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Livro de ex-comandante da Aeronáutica confirma tentativa de golpe de Jair Bolsonaro em 2022

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, entrega um testemunho inédito sobre os bastidores do período mais tenso da história recente do Brasil.

Em “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista” (Autêntica Editora), o militar de quase cinco décadas de carreira revela como resistiu às pressões de Jair Bolsonaro para que as Forças Armadas aderissem ao golpe de Estado após a derrota do então presidente nas eleições de 2022.

O livro, que chega às livrarias em 15 de setembro, é a primeira obra escrita por um integrante da alta cúpula militar daquele período a expor os bastidores da crise que ameaçou a democracia brasileira. 

O relato em primeira pessoa percorre desde o início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a gestão da pandemia de Covid-19 e desemboca na crise militar de 2021 — quando o então presidente trocou o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças Armadas.

Baptista Junior revela em suas páginas que a resiliência das instituições em 2022 não foi automática, mas resultado de escolhas individuais de oficiais de alta patente em posições estratégicas. 

O testemunho do oficial foi utilizado nos autos da ação penal 2668 no Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de reclusão.

Os “cartões amarelos” de Bolsonaro e a pressão sobre o comandante

A colunista do jornal O Globo, Bela Megale, adiantou uma das revelações do livro. Em uma das tensas reuniões com a cúpula das Forças Armadas no Palácio do Alvorada, após a derrota nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro dirigiu-se ao então comandante da Aeronáutica com um recado que soou como ameaça: “Já te dei dois cartões amarelos”.

Para Baptista Junior, a declaração foi uma tentativa clara de pressão diante dos posicionamentos legalistas que ele havia adotado publicamente. 

Em entrevistas aos jornais O GLOBO e à Folha de S.Paulo no fim de 2022, o comandante enfatizou que as Forças Armadas cumpririam a lei e prestariam continência ao presidente eleito, independentemente de quem fosse — afirmações que contrariavam as expectativas de Bolsonaro e motivaram os “cartões amarelos”.

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“Objetivos da medida de exceção não eram para garantir a paz social”, disse brigadeiro. Foto: Marcelo Camargo/ABR

Baptista Junior integrava o chamado “grupo dos quatro” — reuniões constantes entre ele, o general Freire Gomes (comandante do Exército), o almirante Almir Garnier (comandante da Marinha) e o general Paulo Sergio (ministro da Defesa). 

O militar da Aeronáutica detalha como esses encontros foram marcados por confrontos e divergências profundas sobre as medidas a serem adotadas diante da contestação eleitoral encampada pelo ex-presidente.

Em meio a esse ambiente, Baptista Junior conta no livro que chegou a dizer a Bolsonaro que ele não permaneceria no cargo após 1º de janeiro de 2023.

Livro traz 3 momentos em que a tentativa de glope foi frustrada

O militar traz no livro detalhes de três momentos em que a tentativa de golpe acabou frustrada. Ele confirmou encontros no Palácio da Alvorada e no Ministério da Defesa em que se discutiram medidas de exceção e os termos de uma minuta golpista — da qual se recusou a receber cópia. 

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“Eu disse NÃO”: tenente-brigadeiro Baptista Junior revela em livro as pressões de Bolsonaro para golpe. Imagem: Reprodução / Editora Autêntica

Baptista Junior contou que o general Freire Gomes alertou Bolsonaro de que ele seria preso se insistisse no golpe para impedir a posse de Lula. E revelou que o almirante Almir Garnier, então chefe da Marinha, colocou tropas da Força à disposição do plano golpista. Garnier foi posteriormente condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado.

Quem é o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior

Carlos de Almeida Baptista Junior ingressou na Força Aérea Brasileira em 1975 e formou-se Oficial Aviador pela Academia da Força Aérea em 1981. Piloto de Caça e de Reconhecimento, acumulou mais de 4.500 horas de voo e dedicou quase cinco décadas de serviço à Aeronáutica.

Comandante da FAB entre abril de 2021 e janeiro de 2023, ele enfrentou uma etapa de forte tensão e uma atmosfera hostil protagonizada por Bolsonaro e a cúpula das Forças Armadas — um período em que a manutenção da ordem democrática dependeu, em parte, de decisões tomadas nos quartéis.

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Baptista Junior relata reunião com a cúpula mlitar: “Se você tentar isso, eu vou ter que lhe prender. Foi isso que ele disse”. Foto: Isac Nóbrega/PR

Baptista Junior fala com a segurança e autoridade de quem esteve na sala de decisão — não como espectador, mas como um dos atores que, segundo seu próprio relato, ajudou a manter as Forças Armadas longe do rompimento. 

Seu livro é descrito como um “testemunho raro, sincero e corajoso sobre a real espessura da crise institucional brasileira e sobre o que, afinal, fez com que a ruptura não se concretizasse”.

Em entrevista ao jornal O Globo, Baptista Junior explica o lançamento do livro

O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, concedeu entrevista exclusiva para a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo e conta os motivos que o levaram a escrever o livro que confirma a tentativa de golpe por Jair Bolsonaro.

Confira os principais trechos da entrevista à Bela Megale.

Lançamento do livro em meio à polarização

Questionado sobre por que escolheu lançar o livro durante o período eleitoral, Baptista Junior afirmou que não tinha a menor intenção de influenciar as eleições.

Ele disse que não escreveu a obra para ser um instrumento de propaganda eleitoral de nenhum dos candidatos e que, no último capítulo, argumentava que os brasileiros também são culpados pelas mazelas do país, o que passa pelo voto, não apenas para presidente.

Por isso, avaliou que seria positivo se algumas pessoas pudessem ler e refletir sobre essa questão antes do pleito, para não se colocarem nem como vítimas nem como culpadas.

Sobre o fato de não ter publicado o livro antes, o ex-comandante explicou que não poderia fazê-lo enquanto ainda estava na ativa. T

ambém afirmou que não lançaria a obra durante o andamento das ações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe, pois seria inimaginável testemunhar e escrever um livro logo em seguida. Além disso, lembrou que o processo de escrita e de encontrar uma editora leva tempo. Quando viu a possibilidade de lançá-lo antes das eleições, considerou que seria bom.

Momentos de tensão e a conversa com Bolsonaro após o 8 de janeiro

Questionado sobre o momento mais tenso que viveu na tentativa de golpe, Baptista Junior afirmou que os dias 14, 22 e 24 de novembro de 2022 foram muito tensos. Ele explicou que foi quando o presidente Bolsonaro acreditou na possibilidade de o Instituto Voto Legal ter encontrado um erro nas urnas.

Sobre a última conversa com Bolsonaro depois do 8 de janeiro, o ex-comandante relatou que, cerca de dez dias após os ataques, viu na televisão uma tarja embaixo de uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dizendo que muitos dos erros de Bolsonaro eram culpa dos militares. Ele tirou uma foto da tela e a enviou para Bolsonaro, que estava nos Estados Unidos.

Em seguida, o ex-presidente ligou para ele. Baptista Junior contou que alertou Bolsonaro sobre o que estava acontecendo, dizendo que, depois de tudo aquilo, quem levaria toda a carga seriam as Forças Armadas e que ele poderia ter acabado com aquilo.

Segundo o ex-comandante, Bolsonaro respondeu que não seria capaz de mudar o pensamento daquelas pessoas. Para Baptista Junior, porém, Bolsonaro poderia ter mandado todo mundo para casa e reconhecido a derrota.

Balanço: confiabilidade das Forças e custo pessoal

Perguntado se os militares ganharam ou perderam com Bolsonaro na Presidência, Baptista Junior avaliou que as Forças perderam confiabilidade. Ele explicou que sempre houve uma parte da sociedade, até pelo processo histórico, que não tinha um bom alinhamento ou uma boa percepção das Forças Armadas, mas que agora esse leque se ampliou.

Ainda assim, disse confiar que as Forças Armadas vão recuperar essa confiabilidade mantendo sua postura de Estado, de que não estão ali para defender A ou B.

Sobre o maior custo pessoal por manter a postura legalista, o ex-comandante confessou que sentiu muito perder amigos, mas afirmou que sua amizade com essas pessoas não poderia depender de elas ficarem fazendo uma revolução ou um golpe de Estado em grupos de WhatsApp, fragilizando a postura legalista da Força Aérea que serviram ou da instituição que disseram amar e proteger.

O pior, porém, foi ouvir um grande amigo mandar um major atacar os comandantes da Força Aérea e do Exército e suas famílias. Para Baptista Junior, colocar a família nisso passou do limite, e ele disse ter certeza de que Walter Braga Netto se arrependeu.

Saiba mais sobre o livro “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista”

“Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista” (Autêntica Editora, 240 páginas) narra em primeira pessoa o período entre abril de 2021 e janeiro de 2023 — o momento mais tenso da relação entre Bolsonaro e a cúpula militar. 

O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior acompanhou de perto as pressões para que as Forças Armadas aderissem a uma tentativa de ruptura institucional, que teria seu desfecho nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A obra remonta ao início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a gestão da pandemia e desemboca na crise militar de 2021, quando o então presidente trocou o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças. No período eleitoral de 2022, o relato passa pela pressão sobre o sistema eleitoral e pelas reuniões de alta tensão da disputa presidencial, até os meses decisivos entre os dois turnos e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Ex-comandante da FAB revela em livro pressão de Bolsonaro para golpe . Imagem: Reprodução Autêntica Editora

O autor justifica a decisão de escrever o livro a partir da percepção de um fenômeno social inquietante: pesquisa do Instituto AtlasIntel, realizada entre 6 e 9 de janeiro de 2023, revelou que 39,7% da população não acreditava na vitória de Lula sobre Bolsonaro. “Em um dado ainda mais preocupante, 36,8% dos entrevistados declararam ser favoráveis a uma intervenção militar que anulasse o resultado das eleições de 2022”, afirma o oficial.

Onde comprar o livro sobre como Bolsonaro pressionou pelo golpe:

Relembre a tentativa de golpe e o papel das Forças Armadas

Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil assistiu a uma das mais graves investidas contra o Estado Democrático de Direito desde o fim da ditadura empresarial-militar. 

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Bolsonaristas na tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro. Foto: Joédson Alves/Agencia Brasil

Milhares de pessoas, motivadas por discursos golpistas e por uma campanha sistemática de desinformação, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, na tentativa de romper a ordem democrática e impedir o funcionamento das instituições republicanas.

Os ataques não foram atos isolados. Tiveram início em meados de 2021, com um ataque deliberado às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, e culminaram no 8 de janeiro. 

A radicalização do movimento foi marcada pela recusa do resultado das eleições de 2022, pela conivência de setores civis e militares e pela disseminação de discursos que naturalizavam a ruptura institucional como solução política.

O papel das Forças Armadas nesse contexto foi decisivo. Como revela Baptista Junior, a adesão dos militares ao plano golpista não foi unânime. O comandante da Aeronáutica e o general Freire Gomes, do Exército, resistiram às pressões de Bolsonaro, enquanto o almirante Almir Garnier, da Marinha, colocou tropas à disposição do plano.

O STF já responsabilizou 1.399 pessoas pelos crimes cometidos no contexto da tentativa de golpe. Desse total, 564 celebraram Acordos de Não Persecução Penal, 420 foram condenadas a penas privativas de liberdade e multas que somam cerca de R$ 30 milhões em danos morais coletivos, e outros 415 tiveram penas substituídas por prestação de serviços.

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Almir Garnier negou ter colocado tropas à disposição, mas foi condenado pela tentativa de golpe de Estado. Foto: Gustavo Moreno/STF

A condenação do almirante Almir Garnier a 24 anos de prisão, em setembro de 2025, foi um marco na responsabilização dos militares envolvidos na trama. O ex-comandante da Marinha foi considerado culpado em todos os cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O relato de Baptista Junior em “Eu disse NÃO” é mais um importante documento sobre o 8 de janeiro — a visão de dentro de quem, no momento decisivo, disse não à ruptura e ajudou a preservar a democracia brasileira.

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Bancários rejeitam proposta da Fenaban e aprovam paralisação na quinta-feira, 20

Os bancários rejeitaram, com 97,66% dos votos, a proposta apresentada pela Fenaban (federação dos bancos) na última quinta-feira 13, no âmbito da Campanha Nacional Unificada 2026. Decidiram ainda, com 89,34% dos votos favoráveis, por uma paralisação das atividades nesta quinta-feira, dia 20.

As deliberações ocorreram em assembleia virtual finalizada às 23h desta segunda-feira, 17, e os bancários acompanham a decisão no Sindicato dos Bancários de São Paulo

Antes, mais de 500 pessoas acompanharam virtualmente uma plenária – que também lotou o Auditório Azul do Sindicato –, por meio da qual foram dados informes, direito de voz e indicação de voto.

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, fez um resgate de todos os debates realizados nas mesas de negociação com a Fenaban.

Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa); e Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) detalharam, respectivamente, os processos negociais com os bancos públicos.

Além de Neiva, Luiza e Fernanda, compuseram a mesa da plenária Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato; Aline Molina, presidenta da Fetec-CUT/SP (on-line); Sérgio Takemoto, presidente da Fenae; e Vívian Sá, presidenta da Apcef/SP.

Proposta inaceitável para a categoria dos bancários

A assembleia foi convocada após a sétima rodada de negociação, quando a Fenaban não apresentou proposta de índice de reajuste para salários e demais verbas, mesmo tendo assumido este compromisso na negociação anterior.

Para completar, os banqueiros colocaram na mesa propostas que atacam a unidade e os direitos da categoria: modelo de reajuste diferenciado em três faixas salariais (menores salários, salários intermediários e maiores salários); e congelamento do piso de ingresso.

Para Neiva Ribeiro, o resultado da assembleia reflete o sentimento da categoria bancária diante de uma proposta que representa retrocessos depois de terem construído um lucro de mais de R$ 124 bilhões só em 2025.

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Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo relata que os banqueiros colocaram na mesa propostas que atacam a unidade e os direitos da categoria. Foto: Spbancários

“Também reforça que a categoria não aceitará propostas sem avanços concretos em temas essenciais, como reajuste salarial, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e recomposição dos vales refeição e alimentação”, destaca a presidenta do Sindicato.

“Revela ainda que os bancários e bancárias estão mobilizados e sabem que são eles, ao lado do Sindicato, que fazem a Campanha Nacional. Vamos intensificar a mobilização e dar um grande recado na paralisação do dia 20”, finaliza a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

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Atriz Laura Cardoso morre aos 98 anos

A atriz Laura Cardoso, um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos em São Paulo. A informação foi confirmada pela família na madrugada desta terça-feira (18) em publicação nas redes sociais da artista.

Segundo a filha da atriz, Fátima Cardoso, Laura faleceu na noite de segunda-feira (17), por volta das 23h20, em sua residência no bairro do Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, após passar mal. O bisneto da atriz, Fernando Faria, informou que a causa da morte foi natural.

O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo .

Laura Cardoso deixa um legado de mais de 80 anos de carreira, com trabalhos no rádio, teatro, cinema, dublagem e televisão.

Principais trabalhos de Laura Cardoso

  • Na TV: Dona Isaura em Mulheres de Areia (1993), Dona Guiomar em A Viagem (1994), Maria Rosa em Irmãos Coragem (1970), Vó Piedade em A Vida da Gente (2011), Matilde Azevedo em A Dona do Pedaço (2019) 
  • No cinemaTerra Estrangeira (1995), Através da Janela (2000), O Outro Lado da Rua (2004), Dona Rosinha (2025) 
  • No teatroPlantão 21 (1959), Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1991), Vereda da Salvação (1993), A Última Sessão (até 2016) 
  • Na dublagem: Betty Rubble em Os Flintstones (dublagem entre 1963 e 1966)

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Em Brasília, em 8 de janeiro de 2006, a primeira-dama Marisa Letícia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Cultura, Gilberto Gil e a atriz Laura Cardoso, na 12ª edição de entrega da Ordem do Mérito Cultural a personalidades e instituições que se destacaram por sua contribuição à cultura brasileira. Foto: Fabio Pozzebom/ABr

Início da carreira no rádio

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni em 13 de setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, filha de imigrantes portugueses, Laura Cardoso começou a carreira aos 15 anos no radioteatro da Rádio Cosmos . Na época, a profissão de atriz era malvista para mulheres, mas ela seguiu sua vocação . Em 1948, destacou-se como Laurinha no programa “Ciranda, Cirandinha”, na Rádio Cultura .

Trajetória na televisão de Laura Cardoso

Laura Cardoso estreou na televisão em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, da TV Tupi, emissora que acabara de ser inaugurada . Por cerca de 15 anos, integrou o elenco fixo de teleteatros transmitidos ao vivo, como “TV de Vanguarda” (1956), “TV de Comédia” (1957) e “Grande Teatro Tupi”.

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Laura Cardoso e Ivan Mesquita, em Algemas de Ouro, em 1968. Foto: Arquivo Nacional

Em 1981, estreou na TV Globo na novela “Brilhante”, de Gilberto Braga, a convite do diretor Daniel Filho, sendo contratada pela emissora dois anos depois . Ao longo da carreira, acumulou mais de 60 novelas, tornando-se a atriz com mais títulos na carreira no país . Seu último trabalho na televisão foi em “A Dona do Pedaço” (2019).

Cinema, teatro e dublagem

No cinema, Laura participou de mais de 20 filmes. Destacam-se suas atuações em “Terra Estrangeira” (1995), de Walter Salles e Daniela Thomas, “Através da Janela” (2000), de Tata Amaral, e “O Outro Lado da Rua” (2004), de Marcos Bernstein.

No teatro, trabalhou sob direção de nomes como Antunes Filho e Gabriel Villela . Entre os espetáculos marcantes estão “Plantão 21” (1959), sua estreia no teatro adulto, “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” (1991) e “Vereda da Salvação” (1993).

Entre 1963 e 1966, emprestou sua voz à personagem Betty Rubble, mulher de Barney, no clássico desenho animado “Os Flintstones” . Sobre a experiência, declarou: “Amei fazer a Betty. Dublagem tem um tempo maravilhoso, de acerto, de fazer texto e imagem”.

Prêmios e homenagens de Laura Cardoso

Laura Cardoso recebeu diversos prêmios ao longo da carreira:

  • Troféu APCA – cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte por suas atuações 
  • Prêmio Shell de Teatro – em 1990 por “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” e em 1993 por “Vereda da Salvação” 
  • Melhor Atriz no Festival de Recife – por “Através da Janela” (2000) 
  • Grande Prêmio Cinema Brasil – Melhor Atriz Coadjuvante por “O Outro Lado da Rua” (2004) 
  • Prêmio Oscarito – no Festival de Cinema de Gramado (2023) pelo conjunto da obra 
  • Ordem do Mérito Cultural – concedida pelo governo brasileiro em 2006 por sua contribuição à cultura 
  • Estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo – inaugurada em outubro de 2025 

Informações sobre o velório de Laura Cardoso

Velório Laura Cardoso

📍Local: Funeral Home (Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista
🗓 Dia: Hoje (18/08)
🕗 Horário: 08:00 – 14:00
💐Para coroas de flores: (11) 95072-8397

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Lula visita a Petrobrás na Foz do Amazonas e diz que petróleo significa soberania nacional e investimento em educação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, nesta segunda-feira (17), um navio-sonda da Petrobras que atua na exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Amapá. A agenda ocorre três dias após a estatal anunciar a identificação de petróleo e gás no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. Saiba mais na TVT News.

A confirmação foi feita pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante uma coletiva em Oiapoque (AP), com a presença de Lula e outras autoridades do governo. Segundo ela, a perfuração deve continuar por mais 15 a 20 dias para delimitar a descoberta e determinar o volume de petróleo existente.

Durante a coletiva, Lula afirmou: “Nós vamos continuar cuidando do meio ambiente. O Brasil tem que saber que esse estado aqui, 87% é reserva. E que 90% desse território praticamente está com a floresta intocável. E graças a Deus a gente descobriu isso aqui. Eu toquei o pré-sal, parecia que já estava refinado. Nós temos a chance de ter um petróleo muito chique, de muita qualidade, para abençoar o futuro do filho de vocês, o futuro desse país.”.

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Lula diz que o petróleo significa soberania, universidades e comida na mesa do trabalhador brasileiro. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente afirmou que o petróleo encontrado significa investimento em educação e soberania nacional. “Eu estou pensando no benefício que isso vai dar pro país quando a gente quiser fazer mais universidade, mais matemática, mais inteligência digital, mais escola integral e mais investimento na nossa soberania. Isso aqui significa soberania nacional”, disse Lula.

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Petrobras confirma petróleo no poço Morpho

Veja a coletiva do presidente Lula:

O poço Morpho está localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área com aproximadamente 2.886 metros de lâmina d’água. A Petrobras é a única operadora do bloco, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada em 2013.

Na sexta-feira (14), a estatal havia informado a identificação de “hidrocarbonetos” no local. Naquele momento, a empresa ainda não havia confirmado se os sinais encontrados correspondiam efetivamente a petróleo ou gás natural.

A confirmação veio nesta segunda. De acordo com a Petrobras, a presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio da análise de perfis elétricos e de amostras de rochas coletadas durante a perfuração.

Confira o vídeo do Presidente Lula na descoberta de petróleo na Margem Equatorial

Apesar da descoberta, a empresa ainda não sabe qual é o tamanho da acumulação. “Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área”, afirmou Magda Chambriard.

A etapa de perfuração continuará nas próximas semanas. O objetivo é obter informações que permitam estimar o volume da reserva e avaliar se a acumulação encontrada apresenta condições para uma futura produção comercial.

Antes da coletiva, Lula esteve no navio-sonda que realiza a operação em águas profundas. A estrutura trabalha na Margem Equatorial, região que se estende pelo litoral brasileiro do Amapá ao Rio Grande do Norte e que se tornou uma das principais apostas da Petrobras para ampliar suas reservas.

Campanha prevê novos poços

A descoberta no Amapá integra uma campanha exploratória mais ampla da Petrobras na Margem Equatorial. Segundo Chambriard, estão previstos outros três poços para perfuração na área, além de cinco poços em regiões adjacentes.

“É esse gigantesco esforço exploratório que vai nos dizer o real potencial da região”, afirmou a presidente da estatal.

O Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras prevê a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, com investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões. A estratégia busca ampliar o conhecimento sobre as reservas existentes na região e verificar a possibilidade de desenvolver novas áreas produtoras.

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) considerou a descoberta significativa por apontar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país. A entidade também avaliou que o resultado pode contribuir para a segurança energética brasileira no médio e longo prazo.

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A sonda NS-42 realiza a pesquisa exploratória no poço Morpho, na margem equatorial brasileira, onde a Petrobras descobriu a presença de hidrocarbonetos. Foto: Ricardo Stuckert

A Petrobras, entretanto, ainda não trata o poço Morpho como uma nova área de produção. A descoberta está na fase de avaliação exploratória, que precisa ser concluída antes de qualquer decisão sobre desenvolvimento comercial.

Exploração ocorre em área de debate ambiental

A exploração de petróleo na Foz do Amazonas ocorre em uma região ambientalmente sensível e é alvo de debate há anos. A Petrobras levou mais de uma década para conseguir autorização para perfurar na área.

O Ibama concedeu a licença para a perfuração em outubro de 2025, após exigir medidas relacionadas à proteção ambiental e à resposta a eventuais acidentes. A estatal afirma que as operações seguem os requisitos estabelecidos no processo de licenciamento.

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Onde ficam as novas instalações da Petrobras na Margem Equatorial. Foto: Divulgação/FUP

Em comunicado sobre a descoberta, a Petrobras afirmou que a perfuração continuará de forma segura, com respeito ao meio ambiente e às pessoas.

A discussão sobre a Margem Equatorial envolve, de um lado, a busca por novas reservas e pela segurança energética e, de outro, os riscos ambientais associados à exploração de petróleo em uma região considerada de alta sensibilidade ecológica.

O que acontece depois da descoberta?

A confirmação de petróleo não significa que a produção comercial começará imediatamente. A Petrobras ainda precisa concluir a perfuração e realizar estudos para responder a duas questões centrais: quanto petróleo existe no reservatório e se a acumulação é economicamente viável para exploração.

Os dados obtidos durante essa etapa serão utilizados para delimitar a descoberta e avaliar suas características. Somente depois desse processo será possível definir os próximos passos para a área.

A companhia também deverá avançar com a campanha exploratória prevista para a Margem Equatorial. O resultado do poço Morpho pode fornecer informações importantes para as próximas perfurações, mas o potencial da região ainda depende dos resultados dos demais poços.

A descoberta ocorre em um momento em que a Petrobras busca ampliar suas reservas para garantir a produção de petróleo nas próximas décadas. Atualmente, o pré-sal concentra a maior parte das reservas e da produção brasileiras, mas a empresa considera necessário explorar novas fronteiras diante da perspectiva de declínio futuro de algumas áreas maduras.

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Análise: O que está por trás do empate técnico na última pesquisa Quaest

No primeiro termômetro eleitoral divulgado após as convenções partidárias de agosto de 2026, a nova pesquisa Quaest (BR-06773/2026) registra um cenário de empate técnico nas simulações de segundo turno entre o presidente Lula (43%) e o senador Flávio Bolsonaro (40%). Saiba mais na TVT News.

A 45 dias do 1º turno das eleições 2026, o cenário é de compressão da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, estreitando a vantagem governista de oito para apenas três pontos percentuais em menos de um mês.

Para analistas do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP (Labop), o empate poderia ser explicado pela piora na percepção popular sobre os rumos da economia e pelo alto grau de rejeição de ambos os candidatos.

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O cenário cristaliza a polarização política, reduz as chances de uma terceira via e estabelece uma base rígida de votos com teto limitado e alta rejeição para ambos os lados, dizem os especialistas da FESPSP: Beto Vasques, Hilton Fernandes e Jairo Pimentel.

A economia e o maior medo do eleitor

Segundo Beto Vasques, analista político e coordenador do Laboratório da FESPSP, a percepção do eleitor com relação à economia poderia ser uma das hipóteses explicaria a oscilação que aproximou, ainda mais, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro nesta última pesquisa Quaest.

Numa disputa tão acirrada, na qual ambos os candidatos apresentam pisos muito altos (intenção de voto acima dos 30% no cenário de primeiro turno e de 40% na simulação de segundo) e tetos bastante baixos (elevadas rejeições, acima de 50%), as oscilações nos indicadores eleitorais favoráveis a Flávio coincidem com o aumento no grupo de eleitores que apontam percepção de piora da economia nos últimos 12 meses, que saltou de 43% para 49% em apenas nove dias, entre a rodada da Quaest anterior (05/08) e a da última sexta-feira (14/08).

Além da intenção de voto e da rejeição, a situação de empate técnico com Lula numericamente à frente do senador também se repete quando os entrevistados são questionados sobre o seu maior medo como eleitores. A volta da família Bolsonaro ao poder subiu um ponto para cima em relação à pesquisa anterior, alcançou 45%, e a manutenção de Lula por mais quatro anos ficou estável em 41%.

Alta rejeição continua a frear crescimento das campanhas

Os dados merecem atenção, diz o cientista político e pesquisador do Labop, Hilton Fernandes, pois “sendo a primeira grande pesquisa divulgada após as convenções que definiram os candidatos, os resultados da Quaest servem como referência para o início da campanha eleitoral”. E, nesse aspecto, os números que refletem a intenção de votos do momento acendem um sinal de alerta para a campanha de Lula, pois indicam dificuldade do candidato petista em agregar votos, mesmo diante de agendas populares do governo ou de desgastes éticos da oposição.

De acordo com Fernandes, “um possível fator que explicaria o baixo impacto das notícias positivas ou negativas para os dois candidatos é a alta rejeição pessoal, acima de 50%, combinada com uma base eleitoral fiel, que leva os eleitores a votar ou em contraposição ou no ‘menos pior’ dos dois. Isso também pode ter afetado a avaliação da gestão atual, que voltou a ter saldo negativo”.

Como consequência desse engessamento, avalia, “é de se esperar que os concorrentes adotem cada vez mais discursos emocionais, polarizadores ou extremistas para atrair a atenção do eleitorado”, o que pode prejudicar a campanha petista, que precisará equilibrar a demonstração de resultados práticos com a recuperação de imagem do presidente.

Disputa em processo de compressão

Sob a ótica da engenharia eleitoral, é preciso qualificar o chamado ‘empate técnico’, diz o cientista político Jairo Pimentel, pesquisador do Labop, porque mais relevante do que a oscilação de uma rodada é a trajetória acumulada de aproximação entre os dois concorrentes.

No cenário de primeiro turno, em que Lula pontua 38% contra 31% de Flávio Bolsonaro, também existe um movimento de concentração do voto, à medida que candidatos alternativos como Renan Santos (4%), Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (2%) patinam nas intenções. “Isso indica que Flávio vem conseguindo consolidar a maior parte do eleitorado de oposição e reduzir o espaço disponível para uma candidatura alternativa de direita ou de centro”, pondera Pimentel.

O ritmo de transferência e ganho de voto entre turnos, por outro lado, reforça a resiliência das candidaturas majoritárias. “Flávio cresce nove pontos entre o primeiro e o segundo turno (…), enquanto Lula avança cinco”, o que “sugere que, neste momento, o parlamentar está agregando com maior eficiência o voto anti-Lula.

Ao mesmo tempo, o presidente conserva a liderança porque mantém uma base eleitoral mais robusta e porque o adversário ainda enfrenta dificuldades para ultrapassar o teto do bolsonarismo e construir maioria”, diz Pimentel. “A pesquisa, portanto, não mostra uma virada, mas uma disputa em processo de compressão”, consolidando um “quadro é de polarização crescente e de redução do espaço político para uma terceira via”.

Beto Vasques — Coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP

Última pesquisa antes do início formal da campanha, a Quaest reforçou o cenário de disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula, ambos com pisos muito altos (intenção de voto acima dos 30% no cenário de primeiro turno e 40% na simulação de segundo) e tetos bastante baixos (elevadas rejeições, acima de 50%). Trata-se da segunda pesquisa seguida do instituto em menos de um mês na qual Flávio encurta a distância em relação a Lula nas simulações de segundo turno — ambas dentro da margem de erro —, reduzindo em cinco pontos a diferença entre eles.

A vantagem favorável ao presidente, que era de oito pontos percentuais em julho (55% contra 37%), entra em situação de empate técnico, com Lula três pontos à frente do senador (43% contra 40%). A rejeição de ambos permaneceu estável em relação à rodada anterior, também em empate técnico, com o parlamentar dois pontos acima (54%) do petista (52%).
A aprovação do governo também oscilou para baixo, voltando a apresentar um resultado negativo de dois pontos (48% de reprovação contra 46% de aprovação). Quanto ao maior medo do eleitor, há um novo empate técnico numericamente favorável ao presidente, no limite da margem de erro de 4%: a volta da família Bolsonaro oscilou um ponto para cima, alcançando 45%, contra 41% dos que temem mais a permanência do atual mandatário no Palácio do Planalto, mesmo resultado do levantamento anterior da Quaest.

Pelos dados divulgados até o momento, essa oscilação contrária a Lula e favorável a Flávio Bolsonaro nas intenções de voto coincide com uma piora na percepção dos rumos da economia. Houve um aumento de seis pontos percentuais, em relação ao levantamento anterior, no total de eleitores que dizem que a situação econômica piorou ao longo dos últimos doze meses: eram 43% na pesquisa de 5 de agosto e, nesta rodada, nove dias depois, somam 49%.

Hilton Fernandes — Cientista político e professor da FESPSP

Sendo a primeira grande pesquisa divulgada após as convenções que definiram os candidatos, os resultados da Quaest servem como referência para o início da campanha eleitoral. O cenário geral continua com Lula pouco à frente, com 43% contra 40% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas confirma a dificuldade do petista em agregar votos, mesmo após a combinação de ações populares do governo com o desgaste da imagem do oponente devido às denúncias do caso Dark Horse.

Um possível fator que explicaria o baixo impacto das notícias positivas ou negativas para os dois candidatos é a alta rejeição pessoal, acima de 50%, combinada com uma base eleitoral fiel, que leva os eleitores a votar ou em contraposição ou no “menos pior” dos dois. Isso também pode ter afetado a avaliação da gestão atual, que voltou a ter saldo negativo, com 48% de reprovação e 46% de aprovação.

Com isso, é de se esperar que os concorrentes adotem cada vez mais discursos emocionais, polarizadores ou extremistas para atrair a atenção do eleitorado. Essa situação tende a prejudicar mais a campanha petista, que precisa mostrar suas realizações ao mesmo tempo em que tenta recuperar a imagem pessoal do presidente Lula, sem cair na apresentação monótona de números.

Sobre os demais candidatos, Renan Santos, com 4% das intenções para o primeiro turno, vai ocupando a posição de candidato antissistema da vez, enquanto Romeu Zema continua se desidratando, chegando a 2%. O grande desafio será para Ronaldo Caiado, que, com 4%, precisa reagir para garantir a força do apoio aos seus aliados nas campanhas estaduais.

Jairo Pimentel — Cientista político e professor da FESPSP

A nova Quaest mostra que a eleição está se tornando progressivamente mais competitiva, mas é importante qualificar o chamado “empate técnico”. Lula continua numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, por 43% a 40%. O que mudou foi o tamanho da vantagem: ela caiu de oito pontos em meados de julho para cinco na semana passada e, agora, para três. Portanto, mais relevante do que a oscilação de uma rodada é a trajetória acumulada de aproximação entre os dois concorrentes.

No primeiro turno, apesar de as diferentes composições dos cenários impedirem uma comparação direta, também existe um movimento de concentração do voto: Lula marca 38% e Flávio, 31%, enquanto nenhum dos demais postulantes ultrapassa 4%. Isso indica que Flávio vem conseguindo consolidar a maior parte do eleitorado de oposição e reduzir o espaço disponível para uma candidatura alternativa de direita ou de centro.

Outro dado importante é que Flávio cresce nove pontos entre o primeiro e o segundo turno, passando de 31% para 40%, enquanto Lula avança cinco, de 38% para 43%. Isso sugere que, neste momento, o parlamentar está agregando com maior eficiência o voto anti-Lula. Ao mesmo tempo, o presidente conserva a liderança porque mantém uma base eleitoral mais robusta e porque o adversário ainda enfrenta dificuldades para ultrapassar o teto do bolsonarismo e construir maioria.

A pesquisa, portanto, não mostra uma virada, mas uma disputa em processo de compressão. Lula segue favorito, porém com uma vantagem menos confortável. Flávio se afirma como o principal polo da oposição, enquanto Caiado, Renan Santos e Zema demonstram capacidade de reunir parte do voto contrário ao governo, mas ainda ficam distantes do líder. O quadro é de polarização crescente e de redução do espaço político para uma terceira via.

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STF afasta presidente do Tribunal de Contas do Maranhão por 180 dias

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento cautelar, por 180 dias, de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). A medida atende a pedido da Polícia Federal (PF) no âmbito de investigação sobre suspeitas de desvio de recursos públicos, obstrução de Justiça e fatos relacionados a um homicídio ocorrido em São Luís, em 2022. Saiba mais na TVT News.

Segundo a decisão, tomada na Petição (Pet) 15900, há indícios que justificam o aprofundamento das apurações e risco de interferência nas investigações caso o conselheiro permaneça no cargo.

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Daniel Brandão aparece na investigação por suposta participação em fatos relacionados ao homicídio e por possível ligação com o esquema de pagamentos ilícitos. Entre os elementos considerados pelo relator estão depoimentos, dados extraídos de celulares, movimentações financeiras e outros elementos reunidos pela Polícia Federal.

A decisão ressalta, porém, que a investigação ainda está em curso e que não há, neste momento, julgamento definitivo sobre a existência dos crimes ou sobre a responsabilidade do investigado. Nessa fase, o ministro afirma que são avaliados indícios suficientes para justificar medidas cautelares.

O ministro do STF também considera relevante o fato de Daniel Brandão exercer a presidência do Tribunal de Contas, órgão que fiscaliza contas e contratos do governo estadual e de empresas relacionadas à família Brandão. Dino destacou ainda que Daniel Brandão é sobrinho do governador do Maranhão e que sua permanência no cargo poderia representar risco à apuração dos fatos.

Medidas cautelares

Além do afastamento da presidência do TCE-MA, Daniel Brandão está proibido de acessar os sistemas e as dependências do tribunal, participar de eventos em razão do cargo e utilizar bens e serviços da corte de contas. Ele também não pode manter contato com Gilbson Júnior (condenado pelo homicídio de 2022), com familiares dele e da vítima e com outros investigados.

A decisão tem efeito imediato, e caberá ao próprio TCE-MA adotar as providências para a substituição do comando.

Foro

Na decisão, Dino assinala que sua competência para atuar no caso está relacionada ao Habeas Corpus (HC) 264120, apresentado no STF em razão da suposta interferência indevida do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que tem foro por prerrogativa de função na Corte. Além disso, o caso envolve atos atribuídos ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e ao governador Carlos Brandão, inclusive quando exercia mandato na Câmara dos Deputados.

Veja a íntegra da decisão do STF.

Por Adriana Romeo/CR/CF

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73% rejeitam uso de IA nas campanhas, diz Quaest

Sete em cada dez brasileiros desaprovam o uso de inteligência artificial (IA) por candidatos nas campanhas eleitorais de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest encomendada pela Globo em parceria com o jornal O Globo. De acordo com o levantamento, 73% dos eleitores são contrários à utilização da tecnologia, enquanto 21% aprovam seu uso. Saiba mais na TVT News.

Outros 3% afirmaram ser indiferentes à presença da inteligência artificial nas campanhas e 3% não souberam ou preferiram não responder.

A resistência à tecnologia aparece em diferentes segmentos do eleitorado. Entre os eleitores com até 34 anos, 68% desaprovam o uso de IA por candidatos. O percentual sobe para 76% entre pessoas com mais de 60 anos.

Também há diferença entre homens e mulheres. A rejeição chega a 78% entre as mulheres, enquanto 69% dos homens se posicionam contra a utilização da tecnologia nas campanhas.

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Rejeição atravessa diferentes grupos políticos

A desaprovação ao uso de inteligência artificial também é majoritária entre eleitores de diferentes posicionamentos políticos. Entre os eleitores de esquerda que não se identificam com o lulismo, 79% rejeitam a ferramenta nas campanhas. O índice é de 73% entre os lulistas.

Entre os bolsonaristas, 70% desaprovam a utilização da IA, enquanto a rejeição chega a 69% entre eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo.

Já entre os eleitores independentes, 75% são contrários ao uso da tecnologia.

Os dados indicam que a preocupação com a utilização de conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial não está concentrada em apenas um grupo político ou faixa etária.

Vídeo de Jair Bolsonaro amplia debate sobre IA

A discussão sobre o uso da inteligência artificial nas eleições ganhou força após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar, durante o lançamento de sua candidatura à Presidência, um vídeo produzido com a tecnologia que reproduzia a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No material, Bolsonaro aparece manifestando apoio ao filho e apresentando Flávio como herdeiro de seu projeto político para as eleições de 2026.

O episódio provocou questionamentos na Justiça Eleitoral. O PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), argumentando que o conteúdo poderia ser enquadrado como deepfake e estaria sujeito às restrições estabelecidas para o período eleitoral. O partido também questionou a divulgação do material antes do início oficial da campanha, apontando possível propaganda eleitoral antecipada.

A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, argumentou ao TSE que a inteligência artificial representa uma ampliação dos recursos técnicos disponíveis para a atividade política e que não seria possível eliminar completamente a tecnologia das campanhas.

TSE discute regras para inteligência artificial

A utilização de inteligência artificial se tornou um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral nas eleições de 2026. O TSE marcou para esta terça-feira (18) uma reunião para discutir a aplicação das regras relacionadas à tecnologia e aos conteúdos manipulados artificialmente.

A legislação eleitoral permite o uso de IA nas campanhas sob determinadas condições. Entre as exigências está a identificação clara de conteúdos produzidos ou modificados com auxílio da tecnologia.

As regras também estabelecem restrições para o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos falsos ou manipulados destinados a prejudicar adversários, disseminar desinformação ou atacar o processo democrático.

Os chamados deepfakes — conteúdos que simulam de maneira artificial a imagem ou a voz de uma pessoa — estão entre os pontos mais sensíveis da regulamentação eleitoral.

A discussão ocorre em um cenário no qual ferramentas de inteligência artificial generativa estão cada vez mais acessíveis e podem ser utilizadas para produzir vídeos, imagens e áudios com aparência realista. A preocupação da Justiça Eleitoral é estabelecer limites que preservem a liberdade de comunicação política sem permitir que conteúdos fraudulentos sejam utilizados para manipular o eleitorado.

Maioria rejeita uso da tecnologia

Para os eleitores entrevistados pela Quaest, entretanto, a questão vai além das regras jurídicas. O levantamento mostra uma rejeição expressiva à presença da inteligência artificial nas campanhas.

A diferença entre os que desaprovam e os que aprovam a utilização da ferramenta é de 52 pontos percentuais: 73% são contrários, enquanto apenas 21% defendem seu uso.

O resultado ocorre justamente quando partidos e candidatos começam a incorporar ferramentas de IA à comunicação eleitoral, aumentando a necessidade de fiscalização sobre conteúdos digitais e sua identificação pelos eleitores.

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.

Os números reforçam o tamanho do desafio para candidatos, partidos, plataformas digitais e para a própria Justiça Eleitoral: embora a inteligência artificial esteja se tornando uma ferramenta disponível para a comunicação política, a maioria dos eleitores brasileiros ainda demonstra forte resistência à sua utilização durante as campanhas.

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Vestibulinho das Etecs oferece redução de 50% na taxa de inscrição

A partir desta segunda-feira (17), estudantes já podem solicitar a redução da taxa de inscrição do Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o primeiro semestre de 2027.

O processo seletivo das Etecs, administradas pelo Centro Paula Souza (CPS), abre portas para o ingresso nos ensinos Médio, Técnico, Integrado e especialização gratuitos. O prazo para pedidos de redução termina em 1º de setembro. A prova será aplicada em 6 de dezembro.
 

O valor integral da taxa de inscrição para o processo seletivo é R$ 50. Para ter direito ao pagamento de apenas metade do valor, o candidato deve estar regularmente matriculado no ensino fundamental ou médio, em curso pré-vestibular ou curso superior (graduação e/ou pós-graduação), além de receber renda mensal inferior a dois salários-mínimos (R$3.242) ou estar desempregado.
 

Como solicitar a isenção do vestibulinho das Etecs
 

A solicitação deve ser feita exclusivamente pelo site www.vestibulinho.etec.sp.gov.br. Ao acessar o portal, é necessário seguir para a seção “Iniciar Solicitação de Redução” e preencher o formulário eletrônico.

Em seguida, na seção “Documentos Comprobatórios”, o estudante precisa enviar, via upload, comprovantes de escolaridade (emitidos em meio físico ou eletrônico) e de rendimento.

Todas as instruções e declarações, inclusive para desempregados ou trabalhadores autônomos, informais e/ou eventuais, estão disponíveis na portaria no site https://vestibulinho.etec.sp.gov.br/documentos/portaria.asp.


As Etecs oferecem computadores com acesso à internet aos candidatos que necessitam de apoio para esta etapa. O interessado deve entrar em contato com a unidade para verificar os horários de atendimento.


As inscrições para o exame terão início no dia 2 de setembro, mas antes de se inscrever, o candidato que solicitou o benefício deverá aguardar o resultado da análise, a ser divulgado pela internet no site do Vestibulinho, a partir das 15h do dia 15 de setembro.


Quem receber o pedido com resposta indeferida poderá apresentar recurso entre 16 e 17 de setembro. A resposta ao recurso será disponibilizada no dia 29 de setembro.

Quais são os cursos que as Etecs oferecem


As Etecs oferecem mais de 200 cursos e preparam os alunos para o mercado de trabalho. São oportunidades em diversas áreas de formação, como Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Controle e Processos Industriais, e Ambiente e Saúde.

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Vestibulinho concorrido: Etecs oferecem mais de 200 cursos e preparam os alunos para o mercado de trabalho. Foto: Roberto Sungi/Centro Paula Souza


O CPS administra 229 Etecs, distribuídas em todas as regiões do estado de São Paulo. Para acompanhar o calendário e todas as novidades do Vestibulinho das Etecs, basta acessar o site www.vestibulinho.etec.sp.gov.br.


Confira o calendário do Vestibulinho das Etecs:

  • De 17 de agosto até 1º de setembro: Período para pedir redução da taxa de inscrição
  • De 2 setembro até 3 de novembro: Inscrições para o Vestibulinho
  • 2 de dezembro: Divulgação dos locais de prova
  • 6 de dezembro: Exame
  • 11 de janeiro de 2027: Divulgação da classificação geral com desempenho dos candidatos e convocação da primeira chamada para matrícula

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Haddad faz caminhada com mulheres e apresenta propostas para São Paulo

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, realizou nesta segunda-feira (17) seu primeiro ato próprio de campanha na disputa estadual. A agenda ocorreu no centro da capital paulista, com uma caminhada ao lado das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Também participaram a esposa de Haddad, Ana Estela Haddad, e a deputada federal Erika Hilton (PSOL). Leia em TVT News.

A atividade começou na Praça da República e seguiu até o Theatro Municipal. Durante o trajeto, Marina Silva relatou à repórter Emilly Gondim da TVT que foi intimidada por uma pessoa. Segundo a candidata, um homem se colocou de forma agressiva à sua frente. “Mas ele não sabia que, diante do amor, o ódio recua. Eu não dou um passo atrás“, afirmou.

A caminhada teve como um dos principais temas a agenda de políticas públicas para as mulheres. Haddad apresentou propostas relacionadas ao combate à violência doméstica, entre elas a ampliação do funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher para atendimento 24 horas em regiões de maior demanda.

O candidato também defendeu a integração de informações entre órgãos públicos para identificar situações de violência antes de uma denúncia formal. A proposta é criar uma central capaz de reunir registros e queixas para permitir um diagnóstico antecipado de possíveis casos de agressão.

Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias
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Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias
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Mulheres com Haddad – Foto: 📸 Diogo Zacarias

Simone Tebet defende delegacias da mulher abertas 24 horas

Candidata ao Senado, Simone Tebet afirmou à TVT que o combate à violência contra as mulheres está entre as principais pautas de sua atuação política. Ela lembrou que presidiu a Comissão Permanente de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, criada em 2015.

Tebet citou leis aprovadas nos últimos anos, como a legislação que tipificou o feminicídio e mudanças relacionadas à violência sexual e ao assédio em transportes públicos. Também destacou uma alteração na Lei Maria da Penha que, segundo ela, ampliou a possibilidade de concessão de medidas protetivas.

Para a candidata, a estrutura de atendimento precisa funcionar justamente nos períodos em que as mulheres mais precisam. “Eu quero que uma parte desse recurso seja para garantir 24 horas por dia, sete dias na semana, as delegacias especializadas da mulher abertas aqui no interior”, afirmou à TVT.

Segundo Tebet, muitas dessas unidades não funcionam à noite ou nos fins de semana, o que dificulta o acesso de mulheres que procuram proteção.

Marina Silva relaciona meio ambiente, emprego e renda

Marina Silva também falou à TVT sobre a agenda ambiental e sua relação com o desenvolvimento econômico. Para ela, a preservação dos recursos naturais precisa estar associada à geração de empregos e renda.

“A agenda ambiental é, sobretudo, uma agenda de desenvolvimento econômico”, afirmou. Marina defendeu políticas capazes de enfrentar as mudanças climáticas ao mesmo tempo em que promovam atividades econômicas e protejam o meio ambiente.

A candidata também comentou as transformações nas relações de trabalho provocadas pela pandemia. Sobre o trabalho remoto, afirmou que a modalidade precisa ser analisada de forma técnica, considerando as atividades em que a presença física dos trabalhadores é necessária.

“O importante é garantir serviço público de qualidade para todas as pessoas”, disse Marina, citando áreas como saúde, educação, segurança pública e moradia.

Erika Hilton: “proteção deve alcançar todas as mulheres”

A deputada federal Erika Hilton destacou, em entrevista à TVT, a necessidade de incluir mulheres trans e travestis nas políticas de enfrentamento à violência de gênero.

“A defesa das mulheres trans e travestis perpassa pela defesa de todas as mulheres”, afirmou. Segundo Erika, a violência contra mulheres trans está relacionada a uma estrutura mais ampla de controle sobre os corpos femininos e de violência de gênero.

Ela também chamou atenção para o crescimento dos feminicídios e para problemas nas políticas de proteção às mulheres. “Todas as mulheres devem ser protegidas, porque não existe isso de proteger um grupo e ignorar outro porque a violência avança sobre todas nós”, afirmou.

Erika reforçou ainda que mulheres trans devem ser reconhecidas como mulheres também no acesso à Justiça. A deputada citou uma decisão recente em segunda instância em uma ação movida contra o SBT.

Haddad também aborda educação

Durante a caminhada, Haddad também falou sobre educação e políticas para a rede pública estadual. Questionado sobre a possibilidade de reversão de medidas já adotadas, afirmou que mudanças em contratos podem ser complexas.

O candidato declarou que, caso seja eleito, não pretende ampliar a adoção de escolas cívico-militares nem promover a privatização de escolas públicas. “O meu foco é ensino-aprendizagem, valorização do professor, dedicação do estudante, envolvimento das famílias”, afirmou.

Haddad disse que sua atuação na área da educação foi pautada por esses pontos e avaliou que São Paulo vem apresentando resultados negativos em razão de políticas que considera equivocadas.

A caminhada marcou o início da agenda própria de Haddad na campanha pelo governo paulista. O candidato havia participado, no domingo (16), do lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

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Curso sobre segurança pública da Fundação Perseu Abramo está disponível na íntegra

A Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, acaba de disponibilizar gratuitamente em seu site todo o conteúdo do curso “Segurança, cidadania e democracia”, cujas aulas terminaram agora no início de agosto. Saiba mais na TVT News.

Com isso, quem não conseguiu acompanhar a iniciativa tem a oportunidade de acessar todo o material de uma vez, o que possibilita organizar, da melhor maneira, o momento adequado para assistir às palestras. Para tanto, basta fazer inscrição pelo link https://fundacaoperseu180296.rm.cloudtotvs.com.br/FrameHTML/Web/App/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=1&f=1&ps=37&ai=39#/es/inscricoeswizard/dados-basicos.

Assim, será possível compreender as principais discussões que dizem respeito à segurança pública por uma perspectiva democrática.

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Os assuntos abordados por especialistas e acadêmicos tratam da participação social, do uso de técnicas e metodologias científicas, da estrutura institucional da segurança no país, dos programas e projetos exitosos, além das bases para uma política de segurança cidadã.

O curso, com carga total de 15 horas, está dividido em dois módulos: “Conceitos e bases para uma segurança com cidadania e democracia” e “Segurança cidadã baseada em evidências”. Juntos perfazem, respectivamente, um conjunto de sete e seis palestras. Há ainda as aulas inaugural e de encerramento.

No caso da primeira, intitulada “Segurança, democracia e soberania: desafios da esquerda sul-americana”, os convidados foram:

  • o sociólogo e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, Benedito Mariano, que comandou a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e a Secretaria de Segurança Cidadã de Diadema, atual coordenador do Núcleo de Segurança Pública na Democracia do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE);
  • e a socióloga Donka Atanassova, que é vereadora de Bogotá (Colômbia) pelo Pacto Histórico e que esteve à frente da Diretoria de Segurança e da vice-diretoria de Participação Cidadã de Bogotá.

Por sua vez, o encontro final reuniu a policial penal federal Amanda Teixeira, que é diretora da Penitenciária Federal de Brasília; e o doutor em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Alberto Kopittke, que é diretor-executivo do Instituto Cidade Segura. Eles discorreram sobre o tema “Segurança e democracia: estratégias de prevenção e reintegração social”.

Informações do curso sobre segurança pública

Com curadoria do sociólogo Jorge Branco, que é doutor em Ciência Política pela UFRGS, o curso contou com os seguintes expositores:

  • o antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, professor da Pós-Graduação em Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-subsecretário de Segurança e ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro;
  • o jornalista Bruno Manso, que é escritor e pesquisador sobre segurança pública; a ex-diretora do Departamento de Prevenção da Secretaria de Segurança Urbana de São Bernardo do Campo, Ligia Daher;
  • o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; a assessora da Presidência da República, Tamires Sampaio; a professora Cristiane Russomano, pós-doutora em Ciências Sociais pela PUC-RS; e a ex-secretária adjunta de Justiça do Rio Grande do Sul, Tâmara Biolo.

SERVIÇO

Curso “Segurança, cidadania e democracia”
15 horas divididas em dois módulos, com 7 e 6 aulas, além das palestras inaugural e de encerramento
Acesso completo aos conteúdos por inscrição no link https://fundacaoperseu180296.rm.cloudtotvs.com.br/FrameHTML/Web/App/Edu/PortalProcessoSeletivo/?c=1&f=1&ps=37&ai=39#/es/inscricoeswizard/dados-basicos

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Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS: Diferença entre Flávio e Lula em SP chama atenção pelo histórico do estado, diz cientista político Leonardo Paz

O cientista político e professor de Relações Internacionais do Ibmec Leonardo Paz analisou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, os resultados da pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS, que mostra Flávio com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Lula.

Segundo o professor, a leitura leva em conta o histórico eleitoral paulista, onde candidatos do PT tradicionalmente enfrentam maior resistência.
“São Paulo tradicionalmente não vota muito no PT, o Lula sofre muito para pontuar lá”, disse.

Na avaliação de Paz, o fato de a distância entre os dois principais candidatos ser de apenas três pontos percentuais chama atenção justamente por esse contexto.

Leia também: DECISÃO 2026 – Flávio Bolsonaro lidera corrida presidencial em SP e aparece à frente de Lula no 2º turno, indica pesquisa AMERICAN ANALYTICS Times Brasil | CNBC

Tarcísio ainda não transfere todo o apoio para Flávio, avalia Paz

O cientista político também comparou o desempenho de Flávio Bolsonaro com a força eleitoral de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado.

A pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS para o governo paulista mostra Tarcísio com 46% das intenções de voto, contra 29% de Fernando Haddad (PT).

Para Paz, a diferença entre os desempenhos sugere que o governador, apesar de ser aliado de Flávio, ainda não consegue transferir integralmente sua base eleitoral para o senador.

“O Tarcísio não está conseguindo carregar os seus votos todos para o Flávio Bolsonaro”, afirmou.

No segundo turno presidencial testado pela pesquisa, Flávio aparece com 46%, contra 41% de Lula. A vantagem numérica é de cinco pontos percentuais.

Nos demais confrontos, Lula registra 42% contra 36% de Renan Santos (Missão), 42% contra 37% de Romeu Zema (Novo) e empata em 41% com Ronaldo Caiado (PSD).

Relação com os EUA será desafio central

Além da leitura eleitoral, Paz afirmou que a relação com os Estados Unidos deve ser um dos principais desafios de política externa para quem assumir a Presidência em 2027.

“É o primeiro ponto: como é que o próximo presidente, seja Lula, seja Flávio Bolsonaro ou outro, vai lidar com os Estados Unidos”, afirmou.

O professor destacou que a relação bilateral atravessa um período de tensão e que o próximo governo terá de administrar questões comerciais, diplomáticas e políticas acumuladas nos últimos meses.

Na avaliação dele, uma eventual vitória de Lula poderia exigir uma reconstrução mais difícil do diálogo com Washington. Já uma vitória de Flávio Bolsonaro tenderia, segundo Paz, a encontrar um ambiente político mais favorável junto ao governo de Donald Trump, mas também poderia abrir discussões sobre quais concessões fariam parte de uma eventual negociação.

“Minha preocupação em relação ao Flávio é se ele vai realmente, para conseguir derrubar certas tarifas ou certas punições que o Brasil sofreu, entregar algo de fato em termos de negociação”, afirmou.

A avaliação é do cientista político e não representa uma conclusão sobre eventuais negociações futuras.

América Latina também entra no radar

Paz também apontou a América Latina como outro desafio relevante para o próximo governo.

No caso de uma reeleição de Lula, o professor destacou especialmente a relação com o presidente argentino Javier Milei, hoje marcada por divergências políticas.

Para ele, porém, interesses econômicos e comerciais podem levar a uma redução das tensões depois da eleição brasileira.

“Se o Lula ganha efetivamente, eu imagino que o Milei vai também baixar um pouco o perfil dele, até porque eventualmente ele precisa do Brasil”, disse.

Em uma eventual gestão Flávio Bolsonaro, Paz vê maior facilidade de diálogo político com governos de direita da região, mas disse não identificar, até agora, um projeto claro de integração regional associado a esse campo político.

“Eu não consigo ver, de certa maneira, nenhum grande projeto”, afirmou.

Leia também: Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS: Economia e infraestrutura serão desafios centrais do próximo governo de SP, diz economista César Bergo

Governo Lula tem 55% de desaprovação em São Paulo

A pesquisa também mostra que 55% dos entrevistados em São Paulo desaprovam o governo Lula, enquanto 35% aprovam a administração federal. Outros 10% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Na avaliação detalhada, 37% consideram o governo péssimo e 13%, ruim. Outros 20% classificam a gestão como regular, enquanto 16% avaliam como boa e 12%, ótima.

A pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS foi realizada entre os dias 4 e 8 de agosto de 2026 e ouviu 1.500 pessoas no estado de São Paulo. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números SP-03436/26 e BR-03025/26.

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Flávio Bolsonaro oficializa candidatura com patrimônio 370% maior que em 2018

Flávio Bolsonaro e sua próspera franquia da Kopenhagen. Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou patrimônio de R$ 8.186.555,83 ao registrar seu pedido de candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor representa um crescimento nominal de 370% em relação aos R$ 1.741.758,15 informados em 2018, quando foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. O registro para a eleição de 2026 aparece no sistema como “aguardando julgamento”.

No recorte das quatro últimas eleições disputadas pelo filho mais velho de Jair Bolsonaro, o patrimônio declarado aumentou mais de onze vezes. Flávio informou R$ 714 mil em 2014; R$ 1,45 milhão em 2016; R$ 1,75 milhão em 2018; e R$ 8,2 milhão em 2026. Entre a primeira e a última declaração da série, a alta foi de 1.045,9%, uma diferença de R$ 7.472.161,14.

Na eleição de 2018, o total subiu 19,8% em relação a 2016, para R$ 1.741.758,15. Flávio declarou um apartamento de R$ 917.038,09 e uma sala comercial de R$ 150 mil, ambos na Barra da Tijuca; R$ 558.220,06 em aplicações; um Volvo avaliado em R$ 66,5 mil; e metade da Bolsotini Chocolates e Café.

As operações financeiras e imobiliárias realizadas durante seus mandatos na Assembleia Legislativa do Rio posteriormente entraram no debate sobre o caso da “rachadinha” em seu antigo gabinete. A investigação foi encerrada depois que STF e STJ anularam provas, sem julgamento do mérito das suspeitas.

 

O salto mais expressivo aparece agora. Dos R$ 8,186 milhões declarados em 2026, R$ 6.226.043,80 correspondem à casa de Flávio no Lago Sul, em Brasília. O imóvel representa 76% de todo o patrimônio informado.

O senador também declarou R$ 1.090.520,47 em um fundo multimercado, R$ 568.730,23 em diferentes bancos, R$ 133 mil em um veículo, R$ 103.746,23 em poupança e outros R$ 64.515,10 em aplicações e participações empresariais. Em 2024, Flávio desembolsou R$ 3,4 milhões para quitar o financiamento da mansão.

Um mês antes do registro, o ex-deputado Julian Lemos, antigo aliado da família Bolsonaro, afirmou que a fortuna de Flávio poderia chegar a R$ 700 milhões, no entanto, Lemos não apresentou documentos que sustentassem a estimativa. A ficha entregue ao TSE coloca o patrimônio declarado muito abaixo dessa cifra.

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Quem são as maiores empresas de beleza do mundo? Confira o top 10

O mercado global de beleza movimentou US$ 258,99 bilhões ( cerca de R$1,3 trilhão) em 2025, considerando as 100 maiores fabricantes do setor. O valor representa alta de 2,7% em relação ao ano anterior, segundo o ranking anual Beauty Inc Top 100, elaborado pela WWD.

Apesar do avanço, o mercado enfrentou um período de crescimento moderado. Os cuidados com a pele perderam força para muitas companhias, enquanto o mercado de massa apresentou dificuldades e a expansão das fragrâncias desacelerou.

Nesse cenário, a L’Oréal manteve a liderança entre as maiores empresas de beleza do mundo, com US$ 49,72 bilhões (R$ 258 bilhões) em vendas, alta de 1,3% na comparação com 2024.

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L’Oréal lidera mercado de beleza mundial

A companhia francesa aparece com ampla vantagem na primeira posição. A L’Oréal respondeu por 19,2% das vendas das 100 maiores empresas de beleza, aumentando sua participação em 0,5 ponto percentual.

A empresa registrou crescimento de 4% nas vendas comparáveis em 2025, acima da expansão estimada de 3,5% do mercado global. Ainda assim, enfrentou dificuldades nos cuidados com a pele e no varejo de viagens na Ásia. No segundo semestre, porém, a companhia ganhou ritmo, especialmente no quarto trimestre, impulsionada por inovações e novos produtos.

Confira as maiores empresas de beleza

O ranking reúne empresas dos segmentos de cosméticos, perfumes, maquiagem, cuidados com a pele e cabelos:

  1. L’Oréal: US$ 49,72 bilhões (R$ 258 bilhões)
  2. Unilever: US$ 26,98 bilhões (R$ 140 bilhões
  3. Procter & Gamble: US$ 15,4 bilhões ( R$ 80 bilhões)
  4. The Estée Lauder Cos.: US$ 14,7 bilhões (R$ 76 bilhões)
  5. LVMH: US$ 9,22 bilhões (R$ 48 bilhões)
  6. Chanel: US$ 9,18 bilhões (R$ 47,78 bilhões)
  7. Beiersdorf: US$ 8,89 bilhões (R$ 46 bilhões)
  8. Shiseido: US$ 6,48 bilhões (R$ 33,7 bilhões)
  9. Coty: US$ 5,81 bilhões (R$ 30,24 bilhões)
  10. Puig: US$ 5,27 bilhões (R$ 27 bilhões)

Os valores de Unilever, Procter & Gamble, Estée Lauder, LVMH, Beiersdorf e Puig são estimativas apresentadas pela WWD.

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Unilever e P&G completam o pódio

A Unilever, segunda colocada, registrou US$ 26,98 bilhões (R$ 140,4 bilhões) em vendas de beleza estimadas, apesar da queda de 2,9%. A empresa passou por mudanças estratégicas e pretende aumentar a participação de beleza, bem-estar e cuidados pessoais no negócio.

Na terceira posição, a Procter & Gamble alcançou US$ 15,4 bilhões (R$ 80 bilhões) estimados, com crescimento de 3%. A Herbal Essences teve avanço de dois dígitos em cuidados capilares, enquanto os cuidados pessoais também apresentaram crescimento.

A Estée Lauder, quarta colocada, teve vendas estimadas em US$ 14,7 bilhões (R$ 76 bilhões), queda de 3%. O ano também marcou mudanças na liderança da companhia.

Chanel cresce e Puig se destaca

A LVMH registrou US$ 9,22 bilhões (R$ 48 bilhões) e queda de 3%, embora sua divisão de perfumes e cosméticos tenha mantido vendas estáveis em termos orgânicos. Já a Chanel cresceu 3,1%, para US$ 9,18 bilhões (R$ 47,78 bilhões), impulsionada principalmente pelo segmento de fragrâncias e pela demanda na China, Coreia do Sul e Estados Unidos.

A Beiersdorf ficou praticamente estável, com US$ 8,89 bilhões (R$ 46 bilhões). A empresa enfrentou dificuldades nos cuidados com a pele e apostou em novos produtos da Nivea. A Shiseido teve queda de 2,1%, para US$ 6,48 bilhões (R$ 33,7 bilhões), enquanto a Coty recuou 4,6%, para US$ 5,81 bilhões (R$ 30,24 bilhões), em meio a mudanças na liderança.

A Puig, décima colocada, teve o maior crescimento entre as dez primeiras: 5,5%. A companhia alcançou US$ 5,27 bilhões (R$ 27 bilhões), com destaque para a expansão da maquiagem, especialmente da Charlotte Tilbury.

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Mercado de beleza mostra crescimento moderado

No conjunto das 100 maiores empresas, 74% aumentaram as vendas, enquanto 29% registraram crescimento de dois dígitos. Por outro lado, 11 das 20 maiores companhias tiveram queda.

As dez maiores empresas concentraram US$ 151,65 bilhões (R$ 789,32 bilhões), equivalente a 58,6% das vendas do Top 100. Assim, o ranking mostra a força das grandes companhias no setor de beleza, com a L’Oréal mantendo uma liderança bastante distante das demais concorrentes.

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EUA negam interferência contra reeleição de Lula: “Respeitamos o povo brasileiro”

Lula e Marco Rubio em montagem com retratos lado a lado
Marco Rubio e Lula. Foto: Reprodução

O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou nesta quinta-feira (13) que tenha um plano para impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que respeitará qualquer governo escolhido pelos brasileiros nas eleições de outubro. Com informações de G1.

Uma autoridade do órgão declarou que a avaliação atribuída ao Planalto não corresponde à realidade. “Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil”, disse.

A fonte afirmou ainda que Washington mantém relações com governos brasileiros de diferentes campos políticos. “Nós [EUA] temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, acrescentou, sem citar nominalmente o secretário de Estado Marco Rubio.

Assessores de Lula avaliam que Rubio busca evitar uma nova vitória do presidente. A percepção ganhou força após o governo de Donald Trump divulgar um vídeo no qual afirma que o domínio dos Estados Unidos sobre toda a América “nunca mais será questionado”.

O presidente dos EUA Donald Trump. Foto: Divulgação

A manifestação do Departamento de Estado ocorre durante uma crise nas relações entre Brasília e Washington, às vésperas da disputa presidencial marcada para os dois primeiros fins de semana de outubro. Rubio é apontado como uma das figuras mais influentes do segundo mandato de Trump na política para a América Latina.

Entre os episódios que elevaram a tensão estão uma montagem que colocou Lula algemado e vendado no lugar do presidente venezuelano Nicolás Maduro, preso pelos Estados Unidos em janeiro, e o cancelamento do visto da embaixadora brasileira em Washington.

O governo americano também aplicou a Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes em 2025 e adotou tarifaços contra o Brasil e produtos brasileiros. Essas medidas ampliaram os atritos entre os dois países.

A referência dos EUA a “eleições livres e justas” já apareceu em manifestações do governo Trump sobre pleitos de outros países. O Tribunal Superior Eleitoral sustenta que o sistema eleitoral brasileiro é seguro e que as urnas eletrônicas permitem eleições livres.

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Operação secreta da CIA no Equador deixa pescadores desaparecidos

Famílias com fotos dos desaparecidos após a ação militar norte-americana. Reprodução TWP

A CIA estaria por trás de uma série de ataques contra barcos de pesca equatorianos realizados no início deste ano, segundo uma reportagem do The Washington Post.

As operações permaneceram sem autoria oficial durante meses e deixaram oito pescadores desaparecidos, presumidos mortos.

Sobreviventes relataram que homens não identificados, falando inglês, atacaram as embarcações com drones. Antes dos ataques, um avião teria realizado operações de vigilância sobre os barcos.

Segundo fontes ouvidas pelo Washington Post, os ataques fizeram parte de um programa de “ação encoberta”, expressão usada para designar operações secretas no exterior autorizadas pelo presidente dos Estados Unidos e conduzidas de forma que o envolvimento de Washington não seja reconhecido publicamente.

Ainda não está claro por que os barcos foram escolhidos como alvos nem qual seria o objetivo da operação mais ampla.

Um dos episódios ocorreu em janeiro, quando o barco pesqueiro Fiorella, de aproximadamente 16 metros, foi atingido. Os oito tripulantes desapareceram e são considerados mortos.

Outros dois barcos, o Negra Francisca Duarte II e o Don Maca, foram atacados em março. Todos os pescadores a bordo sobreviveram. Não há evidências de que qualquer uma das embarcações estivesse envolvida em atividades além da pesca.

Sobreviventes disseram ao New York Times que foram atacados por pessoas que usavam distintivos com a bandeira dos Estados Unidos, mas que não apresentavam nenhuma outra identificação oficial.

Dados de rastreamento de voos acrescentaram outro elemento ao mistério. Um avião de patrulha marítima baseado em uma instalação militar em El Salvador teria voado na direção dos três barcos pouco antes dos ataques.

Segundo o New York Times, a aeronave passou perto do Fiorella em quatro ocasiões diferentes, inclusive no dia em que a embarcação desapareceu.

O avião utilizado na vigilância não está registrado em nome do governo americano. Gravações de comunicações com o controle de tráfego aéreo indicam que os pilotos falavam inglês com sotaque americano.

O Washington Post informou que a aeronave havia voado do Tennessee para El Salvador em novembro. A informação levanta a possibilidade de que contratados militares privados tenham sido utilizados para executar os ataques, embora não esteja claro quem operou as embarcações e drones ou quem deu as ordens.

O caso é diferente da campanha pública promovida pelo governo de Donald Trump contra embarcações acusadas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

Desde setembro do ano passado, as Forças Armadas dos EUA atacaram cerca de 67 barcos, segundo dados citados na reportagem, deixando 221 mortos. Nesses casos, o Pentágono assumiu publicamente a autoria e frequentemente divulgou imagens das operações nas redes sociais.

As ações contra os chamados “narco barcos” também provocaram críticas de organizações de direitos humanos, que questionam sua legalidade e afirmam que os ataques podem configurar execuções extrajudiciais. O governo Trump sustenta que o uso de força letal é justificável porque os Estados Unidos estão, na prática, em guerra contra os cartéis.

A diferença entre as operações públicas contra suspeitos de narcotráfico e os ataques no Equador aumenta as dúvidas sobre a finalidade da missão secreta.

“Isso levanta a questão de por que seria necessário fazer isso. Qual seria o propósito de todo esse sigilo?”, questionou ao Washington Post um ex-oficial americano que trabalhou na região.

Trump teria ampliado, no ano passado, a autoridade da CIA para realizar operações letais contra traficantes de drogas em países da América Latina.

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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Cambridge Aerospace aponta mudança na indústria de defesa após guerra no Oriente Médio

A startup britânica de tecnologia de defesa e engenharia espacial Cambridge Aerospace recebeu US$ 300 milhões em investimentos para ampliar seus sistemas e aumentar a produção de drones e mísseis.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Steven Barret CEO da companhia afirmou que os conflitos recentes no Oriente Médio estão acelerando uma transformação na indústria de defesa, especialmente na busca por equipamentos de menor custo e produção em escala.

Segundo o executivo, a empresa já realizou testes com os Estados Unidos no Oriente Médio e mantém conversas com parceiros norte-americanos. A Cambridge Aerospace também possui contratos com o Ministério da Defesa do Reino Unido.

Para Barret, a aproximação entre startups de tecnologia de defesa e forças armadas é fundamental para desenvolver produtos que atendam às necessidades reais dos usuários.

“Nós realizamos alguns testes com os Estados Unidos e estamos em conversas contínuas. Os testes foram realizados no Oriente Médio e continuamos trabalhando com nossos parceiros nos Estados Unidos”.

O CEO também destacou a importância da participação antecipada das forças armadas no desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo ele, esse processo permite que as empresas testem, ajustem e aprimorem os sistemas em conjunto com os usuários finais.

“Essa colaboração próxima no estágio inicial é extremamente importante para nós e também para aquisição de defesa de baixo custo”.

A mudança na dinâmica dos conflitos também está alterando a relação entre o custo das armas utilizadas e o valor dos equipamentos necessários para neutralizá-las. O CEO citou como exemplo a destruição de um radar de alerta precoce de mísseis balísticos avaliado em cerca de US$ 1,2 milhão por um drone que teria custado dezenas de milhares de dólares.

O problema se torna ainda maior quando sistemas de defesa de alto custo são utilizados contra drones relativamente baratos. Interceptadores como os Patriots podem custar milhões de dólares, enquanto alguns drones utilizados em ataques podem custar apenas uma fração desse valor.

“É absolutamente essencial que os Estados Unidos, o Reino Unido e outros aliados produzam vastas quantidades de equipamentos de defesa a custos historicamente muito mais baixos”.

A necessidade de ampliar a escala de produção também está relacionada à capacidade limitada das atuais cadeias de defesa. Para o executivo, mesmo países com grandes orçamentos militares não conseguiriam sustentar uma estratégia baseada exclusivamente em interceptadores sofisticados e caros diante do aumento no volume de drones utilizados nos conflitos.

Nesse cenário, startups passaram a ganhar espaço na indústria. Barret afirmou que Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha vêm ampliando a colaboração com empresas menores para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias.

A guerra no Oriente Médio também contribuiu para aumentar o interesse de investidores de venture capital pelo setor. Fundos de diferentes regiões já demonstravam interesse em empresas de tecnologia aeroespacial e defesa antes do conflito, mas os acontecimentos recentes funcionaram como um catalisador.

“Já havia um interesse significativo por parte de fundos de capital de risco em todo o mundo em investir em startups aeroespaciais e de defesa, mesmo antes do conflito com o Irã. Mas eu acho que isso serviu como um catalisador adicional”.

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Tech Check: Mudança de liderança para era da IA precisa acontecer agora, diz presidente da Korn Ferry Vinicius De Luca

A adaptação das lideranças empresariais à inteligência artificial precisa começar imediatamente para que as companhias consigam acompanhar a velocidade das mudanças tecnológicas até 2030. É o que afirma Vinicius De Luca, presidente da Korn Ferry para a América do Sul.

A avaliação foi feita durante estreia do Tech Check, novo programa do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, comandado pela jornalista Christiane Pelajo. A atração é dedicada a mostrar como a inteligência artificial e as novas tecnologias estão transformando o ambiente corporativo e os negócios.

Durante a entrevista, De Luca afirmou que as empresas precisam avançar não apenas na adoção de ferramentas de IA, mas principalmente no desenvolvimento das competências comportamentais necessárias para conduzir a transformação.

“Essa mudança do time de liderança precisa acontecer agora. Caso ela não aconteça, a gente vai ter uma outra discussão, que é como isso vai inviabilizar algumas dessas empresas dentro desse período de tempo extremamente curto”, afirmou.

Segundo o executivo, a velocidade da transformação faz com que capacidades como curiosidade, execução, inovação, adaptabilidade e aprendizado contínuo ganhem peso na seleção e no desenvolvimento de profissionais.

“O ponto principal dessa questão, para mim, é, sem dúvida nenhuma, a capacidade de aprendizado contínuo”, disse.

Leia também: ESTREIAS DE AGOSTO — Times | CNBC lança programas em seu novo estúdio de Inteligência Artificial Integrada

Quase 40% das habilidades podem ficar defasadas

O levantamento mais recente do Fórum Econômico Mundial citado durante o programa estima que 39% das habilidades utilizadas atualmente pelos profissionais podem ficar defasadas até 2030.

A pesquisa também aponta que 59 em cada 100 trabalhadores deverão precisar de treinamento ou requalificação diante das mudanças no mercado de trabalho.

Para De Luca, o cenário exige uma mudança na forma como as empresas avaliam profissionais. Experiência e histórico de carreira continuam relevantes, mas competências relacionadas à capacidade de adaptação tendem a ganhar importância.

“Hoje ainda a gente contrata muito com base na experiência, com base no histórico. Quando a gente projeta isso para 2030, tem uma questão muito importante de competências que são o cerne da discussão”, afirmou.

Entre elas, o executivo destacou curiosidade, capacidade de execução, aprendizado e inovação.

Liderança será ‘força motriz’ da transformação

De Luca afirmou que a adaptação dos funcionários dependerá diretamente da capacidade das lideranças de conduzir a mudança.

“O time de liderança é a grande força motriz dessa mudança”, disse.

Segundo ele, o desafio não se limita aos CEOs e demais integrantes da alta administração. Conselhos de administração também precisam participar da discussão sobre as mudanças provocadas pela inteligência artificial.

“Não somente em níveis de C-level ou CEOs, mas também de governança. Os conselhos das empresas também necessitam entrar nessa parte da discussão da liderança”, afirmou.

O executivo destacou ainda que mudanças tecnológicas precisam ser acompanhadas por uma transformação da cultura das organizações.

“Os líderes são os grandes embaixadores. Quando a gente trabalha com processos como esse, tem um lado principal, que é a cultura”, disse.

Empresas ainda tratam IA como problema de TI

Apesar do avanço da discussão sobre inteligência artificial, De Luca avalia que muitas empresas da América do Sul ainda não incorporaram completamente o tema às suas estratégias.

Segundo ele, a transformação está mais avançada dentro das áreas de tecnologia do que em outras estruturas das companhias.

“A gente vê o movimento, sim, de intenção de mudança. Entretanto, ainda percebe um modelo que não está tão avançado”, afirmou.

O executivo disse já ter ouvido dentro de organizações a avaliação de que a inteligência artificial seria uma responsabilidade exclusiva das equipes de tecnologia.

“Já ouvi histórias de: ‘Não, essa é uma preocupação de TI e não é preocupação nossa’. Isso, para mim, é sem dúvida nenhuma uma preocupação”, disse.

Para De Luca, a adoção da IA precisa envolver toda a organização, especialmente quem ocupa posições de liderança.

Aprender rápido será competência central

Entre as características mais importantes para profissionais e executivos, De Luca destacou o chamado learning agility, ou agilidade de aprendizado.

“Existe uma das competências que eu sempre falo, que é exatamente o learning agility, ou seja, minha capacidade e minha agilidade de aprendizado”, afirmou.

Segundo ele, o curto intervalo até 2030 torna mais urgente o investimento em desenvolvimento de pessoas, especialmente porque competências comportamentais costumam exigir mais tempo para serem consolidadas.

“A capacidade mais de comportamento, que a gente fala de competências, leva um tempo maior para se desenvolver. E, visto que a gente tem um tempo extremamente curto, esse investimento tem que ser feito agora”, disse.

Leia também: Protagonistas: Mulheres precisam assumir o controle do próprio patrimônio, diz cofundadora da Lifetime W

Requalificação entra na estratégia das empresas

De Luca também destacou a importância dos processos de upskilling e reskilling para preparar profissionais para novas exigências.

O upskilling envolve ampliar as competências de um profissional para que ele acompanhe a evolução de sua área, enquanto o reskilling busca desenvolver novas capacidades diante das transformações das funções e do mercado.

Para o presidente da Korn Ferry na América do Sul, essas iniciativas precisam fazer parte das prioridades estratégicas das companhias.

“É uma responsabilidade, sem dúvida nenhuma, de todos que lideram as empresas. Espero que isso esteja na agenda dos executivos e, principalmente nas empresas de capital aberto, também na agenda dos seus conselhos”, afirmou.

Na avaliação de De Luca, o diferencial dos próximos anos não estará apenas no acesso à inteligência artificial, mas na capacidade das empresas e de seus profissionais de aprender, adaptar-se e transformar a tecnologia em mudanças concretas nos negócios.

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Flávio Bolsonaro admite e-mails do Missão, mas diz que foram tratados como “spam”

O senador Rogério Marinho, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, Dani Marcos, coordenadora do plano de governo e o vice da chapa do PL, Alfredo Gaspar. Reprodução YT

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que seu gabinete recebeu e-mails automáticos do Partido Missão antes da descoberta de que ele havia sido registrado como filiado à legenda. As mensagens, segundo o presidenciável, foram ignoradas por parecerem spam.

A declaração foi feita em uma transmissão realizada na noite desta quinta-feira (13), com a participação do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e de Dani Marcos, integrante da equipe responsável pela coordenação do plano de governo da chapa e do Senador Rogério Marinho.

“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido aí. Como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que é spam”, declarou Flávio.

Flávio Bolsonaro confirma alegação do partido Missão: sua assessoria recebeu emails sobre a filiação fraudulenta, mas considerou que era “spam” pic.twitter.com/FNCwS6wVad

— Sam Pancher (@SamPancher) August 14, 2026

O senador levou uma das mensagens impressas para a live e afirmou que o e-mail cobrava um pagamento que não teria sido realizado dentro do prazo. “É reclamando que não recebeu o meu pagamento em dez dias”, disse.

A filiação ao Missão apareceu no sistema da Justiça Eleitoral e impediu inicialmente o registro da candidatura de Flávio à Presidência pelo PL. O senador classifica o episódio como uma fraude e nega que tenha solicitado a entrada na legenda.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não houve invasão ao sistema da Justiça Eleitoral. O registro foi realizado por alguém com credenciais do próprio Missão e autorização para cadastrar filiações partidárias.

Durante a transmissão, Flávio também rebateu a acusação feita pelo deputado federal André Janones (Avante-MG) de que ele teria encenado o episódio para desacreditar a Justiça Eleitoral. Janones não apresentou provas da alegação.

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Protagonistas: Mulheres precisam assumir o controle do próprio patrimônio, diz cofundadora da Lifetime W

A falta de segurança para administrar o próprio patrimônio ainda faz com que muitas mulheres deleguem decisões financeiras a terceiros, o que pode afastar seus investimentos de objetivos e projetos pessoais, segundo Mayra Carbone, cofundadora da Lifetime W e diretora de marketing da Lifetime Investimentos. Em entrevista ao quadro Protagonistas, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ela defendeu maior educação financeira para que as mulheres assumam o protagonismo sobre o próprio dinheiro.

A executiva afirmou que a Lifetime W nasceu justamente da percepção de que havia poucas mulheres nas salas de reunião do mercado financeiro e que os clientes eram majoritariamente homens. “A gente começou a conversar muito informalmente sobre como sentia falta de ver mulheres dentro das salas de reunião”, recordou Mayra, ao explicar que a discussão levou à criação de um braço voltado especificamente ao público feminino. “A gente precisa mudar esse cenário no Brasil. A mulher precisa, de fato, tomar as rédeas da gestão do seu próprio patrimônio”, acrescentou.

Educação financeira e autonomia

Para Mayra, parte da menor participação feminina na gestão dos investimentos está relacionada à falta de educação financeira e de estímulo ao longo da vida. “A mulher não foi incentivada”, avaliou a executiva, explicando que a Lifetime W passou a desenvolver iniciativas para ampliar o conhecimento desse público e incentivar maior autonomia nas decisões sobre patrimônio.

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A insegurança, segundo ela, muitas vezes leva a mulher a transferir a responsabilidade financeira para outra pessoa. “A mulher não tem segurança de fazer a gestão do seu próprio patrimônio. Ela não consegue cuidar do seu dinheiro. O que ela termina fazendo? Delegando para um homem”, afirmou Mayra. A executiva reconheceu que as mulheres frequentemente acumulam diferentes responsabilidades, mas ressaltou que deixar a gestão financeira nas mãos de terceiros precisa ser uma decisão consciente.

Isso se torna particularmente importante porque uma carteira de investimentos deve estar alinhada aos objetivos pessoais de quem possui aquele patrimônio. “Aquela carteira de investimentos tem que refletir os seus objetivos, os seus sonhos”, explicou. Caso seja administrada exclusivamente por outra pessoa, ponderou Mayra, existe o risco de que “essa carteira esteja refletindo os sonhos e os desejos desse terceiro e não o seu próprio”.

A executiva citou como exemplo uma carteira estruturada para objetivos do marido, como a compra de uma casa ou de um imóvel na praia, enquanto a mulher pode ter planos diferentes. “O que a gente vê muito é que a mulher sonha muito pelo outro e não por ela mesma”, observou Mayra, acrescentando que muitas têm dificuldade até mesmo de identificar seus próprios desejos. “Se você pergunta para ela: ‘Mas quais são os seus sonhos?’, ela muitas vezes nem sabe dizer”, destacou.

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Mulheres atendendo mulheres

A Lifetime W também adotou um modelo no qual mulheres atendem as clientes, estratégia que, segundo Mayra, ajuda a estabelecer uma relação de confiança e facilita conversas sobre dinheiro e investimentos.

“A gente percebeu que um dos pontos de segurança era uma outra mulher sentada desse lado da mesa”, explicou a cofundadora. Segundo ela, essa proximidade permite que a cliente “consiga se abrir mais” e tenha maior liberdade para apresentar dúvidas sobre o mercado financeiro e sobre a própria carteira.

A educação financeira também faz parte dessa aproximação. A iniciativa promove lives mensais abertas a mulheres, inclusive com temas sugeridos pelas próprias participantes. “Elas têm dúvidas e escrevem no chat de uma das lives. Na live seguinte, a gente tenta trazer como tema central para esclarecer essas dúvidas”, contou Mayra, destacando ainda a realização de encontros presenciais com clientes para criar uma “conversa aberta” e “cara a cara” sobre investimentos.

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Para a executiva, construir confiança no mercado financeiro exige mais do que comunicação. “Hoje não existe mais marketing que só fala e não faz”, ressaltou. Na avaliação de Mayra, uma empresa precisa primeiro demonstrar na prática a credibilidade que pretende transmitir ao público. “Se a empresa não está fazendo, a gente não tem como comunicar algo que depois não vai ver na prática”, completou.

IA aumenta produtividade, mas não substitui relação humana

A inteligência artificial já ocupa espaço relevante tanto no mercado financeiro quanto no marketing, mas Mayra considera que existem limites para a substituição do relacionamento humano, especialmente entre clientes de alta renda.

“Dentro do público private, falando do público de alta renda, na minha opinião, não existe espaço para conversa com um robô como inteligência artificial”, avaliou a executiva. Isso não significa, entretanto, que a tecnologia tenha pouca utilidade no setor. “Tem muito espaço para o uso da inteligência artificial para ganho de produtividade, para potencializar análises”, acrescentou.

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No marketing, a tecnologia desempenha função semelhante. Mayra afirmou que a Lifetime já utiliza IA para realizar análises mais robustas em menos tempo, permitindo que as equipes concentrem esforços nas decisões posteriores. “A gente ganha tempo na análise e investe bastante tempo no plano de ação, que no final é o que vai gerar o resultado”, explicou.

Mulheres precisam dizer o que querem

Ao abordar sua própria trajetória profissional, Mayra reconheceu que já precisou se provar mais do que homens ao longo da carreira. Para ela, um dos obstáculos enfrentados pelas mulheres está também na dificuldade de manifestar claramente suas ambições profissionais.

“A mulher tende a não dizer o que ela quer profissionalmente. ‘Uma hora vão perceber e vai acontecer.’ Não percebem”, afirmou. A executiva contou que uma mentora a incentivou a explicitar seus objetivos e construir, junto à liderança, um plano concreto para alcançá-los.

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Mayra relatou que adotou essa estratégia ao buscar uma promoção. “Eu precisei sentar e dizer: ‘Eu quero ser promovida. Como é que eu faço para ser promovida?’”, lembrou. A partir daí, estabeleceu com seu líder metas que precisaria cumprir e passou a demonstrar os resultados alcançados durante o processo.

A experiência reforçou sua percepção de que as profissionais precisam se apropriar das próprias conquistas. “Várias vezes eu precisei me mostrar mais”, reconheceu Mayra, acrescentando que mulheres também podem ter dificuldade de apresentar os resultados que entregaram. “A gente não pode ter vergonha e não pode deixar a tal da síndrome da impostora jogar contra e fazer com que a gente não se aproprie do que conquistou. Fale isso e prove isso”, enfatizou.

Para quem busca crescer profissionalmente, a executiva destacou ainda a importância de saber ouvir. “Os grandes saltos de carreira que eu dei foram porque escutei pessoas em quem confiava e que eu sabia que também me queriam bem”, relatou. Para Mayra, o processo passa por “escutar, entender o que faz sentido para você e seguir”, aproveitando aprendizados que podem surgir tanto de feedbacks quanto de pessoas admiradas profissionalmente.

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A executiva também revelou que está iniciando um novo projeto, chamado Árvora, voltado à formação de lideranças femininas. “É um clube em que a gente vai formar a próxima geração de líderes femininas do país. Esse é o grande propósito dessa nova iniciativa”, antecipou Mayra.

Ao definir o que significa assumir o protagonismo da própria trajetória, Mayra resumiu a ideia em quatro ações: “É se conhecer, tomar decisões, fazer escolhas e bancar essas escolhas”, concluiu.

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Impasse no STF mantém socorro ao BRB travado; quatro caminhos podem definir futuro do banco

Mais de dois meses depois do acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF), o socorro de até R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB) continua sem solução definitiva.

A nova audiência conduzida nesta quinta-feira (13) pelo ministro Luiz Fux terminou sem destravar a operação. Permanecem dúvidas sobre as contas do banco, as garantias exigidas e quais instituições aceitariam assumir parte do risco.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) afirma que ainda precisa das demonstrações financeiras auditadas de 2025 e do primeiro semestre de 2026 para avaliar a situação do BRB e verificar se o valor solicitado é suficiente.

Ao mesmo tempo, o Banco do Brasil informou ao STF que nunca houve a constituição formal de um consórcio de bancos para garantir o empréstimo e que não possui mandato para assumir obrigações em nome de outras instituições.

A União também afastou a possibilidade de aval federal. Já o Ministério Público Federal afirmou que o acordo não permite obrigar o FGC a conceder assistência nem bancos a oferecer garantias.

Com essas travas ainda abertas, quatro caminhos concentram agora as discussões sobre o futuro do BRB.

1. Socorro com o FGC continua sendo o caminho principal

    A primeira alternativa continua sendo fazer funcionar a operação negociada desde maio.

    O Distrito Federal está autorizado a contratar até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC e direcionar os recursos para a capitalização do BRB. O valor representa o teto da operação de crédito discutida e não deve ser tratado como uma medida definitiva do prejuízo do banco.

    Para o financiamento avançar, porém, o FGC precisa concluir sua avaliação financeira e uma estrutura de garantias precisa ser aceita pelos participantes.

    O problema é que o grupo de bancos que vinha sendo mencionado como possível fiador sequer chegou a ser formalmente constituído.

    Em petição ao STF, o Banco do Brasil afirmou que nunca houve um consórcio de bancos e que não representa outras instituições nas negociações.

    A audiência desta quinta não descartou o financiamento. Governo do Distrito Federal e demais envolvidos continuarão negociando ajustes capazes de tornar a operação viável.

    2. Modelo das garantias pode ser redesenhado

      Outra possibilidade é modificar a própria engenharia financeira do socorro.

      O Distrito Federal já defendeu reduzir ou eliminar a dependência de bancos privados como fiadores, utilizando outras estruturas de garantia para viabilizar a contratação junto ao FGC.

      A dificuldade está em encontrar um desenho que seja juridicamente seguro e aceito pelo fundo sem transferir o risco para a União.

      A Advocacia-Geral da União reiterou nesta quinta-feira que o governo federal não dará aval à operação.

      Também há questionamentos entre as instituições financeiras sobre a segurança das contragarantias oferecidas pelo Distrito Federal, especialmente sobre a possibilidade de execução desses recursos em caso de inadimplência.

      Fux sinalizou que o STF pode contribuir para dar segurança jurídica às negociações, mas deixou claro que o Judiciário não pretende obrigar instituições a assumir compromissos financeiros.

      3. GDF pode buscar outras fontes para capitalizar o banco

      O Distrito Federal também pode recorrer a patrimônio e outras estruturas financeiras para reforçar o capital do BRB.

      O banco trabalha com um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões, que pode ser realizado em etapas à medida que os recursos forem efetivamente incorporados.

      A legislação distrital permite diferentes mecanismos, incluindo utilização e venda de ativos e outras formas de monetização patrimonial.

      Essas alternativas podem complementar o empréstimo do FGC ou diminuir a necessidade de recursos da operação.

      O principal obstáculo é o tempo. Transformar ativos em dinheiro exige avaliações, estruturação e compradores, o que torna difícil substituir rapidamente uma operação de crédito bilionária.

      Caso essas medidas não sejam suficientes, soluções mais profundas, como entrada de novos investidores ou uma reorganização societária, podem ganhar espaço.

      4. Banco Central aparece no cenário mais extremo

      Se as tentativas de capitalização não forem suficientes para recompor a situação patrimonial do BRB, o caso pode avançar para medidas de responsabilidade do Banco Central.

      Antes de uma eventual retirada de uma instituição do mercado, o regulador pode determinar soluções como aporte dos controladores, transferência de controle ou reorganização societária.

      Em situações mais graves, existem regimes como intervenção, Regime de Administração Especial Temporária (Raet) e liquidação extrajudicial.

      Caso Master está na origem da crise

      A necessidade de capitalização surgiu após a exposição do BRB às operações realizadas com o Banco Master.

      O banco estatal informou ter feito cerca de R$ 30 bilhões em negócios com o Master entre 2024 e 2025. A administração estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões em créditos adquiridos estejam ligados a ativos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.

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      El Niño já está em patamar forte e continuará se intensificando, diz agência americana

      Por Jéssica Maes (Folhapress) – O El Niño já está em patamar forte e continuará ganhando intensidade até o final do ano. A afirmação é da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos Estados Unidos, que atualizou nesta quinta-feira (13) a sua análise sobre o fenômeno. A partir de setembro, a agência climática americana prevê 93% de […]
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      Embaixador de Trump acusa colonos israelenses de terrorismo na Cisjordânia

      Mike Huckabee Trump Israel
      O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

      O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, chamou de “terroristas israelenses” os colonos que mantiveram moradores de três casas palestinas cercados em Qusra, na Cisjordânia ocupada. A expressão veio de um aliado de Donald Trump conhecido pela defesa dos assentamentos e foi acompanhada de outra definição: “ato de terror”. Horas depois, o próprio Huckabee começou a reduzir o alcance da condenação. Com informações da AP.

      Durante cinco noites, colonos bloquearam as saídas dos imóveis, cortaram água e eletricidade e impediram que as famílias circulassem com segurança, enquanto diminuíam os estoques de alimentos e água potável. Qusai Abu Rida permaneceu em uma das casas com o filho adolescente e recorreu à água de um poço. Forças israelenses chegaram a intervir, mas os colonos voltaram. Nesta quinta-feira (13), o Exército afirmou ter desmontado dois postos ilegais e detido um israelense.

      Huckabee afirmou que a embaixada americana pedira a atuação do Exército e da polícia de Israel. Disse que os responsáveis eram “terroristas israelenses”, classificou o cerco como “ato de terror” e chamou a intimidação contra a família de “comportamento de bandidos”. Também negou que Washington e a representação diplomática tivessem ignorado o caso.

      This is another lie. @usembassyjlm has been VERY involved & the IDF & Israel Police have gone at our request to remove the Israeli terrorists doing this. The actions of those doing this to this family’s home is criminal. The WH hasn’t “intervened” because we have kept DC… https://t.co/qrfnCYcOtB

      — Ambassador Mike Huckabee (@GovMikeHuckabee) August 13, 2026

      Menos de quatro horas depois, porém, os “terroristas” passaram a ser descritos pelo embaixador como “invasores ilegais”. À tarde, Huckabee foi além: escreveu que os colonos “não são o problema” na região que chamou de “Judeia e Samaria” e usou o rótulo “unsettlers” — algo como “descolonos” — para apresentar os autores do cerco como uma pequena minoria desvinculada do movimento. Em seguida, cobrou da imprensa uma cobertura “equilibrada”.

      Para sustentar essa distinção, Huckabee compartilhou uma reportagem do Jerusalem Post com condenações de líderes de assentamentos. Yisrael Ganz disse que a violência em Qusra “não é o nosso caminho”, enquanto Shai Alon afirmou que os agressores causam danos irreversíveis a Israel e ao movimento. O mesmo Ganz, no entanto, defendeu a continuidade da expansão israelense na Cisjordânia e pediu a revogação dos Acordos de Oslo.

      "Settlers" are not the problem in Judea/Samaria. "Unsettlers" are. Very small minority who do great damage to Palestinian families & to Israel. Real settlers like Ysrael Ganz, Governor of Judea/Samaria condemn the actions of the few. Let's hope the media gives attention to this…

      — Ambassador Mike Huckabee (@GovMikeHuckabee) August 13, 2026

      Qusra registra mais ataques de colonos do que qualquer outra comunidade da Cisjordânia em 2026, segundo a ONU. Autoridades palestinas contabilizam 1.476 ataques desde janeiro. O cerco tampouco é um episódio isolado para Washington, já que em julho, colonos israelenses armados cercaram o deputado americano Ro Khanna por cerca de 90 minutos. O episódio integra um quadro mais amplo de violência de colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia ocupada.

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      EXCLUSIVO CNBC: Cisco vê IA impulsionar novo ciclo de crescimento, diz CEO

      A Cisco está nos estágios iniciais de diferentes ciclos de crescimento, impulsionados pela inteligência artificial, pelos hiperescaladores e pela expansão da demanda de empresas e operadoras de telecomunicações, segundo Chuck Robbins, CEO da companhia. Em entrevista à CNBC, o executivo defendeu os resultados da gigante de tecnologia, destacou o desempenho recorde e afirmou que todas as áreas do negócio contam atualmente com ventos favoráveis.

      As ações da Cisco caem forte em Wall Street, mesmo após a companhia superar as expectativas e projetar resultados acima do previsto. Robbins evitou avaliar diretamente a reação dos papéis. “Não vou comentar sobre o que está acontecendo com as ações. Veremos como as coisas se desenrolam nas próximas semanas, que é quando importa”, afirmou o executivo, antes de ressaltar o desempenho alcançado pela empresa. “Estou orgulhoso da equipe. Tivemos um ano recorde. Trimestre recorde”, acrescentou.

      Resultados acima das expectativas

      O CEO chamou atenção para a diferença entre as projeções dos analistas e o crescimento efetivamente entregue pela Cisco. “Os analistas projetavam um crescimento de 9%. Achei curioso que esperassem apenas 9%. Entregamos 15% e eles perguntaram por que fomos tão conservadores”, relatou Robbins, ao defender os números apresentados pela companhia.

      Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Cisco entra em ‘superciclo’ de redes puxado por IA, diz CEO

      Apesar do desempenho acima do esperado, o executivo explicou que a Cisco prefere adotar alguma cautela no começo do novo exercício. “Nesta época do ano estamos iniciando um novo ano fiscal. Operamos em mercados fantásticos”, destacou, acrescentando que esse também é um momento para “começar o ano sendo um pouco prudentes” diante dos desafios que ainda precisam ser enfrentados.

      A avaliação sobre as perspectivas da companhia, entretanto, permanece positiva. “Se você pensar em todas as áreas do nosso negócio que você acabou de listar, todas elas têm ventos favoráveis agora”, ressaltou Robbins. O CEO acrescentou que a Cisco está “super otimista e satisfeita” com sua posição atual.

      Silicon One fortalece posição em IA

      O desenvolvimento de chips próprios é um dos principais componentes da estratégia da Cisco para capturar o aumento dos investimentos em inteligência artificial. Robbins destacou especialmente o Silicon One, resultado de uma decisão tomada há cerca de dez anos para desenvolver tecnologia própria.

      Leia também: Ações da Cisco disparam 17% após salto em pedidos de IA, apesar de corte de 4 mil empregos

      “Se não tivéssemos nosso silício, pois projetamos o nosso, somos efetivamente uma das três empresas que podem fornecer a camada de rede para esses grandes exercícios de treinamento de IA”, explicou o CEO, ressaltando que a oportunidade também deverá avançar conforme os clientes ampliarem o uso dos modelos. Segundo ele, a Cisco poderá fornecer “a rede que nossos clientes precisarão à medida que avançam na inferência”.

      A estratégia também incluiu aquisições no segmento de tecnologias ópticas. “Tomamos uma decisão sobre algumas aquisições estratégicas em óptica”, lembrou Robbins, ao citar o desempenho da Acacia. “A Acacia teve outro trimestre de US$ 1 bilhão (R$ 5,17 bilhões) em óptica coerente”, destacou.

      Para o executivo, a combinação entre chips próprios, sistemas de rede e tecnologias ópticas tornou-se uma vantagem competitiva diante do crescimento da infraestrutura necessária para a inteligência artificial.

      Cisco garante capacidade de produção

      Robbins também destacou a relação direta mantida pela Cisco com a TSMC e afirmou que a companhia já definiu sua capacidade dedicada para atender às necessidades previstas para o ano.

      Leia também: Ações da Cisco batem recorde pela primeira vez desde a bolha da internet; entenda

      “A estratégia que adotamos de projetar nosso próprio silício, de construir sistemas, manter um relacionamento direto com a TSMC e ter nossa capacidade dedicada já definida para o ano” permite à Cisco enfrentar o aumento da demanda, explicou o executivo. Segundo ele, “já temos os componentes, nosso silício e tudo alinhado para entregar a tecnologia para o número do ano que projetamos”.

      A estrutura também oferece margem para atender uma procura superior às projeções atuais. Robbins afirmou que a companhia está preparada “para ganhos adicionais, caso precisemos”, reforçando que os componentes necessários já estão alinhados com a estratégia para o período.

      O CEO relacionou essa preparação ao desempenho financeiro da companhia. “Acho que o principal é o modelo de negócios que estamos operando agora, com margens operacionais no nível mais alto que talvez já tenhamos visto no quarto trimestre”, observou Robbins, destacando também as perspectivas para as margens e para o lucro por ação.

      Na avaliação do executivo, os resultados validam as escolhas feitas pela empresa. “As decisões de modelo de negócios que tomamos, os negócios que conquistamos dos hiperescaladores e o crescimento que observamos são decisões prudentes”, avaliou.

      Crescimento vai além dos hiperescaladores

      Questionado por Jim Cramer sobre a possibilidade de a Cisco estar sendo beneficiada simultaneamente por diferentes ciclos de investimentos, Robbins indicou que o movimento pode ter continuidade. Para o CEO, “estamos nos estágios iniciais de tudo”, com crescimento aparecendo entre hiperescaladores, operadoras de telecomunicações, empresas e clientes do setor público.

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      O desempenho junto aos maiores clientes de tecnologia é um dos destaques. “A ironia é que nosso negócio de hiperescaladores com todos os quatro grandes cresceu em dígitos triplos”, ressaltou Robbins, ao indicar que a expansão não está limitada a uma base específica do negócio.

      As operadoras de telecomunicações também participam desse movimento. “Você tem um negócio de telecomunicações que as pessoas não achavam que realmente participaria de todo esse ciclo”, afirmou o executivo, acrescentando que “nossos pedidos cresceram mais de 30% no trimestre”.

      O avanço também aparece em outras categorias de clientes. “O corporativo subiu 21%, o público 30%”, enumerou Robbins. Regionalmente, os números apresentados pelo executivo apontaram crescimento de 44% nas Américas, 25% na Europa e 19% na Ásia, reforçando a avaliação de que os atuais vetores de expansão da Cisco estão distribuídos por diferentes áreas do negócio.

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      Lotofácil 3761: prêmio acumula em R$ 5 milhões; veja as dezenas sorteadas

      Nenhuma aposta acertou as 15 dezenas do concurso 3761 da Lotofácil, realizado nesta quinta-feira (13), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 5 milhões para o próximo sorteio, nesta sexta-feira (14).

      As dezenas sorteadas foram:

      01 – 03 – 06 – 09 – 12 – 13 – 14 – 15 – 16 – 17 – 18 – 21 – 23 – 24 – 25

      Rateio da Lotofácil

      Apesar de não haver ganhadores na faixa principal, 145 apostas acertaram 14 dezenas e vão receber R$ 2.361,37 cada.

      Na faixa de 13 acertos, 6.559 apostas foram premiadas com R$ 35 cada. Outros 87.526 jogos fizeram 12 pontos e vão receber R$ 14 por aposta.

      Já na faixa de 11 acertos, 491.326 apostas ganhadoras receberão R$ 7 cada.

      Próximo sorteio

      Com a ausência de acertadores das 15 dezenas, a estimativa de prêmio para o próximo concurso é de R$ 5 milhões.

      O próximo sorteio da Lotofácil será realizado nesta sexta-feira (14). Segundo os dados oficiais da Caixa, o valor acumulado para o próximo concurso é de R$ 1.632.976,07.

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      Sadi ataca o “sistema” e o STF no caso do blogueiro do Maranhão e faz a festa dos bolsonaristas

      Andréia Sadi, da GloboNews

      No programa Estúdio i, da GloboNews, a apresentadora Andréia Sadi comentou a operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra bandidos que perseguem o ministro Flávio Dino no Maranhão. A diatribe de Sadi fez a festa da extrema-direita com todo um ataque ao “sistema”, essa palavrinha mágica sobre a qual os fascistas se refestelam como porcos na lavagem da democracia.

      “O Supremo Tribunal Federal, como guardião da Constituição, promove esse ato que — como estamos vendo e conforme venho dizendo aqui —, na minha opinião, tem um objetivo final totalmente diferente: eles estão nos testando. Sim, estão testando. Mas os nervos estão à flor da pele desde o caso Master, momento em que foram levados para dentro desse processo. O tempo todo, o que se vê é o sistema atuando em favor do próprio sistema, do qual eles fazem parte. Tenho falado sobre isso aqui. Da mesma forma, Octávio [Guedes}, quando você e a Flávia [Oliveira] abordam a questão do diploma jornalístico, vale lembrar que há muitos jornalistas diplomados que, ‘entre aspas’, já não exercem o jornalismo”, disse.

      “Isso ocorre porque não há como flexibilizar essa discussão; esse debate só tem um caminho: defender o que está na Constituição. O artigo 5º, inciso XIV, é extremamente claro. Se estivesse escrito em russo, ainda assim seria transparente para nós, jornalistas. Portanto, investigar é necessário? Obviamente. Deve-se apurar se há alguém monitorando um ministro do Supremo ou qualquer indivíduo que se sinta perseguido? Com certeza. O que não é cabível é realizar essa investigação violando o direito e a garantia constitucional de um jornalista.”

      ANDRÉIA SADI DETONA O STF E JORNALISTAS QUE DEFENDERAM A OPERAÇÃO CONTRA FONTE DE JORNALISTA AUTORIZADA POR MORAES:

      “Eles estão testando, com os nervos à flor da pele desde o caso Master, onde foram levados para dentro do caso por eles. É o sistema atuando pelo sistema, e eles… pic.twitter.com/cJUit7F8C7

      — Pri (@Pri_usabr1) August 13, 2026

      O caso investigado pela PF e o “sistema”

      O discurso de Sadi ocorreu no contexto da operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da Polícia Federal e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O alvo da ação foi Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública e de Assuntos Legislativos do Maranhão.

      Cutrim, segundo a Polícia Federal, violou sistemas de acesso restrito para monitorar carros e trajetos feitos pelo ministro Flávio Dino e repassá-los a um comunicador local, é alvo de investigação por suspeita de oferecer propina para ocultar o nome de políticos do Estado no caso do assassinato de um empresário em 2022.

      As informações foram repassadas ao jornalista e blogueiro Luís Pablo, que publicou reportagens sobre o tema a partir de novembro de 2025. Em março de 2026, a PF apreendeu celulares, notebook e pendrive de Luís Pablo, ação que levou os investigadores até o nome de Cutrim.

      Segundo registros disponíveis na plataforma Jusbrasil, na seção de “diários oficiais”, Luís Pablo aparece como réu em mais de 350 processos. Os processos, porém, não tratam todos de acusações de extorsão.

      Em dezenas desses casos, há registros de condenações relacionadas ao não pagamento de salários e de direitos trabalhistas. Em 2017, ele foi preso junto com o pai e um irmão, também blogueiros, sob suspeita de cobrar dinheiro de pessoas investigadas para não divulgar informações obtidas clandestinamente. Em 2019, foi condenado por difamação contra três desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão, em razão de publicações feitas em seu site.

      A afiliada da Globo no Maranhão contou a história do sujeito. Mas o problema é “sistema”, parceiro. Sacou?

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      Ações do Reddit disparam após a inclusão no índice S&P 500

      As ações do Reddit subiram 11% no pregão estendido desta quinta-feira, após a empresa de mídia social ser incluída no S&P 500.

      A companhia passará a integrar o índice em 18 de agosto, substituindo a AvalonBay Communities, segundo comunicado da S&P Dow Jones Indices.

      As empresas frequentemente registram valorização de suas ações quando são adicionadas a grandes índices, já que gestores de fundos que acompanham esses indicadores precisam comprar os papéis para refletir as mudanças em suas carteiras.

      O Reddit, que reúne fóruns online sobre milhares de assuntos, será apenas a segunda empresa de mídia social pura a fazer parte do S&P 500. A outra é a Meta, uma das empresas mais valiosas do mundo.

      Pinterest e Snap abriram capital antes do Reddit, mas possuem valor de mercado menor. O Twitter também integrou o S&P 500 até ser adquirido por Elon Musk, em 2022. A empresa passou a se chamar X e atualmente pertence à SpaceX.

      O Reddit divulgou seus resultados do segundo trimestre no fim de julho e registrou o oitavo trimestre consecutivo com crescimento de receita superior a 60%. Apesar disso, as ações despencaram depois que a empresa informou aos investidores que suas “referências de busca estavam instáveis”, aumentando as preocupações sobre a dependência do Reddit em relação ao Google para atrair novos usuários.

      O CEO do Reddit, Steve Huffman, atribuiu a volatilidade nas buscas ao avanço do Google com os AI Overviews, ferramenta baseada em inteligência artificial generativa.

      Nas mudanças anunciadas nesta quinta-feira, a Sun Communities também passará a integrar o S&P MidCap 400, substituindo a Webster Financial.

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      “Socialismo ou morte”: 100 anos de Fidel, e por que o legado de Cuba derrotará a barbárie imperialista

      Fidel Castro Cuba
      Escola em Havana com posters em homenagem aos 100 anos de Fidel Castro. Foto: Norlys Perez/Reuters

      Cuba e o mundo marcam hoje os 100 anos do nascimento de Fidel Castro (13 de agosto de 1926, Birán), em meio ao cerco mais duro de Washington desde o Período Especial. Marco Rubio prepara o que fica explícito como uma tentativa de estrangulamento final da realidade revolucionária que persiste há décadas em Cuba.

      Antes da Revolução, Cuba era uma quase-colônia americana sob a ditadura de Fulgencio Batista, instituída em um golpe de Estado em 1952, comandado por Washington. O capital estrangeiro, sobretudo dos EUA, controlava a maior parte da economia, incluindo usinas de açúcar, terras, serviços públicos, telefonia, eletricidade e bancos. Havana era o parque de diversões da máfia norte-americana (Meyer Lansky), com cassinos, prostituição e jogo. No campo, latifúndio, desemprego sazonal e miséria; o analfabetismo rondava um quarto da população, com pouca escolaridade e serviços de saúde precários fora das cidades.

      A barbárie imperialista

      É a essa “ordem pré-revolucionária” que Washington quer retornar. O bloqueio dos EUA, com 64 anos, foi levado a níveis inéditos no segundo mandato de Trump, sob Marco Rubio no Departamento de Estado, e a tomada de Cuba vem sendo construída peça por peça. No primeiro dia exato do segundo mandato, 20 de janeiro de 2025, Trump designou Cuba como State Sponsor of Terrorism (SST). A consequência mais decisiva e cruel da designação encontra-se no efeito dissuasório sobre o sistema financeiro global. A designação aciona o regime de sanções secundárias — o instrumento que estende a jurisdição americana ao planeta inteiro. Qualquer banco, seguradora, armador, empresa ou governo que negocie com Cuba passa a arriscar ser cortado do sistema financeiro dos Estados Unidos e tratado como cúmplice de terrorismo.

      Esse cerco econômico e financeiro se articula a uma estratégia mais ampla de repressão e contenção política. A Estratégia Nacional de Contraterrorismo de 2026 de Trump fundiu, pela primeira vez, três categorias de “ameaça terrorista”: narcoterroristas/gangues transnacionais, jihadistas legados e — inédito — “extremistas violentos de esquerda”. É hoje o arcabouço que enquadra governos latino-americanos não alinhados, enquanto Guantánamo, o SOFA no Paraguai, o FBI no Equador e as bases argentinas se tornam “equivalentes funcionais” das bases dos EUA no Golfo.

      Os Estados Unidos querem deixar claro que a ameaça militar a Cuba é permanente. Em meio aos navios de guerra no Caribe e às execuções extrajudiciais, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, discursando na base naval de Guantánamo — território cubano ocupado ilegalmente — ameaçou Cuba diretamente: “Seria imprudente para o governo cubano tentar adquirir ou obter acesso ao tipo de armas que poderiam alcançar esta base ou o território americano. Estariam convidando o tipo de confronto que não apenas não desejam, mas não poderiam suportar.”

      Paralelamente, Rubio amplia vetos de visto ligados às missões médicas cubanas, mirando autoridades de cerca de 50 países que recebem médicos cubanos, sob a alegação de “trabalho forçado”.

      Rubio sancionou, dois meses depois, cinco entidades (Tecnoimport, União da Indústria Militar/UIM, EMI Yuri Gagarin e mais duas) e oito autoridades (o ministro da Defesa, Álvaro López Miera, e o chefe do Estado-Maior, Roberto Legrá Sotolongo, entre outros), alegando aquisição de equipamento militar da Rússia e da China.

      Cuba Fidel Castro
      Evento de comemoração do governo cubano em homenagem ao centenário de Fidel Castro. Foto: Norlys Perez/Reuters

      O mundo a partir dos olhos da Revolução Cubana e a audácia revolucionária de Fidel

      Cuba, no entanto, nunca se entregou. Fidel sempre deixou claro que as aberturas (turismo, capital estrangeiro em setores selecionados) eram ditadas pela necessidade histórica, e não por um abrandamento da convicção socialista — exatamente a lógica que Cuba retoma hoje nas reformas de 2026. Díaz-Canel, no ato central, resumiu seu argumento: “O socialismo não é um dogma, mas uma ciência em construção, que deve ser adaptada às realidades concretas.”

      Fidel soube ler o momento histórico e a oportunidade e, depois, soube adaptar a estratégia sem abrir mão do princípio. A Revolução trouxe consigo uma taxa de alfabetização superior a 99%. A expectativa de vida e a mortalidade infantil em Cuba tornaram-se melhores que as dos Estados Unidos, e Cuba acumula mais médicos enviados ao exterior do que OMS + UNICEF + MSF somados em missões de solidariedade.

      Para além da libertação nacional de Cuba, o internacionalismo genuíno — “a pátria era a humanidade” — segue coerente até hoje. Cuba enviou tropas para defender a Angola independente contra as invasões da África do Sul do apartheid. Cerca de 9.000 soldados cubanos de elite, com tanques e aviação, detiveram e derrotaram as forças sul-africanas, forçando a retirada da África do Sul de Angola e da Namíbia e acelerando a independência namibiana e o fim do apartheid. Cuba diz que mais de 300 mil voluntários serviram em Angola ao longo do período; um monumento em Pretória honra 2.070 soldados cubanos mortos. As palavras de Mandela selam o legado: “Quando procurávamos os governos ocidentais, éramos recebidos por funcionários de baixo escalão. Quando visitamos Cuba, fomos recebidos pelas mais altas autoridades, que de imediato ofereceram tudo o que quiséssemos e precisássemos.”

      Fidel apoiou a Revolução Sandinista (1979), enviando professores, médicos e assessores. Apoiou também processos em El Salvador, Granada e a esquerda latino-americana em geral. Fidel acompanhou e estimulou a trajetória de Lula e do PT. Diante da derrota de 1989 para Collor, Lula pensou em desistir, e Fidel viu isso como um aviso para continuar — a vez em que um operário metalúrgico chegou mais perto da Presidência.

      Fidel convidou o mundo a ver a si mesmo com outros olhos, livre da opressão, da competição e da humilhação capitalista. Testou na prática a solidariedade entre os povos, foi inúmeras vezes vitorioso nas lutas de libertação. Mostrou que o socialismo é real, possível, mas tem um grande desafio: o cerco da barbárie capitalista em queda livre.

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      Janones acusa Flávio Bolsonaro de forjar filiação fake para atacar Justiça Eleitoral

      Janones
      O deputado federal, André Janones (REDE-MG). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

      O deputado federal André Janones (Avante-MG) acusou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter encenado a própria filiação ao Partido Missão para descredibilizar a Justiça Eleitoral. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (13), Janones disse que o senador teria pago alguém para incluí-lo em outra legenda, mas não apresentou provas da acusação.

      A declaração foi feita após Flávio aparecer como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral, o que impediu inicialmente o registro de sua candidatura à Presidência pelo PL. Janones afirmou que o episódio repetiria, segundo sua versão, a estratégia usada pela família Bolsonaro após a facada contra Jair Bolsonaro em 2018.

      O TSE informou que a filiação não foi resultado de ataque ao sistema eleitoral. Segundo o tribunal, o registro foi feito por alguém que tinha credenciais do Partido Missão para efetivar filiações, e não por uma invasão à plataforma da Justiça Eleitoral.

      Todo mundo sabe o que aconteceu. O próprio Flávio pagou alguém pra filiar ele em outro partido para tentar tentar descredibilizar a justiça eleitoral. Seguiram o mesmo roteiro da facada forjada em 2018 pra eleger Bolsonaro. Só que dessa vez deu ruim pra eles. Isso é só uma…

      — André Janones (@AndreJanonesMG) August 13, 2026

      A filiação de Flávio ao PL foi retomada pelo TSE após a checagem do caso, permitindo que o senador voltasse a constar na legenda pela qual pretende disputar a Presidência. A informação do tribunal, no entanto, não identifica quem usou as credenciais do Missão nem atribui a operação a Flávio Bolsonaro.

      Ao final, Janones afirmou que jogará “com todas as armas” para “exterminar esses vermes”.

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      Tarcísio abre investigação após PM perseguir motorista de Haddad

      Tarcísio Haddad
      Os candidatos ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Renato Pizzutto/Band

      O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta quinta-feira (13) a abertura de um inquérito policial para apurar a denúncia de que o motorista de Fernando Haddad (PT) teria sido perseguido por uma viatura da Polícia Militar após deixar o candidato em casa.

      Tarcísio afirmou que o caso será tratado “tecnicamente” e que a apuração reunirá imagens de mais de 40 câmeras para reconstruir o trajeto do motorista. O governador disse ainda que o funcionário será chamado a prestar esclarecimentos formais durante o inquérito.

      Haddad relatou que o motorista foi seguido de forma ostensiva e intimidatória por policiais na noite de terça-feira (11). Segundo a versão inicial apresentada à PM, ele teria entrado em um hotel durante o trajeto para se afastar da viatura.

      ➡️ Tarcísio diz que vai abrir inquérito para apurar episódio de Haddad com PM pic.twitter.com/ahma5VlB60

      — Metrópoles (@Metropoles) August 13, 2026

      O inquérito deverá reunir as imagens já levantadas pela polícia, o depoimento formal do motorista e outros elementos sobre o trajeto percorrido depois que ele deixou Haddad em casa. A investigação foi anunciada após o caso ganhar repercussão durante a disputa pelo Governo de São Paulo.

      Na quarta-feira (12), o PT apresentou uma Notícia de Fato à Procuradoria Regional Eleitoral e pediu a abertura de um Procedimento Preparatório Eleitoral para investigar o episódio.

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      Operação Arena: de carros de luxo a obras de arte, veja os itens apreendidos na casa de Nelson Wilians

      A Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13), chegou à residência do advogado Nelson Wilians, em São Paulo. Durante o cumprimento do mandado, carros de luxo e obras de arte foram registrados no imóvel. Entre eles estão uma Ferrari amarela e veículos da Rolls-Royce.

      Os itens fazem parte do cenário encontrado pelos agentes durante a busca. A operação, no entanto, tem como objetivo principal investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionado ao mercado de apostas esportivas e jogos de azar.

      A Justiça Federal da Paraíba autorizou 17 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores ligados aos investigados.

      Leia também: Quem é Nelson Wilians, advogado alvo da Operação Arena da Polícia Federal

      Ferrari e Rolls-Royce aparecem na residência

      Entre os bens de luxo registrados durante a operação estão uma Ferrari amarela e veículos da Rolls-Royce. Os carros aparecem no material relacionado à ação realizada na residência de Nelson Wilians, um dos alvos da investigação.

      Além dos automóveis, obras de arte também estavam no imóvel. Os registros mostram parte do patrimônio encontrado pelos agentes durante o cumprimento do mandado em São Paulo.

      Operação Arena: de Ferrari a Rolls-Royce, veja os itens de luxo apreendidos na casa de Nelson Wilians

      Os veículos e as peças de arte, portanto, fazem parte dos bens que aparecem no contexto da operação. Já as medidas de apreensão e sequestro determinadas pela Justiça abrangem os patrimônios relacionados à investigação, conforme a análise das autoridades.

      Operação Arena: de Ferrari a Rolls-Royce, veja os itens de luxo apreendidos na casa de Nelson Wilians

      O que a Polícia Federal apreendeu

      A Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços de cinco estados: Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal da Paraíba.

      Além das buscas, a decisão judicial determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores. Além disso, a medida tem como objetivo preservar recursos e patrimônios que possam estar relacionados aos fatos investigados.

      Durante a operação, a Polícia Federal e a Receita Federal também atuaram na coleta de documentos e outros elementos que podem ajudar a reconstruir a movimentação financeira do grupo investigado.

      Leia também: Operação Arena: entenda investigação que mira esquema de apostas e lavagem de dinheiro

      Operação Arena investiga dinheiro de apostas esportivas

      A investigação mira um grupo empresarial ligado à exploração de apostas esportivas e jogos de azar. De acordo com a investigação, os envolvidos teriam utilizado uma estrutura formada por empresas no Brasil e no exterior para movimentar recursos e dificultar a identificação de sua origem e destino..

      A apuração também envolve possíveis crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além disso, os investigadores apontam que parte das operações financeiras teria passado por diferentes empresas e estruturas antes de chegar aos beneficiários finais.

      Além disso, a PF investiga operações envolvendo instituições de pagamento, câmbio e ativos digitais. A Receita Federal participa da apuração para verificar possíveis irregularidades tributárias e financeiras.

      Nelson Wilians está entre os alvos da Operação Arena

      A residência de Nelson Wilians foi um dos endereços visitados pela Polícia Federal durante a Operação Arena. Nesse sentido, o advogado aparece entre os alvos das medidas autorizadas pela Justiça.

      A investigação também analisa a relação profissional de Wilians com empresas do setor de apostas. Entre elas está a PixBet, para a qual o escritório Nelson Wilians Advogados presta serviços jurídicos.

      A defesa sustenta que a relação é exclusivamente profissional e afirma que a atuação do escritório não representa participação nas atividades empresariais ou financeiras dos clientes.

      Bens fazem parte da apuração

      A presença de carros de luxo e obras de arte na residência ganhou destaque entre os elementos registrados durante a operação. A Ferrari amarela e os veículos da Rolls-Royce estão entre os bens que aparecem no material relacionado à busca.

      Leia também: Movimentação bilionária, stablecoins e contas no exterior: o fluxo que levou a PF até Nelson Wilians

      Ao mesmo tempo, a investigação da PF vai além do patrimônio localizado no endereço. Os agentes procuram entender o caminho percorrido pelos recursos e identificar possíveis conexões entre empresas, contas e operações financeiras no Brasil e no exterior.

      Com o avanço da análise dos materiais recolhidos e das movimentações financeiras, a Operação Arena deverá esclarecer a origem dos recursos e a eventual participação de cada investigado. Até o momento, o caso segue em apuração e não representa condenação dos envolvidos.

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      EXCLUSIVO CNBC: Gargalos migram para terra e pressionam fretes globais, diz CEO da Maersk

      Os principais gargalos da cadeia global de transportes estão deixando de se concentrar na disponibilidade de navios e avançando para portos, rodovias, ferrovias e outras infraestruturas terrestres, avalia Vincent Clerc, presidente-executivo da Maersk. Em entrevista à CNBC, o executivo afirmou que a demanda permanece surpreendentemente resistente mesmo diante das recentes turbulências geopolíticas e comerciais, contribuindo para congestionamentos e para a elevação dos fretes.

      Clerc destacou que o último trimestre foi marcado por diferentes choques, da guerra no Oriente Médio às novas tarifas dos Estados Unidos, sem que isso provocasse uma retração significativa nos volumes transportados.

      “O ponto principal para mim sobre o que está acontecendo agora nos mercados de transporte é a incrível resiliência da demanda e da economia, o que levou os volumes a continuarem completamente inabalados por qualquer uma dessas interrupções”, afirmou.

      Leia também: Maersk eleva projeções para 2026 com melhora dos resultados e do cenário operacional

      O resultado dessa resistência, segundo o executivo, começa a aparecer fora dos oceanos. “Estamos observando cada vez mais gargalos no transporte terrestre, seja na África, na Europa ou na América Latina, que estão causando congestionamentos e elevando as taxas de frete”, ressaltou.

      Infraestrutura terrestre chega ao limite

      Durante anos, a capacidade do comércio marítimo foi analisada principalmente pela relação entre quantidade de navios disponíveis e número de contêineres necessários. Clerc avalia que essa lógica está mudando.

      “Acho que o que estamos vendo agora é como resultado do subinvestimento em infraestrutura terrestre nos últimos 15 anos e do crescimento contínuo nos volumes comercializados”, explicou. “Estamos começando a chegar e a esticar as limitações do que o lado terrestre pode realmente suportar”, acrescentou.

      Leia também: Demanda de contêineres e aumento nas taxas do mercado faz Maersk elevar o guidance para 2026

      O problema envolve tanto terminais quanto infraestrutura de transporte no interior dos países. Na Europa, por exemplo, os baixos níveis de água do Rio Reno reduzem a capacidade das vias navegáveis e transferem uma parcela maior das cargas para as rodovias.

      Clerc também citou dificuldades no Canal do Panamá e limitações na disponibilidade de transporte rodoviário em diferentes mercados.

      “Tudo isso está, de fato, começando a criar um cenário mais favorável para as taxas de frete e levará algum tempo para recuperar 15 anos de falta de investimento”, pontuou.

      Para o executivo, enquanto a demanda permanecer resistente, os gargalos deverão surgir em diferentes pontos da cadeia, ser solucionados e posteriormente reaparecer em outros locais. “Veremos volatilidade, com certeza. Mas veremos cada vez mais esses gargalos aparecendo, sendo resolvidos e reaparecendo novamente”, afirmou.

      Leia também: Maersk mantém desvio do Estreito de Ormuz em meio à volatilidade no Oriente Médio

      Excesso de navios perde peso no cenário

      A grande quantidade de embarcações encomendadas pela indústria ainda representa um risco de excesso de capacidade marítima, especialmente se rotas atualmente afetadas por interrupções voltarem à normalidade.

      Clerc reconheceu que a carteira de pedidos permanece elevada, mas argumentou que a capacidade dos navios deixou de ser o único fator determinante para as perspectivas do setor.

      “Acredito que o que observamos é que o gargalo na cadeia de suprimentos está se deslocando da capacidade marítima para a capacidade de transporte terrestre”, destacou.

      Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Maersk vê custo extra de US$ 500 milhões por mês com guerra no Irã

      Com uma demanda forte, essa mudança pode criar um ambiente mais favorável para o transporte global no próximo ano, segundo o executivo.

      IA e transição energética mudam cargas

      Outra transformação identificada pela Maersk está no tipo de mercadoria transportada nos contêineres. Parte importante da força atual do comércio vem das exportações chinesas, mas Clerc observa que o crescimento não está concentrado apenas nos tradicionais bens de consumo.

      “Grande parte ou a maior parte da força que observamos neste mercado deve-se às exportações chinesas e não tanto em bens de consumo, mas mais em bens de infraestrutura”, apontou.

      Entre essas cargas estão produtos relacionados à eletrificação, transição energética, centros de dados e grandes projetos de infraestrutura necessários para atender ao aumento da demanda mundial por energia.

      Leia também: Ações da Maersk caem após CEO alertar que guerra com Irã terá impacto maior nos próximos meses

      “Conforme isso se desenrola, acredito que também estamos observando o conteúdo dos contêineres mudar gradualmente de bens de consumo para mais infraestrutura, o que é mais resiliente ao ciclo econômico”, explicou Clerc.

      Para o executivo, essa transformação representa uma notícia positiva para a Maersk e para o setor de transportes.

      Baixo nível do Reno reforça alerta

      As condições do Rio Reno, uma das principais artérias logísticas da Europa, exemplificam os desafios que devem exigir novos investimentos. Clerc afirmou que períodos de níveis insuficientes de água têm se tornado mais frequentes em meio às mudanças climáticas.

      “É muito pouco provável que o rio Reno, caso não tomemos nenhuma atitude, possa continuar a ser a artéria de transporte que tem sido nas últimas décadas”, alertou.

      Segundo ele, será necessário administrar os níveis de água de maneira diferente ou criar alternativas ferroviárias e rodoviárias capazes de absorver as cargas.

      Leia também: Maersk diz que navio atravessou o Estreito de Ormuz sob proteção militar dos EUA

      As limitações já provocam aumento do tempo de permanência dos contêineres nos terminais. “É muito difícil encontrar maneiras de levar os contêineres ao seu destino final. Isso impulsiona as dinâmicas que vocês veem hoje”, explicou.

      Para Clerc, a resposta exigirá investimentos tanto nos terminais quanto nas conexões terrestres. “Nós vamos precisar de investimentos em capacidade de terminais e também no interior para lidar com o nível de comércio que estamos vendo agora”, frisou.

      “A resiliência da economia é um bom indicador de que não há tempo a perder”, concluiu.

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      EUA planejam ataques contra narcotraficantes na América Latina: “Onde quer que trafiquem drogas”

      Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, no Panamá. Foto: Aris Martinez/REUTERS

      Os Estados Unidos planejam ampliar para operações em terra a campanha militar contra organizações do narcotráfico na América Latina. A estratégia prevê ações contra grupos considerados ameaças aos EUA e a países aliados, em uma expansão da ofensiva que já ocorre contra supostas embarcações usadas para o tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

      A informação foi dada pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante uma visita ao Panamá. Segundo ele, Washington pretende levar para o território continental da América Latina a mesma capacidade operacional empregada nos ataques contra as chamadas “narcolanchas”.

      “Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, essas organizações são um alvo, assim como o Estado Islâmico ou a Al Qaeda”, afirmou Hegseth.

      Vestindo uma camiseta verde-oliva e cercado por militares, o chefe do Pentágono disse que os Estados Unidos trabalham com países aliados para realizar operações terrestres contra organizações que Washington classifica como organizações terroristas designadas.

      Hegseth citou especificamente Equador e Colômbia como parceiros nos preparativos para levar a ofensiva aos territórios onde atuam grupos do narcotráfico.

      EUA querem repetir ataques realizados no Caribe e no Pacífico

      De acordo com o secretário de Defesa, os EUA esperam, no curto prazo, desenvolver com os países aliados uma “capacidade operacional” semelhante à utilizada nos ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas.

      “Será o mesmo efeito em terra”, afirmou Hegseth. “Por isso estamos trabalhando com Equador, Colômbia e outros parceiros para levar a luta às DTO [organizações designadas terroristas] em terra.”

      A campanha militar americana contra supostas embarcações do narcotráfico começou em setembro de 2025 e, segundo os dados apresentados na reportagem, já deixou ao menos 215 mortos em ataques realizados no Caribe e no Pacífico Oriental.

      As operações provocaram críticas de juristas e organizações de direitos humanos, que questionam a legalidade dos ataques e afirmam que alguns deles podem configurar execuções extrajudiciais.

      Hegseth, porém, defendeu abertamente a estratégia letal.

      “Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados. Vamos destruir estas redes com todas as capacidades do governo americano.”

      Out with our warriors at the Jungle Operations Training Center in Panama.

      No environment is too harsh, no terrain too tough. Incredibly proud of these lethal joint and partner forces. pic.twitter.com/cJHqoepLY9

      — Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) August 13, 2026

      Aliança de 19 países contra os cartéis

      Os planos fazem parte da Coalizão Anticartéis das Américas, uma aliança liderada pelo governo de Donald Trump que reúne 19 países.

      Entre os participantes estão Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru. O México, apesar de abrigar alguns dos grupos criminosos mais poderosos da região, não integra a coalizão.

      Durante sua passagem pelo Panamá, Hegseth participou de exercícios militares realizados anualmente no país com a participação de cerca de 20 nações.

      O secretário afirmou que a ofensiva poderá alcançar qualquer lugar onde organizações de tráfico de drogas estejam operando.

      Entre os grupos e atividades mencionados por Hegseth estão redes de tráfico de cocaína, o comércio de fentanil no México e remanescentes de guerrilhas colombianas.

      A declaração representa uma ampliação significativa da atuação militar americana contra o narcotráfico na América Latina e abre a possibilidade de operações terrestres dos EUA e de seus aliados contra grupos classificados por Washington como organizações terroristas.

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      Auditores militares relatam ao TCU pressão para ‘suavizar’ auditorias no Exército

      Por Cleber Lourenço Militares que atuam no sistema de controle interno das Forças Armadas relataram ao Tribunal de Contas da União (TCU) ter sofrido pressão para alterar, retirar ou suavizar achados de auditorias. Os relatos mais contundentes partiram de integrantes do Exército e incluem referências a “orientações estilo ‘deixa disso’” quando os trabalhos apontavam para […]
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      TST define novo critério para decidir qual Justiça que julga saque do FGTS

      fgts
      O Tribunal Superior do Trabalho (TST) alterou a regra que define qual ramo da Justiça deve julgar ações sobre saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Pela nova orientação, o motivo pelo qual o trabalhador busca retirar o dinheiro passa a determinar o caminho processual do pedido. Pedidos ligados ao fim ou […]
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      Durigan diz que lei do combustível deve poupar R$ 10 bi em 2027

      durigan, ministro da fazenda
      O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que os mecanismos de contenção incluídos na lei que autoriza o governo a usar receita extra da venda de petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis devem cortar cerca de R$ 10 bilhões das despesas obrigatórias em 2027. O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional nesta quarta-feira (12). Segundo […]
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      Grupo Mateus eleva margem Ebitda e lucra R$ 237 milhões no 2º trimestre

      O Grupo Mateus registrou lucro líquido de R$ 237 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 11,2% em relação aos três primeiros meses do ano. A margem líquida ficou em 2,4%, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (13).

      A receita líquida consolidada somou R$ 9,9 bilhões, avanço de 4,8% na comparação com o primeiro trimestre. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o indicador chegou a R$ 19,3 bilhões.

      Segundo a companhia, o desempenho no semestre foi impulsionado pela consolidação do Novo Atacarejo, pela abertura de 25 lojas nos últimos 12 meses e pelo crescimento das vendas nas operações de atacado B2B e Eletro.

      Leia também: Nubank supera US$ 1 bilhão de lucro pela primeira vez e amplia receita, clientes e crédito

      Margem Ebitda sobe para 6,9%

      O Ebitda pós-IFRS 16 atingiu R$ 681,6 milhões entre abril e junho, alta de 25,5% frente ao primeiro trimestre de 2026.

      Com o avanço do resultado operacional, a margem Ebitda passou para 6,9%, expansão de 1,1 ponto percentual na comparação trimestral.

      A melhora da rentabilidade foi acompanhada pela redução das despesas operacionais, que recuaram 1,3% ante os três primeiros meses do ano. As despesas passaram a representar 16,4% da receita líquida, queda de 1 ponto percentual.

      Leia também: Lenovo tem receita recorde de US$ 26,9 bilhões com avanço de IA

      Grupo chega a 234 lojas

      A expansão da rede continuou no segundo trimestre, com a inauguração de seis lojas de varejo alimentar. Ao final de junho, o Grupo Mateus possuía 234 unidades em operação.

      A empresa também entrou em um novo segmento com a abertura da primeira unidade da Mix Toureiro Farma, marcando sua estreia no mercado farmacêutico. Segundo o grupo, a iniciativa faz parte da estratégia de diversificação dos formatos de operação.

      Desde a realização de sua oferta pública inicial de ações (IPO), a companhia afirma ter gerado mais de 40 mil empregos.

      Leia também: Maersk eleva projeções para 2026 com melhora dos resultados e do cenário operacional

      Integração do Novo Atacarejo avança

      No trimestre, o Grupo Mateus também deu continuidade à integração das operações do Novo Atacarejo, concluindo a unificação das bandeiras em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

      A estratégia busca fortalecer a marca Novo Atacarejo no Nordeste, além de simplificar a proposta comercial e ampliar a captura de sinergias e os ganhos de eficiência operacional.

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      Brasil inicia processo de reciprocidade contra tarifaço dos EUA e pede consultas

      Lula
      Por Jamil Chade e Schirlei Alves O governo brasileiro deu início nesta quinta-feira (13) ao processo de reciprocidade contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e notificou o governo de Donald Trump para solicitar consultas diplomáticas. A medida abre o rito previsto na Lei da Reciprocidade Econômica, mas não significa que o […]
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      Datafolha aponta Ciro Gomes com 52% no Ceará, 19 pontos à frente de Elmano

      Elmano de Freitas Ciro Gomes
      Os candidatos ao governo do Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB). Foto: Fco Fontenele/O POVO/Eduardo Anizelli/Folhapress

      Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa pelo Governo do Ceará com 52% das intenções de voto, contra 33% do governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (13). A vantagem do ex-governador é de 19 pontos percentuais no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores.

      Pedro Brito (Novo), Delegado Huggo (Missão) e Danilo Soares (Democrata) marcaram 1% cada. Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não pontuaram; brancos, nulos ou nenhum somaram 7%, e 4% não souberam responder. Pedro Brito deixou a disputa após o registro do levantamento, e o Novo lançou Vera Lúcia como candidata ao governo.

      Na pesquisa espontânea, Ciro foi citado por 28% dos entrevistados e Elmano por 20%, enquanto 43% disseram não saber em quem votar. Camilo Santana (PT), que não é candidato, apareceu com 2%. O dado mostra que os dois principais nomes já concentram as lembranças do eleitorado, mas que a corrida ainda tem espaço para disputa.

      Em uma simulação de segundo turno, Ciro venceu Elmano por 55% a 37%. Brancos e nulos foram 5%, e 3% não souberam responder. A pesquisa ouviu 1.022 eleitores em 51 municípios cearenses entre segunda-feira (10) e quarta (12), tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

      O levantamento também aponta maior rejeição a Elmano: 35% disseram que não votariam no petista de jeito nenhum. Ciro foi rejeitado por 21%. Delegado Huggo marcou 19%, Zé Batista, 18%, Pedro Brito, 17%, Danilo Soares, 15%, e Serley Leal, 11%.

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      Mendonça diz ao ICL que não negocia condições de delação com advogados de Vorcaro

      André Mendonça e Daniel Vorcaro
      Por Cleber Lourenço O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ao ICL Notícias que não negocia condições para acordos de colaboração premiada com advogados. A manifestação ocorre após Daniel Bialski, novo advogado do banqueiro Daniel Vorcaro, pedir uma audiência com o relator das investigações sobre o Banco Master na Corte. Procurado pelo […]
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      Brasil adota reciprocidade contra EUA

      Leia a nota oficial do Governo federal informando que abriu processo de reciprocidade contra o tarifaço dos EUA

      Nota à imprensa sobre a abertura de processo de reciprocidade relativo às tarifas impostas pelos Estados Unidos

      O governo brasileiro informa que deu início a análise de pleito ordinário de enquadramento, sob a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), das medidas unilaterais adotadas pelo governo dos Estados Unidos da América no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio daquele país. 

      Nesta data, 13/08/2026, seguindo o rito previsto no Decreto nº 12.551, de 2025, a Secretaria-Executiva da Camex compartilhou o pleito com os demais membros do ComitêExecutivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

      Em cumprimento ao artigo 16 do referido Decreto, o Ministério das Relações Exteriores está notificando o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas. O processo de análise do pleito de reciprocidade seguirá os ritos previstos no Capítulo V do Decreto.

      As consultas diplomáticas, que visam mitigar ou anular os efeitos das medidas e das contramedidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica, reforçam a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo e a negociação em suas relações internacionais.

      Ao longo do último ano, o governo brasileiro atuou consistentemente junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301, e apresentou evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio do Brasil.

      lei-da-reciprocidade-autoriza-adocao-de-medidas-comerciais-em-razao-de-praticas-estrangeiras-que-impactem-negativamente-a-competitividade-brasileira-foto-ricardo-stuckert-pr-tvt-news
      Lei da Reciprocidade autoriza adoção de medidas comerciais em razão de práticas estrangeiras que impactem negativamente a competitividade brasileira. Foto: Youtube Gov BR/Reprodução. Foto: Ricardo Stuckert/PR

      As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis.

      O governo do Brasil seguirá atuando para reduzir os danos causados pelas tarifas dos Estados Unidos à economia e à renda dos brasileiros.

      Continuaremos a defender o multilateralismo e a reforma da Organização Mundial de Comércio (OMC), e seguiremos trabalhando pela diversificação de parcerias comerciais e abertura de novos mercados para nossos produtos.

      Manteremos medidas de proteção aos setores afetados pelas tarifas por meio do Plano Brasil Soberano, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional. 

      Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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      De Lula a Silvio Santos: relembre casos de filiações partidárias sem autorização

      Lula e Silvio Santos
      Por Cleber Lourenço A aparição de Flávio Bolsonaro como filiado ao Missão sem reconhecer a mudança de partido não é um episódio isolado na história da Justiça Eleitoral. O senador entrou para uma lista que já teve Lula registrado no PL, Nikolas Ferreira apontado como integrante do PT e até Silvio Santos vinculado ao partido […]
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      VÍDEO: Ritchie Blackmore se junta ao Deep Purple após 33 anos e toca “Smoke on the Water”

      Ritchie Blackmore
      O lendário guitarrista Ritchie Blackmore. Foto: Divulgação/The Music Journal

      Os fãs de rock tiveram uma surpresa histórica na noite desta quarta-feira (12). Ritchie Blackmore, fundador do Deep Purple e um dos maiores guitarristas da história, voltou a dividir o palco com o grupo pela primeira vez em 33 anos.

      Blackmore participou do show realizado no Jones Beach Theater, em Wantagh, no estado de Nova York, e tocou o clássico “Smoke on the Water”, lançado originalmente em 1972 no disco Machine Head.

      Blackmore ao estava dedicado à música renascentista e ao violão. Nos vídeos nas redes, o guitarrista contou que estava ao lado dos antigos companheiros pela primeira vez desde sua saída da banda, em 1993.

      “Na verdade, não toco rock há 25 anos. Vai ser bom rever os velhos amigos”, afirmou. O músico ainda brincou sobre a idade dos integrantes e admitiu estar nervoso com a apresentação.

      Richie Blackmore makes his first appearance with Deep Purple in 33 years.

      Incredible. pic.twitter.com/yb7tCixggn

      — Game Hunter (@MrGameHunter) August 13, 2026

      Ian Gillan revela como aconteceu o reencontro

      Depois da participação de Blackmore, o vocalista Ian Gillan explicou ao público como a reunião aconteceu. Segundo ele, o próprio guitarrista tomou a iniciativa de procurar a banda.

      “Há alguns dias, recebi uma mensagem de um morador local dizendo: ‘Moro aqui perto. Vocês se importariam se eu fosse tocar com vocês?’”, contou Gillan à plateia.

      O momento foi especialmente simbólico porque Gillan e Blackmore estavam rompidos.

      Ele nem sequer participou da cerimônia no Rock & Roll Hall of Fame, em 2016.

      Na turnê do álbum “The Battle Rages On” (1993), Blackmore agrediu o cantor em pleno palco. E tudo durante um show que estava sendo gravado.

      Como dizia Nelson Ned, tudo passa, tudo passará.

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      Moro se irrita com bloqueio e pede retirada de carretas tombadas em “outro horário”

      Moro
      O candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL). Foto: Reprodução

      O senador Sergio Moro (PL-PR) virou alvo de ironias nesta quinta-feira (13) depois de sugerir que a retirada de carretas que, segundo ele, estavam tombadas na BR-277 poderia ser realizada em outro horário. A declaração foi gravada enquanto o parlamentar estava parado na praça de pedágio de São Luiz do Purunã, no Paraná.

      No vídeo publicado na quarta-feira (12), Moro afirmou que o trânsito estava interrompido havia mais de 40 minutos e reclamou da falta de informações aos motoristas. O senador disse que carretas tombadas aparentemente estavam sendo retiradas da pista.

      “Poderiam fazer talvez em outro horário. Poderiam manter uma via desobstruída ou passagem alternativa”, declarou. Moro também afirmou que o congestionamento era quilométrico e encerrou a gravação com uma provocação a adversários políticos, dizendo não dispor de dinheiro para viajar de helicóptero.

      Posto de pedágio em São Luiz do Purunã, no Paraná, tudo parado há mais de 40 minutos.

      Sem informação adequada. Aparentemente, carretas tombadas sendo retiradas da pista. Poderiam fazer talvez em outro horário. Poderiam manter uma via desobstruída ou passagem alternativa.

      Muita… pic.twitter.com/nuuTeYkRkR

      — Sergio Moro (@SF_Moro) August 12, 2026

      A praça de São Luiz do Purunã fica no km 140 da BR-277, no município de Balsa Nova, e faz parte do trecho administrado pela Via Araucária.

      Depois de reclamar da falta de informação, sugerir a liberação de uma faixa e dizer que não tinha dinheiro para viajar de helicóptero, Moro ofereceu sua contribuição à engenharia de tráfego: a retirada das carretas poderia ficar para outro horário.

      Internautas sugeriram, em tom de piada, a criação do “Agendamento Nacional de Acidentes e Destombamentos (ANAD)” para ironizar Moro, que tratou uma situação de urgência como se ela pudesse esperar um momento mais conveniente.

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      Vorcaro corre para tentar 3ª delação antes de PF fechar primeiro inquérito do Master

      Por Cleber Lourenço Daniel Vorcaro entrou numa corrida contra o relógio para tentar emplacar uma terceira proposta de delação premiada antes de a Polícia Federal fechar o primeiro grande inquérito sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e o BRB. A PF trabalha com a previsão de concluir a investigação até o fim de agosto, […]
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      MP-SP abre inquérito para investigar patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians

      O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito civil para investigar a parceria comercial entre o Sport Club Corinthians Paulista e a Fatal Fans, plataforma de conteúdo adulto por assinatura operada pela FF Tecnologia Ltda., empresa integrante do grupo Atlas Technologies. A investigação foi aberta após uma representação apresentada, em 17 […]
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      Instagram muda visual pela 1ª vez em dez anos; veja o que mudou

      O Instagram anunciou a primeira grande renovação de sua identidade visual em uma década, com mudanças na tipografia, nas cores, nas animações e em outros elementos gráficos da marca. O anúncio foi feito por Adam Mosseri, diretor da plataforma da Meta. A última atualização desse porte havia ocorrido em 2016, quando o aplicativo trocou o […]
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      Confira quando sai a nova pesquisa Quaest para presidente

      A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 será divulgada nesta sexta-feira (14), com números atualizados do primeiro e segundo turnos, além de perguntas sobre inteligência artificial, rejeição e interferência estrangeira na eleição.

      A pesquisa, encomendado pelo Grupo Globo, ouviu 2.004 eleitores em entrevistas presenciais entre segunda (10) e quinta-feira (13), com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE tem o número BR-06773/2026.

      O que a nova pesquisa Quaest de 14 de agosto vai medir

      Além da intenção de voto para presidente da República, o questionário da pesquisa Quaest traz perguntas sobre:

      • Inteligência artificial – como os eleitores percebem o uso de IA nas campanhas eleitorais;
      • Rejeição aos candidatos – quais nomes os eleitores conhecem e em quais não votariam de maneira alguma;
      • Interferência estrangeira – se governos de outros países tentam influenciar o processo eleitoral brasileiro;
      • Sentimentos em relação aos candidatos ;
      • Percepção sobre economia, emprego e preços dos alimentos;
      • Quem o eleitor acredita que vencerá a eleição, independentemente da intenção de voto.

      A pesquisa Quaest testa 13 nomes no primeiro turno e quatro simulações de segundo turno: Lula x Flávio Bolsonaro, Lula x Renan Santos, Lula x Romeu Zema e Lula x Ronaldo Caiado. Esta é a última pesquisa antes do início da propaganda eleitoral, que começa no domingo (16).

      Quais os números da última pesquisa Quaest de 5 de agosto

      • 1º turno: Lula (PT) lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada, e Romeu Zema (Novo) tem 2%.

      chart visualization

      • 2º turno (Lula x Flávio Bolsonaro): Lula tem 44% contra 39% de Flávio — vantagem de cinco pontos.
      • Aprovação do governo e do presidente Lula: 48% aprovam o governo, 47% desaprovam e 5% não responderam. A avaliação positiva do governo é de 36%, negativa de 36% e regular de 26%.

      chart visualization

      A série histórica da pesquisa Quaest para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, desde maio de 2026, é a seguinte:

      • Maio de 2026: Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%.
      • Junho de 2026: Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 38%.
      • Julho de 2026: Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 37%.
      • Agosto de 2026: Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 39%.

      Esta série mostra a vantagem de Lula oscilando: de 1 ponto em maio (empate técnico), para 6 em junho, 8 em julho, e recuando para 5 pontos em agosto.

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      Receita Federal apura crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em exploração de bets

      A Receita Federal, por meio do Escritório de Pesquisa e Investigação na 4ª Região Fiscal e da Equipe de Fiscalização de Combate às Fraudes Estruturadas, participa, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, da Operação Arena, destinada a apurar a atuação de grupo empresarial investigado por supostos crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Saiba mais na TVT News.

      A ação decorre de investigação que identificou indícios de utilização de uma estrutura societária e financeira, mantida no Brasil e no exterior, com o objetivo de conferir aparência de legalidade a operações relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar e bets. Segundo os elementos apurados, a estrutura teria sido utilizada para simular a condução das atividades a partir do exterior, enquanto a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, em território nacional.

      Por determinação judicial, foram autorizados 17 mandados de busca e apreensão em 14 locais, nos estados da Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A decisão também prevê a apreensão de bens e valores até o limite aproximado de R$ 1 bilhão, montante relacionado às estimativas de valores supostamente envolvidos nos crimes investigados.

      A Receita Federal participa da operação com 40 auditores-fiscais e analistas-tributários, atuando na identificação e coleta de elementos destinados à apuração de infrações tributárias, penais e administrativas relacionadas às pessoas físicas e jurídicas investigadas.

      INVESTIGAÇÃO – As investigações apontam que empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.

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      De acordo com os indícios apurados, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.

      A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.

      Embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.

      ATUAÇÃO – A Receita Federal passou a integrar a investigação em 2025, contribuindo com análises relacionadas à identificação de fraudes estruturadas, planejamento tributário abusivo, evasão de divisas e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.

      Os elementos arrecadados durante o cumprimento dos mandados serão analisados para subsidiar futuras ações fiscais, incluindo a constituição dos créditos tributários eventualmente devidos e o compartilhamento de informações com os órgãos competentes.

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      TSE restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e libera registro de candidatura

      O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu nesta quinta-feira (13) a filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) e liberou a retomada do registro de sua candidatura à Presidência. Saiba mais na TVT News.

      A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, após uma alteração no sistema da Justiça Eleitoral vincular o parlamentar ao partido Missão e impedir inicialmente o registro.

      O ministro também ordenou a exclusão do registro que o vinculava ao Missão e liberou o Sistema CANDex, utilizado para encaminhar os pedidos de registro de candidatura.

      A decisão atende a um pedido de tutela de urgência apresentado pela defesa de Flávio. Com a determinação, a campanha poderá prosseguir com o registro dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, que termina às 19h deste sábado (15).

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      TSE aponta alteração sem manifestação de Flávio

      Segundo Nunes Marques, os documentos apresentados pela defesa demonstram que Flávio permanecia regularmente filiado ao PL.

      Entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta, porém, um novo registro foi incluído no Sistema de Filiação Partidária (FILIA), provocando a desfiliação automática do senador e sua inclusão no Missão.

      O ministro afirmou que não houve manifestação de vontade de Flávio para a mudança e ressaltou que a filiação partidária é uma condição de elegibilidade que não pode ser retirada por ação de terceiros.

      “A filiação partidária constitui condição de elegibilidade e pressuposto para o exercício do direito de ser votado, não podendo ser suprimida por ato de terceiro estranho à vontade do filiado”, escreveu o ministro.

      Mudança para o Missão é considerada incompatível

      Nunes Marques também considerou o cenário da disputa presidencial, em que Flávio é o candidato anunciado pelo PL à Presidência, enquanto o Missão já tem Renan Santos como candidato ao mesmo cargo.

      Na avaliação do ministro, o contexto torna pouco provável que Flávio tenha decidido voluntariamente trocar de partido.

      “O Partido Missão, por sua vez, já possui candidato próprio e assumido ao mesmo cargo, circunstância que torna inverossímil a alegação de que o requerente teria migrado voluntariamente para agremiação que já anuncia a disputa à Presidência com outro nome”, afirmou.

      O ministro também apontou risco de prejuízo à candidatura diante da proximidade do fim do prazo para registro.

      Polícia Federal vai investigar alteração

      Além de restabelecer o vínculo de Flávio com o PL, Nunes Marques determinou que o TSE preserve registros de acesso e logs do Sistema FILIA relacionados à alteração.

      O ministro encaminhou o caso à Polícia Federal e determinou a abertura de investigação para identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias da mudança no cadastro partidário.

      O episódio veio à tona na manhã desta quinta (13), quando a campanha de Flávio tentou registrar sua candidatura e descobriu que o senador aparecia como filiado ao Missão. A alteração havia impedido o procedimento, já que as convenções partidárias terminaram em 5 de agosto.

      Defesa diz que mudança ocorreu em menos de 11 horas

      Na ação apresentada ao TSE, a defesa afirmou que Flávio estava filiado ao PL de forma ininterrupta desde novembro de 2021.

      Os advogados anexaram uma certidão emitida às 23h17 de quarta-feira que ainda registrava a filiação do senador ao PL como “regular e exclusiva”. Menos de 11 horas depois, o sistema apontava o cancelamento do vínculo e a inclusão no Missão.

      A defesa sustentou que a alteração ocorreu sem autorização do senador e poderia o retirar da disputa presidencial.

      Os advogados também argumentaram que as regras do TSE exigem manifestação expressa do filiado para a desfiliação partidária e permitem a reversão do cancelamento por decisão judicial.

      Com a decisão de Nunes Marques, Flávio Bolsonaro volta a constar como filiado ao PL e fica autorizado a dar continuidade ao registro de sua candidatura à Presidência dentro do prazo eleitoral.

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      Sexta (14) tem Lula no Não Inviabilize; as Cunhãs participam da entrevista

      O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concede entrevista nesta sexta-feira (14) a dois podcasts de grande alcance: o “Não Inviabilize”, de Déia Freitas, e o “As Cunhãs”, das jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças.

      A conversa, anunciada pelo próprio presidente em suas redes sociais, está prevista para as 11h e será transmitida ao vivo nos canais oficiais dos programas no YouTube. Confira detalhes com a TVT News.

      Lula ao vivo no Não Inviabilize

      O “Não Inviabilize” recebe o presidente Lula ao vivo em seu canal no YouTube. O programa, criado em 2020 por Déia Freitas, é atualmente o maior podcast da sua categoria no Brasil, com mais de 500 milhões de reproduções e mais de 1 mil histórias disponibilizadas gratuitamente. Déia Freitas é considerada a mais importante e premiada contadora de histórias da podosfera brasileira.

      Veja Lula ao vivo no As Cunhãs

      O podcast “As Cunhãs” também transmite ao vivo a entrevista do Lula em seu canal no YouTube. O programa é comandado pelas jornalistas Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes e tem como foco a política local, nacional e internacional, com atenção especial à política cearense.

      O que é o Não Inviabilize

      O “Não Inviabilize” é um podcast de histórias reais criado em 2020 por Déia Freitas, que tem o dom de contar histórias com bom humor e sensibilidade. O programa conta com 19 quadros, sendo 7 exclusivos para assinantes, e possui um aplicativo próprio, além de uma comunidade engajada no Telegram com mais de 100 mil pessoas.

      O bordão que marca o início de cada episódio é “Oi, gente, cheguei!”. Déia Freitas também é ativista da causa animal, voluntária de várias causas sociais e tutora de 6 gatos e 4 cachorros.

      Lula e o picolé de limão no Não Inviabilze

       “Picolé de Limão” é um dos quadros mais populares do podcast Não Inviabilize. Descrito como “o refresco ácido do seu dia”, o quadro reúne histórias do cotidiano marcadas por ciladas, trapaças e situações revoltantes.

      Criado por Déia Freitas, o “Picolé de Limão” apresenta relatos verídicos enviados pelos ouvintes — histórias de “gente como a gente” que despertam fúria, indignação, mas também curiosidade e entretenimento. É o espaço onde o ouvinte encontra aquelas fofocas e causos que todo mundo quer saber, mas tem vergonha de admitir que tem curiosidade.

      Sexta-feira tem conversa boa! A partir das 11h, vou bater um papo com a Déia Freitas, do Não Inviabilize, e com as jornalistas Inês Aparecida e Hébely Rebouças, do @AsCunhasPodcast.

      Vamos falar de Brasil, política, histórias, causos e, pelo que estou sabendo, até dos meus… pic.twitter.com/G13ZYf8f8N

      — Lula (@LulaOficial) August 13, 2026

      O quadro é identificado pela vinheta de abertura que antecede cada episódio, com Déia anunciando: “Oi, gente! Cheguei! Cheguei pra mais um Picolé de Limão…”. Além das histórias do dia a dia, o “Picolé de Limão” também abriga especiais temáticos sobre férias, Natal, Ano Novo, viagens e até relatos de pessoas que mudaram de vida por políticas públicas.

      O que é o canal As Cunhãs

      O “As Cunhãs” é um podcast semanal sobre política, conduzido pelas jornalistas Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes. O programa nasceu da vontade de falar sobre a cena política em geral, com atenção especial à política cearense, sob o ponto de vista de três mulheres.

      No ar desde maio de 2020, o podcast está disponível nos principais tocadores e também no YouTube. O projeto conta com financiamento coletivo para melhorar a qualidade dos equipamentos e da produção.

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      Entrevista do Lula ao Não Inviabilize e As Cunhãs aborda política, causos e até os “picolés de limão” do presidente – Imagem: Reprodução / Redes Sociais Lula

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      💾

      Oi, gente, chegueeei! E hoje eu não estou sozinha 😆 Temos um encontro mais do que especial no podcast! Sexta-feira dia 14 de agosto de 2026, 11 da manhã, es...

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      Trabalho formal cresce 19,1% desde 2023, com 10,1 milhões de novos vínculos

      O mercado de trabalho brasileiro acumulou 10.100.342 vínculos de emprego formal, de janeiro 2023 a junho 2026, uma expansão de 19,1% no período, alcançando em junho um estoque de 62.891.209 vínculos formais.

      No acumulado de 2026, são mais 2,46 milhões de empregos formais, um crescimento de 4,1%. Os dados são da RAIS Mensal de junho, divulgada nesta quinta-feira (13/8) durante cerimônia no Ministério do Trabalho e Emprego com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Saiba mais na TVT News.

      Os empregados contratados pela CLT, inclusive os temporários, registraram crescimento relativo de 4,75 milhões de vínculos (10,9%) e o maior crescimento absoluto no período (13,5%), passando de 43,4 milhões de vínculos em janeiro de 2023 para 48,15 milhões em junho desse ano. Entre os agentes públicos, a ampliação foi de 5,1 milhões de vínculos no período, chegando a 14,3 milhões de vínculos em junho.

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      Lula na frente de trabalho para duplicação da BR-101/SE. Foto: Ricardo Stuckert

      Confira os dados do trabalho formal e emprego divulgados em agosto

      De acordo com dados da RAIS Mensal de junho, a ampliação dos empregos no período ocorreu principalmente pelo aumento de empregados celetistas e trabalhadores temporários (usualmente divulgados no CAGED) que registraram uma expansão de 919.621 novos vínculos (1,9%), ampliando o estoque de empregos formais privados de 47,2 milhões em dezembro de 2025 para 48,15 milhões em junho de 2026. Os agentes públicos tiveram uma expansão de 1,51 milhão de vínculos, crescimento de 11,9%, saindo de 12,79 milhões em 2025 para 14,31 milhões em junho 2026.

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      Outros tipos de vínculos (trabalhadores avulsos, dirigentes sindicais, trabalhadores cedidos, diretores não empregados) aumentaram 6,3%, passando de 402 mil para 429 mil vínculos.

      DADOS SETORIAIS — O setor de Serviços apresentou o maior crescimento absoluto (28,3%), com criação de 8,45 milhões de vínculos. O estoque de empregos no setor passou de 29,81 milhões para 38,26 milhões, ampliando sua participação no mercado formal de 56,5% para 60,8%.

      O conjunto formado por administração pública, educação, saúde e serviços sociais registrou crescimento de 6,03 milhões de vínculos, ou 42,1%. Nas atividades de informação, comunicação, financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, o crescimento foi de 1,5 milhão de vínculos, ou 16%.

      A Indústria também apresentou crescimento, com adição de 832 mil vínculos (10%), alcançando 9,15 milhões de empregos em junho de 2026.

      A Construção passou de 2,68 milhões para 3,04 milhões de vínculos, crescimento de 357 mil, ou 13,3%.

      O Comércio teve crescimento de aproximadamente 340 mil vínculos, passando de 10,2 milhões para 10,54 milhões, variação de 3,3% e a Agropecuária um crescimento de 88 mil vínculos (5%), alcançando 1,86 milhão de postos em junho de 2026.

      REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO — Todas as regiões apresentaram expansão do estoque formal. Em números absolutos, o maior crescimento ocorreu no Sudeste, com 3,78 milhões de vínculos, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões. Em termos relativos, o maior crescimento regional ocorreu no Norte (34,7%) e no Centro-Oeste (28,6%). Em seguida veio o Nordeste, com crescimento de 27,6%, o Sudeste, com 14,6%, e o Sul, com crescimento de 12,3%.

      São Paulo foi o maior gerador entre os estados, com 1,64 milhões de novos vínculos, seguido por Minas Gerais (1,29 milhão), Rio de Janeiro (683 mil), Distrito Federal (649 mil) e Bahia (641 mil).

      Em termos relativos, os destaques foram Roraima (70,8%), Distrito Federal (51,9%), Amapá (48,8%), Tocantins (45,9%) e Piauí (39,5%).

      CRESCIMENTO FEMININO — Os dados de junho mostram que o estoque de vínculos de mulheres cresceu em 5,36 milhões (25%), passando de 23,34 milhões para 29,18 milhões. Entre os homens, o crescimento foi menor, 4,26 milhões de vínculos (14,5%), chegando a 33,71 milhões de vínculos no mês. Considerando os dados desde 2023, a participação das mulheres no estoque formal passou de 44,5% para 46,4% no período.

      Taxa de desemprego cai para 5,1% em 2025, o menor patamar da história
      Desemprego é o menor da história do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert / PR

      ESCOLARIDADE — Os trabalhadores com ensino médio completo tiveram maior crescimento absoluto no mês (20,3%), gerando 5,7 milhões de novos vínculos, alcançando um estoque de 33,70 milhões de vínculos no mês. Também os trabalhadores com ensino superior incompleto tiveram 370 mil vínculos criados (16,9%), passando de 2,19 milhões para 2,56 milhões.

      Considerando conjuntamente superior completo ou formação superior, o estoque passou de 11,8 milhões para 15,2 milhões de vínculos, crescimento de 3,4 milhões de vínculos (29,1%).

      40-programas-e-acoes-que-aprimoram-a-educacao-brasileira-desde-2023-pe-de-meia-ja-beneficiou-4-milhoes-de-alunos-e-reduziu-pela-metade-a-evasao-escolar-foto-angelo-miguel-mec-tvt-news
      Pé-de-Meia já beneficiou 4 milhões de alunos e reduziu pela metade a evasão escolar. Foto: Angelo Miguel/MEC

      FAIXA ETÁRIA — Jovens de até 24 anos tiveram um crescimento de 990 mil vínculos (13,5%), passando de 7,31 milhões em janeiro de 2023 para 8,30 milhões de vínculos formais em junho de 2026. Trabalhadores de 40 a 49 anos também foram destaque, com crescimento de 3,05 milhões de vínculos (23,5%) e os de 50 a 64 anos, um crescimento de 3,26 milhões (34,7%). Entre os trabalhadores com 65 anos ou mais, o estoque cresceu em 731 mil vínculos (73,6%), passando de 993 mil para 1,64 milhão vínculos no mês.

      RAÇA OU COR — O maior crescimento absoluto ocorreu entre os trabalhadores pardos, com acréscimo de 12,8 milhões de vínculos (88,3%), chegando a 27,34 milhões de vínculos em junho de 2026. Entre os trabalhadores brancos, o crescimento foi de 8,74 milhões de vínculos (48,2%), alcançando 26,88 milhões, Pretos 2,15 milhões (85,4%), chegando a 4,66 milhões de novos vínculos. Os amarelos registraram crescimento de 320 mil (114,5%), enquanto os indígenas cresceram em 90 mil vínculos (164,8%).

      Evolução do Emprego Formal de 01/jan/2023 a 30/jun/2026

      Via Secom

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      Prouni 2026: prazo para comprovar informação de inscrição acaba sexta

      * Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

      Os estudantes que foram pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni), do segundo semestre de 2026, devem comprovar as informações da inscrição até esta sexta-feira (14). Leia em TVT News.

      A documentação pode ser entregue presencialmente no local de oferta de curso ou encaminhada virtualmente para a instituição privada de ensino superior onde foi pré-selecionado, conforme orientação da própria instituição.

      >> Prouni 2026: SP terá 91,7 mil bolsas no 2º semestre

      >> Prouni 2026: divulgada a 2ª chamada para o 2º semestre

      A lista dos pré-selecionados neste processo seletivo está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni.

      O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (que custeiam 100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em faculdades privadas.

      Documentação

      A documentação comprobatória exigida para esta fase do Prouni está descrita no edital do processo seletivo. Entre elas, as informações socioeconômicas pessoais e dos componentes do grupo familiar do estudante.

      A faculdade privada onde o candidato foi pré-selecionado poderá escolher se a documentação poderá ser entregue

      Neste caso, a instituição deverá disponibilizar em suas páginas eletrônicas na internet campo específico para o encaminhamento do material.

      No momento em que receber os documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega.

      A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares, quando necessário.

      Nova oportunidade de conquistar uma vaga

      Os candidatos que, até o momento, não foram pré-selecionados em nenhuma das duas chamadas do Prouni do segundo semestre terão nova oportunidade por meio da lista de espera.

      Para participar dessa etapa, será necessário manifestar interesse nos dias 26 e 27 de agosto.

      A divulgação do resultado da lista de espera será no dia 1° de setembro e a comprovação das informações de inscrição dos pré-selecionados deverá ser feita entre 1° e 14 de setembro.

      Bolsas de estudo

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      Estudantes em bibliotecas – Foto: Luís Fortes/MEC

      Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.

      Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais e 251.579 parciais (50% do valor do curso). 

      Ações afirmativas

      O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. 

      Para pessoas com deficiência, foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas 188.880; e, para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.

      Cronograma

      Confira o cronograma completo da segunda chamada do Prouni 2/2026:

      -comprovação de informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto;

      -lista de espera: 26 e 27 de agosto;

      -resultado da lista de espera: 1º de setembro;

      comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.

      Prouni

      O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

      Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.  

      A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.

      Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026.

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      EUA negam plano para impedir reeleição de Lula, mas linguagem usada mantém preocupação no Brasil

      O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou, nesta quinta-feira (13), que o governo de Donald Trump tenha qualquer plano para impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Saiba mais na TVT News.

      A manifestação ocorre em meio à crescente tensão diplomática entre Washington e Brasília e a preocupações do governo brasileiro com a atuação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, no pleito eleitoral deste ano.

      A declaração foi transmitida por uma fonte do Departamento de Estado a jornalistas. Rubio não foi citado nominalmente.

      Na manifestação, o governo norte-americano afirmou dar importância à relação com o Brasil e disse respeitar o povo brasileiro e qualquer governo escolhido por meio de eleições livres e justas.

      A declaração também destacou que os Estados Unidos mantiveram relações com governos brasileiros de diferentes posições políticas e classificou essas interações como bem-sucedidas.

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      Declaração não afasta preocupação do Planalto

      Apesar da negativa, a manifestação de Washington não foi suficiente para eliminar as preocupações dentro do governo brasileiro sobre a postura dos Estados Unidos diante das eleições de 2026.

      “Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil”, foram as palavras da fonte.

      A menção a “eleições livres e justas” chamou atenção porque expressões semelhantes já foram utilizadas pelo governo Trump em manifestações sobre processos eleitorais de outros países. O contexto alimenta a preocupação de que Washington possa, eventualmente, questionar o resultado de uma eleição brasileira.

      O sistema eleitoral brasileiro é submetido a mecanismos de fiscalização e auditoria e é administrado pela Justiça Eleitoral, tendo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como órgão máximo.

      Segundo integrantes do governo Lula, as suspeitas sobre uma possível atuação de Rubio contra a candidatura do presidente também foram alimentadas por manifestações recentes do governo Trump sobre a política dos Estados Unidos para o continente americano.

      Em vídeo publicado recentemente, o Departamento de Estado dos EUA afirmaram que o domínio do país sobre a América Latina “nunca mais será questionado”, mencionando a Doutrina Monroe, implementada no início do século XX e usada como fundamento para influenciar a política em países latinoamericanos.

      Rubio e a nova política dos EUA para a América Latina

      Marco Rubio ocupa uma posição de destaque na política externa do segundo governo de Donald Trump e tem defendido uma atuação mais assertiva dos Estados Unidos na América Latina.

      Rubio também já protagonizou declarações críticas ao governo brasileiro e a Lula, contribuindo para o ambiente de tensão entre os dois países.

      A preocupação em Brasília ocorre ainda em um momento de forte disputa política e comercial entre os governos. A possibilidade de interferência externa nas eleições brasileiras é tratada pelo Planalto dentro de um cenário mais amplo de deterioração das relações diplomáticas.

      Relação entre Brasil e EUA enfrenta série de conflitos

      A crise atual não se limita à questão eleitoral. Nos últimos meses, Brasília e Washington entraram em rota de colisão por diferentes motivos.

      Entre os episódios que aumentaram a tensão está a circulação de uma montagem que mostrava Lula algemado e vendado no lugar do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

      Também houve medidas contra autoridades brasileiras, incluindo restrições de vistos e sanções impostas pelo governo norte-americano. Em 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi alvo da aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos, em uma decisão posteriormente revogada.

      Outro ponto de conflito foi o tarifaço implementado por Trump, que teve novos episódios neste ano após as primeiras medidas em 2025. O governo norte-americano anunciou tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, provocando reação do governo Lula e a adoção de medidas para proteger setores afetados da economia brasileira.

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      Ferroviários aprovam estado de greve na Linha 10-Turquesa da CPTM

      Os ferroviários da Linha 10-Turquesa, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), aprovaram o “estado de greve” durante assembleia realizada nesta segunda-feira (10). Leia em TVT News.

      A decisão foi tomada em meio às discussões sobre um projeto de lei apresentado pelo governo de São Paulo e pela própria companhia para garantir a manutenção dos empregos dos trabalhadores diante de possíveis mudanças na operação das linhas.

      O chamado estado de greve não significa uma paralisação imediata. Os trabalhadores continuam cumprindo suas atividades normalmente, mas a decisão funciona como um alerta de que uma suspensão dos serviços poderá ser adotada caso as negociações não avancem.

      A Linha 10-Turquesa liga municípios do Grande ABC à capital paulista e é atualmente a única das linhas citadas no projeto que permanece sob operação direta da CPTM. A categoria afirma que seguirá mobilizada durante a tramitação da proposta na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

      Trabalhadores cobram garantia de empregos

      Na assembleia, os ferroviários discutiram o projeto encaminhado pelo governo paulista ao Legislativo. A proposta autoriza o Poder Executivo a promover a absorção dos empregados da CPTM por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta do estado.

      O sindicato informou que aprovou o estado de greve para acompanhar a tramitação do projeto e cobrar o cumprimento de compromissos discutidos anteriormente com o governo estadual e registrados no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

      Além da decisão sobre o estado de greve, os trabalhadores aprovaram a manutenção da assembleia em caráter permanente. A medida permite que a categoria volte a se reunir para avaliar o andamento das negociações e tomar novas decisões sobre um acordo coletivo específico relacionado à garantia dos empregos.

      “O Sindicato segue mobilizado na defesa dos empregos, dos direitos e do futuro dos ferroviários da CPTM”, afirmou a entidade em comunicado.

      A preocupação dos trabalhadores está relacionada às mudanças previstas para o sistema ferroviário paulista e a possíveis processos de desestatização. Para a categoria, a garantia de continuidade dos empregos precisa estar formalizada e acompanhada de compromissos que assegurem os direitos dos funcionários.

      Projeto também envolve linhas 11, 12 e 13

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      Explosão acontece dentro de vagão da Linha 12-Safira da Trivia Trens. Foto: Reprodução/X: @jon_univers
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      Após caos nos trens da Trivia, Tarcísio atrasa privatização da CPTM. Foto: Portal CPTM/Reprodução

      O projeto enviado pelo governo estadual à Alesp contempla trabalhadores das linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A proposta estabelece que os empregados poderão ser absorvidos por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta do estado por mecanismos como redistribuição, cessão, aproveitamento ou remanejamento.

      A medida foi apresentada na semana anterior à assembleia dos ferroviários e busca reforçar uma garantia de emprego discutida entre representantes do governo e da categoria.

      O texto também cria uma previsão específica para esses trabalhadores. Atualmente, a Lei nº 17.293/2020 já estabelece mecanismos para absorção de funcionários em processos de desestatização. O novo projeto amplia essa previsão para os empregados das quatro linhas da CPTM.

      Segundo o governo paulista, a proposta atende às demandas apresentadas pelos trabalhadores. O projeto também está relacionado a um compromisso firmado em reunião realizada em 3 de agosto, no Palácio dos Bandeirantes, antes da paralisação mencionada nas negociações.

      CPTM diz manter diálogo com sindicato

      Procurada pela imprensa, a CPTM informou que ainda não havia sido formalmente notificada pelo sindicato sobre a decisão de entrar em estado de greve. A companhia afirmou, porém, que mantém o diálogo com os trabalhadores para evitar impactos sobre os passageiros.

      A empresa também destacou que não houve demissões nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A CPTM sustenta que o projeto de lei apresentado pelo governo paulista atende às reivindicações relacionadas à garantia dos empregos.

      Apesar da posição da companhia, os ferroviários decidiram manter a mobilização e acompanhar de perto a tramitação da proposta. A possibilidade de novas assembleias deixa em aberto os próximos passos da categoria, que poderá avaliar eventuais mudanças no cenário das negociações.

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      Farmácia Popular pode oferecer exames e testes rápidos

      Uma nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, publicada esta semana, prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e a melhoria do monitoramento do serviço. Saiba mais na TVT News.

      Em nota, o Ministério da Saúde informou que um grupo de trabalho vai discutir a oferta de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico.

      Segundo a pasta, também será avaliado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando critérios como densidade demográfica e priorizando periferias de grandes centros.

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      Para locais com maior dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, será estudada a possibilidade de estruturas alternativas para assistência, como unidades volantes ou avançadas de atendimento.

      Ainda de acordo com o ministério, o uso de inteligência artificial poderá permitir a identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, reforçando o combate a fraudes no programa.

      “A oferta efetiva das ações está condicionada às avaliações técnicas nos estados e municípios, pesquisa sanitária e assistencial, de acordo com a necessidade de cada território”, completou a nota.

      Unidades credenciadas

      De forma imediata, a atualização da portaria do Farmácia Popular traz o aprimoramento do controle e o monitoramento das unidades credenciadas, com foco em gestão de risco.

      “O novo modelo visa aprimorar o controle e o monitoramento do programa por meio de sanções administrativas proporcionais à gravidade da situação, com suspensão automática em casos de risco alto ou muito alto”, informou o ministério.

      A adoção de sistemas automatizados e a digitalização de dados e processos, segundo a pasta, também vão permitir maior acompanhamento do serviço.

      Ainda segundo a nota, o sistema responsável pela dispensação de insumos passará por atualizações para reforçar a segurança, a rastreabilidade e a integração de informações, além de incorporar novas ferramentas digitais.

      O programa

      O Farmácia Popular oferece, gratuitamente, um total de 41 itens de saúde, incluindo fraldas geriátricas, absorventes higiênicos e medicamentos para diversas condições, como hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma.

      Atualmente, o programa registra 28 mil farmácias credenciadas e está presente em mais de 4,9 mil municípios, com cobertura de 97% da população brasileira. Em 2025, dados do ministério indicam que 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo serviço.

      Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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      Bradesco investe em ecossistema tecnológico para transformar experiência dos clientes

      O Bradesco apresentou o “Meu Bradesco”, uma iniciativa que reúne diferentes frentes de tecnologia, inteligência artificial e inovação desenvolvidas pela instituição para ampliar a personalização dos serviços oferecidos aos clientes. O novo ecossistema passa a concentrar soluções digitais do banco sob uma mesma estratégia, com foco em tornar a experiência bancária mais individualizada.

      O lançamento é acompanhado por uma campanha nacional criada pela AlmapBBDO, que apresenta o conceito como uma evolução da atuação tecnológica do banco. A comunicação será utilizada para divulgar projetos atuais e futuros ligados à transformação digital da instituição.

      Segundo o Bradesco, a proposta é utilizar dados e recursos tecnológicos para oferecer serviços mais adequados ao perfil e às necessidades de cada cliente, mantendo também a interação humana como parte da relação com a instituição.

      “O ‘Meu Bradesco’ consolida essa história: usamos a inteligência de dados para entregar relevância e cuidado. Para nós, a tecnologia é uma excelente habilitadora, mas o coração do banco continua sendo o relacionamento humano com humano”, afirma Renato Camargo, CMO do Bradesco.

      Leia também: EXCLUSIVO: Bradesco vai ‘entregar mais’, diz CEO Marcelo Noronha sobre os resultados do segundo tri

      Inteligência artificial completa dez anos de operação

      Entre as principais iniciativas reunidas no novo ecossistema está a “b.ia”, assistente virtual de inteligência artificial do banco, que completa dez anos em setembro de 2026. Criada para atender clientes por canais digitais, a ferramenta passou por diferentes etapas de evolução e atualmente realiza operações financeiras e atendimentos mais complexos.

      De acordo com a instituição, a b.ia acumulou mais de 3 bilhões de interações desde o início de sua operação. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 74 milhões de interações. O banco também informa que, no último ano, a quantidade de usuários ativos mensais da ferramenta cresceu sete vezes, enquanto o volume de interações aumentou 8,3 vezes.

      A instituição afirma ainda que a assistente apresenta índice de resolução de demandas de 87% e taxa de retenção interna de 90%. A ferramenta está disponível para toda a base de clientes do banco.

      Plataforma para o agronegócio e recomendações financeiras com IA

      Além da “b.ia”, o “Meu Bradesco” incorpora outras soluções digitais desenvolvidas pela instituição. Entre elas está o E-agro, plataforma voltada ao produtor rural, que reúne recursos digitais para apoiar diferentes etapas da atividade agrícola e da gestão de negócios.

      O ecossistema também inclui recomendações de investimentos baseadas em inteligência artificial generativa (GenAI). A tecnologia é utilizada para analisar informações e oferecer orientações financeiras personalizadas aos clientes.

      Com a integração dessas ferramentas, o banco busca ampliar o uso de inteligência artificial em diferentes áreas de atendimento e relacionamento, combinando automação, análise de dados e serviços digitais.

      Leia também: EXCLUSIVO: CEO do Bradesco fala em redução da inadimplência em consignado, cartão e crédito rural no trimestre

      Estratégia digital será comunicada de forma contínua

      A campanha de lançamento do “Meu Bradesco” terá presença em televisão fechada, plataformas digitais, mídia externa e ações com influenciadores. A iniciativa marca o início de uma comunicação permanente sobre as soluções tecnológicas da instituição.

      O banco afirma que a estratégia faz parte de um movimento de longo prazo para incorporar tecnologia aos serviços financeiros e acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores, que têm buscado maior agilidade e conveniência nas operações bancárias.

      A nova frente reúne projetos desenvolvidos ao longo dos últimos anos e passa a funcionar como uma plataforma de apresentação das iniciativas de inovação da instituição.

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      Investidores da Volkswagen cobram mudanças imediatas para enfrentar concorrência chinesa

      As famílias acionistas controladoras da Volkswagen, principal investidor da montadora, emitiram na sexta-feira sua mensagem mais clara até agora à administração enquanto a gigante automobilística alemã avalia a possibilidade daquela que pode ser a reestruturação mais radical da história de 89 anos da empresa.

      A maior fabricante de automóveis da Europa confirmou que pretende cortar até 100 mil empregos, o dobro do que havia sido informado anteriormente, enquanto busca conter uma queda nos lucros em meio a bilhões de euros em custos tarifários e à intensificação da concorrência de marcas chinesas de veículos.

      “A Volkswagen está em uma encruzilhada histórica”, afirmou Hans Dieter Pötsch, presidente do conselho de administração da Porsche SE, em um comunicado.

      Leia também: Volkswagen prepara corte de até 50% na linha de modelos; entenda o plano

      “As decisões que a Volkswagen tomar agora determinarão seu futuro. Pelo bem da empresa e de sua competitividade sustentável, todos precisam agora assumir mais responsabilidade e se comprometer.”

      Pötsch alertou que, quanto mais as decisões forem adiadas, maiores se tornarão os problemas da empresa. “O foco agora deve estar exclusivamente no que é necessário do ponto de vista empresarial e econômico. Todas as outras considerações devem ser secundárias”, acrescentou.

      Johannes Lattwein, membro do conselho de administração responsável por finanças e tecnologia da informação da Porsche SE, afirmou que é “imperativo” que a Volkswagen reduza o excesso de capacidade, diminua significativamente os custos e fortaleça as capacidades de tomada de decisão e execução do grupo.

      “Como acionista majoritária das ações ordinárias da Volkswagen AG, a Porsche SE, portanto, apoia o conselho de administração do grupo e suas propostas. A competitividade é o objetivo”, disse Lattwein.

      “A competitividade é o objetivo. Todas as opções devem ser consideradas na busca por esse objetivo. Caso contrário, a Volkswagen corre o risco de perder terreno permanentemente para seus concorrentes internacionais”, acrescentou.

      Um porta-voz da Volkswagen não estava imediatamente disponível para responder quando contatado pela CNBC.

      As famílias Porsche e Piëch controlam a Volkswagen por meio de sua holding, a Porsche SE, que é a maior acionista individual da Volkswagen. A empresa detém 31,9% do capital da Volkswagen e 53,3% dos direitos de voto.

      As declarações foram feitas enquanto a Porsche SE divulgou lucro ajustado semestral após impostos de 949 milhões de euros (US$ 1,1 bilhão), refletindo uma queda de 14,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

      As ações da Volkswagen eram negociadas em baixa de 1% na manhã de sexta-feira. O papel acumula queda de quase 28% no ano.

      Leia também: Volkswagen: CEO admite necessidade de mais 50 mil demissões

      “Várias opções”

      Em entrevista à CNBC com Annette Weisbach no fim do mês passado, o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, afirmou que a indústria automotiva enfrentou diversos desafios nos últimos 12 meses, citando o forte impacto dos custos tarifários e o aumento das exportações de veículos da China para a Europa, entre outros exemplos.

      Antlitz também comentou sobre a possibilidade de a empresa terceirizar capacidade de suas fábricas para a indústria de defesa a fim de evitar possíveis fechamentos de unidades.

      “Há várias opções. E, veja, não estou buscando cortes de empregos por si só e não estou buscando fechamentos de fábricas por si só”, afirmou Antlitz em 24 de julho.

      Ele continuou: “Queremos reduzir nossa estrutura de custos, aumentar a produtividade e elevar a utilização da capacidade de nossas fábricas. E, se houver opções melhores, obviamente vamos analisá-las.”

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      Rendimentos dos Treasuries ficam estáveis antes de dados do mercado de trabalho dos EUA

      Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos operavam estáveis na manhã desta sexta-feira (7), enquanto os investidores aguardavam a divulgação de importantes dados do mercado de trabalho prevista para mais tarde.

      O rendimento dos Treasuries de 10 anos, principal referência para hipotecas, financiamentos de automóveis e dívidas de cartão de crédito, permanecia em 4,6719%.

      As taxas de prazos mais curtos e mais longos também estavam estáveis. O rendimento do Treasury de 2 anos, que acompanha mais de perto as decisões de juros de curto prazo do Federal Reserve, permanecia em 4,2431%. Já o rendimento do Treasury de 30 anos, que costuma reagir a acontecimentos geopolíticos mais amplos, estava inalterado em 5,2189%.

      Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual, ou 1/100 de 1%, e os rendimentos e os preços dos títulos se movimentam em direções opostas.

      Os investidores aguardam a divulgação de importantes dados do mercado de trabalho em busca de sinais mais claros sobre a economia dos Estados Unidos e sobre o possível impacto nas decisões de juros do Federal Reserve, enquanto os preços da energia avançavam nesta sexta-feira.

      Economistas esperam que os dados de empregos fora do setor agrícola de julho mostrem a criação de 83 mil vagas no mês, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,2%.

      Leia também: Ouro encerra semana no vermelho após falas de dirigentes do Fed

      Dan Lacalle, economista-chefe da Tressis, afirmou que altas de juros pelo Fed seriam negativas para a economia, prejudicando especialmente o mercado de trabalho.

      “Não faz sentido o Fed elevar os juros”, afirmou Lacalle ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, nesta sexta-feira. Segundo ele, não há “nenhum sinal” de superaquecimento da economia dos Estados Unidos. Lacalle acrescentou que os dados do núcleo do índice de preços ao consumidor, o CPI, e do índice de preços de gastos com consumo pessoal, o PCE, indicam que aumentos de juros não teriam impacto sobre os preços da energia.

      Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate subiam 0,67%, para US$ 77,81 por barril, enquanto o Brent avançava quase 1%, para US$ 83,31.

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      Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 165 milhões; veja a data do próximo sorteio

      A Mega-Sena voltou a acumular após o concurso 3041, realizado na última quinta-feira (06). Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas, e o prêmio principal subiu para R$ 165 milhões no próximo concurso.

      O novo sorteio acontece neste domingo, (09), e pode pagar um dos maiores prêmios da modalidade em 2026. As dezenas sorteadas foram 16, 21, 24, 31, 43 e 54.

      Leia também: Mega-Sena, Quina e Lotofácil: descubra quais loterias acumulam os maiores valores e como apostar

      Premiações menores

      Sem vencedores na faixa principal, a Mega-Sena premiou apostadores que acertaram cinco e quatro dezenas. Essa prática é comum e aumenta as chances dos apostadores de, ao menos, faturarem um montante menor:

      • 6 acertos: não houve ganhadores;
      • 5 acertos: 88 apostas ganhadoras, R$ 52.843,18 cada;
      • 4 acertos: 6.903 apostas ganhadoras, R$ 1.110,41 cada.

      Valores acumulados

      Além da estimativa de R$ 165 milhões para o próximo sorteio deste sábado, a Mega-Sena também registra outros valores acumulados para os demais concursos da modalidade:

      • Acumulado para o próximo concurso: aproximadamente R$ 147 milhões.
      • Acumulado para os concursos finais zero e cinco (3045): aproximadamente R$ 14,9 milhões.
      • Acumulado para o sorteio especial: aproximadamente R$ 44,8 milhões.

      Data e horário

      A Caixa realizará o próximo concurso da Mega-Sena neste domingo, (09), às 11h. As apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília), do dia anterior, em qualquer casa lotérica credenciada ou pelos canais digitais oficiais da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6,00.

      Leia também: Mega-Sena ou +Milionária? Veja quais loterias têm os maiores prêmios e como apostar

      Como apostar na Mega-Sena

      A Mega-Sena oferece o maior prêmio das loterias da Caixa e paga milhões para quem acerta as seis dezenas sorteadas. Além das premiações especiais, a modalidade também acontece durante as semanas, o que aumenta a popularidade.

      O apostador deve escolher de 6 a 20 números entre os 60 disponíveis no volante da Mega-Sena. Quanto mais dezenas selecionar, maiores ficam as chances de ganhar, mas o valor da aposta também aumenta.

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      JBS fecha parceria estratégica com fundo soberano da Indonésia em investimento de até US$ 5 bilhões

      A JBS N.V anunciou nesta sexta-feira, 7, a celebração de um acordo com a PT Danantara Investment Management (DIM), braço de investimentos do fundo soberano da Indonésia. A parceria prevê a criação de uma joint venture focada no setor de produção de proteínas, com um aporte total que pode alcançar US$ 5 bilhões entre investimentos diretos e captações externas.

      O acordo une forças em regiões que abrangem aproximadamente 745 milhões de pessoas, o que representa cerca de 9,2% da população mundial. Para viabilizar a estrutura da operação, a JBS participará repassando 100% de sua participação societária nos negócios da Austrália e da Nova Zelândia para uma holding subsidiária integral na Holanda antes do fechamento do negócio.

      Em contrapartida, o fundo indonésio subscreverá e integralizará 25% das ações dessa nova companhia por meio de um investimento total de US$ 2,5 bilhões. Esse aporte da DIM será realizado de forma parcelada, iniciando com US$ 800 milhões no fechamento — o que corresponde a aproximadamente 9,64% das ações — enquanto o saldo remanescente de US$ 1,7 bilhão será injetado nos três anos seguintes. Além disso, após a integralização desse montante, a expectativa é que a joint venture busque outros US$ 2,5 bilhões via dívida externa, elevando a capacidade total de capital da parceria para até US$ 5 bilhões.

      Leia também: JBS amplia linhas de crédito rotativo para US$ 4,2 bilhões e reforça liquidez

      Regras de aquisições

      A gestão da nova empresa ficará a cargo de um conselho de administração composto por sete membros, sendo dois executivos indicados pela JBS e cinco não executivos, dos quais três são indicados pela JBS e dois pela DIM. Para garantir a segurança do investimento, decisões corporativas relevantes, como emissões de novas ações, reorganizações societárias e a contratação de endividamento acima de índices preestabelecidos, estarão sujeitas ao voto afirmativo da DIM, assegurando direitos típicos de proteção a minoritários.

      A alocação desses recursos seguirá um plano de aquisições estruturado pelo conselho. Nos dois primeiros anos após o fechamento, o investimento da DIM será direcionado exclusivamente para financiar projetos greenfield, aquisições ou investimentos em negócios novos ou existentes no setor de proteínas dentro da Indonésia. Após esse período inicial, o saldo remanescente poderá ser utilizado para uma gama mais ampla de oportunidades, incluindo o crescimento em outros mercados do Sudeste Asiático, Austrália e Nova Zelândia, além de despesas de capital para projetos em toda a região.

      Planos de saída e IPO

      As partes definiram um período mútuo de cinco anos de lock-up, ou seja, de vedação à negociação de suas participações. Após esse prazo, passarão a vigorar regras usuais de transferência, como direito de primeira oferta e direitos de venda conjunta ou forçada. O objetivo central é a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO) da joint venture. Contudo, caso o IPO não se concretize até o sexto aniversário da operação, a DIM terá o direito de trocar, em até duas oportunidades, suas ações na joint venture por novas ações da JBS, com o valor de permuta calculado com base no EBITDA e nos múltiplos de mercado da companhia brasileira. Vale ressaltar que a conclusão definitiva do negócio ainda depende da obtenção de aprovações regulatórias e da formalização da transferência dos ativos da Oceania.

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      Controladora da CNBC supera projeções, eleva estimativas para 2026 e vê ações dispararem

      As ações da Versant Media Group dispararam mais de 10% nesta quinta-feira (6) em Wall Street, depois que a companhia apresentou resultados acima das expectativas e elevou as projeções para 2026.

      A companhia, que reúne marcas como CNBC, MS NOW, USA Network, Golf Channel e GolfNow, agora projeta uma receita entre US$ 6,2 bilhões e US$ 6,45 bilhões neste ano. A estimativa anterior ia de US$ 6,15 bilhões a US$ 6,4 bilhões.

      Para o Ebitda ajustado — indicador de geração operacional de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização — a previsão passou para uma faixa de US$ 1,9 bilhão a US$ 2,05 bilhões.

      A reação dos investidores foi forte. Durante o pregão, os papéis chegaram a avançar cerca de 12%, no que caminhava para ser a maior alta diária da companhia desde o spin-off da Comcast, concluída no início deste ano.

      Potencial da CNBC

      No segundo trimestre, encerrado em junho, a Versant registrou receita de US$ 1,64 bilhão, acima dos US$ 1,62 bilhão esperados por analistas. O lucro por ação ficou em US$ 1,49, também superior à projeção de US$ 1,35 do mercado.

      O resultado consolidado reflete a força do setor de mídia. A CNBC, também presente no Brasil por meio do Times | CNBC, teve papel de destaque nos resultados.

      O desempenho das marcas de notícias e esportes ajudou a melhorar a trajetória da publicidade. A receita publicitária ficou em US$ 423 milhões no trimestre, queda de apenas 0,6% na comparação anual, uma desaceleração significativa no ritmo de retração em relação a períodos anteriores.

      A CNBC também registrou seu trimestre de maior audiência em mais de cinco anos. A cobertura da abertura de capital da SpaceX levou a emissora ao seu dia de maior audiência no período, enquanto a entrevista de Andrew Ross Sorkin com Jeff Bezos acumulou mais de 100 milhões de visualizações em diferentes plataformas.

      Nos esportes, a Versant entra no segundo semestre com um calendário que inclui NASCAR, WWE, Premier League e Bundesliga. A companhia fechou ainda um acordo de cinco anos pelos direitos da liga alemã de futebol nos Estados Unidos, ampliando a oferta esportiva da USA Network e de suas plataformas.

      Novas aquisições

      A Versant segue uma forte rota de expansão desde o início do ano. Em 2026, a companhia adquiriu a StockStory, plataforma que utiliza inteligência artificial para oferecer análises financeiras e informações de mercado ligadas à expansão digital da CNBC.

      A companhia também avançou no segmento de golfe com a Full Swing, empresa de tecnologia de simuladores que se soma a ativos como Golf Channel, GolfNow e GolfPass. A aquisição da Full Swing foi anunciada por cerca de US$ 530 milhões.

      O objetivo de longo prazo da empresa é chegar a uma composição na qual cerca de metade da receita venha de negócios digitais, plataformas, assinaturas, publicidade e operações transacionais.

      A Versant Media Group é a controladora da CNBC, marca licenciada no Brasil pelo Times Brasil | CNBC.

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      SK Hynix investirá US$ 38 bilhões na construção de novas fábricas de chips de memória

      A SK Hynix anunciou na sexta-feira que investirá 54 trilhões de wons sul-coreanos (US$ 38,1 bilhões) para construir duas novas fábricas de produção de chips de memória, à medida que a demanda pelos componentes, essenciais para a inteligência artificial (IA), continua crescendo.

      A gigante tecnológica sul-coreana anunciou um investimento de 35,2 trilhões de wons em uma fábrica de semicondutores, ou fab, em Yongin, chamada “Y2”, com 19,1 trilhões de wons destinados a uma instalação em Cheongju chamada “M17”.

      O anúncio ocorre em meio a uma alta nos preços das memórias, impulsionada pela escassez de oferta e pela enorme demanda de empresas que constroem infraestrutura de IA, como data centers, e de companhias de chips, como a Nvidia, que exigem grandes volumes de memória de alta largura de banda (HBM).

      Leia também: SK Hynix cai 13%; por que as ações da empresa se comportam como fichas de cassino nos pregões pós IPO

      A alta nos preços das memórias levou os maiores produtores do produto — SK Hynix, Samsung e Micron — a registrarem uma forte valorização de suas ações, à medida que investidores apostam que o desequilíbrio entre oferta e demanda continuará por algum tempo.

      A SK Hynix enfrenta uma concorrência crescente da Samsung, que recuperou a liderança em participação de mercado no segmento de memória dinâmica de acesso aleatório, ou DRAM, no segundo trimestre, segundo a Counterpoint Research. A DRAM é um tipo de memória cuja demanda está particularmente elevada.

      “Isso levou a SK Hynix a injetar novos investimentos de capital para expandir sua presença. No curto prazo, isso não alterará a produção da SK Hynix, mas foi planejado para 2029 e além”, disse Neil Shah, vice-presidente de pesquisa e cofundador da Counterpoint Research, à CNBC.

      “Analisando o mercado mais amplo, as expansões de múltiplos fornecedores da Samsung, SK Hynix, Micron e CXMT ampliarão significativamente a oferta global até 2028. No entanto, com a demanda crescendo ainda mais rápido do que a capacidade planejada, é improvável que os preços das memórias diminuam antes do fim de 2028.”

      Leia também: Escassez de memória leva Nvidia a fechar acordo de US$ 500 bilhões com a fornecedora SK Hynix

      Os planos da SK Hynix

      A unidade Yongin Y2 é a segunda de quatro fábricas que a SK Hynix planeja construir no Cluster de Semicondutores de Yongin. A empresa afirmou que ela servirá como base de produção de DRAM. A SK Hynix iniciará a construção em julho de 2027, com a inauguração de sua primeira sala limpa em junho de 2029 para produzir HBM e outros produtos DRAM de próxima geração.

      Uma sala limpa é um ambiente controlado, essencial para a fabricação de chips.

      A SK Hynix afirmou que a instalação de Cheongju produzirá memória NAND, um produto cuja “demanda está aumentando rapidamente”, segundo a empresa. A fábrica Cheongju M17 iniciará as obras em fevereiro de 2027, com a abertura da primeira sala limpa em dezembro de 2028.

      “Na era da IA, apenas a competitividade tecnológica não é suficiente, e a capacidade de fornecer o volume necessário exatamente no momento em que os clientes precisam é a vantagem competitiva definitiva”, afirmou a SK Hynix em um comunicado à imprensa. “Chegamos a essa decisão de investimento após uma análise aprofundada da demanda do mercado.”

      Os investimentos representam a próxima etapa do “plano mestre” da empresa, anunciado no ano passado, que prevê que a SK Hynix invista 600 trilhões de wons no Cluster de Semicondutores de Yongin e 100 trilhões de wons para expandir sua base de produção em Cheongju.

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      Alvo de pedido de falência, Refit acumula R$ 25,7 bilhões em débitos de impostos e entra na mira de projeto contra devedores contumazes no RJ

      O Governo do RJ protocolou na quinta-feira, 6, um projeto de lei contra o chamado Devedor Contumaz na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O pedido foi feito um dia depois do Estado realizar um pedido de conversão da Recuperação Judicial da Refit em falência.

      Embora a medida não seja direcionada unicamente à refinaria, o sinal enviado à empresa é direto, visto que ela figura entre as maiores devedoras fiscais do país. O texto remetido ao Legislativo estabelece diretrizes e sanções para corporações que acumulem débitos tributários irregulares superiores a R$ 15 milhões. A empresa é a maior devedora de impostos do país, com um débito de R$ 25,7 bilhões.

      Leia também: Estado do RJ pede falência da Refit após queda drástica nas receitas

      Falência da Refit

      No pedido de falência protocolado na justiça, a gestão estadual alega que a companhia perdeu viabilidade econômica e falhou em cumprir requisitos essenciais para permanecer no processo, ao passo que acumula sua dívida tributária saltou de R$ 5,5 bilhões em 2016 para mais de R$ 25 bi dez anos depois.

      Para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), o histórico financeiro demonstra que a recuperação judicial da companhia perdeu seu propósito de oxigenar negócios com chances reais de reestruturação. O governo destaca que a organização continuou acumulando perdas, reteve despesas operacionais altas e não demonstrou capacidade de gerar caixa para manter as atividades ou quitar obrigações. 

      Leia também: Pedido de falência da Refit indica esgotamento da recuperação judicial

      Empresa não se pronunciou

      A Refit e seus controladores ainda não se pronunciaram sobre a possibilidade de recorrer da solicitação de falência movida pelo governo fluminense na Justiça.

      A corporação é alvo de investigações da Polícia Federal em razão de denúncias de fraudes, sonegação de tributos e lavagem de dinheiro — práticas negadas pela defesa. O principal acionista do grupo, Ricardo Magro, encontra-se foragido nos Estados Unidos e figura na lista de difusão vermelha da Interpol.

      Esgotamento da RJ

      Por conta do endividamento que só cresceu durante o processo de RJ, especialistas concordam que a única saída para a defesa dos credores era mesmo a decretação da falência da companhia. Carlos Akira Sato, cofundador da Syscapital e vice-presidente de Relações Institucionais da Pagos, explicou em entrevista ao Radar do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC na quinta-feira, 6, destaque que, diante desse quadro, a decretação da falência passa a ser vista como uma forma de preservar o patrimônio remanescente e tentar garantir o pagamento de ao menos parte das dívidas existentes.

      “A expectativa é que o patrimônio restante da companhia seja suficiente para honrar pelo menos uma parcela dos débitos“, afirmou.

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      Porto Seguro tem lucro de R$ 888,6 milhões no segundo trimestre e revisa guidance de 2026

      A Porto Seguro divulgou nesta sexta-feira (7) seu balanço do segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 888,6 milhões, alta de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No mesmo dia, a companhia comunicou ao mercado a revisão do guidance para 2026, ajustando projeções ligadas à taxa efetiva de imposto e às operações do Porto Bank.

      O lucro líquido total do grupo somou R$ 879,4 milhões no período, praticamente estável frente aos R$ 878,1 milhões do 2T25. A receita total alcançou R$ 10,9 bilhões, avanço de 10,4%. O ROAE recorrente ficou em 22,3%, com queda de 2,3 pontos percentuais na comparação anual, reflexo direto da deterioração de resultado na vertical de crédito.

      Segundo o release de resultados, o crescimento nas receitas totais veio acompanhado de rentabilidade acima de 20% pelo oitavo trimestre consecutivo. Em nota, o CEO do Grupo Porto, Paulo Kakinoff, atribuiu a consistência do resultado à diversificação do modelo de negócios da companhia entre as verticais de seguros, saúde, banco e serviços.

      Ainda conforme o documento, as quatro unidades de negócio somadas movimentaram R$ 11 bilhões em receitas no trimestre, incremento de 11% sobre o 2T25, quando descontados os efeitos do novo modelo de diferimento de receitas do Consórcio.

      Leia também: Assaí quase dobra lucro recorrente no 2º trimestre e acelera redução da dívida

      Porto revisa guidance de 2026 após balanço

      No mesmo dia da divulgação dos números trimestrais, a Porto Seguro atualizou o guidance de desempenho para o exercício de 2026. O documento, assinado pelo diretor executivo de Relações com Investidores, Domingos de Toledo Piza Falavina, reforça que as projeções refletem expectativas da administração e não configuram promessa de resultado.

      A companhia manteve a maior parte das metas divulgadas anteriormente, com ajustes concentrados nas frentes de taxa efetiva de imposto e na vertical bancária. As verticais Porto Saúde e Porto Serviço tiveram todas as projeções mantidas sem alteração.

      Guidance mantém resultado financeiro e ajusta taxa efetiva

      O resultado financeiro consolidado para 2026 segue projetado entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,8 bilhão, sem mudanças. Já a taxa efetiva de imposto de renda foi revisada de uma faixa entre 24% e 28% para uma faixa entre 23% e 27%.

      De acordo com o Fato Relevante, a revisão decorre da reversão de impostos diferidos sobre a mais valia da aquisição de uma subsidiária após sua incorporação à estrutura do grupo.

      Na vertical Porto Seguro, a sinistralidade projetada para o ano também foi ajustada, passando de uma faixa entre 50,5% e 54,5% para uma faixa entre 50% e 54%. As demais métricas da unidade de seguros, como variação do prêmio ganho e índice de G&A, permaneceram mantidas.

      Porto Bank reduz lucro com alta das perdas de crédito

      O Porto Bank fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 137,8 milhões, queda de 32,5% em relação ao 2T25. O ROAE da vertical recuou para 16,3%, ante 27,6% um ano antes.

      Segundo o release, o resultado foi pressionado pelo avanço de 67% nas perdas de crédito, que somaram R$ 868,4 milhões no período. O documento atribui o movimento a um ciclo de crédito mais adverso no mercado, além de uma postura mais conservadora na constituição de provisões pela companhia.

      Por outro lado, o índice de eficiência da unidade melhorou 4 pontos percentuais, para 25,4%. A receita do Porto Bank cresceu 16,6% na comparação anual, para R$ 1,9 bilhão, impulsionada principalmente pelo Consórcio, que avançou 29,3% no critério comparável.

      Diante desse cenário de crédito, o guidance para o Porto Bank em 2026 também foi revisado. A receita total da vertical passou de uma faixa entre R$ 7,5 bilhões e R$ 7,9 bilhões para uma faixa entre R$ 7,7 bilhões e R$ 8,1 bilhões. As perdas de crédito projetadas subiram de uma faixa entre R$ 2,7 bilhões e R$ 3,1 bilhões para uma faixa entre R$ 3,1 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Já o índice de eficiência projetado melhorou, de uma faixa entre 27% e 31% para uma faixa entre 24% e 28%.

      Seguros e saúde sustentam rentabilidade do grupo

      Enquanto o Porto Bank enfrentou pressão na rentabilidade, as verticais de seguros e saúde tiveram desempenho oposto no trimestre. A Porto Seguro, unidade de seguros, registrou lucro de R$ 455,8 milhões, alta de 4,9%, com ROAE de 32,9% e melhora de 1,4 ponto percentual na sinistralidade, que recuou a 49,1%.

      A Porto Saúde apresentou o maior crescimento percentual entre as verticais, com lucro de R$ 143,9 milhões, avanço de 36,4% sobre o 2T25, e ROAE de 24%. A companhia atribuiu o resultado ao aumento de beneficiários e à melhora na sinistralidade da carteira de saúde e odontológico.

      Já a Porto Serviço teve lucro de R$ 50,2 milhões, crescimento de 11,2%, com destaque para a expansão de 34,3% na receita de produtos digitais.

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      Investigações sobre Lulinha acirram tensão entre Mendonça e direção da PF; entenda

      A relação entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, atravessa um período de tensão por causa da condução de investigações sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

      Divergências sobre o acesso a informações, o andamento das apurações e os limites da atuação da PF ampliaram o desgaste entre o gabinete do ministro e a cúpula da corporação.

      O conflito ganhou um novo capítulo na quinta-feira (6), quando os vinte e sete superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma carta conjunta em apoio a Andrei. Os dirigentes reafirmaram o compromisso da instituição com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito e defenderam que as investigações sejam conduzidas com base nas provas e nos mecanismos previstos em lei.

      Leia também: PF divulga nota em defesa da direção-geral após tensão envolvendo investigações e STF

      Segundo o portal G1, a manifestação ocorreu após uma sequência de episódios de desconfiança entre integrantes da PF e pessoas próximas a Mendonça. Interlocutores do ministro suspeitam de eventual repasse de informações de investigações ao Palácio do Planalto, enquanto policiais demonstram preocupação com decisões judiciais que, na avaliação de integrantes da corporação, ampliariam o controle do Supremo sobre as apurações.

      Restrição à comunicação

      A tensão veio a público depois que Mendonça assumiu, em fevereiro, a relatoria dos inquéritos relacionados ao Banco Master, no lugar do ministro Dias Toffoli. Em uma de suas primeiras decisões, Mendonça determinou que os policiais responsáveis pelo caso não compartilhassem diretamente informações com superiores, incluindo Andrei. A medida foi interpretada pela cúpula da PF como uma restrição à comunicação interna da corporação.

      O desgaste também alcançou as investigações sobre as fraudes no INSS. A PF questionou determinações de Mendonça relacionadas ao compartilhamento de materiais obtidos durante as diligências.

      Na avaliação de investigadores, o acompanhamento judicial costuma ocorrer por meio de relatórios policiais, manifestações do Ministério Público e informações apresentadas pelas defesas. Andrei chegou a acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) contra medidas que, segundo a corporação, ampliariam o controle judicial sobre a apuração.

      Lulinha amplia o conflito

      A situação se agravou após o surgimento de suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim de julho, a PF pediu ao STF a abertura de três investigações para apurar possíveis casos de tráfico de influência envolvendo o empresário em áreas como o Ministério da Saúde e a Dataprev.

      A PF também solicitou que os procedimentos fossem distribuídos por sorteio entre os ministros do Supremo, em vez de ficarem automaticamente sob a relatoria de Mendonça. A PGR concordou com o pedido. Dois dos inquéritos acabaram com Mendonça e um foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, em um movimento que foi interpretado no entorno de Mendonça como uma tentativa de reduzir sua atuação sobre os casos.

      De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, Mendonça já teria avisado que Andrei poderá responder por obstrução de Justiça caso as investigações envolvendo Lulinha não sejam encaminhadas ao seu gabinete, sem passar por outras instâncias da PF.

      Diante da situação, Rodrigues acionou a AGU, mas, segundo o jornal, o chefe do órgão, Jorge Messias, não pretende entrar em confronto com Mendonça. Os dois são próximos, e Mendonça chegou a apoiar a indicação de Messias para uma vaga no STF, posteriormente rejeitada pelo plenário do Senado.

      Outros pontos de atrito

      A relação entre as partes também foi afetada pela mudança, em maio, da unidade responsável pelas investigações da Operação Sem Desconto. O caso passou da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários (DPrev) para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A PF afirmou que a alteração buscava dar mais eficiência ao trabalho e que a equipe de investigadores foi mantida.

      No caso Banco Master, delegados também demonstraram insatisfação com a demora para a autorização de uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), investigado por suspeitas relacionadas a um fundo de pensão que adquiriu ativos do banco.

      A busca e apreensão foi autorizada em maio, cerca de dois meses após o pedido da PF. Mais recentemente, Mendonça autorizou uma operação no escritório do advogado Willer Tomaz, no âmbito das apurações envolvendo o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ambos negam irregularidades.

      Superintendentes declaram poio a Andrei

      A carta divulgada pelos vinte e sete superintendentes não cita Mendonça nem faz referência direta às decisões do ministro. O documento, porém, foi publicado após meses de divergências entre a PF e o gabinete do magistrado e representa uma manifestação pública de apoio ao diretor-geral da corporação.

      O episódio adiciona um novo componente à disputa sobre a condução das investigações no STF. Enquanto o gabinete de Mendonça demonstra preocupação com a atuação da PF nos casos que envolvem Lulinha, a direção da corporação sustenta a necessidade de preservar a autonomia dos investigadores dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

      Veja a íntegra da carta de apoio dos superintendentes

      “NOTA PÚBLICA DOS SUPERINTENDENTES REGIONAIS DA POLÍCIA FEDERAL

      Ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito.

      A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico. A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei.

      Para o adequado exercício de sua missão constitucional, é indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades institucionais.

      Tais garantias existem em benefício da sociedade e da correta aplicação da lei.

      O debate público e as críticas legítimas são próprios da democracia, mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas.

      Nesse contexto, os 27 Superintendentes Regionais da Polícia Federal vêm a público reafirmar sua confiança na Direção da Polícia Federal e seu compromisso com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público, bem como com a preservação de uma Polícia Federal forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional.”

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      Alguém explica? Flávio Bolsonaro diz não entender por que mulheres preferem Lula

      O senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

      O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou nesta sexta-feira (31) as pesquisas que apontam maior preferência das mulheres por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o presidente de usar o governo federal para retaliar São Paulo. O senador participou de um café da manhã com vereadores na capital paulista.

      Flávio afirmou não entender por que mulheres indicam maior apoio a Lula, apesar de associar pautas femininas à direita. “Parece que aquele que defende as mulheres está defendendo a pauta errada”, disse durante o encontro no QG de sua pré-campanha, na zona sul da cidade.

      Nas últimas semanas, por exemplo, o blogueiro Paulo Figueiredo iniciou uma campanha para retroceder o direito feminino ao voto, alegando que apenas mulher casadas acertavam nas escolhas, mas por influencias dos seus maridos. Neto do ex-ditador João Figueiredo, o blogueiro é um dos principais aliados dos irmãos Bolsonaro.

      Também pesa contra o senador a relação com sua madrasta, Michelle Bolsonaro. Apesar da trégua para confirmar sua candidatura à Presidência, a ex-primeira-dama gravou um vídeo de quase 30 minutos para expor o destrato dentro do âmbito familiar, o que reforçou a imagem misógina dentro do bolsonarismo.

      Dados do Datafolha divulgados em 24 de julho indicam que 50% das mulheres não votariam em Flávio de jeito nenhum no primeiro turno. Para Lula, o índice nesse grupo é de 44%. As mulheres representam 52,84% do eleitorado brasileiro, e a rejeição total do senador chega a 48%, ante 46% do presidente.

      IRONIA! Flávio Bolsonaro diz que não compreende porque as mulheres rejeitam ele, será mesmo que não compreende? Manda esse vídeo pra ele que ele passa a entender rapidinho quando vê a quantidade de bizarrice que seu pai disse e fez com mulheres. pic.twitter.com/M9mkrRUZii

      — Eixo Noticias (@oeixooficial) July 31, 2026

      Acusação envolve crédito para São Paulo

      Flávio também disse que Lula se “vinga” de São Paulo por causa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ambos aliados de sua pré-candidatura. “A prefeitura, o governo do estado implorando para liberar um financiamento, que o estado e a cidade têm condições de pagar”, afirmou.

      Sem detalhar quais operações de crédito estariam travadas, o senador acusou o Planalto de perseguir adversários. Nunes endossou a crítica e classificou como “perseguição política” a demora na liberação de uma operação de crédito de R$ 4 bilhões, que, segundo ele, aguarda aval desde abril.

      Em março, Lula disse que o governo federal participa de todas as obras realizadas no estado. “Não estamos fazendo favor, é obrigação, mas queria que o governo estadual reconhecesse que metade vem deles e metade vem do governo federal”, declarou o presidente em agenda pública.

      O encontro reuniu Tarcísio, Nunes e os pré-candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além de vereadores de partidos de centro e direita. A estratégia de Flávio mira lideranças municipais com contato direto com o eleitorado paulista.

      Ao falar sobre segurança e políticas de drogas, o senador atacou a esquerda e citou o programa “De Braços Abertos”, criado na gestão de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016. A iniciativa oferecia moradia, trabalho e cursos de capacitação a usuários de drogas na região da cracolândia; Flávio a chamou de “bolsa crack”.

      São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e concentra aliados importantes para o senador. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana apontou Flávio à frente de Lula em um eventual segundo turno no estado, por 40% a 35%; no primeiro turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 34% e 30%, respectivamente.

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      Bastidores da investigação sobre o INSS ampliam crise entre Mendonça e PF

      Ministro André Mendonça
      Ministro do STF André Mendonça. Foto: Reprodução

      Um pedido da Polícia Federal para abrir investigação sobre Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, intensificou o conflito entre a corporação e o gabinete do ministro André Mendonça, relator do inquérito principal sobre o INSS no Supremo Tribunal Federal. A nova frente apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

      A solicitação da PF chegou ao STF durante o plantão do ministro Alexandre de Moraes. Moraes enviou o caso à Procuradoria-Geral da República, que deu parecer favorável à instauração da investigação, e o processo acabou distribuído a Mendonça.

      Segundo o g1, o atrito entre investigadores e o gabinete do ministro, porém, já vinha de meses. Integrantes da equipe de Mendonça cobravam informações sobre o andamento do inquérito, questionavam a demora de diligências e demonstravam preocupação com alterações na equipe responsável pela apuração.

      A Polícia Federal rejeita a avaliação de que existam problemas na condução do caso. A corporação sustenta que seguiu critérios técnicos e não cometeu irregularidades durante as investigações.

      A nova sede da PF em Brasília. Foto: reprodução

      PF questionou restrições impostas pelo relator

      O mal-estar também envolve limites estabelecidos por Mendonça para a comunicação de informações da investigação com superiores de delegados da PF. A corporação procurou a Advocacia-Geral da União para avaliar medidas contra as restrições.

      Interlocutores do gabinete do ministro afirmam haver indícios de que a condução das apurações não funcionaria de forma regular. Fontes da PF contestam essa interpretação e dizem que decisões judiciais não podem interferir nas competências da corporação.

      Desde janeiro, a PF buscava a AGU para questionar medidas que considerava interferência em suas atribuições. Naquele momento, Dias Toffoli ainda relatava o caso no Supremo, e a manifestação inicial ocorreu verbalmente; em maio e junho, os pedidos passaram a ser formalizados.

      A PF afirma que as iniciativas junto à AGU antecedem o pedido de investigação sobre Lulinha e não têm relação com esse desdobramento. Documentos que tiveram o sigilo parcialmente retirado também levantaram suspeita de vazamento de informações no capítulo que envolve o senador Jaques Wagner, hipótese incluída nas petições do processo.

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      Ceuta: entenda o impasse entre Espanha e Marrocos pelo único território europeu na África

      Migrantes reunidos perto da fronteira entre Marrocos e Ceuta
      Migrantes reunidos perto da fronteira entre Marrocos e o território espanhol de Ceuta. Foto: Reprodução

      Ceuta, cidade autônoma espanhola de 18,5 quilômetros quadrados na costa africana do Mediterrâneo, reúne comunidades cristã, muçulmana, judaica e hindu em um território com pouco mais de 83 mil habitantes. As tradições dos quatro grupos influenciam o calendário de feriados, os templos e a culinária local.

      A cidade fica separada da Espanha continental pelo Estreito de Gibraltar e, ao lado de Melilla, forma a única fronteira terrestre entre a União Europeia e a África, sendo o único território europeu no continente. Marrocos não reconhece a soberania espanhola sobre as duas cidades e as considera áreas ocupadas.

      Cristãos e muçulmanos formam as maiores comunidades de Ceuta. No cotidiano local, os termos também podem indicar identidades culturais, familiares e linguísticas, além da prática religiosa.

      A presença cristã remonta à Antiguidade, e a cidade ainda preserva ruínas de uma basílica do século 4. O cristianismo ganhou força depois da conquista portuguesa de Ceuta, em 1415, antes de o território passar ao controle espanhol; entre os símbolos católicos estão o Santuário de Santa Maria da África e a Catedral da Assunção.

      ‼️ [ 🇪🇸 ESPAGNE | 🇲🇦 MAROC ]

      🔸 Le président du gouvernement de Ceuta affirme que près de 60.000 migrants ont franchi la frontière entre le Maroc et l’enclave espagnole ces derniers jours, soit l’équivalent d’environ 70 % de la population locale.

      Les arrivées, composées… pic.twitter.com/xJaqh2aFBO

      — Little Think Tank (@L_ThinkTank) July 31, 2026

      Mesquitas, sinagoga e templo hindu marcam o território

      A herança islâmica se relaciona aos séculos de domínio muçulmano e aos laços históricos e familiares com Marrocos. Em bairros como Hadú, Los Rosales e El Príncipe, mesquitas, mercados, casas de chá e o uso do darija, variedade árabe falada no país vizinho, integram a rotina dos moradores.

      Grande parte dos muçulmanos de Ceuta é formada por cidadãos espanhóis nascidos na própria cidade. A Mesquita de Sidi Embarek está entre as maiores do território, enquanto a Mesquita de Muley El Mehdi foi inaugurada em 1940; o fim do Ramadã e o Eid al-Adha fazem parte da vida pública, e a festa do sacrifício integra o calendário oficial de feriados locais.

      A comunidade judaica, menor em número, reúne descendentes de famílias sefarditas expulsas da Península Ibérica no fim do século 15 e de judeus berberes que viveram durante séculos em Marrocos.

      A Sinagoga Bet-El, construída em 1971 a partir da união de três pequenos espaços religiosos, abriga celebrações como o Hanukkah, que também atrai representantes de outras comunidades.

      Comerciantes sindis começaram a consolidar a comunidade hindu no fim do século 19, chegando por Gibraltar e Tânger para negociar tecidos, perfumes, incensos e, mais tarde, eletrônicos. O templo hindu abriu em 2007, e a cidade celebra o Diwali e o nascimento de Ganesha, quando a imagem da divindade percorre ruas e passa por locais ligados a outras religiões antes de seguir ao mar.

      Procissões da Semana Santa, o fim do Ramadã, o Eid al-Adha, o Diwali e o Hanukkah ocupam ruas e praças de Ceuta. A diversidade também se reflete em tapas andaluzas, espetinhos temperados, doces árabes, pratos halal, receitas sefarditas, comida vegetariana hindu e chá de hortelã.

      A convivência entre as comunidades não elimina desigualdades sociais e econômicas. Estudos sobre a cidade apontam concentração de pobreza e exclusão em bairros periféricos, como Príncipe Alfonso, além de problemas de moradia, educação, emprego e segregação residencial.

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      Panos quentes: Paraguai desiste de escalar crise diplomática com o Brasil

      Pedro Alliana, vice-presidente do Paraguai. Foto: reprodução

      O governo do Paraguai afirmou nesta sexta-feira (31) que não pretende aprofundar a tensão diplomática com o Brasil após receber explicações do embaixador brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes, sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da Guerra da Tríplice Aliança.

      O vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, disse que o embaixador informou às autoridades locais que as declarações de Lula foram retiradas de contexto e não tiveram a intenção de ofender a população do país vizinho. “Nunca foi a intenção do presidente Lula realmente ressentir ou insultar o Paraguai com essas declarações”, afirmou Alliana em coletiva de imprensa.

      O encontro ocorreu na sede da chancelaria paraguaia, em Assunção, um dia depois de o governo do país convocar Marcondes para prestar esclarecimentos. A convocação ocorreu após a repercussão das falas de Lula sobre o conflito que opôs Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai no século 19.

      Rubén Ramírez Lezcano, ministro das Relações Exteriores do Paraguai, afirmou ter recebido a explicação apresentada pela diplomacia brasileira. Para o chanceler, o esclarecimento de que Lula não pretendia atingir o povo paraguaio encaminhou o episódio sem necessidade de uma escalada bilateral.

      A crise começou após um discurso de Lula em Jacareí, no interior de São Paulo, em 24 de julho. Ao defender investimentos em defesa, o presidente afirmou que o Brasil busca a paz, mas citou o início da guerra no século 19.

      ❗️🇧🇷🇺🇸Lula destaca necessidade de proteção das fronteiras e cita ”LOUCOS” que querem fazer guerra

      ”A gente gosta de paz, mas a gente não pode se esquecer que um belo dia, o Paraguai invadiu o Brasil. (…) E aquela guerra que parecia que era nada, durou cinco anos”, afirmou. pic.twitter.com/FebjhOuY3n

      — RT Brasil (@rtnoticias_br) July 24, 2026

      Congresso paraguaio entregou nota de repúdio ao Brasil

      Durante a reunião, autoridades paraguaias entregaram formalmente uma nota de repúdio aprovada pelo Congresso do país ao representante brasileiro. O documento expressa a reação parlamentar às declarações que provocaram críticas no Paraguai.

      Alliana também citou o cenário eleitoral brasileiro ao explicar a decisão de não ampliar o conflito diplomático. “Vocês sabem que também estão em plena campanha eleitoral lá [no Brasil] e o que menos queremos é que acreditem que queremos nos imiscuir nessas eleições”, declarou.

      A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, ocorreu entre 1864 e 1870. O confronto deixou efeitos duradouros no país e dizimou cerca de 70% da população paraguaia, segundo estimativas históricas frequentemente citadas sobre o período.

      Até a última atualização, o governo brasileiro e o Itamaraty não haviam se manifestado publicamente sobre a reunião em Assunção nem sobre a nota de repúdio entregue pelas autoridades paraguaias.

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      Justiça condena Nikolas a pagar R$ 20 mil ao PT por post sobre tráfico

      Deputado federal Nikolas Ferreira durante sessão no plenário da Câmara dos Deputados
      Deputado federal Nikolas Ferreira durante sessão no plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

      A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a pagar R$ 20 mil por danos morais ao Partido dos Trabalhadores (PT), após ele chamar a sigla de “PT – Partido dos Traficantes” em uma publicação no X. A sentença, assinada na quinta-feira (30), também prevê a remoção da postagem após o fim das possibilidades de recurso.

      O juiz Wagner Pessoa Vieira, da 5ª Vara Cível de Brasília, concluiu que a mensagem ultrapassou os limites da crítica política ao relacionar diretamente o partido ao tráfico de drogas sem apresentar base factual. “A crítica política pode ser dura, ácida, irônica e injusta, mas não pode, sem suporte mínimo de veracidade, creditar associação direta da pessoa jurídica a crimes”, escreveu.

      O PT entrou com a ação pedindo a exclusão da publicação e uma indenização de R$ 40 mil. O partido sustentou que a frase atingiu sua honra e sua imagem institucional ao vinculá-lo a uma atividade criminosa.

      Na decisão, o magistrado afirmou que partidos políticos aceitam críticas mais severas no debate público, mas apontou que Nikolas publicou a acusação em seu perfil pessoal sem citar investigação, processo, dado oficial ou outro elemento concreto que sustentasse a associação.

      Publicação difamatória de Nikolas no X. Foto: reprodução

      Juiz rejeitou imunidade parlamentar alegada pela defesa

      A defesa do deputado pediu a rejeição da ação e alegou que a postagem estava protegida pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão. Também afirmou que se tratava de crítica política, sem imputação de um crime específico, e solicitou que uma eventual indenização ficasse em R$ 5 mil.

      Wagner Pessoa Vieira rejeitou esse argumento. Para o juiz, manifestações fora do Congresso só recebem proteção da imunidade quando mantêm vínculo com o exercício do mandato, como atos de fiscalização pública ou participação em debates legislativos.

      O magistrado avaliou que a postagem não tratava de fiscalização parlamentar e teve como objetivo desqualificar um partido adversário. Ele afirmou que a indenização não busca censurar o debate político, mas impede que redes sociais sejam usadas para associar pessoas ou instituições a crimes sem fundamento.

      Além dos R$ 20 mil, Nikolas terá de pagar as custas do processo e os honorários dos advogados do PT, definidos em 15% sobre o valor atualizado da indenização. Caso a publicação permaneça no ar cinco dias após o trânsito em julgado, o deputado poderá receber multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 60 mil.

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