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EUA negam interferência contra reeleição de Lula: “Respeitamos o povo brasileiro”

13 de Agosto de 2026, 22:28
Lula e Marco Rubio em montagem com retratos lado a lado
Marco Rubio e Lula. Foto: Reprodução

O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou nesta quinta-feira (13) que tenha um plano para impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que respeitará qualquer governo escolhido pelos brasileiros nas eleições de outubro. Com informações de G1.

Uma autoridade do órgão declarou que a avaliação atribuída ao Planalto não corresponde à realidade. “Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil”, disse.

A fonte afirmou ainda que Washington mantém relações com governos brasileiros de diferentes campos políticos. “Nós [EUA] temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, acrescentou, sem citar nominalmente o secretário de Estado Marco Rubio.

Assessores de Lula avaliam que Rubio busca evitar uma nova vitória do presidente. A percepção ganhou força após o governo de Donald Trump divulgar um vídeo no qual afirma que o domínio dos Estados Unidos sobre toda a América “nunca mais será questionado”.

O presidente dos EUA Donald Trump. Foto: Divulgação

A manifestação do Departamento de Estado ocorre durante uma crise nas relações entre Brasília e Washington, às vésperas da disputa presidencial marcada para os dois primeiros fins de semana de outubro. Rubio é apontado como uma das figuras mais influentes do segundo mandato de Trump na política para a América Latina.

Entre os episódios que elevaram a tensão estão uma montagem que colocou Lula algemado e vendado no lugar do presidente venezuelano Nicolás Maduro, preso pelos Estados Unidos em janeiro, e o cancelamento do visto da embaixadora brasileira em Washington.

O governo americano também aplicou a Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes em 2025 e adotou tarifaços contra o Brasil e produtos brasileiros. Essas medidas ampliaram os atritos entre os dois países.

A referência dos EUA a “eleições livres e justas” já apareceu em manifestações do governo Trump sobre pleitos de outros países. O Tribunal Superior Eleitoral sustenta que o sistema eleitoral brasileiro é seguro e que as urnas eletrônicas permitem eleições livres.

Operação secreta da CIA no Equador deixa pescadores desaparecidos

13 de Agosto de 2026, 22:24
Famílias com fotos dos desaparecidos após a ação militar norte-americana. Reprodução TWP

A CIA estaria por trás de uma série de ataques contra barcos de pesca equatorianos realizados no início deste ano, segundo uma reportagem do The Washington Post.

As operações permaneceram sem autoria oficial durante meses e deixaram oito pescadores desaparecidos, presumidos mortos.

Sobreviventes relataram que homens não identificados, falando inglês, atacaram as embarcações com drones. Antes dos ataques, um avião teria realizado operações de vigilância sobre os barcos.

Segundo fontes ouvidas pelo Washington Post, os ataques fizeram parte de um programa de “ação encoberta”, expressão usada para designar operações secretas no exterior autorizadas pelo presidente dos Estados Unidos e conduzidas de forma que o envolvimento de Washington não seja reconhecido publicamente.

Ainda não está claro por que os barcos foram escolhidos como alvos nem qual seria o objetivo da operação mais ampla.

Um dos episódios ocorreu em janeiro, quando o barco pesqueiro Fiorella, de aproximadamente 16 metros, foi atingido. Os oito tripulantes desapareceram e são considerados mortos.

Outros dois barcos, o Negra Francisca Duarte II e o Don Maca, foram atacados em março. Todos os pescadores a bordo sobreviveram. Não há evidências de que qualquer uma das embarcações estivesse envolvida em atividades além da pesca.

Sobreviventes disseram ao New York Times que foram atacados por pessoas que usavam distintivos com a bandeira dos Estados Unidos, mas que não apresentavam nenhuma outra identificação oficial.

Dados de rastreamento de voos acrescentaram outro elemento ao mistério. Um avião de patrulha marítima baseado em uma instalação militar em El Salvador teria voado na direção dos três barcos pouco antes dos ataques.

Segundo o New York Times, a aeronave passou perto do Fiorella em quatro ocasiões diferentes, inclusive no dia em que a embarcação desapareceu.

O avião utilizado na vigilância não está registrado em nome do governo americano. Gravações de comunicações com o controle de tráfego aéreo indicam que os pilotos falavam inglês com sotaque americano.

O Washington Post informou que a aeronave havia voado do Tennessee para El Salvador em novembro. A informação levanta a possibilidade de que contratados militares privados tenham sido utilizados para executar os ataques, embora não esteja claro quem operou as embarcações e drones ou quem deu as ordens.

O caso é diferente da campanha pública promovida pelo governo de Donald Trump contra embarcações acusadas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

Desde setembro do ano passado, as Forças Armadas dos EUA atacaram cerca de 67 barcos, segundo dados citados na reportagem, deixando 221 mortos. Nesses casos, o Pentágono assumiu publicamente a autoria e frequentemente divulgou imagens das operações nas redes sociais.

As ações contra os chamados “narco barcos” também provocaram críticas de organizações de direitos humanos, que questionam sua legalidade e afirmam que os ataques podem configurar execuções extrajudiciais. O governo Trump sustenta que o uso de força letal é justificável porque os Estados Unidos estão, na prática, em guerra contra os cartéis.

A diferença entre as operações públicas contra suspeitos de narcotráfico e os ataques no Equador aumenta as dúvidas sobre a finalidade da missão secreta.

“Isso levanta a questão de por que seria necessário fazer isso. Qual seria o propósito de todo esse sigilo?”, questionou ao Washington Post um ex-oficial americano que trabalhou na região.

Trump teria ampliado, no ano passado, a autoridade da CIA para realizar operações letais contra traficantes de drogas em países da América Latina.

Embaixador de Trump acusa colonos israelenses de terrorismo na Cisjordânia

13 de Agosto de 2026, 21:47
Mike Huckabee Trump Israel
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, chamou de “terroristas israelenses” os colonos que mantiveram moradores de três casas palestinas cercados em Qusra, na Cisjordânia ocupada. A expressão veio de um aliado de Donald Trump conhecido pela defesa dos assentamentos e foi acompanhada de outra definição: “ato de terror”. Horas depois, o próprio Huckabee começou a reduzir o alcance da condenação. Com informações da AP.

Durante cinco noites, colonos bloquearam as saídas dos imóveis, cortaram água e eletricidade e impediram que as famílias circulassem com segurança, enquanto diminuíam os estoques de alimentos e água potável. Qusai Abu Rida permaneceu em uma das casas com o filho adolescente e recorreu à água de um poço. Forças israelenses chegaram a intervir, mas os colonos voltaram. Nesta quinta-feira (13), o Exército afirmou ter desmontado dois postos ilegais e detido um israelense.

Huckabee afirmou que a embaixada americana pedira a atuação do Exército e da polícia de Israel. Disse que os responsáveis eram “terroristas israelenses”, classificou o cerco como “ato de terror” e chamou a intimidação contra a família de “comportamento de bandidos”. Também negou que Washington e a representação diplomática tivessem ignorado o caso.

This is another lie. @usembassyjlm has been VERY involved & the IDF & Israel Police have gone at our request to remove the Israeli terrorists doing this. The actions of those doing this to this family’s home is criminal. The WH hasn’t “intervened” because we have kept DC… https://t.co/qrfnCYcOtB

— Ambassador Mike Huckabee (@GovMikeHuckabee) August 13, 2026

Menos de quatro horas depois, porém, os “terroristas” passaram a ser descritos pelo embaixador como “invasores ilegais”. À tarde, Huckabee foi além: escreveu que os colonos “não são o problema” na região que chamou de “Judeia e Samaria” e usou o rótulo “unsettlers” — algo como “descolonos” — para apresentar os autores do cerco como uma pequena minoria desvinculada do movimento. Em seguida, cobrou da imprensa uma cobertura “equilibrada”.

Para sustentar essa distinção, Huckabee compartilhou uma reportagem do Jerusalem Post com condenações de líderes de assentamentos. Yisrael Ganz disse que a violência em Qusra “não é o nosso caminho”, enquanto Shai Alon afirmou que os agressores causam danos irreversíveis a Israel e ao movimento. O mesmo Ganz, no entanto, defendeu a continuidade da expansão israelense na Cisjordânia e pediu a revogação dos Acordos de Oslo.

"Settlers" are not the problem in Judea/Samaria. "Unsettlers" are. Very small minority who do great damage to Palestinian families & to Israel. Real settlers like Ysrael Ganz, Governor of Judea/Samaria condemn the actions of the few. Let's hope the media gives attention to this…

— Ambassador Mike Huckabee (@GovMikeHuckabee) August 13, 2026

Qusra registra mais ataques de colonos do que qualquer outra comunidade da Cisjordânia em 2026, segundo a ONU. Autoridades palestinas contabilizam 1.476 ataques desde janeiro. O cerco tampouco é um episódio isolado para Washington, já que em julho, colonos israelenses armados cercaram o deputado americano Ro Khanna por cerca de 90 minutos. O episódio integra um quadro mais amplo de violência de colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia ocupada.

“Socialismo ou morte”: 100 anos de Fidel, e por que o legado de Cuba derrotará a barbárie imperialista

13 de Agosto de 2026, 21:20
Fidel Castro Cuba
Escola em Havana com posters em homenagem aos 100 anos de Fidel Castro. Foto: Norlys Perez/Reuters

Cuba e o mundo marcam hoje os 100 anos do nascimento de Fidel Castro (13 de agosto de 1926, Birán), em meio ao cerco mais duro de Washington desde o Período Especial. Marco Rubio prepara o que fica explícito como uma tentativa de estrangulamento final da realidade revolucionária que persiste há décadas em Cuba.

Antes da Revolução, Cuba era uma quase-colônia americana sob a ditadura de Fulgencio Batista, instituída em um golpe de Estado em 1952, comandado por Washington. O capital estrangeiro, sobretudo dos EUA, controlava a maior parte da economia, incluindo usinas de açúcar, terras, serviços públicos, telefonia, eletricidade e bancos. Havana era o parque de diversões da máfia norte-americana (Meyer Lansky), com cassinos, prostituição e jogo. No campo, latifúndio, desemprego sazonal e miséria; o analfabetismo rondava um quarto da população, com pouca escolaridade e serviços de saúde precários fora das cidades.

A barbárie imperialista

É a essa “ordem pré-revolucionária” que Washington quer retornar. O bloqueio dos EUA, com 64 anos, foi levado a níveis inéditos no segundo mandato de Trump, sob Marco Rubio no Departamento de Estado, e a tomada de Cuba vem sendo construída peça por peça. No primeiro dia exato do segundo mandato, 20 de janeiro de 2025, Trump designou Cuba como State Sponsor of Terrorism (SST). A consequência mais decisiva e cruel da designação encontra-se no efeito dissuasório sobre o sistema financeiro global. A designação aciona o regime de sanções secundárias — o instrumento que estende a jurisdição americana ao planeta inteiro. Qualquer banco, seguradora, armador, empresa ou governo que negocie com Cuba passa a arriscar ser cortado do sistema financeiro dos Estados Unidos e tratado como cúmplice de terrorismo.

Esse cerco econômico e financeiro se articula a uma estratégia mais ampla de repressão e contenção política. A Estratégia Nacional de Contraterrorismo de 2026 de Trump fundiu, pela primeira vez, três categorias de “ameaça terrorista”: narcoterroristas/gangues transnacionais, jihadistas legados e — inédito — “extremistas violentos de esquerda”. É hoje o arcabouço que enquadra governos latino-americanos não alinhados, enquanto Guantánamo, o SOFA no Paraguai, o FBI no Equador e as bases argentinas se tornam “equivalentes funcionais” das bases dos EUA no Golfo.

Os Estados Unidos querem deixar claro que a ameaça militar a Cuba é permanente. Em meio aos navios de guerra no Caribe e às execuções extrajudiciais, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, discursando na base naval de Guantánamo — território cubano ocupado ilegalmente — ameaçou Cuba diretamente: “Seria imprudente para o governo cubano tentar adquirir ou obter acesso ao tipo de armas que poderiam alcançar esta base ou o território americano. Estariam convidando o tipo de confronto que não apenas não desejam, mas não poderiam suportar.”

Paralelamente, Rubio amplia vetos de visto ligados às missões médicas cubanas, mirando autoridades de cerca de 50 países que recebem médicos cubanos, sob a alegação de “trabalho forçado”.

Rubio sancionou, dois meses depois, cinco entidades (Tecnoimport, União da Indústria Militar/UIM, EMI Yuri Gagarin e mais duas) e oito autoridades (o ministro da Defesa, Álvaro López Miera, e o chefe do Estado-Maior, Roberto Legrá Sotolongo, entre outros), alegando aquisição de equipamento militar da Rússia e da China.

Cuba Fidel Castro
Evento de comemoração do governo cubano em homenagem ao centenário de Fidel Castro. Foto: Norlys Perez/Reuters

O mundo a partir dos olhos da Revolução Cubana e a audácia revolucionária de Fidel

Cuba, no entanto, nunca se entregou. Fidel sempre deixou claro que as aberturas (turismo, capital estrangeiro em setores selecionados) eram ditadas pela necessidade histórica, e não por um abrandamento da convicção socialista — exatamente a lógica que Cuba retoma hoje nas reformas de 2026. Díaz-Canel, no ato central, resumiu seu argumento: “O socialismo não é um dogma, mas uma ciência em construção, que deve ser adaptada às realidades concretas.”

Fidel soube ler o momento histórico e a oportunidade e, depois, soube adaptar a estratégia sem abrir mão do princípio. A Revolução trouxe consigo uma taxa de alfabetização superior a 99%. A expectativa de vida e a mortalidade infantil em Cuba tornaram-se melhores que as dos Estados Unidos, e Cuba acumula mais médicos enviados ao exterior do que OMS + UNICEF + MSF somados em missões de solidariedade.

Para além da libertação nacional de Cuba, o internacionalismo genuíno — “a pátria era a humanidade” — segue coerente até hoje. Cuba enviou tropas para defender a Angola independente contra as invasões da África do Sul do apartheid. Cerca de 9.000 soldados cubanos de elite, com tanques e aviação, detiveram e derrotaram as forças sul-africanas, forçando a retirada da África do Sul de Angola e da Namíbia e acelerando a independência namibiana e o fim do apartheid. Cuba diz que mais de 300 mil voluntários serviram em Angola ao longo do período; um monumento em Pretória honra 2.070 soldados cubanos mortos. As palavras de Mandela selam o legado: “Quando procurávamos os governos ocidentais, éramos recebidos por funcionários de baixo escalão. Quando visitamos Cuba, fomos recebidos pelas mais altas autoridades, que de imediato ofereceram tudo o que quiséssemos e precisássemos.”

Fidel apoiou a Revolução Sandinista (1979), enviando professores, médicos e assessores. Apoiou também processos em El Salvador, Granada e a esquerda latino-americana em geral. Fidel acompanhou e estimulou a trajetória de Lula e do PT. Diante da derrota de 1989 para Collor, Lula pensou em desistir, e Fidel viu isso como um aviso para continuar — a vez em que um operário metalúrgico chegou mais perto da Presidência.

Fidel convidou o mundo a ver a si mesmo com outros olhos, livre da opressão, da competição e da humilhação capitalista. Testou na prática a solidariedade entre os povos, foi inúmeras vezes vitorioso nas lutas de libertação. Mostrou que o socialismo é real, possível, mas tem um grande desafio: o cerco da barbárie capitalista em queda livre.

EUA planejam ataques contra narcotraficantes na América Latina: “Onde quer que trafiquem drogas”

13 de Agosto de 2026, 20:58
Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, no Panamá. Foto: Aris Martinez/REUTERS

Os Estados Unidos planejam ampliar para operações em terra a campanha militar contra organizações do narcotráfico na América Latina. A estratégia prevê ações contra grupos considerados ameaças aos EUA e a países aliados, em uma expansão da ofensiva que já ocorre contra supostas embarcações usadas para o tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

A informação foi dada pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante uma visita ao Panamá. Segundo ele, Washington pretende levar para o território continental da América Latina a mesma capacidade operacional empregada nos ataques contra as chamadas “narcolanchas”.

“Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, essas organizações são um alvo, assim como o Estado Islâmico ou a Al Qaeda”, afirmou Hegseth.

Vestindo uma camiseta verde-oliva e cercado por militares, o chefe do Pentágono disse que os Estados Unidos trabalham com países aliados para realizar operações terrestres contra organizações que Washington classifica como organizações terroristas designadas.

Hegseth citou especificamente Equador e Colômbia como parceiros nos preparativos para levar a ofensiva aos territórios onde atuam grupos do narcotráfico.

EUA querem repetir ataques realizados no Caribe e no Pacífico

De acordo com o secretário de Defesa, os EUA esperam, no curto prazo, desenvolver com os países aliados uma “capacidade operacional” semelhante à utilizada nos ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas.

“Será o mesmo efeito em terra”, afirmou Hegseth. “Por isso estamos trabalhando com Equador, Colômbia e outros parceiros para levar a luta às DTO [organizações designadas terroristas] em terra.”

A campanha militar americana contra supostas embarcações do narcotráfico começou em setembro de 2025 e, segundo os dados apresentados na reportagem, já deixou ao menos 215 mortos em ataques realizados no Caribe e no Pacífico Oriental.

As operações provocaram críticas de juristas e organizações de direitos humanos, que questionam a legalidade dos ataques e afirmam que alguns deles podem configurar execuções extrajudiciais.

Hegseth, porém, defendeu abertamente a estratégia letal.

“Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados. Vamos destruir estas redes com todas as capacidades do governo americano.”

Out with our warriors at the Jungle Operations Training Center in Panama.

No environment is too harsh, no terrain too tough. Incredibly proud of these lethal joint and partner forces. pic.twitter.com/cJHqoepLY9

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) August 13, 2026

Aliança de 19 países contra os cartéis

Os planos fazem parte da Coalizão Anticartéis das Américas, uma aliança liderada pelo governo de Donald Trump que reúne 19 países.

Entre os participantes estão Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru. O México, apesar de abrigar alguns dos grupos criminosos mais poderosos da região, não integra a coalizão.

Durante sua passagem pelo Panamá, Hegseth participou de exercícios militares realizados anualmente no país com a participação de cerca de 20 nações.

O secretário afirmou que a ofensiva poderá alcançar qualquer lugar onde organizações de tráfico de drogas estejam operando.

Entre os grupos e atividades mencionados por Hegseth estão redes de tráfico de cocaína, o comércio de fentanil no México e remanescentes de guerrilhas colombianas.

A declaração representa uma ampliação significativa da atuação militar americana contra o narcotráfico na América Latina e abre a possibilidade de operações terrestres dos EUA e de seus aliados contra grupos classificados por Washington como organizações terroristas.

EUA negam plano para impedir reeleição de Lula, mas linguagem usada mantém preocupação no Brasil

13 de Agosto de 2026, 15:52

O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou, nesta quinta-feira (13), que o governo de Donald Trump tenha qualquer plano para impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Saiba mais na TVT News.

A manifestação ocorre em meio à crescente tensão diplomática entre Washington e Brasília e a preocupações do governo brasileiro com a atuação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, no pleito eleitoral deste ano.

A declaração foi transmitida por uma fonte do Departamento de Estado a jornalistas. Rubio não foi citado nominalmente.

Na manifestação, o governo norte-americano afirmou dar importância à relação com o Brasil e disse respeitar o povo brasileiro e qualquer governo escolhido por meio de eleições livres e justas.

A declaração também destacou que os Estados Unidos mantiveram relações com governos brasileiros de diferentes posições políticas e classificou essas interações como bem-sucedidas.

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Declaração não afasta preocupação do Planalto

Apesar da negativa, a manifestação de Washington não foi suficiente para eliminar as preocupações dentro do governo brasileiro sobre a postura dos Estados Unidos diante das eleições de 2026.

“Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil”, foram as palavras da fonte.

A menção a “eleições livres e justas” chamou atenção porque expressões semelhantes já foram utilizadas pelo governo Trump em manifestações sobre processos eleitorais de outros países. O contexto alimenta a preocupação de que Washington possa, eventualmente, questionar o resultado de uma eleição brasileira.

O sistema eleitoral brasileiro é submetido a mecanismos de fiscalização e auditoria e é administrado pela Justiça Eleitoral, tendo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como órgão máximo.

Segundo integrantes do governo Lula, as suspeitas sobre uma possível atuação de Rubio contra a candidatura do presidente também foram alimentadas por manifestações recentes do governo Trump sobre a política dos Estados Unidos para o continente americano.

Em vídeo publicado recentemente, o Departamento de Estado dos EUA afirmaram que o domínio do país sobre a América Latina “nunca mais será questionado”, mencionando a Doutrina Monroe, implementada no início do século XX e usada como fundamento para influenciar a política em países latinoamericanos.

Rubio e a nova política dos EUA para a América Latina

Marco Rubio ocupa uma posição de destaque na política externa do segundo governo de Donald Trump e tem defendido uma atuação mais assertiva dos Estados Unidos na América Latina.

Rubio também já protagonizou declarações críticas ao governo brasileiro e a Lula, contribuindo para o ambiente de tensão entre os dois países.

A preocupação em Brasília ocorre ainda em um momento de forte disputa política e comercial entre os governos. A possibilidade de interferência externa nas eleições brasileiras é tratada pelo Planalto dentro de um cenário mais amplo de deterioração das relações diplomáticas.

Relação entre Brasil e EUA enfrenta série de conflitos

A crise atual não se limita à questão eleitoral. Nos últimos meses, Brasília e Washington entraram em rota de colisão por diferentes motivos.

Entre os episódios que aumentaram a tensão está a circulação de uma montagem que mostrava Lula algemado e vendado no lugar do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Também houve medidas contra autoridades brasileiras, incluindo restrições de vistos e sanções impostas pelo governo norte-americano. Em 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi alvo da aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos, em uma decisão posteriormente revogada.

Outro ponto de conflito foi o tarifaço implementado por Trump, que teve novos episódios neste ano após as primeiras medidas em 2025. O governo norte-americano anunciou tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, provocando reação do governo Lula e a adoção de medidas para proteger setores afetados da economia brasileira.

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Rendimentos dos Treasuries ficam estáveis antes de dados do mercado de trabalho dos EUA

7 de Agosto de 2026, 09:00

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos operavam estáveis na manhã desta sexta-feira (7), enquanto os investidores aguardavam a divulgação de importantes dados do mercado de trabalho prevista para mais tarde.

O rendimento dos Treasuries de 10 anos, principal referência para hipotecas, financiamentos de automóveis e dívidas de cartão de crédito, permanecia em 4,6719%.

As taxas de prazos mais curtos e mais longos também estavam estáveis. O rendimento do Treasury de 2 anos, que acompanha mais de perto as decisões de juros de curto prazo do Federal Reserve, permanecia em 4,2431%. Já o rendimento do Treasury de 30 anos, que costuma reagir a acontecimentos geopolíticos mais amplos, estava inalterado em 5,2189%.

Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual, ou 1/100 de 1%, e os rendimentos e os preços dos títulos se movimentam em direções opostas.

Os investidores aguardam a divulgação de importantes dados do mercado de trabalho em busca de sinais mais claros sobre a economia dos Estados Unidos e sobre o possível impacto nas decisões de juros do Federal Reserve, enquanto os preços da energia avançavam nesta sexta-feira.

Economistas esperam que os dados de empregos fora do setor agrícola de julho mostrem a criação de 83 mil vagas no mês, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,2%.

Leia também: Ouro encerra semana no vermelho após falas de dirigentes do Fed

Dan Lacalle, economista-chefe da Tressis, afirmou que altas de juros pelo Fed seriam negativas para a economia, prejudicando especialmente o mercado de trabalho.

“Não faz sentido o Fed elevar os juros”, afirmou Lacalle ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, nesta sexta-feira. Segundo ele, não há “nenhum sinal” de superaquecimento da economia dos Estados Unidos. Lacalle acrescentou que os dados do núcleo do índice de preços ao consumidor, o CPI, e do índice de preços de gastos com consumo pessoal, o PCE, indicam que aumentos de juros não teriam impacto sobre os preços da energia.

Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate subiam 0,67%, para US$ 77,81 por barril, enquanto o Brent avançava quase 1%, para US$ 83,31.

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Ceuta: entenda o impasse entre Espanha e Marrocos pelo único território europeu na África

31 de Julho de 2026, 16:29
Migrantes reunidos perto da fronteira entre Marrocos e Ceuta
Migrantes reunidos perto da fronteira entre Marrocos e o território espanhol de Ceuta. Foto: Reprodução

Ceuta, cidade autônoma espanhola de 18,5 quilômetros quadrados na costa africana do Mediterrâneo, reúne comunidades cristã, muçulmana, judaica e hindu em um território com pouco mais de 83 mil habitantes. As tradições dos quatro grupos influenciam o calendário de feriados, os templos e a culinária local.

A cidade fica separada da Espanha continental pelo Estreito de Gibraltar e, ao lado de Melilla, forma a única fronteira terrestre entre a União Europeia e a África, sendo o único território europeu no continente. Marrocos não reconhece a soberania espanhola sobre as duas cidades e as considera áreas ocupadas.

Cristãos e muçulmanos formam as maiores comunidades de Ceuta. No cotidiano local, os termos também podem indicar identidades culturais, familiares e linguísticas, além da prática religiosa.

A presença cristã remonta à Antiguidade, e a cidade ainda preserva ruínas de uma basílica do século 4. O cristianismo ganhou força depois da conquista portuguesa de Ceuta, em 1415, antes de o território passar ao controle espanhol; entre os símbolos católicos estão o Santuário de Santa Maria da África e a Catedral da Assunção.

‼️ [ 🇪🇸 ESPAGNE | 🇲🇦 MAROC ]

🔸 Le président du gouvernement de Ceuta affirme que près de 60.000 migrants ont franchi la frontière entre le Maroc et l’enclave espagnole ces derniers jours, soit l’équivalent d’environ 70 % de la population locale.

Les arrivées, composées… pic.twitter.com/xJaqh2aFBO

— Little Think Tank (@L_ThinkTank) July 31, 2026

Mesquitas, sinagoga e templo hindu marcam o território

A herança islâmica se relaciona aos séculos de domínio muçulmano e aos laços históricos e familiares com Marrocos. Em bairros como Hadú, Los Rosales e El Príncipe, mesquitas, mercados, casas de chá e o uso do darija, variedade árabe falada no país vizinho, integram a rotina dos moradores.

Grande parte dos muçulmanos de Ceuta é formada por cidadãos espanhóis nascidos na própria cidade. A Mesquita de Sidi Embarek está entre as maiores do território, enquanto a Mesquita de Muley El Mehdi foi inaugurada em 1940; o fim do Ramadã e o Eid al-Adha fazem parte da vida pública, e a festa do sacrifício integra o calendário oficial de feriados locais.

A comunidade judaica, menor em número, reúne descendentes de famílias sefarditas expulsas da Península Ibérica no fim do século 15 e de judeus berberes que viveram durante séculos em Marrocos.

A Sinagoga Bet-El, construída em 1971 a partir da união de três pequenos espaços religiosos, abriga celebrações como o Hanukkah, que também atrai representantes de outras comunidades.

Comerciantes sindis começaram a consolidar a comunidade hindu no fim do século 19, chegando por Gibraltar e Tânger para negociar tecidos, perfumes, incensos e, mais tarde, eletrônicos. O templo hindu abriu em 2007, e a cidade celebra o Diwali e o nascimento de Ganesha, quando a imagem da divindade percorre ruas e passa por locais ligados a outras religiões antes de seguir ao mar.

Procissões da Semana Santa, o fim do Ramadã, o Eid al-Adha, o Diwali e o Hanukkah ocupam ruas e praças de Ceuta. A diversidade também se reflete em tapas andaluzas, espetinhos temperados, doces árabes, pratos halal, receitas sefarditas, comida vegetariana hindu e chá de hortelã.

A convivência entre as comunidades não elimina desigualdades sociais e econômicas. Estudos sobre a cidade apontam concentração de pobreza e exclusão em bairros periféricos, como Príncipe Alfonso, além de problemas de moradia, educação, emprego e segregação residencial.

Panos quentes: Paraguai desiste de escalar crise diplomática com o Brasil

31 de Julho de 2026, 16:08
Pedro Alliana, vice-presidente do Paraguai. Foto: reprodução

O governo do Paraguai afirmou nesta sexta-feira (31) que não pretende aprofundar a tensão diplomática com o Brasil após receber explicações do embaixador brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes, sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da Guerra da Tríplice Aliança.

O vice-presidente paraguaio, Pedro Alliana, disse que o embaixador informou às autoridades locais que as declarações de Lula foram retiradas de contexto e não tiveram a intenção de ofender a população do país vizinho. “Nunca foi a intenção do presidente Lula realmente ressentir ou insultar o Paraguai com essas declarações”, afirmou Alliana em coletiva de imprensa.

O encontro ocorreu na sede da chancelaria paraguaia, em Assunção, um dia depois de o governo do país convocar Marcondes para prestar esclarecimentos. A convocação ocorreu após a repercussão das falas de Lula sobre o conflito que opôs Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai no século 19.

Rubén Ramírez Lezcano, ministro das Relações Exteriores do Paraguai, afirmou ter recebido a explicação apresentada pela diplomacia brasileira. Para o chanceler, o esclarecimento de que Lula não pretendia atingir o povo paraguaio encaminhou o episódio sem necessidade de uma escalada bilateral.

A crise começou após um discurso de Lula em Jacareí, no interior de São Paulo, em 24 de julho. Ao defender investimentos em defesa, o presidente afirmou que o Brasil busca a paz, mas citou o início da guerra no século 19.

❗️🇧🇷🇺🇸Lula destaca necessidade de proteção das fronteiras e cita ”LOUCOS” que querem fazer guerra

”A gente gosta de paz, mas a gente não pode se esquecer que um belo dia, o Paraguai invadiu o Brasil. (…) E aquela guerra que parecia que era nada, durou cinco anos”, afirmou. pic.twitter.com/FebjhOuY3n

— RT Brasil (@rtnoticias_br) July 24, 2026

Congresso paraguaio entregou nota de repúdio ao Brasil

Durante a reunião, autoridades paraguaias entregaram formalmente uma nota de repúdio aprovada pelo Congresso do país ao representante brasileiro. O documento expressa a reação parlamentar às declarações que provocaram críticas no Paraguai.

Alliana também citou o cenário eleitoral brasileiro ao explicar a decisão de não ampliar o conflito diplomático. “Vocês sabem que também estão em plena campanha eleitoral lá [no Brasil] e o que menos queremos é que acreditem que queremos nos imiscuir nessas eleições”, declarou.

A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, ocorreu entre 1864 e 1870. O confronto deixou efeitos duradouros no país e dizimou cerca de 70% da população paraguaia, segundo estimativas históricas frequentemente citadas sobre o período.

Até a última atualização, o governo brasileiro e o Itamaraty não haviam se manifestado publicamente sobre a reunião em Assunção nem sobre a nota de repúdio entregue pelas autoridades paraguaias.

“Fomos enganados”: diretor da Fifa acusa Infantino e expõe crise interna

31 de Julho de 2026, 14:42
O diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour. Foto: Divulgação

O diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour, acusou o presidente da entidade, Gianni Infantino, de enganar funcionários ao conduzir sem transparência um plano de investimento privado ligado à Copa do Mundo. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (31), Lamour afirmou que os trabalhadores “merecem algo melhor do que desprezo e intimidação”.

Lamour classificou a proposta como um “projeto de uma pessoa” e defendeu que ela não avance. “Este projeto não só não deve prosseguir… como chegou a hora de os líderes políticos do futebol se questionarem corretamente e tomarem as decisões certas”, declarou.

O diretor disse que não pretende pedir demissão, embora admita o risco de perder o emprego por se manifestar. “Se isso significar perder meu emprego, que assim seja. Pelo menos vou dormir bem esta noite”, afirmou.

Na crítica a Infantino, Lamour disse que vice-presidentes, integrantes do Conselho da FIFA, confederações, federações, jogadores, ligas, clubes, torcedores e a própria administração foram ignorados. Para ele, a condução do tema revela “falta de confiança, falta de transparência, falta de discernimento, falta de boa governança. E uma grave falta de respeito”.

O presidente da FIFA Gianni Infantino. Foto: Divulgação

Também nesta sexta-feira (31), Carlos Cordeiro deixou o posto de conselheiro sênior de Infantino em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, ele ocupava a função desde 2021 e integra a força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026.

Cordeiro criticou a ideia de vender 20% de uma nova subsidiária responsável por comercializar direitos da Copa do Mundo. O empreendimento teria avaliação de US$ 20 bilhões, e a operação buscaria levantar US$ 4,2 bilhões com investidores privados. “É um mau negócio para as Associações Membro da FIFA, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro do esporte a longo prazo”, disse.

O ex-assessor questionou por que a FIFA pretende captar recursos apesar de possuir bilhões de dólares em reservas e não ter dívidas. Ele citou os US$ 15 bilhões em receitas entre 2022 e 2026 mencionados por Infantino e afirmou que vender uma participação permanente no principal ativo comercial da entidade significaria “hipotecar o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente”.

A Confederação Asiática de Futebol, a Concacaf e a UEFA se posicionaram contra o plano, reunindo 143 das 211 associações filiadas à FIFA — mais do que as 106 necessárias para aprová-lo em votação.

A entidade respondeu que não está “vendendo futebol”, atribuiu parte da reação a “reportagens incorretas da mídia” e afirmou que seguirá com o processo de consulta; a Confederação Africana avaliará a proposta na próxima semana, enquanto a Oceania discutirá o tema no próximo mês.

Espanha e Portugal ameaçam desistir da Copa de 2030 por plano da Fifa; entenda

31 de Julho de 2026, 14:34
A seleção da espanha campeã da Copa do Mundo. Foto: Divulgação

Espanha e Portugal planejam retirar a candidatura para sediar a Copa do Mundo de 2030 caso o presidente da Fifa, Gianni Infantino, leve adiante a proposta de vender parte dos direitos comerciais do torneio, informou o jornal espanhol ‘El Español’ nesta sexta-feira (31). Os dois países dividem a organização prevista com Marrocos.

A eventual saída integraria a reação da UEFA contra o projeto e significaria também abrir mão de receber partidas do Mundial. A edição de 2030 prevê jogos nos três países anfitriões e partidas inaugurais no Uruguai, na Argentina e no Paraguai, em referência ao centenário da primeira Copa.

O plano contestado prevê a venda de 20% de uma nova subsidiária encarregada de comercializar os direitos da Copa do Mundo para investidores privados. O empreendimento teria avaliação de US$ 20 bilhões, e a operação poderia render US$ 4,2 bilhões à Fifa.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) se juntou à UEFA e à Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) na oposição ao projeto. Para a AFC, a Fifa “não consegue, de forma realista, alcançar o amplo consenso e a unidade necessários para avançar”.

A entidade asiática reúne 47 associações, a Concacaf reúne 41 e a UEFA tem 55. Juntas, as três confederações somam 143 dos 211 membros da Fifa, acima dos 106 votos necessários para aprovar a proposta.

Taça da Copa do Mundo e as bandeiras das sedes de 2030. Foto: Divulgação

A Concacaf rejeitou a iniciativa após reunião emergencial realizada na quinta-feira (30). As associações apontaram “profunda preocupação” com a ausência de revisão pelos órgãos de governança da Fifa, com o prazo curto para análise e com a falta de devido processo na discussão.

A AFC também cobrou uma revisão urgente da estrutura de governança e de tomada de decisões da entidade. A confederação africana deve discutir o tema na próxima semana, enquanto a Oceania programou uma reunião para o mês seguinte; a Conmebol ainda não divulgou posição pública.

O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, criticou a condução de Infantino e classificou a proposta como “projeto de uma pessoa”. Ele afirmou que funcionários da entidade foram “enganados” pela falta de transparência e declarou que não pretende renunciar, mesmo que sua manifestação lhe custe o emprego.

No mesmo dia, Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino e ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, pediu demissão em protesto. “É hipotecar o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente”, disse Cordeiro ao argumentar que a Fifa tem bilhões de dólares em reservas, não possui dívidas e registrou US$ 15 bilhões em receitas entre 2022 e 2026.

Publicadas regras que restringem publicidade de bets no País

Por:Sul 21
11 de Julho de 2026, 10:28

Da Agência Brasil

Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

• “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets.

Entre as principais vedações estão:

• apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

• sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

• criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

• divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

• induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

• utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

• direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias. Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

As punições previstas incluem:

• multas de até 20% do faturamento da operadora;

• suspensão da autorização de funcionamento por até 180 dias;

• cassação da licença em casos de reincidência grave.

Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou que veículos e empresas responsáveis pela divulgação de publicidade irregular poderão receber multas de até R$ 14 milhões.

O governo também prevê responsabilizar as casas de apostas caso influenciadores contratados descumpram as regras, além da possibilidade de remoção do conteúdo considerado irregular.

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Futebol e niilismo: perderam o jogo, puseram brincos e foram ao cinema. Por Lênio Streck

11 de Julho de 2026, 10:16
Lênio Streck dando aula a jogadores e técnico da Seleção. Foto: reprodução

Por Lenio Strek, em Conjur

Há algo de profundamente simbólico no futebol contemporâneo, e não me refiro a esquemas táticos ou a estatísticas. Refiro-me a uma mudança de mentalidade. De imaginário.

Lembro-me de quando a regra que proibia o goleiro de agarrar com as mãos o recuo deliberado do companheiro foi saudada como uma revolução. Seria o fim da cera, da acomodação, do jogo burocrático. Durante algum tempo, pareceu funcionar.

Mas o futebol, como as instituições, também aprende a contornar as regras. O velho recuo transformou-se em outra coisa. Hoje ele não precisa mais ser dado ao goleiro. Basta fazê-lo horizontalmente. O resultado é semelhante: posse de bola estéril, circulação interminável, um “tiki-taka” no meio do campo que confunde movimentação com criatividade e controle com coragem.

O jogador que parte para cima do marcador parece ter sido substituído pelo funcionário que cumpre protocolo. O futebol produziu seus próprios burocratas.

1. Chego, então, ao Brasil: a derrota, a desclassificação.

Não basta dizer que perdemos. É preciso compreender como se perde. Contra a Noruega, assistimos a um espetáculo de resignação.  Os noruegueses trocavam passes lentamente. O Brasil aguardava pacientemente em seu próprio campo. Como se recuperar a bola fosse um detalhe secundário.

Onde estava a pressão imediata? Onde estava aquilo que os alemães chamariam, metaforicamente, de uma blitzkrieg para recuperar a posse?

Nada. Os jogadores apenas cercavam, acompanhavam, observavam. Espirravam em torno da bola.  Pateticamente. O resultado foi quase pedagógico.

Dois gols. Porque quem espera permanentemente acaba premiando o adversário. Mas talvez o problema nem seja exclusivamente tático. O problema é anterior. É cultural. Falta vigor. Falta dedicação. Falta sangue nos olhos.

A seleção brasileira parece ter se transformado em uma atividade paralela. Comercial.

O técnico divide seu tempo entre convocações e campanhas publicitárias de cerveja. Isso que, segundo noticiou a imprensa, recebe 4 milhões por mês. E renovou até 2.030. E precisa do comercial da Brahma. Que coisa, não?

Há jogadores com dezenas de contratos comerciais. Diz-se que um empresário sozinho possui um terço dos jogadores da seleção na sua carteira.

Um anuncia bancos. Outro promove casas de apostas. Outro vende cerveja. Outro se jacta (adoro essa palavra) de ter R$ 200 mil em perfumes e cremes para pele e cabelo. E, pior, diz que a Copa lhe tirou as férias. Sim, foi Raphinha quem disse tal absurdo. E ainda faz propaganda dos produtos usados por sua esposa.

E o que dizer de Neymar, que, conforme se noticiou e mostrou, levou relógios avaliados em 22 milhões. E a malta pintando ruas de verde e amarelo. Pobre povo.

2. Perdeu o jogo, frustrou a torcida, colocou dois brincos de diamante em cada orelha e foi ao cinema

É a paráfrase do clássico Matou a Família e Foi ao Cinema, de 1969, dirigido por Júlio Bressane, obra marco do cinema marginal. Poucos, à época, souberam ler o niilismo ali escancarado, manifestado no grito de revolta e descrença frente às utopias políticas da época e à opressão da ditadura militar.

Niilismo, bem entendido, vai além de agir mal sem demonstrar peso na consciência: é o esvaziamento dos valores que davam sentido à própria coisa. No filme, o protagonista mata a família e vai ao cinema. Lembra Raskolnikov, de Crime e Castigo. Só que, atenção, não o Raskolnikov de depois do crime, devorado pela culpa até a confissão; o de antes, aquele que se convenceu de que cometera um gesto extraordinário e que o homem extraordinário está acima do julgamento comum.

É esse Raskolnikov de antes que vejo nos jogadores da seleção. Perdem o jogo e saem sorrindo. Vini Jr coloca dois brincos em cada orelha (devem valer alguns milhões) e abre o sorriso e vai para o jantar. Ou ao cinema, como no filme. Falo não dos caros brincos em si (belos, por sinal). Falo do simbólico: ninguém se enfeita para ir a um velório. Remorso zero. Culpa nenhuma.  Isso se repete em Ancelotti. Com seu chiclete incansável. Aliás, não entendi por qual razão os fabricantes de goma de mascar não contrataram Ancelotti.

Não há pecado algum em ganhar dinheiro. O problema começa quando a profissão principal parece transformar-se em atividade acessória. A seleção deixa de ser o centro. Passa a ser uma plataforma de exposição para marcas.

Neymar diante de painel da Copa do Mundo 2026 e microfones de imprensa
Neymar após eliminação na Copa do Mundo. Foto: Reprodução

A pergunta inevitável é simples. Em que momento há tempo para pensar futebol?

Jogadores milionários que pouco se importam com o que a torcida pensa. Não é moralismo. É prioridade. Pelé, Zico, Beckenbauer, Zidane faziam publicidade. A diferença é que a publicidade era consequência.  Hoje ela parece ser o projeto principal.

O futebol virou intervalo comercial. Como venho insistindo há anos a respeito do Direito, que de prática interpretativa foi convertido em gerenciamento de procedimento, a burocracia engole tudo. O futebol não escapou; há apenas mapas de calor, GPS, métricas, algoritmos… e muita frescura. Enfim, parece que o futebol imita o Direito.

Tem de tudo. Só falta o futebol. O ludopedismo. A propósito: já não há cobradores de faltas. Dizem que treinar cobranças prejudica o joelhinho. Pobre gente. Que pena que eu tenho.

Fundamentalmente, falta justamente aquilo que fazia alguém levantar do sofá. Os jogadores jogam passando a bola para o lado e para trás. O dinizismo venceu. Aliás, deveriam ter deixado Diniz na seleção. Encaixaria melhor. E sem o chiclete do mister.

Em algum momento convencemos nossos jogadores de que errar tentando é pior do que acertar sem criar.

Talvez aí esteja a verdadeira derrota. Não apenas da seleção. Mas da própria ideia de futebol.

Enfim, esculhambaram (com) o futebol. Apatifaram-no, cobrindo-o de ouro e diamantes. E de Rolexes. Patek Philippes, Richard Milles etc. De empresários. De assessorias de imprensa que blindam determinados jogadores de quaisquer críticas. Claro, e de jornalistas amigos.

E o que dizer dos influencers transformados em comentaristas? Nada menos do que patético. E os repórteres entrevistando o pipoqueiro e o guarda de trânsito? O pré-jogo virou uma disputa de palhaçadas sem graça.

No fim, é o que resta: perderam o jogo, puseram os brincos, os relógios… e foram ao cinema. Sem remorso. Sem culpa. Como no filme. E no livro.

Extrema-direita mira ciganos para ataques xenofóbicos em Portugal

11 de Julho de 2026, 10:01
André Fernandes, líder da extrema-direita portuguesa, em outdoor contra ciganos. Foto: reprodução

O partido Chega, da ultradireita de Portugal, transformou a comunidade cigana em alvo recorrente de seu discurso xenófobo, enquanto lideranças ciganas relatam aumento de ofensas em espaços públicos e na internet com a popularidade de André Ventura.

A reação apareceu no Dia Nacional da Pessoa Cigana, comemorado em 24 de junho no bairro de Padre Cruz, em Lisboa, uma região conhecida por ruas com nomes de rios portugueses e por abrigar uma das comunidades ciganas mais tradicionais da cidade, com cerca de 500 pessoas.

O DJ Jorge Syllvah foi a principal atração da celebração, com repertório que mistura música luso-flamenca, rumba e pop. Ele tem 52 mil seguidores no YouTube, número próximo da estimativa de cerca de 60 mil pessoas ciganas em Portugal. “Em Portugal não é fácil ser cigano, há muito racismo e preconceito”, disse Syllvah. “A música, uma linguagem universal, é um jeito de nos integrar à sociedade.”

A bailarina e professora de flamenco Claudia Pargana também se apresentou no evento. Ela dá aulas de música e dança cigana em cinco escolas da rede pública de Lisboa. “Com a arte mostramos a força da nossa criatividade, e os mais jovens tomam contato com nossa cultura desde pequenos”, afirmou.

Associações ciganas recorrem à Justiça contra o Chega

André Ventura ataca povos ciganos desde a fundação do Chega, em 2019, e costuma acusá-los de viver à custa do Estado português por meio da expressão “subsidiodependência”. Bruno Oliveira, líder da Associação Intercultural Cigana, diz que a retórica ampliou a discriminação cotidiana: “O discurso da extrema direita tirou do armário os que tinham preconceito contra os ciganos. Hoje sentimos a discriminação em lugares públicos, como restaurantes, e também na internet”.

A atriz e ativista Maria Gil, referência no movimento feminista português, contesta a ideia de privilégio em moradias populares e afirma que a comunidade sofreu deslocamento urbano. “O que ocorreu, na verdade, é que fomos expulsos do centro para a periferia das cidades”, disse. “Meus avós viviam na região central da cidade do Porto e eram integrados e respeitados no bairro. Hoje muitos de nós vivem confinados em guetos”.

A socióloga Maria Manuela Mendes, pesquisadora da Universidade de Lisboa, calcula que existam de duas a três dezenas de associações de povos ciganos em Portugal. Uma decisão judicial recente obrigou o Chega a retirar cartazes da última campanha presidencial com a foto de Ventura e a frase “os ciganos têm que cumprir a lei”. A juíza Ana Barão sustentou que “a frase foi pensada para causar um específico impacto relativamente a um grupo social”.

Claudia Pargana, bailarina e professora de flamenco
Claudia Pargana, bailarina e professora de flamenco. Foto: Reprodução

Ricardo Sá Fernandes, advogado que representou as associações ciganas no processo, disse ao Diário de Notícias que a decisão teve efeito pedagógico: “Espero que ninguém mais afixe cartazes discriminatórios e vexatórios para qualquer comunidade, como exige a defesa da dignidade de todos”. Bruno Gonçalves, presidente da associação Letras Nômadas, afirma que “nossa estratégia de luta é usar sempre as armas da democracia” e lembra que povos ciganos estão em Portugal há mais de 500 anos, com presença registrada na peça “Farsa das Ciganas”, de Gil Vicente.

Mendes coordenou em 2014 o único estudo acadêmico aprofundado sobre comunidades ciganas no país e lidera uma nova pesquisa prevista para 2027. Ela estima pelo menos 60 mil ciganos em Portugal, embora o censo nacional não inclua etnia nos questionários. Programas europeus de integração ampliaram o acesso a bolsas de estudo, e já surgem integrantes dessas comunidades com mestrado e doutorado em universidades portuguesas.

As lideranças temem que o avanço da ultradireita limite esses ganhos. Maria Gil, que já concorreu à Câmara Municipal do Porto, aponta a baixa presença institucional como obstáculo: “Temos atividade política nas organizações, mas pouca presença dentro dos partidos, à direita e à esquerda. Precisamos dessa participação porque, quando André Ventura começou a pregar o anticiganismo, ficou claro que tínhamos entrado numa guerra”.

BTS, Madonna e Justin Bieber: veja quem são as atrações da final da Copa do Mundo 2026

11 de Julho de 2026, 09:30

A final da Copa do Mundo de 2026 terá uma novidade além da disputa pelo título mundial. Pela primeira vez, a decisão do torneio contará com um show musical durante o intervalo da partida, em um formato inspirado no tradicional espetáculo do Super Bowl, evento esportivo dos Estados Unidos conhecido pelas grandes apresentações.

A partida está marcada para o próximo domingo, 19, e colocará frente a frente duas seleções que ainda serão definidas. Enquanto os times disputarão a taça mais importante do futebol mundial, o público acompanhará apresentações de alguns dos maiores nomes da música, como BTS, Madonna e Justin Bieber.

Além das performances musicais, também segundo o Estadão, a celebração contará com a participação dos Muppets. Além disso, o evento será realizado em apoio ao Fifa Global Citizen Education Fund, iniciativa voltada para ampliar o acesso à educação e criar novas oportunidades para crianças.

Leia também: Copa do Mundo: qual o valor de mercado de Espanha e Bélgica?

Copa do Mundo terá show de intervalo pela primeira vez

Até então, a Copa do Mundo não havia utilizado o intervalo da final para uma apresentação musical nos moldes adotados por grandes eventos esportivos. Dessa forma, a Fifa decidiu incluir o formato na edição de 2026, criando um momento dedicado ao entretenimento durante a partida decisiva.

A proposta, portanto, segue uma referência do Super Bowl, que tradicionalmente reúne grandes artistas durante o intervalo da final da liga de futebol americano dos Estados Unidos. Dessa forma, a Copa do Mundo também terá uma atração semelhante em sua principal partida, ampliando a programação do evento além da disputa esportiva.

Quem são os artistas confirmados

O show do intervalo da final reunirá artistas de diferentes estilos e nacionalidades. Entre os nomes confirmados estão:

  • Justin Bieber
  • BTS
  • Madonna
  • Shakira
  • Coldplay
  • Burna Boy
  • Gustavo Dudamel
  • PS22 Chorus

A apresentação terá curadoria de Chris Martin, vocalista do Coldplay, e contará com artistas reconhecidos mundialmente.

Leia também: Copa do Mundo: veja a previsão da I.A. para as quartas de final

BTS, Madonna e Justin Bieber são destaques da programação

Entre os nomes anunciados, BTS, Madonna e Justin Bieber estão entre as atrações que mais chamaram atenção do público.

O BTS se tornou um dos maiores grupos da música internacional nos últimos anos, levando o K-pop para diferentes países e conquistando milhões de fãs ao redor do mundo.

Madonna, por outro lado, chega ao evento como uma das maiores referências da música pop. Com uma carreira de décadas, a cantora acumulou sucessos e apresentações marcantes ao longo da trajetória artística.

Já Justin Bieber representa uma das principais estrelas do pop atual. O cantor canadense ganhou fama ainda jovem e construiu uma carreira com sucessos que alcançaram as principais paradas musicais internacionais.

Leia também: França elimina o Marrocos e avança à semifinal da Copa do Mundo

Final da Copa do Mundo ganha novo formato de encerramento

Com a inclusão do show de intervalo, a final da Copa do Mundo de 2026 terá uma programação que vai além da partida pelo título. A Fifa aposta em uma combinação entre futebol e música para marcar o encerramento do torneio.

Assim, a decisão que definirá o novo campeão da Copa do Mundo também será palco de uma apresentação com alguns dos artistas mais conhecidos do planeta.

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A partida de golfe entre Trump e artilheiro da Inglaterra na Copa

11 de Julho de 2026, 09:19
Donald Trump e Harry Kane jogando golfe. Foto: reprodução

Harry Kane, maior artilheiro da seleção inglesa, contou detalhes de uma partida de golfe com Donald Trump às vésperas do duelo da Inglaterra contra a Noruega pelas quartas de final da Copa do Mundo.

O atacante afirmou na sexta-feira (10) que encontrou o presidente dos Estados Unidos cerca de um ano e meio atrás, quando estava em Palm Beach. Kane disse que Trump o convidou para jogar e classificou o encontro como incomum.

“Joguei bem, para ser sincero. Ele me convidou para jogar quando eu estava em Palm Beach. Foi uma experiência bastante surreal simplesmente conhecê-lo e, obviamente, jogar golfe com ele”, disse o jogador inglês.

Kane também elogiou o desempenho de Trump no campo. “Para ser sincero, ele joga muito bem. Espero conseguir jogar tão bem quando tiver a idade dele. Foi uma experiência única, e fiquei muito grato pelo convite”, afirmou.

Harry Kane, atacante da seleção da Inglaterra
Harry Kane, atacante da seleção da Inglaterra. Foto: Reprodução

Trump já havia comentado encontro com Kane

Donald Trump falou sobre a partida dias antes, depois da vitória da Inglaterra sobre o México nas oitavas de final da Copa. Kane marcou um dos gols ingleses no confronto.

Na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos escreveu: “Acho que Kane é um grande jogador. Joguei golfe com ele e gosto muito dele. É um bom golfista. É realmente excelente”.

Inglaterra e Noruega se enfrentam neste sábado, às 18h no horário de Brasília, em Miami. A partida define uma vaga na semifinal do torneio.

Quem avançar no confronto entre ingleses e noruegueses jogará contra o vencedor de Argentina x Suíça na fase seguinte da Copa do Mundo.

Novo líder supremo do Irã promete vingança por morte de Ali Khamenei

11 de Julho de 2026, 09:00
Mojtaba Khamenei
Mojtaba Khamenei. Foto: Reprodução

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. A declaração ampliou a tensão com Washington após novas ameaças do presidente americano, Donald Trump, contra Teerã.

Em comunicado atribuído a Mojtaba e divulgado pela agência Fars, ligada ao Estado iraniano, ele afirmou que a resposta pela morte do pai virou uma demanda nacional. “A vingança é uma exigência da nossa nação e certamente deve ser concretizada”, diz o texto.

A declaração também se dirige ao líder morto e promete punição aos responsáveis pelos ataques. “Prometemos que vingaremos o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, punindo os assassinos criminosos e ignóbeis”, afirma o comunicado.

Mojtaba ainda diz que os nomes dos responsáveis estariam documentados. “Esses criminosos — cujos nomes, do mais alto ao mais baixo escalão, são conhecidos e estão documentados — levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila, na velhice e em seus leitos”, declarou.

Ali Khamenei, líder supremo do Irã assassinado por Israel e EUA. Foto: reprodução

Trump ameaça ataque caso o Irã tente assassiná-lo

O alerta iraniano surgiu poucas horas depois de Trump ameaçar “dizimar” o Irã caso o país tentasse matá-lo. O presidente dos Estados Unidos publicou a mensagem na Truth Social, rede que costuma usar para anúncios políticos e ataques a adversários.

Na publicação, Trump afirmou que mísseis americanos já estariam apontados para o território iraniano. “Mil mísseis estão armados, prontos para lançamento e apontados para a República Islâmica do Irã”, escreveu.

O republicano disse ainda que “milhares” de outros mísseis poderiam ser disparados imediatamente se o governo iraniano concretizasse uma ameaça de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos. Ele encerrou o trecho com a frase: “neste caso, EU!”.

O novo líder supremo iraniano ainda não apareceu em público desde sua nomeação. No comunicado atribuído a ele, Mojtaba afirma que a retaliação “não depende da minha existência ou da de outras autoridades”.

Mediadores tentam salvar esforços diplomáticos após ataques entre EUA e Irã

11 de Julho de 2026, 08:51

Mediadores estão tentando salvar os esforços diplomáticos que visam colocar um fim à guerra no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do cessar-fogo. Diante do cenário de crise, uma delegação do Catar viajou ao Irã, enquanto o principal diplomata de Teerã se deslocou até Omã.

A troca de ataques ocorrida nesta semana abalou um acordo que já era frágil, desenhado para abrir caminho para o fim definitivo do conflito.

A guerra teve início no fim de fevereiro, marcada por bombardeios massivos dos EUA e de Israel contra o território iraniano.

Leia também: Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado

Embora Teerã e Washington não mantenham conversas diretas desde o mês passado, a mídia iraniana informou que a delegação do Catar, país que atua como mediador, esteve no Irã na sexta-feira. A visita ocorreu após Trump afirmar que as negociações continuariam, apesar de o presidente americano tê-las classificado anteriormente como “uma perda de tempo”.

“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as ‘conversas’. Nós concordamos em fazer isso, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social. Em uma postagem posterior, o presidente elevou o tom da retórica, ameaçando “dizimar completamente” o Irã caso o país tente assassiná-lo.

Neste sábado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a Omã, país que mediou as negociações entre EUA e Irã antes do início do conflito. A pauta das conversas se concentra na situação crítica do Estreito de Ormuz.

O impasse do Estreito de Ormuz e as sanções

O Estreito de Ormuz tem sido um dos principais pontos de discórdia nas negociações com Washington. Araghchi insistiu que o Irã cumpriu sua parte no acordo, afirmando que Teerã “até agora manteve sua palavra, ao contrário do chamado Secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o Parágrafo 9 do MdU [Memorando de Entendimento]”.

O trecho citado faz parte do memorando de entendimento entre EUA e Irã, que estabelece que Washington “não imporá novas sanções e não desdobrará forças adicionais na região” enquanto um acordo final estiver pendente.

No entanto, nesta semana, o Departamento do Tesouro dos EUA revogou uma isenção temporária de sanções ao petróleo iraniano, cancelando uma licença anunciada em junho que permitia a Teerã produzir, vender e entregar petróleo bruto e produtos derivados até o dia 21 de agosto.

“Essa violação segue outras violações e erros dos Estados Unidos. Choque de realidade: só pode haver conformidade mútua”, declarou Araghchi.

Leia também: Trump endurece discurso contra o Irã: o que muda nas negociações?

Desde a assinatura do memorando, as delegações dos EUA e do Irã realizaram apenas uma rodada de conversações diretas na Suíça, além de negociações indiretas no Catar, sem sinais de progresso diplomático desde então.

O principal obstáculo para o acordo final é o futuro do Estreito de Ormuz, que o Irã fechou para navios comerciais durante a guerra, em retaliação aos ataques de EUA e Israel.

A rota marítima é um canal vital para as exportações de petróleo e gás dos países ricos em energia do Golfo, e o seu fechamento gerou forte impacto na economia global.

O Irã exige o controle sobre a passagem dos navios e anunciou planos para cobrar taxas, afirmando que não haverá retorno à livre navegação do período pré-guerra. Por outro lado, Washington defende que Ormuz é uma rota internacional e que qualquer cobrança de taxas é inaceitável.

Escalada militar e o prazo limite

De acordo com reportagens dos veículos de imprensa Axios e Politico, Washington estabeleceu este sábado como prazo limite para o Irã interromper os disparos contra navios comerciais que transitam por Ormuz e reconhecer que a via marítima está aberta.

A troca de ataques desta semana começou após o Irã ser acusado de visar três embarcações que, segundo Teerã, teriam desviado da rota aprovada.

As ações motivaram Washington a lançar uma pesada onda de bombardeios no Irã, atingindo cerca de 90 alvos em todo o país, segundo as forças militares americanas.

Os ataques dos EUA mataram 17 pessoas e feriram outras 115, informou o Ministério da Saúde de Teerã neste sábado. Os bombardeios também deflagraram uma onda de represálias por parte do Irã contra nações aliadas dos EUA no Golfo que abrigam bases militares americanas.

Esforços por uma “paz duramente conquistada”

Mesmo sendo uma das nações do Golfo visadas durante a guerra, o Catar tem liderado os esforços para recolocar a diplomacia nos trilhos. A agência de notícias iraniana Tasnim informou na sexta-feira que a delegação catariana viajou a Teerã para “tentar reforçar o papel do Catar como mediador após os eventos de terça-feira”.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, cujo país também tem atuado na mediação, conversou por telefone com o emir do Catar na sexta-feira para discutir a recente escalada, segundo informou o seu gabinete.

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O líder paquistanês afirmou que também conversou com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, instando-o a proteger a “paz duramente conquistada” na região.

Contudo, o chefe dos negociadores do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, adotou um tom desafiador.

“Acabar com a guerra é uma prioridade para os países do mundo, mas todos devem saber que este confronto nunca terminará com a rendição do Irã”, declarou Ghalibaf, segundo citações reproduzidas pela agência de notícias iraniana ISNA. Ele completou, afirmando que os iranianos estão “totalmente preparados para se defender”.

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Brasileiro é preso pelo FBI nos EUA sob acusação de roubar R$ 1 milhão de carro-forte

11 de Julho de 2026, 08:51
FBI prende brasileiro acusado de roubo nos Estados Unidos
Identificação do FBI nos Estados Unidos. Foto: Reprodução

O FBI prendeu nesta sexta-feira (10), na Flórida, o brasileiro Helbert Oliveira, de 47 anos, acusado de participar de um roubo de aproximadamente US$ 200 mil, cerca de R$ 1 milhão, de um carro-forte em Framingham, no estado de Massachusetts.

O crime ocorreu em novembro do ano passado. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa Helbert de roubo à mão armada e conspiração para cometer roubo à mão armada, crimes previstos na Lei Hobbs.

Após a prisão, Helbert compareceu perante um juiz na Flórida. As acusações podem levar a pena de até 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de até US$ 250 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,2 milhão.

O Departamento de Justiça também afirmou que o brasileiro está com o visto vencido nos Estados Unidos. A situação migratória foi citada junto às acusações federais apresentadas contra ele.

🔥Another arrest made in connection with Operation Summer Heat 2.0, an #FBI initiative to crush violent crime in our communities. #FBI Boston has arrested Helbert Oliveira, a Brazilian national illegally living in the U.S. on an expired visa, in Florida in connection with the… pic.twitter.com/EotWTgQR7u

— FBI Boston (@FBIBoston) July 10, 2026

Acusação aponta arma e comparsa no roubo em Massachusetts

De acordo com a acusação, Helbert teria agido com Curt Porcher, identificado pelas autoridades como o motorista da ação criminosa. Porcher já havia sido preso e indiciado em 22 de abril.

Os investigadores afirmam que Helbert teria apontado uma arma de fogo para a vítima durante o assalto. Ele também teria levado o dinheiro retirado do carro-forte.

O roubo ocorreu em Framingham, cidade localizada em Massachusetts. O caso entrou na esfera federal por envolver acusações enquadradas na Lei Hobbs, usada pelo Departamento de Justiça em processos de roubo à mão armada e conspiração.

Com a prisão na Flórida, Helbert passa a responder às acusações na Justiça dos Estados Unidos. O processo contra Curt Porcher segue após o indiciamento registrado em abril.

Trump ameaça “dizimar” Irã caso seja alvo de atentado

11 de Julho de 2026, 07:50

O presidente Donald Trump ameaçou “dizimar e destruir” o Irã caso Teerã cumpra as ameaças de assassiná-lo, no momento em que o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou um suposto financiador iraniano.

O Irã afirmou no sábado que a nova medida financeira violou o acordo preliminar que os dois países beligerantes firmaram no mês passado, enquanto o seu ministro das Relações Exteriores teria chegado a Omã para negociações.

“1.000 mísseis estão travados e carregados, apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros para seguir imediatamente, caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, pronunciada em muitos cantos do globo, de assassinar ou tentar assassinar o presidente em exercício dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!”, escreveu Trump na Truth Social no final da sexta-feira..

Leia também: EUA impõem novas sanções ao Irã e miram rede financeira do regime

“As ordens já foram dadas, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas, dispostas e capazes, por um período de um ano, sujeito a prorrogação, para dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã. LOUVADO SEJA ALÁ!”, acrescentou.

O The Wall Street Journal e outros veículos da imprensa americana informaram no início desta semana que Israel havia compartilhado informações de inteligência sobre um suposto plano iraniano para assassinar Trump.

De acordo com agências internacionais, algumas pessoas presentes no funeral de quinta-feira do falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo dos EUA no início da guerra, carregavam cartazes com os dizeres: “Nós mataremos Trump”.

Leia também: Trump confirma pedido do Irã para retomar diálogo, mas reforça fim do cessar-fogo

A mais recente investida verbal do presidente dos EUA ocorreu após um dia de relativa calma que se seguiu a uma semana de combates e temores de que um cessar-fogo frágil pudesse estar prestes a ruir.

Trump disse no início da sexta-feira que os Estados Unidos e o Irã concordaram em continuar as negociações de paz, embora o cessar-fogo estabelecido pelo acordo preliminar do mês passado tenha sido cancelado.

Em uma publicação na Truth Social, Trump alegou que a República Islâmica “nos pediu para continuar as ‘conversas’” e que “nós concordamos em fazer isso”.

“Mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, escreveu Trump.

Os canais de mídia estatal do Irã não confirmaram nem negaram imediatamente que o país tenha pedido para dar continuidade às negociações.

“Conversas técnicas”

A publicação de Trump na manhã de sexta-feira confirmou uma reportagem da MS NOW, citando uma autoridade dos EUA, de que as potências beligerantes se envolverão em “conversas técnicas” e continuarão comprometidas em encontrar soluções, apesar do retorno às hostilidades.

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As Forças Armadas dos EUA realizaram novas rodadas de ataques ofensivos contra o Irã em retaliação aos ataques sofridos por três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Posteriormente, o Departamento do Tesouro dos EUA retirou uma isenção que permitia ao Irã vender seu petróleo.

O Tesouro aumentou a pressão sobre o Irã na sequência com sanções contra um suposto financiador acusado de ajudar o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder Ali Khamenei.

“Após a retomada dos ataques do Irã contra a navegação internacional no Estreito de Ormuz, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA tomou medidas contra o facilitador financeiro iraniano Ali Ansari (Ansari), que supervisiona uma extensa rede global de ativos que beneficiam o líder do Irã — Mojtaba Khamenei — e outras elites do regime”, informou o departamento em um comunicado.

“O autoproclamado Líder Supremo está se escondendo em isolamento enquanto seu regime desmorona”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, citado no comunicado. “O Tesouro continuará usando todas as ferramentas à sua disposição para isolá-lo, assim como outras elites do regime, do sistema financeiro global. Preservaremos esses ativos para o povo iraniano.”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a medida foi uma violação do memorando de entendimento de junho entre os EUA e o Irã.

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“O Irã manteve sua palavra até agora, ao contrário do autoproclamado secretário do Tesouro dos EUA, que está violando o parágrafo 9 do MdU”, disse Araghchi em uma publicação no X.

“Essa violação segue-se a outras violações e erros dos Estados Unidos. Choque de realidade: só pode haver conformidade mútua”, acrescentou.

A agência de notícias semioficial do Irã, Tasnim, informou que Araghchi chegou a Omã no início do sábado para negociações. Omã tem sido um mediador fundamental nos esforços para encerrar a guerra.

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Como Garrincha escapou de uma suspensão e mudou a história da Copa de 1962; veja

11 de Julho de 2026, 07:30

A presença de Garrincha na final da Copa do Mundo de 1962 esteve ameaçada até poucas horas antes da decisão. Expulso na semifinal contra o Chile, o atacante brasileiro precisou aguardar o julgamento da Comissão Organizadora da Fifa para saber se poderia enfrentar a Tchecoslováquia.

Ao fim da análise, a entidade optou por aplicar apenas uma advertência, decisão que garantiu a participação do camisa 7 na conquista do bicampeonato mundial, segundo o Estadão.

O episódio voltou a ganhar destaque após a Fifa anular a suspensão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Apesar da distância de mais de seis décadas entre os casos, ambos mostram como a Fifa pode revisar decisões disciplinares por meio de suas instâncias responsáveis.

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O que aconteceu na expulsão de Garrincha?

Brasil e Chile disputaram a semifinal da Copa do Mundo de 1962 em um jogo marcado por forte disputa física. A seleção brasileira venceu por 4 a 2, mas a reta final da partida trouxe preocupação para a delegação.

Garrincha foi expulso após um lance envolvendo o chileno Rojas e passou a correr o risco de ficar fora da decisão. Naquele período, diferentemente do que ocorre atualmente, a expulsão não resultava automaticamente em suspensão. Cabia à Comissão Organizadora da Fifa analisar cada caso antes de decidir se aplicaria ou não uma punição ao atleta.

A possibilidade de perder o principal jogador da equipe preocupava o Brasil. Com Pelé lesionado desde a fase de grupos, Garrincha havia assumido o protagonismo da campanha e era um dos grandes destaques do Mundial.

O veredito da Fifa antes da grande decisão

Ao analisar o caso, a Comissão Organizadora decidiu aplicar somente uma advertência ao atacante brasileiro.

Segundo o então presidente da Fifa, Stanley Rous, a infração aconteceu durante uma disputa de bola entre Garrincha e Rojas. Com esse entendimento, a comissão concluiu que não havia motivos para impedir sua participação na final.

Na mesma sessão, o atacante chileno Landa recebeu suspensão de uma partida. Conforme registrado à época, ele foi punido por atingir o zagueiro Mauro com um chute quando a bola já estava distante da jogada, situação considerada mais grave pelos dirigentes.

A decisão foi recebida com alívio pelos integrantes da delegação brasileira, que aguardavam o julgamento com expectativa.

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O que Garrincha disse sobre o lance?

Durante os esclarecimentos prestados à comissão, Garrincha reconheceu que perdeu a calma no fim da partida. Ao mesmo tempo, afirmou que passou todo o jogo sendo provocado por Rojas.

Segundo seu relato, o adversário distribuiu pontapés, cotoveladas e, em determinado momento, chegou a cuspir em seu rosto. O brasileiro afirmou que tentou manter a tranquilidade durante a partida, mas acabou reagindo após a sequência de provocações.

Essas declarações fizeram parte do processo analisado pela Comissão Organizadora, embora a justificativa oficial apresentada pela Fifa para a advertência tenha sido o fato de a infração ter ocorrido durante uma disputa de bola.

A atuação política também entrou em campo

O caso ultrapassou o ambiente esportivo e chegou ao campo diplomático. O então primeiro-ministro brasileiro, Tancredo Neves, manifestou apoio para que Garrincha pudesse disputar a decisão.

Paralelamente, o governo do Peru orientou sua representação diplomática em Santiago, no Chile, a solicitar à Fifa que analisasse o episódio dentro dos regulamentos, reforçando o pedido apresentado pelo governo brasileiro.

A mobilização ocorreu antes da decisão da Comissão Organizadora, que acabou liberando o atacante para a final.

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Garrincha esteve em campo no bicampeonato

Com a advertência aplicada pela Fifa, Garrincha foi liberado para enfrentar a Tchecoslováquia na decisão da Copa do Mundo de 1962.

O Brasil venceu por 3 a 1 e conquistou o bicampeonato mundial. Naquela campanha, o camisa 7 foi um dos principais nomes da seleção, especialmente após a lesão de Pelé ainda na fase de grupos.

Por isso, o julgamento que evitou a suspensão de Garrincha, se tornou um dos episódios mais lembrados dos bastidores das Copas do Mundo. A decisão permitiu que um dos maiores protagonistas daquele Mundial estivesse em campo na conquista de um dos títulos mais importantes da história da seleção brasileira.

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Brasil lambe as feridas da derrota na Copa 2026 e busca explicações

10 de Julho de 2026, 18:33

A sexta eliminação seguida da seleção brasileira para uma equipe europeia em uma Copa do Mundo e o maior jejum de títulos da história – serão 28 anos sem ganhar uma Copa – acendeu, mais uma vez, o alerta entre torcedores, críticos e profissionais do esporte.

Já cresceram as teorias conspiratórias sobre a convocação de Neymar – que ficaram ainda mais volumosas com a declaração do recém-contratato técnico de Portugal, Jorge Jesus, ao afirmar que Neymar já estava no fim.

Mas as redes sociais ficaram inflamadas com o debate sobre a influência da religião evangélica neopentescotal na capacidade dos jogadores de solucionarem problemas, resultado do indiviualismo da teologia da prosperidade e de terem perdido a ligação com as matrizes africanas, demonizadas pelo neopentecostalismo.

O artigo de jornalista, sociólogo e geógrafo. Brian Mier, cedido exclusivamente para a TVT News, incendiou ainda mais as redes ao mostrar como a decadência do futebol brasileiro se mistura com as influências do neoliberalismo na América Latina, que passam tanto pela mercantilização da cultura, incluindo o futebol, até pelas missões evangélicas nos anos 70 como combate ao crescimento da teologia da libertação.

O que causou a derrota do Brasil na Copa do Mundo?

O artigo “Brazil Fizzles Again: the Capitalist Rot at the Heart of Brazilian Football”, publicado por Brian Mier na plataforma Substack, utiliza a eliminação da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo como ponto de partida para uma análise crítica sobre o futebol e a sociedade brasileira.

O autor argumenta que os problemas da equipe nacional não podem ser explicados apenas por questões táticas ou técnicas, mas estariam ligados a transformações econômicas, sociais e culturais ocorridas nas últimas décadas.

Segundo Mier, o futebol brasileiro teria sido progressivamente subordinado à lógica do mercado global, com a exportação precoce de jogadores, o enfraquecimento dos clubes como espaços de formação e identidade popular e a crescente influência de interesses empresariais.

O texto também relaciona essas mudanças ao avanço do neoliberalismo, à desigualdade social e à perda de elementos culturais que, na visão do autor, ajudaram a construir a criatividade e a espontaneidade tradicionalmente associadas ao futebol brasileiro.

Principais pontos do artigo de Brian Mier

  • A eliminação do Brasil é usada como símbolo de um problema maior: o autor vê o desempenho da seleção como consequência de transformações estruturais da sociedade brasileira desde os anos 70 e 80;
  • Crítica à mercantilização do futebol: o texto afirma que o esporte passou a ser dominado por interesses econômicos e pelo mercado internacional;
  • Exportação precoce de talentos: jogadores deixam o país muito cedo, o que teria enfraquecido a identidade dos clubes e o desenvolvimento do futebol local;
  • Relação entre futebol e desigualdade social: o autor conecta a crise esportiva ao avanço do neoliberalismo e às mudanças nas condições de vida da população;
  • Mudanças culturais: o artigo sugere que manifestações populares e formas tradicionais de sociabilidade perderam espaço nas últimas décadas.

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O atacante norueguês Erling Braut Haaland (camisa 9) toca um tambor enquanto a Noruega comemora a vitória na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Brasil e Noruega, no estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 5 de julho de 2026. (Foto de MAURO PIMENTEL / AFP)

Leia, abaixo, o artigo na íntegra

Brasil decepciona novamente: o apodrecimento capitalista no coração do futebol brasileiro

Por Brian Mier, exclusivo para a TVT News, com tradução de Ana Beatriz Garcia

Depois de anos esperando por um acordo em um pequeno processo judicial ligado a um acidente de carro, eu me mudei para o Rio de Janeiro em 1991. Eu nunca tinha visitado o Brasil até então, mas não fui pra lá como turista. Um homem jovem, eu decidi que não queria passar o resto da vida em um país onde você só tem duas semanas de férias por ano.

Depois de muita pesquisa informal em conversas com carregadores de malas no hotel Palmer House, em Chicago, a maior parte deles imigrantes vindos do mundo todo, eu me decidi pelo Rio de Janeiro.

Eu cheguei e, depois de torrar o dinheiro que ganhei do acordo no processo em restaurantes, bebidas e táxis no meu primeiro mês, arrumei um emprego ensinando conversação em inglês para executivos. Lá, eu conheci um colega da Suécia chamado Bo, e começamos a beber alguns drinks juntos de vez em quando.

Um dia, eu cheguei no seu apartamento e ele me deixou entrar. Ele atendeu a porta completamente nu, no estilo da tradição sueca, e falou “Eu vou me arrumar jajá, só quero assistir o final do jogo do Flamengo”.

“Ok”, eu falei, “Mas preciso confessar que não sou muito fã de futebol”.

Ele ficou chocado. “C***o, Brian”, ele falou, “se você está pensando mesmo em viver nesse país, você precisa aprender a amar futebol”. Conforme o choque de sentar na sala de estar com um cara sueco pelado foi passando, ele começou a me explicar o jogo.

Bo era um ex-jogador profissional de defesa na segunda divisão da Inglaterra e primeira divisão na Suécia e na Grécia com uma carreira encerrada precocemente por uma lesão no joelho. Ele se mudou para o Rio por causa de uma psoríase, depois que seus médicos disseram que ele precisava tomar mais sol, e escolheu o Brasil por causa da tradição do país no futebol.

“Olha como eles avançam com a bola no campo. O problema dos brasileiros é que eles amam muito a bola. Um jogador brasileiro chuta a bola quatro ou cinco vezes antes de passar. Se você observar os alemães jogando, por exemplo, eles chutam a bola só uma ou duas vezes. Mesmo assim, em qualquer ano, qualquer lista dos melhores jogadores do mundo é formada basicamente por brasileiros. Eles são os melhores jogadores individuais do mundo, e toda vez que eles arrumam um técnico que consegue fazer eles jogarem juntos como um time, eles ganham a Copa do Mundo”.

Naquele verão, Bo tomou como projeto pessoal fazer eu amar futebol. Ele me levou pra assistir o legendário meia Junior jogar a lazer numa liga amadora, descalço na praia de Copacabana, para o delírio de centenas de fãs que vieram torcer por ele. Daí, em um movimento que realmente me fez me apaixonar por futebol, ele me convidou pra final do Campeonado Brasileiro nos lugares mais baratos do estádio do Maracanã, onde 168 mil pessoas foram assistir o Junior liderar a vitória do Flamengo sobre o Botafogo no último grande jogo de sua carreira.

O futebol brasileiro era muito diferente nessa época. Não tinha barreiras separando torcidas rivais, só centenas de policiais parados nos corredores. Nós estávamos no setor no Botafogo, próximos à linha que dividia as duas torcidas, em solidariedade a um amigo brasileiro, e toda vez que o Flamengo fazia um gol, a torcida inteira deles ficava em pé, dançava e mostrava o dedo do meio pra nós.

Eu tive a sorte de morar no Brasil tanto na Copa do Mundo de 1994 quanto de 2002, e poder vivenciar essas duas vitórias em dias em que o país todo parou, os ônibus pararam de circular, os bancos e as escolas fecharam, está entre as melhores experiências da minha vida. Eu morei no Brasil durante 15 anos, e realmente parecia que o Brasil sempre tinha os melhores jogadores do mundo e que eles só precisavam de um técnico que os fizesse jogar como um time pra vencer a Copa. Aí as coisas começaram a dar errado. Essas são algumas coisas que eu observei durante as minhas décadas morando no Brasil e que contribuíram para o declínio do futebol.

O declínio do samba

O samba é um gênero da música afrobrasileira, mencionado pela primeira vez nos anos 1840 em Pernambuco e modernizado e urbanizado no Rio de Janeiro nos anos 1920, através da fusão das tradições musicais de pessoas que migraram de locais como os cafezais de Minas Gerais e São Paulo e as cidades e quilombos no vale do São Francisco.

Com o passar dos anos, ele se dividiu em outros subgêneros, e, em 1991, quando eu me mudei para o Brasil, dois dos seus subgêneros, o Samba Canção e o Pagode, estavam entre os tipos de música mais populares do país. O futebol brasileiro se desenvolveu de mãos dadas com o samba. Como qualquer um que já esteve numa partida de futebol no Brasil sabe, todas as torcidas organizadas têm seus próprios tambores de samba que tocam poliritmos sincopados durante o jogo todo.

Não é nenhum exagero dizer que o estilo único de drible é parente próximo dos passos de samba. Nos anos 90, se um jogador fosse bom de drible, as pessoas diziam que ele tinha samba no pé. No fim dos anos 90, um novo formato de pagode romântico expulsou o samba tradicional do rádio.

Desenvolvido em São Paulo, ele se baseava num ritmo simplificado que removia metade dos instrumentos de percussão, e as temáticas poéticas cheias de duplo sentido que outrora ensinaram os jovens a sobreviver nas favelas e exaltaram deuses e deusas afrobrasileiros deu lugar a baladas melosas de caras chorando pela volta de suas ex-namoradas. Nesse meio tempo, conforme as igrejas góspeis evangélicas da prosperidade no estilo dos Estados Unidos brotaram nas favelas do Rio, o samba cedeu lugar ao funk brasileiro que exaltava o consumismo e descrições de sexo desprovidas de duplo sentido.

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Comemorações do Dia Nacional do Samba não se restringem ao Rio de Janeiro. Foto: Rovena Rosa/ABR

No resto das áreas pobres do Brasil, o sertanejo, que já fora um estilo interessante de música folk regional, se fundiu com o country americano. Eu nunca ouvi ninguém descrever um jogador de futebol como algué que tem sertanejo no pé ou funk no pé.

O que quer que se pense sobre esses gêneros, seus passos de dança não se traduziram em movimentos sofisticados dos pés no campo de futebol. Quanto ao samba, passou por um processo similar ao que ocorreu com o jazz nos Estados Unidos. Embora o pagode pop romântico de São Paulo ainda consiga criar hits, o resto do samba sobrevive como um gênero nichado, tocado principalmente por nerds de música de classe média.

O crescimento das igregas da prosperidade

Como eu escrevi em 2014 para a Vice Brasil, as gangues de tráfico de drogas do Rio de Janeiro foram evangelizadas e implementaram uma política de expulsar qualquer tipo de manifestação de religião e cultura afrobrasileira das favelas em benefício dos bailes funk usados para lavar dinheiro.

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O samba, a capoeira e o Candomblé precisam ser valorizados, pois somos nós que transmitimos esses legados. Foto: acervo pessoal Lyllian Bragança

Como me disse um ex-líder do Comando Vermelho em entrevista para esse artigo, para os cristãos evangélicos, o funk é aceitável porque representa o demônio, que é algo de que você pode se arrepender. O samba, o jongo, a capoeira e outras tradições que representassem um sistema alternativo de religião e crença eram coisas que os evangélicos precisavam destruir.

Por mais que já houvesse alguns cristãos evangélicos nas seleções da Copa do Mundo de 1994 e 2002, a maior parte deles não era ligada explicitamente às igrejas góspeis da prosperidade. Isso começou com Kaká e Robinho, cujas famílias pertenciam à mesma igreja gospel da prosperidade que Neymar.

Neymar se tornou uma influência enorme nas gerações atuais de jogadores. O time de 2026 só tem um não evangélico na escalação inicial. O goleiro Alisson batiza com frequência outros jogadores na sua igreja, na piscina de sua mansão em Liverpool. O gospel da prosperidade leva seus fieis a acreditarem que todo sucesso e fracasso nas suas vidas é resultado da sua relação individual com Deus, em oposição aos valores do catolicismo tradicional e afrobrasileiros, que pregam a importância de trabalhar em conjunto com outras pessoas para melhorar o mundo.

Isso resultou em jogadores narcisistas que acreditam que são famosos porque são mais especiais que as pessoas comuns, mais sagrados que os jogadores piores que eles. Isso não funciona muito bem pro trabalho em grupo, como foi exemplificado pelo ataque histriônico e individualista de Neymar quando ele entrou em campo depois do intervalo obrigatório de propaganda corporativa na segunda metade do jogo contra a Noruega.

Tráfico infantil

Antes dos anos 90, era raro jogadores brasileiros irem jogar na Europa. Quando iam, eles eram esquecidos em casa e acabavam não indo pra seleção do país. Até aquele momento, o nível dos clubes do Brasil e da Argentina era igual ou melhor do que os melhores times da Europa, como os resultados de 70 anos de confrontos entre os melhores times da América do Sul e da Europa comprovaram. Exemplo disso é o fato de que quase todos os jogadores nas seleções das três primeiras Copas do Mundo vencidas pelo Brasil, inclusive a de 1970, conhecida com o melhor time de todos os tempos, jogavam para clubes sulamericanos.

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Endrick foi vendido ao Real Madrid antes de completar 18 anos – Foto: Reprdução/Redes sociais

Isso começou a mudar nos anos 1990, conforme a crise da inflação causou uma série de colapsos sucessivos de câmbio no Brasil e mais dinheiro começou a ser injetado no esporte. Na época, depois de 5 ou 6 anos se provando na ainda de alto nível primeira divisão do Brasil, os jogadores se mudam para a Europa por alguns anos pra ganhar dinheiro. A primeira divisão holandesa, que ainda era capaz de competir com outras divisões europeias de alto nível, se tornou incubadora de alguns dos melhores jogadores do Brasil. Romário e Ronaldo jogaram ambos no PSV Eindhoven antes de ir para contratos mais bem pagos na La Liga.

Com o passar dos anos, times ricos europeus começaram a importar jogadores mais e mais jovens. Felipe Coutinho foi vendido para o Inter aos 16 anos, depois de jogar algumas partidas da primeira divisão no Vasco da Gama. Quando ele brotou na seleção anos depois, poucas pessoas no Brasil, onde só a classe média tinha dinheiro pra assistir ligas de times europeus na TV por satélite, sequer lembravam quem ele era. Alexandre Pato é outro jogador que foi vendido pra Europa aos 16 anos depois de jogar uma única partida profissional com o Internacional de Porto Alegre.

Pra esses dois exemplos de destaque há dezenas de outros jogadores indo direto da terceira divisão brasileira para o topo dos times europeus, ainda na adolescência. Para cada história de sucesso, há muitos casos de jogadores talentosos que foram destruídos na Europa. Robinho era o ponta-direita mais talentoso do Brasil quando conseguiu seu contrato com o Real Madrid. Ele tinha um ótimo passe, e seu apelido era Rei do Drible. Alguns comentaristas de futebol no Brasil comparavam ele ao Garrincha.

O problema é que o time já tinha uma linha de frente de boa performance. Isso fez com que o técnico tirasse ele do lado direito para encaixá-lo no time. Ele era um atacante melhor que a média, mas nunca alcançou todo seu potencial, simplesmente porque tinha um chute a gol fraco. Há uma longa lista de jogadores brasileiros que não tiveram o benefício de ser “incubados” no time holandês, conforme a liga começava a colapsar nos anos 2000, fizeram decisões mal informadas para ir direto para os times de alto nível, e viram suas carreiras não darem em nada.

Quando os melhores jogadores vão para o exterior novos, eles são forçados a desaprender suas habilidades brasileiras tradicionais e se adequar a formações táticas europeias, que recompensam a precisão matemática e o nível atlético mais do que a criatividade em campo. Isso faz com que eles percam o contato com os fãs brasileiros, em especial as crianças, Ao contrário do que a maioria das pessoas na Europa acreditam, a grande maioria dos torcedores brasileiros não assiste futebol europeu.

A copa Libertadores da América tem mais audiência do que a Champions League, que mal são exibidas na TV aberta no Brasil. Nos últimos 16 anos, eu vi meus amigos brasileiros se arrastando para descobrir quem eram os jogadores da Seleção no dia seguinte ao anúncio da escalação pelos técnicos.

Pouquíssimas pessoas no Brasil sabiam quem David Luiz e Roberto Firmino eram quando eles entraram para a seleção, por exemplo. Eu só conhecia o Felipe Coutinho porque, como torcedor do Vasco, eu me lembro de pensar “por que eles estão colocando um menino de 16 anos em campo”?

A drenagem dos melhores talentos do Brasil resultou em uma crise tamanha que o governo federal precisou intervir, passando uma lei que proibiu jogadores com menos de 18 anos de jogar profissionalmente na Europa. Isso fez com que, por exemplo, Vini Jr. assinasse seu contrato com o Real Madrid aos 16 anos, mas só tenha podido mudar para lá depois do seu aniversário de 18 anos. Eu acredito que esse limite de idade deveria ser aumentado para 21 anos.

O complexo de inferioridade brasileiro frente à Europa: a síndrome do Vira-Lata

Na manhã seguinte à eliminação mais precoce do Brasil da Copa do Mundo em 36 anos, o historiador do futebol peruano Jaime Pulgar Vidal escreveu: “O Brasil passou anos tentando transpor um suposto complexo de inferioridade em relação à Europa tentando europeizar seu futebol. Os técnicos são obcecados com táticas, jogadores são treinados a partir da adolescência na Europa, focando em transição de defesa, bloqueio, intensidade e ocupação racional do espaço. O problema é que quando um time faz isso, ele não é capaz de competir com os times europeus especificamente no que eles sabem fazer melhor. O Brasil perdeu sua identidade, sua essência”.

A epítome desse complexo de inferioridade foi a decisão da CBF de contratar o primeiro técnico estrangeiro da história do Brasil, Carlo Ancelotti. Eu passei os últimos dois anos lendo a imprensa esportiva local falar que o motivo para o Brasil estar perdendo tantos amistosos e partidas eliinatórias era porque Ancelotti era um gênio jogando xadrez 5d, permitindo que o time perdesse porque estava testando diferentes escalações e táticas no caminho que levava à Copa do Mundo. Quando o Brasil quase não se classificou para o campeonado, era só “típico do Ancelotti”, me disseram.

Ele era o melhor técnico do mundo e uma das suas táticas era sempre só sobreviver até seu time vencer um campeonato. Também me deram essa desculpa depois do empate sem graça na partida de abertura da Copa contra o Marrocos.

Todas minhas dúvidas sobre Ancelotti foram eliminadas na última partida do Brasil contra a Noruega, quando ele cometeu dois erros enormes que contribuiram para a eliminação mais precoce do Brasil nas Copas do Mundo desde 1990, quando [dizia-se] o staff da Argentina deu água batizada com sedativos ao lateral-esquerda Branco na partida que causou sua eliminação tão cedo.

Depois de o Brasil receber um pênalti no primeiro tempo, Bruno Guimarães foi escolhido para bater em vez de Vini Jr. Visivelmente nervoso, seu chute fraco foi defendido com facilidade pelo goleiro norueguês Ørjan Nyland. Depois do jogo, foi descoberto que a decisão tática “brilhante” de Ancelotti de escolher Guimarães para bater o pênalti era o resultado de um cálculo matemático baseado no grande total de três pênaltis batidos na sua história na Seleção.

O segundo erro gigantesco foi colocar Neymar, que não teve nenhuma partida boa nos 4 anos anteriores ao momento em que foi colocado em campo com o placar de 0 a 0. Gravitando em direção ao centro , um Neymar velho e lento empurrou os dois maiores atacantes do Brasil, Endrick e Vini Jr., para as laterais do campo. Logo, a Noruega tinha marcado 2 a 0.

Quando Ancelotti foi anunciado como novo técnico em 2023, o presidente Lula, que foi um bom jogador amador no seu tempo e que teve uma amizade de vida toda com a lenda do futebol Sócrates, disse: “Se ele fosse resolver o problema do Brasil, por que ele não resolve o problema da Itália, que não foi nem disputar a última Copa do Mundo? É muito fácil dirigir um time na Europa com 11 jogadores de seleção. Duro é chegar aqui, pegar o Corinthians e dirigir o Corinthians”.

A verdade é que administrar uma seleção nacional, coisa que Ancelotti fez pela primeira vez nessa Copa, requer habilidades diferentes do que ser técnico de um clube, onde há o benefício de muito mais tempo para ensaiar formações táticas e montar jogadas. Com o tempo de treino imensamente diminuído das seleções de futebol, a liderança se torna um dos atributos mais importantes. É difícil imaginar quão eficaz pode ser a liderança conduzida por alguém que tem pouca familiaridade com a cultura dos seus jogadores.

Em 1994, Carlos Alberto Parreira fez coisas interessantes em termos de tática, mas tendo uma boa compreensão de suas próprias fraquezas em termos de liderança, trouxe o primeiro homem a jogar e treinar em times campeões de Copas do Mundo, Mário Zagallo, como conselheiro e coordenador técnico.

Em 2002, Luiz Scolari pode ter tido uma tarefa relativamente fácil de treinar o maior banco de talentos desde a Copa de 1970, mas sua estratégia de liderança de agir como uma figura paterna amigável para seus “filhos” jogadores, foi elogiada na época.

Ancelotti parece ter ignorado as diferenças culturais entre Brasil e Europa. Ele contratou seu próprio filho, em um caso claro de nepotismo, e a maior parte do seu staff eram europeus que pareciam não falar português. Eu acho difícil acreditar que ele perdeu todos aqueles amistosos e eliminatórias de propósito como parte de uma estratégia de xadrez 5D, mas, se esse foi mesmo o caso, como ele endereçou a falta de confiança que elas devem ter causado nos jogadores?

No fim, a verdade é que o Brasil nunca teve falta de técnicos talentosos. Conforme eu escrevi em meu texto anterior, o problema com o futebol brasileiro vai muito além de algo que pode ser remediado com o band-aid de pagar R$ 5 milhões de reais por mês por um técnico-celebridade.

Finalmente: o Brasil precisa de craques

A lenda da Copa de 1970, médico do esporte e comentarista de futebol Tostão definiu o que ele acredita ser o maior problema com o futebol brasileiro depois da eliminação do país da Copa de 2010. Ele escreveu que o Brasil não produzia mais craques. O craque é uma figura mitológica do futebol brasileiro que não é só um dos melhores do mundo na sua posição, mas também traz um elemento de mágica criativa para o jogo.

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Garrincha, na Copa de 62, era o grande craque brasileiro, principalmente com a lesão de Pelé. Foto: Wikimedia Commons

Um craque é alguém que desafia a lógica, como Garrincha, que foi diagnosticado por médicos como não sendo fisicamente capaz de jogar futebol por causa de problemas congênitos com sua perna, e mesmo assim conduziu quatro dos cinco maiores números de dribles por jogo na história das Copas do Mundo.

De acordo com Tostão, um jogador pode ser um dos melhores do mundo na sua posição e não ser um craque. Cafu, ele disse, foi um dos melhores laterais-direita do mundo por anos, mas não era um craque.

O motivo? Ele era incapaz de fazer um passe longo contornando um jogador de defesa direto para o pé de um jogador do seu time enquanto corria em alta velocidade campo acima. “O Brasil não produz mais craques”, ele escreveu em 2011.

“O único jovem com grandes chances de se tornar, nos próximos anos, um dos melhores do mundo é Neymar. Ainda não é”. Tostão citou a falta de investimento dos clubes no desenvolvimento de jovens para, em vez disso, vender jogadores jovens para a Europa pra ganhar um trocado rápido como uma das razões para afirmar que ia demorar muito até o Brasil desenvolver outro craque. Infelizmente, sua profecia virou realidade.

Não havia nenhum craque na seleção do Brasil em 2026. Quem sabe da próxima.

Tradução de Ana Beatriz Garcia

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Foto: Brasil é derrotado pela seleção da Noruega por 2×1 em oitavas de final da Copa do Mundo./ Foto: Nelson Terme / CBF

Sobre o autor

Brian Mier é jornalista, sociólogo e geógrafo. orrespondente no Brasil para a TeleSur English. Coapresentador do programa Globalistas na TV 247. Colaboradora dos veículos Brasilwire, FAIR, COHA, Truthdig, Geopolitical Economy Report, Carta Capital e Outras Palavras.


Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

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Noruega x Inglaterra: Haaland e Kane duelam por vaga na semifinal da Copa do Mundo; veja horário, onde assistir e prováveis escalações

10 de Julho de 2026, 17:01

Noruega e Inglaterra entram em campo neste sábado (11), às 18h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida reúne duas seleções que vivem grande momento no torneio e coloca frente a frente dois dos maiores goleadores do futebol mundial: Erling Haaland e Harry Kane. O vencedor enfrentará Argentina ou Suíça na semifinal. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

A partida terá transmissão ao vivo da CazéTV, disponível sem custo adicional no Disney+.

Depois de eliminar a Costa do Marfim e a Seleção Brasileira, ambas por 2 a 1, a Noruega tenta manter a campanha surpreendente e alcançar uma semifinal inédita. A Inglaterra, por sua vez, confirmou o favoritismo ao terminar na liderança do Grupo L e eliminar República Democrática do Congo e México, este último diante da torcida mexicana no Estádio Azteca.

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Além da vaga entre os quatro melhores do Mundial, o confronto chama atenção pelo encontro entre Haaland e Kane, protagonistas do futebol europeu nos últimos anos e candidatos à artilharia da competição.

Caso o empate persista após os 90 minutos, haverá prorrogação de 30 minutos. Se a igualdade continuar, o classificado será definido na disputa por pênaltis.

Noruega

A seleção comandada por Ståle Solbakken chega embalada depois de eliminar dois adversários de peso no mata-mata. Após terminar na segunda colocação do Grupo I, os noruegueses venceram Costa do Marfim e Brasil pelo mesmo placar, 2 a 1, mostrando eficiência ofensiva e capacidade de reação.

Grande destaque da equipe, Erling Haaland vive uma Copa do Mundo de alto nível. O atacante marcou sete gols em apenas quatro partidas e lidera a corrida pela artilharia da competição. Dois desses gols foram decisivos na vitória sobre o Brasil nas oitavas de final.

Além de Haaland, a Noruega conta com jogadores experientes e tecnicamente qualificados, como Martin Ødegaard, responsável pela organização das jogadas ofensivas, Alexander Sørloth, parceiro de ataque, e Patrick Berg, responsável pelo equilíbrio do meio-campo.

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O atacante norueguês Erling Braut Haaland (camisa 9) toca um tambor enquanto a Noruega comemora a vitória na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Brasil e Noruega, no estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 5 de julho de 2026. (Foto de MAURO PIMENTEL / AFP)

Sem desfalques confirmados, Solbakken deve repetir a escalação utilizada diante da seleção brasileira.

Provável escalação da Noruega:

Ørjan Nyland; Julian Ryerson, Kristoffer Ajer, Torbjørn Heggem e David Wolfe; Patrick Berge, Patrick Berg e Martin Ødegaard; Antonio Nusa, Alexander Sørloth e Erling Haaland.

A campanha da Noruega simboliza o amadurecimento de uma geração que reúne atletas atuando nas principais ligas da Europa. A equipe combina intensidade física, velocidade pelos lados do campo e forte presença na área adversária.

Inglaterra

A Inglaterra chega às quartas de final depois de confirmar a liderança do Grupo L e superar República Democrática do Congo e México nas fases eliminatórias.

O técnico Thomas Tuchel perdeu Jerell Quansah, suspenso, e Jordan Henderson, lesionado, mas deve manter a espinha dorsal da equipe.

O principal nome segue sendo Harry Kane. Capitão inglês e maior artilheiro da história da seleção, o atacante soma seis gols e uma assistência nesta Copa do Mundo. Mesmo atrás de Haaland na artilharia, continua sendo a principal referência ofensiva dos ingleses.

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Kane é o destaque no ataque do time inglês. Imagem: Instagram / Federação Inglesa de Futebol

Ao seu lado aparecem jogadores como Jude Bellingham, Declan Rice, Marcus Rashford e Anthony Gordon, formando um setor ofensivo capaz de controlar a posse de bola e acelerar as jogadas quando necessário.

Provável escalação da Inglaterra:

Jordan Pickford; Djed Spence, Ezri Konsa, Marc Guéhi e Nico O’Reilly; Elliot Anderson, Declan Rice e Jude Bellingham; Anthony Gordon, Marcus Rashford e Harry Kane.

A equipe inglesa aposta na força coletiva e na qualidade técnica do elenco para retornar às semifinais do Mundial. Mesmo com baixas importantes, Tuchel preservou a estrutura tática que levou a Inglaterra até esta fase.

Haaland x Kane: duelo entre dois dos maiores artilheiros do futebol

O grande atrativo das quartas de final será o encontro entre Erling Haaland e Harry Kane.

Os dois centroavantes dominam as estatísticas do futebol europeu nas últimas temporadas e aparecem ao lado de Kylian Mbappé entre os principais goleadores do continente.

Nos últimos seis anos, os números mostram a regularidade dos atacantes:

  • Mbappé: 252 gols
  • Harry Kane: 248 gols
  • Erling Haaland: 232 gols
  • Robert Lewandowski: 218 gols
  • Mohamed Salah: 163 gols

Além do desempenho pelos clubes, ambos já escreveram seus nomes na história das respectivas seleções.

Haaland marcou 62 gols em apenas 54 partidas pela Noruega, enquanto Kane soma 85 gols em 119 jogos pela Inglaterra.

Na Copa do Mundo de 2026, o norueguês leva vantagem na disputa pela artilharia, com sete gols. Kane aparece logo atrás, com seis gols e uma assistência.

Apesar de serem protagonistas do futebol europeu há anos, Haaland e Kane se enfrentaram apenas duas vezes em campo.

Na temporada 2022/23, quando Haaland defendia o Manchester City e Kane ainda atuava pelo Tottenham, cada atacante venceu um confronto e marcou um gol.

  • 19/01/2023 – Manchester City 4 x 2 Tottenham (gol de Haaland)
  • 05/02/2023 – Tottenham 1 x 0 Manchester City (gol de Kane)

Agora, pela primeira vez, o duelo acontece em uma Copa do Mundo e vale uma vaga na semifinal.

Para o jornalista Carlos Eduardo Mansur, o confronto tende a ser equilibrado.

“Como ambos têm participado mais no toque final, vai depender do jogo coletivo dos seus times. E, neste aspecto, acho o jogo muito equilibrado, mas a Inglaterra com mais valores individuais para auxiliar Kane.”

Equilíbrio marca confronto

O duelo reúne duas equipes que chegam em alta.

A Noruega aposta na velocidade, na objetividade ofensiva e na força física de seu trio de ataque.

A Inglaterra procura controlar a posse de bola e explorar a qualidade técnica de Bellingham, Rice e Kane para construir as jogadas.

O vencedor terá pouco tempo para comemorar, já que enfrentará Argentina ou Suíça na semifinal da Copa do Mundo.

Arbitragem

A Fifa escalou uma equipe francesa para comandar o confronto.

Árbitro: Clement Turpin (França)

Assistentes: Nicolas Danos (França) e Benjamin Pages (França)

VAR: Jerome Brisard (França)

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

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Argentina x Suíça nas quartas de final; onde assistir, horário e escalações

10 de Julho de 2026, 16:44

A Argentina entra em campo neste sábado (11) em busca de mais uma classificação para a semifinal da Copa do Mundo de 2026. A seleção comandada por Lionel Scaloni enfrenta a Suíça às 22h (horário de Brasília), no Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos, em confronto válido pelas quartas de final do Mundial.  Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

A partida reúne duas seleções que já protagonizaram confrontos marcantes em Copas do Mundo. O reencontro acontece doze anos após o dramático duelo das oitavas de final da edição de 2014, disputada no Brasil, quando a Argentina precisou da prorrogação para vencer por 1 a 0 com gol de Ángel Di María após assistência de Lionel Messi.

>> Quem são as seleções nas quartas de finais da Copa do Mundo

O vencedor do confronto avança para as semi-finais. Para os argentinos, o objetivo é continuar a caminhada em busca de mais uma final. Já a Suíça tenta alcançar uma classificação histórica diante da atual campeã do mundo.

A expectativa também gira em torno da presença de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 continua sendo a principal referência técnica da equipe argentina e volta a enfrentar dois antigos conhecidos: o volante Granit Xhaka e o lateral Ricardo Rodríguez, ambos presentes naquele duelo de 2014.

Onde assistir Argentina x Suíça

O confronto entre Argentina e Suíça terá transmissão ao vivo da CazéTV, disponível sem custo adicional no Disney+.

  • Jogo: Argentina x Suíça
  • Competição: Quartas de final da Copa do Mundo de 2026
  • Data: Sábado, 11 de julho
  • Horário: 22h (horário de Brasília)
  • Local: Estádio Arrowhead, Kansas City (Estados Unidos)
  • Transmissão: CazéTV (Disney+)

Além da vaga na semifinal, a partida representa mais um capítulo da rivalidade construída entre as seleções em Mundiais.

Reencontro após batalha histórica de 2014

Embora Argentina e Suíça não se enfrentem com frequência, os confrontos em Copas do Mundo ficaram marcados pelo equilíbrio.

O primeiro aconteceu na Copa de 1966, quando os argentinos venceram por 2 a 0 ainda na fase de grupos.

O segundo duelo entrou para a história do torneio realizado no Brasil. Em 2014, as equipes fizeram uma das partidas mais disputadas das oitavas de final. Durante 118 minutos, a defesa suíça conseguiu neutralizar praticamente todas as investidas argentinas.

>> Resultados da Copa do Mundo da FIFA 2026

Quando o jogo caminhava para a disputa por pênaltis, Messi recebeu pelo centro e encontrou Di María livre pela direita. O atacante finalizou cruzado para marcar o gol da classificação argentina.

Após aquela partida, o camisa 10 relembrou o sofrimento vivido em campo.

“Fiquei nervoso no final porque não conseguíamos marcar e qualquer erro poderia nos eliminar. Os minutos passavam e não queríamos ir para os pênaltis. Estávamos sofrendo, mas tivemos uma jogada especial; passei para o Ángel (Di María) e pudemos comemorar.”

Curiosamente, aquela assistência foi a última participação direta de Messi em gols durante a Copa de 2014. Antes disso, ele havia balançado as redes quatro vezes ainda na fase de grupos.

A vitória sobre a Suíça abriu caminho para a campanha que levou a Argentina até a decisão diante da Alemanha, encerrada apenas na prorrogação.

Messi continua sendo o centro das atenções

Mesmo aos 39 anos, Lionel Messi permanece como o principal nome do futebol argentino.

O capitão chega às quartas de final novamente sendo decisivo na construção das jogadas ofensivas da equipe de Lionel Scaloni. Além da experiência acumulada em cinco Copas do Mundo, o camisa 10 continua exercendo papel determinante dentro de campo pela capacidade de organizar o setor ofensivo, encontrar espaços e definir partidas em momentos de pressão.

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O atacante argentino Lionel Messi (camisa 10) comemora com os companheiros de equipe após vencer a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Egito, no Atlanta Stadium, em Atlanta, em 7 de julho de 2026. (Foto de Thomas COEX / AFP)

Sua presença faz com que qualquer adversário adapte a estratégia defensiva.

Não por acaso, a própria Suíça admite que será necessário um cuidado especial com o argentino.

Granit Xhaka, um dos líderes da seleção europeia, destacou o respeito pelo adversário antes do confronto.

“É um privilégio viver a mesma época de um jogador como o Messi. Perdemos em 2014, conhecemos sua qualidade e sabemos o que ele pode entregar.”

A declaração resume o tamanho da preocupação suíça. Mesmo veterano, Messi continua sendo tratado como o principal jogador da partida.

Argentina

A seleção argentina chega às quartas de final depois de superar momentos de dificuldade ao longo da competição.

Nas oitavas de final, a equipe derrotou o Egito em uma partida bastante disputada. Antes disso, também enfrentou resistência contra Cabo Verde. As atuações mostraram uma equipe que precisou encontrar soluções diante de adversários organizados defensivamente, cenário que pode se repetir contra a Suíça.

O técnico Lionel Scaloni acredita que o estilo suíço apresenta características semelhantes ao encontrado na partida anterior.

“Vamos procurar manter o nosso padrão de jogo, mas entendemos que será um jogo problemático. Eles ficam fechados atrás e sabem sair no contra-ataque.”

Por isso, a tendência é que o treinador mantenha praticamente toda a estrutura utilizada na classificação anterior.

A provável escalação argentina conta com Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico; Leandro Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Lionel Messi; Julián Álvarez.

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Messi celebra seu primeiro gol na partida de estreia da Argentina contra a Argélia – Foto: Roberto SCHMIDT / AFP

A base campeã mundial permanece praticamente intacta. Emiliano Martínez segue transmitindo segurança no gol, enquanto Cristian Romero lidera uma defesa que continua entre as mais consistentes do futebol internacional.

No meio-campo, Enzo Fernández, De Paul e Mac Allister garantem intensidade, marcação e qualidade na circulação da bola. Já Julián Álvarez movimenta constantemente a defesa adversária, criando espaços para Messi atuar entre as linhas.

Scaloni também aposta na experiência adquirida pelo grupo ao longo dos últimos ciclos internacionais. Grande parte dos jogadores atua junta há vários anos, fator considerado importante em partidas eliminatórias como a deste sábado.

Além do aspecto técnico, existe um componente emocional. A Argentina tenta dar mais um passo rumo à defesa do título conquistado no Catar, mantendo vivo o sonho do bicampeonato consecutivo.

Outro elemento que aumenta a confiança argentina é o retrospecto diante da Suíça em Copas do Mundo. Os sul-americanos venceram os dois confrontos anteriores e esperam ampliar essa vantagem.

Ainda assim, a comissão técnica evita qualquer excesso de confiança. O entendimento é de que a organização tática suíça pode transformar a partida em mais um duelo decidido nos detalhes, repetindo o equilíbrio observado em 2014.

Suíça

A Suíça chega às quartas de final apostando na organização coletiva e na consistência defensiva para tentar surpreender a atual campeã do mundo. Sob o comando de Murat Yakin, a equipe europeia consolidou um estilo de jogo baseado em linhas compactas, marcação intensa e transições rápidas, características que permitiram ao país permanecer entre as seleções mais competitivas do futebol internacional nos últimos anos.

Embora o treinador tenha evitado confirmar oficialmente a escalação, a tendência é que mantenha a estrutura utilizada ao longo da competição, realizando apenas mudanças pontuais em razão do desgaste físico acumulado durante o torneio.

A provável formação suíça é composta por Gregor Kobel; Zakaria, Nico Elvedi, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Remo Freuler, Granit Xhaka, Ardon Jashari, Fabian Rieder e Dan Ndoye; Breel Embolo.

Granit Xhaka, jogador da Suíça – Foto: Reprodução

O setor defensivo continua sendo considerado o principal ponto forte da equipe. Manuel Akanji lidera a zaga, enquanto Ricardo Rodríguez segue como uma das referências técnicas e de experiência do elenco. No meio-campo, Granit Xhaka é o responsável pela organização das jogadas e pela distribuição da bola, além de exercer papel importante na liderança do grupo.

Antes da partida, Murat Yakin também buscou aumentar a confiança de seus jogadores ao comentar o confronto contra os argentinos.

“Conhecemos como pensam os times sul-americanos, assim vamos vencer o campeão mundial.”

As declarações fazem parte do ambiente de confiança criado pela comissão técnica suíça, que acredita ser possível repetir atuações competitivas diante das principais seleções do planeta.

Ao mesmo tempo, a equipe reconhece que neutralizar Lionel Messi será uma das tarefas mais difíceis da competição. Xhaka, que enfrentou o camisa 10 nas oitavas de final da Copa de 2014, voltou a destacar a admiração pelo argentino.

“É um privilégio viver a mesma época de um jogador como o Messi. Perdemos em 2014, conhecemos sua qualidade e sabemos o que ele pode entregar.”

A expectativa suíça é transformar o duelo em uma partida de poucas oportunidades, apostando na disciplina defensiva e na eficiência dos contra-ataques para buscar uma vaga inédita entre os semifinalistas desta edição do Mundial.

Histórico favorece a Argentina

Este será o terceiro encontro entre Argentina e Suíça em Copas do Mundo.

O primeiro aconteceu na edição de 1966, disputada na Inglaterra. Pela fase de grupos, os argentinos venceram por 2 a 0, conquistando um resultado importante naquela campanha.

O reencontro veio apenas 48 anos depois, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. O duelo disputado na Neo Química Arena, em São Paulo, ficou marcado pelo equilíbrio durante praticamente toda a partida.

Após empate sem gols no tempo regulamentar, a classificação argentina veio somente aos 118 minutos da prorrogação. Messi conduziu a jogada pelo meio e encontrou Di María livre pela direita. O atacante finalizou cruzado para marcar o gol da vitória.

Agora, doze anos depois, três personagens daquele confronto estarão novamente em campo: Messi, pela Argentina, e Ricardo Rodríguez e Granit Xhaka, representando a Suíça.

O retrospecto geral também favorece os sul-americanos, que venceram os dois confrontos anteriores em Mundiais e tentam manter a escrita para seguir na luta pelo título.

Arbitragem

A Fifa escalou uma equipe portuguesa para comandar a partida.

  • Árbitro: João Pinheiro (Portugal)
  • Assistentes: Bruno Jesus e Luciano Maia (Portugal)
  • VAR: Guillermo Pacheco (México)

A expectativa é de um confronto equilibrado, com forte disputa física e intensidade durante os 90 minutos, características presentes nas campanhas das duas seleções até aqui.

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Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

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Governo avalia nova operação de apoio à Venezuela após terremotos que deixaram 3.889 mortos

10 de Julho de 2026, 15:42

O governo federal prepara uma nova etapa da ajuda humanitária brasileira à Venezuela após os terremotos que devastaram o norte do país no fim de junho e deixaram ao menos 3.889 mortos, além de quase 17 mil feridos. A definição das próximas ações depende agora de um levantamento das prioridades apresentado pelo governo venezuelano, que deverá indicar quais áreas necessitam de maior apoio para a fase de reconstrução. Leia em TVT News.

Nesta quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ministros e assessores do governo por mais de duas horas para avaliar os resultados da primeira fase da operação humanitária brasileira e discutir as possibilidades de ampliação da assistência ao país vizinho. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o encontro não definiu novas medidas de imediato, mas consolidou o entendimento de que a próxima etapa deverá ser construída em conjunto com as autoridades venezuelanas, levando em consideração as demandas mais urgentes apresentadas por Caracas.

A reunião contou com a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim; da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; e do comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno. A coordenação das operações humanitárias permanece sob responsabilidade da Casa Civil.

A estratégia adotada pelo governo brasileiro busca adaptar a ajuda às necessidades identificadas pelas equipes que atuam em campo e pelas autoridades venezuelanas. De acordo com integrantes do Executivo, a intenção é direcionar recursos e equipes para áreas consideradas prioritárias, evitando o envio de materiais ou estruturas que não correspondam às demandas do momento.

Os terremotos atingiram a região norte da Venezuela, onde está localizada a capital Caracas, provocando destruição em larga escala. Os abalos derrubaram edifícios, comprometeram infraestrutura urbana e afetaram serviços essenciais. Segundo informações oficiais divulgadas pelo governo venezuelano, trata-se dos sismos mais intensos registrados no país em mais de um século.

O balanço mais recente aponta pelo menos 3.889 mortes confirmadas e cerca de 17 mil pessoas feridas. Além das vítimas, milhares de famílias ficaram desalojadas após o colapso de residências e prédios públicos, ampliando a necessidade de assistência internacional.

Diante da gravidade da situação, o Brasil iniciou uma operação humanitária logo após a tragédia, mobilizando diferentes órgãos do governo federal e das Forças Armadas para prestar apoio às vítimas.

Primeira fase mobilizou voos, hospital de campanha e equipes especializadas

Na primeira etapa da resposta brasileira, foram realizados seis voos humanitários para transportar equipamentos, insumos médicos e profissionais destinados às áreas atingidas pelos terremotos.

Cinco dessas missões foram executadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), enquanto um voo solidário foi realizado pela companhia aérea Gol. Ao todo, cerca de 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e materiais médicos foram enviadas à Venezuela.

Entre os itens encaminhados estavam medicamentos, equipamentos hospitalares, materiais para atendimento emergencial e 100 purificadores de água, considerados fundamentais diante das dificuldades de abastecimento enfrentadas por diversas comunidades afetadas pelos tremores.

Outra frente importante da operação foi a instalação de um hospital de campanha brasileiro com capacidade para até 30 leitos. A estrutura foi preparada para realizar atendimentos de emergência, procedimentos cirúrgicos, assistência pediátrica e responder também a eventuais surtos epidemiológicos decorrentes da destruição da infraestrutura sanitária.

>> Brasileiro busca ajuda para encontrar pai sob escombros na Venezuela

O funcionamento do hospital conta com a atuação de 93 militares da Marinha, responsáveis pela operação da unidade médica.

Além disso, a missão brasileira enviou 71 bombeiros militares especializados em busca, salvamento e atendimento em desastres, quatro especialistas da Defesa Civil e seis técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), encarregados de auxiliar no restabelecimento das comunicações.

Segundo integrantes do governo, a atuação conjunta desses profissionais permitiu ampliar a capacidade de resposta às necessidades mais imediatas da população afetada, especialmente nas áreas onde os serviços públicos sofreram maiores impactos.

Próxima etapa dependerá das prioridades apresentadas pela Venezuela

Apesar da mobilização já realizada, o governo brasileiro considera que a fase seguinte da operação exigirá planejamento ainda mais detalhado.

Segundo interlocutores do Planalto, Brasília aguarda uma manifestação oficial das autoridades venezuelanas indicando quais setores concentram as maiores necessidades neste momento. Somente após esse levantamento será possível definir o formato da nova missão humanitária.

A expectativa é que o próximo plano possa contemplar novas remessas de equipamentos, envio adicional de profissionais especializados ou reforço das estruturas já instaladas, dependendo das prioridades apontadas pelo governo da Venezuela.

A avaliação da equipe de Lula é que uma atuação coordenada entre os dois países permitirá direcionar melhor os recursos disponíveis e aumentar a efetividade das ações humanitárias durante o processo de reconstrução das regiões afetadas.

Reconstrução deve orientar nova etapa da cooperação

Embora ainda não exista um cronograma fechado para a segunda fase da operação, integrantes do governo afirmam que o foco deverá migrar gradualmente do atendimento emergencial para ações voltadas à reconstrução das áreas atingidas. A expectativa é que as próximas iniciativas contemplem tanto o reforço da assistência médica quanto o apoio à recuperação de serviços considerados essenciais, como abastecimento de água, comunicações e infraestrutura básica.

Segundo interlocutores do Planalto, a avaliação é de que a resposta brasileira precisa acompanhar a evolução do cenário na Venezuela. Nas primeiras semanas após os terremotos, a prioridade esteve concentrada no resgate de vítimas, atendimento aos feridos e envio de suprimentos. Agora, o desafio passa a ser oferecer apoio às comunidades que perderam moradias, hospitais, escolas e outros equipamentos públicos.

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Esta vista aérea, tirada em 2 de julho de 2026 em Caraballeda, no estado de La Guaira, mostra edifícios desabados após os dois terremotos de 24 de junho. Mais de uma semana após os terremotos, há pouca chance de encontrar sobreviventes adicionais dos dois terremotos que mataram quase 2.600 pessoas, destruíram prédios residenciais inteiros e deixaram dezenas de milhares de desaparecidos. (Foto de Miguel MEDINA / POOL / AFP)
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Vista dos caixões das vítimas dos terremotos gêmeos de 24 de junho a partir do forte El Vigia, nas alturas acima de La Guaira, Venezuela, em 2 de julho de 2026. Centenas de socorristas na Venezuela comemoraram e se abraçaram em 2 de junho de 2026 após resgatarem um homem de 43 anos com vida dos escombros de um prédio que desabou, oito dias após os terremotos gêmeos mortais, conforme testemunhado por jornalistas da AFP. (Foto de Miguel MEDINA / POOL / AFP)
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Foto: Reprodução / Redes Sociais – Extra News Venezuela
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Imagens da destruição na Venezuela. Foto: Redes Sociais / Extra News

A coordenação das ações permanece sob responsabilidade da Casa Civil, que mantém contato com diferentes órgãos do governo federal para definir quais recursos poderão ser mobilizados na próxima etapa da missão humanitária.

O Itamaraty também acompanha permanentemente a situação por meio da Embaixada do Brasil em Caracas e das autoridades venezuelanas responsáveis pela coordenação da resposta aos terremotos.

Governo aguarda diagnóstico de Caracas

Segundo integrantes da administração federal, a definição das próximas medidas depende diretamente das informações que serão encaminhadas pelo governo venezuelano.

A intenção é evitar sobreposição de esforços e concentrar a cooperação em áreas onde a ajuda internacional ainda seja insuficiente. Entre as possibilidades avaliadas estão o envio de novos equipamentos hospitalares, ampliação das equipes técnicas e reforço do fornecimento de insumos médicos e materiais destinados ao atendimento da população desalojada.

A estratégia também considera a necessidade de manter integração entre os diferentes países e organismos internacionais que participam das ações de socorro, buscando tornar mais eficiente a distribuição dos recursos disponíveis.

Até o momento, o governo brasileiro não informou quantas novas missões poderão ser realizadas nem qual será o volume de materiais que poderá ser enviado à Venezuela. A decisão dependerá das necessidades apresentadas pelas autoridades locais e da capacidade operacional dos órgãos envolvidos.

Terremotos deixaram milhares de vítimas

Os terremotos registrados no final de junho provocaram um dos maiores desastres naturais da história recente da Venezuela. De acordo com dados oficiais divulgados pelo governo do país, pelo menos 3.889 pessoas morreram em consequência dos tremores, enquanto quase 17 mil ficaram feridas.

Os abalos atingiram principalmente Caracas e cidades vizinhas, provocando o desabamento de edifícios residenciais, hospitais, escolas e outras estruturas públicas. Milhares de famílias perderam suas casas, enquanto serviços essenciais foram interrompidos em diversas regiões.

As autoridades venezuelanas classificaram os terremotos como os mais intensos registrados no país em mais de cem anos, cenário que levou diferentes governos e organizações internacionais a oferecer apoio humanitário.

No caso brasileiro, a mobilização envolveu diversos ministérios, as Forças Armadas, a Defesa Civil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e outros órgãos federais, em uma operação coordenada pela Casa Civil.

A expectativa do governo é que a cooperação continue nas próximas semanas, acompanhando as necessidades apresentadas pela Venezuela durante o processo de recuperação das áreas atingidas.

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Vance diz que negociações criaram ‘boa base’ para acordo definitivo com o Irã

23 de Junho de 2026, 10:22

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou na segunda-feira (22) que as negociações com o Irã criaram uma “boa base para um acordo final bem-sucedido” que encerre a guerra definitivamente. Vance citou avanços em múltiplas frentes, como a criação de “mecanismos” para a manutenção do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e pelo fim do conflito entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano. Ele deixou a Suíça na segunda, enquanto equipes técnicas permaneceram nas conversas com representantes iranianos.

O acordo provisório para encerrar os combates no Irã, assinado na semana passada, estabelece um prazo de 60 dias para negociações sobre temas centrais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerã.

Leia também: EUA e Irã mantêm negociações na Suíça; JD Vance deve viajar ao país

O principal negociador da delegação iraniana, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou que o Estreito de Ormuz será administrado pelo Irã, em conformidade com as leis internacionais. “Esperamos conseguir ativar o estreito novamente, em termos de passagem, e trazer prosperidade de volta à economia regional e global”, disse Ghalibaf.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu na segunda uma licença de 60 dias que suspende as sanções sobre o petróleo iraniano, como parte do acordo provisório.

Enquanto isso, o tráfego de petroleiros continuou a aumentar no Estreito de Ormuz. Segundo a empresa de dados e análises Kpler, houve 71 travessias confirmadas no fim de semana. Antes da guerra, de 100 a 130 embarcações cruzavam o estreito por dia. 

Leia mais: EXCLUSIVO CNBC: JD Vance diz que EUA “têm todas as cartas” em acordo com Irã

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Fundo de reconstrução bilionário e liberação da venda de petróleo iraniano: o que diz o acordo entre EUA e Irã

23 de Junho de 2026, 10:20

O acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo, na Suíça, libera US$ 12 bilhões de recursos iranianos que estavam congelados em fundos de investimento, além da criação de um fundo privado de reconstrução do país e a liberação da venda de petróleo pelo Irã.

De acordo com a agência estatal do Irã, a IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati.

Leia também: EUA emitem isenções abrangentes de sanções ao petróleo do Irã, liberando bilhões em receitas para Teerã

“A incansável mediação do Paquistão e do Catar proporcionou grandes avanços para acabar com a guerra no Líbano”, comentou no X (antigo Twitter) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, após o encontro na Suíça.

“As exportações de petróleo e petroquímicos foram liberadas, o bloqueio foi suspenso, parte dos ativos congelados foi desbloqueada e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi colocado em marcha”, acrescentou.

Essa liberação, no entanto, ainda é alvo de confrontos entre os países, já que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na última segunda-feira (22) que esses ativos não serão liberados caso não haja avanços concretos nas negociações.

Fundo de reconstrução

Outro ponto que gera debate no acordo é a criação de um fundo privado para a reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão pagar por esses valores. Atores envolvidos na negociação confirmaram que não haverá recursos governamentais americanos no acordo e que o montante sairá de empresas que atuam nos Estados Unidos, nos países árabes do Golfo, na Ásia e na América do Sul.

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O fundo vai permitir que países da região contribuam de diferentes formas, como com a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e toda a infraestrutura afetada pelo conflito.

Essa medida também é alvo de debate entre os países, já que os Estados Unidos afirmam que ela só vai ocorrer caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A diplomacia do Irã, por sua vez, nega que o programa de mísseis do país faça parte da negociação.

O custo dos danos causados pelo conflito está estimado em US$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).

Venda de petróleo

Na segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão por dois meses de suas sanções ao petróleo iraniano. As transações que estavam proibidas estão autorizadas até o dia 21 de agosto, exceto para Cuba e Coreia do Norte.

A licença poderia liberar um inventário flutuante de cerca de 67 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos no Golfo, proporcionando ao Irã um ganho financeiro potencial de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões, de acordo com Miad Maleki, ex-oficial de sanções do Tesouro e atual membro sênior da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank baseado em Washington.

Com a liberação, acredita-se que a China acelerará as compras do petróleo iraniano durante os dois próximos meses.

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Domínio online do Google dá sinais de desgaste na era da IA

23 de Junho de 2026, 10:10

Mais de três anos após o início do boom da inteligência artificial generativa, o Google desafiou muitos céticos que acreditavam que o ChatGPT seria o golpe fatal para o gigante das buscas. Mas alguns problemas estão abalando seu negócio principal.

O mecanismo de busca DuckDuckGo está registrando aumentos nas taxas de instalação de até 40% por semana. O Bing, da Microsoft, alcançou 1 bilhão de usuários pela primeira vez no último trimestre. E o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu ligeiramente no último mês, enquanto o ChatGPT registrou uma pequena alta.

O Google ainda controla 90% do mercado de buscas, o preço de suas ações mais do que dobrou no último ano e o crescimento da receita no primeiro trimestre foi o mais rápido desde 2022. Mas a preocupação com a IA persiste à medida que mais pessoas recorrem aos chatbots como método preferido para encontrar informações.

O ChatGPT ocupa consistentemente a posição de aplicativo gratuito mais baixado no iOS da Apple, e o Claude, da Anthropic, está atualmente em oitavo lugar, uma posição atrás do Gemini, do Google.

Enquanto isso, outra onda de usuários da internet está se afastando completamente das buscas impulsionadas por IA em favor de alternativas sem IA. Um estudo do Pew Research Center publicado em março constatou que cerca de metade dos americanos sentia que a IA em suas vidas diárias os deixava “mais preocupados do que entusiasmados”.

Navegar pela internet sem ela é um dos mecanismos de adaptação e, no início deste mês, o DuckDuckGo lançou um mecanismo de busca “sem IA” com novas extensões para navegador que permitem aos usuários utilizar por padrão o endereço noai.duckduckgo.com.

“Muitas pessoas usam o Google porque o Google é como a página inicial da internet, mas elas querem fazer essas jornadas, clicar e pesquisar por conta própria e tomar suas próprias decisões”, disse Lily Ray, vice-presidente de otimização para mecanismos de busca e busca por IA da empresa de marketing Amsive.

Leia também: Google cria estratégia bilionária para enfrentar a Nvidia

O Google também enfrenta o desafio de conter startups de IA fortemente financiadas, que estão pagando valores elevados por talentos antes de suas potenciais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).

Na semana passada, Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e copresidente do Gemini AI, anunciou que estava deixando o Google para ingressar na OpenAI. E, na sexta-feira, John Jumper, vice-presidente da DeepMind e fellow de engenharia, informou que estava saindo para trabalhar na Anthropic.

As ações da Alphabet tiveram, na segunda-feira, seu pior desempenho em mais de um ano, com queda de 5%.

Analistas da Jefferies escreveram em um relatório que “não interpretam as recentes saídas como um sinal de que o Google esteja fazendo menos em IA, mas sim como mais um dado em uma guerra por talentos que afeta toda a indústria, na qual laboratórios de ponta estão oferecendo lances agressivos”.

Um porta-voz do Google se recusou a comentar para esta reportagem.

Para o Google, o surgimento da IA generativa representa uma espécie de risco existencial desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, que recentemente ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais. A ameaça é dupla: o Google pode perder sua posição dominante e, ao tentar competir em IA, pode canibalizar seu próprio mecanismo de busca em favor de uma nova forma de encontrar informações que ainda não possui um modelo comprovado de publicidade digital.

Os anúncios ainda representam cerca de três quartos da receita da empresa. As margens extremamente elevadas da publicidade permitem ao Google financiar apostas de longo prazo e alto custo, como a Waymo e a IA baseada no espaço, além de investir perto de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA.

Em sua conferência anual para desenvolvedores, realizada no mês passado, o Google anunciou que redesenharia a caixa de busca pela primeira vez em 25 anos, posicionando o botão “Modo IA” diretamente dentro dela. O botão de busca agora fica abaixo da caixa.

“Esta é a maior atualização da nossa icônica caixa de busca desde sua estreia, há mais de 25 anos”, afirmou Elizabeth Reid, responsável pela organização de buscas do Google, durante o evento.

Além disso, a popular ferramenta de geração de imagens Nano Banana também está disponível na caixa de busca por meio do botão de adição. No aplicativo móvel do Google Search, uma grande caixa clicável do “Modo IA” tem praticamente o mesmo tamanho da caixa de busca tradicional.

Leia também: Google permitirá que os sites se excluam dos resultados de pesquisa gerados por I.A.

Reação contrária à IA

No último mês, o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu mais de 1%. O tráfego do ChatGPT aumentou um pouco. O DuckDuckGo, que há muito tempo se posiciona contra o Google como uma opção de busca mais privada, afirma que as taxas de instalação cresceram até 75% em relação ao período anterior ao anúncio do Google I/O, em maio.

O Google precisa “encontrar um equilíbrio, porque, se avançar demais com a IA, perderá seus usuários”, disse Ray, da Amsive. Ela classificou a participação de mercado do DuckDuckGo como “microscópica”, mas afirmou que houve um grande aumento recentemente.

Até mesmo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reconhece os receios em torno da IA. Em um episódio recente do podcast “Hard Fork”, Pichai afirmou que as pessoas estão “justificadamente” ansiosas sobre o tipo de futuro que a tecnologia criará, classificando a escala da mudança como sem precedentes.

Google e OpenAI enfrentaram processos por morte culposa movidos por familiares de pessoas que supostamente cometeram atos de violência ou automutilação devido ao uso de chatbots. Em março, o Google foi processado pelo pai de um homem de 36 anos, que alegou que o chatbot Gemini convenceu seu filho a tentar realizar “um ataque com múltiplas vítimas” e, posteriormente, a cometer suicídio.

No mercado de buscas, o DuckDuckGo não é o único mecanismo respondendo à demanda por alternativas. A Microsoft lançou uma extensão para navegador chamada “Bing AI Search Choice”, que permite aos usuários desativar recursos semelhantes a chats de IA.

“A IA está fazendo coisas poderosas para as buscas, mas as pesquisas mostram que nem todos querem usar IA para tudo o tempo todo”, escreveu Jordi Ribas, presidente de busca e IA da Microsoft, em uma publicação no LinkedIn sobre a atualização.

Também cresce a antipatia entre editoras e veículos de mídia, que viram o tráfego proveniente das buscas do Google despencar, em parte porque a IA reúne informações em resumos exibidos no topo dos resultados, eliminando a necessidade de clicar nos links.

Em uma disputa antitruste com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Google admitiu no ano passado, em documento judicial, que a web aberta já está “em rápido declínio”, uma avaliação que contrastou com declarações públicas de executivos da empresa.

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Estudos de painéis de dados como SparkToro e Similarweb mostram que aproximadamente 68% de todas as buscas no Google agora terminam sem um único clique para um site externo. Roger Lynch, CEO da Condé Nast, afirmou em entrevista no mês passado à TBPN que sua equipe prevê quedas no tráfego oriundo das buscas há três anos e que “todos os anos a queda foi maior do que a prevista”.

“No ano passado, eu disse às nossas equipes para assumirem que não existe busca”, afirmou. “Vocês precisam planejar seus negócios como se a busca fosse zero.”

Mesmo após a queda das ações do Google na segunda-feira, o papel ainda acumula alta superior a 100% no último ano, superando com folga todos os seus pares entre as chamadas hyperscalers. A empresa demonstrou capacidade de sobreviver e prosperar em meio a grandes mudanças de plataforma, principalmente na transição da web para os smartphones, e provou ser uma participante relevante na IA generativa, apesar de um início lento.

Na última teleconferência de resultados, Pichai atribuiu o aumento do engajamento dos usuários a experiências baseadas em IA, como o AI Mode e o AI Overviews, áreas que recebem investimentos significativos.

“A IA continua impulsionando o uso das buscas e o volume de consultas está em nível recorde”, afirmou Pichai durante a conferência.

No entanto, o Google ativa o AI Overview automaticamente, o que significa, nas palavras de Kamyl Bazbaz, diretor de políticas do DuckDuckGo, que os usuários não recebem “uma escolha”.

Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou em um podcast da Bloomberg, em abril, que “existe esse tipo de mito de que as pessoas querem IA ou a web”.

“Na verdade, acho que o que vemos é que as pessoas querem IA e a web juntas”, disse ela.

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PMI composto do Reino Unido cai a 49,4 em junho, menor nível em 14 meses

23 de Junho de 2026, 09:50

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Reino Unido caiu de 49,7 em maio para 49,4 em junho, atingindo o menor nível em 14 meses, segundo dados preliminares publicados nesta terça-feira, 23, pela S&P Global. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta a 49,8 neste mês.

No segmento de serviços, o PMI britânico recuou de 49,3 para 48 7 no mesmo período, tocando o menor patamar em 41 meses. O consenso da FactSet era de avanço para 49,5.

Leia também: Quem é Andy Burnham? E outras quatro coisas que investidores devem saber após a troca de primeiro-ministro no Reino Unido

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Reino Unido é um dos indicadores econômicos mais acompanhados pelo mercado financeiro global, funcionando como um termômetro em tempo real da saúde econômica britânica.

Já no setor industrial, o PMI do Reino Unido diminuiu de 53,9 para 53,1, o menor nível em três meses. Neste caso, a projeção era de queda para 53,6.

Leituras abaixo de 50 indicam contração econômica, enquanto números acima de 50 sugerem expansão.

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Por que favorito a primeiro-ministro após Starmer deixa Reino Unido em dúvidas

23 de Junho de 2026, 08:59
Andy Burnham, político trabalhista britânico
Andy Burnham, político trabalhista britânico. Foto: Reprodução.

Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, tornou-se o principal favorito para suceder Keir Starmer no Reino Unido depois que o primeiro-ministro britânico anunciou um cronograma para deixar o cargo. A movimentação em Westminster acelerou a transição de poder no Partido Trabalhista e colocou Burnham no centro da disputa pelo governo.

A posição de Burnham ganhou força na segunda-feira (22), quando Wes Streeting, ex-secretário de Saúde e apontado como seu maior rival em potencial, desistiu de concorrer e declarou apoio ao ex-prefeito de Manchester. A retirada deixou o caminho mais aberto para uma sucessão rápida dentro do partido.

Se confirmar a ascensão, Burnham será o quinto primeiro-ministro do Reino Unido em quatro anos. Ele acaba de chegar ao Parlamento como deputado por Makerfield, depois de vencer uma eleição complementar em uma área onde o Reform UK, partido da direita radical, costuma ter desempenho relevante.

Disputa trabalhista expõe dúvidas sobre Burnham

A possível troca de comando também abriu uma disputa por espaço no futuro governo. Aliados de Rachel Reeves defendem sua permanência no Ministério das Finanças sob o argumento de que ela preservou a confiança dos mercados. Há quem veja Streeting como possível substituto, mas ele afirmou que não recebeu convite de Burnham para ocupar o posto.

Parte do Partido Trabalhista demonstra incômodo com a velocidade da ascensão. Um ministro lembrou que Burnham não disputou as últimas eleições gerais, não era deputado até a semana passada e já perdeu duas corridas pela liderança trabalhista. “E lembre-se de que ele já concorreu à liderança do Partido Trabalhista duas vezes antes e perdeu”, disse. O mesmo ministro acrescentou: “E não só isso. Ele perdeu para dois perdedores — Ed Miliband e Jeremy Corbyn.”

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Foto: Jaimi Joy/Reuters

Ed Miliband perdeu as eleições gerais de 2015, enquanto Jeremy Corbyn foi derrotado em 2017 e 2019. A comparação alimenta a resistência de setores trabalhistas, apesar de Burnham aparecer hoje como um nome eleitoralmente competitivo contra o Reform UK e de ter escolhido uma vaga considerada difícil para retornar ao Parlamento.

A falta de detalhes sobre seu programa também provoca tensão interna. Uma fonte descreveu a movimentação de parlamentares trabalhistas como uma corrida “para pegar um trem que está prestes a sair da estação”, sem saber “para onde ele vai”. Durante a campanha em Makerfield, Burnham apresentou ideias gerais, mas concentrou sua agenda em temas locais que ajudariam a garantir a vitória.

Em publicação nas redes sociais sobre a decisão de Starmer de sair, Burnham disse que “as pessoas querem ver progresso no crescimento econômico, no custo de vida, nos serviços públicos, na habitação e nas oportunidades para a próxima geração”. Agora, parlamentares esperam que ele detalhe como pretende executar essas propostas, enquanto alguns cogitam tentar convencer Darren Jones, ministro-chefe de Starmer, a concorrer; aliados dizem que isso parece improvável, mas ainda não descartado.

O próximo passo da transição será a apresentação do programa de Burnham. Caso chegue ao cargo, ele terá de responder a questões que pouco enfrentou publicamente como prefeito, entre elas a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a possibilidade de elevar recursos para as Forças Armadas britânicas e a forma de financiar esse aumento.

Dia de São João é 24 de junho: dia de Brasil x Escócia

22 de Junho de 2026, 17:43

O Dia de São João, a mais tradicional das festas juninas, é 24 de junho, quarta-feira. E em 2026 a data tem um ingrediente a mais para animar as quadrilhas, fogueiras e festas: a festa de São João 2026 é dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Sim, em 2026, o Dia de São João coincide exatamente com o terceiro compromisso da Seleção Brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo. Mesmo sendo dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo, o Dia de São João não é feriado nacional, mas várias cidades e estados, principalmente no nordeste, consideram a data como feriado local. Confira em TVT News onde o Dia de São João é feriado e onde assitir ao jogo Brasil x Escócia.

Dia de São João é feriado?

Mesmo sendo dia de jogo do Brasil, o Dia de São João (24 de junho) não é um feriado nacional no Brasil, mas garante folga em diversas cidades e estados por meio de leis locais. A data é feriado principalmente na região Nordeste e em municípios que têm São João Batista como padroeiro.

Veja como a folga funciona pelo país:

Feriados estaduais no dia de São João

Em dois estados brasileiros, a data é um feriado estadual, o que significa que todas as cidades desses estados têm folga oficial:

  • Alagoas
  • Pernambuco

Capitais com feriado nunicipal no dia 24 de junho

Pelo menos cinco capitais do Nordeste decretam feriado no dia 24 de junho:

  • Aracaju (SE)
  • João Pessoa (PB)
  • Salvador (BA)
  • Maceió (AL) (também amparada pela lei estadual)
  • Recife (PE) (também amparada pela lei estadual)

Outras cidades em que 24 de junho é feriado

Municípios que são grandes epicentros das festas juninas também costumam parar as atividades. Alguns exemplos famosos incluem:

  • Paraíba: Campina Grande.
  • Bahia: Feira de Santana, Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Amargosa, Ibicuí e Jequié.

Cidades Fora do Nordeste

Nas demais regiões do país, o feriado costuma ocorrer estritamente em cidades onde São João Batista é o padroeiro local. Alguns exemplos são:

  • Rio de Janeiro: Niterói e Itaboraí.
  • São Paulo: Barueri, São João da Boa Vista e São João das Duas Pontes

Importante: Nas cidades onde não há lei estabelecendo o feriado, prefeituras e governos estaduais podem decretar ponto facultativo. Quando isso acontece, a folga é garantida apenas para os servidores públicos. No setor privado, a decisão de liberar ou não os funcionários cabe exclusivamente ao empregador, sem obrigação de pagamento em dobro em caso de trabalho.

Brasil x Escócia: onde assistir

A partida entre Brasil e Escócia ocorre nesta quarta-feira, dia 24 de junho, no Estádio de Miami, na Flórida, Estados Unidos.

O confronto é válido pela terceira rodada do Grupo C do Mundial e está agendado para começar às 19h (horário de Brasília). Por se tratar do encerramento da primeira etapa da competição, o resultado define os caminhos e os cruzamentos da equipe brasileira nas fases eliminatórias subsequentes.

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Neymar está à disposição para o jogo contra a Escócia. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Confira onde assistir Brasil x Escócia:

  • Sinal aberto de televisã: TV Globo e SBT.
  • Canais por assinatura: o SporTV realiza a cobertura completa.
  • Streaming: as opções incluem o serviço Globoplay, o canal getv no YouTube e as transmissões da CazéTV, acessível de forma gratuita no YouTube.

Quais os resultados da Copa do Mundo 2026

Por que 24 de junho é Dia de São João?

O dia 24 de junho foi escolhido por marcar, segundo a tradição cristã, o nascimento de João Batista. Ao contrário de outros santos, cuja data comemorativa coincide com a morte, São João é celebrado por seu nascimento. Por isso, nas bandeiras de festas juninas, a figura que aparece de São João é a de um menino.

João Batista é figura central no Novo Testamento por ter batizado Jesus Cristo e anunciado a chegada do Messias. O culto a João Batista acontece desde os primeiros séculos da era cristã.

A data de 24 de junho coincide com o solstício de junho, período em que antigas culturas acendiam fogueiras para afastar maus espíritos e celebrar a colheita.

24 de junho é Dia de São João, sinônimo de festa junina
Festa de São João se tornou sinônimo das festas juninas Foto: Alexandre Barbosa

Originalmente, povos do continente europeu realizavam festividades em meados de junho para marcar a chegada do solstício de verão no hemisfério norte.

Esses rituais estavam profundamente conectados com a agricultura, representando o período de colheitas e pedidos de fertilidade para a terra, elementos fundamentais para a sobrevivência dos trabalhadores camponeses da época.

Com a expansão do cristianismo durante a Idade Média, a Igreja Católica operou um processo de apropriação dessas manifestações camponesas. A Igreja buscou sobrepor as comemorações agrícolas à narrativa dos santos bíblicos.

Segundo a tradição cristã baseada nos relatos do Evangelho, João Batista nasceu exatamente seis meses antes de Jesus Cristo. Como o Natal ficou estabelecido em dezembro, o nascimento de João foi fixado em junho.

Ao chegar ao Brasil por meio da colonização portuguesa, essa data absorveu novas influências das culturas indígena e africana, transformando-se em uma síntese da diversidade que caracteriza a cultura popular do nosso país, com forte apelo econômico e social por todo o Brasil

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O São João de Nóis Tudim comemora 10 anos em 2026 com mais de 350 horas de programação cultural. Foto: Divulgação/CTN

24 de junho é Dia de São João Batista ou São João Evangelista?

A data de 24 de junho refere-se a São João Batista, e não a São João Evangelista. Embora os dois sejam figuras importantes do cristianismo e compartilhem o mesmo nome, têm biografias e papéis diferentes. João Batista foi o profeta que antecedeu Jesus, enquanto João Evangelista é um dos apóstolos e autor de um dos evangelhos canônicos. A festa junina homenageia o primeiro.

Qual a origem da fogueira de São João?

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24 de junho é noite de acender a fogueira de São João. Foto: Típica Festa Junina em Andradas (MG) / Alexandre Barbosa

A fogueira é um dos símbolos mais marcantes das festas juninas. Sua origem remete à tradição bíblica de Isabel, mãe de João Batista, que teria acendido uma fogueira para avisar Maria sobre o nascimento de seu filho.

Com o tempo, o gesto tornou-se ritual, sendo incorporado às celebrações cristãs e populares, com diferentes significados conforme a região do país.

A tradição também tem sincretismo com as tradições pagãs: 24 de junho coincide com o solstício de junho, quando culturas antigas da Europa acendiam fogueiras para afastar maus espíritos e celebrar o período da colheita.

Por que as festas juninas também são chamadas de festas de São João?

As festas juninas são assim chamadas porque junho concentra a celebração de três santos populares: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29). Dentre eles, São João é o que mais mobiliza festas, por isso o termo “festa de São João” se tornou sinônimo de festa junina. A data coincide com o solstício de inverno e festividades agrícolas de origem europeia, adaptadas ao Brasil.

Onde ver as festas de São João?

Se você quiser assistir as festas do Dia de São João, a TVT e a EBC transmitem as festas juninas do Nordeste.

A TVT vai exibir o São João da Bahia em parceria com a TVE Bahia.

Como sintonizar e acompanhar

Você pode assistir à programação da TVT pelos seguintes canais e plataformas:

  • Na Grande São Paulo: Sintonize o canal aberto 44.1.
  • Parabólica Digital: Canal 555.
  • Internet: Além das transimissões pela TV, você pode ver os programas da TVT no Canal oficial da TVT no YouTube.

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Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, renuncia ao cargo

22 de Junho de 2026, 15:54

Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, comunicou sua renúncia.

Em pronunciamento em frente à sede do governo em Downing Street, o líder afirmou que, após ouvir o Partido Trabalhista britânico, ao qual pertence, percebeu que não era a pessoa que deveria conduzir o Reino Unido à eleição nacional de 2029. Leia mais em TVT News.

Com a renúncia, espera-se que o poder passará para Andy Burnham ex-prefeito de Manchester. Burnham, que poderá ser o sétimo líder do país em um período de 10 anos, foi empossado hoje como membro do Parlamento – condição obrigatória para que possa se tornar candidato a premiê no partido Trabalhista.

O próximo primeiro-ministro será escolhido por seu partido, e Starmer pediu ao Comitê Executivo Nacional do Partido Trabalhista que estabeleça um calendário para sua substituição.

As novas nomeações para candidatos à substituição do ministro devem ocorrer entre 9 e 16 de julho, e a previsão é que o processo seja concluído até setembro, quando acaba o recesso de verão do Parlamento britânico.

Burnham foi muito aplaudido por congressistas do Partido Trabalhista ao chegar no parlamento, e há analistas que acreditam que ele pode ser o único candidato a substituit Starmer.

Renúncia de Starmer vem após meses de pressão

A renúncia do primeiro-ministro ocorreu após um período de aumento gradativo de pressão na sequência de péssimos índices de aprovação tanto para ele próprio quanto para o Partido Trabalhista.

O desgaste de Starmer aumentou ainda mais em fevereiro deste ano, com um vazamento de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Os documentos trouxeram novamente para o centro do debate a decisão de Stermer em nomear Peter Mandelson como embaixador nos EUA, ao trazer comprovação de que Mandelson e Epstein tinham uma relação próxima.

Uma derrota na eleição complementar de fevereiro, quando o Partido Trabalhista perdeu uma cadeira antes entendida como fácil de ganhar para o Partido Verde, contribuiu para que uma série de eleições locais que ocorreram em maio fossem considerados como um teste de fogo para o premiê.

Os resultados de maio, que foram péssimos – muito piores do que o partido esperava – fizeram com que vários ministros renunciassem aos seus cargos, entre eles Wes Streeting, secretário da Saúde.

A volta de Burnham à sede do parlamento em Westminster também foi incendiada por sua vitória na eleição parcial de Makerfield, onde conseguiu barrar o avanço do partido Reform UK, da extrema direita.

Insatisfação com Starmer vem da economia e questão migratória

A crise no mandato de Stermer também teve relação com as dificuldades do partido em entregar o crescimento econômico prometido nas últimas eleições, além dos problemas em promover a melhora de serviços públicos, a reforma do sistema de assistência social e a redução dos custos de vida.

O debate sobre a imigração é central no Reino Unido, com um fluxo de imigração que aumentou muito após a votação do Brexit – que acaba de completar 10 anos.

O Reform UK, partido de extrema direita que vem despontando como principal adversário dos Trabalhistas, colocou entre suas prioridades a criação de um órgão com a função específica de coordenar a deportação de imigrantes em situação irregular no país.

Eles também pretendem aprovar regras de “proteção à cultura britânica”, como normas impedindo a transformação de igrejas em mesquitas.

O líder do Reform UK, Nigel Farage, postou na rede X que Starmer seria o primeiro-ministro mais incompetente que o Reino Unido já teve, e que a “classe política” não pode continuar traindo seus eleitores. Ele citou temas em que os trabalhistas mudaram de posição e “decepcionaram seus eleitores”, como em relação a um subsídio de aquecimento para o inverno e níveis de imigração.

Farage também afirma que, se Burnham se tornar primeiro-ministro, ele representará uma continuidade das políticas de Starmer.

Burnham, integrante histórico do Partido Trabalhista, poderá representar uma mudança no parlamento caso alcance o poder. Vindo de uma ala mais à esquerda do partido, ele ganhou o apelido de “rei do Norte” com o crescimento econômico de Manchester após um período de austeridade fiscal conservadora.

A postura que ele afirma que irá levar para todo o país inclui uma descentralização do poder de Londres (a política do Reino Unido é uma das mais concentradas entre os países da OCDE) e o combate a ineficiências causadas por décadas de privatização e desregulação.

Marca desse combate é o Bee Network, um programa para a popularização do transporte público em Manchester que começou com autoridades locais tendo o poder de definir linhas, horários e preços e terminou com a aprovação da reestatização das empresas de ônibus da região.

Com as mudanças, o sistema se tornou sucesso de público e trunfo eleitoral, e teve parte de suas medidas reproduzidas em outros lugares do país.

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Seleções africanas, na Copa 2026, são formadas por jogadores nascidos na Europa

22 de Junho de 2026, 15:52

Defender o lugar de nascimento ou àquele de origem dos pais? Quase metade dos jogadores atuando em seleções africanas na Copa do Mundo de 2026 nasceram em países do continente europeu. A ascendência africana autoriza a dupla nacionalidade que permite a troca mas as razões da escolha estão relacionadas também a fatores culturais, políticos e sociais. Leia em TVT News.

*** Estagiário Rafael Sampaio sob supervisão de Alexandre Barbosa

Embora a presença de jogadores não nascidos na seleção que atuam seja mais pujante no continente africano, elencos de países de outros continentes que disputam a Copa também possuem atletas de origem diversa da nação que defendem. De acordo com dados da FIFA, mais de 250 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026 jogam por países que não nasceram.

Histórico colonial, imperialismo, migrações e laços familiares são as principais causas da escolha por defender países que não são o de nascimento dos jogadores

Das 10 seleções africanas que disputam a Copa 2026, apenas a África do Sul não possui atletas no elenco que nasceram fora do país. República Democrática do Congo e Marrocos, por outro lado, são os times africanos com mais jogadores nascidos fora do país. Vinte atletas do Congo e 19 de Marrocos nasceram em países europeus, 31 desses jogadores vieram da França, da Espanha e da Bélgica.

Não por acaso, esses três países forneceram tantos atletas aos países africanos. A partir da segunda metade do século XIX, países europeus intensificaram um processo de expansão territorial em busca de novos mercados e de matérias primas para suas indústrias. O continente africano foi o principal alvo das nações europeias. Visando minimizar conflitos e atender as ambições coloniais, praticamente toda a África foi dividida e partilhada entre as principais potências europeias do período. 

França e Espanha controlaram Marrocos de 1912 a 1956. O Congo talvez seja o exemplo mais acintoso da violência da colonização. Em 1885, o rei Leopoldo II da Bélgica tomou posse e declarou o território congolês como propriedade particular. A brutalidade do regime colonial belga cuja tortura era pratica corriqueira, foi reconhecida em 2010 pelo atual monarca belga, Felipe. A independência da República Democrática do Congo foi reconhecida em 1960.

A ascendência africana de jogadores de futebol nascidos em países europeus relaciona-se ao passado imperialista da Europa. No processo de exploração das colônias e das pessoas que lá viviam, houve fluxos e miscigenação. Com a independência dos países africanos, a partir da segunda metade do século XX, ondas migratórias mantiveram o fluxo de africanos para a Europa. 

Os pais de Achraf Hakimi, um dos melhores laterais direitos do mundo, são marroquinos e chegaram na Espanha bem antes do nascimento do filho em 1998. Saíram do seu país natal por razões econômicas, fator importante nos deslocamentos populacionais. Hakimi foi convidado a integrar a seleção da Espanha mas preferiu defender a pátria dos seus pais. O jogador possui dupla nacionalidade, uma das exigências da FIFA para quem quer atuar em um país que não é aquele onde nasceu.

>> Nesta sexta, a justiça francesa recusou recurso da defesa do Hakimi, que é acusado de estupro

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O zagueiro marroquino número 02, Achraf Hakimi (à direita), comemora com seus companheiros de seleção após a partida das oitavas de final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Marrocos e Tanzânia, no Estádio Príncipe Moulay Abdallah, em Rabat, em 4 de janeiro de 2026. (Foto de SEBASTIEN BOZON / AFP)

Um exemplo fora da África da influência do histórico colonial na determinação da naturalidade de jogadores pertencentes a seleções de países que foram colônias é Curaçau. O país antilhano localizado no sul do mar do Caribe, foi conquistado pela Holanda no século XVII, obtendo independência limitada apenas em 2010. Atualmente, Curaçau é parte do Reino dos Países Baixos. Todos os 26 jogadores de Curaçao nasceram na Holanda. 

FIFA estabelece regras para que um jogador atue por um novo país

A entidade máxima do futebol mundial permite que um jogador defenda um país distinto do qual nasceu, mas faz exigências. Um dos requisitos é a dupla nacionalidade. Dupla nacionalidade (ou dupla cidadania) é o status jurídico em que uma pessoa é reconhecida como cidadã de dois ou mais países simultaneamente. 

Comumente, existem três formas de obter a cidadania de um país: nascendo nele, sendo descendente de algum cidadão do país no qual se pleiteia o direito; a última forma é tentar o processo de naturalização cujas exigências variam de acordo com o país. Quando se considera os jogadores de futebol com dupla nacionalidade nascidos na europa, a cidadania africana é fruto da descendência.

>> Messi iguala Marta e se torna o maior artilheiro da Copa do Mundo masculina

>> Veja agenda de jogos desta segunda-feira (22)

Um dos principais nomes do Manchester United, Bryan Mbeumo, nasceu na França mas joga por Camarões, terra do seu pai. Sua dupla nacionalidade foi obtida por descendência.  O atacante jogou nas seleções de base francesas até 2020, depois optou pelo time camaronês. Jogar nas seleções de base de um país não impede que o atleta defenda outra nação. O que não pode, terminantemente, é ter jogado pelo time principal do país em jogos oficiais. Isso impede a troca, exceto se o atleta tiver menos de 21 anos. Nesse caso, ele pode mudar de seleção desde que tenha atuado em no máximo três jogos oficiais pelo time principal.

Grandes nomes da Copa do Mundo de 2026 tem origem africana

A França é o país que mais exportou jogadores para outras seleções nessa copa. Oitenta e três jogadores nascidos na França, jogam em outros países. Grande parte desses atletas exportados têm origem familiar no continente africano e mesmo a seleção da França possui a maior parte da sua equipe formada por jogadores com ascendência africana. A maior estrela do futebol francês, Kylian Mbappé, tem pai camaronês e mãe argelina. 

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Mbappé carrega taça da Copa do Mundo após vitória da França em 2018. Nessa final contra Croácia, o artilheiro se igualou Pelé, virando o segundo adolescente a marcar em final de Copa e foi eleito revelação do torneio. Na época, Mbappé tinha 19 anos – Foto: Reprodução/Redes

O jovem Lamine Yamal, de apenas 18 anos, joga no Barcelona. Destaque da seleção espanhola, Yamal é um dos candidatos potenciais a melhor jogador da Copa. Os pais do atleta são migrantes africanos. O pai é de Marrocos e a mãe da Guiné-Equatorial.

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Lamine Yamal, estrela do Barcelona e da seleção da Espanha tem nacionalidade marroquina – Reprodução/FC Barcelona

Nenhuma seleção africana jamais ganhou uma copa do mundo. Marrocos, na última edição do mundial, no Catar em 2022, chegou em quarto lugar; no que foi a melhor posição de uma seleção africana em todas as copas realizadas. Apesar do histórico e mesmo que nenhuma seleção do continente chegue nas finais desta Copa, as Áfricas vão comemorar. Em alguma seleção finalista, provavelmente, jogadores de origem africana terão protagonismo.

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Professor de matemática no Brasil, irmão de Vozinha se emociona com sucesso do goleiro na Copa

17 de Junho de 2026, 09:28
Vozinha com a bandeira de Cabo Verde após empate contra a Espanha
Vozinha com a bandeira de Cabo Verde após o empate sem gols contra a Espanha. Foto: Reprodução.

O goleiro Vozinha virou o grande personagem da estreia de Cabo Verde em Copas ao segurar a Espanha no empate por 0 a 0, resultado histórico para a seleção africana e que levou seu nome a circular pelo mundo do futebol. As defesas do camisa 1 também mudaram sua presença nas redes: ele saiu de 46 mil para mais de 10 milhões de seguidores em uma plataforma.

A atuação mexeu diretamente com Kleidir Dias, irmão de Vozinha, que mora há quatro anos em Camaragibe, na região metropolitana do Recife. Depois da partida, os dois conversaram à distância, como fazem desde que Kleidir chegou ao Brasil. “Falei apenas que tudo o que ele tinha passado tinha um propósito”, disse o professor.

Kleidir dá aulas particulares de matemática para crianças e adolescentes e cobra mensalidades de R$ 80 e R$ 90. Mesmo após o irmão virar celebridade instantânea, ele manteve a rotina de trabalho e só aceitou conversar à noite, quando disse que não estaria mais ocupado.

O irmão do goleiro afirmou que não busca exposição pelo feito de Vozinha. “Quem tem que aparecer é ele, não eu”, explicou. Kleidir contou que algumas crianças comentaram que conheciam o goleiro de Cabo Verde, e ele respondeu apenas que era irmão do jogador.

Kleidir Dias, irmão do goleiro Vozinha, de Cabo Verde. Foto: reprodução

Irmão de Vozinha vive em Camaragibe e fala da simplicidade da família

Kleidir atribui a forma de viver da família à mentalidade da “Morabeza”, palavra do crioulo cabo-verdiano associada à simplicidade, tranquilidade e acolhimento. Para ele, o novo status do irmão não muda a maneira como Vozinha será recebido quando voltar ao país.

“Em Cabo Verde não tem isso de celebridade. Após a Copa, quando ele for para casa visitar a família, vai haver festa por um ou dois dias e depois ele vai tomar banho em Laginha, colocar um chinelo, um short e uma camiseta e ficar com a família. Vivemos todos na simplicidade, sem ostentação, sem fama, sem vaidade”, descreveu Kleidir.

Os irmãos não se encontram pessoalmente há quatro anos, mas mantêm contato por videochamadas e mensagens. Kleidir recordou a infância na casa da avó, Maria Senhorinha dos Santos, de onde veio o apelido que acabou transformando Josimar em Vozinha.

“Meu irmão sempre teve fome pelo futebol. Eu também jogava, mas nunca levei muito a sério. Não tinha esse talento. Mas quando tínhamos a oportunidade sempre estávamos jogando em qualquer espaço. Como no Brasil, jogávamos na rua, com quatro pedras no chão formando as balizas. Na casa da minha avó, jogávamos nos quartos, cada um em uma cama. Jogávamos a bola na parede e depois chutávamos. E ele sempre agarrava”, lembrou.

Kleidir disse que sempre percebeu no irmão o desejo de seguir carreira no futebol. “Ele sempre quis ser jogador de futebol. Via isso nos olhos dele. Ele chegou onde chegou com muita dedicação e esforço. As barreiras que foram colocadas no caminho serviram para ele ultrapassar”, afirmou. O professor veio ao Brasil para estudar teologia e escolheu o Recife porque já namorava uma pernambucana, com quem se casou.

Cabo Verde terá Uruguai e Arábia Saudita pela frente na Copa

O reencontro entre Kleidir e Vozinha ainda não tem data definida, mas o irmão afirma que quer abraçá-lo o mais rápido possível. Segundo dados da Fifa citados na reportagem, há mais cabo-verdianos vivendo fora do país do que os 530 mil habitantes das dez ilhas que formam o arquipélago.

“A emoção será a de abraçar aquele que nos pertence. Preferimos focar mais no pessoal e não nas conquistas. Para o mundo ele é o Vozinha, para nós é o Josimar. A família para nós sempre será um lugar de aconchego e acolhimento. A saudade faz parte da essência do cabo-verdiano porque a maior parte da população mora fora do país. Mas todos querem voltar um dia”, disse Kleidir.

Antes desse reencontro, Kleidir terá ao menos mais duas partidas para acompanhar o irmão na fase de grupos da Copa: Cabo Verde enfrenta o Uruguai no próximo domingo e a Arábia Saudita no dia 26. “A gente aprende sempre que tem que dar um passo de cada vez. Todo mundo quer avançar, mas o próximo passo é o Uruguai, uma das melhores seleções da América do Sul. Vamos degrau a degrau. Com o mesmo respeito, mas com o mesmo propósito. De deixar o povo cabo-verdiano alegre e orgulhoso com os Tubarões Azuis”, afirmou.

O reencontro de Lula e Trump durante a cúpula do G7 na França

17 de Junho de 2026, 09:07
Lula e Donald Trump na cúpula do G7 na França
Lula e Donald Trump próximos a líderes internacionais na cúpula do G7 na França. Foto: Reprodução.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se cumprimentaram na noite de terça-feira (16/6) durante um evento social da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, segundo assessores do petista.

Auxiliares de Lula disseram que o cumprimento ocorreu após um concerto organizado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no hotel onde acontece a cúpula. Eles afirmam que ninguém registrou o momento em foto ou vídeo.

Depois do concerto, Lula e Trump seguiram para um jantar de gala que Macron ofereceu aos líderes presentes no encontro. O contato ocorreu fora da agenda formal de reuniões bilaterais da cúpula.

Mais cedo, durante a chamada “foto de família” dos líderes do G7 e convidados, Lula e Trump passaram próximos um do outro, mas não interagiram diante das câmeras.

Líderes mundias na Cúpula do G7. Foto: Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Planalto diz que não houve pedido de reunião bilateral

Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que Brasil e Estados Unidos não apresentaram pedido formal para uma reunião bilateral entre Lula e Trump durante a cúpula.

A avaliação de auxiliares do presidente brasileiro é que uma nova conversa formal entre os dois não faria sentido neste momento, porque o grupo criado durante a visita de Lula à Casa Branca, em maio, ainda discute os temas tratados pelos dois governos.

A agenda de Lula no G7 também incluiu conversas com outros líderes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu uma reunião bilateral com o brasileiro durante a cúpula.

Na programação do encontro, Lula também discutiu o acordo Mercosul-Japão com a primeira-ministra japonesa. Em discurso no G7, o presidente brasileiro enviou recados a Trump sobre facções e tarifaço, segundo a pauta da coluna.

“Guerra cultural”: o discurso de Eduardo Bolsonaro na premiere de “Dark Horse” nos EUA

17 de Junho de 2026, 09:04
Eduardo Bolsonaro em evento nos EUA. Foto: Madel Ngan/AFP

Alvo de investigação da Polícia Federal sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o financiamento da obra, o filme “Dark horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve sua primeira exibição pública na segunda-feira (15), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A sessão ocorreu durante o Fraud Fighter Summit, encontro da direita estadunidense dedicado a temas como fraude eleitoral, corrupção e manipulação de processos eleitorais.

A premiere encerrou o primeiro dia da convenção e contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O objetivo do filho do ex-presidente, segundo o blog da Bela Megale, era atrair distribuidores interessados em exibir “Dark horse” em salas de cinema nos Estados Unidos.

Após a exibição, Eduardo participou de um painel ao lado do diretor Cyrus Nowrasteh, mediado pelo influenciador de direita Juan O’Savin. Durante a conversa, o ex-deputado falou sobre a situação de saúde de Jair Bolsonaro e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tratar da Operação Lava Jato.

Eduardo Bolsonaro durante discurso na Fraud Fighter Summit (Cúpula de Combate a Fraude), em Las Vegas. Foto: reprodução

Eduardo afirmou que o filme faz parte de uma disputa cultural contra adversários ideológicos. “O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda”, disse Eduardo, que citou Exterminador do Futuro 2, de 1991, como exemplo de obra de impacto duradouro. “É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”.

Questionado sobre eventual reação política contrária à produção, Eduardo mencionou apenas uma ação na Justiça Eleitoral, sem comentar outras controvérsias envolvendo o longa, como o suposto financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, disse Eduardo.

Cyrus Nowrasteh afirmou que o filme foi produzido sem conhecimento do “establishment” e que órgãos públicos só souberam da obra no fim das filmagens, quando a equipe gravava cenas sobre a facada sofrida por Bolsonaro em 2018. “Todos os nossos documentos estavam legais”, disse o cineasta.

O diretor também afirmou que espera que o filme tenha impacto político no Brasil. “Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”, disse Cyrus.

O evento ocorreu um dia antes de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por atuação nos EUA para coagir ministros da Corte por meio da articulação de sanções. No painel, ele admitiu ter trabalhado com o governo Trump para sancionar um ministro do Supremo.

“Disseram que eu estava trabalhando com o governo Trump para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal que está mandando todas essas pessoas para a prisão. Isso é verdade. Não porque eu estivesse tentando absolver meu pai no julgamento, porque eu sempre soube que ele seria condenado. Mas, como eles são covardes, não processam nem denunciam o presidente Trump, o secretário Rubio ou Bessent. Em vez disso, estão me denunciando, tentando me tornar inelegível”, disse Eduardo.

O Fraud Fighter Summit informou que os 700 lugares do evento, com ingressos a US$ 350, foram esgotados. A programação também previa participações de Stephen Bannon, Roseanne Barr e Hwang Kyo-ahn.

Reservas de petróleo dos países da OCDE atingem menor nível desde 1990, diz AIE

17 de Junho de 2026, 09:04

As reservas de petróleo nos países da OCDE atingiram o nível mais baixo desde 1990, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório mensal divulgado na quarta-feira, em meio a dificuldades de abastecimento devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Apesar da queda significativa na demanda por petróleo (…), os estoques continuam a diminuir em ritmo recorde”, afirmou a AIE em seu relatório, observando que os estoques nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram 163 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio.

Leia também: Acordo entre EUA e Irã reduz pressão do petróleo, mas não altera expectativas para a Superquarta

As reservas despencaram após os governos dos países membros da OCDE terem sido obrigados a sacar petróleo de suas reservas estratégicas de emergência por conta dos conflitos no Golfo Pérsico.

A queda nos estoques globais observada acelerou em maio, passando de 74 milhões de barris em abril para 143 milhões. Isso elevou o ritmo médio de retiradas de estoques desde o início do conflito no Golfo para 3,8 milhões de barris, dos quais 2,4 milhões correspondem a petróleo bruto e 1,4 milhão a produtos derivados.

Redução da demanda global

No mesmo relatório, a agência voltou a reduzir a previsão de demanda mundial de petróleo para 2026 em 1,1 milhão de barris diários, uma redução quase três vezes maior que a prevista no mês passado.

Leia também: Acordo Mercosul-UE ganha peso estratégico em meio à disputa entre EUA e China

Os números preliminares mostram que as entregas de petróleo do segundo trimestre de 2026 caíram quase 5% em termos anuais, devido “ao aumento dos preços dos combustíveis e às dificuldades de abastecimento”. O retrocesso trimestral nas entregas seria o primeiro desde 2020, ressalta a AIE.

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O que irá acontecer com o preço da gasolina quando o tráfego do Estreito de Ormuz reabrir?

17 de Junho de 2026, 09:02

A reabertura do Estreito de Ormuz reduz parte das preocupações do mercado global de energia, mas não deve provocar uma queda rápida nos preços dos combustíveis.

Embora os Estados Unidos e o Irã tenham aprovado um memorando para restabelecer totalmente a navegação na região, analistas avaliam que a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história continuará impactando o mercado de energia por vários meses, de acordo com a Fortune.

Nos últimos três meses, o mercado global perdeu cerca de 2 bilhões de barris de petróleo. Durante esse período, países consumidores recorreram às reservas estratégicas, produtores reduziram a extração e milhares de navios-tanque precisaram mudar de rota.

Agora, mesmo com a reabertura da passagem marítima, o setor enfrenta o desafio de reorganizar toda a cadeia de abastecimento.

Leia também: Trump: Estreito de Ormuz estará totalmente aberto em até 60 dias

Retomada do tráfego será gradual no Estreito de Ormuz

Segundo a Capital Economics, o mercado deve recuperar aproximadamente 80% dos fluxos de energia até o fim do terceiro trimestre. No entanto, a volta à normalidade pode se estender até 2027.

Durante a crise, empresas deslocaram muitos petroleiros para outras regiões, e essas embarcações agora precisarão retornar ao Oriente Médio para restabelecer as operações. Além disso, persistem dúvidas sobre os custos dos seguros marítimos e sobre as condições de segurança no estreito.

Estoques baixos aumentam a demanda

Outro fator que pode limitar quedas nos preços é a necessidade de recompor estoques. Diversos países consumiram reservas estratégicas para compensar a redução da oferta e agora deverão voltar às compras.

A China será observada de perto pelos mercados. Antes do conflito com o Irã, o país acumulou grandes reservas de petróleo e, segundo analistas, ajudou a conter os preços durante a crise ao liberar parte desses estoques.

Leia também: Petróleo despenca após acordo entre EUA e Irã e reabertura do Estreito de Ormuz

Transporte ainda é o principal desafio no Estreito de Ormuz

Apesar da interrupção na produção em alguns momentos da crise, analistas da Oxford Economics afirmam que não houve danos significativos às principais instalações petrolíferas da região.

Dessa forma, o principal gargalo não está na capacidade de produzir petróleo, mas sim no transporte marítimo, nos seguros e na confiança operacional.

Por isso, mesmo com o Estreito de Ormuz reaberto, a oferta de energia do Golfo deve continuar restrita por vários meses, limitando a possibilidade de quedas mais acentuadas nos preços dos combustíveis.

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Endrick no banco: por que o patrocínio do jogador virou teoria nas redes?

17 de Junho de 2026, 08:30

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, realizada no último sábado (13), ganhou um debate além do resultado em campo. Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, a ausência de Endrick durante os 90 minutos da partida gerou questionamentos.

Entre torcedores, surgiu uma teoria que relaciona a situação do atacante ao seu contrato publicitário com a New Balance.

A discussão surgiu porque o jovem atacante, considerado uma das principais promessas do futebol brasileiro, havia sido decisivo no amistoso anterior ao Mundial ao marcar o gol da vitória sobre o Egito. Mesmo assim, acabou ficando no banco durante toda a estreia da equipe comandada por Carlo Ancelotti.

Ausência chamou atenção

A opção da comissão técnica surpreendeu parte da torcida. Em um jogo no qual o Brasil encontrou dificuldades para criar oportunidades ofensivas, muitos esperavam que Endrick fosse utilizado ao longo da partida para aumentar o poder de ataque da equipe.

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Ancelotti preferiu iniciar o confronto com Igor Thiago entre os titulares e, durante o segundo tempo, promoveu a entrada de Matheus Cunha. Endrick, por sua vez, permaneceu entre os reservas até o apito final.

A escolha rapidamente se transformou em um dos assuntos mais comentados entre os brasileiros nas redes sociais, onde torcedores passaram a buscar explicações para a falta de minutos do atacante.

Contrato com a New Balance

Entre as teorias que circularam após a partida, uma das mais compartilhadas envolveu a relação comercial do jogador com a New Balance.

Endrick é atualmente um dos principais embaixadores globais da marca esportiva e se tornou um dos rostos mais importantes da empresa no futebol.

O atacante também possui um acordo de longo prazo que inclui participação nos resultados de produtos ligados à sua imagem.

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Para alguns internautas, esse vínculo comercial poderia explicar o espaço reduzido do jogador na Seleção. A hipótese, porém, não apresenta qualquer comprovação ou evidência pública.

Debate antigo volta à tona

A repercussão também resgatou discussões antigas sobre a presença de patrocinadores no futebol brasileiro.

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O tema ganhou notoriedade na década de 1990, quando vieram a público detalhes de acordos comerciais envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol e empresas do setor esportivo.

Desde então, o assunto volta ocasionalmente ao debate sempre que decisões esportivas geram controvérsia entre torcedores.

No caso atual, não existe informação pública que indique qualquer interferência de marcas esportivas nas escolhas feitas pela comissão técnica da Seleção Brasileira.

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Sem elementos concretos que sustentem a teoria, a ausência de Endrick continua sendo interpretada oficialmente como uma decisão da comissão técnica. Ancelotti evitou comentar individualmente a situação do atacante após a partida e concentrou sua análise no desempenho coletivo da equipe.

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VÍDEO – Trump abre reunião do G7 com ironia a líderes: “Eu sou o chefe”

17 de Junho de 2026, 08:26
Donald Trump em reunião do G7
Donald Trump em reunião do G7. Foto: Reprodução.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu nesta quarta-feira (17) uma reunião com líderes da cúpula do G7 com uma frase irônica dirigida aos demais participantes: “Eu sou o chefe”.

A declaração marcou o início do encontro entre chefes de governo e de Estado presentes à cúpula. Trump fez a observação antes do avanço das conversas com os outros líderes reunidos no fórum.

O relato identifica a fala como uma ironia. A frase ganhou destaque por ter partido do presidente americano diante de representantes das principais economias que integram o G7.

Trump participou da reunião como chefe do governo dos Estados Unidos, um dos países do grupo. A cúpula reúne lideranças de EUA, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, com participação da União Europeia nos encontros.

WATCH: Trump jokingly declares that he is “the boss” during a meeting with G7 leaders. pic.twitter.com/3flewxM5WU

— Clash Report (@clashreport) June 17, 2026

Expectativa de encontro com Lula

A negociação das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início de junho, está entre as principais prioridades do governo brasileiro na reunião do G7, realizada na França nesta semana. O grupo reúne algumas das maiores economias do mundo e discute temas como economia, conflitos, clima e segurança.

Segundo o G1, diplomatas brasileiros apostam em um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump para destravar as negociações. A reunião bilateral, porém, ainda não foi confirmada. O fato de os dois líderes não terem interagido ao posar para a foto oficial do grupo foi visto como sinal negativo por interlocutores.

O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para participar de reuniões do bloco, como ocorreu na atual cúpula. O governo brasileiro tenta negociar a retirada das tarifas desde o ano passado, quando Trump anunciou as primeiras taxas de importação sobre produtos do país.

Houve avanço em novembro de 2025, quando a Casa Branca eliminou a tarifa de 40% aplicada a diversos itens exportados pelo Brasil. As novas tarifas de 25%, anunciadas neste mês, são vistas pelo governo Lula como uma medida mais política do que comercial.

Integrantes do governo afirmam que a decisão ignora argumentos técnicos apresentados por representantes brasileiros nos últimos meses. A medida, porém, segue um padrão adotado por Trump em outras ocasiões: o uso de tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas.

Trump diz que os EUA vão “voltar a lançar bombas” se não gostar do acordo com o Irã

17 de Junho de 2026, 08:17

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17), durante a conferência do G7, que os EUA vão “voltar a lançar bombas” caso não goste do acordo com o Irã.

Trump disse que o acordo proposto para encerrar o conflito no Oriente Médio, que deve ser formalizado em uma cerimônia de assinatura em Genebra na sexta-feira, “não é final”.

“É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, vamos voltar a atirar contra eles, lançando bombas sobre suas cabeças. Eu não gosto disso se eles não se comportarem. Vamos voltar a lançar bombas exatamente no meio da cabeça deles”, afirmou o presidente durante a cúpula em Évian, na França.

Líderes dos países mais ricos do Grupo dos Sete — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália e Japão — estão reunidos na cidade alpina para a cúpula, que também conta com representantes da União Europeia e da Ucrânia entre os convidados.

Em atualização.

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Leia os 14 pontos do acordo de paz entre EUA e Irã, a ser assinado na sexta

17 de Junho de 2026, 08:14
Bandeiras dos EUA e do Irã. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos e a República Islâmica do Irã devem assinar formalmente, em 19 de junho, na Suíça, um memorando de entendimento que abre caminho para 60 dias de negociações destinadas a encerrar definitivamente a guerra entre os dois países e estabelecer novas restrições ao programa nuclear iraniano.

A seguir, os principais pontos da minuta de 14 artigos obtida pela Bloomberg News:

1. Fim imediato e permanente da guerra

Estados Unidos e Irã, juntamente com seus aliados envolvidos no conflito, declaram o fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os dois países se comprometem a não realizar ações hostis um contra o outro nem ameaçar ou utilizar força militar.

2. Respeito à soberania

As duas nações se comprometem a respeitar mutuamente a soberania e a integridade territorial de cada país, abstendo-se de interferir em assuntos internos.

3. Prazo para acordo definitivo

Os governos concordam em negociar um acordo final em até 60 dias, prazo que poderá ser prorrogado mediante consentimento mútuo.

4. Fim do bloqueio naval e retirada militar dos EUA

Imediatamente após a assinatura do memorando, os Estados Unidos deverão suspender o bloqueio naval e restaurar integralmente o tráfego marítimo ligado ao Irã em até 30 dias. Também se comprometem a retirar suas forças das áreas próximas ao país em até 30 dias após a assinatura do acordo definitivo.

5. Reabertura das rotas marítimas pelo Irã

O Irã deverá garantir a retomada da circulação de navios mercantes entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, restaurando o fluxo aos níveis anteriores à guerra em até 30 dias. O texto prevê a remoção de obstáculos técnicos e a neutralização de minas marítimas.

Vista de satélite do Estreito de Ormuz. Foto: reprodução

6. Plano econômico de US$ 300 bilhões

Os Estados Unidos e seus parceiros regionais se comprometem a elaborar um amplo plano de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã, com financiamento mínimo de US$ 300 bilhões. Os mecanismos de implementação serão definidos durante as negociações.

7. Fim das sanções

Washington promete encerrar, de forma gradual e dentro de cronograma a ser negociado, todas as sanções impostas ao Irã, incluindo medidas aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e sanções unilaterais americanas.

8. Compromisso nuclear

O Irã reafirma que nunca produzirá armas nucleares. O destino do material enriquecido e outras questões relacionadas ao programa nuclear serão tratados no acordo definitivo, incluindo as necessidades nucleares civis do país.

9. Manutenção do status atual durante as negociações

Até a conclusão do acordo final, o Irã manterá inalterado seu programa nuclear e os Estados Unidos não imporão novas sanções nem ampliarão sua presença militar na região.

10. Autorização para exportações iranianas

O Departamento do Tesouro dos EUA emitirá autorizações especiais para permitir exportações de petróleo bruto, produtos petroquímicos e derivados iranianos, além dos serviços relacionados, como transporte, seguros e operações bancárias.

11. Liberação de ativos congelados

Os Estados Unidos se comprometem a liberar fundos e ativos iranianos atualmente congelados ou restritos, à medida que as negociações avancem. Os recursos ficarão sob controle do Banco Central do Irã e poderão ser utilizados livremente.

12. Mecanismo de supervisão

Será criado um sistema de monitoramento para garantir o cumprimento das obrigações previstas no acordo final.

13. Negociação das cláusulas restantes

Após a implementação inicial dos artigos considerados prioritários — especialmente os relacionados ao comércio marítimo, exportações e liberação de recursos — os dois países iniciarão negociações focadas exclusivamente nos demais pontos pendentes.

14. Aprovação pela ONU

O acordo definitivo deverá ser ratificado por meio de uma resolução vinculante do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Caso seja confirmado e assinado nos próximos dias, o memorando representará uma das maiores reaproximações diplomáticas entre Washington e Teerã em décadas, envolvendo o encerramento formal das hostilidades, a flexibilização de sanções econômicas e um novo marco para o programa nuclear iraniano.

Copom e Fed decidem juros hoje com petróleo em queda e dólar instável; veja o que esperar

17 de Junho de 2026, 08:08

Nesta quarta-feira (17), Brasil e Estados Unidos decidem em conjunto o rumo de suas taxas básicas de juros em uma Superquarta marcada pelo recuo do petróleo e pela estreia de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve.

No Brasil, o mercado precifica um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano. Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, com atenção voltada ao primeiro comunicado e à primeira entrevista coletiva de Warsh desde que assumiu o comando do Fed.

Por volta das 7h35 (Brasília) desta quarta-feira, o barril do petróleo Brent, com vencimento em agosto, operava em leve alta de 0,18%, a US$ 79,08, nível próximo ao observado no início do conflito entre Irã e Israel. Segundo André Azevedo, especialista da mesa de operações do Grupo Multiplica, a atenção dos investidores brasileiros se concentra na decisão do Copom. Azevedo afirmou que o mercado segue precificando um corte de 0,25 ponto na Selic, em linha com a expectativa majoritária dos agentes econômicos, e que esse movimento representaria o encerramento do atual ciclo de flexibilização monetária, levando a taxa básica a 14,25% ao ano, seguido por uma pausa nas próximas reuniões.

Leia também: Acordo Mercosul-UE ganha peso estratégico em meio à disputa entre EUA e China

Inflação pressionada limita espaço do Copom

Ainda conforme Azevedo, essa expectativa de corte ocorre mesmo diante de um cenário inflacionário pressionado. As leituras mais recentes apontam inflação próxima de 5,5% nos indicadores de núcleo, patamar acima do centro da meta do Banco Central, fixado em 3%. Esse descolamento segue como um dos principais pontos de atenção para a condução da política monetária nos próximos meses.

A leitura é compartilhada por Rafael Cardoso, que projeta corte de 25 pontos base nesta reunião. Segundo Cardoso, o cenário já vinha sendo de cortes no ritmo de 25 em 25 pontos há algum tempo, depois de uma fase anterior ao conflito no Oriente Médio em que se discutia uma aceleração para 50 pontos. Cardoso reconhece que o quadro ficou mais complicado desde a última reunião, com inflação mais pressionada, piora das expectativas e atividade econômica resiliente, ainda que dentro do esperado.

Mesmo com o avanço recente do entendimento entre Irã e Estados Unidos, que reduz parte da incerteza geopolítica, Cardoso descarta a hipótese de pausa no ciclo de cortes. Para ele, o Banco Central deve manter o ritmo de 25 pontos, mas pode usar o comunicado para sinalizar maior nível de incerteza, sem caracterizar de forma explícita o fim do ciclo. Cardoso resume que o BC deve preservar a porta aberta para a próxima reunião, ganhando os 45 dias seguintes para reavaliar o cenário.

A avaliação tem amparo nos números do Boletim Focus mais recente. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,86% para 5,30%, 14ª semana consecutiva de alta nas expectativas e acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. As estimativas para 2027 e 2028 também pioraram, de 4,00% para 4,10% e de 3,61% para 3,68%, respectivamente.

O Goldman Sachs também espera redução de 0,25 ponto, mas com comunicação mais firme, podendo sugerir que a meta de inflação está difícil de ser alcançada caso o ciclo de cortes continue. Segundo o banco, existe uma chance de 40% de manutenção da taxa, dado o cenário desafiador da inflação.

Leia também: Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes

Fed mantém juros e mercado observa estreia de Warsh

Do lado americano, o Federal Open Market Committee (fomc) deve manter os juros estáveis na faixa entre 3,50% e 3,75%, decisão amplamente precificada pelo mercado. A atenção se volta ao Resumo de Projeções Econômicas, o chamado dot plot, e à primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, marcada para as 14h30 no horário de Washington, 15h30 no Brasil.

Segundo análise do Bank of America, o dot plot de junho deve trazer uma mudança hawkish substancial, com três integrantes do comitê projetando altas de juros ainda em 2026. O banco avalia que Warsh não deve submeter sua própria projeção numérica, mas que, caso o faça, a tendência é de um viés mais dovish do que o restante do colegiado.

🔍 Dot plot é o gráfico publicado pelo Federal Reserve a cada trimestre que mostra, de forma anônima, a projeção de cada um dos integrantes do comitê de política monetária para a trajetória dos juros americanos nos próximos anos. Cada participante marca um ponto indicando onde acredita que a taxa deve estar ao fim de cada período, e a mediana desses pontos costuma ser usada pelo mercado como sinal das intenções do Federal Reserve sobre futuros cortes ou altas de juros.

Para Thiago Pedroso, analista da Criteria, a decisão de juros em si já está precificada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e a sinalização sobre os próximos passos será mais importante do que o número anunciado nesta quarta. Leonardo Costa, economista do ASA, pondera que parte dos riscos do cenário internacional já era conhecida antes da reunião, o que reduz o efeito surpresa sobre os mercados locais.

Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, destaca que o desacordo entre os membros votantes do FOMC sobre os próximos passos deve concentrar as atenções nesta quarta. Já Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, acredita que Warsh deve adotar um tom simples e prudente em sua estreia, evitando viés direcional explícito e reforçando que as decisões futuras dependerão dos dados.

Petróleo recua com acordo entre Irã e Estados Unidos

O pano de fundo internacional que pressiona ambos os bancos centrais é o desfecho do conflito entre Irã e Estados Unidos. No último domingo (14), as duas nações chegaram a um acordo de paz que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A assinatura do memorando de entendimento está prevista para esta sexta-feira (19), em Genebra.

O anúncio provocou recuo dos preços do petróleo nos últimos dias. Segundo a Agência Internacional de Energia, o choque de oferta provocado pela guerra erodiu a demanda global por petróleo, mas uma resolução duradoura do conflito pode provocar elevação expressiva do volume de oferta e gerar excedente relevante no mercado já em 2027. A IEA reduziu sua projeção de demanda global para 2026 para 1,1 milhão de barris por dia, queda de 700 mil barris por dia em relação à estimativa do mês anterior, depois que as entregas recuaram 5 milhões de barris por dia no segundo trimestre. Tech Times

Pelo lado da oferta, a agência indica que a produção global deve cair 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102,4 milhões de barris diários, antes de uma recuperação forte no ano seguinte. A entidade chama atenção para o que classifica como uma sobra significativa de petróleo em 2027, com a oferta projetada para crescer cerca de 8 milhões de barris por dia, superando com folga o avanço mais modesto esperado para a demanda mundial.

Bolsas operam de lado à espera das decisões

Na Europa, os principais índices de ações operavam perto da estabilidade na manhã desta quarta, em compasso de espera pela decisão do Fed e por detalhes adicionais do acordo entre Estados Unidos e Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,25%, a 637,58 pontos, por volta das 6h40 (Brasília).

Na agenda de indicadores, a inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, ante 3,0% em abril, segundo dado final divulgado pelo Eurostat, acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. No Reino Unido, o CPI anual ficou estável em 2,8% em maio, levemente abaixo da expectativa de analistas, que previam alta para 3%.

No Brasil, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, desacelerou para 0,42% na segunda quadrissemana de junho, após alta de 0,45% na primeira leitura do mês. Entre os componentes, alimentação, despesas pessoais e vestuário perderam força, enquanto habitação, saúde, educação e transportes mostraram comportamento misto.

Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street indicavam abertura em alta antes da decisão do Fed, com o S&P 500 subindo 0,3% e o Nasdaq 100 avançando 0,9%, segundo dados de pré-mercado. Entre as ações de maior destaque, papéis ligados a semicondutores e tecnologia registravam ganhos, enquanto a montadora alemã BMW recuava quase 7% em Frankfurt após reduzir sua projeção de lucro anual, citando fraqueza no mercado chinês e o impacto da guerra no Oriente Médio sobre custos.

Na China, o banco central do país anunciou nesta quarta medidas para estimular o uso internacional do yuan, incluindo um novo mecanismo de recompra para autoridades monetárias estrangeiras obterem liquidez na moeda chinesa. As iniciativas vieram um dia após indicadores fracos da economia chinesa, com queda nos gastos do consumidor pela primeira vez em mais de três anos.

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Messi escapa do cartão vermelho e gera suspeita sobre Cristiano Ronaldo

17 de Junho de 2026, 07:40
Messi em lance de cartão vermelho e Cristiano Ronaldo. Foto: reprodução

A goleada da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, na estreia da Copa do Mundo de 2026, foi marcada por uma grande polêmica envolvendo Lionel Messi. O craque argentino escapou de uma possível expulsão após uma entrada dura sobre o zagueiro argelino Aïssa Mandi, gerando críticas de torcedores, comentaristas e acusações de favorecimento por parte da FIFA.

O lance aconteceu poucos minutos depois de Messi abrir o placar para a Argentina. Em uma disputa de bola, o camisa 10 aparentou atingir a perna direita de Mandi com as travas da chuteira. O defensor caiu imediatamente no gramado, segurando a panturrilha e reclamando de dores.

Apesar da gravidade da jogada, o árbitro não aplicou sequer cartão amarelo ao argentino. O VAR também não recomendou revisão do lance, decisão que provocou forte reação nas redes sociais.

“Está óbvio que a FIFA vai proteger Messi novamente nesta Copa. Isso era cartão vermelho sem discussão”, escreveu um usuário na rede X. Outro afirmou que “nem o próprio Messi pareceu acreditar que escaparia sem punição”.

As a Messi fan I must confess he’s really been favoured by referee. That’s a red card offence! Period! pic.twitter.com/y1CnqFIVfG

— RAZOR BLADE (@razorblade300) June 17, 2026

A patacoada levanta suspeitas se o tratamento diferenciado será aplicado a outra estrela do torneio: Cristiano Ronaldo, que estreia nesta quarta contra o Congo às 14h.

As críticas foram além dos torcedores. Durante a transmissão da ESPN no Reino Unido, o ex-zagueiro inglês Nedum Onuoha afirmou que a jogada merecia expulsão.

“Provavelmente deveria ter sido cartão vermelho. O árbitro pode ter perdido o lance, mas é difícil entender como o VAR analisou a jogada e concluiu que não havia nada de errado”, disse.

O comentarista Alejandro Moreno foi ainda mais enfático.

“Foi 100% cartão vermelho para Lionel Messi. Esse tipo de decisão reforça a narrativa de que grandes estrelas recebem tratamento diferenciado”, afirmou.

Moreno também questionou por que o árbitro polonês Szymon Marciniak não foi chamado ao monitor para revisar a jogada.

“Você vê as travas percorrendo toda a parte de trás da perna do adversário, do joelho até o tornozelo. Foi uma entrada imprudente e deveria ter resultado em expulsão”, completou.

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão porque Messi permaneceu em campo e protagonizou a partida. O atacante de 38 anos marcou mais dois gols no segundo tempo, completando o primeiro hat-trick de sua carreira em Copas do Mundo e liderando a vitória argentina sobre a Argélia.

Enquanto os argentinos comemoram a atuação histórica de seu capitão, o debate sobre a arbitragem promete continuar nos próximos dias, com muitos torcedores questionando se outros jogadores receberiam o mesmo tratamento em uma situação semelhante.

Copa do Mundo: Argentina X Argélia nesta terça (16); saiba tudo sobre o jogo

16 de Junho de 2026, 18:25

Nesta terça (16), a atual campeã mundial, a Argentina enfrenta a Argélia. A partida está marcada para às 22h (horário de Brasília), em Kansas City (EUA), pela primeira rodada do Grupo J. Acompanhe tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Fechando a programação da terça-feira, a atual campeã mundial inicia sua caminhada rumo à defesa do título.

Onde assistir? A transmissão da partida será exclusiva da Cazé TV.

Veja os resultados dos jogos em tempo real na TVT News.

Relembre os grupos da Copa do Mundo.

Veja o Guia da Copa da TVT e fique por dentro de todas as datas e possíveis confrontos no mata-mata.

Veja agenda completa de jogos desta segunda:

Argentina tenta evitar tropeços históricos em estreias

A equipe comandada por Lionel Scaloni chega ao Mundial depois de conquistar a Copa América de 2024 e terminar as Eliminatórias Sul-Americanas na primeira colocação.

Apesar do favoritismo, existe um retrospecto que incomoda os argentinos. Nas duas Copas disputadas após os títulos de 1978 e 1986, a seleção estreou com derrota.

Agora, o objetivo é começar a campanha de forma diferente.

Messi será novamente o centro das atenções. Aos 39 anos, o camisa 10 inicia sua sexta participação em Mundiais e amplia ainda mais sua condição de referência histórica da competição.

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Lionel Messi posa com a taça da Copa do Mundo após a vitória da Argentina sobre a França na final da Copa do Mundo do Catar 2022, no Estádio de Lusail, em Lusail, ao norte de Doha, em 18 de dezembro de 2022. (Foto de Anne-Christine POUJOULAT / AFP)

Scaloni procurou transmitir tranquilidade antes da estreia.

“Temos a experiência do último Mundial. Não é fundamental o primeiro jogo, mais à frente é mais importante. Estamos confiantes.”

Além de Messi, a Argentina aposta em nomes como Lautaro Martínez, Enzo Fernández, Mac Allister e Emiliano Martínez.

Messi têm 13 gols em Copas

Messi chega ao torneio com 13 gols em Copas do Mundo e, junto com Mbappé, é um dos jogadores que têm chances de bater o recorde do alemão Klose, que tem 16.

O argentino também detém o recorde de maior número de partidas disputadas na competição, com 26 jogos. A estreia diante da Argélia marcará sua sexta participação em Mundiais, feito que será igualado apenas por Cristiano Ronaldo quando Portugal entrar em campo.

Além dos gols, Messi possui outro feito relevante: é o único jogador da história a registrar assistências em cinco edições diferentes da Copa do Mundo.

Provável escalação da Argentina

Dibu Martínez; Molina, Otamendi, Cuti Romero e Medina; De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández; Almada, Messi e Lautaro Martínez.

Argélia entra na Copa com 16 jogadores que nasceram fora do país

A Argélia disputa sua quinta Copa do Mundo e tenta repetir a campanha de 2014, quando avançou para as oitavas de final.

A equipe chega embalada por resultados positivos nos amistosos preparatórios, incluindo vitória sobre a Holanda e goleada diante da Bolívia.

O principal destaque é Riyad Mahrez. Aos 35 anos, o capitão segue como principal referência técnica do elenco.

Outro nome que chama atenção é Luca Zidane, filho do ex-craque francês Zinedine Zidane.

A seleção africana encara o desafio de enfrentar uma das favoritas ao título logo na estreia.

Argélia leva à Copa uma seleção marcada pela diáspora e pela história de resistência

A estreia da Argélia na Copa do Mundo de 2026 diante da Argentina reúne muito mais do que um confronto esportivo.

A equipe africana chega ao torneio carregando uma trajetória profundamente ligada à história do país, à luta anticolonial e à formação de uma diáspora que hoje influencia diretamente a composição de sua seleção nacional.

Dos 26 jogadores, 16 nasceram fora da Argélia

Dos 26 jogadores convocados para o Mundial, 16 nasceram fora da Argélia. Entre eles, 13 nasceram na França, antiga potência colonial que controlou o território argelino por 132 anos.

O elenco também conta com atletas nascidos na Alemanha, Inglaterra e outros países europeus.

A presença desses jogadores reflete os movimentos migratórios que marcaram a história do país nas últimas décadas.

Muitos são filhos ou netos de argelinos que migraram para a Europa, especialmente para a França, em busca de trabalho e melhores condições de vida.

Embora tenham crescido em outros países, optaram por defender a seleção ligada às origens de suas famílias.

Mahrez lidera geração formada entre dois continentes

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Riyad Mahrez segurando a camisa do City quando foi renovado para a temporada de 2025 – Reprodução/Redes sociais

O principal nome da equipe é o capitão Riyad Mahrez. Nascido na França, o atacante construiu carreira de destaque no futebol europeu, especialmente durante sua passagem pelo Manchester City, da Inglaterra.

Ao lado dele estão outros atletas que fizeram toda a formação esportiva em território francês, como Amine Gouiri, atualmente no Olympique de Marselha, e Farès Chaïbi, meia do Eintracht Frankfurt, da Alemanha.

Outro exemplo é o zagueiro Aïssa Mandi, um dos remanescentes da campanha da Copa de 2014, quando a Argélia alcançou as oitavas de final pela primeira vez.

Goleiro Luca Zidane

O caso mais simbólico talvez seja o do goleiro Luca Zidane. Filho do ex-craque francês Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998, ele nasceu na França, atuou pelas seleções de base francesas e construiu sua carreira no futebol espanhol.

Em 2025, aceitou defender a seleção do país de seus avós e rapidamente ganhou espaço no elenco principal.

Além dos atletas nascidos na França, a equipe também conta com Ibrahim Maza, uma das promessas da nova geração. O meia nasceu em Berlim, na Alemanha, e atualmente atua pelo Bayer Leverkusen.

Futebol e luta pela independência caminharam de mãos dadas na Argélia

A relação entre futebol e política faz parte da própria origem da seleção argelina.

Durante a luta pela independência contra o domínio francês, a Frente de Libertação Nacional (FLN) utilizou o esporte como instrumento de mobilização internacional.

Em 1958, ainda antes da independência formal do país, foi criada uma seleção não oficial composta por jogadores argelinos que atuavam em clubes franceses.

Mohamed Boumezrag, um ex-jogador argelino que jogou no futebol francês foi um dos que impulsionaram esse moimento.

Diversos atletas, como Rachid Mekhloufi e Mustapha Zitouni, abandonaram carreiras promissoras na França para integrar a equipe ligada ao movimento independentista. Desses jogadores, alguns eram até mesmo cotados para disputar a Copa do Mundo daquele ano.

Durante quatro anos, a equipe da FLN percorreu diversos países realizando partidas amistosas e divulgando internacionalmente a causa da independência argelina. O grupo disputou 92 partidas, com 65 vitórias.

Após o fim da guerra e a independência conquistada em 1962, aquela seleção deu lugar à equipe nacional oficialmente reconhecida.

Por isso, para muitos historiadores do esporte, a seleção argelina é uma das poucas do mundo cuja origem está diretamente ligada a um processo de libertação nacional.

A vitória que mudou a história das Copas

A Argélia também ocupa um lugar importante na história dos Mundiais.

Na Copa de 1982, disputada na Espanha, a seleção africana derrotou a Alemanha Ocidental por 2 a 1 na fase de grupos. Foi a primeira vez que uma equipe africana venceu uma seleção europeia em uma Copa do Mundo.

Mesmo com o resultado histórico, os argelinos acabaram eliminados após um episódio que ficou conhecido como “Vergonha de Gijón”. Alemanha Ocidental e Áustria entraram em campo sabendo exatamente do resultado necessário para que ambas avançassem.

Após o gol alemão no início da partida, as duas equipes praticamente deixaram de atacar, mantendo o placar de 1 a 0 até o apito final. O resultado eliminou a Argélia e provocou protestos em todo o mundo.

O episódio levou a FIFA a adotar uma mudança permanente no regulamento: desde então, os jogos da última rodada da fase de grupos passaram a ser disputados simultaneamente.

Provável escalação da Argélia

Zidane; Belghali, Mandi, Bensebaini e Ait-Nouri; Boudaoui, Maza e Bentaleb; Gouiri, Mahrez e Amoura.

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Copa do Mundo: Iraque X Noruega nesta terça (16); saiba tudo sobre o jogo

16 de Junho de 2026, 16:24

Na segunda partida do dia Iraque e Noruega se enfrentam em estreia que marca o retorno das seleções ao campeonato mundial. A partida está marcada para às 19h (horário de Brasília) em Boston e é a primeira rodada do Grupo I na Copa do Mundo de 2026, que também tem França e Senegal. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Onde assistir? A transmissão será exclusividade da Cazé TV.

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Veja agenda completa de jogos desta segunda:

Nos últimos dois amistoses o Iraque teve um empate e uma derrota contra a Espanha e a Venezuela. Já nos outros jogos do ano, a seleção teve duas vitórias. Venceu a Bolívia por 2 a 1 e Andorra por 1 a 0.

Já a Noruega empatou contra o Marrocos no último amistoso, terminando em 1 a 1, e venceu a Suécia por 3 a 1 no penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo. Nos outros dois jogos do ano, no entanto, a seleção nãon se deu tão bem. Empatou num placar de 0 a 0 com a Suíça e perdeu de 2 a 1 da Holanda.

Esta é a primeira Copa do craque Haaland, atual chuteira de ouro da Premier League e um dos maiores artilheiros da Europa.

Enquanto a Noruega retorna ao torneio após 28 anos, em 1998, o Iraque volta a disputar uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1986.

Iraque retorna ao Mundial quatro décadas depois

A classificação iraquiana foi construída após uma campanha turbulenta.

A federação chegou a trocar de treinador durante as eliminatórias. Graham Arnold assumiu o comando e conduziu a seleção até a repescagem, onde a vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia garantiu o retorno ao principal torneio do futebol mundial.

A seleção busca agora conquistar seus primeiros pontos em Copas do Mundo.

9 jogadores da seleção nasceram fora do país

Outro aspecto que chama atenção é a composição do elenco. Nove jogadores nasceram fora do Iraque, incluindo atletas oriundos da Suécia, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra e Noruega.

Entre os que nasceram fora do país estão: Hussein Ali (Suécia), Amir Al-Ammari (Suécia), Kevin Yakob (Suécia), Ahmed Qasem (Suécia), Merchas Doski (Alemanha), Youseef Amyn (Alemanha), Frans Putros (Dinamarca), Zidane Iqbal (Inglaterra), Marko Farji (Noruegaestão Marco Faraj e Zidane Iqbal.

Provável escalação do Iraque

Basil; Hussein Ali, Zaid Tahsin, Akam Hashem e Mirkhas Doski; Zaid Ismail, Amir Al-Ammari, Amyn, Sher, Marco Faraj e Ibrahim Bayesh; Aymen Hussein.

Haaland lidera geração que recolocou Noruega na Copa

A Noruega desembarca no Mundial impulsionada por uma geração considerada a mais forte do país nos últimos anos.

O time comandado por Stale Solbakken realizou campanha dominante nas eliminatórias, conquistando 24 pontos em 24 possíveis, com 37 gols marcados e apenas cinco sofridos.

A principal estrela é Erling Haaland, atacante do Manchester City. Ao seu lado aparecem outros nomes conhecidos do futebol europeu, como Martin Odegaard, Antonio Nusa e Alexander Sorloth.

Haaland nasceu na Inglaterra, mas se mudou para Noruega com apenas três anos. Caso quisesse, ele poderia jogar pela seleção inglesa, mas preferiu trabalhar com a seleção norueguesa até levar a equipe para jogar a Copa, o que conseguiu nesta edição.

Depois de ficar fora das últimas edições da Copa, a seleção escandinava tenta repetir ou superar a campanha de 1998, quando chegou às oitavas de final.

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Erling Haaland é o destaque da seleção da Noruega. Foto: Instagram / Federação Norueguesa de Futebol
Haaland com medalha de ouro da Premier League – Reprodução/Redes

Provável escalação da Noruega

Orjan Nyland; Julian Ryerson, Ajer, Heggem e Pedersen; Berg,

Arbitragem

Árbitro: Pierre Atcho (Gabão)

Assistentes: Boris Ditsoga e Amos Abeigne Ndong (Gabão)

Quarto Árbitro: Amin Mohamed (Egito)

VAR: Mahmoud Abouelregal (Egito

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Presidente Lula discursa no G7 e fala em solidariedade internacional

16 de Junho de 2026, 15:51

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião ampliada do G7, em Évian, na França, e fez um apelo pela reconstrução da solidariedade internacional diante do agravamento das desigualdades, da crise climática e dos conflitos armados.

Em sua fala, Lula criticou o modelo econômico baseado na austeridade e na desregulamentação, defendeu maior protagonismo do Sul Global e cobrou compromisso efetivo dos países ricos com o financiamento ao desenvolvimento. Confira como foi o Lula na reunião do G7 com a TVT News.

Resumo do discurso de Lula no G7

  • Criticou o neoliberalismo e a austeridade fiscal como respostas insuficientes às crises globais;
  • Denunciou o aumento da desigualdade entre países ricos e pobres;
  • De frente com Trump, Cobrou recursos para cumprir a Agenda 2030 e os compromissos climáticos;
  • Alertou para a redução da ajuda internacional e seus impactos sociais;
  • Defendeu reformas no sistema financeiro internacional;
  • Apresentou iniciativas brasileiras contra a fome e em defesa das florestas;
  • Reivindicou respeito à soberania dos Estados;
  • Pediu democratização do acesso à inteligência artificial e à tecnologia.

Lula critica neoliberalismo e austeridade

Lula afirmou que o mundo permaneceu “aprisionado em dogmas” que defendem a desregulamentação dos mercados, o Estado mínimo e a austeridade fiscal como fins em si mesmos. Segundo ele, essas políticas contribuíram para aprofundar a desigualdade econômica e alimentar a crise política que afeta as democracias contemporâneas.

Presidente denuncia desigualdade entre Norte e Sul Global

O presidente destacou que a distância entre a prosperidade dos países desenvolvidos e a realidade vivida por bilhões de pessoas no Sul Global continua crescendo. Lula ressaltou que a extrema concentração de riqueza é resultado de décadas de políticas favoráveis aos mais ricos e afirmou que o avanço da desigualdade coloca em risco os compromissos internacionais de desenvolvimento.

Cobrança por justiça climática e financiamento

Ao abordar a crise climática, Lula afirmou que a COP-30 evidenciou novamente a diferença entre promessas e ações concretas. Ele defendeu a ampliação do financiamento climático para pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais, condição necessária para acelerar a implementação do Acordo de Paris e proteger as populações mais vulneráveis.

Redução da ajuda internacional afeta milhões

O presidente chamou atenção para a queda histórica da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e para os cortes em organismos multilaterais. Segundo Lula, a redução dos recursos impacta diretamente a vida das pessoas, ampliando a fome, a evasão escolar, a vulnerabilidade das mulheres e a exposição de comunidades a doenças evitáveis.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian-les-Bains – França. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Reforma financeira para combater desigualdades

Lula afirmou que os países em desenvolvimento não podem continuar sendo obrigados a escolher entre honrar dívidas e garantir direitos básicos à população. Para ele, o problema central não é a escassez de recursos, mas a ausência de vontade política para implementar soluções já conhecidas.

Brasil apresenta iniciativas de cooperação

O presidente destacou ações lideradas pelo Brasil, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome. Também citou o apoio ao Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, como instrumento para orientar políticas coordenadas.

Combate ao crime com respeito à soberania

Lula defendeu o fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Ao mesmo tempo, ressaltou que esse esforço deve respeitar a soberania dos Estados e priorizar o diálogo institucional.

Tecnologia e inteligência artificial devem reduzir desigualdades

Ao final do discurso, Lula alertou que a inteligência artificial e as transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos de concentração de riqueza. O presidente defendeu transferência de tecnologia, industrialização e participação dos países detentores de minerais críticos nas etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas.

Confira o discurso completo do presidente Lula no G7

Discurso lido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian (França), em 16 de junho de 2026

Agradeço ao presidente Macron pelo convite para participar deste segmento ampliado em Évian.

Ainda em 2003, uma das minhas primeiras tarefas como presidente do Brasil foi participar da Cúpula do então-G8 nesta bela cidade.

Desde aquele ano estive em outras nove cúpulas do G8 ou G7.

Em todas elas nos defrontamos com crises e desafios que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras. 

Ficamos aprisionados em dogmas que defendem desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade fiscal como fins em si mesmos. 

O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. 

Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas. 

A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.

Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.

Caminhamos na contramão da Agenda 2030.

Faltam 4 trilhões de dólares por ano para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

A COP-30 voltou a evidenciar a distância entre os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos e os recursos efetivamente mobilizados para cumpri-los. 

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, um trilhão e trezentos bilhões de dólares.

Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe.

No ano passado, registramos queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento.

O Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% de seu financiamento. 

A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. 

Não são cifras abstratas. 

Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento.

São milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada; crianças sem frequentar a escola; mulheres privadas de proteção; e comunidades vulneráveis diante de doenças que podem ser prevenidas.

Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento. 

Os gastos militares anuais somam quase 3 trilhões de dólares.

Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica.

O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos. 

A Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para a direção correta.

Embora a contribuição do setor privado seja bem-vinda, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento segue sendo responsabilidade primordial dos estados. 

Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças.

Está claro que o desafio não é administrar a escassez.

O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.

Não faltam boas ideias.

Mecanismos inovadores como a troca de dívida por ação climática ou investimentos sociais podem contribuir para ampliar o espaço fiscal dos países mais vulneráveis. 

O Brasil tem dado a sua contribuição.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre vai canalizar investimentos para a conservação desse bioma e de seus habitantes.

A Aliança Global contra a Fome possibilita compartilhar experiências e auxiliar a implementação de políticas públicas eficazes na redução das desigualdades.

O estabelecimento do Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, apoiará com dados e evidências a formulação de respostas coordenadas a esse desafio. 

Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento.

Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas.

Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.

A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo.

Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. 

Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da INTERPOL, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas.

Outro desafio que não pode permanecer excluído do debate sobre parcerias para o desenvolvimento é o acesso a tecnologias de ponta, como a Inteligência Artificial.

As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores.

Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.

Muito obrigado.

Reprodução do discurso enviada pelo Palácio do Planalto

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Copa do Mundo: França X Senegal nesta terça (16)

16 de Junho de 2026, 15:20

A tão esperada estreia da França de Mbppé, Cherki, Dembelé, Olise e Doué estreia nesta terça contra Senegal de Mané e Mbaye. O jogo está marcado para às 16h (horário de Brasília) no MetLife, estádio em Nova Jersey, nos Estados Unidos. As equipes são do Grupo I, junto de Iraque e Noruega, que jogam em seguida. Leia tudo sobre a Copa em TVT News.

Onde assistir a partida? O jogo será transmitido pela TV Globosportv, ge tv, Sbt, NSports e Cazé TV.

Veja os resultados dos jogos em tempo real na TVT News.

Relembre os grupos da Copa do Mundo.

Veja o Guia da Copa da TVT e fique por dentro de todas as datas e possíveis confrontos no mata-mata.

Veja agenda completa de jogos desta segunda:

O confronto de abertura do dia reúne duas seleções que carregam uma relação histórica dentro e fora dos gramados.

França e Senegal voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo 24 anos depois de uma das maiores surpresas da história do torneio.

Em 2002, os senegaleses derrotaram os franceses por 1 a 0 na partida de abertura da competição realizada na Coreia do Sul e no Japão.

Naquele Mundial, Senegal chegou às quartas de final. Já a França, que havia vencido o Brasil na final de 1998 por 3 a 0, acabou eliminada ainda na fase de grupos sem marcar gols.

O reencontro acontece agora em um contexto diferente. A França chega como atual vice-campeã mundial e campeã europeia.

Senegal, por sua vez, desembarca nos Estados Unidos após uma campanha invicta nas eliminatórias.

França aposta em quarteto ofensivo liderado por Mbappé

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Mbappé carrega taça da Copa do Mundo após vitória da França em 2018. Nessa final contra Croácia, o artilheiro se igualou Pelé, virando o segundo adolescente a marcar em final de Copa e foi eleito revelação do torneio. Na época, Mbappé tinha 19 anos – Foto: Reprodução/Redes

Terceira colocada no ranking da Fifa, a seleção francesa inicia mais uma campanha sob o comando de Didier Deschamps.

Mesmo apontada como uma das candidatas ao título, o treinador prefere adotar cautela.

“Não considero a seleção da França mais forte que outras”, afirmou Deschamps ao comentar as expectativas para o torneio.

A equipe conta com um ataque formado por alguns dos principais nomes do futebol europeu: Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Michael Olise.

Separe todas palavras da frase abaixo com um hífen (-), coloque tudo em minúsculo e sem acento, transforme os dois pontos (:) em hífen (-) e também transforme os espaçadores ( | ) em hífen (-): Faltam 16 dias para a Copa: Messi e Mbappé podem bater recordes de gols em 2026 | Dembélé é um dos principais nomes da França para essa Copa do Mundo de 2026 – Foto: Reprodução/Redes | TVT News
Dembélé é um dos principais nomes da França para essa Copa do Mundo de 2026 – Foto: Reprodução/Redes

A classificação para o Mundial veio após campanha consistente nas eliminatórias europeias, com cinco vitórias, um empate e nenhuma derrota.

Mbappé têm números quase idênticos aos de Pelé

Mbappé também aparece entre os candidatos a ameaçar a marca de 16 gols de Klose. O artilheiro da França têm números praticamente idênticos a Pelé, desempatando apenas nas assistências, que são inferiores. Foram, ao todo, 14 jogos com a camisa da França, 12 a menos que Lionel Messi. Mesmo assim, Mbappé já atingiu a impressionante marca de 12 gols em Copas do Mundo, o mesmo número que o craque Pelé, que também disputou 14 jogos.

O atacante francês chega ao Mundial após mais uma temporada de destaque. Em 2026, foi artilheiro da La Liga com 25 gols pelo Real Madrid. O francês acumula oito temporadas consecutivas terminando campeonatos nacionais como principal goleador.

Ponto fraco de Mbappé

Apesar dos números ofensivos expressivos, um levantamento da Opta apontou que Mbappé apresenta uma das menores contribuições defensivas entre os atletas das cinco principais ligas europeias.

Provável escalação da França

Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Theo Hernández; Tchouaméni e Rabiot; Doué, Dembélé, Olise e Mbappé.

Senegal estreia com 10 jogadores que nasceram na França

O Senegal chega para a Copa com uma característica que chama atenção: dez jogadores da seleção nasceram na França.

O fenômeno está relacionado à diáspora senegalesa ao longo das últimas décadas. Muitos descendentes de famílias senegalesas cresceram em território francês e posteriormente optaram por defender a seleção africana.

Entre eles estão os nomes Édouard Mendy, Mory Diaw, Yehvann Diouf, Kalidou Koulibaly, Moussa Niakhaté, Mamadou Sarr, Antoine Mendy, Pape Gueye, Iliman Ndiaye e Ibrahim Mbaye.

Koulibaly, capitão da equipe, falou sobre o reencontro histórico com os franceses.

“Faremos de tudo para vencer, mas esqueceremos o que aconteceu em 2002. Estamos em 2026.”

Já o técnico Pape Thiaw destacou a importância do duelo.

“Sabemos que será uma partida muito importante contra a equipe francesa. Sempre queremos começar bem as competições, e isso significa vencer.”

O craque de Senegal: Sadio Mané

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O atacante número 10 do Senegal, Sadio Mané, ergue o troféu enquanto comemora com seus companheiros de equipe a vitória na final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Senegal x Marrocos, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026. (Foto de SEBASTIEN BOZON / AFP)
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Sadio Mané com a camisa do Al Nassr em 2024, time que Cristiano Ronaldo joga – Foto: Reprodução/Redes sociais

O principal nome ofensivo segue sendo Sadio Mané, atualmente no futebol saudita ao lado de Cr7.

O atacante senegalês compôs, ao lado de Salah, um dos setores ofensivos mais eficientes do futebol europeu em anos recentes pelo Liverpool.

Goleiro de Cabo Verde faz história na primeira partida da história do país em Copas e defende 7 gols da Espanha.

Esta é a Copa com mais seleções africanas da história.

Mané registrou 120 gols em 269 exibições pelo clube inglês, participando diretamente da conquista de taças nacionais e continentais.

Após uma rápida passagem pelo Bayern de Munique, da Alemanha, transferiu-se para o Al-Nassr, seu atual clube na Arábia Saudita.

Defendendo a seleção do Senegal desde o ano de 2012, o jogador acumula 52 gols em 124 exibições, sustentando a posição de principal referência técnica e liderança de sua geração no país.

Mbaye, o jovem do psg, que jogou na base da França

Um dos nomes promissores dessa seleção é o de Ibrahim Mbaye, atleta jovem do PSG que é tido como o “novo Sadio Mané” da seleção.

Mbaye tem 18 anos e já jogou pela França nas categorias de base, mas recentemente decidiu defender a terra natal dos pais.

Kalidou Koulibaly: outro jogador que mudou de lado

Kalidou Koulibaly, o atual capitão da equipe, também jogou na base da França. Atualmente, o zagueiro atua no Al-Hilal de Cr7.

Provável escalação de Senegal

Mendy; Diatta, Koulibaly, Niakhaté e Doiuf; Camara, Diarra e Gueye; Sarr, Jackson e Mané.

Arbitragem

Árbitro: Alireza Faghani (AUS)

Assistentes: George Lakrindis e Andrew Lindsay (AUS)

Quarto Árbitro: Sandro Schaerer (SUI)

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Irã resiste à pressão por data e mantém cautela sobre desfecho de acordo com os EUA

14 de Junho de 2026, 07:53

O Presidente Donald Trump disse no sábado (13) que um acordo para acabar com a guerra com o Irã será assinado neste domingo, seguido pela abertura do Estreito de Ormuz, mas a mídia estatal iraniana informou que o país permaneceu cauteloso sobre os prazos.

“O Acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após ser assinado, o Estreito de Ormuz estará aberto para todos”, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.

Leia também: Trump diz que “football” é o que se joga na Copa do Mundo e não na NFL

A agência de notícias Fars, do Irã, citou neste domingo que uma “fonte informada próxima à equipe de negociação do Irã” afirmou que o país não anunciou uma decisão final sobre “o entendimento proposto com os Estados Unidos, acrescentando que análises políticas, jurídicas e técnicas das propostas ainda estão em andamento”.

Trump também sugeriu que os EUA trabalharão com o Irã para remover o urânio enriquecido do país em uma data indeterminada.

“No momento apropriado, quando tudo estiver calmo, nós entraremos e pegaremos a Poeira Nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito submersas”, disse ele.

“Esperamos trabalhar com o Irã, e com todo o Oriente Médio, por muito tempo no futuro”, acrescentou.

No sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, foi citado pela mídia estatal dizendo que era necessária cautela em relação ao momento da assinatura de qualquer acordo.

“Teremos que esperar para ver a data exata da assinatura do memorando de entendimento, embora não seja amanhã”, informou a mídia estatal. “A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não pode ser descartada. No entanto, devido à hesitação do outro lado, devemos ser cautelosos ao fazer qualquer comentário sobre este processo.”

Leia também: Trump diz que acordo com Irã será assinado no domingo e Ormuz vai reabrir imediatamente

A publicação de Trump no sábado foi concluída com o que pareceu ser uma ameaça velada contra o Irã caso seus líderes não cumpram as exigências dos EUA.

“Esperamos que todo este processo funcione de forma rápida, fácil e tranquila. Se não funcionar, temos a alternativa definitiva, que esperamos nunca mais ter de usar!”

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido da CNBC para esclarecimentos sobre as declarações de Trump.

No início do sábado, o Primeiro-Ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os EUA e o Irã estão “mais perto de um acordo de paz do que nunca”, indicando uma finalização nas próximas 24 horas com “conversas de nível técnico na próxima semana”. Trump republicou esses comentários em sua conta no Truth Social.

O Vice-Primeiro-Ministro do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, também disse que discutiu o iminente acordo de paz em uma ligação com o Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Príncipe Faisal bin Farhan.

“Eles saudaram as negociações entre EUA e Irã em sua fase final, com a cerimônia de assinatura eletrônica agendada para amanhã, e expressaram a esperança de que este importante desdobramento contribua para uma paz e estabilidade duradouras na região”, disse o vice-primeiro-ministro em uma publicação no X. Uma autoridade sênior do governo Trump disse na sexta-feira que os EUA não estão “100%” confiantes de que o acordo alcançado será assinado.

Em seu estado atual, o acordo garantiria a “paz a longo prazo na região” e recompensaria o Irã com um alívio econômico “significativo”.

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Fifa veta espanhol em entrevistas oficiais da Copa do Mundo; entenda o motivo

14 de Junho de 2026, 07:42
Vini Jr., durante entrevista após o jogo da Seleção na qual não pode ser questionado em espanhol graças ao veto da Fifa. Reprodução

A Fifa proibiu o uso do espanhol em determinados ambientes oficiais de entrevista da Copa do Mundo de 2026, incluindo coletivas e zonas mistas com idiomas previamente autorizados pela organização. A justificativa atribuída à entidade é a padronização da comunicação entre delegações, jogadores e imprensa, com o inglês adotado como idioma-base quando não houver língua comum liberada.

A regra apareceu no entorno de Brasil x Marrocos, no sábado (13), quando jornalistas hispanofalantes tentaram fazer perguntas em espanhol a jogadores acostumados ao idioma. Na véspera da partida, Vinicius Junior chegou a pedir que uma questão feita em inglês fosse reformulada em espanhol, mas o idioma não estava entre os permitidos pela Fifa naquele espaço oficial.

🇺🇸🇲🇽 | La FIFA prohíbe a los periodistas preguntar en español a los jugadores de Brasil y Marruecos a pesar de ser la segunda lengua materna más hablada del mundo por encima del inglés.

La FIFA autorizó a preguntar en francés, árabe, portugués e inglés, algo que supuso un… pic.twitter.com/67K1XRTTcA

— ʜᴇʀQʟᴇs (@herqles_es) June 14, 2026

Após o empate por 1 a 1, o tema voltou à tona na zona mista. Um jornalista venezuelano pediu que Vini Jr. respondesse em espanhol, mas o atacante disse que falaria em português por estar a serviço da Seleção Brasileira. “Estou com o Brasil, vou falar só em português”, afirmou, antes de comentar a atuação do time.

A limitação também afetou profissionais que tentaram entrevistar atletas de Marrocos, como Achraf Hakimi. Segundo relatos publicados nas redes sociais, a Fifa autorizou perguntas apenas em francês, árabe, português e inglês em determinados ambientes ligados à partida.

Na prática, a norma impediu o uso de uma língua amplamente dominada por jogadores dos dois elencos, especialmente atletas que atuam ou atuaram na Espanha. O caso chamou atenção porque o Mundial de 2026 também é sediado pelo México, país hispanofalante, além de Estados Unidos e Canadá.

🗣️ Periodista: “SOY DE VENEZUELA, EN ESPAÑOL, POR FAVOR”.

🗣️ Vinícius: “SOY DE BRASIL VOY A HABLAR EN PORTUGUÉS”.

Esta entrevista de TV de Vini, post-debut. 🤬🇧🇷 pic.twitter.com/lY8QDjy1yf

— Ataque Futbolero (@AtaqueFutbolero) June 14, 2026

FIFA investe milhões para padronizar o comportamento da bola em três países

14 de Junho de 2026, 07:30

A FIFA está colocando em prática um dos projetos mais ambiciosos já vistos na preparação de uma Copa do Mundo.

Para o torneio de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, Canadá e México, a entidade investe cerca de US$ 3,8 bilhões em infraestrutura e, dentro desse pacote, conduz um experimento inédito para padronizar os gramados e reduzir variações no comportamento da bola em todos os estádios, segundo o The Wall Street Journal.

Na prática, a preocupação da FIFA não é controlar o jogo em si, mas garantir que a superfície de jogo ofereça condições o mais semelhantes possível entre as 16 arenas da competição.

Isso significa minimizar diferenças no quique, na velocidade e no atrito da bola, que podem variar de acordo com o tipo de gramado, o clima e até a estrutura dos estádios.

Leia também: FIFA aposta US$ 3,8 bilhões em experimento inédito com gramados naturais na Copa do Mundo; confira

Gramados sob padrão técnico na Copa de 2026

Para alcançar esse nível de uniformidade, a FIFA vem apostando em uma combinação de gramados naturais e sistemas híbridos de alta engenharia. A proposta é criar uma base de jogo consistente, mesmo em regiões com condições climáticas muito diferentes entre si.

Além disso, os estádios passam por adaptações importantes em seus sistemas de irrigação, drenagem e ventilação.

Em alguns casos, estruturas artificiais de iluminação são usadas para complementar a luz natural e manter o desenvolvimento adequado da grama, especialmente em arenas fechadas ou com menor incidência solar.

Essas soluções não têm caráter estético, mas funcional. O foco está em reduzir variações que possam interferir diretamente na dinâmica da partida, já que pequenas mudanças na superfície podem alterar o comportamento da bola e, consequentemente, o estilo de jogo.

O desafio de equilibrar três países-sede

O grande desafio do projeto está na diversidade geográfica dos países que vão sediar o torneio. Estados Unidos, Canadá e México apresentam diferenças significativas de clima, altitude e umidade, fatores que impactam diretamente a condição dos gramados.

Por isso, a FIFA estabeleceu parâmetros técnicos para tentar aproximar ao máximo a experiência de jogo em todos os estádios. A altura da grama, a composição do solo e o nível de umidade são alguns dos elementos que passam a ser controlados de forma mais rigorosa durante o processo de preparação.

O objetivo é simples: reduzir ao máximo a sensação de “campo diferente” de um estádio para outro, algo que pode influenciar diretamente o desempenho dos atletas.

Leia também: FIFA investe bilhões para garantir consistência técnica na Copa do Mundo 2026; confira novidades

Engenharia e padronização como novo foco da FIFA

Esse movimento reforça uma tendência crescente no futebol moderno: o uso da engenharia para garantir mais consistência nas condições de jogo. Em vez de eliminar completamente as diferenças naturais, a FIFA busca equilibrá-las dentro de um padrão técnico aceitável.

Assim, os gramados deixam de ser apenas uma superfície de jogo e passam a ser parte central do planejamento esportivo da Copa. O foco não está em mudar o futebol, mas em tornar o ambiente mais previsível dentro do possível.

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Tricampeão Gérson diz que Brasil “levou passeio” e detona Ancelotti: “Mexeu errado”

14 de Junho de 2026, 07:28
O tricampeão mundial Gérson, conhecido como Canhotinha de Ouro – Foto: Reprodução

O tricampeão mundial Gérson, conhecido como Canhotinha de Ouro, fez duras críticas à atuação do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos, neste sábado (13), na estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026. Em comentário sobre a partida, ele afirmou que Carlo Ancelotti demorou para mudar a equipe e errou nas substituições.

“Agora, o seu treinador, o senhor mexeu errado. Demorou a mexer, mexeu errado”, disse Gérson. O ex-jogador também apontou o meio-campo como um dos principais problemas da Seleção. “O Casemiro e o Bruno Guimarães não jogaram absolutamente nada. Jogando para trás, perdido no meio”, afirmou.

Segundo o Canhotinha, Lucas Paquetá também esteve abaixo do esperado. “Com o Paquetá também perdidinho no campo”, declarou. Para ele, o Brasil concentrou demais as jogadas pelo lado esquerdo e não conseguiu variar o jogo para explorar outros setores do campo.

Gérson foi ainda mais duro ao analisar o domínio marroquino em parte da partida. “O time do Brasil levou um passeio. Um passeio, não sabia onde é que estava a bola. E os caras tocando, tocando, tocando e o Brasil desesperado correndo atrás dos caras”, afirmou.

Vinicius Junior comemorando gol contra o Panamá. Foto: Thiago Ribeiro/Agif

O tricampeão elogiou Vinicius Júnior pela jogada do gol brasileiro. “Fez um gol, porque o Vini fez a jogada correta. Puxou, como ele sabe fazer, meteu a curva do outro lado”, disse. Mas voltou a criticar a defesa no lance do gol sofrido, apontando falha de posicionamento dos zagueiros.

Outro alvo foi Igor Thiago, titular no comando do ataque. “Não tocou na bola, não viu a cor da bola”, disse Gérson. Ele também cobrou lançamentos para Raphinha e infiltrações para o centroavante, afirmando que faltou criação e aproximação no setor ofensivo.

Gérson ainda questionou a ausência de um lateral de ofício no elenco. “Cadê o lateral de ofício? O seu treineiro? Cadê o lateral de ofício que o senhor cortou por machucar e deixou aqui e levou o meio do campo? Errou”, disparou. Para ele, Danilo atuou apenas como “quarto zagueiro deslocado”, sem oferecer apoio pelo lado direito. Veja o vídeo:

pic.twitter.com/pHuCZYXg4L

— VIDRAÇA TAMBÉM É GENTE, GENTE (@VidrsGente) June 14, 2026

Marrocos, que empatou com o Brasil, tinha 11 jogadores nascidos em outros países

14 de Junho de 2026, 06:59
Seleção marroquina. Reprodução

Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, uma seleção atuou com 11 jogadores nascidos fora do país que representa. O feito foi registrado por Marrocos no empate por 1 a 1 com o Brasil, neste sábado (13), pela primeira rodada do Mundial de 2026.

O marco ocorreu após a saída de Azzedine Ounahi, único atleta nascido em território marroquino que iniciou a partida. Com a entrada de Chemsdine Talbi, nascido na Bélgica, a equipe passou a ter todos os jogadores em campo nascidos no exterior.

A formação reunia atletas nascidos em Canadá, França, Bélgica, Espanha e Países Baixos. Entre eles estavam Bono, natural de Montreal, Achraf Hakimi, de Madri, e Bilal El Khannouss, de Molenbeek. Todos defendem Marrocos por ascendência familiar.

🇲🇦🌍 Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, uma seleção entrou em campo com 11 jogadores nascidos fora do país que representa.

No empate contra o Brasil, todos os titulares marroquinos nasceram no exterior:

🇨🇦 Bono (Montreal, Canadá)
🇳🇱 Noussair Mazraoui (Leiderdorp,… pic.twitter.com/cprTKPxtKL

— Curiosidades Europa (@CuriosidadesEU) June 14, 2026

A característica reflete a grande diáspora marroquina instalada principalmente na Europa. Nas últimas décadas, a federação do país ampliou a busca por talentos descendentes de marroquinos formados em categorias de base de clubes europeus.

O modelo ajudou a transformar a seleção em uma das forças emergentes do futebol mundial. Depois da histórica semifinal em 2022, Marrocos voltou a mostrar competitividade ao segurar o Brasil na estreia da Copa de 2026.

A equipe comandada por Walid Regragui teve organização tática e criou dificuldades para o time de Carlo Ancelotti. O empate reforçou o papel de uma geração construída fora das fronteiras do país, mas conectada à identidade marroquina.

Galvão no SBT e recorde da CazéTV levam Globo à pior audiência com Brasil em Copas

13 de Junho de 2026, 23:23
Everaldo Marques e o ex-jogador Denilson. Foto: Reprodução/TV Globo

A transmissão do empate entre Brasil e Marrocos pela Copa do Mundo registrou neste sábado (13) a pior audiência da história da Globo em jogos da seleção brasileira no torneio. Exibida entre 19h04 e 21h05, a partida disputada nos Estados Unidos alcançou média prévia de 30,74 pontos na Grande São Paulo, segundo dados obtidos pelo mercado televisivo. Com informaões do TV Pop.

O confronto também marcou a primeira partida da seleção em uma Copa do Mundo sem a narração de Galvão Bueno na Globo desde 1982. Nesta edição, o narrador passou a integrar a equipe do SBT, enquanto Everaldo Marques assumiu a transmissão do jogo pela emissora líder de audiência.

O resultado ficou abaixo do antigo recorde negativo da Globo em partidas do Brasil no Mundial. Até então, a menor audiência havia sido registrada em 12 de julho de 2014, quando a seleção perdeu para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo realizada no Brasil. Na ocasião, a emissora marcou 31,5 pontos na Grande São Paulo.

Durante a exibição de Brasil x Marrocos, a audiência da Globo atingiu pico de 31,75 pontos às 21h05. A emissora concentrou, em média, 49,08% dos televisores ligados na região metropolitana paulista, mantendo a liderança isolada entre todos os concorrentes.

Transmissão da CazéTV com Casemiro e o ex-jogador Romário. Foto: Reprodução/Youtube

As plataformas de streaming apareceram como a principal alternativa à transmissão da Globo. Considerando os televisores sintonizados na CazéTV, os serviços digitais registraram média de 11,36 pontos no mesmo período da partida. A emissora do YouTube, aliás, com seus 12 milhões de expectadores simultâneos, bateu o recorde mundial da plataforma.

O SBT também obteve um de seus melhores desempenhos na cobertura do torneio. Com Galvão Bueno à frente da transmissão, a emissora alcançou média de 8,07 pontos e pico de 10,64 pontos às 19h55. O resultado foi registrado pouco depois da separação da transmissão compartilhada com a N Sports.

Executivos da emissora avaliam que, após a consolidação dos números e considerando a audiência de plataformas não identificadas pelos sistemas de medição em tempo real, o SBT poderá atingir cerca de 12 pontos de média. Caso a projeção se confirme, o desempenho superará a audiência conquistada pela Band na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014.

No Painel Nacional de Televisão, que reúne dados das 15 principais regiões metropolitanas do país, a Globo permaneceu na liderança com 31,85 pontos. Os serviços de streaming ficaram em segundo lugar com 11,51 pontos, seguidos pelos conteúdos não identificados, SBT, televisão por assinatura, Record, Band e RedeTV!, repetindo a mesma ordem observada na Grande São Paulo.

Ancelotti evita explicar ausência de Endrick após empate frustrante do Brasil

13 de Junho de 2026, 22:35
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, durante entrevista após a estreia do time na Copa. Reprodução

 

A ausência de Endrick no empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, neste sábado (13), pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, virou um dos principais assuntos após a partida.

Diante de uma atuação pouco inspirada da Seleção, a decisão de Carlo Ancelotti de deixar o atacante no banco durante os 90 minutos gerou questionamentos entre torcedores e jornalistas.

Autor do gol da vitória brasileira sobre o Egito no amistoso da semana passada, o camisa 19 era apontado por muitos como uma alternativa para mudar o panorama de um time que teve dificuldades para criar chances diante dos marroquinos. Mesmo assim, Ancelotti optou por iniciar a partida com Igor Thiago no comando do ataque e lançou Matheus Cunha no segundo tempo.

Após o jogo, o treinador italiano foi questionado sobre a ausência de Endrick, mas evitou entrar no tema. Visivelmente incomodado e sem demonstrar disposição para aprofundar a análise da partida, Ancelotti afirmou que não comentaria desempenhos individuais.

🚨 URGENTE – Ancelotti é questionado por que não colocou o Endrick e diz que não está ali para falar de um jogador individualmente

“Eu não estou aqui para falar individualmente de um jogador” pic.twitter.com/K4xHwa36Gl

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) June 14, 2026

“Não estou aqui para falar individualmente de jogadores. Falo do time, que não foi bem no primeiro tempo e melhorou no segundo. Tivemos algumas oportunidades e temos que acertar mais”, declarou.

O Brasil começou a partida em ritmo lento e viu o Marrocos abrir o placar com Saibari ainda no primeiro tempo. A equipe africana foi superior em boa parte da etapa inicial e explorou as dificuldades defensivas brasileiras. O empate veio graças a uma jogada individual de Vinícius Júnior, que marcou um belo gol e evitou uma derrota na estreia.

A resposta de Ancelotti, porém, dificilmente encerrará o debate. Com o ataque apresentando pouca efetividade e o treinador deixando uma das principais promessas do futebol brasileiro no banco durante toda a partida, a pressão sobre a comissão técnica tende a aumentar nos próximos dias.

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O último compromisso da fase de grupos será diante da Escócia, no dia 24.

A Copa vai pesar no bolso? Veja onde o brasileiro pretende gastar mais

13 de Junho de 2026, 22:00

A Copa do Mundo de 2026 deve impactar diretamente o bolso dos brasileiros, principalmente dentro de casa.

Segundo um estudo encomendado pelo PayPal, 67% dos consumidores no país pretendem gastar com comida e petiscos durante o torneio. Além disso, 57% afirmam que devem recorrer a serviços de delivery ao longo dos jogos.

O comportamento reforça uma tendência já conhecida: o brasileiro transforma os jogos em um evento social doméstico. A pesquisa indica que 41% devem assistir às partidas em pequenos grupos em casa, enquanto 35% planejam acompanhar os jogos na casa de amigos ou familiares.

Mesmo sem sediar partidas, o Brasil lidera o engajamento entre os países pesquisados (Brasil, México e Canadá). O levantamento aponta que 27% dos brasileiros são fãs ávidos do evento, enquanto 24% demonstram desinteresse, o menor índice entre os três mercados.

Leia também: Sem sediar jogos, Brasil lidera engajamento na Copa do Mundo e movimenta economia do sofá

Comida, delivery e streaming puxam os gastos

O consumo ligado à alimentação aparece no topo da lista. Além dos 67% que pretendem gastar com comida e petiscos, pizza (49%) e churrasco (46%) são as principais escolhas para os dias de jogo.

Mas os gastos não param na mesa. Quase metade dos entrevistados (46%) afirma que pretende investir em tecnologia ou entretenimento para o lar, enquanto 42% devem contratar ou renovar assinaturas de streaming para acompanhar as partidas.

Ou seja, a Copa movimenta tanto o carrinho de compras quanto o ambiente digital dentro de casa.

Pagamentos digitais e parcelamento ganham força

A forma de pagar também entra na equação. Para 80% dos brasileiros, a segurança é o fator mais importante na hora da compra, seguida por proteção ao consumidor (72%) e checkout rápido (71%).

Entre usuários de carteiras digitais, 44% consideram essas soluções mais seguras do que o dinheiro em espécie, reforçando a migração para pagamentos digitais durante períodos de alto consumo.

A flexibilidade financeira também pesa. No Brasil, 82% dos entrevistados consideram importante ter opções de parcelamento para despesas ligadas ao evento. Entre quem pretende gastar acima de R$ 20 mil, 30% dizem que dependem de soluções como parcelamento ou pagamento posterior.

Leia também: Copa do Mundo começa com formato inédito, guerra e tensão migratória nos EUA; entenda

Dividir a conta virou parte da experiência na Copa

Outro destaque é o compartilhamento de gastos. Segundo o estudo, 34% dos brasileiros pretendem dividir despesas em tempo real com amigos por aplicativos digitais. Outros 26% preferem pagar separadamente, enquanto 25% planejam organizar vaquinhas antes das compras.

Na comparação com México e Canadá, o Brasil se destaca nesse comportamento, com diferença de 14 pontos percentuais.

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Tiros, mistério e duas mortes: o caso da herdeira milionária assassinada na África do Sul

13 de Junho de 2026, 21:56
Caroline von Rantzau e Arno Koën. Foto: apf/John T Essberger Gruppe e Arquivo Pessoal

A herdeira alemã Caroline von Rantzau, de 26 anos, foi encontrada morta com um disparo de arma de fogo em um alojamento de safári pertencente à sua família em Leeuwfontein, na África do Sul. O caso veio a público após a polícia local confirmar que a jovem morreu no local, contrariando informações divulgadas anteriormente sobre as circunstâncias da morte.

A ocorrência foi registrada no início de junho e ganhou novos desdobramentos após a revelação de que a morte aconteceu menos de 24 horas depois do assassinato de Arno Koën, de 44 anos, gerente financeiro e sócio dos negócios da família. Ele também foi morto a tiros na mesma propriedade.

Em um primeiro momento, comunicados divulgados pelo conglomerado marítimo alemão Deutsche Afrika-Linien (DAL) / John T. Essberger informaram que Caroline havia morrido em um acidente de carro em 1º de junho. A versão, no entanto, foi posteriormente descartada pelas autoridades sul-africanas responsáveis pela investigação.

As circunstâncias da morte passaram a ser analisadas após testemunhas relatarem ter ouvido dois disparos vindos do quarto ocupado pela jovem dentro da propriedade. Os depoimentos reforçaram as suspeitas em torno do caso e ampliaram o trabalho dos investigadores.

Segundo informações publicadas pelo jornal britânico Daily Mail, a principal hipótese considerada é que Caroline tenha sido atingida por um rifle de caça. A arma estaria armazenada no armário de armas de seu pai, Eberhart von Rantzau.

O alojamento do safari Leeuwfontein, na África do Sul. Foto: Divulgação/Leeuwfontein Safaris

O caso também chamou atenção por causa da relação entre a herdeira e Arno Koën. De acordo com o jornal alemão Bild, pessoas próximas relataram que o executivo exercia um papel importante na vida da jovem, sendo visto por ela como uma espécie de mentor e figura paterna.

A proximidade temporal entre as duas mortes levantou questionamentos sobre possíveis conexões entre os episódios. Até o momento, porém, as autoridades não divulgaram conclusões sobre a existência de vínculo entre os casos.

Em nota, o porta-voz da polícia sul-africana, Malesela Ledwaba, informou que os resultados da autópsia serão fundamentais para esclarecer as causas da morte de Caroline. O exame também deverá indicar se haverá necessidade de abertura de investigações envolvendo outras pessoas.

Avaliado em R$ 5,3 bilhões, elenco de Ancelotti não empolga na estreia da Copa 2026 e empata com Marrocos

13 de Junho de 2026, 21:45

O mercado espera que a Seleção Brasileira desempenhe um papel de protagonismo no Mundial, avançando até as fases decisivas e rumo ao sonhado título de hexacampeão. O time comandado por Carlo Ancelotti entrou na competição sob altas expectativas, à medida  em que os craques escalados para a disputa figuram entre os times mais caros do mundo. 

O elenco brasileiro comandado pelo italiano está avaliado em € 928 milhões, equivalente a R$ 5,37 bilhões, o que classifica o time como o sexto mais caro do mundo. A cotação elevada, entretanto, não se refletiu no campo, à medida que a seleção marroquina conta com um valor de mercado quase que a metade,   €498,3 milhões, ou R$ 3,18 bilhões – e, ainda assim, conseguiu empatar.

Mercado da bola além dos campos 

O próprio técnico da seleção nacional também se consolidou como um dos principais nomes do marketing esportivo no país desde que assumiu o comando da equipe nacional.

Às vésperas da Copa do Mundo, o treinador passou a ser disputado por grandes anunciantes e se transformou em um dos ativos comerciais mais valiosos do futebol brasileiro. Segundo especialistas do setor, os valores cobrados para o uso de sua imagem podem chegar a ser cinco vezes superiores aos pagos a treinadores que passaram anteriormente pela seleção.

O italiano já estrelou campanhas de marcas como Brahma, Volkswagen e Amazon, integrando um grupo restrito de patrocinadores que conseguiram associar suas marcas ao treinador.

Além das ações publicitárias, Ancelotti ampliou significativamente sua presença digital nos últimos meses. O crescimento de sua audiência nas redes sociais, acompanhado pela chegada de milhões de novos seguidores, reforçou sua relevância comercial e ampliou o potencial de exposição para patrocinadores.

Da várzea aos estádios 

O crescimento dos clubes americanos no ranking das equipes mais valiosas do mundo tem reduzido a distância histórica em relação ao domínio europeu e ampliado a pressão sobre mercados tradicionais do futebol, como o Brasil. A avaliação é do comentarista esportivo Cacá Bueno, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que atribui a ascensão da Major League Soccer (MLS) à capacidade dos Estados Unidos de transformar o futebol em um negócio de entretenimento cada vez mais rentável.

Segundo ele, o avanço é significativo. Até o ano passado, apenas dois clubes americanos figuravam entre os 30 mais valiosos do planeta. Agora, são sete equipes na lista, lideradas pelo Inter Miami.

“Já não é tão clara a hegemonia europeia assim. Até o ano passado apenas dois times americanos apareciam na lista dos 30 mais valiosos e esse ano já são sete”, afirmou.

Apesar da expansão dos norte-americanos, os gigantes europeus ainda mantêm posição de destaque. Clubes como Real Madrid, Barcelona e Manchester City seguem entre os mais valiosos do futebol mundial. Ainda assim, Cacá destaca que o valor dessas equipes continua abaixo de franquias das ligas profissionais americanas.

“Onde o americano põe a mão, realmente ganha valor de mercado”, disse. Segundo ele, a valorização dos clubes deixou de depender apenas de receitas tradicionais, como venda de jogadores, patrocínios e bilheteria. Hoje, o entretenimento e a produção de conteúdo desempenham papel cada vez mais relevante.

“O valor de mercado não é mais só o valor do patrocínio da camisa, venda de jogadores e bilheteria. Agora entram conteúdo, streaming, canais próprios e outras fontes de receita”, explicou.

Arredores do jogo 

As cifras altas não se restringem aos salários dos envolvidos no jogo. Segundo dados do Skyscanner, o interesse dos brasileiros pelos destinos que receberão jogos da Copa segue em alta. A especialista em voos e viagens da plataforma, Isla dos Santos, afirma que algumas cidades-sede já registram crescimento expressivo nas buscas.

“Entre os brasileiros, o que a gente nota é um crescimento de 10% em buscas para a Filadélfia, que é uma das cidades-sede onde o Brasil vai se apresentar. Também vemos um aumento de 14% em buscas para Miami”, disse.

De acordo com a especialista, Miami já figurava entre os destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros antes mesmo do torneio, mas a Copa ampliou ainda mais esse movimento.

Além do interesse específico pelas cidades que receberão partidas, o apelo das viagens internacionais também cresceu. Segundo levantamento realizado pelo Skyscanner, os brasileiros demonstravam interesse em destinos no exterior 58% maior do que em 2025, mesmo antes da definição completa dos confrontos e das sedes dos jogos.

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Trump diz que “football” é o que se joga na Copa do Mundo e não na NFL

13 de Junho de 2026, 21:21

Donald Trump voltou a chamar atenção neste sábado (13) ao entrar em um dos debates mais antigos do esporte nos Estados Unidos. Durante um discurso na Casa Branca, o presidente americano afirmou que a modalidade mais popular do planeta deveria ser conhecida em inglês como “football”, termo utilizado pela maior parte dos países.

“[O esporte disputado na Copa do Mundo] deveria ser chamado de ‘football’. Não há nenhuma dúvida sobre isso. Temos que inventar outro nome para essa coisa da NFL”, afirmou Trump.

A discussão tem origem histórica. O esporte conhecido mundialmente como futebol recebeu o nome de “association football” na Inglaterra para diferenciá-lo de outras variantes do jogo. A partir daí surgiu a abreviação “soccer”, derivada da palavra “association”. Embora o termo tenha sido criado pelos próprios britânicos, ele caiu em desuso no Reino Unido e permaneceu amplamente adotado nos Estados Unidos, onde a palavra “football” passou a identificar o futebol americano, principal esporte do país e base da NFL.

Ao defender a mudança, Trump sugeriu que o esporte disputado na Copa do Mundo deveria assumir oficialmente o nome de “football” nos Estados Unidos, o que reabriria uma discussão cultural e esportiva que existe há décadas entre torcedores e especialistas.

A declaração ocorre em meio ao crescente entusiasmo dos americanos com o Mundial de 2026. Os Estados Unidos são um dos países-sede da competição, ao lado de Canadá e México, e a seleção norte-americana estreou com vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai.

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira da história com 48 seleções participantes e será a maior edição já realizada pela FIFA, com partidas distribuídas pelos três países da América do Norte.

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Brasil empata com o Marrocos na estreia da Copa; saiba como fica a situação agora

13 de Junho de 2026, 21:05
Vini Jr. comemora o gol de empate contra o Marrocos na estreia da Copa

A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 diante do Marrocos neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Em um confronto equilibrado e de muita intensidade física, os dois gols da partida saíram ainda na etapa inicial.

O Marrocos surpreendeu a defesa brasileira e abriu o placar com Saibari, após uma rápida transição ofensiva. O atacante recebeu um lançamento em profundidade, venceu a marcação na velocidade e demonstrou muita categoria ao encobrir o goleiro Alisson, que saiu muito mal.

A resposta da Seleção veio antes do intervalo. Principal referência técnica do ataque, Vini Jr. balançou as redes e deixou tudo igual, recolocando o Brasil no jogo.

Além dos gols, o primeiro tempo foi marcado por disputas ríspidas no meio-campo: Casemiro e Ibañez foram advertidos com cartão amarelo por faltas em El Aynaoui e Brahim Díaz, respectivamente, enquanto El Khannouss levou amarelo por parar Raphinha com falta. No segundo tempo, as equipes mantiveram a postura competitiva, mas o placar permaneceu inalterado.

O segundo tempo teve momentos de perigo para ambas as equipes, com Allison fazendo uma defesa importante no final. Sob forte calor, a etapa final teve ritmo mais lento do que os primeiros 45 minutos.

Carlo Ancelotti fez alguns gestos à beira do campo orientando um dos atacantes centrais da Seleção a se deslocar para os lados quando Vinícius Júnior recebia a bola. A movimentação parecia fazer parte de uma estratégia para atrair os defensores marroquinos para as laterais, criando espaços na região central do campo.

Como fica a situação no Grupo C?

Por se tratar da rodada de abertura do Grupo C, o resultado deixa a briga pelas vagas na próxima fase totalmente aberta. Veja o impacto do tropeço na estreia:

Tabela de pontos: Brasil e Marrocos somam 1 ponto cada um. A liderança ou a vice-liderança momentânea do grupo dependerá do saldo de gols e do resultado do outro confronto da chave, disputado entre Haiti e Escócia hoje às 22h (horário de Brasília).

Regulamento favorece: Com o formato de 48 seleções, avançam para o mata-mata (dezesseis-avos de final) os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados gerais. Embora o empate tire a tranquilidade, o Brasil segue com chances claras de classificação.

Pressão por vitórias: O critério de desempate pode ser crucial. Para não depender de combinações de resultados ou da vaga como melhor terceiro, a Seleção Brasileira precisará buscar os três pontos nas próximas duas partidas.

Próximos jogos do Brasil

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima semana para tentar garantir sua primeira vitória no Mundial:

Brasil x Haiti: Quinta-feira, 19 de junho

Escócia x Brasil: Terça-feira, 24 de junho

Ismael Saibari marcou o gol do Marrocos contra o Brasil

ESTREIA COM SUSTO

13 de Junho de 2026, 21:05
Vinicius Jr no primeiro jogo do Brasil na Copa 2026. Foto: AFP
O Brasil estreou na Copa do Mundo 2026, no estádio MetLife, em Nova Jersey, neste sábado (13) com um empate contra o Marrocos. O aproveitamento do time de Carlo Ancelotti ficou bem abaixo do esperado. Na maior parte do primeiro tempo a seleção brasileira foi dominada pelo time marroquino. Nenhum dos setores do Brasil funcionou […]

Calçadas da Cidade Baixa ganham as cores do Brasil: ‘resgate dos nossos símbolos nacionais’

Por:Sul 21
13 de Junho de 2026, 18:03

Em dia de estreia do Brasil na Copa do Mundo, calçadas da Cidade Baixa foram pintadas de verde e amarelo neste sábado (13). Junto às cores do Brasil, foram escritas frases como “o futuro é agora” e “escala 5×2 já!”. A iniciativa é da União da Juventude Socialista, em parceria com a Casa da Juventude, Barbearia Confraria Barber Club e a Casa de Manu.

A ação também inclui a transmissão ao vivo da partida contra a seleção de Marrocos na Rua Sarmento Leite (esquina com a José do Patrocínio), com telão a partir das 19h.

“O verde e amarelo é do povo brasileiro. A Copa do Mundo é uma grande oportunidade para defender a nossa soberania, o sentimento de ser brasileiro resgatar o nossos símbolos nacionais. A nossa iniciativa também é para trazer mais vida à Porto Alegre e para as ruas da Cidade Baixa” afirma Fabiola Loguercio, presidenta da UJS no Rio Grande do Sul e idealizadora da pintura.

 

Foto: Divulgação

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Resultados da Copa do Mundo da FIFA 2026

10 de Julho de 2026, 18:07

Confira com a TVT News a tabela completa da Copa do Mundo 2026. Acompanhe os resultados atualizados e o chaveamento do mata-mata para não perder nenhum detalhe do maior Mundial da história, o primeiro com 48 seleções em Estados Unidos, México e Canadá.

Datas das semi-finais da Copa do Mundo

Com um intervalo de apenas três dias, as semi-finais já começam a ser disputadas no dia 14 de julho e terminam no dia seguinte.

Terça, 14 de julho de 2026

16h – França x Espanha

Quarta, 15 de julho de 2025

16h – ( Noruega x Inglaterra ) x ( Argentina x Suíça )

Jogos das quartas de final da Copa do Mundo

Os jogos das quartas de final vão até o dia 11.

Quinta, 9 de julho de 2026

17h – França x Marrocos => vencedor França

Sexta, 10 de julho de 2026

16h – Espanha x Bélgica => vencedor Espanha

Sábado, 11 de julho de 2026

18h – Noruega x Inglaterra

22h – Argentina x Suíça

Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

Onde assistir à Copa do Mundo 2026

Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil estão divididos entre diferentes plataformas.

Os jogos poderão ser acompanhados por:

  • Globo (TV aberta)
  • SporTV (TV por assinatura)
  • Globoplay (streaming)
  • ge tv
  • SBT (TV aberta)
  • Cazé TV (YouTube)
  • N Sports (TV por assinatura)

A Cazé TV transmite os 104 jogos da competição.

Resultados dos jogos de oitavas de final:

Sábado, 4 de julho de 2026

14h – Canadá x Marrocos => vencedor Marrocos

18h – Paraguai x França => vencedor França

Domingo, 5 de julho de 2026

17hBrasil x Noruega => vencedor Noruega

21h – México x Inglaterra => vencedor Inglaterra

Segunda, 6 de julho de 2026

16h – Portugal x Espanha -> vencedor Espanha

21h Estados Unidos x Bélgica

Terça, 7 de julho de 2026

13h – Argentina x Egito -> vencedor Argentina

17h – Suíça x Colômbia – > vencedor Suiça

Enfim, e a final?

A final da Copa do Mundo 2026 está marcada para às 16h (horário de Brasília) do dia 19 de julho, em um domingo.

Já a decisão do terceiro lugar será 18 de julho.

Quais os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. O Brasil está no grupo C na disputa pelo hexa na Copa do Mundo e enfrenta Marrocos, Escócia e Haiti.

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Quais foram os jogos do Brasil na Copa do Mundo

O Brasil estava no Grupo C com Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase.

As partidas foram disputadas nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.

Jogos do Brasil na fase de grupos

Brasil 1 x 1 Marrocos

Data: 13 de junho (sábado)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Estádio MetLife – Nova York/Nova Jersey

Brasil 3 x 0 Haiti

Data: 19 de junho (sexta-feira)

Horário: 21h30 (de Brasília)

Local: Lincoln Financial Field – Filadélfia

Escócia 0 x 3 Brasil

Data: 24 de junho (quarta-feira)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Hard Rock Stadium – Miami

A partida contra o Haiti teve um significado histórico para a Seleção Brasileira. Será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão em uma Copa do Mundo. O país caribenho se tornou o 50º adversário diferente do Brasil em Mundiais.

Fase 16 avos

Brasil 2 x 1 Japão

Fase Oitavas de final

Fase de Oitavas de final

Brasil 1 x 2 Noruega

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O Brasil enfrenta o Marrocos neste sábado (13), às 19h, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026

“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota. 

A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

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Maple, Zayu e Clutch são símbolos do Canadá, México e Estados Unidos, países-sede do mundial. Foto: FIFA

Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?

A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções.

O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.

Agora a Copa teve o seguinte chaveamento

  • 12 grupos com quatro seleções cada;
  • Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
  • Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.

Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguiram para a fase eliminatória.

A partir daí, o torneio passou a ser disputado em sistema de mata-mata.

As etapas da Copa são

  • Fase de 16-avos de final;
  • Oitavas de final;
  • Quartas de final;
  • Semifinais;
  • Disputa do terceiro lugar;
  • Final.

Principais datas da Copa do Mundo

Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México

Última rodada da fase de grupos: 27 de junho

16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho

Oitavas de final: 4 a 7 de julho

Quartas de final: 9 a 11 de julho

Semifinais: 14 e 15 de julho

Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami

Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey

Com informações da FIFA

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Copa do Mundo: agenda de jogos deste sábado (13); horários, onde assistir

13 de Junho de 2026, 00:01

A Copa do Mundo de 2026 segue neste sábado (13) com quatro partidas pela fase de grupos. O principal destaque para o público brasileiro é a estreia da Seleção comandada por Carlo Ancelotti diante do Marrocos, às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

O primeiro final de semana da Copa do Mundo 2026 terá como destaque a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos neste sábado às 19 horas (horário de Brasília), no MetLife Stadium (New York New Jersey Stadium).

Além do confronto do Brasil, o dia terá Austrália x Turquia, Catar x Suíça e Haiti x Escócia. As partidas movimentam três grupos diferentes da competição e ajudam a definir os primeiros cenários da disputa por vagas na fase eliminatória.

Austrália Austrália × Turquia Turquia

Grupo: D

Horário: 01h

Local: BC Place (Vancouver Stadium), Vancouver (CAN)

Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV

Catar Catar × Suíça Suíça

Grupo: B

Horário: 16h

Local: Levi’s Stadium, Santa Clara (EUA)

Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Brasil Brasil × Marrocos Marrocos

Grupo: C

Horário: 19h

Local: MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)

Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, Globoplay, CazéTV, N Sports e ge.globo

Haiti Haiti × Escócia Escócia

Grupo: C

Horário: 22h

Local: Gillette Stadium, Foxborough (EUA)

Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Veja os grupos da Copa

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Austrália x Turquia

Grupo D

  • Horário: 1h (de Brasília)
  • Local: BC Place, em Vancouver
  • Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV

Austrália

A Austrália garantiu classificação direta ao terminar em segundo lugar em seu grupo das Eliminatórias Asiáticas. A equipe comandada por Tony Popovic aposta na experiência do goleiro Maty Ryan e em uma geração renovada: 17 jogadores disputam uma Copa do Mundo pela primeira vez.

A provável escalação australiana tem:

Maty Ryan; Alessandro Circati, Harry Souttar e Cameron Burgess; Jacob Italiano, Aiden O’Neill, Jackson Irvine, Jordan Bos, Connor Metcalfe e Cristian Volpato; Mohamed Touré.

Turquia

A Turquia retorna a uma Copa do Mundo após 24 anos de ausência. Sob o comando do italiano Vincenzo Montella, os turcos chegam embalados por uma geração que reúne jogadores de destaque nos principais campeonatos europeus.

Entre os principais nomes estão:

  • Hakan Çalhanoğlu, referência técnica da equipe;
  • Arda Güler, jovem talento do Real Madrid;
  • Kenan Yıldız, atacante da Juventus.

A provável escalação turca é:

Mert Günok; Zeki Çelik, Çağlar Söyüncü, Abdülkerim Bardakçı e Ferdi Kadıoğlu; Salih Özcan, Hakan Çalhanoğlu, Arda Güler, Orkun Kökçü e Kenan Yıldız; Barış Alper Yılmaz.

Catar x Suíça

Grupo B

  • Horário: 16h
  • Local: Levi’s Stadium, Santa Clara
  • Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Catar

O Catar busca recuperar a confiança após uma sequência difícil de resultados.

Nas últimas cinco partidas, a seleção catariana não venceu nenhuma vez, acumulando dois empates e três derrotas. Entre os resultados recentes estão o empate sem gols contra El Salvador e derrotas para Irlanda e Tunísia.

Suíça

A Suíça chega em situação diferente.

A equipe comandada por Murat Yakin soma uma vitória, três empates e apenas uma derrota nos últimos cinco compromissos. Entre os destaques do elenco está Breel Embolo, que superou problemas burocráticos relacionados ao visto e está à disposição para a estreia.

O histórico recente entre as duas seleções é pequeno. O único confronto registrado ocorreu em 2018, quando o Catar venceu por 1 a 0.

Brasil x Marrocos

Grupo C

  • Horário: 19h
  • Local: MetLife Stadium, Nova Jersey
  • Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, Globoplay, CazéTV, N Sports e ge.globo

Estreia do Brasil

A estreia do Brasil concentra grande parte das atenções deste sábado.

A partida marca o primeiro jogo de Copa do Mundo sob comando de Carlo Ancelotti, primeiro treinador estrangeiro a dirigir a Seleção Brasileira desde 1925.

O Brasil tenta encerrar um jejum de 24 anos sem conquistar o Mundial e chega ao torneio após amistosos que apresentaram momentos distintos.

Empates e derrotas diante de adversários mais fortes geraram questionamentos, mas vitórias posteriores sobre Croácia, Panamá e Egito ajudaram a aumentar a confiança da equipe.

Neymar está fora da estreia

A principal ausência brasileira será Neymar.

O atacante segue em recuperação de uma lesão na panturrilha sofrida ainda quando defendia o Santos e foi descartado para o duelo diante dos marroquinos.

A expectativa da comissão técnica é contar com o camisa 10 nas próximas partidas da fase de grupos.

Vinicius Júnior lidera ataque brasileiro

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Vini Jr. no vídepclipe “Dai Dai” de Shakira, música oficial da Copa – Reprodução

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Sem Neymar, a responsabilidade ofensiva aumenta para Vinicius Júnior.

O atacante do Real Madrid chega à Copa após uma temporada de destaque na Europa, somando:

  • 22 gols;
  • 10 assistências;
  • 32 participações diretas em gols.

A provável escalação brasileira tem:

Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.

Marrocos quer repetir campanha histórica

O adversário brasileiro chega com credenciais importantes.

Na Copa do Mundo de 2022, Marrocos surpreendeu o planeta ao alcançar as semifinais, terminando entre as quatro melhores seleções da competição.

Hoje, os marroquinos ocupam posição de destaque no ranking da Fifa e contam com atletas que atuam nos principais clubes europeus.

Achraf Hakimi

Hakimi é campeão da Champion League de 2026 pelo PSG em final c ontra o inglês Arsenal – Foto: Reprodução/redes

Recém-campeão da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain, Hakimi é considerado um dos melhores laterais do futebol mundial.

Sua capacidade de apoiar o ataque pode gerar um duelo interessante justamente contra Vinicius Júnior.

Yassine Bounou

O goleiro Bono foi um dos protagonistas da campanha histórica de 2022.

Naquela edição, defendeu pênaltis decisivos e ajudou Marrocos a eliminar seleções tradicionais.

Brahim Díaz

Nascido na Espanha e defensor da seleção marroquina desde 2024, o meia do Real Madrid chega como principal articulador ofensivo.

Foi artilheiro da Copa Africana de Nações de 2025.

Ismael Saibari

O jogador do PSV vive grande valorização no mercado europeu e aparece como uma das principais apostas da seleção africana.

Ayyoub Bouaddi

Com apenas 18 anos, o meio-campista do Lille escolheu defender Marrocos em vez da França e é visto como uma das promessas da nova geração.

Haiti x Escócia

Grupo C

  • Horário: 22h
  • Local: Gillette Stadium, em Boston
  • Onde assistir: CazéTV

O último jogo do sábado fecha a primeira rodada do Grupo C.

Haiti

O Haiti retorna ao maior torneio do futebol mundial após décadas longe da competição.

O técnico Sébastien Migné liderou um processo de reconstrução baseado na integração de atletas que atuam em ligas europeias, aumentando a competitividade da seleção caribenha.

Escócia

Do outro lado está uma Escócia que chega embalada pela campanha nas Eliminatórias Europeias.

Sob comando de Steve Clarke, os escoceses buscam mostrar uma equipe mais ofensiva e capaz de competir em igualdade com adversários tradicionais.

O resultado desta partida poderá influenciar diretamente o cenário do grupo do Brasil.

O que está em jogo neste fim de semana

A primeira rodada costuma ser determinante para as pretensões das seleções.

Uma vitória logo na estreia pode encaminhar a classificação para a próxima fase, enquanto um tropeço aumenta a pressão para os jogos seguintes.

No caso do Brasil, o desafio diante de Marrocos representa um dos confrontos mais equilibrados desta etapa inicial do torneio. O adversário africano ocupa posição de destaque no ranking mundial e conta com uma geração experiente, acostumada a disputar grandes competições.

Já partidas como Austrália x Turquia e Catar x Suíça podem indicar quais seleções chegam em condições de surpreender na disputa por vagas nas fases eliminatórias.

Para os torcedores, o sábado oferece uma programação diversificada, com equipes de quatro continentes diferentes em campo e a expectativa pela estreia da Seleção Brasileira na busca pelo hexacampeonato.

Como funciona a fase de grupos da Copa do Mundo 2026

As 48 seleções foram divididas em 12 grupos com quatro equipes cada.

Cada seleção enfrenta os outros integrantes de sua chave em turno único. Ao final das três rodadas:

  • Os dois melhores colocados de cada grupo avançam;
  • Os oito melhores terceiros colocados também seguem na competição;
  • A partir daí começa a fase eliminatória.

O modelo amplia as oportunidades para seleções consideradas emergentes no futebol mundial, como Haiti,

VEJA GUIA COMPLETO DA COPA DO MUNDO 2026 DA TVT NEWS

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Panini lança atualização das figurinhas da Copa do Mundo com Neymar e outros convocados

12 de Junho de 2026, 17:12

A Panini anunciou o lançamento do “Update Set”, pacote de atualização do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 que inclui 120 novas figurinhas com jogadores convocados para o Mundial após o fechamento da versão original da coleção. Entre os destaques está o atacante Neymar, que passa a integrar oficialmente o álbum ao lado de nomes como o goleiro alemão Manuel Neuer e o zagueiro espanhol Pau Cubarsí. Saiba mais na TVT News.

O kit já está em pré-venda no site da editora italiana e custa R$ 119,90. O conjunto é formado por seis cartelas com 20 figurinhas cada, totalizando 120 cromos. Segundo a Panini, a iniciativa busca atualizar a coleção com atletas que garantiram vaga nas listas finais das seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026, mas que não haviam sido incluídos na primeira edição do álbum.

Do total de figurinhas do pacote, 118 correspondem a jogadores convocados que ficaram de fora da coleção original. A atualização permite que os colecionadores substituam atletas que acabaram não sendo chamados para o torneio por nomes que efetivamente disputarão a competição.

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Além de Neymar, o pacote traz outros brasileiros que não estavam na versão inicial do álbum, como o goleiro Weverton, o lateral Alex Sandro e o atacante Igor Thiago. Eles entram no lugar de jogadores que apareciam na coleção original, mas acabaram fora da convocação final da Seleção Brasileira.

Álbum de figurinhas é sucesso

O lançamento ocorre em meio ao sucesso comercial do álbum da Copa de 2026, que já entrou para a história como o maior de todos os Mundiais. A coleção possui 980 figurinhas, superando com folga as 670 da edição do Catar, em 2022, e as 270 da Copa do México, em 1970.

Um levantamento divulgado pela CBN apontou que a Panini acertou 746 dos 864 jogadores retratados na versão original do álbum, o equivalente a 86,34% dos atletas efetivamente convocados pelas 48 seleções participantes. No caso da Seleção Brasileira, o índice de acerto foi de 72%, considerado o pior desempenho da editora em quatro décadas.

Com a chegada do Update Set, os colecionadores terão a oportunidade de deixar o álbum alinhado às listas oficiais das seleções. Diferentemente das figurinhas vendidas em pacotes tradicionais, os novos cromos não estarão disponíveis em bancas de jornal nem nos serviços de entrega. A única forma de obtê-los será por meio da compra do kit complementar.

O lançamento também reacendeu discussões sobre o custo de completar a coleção. Considerando apenas o álbum simples, vendido por R$ 24,90, e a compra hipotética de figurinhas sem repetições, o gasto mínimo seria pouco superior a R$ 1 mil. Na prática, porém, a presença de cromos repetidos eleva significativamente esse valor.

Cálculos baseados na chamada “série harmônica”, conceito matemático utilizado para estimar o esforço necessário para completar conjuntos aleatórios, indicam que um colecionador que tente finalizar sozinho um álbum de 980 espaços precisaria adquirir, em média, cerca de 7.316 figurinhas. Somando o valor do álbum e do kit de atualização, o custo total poderia ultrapassar R$ 7,4 mil.

Apesar dos números expressivos, a tradição de colecionar figurinhas continua mobilizando fãs de futebol ao redor do mundo. Às vésperas da Copa de 2026, encontros de troca reúnem milhares de pessoas e reforçam um hábito que atravessa gerações, agora impulsionado pela possibilidade de atualizar a coleção com os jogadores que estarão em campo no maior Mundial da história.

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Guia para acompanhar a Copa do Mundo 2026

12 de Junho de 2026, 16:59

A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) e será a maior edição da história do torneio. Pela primeira vez, o Mundial contará com 48 seleções e será disputado em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. A competição vai até 19 de julho, quando será realizada a final no Estádio MetLife, em Nova York/Nova Jersey. Veja na TVT News calendário dos jogos, horários e onde assistir.

A campanha da Seleção Brasileira estreia no dia 13 de junho contra o Marrocos. Além dos compromissos do Brasil, o torneio reúne 104 partidas distribuídas ao longo de pouco mais de um mês, envolvendo seleções de todos os continentes.

A seguir, confira um guia completo para acompanhar a Copa do Mundo Fifa, com datas, horários, locais dos jogos do Brasil, explicação sobre o formato da competição e informações sobre onde assistir às partidas.

Acompanhe os resultados da Copa

Onde assistir à Copa do Mundo 2026

Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil serão divididos entre diferentes plataformas.

Os jogos poderão ser acompanhados por:

  • Globo (TV aberta)
  • SporTV (TV por assinatura)
  • Globoplay (streaming)
  • ge tv
  • SBT (TV aberta)
  • Cazé TV (YouTube)
  • N Sports (YouTube)

A Cazé TV transmitirá os 104 jogos da competição.

Quando o Brasil estreia na Copa do Mundo?

O Brasil integra o Grupo C e terá pela frente Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase.

As partidas serão disputadas nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.

Jogos do Brasil na fase de grupos

Brasil x Marrocos

Data: 13 de junho (sábado)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Estádio MetLife – Nova York/Nova Jersey

Brasil x Haiti

Data: 19 de junho (sexta-feira)

Horário: 21h30 (de Brasília)

Local: Lincoln Financial Field – Filadélfia

Escócia x Brasil

Data: 24 de junho (quarta-feira)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Hard Rock Stadium – Miami

A partida contra o Haiti terá um significado histórico para a Seleção Brasileira. Será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão em uma Copa do Mundo. O país caribenho se tornará o 50º adversário diferente do Brasil em Mundiais.

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026

“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota. 

Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

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Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?

A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções.

O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.

Agora serão:

  • 12 grupos com quatro seleções cada;
  • Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
  • Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.

Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguirão para a fase eliminatória.

A partir daí, o torneio passa a ser disputado em sistema de mata-mata.

As etapas da Copa serão:

  • Fase de 16-avos de final;
  • Oitavas de final;
  • Quartas de final;
  • Semifinais;
  • Disputa do terceiro lugar;
  • Final.

Possíveis caminhos do Brasil no mata-mata

Caso termine na liderança do Grupo C, o Brasil enfrentará o segundo colocado do Grupo F, formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

Se o Brasil avançar em primeiro lugar

Segunda fase – 29 de junho – 14h – Houston

Oitavas de final – 5 de julho – 17h – Nova York/Nova Jersey

Quartas de final – 11 de julho – 18h – Miami

Semifinal – 15 de julho – 16h – Atlanta

Final – 19 de julho – 16h – Nova York/Nova Jersey

Se o Brasil avançar em segundo lugar

Segunda fase – 29 de junho – 22h – Monterrey

Oitavas de final – 4 de julho – 14h – Houston

Quartas de final – 9 de julho – 17h – Boston

Semifinal – 14 de julho – 16h – Dallas

Final – 19 de julho – 16h – Nova York/Nova Jersey

Quais são os grupos da Copa do Mundo?

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Principais datas da Copa do Mundo

Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México

Última rodada da fase de grupos: 27 de junho

16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho

Oitavas de final: 4 a 7 de julho

Quartas de final: 9 a 11 de julho

Semifinais: 14 e 15 de julho

Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami

Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey

Fase de grupos da Copa

Quinta-feira, 11 de junho

16h00 – México x África do Sul (Grupo A)

23h00 – Coreia do Sul x República Tcheca (Grupo A)

Sexta-feira, 12 de junho

16h00 – Canadá x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)

22h00 – Estados Unidos x Paraguai (Grupo D)

Sábado, 13 de junho

16h00 – Catar x Suíça (Grupo B)

19h00 – Brasil x Marrocos (Grupo C)

22h00 – Haiti x Escócia (Grupo C)

Domingo, 14 de junho

14h00 – Alemanha x Curaçao (Grupo E)

17h00 – Holanda x Japão (Grupo F)

20h00 – Costa do Marfim x Equador (Grupo E)

23h00 – Suécia x Tunísia (Grupo F)

Segunda-feira, 15 de junho

13h00 – Espanha x Cabo Verde (Grupo H)

16h00 – Bélgica x Egito (Grupo G)

19h00 – Arábia Saudita x Uruguai (Grupo H)

22h00 – Irã x Nova Zelândia (Grupo G)

Terça-feira, 16 de junho

16h00 – França x Senegal (Grupo I)

19h00 – Iraque x Noruega (Grupo I)

22h00 – Argentina x Argélia (Grupo J)

Quarta-feira, 17 de junho

14h00 – Portugal x República Democrática do Congo (Grupo K)

17h00 – Inglaterra x Croácia (Grupo L)

20h00 – Gana x Panamá (Grupo L)

23h00 – Uzbequistão x Colômbia (Grupo K)

Quinta-feira, 18 de junho

22h00 – México x Coreia do Sul (Grupo A)

13h00 – República Tcheca x África do Sul (Grupo A)

16h00 – Suíça x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)

19h00 – Canadá x Catar (Grupo B)

Sexta-feira, 19 de junho

16h00 – Estados Unidos x Austrália (Grupo D)

19h00 – Escócia x Marrocos (Grupo C)

21h30 Brasil x Haiti (Grupo C)

Sábado, 20 de junho

00h00 – Turquia x Paraguai (Grupo D)

14h00 – Holanda x Suécia (Grupo F)

17h00 – Alemanha x Costa do Marfim (Grupo E)

21h00 – Equador x Curaçao (Grupo E)

Domingo, 21 de junho

01h00 – Tunísia x Japão (Grupo F)

13h00 – Espanha x Arábia Saudita (Grupo H)

16h00 – Bélgica x Irã (Grupo G)

19h00 – Uruguai x Cabo Verde (Grupo H)

22h00 – Nova Zelândia x Egito (Grupo G)

Segunda-feira, 22 de junho

14h00 – Argentina x Áustria (Grupo J)

18h00 – França x Iraque (Grupo I)

21h00 – Noruega x Senegal (Grupo I)

Terça-feira, 23 de junho

00h00 – Jordânia x Argélia (Grupo J)

14h00 – Portugal x Uzbequistão (Grupo K)

17h00 – Inglaterra x Gana (Grupo L)

20h00 – Panamá x Croácia (Grupo L)

23h00 – Colômbia x República Democrática do Congo (Grupo K)

Quarta-feira, 24 de junho

16h00 – Suíça x Canadá (Grupo B)

16h00 – Bósnia e Herzegovina x Catar (Grupo B)

19h00 Escócia x Brasil (Grupo C)

19h00 – Marrocos x Haiti (Grupo C)

22h00 – República Tcheca x México (Grupo A)

22h00 – África do Sul x Coreia do Sul (Grupo A)

Quinta-feira, 25 de junho

17h00 – Curaçao x Costa do Marfim (Grupo E)

17h00 – Equador x Alemanha (Grupo E)

20h00 – Japão x Suécia (Grupo F)

20h00 – Tunísia x Holanda (Grupo F)

23h00 – Turquia x Estados Unidos (Grupo D)

23h00 – Paraguai x Austrália (Grupo D)

Sexta-feira, 26 de junho

16h00 – Noruega x França (Grupo I)

16h00 – Senegal x Iraque (Grupo I)

21h00 – Cabo Verde x Arábia Saudita (Grupo H)

21h00 – Uruguai x Espanha (Grupo H)

Sábado, 27 de junho

00h00 – Egito x Irã (Grupo G)

00h00 – Nova Zelândia x Bélgica (Grupo G)

18h00 – Panamá x Inglaterra (Grupo L)

18h00 – Croácia x Gana (Grupo L)

20h30 – Colômbia x Portugal (Grupo K)

20h30 – República Democrática do Congo x Uzbequistão (Grupo K)

23h00 – Argélia x Áustria (Grupo J)

23h00 – Jordânia x Argentina (Grupo J)

Eliminatórias: 16-avos de final

Domingo, 28 de junho

16h00 (Jogo 73) – 2º do Grupo A x 2º do Grupo B

Segunda-feira, 29 de junho

14h00 (Jogo 76) – 1º do Grupo C x 2º do Grupo F

17h30 (Jogo 74) – 1º do Grupo E x 3º dos Grupos A/B/C/D/F

22h00 (Jogo 75) – 1º do Grupo F x 2º do Grupo C

Terça-feira, 30 de junho

14h00 (Jogo 78) – 2º do Grupo E x 2º do Grupo I

18h00 (Jogo 77) – 1º do Grupo I x 3º dos Grupos C/D/F/G/H

22h00 (Jogo 79) – 1º do Grupo A x 3º dos Grupos C/E/F/H/I

Quarta-feira, 1º de julho

13h00 (Jogo 80) – 1º do Grupo L x 3º dos Grupos E/H/I/J/K

17h00 (Jogo 82) – 1º do Grupo G x 3º dos Grupos A/E/H/I/J

21h00 (Jogo 81) – 1º do Grupo D x 3º dos Grupos B/E/F/I/J

Quinta-feira, 2 de julho

16h00 (Jogo 84) – 1º do Grupo H x 2º do Grupo J

20h00 (Jogo 83) – 2º do Grupo K x 2º do Grupo L

Sexta-feira, 3 de julho

00h00 (Jogo 85) – 1º do Grupo B x 3º dos Grupos E/F/G/I/J

15h00 (Jogo 88) – 2º do Grupo D x 2º do Grupo G

19h00 (Jogo 86) – 1º do Grupo J x 2º do Grupo H

22h30 (Jogo 87) – 1º do Grupo K x 3º dos Grupos D/E/I/J/L

Oitavas de Final

Sábado, 4 de julho

14h00 (Jogo 90) – Vencedor do Jogo 73 x Vencedor do Jogo 75

18h00 (Jogo 89) – Vencedor do Jogo 74 x Vencedor do Jogo 77

Domingo, 5 de julho

17h00 (Jogo 91) – Vencedor do Jogo 76 x Vencedor do Jogo 78

21h00 (Jogo 92) –Vencedor do Jogo 79 x Vencedor do Jogo 80

Segunda-feira, 6 de julho

16h00 (Jogo 93) – Vencedor do Jogo 83 x Vencedor do Jogo 84

21h00 (Jogo 94) Vencedor do Jogo 81 x Vencedor do Jogo 82

Terça-feira, 7 de julho

13h00 (Jogo 95) – Vencedor do Jogo 86 x Vencedor do Jogo 88

17h00 (Jogo 96) – Vencedor do Jogo 85 x Vencedor do Jogo 87

Quartas de Final

Quinta-feira, 9 de julho

17h00 (Jogo 97) Vencedor do Jogo 89 x Vencedor do Jogo 90

Sexta-feira, 10 de julho

16h00 (Jogo 98) – Vencedor do Jogo 93 x Vencedor do Jogo 94

Sábado, 11 de julho

18h00 (Jogo 99) – Vencedor do Jogo 91 x Vencedor do Jogo 92

22h00 (Jogo 100) – Vencedor do Jogo 95 x Vencedor do Jogo 96

Semifinais

Terça-feira, 14 de julho

16h00 (Jogo 101) – Vencedor do Jogo 97 x Vencedor do Jogo 98

Quarta-feira, 15 de julho

16h00 (Jogo 102) – Vencedor do Jogo 99 x Vencedor do Jogo 100

Jogo de disputa pelo terceiro lugar

Sábado, 18 de julho

18h00 (Jogo 103) – Perdedor do Jogo 101 x Perdedor do Jogo 102

Final

Domingo, 19 de julho

16h00 (Jogo 104) – Vencedor do Jogo 101 x Vencedor do Jogo 102, Nova York/Nova Jersey

Copa reúne seleções de todos os continentes

A edição de 2026 da Copa do Mundo marca uma ampliação significativa da presença de países da África, Ásia, Caribe e Oriente Médio. Além de seleções tradicionais como Brasil, Alemanha, Argentina, França e Inglaterra, o torneio contará com equipes como Haiti, Cabo Verde, Jordânia, Curaçao, Uzbequistão e República Democrática do Congo.

O novo formato da Copa amplia a representatividade global do Mundial e oferece mais oportunidades para seleções que historicamente encontravam dificuldades para conquistar uma vaga na competição.

Com mais jogos, mais países participantes e partidas distribuídas por três nações-sede, a Copa do Mundo de 2026 promete movimentar torcedores durante mais de um mês. Para os brasileiros, o foco inicial estará nos compromissos da Seleção contra Marrocos, Haiti e Escócia, que definirão o caminho do Brasil na busca por mais um título mundial.

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Conheça os mascotes para a Copa do Mundo da Fifa 2026

12 de Junho de 2026, 16:33

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) apresentou os três mascotes da Copa do Mundo de 2026. A competição é realizada em três países (Estados Unidos, Canadá e México) e cada um dos mascotes homenageia uma nação-sede. Veja os mascotes da Copa 2026 com a TVT News.

Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026

“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota. 

A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.

Esta é a primeira vez que um Mundial vai contar com três sedes – até então, com a exceção de Japão e Coreia do Sul em 2002, todas foram disputadas em apenas um país.

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Maple, Zayu e Clutch são símbolos do Canadá, México e Estados Unidos, países-sede do mundial. Foto: FIFA

Acompanhe os resultados da Copa do Mundo 2026

Conheça cada um dos mascotes da Copa do Mundo

Maple, o alce: é um goleiro dedicado. Nasceu para viajar, passando por todas as províncias e territórios do Canadá, conectando-se com as pessoas e abraçando a rica cultura do país. Com um talento especial para fazer defesas lendárias e um coração cheio de força, Maple combina histórias sem fim com um talento inabalável.

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Maple, o alce, mascote da Copa do Mundo de 2026. Foto: FIFA

Zayu, a onça-pintada: é um atacante engenhoso e ágil que intimida os defensores. Nasceu das selvas do sul do México e personifica a rica herança e o espírito vibrante do país. Fora de campo, Zayu abraça a cultura mexicana por meio da dança, da comida e da tradição, unindo pessoas através das fronteiras com paixão. 

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Onça-pintada representará o México. Foto: FIFA

Clutch, a águia-americana: é um grande meio-campista. Possui uma sede insaciável por aventura, voando pelos Estados Unidos e abraçando cada cultura e momento com curiosidade e otimismo. Destemido em campo e inspirador fora dele, Clutch lidera pela ação — mobilizando companheiros de equipe, elevando o ânimo e transformando desafios em oportunidades de ascensão. 

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Águia será mascote dos Estados Unidos. Foto: FIFA

Mascotes da Copa do Mundo 2026 para colorir

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Versão para colorir dos mascotes da Copa do Mundo FIFA 2026. Imagem: Reprodução / FIFA

Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa do Mundo 2026:

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

Adversários do Brasil na Fase de Grupos

  • 1ª rodada – 13 de junho (sábado) – 19h – Brasil x Marrocos
  • 2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – 21h30 –  Brasil x Haiti
  • 3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – 19h – Escócia x Brasil

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

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Falta 1 dia para a Copa e as laterais são uma dor de cabeça para a seleção brasileira

9 de Junho de 2026, 16:14

poucos dias da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, o técnico Ancelotti ainda não definiu o time para enfrentar o Marrocos. Leia em TVT News.

Laterais: uma dor de cabeça para Ancelotti na Seleção

Da AFP em Morristown, Estados Unidos, centro de treinamento da Seleção Brasileira

Carlo Ancelotti tem uma dor de cabeça na missão de conquistar o hexa para o Brasil na Copa do Mundo de 2026: a escassez de laterais de qualidade, uma posição que, durante décadas, foi a marca registrada Seleção.

O técnico italiano testou 24 jogadores nessa posição desde que assumiu o cargo, há um ano, segundo levantamento do site Globo Esporte.

No último sábado, a exatamente uma semana da estreia contra o Marrocos no Grupo C, Ancelotti perdeu por lesão o jogador que mais se aproximava das características que fizeram do Brasil uma referência nessa faixa do campo: Wesley.

“Todo mundo sabe, falta o que nunca faltou: os laterais. O Brasil tinha laterais fantásticos, agora há um pouco de carência”, disse o treinador em entrevista em março.

No entanto, Ancelotti destacou a aparição de um jogador na posição: “O jovem Wesley, que está jogando muito bem na Roma”.

Mas o lateral-direito de 22 anos sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda no amistoso contra o Egito (vitória por 2 a 1) no sábado e foi cortado. Ele será o quarto desfalque do Brasil rumo ao Mundial, depois das baixas de Rodrygo, Estêvão e Éder Militão.

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Ederson é convocado por Ancelotti no lugar de Wesley, que se lesionou no amistoso de sábado – Reprodução/Redes Sociais

Quanto falta para a Copa do Mundo

Copa do Mundo 2026

Faltam

dias
para a abertura da Copa
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11/06/2026
16h
Abertura
Contagem regressiva atualizada em tempo real para a Copa do Mundo 2026

“Característica única”

Nascido em Açailândia, no Maranhão, Wesley começou a carreira no Tubarão de Santa Catarina e se destacou em sua passagem pelo Flamengo por ser um jogador de força tanto no ataque quanto na defesa, até chamar a atenção da Roma, que o contratou em julho de 2025.

“Ele tem uma característica única no nosso time”, disse o capitão Marquinhos, antes do anúncio do corte.

Sua ausência deixa a Seleção sem um lateral com vocação ofensiva, já que Ancelotti convocou o volante Éderson, da Atalanta, para substituí-lo.

O Brasil iniciará no sábado, em East Rutherford, Nova Jersey, sua busca pelo hexa com três laterais de ofício: Douglas Santos e Alex Sandro pela esquerda e Danilo pela direita.

Bremer e Ibañez podem fazer a dupla função na lateral-direita, mas a Seleção perderia força ofensiva. O mesmo vale caso o escolhido para a posição seja Danilo, que costuma ser escalado como zagueiro no Flamengo.

“Eu posso fazer outras coisas, dar o passe limpo, vir por dentro, mas a característica é muito diferente” em relação a Wesley, declarou o ex-jogador de Juventus, Manchester City e Real Madrid.

Efeito Guardiola

Analistas atribuem a escassez de jogadores nessa posição à saída precoce de talentos para a Europa, o que os impede de receber o treinamento adequado dentro da escola brasileira.

Ancelotti não é o único treinador da Seleção a ter dores de cabeça com as laterais.

Na Copa de 2022, quando o Brasil foi eliminado pela Croácia nas quartas de final, Tite apostou no zagueiro Éder Militão na direita após a lesão de Danilo. Ele também tinha como opções Bremer e Daniel Alves, então com 39 anos.

Com os problemas físicos de Alex Sandro e Alex Telles, a solução foi recorrer à versatilidade do recuperado Danilo para cobrir o lado esquerdo nas oitavas e nas quartas de final.

Tite foi forçado a reorganizar suas peças, mas no futebol moderno é comum os treinadores escalarem, por convicção, zagueiros ou laterais com o lado invertido para ocuparem essa faixa do campo.

Foi o que fizeram Pep Guardiola, no City, e Mikel Arteta, no Arsenal, campeão inglês nesta temporada.

“Essa posição foi mudando gradualmente devido à influência de treinadores como Guardiola”, disse em entrevista à BBC em 2023 o ex-lateral alemão Philipp Lahm, que trabalhou com o técnico catalão no Bayern de Munique.

“Ao defender, trata-se de deixar o mínimo de espaço possível ao adversário, cobrindo e ocupando um grande terreno. Ao atacar, trata-se de aproveitar o espaço, criando o máximo de oportunidades para os companheiros”.

© Agence France-Presse

Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. O Brasil está no grupo C na disputa pelo hexa na Copa do Mundo e enfrenta Marrocos, Escócia e Haiti.

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;

  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;

  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

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Líbano inaugura segundo aeroporto internacional em meio a tensão regional e ataques no sul

6 de Junho de 2026, 15:30

Apesar dos ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, que mataram nove pessoas neste sábado, 6, o governo libanês inaugurou hoje o segundo aeroporto internacional do país, previsto para estar aberto ao público em algumas semanas.

Um avião com o primeiro-ministro Nawaf Salam aterrissou no aeroporto René Mouawad, no noroeste do Líbano, perto da fronteira com a Síria.

O Aeroporto Internacional Rafik Hariri, de Beirute, tem sido o único internacional na pequena nação mediterrânea. Ele tem operado perto de sua capacidade máxima nos últimos anos, especialmente durante o conflito na Síria, fazendo do terminal um importante ponto de entrada e saída para cidadãos sírios.

O aeroporto fica a cerca de 100 quilômetros ao norte de Beirute e a 5 quilômetros da fronteira com a Síria, na aldeia costeira de Kleiat, na empobrecida região de Akkar, que foi marginalizada pelo Estado durante décadas.

“Isto não é um projeto de investimento, mas um passo rumo a um desenvolvimento equilibrado e justiça entre regiões”, disse Salam durante a cerimônia.

O ministro dos Transportes, Fayez Rasamny, sinalizou que o objetivo do governo é que o aeroporto comece a funcionar em algumas semanas, com voos para Istambul e Mersin, na Turquia, além de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele afirmou haver planos futuros de voos para Atenas, na Grécia; Cairo, no Egito; e para a cidade sagrada muçulmana de Medina, na Arábia Saudita. “Este é o início de um novo período para o transporte aéreo no Líbano”, disse Rasamny.

O nome do aeroporto é em homenagem ao ex-presidente René Mouawad, que foi assassinado em uma explosão em Beirute em 1989, dias depois de ser eleito. Mouawad foi eleito durante uma sessão parlamentar que foi celebrada no aeroporto, no auge da guerra civil de 1975-90.

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Brasil manterá cooperação com EUA contra crime após decisão sobre PCC e CV

6 de Junho de 2026, 15:15
PCC CV
O presidente Lula em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo brasileiro deve manter a cooperação já existente com os Estados Unidos no combate ao crime organizado após a decisão de Donald Trump de classificar o PCC e CV como organizações terroristas. Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto também descartam a possibilidade de uma ação militar estadunidense em território brasileiro em ano eleitoral.

Segundo o Valor, a avaliação no governo Lula é que a designação tem mais peso político do que efeitos práticos no enfrentamento às facções. Interlocutores do Planalto afirmam que Brasil e Estados Unidos já mantêm cooperação ampla em investigações, troca de informações e combate a redes criminosas.

Na leitura desses integrantes do governo, a medida não decorre de uma mudança recente no cenário de segurança pública nem de algum fato novo que justificasse alteração na atuação conjunta entre os dois países. A decisão foi oficializada nesta sexta-feira (5) pelo governo Trump.

A principal preocupação do Planalto está nos efeitos indiretos da classificação. Como a designação enquadra as facções no escopo da legislação antiterrorismo estadunidense, ela pode ampliar o espaço para iniciativas unilaterais dos Estados Unidos em temas de segurança e sistema financeiro internacional.

PCC CV
Distribuição do PCC (azul) e do CV (vermelho) no território brasileiro em 2025. Foto: Divulgação/Fórum Nacional de Segurança Pública

Na prática, interlocutores do governo avaliam que a medida aumenta a vulnerabilidade do Brasil a pressões externas sem gerar ganhos concretos no combate ao crime organizado. A preocupação envolve possíveis sanções, restrições financeiras e impactos sobre empresas ou instituições que venham a ser associadas a pessoas ligadas às facções.

Mesmo assim, a hipótese de ação militar dos Estados Unidos no Brasil é tratada como remota. A avaliação no Planalto é que não há justificativa concreta para uma iniciativa desse tipo e que uma operação dessa natureza criaria uma crise diplomática em meio ao calendário eleitoral.

O governo Lula deve insistir na linha de cooperação policial e judicial, sem aceitar efeitos automáticos da classificação feita por Washington sobre a legislação brasileira. A posição interna é que facções criminosas devem continuar sendo enfrentadas com inteligência, investigação financeira, controle de fronteiras e integração entre autoridades, não por enquadramento externo imposto por outro país.

I.A. na Copa: FIFA revela tecnologia que promete mudar arbitragem e análise de jogos; entenda

6 de Junho de 2026, 15:00

A FIFA apresentou um conjunto de novas tecnologias baseadas em inteligência artificial que serão utilizadas na Copa do Mundo de 2026.

As ferramentas foram reveladas durante o Lenovo Tech World 2026 e têm como objetivo ampliar a precisão da arbitragem, oferecer análises avançadas às seleções e criar novas formas de interação para os torcedores durante o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

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I.A. chega ao centro das decisões dentro e fora de campo

De acordo com a FIFA, entre as principais novidades está o Football AI Pro, uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para auxiliar as 48 seleções participantes da competição.

A ferramenta foi criada para processar uma enorme quantidade de informações sobre partidas e jogadores, transformando dados em análises que podem ser consultadas por técnicos e comissões técnicas.

Segundo a FIFA, o sistema foi projetado para reduzir diferenças entre equipes com estruturas distintas. Na prática, seleções com menor acesso a departamentos avançados de análise poderão utilizar os mesmos recursos tecnológicos disponíveis para as principais potências do futebol mundial.

O sistema reúne informações em formatos variados, incluindo textos, vídeos, gráficos e modelos tridimensionais. O acesso poderá ser feito em diferentes idiomas antes e depois dos jogos.

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Tecnologia de impedimento ganha versão mais avançada

Outra inovação apresentada envolve a evolução do sistema semiautomático de detecção de impedimentos.

Para a Copa de 2026, os jogadores passarão por um escaneamento corporal digital capaz de criar avatares tridimensionais altamente precisos.

Os modelos serão utilizados para identificar movimentos e posicionamentos dos atletas com maior eficiência, inclusive em situações de velocidade elevada ou quando houver bloqueio parcial da visão das câmeras.

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Além de auxiliar a arbitragem, a tecnologia também terá função visual. As reconstruções em 3D poderão ser exibidas durante as transmissões para ajudar o público a compreender as decisões relacionadas aos lances de impedimento.

Nova câmera do árbitro promete imagens mais estáveis

A FIFA também anunciou uma atualização da chamada Visão do Árbitro, tecnologia que mostra ao público a perspectiva do juiz durante a partida.

A nova versão utiliza inteligência artificial para estabilizar automaticamente as imagens captadas pela câmera acoplada ao árbitro.

O recurso reduz tremores e borrões causados pela movimentação intensa em campo, permitindo uma visualização mais clara das jogadas.

Thank you to @FIFAcom President Gianni Infantino for joining me on stage at Lenovo Tech World to explain how Lenovo AI is enabling a smarter, more inclusive, and more immersive football experience for the FIFA World Cup 2026. #CES2026

🔗: https://t.co/kDCsvLyerL pic.twitter.com/5trlZA7rrX

— Yuanqing Yang (@YuanqingYang) January 8, 2026

A expectativa é que a ferramenta aumente a transparência das decisões e aproxime os torcedores da dinâmica do jogo.

Copa de 2026 será vitrine para o futuro do futebol

Para a FIFA, as novas soluções representam um passo importante no processo de modernização do esporte.

A entidade afirma que o uso da inteligência artificial não se limitará à arbitragem, mas também servirá para ampliar o acesso a dados, melhorar o desempenho das equipes e oferecer experiências mais imersivas aos torcedores.

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Com 48 seleções e 104 partidas programadas, a Copa do Mundo de 2026 será a maior da história do torneio e deve funcionar como um grande laboratório para tecnologias que poderão se tornar parte permanente do futebol nos próximos anos.

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Policiais e manifestantes se enfrentam em bloqueio viário na Bolívia

6 de Junho de 2026, 14:39

Policiais da tropa de choque enfrentaram manifestantes bolivianos neste sábado (6) em um povoado de Santa Cruz, no leste do país, em uma operação para desbloquear a via tomada por camponeses, que pedem a renúncia do presidente Rodrigo Paz, segundo apuração da AFP.

Paz enfrenta protestos há mais de um mês, com bloqueios viários de camponeses e outros trabalhadores que o culpam por não resolver a crise econômica que o país atravessa, a pior em quatro décadas.

Dezenas de agentes da tropa de choque, apoiados por veículos militares, chegaram cedo a uma via da cidade de San Julián e lançaram bombas de gás lacrimogêneo para desobstruir a via no centro de Santa Cruz, uma rica região agropecuária da Bolívia que abastece o ocidente com alimentos.

Os manifestantes responderam atirando paus e pedras, queimando pneus, pastagens e troncos para evitar o avanço do contingente policial, observou o colaborador da AFP.

O chefe da polícia de Santa Cruz, coronel David Gómez, informou, durante uma coletiva de imprensa, em um povoado próximo a San Julián, que dois policiais ficaram feridos com impactos de “arma de fogo”, o que motivou um recuo. Os dois foram atendidos em um hospital.

Mais cedo, o ministro do Desenvolvimento Produtivo, Mario Justiniano, informou que a via é estratégica para a passagem de alimentos e destacou que a polícia, na linha de frente da operação, enfrentou forte “resistência” dos manifestantes.

A rota foi parcialmente desobstruída, mas os manifestantes voltaram a bloqueá-la. A operação em San Julián ocorre um dia depois de policiais e militares desobstruírem uma estrada vital que liga La Paz a regiões agrícolas do sul.

O presidente, com apenas seis meses no cargo, espera que o Parlamento aprove uma lei de estado de exceção para autorizar o deslocamento de militares com força maior para a suspensão dos bloqueios.

Cerca de uma centena de vias estão interrompidas e provocaram forte carestia de alimentos, medicamentos e combustíveis em La Paz, El Alto e outras cidades.

O governo boliviano, que recebeu o apoio dos Estados Unidos e de países aliados da região, responsabiliza o ex-presidente de esquerda Evo Morales (2006-2019) por promover as manifestações.

Morales, refugiado em seu reduto cocaleiro de Chapare (centro) para evitar uma ordem de captura por uma acusação de suposto tráfico de uma menor, disse à AFP que os protestos são uma “rebelião” contra um governo que está “subordinado” aos Estados Unidos.

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Pesquisa mostra rejeição crescente a Israel no Brasil e no exterior e repulsa a Netanyahu

6 de Junho de 2026, 14:16
Pesquisa do Centro de Pesquisas Pew, dos EUA, sobre a rejeição crescente a Israel

Uma pesquisa internacional realizada pelo Pew Research Center revela que a imagem de Israel continua se deteriorando em grande parte do mundo e que a confiança no primeiro-ministro Benjamin Netanyahu segue em queda.

O levantamento foi realizado entre 8 de fevereiro e 13 de maio de 2026 em 36 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Argentina, México, Colômbia e África do Sul.

O Pew Research Center é um dos principais institutos independentes de pesquisa dos Estados Unidos, especializado em estudos de opinião pública, tendências sociais, política, religião e relações internacionais. Seus levantamentos são frequentemente utilizados por universidades, governos, meios de comunicação e centros de pesquisa em diversos países.

Segundo o estudo, a mediana global mostra que 67% dos entrevistados têm uma opinião desfavorável de Israel, enquanto apenas 25% manifestam uma visão favorável.

Os índices mais negativos aparecem em países de maioria muçulmana, como Bangladesh, Indonésia, Malásia, Paquistão e Turquia, além da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. O levantamento não incluiu a Faixa de Gaza devido às condições de terra arrasada.

A pesquisa também identificou níveis elevados de rejeição em praticamente toda a Europa. Na Itália, na Holanda e na Espanha, cerca de metade da população ou mais declarou ter uma visão “muito desfavorável” de Israel. Em contrapartida, alguns dos resultados mais positivos foram registrados em países da África Subsaariana.

Os dados indicam ainda uma diferença geracional significativa. Em vários países da América do Norte e da Europa, os jovens demonstram opiniões mais negativas sobre Israel do que os grupos mais velhos. Na Hungria, por exemplo, 72% das pessoas entre 18 e 34 anos têm visão desfavorável do país, contra 45% entre aqueles com 50 anos ou mais.

O recorte ideológico também mostra uma divisão expressiva. Em diversos países, eleitores identificados com a esquerda apresentam avaliações muito mais negativas de Israel do que aqueles posicionados à direita. Nos Estados Unidos, 83% dos liberais têm opinião desfavorável sobre Israel, contra 37% dos conservadores. Diferenças semelhantes foram registradas na Austrália, Espanha, França, Suécia, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Brasil e Colômbia.

Segundo o levantamento, 52% dos brasileiros têm uma visão desfavorável do país, enquanto 33% expressam uma opinião favorável. Entre os que avaliam Israel negativamente, 13% afirmam ter uma opinião “muito desfavorável” e 39% uma opinião “um pouco desfavorável”. Já entre os que veem o país de forma positiva, 28% manifestam uma opinião “um pouco favorável” e apenas 5% dizem ter uma visão “muito favorável”.

O resultado coloca o Brasil entre os países latino-americanos onde predominam avaliações negativas sobre Israel, ao lado de Chile (60%), México (59%), Colômbia (56%) e Argentina (55%).

A percepção internacional sobre Israel piorou em relação ao ano passado. Entre os 24 países onde havia dados comparáveis, 13 registraram aumento estatisticamente significativo das opiniões negativas. Na Argentina, por exemplo, a parcela da população com visão desfavorável passou de 46% em 2025 para 55% em 2026. Crescimentos também foram observados na Austrália, Itália, Nigéria, Polônia e Reino Unido.

O estudo aponta igualmente uma deterioração da imagem de Benjamin Netanyahu. Em grande parte dos países pesquisados, a maioria dos entrevistados declarou ter pouca ou nenhuma confiança no premiê israelense para lidar com assuntos internacionais.

Mais da metade da população em países como Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Austrália, Indonésia, Malásia, Paquistão e Reino Unido afirmou não confiar de forma alguma no líder israelense.

Apenas dois países apresentaram maioria favorável a Netanyahu: Quênia e Filipinas. Nos demais, os índices de desconfiança predominam. Assim como ocorre com a imagem de Israel, jovens e pessoas identificadas com a esquerda tendem a expressar avaliações mais negativas do primeiro-ministro.

A confiança em Netanyahu também caiu em 13 dos 24 países onde o instituto possui dados comparativos. A Coreia do Sul registrou a maior mudança: 76% dos entrevistados afirmam agora ter pouca ou nenhuma confiança no premiê israelense, ante 64% no ano anterior. Na Itália, a parcela dos que dizem não confiar de forma alguma em Netanyahu subiu de 45% para 62% em apenas um ano.

A pesquisa foi realizada após o início da campanha militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, lançada em 28 de fevereiro, e em meio à continuidade do genocídio na Faixa de Gaza, fatores que ajudam a contextualizar a evolução dos resultados observados pelo instituto.

Em novas sanções, EUA miram empresa de mineração e presidente de Cuba

5 de Junho de 2026, 13:02

Os Estados Unidos (EUA) publicaram novas sanções econômicas contra Cuba mirando empresas do setor de mineração, turismo e o presidente da Ilha, Miguel Díaz-Canel. As novas medidas se somam a outras centenas que tentam estrangular economicamente o país e forçar uma troca de governo em Havana. Saiba mais na TVT News.

O Departamento de Tesouro dos EUA incluiu, nessa quinta-feira (4), na lista de entidades sancionadas a Amistur Cuba, empresa de turismo da ilha, e a Minera la Victoria, joint venture formada pela empresa de mineração de ouro cubana Geominera em parceria com a australiana Antilles Gold.

No mesmo dia, o presidente dos EUA Donald Trump alegou que Cuba quer que a Casa Branca cuide da ilha.

“Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”, disse Trump a jornalistas.

Em comunicado nas redes sociais, o secretário de Estado Marco Rubio disse que qualquer pessoa que forneça serviços as entidades sancionais correm o risco de também serem sancionadas.

“Bancos estrangeiros e outras empresas que forneçam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades. A Administração Trump não tolerará mais regimes marxistas radicais em nosso hemisfério”, disse Rubio.

Os EUA ainda sancionaram o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, sua esposa, Lis Cuesta Peraza, seu filho, Manuel Anido Custa, e outros funcionários ligados ao governo de Havana. Entre eles, um filho e um neto do ex-presidente de Cuba Raúl Castro, Alejandro Castro Espin e Raul Alejandro Castro Calis, respectivamente.

Outras entidades que foram alvos dos EUA são o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba; o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP); e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR).

“Todas as transações e negociações realizadas por pessoas dos EUA ou pessoas dentro (ou em trânsito) pelos Estados Unidos que envolvam quaisquer bens ou interesses em bens de pessoas designadas ou bloqueadas são proibidas”, diz a nota do Escritório responsável pelas sanções dos EUA (OFAC).

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Cuba reage

O presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel disse que as falas do presidente Trump são uma ameaça ao país e criticou as novas medidas unilaterais que “prejudicam o povo”.

“A agressividade e a perversão do governo ianque colidirão com nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”, disse Canel em uma rede social.

O ministro das relações exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, destacou que a inclusão de pessoas, empresas e entidades em uma “lista ilegítima” de sanções demonstra o plano de intervenção na ilha.

“Toda ação dos EUA com o objetivo de criar um cenário de conflito entre os dois países está fadada ao fracasso. Toda ameaça à independência e soberania de Cuba será enfrentada com ainda mais união e determinação por parte do nosso povo”, comentou em uma rede social.

Rodríguez ainda desmentiu o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio que disse que o governo Trump não bloquearia a entrada de petróleo em Cuba.

“Ele parece esquecer intencionalmente a Ordem Executiva 14380, de 29 de janeiro de 2026, elaborada por ele mesmo e assinada pelo seu Presidente, que autorizou a imposição de tarifas punitivas contra importações de países que fornecem petróleo a Cuba direta ou indiretamente”, afirmou.

Bloqueio econômico

O bloqueio econômico contra Cuba, que já dura quase 70 anos, foi endurecido pela atual administração da Casa Branca no final de 2025, a partir das restrições navais impostas à Venezuela.

Em janeiro de 2026, os EUA ameaçaram sancionar quem vender petróleo à Cuba. A nova medida levou o país de 11 milhões de habitantes a ficar três meses sem receber uma gota de petróleo.

As medidas da Casa Branca têm causado aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Para moradores de Havana consultados pela Agência Brasil, esse é o pior momento do país.

Com Agência Brasil

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Colômbia terá 2º turno presidencial entre conservador De la Espriella e progressista Cepeda

31 de Maio de 2026, 21:56

O conservador opositor Abelardo de la Espriella e o senador progressista Iván Cepeda disputarão a presidência da Colômbia em um segundo turno, após nenhum dos dois ter conseguido a maioria necessária de votos nas eleições deste domingo, 31.

De la Espriella obteve 43,72% dos votos, seguido por Cepeda, afilhado político do atual presidente do país, Gustavo Petro, com 40,92%, de acordo com 99% da contagem preliminar informada pela Registradoria Nacional.

Ambos se enfrentarão em um segundo turno em 21 de junho.

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Admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do mandatário salvadorenho, Nayib Bukele, De la Espriella promete acabar com os diálogos de paz com os grupos armados ilegais e aumentar a pressão militar nos territórios onde operam.

Cepeda, candidato do Pacto Histórico, disse que continuará com as políticas de Petro, incluindo a “paz total” com a qual o mandatário cessante impulsionou conversações com os ilegais em meio a críticas de oponentes. Fonte: Associated Press

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Irã diz não confiar nos EUA enquanto Trump endurece termos

31 de Maio de 2026, 21:50

O principal negociador iraniano alertou neste domingo que os Estados Unidos “não são confiáveis” e que Teerã não aceitará qualquer acordo com Washington sem garantias plenas de seus direitos.

As declarações de Mohammad Bagher Ghalibaf surgem em meio a relatos de que o presidente norte-americano Donald Trump teria enviado uma proposta de paz mais dura ao Irã, evidenciando o abismo que ainda separa as partes.

Mudanças no texto podem atrasar ainda mais um acordo para encerrar formalmente a guerra no Oriente Médio e reabrir o estratégico Estreito de Hormuz, após semanas de negociações tensas, marcadas por retórica agressiva e episódios de violência.

O Irã já discutia com os EUA o futuro de seu programa nuclear em fevereiro, quando forças norte-americanas e israelenses lançaram ataques que eliminaram parte da liderança da República Islâmica. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins civis, mas Washington e aliados ocidentais suspeitam de ambições militares.

Segundo o New York Times e o Axios, Trump teria enviado um novo “quadro mais rígido” para análise iraniana, sem detalhes divulgados. O presidente norte-americano afirma que suas prioridades são impedir o desenvolvimento de armas nucleares e reabrir a rota marítima bloqueada no Hormuz.

“Minha única garantia é que não haverá armas nucleares. Eles concordaram com isso, e foi muito interessante”, disse Trump em entrevista à nora Lara Trump, na Fox News.

Ghalibaf, porém, reforçou: “Não aprovaremos nenhum acordo até termos certeza de que os direitos do povo iraniano foram assegurados”, em vídeo transmitido pela TV estatal.

O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi acrescentou que “até que haja uma conclusão clara, tudo o que se diz agora é especulação”.

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O Irã exige a liberação de US$ 12 bilhões em ativos congelados antes de avançar em negociações substantivas, rejeitando como “infundadas” declarações de Trump sobre a destruição de estoques de urânio enriquecido.

Escalada militar

Um dos objetivos declarados de Washington era destruir o programa de mísseis balísticos iraniano. Em abril, o general Dan Caine estimou que mais de 80% das instalações haviam sido atingidas.

No entanto, imagens de satélite analisadas pela CNN mostram que Teerã conseguiu reabrir 50 das 69 entradas de túneis bombardeadas em 18 bases subterrâneas.

Apesar da trégua temporária firmada em abril, ataques esporádicos continuam. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone militar dos EUA prestes a entrar em águas iranianas — episódio não confirmado por Washington.

Trump enfrenta pressão para garantir um acordo que alivie os bloqueios impostos por ambos os lados no Estreito de Hormuz, vital para o fluxo global de petróleo. Enquanto Trump declarou que o Irã não cobraria taxas de passagem, a agência Fars negou a existência de tal cláusula.

Parlamentares iranianos discutem projeto que prevê “gestão e soberania” sobre o estreito, incluindo a cobrança de “taxas administrativas”.

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Frente no Líbano

Teerã insiste que qualquer acordo de paz inclua o Líbano, onde os combates seguem intensos. Beirute acusa Israel de adotar uma “política de terra arrasada” contra o Hezbollah.

Embora uma trégua tenha sido anunciada em 17 de abril, nunca foi respeitada. No domingo, um ataque israelense em Deir Zahrani, sul do Líbano, matou oito pessoas, incluindo três mulheres, segundo o Ministério da Saúde libanês.

O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir a ofensiva israelense, após a captura do castelo medieval de Beaufort — usado como base militar durante a ocupação israelense anterior.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a retomada de Beaufort como “uma mudança dramática”.

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Macron condena violência em festa do PSG após título da Champions League

31 de Maio de 2026, 21:07

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo (31) os episódios de violência registrados durante as comemorações do título da Liga dos Campeões conquistado pelo Paris Saint-Germain (PSG).

Os confrontos ocorreram no sábado (30), em Paris e em outras cidades francesas, após a vitória do clube. Segundo o ministro do Interior francês, Laurent Núñez, 780 pessoas foram detidas, das quais 457 foram presas. Ao todo, 57 policiais ficaram feridos.

Macron comentou os episódios durante a recepção aos jogadores do PSG no Palácio do Eliseu. Antes de parabenizar a equipe, o presidente francês afirmou que o governo não aceitará a repetição desse tipo de cena.

“Não queremos mais ver isso. Acabou. Estamos fartos. Acabou”, disse Macron.

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Violência após o título

Macron classificou como “inaceitáveis” as cenas registradas durante a noite de sábado e a madrugada de domingo.

“Ninguém quer que nos acostumemos com isso”, afirmou. “Isso não é futebol. Isso não é esporte. Isso não é o que amamos. Graças aos nossos policiais e gendarmes, seremos implacáveis com aqueles que foram detidos.”

O presidente francês também agradeceu a atuação das forças de segurança e citou comerciantes e vítimas afetados pelos distúrbios.

“Penso nos comerciantes e nas vítimas. Isso não é esporte, isso não é o futebol que amamos. Seremos inflexíveis. Chega! Estamos fartos!”, afirmou.

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Macron elogia campanha do PSG

Apesar das críticas à violência, Macron destacou a conquista do Paris Saint-Germain e elogiou jogadores e comissão técnica.

“Parabéns à comissão técnica, a cada um dos jogadores. Este PSG é um time formidável. Sem dúvida, depois desta dobradinha: é o melhor time da Europa. Toda a França está orgulhosa. Que time incrível!”, disse o presidente francês.

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Trump diz não ter pressa por acordo, e EUA e Irã seguem sem solução para a guerra

31 de Maio de 2026, 20:52

Estados Unidos e Irã seguem sem acordo para encerrar a guerra, que já se arrasta pelo quarto mês, apesar das negociações para transformar o cessar-fogo em uma solução definitiva.

O presidente americano, Donald Trump, disse no sábado (30) que não pretende apressar as conversas. Segundo ele, um acordo rápido poderia ajudar a derrubar os preços da gasolina, mas também aumentaria o risco de um pacto considerado ruim por Washington.

Trump afirmou que exige garantias de que o Irã não terá uma arma nuclear. Ele voltou a ameaçar uma resposta militar caso as negociações fracassem.

“Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque os preços da gasolina vão despencar, mas, se você estiver com pressa, não vai fazer um bom acordo”, disse Trump. “E, lenta mas seguramente, estamos conseguindo, eu acho, o que queremos. E, se não conseguirmos o que queremos, vamos encerrar isso de outro jeito.”

“Vamos fazer um grande acordo, caso contrário, vamos voltar e encerrar isso pela via militar”, afirmou.

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Pressão sobre energia e inflação

O conflito provocou turbulência nos mercados globais de energia desde o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã no início da guerra. A passagem responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e segue praticamente bloqueada.

Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina chegou a US$ 4,34 por galão no domingo (31), segundo a AAA. A pressão sobre energia também levou a inflação ao maior nível desde maio de 2023.

Nas negociações, Trump cobra que o Irã aceite duas condições: assumir o compromisso de nunca obter uma arma nuclear e reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz.

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Trump volta a publicar imagem de IA com o próprio rosto no Monte Rushmore

31 de Maio de 2026, 20:52
Trump zombou de garota que tem o sonho de jogar vôlei
O presidente Donald Trump, em Mar-a-Lago. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Donald Trump voltou a publicar imagens feitas com inteligência artificial em que aparece com o rosto esculpido no Monte Rushmore, monumento localizado na Dakota do Sul, nos Estados Unidos. As montagens foram compartilhadas em seu perfil no Truth Social e que circularam nas redes sociais.

Nas imagens, Trump aparece ao lado de Abraham Lincoln, um dos quatro ex-presidentes representados no memorial. Atualmente, o Monte Rushmore reúne os rostos de George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Lincoln.

Trump Rushimore
Publicações de Donald Trump em sua rede social. Foto: Reprodução

O desejo de Trump de ver seu rosto no Monte Rushmore não é novo. Segundo o Poder360, o tema já circulava desde seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Kristi Noem, hoje secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, chegou a presenteá-lo com uma maquete do monumento incluindo sua imagem.

A ideia também teve tentativa formal no Congresso dos Estados Unidos. Em 2025, a deputada republicana Anna Paulina Luna apresentou um projeto de lei para incluir Trump no memorial, sob o argumento de que ele teria deixado um legado duradouro ao país.

O Serviço Nacional de Parques rejeitou a expansão do monumento por risco de instabilidade geológica nas rochas. Mesmo assim, Trump já havia publicado outra versão da imagem no início de maio e voltou agora a divulgar montagens semelhantes.

Seleção atropela Panamá por 6 a 2, ilude torcida e amplia invencibilidade histórica

31 de Maio de 2026, 20:27
Brasil durante partida contra Panamá na Copa do Mundo 2026. Imagem: reprodução

A Seleção Brasileira goleou o Panamá por 6 a 2 neste domingo (31), no Maracanã, no último compromisso antes da viagem para a Copa do Mundo. A equipe de Carlo Ancelotti abriu o placar logo no início, com Vini Jr., e depois transformou a partida em goleada com uma sequência ofensiva forte no segundo tempo.

O Brasil construiu a vantagem em dez minutos depois do intervalo. Rayan aproveitou erro na saída panamenha e marcou por cobertura. Na sequência, Lucas Paquetá completou jogada coletiva para ampliar. Pouco depois, Igor Thiago sofreu pênalti, cobrou e fez mais um para a Seleção. Danilo fechou o placar aos 80 minutos de jogo.

Primeiro gol do Rayan com a camisa da seleção brasileira!

📽️@tvglobo / @geglobo pic.twitter.com/fLsfzS2lis

— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) May 31, 2026

🚨 Lucas Paquetá makes it four at 60′

🇧🇷 Brazil 4-1 Panama 🇵🇦pic.twitter.com/EiDFBUIIDz

— Goals Xtra (@GoalsXtra) May 31, 2026

O resultado manteve a invencibilidade brasileira contra o Panamá. Antes do amistoso deste domingo, as seleções haviam se enfrentado cinco vezes, com quatro vitórias do Brasil e um empate. O retrospecto tinha 17 gols brasileiros e apenas um panamenho.

O primeiro encontro ocorreu em 1952, no Campeonato Pan-Americano, em Santiago, quando o Brasil venceu por 5 a 0 e depois conquistou o título. Em 2001, na Arena da Baixada, a Seleção repetiu o placar em amistoso, com gols de Edílson, Alex, Euller, Juninho Paulista e Roberto Carlos.

Às vésperas da Copa de 2014, o Panamá voltou a servir como teste final. No Serra Dourada, em Goiânia, o Brasil venceu por 4 a 0, com gols de Neymar, Daniel Alves, Hulk e Willian. Em 2016, em Denver, nos Estados Unidos, Jonas e Gabriel Barbosa marcaram na vitória por 2 a 0.

O único tropeço brasileiro no confronto havia sido em março de 2019, no Estádio do Dragão, no Porto, em Portugal, quando as equipes empataram por 1 a 1. Lucas Paquetá marcou naquele jogo seu primeiro gol pela Seleção.

Depois da goleada no Maracanã, a delegação brasileira segue para os Estados Unidos, onde fará a preparação final para a Copa do Mundo. A vitória reforça o domínio histórico sobre o Panamá e encerra a fase de testes da Seleção em clima positivo.

PMI industrial da China permanece estável em maio com pressão de custos de energia

31 de Maio de 2026, 20:26

A atividade industrial da China permaneceu estável em maio após expandir por dois meses consecutivos, refletindo a pressão dos crescentes custos de energia desde que o conflito no Oriente Médio começou.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial caiu para 50,0 este mês, de 50,3 em abril, de acordo com dados divulgados neste domingo, 31, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). Um índice acima de 50 representa expansão da atividade.

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O PMI composto subiu de 50,1 em abril para 50,5 em maio, enquanto o de serviços avançou de 49,4 para 50,1 na mesma comparação – entrando em território de expansão.

Os dados de domingo ofereceram uma nova leitura sobre a saúde econômica da China, vindo na esteira de uma desaceleração generalizada no mês passado que havia gerado esperanças de mais estímulos.

O crescimento dos gastos dos consumidores na China desacelerou para seu ritmo mais fraco desde 2022 em abril, enquanto a produção industrial, o investimento e o setor imobiliário continuaram a se deteriorar, ficando aquém das expectativas dos economistas.

Embora o choque energético da guerra do Irã esteja pressionando a segunda maior economia do mundo e exacerbando sua recuperação desigual, muitos economistas consideram improvável que Pequim é faça alguma intervenção no curto prazo, em parte devido ao crescimento melhor do que o esperado no primeiro trimestre e às exportações resilientes.

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VÍDEO: Belo e Alcione se atrapalham durante o hino no jogo do Brasil e viram piada nas redes

31 de Maio de 2026, 20:01
Belo e Alcione durante abertura do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026. Imagem: reprodução

O amistoso entre Brasil e Panamá, disputado neste domingo (31), no Maracanã, teve repercussão antes mesmo de a bola rolar. Convidados para cantar o hino nacional, Belo e Alcione tiveram dificuldades para acompanhar o ritmo dos instrumentos no estádio.

Em alguns momentos, as vozes dos artistas ficaram desencontradas em relação ao acompanhamento musical. Também foi possível notar que Belo se confundiu com parte da letra durante a apresentação.

O problema ocorreu quando os instrumentos deixaram de acompanhar os cantores. A partir daí, Belo e Alcione seguiram a execução a capela até o fim. O episódio repercutiu rapidamente nas redes sociais durante a transmissão do amistoso.

Gente! Quem teve a brilhante ideia de colocar o Belo e a Alcione pra cantar o hino nacional? ? ?

Geralmente nunca dar certo isso… É colocar a nossa marrom pra pagar um mico desnecessário! pic.twitter.com/UT4AJeK4fq

— Cássio Oliveira (@cassioolivveira) May 31, 2026

Belo e Alcione errando o hino nacional. O Brasil é sensacional KKKKKK

— Pedro Maranhão (@PedroMaranhao13) May 31, 2026

cortaram a música do hino nacional pq o belo e a alcione não estavam cantando no ritmo KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK ai que país especial é o brasil

— j̶ ̶u̶ ̶l̶ ̶i̶ ̶a̶ = (@jotauelleia) May 31, 2026

Eu acho que o Belo e a Alcione não sabiam cantar o hino nacional.

O que aconteceu aqui KKKKKKKKKKKK

Meu Deus.

pic.twitter.com/4wEawAC71K

— REAL MIL GRAU (@realmilgrauu) May 31, 2026

A ALCIONE E O BELO NÃO SABEM A LETRA DO HINO

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHHAHHAHAHAHHAHAHAHA

— Broca (@alexcrfla) May 31, 2026

A seleção entrou em campo ainda sem alguns atletas convocados para a Copa do Mundo, entre eles Marquinhos, Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli e Neymar, que seguem em recuperação de lesão ou disputam competições por seus clubes.

Após o jogo, a delegação brasileira seguirá para os Estados Unidos, onde fará a preparação final para o Mundial no Columbia Park Training Center, em Morristown, perto de Nova York. Antes da estreia, o Brasil ainda enfrentará o Egito em amistoso no próximo sábado (6).

Prefeito de Nova York Zohran Mamdani boicota Parada de Israel em Manhattan

31 de Maio de 2026, 19:47
Zohran Mamdani, prefeito de Nova York

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, tomou uma decisão histórica ao não participar da tradicional Israel Day Parade, interrompendo uma tradição de longa data em que líderes da cidade comparecem ao evento.

Mamdani explicou que sua ausência se deve a seu posicionamento sobre o governo israelense e à defesa contínua dos direitos do povo palestino, enfatizando a importância de apoiar a justiça internacional e a proteção de populações vulneráveis.

Apesar de não estar presente, Mamdani garantiu que o desfile ocorreria de maneira segura e organizada, com forte presença policial e protocolos de segurança reforçados. A comissária de polícia Jessica Tisch participou do evento pessoalmente, assegurando que a celebração transcorresse sem incidentes, enquanto o prefeito mantinha seu compromisso com seus princípios políticos.

A decisão de Mamdani provocou reações diversas. Líderes da comunidade judaica e adversários políticos o criticaram, acusando-o de adotar uma postura divisiva e desrespeitosa. O rabino Marc Schneier considerou a ausência do prefeito como um gesto que não honra a tradição da cidade.

Além disso, a exibição de um vídeo produzido pela prefeitura sobre a Nakba, que narra a expulsão de palestinos durante a guerra árabe-israelense de 1948, gerou polêmica ao não mencionar a expulsão de judeus de países árabes ou o impacto do Holocausto na criação de Israel.

Mesmo diante das críticas, Mamdani manteve sua posição firme. Como primeiro prefeito muçulmano de Nova York, ele continua a apoiar os direitos dos palestinos, ao mesmo tempo em que garante a proteção dos residentes judeus. O prefeito destacou o trabalho do Escritório de Combate ao Antissemitismo, reforçando medidas de segurança e programas educativos para prevenir hostilidades.

Ministros israelenses que defenderam a limpeza étnica de palestinos e o uso de armas nucleares contra Gaza participaram do desfile, enquanto Israel enfrenta crescente isolamento internacional devido ao genocídio em Gaza e seus conflitos no Oriente Médio.

Entre os participantes estavam o ministro das Finanças da extrema-direita, Bezalel Smotrich, o ministro do Patrimônio, Amichai Eliyahu, e 13 membros do Knesset. Smotrich defendeu a expulsão da população palestina de Gaza e a destruição do enclave sitiado.

O Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) apresentou pedido secreto de mandado de prisão contra Smotrich por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos contra palestinos na Cisjordânia ocupada. As acusações incluem deslocamento forçado como crime contra a humanidade e crime de guerra, transferência da própria população israelense como crime de guerra, perseguição e apartheid.

Durante o evento, Smotrich afirmou que o desfile o lembrava de uma procissão ultra-nacionalista pela Cidade Antiga de Jerusalém e pelo Quarteirão Muçulmano, chamada “Marcha da Bandeira de Israel”, em que manifestantes costumam gritar “Morte aos árabes” e atacar moradores palestinos e cristãos.

Amichai Eliyahu, outro membro da delegação, já defendeu o uso de armas nucleares contra a população de Gaza, antes do genocídio, e propôs privar de comida os palestinos, afirmando que “não há problema em bombardear suas reservas de alimentos e combustível. Eles devem passar fome”.

Israel supporters bring carboard cutout of Zohran Mamdani to walk in the Israel Day Parade after he refused to attend. 🇮🇱 pic.twitter.com/H5E8Ot3uy1

— Oli London (@OliLondonTV) May 31, 2026

Israel Day Parade in NYC: Senate Minority Leader Chuck Schumer, far-right Israeli Finance Minister Bezalel Smotrich and other far-right Israeli lawmakers and American politicians march on Fifth Avenue

NYC mayor Zohran Mamdani decided to skip the event | @Etanetan23

Video:… pic.twitter.com/8lARnXk4yy

— Haaretz.com (@haaretzcom) May 31, 2026

Colômbia: progressista Iván Cepeda e ultradireitista De la Espriella vão para o 2º turno

31 de Maio de 2026, 19:21
Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda

Em um desfecho que confirma a profunda polarização política do país, a Colômbia definiu seus dois candidatos para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026: o ultradireitista Abelardo de la Espriella e o esquerdista Iván Cepeda.

Com a apuração final, ambos os candidatos garantiram suas vagas na próxima etapa da disputa, cada um concentrando mais de 40% dos votos. De la Espriella superou Cepeda por uma margem estreita no primeiro turno, enquanto a grande surpresa foi o colapso da uribista Paloma Valencia, que obteve pouco mais de 6,5% dos votos, muito abaixo das expectativas.

Sergio Fajardo e Santiago Botero completaram o quadro de candidatos, em uma jornada eleitoral que, segundo a Registraduría Nacional do Estado Civil, transcorreu “com normalidade e plenas garantias”.

Abelardo de la Espriella: A Consolidação da Ultradireita

Abelardo de la Espriella, o rosto da ultradireita radical colombiana, consolidou sua posição no primeiro turno. Sua campanha, marcada por táticas de semear desconfiança no processo democrático, como o vídeo publicado antes de votar em Barranquilla alertando, sem provas, sobre um possível colapso do sistema eleitoral, ressaltou sua tática suja.

Em questão de meses, De la Espriella transformou-se de um advogado controverso em um candidato presidencial com chances reais de vitória.

Sua mensagem de “impor autoridade” ressoou com um eleitorado frustrado com os partidos tradicionais. Com 47 anos, carismático e com um discurso firme, ele apelou ao espetáculo e fez declarações categóricas e provocativas.

Apresentando-se como empresário de sucesso e amante da “alta cultura”, sua retórica da ultradireita e propostas canalhas visaram conquistar o eleitorado conservador e antagonizar o governo atual. Sua promessa de interromper o projeto político de Gustavo Petro e sua estratégia de polarização, representando um extremo sem restrições, foram eficazes para levá-lo ao segundo turno.

Ele lançou um movimento chamado Defensores da Pátria, adotou a imagem de “tigre” como símbolo de força e promete aplicar mão‑dura para enfrentar os desafios do país. Espriella também conta com o apoio político do senador brasileiro Flávio Bolsonaro.

Iván Cepeda: A Resiliência da Esquerda Progressista

Iván Cepeda, o candidato da esquerda progressista, também garantiu sua vaga no segundo turno, demonstrando a resiliência de seu projeto político. Sua votação em Kennedy, sudoeste de Bogotá, foi acompanhada da declaração de confiança: “Estamos convencidos de que hoje à tarde celebraremos o segundo governo progressista na Colômbia.” A esquerda, unida em torno de sua figura, conseguiu mobilizar sua base e se posicionar como a principal força de oposição à ultradireita.

A trajetória de Cepeda rumo ao segundo turno foi impulsionada por um ponto de virada crucial: o caso contra o ex-presidente Álvaro Uribe. O processo judicial contra Uribe, no qual Cepeda foi vítima e testemunha, catapultou sua notoriedade e o posicionou como um pré-candidato favorito. Nascido em 1962, Cepeda, senador pelo governista Pacto Histórico, carrega um legado de luta herdado de seus pais, líderes comunistas. Sua voz calma, mas firme, em defesa da justiça, tornou-se sua marca.

Com formação em filosofia e direito internacional humanitário, Cepeda tem uma carreira política marcada por ativismo, exílio e denúncias contra a parapolítica. No Congresso, atuou como facilitador em processos de paz e colaborou com a política de “paz total” de Petro. Seu programa enfatiza a continuidade da “paz total”, a reconciliação nacional, a defesa dos direitos humanos, uma política externa autônoma e propostas de “revolução agrária” e “democrática”.

Papa Leão alerta para impacto da IA no mercado, enquanto aposta está na alta do desemprego

26 de Maio de 2026, 22:30

O papa Leão alertou no fim de semana que uma “calamidade social” pode surgir a partir do desemprego em massa provocado pela adoção de tecnologias de inteligência artificial, enquanto operadores de mercado demonstram compartilhar dessa preocupação no longo prazo.

Em sua primeira encíclica – documento que funciona como uma forma de ensinamento do líder da Igreja Católica – o papa defendeu a necessidade de regulamentação da inteligência artificial e alertou para os impactos da tecnologia sobre o mercado de trabalho.

“A busca por maiores lucros não pode justificar escolhas que sacrificam sistematicamente empregos”, escreveu o papa. Segundo ele, “a pessoa humana é um fim, não um meio”, e a ordem econômica deve permanecer subordinada à dignidade humana e ao bem comum.

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Operadores da plataforma de mercados preditivos Kalshi atribuem 60% de chance de a taxa de desemprego dos Estados Unidos ultrapassar 8% em algum momento antes de 2030. Eles também veem 47% de probabilidade de o desemprego superar 9% no mesmo período.

Risco de recessão

Uma taxa de desemprego de 9% provavelmente estaria associada a uma recessão severa ou a um forte deslocamento de trabalhadores provocado por novas tecnologias. Excluindo a recessão causada pela pandemia de Covid-19 em 2020, apenas três contrações econômicas levaram o desemprego americano acima de 9% desde a Segunda Guerra Mundial.

Os operadores da Kalshi avaliam atualmente uma chance relativamente baixa de recessão em 2026, em torno de 16%. Já para 2027, essa probabilidade sobe para 45%, mostrando uma deterioração relevante das expectativas econômicas. A plataforma não possui contratos relacionados a recessão para 2028 ou 2029.

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Ao mesmo tempo, investidores acreditam que a inteligência artificial já está influenciando cortes de empregos no presente. Segundo os contratos negociados na plataforma, existe 78% de chance de a IA ser apontada como o principal motivo das demissões em maio, dado que será confirmado ou negado por números da consultoria Challenger, Gray & Christmas.

“O desemprego é um mal grave”

Na encíclica, o papa Leão afirmou que “o desemprego é um mal grave”. Ele reconheceu que novas tecnologias costumam provocar deslocamentos temporários no mercado de trabalho, algo que defensores da expansão da inteligência artificial também admitem, ainda que minimizem os riscos de automação em massa.

Mesmo assim, o pontífice demonstrou preocupação com os efeitos sociais e humanos de uma eventual ruptura mais profunda no mercado de trabalho.

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“O trabalho continua sendo uma dimensão fundamental da experiência humana”, escreveu. Segundo ele, o emprego não é apenas uma forma de sustento, mas também um espaço de expressão pessoal, relacionamento e contribuição para a comunidade.

O papa alertou ainda que uma sociedade capaz de garantir emprego apenas para uma pequena parcela da população, apesar de possuir elevado desenvolvimento tecnológico, corre o risco de expor milhões de pessoas à inatividade forçada, à perda de responsabilidades cotidianas e ao empobrecimento humano e cultural.

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Senegal “sonha grande” na Copa do Mundo com lista liderada por Mané

21 de Maio de 2026, 15:38

Confira a lista de convocados da seleção de Senegal para a Copa do Mundo com a TVT News.


O Senegal “sonha grande” na Copa do Mundo da América do Norte 2026 com sua pré-lista de 28 jogadores, liderada pela estrela Sadio Mané, declarou o técnico da equipe, Pape Thiaw, nesta quinta-feira (21).

Além de Mané, de 34 anos, atual jogador do Al Nassr após passagens de sucesso por Liverpool e Bayern de Munique, aparecem outros nomes de destaque como o goleiro Édouard Mendy e o capitão Kalidou Koulibaly, que não joga desde 8 de abril devido a uma lesão na coxa.

“É um grupo equilibrado e bem pensado para responder às exigências desta Copa do Mundo, que é uma competição intensa”, declarou o treinador em entrevista coletiva em Dacar.

Sua lista de 28 jogadores será reduzida para 26 antes da competição, que será disputada de 11 de junho a 19 de julho em Estados Unidos, México e Canadá.

O Senegal conquistou em janeiro a Copa Africana de Nações (CAN), posteriormente sendo destituído do título nos tribunais, em benefício de seu adversário da final, o Marrocos.

Na Copa do Mundo, os ‘Leões de Teranga’ estão no Grupo I, ao lado de França, Noruega e Iraque.

Lista de 28 jogadores do Senegal para a Copa do Mundo de 2026

Goleiros (3): Édouard Mendy (Al Ahli/ASA), Mory Diaw (Le Havre/FRA), Yehvann Diouf (Nice/FRA)

Defensores (9): Kalidou Koulibaly (Al Hilal/ASA), Abdoulaye Seck (Maccabi Haifa/ISR), Moussa Niakhaté (Lyon/FRA), Ismail Jakobs (Galatasaray/TUR, Mamadou Sarr (Strasbourg/FRA), Antoine Mendy (Nice/FRA), Ilay Camara (Anderlecht/BEL), El Hadji Malick Diouf (West Ham/ING), Krépin Diatta (Monaco/FRA), Moustapha Mbow (Paris FC/FRA)

Meio-campistas (6): Idrissa Gana Gueye (Everton/ING), Pape Matar Sarr (Tottenham/ING), Pathé Ciss (Rayo Vallecano/ESP), Pape Gueye (Villarreal/ESP), Lamine Camara (Monaco/FRA), Habib Diarra (Sunderland/ING), Bara Sapoko Ndiaye (Bayern de Munique/ALE)

Atacantes (10): Sadio Mané (Al Nassr/ASA), Bamba Dieng (Lorient/FRA), Nicolas Jackson (Bayern de Munique/ALE), Iliman Ndiaye (Everton/ING), Ismaïla Sarr (Crystal Palace/ING), Chérif Ndiaye (Samsunspor/TUR), Cheikh Sabaly (Metz/FRA), Ibrahima Mbaye (PSG/FRA), Assane Diao (Como/ITA)

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O atacante senegalês número 10, Sadio Mané, comemora seu gol com o atacante senegalês número 13, Iliman Ndiaye, durante a partida de futebol da semifinal da Copa Africana de Nações (CAN) entre Senegal e Egito, no Estádio Grand, em Tânger, em 14 de janeiro de 2026. (Foto de SEBASTIEN BOZON / AFP)

© Agence France-Presse

Senegal é uma das 8 seleções que falam francês na Copa do Mundo

Na Copa do Mundo FIFA de 2026, o francês aparece como uma das línguas mais presentes entre as seleções classificadas. Ao lado do espanhol e do árabe, o idioma ocupa a segunda posição em número de países, com oito nações que o adotam como língua oficial — um dado que conecta futebol, história e geopolítica.

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Quais países falam francês na Copa do Mundo

São oito as seleções presentes na Copa do Mundo de 2026 que reconhecem o francês como idioma oficial: FrançaBélgicaSuíçaCanadáHaitiSenegalCosta do Marfim e República Democrática do Congo.

França: uma das favoritas ao título; a França tenta acertar as contas com o passado colonial;

Bélgica: os diabos vermelhos têm o francês como idioma oficial e predominante em regiões como a Valônia e na capital, Bruxelas;

Suíça: o país onde a sede da FIFA está localizada adota o francês como um de seus quatro idiomas oficiais.

Canadá: coanfitrião da Copa, mantém o francês como língua oficial, sendo o idioma principal da província do Quebec.

Haiti: de volta à Copa do Mundo, o representante caribenho fala francês e o crioulo haitiano;

Senegal: potência do futebol africano, os Leões de Teranga utilizam o francês como língua oficial e são os atuais campeões da África;

Costa do Marfim: nação da África Ocidental onde o francês é o idioma da administração e do ensino, os elefantes querem chegar mais longe em 2026;

República Democrática do Congo (RD Congo): o país com a maior população que fala francês no mundo, superando a própria França em número de habitantes que utilizam o idioma.

O caminho dos países que falam francês até a Copa

O processo de classificação (as eliminatórias) exigiu estratégias diferentes para cada uma dessas oitos nações. Veja como os países que falam francês se classificaram para a Copa:

  • Canadá: a seleção garantiu sua presença de forma automática por ser um dos três países-sede do torneio, junto com Estados Unidos e México.
  • França, Bélgica e Suíça: o trio europeu assegurou as vagas enfrentando as tradicionais e rigorosas eliminatórias da UEFA. Franceses e belgas, com elencos recheados de estrelas mundiais, passaram sem grandes sustos, enquanto a Suíça manteve sua consistência tática habitual para carimbar o passaporte.
  • Haiti: o representante do Caribe teve que superar as complexas fases das eliminatórias da CONCACAF, mostrando superação e garantindo a vaga e contando com a vantagem de EUA, Canadá e México já estarem classificados.
  • Senegal, Costa do Marfim e RD Congo: as eliminatórias da África (CAF) são, historicamente, um dos mais duros do mundo devido ao equilíbrio físico e técnico das equipes. Senegal confirmou seu favoritismo regional, a Costa do Marfim impôs sua força tradicional e a RD Congo alcançou a vaga ao vencer a Jamaica na repescagem mundial.

As chances dos países que falam francês na Copa do Mundo

Com os grupos já definidos, o sorteio da Copa do Mundo de 2026 estabeleceu confrontos de alto nível. Algumas chaves, inclusive, promoverão o encontro direto entre nações que falam francês.

Saiba quais são os grupos destes países na Copa e quais os confrontos:

  • Grupo B (Canadá e Suíça): Logo na primeira fase, teremos um duelo direto no idioma. O Canadá, jogando em casa, e a Suíça medem forças em uma chave que também conta com a Bósnia e o Catar. A Suíça tem o favoritismo pela experiência europeia, mas o Canadá conta com o apoio local para avançar.
  • Grupo C (Haiti): A seleção haitiana terá um desafio gigante pela frente. No grupo C, os haitianos terão pela frente o Brasil, além de Marrocos (onde o francês também é amplamente falado nos negócios) e Escócia.
  • Grupo E (Costa do Marfim): Os marfinenses precisarão de força máxima, pois caíram na chave encabeçada pela Alemanha. Os confrontos contra Equador e Curaçao definirão as reais possibilidades de classificação da equipe africana.
  • Grupo G (Bélgica): A talentosa geração belga entra como cabeça de chave e grande favorita do grupo. A equipe europeia disputará a liderança contra Egito, Irã e Nova Zelândia, com altas expectativas de chegar longe no mata-mata.
  • Grupo I (França e Senegal): Este é um dos grupos mais aguardados do torneio. A França, bicampeã mundial e uma das francas favoritas ao título de 2026, reencontrará o Senegal. O duelo revive a partida de abertura de 2002, quando os senegaleses chocaram o mundo ao derrotar a ex-metrópole. Iraque e Noruega completam a chave.
  • Grupo K (RD Congo): O retorno da República Democrática do Congo ao mundial os coloca de frente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. É um grupo bastante técnico, no qual os africanos buscarão ser a grande surpresa.

Se contar as línguas usadas na administração e nos negócios, a Copa do Mundo tem 11 países que falam francês

Embora o árabe seja a língua oficial do Magrebe, a influência francesa no Norte da África é vasta devido ao passado colonial.

No Marrocos, na Argélia e na Tunísia, o francês não é o idioma constitucional, mas é a língua franca utilizada nos negócios, na diplomacia, no ensino superior e na administração pública. Se considerarmos esses três países na contagem de influência, o francês saltaria para 11 representantes, tornando-se, na prática, o idioma mais presente entre as delegações da Copa do Mundo, superando até mesmo o inglês.

Qual a origem do francês?

O francês é uma língua românica, originada do latim vulgar levado pelos exércitos romanos para a região da Gália (atual França) há mais de dois mil anos. Com a queda do Império Romano, o latim local se misturou a dialetos de tribos germânicas, como os francos — de onde deriva o nome do país e da língua.

Durante a Idade Média, o francês se dividiu em diversos dialetos, mas a variante falada em Paris acabou se tornando o padrão oficial com o passar dos séculos.

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

No século XVII, o francês se consolidou como a língua da aristocracia e da diplomacia na Europa, posição que manteve até o início do século XX, quando o inglês passou a ganhar terreno no cenário internacional.

Colonialismo levou o francês para a África e Américas

A presença do francês em países como Senegal, RD Congo e Haiti não é um fenômeno natural, mas o resultado de um processo agressivo de expansão imperialista iniciado no século XVII. A França estabeleceu colônias para a extração de riquezas e o controle de rotas comerciais, impondo seu idioma como ferramenta de controle administrativo e apagamento das línguas nativas.

França, de um lado o iluminismo, do outro um país escravocrata que enriqueceu à custa da exploração dos africanos

Há uma contradição histórica profunda na trajetória francesa. Enquanto o país produzia os filósofos do Iluminismo, que defendiam a “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, o Estado francês operava um sistema de escravidão em larga escala em suas colônias. A riqueza que construiu os palácios de Paris e financiou o desenvolvimento industrial francês foi, em grande parte, gerada pelo trabalho forçado de milhões de africanos nas plantações de açúcar e café das Antilhas e pela extração mineral em solo africano.

Antilhanos e africanos

Nas Américas, a presença francesa é marcada pelo Haiti e pelos departamentos ultramarinos, como a Guiana Francesa. O Haiti foi a primeira nação das Américas a abolir a escravidão após uma revolução liderada por negros escravizados que derrotou o exército de Napoleão Bonaparte.

Já no continente africano, a língua francesa é o resultado de uma ocupação que durou até meados do século XX.

Entender a presença do francês nessas oito nações exige um olhar atento para a história. Na Europa, o francês divide o protagonismo em países vizinhos.

Na América do Norte, o Canadá sustenta o francês como língua oficial ao lado do inglês para garantir a preservação da forte identidade da província do Quebec, uma herança direta dos primeiros assentamentos europeus no território.

No entanto, quando olhamos para o Haiti e para o continente africano (Senegal, Costa do Marfim e RD Congo), a adoção do idioma escancara as feridas do colonialismo.

A partir do século XVII, a França e a Bélgica (no caso específico do Congo) estabeleceram um domínio violento sobre territórios ultramarinos. O francês foi imposto como ferramenta de dominação administrativa, educacional e comercial, operando muitas vezes em um sistema escravocrata ou de extrema exploração do trabalho e dos recursos naturais.

Na África contemporânea, o idioma da antiga metrópole acabou sendo mantido após os processos de independência no século XX, servindo hoje como uma língua franca para unificar internamente países que possuem dezenas de etnias e dialetos nativos diferentes.

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Inglês (9 países)
Espanhol (8 países)
Francês (8 países)
Árabe (8 países)
Alemão (4 países)
Holandês (3 países)
Português (3 países)

Ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo

Considerando o status de língua oficial ou o idioma majoritário de comunicação de cada nação classificada, este é o ranking dos idiomas mais presentes na Copa do Mundo da FIFA 2026:

PosiçãoIdiomaNúmero de PaísesPaíses Representantes
Inglês9África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra, Gana
Espanhol8México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Panamá
Francês8Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal, RD Congo
Árabe8Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia, Jordânia
Alemão4Suíça, Alemanha, Bélgica, Áustria
Holandês3Curaçao, Holanda, Bélgica
Português3Brasil, Cabo Verde, Portugal
Croata2Bósnia, Croácia

Em países com mais de um idioma oficial, foi considerado o idioma predominante na comunicação nacional.

Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;

  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;

  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;

  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;

  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;

  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;

  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;

  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;

  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

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Os 12 grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. Arte: TVT News

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Justiça francesa condena Airbus e Air France por acidente de 2009

21 de Maio de 2026, 15:33

A Justiça francesa reconheceu, nesta quinta-feira (21), a total responsabilidade das empresas Air France e Airbus pelo acidente com o voo AF447, que matou 228 pessoas, incluindo 58 brasileiros, em 1ª de junho de 2009. Saiba mais na TVT News.

Em abril de 2023, a Justiça absolveu as duas companhias, em primeira instância, das acusações criminais, mas admitiu a responsabilidade civil da Air France e da Airbus pela queda do avião Airbus A330-203 em meio ao Oceano Atlântico, durante um voo entre o Rio de Janeiro e Paris.

Parentes das vítimas recorreram da sentença de 2023 e, em 2025, o Ministério Público (MP) francês passou a atuar pela condenação das duas companhias, por imprudência e negligência.

Hoje, ao acatar a recomendação do MP e reverter a decisão de 2023 de um tribunal inferior, a Corte de Apelações de Paris condenou a Air France e a Airbus a pagarem multa por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) por negligência. O teto da multa é de 225 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 1,3 milhão, para cada empresa.

Vice-presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo Air France 447, o consultor Maarten Van Sluys disse à Agência Brasil que a decisão desta quinta-feira representa um “alívio” para os parentes e amigos dos 216 passageiros e 12 tripulantes de 33 nacionalidades que morreram a bordo da aeronave. . Ele perdeu a irmã, a assessora de imprensa Adriana Van Sluys, no acidente.

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“O resultado é o que esperávamos: uma condenação por homicídio culposo. Entendemos que isto é uma vitória moral incomensurável, pois muito mais do que valores monetários, que acabam sendo irrisórios em se tratando de empresas deste porte, agora temos um certificado da culpa da Air France e da AirBus”, disse Sluys.

Sluys, que acompanhou remotamente o julgamento desta quinta-feira, afirmou que tão logo a decisão judicial foi anunciada, as empresas manifestaram intenção de recorrer da sentença.

“É uma decisão reparatória dos danos morais causados a tantas famílias e estamos muito aliviados. Temos a sensação de que a justiça foi feita e que posso dizer a minha irmã que nossa luta [para fazer justiça às vítimas] não foi em vão”, acrescentou Sluys.

Com Agência Brasil

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Quatro brasileiros são capturados por Israel em missão humanitária para Gaza

30 de Abril de 2026, 15:38
Barcos interceptados de flotilha que levava ajuda a Gaza chegam ao porto de Israel. Foto: Divulgação

Quatro brasileiros que participavam de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza foram capturados por forças israelenses na última quarta-feira (29), enquanto navegavam em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia. Com informações da Folha de S. Paulo.

A missão, que tinha como objetivo levar ajuda humanitária para o território palestino, foi interrompida pela ação militar de Israel, que deteve 175 pessoas de diversas nacionalidades. Os brasileiros detidos são Thiago Ávila, Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério, todos integrantes da Global Sumud Flotilla.

Thiago Ávila é um ativista com histórico de prisões em iniciativas semelhantes, integrava o comitê diretor internacional da flotilha. Em ocasiões passadas, o ativista foi alvo de maus-tratos e ameaças por parte das forças israelenses, o que inclui uma detenção em uma cela solitária.

Amanda Marzall, militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal, Leandro Lanfredi, petroleiro e dirigente do Sindipetro-RJ, e Thainara Rogério, de dupla nacionalidade brasileira e espanhola, também estavam a bordo e foram capturados. A flotilha partiu de Catânia, na Itália, no domingo (26), com destino ao território palestino, onde os ativistas planejam levar assistência humanitária.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a operação foi realizada para garantir o cumprimento do bloqueio legal sobre Gaza e prevenir uma escalada do conflito. O governo israelense classificou os ativistas como “provocadores profissionais” e justificou a ação como uma medida necessária sob o direito internacional.

“Devido ao grande número de embarcações participantes e ao risco de escalada do conflito, bem como à necessidade de evitar o descumprimento de um bloqueio legal, uma ação imediata se fez necessária em conformidade com o direito internacional”, afirmou o comunicado publicado no X, rede social anteriormente conhecida como Twitter.

O ativista brasileiro Thiago Ávila após ser deportado de Israel em 2025. Foto: Diuvlgação

Os organizadores da flotilha, no entanto, contestam a ação, afirmando que a prisão foi ilegal e uma violação das normas do direito internacional, uma vez que ocorreu em águas internacionais.

Segundo a Global Sumud Flotilla, a Marinha israelense bloqueou as comunicações dos barcos, incluindo canais de socorro, e utilizou força excessiva durante a abordagem. Em alguns casos, ativistas foram detidos enquanto outros permaneciam em embarcações avariadas, sem energia, à deriva, em condições perigosas, com uma tempestade se aproximando.

A nota divulgada pela organização destacou que, além da interceptação, houve danos significativos às embarcações e o bloqueio deliberado dos sistemas de comunicação, o que agravou ainda mais a situação.

“Como parte da sua agressão, a Marinha israelense interceptou veleiros, bloquearam as comunicações, incluindo canais de socorro, e sequestraram civis agressivamente. Estas não são áreas fronteiriças contestadas, estamos falando de águas internacionais”, afirmou o comunicado.

Ainda segundo os organizadores, cerca de 30 barcos faziam parte da flotilha, e 22 deles foram interceptados. Mais de 180 ativistas estavam envolvidos na iniciativa, que visava chamar a atenção para a crise humanitária em Gaza.

No entanto, um barco conseguiu evitar a captura e entrou em águas territoriais gregas, onde a ativista Beatriz Moreira de Oliveira permanece a bordo. A ação também gerou reações internacionais. Líderes europeus, incluindo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenaram a interceptação e exigiram a libertação imediata de cidadãos italianos detidos.

O ministério das Relações Exteriores da Alemanha, em conjunto com a Itália, divulgou uma nota pedindo “pleno respeito ao direito internacional” e o fim de “ações irresponsáveis”. A ação israelense provocou um incidente diplomático com o governo grego, que acompanha os desdobramentos do caso.

Ator de “Dança com Lobos” pega prisão perpétua por série de abusos sexuais contra indígenas

27 de Abril de 2026, 22:46
O ator Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal
Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal. Foto: Las Vegas Review-Journal/TNS

O ator Nathan Chasing Horse, conhecido pelo filme “Dança com Lobos”, foi condenado à prisão perpétua por abusos sexuais contra mulheres e meninas indígenas nos Estados Unidos. A sentença foi definida nesta segunda-feira (27) pela juíza Jessica Peterson, em Nevada.

Nathan já havia sido considerado culpado por 13 acusações, a maioria ligada a crimes sexuais contra três vítimas. Uma delas tinha 14 anos quando os abusos começaram, de acordo com a acusação aceita pelo tribunal.

A decisão prevê que o ator cumpra ao menos 37 anos de prisão antes de poder pedir liberdade condicional. Durante o julgamento, vítimas e familiares relataram traumas provocados pelos crimes e afirmaram que ele explorava sua posição de líder espiritual em comunidades indígenas.

Nathan Chasing Horse foi preso por abusar mulheres indígenas
O ator Nathan Chasing Horse no filme “Dança com lobos”. Foto: Reprodução

A acusação sustentou que Nathan usou essa influência para manipular mulheres e meninas durante anos. O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos por envolver crimes cometidos contra vítimas indígenas e por atingir um ator associado a um dos filmes mais conhecidos de Hollywood sobre povos originários.

O ator negou as acusações e classificou a condenação como um erro judicial. A defesa tentou obter um novo julgamento, mas o pedido não impediu a sentença anunciada em Nevada.

Nathan foi preso em 2023, após investigações que apontaram denúncias em diferentes jurisdições. Ele ainda responde a processos no Canadá, incluindo acusações nas províncias de Colúmbia Britânica e Alberta.

Irã impõe condição para participar da Copa do Mundo nos EUA

27 de Abril de 2026, 21:59
Ahmad Donyamali, ministro do Esporte e da Juventude do Irã, falando em microfone, sério, no canto direito de foto
Ahmad Donyamali, ministro do Esporte e da Juventude do Irã – Reprodução

A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 ainda não está confirmada pelo governo do país. O ministro do Esporte e da Juventude, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção pode ficar fora do torneio caso não receba garantias de segurança para atuar nos Estados Unidos.

“Devemos estar preparados, mas é possível que não participemos da Copa do Mundo. A decisão final será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional”, disse Donyamali à agência iraniana Tasnim. Em março, ele já havia afirmado que o Irã não disputaria a competição.

A incerteza ocorre em meio aos conflitos envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Como os jogos da seleção iraniana estão marcados para território norte-americano, o governo do país passou a cobrar garantias para a viagem da delegação.

O Irã chegou a pedir à Fifa que suas partidas fossem transferidas para o México, uma das sedes do Mundial. A entidade, porém, manteve os compromissos nas cidades previstas inicialmente.

Seleção do Irã em amistoso contra Senegal - Robbie Jay Barratt/Getty Images
Seleção do Irã em amistoso contra Senegal – Robbie Jay Barratt/Getty Images

“A seleção realizará um período de treinamento em um país vizinho [Turquia] nas próximas três semanas. Se a segurança dos membros da seleção nos Estados Unidos for garantida, viajaremos para lá para participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou Donyamali.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o Irã estará na Copa. Pelo regulamento da entidade, uma seleção que abandona a competição pode receber multa mínima de 250 mil francos suíços, cerca de R$ 1,6 milhão.

Caso a desistência seja confirmada, a Fifa poderá manter o grupo com apenas três seleções ou convidar outro país para ocupar a vaga.

O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia está marcada para 15 de junho, às 22h, contra a seleção neozelandesa, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.

A pergunta que os jornalistas não faziam a Trump. Por Moisés Mendes

27 de Abril de 2026, 20:22
Donald Trump sendo retirado as pressas pelos serviços secretos após tiroteio em jantar com a imprensa. Texto de Moisés Mendes comenta sobre a entrevista do presidente ao 60 minutes no dia seguinte.
O presidente estadunidense Donald Trump sendo retirado as pressas pelos Serviços Secretos. Foto: Bo Erickson/REUTERS

Um atirador obrigou Trump a dizer o que já deveria ter dito diante de jornalistas, pela imposição da profissão que faz perguntas, mas não com o auxílio da muleta de uma figura que teria tentado matá-lo: “Eu não sou estuprador, nunca estuprei ninguém. Eu não sou pedófilo”.

Foi uma jornalista a formuladora da pergunta, a partir da carta deixada pelo atirador para a família. Essa carta foi a muleta. A jornalista Norah O’Donnell, da CBS, só perguntou a Trump, no dia seguinte, se ele era o pedófilo citado no texto porque Cole Tomas Allen disse o que os jornalistas americanos se negam a dizer.

Allen escreveu antes da invasão do hotel onde se realizava o banquete, sem citar Trump: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor suje minhas mãos com seus crimes”.

Norah, ao entrevistar Trump na TV, leu esse trecho e pediu que ele o comentasse. Trump respondeu acusando a jornalista de ser uma pessoa horrível, e ela faz então a pergunta que ninguém tinha feito:

“Você acha que ele estava se referindo a você?”

Trump diz, pela primeira vez diante de uma pergunta direta, que não é pedófilo nem estuprador. O jornalismo já havia tido a chance de enfrentar Trump sobre o caso Epstein com uma pergunta assim: você é pedófilo e estuprador?

Em muitas ocasiões, ele foi confrontado com o andamento do caso na Justiça, mas não dessa forma: o atirador que fala em pedófilo e estuprador se refere a você?

Não é uma perguntinha protocolar sobre o que você acha das investigações, dos dossiês e dos depoimentos de vítimas da rede de pedofilia e prostituição, mas uma pergunta direta. Formulada a partir da acusação do atirador.

Quem teria a coragem de fazer essa pergunta durante a festa de gala em que jornalistas confraternizavam com o maior gângster mundial? Quem, entre os que se jogaram ao chão no banquete para jornalistas, perguntariam a Trump: você é pedófilo e estuprador?

A cena provocada pelo atirador expôs o cinismo do jornalismo que senta, come e bebe ao lado do poder que o atemoriza e o amordaça. Sem o atirador, não teríamos a pergunta e a reação de Trump. Allen pautou o jornalismo.

Um jornalismo de corporações de mídia americanas e de outros países que também continua, por falta de coragem, manchando as próprias mãos com o sangue de crianças, mulheres e idosos assassinados pelos foguetes de Trump e por soldados de cúmplices a seu mando. E o doente, segundo Trump, é o atirador.

Trump e EUA estão sendo “humilhados” pelo Irã, diz chanceler alemão

27 de Abril de 2026, 19:57
Friedrich Merz e Donald Trump durante um encontro na casa branca.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente estadunidense Donald Trump, em encontro na Casa Branca. Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, criticou as negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que a administração Trump está sendo “enganada” por Teerã.

De acordo com Merz, os negociadores dos EUA estão sendo enrolados pelos iranianos, que têm evitado discussões significativas enquanto mantêm os EUA em uma posição desconfortável.

Os comentários de Merz surgem em meio ao fracasso das negociações em Islamabad, onde o vice-presidente dos EUA, JD Vance, liderou a delegação americana. Apesar da presença dos membros do governo americano, Merz afirmou que as habilidades de negociação do Irã ficaram evidentes quando a delegação dos EUA deixou Islamabad sem resultados concretos.

“Os iranianos são obviamente muito habilidosos nas negociações”, comentou Merz. “Ou melhor, eles são muito habilidosos em não negociar, permitindo que os americanos viajem até Islamabad e saiam novamente sem resultados.”

Essa avaliação contrasta fortemente com a retórica do próprio Trump. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA se vangloriou de ter todas as cartas nas negociações. “Temos todas as cartas”, afirmou Trump, acrescentando que o Irã poderia ou ligar para os EUA ou ir até eles.

Imagem ilustrativa.
O chanceler alemão, Friedrich Merz. Foto: Michele Tantussi/Getty Images

As declarações de Merz provavelmente irão aumentar as tensões entre os EUA e seus aliados da OTAN, que já foram críticos da forma como Trump tem lidado com a diplomacia internacional. O líder alemão está frustrado com o que vê como uma abordagem diplomática ineficaz dos EUA, que corre o risco de sofrer mais humilhação por parte do Irã, especialmente considerando a situação militar em curso na região.

“Os iranianos têm manobrado os EUA com maestria para um beco sem saída”, disse Merz. “Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pelos chamados Guardas Revolucionários.”

A crítica de Merz também destaca a crescente preocupação na Europa sobre a estabilidade da política externa dos EUA e seu impacto na segurança global. Com a pressão crescente para resolver a questão nuclear iraniana e garantir a paz na região, muitos líderes europeus sentem que o governo Trump não está cumprindo suas responsabilidades diplomáticas.

Israel mata duas brasileiras no Líbano: menina de 11 anos e sua mãe

27 de Abril de 2026, 19:52
Fumaça após ataque israelense no Líbano neste domingo (26). Reprodução

O Itamaraty confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de uma menina brasileira de 11 anos, da mãe dela, também brasileira, e do pai, libanês, após um ataque israelense no sul do Líbano.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, quando ocorreu o bombardeio. Um dos filhos do casal, irmão da criança morta, foi levado ao hospital.

O governo brasileiro disse ter recebido a notícia “com consternação e pesar” e atribuiu as mortes a um ataque das Forças de Defesa de Israel.

A ofensiva ocorreu no domingo (26), mesmo com um cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. O acordo havia sido prorrogado até a segunda quinzena de maio.

De acordo com o Exército israelense, os ataques foram realizados após “repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah”. A ofensiva foi precedida por alerta de evacuação em cidades e vilarejos do sul libanês.

O Brasil tem defendido a saída imediata das tropas israelenses do Líbano e a extensão do cessar-fogo à região, com garantia da soberania libanesa.

Mortes de brasileiros no Líbano em decorrência de ataques israelenses: https://t.co/RSEJNUdU6d pic.twitter.com/3CXxNT4mIC

— Itamaraty Brasil 🇧🇷 (@ItamaratyGovBr) April 27, 2026

Abaixo, a íntegra da nota do Itamaraty:

governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.

Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.

Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.

A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado.

Álbum e figurinhas da Copa do Mundo 2026 serão vendidos nas lotéricas da Caixa

27 de Abril de 2026, 19:26

A febre do álbum e figurinhas da Copa do Mundo 2026 está para começar. E para facilitar a venda em todos os cantos do país, a rede lotérica da Caixa também fará vendas de álbum e figurinhas. Leia em TVT News.

Onde comprar álbum e figurinhas da Copa do Mundo: lotéricas da Caixa farão vendas

​O maior torneio de futebol do mundo começa em 11 de junho de 2026, mas os amantes do esporte já podem viver a magia do mundial por meio das figurinhas colecionáveis da Copa do Mundo de Futebol Masculino FIFA 2026.

Neste ano, as unidades lotéricas da Caixa passam a integrar oficialmente a venda do álbum e das figurinhas da Copa, reforçando sua presença no cotidiano dos brasileiros e conectando colecionadores de todas as regiões do país. A partir de quinta-feira (30), o álbum e as figurinhas estarão disponíveis para compra nas lotéricas cadastradas como ponto de venda oficial, conforme a disponibilidade de estoque.

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Cada pacote com 7 figurinhas custa R$ 7 e o álbum avulso R$ 24,90. Para completar todo o álbum são necessárias 980 figurinhas, sendo 68 dessas especiais em papel metalizado.   

Atenção, criançada

Em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o atendimento e a comercialização do álbum e das figurinhas nas lotéricas são restritos a maiores de 18 anos, vedada a venda direta a crianças e adolescentes neste canal.

Capilaridade da Caixa para álbum e figurinhas da Copa chegarem a todas e todos

Com cerca de 13 mil unidades, as lotéricas são a maior rede de atendimento física da CAIXA e levam conveniência e atendimento próximo a mais de 95% dos municípios brasileiros.  

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Lotérias cadastradas podeão vender figurinhas da Copa do Mundo. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Quanto custa o álbum da Copa do Mundo

Os preços de lançamento definidos para os álbuns variam conforme o acabamento escolhido pelo torcedor:

  • Capa brochura: R$ 24,90
  • Capa dura: R$ 75,90
  • Capa dura ouro ou prata: R$ 79,90

Qual o valor das figurinhas da Copa do Mundo

O custo das figurinhas também requer planejamento financeiro. Cada envelope chega às bancas pelo valor de R$ 7,00 e contém 7 figurinhas,

Versões do álbum de figurinhas da Copa do Mundo

Para quem deseja iniciar a jornada, as opções de álbuns atendem a diferentes perfis de colecionadores:

  • Brochura (tradicional): R$ 24,90
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Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo cartão – Foto: Divulgação/Panini
  • Capa Dura: R$ 74,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo capa dura – Foto: Divulgação/Panini
  • Capa Dura Especial (Prateado ou Dourado): R$ 79,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo capa dura especial – Foto: Divulgação/Panini
  • Box Luva Premium Taça: R$ 359,90 (exclusivo para o site da Panini)
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo box – Foto: Divulgação/Panini

Quanto vou gastar para completar o álbum da Copa do Mundo?

Perfil de colecionadorPacotes necessáriosCusto por pacoteGasto com figurinhas
Solitário~1.463R$ 7,00R$ 10.241,00
Social com muita sorte (poucas repetidas)~300R$ 7,00R$ 2.100,00
Social (trocas)~400R$ 7,00R$ 2.800,00

Quanto deve custar para preencher o álbum da Copa do Mundo

Na teoria, completar o álbum parece simples: são 980 figurinhas, distribuídas em pacotes com 7 unidades, vendidos a R$ 7,00. Em um cenário ideal, sem repetições, seriam necessários 140 pacotes — o que daria R$ 980,00 em figurinhas.

Mas a prática é bem diferente.

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Panni já abriu a pré-venda do álbum da Copa. Reprodução: Panini

O Cálculo Matemático da “Sorte”

À medida que o álbum começa a ser preenchido, a chance de tirar figurinhas repetidas cresce rapidamente. No início, quase todas as figurinhas são novas. Porém, depois de metade do álbum completo, a probabilidade de repetição aumenta de forma significativa. Nos estágios finais, é comum abrir um pacote inteiro sem conseguir sequer uma figurinha inédita.

Esse fenômeno acontece porque o número de figurinhas que ainda faltam diminui, enquanto o universo total (as 980 possíveis) permanece o mesmo. Em termos simples: quanto mais completo o álbum, mais difícil encontrar o que falta.

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Com 48 seleções, o número de figurinhas aumentou consideravelmente. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Na prática, isso significa que o custo real costuma ser bem maior do que o cálculo inicial. Estimativas entre colecionadores indicam que, sem trocas, o gasto pode facilmente dobrar — chegando ou até ultrapassando R$ 2.000 ao longo do tempo, dependendo da sorte.

Somando o valor do álbum, o investimento total pode ficar em:

  • Mais de R$ 2.024,90 (com álbum brochura)
  • Mais de R$ 2.075,90 (com álbum capa dura)
  • Mais de R$ 2.079,90 (com álbum capa especial)

Como gastar menos para completar o álbum da Copa do Mundo?

  1. O “Combo” de Lançamento: Geralmente, as editoras lançam kits com o álbum de capa dura e uma caixa de 80 a 100 pacotes com desconto. Este é o melhor ponto de partida.
  2. Trocas 1:1: Ao trocar uma figurinha repetida por uma que você não tem, você economiza o valor unitário do cromo (R$ 1,00 cada).
  3. Compra de figurinha avulsa: No final da Copa, a própria editora costuma vender as figurinhas faltantes. O preço unitário é maior que no pacote, mas é muito mais barato do que tentar a sorte em envelopes aleatórios.
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Trocar figurinhas é a melhor forma para completar o álbum da Copa do Mundo. Foto:
Rovena Rosa/Agência Brasil

Trocar figurinhas é a melhor forma para completar o álbum

Para quem deseja economizar e agilizar a conclusão da coleção, a interação social é a ferramenta mais eficaz. O hábito de trocar as figurinhas repetidas em praças, shoppings e escolas reduz a dependência da sorte ao abrir novos pacotes.

  • Pontos de encontro: Tradicionalmente, bancas de jornais tornam-se “hubs” de negociação nos finais de semana.
  • Redes Sociais: Grupos de aplicativos de mensagens facilitam a localização daquela figurinha específica que falta para fechar uma seleção difícil.
  • Economia Direta: A troca um-por-um evita que o torcedor gaste dinheiro com figurinhas que ele já possui, tornando o processo mais acessível e dinâmico.

Dica do Editor: Fique atento às figurinhas “brilhantes” ou cromadas. Elas costumam ser mais raras e você pode tentar negociar um valor de troca maior nos pontos de encontro.

Atualmente, praças, shoppings, escolas e grupos dedicados em aplicativos de mensagens tornam-se os principais polos de negociação. Essa rede colaborativa não apenas agiliza o preenchimento dos espaços vazios, mas protege o orçamento do torcedor e transforma a montagem álbum em um grande evento coletivo.

Guia da Copa do Mundo

Para te ajudar no planejamento para completar o álbum da Copa, confira algumas informações sobre a Copa do Mundo 2026.

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Os 12 grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. Arte: TVT News

Países classificados para a Copa do Mundo da FIFA 2026

Conheça os grupos da Copa do Mundo de futebol.

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;
  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;
  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;
  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;
  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, árabe e inglês lideram

As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.

A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Inglês (9 países)
Espanhol (8 países)
Francês (8 países)
Árabe (8 países)
Alemão (4 países)
Holandês (3 países)
Português (3 países)

Leia também sobre as Loterias Caixa

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Atirador divulga manifesto anti-Trump e se autodenomina “Assassino Federal Amigável”

26 de Abril de 2026, 13:52
O atirador Cole Allen imobilizado Imagem: reprodução

O atirador Cole Allen enviou um manifesto contra o presidente Donald Trump a familiares cerca de 10 minutos antes de abrir fogo no jantar da White House Correspondents’ Dinner, na noite de sábado. No texto, ele se descreve como “Assassino Federal Amigável” e afirma que pretendia matar integrantes da administração Trump, segundo informações obtidas pelo New York Post.

No documento, entregue à polícia por um parente, Allen faz uma série de declarações justificando o ataque. “Dar a outra face é para quando você mesmo é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento”, escreveu.

Participantes do evento agachados em meio ao tumulto Imagem: reprodução

Ele continua: “Não sou um estudante explodido, nem uma criança faminta, nem uma adolescente abusada pelos muitos criminosos nesta administração. Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade com os crimes do opressor.”

Allen listou seus alvos como “funcionários do governo (não incluindo [o diretor do FBI, Kash Patel]): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”.
Em outro trecho, afirmou: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor cubra minhas mãos com seus crimes”, aparentemente em referência ao presidente.

O suspeito também descreveu detalhes do ataque, indicando que usaria munição de menor penetração para “minimizar vítimas”, embora tenha admitido que atravessaria qualquer pessoa no local se fosse necessário para atingir seus alvos — alegando que os presentes seriam “cúmplices” por participarem de um evento com alguém que ele acusava de crimes.

Allen ainda zombou da segurança do hotel Washington Hilton, onde ocorreu o evento, chamando-a de “insana” e afirmando que até agentes estrangeiros poderiam ter entrado com armamento mais pesado sem serem notados.

“Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu ser uma ameaça”, escreveu. Segundo ele, a segurança estava concentrada do lado de fora, focada em manifestantes e chegadas no momento, sem considerar hóspedes que já estivessem no local.

Ele chegou a afirmar que, se fosse um agente iraniano, poderia ter levado uma metralhadora pesada para dentro do evento sem ser detectado.

O irmão de Allen alertou a polícia de New London, em Connecticut, sobre o manifesto. Autoridades disseram que o Serviço Secreto entrevistou a irmã do suspeito, que relatou que ele frequentemente fazia comentários políticos radicais e falava em fazer “algo” para consertar os problemas do mundo.

De acordo com investigadores, Allen comprou duas pistolas e uma espingarda em uma loja de armas e armazenava o arsenal na casa dos pais. Ele também treinava regularmente em um estande de tiro.

Cole Allen Reprodução

O suspeito fazia parte de um grupo chamado “The Wide Awakes” (“Os Despertos”, em tradução livre) e teria participado de um protesto “No Kings” na Califórnia, onde estudou e trabalhou como professor.

Leia o manifesto na íntegra:

Olá a todos!

Talvez eu tenha surpreendido muita gente hoje. Gostaria de começar pedindo desculpas a todos de cuja confiança eu abusei.

Peço desculpas aos meus pais por ter dito que tinha uma entrevista sem especificar que era para o programa “Most Wanted”.

Peço desculpas aos meus colegas e alunos por ter dito que estava com uma emergência pessoal (quando alguém ler isto, provavelmente PRECISO ir ao pronto-socorro, mas dificilmente posso dizer que não foi uma situação autoinfligida).

Peço desculpas a todas as pessoas que estavam perto de mim, a todos os funcionários que manusearam minha bagagem e a todas as outras pessoas não visadas no hotel que coloquei em perigo simplesmente por estar perto delas.

Peço desculpas a todos que foram abusados ​​e/ou assassinados antes disso, a todos que sofreram antes que eu pudesse tentar isso, a todos que ainda possam sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso.

Não espero perdão, mas se eu pudesse ter visto outra maneira de chegar tão perto, eu a teria escolhido. Novamente, minhas sinceras desculpas.

Quanto ao motivo de eu ter feito tudo isso:

Sou cidadão dos Estados Unidos da América.

As ações dos meus representantes me afetam diretamente.

E não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes.

(Bem, para ser completamente honesto, eu já não estava disposto a isso há muito tempo, mas esta é a primeira oportunidade real que tive para fazer algo a respeito.)

Enquanto discuto isso, também vou repassar minhas regras de engajamento esperadas (provavelmente em um formato terrível, mas não sou militar, então que se dane).

Autoridades da administração (exceto o Sr. Patel): são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.

Serviço Secreto: são alvos apenas se necessário, e devem ser incapacitados de forma não letal, se possível (ou seja, espero que estejam usando coletes à prova de balas, porque tiros no centro do corpo acabam com pessoas que *não estão* usando).

Segurança do hotel: não são alvos, se possível (ou seja, a menos que atirem em mim).

Polícia do Capitólio: o mesmo que a segurança do hotel.

Guarda Nacional: o mesmo que a segurança do hotel.

Funcionários do hotel: não são alvos de forma alguma.

Hóspedes: não são alvos de forma alguma.

Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de… Projéteis (menor penetração em paredes).

Eu ainda enfrentaria quase todos aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base no fato de que a maioria das pessoas *escolheu* assistir a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, sendo, portanto, cúmplices), mas espero sinceramente que não chegue a esse ponto.

Refutações às objeções:

Objeção 1: Como cristão, você deveria oferecer a outra face.

Refutação: Oferecer a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um centro de detenção. Eu não sou o pescador executado sem julgamento. Eu não sou uma criança explodida, uma criança faminta ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração.

Oferecer a outra face quando *outra pessoa* é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor.

Objeção 2: Este não é um momento conveniente para você fazer isso.

Refutação: Preciso que quem pensa assim pare por alguns minutos e perceba que o mundo não gira em torno deles. Vocês acham que, quando vejo alguém sendo estuprado, assassinado ou abusado, devo simplesmente passar direto porque seria “inconveniente” para quem não é a vítima?

Essa foi a melhor oportunidade e o melhor momento que consegui encontrar para ter sucesso.

Objeção 3: Você não conseguiu incluir todos.

Refutação: É preciso começar de algum lugar.

Objeção 4: Como mestiço (negro e branco), você não deveria ser a pessoa a fazer isso.

Refutação: Não vejo mais ninguém assumindo essa responsabilidade.

Objeção 5: O que é de César deve ser entregue a César.

Refutação: Os Estados Unidos da América são governados pela lei, não por uma ou várias pessoas. Na medida em que representantes e juízes não seguem a lei, ninguém é obrigado a ceder a eles algo que foi ordenado ilegalmente.

Gostaria também de expressar minha gratidão a muitas pessoas, pois não estarei presente. Provavelmente poderei falar com eles novamente (a menos que o Serviço Secreto seja *incrivelmente* incompetente).

Trump é retirado do Washington Hotel junto com Melania, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

Agradeço à minha família, tanto a pessoal quanto a da igreja, pelo amor demonstrado ao longo desses 31 anos.

Agradeço aos meus amigos, pela companhia ao longo de tantos anos.

Agradeço aos meus colegas de trabalho, por sua positividade e profissionalismo.

Agradeço aos meus alunos pelo entusiasmo e amor pelo aprendizado.

Agradeço aos muitos conhecidos que fiz, pessoalmente e online, pelas interações breves e relacionamentos duradouros, pelas perspectivas e inspiração.

Obrigado a todos por tudo.

Atenciosamente,

Cole “coldForce” “Assassino Federal Amigável” Allen

PS: Ok, agora que já falei demais, o que diabos o Serviço Secreto está fazendo? Desculpem, vou desabafar um pouco aqui e abandonar o tom formal.

Tipo, eu esperava câmeras de segurança em cada esquina, quartos de hotel grampeados, agentes armados a cada três metros, detectores de metal por toda parte. wazoo.

O que eu recebi (quem sabe, talvez estejam me pregando uma peça!) foi nada.

Nenhuma segurança sequer.

Nem no transporte.

Nem no hotel.

Nem no evento.

Tipo, a única coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância.

Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça.

A segurança do evento estava toda do lado de fora, focada nos manifestantes e nos recém-chegados, porque aparentemente ninguém pensou no que aconteceria se alguém fizesse o check-in um dia antes.

Tipo, esse nível de incompetência é insano, e espero sinceramente que seja corrigido até que este país tenha novamente uma liderança competente de verdade.

Tipo, se eu fosse um agente iraniano, em vez de um cidadão americano, eu poderia ter trazido uma Ma Deuce para cá e ninguém teria notado nada.

É realmente insano.

Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca farei, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez.

Não recomendo! “Fiquem na escola, crianças.”

Agentes sacam suas armas após fortes estrondos serem ouvidos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton

Trump usa atentado e falha de segurança para pressionar por salão bilionário na Casa Branca

26 de Abril de 2026, 13:47
A área onde Trump quer construir seu salão de festas na Casa Branca Imagem: reprodução

Após um incidente de segurança envolvendo um homem armado durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a defender com força a construção de um novo e controverso salão de eventos dentro do complexo da Casa Branca.

Segundo Trump, o episódio reforça a necessidade de acelerar a obra, avaliada em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), que incluiria sistemas avançados de segurança. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o “salão militar ultrassecreto” já estivesse pronto. “Não pode ser construído rápido o suficiente!”, escreveu.

O tema também foi abordado em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, na qual Trump criticou as condições de segurança do hotel onde ocorreu o episódio.

O projeto do salão, no entanto, enfrenta uma batalha judicial que tem atrasado repetidamente seu andamento. Há pouco mais de uma semana, o juiz federal Richard J. Leon determinou a suspensão das obras acima do solo. Segundo ele, o presidente estaria tentando contornar decisões anteriores ao classificar o projeto como uma questão de segurança nacional.

Na decisão, o magistrado foi direto: adicionar itens como vidros à prova de balas — já presentes em outras áreas da Casa Branca — não isenta o projeto das restrições legais. “Segurança nacional não é um cheque em branco para realizar atividades que seriam ilegais”, escreveu na decisão.

O plano prevê um salão de aproximadamente 8.300 metros quadrados, a ser construído no local onde ficava a Ala Leste. Trump afirma que a obra será financiada por doações privadas, mas não divulgou a lista completa de doadores — embora o New York Times tenha identificado alguns nomes.

Ex-empresário do setor imobiliário, Trump tem tentado acelerar a construção sem ampla revisão pública. Em sua publicação mais recente, voltou a atacar a ação judicial que tenta barrar o projeto, classificando-a como uma “campanha ridícula” movida por “uma mulher passeando com seu cachorro”, que, segundo ele, não teria legitimidade para processar.
Ele também afirmou que o processo “deve ser abandonado imediatamente” e que “nada deveria interferir” na continuidade da obra.

As declarações ocorreram poucas horas depois de Trump ser retirado às pressas do palco do hotel Washington Hilton por agentes do Serviço Secreto, durante o evento. Segundo relatos, não havia detectores de metal nas entradas principais, e o perímetro de segurança mais rigoroso só começava próximo ao salão principal.

Um vídeo divulgado por Trump mostra o suspeito armado correndo além do ponto de checagem antes de ser detido, sem conseguir acessar o evento.

“Não é um prédio particularmente seguro”, disse, voltando a defender seu projeto. “Precisamos de vidro à prova de balas. Precisamos do salão.”

EUA reforçam neutralidade sobre Malvinas após ter informações do Pentágono vazadas

25 de Abril de 2026, 10:22
Trump em discurso na Otan. Foto: reprodução

Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira (24) que mantêm posição de neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, território disputado por Argentina e Reino Unido no Atlântico Sul. A declaração foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado após relatos de que Washington poderia rever sua postura como forma de pressionar aliados da Otan que não apoiaram plenamente a guerra contra o Irã.

“Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania”, declarou o porta-voz. Segundo ele, os Estados Unidos reconhecem “a administração de fato” do Reino Unido sobre o arquipélago, mas não tomam posição sobre as reivindicações de soberania.

A manifestação ocorreu depois que a Reuters informou que o Pentágono avalia medidas para punir aliados que resistiram a apoiar Washington na guerra contra o Irã, atualmente em cessar-fogo.

De acordo com a agência, um funcionário do governo estadunidense descreveu um e-mail interno no qual havia frustração com a relutância de países da Otan em conceder direitos de acesso, base e sobrevoo às forças dos EUA.

Entre as opções citadas estaria a suspensão da Espanha da Otan, medida que “teria um efeito limitado nas operações militares americanas, mas um impacto simbólico significativo”, segundo o e-mail. O texto também mencionava uma possível reavaliação do apoio diplomático estadunidense a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas.

Letreiro nas Ilhas Malvinas. Foto: reprodução

A Espanha, governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, fechou seu espaço aéreo para voos dos EUA ligados ao conflito e não autorizou o uso das bases de Rota e Morón por aviões estadunidenses. Em resposta, o presidente Donald Trump ameaçou cortar o comércio com os espanhóis e já havia sugerido anteriormente que o país fosse expulso da Otan.

Sánchez minimizou a reportagem e disse que seu governo “não trabalha” com e-mails, mas com documentos oficiais e posições públicas. “A posição do governo da Espanha é clara: absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro do marco da legalidade internacional”, afirmou.

Sobre a possibilidade de suspensão da Espanha da Otan, completou: “Do nosso ponto de vista não há debate, cumprimos com as obrigações, somos um parceiro leal e, por isso, temos absoluta tranquilidade”.

No Reino Unido, um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer também reagiu à hipótese de mudança na posição dos EUA sobre as Malvinas.

“As Ilhas Falkland [como os britânicos chamam o arquipélago] votaram esmagadoramente a favor de permanecerem um território ultramarino britânico, e sempre apoiamos o direito dos ilhéus à autodeterminação e o fato de que a soberania reside no Reino Unido”, afirmou.

Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pelas Malvinas entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. O conflito terminou com vitória britânica e deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos. Buenos Aires reivindica a soberania do território por via diplomática há quase 200 anos, enquanto Londres rejeita qualquer pretensão argentina e defende a autodeterminação dos cerca de 3.600 habitantes do arquipélago.

Em 2013, um referendo realizado nas ilhas apontou que 99,8% dos moradores rejeitaram a incorporação pela Argentina e defenderam a manutenção do status de território ultramarino britânico.

Aliado dos Bolsonaros, Rubio perde prestígio e é escanteado de negociações dos EUA com o Irã

25 de Abril de 2026, 09:24
Jair e Eduardo Bolsonaro com Marco Rubio. Foto: reprodução

Principal interlocutor de Eduardo Bolsonaro no governo de Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ficará fora da nova rodada de negociações com o Irã no Paquistão, em mais um sinal de que a diplomacia da Casa Branca tem sido conduzida por nomes próximos ao presidente, e não pelo secretário de Estado.

Segundo o New York Times, a delegação estadunidense enviada a Islamabad será liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto Rubio permanecerá em Washington.

A ausência chama atenção porque, tradicionalmente, secretários de Estado lideram as principais tarefas diplomáticas dos EUA, de tratados de controle de armas a negociações no Oriente Médio. Como exemplo, quando Barack Obama negociou o acordo nuclear com o Irã, há mais de uma década, o principal articulador foi John Kerry, então secretário de Estado, que se reuniu com seu equivalente iraniano em pelo menos 18 dias ao longo de 20 meses de conversas.

Rubio, por outro lado, não participou da última reunião entre EUA e Irã neste mês, nem de encontros realizados no último ano em Genebra e Doha. Também ficou fora de delegações enviadas ao exterior para tratar da guerra na Ucrânia e do conflito em Gaza. Mesmo em meio a crises no Oriente Médio, ele não visita a região desde uma breve passagem por Israel em outubro passado.

Parte da explicação está no acúmulo de funções. Além de comandar o Departamento de Estado, Rubio atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, combinação rara em Washington. Ele é o primeiro a ocupar os dois postos simultaneamente desde Henry Kissinger, nos anos 1970.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

Segundo analistas, o duplo cargo aumenta sua influência junto a Trump, mas reduz sua presença nas frentes diplomáticas externas. Emma Ashford, do Stimson Center, afirmou que “Rubio claramente prefere ficar perto de Trump”.

Ela também disse ver prejuízo para a diplomacia estadunidense: “Acho que é em detrimento de todo o Departamento de Estado e da capacidade dos Estados Unidos de conduzir a diplomacia em geral que, na prática, temos o cargo de secretário de Estado vago”.

O Departamento de Estado rejeita essa avaliação. Tommy Pigott, porta-voz da pasta, afirmou que “qualquer um que tente retratar a coordenação próxima do secretário Rubio com a Casa Branca e outras agências como algo negativo não poderia estar mais errado”. Segundo ele, “agora temos um Conselho de Segurança Nacional e um Departamento de Estado totalmente sincronizados, um objetivo que escapou de administrações anteriores por décadas”.

Rubio também defende o arranjo. Em entrevista ao jornal Politico, disse que vai ao Departamento de Estado “quase todos os dias”. “Em muitos casos, você acaba estando nas mesmas reuniões ou nos mesmos lugares; há apenas uma pessoa a menos ali, se você pensar bem”, afirmou sobre o acúmulo de cargos.

“Muitas pessoas viriam a Washington, por exemplo, para reuniões, e gostariam de se encontrar com o conselheiro de segurança nacional e depois comigo como secretário de Estado. Agora elas podem fazer as duas coisas em uma reunião”.

Veteranos da segurança nacional, porém, veem riscos na combinação. Matthew Waxman, que atuou no Conselho de Segurança Nacional, no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo George W. Bush, afirmou: “Em geral, é um erro combinar essas funções”.

“Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com duplo papel esteja tão fora de cena agora”, acrescentou. “Especialmente enquanto tanta atenção está focada na diplomacia de corda bamba com o Irã, alguém precisa gerenciar a política externa do resto do mundo.”

Justiça argentina mantém apreensão de bens da ex-presidente Cristina Kirchner

25 de Abril de 2026, 08:44
Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina. Foto: reprodução

A Justiça da Argentina manteve o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner no processo em que ela foi condenada por corrupção e sentenciada a seis anos de prisão. A decisão foi confirmada por um tribunal de recursos, que rejeitou contestação apresentada pela defesa da líder peronista, segundo informou o jornal La Nación nesta sexta-feira (24).

O caso envolve a cobrança de cerca de US$ 500 milhões em indenizações de Kirchner e de outros condenados. A determinação já havia sido tomada em instância inferior e agora foi mantida pela Justiça argentina.

Em junho do ano passado, a Suprema Corte da Argentina também confirmou a condenação de 2022 e proibiu Cristina Kirchner de exercer cargos públicos. A ex-presidente foi condenada por um esquema de fraude relacionado ao direcionamento de obras rodoviárias públicas na Patagônia a um aliado político durante seu governo.

Atualmente, Kirchner cumpre pena em prisão domiciliar, em um apartamento em Buenos Aires. Mesmo condenada, ela segue como uma das principais lideranças do peronismo e continua à frente do Partido Justicialista.

De acordo com o La Nación, a ex-presidente transferiu diversas propriedades para os filhos como adiantamento de herança. Entre os bens citados estão hotéis e apartamentos localizados no sul da Argentina.

Cristina Kirchner no Congresso da Argentina. Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina

Processo por corrupção

O Ministério Público da Argentina pediu inicialmente uma pena de 12 anos de prisão para Cristina Kirchner por corrupção ligada à contratação de obras públicas. Depois, a punição foi fixada em seis anos.

O julgamento começou em maio de 2019 e apurou suspeitas de direcionamento e superfaturamento em obras públicas na província de Santa Cruz, berço político da família Kirchner.

Segundo os promotores, Cristina e outros integrantes de seu governo favoreceram empresas ligadas a Lázaro Báez. Muitas das obras investigadas não foram concluídas. Especialistas suspeitam que parte dos recursos desviados teria retornado à família Kirchner.

Pelo Código Penal argentino, condenados por esses crimes ficam impedidos de exercer cargos públicos. Ao defender a sentença, o promotor Diego Luciani afirmou: “Esta é provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país”.

Em 1º de setembro de 2022, quando era vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner foi vítima de uma tentativa de assassinato no bairro da Recoleta, em Buenos Aires. O brasileiro Fernando André Sabag Montiel, militante de extrema direita, apontou uma pistola para seu rosto, mas a arma falhou. Ele foi detido e condenado a 10 anos de prisão no ano passado.

Sob incertezas, EUA e Irã vão ao Paquistão negociar cessar-fogo; veja os detalhes

25 de Abril de 2026, 07:47
O chanceler Iraniano, Abbas Araqchi, com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, em Islamabad nesta sexta-feira (24). Foto: Esmaeil Baqaei

Delegações de Irã e Estados Unidos se preparam para chegar ao Paquistão neste fim de semana em meio à expectativa de retomada das negociações, mas a ausência de diálogo direto entre os dois países mantém o cenário de incerteza. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já está em Islamabad, enquanto enviados estadunidenses devem desembarcar neste sábado (25).

Apesar da movimentação diplomática, Teerã descarta encontros diretos. Um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que “nenhuma reunião está planejada entre o Irã e os Estados Unidos”, indicando que as posições do país serão transmitidas por meio do governo paquistanês, que atua como mediador.

Do lado dos Estados Unidos, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner são esperados para participar das tratativas. Antes da negativa iraniana, a Casa Branca havia informado que ambos participariam de conversas com Araghchi. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que houve avanços recentes e que há expectativa de novos progressos nos próximos dias.

O presidente Donald Trump reforçou o tom cauteloso ao comentar as negociações. Questionado sobre com quem Washington dialoga, disse: “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”. Ele também afirmou que o Irã pretende apresentar uma proposta, embora não conheça os detalhes.

Donald Trump, presidente dos EUA. Jonathan Ernst/Reuters

Nos bastidores, fontes paquistanesas indicam que equipes de logística e segurança dos EUA já estão posicionadas em Islamabad para viabilizar possíveis encontros. O governo local confirmou a chegada da comitiva iraniana e reforçou a segurança na capital, sinalizando a relevância das conversas indiretas.

A retomada do diálogo ocorre após o fracasso da última tentativa, prevista para terça-feira (21), quando o Irã alegou não estar pronto e a delegação estadunidense sequer deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo para abrir espaço a novas negociações.

Enquanto isso, a tensão no Estreito de Ormuz segue impactando a economia global. A região, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, permanece sob bloqueio duplo de Irã e Estados Unidos. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura como “vital para o mundo”, enquanto os preços do petróleo continuam voláteis diante das incertezas.

Paralelamente, o conflito no Líbano pressiona o frágil cessar-fogo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou: “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”. Já o grupo, apoiado pelo Irã, rebateu dizendo que a trégua não faz “sentido” diante dos “atos de hostilidade” israelenses.

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