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Trump diz que os EUA vão “voltar a lançar bombas” se não gostar do acordo com o Irã

17 de Junho de 2026, 08:17

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17), durante a conferência do G7, que os EUA vão “voltar a lançar bombas” caso não goste do acordo com o Irã.

Trump disse que o acordo proposto para encerrar o conflito no Oriente Médio, que deve ser formalizado em uma cerimônia de assinatura em Genebra na sexta-feira, “não é final”.

“É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, vamos voltar a atirar contra eles, lançando bombas sobre suas cabeças. Eu não gosto disso se eles não se comportarem. Vamos voltar a lançar bombas exatamente no meio da cabeça deles”, afirmou o presidente durante a cúpula em Évian, na França.

Líderes dos países mais ricos do Grupo dos Sete — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália e Japão — estão reunidos na cidade alpina para a cúpula, que também conta com representantes da União Europeia e da Ucrânia entre os convidados.

Em atualização.

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Copom e Fed decidem juros hoje com petróleo em queda e dólar instável; veja o que esperar

17 de Junho de 2026, 08:08

Nesta quarta-feira (17), Brasil e Estados Unidos decidem em conjunto o rumo de suas taxas básicas de juros em uma Superquarta marcada pelo recuo do petróleo e pela estreia de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve.

No Brasil, o mercado precifica um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano. Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, com atenção voltada ao primeiro comunicado e à primeira entrevista coletiva de Warsh desde que assumiu o comando do Fed.

Por volta das 7h35 (Brasília) desta quarta-feira, o barril do petróleo Brent, com vencimento em agosto, operava em leve alta de 0,18%, a US$ 79,08, nível próximo ao observado no início do conflito entre Irã e Israel. Segundo André Azevedo, especialista da mesa de operações do Grupo Multiplica, a atenção dos investidores brasileiros se concentra na decisão do Copom. Azevedo afirmou que o mercado segue precificando um corte de 0,25 ponto na Selic, em linha com a expectativa majoritária dos agentes econômicos, e que esse movimento representaria o encerramento do atual ciclo de flexibilização monetária, levando a taxa básica a 14,25% ao ano, seguido por uma pausa nas próximas reuniões.

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Inflação pressionada limita espaço do Copom

Ainda conforme Azevedo, essa expectativa de corte ocorre mesmo diante de um cenário inflacionário pressionado. As leituras mais recentes apontam inflação próxima de 5,5% nos indicadores de núcleo, patamar acima do centro da meta do Banco Central, fixado em 3%. Esse descolamento segue como um dos principais pontos de atenção para a condução da política monetária nos próximos meses.

A leitura é compartilhada por Rafael Cardoso, que projeta corte de 25 pontos base nesta reunião. Segundo Cardoso, o cenário já vinha sendo de cortes no ritmo de 25 em 25 pontos há algum tempo, depois de uma fase anterior ao conflito no Oriente Médio em que se discutia uma aceleração para 50 pontos. Cardoso reconhece que o quadro ficou mais complicado desde a última reunião, com inflação mais pressionada, piora das expectativas e atividade econômica resiliente, ainda que dentro do esperado.

Mesmo com o avanço recente do entendimento entre Irã e Estados Unidos, que reduz parte da incerteza geopolítica, Cardoso descarta a hipótese de pausa no ciclo de cortes. Para ele, o Banco Central deve manter o ritmo de 25 pontos, mas pode usar o comunicado para sinalizar maior nível de incerteza, sem caracterizar de forma explícita o fim do ciclo. Cardoso resume que o BC deve preservar a porta aberta para a próxima reunião, ganhando os 45 dias seguintes para reavaliar o cenário.

A avaliação tem amparo nos números do Boletim Focus mais recente. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,86% para 5,30%, 14ª semana consecutiva de alta nas expectativas e acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. As estimativas para 2027 e 2028 também pioraram, de 4,00% para 4,10% e de 3,61% para 3,68%, respectivamente.

O Goldman Sachs também espera redução de 0,25 ponto, mas com comunicação mais firme, podendo sugerir que a meta de inflação está difícil de ser alcançada caso o ciclo de cortes continue. Segundo o banco, existe uma chance de 40% de manutenção da taxa, dado o cenário desafiador da inflação.

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Fed mantém juros e mercado observa estreia de Warsh

Do lado americano, o Federal Open Market Committee (fomc) deve manter os juros estáveis na faixa entre 3,50% e 3,75%, decisão amplamente precificada pelo mercado. A atenção se volta ao Resumo de Projeções Econômicas, o chamado dot plot, e à primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, marcada para as 14h30 no horário de Washington, 15h30 no Brasil.

Segundo análise do Bank of America, o dot plot de junho deve trazer uma mudança hawkish substancial, com três integrantes do comitê projetando altas de juros ainda em 2026. O banco avalia que Warsh não deve submeter sua própria projeção numérica, mas que, caso o faça, a tendência é de um viés mais dovish do que o restante do colegiado.

🔍 Dot plot é o gráfico publicado pelo Federal Reserve a cada trimestre que mostra, de forma anônima, a projeção de cada um dos integrantes do comitê de política monetária para a trajetória dos juros americanos nos próximos anos. Cada participante marca um ponto indicando onde acredita que a taxa deve estar ao fim de cada período, e a mediana desses pontos costuma ser usada pelo mercado como sinal das intenções do Federal Reserve sobre futuros cortes ou altas de juros.

Para Thiago Pedroso, analista da Criteria, a decisão de juros em si já está precificada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e a sinalização sobre os próximos passos será mais importante do que o número anunciado nesta quarta. Leonardo Costa, economista do ASA, pondera que parte dos riscos do cenário internacional já era conhecida antes da reunião, o que reduz o efeito surpresa sobre os mercados locais.

Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, destaca que o desacordo entre os membros votantes do FOMC sobre os próximos passos deve concentrar as atenções nesta quarta. Já Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, acredita que Warsh deve adotar um tom simples e prudente em sua estreia, evitando viés direcional explícito e reforçando que as decisões futuras dependerão dos dados.

Petróleo recua com acordo entre Irã e Estados Unidos

O pano de fundo internacional que pressiona ambos os bancos centrais é o desfecho do conflito entre Irã e Estados Unidos. No último domingo (14), as duas nações chegaram a um acordo de paz que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A assinatura do memorando de entendimento está prevista para esta sexta-feira (19), em Genebra.

O anúncio provocou recuo dos preços do petróleo nos últimos dias. Segundo a Agência Internacional de Energia, o choque de oferta provocado pela guerra erodiu a demanda global por petróleo, mas uma resolução duradoura do conflito pode provocar elevação expressiva do volume de oferta e gerar excedente relevante no mercado já em 2027. A IEA reduziu sua projeção de demanda global para 2026 para 1,1 milhão de barris por dia, queda de 700 mil barris por dia em relação à estimativa do mês anterior, depois que as entregas recuaram 5 milhões de barris por dia no segundo trimestre. Tech Times

Pelo lado da oferta, a agência indica que a produção global deve cair 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102,4 milhões de barris diários, antes de uma recuperação forte no ano seguinte. A entidade chama atenção para o que classifica como uma sobra significativa de petróleo em 2027, com a oferta projetada para crescer cerca de 8 milhões de barris por dia, superando com folga o avanço mais modesto esperado para a demanda mundial.

Bolsas operam de lado à espera das decisões

Na Europa, os principais índices de ações operavam perto da estabilidade na manhã desta quarta, em compasso de espera pela decisão do Fed e por detalhes adicionais do acordo entre Estados Unidos e Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,25%, a 637,58 pontos, por volta das 6h40 (Brasília).

Na agenda de indicadores, a inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, ante 3,0% em abril, segundo dado final divulgado pelo Eurostat, acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. No Reino Unido, o CPI anual ficou estável em 2,8% em maio, levemente abaixo da expectativa de analistas, que previam alta para 3%.

No Brasil, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, desacelerou para 0,42% na segunda quadrissemana de junho, após alta de 0,45% na primeira leitura do mês. Entre os componentes, alimentação, despesas pessoais e vestuário perderam força, enquanto habitação, saúde, educação e transportes mostraram comportamento misto.

Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street indicavam abertura em alta antes da decisão do Fed, com o S&P 500 subindo 0,3% e o Nasdaq 100 avançando 0,9%, segundo dados de pré-mercado. Entre as ações de maior destaque, papéis ligados a semicondutores e tecnologia registravam ganhos, enquanto a montadora alemã BMW recuava quase 7% em Frankfurt após reduzir sua projeção de lucro anual, citando fraqueza no mercado chinês e o impacto da guerra no Oriente Médio sobre custos.

Na China, o banco central do país anunciou nesta quarta medidas para estimular o uso internacional do yuan, incluindo um novo mecanismo de recompra para autoridades monetárias estrangeiras obterem liquidez na moeda chinesa. As iniciativas vieram um dia após indicadores fracos da economia chinesa, com queda nos gastos do consumidor pela primeira vez em mais de três anos.

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Crítico de Israel, Tucker Carlson diz que CIA o espionou e prepara ação contra ele

15 de Março de 2026, 16:56
Tucker Carlson e Donald Trump

O comentarista conservador Tucker Carlson, apoiador histórico de Donald Trump, afirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode estar preparando um processo criminal contra ele após suas críticas à guerra contra o Irã. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (15).

Segundo Carlson, a CIA estaria elaborando um encaminhamento criminal para o Departamento de Justiça com base em um suposto crime relacionado a contatos que ele teria mantido com pessoas no Irã antes do início do conflito.

O ex-apresentador da Fox News disse que investigadores teriam analisado suas mensagens de texto e que a possível acusação envolveria a lei que regula a atuação de agentes estrangeiros.

Ele afirmou que a investigação poderia estar ligada à Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (Foreign Agents Registration Act), que exige que pessoas que atuam politicamente em nome de interesses estrangeiros registrem oficialmente suas atividades junto ao governo americano.

Carlson, no entanto, não apresentou provas de que exista de fato uma investigação em andamento. O Departamento de Justiça e a CIA foram procurados por veículos de imprensa, mas não comentaram o caso.

O comentarista disse não acreditar que o caso avance. Ele não atua como agente de nenhum governo estrangeiro e nunca recebeu dinheiro de autoridades de outros países. Carlson afirmou que seu trabalho envolve conversar com diferentes fontes ao redor do mundo para entender acontecimentos internacionais e que não pretende deixar de fazer isso.

As declarações ocorrem após uma série de críticas feitas por Carlson à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Em entrevista recente, ele classificou a guerra como “absolutamente repugnante e maligna”, posição que gerou reação direta do presidente Donald Trump. É também crítico contumaz de Israel e do lobby sionista nos Estados Unidos.

Apenas uma semana após o presidente Trump ter expulsado Tucker Carlson do movimento MAGA, Carlson fez um vídeo dizendo que será processado criminalmente pela CIA sob a acusação de ser um agente estrangeiro trabalhando para o Irã. pic.twitter.com/rfbIJc3eqY

— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) March 15, 2026

Em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, Trump afirmou que Carlson “perdeu o rumo” e disse que o comentarista não representa o movimento MAGA. O presidente declarou que o slogan “América Em Primeiro Lugar” não se aplica ao apresentador e afirmou que ele não teria compreensão suficiente sobre a estratégia do governo.

De acordo com o New York Times, Carlson havia manifestado oposição ao conflito em reuniões realizadas na Casa Branca nas semanas anteriores ao início da operação militar, lançada em 28 de fevereiro. Esteve três vezes com Trump, tentando demovê-lo da ideia de atacar o Irã.

Carlson também havia criticado ataques anteriores contra o Irã, realizados em 2025, quando o governo americano anunciou a destruição de instalações nucleares iranianas.

Guerra no Irã se amplia e já afeta vários países; veja quais

15 de Março de 2026, 14:47
O ataque israelense a Teerã em 2 de março de 2026. Foto: Divulgação

Diferente de conflitos anteriores, como a guerra entre Irã e Israel em junho de 2025 ou os combates entre Israel e Hamas, a atual Guerra no Irã extrapolou as fronteiras dos países diretamente envolvidos, se espalhando rapidamente pelo Oriente Médio.

Os combates, que entraram na terceira semana em março de 2026, começaram em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, um ataque que resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. A ofensiva atingiu alvos militares e civis, incluindo uma escola com estudantes.

Em resposta, o Irã iniciou ataques retaliatórios não apenas contra Israel, mas também contra embaixadas e bases americanas localizadas em países vizinhos, além de alvos civis, como prédios que supostamente abrigariam funcionários americanos.

A intensificação das hostilidades arrastou mais países para o conflito, com o Hezbollah, do Líbano, retomando os ataques a Israel, ampliando a dimensão da guerra para o território libanês, incluindo a capital Beirute.

O Irã, que vinha sendo pressionado politicamente, havia aberto negociações com os Estados Unidos para um acordo que limitasse seu programa nuclear. No entanto, o ataque conjunto de EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro, deflagrou uma guerra que agora afeta vários países da região, com consequências econômicas e políticas significativas.

O Irã respondeu fechando o estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, e iniciou ataques contra navios que tentavam sair do Golfo Pérsico. Além dos Estados Unidos e Israel, outros países estão diretamente envolvidos na guerra, como o Líbano, o Emirados Árabes Unidos, o Catar e o Bahrein.

O Líbano foi novamente arrastado para o conflito devido aos ataques do Hezbollah contra Israel, com as forças israelenses realizando bombardeios pesados nas regiões do sul e do vale do Bekaa, além de Beirute. O número de mortos no Líbano devido aos ataques israelenses já ultrapassou 700.

Os Emirados Árabes Unidos, um dos maiores aliados dos EUA na região, também foram alvo de drones suicidas iranianos, com mais de 800 ataques registrados até março de 2026. Dubai, em particular, foi atingida em alvos estratégicos, como o hotel Palm Jumeirah e o Burj al-Khalifa, o edifício mais alto do mundo.

🇦🇪🇮🇷 Uma das torres mais altas de Dubai está em chamas após ser atingida por um drone kamikaze.

O Irã está realizando com frequência missões de assassinatos seletivos contra autoridades militares e agentes de inteligência dos EUA que operam nos países do Golfo. pic.twitter.com/Ufcbh7qhld

— Análise Geopolítica (@AnaliseGeopol) March 12, 2026

O Catar, apesar de ter boas relações com o Irã, foi afetado pelos ataques iranianos. O país, que abriga a maior base aérea americana da região, teve sua produção de gás natural interrompida após a destruição de duas de suas instalações.

Além disso, a Força Aérea catari abateu dois caças iranianos em uma tentativa de se defender contra os ataques. Outros países do Golfo, como o Bahrein e Omã, também estão sendo impactados pelos ataques iranianos.

O Bahrein, aliado dos EUA e de maioria xiita, mas controlado por uma família real sunita, tem sido alvo frequente de drones iranianos, atingindo não apenas instalações militares americanas, mas também alvos civis. Omã, por outro lado, tem procurado manter sua neutralidade e atuado como mediador, mas também foi afetado, com a presença de bases americanas no país sendo atacada.

A Arábia Saudita, que mantém laços históricos com os Estados Unidos, também foi alvo de ataques iranianos, incluindo a embaixada americana e a refinaria de Ras Tanura, uma das maiores do mundo, que é essencial para a indústria petrolífera saudita.

A Jordânia, outro país da região com estreitas relações com potências orientais, tem visto seu espaço aéreo ser frequentemente violado por mísseis direcionados a Israel. No entanto, houve poucos ataques a bases americanas em seu território, se comparado aos seus vizinhos.

O Iraque, que abriga uma grande quantidade de bases americanas, tem sido um dos países mais atacados, especialmente em áreas como Bagdá e Erbil, no norte, onde há uma forte presença curda, hostil ao Irã. Outros países, embora não diretamente envolvidos, têm participado de forma marginal na guerra.

O Sri Lanka, por exemplo, viu um submarino americano afundar um navio militar iraniano, enquanto a Turquia utilizou baterias antiaéreas da Otan para derrubar mísseis iranianos. A ilha de Chipre, que abriga uma grande base militar britânica, também foi atacada por drones, com especulações de que o Hezbollah tenha sido o responsável.

Drones suicidas iranianos também atacaram um aeroporto e áreas civis no Azerbaijão, país vizinho ao Irã e grande produtor de petróleo. Autoridades de Baku afirmam estar considerando uma retaliação.

A França e o Reino Unido, embora cautelosos em se envolver diretamente no conflito, estão monitorando a situação de perto. O Reino Unido autorizou o uso de bases aéreas britânicas pelos EUA, enquanto a França enviou um porta-aviões para a região, embora sem participação ativa em missões militares.

VÍDEO – EUA dizem ter atacado quase 2 mil alvos no Irã: “Não há um navio em operação”

4 de Março de 2026, 06:41
Nuvem de fumaça após ataque no Irã. Foto: Reprodução

O comandante do Comando Central dos Estados Unidos, Brad Cooper, afirmou nesta terça-feira (3) que forças americanas destruíram 17 navios iranianos, incluindo um submarino, e atingiram quase 2.000 alvos no território do Irã desde o início da ofensiva militar. A declaração foi divulgada em vídeo publicado nas redes sociais. Até o momento, o governo iraniano não comentou as informações.

Segundo Cooper, “não há um único navio iraniano em operação no Golfo Árabe, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã”. O comandante também declarou que o Irã lançou mais de 500 mísseis balísticos e mais de 2.000 drones em ataques de retaliação contra forças e aliados dos Estados Unidos na região. “Já atingimos quase 2 mil alvos com mais de 2 mil munições. Degradamos severamente as defesas aéreas do Irã e destruímos centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones iranianos”, disse.

De acordo com o militar, a operação conta com mais de 50 mil soldados, cerca de 200 aeronaves de combate, dois porta-aviões e bombardeiros estratégicos. Ele afirmou que os ataques estão ocorrendo “24 horas por dia, sete dias por semana”, com ações realizadas por forças navais, aéreas, espaciais e operações no ciberespaço.

CENTCOM: released official statement from Admiral Brad Cooper on operation Epic Fury pic.twitter.com/WFxHQpztDP

— Open Source Intel (@Osint613) March 4, 2026

Cooper declarou ainda que as forças americanas estão “focadas em abater tudo o que possa atirar contra nós”. Segundo ele, a ofensiva destruiu centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones iranianos, além de atingir sistemas de defesa aérea do país.

O comandante também informou que os Estados Unidos utilizaram um novo tipo de míssil contra um alvo no Irã. De acordo com reportagem do jornal norte-americano “The New York Times”, o armamento pode ultrapassar 500 km/h e seu uso teria sido limitado anteriormente pelo Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que deixou de vigorar nos últimos anos.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “praticamente tudo” das instalações militares iranianas foi destruído durante a ofensiva conduzida em conjunto com Israel. O republicano também declarou que era “tarde demais” para negociações com Teerã e enviou uma carta ao Congresso norte-americano para apresentar as justificativas do ataque.

VÍDEOS: Capital do Irã é alvo de novos bombardeios de Israel

4 de Março de 2026, 06:26
Teerã bombardeada. Foto: reprodução

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta quarta-feira (4) que iniciaram “ataques em larga escala contra alvos do regime terrorista iraniano em Teerã”, intensificando a ofensiva militar iniciada no sábado no contexto da escalada de confrontos no Oriente Médio. Segundo o Exército israelense, esta é a décima onda de bombardeios desde o início do conflito mais recente.

Em comunicado divulgado pela manhã, as IDF informaram que ataques realizados durante a madrugada tiveram como alvo centros de comando ligados às forças de segurança interna do Irã e à milícia Basij, organização paramilitar associada ao regime iraniano. As operações fazem parte da estratégia israelense de atingir estruturas consideradas essenciais para o comando político e militar do país.

Moradores da capital iraniana relataram momentos de tensão durante os bombardeios. “Eles atacaram com bastante força na noite passada, foi uma noite ruim”, disse um residente do norte de Teerã à CNN. “Não sei exatamente onde atingiram, mas parecia que podíamos ouvir explosões ao nosso redor”.

Terrifying scenes from Tehran this evening as US-Israeli Axis seem determined to make Tehran look like Gaza. European Politicians + Media were silent about the Genocide in Gaza, they’re silent again as Western Imperialism + Zionism commit War Crimes in Iran…

@FotrosResistancee pic.twitter.com/gWHbydr7EH

— Mick Wallace (@wallacemick) March 3, 2026

O morador afirmou ainda que pensou em deixar a cidade diante da intensidade dos ataques. “Mas também não sabemos onde estão os alvos militares, então é difícil dizer onde seria seguro”, declarou.

A mídia estatal iraniana confirmou que explosões foram registradas em diversas regiões do país na manhã de quarta-feira. Uma imagem geolocalizada pela CNN mostra uma grande coluna de fumaça escura nas proximidades da cidade de Isfahan, indicando possíveis danos provocados pelos bombardeios.

Na terça-feira (3), as forças israelenses também atacaram o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, órgão responsável por escolher o líder supremo do país. Segundo fontes israelenses, os 88 aiatolás que compõem a assembleia estariam reunidos no local no momento da ofensiva, embora não haja confirmação oficial sobre vítimas entre os religiosos.

A imprensa iraniana relatou que o edifício foi “arrasado” durante o ataque e que o prédio localizado em Qom, onde os clérigos se reúnem para decisões políticas, sofreu destruição parcial. A Assembleia dos Peritos é considerada uma das instituições mais importantes do sistema político iraniano desde a Revolução de 1979, quando os aiatolás assumiram o poder.

🚨🇺🇸🇮🇱 BREAKING — B-52s

Zionist Forces are Genociding Tehran. pic.twitter.com/dhXJAwqWSU

— ✦✦✦ 𝙿𝚊𝚖𝚙𝚑𝚕𝚎𝚝𝚜 ✦✦✦ (@PamphletsY) March 4, 2026

O papel do órgão é selecionar o líder supremo do país, figura central na estrutura política e religiosa do Irã. O bombardeio ao local integra uma série de ataques israelenses contra instalações estratégicas do regime iraniano.

Entre os alvos citados por Israel estão o complexo presidencial em Teerã e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional, dois centros considerados fundamentais para a tomada de decisões políticas e militares do país. Segundo as IDF, essas instalações funcionariam como “complexos de liderança do regime terrorista iraniano”.

O Exército israelense afirmou que a destruição desses locais pode enfraquecer a capacidade de comando e controle do governo iraniano. Os bombardeios também atingiram instalações onde autoridades avaliavam temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano.

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