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Estatal de correios italiana torna-se controladora indireta da TIM Brasil (TIMS3)

18 de Setembro de 2026, 19:50

A TIM (TIMS3) anunciou nesta sexta-feira que a empresa estatal de correios da Itália Poste Italiane tornou-se controladora indireta do grupo brasileiro de telecomunicações como resultado de uma oferta pelas ações da Telecom Italia.

A Poste Italiane, que já tinha 20% de participação na Telecom Italia, controladora direta da TIM, assegurou na semana passada, fatia de 66,6% na companhia, em uma oferta pelas ações avaliada em cerca de 13 bilhões de euros.

“Em decorrência dessa aquisição originária de controle por meio de oferta pública, a Poste Italiane tornou-se a acionista controladora da TI (Telecom Italia) e, consequentemente, a acionista controladora indireta da TIM Brasil”, afirmou a companhia brasileira em fato relevante.

TOTVS (TOTS3) aprova pagamento de JCP; veja valores

18 de Setembro de 2026, 19:46

A TOTVS (TOTS3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 0,15 por ação, conforme decisão do Conselho de Administração em reunião realizada nesta quinta-feira (18).

O montante bruto total do provento será de aproximadamente R$ 85 milhões. Segundo a companhia, os JCP serão imputados aos dividendos obrigatórios referentes ao exercício.

Terão direito ao pagamento os acionistas que estiverem posicionados em ações da TOTVS em 23 de setembro de 2026. A partir de 24 de setembro, os papéis passarão a ser negociados “ex-JCP”, ou seja, sem direito ao provento.

O pagamento está previsto para 8 de outubro de 2026, sem incidência de correção monetária ou remuneração.

O valor do JCP estará sujeito à retenção de Imposto de Renda na Fonte (IRRF), conforme a legislação aplicável. Acionistas isentos ou imunes deverão enviar a documentação que comprove essa condição à companhia até 5 de outubro para não sofrerem a retenção.

O crédito será realizado em conta corrente e domicílio bancário cadastrados junto ao Banco Itaú Unibanco. Acionistas com cadastro incompleto ou desatualizado deverão regularizar as informações para receber o provento.

Juros futuros recuam de olho no quadro eleitoral

18 de Setembro de 2026, 19:39

A curva de juros futuros encerrou o dia com redução dos prêmios em todos os vencimentos, após estresse inicial com o anúncio do reajuste de 15% no Bolsa Família, o que aumentou as preocupações fiscais do mercado.

Agentes não viram um gatilho específico para a acomodação da curva a termo, que entrou no campo negativo no início da tarde, mas veem relação do movimento com a precificação do mercado de que a oposição pode sair vencedora das eleições. Também contribuiu um ingresso de fluxo aplicado em todos os vértices da curva, com mais força na ponta longa, segundo uma fonte.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 marcou estabilidade frente ao ajuste da véspera, em 13,555%.

O DI para janeiro de 2029 cedeu levemente, a 13,840%, vindo de 13,845% no ajuste.

O DI para janeiro de 2031 teve baixa de 14,061% a 14,020%.

O que mexeu com os DIs hoje?

Divulgada na quinta à noite, a pesquisa Datafolha – que mostrou empate técnico entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o petista numericamente à frente — não fez preço pela manhã: os números foram lidos como “mais do mesmo”, sem grande impulso da oposição.

Os ativos costumam reagir positivamente quando Flávio melhora nas pesquisas porque, para parte do mercado, um governo de direita estaria mais inclinado a entregar um ajuste fiscal.

Mesmo com a Datafolha “neutra” e sem rumores sobre novas enquetes, agentes avaliam que foi o quadro político que permitiu o alívio nas taxas no restante da sessão, dado que os investidores têm precificado que Flávio pode ser eleito.

Para o estrategista-chefe da Sincra, Gustavo Cruz, o movimento que faria mais sentido na semana, assim como nesta sexta, seria de deslocamento para cima da curva, uma vez que ficou claro que os EUA vão subir juros ao menos mais uma vez.

“Deveríamos ter visto uma reação mais forte da curva no Brasil, mas o quadro eleitoral e os acontecimentos no STF embaralharam um pouco o cenário, assim como o aumento do Bolsa Família”, disse.

No período da tarde da quinta, o MPTCU pediu a suspensão do reajuste de 15% do benefício, anunciado pelo governo federal. Na solicitação, o órgão aponta que a medida pode ter desrespeitado a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ao não indicar a fonte de custeio, tampouco estimativas de impacto financeiro, além de ser incompatível com as leis orçamentárias. “Isso também pode ter ajudado um pouco a curva”, acrescenta Cruz.

Segundo um estrategista de uma grande casa, que falou sob anonimato, no período da tarde ocorreu um fluxo aplicado – ou seja, que aposta na queda das taxas — distribuído ao longo de todos os vencimentos da curva, com mais força no de janeiro de 2031, o que também ajudou na perda de fôlego dos juros.

Para Iván Riveros, estrategista de câmbio e juros para mercados da América Latina do Citi, os DIs podem continuar se descolando da postura mais conservadora do Fed, conforme já observado ao longo de setembro. “Nas próximas semanas, os ativos locais devem continuar sendo guiados principalmente por desdobramentos políticos, já que a divergência nos arcabouços fiscal e econômico dos candidatos moldará as expectativas do mercado para 2027”, afirmou.

O que mexeu com os Treasuries?

Nos EUA, os títulos soberanos continuaram se ajustando no período da tarde após a elevação de 0,25 ponto porcentual nos juros pelo Fed na quarta-feira, assim como a projeções de nova alta até o fim do ano. Nesta sexta, o aumento promovido pelo Banco do Japão (BoJ, em inglês) no juro básico do país, para 1,25% — maior nível em três décadas — e perspectivas de aperto adicional também pressionaram as curvas globais.

Às 18h04, a taxa da T-note de dois anos avançava de 4,683% a 4,743%, enquanto a da T-note de dez anos subia de 4,937% para 4,993%.

Milho e soja caem em Chicago por realização de lucros

18 de Setembro de 2026, 19:33

Os contratos futuros do milho e soja dos EUA caíram nesta sexta-feira, à medida que os operadores realizavam lucros após as recentes máximas em vários anos, os preços do petróleo recuavam e a colheita avançava no Meio-Oeste, apesar das chuvas esporádicas, segundo analistas.

A atenção voltava-se para a reunião da próxima semana entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, na qual as compras chinesas de soja e outros produtos agrícolas dos EUA estarão entre os temas comerciais em destaque.

O trigo recuou devido a vendas técnicas e às esperanças persistentes de uma distensão na zona de exportação do Mar Negro.

O contrato de soja na bolsa de Chicago fechou em queda de 16,25 centavos, ou 1,2%, a US$13,035 por bushel.

O contrato de milho encerrou em queda de 3 centavos, ou 0,6%, a US$5,275 por bushel, após atingir a mínima de uma semana em US$5,255.

O contrato de trigo fechou em queda de 12,75 centavos, ou 1,8%, a US$7,1425 por bushel.

Boa Safra (SOJA3) reelege CEO e renova diretoria por dois anos

18 de Setembro de 2026, 19:08

O conselho de administração da Boa Safra (SOJA3) aprovou a reeleição de Marino Stefani Colpo como diretor-presidente da companhia para um novo mandato de dois anos. A decisão foi tomada por unanimidade em reunião realizada em 16 de setembro.

A empresa também renovou, pelo mesmo período, os mandatos dos demais integrantes da diretoria. Felipe Pereira Marques permanece como diretor financeiro e de relações com investidores, enquanto Glaube de Sousa Caldas segue à frente da diretoria de produção.

Humberto Pimenta Martins Filho foi reconduzido ao cargo de diretor comercial. Já Patrícia Regina Baceti permanece responsável pelas diretorias de administração e controle e de tecnologia e inovação.

Os mandatos são contados a partir da data da reunião. Segundo a ata, a posse dos executivos ocorrerá mediante a assinatura dos respectivos termos.

Fleury (FLRY3) antecipa pagamento de R$ 217,8 milhões em JCP; veja a nova data

18 de Setembro de 2026, 19:06

O Fleury (FLRY3) antecipou para 28 de setembro o pagamento de R$ 217,8 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), informou a companhia nesta sexta-feira (18). Anteriormente, os proventos seriam pagos em 2 de outubro.

A distribuição, aprovada em 6 de agosto, corresponde ao valor bruto de R$ 0,40073265756 por ação, desconsideradas as ações em tesouraria.

Terão direito ao recebimento os acionistas com posição na companhia no fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026. As ações são negociadas na condição de “ex-JCP” desde 12 de agosto.

Segundo o comunicado, os valores estarão sujeitos à retenção de Imposto de Renda na fonte à alíquota de 17,5%, ressalvados os acionistas comprovadamente isentos ou imunes e aqueles sujeitos a alíquotas diferentes previstas na legislação.

As demais condições da distribuição permanecem inalteradas. O valor líquido dos JCP será imputado aos dividendos referentes ao exercício de 2026.

Campeãs de queda: O que azedou o humor dos investidores com a CSN Mineração (CMIN3) e CSN (CSNA3) na semana?

18 de Setembro de 2026, 19:01

A CSN Mineração (CMIN3) e a CSN (CSNA3) tiveram uma nova semana como destaque no Ibovespa (IBOV), mas liderando as maiores quedas do índice.

Em cinco pregões, a CMIN3, em primeiro lugar, desabou 18,75%, enquanto a CSNA3, em terceiro lugar, teve perda de 12,16%.

Uma junção de fatores contribuiu para azedar o humor dos investidores com os ativos, segundo analistas ouvidos pelo Money Times.

No caso da CSN Mineração, pesou o preço do minério de ferro, os custos de frete e os dados do minério de ferro. Já para a siderúrgica, os números do consumo do aço e as dúvidas sobre a venda da divisão de cimentos da holding tiveram destaque.

A campeã da desvalorização

Para Bruno Benassi, analista de ativos da Monte Bravo, a queda do minério de ferro para abaixo do nível de US$ 100 a tonelada, além do aumento no preço do frete com o petróleo acima de US$ 103 — algo que já impactou negativamente a companhia no segundo trimestre, com a pressão do frete jogando as margens para baixo —, explica parcialmente o desempenho negativo da companhia.

Na mesma linha, o analista de investimentos da AGF, Pedro Galdi, observa que o frete marítimo teve um aumento substancial para US$ 40 a tonelada.

“A Vale possui contratos de longo prazo para frete, então acabou sofrendo menos que outras, como CSN Mineração, Usiminas e mineradoras de pequeno e médio porte, principalmente em Minas Gerais”, detalha.

Para a CSN Mineração, Galdi considera que esse efeito de pressão nos custos também será observado no terceiro trimestre de 2026 (3T26).

Ele acrescenta que o frete entre Brasil e China é muito diferente de Austrália e China, o que tira competitividade das mineradoras brasileiras e afeta desempenho de suas ações.

O economista e head de renda variável da Fami Capital, Gustavo Bertotti, complementa que os dados econômicos de crescimento da China também acabam pesando negativamente no minério.

“As empresas brasileiras são muito afetadas pela questão de crescimento e crise imobiliária na China. Uma hora ela vai ganhar força, vimos alguns índices macro da China indicando ainda alguma preocupação em termos de desaceleração econômica. O governo chinês sabe que terá que fazer muito incentivo em diversas linhas de consumo para manter a meta de crescimento”, afirma.

E a CSN?

Na avaliação de Benassi, da Monte Bravo, a CSN também tem o impacto negativo do preço da CMIN3, dos números mais fracos do consumo de aço que foram divulgados recentamente e das notícias na mídia sobre possíveis atrasos na negociação de venda da CSN Cimentos e CSN Infra.

Galdi, da AGF, corrobora o cenário traçado por Benassi e considera que a holding atravessa um momento de elevado endividamento e busca através de venda de ativos uma melhora de sua estrutura de capital.

O movimento de venda de ativos acontece após a companhia encerrar o segundo trimestre de 2026 com dívida líquida de R$ 42,1 bilhões e alavancagem de 3,49 vezes.

“A ordem é a venda do braço de cimento, que deve ser finalizado até o final deste ano, gerando algo em torno de R$ 12 bilhões para reduzir dividas. Está em estudo também a venda de parte de sua estrutura logística”, diz o analista da AGF.

Para Bertotti, da Fami Capital, já considerando os resultados pressionados de CSN e Usiminas, com endividamento elevado, além macro doméstico pouco favorável, o setor siderúrgico atravessa um período de dependência em relação ao cenário externo.

A venda do ativo de cimento, com ganho estimado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, segue com incerteza. Durante a semana, saíram notícias de que a italiana Cementir desistiu da compra conjunta com a Votorantim. A chinesa Huaxin segue como favorita nas negociações.

A leitura é de que o novo CEO da holding, Fabio Schvartsman, um nome bem avaliado pelo mercado — com passagens por Vale, Ultrapar e Klabin —, tem a missão de reduzir a alavancagem da companhia.

Por que essa gestora com R$ 5 bilhões na carteira vê derrota de Lula como quase certa

18 de Setembro de 2026, 18:52

A eleição presidencial de 2026 ainda está longe de ser definida pelas urnas, mas uma gestora com cerca de R$ 5 bilhões sob gestão já trabalha com um cenário bastante claro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaria ao segundo turno em desvantagem contra Flávio Bolsonaro.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (17), a Persevera estima que Flávio teria entre 50,35% e 52,6% dos votos válidos em um eventual segundo turno contra Lula. No cenário central da gestora, o placar seria de 52% a 48% para o senador.

A tese vai além da fotografia das pesquisas eleitorais, que mostram uma disputa próxima do empate. Para a Persevera, há sinais de que Lula está mais desgastado do que os levantamentos capturam e que parte da erosão de sua base já pode ser observada em regiões e grupos que foram importantes para sua vitória em 2022.

A própria gestora reconhece que não sabe quem vencerá a eleição. O argumento é outro: se a votação fosse hoje, os dados disponíveis apontariam para uma vantagem de Flávio, segundo seus modelos.

Rejeição virou o principal termômetro

Um dos pilares da análise é a rejeição dos candidatos.

Segundo os dados compilados pela Persevera, Lula aparece com 52,5% de rejeição, quase 3 pontos percentuais acima de Flávio. Para a gestora, esse indicador é particularmente importante em uma eleição de segundo turno, quando eleitores que não têm preferência por nenhum dos candidatos acabam sendo obrigados a escolher entre os dois.

A lógica é baseada no comportamento das últimas eleições presidenciais. Desde 2014, afirma a Persevera, a rejeição teria apresentado uma relação relativamente próxima com o resultado das urnas.

Por isso, a disputa de 2026 seria menos uma escolha entre dois projetos e mais um ‘concurso de feiura’, na definição usada pela própria gestora: vence quem for menos rejeitado pelo eleitor.

Nesse cálculo, a vantagem estaria hoje com Flávio.

Desgaste de Lula não aparece apenas na eleição

Outro ponto levantado pela Persevera é a avaliação do governo.

O relatório cita uma desaprovação de 55,2% para a gestão Lula. Como referência, Jair Bolsonaro chegou ao segundo turno de 2022 com 54,2% de desaprovação e 45,8% de aprovação.

A gestora faz então uma conta com base na conversão de aprovação em votos observada por Bolsonaro em 2022. Aplicando a mesma relação ao cenário atual, Lula ficaria em torno de 48,1% dos votos válidos no segundo turno.

O cálculo não significa que essa conversão necessariamente se repetirá em 2026. É, segundo o relatório, um indicador complementar para estimar o chamado ‘teto’ eleitoral do presidente.

Nordeste deixa de ser uma fortaleza tão segura

Talvez o ponto mais importante da tese esteja no Nordeste.

Em 2022, Lula conquistou aproximadamente 69% dos votos válidos da região no segundo turno. Agora, a mediana das pesquisas citadas pela Persevera aponta para algo próximo de 65%.

Parece uma diferença pequena, mas o peso eleitoral do Nordeste torna cada ponto percentual relevante. Segundo o relatório, a região representa cerca de 33,5 milhões de votos válidos. Assim, cada ponto perdido por Lula e transferido para o adversário representa aproximadamente 670 mil votos.

A Bahia seria um dos principais focos de preocupação. A AtlasIntel citada no estudo aponta queda de 5,4 pontos percentuais para Lula no estado, enquanto a Futura estima uma redução de 9 pontos.

A Persevera chama atenção ainda para o desempenho entre os jovens baianos. Na comparação com 2022, Lula teria recuado de mais de 83% para menos de 64% das intenções de voto bruto entre eleitores de 16 a 24 anos, segundo os dados apresentados no relatório.

Segurança pública entra no centro da eleição

Para a gestora, a mudança mais importante no comportamento do eleitor não está necessariamente em uma guinada ideológica, mas na mudança das prioridades.

A Persevera afirma que segurança pública passou a ocupar um espaço maior entre as principais preocupações dos brasileiros nos últimos quatro anos.

O problema é que esse tema historicamente favorece a direita e coloca o PT em uma posição mais desconfortável.

Nas pesquisas citadas no relatório, Flávio aparece à frente de Lula quando os eleitores são questionados sobre quem seria mais confiável para administrar a segurança pública: 54% a 46%.

A gestora interpreta esse movimento como uma possível explicação para a perda de apoio de Lula entre eleitores independentes, jovens e moradores de regiões mais afetadas pela criminalidade.

A mudança religiosa também pesa

A transformação do perfil religioso do eleitorado é outro fator destacado.

O relatório cita dados segundo os quais a parcela de brasileiros que se declara evangélica passou de 21,6% em 2010 para 26,9% em 2022. Pela extrapolação utilizada pela Persevera, o grupo poderia chegar a 28,7% do eleitorado em 2026.

A gestora afirma que pesquisas eleitorais indicam uma preferência majoritária desse grupo pela direita.

Na visão apresentada no relatório, Lula chega à eleição diante de três fraturas importantes: religiosa, geracional e regional.

Mas e as pesquisas?

É justamente aqui que a tese da Persevera fica mais distante da fotografia tradicional dos institutos.

A gestora argumenta que as pesquisas podem estar subestimando o candidato de direita por três motivos principais: o chamado ‘eleitor envergonhado’, erros de amostragem e dificuldades para capturar os efeitos da abstenção.

O primeiro ponto é baseado na experiência de 2022, quando, segundo a Persevera, pesquisas de véspera teriam subestimado em cerca de 2 pontos percentuais a votação do candidato de direita no segundo turno.

A gestora também fez dois ajustes próprios.

Ao reponderar as pesquisas pela taxa histórica de comparecimento às urnas, encontrou uma vantagem de 50,35% a 50,6% para Flávio.

Já ao aplicar aos levantamentos atuais os erros de amostragem observados pelos institutos em 2022, chegou a uma faixa de 50,5% a 51,1% para o senador.

Os modelos que incorporam a composição regional e a rejeição ampliam essa diferença.

Porto (PSSA3) aprova R$ 333,4 milhões em JCP; veja quem tem direito

18 de Setembro de 2026, 18:27

O conselho de administração da Porto (PSSA3) aprovou nesta sexta-feira (18) a distribuição de R$ 333,43 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), referentes ao terceiro trimestre de 2026.

O montante corresponde ao valor preliminar de R$ 0,52065720703 bruto por ação, ou R$ 0,42996563103 líquido, após a retenção de 17,5% de Imposto de Renda, ressalvadas as exceções tributárias.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia ao fim do pregão de 23 de setembro de 2026. A partir de 24 de setembro, as ações serão negociadas “ex-JCP”, sem direito ao recebimento.

O pagamento será realizado até 30 de abril de 2027, em data ainda a ser definida pela administração e deliberada na assembleia geral ordinária de 2027.

Segundo a Porto Seguro, os valores por ação poderão variar em razão de movimentações no programa de recompra até a data de corte. Caso haja alteração, a companhia comunicará os novos valores ao mercado.

Os proventos serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2026. A declaração está sujeita à ratificação pela assembleia geral ordinária de 2027.

A economia começou a perder fôlego e a eleição vai sentir

18 de Setembro de 2026, 18:24

Há momentos em que o mercado muda antes de a economia mudar de verdade. Não porque os problemas tenham desaparecido, mas porque os preços começam a refletir uma distribuição diferente de riscos. Talvez seja exatamente isso que esteja acontecendo no Brasil.

Agosto começou com uma fotografia desconfortável. O Ibovespa chegou a negociar abaixo dos 165 mil pontos, pressionado por saída de capital estrangeiro, juros elevados e um ambiente político mais turbulento. Depois, recuperou terreno e fechou o mês praticamente estável.

Setembro começou de outra forma, com a Bolsa voltando a superar os 180 mil pontos e uma mudança importante de humor. É tentador atribuir tudo à eleição. Seria uma explicação simples, mas incompleta.

O que mudou foi uma combinação de fatores. A inflação doméstica começou a dar sinais mais favoráveis. A atividade perdeu algum fôlego. O Banco Central finalmente avançou um pouco mais no ciclo de cortes de juros. Os preços de muitos ativos brasileiros ainda carregavam bastante pessimismo.

E, paralelamente, a disputa presidencial deixou de parecer tão previsível quanto meses atrás. Quando vários desses vetores mudam simultaneamente, mesmo que apenas um pouco, o efeito sobre ativos descontados pode ser grande.

A eleição ficou mais aberta

Na política, a principal mudança das últimas semanas não foi uma virada consolidada em favor de qualquer candidato. Foi o desaparecimento da sensação de que o resultado estava previamente definido. As pesquisas mais recentes ilustram bem isso.

O Datafolha divulgado em 17 de setembro mostrou Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% em uma eventual disputa de segundo turno, dentro da margem de erro.

Na AtlasIntel/Bloomberg, Flávio aparece com 47,2% e Lula com 46,8%, também em empate técnico. O PoderData/Aya trouxe Flávio com 46% e Lula com 44%, novamente sem diferença estatisticamente conclusiva.

Os institutos usam metodologias diferentes e produzem fotografias distintas. Justamente por isso, a conclusão mais prudente não é escolher qual deles “está certo”, mas reconhecer que, neste momento, a corrida permanece competitiva.

Isso importa para o mercado porque eleições não afetam os ativos apenas pela identidade de quem vence.

Elas alteram expectativas sobre gasto público, arrecadação, dívida, reformas, governabilidade e relação entre Executivo e Congresso. Em outras palavras, o investidor não negocia apenas candidatos. Ele negocia diferentes combinações possíveis de política econômica.

A crise institucional envolvendo o Supremo acrescenta outra camada de incerteza. Além de ocupar espaço relevante na campanha, ela pode modificar percepções sobre governabilidade e comportamento do eleitorado.

A própria AtlasIntel mostrou que 49,5% dos entrevistados avaliavam que a crise prejudicava mais Lula, enquanto 20,9% apontavam Flávio Bolsonaro.

Isso é uma fotografia de percepção dos entrevistados, não uma demonstração de causalidade sobre intenção de voto, mas ajuda a entender por que eventos institucionais passaram a produzir tanta volatilidade política.

Para os mercados, essa incerteza tem duas faces. Ela pode ampliar a volatilidade no curto prazo, mas também aumenta a quantidade de cenários que precisam ser colocados nos preços. E, quando os ativos já carregam prêmios elevados, pequenas mudanças de probabilidade podem gerar movimentos relevantes.

O Brasil começou a cortar justamente quando os Estados Unidos voltaram a subir

Há ainda uma coincidência particularmente interessante. Na mesma quarta-feira em que o Copom reduziu a Selic em 25 pontos-base, para 13,75% ao ano, o Federal Reserve fez o movimento contrário e elevou a taxa americana em 25 pontos-base, para o intervalo entre 3,75% e 4,00%.

É quase uma fotografia de dois países em momentos diferentes do ciclo econômico.

No Brasil, a inflação perdeu força e a atividade começou a demonstrar mais claramente os efeitos do aperto monetário. O IPCA de agosto caiu 0,32% e acumulou alta de 4,22% em 12 meses.

Parte importante desse alívio veio da energia elétrica e, portanto, não deve ser extrapolada automaticamente. Ainda assim, os núcleos de inflação também mostraram melhora e setores mais dependentes de crédito estão desacelerando.

Nos Estados Unidos, a situação é quase inversa. A economia continua crescendo em ritmo sólido, a demanda permanece resiliente e a inflação segue acima do objetivo do Fed. A autoridade monetária decidiu, portanto, voltar a apertar as condições financeiras. Esse movimento simultâneo reduz o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

Traduzindo: durante muito tempo, o investidor internacional recebeu uma remuneração muito maior para manter recursos aplicados em reais do que em dólares. Essa diferença continua grande, mas começou a diminuir pelas duas pontas.

Isso pode influenciar o câmbio e os fluxos internacionais. Não significa que o dólar necessariamente subirá. Câmbio nunca depende de uma única variável.

Fiscal, eleição, commodities e percepção de risco também entram nessa conta. Mas significa que o colchão oferecido pelo diferencial de juros ficou um pouco menor.

O caso brasileiro não depende apenas da política

Aqui está talvez a parte mais importante. A leitura mais construtiva sobre os ativos brasileiros não precisa depender de um determinado resultado eleitoral. A economia está desacelerando, mas não desabando.

Depois de um período de juros excepcionalmente elevados, setores mais dependentes de financiamento perderam força, enquanto atividades ligadas a petróleo, mineração e alguns serviços continuam mostrando maior resiliência.

Para o mercado, existe um ponto interessante nessa combinação. Uma desaceleração moderada ajuda a reduzir pressões inflacionárias e abre espaço para juros menores.

Ao mesmo tempo, se a atividade não entrar em recessão profunda, as empresas conseguem preservar boa parte de sua geração de caixa. É uma espécie de passagem estreita: crescimento mais fraco o suficiente para ajudar a inflação, mas não fraco o bastante para destruir os lucros.

E o ponto de partida dos preços também ajuda. O material que usamos como referência mostra ações brasileiras negociando perto de oito vezes o lucro esperado, enquanto os títulos públicos longos ainda oferecem taxas reais muito elevadas. Isso não significa que os ativos estejam baratos “sem motivo”. O desconto existe justamente porque há riscos fiscais, políticos e institucionais importantes.

Mas existe uma diferença importante entre um ativo caro em um cenário perfeito e um ativo barato em um cenário ruim. No segundo caso, não é necessário que tudo melhore. Às vezes, basta que algumas coisas parem de piorar. O petróleo ajuda e atrapalha ao mesmo tempo.

O Brasil tem ainda uma característica peculiar neste momento: é um grande produtor e exportador de commodities justamente quando o petróleo voltou a negociar acima de US$ 100 por barril.

Para empresas como Petrobras e para as contas externas do país, preços mais elevados de commodities podem ser positivos. Ajudam exportações, geração de caixa corporativa e arrecadação. Mas há outro lado.

Energia mais cara pressiona a inflação global, encarece transporte e produção e dificulta a tarefa dos bancos centrais.

Se o petróleo permanecer muito elevado, o Fed pode precisar manter uma política monetária mais restritiva por mais tempo. Isso sustenta os juros americanos e eleva a taxa de desconto utilizada para precificar ativos no mundo inteiro.

É perfeitamente possível, portanto, que o mesmo choque que beneficie uma grande empresa brasileira pressione small caps, empresas endividadas e negócios mais sensíveis aos juros. Esse é um bom exemplo de por que o mercado raramente cabe em uma narrativa simples.

O fiscal continua sendo a peça que falta

Até aqui, temos vários ingredientes potencialmente positivos: inflação menos pressionada, Selic em queda, atividade desacelerando de maneira relativamente ordenada, preços descontados e uma eleição que ampliou o conjunto de cenários possíveis. Mas existe uma diferença enorme entre um rali de alguns meses e um ciclo estrutural de valorização.

Essa diferença passa pelo fiscal. O Brasil ainda convive com dívida elevada, baixa taxa de poupança e um custo real de financiamento muito alto. Quando uma economia cresce perto de 2% e precisa remunerar seus credores com juros reais muito superiores a isso, a dinâmica da dívida se torna difícil.

Por isso, independentemente do resultado das urnas, o mercado deverá dedicar cada vez mais atenção às propostas econômicas apresentadas para 2027.

Quanto o gasto crescerá? Haverá revisão de despesas? Subsídios e benefícios tributários serão reavaliados? Existe espaço político para reformas? Como será a relação do próximo governo com Câmara e Senado?

Essas perguntas provavelmente serão mais importantes para os preços dos ativos do que slogans de campanha. Um programa fiscal ambicioso sem capacidade política de implementação pode valer pouco. Por outro lado, medidas mais modestas, mas executáveis, podem produzir efeitos relevantes sobre expectativas.

O Brasil voltou ao radar

Talvez essa seja a melhor forma de interpretar o que aconteceu nas últimas semanas. O Brasil não resolveu seus problemas. O fiscal continua desafiador. O petróleo adiciona risco à inflação. O Fed voltou a subir juros. A eleição permanece aberta e o ambiente institucional continua produzindo incerteza. Mesmo assim, os ativos brasileiros conseguiram melhorar.

Isso acontece porque o mercado não exige necessariamente um cenário perfeito. Ele compara o preço de hoje com a distribuição de resultados possíveis amanhã. E essa distribuição melhorou. A inflação parece um pouco mais favorável. O Banco Central começou a retirar parte do aperto monetário.

Os ativos continuam negociando com descontos relevantes. A atividade desacelera sem, por enquanto, entrar em colapso. E a eleição ampliou a variedade de cenários fiscais que o investidor precisa considerar.

É motivo suficiente para algum otimismo, mas não para complacência. O movimento recente pode continuar se a desinflação avançar, o ciclo de redução da Selic permanecer viável e as discussões eleitorais produzirem maior clareza sobre a trajetória das contas públicas.

Em sentido contrário, deterioração fiscal, nova pressão inflacionária ou uma alta mais prolongada dos juros americanos poderiam devolver rapidamente parte do prêmio que fechou nas últimas semanas. Por isso, talvez a melhor definição não seja dizer que o Brasil já entrou em um novo bull market. O Brasil voltou ao jogo. Agora precisa mostrar que consegue ficar nele.

Juros futuros avançam com petróleo acima de US$ 101 e subvenção estendida

9 de Setembro de 2026, 19:35

A curva de juros futuros ganhou força nesta quarta-feira (9), diante da pressão do petróleo e do avanço dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries. O cenário doméstico também pesou contra.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, encerrou a 13,580%, de 13,571% do fechamento anterior, com alta de 0,9 ponto-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,865%, ante 13,705% do fechamento anterior, avanço de 16 pontos-base.

A DI para janeiro de 2031, subiu 19 pontos-base e terminou o dia a 14,095%, ante 13,902% do fechamento da última terça-feira (8).

Nos EUA, o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,436%, ante 4,427% do ajuste anterior, por volta de 18h05 (horário de Brasília).

Já o retorno do título de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,845%, de 4,837% da última sexta-feira, no mesmo horário.

O que mexeu com os DIs hoje?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que diminuiu o PIS/Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro, e cortou R$ 0,19 por litro do etanol, zerando toda a tributação do produto. Também assinou uma Medida Provisória que prevê subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel, para que os preços continuem estáveis nas bombas.

O novo “pacote de bondades” foi divulgado no mesmo dia em que os contratos futuros de petróleo fecharam com alta de mais de 3%, e o Brent para novembro, que serve de referência para a Petrobras, atingiu US$ 101,21 o barril, o maior patamar desde o fim de julho.

Depois de trocas de ataques entre os dois lados, o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou nesta tarde que não está buscando um acordo com Teerã, e previu que a guerra só deve acabar em novembro, reacendendo expectativas de que a commodity energética seguirá pressionada.

“É uma medida ruim por todos os lados, não só pelo fiscal. A eleição está chegando e o ‘saco de maldades’ está solto”, afirmou um trader à Broadcast, em caráter reservado, sobre a redução da cobrança de PIS/Cofins sobre a gasolina. Em sua visão, ainda há mais medidas como essa que podem vir, às vésperas das eleições.

Nos cálculos de Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, a medida deve retirar 0,15 ponto porcentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste mês, sendo 0,11 ponto referente à gasolina, e 0,04 ponto ao etanol. Mesmo sob o aspecto inflacionário, porém, o subsídio teve uma leitura negativa pelo mercado.

“Melhora a inflação de curto prazo, mas piora a de longo prazo com o impulso gerado”, observa Eduardo Cohn, gestor de portfólio da Heritage Capital. Sob anonimato, um estrategista de uma grande tesouraria menciona que a medida gera um risco de rebote da inflação em 2027, que pode ficar “represada” este ano.

No exterior

Nos EUA, os retornos dos Treasuries continuaram operando perto das máximas da sessão ao longo da tarde, impulsionados também pelo valor de recompra de títulos da dívida pública informado nesta quarta-feira pelo Tesouro. A atuação nos papéis de 10 a 20 anos, prevista para ocorrer nesta quinta, será de US$ 6 bilhões. Às 17h13, o rendimento do título de 10 anos subia de 4,794% a 4,839%.

“Hoje [quarta-feira] o mercado de juros teve uma correção e dinâmica do exterior amplifica esse movimento”, disse o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Gasolina mais barata: Governo calcula tamanho do impacto nas contas públicas

9 de Setembro de 2026, 19:09

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou nesta quarta-feira, 9, o impacto somado de R$ 7 bilhões, aproximadamente, com as novas medidas para aliviar os preços dos combustíveis diante da guerra no Oriente Médio. Estão sendo detalhados em coletiva de imprensa dois anúncios: subvenção adicional ao diesel e as desonerações da gasolina e do etanol.

O governo federal anunciou o decreto que reduz em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zera as contribuições sobre o etanol hidratado. O impacto é de R$ 2 bilhões ao mês, aproximadamente.

Esse benefício ao consumidor substitui e amplia os efeitos da subvenção da gasolina já prevista via Medida Provisória no valor de R$ 0,44 por litro. A vigência dessa medida, que já está em vigor, termina nesta quarta-feira.

A outra medida anunciada nesta quarta foi a assinatura de uma medida provisória que autoriza a subvenção econômica ao óleo diesel. O valor da subvenção será de R$ 1,00 por litro.

O impacto estimado é de R$ 5 milhões por mês. O valor da subvenção por litro será definido por ato do Ministério da Fazenda e poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

Bruno Moretti reforçou que as medidas anunciadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio nos combustíveis não dependem de espaço fiscal adicional. “Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou em coletiva.

Fitch eleva rating da Embraer (EMBJ3) de IDR para BBB, com perspectiva estável

9 de Setembro de 2026, 19:08

A Fitch elevou a classificação de risco da Embraer (EMBJ3), com o rating de IDR passando para BBB e perspectiva estável, citando principalmente a posição de liquidez considerada robusta. Segundo a agência, a companhia combina histórico de geração positiva de fluxo de caixa livre (FCF), flexibilidade financeira e acesso a mercados de crédito no Brasil e no exterior, o que dá suporte à capacidade de cumprir compromissos e atravessar ciclos do setor.

No comunicado, a Fitch detalha que, em 30 de junho de 2026, a Embraer tinha dívida de US$ 2,5 bilhões, com títulos não garantidos transfronteiriços representando 65% do total, além de dívida da Eve de US$ 312 milhões, equivalente a 12%. Na mesma data, o caixa disponível da Embraer somava US$ 2,0 bilhões, excluindo a Eve (US$ 403 milhões), montante que, de acordo com a agência, é suficiente para cobrir as amortizações da dívida até pelo menos 2035.

A liquidez também é apoiada por uma linha de crédito rotativa (RCF) de US$ 1,0 bilhão com vencimento em 2029. A Fitch afirma esperar que a empresa mantenha disciplina na gestão de liquidez, com atuação proativa na administração de passivos para limitar a exposição ao risco de refinanciamento. A agência acrescenta que cerca de 90% do caixa, equivalentes e investimentos financeiros da Embraer estavam denominados em dólares em 30 de junho de 2026, e que uma parcela relevante desses recursos é mantida no exterior.

Squadra vende ações do Inter (INBR32); confira

9 de Setembro de 2026, 18:55

A Squadra Investimentos reduziu sua participação acionária no Inter (INBR32) para 4,93%, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (9).

Segundo comunicado, a gestora passou a deter 16 milhões valores mobiliários.

De acordo com a gestora, a participação não tem como objetivo alterar a composição do controle acionário nem a estrutura administrativa da companhia.

As apostas da Squadra

Enquanto diminui sua participação no Inter, a gestora vê outro banco interessante: o Nubank. Em carta semestral, a gestora diz que a sofisticação dos modelos do Nubank tem permitido ampliar a carteira sem uma deterioração equivalente na qualidade dos ativos. Mesmo diante do aumento da inadimplência, a fintech segue apresentando desempenho superior à média do mercado.

Squadra considera Hapvida (HAPV3) o ‘maior erro de sua história’ e vê oportunidade em outras quatro ações – Money Times

A inteligência artificial também pode ajudar o banco a avançar sobre clientes de renda média e alta, público tradicionalmente atendido por instituições com estruturas mais caras e maior contato humano.

Um dos projetos nessa frente é o chamado “AI Private Banker”, uma espécie de gerente virtual capaz de oferecer atendimento e recomendações mais personalizados.

A aposta também passa pela expansão internacional. Para a Squadra, o desempenho no México representa uma primeira demonstração de que o modelo do banco digital consegue ser exportado. Depois de dificuldades e adaptações nos primeiros anos, a companhia construiu uma franquia relevante de depósitos e passou a ampliar a carteira de crédito com uma relação considerada atrativa entre risco e retorno.

Já a entrada nos Estados Unidos, recebida com ceticismo por parte do mercado, é vista como uma opção de crescimento que praticamente não está embutida no preço da ação.

O Nubank deve começar pelo cartão de crédito voltado ao público de massa e, posteriormente, tentar repetir a trajetória brasileira, acrescentando depósitos e outros produtos até se tornar o principal banco de seus clientes.

Com Seu Dinheiro

BR Partners (BRBI11) faz aumento de capital de R$ 30 mi; veja para onde vai dinheiro

9 de Setembro de 2026, 18:25

A BR Partners (BRBI11) vai fazer um aporte de R$ 30 milhões no Banco BR Partners, sua subsidiária, mostra comunicado ao mercado enviado ao mercado nesta quarta-feira (9).

Segundo o banco, o valor será utilizado para “reforçar a estrutura de capital do Banco BR Partners e suportar o desenvolvimento de suas atividades”.

Uma fonte ouvida pelo Money Times diz que se trata apenas de um aumento de capital e de uma transação entre companhias irmãs.

Cenário da BR Partners

No segundo trimestre de 2026, a empresa lucrou R$ 35,1 milhões, queda de 7,0% na comparação trimestral e de 22,4% em relação ao 2T25.

Em relatório publicado em julho, a XP havia dito que o cenário de juros cada vez mais desafiador continuava sendo o principal obstáculo para a tese de investimento, provavelmente atrasando a recuperação da atividade nos mercados de capitais e, consequentemente, da trajetória de lucros da companhia.

Mesmo tendo cortado o preço-alvo na ocasião, a corretora vê a ação como barata.

“Nossa visão construtiva é baseada na forte cultura corporativa da companhia, na disciplina de custos e no balanço significativamente fortalecido após o IPO e as subsequentes captações de capital, que ampliaram suas capacidades de produtos e fortaleceram sua capacidade de atender uma base de clientes mais ampla e diversificada”.

Fachin tira inquérito das fake news de Alexandre de Moraes

9 de Setembro de 2026, 18:17

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou o ministro Alexandre de Moraes da condução do chamado inquérito das fake news a partir desta quarta-feira (9).

Instaurado em 2019, o inquérito visava investigar ataques ao STF e acabou ampliando as atribuições de Moraes.

Em sua decisão, Fachin ressalta que todas as medidas tomadas até o momento são válidas. Outras investigações e procedimentos ainda em aberto serão enviados à presidência do STF, ou seja, serão avaliados pelo próprio Fachin.

É a segunda decisão do presidente do STF tomada nesta quarta-feira para tentar estancar a maior crise na Corte, iniciada semana passada com o embate entre Moraes e André Mendonça, que envolveu Flávio Dino e outros ministros.

Mais cedo, Fachin cassou as decisões liminares concedidas anteriormente por Mendonça e Flávio Dino que discutiam a permanência ou não do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Fachin informou na decisão que Andrei Rodrigues vai permanecer no cargo por ora até uma nova decisão também da própria presidência do STF. Ele deu 48 horas para que o chefe da PF preste informações no caso.

Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU), que havia recorrido a Fachin, comemorou a decisão.

“A decisão restaura a ordem pública e administrativa e, sobretudo, reafirma a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para prover e desprover os cargos de direção da Polícia Federal”, destacou.

Radar das Eleições: Brasil caminha para ambiente de atrito institucional e agenda econômica ficará em segundo plano

9 de Setembro de 2026, 18:03

O Brasil caminha para um ambiente de atrito institucional entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, independentemente e quem será o presidente da República em 2027. Com isso, reformas econômicas e marcos regulatórios para atrair investimentos externos devem ser deixados de lado, “em segundo ou terceiro planos” no próximo mandato.

A avaliação é de Mário Braga, analista de geopolítica para América Latina na RANE, e foi um dos temas da sétima edição do Radar das Eleições, do Money Times. Na visão do representante da empresa de análises de risco, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o senador Flávio Bolsonaro (PL), que caminham para a disputa de um segundo turno nas eleições 2026, terão problemas a enfrentar caso sejam eleitos.

O atrito tem como foco principal a relação de ambos com as diferentes correntes do Judiciário, turbinada pela escalada da crise dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Passa ainda pela liberação de emendas impositivas investigadas pela Corte, bem como a autorização para que senadores autorizem o impeachment de ministros do STF.

Segundo Braga, em um cenário de Lula reeleito, o conflito com o Legislativo viria do seu indicado Flávio Dino, que comanda o processo de investigação sobre as emendas parlamentas. “Esse litígio entre Executivo, usando o Supremo para se opor à questão do controle do orçamento pelo Congresso, é uma fonte de atrito”.

Se o Flávio Bolsonaro for eleito, o atrito muda de lado e surge uma aliança “mais natural” da Presidência da República com o Congresso para fazer a remoção, muito provavelmente, do ministro Alexandre de Moraes do STF, segundo ele.

“Qualquer que seja o cenário, será um cenário em que uma instabilidade institucional tem grande potencial de acontecer. E qual é a implicação disso? Se a gente tem um cenário de crise institucional, a agenda econômica, muito provavelmente vai ficar em segundo ou terceiro planos“, afirmou Braga.

Reformas fiscais e estruturantes, marcos regulatórios para atrair investimentos de setores que trabalham para que algum tipo de legislação seja aprovada serão preteridos pelo governo federal diante do cenário de atrito, na avaliação do executivo da RANE. “Nesse cenário de enfrentamento muito agudo, isso tudo deixa de ser prioridade”.

Geopolítica com Lula ou Flávio Bolsonaro

No cenário externo, a rivalidade e os extremos políticos entre Lula e Flávio Bolsonaro também trarão impactos nas relações bilaterais entre Brasil e outras nações e blocos, principalmente com Estados Unidos, União Europeia e China.

Com a reeleição de Lula, na avaliação de Braga, as relações entre Brasil e Estados Unidos seguiriam “voláteis”, dependentes de eventuais contatos entre o líder brasileiro e o presidente Donald Trump e de pressões internas dentro do governo estadunidense.

“As coisas se acalmam por algum momento, até que algum outro grupo dentro do governo americano é pressionado. E a gente teria, talvez tarifas, talvez sanções, talvez pressão sobre a operação de segurança e aí isso se deterioraria”, afirmou.

“Quando a gente olha no cenário em que o Flávio Bolsonaro é eleito, aí a guinada diplomática com o viés ideológico é mais forte que isso. Vai ter um alinhamento muito grande entre o governo brasileiro e o governo do presidente Donald Trump”.

A relação com União Europeia, China e as nações do BRICs é favorável em um governo Lula, defensor do multilateralismo e de acordos comerciais. Acordos que passariam por um “maior escrutínio em relação à participação de empresas ou interesses chineses em ativos estratégicos” no Brasil caso Flávio Bolsonaro seja eleito, por exemplo.

“Dificilmente o governo de Flávio Bolsonaro estaria disposto, por exemplo, a rasgar contrato, a fazer expropriação, porque isso mandaria uma mensagem muito ruim para o mercado, para a estabilidade. Mas você pode ter uma pressão maior sobre interesses chineses nas áreas de minerais críticos ou portos”, na avaliação do analista da RANE.

Ajuste fiscal

Mesmo sob atrito institucional, em algum momento o futuro presidente terá de fazer um ajuste fiscal, que terá diferentes níveis dependendo do eleito.

Se Lula conquistar o quarto mandato, os “ajustes serão os mínimos possíveis pra garantir a possibilidade de executar o orçamento ou algo que previna a eclosão de uma crise muito forte no lado fiscal”, afirmou Braga. Com Flávio Bolsonaro, na avaliação dele, haverá uma “disciplina fiscal maior e medidas de austeridade um pouco mais sérias, que ajudem a reduzir a trajetória da dívida”.

TSE investiga suposto abuso de poder econômico em ato de Flávio Bolsonaro na Festa do Peão de Barretos

9 de Setembro de 2026, 17:57

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o prosseguimento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e Alfredo Gaspar , candidato a vice-presidente, por suposto abuso de poder econômico durante a 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, em São Paulo.

A decisão considera que os fatos apresentados pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), podem, em tese, configurar irregularidade eleitoral e, por isso, devem ser apurados. O Estadão solicitou à campanha de Flávio e Gaspar uma manifestação sobre o tema. O espaço está aberto para o posicionamento.

A ação questiona a participação de Flávio no evento realizado em 22 de agosto. Segundo a coligação, o candidato teria utilizado o palco principal de shows, cuja estrutura seria custeada por empresas privadas, para fazer um discurso de caráter eleitoral diante de um público estimado em 60 mil pessoas.

A representação afirma ainda que Flávio foi apresentado à plateia após ser chamado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo locutor contratado para conduzir o evento.

Possível financiamento indireto

Na ação, a coligação liderada por Lula sustenta que a utilização do palco, da estrutura técnica e da audiência do festival teria representado uma forma indireta de financiamento empresarial da campanha. O argumento é de que os candidatos teriam recebido uma estrutura de grande alcance sem uma contrapartida financeira equivalente, o que seria vedado pela legislação eleitoral.

A representação também questiona o fato de o discurso ter ocorrido em um estádio, apontado pela parte autora como bem de uso comum, e sustenta que a exposição alcançada no evento foi ampliada posteriormente pela repercussão nas redes sociais e na imprensa.

A coligação pediu a produção de provas, incluindo vídeos, contratos de patrocínio, comprovantes de despesas e informações sobre o impacto digital das publicações relacionadas ao episódio.

TSE considera ação apta a prosseguir

Ao analisar a admissibilidade da ação, a Corregedoria-Geral Eleitoral entendeu que a petição apresenta fatos determinados, com indicação de data, local e possível benefício eleitoral obtido pelos investigados. A decisão destaca que a representação foi acompanhada de registros audiovisuais dos discursos, notícias sobre o episódio, informações sobre os patrocinadores do festival e indicação de testemunha.

O tribunal ressaltou, porém, que a análise nesta etapa é apenas de admissibilidade. A decisão sobre a produção das demais provas será tomada depois que os investigados apresentarem suas defesas, quando estará delimitado o conjunto de questões que ainda precisam ser esclarecidas.

Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar foram citados e terão cinco dias para apresentar defesa. Depois disso, o processo volta para análise da Corregedoria-Geral Eleitoral.

A coligação liderada por Lula pede, ao final, que, caso seja comprovado o abuso de poder econômico e reconhecida a gravidade exigida pela legislação, sejam cassados os registros de candidatura dos dois e declarada a inelegibilidade por oito anos.

Fachin anula tudo e cassa liminares de Mendonça e Dino; diretor-geral da PF segue no cargo

9 de Setembro de 2026, 17:51

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cassou as decisões liminares concedidas anteriormente pelos colegas André Mendonça e Flávio Dino que discutiam a permanência ou não do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no cargo, segundo decisão tornada pública na tarde desta quarta-feira.

Fachin informou na decisão que Andrei Rodrigues vai permanecer no cargo por ora até uma nova decisão da própria presidência do STF. Ele deu 48 horas para que o chefe da PF preste informações no caso.

Em nota, a Advocacia-Geral da União, que havia recorrido a Fachin, comemorou a decisão.

“A decisão restaura a ordem pública e administrativa e, sobretudo, reafirma a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para prover e desprover os cargos de direção da Polícia Federal”, destacou.

Dino exige criação de código único para fiscalização de emendas parlamentares

9 de Setembro de 2026, 17:46

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal e o Congresso Nacional apresentem, até 30 de novembro de 2026, uma proposta conjunta para criar um identificador único para emendas parlamentares. A medida deverá vir acompanhada de um cronograma de implementação e busca permitir o rastreamento da verba desde a indicação feita pelo parlamentar até o efetivo empenho dos recursos.

Segundo a decisão, o mecanismo deverá ser integrado aos sistemas Siafi, responsável pela administração financeira do governo federal, e Transferegov.br. A intenção é assegurar uma ligação inequívoca entre a indicação parlamentar e a execução da despesa, ampliando a capacidade de acompanhamento e fiscalização dos recursos públicos.

Ainda no mesmo despacho, Dino deu ciência às partes sobre os resultados de uma auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) em repasses de emendas destinados à área da saúde. O levantamento analisou 100 contas de municípios e Estados. Em uma etapa complementar, que envolveu 25 auditorias, 17 delas, o equivalente a 68%, geraram propostas de devolução ou recomposição de valores aos cofres públicos.

A fiscalização apontou R$ 7,74 milhões em danos ao erário e outros R$ 677,8 mil relacionados a desvios de finalidade. Somados, os valores chegam a R$ 8,42 milhões em recursos considerados aplicados de forma irregular. As emendas de bancada responderam pela maior parcela do prejuízo identificado, com R$ 6,58 milhões, ou 78% do total, incluindo um caso isolado de R$ 4,5 milhões.

O relatório também apontou falhas na transparência da execução dos recursos. Apenas 4% das auditorias verificaram a existência de divulgação pública e acessível sobre a aplicação das verbas.

JBS (JBSS32) mira controle total da Pilgrim’s Pride e sobe em NY; Safra vê movimento com bons olhos

19 de Agosto de 2026, 12:04

As ações da JBS (JBSS32) avançam 3,77%, a US$ 14,16, na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (19), por volta das 10h38 no horário local (11h38 em Brasília), após a companhia apresentar uma proposta para adquirir a fatia restante da Pilgrim’s Pride (PPC) que ainda está nas mãos de acionistas minoritários.

A JBS, que atualmente controla cerca de 82% da Pilgrim’s Pride, apresentou uma proposta não vinculante para incorporar os 18% restantes da companhia por meio de uma troca de ações.

Pelos termos apresentados, os acionistas minoritários da Pilgrim’s receberiam 2,086 ações Classe A da JBS para cada ação da PPC. A relação de troca foi calculada considerando os preços de fechamento de terça-feira (18), de US$ 13,66 para a JBS e US$ 28,49 para a Pilgrim’s Pride.

Caso a operação seja concluída, a PPC deixará de ter suas ações negociadas na Nasdaq e passará a ser uma subsidiária integral da JBS.

Segundo a companhia, a operação tem como objetivo simplificar a estrutura societária do grupo, eliminar custos relacionados à manutenção da Pilgrim’s Pride como uma empresa independente de capital aberto e oferecer aos atuais minoritários da PPC maior liquidez por meio das ações da JBS.

Safra vê operação como positiva

Para o Safra, que mantém recomendação neutra para a JBS e preço-alvo de US$ 15 por ação, a proposta é positiva para a companhia brasileira e pode encerrar um capítulo de sua reestruturação societária a uma avaliação considerada razoável.

O banco destaca que a oferta não embute prêmio financeiro para os acionistas da Pilgrim’s Pride. Pelos preços de fechamento de terça-feira, as 2,086 ações da JBS oferecidas equivalem a US$ 28,49, exatamente o valor de uma ação da PPC.

Apesar disso, o Safra lembra que a JBS negocia atualmente a 6,2 vezes a relação entre valor da firma e Ebitda (EV/Ebitda) dos últimos 12 meses, um prêmio de 11% em relação às 5,6 vezes da Pilgrim’s Pride, considerando os números em US GAAP.

Na avaliação dos analistas, o prêmio aparentemente limitado oferecido aos minoritários pode ser compensado pela exposição a uma companhia significativamente maior e mais diversificada, além da maior liquidez de negociação das ações da JBS.

O Safra também pondera que o Ebitda dos últimos 12 meses das duas empresas está pressionado por fatores específicos. No caso da JBS, pesam as margens próximas das mínimas do ciclo no negócio de carne bovina nos Estados Unidos. Já a Pilgrim’s Pride enfrenta custos de reestruturação e ineficiências operacionais consideradas transitórias.

Sem impacto sobre a alavancagem

Do ponto de vista da JBS, a incorporação integral da Pilgrim’s Pride pode trazer ganhos adicionais de eficiência e aumentar a liquidez das próprias ações da companhia, segundo o Safra.

Outro ponto considerado favorável é a estrutura da transação. Como a proposta prevê exclusivamente uma troca de ações, a JBS não precisaria desembolsar caixa para comprar os minoritários da PPC, nem haveria pressão adicional sobre sua alavancagem financeira.

A proposta, no entanto, ainda precisa superar algumas etapas. Como a JBS já controla aproximadamente 82% da Pilgrim’s Pride, a transação será analisada por um comitê especial formado por membros independentes do conselho de administração da PPC.

Além disso, será necessária a aprovação da chamada “maioria da minoria”: a maioria dos votos dos acionistas da Pilgrim’s Pride que não possuem vínculo com a JBS. A operação não exige aprovação dos acionistas da companhia brasileira.

Esta não é a primeira tentativa da JBS de assumir o controle integral da Pilgrim’s Pride. Em agosto de 2021, a brasileira apresentou uma proposta semelhante para adquirir as ações que ainda não possuía, mas as partes não chegaram a um acordo na ocasião.

STF retira de pauta julgamento sobre eleição para mandato-tampão no Rio de Janeiro

19 de Agosto de 2026, 12:00

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou da pauta da sessão plenária desta quarta-feira (19) o julgamento que vai definir o modelo da eleição para o mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro até janeiro de 2027. O desembargador Ricardo Couto ocupa a cadeira de governador interino.

O processo que discute a aplicação da Lei Maria da Penha quando não há vínculo entre vítima e agressor será agora o primeiro item da pauta. Segundo interlocutores de Fachin, o ministro considera importante que esse julgamento seja realizado no mês que marca os 20 anos da lei.

A sessão também será encerrada mais cedo devido à cerimônia de posse da nova gestão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), marcada para começar às 18h.

O processo sobre o mandato-tampão no Rio já tem placar de 4 a 1 para a escolha indireta do novo chefe do Executivo, realizada pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.

O relator, ministro Cristiano Zanin, foi o único que votou pela realização de eleição direta até o momento, justificando que, quando a perda de cargo eletivo tem origem em uma decisão da Justiça Eleitoral, a escolha deve ser feita pelos eleitores.

Nem tudo são flores: temporada do 2T26 supera expectativas, mas Itaú BBA recomenda cautela

19 de Agosto de 2026, 11:57

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) terminou com números acima das expectativas para boa parte das empresas acompanhadas pelo Itaú BBA. Ainda assim, o banco avalia que o cenário segue misto e recomenda cautela aos investidores, diante da reação das ações após os balanços e do risco de novas revisões negativas nas estimativas do mercado.

Entre as empresas do Ibovespa (IBOV), o lucro líquido superou as projeções em 8,2%, enquanto o Ebitda ficou 2,5% acima do esperado e a receita avançou 2,4% em relação ao consenso. Quando excluídas as empresas de commodities, porém, a surpresa positiva foi mais moderada: o lucro ficou 3,4% acima das estimativas, o Ebitda superou as previsões em 0,5% e a receita veio 0,9% acima do projetado.

Na avaliação do Itaú BBA, os resultados foram moderadamente positivos. Do total de empresas analisadas, 35,3% tiveram desempenho classificado como positivo, 43,4% ficaram em linha com as expectativas e 21,3% decepcionaram o mercado.

Além disso, 44,8% das companhias cobertas pelo banco entregaram lucro líquido acima das projeções, enquanto 28,4% vieram em linha e 26,9% reportaram resultados inferiores ao esperado.

Entre os setores, o destaque ficou com bens de capital, que registrou Ebitda 11,9% acima das estimativas, lucro líquido 18,8% superior ao projetado e receita 6,4% maior que o esperado. Os segmentos de transportes e logística e petróleo e gás também apresentaram desempenho considerado positivo pelos analistas.

Na outra ponta, consumo e varejo foi o principal destaque negativo da temporada. O lucro líquido das empresas do setor ficou 18,5% abaixo das expectativas no 2T26 e recuou 10,7% na comparação anual.

Outro ponto destacado pelo Itaú BBA foi a melhora da estrutura financeira das companhias. A alavancagem corporativa, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu para 1,7 vez, ante 1,9 vez no período anterior e abaixo da média histórica de dez anos, de 2,4 vezes.

Para o longo prazo, o banco segue construtivo com a trajetória dos lucros das empresas do Ibovespa e projeta crescimento anual composto de 15% entre 2025 e 2028.

As companhias domésticas aparecem entre os principais motores dessa expansão, com expectativa de alta de 27,3% no lucro líquido em 2026. Já para o setor financeiro, a previsão é de crescimento de 18,2%.

Apesar das perspectivas favoráveis para os resultados corporativos, o Itaú BBA ressalta que o cenário para as revisões de lucros ainda inspira cautela. Enquanto as empresas de commodities tiveram aumento de 36,3% nas projeções de lucro para os próximos 12 meses, impulsionadas principalmente pelo setor de petróleo, as estimativas para as instituições financeiras recuaram 8,2%.

*Com supervisão de Juliana Américo

O segredo por trás da nova aposta da Vibra Energia (VBBR3)? Um diesel que reduziu gastos da Vale

19 de Agosto de 2026, 11:46

A Vibra Energia (VBBR3) está apostando na ampliação das vendas de diesel com maior valor agregado para a mineração, com a oferta de um combustível que também oferece maior rendimento por quilômetro rodado, já testado em operações da mineradora Vale (VALE3), disse um executivo à Reuters.

O movimento junto a um setor no qual detém quase 60% de participação de mercado integra uma estratégia mais ampla que visa elevar a rentabilidade e a fidelização de grandes consumidores de sua divisão de negócios corporativos (B2B), incluindo outras indústrias.

A iniciativa inclui o lançamento nesta semana de um diesel premium chamado Supera Plus, desenvolvido para operações de mineração e testado pela Vale Base Metals (VBM), subsidiária de metais básicos da mineradora Vale.

Em entrevista à Reuters, o vice-presidente executivo de B2B da Vibra, Juliano Prado, afirmou que o novo diesel permitiu reduzir em cerca de 5% o consumo de combustível em operações da mineradora, além de gerar ganhos operacionais relacionados à manutenção dos equipamentos e redução de emissões.

“A gente deixa de discutir o diesel como uma commodity e passa a ter um produto que agrega valor adicional em relação ao que a concorrência tem”, afirmou Prado.

Segundo a Vibra, o Supera Plus passa a ocupar o topo da linha de diesel da companhia, acima das versões comum e aditivada, e o primeiro desenvolvido especificamente para a mineração, segmento que utiliza maquinários pesados e que opera em condições severas.

Segundo a Vibra, o teor do biodiesel no Supera Plus continua sendo o exigido pela regulação, mas a empresa seleciona biodiesel de qualidade superior, com menos contaminantes e maior estabilidade. Além disso, o produto inclui aumentadores de cetano, para melhorar a eficiência da queima, inibidores de corrosão, para proteger as partes metálicas do maquinário, e inibidores de oxidação, para fazer com que esse diesel não degrade na operação.

O objetivo inicial do Supera Plus, de acordo com Prado, não é ampliar a fatia de mercado no setor mineral, mas aprofundar o relacionamento com clientes já atendidos e aumentar a rentabilidade dos contratos.

“A gente não está lançando esse produto para ganhar ‘market share’. A gente faz isso para criar mais valor na relação que já existe. O ganho de participação pode vir como consequência”, afirmou.

Começando pela mineração

Embora a mineração tenha sido escolhida como primeiro segmento para a comercialização do produto devido à intensidade do consumo de combustível e ao elevado custo de paradas não programadas de equipamentos, a Vibra vê a iniciativa como uma plataforma para expandir a oferta de combustíveis premium.

“O Supera Plus começa na mineração, mas ele vai ser transversal para as diversas indústrias que nós temos”, disse Prado.

Segundo ele, a nova solução poderá ser expandida para outros setores como agronegócio, indústria e logística, nos quais ganhos de eficiência operacional também podem gerar redução relevante de custos para os clientes.

A companhia vende anualmente cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de diesel para o setor mineral, volume equivalente a aproximadamente 20% das vendas do combustível no segmento B2B. Entre os clientes estão Vale, Gerdau, Alcoa, Mineração Rio do Norte e Jacobina, disse Prado.

Aposta em produtos premium

Os testes realizados pela Vale Base Metals serviram de base para a estratégia. De acordo com a Vibra, na mina de Salobo, no Pará, o Supera Plus proporcionou redução de cerca de 5% no consumo, com uma economia anual estimada em R$9,27 milhões. A empresa também registrou redução de 40% nas obstruções de filtros e ganhos relacionados à manutenção dos equipamentos.

Em Onça Puma, também no Pará, a Vibra afirmou que houve redução de 6% no consumo de combustível nas operações de transporte de minério, além de ampliação do intervalo entre trocas de filtros, de 250 para 500 horas.

No segundo trimestre, a área B2B da Vibra registrou um Ebitda ajustado de R$1,7 bilhão, alta de 142% ante o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ajustada do segmento alcançou R$531 por metro cúbico vendido, também avanço de 142% na mesma comparação.

A companhia atribui o desempenho à estratégia de qualificação do mix, com aumento da participação de produtos de maior valor agregado, como combustíveis aditivados, além da expansão da base de clientes.

Entre abril e junho, a Vibra assinou mais de 100 novos contratos de fornecimento e elevou para 30% a participação de produtos aditivados no volume total de diesel vendido pelo segmento B2B, conforme informou anteriormente.

Vacina contra câncer de pele faz Moderna saltar 153% no Nasdaq

19 de Agosto de 2026, 11:39

As ações da Moderna (MRNA) são as grandes vencedoras do pregão desta quarta-feira (19). O papel, na máxima, chegou a disparar mais de 153% no Nasdaq, em Nova York, com a notícia de resultado positivo na fase de testes de uma vacina personalizada contra o câncer de pele.

A Moderna, junto com a Merck, informou que uma vacina experimental personalizada baseada em mRNA demonstrou eficácia em reduzir o risco de o melanoma voltar ou se espalhar em um estudo de fase avançada com pacientes de alto risco.

Por volta das 11h21 (horário de Brasília), a Moderna saltava 151,45%, a US$ 158,31.



Tratamento de câncer de pele

De acordo com as empresas, os resultados podem abrir caminho para um novo tratamento com potencial de prolongar a vida de pessoas diagnosticadas com esse tipo agressivo de câncer de pele.

O ensaio avaliou pacientes que passaram por cirurgia para remoção do tumor, com o objetivo de diminuir a probabilidade de reaparecimento após a operação.

De acordo com as empresas, o estudo testou a vacina personalizada intismeran em combinação com o imunoterápico Keytruda e atingiu o desfecho principal ao ampliar o tempo até o retorno do câncer.

O estudo também cumpriu um objetivo secundário ao reduzir a disseminação da doença para outros órgãos.

Dados específicos sobre o tempo de sobrevida sem progressão e sobre a sobrevida média dos pacientes, porém, não foram divulgados. Mais detalhes sobre a vacina devem ser apresentados em um congresso médico ainda em 2026.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Tesouro dos EUA anuncia que dobrará volumes dos títulos de longo prazo com valor nominal

19 de Agosto de 2026, 11:32

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (19) que está dobrando o tamanho das operações de recompra de suporte de liquidez para títulos de cupom nominal de prazo mais longo – de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos.

O tamanho máximo atual de US$ 2 bilhões por operação será de, pelo menos, US$ 4 bilhões por operação, segundo o Tesouro.

A mudança entra em vigor em 9 de setembro e estará em vigor pelo restante deste trimestre de refinanciamento, que termina em 4 de novembro.

O Tesouro dos EUA fornecerá mais informações sobre os tamanhos futuros de recompra na próxima Reunião Trimestral de Refinanciamento, segundo comunicado.

Afirmou também que esse aumento nos tamanhos das operações de recompra reflete seu desejo de fornecer maior suporte de liquidez a ativos de prazo mais longo, “onde há um patrocínio consistente e forte por parte dos participantes do mercado, como evidenciado pelo volume significativo de ofertas de alta qualidade que o Tesouro rotineiramente recebe em operações de recompra de longo prazo”.

A medida refletiu imediatamente nos mercados de Treasuries e câmbio, promovendo aceleração do movimento de quedados títulos de longo prazo do Tesouro norte-americano e do dólar frente a moedas fortes e emergentes. “Um cronograma provisório atualizado de recompra do Tesouro será divulgado em uma data posterior”, acrescentou.

Na boca do povo: Pesquisa mostra que mais de 60% dos brasileiros conhecem criptomoedas e quebra ‘estereótipo’ de investidor cripto

19 de Agosto de 2026, 11:32

O investidor em criptomoedas não é quem se pensava. Ao menos, é o que indica a 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas foi realizada pela Paradigma Education, em parceria com o Datafolha, publicada na última terça-feira (18).

Os dados mostram que o mercado de criptoativos consolidou sua presença no Brasil e avançou para muito além de um nicho restrito a investidores de alta renda ou entusiastas de tecnologia.

Segundo a pesquisa, entre aqueles entrevistados que já investiram em criptomoedas, 77,6% ganham até três salários-mínimos (cerca de R$ 4.863) e 89,4% recebem até cinco salários-mínimos (R$ 8.105), evidenciando a forte penetração dos criptoativos entre as camadas de renda média e baixa da população brasileira.

Além disso, atualmente, 66,4% dos brasileiros afirmam conhecer o tema, o equivalente a dois em cada três cidadãos.

Em apenas 15 meses, mais de 17 milhões de brasileiros passaram a conhecer criptomoedas, demonstrando que a tecnologia está cada vez mais presente na vida dos investidores brasileiros. O bitcoin (BTC) segue como a criptomoeda mais conhecida, citada por 60,7% da população, muito à frente dos demais ativos digitais

O estudo também mostra que os bancos assumiram protagonismo na jornada de investimento em criptomoedas. Entre os investidores, 83% afirmam ter utilizado o aplicativo do banco para acessar criptoativos, proporção muito superior à daqueles que recorreram a corretoras especializadas.

O dado sugere que a integração dos ativos digitais ao sistema financeiro tradicional tem sido uma das principais alavancas para a expansão do mercado.

Mercado de criptomoedas ainda encontra resistência

Apesar do avanço, a pesquisa aponta desafios importantes de penetração das criptomoedas entre os investidores.

Entre os brasileiros que conhecem criptomoedas, 77% ainda consideram a tecnologia complexa, enquanto 42% dos que nunca investiram afirmam não entender suficientemente o tema para realizar uma aplicação.

Ao mesmo tempo, quase 60% das pessoas que conhecem o mercado acreditam que as criptomoedas são uma boa forma de diversificar investimentos — percentual este que sobe para 78% entre jovens de 16 a 24 anos.

Por último, regionalmente, o Centro-Oeste foi o grande destaque. A região registrou o maior crescimento no conhecimento sobre criptomoedas, saltando 25,8 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior e alcançando 72,8% da população.

O Centro-Oeste também lidera indicadores relacionados à autocustódia e ao conhecimento de ativos como Tether e Drex, demonstrando uma maturidade crescente no uso das tecnologias associadas ao setor.

A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 11 e 14 de maio de 2026. O estudo ouviu 2.004 entrevistados em 137 municípios distribuídos por todas as regiões do Brasil, com abordagem realizada em pontos de fluxo previamente sorteados.

A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para o total da amostra e nível de confiança de 95%, assegurando robustez estatística aos resultados apresentados.

Sem dragagem e com El Niño, crescem riscos para transporte de grãos no Tapajós

19 de Agosto de 2026, 11:24

Operadores portuários avaliam que a ausência de dragagens no rio Tapajós, uma importante hidrovia para as exportações de soja e milho do Brasil, aumenta os riscos de interrupções no transporte nos próximos meses, em uma conjuntura de El Niño, que geralmente reduz vazões na bacia amazônica.

O diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Conceição Silva, alertou que o governo federal não tem concedido autorização para dragagens destinadas a desassorear trechos do rio, um dos canais para acesso aos portos do Arco Norte, região cada vez mais relevante nas exportações do agronegócio do Brasil.

Com a previsão de meteorologistas de um El Niño forte, o setor teme a repetição das interrupções e atrasos no transporte registrados em 2023 e 2024 devido ao baixo nível do Tapajós.

“O pior está por vir. A gente está vendo que os níveis estão baixando e por isso que foi aceso o alerta para fazer a dragagem”, disse Silva em entrevista à Reuters, em referência à previsão de um El Niño forte.

Empresas como Amaggi, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus Company transportam pela hidrovia cerca de 15 milhões de toneladas de grãos brasileiros por ano, segundo dados do setor. O Brasil é o maior exportador de soja e um dos maiores de farelo de soja e milho.

No Tapajós, os grãos são carregados em barcaças nos terminais em Itaituba (PA), seguindo posteriormente para os portos de exportação em Santarém e Barcarena, no Pará.

O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou que o governo federal decidiu não realizar, neste momento, a dragagem no rio Tapajós, no trecho entre Itaituba e Santarém.

A decisão foi tomada, disse o ministério em resposta a questionamento da Reuters, após avaliação das informações técnicas, diálogo entre os órgãos envolvidos e escuta de povos indígenas e comunidades tradicionais da região.

A posição do ministério se segue a protestos de indígenas, que ocuparam instalações da Cargill em Santarém, no início do ano, para protestar contra um decreto que abriria os rios amazônicos para dragagens. Após a manifestação, a medida governamental foi revogada.

Urgência

“Como a gente tem um cenário crítico de escassez de chuvas, a gente vai entrar numa criticidade de perda praticamente total da navegabilidade de carga naquela região, e a gente não tem o que fazer com essas cargas”, disse Silva, afirmando que seria inviável transferir todo o volume de grãos para o modal rodoviário em caso de interrupção da navegação no Tapajós.

Considerando o pior cenário de interrupção por quatro meses, até os níveis dos rios voltarem a subir, um volume de 5 milhões de toneladas, ou um terço do que é transportado por ano pelo Tapajós, estaria afetado, segundo estimativa da MoveInfra, que reúne empresas do setor de infraestrutura.

Os prejuízos estimados, com os custos adicionais que incluem redirecionamento de cargas para outros portos do Sudeste, além de atrasos nos embarques, poderiam atingir até R$850 milhões, no pior cenário, segundo a MoveInfra.

O presidente da ABTP afirmou que, no momento, não há interrupções na navegação do Tapajós. Mas ele ressaltou que as dragagens precisariam ser autorizadas logo, já que, a partir de meados de setembro, as dragas deixam de conseguir acessar os trechos mais críticos devido à redução do nível do rio.

“Se nós não fizermos em setembro, já não vai conseguir fazer mais.”

Os trabalhos de dragagem durariam de uma a duas semanas, mas não há sinal de autorização do governo federal, apesar de o setor ter já solicitado uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar sobre o assunto, disse o executivo da associação.

A Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport), que reúne empresas como Cargill, Hidrovias do Brasil e Raízen, entre outras, avalia que a situação do Tapajós hoje lembra os problemas de 2023 e 2024.

“O setor trabalha com cautela elevada. Acreditamos que o cenário 2023 e 2024 possa se repetir em 2026 e 2027, e existem sinais que justificam essa preocupação”, disse o diretor-presidente da Amport, Gabriel Azevedo, à Reuters.

Segundo ele, “a combinação de níveis que voltaram a cair durante a vazante e a possibilidade de um El Niño excepcionalmente forte pode aumentar significativamente a pressão sobre as hidrovias”.

Itaú BBA mantém aposta em BDR com potencial de valorização de 28%

19 de Agosto de 2026, 11:17

A Aura Minerals (AURA33) segue como uma das principais apostas do Itaú BBA no setor de mineração, mesmo após um primeiro semestre abaixo das expectativas.

Em relatório após reunião com o CEO Rodrigo Barbosa e a diretora de RI, Natasha Utescher, o banco manteve recomendação de outperform (compra) para as ações e elevou o preço-alvo para o fim de 2027 para US$ 98 por ação da AUGO e R$ 169 por BDR da AURA33.

A nova estimativa representa um potencial de valorização de cerca de 29%, segundo o banco. Apesar de ter reduzido as projeções de produção para 2026 e adotado uma visão mais conservadora para o preço do ouro no curto prazo, o BBA segue otimista com a capacidade da companhia de entregar crescimento e ganhos operacionais nos próximos anos.

Recuperação operacional no radar

Para os analistas, o principal gatilho para as ações da Aura será a recuperação operacional esperada para o segundo semestre de 2026, especialmente após resultados mais fracos em minas como MSG e Apoena.

No caso da MSG, a companhia priorizou investimentos em desenvolvimento subterrâneo, renovação de frota e melhorias de infraestrutura, o que pressionou temporariamente volumes, teor de minério e custos. Já em Apoena, a exploração de áreas com menor teor durante o desenvolvimento da cava Nosde também afetou a produção.

“Estamos mais otimistas com o desempenho do segundo semestre”, afirmam os analistas. A expectativa é de melhora sequencial em MSG, Apoena e Borborema, além de maior processamento em Almas e contribuição relevante de Aranzazu, beneficiada pelos preços elevados do cobre.

O BBA projeta produção de 364 mil onças equivalentes de ouro (koz) em 2026, avançando para 420 mil koz em 2027 e 497 mil koz em 2028.

Ouro perde força, mas cenário segue favorável

O banco também revisou para baixo suas estimativas para o preço do ouro entre 2026 e 2028. A projeção passou para US$ 4.400 por onça em cada um desses anos, ante estimativas anteriores entre US$ 4.500 e US$ 5.000.

A mudança reflete a recente correção da commodity, influenciada por juros reais mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e menor apetite dos investidores.

Ainda assim, o Itaú BBA mantém visão positiva para o médio e longo prazo. Segundo os analistas, fatores como compras contínuas de ouro por bancos centrais, diversificação de reservas internacionais, preocupações fiscais e riscos geopolíticos continuam sustentando os preços em patamares historicamente elevados.

Valuation ainda atrativo

Mesmo após a valorização recente dos papéis, o banco avalia que a Aura continua negociando a níveis atrativos em comparação aos pares globais.

A instituição destaca que a mineradora combina crescimento relevante de produção, retornos elevados sobre o capital investido, balanço desalavancado e potencial de remuneração aos acionistas.

A projeção é que o lucro operacional medido pelo EBITDA alcance US$ 959 milhões em 2026, subindo para US$ 1,16 bilhão em 2027 e US$ 1,45 bilhão em 2028.

“O pacote de crescimento continua atrativo, mas a execução passa a ser o principal fator para destravar valor”, diz o relatório. Na visão do Itaú BBA, caso a Aura consiga cumprir as metas de expansão e recuperação operacional, as ações podem reduzir o desconto em relação às grandes mineradoras do setor.

Lula X Trump: Brasil abre processo de reciprocidade contra tarifas dos Estados Unidos

13 de Agosto de 2026, 20:28

O governo brasileiro deu início nesta quinta-feira (13) ao processo de análise de possíveis medidas de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, de acordo com um comunicado da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A iniciativa está fundamentada na Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), que autoriza o país a adotar contramedidas diante de ações unilaterais consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.

Segundo comunicado, a Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) encaminhou o pedido de enquadramento aos membros do Comitê-Executivo de Gestão do órgão, dando início à tramitação prevista no Decreto nº 12.551/2025.

O movimento é mais um capítulo do acirramento dos ânimos entre o presidente da República brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva, e o seu equivalente norte-americano, Donald Trump.

Como parte do processo, o Ministério das Relações Exteriores notificou oficialmente o governo dos Estados Unidos sobre a abertura da análise e solicitou a realização de consultas diplomáticas.

O objetivo dessas negociações é buscar soluções que possam mitigar ou eliminar os efeitos das tarifas americanas e evitar a adoção de contramedidas previstas na legislação brasileira.

Leia o documento na íntegra:

Bom pra cachorro: Petz Cobasi (AUAU3) vê lucro líquido ajustado crescer para R$ 70,3 milhões no 2T26

13 de Agosto de 2026, 19:34

O Grupo Petz Cobasi (AUAU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 8,4% ante igual período do ano anterior.

Sem ajustes, o lucro líquido alcançou R$ 100,4 milhões, avanço anual de 43,5%. O resultado foi favorecido pelo reconhecimento de R$ 52,9 milhões em créditos tributários referentes a exercícios anteriores.

Já o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado somou R$ 186,7 milhões, alta de 11% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 0,3 ponto porcentual (p.p.), para 10,6%, refletindo o crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 1,7 bilhão, aumento de 7,9%. Já a receita bruta totalizou R$ 2,108 bilhões, avanço de 7,8%, impulsionada principalmente pelo aumento dos volumes.

“Em um cenário de inflação interna acumulada próxima de 1% a 2% e ausência de reajustes de preços pela indústria, esse resultado representa crescimento real”, afirmou o presidente do grupo, Paulo Nassar.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 1,2 milhão, ante receita financeira líquida de R$ 1,5 milhão um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu sua posição de caixa líquido.



Outras linhas do Petz Cobasi (AUAU3)

As vendas mesmas lojas cresceram 7,1% no trimestre. Na Petz, o indicador avançou 7,4%, enquanto na Cobasi aumentou 6,6%.

O canal digital registrou vendas de R$ 855,6 milhões, alta anual de 9,2%, e passou a representar 40,6% da receita bruta, crescimento de 0,5 p.p. ante o segundo trimestre de 2025. No canal físico, as vendas aumentaram 7,4%, para R$ 1,2 bilhão.

A receita bruta de serviços avançou 29%, para R$ 47,6 milhões. Enquanto isso, a participação das marcas próprias alcançou 14,4% das vendas da Petz e 9,5% das vendas da Cobasi, altas de 1,5 p.p. e 3,1 p.p., respectivamente.

O grupo encerrou junho com caixa líquido de R$ 286,1 milhões, aumento de 80,5% em relação ao fim do primeiro trimestre, mesmo após o pagamento de R$ 26 milhões em dividendos.

Os investimentos totalizaram R$ 34 milhões, queda anual de 31,5%, diante do menor ritmo de abertura de lojas e da redução dos aportes em reformas, manutenção e logística.

A empresa destaca no release que as comparações com 2025 consideram números pro forma gerenciais e não auditados, que simulam Petz e Cobasi como uma única operação.

Em programa de governo, Flávio Bolsonaro prevê cortar impostos, reduzir dez ministérios e reavaliar Reforma Tributária

13 de Agosto de 2026, 19:00

O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou, nesta quinta-feira (13) seu plano de governo com a promessa de acelerar o crescimento econômico, reduzir o custo de vida e promover um choque de gestão nas contas públicas. Batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso”, o programa prevê crescimento sustentado de 4% ao ano na próxima década, redução gradual do custo do trabalho, revisão de impostos e investimentos de R$ 900 bilhões em infraestrutura ao longo de quatro anos.

Com 76 páginas, o plano prevê o corte de ao menos uma dezena de ministérios, redução de cargos e salários e reavaliar a reforma tributária para corrigir eventuais distorções e reduzir o valor do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), criado pela Reforma Tributária e que deve entrar em operação em 2027, sem informar detalhes sobre como as medidas serão adotadas.

Entre outros pontos, na política externa o foco será no comércio bilateral e “sem alinhamentos ideológicos” e o programa Casa Verde Amarela, que substituiu o Minha Casa, Minha Vida no governo de Jair Bolsonaro, será retomado

O programa organiza as propostas em nove eixos, com destaque para o “Brasil Mais Barato”, “Brasil que Prospera”, “Brasil que Cresce” e “Brasil que Não Volta Atrás”. A estratégia econômica é baseada no equilíbrio das contas públicas, na redução da burocracia, estímulo ao investimento privado e aumento da competitividade de setores como agropecuária, indústria e serviços.

“O compromisso de Flávio Bolsonaro é fazer um governo moderno e eficiente capaz de levar o Brasil à posição de sétima economia mundial”, informa o documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato também diz estar preparado para “resgatar o país” e critica o que classifica como aumento do custo de vida e perda do poder de compra das famílias.

Dobrar o ritmo de crescimento

No capítulo econômico, o plano estabelece como principal objetivo elevar o ritmo de expansão da economia. Segundo o documento, o país cresceu, em média, cerca de 2% ao ano nas últimas duas décadas, desempenho considerado insuficiente em relação ao restante do mundo. A proposta é alcançar crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo dos próximos dez anos.

Para atingir essa meta, Flávio propõe priorizar investimentos privados, ampliar a segurança jurídica e criar regras mais previsíveis para empresas. A estratégia também prevê fortalecer a competitividade do agronegócio, da indústria e do setor de serviços.

Um dos principais compromissos é a aplicação de R$ 900 bilhões em quatro anos em infraestrutura, com recursos destinados a rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O programa também prevê a criação de “Corredores Logísticos Inteligentes” e a retomada de obras hídricas no Nordeste.

Na área de energia, o plano prevê expansão do refino de petróleo e gás, fortalecimento dos biocombustíveis e redução dos encargos e subsídios que compõem a tarifa de eletricidade. A tarifa social para famílias de baixa renda seria preservada.

O eixo “Brasil Mais Barato” prevê revisão de impostos, redução do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) projetado pela Reforma Tributária e desoneração de combustíveis e energia elétrica.

O candidato também propõe racionalizar encargos e subsídios do setor elétrico para diminuir o valor das contas de luz. No caso dos alimentos, a estratégia inclui investimentos em logística e armazenamento para reduzir custos de transporte e perdas na produção agrícola, além da expansão do Seguro Rural.

No entanto, o plano associa a redução dos juros e da inflação à reorganização das contas públicas e ao equilíbrio da dívida nacional. A proposta inclui ainda ações de educação financeira para famílias por meio da Caixa Econômica Federal.

“Tesouraço”

Na área fiscal, Flávio promete um choque de gestão, batizado no plano de “Tesouraço”. A proposta prevê a extinção de pelo menos dez ministérios, corte de cargos comissionados e o fim dos chamados supersalários no serviço público. O objetivo declarado é equilibrar as contas públicas, conter a inflação e criar condições para a redução dos juros.

O programa também prevê reavaliar a reforma tributária para corrigir eventuais distorções, reduzir o valor do IVA e desonerar exportações e investimentos. Outra frente é o fortalecimento do pacto federativo, com maior autonomia orçamentária para Estados e municípios e maior agilidade na transferência de recursos.

A proposta fiscal também inclui medidas contra fraudes na Previdência, com o objetivo de impedir descontos indevidos em aposentadorias e pensões, além da digitalização da gestão para eliminar as filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Custo trabalhista e o ‘negociado sobre o legislado‘

O plano de Flávio também aposta na redução do custo da contratação formal. Segundo o documento, o custo total de um trabalhador para o empregador pode chegar a quase duas vezes o valor de seu salário. A proposta é reduzir esse custo gradualmente, sem retirar direitos trabalhistas.

Para jovens em busca do primeiro emprego, o programa prevê um contrato com menor custo sobre a folha de pagamentos, como forma de estimular as empresas a contratar trabalhadores sem experiência. Para pessoas com mais de 50 anos desempregadas há mais de 12 meses, seria criado um contrato de trabalho com condições consideradas mais atrativas para os empregadores.

O programa também defende a prevalência do “negociado sobre o legislado”, permitindo que trabalhadores e empresas estabeleçam diretamente determinadas condições de trabalho dentro dos limites da legislação.

Para quem pretende empreender, a proposta “Minha Primeira Empresa” prevê menos burocracia para abertura e formalização de negócios, capacitação e orientação por meio do “Sistema S”. A Caixa Econômica Federal seria transformada, segundo o plano, em um “Banco da Prosperidade”, com uma esteira de crédito e serviços destinada a facilitar o acesso ao primeiro patrimônio e à autonomia financeira.

O plano prevê ainda o programa “Ganha-Ganha”, que pretende criar um histórico positivo para beneficiários que cumpram determinadas etapas de qualificação e autonomia financeira. Entre as ações consideradas estão concluir cursos, formalizar um negócio, conseguir emprego e manter as contas em dia. O histórico poderia facilitar o acesso a crédito, juros menores e cashback.

A lógica apresentada pelo programa é transformar políticas sociais em uma etapa de transição para o mercado de trabalho e a independência financeira. O plano afirma que os programas sociais serão preservados e aperfeiçoados, com a proteção social funcionando como ponto de partida para qualificação, emprego e crescimento.

Casa Verde e Amarela de volta

Na habitação, o candidato propõe retomar o programa Casa Verde e Amarela, como o Minha Casa, Minha Vida foi rebatizado durante o mandato do pai, Jair Bolsonaro, e depois descartado no atual governo que retomou o nome original. A meta é construir 2,5 milhões de residências e oferecer financiamento com a menor taxa de juros possível.

A modernização tecnológica é outro componente da agenda econômica. O plano propõe digitalizar 100% dos serviços públicos federais e criar uma identidade digital única integrada ao Gov.br. A inteligência artificial seria utilizada para integrar informações e reduzir a burocracia enfrentada pelos cidadãos e pelas empresas.

A proposta também prevê ampliar o acesso à internet em todo o país e tratá-la como infraestrutura, assim como rodovias e pontes. A avaliação apresentada pelo candidato é que a digitalização pode reduzir custos administrativos e tornar mais eficiente a prestação de serviços públicos.

Na saúde, o programa propõe um prontuário eletrônico único, compartilhado entre redes pública e privada, além da ampliação de serviços de telemedicina e telessaúde. Para reduzir filas, o plano prevê ainda a possibilidade de contratação da rede privada para realizar exames e procedimentos em horários ociosos.

Política externa sem alinhamentos ideológicos

Na política externa, o plano defende uma atuação considerada “pragmática e técnica”, com foco no comércio bilateral e sem alinhamentos ideológicos, apesar da proximidade de Flávio Bolsonaro e sua família com Donald Trump e os Estados Unidos. A intenção é ampliar oportunidades comerciais e fortalecer a inserção do Brasil no mercado internacional.

MBRF (MRFG3): alavancagem sobe a 3,41x, mas empresa espera redução no 2º semestre

13 de Agosto de 2026, 19:00

A MBRF espera iniciar uma trajetória de redução da alavancagem financeira no segundo semestre, após o indicador atingir 3,41 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda no segundo trimestre. Segundo o CFO da companhia, José Ignacio Scoceria, a manutenção do nível de alavancagem no trimestre, apesar da expansão do Ebitda, foi provocada principalmente pelo consumo de capital de giro.

“Temos, como companhia, condições para gradualmente ir trazendo a alavancagem para baixo”, afirmou Scoceria em conversa com jornalistas. Segundo ele, a MBRF consumiu cerca de R$ 1,2 bilhão em capital de giro no segundo trimestre, o que pressionou a geração de caixa e impediu uma redução do indicador.

A dívida líquida da MBRF encerrou junho em R$ 45 bilhões, alta de 2,4% em relação ao primeiro trimestre, enquanto a alavancagem passou de 3,37 vezes para 3,41 vezes no período. Estoques pressionam capital de giro O principal impacto sobre o capital de giro veio da dinâmica dos estoques, especialmente em razão do conflito no Oriente Médio.

O aumento do prazo para abastecimento da região exigiu que a companhia mantivesse volumes maiores de produtos em trânsito. Segundo Scoceria, a estratégia permitiu à MBRF abastecer a região e obter “uma rentabilidade muito boa”, mas teve impacto no ciclo de caixa da companhia.

O executivo também citou o aumento da produção do portfólio de comemorativos e ajustes nos prazos de pagamento a fornecedores como fatores que pressionaram o capital de giro no trimestre. Apesar disso, Scoceria considera que o movimento é pontual e sazonal e espera observar redução desse capital no segundo semestre. “Esse capital de giro vai retornar na segunda metade do ano”, afirmou.

A expectativa, portanto, é de que a recuperação do capital de giro permita à companhia retomar a trajetória de desalavancagem.

MBRF vê dívida sob controle

O CEO da MBRF, Miguel Gularte, afirmou que a companhia está confortável com o atual nível de endividamento diante das circunstâncias do negócio, mas reforçou que a redução da alavancagem continua entre as prioridades da gestão.

“Desalavancar a companhia faz parte da nossa disciplina e da forma que fazemos gestão da companhia”, disse. Segundo Gularte, a manutenção de estoques elevados no Oriente Médio é uma contingência necessária diante do aumento do prazo para abastecimento da região. Em contrapartida, a estratégia contribuiu para uma forte melhora da rentabilidade no mercado. “A rentabilidade no Oriente Médio [dobrou] do que o ano anterior”, afirmou o executivo.

*Com informações do Broadcast

Conheça o superiate de US$ 300 milhões de Mark Zuckerberg, envolvido em controvérsia sobre pedido de socorro no mar

13 de Agosto de 2026, 18:41

Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, não economiza quando o assunto é luxo. Um dos principais símbolos dessa ostentação é o Launchpad, superiate avaliado em cerca de US$ 300 milhões.

Nos últimos dias, porém, a embarcação ganhou destaque por um motivo diferente. Segundo relatos, o iate não teria respondido a um pedido de assistência de um barco que ficou sem combustível na costa do Alasca.

Embora haja controvérsias sobre a obrigação legal de prestar socorro naquele caso, uma coisa parece consenso: o Launchpad impressiona tanto pelo tamanho quanto pelas comodidades a bordo. Afinal, trata-se de uma embarcação de tirar o fôlego.

Detalhes do iate

O Launchpad foi projetado pelo escritório Espen Øino International, especializado no design de superiates, e construído pelo estaleiro holandês Feadship.

Seu primeiro proprietário foi o bilionário russo Vladimir Potanin. Em 2024, porém, a embarcação passou a pertencer a Zuckerberg.

Segundo a YachtCharterFleet, o iate tem quase 119 metros de comprimento e pode atingir velocidade máxima de 24 nós — o equivalente a cerca de 44 km/h, superando a de muitos navios de cruzeiro.

Contando com mais de dez quartos luxuosos e uma infinidade de lounges e áreas de jantar —além de piscina, heliponto, cinema, academia e até salão de beleza —, o Launchpad pode transportar até 26 hóspedes e 49 tripulantes.

O custo de operação do iate é estimado em US$ 30 milhões por ano. Uma conta que, ao que tudo indica, não inclui serviços de resgate marítimo.

A polêmica envolvendo o resgate

Por volta das 21h32 de 3 de agosto, a embarcação Hewescraft pediu auxílio à Guarda Costeira dos EUA pela primeira vez.

O alerta foi feito por meio de uma frequência de rádio que embarcações na região costumam monitorar, incluindo o Launchpad, que supostamente não teria respondido ao chamado.

Cerca de 25 minutos depois, a Guarda Costeira determinou que não havia perigo iminente, pois o barco estava apenas sem combustível, e emitiu um pedido de assistência.

O navio Wilderness Legacy respondeu ao chamado, rebocou o Hewescraft e ajudou no reabastecimento da embarcação. A situação foi resolvida sem nenhum dano à vida.

Wilderness Legacy
Wilderness Legacy, o barco que prestou assistência ao Hewescraft. Reprodução/www.cruisemapper.com

Zuckerberg e sua família não estavam no Launchpad quando a situação aconteceu. O porta-voz do bilionário não especificou o que o iate estava fazendo na época e nega a versão de que um pedido de ajuda teria sido ignorado.

“Como observou a Guarda Costeira, o barco não estava em perigo, e quando a tripulação revisou o contato da Guarda Costeira em um canal de rádio diferente daquele em que operavam, a assistência já estava em andamento “, disse o porta-voz de Zuckerberg, Brian Baker.

Nesse sentido, especialistas em direito marítimo também afirmam que ficar sem combustível, por si só, não configura uma emergência. Nesse cenário, o Launchpad não teria obrigação legal de prestar assistência.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

Yduqs (YDUQ3) tem queda de 54% no lucro líquido ajustado no 2T26 e resultado fica abaixo do esperado

13 de Agosto de 2026, 18:34

A Yduqs (YDUQ3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, queda de 54,2% em relação ao mesmo período de 2025. Sem ajustes, a empresa teve prejuízo de R$ 15 milhão no período.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia somou R$ 400,2 milhões no 2T26, alta de 1,6% na base anual. A margem Ebitda ajustada passou de 28,6% para 28,7%.

Os números ficaram abaixo das estimativas de analistas, que esperavam, em média, lucro líquido de R$29 milhões e Ebitda de R$408 milhões, segundo dados da LSEG.

A receita líquida ficou em R$ 1,392 bilhão, avanço de 1% frente aos R$ 1,378 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. Com ajustes, excluindo o efeito da queda na receita DIS, a receita somou R$ 1,415 bilhão, aumento de 2,6% na mesma base comparativa.

Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo Idomed e pelo Ibmec, cujas receitas cresceram 7,4% e 12,5%, respectivamente. Já Estácio & Wyden teve queda de 2,2%, com avanço de 38,2% na receita do ensino semipresencial compensado por recuos de 1,2% no presencial e de 15,2% no digital.

A dívida líquida, excluindo o efeito do IFRS 16, ficou em R$ 2,908 bilhões no período, queda de 1,9% ante os R$ 2,964 bilhões registrados um ano antes.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida ex-IFRS 16 e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, caiu de 1,66x no 2T25 para 1,55x no 2T26.

Base de alunos

A base consolidada de alunos da Yduqs ficou em 1,419 milhão no 2T26, queda de 0,9% em relação aos 1,432 milhões de alunos registrados no 2T25.

A composição, porém, mostra uma mudança importante no perfil da base.

No ensino presencial, considerando Estácio & Wyden, Idomed e Ibmec, a base total avançou 19,1%, de 319,1 mil para 380 mil alunos. Na graduação, a base presencial tradicional recuou 3,6%, de 211,8 mil para 204 mil; enquanto o formato semipresencial saltou 66,6%, de 99,2 mil para 165,3 mil alunos. Já o

No ensino à distância, a base de alunos caiu 6,9%, de 1,092 milhão para 1,016 milhão de alunos. A graduação foi a principal responsável pelo recuo, com queda de 18,3%, de 542,1 mil para 443 mil alunos.

A companhia atribui a redução às restrições do novo marco regulatório, que impede a captação de novos alunos em EAD em cursos de Engenharia, Saúde e Licenciaturas, além da migração de estudantes para o formato semipresencial.

*Conteúdo em atualização

Após balanço, BTG Pactual eleva participação no Méliuz (CASH3) para 10,5%

13 de Agosto de 2026, 18:21

O Méliuz (CASH3) informou ao mercado na noite desta quinta-feira (13) que recebeu um comunicado do BTG Pactual sobre o aumento de sua participação acionária na companhia.

Segundo o documento, o banco e suas subsidiárias passaram a deter aproximadamente 10,96 milhões de ações ordinárias do Méliuz, o equivalente a cerca de 10,51% do capital social da empresa.

De acordo com o portal de relações com os investidores, o BTG possuía uma participação acionária de 6.987.120 ações, o equivalente a 6,707% do capital acionário da empresa, antes da nova aquisição.

O movimento acontece uma semana após a publicação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26).

A empresa reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Os números foram pressionados por um impacto contábil negativo de R$ 32,1 milhões relacionado à carteira de bitcoin (BTC) da companhia.

Desconsiderando esse efeito, o lucro líquido ajustado somou R$ 9,7 milhões, o que representa uma alta de 14% na comparação anual. Junto com o release de resultados, o Méliuz também anunciou a criação de um novo programa de recompra de ações de até 8,1 milhões de papéis, equivalente a 10% do free float da companhia.

Outros dados do Méliuz (CASH3)

No comunicado, o BTG destacou que a participação adquirida tem como objetivo apenas a realização de operações financeiras.

O banco também afirmou que não pretende alterar a estrutura de controle ou a administração da companhia, nem busca atingir qualquer percentual específico de participação acionária.

Além da posição acionária, a instituição financeira informou possuir instrumentos derivativos com liquidação exclusivamente financeira referenciados em ações da companhia.

Esses contratos conferem ao banco uma exposição vendida de aproximadamente 8,48 milhões de ações, correspondente a cerca de 8,14% do total de papéis emitidos pelo Méliuz.

MBRF (MBRF3): lucro cai 19% no 2T26, para R$ 69 milhões

13 de Agosto de 2026, 18:20

A MBRF (MBRF3) registrou lucro líquido de R$ 69 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia vendeu 1,969 milhão de toneladas no trimestre, alta de 1,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. Desse total, 1,253 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado interno, queda de 3,1% na comparação anual, enquanto 716 mil toneladas foram vendidas no mercado externo, avanço de 10,8%.

A receita no mercado doméstico somou R$ 28,010 bilhões, crescimento de 0,4%. Já a receita proveniente das vendas externas alcançou R$ 12,711 bilhões, alta de 16,5% ante o segundo trimestre do ano passado.

Resultado financeiro

No resultado consolidado, a MBRF registrou resultado financeiro líquido negativo de R$ 1,776 bilhão no segundo trimestre, uma piora de 23% em relação ao resultado negativo de R$ 1,443 bilhão registrado um ano antes. Segundo a companhia, a deterioração ocorreu principalmente em função do aumento das despesas com juros.

A dívida líquida consolidada encerrou junho em R$ 45 bilhões, alta de 2,4% ante o trimestre anterior e de 19,7% na comparação anual. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,37 vezes no primeiro trimestre para 3,41 vezes no segundo trimestre. Um ano antes, o indicador estava em 2,74 vezes.

Caixa e capital de giro

A geração operacional de caixa da MBRF somou R$ 2,168 bilhões no segundo trimestre, enquanto os investimentos alcançaram R$ 1,411 bilhão. O consumo de caixa no período foi de R$ 864 milhões.

Segundo a empresa, a pressão sobre o capital de giro ocorreu principalmente pelo aumento dos estoques e dos ativos biológicos, pela ocupação dos confinamentos na operação de bovinos da América do Sul, pelo início da formação de estoques para a campanha de produtos comemorativos e por ajustes nos prazos médios de pagamento a fornecedores.

Expectativas para o segundo semestre

Para o segundo semestre, o CFO da MBRF, José Ignacio Scoceria, afirmou que a companhia pretende concentrar esforços na melhoria dos indicadores de capital de giro.

“No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia”, disse o executivo.G.

Banco do Brasil (BBAS3) vê melhora no agro com MP, mas provisões podem ficar no teto e lucro no piso do guidance

13 de Agosto de 2026, 18:10

O Banco do Brasil (BBAS3) trabalha com um cenário de melhora nas provisões da carteira de crédito do agronegócio nos próximos meses, apoiada principalmente pelo programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal no mês passado, mas dúvidas sobre o cumprimento das previsões do banco para o ano pressionaram as ações para mínimas em um ano.

“Nós esperamos uma melhora relevante na PDD do agro em virtude da MP 1.376”, afirmou o vice-presidente de controles internos e gestão de riscos da instituição financeira, Felipe Prince, em teleconferência com analistas para comentar o resultado do banco no segundo trimestre, divulgado na véspera.

“Temos à disposição dos nossos clientes um instrumento para promover essa renegociação. Nós trabalharemos muito fortemente na melhoria das condições do cliente como um todo e isso traz impacto também no relacionamento pessoa física com os produtores rurais”, afirmou.

No segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias do agro avançou para 6,27%, de 3,16% um ano antes e 6,22% nos três meses imediatamente anteriores. Na pessoa física, atingiu 8,41%, de 5,59% um ano antes e 6,82% nos primeiros três meses de 2026.

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, afirmou na teleconferência que o portfólio de crédito potencial do banco para enquadramento na MP 1.376 é de até R$100 bilhões.

De acordo com o vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do BB, Gilson Bittencourt, o foco inicial será principalmente o produtor inadimplente. Dados do Banco do Brasil divulgados na apresentação mostravam R$36,7 bilhões em operações inadimplentes.

“Esse vai ser o foco central da nossa atuação, seguido por aqueles que estão com operações prorrogadas com taxas livres, que se enquadram dentro do percentual de perdas e dos limites de crédito. Então esse é o público central que a gente vai buscar… trabalharmos com algo de até em torno de R$30 bilhões”, afirmou, ressaltando que tal montante já tem um efeito bastante significativo em relação às operações inadimplentes do banco.

Bittencourt também citou uma expectativa de redução da inadimplência da carteira agro em razão das mudanças nas regras de concessão de empréstimo, que ficaram mais rigorosas. Ele apontou que ainda há um percentual grande de créditos contratados no formato anterior, mas que está aumentando a quantidade de financiamentos que estão vencendo que já foram contratados com a nova matriz de resiliência.

“Em agosto já estamos 35% e esse número vai chegar a 57% até dezembro”, afirmou. “A expectativa é que com a nova matriz a gente já tenha uma redução da inadimplência.”

O Banco do Brasil também afirmou que está preocupado e acompanhando de perto o efeito El Niño, trabalhando para minimizar o máximo possível os impactos nos financiamentos do banco.

Bittencourt, contudo, citou que, no geral, na produção de grãos em anos anteriores, o efeito de El Niño não é tão significativo quando se olha o país como um todo. “Mas quando se olha algumas culturas e algumas regiões, o problema existe e tende a ser grave, o que exige de nós uma ação muito cuidadosa na concessão do crédito, no acompanhamento e na discussão técnica com esses produtores”, pontuou em coletiva de imprensa também nesta quinta-feira.

Guidance

O BB reiterou o guidance para o ano divulgado mais cedo no ano, que inclui um lucro líquido ajustado de R$18 bilhões a R$22 bilhões, bem como custo de crédito de R$65 bilhões a R$70 bilhões, entre outras métricas, o que fez alguns analistas questionarem se tal resultado, principalmente a linha do custo do crédito, será alcançado, uma vez que no primeiro semestre já registrou R$37,3 bilhões.

De acordo com os executivos, o tema foi debatido e prevaleceu a crença na capacidade do banco de entregar os números. Mais uma vez, a MP 1.376 foi citada como “importantíssima” para o BB poder reestruturar as dívidas dos agricultores que estão com seus fluxos de caixa apertados.

Eles observaram que no segundo trimestre houve um efeito de “risco moral”, com o agricultor em compasso de espera, aguardando as discussões que estavam acontecendo envolvendo um projeto de lei de reestruturação.

“Essas discussões se estenderam e o governo achou por bem então emitir essa medida provisória. Estão só aguardando finalizações específicas, então acreditamos que teremos basicamente um pedaço de agosto e setembro para acelerar”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias.

O entendimento no BB foi de que se a instituição financeira executar tão bem quanto executou as operações ligadas à MP 1.314, que estabeleceu regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e CPR, não seria necessário fazer um ajuste na previsão sobre o custo de crédito agora.

Tobias, contudo, reconheceu que o desempenho está apontando muito mais para a ponta de baixa do guidance para o lucro, com provisão encostando nos R$70 bilhões.

“Vamos trabalhar para não ter que fazer esse ajuste de guidance. Esperem provisão ali na ponta alta e para o lucro na ponta baixa”, afirmou. Tanto Tobias quanto Medeiros reconheceram a chance de um “pequeno desvio” na estimativa do custo do crédito.

BBAS3: Reações no mercado

Em relatório a clientes, o analista Gustavo Schroden, do Citi, afirmou que, embora a administração do BB tenha reiterado confiança no cumprimento de seu guidance, continua acreditando que o guidance mantido apresenta risco de não ser atingido.

“Nós já estamos em meados do terceiro trimestre e as renegociações relacionadas à MP 1.376 ainda não foram iniciadas, o que sugere que quaisquer potenciais efeitos positivos deverão se materializar apenas no quarto trimestre. Dessa forma, mantemos nossa estimativa de lucro líquido recorrente de R$17,5 bilhões para 2026”, afirmou em relatório a clientes após a teleconferência.

Na bolsa paulista, as ações do BB renovaram as mínimas no começo da tarde, sendo negociadas com declínio de 3,89%, a R$18,26, por volta de 14h10, enquanto o Ibovespa cedia 0,23%. No pior momento, os papéis foram cotados a R$18,21, renovando mínima intradia desde o início de agosto do ano passado.

Pessoa física

Executivos do BB também buscaram amenizar preocupações com a piora na inadimplência na pessoa física, que no segundo trimestre foi pressionada principalmente pela linha de cartão de crédito.

Além de um efeito de contaminação da carteira agro, os executivos citaram como componente negativo a adoção de nova sistemática de parcelamento automático da fatura do cartão de crédito. Ao longo do primeiro trimestre, o banco percebeu que os clientes começaram a fazer esse parcelamento automático, o que foi percebido como um risco, um alerta principalmente nas classes D e E.

“Imediatamente, travamos essa linha”, afirmou Tobias, explicando que, agora, para fazer o parcelamento, o cliente precisa pagar a entrada. “Foi um efeito pontual.”

De acordo com os executivos do banco, na pessoa física, o foco tem sido principalmente nos consignados, público e privado.

“Uma vez que já começou a flexibilização monetária, uma redução de taxa de juros, isso pode trazer um benefício marginal para a redução do risco como um todo para a pessoa física. A gente vai estar atento para poder crescer, mas cuidando para que esse crescimento também não traga mais risco, como aconteceu, por exemplo, no segmento D e E de cartão de crédito”, disse Tobias

ROE

De acordo com o executivo, a perspectiva de que a provisão encoste no topo do guidance pressupõe um lucro de R$18 bilhões, o que daria um retorno sobre patrimônio (ROE) “perto dos 10%”. No primeiro semestre do ano, essa métrica ficou em 7,3%.

“O ROE é baixo ainda, mas acreditamos que vamos passar por essa tormenta, por esse meteoro que está caindo aqui no agro, e vamos sim retomar essa lucratividade do banco”, afirmou Tobias.

“A capacidade do banco é de retornar, sim, com maior lucratividade, como entregamos no início da nossa gestão. Mas vai demorar um tempo, porque temos que digerir todo esse processo de aumento de risco da carteira rural, principalmente.”

De acordo com o executivo, o banco está trabalhando para reduzir o risco da carteira de crédito, que está na faixa de 5,9%, bem distante dos outros pares, que têm essa métrica perto de 3%, 3,5%.

Nubank (ROXO34): Lucro dispara 49% e chega a US$ 1 bi pela primeira vez na história; ação salta 10%

13 de Agosto de 2026, 18:10

O Nubank (ROXO34) apurou lucro líquido de US$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 49% em relação ao mesmo período de 2025, mostra balanço divulgado nesta quinta-feira (13).

O banco, que era conhecido por ‘não dar lucro’, superou o bilhão pela primeira vez em sua história.

A cifra também ficou acima da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, de US$ 991 milhões.

O aumento do lucro foi impulsionado por receita maior e por uma melhora na margem financeira líquida ajustada ao risco, disse à Reuters o diretor financeiro Rob Livingston, que assumiu o cargo no mês passado.

Na parte de rentabilidade, o roxinho fez a lição de casa. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) subiu 4,8 pontos percentuais, para 33%. Bem acima dos bancões, como o Itaú (ITUB4), na casa dos 24%.

No trimestre, a alta foi de 3,7 pontos percentuais. Os analistas esperavam, em média, ROE de 30%.

O resultado já faz preço na ação. Em Nova York, o papel dispara 10% no after-market.

O Nubank vem de um período de ceticismo do mercado em meio à alta da inadimplência e dos investimentos, principalmente em outros países, como os Estados Unidos. E, ao que parece, os números serviram para espantar esses fantasmas.

A temida inadimplência

Com a piora da economia, a inadimplência virou a nova ‘tara’ dos investidores. E, nesse aspecto, não houve piora significativa.

A inadimplência de longo prazo, acima de 90 dias, subiu 0,3 ponto percentual, para 6,9%. Segundo o Nubank, a alta foi puxada, principalmente, pela migração sazonal dos atrasos iniciais registrados no primeiro trimestre.

Já a inadimplência de curto prazo, de 15 a 90 dias, teve alta de 0,3 ponto percentual, para 4,8%, mas apresentou queda de 0,2 ponto percentual no trimestre.

‘A maior parte dessa melhora veio da sazonalidade, parcialmente compensada pela expansão deliberada em segmentos de maior risco e maior retorno’, destaca o roxinho.

Outro ponto positivo foi o custo de crédito, que caiu 9% no trimestre, para US$ 1,7 bilhão, ‘principalmente em função da melhora sazonal normalmente observada nos atrasos iniciais durante o segundo trimestre’. Por outro lado, o número saltou 60% na comparação anual.

O banco também viu suas despesas operacionais subirem US$ 258,1 milhões, para US$ 806,2 milhões no segundo trimestre, alta de 47,1%.

Livingston disse à Reuters que o Nubank foi beneficiado pelo programa Desenrola de refinanciamento de dívidas para pessoas físicas lançado pelo governo federal este ano.

Porém, ele acrescentou que a tendência de melhora existiria mesmo sem o programa, dada a sazonalidade e o fato de que a adesão ao Desenrola representou apenas 5% do custo total de crédito do banco.

Receitas sobem e carteira também

Do lado das receitas, outra evolução: a receita financeira líquida de juros (NII) chegou a US$ 3,7 bilhões, alta de 9%, enquanto a receita total foi a US$ 5,8 bilhões, avanço de 39%, superando os US$ 5,60 bilhões esperados pelo consenso da Visible Alpha.

A carteira de crédito total subiu 37% no ano e 5% no trimestre, para US$ 39,4 bilhões. Desse montante, US$ 26 bilhões são de cartões de crédito, US$ 10,3 bilhões de crédito sem garantia e US$ 3,1 bilhões de crédito com garantia.

O Brasil encerrou o período com US$ 36,4 bilhões, o México, com US$ 5,7 bilhões, e a Colômbia, com US$ 3,3 bilhões.

No país da América do Norte, o Nubank explica que os depósitos caíram modestamente novamente neste trimestre, como parte da estratégia deliberada de otimização da captação, ‘que melhora o custo de financiamento ao mesmo tempo que mantém ampla liquidez’.

Número de clientes aumenta

No Brasil, o Nu alcançou quase 118 milhões de clientes, alta de 13%. ‘O Nu já atende a maior parte do segmento de mass market e é o principal banco de uma parcela significativa desses clientes.’

No México, o Nubank já é o maior banco digital do país. Segundo o roxinho, o Nu atende 16,5% da população adulta do México, percentual comparável ao do Brasil em 2020.

Porém, a monetização ocorre mais cedo, com ARPAC (receita média por cliente ativo) de US$ 12,3, ante US$ 5,6 no Brasil no mesmo estágio.

Ouro ignora força do dólar e fecha em alta

21 de Julho de 2026, 15:36

O ouro encerrou em alta nesta terça-feira (21), beneficiado pela recompra após quedas recentes e em meio à expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, para agosto, terminou a sessão com avanço de 1,51%, a US$ 4.076,40 por onça-troy.



Já a prata para setembro subiu 3,57%, a US$ 59,108 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro hoje?

O ouro avançou mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, dos Treasuries e do dólar no mercado internacional – fatores que tendem a desmotivar compras do metal precioso.

O movimento ocorreu em um contexto de ajuste recente para baixo dos preços, diante de rumores persistentes de mercado de que bancos centrais do Oriente Médio venderam ouro durante o conflito no Oriente Médio para levantar o caixa, embora a única venda confirmada foi a da Turquia.

O banco central turco vendeu 81 toneladas métricas de ouro no primeiro semestre deste ano, segundo o World Gold Council, no valor de US$ 10,6 bilhões aos preços atuais.

Apesar da queda recente, o ouro acumula valorização de 21% em 12 meses.

*Com informações de Estadão Conteúdo

BNDES aprova R$ 96,2 milhões para nova planta de biodiesel do Grupo Potencial

21 de Julho de 2026, 15:29

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 96,2 milhões para uma nova planta industrial de biodiesel do Grupo Potencial, em Lapa, no Paraná. Em nota, o BNDES afirmou que a indústria pretende ampliar a oferta de combustíveis renováveis e contribuir para a transição energética no Brasil.

“O projeto aprovado pelo BNDES auxilia o processo de descarbonização da matriz energética e de transportes no país, com volume total de carbono capturado estimado em 782,2 mil toneladas de CO2 por ano”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, na nota.

Do montante, R$ 76,9 milhões são provenientes do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e operado pelo BNDES. Os outros R$ 19,2 milhões serão disponibilizados pelo Finem, que possui uma linha específica para produção de alimentos e biocombustíveis.

O financiamento aprovado pelo BNDES faz parte do investimento total de R$ 230 milhões que será feito pelo Grupo Potencial. A nova unidade, segundo o BNDES, terá capacidade para produzir até 120 toneladas por dia de glicerina bruta e até 1,2 mil toneladas diárias de biodiesel, além de 110 toneladas por dia de óleo sintético.

Com o novo aporte, o Grupo Potencial alcança capacidade de 3,3 mil toneladas por dia. A nova planta será integrada ao complexo industrial da companhia, em Lapa (PR), que já possui outras duas unidades de produção de biodiesel, duas de refino de glicerina e uma de glicerólise.

O BNDES destacou ainda que, além do impacto econômico, o investimento fortalece a política nacional de descarbonização da matriz energética, já que o biodiesel é produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de soja, girassol, mamona, babaçu e outras oleaginosas, além de gorduras animais.

Doação eleitoral: vejas as regras, limites de valor e como contribuir dentro da lei

21 de Julho de 2026, 15:27

O financiamento das campanhas, exclusivamente via doação eleitoral de pessoas físicas, já começou por meio das chamadas vaquinhas. E, com o registro dos candidatos, seguirá também por meio apoios diretos. Desde 15 de maio, quem quiser apoiar financeiramente um projeto político nas eleições de 2026 já pode fazer contribuições pela internet por meio de plataformas de financiamento coletivo.

A vaquinha eleitoral permite arrecadar recursos para custear despesas e fica disponível até 4 de outubro, dia da votação no primeiro turno. Nesta etapa que antecede a propaganda oficial, pré-candidatos e partidos podem divulgar os links para doação, mas a legislação proíbe pedir votos de forma explícita.

Para garantir a transparência das contas e permitir a fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a arrecadação precisa passar por empresas de financiamento coletivo cadastradas na Justiça Eleitoral. Até esta quarta-feira (21), 28 empresas solicitaram cadastro no sistema para operarem como plataformas de doação eleitoral e 10 delas já foram deferidas.

Quem optar pelo pagamento via Pix precisa usar obrigatoriamente a chave CPF vinculada à própria conta bancária. Chaves como número de telefone, e-mail ou códigos aleatórios não são aceitas, porque esse tipo de dado oculta a identidade do pagador no sistema dos bancos.

O valor depositado sem identificação não pode ser usado pelo pré-candidato nem devolvido, devendo ser recolhido integralmente ao Tesouro Nacional.

Desde 2015, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), empresas e instituições privadas com CNPJ não podem doar para candidatos, partidos ou vaquinhas virtuais. Além de permitir apenas doações de pessoas físicas, o valor doado por cidadão deve corresponder a até 10% do rendimento bruto declarado no Imposto de Renda do ano anterior. Esse cálculo é anual e soma todas as contribuições feitas durante o período eleitoral.

O TSE não estabelece um teto diário para transferências via Pix, mas para repasses de R$ 1.064,10, ou mais, a legislação exige que o pagamento seja feito por transferência bancária identificada, ou cheque nominal.

Mesmo após a doação por meio das vaquinhas, o pré-candidato não recebe o dinheiro imediatamente. A empresa que administra a plataforma guarda o valor até que a candidatura cumpra quatro etapas exigidas por lei: aprovação do nome na convenção partidária, registro oficial no TSE, emissão do CNPJ de campanha e abertura de conta bancária específica.

Se o pré-candidato desistir da disputa, tiver o nome vetado ou o registro negado pela Justiça Eleitoral, a plataforma deve devolver todo o dinheiro aos doadores. Enviar dinheiro diretamente para a conta pessoal do pré-candidato, sem passar pela plataforma credenciada ou pela conta oficial de campanha, também descumpre as regras.

Para evitar problemas legais ou golpes, a orientação é acessar os links de arrecadação apenas pelos canais oficiais dos pré-candidatos ou partidos, checar se a plataforma está autorizada no site do TSE, conferir se o destinatário no aplicativo do banco é o CNPJ de campanha ou da empresa cadastrada e guardar o comprovante de pagamento.

*Sob orientação de Gustavo Porto

Reino Unido manterá importação de carnes do Brasil, mesmo com restrição da UE

21 de Julho de 2026, 15:24

O Reino Unido manterá a importação de carnes do Brasil, apesar de o País não constar na lista de fornecedores da União Europeia (UE) a partir de 3 de setembro em virtude do novo regulamento de antimicrobianos adotado pelo bloco europeu.

Em comunicado a importadores britânicos, a Associação Internacional do Comércio de Carnes (Imta, na sigla em inglês), que representa empresas britânicas importadoras e exportadoras de carnes, afirmou que não haverá restrições a partir da data no Reino Unido. “O Reino Unido não introduzirá uma proibição à carne brasileira a partir de 3 de setembro.

O Reino Unido está realizando sua própria avaliação de resistência antimicrobiana dos sistemas de controle do Brasil, que é independente da avaliação da UE”, explicou a associação no comunicado.

De acordo com o Imta, o Reino Unido concluirá sua avaliação de conformidade do novo protocolo adotado pelo Brasil, desde 1º de julho, com o regulamento local. “Momento em que o Reino Unido tomará uma decisão sobre se o sistema pode garantir a rastreabilidade de antibióticos para sistemas de aves e carne bovina no Brasil”, esclareceu a associação.

A exceção será a Irlanda do Norte, que, apesar de compor o Reino Unido, aplicará a proibição da UE às carnes brasileiras a partir de 3 de setembro, disse a associação.

O Imta afirmou que participou de uma reunião com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) na última sexta-feira (17) sobre o tema. “O Defra observa que seria um desafio para o sistema de carne bovina estar em conformidade, visto que o novo sistema brasileiro foi estabelecido em 1º de julho e o ciclo de vida mais longo da carne bovina em comparação com as aves. Aves e carne bovina serão consideradas separadamente pelo Defra”, detalhou a associação.

A associação pondera, entretanto, que se a avaliação constatar que novo protocolo de carne bovina ou de aves adotado pelo Brasil não é capaz de fornecer as garantias necessárias, as importações desses produtos não serão permitidas nos países do bloco (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) a partir de fevereiro de 2027.

O Imta destacou ainda que Reino Unido se alinhará totalmente ao regulamento de antimicrobianos da União Europeia em meados de 2027, quando o Reino Unido poderá importar somente de países na lista de países aprovados pela UE.

Os novos procedimentos para controle de uso de antimicrobianos na cadeia de proteínas e de produtos de origem animal para atendimento à legislação europeia, estabelecidos pelo Ministério da Agricultura no início deste mês, serão válidos para as exportações de carne de aves, carne bovina, envoltórios, pescado, mel, ovos e subprodutos exportados à União Europeia e ao Reino Unido.

Carne bovina: resultado em receita e volume exportado é recorde no 1º semestre

21 de Julho de 2026, 15:19

A exportação brasileira de carnes e subprodutos do abate de bovinos atingiu US$ 9,929 bilhões entre janeiro e junho, crescimento de 33,4% sobre igual período de 2025.

Em volume, os embarques alcançaram 1,811 milhão de toneladas, alta de 7,3%, mostra levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é recorde para um período de primeiro semestre, tanto em valor como em volume.

A Abrafrigo pondera, em comunicado, que as perspectivas são de queda nos resultados da segunda metade do ano, “em virtude do fim da quota brasileira para exportações de carne bovina para a China (volumes fora da cota serão sobretaxados em 55%), além da possibilidade de embargo à carne brasileira na União Europeia, a partir de setembro, por cauda de divergências no modelo de certificação de rebanhos livres do uso de antimicrobianos (requisito estabelecido pela legislação do bloco europeu)”.

Estima-se que a quota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,106 milhão de toneladas para 2026, tenha se esgotado com os embarques realizados no mês de junho. Com isso, a partir de julho devem diminuir os embarques destinados à China, o que deve comprometer significativamente o desempenho das exportações no segundo semestre do ano, até que a quota seja restabelecida para o início do próximo ano.

As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 4,818 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 22,6%, para 774,7 mil toneladas. A participação do país asiático foi de 48,5% das receitas com as vendas externas de carnes e subprodutos bovinos.

Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chinesa foi de 53% no primeiro semestre de 2026. “Como o governo chinês calculou, para efeito de controle da quota, as cargas que chegaram aos portos chineses a partir do dia 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas nos meses finais de 2025, estima-se que o somatório dessas cargas com o volume efetivamente embarcado nos portos brasileiros de janeiro a junho de 2026 tenha preenchido o total ou muito próximo da quota de 1,106 milhão de toneladas destinadas ao Brasil para o ano de 2026”, comentou a Abrafrigo.

Dessa forma, considerando o resultado das exportações de carne bovina para a China no primeiro semestre e o fato de que, pelos cálculos chineses, a cota brasileira para este ano já se encontra preenchida, o Brasil deverá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões suas vendas para o país asiático em 2026, em relação ao ano anterior, cujas vendas alcançaram US$ 8,845 bilhões.

“A queda nas vendas para a China em 2026, contudo, poderá ser atenuada com a possível retomada dos embarques nos 2 últimos meses do ano, com as cargas chegando aos portos chineses em janeiro de 2027 dentro, portanto, da quota do próximo ano”, destacou a associação.

Bolsas da Europa têm alta com expectativa de acordo EUA-Irã

21 de Julho de 2026, 15:13

Os índices europeus fecharam o pregão desta terça-feira (21) em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,56%, aos 643,19 pontos.

Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com ganho de 0,28%, aos 8.363,14 pontos. Já o FTSE 100, de Londres, teve avanço de 0,58%, aos 10.585,91 pontos e o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia com alta de 0,66%, aos 25.011,35 pontos.

O que mexeu com os mercados europeus hoje?

Os investidores acompanharam a continuação das trocas de ataques entre Estados Unidos e Irã pelo 10º dia consecutivo no Oriente Médio. Os preços do petróleo seguiram em alta com o barril do Brent acima de US$ 90 e o temor de novos choques inflacionários voltou ao radar.

Por outro lado, o mercado operou na expectativa de avanços nas negociações de um cessar-fogo entre Washington e Teerã.

No cenário doméstico, o índice ZEW de expectativas da Alemanha subiu de 10,5 para 26,3 em julho, bem acima da previsão de 11, reforçando sinais de melhora da confiança na maior economia da zona do euro.

No Reino Unido, a taxa de desemprego permaneceu em 4,9%, fortalecendo a expectativa de manutenção dos juros pelo Banco da Inglaterra (BoE).

Para o ING, porém, a cautela é mantida nos mercados enquanto ainda há grandes divergências entre Washington e Teerã, o que reduz as chances de uma solução rápida para o conflito.

Já no mercado acionário, o destaque ficou com o setor de tecnologia (+2%), impulsionado pela recuperação do apetite por empresas ligadas à inteligência artificial (IA). ASML avançou cerca de 4%, ASM International ganhou 5,4%, Infineon subiu 5,6% e STMicroelectronics avançou 4,1%.

*Com informações de Estadão Conteúdo

INSS: governo libera R$ 547 milhões para ressarcir aposentados e pensionistas

21 de Julho de 2026, 14:55

O governo federal autorizou a abertura de um crédito extraordinário de R$ 547 milhões para ressarcir aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios.

A medida foi publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União e prevê que os recursos sejam destinados ao programa “Previdência Social: Promoção, Garantia de Direitos e Cidadania”, sob execução do próprio INSS.

Segundo o governo, o objetivo é garantir a devolução de valores descontados de forma irregular de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. Os recursos fazem parte do orçamento da seguridade social.

Como funciona o crédito extraordinário

O crédito extraordinário é um recurso previsto na Constituição Federal que permite a autorização de dinheiro público para cobrir gastos inesperados e urgentes.

O governo federal pode adotar esse mecanismo por meio de medidas provisórias de ação imediata, antes mesmo da aprovação pelo Congresso Federal.

No caso do ressarcimento aos beneficiários do INSS a autorização foi realizada por meio da MP nº 1.378, que ainda será apreciada pela Câmara dos Deputados e o Senado.

Apesar de já estar em vigor, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso e convertido em lei.

Investigação sobre fraudes no INSS avança

O repasse ocorre em meio ao avanço da Operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF), que investiga desvios ilegais de aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.

Na semana passada a primeira etapa da investigação foi concluída, com 48 pessoas indiciadas relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

*Com supervisão de Ricardo Gozzi

Bons resultados de companhias de IA podem “roubar” fluxo da Bolsa brasileira, diz analista; veja os destaques do Giro desta terça (21)

21 de Julho de 2026, 14:48

Diante da conjuntura atual de incertezas — com alta do preço de petróleo, disputas comerciais e eleições —, o melhor cenário para o Brasil é uma temporada de balanço do segundo trimestre neutra para as empresas americanas, afirma Thiago Salomão, analista e fundador do Market Makers, no Giro do Mercado desta terça-feira (21).

Com o ínicio da temporada de resultados, o mercado fica atento para decidir onde realocar seu capital.

O especialista acredita que é importante monitorar os resultados das empresas de fora, especialmente das companhias de inteligência artificial (IA), que têm impactado as bolsas dos EUA positivamente ao atrair capital, retirando fluxo de emergentes como o Brasil.

Além disso, a alta no preço do petróleo, no curto prazo, pode gerar um efeito na inflação e elevar as taxas de juros e impactar as bolsas.

Assista o Giro na íntegra:

“Para o Brasil, o melhor seria uma temporada morna, porque se vier muito forte, é mais dinheiro indo para lá (Estados Unidos). Agora, se vier muito ruim, o investidor também vai ficar preocupado, e aí ele não vem para o Brasil, procura algo mais seguro, uma renda fixa, algo de previsibilidade maior”, explica Salomão.

Segundo o especialista, inteligência artificial tem mais peso nos resultados, por se tratar de um setor mais sensível.

“Eu, como investidor, já falei: não é o tipo de investimento que eu gosto de entrar, porque o risco de ganhar é muito alto, mas o de perder também”. Ele explica que o mercado da IA é mais hiperbólico: “às vezes entrega um resultado acima do esperado, com lucro, mas a ação despenca porque a projeção ficou levemente abaixo do esperado”.

No mercado brasileiro, a Vale divulga seu relatório de produção e vendas nesta terça, após o fechamento do mercado. De acordo com o especialista, a empresa costuma apresentar uma previsibilidade em seus números e, diante do futuro cenário brasileiro, a considera como uma boa opção de diversificação de portfólio — uma espécie de “empresa estrangeira listada na B3”.

“A Vale é interessante muito menos pelo que vai entregar nesse relatório e muito mais por uma composição macro, olhando para um risco do fiscal do Brasil desandar, a inflação desancorar e ter uma perda de expectativa. Ter uma empresa dolarizada traz um conforto na carteira”, afirma Salomão.

Com os efeitos das eleições ainda sem refletirem de forma significativa na bolsa, o especialista avalia que fatores como a inflação elevada e a taxa de desemprego em mínima histórica ainda devem influenciar a popularidade do presidente Lula.

“Eleição é tudo menos previsível. Ainda tem os efeitos do que está acontecendo no nosso dia a dia, que podem começar a fazer preço quando começar a campanha eleitoral na TV.” Ele acredita que a proxima eleição será uma batalha de rejeições e no fim dela ganhará o candidato menos odiado, com alguma uma esperança para a terceira via.

Para Salomão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enviado sinais preocupantes ao mercado por meio de declarações do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. “Em 2022, o mercado deu um voto de confiança e acabou quebrando a cara. Agora, nem há espaço para esse voto de confiança, porque o que está sendo dito é justamente o que o mercado mais rejeita”, afirmou.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

Brasil se prepara para nova tarifa de 12,5% dos EUA

21 de Julho de 2026, 14:41

O governo brasileiro trabalha com a expectativa de que os Estados Unidos confirmem a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos exportados pelo Brasil.

A medida é resultado de uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado e, na avaliação de integrantes do Planalto, tem sido utilizada como instrumento de pressão em meio às negociações sobre outra sobretaxa, de 25%, que entra em vigor nesta quarta-feira (22).

A alíquota de 12,5% foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para cerca de 60 países, incluindo o Brasil e membros da União Europeia.

O Itamaraty afirma que o país conta com sistemas de fiscalização, responsabilização criminal, transparência e cooperação institucional voltados à prevenção e punição dessa prática. Além disso, o governo sustenta que as medidas contrariam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que prevê mecanismos multilaterais para a solução de disputas comerciais.

Tarifas dos EUA

A possível taxação adicional sobre produtos brasileiros faz parte de uma ofensiva mais ampla da Casa Branca para reformular sua política comercial. Segundo informações do Financial Times e da Reuters, o governo Donald Trump pretende substituir a tarifa global temporária de 10% sobre importações, cuja vigência termina em 24 de julho.

Para isso, a administração americana tem recorrido a diferentes investigações comerciais capazes de sustentar juridicamente novas barreiras. Além da questão do trabalho forçado, outra investigação avalia se determinadas economias mantêm excesso de capacidade industrial que possa prejudicar a indústria americana.

Em reunião com embaixadores, Flávio Bolsonaro pede ‘observadores’ para eleições de outubro

21 de Julho de 2026, 14:22

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, que seus países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.

“Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia”, declarou, durante reunião organizada pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça-feira (21), em Brasília (DF).

Em seu discurso, Flávio afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010: “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010”, disse. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, frisou.

Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma nota em que nega o uso de aparelhos da Smartmatic: “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, escreveu a Corte.

Flávio disse ainda que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está preso justamente por um encontro com diplomatas. “Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com os embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países”, falou.

Caiado diz que candidatura de Flávio Bolsonaro está ‘afundando’

11 de Julho de 2026, 09:50

Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, comentou nesta sexta-feira (10) sobre o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!”, escreveu Caiado no X, ao compartilhar reportagem do G1 sobre a decisão da federação entre PP e União Brasil de recuar do apoio à candidatura de Flávio.

A federação entre PP e União Brasil deve adotar neutralidade na disputa presidencial, liberando diretórios estaduais para negociar alianças conforme interesses regional. A orientação ganhou força após desgastes entre Flávio e dirigentes, incluindo a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a ausência de apoio público do senador durante investigação sobre Banco Master, e o desconforto do União Brasil após a prisão do aliado Márcio Canella no Rio.

Caiado endureceu às críticas ao adversário nos últimos dias. Ainda na manhã desta sexta-feira, afirmou que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “farinha do mesmo saco”.

“Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!”, afirmou Caiado em outra publicação do X.

Na quinta-feira (9), Caiado disse que a disputa entre os nomes de Flávio e Lula configura uma “candidatura dos rejeitados”, em referência aos altos índices de rejeição de ambos. Ele questionou se a eleição de 2026 se resume a um “jogo de revanche” entre bolsonaristas e petistas.

Na quarta-feira (8), após o evento “Agenda dos Presidenciáveis”, Caiado já havia dito que um voto em Flávio equivale a um voto pela reeleição de Lula. “Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula”, afirmou.

0 pré-candidato também classificou de “inaceitável” o pedido do senador ao governo dos Estados Unidos para adiar para depois das eleições brasileiras a cobrança de tarifas de 25% sobre produtos do País.

Santander (SANB11) aprova R$ 2 bilhões em JCP; veja quem tem direito

10 de Julho de 2026, 18:57

O conselho de administração do Santander (SANB11) aprovou nesta sexta-feira (10) a distribuição de R$ 2 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP), conforme fato relevante divulgado na CVM.

O montante bruto corresponde a R$ 0,25461 por ação ordinária, R$ 0,28007 por ação preferencial e R$ 0,53469 por unit.

Após a incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), os valores líquidos ficam em R$ 0,210058 por ação ordinária, R$ 0,23106 por ação preferencial e R$ 0,44112 por unit, exceto para acionistas imunes ou isentos.

Terão direito ao pagamento os investidores posicionados na base acionária do banco ao fim do pregão de 21 de julho de 2026. A partir de 22 de julho, as ações passarão a ser negociadas na condição de “ex-JCP”.

O pagamento dos proventos será realizado a partir de 6 de agosto de 2026, sem atualização monetária.

Segundo o banco, os juros sobre o capital próprio serão integralmente imputados aos dividendos obrigatórios referentes ao exercício social de 2026. A distribuição ainda será submetida à ratificação da Assembleia Geral Ordinária que deverá ocorrer até 30 de abril de 2027.

Alupar (ALUP11), B3 (B3SA3), Totvs (TOTS3) e mais 6 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

5 de Julho de 2026, 12:00

As empresas listadas na B3 iniciam a semana com uma nova rodada de distribuição de proventos. Na segunda-feira (7), ficam ‘com’ as ações da Alupar (ALUP11), da B3 (B3SA3) e da Blaü (BLAU3).

Na terça-feira (8), é a vez da Rede D’Or (RDOR3) e da Equatorial Pará (EQPA3; EQPA5; EQPA6). Já na quinta-feira (10), entram na lista JHSF (JHSF3) e TOTVS (TOTS3).

Entre os destaques, a B3 distribuirá três parcelas de juros sobre o capital próprio (JCP), enquanto a Alupar e a Equatorial Pará pagam dividendos.

Confira na tabela acima as datas-com, os valores por ação e as datas de pagamento de cada provento.

Data de pagamentoEmpresaTickerTipoValor por ação/cotaData-com
07/julAluparALUP11DividendosR$ 0,2114/05/2026
07/julAluparALUP3DividendosR$ 0,0714/05/2026
07/julAluparALUP4DividendosR$ 0,0714/05/2026
07/julB3B3SA3JCPR$ 0,07125/06/2026
07/julB3B3SA3JCPR$ 0,1425/06/2026
07/julB3B3SA3JCPR$ 0,7802/01/2026
07/julBlaüBLAU3JCPR$ 0,07625/06/2026
08/julRede D’OrRDOR3JCPR$ 0,1825/06/2026
08/julEquatorial ParáEQPA3DividendosR$ 0,31725/06/2026
08/julEquatorial ParáEQPA5DividendosR$ 0,31725/06/2026
08/julEquatorial ParáEQPA6DividendosR$ 0,31725/06/2026
10/julJHSFJHSFDividendosR$ 0,06901/07/2026
10/julTOTVSTOTS3JCPR$ 0,1815/06/2026

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas

Agenda: Inflação, ata do Fed e do BCE; confira a agenda desta semana

5 de Julho de 2026, 12:00

Após semanas carregadas de indicadores, a agenda econômica desta semana será mais enxuta, mas nem por isso menos emocionante. Os investidores voltam as atenções para os dados de inflação e para a ata da última reunião do Federal Reserve, documento que, segundo o presidente da instituição, Kevin Warsh, não deve trazer muitas pistas sobre os próximos passos da política monetária.

No Brasil, a agenda começa na segunda-feira (6) com o Boletim Focus, às 8h25, e a balança comercial, às 15h. Na terça-feira (7), saem o IGP-DI, às 8h, e os dados de produção e vendas de veículos, às 11h.

Na quarta-feira (8), o IBGE divulga as vendas no varejo, às 9h. O principal compromisso da semana, porém, será na sexta-feira (10), quando o instituto publica o IPCA de junho, também às 9h.

Nos Estados Unidos, a semana começa com os PMIs de Serviços e Composto, na segunda-feira (6). Na terça (7), será divulgada a balança comercial. O principal destaque fica para a quarta-feira (8), com a ata da última reunião do Federal Reserve, que deve ser analisada em busca de sinais sobre o futuro da política monetária. Na quinta-feira (9), saem os pedidos semanais de seguro-desemprego.

Na Europa, a agenda traz o índice de preços ao produtor (PPI) e as vendas no varejo na segunda-feira (6). Já na quinta-feira (9), o destaque é a divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE).

Na Ásia, o principal evento será a divulgação da inflação ao consumidor (CPI) da China, na noite de quarta-feira (8), indicador importante para medir o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Confira a agenda de indicadores da semana de 6 a 10 de julho

Brasil

Segunda (06/07)
08:25 — Boletim Focus
15:00 — Balança comercial

Terça (07/07)
08:00 — IGP-DI
11:00 — Produção de veículos
11:00 — Vendas de veículos

Quarta (08/07)
09:00 — Vendas no varejo

Sexta (10/07)
09:00 — IPCA

Estados Unidos

Segunda (06/07)
10:45 — PMI de Serviços
10:45 — PMI Composto

Terça (07/07)
09:30 — Balança comercial

Quarta (08/07)
15:00 — Ata do Fomc

Quinta (09/07)
09:30 — Pedidos semanais de seguro-desemprego

União Europeia

Segunda (06/07)
06:00 — PPI (Índice de Preços ao Produtor)
06:00 — Vendas no varejo

Quinta (09/07)
08:30 — Ata do BCE

China

Quarta (08/07)
22:30 — Inflação ao consumidor (CPI)

O ‘bom conselho de graça’ para o investidor em bitcoin (BTC) e outros destaques do Crypto Times

5 de Julho de 2026, 11:00

Olá, investidor e investidora de cripto! Sejam muito bem-vindos a mais uma edição da nossa coluna semanal do Crypto Times, a editoria de bitcoin (BTC) e criptomoedas do Money Times. Para se inscrever e receber em primeira mão em todas as manhãs de sábado, basta se inscrever no box abaixo:

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Diz o ditado que, se conselho fosse bom, não seria de graça. O ditado é válido para muitos casos, mas às vezes é bom. Lembro-me da minha avózinha quando, certa vez, aconselhou meu irmão a não ir a uma das festas na faculdade.

“Mas, vó”, dizia ele, “é uma casa só com os amigos, vai ser uma coisa tranquila”.

“Olha lá, hein”, dizia vovó, “que os amigos têm amigos, que têm amigos, que têm amigos…”.

E arrematou com a frase e os braços para cima, como quem lava as mãos: “Se conselho fosse bom, não era de graça. Mas às vezes…”.

Enfim. Meu irmão acabou não indo à festa por vários motivos. Fato é que, no dia seguinte, a tal festa tranquila não foi tão tranquila assim — com direito a ambulância, polícia e vizinhos muito, muito mal-humorados.

Tudo isso para dizer que existem conselhos bons e que são, sim, de graça. É só dar uma boa garimpada.

E se este que lhes escreve agora pode dar um conselho, investidor e investidora de criptomoeda, o conselho é: veja o painel sobre criptomoedas do Onde Investir no 2º Semestre do portal irmão do Money Times, o Seu Dinheiro.

Além de contar com o editor-assistente mais bem-apessoado de que a redação dispõe, os analistas Henry Oyama, diretor de estratégias de investimentos da Hashdex, e Valter Rebelo, chefe de research da Empiricus, dissertam sobre o que fazer nos próximos seis meses do ano.

Não apenas eles traçam um panorama do porquê as criptomoedas tiveram dias difíceis no primeiro semestre, mas também o que fazer com os tokens agora.

Meu conselho (bom e de graça) é ver de perto esses e outros painéis do evento. Clique aqui e confira.

Fique agora com as notícias mais lidas da semana no Crypto Times.

Forte abraço,

Renan Sousa, editor-assistente do Money Times.

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Rede D’Or (RDOR3), Raízen (RAIZ4), 3Tentos (TTEN3) e outros destaques desta terça (23)

23 de Junho de 2026, 10:23

O processo de aquisição da Raízen (RAIZ4), a aprovação de JCP da Rede D’Or (RDOR3) e os novos investimentos da 3tentos (TTEN3) são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (23).

Confira o Radar do Mercado:

Raízen (RAIZ4): IG4 busca assumir controle da companhia até março de 2027

A gestora de private equity IG4 busca finalizar uma potencial aquisição do controle da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) até o final de março de 2027, condicionada à aprovação dos credores a sua oferta de compra, disseram executivos da IG4 em entrevista à Reuters.

A IG4, que recentemente se tornou co-controladora da petroquímica Braskem (BRKM5), juntamente com a Petrobras, agora quer adquirir o controle da Raízen, que há pouco tempo fechou um acordo de reestruturação de dívida de R$ 65 bilhões com credores locais e internacionais, a maior recuperação extrajudicial da história do país.

Rede D’Or (RDOR3) aprova R$ 400 milhões em JCP

A Rede D’Or (RDOR3) aprovou a distribuição de R$ 400 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP). O valor bruto corresponde a R$ 0,18320141504 por ação ordinária da companhia.

Segundo a empresa, a aprovação ocorreu em reunião do conselho de administração e ainda será submetida à ratificação da assembleia geral ordinária que analisará as contas do exercício de 2026. O montante será imputado aos dividendos obrigatórios referentes ao exercício social deste ano.

Terão direito ao provento os investidores com posição acionária na companhia ao final do pregão de 25 de junho de 2026. A partir de 26 de junho, as ações da Rede D’Or passarão a ser negociadas na condição “ex-JCP”.

O pagamento está previsto para 8 de julho de 2026.

3Tentos (TTEN3) abre lojas e promete nova indústria de etanol de milho

Em seu Investor Day, a 3tentos (TTEN3) anunciou um pacote de investimentos que inclui a abertura de novas lojas em importantes regiões agrícolas do país e o avanço de projetos industriais no interior do Pará, entre eles uma nova planta de etanol de milho.

Segundo comunicado enviado ao mercado, a companhia inaugurou oito lojas nos estados de Goiás, Pará, Tocantins e Minas Gerais. As novas unidades fazem parte da estratégia de expansão da empresa em fronteiras agrícolas consideradas estratégicas para o crescimento do agronegócio brasileiro.

Em Rio Verde (GO), um dos principais polos do agronegócio nacional, a nova operação terá potencial para atender cerca de 1,6 milhão de hectares, com foco nas culturas de soja, milho e sorgo.

MRV (MRVE3) vende empreendimentos no Texas por US$ 139 milhões e reduz dívida

A MRV&Co (MRVE3) anunciou a venda dos empreendimentos legados Ten Oaks e Rayzor Ranch, localizados no Texas, Estados Unidos, por US$ 139 milhões (R$ 716 milhões). A liquidação da operação está prevista para julho de 2026 e conta com um depósito não recuperável de US$ 12 milhões como garantia.

Segundo a companhia, a transação reduz o endividamento líquido consolidado da MRV&CO em US$ 87 milhões (R$ 448 milhões), o equivalente a uma queda de 7,5%. Além disso, haverá redução de US$ 46 milhões (R$ 237 milhões) em participações de minoritários.

Espaçolaser (ESPA3) anuncia oferta secundária do Fundo Magnólia

A Espaçolaser (ESPA3) protocolou pedido de registro de oferta pública secundária de ações, que terá como vendedor o Fundo Magnólia e pode movimentar até R$ 37,2 milhões.

A operação prevê uma oferta de até 6.106.557 ações ordinárias e a precificação dos papéis será fixada após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento.

Considerando o preço de fechamento das ações da empresa em 19 de junho, de R$ 6,10, citado no fato relevante, a oferta pode movimentar entre R$ 10,6 milhões, considerando a quantidade mínima de ações, e R$ 37,2 milhões, considerando a totalidade das ações.

Uber vai começar a excluir dezenas de carros das categorias Black e Comfort

A Uber mudou as regras do jogo para os motoristas de aplicativo e vai ser mais seletiva em relação aos carros autorizados a atender as categorias Comfort e Black.

A nova lista de veículos aceitos nessas categorias passará a valer a partir de 11 de janeiro de 2027.

De acordo com a Uber, a intenção é “aprimorar a experiência do usuário” nas categorias em questão.

As categorias Comfort e Black propõem uma viagem mais confortável, de acordo com as preferências do cliente. Ao mesmo tempo, elas tendem a gerar maior retorno monetário por corrida, comparadas ao Uber X, por exemplo.

Heineken anuncia brasileiro Rafael Oliveira como CEO global

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, anunciou o brasileiro Rafael Oliveira como novo presidente-executivo global da empresa. Com início previsto em 1º de outubro, Oliveira assume a vaga aberta após a renúncia de Dolf van den Brink do cargo em janeiro deste ano, devido a vendas em queda e investidores insatisfeitos.

Para assumir a vaga na cervejaria holandesa, Rafael Oliveira deixa o cargo de CEO da JDE Peet’s, maior empresa do mundo exclusivamente dedicada a café e chá, onde atuava como presidente-executivo global desde 2024.

Segundo comunicado divulgado pela Heineken, o conselho de supervisão indicará “Rafa Oliveira” para liderar a companhia por um período de quatro anos, em decisão que será tomada durante uma Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas a ser realizada em 5 de agosto.

A disparada da Farm Rio: de um stand numa feira cultural a uma marca avaliada em até R$ 5,5 bi

Tudo começou com um stand na Babilônia Feira Hype, um evento cultural oficial do Rio de Janeiro, no ano de 1997. Foi lá que a contadora Kátia Barros e seu amigo Marcello Bastos começaram a compartilhar suas criações no mercado de moda independente, focadas em estampas vibrantes e na estética da vida carioca. Nascia, assim, a Farm Rio.

Hoje, a marca conta com mais de 100 lojas no Brasil e presença em cidades como Nova York, Los Angeles, Paris e Londres.

Nos últimos dias, a marca entrou no radar do mercado com um potencial de avaliação de R$ 5,5 bilhões, nos cálculos de analistas do JP Morgan, em meio a uma potencial venda que pode destravar um valor expressivo para a Azzas 2154 (AZZA3), atual detentora da marca.

*Com informações da Reuters

*Com supervisão de Juliana Américo

Ibovespa recua 1% após ata do Copom e de olho no exterior; 5 coisas para saber antes de investir hoje (23)

23 de Junho de 2026, 10:12

Após retomar os 170 mil pontos na véspera, o Ibovespa (IBOV) inicia o pregão em forte baixa após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e as incertezas nos mercados globais com a queda das ações de tecnologia.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,06%, aos 168.560,56 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 5,1715 (+0,57%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com ganho de 0,27% aos 101.292 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (23)

1 – Ata do Copom

O Banco Central publicou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), de 14,50% para 14,25% ao ano. Após leituras diferentes do mercado em relação ao comunicado da semana passada, o documento de hoje vem para detalhar a condução da política monetária.

Na ata, o comitê destaca que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências nas condições financeiras globais.

Além disso, a autarquisa segue cautelosa em relação à volatilidade de preços de ativos e commodities.

O comitê afirmou que o cenário atual é marcado por riscos elevados e assimétricos para a inflação, especialmente em função dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de energia e das expectativas inflacionárias ainda desancoradas.

A autoridade monetária reiterou ainda que a magnitude dos próximos movimentos dependerá da evolução do cenário econômico e dos riscos para a inflação. “A magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário”, afirmou o comitê.

2 – Dívidas rurais

Os integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) devem se reunir hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a tramitação do projeto sobre a renegociação de dívidas rurais, segundo a CNN.

A reunião visa acelerar a análise do projeto na Câmara antes do anúncio do Plano Safra de 2026/2027. A medida, no entanto, pode aumentar o risco fiscal, com incremento de gastos pelo governo federal.

3 – Panda bonds

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, viaja à China para participar do Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes e visitar a Wind Information, companhia chinesa de dados financeiros e software.

Na quinta-feira (25), Durian se reúne com o presidente do Banco Popular da China (PBoC), Pan Gongsheng, para negociar o avanço na emissão dos “panda bonds”. A iniciativa visa atrair mais investidores asiáticos para o Brasil.

4 – Temores com IA

Desde a segunda-feira (22), os mercados globais apresentam queda nos setores de tecnologia, movimento que ganhou força durante a madrugada com a queda de ações ligadas a chipes de memória na Ásia.

Nos Estados Unidos, o movimento foi puxado pelo recuo de big techs, como Alphabet, com a saída de um cientista sênior ganhador do Nobel para a startup Anthropic. O movimento trouxe incertezas quanto aos papéis ligados à inteligência artificial (IA).

5 – Guerra no Oriente Médio

O governo do Irã negou nesta terça-feira que tenha concordado com uma visita da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a instalações nucleares atingidas por bombardeios dos Estados Unidos, contradizendo declarações do vice-presidente americano, JD Vance, e do presidente norte-americano, Donald Trump, após a rodada de negociações entre os dois países realizada na Suíça.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que “nenhuma visita foi agendada” para inspeção dos locais atacados. Na véspera, Vance havia dito que as conversas resultaram em um acordo para que inspetores da AIEA tivessem acesso às instalações nucleares iranianas.

De acordo com a agência de notícias estatal Fars, Ghalibaf também afirmou que Irã e EUA concordaram em estabelecer mecanismos de cooperação para a navegação em Ormuz, incluindo uma linha telefônica direta e um centro de contato para esclarecer incidentes e evitar mal-entendidos envolvendo

Um número limitado de embarcações está sendo autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz diariamente, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, informou uma fonte militar iraniana à Fars nesta terça-feira.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caíam 0,32%, a US$ 77,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto tinham recuo de 0,35%, a US$ 73,60 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

*Com informações de Reuters

Swing trade: BB Investimentos recomenda a compra de Bradesco (BBDC4) nesta terça (23)

23 de Junho de 2026, 10:04

Nesta terça-feira (23), o BB Investimentos recomenda a compra de Bradesco (BBDC4). O relatório de análise técnica aponta a “expectativa da captura de possível movimento de alta rastreado pelo algoritmo”.

A orientação é que a compra aconteça na abertura do mercado, com preço limite de até 1% acima do preço de abertura.

Confira as posições em andamento:

EmpresaTickerDataPreço de compra*Preço atualRetorno (%)Ainda vale entrar?IBOV no períodoDif. para IBOV
Lojas RennerLREN301/06/202615,2014,29-6,0%Sim-2,0%-4,0%
WegWEGE319/06/202645,9445,16-1,7%Sim1,2%-2,9%

*Sob supervisão de Renan Sousa.

Juliana Brizola lidera ao governo e Flávio Bolsonaro a presidente da República no Rio Grande do Sul, aponta RealTime Big Data

23 de Junho de 2026, 09:51

Com força na capital e na Região Metropolitana de Porto Alegre, Juliana Brizola (PDT) lidera a pesquisa RealTime Big Data para o governo do Rio Grande do Sul divulgada nesta terça-feira (23), com 37% das intenções de voto no primeiro turno. O deputado federal Luciano Zucco (PL) aparece com 32%, seguido pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 17%, e Marcelo Maranata (PSDB), com 3%. Brancos e nulos somaram 5% e outros 5% não souberam ou não responderam.

Nos principais cenários de segundo turno, a advogada e ex-deputada estadual tem empate técnico com Zucco, com 44% a 41%, e vence Souza por 47% a 35%. A neta de Leonel Brizola bate Maranata por 49% a 27% em um eventual segundo turno entre ambos. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais.

Nos recortes da pesquisa por regiões do Estado, Juliana Brizola lidera na Região Metropolitana de Porto Alegre, que inclui a capital e 23 municípios e responde por 43% do eleitorado do Estado. A pré-candidata do PDT tem 43%, Zucco tem 25%, Souza tem 19% e Maranata, 5%.

Na Região Noroeste, que representa 18% do eleitorado, Zucco tem 39% e Juliana Brizola tem 30%, Souza tem 16% e Maranata, 2%. Na região Nordeste, com 10% do eleitorado, o deputado federal mantém vantagem, com 40% contra 31% de Juliana Brizola, 19% do vice-governador e 2% de Maranata.

No Sudeste gaúcho, que representa 8% do colégio eleitoral, a ex-vereadora volta a ter vantagem numérica com 35% a 33% sobre Zucco, com 20% de Gabriel de Souza e 1% Maranata.

No Sudoeste, o cenário também é de equilíbrio, com 36% a 34% para Zucco sobre Juliana Brizola, na região Centro Ocidental o deputado tem 39% a 33% contra a ex-deputada estadual e na Centro Oriental Zucco tem 42% a 30%. Nessas três regiões, Souza varia de 16% a 18% e Maranata entre 1% e 2%.

Zucco tem a maior rejeição, com 40%, seguido por Juliana, com 38%, Souza com 23% e Maranata com 16%. O vice-governador e a ex-deputada estadual têm um potencial de voto de 49%, a soma eleitores declarando que votariam neles com certeza e dos que possivelmente poderiam escolhê-los. A chamada “votabilidade” de Zucco é de 42% e a de Maranata é de 27%.

Presidente

A corrida presidencial no Rio Grande do Sul tem empate técnico entre senador Flávio Bolsonaro (PL), com 42%, e presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Renan Santos (Missão) aparece com 5%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC), e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 2% das intenções. Augusto Cury (Avante) tem 1% e outros candidatos somaram também 1%. Brancos e nulos foram 2% e outros 1% não souberam ou não responderam.

No segundo turno no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro tem 51% a 42% contra Lula. Ambos lideram também a rejeição, com 51% para o atual presidente e 46% para o senador.

Foram realizadas 1.600 entrevistas, no período de sábado (20) a esta segunda-feira (22), a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. As pesquisas estão registradas sob o protocolo-RS 07063/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É o fim das ondas de calor? Anvisa aprova medicamento não hormonal inédito para menopausa

23 de Junho de 2026, 09:49

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (22) um novo tratamento para os sintomas da menopausa que não utiliza hormônios.

A agência aprovou a chegada do fezolinetanto ao país através do Veoza, medicamento desenvolvido pela Astellas Farma.

O tratamento acontece por meio do consumo diário de um comprimido e é voltado para mulheres que não podem ou preferem não recorrer a terapia com reposição hormonal.

Como funciona o tratamento da menopausa sem hormônio?

As ondas de calor e os suores noturnos são dois dos grandes sintomas que o fezolinetanto busca tratar.

A substância bloqueia o receptor específico no qual a neurocinina B se encaixa nos neurônios. Sem a conexão, o hipotálamo regula a temperatura corpórea de maneira mais estável.

Ao invés de repor o estrogênio, hormônio usado nos demais tratamentos, o remédio ajuda a equilibrar o controle de temperatura do cérebro. Assim, a intercorrência e a intensidade dos sintomas são reduzidos.

A importância do remédio vai além do tratamento dos sintomas da menopausa. Quando as ondas de calor e os suores noturnos não são tratados, há o aumento do risco cardiovascular e de doenças neurodegenerativas, como a demência.

O fezolinetanto funciona?

A aprovação da Anvisa acontece após os resultados de três ensaios clínicos de Fase 3. Os testes incluíram mais de 3 mil pessoas na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Segundo os dados, o fezolinetanto mostrou eficácia e segurança de curto e longo prazos. Além disso, o tratamento mostrou melhora na frequência e na intensidade dos sintomas.

Os resultados foram percebidos no primeiro dia de uso do remédio.

Ainda não foi divulgada uma data de lançamento no mercado brasileiro nem o preço recomendado do medicamento. Isso ainda será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

Day trade: Compre Copasa (CSMG3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,48% hoje (23), segundo a Ágora

23 de Junho de 2026, 09:42

A Copasa (CSMG3) é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta terça-feira (23).

As ações da empresa fecharam a sessão da última segunda-feira (22) cotadas a R$ 59,32. O potencial de ganho é de 1,48% e o stop sugerido é de R$ 59,03.

Compra
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
BTG PactualBPAC1152,3453,091,43%51,96-0,73%
CopasaCSMG359,4660,341,48%59,03-0,72%
NaturaNATU37,697,801,43%7,64-0,65%

Já a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,44%. O stop sugerido é em R$ 18,85.

Venda
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
Brava EnergiaBRAV318,7118,441,44%18,85-0,75%
Caixa SeguridadeCXSE319,3919,111,44%19,53-0,72%
São MartinhoSMTO314,5614,351,44%14,67-0,76%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

*Sob supervisão de Juliana Américo

Economista-chefe do BCE diz que inflação pode ficar acima da meta de 2% até 2027

23 de Junho de 2026, 09:26

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, disse nesta terça-feira (23) que a inflação na zona do euro pode permanecer acima da meta oficial de 2% por um período prolongado, mesmo que se consolide uma trégua no Oriente Médio.

No último dia 11, o BCE elevou as taxas de juros em 25 pontos-base – o primeiro aumento desde 2023 – em uma decisão considerada “preventiva”, para evitar que a alta dos preços de energia contaminasse as expectativas de inflação no longo prazo.

Em discurso a parlamentares europeus em Bruxelas, Lane afirmou que a inflação pode seguir bem acima da meta até a primeira metade de 2027, após ter ultrapassado 3% no mês passado.

“Embora o progresso recente em direção a uma resolução do conflito no Oriente Médio seja bem-vindo, a incerteza permanece elevada e há riscos contínuos de a inflação ficar acima da nossa meta de 2% no médio prazo por um período considerável”, disse ele.

Lane acrescentou que a inflação elevada e a energia cara devem pesar sobre a atividade econômica, mas avaliou que o impacto tende a ser limitado, diante de um mercado de trabalho ainda sólido, de investimentos robustos em inteligência artificial e de gastos públicos com defesa e infraestrutura.

Mini índice (WINQ26) tenta reação após sequência de quedas; mini dólar (WDON26) segue em consolidação, aponta BTG

23 de Junho de 2026, 09:26

O mini índice futuro (WINQ26) interrompeu a sequência recente de perdas e fechou o último pregão com alta de 1,07%, em um movimento que pode sinalizar uma recuperação técnica de curto prazo, segundo relatório divulgado pelo BTG Pactual nesta terça-feira (23).

De acordo com a análise, o contrato conseguiu romper as médias móveis de 21 e 200 períodos no gráfico de 60 minutos, posicionadas em 172.655 e 172.808, respectivamente. O movimento ocorreu após o teste da região de mínimas próxima de 169.300.

Apesar da recuperação, a leitura dos tempos gráficos mais amplos permanece cautelosa. O BTG classifica a tendência de longo e médio prazo como de baixa, enquanto o curto prazo passou a indicar alta. O IFR (Índice de Força Relativa) segue em território neutro, sugerindo espaço para movimentos em ambas as direções.

Segundo os analistas, a sustentação do índice acima da média de 200 períodos pode abrir espaço para uma correção mais consistente em direção à região de 176.000 pontos.

O contrato encerrou o pregão aos 173.490 pontos, após oscilar entre mínima de 170.210 e máxima de 173.890. O volume negociado alcançou 16,1 milhões de contratos.

Resistências estão na região de 176 mil pontos

No cenário traçado pelo banco, as principais resistências para o mini índice aparecem em 174.355, 175.225, 176.090 e 176.960 pontos.

Do lado inferior, os suportes mais relevantes estão em 172.625, 171.755, 170.890 e 170.020 pontos.

Mini dólar mantém consolidação perto de 5.154

Já o mini dólar futuro (WDON26) fechou o pregão com leve queda de 0,22%, mantendo o comportamento lateral observado nas últimas sessões. Segundo o BTG, o contrato continua operando próximo da média móvel de 21 períodos, localizada em 5.154,00, que funciona como referência técnica imediata para o mercado.

O banco destaca que a região de 5.111,50 permanece como principal suporte do movimento atual, enquanto a resistência mais importante está próxima de 5.200,00.

Assim como no mini índice, o IFR permanece neutro, sem indicar excesso de compra ou venda.

A leitura de tendência mostra um cenário misto: baixa no longo prazo e alta nos horizontes de médio e curto prazo. Para os analistas, um rompimento consistente acima de 5.200,00 poderia abrir espaço para uma aceleração do movimento em direção a 5.250,00.

O contrato encerrou o dia em 5.154 pontos, após atingir máxima de 5.171,50 e mínima de 5.134,50. O volume negociado foi de 1,85 milhão de contratos.

Mercado monitora faixa de 5.200

Pelos níveis técnicos monitorados pelo BTG, as resistências do mini dólar estão em 5.180,00, 5.205,50, 5.231,50 e 5.257,00.

Já os suportes aparecem em 5.128,00, 5.102,50, 5.076,50 e 5.051,00. A permanência acima da região de 5.111,50 é vista como fator importante para preservar o viés positivo observado nos prazos mais curtos.

OranjeBTC (OBTC3) eleva caixa de bitcoin (BTC) em meio a queda de preços com compra de US$ 1,15 milhão

23 de Junho de 2026, 09:12

A OranjeBTC (OBTC3) informou ao mercado na última segunda-feira (22) a aquisição de 18 unidades debitcoin (BTC) por aproximadamente US$ 1,15 milhão.

Com isso, a maior Bitcoin Treasury da América Latina detém 3.822 bitcoins em tesouraria, em um montante avaliado em aproximadamente US$ 239 milhões, nas cotações atuais.

“Nesta semana, mantivemos nossa disciplina de alocação de capital focada na expansão contínua das nossas reservas. Em um ambiente de preço relativamente estável para o Bitcoin, adicionamos 18 Bitcoin à nossa tesouraria, utilizando o saldo em caixa proveniente dos empréstimos-ponte já realizados referentes à nossa 3ª emissão de debêntures”, diz o comunicado da empresa.



Como resultado, o BTC Yield Bruto semanal avançou 0,47%, elevando o BTC Yield Bruto do trimestre para 10,49% e o BTC Yield Bruto de 2026 para 10,70%.

Vale lembrar que o Bitcoin Yield é o aumento da quantidade de BTC atribuída a cada ação da empresa ao longo do tempo.

Do mesmo modo, a empresa não fez nenhuma recompra de ações no mesmo intervalo analisado, que vai da segunda-feira da semana passada, dia 15, até o último domingo (21).

Cosan (CSAN3) conclui pré-pagamentos de R$ 2,8 bilhões e avança na redução da dívida

19 de Junho de 2026, 18:46

A Cosan (CSAN3) informou nesta sexta-feira (19) a conclusão de operações de gestão de passivos financeiros dentro de sua estratégia de redução do endividamento.

A companhia realizou o resgate antecipado total da 1ª série da 11ª emissão de debêntures, encerrado em 16 de junho de 2026, e também finalizou ofertas de aquisição facultativa envolvendo debêntures da 5ª emissão e notas comerciais da 1ª série da 4ª emissão.

No total, os pré-pagamentos somaram aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Na 5ª emissão de debêntures, foram adquiridos 569.428 títulos de um total de 681.353 em circulação. Já na 1ª série da 4ª emissão de notas comerciais, houve resgate integral de 550.000 títulos. Na 1ª série da 11ª emissão de debêntures, também ocorreu resgate integral de 1.500.000 títulos.

A companhia afirmou que as operações reforçam o compromisso com disciplina financeira e fazem parte da estratégia de otimização da estrutura de capital, com redução do endividamento e das amortizações previstas para 2028, além do alongamento do prazo médio da dívida.

Com as transações realizadas ao longo do primeiro trimestre de 2026, a Cosan já acumula cerca de R$ 8,8 bilhões em pré-pagamentos de passivos financeiros.

A empresa informou ainda que segue avaliando novas alternativas para gestão de passivos e otimização da estrutura de capital.

Abramilho avalia que novo acordo sobre biomassa pode inviabilizar usinas de etanol em MT

19 de Junho de 2026, 18:31

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) afirmou nesta sexta-feira (19) que novas regras mais restritivas para o uso de biomassa para geração de energia nas caldeiras de usinas de etanol de milho poderiam inviabilizar novos investimentos e a expansão do setor, que está em franco crescimento no Estado.

Em ofício enviado ao Ministério Público e autoridades do governo de Mato Grosso contra um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado entre as partes neste mês, a Abramilho afirmou ver com preocupação a eliminação, ainda que gradual, do “uso de biomassa oriunda de supressão vegetal legalmente autorizada para fins energéticos em Mato Grosso”.

O termo foi assinado após um inquérito aberto no final do ano passado para investigar eventuais ilegalidades na utilização da matéria-prima vegetal nas caldeiras.

O documento prevê a redução gradual do uso de biomassa oriunda de supressão de vegetação nativa nos próximos anos até a proibição total, em meados da próxima década. Além disso, cobra um plano para a expansão das florestas plantadas, que passariam então a ofertar matéria-prima para a geração de energia.

Mas, conforme manifestações da Abramilho e da indústria madeireira, o TCA enfrenta resistência no Estado, o maior produtor de milho e de etanol feito a partir do cereal no país.

“É importante deixar claro que o setor produtivo reconhece a importância da expansão das florestas plantadas, do manejo florestal sustentável e da construção de uma matriz energética cada vez mais renovável… No entanto, a forma e os prazos estabelecidos precisam considerar a realidade técnica, econômica e produtiva do Estado”, afirmou a Abramilho.

A entidade destacou que a “primeira preocupação” refere-se à exigência imposta a novos empreendimentos industriais, “que passariam a depender exclusivamente de fontes alternativas de biomassa”, sendo impedidos de utilizar biomassa de mata nativa.

“Na prática, tal condição pode inviabilizar novos investimentos, restringir a expansão da agroindústria e comprometer projetos importantes para a geração de emprego, renda e arrecadação em Mato Grosso”, observou a Abramilho, manifestando preocupação também com o cronograma para adoção da biomassa de florestas plantadas.

A Abramilho argumenta que a biomassa de supressão vegetal hoje utilizada em boa parte das usinas é legal, licenciada e autorizada pelo Estado. Se assim é “por que a madeira resultante dessa atividade não pode ser utilizada para gerar energia?”, questionou.

Como alternativa, a entidade propõe que todos os empreendimentos industriais — novos, em operação ou em expansão — possam utilizar biomassa proveniente de supressão vegetal legalmente autorizada pelos próximos seis anos.

A proposta leva em consideração que o eucalipto — principal alternativa de floresta plantada para ser usada na geração de energia — demanda aproximadamente seis anos para atingir idade adequada de colheita.

“Após esse período, passaria a ser exigida a utilização de biomassa oriunda de florestas plantadas, manejo florestal sustentável ou outras fontes legalmente admitidas”, defendeu a Abramilho.

O termo de compromisso assinado com o Ministério Público indicou metas de expansão de área de floresta plantada para 700 mil hectares ou mais até 2040, versus cerca de 200 mil hectares de eucaliptos em 2024.

Outro lado

Entidades que defendem a assinatura do TCA consideram que o Mato Grosso poderá enfrentar um “apagão” na oferta de biomassa de florestas plantadas, caso as medidas não sejam tomadas agora.

Em nota nesta semana, o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa, afirmou que “nenhuma indústria será paralisada ou afetada pelo TCA”.

“Foi exatamente para garantir que a transição da biomassa de supressão para a biomassa de reflorestamento ocorra de forma segura que o Ministério Público fixou o período de sete anos de intervalo”, disse.

“É tempo suficiente para que os grandes consumidores possam ampliar suas áreas plantadas e buscar novos contratos de fornecimento, se for o caso, adaptando o abastecimento sem alterar suas operações.”

Ele comentou também que o TCA organizou o cumprimento de regras que já eram obrigatórias pelo Código Florestal Brasileiro.

“Grandes consumidores de biomassa sempre precisaram comprovar que seu abastecimento era sustentável por meio do Plano de Suprimento Sustentável (PSS). A novidade é que o termo define como e quando essa comprovação deve ser feita em Mato Grosso”, afirmou.

Petrobras (PETR4) aprova investimento de US$ 1,2 bilhão em planta de bioQAV e diesel renovável na RPBC

19 de Junho de 2026, 18:21

A Petrobras (PETR4) aprovou a decisão final de investimentos (FID) do projeto RPBC Biorrefino, que prevê a implantação de uma planta dedicada à produção de bioquerosene de aviação (bioQAV) e diesel renovável na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP).

O investimento estimado é de aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

Com a aprovação, a companhia avança para a fase final de contratação e assinatura dos contratos, com previsão de início das obras até o final de 2026. O projeto já está previsto no Plano de Negócios 2026-2030 e foi incluído na Carteira em Implantação Base, considerando as condições de financiabilidade da estatal.

A nova unidade terá capacidade de produção de até 15 mil barris por dia (bpd) de combustíveis renováveis, incluindo bioQAV e diesel renovável, com entrada em operação estimada para 2030.

Segundo a Petrobras, o projeto está alinhado à estratégia de liderança na transição energética e aos compromissos globais do setor de aviação, incluindo a regulação Corsia (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation) e a Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024).

Sem referência dos EUA, juros futuros intermediários e longos sobem quase 20 pontos-base à espera de ata do Copom

19 de Junho de 2026, 18:16

A curva de juros futuros estendeu em alta pela terceira sessão consecutiva sem a referência dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) por conta do feriado de Juneteenth.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,255% ante 14,235% do fechamento anterior, leve alta de 2 pontos-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,940% ante 14,765% do fechamento anterior, avanço de quase 18 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, subiu 18,5 pontos-base e terminou o dia a 14,650% ante 14,465% do fechamento da última quinta-feira (18).

O que mexeu com os DIs hoje?

A “rolagem” do horizonte relevante do Banco Central para a convergência à meta de inflação no comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) continuou a pressionar as taxas de DIs de longo prazo.

Para analistas, o comunicado da decisão foi ‘confuso’, gerou ruídos e pareceu sugerir que o BC quer cortar novamente a Selic em agosto, a despeito da piora das expectativas de inflação.

No mercado, a expectativa é de que a ata de decisão, a ser divulgada na manhã de terça-feira(23), corrija o ruído gerado pelo comunicado.

As tensões geopolíticas também voltaram a concentrar as atenções após o cancelamento das negociações entre Estados Unidos e Irã e do encontro de autoridades dos dois países na Suíça para a assinatura oficial do acordo de paz.

Além do impasse nas negociações, os combates entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano se intensificaram durante a madrugada, com mais de 18 pessoas mortas em ataques israelenses e quatro soldados israelenses mortos em um dos ataques mais letais realizados pelo grupo apoiado pelo Irã durante esta guerra.

Teerã condenou os ataques israelenses ao Líbano e alertou sobre suas consequências para a paz e a segurança na região, afirmando que os Estados Unidos são diretamente responsáveis pela situação.

Depois da Superquarta: o corte veio, mas a credibilidade aguenta?

19 de Junho de 2026, 18:09

A Superquarta veio e foi embora, mas deixou uma conclusão mais importante do que a simples fotografia das decisões de juros: o mundo ainda não voltou ao conforto monetário que muitos investidores gostariam de enxergar.

]O acordo provisório entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, ajudou a aliviar parte do prêmio do petróleo e retirou dos mercados um risco extremo. Isso é positivo. Mas positivo não significa suficiente.

A crise no Oriente Médio já havia feito seu trabalho. Energia mais cara, seguros de navegação mais elevados, cadeias logísticas tensionadas e expectativas de inflação mais sensíveis não desaparecem no dia seguinte a um memorando diplomático.

Mesmo que a rota energética volte gradualmente à normalidade, o choque já contaminou a discussão dos bancos centrais. É por isso que a Superquarta deve ser lida menos como um ponto de virada benigno e mais como um teste de credibilidade para as autoridades monetárias.

Nos Estados Unidos, nasceu um Fed menos previsível

Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve não surpreendeu: os juros foram mantidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A surpresa esteve no tom. Sob Kevin Warsh, em sua primeira reunião à frente da autoridade monetária, o Fed sinalizou uma mudança importante de postura.

O comitê ficou mais preocupado com a persistência da inflação, revisou projeções para cima e mostrou que o espaço para cortes ficou muito mais estreito.

O ponto mais relevante foi a mudança no regime de comunicação. O Fed retirou a inclinação implícita a cortes, reduziu o forward guidance e passou a depender ainda mais dos dados.

Para o investidor pessoa física, isso significa o seguinte: o banco central americano está dizendo que não quer mais prometer o caminho dos juros com tanta antecedência. Em vez disso, prefere preservar flexibilidade para reagir à inflação, ao mercado de trabalho e às condições financeiras.

Essa mudança importa porque os mercados vinham operando com a expectativa de que a próxima etapa natural seria a retomada dos cortes.

Depois da reunião, essa hipótese ficou bem menos confortável. Com inflação ainda acima da meta, atividade resiliente e investimentos fortes, especialmente em tecnologia e infraestrutura, o Fed não tem pressa para aliviar. Pior: parte do mercado passou a tratar novas altas de juros como um cenário possível, ainda que não necessariamente provável.

O Copom cortou, mas a comunicação ficou no meio do caminho

No Brasil, o Copom entregou o corte de 25 pontos-base e levou a Selic para 14,25% ao ano. A decisão, em si, estava dentro do radar. O debate começa na comunicação.

O Banco Central reconheceu um ambiente mais difícil: atividade acima do esperado, mercado de trabalho resiliente, expectativas de inflação deterioradas, projeções mais altas e quadro fiscal mais desafiador. Em tese, esse diagnóstico recomendaria uma postura claramente mais restritiva.

Ainda assim, o comunicado não fechou completamente a porta para novos cortes. O comitê elevou a régua para novas reduções, mas preservou flexibilidade.

Essa escolha pode ser defensável se a inflação ceder, se o câmbio ajudar e se o fiscal não piorar. O problema é que, hoje, o conjunto da obra ainda é desconfortável. A inflação segue acima da meta, as expectativas continuam frágeis e o fiscal permanece como principal fonte de incerteza doméstica.

Em outras palavras, o corte veio. A dúvida é se a credibilidade aguenta uma comunicação que, ao mesmo tempo, reconhece a piora dos fundamentos e deixa a porta entreaberta para novos estímulos.

O risco é o mercado interpretar essa flexibilidade como tolerância maior com a inflação. Se isso acontecer, o custo aparecerá rapidamente no câmbio, nos juros longos e nos ativos mais sensíveis à queda da Selic.

Paz ajuda o humor, mas política monetária manda no ciclo

O acordo entre Estados Unidos e Irã melhora o ambiente externo, mas não muda a principal conclusão da semana: a política monetária voltou a comandar o preço dos ativos.

A paz reduz o risco de cauda, derruba parte do prêmio do petróleo e favorece uma recomposição de apetite por risco. Mas, se os bancos centrais mantêm uma postura dura, o rali tende a ser mais seletivo e menos linear.

Essa diferença é crucial. Quando os juros caem de forma previsível, o mercado costuma antecipar melhora para quase tudo: bolsa, crédito, small caps, fundos imobiliários e ativos de maior duration. Quando os juros ficam altos por mais tempo, a seleção volta a importar. Empresas com balanço forte, geração de caixa, poder de preço e menor dependência de financiamento tendem a atravessar melhor o ambiente. Já teses que dependem de corte rápido de juros sofrem mais.

No Brasil, isso é especialmente importante. A curva de juros ainda carrega prêmio fiscal elevado, a inflação segue distante da meta e a eleição começa a entrar no radar dos investidores.

O real pode se beneficiar do alívio geopolítico, mas precisa de credibilidade doméstica para sustentar ganhos.

A bolsa pode reagir a um petróleo mais baixo e a algum alívio externo, mas continuará separando qualidade de fragilidade. Não basta a notícia boa lá fora; é preciso que a política econômica aqui dentro ajude.

No final, a Superquarta confirmou que o pior risco geopolítico pode ter ficado para trás, mas também mostrou que o mundo não voltou ao regime de dinheiro fácil. O Fed iniciou a era Warsh com menos promessas e mais ênfase em estabilidade de preços.

O Copom cortou, mas deixou uma mensagem que ainda precisará ser testada pelos dados e pela reação do mercado. No fundo, a paz no Oriente Médio reduz o choque, mas não apaga a inflação; e a queda pontual do petróleo ajuda, mas não substitui credibilidade.

Para o investidor, a mensagem é de disciplina. O ambiente continua oferecendo oportunidades, mas exige mais seletividade. Não é um cenário para abandonar risco indiscriminadamente, nem para comprar qualquer ativo apenas porque os juros podem cair um dia.

É um mercado em que qualidade, previsibilidade, balanço sólido e geração de caixa voltam a valer mais. A Superquarta passou; agora começa a parte mais difícil: provar que a inflação pode convergir sem que os bancos centrais precisem apertar ainda mais o torniquete monetário.

Azzas 2154 (AZZA3) confirma que contratou Morgan Stanley para ‘assessoria’ que pode virar venda bilionária de Farm Rio

19 de Junho de 2026, 17:39

A Azzas 2154 (AZZA3) confirmou a contratação do Morgan Stanley para assessorar a avaliação de alternativas estratégicas envolvendo os ativos relacionados à marca “Farm Rio”, “com o objetivo de destravar valor dessa marca”, mostra documento enviado ao mercado nesta sexta-feira (19).

Mais cedo, o Neofeed informou que a companhia contratou o banco para vender a marca feminina.

Ainda de acordo com o site, o negócio envolve cerca de US$ 1 bilhão, o equivalente a R$ 5,1 bilhões no câmbio atual – valor acima do valor de mercado da companhia, de R$ 3,2 bilhões.

A transação é considerada uma maneira de destravar valor em uma companhia que está depreciada mais pelas desavenças dos sócios do que pelos ativos.

Com a notícia, a ação disparou 9% em segundos. De todas as formas, a empresa disse que não há qualquer decisão tomada, operação aprovada, estrutura definida, proposta formal, instrumento vinculante celebrado ou definição acerca da efetiva implementação de qualquer eventual operação, tampouco sobre seus potenciais termos, condições, ativos envolvidos, cronograma ou viabilidade.

Disputa entre Jatahy e Birman

Por trás dessa possível operação, pode ser estar uma disputa entre os sócios. Em maio, a varejista tornou pública uma série de demandas societárias envolvendo os empresários Roberto Luiz Jatahy Gonçalves e Alexandre Café Birman, relacionadas à estrutura organizacional das unidades de vestuário feminino e masculino da companhia.

Em comunicado ao mercado, a Azzas 2154 afirmou que os processos decorrem de divergências sobre gestão e governança da empresa formada pela combinação de negócios entre os grupos Arezzo e Soma, concluída em 2024.

Entre as ações divulgadas, Roberto Jatahy ajuizou, em 8 de maio, uma medida cautelar na 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

O executivo pediu a manutenção da estrutura organizacional vigente antes de 22 de abril, além da preservação de seu cargo como Chief Brand Officer e da responsabilidade pela gestão das unidades de vestuário feminino e masculino.

BC retira teto de R$ 500 para Pix por aproximação; instituições devem se adaptar até outubro

19 de Junho de 2026, 17:33

O Banco Central alterou as regras do Pix e retirou o teto fixo de R$ 500 que limitava os pagamentos na modalidade por aproximação. As instituições terão até 1º de outubro para adaptar sistemas e implementar a mudança.

Com a alteração, as transações por aproximação e as iniciadas por meio da jornada sem redirecionamento, no Open Finance, passam a seguir a mesma lógica que os demais pagamentos via Pix: o usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do limite diário e do limite por transação, de acordo com a ferramenta de gestão de limites que deve ser disponibilizada por todos os bancos em seus aplicativos

“Ao permitir que o usuário ajuste o limite do Pix por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix”, afirma o chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, Breno Lobo, em nota publicada no site da autoridade monetária.

A atualização também alcança pagamentos iniciados sem redirecionamento no Open Finance, como transações feitas em carteiras digitais compatíveis.

Segundo o BC, o objetivo é unificar as diretrizes e reduzir diferenças regulatórias entre as jornadas.

Carteira de identidade no Paraguai? Brasileiros já podem emitir documento no país vizinho

19 de Junho de 2026, 17:20

Brasileiros que vivem fora do país ganharam uma nova opção para manter a documentação em dia. Desde esta quinta-feira (18), o Consulado-Geral do Brasil em Assunção, no Paraguai, passou a emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN), dentro do projeto do governo federal iniciado em abril, em Lisboa (Portugal) e expandido para a América do Sul.

O Paraguai foi escolhido por concentrar a terceira maior comunidade brasileira no exterior, com mais de 250 mil pessoas, atrás apenas dos Estados Unidos e de Portugal. O crescimento dessa população está ligado a fatores como trabalho, estudos e investimentos no setor agrícola.

O solicitante deve enviar certidões de nascimento ou casamento para validação prévia. Após análise, o agendamento presencial é liberado no órgão diplomático brasileiro na capital paraguaia.

No consulado, a coleta de dados biométricos, como impressões digitais e fotografia, é feita em totem eletrônico, com apoio remoto. Depois da validação, o documento é produzido no Brasil e enviado por malote diplomático para a entrega ao cidadão.

Em Lisboa, onde o projeto começou, mais de 400 carteiras de identidade foram emitidas em dois meses, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). No Paraguai, a expectativa é ampliar esse número nos próximos meses.

Sem passaporte em quase toda América do Sul

A CIN substitui o antigo RG e utiliza o CPF como número único de identificação. O modelo busca reduzir fraudes e unificar os registros civis no País. O documento também facilita a vida de brasileiros no exterior e pode ser usado em viagens a oito países da América do Sul sem necessidade de passaporte.

Além do Paraguai o brasileiro pode entrar na Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru portanto apenas a CIN.

Outro impacto para quem possui a carteira é o acesso à conta nível “Ouro” na plataforma Gov.br, que libera mais de 5 mil serviços digitais, incluindo Carteira de Trabalho Digital, Meu INSS e Meu SUS Digital, sem necessidade de deslocamento ao Brasil para resolver demandas administrativas.

Quais documentos podem ser emitidos no exterior?

Além da nova carteira de identidade em fase de testes, a rede consular brasileira mantém serviços regulares para cidadãos no exterior. Entre os principais documentos disponíveis estão:

  • Passaporte brasileiro, emitido em embaixadas e consulados
  • CPF, com inscrição, regularização ou atualização cadastral
  • Certidões de nascimento, casamento e óbito
  • Autorização de retorno ao Brasil, para casos de urgência sem passaporte válido
  • Procurações com validade jurídica no Brasil
  • Atestado de residência no exterior, usado para fins fiscais e administrativos

Para solicitar documentos no exterior, o cidadão precisa fazer agendamento prévio pelo sistema e-Consular, plataforma do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Não há atendimento direto sem cadastro.

*Sob supervisão de Gustavo Porto

Sem Wall Street, Ibovespa fecha estável com impasse entre EUA-Irã no radar; dólar cai a R$ 5,16

19 de Junho de 2026, 17:16

Sem negociações em Wall Street, o Ibovespa (IBOV) operou instável durante todo o pregão, em dia de vencimento de opções.

Nesta sexta-feira (19), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,03%, aos 168.333,61 pontos. Na semana, o IBOV acumulou baixa de 1,64%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1648, com queda de 0,20%. Na semana, a divisa teve valorização de 2,04% ante o real.

No cenário doméstico, a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a Selic continuou no radar, com o mercado à espera da ata, que deve trazer mais detalhes da decisão.

Os investidores também acompanharam novas movimentações políticas em torno da corrida eleitoral.

Em destaque, a pesquisa RealTime Big Data, divulgada pela manhã, apontou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno no Estado do Tocantins. O senador aparece numericamente à frente, com 41% das intenções de voto, contra 40% de Lula, mas a margem de erro é de 2,2 pontos.

Além disso, Lula assinou uma medida para garantir o bloqueio de recursos financeiros de bets ilegais. O dinheiro congelado pelos bancos será incrementado no Fundo Nacional de Segurança Pública, através da cooperação entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Altas e quedas do Ibovespa

Com a liquidez mais enxuta, a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Azzas 2154 (AZZA3), em meio à notícias de que a varejista contrato o Morgan Stanley para a venda da marca Farm. AZZA3 encerrou o pregão com alta de 8,33% (R$ 17,56).

Já a ponta negativa foi liderada por Minerva (BEEF3), que fechou a sessão com baixa de 5,12% (R$ 3,52).

Entre os pesos-pesados, o setor de bancos fechou no tom negativo: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 0,29%. Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve queda de 0,80% (R$ 39,87).

Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerrou o pregão em tom misto, pressionado pelo fluxo doméstico, na contramão do desempenho do petróleo – o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto subiu 0,90%, a US$ 80,57 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

PETR3 terminou o dia com alta de 0,49% (R$ 43,34) e PETR4 registrou perda de 0,13% (R$ 38,80).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou com fluxo e destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 1,13%, a 747 yuans (US$ 110,34) a tonelada. VALE3 subiu 1,01% (R$ 80,75).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street não operaram nesta sexta-feira devido ao Dia Nacional da Independência dos Negros nos Estados Unidos (Juneteenth).

Na Europa, os índices fecharam em queda com incertezas sobre o acordo de paz entre EUA e Irã após o cancelamento das negociações e da assinatura do pacto na Suíça. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,24%, aos 635,61 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,28% os 71.250,06 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, não operou devido a feriado local.

5 ações que podem ser impactadas pelo programa Move Brasil na B3, segundo o Bradesco BBI

19 de Junho de 2026, 17:11

O programa Move Brasil, voltado a incentivar a compra de veículos novos com a liberação de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, teve início nesta sexta-feira (19), com mais de 600 mil inscritos.

A iniciativa pode impulsionar em até 15% as vendas de automóveis leves, segundo a consultoria Bright Consulting, dependendo da elegibilidade dos participantes e da efetiva concessão de crédito pelos bancos.

Diante desse cenário, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já sinalizou uma possível revisão para cima de suas estimativas de vendas para 2026, com uma atualização prevista para julho.

A associação prevê que o Move Brasil poderia gerar 200 mil unidades licenciadas, o equivalente a cerca de um mês de vendas.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, embora o programa possa direcionar parte da demanda para a aquisição própria de veículos, a iniciativa pode ter um impacto marginal de cerca de 2% para Localiza (RENT4) e de 1% para Movida (MOVI3).

“Por outro lado, o aquecimento das vendas pode reduzir a necessidade de descontos por parte das montadoras, o que tende a beneficiar os preços de seminovos e mitigar pressões sobre depreciação”, consideram.

A leitura de avanço nas vendas de automóveis leves também é positiva para a Iochpe-Maxion (MYPK3), que deve ser a principal ação beneficiada nesse contexto, segundo o BBI, uma vez que isso deve ajudar a compensar a demanda mais fraca de veículos pesados de outras regiões.

Para o banco de investimentos, a Mahle Metal Leve (LEVE3) também pode ter uma demanda favorável, dado seu contato com veículos leves, enquanto a Fras-le (FRAS3) tende a ganhar com a demanda no mercado de reposição, impulsionada pela substituição de veículos usados que estão saindo de circulação

WEG (WEGE3), Moura Dubeux (MDNE3), Petrobras (PETR4) e outros destaques corporativos desta quarta (17)

17 de Junho de 2026, 09:29

O pagamento de JCP da WEG (WEGE3), o programa de recompra de ações da Moura Dubeux (MDNE3) e o subsídio ao diesel da Petrobras (PETR4) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (17)

Confira os destaques de hoje:

WEG (WEGE3) aprova pagamento de R$ 438 milhões em juros sobre capital próprio

A WEG (WEGE3) aprovou a distribuição de R$ 438,1 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), informou a companhia em comunicado ao mercado nesta terça-feira (16).

O valor corresponde a R$ 0,10 por ação. Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária em 19 de junho de 2026. A partir de 22 de junho, os papéis passarão a ser negociados na condição “ex-JCP”.

O pagamento está previsto para 10 de março de 2027. Após o desconto de 17,5% de imposto de renda na fonte, o valor líquido será de aproximadamente R$ 0,09 por ação.

Acionistas que comprovarem até 19 de junho de 2026, junto ao Banco Bradesco, a condição de imunes ou dispensados da retenção do imposto receberão o valor integral do provento, conforme a legislação vigente.

Moura Dubeux (MDNE3) cria programa de recompra de até 1,36 milhão de ações

A Moura Dubeux (MDNE3) aprovou nesta terça-feira (16) um novo programa de recompra de ações que permitirá à companhia adquirir até 1,36 milhão de papéis ordinários em circulação, equivalente a cerca de 2% do total de ações disponíveis no mercado.

O programa terá duração de 18 meses, com início em 16 de junho de 2026 e término em 16 de dezembro de 2027.

Segundo a empresa, o programa tem como objetivo maximizar a geração de valor para os acionistas. As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria, ser posteriormente canceladas ou alienadas, além de serem utilizadas para atender obrigações relacionadas ao plano de remuneração baseado em ações da companhia.

ANP aprova pagamento de R$740 mi à Petrobras (PETR4) referente à 1ª fase do subsídio ao diesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou o pagamento à Petrobras (PETR4) de aproximadamente R$ 740 milhões referente ao primeiro período do programa de subvenção econômica à comercialização de diesel, de 12 de março a 31 de março, segundo documento da autarquia visto pela Reuters.

A aprovação ocorreu na segunda-feira, após a agência apurar e verificar a conformidade do valor a ser pago pela União no âmbito do programa, criado pelo governo federal para reduzir os impactos da alta do petróleo e de seus derivados com a guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

A Petrobras havia registrado no balanço financeiro do primeiro trimestre o valor de R$741 milhões como contas a receber relativas ao primeiro período de apuração da subvenção econômica à comercialização de diesel, em março.

Estrela (ESTR3): Justiça aceita pedido e companhia entra em recuperação judicial

A tradicional fabricante de brinquedos Estrela (ESTR3) informou nesta terça-feira (16) que teve aprovado pela Justiça o processamento de seu pedido de recuperação judicial, juntamente com outras sete empresas que integram seu grupo.

Segundo fato relevante divulgado pela companhia, a decisão foi proferida em 15 de junho pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas (MG), que reconheceu o cumprimento dos requisitos previstos na Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei nº 11.101/2005).

De acordo com a Estrela, o objetivo do processo é promover uma reorganização financeira e operacional das empresas do grupo, buscando preservar as atividades, fortalecer a estrutura econômico-financeira e garantir a continuidade dos negócios.

Assessorando credores, Moelis e Journey recebem proposta da IG4 pelo controle da Raízen (RAIZ4)

O banco de investimentos independente Moelis & Company e a consultoria financeira Journey Capital, assessores dos credores da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4), receberam ofertas não vinculantes da gestora de private equity IG4 na noite de segunda-feira (15) para adquirir créditos e o controle da empresa, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto.

Duas delas, entretanto, alertaram que qualquer acordo ainda está longe de ser certo, sendo que uma acrescentou que os credores dificilmente chegarão a uma decisão em breve.

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Ainda, uma das três pessoas disse que os credores aceitaram a proposta da Raízen de converter dívida em participação acionária por ser a melhor alternativa disponível naquele momento, mas que prefeririam não permanecer como acionistas.

HSBC aposta em crescimento no Brasil mesmo após provisões ligadas a Raízen e GPA, diz CEO

O HSBC Brasil aposta no ritmo recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo (CEO) da instituição, Alexandre Guião.

“Nós queremos ser top 10. Queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante [no grupo]”, disse o executivo em entrevista à Reuters, citando que a operação brasileira já figura no top 20 do HSBC, que está presente em 55 países.

Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento de 39% na receita, após fechar 2025 com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma alta de 12% frente a 2023.

Supermercados Dia encerram recuperação judicial antes do prazo e miram expansão no Brasil

A rede de supermercados Dia anunciou nesta terça-feira (16) o encerramento de seu processo de recuperação judicial, pouco mais de dois anos após o pedido de proteção contra credores. A conclusão foi homologada pela Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo após a empresa comprovar o cumprimento integral das obrigações previstas no plano de reestruturação.

O fim da supervisão judicial ocorreu antes do prazo inicialmente previsto, que era outubro deste ano. Segundo a companhia, a antecipação foi possível após o cumprimento de 100% das metas e compromissos estabelecidos no processo de recuperação.

Em comunicado, o CEO do Dia no Brasil, Fabio Farina, afirmou que a conclusão da recuperação judicial marca o início de um novo ciclo para a varejista. “O encerramento da recuperação judicial representa a conclusão de uma importante etapa da transformação do Dia”, frisou.

BYD acelera investimento em produção de baterias no Brasil para carros e armazenamento de energia

A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD está ampliando a produção de baterias no Brasil, disse um alto executivo à Reuters, com foco na fabricação local para seus carros elétricos ao mesmo tempo em que se prepara para investir cerca de R$ 500 milhões em sistemas de armazenamento para dar suporte à rede elétrica nacional.

A nova capacidade de fabricação no segmento de veículos faz parte de um esforço mais amplo para atingir 50% de conteúdo nacional em seus carros fabricados no Brasil até o início de 2027, disse o vice-presidente sênior da BYD Alexandre Baldy.

“Nós estamos localizando, trazendo conteúdo local, para que consigamos de fato nos tornar uma fabricante brasileira”, disse disse Baldy. “A bateria é mais um dos itens, um importante componente”.

Conselho da Telefônica Brasil (VIVT3) aprova incorporação da FiBrasil

O conselho de administração da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, aprovou a proposta de incorporação da subsidiária FiBrasil e convocação de Assembleia Geral Extraordinária da companhia para o dia 1 de julho de 2026 para deliberar o assunto, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de terça-feira (16).

A FiBrasil atua com serviços de telecomunicações, abrangendo a disponibilização de infraestrutura de rede neutra de fibra óptica no atacado. Em maio deste ano, a Telefônica já havia anunciado a aquisição de 100% do capital social da empresa, consolidando integralmente a subsidiária em sua estrutura societária.

O plano prevê a absorção total do patrimônio líquido da FiBrasil, avaliado em cerca de R$ 812,6 milhões, pela Telefônica Brasil.

Engie Brasil (EGIE3) detalha acordo sobre participação na Jirau financiado por aumento de capital de R$ 5,74 bi

A Engie Brasil (EGIE3) detalhou, em um documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de terça-feira (16), os termos de um acordo para adquirir uma participação de 40% na usina hidrelétrica de Jirau de seu acionista controlador, a Engie Brasil Participações, parte da francesa Engie.

A empresa informou que o negócio será financiado por um aumento de capital de cerca de R$ 5,74 bilhões por meio de uma oferta de ações vinculada à aportação do ativo.

A oferta de ações poderá arrecadar até R$ 8,36 bilhões, incluindo uma alocação adicional, informou a empresa.

Com vendas em queda, Pizza Hut é vendida por US$ 2,7 bilhões

A gigante do setor de fast-food Yum Brands fechou um acordo nesta terça-feira (16) para a venda da rede Pizza Hut por US$ 2,7 bilhões. O movimento foi motivado pela desaceleração das vendas da Pizza Hut nos últimos anos, que vinha registrando um desempenho inferior ao de outras redes do grupo, como KFC e Taco Bell.

O negócio recebeu o aval do conselho de administração e deve ser oficialmente concluído no terceiro trimestre deste ano.

Ações da BMW caem ao menor nível desde 2020 após alerta sobre lucros

As ações da montadora alemã de luxo BMW recuavam cerca de 7% na bolsa de valores de Frankfurt, na Alemanha, após a empresa ter divulgado, na noite de terça-feira (16), um alerta sobre os lucros que, segundo alguns analistas, poderia indicar uma reformulação estratégica mais ampla, incluindo cortes de capacidade na Europa.

A BMW atribuiu a culpa à prolongada fraqueza na China, o maior mercado automotivo do mundo, e ao impacto da guerra no Irã sobre os preços e o ânimo dos consumidores.

Analistas do Deutsche Bank e da Jefferies afirmaram que a revisão para baixo nas perspectivas foi significativamente maior do que o esperado.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

*Com supervisão de Maria Carolina Abe

Day trade: Compre Suzano (SUZB3) e venda Embraer (EMBJ3) para ganhar até 1,49% hoje (17), segundo a Ágora

17 de Junho de 2026, 09:28

A Suzano (SUZB3) é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta quarta-feira (17).

As ações da empresa fecharam a sessão da última terça-feira (16) cotadas a R$ 42,93. O potencial de ganho é de 1,49% e o stop sugerido é de R$ 42,69.

Compra

EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop
Porto SeguroPSSA350,6851,381,38%50,32-0,71%
Isa Energia BrasilISAE427,7728,171,44%27,56-0,76%
SuzanoSUZB343,0343,671,49%42,69-0,79%

Já a Embraer (EMBJ3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,41%. O stop sugerido é em R$ 76,63.

Venda

EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop
B3B3SA315,0014,791,40%15,11-0,73%
CognaCOGN32,292,261,31%2,31-0,87%
EmbraerEMBJ376,0975,021,41%76,63-0,71%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

*Com supervisão de Juliana Américo

Cosan (CSAN3) anuncia venda de 41 mil hectares da Radar por R$ 1,85 bilhão e cita desalavancagem

17 de Junho de 2026, 09:26

A Cosan (CSAN3) informou ao mercado que receberá cerca de R$ 586 milhões com a venda de parte do portfólio agrícola do Grupo Radar, em um negócio de R$ 1,85 bilhão que envolve 41.214 hectares em Mato Grosso.

De acordo com o fato relevante divulgado nesta quarta-feira (17), o Grupo Radar firmou, por meio de algumas de suas subsidiárias, detentoras de propriedades agrícolas que contam com investimentos por parte da Cosan, compromisso para venda de parte das propriedades do seu portfólio.

Os imóveis correspondem a 12% do portfólio total de propriedades agrícolas detido pela Radar, localizados no Estado do Mato Grosso, compreendem uma área total de 41.214 hectares e são destinados ao cultivo de soja, milho e algodão.

O preço total ofertado pelos imóveis é de R$ 1,85 bilhão, sendo aproximadamente R$ 586 milhões referentes à participação da Cosan.

“Este movimento está alinhado à estratégia de desinvestimentos, redução da alavancagem e simplificação de portfólio da Cosan”, diz o documento.

Vale destacar que a conclusão da operação fica condicionada a certas condições precedentes usuais para esse tipo de operação.

A Cosan enfrenta desafios de redução da alavancagem da estrutura da holding, que sofreu com a alta dos juros. Recentemente, recebeu um aporte de R$ 10 bilhões do BTG Pactual, da gestora Perfin Investimentos e da família Ometto, fundadora da companhia.

Além disso, a companhia está nos holofotes em meio à reestruturação da Raízen (RAIZ4), uma joint venture entre a Cosan e a Shell.

Trump ameaça retomar campanha de bombardeios se Irã não se ‘comportar’

17 de Junho de 2026, 09:20

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (17) que um acordo preliminar com o Irã não é definitivo e que ele pode retomar a campanha de bombardeios se não gostar dele ou se Teerã não se comportar.

“É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a disparar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, ok?”, disse Trump na cúpula do G7 na França.

Trump afirmou que o memorando de entendimento com o Irã não inclui o alívio imediato das sanções contra o país, acrescentando que discutiria o assunto posteriormente.

Trump elogiou o acordo preliminar negociado por seu governo, dizendo: “É um acordo muito forte. Ninguém sabe exatamente o que é, mas é muito forte, e a maioria das pessoas parece estar muito satisfeita.”

Segundo ele, o acordo será uma bênção para os mercados.

“Não há nada tão inteligente quanto o mercado, e o mercado adora isso mais do que qualquer coisa que eu já tenha visto”, disse ele, acrescentando: “A alternativa seria uma depressão mundial.”

Os preços do petróleo estavam próximos da mínima de três meses na quarta-feira, com Trump prevendo novas quedas: “Acho que os preços do petróleo podem ficar mais baixos do que estavam antes da guerra”.

IBC-Br: Prévia do PIB brasileiro sobe 0,5% em abril

17 de Junho de 2026, 09:07

O indicador mensal de atividade econômica (IBC-Br) registrou alta de 0,50% em abril, mostra dado divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (17). O número ficou abaixo das projeções de avanço de 0,6%, medidas pela Reuters.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 0,9%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,6%, de acordo com números não dessazonalizados.

O indicador de indústria avançou 0,4%, enquanto serviços e impostos subiram 0,3%, respectivamente. Já a agropecuária permaneceu estável no período.

Na edição anterior, de março, a prévia do PIB recuou 0,7% na comparação mensal, acumulando ganho de 1,8% no acumulado em 12 meses.

Último dia! Prazo de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2026 termina nesta quarta-feira (17)

17 de Junho de 2026, 09:05

O prazo para pagamento do boleto da taxa de inscrição do Enem 2026 se encerra nesta quarta-feira (17). O valor cobrado é de R$ 85, o mesmo do Enem do ano passado.

A Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para a quitação está disponível na Página do Participante no portal do Inep. Para acessar, é necessário usar a senha do portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Em caso de necessidade de reimpressão, o participante deverá gerar novamente a GRU Cobrança na mesma página eletrônica.

Meios de pagamento do Enem 2026

O pagamento da taxa de inscrição do exame pode ser feito em qualquer banco, casa lotérica ou por meio de aplicativos bancários.

Não serão aceitos pagamentos de inscrições por meio de depósito em caixa eletrônico, via postal, transferência ou depósito em conta corrente, nem ordem de pagamento.

As opções de pagamento da GRU Cobrança são o Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança, dentre outros e pode variar de acordo com a instituição financeira do pagador.

Nos casos de pagamento via Pix, a GRU Cobrança traz o QR Code para o participante quitar a taxa de inscrição.

Muita atenção na hora de pagar a taxa de inscrição

O Inep informa que não há reembolso do valor referente ao pagamento da taxa de inscrição. A única exceção vale para um improvável cancelamento do Enem 2026.

Também não será devolvido o pagamento de taxa de inscrição realizado em duplicidade nem de valores diferentes de R$ 85.

O edital público do exame também proíbe a transferência do valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.

Confirmação da inscrição

A inscrição será confirmada somente após o processamento do pagamento da taxa de inscrição pelo Banco do Brasil.

Caso o valor do pagamento seja inferior a R$ 85, a inscrição não será confirmada.

Isenção da taxa de inscrição do Enem

O Inep concedeu gratuidade no Enem 2026 a candidatos dos seguintes perfis:

  • alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
  • alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa;
  • estudantes participantes do programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC).
  • pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • participantes que informaram na inscrição que usarão os resultados das provas para solicitar o certificado de conclusão do ensino médio e têm registro no CadÚnico;

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. A prova é a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

*Com informações da Agência Brasil.

Banco Master: PF diz que Vorcaro bancou despesas de viagem de Ciro Nogueira e Hugo Motta para Lisboa

17 de Junho de 2026, 08:56

A Polícia Federal afirma que o banqueiro Daniel Vorcaro bancou as despesas de uma viagem a Lisboa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

As informações foram obtidas pela PF no celular do dono do Banco Master e foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da mesma operação que realizou busca e apreensão contra Ciro Nogueira. Motta não foi alvo de nenhuma diligência na ocasião.

Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou. Em conversa com jornalistas, Motta disse ter “muita tranquilidade” sobre as diárias pagas pelo banqueiro.

“As investigações estão aí, os órgãos estão trabalhando e eu defendo que as apurações possam acontecer da maneira mais isenta e imparcial possível. Eu sou um deputado que sempre defendi o bom exercício da atividade parlamentar, sempre legislei com responsabilidade e presido a Câmara com essa mesma responsabilidade”, afirmou.

A PF encontrou diálogos de Vorcaro com um funcionário no qual ele determina a reserva de suítes em um hotel de Lisboa para Motta e Ciro Nogueira em junho de 2024.

O período da reserva coincida com a realização, na capital portuguesa, de um fórum jurídico organizado todo ano pelo ministro do STF Gilmar Mendes, conhecido como Gilmarpalooza.

“No dia 18/06/2024, DANIEL BUENO VORCARO informou que necessitaria de reservas de hotel em LISBOA, no período de segunda-feira a sábado, para ele próprio E para “Ciro e Hugo”. Conforme se verifica adiante na mesma conversa, os nomes mencionados referem-se, respectivamente, a CIRO NOGUEIRA e HUGO MOTTA”, diz a PF.

Nas conversas e documentos obtidos pela PF, Vorcaro determina o pagamento de cinco diárias de “suíte jr.” no Four Seasons Hotel para Ciro e Hugo Motta. De acordo com a PF, o custo total para cada um seria de cerca de R$ 90 mil, com base na cotação do euro da época.

A investigação da PF também encontrou pagamento de R$ 468,7 mil em despesas de viagem de Ciro Nogueira, em locais como Paris, Nova York e Courchevel, estação de esqui nos Alpes Franceses. Em troca, aponta a PF, ele teria apresentado projetos de lei para favorecer os interesses do dono do Banco Master.

“Conclui-se que o benefício econômico direto atribuído a CIRO NOGUEIRA, decorrente das viagens internacionais examinadas no subtópico 5.3.4, perfaz o montante de R$ 468.721,78, sem considerar os gastos com voos privados, realizados em ao menos três oportunidades em deslocamentos internacionais de entrada e saída do Brasil, bem como em duas ocasiões em voos internos nos Estados Unidos”, diz o relatório.

Retorno aos acionistas? Small cap da bolsa aprova programa de recompra de ações; veja o objetivo

17 de Junho de 2026, 08:50

A Pague Menos (PGMN3), uma small cap da bolsa, informou ao mercado a realização de um novo programa de recompra de até 7 milhões de ações, após aprovação do conselho de administração, mostra fato relevante enviado ao mercado na noite de terça-feira (16).

A aprovação de um programa de recompra pode ter diversas motivações, entre elas a crença pela empresa de que as ações estão baratas, a distribuição de ações aos executivos como bônus sem a emissão de novos papéis e a geração de valor ao acionista.

De acordo com o comunicado da Pague Menos, a aquisição das ações tem como objetivo entrega aos seus funcionários e administradores, no âmbito do plano de ações restritas da companhia, ou manutenção em tesouraria e posterior cancelamento ou venda no mercado.

As ações mantidas em tesouraria por uma empresa representam uma retirada desses papéis do mercado por opção da mesma. O objetivo costuma ser uma melhoria na estrutura de capital, redução do número de ações em circulação, utilização em negociações ou investimentos futuros, entre outros.

O programa de recompra da Pague Menos entrou em vigor em 16 de junho de 2026 e terá duração de até 6 meses, com término em 16 de dezembro de 2026.

O momento da Pague Menos

Em 2026, ano em que a empresa completa seus 45 anos, os números do primeiro trimestre mostraram um salto de 325,6% no lucro líquido, que chegou a R$ 55,6 milhões.

Jonas Marques, CEO da companhia, observa que o ano começou no positivo, sustentado por um forte crescimento operacional, desalavancagem, expansão do digital e o GLP-1 como um vetor de crescimento.

A companhia registrou no período de janeiro a março lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 204,7 milhões, um avanço de 36,1%. A margem Ebitda ajustada ficou em 4,9%, um avanço de 0,8 ponto percentual na comparação anual.

Marques recorda que quando chegou à liderança do Pague Menos, recebeu um pedido muito claro: a redução da alavancagem da companhia. À época, em 2023, o índice medido pela dívida líquida sobre o Ebitda estava próximo de 4 vezes.

A companhia reduziu sua alavancagem para 1,9 vezes no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 0,9 vez em relação ao mesmo período do ano anterior, concretizando um patamar que o CEO vinha perseguindo.

HSBC aposta em crescimento no Brasil mesmo após provisões ligadas a Raízen e GPA, diz CEO; entenda

17 de Junho de 2026, 08:47

O HSBC Brasil aposta no ritmo recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo (CEO) da instituição, Alexandre Guião.

“Nós queremos ser top 10. Queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante [no grupo]”, disse o executivo em entrevista à Reuters, citando que a operação brasileira já figura no top 20 do HSBC, que está presente em 55 países.

Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento de 39% na receita, após fechar 2025 com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma alta de 12% frente a 2023.

Guião ressaltou, ainda, que essa expansão é significativamente maior quando consideradas as operações originadas no Brasil, mas contabilizadas no exterior.

“Nós estamos com um crescimento super forte”, afirmou. Em 2025, o HSBC Brasil teve lucro líquido de R$ 216,2 milhões, alta de 30,4% ante o ano anterior.

Desde a venda da operação de varejo no país, concluída em 2016, o HSBC se reposicionou no Brasil e hoje é uma instituição focada no atacado, que atende cerca de 800 grupos econômicos, a maioria multinacionais.

O banco tem concentrado esforços em atender grandes empresas com presença internacional e conectar fluxos financeiros entre países, usufruindo da “globalidade” da operação.

Internamente, as áreas de pagamentos e tesouraria têm sido as principais responsáveis pelo avanço da receita, refletindo a demanda de multinacionais por soluções integradas entre diferentes países.

O banco tem apostado em customização para competir com instituições maiores no país, incluindo projetos como soluções de conciliação financeira automatizada.

Guião destacou a relevância do fluxo comercial entre Brasil e Ásia, especialmente com a China, para a expansão das receitas. Nesse eixo, citou que o Brasil já figura entre os 10 maiores mercados do HSBC em termos de receita.

Apesar do desempenho, o executivo destacou desafios no cenário brasileiro, sobretudo os juros elevados e o risco fiscal, fatores que impactam o crédito corporativo.

Raízen e GPA

Além disso, o HSBC Brasil precisou registrar no balanço deste ano provisões relacionadas a operações com a produtora de açúcar e etanol Raízen e a varejista GPA, que buscaram acordo com credores para reestruturação de suas dívidas.

Guião disse que esses casos recentes levaram o banco a reforçar a cautela na concessão de crédito, mas ressaltou que o banco continua apostando no crescimento.

Ele apontou que setores como infraestrutura, energia e o agronegócio seguem com boas oportunidades, mas também destacou projetos ligados à transição energética, lembrando que o HSBC tem metas globais ambiciosas de financiamento nessa área.

China anuncia medidas para estimular o uso do yuan globalmente; confira

17 de Junho de 2026, 08:32

Autoridades chinesas lançaram nesta quarta-feira (17) medidas para promover o uso do yuan globalmente, no mais recente esforço para construir uma infraestrutura financeira mais resiliente e proteger a economia do país de choques externos.

O presidente do Banco Popular da China (PBoC), Pan Gongsheng, anunciou o estabelecimento de um novo mecanismo de recompra para permitir que autoridades monetárias estrangeiras, incluindo fundos soberanos, obtenham liquidez em yuan do Banco Central chinês, usando títulos como garantia.

Pan também revelou que a China lançará um programa piloto para negociação de câmbio de yuan offshore na Zona de Livre Comércio de Xangai, ao discursar para executivos financeiros na cidade.

A iniciativa tem o objetivo de transformar Xangai em um centro global para alocação de ativos e gerenciamento de risco denominados em yuan.

Sobre o controle da política monetária chinesa pelo Banco Central, Pan disse que o PBoC tomará várias medidas para aprimorar o mecanismo de regulação das taxas de juros de curto prazo.

As iniciativas sugerem que as autoridades chinesas podem estar se voltando para o uso da taxa overnight do Banco Central como o principal referencial de política monetária, assim como a maioria dos países. O principal referencial do PBoC é atualmente a taxa de recompra reversa de sete dias.

Pan disse ainda que a autoridade monetária está formulando ferramentas para fornecer liquidez de emergência a instituições não bancárias durante crises.

O discurso do chefe do PBoC, porém, não sinalizou para a flexibilização da política monetária, embora tenha ocorrido após a divulgação de indicadores fracos da economia chinesa, na véspera.

Em maio, ocorreu a primeira queda nos gastos do consumidor chinês em mais de três anos e uma nova redução nos gastos com investimentos.

A China entrou em declínio estrutural? Veja, nesta coluna, como os novos dados reforçam a tese da “Grande Fratura”.

Fundos imobiliários de papel lideram ranking de dividendos em 2026; veja os 10 primeiros colocados

13 de Junho de 2026, 13:00

Os fundos imobiliários de recebíveis, conhecidos no mercado como FIIs de papel, foram os que mais distribuíram proventos no acumulado de 2026 até agora, segundo levantamento da Grana Capital a que o Money Times teve acesso.

O estudo considera os rendimentos repassados entre janeiro e maio deste ano em relação ao preço das cotas ao fim do período. Por isso, os percentuais não correspondem ao dividend yield (DY) tradicional de 12 meses.

Na liderança, com um yield acumulado de 8,84% em 2026, está o Kilima Volkano Recebiveis (KIVO11), fundo imobiliário gerido pela Kilima e que reúne aproximadamente 7,3 mil cotistas na bolsa de valores (B3).

Embora tenha visto seus papéis recuarem de R$ 64,85, no final de 2025, para R$ 61,10, ao término do mês passado, o veículo distribuiu, nesse intervalo, aproximadamente R$ 5,40 por cota em proventos, o que o garantiu na primeira posição no ranking.

Quem é o líder?

Com patrimônio líquido estimado em cerca de R$ 187 milhões, o KIVO11 tem como principal estratégia investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são títulos de dívida ligados ao setor de imóveis.

Segundo relatório gerencial mais recente, cerca de 79% da carteira de CRIs do fundo está atrelada ao IPCA+, o que tende a favorecer o desempenho positivo em períodos de inflação mais elevada.

Outros 21% estão indexados ao CDI, característica que também beneficia a geração de rendimentos em um cenário de juros altos.

Outros fundos imobiliários

Na segunda posição do ranking de maiores dividend yields dos FIIs em 2026 está o Life Capital Partners (LIFE11), também do segmento de papel.

Com patrimônio líquido superior a R$ 358 milhões, o veículo distribuiu R$ 0,72 por cota nos últimos 5 meses, enquanto observou seus papéis caírem 1,56% no mesmo período.

Na sequência, em terceiro lugar, está o Habitat Pulverizados (HABT11), também do nicho de recebíveis, com patrimônio líquido maior, de aproximadamente R$ 775 milhões.

O FII acumulou yield de 7,79% no intervalo analisado, após pagamento acumulado de R$ 5,70 por cota aos investidores, mas viu seus papéis recuarem 3,72% na bolsa de valores.

Abaixo, confira o ranking dos FIIs com maiores dividend yields em 2026:

Fundo imobiliário(R$) valor da cota em 29/12/2025(R$) valor da cota em 29/05/2026Rentabilidade no períodoDividendo em R$DY
Kilima Volkano (KIVO11)64,8561,1-5,78%5,48,84%
Life Capital (LIFE11)8,338,2-1,56%0,728,78%
Habitat Recebíveis (HABT11)7673,17-3,72%5,77,79%
Fator Verita Multiestratégia (VRTM11)7,267,270,14%0,547,43%
Manati Capital Hedge (MANA11)9,269,260%0,677,24%
Tellus Properties (TEPP11)8,658,680,35%0,627,18%
Polo Crédito Imobiliário (PORD11)8,118,352,96%0,5967,14%
Cyrela Crédito (CYCR11)8,778,962,17%0.637,1%
RBR Premium (RPRI11)85,2180,49-5,54%5,697,08%
HSI Ativos Financeiros (HSAF11)77,99825,14%5,76,95%

Fonte: Grana Capital

Forças de Defesa da Ucrânia atacam instalação de processamento de petróleo da Rússia

13 de Junho de 2026, 12:34

Unidades das Forças de Defesa da Ucrânia atingiram uma instalação de processamento e bombeamento de petróleo, na região de Volgogrado, da Federação russa, na madrugada deste sábado (13), segundo informações publicadas no X pelas Forças Armadas ucranianas.

Foi confirmada a destruição do alvo e um incêndio na região da instalação. Segundo o comunicado, a instalação assegura o processamento, o transporte e o bombeamento de petróleo por oleodutos principais até refinarias e infraestrutura de exportação da Federação Russa.

A instalação russa recolhe e prepara petróleo dos campos de petróleo e gás em Volgogrado e de blocos adjacentes como em Astracã e na República da Calmúquia. Além disso, foram atingidos postos de comando russos nas áreas de Soledar e postos de comando de drones em Khoromne.

“As Forças de Defesa da Ucrânia continuarão a reduzir sistematicamente as capacidades do agressor russo de conduzir a guerra contra a Ucrânia”, afirmaram.

Paquistão diz que acordo entre EUA e Irã pode ser concluído nas próximas 24 horas

13 de Junho de 2026, 10:31

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou neste sábado (13) que Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento sobre a redação de um acordo destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio. Segundo Sharif, a conclusão do tratado pode ocorrer nas próximas 24 horas.

O primeiro-ministro afirmou que os dois países já concordaram com um “texto final e consensual”, enquanto mediadores trabalham nos últimos ajustes para formalizar o acordo.

“Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Com a conclusão provável nas próximas 24 horas, o Paquistão se prepara para a assinatura eletrônica do acordo imediatamente depois, seguida de conversas técnicas na próxima semana”, escreveu o premiê na rede social X.

O Paquistão assumiu papel central nos esforços de mediação e, segundo Sharif, segue em contato com as duas partes para definir os próximos passos das negociações. “A paz nunca esteve tão próxima como está agora”, reforçou.

O aparente avanço diplomático ocorre após três dias de confrontos entre Irã, Estados Unidos e Israel nesta semana, o que reacendeu temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já havia afirmado que um acordo “nunca esteve tão próximo”, em publicação nas redes sociais. A mensagem foi compartilhada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nas últimas semanas tem reiterado que as negociações caminham para um desfecho.

A guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro provocou instabilidade em toda a região e afetou os embarques de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico. Um cessar-fogo está em vigor desde 7 de abril.

Programa nuclear será discutido após acordo

Em entrevista à TV estatal iraniana na sexta, Araghchi afirmou que as partes trabalham para firmar um acordo inicial que declare o fim da guerra “em todas as frentes, incluindo o Líbano”.

Israel combate o Hezbollah, grupo aliado de Teerã, no Líbano desde o início de março. Embora não participe diretamente das negociações entre Estados Unidos e Irã, o governo israelense afirma que não pretende retirar suas tropas do território libanês.

Segundo Araghchi, as definições sobre o programa nuclear iraniano ficariam para uma etapa posterior, com prazo de até 60 dias após a assinatura do acordo inicial. Ele acrescentou que esse período poderá ser prorrogado por consenso entre as partes.

O programa nuclear do Irã permanece como um dos principais pontos de divergência nas negociações. Estados Unidos e Israel afirmam que o programa pode abrir caminho para o desenvolvimento de armas nucleares, enquanto Teerã sustenta que suas atividades têm fins exclusivamente pacíficos.

Também na sexta, um alto funcionário do governo americano afirmou, sob condição de anonimato, que o acordo em discussão prevê o início do processo de destruição ou retirada do urânio altamente enriquecido armazenado pelo Irã.

De acordo com ele, o período de 60 dias após a assinatura do acordo serviria justamente para definir os detalhes técnicos dessa operação. O representante não informou quem seria responsável pela remoção do material, que, segundo estimativas, está armazenado em instalações nucleares subterrâneas alvo de ataques dos Estados Unidos no ano passado.

Estreito de Ormuz

Outro tema sensível nas negociações é a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural. O fechamento da passagem pelo Irã afetou o abastecimento de energia, pressionou os preços dos combustíveis e teve reflexos sobre o custo de alimentos e outros produtos em diferentes partes do mundo.

Segundo um integrante do governo americano, o acordo em discussão prevê medidas para restabelecer o tráfego marítimo na região. Araghchi afirmou que o Irã defende um entendimento que permita ao país cobrar dos navios pelos serviços prestados durante a travessia do estreito.

Durante a guerra, Teerã implementou um sistema de pedágio que, segundo os Estados Unidos e outros países, viola o direito internacional. “Haverá custos envolvidos”, disse Araghchi. “E esses custos devem ser pagos.” (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

O PL 5122/23 e a equalização das dívidas rurais: como as políticas públicas podem apontar novos caminhos para o futuro

13 de Junho de 2026, 10:00

O mercado acordou na quinta (12) com a notícia da votação e aprovação, no Senado da República, de um Projeto de Lei, o de n. 5122/23, que autoriza a utilização de parte dos recursos dos royalties do Pré-Sal, como fonte de recurso para a disponibilização de financiamentos especiais para equalização das dívidas de produtores rurais e suas associações adquiridas a partir de catástrofes climáticas que assolaram algumas regiões produtoras, como o Sul do país, nos últimos anos.

O projeto que dentro do trâmite legislativo deve voltar à Câmara dos Deputados para a devida votação bicameral, suscitou forte oposição do governo que, na figura do atual ministro da fazenda, se apressou em dizer que, se aprovado, prejudicaria o já combalido orçamento federal em cerca de R$ 111 bilhões, dentre outros argumentos menos técnicos e fora da ordem do dia.

Esqueceu-se o ministro de anotar em suas falas que, além de estar vinculado a novas receitas do Pré-Sal, sem deixar de alterar as dotações lá previstas para saúde e educação em relação às novas receitas e, portanto, arrecadações a serem geradas a partir desses fundos de royalties, que a dotação que se visa utilizar para a equalização das dívidas rurais dos produtores afetados por catástrofes climáticas, em verdade, impacta positivamente uma cadeia que, como temos insistido aqui nessa coluna, utilizando os números do financiamento privado ao agronegócio, tende a gerar um resultado positivo de duas vezes em números, os valores investidos nos negócios no âmbito da cadeia agroindustrial.

Em outras palavras, as políticas públicas que carreiam recursos ao campo brasileiro têm devolvido ao país em termos de arrecadação de impostos, faturamento, exportações e saldos positivos de balança comercial, além de empregos ao PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro numa proporção de R$ 2,00 para cada R$ 1,00 investido no setor.

Visão de futuro x velhos slogans

Isso nos faz lembrar da campanha do governo brasileiro de antanho: “O Petróleo é Nosso!”, ainda nos idos da chamada “Era Vargas”.

É que quando se taxa a produção de energia suja, a partir da queima do petróleo, recurso escasso e finito – além de altamente poluente e conflituoso – para se investir na saúde, alimentos, fibras renováveis, energia limpa e educação com os fundos derivados dos royalties cobrados nessa exploração de energia “suja”, o país aponta um novo caminho ao seu povo.

É dizer que, na prática, o projeto reitera o compromisso do país com os acordos do clima, com o que tem defendido nas conferências internacionais, como a COP30 que ocorreu no final do ano passado aqui mesmo no Brasil, em Belém do Pará.

Ratifica o compromisso com a sustentabilidade do ambiente de negócios, do planeta como um todo e trabalha na mitigação das mudanças climáticas, origem do problema que se visa ajustar com a dotação em questão.

Alguns países, como o Chile, por exemplo, têm feito isto ao investir recursos dos royalties da mineração – atividade preponderante no país, mas com “prazo de validade” e altamente poluente – no desenvolvimento de atividades outras, mais sustentáveis e de produção de alimentos e energia renovável.

Do verdadeiro alcance do Projeto de Lei n. 5.122/23 para dívidas rurais

E o próprio texto do projeto de lei em questão não é um “cheque em branco” para se gastar dinheiro público com poucos eleitos, aos moldes do que se está tentando fazer com o socorro a instituições financeiras de menor alcance no bojo do rescaldo da questão do escândalo do Banco Master.

Ao contrário, o projeto aprovado vincula receitas futuras e correntes, além de superávits financeiros (ganhos) à equalização de dívidas de produtores e suas associações decorrentes de operações reais, como cédulas de produto rural e crédito rural relativos a débitos apurados por produtores que sofreram com as mudanças climáticas e impactos do clima, sendo certo que com taxas subsidiadas, mas que no tempo tendem até a ser equalizadas às taxas do crédito rural vigente dada a trajetória atual da taxa Selic.

Além disso, expressamente determina o projeto de lei, que os financiamentos especiais no âmbito do projeto, serão considerados como crédito rural para todos os fins de direito, podendo ser tratados, securitizados e representados cedularmente como tais.

Enfim, quando se vai ao texto da lei, se consegue verificar que se trata de política pública consistente, dentro da lógica das políticas públicas que permeiam o agronegócio brasileiro, há décadas, governo após governo, e não mero favor orçamentário aos produtos e ao agronegócio, como quer fazer parecer o atual ministro da Fazenda.

A ver os desdobramentos na Câmara dos Deputados. Se vamos efetivamente olhar para frente como país e sociedade, buscando a sustentabilidade do planeta e do ambiente de negócios no país através do financiamento de atividades econômicas limpas e sustentáveis com recursos financeiros obtidos a partir da produção de energia “suja” ou se vamos continuar a berrar nas praças públicas que: “O Petróleo é Nosso”!

Ela participou de duas megafusões no setor de shoppings e conta o que fez a integração dar certo

13 de Junho de 2026, 10:00

Fusões costumam ser anunciadas com promessas de sinergias bilionárias, ganhos de escala e criação de valor para os acionistas. Na prática, porém, muitas acabam enfrentando dificuldades para integrar equipes, alinhar culturas e transformar projeções em resultados. Algumas até acabam em “divórcio”.

Daniella Guanabara conhece bem esse desafio.

Atual diretora financeira e de relações com investidores da Allos (ALOS3), ela participou das duas operações que deram origem à companhia: primeiro, a fusão entre Aliansce e Sonae Sierra Brasil e, depois, a união entre Aliansce Sonae e brMalls, que criou a maior plataforma de shopping centers do país. Em ambas, ocupou uma função central no processo de integração.

“Eu fui o que a gente chama de IMO nas duas fusões, que é a pessoa que é o integrador”, afirma ela. “A gente tem que fazer a conexão entre os dois mundos, trabalhar junto com a consultoria para fazer acontecer.” A executiva participou do programa Money Minds, do Money Times. Assista aqui ou abaixo à íntegra da entrevista.

Na avaliação dela, o principal fator por trás do sucesso da integração mais recente foi justamente a experiência acumulada na anterior. “O grande segredo, por incrível que pareça, foi ter feito uma fusão antes”, afirma.

Aprender fazendo

Quando Aliansce Sonae e brMalls anunciaram sua união, o mercado recebeu a operação com cautela. Fusões costumam ser vistas como eventos de risco e nem sempre entregam os resultados prometidos.

Três anos e meio depois, Guanabara avalia que a empresa conseguiu superar essa desconfiança.

“Todos os trimestres desde a fusão foram trimestres com crescimento de resultado. Acho que a gente já se consolidou como uma empresa pós-fusão”, diz.

Segundo ela, a integração da primeira operação serviu como uma espécie de treinamento para a segunda.

“O tamanho era maior, mas o passo um, dois e três que você vai fazer é muito parecido”, afirma. “A gente se preparou muito para fazer essa segunda integração.”

A importância das lideranças seniores

Um dos principais aprendizados da executiva envolve a escolha das pessoas responsáveis pela integração.

Na visão dela, delegar essa missão para equipes muito juniores é um erro comum.

“Uma das dicas que eu dou é ter pessoas sêniores coordenadas”, afirma. “Não adianta você botar uma equipe que não esteja acostumada a lidar com a principal liderança da empresa, porque você vai ter que dizer não para muita gente.”

A razão é simples: processos de integração exigem decisões difíceis, revisão de estruturas, definição de prioridades e, muitas vezes, conflitos entre áreas.

“E essas pessoas vão ter que te respeitar porque você é a pessoa da integração”, acrescenta.

Para Guanabara, integração não é um trabalho paralelo. É uma atividade que exige dedicação exclusiva durante um longo período.

“Tem que ter uma dedicação imensa. É um percentual de tempo relevante que você vai investir numa integração”, afirma.

O trabalho começa antes da aprovação

Outro aprendizado veio da preparação.

Mesmo antes da aprovação definitiva da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls pelos acionistas e pelo Cade, a companhia começou a organizar diversos aspectos da futura integração.

Durante aproximadamente seis meses, equipes das duas empresas trabalharam para uniformizar indicadores operacionais e financeiros, definir métricas comuns e preparar a futura companhia.

“Durante seis meses trabalhamos com equipe sênior para tentar uniformizar todos os KPIs financeiros e operacionais”, conta.

O resultado apareceu já no primeiro balanço após a conclusão da operação.

Segundo a executiva, a companhia conseguiu divulgar números consolidados acompanhados de bases históricas comparáveis, reduzindo incertezas para investidores e analistas.

“A gente deu muita transparência para o mercado”, afirma.

O desafio mais difícil: cultura

Se a integração de processos e sistemas pode ser planejada, a integração cultural costuma ser mais complexa.

E, para Guanabara, este foi o maior desafio de todo o processo.

“Essa pergunta é ótima e é o grande desafio”, responde ao ser questionada sobre a criação de sinergias entre equipes de origens diferentes.

A solução encontrada pela empresa foi mudar o foco da discussão.

Em vez de concentrar a atenção nas diferenças entre as organizações, a integração passou a girar em torno de um objetivo comum.

“Quando você compara o ponto de partida, em geral uma parte pensa de um jeito e outra parte pensa de outro. Aí tem divergência”, afirma. “Então trocamos a pergunta: o que você imagina que essa empresa vai ser daqui a cinco anos?”

Segundo ela, quando as pessoas começaram a discutir ambições futuras, as convergências apareceram com mais facilidade.

“Eu quero ser a melhor empresa de shopping do Brasil. Eu quero ter a melhor experiência para o consumidor. Eu quero resultados crescentes”, exemplifica.

Foi desse exercício que nasceu o que a executiva chama de “cultura Allos”.

“Quando você começa a perguntar onde as pessoas querem chegar, a convergência é muito maior do que no ponto de partida”, afirma. “E daí você começa a criar uma nova cultura.”

Solidariedade e PRD declaram apoio à reeleição de Tarcísio em SP

13 de Junho de 2026, 09:33

A federação PRD-Solidariedade fechou apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão, tomada após uma reunião no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira (12), reduz o espaço para o PSDB lançar o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), como candidato ao Executivo paulista.

O tucano afirmou no início da semana ao Estadão que a viabilidade de sua pré-candidatura depende da formação de uma aliança partidária. O Solidariedade era um dos partidos que ele havia informado que tinha havido avanço nas tratativas.

A reunião que selou o apoio a Tarcísio teve as presenças do presidente nacional da sigla, Paulinho da Força, do presidente nacional da federação, Ovasco Resende (PRD), e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

“Nós viemos aqui para dizer que estamos com o senhor no seu palanque e vamos dar todo apoio necessário à sua reeleição nesse grande projeto para São Paulo. São Paulo não pode parar, precisa avançar”, disse Resende em um vídeo gravado com o governador.

“Tarcísio, viemos aqui trazer todo apoio a você. São Paulo precisa continuar contigo e a nossa federação estará junto contigo”, afirmou Paulinho da Força.

O governador agradeceu o apoio dos dois partidos. “Saber que a gente vai contar com o PRD e Solidariedade nos deixa motivados, vamos estar juntos e a gente vai construir um Estado mais forte”, disse.

Tarcísio montou a maior coligação para a eleição deste ano. Antes do PRD e Solidariedade, ele já tinha o apoio de PL, PP, MDB, PSD e União Brasil, entre outras siglas.

Já Paulo Serra ainda conversa com o Democracia Cristã (DC), o Avante e o Missão, que pretende lançar candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes.

Único outro pré-candidato confirmado, Fernando Haddad (PT) tem uma coligação de esquerda, com o apoio do PSB, PDT, PSOL, PCdoB, PV e Rede.

Diminuição de apetite por ativos locais com brilho de ‘big techs’ tira força do real

6 de Junho de 2026, 11:47

Sinais de esgotamento da tendência de diversificação global de investimentos que favoreceu ativos emergentes ao longo dos primeiros meses do ano ajudam a explicar o tropeço do real em maio, em meio à maior atratividade das ações das ‘big techs’, afirmam analistas.

Dados mais recentes da B3 mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 14,104 bilhões da bolsa doméstica em maio, após ingresso líquido de R$ 3,179 bilhões em abril. Em 2026, o fluxo de capital externo ainda é positivo em R$ 42,44 bilhões.

Com a saída do investidor estrangeiro, o Ibovespa amargou perda de 7,22%, embora ainda avance 7,86% no ano.

O estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, destaca que houve uma volta do apetite por ações de tecnologia nos EUA no mês passado, com o anúncio de investimentos pesados por parte das empresas de inteligência artificial. O índice Nasdaq, que concentra as ações das big techs, bateu sucessivos recordes ao longo de maio, acumulando ganhos de mais de 8% no mês.

“Os Estados Unidos voltaram a atrair capitais, o que ajuda a fortalecer o dólar. As bolsas americanas estão nas máximas históricas”, afirma Alves. “Os fluxos para emergentes foram direcionados a países com alguma ligação a setores relacionados à inteligência artificial. O Brasil não é um player nesse sentido. Vimos os fluxos para a bolsa brasileira diminuírem bastante nas últimas semanas.”

O gestor de multimercados da AZ Quest, Eduardo Aun, observa que o bom desempenho das big techs pode trazer de volta a tese do “excepcionalismo americano”, que reinava antes do início da diversificação global de carteiras, o que reduziria o apelo de ativos emergentes. Esse quadro se soma à postura mais conservadora do Federal Reserve em relação à inflação, em um ambiente de atividade resiliente e impulso fiscal nos EUA.

“São vetores para alta do dólar. A dúvida é como o real vai reagir nos próximos meses caso haja um fortalecimento global da moeda americana e se confirme um quadro desfavorável à oposição na eleição presidencial”, afirma Aun.

Os economistas Álvaro Frasson e Arthur Mota, do BTG Pactual, afirmam que o real se beneficiou, em boa parte do ano, de um fluxo “nunca antes visto” para economias emergentes, sobretudo para países distantes do conflito no Oriente Médio e com elevada exposição a commodities. Além disso, havia incertezas em torno dos “valuations” das empresas de tecnologia nos EUA.

“Prospectivamente, acreditamos que um cenário de distensionamento dos conflitos geopolíticos deveria provocar um movimento de ajuste ao fluxo recente, seja pela normalização do preço do petróleo, seja pelo ‘momentum’ positivo para ativos de crescimento e tecnologia”, afirmam os economistas, em relatório.

Para o Bradesco, apesar de o fluxo global de realocação de portfólio ter perdido força, o movimento segue oferecendo suporte ao real. A instituição prevê taxa de câmbio ao redor de R$ 5,00 no fim deste ano e do próximo.

“Uma rápida normalização dos preços do petróleo ou um fluxo de retorno aos EUA por conta dos investimentos em empresas de tecnologia são ameaças de curto prazo à moeda, mas não deveriam alterar o quadro mais estrutural de não fortalecimento do dólar globalmente”, afirma o Bradesco, ressaltando que o Brasil segue no radar dos investidores por ser “exportador líquido de petróleo e pelo diferencial de juros elevado”.

Haddad: precisamos cooperar com EUA, sem subordinar interesse brasileiro

6 de Junho de 2026, 11:03

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defendeu a cooperação com os Estados Unidos para combater o crime organizado, mas afirmou que não se pode “subordinar o interesse nacional brasileiro ao interesse nacional americano”. As declarações foram feitas em entrevista ao podcast 3 Irmãos, publicado neste sábado (6).

“Uma cooperação com os Estados Unidos é essencial, porque o nosso problema está lá também. O dinheiro do crime organizado está sendo lavado nos Estados Unidos, as armas para o crime organizado do Brasil estão vindo dos Estados Unidos, então nós precisamos encontrar um jeito de cooperar com eles. O que não podemos é subordinar o interesse nacional brasileiro ao interesse nacional americano”, afirmou.

Haddad disse ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), errou ao não cooperar com a União no combate ao crime organizado. Ele destacou que a primeira medida que tomará, caso eleito, será colaborar com o presidente para inserir um capítulo sobre segurança pública na Constituição.

“O erro de São Paulo foi não liderar cooperativamente com a União o combate ao crime organizado. Ao contrário, sabotaram tanto a lei Antifacção quanto a tramitação da PEC da Segurança Pública”, disse Haddad.

“Então, a primeira medida que eu vou tomar é sentar com o presidente e falar: vamos fazer um capítulo na Constituição sobre Segurança Pública. A educação tem, a seguridade social tem, a cultura tem, o esporte tem, e a segurança não tem”, acrescentou.

Há 20 anos, um “salve” parou São Paulo

6 de Junho de 2026, 11:00

Se você se surpreendeu com as notícias do entrelaçamento do PCC no mercado financeiro. Ou com o alcance global da facção criminosa que chamou a atenção até de Donald Trump e Marco Rubio, ou tem memória curta ou é muito jovem.

Por que quem viveu São Paulo em 2006 sabe exatamente do que o grupo criminoso é capaz.

Foi nessa época, na gestão do governador Geraldo Alckmin e seu vice, Cláudio Lembo (que viria a assumir o governo quando o titular foi candidatar-se a presidente), que o PCC parou São Paulo. Não a cidade – o que já seria muito. O Estado.

Os ataques do PCC criaram toques de recolher informais nas ruas, vitimaram dezenas de policiais, fizeram a PM criar bolsões de proteção em volta de delegacias, postos policiais e batalhões. Acuaram a população e o governo de maneira inédita.

Não vou me fazer de experiente. Nessa época, eu ainda estava longe do jornalismo, era menino. Mas lembro vivamente de sair do colégio com a orientação nervosa dos meus pais “direto para casa, sem paradas”.

Talvez por isso, a indicação que faço hoje tenha me despertado tantas memórias e traumas. Falo do podcast PCC – O Salve Geral, produzido pelos times da Rádio CBN e do jornal O Globo. A obra reconstrói detalhes dos ataques do PCC em 2006, suas razões, o medo provocado, as lendas urbanas que surgem a partir dele – e a verdade sobre o porquê e como eles terminaram.

O podcast tem 5 episódios que giram em torno de 50 minutos e é narrado pela repórter Aline Ribeiro. Há áudios inéditos, histórias nunca contadas e muitas testemunhas. Esse fato já havia sido assunto de um filme de ficção, sob o título quase homônimo, Salve Geral, com Andréa Beltrão e Denise Weinberg no elenco.

Mas a realidade é mais chocante que qualquer ficção. Nisso, o podcast nada de braçada e oferece ao ouvinte uma impressão poucas vezes vista do que houve há 20 anos.

PCC – O Salve Geral está disponível no site da Rádio CBN e nas plataformas de áudio. O filme Salve Geral, de 2009, está disponível na plataforma Mubi.

Raízen (RAIZ4) protocola plano de recuperação extrajudicial para dívida de R$ 64,7 bi

6 de Junho de 2026, 09:33

A Raízen (RAIZ4) submeteu, nesta sexta-feira (5), à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, o Plano de Recuperação Extrajudicial para reestruturar a dívida de R$ 64,7 bilhões da companhia.

Através da publicação de Fato Relevante, a empresa anunciou a adesão de 75,45% dos credores ao plano, como já havia adiantado a apuração do Estadão/Broadcast. Todos os grupos de credores, isto é, detentores de títulos internacionais, títulos locais e bancos, apoiaram a proposta.

A expectativa era de que o documento fosse protocolado na Justiça entre esta sexta-feira, 5, e a segunda-feira, 8.

Entre as principais medidas do plano está a injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, ligada à família do empresário Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan S.A..

O plano também prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em participação acionária e a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% restantes por meio de novos títulos de dívida.

A empresa informou ainda que pretende avançar com desinvestimentos e reorganizações societárias para fortalecer a estrutura financeira da companhia.

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Wall Street em recorde, frase de Buffett, bitcoin, dividendos e Petrobras: o que bombou na semana

6 de Junho de 2026, 08:43

Os novos recordes de Wall Street no fim de maio, embalados pelo rali das ações de tecnologia e pelo alívio com as negociações envolvendo o Oriente Médio, e a derrocada de quase R$ 100 bilhões no valor de mercado da Petrobras (PETR4) em maio estiveram no centro das atenções dos leitores nesta semana, de 31 de maio a 6 de junho.

Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, na semana entre o dia 31 de junho e seis de junho, aparecem também a repercussão de uma das frases mais conhecidas de Warren Buffett sobre medo e ganância no mercado, a primeira venda de bitcoin da história da Strategy, dona da maior tesouraria corporativa da criptomoeda, e a carteira de dividendos do BTG Pactual para junho. Confira o que mais ganhou destaque nos últimos dias.

Wall Street bate máximas com rali de tecnologia

A matéria mais lida da semana mostrou que os principais índices de Wall Street encerraram maio em níveis recordes, impulsionados pelo desempenho das gigantes de tecnologia e pelo otimismo dos investidores com a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. No fechamento de 29 de maio, o Dow Jones subiu 0,74%, o S&P 500 avançou 0,22% e o Nasdaq ganhou 0,91%, todos em máximas históricas. No acumulado do mês, o Nasdaq saltou mais de 8%.

A reportagem destacou ainda que a moderação dos preços do petróleo ajudou o humor dos mercados, enquanto ações de tecnologia seguiram puxando o movimento, com destaque para a Dell após resultados acima do esperado.

Warren Buffett e a velha máxima sobre medo e ganância

Outro texto que chamou atenção dos leitores retomou uma das frases mais famosas de Warren Buffett: “seja medroso quando os outros forem gananciosos, e seja ganancioso quando os outros forem medrosos”. A matéria explicou como a máxima resume a lógica da estratégia contrarian, que busca se afastar do consenso quando o mercado entra em euforia ou em pânico.

Segundo o texto, a ideia é que, em momentos de otimismo exagerado, investidores tendem a subestimar riscos e pagar caro demais pelos ativos, enquanto, em períodos de crise, o medo pode levar a vendas precipitadas e a preços abaixo do que os fundamentos justificam.

Strategy vende bitcoin pela primeira vez e criptomoeda cai

Na terceira posição, ficou a notícia de que a Strategy, antiga MicroStrategy, vendeu 32 bitcoins entre 26 e 31 de maio, levantando cerca de US$ 2,5 milhões a um preço médio de US$ 77.135 por unidade. Segundo a reportagem, foi a primeira venda de bitcoin da história da companhia desde dezembro de 2022.

O movimento chamou atenção porque a empresa é símbolo da estratégia de acumulação de bitcoin em tesouraria. Após a operação, a Strategy continuava com 843.706 BTC, avaliados em cerca de US$ 61 bilhões, enquanto a criptomoeda aprofundava as perdas e era negociada perto de US$ 72 mil na manhã da publicação.

BTG mexe na carteira de dividendos de junho

A busca por renda também esteve entre os assuntos mais lidos da semana. Em sua carteira recomendada de dividendos para junho, o BTG Pactual retirou Vibra Energia (VBBR3), incluiu Caixa Seguridade (CXSE3), reduziu exposição a Allos (ALOS3) e Motiva (MOTV3) e elevou a participação de Cury (CURY3).

Além dessas mudanças, a seleção segue com nomes como Petrobras (PETR4), Itaú Unibanco (ITUB4), Vale (VALE3), Bradesco (BBDC4), Axia Energia (AXIA3), Equatorial (EQTL3), Copel (CPLE3) e Copasa (CSMG3). Entre os destaques, a Allos aparecia com potencial de retorno em dividendos de até 12,2%, o maior da carteira.

Petrobras tem primeiro mês negativo em 2026

Fechando a lista, a Petrobras voltou aos holofotes depois de perder R$ 98,1 bilhões em valor de mercado em maio, no primeiro mês de baixa das ações em 2026. Segundo a reportagem, PETR3 caiu 14,62% no período e PETR4 recuou 14,43%, com a companhia encerrando o mês avaliada em R$ 576,5 bilhões.

O gatilho para a correção foi a queda do petróleo, pressionado pelo otimismo do mercado com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. Os contratos do Brent para agosto acumularam baixa de 17,4% em maio, encerrando a última sessão do mês a US$ 91,12 por barril.

PF estuda incluir Vorcaro na ‘difusão prateada’ da Interpol para rastrear dinheiro no exterior

6 de Junho de 2026, 08:21

A Operação Compliance Zero estuda pedir a inclusão de Daniel Vorcaro na difusão prateada da Interpol para identificar e até mesmo bloquear remessas de ativos do ex-dono do Banco Master para fora do País.

A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão nesta sexta-feira (5).

Vorcaro é o alvo principal da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias do Master. A difusão prateada foi implantada no organograma da Interpol – a Polícia que mantém ligações com forças de segurança em todo o mundo – com o fim específico de alcançar dinheiro ilícito.

A estratégia da PF – desde que a Procuradoria-Geral da República (PGR) concorde com a medida e que haja anuência do Supremo Tribunal Federal (STF), além do endosso das autoridades americanas – é seguir o caminho de valores que Vorcaro enviou aos Estados Unidos e que também podem ter sido usados para financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Vorcaro teria remetido para um fundo dos EUA cerca de R$ 60 milhões para essa finalidade. O fundo é controlado por um advogado que mantém ligações com Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA.

Vorcaro negocia há cerca de três meses os termos de uma delação premiada na Operação Compliance Zero. A primeira tentativa acabou frustrada. O Estadão apurou que ele continua resistindo a endurecer sua proposta. A advogados de seu relacionamento ele tem dito que fez repasses a políticos por amizade, sem exigir contrapartidas.

Nas remessas aos EUA para bancar Dark Horse, o ex-dono do Master teve como intermediário o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

O chefe da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, avalia ser importante instaurar um inquérito exclusivo para identificar se o dinheiro enviado por Vorcaro aos Estados, de fato, foi usado também para custear o filme sobre Bolsonaro.

A inclusão de Vorcaro na difusão prateada da Interpol depende, ainda, de uma manifestação da Procuradoria-Geral da República e de decisão do STF sobre qual ministro ficará responsável por essa medida.

O caso pode ficar com André Mendonça, que é o relator da Compliance Zero, ou com Alexandre de Moraes, relator das investigações que envolvem Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente.

Bradesco (BBDC3;BBDC4), Allos (ALOS3) e mais outras 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

31 de Maio de 2026, 13:00

Na semana de 1º a 5 de junho, quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas.

Na segunda-feira (2), o Bradesco (BBDC3;BBDC4) realiza pagamento de dividendos no valor de R$ 0,017, com data de corte de 4 de maio deste ano.

Também na segunda-feira, a Allos (ALOS3) paga dividendos de R$ 0,0291, tendo como base os acionistas posicionados em 19 de maio de 2026.

Confira todas as empresas e as datas do pagamento de dividendos:

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por açãoData de pagamentoData de corte
BradescoBBDC3JCP0,01701/06/202604/05/2026
BradescoBBDC4JCP0,01701/06/202604/05/2026
BanestesBEES3JCP0,02801/06/202604/05/2026
BanestesBEES4JCP0,02801/06/202604/05/2026
Allos ALOS3Dividendo0,29102/06/202619/05/2026
Aliança BahiaPEAB3Dividendo0,52503/06/202618/05/2026
Aliança BahiaPEAB4Dividendo0,57803/06/202618/05/2026

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas

Quem perde e quem ganha com o fim da escala 6×1? Mercado já calcula os impactos

31 de Maio de 2026, 10:00

Na última quarta-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, reduzindo a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais em até 14 meses. O texto ainda estabelece a manutenção dos salários dos trabalhadores e a opção por acordos coletivos no formato 12×36 – com 12 horas trabalhadas seguidas e 36 horas de descanso posteriormente.

A proposta segue para o Senado e deve passar por comissões antes de ir ao plenário. Por se tratar de uma PEC, caso conquiste três quintos dos votos no Senado, pelo menos, 49 senadores favoráveis. Em meio aos avanços da proposta, o mercado debate quais seriam os impactos do novo modelo trabalhista sobre a economia, analisando quais seriam os setores mais afetados pela decisão.

De acordo com estudo realizado pelo BTG Pactual, o agronegócio, os setores de alojamento, restaurantes e da construção civil são as categorias no centro da possível decisão.

Bruno Perri, estrategista de investimentos da Fórum Investimentos, explica: “esses são setores que ‘não desligam’, Em construção civil, por exemplo, sempre tem os canteiros que trabalham aos sábados. Isso também serve para shoppings, bares e restaurantes, que funcionam aos sábados e aos domingos com maior demanda”.

Uma nota técnica publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) listou 31 setores que “demandam atenção especial para processos de transição em casos de implementação de uma redução da jornada de trabalho”, incluindo as categorias mencionadas pelo BTG. Todavia, o Instituto pondera que “alguns setores muito diretamente impactados tem uma relevância menor quando considerado o conjunto da economia brasileira”.

Os pesquisadores também apontaram os setores comparativamente menos impactados, destacando saúde e educação como categorias que “têm uma contribuição importante para o aumento geral do custo da mão de obra”.

O BTG calcula que uma redução do limite de 44 horas semanais para 40 horas provocaria uma redução de 7,7% no total de horas trabalhadas no Brasil, sendo que os salários pagos pelas horas não mais trabalhadas representariam 6,5% da despesa total com salários das empresas.

Outro impacto, segundo Perri, seria o desafio operacional das empresas na reorganização das contratações. “O empresário vai ter que fazer contratações diferentes, muitas vezes temporárias, ou ter um horário de funcionamento menor, dependendo do setor”, explicou.

Na opinião do professor doutor Marcelo de Carvalho, da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios (EPPEN) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na prática, essa seria uma questão relativa, “sobretudo, com a reforma trabalhista que foi aprovada em 2017”. Ele explica que na legislação trabalhista atual, a abertura para exceções, como contratações no regime de Pessoa Jurídica (PJ), já é uma tendência do mercado.

Segundo o economista, a maior preocupação está direcionada às pequenas empresas, avaliadas por ele como tradicionalmente grandes absorvedoras de mão de obra. “Pensamos normalmente nas grandes empresas, por uma série de questões técnicas, mas as empresas de pequeno e médio porte que utilizam o trabalho formal vão precisar de políticas públicas de apoio, durante o período de transição”, afirmou.

Nesse caso, a sugestão encontrada por Carvalho, é o uso de recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O BNDES poderia estender linhas de crédito para as micro, pequenas e médias empresas, nesse período de transição”. Ele ainda afirma que esse tipo de medida também poderia favorecer a troca de mão de obra humana por mão de obra mecânica: “essa já é uma tendência, diga-se de passagem, em tempos de inteligência artificial”, completou.

Quem ganha com a redução da jornada?

No debate sobre os possíveis efeitos da redução da jornada de trabalho sobre as empresas, o mercado ainda discute quais setores poderiam se beneficiar da mudança, especialmente pelo aumento da demanda.

Para Perri, da Fórum Investimentos, as categorias de entretenimento e consumo são o destaque: “com mais tempo livre, a pessoa pode consumir mais cinema, streaming, até mesmo bets. Bares e restaurantes também podem se beneficiar, mas não acredito que esse impacto é suficiente para compensar o efeito negativo na folha para os empresários”.

Além do entretenimento, o setor de transportes também deve ganhar com a proposta. “As famílias agora vão poder se reunir, para o seu lazer, se deslocando, para um clube, para uma praça, para um parque, por exemplo”, emenda Carvalho, da Unifesp. “Provedores de bens de consumo não duráveis, certamente serão impactados, porque essas pessoas devem consumir produtos de alimentação e entretenimento”, concluiu.

O estrategista da Fórum ainda indica uma preocupação relacionada ao impacto da redução da jornada sobre os próprios consumidores. “Acredito que o consumidor final vai sentir, uma vez que a tendência é repassar do aumento de custo para preço. Geralmente isso também causa uma redução no volume demandado, com impacto negativo no PIB”, apontou.

O professor da UNIFESP discorda, ressaltando uma fragilidade na capacidade de consumo dos brasileiros: “Não me parece que esse seja o caso, porque a gente tem mantido um crescimento da economia limitado. Tivemos uma queda histórica na taxa de desemprego, mas as famílias brasileiras estão profundamente endividadas. A capacidade de consumo nos domicílios já está muito contida”.

Pontos de atenção para os investidores

Com o avanço do projeto agora no Senado, Perri ainda destacou que o mercado deve monitorar a curva de juros e a inflação, além do “impacto fiscal de algum tipo de compensação”. “Produtividade e crescimento potencial são outros dados importantes”, completa.

O estrategista afirma que a tendência é que o mercado antecipe uma reação à progressão do debate, o que deve estar no radar dos investidores.

Agora, tramitando no Senado, a PEC aguarda a avaliação das comissões temáticas, antes de ser votada no Plenário também em dois turnos. É importante ter em vista que o texto ainda está sujeito a mudanças, o que implicaria em um retorno para análise na Câmara dos Deputados.

*Com supervisão de Gustavo Porto

PF detecta repasse de R$ 14,2 milhões de fundo ligado à Refit para empresa da família de Ciro Nogueira

21 de Maio de 2026, 17:35

A investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de sonegação e corrupção da Refit, conglomerado do setor de combustíveis controlado por Ricardo Magro, detectou um pagamento de R$ 14,2 milhões de um dos fundos ligados ao grupo para uma empresa da família do senador Ciro Nogueira (PP-PI) que leva o nome do parlamentar.

Procurado, ele confirmou o pagamento e disse que a transação é referente à venda de um terreno para construção de uma distribuidora de combustíveis, de forma regular e declarada às autoridades. (leia ao final).

A transação financeira foi informada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou na semana passada a Operação Sem Refino. A PF mirou o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e expediu mandado de prisão contra Ricardo Magro, atualmente no exterior e considerado foragido. O nome dele foi incluído na lista de foragidos da Interpol.

O empresário é o líder do grupo apontado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz de impostos do Brasil, com dívidas que superam R$ 26 bilhões. Magro é investigado por fraudes, sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro, com foco no setor de combustíveis.

O pagamento à empresa de Ciro Nogueira ainda será aprofundado pelas investigações. Um ex-assessor dele chegou a ser alvo de busca e apreensão, mas o senador não foi alvo da Sem Refino. No início do mais, ele sofreu busca e apreensão determinada no âmbito da Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master.

Segundo a PF, o senador recebeu “vantagens indevidas” em troca do auxílio a Vorcaro em projetos no Congresso. A PF cita “pagamentos mensais” de R$ 300 mil e até R$ 500 mil.

Na investigação sobre a Refit, a PF analisou a contabilidade de vários fundos e empresas ligadas ao conglomerado de Ricardo Magro. Uma dessas empresas, a Athena, dona de imóveis suspeitos de serem operados pelo grupo Refit, recebe pagamentos de fundos ligados ao grupo, como o EUV Gladiator. As conexões do fundo chegam até a uma holding no exterior que também pertence ao grupo, segundo a PF.

A PF detectou a transferência de R$ 14,2 milhões da Athena, “principal beneficiária” do fundo, para a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis. A contabilidade não informa o motivo do pagamento nem dá detalhes sobre o negócio, o que deve ser aprofundado em um próximo momento da investigação.

O senador não aparece, hoje, entre os sócios da firma que carrega o nome dele. Os donos são familiares do parlamentar, e Ciro Nogueira diz que na época da negociação, em 2024, detinha apenas 1% de participação.

A mesma investigação também havia encontrado repasses de R$ 1,3 milhão de empresa ligada à Refit a Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, ex-secretário executivo da Casa Civil durante a gestão de Ciro Nogueira no governo Bolsonaro. Ele foi alvo de busca e apreensão na operação. A reportagem tenta localizar a defesa dele.

“Os valores creditados foram rapidamente transferidos diretamente ao próprio beneficiário final JONATHAS ASSUNÇÃO SALVADOR NERY DE CASTRO, cerca de R$ 1.325.000,00. Tal padrão evidencia baixa permanência dos recursos na conta, típico de empresa de passagem, sem identificação de despesas operacionais compatíveis com a atividade declarada de consultoria, como folha de pagamento, estrutura administrativa relevante ou custos técnicos proporcionais aos valores recebidos. Cabe destacar que JONATHAS ASSUNÇÃO ocupou o cargo de Secretário-Executivo da Casa Civil da Presidência da República, função na qual atuava como principal auxiliar do então Ministro da Casa Civil, o atual Senador CIRO NOGUEIRA, a quem estava diretamente subordinado”, escreveu a PF.

Em nota, Ciro Nogueira afirmou que o pagamento foi devido à venda de um terreno “de forma regular e totalmente declarada aos órgãos competentes”.

Nota do senador Ciro Nogueira

“O senador Ciro Nogueira lamenta as recorrentes tentativas de associá-lo a escândalos, as quais serão inevitavelmente frustradas, uma vez que não praticou nenhum ato irregular ou ilegal. Em relação ao caso em questão, esclarecemos que empresa que adquiriu o terreno buscava uma área superior a 40 hectares com o propósito de construir uma distribuidora de combustíveis. O valor mencionado pelo repórter se refere à venda dessa área, situada em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes em valores condizentes com o mercado. Ressalte-se que a empresa da família do senador atua justamente no segmento imobiliário, na compra, venda e aluguel de imóveis. Informamos, ainda, que o senador atualmente sequer detém participação na empresa e que, na época do negócio, sua participação era inferior a 1%.O senador Ciro Nogueira manifesta sua total tranquilidade no que se refere a essas e outras insinuações. Ele destaca ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos mencionados, acusações que surgem, estranhamente, em ano eleitoral com a clara intenção de desgastar sua imagem junto ao povo do Piauí”.

Fabricante de anéis inteligentes, Oura Ring entra com pedido confidencial de IPO nos EUA

21 de Maio de 2026, 17:30

A empresa finlandesa Oura Ring anunciou nesta quinta-feira, 21, que submeteu confidencialmente um rascunho de declaração de registro à Securities & Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) referente à oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de suas ações ordinárias.

O número de ações a serem oferecidas e a faixa de preço da oferta proposta ainda não foram definidos, informou a startup em comunicado.

A oferta pública inicial deverá ocorrer após a conclusão do processo de revisão da SEC, sujeita às condições de mercado e outras condições.

A Oura Ring distribui anéis inteligentes que monitoram continuamente mais de 50 métricas de saúde, beneficiando tanto indivíduos quanto milhares de equipes de pesquisa, profissionais de saúde e organizações. A empresa foi fundada na Finlândia em 2013.

Ibovespa tem leve alta com expectativa de acordo EUA-Irã; dólar fecha próximo da estabilidade

21 de Maio de 2026, 17:18

O Ibovespa (IBOV) acompanhou o desempenho do cenário externo e estendeu os ganhos da véspera com expectativas de acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã.

Nesta quinta-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0012, com leve queda de 0,04%..

Por aqui, o ruído político continuou a concentrar as atenções dos investidores. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou ter requisitado uma reunião ao presidente Trump.

Segundo aliados de Flávio, o senador foi convidado para um encontro com o norte-americano que pode ser realizado na próxima semana.

Perguntado se ele ou o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediram a conversa, Flávio respondeu em inglês: “No, I didn’t ask anything. Nobody asked”. A frase, dita a jornalistas no Congresso, pode ser traduzida como: “Não, não pedi nada. Ninguém pediu”. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado.

A candidatura de Flávio entrou em crise na semana passada com o vazamento do áudio, pelo site Intercept Brasil, do senador pedindo dinheiro para dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme ‘Dark House’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte volatilidade, o alívio na curva de juros futuros abriu espaço para a recuperação das ações cíclicas.

A ponta positiva foi puxada por CSN (CSNA3), que subiu 3,43% (R$ 6,34). O destaque entre as altas, porém, foi Usiminas (USIM5) – com alta de 1,98% (R$ 9,80), beneficiada pela elevação de recomendação de neutra para compra pelo Goldman Sachs.

Na revisão positiva, o banco ainda ajustou o preço-alvo de USIM5 de R$ 6,60 para R$ 10,50 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 19,7% sobre o preço de fechamento anterior.

Os pesos-pesados também encerraram o pregão em alta. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou a sessão com ganho de 0,65%. Em destaque, Itaú (ITUB4), detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, também teve alta de 1,13% (R$ 40,12).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação no IBOV, subiu 0,77% (R$ 82,63), na contramão do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, em baixa de 1,07%, a 789,50 yuans (US$ 116,07) a tonelada.

Petrobras (PETR4;PETR3) perdeu força ao longo do pregão com a virada do preços do petróleo para o negativo, mas sustentou os ganhos com o barril ainda acima de US$ 100. PETR3 terminou o dia com alta de 1,25% (R$ 50,30) e PETR4 registrou avanço de 0,78% (R$ 44,95) – figurando como a ação mais negociada da B3 com 69,9 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,5 bilhões.

Em linha com o bom desempenho das commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, subiu 0,17%

Já a ponta negativa foi encabeçada por Hapvida (HAPV3), que recuou 7,01% (R$ 12,34).

Copasa (CSMG3) também figurou entre as quedas, com baixa de 3,14% (R$ 51,14), após a companhia protocolar um um pedido de registro automático de oferta subsequente de ações ordinárias (follow-on) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dando início às etapas finais do processo de privatização.

Na avaliação do Safra, o avanço da privatização é positivo, mas a menor concorrência pelo ativo pode estar no radar dos investidores – e pode ser um motivo para “decepção” do mercado.

Exterior

Os índices de Wall Street recuperaram as perdas durante o pregão e fecharam em alta com relatos de um potencial acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Em destaque, o Dow Jones fechou em seu recorde histórico.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,55%, aos 50.285,66 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,17%, aos 7.445,72 pontos;
  • Nasdaq: +0,09%, aos 26.293,098 pontos.

Na Europa, os índices fecharam sem direção com foco no Oriente MédioO índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve alta de 0,44%, aos 620,56 pontos.

Na Ásia, os principais índices terminaram o dia em tom misto. O índice de Nikkei, do Japão teve alta de 3,14%, aos 61.684,14 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou com baixa de 1,03%, aos 25.386,52 pontos.

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