O Sindimetrô RS suspendeu a greve prevista para a próxima segunda-feira (21) após firmar um acordo com a Trensurb. De acordo com o sindicato que representa os metroviários do estado, a proposta deliberada em assembleia no início desta semana foi acolhida pela estatal na quinta-feira (17).
A principal reivindicação da categoria diz respeito à falta de efetivo nas 22 estações entre Porto Alegre e Novo Hamburgo. Segundo o Sindimetrô RS, o desfalque já soma mais de 100 trabalhadores. A solução acordada com a empresa foi o reajuste do efetivo existente para aliviar a falta de mão de obra, ainda que o pleito dos metroviários seja pela realização de concurso público imediato na Trensurb.
Anunciado há mais de um ano pelo Governo Federal, que administra a empresa, o concurso que admitiria 64 novos trabalhadores mais cadastro reserva já foi adiado em cinco oportunidades. Hoje, com abertura das inscrições prevista para 19 de outubro, o concurso está impedido de ser realizado em razão da permanência da Trensurb no Plano Nacional de Desestatizações (PND), lista em que ingressou em 2019.
O sindicato manteve uma manifestação na próxima quinta-feira (24) ao meio dia em frente ao Ministério Público Federal (MPF) em Porto Alegre para pressionar pela realização imediata do concurso público.
Os bancários aprovaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece as regras das relações de trabalho nos bancos privados para os próximos dois anos. Ao mesmo tempo, empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta apresentada pelo banco e aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Leia em TVT News.
A nova CCT foi construída durante a Campanha Nacional dos Bancários e prevê reajustes salariais com aumento real, além da manutenção de direitos e benefícios da categoria. O acordo terá validade para 2026 e 2027 e abrange os trabalhadores dos bancos privados em todo o país.
A situação é diferente na Caixa porque, além das cláusulas gerais da CCT, os empregados possuem um acordo coletivo específico, negociado diretamente com o banco. Foi justamente essa proposta específica que acabou rejeitada nas assembleias.
A renovação da CCT representa o resultado das negociações entre a representação dos bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O acordo reúne regras sobre salários, benefícios, jornada e outras condições de trabalho aplicáveis aos funcionários dos bancos privados.
Segundo as entidades sindicais, a negociação preservou direitos conquistados pela categoria e garantiu aumento real nos reajustes previstos para os dois anos de vigência.
A CCT também serve de referência para a negociação dos trabalhadores dos bancos públicos. No Banco do Brasil e na Caixa, os empregados discutem ainda acordos específicos, que complementam as regras gerais estabelecidas para a categoria.
Os trabalhadores do Banco do Brasil aprovaram seu acordo específico. Na Caixa, porém, o resultado foi diferente e abriu caminho para uma nova mobilização.
Empregados da Caixa rejeitam proposta e aprovam greve
Os empregados da Caixa rejeitaram a proposta apresentada pela direção do banco e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro. Entre os principais pontos de divergência estão questões relacionadas ao Saúde Caixa, à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e às condições de trabalho.
Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, cerca de 90% dos trabalhadores que participaram da votação foram contrários à proposta.
A Caixa solicitou uma nova rodada de negociação com a representação dos empregados para esta quarta-feira (9), véspera da data prevista para o início da paralisação. O encontro pode resultar em uma nova proposta e mudar os rumos da mobilização.
Assim, enquanto a categoria conseguiu concluir a negociação da CCT nacional, a campanha dos empregados da Caixa continua em aberto. O desfecho da nova rodada de negociação deve definir se a greve prevista para esta quinta-feira será mantida.
Os professores da rede pública estadual de São Paulo entram em greve nos dias 9 e 10 de abril. Leia sobre a paralisação dos professores da rede pública de SP com a TVT News.
Greve dos professores da rede pública de São Paulo dias 9 e 10 de abril
Atenção, pois há paralisações previstas em escolas de todas as regiões de São Paulo, incluindo capital, litoral e interior.
Convocação da Apeoesp para a greve nos dias 9 e 10 de abril Imagem: Reprodução / Apeoesp
Entenda os motivos da greve dos professores da rede estadual de São Paulo
A greve dos professores da rede pública, que também envolve mobilizações nos dias 9 e 10 de abril, ocorre em meio a críticas dos docentes às políticas educacionais do governo Tarcísio. Entre as principais reivindicações está o reajuste do piso nacional do magistério com impacto na carreira.
“O governo Tarcísio de Freitas publicou o Decreto 70.483/2026, que dispõe sobre a concessão de abono omplementar aos servidores. Na prática, o governo Tarcísio mais uma vez descumpre a lei do piso, e pagará um abono para aqueles profissionais que recebem abaixo do piso nacional, até que complemente o valor”, explica, em nota o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
“Tarcísio também enviou para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar 226/2026, que propõe reajuste salarial de 10% para as forças de segurança (polícias civil e militar). Ora, não desconhecemos a importância das forças policiais, porém a Educação e seus profissionais são fundamentais para a sociedade e, portanto,também devemos receber um reajuste linear compatível com o que está sendo a eles concedido”, completa a nota da Apeoesp.
Os professores também cobram a aplicação correta da jornada do piso, garantindo que ao menos um terço da carga horária seja destinado a atividades extraclasse, como planejamento e formação. Outro ponto central é a retirada do Projeto de Lei 1316/2025, que trata da reforma administrativa na área da educação.
A pauta da greve inclui ainda a revogação de mecanismos de avaliação considerados injustos pela categoria, mudanças na atribuição de aulas para assegurar maior transparência e a garantia de que não haja professores sem aulas ou estudantes sem docentes.
Entre outras demandas, estão:
Reajuste salarial para todos os professores, ativos e aposentados, com base no piso nacional da educação;
Abertura de classes no período noturno, tanto no ensino regular quanto na Educação de Jovens e Adultos (EJA);
Ampliação da educação especial inclusiva, com atendimento adequado a estudantes com deficiência;
Convocação de mais professores concursados;
Regularização de pagamentos atrasados e revisão de descontos realizados durante a pandemia;
Devolução de valores considerados indevidos a aposentados e pensionistas.
A mobilização é organizada por entidades representativas dos professores da rede pública e deve reunir educadores de diversas regiões do estado. A assembleia no vão do MASP será determinante para definir os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de manutenção ou ampliação da greve.
A expectativa é de forte adesão à greve dos professores, em um cenário de tensão entre a categoria e o governo Tarcísio de Freitas. Foto: Reprodução / Apeoesp
A expectativa é de forte adesão, em um cenário de tensão entre a categoria e o governo estadual, com impactos diretos no calendário escolar da rede pública paulista.
Os professores também realizam uma assembleia decisiva na quinta-feira, 10 de abril, às 16h, no vão livre do MASP, para avaliar a continuidade do movimento.
Por que os professores de São Paulo estão em greve?
Entre as principais reivindicações do professores em greve estão:
Reajuste do piso nacional do salário base com repercussão na carreira e não no abono complementar
Reajuste salarial imediato de 6,27% para todos os professores, ativos e aposentados, com base no piso nacional da educação;
Aplicação correta da jornada do piso em aulas (26 aulas em classe e 14 sem estudantes)
Retirada do PL 1316/2025 – Reforma Administrativa da Educação
Revogação da Avaliação de Desempenho injusta e punitiva
Atribuição de aulas presencial, justa e transparente
Nenhum professor sem aula, nenhum estudante sem professor
Abertura de classes no noturno ensino regular e EJA
Educação Especial Inclusiva que atenda às necessidades de estudantes atípicos e com deficiência
Convocação de mais professores concursados
Aplicação do tempo de serviço descongelado da pandemia e pagamento dos retroativos
Devolução dos valores confiscados de aposentados e pensionistas
Melhores condições de trabalho, incluindo climatização das salas de aula devido às fortes ondas de calor;
Diálogo efetivo com o governo estadual, que tem se mostrado resistente às negociações.
Segundo a deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta da Apeoesp, , a paralisação é resultado da falta de avanços nas pautas apresentadas ao governo estadual. “Estamos chamando os professores e as professoras a fecharem suas escolas nos dias 9 e 10 e participarem da assembleia. É um momento decisivo para a nossa categoria, que precisa se posicionar diante das medidas que impactam a educação pública e a carreira do magistério”, explica Bebel.
Outro ponto da greve é a defesa da carreira docente, incluindo a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê a equiparação salarial dos professores com outros profissionais de nível superior.
“Nós lutamos há anos para que o piso seja o ponto de partida da carreira. Valorização de verdade significa cumprir a carreira e garantir salários compatíveis com a importância do nosso trabalho”, afirma Bebel.
A deputada reforça a importância da participação da categoria na assembleia do dia 10. “A presença de cada professor e professora será fundamental para que possamos decidir os próximos passos do movimento. É na assembleia que a categoria se expressa e define seus rumos”, conclui.
Professores e outras categorias do funcionalismo público participaração do ato no dia 10, às 16h, no MASP. Foto: Reprodução / Apeoesp
A Apeoesp reforça a importãncia de todos os professores participarem ativamente da assembleia no dia 10, ressaltando que a unidade da categoria será determinante para os próximos passos na luta por valorização profissional e melhorias na educação pública.
Caravana da Educação
A mobilização vem sendo organizada em todo o estado por meio da Caravana da Educação, que percorre as subsedes da Apeoesp promovendo debates com a comunidade escolar. Segundo a entidade, com as Caravana, já foram instalados 30 comitês populares, 12 estão com lançamentos previstos, e a expectativa é ampliar essa articulação para as 95 subsedes.
Para Bebel, a greve também busca ampliar o diálogo com a sociedade. Ela explica que “a educação pública diz respeito a toda a população. Estamos dialogando com estudantes, pais e comunidades para mostrar o que está em jogo e fortalecer essa construção coletiva”.
Assembleia da APEOESP em 6 de março pode votar indicativo de greve dos professores
A APEOESP realiza no dia 6 de março (sexta-feira), às 16 horas, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, em São Paulo, a assembleia estadual dos professores. A pauta inclui a possibilidade de votação de indicativo de greve das professoras e dos professores, caso não haja avanço nas negociações em torno das reivindicações apresentadas ao governo do Estado.
Pela manhã, o Conselho Estadual de Representantes da entidade se reunirá para avaliar o andamento da mobilização nas regiões e propostas encaminhadas pelas subsedes. As deliberações serão levadas à assembleia da tarde, quando professoras e professores decidirão os próximos encaminhamentos.
Mobilização dos professores será no Vão Livre do MASP, às 16h, com caminhada até a Praça da República; categoria luta por reajuste salarial e protesta contra demissões, problemas na atribuição de aulas e medidas autoritárias da SEDUC
Segundo a deputada estadual Professora Bebel (PT), segunda presidenta da APEOESP, o ato ocorre após um início de ano marcado por demissões, dificuldades na atribuição de aulas e insegurança na rede. “Temos professores que ainda enfrentam problemas na atribuição, escolas com instabilidade e uma política que vem tensionando a carreira. A assembleia é o espaço legítimo da categoria para avaliar esse cenário e decidir coletivamente os rumos do movimento”, afirma Bebel.
Deputada Professora Bebel: “não é possível falar em qualidade na educação com instabilidade na carreira e fechamento de classes”. Foto: Apeoesp
Professores vão deliberar sobre pontos centrais da categoria
Entre os pontos centrais, a serem deliberados pelos professores, estão o reajuste do piso nacional no salário-base e na carreira, o fim do abono complementar, a aplicação correta da jornada do piso, a defesa da escola pública frente à privatização e à militarização, a retirada da Alesp do PL 1316/2025 (reforma administrativa da Educação), o não à reorganização escolar, a reabertura de classes fechadas, a devolução do tempo de serviço congelado no período da pandemia (2020-2021) e a garantia de educação especial inclusiva para estudantes atípicos e com deficiência.
A pauta também inclui a reivindicação de que nenhum professor permaneça sem aula atribuída e nenhum estudante fique sem professor. A deputada Bebel explica que “não é possível falar em qualidade na educação com instabilidade na carreira e fechamento de classes. A valorização do magistério é condição para fortalecer a escola pública”.
Após a assembleia no MASP, está prevista caminhada até a Praça da República, onde ocorrerá ato unificado com o funcionalismo e movimentos sociais. No mesmo dia e local, às 18h30, haverá apresentação musical gratuita do cantor Chico César, em tributo à educação pública.
Os professores da rede estadual de São Paulo podem entrar em greve?
A possibilidade de greve está colocada no debate da categoria e será avaliada de forma coletiva. De acordo com a Apeoesp, a greve é entendida como um instrumento de pressão para reverter medidas do governo estadual e obrigar a abertura de negociações efetivas.
O Conselho Estadual de Representantes (CER) da Apeoesp aponta que o tema deve ser discutido desde as escolas, com assembleias regionais e participação direta da base, até a deliberação na assembleia estadual do dia 6 de março.
Nos últimos meses, a categoria já realizou uma série de manifestações, reunindo não apenas professores, mas também estudantes, outros profissionais da educação e movimentos sociais, o que reforça o clima de mobilização em todo o estado.
Confira as datas de mobilização dos professores da rede pública de SP
O calendário divulgado pela Apeoesp reúne uma série de atividades ao longo de março:
6 de março – Assembleia estadual às 16h, na Avenida Paulista, com caminhada e ato unificado