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Crítico de Israel, Tucker Carlson diz que CIA o espionou e prepara ação contra ele

15 de Março de 2026, 16:56
Tucker Carlson e Donald Trump

O comentarista conservador Tucker Carlson, apoiador histórico de Donald Trump, afirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode estar preparando um processo criminal contra ele após suas críticas à guerra contra o Irã. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (15).

Segundo Carlson, a CIA estaria elaborando um encaminhamento criminal para o Departamento de Justiça com base em um suposto crime relacionado a contatos que ele teria mantido com pessoas no Irã antes do início do conflito.

O ex-apresentador da Fox News disse que investigadores teriam analisado suas mensagens de texto e que a possível acusação envolveria a lei que regula a atuação de agentes estrangeiros.

Ele afirmou que a investigação poderia estar ligada à Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (Foreign Agents Registration Act), que exige que pessoas que atuam politicamente em nome de interesses estrangeiros registrem oficialmente suas atividades junto ao governo americano.

Carlson, no entanto, não apresentou provas de que exista de fato uma investigação em andamento. O Departamento de Justiça e a CIA foram procurados por veículos de imprensa, mas não comentaram o caso.

O comentarista disse não acreditar que o caso avance. Ele não atua como agente de nenhum governo estrangeiro e nunca recebeu dinheiro de autoridades de outros países. Carlson afirmou que seu trabalho envolve conversar com diferentes fontes ao redor do mundo para entender acontecimentos internacionais e que não pretende deixar de fazer isso.

As declarações ocorrem após uma série de críticas feitas por Carlson à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Em entrevista recente, ele classificou a guerra como “absolutamente repugnante e maligna”, posição que gerou reação direta do presidente Donald Trump. É também crítico contumaz de Israel e do lobby sionista nos Estados Unidos.

Apenas uma semana após o presidente Trump ter expulsado Tucker Carlson do movimento MAGA, Carlson fez um vídeo dizendo que será processado criminalmente pela CIA sob a acusação de ser um agente estrangeiro trabalhando para o Irã. pic.twitter.com/rfbIJc3eqY

— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) March 15, 2026

Em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, Trump afirmou que Carlson “perdeu o rumo” e disse que o comentarista não representa o movimento MAGA. O presidente declarou que o slogan “América Em Primeiro Lugar” não se aplica ao apresentador e afirmou que ele não teria compreensão suficiente sobre a estratégia do governo.

De acordo com o New York Times, Carlson havia manifestado oposição ao conflito em reuniões realizadas na Casa Branca nas semanas anteriores ao início da operação militar, lançada em 28 de fevereiro. Esteve três vezes com Trump, tentando demovê-lo da ideia de atacar o Irã.

Carlson também havia criticado ataques anteriores contra o Irã, realizados em 2025, quando o governo americano anunciou a destruição de instalações nucleares iranianas.

Justiça dos EUA condena paquistanês acusado de planejar morte de Donald Trump

7 de Março de 2026, 08:45
Asif Merchant foi julgado no Tribunal Distrital Federal do Brooklyn Imagem: Divulgação

Um tribunal federal dos Estados Unidos condenou o paquistanês Asif Merchant por planejar o assassinato do presidente Donald Trump. O julgamento ocorreu no Tribunal Distrital Federal do Brooklyn, em Nova York, após investigação do Departamento de Justiça americano.

Segundo os procuradores, Merchant tentou recrutar pessoas dentro dos Estados Unidos para executar o plano. Além de Trump, outros políticos americanos também teriam sido citados como possíveis alvos durante as conversas investigadas.

De acordo com a acusação, o plano teria sido motivado como retaliação à morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto em janeiro de 2020 durante uma operação militar autorizada por Trump em seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos.

Réu viajou para a cidade de Nova Iorque para contratar assassinos de aluguel. Ilustração: Reuters/Jane Rosenberg

Durante o julgamento, a defesa alegou que Merchant teria sido forçado a participar da conspiração. Os procuradores federais contestaram essa versão e afirmaram ao tribunal que não havia provas que sustentassem a tese de coação ou coerção.

O próprio Merchant afirmou que não recebeu ordens para matar uma pessoa específica. Segundo ele, um contato iraniano mencionou três nomes em conversas realizadas em Teerã: Donald Trump, Joe Biden e Nikki Haley.

Merchant foi preso em 12 de julho de 2024 quando se preparava para deixar os Estados Unidos. A detenção ocorreu um dia antes do atentado contra Trump durante um comício na Pensilvânia. Investigadores afirmaram não ter encontrado ligação entre Merchant e Thomas Crooks, autor do ataque contra o então candidato republicano.

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