Visualização normal

Received before yesterday

Os países que negaram apoio a Trump no estreito de Ormuz

16 de Março de 2026, 13:05
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Samuel Corum/EFE

O apelo de Donald Trump para que países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros no estreito de Ormuz não teve sucesso, com várias nações, incluindo o Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália, rejeitando a ideia. Japão e Coreia do Sul, por sua vez, ainda avaliam a possibilidade de enviar apoio.

A região, onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, está sob controle do Irã, que tem usado o estreito como ponto estratégico de pressão. Trump, inicialmente, fez um apelo público, citando países como China, França, Japão e Coreia do Sul, reclamando de riscos econômicos e geopolíticos.

No entanto, a reação internacional foi fria, com vários governos resistindo ao envolvimento militar. A falta de apoio dos aliados, especialmente na Europa, fez Trump mudar sua abordagem e adotar um tom mais ameaçador, sugerindo que a ausência de apoio poderia prejudicar o futuro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Trump também se voltou para a China, tentando envolver o gigante asiático na questão do estreito de Ormuz. Na sexta (13), os EUA atacaram a ilha de Kharg, um centro de produção petrolífera iraniano, mas deixaram intocados os terminais de embarque. O presidente dos EUA, em uma entrevista, também sugeriu que poderia adiar sua visita a Xi Jinping, aumentando a pressão sobre os chineses.

Estreito de Ormuz. Foto: Canva/UOL

O Irã continua a sua política de ações militares no Oriente Médio. No domingo (15), o país permitiu a passagem de um petroleiro paquistanês sem incidentes, apontando que o estreito de Ormuz permanece acessível para alguns, mas não para os aliados dos EUA.

O país também intensificou sua pressão com novos ataques à infraestrutura petrolífera, incluindo um ataque ao terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva afetou o único oleoduto dos Emirados, que dribla o estreito, levando a suspensão de embarques de navios.

A situação também se agravou com um ataque de drone iraniano ao aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, que explodiu um tanque de combustível próximo ao terminal. O local foi fechado temporariamente.

O que é o Decreto Tajani? Entenda a regra que pode afetar a cidadania italiana

13 de Março de 2026, 08:00

Nesta quinta-feira (12), a Corte Constitucional da Itália decidiu rejeitar uma ação que questionava o Decreto Tajani, uma lei que limita a concessão da cidadania italiana baseada em hereditariedade sanguínea. 

O decreto era ideia de Antonio Tajani, vice-premiê e ministro das Relações Exteriores. O político apresentou o projeto de lei em março de 2025. Dois meses depois, a proposta virou lei por decisão do Parlamento Italiano.

Dessa forma, restringiu-se o acesso à cidadania por meio do jus sanguinis – isto é, o direito de sangue. Antes do Decreto Tajani, qualquer grau de parentesco com um nativo italiano poderia gerar reconhecimento da cidadania, independentemente da geração.

Leia também: Justiça italiana mantém restrições para conceder cidadania e frusta 70 milhões de descendentes no Brasil

Cidadania italiana com o Decreto Tajani

Desde que o Decreto 36/2025, também conhecido como Decreto Tajani, foi aprovado, a nova definição restringe a cidadania para ascendentes de primeiro ou segundo grau – isto é, pessoas com pais ou avós italianos. 

Conforme descrito pelo governo italiano: “a cidadania italiana é adquirida por jure sanguinis, ou seja, por nascimento ou adoção de pais italianos. Existe uma possibilidade residual de aquisição por jure soli, caso a pessoa nasça na Itália de pais apátridas, ou se os pais forem desconhecidos ou não puderem transmitir a cidadania ao filho de acordo com as leis de seu país de origem”.

Na prática, quem tinha a cidadania antes do decreto não é afetado. Contudo, quem não protocolou o pedido até 28 de março de 2025 perdeu o direito.

A Lei nº 74/2025, em vigor desde maio de 2025, promoveu mudanças no reconhecimento da cidadania italiana por ius sanguinis. A norma é criticada por aplicar novas regras de forma retroativa a pessoas nascidas antes de 28 de março de 2025 que ainda não haviam iniciado o processo de reconhecimento, o que pode comprometer princípios como segurança jurídica e proteção a direitos adquiridos.

Também aponta-se possíveis conflitos com o artigo 22 da Constituição italiana, já que a medida pode resultar na retirada coletiva da cidadania de pessoas nascidas e residentes no exterior. Além disso, questiona-se o uso de decreto-lei para tratar do tema, instrumento que a Constituição permite apenas em situações extraordinárias de necessidade e urgência.

Leia também: Cidadania italiana vai a julgamento hoje: o que muda para 70 milhões de descendentes no Brasil

Efeito da nova lei

Conforme noticiado anteriormente, o Decreto Tajani afeta cerca de 70 milhões de brasileiros ascendentes de italianos. Em geral, a busca pela cidadania se deve às facilidades que o passaporte europeu oferece, como:

  • mobilidade;
  • oportunidades de negócios;
  • acesso ao mercado comum europeu.

Ademais, há quem avalie as restrições como contrárias à constituição italiana.

Pontos de questionamento

Nesse sentido, a limitação do reconhecimento da cidadania com base em gerações específicas de descendentes parece ferir o princípio da igualdade, previsto no artigo 3º da Constituição Italiana.

Junto a isso, exige-se ainda que o antepassado tenha morado por, no mínimo, dois anos na Itália. Contudo, essa medida parece distorcer o sistema histórico de linhagem sanguínea.

Sendo assim, há uma corrida para protocolar pedidos judiciais antes que as regras mudem novamente. Em Vêneto, no nordeste da Itália, 11 mil processos foram abertos em 2026. Contudo, os procedimentos que levavam meses agora podem levar cerca de 3 anos.

A ação, avaliada na quarta-feira (11), questionava essas mudanças. No entanto, o tribunal rejeitou a revisão do Decreto Tajani, alegando que os questionamentos são “em parte infundados e em parte inadmissíveis”.

Consignado privado avança entre empresas, mas uso do crédito ainda é limitado; veja os desafios
Por Joyce Canelle
Quais cidades arrecadam mais impostos no Brasil? Ranking mostra concentração em 100 municípios
Por Joyce Canelle
Investidores estrangeiros aplicam R$ 26,31 bilhões na B3 em 2026; veja o impacto
Por Andre Amadei
Inadimplência bate novo recorde no Brasil e atinge 8,9 milhões de empresas; entenda o impacto
Por Joyce Canelle
Raízen (RAIZ4) virou penny stock? Entenda o que é esse tipo de ação
Por Letícia Maia
Raízen: saiba mais sobre empresa e os riscos de uma possível recuperação judicial
Por Letícia Maia
O que é o “Todos Ganham” do Oscar e por que ele virou tradição em Hollywood
Por Letícia Maia
Top 100: os cargos com os maiores salários no estado de SP em 2025
Por Joyce Canelle

O post O que é o Decreto Tajani? Entenda a regra que pode afetar a cidadania italiana apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

❌