Por Vanessa Araujo (Folhapress) – O volume de recursos do Orçamento da União de 2026 sob influência direta do Congresso Nacional chegou a R$ 61 bilhões durante a tramitação da proposta no Legislativo, montante superior ao orçamento anual previsto de 20 estados brasileiros. As informações foram obtidas a partir de levantamento com informações oficiais dos […]
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), ausente na abertura de um evento de tecnologia chamado South Summit, em Porto Alegre, acabou sendo lembrado por um clássico do mercado.
Cotado como possível candidato da chamada terceira via nas eleições presidenciais, ele recebeu apoio público do economista Armínio Fraga.
Durante painel sobre riscos e oportunidades para o Brasil em 2027, Fraga fez um elogio confuso a Leite. “Existe uma oportunidade espetacular para o Brasil, mas eu não acredito que a situação polarizada que a gente tem hoje vai dar uma resposta. Eu acredito que quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”, disse.
O gaúcho estava em São Paulo, onde se reuniu com Gilberto Kassab para tratar de sua possível candidatura ao Planalto. Filiado ao PSD, ele tenta se consolidar como alternativa fora da polarização entre os principais grupos políticos.
O South Summit tem sido uma vitrine recorrente para Leite desde 2022, quando o governo do Rio Grande do Sul passou a financiar o evento. A gestão estadual mantém presença ativa na programação, com participação institucional e apresentações voltadas à agenda de inovação e tecnologia.
Ex-presidente do Banco Central, Armínio propôs congelar o salário mínimo por seis anos em maio de 2025, permitindo apenas a correção pela inflação, sem aumento real. A medida ajudaria a reduzir gastos públicos, que hoje, segundo ele, concentram até 80% do orçamento em folha e previdência.
Arminio Fraga declara apoio a Eduardo Leite:
“Tudo no Brasil pode melhorar, eu acredito nisso. Não acredito que a polarização vá resolver os problemas. Quem pode resolver nessa trajetória é o Eduardo Leite.” 🤣
As apostas esportivas online passaram a pesar mais sobre o endividamento das famílias brasileiras do que fatores tradicionalmente associados à alta da dívida, como juros ao consumidor e expansão do crédito. A conclusão é de um estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School.
O levantamento analisou o período entre dezembro de 2011 e dezembro de 2025 e concluiu que, após a popularização das bets no Brasil, esse mercado passou a exercer o maior impacto individual sobre a aceleração da dívida das famílias. Segundo os pesquisadores, o efeito das apostas foi mais forte do que o dos juros e do crédito, inclusive quando os dois fatores tradicionais são considerados juntos.
O estudo mostra que a entrada das bets na rotina do brasileiro virou um novo fator de pressão sobre o orçamento doméstico. Até então, o endividamento era explicado principalmente pelo custo do dinheiro e pelo aumento da oferta de crédito. Com a expansão das apostas, porém, esse quadro mudou.
Os autores do estudo afirmam que, ao longo da série histórica, havia uma leve tendência de desaceleração no crescimento da dívida das famílias. Esse movimento, no entanto, perdeu força com a disseminação das apostas esportivas online a partir de 2019, após a legalização do setor em 2018 e antes mesmo da regulamentação definitiva, que só veio em 2023.
Para chegar a essa conclusão, o estudo cruzou dados do Banco Central e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com métricas de interesse por apostas obtidas a partir de processamento de linguagem natural em redes sociais. O modelo foi construído para separar o peso de cada variável e identificar o que realmente passou a impulsionar o endividamento.
Além dos dados brasileiros, o trabalho cita evidências dos Estados Unidos para reforçar o alerta. Após a liberação das apostas esportivas no país, pesquisas apontaram aumento persistente no volume apostado, redução da poupança e queda nos investimentos financeiros. Em média, cada dólar gasto em apostas retirou quase o mesmo valor de aplicações no mercado, além de provocar redução de cerca de 14% nos aportes líquidos em corretoras.
Segundo o estudo, os efeitos negativos tendem a se concentrar nas famílias mais vulneráveis. Entre os sinais observados estão a alta do endividamento no cartão de crédito, redução do crédito disponível, piora no pagamento de faturas e maior uso do cheque especial. Para os autores, o padrão sugere que parte dos recursos antes destinados à poupança ou ao consumo está sendo desviada para uma atividade de retorno esperado negativo.
Na avaliação do IBEVAR e da FIA, juros altos e crédito continuam relevantes para explicar a dinâmica da dívida das famílias, mas as bets passaram a funcionar como um novo vetor estrutural de pressão financeira. Além disso, a expansão acelerada desse mercado deixou de ser apenas uma questão regulatória e passou a ter implicações macroeconômicas, com potencial de ampliar a fragilidade financeira das famílias no médio e no longo prazo.
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Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.
O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.
Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.
O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros.
Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (26), ter demandado ao novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente soluções para o endividamento das famílias brasileiras. Segundo o presidente, essa solução precisa vir acompanhada de campanhas voltadas à educação financeira das pessoas, para que melhor planejem seus orçamentos. Leia em TVT News.
Em visita à unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO), Lula disse que, apesar de a economia do país estar bem, há ainda um problema a ser resolvido: “temos a sociedade brasileira um pouco endividada”.
De acordo com o presidente, algumas dívidas podem ser consideradas boas, como é o caso das que são adquiridas para a formação de patrimônio, como imóveis; ou que garantam qualidade de vida, como a aquisição de automóveis ou aparelhos domésticos.
O problema, segundo ele, é quando a dívida ou a prestação ficam maiores do que o que sobra de dinheiro no final do mês.
“Aí, a gente fica zangado e culpa quem? Culpa o governo. O mundo é assim. A gente culpa o governo por tudo que dá errado. Eu sei que, na cabeça das pessoas, funciona assim”, disse o presidente.
“Por isso, eu pedi ao ministro da Fazenda para a gente resolver o problema da dívida das pessoas”, acrescentou.
Busca por uma solução
Lula disse não querer que as pessoas deixem de se endividar “para ter uma coisa nova da vida”.
“O que nós queremos é ver como é que a gente faz para facilitar o pagamento daquilo que as pessoas devem, e como é que a gente pode começar a ensinar as pessoas a administrar o salário”, disse, ao falar também sobre os riscos de comprometer o orçamento futuro por meio do uso exagerado do cartão de crédito.
“Por isso o Dario Durigan está com a função de apresentar essa solução”, acrescentou.
Momento raro
Durigan assumiu o cargo de ministro da Fazenda após a saída de Fernando Haddad, que vai disputar as próximas eleições. Segundo o novo ministro, o país passa por um “momento raro”.
“Não é senso comum nem algo básico que um país cresça e se desenvolva gerando emprego; que tire as pessoas do Mapa da Fome e, ao mesmo tempo, mantenha a inflação sob controle. Estamos vivendo um momento raro”, disse o ministro.
Ele lembrou que o atual governo foi o que mais fez concessões na área de infraestrutura; e o que mais apostou no desenvolvimento do país.
“Ao mesmo tempo, foi o que mais passou recursos a estados e municípios. Isso também não é comum. É raro e mostra que nosso compromisso é com todos: com o meio ambiente, com o agronegócio, com a indústria, com a economia e com a democracia. Mais que tudo isso, nosso compromisso é para que o nosso povo viva com qualidade de vida.”
Produtividade e inovação
Segundo ele, um dos desafios a ser enfrentado pelo ministério é aumentar a produtividade e a inovação no país. Algo que, na avaliação do governo, abrange uma melhor formação de trabalhadores e, também, a redução da escala 6 por 1, que dará, aos brasileiros, o direito a folgar dois dias por semana.
Ainda nesse contexto, ele destacou os benefícios que a reforma tributária trarão para a produção no país, uma vez que dará mais eficiência e racionalidade ao pagamento de tributos.
“No ano que vem, vamos ganhar — e muito — em racionalidade, eficiência e celeridade na nossa economia. Isso aumenta a produtividade, com cada um de nós trabalhando melhor. Não necessariamente mais tempo, mas, no tempo de trabalho que a gente tem, com a gente entregando todo o nosso potencial”, argumentou.
A Fundação Lemann lançou nesta quarta-feira (25), na Pinacoteca de São Paulo, o Lemann Collaborative, parceria internacional que traz ao Brasil a participação dos vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2019, Esther Duflo e Abhijit Banerjee, com foco no uso de evidências para aprimorar políticas públicas e enfrentar desafios estruturais do país.
A iniciativa reúne a fundação, a Universidade de Zurique e o J-PAL em uma estrutura voltada à produção de conhecimento, formação de lideranças e conexão entre pesquisa acadêmica e formulação de políticas públicas. O projeto se soma à rede internacional de parcerias acadêmicas da fundação e marca mais um passo da estratégia de aproximar o Brasil de centros globais de excelência.
O lançamento marcou a apresentação pública de uma iniciativa que pretende fortalecer a ponte entre pesquisa, formação e desenho de soluções para áreas como educação, desenvolvimento e gestão pública.
Jorge Paulo Lemann, fundador da Fundação Lemann, participou da inauguração da parceria, que nasce sob o guarda-chuva da estratégia internacional da instituição de conectar o Brasil a universidades e centros de pesquisa de ponta.
No evento, o empresário afirmou que a experiência de formação no exterior influenciou a estratégia da fundação de aproximar o Brasil de centros internacionais de excelência.
“Eu tive a oportunidade de estudar no exterior e de conhecer outros mundos e outras formas de pensar. Por isso nosso esforço para melhorar a educação no Brasil inclui incentivos para que outras pessoas possam ter acesso à informação que vem de fora”, disse.
Lemann também relacionou essa visão à construção de uma rede internacional de formação de brasileiros em universidades de referência.
“Nossos centros de estudos em universidades como Stanford, Harvard, Columbia e Oxford formam muitos brasileiros. Esperamos que eles possam voltar ao Brasil para formar novos talentos, compartilhar conhecimento e ajudar na busca de soluções para os problemas nacionais”, afirmou.
Ao comentar o avanço tecnológico em outros países, o empresário também ressaltou a importância de buscar aprendizado em polos globais de inovação. “Não tenho nenhuma formação técnica. Sinto uma falta enorme nesse mundo em que a tecnologia vai ser um fator muito importante”, disse. “Se eu fosse mais jovem, eu ia passar um ano no Vale do Silício ou em Israel ou qualquer lugar que está bem avançado tecnologicamente.”
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a vencedora do Nobel Esther Duflo afirmou que o objetivo da iniciativa é elevar o nível da formulação de políticas públicas no país e ampliar o acesso de pesquisadores e gestores brasileiros a ferramentas, métodos e experiências de referência internacional.
“O objetivo é realmente a excelência na formulação de políticas e, para isso, precisamos contar com grandes profissionais que tenham acesso às melhores ferramentas”, disse a economista.
Segundo Esther, o Brasil já conta com quadros qualificados na academia e no setor público, mas pode avançar ainda mais ao se conectar com pesquisas, programas e iniciativas testadas em outros contextos. “Você tem ótimas pessoas no governo e na academia. E eles precisam ser expostos a ideias de pesquisa de outros lugares, resultados de programas e iniciativas que funcionaram em outros países ou de fato no Brasil”, afirmou.
A economista também indicou que a proposta não nasce restrita a um único tema, embora tenha afinidade natural com agendas ligadas à pobreza, à educação e ao meio ambiente. Entre os exemplos estão a educação infantil e projetos ligados à Amazônia e aos impactos das mudanças climáticas.
Abhijit Banerjee afirmou que o novo centro pretende dar um passo além da produção acadêmica e ajudar a formar uma nova geração de pesquisadores e formuladores de políticas públicas mais conectados às evidências.
“A cooperação Lemann, como nós a visualizamos, tem a intenção de ser um novo avanço nesta batalha contra a pobreza mundial”, disse o economista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Banerjee, a proposta não é apenas produzir pesquisa, mas colocá-la em posição mais central dentro da formação de jovens estudiosos e decisores. “Uma coisa é dizer que nós fazemos pesquisa, outra coisa é dizer que agora nós vamos criar uma nova turma de formuladores de políticas, pesquisadores e jovens estudiosos que trabalham em conjunto”, afirmou.
Na avaliação dele, a iniciativa também pode ampliar a capacidade de o Brasil transformar conhecimento global em ferramenta prática para a tomada de decisão. “O que nós estamos tentando fazer é trazer a visão global, o corpo global de conhecimento, e transformá-lo em uma ferramenta para os tomadores de decisões”, disse. “Treinar os decisores a usar as evidências, mas também treinar a nós para sermos responsivos a eles.”
O CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, afirmou que a parceria reforça uma estratégia de longo prazo voltada à construção de capacidade institucional no país. “O papel de uma fundação sem fins lucrativos tem que ser pensar ao longo prazo e construir capacidade, ajudar o Brasil a ter mais e mais capacidade de enfrentar seus problemas”, disse.
Segundo Mizne, a iniciativa acelera pontes acadêmicas e amplia as possibilidades de formação de brasileiros em contato com centros internacionais de excelência. “Ao fazer parcerias com algumas das melhores universidades do mundo, colocando o Brasil no centro, a gente acelera essas pontes acadêmicas, a gente dá oportunidade de formar brasileiros, de levar brasileiros para lá, de trazer conhecimento de ponta para cá.”
A vice-presidente de Relações Institucionais da Fundação Lemann, Daniela Caldeirinha, afirmou que o lançamento reforça a missão da instituição de conectar produção de conhecimento e melhoria das políticas públicas. “É muito importante que a gente tenha parcerias como essa em que centros de excelência, de produção de pesquisa, de conhecimento, de evidências estejam a serviço de políticas públicas que sejam pautadas por essas evidências e que, portanto, possam melhorar a qualidade de vida das nossas pessoas.”
O Lemann Collaborative nasce em um momento em que a discussão sobre políticas públicas baseadas em evidências ganha espaço tanto no meio acadêmico quanto entre gestores e formuladores de políticas.
Artigo da Presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro, sobre o mito da bancarização. Leia o artigo em TVT News.
Por Neiva Ribeiro
Presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região
Nos últimos anos, as fintechs foram apresentadas como solução inovadora para ampliar o acesso da população ao sistema financeiro. Com discurso de inclusão, tecnologia e desburocratização, essas empresas prometeram levar serviços bancários a quem historicamente esteve à margem.
Mas, na prática, é preciso questionar: elas de fato promoveram a bancarização ou apenas ampliaram o alcance de serviços financeiros sem compromisso com inclusão real?
Bancarizar não é simplesmente abrir contas digitais ou oferecer cartões de crédito. Bancarização significa garantir acesso a crédito em condições justas, com taxas compatíveis com a renda da população, além de serviços que promovam estabilidade financeira e desenvolvimento econômico. Trata-se de inclusão.
Dados de 2024 do Banco Central indicam que o crédito no Sistema Financeiro Nacional segue fortemente concentrado nos grandes bancos, que respondem por 81% do total, percentual praticamente inalterado há mais de uma década. Em seguida, aparecem as cooperativas, com 7%, os bancos de desenvolvimento e as financeiras, com 5%, enquanto as fintechs, majoritariamente instituições de pagamento, ainda detêm participação bastante reduzida, de apenas 1%.
80,2% das famílias brasileiras estão endividadas, sendo que 29,6% possuem dívidas em atraso e 12,6% não terão condições de quitá-las. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O que se observa, no entanto, é que muitas fintechs expandiram sua atuação justamente entre as camadas mais vulneráveis da população, oferecendo crédito fácil, porém com juros elevados. Esse modelo tem contribuído para o aumento do endividamento das famílias mais pobres, que encontram nessas plataformas uma das poucas alternativas disponíveis, mas acabam presas em ciclos de dívida.
Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (CNC) indicam que 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas, sendo que 29,6% possuem dívidas em atraso e 12,6% não terão condições de quitá-las.
Esse quadro se agrava diante do elevado patamar das taxas de juros no país: com a taxa Selic em 14,75%, as operações de crédito para pessoa física apresentam custos bastante elevados, como no cheque especial (138,73% ao ano), no crédito pessoal (118,13%) e, de forma ainda mais crítica, no rotativo do cartão de crédito (424,49%). A promessa de democratização do crédito se transforma, assim, em mais um mecanismo de exploração financeira.
Em 2024, o movimento sindical bancário protocolou no Ministério da Fazenda uma proposta de regulamentação mais rígida para o setor de fintechs. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
O crescimento acelerado das fintechs no Brasil reforça essa contradição. Impulsionadas por investimentos robustos e por um ambiente regulatório mais flexível, essas empresas ampliaram sua base de clientes rapidamente.
No entanto, a proposta inicial — de criar uma rede mais acessível, com custos menores e juros reduzidos — não se concretizou na escala prometida. Em muitos casos, as taxas praticadas são tão altas quanto, ou até superiores, às dos bancos tradicionais.
A exclusão aumenta quando os bancos fecham agências e privilegiam setores de alta renda, para aumentar seus lucros. Um levantamento feito pelo Dieese mostra que tivemos a redução de 37% das agências em 10 anos, chegando a pouco mais de 14 mil unidades. São 8,5 mil agências a menos no país entre 2015 e 2025, Somente em 2025, 30 agências foram fechadas a cada semana.
Quase metade dos municípios não possuem agências bancárias. O fechamento de agências tem um impacto direto sobre a população, especialmente em cidades menores, afetando milhões de pessoas. Isso dificulta o acesso ao crédito, ao atendimento presencial e a serviços essenciais, sobretudo para idosos, população de baixa renda e pessoas com pouca familiaridade digital. O resultado é um processo de exclusão financeira e territorial.
Os bancos são uma concessão pública. Isso significa que os bancos têm responsabilidade social e obrigação de atender toda a população, não apenas os segmentos de alta renda. O fechamento de agências, a redução do atendimento presencial e a concentração de serviços voltados aos clientes mais rentáveis contrariam esse princípio e aprofundam desigualdades.
Se queremos, de fato, falar em bancarização, é preciso ir além da retórica da inovação. É necessário enfrentar o problema dos juros abusivos, proteger os consumidores mais vulneráveis e reafirmar o papel social das instituições financeiras. Caso contrário, continuaremos assistindo à expansão de um modelo que, sob o discurso da inclusão, reproduz e aprofunda desigualdades.
Sobre a autora
Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários
Neiva Ribeiro é a atual presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. É formada em Letras pela Universidade Guarulhos, pós-graduada em Gestão Pública pela Fesp-SP, e em Gestão Universitária pela Unisal. É funcionária do Bradesco desde 1989. Ingressou na direção do Sindicato em 2000.
Foi diretora-geral da Faculdade 28 de Agosto de Ensino e Pesquisa, secretária de Formação e secretária-geral da entidade.
O desembargador José Reginaldo Costa. Foto: Reprodução
Na última terça (24), um julgamento no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) gerou repercussão após as declarações de desembargadores durante o caso de pensão alimentícia de uma mulher vítima de violência doméstica. Ela, que é moradora de Guanambi, no sudoeste do estado, viveu um relacionamento abusivo, sendo impedida de trabalhar por cerca de dez anos pelo ex-marido.
Atualmente, ela vive de favor e tenta retomar sua vida com um filho fruto da relação. Durante a sessão, o relator votou para fixar uma pensão provisória de um salário mínimo pelo período de 12 meses, mas houve divergência entre os magistrados.
“O único reparo que eu faço é o valor da pensão. Eu acho que o salário mínimo é muito pouco. Se o filho tem direito a três salários mínimos, ela também tem”, disse a magistrada. O desembargador Francisco Oliveira Bispo discordou e afirmou: “Depois da separação é vida nova, tem que lutar, tem que ir em frente”. Ele defendeu que o agressor já foi responsabilizado de outras maneiras.
Na sequência, José Reginaldo Costa, outro desembargador, afirmou que a pensão “estimularia a ociosidade” e pediu “cautela” para analisar o caso. “Daríamos o mesmo tratamento se fosse o inverso? O homem não tem perspectiva de gênero nesse ponto. Eu julgo de forma isenta”, afirmou.
“Talvez seja o salário do prefeito de Guanambi. No interior, se a gente procura uma diarista, não encontra. Ninguém quer mais trabalhar”, prosseguiu.
A discussão foi contestada por outros desembargadores, que disseram que é importante analisar o caso sob a perspectiva de gênero, considerando o histórico de violência enfrentado pela mulher. Eles também enfatizaram a necessidade de proteger a vítima, que vive em vulnerabilidade.
No fim, a câmara decidiu aumentar a pensão para três salários mínimos e retirar o prazo fixo, garantindo o pagamento até que a mulher conseguisse se reintegrar ao mercado de trabalho.
ONU declara tráfico de escravos o crime mais grave contra a humanidade
A Assembleia Geral da ONU adotou nesta quarta-feira uma resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”.
A votação final teve 123 Estados-membros a favor, três contra e 52 abstenções, incluindo Portugal.
Declaração aponta importância de se abordar injustiças históricas afetando os africanos e pessoas de ascendência africana, prevê pedido de desculpas pelo tráfico de escravos e um fundo de reparações.
Extrema direita internacional: apenas Estados Unidos, Israel e Argentina votaram na ONU contra uma resolução, aprovada nesta quarta-feira (25), que declara que o tráfico de escravizados africanos foi o crime mais grave contra a humanidade.
No resultado, os restantes países lusófonos registraram votos favoráveis, sendo que Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste.
Vergonha da extrema-direita internacional: Israel, EUA e Argentina votaram contra a declaração. Vários países europeus, Austrália e Canadá se abstiveram. Imagem: Reprodução / ONU News
Escravização foi “ruptura profunda na história humana”
Pela decisão, os Estados-membros da organização devem considerar a apresentação de desculpas pelo tráfico de escravos e contribuir para um fundo de reparações para o fenômeno histórico ocorrido desde o Século XV.
O documento destaca ainda que o tráfico de africanos escravizados em larga escala marcou uma ruptura profunda na história humana, cujas consequências se estenderam por séculos e continentes.
A declaração ressalta a importância de se abordar as injustiças históricas que afetam os africanos e as pessoas de ascendência africana de uma maneira que sejam promovidos a justiça, os direitos humanos, a dignidade e a reparação.
Rumo à reparação das injustiças históricas
O documento também enfatiza “que as reivindicações por reparações representam um passo concreto rumo à reparação das injustiças históricas contra os africanos e as pessoas de ascendência africana”.
Nesse sentido, a resolução também solicita que de forma pronta e desimpedida seja feita a restituição de bens culturais, objetos de arte, monumentos, peças de museu, artefatos, manuscritos e documentos, e arquivos nacionais.
O documento enfatiza o valor espiritual, histórico, cultural ou de outra natureza para os países de origem, sem ônus, e insta ao fortalecimento da cooperação internacional em relação às reparações por quaisquer danos causados.
O texto defende que essa medida conduz à promoção da cultura nacional e ao pleno exercício dos direitos culturais pelas gerações presentes e futuras.
AGORA: Assembleia Geral da #ONU adota resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Resultado da votação: A favor – 123 Abstenções – 52 Contra 03 pic.twitter.com/s3Cq9blMPW
A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto.
Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados nas Américas é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
No evento discursaram a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, que lembrou o trabalho escravo em campos de cana-de-açúcar nos Estados Unidos, plantações de café em colônias sob controle europeu nos atuais Brasil, Barbados e a Jamaica, e dezenas de lugares.
Além de famílias despedaçadas, frisou que enfrentar essas injustiças é um imperativo moral, enraizado em uma responsabilidade coletiva de confrontar os erros do passado e moldar um futuro mais justo.
Ela disse que é imperioso partilhar histórias, que demanda ação para desafiar discriminações há muito enraizadas, despertar a consciência e impulsionar a construção de sociedades mais justas e inclusivas.
A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste. Foto: ONU News
Vítimas do comércio transatlântico
E um imperativo que clama por uma autorreflexão franca até dolorosa e por responsabilização. Ela saudou a adoção da resolução por demonstrar que a ONU não se esquiva de conversas ou temas difíceis, mas enfrenta dilemas morais.
Já o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o mundo que se anseia, enraizado na liberdade, na igualdade e na justiça, está ao alcance.
A OpenAI está lançando uma nova experiência de compras dentro do ChatGPT para facilitar que os usuários encontrem e comparem produtos, depois que seu recurso Instant Checkout não conseguiu ganhar tração.
A empresa disse na terça-feira que os consumidores poderão encontrar produtos que procuram enviando imagens ou descrevendo itens e incluindo critérios como seu orçamento, preferências e outras restrições. O ChatGPT oferecerá resultados mais visuais que as pessoas poderão usar para comparar diferentes ofertas de produtos.
“Sob o capô, melhoramos a velocidade, a relevância e a cobertura de produtos, então os resultados estão mais atualizados e mais úteis”, disse a OpenAI em uma publicação no blog.
A atualização vem após a OpenAI ter abandonado o Instant Checkout, que permitia aos usuários comprar itens selecionados de varejistas como Etsy, Walmart e Shopify diretamente dentro do ChatGPT. A OpenAI anunciou esse recurso no ano passado e inicialmente o apresentou como o “próximo passo” no comércio habilitado por IA.
Analistas disseram anteriormente à CNBC que a OpenAI subestimou o quão difícil seria habilitar transações. A empresa teve dificuldades para integrar lojistas, mostrar dados precisos sobre produtos e introduzir carrinhos com múltiplos itens ou conectar programas de fidelidade.
“Descobrimos que a versão inicial do Instant Checkout não oferecia o nível de flexibilidade que buscamos fornecer, então estamos permitindo que os lojistas usem suas próprias experiências de checkout enquanto focamos nossos esforços na descoberta de produtos”, disse a OpenAI na publicação mais recente.
A OpenAI afirmou que os lojistas agora podem compartilhar seus catálogos de produtos e promoções com a empresa, o que significa que seus produtos estão “totalmente representados” dentro do ChatGPT. Varejistas como Target, Sephora e Nordstrom já oferecem suporte à nova experiência de descoberta de produtos da OpenAI.
Lojistas interessados em integrações mais profundas também podem continuar desenvolvendo aplicativos personalizados dentro do ChatGPT, disse a OpenAI. A empresa apresentou essa funcionalidade em sua conferência anual de desenvolvedores em outubro e começou a adicionar aplicativos de varejo dedicados de empresas como Instacart, Target e outras no ano passado.
Acionar um aplicativo dentro do chatbot ajudará a dar a essas empresas mais controle sobre a experiência do cliente e o processo de transação. A Walmart lançou um serviço ChatGPT dentro do aplicativo na terça-feira que oferece suporte a vinculação, programas de fidelidade e pagamentos da própria Walmart, segundo a OpenAI.
Junto com o anúncio da OpenAI, a Shopify também disse na terça-feira que está “atualizando a experiência de compras” no ChatGPT. Isso permitirá que lojistas da Shopify conectem suas lojas ao catálogo da plataforma e “concluam compras por meio de um navegador dentro do aplicativo”.
A Shopify também está lançando um novo serviço chamado Agentic Plan que permite que lojistas que não têm uma loja na plataforma exibam seus produtos por meio das ferramentas da própria Shopify no ChatGPT, no Google Gemini e em outros lugares.
O planejamento econômico da China, estruturado em planos quinquenais e orientado pelo Estado, está redesenhando o equilíbrio global de poder e abrindo uma janela de oportunidades — e riscos — para o Brasil. Essa foi a avaliação de especialistas que participaram do Jornal TVT News Primeira Edição, ao analisarem os impactos da estratégia chinesa sobre a economia internacional. Saiba mais em TVT News.
Para o professor Feliciano de Sá Guimarães, da USP, o plano chinês não é apenas doméstico: ele projeta efeitos diretos na geopolítica. “É tanto uma reorganização interna quanto algo com consequências internacionais muito importantes”, afirmou. Entre os principais pontos, ele destacou o investimento contínuo em inteligência artificial e a aproximação estratégica com a Rússia, evidenciada por projetos como novos gasodutos.
Segundo ele, a parceria sino-russa consolida uma mudança estrutural: “Essa associação veio para ficar e tem implicações geopolíticas de toda ordem”. O cenário, acrescenta, aponta para uma ordem internacional em transição. “Estamos numa ordem multipolar em construção, mas ainda muito desequilibrada, o que aumenta o risco de conflitos.”
O economista José Kobori ressaltou que o planejamento chinês busca superar a chamada “armadilha da renda média”, combinando inovação tecnológica com ampliação do consumo interno. “Se a maioria da população tem renda e poder de consumo, você cria um mercado interno poderosíssimo”, explicou. Com 1,4 bilhão de habitantes, esse mercado funciona como “amortecedor de choques externos” e amplia o poder de barganha da China no cenário global.
Na prática, esse modelo fortalece não apenas o país asiático, mas também abre espaço para o chamado Sul Global. “O desenvolvimento da China vai ajudar outros países a se desenvolverem para atender esse mercado”, disse Kobori.
A subsecretária de Acompanhamento Macroeconômico e Políticas Comerciais do Ministério da Fazenda, Julia Braga, destacou que, apesar de uma desaceleração aparente, a economia chinesa segue como motor global. “Um crescimento de 4,5% com população praticamente estável significa um avanço expressivo em renda per capita”, afirmou.
Brasil e China
Ela avalia que a relação entre Brasil e China é marcada pela complementaridade. “O Brasil é superavitário com a China e tem ganhos expressivos do ponto de vista macroeconômico”, disse, citando o saldo positivo de cerca de US$ 30 bilhões. Nesse contexto, o país ocupa posição estratégica ao fornecer energia e alimentos — itens centrais na agenda de “segurança econômica” chinesa.
O petróleo, por exemplo, ganhou peso recente nas exportações brasileiras, assim como soja e minério. Ao mesmo tempo, o Brasil importa bens de maior valor agregado. “Máquinas e equipamentos importados já embutem tecnologia e elevam a produtividade”, explicou Braga.
A cooperação vai além do comércio e inclui áreas como infraestrutura, energia limpa, inovação, inteligência artificial e veículos elétricos. “A relação com a China é estratégica e está em aprofundamento em múltiplas frentes”, afirmou.
Apesar das oportunidades, os especialistas alertam para um problema estrutural: o risco de o Brasil permanecer como fornecedor de commodities. Kobori foi direto: “O Brasil não pode continuar sendo a periferia do capitalismo”. Para ele, a saída passa necessariamente por investimento em tecnologia e inovação. “Não existe outro caminho para elevar produtividade e renda.”
O debate ganha ainda mais relevância no contexto dos minerais críticos e das terras raras, essenciais para tecnologias avançadas e defesa. O Brasil possui grandes reservas, mas ainda carece de capacidade de processamento. “Hoje, cerca de 90% dessas terras raras são processadas pela China, o que dá uma vantagem estratégica enorme ao país”, afirmou Kobori.
Feliciano reforçou que há uma disputa global por esses recursos e que o Brasil precisa definir sua estratégia. “Depende de nós decidir se vamos apenas exportar matéria-prima ou avançar na cadeia produtiva com investimento e tecnologia”, disse.
No campo militar, a China também avança. Já é o segundo maior orçamento de defesa do mundo e busca ampliar sua presença no mercado internacional de armas. Ainda assim, os Estados Unidos mantêm ampla superioridade tecnológica e industrial.
Para o professor, o futuro da ordem global dependerá de dois fatores centrais: “as mudanças climáticas e a rivalidade entre China e Estados Unidos”. O desfecho dessa disputa será decisivo para o sistema internacional.
Ao final, os participantes convergiram em um diagnóstico: o Brasil tem espaço nesse “xadrez econômico”, mas precisa agir com estratégia. Isso inclui planejamento de longo prazo, coordenação entre Estado e setor produtivo e aposta consistente em inovação.
Como resumiu Julia Braga, há aprendizado mútuo possível entre os países. “O ideal seria sermos um pouco mais como os chineses em inovação, e eles um pouco mais como o Brasil em bem-estar social.” Sem esse equilíbrio, alertam os especialistas, o país corre o risco de assistir à reconfiguração global sem protagonismo.
O anúncio de que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta, no ano passado, representa uma conquista importante, segundo avaliam especialistas de organizações não-governamentais (ONG) ligadas ao setor da educação. Para os estudiosos, o resultado também deve ser encarado como desafio. Saiba mais em TVT News.
Para o diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Correa, o alcance e a superação da meta de alfabetização em 2025 são resultados importantes que precisam ser celebrados. Para ele, o resultado reflete uma trajetória consistente de avanço nos últimos três anos.
“Isso mostra que a priorização política da pauta e o fortalecimento da cooperação federativa, com União, estados e municípios atuando de forma coordenada, tem produzido efeitos concretos na aprendizagem das crianças.”
O vice-presidente de educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, acredita que o resultado representa um marco para o país e se deve a um compromisso coletivo de cooperação entre União, estados e municípios.
Proto entende que o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem viabilizado resultados muito promissores para a educação brasileira.
“Iniciativas como o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização reforçam esse movimento ao reconhecer e incentivar redes que avançam com qualidade e equidade. Erradicar o analfabetismo no Brasil tem se tornado um sonho cada vez mais possível”, avalia.
Gabriel Correa, do Todos pela Educação, ressalta que a alfabetização adequada é a base para uma trajetória escolar de sucesso e que políticas públicas no setor não devem deixar nenhuma criança para trás.
“As crianças que no 2º ano do ensino fundamental ainda não sabem ler e escrever [34% no país] não conseguirão desenvolver os conhecimentos esperados nas séries seguintes. Elas não podem ser esquecidas”.
O pesquisador entende que é necessário um esforço intencional para alfabetizá-las mesmo com atraso. Ao passo que reconhece o número relevante, Gabriel Correa avalia que o resultado pode esconder “desigualdades relevantes entre estados e municípios, que só poderão ser compreendidas com a abertura detalhada dos dados nos próximos dias”.
Ele explica que 2025 foi o primeiro ano em que o grupo de crianças avaliado estava na pré-escola durante a pandemia. “Esse fator ajuda a explicar parte da melhora observada, ainda que não substitua o papel das políticas públicas que vêm sustentando esse avanço”.
Felipe Proto, da Fundação Lemann, acrescenta que o País deve manter o foco e acelerar o ritmo. “O Brasil pode alcançar uma das transformações mais estruturantes de sua história: garantir que todas as crianças estejam lendo e escrevendo até o final do 2º ano do Ensino Fundamental”.
O texto saiu em alto e bom som. “Araguatins (TO), 23 de março de 2026”. Começava assim a carta da menina Maria Angellyna Amorim, alfabetizada em 2025. A carta foi lida por Maria Angellyna para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para o ministro da Educação, Camilo Santana, em evento nesta segunda (23), em Brasília. Saiba mais em TVT News.
No palco e ao microfone, a menina que hoje faz o terceiro ano do ensino fundamental dizia que um “mundo mágico” se abriu diante dela e de seus colegas.
“Agora conseguimos ler livros e escrever diferentes tipos de textos, como histórias, bilhetes e poemas”.
A menina estava orgulhosa porque a escola na qual estuda, São Vicente Ferrer, foi uma das 4.872 unidades de ensino que receberam a condecoração do selo nacional Compromisso com a Educação do governo federal.
“Quando lemos, sentimos que viajamos para outros mundos. As histórias nos fazem sonhar, imaginar e aprender coisas novas”, disse a garota, feliz em cada sílaba. Conforme foi anunciado por Lula e por Camilo Santana, o País tem agora 66% das crianças alfabetizadas em idade certa, tal como a menina de Araguatins.
No evento, a professora alfabetizadora Maria Alice Alves, da rede municipal de Domingos Mourão (PI), disse que entra em sala de aula carregando sonhos.
“Não apenas os meus, mas o de cada criança que senta diante de mim com um lápis na mão e um mundo inteiro por descobrir”, afirmou.
A docente afirmou que alfabetizar é muito mais do que ensinar a ler e a escrever. “É abrir caminhos, é construir sonhos, é criar possibilidades. A educação transforma vidas. E quando esse compromisso é assumido com seriedade, sentimos que estamos no rumo certo”.
Domingos Mourão tem mais de 80% de crianças alfabetizadas, uma meta que o Brasil tem para 2030.
Chão da escola
A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Katia Schweickardt, faz coro ao que a menina falava. “É no chão da escola que o Brasil começa a mudar”.
Katia defende que a transformação educacional requer cooperação entre União, estados e municípios. “Nós não aceitamos mais um Brasil em que o lugar onde a criança nasce define se ela vai aprender ou não”, disse a secretária de educação básica.
From drone strikes to economic risks, regional leaders are choosing restraint over retaliation – revealing deeper fears of escalation and unreliable alliances
Speaking on Sunday at a site in Arad struck by an Iranian missile, where more than a hundred people were injured, Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu urged more countries to join the war effort.
“What more proof do you need that this regime that threatens the entire world has to be stopped? Israel and the United States are working together for the entire world. And it’s time to see the leaders of the rest of the countries join up.”
Yet, despite this call, the response from much of the region has been notably restrained. Even close partners appear reluctant to get involved, including Gulf states that have been feeling the war on their own skin.
According to research cited by Saudi broadcaster Al Arabiya, Iran has launched more than 4,900 missiles and drones toward Gulf countries, compared to roughly 850 aimed at Israel.
Iran has claimed it targeted only military infrastructure, as well as American and Israeli personnel stationed in these countries, but multiple videos circulating online show a different reality. Among the targets were residential buildings, airports, and hotels, resulting in several fatalities and multiple casualties.
Despite this, Gulf governments have opted against retaliation. Instead, they have embraced a defensive posture, one that reflects a broader strategic calculation about the risks of escalation.
Dr. Fahd Al Shelemy, a retired colonel in the Kuwaiti army, describes this approach as “positive air defense.” Gulf states, he explains, are intercepting missiles and drones while deliberately avoiding direct attacks on Iran.
The rationale is rooted in long-term concerns and the desire to avoid a war of attrition, in which both sides sustain prolonged damage without decisive victory.
“If you look at it, this is exactly what Iran is currently dragging us into, and this is something we are not interested in,” Al Shelemy told RT.
But the hesitation runs deeper than military strategy.
“Many people here say that this is an Israel–Iran war. It’s not our war, and as such we shouldn’t be involved,” he explains.
“And another point is that there is not enough trust in the American administration. At some point they might stop the war, then leave us facing an attrition war like the one between Iran and Iraq in 1980,” he added.
These concerns are not without precedent. Over the years, American alliances in the region have often shifted in response to changing interests. Egypt’s former president, Hosni Mubarak, was a long-standing ally of Washington until the Arab Spring of 2011, when he was ultimately urged to step down. Similarly, Kurdish forces in Syria, which played a key role in the fight against ISIS alongside the United States, later found themselves exposed after a US withdrawal.
For Gulf states, these examples reinforce the risks of relying too heavily on external guarantees. Entering the war could mean being left alone in a prolonged confrontation with Iran.
Al Shelemy believes the current approach has proven to be effective and “less damaging.”
“It resulted in fewer casualties and prevented a full scale war, especially given the fact that we have militias supporting Iran that are only less than 20 kilometers away from our cities.”
That proximity is a critical factor. Iranian-backed militias operating across the region present an immediate threat, one that could rapidly escalate if Gulf states were to take offensive action. The presence of Shiite Muslims in some Gulf states, such as Bahrain, Kuwait, and Saudi Arabia, could also contribute to instability given their ties, and at times loyalties, to Iran.
Dr. Salam Abdel Samed, a Dubai-based expert in international law, echoes Al Shelemy’s perspective, praising the UAE government for not getting involved in an open conflict with Iran.
“The Gulf states have never been aggressive or military. They have been a hub of economic stability and peace so involving themselves in a war would make zero sense,” he argued.
“This is why the approach which was chosen was to defend themselves effectively against any aggression. The leaders are wise enough not to embroil themselves in any unmeasured reactions.”
Economic considerations also weigh heavily. Gulf economies are deeply interconnected with global markets, and stability is central to their prosperity. War, by contrast, threatens infrastructure, trade, and investor confidence.
Relations beyond repair?
Nevertheless, Abdel Samed warns that once the conflict is over, relations with Iran will not be the same again.
“What Iran has done to the Gulf states shall never be forgotten. The Gulf Cooperation Council countries are entitled to file an indemnities case before the international courts, with the aim to recover the major damage that happened to them. The international law supports such claims indeed.”
The financial toll for the Gulf is already substantial. Apart from suffering immense infrastructure damage, the war in Iran has resulted in oil production disruptions causing losses of up to $1.2 billion in daily export revenue. The conflict has also led to the cancellation of 40,000 flights and major tourism losses estimated at $600 million per day.
A source within the Emirati establishment, speaking on condition of anonymity, agreed that relations with Iran have been fundamentally damaged.
“Their actions will not be unanswered. The response doesn’t have to be militarist. It can be done in other means but it will certainly be felt.”
Indeed, signs of such responses are already emerging. Qatar and Saudi Arabia have expelled several Iranian diplomats, while the UAE has reportedly closed Iranian hospitals and is considering freezing Iranian assets.
Abu Dhabi is not planning to stop at that. Anwar Gargash, an advisor to President Mohammed Bin Zayed, said in a tweet on X that Iran miscalculated the costs of its aggression against the Gulf states.
“Iran’s brutal aggression against the Arab Gulf states carries profound geopolitical repercussions, and it establishes the Iranian threat as a central axis in Gulf strategic thinking, while reinforcing the Gulf’s security particularity and its independence from traditional concepts of Arab security,” he wrote.
“For the missiles and drones and the aggressive Iranian rhetoric are Iranian. And the result is to bolster our national capabilities and the joint Gulf security, as well as to solidify our security partnerships with Washington,” he added.
Al Shelemy also believes that after the war, the Gulf will establish new rules of engagement with Iran, and the conduct of GCC towards Tehran will be shaped largely by the Islamic Republic’s behavior.
“After the war, Iran will be busy rebuilding itself for which they will need the Gulf states. The best strategy may be to keep Iran occupied, either through economic pressure, such as lowering oil prices, or through partnerships. It depends on Iran after the aftermath of the war.”
For now, the Gulf’s position remains clear: absorb the attacks, defend the homeland, but avoid being pulled into a broader war.
Even as missiles fall and pressure mounts, restraint, not retaliation, continues to define the region’s response.
À medida que a guerra no Oriente Médio entra em sua quarta semana, o Irã ampliou seus alertas para incluir compradores de títulos do Tesouro dos Estados Unidos, a mais recente escalada em uma troca de ameaças cada vez mais intensa, enquanto o ultimato de 48 horas do governo Trump se aproximava do fim.
Em uma publicação nas redes sociais no domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que instituições financeiras ligadas aos EUA que detêm títulos da dívida pública americana seriam alvo, juntamente com bases militares.
“Os títulos do Tesouro dos EUA estão encharcados com o sangue dos iranianos. Ao comprá-los, você compra um ataque contra sua sede e seus ativos”, disse Ghalibaf. “Juntamente com bases militares, essas entidades financeiras que financiam o orçamento militar dos EUA são alvos legítimos”, acrescentou.
A advertência veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitir no sábado um ultimato de 48 horas a Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz (uma via crucial para o transporte global de energia) ou enfrentar ataques contra suas usinas de energia. O prazo se encerra na noite de segunda-feira, em Washington.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu apoiar a ameaça americana: “Tudo o que fizermos, faremos juntos e, tanto quanto possível, com discrição”.
Falando no local de um ataque de míssil iraniano na cidade de Arad, no sul de Israel, no domingo, Netanyahu pediu que líderes mundiais se unam ao esforço de guerra, incluindo países europeus. “Eles têm capacidade de alcançar profundamente a Europa… estão colocando todos em sua mira.”
O Irã reagiu, ameaçando fechar completamente a via marítima e atacar infraestrutura energética e instalações de dessalinização no Golfo caso os EUA levem adiante o ultimato.
Ghalibaf alertou no domingo que qualquer ataque dos EUA ou de Israel contra usinas iranianas desencadearia “imediatamente” retaliações contra infraestrutura de energia e petróleo em toda a região, causando danos “irreversíveis”.
“Infraestruturas críticas e de energia e petróleo em toda a região serão consideradas alvos legítimos e destruídas de forma irreversível, e os preços do petróleo subirão por um longo período”, afirmou Ghalibaf na rede X.
Sem sinais de desescalada
Os mercados esperavam que o episódio evoluísse para o chamado “TACO trade”, referência ao histórico de Donald Trump de recuar em ameaças para reduzir tensões. No entanto, o ultimato mais recente do presidente aparenta estar sendo mantido, disse Aaron Costello, chefe para a Ásia da Cambridge Associates.
“Quanto mais isso durar, maiores serão os impactos”, afirmou Costello ao programa “Squawk Box Asia”, da CNBC, nesta segunda-feira, acrescentando que o pior cenário seria um conflito que se prolongue por um mês ou mais, a ponto de provocar escassez crítica de commodities e energia.
“Mesmo que termine em uma ou duas semanas, levará tempo para que a oferta se reequilibre e volte ao normal”, acrescentou.
As hostilidades militares continuaram a se intensificar ao longo do fim de semana, com relatos de intensa atividade de mísseis em Israel, o que acionou diversos alertas para que a população buscasse abrigo em Jerusalém e em regiões centrais do país. Pelo menos oito locais, principalmente no centro de Israel, foram atingidos por destroços ou explosivos, segundo a Al Jazeera.
Na segunda-feira, as Forças Armadas de Israel informaram que iniciaram uma ampla onda de ataques contra infraestrutura iraniana em Teerã, com relatos de explosões em várias áreas da capital nas primeiras horas do dia.
O Irã segue lançando mísseis e drones contra Israel e países do Golfo que abrigam ativos dos EUA. Kuwait e Emirados Árabes Unidos informaram nesta segunda-feira que seus sistemas de defesa aérea interceptaram novos ataques, enquanto sirenes de alerta soaram no Bahrein.
Separadamente, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter detectado dois mísseis balísticos em direção à região de Riad. Um foi interceptado, e o outro caiu em uma área desabitada, segundo um porta-voz.
Ataques de Israel e dos EUA já mataram ao menos 1.500 pessoas no Irã até o momento, de acordo com o Ministério da Saúde iraniano. No entanto, o grupo de direitos humanos HRANA, sediado nos EUA e que monitora violações no país, contabilizou 3.320 mortos, incluindo 1.406 civis e 1.167 militares.
O Irã fechou, na prática, o Estreito de Ormuz para a maior parte do tráfego marítimo desde que EUA e Israel lançaram ataques contra o país em 28 de fevereiro. A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo nas últimas semanas, diante do temor de um choque de oferta mais profundo, alimentando preocupações inflacionárias e pressionando o crescimento econômico.
Os preços do petróleo oscilaram em negociações voláteis nesta segunda-feira. O Brent reverteu perdas iniciais e subia 0,44%, a US$ 112,68 por barril às 23h57 (horário de Brasília). Já o WTI avançava 0,78%, para US$ 99 por barril.
Teerã preferiria travar uma guerra prolongada contra os Estados Unidos a enfrentar conflitos recorrentes com Israel, afirmou Nate Swanson, diretor do Iran Strategy Project no Atlantic Council.
“Eles não precisam travar uma guerra simétrica. Precisam apenas sobreviver”, disse Swanson sobre o Irã, acrescentando que, para os EUA, seria necessário desmantelar o regime para atingir plenamente seus objetivos.
“A sobrevivência já é uma vitória para o Irã”, afirmou. “Eles só precisam atingir um petroleiro de vez em quando no Estreito — na prática, controlam o gargalo, mesmo que ele não esteja totalmente minado.”
As ações europeias acompanharam a forte queda dos mercados asiáticos no início da nova semana de negociações, à medida que a escalada adicional da guerra com o Irã pressiona o sentimento global dos mercados.
O índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,9% pouco após as 9h em Londres (4h30 no horário de Nova York), com todas as principais bolsas e setores operando firmemente no território negativo.
Ações de recursos básicos e do setor industrial estavam entre as mais afetadas, com quedas de 3,1% e 2,6%, respectivamente, enquanto investidores continuavam a se desfazer de ouro e outros metais preciosos.
O ouro à vista caía 5,2% na manhã de segunda-feira, a US$ 4.254,22, enquanto os contratos futuros do metal recuavam 7,4%, a US$ 4.234.
A queda na Europa, que seguiu uma liquidação nos mercados asiáticos na segunda-feira, ocorre em meio ao aumento das preocupações com a guerra envolvendo o Irã e o bloqueio de uma rota marítima vital, o Estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado que iria “aniquilar” as usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse completamente o estreito em até 48 horas.
O Irã respondeu elevando as ameaças de atingir infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização no Golfo. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também declarou no sábado que entidades que compram títulos do governo dos Estados Unidos e “financiam o orçamento militar americano” seriam consideradas alvos legítimos, ao lado de bases militares.
No noticiário corporativo, a Poste Italiane despencava 7,3% no início das negociações após o serviço postal italiano, controlado majoritariamente pelo Estado, anunciar planos de comprar a Telecom Italia em um acordo em dinheiro e ações avaliado em 10,8 bilhões de euros (US$ 12,5 bilhões). A Poste Italiane é a maior acionista da Telecom Italia. As ações da Telecom Italia subiam 3,9%.
A Delivery Hero avançava 2,4% após informar que concordou em vender sua plataforma de entregas em Taiwan para a Grab Holdings por US$ 600 milhões.
Os preços do petróleo oscilaram em negociações voláteis no início da segunda-feira, com o Brent, referência global, subindo 1,3%, para US$ 113,70, enquanto os mercados da Ásia-Pacífico operavam em queda. Os futuros das ações dos Estados Unidos também recuavam, com o sentimento pressionado após os principais índices americanos registrarem a quarta semana consecutiva de perdas.
Na agenda de resultados na Europa, divulgam números Kongsberg Gruppen, Exor e Galp Energia. Também serão publicados dados da balança comercial da Espanha.
A Poste Italiane anunciou o lançamento de uma oferta pública de aquisição e troca (Opas) sobre a Telecom Italia (TIM), em uma operação avaliada em cerca de 10,8 bilhões de euros (R$ 66 bilhões). O movimento, aprovado pelo conselho da companhia, tem como objetivo unificar as duas empresas sob um único grupo com controle público.
A proposta prevê que acionistas da TIM recebam 0,0218 ação da Poste para cada papel detido, além de €0,167 em dinheiro por ação. O prêmio em relação ao último fechamento da operadora é ligeiramente superior a 9%. Para que a oferta seja considerada válida, a adesão precisa permitir que a Poste alcance 66,67% do capital.
A TIM informou que iniciará a análise da proposta em reunião extraordinária. Caso a operação seja concluída, o que a Poste projeta até o fim do ano, a intenção é retirar a empresa de telecomunicações da Bolsa. O Estado italiano, que já detém 65% da Poste via Tesouro e Cassa Depositi e Prestiti, permaneceria com mais de 50% da nova estrutura.
Michelle Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Foto: reprodução
O avanço das investigações sobre o Banco Master no Distrito Federal e a nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocaram uma mudança no comando do bolsonarismo. Com o desgaste do entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a perda do principal eixo de articulação da direita local, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas decisões políticas, interferindo diretamente na definição de candidaturas para 2026.
O movimento, de acordo com informações do Globo, a colocou em rota de colisão com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até então conduzia a estratégia nacional do grupo no posto de pré-candidato à Presidência.
A crise foi agravada pelas revelações envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões do governo do DF, especialmente no caso do BRB. O cenário piorou após a divulgação de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à Reag, investigada pela Polícia Federal.
Em resposta, o Partido Liberal protocolou pedido de CPI na Câmara Legislativa, rompendo na prática com o governador, que era aliado e articulava candidatura ao Senado.
Sem Ibaneis como referência política, parlamentares passaram a buscar Michelle diretamente, consolidando seu protagonismo. Ela passou a dialogar com pré-candidatos e a influenciar decisões eleitorais, enquanto Flávio mantinha a articulação nacional focada em alianças mais amplas.
No DF, a divergência ficou evidente: Michelle defendeu uma chapa ao Senado com seu nome e o da deputada Bia Kicis, além de apoiar Celina Leão ao governo local. “A Michelle se manifestou publicamente já várias vezes, desde o meu pré-lançamento no dia 11 de novembro, como pelas redes sociais dela várias vezes. Vamos ter agendas em breve, depois da internação do ex-presidente”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
Já aliados de Flávio passaram a defender o nome do senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa de centro-direita. A proposta foi rejeitada por aliados de Michelle.
“Até agora nada apareceu diretamente ligado a ela e acho que ela tem chances reais de ser eleita. Izalci é muito preparado, bom parlamentar, mas Celina é a melhor opção. Celina já passou pelo Executivo antes. Celina será nossa governadora”, disse a ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: AFP
O protagonismo de Michelle foi reforçado por uma carta de Jair Bolsonaro, na qual ele pediu que aliados parassem de pressioná-la e indicou que ela deveria assumir papel mais ativo. A possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente também é vista como fator que pode ampliar ainda mais sua influência política.
Enquanto Michelle passou a atuar diretamente na articulação política e no entorno pessoal de Bolsonaro, controlando agendas e acesso, Flávio manteve interlocução institucional e chegou a se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da situação do pai. Michelle, por sua vez, acionou aliados como Tarcísio de Freitas para reforçar o pleito.
O conflito também se espalhou para outros estados. No Ceará, Flávio tentou viabilizar aliança com Ciro Gomes (PSDB-CE), enquanto Michelle se posicionou contra o acordo, alinhada a nomes mais conservadores. Em Minas Gerais e São Paulo, divergências sobre alianças e composição de chapas reforçam a disputa interna.
Apesar do cenário de tensão, o discurso público ainda é de unidade. “Quando o presidente Bolsonaro fez a escolha, automaticamente teve outra pessoa que preferia ter outra escolha. Mas como a gente tem um líder, a gente tem que seguir o líder. E daí já está tudo resolvido, 100% dos apoiadores do presidente Bolsonaro estão com o Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
The attack on Al Daein Teaching Hospital in Darfur has rendered the facility non-functional, the WHO has reported
A strike on a hospital in Sudan has left at least 64 people dead and 89 others injured, the World Health Organization (WHO) has said, calling for an end to the ongoing civil war in the African state.
The casualties included at least 13 children, as well as medical staff and patients at Al Daein Teaching Hospital in East Darfur, WHO Director-General Tedros Adhanom Ghebreyesus said in a post on X on Sunday.
The attack on Friday damaged key departments, including the pediatric, maternity and emergency units, and rendered the facility non-functional, Ghebreyesus said.
He said the WHO has documented 213 attacks on healthcare facilities, in which 2,036 people have been killed since the war erupted nearly three years ago.
“Enough blood has been spilled. Enough suffering has been inflicted. The time has come to de-escalate the conflict in Sudan and ensure the protection of civilians, health workers, and humanitarians,” Ghebreyesus said.
The fighting has displaced millions and created what aid organizations have described as one of the world’s largest humanitarian crises, with widespread shortages of medical care and essential services.
.@WHO has verified yet another attack on health care in #Sudan. This time, Al Deain Teaching Hospital in East Darfur’s capital, Al Deain, was struck, killing at least 64 people, including 13 children, two female nurses, one male doctor, and multiple patients.
Responsibility for the latest strike has remained disputed. The paramilitary Rapid Support Forces (RSF) has accused the Sudanese Armed Forces (SAF) of carrying out the attack.
The military dismissed the allegations in a statement on Saturday, saying its forces are committed to upholding international law and norms.
“Attacking service and healthcare facilities is a consistent approach and a daily practice carried out by this terrorist militia [RSF], which has committed massacres in El Fasher, as well as crimes against humanity, war crimes, and ethnic cleansing,” the SAF stated.
The army accused the paramilitary fighters of bombing hospitals in El-Obeid, Dilling, Kadugli, Um Rawaba, Rahad, and Al-Dabba, killing hundreds of patients and medical personnel, and of targeting water and electricity facilities in El-Obeid, Kosti, Khartoum, and Merowe.
Police are treating the arson attack as an anti-Semitic hate crime
Four ambulances operated by a Jewish volunteer organization in London were set on fire overnight in what authorities are investigating as a hate crime.
The incident took place in the Golders Green area of the Barnet borough at around 1:45 AM local time, officials said. CCTV footage reportedly shows at least three masked individuals setting fire to vehicles belonging to the local branch of Hatzola, a network of volunteer emergency medical services which works with Jewish communities.
The London Fire Brigade said that “multiple cylinders on the vehicles exploded,” causing windows in a nearby residential building to shatter. No injuries were reported. The Metropolitan Police said nearby homes were evacuated as a precaution and confirmed that the case “is being treated as an anti-Semitic hate crime.”
🚨 BREAKING: Major arson attack in Golders Green, London overnight has destroyed at least 4 ambulances belonging to Hatzola Northwest — a volunteer Jewish emergency medical service providing 24/7 life-saving care to the community.
Hatzola is an international network of independent emergency medical organizations founded in New York in the 1960s to support Orthodox Jewish communities. The group has operated in Golders Green since 1979, according to British media.
We are aware of loud explosions heard in the past hour. Emergency services are on scene following a deliberate incident involving #Hatzola ambulances being set alight. The explosions were caused by oxygen tanks not a bomb or explosive device.
— Shomrim (North West London) (@shomrimlondon) March 23, 2026
In a 2014 High Court case, Hatzola representatives highlighted rapid response times compared to public ambulance services, though the court ruled the group was not permitted to use the sirens and blue lights reserved for official emergency vehicles.
Anti-Semitic sentiments in many parts of the world have been fueled in recent years by Israel’s extensive military operation in Gaza and expanded security crackdowns in the West Bank, as well as its strikes on Lebanon and Syria, and, most recently, its joint bombing campaign with the US targeting Iran.
The worst recent anti-Semitic attack in Britain occurred in October 2025, at a synagogue in Higher Crumpsall, Manchester, during Yom Kippur. Two people were killed and several others injured before the perpetrator was shot dead by police.
A nova guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã segue se intensificando, mesmo diante das investidas americanas que contam com a ajuda de Israel.
O início do confronto entre os países marcou a morte do ex-líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que liderou o país por mais de 30 anos.
Após a morte de Khamenei, seus familiares e alguns membros da alta cúpula iraniana, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei, filho do ex-mandatário morto em um bombardeio americano.
Além de aumentar as tensões entre os países, a morte de Khamenei também gerou o fechamento do Estreito de Ormuz, como retaliação por parte dos iranianos.
O início da guerra no Oriente Médio inicialmente seria o resultado da ofensiva americana contra o programa nuclear iraniano. Na visão dos americanos e, mais precisamente, do presidente Donald Trump, armas de destruição em massa nas mãos do Irã representam um risco direto aos Estados Unidos e seus aliados.
Entretanto, segundo informações do portal Al Jazeera, autoridades americanas sustentam que os ataques realizados em conjunto com aliados atingiram infraestruturas estratégicas do Irã, incluindo bases e sistemas ligados ao lançamento de mísseis.
O objetivo da ofensiva dos Estados Unidos foi enfraquecer a capacidade do país de realizar ataques de grande escala, reduzindo significativamente seu poder de fogo e construção de novos armamentos.
Segundo análises citadas pela reportagem do Al Jazeera, essa estratégia de atingir pontos-chave da cadeia militar teria comprometido parte relevante da estrutura iraniana, dificultando operações mais amplas e coordenadas durante os conflitos.
Irã afirma manter o arsenal
Mesmo com perdas importantes, especialistas apontam que o Irã ainda possui um estoque considerável de mísseis. Isso permite ao país continuar realizando ataques de forma mais seletiva e estratégica, mantendo pressão sobre adversários e aliados na região.
Apesar de realizar investidas em menor número, os ataques iranianos buscam destruir ou enfraquecer pontos considerados importantes pelos países inimigos. Na última semana, o país iraniano atacou a Cidade Industrial Ras Laffan, no Qatar, que abriga a maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.
A manutenção desses ataques e opções no arsenal indica que, embora a capacidade tenha sido reduzida, ela não foi completamente eliminada. Com isso, o Irã consegue prolongar o conflito e sustentar ações militares, ainda que em menor intensidade do que no início da guerra.
Embora não existam dados oficiais sobre o total de armamentos, estimativas da inteligência israelense indicam que o país possuía cerca de 3.000 mísseis, número que teria sido reduzido para aproximadamente 2.500 após os conflitos do ano passado.
Em suma, apesar de os Estados Unidos afirmarem ter neutralizado parte relevante dos sistemas de mísseis iranianos, isso não significa a eliminação total da capacidade ofensiva do país. Especialistas explicam que o Irã opera com estoques distribuídos, lançadores móveis e estratégias descentralizadas, o que dificulta a neutralização completa do arsenal. Na prática, isso permite a continuidade de ataques, ainda que em menor escala e com foco mais estratégico, o que ajuda a explicar por que as ofensivas persistem mesmo após as investidas americanas.
Na Semana de Porto Alegre e na contramão das festividades, historiador revisa história da cidade para criticar o desenvolvimento recente nos governos neoliberais. O Sul21 publica aqui excertos selecionados pelo autor.
Jorge Barcellos (*)
Porto Alegre: das origens à predação neoliberal (Clube dos Autores, 2026)se destina a que público? Leitor acadêmico, militante, leitor “cult” de não ficção histórica? Minha melhor definição é o público interessado na cidade, que aprecie a combinação da pesquisa com ensaio histórico. Porque este texto é, na melhor das definições, uma bricolagem. Segundo o antropólogo Claude Lévi-Strauss, bricolagem é um conceito originário do francês que significa “trabalho feito com as mãos, com o que está disponível”.
É assim aqui. Trabalhei por mais de 30 anos na Câmara Municipal de Porto Alegre e tive a oportunidade de exercer minhas funções em seu Memorial, o que me deu o privilégio de fazer palestras, mostras e exposições. Escrevi para revistas, jornais e plataformas de internet dezenas de ensaios, além de textos para exposições e dezenas de crônicas que, se tiveram o mérito de atender situações de minha agenda de trabalho em meus projetos educativos, nunca haviam sido reunidas em uma obra de sentido sobre Porto Alegre. Não que não tenha escrito livros: dos 26 que escrevi, todos são autopublicação. Eu também sou vítima desses processos de predação neoliberal: se como afirmei, somente os autores de mercado – porque vendem – merecem ter suas obras publicadas, eu sou um sobrevivente da predação. Sou servidor público aposentado, escritor independente: fazer desaparecer minhas críticas a esse sistema é a forma dele me predar. Meu trabalho intelectual ao longo desses anos, portanto, deveria estar legado ao desaparecimento, exceto porque não desisto. Agora fiz exatamente o que prega a bricolagem, reuni o que tinha disponível, exatamente como o antropólogo define o método da bricolagem em seu O Pensamento Selvagem (1962).
A tese da predação da cidade
Eu sou o bricoleur descrito pelo antropólogo, improvisando minhas soluções utilizando os materiais, ideias e textos que tenho à mão, reaproveitando o que escrevi nas exposições que criei, nas palestras que ministrei, nos artigos e ensaios que publiquei. Faço isso de forma criativa, ao contrário do engenheiro, que parte de planos e materiais específicos. Eu sou o bricoleur que age de modo inventivo e adaptativo, recombinando textos e análises que inicialmente não foram pensados para um livro sobre a história da cidade, mas que agora o são justamente para dar a eles um novo significado(…): é uma obra construída pela colagem de ideias e fragmentos de origens diferentes, não existe uma estrutura fixa pré-concebida na sua organização, ela é produto do jogo de textos diversamente produzidos que querem responder à questão que coloco: quais os sentidos da evolução da cidade de Porto Alegre? Aqui minha tese é de que a cidade foi da sua construção à predação, da sua invenção à destruição.
Eu persigo um argumento: a cidade foi construída no passado para ser destruída no presente recente. Para isso uso de múltiplas perspectivas teóricas (histórica, artística, do planejamento urbano, social), misturo registros factuais e cronológicos com experiência de narrador pessoal dos fatos que observo. É uma montagem do que escrevi sobre a cidade, não é um manual sobre história da cidade; acredito na legitimidade de colar textos em escalas diversas porque não sou um engenheiro que projeto tudo de cima para baixo, mas um pesquisador que aprendeu a ser um artesão da escrita. Por isso minha memória nesse processo importa.
Descobri nesse caminho que as características da identidade urbana de uma cidade envolvem uma combinação de elementos físicos, históricos, culturais e simbólicos que conferem a singularidade ao espaço urbano responsável pela sensação de pertencimento: por que em Porto Alegre nos sentimos… em casa? Porque criamos aqui um campo simbólico essencial, já que aqui vivemos o conjunto de nossos afetos, memórias, vivências e significados que as pessoas construíram entre si em um lugar: a nossa cidade só existe pela participação de seus cidadãos em uma cultura e história. Ela se manifesta no cotidiano, na interação social e no senso de pertencimento a um lugar construídos ao longo da história da cidade. Ele é evidenciado pela experiência de compartilhar uma história comum, vivenciar experiências no espaço de trabalho ou lazer, possuir uma sensação proveniente da arquitetura que forma a imagem simbólica e a experiência que temos do espaço de Porto Alegre.
O papel das políticas neoliberais
Mas o contrário também é importante: porque, nos tempos atuais, nos sentimos cada vez mais distantes dessa sensação? A destruição de um campo simbólico também afeta afetos, sentimentos e memórias, que são produzidos porque os cidadãos são excluídos de participar de uma cultura, de uma história. Aqui o agente que promove essa exclusão tem nome: neoliberalismo. Ele é verificado pela necessidade do capital em impor sobre todos uma única experiência comum, de propor o consumo como única experiência que o cidadão pode experimentar na cidade de Porto Alegre. Essa perda de sentido de pertencimento à cidade eu coloco na conta das políticas neoliberais e em seus governantes.
Por isso este livro traz ao leitor inúmeras informações e elementos para questionar sua visão de cidade. Mas ele o faz a partir da perspectiva dos espaços por onde passou seu autor. O leitor verá que muitas pessoas estão aqui envolvidas ou apontadas: são os escritos de um servidor público interessado em tratar os grandes temas da cidade em suas exposições; o cidadão de esquerda atento ao crescimento das políticas neoliberais em nossa cidade; o aposentado envolto com seus próprios problemas em Porto Alegre. Eu acredito que nós, porto-alegrenses, ainda somos capazes de elaborar nossa identidade em relação à nossa cidade, recusar ou aderir ao capitalismo, que, com seu processo de predação, já terminou por corroer as estruturas de identidade de seu cidadão ao seu lugar. Para isso revisitamos a história da cidade e suas manifestações na arquitetura, em narrativas literárias e fotográficas, consideradas aqui elementos fundamentais para a construção da identidade. Ela pode estar sempre em processo de mudança, mas o que fica ao final do cidadão comum que o faz se identificar com este lugar?
Caminhos da definição da identidade perdida
Revisitamos também os espaços públicos que nos permitem ter experiências compartilhadas: o Mercado Público, o Parque Farroupilha, os espaços e organizações do futebol de várzea, os movimentos sociais associados a um lugar, como o Morro Santana. Vemos como movimentos sociais foram essenciais para a construção da identidade do porto-alegrense, através da história do movimento negro, o movimento ecologista e do movimento em torno do Orçamento Participativo. Esses são os que eu vi, mas há outros.
Aqui, o objetivo é sempre verificar os modos de relacionamento do indivíduo com um lugar. Por isso é fundamental o modo como eles se relacionam com os espaços que percorrem. A cidade é o lugar de uma viagem, e o seu imaginário possui inúmeros percursos. Desvendamos um desses percursos, no centro da cidade, estabelecemos suas referências e símbolos. Vemos a presença não apenas da agricultura, mas da estrutura de serviços urbanos que foi construída ao seu redor.
Finalmente, nossa identidade é também definida pelos rumos econômicos que se assentam em nossa cidade; no passado, a cidade comercial e prestadora de serviços localizada em um porto; no presente, a cidade produto da devoração neoliberal. Se a cidade está perdendo seus lugares de encontro, de diálogo e trocas, ela está perdendo sua identidade; se a cidade está perdendo o seu ambiente histórico coletivo e servindo para interesses privados, ela está em desarmonia e, portanto, perdendo mais uma vez sua identidade, que deve ser diversa e polifônica. Se os elementos do patrimônio histórico, como prédios e edifícios emblemáticos, desaparecem, os lugares de memória (Pierre Nora) também desaparecem e, com eles, os vínculos identitários na cidade, agora moldada pela construção civil, se tornando o inferno do igual. Pois mais importante do que a aparência de uma cidade igual às outras são os contrastes que fazem uma cidade ser o que é, dão-lhe seu “ethos”.
Porque Porto Alegre pode morrer
O urbanismo moderno tende a corroer os modos de vida tradicionais, delineando espaços e ritmos de tempo para o lazer, moradia e trabalho. Se não construirmos narrativas e representações culturais de nós mesmos hoje, como eram no passado, novos traços simbólicos se apropriam da cidade. Uma cidade pode morrer, como diz Jane Jacobs em seu livro “Morte e Vida de Grandes Cidades”: pela monotonia de sua paisagem e de seu uso, que impedem a vida urbana, pela corrosão dos bairros históricos e pelo fim das antigas relações de vizinhança, que minam o sentimento de pertencimento; basta ver os processos de expulsão de nossas vilas e favelas. Mesmo quando o progresso avança, com sua civilização do automóvel, que retoma espaços públicos para o uso de carros, a falta de vitalidade nas ruas corrói a identidade da cidade. É preciso renovar a cidade, mas antes é preciso dar um sentido a essa renovação: a fomentação de condomínios individuais, a desagregação da vida em apartamentos, só cria espaços desumanizados e sem personalidade. Nos termos de Marshal Bergman, o paradoxo da modernização de Porto Alegre é que ela destrói justamente o lugar e ambiente onde as experiências podem florescer.
Assim, o grande desafio é a manutenção do velho frente à emergência do novo. O pequeno comércio importa tanto quanto as grandes redes de supermercados e os shoppings centers, a cultura do mercado público com a preservação de seus velhos usuários. A cidade morre quando perde sua diversidade, quando se torna uma cidade igual às outras. Por que este livro é importante? Porque ele afirma que é preciso preservar a alma do porto-alegrense na cidade justamente porque é ela que está em disputa pelo capitalismo no século XXI. Podemos preservar a identidade da cidade quando o capitalismo, por todo o lugar, se transforma numa máquina excludente que faz a cidade se transformar numa fábrica de lucros? Não nos enganemos: as formas de desregulamentação urbana, ambiental e econômica são sempre formas que corroem a identidade para criar um mercado sem rosto e sem comunidade. Se a cidadania é marcada pela criação da identidade, o mercado é pela criação do consumidor. Olhamos para o passado não porque somos nostálgicos, mas porque queremos resgatar o princípio de dignidade humana em nossa capital.
Para dará conta desta tarefa, a obra é organizada em dois volumes. O leitor irá reclamar da extensão, é verdade. Eu poderia ter feito de cada grande capítulo outro livro, mas preferi manter o binômio construção/predação. A organização é simples: o primeiro volume trata da construção da cidade; o segundo volume, da sua predação. O primeiro volume tem como base as pesquisas para exposições que fiz; o segundo volume tem como base os ensaios que escrevi para plataformas em geral. O primeiro volume trata de uma cidade liberal como a da formulação clássica de John Locke, que se organiza para garantir os direitos naturais dos indivíduos como vida, liberdade e propriedade através das leis e por essa razão, a organização (mas também desorganização) política tem uma importância. Nela, o indivíduo possui direitos anteriores ao Estado.
O caráter predatório do capital
É o contrário da sociedade ultraneoliberal capitalista predatório em que está se transformando a capital, nos termos de David Harvey em Para entender o capital (Boitempo, 2016), Wendy Brown em Nas ruinas do neoliberalismo (Editora Politéia, 2021) Pierre Dardot & Christian Laval, A Nova Razão do Mundo (Editora Boitempo, 2016). O que eu vejo é a lógica do mercado e da valorização do capital colonizar todas as esferas da vida dos cidadãos de Porto Alegre, desregulando direitos, privatizando bens comuns e transformando pessoas, territórios e instituições em recursos a serem explorados, ainda que isso destrua as condições de reprodução social e ecológica. Não é exatamente o que vemos com os governos de Eduardo Leite e de Sebastião Melo, a reconfiguração de um Estado pró‑mercado, garantidor de lucros, com flexibilização regulatória e criação de dispositivos de endividamento e controle mesmo às custas da cidadania e da democracia? Não é o que David Harvey, afirma em seu O Neoliberalismo: história e implicações (Loyola, 2008), que o projeto da classe dominante reorganiza o Estado e a cidade para restaurar e ampliar o poder das elites econômicas, via privatizações, desregulação, financeirização e “acumulação por despossessão”?
O que diferencia a “Cidade Construída”, tema do primeiro volume, do da “Cidade Predada”, tema do segundo volume? No primeiro volume, o fato de que ainda que seja uma cidade voltada para o mercado – e não é à toa que o próprio Mercado Público seja sua melhor imagem, ainda aqui – o poder serve para garantir direitos, pluralismo e certo espaço público na luta contra o arbítrio. É o contrário da sociedade ultra neoliberal descrita no segundo volume, que radicaliza o elemento mercantil presente no primeiro e esvazia os seus freios: por essa razão, vemos um processo galopante de esvaziamento do papel que o Plano Diretor tinha na cidade, no uso dado a equipamentos públicos como Usina do Gasômetro. Aqui, tudo é tratado como ativo privatizável ou oportunidades de negócios.
A contradição aparece porque, ao invés de realizar o objetivo da sociedade liberal, a da liberdade para todos, produz novas formas de expropriação e dominação: é a liberdade de poucos, exatamente como vemos assumir, no segundo volume, grandes empresas do capital imobiliário, da telefonia, do capital, sobre a cidade.
A organização da obra: o livro 1
O primeiro volume é composto por quatro capítulos principais. O primeiro é intitulado “A Construção da Cidade”, onde repasso os pressupostos da criação e desenvolvimento de Porto Alegre a partir do século XVIII. Ele é composto por quatro seções: a primeira, que trata do contexto liberal de sua construção; o segundo do papel do planejamento urbano na organização de seu crescimento; o terceiro do papel da infraestrutura urbano (ruas, avenidas, serviços etc.) e o quarto a estética urbana propriamente dita.
O segundo capítulo é intitulado “A Construção Social”, onde repasso fundamentos da sociedade porto-alegrense. Ele é composto por quatro seções. A primeira trata da construção da sociedade, estabelecendo as diferentes classes sociais e seu lugar na lógica social; o segundo trata da construção da representação política, destacando o papel dos vereadores, intendentes e prefeitos; o terceiro trata da construção da memória e o quarto, trata da sistematização do sistema ade museus na capital e o quarto, a construção da educação e cultura descreve instituições escolares e culturais da capital.
O terceiro capítulo trata dos efeitos desta construção. Em “Efeitos da construção”, o principal argumento é defender que, ao contrário da cidade da segunda metade do século XX, a cidade do século XIX é uma cidade para as pessoas, diferente da posterior, uma cidade para o capital. A ele segue-se o quarto e último capítulo deste volume, dedicado a recuperar a lição da construção da cidade para os tempos atuais.
A organização da obra: o livro 2
Enquanto o primeiro volume abrange o período que vai da fundação da cidade à aproximadamente os anos 1980, o segundo volume estende-se dessa data até o presente. Por um lado, essa periodização tem relação com a inauguração de uma nova etapa no processo de metropolização, que inicia nos anos 1950. Por outro, enfatiza que a diferença está no fato de que, a partir dos anos 2.000, eu observo que a cidade e a sociedade ficam sob a mira do ataque neoliberal, um modo de ser que explora a cidade sem limites. Agora, o segundo volume é organizado em quatro capítulos principais que fazem um espelho ou mundo invertido do primeiro volume. São os seguintes os seus capítulos.
O primeiro capítulo é intitulado “A Predação da Cidade’. Ele descreve a destruição dos fundamentos que foram a base da construção da capital pela implementação das medidas neoliberais. Ele é composto por quatro seções. A primeira define a predação da cidade neoliberal como um modo de apropriação dos recursos da cidade; o segundo mostra a predação do planejamento urbano, a corrosão dos sistema de proteção urbanística da cidade para atender ao interesse das grandes incorporadoras; o terceiro trata da predação da infraestrutura urbana, a deterioração de bens, equipamentos e serviços de manutenção da cidade; e o quarto, a predação da estética urbana, fim de uma cidade voltada para o detalhe e início de uma cidade voltada para o consumo de si mesma.
O segundo capítulo é intitulado “A Predação da Sociedade”. Aqui, também as diversas faces do social enumerados no primeiro volume são objeto de corrosão e desmonte. A primeira seção trata da predação da sociedade, onde deixamos de ser uma sociedade que se vê como um todo, mas nos tornamos átomos e indivíduos egoístas; a segunda é a predação da política, que é a sua tomada por forças políticas neoliberais e pró-mercado; a terceira é a predação da memória, que analisa como o diverso e tradicional é substituído pelo império do igual das políticas neoliberais, especialmente no campo do patrimônio histórico e a quarta seção é dedicada à predação da educação e cultura, onde se mostra como também as políticas neoliberais destroem esta base da sociedade.
O capítulo terceiro é intitulado “Efeitos da Predação” e descreve os novos problemas urbanos que são produzidos pelas políticas neoliberais e pelo modelo de desenvolvimento globalizado em Porto Alegre. Seja no modo de vida dos grandes condomínios ou de novos lugares de consumo, como shoppings centers, é sempre da redução do cidadão à consumidor que se trata.
O capítulo quarto é intitulado “Como ser antipredatório”, onde reúno as bases do que considero essencial para fazer frente as políticas neoliberais em nossa capital. O capítulo ironiza com o formato da autoajuda típica dos autores neoliberais e assume esta forma simplesmente porque planos de ação programáticos de enfrentamento político não são mais entendidos pelas massas. É preciso uma linguagem menos militante e mais próximo do cotidiano, ainda que nós mesmos não acreditemos nessa linguagem de mercado.
Ele é organizado em três seções. A primeira propõe valorizar o papel das pessoas contra a predação: para construir uma cidade melhor precisamos desejar sermos pessoas melhores; a segunda propõe retornar ao ideal de comunidade, procurando nos pequenos grupos e associações um modelo de organização social capaz de enfrentar o capital; o terceiro, estabelece regras para ser antipredatório. Elas são também um modo particular de se relacionar com o entorno, que não pode deixar de colocar o humano no lugar da mercadoria. O estudo conclui com uma valorização do papel da nostalgia como sentimento básico para uma ação de preservação e recuperação da cidade.
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Aprofundar a predação
A predação inclui ações de caça entre diferentes reinos, mas eu proponho um entendimento maior: é predação quando uma história, sociedade, memória e cultura são atacadas violentamente pelas práticas neoliberais. Saem os leões caçando zebras, aves de rapina caçando roedores, e entram os representantes do capital atacando as formas mais tradicionais de organização da cultura de uma cidade. Por que escolhi o termo predação? Porque ele vem predar, que significa também matar, destruir. A construção liberal, vista no primeiro volume, criou os sentidos de ser porto-alegrense; a predação neoliberal, tema do segundo volume, mata os sentidos de ser porto-alegrense. Aqui, diferente do momento da construção da cidade, tudo que é história vira esquecimento; tudo que é relação social se transforma em relação de consumo; tudo que é instituição de memória é desmantelado e tudo que é cultura adquire a lógica do capital. A lei do capital é: privatiza tudo!
A discussão sobre as políticas de privatização neoliberais começou com as análises críticas de seus efeitos nos espaços públicos. Elas remontam aos anos 90, quando a socióloga Sharon Zukin publica Whose Culture? Whose City?onde analisa os efeitos provocados na cultura urbana norte-americana pela gestão comercial e corporativa do Central Park e do Bryant Park. Zukin criticou os investimentos aplicados pela iniciativa privada na vida pública das cidades e o controle ao seu acesso e uso. Para a autora, parques são espaços públicos democráticos e as intervenções privadas afetam necessariamente seu paisagismo, seja pelo seu cercamento ou instalação de postos de venda tipo fast food, introduzindo uma visão consumível de civilidade em seu interior. Parques deixam de ser espaço de cidadania para transformarem-se em espaços de consumo, deixam de ser democráticos porque tais transformações afetam a sua representação simbólica, que passa a ser a da classe. Substitua “parques” por “planejamento urbano”, “políticas públicas”, “memória”, e você terá a ideia do que penso que o neoliberalismo está fazendo com nossa cidade.
Quando o governo é o predador
Por isso, entendo que iniciativas recentes do governo do Estado do Rio Grande do Sul e da Prefeitura de Porto Alegre possibilitam a erosão do espaço no que diz respeito ao comando e livre acesso público e abrem a possibilidade de redesenho social e estético de tais espaços. Nos Estados Unidos, a interferência do mercado na gestão de praças e parques resultou numa visão eclética de cultura pública, em que praças se transformaram numa espécie de Disney World estilizada, um misto de parque e shopping, planejada por financistas que nem ao menos moravam em Nova York. Além disso, a militarização crescente destes espaços públicos por câmeras filmadoras em excesso criava e mantinha distâncias sociais a partir de marcas nos espaços públicos.
Olho para essas transformações apontadas para Nova York e não deixo de ver sua similitude com as transformações de Porto Alegre. Vejo a interferência do mercado nas políticas públicas municipais e, se a capital não se transforma numa Disneylândia, não posso negar que ela se transforma na Disneylândia dos capitalistas e empresários da construção civil. A cidade está sendo predada em todos os sentidos: social, urbano, político, memorialístico. Começar discutindo o futuro dos espaços públicos como faz a autora significa também a escolha entre caminhos autoritários e democráticos para seu uso. Para o uso das coisas e espaços da cidade eu proponho neste volume que a vida cívica democrática deve se sobrepor aos interesses da urbanização capitalista avançada, mas o que eu vejo é a despolitização conservadora redefinindo os sentidos públicos. Eu mostro aqui arranjos espaciais em favor do mercado que descaracterizam a função pública porque os redefinem como espaço de consumo e não de cidadania, lugar da liberdade: privatizar só contribui para a fragmentação do espaço urbano.
Lutar pela defesa da cidade
Escrever um livro sobre Porto Alegre, olhando para a história da cidade, me faz voltar aos anos em que comecei minhas primeiras aulas sobre história no interior do projeto Educação para Cidadania da Câmara Municipal de Porto Alegre. Eu era um jovem servidor público e militante de esquerda e podia dizer que me sentia em casa: dava aulas em minha área de formação, criava projetos para pensar a cidade. Aqui, manda o texto acadêmico, a análise deve ser separada da história pessoal do autor. Impossível para eu fazer isso. A razão é que vivi os últimos vinte e cinco anos observado a predação de que trata este segundo volume. Por isso o estilo é diferente: o primeiro volume é produto de pesquisas para diversos projetos; o segundo volume é produto, na maioria dos textos, de meus ensaios para sites como Sul21 e minha coluna em Sler Rede Social.
Essas questões são todas as que desenvolvi ao longo de minha escrita são de alguém que viveu em Porto Alegre, em seus momentos melhores e piores como o atual e, por isso, sinto saudade do passado. Por isso a questão formulada por Barbara Cassin em Nostalgia (Quina, 2024) me serve de mote para minhas reflexões finais sobre a identidade da cidade frente à predação neoliberal. É que, como diz a autora, olhando a cidade atual, mais cresce a sensação de que não estou em casa. Eu olho a cidade de hoje e pouco vejo da cidade do passado. Como foi que a paisagem de Porto Alegre se modificou tanto? Eu olho aquelas velhas imagens de Porto Alegre do século XIX com veneração e bate uma inveja das cidades europeias: nós já fomos também como elas. Ainda há notáveis prédios históricos, é verdade, mas o próprio centro deixou de ser o que ele foi no passado pelo avanço do capitalismo, cedendo de seus formosos prédios para a emergência de novos, bancos e comércio. Se a cidade naufragou no abismo dos interesses de mercado, por que ser autêntico, ser fiel às suas origens, é tão difícil para os porto-alegrenses?
Olho a cidade e observo a paisagem ao meu redor. Ao longo de mais de quarenta anos de observação, sua fisionomia se transformou: eu vi nascer o Iguatemi, a transformação das áreas verdes junto ao que hoje é o Parque Germânia; vi o avanço imobiliário em direção à zona norte e à zona sul; via demolição de casarões no centro da cidade e os que ainda restavam nos bairros adjacentes, inclusive casas de notáveis escritores, simplesmente foram devorados pelo mercado, transformaram-se em bancos ou prédios de apartamentos. Muitos desses prédios foram ressignificados, mantidas apenas suas fachadas e com interiores totalmente modificados para atender às necessidades de consumo. Aposentado, depois de ver e escrever muito sobre ela, continuo pensando na cidade antiga, aquela dos grandes fotógrafos como os Irmãos Ferrari, a cidade dos cartões postais, aquela dos saudosos anos 20. Gostar de uma cidade deveria ser como um casamento, deveria ser possível só se desfazer dele com muito sacrifício. Você é um cidadão da cidade: você é um saudosista. Você defende a ideia de pertencimento a um lugar.
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Elegi o tema da Nostalgia aqui para ser o tema de encerramento deste livro sobre o passado da capital que se transformaram em meu livro “Porto Alegre: da origem à predação neoliberal” é porque eu defendo isto, de que o futuro da cidade está no passado. Isso significa que defendo que a cidade preserve da sua paisagem aquilo que sempre teve de melhor, quando de sua belle época, quando sua arquitetura tinha vida, e os cidadãos, experiências de viver na cidade. Isso significa também que eu, como muitos, tenho um sentimento de nostalgia pela cidade do passado. É diferente do sentimento de nostalgia descrito por Cassin, em sua obra Nostalgia, pela Córsega, porque eu, ao contrário dela, não estou de volta a cidade do passado: eu estou sendo testemunha do desaparecimento da minha cidade, é ela que deixou de ser o que era, eu não vivo o que a cidade e seus cidadãos vivem hoje, a correria dos dias, a superexploração dos aplicativos, a generalização do uso de solo pelos grandes empreendedores. Defendo uma cidade do passado no presente por um ideal adquirido nos anos 80 que visava a transformação da sociedade: “Como posso sentir tanta falta – por estar longe há muito tempo, sempre tempo demais – desse lugar?” (Cassin, p. 15).
Você é porto-alegrense, mesmo que a própria cidade não seja idêntica ao que era quando você era criança. É uma espécie de desenraizamento às avessas, pois não é você que se desenraizou, saiu, mas sim a cidade que se transformou. Ser apegado a uma cidade que não é mais o que era, que é outra coisa, é estranho. Como Cassin, que sonha com a nostalgia porque é apegada a Córsega, eu sonho com a nostalgia porque sou apegado a cidade de Porto Alegre dos cartões postais. Eu tenho em minha biblioteca uma coleção da Taschen sobre cidades e países em imagens do século XIX e vejo a imensa semelhança com Porto Alegre. “A nostalgia não é simplesmente a saudade da casa e o retorno para a casa. Esse sentimento doce que nos invade é, como a origem, uma ficção escolhida que não cessa de dar os indícios para que a tomemos como ela é: uma ficção adorável, humana, um fato de cultura” (p.13).
(*) Doutor em Educação. Porto Alegre: Das origens à predação neoliberal volumes I e II estão disponíveis na página do Clube dos Autores.
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Uma nova camada de infraestrutura crítica está surgindo acima de nossas cabeças.
A Órbita Baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês) — que a NASA define como a faixa do espaço a uma altitude de até 2.000 km — está rapidamente deixando de ser um domínio técnico de nicho para se tornar um dos ambientes mais estratégicos do século XXI.
Ela sustenta navegação global, telecomunicações, defesa e conectividade mundial, e vem atraindo um fluxo crescente de investimentos.
Satélites em LEO, por estarem relativamente próximos da Terra, oferecem respostas mais rápidas, custos de lançamento reduzidos e velocidades de comunicação maiores. Ao contrário dos satélites em órbitas mais elevadas, eles não permanecem sobre um ponto fixo da Terra e geralmente operam em constelações para maximizar a cobertura global.
Trajetórias mais altas, como a Órbita Média da Terra (MEO) e a Órbita Geoestacionária (GEO), abrigam infraestrutura de satélites já consolidada, mas estão sujeitas a restrições operacionais mais rígidas.
Mais de US$ 45 bilhões em investimentos foram registrados no setor em 2025, um aumento acentuado em relação aos pouco menos de US$ 25 bilhões em 2024, segundo a Space IQ, relatório que acompanha startups e tendências de investimento na economia espacial.
“O acesso orbital está se tornando um ativo estratégico, assim como portos, cabos ou redes de energia na Terra”, disse Carlos Moreira, CEO da empresa suíça de cibersegurança e semicondutores Wisekey, à CNBC.
O exemplo mais visível dessa transformação é a rede de satélites em rápida expansão de Elon Musk. Sua empresa de foguetes, SpaceX, já opera a constelação Starlink, que atualmente conta com mais de 9.500 satélites em órbita.
A empresa planeja expandir essa rede adicionando milhares de satélites extras. A SpaceX também propôs um projeto ainda maior: um sistema de data centers orbitais movidos a energia solar, que poderia envolver até um milhão de satélites no futuro.
Mas a SpaceX não está sozinha. Apenas nesta semana, a queridinha do setor de tecnologia Nvidia lançou uma nova plataforma voltada a levar computação de IA para a órbita. O sistema foi projetado para suportar data centers orbitais, inteligência geoespacial e operações espaciais autônomas.
“A computação espacial, a última fronteira, chegou”, afirmou Jensen Huang, CEO da Nvidia, na conferência GTC 2026 em San Jose. Segundo ele, essa abordagem pode transformar data centers orbitais em instrumentos de descoberta e naves espaciais em sistemas de navegação autônomos.
O Amazon LEO — anteriormente conhecido como Project Kuiper — planeja lançar mais de 3.000 satélites em LEO. No início deste ano, a Federal Communications Commission (FCC) aprovou mais 4.500 satélites para lançamentos futuros. Enquanto isso, a Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, deve lançar mais de 5.000 satélites até o final de 2027.
Na Europa, a rede de satélites LEO OneWeb da Eutelsat atualmente conta com mais de 600 satélites. Embora opere em escala muito menor, a França espera que a empresa eventualmente rivalize com a Starlink de Musk e investiu 1,35 bilhão de euros (US$ 1,58 bilhão) na Eutelsat, tornando-se sua maior acionista, com cerca de 30% de participação.
A China também apresentou planos para mais de 200.000 satélites distribuídos em 14 constelações.
A escala desses lançamentos planejados representa uma mudança fundamental na forma como o espaço será usado, governado e comercializado.
Um novo momento de investimentos
Mais de US$ 400 bilhões foram investidos na economia espacial desde 2009, com os Estados Unidos contribuindo com mais da metade desse valor, seguidos pela China, segundo a Space Capital.
O CEO da Space Capital, Chad Anderson, afirma que a indústria ainda está nos “primeiros innings de um ciclo de infraestrutura de múltiplas décadas”. Ele destacou que, embora o setor ainda esteja em fase inicial de evolução, já amadureceu o suficiente para oferecer oportunidades relevantes no mercado público.
Cerca de uma dúzia de empresas espaciais já são listadas em bolsas de valores, e outras devem abrir capital no próximo ano, incluindo a muito aguardada IPO da SpaceX, que Anderson acredita poder marcar o “momento Netscape” do setor espacial — um evento crucial que redefine expectativas de investidores e atrai capital adicional para o mercado.
À medida que o setor ganha impulso e a atividade comercial acelera, Moreira, da Wisekey, alertou que essa expansão deve ser “gerida com o mesmo nível de seriedade que a soberania digital na Terra”.
Ele argumentou que o espaço deve permanecer um domínio que beneficie a humanidade — apoiando conectividade, descobertas científicas e crescimento econômico — em vez de se tornar um ambiente de competição descontrolada e risco sistêmico.
Um desafio importante para o crescimento do mercado é a governança fragmentada da LEO e seu sistema operacional em múltiplas camadas.
No nível internacional, o Tratado do Espaço Exterior estabelece que os estados são responsáveis por todas as atividades espaciais realizadas sob sua jurisdição, enquanto as diretrizes da ONU sobre mitigação de detritos espaciais fornecem princípios de sustentabilidade não obrigatórios.
A União Internacional de Telecomunicações (ITU) gerencia a alocação global do espectro, ajudando a evitar interferências e a manter operação confiável das redes de comunicação. Paralelamente, grupos da indústria, como a Space Safety Coalition, promovem padrões voluntários de boas práticas.
As autoridades nacionais, então, fornecem supervisão operacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, a FCC licencia constelações de satélites e uso de espectro, enquanto a FAA supervisiona atividades de lançamento e reentrada.
No entanto, muitos especialistas afirmam que os frameworks existentes já não são adequados.
Raza Rizvi, advogado de TMT da Simmons & Simmons, diz que grande parte da estrutura legal atual foi concebida para as condições mais previsíveis da GEO. “Agora que estamos entrando em um ambiente de maior risco e complexidade na LEO, ainda não temos as ferramentas legais específicas para lidar com essa nova tecnologia.”
Siamak Hesar, CEO da empresa de inteligência espacial Kayhan Space, afirma que as regulações atuais foram construídas para programas espaciais mais lentos e conduzidos por governos, e que “as regras precisam evoluir para a escala em que a indústria está crescendo.”
Ele ressalta que a regulamentação precisa de uma “nova perspectiva”, já que operadores comerciais, e não governos, estão se tornando os principais usuários do espaço.
Essa transição de uma atividade conduzida por estados para uma atividade conduzida pelo setor privado também está mudando a percepção dos líderes da indústria sobre as oportunidades futuras. Martijn Rogier van Delden, chefe do segmento consumidor da Amazon LEO na Europa, vê uma “oportunidade tremenda” para os satélites LEO conectarem bilhões de pessoas, descrevendo isso como “um divisor de águas para reduzir a desigualdade digital.”
Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.
O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.
Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.
O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros.
Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.
A ministra do Planejamento e do Orçamento, Simone Tebet, anunciou neste sábado (21) que deixou para o MDB para ingressar o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Pelo novo partido, Simone, 56, anos, deverá concorrer ao Senado por São Paulo, como já havia anunciado anteriormente.
A ministra, que deve deixar o cargo em breve para se dedicar à pré-campanha, anunciou a saída do MDB, partido pelo qual militou nas últimas três décadas, em mensagem nas redes sociais.
“Parto, mas não sem antes abraçar, carinhosamente, os companheiros que ficam. O MDB, casa que me abrigou e me permitiu servir ao Brasil por quase 30 anos, também serviu de moradia segura para os brasileiros democratas perseguidos durante a longa noite do arbítrio. Foram esses brasileiros que fizeram, para todos nós, um novo amanhecer. Brasileiros como os que refundaram o PSB, partido que agora me abraça, me acolhe e me convida a construir, juntos, o país dos nossos melhores sonhos. É a essa tarefa, nesta nova casa, que continuarei a dedicar as minhas melhores energias”, afirma a mensagem.
Por sua vez, o PSB publicou uma nota em que celebra a filiação da ministra. “Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático. Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento. Alguém que foi a primeira mulher a presidir a CCJ, a primeira a disputar a presidência do Senado em quase dois séculos de história, e que por três vezes consecutivas foi eleita a melhor parlamentar do país. Uma mulher que estudou os problemas do Brasil, enfrentou interesses poderosos e sustentou posições que exigiam coragem e independência política”, diz a nota.
O partido também confirmo que ela participará da disputa eleitoral deste ano pelo estado de São Paulo. “O melhor sinal disso é que alguém como Simone Tebet, podendo estar em muitos outros partidos, escolheu estar aqui, com a gente. São Paulo terá, com ela, uma liderança à altura do que se exige de quem pretende representar o Estado mais populoso do país. Uma mulher já testada pela vida pública e coroada pelo eleitorado. Consciente de que o Brasil precisa de menos espetáculo e mais substância, menos bravata e mais grandeza, menos cálculo miúdo e mais ambição”, afirma a nota.
Filha do ex-senador Ramez Tebet, Simone foi vice-governadora do Mato Grosso do Sul entre 2011 e 2014. Ela se elegeu senadora em 2014, para um mandato de oito anos. Em 2022, disputou à Presidência da República, ficando em terceiro lugar, atrás do presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela é ministra do Planejamento desde o início do terceiro governo Lula.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, deixou o MDB após quase 30 anos e se filia ao PSB para disputar uma vaga no Senado na próxima eleição. A informação foi confirmada pelo novo partido de Tebet neste sábado (21). Tebet estava no MDB desde 1997 e construiu toda a sua trajetória política na legenda, pela […]
Levantamento mostra que Sudeste ainda concentra o maior número de redações com nota 1000, com 11.967 resultados e o Nordeste aparece em segundo lugar, com 2.141 notas máximas ao longa história do Enem. Leia em TVT News.
Estudo mostra evolução do número de redações nota 1000 no Enem
O número de redações nota máxima (1000) no ENEM passou por uma transformação profunda. Depois do pico registrado em 2011, quando o país alcançou 2.619 notas 1000, o volume caiu 94,6 por cento nos anos seguintes, chegando a apenas 12 casos em 2024.
Um levantamento inédito da série histórica de 1998 a 2024 feito pela Adobe Acrobat mostra como mudanças de correção, novos formatos de prova e desigualdades regionais redesenharam a distribuição dos melhores desempenhos no país.
Número de redações com notas 1000 no Enem
Ano
Total de Notas 1000
1998
1475
1999
479
2000
251
2001
673
2002
1058
2003
1779
2004
1756
2005
1289
2006
541
2007
541
2008
707
2009
1378
2010
1042
2011
2619
2012
1170
2013
329
2014
159
2015
93
2016
66
2017
40
2018
49
2019
46
2020
28
2021
20
2022
32
2023
49
2024
12
Sudeste domina a série histórica, Nordeste desponta como segundo lugar com mais notas 1000 na redação
O Sudeste concentra 71% por cento de todas as notas 1000 entre 1998 e 2024, totalizando 11.967 resultados máximos. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais somam 10.931 casos e permanecem como o eixo mais forte do país. O Nordeste aparece em segundo lugar, com 2.141 notas, seguido por Centro-Oeste, Sul e Norte.
O Sul e o Centro-Oeste vivem um movimento de interiorização. Cidades de médio porte no Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso passaram a ter maior presença entre os melhores resultados. Já o Norte apresenta a menor participação nacional, refletindo desafios estruturais de acesso e preparação. Pará e Amazonas concentram a maior parte das notas da região.
A análise ainda mostra que o mapa do ENEM está mudando. Fortaleza e Teresina ampliaram sua relevância e aparecem entre as cidades que mais evoluíram após 2013. Em algumas delas, o percentual de notas máximas pós-ruptura já representa mais de 10 por cento de todo o histórico local, um avanço expressivo em um período de alta dificuldade.
Os dados reforçam que, mesmo com regras mais rígidas, algumas regiões conseguiram se adaptar melhor ao novo formato. O cenário revela o surgimento de novos polos fora dos eixos tradicionais e indica mudanças no perfil dos municípios que lideram os melhores desempenhos no Brasil.
Enem: estudo identifica três movimentos decisivos para entender o número de redações com nota máxima
O segundo é a ruptura de 2013, quando regras mais rígidas tornaram a nota máxima muito mais difícil de alcançar. O terceiro é o surgimento de novas cidades que passaram a rivalizar com os grandes centros, especialmente no Nordeste, Sul e Centro-Oeste.
Porvas do Enem 2025. Fotos: Angelo Miguel/MEC e Bruna Araújo/MEC.
A série histórica revela um comportamento irregular desde a criação da prova. Em 1998, o exame registrou 1.475 notas máximas. O primeiro grande salto ocorreu em 2003, com 1.779 casos, reflexo de uma prova ainda mais simples e focada em interpretação.
Com o novo ENEM, a partir de 2009, o desempenho passou a oscilar até atingir o recorde absoluto de 2.619 notas em 2011. Em 2013, com a revisão das regras de correção, o total caiu para 329. A queda continuou até o mínimo recente de 20 redações perfeitas em 2021, no pós-pandemia.
Linha do tempo das notas de redação no Enem e as principais viradas
O aumento de 2003 está ligado ao formato antigo da prova. O recorde de 2011, por sua vez, coincidiu com a consolidação do ENEM como principal porta de entrada para o ensino superior. Em 2013, a adoção de critérios mais rígidos redefiniu o padrão de excelência do exame. A pandemia aprofundou a queda em 2021, afetando especialmente estudantes com menos acesso a ensino remoto de qualidade.
Candidata se prepara para a prova do primeiro dia do Enem. Fotos: Luis Fortes/MEC
Entre 1998 e 2007, o país acumulou 11.102 notas 1000, com média anual de 1.110. Na década seguinte, entre 2008 e 2017, a média caiu para 647 devido à complexidade crescente da prova. De 2018 a 2024, a média despencou para 34,9, o menor nível de toda a série histórica.
O auge de 2011 marcou um momento de equilíbrio regional. São Paulo liderou com 208 notas, seguido por Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte e Belém. O Nordeste teve desempenho expressivo, superando três regiões somadas.
A partir de 2013, o impacto das novas regras foi imediato. Em dez anos, o país registrou menos notas 1000 do que em 2011 sozinho. Cidades tradicionais perderam força, enquanto outras conseguiram reagir. Fortaleza, Teresina, Niterói, Juiz de Fora e Uberlândia se destacaram pela capacidade de manter desempenho acima da média. Já São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador registraram queda significativa mesmo mantendo tradição no exame.
Aos 75 anos, José Verá lança o livro “Mbya Nhenhandu Reko, a essência da sabedoria guarani”, em que conta um pouco da história de sua vida, de sua aldeia e de seu povo. A inauguração da campanha de lançamento do livro acontece neste sábado (21), na Feira de Agricultores Ecologistas (FAE), na Banca do Meio, primeira quadra da Rua José Bonifácio, Porto Alegre, às 9h. O evento conta com bate-papo com o artista e presença de intérprete em Libras. Os exemplares também podem ser adquiridos na livraria Via Sapiens (R. da República, 58).
Na conclusão do lançamento e circulação do livro “Nhemombaraete Reko RaꞋi” (2021), José Verá foi presenteado com um conjunto de papéis em alta gramatura e materiais de desenho com diversas cores e texturas. Na visita seguinte da equipe não indígena à aldeia Tekoa Yvyty Porã (Aldeia Campo Molhado, Terra Indígena Guarani Barra do Ouro), localizada em Maquiné (RS), os materiais já estavam todos cobertos de desenhos, grafismos, colagens e seres mitológicos. Passados cinco anos, um novo livro toma forma.
Em desenhos, José apresenta plantas, animais e divindades, compartilhando a cosmologia guarani com o leitor. Os contos foram transmitidos oralmente ao professor guarani Francisco Alves, que transcreveu em língua guarani e a traduziu para o português. Publicado pela editora Riacho, o livro foi produzido de forma colaborativa entre a comunidade guarani da Tekoa Yvyty Porã e a equipe não indígena.
A arte e sabedoria de José Verá vem repercutindo e ganhando espaço em exposições de arte e feiras de literatura. Recentemente, o MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul – adquiriu sete obras do artista para o seu acervo. Com abertura prevista para abril, o museu inaugura, no primeiro andar, uma exposição da arte de José Verá, a primeira montagem individual de um artista indígena que reside no Rio Grande do Sul.
Serviço
Lançamento de “Mbya Nhenhandu Reko”, novo livro de José Verá
Quando: 21/03 (sábado), às 9h
Onde: na Banca do Meio da FAE – Feira dos Agricultores Ecologistas (Rua José Bonifácio, Porto Alegre)
O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, foi convocado nesta sexta-feira (20) para a Seleção Brasileira de Futebol. A decisão partiu do técnico Carlo Ancelotti, que chamou o atleta para substituir Alisson Becker, cortado após sofrer uma lesão em partida contra o Galatasaray, pela Liga dos Campeões da UEFA. Leia em TVT News.
A convocação marca um momento importante na carreira de Hugo Souza, de 27 anos, que passa a integrar o grupo que disputará os amistosos da próxima Data Fifa. A equipe brasileira enfrentará as seleções da França e da Croácia, em jogos programados para as cidades de Boston e Orlando. Os confrontos são considerados os últimos testes antes da disputa da Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Além de Hugo Souza, Ancelotti contará com Bento e Ederson como opções para o gol brasileiro. A disputa por posição se intensifica com a proximidade da convocação final para o Mundial, prevista para o dia 18 de maio, quando será definida a lista dos jogadores que representarão o país na competição.
A estreia do Brasil na Copa do Mundo está marcada para o dia 13 de junho, diante da seleção do Marrocos. Antes disso, a equipe ainda realizará amistosos preparatórios contra Panamá e Egito, em uma fase decisiva de ajustes táticos e definição do elenco.
A convocação de Hugo Souza ocorre em meio a uma lista ampla divulgada por Ancelotti, que reúne jogadores que atuam no futebol brasileiro e no exterior. Entre os nomes chamados estão atletas experientes e jovens promessas, compondo um grupo que busca equilíbrio entre renovação e consistência para a disputa do principal torneio do futebol mundial.
Na defesa, destacam-se jogadores como Marquinhos e Gabriel Magalhães, enquanto o meio-campo conta com a experiência de Casemiro. No ataque, nomes como Vinicius Junior e Raphinha reforçam o potencial ofensivo da equipe.
A presença de Hugo Souza entre os convocados amplia a concorrência no gol e representa uma oportunidade para o jogador do Corinthians se firmar no cenário internacional. Com desempenho em ascensão, o goleiro terá nos amistosos a chance de demonstrar sua capacidade e buscar um lugar definitivo na lista que disputará a Copa do Mundo de 2026.
A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) sorteou nesta quinta-feira (19) os grupos da Copa Libertadores da América. O Flamengo, atual campeão da competição, ficou no Grupo A ao lado de Estudiantes (Argentina), Cusco (Peru) e Independiente Medellín (Colômbia). Leia em TVT News.
Outra equipe brasileira na competição é o Fluminense, que ficou no Grupo C, no qual medirá forças com Bolívar (Bolívia), Deportivo La Guaira (Venezuela) e Independiente Rivaldalvia (Argentina). No Grupo D o Cruzeiro está ao lado de Boca Juniors (Argentina), Universidad Católica (Chile) e Barcelona (Equador).
— CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) March 20, 2026
No Grupo E o Corinthians terá pela frente Peñarol (Uruguai), Santa Fe (Colômbia) e Platense (Argentina). Outra equipe paulista na Libertadores é o Palmeiras, que está no Grupo F com Cerro Porteño (Paraguai), Junior (Colômbia) e Sporting Cristal (Peru).
O último representante brasileiro na principal competição de clubes do continente é o Mirassol, que enfrentará no Grupo G a LDU (Equador), o Lanús (Argentina) e o Always Ready (Bolívia).
Em um café com jornalistas realizado nesta sexta-feira, em São Paulo, o pré-candidato ao governo do estado, Fernando Haddad, comentou sua decisão de deixar o Ministério da Economia para disputar a eleição deste ano contra o atual governador, Tarcísio de Freitas. Confira mais em TVT News.
Sua candidatura, embora esperada, ainda gerava dúvidas diante das especulações de que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, poderia ser o nome apoiado pelo presidente Lula em São Paulo. Esse, aliás, foi o tema mais recorrente entre as perguntas dos jornalistas presentes.
Fernando Haddad iniciou a conversa destacando que já não está mais à frente do Ministério da Economia e que a decisão foi publicada na manhã desta sexta-feira no Diário Oficial da União.
Após o anúncio, Haddad afirmou que o encontro com jornalistas é importante para garantir que a população tenha acesso a informações corretas e para aprimorar a relação com a imprensa. Ele também destacou que a campanha de 2022 foi elogiada pelo alto nível do debate e disse que pretende manter esse padrão em 2026, sem calúnias ou desinformação.
A primeira pergunta tratou da escolha do vice para a chapa em São Paulo. Haddad afirmou que ainda não iniciou uma rodada de conversas com lideranças políticas, o que deve ocorrer nos próximos dias. “Ainda não fiz as conversas que pretendo ter com Márcio França, Caio França, Geraldo Alckmin, Tabata Amaral, Guilherme Boulos, Erika Hilton, Juliano Medeiros e Marina Silva”, disse.
Segundo ele, diversos encontros já estavam pré-agendados, mas foram adiados. “Muitas pessoas queriam já ter conversado comigo, e eu pedi um pouco de paciência”, afirmou. Haddad acrescentou que pretende alinhar sua posição dentro do governo antes de avançar no diálogo político. “Quero me acertar internamente, conversar primeiro com Lula e aprofundar qual é a melhor posição, onde posso ser mais útil.”
Pré-candidato ao governo de SP, Fernando Haddad, em coletiva com jornalistas na capital. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.
Ao abrir a rodada de perguntas, o primeiro questionamento foi sobre a crise no preço dos combustíveis. Apesar da decisão do governo de zerar impostos federais, como PIS/Cofins sobre o diesel, para evitar uma paralisação de caminhoneiros — que vem sendo anunciada nas últimas semanas —, boa parte dos estados se recusou a fazer o mesmo em relação ao ICMS, o que poderia atenuar a alta provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Haddad afirmou que o governo do presidente Lula acertou ao zerar impostos sobre combustíveis em meio a um cenário de conflitos. Segundo ele, o mundo vive um momento “dramático”, com uma guerra que afeta não apenas o comércio de combustíveis, mas também a circulação de outros bens e serviços.
Ele ressaltou que o aumento promovido pela Petrobras atingiu apenas o diesel e que não há justificativa para reajustes em outros combustíveis, como a gasolina. “Não há razão para aumento nem de gasolina nem de diesel, já que foi compensado pelas medidas que o governo tomou”, disse.
De acordo com o ex-ministro, cabe agora aos órgãos de fiscalização coibir abusos. “Agora cabe aos órgãos de fiscalização impedir, na forma da lei, a abusividade de preços. É o que compete ao governo neste momento”, afirmou.
Ele também comentou a relação com os estados e criticou medidas adotadas anteriormente. “Afastamos qualquer possibilidade de medida semelhante à que Bolsonaro tomou em 2022, quando retirou recursos dos governadores ao zerar o ICMS por lei federal”, afirmou.
Questionado sobre a equipe de campanha e quem deve contribuir para a elaboração de sua plataforma eleitoral em 2026, Haddad disse que ainda não definiu nomes, mas ressaltou que São Paulo reúne profissionais qualificados para colaborar com o plano.
“Não falta interesse e inteligência em São Paulo. Nas comunidades, nas favelas, na universidade, na classe artística e científica há gente da melhor qualidade pensando em soluções para os problemas que enfrentamos”, afirmou.
Embate com Tarcísio de Freitas
Ao comentar a disputa política em São Paulo, Haddad afirmou que não vê mais uma vantagem consolidada de seu principal adversário, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Questionado sobre as estratégias para enfrentar a preferência de parte do eleitorado pelo atual governador, disse ter mudado de avaliação. “Não acho isso. Já pensei assim, mas agora vejo muitas vulnerabilidades e uma falta de encantamento em São Paulo com o destino do estado e até com a própria gestão”, afirmou.
Para Haddad, os últimos quatro anos da gestão de Tarcísio deixaram marcas de retrocesso em diversas áreas. Como candidato, disse que pretende conduzir um debate de alto nível.
“Vou me basear sempre em dados, em informações de vocês e em dados oficiais para fazer um diagnóstico do que o estado está perdendo e do potencial que tem para superar suas dificuldades, especialmente nas áreas de segurança e educação. Estou muito preocupado com o que tenho visto”, afirmou.
Segurança pública como tema central da campanha
Questionado sobre o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo — que registra alta desde o início da série histórica, em 2018, passando de 253 casos em 2024 para 270 em 2025, um crescimento de 6,7%, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) —, Haddad fez uma crítica direta a Tarcísio.
Segundo ele, o governador prometeu, em 2022, ampliar os investimentos no combate à violência de gênero, mas reduziu significativamente os recursos destinados à área no orçamento de 2026.
Apoio de Lula na campanha em São Paulo
Ao ser questionado sobre a participação do presidente Lula na campanha, Haddad afirmou que, diferentemente de 2022, o comitê eleitoral do presidente não será sediado em São Paulo, o que pode dificultar a logística conjunta. Ainda assim, disse esperar que Lula visite o estado e que, nessas ocasiões, possam dividir o palanque.
Por Caio Spechoto e Augusto Tenório (Folhapress) – Escolhido pelo presidente Lula (PT) para disputar o Governo de São Paulo e de saída do Ministério da Fazenda, o petista Fernando Haddad busca um vice próximo ao agro para compor sua chapa. A ideia é tentar fortalecer a candidatura petista no interior do estado. Haddad foi […]
Os benefícios de trabalhar no Vale do Silício sempre incluíram salários elevados. Agora, alguns engenheiros podem receber um novo incentivo: tokens de inteligência artificial.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresentou na segunda-feira um modelo de remuneração inédito que daria aos engenheiros um orçamento em tokens além do salário-base, na prática pagando-os para implementar agentes de IA como multiplicadores de produtividade.
Tokens, unidades de dados utilizadas por sistemas de IA, podem ser usados para operar ferramentas e automatizar tarefas e estão se tornando “uma das ferramentas de recrutamento no Vale do Silício”, afirmou Huang.
“[Engenheiros] vão ganhar algumas centenas de milhares de dólares por ano, esse é o salário-base”, disse Huang durante a conferência anual GPU Technology Conference da fabricante de chips.
“Vou dar provavelmente metade disso adicionalmente em tokens… porque todo engenheiro que tiver acesso a tokens será mais produtivo.”
A proposta sinaliza a visão mais ampla de Huang para o ambiente de trabalho, na qual engenheiros supervisionam uma “frota” de agentes de IA capazes de concluir tarefas complexas, com múltiplas etapas, de forma autônoma e com mínima intervenção humana.
Essa é uma visão que Huang vem construindo publicamente. No mês passado, ele disse à CNBC que os funcionários da Nvidia trabalharão, no futuro, ao lado de centenas de milhares de agentes de IA.
“Tenho 42 mil funcionários biológicos e vou ter centenas de milhares de funcionários digitais”, afirmou.
As declarações surgem em meio ao aumento das preocupações de que agentes de IA — sistemas capazes de executar tarefas complexas e em várias etapas de forma independente — possam esvaziar empregos de escritório.
Em um memorando a investidores, Howard Marks, fundador da Oaktree Capital Management, alertou para “um salto incrível nas capacidades da IA”, que agora permite que ela “aja de forma autônoma” — um fator determinante para sua capacidade de substituir o trabalho humano.
“Essa diferença é o que separa um mercado de US$ 50 bilhões de um mercado de trilhões de dólares”, disse o investidor veterano.
O Goldman Sachs estima que a IA pode automatizar tarefas que correspondem a 25% de todas as horas de trabalho nos Estados Unidos, o suficiente para alimentar temores do que alguns chamam de “apocalipse do emprego”.
O banco projeta um ganho de produtividade de 15% com a IA, o que pode levar ao deslocamento de 6% a 7% dos empregos ao longo do período de adoção.
“Os riscos estão inclinados para um deslocamento maior caso a IA substitua mais trabalho do que tecnologias anteriores”, disse Joseph Briggs, economista-chefe global do Goldman.
Cerca de 60% dos trabalhadores atuais estão empregados em ocupações que não existiam em 1940, afirmou Briggs, citando um estudo do economista David Autor — o que sugere que a IA tornará algumas funções obsoletas enquanto criará outras que ainda não existem.
Agentes de IA impulsionam a demanda por software
Huang adota uma visão otimista sobre o impacto dos agentes de IA na indústria de software, classificando-o como “contraintuitivo”. Em vez de reduzir a demanda, os agentes de IA devem se tornar seus maiores consumidores.
A lógica é a seguinte: mais agentes de IA significam maior demanda pela infraestrutura de software na qual operam — programas, ferramentas e recursos computacionais que os sustentam.
“O número de compiladores C que usamos, o número de programas em Python que temos, o número de instâncias, está crescendo muito, muito rápido — porque o número de agentes que utilizam essas ferramentas está aumentando”, afirmou.
Bruno Guicardi, presidente e fundador da empresa de tecnologia da informação CI&T, descreveu a mudança como uma verdadeira transformação de paradigma. “Uma nova camada de abstração está sendo criada por meio dos agentes”, disse.
“Agora, engenheiros de software podem ‘dizer’ aos computadores o que fazer, não em linguagem de programação, mas em inglês simples. Trabalhos que levavam meses agora são concluídos em poucos dias. E vemos isso apenas acelerar daqui para frente.”
‘Paradoxo do talento’
A ansiedade impulsionada pela IA em relação à substituição de trabalhadores tem sido difícil de conter, mesmo com empresas enfrentando escassez de profissionais qualificados.
O mercado de trabalho vive atualmente um “paradoxo do talento”: 98% dos executivos de alto escalão (C-level) esperam que a IA leve à redução de quadros nos próximos dois anos, enquanto 54% apontam a escassez de talentos como seu principal desafio macroeconômico, disse Lewis Garrad, líder de prática de carreira na consultoria Mercer Asia.
Cerca de 65% dos executivos esperam que entre 11% e 30% de sua força de trabalho seja realocada ou requalificada por causa da IA até 2026, estima Garrad.
Os empregos de entrada enfrentam o maior risco, já que a IA elimina tarefas “de transição” historicamente usadas para treinar novos profissionais, ampliando ainda mais a lacuna de habilidades em um momento em que a demanda por trabalhadores com conhecimento em IA acelera, acrescentou.
Funções que envolvem análise de dados, processamento de documentos, comparação de informações e elaboração de relatórios iniciais estão entre as primeiras na fila para substituição, disse Andreas Welsch, fundador da consultoria Intelligence Briefing e autor de The Human Agentic AI Edge.
Briggs, do Goldman, também reconhece que a transição não será sem atritos, mesmo no cenário mais otimista, prevendo que a taxa de desemprego bruto pode subir cerca de meio ponto percentual no pico à medida que o mercado de trabalho se ajusta a uma nova era.
Ainda assim, novos empregos devem surgir, afirmou Briggs, destacando que a mudança tecnológica sempre foi um dos principais motores de geração de empregos no longo prazo, por meio da criação de novas ocupações.
Dezenas de milhões de pessoas hoje trabalham em setores como computação, economia de bicos, comércio eletrônico, criação de conteúdo e videogames — indústrias que eram ficção científica há uma geração.
Ainda assim, integrar capacidades de IA aos fluxos de trabalho corporativos existentes pode, no fim, se mostrar mais difícil do que a própria tecnologia. Cerca de 80% a 85% dos projetos de IA falharam desde 2018 — uma estatística preocupante para um setor repleto de entusiasmo, observou Welsch.
“Não seria desejável ter centenas de milhares de agentes que criem mais problemas do que resolvem”, concluiu.
O petróleo negociado em Dubai ultrapassou US$ 166 o barril na quinta-feira (19), atingindo novo recorde, enquanto o Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. Para analistas, o movimento nos mercados locais do Oriente Médio funciona hoje como um termômetro do que pode estar por vir para os benchmarks globais, caso a passagem não seja reaberta em breve.
Ormuz e o colapso do trânsito de petróleo
O Estreito de Ormuz é responsável pelo trânsito de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. Os registros de passagem diária despencaram para perto de zero, ante um pico acima de 120 observado no início do ano, segundo dados analisados pela Charles Schwab.
Com o bloqueio, o petróleo que normalmente saía do Oriente Médio com custo de transporte reduzido para destinos asiáticos passou a enfrentar escassez severa. É esse desequilíbrio que explica a disparada dos preços locais.
Os preços do petróleo de Dubai e de Omã refletem a gravidade da escassez no Golfo, segundo Natasha Kaneva, chefe de pesquisa de commodities do JPMorgan. Mas ela alerta que o mercado ocidental não está imune.
“Se o Estreito não reabrir, essa divergência dificilmente vai persistir”, afirmou Kaneva em nota a clientes. “O Brent e o WTI vão acabar se reprecificando para cima à medida que os estoques da bacia do Atlântico forem reduzidos e o mercado global for forçado a operar em um nível de oferta muito mais apertado.”
Desde o início da guerra, o contrato de maio do Brent acumula alta de mais de 48%, negociado ao redor de US$ 106 o barril. No acumulado do ano, a valorização supera 76%.
Mercado asiático dá a dimensão do choque
O petróleo de Dubai tem seu preço mais representativo no mercado de Cingapura, principal ponto de referência para o abastecimento asiático. A intensidade da disrupção, porém, tornou esse preço pouco confiável.
“É quase um preço fictício”, disse Susan Bell, vice-presidente sênior de mercados de commodities da Rystad Energy. Diante disso, a firma passou a monitorar o preço de Dubai no mercado de Londres ou a utilizar instrumentos de swap para obter referências mais realistas.
O petróleo de Omã, considerado de qualidade equivalente ao de Dubai e escoado fora do Estreito de Ormuz, viu a demanda disparar justamente por oferecer uma rota alternativa ao bloqueio.
Consumidor pode sentir o impacto nas bombas e nas prateleiras
Andy Harbourne, analista sênior de mercados de petróleo da Wood Mackenzie, resume o quadro atual: “Tudo depende de quanto tempo o fechamento de Ormuz vai durar. O mercado inteiro está atualizando suas premissas em tempo real.”
O cenário de prolongamento do bloqueio preocupa além dos mercados financeiros. Analistas alertam que o encarecimento do petróleo e do frete marítimo tende a se traduzir em preços mais altos nas bombas de combustível e, pela cadeia logística, em bens nas prateleiras dos supermercados.
“A diferença de preço entre o Ocidente e a Ásia está enviando sinais importantes para o mercado”, disse Harbourne. “Está dizendo ao Ocidente para mover petróleo para a Ásia.”
Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.
O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.
Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.
O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros.
Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.
Na próxima sexta-feira (27), data em que comemora o seu 11º aniversário, a Cinemateca Capitólio realiza a primeira exibição de um clássico do cinema brasileiro “Um Céu de Estrelas” (1996), recentemente restaurado em 4K. É o primeiro longa da diretora Tata Amaral, que também marcou a estreia no cinema da atriz gaúcha Leona Cavalli. A exibição será às 20h.
O filme conta a história de Dalva, jovem cabelereira que vive no bairro operário da Mooca, na Zona Sul da Grande São Paulo, junto com a mãe. Ela acaba de ganhar uma viagem para Miami num concurso de penteados e vê no prêmio a sua chance para mudar de vida. Dalva, no entanto, ainda não sabe como contar a novidade para a mãe.
Além de revelar os nomes da diretora Tata Amaral e da atriz Leona Cavalli, “Um Céu de Estrelas” ganhou notoriedade por marcar a chegada de uma nova geração de diretoras mulheres no cinema brasileiro, da qual Tata Amaral se tornaria uma das figuras mais importantes.
Instituição dedicada à preservação e difusão do cinema gaúcho, a Cinemateca Capitólio tem por costume celebrar o seu aniversário todos os anos exibindo em primeira mão no Rio Grande do Sul algum clássico do cinema brasileiro recentemente restaurado.
A atração escolhida para este ano é um dos títulos mais marcantes do Cinema da Retomada, “Um Céu de Estrelas”, que em 2026 comemora seu 30º aniversário de lançamento.
Serviço
O que: Sessão especial do filme “Um Céu de Estrelas” (1996), de Tata Amaral
Brasil, 1996, 80 minutos. Com Alleyona Cavalli, Paulo Vespúcio, Néa Simões e Lígia Cortez
Quando: Sexta-feira, 27 de março
Horário: 20h
Entrada franca (retirada de senhas 30 minutos antes da sessão)
O presidente Lula participou nesta quinta-feira, 19 de março, da abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo (SP). O Governo do Brasil anunciou entregas e investimentos em diferentes áreas, como saúde, mobilidade urbana, habitação, educação e segurança pública, com iniciativas vinculadas ao Novo PAC. Leia em TVT News.
“É por isso que essa caravana é importante, porque aqui vocês vão em tempo real. Vá lá, procure a sua cidade, veja o que você reivindicou, veja o que que nós prometemos e veja o que está acontecendo. Não precisa ser prefeito não, pode ser o secretário do prefeito que tiver aqui. Vá atrás das coisas da sua cidade”, disse Lula.
O encontro reúne prefeitos, vereadores e gestores municipais para apresentar programas, serviços e oportunidades oferecidos pelo Governo do Brasil. Lula incentivou os prefeitos a cobrarem do governo a implementação das medidas anunciadas. “No governo é assim: a gente decide e a gente tem que cobrar. E vocês, prefeitos, têm que cobrar de nós. Não tenham medo de cobrar”, afirmou.
“Essa caravana é uma coisa maravilhosa porque é o Governo Federal se despir no chão onde os prefeitos e as prefeitas pisam e dizer: cobre de nós. Está aqui a bancada toda de funcionários. Cobre, para ver se a gente consegue fazer as coisas acontecerem com maior rapidez”, registrou Lula.
Durante a Caravana Federativa em São Paulo, o presidente Lula sancionou duas leis. A primeira é o Projeto de Lei Complementar nº 14, que prevê um incentivo de mais de R$ 1,1 bilhão em créditos tributários para empresas participantes do regime especial da indústria química, o chamado REIQ. O projeto reduz as alíquotas para indústrias químicas e petroquímicas participantes deste regime especial até sua migração para um novo regime com vigência em 2027.
“São R$ 3,1 bilhões para a indústria petroquímica e química. E veio no momento exato porque, infelizmente, com a guerra, aumentou o preço de gás natural, de insumos para a indústria química. Reduz os impostos federais para os insumos da indústria química para melhorar a competitividade e parceria de investimento para inovação e eficiência energética”, explicou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
O outro projeto sancionado foi o PL 2.213/2025, que amplia os investimentos voltados à agricultura familiar. A norma direciona recursos que estão disponíveis no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para garantir operações do Pronaf, somando mais R$ 500 milhões.
APROXIMAÇÃO — Organizada pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), a Caravana Federativa aproxima o Governo do Brasil dos municípios, com a apresentação de políticas públicas, programas e oportunidades de financiamento voltadas ao desenvolvimento local.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, destacou que as Caravanas Federativas já passaram por 16 estados, alcançando 3 mil municípios. “É uma alegria muito grande chegar aqui em São Paulo com a Caravana Federativa. É um grande encontro entre o Governo Federal e os municípios de todas as regiões do estado. Temos aqui 430 municípios representados, com mais de 4,3 mil inscritos, que durante esses dois dias vão poder visitar os nossos estantes”, afirmou.
INVESTIMENTO EM SÃO PAULO — A ministra também fez um balanço dos programas sociais no estado de São Paulo na atual gestão. Na habitação, já são mais de 587 mil moradias contratadas pelo Minha Casa, Minha vida. No acesso à saúde, os profissionais do programa Mais Médicos mais que dobraram, passando de 1.465 médicos para 3.565 médicos em 2025 e o Farmácia Popular já distribuiu remédios para 10 milhões de pessoas.
Na educação, 539 mil estudantes já foram atendidos pelo programa Pé-de-Meia e 13 novos institutos federais serão construídos. O estado já recebeu mais de R$ 1 bilhão em investimentos para a Cultura. Com o Novo PAC, foram destinados R$ 153 bilhões, executados em 699 empreendimentos concluídos até dezembro de 2025.
“E ainda tem muitas obras em andamento em todas as áreas. Investimentos produtivos, financiamento à agricultura, R$ 106 bilhões para apoiar a produção agrícola, além de créditos para micro e pequenas empresa”, destacou a ministra.
COOPERAÇÃO — Fernando Haddad, ministro da Fazenda, ressaltou a importância da cooperação entre União, estados e municípios para o fortalecimento da economia e para a melhoria das políticas públicas. “Nós não podemos perder de vista a recuperação do pacto federativo. Essa recuperação é essencial. Está sendo o segredo da nossa economia agora. É muito importante ver essa casa cheia, tanta gente aqui representando os municípios, porque é esse espírito que tem que nortear a parceria dos eleitos em proveito da população”, disse Haddad.
DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO — No evento, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar anunciou um contrato de crédito de R$ 54 milhões para 977 operações no estado de São Paulo, no âmbito do Programa Nacional da Reforma Agrária (PNRA). Os recursos contemplam crédito habitacional, apoio à instalação de assentamentos e compras por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
MORADIA E MOBILIDADE — Durante os dois dias de Caravana, o Governo do Brasil fará outros anúncios para o estado de São Paulo. O Ministério das Cidades apresentou avanços do Minha Casa, Minha Vida, com foco em pequenos municípios. Também assinou contratos para dois municípios paulistas com menos de 50 mil habitantes, somando R$ 4,2 milhões em investimentos para a construção de 30 unidades habitacionais.
Foi autorizado o início de obras em 11 municípios do estado de São Paulo, igualmente com menos de 50 mil habitantes. A iniciativa prevê R$ 37,5 milhões em recursos e a construção de 285 moradias. Na área de mobilidade urbana, foi assinada uma portaria de seleção para aquisição de 83 ônibus elétricos para a cidade de São Paulo, com investimento de R$ 118 milhões.
SAÚDE — Na área da saúde, as entregas beneficiam mais de 16 milhões de pessoas no estado de São Paulo com recursos do Novo PAC Saúde e vão fortalecer o programa Agora Tem Especialistas. Foram entregues 46 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para ampliação da estrutura de atendimento na capital paulista e em mais oito cidades; 36 combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde; e dois combos de cirurgias à rede SUS. As entregas vão ampliar o acesso a serviços de urgência, saúde primária, saúde bucal e procedimentos cirúrgicos.
MUNICÍPIOS — O presidente da Associação de Municípios de Médio e Pequeno Porte de São Paulo, José Adinan, destacou a importância da Caravana Federativa como instrumento de aproximação entre Governo e municípios, contribuindo para destravar demandas e resolver diversos gargalos administrativos.
“Vocês não sabem como movimentos como essa Caravana Federativa impactam nos municípios. Temos prefeitos e dezenas de técnicos que vão resolver a situação de vários convênios e liberar recursos para os municípios. Daqui vão sair centenas de obras que vão melhorar a vida da população. Isso é o maior presente pra gente que se dedicou para essa caravana acontecer”, afirmou.
EDUCAÇÃO E CIÊNCIA — Para a educação paulista, foi anunciada a aquisição do prédio e a reforma do Instituto Federal de Cotia, com investimento de R$ 46 milhões. Já o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entregou quatro linhas de luz do acelerador de partículas Sirius, em Campinas, com investimentos que somam R$ 230 milhões. Três dessas linhas (Quati, Sapucaia e Sapê) fazem parte da Fase I do projeto, iniciada em 2022, com investimento de R$ 200 milhões. A quarta linha integra a Fase II, iniciada em 2023 no âmbito do Novo PAC, com investimento de R$ 30 milhões, correspondente à linha Tatu.
GÁS DO POVO — Para o Gás do Povo, foram destinados R$ 5,1 bilhões em 2026 para a iniciativa do Governo do Brasil que amplia e fortalece o acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda.
NAVEGAÇÃO SEGURA — Também foram repassados R$ 68 milhões para a conclusão da obra de derrocagem do canal de Nova Avanhandava, na hidrovia do Tietê. O projeto busca garantir navegação segura durante todo o ano e ampliar a flexibilidade operacional da usina hidrelétrica local e do Sistema Interligado Nacional.
RECICLAGEM — O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima realizou a entrega de equipamentos para cooperativas e associações de catadoras e catadores de materiais recicláveis, com investimento de R$ 3,8 milhões. Foram contemplados cinco projetos nos municípios de Lençóis Paulista, Orlândia, Bauru, Araraquara e São Paulo, com equipamentos como prensa hidráulica enfardadeira vertical e caminhão zero quilômetro para coleta seletiva.
INCLUSÃO DIGITAL — Na inclusão digital, o Ministério das Comunicações doou 2 mil computadores para entidades responsáveis pela criação de Pontos de Inclusão Digital, com investimento de R$ 2 milhões.
GESTÃO E INOVAÇÃO – O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos realizou a cessão gratuita de 14 imóveis no estado de São Paulo, sendo nove destinados a prefeituras e cinco a organizações da sociedade civil. Também foram assinados ações de cooperação institucional, incluindo a adesão da Escola de Governo do Estado de São Paulo ao programa Enap Aqui, com lançamento de quatro turmas de formação.
PARTICIPAÇÃO SOCIAL — A Secretaria-Geral da Presidência da República promoverá a adesão de prefeituras da Região Metropolitana de São Paulo ao Pacto pelo Desenvolvimento Sustentável – Meu Município pelos ODS. Também foi incentivada a adesão de municípios ao ID Jovem, documento virtual gratuito destinado a jovens de 15 a 29 anos de baixa renda inscritos no CadÚnico, que garante meia-entrada em eventos culturais e esportivos e vagas gratuitas ou com desconto no transporte interestadual.
CRÉDITO — A Caixa Econômica Federal, em parceria com o Banco Mundial, anunciou uma linha de crédito de US$ 500 milhões voltada ao financiamento de projetos de transição energética e eletromobilidade. Na ocasião, foi assinada a parceria para um projeto piloto com o município de Praia Grande.
CORREIOS – Os Correios lançaram um selo comemorativo do Mercosul, em homenagem ao pano brasileiro, especialmente à chita, tecido de inspiração indiana que chegou ao país no século XVII e teve sua primeira produção nacional em Minas Gerais.
CARAVANA FEDERATIVA — A programação segue até esta sexta-feira (20/3) e inclui uma feira de serviços e inovações do Governo do Brasil, com a participação de mais de 30 ministérios e autarquias federais. Nos estandes, prefeitos e equipes técnicas podem esclarecer dúvidas sobre convênios, obras e políticas públicas.
O evento também oferece oficinas temáticas e espaços de diálogo federativo, com orientações sobre programas como o Minha Casa, Minha Vida, além de informações sobre linhas de financiamento e instrumentos de apoio à gestão municipal.
O presidente Lula participa da abertura da 17ª Caravana Federativa com a entrega de veículos e equipamentos nas áreas da Saúde e Segurança Pública, em São Pa...
Dados de 2025 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Apesar da criação de diversas medidas de combate à violência contra a mulher, os números continuam em alta. Diante disso, o que ainda falta para mudar esse cenário? A aposta das metalúrgicas do ABC é falar diretamente e de forma franca com os homens. Confira mais em TVT News.
A Comissão de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC promoveu, nesta quinta-feira (19), o ato “Homens contra o Feminicídio”, iniciativa que busca envolver homens na luta pelo fim da violência contra as mulheres. A mobilização ocorreu na sede do sindicato, em São Bernardo do Campo (SP).
Metalúrgicas e Metalúrgicos se concentraram no Salão Nobre do Sindicato em São Bernardo do Campo – SP. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.
Andrea Ferreira de Sousa, diretora executiva do sindicato, explicou que a ação surgiu das próprias mulheres metalúrgicas, a partir de conversas nas fábricas. Segundo ela, enquanto as mulheres vêm aprendendo sobre o ciclo da violência, muitos homens ainda ignoram o problema.
“Todo mês de agosto falamos sobre violência, por causa do aniversário da Lei Maria da Penha. Então, as mulheres começaram a dizer: ‘não falem mais conosco, falem com os homens’. A partir disso, pensamos na iniciativa. Neste ano, com o aumento dos casos de feminicídio, a situação ficou insustentável, o que nos levou a promover ações de conscientização dentro das fábricas, com os trabalhadores”, afirmou.
Andrea Ferreira de Sousa, Diretora Executiva do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, participou da elaboração da cartilha, que propõe um bate papo direto com os homens sobre violência de gênero. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News
O ato também marcou o lançamento da cartilha “Papo de homem: Violência contra a mulher – Temos que dar um fim!”. Produzido pelo sindicato, o material propõe um diálogo direto com os homens, incentivando a reflexão sobre a realidade de milhares de mulheres que enfrentam violência dentro e fora de casa.
Para o presidente do sindicato, Moisés Selerges, é fundamental que os homens participem desse debate, já que são responsáveis pela maioria das agressões. Segundo o Atlas da Violência, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 8 em cada 10 casos são cometidos por homens.
“Precisamos fazer esse debate com os homens para que isso não aconteça. É inadmissível aceitar a violência contra a mulher neste país”, declarou Selerges.
A ministra das Mulheres do governo Lula, Márcia Lopes, também participou do evento. Antes do ato, ela se reuniu com representantes do sindicato e movimentos de mulheres do ABC, que relataram dificuldades para avançar nas políticas de enfrentamento à violência de gênero na região.
Márcia Lopes – Ministra das Mulheres, conversa com representantes de movimentos populares do ABC Paulista. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.
Para se ter uma ideia, o Grande ABC conta com apenas cinco Delegacias da Mulher e, até o início deste ano, muitas não ofereciam atendimento 24 horas. Cidades próximas, como Ribeirão Pires, ainda não dispõem do serviço. Esse cenário reflete a falta de investimentos no estado de São Paulo.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) propôs, para este ano, um orçamento para a Secretaria das Mulheres 54,4% menor do que o aprovado em 2025. Além disso, recusou-se a aderir ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, promovido pelo governo federal, que prevê cerca de R$ 200 bilhões para fortalecer a segurança pública e a rede de atendimento nos estados.
O deputado estadual Teonílio Barba (PT-SP), ligado aos metalúrgicos do ABC, também esteve presente e criticou o cenário.
“Tarcísio Gomes de Freitas é um bolsonarista que não tem atenção ao combate à violência contra a mulher. Por isso, apresentamos um projeto em São Paulo para o enfrentamento ao feminicídio e convidamos vereadoras a levarem a proposta para suas cidades. Agora vamos dialogar com vereadores homens para que também apresentem esse projeto”, afirmou.
Atenta às demandas da região, a ministra Márcia Lopes anunciou que o governo federal deve implementar, em breve, com apoio do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, a primeira Casa da Mulher Brasileira na região. O espaço oferecerá atendimento humanizado e integrado, 24 horas, para mulheres em situação de violência doméstica.
Ministra Márcia Lopes e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.
“São inúmeras iniciativas que o ministério vem desenvolvendo, em conjunto com outros órgãos do governo federal, por orientação do presidente Lula. Vamos seguir nesse pacto e esperamos que o estado de São Paulo também o assuma. Caso contrário, a sociedade civil, as instituições e os sindicatos seguirão mobilizados”, concluiu.
New Delhi’s anti-terror agency has taken custody of seven people for allegedly training and supplying weapons to insurgents in Myanmar
Six Ukrainians and a US citizen were taken into custody by India’s anti-terror agency on Friday, March 13, for their alleged links with insurgents in Myanmar and subversive activities in India’s northeast region, bordering Myanmar, Nepal, Bhutan, China and Bangladesh.
On Monday, a special National Investigation Agency (NIA) court at Patiala House Courts in Delhi ordered their detention until March 27 under the Unlawful Activities (Prevention) Act (UAPA), which punishes conspiracy, advocacy, abetment, or facilitation of a terrorist act or any preparatory act, according to the ANI news agency.
#WATCH | Special NIA Court at Patiala House Court remanded 6 foreigners in 11 days of National Investigation Agency (NIA) custody. They were produced before the NIA court.
It is alleged that they came to India on a visa and then entered Mizoram, which is a protected area.… pic.twitter.com/s7bXItPLTx
The NIA probe, according to documents seen by RT India, focuses on the illegal entry of the individuals to the Indian state of Mizoram, where foreign nationals are required to obtain a special permit, as well as illegal crossing into Myanmar “with the intention of carrying out a pre-scheduled training for Myanmar-based Ethnic Armed Groups (EAGs).”
These insurgent groups are reportedly linked to rebel outfits in India’s northeast region, which has been marred by violence for decades, but particularly in recent years. For instance, the state of Manipur has been in the headlines since 2023 after deadly ethnic clashes killed hundreds and displaced thousands.
The NIA has also reportedly found evidence suggesting that multiple consignments of drones from Europe were delivered by the accused persons to individuals and groups in Mizoram. According to Indian Express, the NIA submitted before the court that the accused disclosed during interrogation that they were in “direct touch and abetted in their terrorist illegal activities by unknown terrorists carrying AK47 rifles.”
According to excerpts of the First Information Report (FIR) obtained by RT, the security agencies are also examining the phones of the detained “to unearth the conspiracy which was being hatched by accursed persons to use local ethnic groups of India to hamper national security of India.”
What do we know about the arrested foreigners?
While New Delhi is yet to issue any official statement on the arrests, documents obtained by RT reveal the names, nationalities, and locations of the arrested by the NIA. They have been identified as:
Matthew Aaron VanDyke (US citizen)
Petro Hurba (Ukrainian citizen)
Taras Slyviak (Ukrainian citizen)
Ivan Sukmanovskyi (Ukrainian citizen)
Marian Stefankiv (Ukrainian citizen)
Maksim Honcharuk (Ukrainian citizen)
Viktor Kaminskyi (Ukrainian citizen)
❗️RT INDIA EXCLUSIVE - NAMED: American & Ukrainian Nationals Arrested For Alleged 'Terror Training' In Myanmar
The American named, Matthew VanDyke, has appeared in at least two films - one about his activities in Libya, and another about his 'security' firm, Sons of Liberty… https://t.co/68tmeaRBtIpic.twitter.com/pf5v8mfK4z
Of the six Ukrainians in the custody of the anti-terror agency, three were detained at the Delhi airport. The other three were nabbed by NIA agents at the airport in the northern city of Lucknow.
The US citizen was detained at an airport in Kolkata, the West Bengal state that is a key gateway to North Indian states.
All of the arrests took place on March 13, between 8 pm and midnight IST. This indicates that the intelligence agencies were on the trail of the suspects after gathering significant inputs, likely from Interpol or with foreign assistance or the help of foreign intelligence agencies.
Who is American mercenary Matthew VanDyke?
The US national, Matthew VanDyke, seems to relish the social media limelight. While the NIA is looking into a larger conspiracy, his name stands out. Believed to be a former US soldier, VanDyke previously appeared on the frontlines of the Libyan and later the Syrian conflicts.
The US mercenary’s X handle claims he fought in Libya and Ukraine and has run covert operations with a Venezuelan rebel commander since 2019. It also proclaims “FREE IRAN,” while offering little in the way of details.
The political statements on his X page also reveal a streak of right-wing affiliation, though there is not much credible evidence on this count.
VanDyke’s descriptor on his YouTube channel has a dash of a mercenary streak, laced with a camouflaged sprinkling of democratic aura by proclaiming that he is “preparing for an independent mission to Iraq during which he’ll train Iraqis to fight back against the Islamic State.” He claims that he is the founder of Sons of Liberty International (SOLI), a security firm that advises, trains, and supplies vulnerable populations to defend themselves against terrorists. A video titled ‘The Freedom Fighter’ shows men in camouflage undergoing armed training.
Another video, titled ‘Point and Shoot’, claims it is the official trailer for an award-winning film about the Libyan Revolution.
In one X post, VanDyke mentions his “friend” Sarah Ashton-Cirillo, a US transgender woman and ex-head of the Ukrainian Territorial Defense’s English-language propaganda.
VanDyke’s self-proclaimed claim to fame is his participation in the Libyan civil war as a foreign mercenary in the uprising against the late Muammar Gaddafi. Filmmaker, armed combatant, and rebel fighter are his other “illustrious” self-proclaimed roles.
He has a bachelor’s degree in political science from the University of Maryland, Baltimore County, according to his Wikipedia page.
In 2004, he claims to have graduated from the Georgetown University School of Foreign Service with a master’s degree in security studies “with a Middle East concentration.”
Why is the NIA probe significant?
According to court documents, as cited by the media, the arrested Ukrainian national is part of larger group of 14 Ukrainians that had entered India on tourist visas on separate dates, and had flown to Guwahati, a capital of Assam state in India’s northeast, and a key hub in the region.
It is not immediately clear whether VanDyke is part of the group of Ukrainians or had any links with them. The NIA probe is likely to focus on those links, as well as pursue how the accused entered India and also restricted areas without the appropriate scrutiny.
Mizoram’s chief minister, Lalduhoma, alleged in 2025 that “thousands” of Western mercenaries linked to Kiev had crossed over to Myanmar via the state. “We have specific intelligence that the Ukraine war veterans travelled to Myanmar’s Chin State via Mizoram to train rebel outfits fighting the military junta,” Lalduhoma told the local assembly. He suggested that Mizoram was being used to cross into neighboring Myanmar to train militants and supply them with weapons after rules for obtaining special permissions to visit the state were relaxed in 2011 to boost tourism. The inflow of potential foreign mercenaries prompted the the Protected Area Permit to be reimposed in the state, local media reported.
The chief minister of the neighboring state of Manipur, N Biren Singh, in 2024 also suggested that authorities suspected the involvement of foreign mercenaries in the violence in the state, referring to combat forces linked to Myanmar. During that time, New Delhi announced it would be building a fence along the entire 1,643 kilometer (1,020-mile) long porous border with Myanmar.
How did Ukraine respond?
The Ukrainian Foreign Ministry lodged an official protest with New Delhi on Tuesday, demanding the immediate release of its citizens and access to them. The ministry claimed there were no “established facts proving the involvement of the said Ukrainian citizens in unlawful activities on the territory of India or Myanmar.”
It also accused Indian and Russian media of publishing “distorted interpretations of the available facts.” According to the statement, the Ukrainian diplomatic mission in Delhi did not receive any official notification from the Indian authorities regarding the detention of Ukrainian citizens and consular access to the detainees was not provided. Kiev also pointed out that certain restricted-access zones in India for foreign nationals, entry to which is possible only with special permits, are not properly marked, which creates a risk of unintentional violations.
Para se inscrever no Prouni, é necessário que o estudante tenha o ensino médio completo; tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2025 e/ou em 2024; tenha obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a prova da redação do Enem.
Porvas do Enem 2025. Fotos: Angelo Miguel/MEC e Bruna Araújo/MEC.
Quando abrem as inscrições do Enem 2026?
As inscrições para o ENEM 2026 ainda não foram abertas oficialmente, mas a expectativa é que ocorram entre maio e junho de 2026, seguindo o histórico dos anos anteriores, enquanto as provas devem ser aplicadas em novembro de 2026.
Primeiro colocado em Medicina na USP pelo Enem é filho de doméstica e pedreiro
Wesley de Jesus, de 23 anos, foi aprovado em primeiro lugar em Medicina na Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto, um dos cursos mais concorridos do país. Filho de uma trabalhadora doméstica desempregada e de um pedreiro, morador da periferia de Salvador, ele alcançou a vaga utilizando a nota do Enem pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), após cinco anos de preparação praticamente autodidata.
Morador de Cajazeiras, um dos maiores conjuntos habitacionais do Brasil, Wesley cresceu em uma casa inacabada, sem laje ou pintura, onde divide dois quartos com os pais e três irmãos. Nenhum integrante da família cursou o ensino superior. Ele será o primeiro a entrar na universidade.
Sem condições de pagar cursinho ou comprar materiais novos, o estudante construiu sua rotina com apostilas usadas recebidas por doação, conteúdos gratuitos da internet e videoaulas no YouTube. Como não tinha computador em casa, estudava pelo celular antigo e passava os três turnos na escola pública para usar a sala de informática e um notebook cedido pela direção.
A disciplina virou regra. Wesley acordava às 5h e estudava até as 23h, muitas vezes avançando pela madrugada. O esforço se refletiu no desempenho: ele gabaritou três das quatro áreas do Enem, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza, e obteve pontuação suficiente para liderar a lista de aprovados em Medicina.
Enem: Inep emitie certificado de conclusão do ensino médio
O pedido deverá ser feito on-line, na Página do Participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), pelos candidatos com 18 anos ou mais que fizeram o Enem e atingiram a pontuação mínima exigida no edital para conquistar o certificado de conclusão do Ensino Médio.
Cerca de 100 mil estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com o objetivo de obter a certificação do ensino médio podem pedir o certificado de conclusão do ensino médio.
Sisu, Prouni e Fies: qual a diferença?
por três programas coordenados pelo Ministério da Educação (MEC): o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Embora todos utilizem o desempenho no Enem como critério central, cada um tem objetivos, regras e públicos diferentes. Saber como funcionam é essencial para escolher o curso e o caminho mais adequado à realidade de cada candidato. Saiba os detalhes de cada um na TVT News.
Enem é a porta de entrada mais comum
A nota do Enem é o pilar dos três programas e é calculada pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), que considera não apenas os acertos, mas também a dificuldade das questões e a coerência das respostas. Para participar, é obrigatório não ter zerado a redação e não ter feito o exame como “treineiro”.
A partir deste ano, o Sisu passou a aceitar a melhor nota obtida entre as edições de 2023, 2024 ou 2025;
Já o Prouni utiliza uma das duas últimas edições do Enem;
O Fies aceita notas de qualquer edição a partir de 2010, desde que a média seja de pelo menos 450 pontos e a redação tenha nota maior que zero.
Sisu: vaga gratuita em universidade pública
O Sisu é voltado para o preenchimento de vagas em instituições públicas, como universidades federais e institutos federais, sem cobrança de mensalidades. A seleção é feita exclusivamente pela nota do Enem, respeitando o número de vagas e a modalidade de concorrência.
Pelo sistema de cotas, ao menos 50% das vagas são reservadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, com recortes de renda, raça, etnia e para pessoas com deficiência. Outra característica é o incentivo à formação de professores: candidatos aprovados em cursos presenciais de licenciatura com média mínima de 650 pontos podem ter acesso ao programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que prevê auxílio financeiro mensal.
Prouni: bolsas em faculdades privadas
O Prouni oferece bolsas de estudo em instituições privadas, integrais (100%) ou parciais (50%). Para a bolsa integral, a renda familiar per capita deve ser de até 1,5 salário mínimo; para a parcial, de até 3 salários mínimos. O programa é destinado a estudantes sem diploma de nível superior, prioritariamente concluintes do ensino médio em escola pública ou bolsistas na rede privada.
Além das chamadas regulares, o Prouni conta com lista de espera para bolsas não ocupadas. Professores da rede pública também podem concorrer a bolsas em cursos de licenciatura e pedagogia, sem exigência de comprovação de renda.
Fies: financiamento para pagar após a formatura
Diferente do Sisu e do Prouni, o Fies não oferece vaga nem bolsa, mas financiamento estudantil. O estudante cursa uma faculdade privada e começa a pagar o valor financiado após a formatura, conforme sua renda.
O programa oferece taxa de juros zero para quem tem renda familiar per capita de até 3 salários mínimos. Em 2026, o Fies Social reserva 50% das vagas para candidatos inscritos no CadÚnico, com renda de até meio salário mínimo por pessoa, permitindo financiar até 100% da mensalidade.
O que é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sisu, do Prouni e do Fies. Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos.
Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Mais de 200 pesquisadores, educadores e lideranças de movimentos sindicais e sociais de todo o país divulgaram a Carta de Vitória em Defesa da Rede Federal e do Ensino Médio Integrado nesta segunda-feira, 16. O documento denuncia os impactos da contrarreforma do ensino médio sobre os Institutos Federais e a educação pública. A íntegra do documento pode ser acessada abaixo. Leia em TVT News.
A carta foi aprovada ao final do I Seminário Nacional de Pesquisa sobre a Contrarreforma do Ensino Médio na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, realizado entre os dias 10 e 12 de fevereiro, em Vitória (ES), que reuniu pesquisadores e representantes de movimentos sociais de diferentes regiões do país.
O documento reúne resultados de pesquisas que analisam criticamente os efeitos da reforma do Ensino Médio iniciada em 2016 e aponta retrocessos no direito à formação humana integral da juventude e da classe trabalhadora. Mesmo após alterações legislativas recentes, os pesquisadores avaliam que os fundamentos da reforma permanecem, mantendo a redução da formação geral em cursos técnicos e reforçando a flexibilização curricular.
A carta também alerta para o subfinanciamento da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Dados apresentados no seminário indicam que o número de matrículas quase dobrou nos últimos anos, enquanto o orçamento permaneceu praticamente estagnado, o que pressiona a capacidade das instituições de manter a qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Além da denúncia, o documento apresenta 18 propostas para fortalecer o Ensino Médio Integrado e a Rede Federal, entre elas a ampliação do orçamento da rede, a garantia de autonomia pedagógica das instituições e a criação de políticas públicas de incentivo à formação integrada.
Os signatários afirmam que a defesa do Ensino Médio Integrado e da Rede Federal está diretamente ligada à garantia do direito à educação pública e de qualidade. “Ensino Médio Integrado é direito inalienável. A Rede Federal de EPT é patrimônio do povo brasileiro”, conclui o documento.
Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (ARSENAL), Ibañez (Al-Ahly), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG), Wesley (Roma)
Meio Campo
Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad), Gabriel Sara (Galatasaray)
Atacantes
Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henriquie (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Vini Jr. (Real Madrid), João Pedro (Chelsea)
Ao vivo: convocação da Seleção Brasileira
O que disse Ancelotti sobre a lista de jogadores convocados
“A explicação da lista é que depende muito das lesões, obviamente. É uma lista criada com jogadores que estao 100% de condição física. Todos que estão jogando, já que temos lesões importantes, como Militão, Bruno Guimarães, Estevão, Rodrygo, que desejamos uma rápida recuperação”
Mas é uma lista de quem esta bem fisicamente, porque vamos jogar dois jogos muito importantes, de intensidade, com um prazo muito curto, incluindo a viagem. Então preferi chamar quem está 100%. Levando em conta também a posição de alguns jogadores que não conheço, como Ibañez, Bremer, Rayan, Danilo, Gabriel Sara. É uma ultima oportunidade de conhecer eles e fazer uma lista final com a ideai mais clara possível”disse Ancelotti.
“Quando chamamos jogadores novos não é porque queremos ver como se preocupa no campo, isso já sabemos. Queremos saber como ele se incorpora no nosso ambiente, seu caráter, em todos os jogadores novos é isso que vamos ver. Sabemos perfeitamente com está jogando, porque temos avaliações de cada jogador que está e não está na lista. de cada jogador que não esta em nenhuma lista nesse ano. Estamos avaliando todos. Em nível técnico todo, em questão de caráter, quero saber mais. Também jogadores que merecem estar, porque estão atuando bem no seu campeonato, como Endrick, Rayan, Danilo, Gabriel Sara, Ibañez e também Bremer” “Ancelotti.
Convocação é a última da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo, confira o calendário
No dia 26 de março, a Seleção Brasileira enfrenta a França, no Gillette Stadium, em Boston, às 17h (de Brasília). Já no dia 31, encara a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, às 21h (de Brasília).
Franceses e croatas estão no Top 10 do Ranking Mundial Masculino da FIFA: a França ocupa a terceira colocação, e a Croácia, a décima.
Com estes adversários, o departamento de Seleções cumprirá o planejamento traçado para que o Brasil enfrentasse seleções fortes de diferentes escolas mundiais.
Desde o fim das Eliminatórias, a equipe encarou, em outubro, os asiáticos Coreia do Sul e Japão e, em novembro, os africanos Senegal e Tunísia.
Dia 18 de maio sai a lista final dos convocados que vão para a Copa do Mundo.
Lista divulgada nesta segunda-feira pode ser a mesma da Copa do Mundo Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Camisa 2 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo não é vermelha. Gostou?
Diferente das especulações, ela não será vermelha. O azul, tradicional do segundo uniforme, ganhou tons de preto. No jogo contra a França o uniforme será o azul.
Como é a camisa 2 da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026
O aguardado lançamento da nova camisa 2 da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 finalmente aconteceu. Em um evento realizado na última quinta-feira (12), a fornecedora esportiva Nike revelou o novo uniforme alternativo do Brasil. O grande destaque é a colaboração com a Jordan Brand, marca assinada pelo lendário ex-jogador de basquete Michael Jordan.
A equipe pentacampeã será a primeira seleção nacional a estampar o famoso logotipo “Jumpman” em seu peito, substituindo o tradicional símbolo da Nike. Com o lema “Joga Sinistro”, a peça busca unir o estilo da moda urbana à paixão pelo futebol, trazendo um visual diferente para a disputa do Mundial.
Design inspirado na fauna brasileira dita o tom da camisa 2 da Seleção
A estética da camisa 2 da Seleção Brasileira mantém o clássico fundo azul royal, mas ganha detalhes mais agressivos e modernos. O design apresenta texturas, padrões e listras pretas que remetem a animais predadores do Brasil. A intenção é transmitir força e velocidade dentro de campo.
No novo modelo, o escudo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fica centralizado no peito, enquanto o logo da Jordan aparece em amarelo, no lado direito. O uniforme traz ainda recortes em verde-água e amarelo nas mangas e laterais.
De acordo com a fornecedora de material esportivo, o tecido é feito com material 100% reciclado e conta com tecnologia de resfriamento, ideal para a circulação de ar durante os jogos.
Quando será a estreia oficial do novo uniforme azul?
Os torcedores não precisarão aguardar o início da Copa do Mundo para ver a camisa 2 da Seleção Brasileira nos gramados. A estreia da nova vestimenta está marcada para o dia 26 de março, no amistoso de peso contra a França, que será disputado nos Estados Unidos.
A campanha de lançamento já está no ar, estrelada por craques que representam o futuro e o presente do país, como Vinícius Júnior, Estêvão, Marquinhos e Matheus Cunha. Além disso, a tradicional camisa 1 (amarela) será lançada nos próximos dias e tem previsão de estreia para o dia 31 de março, em duelo contra a Croácia.
Preços e onde comprar a camisa 2 da Seleção Brasileira
Para os fãs que desejam garantir a peça de colecionador, a camisa 2 da Seleção Brasileira já está disponível no mercado brasileiro. Os produtos podem ser adquiridos no site e no aplicativo oficial da Nike, além de lojas esportivas parceiras.
Preços salgados para o torcedor brasileiro
Os preços variam de acordo com o modelo: a versão torcedor, voltada para o uso no dia a dia, é comercializada por R$ 449,99. Já a versão jogador sai por R$ 749,99. A colaboração com a marca também se estende para fora das quatro linhas, trazendo uma linha de roupas casuais que inclui moletons, bermudas e agasalhos.
Preços do uniforme da Seleção Brasileira são salgados. Foto: Instagram / CBF
Qual horário dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.
Confira a convocação da Seleção Brasileira Masculina Principal para os amistosos contra a França (26/03) e a Croácia (31/03).Instagram: https://www.instagram...
China secured its place at the 2026 FIBA Women's Basketball World Cup with an 84-74 victory over the Czech Republic in the qualifiers in Wuhan, central China's Hubei Province, on Sunday.
The hosts broke an early 12-12 tie with a 9-0 run, bridging the first and second quarters.
Zhang Manman sank China's first three-pointer of the game with 7:09 remaining in the second period, helping the home side grab its first double-digit lead at 26-16. The advantage grew to 14 points after Chen Mingling made a layup, before Veronika Vorackova and Emma Cechova moved the Czech Republic back into contention. China led 37-30 at halftime.
Playing in her first major international competition, Chen Yujie sank a buzzer-beating floater as China stayed ahead 59-53 entering the final quarter.
China moved the ball well at the start of the fourth period, regaining a double-digit lead through Han Xu and Luo Xinyu's layups, respectively set up by passes from Yang Shuyu and Zhang.
The Czech Republic made a strong late charge, pulling within 70-68 on Natalie Stoupalova's second-chance bucket. Both sides traded shots from downtown on four consecutive possessions. Veteran guard Wang Siyu showcased her skills, scoring six points in a row in the last minute to help China close out the contest.
Wang led China with 14 points and Han added 12, while Yang and Luo contributed 11 apiece.
"We're not just satisfied with the qualification," China coach Gong Luming said after the win. "We want to go further, we want to be a better team, so this game is also a good test for us. They played hard and challenged us, and things went well, things went wrong, and we tried to stay together and play together. In the future, we want to play better basketball together."
In the day's other games, Brazil rallied from a 14-point deficit to edge Mali 76-73, while Belgium clinched its fourth straight win by extending South Sudan losing streak to four games 102-64.
Tuesday's final round of qualifying games will feature China facing Brazil, Belgium taking on the Czech Republic and South Sudan going up against Mali.
FIBA Women's World Cup qualifiers are being held across four competition zones from March 11-17, with four teams from each zone advancing to the World Cup.
In Wuhan, Belgium qualified directly as the European champions, leaving three spots up for grabs among the remaining five teams. After China clinched the second bid, the other two places will be contested by the Czech Republic, Brazil and Mali, with South Sudan already eliminated.
Nos dias 20 e 21 de março de 2026, sexta-feira às 20h e sábado, às 19h, a Cia. Estrela D’Alva de Teatro (@ciaestreladalva) celebra seus 20 anos de trajetória com a estreia de “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”, no Sesc Santo André. Os ingressos custam a partir de R$ 15 e podem ser adquiridos nas bilheterias ou no site do Sesc SP. Todas as sessões contarão com Programa de Previsibilidade para pessoas neurodivergentes e tradução em Libras. Leia em TVT News.
O público terá duas noites para acompanhar a travessia de uma mulher que precisa sair. Sair de casa, sair da moldura, sair da narrativa que lhe foi entregue pronta. A casa já não comporta seu corpo e o que transborda vira pergunta. É assim, como quem anuncia um rito de passagem, que a Cia. Estrela D’Alva de Teatro apresenta “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”.
A obra nasce da dramaturgia de Lígia Helena de Almeida (@aligia_helena), publicada em 2024 pela Editora Me Parió Revolução. A escrita partiu de uma pesquisa autoetnográfica em que a autora revisita as histórias da bisavó, da avó, da mãe e de si mesma, revelando como aquilo que parece íntimo reverbera como retrato social. Ao costurar memórias familiares, a dramaturga constrói um panorama das experiências femininas atravessadas por colonização, migração, violência, trabalho, maternidade e solidão.
A bisavó indígena, no século XIX, carrega as marcas da colonização. A avó nordestina vive o casamento precoce, a migração e sucessivas violências. A mãe, mulher do século XX, divide-se entre o trabalho e os silenciamentos impostos pela estrutura familiar. Já a moça, uma mulher urbana do século XXI, divorciada, trabalhadora autônoma, tenta interromper o ciclo e encontrar sua própria palavra. No palco, a própria Lígia assume essas camadas: é atriz, narradora, filha e ancestral ao mesmo tempo. A encenação articula teatro, música ao vivo e dramaturgia do corpo para criar uma experiência sensível e política, em que a delicadeza convive com a denúncia e a memória se transforma em gesto.
O processo de criação contou com a consultoria da dramaturga Adélia Nicolete, que acompanhou a relação entre palavra, imagem e cena. A provocação da atuação é assinada por Patrícia Gifford, e a dramaturgia do movimento por Janette Santiago. A música, elemento estruturante do espetáculo, ganha presença viva com Camila Ruiz de Paula (piano e violão), Michelle Lomba (percussões) e participação especial de Vitória Lima (violino), ampliando a tessitura sonora e simbólica da cena.
Antes de ganhar o palco, “Urucum” teve seu lançamento em livro físico, audiobook e integrou uma série de ações formativas realizadas desde 2023, incluindo oficinas gratuitas de escrita voltadas exclusivamente para mulheres em Santo André. Foram encontros de memória e escuta sensível, nos quais outras narrativas femininas puderam emergir. O espetáculo surge como continuidade desse percurso: é o momento em que a palavra impressa se transforma em corpo, som e respiração compartilhada.
Serviço: Estreia “Urucum – As Árvores Não Têm Culpa”
Sinopse: A moça precisa sair. A casa, o lar, são caixas em que seu corpo não cabe mais. Ela não encontra palavra para compreender o impulso. A mãe, a avó e a bisavó, cada uma em seu tempo, sua ancestralidade e sua dor, é que mostrarão o caminho para uma mulher em busca de liberdade. Duração: 60 minutos.
Classificação etária: acima de 12 anos
Quando: 20 e 21 de março de 2026 – sexta-feira às 20h, sábado às 19h
Onde: Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André/SP
Capacidade: 100 lugares. Estacionamento: Pago no local. Acessibilidade física: sim
Programa de previsibilidade para pessoas neurodivergentes e tradução em LIBRAS em todas as sessões.
Momento em que autor de ataque é levado pela Polícia Militar. Foto: reprodução
Um adolescente de 14 anos é suspeito de invadir a Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, no Litoral Sul de Pernambuco, e atacar três colegas com uma faca. O caso ocorreu na manhã desta segunda (16), pouco após às 7h.
As vítimas, todas com 14 anos, foram atingidas enquanto tentavam se defender de um ataque a uma das colegas. O adolescente, que alegou sofrer bullying, foi contido por outros alunos, que conseguiram retirar a faca de suas mãos.
O ataque gerou pânico na escola e correria. O adolescente, com capuz na cabeça, foi levado pela Polícia Militar. A faca usada no ataque foi apreendida. As vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Jailton Messias De Souza Albuquerque. Uma delas já recebeu alta, enquanto as outras duas permanecem internadas, mas sem gravidade.
A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o adolescente foi autuado por ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio. Ele foi conduzido à delegacia acompanhado dos responsáveis legais e do Conselho Tutelar. A polícia reforçou o policiamento na escola e na delegacia local.
Adolescente de 14 anos esf4queia três colegas dentro de escola
— VGN – Jornalismo com Credibilidade (@VGNoticias) March 16, 2026
O caso segue em investigação para entender as motivações do ataque, com o adolescente sendo apresentado ao Ministério Público de Pernambuco para possíveis medidas de internação.
A governadora Raquel Lyra afirmou, através das redes sociais, que as vítimas estão fora de risco e que a situação está sob controle. A Secretaria Estadual de Educação não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
O conselheiro tutelar André Costa relatou que o adolescente confessou ter sofrido bullying, sendo chamado de “feio” e “medonho” pelos colegas. Costa afirmou que o jovem disse não se arrepender do ataque, embora ele acredite que, com o tempo, o adolescente possa refletir sobre o ocorrido.
O conselheiro também mencionou que, há cerca de dois meses, uma mãe havia procurado a direção da escola relatando o comportamento do estudante, mas nenhuma ação foi tomada na ocasião.
No sábado (14), o Governo do Estado reinaugurou a 24ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) em Rio Grande. A delegacia havia sido fechada para ceder espaço a uma Delegacia de Polícia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPPGV). A delegada Alexandra Carolina Perez Sosa foi nomeada a titular da unidade. A estrutura passa a reforçar o combate à violência doméstica e contra a mulher na região Sul em meio ao aumento alarmante da violência contra a mulher no Rio Grande do Sul.
Os pedidos de medida protetiva encaminhados ao Judiciário chegam na casa dos 70 mil. Além disso, apenas nos dois juizados de Porto Alegre para violência doméstica, há mais de 17 mil tramitações que podem levar a novas medidas protetivas expedidas pela Justiça.
Cerca de 31,5 mil mulheres sofreram ameaças em 2025, enquanto mais de 18 mil foram agredidas — um pouco abaixo da média de 19 mil vítimas de agressões por ano desde 2019.
Já em relação aos feminicídios, a SSP aponta que 643 mulheres foram mortas entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2026. Em apenas dois meses de 2026, 20 mulheres perderam a vida, um aumento de 53% dos feminicídios em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas 13 mortes. E o começo de março já registrou a 21ª vítima.
Segundo o titular da Secretaria da Segurança Pública, Mario Ikeda, a medida fortalece a presença policial capacitada na região. “As novas delegacias são essenciais em suas especificidades. A Deam vai ampliar a segurança das mulheres e combater crimes relacionados à violência doméstica”, declarou. “Com essa estratégia, o governo qualifica o enfrentamento a esses crimes, ampliando a capacidade investigativa e a articulação regional da Polícia Civil”.
Para a diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), delegada Waleska Alvarenga, também presente no encontro, a Polícia Civil é a principal porta de entrada da vítima e, neste processo, uma delegacia especializada tem grande importância, pois os profissionais que nela irão atuar são muito capacitados para o atendimento, o acolhimento e o encaminhamento das vítimas.
“Ao fazer a denúncia, a mulher vai poder pedir medidas protetivas e acessar os demais direitos que lhe são garantidos por lei, a fim de romper o ciclo da violência. Por meio da Deam, é possível também articular de forma mais eficiente o fluxo entre os órgãos da rede de proteção às mulheres, estruturando de maneira mais efetiva as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e contra a mulher”, revelou.
A violência contra a mulher pode ser denunciada em canais oficiais do Governo do Estado, da SSP ou da Polícia. São eles:
No mesmo dia, o secretário Mario Ikeda inaugurou 9ª Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab – Litoral Sul), no prédio da 2ª Delegacia de Polícia do município, no Parque Marinha. O comando será da delegada Paula Vieira Garcia, primeira mulher a liderar uma Decrab no RS.
Ligada à macrorregião que se estende de Pelotas ao Chuí, a nova Decrab vai atender produtores rurais de 16 municípios com uma população somada de quase 750 mil habitantes. Os municípios contemplados são:
Rio Grande
Arroio Grande
Chuí
Jaguarão
Santa Vitória do Palmar
São José do Norte
Pelotas
Arroio do Padre
Canguçu
Capão do Leão
Cerrito
Herval
Morro Redondo
Pedro Osório
Piratini
Turuçu
O atendimento, que era até então realizado pelo Núcleo de Combate ao Abigeato, passa a ser atribuição da Decrab, ampliando as possibilidades de investigação na região. A equipe local investigará crimes rurais, como abigeato, roubo e furto de insumos, entre outros. A delegacia terá um espaço para receber produtores rurais vítimas de crimes, a Sala Querência.
Beijing’s special envoy has been shuttling between Kabul and Islamabad to facilitate a ceasefire
Beijing is directly mediating a ceasefire between Pakistan and Afghanistan, neighboring countries that have been engaged in intense fighting since February, the Chinese Foreign Ministry has said.
Foreign Minister Wang Yi has had phone conversations with his Afghan and Pakistani counterparts during the past week, the ministry’s spokesperson Lin Jian said in an X post on Monday.
“The MFA Special Envoy on Afghan Affairs has been shuttling between Afghanistan and Pakistan,” Jian said, adding, “China’s embassies have been in close communication with both sides as well.”
Making it clear that China will continue to facilitate reconciliation and ease tensions between the neighboring countries, the spokesperson said, “China hopes Afghanistan and Pakistan will remain calm and exercise restraint, engage face to face ASAP, achieve a ceasefire at the earliest opportunity, and resolve differences and disputes through dialogue.”
To mediate between #Afghanistan and #Pakistan, FM Wang Yi has had phone conversations with his Afghan and Pakistani counterparts during the past week. The MFA Special Envoy on Afghan Affairs has been shuttling between Afghanistan and Pakistan. China’s embassies have been in close… pic.twitter.com/WCZ4WpgeL4
— CHINA MFA Spokesperson 中国外交部发言人 (@MFA_China) March 16, 2026
Pakistan and Afghanistan have been fighting for weeks after Islamabad declared an “open war” in February. Pakistan has struck military and other facilities deep inside its western neighbor, including the capital, Kabul.
The strain in ties between the estranged neighbors is also attributed to Kabul’s increasing engagement with Pakistan’s longtime rival, India.
Earlier this month, China sent a special envoy to Afghanistan, after a truce brokered by Qatar and Turkey last October collapsed.
Pakistan accuses Kabul of harboring fighters from Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), allegations the Taliban denies. For China, the war represents not merely a security crisis but a direct challenge to its broader strategic vision for regional integration.
Islamabad has claimed that Afghan forces have suffered nearly 1,000 casualties in the latest cross-border escalation.
Grupo carnavalesco Pitombeiras, em Recife, onde se passa o filme indicado ao Oscar “O Agente Secreto” que concorre a quatro Oscars: melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator e melhor elenco. (Foto de Diego Nigro / AFP)
O cinema brasileiro chega ao Oscar 2026 em um de seus momentos mais importantes. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou quatro indicações, igualando o recorde nacional alcançado por Cidade de Deus.
O longa concorre nas seguintes categorias:
Melhor Filme
Melhor Filme Internacional
Melhor Ator, com Wagner Moura
Melhor Seleção de Elenco
A indicação de Moura é histórica: ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator. Na disputa, o ator enfrenta nomes de peso como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio e Michael B. Jordan.
Entre os dez concorrentes ao prêmio principal da Academia Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, organizadora da premiação, é também o longa de menor orçamento, um detalhe que torna sua trajetória ainda mais simbólica.
Flávio Bolsonaro pula de alegria em comício em Rondônia com o pai na UTI
No último sábado (14), Flávio Bolsonaro foi flagrado durante um evento político em Ji-Paraná, Rondônia, pulando e sorrindo em júbilo, atitude reveladora de seu caráter, considerando a gravidade do estado de saúde de seu pai, Jair Bolsonaro, internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília.
Enquanto o ex-presidente passa por uma broncopneumonia bacteriana bilateral, com um quadro exigindo cuidados intensivos e acompanhamento médico rigoroso, o comportamento do filho se mostra, no mínimo, indigno.
Durante o evento, promovido pelo PL, Flávio Bolsonaro demonstrava entusiasmo incontido, sorrindo enlouquecidamente. O comportamento do senador e presidenciável repete a falta de empatia e decência que o próprio Jair exibiu no momento em que milhares de brasileiros morriam durante a pandemia de Covid-19.
Em sua defesa, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais, justificando sua presença no evento como um compromisso político. E daí?
Ele afirmou que, após o evento, foi diretamente ao hospital em Brasília para visitar o velho e dar-lhe boas notícias sobre o lançamento da chapa de pré-candidatos em Rondônia.
Jair Bolsonaro apresentou melhora em sua função renal, mas teve piora nos indicadores inflamatórios e precisou ampliar a cobertura de antibióticos.
Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio, se manifestou em defesa do irmão, alegando que o comportamento de Flávio é uma forma de honrar os pedidos de seu pai e manter o ânimo durante um momento difícil.
Como sempre digo, para o clã Bolsonaro vale tudo pelo poder. Basta observar a alegria do filho 01 durante um ato político, mesmo com o pai na UTI e, segundo ele próprio, em estado muito grave de saúde. pic.twitter.com/9MWvf872sM
Na verdade, eles se odeiam e disputam o legado do morto-vivo. De um lado os três irmãos, do outro Michelle com Nikolas Ferreira, parte do Centrão o que restou de Tarcísio de Freitas.
A ex-primeira-dama joga pesado também. Divulgou um vídeo em que uma influenciadora bolsonarista acusa jornalistas de “desejarem” a morte do marido. Os repórteres estavam do lado de fora do hospital para acompanhar as atualizações sobre o estado de saúde do ex-mandatário.
O vídeo, que não mostra os supostos comentários feitos pelos jornalistas, é acompanhado de uma legenda que afirma: “jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”. No registro, a influenciadora grita com os repórteres e filma o crachá de uma assessora do hospital, acusando os profissionais de imprensa de “falta de vergonha”.
Dois jornalistas registraram boletins de ocorrência por intimidação. Um deles, que teve seu filho ameaçado, decidiu fechar suas redes sociais. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) se manifestou publicamente, repudiando “veementemente as ameaças, a difamação e a exposição violenta de jornalistas e seus familiares” após a divulgação do vídeo, classificando-o como “irresponsável”.
Como é a camisa 2 da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026
O aguardado lançamento da nova camisa 2 da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 finalmente aconteceu. Em um evento realizado na última quinta-feira (12), a fornecedora esportiva Nike revelou o novo uniforme alternativo do Brasil. O grande destaque é a colaboração com a Jordan Brand, marca assinada pelo lendário ex-jogador de basquete Michael Jordan.
Para quem não gosta de usar a camisa amarela da CBF, uniforme azul é opção para torcer pelo Brasil. Foto: Instagram / CBF
A equipe pentacampeã será a primeira seleção nacional a estampar o famoso logotipo “Jumpman” em seu peito, substituindo o tradicional símbolo da Nike. Com o lema “Joga Sinistro”, a peça busca unir o estilo da moda urbana à paixão pelo futebol, trazendo um visual diferente para a disputa do Mundial.
Design inspirado na fauna brasileira dita o tom da camisa 2 da Seleção
A estética da camisa 2 da Seleção Brasileira mantém o clássico fundo azul royal, mas ganha detalhes mais agressivos e modernos. O design apresenta texturas, padrões e listras pretas que remetem a animais predadores do Brasil. A intenção é transmitir força e velocidade dentro de campo.
No novo modelo, o escudo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fica centralizado no peito, enquanto o logo da Jordan aparece em amarelo, no lado direito. O uniforme traz ainda recortes em verde-água e amarelo nas mangas e laterais.
De acordo com a fornecedora de material esportivo, o tecido é feito com material 100% reciclado e conta com tecnologia de resfriamento, ideal para a circulação de ar durante os jogos.
Quando será a estreia oficial do novo uniforme azul?
Os torcedores não precisarão aguardar o início da Copa do Mundo para ver a camisa 2 da Seleção Brasileira nos gramados. A estreia da nova vestimenta está marcada para o dia 26 de março, no amistoso de peso contra a França, que será disputado nos Estados Unidos.
A campanha de lançamento já está no ar, estrelada por craques que representam o futuro e o presente do país, como Vinícius Júnior, Estêvão, Marquinhos e Matheus Cunha. Além disso, a tradicional camisa 1 (amarela) será lançada nos próximos dias e tem previsão de estreia para o dia 31 de março, em duelo contra a Croácia.
Preços e onde comprar a camisa 2 da Seleção Brasileira
Para os fãs que desejam garantir a peça de colecionador, a camisa 2 da Seleção Brasileira já está disponível no mercado brasileiro. Os produtos podem ser adquiridos no site e no aplicativo oficial da Nike, além de lojas esportivas parceiras.
Preços salgados para o torcedor brasileiro
Os preços variam de acordo com o modelo: a versão torcedor, voltada para o uso no dia a dia, é comercializada por R$ 449,99. Já a versão jogador sai por R$ 749,99. A colaboração com a marca também se estende para fora das quatro linhas, trazendo uma linha de roupas casuais que inclui moletons, bermudas e agasalhos.
Preços do uniforme da Seleção Brasileira são salgados. Foto: Instagram / CBF
Qual horário dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.
Na segunda rodada, o Brasil volta a campo no dia 19 de junho, quando encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h (horário de Brasília).
Horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo; Arte: TVT News, com apoio de IA
Conseguindo a classificação para a fase de 16 avos de final, a seleção vai enfrentar um adversário do Grupo F (Holanda, Japão, Tunísia e Europa B – Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia) no dia 29 de junho. O jogo será em Houston se o Brasil fechar em primeiro a fase de grupos. Ficando em segundo, o time nacional jogará em Monterrey.
Jogos do Brasil na Copa do Mundo
Data
Horário
Dia da semana
Local
Jogo
13 de junho
19h
Sábado
New Jersey – Estádio MetLife
Brasil x Marrocos
19 de junho
22h
Sexta
Filadélfia – Lincoln Financial Field
Brasil x Haiti
24 de junho
19h
Quarta
Miami – Estádio Hard Rock
Brasil x Escócia
Jogos da Copa do Mundo
A tabela completa do torneio foi divulgada em evento na tarde deste sábado (06) comandado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, com participação dos ex-jogadores Ronaldo,Totti, Stoichkov e Lalas. A cerimônia ocorreu no Hilton Capital Hotel em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 com a sede compartilhada em 16 cidades divididas entre México, Estados Unidos e Canadá. Os grupos foram definidos nesta sexta-feira (5) em sorteio no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo de 2026 reunirá 48 seleções e terá o total de 104 jogos. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, será disputado no dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México (México). Já a grande decisão está programada para o dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos).
Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Confira os grupos da Copa de 2026 completos:
Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul e Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte).
Grupo B: Canadá, Suíça, Catar e Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales e Bósnia).
Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti
Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)
Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim e Curaçau
Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia e Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia)
Grupo G: Bélgica, Irã, Egito e Nova Zelândia.
Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde.
Grupo I: França, Senegal, Noruega e Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque).
Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia.
Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão e Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia).
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá e Gana.
Rumo ao Hexa: Copa do Mundo 2026 tem jogos definidos. Arte: TVT News
Qual o caminho do Brasil na Copa do Mundo?
Adversários do Brasil na Fase de Grupos
1ª rodada – 13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos
2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti
3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – Escócia x Brasil
Quais são os possíveis adversários do Brasil na Copa do Mundo?
Primeiro mata-mata
Se o Brasil passar em 1º lugar no grupo C, vai enfrentar o vice-líder do grupo F, composto por Holanda, Japão, Tunísia e uma seleção europeia vinda da repescagem.
O jogo seria no dia 29 de junho, uma segunda-feira, em Houston.
Caso o Brasil passe em 2ª lugar, enfrenta quem ficar em 1° o grupo F. Nesse caso, o jogo também seria no dia 29, mas em Monterrey, no México.
Brasil estreia contra Marrocos no dia 13 de junho. Arte: TVT News
Qual seria o adversário do Brasil nas oitavas
Se o Brasil passar em primeiro lugar e se classificar na fase de 16 avos de final, o Brasil jogaria a partida de oitavas no dia 5 de julho, um domingo.
O adversário sairia do confronto entre os vice-líderes dos grupos E e I, o que colocaria seleções como Alemanha, França, Equador ou Noruega como adversários do Brasil nas oitavas.
Se o Brasil passar em 2º lugar, o caminho para as oitavas seria contra o vencedor do duelo entre os vice-líderes dos grupos A e B. e os adversários podem ser podem ser México, Suíça, Coreia do Sul, Canadá ou até mesmo Itália e Dinamarca (que ainda jogarão a repescagem).
Quem o Brasil pode enfrentar nas quartas?
Para as quartas de final, uma simulação possível é um jogo entre Brasil x Inglaterra, caso as seleções passem em primeiro nos seus respectivos grupos.
Os EUA e Israel estão em guerra contra o Irã desde 28 de fevereiro deste ano. Em ações coordenadas principalmente por vias aéreas e marítimas, os três países recorrem a mísseis, drones, sistemas, aviões, navios de guerra, submarinos e outros.
Mas quem fornece esses equipamentos bélicos? A seguir, conheça as empresas que abastecem os arsenais utilizados na guerra no Irã.
Empresas que vendem armamento de guerra para os EUA
De acordo com o jornal árabe Al Jazeera, para atacar o território iraniano, EUA e Israel utilizam armamentos fabricados por:
Boeing – a multinacional norte-americana fabrica o bombardeiro B-1, os caças F-15, os aviões EA-18G Growler, o P-8A Poseidon e o RC-135 (embora tenha modificações fornecidas pela L3Harris Technologies);
Northrop Grumman – outra fábrica multinacional; é responsável pela produção dos bombardeiros furtivos B-2 e fornece tecnologia de radar para o E-3 Sentry AWACS;
Lockheed Martin – a multinacional líder em arsenais militares, fabrica os caças furtivos F-35 Lightning II, os jatos F-22 Raptor, os sistemas THAAD, os mísseis M142 HIMARS, os mísseis MGM-140 ATACMS e o PrSM;
Raytheon Company – é uma divisão da RTX Corporation, um grupo norte-americano especializado em defesa aeroespacial; fabricam mísseis Tomahawk e sistemas de mísseis MIM-104 Patriot;
SpektreWorks – a empresa sediada em Phoenix, Arizona (EUA) é especializada no desenvolvimento e produção de sistemas não tripulados; no caso da guerra no Irã, produz drones de ataque unidirecional LUCAS.
General Atomics Aeronautical – a subsidiária da General Atomics produz os drones MQ-9 Reaper, mas, em geral, é conhecida pela projeção e fabricação de veículos aéreos não tripulados e sistemas de radar para as aplicações militares e comerciais dos EUA.
Huntington Ingalls Industries – a empresa centenária é responsável pela maior parte da frota naval dos EUA. Na guerra atual, construiu os navios USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford.
Quem fabrica o arsenal bélico que Israel usa contra o Irã?
Já no caso de Israel, outras empresas aparecem entre as contratadas para fornecer arsenal contra o Irã. Entre elas estão:
Elbit Systems – a maior empresa de defesa de Israel, especialista em drones, sistemas de vigilância, ótica militar e eletrônica. De acordo com o Al Jazeera, em 2024, US$ 6,3 bilhões de sua receita vieram do setor de defesa.
Indústrias Aeroespaciais de Israel – há ainda a empresa estatal de defesa e aeroespacial de Israel. Trata-se de uma companhia especialista em sistemas de defesa antimíssil, drones de combate, satélites e tecnologia de radar. Em 2024, a receita de US$ 5,2 bilhões veio do setor de defesa.
Rafael – outra estatal israelense, responsável pelo sistema de defesa antimíssil Domo de Ferro de Israel e munições de alta precisão. Em 2024, US$ 4,7 bilhões de sua receita vieram da área de defesa.
De acordo com um relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI), as 100 maiores empresas de defesa do mundo faturaram mais de US$ 679 bilhões em 2024. Nesse contexto, as companhias dos EUA dominam o mercado. Veja o ranking de maiores receitas:
EUA – US$ 334 bilhões de receita e tem 39 empresas entre as 100 maiores do mundo.
China – US$ 88 bilhões de receita e tem 8 empresas entre as maiores do mundo;
Reino Unido – US$ 52 bilhões de receita;
Rússia – US$ 31 bilhões de receita;
França – US$ 26 bilhões de receita.
Ademais, ainda sobre o relatório SIPRI, Israel conta com 3 companhias de defesa entre as 100 maiores do mundo. Além disso, estão exportando cada vez mais, graças às novas tecnologias militares de ponta.
Por fim, nenhum outro país gasta mais com defesa de guerra do que os EUA. De acordo com o Al Jazeera, em 2025 foram quase US$ 1 trilhão em investimentos bélicos e o valor deve subir para US$ 1,5 trilhão até 2027, conforme promessa de Donald Trump.
É noite de Oscar. O tapete vermelho, mais esticado que a paciência de cinéfilo brasileiro esperando reconhecimento, reluz sob os flashes de câmeras que custam mais do que o orçamento de muitos longas nacionais. O desfile de sorrisos ensaiados e discursos de agradecimento a agentes, cabeleireiros e, quiçá, a uma divindade conveniente, começa. A liturgia […]
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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.
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Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.
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Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.
How the war on Iran shattered the loyalty of Trump’s supporters
The night of February 28-March 1, 2026, will be remembered by all those who followed the news in real time. At 1:15 AM EST, seated in the White House Situation Room, US President Donald Trump said,“Operation Epic Fury is approved. No aborts. Good luck.”
Those nine words signaled the launch of the largest US-Israeli military operation in decades. F-35 fighters, B-2 bombers, cruise missiles launched from ships in the Persian Gulf, and drones struck over 3,000 targets in Tehran, Natanz, Fordow, and other locations in Iran. The mission was to eradicate what remained of Iran’s nuclear program, dismantle the command structure of the Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC), and as Trump later confirmed in a video address from Mar-a-Lago, “eliminate imminent threats” to the US from the Iranian leadership.
However, within hours, the situation changed. Iranian state television announced that “Ayatollah Ali Khamenei has fallen a martyr due to the aggression of the Zionist and American enemy.” On March 2, CENTCOM reported the first casualties: six US service members were killed, four of whom were reservists from Iowa, young fathers and sons. As the US launched its strikes, polls painted a bleak picture: according to Reuters/Ipsos, only 27% of Americans supported the attacks, while YouGov showed a slightly higher 37% approval rating. A sense of déjà vu hung in the air – many remembered how America had once greeted the invasion of Iraq in 2003, and how, just a year later, the sight of flag-draped coffins became a sobering reality check.
The response of American society and the elites to was immediate and severe. From Oklahoma to Ohio, small-town streets were filled with makeshift memorials: US flags at half-staff and candles placed near photos of the fallen. The nation was shocked: 43% of Americans opposed the strikes, and 56% felt Trump was “too eager to use military force.” Democrats were nearly unanimous in their condemnation: 78% of those surveyed opposed Trump’s attack.
Among Republicans, support for Trump hovered around 76% in the most loyal circles, while among young MAGA supporters, it dropped below 40%. On March 2, Republican Representative Thomas Massie called for an immediate vote on a War Powers Resolution. To the disappointment of Trump’s critics, the House of Representatives ultimately voted on March 5 to continue the operation.
The media were also divided. PBS and ABC aired stories about the families of the fallen soldiers – relatives said that the servicemen died for a foreign country, not for the US. The hashtag #NotOurWar trended on social media. Even on Fox News, commentators loyal to Trump wondered, “How many more lives will it take?”
Voices of MAGA: From support to open rebellion
The protest of key figures within MAGA has been particularly striking. Tucker Carlson, a well-known supporter of isolationism, expressed outrage during an ABC News interview on March 1, declaring the attacks on Iran “Absolutely disgusting and evil.” In a podcast, he added,“This is not America’s war. This is Netanyahu’s war that’s being forced upon us… We promised America First, and instead got endless wars fought for the interests of others.”
In response, Trump said Carlson is no longer part of the MAGA movement. “Tucker has lost his way. I knew that a long time ago, and he’s not MAGA. MAGA is saving our country. MAGA is making our country great again. MAGA is America First, and Tucker is none of those things. And Tucker is really not smart enough to understand that,” Trump claimed. However, Carlson’s remarks quickly went viral and inspired numerous memes.
Marjorie Taylor Greene exploded with rage on February 28. “This is NOT freeing the Iranian people!!! This is murdering their children!!! WTF are you insane people doing??? AMERICA DOES NOT SUPPORT THIS!!!” On the Megyn Kelly Show, she said, “F**k this war. F**k foreign entanglements,” adding, “Trump, Vance, and Rubio sold us out.”
Megyn Kelly commented, “No one should have to die for a foreign country,” and “I don’t think those service members died for the United States. I think they died for Iran or Israel.”
Candace Owens mockingly renamed the operation “Operation Epstein Fury,”adding,“Goyim always die so the Khazarian mafia can expand their borders.”
Matt Walsh said,“With this Iran thing, I don’t see how the math works in our favor,” and “The messaging on this issue is, to put it mildly, confused.”
Nick Fuentes directly addressed Trump: “@realDonaldTrump NO WAR WITH IRAN. ISRAEL IS DRAGGING US TO WAR. AMERICA FIRST.”
Alex Jones warned of a “high probability that Iran will activate terrorist sleeper cells” and claimed, “Trump’s HUGE gamble accelerates the world’s trajectory towards a nuclear world war.”
Andrew Tate wondered, “Why would going into a war with Iran benefit anybody in America at all?”
All these people are pillars of the MAGA movement, and they feel betrayed. Yet Trump’s actions have drawn criticism not just from media personalities. On X, ordinary MAGA supporters wrote things like, “We voted for walls, not wars.” This is not just the discontent of a perpetually dissatisfied electorate; it signals a systemic break in loyalty, similar to what happened during the Iraq War in 2003.
US military against the conflict
Criticism from within American military circles has further deepened the societal divide. US military casualties, while not overwhelming, are steadily rising. Pentagon officials openly stated, “We expect to take additional losses.”
Retired Colonel Douglas Macgregor has described the current situation as a betrayal. “America First is dead as far as this administration is concerned, this is Israel First,” he said. “All of our bases have been destroyed… We are actually having to fall back on India and Indian ports.”
Marine Corps veteran Scott Ritter called the operation “Epic Failure,” highlighting strikes on civilian targets, including two schools. He noted, “Iran is resisting, and that’s really all it has to do.”
An open letter from 90 US veterans and organizations (written just two days before the attack and representing over half a million former service members) demanded adherence to the War Powers Resolution and urged against any regime change operations or ground invasions. The letter stated, “Pursuing peace through strength requires wisdom, not perpetual conflict.”
The possibility of ‘boots on the ground’, which Trump did not rule out in an interview with the New York Post, intensified military criticism. Political expert Sergey Sudakov highlighted the historical context of this statement. “We often hear the phrase ‘boots on the ground’. It is associated with the Vietnam War and the losses America suffered in it. Americans really fear this term. The current generation doesn’t remember the losses suffered during the Vietnam War. Young people are mostly unaware of it. But the older generation is really alarmed.”
The incident involving former Marine Brian McGinnis during Senate hearings on March 4-5 became a symbol of the growing reluctance of the US military to engage in this conflict. Green Party candidate and Marine veteran McGinnis abruptly interrupted the session, shouting, “No one wants to fight for Israel!” He was violently dragged out by the police and Senator Tim Shaheen, who helped the police. As a result, McGinnis had his arm broken and faced formal charges. Video footage of the confrontation quickly spread across major American and international media outlets – from CNN and the New York Times to Al Jazeera.
The event transcended mere protest and emerged as a powerful symbol of the deep divisions within the military and the Pentagon. Soldiers and veterans who vividly recall the heavy toll of the wars in Iraq and Afghanistan increasingly wonder: what’s the motive behind Trump’s new gamble?
Economic consequences for ordinary Americans
The economic repercussions were felt by everyday Americans almost immediately. According to Reuters, the national average price of gasoline surged by 11%, reaching $3.32 per gallon (with diesel at $4.33, up 15% in a week). Oil prices have already surpassed $90 per barrel.
“Just two days into the aggression against Iran, gas prices in the US spiked significantly. This will impact domestic gas and diesel fuel prices, especially since diesel is critical for military vehicles,” noted political scientist Leonid Savin.
Sudakov added, “Americans are used to paying 75-80 cents per liter for gas. If prices surge two or three times higher, with their love for large, gas-guzzling vehicles, they’ll start tightening their belts. Families living in the suburbs and commuting to the city could spend anywhere from $800 to $2,000 just on fuel. That leads to more problems. People will start putting their homes up for sale and reconsidering mortgages.”
While the current state of the American economy seems manageable, Sudakov predicts a catastrophic spike in prices within a week or two if the conflict with Iran drags on, particularly when June futures come into play. This is fueling discontent among Latino and Muslim communities in the US, who, according to Savin, “are not pleased with these actions,” as well as ordinary Americans struggling with rising costs.
Why did Trump decide to attack Iran?
Why did Trump make such a decision? According to Sudakov, “Foreign trade issues have had a negative impact on Trump’s political capital and credibility. Moreover, during his campaign, he repeatedly highlighted the importance of the Epstein files and how they implicate the Democrats. However, the release of the files also negatively impacted the image of the Republicans and Trump himself.” However, Savin notes that “the Epstein files had little actual impact on this situation, although the coincidence regarding the timing is noteworthy.”
Savin emphasizes the influence of the Zionist lobby (which Epstein might have been a part of) on Trump’s decision. “The Zionist lobby has undoubtedly exerted considerable pressure on Trump, even during his first term. His vice president was a so-called Christian Zionist, and Mike Pompeo identified as a Christian Zionist too... And then there is AIPAC and other organizations advocating for closer ties between the US and Israel… Trump is no exception in this regard. Such eccentric and extravagant ideas exert a considerable influence in the US.”
Both experts agree that Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu played a significant role in the situation. “Netanyahu’s long-held fixation that Iran is developing nuclear weapons has certainly been a driving force, as the justification for the invasion was the claim that Iran was close to acquiring nuclear capability, even though there’s no real basis for that assertion.”
Sudakov views Trump’s “Pyrrhic victory” in Venezuela as one of the motivations behind the current attack on Iran. “Trump was riding high after the operation in Venezuela. He thought that since it was so well planned, a similar approach could work in Iran.” He considered the negotiations the US was conducting with Iran at the same time as the military operation was being prepared, “more of a cover-up process, as has happened many times before.”
The decision to launch a military operation against Iran has undoubtedly intensified polarization in the US. People are taking to the streets with signs that once read ‘Make America Great Again’ – but now, ‘America’ has been crossed out and replaced with ‘Israel’. US Vice President J.D. Vance and other Trump supporters campaigned under the slogan“No More Wars!” which drew thunderous applause. Yet, it seems Vance has chosen to conveniently overlook his past declarations – and many have followed suit.
Within the Pentagon, there has always been significant opposition to major conflicts. As Savin points out, “Among American military personnel in the Pentagon, there has always been a strong opposition which stands against deploying US troops abroad and involving them in wars with no clear purpose… The US hasn’t yet fully recovered from the wars in Iraq and Afghanistan.”
The scenarios for how this situation might unfold are limited: they range from a protracted conflict and possible escalation to a quick ceasefire. “The third scenario is more optimistic, provided they quickly realize the necessity of negotiating a ceasefire… That would be reminiscent of the situation in 2025,” Savin says. However, Iran’s trust in the US has been irreparably damaged, and it’s unlikely it will fall for the same trap twice.
On March 8, Iran appointed a new supreme leader – Mojtaba Khamenei, son of the late Ayatollah Ali Khamenei. Trump reacted immediately and harshly, calling it “unacceptable” and stating, “There will be no deal with Iran except UNCONDITIONAL SURRENDER!” This suggests that hopes for a swift resolution to the conflict are unrealistic.
Operation Epic Fury quickly transformed from a declared triumph into an unpredictable situation that may have catastrophic repercussions for the US. The reactions of key MAGA figures, declining public support, military losses, and looming economic turmoil paint a grim picture: the US is plunging into a domestic political crisis, and promises such as ‘America First’ have been abandoned. Trump risks being remembered not as a peacemaker but as a president who dismantled the very movement that brought him to power. The midterm elections in 2026 may closely resemble those following the invasion of Iraq, offering little good news for Trump and his team. America is weary of endless wars. MAGA is frustrated with its leader’s inconsistency. The ‘time for choosing has come’ – and the choice rests with the American people.
The US, Hungary and Fiji are supporting West Jerusalem, while over a dozen others back South Africa’s lawsuit
Several more states have moved to take part in the Gaza genocide case at the UN’s top court, deepening international divisions over Israel’s military campaign in the Palestinian enclave, according to the International Court of Justice (ICJ).
The case, brought by South Africa in December 2023 amid a deteriorating humanitarian crisis in Gaza as a result of Israel’s offensive, accuses the Jewish state of breaching the 1948 UN Genocide Convention. Since then, more than a dozen countries have applied to join the proceedings.
In a statement on Friday, the ICJ said that Namibia, the US, Hungary and Fiji had each filed declarations of intervention on March 12 in the proceedings under Article 63, which allows states party to the Genocide Convention to set out their own interpretation of the treaty when it is in dispute. Iceland and the Netherlands lodged similar declarations a day earlier.
South Africa argues that Israel’s conduct in Gaza – including mass killing, widespread destruction and the creation of conditions of life which threaten the survival of Palestinians – amounts to genocide. Israel denies the accusation and insists its campaign is a legitimate act of self-defense against Hamas following the October 7 attack.
The US, Hungary and Fiji have submitted legal arguments backing Israel’s position and urging a strict reading of the Genocide Convention, warning that lowering the bar for proving genocidal intent could undermine international law. Washington characterized the lawsuit as legally flawed and urged the ICJ to reject the genocide allegation, arguing that the extremely high threshold for proving genocidal intent has not been met.
Namibia, Iceland and the Netherlands have joined more than a dozen countries that have aligned themselves with South Africa, calling for a broader interpretation of the Genocide Convention that takes into account Israel’s overall conduct, conditions in Gaza and the wider impact of the war.
The Gaza war was triggered by a Hamas raid into Israel on October 7, 2023, when militants killed around 1,200 people and took more than 250 hostage. West Jerusalem responded with a blockade, airstrikes and a ground operation in Gaza that has left over 72,000 Palestinians dead, according to the enclave’s health officials.
Despite a US-brokered ceasefire in October 2025, over 650 Palestinians have been killed and more than 1,740 injured since then, with Israel and Hamas accusing each other of routinely violating the agreement.
Em meio à chegada de cerca de 100 mil visitantes para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, Aperol Spritz, Negronis e Espresso Martinis são servidos nos bares da cidade. Além deles, uma marca tradicional aproveita o palco global para reforçar sua presença, o Fernet-Branca.
À frente do negócio está a sexta geração da família Branca, que mantém há 180 anos o controle da empresa fundada em 1845, segundo a Forbes.
Criada em Milão por Bernardino Branca, a destilaria nasceu com um produto singular, um amaro elaborado com 27 ervas e especiarias. O licor, inicialmente utilizado como digestivo medicinal, atravessou gerações até se tornar um dos rótulos italianos mais reconhecidos no mundo.
Hoje, a empresa segue sob comando familiar. O presidente e CEO Niccolò Branca, de 69 anos, lidera a companhia desde 1999, quando sucedeu o pai, Pierluigi.
O lema repetido internamente resume a filosofia do grupo: pensar sempre na próxima geração. A venda do negócio não está nos planos, e o objetivo declarado é preservar a independência e a identidade histórica.
Segundo Edoardo Branca, representante da 6ª geração da família Branca, para o site Insidehook, os primeiros registros de venda do Fernet-Branca nos Estados Unidos datam do final do século XIX, em São Francisco.
No início dos anos 2000, a comunidade de bartenders da cidade adotou o amaro como bebida preferida durante o expediente, geralmente servido com refrigerante de gengibre ou cerveja de gengibre.
Antes de se tornar um ícone dos coquetéis artesanais, o Fernet-Branca tinha finalidade medicinal. Na Itália, era vendido em farmácias até a década de 1930 e usado em hospitais como anticolérico para pacientes desidratados.
Durante a Guerra Civil Americana, chegou a ser comercializado como xarope para tosse e, durante a Lei Seca, foi produzido em Tribeca, Nova York, como medicamento.
Após o 11 de setembro, a empresa encerrou suas operações nos EUA, mantendo apenas a produção na Argentina, onde o Fernet-Branca conquistou status quase cult, especialmente quando misturado à Coca-Cola, no famoso Fernet con cola.
Retorno a Nova York
Em 2019, a Fernet-Branca voltou a Nova York com a criação da Branca USA, subsidiária integral da Fratelli Branca, que agora atua como própria importadora e distribuidora da marca.
A sede foi inaugurada no 42º andar do histórico Edifício General Electric, em Midtown Manhattan. Edoardo Branca explica que Nova York foi escolhida por já ter uma presença consolidada, proporcionando uma conexão histórica com a cidade e facilitando a relação com bartenders e clientes.
O escritório combina modernidade e tradição. Pôsteres antigos do Fernet-Branca aguardam para serem pendurados, enquanto duas bicicletas de estrada com a marca estão estacionadas logo na recepção.
Garrafas de Fernet, Carpano Antica Formula e outros produtos do portfólio estão organizadas em carrinhos e prateleiras, e um bar interno será instalado em breve para degustações e demonstrações. A disposição remete a um típico café italiano, com máquinas de expresso próximas aos licores.
Receita secreta
Embora Edoardo conheça partes da fórmula, a receita completa do Fernet-Branca permanece sob responsabilidade de seu pai, Niccolò.
Um pequeno cofre com ervas na fábrica de Milão é acessado apenas a cada 15 dias, garantindo sigilo e preservação da tradição centenária. A família prepara também a sétima geração, representada pela filha de Edoardo, que poderá escolher seguir ou não os passos do negócio familiar.
Em 2026, com a celebração do 175º aniversário da marca, será lançada uma edição limitada de 175 moedas numeradas para o mercado americano, fortalecendo a conexão da marca com seus seguidores e mantendo vivo o legado familiar do Fernet-Branca.
Crescimento consistente
A estratégia adotada nas últimas décadas priorizou a expansão internacional e o fortalecimento de marca, o resultado aparece nos balanços.
A Fratelli Branca registra faturamento anual de US$ 500 milhões (mais de R$ 2 bilhões), sendo a maior parte proveniente do Fernet-Branca. A estimativa de valor de mercado gira em torno de US$ 1,2 bilhão, mais de R$ 6 bilhões.
O controle permanece 100% nas mãos de oito integrantes da família, com Niccolò como acionista majoritário. Em 2024, a holding familiar apresentou lucro líquido de 13% e dívida reduzida a US$ 1,8 milhão. Os ativos totais somam aproximadamente US$ 800 milhões.
Cerca de 90% da receita vem de fora da Itália, o que coloca a empresa entre as que mais geram receitas internacionais no país. Ao mesmo tempo, essa forte presença externa expõe o grupo às tarifas americanas, que elevam custos e aumentam a complexidade operacional.
Concorrência e posicionamento
Um dos principais concorrentes é o Campari Group, fabricante de Campari, Aperol e Grand Marnier, com faturamento anual de US$ 3 bilhões, em média mais de R$ 1 bilhão. O mercado costuma avaliar empresas do setor em múltiplos de receita semelhantes aos aplicados à Branca.
Nos Estados Unidos, o segmento de amaro movimenta US$ 2,8 bilhões por ano. O Fernet apresenta crescimento anual composto de 4% nos últimos cinco anos, mesmo diante da retração geral do consumo de bebidas alcoólicas.
Aperitivos e amaros figuram entre as categorias que mais avançaram no período, impulsionados pela cultura dos coquetéis.
Expansão internacional
A expansão ganhou força no início dos anos 2000. Em 2001, a empresa incorporou as marcas Carpano e Caffè Borghetti, ampliando o portfólio para vermutes tradicionais como Punt e Mes e Antica Formula, além do destilado de café expresso criado em 1860. O grupo também inclui grappa, sambuca, brandy, vodca e vinhos.
A produção ocorre nos arredores de Milão e também na Argentina. O país sul-americano tornou-se o segundo maior mercado internacional de digestivos, impulsionado pela popular combinação de Fernet com Coca-Cola.
A relevância local foi reforçada durante os Jogos, quando integrantes da delegação argentina visitaram a sede histórica e o Museu Branca.
6ª geração
A transição para a sexta geração já está em curso. Edoardo Branca, de 43 anos, iniciou carreira como gerente de exportação em 2009.
Em 2019, mudou-se para Nova York para liderar a expansão nos Estados Unidos. Três anos depois, assumiu a direção da Branca USA, braço de distribuição criado para fortalecer a presença no mercado americano.
A nova geração aposta na combinação entre tradição e adaptação. Campanhas clássicas das décadas de 1950 e 1960 voltaram a ser utilizadas como estratégia de comunicação.
Ao mesmo tempo, a família estuda investir em bebidas com baixo teor alcoólico ou sem álcool e avalia a abertura de uma nova fábrica na Europa ou na Ásia.
Manter o controle familiar por seis gerações não ocorreu sem desafios, divergências internas existiram ao longo do tempo, mas a diretriz central permanece alinhada ao propósito do fundador da Fernet-Branca. A meta é garantir continuidade por pelo menos mais duas gerações.
O Movimento de Mulheres Olga Benário realiza nesta sábado (14) uma jornada nacional de mobilizações contra a violência e o feminicídio. Em Porto Alegre, o movimento ocupou um imóvel no bairro Rio Branco, onde funcionou a Casa Violeta, que abrigou mulheres em vulnerabilidade atingidas pela enchente de 2024. O objetivo da ação é denunciar os 21 casos de feminicídio já ocorridos no Rio Grande do Sul em 2026. Batizada de Ocupação Resiste Mirabal! o movimento relembra a Casa Mirabal, local de acolhimento para mulheres que foi alvo de frequentes ações de despejo por parte do poder público.
Além da ação na capital gaúcha, foram realizadas ocupações urbanas em diversas cidades do Brasil, como ato simbólico para denunciar a crescente violência contra as mulheres. De acordo com o movimento, os imóveis ocupados também são parte da denúncia da falta de equipamentos dos estados e municípios para acolhimento e desenvolvimento da autonomia das mulheres vítimas de violências. São apenas 11 Casas da Mulher Brasileira em funcionamento no país, segundo a entidade.
Em carta aberta, o Movimento reivindica como pautas prioritárias delegacias especializadas para as mulheres 24 horas em todos os municípios; fim da escala 6×1; redução da jornada de trabalho, sem redução de salário; aumento do salário mínimo em 100%; orçamento obrigatório para políticas para mulheres; creche integral para todas as crianças; Casa da Mulher Brasileira em todos os municípios; garantia da igualdade salarial; garantia da construção dos programas Minha Casa, Minha Vida e outros programas habitacionais; regulamentação do auxílio aluguel; passe livre para mulheres em situação de violência garantido; e criminalização da misoginia.
O Movimento de Mulheres Olga Benário também busca chamar atenção para a luta pelo socialismo. “É a ideologia capitalista que coloca que o corpo da mulher é uma propriedade, o que normaliza a misoginia, a violência, o feminicídio, os salários mais baixos e as duplas, triplas jornadas de trabalho”, afirma a carta.
O tema das eleições vem ocupando parte importante dos debates políticos nacionais recentes. Embora os temas relacionados à corrupção ou à guerra tenham grande destaque, as eleições têm sido algo bastante destacado, na medida em que impacta de forma direta a vida das pessoas. Nesse contexto, a esquerda se vê em um dilema: apoiar ou não apoiar no primeiro turno a eleição de Lula.
Um aspecto a ser considerado passa pelo combate ao bolsonarismo. Embora enfraquecido, o provável candidato principal da direita deve ser um herdeiro político e biológico do antigo presidente, seu filho Flávio. Sua candidatura, para garantir o apoio de todo tipo de político fisiológicos, deve ter um perfil mais próximo ao Centrão, talvez secundarizando as pautas ideológicas do bolsonarismo, ainda que mantendo o discurso de combate à esquerda e às organizações dos trabalhadores. Nesse cenário, para a esquerda, coloca-se a tarefa de combater a extrema-direita, ainda que a direita esteja paulatinamente se voltando para setores conservadores com um perfil mais tradicional.
Outro aspecto passa pelo balanço que se faz sobre o governo Lula. Por um lado, o governo fez medida de interesses dos trabalhadores, como a questão do imposto de renda ou a recomposição do orçamento dos serviços públicos. Por outro lado, o governo seguiu nas privatizações, manteve uma relação amistosa com o imperialismo e, diante do tarifaço de Trump, teve como resposta ajudar os setores empresariais. Esses elementos colocam o governo diante de uma situação contraditória, em que não avançou em pautas necessárias para os trabalhadores, mas, ao mesmo tempo, fez algumas medidas que mitigaram sua situação de pobreza e exploração.
Um terceiro aspecto passa pela questão da unidade da esquerda. Não se faz referência aqui ao bloco entre PT, PSOL e PCdoB, que compõem o governo de união nacional com a burguesia e devem seguir em seu pacto de defesa da institucionalidade burguesa. Os três partidos de extrema-esquerda que possuem legenda – PSTU, PCB e UP – vem anunciando a possibilidade de lançar candidaturas próprias, mas, também, em especial organizações sem legenda, tem defendido a possibilidade de unificação desses setores em uma única candidatura. Uma eventual candidatura unificada desses setores poderia ser, em teoria, um polo de aglutinação, à esquerda do governo Lula, e uma possibilidade de articulação orgânica dos trabalhadores.
Portanto, para a esquerda, se colocam dois caminhos. Um primeiro, que passa pelo apoio à reeleição de Lula. Essa perspectiva se justifica principalmente por sua candidatura se constituir novamente em uma ferramenta para derrotar o bolsonarismo nas urnas e impedir o retorno de um governo centrado na destruição de direitos dos trabalhadores, como o foram Temer e Bolsonaro. Contudo, ao mesmo tempo, essa perspectiva se mostra limitada na medida em que o mandato de Lula não esteve voltado para o avanço de direitos dos trabalhadores, se limitando a um governo burguês que, no melhor dos cenários, recompôs a escassez que existia antes da destruição bolsonarista.
Um segundo caminho passa pela possibilidade de apoio a uma candidatura da extrema-esquerda. Por certo que essa candidatura defenderia um programa centrado nos interesses dos trabalhadores e poderia ser uma ferramenta no processo de organização da classe trabalhadora no sentido da transformação da sociedade. Contudo, essa candidatura não teria diálogo com amplos setores da classe, se limitando a angariar votos no setor que de antemão têm referência nesses partidos. Ademais, mesmo que se unissem diversas organizações em torno a uma candidatura, essa seria uma unidade de ocasião, sem uma perspectiva de organização estratégica, se mostrando mais como um aglomerado de brigas por picuinhas e disputas retóricas que nem mesmo a base desses grupos entende.
Portanto, a questão não pode ser respondida de forma simples, como uma mera opção de voto. O debate estratégico precede o eleitoral, colocando a necessidade de se apontar para um projeto construído coletivamente pela classe trabalhadora. O democrático-popular, dominante como estratégia na década de 1980, faliu diante da subida do PT ao governo central, em 2003. Outra perspectiva estratégica está em aberto, não tendo, até agora, conseguido superar os limites da democracia burguesa.
Os trabalhadores, por meio de suas organizações, devem construir uma alternativa que se expresse para além das eleições. O voto em uma candidatura ou outra se mostra apenas como a expressão tática da estratégia que os trabalhadores eventualmente coloquem em seu horizonte. Da forma como se faz o debate atual, com a ausência de um projeto estratégico construído de forma coletiva, defender o voto em Lula ou em uma candidatura da extrema-esquerda mostra apenas o oportunismo de setores que fingem levar a sério os interesses dos trabalhadores.
(*) Doutor em história pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e técnico-administrativo no Instituto Federal Catarinense (IFC). Autor do livro “Golpe e ditadura em Santa Catarina”
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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.
Como em final de Copa do Mundo, bares, cinemas e cineclubes em várias cidades do país estão organizando transmissões da premiação, bolões, quizzes e sessões especiais para acompanhar a 98ª edição da maior noite do cinema mundial neste domingo (15).
Se Hollywood trata o Oscar como uma sofisticada engrenagem de campanhas e estratégias de estúdio, no Brasil ele ganhou novos contornos. Há memes nas redes sociais, correntes de torcida e uma mobilização espontânea de cinéfilos que lembra muito o que aconteceu no ano passado com “Ainda Estou Aqui”, que recebeu o Oscar na categoria de melhor filme internacional.
Agora, o centro dessa expectativa é “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que chega a 2026 com indicações de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator para Wagner Moura.
Os números ajudam a explicar o entusiasmo. Mesmo competindo com superproduções de Hollywood, o filme brasileiro, segundo dados da FILME B, portal sobre o mercado de cinema no Brasil, lidera a bilheteria entre os indicados ao Oscar, com 2.464.071 ingressos vendidos e mais de R$ 50 milhões arrecadados.
Entre os dez concorrentes ao prêmio principal da Academia Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, organizadora da premiação, é também o longa de menor orçamento, um detalhe que torna sua trajetória ainda mais simbólica.
O cinema brasileiro chega ao Oscar 2026 em um de seus momentos mais importantes. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou quatro indicações, igualando o recorde nacional alcançado por Cidade de Deus.
O longa concorre nas seguintes categorias:
Melhor Filme
Melhor Filme Internacional
Melhor Ator, com Wagner Moura
Melhor Seleção de Elenco
A indicação de Moura é histórica: ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator. Na disputa, o ator enfrenta nomes de peso como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio e Michael B. Jordan.
Além disso, o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso também recebeu uma indicação por seu trabalho no filme Sonhos de Trem.
Torcida nos bares e cinemas pelo Brasil no Oscar
Em várias cidades brasileiras, a premiação será acompanhada coletivamente, um fenômeno que vem crescendo nos últimos anos.
No Rio de Janeiro, o produtor e exibidor Cavi Borges, do Grupo Estação e da Cavideo, prepara novamente uma grande festa para a transmissão.
O evento começou há mais de duas décadas de forma quase improvisada:
“Eu faço essa transmissão ao vivo do Oscar há 25 anos. Começou lá na Cobal do Mytown, quando a Cavideo estava nascendo. Era uma reunião pequena, cinéfila mesmo.”
Nos últimos anos, porém, o evento ganhou proporções inesperadas.
“No ano passado, foi o ápice: quase duas mil pessoas. Cinco salas lotadas e um telão no saguão. Quando o Brasil ganhou o Oscar, o cinema tremeu. Foi histórico.”
Bolão do Oscar 2026
Para 2026, a expectativa é ainda maior. O evento terá bolão de apostas, quiz cinéfilo, concurso de sósias de Wagner Moura e transmissão simultânea em salas do Estação Net Rio e do Estação Net Botafogo.
Mais do que festa, Borges vê nisso um efeito direto do momento que o cinema brasileiro atravessa.
“Muita gente que não frequentava cinema de arte começou a aparecer. Pessoas que iam ao shopping ver blockbuster foram à Estação para ver Ainda Estou Aqui ou O Agente Secreto. E quando chegam lá descobrem um monte de outros filmes.”
Segundo ele, esse movimento ajuda a revelar algo curioso:
“O Brasil produz cerca de 300 filmes por ano, mas o grande público conhece quatro ou cinco. Quando as pessoas entram na sala de cinema por causa de um filme brasileiro que virou fenômeno, elas descobrem que existe muito mais.”
Confira a lista completa de indicações ao Oscar 2026
Melhor Filme
O Agente Secreto
Bugonia
F1
Frankenstein
Hamnet
Marty Supreme
Pecadores
Sonhos de Trem
Uma Batalha Após a Outra
Valor Sentimental
Melhor Direção
Chloe Zhao, por Hamnet
Joachim Trier, por Valor Sentimental
Josh Safdie, por Marty Supreme
Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
Ryan Coogler, por Pecadores
Melhor Ator
Wagner Moura, por O Agente Secreto
Timothy Chalamet, por Marty Supreme
Leonardo Di Caprio, por Uma Batalha Após a Outra
Ethan Hawke, por Blue Moon
Michael B Jordan, por Pecadores
Melhor Atriz
Jessie Buckley, por Hamnet
Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
Renata Reinsve, por Valor Sentimental
Kate Hudson, por Song Sung Blue: Um sonho a dois
Emma Stone, por Bugonia
Ator Coadjuvante
Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
Jacob Elordi, por Frankenstein
Delroy Lindo, por Pecadores
Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
Atriz Coadjuvante
Elle Fanning, por Valor Sentimental
Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
Amy Madigan, por A Hora do Mal
Wunmi Mosaku, por Pecadores
Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra
Roteiro Original
Blue Moon
Foi Apenas Um Acidente
Marty Supreme
Valor Sentimental
Pecadores
Roteiro Adaptado
Bugonia
Frankenstein
Hamnet
Uma Batalha Após a Outra
Sonhos de Trem
Seleção de Elenco
O Agente Secreto
Hamnet
Marty Supreme
Pecadores
Uma Batalha Após a Outra
Melhor Animação
Arco
Elio
Guerreiras do K-Pop
A Pequena Amélie
Zootopia 2
Design de Produção
Frankenstein
Hamnet
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Melhor Fotografia
Frankenstein
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Sonhos de Trem
Figurino
Avatar: Fogo e Cinzas
Hamnet
Frankenstein
Pecadores
Marty Supreme
Edição
F1
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Valor Sentimental
Maquiagem e Cabelo
Kokuho
Frankenstein
Pecadores
Coração de Lutador: The Smashing Machine
A Meia-Irmã Feia
Som
F1
Frankenstein
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Sirāt
Efeitos Visuais
Avatar: Fogo e Cinzas
F1
Jurassic World: Recomeço
O Ônibus Perdido
Pecadores
Trilha Sonora Original
Bugonia
Frankenstein
Hamnet
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Canção Original
Dear Me, de Diane Warren: Relentless
Golden, de Guerreiras do K-Pop
I Lied to You, de Pecadores
Sweet Dreams of Joy, de Viva Verdi!
Train Dreams, de Sonhos de Trem
Melhor Documentário
The Alabama Solution
Come See Me In The Good Light
Mr Nobody Against Putin
Perfect Neighbour
Cutting Through Rocks
Melhor Filme Internacional
O Agente Secreto, do Brasil
Foi Apenas Um Acidente, da França
Valor Sentimental, da Noruega
Sirāt, da Espanha
A voz de Hind Rajab, da Tunísia
Curta-metragem de Animação
Butterfly
Forever Green
The Girl Who Cried Pearls
Retirement Plan
The Three Sisters
Curta-documentário
All The Empty Rooms
Armed Only With A Camera
Children No More
Perfectly A Strangeness
The Devil Is Busy
Curta-metragem com Atores
Butchers Stain
A Friend Of Dorothy
The Singers
Two People Exchanging Saliva
Jane Austen’s Period Drama
Elenco do filme O Agente Secreto, que já ultrapassou 2,4 milhões de espectadores – Foto Paulo Pinto/Agência Brasil
O Agente Secreto concorre em 4 categorias no Oscar 2026
Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, O Agente Secreto tornou-se um caso raro: um filme autoral que conseguiu dialogar com o público sem abrir mão de sua identidade estética.
O longa já ultrapassou 2,4 milhões de espectadores, tornando-se o filme mais visto no Brasil entre todos os indicados ao Oscar deste ano.
Nas redes sociais, Kleber tem demonstrado uma mistura de celebração e responsabilidade diante da mobilização nacional.
O diretor agradeceu recentemente a “energia incrível” do público brasileiro e destacou algo que considera essencial para o sucesso do filme: as políticas públicas de incentivo ao audiovisual. Para ele, o reconhecimento internacional também tem um significado cultural mais amplo.
O cineasta afirma que a presença do filme no Oscar representa uma forma de “soft power brasileiro” — a capacidade de o país projetar sua cultura e sua identidade no palco global. Ao mesmo tempo, Kleber reconhece a pressão e já comentou sentir “medo de decepcionar” diante da enorme expectativa criada no Brasil.
Entre todas as categorias, especialistas apontam uma em que o Brasil aparece particularmente forte. A nova categoria de Melhor Direção de Elenco, criada pela Academia em 2024 e inaugurada nesta edição do Oscar, pode marcar um momento histórico para o país.
O brasileiro Gabriel Domingues foi indicado pelo trabalho em O Agente Secreto, responsável pela seleção de mais de 60 atores, combinando nomes consagrados e novos
Mesmo com o entusiasmo brasileiro, a disputa continua aberta. Veículos especializados americanos apontam “Pecadores”, de Ryan Coogler, como possível grande vencedor da noite.
Publicações ligadas ao cinema independente foram mais generosas com o longa brasileiro. O site IndieWire, por exemplo, colocou O Agente Secreto no topo do ranking entre os indicados a Melhor Filme.
Entre os favoritos estão Timothée Chalamet, vencedor do Globo de Ouro, e Michael B. Jordan. Mas há também histórias que Hollywood adora: trajetórias longas esperando reconhecimento.
É impossível não lembrar, por exemplo, de Ethan Hawke — um dos atores mais respeitados de sua geração que, surpreendentemente, nunca levou uma estatueta.
Enquanto isso, o Brasil torce por Wagner Moura, que chega à corrida com enorme capital simbólico após sua vitória no Globo de Ouro.
Wagner Moura concorre na categoria de melhor ator – Foto Paulo Pinto/Agência Brasil
Se os prognósticos internacionais são cautelosos, no Brasil o sentimento é outro. Há algo que números e estatísticas não capturam: a mobilização afetiva em torno de um filme. Nunca tantos portais, canais de cinema, podcasts e perfis nas redes sociais acompanharam tão intensamente a temporada de premiações.
Talvez porque o cinema brasileiro esteja vivendo um momento raro: o de voltar a se ver no centro da conversa mundial.
Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. Leia em TVT News.
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os dados sugerem que a figura de Trump, um dos principais nomes da direita global e aliado político do bolsonarismo, polariza o eleitorado brasileiro e pode provocar reações distintas entre diferentes segmentos da população. Além dos 32% que dizem que o apoio do republicano aumentaria a disposição de votar em Lula e dos 28% que afirmam que isso favoreceria Flávio Bolsonaro, outros 19% apontam que o gesto estimularia o voto em um candidato de “terceira via”, fora da polarização entre os dois campos políticos. Já 14% afirmam que a manifestação não faria diferença em sua decisão de voto e 7% não souberam responder.
De acordo com o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam que a associação direta com Trump pode ser mais prejudicial do que benéfica para a candidatura do senador. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, afirmou, em publicação no X (ex-Twitter).
Polarização entre bases políticas
A pesquisa também detalha como diferentes grupos do eleitorado reagiriam ao eventual endosso do presidente norte-americano.
Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, o efeito é fortemente positivo para o senador: 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria sua disposição de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, o movimento é inverso: 79% dizem que o gesto ampliaria a chance de votar no atual presidente.
Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo em disputas presidenciais — o impacto tende a favorecer alternativas fora da polarização. Nesse segmento, 33% afirmam que o apoio do presidente norte-americano estimularia a busca por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio.
Os resultados também variam conforme religião, gênero, renda e escolaridade. Entre evangélicos, 36% dizem que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar no senador. Já entre católicos, 35% afirmam que o gesto fortaleceria a intenção de votar em Lula.
No recorte de gênero, o apoio de Trump beneficia mais o senador entre homens: 33% afirmam que isso elevaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre as mulheres, porém, o efeito tende a favorecer Lula: 35% dizem que a manifestação aumentaria a disposição de votar no petista.
Em relação à renda, o potencial de voto em Flávio Bolsonaro impulsionado por Trump é maior entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, grupo em que 33% dizem que aumentariam as chances de votar no senador. Já entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 37% afirmam que o apoio ao parlamentar ampliaria a chance de votar em Lula.
A reação também apresenta variações regionais. No Sul, 35% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. No Nordeste, por outro lado, metade dos entrevistados (50%) diz que um eventual endosso do presidente norte-americano elevaria a probabilidade de votar em Lula.
Entre faixas etárias, o impacto pró-Flávio Bolsonaro aparece com mais força entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que 33% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar no senador. Já entre jovens de 16 a 24 anos, o maior efeito seria o estímulo à terceira via: 25% afirmam que buscariam outro candidato. Entre idosos com 60 anos ou mais, 38% dizem que o apoio de Trump elevaria as chances de votar em Lula.
Rejeição aos Estados Unidos cresce
Além do impacto eleitoral, o levantamento aponta uma deterioração na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Atualmente, 48% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, enquanto 38% afirmam ter uma visão positiva.
A tendência representa uma mudança significativa em relação a outubro de 2023, quando 56% dos brasileiros declaravam ter imagem favorável dos EUA e apenas 25% tinham opinião negativa. Desde então, a percepção positiva vem caindo gradualmente.
O saldo de imagem — diferença entre avaliações positivas e negativas — também piorou. Em agosto de 2025, a diferença era de quatro pontos negativos. Agora, chegou a dez pontos negativos.
Segundo a Quaest, a deterioração ocorre em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo diferentes regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.
O cenário se insere em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela crescente polarização política global. Nos últimos meses, as ações do governo norte-americano em conflitos internacionais, incluindo a escalada militar contra o Irã, têm ampliado o debate sobre a influência da política externa dos EUA na opinião pública de países como o Brasil.
Nesse ambiente, a pesquisa sugere que a associação direta entre lideranças brasileiras e figuras centrais da política norte-americana pode produzir efeitos eleitorais complexos — e, em alguns casos, contrários aos esperados por seus aliados políticos.
O apresentador Ratinho se pronunciou após repercussão de comentários transfóbicos feitos sobre a deputada federal Erika Hilton durante seu programa no SBT. As ofensas ocorreram após ele comentar a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Após a repercussão, o apresentador afirmou que suas falas fazem parte de crítica política e negou intenção de preconceito. “Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio.”
🚨VEJA: Ratinho se pronuncia após falas contra Érika Hilton:
“Eu defendo a população trans, mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política, gente, não é preconceito, é jornalismo. E eu não vou ficar em silêncio”.
Durante o programa, Ratinho questionou a escolha da deputada para o cargo e fez comentários sobre identidade de gênero. “Ela não é mulher, ela é trans. Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito, respeito todo mundo que tem comportamento diferente, está tudo certo. Agora, para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, disse.
O apresentador também declarou que não concorda com a eleição da parlamentar para a comissão. “Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Ela não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela. Acho que deveria ser uma mulher.”
Em outro momento, Ratinho questionou se uma mulher trans poderia representar pautas femininas. “Para quem não sabe, a deputada Erika Hilton é trans, mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Não é fácil ser mulher. Imagine se uma mulher trans fosse defender as pautas relacionadas ao público masculino? Estaria certo? Também não. Está certo, vamos nos modernizar, ter inclusão, mas não precisa exagerar.”
DESSERVIÇO! Ratinho dispara contra Érika Hilton ao vivo, e diz que a Deputada NÃO É MULHER.
A deputada respondeu nas redes sociais e afirmou não se preocupar com as críticas. “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbecis é a última coisa que me importa. Hoje fiz história por mim, que tive minha adolescência e minha dignidade roubada pelo preconceito e discriminação.”
Ela também comentou a eleição para a presidência da comissão. “Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher? E foi a minha luta, a minha história e a minha garra que me trouxeram até aqui.”
O SBT divulgou nota afirmando que as declarações não representam a posição da emissora. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores.”
Erika Hilton informou que acionou o Ministério Público Federal para investigar o caso e pediu abertura de ação civil pública com pedido de indenização por danos morais coletivos. Segundo ela, as falas não atingem apenas pessoas trans. “Este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram.”
A deputada também afirmou que pretende levar o caso adiante. “Ratinho e o SBT pagarão por seus atos. Eles não pagarão a mim, mas a todas as mulheres vítimas de violência, trans e cis. Por fim, vale lembrar: eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato.”
Sim, estou processando o apresentador Ratinho.
Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência.
Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim.… pic.twitter.com/F9Suqaf3b8
Matéria atualizada às 14:25 com posicionamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
A Pesca com Botos no Sul do Brasil se tornou nesta quarta-feira (11) patrimônio cultural do país. A decisão ocorreu em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, instância deliberativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Eu me emocionei. Isso é um passo que há anos que a gente vinha falando, que a nossa pesca tinha que ser reconhecida. Foi uma conquista que vai ficar na história”, afirma o pescador Jorge Rosa, que realiza a prática há mais de 40 anos na barra do Rio Tramandaí.
Esse patrimônio cultural, no entanto, está ameaçado pela construção de um emissário que deve despejar no rio esgoto proveniente de condomínios de Xangri-lá e Capão da Canoa. Para o pescador, a decisão do Iphan aumenta as expectativas de que o projeto da Corsan/Aegea seja barrado: “Isso é uma carta na manga para a gente lutar contra essa imundície”, afirma.
Passada de geração em geração, a prática envolve uma colaboração entre pescadores e os botos-de-Lahille. Os botos indicam aos pescadores onde estão os cardumes de tainhas, empurram os peixes até a margem e até mesmo sinalizam, com a cabeça, o momento certo de jogar a tarrafa. Enquanto os humanos têm sua pesca facilitada, os botos se alimentam das tainhas que fogem desorientadas da rede. “Aquilo é uma terapia. Só de tu estar interagindo com os botos e os botos mostrarem o peixe para o ser humano, é muito maravilhoso, não tem explicação. É uma bênção”, exalta Jorge Rosa.
A prática ocorre em locais em que águas doces e salgadas se misturam, principalmente na foz do Rio Tramandaí e no Complexo Lagunar Sul de Santa Catarina, junto à cidade de Laguna, podendo ocorrer ocasionalmente nos estuários dos rios Mampituba e Araranguá. A família de Jorge Rosa pesca com o boto-de-Lahille na foz do Rio Tramandaí desde, pelo menos, a década de 1950. O avô ensinou para seu pai, que passou a técnica para ele e seu filho também já deu seguimento a esse legado. De acordo com dossiê elaborado pelo Iphan para o registro, existem indícios da prática na foz do Rio Tramandaí desde o início do século XX.
O Iphan destaca que os botos são conhecidos pelo nome pelos pescadores e também passam a técnica de geração em geração. “Eu considero os botos como filhos que voltam, de vez em quando, para ver o pai”, conta Jorge.
O pescador, contudo, acredita que seus “filhos” marinhos não devem visitar o pai com muita frequência, caso o esgoto seja despejado no local. “Não sou nenhum cientista, mas esgoto 100% limpo não existe. Esgoto é esgoto. Quando o boto sentir aquela água podre, ele vai sumir da Barra. Ele virá quando a maré encher, mas, no momento em que a maré vazar e descer aquela água de esgoto, ele não volta mais, vai embora”.
A Corsan/Aegea afirma que o esgoto tratado e despejado no Rio Tramandaí será 100% limpo. Especialistas ligados ao Movimento em Defesa do Litoral Norte (MOVLN) contestam a informação.
O Iphan destacou em sua decisão que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) reclassificou, em 2025, o risco de extinção dos botos-de-Lahille de vulnerável para em perigo de extinção. “O boto-de-Lahille sempre representou um símbolo de resistência da Mãe natureza, pois, mesmo com o avanço da especulação imobiliária e da crise climática, a espécie se manteve, devido, principalmente, à forma como os pescadores de Imbé e Tramandaí mantêm as suas relações ancestrais e conexões com essa espécie, a partir da pesca cooperativa”, afirma o MOVLN, em nota assinada por Wesley Diogo de Assis, professor de Química e pesquisador, e Cristina Portella, advogada.
O movimento comemora a decisão do Iphan. “O registro da pesca com os botos, como patrimônio cultural imaterial por parte do Iphan, representa uma vitória das comunidades tradicionais de pescadores, assim como dos movimentos sociais. É preciso que os empresários e representantes do Estado interessados no despejo de esgoto semi tratado no Rio Tramandaí se conscientizem de que é necessário respeitar a natureza e evitar a poluição do estuário”.
Para o MOVLN, a partir dessa decisão, o órgão de defesa do patrimônio histórico e cultural do país precisa ser ouvido sobre o despejo de esgoto no rio. “Entendemos que o Iphan deverá ser consultado sobre o despejo de esgoto semi tratado no Rio Tramandaí, visto que os impactos ambientais afetarão diretamente essa forma histórica, cultural e econômica de atividade que é a pesca cooperativa”.
“Com certeza, o Iphan vai ter que ser ouvido”, afirma procurador
O empreendimento da Corsan/Aegea já recebeu licença prévia e de instalação da Fepam. A estrutura de esgotamento que une os condomínios até o Rio Tramandaí já está sendo construída, mas ainda não tem a licença de operação, o que permitiria o lançamento dos efluentes.
Pelo menos cinco processos tramitam no Judiciário, nas esferas federal e estadual, com respeito ao licenciamento do despejo de efluentes no Rio Tramandaí, entre eles uma ação civil pública conjunta, que envolve MP estadual e federal, e tramita na Justiça Federal. Os órgãos de fiscalização entendem que a Fepam deveria ter feito um estudo prévio de impacto ambiental.
“A gente está tentando fazer um licenciamento mais robusto, defendemos na ação civil pública que deveria ser feito um estudo de impacto ambiental, que não veja apenas a questão hidrológica do Rio Tramandaí, mas a questão social, econômica, que envolve toda a comunidade da região. Isso é o que a gente está pleiteando na ação civil pública”, explica o procurador do MPF Claudio Terre do Amaral.
A ação partiu de representações da comunidade e o MPF realizou duas perícias sobre o tema, ambas indicando que o licenciamento deveria ter ouvido a população. “A perícia do MPF identificou algumas lacunas. Teriam que ter sido ouvidas comunidades ribeirinhas, municípios e uma comunidade indígena”, relata o procurador.
Claudio Terre do Amaral afirma que vai ouvir o Iphan sobre o reconhecimento da Pesca com Botos para obter mais informações e que o órgão precisa ser ouvido dentro da ação civil pública. “Com certeza, o Iphan vai ter que ser ouvido, para saber se vai impactar nesse patrimônio cultural. Esse fato novo a gente vai levar em consideração, não pode ser ignorado”.
Iphan vai oficiar órgãos ambientais do Estado e municípios
Por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa, o Iphan informa que “sua Superintendência no Rio Grande do Sul vai emitir ofício aos órgãos ambientais do estado e dos municípios de abrangência apontada no dossiê de registro para ciência de que, tanto estas quanto quaisquer obras na área de abrangência, devem garantir a proteção da prática acautelada em nível federal”. O Instituto enfatiza que precisa dar anuência aos processos de licenciamento ambiental em qualquer nível federativo, seja para licenças prévia, de instalação ou de operação. “No caso das obras de saneamento referente ao lançamento de efluentes no Rio Tramandaí pela empresa mencionada, não houve até o momento protocolo de pedido de anuência junto ao Iphan, na forma da Ficha de Caracterização da Atividade”, finaliza o órgão.
Donald Trump, presidente dos EUA, e Motjaba Khamenei, novo líder do Irã. Foto: reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado” após o ataque que matou parte de sua família, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibida na noite de quinta-feira (12).
“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump na entrevista divulgada pela emissora.
Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A ofensiva foi realizada de forma coordenada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e acabou desencadeando uma guerra regional que vem se intensificando desde então. Após rumores sobre o estado de saúde do novo líder iraniano, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que Mojtaba está “são e salvo”.
Desde que foi escolhido para suceder o pai como líder supremo do Irã no último domingo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi divulgado apenas na quinta-feira e lido por um apresentador de televisão estatal.
Ali Khamenei, assassinado em ataque dos EUA e de Israel. Foto: reprodução
Na mensagem, o novo líder indicou que o Irã poderá ampliar medidas de pressão contra os adversários, citando inclusive o impacto sobre rotas estratégicas do petróleo. Segundo ele, iniciativas como o controle do Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo” e provocar aumento nos preços internacionais da commodity.
Logo após o pronunciamento, o governo iraniano anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos divulgados em um canal oficial no Telegram mostram o lançamento de mísseis acompanhado do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.
O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 14º dia e já provocou ataques diários entre as forças militares dos países. Enquanto tropas estadunidenses e israelenses realizam ofensivas em território iraniano, Teerã tem respondido com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A escalada militar ampliou o alcance do confronto na região e aumentou a tensão internacional, enquanto lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos da guerra e o impacto da mudança no comando do regime iraniano.
Todos dizendo uma obviedade: que Flávio Bolsonaro não convence como bolsonarista moderado.
Surpreendeu, na GloboNews, uma bancada unânime, principalmente pela presença de Merval.
Merval pode estar dizendo que a Globo aposta em Ratinho Júnior, que será o candidato do PSD, segundo o próprio Merval.
Manchete do colunista Merval Pereira sobre Flávio Bolsonaro, no Globo. Foto: Reprodução
O jornalista chegou a dizer que o pai tentou e que Flávio também pode tentar um golpe.
A pauta da roda de conversa era provocativa para o padrão Globo: Flávio moderado? Fizeram a pergunta, assim formulada e fixada numa tarja na TV, para baterem no filho ungido.
A melhor intervenção foi a de Flávia, que se apresentou como carioca que nasceu e sempre morou no Rio e conhece o radicalismo de toda a família, inclusive o de Flávio.
(Esclareço que as posições categóricas de Flávia e Miriam não surpreendem. Só faltou as duas definirem Flávio como um farsante que até agora não apresentou nenhuma ideia.
A Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina (Unesc) foi a que recebeu mais recursos do programa Universidade Gratuita nos primeiros meses de 2026. O principal projeto do governo Jorginho Mello na educação é responsável por transferir recursos dos cofres públicos para instituições da rede particular de ensino superior. Segundo o orçamento aberto do Portal […]
Não há surpresa nenhuma na cena em que Ratinho ataca Erika Hilton no SBT. O mais constrangedor é a reação da plateia de mulheres que estão em torno do apresentador.
Elas riem quando a ratazana imita mulheres fazendo exame e aplaudem quando ele encerra o discurso dizendo que Erika não é mulher e que há um exagero na defesa da ‘inclusão’.
Aquelas mulheres da plateia podem ser consideradas pessoas alheias à agressão que estão ouvindo? Elas não têm condições de avaliar o ataque transfóbico e criminoso do ratão?
DESSERVIÇO! Ratinho dispara contra Érika Hilton ao vivo, e diz que a Deputada NÃO É MULHER.
É assim mesmo? Parte das esquerdas ainda acredita que um vasto contingente de brasileiros não tem discernimento para saber o que é certo e errado numa hora dessas?
A ignorância e a alienação são atenuantes para quem aplaude homens incitadores de ódio e discriminação?
A deputada Erika Hilton e o apresentador Ratinho. Foto: Reprodução
Com salário estimado em R$ 1,5 milhão por mês, o apresentador Ratinho pode ser demitido do SBT após declarações homofóbicas sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A emissora divulgou nota pública afirmando que as falas do comunicador não representam os valores institucionais do canal e informou que o caso está sendo analisado internamente, sem descartar medidas drásticas.
A polêmica começou quando Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. O apresentador afirmou: “Para ser mulher tem que ter útero” e também disse que a parlamentar “não é mulher, é trans”. As declarações provocaram críticas nas redes sociais e reação imediata da deputada.
Ratinho sobre Erika Hilton na Presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados:
Diante do episódio, Erika anunciou que acionou o Ministério Público para que o caso seja investigado. Segundo a parlamentar, as declarações podem configurar crime e devem ser analisadas dentro do que prevê a legislação brasileira sobre discriminação e discurso de ódio.
Em nota oficial, o SBT declarou que repudia qualquer forma de preconceito e afirmou que as falas do apresentador estão sendo avaliadas pela direção. “O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa”, diz o comunicado. Até o momento, não há confirmação sobre demissão, mas a situação aumentou a pressão sobre o apresentador dentro da emissora.
As exigências regulatórias do Banco Central e a integração da inteligência artificial no ecossistema de criptoativos devem transformar profundamente o mercado brasileiro, acelerando fusões e a automação de transações, disse Rodrigo Batista, CEO da Digitra e do token DGTA, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o aumento das exigências de governança e capital visa um controle mais estrito do regulador sobre o setor: “O Banco Central colocou exigências altas para que o número de empresas no mercado diminua e ele tenha um grupo menor para acompanhar. Devemos ver empresas nacionais e estrangeiras saindo, além de um movimento de fusões e aquisições”.
Sobre a convergência tecnológica, o especialista apontou que a autonomia dos softwares está criando uma nova dinâmica financeira global: “Agentes de inteligência artificial já têm a habilidade de criar contas e carteiras sem pedir autorização para humanos ou CPF. Em breve, teremos mais criptomoedas sendo movimentadas por IA do que por pessoas reais”.
A integração entre blockchain e inteligência artificial também é um pilar central para investidores globais, conforme explicou Cosmo Jiang, Gerente-geral da Pantera Capital. O fundo, sediado nos Estados Unidos, foca em ativos que podem escalar com o uso de novas tecnologias digitais.
Jiang afirmou que a infraestrutura das criptomoedas oferece os trilhos ideais para o crescimento das atividades autônomas: “Notamos mais atividade acontecendo nos trilhos da blockchain após lançamentos de novas IAs. À medida que agentes autônomos participarem do comércio, a blockchain vai conseguir satisfazer essas restrições por ter trilhos financeiros nativos digitais”.
A aprovação do projeto de lei Market Clarity Act nos Estados Unidos deve impulsionar ainda mais esse cenário, disse Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Ele destaca que o projeto traz clareza regulatória para a maior economia do mundo.
Szuster acredita que o cenário é de recuperação após a máxima de 126 mil dólares (R$ 658 mil) do ano passado: “O projeto tem cerca de 70% de chance de ser aprovado este ano, o que abre potencial para a entrada massiva de capital institucional e do varejo. Isso deve ocorrer apesar da volatilidade recente causada por crises geopolíticas”.
Complementando a visão sobre a evolução do setor, Bruno Faria, CEO e sócio da Bloxs, explicou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC como a tecnologia está mudando o mercado de capitais. Para ele, a eficiência virá da automação de processos que hoje ainda dependem de burocracia excessiva.
O executivo detalhou as vantagens técnicas dessa infraestrutura para o sistema financeiro: “A blockchain pode automatizar processos repetitivos de registro, liquidação e custódia, reduzindo problemas de conciliação. Isso torna o ativo mais programável em termos de compliance e pagamentos, resultando em um processo muito mais barato”.
Faria também comentou o impacto das novas resoluções do Banco Central sobre as prestadoras de serviços de ativos virtuais no país: “Empresas que não possuem capital social mínimo de 10 milhões de reais (R$ 52.3 milhões) precisarão se fundir a grupos maiores ou mudar seus planos de negócio, pois a régua de supervisão subiu”.
A mudança no perfil das empresas brasileiras é vista como um movimento necessário de institucionalização pelo CEO da Bloxs: “A regulação retira o mercado da zona cinzenta e atrai o investidor qualificado, que exige segurança jurídica. É natural que empresas menores enfrentem dificuldades, mas isso aumenta a confiabilidade do setor como um todo”.
Quanto ao futuro das instituições tradicionais, Rodrigo Batista, CEO da Digitra, acredita que a tecnologia forçará uma evolução radical: “Não acredito em substituição, mas em complementariedade. As criptomoedas possibilitam a redução de custos e novos produtos, mas os bancos são protegidos por regulação e pelo status quo”.
Por fim, o executivo reforçou o papel do Bitcoin como proteção patrimonial contra a inflação: “Diferente das moedas fiduciárias que os governos podem imprimir, o Bitcoin tem um limite de 21 milhões de unidades. Ele foi desenhado para ser um antissistema que protege o investidor da desvalorização”.
Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.
O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.
Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.
Presidente recebeu atletas medalhistas do Mundial de Ginástica Rítmica no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros.
Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
Preço do petróleo: Barril de Brent volta a superar US$ 100
O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial de petróleo, voltou a superar a barreira dos 100 dólares, apesar da liberação, na véspera, de enormes reservas para evitar uma escassez mundial.
A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou uma liberação recorde de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar os mercados.
Quantas pessoas poderia alimentar? Pentágono afirma que campanha contra o Irã custou US$ 11.300 milhões em uma semana
A primeira semana da guerra contra o Irã custou aos Estados Unidos mais de 11.300 milhões de dólares, segundo informações do Pentágono no Congresso
– Navio com bandeira das Ilhas Marshall atacado –
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou um navio com bandeira das Ilhas Marshall, que segundo Teerã pertenceria aos Estados Unidos, na parte norte do Golfo após “ignorar e não atender as advertências”.
– Israel anuncia ataques “em larga escala” no Irã –
O Exército israelense anunciou ataques “em larga escala” contra infraestruturas no Irã, no 13º dia da guerra desencadeada pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica.
– Redução drástica da produção de petróleo –
Os países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários diante do bloqueio do Estreito de Ormuz pela guerra no Oriente Médio, o que representa “a maior perturbação” de fornecimento da história, informou a Agência Internacional de Energia (AIE).
“Reduções importantes da oferta” foram registradas, em particular, no Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, todos alvo de ataques de represália do Irã.
Esta foto divulgada pela Marinha Real Tailandesa em 11 de março de 2026 mostra fumaça saindo do navio cargueiro tailandês ‘Mayuree Naree’ próximo ao Estreito de Ormuz após um ataque. Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, informou a Marinha Tailandesa. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP) /
– Base militar italiana atacada no Iraque –
Um ataque contra uma base italiana no Curdistão iraquiano provocou danos, mas não deixou feridos, informaram as autoridades italianas.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, condenou o ataque e explicou que a base “fica dentro de um complexo que inclui bases de outros países, sobretudo dos Estados Unidos”, portanto não é possível saber ao certo quem era o alvo.
– Ataques de drones contra países do Golfo –
Vários drones iranianos atingiram o aeroporto internacional do Kuwait, provocando “danos materiais”, informaram as autoridades.
Também foi registrado um “incidente menor com drones” em um edifício em Dubai, depois que os aparelhos foram interceptados “com sucesso”, segundo o governo local.
– Um morto após ataque contra dois petroleiros –
Um ataque contra dois petroleiros a quase 50 quilômetros do Iraque matou pelo menos um integrante da tripulação, de nacionalidade indiana. Trinta e oito foram resgatados.
– Porta-contêineres atingido –
Um navio porta-contêineres foi atingido por um “projétil desconhecido” na costa dos Emirados Árabes Unidos, o que provocou um “pequeno incêndio” a bordo, informou a agência marítima britânica (UKMTO). Toda a tripulação está a salvo, indicou o capitão.
– Ataque contra depósitos de petróleo no Bahrein –
O Ministério do Interior do Bahrein pediu aos moradores de várias localidades que permaneçam em suas casas após um ataque, atribuído ao Irã, contra depósitos de combustíveis em Muharraq.
– Riade neutraliza drone que se aproximava das embaixadas –
O Ministério da Defesa saudita anunciou que derrubou um drone que se aproximava de um bairro da capital, Riade, onde se encontram as embaixadas estrangeiras.
O Ministério da Defesa do Kuwait também informou que suas defesas aéreas interceptaram várias aeronaves não tripuladas, enquanto o Irã lançava ataques contra os países do Golfo ricos em petróleo.
– Sete mortos em ataque em Beirute –
O Líbano afirmou que um ataque israelense contra uma zona costeira do centro de Beirute deixou ao menos sete mortos na manhã de quinta-feira.
O Hezbollah anunciou que havia atacado uma base de inteligência militar israelense em Glilot, subúrbio de Tel Aviv, “com uma série de mísseis avançados”.
O Exército israelense afirmou que lançou “uma ampla onda de ataques contra infraestruturas terroristas do Hezbollah em todo o Líbano”.
– Um morto em ataque contra petroleiros no Iraque –
Um ataque contra petroleiros perto do Iraque matou um tripulante. Farhan Al Fartousi, da Companhia Geral de Portos do Iraque, declarou que um membro da tripulação de um petroleiro faleceu e 38 foram resgatados até o momento.
– EUA libera reservas estratégicas –
O governo dos Estados Unidos vai liberar progressivamente 172 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, como parte de um esforço conjunto dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para limitar as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio.
Depois de 1.280 dias de greve, os trabalhadores da Avibras Indústria Aeroespacial aprovaram a proposta de pagamento da dívida trabalhista acumulada pela empresa. As atividades da principal indústria bélica do país, localizada em Jacareí, interior de São Paulo, devem ser retomadas em abril, depois de três anos sem produção contínua. Leia em TVT News.
A greve começou em 9 de setembro de 2022.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a proposta aprovada de pagamento da dívida trabalhista soma R$ 230 milhões. O plano para quitação desse débito prevê o parcelamento de 12 a 48 vezes, de acordo com a faixa salarial de cada trabalhador. Ao todo, 1,4mil pessoas têm valores a receber.
“Para voltar à atividade, a direção da Avibras vai desligar todos os 850 trabalhadores que permanecem registrados na fábrica, quitar as dívidas conforme o plano de parcelamento e fazer 450 recontratações. O processo de demissões, homologações e contratações vai acontecer entre março e abril”, explica o sindicato.
Em nota, a Avibras afirmou que a decisão dos trabalhadores é um avanço relevante para o processo de reestruturação da empresa.
Outro fator importante para viabilizar a retomada das operações foi a decisão do Tribunal de Justiça rejeitando os recursos apresentados contra a homologação do Plano de Recuperação Judicial da companhia.
“A empresa prossegue na fase de transição, que inclui os preparativos necessários para o restabelecimento de suas operações. Também segue empenhada na implementação do Plano de Recuperação Judicial e na construção de um novo ciclo para a empresa, com foco na continuidade de suas operações e no fortalecimento de sua atuação nos setores de defesa e aeroespacial”, diz a empresa.
A Avibras pediu recuperação judicial em março de 2022, devido a uma crise financeira, alegando estar com dívidas de R$ 600 milhões. No mesmo momento, anunciou 420 demissões, que foram suspensas pela Justiça um mês depois, devido a uma ação movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
A fábrica será retomada sob nova direção. O ex-proprietário João Brasil Carvalho Leite foi destituído em 25 de julho de 2025, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que homologou a transferência de 99% das ações para o Brasil Crédito Gestão Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, credor da Avibras.
A Avibras é uma empresa brasileira privada de engenharia, com mais de 50 anos de atuação e desenvolve tecnologia para as áreas de defesa e civil. Os destaques da produção são sistemas de lançamento de mísseis de cruzeiro e foguetes guiados, além de diferentes motores foguetes para a Marinha e para a Força Aérea Brasileira e veículos blindados.
O Governo do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 12 de março, um pacote emergencial para proteger a população brasileira da alta internacional do petróleo e reduzir a pressão sobre o preço do diesel no país. O pacote inclui zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, subvenção ao combustível, imposto regulatório sobre exportações de petróleo e novas regras para reforçar a fiscalização no mercado de combustíveis. Leia em TVT News.
“Eu estou com os meus ministros para anunciar medidas de proteção ao povo consumidor brasileiro. Medidas que vão fazer com que o governo brasileiro extinga a cobrança do PIS e do Cofins, que vão fazer com que a gente cobre imposto de exportação do petróleo para garantir subvenção para evitar o aumento do preço”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.
As ações buscam mitigar os impactos do cenário internacional marcado pela forte volatilidade de preço do petróleo, decorrente do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã e das tensões no entorno do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.
Ao editar essas medidas, o Governo do Brasil atua para evitar que a população brasileira, os caminhoneiros e os setores produtivos arquem sozinhos com o custo de uma crise externa. A iniciativa também busca conter pressões inflacionárias, especialmente sobre alimentos, fretes e bens essenciais que dependem diretamente do transporte rodoviário.
Medidas anunciadas por Lula
IMPOSTO ZERADO — Lula assinou o Decreto nº 12.875/2026, que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, eliminando os únicos tributos federais cobrados sobre o combustível. O impacto estimado é de redução de R$ 0,32 por litro. “Estamos dizendo em alto e bom som que estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica, para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro”, afirmou Lula.
SUBVENÇÃO — O presidente também assinou a Medida Provisória nº 1.340/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores de diesel, que deverão repassar esse valor. Somadas, as medidas previstas no decreto e na MP têm o objetivo de gerar um alívio de R$ 0,64 por litro, para conter a pressão de custos ao longo da cadeia e criar condições para que esse efeito chegue à população nas bombas dos postos.
“Nós vamos fazer tudo o que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores dos estados, que podem reduzir um pouco o ICMS também no preço do combustível, naquilo que for possível cada estado fazer, para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro. Não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, da salada de alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, registrou o Lula.
MEDIDAS TEMPORÁRIAS — O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que as medidas têm caráter emergencial e não interferem na política de preços da Petrobras. “Essas são medidas temporárias, que têm a ver com o estado de guerra que nós estamos vivendo, sem previsibilidade de solução de curtíssimo prazo. Todos estamos trabalhando no sentido de reivindicar a paz, reivindicar que os organismos internacionais atuem no sentido de buscar a paz”, disse o ministro.
Segundo Haddad, o objetivo é reduzir o impacto do cenário externo sobre a economia brasileira. “Com essas medidas, o fortalecimento da ANP, da fiscalização e com as medidas econômicas tomadas, nós vamos conseguir lograr êxito em, tanto quanto possível, não permitir que os efeitos da guerra afetem o dia a dia do brasileiro, o dia a dia da brasileira”, completou Haddad.
IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO — A MP também prevê o Imposto de Exportação sobre o petróleo para aumentar o refino brasileiro e garantir o abastecimento interno. A renda excedente obtida em função do aumento de preço do petróleo no mercado internacional será compartilhada com a sociedade brasileira.
FISCALIZAÇÃO — A Medida Provisória amplia ainda instrumentos de atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para combater práticas lesivas ao consumidor, como o aumento abusivo de preços e a retenção especulativa de estoques com a finalidade de provocar escassez ou a venda do produto por valores mais altos.
TRANSPARÊNCIA — Outro decreto assinado pelo presidente determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que as medidas adotadas pelo governo vão fortalecer o monitoramento e a fiscalização do mercado de combustíveis no país. “Vamos criar condições para aperfeiçoar o trabalho de monitoramento e de fiscalização dos órgãos de controle brasileiros, dar mais ferramentas e instrumentos para a ANP poder acompanhar, monitorar a prática de preços no Brasil, e também dar mais instrumentos para os órgãos de defesa do consumidor terem referências objetivas para que eles possam atuar”, destacou Rui Costa.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que as medidas também contribuem para enfrentar distorções na cadeia de distribuição e comercialização de combustíveis. “Um dos setores mais difíceis que temos enfrentado, em especial com a Fazenda e com a coordenação da Casa Civil, é combater a especulação de preço na cadeia dos combustíveis, que é tão fundamental na formação de preço final, em especial dos alimentos”, afirmou.
IMPACTO — O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, destacou alguns pontos essenciais sobre as medidas anunciadas pelo governo. Ele explicou que o impacto da redução do preço do diesel fica ainda maior porque o Brasil usa a mistura B15, ou seja, 15% de biodiesel misturado ao diesel. “Isso faz com que o impacto dessas medidas de hoje seja ainda maior para a proteção do consumidor e do setor”, disse.
Ele também reforçou que o imposto sobre exportação tem caráter regulatório. “Há incidência desse imposto de exportação, que é de caráter meramente regulatório. Ele não tem caráter arrecadatório. É apenas para fomentar a produção nacional, que não é pouco, é muito, e segundo, garantir o abastecimento do mercado interno”, destacou o secretário-executivo.
O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado americano, avançava 5,91%, a 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, a 92,23 dólares.
Irã alerta que guerra poderá ser longa e ‘destruir’ a economia mundial
O Irã atacou, nesta quarta-feira (11), vários navios no Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo, e assegurou que está preparado para uma guerra longa que “destruirá” a economia mundial.
Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que o conflito terminará “em breve” e que “praticamente não resta nada para atacar no Irã”, cuja população está há 12 dias sob bombas.
Em Teerã, capital iraniana, os habitantes “estão se acostumando a viver apesar de tudo e a se adaptar, o melhor que podem, a esta situação”, disse um morador à AFP.
“Depositamos nossa fé em Deus. Por enquanto, há comida nas lojas”, afirmou com certa resignação Mahvash, residente de 70 anos.
A guerra iniciada em 28 de fevereiro com o ataque dos Estados Unidos e de Israel que matou o líder supremo iraniano mergulhou o Oriente Médio e o mercado petrolífero no caos.
O fechamento, na prática, do Estreito de Ormuz e os ataques iranianos às monarquias petrolíferas do Golfo dispararam o preço do petróleo, que se aproximou dos 120 dólares nesta semana, antes de recuar.
Em uma tentativa, por ora pouco bem-sucedida, de conter a alta dos preços, a Agência Internacional de Energia anunciou que seus países-membros liberariam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, um recorde.
Mas o Irã também ameaçou os “centros econômicos e bancos” que considera vinculados aos interesses americanos e israelenses, o que levou o Citi e a consultoria Deloitte a evacuar seus escritórios em Dubai.
Os Estados Unidos e Israel “devem considerar a possibilidade de se verem envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária.
– EUA menciona possíveis ataques a portos civis iranianos –
O comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) advertiu nesta quarta-feira (11) os civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos do Estreito de Ormuz que, segundo Washington, são utilizados por Teerã para fins militares.
O Irã respondeu que, caso seus portos sejam atacados por Israel e pelos Estados Unidos, atingiria portos em países do Oriente Médio.
– Novo líder supremo ferido –
O embaixador iraniano em Londres declarou que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo, foi ferido no ataque que matou seu pai.
“Ele também estava lá e foi ferido no bombardeio”, disse Alireza Salarian ao jornal britânico The Guardian. “Ouvi dizer que sofreu ferimentos nas pernas, mão e braço… Acredito que esteja no hospital”, enfatizou.
Enquanto isso, o filho do presidente da república islâmica, Youssef Pezeshkian, anunciou que o sucessor do aiatolá Ali Khamenei estava “são e salvo”.
– Liberação de 400 milhões de barris –
Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para o mercado, a maior liberação da história da instituição, anunciou a AIE.
– “Guerra de desgaste” –
A Guarda Revolucionária do Irã alertou para a possibilidade de uma “guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, disse um assessor do comandante-em-chefe do exército ideológico iraniano à televisão estatal.
– Suíça fecha sua embaixada no Irã –
A Suíça fechou temporariamente sua embaixada em Teerã, mas mantém uma “linha de comunicação” aberta entre Estados Unidos e Irã. Por décadas, a Suíça desempenhou um papel fundamental na manutenção de um contato diplomático entre Washington e Teerã.
– Hackers iranianos reivindicam ciberataque contra grupos americanos –
Um grupo de piratas informáticos ligado ao Irã reivindicou nesta quarta-feira dois ciberataques contra grupos americanos: o fornecedor de equipamentos médicos Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.
Em uma conta no X associada a esse grupo chamado Handala Hack, os autores justificam o ataque pelos vínculos entre a Stryker e Israel, já que o grupo industrial adquiriu em 2019 uma empresa israelense.
– Macron não tem confirmação do deslocamento de minas em Ormuz –
O presidente da França, Emmanuel Macron, assegurou nesta quarta-feira que não tinha “confirmação, nem por parte de serviços aliados nem por parte de nossos próprios serviços” de inteligência sobre o uso de minas navais pelo Irã no Estreito de Ormuz.
O presidente afirmou que as capacidades militares do Irã “não foram reduzidas a zero” pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
– Número de mortos no Líbano sobe para 634 –
O Líbano anunciou nesta quarta-feira que o número de mortos em 10 dias de combates entre Israel e o Hezbollah no contexto da guerra no Oriente Médio chegou a 634, e que mais de 800 mil pessoas se registraram como deslocadas.
Em números atualizados, o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, detalhou em uma coletiva de imprensa que o número de mortos incluía 91 crianças, acrescentando que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.
– Diversas empresas ocidentais fecham escritórios –
O grupo financeiro americano Citi e a consultoria britânica Deloitte pediram a seus funcionários que evacuassem seus escritórios em Dubai depois que o Irã ameaçou atacar bancos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Outra consultoria britânica, a PwC, anunciou o fechamento de seus escritórios em vários países do Golfo como medida de precaução.
– “Não há mais nada para atacar”
Donald Trump afirmou que “praticamente não há mais nada para atacar” no Irã e que o conflito terminará “em breve”, em entrevista por telefone ao site de notícias Axios. “Assim que eu quiser que isso pare, vai parar”, acrescentou o presidente americano.
– Ataques em países do Golfo –
Mas todas as atenções continuam voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) mundial.
O Irã anunciou ter atacado um porta-contêineres com bandeira da Libéria e um graneleiro tailandês que entraram no estreito “após ignorar os alertas das forças navais” da Guarda Revolucionária.
A marinha de Omã resgatou 20 tripulantes e outros três continuam desaparecidos. As imagens divulgadas pela marinha tailandesa mostram uma coluna de fumaça preta saindo do navio.
Analistas acreditam que o fechamento prolongado do estreito, por onde também circula um terço dos fertilizantes usados na produção mundial de alimentos, teria um efeito devastador na economia global, especialmente na Ásia e na Europa.
O presidente da França, Emmanuel Macron, instou os líderes do G7 a agir para restabelecer a navegação no estreito “o mais rápido possível”, enquanto a ONU pediu a todas as partes que permitam o trânsito de ajuda humanitária.
O Irã está ampliando as consequências econômicas da guerra para os aliados dos Estados Unidos no Golfo. Vários drones caíram perto do aeroporto de Dubai e outras embarcações atingiram tanques de combustível em um porto omanense.
O impacto econômico está pressionando Trump, criticado por seus rivais por ter iniciado uma guerra sem se preparar para as consequências.
No entanto, nesta quarta-feira ele disse que “assim que [ele] quiser que pare” a guerra, “vai parar”, e que quase não há mais o que atacar no Irã, em declarações ao site de notícias Axios.
Também afirmou aos jornalistas que “verão uma grande segurança” para os petroleiros no Estreito de Ormuz, mas não explicou como pretende garantir isso.
– Bola de fogo em Beirute –
Em Israel, o ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que a operação “continuará sem qualquer limite de tempo, enquanto for necessário”.
O governo israelense afirma ter lançado uma nova “onda de ataques em grande escala” por todo o Irã e contra alvos do Hezbollah na capital libanesa, Beirute, transformada em outra frente da guerra.
Os ataques israelenses atingiram um prédio de apartamentos no centro da cidade, o segundo ataque ao coração da capital desde o início da guerra.
Quando o ataque aconteceu, “corri de quarto em quarto, tirei minha mulher e minha filha dos cômodos e as escondi atrás de um muro, depois veio o segundo ataque”, contou Fawzi Asmar, dono de uma padaria na rua onde ocorreu o bombardeio.
Os ataques de Israel e dos Estados Unidos acontecem semanas depois de as autoridades iranianas terem reprimido protestos em massa contra o governo.
“Todas as nossas forças também estão prontas, com o dedo no gatilho, preparadas para defender sua revolução”, disse o chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, alertando contra qualquer tipo de dissidência, em declarações à emissora estatal IRIB.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro com um ataque que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Seu filho Mojtaba Khamenei foi nomeado seu sucessor, embora ainda não tenha aparecido em público e, segundo alguns meios, tenha ficado ferido no mesmo ataque em que seu pai morreu.
Porém, segundo escreveu no Telegram Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, Mojtaba Khamenei “está são e salvo”.
O Ministério da Saúde do Irã declarou em 8 de março que mais de 1.200 pessoas morreram nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, e que mais de 10 mil civis ficaram feridos.
A AFP não pôde verificar os números de forma independente.
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Navios atacados em Ormuz
Pelo menos quatro navios foram atacados nesta quarta-feira na região do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o petróleo e o gás. A agência marítima britânica UKMTO registrou 14 incidentes contra embarcações na área desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, e 20 tripulantes foram resgatados até o momento, informou a Marinha da Tailândia. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL DA TAILANDESA / AFP)
O Exército do Irã considera navios israelenses, americanos e de seus aliados ‘alvos legítimos’ em Ormuz
O Exército do Irã afirmou nesta quarta-feira (11) que qualquer navio pertencente aos Estados Unidos, Israel ou a seus aliados que atravesse o estratégico Estreito de Ormuz é considerado um alvo legítimo de guerra.
– Advertência de Erdogan –
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu o fim da guerra no Oriente Médio “antes que devaste toda a região”.
Se o conflito persistir, “haverá mais perdas de vidas e bens, e o custo para a economia global aumentará ainda mais” acrescentou.
Em seu balanço mais recente, o governo libanês informa que 570 pessoas morreram nos bombardeios israelenses, incluindo 86 crianças.
O movimento pró-iraniano Hezbollah arrastou o país para a guerra regional em 2 de março ao lançar mísseis contra Israel.
– Novo líder iraniano “são e salvo” –
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo”, apesar de ter sofrido ferimentos no ataque que matou seu pai e antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, afirmou o filho do presidente da República Islâmica, Yusef Pezeshkian.
Segundo o jornal The New York Times, que cita três fontes do governo iraniano, o novo líder, de 56 anos, teria ferimentos sobretudo nas pernas, mas está a salvo em um local de segurança máxima, embora com possibilidades de comunicação limitadas.
– Drones atingem o aeroporto de Dubai –
Drones caíram perto do aeroporto de Dubai e deixaram quatro feridos, mas o tráfego aéreo não foi interrompido, informou o governo da cidade dos Emirados Árabes Unidos.
– Ataque contra Beirute –
Um ataque israelense atingiu nesta quarta-feira o centro de Beirute pela segunda vez desde o início da guerra, informou a agência de notícias estatal libanesa.
Israel também voltou a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, reduto do grupo pró-iraniano Hezbollah.
– Explosões em Doha –
Várias explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, informaram jornalistas da AFP.
O Ministério do Interior catari anunciou um “nível elevado de ameaça à segurança” e recomendou que a população evite sair de casa e permaneça longe das janelas.
– Manifestantes “inimigos” –
Qualquer manifestante contrário às autoridades será tratado como “inimigo”, advertiu o chefe da polícia iraniana, Ahmad Reza Radan, dois meses após a violenta repressão de um movimento de protesto. Washington pediu aos iranianos que tomem o poder.
– Reservas estratégicas –
Os ministros da Energia do G7 afirmaram que estão “dispostos” a adotar “todas as medidas necessárias” em um contexto de forte instabilidade dos preços do petróleo.
A Agência Internacional de Energia (AIE) propôs recorrer às reservas estratégicas de petróleo, uma medida sem precedentes que será anunciada nesta quarta-feira para conter a disparada dos preços, segundo o Wall Street Journal.
– Irã reivindica ataques em larga escala –
O Irã executou a onda de ataques “mais violenta e contundente” desde o início da guerra, direcionada principalmente contra alvos americanos e israelenses, segundo a emissora estatal Irib.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, afirmou que atacou a base americana de Arifjan, no Kuwait, informaram as agências de notícias iranianas Mehr e Fars.
– Projéteis contra Israel –
O Exército israelense anunciou a detecção de uma nova onda de mísseis lançados do Irã. Jornalistas da AFP ouviram sirenes de alerta antiaéreo em Jerusalém e o som de explosões à distância. A emissora israelense Channel 12 informou que várias pessoas ficaram feridas nas imediações de Tel Aviv.
– Arábia Saudita no alvo –
O Ministério da Defesa saudita informou a interceptação de sete mísseis balísticos, incluindo seis que tinham como alvo a base aérea ‘Prince Sultan’, perto de Riade, que abriga militares americanos.
O ministério também anunciou a neutralização de quase 15 drones, sete deles direcionados contra o gigantesco campo de petróleo de Shaybah, na fronteira com os Emirados Árabes Unidos.
– Jogadoras iranianas refugiadas na Austrália –
Uma das jogadoras da seleção de futebol iraniana que havia solicitado e obtido asilo na Austrália mudou de ideia, anunciaram as autoridades australianas nesta quarta-feira.
Pelo menos sete integrantes da seleção feminina do Irã receberam asilo na Austrália depois que se recusaram, no início de março, a cantar o hino nacional durante uma partida em Sydney contra a Coreia do Sul, pela Copa da Ásia.
– Embarcações iranianas de instalação de minas destruídas –
O Exército americano anunciou a destruição de 16 embarcações iranianas de instalação de minas “perto do Estreito de Ormuz”.
Trump ameaçou Teerã com grandes “consequências militares” caso minas sejam instaladas no estreito.
– Explosões em Teerã –
Jornalistas da AFP em Teerã ouviram novas detonações durante a madrugada de quarta‑feira.
As explosões foram ouvidas na zona norte e oeste da capital iraniana, já abalada por impactos nas primeiras horas do dia. O Exército israelense reivindicou uma nova onda de ataques contra a cidade.
O que é notícia neste 10 de março de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
Bolsonaro pede visita de assessor de Trump na prisão
Petróleo a US$ 119 pressiona preços de diesel, alimentos e passagens no Brasil
Mendonça proíbe gravação de conversas de Vorcaro com advogados em presídio federal
TSE retoma julgamento que pode cassar governador Cláudio Castro
Operação no Rio prende 14 suspeitos ligados ao tráfico e à contravenção
Justiça torna réus acusados de perseguir Maria da Penha
Frente fria derruba temperaturas no Sudeste e esfria São Paulo
TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
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Nesta terça-feira (10), o governador Eduardo Leite lançou o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres, iniciativa que reúne um conjunto de ações para fortalecer a rede de proteção, prevenir a violência e promover a autonomia feminina no Rio Grande do Sul. O investimento previsto é de R$ 71 milhões. O programa é feito em conjunto com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a Secretaria da Mulher (SDM) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Além da criação do programa estadual, o governador assinou o decreto que oficializou a reabertura da 24ª Delegacia Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) em Rio Grande, que havia sido fechada para ceder espaço a uma Delegacia de Polícia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPPGV).
Há um mês, a secretária da Mulher, Fábia Richter, tinha anunciado que a delegacia estava em “processo de volta das atividades”, faltando apenas o parecer do jurídico da Secretaria de Segurança, porém o decreto foi assinado apenas nesta terça.
“O Estado está determinado a fazer essa grande mobilização, cumprindo a sua responsabilidade mas também chamando a sociedade toda para que juntos possamos defender as mulheres gaúchas”, disse o governador Eduardo Leite.
O anúncio do governo se dá em meio ao aumento alarmante da violência contra a mulher no Rio Grande do Sul.
Os pedidos de medida protetiva encaminhados ao Judiciário chegam na casa dos 70 mil. Além disso, apenas nos dois juizados de Porto Alegre para violência doméstica, há mais de 17 mil tramitações que podem levar a novas medidas protetivas expedidas pela Justiça.
Cerca de 31,5 mil mulheres sofreram ameaças em 2025, enquanto mais de 18 mil foram agredidas — um pouco abaixo da média de 19 mil vítimas de agressões por ano desde 2019.
Já em relação aos feminicídios, a SSP aponta que 643 mulheres foram mortas entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2026. Em apenas dois meses de 2026, 20 mulheres já perderam a vida, um aumento de 53% dos feminicídios em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas 13 mortes.
O novo programa estadual tem o objetivo de ser um “sistema gaúcho de proteção à mulher”, como definiu a secretária Fábia Richter.
A iniciativa busca promover a igualdade de direitos, prevenir riscos, proteger mulheres em situação de violência e incentivar sua autonomia, por meio de ações articuladas entre o Estado, municípios e instituições, que se darão por meio de um sistema único de informações, integrando toda a rede de atendimento.
Além das mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero, o programa busca mobilizar diferentes setores da sociedade, incluindo potenciais vítimas e agressores, familiares, vizinhos, testemunhas, organizações, empresas e órgãos públicos, reforçando a importância da atuação coletiva no enfrentamento à violência contra as mulheres.
“Existe todo um ecossistema que está em torno dessa mulher para quem o Estado deve agir para que a gente consiga atingir os objetivos que a gente tem de proteção e cuidado”, destacou o governador.
“Muitas pessoas sabiam das ameaças, sabiam que existiam problemas, mas ninguém interferiu. E intervenções de pessoas próximas poderiam ter salvado vidas de mulheres”, acrescentou a secretária Fábia Richter.
A secretária também chama a atenção para a informação que, das 80 vítimas de feminicídio contabilizadas pela SSP em 2025, apenas cinco procuraram a polícia e a rede de proteção. “Nós não podemos estar somente oferecendo polícia. Por isso, nós vamos oferecer cuidado, acolhimento próximo dessa mulher”, afirmou.
“Nossa primeira mobilização é: denuncie. Não deixe de usar os canais todos que estão disponíveis para denunciar, seja de forma anônima, pelo 181, pelos tantos canais disponíveis. Denunciar. O Estado precisa tomar conhecimento”, complementou Leite.
O Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres está estruturado em quatro eixos de atuação: governança, acolhimento, capacitação e desenvolvimento e enfrentamento à violência.
Governança
Com investimento de R$ 15,7 milhões, o eixo prevê ações para fortalecer a articulação entre o Piratini e os municípios para ampliar a integração da rede de proteção. Entre as iniciativas de governança estão o cofinanciamento junto às prefeituras para criação ou manutenção de estruturas de atendimento às mulheres e a implantação de um sistema integrado de informações, notificações e alertas, projeto liderado pela SPGG.
Na última sexta-feira (6), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) divulgou um levantamento sobre enfrentamento à violência contra a mulher com 453 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul participando. O estudo indicou que apenas 20,8% dos municípios declararam ter políticas ou programas voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher formalmente instituídos e em funcionamento.
Além da informação sobre políticas ou programas de enfrentamento, o diagnóstico do TCE-RS aponta problemas na integração de dados com instâncias estaduais ou federais. Apenas 8,4% dos respondentes disseram fazer a integração dos dados junto às outras instâncias, enquanto 40,8% indicaram não saber informar sobre seus próprios fluxos de dados.
“O programa representa um avanço importante na articulação das políticas públicas voltadas às mulheres no Rio Grande do Sul, reunindo ações de proteção, qualificação e enfrentamento à violência em diferentes áreas do governo. Buscamos integrar serviços para ampliar a rede de atendimento e fortalecer a cooperação com municípios e instituições. Assim, o Estado cria condições para respostas mais rápidas e eficazes”, declarou a secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans.
Uma das novidades anunciadas no lançamento do programa estadual é que a adesão à proposta será um pré-requisito para transferências voluntárias do Estado aos municípios por meio de convênios. Sendo assim, o Governo do Estado condiciona, a partir de agora, o repasse de recursos à existência de estrutura municipal e à adesão ao programa de proteção às mulheres gaúchas.
“O Estado vai continuar sendo parceiro dos municípios, desde que eles sejam parceiros nossos também para fazer o enfrentamento aos feminicídios, às agressões contra as mulheres”, destacou Leite.
Acolhimento
O eixo de acolhimento contará com R$ 6,8 milhões em investimentos para ampliar a oferta de locais seguros de abrigamento para mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero, assim como seus filhos.
No lançamento do programa, foi aberto um edital com 126 vagas de acolhimento para o que o governador chamou de “situações de alta proteção”, que são mulheres já vítimas de violência que precisam quebrar o ciclo.
As vagas serão distribuídas nas nove regiões funcionais do Estado, para garantir o atendimento regionalizado. “O Estado está comprando essas vagas para serem disponibilizadas sob regulação estadual, como suporte aos municípios”, disse Leite.
A secretária da Mulher, Fábia Richter, reforçou que o investimento é um cofinanciamento, desonerando os municípios do custo da compra das vagas, o que antes ocorria aplicando recursos 100% municipais. “O Estado entra com este aporte liberando recursos no orçamento do município para fazer investimentos em outros lugares dentro da política”, salientou a secretária.
Capacitação e desenvolvimento
Com investimento de R$ 7,5 milhões, o eixo contempla ações de qualificação voltadas às mulheres — como encontros, cursos e formações — e também aos profissionais que atuam na rede de atendimento, em um plano de proteção interssetorial à mulher.
O programa prevê a realização de grupos reflexivos para homens, voltados à redução e à prevenção da violência. Além disso, capacitação de profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social e segurança pública serão realizadas e/ou ampliadas. O objetivo é preparar os servidores com treinamentos que os ajudem a identificar situações de violência.
“Nós entendemos aqui que é importante haver, naturalmente, as estruturas especializadas, mas é muito importante haver uma compreensão de que não é uma tarefa apenas das áreas especializadas. Nós vamos fazer um investimento forte também para essa capacitação aos nossos servidores”, afirmou o governador.
Entre as atividades previstas também está a reserva de 5% das vagas de emprego em todos os contratos terceirizados da administração estadual para mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero. Segundo Eduardo Leite, isso representa 700 vagas de emprego.
“[A gente] está falando de mais da metade da população. Não perdem elas sozinhas, perdemos todos, porque perdemos em capacidade produtiva, inclusive, quando você tem uma parte da população que está alijada da sua plena potência, da sua plena capacidade”, ressaltou Leite.
Enfrentamento à violência
Por fim, o eixo do enfretamento à violência recebe a maior fatia do bolo. Ao todo, serão R$ 41 milhões aplicados em políticas públicas no tema. As medidas incluem a ampliação do horário de atendimento de DEAMs em Caxias do Sul, Canoas, Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas, além da a criação de equipes de pronta resposta para ocorrências fora do expediente regular.
Ainda, o Governo do Estado lançou um edital para a aquisição de 3 mil novas tornozeleiras eletrônicas exclusivamente para o monitoramento de agressores. Hoje, o RS dispõe de mil tornozeleiras para este uso.
O Estado também vai disponibilizar o portal mulher.rs.gov.br, que reunirá informações sobre políticas e serviços voltados às mulheres, além da localização e dos contatos da rede de proteção, orientações e editais.
Outra novidade é a integração da assistente virtual GurIA à rede de proteção. A GurIA é um sistema de comunicação automatizado via computador ou WhatsApp que permite acesso facilitado a canais de denúncia, informações sobre as políticas públicas e geolocalização dos serviços de atendimento disponíveis no Estado.
Além do portal, o governo do Estado lança também um painel especial na Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (Iede), que reúne o mapeamento completo da Rede de Proteção à Mulher no Rio Grande do Sul, com georreferenciamento de cada equipamento e serviço disponível no Estado.
“Finalmente, esse assunto está sendo debatido, tratado com o destaque que deve ter diante da nossa sociedade”, avaliou Leite. “Não vai se superar esse enorme desafio que envolve uma mudança cultural e comportamental na sociedade sem se falar sobre ele”.
Abertura 24 horas de DEAMs e relatório de Comissão Externa
O governador e os secretários atenderam à imprensa após o anúncio. Com todos vestindo uma camiseta com o lema “Não maquie, denuncie”, campanha do Governo do Estado de enfrentamento à violência contra a mulher, Leite reforçou a necessidade de “fortalecer o Estado” em conjunto com as secretarias e os municípios.
“Essa rede não é uma rede de órgãos apenas do Estado. Ela é justamente, pela característica de rede, a mobilização de todas as estruturas que devem se relacionar com esse tema, especialmente as dos municípios”, ressaltou o governador, que destacou o “grande esforço de mobilização” das prefeituras gaúchas.
A lei 14.541/23, sancionada pelo presidente Lula em abril de 2023, também foi tema da coletiva. A lei estabelece que todas as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher tenham funcionamento ininterrupto, ou seja, 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo feriados.
Na defensiva, Eduardo Leite salientou que a legislação é “muito recente” e que “a maior parte dos estados” tem dificuldade em cumpri-la. Ele ainda criticou a implementação da lei, que, na sua opinião, foi feita sem considerar o problema do custeio para os governos estaduais.
“É uma legislação estabelecida nacionalmente, mais uma vez, sem apontar recursos para viabilizar aos estados um custo que é grande”, avaliou o governador. “Há desafios, sim, do ponto de vista de estrutura e custos para o estado, mas insisto: a não abertura nas 24 horas não significa falta de atendimento”.
Relatora, a deputada federal Maria do Rosário (PT) trouxe mais de 50 recomendações sobre o tema dos feminicídios e violência contra a mulher no texto do relatório. Foto: Raul Pereira/ALRS
Os presentes foram questionados diretamente sobre a influência do relatório da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que investigou os feminicídios no estado nas medidas anunciadas nesta terça. Nem Eduardo Leite nem a secretária Fábia Richter — que inclusive esteve presente na apresentação do relatório da Comissão e falou no microfone do evento — responderam a pergunta.
A criação do relatório foi comandada pela deputada federal Maria do Rosário (PT), relatora da Comissão, que trouxe mais de 50 recomendações diferentes, desde políticas públicas até modelos de financiamento de projetos voltados à rede de proteção. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 24 de fevereiro.
O relatório apontou falhas estruturais na rede de proteção, baixo investimento, desarticulação das políticas públicas, além de fragilidades na rede de atendimento e omissão do Estado no monitoramento de decisões judiciais. A investigação também apontou fatores determinantes para o ciclo da violência, como questões socioeconômicas e a distância das vítimas até o atendimento especializado mais próximo.
Em um mapa feito pela Comissão, Maria do Rosário mostrou a ausência do Estado representada pelos pontos de atendimento especializado. A Fronteira Oeste, a região da Campanha, a região Sul e toda a faixa litorânea do Rio Grande do Sul aparecem com poucos ou nenhum serviço de proteção. A deputada mostrou que algumas das vítimas recentes de feminicídio teriam que viajar mais de 100 km para encontrar o atendimento especializado mais próximo da sua cidade.
Imersa na campanha na Ucrânia desde 2022, a Rússia pode sair ganhando com uma alta prolongada dos preços do petróleo, mas também pode perder um aliado estratégico de primeira ordem no Oriente Médio, como o Irã.
Alta do petróleo
Os preços dos hidrocarbonetos subiram, com fortes oscilações, desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro.
Na segunda-feira (09), os preços do barril de WTI e o Brent do mar do Norte se aproximaram dos 120 dólares nos mercados asiáticos pela primeira vez desde que a Rússia lançou a ofensiva contra a Ucrânia em 2022, antes de baixar, nesta terça-feira (10), para uma faixa entre US$ 86 e US$ 90.
O preço do petróleo do Ural, índice de referência para o petróleo russo, aumentou 60%, alcançando 90 dólares o barril, uma boa notícia para a Rússia, importante exportador de petróleo e gás.
Cada aumento de US$ 11 o barril acima do nível estabelecido pela Rússia para seu orçamento – 59 dólares (R$ 307) – poderia gerar 28 bilhões de dólares (R$ 145,9 bilhões) suplementares até o fim do ano, reportou o jornal pró-Kremlin Izvestia.
O fechamento de fato do Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo mundial, e que afeta o fornecimento originado nos Estados produtores do Golfo, beneficia os suprimentos russos.
As importações indianas de petróleo russo são agora de aproximadamente 1,2 milhão de barris por dia, segundo Sumit Ritolia, da empresa de análises Kpler, muito acima da previsão de 800.000 a 850.000 barris antes do início da guerra no Oriente Médio.
No entanto, a Rússia gastou quantias colossais para financiar seu esforço de guerra na Ucrânia, ao mesmo tempo em que era afetada pela perda do mercado europeu.
Para compensar, seria necessário que os preços fossem mantidos em um nível elevado durante um período prolongado.
“A menos que os preços do petróleo se mantenham elevados por um período considerável de tempo e o rublo perca força consideravelmente, os problemas orçamentários do Kremlin vão continuar existindo”, declarou em um artigo Alexander Koliandre, pesquisador do Centro de Análise de Políticas Europeias (Cepa).
Embora a Rússia experimente um “aumento significativo” da demanda por hidrocarbonetos desde o início da guerra no Oriente Médio, segundo o Kremlin, segue encontrando problemas para vender seus produtos em outros mercados fora da Ásia.
A União Europeia, antes sua grande cliente, proibiu as importações marítimas de petróleo bruto russo em 2022.
Na segunda-feira (09), o presidente russo, Vladimir Putin, se mostrou disposto a fornecer hidrocarbonetos aos europeus se estes optarem por uma “colaboração durável e estável, longe das pressões políticas”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou com ele e apontou, sem dar detalhes, para a possibilidade de aliviar as sanções para esfriar o mercado petroleiro e evitar uma disparada duradoura dos preços. A Comissão Europeia informou, nesta terça-feira (10), que não é favorável a suspender as sanções ao petróleo russo.
A Rússia reforçou suas relações com o Irã desde o lançamento de sua ofensiva na Ucrânia. Os dois países intensificaram seus intercâmbios comerciais e Teerã forneceu a Moscou a valiosa tecnologia dos drones Shahed, que a Rússia agora produz maciçamente.
Em janeiro de 2025, Rússia e Irã assinaram um acordo de cooperação global segundo o qual os dois países se comprometem a lutar contra ameaças comuns.
Mas como ocorreu com seu aliado venezuelano, a Rússia não tem mais os meios para ajudar militarmente o Irã frente a Estados Unidos e Israel.
“A imagem da Rússia no Irã foi afetada, inevitavelmente”, avaliou, em declarações ao veículo Lenta, Ivan Bosharov, analista do Conselho russo de relações internacionais, segundo o qual esta impotência relativa “afeta a confiança” em relação a Moscou.
Consultado sobre isso, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, assegurou, na semana passada, que o Irã não tinha pedido ajuda militar à Rússia.
A mídia americana mencionou que a Rússia compartilha inteligência para ajudar o Irã a bombardear alvos.
“Mesmo que o regime iraniano consiga se manter, os combates vão acabar afetando os interesses russos e comprometem seus projetos na região”, assinalou Nikita Smagine, especialista do Carnegie Institute.
A Rússia planejava realizar muitos investimentos no Irã, entre eles uma usina nuclear de 25 bilhões de dólares (R$ 130 bilhões), cuja construção está prevista na região meridional de Hormozgan.
Longe da Ucrânia
A guerra no Oriente Médio diminuiu a atenção da comunidade internacional sobre a Ucrânia e ameaça criar uma escassez de recursos de defesa antiaérea para Kiev.
Antes do início dos bombardeios contra o Irã, Trump pressionou para encontrar uma saída diplomática para o conflito na Ucrânia, organizando várias rodadas de negociações infrutíferas.
Agora, “toda a atenção dos parceiros está em torno do Irã“, admitiu na segunda-feira (09) o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, ao anunciar o adiamento por prazo indeterminado de uma nova reunião.
O presidente ucraniano assegurou que “os russos estão tentando manipular a situação no Oriente Médio” a favor da sua “agressão”, e os acusou, inclusive, de querer fazer das represálias iranianas contra seus vizinhos do Golfo “uma segunda frente” de sua campanha contra a Ucrânia “e todo o Ocidente”.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que não pretende divulgar a lista de empresas beneficiadas por isenções fiscais concedidas pelo Estado mineiro. Segundo ele, o ato seria “pernicioso” para o governo. A declaração foi feita durante o lançamento do novo Portal da Transparência de Minas Gerais, nesta segunda-feira (9). “Nós não vamos […]
O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário ganhou força no Congresso Nacional e passou a mobilizar sindicatos e movimentos sociais em todo o país. Em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal), Leandro Cândido Soares, defendeu a proposta como uma medida necessária para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e enfrentar o adoecimento provocado pelo excesso de trabalho. Leia em TVT News.
O fim da escala 6×1, que tramita como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), começa a ser discutida no Congresso com a realização de audiências públicas. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou apoio à pauta, considerada estratégica para a agenda trabalhista. A expectativa é que a Câmara dos Deputados avance na análise do tema nos próximos meses.
Para Soares, a redução da jornada de trabalho é uma tendência internacional e responde a uma realidade cada vez mais visível no mundo do trabalho: o aumento dos problemas de saúde mental entre trabalhadores.
“Essa é uma pauta prioritária da classe trabalhadora. O próprio governo encampou essa ideia porque os dados mostram o adoecimento causado pelo excesso de trabalho. Hoje vemos muitos afastamentos por doenças mentais, muito estresse no ambiente de trabalho”, afirmou, sobre o fim da escala 6×1.
Segundo o dirigente do SMetal, o impacto da jornada excessiva é ainda maior entre as mulheres, que enfrentam dupla ou tripla jornada ao conciliar emprego, tarefas domésticas e cuidados familiares. Ele citou estudos que apontam que as mulheres trabalham, em média, até 21 horas a mais por semana quando se considera o trabalho não remunerado.
“Trabalhadores precisam produzir, mas também precisam de descanso”. diz Leandro. Foto: Reprodução
“Isso tem impactos significativos na saúde e na qualidade de vida. Os trabalhadores precisam produzir, gerar riqueza para o país, mas também precisam de descanso, de tempo com a família, de tempo para se qualificar”, destacou.
Para o líder do SMetal, o fim da escala 6×1 — em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um — é um passo fundamental nesse processo. Ele argumenta que jornadas menores podem, inclusive, aumentar a produtividade.
Soares citou o exemplo do setor metalúrgico em Sorocaba, onde negociações coletivas já reduziram a jornada em parte das empresas.
Escala 6×1 é improdutiva
“Na nossa base, cerca de 60% dos trabalhadores já têm jornadas abaixo de 42 horas semanais. E a produção aumenta. Quando o trabalhador descansa mais, volta ao trabalho com a mente mais tranquila e produz com mais qualidade e segurança”, afirmou.
O dirigente também lembrou que várias montadoras já operam com jornadas de 40 horas semanais e mantêm altos níveis de produção.
“Há 20 anos se produzia menos do que hoje, mesmo com jornadas menores. Isso mostra que é possível avançar. Em alguns lugares já se discute até modelos como escala 4×3 ou 4×2. Então esse debate não é nenhum absurdo”, disse.
Para ele, argumentos de que a redução da jornada poderia prejudicar a economia repetem discursos usados historicamente contra direitos trabalhistas.
“Foi assim quando se criou o 13º salário, foi assim em várias outras conquistas. Sempre dizem que vai quebrar a economia, mas acontece justamente o contrário: melhora a qualidade de vida e aumenta a produtividade.”
Além da discussão institucional no Congresso, Soares considera que a mobilização popular será decisiva para o avanço da proposta. Segundo ele, a pressão social foi fundamental em outras pautas recentes, como o debate sobre justiça tributária.
“Se não houver mobilização, as coisas não avançam. É no asfalto que mostramos o poder da classe trabalhadora”, afirmou.
Nesse contexto, sindicatos e movimentos sociais articulam uma mobilização nacional para o dia 20 de março, com o objetivo de pressionar parlamentares a apoiar a proposta.
“O recado das ruas será muito importante. Nós estamos organizando assembleias, dialogando com as categorias e preparando essa mobilização para mostrar a importância dessa pauta.”
Soares também afirmou que o debate sobre a jornada de trabalho deve ganhar centralidade no cenário político e eleitoral nos próximos anos. Para ele, a composição do Congresso terá impacto direto na possibilidade de aprovação de propostas que ampliem direitos trabalhistas.
“O que está em jogo é a defesa dos direitos dos trabalhadores e da própria democracia. Hoje temos um Congresso que muitas vezes não representa os interesses da classe trabalhadora”, disse.
Segundo o dirigente, a comparação entre políticas adotadas em diferentes períodos recentes da política brasileira pode influenciar o debate público e as escolhas eleitorais.
“É só olhar os dados e fazer comparações. O que está em disputa é justamente o modelo de país: um país que amplie direitos e reduza desigualdades ou um país que retire conquistas da classe trabalhadora.”
Para Soares, o avanço da proposta de redução da jornada de trabalho representa uma oportunidade histórica de atualizar a legislação trabalhista brasileira diante das transformações no mundo do trabalho.
“O trabalhador precisa de dignidade e qualidade de vida. Produzir é importante, mas viver também é”, concluiu.
Manifestação de esquerda em Florianópolis, em setembro de 2025 (crédito: CUT-SC)
Por Gerd Klotz*
Sim! Santa Catarina vive uma onda conservadora. Temos muitos prefeitos bolsonaristas e deputados estaduais retrógrados. Dos 16 deputados federais, apenas dois são progressistas. Os últimos dois governadores foram eleitos na onda da extrema direita.
Nem sempre foi assim. Num passado recente, as principais cidades do estado já foram governadas por progressistas, especialmente por políticos petistas.
Cidades como Chapecó, no oeste do estado, a industrializada Joinville, no norte, a carbonífera Criciúma, Brusque, cidade do “Velho da Havan”, a portuária Itajaí, a litorânea Itapema, a loira Blumenau, todas têm em comum o fato de já terem sido governadas por prefeitos petistas. Inclusive a capital Florianópolis foi governada por um comunista, Sérgio Grando, e Balneário Camboriú, atual enclave bolsonarista onde o filho 04 foi eleito vereador, foi duas vezes governada por prefeitos do PDT brizolista, o último (1993/96), Luís Castro, um brizolista histórico.
Se formos retroceder no tempo, na cidade de Blumenau, Leonel Brizola venceu a eleição presidencial de 1989 no primeiro turno, e, no segundo, Lula venceu Collor de Mello.
Foi em Balneário Camboriú que, nos idos de 1984, se realizou em pleno verão o segundo comício pela campanha das “Diretas Já”, com a presença de lideranças políticas como Ulysses Guimarães e Olívio Dutra, artistas como Fafá de Belém e Martinho da Vila, reunindo milhares de pessoas em frente à praia central.
Na primeira eleição de Lula, em 2002, o petista recebeu em Santa Catarina quase o dobro de votos de seu concorrente, José Serra (PSDB). Foi a “onda Lula”.
Depois veio o mensalão, que a jornalista Hildegard Angel apelidou apropriadamente de “mentirão”, e a sua equivocada teoria do “domínio do fato” do jurista alemão Claus Roxin (que, diga-se, à época em viagem ao Brasil, desautorizou o seu uso para condenar José Dirceu, o então ministro da Casa Civil de Lula), as “jornadas de julho” articuladas e manipuladas pela direita, certamente com apoio do submundo estadunidense (período em que Edward Snowden, ex-analista da CIA e da NSA, vazou documentos secretos revelando programas de vigilância em massa dos EUA), a espionagem à presidenta Dilma Rousseff, o sumiço do computador da Petrobras com dados sensíveis do nosso pré-sal, configurando o ensaio em solo brasileiro de uma tentativa de “primavera brasilis”, na esteira das primaveras árabes.
Na sequência, Aécio Neves (PSDB) questionou o resultado eleitoral e exigiu recontagem de votos da eleição de 2014 (Bolsonaro não foi o primeiro…). Após, em 2016, veio o golpe contra Dilma e o governo entreguista de Michel Temer (MDB), que preparou a chegada do bolsonarismo.
Daí em diante abriu-se a porta do inferno catarinense e a extrema direita nazifascista encontrou seu caldo de cultura ideal para se procriar, culminando com os acampamentos golpistas em frente aos espaços militares como o que aconteceu em Itajaí, onde durante 70 dias milhares de “patriotas” de toda região se reuniram o dia todo pregando o fim do estado democrático de direito, culminando com a tentativa de golpe no 8 de janeiro de 2023.
Na eleição de 2022, o então candidato a governador pelo PT, Décio Lima (ex-prefeito de Blumenau reeleito, deputado federal por três mandatos e atual presidente nacional do Sebrae), conquistou um feito inédito ao chegar ao segundo turno obtendo quase 30% dos votos, perdendo para o atual governador, Jorginho Mello (PL).
Já neste ano, as forças progressistas do estado devem lançar a governador Gelson Merísio, ex-deputado estadual e presidente da assembléia legislativa, que em 2018 venceu a votação de primeiro turno ao governo do estado, perdendo para Carlos Moisés, um desconhecido comandante dos bombeiros do estado, eleito na onda Bolsonaro daquele ano, no segundo turno.
Merísio, que, em 2022, coordenou a campanha do petista Décio Lima, agora articula uma Frente Ampla Democrática, com o aval do presidente Lula, com quem manteve diálogo recente. Atualmente filiado ao Solidariedade, poderá migrar para o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Fechando dobradinha com Merísio poderia compor a chapa de vice a ex- deputada federal Angela Albino ,ex- do PC do B, cuja filiação ao PDT se deu na última quinta, 5 de março.
Outros nomes são lembrados para compor a vice desta frente, incluindo o ex-governador Raimundo Colombo (que, especula-se também, poderá se filiar ao MDB e concorrer ao governo do estado visando provocar um segundo turno com o atual governador). E até Luci Choinaki (PT), primeira deputada estadual eleita pelo PT, em 1986, e que depois teve três mandatos na câmara federal.
Nesta frente, uma das vagas ao senado seria de Décio Lima, que conta com a divisão do campo da extrema direita, que apresentará as candidaturas do PL da deputada federal Carol de Toni (líder nas pesquisas), do carioca Carlos Bolsonaro, o Carluxo, cuja candidatura foi imposta pelo pai ao governador Jorginho Mello, e enfrenta resistências do empresariado do estado e até internamente de setores do próprio PL, como a deputada estadual Ana Campagnolo. A outra vaga por esta frente poderá ser ocupada pelo ex-prefeito de Florianópolis e ex-senador, Dario Berger, que se filiará ao PDT, ou ainda pelo vereador da capital Florianópolis, Afrânio Bopré, do Psol.
O governador que queria formalizar aliança com o PP de Esperidião Amin, teve que largar o aliado ao relento das intempéries políticas estaduais, sacrificando tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral e abrindo mão de uma importante força política partidária catarinense, o mesmo acontecendo com o MDB, que sonhava com a vaga de vice e foi preterido pelo prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo. Este último movimento foi iniciativa do próprio governador, de olho nos eleitores e na popularidade do prefeito da cidade que é o maior colégio eleitoral do estado.
Com a divisão da extrema direita que conta ainda com a oposição do atual prefeito de Chapecó, o também bolsonarista João Rodrigues, do PSD, o quadro eleitoral deste ano assume contornos controversos, que apesar da descrença de muitos que consideram fato consumado a reeleição do atual governador, sinaliza rachaduras na edificação da aliança governista e ressentimentos por parte do PP e MDB, partidos com grande capilaridade nas cidades médias e pequenas do estado com muitos prefeitos e vereadores, que podem mais à frente alterar o humor do eleitor catarinense.
As recentes manifestações de pregação por anistia a Bolsonaro têm diminuído a cada edição nas cidades do estado. A propaganda eleitoral vai explicitar a diferença das ações do governo do agora prisioneiro Bolsonaro e do atual governo Lula, com obras e investimentos públicos em todo estado.
Sim! Já tivemos amor em Santa Catarina e poderemos voltar a ter este ano, após a abertura das urnas da eleição de outubro. O amor, ainda que sútil diante das pesquisas atuais, pode estar no ar…
Gerd Klotz (arquivo pessoal)
* Gerd Klotz é bacharel em direito, ex-presidente municipal do PT de Itajaí (SC) e atual assessor especial da superintendência do Porto de Itajaí.
Entidades da sociedade civil lançaram nesta segunda-feira (9) a Frente em Defesa do Orçamento Público, iniciativa que reúne 25 organizações com o objetivo de debater e incidir sobre o modelo atual de emendas parlamentares e seus impactos sobre as políticas públicas. O lançamento ocorreu durante o evento “Emendas Parlamentares: A quem compete o orçamento Público?”, atividade realizada no Centro Cultural da UFRGS, reunindo juristas, parlamentares, lideranças sociais, representantes de entidades e público interessado no tema.
Na abertura do evento, o presidente da Associação Mães e Pais pela Democracia, Júlio Sá, leu o manifesto de criação da Frente e informou que novas entidades podem aderir ao movimento, que pretende organizar uma agenda permanente de debates e mobilizações sobre o orçamento público.
O procurador do Estado aposentado Jacques Alfonsin, um dos palestrantes, criticou duramente o modelo atual de emendas parlamentares. “As emendas são um roubo — este é o nome. Senadores e deputados tornam-se agenciadores de verba pública. É preciso gerar uma indignação ética para mudar isso”, afirmou. Segundo ele, recursos de políticas sociais, como o SUS e o Bolsa Família, têm sido deslocados para atender emendas parlamentares, comprometendo deveres constitucionais do Estado.
Nos últimos dez anos, as emendas parlamentares passaram de instrumento complementar do orçamento para um mecanismo que movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano, ampliando significativamente a participação do Congresso na execução de políticas públicas.
A advogada e jurista Soraia Mendes também criticou o modelo. “O Legislativo não deveria gerir recurso público. Isso é uma distorção”, afirmou. Para ela, o sistema de emendas alimenta estruturas clientelistas dentro dos partidos e dificulta a renovação política, reduzindo o espaço para novas candidaturas e para a ampliação da representação de mulheres e minorias.
O ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro avaliou que as emendas parlamentares configuram uma mudança estrutural no sistema político brasileiro. “As emendas são uma forma inovadora e complexa de imposição de um sistema parlamentarista atípico e perverso”, afirmou. Para ele, o debate sobre a revisão desse modelo precisa caminhar junto com a defesa da participação popular na gestão do orçamento público.
“Nenhum país no mundo destina cerca 25% do orçamento às emendas, ainda mais sem transparência, muitas vezes sem critérios técnicos claros, levando a desvios de dinheiro público, e reduzindo recursos para programas sociais”, evidencia a professora de Economia, Rosa Chieza, integrante do Instituto Justiça Fiscal, uma das entidades integrantes da Frente. Ela informou ainda da formação permanente realizada gratuitamente há 10 anos por meio do Projeto de Extensão “Curso de Educação Fiscal e Cidadania” dirigido a escolas públicas.
Agressão ao Estado de Direito
Para o ex-governador Olívio Dutra, o atual sistema de emendas não pode ser naturalizado. “É uma agressão ao Estado de Direito republicano e à Constituição brasileira”, afirmou. Dutra reconheceu que o mecanismo pode ser aperfeiçoado, desde que submetido a controle público. “O dinheiro público deve servir ao interesse público, não ao interesse privado.”
Na mesma linha, o ex-prefeito de Porto Alegre Raul Pont afirmou que o modelo atual contribui para o enfraquecimento do sistema partidário. “As emendas destroem os partidos políticos e os transformam em instrumentos de clientelismo.”
Ex-governador Olívio Dutra fala durante o evento | Foto: Rafa Dotti
Durante o debate, participantes também destacaram o risco de cooptação de movimentos sociais na disputa por recursos de emendas parlamentares. Para a deputada federal Maria do Rosário, o mecanismo faz parte de um processo mais amplo de desestruturação das funções públicas do Estado.
O coordenador do Comitê Popular Esperançar, Vinícius Galeazzi, afirmou que a Frente surge para enfrentar o que chamou de “sequestro do orçamento público” pelo sistema de emendas. Já o desembargador federal do trabalho aposentado Felipe Ledur destacou que a iniciativa representa uma reação da sociedade civil. “Esta frente é uma iniciativa cidadã que surge em um momento grave de apropriação privada do que é público”, afirmou.
Valores bilionários
O crescimento das emendas parlamentares foi um dos pontos centrais do debate. O Orçamento da União de 2026 aprovado pelo Congresso prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, somando emendas individuais, de bancada e de comissão. Desse total, aproximadamente R$ 37,8 bilhões são emendas impositivas, cujo pagamento é obrigatório pelo governo federal.
No Orçamento de 2025, o volume total de emendas ficou em torno de R$ 50 bilhões, consolidando a expansão desse instrumento nos últimos anos. Em 2024, os recursos movimentados por emendas chegaram a R$ 45,8 bilhões, após uma expansão de 321% desde 2014, segundo estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O crescimento mais acelerado ocorreu entre 2020 e 2023, período marcado pela criação das emendas de relator (RP9), conhecidas como “orçamento secreto”, quando o valor médio anual saltou para R$ 35,5 bilhões.
Ação no STF
Durante o encontro, a Associação Juízas e Juízes para a Democracia anunciou que ingressou como amicus curiae na ADI 7697, ação protocolada no Supremo Tribunal Federal pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em agosto de 2024, que questiona a constitucionalidade do modelo atual de emendas parlamentares.
O ministro Flávio Dino, relator do caso, tem adotado medidas para ampliar a transparência e o controle sobre esses recursos. Entre as decisões recentes estão a proibição de saques em dinheiro de recursos de emendas, a exigência de rastreabilidade das transferências, o bloqueio de mais de 1.200 emendas com irregularidades e a determinação de investigação pela Polícia Federal sobre cerca de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão.
As medidas buscam combater a opacidade na execução das emendas e garantir que os recursos públicos respeitem os princípios de transparência, moralidade administrativa e controle do gasto público.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (8) que não pretende assinar nenhum projeto de lei aprovado pelo Congresso até que os parlamentares aprovem o SAVE America Act, proposta que endurece as regras de identificação de eleitores no país.
A declaração foi feita em uma publicação na rede social Truth Social, na qual Trump disse que a medida deve ter prioridade sobre qualquer outra pauta legislativa.
“Isso precisa ser feito imediatamente. Tem prioridade absoluta. Tem que ir para o começo da fila. Eu, como presidente, não vou assinar nenhuma outra lei até que essa seja aprovada”, escreveu.
O SAVE America Act exige que eleitores apresentem comprovação de cidadania e documento oficial com foto para votar. O projeto é defendido por parlamentares republicanos e comentaristas conservadores, que argumentam que a medida aumentaria a segurança eleitoral. Críticos, porém, afirmam que a proposta pode dificultar o acesso ao voto para parte da população.
A Câmara dos Representantes aprovou o projeto no mês passado. No Senado, entretanto, a proposta enfrenta dificuldades para avançar, já que seriam necessários 60 votos para superar o mecanismo de obstrução conhecido como filibuster. Atualmente, os republicanos têm maioria de 53 a 47, enquanto os democratas prometem votar contra a medida.
O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a ameaça de Trump não mudará a posição do partido.
Segundo ele, se o presidente mantiver a promessa de não assinar outras leis, o Congresso poderá enfrentar uma paralisia legislativa.
Trump também pediu que o Congresso aprove uma versão ainda mais rígida da proposta, com exigências adicionais para votação.
A estratégia de bloquear assinaturas presidenciais também pode afetar projetos considerados essenciais, como o financiamento do Departamento de Segurança Interna, cujo orçamento expirou no mês passado.
Mesmo assim, o Congresso ainda teria mecanismos para contornar a pressão do presidente. Um projeto pode se tornar lei automaticamente se permanecer dez dias sem assinatura presidencial enquanto o Congresso estiver em sessão.
O embate ocorre em meio à preparação para as eleições legislativas de novembro, que podem alterar o equilíbrio de forças no Congresso. Pesquisas recentes indicam desgaste político para Trump, especialmente na área econômica.
Levantamento divulgado neste domingo pela NBC News mostra que 62% dos eleitores desaprovam a forma como o presidente lida com a inflação e o custo de vida, enquanto os democratas aparecem com seis pontos de vantagem na disputa genérica pelo Congresso.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, recebeu nesse sábado (7), em Miami, presidentes de 12 países latino-americanos para formalizar a criação de uma coalizão militar chamada “Escudo das Américas”.
O objetivo seria o de combater os cartéis de drogas na região, além de afastar do continente os “adversários” de Washington “de fora do Hemisfério”, em uma referência indireta a concorrentes como China e Rússia.
“Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região”, disse Trump.
O presidente estadunidense comparou a novo acordo ao trabalho dos EUA no Oriente Médio.
“Assim como formamos uma coalizão para erradicar o ISIS [grupo considerado terrorista] no Oriente Médio, devemos agora fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nossos países”, completou.
Estavam presentes os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A cerimônia não transmitiu falas dos presidentes latino-americanos.
Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ameaçou “agir sozinho” nos países latino-americanos “se necessário”, para supostamente combater cartéis, o que violaria a soberania nas nações da região sob o próprio território.
A Casa Branca publicou, também nesse sábado, uma proclamação do presidente Trump sobre a Coalização das Américas contra os Cartéis.
“Os Estados Unidos treinarão e mobilizarão os militares das nações parceiras para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis”, diz o documento.
Além das organizações ligadas ao comércio de drogas, o documento cita o combate à influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial dos EUA contra a China.
“Os Estados Unidos e os seus aliados devem manter as ameaças externas afastadas, incluindo as influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental”, diz o documento oficial.
Segurança dos EUA
Para fazer a interlocução com os 12 países latino-americanos, o governo de Donald Trump nomeou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, responsável pelas fronteiras do país norte-americano.
Segundo argumentou Noem, como as fronteiras dos EUA já estariam seguras, o governo Trump espera se concentrar na segurança dos “vizinhos” no combate aos cartéis e à influência “estrangeira”.
“Vamos combater e reverter essas influências estrangeiras nocivas que se infiltraram em muitos de nossos negócios, nossas tecnologias e que vimos se infiltrar em diferentes áreas do nosso modo de vida”, disse Noem.
México
Durante o lançamento da coalizão, o presidente Trump citou o México, que não participou do acordo militar liderado pelos EUA. Ele disse que “tudo entra pelo México”, que, segundo Trump, estariam “controlado” pelos cartéis.
“Não podemos permitir isso. Muito perto de nós”, disse, acrescentando que “gosta muito” da presidente mexicana. “Eu disse [ao México]: deixe-me erradicar os cartéis”, comentou Trump.
A presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, vem defendendo que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”, e tem rejeitado operações militares dos EUA dentro do território mexicano por questão de soberania.
Venezuela e Cuba
O mandatário estadunidense ainda elogiou o governo da chavista Delcy Rodríguez, na Venezuela, dizendo que eles estão conseguindo “trabalhar juntos” com Caracas, e voltou a ameaçar Cuba.
“À medida que alcançamos uma transformação histórica na Venezuela, também aguardamos com expectativa a grande mudança que em breve chegará a Cuba. Cuba está no fim da linha”, completou.
A caderneta de poupança segue como principal porta de entrada das mulheres no mercado financeiro, mas esse domínio começa a perder força. Dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima em parceria com o Datafolha, mostram que 31% das brasileiras já investem. Entre as investidoras, 69% aplicam na poupança, ainda o produto mais popular. Ao mesmo tempo, o levantamento indica avanço gradual de alternativas como títulos privados, fundos de investimento e até moedas digitais.
Segundo a pesquisa, a participação da poupança entre as mulheres investidoras caiu 14 pontos percentuais desde 2021. No mesmo intervalo, os títulos privados chegaram a 16% de adesão, enquanto os fundos de investimento passaram a 10%. Moedas digitais aparecem com 7%, previdência privada com 5%, títulos públicos com 4% e ações e moedas estrangeiras com 3% cada.
Apesar desse movimento, a preferência por aplicações mais conservadoras ainda reflete uma necessidade de liquidez e proteção. De acordo com o estudo, 40% das mulheres que já investem priorizam ganhos imediatos e acesso total ao dinheiro, mesmo que isso resulte em rentabilidade menor. Para Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, esse comportamento está ligado ao que ele chama de “urgência pelo presente”.
Os dados também mostram que o orçamento apertado continua sendo um obstáculo relevante. Entre as mulheres investidoras, 27% dizem que os gastos superam a renda mensal e 47% vivem no zero a zero, com despesas equivalentes ao que ganham. Além disso, 13% afirmam não ter qualquer reserva de emergência. Só 36% das investidoras contam com reserva suficiente para seis meses ou mais; quando se considera também as mulheres que não investem, esse percentual cai para 20%.
No recorte de perfil, a maior parte das mulheres investidoras está na classe C, que responde por 50% desse público. As classes A e B representam 34%, enquanto as classes D e E somam 15%. A média de idade das mulheres economicamente ativas retratadas no levantamento é de 44 anos.
O levantamento também aponta diferença entre homens e mulheres no acesso ao universo dos investimentos. Enquanto 69% das mulheres dizem não utilizar ou desconhecer aplicações financeiras, entre os homens esse percentual é de 53%. Entre os investidores, a participação masculina também é maior: 41% dos homens investem, ante 31% das mulheres.
Quando olham para o futuro, as mulheres investidoras têm objetivos bem definidos. A compra de imóveis aparece no topo, citada por 32%. Em seguida vêm a decisão de manter o dinheiro aplicado, com 20%, e o desejo de viajar, com 13%. Já o planejamento para aposentadoria ainda tem peso menor entre elas: 8% mencionam esse objetivo, contra 13% dos homens.
Mesmo com essas barreiras, há intenção de avanço. Segundo a pesquisa, 37% das entrevistadas pretendem investir ao longo de 2026. Desse total, 24% já investem e querem continuar aplicando, enquanto 12% ainda não investem, mas planejam entrar no mercado financeiro neste ano.
A Netflix anunciou nesta semana que a marca de lifestyle As Ever, criada em parceria com Meghan Markle, passará a operar de forma independente após o encerramento do acordo ligado à série estrelada pela duquesa de Sussex na plataforma de streaming.
O projeto pertence à própria Meghan Markle e reúne produtos ligados à chamada cozinha afetiva, incluindo geleias, chocolates e vinhos, itens que refletem a proposta de compartilhar experiências domésticas e culinárias.
A marca As Ever foi apresentada ao público no ano passado, durante um dos episódios da série “Com Amor, Meghan”, produzida pela Netflix. O programa teve duas temporadas, além de um especial de Natal, e mostrava Meghan Markle, mãe do príncipe Archie e da princesa Lilibet, dividindo dicas de receitas e cuidados com a casa.
Em comunicado, a Netflix destacou que a iniciativa nasceu da proposta da duquesa de transformar momentos simples em experiências especiais. “A paixão de Meghan por elevar os momentos cotidianos de maneiras bonitas, porém simples, inspirou a criação da marca As Ever”, afirmou a empresa.
A plataforma acrescentou que sempre esteve nos planos que a marca seguisse seu próprio caminho. Segundo a empresa, “Meghan continuará a expandir a marca e a levá-la para o próximo capítulo de forma independente”, ressaltando que a companhia espera acompanhar o crescimento do projeto.
A série protagonizada por Meghan Markle já havia sido cancelada após a segunda temporada, marcando o fim do acordo comercial firmado em 2020 entre Meghan, o príncipe Harry e a Netflix, pouco tempo depois de o casal renunciar às funções na família real britânica.
Segundo a imprensa americana, o encerramento da parceria teria sido influenciado pela queda gradual da audiência da produção ao longo dos anos.
Em nova manifestação, a equipe de Meghan Markle confirmou o fim da colaboração com a plataforma e destacou que a marca As Ever continuará suas atividades de forma independente.
“A As Ever agradece a parceria com a Netflix durante o lançamento e nosso primeiro ano”, afirmou um porta-voz da marca, em declaração citada pela revista People. Segundo ele, “tivemos um crescimento significativo e rápido, e a As Ever agora está pronta para seguir sozinha”, acrescentando que a empresa prepara novos projetos para os próximos meses.
O setor brasileiro de brinquedos fechou 2025 com R$ 10,39 bilhões em faturamento, crescimento de 1,86% sobre o ano anterior e 43.946 trabalhadores empregados, o maior número desde 2020. Os dados, do Anuário da Abrinq 2026, revelam crescimento mesmo diante de juros altos, queda na taxa de natalidade e concorrência internacional crescente.
Com a aprovação do PL 6.139/2023 pela Câmara dos Deputados, no último dia 2 de março, os fabricantes enxergam uma janela para avançar num terreno onde o Brasil ainda tem participação modesta: o mercado externo.
“Ao meu ver, o governo brasileiro finalmente compreendeu algo que já é prática consolidada nas principais economias do mundo, inclusive na China: exportação exige apoio estruturado do Estado”, comentou o presidente da Abrinq, Synésio da Costa, ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“No setor de brinquedos, ainda temos uma participação modesta no comércio exterior, mas essa mudança tende a estimular o interesse das indústrias. Com crédito mais acessível, a tendência é que o segmento ganhe novo fôlego e avance de forma mais estruturada nas exportações”, completou.
O que muda com o novo sistema de crédito à exportação
O PL 6.139/2023, aprovado pela Câmara e encaminhado à sanção presidencial, cria o Sistema Brasileiro de Apoio Oficial ao Crédito à Exportação. Na prática, define o financiamento e as garantias oficiais como atividades da política industrial e do comércio exterior, abre espaço para que seguradoras e financiadores privados operem em modalidades indiretas e reformula os fundos de garantia FGE e FGCE – com a União podendo honrar garantias caso o patrimônio dos fundos seja insuficiente.
Para o setor de brinquedos, o ponto mais relevante é a disciplina sobre o BNDES no financiamento de exportação de serviços, com exigência de transparência pública e prestação de contas anual ao Senado.
O texto também prioriza projetos de alta intensidade tecnológica ou ligados à descarbonização, e proíbe novas operações para países inadimplentes com o Brasil, exceto em casos de renegociação formal da dívida.
“Produtos destinados ao mercado externo não podem carregar o peso dos tributos internos e precisam de um ambiente financeiro favorável para viabilizar competitividade. No Brasil, isso sempre foi um obstáculo, especialmente em um cenário de juros elevados, que inviabilizava qualquer tomada de crédito. A atuação do BNDES, com a ampliação do apoio oficial à fabricação voltada à exportação, representa um passo importante nessa direção”, diz Synésio.
Brinquedos faturam alto, mas exportam pouco
O contraste entre o desempenho interno e a presença externa do setor é marcante. Enquanto o mercado mundial de brinquedos movimentou US$ 110,6 bilhões em 2025 – crescimento global de 7%, o Brasil exportou apenas US$ 10,3 milhões no mesmo período.
Os destinos seguem concentrados no Mercosul: o Paraguai absorve 44,2% dos embarques e a Argentina representa 17,3%, somando 61% do total exportado. São Paulo lidera as exportações, com 64,36% dos embarques, seguido pelo Amazonas, com 12,72%.
A concentração da produção é igualmente expressiva: 85,58% das unidades industriais do setor estão em São Paulo, que também responde por 34,9% do consumo nacional. Santa Catarina lidera as importações, com 50,12% do total desembarcado no país.
Recorde de lançamentos e segmentos em alta
Dentro do Brasil, o ritmo de inovação não para. Em 2025, o setor lançou 1.689 novos produtos. Para 2026, a projeção sobe para 1.740 lançamentos, sendo 64% de produtos próprios e 36% licenciados — sinal de que a indústria nacional vem ganhando espaço frente às marcas internacionais.
Os segmentos que mais cresceram em 2025 mostram uma mudança no perfil do consumidor: o chamado “mundo técnico” liderou com 19% das vendas, seguido por atividades físicas (16%) e criatividade (15,2%). Os blocos de construção avançaram 17%, impulsionados pela busca por brinquedos que estimulam raciocínio lógico.
Jogos de tabuleiro e cartas cresceram 16%, refletindo a valorização do entretenimento offline e das experiências compartilhadas – tendência que o mercado chama de “kidult”, o público jovem e adulto que consome brinquedos.
“Superar R$ 10 bilhões em faturamento e manter uma trajetória consistente de crescimento é resultado de um longo trabalho de investimento contínuo em inovação, qualidade e desenvolvimento de produtos que acompanham as novas formas de brincar”, afirmou Synésio.
E-commerce avança
O canal digital consolidou sua posição. Em 2017, as vendas online representavam 22% do total. Em 2025, chegaram a 38% – a maior participação da série histórica. A transformação no varejo é um dos fatores que o próprio presidente da Abrinq aponta como desafio estrutural, ao lado das mudanças demográficas provocadas pela queda na taxa de natalidade.
No emprego, o setor saiu de 35.832 trabalhadores em 2020 para 43.946 em 2025 – acréscimo de cerca de 8 mil vagas em cinco anos. O pico foi em 2024, com 44.092 empregos diretos e terceirizados.
“O setor tem mostrado capacidade de adaptação e seguirá trabalhando para ampliar mercados, fortalecer a produção nacional e gerar cada vez mais empregos”, defende Synésio.
Fabricantes de brinquedos otimistas para 2026
A expectativa dos fabricantes para o ano é positiva. Segundo a Abrinq, 46% esperam vendas “boas” em 2026 e 39% apostam em vendas “ótimas”. Na rentabilidade, 50% projetam resultado “bom” e 40% esperam desempenho “regular”.
O sentimento majoritário é de crescimento e estabilidade — e agora, com um novo marco para o crédito à exportação em vias de ser sancionado, parte do setor começa a olhar para além das fronteiras do Mercosul.
Os ingressos para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 começam a ser vendidos a partir de abril de 2026, por meio de um sistema de sorteio organizado pelo comitê olímpico.
O cadastro deve ser feito até 18 de março de 2026 e é a única forma de garantir a chance de compra no primeiro lote ou na pré-venda destinada a moradores de regiões específicas.
Segundo os organizadores, os bilhetes individuais custarão um pouco mais de US$ 20, com um milhão de entradas disponíveis nesse valor, segundo o portal americano Time Out.
A estratégia busca ampliar o acesso do público ao maior evento esportivo, que será realizado entre 14 e 30 de julho de 2028.
Quanto vão custar os ingressos?
O comitê informou que um terço de todos os ingressos será vendido por menos de US$ 100 (aproximadamente R$ 514,99 na cotação atual). O preço mínimo confirmado é de US$ 28 (cerca de R$ 144,20), mas ainda não há detalhamento sobre valores máximos nem informações específicas sobre a cerimônia de abertura.
Também foi divulgado que o limite padrão de compra será de até 12 ingressos por pessoa, podendo variar conforme a modalidade esportiva.
A venda será feita em etapas, o interessado precisa se inscrever no período oficial, até 18 de março de 2026, pelo site oficial. Após essa fase, os candidatos receberão um e-mail entre 31 de março e 7 de abril informando se foram selecionados e qual será o horário reservado para compra.
A pré-venda para moradores de Los Angeles e Oklahoma City ocorre entre 2 e 6 de abril, já o primeiro lote geral estará disponível entre 9 e 19 de abril. Quem não for contemplado inicialmente continuará participando automaticamente dos sorteios seguintes, até atingir o limite máximo permitido.
Prioridade para moradores locais
Terão prioridade na compra moradores dos condados de:
Los Angeles;
Orange;
Riverside;
San Bernardino;
Ventura.
Além da cidade-sede, as competições serão realizadas em Long Beach, Carson, Inglewood, Pasadena, Arcadia, Pomona e San Clemente. Oklahoma City também receberá disputas de softbol e canoagem slalom.
Segundo a imprensa americana, as cerimônias de abertura e encerramento serão realizadas em dois dos principais estádios da região. O Los Angeles Memorial Coliseum e o SoFi Stadium dividirão a abertura dos Jogos Olímpicos em 14 de julho de 2028.
O encerramento olímpico, em 30 de julho, será exclusivo do Coliseu.
Expectativa para 2028
Os organizadores ainda não detalharam como será a divisão artística das cerimônias entre os dois estádios. Ambos deverão apresentar elementos culturais e espetáculos próprios, mas apenas um deles sediará os atos protocolares centrais, como o hasteamento da bandeira olímpica.
Com preços iniciais considerados acessíveis e um sistema de sorteio para organizar a demanda, Los Angeles aposta em ampliar a participação do público e transformar os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 em um dos momentos mais marcantes da história.
Várias explosões foram ouvidas em Tel Aviv, no centro de Israel, no início da tarde de domingo (8), informaram jornalistas da AFP, após alerta do Exército israelense sobre o lançamento de mísseis a partir do Irã.
“Há pouco tempo, o Exército israelense identificou mísseis lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel”, afirmou o Exército de Israel em comunicado oficial.
A nota acrescenta que os sistemas de defesa antiaérea foram acionados para responder ao ataque com mísseis iranianos.
Explosões em Abu Dhabi
Explosões foram ouvidas neste domingo na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, relataram testemunhas à AFP, no nono dia da guerra regional desencadeada por um ataque israelo-americano contra o Irã, que respondeu militarmente.
Abu Dhabi tem sido alvo frequente de ataques desde o início do conflito. Antes das novas explosões, os Emirados Árabes Unidos informaram que foram alvo neste domingo de 17 mísseis, dos quais 16 foram interceptados e um caiu no mar, além de 117 drones, sendo 113 interceptados e quatro que atingiram o território.
O prêmio da Mega Sena está acumulado em R$ 49 milhões.
Números sorteados da Mega Sena 2981
Resultado Mega Sena 2981: 15 – 22 – 27 – 32 – 50 – 58
Quais apostas foram premiadas na Mega-Sena Concurso 2.981
Logo após o sorteio, a Caixa confirma as apostas ganhadoras do concurso realizado em 07 de março e quanto cada uma irá receber.
6 acertos (sena)
Não houve ganhadores e o prêmio está estimado em R$ 60.000.000,00
5 acertos (quina)
41 apostas ganhadoras, R$ 61.085,40
4 acertos (quadra)
2.992 apostas ganhadoras, R$ 1.379,77
Como fazer aposta na Mega Sena?
Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.
O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.
Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.
Presidente recebeu atletas medalhistas do Mundial de Ginástica Rítmica no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros.
Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.
Bahia x Vitória na final do Baianão. Acompanhe os resultado da final do Campeonato Baiano com a TVT News.
Resultado da final do Campeonato Baiano 2026
Campeonato Baiano é transmitido pela TVT
O Campeonato Baiano de Futebol de 2026 tem um diferencial importante para os torcedores: além da transmissão exclusiva da TVE, a competição foi retransmitida pela TVT, ampliando o alcance do torneio para públicos de diferentes regiões do país. A parceria entre as duas emissoras públicas reforça o papel da comunicação pública na democratização do acesso ao esporte.
EC Bahia, o Esquadrão de Aço, é o atual campeão do Baianão. Foto: Letícia Martins/EC Bahia
Regulamento do Campeonato Baiano
Ao todo, dez clubes disputam a taça da primeira divisão estadual: Atlético de Alagoinhas, Bahia, Bahia de Feira, Barcelona de Ilhéus, Galícia, Jacuipense, Jequié, Juazeirense, Porto e Vitória. Todos os jogos do Baianão poderão ser acompanhados ao vivo pela TVE, pela TVT e também pelo canal da TVE no YouTube (youtube.com/tvebahia).
O Campeonato Baiano de 2026 estreia uma nova fórmula de disputa, definida pela Federação Baiana de Futebol (FBF). As semifinais e a final serão realizadas em jogo único, com mando de campo da equipe que obtiver a melhor campanha geral. Em caso de empate no tempo regulamentar, a decisão será definida nos pênaltis.
Parceria TVT e TVE
Em 2025, a TVE transmitiu os 50 jogos da competição e registrou forte desempenho de audiência. Segundo a emissora, houve picos de 61% de share entre os canais abertos e cobertura domiciliar de 58%. No ambiente digital, as transmissões ultrapassaram 32 milhões de visualizações no YouTube, com até 840 mil aparelhos conectados simultaneamente. A final do campeonato somou mais de 4 milhões de visualizações na plataforma.
Durante o evento de lançamento do Baianão 2026, que reuniu torcedores, dirigentes, atletas, árbitros e autoridades do esporte, foi assinada a carta de adesão dos clubes, da TVE e da FBF ao Pacto pelo Feminicídio Zero e pela Prevenção à Violência contra as Mulheres. A iniciativa busca ampliar a conscientização social e contribuir para a redução dos casos de feminicídio na Bahia.
Além das transmissões dos jogos, a cobertura do campeonato contará com conteúdos exclusivos nas redes sociais da TVE, no Instagram, TikTok e X (antigo Twitter), além de interação com o público pelo canal oficial da emissora no WhatsApp. Programas como TVE Esporte (segundas-feiras, às 19h), TVE Revista (diariamente, às 12h) e TVE Notícias (diariamente, às 18h) também terão cobertura especial da competição.
Com a parceria entre TVT e TVE, o Campeonato Baiano de 2026 chega à tela com maior visibilidade, reforçando o futebol estadual e garantindo que a bola role para um público ainda mais amplo desde a primeira rodada.
O Dia da Mulher é muito mais do que um momento para presentes ou frases de efeito. Trata-se de um marco político fundamental para o calendário das lutas sociais em todo o mundo. No 8 de março, os movimentos sociais, sindicatos e coletivos feministas reafirmam a necessidade de combater o patriarcado, a desigualdade salarial e a violência de gênero que ainda assola a sociedade.
Ao rememorar o 8 de março, Dia da Mulher, é essencial resgatar a raiz revolucionária desta data. Longe de ser um dia para impulsionar o comércio, o 8 de março nasceu no chão de fábrica, nas assembleias operárias e nas ruas, impulsionado por mulheres que exigiam trabalho digno.
A TVT News preparou um material especial para explicar a origem do 8 de março como Dia da Mulher e destacar figuras importantes na construção da resistência feminina na América Latina.
Quem é essa mulher? Conheça mulheres históricas da América Latina
Por que 8 de março é o Dia da Mulher?
A escolha do 8 de março como o Dia da Mulher não foi aleatória, mas fruto de um processo de organização da classe trabalhadora. No início do século XX, as condições de trabalho eram desumanas, com jornadas exaustivas e salários miseráveis, especialmente para as operárias da indústria têxtil.
Protesto pelo fim da escala 6×1. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O 8 de março serve como um lembrete anual da capacidade de mobilização das trabalhadoras. É um dia para evidenciar que as conquistas democráticas, como o direito ao voto e à licença-maternidade, não foram concessões, mas vitórias arrancadas com muita organização e enfrentamento.
O Dia da Mulher é, portanto, um instrumento de conscientização política e de denúncia contra as opressões.
Qual a origem da data de 8 de março como Dia Internacional da Mulher
Há uma série de acontecimentos que tornaram o 8 de março o Dia das Mulheres.
A ideia de um dia dedicado às mulheres surgiu em um contexto de intensas manifestações por melhores condições de trabalho, direito ao voto e fim da discriminação.
Acompanhe a linha do tempo do Dia da Mulher:
1908: Um marco importante foi a marcha de cerca de 15 mil trabalhadoras têxteis em Nova York, que foram às ruas exigindo a redução da jornada de trabalho (que chegava a 16 horas diárias), melhores salários e o direito ao voto .
1909: Inspirado por essas mobilizações, o Partido Socialista da América celebrou o primeiro Dia Nacional das Mulheres em 28 de fevereiro .
1910: O passo decisivo para a internacionalização da data foi dado pela ativista alemã Clara Zetkin. Durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague (Dinamarca), ela propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher anual. A ideia era unificar a luta das mulheres ao redor do mundo por direitos, mas nenhuma data específica foi definida na ocasião .
1911: Como resultado, o primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 19 de março em países como Alemanha, Suíça e Dinamarca .
1975: A Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, durante o Ano Internacional da Mulher, dando à data um reconhecimento global.
Por que 8 de março é o Dia da Mulher: o incêndio na Triangle Shirtwaist (1911)
Um evento trágico em Nova York reforçou a urgência da luta.
Em 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist matou 146 trabalhadores, a maioria mulheres imigrantes (judias e italianas).
A tragédia expôs as condições precárias de trabalho e impulsionou a legislação trabalhista nos EUA, tornando-se um símbolo central nas manifestações operárias.
Saída dos ônibus com mulheres de São Paulo para participar da Marcha das Mulheres Negras em Brasília. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Por que 8 de março é o Dia da Mulher: a greve de 1917 na Rússia
Em 8 de março de 1917 (que corresponde a 23 de fevereiro no calendário juliano, então em uso na Rússia), milhares de operárias russas saíram às ruas de Petrogrado (atual São Petersburgo) em um protesto histórico.
Elas reivindicavam “Pão e Paz“: pão para suas famílias famintas e o fim da participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, além de melhores condições de vida e trabalho
Contudo, foi a oficialização pela Internacional Socialista e, posteriormente, o reconhecimento pela ONU em 1975, que consolidaram o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, uma data de memória e resistência operária.
Por que 8 de março é o Dia da Mulher? A oficialização pela ONU
O Dia da Mulher, comemorado em 8 de março, surgiu a partir das mobilizações de trabalhadoras por melhores condições de trabalho, igualdade salarial e participação política.
Com o passar do tempo, a data ganhou dimensão internacional. Movimentos sociais e organizações feministas utilizam o Dia da Mulher para debater políticas públicas, denunciar violências e promover ações voltadas à igualdade entre homens e mulheres.
Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante Reunião de Alto Nível na 80ª Assembleia Geral da ONU, ao fundo a ex-presidenta do Chile Michele Bachelet. A Conferência é uma iniciativa do Ministério das Mulheres. Foto: Gov.br
Em 1975, a Organização das Nações Unidas oficializou o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Desde então, a data passou a ser reconhecida mundialmente como um momento de reflexão sobre igualdade de direitos e enfrentamento das violências contra mulheres.
Quem é essa mulher? Conheça mulheres que marcaram a história da América Latina
A história oficial muitas vezes apaga ou secundariza a participação feminina nos processos poíticos e culturais.
Para a TVT News, o Dia da Mulher é o momento para corrigir essas injustiças históricas. A seguir, conheça perfis de lutadoras que dedicaram suas vidas à causa da liberdade e da justiça social no continente latino-americano
Mulheres na história da América Latina: Anita Garibaldi
Conhecida como a “Heroína de Dois Mundos”, Anita Garibaldi rompeu com todos os padrões esperados para uma mulher do século XIX. Nascida no sul do Brasil, ela não se limitou ao papel doméstico, pegando em armas ao lado de Giuseppe Garibaldi durante a Revolução Farroupilha. Sua bravura nos campos de batalha e sua habilidade estratégica a tornaram uma lenda viva ainda durante sua curta existência.
Anita e Giuseppe Garibaldi, combatentes em defesa da liberdade. Imagem: Wikimedia Commons /Arte Rebeca de Ávila
Anita participou ativamente de combates no Brasil, no Uruguai e na Itália, defendendo ideais republicanos. Sua trajetória é marcada pela coragem física e pela convicção política, enfrentando exércitos imperiais e as dificuldades de uma vida em constante deslocamento. Ela representa a mulher que não aceita a submissão e que luta, ombro a ombro, pela autodeterminação dos povos.
Mulheres na história da América Latina: Maria Felipa
Maria Felipa de Oliveira é um símbolo da independência do Brasil na Bahia. Marisqueira, negra e liderança natural na Ilha de Itaparica, ela organizou um grupo de vigilância e resistência contra as tropas portuguesas em 1823. A história oral conta que Maria Felipa liderou um grupo de mulheres que, usando galhos de cansanção (uma planta urticante), surraram os soldados portugueses, além de incendiar embarcações inimigas.
Monumento na cidade de Salvador, Bahia, Brasil, em homenagem à Maria Felipa. Foto: SouDiana /Wikimedia Commons
Sua figura destaca o protagonismo das mulheres negras e pobres na construção da soberania nacional, muitas vezes ignorado pelos livros didáticos tradicionais. Maria Felipa encarna a astúcia popular e a força coletiva, provando que a independência do Brasil teve rosto feminino, negro e nordestino.
Mulheres na história da América Latina: Juana Azurduy
Juana Azurduy foi uma das mais importantes líderes militares na luta pela independência da América do Sul. Nascida no que hoje é a Bolívia, ela assumiu o comando de tropas guerrilheiras contra o domínio espanhol no Alto Peru. Juana perdeu o marido e quatro filhos na guerra, mas nunca abandonou o front, chegando a comandar um exército de indígenas e mestiços leais à causa da libertação.
Museo Histórico Nacional – Juana Azurduy. Óleo sobre tela. Autor desconocido / Wikimedia Commons
Reconhecida postumamente com patentes de general na Argentina e na Bolívia, Juana Azurduy simboliza a entrega total à causa anticolonial. Sua vida nos lembra que a independência latino-americana foi conquistada com a participação direta de mulheres que desafiaram não apenas o império espanhol, mas também as normas de gênero de sua época.
Mulheres na história da América Latina: Manuela Sáenz
Equatoriana de nascimento, Manuela Sáenz foi muito mais do que a companheira de Simón Bolívar; foi uma ativista revolucionária com méritos próprios. Conhecida como a “Libertadora do Libertador” por ter salvo a vida de Bolívar em um atentado em Bogotá, Manuela atuou na espionagem, na logística e no financiamento da causa patriota. Ela vestia uniforme militar, montava a cavalo e participava das decisões estratégicas.
Manuela Sáenz, por César Augusto Villacrés (ca. 1910). Fondo pictórico del Museo Nacional de Quito.
Após a morte de Bolívar, Manuela sofreu perseguição e exílio, terminando seus dias no litoral peruano. Sua reabilitação histórica é recente e necessária, posicionando-a como uma intelectual e estrategista política que compreendia a complexidade da integração latino-americana e a necessidade de romper definitivamente com a metrópole.
Mulheres na história da América Latina: Patrícia Galvão
Patrícia Galvão, a Pagu, foi uma mulher à frente de seu tempo, ícone do Modernismo brasileiro e militante comunista fervorosa. Jornalista, desenhista e escritora, Pagu denunciou as desigualdades sociais em obras como “Parque Industrial”, considerado o primeiro romance proletário brasileiro. Sua militância no Partido Comunista a levou ao cárcere diversas vezes durante a Era Vargas, onde sofreu torturas, mas manteve sua integridade ideológica.
Pagu desafiou a moral burguesa de todas as formas, tanto em sua vida pessoal quanto em sua produção artística e política. Ela é um exemplo de intelectual engajada, que colocou seu talento a serviço da denúncia das condições da classe operária e da emancipação feminina, pagando um alto preço pessoal por suas escolhas ousadas.
Mulheres na história da América Latina: Olga Benário
A trajetória de Olga Benário Prestes é marcada pela tragédia e pelo heroísmo antifascista. Militante comunista alemã de origem judaica, veio ao Brasil para fazer a segurança de Luís Carlos Prestes. Após o fracasso do levante comunista de 1935, foi presa pelo governo de Getúlio Vargas. Mesmo grávida, foi deportada para a Alemanha nazista, em um ato de colaboracionismo que mancha a história brasileira.
Olga Benario-Prestes, em 1942. Fonte: Wikimedia Commons
Olga deu à luz sua filha, Anita Leocádia, em um campo de concentração antes de ser assassinada na câmara de gás em Bernburg. Sua história é um alerta permanente sobre os perigos do autoritarismo e do fascismo. Olga tornou-se um símbolo internacional de resistência.
Mulheres na história da América Latina: Gabriela Mistral
Gabriela Mistral, poeta e educadora chilena, foi a primeira pessoa latino-americana a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1945. Sua obra é profundamente marcada pela defesa da educação pública, pelos direitos das crianças e pela valorização da identidade mestiça e indígena do continente. Gabriela atuou na reforma educacional do México pós-revolucionário, a convite de José Vasconcelos, levando sua visão humanista para as escolas rurais.
A chilena Gabriela Mistral. Fonte: Wikimedia Commons
Além de sua vasta produção literária, Mistral foi uma diplomata e intelectual que pensou a América Latina de forma integrada. Ela defendia que o ensino deveria ser uma ferramenta de libertação social, acessível aos mais pobres. Sua voz poética nunca se desvinculou de seu compromisso ético com os desfavorecidos e com a justiça social.
Mulheres na história da América Latina: Antonieta de Barros
Antonieta de Barros foi uma pioneira absoluta na política brasileira. Filha de ex-escravizada, professora e jornalista, foi a primeira mulher negra a ser eleita deputada estadual no Brasil, em Santa Catarina, no ano de 1934. Sua atuação parlamentar foi centrada na defesa da educação como direito de todos e na valorização do magistério, além de lutar contra o racismo estrutural e a discriminação de gênero.
Fonte: Instituto Históerico e Geográfico de Santa Catarina
Foi Antonieta quem criou o Dia do Professor em seu estado, data que depois se tornaria nacional. Sua presença em um espaço de poder, majoritariamente branco e masculino na década de 1930, foi um ato revolucionário. Ela utilizou a tribuna e a imprensa para exigir cidadania plena para a população negra e para as mulheres, deixando um legado de luta pela democratização do ensino.
Mulheres na história da América Latina: Clara Charf
Clara Charf foi um exemplo de vida dedicada à militância de esquerda e aos direitos das mulheres. Viúva de Carlos Marighella, principal líder da resistência armada contra a ditadura militar, Clara viveu na clandestinidade e no exílio, atuando incansavelmente na denúncia das violações de direitos humanos no Brasil.
Após a anistia, continuou sua atuação política, focando especialmente nas questões de gênero e na paz mundial.
Ativista Clara Charf. Foto: Memórias da Ditadura/Reprodução
Fundadora da Associação Mulheres pela Paz, Clara manteve acesa a memória de Marighella e de todos os combatentes que tombaram lutando pela democracia. Sua biografia atravessa décadas de história política brasileira, sempre do lado dos oprimidos. Ela nos ensina que a militância é um compromisso vitalício e que a luta por um mundo mais justo não tem data para acabar.
Mulheres na história da América Latina: Maria Lúcia Petit
Maria Lúcia Petit foi uma militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que integrou a Guerrilha do Araguaia. Jovem idealista, mudou-se para a região do Bico do Papagaio para organizar os camponeses e resistir ao regime militar. Em 1972, foi morta em combate pelas Forças Armadas. Por décadas, sua família lutou pelo direito de localizar seus restos mortais e sepultá-la dignamente.
Maria Lucia Petit. Foto: Wikimedia Commons
A identificação de sua ossada, nos anos 1990, foi um marco na busca pelos desaparecidos políticos do Araguaia. Maria Lúcia representa a juventude que sacrificou a própria vida sonhando com um Brasil livre da tirania. Sua memória é preservada como denúncia da brutalidade do Estado durante os anos de chumbo.
Mulheres na história da América Latina: Lélia Gonzalez
Lélia Gonzalez foi uma intelectual, política e antropóloga brasileira fundamental para o pensamento feminista negro. Ela cunhou o conceito de “Amefricanidade”, propondo uma leitura da cultura e da história das Américas a partir da contribuição indígena e africana. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), atuando diretamente contra o mito da democracia racial.
A brasileira Lélia Gonzalez | Crédito: Acervo Família Lélia Gonzalez
Sua crítica era afiada: ela apontava como o feminismo tradicional muitas vezes ignorava a realidade das mulheres negras e pobres. Para Lélia, a luta contra o sexismo era inseparável da luta contra o racismo e o capitalismo. Seu pensamento segue atualíssimo, oferecendo ferramentas teóricas para compreendermos as hierarquias sociais brasileiras e a importância de um feminismo interseccional.
Mulheres na história da América Latina: Zuzu Angel
Zuleika Angel Jones, conhecida como Zuzu Angel, transformou sua dor em denúncia internacional. Estilista de renome, ela iniciou uma busca incessante por seu filho, Stuart Angel, militante político torturado e assassinado pela ditadura militar. Zuzu utilizou sua moda para protestar: estampou anjos feridos, tanques de guerra e grades em suas coleções, levando a brutalidade do regime brasileiro para as passarelas de Nova York.
Zuzu Angel durante o lançamento de sua coleção em Nova York, 1972. Foto: Fundo Correio da Manhã.
Sua coragem em confrontar os generais e expor os crimes do Estado brasileiro incomodou o regime. Zuzu morreu em um acidente de carro suspeito no Rio de Janeiro, em 1976, hoje reconhecido como um atentado perpetrado pelos agentes da repressão. Ela é um símbolo da força materna que se converte em luta política por verdade e justiça.
Mulheres na história da América Latina: Clementina de Jesus
Clementina de Jesus, a “Quelé”, foi a voz ancestral que conectou o Brasil moderno às suas raízes africanas profundas. Descoberta para o grande público já idosa, depois de uma vida inteira trabalhando como doméstica, Clementina trouxe em seu canto os vissungos (cantos de trabalho), corimás e sambas rurais que guardava na memória. Ela não foi apenas uma cantora, mas uma guardiã de saberes orais.
Imagem do Fundo Correio da Manhã.
Sua presença na música popular brasileira foi um ato de afirmação da estética e da cultura negra. Sua voz rouca e potente narrava a história de resistência do povo negro pós-abolição. Clementina nos lembra que a cultura é também um campo de disputa e que a memória do povo pobre é um patrimônio inestimável.
Mulheres na história da América Latina: Maria Conceição Tavares
A economista Maria da Conceição Tavares, portuguesa radicada no Brasil, foi uma das vozes mais lúcidas e combativas do pensamento econômico nacional.
Professora da Unicamp e da UFRJ, e ex-deputada pelo PT, Conceição formou gerações de economistas com uma visão crítica ao neoliberalismo e à financeirização da economia. Sua defesa intransigente do desenvolvimento nacional e da distribuição de renda marcou época.
A economista Maria da Conceição Tavares. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Conhecida por sua oratória apaixonada e por não ter papas na língua, ela denunciava a desigualdade brasileira como uma vergonha histórica. Para Conceição Tavares, a economia não podia ser uma ciência fria de números, mas devia servir ao bem-estar da população. Seu legado permanece vivo na defesa da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores contra a austeridade fiscal.
Mulheres na história da América Latina: Violeta Parra
Violeta Parra foi a alma da música folclórica chilena e a precursora da “Nueva Canción Chilena”. Pesquisadora incansável, viajou pelos rincões do Chile recuperando canções, ritmos e tradições camponesas que estavam sendo esquecidas. Sua obra é uma fusão de arte e compromisso social, denunciando as injustiças sofridas pelos trabalhadores rurais e mineiros.
Gabriela Mistral e Violeta Parra | Obra da artista e cenógrafa Macarena Ahumada; praça central (pátio) do Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM), em Santiago, Chile. / Foto: Wikimedia Commons
Ela pode ser considerada a mãe da música latino-americana.
Com músicas como “Gracias a la Vida” e “Volver a los 17”, Violeta transcendeu fronteiras. Sua arte era profundamente política, servindo de inspiração para movimentos de esquerda em toda a América Latina. Ela provou que a cultura popular é uma ferramenta poderosa de identidade e resistência contra a hegemonia cultural estrangeira.
Mulheres na história da América Latina: Dulce Maia
Dulce Maia foi a primeira mulher a ser banida do Brasil pela ditadura militar, trocada, junto com outros presos políticos, pelo embaixador japonês sequestrado em 1970. Militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Dulce sofreu torturas brutais nos porões da Operação Bandeirante (Oban), mas nunca entregou seus companheiros. Sua resistência física e psicológica tornou-se lendária entre a militância.
Após o banimento, viveu no exílio em diversos países, continuando a denunciar o regime brasileiro. O retorno ao Brasil com a anistia marcou a continuidade de sua militância pelos direitos humanos. A história de Dulce Maia é um testemunho da violência de gênero específica aplicada contra as mulheres guerrilheiras, que eram punidas duplamente: por sua oposição política e por desafiarem o papel de submissão feminina.
Mulheres na história da América Latina: Mercedes Sosa
Mercedes Sosa, “La Negra”, foi a voz que unificou a América Latina em torno da esperança e da luta democrática. Cantora argentina, sofreu perseguição e censura durante a ditadura militar em seu país, sendo obrigada a se exilar. Sua interpretação de canções como “Sólo le pido a Dios” e “Canción con todos” tornou-se hino de resistência em todo o continente.
Retrato da cantora argentina Mercedes Sosa por Annemarie Heinrich.
Se Violeta Parra era a mãe, Mercedes Sosa foi a madrinha da música latino-americana.
Mercedes usou seu imenso talento para dar visibilidade aos compositores engajados e às dores do povo latino-americano. Ela cantou com os estudantes, com os trabalhadores e com as Mães da Praça de Maio. Sua arte era um abraço solidário que atravessava fronteiras, lembrando que a luta por liberdade na América Latina é uma causa comum a todos os nossos povos.
Mulheres na história da América Latina: Margarida Maria Alves
“É melhor morrer na luta do que morrer de fome”. A frase de Margarida Maria Alves ecoa até hoje como lema das trabalhadoras rurais. Líder sindical na Paraíba, ela foi a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande. Margarida lutou incansavelmente pelos direitos trabalhistas no campo, como carteira assinada, jornada de oito horas e férias, enfrentando a fúria dos latifundiários e usineiros.
Assassinada em 1983 na porta de sua casa, na frente de sua família, a mando de proprietários de terra, Margarida tornou-se semente. Sua morte inspirou a “Marcha das Margaridas”, a maior mobilização de mulheres do campo, da floresta e das águas da América Latina, que ocorre periodicamente em Brasília exigindo reforma agrária e fim da violência no campo.
Mulheres na história da América Latina: Irmã Dorothy Stang
A missionária norte-americana naturalizada brasileira, Irmã Dorothy Stang, dedicou sua vida à defesa da Amazônia e dos povos da floresta. Atuando em Anapu, no Pará, ela lutou pela implantação de Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS), batendo de frente com grileiros, madeireiros ilegais e fazendeiros que destruíam a mata e oprimiam os pequenos agricultores.
Aos 73 anos, em 2005, foi brutalmente assassinada com seis tiros a mando de fazendeiros da região. Sua morte expôs ao mundo a sangrenta disputa pela terra no Brasil e a impunidade que protege os mandantes de crimes ambientais e agrários. Ela é mártir da luta socioambiental.
Mulheres na história da América Latina: Marielle Franco
Marielle Franco, socióloga, cria da Maré e vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, representava a renovação da política com a cara da mulher negra, favelada e LGBTQIAPN+.
A atuação parlamentar de Marielle era voltada para a defesa dos direitos humanos, a fiscalização da violência policial e o apoio às minorias. Em 14 de março de 2018, Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram executados em uma emboscada política que chocou o mundo.
Manter o nome de Marielle vivo é um ato de justiça, ressalta Luyara Franco, filha da vereadora. Foto: Bernardo Guerreiro/Mídia Ninja
O assassinato de Marielle foi uma tentativa de silenciar as pautas que ela defendia, mas gerou o efeito oposto: multiplicou sua voz em milhares de outras mulheres que ocuparam a política. A pergunta “Quem mandou matar Marielle?” tornou-se um grito por justiça e contra a atuação das milícias no Estado. Marielle é hoje um símbolo global de resistência política e defesa da democracia.
Familiares de Marielle e Anderson acompanharam o julgamento: Foto: Gustavo Moreno/STF
Chegamos ao Dia da Mulher em 2026 com a urgência de estancar a sangria do feminicídio. Apesar dos avanços legislativos e da tipificação do crime, os números continuam alarmantes, refletindo uma cultura machista que enxerga a mulher como propriedade.
O combate a essa violência exige mais do que leis; exige orçamento público para casas de abrigo, delegacias especializadas funcionando 24 horas e programas de educação que desconstruam a masculinidade tóxica desde a base.
O Brasil na luta contra o feminicídio
O Brasil segue enfrentando o desafio de proteger suas mulheres. Neste 8 de março, os movimentos de mulheres reivindicam que o Estado assuma sua responsabilidade integral. Não basta punir o agressor; é preciso evitar a morte.
Isso passa pela autonomia econômica das mulheres e por uma rede de apoio psicossocial robusta. A luta contra o feminicídio é a luta pelo direito mais básico de todos: o direito à vida.
A TVT News reafirma seu compromisso em dar visibilidade a essa pauta todos os dias do ano.
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã. Foto: reprodução
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (7) que o país não aceitará as exigências de rendição feitas por Israel e pelos Estados Unidos, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. Em discurso transmitido pela televisão estatal, o líder iraniano respondeu diretamente às declarações do presidente estadunidense Donald Trump.
Segundo Pezeshkian, a ideia de rendição total imposta por Washington não será aceita por Teerã. “Um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”, declarou o presidente iraniano ao comentar a exigência feita pelo governo dos Estados Unidos.
Na sexta-feira (6), Trump afirmou que qualquer acordo dependeria de uma rendição completa do Irã. Em publicação em sua rede social, o presidente estadunidense escreveu: “Depois disso, e da seleção de um líder ou líderes excelentes e aceitáveis, nós, muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”.
Pezeshkian integra um conselho interino de liderança que passou a governar o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto de líder supremo do país. O presidente também tentou reduzir a tensão com países vizinhos, após ataques realizados nos últimos dias.
Durante o discurso, ele pediu desculpas pelos impactos das operações militares na região. “Devo pedir desculpas em meu próprio nome e em nome do Irã aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, afirmou.
URGENTE!! O Presidente iraniano Masoud Pezeshkian, disse que foi aprovado o fim dos ataques!
“Ontem, o Conselho de Liderança Temporária aprovou que não haverá mais ataques a países vizinhos nem lançamentos de mísseis, a menos que um ataque contra o Irã parta desses países”. pic.twitter.com/9b4OzZCpkX
Pezeshkian também indicou que o governo civil enfrenta dificuldades para controlar totalmente as ações militares no conflito. A Guarda Revolucionária, responsável pelo controle de mísseis balísticos utilizados nos ataques contra Israel e outros alvos, respondia diretamente a Khamenei.
O presidente iraniano defendeu que as forças armadas evitem novos ataques contra países da região. “De agora em diante, eles (as Forças Armadas) não devem atacar países vizinhos nem disparar mísseis contra eles, a menos que sejamos atacados por esses países. Acho que devemos resolver isso por meio da diplomacia”.
Horas após o pronunciamento, novos ataques foram registrados no Golfo Pérsico. Uma ofensiva interrompeu voos no Aeroporto Internacional de Dubai, atingiu uma instalação petrolífera na Arábia Saudita e obrigou moradores a buscar abrigo repetidamente no Bahrein.
Israel também anunciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, em resposta aos ataques iranianos. Entre os alvos atingidos está o aeroporto de Mehrabad, considerado um dos mais movimentados da capital iraniana.
Ao lado dos arcos do Viaduto Otávio Rocha, separada da via por tapumes, a equipe do Café Mal Assombrado subia a Avenida Borges de Medeiros numa noite de dezembro passado. Eles voltavam de um jantar no Centro Histórico de Porto Alegre que comemorava o terceiro ano completo de funcionamento da casa, aberta em outubro de 2022, um mês antes do início das obras no viaduto. O caminho não é inédito, já que o tour “Porto Alegre Mal Assombrada”, promovido desde 2019 pelo artista e pesquisador André Hernandes, um dos sócio proprietários do café, passa por ali. Mas, dessa vez, ao invés das lendas urbanas e histórias macabras de crimes ocorridos na Porto Alegre do século XIX, Hernandes contava à equipe os seus sonhos: “meu sonho é ver isso aqui funcionando e a gente poder viver isso até altas horas da noite”.
Hernandes não era o único que sonhava com a ocupação do viaduto. Pouco antes da virada do ano, no dia 29 daquele mês, Adelino Bilhalva, um dos sócios do Justo, bar que ocupa a passarela verão do Otávio Rocha desde 2017, fez um telefonema para o pessoal do Café Mal Assombrado. Convidou-os para uma aposta arriscada. A Prefeitura de Porto Alegre buscava um permissionário para fazer a gestão dos 32 espaços existentes no sopé do viaduto, na Av. Borges de Medeiros, e Adelino acreditava que empreendimentos do centro deveriam formar uma parceria para apresentar uma proposta. Dentre os convidados, o Café Mal Assombrado foi o único que topou.
“A gente sempre acreditou muito no Centro Histórico, que algum dia ele seria revitalizado e que não fosse um local só de passagem”, comenta Marcello Lima, também sócio do Justo. O paraense de 39 anos veio a Porto Alegre há mais de uma década e confessa o amor pelo centro. “É o lugar mais bonito da cidade, então quando a gente soube dessa licitação, fez todo sentido para a gente. Foi uma confluência de fatores que fizeram a gente entrar nessa”.
Poucos meses antes, Marcello não falava do viaduto com tanto ânimo, no entanto. O prolongamento das obras, que tinham como prazo inicial para sua conclusão maio de 2024 – justamente o mês das enchentes – também simbolizou a extensão de uma luta constante pela sobrevivência do empreendimento. A cidade mal superara as restrições de público impostas pela pandemia de covid-19 quando os acessos às passarelas foram dificultados. Por cerca de meio ano, entre janeiro e julho de 2024, a entrada superior da escadaria verão, pela Rua Duque de Caxias, ficou interditada.
Quem quisesse tomar uma cerveja ou participar de uma das rodas de conversa promovidas no espaço precisava subir pelo acesso da esquina da Jerônimo Coelho com a Borges de Medeiros.
Além disso, durante todo o período de obras, transitar pelas escadarias poderia ser um verdadeiro desafio: com a substituição do revestimento em cirex, a instalação de corrimões e a troca dos azulejos hidráulicos do piso em duas oportunidades – a primeira instalação apresentou problemas, com peças mal colocadas e rachadas – o caminho era dificultado por tapumes pretos e por degraus sem calçamento. Junto das promoções de pizza frequentes para tentar fomentar os ganhos da casa, que teve de solicitar um empréstimo para não fechar as portas com a redução drástica de público, as redes do Justo divulgavam vídeos que indicavam como chegar no bar através do canteiro de obras. Nas postagens, as críticas aos atrasos e à falta de diálogo com a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), responsável pela fiscalização do projeto da Concrejato, empresa de engenharia de São Paulo contratada para a execução das obras, não eram poupadas.
Depois da realização do pregão eletrônico que sagrou o consórcio vitorioso, no último 22 de janeiro, a comunicação com a Prefeitura melhorou, garante Marcello. “A Prefeitura tem ajudado muito, tem sido muito parceira, até porque é um interesse muito grande deles fazer com que isso aqui aconteça”. O edital, lançado em 22 de dezembro do ano passado, integra o projeto Centro+, plano de revitalização do Centro Histórico. Proposto pela primeira gestão do prefeito Sebastião Melo, em 2021, este era um dos sete programas prioritários no Plano Plurianual de 2022-2025. Desde o início, o projeto deixava clara a estratégia visada pelo executivo municipal: o das parcerias com o setor privado.
Anteriormente, as 32 salas debaixo do viaduto eram equipamentos públicos e os permissionários e ocupantes pagavam à Prefeitura pelo uso comercial dos espaços. Com a falta de fiscalização acerca das permissões, no entanto, somou-se uma dívida entre os comerciantes calculada em cerca de R$ 1,8 milhão em setembro de 2019. Junto a isso, a sublocação das salas para terceiros e a desocupação dificultavam a devida cobrança. Quando os últimos permissionários públicos foram desalojados para o início da revitalização, em dezembro de 2022, apenas três não estavam inadimplentes.
No decreto Nº 21.740, que realocou os antigos comerciantes a outros equipamentos municipais, assinado em novembro de 2022, não havia qualquer disposição a respeito do retorno dos lojistas ao viaduto. A Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha (Arccov) tentou, durante as reuniões com a Prefeitura que precederam as realocações, garantir o direito de retorno daqueles que estavam com as contas em dia com o poder público, mas não obteve sucesso. Hoje, o novo edital nada apresenta sobre a situação permissional anterior, e tanto o Justo quanto o Café Mal Assombrado afirmam que a Prefeitura garantiu total autonomia para que o consórcio selecione os ocupantes.
Trecho em que os novos corrimões foram retirados. Foto: Bettina Gehm/Sul21
Ladrilhos da escadaria empilhados. Foto: Bettina Gehm/Sul21
“Muito provavelmente a gente vai trabalhar com uma imobiliária”, diz Marcello a respeito da gestão das 29 salas comerciais e três depósitos leiloados. “Toda a responsabilidade de contrato e pesquisa dessas pessoas, desses CNPJs que vão entrar, vai ser responsabilidade dessa imobiliária. Toda essa parte burocrática que envolve o aluguel de uma sala comercial”. A decisão de trabalhar com uma imobiliária não é condição do edital, assim como não demove do consórcio a seleção do perfil dos sublocatários. Martina Mombelli, sócia-proprietária do Café Mal Assombrado, indica que a escolha será realizada através de um formulário digital. “É um formulário para pessoas interessadas em colocar um negócio lá. Tem todas as perguntas: se é matriz, se é filial, qual o Instagram, qual a empresa, de onde vem, qual o projeto”, comenta.
Além da seleção e gestão dos permissionários, compete ao consórcio repassar à Prefeitura uma outorga de R$ 33,9 mil mensais, com isenção de 270 dias a partir da assinatura do contrato, ainda não efetuada. A contar da mesma data, 85% da ocupação dos espaços deve ser garantida dentro de 90 dias. Ademais, o consórcio fica responsável pela limpeza das áreas de consumo e dos banheiros; pela segurança interna, realizada por parceiro privado; e pela realização de, ao menos, quatro eventos culturais ao ano. “A nossa vontade é de fazer muito mais”, conta a dona do Café Mal Assombrado, que promove uma extensa agenda cultural no Teatro dos Vampiros – segundo andar do casarão em que fica localizado o café, na Rua Fernando Machado. O consórcio indica que tais eventos devem ser realizados na própria Av. Borges de Medeiros, com o fechamento parcial do trânsito em eventuais finais de semana.
Apesar da possibilidade de explorar o caráter cultural do viaduto – a Prefeitura aponta no termo de referência que precedeu o pregão a possibilidade de instalação de galerias de arte, exposições, museus, comércio de artesanato e sebos e livrarias – Marcello menciona que o Município tem demonstrado especial interesse em fazer do viaduto um corredor gastronômico. “A maioria das lojas vão ser bares, restaurantes, cafés, mas a gente também tem a ideia de trazer outras coisas, como livraria, floricultura, mercearia, espaços culturais”, comenta.
As negociações para a ocupação do viaduto vêm na esteira da ampliação do programa Centro+, hoje denominado Centro+4D em razão da inclusão do Quarto Distrito no mesmo balaio de investimentos públicos. O esforço para a revitalização passou a contar, a partir de novembro de 2025, com o financiamento estrangeiro da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) em parceria com o Banco Mundial, totalizando 162 milhões de euros. A missão francesa realizou um estudo técnico do potencial turístico da capital gaúcha e seguirá atuando até meados de 2027 para elaborar projetos-piloto de expansão do turismo local. “Tenho certeza que aquele lugar vai atrair ainda mais turistas, mas que também a população, os moradores de Porto Alegre, consigam aproveitar a sua cidade”, diz Martina.
Em 22 de janeiro, data do pregão eletrônico, os empreendedores por detrás do Justo e do Café Mal Assombrado estavam ansiosos. Entraram na sala de leilão virtual logo que foi aberta, às 10h, e logo se depararam com uma aposta que chegava perto do teto combinado entre as duas partes. Fizeram outra aposta, ainda abaixo do limite estipulado, com a adição de um valor simbólico, totalizando R$ 79,1 mil. Durante os próximos dez minutos, janela em que outra aposta poderia ser realizada antes que fosse consagrado o vencedor, todos ficaram atônitos. “A gente pensou, ‘bom, se ultrapassar nosso limite não é pra gente’. Porque também tu tem que arriscar, tem que dar um passo grande, sempre sou a favor de tu correr alguns riscos. Mas eles têm que ser responsáveis, né?”, relembra Martina.
No entanto, antes mesmo de encerrar-se o tempo, Martina recebeu uma ligação da mãe, que não sabia da participação do Café Mal Assombrado no leilão. À beira de um desmaio, exclamou: “O que vocês fizeram? Vocês são loucos!”. A notícia já circulava na imprensa, e o consórcio já era considerado vencedor. “No mesmo dia, à tarde, a gente já tava dando entrevista, sem nem acreditar no que tava acontecendo. Foi bem maluco”, comenta Martina. Mais tarde naquele dia, a equipe do Café Mal Assombrado subiu novamente a Borges de Medeiros, agora até o alto do Viaduto Otávio Rocha, no Justo, para comemorar a realização do sonho proclamado um mês antes por Hernandes.
O sonho de reocupar o Centro Histórico é coletivo, partilhado por novos e antigos comerciantes, gestores públicos e enviados franceses. A aposta do município parece ser a de que os variados interesses se alinhem nas mesas redondas dos novos bares e restaurantes debaixo dos históricos arcos do Viaduto Otávio Rocha, erguidos há quase cem anos. Para isso, aguardam a retirada dos tapumes, erguidos há 40 meses.
Após a declaração do presidente americano, o barril de Brent, referência internacional de petróleo, que já havia registrado um forte aumento no início da sessão, ultrapassou os 90 dólares (R$ 472, na cotação atual) pela primeira vez desde abril de 2024.
Até as 14h30 GMT (11h30 em Brasília), o Brent subiu 6,15% para 90,66 dólares (R$ 475,43). Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, registrou alta de 9,09% a 88,37 dólares (R$ 463,42).
Desde o início do conflito, várias infraestruturas energéticas sofreram ataques e o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo, está causando problemas de abastecimento nos mercados globais.
“A cada dia em que o estreito de Ormuz permanece fechado, o mercado petrolífero fica mais tenso”, explicou à AFP Giovanni Staunovo, analista do UBS.
Dado que a capacidade de armazenamento dos países do Golfo é limitada, “se a situação não for resolvida rapidamente, em breve veremos uma racionalização da produção de petróleo e uma nova redução da atividade das refinarias, especialmente na Ásia e no Oriente Médio”, advertiu Homayoun Falakshahi, analista da Kpler.
A cada dia em que o estreito de Ormuz permanece fechado, o mercado petrolífero fica mais tenso. Foto: Eugen Brazhnikov/Unsplash License
A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos podem contornar parcialmente o estreito, mas “mesmo com estas opções de desvio, cerca de 8,7 milhões de barris por dia” continuam bloqueados, afirma Falakshahi.
Devido a estas perturbações, que podem se prolongar, “os compradores buscam garantir barris de substituição”, o que amplia o aumento dos preços, detalhou Staunovo.
Para prevenir uma possível escassez, a China também pediu às suas principais refinarias que suspendessem as exportações de gasóleo e gasolina, segundo a agência Bloomberg.
O governo dos Estados Unidos autorizou na quinta-feira, por um mês, o fornecimento de petróleo russo sancionado à Índia, já que o conflito no Oriente Médio afeta diretamente o abastecimento de Nova Délhi.
Os produtos refinados “como o diesel e o querosene” registraram “um aumento de preços muito maior” que o petróleo até o momento, assinalou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.
Uma arena coberta com capacidade para 12 mil pessoas, localizada no Complexo Esportivo Azadi, no Irã, foi destruída em um ataque aéreo conjunto de Estados Unidos e Israel na terça-feira (3), segundo a imprensa iraniana. O local já havia sediado competições internacionais ao longo de décadas.
No momento do ataque, o local estava vazio. Ainda não há informações claras sobre qual seria o alvo específico no entorno ou sob a estrutura do estádio.
— IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting) (@iribnews_irib) March 5, 2026
Relatos indicam que explosões também atingiram delegacias de polícia e algumas instalações governamentais na capital iraniana.
Em entrevista ao Tasnim News Agency, Alireza Sohrabian, presidente da Federação Iraniana de Remo, condenou o ataque como uma violação da carta da Cruz Vermelha, que proíbe ataques contra instalações esportivas, educacionais e de saúde durante conflitos.
“A destruição de espaços desportivos, educativos e de saúde é explicitamente proibida pela Cruz Vermelha em tempos de guerra, contudo, hoje assistimos a um ataque direto a uma instalação desportiva no Estádio Azadi”, disse.
O que é notícia em 5 de março de 2026 no Jornal TVT News Primeira Edição
Guerra no Oriente Médio chega ao 6º dia com novos ataques entre Israel e Irã
Bombardeios em Teerã e sirenes em Tel Aviv ampliam tensão regional
Conflito se espalha: explosões no Golfo e drones iranianos no Azerbaijão
Líbano tem 300 mil deslocados após intensificação dos ataques
Reino Unido recusa apoio militar direto e contraria Trump
Mensagens de Vorcaro indicam proximidade com Ciro Nogueira
Agenda de Vorcaro cita 18 parlamentares bolsonaristas
Sicário ligado a Vorcaro tenta suicídio na prisão e está em estado grave
Câmara aprova PEC da Segurança Pública com recursos das bets
Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia
Operação investiga corrupção na Polícia Civil de São Paulo
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem dois telejornais diários: o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
“O Andbank não dobrou de tamanho nos últimos dois anos, triplicou”. O número, revelado pelo CEO no Brasil, Rodolfo Pousa, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, surpreende até quem acompanha o mercado de private banking (gestão de investimento de ricaços) de perto.
Desde que assumiu o comando, em setembro de 2023, a área de private banking registrou crescimento de 80%, com 19% só no último ano – período em que 48 novos grupos familiares abriram contas offshore com o banco.
Mas, para Pousa, a explicação é menos sobre crescimento e mais sobre uma mudança de filosofia. “Crescer tem de ser consequência, não uma meta”, diz. “Com muito pé no chão, muita humildade, os frutos desse crescimento vêm como consequência de abraçar o cliente como um todo.”
O modelo que triplicou o Andbank
O Andbank tem 95 anos de história, nasceu em Andorra e hoje é controlado pela terceira geração de duas famílias com tradição em private banking. Opera em 11 países, tem mais de mil funcionários e R$ 370 bilhões sob gestão ao redor do mundo.
No Brasil, a operação foi redesenhada por Pousa em torno de uma estrutura que ele define como uma holding de serviços financeiros integrados, com banco, gestora de patrimônio, multi-family office, boutique de mercado de capitais, plataforma offshore, planejamento patrimonial, corretora de seguros e plataforma digital proprietária, tudo sob o mesmo teto.
São sete diretorias que trabalham de forma integrada em torno de cada cliente, cobrindo desde a mesa de distribuição de ativos tradicionais até fusões e aquisições, emissões de dívida e club deals. O câmbio e o investment banking são próprios, o que, segundo Pousa, garante independência na hora de estruturar soluções.
“Não dependemos de ninguém para conseguir fazer as estruturações e colocar as soluções de pé para os nossos clientes”, afirma.
A Pirineus, family office do grupo, ganhou uma diretoria independente para preservar a autonomia dos clientes que optam pelo modelo multicustódia. Para quem prefere concentrar tudo no Andbank, a proposta é uma plataforma aberta com curadoria proprietária e presença local, nacional e internacional.
“Se ele optar por só transacionar conosco, vai ter uma plataforma totalmente independente e um serviço de curadoria em que vou prestar muito serviço, vou entender as necessidades daquele núcleo familiar e vou conseguir fazer de fato que todas essas áreas trabalhem em prol daquela família”, explica Pousa.
Multi-Family Office
Um dos movimentos mais recentes do banco foi o lançamento do Multi-Family Office, que mira famílias com necessidades mais complexas, aquelas que buscam uma estrutura sofisticada para organizar patrimônio, sucessão e decisões de investimento de forma integrada, com uma camada adicional de governança patrimonial.
“Temos uma diretoria independente para tocar o nosso family office do grupo, a Pirineus, com toda a independência, para fazer a gestão dos nossos clientes multicustódia”, explica o CEO.
A iniciativa reflete uma tendência crescente no segmento de alta renda e reforça o posicionamento do banco como um interlocutor que vai além da alocação financeira. Para Pousa, o cliente não precisa ter volumes absurdos de recursos espalhados em várias casas para ter acesso a esse serviço.
“Ele pode ter, e também conseguimos operar multicustódia para o cliente, mas se ele optar por só transacionar conosco, ele vai ter uma plataforma totalmente independente e totalmente aberta.”
Virada internacional
A busca por diversificação no exterior deixou de ser exclusividade de uma parcela muito restrita dos super-ricos brasileiros. Pousa observa que o acesso à informação e às plataformas internacionais transformou o comportamento do investidor de alta renda de forma consistente, e que parte do trabalho do banco se tornou educacional.
“O que antes parecia complexo hoje está muito mais disponível. Nosso trabalho muitas vezes é quebrar preconceitos e formar capital intelectual junto ao cliente, para que ele entenda a dinâmica internacional e esteja preparado para essa transição”, explica.
Os números confirmam o movimento o qual só no último ano, 48 novos grupos familiares abriram contas offshore com o Andbank. Com mais de 11 jurisdições disponíveis no grupo e cinco licenças bancárias ao redor do mundo, o banco oferece um leque de opções para quem quer ancorar parte do patrimônio em dólar ou euro sem depender de intermediários.
“Fora do Brasil, acessa-se um oceano de oportunidades, enquanto o mercado local representa uma parcela muito menor em termos de alternativas e diversificação”, diz Pousa.
Na construção dos portfólios, o executivo defende uma divisão por objetivos, sendo uma parte do patrimônio voltada para liquidez, outra para previsibilidade e outra para retorno. Os ativos ilíquidos, boas fontes de retorno mas ruins em liquidez e previsibilidade, entram como um dos pilares, mas não o único. “Quando olhamos o portfólio de maneira estruturada, fica muito mais fácil tomar esse tipo de decisão”, afirma.
As dores que não mudam
Pousa tem uma frase que resume sua leitura sobre as famílias que chegam ao banco: “Mudam-se os CPFs e os CNPJs, mas as dores são as mesmas.” Concentração de patrimônio num único ativo, falta de planejamento sucessório, exposição cambial não gerida e riscos tributários que o cliente simplesmente não enxerga porque está absorvido pelo próprio negócio, esse é o diagnóstico mais recorrente.
“Onde mais conseguimos agregar valor é justamente nos riscos que não estão mapeados”, disse. Um dos exemplos que ele cita é o da capitalização: um cliente querendo se capitalizar pode encontrar, dentro da própria base do banco, outro interessado em adquirir participação num negócio. A solução não passa necessariamente por vender a empresa ou contrair dívida. “Pode haver um cliente querendo se capitalizar e outro interessado em adquirir participação em um negócio. Isso não significa necessariamente vender integralmente a companhia ou se endividar no banco.”
Na questão da sucessão, Pousa vai mais longe. Defende que o planejamento precisa começar antes do óbvio, ou seja, antes do envelhecimento, antes dos filhos, às vezes antes do casamento.
“Muitos passam a reconhecer a necessidade da sucessão quando avançam em idade, o que consideramos um contrassenso.” O banco faz esse trabalho com clientes que ainda não têm herdeiros, estruturando desde cedo a perpetuação do legado.
Governança familiar vale tanto quanto a escolha dos ativos
Num mercado onde a conversa sobre proteção patrimonial tende a começar e terminar na alocação dos investimentos, Pousa defende uma visão diferente. Para ele, o asset allocation – a escolha final dos ativos – é a última decisão de um processo que começa muito antes, na estrutura da família, na governança, nos veículos patrimoniais e no grau de preparo das próximas gerações.
“O micro, o ativo final que será investido, não é menos importante, mas é consequência. Ele depende de uma organização prévia que vem muito antes”, afirma. “Primeiro inicia-se a conversa pela estrutura, pela governança e pelos veículos patrimoniais. Depois vem o asset, que tem importância igual, apenas em momento diferente do processo. Um otimiza o outro.”
Essa leitura ganhou ainda mais peso após as mudanças legislativas de 2023, que reformaram os fundos fechados e as estruturas offshore. Segundo Pousa, até 2022, a maioria das famílias seguia praticamente o mesmo roteiro de planejamento. Hoje esse modelo deixou de existir. “Não existe mais receita de bolo. Não há uma estrutura que resolva a maioria dos casos de forma automática”, conclui.
Conexão com grandes fortunas
Fora dos números, Pousa construiu uma estratégia de relacionamento que passa pelo esporte. Desde que chegou ao banco, o Andbank firmou parceria com Tota Magalhães, ciclista brasileira de 24 anos que já fez história no Tour de France Femmes, no Giro d’Italia e nas Olimpíadas de Paris 2024. Pousa também é apaixonado por ciclismo, e não esconde que essa afinidade ajuda na liderança e na conexão com clientes.
O banco também patrocinou a inauguração do Miracle Social Fund na Rocinha, no Rio de Janeiro, no Dia das Crianças, novo braço de ações sociais do Projeto Por Mim, com atividades culturais, oficinas e alimentação para crianças da comunidade. A iniciativa foi idealizada pelas influenciadoras Malu Borges e Bia Ben. Para o executivo, o fio condutor dessas parcerias é a alta performance, disciplina e resiliência, valores que ele quer que definam também a cultura do banco.
Na noite desta quarta-feira (4), o presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no RS, José Stédile, comunicou sua renúncia ao comando do PSB-RS em meio a um movimento de tentativa de tomada da direção do partido pelo ex-deputado federal Beto Albuquerque. Stédile foi acompanhado por nove outros membros dos 17 que compõem a direção.
Em comunicado postado nas redes sociais, Stédile diz que a decisão foi tomada após um “longo período de reflexões e debates em nosso grupo, uma vez que as arbitrariedades praticadas pelo grupo minoritário de dirigentes tornaram insustentável a nossa permanência à frente da direção partidária”.
Já em carta enviada ao presidente do PSB nacional, João Campos, a qual o Sul21 obteve acesso, Stédile deixa clara a insustentabilidade da sua presidência depois das declarações de Beto Albuquerque em um evento do PT de lançamento das chamadas “Caravanas Levanta Rio Grande” dos pré-candidatos Edegar Pretto ao Piratini, e Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila ao Senado Federal.
Na ocasião, Albuquerque afirmou que iria assumir a presidência do PSB-RS “para que estejamos todos juntos no mesmo caminho nessa quadra da vida onde não há alternativa a não ser o caminho da democracia”.
“A partir dessa semana, o PSB contraditório que estava no governo Leite não vai existir mais. Nós vamos tomar a direção do PSB e vamos colocar o PSB no caminho certo!”, bradou Albuquerque no microfone do evento.
Para José Stédile, a fala configura uma “manifestação isolada, autoritária e unilateral, realizada sem qualquer consulta à atual direção e sem nenhuma escuta da base partidária”.
“Trata-se de uma prática política individualista, que desrespeita os fóruns partidários, ignora a militância e aprofunda as divisões internas, em completo desacordo com os princípios democráticos que orientam o PSB”, destaca a carta enviada a João Campos.
“Infelizmente, não há, por parte deste grupo, qualquer disposição real para a unificação, o diálogo franco ou a construção coletiva. Nessas condições, a continuidade do trabalho político se torna inviável”, conclui Stédile, que finaliza oficializando a sua renúncia e de outros nove membros da direção do PSB-RS.
Com isso, a porta fica aberta para Beto Albuquerque completar seu movimento de tomada do partido. O ex-deputado federal esteve em Brasília para se reunir com a direção nacional do PSB. Segundo Albuquerque, se assumir a presidência do PSB gaúcho, sua primeira medida seria anunciar a saída da base de apoio do governo Eduardo Leite e do PSD, partido chefiado por Gilberto Kassab, entrando na frente ampla dos partidos de esquerda que vem se formando em torno das candidaturas de Edegar Pretto (PT), Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT).
Por Cleber Lourenço A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, que reorganiza a arquitetura institucional da segurança pública no país, deve avançar no plenário da Câmara após um acordo político que retirou do texto a discussão sobre a redução da maioridade penal e a realização de um plebiscito sobre o tema. A negociação […]
A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou nesta quarta-feira (4), por unanimidade, o Projeto de Lei Complementar que institui a Licença Maria da Penha para servidoras públicas municipais vítimas de violência doméstica e familiar, de autoria do vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB).
A nova legislação garante às servidoras o direito de até 30 dias consecutivos de afastamento, sem qualquer prejuízo da remuneração, apresentação da medida protetiva de urgência deferida, de boletim de ocorrência ou quaisquer documentos oficiais provenientes de delegacia especializada, laudos técnicos psicológicos ou decisões judiciais. A medida assegura acolhimento institucional em um momento de extrema vulnerabilidade, incentivando a denúncia e o rompimento do ciclo de violência.
No ano de 2025, Porto Alegre registrou mais de 6 mil casos de violência contra a mulher, segundo dados do Observatório Estadual de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. O número reforça a urgência de políticas públicas que ampliem a rede de proteção às mulheres.
Só neste ano, o Rio Grande do Sul já registrou 20 feminicídios, o que representa um aumento de 53% dos feminicídios em comparação com o mesmo período de 2025.
Inspirado em proposta similar a nível nacional, o projeto não gera novos custos ao Município, uma vez que a folha de pagamento das servidoras já está prevista no orçamento.
O que é notícia neste 4 de março de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
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Flávio Dino afasta prefeito e vice de Macapá por desvio de R$ 69 milhões
Governo lança teleatendimento para viciados em apostas
MEC premia 100 mil professores com vouchers de R$ 3 mil
TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
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