Visualização normal

Received before yesterday

Após ultimato de Trump, iranianos cercam usina com corrente humana

7 de Abril de 2026, 15:46
Corrente humana em torno da usina termoelétrica de Kazeroon, no Irã — Foto: Agência Fars / Telegram
Em resposta ao ultimato de 48 horas estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que exige a reabertura do Estreito de Ormuz até as 21h, horário de Brasília, desta terça-feira (7) —, iranianos foram às ruas na província de Fars, sudoeste do país, para formar uma corrente humana em torno da usina termoelétrica […]

💾

Em resposta ao ultimato de 48 horas estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que exige a reabertura do Estreito de Ormuz até as 21h, horário de Brasília, desta terça-feira (7) —, iranianos foram às ruas na província de Fars, sudoeste do país, para formar uma corrente humana em torno da usina termoelétrica de Kazeroon.

“Vivo, mas danificado”, diz Trump sobre novo líder supremo do Irã

13 de Março de 2026, 08:37
Donald Trump, presidente dos EUA, e Motjaba Khamenei, novo líder do Irã. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado” após o ataque que matou parte de sua família, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibida na noite de quinta-feira (12).

“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump na entrevista divulgada pela emissora.

Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A ofensiva foi realizada de forma coordenada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e acabou desencadeando uma guerra regional que vem se intensificando desde então. Após rumores sobre o estado de saúde do novo líder iraniano, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que Mojtaba está “são e salvo”.

Desde que foi escolhido para suceder o pai como líder supremo do Irã no último domingo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi divulgado apenas na quinta-feira e lido por um apresentador de televisão estatal.

Ali Khamenei, assassinado em ataque dos EUA e de Israel. Foto: reprodução

Na mensagem, o novo líder indicou que o Irã poderá ampliar medidas de pressão contra os adversários, citando inclusive o impacto sobre rotas estratégicas do petróleo. Segundo ele, iniciativas como o controle do Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo” e provocar aumento nos preços internacionais da commodity.

Logo após o pronunciamento, o governo iraniano anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos divulgados em um canal oficial no Telegram mostram o lançamento de mísseis acompanhado do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.

O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 14º dia e já provocou ataques diários entre as forças militares dos países. Enquanto tropas estadunidenses e israelenses realizam ofensivas em território iraniano, Teerã tem respondido com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A escalada militar ampliou o alcance do confronto na região e aumentou a tensão internacional, enquanto lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos da guerra e o impacto da mudança no comando do regime iraniano.

Irã promete destruir instalações de petróleo no Oriente Médio após ameaças dos EUA

13 de Março de 2026, 07:49
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC). Foto: Divulgação/ Metrópoles

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirmou nesta quinta-feira (12) que poderá atacar instalações de petróleo e gás no Oriente Médio associadas aos Estados Unidos caso as estruturas energéticas do país sejam alvo de ataques.

O porta-voz do IRGC, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que qualquer ação contra instalações energéticas iranianas provocará resposta militar. Segundo ele, “o menor ataque às infraestruturas de energias e portos do Irã resultará em uma resposta esmagadora e devastadora de nossa parte”.

Na mesma declaração, o representante militar também mencionou possíveis alvos na região. “Em caso de tal agressão, todas as infraestruturas de petróleo e gás da região, nas quais os Estados Unidos e seus aliados ocidentais têm interesses, serão incendiadas e destruídas”, disse.

Wzorowa ochrona i reprezentacja interesów narodowych własnego narodu.

Ebrahim Zolfaghari, oficjalny rzecznik irańskiego centrum Chatam al-Anbija przekazuje wiadomość Donaldowi T.

„Jeśli nasze instalacje energetyczne staną się celem ataku, zniszczymy wszystkie obiekty gazowe i… pic.twitter.com/GfsPlBuRoe

— The Jurist’s View (@JuristView) March 12, 2026

Desde o início da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, ataques têm sido registrados em diferentes pontos do Golfo Pérsico. Países da região que abrigam bases militares norte-americanas também passaram a ser alvos de operações com mísseis e drones.

Instalações petrolíferas já foram atingidas durante os confrontos, enquanto alguns países produtores do Golfo interromperam temporariamente parte da produção por questões de segurança. A tensão também afetou o transporte de petróleo na região.

O cenário inclui ainda o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Nos últimos dias, o preço do barril do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 em meio à instabilidade no mercado internacional.

Trump promete novos ataques e diz que EUA estão “destruindo totalmente o regime terrorista do Irã”

13 de Março de 2026, 07:06
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Annabelle Gordon/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que o país está “destruindo totalmente” o regime do Irã em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais durante a madrugada, o líder estadunidense também prometeu novos ataques e intensificou o tom contra o governo iraniano.

Trump declarou que os Estados Unidos têm superioridade militar no conflito e afirmou que as forças iranianas foram fortemente atingidas.

“Estamos destruindo totalmente o regime terrorista do Irã — militarmente, economicamente e de outras formas. (…) A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea não existe mais; mísseis, drones e todo o resto estão sendo dizimados, e seus líderes foram varridos da face da Terra. Temos um poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo — vejam o que acontecerá hoje com esses canalhas desequilibrados”, afirmou Trump.

Em outra republicano, o presidente também disse que considera uma “honra”matar autoridades iranianas e voltou a defender a ofensiva militar contra o país: “Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou matando eles. Que grande honra é fazer isso”.

Publicação de Donald Trump. Foto: reprodução

A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã chegou ao 14º dia nesta sexta-feira. Desde o início da ofensiva, forças estadunidenses e israelenses realizam ataques diários em território iraniano e já atingiram milhares de alvos militares e estratégicos.

O governo iraniano, por sua vez, tem respondido com ataques contra Israel e bases militares dos Estados Unidos em diferentes pontos do Oriente Médio. A escalada militar ampliou o alcance do conflito e aumentou a tensão em diversos países da região.

Entre os desdobramentos mais recentes da guerra está a mudança na liderança do regime iraniano. Após a morte do líder supremo Ali Khamenei durante os ataques, o país anunciou a escolha de seu filho, Mojtaba Khamenei, como sucessor.

Em sua primeira manifestação pública, Mojtaba afirmou que o Irã seguirá resistindo ao avanço militar dos adversários e indicou a possibilidade de ampliação do confronto. Em mensagem divulgada em seu canal oficial no Telegram, ele pediu que a população permaneça mobilizada e declarou que o país continuará enfrentando o que chamou de inimigo.

“Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável, e sua ativação será realizada se a guerra continuar e de acordo com os interesses”, disse.

Outro ponto de tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz, bloqueado desde 28 de fevereiro após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

Irã anuncia que não participará da Copa 2026: ‘Regime corrupto que assassinou nosso líder’

11 de Março de 2026, 15:21
Manifestação em condenação ao assassinato do líder mártir da Revolução Islâmica e aos ataques dos EUA e do regime sionista ao Irã | Crédito: Tasnim News Agency
Por Brasil de Fato O Irã não participará da Copa do Mundo de futebol masculino, a ser disputada em Estados Unidos, México e Canadá entre junho e julho deste ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donjamali. “Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, em hipótese alguma […]

VÍDEO: Israel ataca depósito de combustível no Irã e deixa quatro mortos

8 de Março de 2026, 07:58
Incêndio em depósito de combustível em Teerã, capital do Irã. Foto: Redes sociais via Reuters

Um ataque israelense a um depósito de combustível em Teerã, capital do Irã, deixou quatro mortos e provocou um incêndio de grandes proporções neste domingo (8). As Forças Armadas de Israel assumiram a autoria da ofensiva e afirmaram que a ação teve como alvo instalações ligadas ao armazenamento de petróleo e derivados na cidade.

De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de produtos petrolíferos foram atingidos durante a noite de sábado (7) para domingo (8) em Teerã e em áreas próximas. A ofensiva também foi relatada por agências estatais iranianas.

O ataque danificou parte da rede de abastecimento da capital iraniana e levou à interrupção temporária da distribuição de combustível. O governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, afirmou à agência oficial IRNA que a situação está “sendo resolvida”, embora moradores tenham enfrentado dificuldades para abastecer veículos e outros meios de transporte.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o incêndio de grandes proporções no local atingido. A agência Reuters confirmou a autenticidade do vídeo ao verificar sua localização com base no traçado das ruas, além de postes de energia e árvores que correspondem a imagens de arquivo e de satélite da região.

❗ATENÇÃO

🇮🇱🇺🇲💥🇮🇷 Pela primeira vez desde o início dos ataques contra o Irã, Israel e EUA atacaram a infraestrutura de combustível do país. As Imagens mostram incêndios de grandes proporções em Teerã em decorrência dos ataques contra locais de armazenamento e produção de… pic.twitter.com/R4JtG5eQwL

— Notícias e Guerras (@NoticiaeGuerra) March 8, 2026

A Reuters também informou que nenhuma versão anterior do vídeo havia sido encontrada online antes deste domingo, o que reforça a verificação do material. As imagens rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e foram amplamente compartilhadas.

O ataque ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já começa a produzir efeitos fora da região. Em Bangladesh, por exemplo, o governo anunciou neste domingo o início do racionamento de combustível após dificuldades de abastecimento relacionadas à guerra, o que provocou grandes congestionamentos em postos de gasolina no país.

Presidente do Irã cessa ataques, pede desculpas a vizinhos e diz que não se renderá aos EUA

7 de Março de 2026, 11:14
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã. Foto: reprodução

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (7) que o país não aceitará as exigências de rendição feitas por Israel e pelos Estados Unidos, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. Em discurso transmitido pela televisão estatal, o líder iraniano respondeu diretamente às declarações do presidente estadunidense Donald Trump.

Segundo Pezeshkian, a ideia de rendição total imposta por Washington não será aceita por Teerã. “Um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”, declarou o presidente iraniano ao comentar a exigência feita pelo governo dos Estados Unidos.

Na sexta-feira (6), Trump afirmou que qualquer acordo dependeria de uma rendição completa do Irã. Em publicação em sua rede social, o presidente estadunidense escreveu: “Depois disso, e da seleção de um líder ou líderes excelentes e aceitáveis, nós, muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”.

Pezeshkian integra um conselho interino de liderança que passou a governar o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto de líder supremo do país. O presidente também tentou reduzir a tensão com países vizinhos, após ataques realizados nos últimos dias.

Durante o discurso, ele pediu desculpas pelos impactos das operações militares na região. “Devo pedir desculpas em meu próprio nome e em nome do Irã aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, afirmou.

URGENTE!! O Presidente iraniano Masoud Pezeshkian, disse que foi aprovado o fim dos ataques!

“Ontem, o Conselho de Liderança Temporária aprovou que não haverá mais ataques a países vizinhos nem lançamentos de mísseis, a menos que um ataque contra o Irã parta desses países”. pic.twitter.com/9b4OzZCpkX

— Área Militar (@areamilitarof) March 7, 2026

Pezeshkian também indicou que o governo civil enfrenta dificuldades para controlar totalmente as ações militares no conflito. A Guarda Revolucionária, responsável pelo controle de mísseis balísticos utilizados nos ataques contra Israel e outros alvos, respondia diretamente a Khamenei.

O presidente iraniano defendeu que as forças armadas evitem novos ataques contra países da região. “De agora em diante, eles (as Forças Armadas) não devem atacar países vizinhos nem disparar mísseis contra eles, a menos que sejamos atacados por esses países. Acho que devemos resolver isso por meio da diplomacia”.

Horas após o pronunciamento, novos ataques foram registrados no Golfo Pérsico. Uma ofensiva interrompeu voos no Aeroporto Internacional de Dubai, atingiu uma instalação petrolífera na Arábia Saudita e obrigou moradores a buscar abrigo repetidamente no Bahrein.

Israel também anunciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, em resposta aos ataques iranianos. Entre os alvos atingidos está o aeroporto de Mehrabad, considerado um dos mais movimentados da capital iraniana.

Casa Branca mente sobre apoio espanhol na guerra contra Irã

4 de Março de 2026, 23:37
Karoline Leavitt. Foto: Reprodução

A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (4) que a Espanha teria concordado em cooperar com os Estados Unidos na guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa pela porta-voz do governo norte-americano, Karoline Leavitt.

Durante a entrevista, Leavitt afirmou que o país europeu teria aceitado colaborar com operações militares conduzidas por Washington. “Com relação à Espanha, acho que eles ouviram a mensagem do presidente ontem alta e claramente, e, pelo que entendi, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA, e sei que os militares dos EUA estão coordenando com seus homólogos na Espanha”, afirmou.

Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que a posição do país não mudou. “A posição do governo espanhol relativamente à guerra no Médio Oriente e aos bombardeamentos no Irã, relativamente à utilização das nossas bases, não se alterou nem uma vírgula”, declarou o ministro.

📺 TV en DIRECTO | La portavoz de la Casa Blanca, Karoline Leavitt: “España se ha mostrado de acuerdo en cooperar militarmente en las últimas horas” https://t.co/vWHgYQdKTg pic.twitter.com/ibWopA8WLm

— EL PAÍS (@el_pais) March 4, 2026

Após as declarações, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, afirmou que o país não participará do conflito. “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e que também é contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente pelo medo das represálias de alguns. Devemos aprender com a história e não podemos jogar roleta russa com o destino de milhões de pessoas”, disse.

Daquelas declarações que entram para a história
Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha, se recusou a ceder bases para os EUA usarem na guerra.
Foi ameaçado por Trump
E deu essa resposta :
” Não seremos cúmplices de algo que é ruim para o mundo” pic.twitter.com/knc9PUdjZ0

— Biazita Gomes (@BiazitaGomes) March 4, 2026

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada ver com a Espanha“, disse Trump depois do primeiro-ministro se recusar a usar bases militares para atacar o Irã.

Trump está CORTANDO todo comércio com a Espanha depois que o primeiro-ministro disse para NÃO usar bases militares para atacar o Irã.

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar TODO o comércio com a Espanha. Não queremos NADA a ver com a Espanha.” pic.twitter.com/lbue1ByOjM

— Pri (@Pri_usabr1) March 3, 2026

Ministro da Defesa de Israel promete atacar qualquer substituto de Ali Khamenei

4 de Março de 2026, 07:49
Israel Katz, ministro da Defesa de Israel. Foto: Attila Kisbenedek/AFP

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (4) que qualquer sucessor do líder supremo do Irã será tratado como alvo militar. A declaração ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, atingido durante bombardeios realizados no sábado (28) por forças de Israel em conjunto com os Estados Unidos, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Segundo comunicado divulgado pelo gabinete de Katz, o governo israelense considera que a liderança do regime iraniano continuará sendo um alvo prioritário das forças armadas do país. “Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano será um alvo inequívoco para eliminação”, afirmou Katz.

“O primeiro-ministro e eu ordenamos que as forças armadas se preparem para agir por todos os meios necessários para cumprir essa missão”, acrescentou.

O novo líder supremo do Irã deve ser escolhido pela Assembleia dos Peritos, órgão responsável por definir a liderança religiosa e política do país. Até que a sucessão seja formalizada, o aiatolá Alireza Arafi foi designado como líder supremo interino.

Na terça-feira (3), o Exército de Israel afirmou ter atacado o prédio da Assembleia dos Peritos, responsável justamente pela escolha do líder supremo iraniano. De acordo com informações divulgadas pela imprensa israelense e por uma agência estatal iraniana, o ataque teria atingido o local onde se reúnem os clérigos responsáveis pela sucessão.

Terrifying scenes from Tehran this evening as US-Israeli Axis seem determined to make Tehran look like Gaza. European Politicians + Media were silent about the Genocide in Gaza, they’re silent again as Western Imperialism + Zionism commit War Crimes in Iran…

@FotrosResistancee pic.twitter.com/gWHbydr7EH

— Mick Wallace (@wallacemick) March 3, 2026

Com base em fontes do governo israelense, o jornal The Jerusalem Post informou que os 88 aiatolás que compõem a assembleia estariam presentes no momento do ataque, embora não haja confirmação oficial sobre vítimas entre os religiosos. O governo iraniano não comentou o possível bombardeio.

A morte de Ali Khamenei ocorreu durante ataques conjuntos realizados por Israel e pelos Estados Unidos no sábado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o líder iraniano não conseguiu escapar das ações de inteligência conduzidas pelos dois países.

“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump.

O governo iraniano reagiu com duras críticas. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, classificou o assassinato do líder religioso como um “crime religioso” e afirmou que o ataque terá consequências. Ele também declarou que os Estados Unidos traíram o processo diplomático ao atacar o Irã durante negociações sobre armamentos nucleares.

Em meio à crise, a Assembleia de Especialistas teria escolhido Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, segundo a emissora Iran International, que citou fontes ligadas ao regime. Filho mais velho de Ali Khamenei, Mojtaba tem 65 anos e, embora nunca tenha ocupado cargos políticos de grande visibilidade, é considerado influente dentro do aparato de poder iraniano.

Mojtaba Khamenei. Foto: Divulgação

Durante anos, Mojtaba atuou nos bastidores coordenando o gabinete do pai e estabelecendo relações dentro da estrutura da Guarda Revolucionária. Ele tem proximidade com Hossein Taib, ex-chefe da inteligência da organização, com quem mantém relações desde a guerra entre Irã e Iraque.

Apontado há anos como possível sucessor de Ali Khamenei, Mojtaba era visto como rival político do ex-presidente Ebrahim Raisi, morto em 2024. Dentro da hierarquia religiosa xiita, ele possui credenciais clericais consideradas mais fortes que as de Raisi, sendo descrito por meios iranianos como aiatolá.

O professor Arash Azizi, da Universidade Clemson, afirmou em 2024 que a ascensão de Mojtaba deixou de ser apenas uma hipótese. “Quando começaram a falar dele como sucessor, em 2009, achei que fosse boato. Agora está claro que ele se tornou uma figura importante, apesar de permanecer praticamente invisível ao público”, disse.

No sistema político iraniano, o líder supremo ocupa a posição mais poderosa do país. Ele atua como chefe de Estado, comandante das Forças Armadas e autoridade religiosa máxima, acima inclusive do presidente da República. O cargo se baseia no princípio do Velayat-e Faqih, segundo o qual um jurista islâmico deve governar a sociedade para garantir a aplicação da lei islâmica.

VÍDEO: “Trump brinca de roleta russa com o destino de milhões”, diz premiê da Espanha

4 de Março de 2026, 06:52
Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha. Foto: reprodução

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta quarta-feira (4) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “brincando de roleta russa” com o destino de milhões de pessoas ao ampliar a guerra contra o Irã. A declaração ocorreu em pronunciamento televisionado após o líder estadunidense ameaçar cortar relações comerciais com a Espanha devido à posição do país diante do conflito no Oriente Médio.

A tensão entre os dois aliados da Otan aumentou depois que o governo espanhol proibiu aeronaves militares dos Estados Unidos de utilizarem bases aéreas e navais no sul da Espanha para lançar ataques contra o Irã. A decisão foi tomada após Sánchez classificar os bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel como imprudentes e ilegais.

Em seu discurso, o premiê espanhol criticou diretamente a estratégia militar adotada por Washington. “É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade. Você não pode brincar de roleta russa com o destino de milhões”, disse Sánchez a Trump.

“Ingenuo es creer que practicar un seguidismo ciego y servil es una forma de liderar”🤔

“No vamos a ser cómplices de algo que es malo para el mundo, contrario a nuestros valores e intereses por miedo a las represalias de uno”🌍🇪🇸
🗣Pedro Sánchez, claro mensaje a Trump.#LaHora4M pic.twitter.com/qgEyoMYA0L

— Riojaberón/❤️ (@riojaberon) March 4, 2026


Ele também reforçou que o a Espanha não pretende apoiar a ofensiva contra o Irã apenas por receio de retaliações políticas ou econômicas. “A posição do governo espanhol pode ser resumida em quatro palavras: ‘Não à guerra’ (no a la guerra, em seu idioma). Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo nem contrário aos nossos valores e interesses simplesmente para evitar represálias de alguém”, afirmou.

La posición del Gobierno de España ante esta coyuntura es clara y consistente. La misma que hemos mantenido en Ucrania y Gaza.

No a la quiebra de un derecho internacional que nos protege a todos, especialmente a la población civil.

No a asumir que el mundo solo puede… pic.twitter.com/bOUJy4PKK0

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) March 4, 2026

Sánchez argumentou que experiências passadas, como a Guerra do Iraque, demonstram os riscos de intervenções militares desse tipo. Segundo ele, conflitos desse porte costumam provocar efeitos colaterais graves, como o crescimento do terrorismo jihadista e o aumento dos preços da energia, além de gerar instabilidade internacional prolongada.

A Comissão Europeia saiu em defesa da Espanha e declarou que está “pronta” para proteger os interesses da União Europeia diante das ameaças comerciais feitas por Washington.

As declarações de Sánchez ocorreram após Donald Trump anunciar, na terça-feira (3), que pretende cortar todas as relações comerciais com a Espanha. O presidente norte-estadunidense criticou a decisão espanhola de impedir o uso de suas bases militares no ataque ao Irã.

“A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessnet, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. A Espanha chegou a dizer que não podemos usar as bases deles. E tudo bem. Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la”, declarou Trump durante entrevista na Casa Branca.

Na mesma ocasião, o presidente dos Estados Unidos comentou os bombardeios recentes contra o Irã, incluindo um ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por escolher o líder supremo do país.

“Tudo foi destruído no Irã. Estamos muito bem. Hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor”, disse.

Trump também acusou o governo iraniano de atacar civis durante a escalada militar. “O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis”, afirmou.

A escalada de tensões também provocou reações de autoridades iranianas. Um general da Guarda Revolucionária advertiu que novos bombardeios poderão desencadear ataques a infraestruturas econômicas em toda a região.

“Dizemos ao inimigo que, se decidir atacar nossos principais centros, nós atacaremos todos os centros econômicos da região”, afirmou o general Ebrahim Jabari.

Ele também citou impactos no mercado de energia e no comércio global. “Fechamos o estreito de Ormuz. Atualmente, o preço do petróleo passa dos 80 dólares e em breve atingirá os 200 dólares”, acrescentou, segundo a agência de notícias Isna.

❌