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Fifa veta espanhol em entrevistas oficiais da Copa do Mundo; entenda o motivo

14 de Junho de 2026, 07:42
Vini Jr., durante entrevista após o jogo da Seleção na qual não pode ser questionado em espanhol graças ao veto da Fifa. Reprodução

A Fifa proibiu o uso do espanhol em determinados ambientes oficiais de entrevista da Copa do Mundo de 2026, incluindo coletivas e zonas mistas com idiomas previamente autorizados pela organização. A justificativa atribuída à entidade é a padronização da comunicação entre delegações, jogadores e imprensa, com o inglês adotado como idioma-base quando não houver língua comum liberada.

A regra apareceu no entorno de Brasil x Marrocos, no sábado (13), quando jornalistas hispanofalantes tentaram fazer perguntas em espanhol a jogadores acostumados ao idioma. Na véspera da partida, Vinicius Junior chegou a pedir que uma questão feita em inglês fosse reformulada em espanhol, mas o idioma não estava entre os permitidos pela Fifa naquele espaço oficial.

🇺🇸🇲🇽 | La FIFA prohíbe a los periodistas preguntar en español a los jugadores de Brasil y Marruecos a pesar de ser la segunda lengua materna más hablada del mundo por encima del inglés.

La FIFA autorizó a preguntar en francés, árabe, portugués e inglés, algo que supuso un… pic.twitter.com/67K1XRTTcA

— ʜᴇʀQʟᴇs (@herqles_es) June 14, 2026

Após o empate por 1 a 1, o tema voltou à tona na zona mista. Um jornalista venezuelano pediu que Vini Jr. respondesse em espanhol, mas o atacante disse que falaria em português por estar a serviço da Seleção Brasileira. “Estou com o Brasil, vou falar só em português”, afirmou, antes de comentar a atuação do time.

A limitação também afetou profissionais que tentaram entrevistar atletas de Marrocos, como Achraf Hakimi. Segundo relatos publicados nas redes sociais, a Fifa autorizou perguntas apenas em francês, árabe, português e inglês em determinados ambientes ligados à partida.

Na prática, a norma impediu o uso de uma língua amplamente dominada por jogadores dos dois elencos, especialmente atletas que atuam ou atuaram na Espanha. O caso chamou atenção porque o Mundial de 2026 também é sediado pelo México, país hispanofalante, além de Estados Unidos e Canadá.

🗣️ Periodista: “SOY DE VENEZUELA, EN ESPAÑOL, POR FAVOR”.

🗣️ Vinícius: “SOY DE BRASIL VOY A HABLAR EN PORTUGUÉS”.

Esta entrevista de TV de Vini, post-debut. 🤬🇧🇷 pic.twitter.com/lY8QDjy1yf

— Ataque Futbolero (@AtaqueFutbolero) June 14, 2026

Marrocos, que empatou com o Brasil, tinha 11 jogadores nascidos em outros países

14 de Junho de 2026, 06:59
Seleção marroquina. Reprodução

Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, uma seleção atuou com 11 jogadores nascidos fora do país que representa. O feito foi registrado por Marrocos no empate por 1 a 1 com o Brasil, neste sábado (13), pela primeira rodada do Mundial de 2026.

O marco ocorreu após a saída de Azzedine Ounahi, único atleta nascido em território marroquino que iniciou a partida. Com a entrada de Chemsdine Talbi, nascido na Bélgica, a equipe passou a ter todos os jogadores em campo nascidos no exterior.

A formação reunia atletas nascidos em Canadá, França, Bélgica, Espanha e Países Baixos. Entre eles estavam Bono, natural de Montreal, Achraf Hakimi, de Madri, e Bilal El Khannouss, de Molenbeek. Todos defendem Marrocos por ascendência familiar.

🇲🇦🌍 Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, uma seleção entrou em campo com 11 jogadores nascidos fora do país que representa.

No empate contra o Brasil, todos os titulares marroquinos nasceram no exterior:

🇨🇦 Bono (Montreal, Canadá)
🇳🇱 Noussair Mazraoui (Leiderdorp,… pic.twitter.com/cprTKPxtKL

— Curiosidades Europa (@CuriosidadesEU) June 14, 2026

A característica reflete a grande diáspora marroquina instalada principalmente na Europa. Nas últimas décadas, a federação do país ampliou a busca por talentos descendentes de marroquinos formados em categorias de base de clubes europeus.

O modelo ajudou a transformar a seleção em uma das forças emergentes do futebol mundial. Depois da histórica semifinal em 2022, Marrocos voltou a mostrar competitividade ao segurar o Brasil na estreia da Copa de 2026.

A equipe comandada por Walid Regragui teve organização tática e criou dificuldades para o time de Carlo Ancelotti. O empate reforçou o papel de uma geração construída fora das fronteiras do país, mas conectada à identidade marroquina.

Galvão no SBT e recorde da CazéTV levam Globo à pior audiência com Brasil em Copas

13 de Junho de 2026, 23:23
Everaldo Marques e o ex-jogador Denilson. Foto: Reprodução/TV Globo

A transmissão do empate entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo registrou neste sábado (13) a pior audiência da história da Globo em jogos da seleção brasileira no torneio. Exibida entre 19h04 e 21h05, a partida disputada nos Estados Unidos alcançou média prévia de 30,74 pontos na Grande São Paulo, segundo dados obtidos pelo mercado televisivo. Com informaões do TV Pop.

O confronto também marcou a primeira partida da seleção em uma Copa do Mundo sem a narração de Galvão Bueno na Globo desde 1982. Nesta edição, o narrador passou a integrar a equipe do SBT, enquanto Everaldo Marques assumiu a transmissão do jogo pela emissora líder de audiência.

O resultado ficou abaixo do antigo recorde negativo da Globo em partidas do Brasil no Mundial. Até então, a menor audiência havia sido registrada em 12 de julho de 2014, quando a seleção perdeu para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo realizada no Brasil. Na ocasião, a emissora marcou 31,5 pontos na Grande São Paulo.

Durante a exibição de Brasil x Marrocos, a audiência da Globo atingiu pico de 31,75 pontos às 21h05. A emissora concentrou, em média, 49,08% dos televisores ligados na região metropolitana paulista, mantendo a liderança isolada entre todos os concorrentes.

Transmissão da CazéTV com Casemiro e o ex-jogador Romário. Foto: Reprodução/Youtube

As plataformas de streaming apareceram como a principal alternativa à transmissão da Globo. Considerando os televisores sintonizados na CazéTV, os serviços digitais registraram média de 11,36 pontos no mesmo período da partida. A emissora do YouTube, aliás, com seus 12 milhões de expectadores simultâneos, bateu o recorde mundial da plataforma.

O SBT também obteve um de seus melhores desempenhos na cobertura do torneio. Com Galvão Bueno à frente da transmissão, a emissora alcançou média de 8,07 pontos e pico de 10,64 pontos às 19h55. O resultado foi registrado pouco depois da separação da transmissão compartilhada com a N Sports.

Executivos da emissora avaliam que, após a consolidação dos números e considerando a audiência de plataformas não identificadas pelos sistemas de medição em tempo real, o SBT poderá atingir cerca de 12 pontos de média. Caso a projeção se confirme, o desempenho superará a audiência conquistada pela Band na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014.

No Painel Nacional de Televisão, que reúne dados das 15 principais regiões metropolitanas do país, a Globo permaneceu na liderança com 31,85 pontos. Os serviços de streaming ficaram em segundo lugar com 11,51 pontos, seguidos pelos conteúdos não identificados, SBT, televisão por assinatura, Record, Band e RedeTV!, repetindo a mesma ordem observada na Grande São Paulo.

Ancelotti evita explicar ausência de Endrick após empate frustrante do Brasil

13 de Junho de 2026, 22:35
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, durante entrevista após a estreia do time na Copa. Reprodução

 

A ausência de Endrick no empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, neste sábado (13), pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, virou um dos principais assuntos após a partida.

Diante de uma atuação pouco inspirada da Seleção, a decisão de Carlo Ancelotti de deixar o atacante no banco durante os 90 minutos gerou questionamentos entre torcedores e jornalistas.

Autor do gol da vitória brasileira sobre o Egito no amistoso da semana passada, o camisa 19 era apontado por muitos como uma alternativa para mudar o panorama de um time que teve dificuldades para criar chances diante dos marroquinos. Mesmo assim, Ancelotti optou por iniciar a partida com Igor Thiago no comando do ataque e lançou Matheus Cunha no segundo tempo.

Após o jogo, o treinador italiano foi questionado sobre a ausência de Endrick, mas evitou entrar no tema. Visivelmente incomodado e sem demonstrar disposição para aprofundar a análise da partida, Ancelotti afirmou que não comentaria desempenhos individuais.

🚨 URGENTE – Ancelotti é questionado por que não colocou o Endrick e diz que não está ali para falar de um jogador individualmente

“Eu não estou aqui para falar individualmente de um jogador” pic.twitter.com/K4xHwa36Gl

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) June 14, 2026

“Não estou aqui para falar individualmente de jogadores. Falo do time, que não foi bem no primeiro tempo e melhorou no segundo. Tivemos algumas oportunidades e temos que acertar mais”, declarou.

O Brasil começou a partida em ritmo lento e viu o Marrocos abrir o placar com Saibari ainda no primeiro tempo. A equipe africana foi superior em boa parte da etapa inicial e explorou as dificuldades defensivas brasileiras. O empate veio graças a uma jogada individual de Vinícius Júnior, que marcou um belo gol e evitou uma derrota na estreia.

A resposta de Ancelotti, porém, dificilmente encerrará o debate. Com o ataque apresentando pouca efetividade e o treinador deixando uma das principais promessas do futebol brasileiro no banco durante toda a partida, a pressão sobre a comissão técnica tende a aumentar nos próximos dias.

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O último compromisso da fase de grupos será diante da Escócia, no dia 24.

Avaliado em R$ 5,3 bilhões, elenco de Ancelotti não empolga na estreia da Copa 2026 e empata com Marrocos

13 de Junho de 2026, 21:45

O mercado espera que a Seleção Brasileira desempenhe um papel de protagonismo no Mundial, avançando até as fases decisivas e rumo ao sonhado título de hexacampeão. O time comandado por Carlo Ancelotti entrou na competição sob altas expectativas, à medida  em que os craques escalados para a disputa figuram entre os times mais caros do mundo. 

O elenco brasileiro comandado pelo italiano está avaliado em € 928 milhões, equivalente a R$ 5,37 bilhões, o que classifica o time como o sexto mais caro do mundo. A cotação elevada, entretanto, não se refletiu no campo, à medida que a seleção marroquina conta com um valor de mercado quase que a metade,   €498,3 milhões, ou R$ 3,18 bilhões – e, ainda assim, conseguiu empatar.

Mercado da bola além dos campos 

O próprio técnico da seleção nacional também se consolidou como um dos principais nomes do marketing esportivo no país desde que assumiu o comando da equipe nacional.

Às vésperas da Copa do Mundo, o treinador passou a ser disputado por grandes anunciantes e se transformou em um dos ativos comerciais mais valiosos do futebol brasileiro. Segundo especialistas do setor, os valores cobrados para o uso de sua imagem podem chegar a ser cinco vezes superiores aos pagos a treinadores que passaram anteriormente pela seleção.

O italiano já estrelou campanhas de marcas como Brahma, Volkswagen e Amazon, integrando um grupo restrito de patrocinadores que conseguiram associar suas marcas ao treinador.

Além das ações publicitárias, Ancelotti ampliou significativamente sua presença digital nos últimos meses. O crescimento de sua audiência nas redes sociais, acompanhado pela chegada de milhões de novos seguidores, reforçou sua relevância comercial e ampliou o potencial de exposição para patrocinadores.

Da várzea aos estádios 

O crescimento dos clubes americanos no ranking das equipes mais valiosas do mundo tem reduzido a distância histórica em relação ao domínio europeu e ampliado a pressão sobre mercados tradicionais do futebol, como o Brasil. A avaliação é do comentarista esportivo Cacá Bueno, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que atribui a ascensão da Major League Soccer (MLS) à capacidade dos Estados Unidos de transformar o futebol em um negócio de entretenimento cada vez mais rentável.

Segundo ele, o avanço é significativo. Até o ano passado, apenas dois clubes americanos figuravam entre os 30 mais valiosos do planeta. Agora, são sete equipes na lista, lideradas pelo Inter Miami.

“Já não é tão clara a hegemonia europeia assim. Até o ano passado apenas dois times americanos apareciam na lista dos 30 mais valiosos e esse ano já são sete”, afirmou.

Apesar da expansão dos norte-americanos, os gigantes europeus ainda mantêm posição de destaque. Clubes como Real Madrid, Barcelona e Manchester City seguem entre os mais valiosos do futebol mundial. Ainda assim, Cacá destaca que o valor dessas equipes continua abaixo de franquias das ligas profissionais americanas.

“Onde o americano põe a mão, realmente ganha valor de mercado”, disse. Segundo ele, a valorização dos clubes deixou de depender apenas de receitas tradicionais, como venda de jogadores, patrocínios e bilheteria. Hoje, o entretenimento e a produção de conteúdo desempenham papel cada vez mais relevante.

“O valor de mercado não é mais só o valor do patrocínio da camisa, venda de jogadores e bilheteria. Agora entram conteúdo, streaming, canais próprios e outras fontes de receita”, explicou.

Arredores do jogo 

As cifras altas não se restringem aos salários dos envolvidos no jogo. Segundo dados do Skyscanner, o interesse dos brasileiros pelos destinos que receberão jogos da Copa segue em alta. A especialista em voos e viagens da plataforma, Isla dos Santos, afirma que algumas cidades-sede já registram crescimento expressivo nas buscas.

“Entre os brasileiros, o que a gente nota é um crescimento de 10% em buscas para a Filadélfia, que é uma das cidades-sede onde o Brasil vai se apresentar. Também vemos um aumento de 14% em buscas para Miami”, disse.

De acordo com a especialista, Miami já figurava entre os destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros antes mesmo do torneio, mas a Copa ampliou ainda mais esse movimento.

Além do interesse específico pelas cidades que receberão partidas, o apelo das viagens internacionais também cresceu. Segundo levantamento realizado pelo Skyscanner, os brasileiros demonstravam interesse em destinos no exterior 58% maior do que em 2025, mesmo antes da definição completa dos confrontos e das sedes dos jogos.

O post Avaliado em R$ 5,3 bilhões, elenco de Ancelotti não empolga na estreia da Copa 2026 e empata com Marrocos apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Brasil empata com o Marrocos na estreia da Copa; saiba como fica a situação agora

13 de Junho de 2026, 21:05
Vini Jr. comemora o gol de empate contra o Marrocos na estreia da Copa

A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 diante do Marrocos neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Em um confronto equilibrado e de muita intensidade física, os dois gols da partida saíram ainda na etapa inicial.

O Marrocos surpreendeu a defesa brasileira e abriu o placar com Saibari, após uma rápida transição ofensiva. O atacante recebeu um lançamento em profundidade, venceu a marcação na velocidade e demonstrou muita categoria ao encobrir o goleiro Alisson, que saiu muito mal.

A resposta da Seleção veio antes do intervalo. Principal referência técnica do ataque, Vini Jr. balançou as redes e deixou tudo igual, recolocando o Brasil no jogo.

Além dos gols, o primeiro tempo foi marcado por disputas ríspidas no meio-campo: Casemiro e Ibañez foram advertidos com cartão amarelo por faltas em El Aynaoui e Brahim Díaz, respectivamente, enquanto El Khannouss levou amarelo por parar Raphinha com falta. No segundo tempo, as equipes mantiveram a postura competitiva, mas o placar permaneceu inalterado.

O segundo tempo teve momentos de perigo para ambas as equipes, com Allison fazendo uma defesa importante no final. Sob forte calor, a etapa final teve ritmo mais lento do que os primeiros 45 minutos.

Carlo Ancelotti fez alguns gestos à beira do campo orientando um dos atacantes centrais da Seleção a se deslocar para os lados quando Vinícius Júnior recebia a bola. A movimentação parecia fazer parte de uma estratégia para atrair os defensores marroquinos para as laterais, criando espaços na região central do campo.

Como fica a situação no Grupo C?

Por se tratar da rodada de abertura do Grupo C, o resultado deixa a briga pelas vagas na próxima fase totalmente aberta. Veja o impacto do tropeço na estreia:

Tabela de pontos: Brasil e Marrocos somam 1 ponto cada um. A liderança ou a vice-liderança momentânea do grupo dependerá do saldo de gols e do resultado do outro confronto da chave, disputado entre Haiti e Escócia hoje às 22h (horário de Brasília).

Regulamento favorece: Com o formato de 48 seleções, avançam para o mata-mata (dezesseis-avos de final) os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados gerais. Embora o empate tire a tranquilidade, o Brasil segue com chances claras de classificação.

Pressão por vitórias: O critério de desempate pode ser crucial. Para não depender de combinações de resultados ou da vaga como melhor terceiro, a Seleção Brasileira precisará buscar os três pontos nas próximas duas partidas.

Próximos jogos do Brasil

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima semana para tentar garantir sua primeira vitória no Mundial:

Brasil x Haiti: Quinta-feira, 19 de junho

Escócia x Brasil: Terça-feira, 24 de junho

Ismael Saibari marcou o gol do Marrocos contra o Brasil
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