinalizando a relevância das conversas indiretas.

A retomada do diálogo ocorre após o fracasso da última tentativa, prevista para terça-feira (21), quando o Irã alegou não estar pronto e a delegação estadunidense sequer deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo para abrir espaço a novas negociações.

Enquanto isso, a tensão no Estreito de Ormuz segue impactando a economia global. A região, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, permanece sob bloqueio duplo de Irã e Estados Unidos. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura como “vital para o mundo”, enquanto os preços do petróleo continuam voláteis diante das incertezas.

Paralelamente, o conflito no Líbano pressiona o frágil cessar-fogo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou: “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”. Já o grupo, apoiado pelo Irã, rebateu dizendo que a trégua não faz “sentido” diante dos “atos de hostilidade” israelenses.

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A reação de Janja após aliado de Trump chamar brasileiras de “put*s” e “raça maldita”

Janja mostrou-se indignada com as de conselheiro de Trump, Paolo Zampolli, sobre brasileiras.
A socióloga e primeira-dama brasileira, Rosângela da Silva. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta sexta-feira (24) às declarações de Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo Donald Trump, e afirmou ser “impossível não se indignar” com o ataque feito às mulheres brasileiras.

“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, escreveu Janja em seu Instagram. Ela também afirmou que as brasileiras rompem “diariamente, ciclos de violência e de silenciamento” e reforçou a reação contra o machismo, a misoginia, o feminicídio e outras formas de violência.

A manifestação ocorreu depois de Zampolli dar entrevista à emissora italiana RAI. Ao comentar a ex-companheira Amanda Ungaro, ele afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas para causar confusão”.

 

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Um post compartilhado por Janja Silva (@janjalula)

Na mesma conversa, o aliado de Trump agravou o tom e chamou brasileiras de “putas” e de “raça maldita”, o que ampliou a repercussão do caso no Brasil.

Zampolli foi casado por cerca de 20 anos com Amanda Ungaro, que o acusa de agressão física, psicológica e sexual. Ele nega as acusações.

O Ministério das Mulheres também repudiou as falas e afirmou que misoginia “não constitui opinião”, classificando esse tipo de manifestação como discurso de ódio e incitação à violência.

Em entrevista concedida a Rai3 Report, Zampolli, expert de política externa de Trump, a MULHER BRASILEIRA É:
Zampolli:” Ah Lidia, eu sei lá… é uma dessas PUTAS BRASILEIRAS , essas RAÇAS BASTARDAS BRASILEIRAS QUE SÃO TODAS IGUAIS. Aquela (sic) estávamos juntos, eu trepava (sic)… pic.twitter.com/qG6tsEkF0E

— Prof.Marco Antonio Villa (@VillaMarcovilla) April 18, 2026

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