Visualização normal

Received before yesterday

Atentados com arma de fogo contra presidentes nos EUA são comuns: relembre casos

27 de Abril de 2026, 17:25

Atentado contra o presidente norte-americano Donald Trump neste sábado (25) está longe de ser caso isolado na história da política nacional dos Estados Unidos, um país em que ataques com armas de fogo são, infelizmente, cotidianos. Leia em TVT News quais presidentes foram mortos ou sofreram tentativas de assassinato com armas de fogo nos EUA.

Presidentes dos EUA que foram mortos por armas de fogo

No total, 4 presidentes em exercício foram mortos na história política dos Estados Unidos da América, entre eles estão: Abraham Lincoln (1865), James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John F. Kennedy (1963). Além desses nomes, 2 presidentes em exercício foram feridos com balka de fogo, são eles, Ronald Reagan (1981) e Donald Trump (2024). Além desses casos, muitos outros sofreraram atentatados e não saíram feridos. Continue lendo para descobrir.

Abraham Licoln

atentados-com-arma-de-fogo-contra-presidentes-nos-eua-sao-comuns-relembre-casos-abraham-lincoln-morreu-baleado-por-arma-de-fogo-em-atentado-foto-reproducao-tvt-news
Abraham Lincoln morreu baleado por arma de fogo em atentado – Foto: Reprodução

1865 – O primeiro presidente a ser baleado e morrer nos Estados Unidos foi Abraham Lincoln. Ele estava no Teatro Ford, quando um ator conhecido da peça que Lincoln assistiria, John Wilkes Booth, mirou e atirou em sua nuca. Booth simpatizava com os confederados e o motivo do crime seria o posicionamento do presidente. O atirador era contrário à abolição da escravidão e fugiu da cena após o crime. Ele foi capturado apenas semanas depois, na Virgínia, e foi baleado. Theodor Rossevelt, em 1912, também foi baleado em um atentaado, mas na época ele estava em campanha de reeleição e não era mais presidente desde 1909.

James Garfield

1881 – O 20º presidente dos EUA, James Garfield, estava em uma estação de trem em Washington, em julho, quando o Charles Guiteau atirou contra ele. Ele morreu devido aos ferimentos meses depois por infecção generalizada, em setembro, em Nova Jersey. O atirador era um ex-apoiador que estava furioso por não ter conseguido um emprego na administração de Garfield. Guiteau foi condenado e enforcado em menos de um ano.

William McKinley

1901 – William McKinley estava em uma fila para a Exposição Pan-Americana de Buffalo quando foi baleado com dois tiros por Leon Czolgosz, um anarquista. McKinley morreu 8 dias após o ataque. O ex-presidente assassinado foi homenageado por Trump, que queria rebatizar montanha mais alta da América do Norte com seu nome. A montanha havia deixado de ter seu nome durante o governo Obama por pressão dos povos originários da região, que queriam renomear o local de acordo com seus próprios termos.

McKinley foi conhecido por políticas economicas protecionistas, com altas tarifas para produtos importados e pela expansão do imperialismo americano no Pacífico e no Caribe.

John F. Kennedy

1963 – Um dos casos mais conhecidos de presidentes norte-americanos mortos durante exercício do mandato presidencial é o de John F. Kennedy. Seu assassino era um fuzileiro naval de elite, que abandonou o serviço em 1859, quando viajou para a então União Soviética.

Seu nome era Lee Harvey Oswald e após não conseguir se tornar um cidadão na U.S. ele retornou ao país norte-americano, onde se tornou um grande crítico à administração de Kennedy. Oswald foi contra a política de Kennedy de integrar racialmente as escolas do sul, com fim de pôr um fim à segregação.

atentados-com-arma-de-fogo-contra-presidentes-nos-eua-sao-comuns-relembre-casos-tvt-news
Foto do presidente Kennedy na limusine em Dallas, Texas, na Main Street, minutos antes do assassinato. Também na limusine presidencial estão Jackie Kennedy, o governador do Texas, John Connally, e sua esposa, Nellie. Foto: Walt Cisco, Dallas Morning News / Wikimedia Commons

Kennedy foi morto em novembro, enquanto era conduzido em um desfile em uma limusine aberta. Oswald foi preso e morto na delegacia de polícia de Dallas. No mesmo ano, o assassino de Kennedy já havia tentado atirar e matar um anticomunista declarado, o ex-general do exército dos EUA Edwin Walker.

Presidentes dos EUA que foram feridos em atentados com armas de fogo

Entre os presidentes em exercício que foram feridos durante atentados temos o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Trump já foi alvo de outras duas tentativas de assassinato além do atentado deste sábado (25). Em julho de 2024, uma bala raspou em sua orelha enquanto discursava em Butler. Em setembro do mesmo ano, Trump sofreu outra tentativa de assassinato, mas não saiu ferido.

Desde 1981, nenhum presidente havia sido ferido em um ataque. Antes de Trump, apenas Ronald Reagan, quem foi gravemente ferido do lado de fora do Hilton, em Washington, após discursar. Seu secretário de imprensa, James Brady, ficou gravemente ferido e mais tarde tornou-se um ativista pelo controle de armas.

O atirador de Reagan, John Hinckley, passou décadas em uma instituição mental. Ele foi liberado em 2022.

Não foram feridos com armas de fogo

Arma falhou – Em 1835, pré-Guerra Civil, o 7º presidente em exercício, Andrew Jackson, foi alvo de tiros em funeral no Capitólio. O atirador chegou a disprar duas vezes, mas arma não funcionou.

Matou a pessoa errada – Em 1933, Franklin D. Roosevelt, um assassino disparou contral ele em Miami. Tratava-se de Guiseppe Zangara, que, errando o alvo, acabou matando o prefeito de Chicago, Anton Cermak. Zangara morreu na cadeira elétrica.

Muito barulho e bala que não deu em nada – Em 1950, o presidente que assumiu após Roosevelt, Harry Truman, sofreu tentativa de assassinato de dois membros do PRNP (Partido Republicano de Porto Rico). O partido tinha como principal objetivo a independência de Porto Rico dos Estados Unidos. Segundo o National Archives dos Estados Unidos, a motivação dos atiradores se deu por conta de relatos sobre represálias militares norte-americanas contra nacionalistas na cidade natal de Torresola e Jayuya em 1850.

Após Truman adormecer, os atiradores estavam preparados nos arredores da Casa Branca. Um dos atiradore, Collazo, se aproximou sorrateiramente do policial da Casa, Donald Birdzelll, e puxou o gatilho, mas sua inexperiência entregou o plano. A arma não disparou mas fez um estalo ruidoso. Apenas um segundo puxão garantiu a bala no joelho do policial. O disparo alertou outros agentes, que rapidamente repreenderam os atiradores.

Ufa! Escapou duas vezes – Em 1975, o presidente Gerald Ford enfrentou duas tentativas de assassinato. Nesse ano, uma seguidora da seita Charles Manson tinha como objetivo matar o presidente, mas foi impedida antes que pudesse atirar em Ford em Sacramento.

A “Família Manson” foi uma seita apocalíptica liderada por Charles Manson na Califórnia no final dos anos 60 e era composta, sobretudo, por jovens. Manson se passava por uma figura messiânica e manipulava seus seguidores para cometerem assissinatos.

Semanas depois, outra mulher tentou atirar em Ford em São Francisco, mas errou porque uma pedestre a segurou.

Disparos em vão – Em 2011, um homem de Idaho foi acusado de tentativa de assassinato de Barack Obama ao disparar tiros contra a Casa Branca em 2011. O atirador se chamava Oscar Ramira Ortega-Hernandez e, na época, tinha 21 anos. Ele havia realizado disparos com um fuzil de assalto, quebrando a janela da resiência presidencial, mas Obama sequer estava na casa na ocasião.

Em 1994, um homem também foi acusado de assassinar o presidente Bill Clinton após atirar contra a Casa Branca, mas a avaliação policial preliminar foi que o disparador, Durán, não tentou matar o presidente e foi indicionado por danificação intencional de edifício público e porte ilegal de arma.

Atentado de granada

Em 2005, o presidente George W. Bush, enfrentou uma tentativa de assassinato fracassada por um homem com uma granada enquanto visitava o país da Geórgia, ex república soviética. O crime não foi nem em solo norte-americano, nem envolve arma de fogo.

Outras tentativas de assassinato: candidatos à presidência

1912 – O ex-presidente Theodore Roosevelt estava em campanha presidencial em 1912, mas já não ocupava o cargo desde 1909. Ele foi baleado a caminho de um discurso em Milwaukee. Roosevelt disse cópia dobrada de seu discurso de 50 páginas retardou a bala, que permaneceu em seu corpo pelo resto de sua vida. Mesmo após ser baleado ele discursou.

1972 – O governador do Alabama, George Wallace, segregacionista que concorria à presidência pela terceira vez foi baleado após evento de campanha perto de Washington. O tiro paralisou seu corpo da cintura para baixo.

***Informações da CNN dos EUA e do National Archives

The post Atentados com arma de fogo contra presidentes nos EUA são comuns: relembre casos appeared first on TVT News.

O que se sabe sobre os disparos no jantar de gala com Trump

26 de Abril de 2026, 15:08

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros participantes do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel de Washington, foram retirados às pressas na noite de sábado após ouvirem disparos.

Veja, a seguir, o que se sabe sobre o ocorrido:

– O que aconteceu no jantar de gala? –

Disparos foram ouvidos após o discurso de boas-vindas durante o jantar de gala no Hotel Washington Hilton, segundo jornalistas da AFP e outras testemunhas.

Equipes de segurança, com armas em punho, posicionaram-se no palco onde Donald Trump estava sentado com sua esposa Melania, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades, que foram rapidamente retiradas.

Centenas de convidados, vestidos com roupas de gala no salão de baile, abrigaram-se sob as mesas e, posteriormente, dirigiram-se ao saguão do hotel e, em seguida, para a área externa. O evento foi suspenso.

As autoridades informaram que nenhum dignitário ou convidado ficou ferido.

Leia também: Líderes mundiais reagem a ataque a tiros em jantar com Trump nos EUA

– Como os disparos ocorreram? –

Segundo as autoridades, um “atirador solitário” forçou a passagem por um posto de segurança no saguão do hotel, bem em frente ao salão de baile onde o jantar estava sendo realizado, por volta das 20h36 (21h36 no horário de Brasília).

Trump compartilhou imagens em sua plataforma Truth Social que parecem mostrar o suspeito atravessando o posto de segurança rapidamente antes de ser contido por policiais.

“Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”, disse o chefe interino do Departamento de Polícia Metropolitana, Jeffery Carroll, a repórteres.

Os policiais trocaram tiros com o suspeito e o “neutralizaram”.

Um agente uniformizado do Serviço Secreto foi atingido em seu colete à prova de balas e levado ao hospital, mas está bem de saúde, disse Carroll.

O suspeito não foi atingido por disparos, mas foi levado a um hospital para avaliação. Ele está sob custódia e deve comparecer a um tribunal federal na segunda-feira.

Um fuzil e cartuchos de munição foram encontrados no local, disse o diretor do FBI, Kash Patel, acrescentando que o FBI estava colhendo depoimentos de testemunhas como parte da investigação.

Leia também: Engenheiro e desenvolvedor de games: quem é o suspeito do ataque em jantar com Trump

– Quem é o suspeito? –

Trump divulgou fotos do detido, sem camisa e algemado, deitado de bruços em um tapete no que parece ser o saguão do Hilton.

As autoridades ainda não confirmaram publicamente sua identidade, mas, segundo a imprensa americana, trata-se de um homem de 31 anos chamado Cole Tomas Allen, natural de Torrance, Califórnia.

Um fotógrafo da AFP viu agentes do FBI do lado de fora de uma residência nessa cidade na noite de sábado.

O perfil do LinkedIn de “Cole Allen”, cuja foto parece coincidir com a divulgada por Trump, o descreve como engenheiro mecânico, técnico de informática, desenvolvedor de videogames e professor.

Com base em informações preliminares, “acreditamos que ele era um dos hóspedes do hotel”, disse Carroll a repórteres.

O detido é considerado o único suspeito neste caso.

Ele enfrenta atualmente duas acusações: uso de arma de fogo na prática de um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa, afirmou a procuradora federal Jeanine Pirro.

Mais acusações podem ser apresentadas conforme a investigação avança.

“Minha impressão é que ele agiu sozinho”, disse Trump, acrescentando que a motivação do suspeito ainda não foi estabelecida, mas que acredita que ele esteja “doente”.

Leia também: Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA

– Houve falhas de segurança? –

Surgiram questionamentos sobre as medidas de segurança na recepção e sobre como uma arma entrou no hotel.

Participantes do evento indicaram que havia um detector de metais instalado na entrada do salão de baile, mas que não havia nenhuma verificação de segurança antes ou na própria entrada do hotel.

Trump inicialmente afirmou que aquele não era “um prédio particularmente seguro”, mas depois alegou que o atirador não conseguiu entrar no salão de baile onde o evento estava sendo realizado, que era “muito, muito seguro”.

O posto de segurança que o suspeito tentou ultrapassar estava localizado “bem na entrada do salão de baile”, afirmaram as autoridades.

“Graças ao fato de os agentes naquele posto de segurança terem feito seu trabalho, ninguém ficou ferido”, enfatizou Pirro.

“Vamos analisar as imagens de segurança de todo o hotel para determinar como a arma entrou, como chegou aqui”, acrescentou Carroll.

Segundo Trump, os serviços de segurança fizeram “um trabalho muito melhor do que em Butler”, local onde ele foi alvo de uma tentativa de assassinato em 2024 durante um comício de campanha no estado da Pensilvânia.

O post O que se sabe sobre os disparos no jantar de gala com Trump apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Flávio Bolsonaro se manifesta após tiroteio em evento de Trump

26 de Abril de 2026, 14:32
Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução/YouTube/Pânico Jovem Pan

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu, neste domingo (26), ao ataque a tiros que ocorreu durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington, no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua esposa, Melania Trump, estavam presentes. O tiroteio, que forçou a evacuação do evento, também resultou em um ferido entre os agentes do Serviço Secreto. Em sua manifestação, Flávio Bolsonaro expressou seu apoio a Trump e aos participantes do evento, mencionando que tem orado pelo presidente e pela sua família.

“Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington. Tentar tirar a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia. Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui no Brasil”, escreveu Flávio Bolsonaro na rede social X.

Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington.

Tentar tira a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia.

Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui… pic.twitter.com/5PPRvrVfrN

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 26, 2026

O ataque aconteceu na noite de sábado (25) no Washington Hilton, onde a Associação de Correspondentes da Casa Branca realizava o tradicional evento. A suspeita de envolvimento no ataque é de Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente da Califórnia e professor. Após o ocorrido, as autoridades detiveram rapidamente Allen, que deve comparecer ao tribunal nesta segunda-feira (29), conforme anunciou a procuradora dos EUA, Jeanine Pirro.

Os detalhes sobre os motivos de Allen ainda estão sendo investigados, mas o tiroteio gerou grande comoção, especialmente por envolver figuras públicas de alto escalão dos Estados Unidos. A situação foi controlada rapidamente, mas o evento, que reúne jornalistas e políticos, deixou um clima de insegurança.

O ataque à vida do presidente Trump e seus aliados, bem como o ambiente de crescente violência, faz com que Flávio Bolsonaro se preocupe com a segurança tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Sua manifestação aponta para uma preocupação generalizada sobre a violência política e a necessidade de proteção nas democracias.

Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à presidência, utilizou o ataque para reafirmar sua posição contra a violência e defender a proteção de todas as pessoas, independentemente de suas opiniões políticas. A declaração do senador não apenas expressa apoio a Trump, mas também destaca o desafio da violência que afeta países em todo o mundo.

VÍDEO: Presente no jantar, chefe do UFC diz que atentado contra Trump foi “incrível”

26 de Abril de 2026, 14:22
Dana White na Casa Branca durante tentativa de atentado contra Trump. Foto: Reprodução

No último sábado (25) Dana White estava presente no tradicional Jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington, quando disparos de arma de fogo interromperam o evento. O presidente do UFC tem paixão por adrenalina.

Durante o caos, White, conhecido por seu apoio a Donald Trump, relatou aos jornalistas que se recusou a seguir a instrução dos agentes de segurança para se abaixar, preferindo “aproveitar cada minuto” do momento tenso. Para ele, a situação foi “incrível” e “uma experiência louca e única.”

“Começou a ficar barulhento, mesas sendo viradas, carros correndo com armas gritando para abaixar. Eu não abaixei, foi incrível para c***. Eu literalmente aproveitei cada minuto. Foi uma experiência louca e única”, relatou White, que estava posicionado bem em frente à mesa de Trump.

Dana White do UFC, acostumado com pancadaria e confusão, deu um breve relato para jornalistas na saída do Hilton Hotel sobre o tiroteio no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca:

"Mesas sendo viradas, caras correndo com armas. Foi FODA! Foi de tirar o fôlego!”. https://t.co/7KXrXmrSIb pic.twitter.com/ubNYYPuT8Y

— Área Militar (@areamilitarof) April 26, 2026

O incidente teve início quando tiros foram disparados durante o evento, que reunia importantes autoridades políticas e jornalistas. Trump, acompanhado da primeira-dama Melania, foi retirado do salão imediatamente pelos agentes do Serviço Secreto, após o som dos disparos.

A operação de emergência envolveu a evacuação do presidente e de outros convidados, com a rápida chegada de agentes armados que tomaram o controle do ambiente. Segundo o FBI, um suspeito foi detido, identificado como Cole Tomas Allen, um homem de 31 anos da Califórnia.

Trump, em coletiva após o incidente, descreveu o ocorrido como um momento “chocante” e, embora não tenha se referido diretamente ao suspeito, indicou que ele se tratava de “um lobo solitário”. O presidente também elogiou o trabalho rápido do Serviço Secreto e das forças policiais.

“Foi muito rápido. O desempenho da polícia foi muito bom”, comentou Trump. O FBI, em declaração oficial, informou que o suspeito foi preso e enfrenta acusações graves, incluindo porte de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal.

O procurador-geral do Distrito de Columbia, Todd Blanche, afirmou que novas acusações podem ser apresentadas nos próximos dias. O incidente, que gerou pânico entre os convidados, também trouxe à tona preocupações sobre os protocolos de segurança em eventos de alto nível.

Imagens de câmeras de segurança revelaram que o suspeito, após ser identificado pelo Serviço Secreto, disparou antes de ser imobilizado. Testemunhas que estavam no local relataram um clima de total desordem e pânico, com agentes de segurança posicionados em vários pontos com armas longas, ordenando que os presentes se abaixassem e corresse para áreas mais seguras.

O evento, que ocorre anualmente e é considerado um dos principais jantares políticos dos Estados Unidos, foi interrompido por completo. No entanto, após o incidente, as festas pós-evento, incluindo a da revista ‘Time’ na residência do embaixador suíço, foram confirmadas e seguiram com alguns ajustes no cronograma.

Trump defende construção de Salão de Baile seguro após ataque em jantar de correspondentes

26 de Abril de 2026, 13:53

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que a tentativa de ataque no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca é “exatamente a razão” pela qual as Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças Policiais e presidentes vêm exigindo a construção de “um grande e seguro Salão de Baile”, em publicação na Truth Social.

“Este evento jamais teria ocorrido se o Salão de Baile, de nível militar ultrassecreto, estivesse atualmente em construção na Casa Branca. A construção não pode ser rápida o suficiente!”, escreveu.

Leia também: Trump foi retirado de hotel após disparos serem ouvidos no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca

O projeto do Salão de Baile mencionado foi apresentado por Trump no ano passado. Porém, no fim de março deste ano, um juiz federal determinou que o governo Trump suspendesse a construção do local que tinha projeção de custo de US$ 400 milhões, proibindo o avanço das obras sem aprovação do Congresso. Na época, Trump criticou a medida.

Após a situação de ontem, Trump ressaltou que o projeto do salão possui “todos os recursos de segurança de mais alto nível disponíveis”, ressaltou que não há cômodos acima que permitam a entrada de pessoas sem autorização e está localizado “dentro dos portões do edifício mais seguro do mundo”.

Leia também: “Um lobo solitário”, diz Trump ao identificar atirador de 31 anos, em coletiva na Casa Branca

“O ridículo processo judicial referente ao Salão de Baile deve ser arquivado imediatamente. Nada deve interferir em sua construção, que está dentro do orçamento e substancialmente adiantada em relação ao cronograma!!!”, acrescentou na postagem.

O post Trump defende construção de Salão de Baile seguro após ataque em jantar de correspondentes apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Atirador divulga manifesto anti-Trump e se autodenomina “Assassino Federal Amigável”

26 de Abril de 2026, 13:52
O atirador Cole Allen imobilizado Imagem: reprodução

O atirador Cole Allen enviou um manifesto contra o presidente Donald Trump a familiares cerca de 10 minutos antes de abrir fogo no jantar da White House Correspondents’ Dinner, na noite de sábado. No texto, ele se descreve como “Assassino Federal Amigável” e afirma que pretendia matar integrantes da administração Trump, segundo informações obtidas pelo New York Post.

No documento, entregue à polícia por um parente, Allen faz uma série de declarações justificando o ataque. “Dar a outra face é para quando você mesmo é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento”, escreveu.

Participantes do evento agachados em meio ao tumulto Imagem: reprodução

Ele continua: “Não sou um estudante explodido, nem uma criança faminta, nem uma adolescente abusada pelos muitos criminosos nesta administração. Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade com os crimes do opressor.”

Allen listou seus alvos como “funcionários do governo (não incluindo [o diretor do FBI, Kash Patel]): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”.
Em outro trecho, afirmou: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor cubra minhas mãos com seus crimes”, aparentemente em referência ao presidente.

O suspeito também descreveu detalhes do ataque, indicando que usaria munição de menor penetração para “minimizar vítimas”, embora tenha admitido que atravessaria qualquer pessoa no local se fosse necessário para atingir seus alvos — alegando que os presentes seriam “cúmplices” por participarem de um evento com alguém que ele acusava de crimes.

Allen ainda zombou da segurança do hotel Washington Hilton, onde ocorreu o evento, chamando-a de “insana” e afirmando que até agentes estrangeiros poderiam ter entrado com armamento mais pesado sem serem notados.

“Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu ser uma ameaça”, escreveu. Segundo ele, a segurança estava concentrada do lado de fora, focada em manifestantes e chegadas no momento, sem considerar hóspedes que já estivessem no local.

Ele chegou a afirmar que, se fosse um agente iraniano, poderia ter levado uma metralhadora pesada para dentro do evento sem ser detectado.

O irmão de Allen alertou a polícia de New London, em Connecticut, sobre o manifesto. Autoridades disseram que o Serviço Secreto entrevistou a irmã do suspeito, que relatou que ele frequentemente fazia comentários políticos radicais e falava em fazer “algo” para consertar os problemas do mundo.

De acordo com investigadores, Allen comprou duas pistolas e uma espingarda em uma loja de armas e armazenava o arsenal na casa dos pais. Ele também treinava regularmente em um estande de tiro.

Cole Allen Reprodução

O suspeito fazia parte de um grupo chamado “The Wide Awakes” (“Os Despertos”, em tradução livre) e teria participado de um protesto “No Kings” na Califórnia, onde estudou e trabalhou como professor.

Leia o manifesto na íntegra:

Olá a todos!

Talvez eu tenha surpreendido muita gente hoje. Gostaria de começar pedindo desculpas a todos de cuja confiança eu abusei.

Peço desculpas aos meus pais por ter dito que tinha uma entrevista sem especificar que era para o programa “Most Wanted”.

Peço desculpas aos meus colegas e alunos por ter dito que estava com uma emergência pessoal (quando alguém ler isto, provavelmente PRECISO ir ao pronto-socorro, mas dificilmente posso dizer que não foi uma situação autoinfligida).

Peço desculpas a todas as pessoas que estavam perto de mim, a todos os funcionários que manusearam minha bagagem e a todas as outras pessoas não visadas no hotel que coloquei em perigo simplesmente por estar perto delas.

Peço desculpas a todos que foram abusados ​​e/ou assassinados antes disso, a todos que sofreram antes que eu pudesse tentar isso, a todos que ainda possam sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso.

Não espero perdão, mas se eu pudesse ter visto outra maneira de chegar tão perto, eu a teria escolhido. Novamente, minhas sinceras desculpas.

Quanto ao motivo de eu ter feito tudo isso:

Sou cidadão dos Estados Unidos da América.

As ações dos meus representantes me afetam diretamente.

E não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes.

(Bem, para ser completamente honesto, eu já não estava disposto a isso há muito tempo, mas esta é a primeira oportunidade real que tive para fazer algo a respeito.)

Enquanto discuto isso, também vou repassar minhas regras de engajamento esperadas (provavelmente em um formato terrível, mas não sou militar, então que se dane).

Autoridades da administração (exceto o Sr. Patel): são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.

Serviço Secreto: são alvos apenas se necessário, e devem ser incapacitados de forma não letal, se possível (ou seja, espero que estejam usando coletes à prova de balas, porque tiros no centro do corpo acabam com pessoas que *não estão* usando).

Segurança do hotel: não são alvos, se possível (ou seja, a menos que atirem em mim).

Polícia do Capitólio: o mesmo que a segurança do hotel.

Guarda Nacional: o mesmo que a segurança do hotel.

Funcionários do hotel: não são alvos de forma alguma.

Hóspedes: não são alvos de forma alguma.

Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de… Projéteis (menor penetração em paredes).

Eu ainda enfrentaria quase todos aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base no fato de que a maioria das pessoas *escolheu* assistir a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, sendo, portanto, cúmplices), mas espero sinceramente que não chegue a esse ponto.

Refutações às objeções:

Objeção 1: Como cristão, você deveria oferecer a outra face.

Refutação: Oferecer a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um centro de detenção. Eu não sou o pescador executado sem julgamento. Eu não sou uma criança explodida, uma criança faminta ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração.

Oferecer a outra face quando *outra pessoa* é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor.

Objeção 2: Este não é um momento conveniente para você fazer isso.

Refutação: Preciso que quem pensa assim pare por alguns minutos e perceba que o mundo não gira em torno deles. Vocês acham que, quando vejo alguém sendo estuprado, assassinado ou abusado, devo simplesmente passar direto porque seria “inconveniente” para quem não é a vítima?

Essa foi a melhor oportunidade e o melhor momento que consegui encontrar para ter sucesso.

Objeção 3: Você não conseguiu incluir todos.

Refutação: É preciso começar de algum lugar.

Objeção 4: Como mestiço (negro e branco), você não deveria ser a pessoa a fazer isso.

Refutação: Não vejo mais ninguém assumindo essa responsabilidade.

Objeção 5: O que é de César deve ser entregue a César.

Refutação: Os Estados Unidos da América são governados pela lei, não por uma ou várias pessoas. Na medida em que representantes e juízes não seguem a lei, ninguém é obrigado a ceder a eles algo que foi ordenado ilegalmente.

Gostaria também de expressar minha gratidão a muitas pessoas, pois não estarei presente. Provavelmente poderei falar com eles novamente (a menos que o Serviço Secreto seja *incrivelmente* incompetente).

Trump é retirado do Washington Hotel junto com Melania, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

Agradeço à minha família, tanto a pessoal quanto a da igreja, pelo amor demonstrado ao longo desses 31 anos.

Agradeço aos meus amigos, pela companhia ao longo de tantos anos.

Agradeço aos meus colegas de trabalho, por sua positividade e profissionalismo.

Agradeço aos meus alunos pelo entusiasmo e amor pelo aprendizado.

Agradeço aos muitos conhecidos que fiz, pessoalmente e online, pelas interações breves e relacionamentos duradouros, pelas perspectivas e inspiração.

Obrigado a todos por tudo.

Atenciosamente,

Cole “coldForce” “Assassino Federal Amigável” Allen

PS: Ok, agora que já falei demais, o que diabos o Serviço Secreto está fazendo? Desculpem, vou desabafar um pouco aqui e abandonar o tom formal.

Tipo, eu esperava câmeras de segurança em cada esquina, quartos de hotel grampeados, agentes armados a cada três metros, detectores de metal por toda parte. wazoo.

O que eu recebi (quem sabe, talvez estejam me pregando uma peça!) foi nada.

Nenhuma segurança sequer.

Nem no transporte.

Nem no hotel.

Nem no evento.

Tipo, a única coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância.

Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça.

A segurança do evento estava toda do lado de fora, focada nos manifestantes e nos recém-chegados, porque aparentemente ninguém pensou no que aconteceria se alguém fizesse o check-in um dia antes.

Tipo, esse nível de incompetência é insano, e espero sinceramente que seja corrigido até que este país tenha novamente uma liderança competente de verdade.

Tipo, se eu fosse um agente iraniano, em vez de um cidadão americano, eu poderia ter trazido uma Ma Deuce para cá e ninguém teria notado nada.

É realmente insano.

Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca farei, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez.

Não recomendo! “Fiquem na escola, crianças.”

Agentes sacam suas armas após fortes estrondos serem ouvidos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton

Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA

26 de Abril de 2026, 12:11

O hotel Washington Hilton, nos Estados Unidos, onde tiros interromperam na noite de sábado (25) um jantar de gala com a presença do presidente Donald Trump, já foi palco de um atentado contra um presidente americano. Há 45 anos, Ronald Reagan foi baleado ao deixar o local após um discurso.

Em 30 de março de 1981, Reagan foi atingido por John Hinckley, de 26 anos, ao deixar uma palestra e caminhar em direção à limusine presidencial. Ele ficou gravemente ferido. À época, autoridades afirmaram que o esquema de “proteção em múltiplas camadas” funcionou como previsto.

Leia também: Líderes mundiais reagem a ataque a tiros em jantar com Trump nos EUA

Após o episódio, o hotel passou por mudanças estruturais para aumentar a segurança em eventos com a presença do presidente, incluindo a criação de uma garagem protegida para a limusine oficial, com acesso exclusivo por elevador e escada até uma suíte reservada.

O espaço é tradicionalmente utilizado em eventos que reúnem autoridades, empresários, jornalistas e celebridades. Pessoas costumam se hospedar ou ocupar o bar do lobby para acompanhar de perto a movimentação de convidados ilustres.

Publicado por: “Um lobo solitário”, diz Trump ao identificar atirador de 31 anos, em coletiva na Casa Branca

Na noite deste sábado, o jantar que celebra a liberdade de imprensa foi interrompido por disparos. Convidados se jogaram no chão, e o presidente Donald Trump foi retirado do local pela equipe de segurança. Não houve feridos.

O suspeito foi detido e identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia. Segundo autoridades, ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas. A suspeita é de que ele tenha conseguido ultrapassar a camada mais externa de segurança por estar hospedado no hotel.

O post Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Irã vence guerra digital contra os EUA com memes virais e vídeos de IA ridicularizando Trump

25 de Abril de 2026, 11:07
Donald Trump em LEGO – Foto: Divulgação

Se o Irã conseguisse produzir mísseis na mesma velocidade com que cria memes virais, o Comando Central dos EUA já teria se rendido — ao menos no campo simbólico. Um dos aspectos mais inesperados do conflito entre Irã e Estados Unidos é justamente a superioridade iraniana na guerra de comunicação digital.

O Irã surpreende ao mobilizar uma geração jovem — especialmente millennials e Gen Z — para disputar narrativas nas redes sociais com humor, sarcasmo e domínio das linguagens digitais.

Do outro lado, Donald Trump enfrenta desgaste crescente, com níveis de aprovação comparáveis aos de Richard Nixon durante o processo de impeachment. Erros de comunicação se acumulam, incluindo postagens apagadas e declarações polêmicas, como quando tentou se comparar a uma figura messiânica.

A ofensiva digital iraniana vai de perfis de embaixadas até figuras centrais do regime, como Mohammad Qalibaf. O sucesso é ainda mais paradoxal considerando que o próprio governo mantém a população sob um dos mais longos apagões de internet do mundo, além de restringir a imprensa local a reproduzir versões oficiais.

Mesmo assim, desse ambiente repressivo emerge uma produção criativa voltada ao público internacional. Contas pró-governo utilizam vídeos gerados por inteligência artificial — incluindo animações com estética de Lego — para conectar temas como o escândalo de Jeffrey Epstein à guerra, ou para satirizar lideranças ocidentais.

Um dos exemplos mais populares mostra Trump como um cantor de rock dos anos 1980 em uma paródia musical que viralizou rapidamente, acumulando dezenas de milhares de interações em poucas horas. Em outro momento, uma embaixada iraniana publicou o vídeo de um cachorro olhando para a câmera enquanto “nada acontecia”, ironizando ameaças de destruição feitas pelo presidente americano.

Trump cantor de rock – Foto: Reprodução

Para especialistas, o Irã entendeu rapidamente que guerras modernas são travadas em dois campos: o militar e o comunicacional. A antropóloga Narges Bajoghli afirma que o país conseguiu praticamente monopolizar a narrativa nas redes sociais, atingindo públicos de diferentes espectros políticos nos Estados Unidos — da direita radical à esquerda.

Segundo ela, o Irã reconhece que não conseguirá espaço na mídia tradicional americana, onde há décadas é retratado como um Estado terrorista. Por isso, aposta em “hackear” o debate público nas redes, explorando temas sensíveis e conteúdos que têm potencial de viralização global.

Esse fenômeno também se estende ao mundo árabe, onde o Irã tenta influenciar discussões sobre soberania regional, questionando o papel de Israel como potência militar respaldada pelos EUA.

Enquanto isso, a comunicação americana enfrenta dificuldades, agravadas por cortes institucionais e uma estratégia que muitas vezes se limita a discursos voltados à própria base política. O contraste com a agilidade e o humor da produção iraniana é evidente.

Apesar do sucesso digital, especialistas alertam que memes não são suficientes para transformar completamente a imagem internacional do Irã, marcada por repressão interna. Ainda assim, a capacidade de influenciar percepções — especialmente entre públicos jovens — pode ter efeitos duradouros.

A importância desse campo já havia sido reconhecida por Ali Khamenei, que afirmou em 2024: a mídia pode ser mais eficaz que armas tradicionais na guerra por corações e mentes.

Por ora, nessa batalha específica, o chamado “país dos tech bros” está ficando para trás.

Damn. Iran just dropped an A+ level troll on Trump in this new LEGO movie.

I’m no fan of Iran at all… but this one actually nails him. 😂😂 pic.twitter.com/0NxAsaRyco

— Jon Cooper 🇺🇸 (@joncoopertweets) April 10, 2026

EUA reforçam neutralidade sobre Malvinas após ter informações do Pentágono vazadas

25 de Abril de 2026, 10:22
Trump em discurso na Otan. Foto: reprodução

Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira (24) que mantêm posição de neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, território disputado por Argentina e Reino Unido no Atlântico Sul. A declaração foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado após relatos de que Washington poderia rever sua postura como forma de pressionar aliados da Otan que não apoiaram plenamente a guerra contra o Irã.

“Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania”, declarou o porta-voz. Segundo ele, os Estados Unidos reconhecem “a administração de fato” do Reino Unido sobre o arquipélago, mas não tomam posição sobre as reivindicações de soberania.

A manifestação ocorreu depois que a Reuters informou que o Pentágono avalia medidas para punir aliados que resistiram a apoiar Washington na guerra contra o Irã, atualmente em cessar-fogo.

De acordo com a agência, um funcionário do governo estadunidense descreveu um e-mail interno no qual havia frustração com a relutância de países da Otan em conceder direitos de acesso, base e sobrevoo às forças dos EUA.

Entre as opções citadas estaria a suspensão da Espanha da Otan, medida que “teria um efeito limitado nas operações militares americanas, mas um impacto simbólico significativo”, segundo o e-mail. O texto também mencionava uma possível reavaliação do apoio diplomático estadunidense a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas.

Letreiro nas Ilhas Malvinas. Foto: reprodução

A Espanha, governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, fechou seu espaço aéreo para voos dos EUA ligados ao conflito e não autorizou o uso das bases de Rota e Morón por aviões estadunidenses. Em resposta, o presidente Donald Trump ameaçou cortar o comércio com os espanhóis e já havia sugerido anteriormente que o país fosse expulso da Otan.

Sánchez minimizou a reportagem e disse que seu governo “não trabalha” com e-mails, mas com documentos oficiais e posições públicas. “A posição do governo da Espanha é clara: absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro do marco da legalidade internacional”, afirmou.

Sobre a possibilidade de suspensão da Espanha da Otan, completou: “Do nosso ponto de vista não há debate, cumprimos com as obrigações, somos um parceiro leal e, por isso, temos absoluta tranquilidade”.

No Reino Unido, um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer também reagiu à hipótese de mudança na posição dos EUA sobre as Malvinas.

“As Ilhas Falkland [como os britânicos chamam o arquipélago] votaram esmagadoramente a favor de permanecerem um território ultramarino britânico, e sempre apoiamos o direito dos ilhéus à autodeterminação e o fato de que a soberania reside no Reino Unido”, afirmou.

Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pelas Malvinas entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. O conflito terminou com vitória britânica e deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos. Buenos Aires reivindica a soberania do território por via diplomática há quase 200 anos, enquanto Londres rejeita qualquer pretensão argentina e defende a autodeterminação dos cerca de 3.600 habitantes do arquipélago.

Em 2013, um referendo realizado nas ilhas apontou que 99,8% dos moradores rejeitaram a incorporação pela Argentina e defenderam a manutenção do status de território ultramarino britânico.

Justiça suspende ordem de Trump que barra pedido de asilo de imigrantes que entraram ilegalmente nos EUA

25 de Abril de 2026, 09:50

Um tribunal federal de apelações bloqueou nesta sexta-feira (24) uma ordem presidencial de Donald Trump que proíbe que pessoas que entraram ilegalmente pela fronteira mexicana apresentem um pedido de asilo nos Estados Unidos.

Essa proibição consta em uma proclamação do presidente americano desde o primeiro dia de seu mandato, na qual afirmou que a situação na fronteira sul dos Estados Unidos constituía “uma invasão” devido ao fluxo de pessoas sem documentação que tentavam entrar.

Um juiz federal em Washington havia suspendido sua aplicação, ao considerar em julho que apenas a Lei de Imigração e Nacionalidade rege os procedimentos de expulsão.

Leia também: Brasileiros são presos após golpe de US$ 20 milhões nos EUA; especialista dá dicas de prevenção

“Nada na Lei de Imigração e Nacionalidade nem na Constituição confere ao presidente ou a seus representantes os poderes exorbitantes invocados na proclamação e nas diretrizes sobre sua aplicação”, havia escrito.

Um tribunal de apelações de Washington confirmou nesta sexta-feira esse entendimento.

“O Congresso aprovou a lei sobre o asilo (…) com o objetivo de oferecer a todos os estrangeiros ‘fisicamente presentes’ nos Estados Unidos o direito de solicitar asilo e de ter seu pedido analisado individualmente”, destaca o tribunal de apelações.

Se o governo deseja modificar esse sistema, “deve apresentar seus argumentos ao único poder habilitado para emendar a Lei de Imigração e Nacionalidade: o Congresso”, prossegue.

Leia também: Fraude imigratória nos EUA pode levar brasileiros a mais de 10 anos de prisão, diz advogada

Treze pessoas que afirmavam fugir de perseguições no Afeganistão, Equador, Cuba, Egito, Brasil, Turquia e Peru, assim como três ONGs de defesa dos direitos dos imigrantes, recorreram do caso.

Seis delas já haviam sido expulsas com base nessa proclamação, havia indicado o juiz.

Trump transformou o combate à imigração ilegal em uma prioridade absoluta, mencionando uma “invasão” dos Estados Unidos por “criminosos vindos do exterior”.

Esse programa de expulsões em massa tem sido alvo de numerosas disputas judiciais em diferentes instâncias.

O governo Trump pode solicitar uma nova revisão desse caso ou recorrer diretamente à Suprema Corte.

O tribunal máximo já analisou recentemente um caso separado, sobre o direito de pedir asilo antes de pisar em solo americano, uma vez que o solicitante chega a um ponto de passagem legal na fronteira. Essa ação ainda aguarda decisão.

O post Justiça suspende ordem de Trump que barra pedido de asilo de imigrantes que entraram ilegalmente nos EUA apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Aliado dos Bolsonaros, Rubio perde prestígio e é escanteado de negociações dos EUA com o Irã

25 de Abril de 2026, 09:24
Jair e Eduardo Bolsonaro com Marco Rubio. Foto: reprodução

Principal interlocutor de Eduardo Bolsonaro no governo de Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ficará fora da nova rodada de negociações com o Irã no Paquistão, em mais um sinal de que a diplomacia da Casa Branca tem sido conduzida por nomes próximos ao presidente, e não pelo secretário de Estado.

Segundo o New York Times, a delegação estadunidense enviada a Islamabad será liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto Rubio permanecerá em Washington.

A ausência chama atenção porque, tradicionalmente, secretários de Estado lideram as principais tarefas diplomáticas dos EUA, de tratados de controle de armas a negociações no Oriente Médio. Como exemplo, quando Barack Obama negociou o acordo nuclear com o Irã, há mais de uma década, o principal articulador foi John Kerry, então secretário de Estado, que se reuniu com seu equivalente iraniano em pelo menos 18 dias ao longo de 20 meses de conversas.

Rubio, por outro lado, não participou da última reunião entre EUA e Irã neste mês, nem de encontros realizados no último ano em Genebra e Doha. Também ficou fora de delegações enviadas ao exterior para tratar da guerra na Ucrânia e do conflito em Gaza. Mesmo em meio a crises no Oriente Médio, ele não visita a região desde uma breve passagem por Israel em outubro passado.

Parte da explicação está no acúmulo de funções. Além de comandar o Departamento de Estado, Rubio atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, combinação rara em Washington. Ele é o primeiro a ocupar os dois postos simultaneamente desde Henry Kissinger, nos anos 1970.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

Segundo analistas, o duplo cargo aumenta sua influência junto a Trump, mas reduz sua presença nas frentes diplomáticas externas. Emma Ashford, do Stimson Center, afirmou que “Rubio claramente prefere ficar perto de Trump”.

Ela também disse ver prejuízo para a diplomacia estadunidense: “Acho que é em detrimento de todo o Departamento de Estado e da capacidade dos Estados Unidos de conduzir a diplomacia em geral que, na prática, temos o cargo de secretário de Estado vago”.

O Departamento de Estado rejeita essa avaliação. Tommy Pigott, porta-voz da pasta, afirmou que “qualquer um que tente retratar a coordenação próxima do secretário Rubio com a Casa Branca e outras agências como algo negativo não poderia estar mais errado”. Segundo ele, “agora temos um Conselho de Segurança Nacional e um Departamento de Estado totalmente sincronizados, um objetivo que escapou de administrações anteriores por décadas”.

Rubio também defende o arranjo. Em entrevista ao jornal Politico, disse que vai ao Departamento de Estado “quase todos os dias”. “Em muitos casos, você acaba estando nas mesmas reuniões ou nos mesmos lugares; há apenas uma pessoa a menos ali, se você pensar bem”, afirmou sobre o acúmulo de cargos.

“Muitas pessoas viriam a Washington, por exemplo, para reuniões, e gostariam de se encontrar com o conselheiro de segurança nacional e depois comigo como secretário de Estado. Agora elas podem fazer as duas coisas em uma reunião”.

Veteranos da segurança nacional, porém, veem riscos na combinação. Matthew Waxman, que atuou no Conselho de Segurança Nacional, no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo George W. Bush, afirmou: “Em geral, é um erro combinar essas funções”.

“Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com duplo papel esteja tão fora de cena agora”, acrescentou. “Especialmente enquanto tanta atenção está focada na diplomacia de corda bamba com o Irã, alguém precisa gerenciar a política externa do resto do mundo.”

Sob incertezas, EUA e Irã vão ao Paquistão negociar cessar-fogo; veja os detalhes

25 de Abril de 2026, 07:47
O chanceler Iraniano, Abbas Araqchi, com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, em Islamabad nesta sexta-feira (24). Foto: Esmaeil Baqaei

Delegações de Irã e Estados Unidos se preparam para chegar ao Paquistão neste fim de semana em meio à expectativa de retomada das negociações, mas a ausência de diálogo direto entre os dois países mantém o cenário de incerteza. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já está em Islamabad, enquanto enviados estadunidenses devem desembarcar neste sábado (25).

Apesar da movimentação diplomática, Teerã descarta encontros diretos. Um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que “nenhuma reunião está planejada entre o Irã e os Estados Unidos”, indicando que as posições do país serão transmitidas por meio do governo paquistanês, que atua como mediador.

Do lado dos Estados Unidos, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner são esperados para participar das tratativas. Antes da negativa iraniana, a Casa Branca havia informado que ambos participariam de conversas com Araghchi. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que houve avanços recentes e que há expectativa de novos progressos nos próximos dias.

O presidente Donald Trump reforçou o tom cauteloso ao comentar as negociações. Questionado sobre com quem Washington dialoga, disse: “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”. Ele também afirmou que o Irã pretende apresentar uma proposta, embora não conheça os detalhes.

Donald Trump, presidente dos EUA. Jonathan Ernst/Reuters

Nos bastidores, fontes paquistanesas indicam que equipes de logística e segurança dos EUA já estão posicionadas em Islamabad para viabilizar possíveis encontros. O governo local confirmou a chegada da comitiva iraniana e reforçou a segurança na capital, sinalizando a relevância das conversas indiretas.

A retomada do diálogo ocorre após o fracasso da última tentativa, prevista para terça-feira (21), quando o Irã alegou não estar pronto e a delegação estadunidense sequer deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo para abrir espaço a novas negociações.

Enquanto isso, a tensão no Estreito de Ormuz segue impactando a economia global. A região, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, permanece sob bloqueio duplo de Irã e Estados Unidos. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura como “vital para o mundo”, enquanto os preços do petróleo continuam voláteis diante das incertezas.

Paralelamente, o conflito no Líbano pressiona o frágil cessar-fogo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou: “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”. Já o grupo, apoiado pelo Irã, rebateu dizendo que a trégua não faz “sentido” diante dos “atos de hostilidade” israelenses.

A reação de Janja após aliado de Trump chamar brasileiras de “put*s” e “raça maldita”

24 de Abril de 2026, 19:31
Janja mostrou-se indignada com as de conselheiro de Trump, Paolo Zampolli, sobre brasileiras.
A socióloga e primeira-dama brasileira, Rosângela da Silva. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta sexta-feira (24) às declarações de Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo Donald Trump, e afirmou ser “impossível não se indignar” com o ataque feito às mulheres brasileiras.

“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, escreveu Janja em seu Instagram. Ela também afirmou que as brasileiras rompem “diariamente, ciclos de violência e de silenciamento” e reforçou a reação contra o machismo, a misoginia, o feminicídio e outras formas de violência.

A manifestação ocorreu depois de Zampolli dar entrevista à emissora italiana RAI. Ao comentar a ex-companheira Amanda Ungaro, ele afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas para causar confusão”.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Janja Silva (@janjalula)

Na mesma conversa, o aliado de Trump agravou o tom e chamou brasileiras de “putas” e de “raça maldita”, o que ampliou a repercussão do caso no Brasil.

Zampolli foi casado por cerca de 20 anos com Amanda Ungaro, que o acusa de agressão física, psicológica e sexual. Ele nega as acusações.

O Ministério das Mulheres também repudiou as falas e afirmou que misoginia “não constitui opinião”, classificando esse tipo de manifestação como discurso de ódio e incitação à violência.

Em entrevista concedida a Rai3 Report, Zampolli, expert de política externa de Trump, a MULHER BRASILEIRA É:
Zampolli:” Ah Lidia, eu sei lá… é uma dessas PUTAS BRASILEIRAS , essas RAÇAS BASTARDAS BRASILEIRAS QUE SÃO TODAS IGUAIS. Aquela (sic) estávamos juntos, eu trepava (sic)… pic.twitter.com/qG6tsEkF0E

— Prof.Marco Antonio Villa (@VillaMarcovilla) April 18, 2026

Assessor de Trump faz declarações misóginas contra mulheres brasileiras: ‘raça maldita’

Por:Sul 21
24 de Abril de 2026, 19:04

Da Agência Brasil

O Ministério das Mulheres repudiou as declarações do assessor especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, contra as mulheres brasileiras. Segundo a pasta, as afirmações reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres do país, em afronta à dignidade e ao respeito.

Recentemente, em entrevista à emissora italiana RAI, Zampolli disse que “as mulheres brasileiras fazem confusão com todo mundo”, e se refere a elas como “raça maldita”. “São programadas para fazer isso”, declarou o representante especial dos Estados Unidos para parcerias globais.

“Misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o Ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão”, diz a nota divulgada pela pasta.

Segundo o comunicado, o governo do Brasil reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia.

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, também publicou em suas redes sociais um repúdio à fala de Zampolli. Segundo Janja, ele é acusado por sua ex-mulher, a modelo brasileira Amanda Ungaro, de violência doméstica e abuso sexual e psicológico.

“As mulheres brasileiras, com muita força e coragem, rompem, diariamente, ciclos de violência e de silenciamento. Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’, não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, disse a primeira-dama.

O post Assessor de Trump faz declarações misóginas contra mulheres brasileiras: ‘raça maldita’ apareceu primeiro em Sul 21.

“Misógino arrogante”: Gleisi detona aliado de Trump que atacou brasileiras

24 de Abril de 2026, 18:05
Paolo Zampolli é conselheiro de Trump e fez comentários sobre brasileiras em entrevista.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu conselheiro, Paolo Zampolli. Foto: Reprodução

A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, detonou Paolo Zampolli, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atacou mulheres brasileiras. O empresário disse que elas seriam “programadas” para causar confusão.

“Esse Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, é o tipo de misógino arrogante da extrema-direita. Quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele”, escreveu a ministra no X.

Ela ainda afirmou que ele “não é bem-vindo” no país. “Respeite as mulheres, respeite as brasileiras”, completou.

Esse Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, é o tipo de misógino arrogante da extrema direita. Quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele. Respeite as mulheres, respeite as brasileiras! No Brasil você não é bem vindo!

— Gleisi Hoffmann (@gleisi) April 24, 2026

Ex-marido da ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por 20 anos, ele fez uma série de ataques contra mulheres do país, chamando-as de “prostitutas”. As ofensas ocorreram após citar a ex-companheira.

“As mulheres brasileiras, mesmo as que estão aqui, são programadas para causar problemas”, disse Zampolli à emissora italiana RAI. O empresário também citou uma mulher, identificada como Lídia, que seria amiga de Amanda, e afirmou que ela seria “uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”.

O empresário foi citado dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein. Ele também é acusado pela ex de abuso sexual, violência doméstica e uso de influência política para tentar deportá-la dos Estados Unidos. Os dois disputam a guarda do filho adolescente na Justiça.

Trump sinaliza que cessar-fogo com o Irã deve chegar ao fim nos próximos dias

20 de Abril de 2026, 18:36
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o atual cessar-fogo com o Irã deve chegar ao fim nos próximos dias, reforçando que considera “altamente improvável” uma extensão da trégua sem avanços concretos nas negociações. Segundo ele, o acordo temporário expira na noite de quarta-feira (22), no horário de Washington. A declaração ocorre em […]

Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra

7 de Abril de 2026, 17:23

Na manhã desta terça-feira (7), a Nasa revelou novos registros da missão Artemis II, que completa hoje seu sexto dia de jornada lunar. O destaque da divulgação é a imagem do “pôr da Terra”, capturada pela perspectiva dos quatro astronautas ao atravessarem o lado oculto da Lua. Hoje também é o prazo final que Trump deu ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso prazo não seja respeitado “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Leia em TVT News.

O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II

Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.

Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:

A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.

Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.

Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.

Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação

O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda

A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Veja imagens da missão Artemis II

A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ Divulgação
Uma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/Divulgação
Lado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação

Como as imagens são feitas

Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.

Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.

Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:

Fase de regresso

Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.

Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço

A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.

De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.

LEIA MAIS NO SITE:

The post Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra appeared first on TVT News.

Trump põe militares dos EUA num dilema: desobedecer ordens ou cometer crimes de guerra

7 de Abril de 2026, 16:58
Trump cercado de militares dos EUA

À medida que o conflito com o Irã se intensifica, as recentes ameaças do presidente Donald Trump de bombardear a infraestrutura civil do país levantaram um dilema crítico para os oficiais militares dos EUA: devem eles obedecer às ordens ou se recusar, correndo o risco de cometer crimes de guerra?

Em uma ameaça abjeta, Trump disse publicamente que o Irã teria até um prazo estipulado para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, ou enfrentaria as consequências. Sua ordem envolvia bombardeios nas usinas de energia e pontes do Irã, levando especialistas jurídicos a concluir que tais ações indubitavelmente constituiriam crimes de guerra.

Segundo o Guardian, Margaret Donovan e Rachel VanLandingham, ex-oficiais da Judge Advocate General (JAG), expressaram grande preocupação, explicando que as ordens de Trump entram em conflito direto com décadas de treinamento legal militar. “Tais declarações retóricas — se seguidas — equivaleriam aos crimes de guerra mais graves”, escreveram no site Just Security.

O Judge Advocate General (JAG) é um corpo de militares que atuam como advogados dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos. Eles são responsáveis por fornecer assessoria jurídica para os militares, representando os interesses do governo em questões legais, tanto no âmbito penal quanto civil. Além disso, eles também atuam em processos de justiça militar, oferecendo serviços jurídicos aos comandantes e aos soldados, incluindo defesa em tribunais militares e aconselhamento sobre as leis da guerra.

Cada ramo das Forças Armadas dos EUA possui sua própria divisão JAG, como o Exército, a Marinha, a Força Aérea e os Fuzileiros Navais. O cargo de Judge Advocate General é ocupado por um oficial de alta patente que supervisiona todo o sistema jurídico dentro de um ramo das Forças Armadas, enquanto os JAG officers (ou oficiais JAG) atuam em diversas funções legais, incluindo como promotores, defensores e conselheiros legais.

As ameaças de Trump de destruição em massa, incluindo bombardear o Irã “de volta à Idade da Pedra”, e a ordem do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para “não dar abrigo, sem misericórdia”, distanciaram ainda mais as ações militares dos EUA dos padrões legais e morais que tradicionalmente governaram a conduta militar. À medida que essas ações colocam os soldados em uma posição de potencialmente cometer atrocidades, o dilema entre obedecer ordens ilegais ou enfrentar consequências legais se torna cada vez mais presente.

Historicamente, membros do Exército resistiram a ordens consideradas ilegais, citando precedentes como a recusa dos soldados dos EUA em participar no Massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã. Mas, como observou a professora de ciência política Charli Carpenter, situações em que os soldados precisam desobedecer ordens “manifestamente ilegais” nem sempre são claras no campo de batalha.

O comportamento e as palavras de Trump levantaram alarmes sobre o risco de escalada, particularmente em relação às armas nucleares. O presidente dos EUA tem autoridade exclusiva para lançar ataques nucleares, mas o protocolo para tais ações exige a participação de oficiais militares. Caso Trump emita tal ordem, caberá aos envolvidos na cadeia de comando considerá-la ilegal e possivelmente impedi-la — uma perspectiva que parece cada vez mais tênue à medida que Trump continua a purgar o exército de pessoal que possa resistir às suas diretrizes.

Nos últimos dias, Trump amplificou suas ameaças, avisando que o Irã poderia ser “destruído” em uma única noite, e sugerindo que a destruição do país seria iminente, a menos que o Irã cumprisse suas exigências.

 

Por que o ultimato de Trump ao Irã esbarra em limites militares e riscos estratégicos

7 de Abril de 2026, 16:52
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente o tom contra o Irã ao ameaçar destruir grande parte da infraestrutura civil do país caso não haja um acordo até o prazo estipulado por Washington. No entanto, especialistas militares avaliam que as ameaças enfrentam sérias limitações práticas — e podem não surtir o efeito desejado.

Trump afirmou que poderia destruir “todas as pontes” e usinas de energia do Irã em poucas horas. Depois, intensificou o discurso, dizendo que “uma civilização inteira morrerá” se não houver acordo. Analistas ouvidos pela BBC classificam a retórica como sem precedentes — e alertam que atacar infraestrutura civil poderia configurar crime de guerra.

Apesar da gravidade das declarações, ex-integrantes do Departamento de Defesa dos EUA apontam que a execução de um ataque dessa magnitude é inviável no prazo mencionado. O Irã, com território vasto e milhares de alvos potenciais, não poderia ter toda sua infraestrutura destruída em questão de horas.

“Seria uma tarefa hercúlea — e ainda resta a dúvida se teria o efeito estratégico desejado”, disse um ex-alto funcionário da defesa americana.

Alvos mais prováveis: energia e petróleo

Especialistas afirmam que um ataque amplo ao setor energético é mais plausível do que a destruição total de pontes. Grande parte da infraestrutura de energia iraniana está concentrada nas províncias costeiras de Bushehr, Khuzestan e Hormozgan, ao longo do Golfo Pérsico.

Um ponto-chave é a Kharg Island, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Segundo o vice-presidente JD Vance, ataques aéreos já atingiram alvos militares na região.

A estratégia, segundo analistas, seria sufocar economicamente o regime iraniano, reduzindo sua capacidade de exportar petróleo e operar no Estreito de Omuz, rota vital para o comércio global de energia.

Estreito de Omuz. Foto: Divulgação

Pressão pode não funcionar

Mesmo com ataques intensificados, não há garantia de que o Irã cederá rapidamente. Autoridades americanas e iranianas voltaram a dialogar diretamente, mas continuam distantes em temas centrais como o programa nuclear, o setor petrolífero e o controle do estreito de Ormuz.

Analistas destacam que o regime iraniano já enfrenta apagões frequentes e dificuldades estruturais no setor energético — o que reduz o impacto de novas ofensivas como ferramenta de pressão interna.

Além disso, interromper ainda mais o fluxo de petróleo pode gerar efeitos colaterais globais, elevando preços e agravando a instabilidade econômica internacional.

Escalada com resultados incertos

Para especialistas, o governo Trump pode estar superestimando o impacto de uma escalada militar. Após semanas de conflito, o Irã demonstrou resistência significativa e disposição para prolongar o confronto.

“O regime encara essa guerra como uma luta existencial”, afirmou um ex-funcionário do Departamento de Defesa dos EUA.

Nesse cenário, a ameaça de destruição em larga escala pode ter mais efeito retórico do que prático — e corre o risco de ampliar o conflito sem garantir avanços diplomáticos.

VÍDEO – Trump diz que CIA o informou que o novo líder supremo do Irã é gay

26 de Março de 2026, 22:10
Mojtaba Khamenei e Donald Trump em montagem de duas fotos
Mojtaba Khamenei e Donald Trump – Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que a CIA lhe informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News. Ao ser questionado, Trump respondeu: “Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país.”

O presidente não apresentou evidências para a informação atribuída à CIA. No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas ilegais sob a legislação baseada na sharia. Antes da entrevista, o New York Post já havia noticiado que Trump teria sido informado sobre o tema. O presidente também havia levantado dúvidas sobre a situação de Mojtaba após ataques militares recentes.

Mojtaba Khamenei foi anunciado como líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques realizados por Estados Unidos e Israel no início da guerra, em 28 de fevereiro. A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos responsáveis por definir a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979. Aos 56 anos, Mojtaba ocupava posição intermediária no clero e mantinha influência nos bastidores do regime.

Em entrevista para a Fox News, Donald Trump confirma que ouviu relatos da CIA de que o novo líder supremo do Irã é homossexual.

Código Penal Islâmico do Irã pune a homossexualidade com pena de morte. pic.twitter.com/RVxE3rk3XT

— Sam Pancher (@SamPancher) March 26, 2026

O novo líder tem ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a força paramilitar Basij. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já deixou mais de 1.750 civis mortos no território iraniano, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registra ao menos 13 mortes de militares americanos em ataques relacionados ao confronto.

Além do Irã, ações militares atingiram países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades iranianas afirmam que os ataques têm como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. O confronto também alcançou o Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ofensivas contra Israel.

Após a escolha de Mojtaba Khamenei, Donald Trump declarou que considera a decisão um “grande erro”. O presidente afirmou que deveria participar do processo e classificou o novo líder como “inaceitável” para a condução do país.

Mossad insuflou protestos no Irã e prometeu aos EUA derrubar governo, diz New York Times

26 de Março de 2026, 21:30
Protesto no Irã

A agência de inteligência de Israel, o Mossad, apresentou um plano para provocar a queda do governo do Irã por meio de operações combinadas com agitação interna, segundo reportagem do New York Times. A proposta teria sido usada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para convencer o presidente Donald Trump de que seria possível derrubar a República Islâmica com rapidez.

De acordo com o jornal, o chefe do Mossad, David Barnea, apresentou o plano dias antes do início da guerra. A estratégia previa a eliminação de lideranças iranianas, seguida de uma série de operações de inteligência destinadas a estimular uma revolta popular. A avaliação era de que isso poderia levar a um levante em larga escala e à queda do regime.

Em janeiro, episódios de violência ocorridos nos dias 8 e 9 no Irã, que deixaram cerca de 3 mil mortos, foram incorporados a essa narrativa. Esses eventos foram apresentados como protestos pró-democracia no Ocidente, mas eram parte de um cenário utilizado para sustentar a viabilidade de uma mudança de regime.

A leitura atribuída ao Mossad era de que esses episódios funcionariam como um indicativo de que a sociedade iraniana poderia reagir a uma ofensiva militar.

Os acontecimentos de janeiro foram levados a Trump como uma espécie de “prévia” de uma possível insurreição mais ampla. A avaliação era de que ataques direcionados contra a liderança iraniana poderiam desencadear um colapso imediato do governo, com apoio interno. Parte de autoridades americanas e da inteligência israelense, no entanto, expressou dúvidas sobre essa hipótese.

No início do conflito, o discurso público de Trump refletiu essa expectativa. Em declaração em vídeo, ele afirmou que a população iraniana deveria assumir o controle do país ao fim das operações. “Finalmente, ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima… quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será de vocês”, disse.

THIS IS HILARIOUS 😭😭

“Iran 🇮🇷 wanted to make me their Supreme leader but i refused and said no thanks”

– Donald Trump 🤣

He has totally lost it pic.twitter.com/PcF2ds4LTB

— Amock_ (@Amockx2022) March 26, 2026

A hipótese de mudança de regime, porém, perdeu força rapidamente. Menos de duas semanas após o início da guerra, senadores americanos afirmaram que a derrubada do governo iraniano não fazia parte dos objetivos da operação e que não havia um plano estruturado nesse sentido.

Avaliações da CIA indicam que o regime iraniano não deve cair, mesmo diante dos ataques. Segundo a agência, a morte de lideranças poderia resultar na ascensão de um governo mais radical. A inteligência israelense também avalia que o governo foi enfraquecido, mas segue no poder.

Com o avanço do conflito e a ausência de um desfecho rápido, avaliações iniciais passaram a ser revistas. Segundo o próprio relatório citado pelo New York Times, a crença de que Israel e Estados Unidos poderiam estimular uma revolta ampla foi uma falha central no planejamento da guerra.

Autoridades militares americanas alertaram que a população não sairia às ruas sob bombardeio, e analistas consideraram baixa a probabilidade de um levante.

Passa de 160 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel

Por:Sul 21
25 de Março de 2026, 17:37

Da Agência Brasil

Subiu para 166 o número de municípios do Rio Grande do Sul que relatam problemas relacionados à escassez no abastecimento de óleo diesel. A informação consta em um boletim da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), ao qual a Agência Brasil teve acesso, nesta quarta-feira (25).

Os dados estão atualizados até as 9h dessa quarta-feira. Na última quinta-feira (19), o número de cidades atingidas era 142. Dois municípios, Formigueiro e Tupanciretã, mantêm estado de emergência.

A Famurs detalha que recebeu retorno à consulta de 384 dos 497 municípios gaúchos. Os 166 atingidos representam um terço das cidades do Rio Grande do Sul. A capital, Porto Alegre, não consta como afetada.

De acordo com a federação gaúcha, os sinais de desabastecimento acendem “um sinal de alerta para o funcionamento dos serviços essenciais nas cidades”.

Prefeituras estão direcionando o combustível para áreas essenciais, como serviços na área da saúde e transporte de pacientes. Obras e atividades que dependem de maquinário foram suspensas.

O óleo diesel é o principal combustíveis para veículos como caminhões, ônibus e tratores.

A Agência Brasil solicitou esclarecimentos à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, órgão regulador do setor, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.

À ocasião do último balanço, que dava conta de 142 cidades afetadas, a ANP informou que o cenário era de que “não havia falta de produtos, mas questões logísticas”.

Reflexos da guerra

A questão nas cidades gaúchas e aumento do preço do óleo diesel em diversas partes do país são reflexos da guerra no Irã, que afeta a cadeia global do petróleo.

O óleo diesel é o derivado do petróleo que mais sente os impactos do cenário internacional, uma vez que o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o preço do litro do óleo diesel no país subiu cerca de 20%, segundo a ANP.

Ações do governo

O governo tem tomado medidas para atenuar o repasse da alta global ao consumidor final. Uma delas foi a zeragem das alíquotas dos tributos federais que incidem sobre o diesel, o Pis e a Cofins.

O governo também trabalha com a subvenção às empresas (espécie de reembolso) de R$ 0,32 para cada litro de diesel produzido ou importado.

A Petrobras, principal fornecedora do país, chegou a reajustar o preço do óleo diesel em R$ 0,38 no último dia 14, mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pelas ações do governo federal.

Além disso, há a proposta para que estados também colaborem com subsídio ao diesel.

A ANP atua ainda na fiscalização da cadeia de comercialização dos combustíveis, visitando postos e distribuidoras.

O post Passa de 160 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel apareceu primeiro em Sul 21.

Aprovação de Trump despenca para 36% após ataques ao Irã, revela pesquisa

24 de Março de 2026, 16:00
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 36%, o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca. A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada ao longo de quatro dias e publicada nesta quarta-feira (24), revelou que a queda no apoio popular ocorre em meio ao aumento dos preços dos combustíveis e à crescente desaprovação da guerra contra o Irã, que foi iniciada pelo governo del.

Em comparação com a pesquisa anterior, a aprovação passou de 40% para 36%. O levantamento associou essa piora à alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pelos ataques coordenados entre os EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro.

Com os preços da gasolina subindo, o eleitorado demonstrou insatisfação com a gestão do presidente, especialmente no que se refere ao custo de vida e ao impacto econômico da guerra.

A pesquisa também indicou que, apesar da queda na aprovação geral, Trump ainda mantém um forte apoio entre os eleitores republicanos, embora tenha perdido parte da confiança do partido, especialmente no tema da inflação.

A pesquisa destacou que apenas 25% dos entrevistados aprovam a forma como Trump está lidando com o custo de vida, um dos pontos centrais de sua campanha para a reeleição em 2024.

O dado é um reflexo do descontentamento crescente, com 34% dos eleitores republicanos desaprovando sua condução da economia e 20% expressando insatisfação com sua administração de questões relacionadas ao custo de vida.

Donald Trump anunciando o “tarifaço” em 2025. Foto: Divulgação

Esses números representam um aumento significativo em relação à pesquisa da semana anterior, que indicava uma desaprovação de 27%. Outro fator que contribuiu para a queda na popularidade de Trump foi a guerra no Irã. A pesquisa mostrou uma mudança significativa na opinião pública sobre os ataques dos EUA ao país.

A aprovação dos ataques caiu de 37% para 35%, enquanto a desaprovação subiu de 59% para 61%. A pesquisa feita após os primeiros ataques indicava uma maior indecisão entre os eleitores, mas, na pesquisa mais recente, a taxa de indecisão desapareceu, com 5% dos entrevistados se recusando a responder.

Apesar da queda na aprovação de Trump, os dados indicam que a desaceleração em sua popularidade não está afetando diretamente a corrida para as eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro.

Segundo o levantamento, 38% dos eleitores registrados consideram os republicanos mais capazes de cuidar da economia, enquanto 34% apontaram os democratas como a melhor opção.

Isso sugere que, embora a aprovação do presidente esteja em declínio, os aliados republicanos ainda têm um apoio considerável entre os eleitores, especialmente nas questões econômicas. A pesquisa foi realizada online e entrevistou 1.272 adultos nos Estados Unidos, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

Cuba mergulha em novo apagão nacional em menos de uma semana sob pressão dos EUA

22 de Março de 2026, 23:17
A cidade de Havana às escuras. Foto: YAMIL LAGE / AFP

Cuba voltou a ficar às escuras pelo segundo apagão nacional em menos de uma semana, após um novo colapso da rede elétrica do país — o terceiro apenas neste mês de março.

A crise ocorre em meio a fortes restrições no fornecimento de combustível, graças a um bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

A União Elétrica de Cuba, ligada ao Ministério de Energia e Minas, anunciou no sábado um apagão total em toda a ilha. Inicialmente, não houve explicação oficial para a falha. Mais tarde, autoridades informaram que o problema começou com uma pane inesperada em uma unidade geradora da usina termelétrica de Nuevitas, na província de Camagüey.

Segundo o governo, a falha desencadeou um efeito cascata que derrubou outras unidades do sistema elétrico. Para conter os danos, foram ativadas “micro-ilhas” de geração, destinadas a garantir energia a serviços essenciais, como hospitais e sistemas de abastecimento de água.

As autoridades afirmaram que trabalham para restabelecer o fornecimento. O blecaute anterior havia ocorrido apenas cinco dias antes, na segunda-feira. Este foi o segundo em uma semana e o terceiro em março, evidenciando a fragilidade do sistema.

🇨🇺 | La Habana a oscuras: nuevo apagón general en Cuba, el segundo en una semana. pic.twitter.com/agVqzIJy1H

— Alerta Mundial (@AlertaMundoNews) March 22, 2026

Com a chegada da noite, ruas de Havana ficaram praticamente às escuras. Moradores usavam lanternas e celulares para se locomover. Em áreas turísticas do centro histórico, alguns restaurantes conseguiram permanecer abertos graças a geradores, enquanto músicos tocavam para os clientes.Na capital, os cubanos já convivem com cortes diários de energia que podem durar até 15 horas. No interior da ilha, a situação é ainda mais grave.

A crise energética se agravou desde que o país deixou de importar petróleo, em 9 de janeiro. A escassez impactou não apenas a geração de eletricidade, mas também o setor aéreo, com redução de voos e prejuízos ao turismo — uma das principais fontes de renda da ilha.

O apagão ocorreu no mesmo momento em que um comboio internacional de ajuda começava a chegar a Havana, trazendo suprimentos médicos, alimentos, água e painéis solares.

A situação piorou ainda mais após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro — fato que abalou o principal parceiro energético de Cuba.

Trump tem afirmado repetidamente que o regime cubano está à beira do colapso e chegou a declarar que poderia “tomar” Cuba em breve.

Em resposta, o presidente Miguel Díaz-Canel advertiu que qualquer agressão externa enfrentará “uma resistência inquebrantável”.

Trump anuncia envio de agentes do ICE para aeroportos a partir desta segunda

22 de Março de 2026, 11:48
trump, petróleo, Pronunciamento de Trump. AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que enviará agentes do ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA) a partir desta segunda-feira (23) para “auxiliar” os funcionários da TSA (Administração de Segurança de Transportes) nos aeroportos americanos. “Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que permaneceram […]

Trump finalmente vislumbra uma saída do Irã, diz New York Times

21 de Março de 2026, 21:48
Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que está considerando uma “redução gradual” das operações no Irã, mas muitos dos seus objetivos militares iniciais ainda não foram alcançados. Desde o início do que ele chamou de “excursão” ao Irã, Washington tem sido dominada por uma pergunta persistente: quando o presidente decidirá encerrar a operação, mesmo com uma parte significativa dos seus objetivos ainda inacabados?

Na sexta-feira, durante uma viagem à Flórida, Trump esboçou um possível caminho para essa saída, mas não está claro se ele realmente tomará essa decisão. Além disso, os sinais indicam que os efeitos dessa incursão podem ultrapassar o interesse imediato do presidente: o preço da gasolina aumentou, a infraestrutura ao longo do Golfo Pérsico está severamente danificada, e a teocracia iraniana, embora golpeada, continua se mantendo firme. Aliados dos EUA, inicialmente relutantes, agora enfrentam a tarefa de patrulhar águas mais hostis.

As mensagens de Trump têm sido oscilantes, diz David E. Sanger no New York Times. Sanger cobre o governo Trump e temas de segurança nacional. Com mais de quatro décadas no Times, é autor de quatro livros sobre política externa e acompanhou cinco presidentes americanos.

Os críticos de Trump, escreve Sanger, afirmam que isso é evidência de que ele entrou no conflito sem uma estratégia clara, enquanto seus apoiadores defendem que isso é uma “estratégia inteligente”. Com a intensificação dos ataques americanos e israelenses, Trump afirmou que não tem interesse em um cessar-fogo, alegando que os Estados Unidos estavam “obliterando” os estoques de mísseis, a marinha, a força aérea e a base industrial de defesa do Irã.

No entanto, horas depois, talvez sensível à crescente apreensão de sua base republicana, escreveu em sua rede social: “Estamos muito próximos de atingir nossos objetivos, ao mesmo tempo em que consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio”.

Sua formulação mais recente de objetivos omite pontos anteriormente centrais. Não há menção à derrota da Guarda Revolucionária Islâmica, que ainda mantém o poder, nem a Mojtaba Khamenei, sucessor de seu pai. Além disso, a promessa de “libertar” o povo iraniano foi retirada de suas falas, levantando dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a mudança política no Irã.

Trump também passou a redefinir seus objetivos em relação ao programa nuclear iraniano. Em vez de exigir a remoção total do material nuclear, ele agora afirma que seu objetivo é “nunca permitir que o Irã sequer se aproxime da capacidade nuclear”, mantendo os EUA sempre prontos para uma reação “rápida e contundente”. Essencialmente, a situação permanece a mesma de quando os EUA destruíram o programa nuclear iraniano em junho do ano passado, com instalações sob vigilância constante de satélites dos EUA.

O presidente também passou a exigir que os aliados, que haviam sido excluídos das deliberações iniciais, patrulhassem o Estreito de Ormuz e outras áreas estratégicas, com o apoio logístico dos EUA. Isso representa uma mudança na doutrina americana para o Oriente Médio, transferindo a responsabilidade para outros países.

No início do conflito, Trump acreditava que a capitulação do Irã seria rápida. No entanto, a recusa iraniana em se render foi uma surpresa, assim como a crise nos mercados de energia. O governo dos EUA teve que intervir, liberando estoques da Reserva Estratégica de Petróleo e permitindo o envio de petróleo russo e iraniano, o que acabou favorecendo adversários em guerra com a Ucrânia e com os próprios americanos.

Além disso, o Irã tem utilizado o caos nos mercados como uma ferramenta crucial para pressionar os EUA. No sábado, Teerã advertiu que poderia incendiar outras instalações no Oriente Médio. O país parece ter em torno de 3.000 minas marítimas, parte das quais já foi destruída, e forças americanas estão se concentrando em neutralizar embarcações iranianas que atacam petroleiros aliados dos EUA.

A necessidade de aliados também se tornou evidente. Trump inicialmente acreditava que a guerra seria breve, mas a vigilância do estreito e de outros pontos estratégicos mostrou que a tarefa seria mais longa do que esperava. Uma outra surpresa foi a falta de um levante entre a Guarda Revolucionária ou a população iraniana, o que contradizia as previsões de deserções em diversos níveis, segundo autoridades de inteligência.

Esse cenário ainda pode evoluir, pois as guerras não são decididas em poucas semanas. No entanto, Trump ingressou no conflito após uma sequência de vitórias rápidas, como o bombardeio das principais instalações nucleares do Irã, e uma operação bem-sucedida que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas. Apesar disso, o Irã mostrou ser um adversário mais resiliente do que Trump inicialmente subestimou, lembra Sanger.

Donald Trump diz que está considerando encerrar guerra contra o Irã

20 de Março de 2026, 20:40
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está “muito perto de atingir seus objetivos” no conflito contra o Irã e que avalia reduzir gradualmente as operações militares na região. Segundo Trump, os Estados Unidos não dependem do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, e por isso […]

Trump ameaça transformar Venezuela no 51º estado dos EUA; entenda

20 de Março de 2026, 08:15
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insinuar, em publicações nas redes sociais, que a Venezuela poderia se tornar um estado estadunidense. As declarações ocorreram enquanto ele comentava o desempenho da seleção venezuelana no Mundial de Beisebol, que terminou com vitória sobre os Estados Unidos na final.

A primeira menção foi feita após a vitória da Venezuela sobre a Itália nas semifinais. “Uau! A Venezuela derrotou a Itália hoje à noite por 4 a 2 na semifinal do WBC. Eles estão parecendo muito fortes. Coisas boas estão acontecendo com a Venezuela ultimamente! Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, escreveu. Após o título, Trump voltou à rede Truth Social e publicou apenas: “status de estado”.

As declarações ocorrem dois meses após a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro do então presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país, atualmente sob liderança interina de Delcy Rodríguez, enfrenta pressão constante do governo Trump, ampliando as tensões na região.

Publicação de Trump após título venezuelano. Foto: reprodução

A Venezuela, no entanto, não é o único território mencionado por Trump em seus planos expansionistas. O presidente também voltou a defender a anexação da Groenlândia, destacando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional e para o chamado “Domo de Ouro”.

“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”, afirmou.

As declarações geraram reação imediata da Dinamarca e de aliados da Otan, que reforçaram a presença militar na região. “Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz o comunicado.

Apesar da pressão, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o território pode discutir parcerias, mas rejeita abrir mão da soberania.

Imagem de IA usada por Trump para ameaçar anexação da Groenlândia. Foto: reprodução

Trump também voltou a sugerir a anexação do Canadá, inclusive com publicações que indicavam a possibilidade de o país se tornar o “estado número 51”. Segundo ele, a medida traria benefícios econômicos e de segurança.

“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte de nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, declarou. “Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido estado de número 51. Estão considerando a oferta!”.

A proposta foi rejeitada pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney. “O Canadá nunca esteve à venda”, afirmou. Em resposta anterior, o governo canadense já havia dito: “Só se o inferno congelar que o Canadá vai se tornar parte dos Estados Unidos. Os trabalhadores e as comunidades dos dois países se beneficiam do fato de serem os maiores parceiros comerciais e de segurança um do outro”.

Outro alvo das declarações recentes de Trump foi Cuba. O presidente afirmou que seria uma “honra” “tomar Cuba”, em meio à crise energética enfrentada pela ilha. O governo cubano confirmou que iniciou negociações com os Estados Unidos. “Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre nações”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel.

Os países que negaram apoio a Trump no estreito de Ormuz

16 de Março de 2026, 13:05
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Samuel Corum/EFE

O apelo de Donald Trump para que países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros no estreito de Ormuz não teve sucesso, com várias nações, incluindo o Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália, rejeitando a ideia. Japão e Coreia do Sul, por sua vez, ainda avaliam a possibilidade de enviar apoio.

A região, onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, está sob controle do Irã, que tem usado o estreito como ponto estratégico de pressão. Trump, inicialmente, fez um apelo público, citando países como China, França, Japão e Coreia do Sul, reclamando de riscos econômicos e geopolíticos.

No entanto, a reação internacional foi fria, com vários governos resistindo ao envolvimento militar. A falta de apoio dos aliados, especialmente na Europa, fez Trump mudar sua abordagem e adotar um tom mais ameaçador, sugerindo que a ausência de apoio poderia prejudicar o futuro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Trump também se voltou para a China, tentando envolver o gigante asiático na questão do estreito de Ormuz. Na sexta (13), os EUA atacaram a ilha de Kharg, um centro de produção petrolífera iraniano, mas deixaram intocados os terminais de embarque. O presidente dos EUA, em uma entrevista, também sugeriu que poderia adiar sua visita a Xi Jinping, aumentando a pressão sobre os chineses.

Estreito de Ormuz. Foto: Canva/UOL

O Irã continua a sua política de ações militares no Oriente Médio. No domingo (15), o país permitiu a passagem de um petroleiro paquistanês sem incidentes, apontando que o estreito de Ormuz permanece acessível para alguns, mas não para os aliados dos EUA.

O país também intensificou sua pressão com novos ataques à infraestrutura petrolífera, incluindo um ataque ao terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva afetou o único oleoduto dos Emirados, que dribla o estreito, levando a suspensão de embarques de navios.

A situação também se agravou com um ataque de drone iraniano ao aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, que explodiu um tanque de combustível próximo ao terminal. O local foi fechado temporariamente.

Crítico de Israel, Tucker Carlson diz que CIA o espionou e prepara ação contra ele

15 de Março de 2026, 16:56
Tucker Carlson e Donald Trump

O comentarista conservador Tucker Carlson, apoiador histórico de Donald Trump, afirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode estar preparando um processo criminal contra ele após suas críticas à guerra contra o Irã. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (15).

Segundo Carlson, a CIA estaria elaborando um encaminhamento criminal para o Departamento de Justiça com base em um suposto crime relacionado a contatos que ele teria mantido com pessoas no Irã antes do início do conflito.

O ex-apresentador da Fox News disse que investigadores teriam analisado suas mensagens de texto e que a possível acusação envolveria a lei que regula a atuação de agentes estrangeiros.

Ele afirmou que a investigação poderia estar ligada à Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (Foreign Agents Registration Act), que exige que pessoas que atuam politicamente em nome de interesses estrangeiros registrem oficialmente suas atividades junto ao governo americano.

Carlson, no entanto, não apresentou provas de que exista de fato uma investigação em andamento. O Departamento de Justiça e a CIA foram procurados por veículos de imprensa, mas não comentaram o caso.

O comentarista disse não acreditar que o caso avance. Ele não atua como agente de nenhum governo estrangeiro e nunca recebeu dinheiro de autoridades de outros países. Carlson afirmou que seu trabalho envolve conversar com diferentes fontes ao redor do mundo para entender acontecimentos internacionais e que não pretende deixar de fazer isso.

As declarações ocorrem após uma série de críticas feitas por Carlson à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Em entrevista recente, ele classificou a guerra como “absolutamente repugnante e maligna”, posição que gerou reação direta do presidente Donald Trump. É também crítico contumaz de Israel e do lobby sionista nos Estados Unidos.

Apenas uma semana após o presidente Trump ter expulsado Tucker Carlson do movimento MAGA, Carlson fez um vídeo dizendo que será processado criminalmente pela CIA sob a acusação de ser um agente estrangeiro trabalhando para o Irã. pic.twitter.com/rfbIJc3eqY

— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) March 15, 2026

Em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, Trump afirmou que Carlson “perdeu o rumo” e disse que o comentarista não representa o movimento MAGA. O presidente declarou que o slogan “América Em Primeiro Lugar” não se aplica ao apresentador e afirmou que ele não teria compreensão suficiente sobre a estratégia do governo.

De acordo com o New York Times, Carlson havia manifestado oposição ao conflito em reuniões realizadas na Casa Branca nas semanas anteriores ao início da operação militar, lançada em 28 de fevereiro. Esteve três vezes com Trump, tentando demovê-lo da ideia de atacar o Irã.

Carlson também havia criticado ataques anteriores contra o Irã, realizados em 2025, quando o governo americano anunciou a destruição de instalações nucleares iranianas.

Assessor de Trump veio sondar intervenção e Forças Armadas sabem disso, diz especialista militar

13 de Março de 2026, 17:58
Darren Beattie e Donald Trump

O historiador e professor titular da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, o Chico Teixeira, comentou em entrevista ao DCMTV que militares brasileiros têm discutido nos bastidores a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil.

Segundo ele, esse seria hoje o principal tema de preocupação dentro das Forças Armadas, mais relevante do que a narrativa divulgada por parte da imprensa sobre pressões relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A visita barrada do emissário extremista do governo Trump, Darren Beattie, é muito mais que provocação, diz ele. Beattie é conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil do Departamento de Estado.

Na conversa, Teixeira criticou a alegação de Merval Pereira na GloboNews, segundo o qual Lula estaria sendo alertado por militares sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, e afirmou que a tese de que militares estariam tentando salvar patentes de oficiais condenados não representa o centro do debate dentro da caserna. Ele também falou do Irã e das disputas envolvendo Estados Unidos, China e a política externa brasileira.

O comando militar e a possibilidade de golpe

Eu acho que aí tem pontos para a gente tentar esclarecer. Foi o Merval que trouxe a questão de que os militares estariam aproveitando a situação de relativo enfraquecimento, de crise, no STF, em decorrência do caso Master, para pressionar e salvar patentes daqueles condenados pela tentativa frustrada de golpe do Estado. Então, tudo partiu do Merval. A Andréia Sadi pegou carona e requentou a notícia. Daí, decorrem duas coisas. Primeiro, estão ocorrendo consultas entre a Presidência da República e os militares nesse momento? Houve, de fato, reuniões? Sim, tem havido reuniões, tem havido contatos, tem havido um certo cuidado e pressão. O tema é salvar os militares condenados? Não.

As reuniões e as conversas que têm tido tem sido fundamentalmente, não exclusivamente, sobre outra coisa que está gerando uma situação de apreensão e desconforto muito grande nas Forças Armadas, que é a hipótese cada vez mais concreta de uma intervenção americana. Essa é a questão. A questão do STF entrou subsidiariamente na conversa. Quais são os sinais de uma possível intervenção americana aí? Em primeiro lugar, o relatório feito pela Segurança Nacional americana para a Presidência da República apontando a presença de uma grande empresa chinesa minerando terras raras na Bahia. Em segundo lugar, a presença de uma pretensa base militar chinesa na Paraíba. Em terceiro lugar, a questão de declaração do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais que colocam em risco a segurança dos Estados Unidos. E, portanto, os Estados Unidos teriam todo o direito de agir sem inclusive nenhuma consulta com as autoridades brasileiras.

Em quarto lugar, a chegada das tropas americanas no Paraguai, inclusive na fronteira, cuidando da questão do narcotráfico. E, por fim, um quinto ponto, um relatório que circula requentado também, muito requentado, na Polícia Federal, apontando a presença de terroristas islâmicos em Foz do Iguaçu. Esse relatório que, vira e volta, ele é retirado e ele foi encomendado claramente pelas autoridades de Israel, do Mossad, à Polícia Federal. Eles têm um monte de convênios e um monte de atos de cooperação, inclusive de treinamento e inteligência. E o Mossad não se conforma da existência dessas 40 mil pessoas de origem palestina existentes na Foz do Iguaçu, alguns deles na lista de procurados por Israel.

Como o governo brasileiro avisou a Israel que não aceitam no território brasileiro o programa de assassinatos de lideranças, que Israel continua colocando em prática, o Brasil avisou que isso não pode ocorrer aqui, então eles devolveram a bola fazendo um relatório a partir de uma comissão composta pela Argentina, Paraguai, Brasil e Estados Unidos. Os Estados Unidos pediram para participar dessa comissão de segurança na fronteira brasileira lá em Foz do Iguaçu. E aí eles responderam dizendo que existe atividade nítida do Hezbollah no Brasil. E isso coloca em risco empresas, pessoas, cidadãos dos Estados Unidos tanto no Brasil quanto no Paraguai e na Argentina.

Também o Milei colocou na gaveta aqueles atentados terroristas feitos contra a AMIA, a Associação Mutualista Israel e Argentina, e contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, acusando o Irã e o Hezbollah de serem os autores e de terem guarida em Foz do Iguaçu. Isso é uma mentira feita pelos grupos de inteligência da Argentina, que são profundamente antissemitas. Os atentados foram feitos por grupos nazistas que se reproduzem na polícia e na segurança argentina. Como o negócio ficou muito quente, eles acusaram o Irã de ser autor desses atentados. O que a gente vê aqui é que a gente está numa situação muito tensa de relações internacionais, onde ficou muito claro que Trump já quer encerrar a guerra no Irã, porque não saiu como ele esperava, e ele quer fazer novamente uma outra guerra onde ele possa aparecer como campeão invicto, e isso seria Cuba.

Mas um grande problema para uma invasão de Cuba, ou uma operação cirúrgica em Cuba, é qual a situação do Brasil. Eles conseguiram o José Antonio Kast, no Chile, o presidente do Paraguai, o Pena, o presidente Milei da Argentina e o Fernandes da Bolívia. Então eles precisam que o Brasil abandone Cuba. Estão fazendo uma pressão imensa sobre o Brasil para que o Brasil aceite a mudança de regime em Cuba, coisa que não é aceitável para nós. Não aceitando, eles desenvolveram então a possibilidade de uma intervenção direta no Brasil. É esse o quadro, essa a grande preocupação. O que foi falado sobre o STF foi de que a crise institucional desenvolvida pelo caso Master ajuda a mostrar para fora, para os americanos, que as instituições brasileiras estão em crise e que é preciso uma intervenção para evitar que o Brasil vire um esconderijo do terrorismo, seja criminoso, narcotraficante, narcoterrorismo, como eles dizem, seja do terrorismo do Hezbollah.

O representante de Trump no Brasil

Esse senhor Darren Beattie é um anticomunista notório, militante, uma das cabeças mais importantes do movimento ultraconservador americano e que não foi à toa que foi nomeado para esse cargo de subsecretário de Estado para a América do Sul, com ênfase em Brasil. Ele é um especialista em Brasil, ele conhece a história do PT, a história do Lula, e não foi à toa que ele foi nomeado para isso. E a primeira coisa que ele quis fazer foi uma visita a Bolsonaro na prisão, onde ele iria receber, evidentemente, o relatório das probabilidades, todas elas fantasiosas de derrubar o governo brasileiro num ano eleitoral.

Então é isso que está acontecendo. Essa proposta trazida pelo Merval é uma tentativa de colocar mais fogo na fogueira, colocar mais combustível aí para dizer que nós estamos paralisados. E vocês vejam que há mais de dez dias não tem nenhum assunto na Rede Globo, a não ser que as instituições estão paralisadas, o Supremo não funciona, a corrupção chegou ao cargo dos ministros, aquela coisa toda, para justificar, então, a intervenção que será uma intervenção militar no Brasil.

Celso Amorim avisou

Há dez dias, o conselheiro de política externa do Brasil, o embaixador Celso Amorim, fez uma declaração numa aula magna na UFRJ, de que a situação era muito perigosa. A imprensa acabou dizendo: “Ah, Celso Amorim tá apavorado, tá não sei o quê”. O embaixador Celso Amorim é um homem extremamente experiente e frio e tranquilo. E, além de tudo, muito gentil também. Quando ele vem a público e diz que a situação é muito grave, é porque ela é. E quando Lula declara para um chefe de estado estrangeiro que foi humilhado pelo Trump, que é o Ramaphosa, da África do Sul, que precisamos de uma proteção coletiva, de uma defesa coletiva, ele não está falando da América Latina nem da América do Sul, ele tá falando do BRICS, no âmbito do BRICS, porque não tem sentido uma defesa comum na África do Sul fora do âmbito do BRICS. Então, nós estamos aqui perante uma escalada muito grande da política intervencionista norte-americana.

EUA querem Cuba, Venezuela, Paraguai e Brasil

Trump declarou que, na verdade, Cuba seria resolvida pelo [Secretário de estado] Marco Rubio, que é cubano e que faz coisas maravilhosas, segundo ele, e que Rubio poderia, inclusive, assumir o governo de Cuba. Esse momento que vivemos hoje não tem precedente. Eu acho que a gente, inclusive, tem que abandonar essa ideia de precedentes e de ressignificação. Têm pessoas falando em Doutrina Trump, tem gente falado em política de terceira bandeira, essa coisa toda. Não, isso é inteiramente novo, é uma etapa diferenciada, como diria a direita, o novo sempre vem e nem sempre é para melhor.

Nesse caso, estamos assistindo uma dinamitação completa da ordem mundial, uma total paralisia da ONU, a substituição da OEA, da ONU, do pan-americanismo, por outras políticas de intervenção direta nesse sentido. Não nos ajuda ficar falando de Doutrina Monroe. Só para você ter uma ideia, a Doutrina Monroe foi formulada em 1823, quando os potências reunidas anteriormente no Congresso de Viena, de 1815, se constituíram numa espécie de polícia internacional para acabar com os regimes independentistas da América Hispânica e da América Portuguesa, foi essa a visão. Além disso, os russos já estavam quase em Los Angeles, já estavam quase chegando em Los Angeles, eles tinham avançado por uma uma tripazinha que desce pelo litoral do Canadá e tinham chegado até Bodega Bay, nas imediações de Los Angeles.

Isso foi antes da guerra civil americana, antes da industrialização dos Estados Unidos, antes de se constituir, classicamente, a política imperialista das potências do capitalismo avançado. Então, comparar essas coisas não fecha nesse sentido. O que a gente vê aqui é o mais alto imperialismo, que é uma etapa muito superior do desenvolvimento capitalista, que não corresponde a 1820, não é isso que funciona nesse sentido.

O que a gente está vendo aqui é um mega, um ultra imperialismo novo, baseado no poder tecnológico das armas, e baseado nos interesses das grandes companhias de alta tecnologia, sejam elas espaciais, aeronáuticas, tecnológicas, cibernéticas, que estão agora formando o núcleo central desse capitalismo ultra desenvolvido, tecnologicamente, nesse sentido. Eu estou falando isso, agora, porque as coisas tendem a ir para trás, em vez de ir para a frente. As pessoas estão falando em Doutrina Donroe, como se fosse um corolário. Não, é outra coisa. Não existiu imperialismo como Lenin, como Rosa Luxemburgo definiram, em 1820. Aquilo era quase mercantilismo, era outra coisa. Agora não, a gente está vendo um ultra imperialismo com muito poder.

Os EUA são um império em decadência?

Eu diria uma coisa também, que talvez contrarie muito os nossos ouvintes. O Panamá expulsou todas as empresas chinesas que estavam lá. O México expulsou os chineses também. A Claudia Sheinbaum fica falando, fazendo aqueles discursos muito bons, mas ela tirou todas as montadoras chinesas que estavam no México. Ela fez o que o Trump pediu. Ela apanhou cidadãos mexicanos, os chefes dos cartéis, e entregou aos Estados Unidos, para serem julgados nos Estados Unidos. Então, tudo que o Trump está pedindo, ela está fazendo, porque ela sabe que a capacidade de intervenção é grande.

A exigência sobre a Groenlândia, tudo isso é uma etapa nova desse ultraimperialismo que a gente está vendo aí. E isso nos diz que aquilo que muitos de nós, à esquerda, falamos, que os Estados Unidos são uma potência em decadência, não é mais do que desejo da gente. Isso não é mapa de uma potência em decadência. Uma potência que pode gastar bilhões em uma semana para atacar o Irã, não é uma potência em decadência. Ah, se isso vai dar certo, é outra coisa. Ninguém adivinha na história. Nem o Trump. Se vai dar certo ou não é outra coisa. Mas a ideia de uma potência em decadência é extremamente perigosa para a gente hoje. Porque pode dar um conforto que é absolutamente irreal.

Quem está ganhado a guerra com o Irã?

Eu tenho a impressão de que a gente pode variar a tática, mas não muda a estratégia. Nós vemos que, na verdade, as críticas ao Trump são poucas, não são abundantes. Eu estava vendo a CNN americana,  e uma pesquisa diz que 81% da população de Israel apoia Netanyahu. E 67% da população americana apoia Trump no ataque ao Irã. Não é pouco. Pode ser que tenha pessoas que não apoiam a forma como ele age, a questão Epstein etc. Mas, na guerra do Irã, ele tem maioria. Na guerra do Irã, ele conseguiu construir o Irã como uma potência do mal, nesse sentido. A gente não está vendo, como vimos, por exemplo, na guerra de Iraque, com milhares de pessoas nas ruas, nos Estados Unidos, protestando contra a guerra.

Isso não está acontecendo. Aconteceu quando houve várias políticas, por exemplo, da expulsão de estrangeiros. Na questão do ICE, da expulsão de estrangeiros, ele recuou. Também tem uma coisa aí muito estranha, todo mundo montou nesse slogan, que é um slogan dos democratas americanos, do Partido Democrata, que é que o Trump sempre amarela. Onde que ele amarela? Onde está o Maduro? Onde está o Khamenei? Quer dizer, se eu sou dirigente em Cuba hoje, eu estou olhando o que aconteceu na Venezuela e no Irã, e não acreditando nos liberais americanos que dizem que o Trump sempre amarela.

Nenhuma potência reagirá

China e Índia, no passado, foram à guerra. Foi terrível para que a coisa não escalasse. Temos uma guerra em curso hoje entre Afeganistão e Paquistão que paralisa inteiramente a China. A Índia tinha desenvolvido todo um objetivo de transformar o Afeganistão talibã numa profundidade estratégica dela para enfrentar o Paquistão. Agora ela vai ser atropelada. E o Paquistão está bombardeando Cabul. A situação não é fácil. Também tem um outro errinho aí de análise, penso eu, que é a ideia de que no Alasca houve no encontro do Putin com o Trump uma redivisão do mundo.

O Trump ficaria com as Américas, o Putin ficaria com a Eurásia e a China ficaria com o Sul global e a África. Isso não aconteceu. Quer dizer, o Trump está agindo no Japão, está agindo na Índia, está agindo no Irã, está agindo na Venezuela, vai agir em Cuba. E o que a gente vê claramente é uma política global, ultraimperialista do Trump, no qual ele quer de qualquer maneira colocar em prática uma coisa que os neoconservadores americanos vinham falando desde Bush filho, que é quando os Estados Unidos olharem para trás, eles usam a expressão “no second place”, não há segundo lugar. A potência próxima deles estaria em terceiro, quarto ou quinto lugar. Não haveria mais.

A política deles agora é de que não tenha ninguém, nem aliado, nem inimigo. O segundo e terceiro lugar vão estar vagos. Quem vier vai vir lá atrás,  muito mal colocado. Para isso é preciso cercar a China. Quando você ataca Venezuela e Irã, você está assumindo a torneira energética da China. Quando você retira as companhias chinesas do canal do Panamá, você está fechando áreas geopolíticas para a China. Quando você quer ocupar a Groenlândia, você está tentando colocar a mão na passagem do norte e evitar que a China possa utilizar isso a seu contento. Na verdade, a gente vê claramente uma grande luta de grandes potências pela hegemonia mundial. Não pela hegemonia nas Américas, é a hegemonia mundial.

Trump e Lula

Os buracos no poderio militar americano

A indústria de transformação nos Estados Unidos envelheceu, claramente. Durante um longo tempo, se colocou as indústrias fora dos Estados Unidos, no México, em Taiwan, na Coreia do Sul, etc. Em algum momento, as cadeias foram até para dentro da China popular. A indústria de transformação envelheceu. Em compensação, a alta tecnologia, a pesquisa tecnológica foi muito à frente. Desde a internet, a gente só vê por causa da pesquisa tecnológica americana, a internet é uma invenção dos Estados Unidos. Foi Al Gore que transformou de sistema militar em sistema civil. Ordenou e possibilitou isso. Ela é muito avançada. Além disso, a política de tarifas econômicas agora colocada em prática, principalmente o aumento do preço do petróleo, favorecem os Estados Unidos. Os Estados Unidos arrecadaram milhões e milhões com as tarifas. A Suprema Corte derrubou. O que ele fez? Estabeleceu uma nova tarifa igual para todo mundo. Hoje tem uma tarifa para todo mundo, inclusive quem não conhece agora tem. Inclusive à revelia dos acordos que ele tinha feito antes. E isso gera dinheiro.

E os Estados Unidos também são o maior produtor de gás petróleo do mundo. Quando ele briga pelo petróleo no Irã ou na Venezuela, ele não briga pelo petróleo para ele consumir. Ele é autossuficiente no petróleo. Ele briga pelo petróleo por duas razões. Para as empresas americanas terem o monopólio da exploração, do refino e da distribuição e, portanto, ganharem dinheiro vendendo esse petróleo para os outros. E em segundo lugar, para dizer quem pode ter ou não ter petróleo. Em 1940, os Estados Unidos decretaram um bloqueio contra o Japão, não permitiu que o Japão comprasse mais petróleo, minérios, borracha e sucata. Parava a indústria japonesa.

Quando o Japão decide atacar os Estados Unidos, um ataque preventivo, segundo eles, claramente é porque já tinha. Quando você corta o petróleo, o aço, a sucata de um país altamente colonizado como já era o Japão, você está fazendo uma declaração de guerra. Isso é uma declaração de guerra. Não pode. Imagina, nós somos altamente dependentes do trigo. O Brasil não produz trigo que seja necessário para a população, para o consumo da população brasileira. Se os Estados Unidos chegam e dizem assim, olha, bloqueamos o trigo, vocês não podem mais comprar e trigo… Como eles fazem em Cuba, até com remédios. É um ato de guerra, é um ato de agressão. O que nós estamos vendo agora, claramente, é que os Estados Unidos têm interesse pelo petróleo para manter o monopólio das suas empresas e para utilizar isso como arma de guerra contra concorrentes.

Lula com Trump nos EUA

Está se discutindo muito a ida de Lula em abril aos Estados Unidos. Isso parece um erro, um erro, né? Quer dizer, nós não temos nenhum rascunho de declaração, de acordo, de pauta comum, de cinco ou seis ou sete pontos sobre a ordem mundial já acordados nos Estados Unidos, né? Lula iria para a Casa Branca com as mãos vazias, sem saber o que poderia acontecer naquele salão com Marco Rubio de um lado, [o secretário de Defesa] Pete Hegseth do outro e Trump no meio. Vou falar uma coisa que eu acho que a gente tem que entender, senão vão me chamar de elitista, né? As duas pessoas que foram humilhadas na Casa Branca pelo Trump foram Zelensky e Ramaphosa. Falam inglês fluentemente e podiam reagir na hora e dizer “não sei, não conheço, não acho” etc. O Lula não tem essa vantagem, ele precisa de intérpretes. Que precisam de tempo. E eles próprios não dão tempo de resposta, né? Ficaria o Lula tentando entender o que está sendo dito, esperando a tradução e já os jornais do mundo inteiro gravando e transmitindo o esporro que o Lula vai levar no ano eleitoral.

Imagina o que isso vai virar de cortes na campanha eleitoral… Então, é muito desaconselhável, profundamente desaconselhável, que o Lula vá agora em abril. É absolutamente desaconselhável sem existir um rascunho de declaração final, já pronto e comprometido que isso possa aparecer. Além de tudo, Viaro, tem uma outra coisa. A gente não sabe o que que vai acontecer no Irã. A situação no Irã está se complicando, né? Porque se esperava alguma coisa de perfil venezuelano e o Irã está mostrando força e resiliência nesse sentido. Não sabemos o que os americanos podem fazer. O Trump pode dizer assim: “Eu ganhei a guerra, pronto, acabou. E ir embora”. Mas ele pode piorar muito a situação lá. O que vai acontecer para a figura do Lula, a figura mundial do Lula, se o Lula está na Casa Branca quando acontecer um ataque ainda mais brutal ao Irã? Não teremos a ideia de que o Lula concordou. O Lula vai poder, dentro da Casa Branca, dizer que está acontecendo um novo genocídio no Irã? Não é aconselhável, enquanto essa guerra durar, sem um memorando previamente acordado entre as partes, que Lula faça essa viagem.

Assessor de Trump mentiu e transformou visita em ato político, dizem aliados de Lula

13 de Março de 2026, 17:46
Paulo Figueiredo, Darren Beattie e Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução

O governo Lula avalia que o assessor do governo Donald Trump para assuntos ligados ao Brasil, Darren Beattie, não informou o verdadeiro objetivo da viagem ao país e transformou a visita em um ato político. Integrantes do Planalto afirmam que a justificativa oficial apresentada para entrada no Brasil não correspondia às agendas que ele pretendia cumprir.

Segundo auxiliares do governo ouvidos pelo Blog do Valdo Cruz no g1, Beattie declarou que viria ao país para participar de um evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo. No entanto, após a chegada, surgiram indicações de que ele pretendia realizar encontros políticos, o que não teria sido informado no pedido de visto apresentado às autoridades brasileiras.

A avaliação de governistas é de que a situação ficou mais clara quando o ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber o assessor na prisão.

O encontro chegou a ser autorizado, mas depois foi cancelado pelo próprio ministro após questionamentos sobre o motivo da visita e um pedido do Ministério das Relações Exteriores, que apontou risco de “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

Jair Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Alan Santos/PR

Diante do episódio, o governo decidiu aplicar o princípio da reciprocidade, regra tradicional da diplomacia que permite responder a medidas tomadas por outro país com ações equivalentes. A revogação do visto foi interpretada internamente como uma resposta política à tentativa de transformar a viagem em um gesto de apoio ao ex-presidente.

Auxiliares de Lula avaliam que a iniciativa também serviu para conter a atuação de aliados de Trump que tentam ampliar influência na política brasileira. Segundo essa leitura, a visita faria parte de um movimento ligado à agenda internacional defendida pelo ex-presidente norte-americano.

A chamada política “America First” de Trump prevê maior atuação dos Estados Unidos no hemisfério ocidental e reforço de alianças estratégicas. Integrantes do governo brasileiro entendem que a presença do assessor poderia ser usada para fortalecer esse alinhamento em pleno período pré-eleitoral.

Por isso, a decisão de impedir a permanência de Darren Beattie no país foi tratada dentro do governo como uma medida política e diplomática ao mesmo tempo. A avaliação é que a ação evita aproximações consideradas indevidas entre aliados de Trump e bolsonaristas em um momento de disputa eleitoral no Brasil.

Puxa-saco de Trump, presidente do Paraguai apoia enquadrar PCC e CV como terroristas

13 de Março de 2026, 17:32
Santiago Peña e Donald Trump. Foto: Evan Vucci/AFP

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, aliado e puxa-saco de Donald Trump, afirmou que apoia a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país  adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.

“Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, prosseguiu. O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade.

“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”, acrescentou.

Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: reprodução

Peña é politicamente alinhado e próximo de Trump. Ele já defendeu, por exemplo, que os países da América Latina se aliem aos Estados Unidos e se afastem da China. “Quando a nova estratégia de segurança nacional foi divulgada e começaram a falar sobre revitalizar a Doutrina Monroe, acho que é uma boa ideia”, disse ele à Bloomberg no mês passado.

O Paraguai foi um dos primeiros países a apoiar e aceitar o convite para o Conselho de Paz do republicano, iniciativa anunciada no Fórum de Davos, em janeiro. Peña também disse ser favorável à militarização da fronteira com as Forças Armadas americanas.

Nesta semana, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou um acordo com os Estados Unidos que autoriza a presença de militares americanos no país. Foram 53 votos favoráveis, 8 contrários e 4 abstenções, depois de o Senado já ter dado seu aval.

O SOFA (Status of Forces Agreement), como ficou conhecido o tratado, tem o objetivo de combater o crime organizado e o narcotráfico na região. O documento foi assinado em dezembro pelos governos de Santiago Peña, do Paraguai, e Donald Trump, dos EUA.

Com a medida, militares, civis do Departamento de Defesa dos EUA, assim como contratantes americanos, poderão realizar visitas temporárias, treinamentos, exercícios e outras atividades no Paraguai.

Apoio de Trump a Flávio aumenta chances de votar em Lula, mostra Quaest

13 de Março de 2026, 15:45

Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Os dados sugerem que a figura de Trump, um dos principais nomes da direita global e aliado político do bolsonarismo, polariza o eleitorado brasileiro e pode provocar reações distintas entre diferentes segmentos da população. Além dos 32% que dizem que o apoio do republicano aumentaria a disposição de votar em Lula e dos 28% que afirmam que isso favoreceria Flávio Bolsonaro, outros 19% apontam que o gesto estimularia o voto em um candidato de “terceira via”, fora da polarização entre os dois campos políticos. Já 14% afirmam que a manifestação não faria diferença em sua decisão de voto e 7% não souberam responder.

De acordo com o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam que a associação direta com Trump pode ser mais prejudicial do que benéfica para a candidatura do senador. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, afirmou, em publicação no X (ex-Twitter).

Flávio Trump

Polarização entre bases políticas

A pesquisa também detalha como diferentes grupos do eleitorado reagiriam ao eventual endosso do presidente norte-americano.

Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, o efeito é fortemente positivo para o senador: 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria sua disposição de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, o movimento é inverso: 79% dizem que o gesto ampliaria a chance de votar no atual presidente.

Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo em disputas presidenciais — o impacto tende a favorecer alternativas fora da polarização. Nesse segmento, 33% afirmam que o apoio do presidente norte-americano estimularia a busca por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio.

Os resultados também variam conforme religião, gênero, renda e escolaridade. Entre evangélicos, 36% dizem que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar no senador. Já entre católicos, 35% afirmam que o gesto fortaleceria a intenção de votar em Lula.

No recorte de gênero, o apoio de Trump beneficia mais o senador entre homens: 33% afirmam que isso elevaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre as mulheres, porém, o efeito tende a favorecer Lula: 35% dizem que a manifestação aumentaria a disposição de votar no petista.

Em relação à renda, o potencial de voto em Flávio Bolsonaro impulsionado por Trump é maior entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, grupo em que 33% dizem que aumentariam as chances de votar no senador. Já entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 37% afirmam que o apoio ao parlamentar ampliaria a chance de votar em Lula.

A reação também apresenta variações regionais. No Sul, 35% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. No Nordeste, por outro lado, metade dos entrevistados (50%) diz que um eventual endosso do presidente norte-americano elevaria a probabilidade de votar em Lula.

Entre faixas etárias, o impacto pró-Flávio Bolsonaro aparece com mais força entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que 33% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar no senador. Já entre jovens de 16 a 24 anos, o maior efeito seria o estímulo à terceira via: 25% afirmam que buscariam outro candidato. Entre idosos com 60 anos ou mais, 38% dizem que o apoio de Trump elevaria as chances de votar em Lula.

Rejeição aos Estados Unidos cresce

Além do impacto eleitoral, o levantamento aponta uma deterioração na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Atualmente, 48% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, enquanto 38% afirmam ter uma visão positiva.

Quaest Flávio Trump Lula

A tendência representa uma mudança significativa em relação a outubro de 2023, quando 56% dos brasileiros declaravam ter imagem favorável dos EUA e apenas 25% tinham opinião negativa. Desde então, a percepção positiva vem caindo gradualmente.

O saldo de imagem — diferença entre avaliações positivas e negativas — também piorou. Em agosto de 2025, a diferença era de quatro pontos negativos. Agora, chegou a dez pontos negativos.

Segundo a Quaest, a deterioração ocorre em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo diferentes regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.

O cenário se insere em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela crescente polarização política global. Nos últimos meses, as ações do governo norte-americano em conflitos internacionais, incluindo a escalada militar contra o Irã, têm ampliado o debate sobre a influência da política externa dos EUA na opinião pública de países como o Brasil.

Nesse ambiente, a pesquisa sugere que a associação direta entre lideranças brasileiras e figuras centrais da política norte-americana pode produzir efeitos eleitorais complexos — e, em alguns casos, contrários aos esperados por seus aliados políticos.

The post Apoio de Trump a Flávio aumenta chances de votar em Lula, mostra Quaest appeared first on TVT News.

Itamaraty confirma revogação de visto de assessor de Trump

Por:Sul 21
13 de Março de 2026, 14:18

Da Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto do assessor do governo do presidente Donald Trump Darren Beattie. Ele pretendia visitar o Brasil na próxima semana.

Segundo a pasta, a decisão foi tomada “tendo em conta a omissão e o falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”.

“Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou a assessoria.

Mais cedo, durante agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Darren Beattie só entrará no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos.

“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados.”

Lula lembrou que, em 2025, os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. À época, o visto do ministro estava vencido e, portanto, não passível de cancelamento.

“Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, completou Lula.

Visita negada

Na quinta-feira (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Darren Beattie.

Na decisão, Moraes disse que a visita do assessor do presidente Donald Trump não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.

“Ingerência”

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.

A declaração consta em ofício enviado pelo chanceler brasileiro ao ministro do Supremo.

“A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, afirmou Vieira no documento.

O pedido

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, na última terça-feira (10), ao STF autorização para receber a visita de Darren Beattie. Aliado do presidente Donald Trump, Beattie trabalha para o Departamento de Estado e é responsável por assuntos ligados ao Brasil.

No pedido de autorização encaminhado ao Supremo, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita seja realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17) – datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil.

A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.

O post Itamaraty confirma revogação de visto de assessor de Trump apareceu primeiro em Sul 21.

Agronegócio: Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas; entenda

13 de Março de 2026, 09:00
Donald Trump anunciando o tarifaço em 2025. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, abriu uma nova investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado na produção ou na importação de bens de terceiros países fabricados sob essas condições. O procedimento, conhecido como seção 301, foi anunciado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e pode resultar na aplicação de tarifas comerciais contra o país.

Além do Brasil, outros 59 países também são alvo da investigação, entre eles Argentina, União Europeia, China, México e Indonésia. A iniciativa ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o instrumento utilizado anteriormente pelo governo Trump para impor tarifas comerciais a mais de uma centena de países, a lei conhecida como IEEPA (Lei de Poderes Econômicos Emergenciais Internacionais).

Segundo o Uol, auxiliares do governo estadunidense indicam que a nova investigação busca garantir ao presidente flexibilidade para aplicar tarifas diferenciadas a países conforme interesses econômicos e geopolíticos de Washington. Trata-se da segunda investigação aberta contra o Brasil durante o atual mandato de Trump.

Na primeira apuração, iniciada após o anúncio de um tarifaço de 50% em julho, temas como desmatamento, violação de direitos autorais e até a concorrência no sistema de pagamentos digitais, incluindo questionamentos ao Pix, foram citados. Esse processo ainda não foi concluído e, até o momento, não resultou em medidas tarifárias.

Agora, um dos focos da nova investigação pode ser o agronegócio brasileiro. Durante a primeira investigação baseada na seção 301, representantes do setor agrícola dos Estados Unidos alegaram que produtores brasileiros teriam vantagem competitiva por utilizarem mão de obra forçada ou em condições análogas à escravidão.

O setor agropecuário brasileiro nega as acusações e ressalta que o Brasil é signatário de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltadas à erradicação do trabalho forçado.

Funcionários do agro. Foto: reprodução

A atual investigação não se limita à produção direta com trabalho forçado. O foco também inclui a importação, por determinados países, de produtos fabricados sob essas condições em terceiros mercados. Essa abordagem explica por que países como a Noruega, sem histórico de problemas nesse campo, também aparecem na lista de investigados.

“Nos Estados Unidos, temos há cerca de cem anos uma lei que proíbe a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Há cerca de dez anos, o Congresso endureceu essa lei e, nos últimos sete ou oito anos, o governo americano a aplicou com bastante eficácia. Esperamos que outros parceiros comerciais adotem a mesma abordagem. Isso não tem a ver com as condições internas de países específicos”, afirmou o embaixador Jamieson Greer, chefe do USTR.

Greer acrescentou que a medida busca evitar distorções no comércio internacional. “por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”.

Segundo ele, sanções ou tarifas poderão ser aplicadas caso os Estados Unidos concluam que os países investigados não adotam medidas suficientes para combater esse tipo de prática. A expectativa do governo estadunidense é concluir o processo até o fim de julho, quando expiram as atuais tarifas emergenciais adotadas após a decisão da Suprema Corte.

Antes disso, o procedimento prevê consultas públicas e audiências de defesa, marcadas para ocorrer em 28 de abril.

“Vivo, mas danificado”, diz Trump sobre novo líder supremo do Irã

13 de Março de 2026, 08:37
Donald Trump, presidente dos EUA, e Motjaba Khamenei, novo líder do Irã. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado” após o ataque que matou parte de sua família, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibida na noite de quinta-feira (12).

“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump na entrevista divulgada pela emissora.

Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A ofensiva foi realizada de forma coordenada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e acabou desencadeando uma guerra regional que vem se intensificando desde então. Após rumores sobre o estado de saúde do novo líder iraniano, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que Mojtaba está “são e salvo”.

Desde que foi escolhido para suceder o pai como líder supremo do Irã no último domingo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi divulgado apenas na quinta-feira e lido por um apresentador de televisão estatal.

Ali Khamenei, assassinado em ataque dos EUA e de Israel. Foto: reprodução

Na mensagem, o novo líder indicou que o Irã poderá ampliar medidas de pressão contra os adversários, citando inclusive o impacto sobre rotas estratégicas do petróleo. Segundo ele, iniciativas como o controle do Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo” e provocar aumento nos preços internacionais da commodity.

Logo após o pronunciamento, o governo iraniano anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos divulgados em um canal oficial no Telegram mostram o lançamento de mísseis acompanhado do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.

O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 14º dia e já provocou ataques diários entre as forças militares dos países. Enquanto tropas estadunidenses e israelenses realizam ofensivas em território iraniano, Teerã tem respondido com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A escalada militar ampliou o alcance do confronto na região e aumentou a tensão internacional, enquanto lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos da guerra e o impacto da mudança no comando do regime iraniano.

Trump promete novos ataques e diz que EUA estão “destruindo totalmente o regime terrorista do Irã”

13 de Março de 2026, 07:06
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Annabelle Gordon/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que o país está “destruindo totalmente” o regime do Irã em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais durante a madrugada, o líder estadunidense também prometeu novos ataques e intensificou o tom contra o governo iraniano.

Trump declarou que os Estados Unidos têm superioridade militar no conflito e afirmou que as forças iranianas foram fortemente atingidas.

“Estamos destruindo totalmente o regime terrorista do Irã — militarmente, economicamente e de outras formas. (…) A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea não existe mais; mísseis, drones e todo o resto estão sendo dizimados, e seus líderes foram varridos da face da Terra. Temos um poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo — vejam o que acontecerá hoje com esses canalhas desequilibrados”, afirmou Trump.

Em outra republicano, o presidente também disse que considera uma “honra”matar autoridades iranianas e voltou a defender a ofensiva militar contra o país: “Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou matando eles. Que grande honra é fazer isso”.

Publicação de Donald Trump. Foto: reprodução

A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã chegou ao 14º dia nesta sexta-feira. Desde o início da ofensiva, forças estadunidenses e israelenses realizam ataques diários em território iraniano e já atingiram milhares de alvos militares e estratégicos.

O governo iraniano, por sua vez, tem respondido com ataques contra Israel e bases militares dos Estados Unidos em diferentes pontos do Oriente Médio. A escalada militar ampliou o alcance do conflito e aumentou a tensão em diversos países da região.

Entre os desdobramentos mais recentes da guerra está a mudança na liderança do regime iraniano. Após a morte do líder supremo Ali Khamenei durante os ataques, o país anunciou a escolha de seu filho, Mojtaba Khamenei, como sucessor.

Em sua primeira manifestação pública, Mojtaba afirmou que o Irã seguirá resistindo ao avanço militar dos adversários e indicou a possibilidade de ampliação do confronto. Em mensagem divulgada em seu canal oficial no Telegram, ele pediu que a população permaneça mobilizada e declarou que o país continuará enfrentando o que chamou de inimigo.

“Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável, e sua ativação será realizada se a guerra continuar e de acordo com os interesses”, disse.

Outro ponto de tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz, bloqueado desde 28 de fevereiro após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

Acesso negado: Moraes nega visita de assessor de Trump ao Bolsonaro

12 de Março de 2026, 20:35

Sem reunião golpista na Papudinha. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, negou a visita do assessor de Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente inelegível e preso, Jair Bolsonaro. Mais cedo, o chanceler Mauro Vieira havia alertado que a visita era uma inteferência nos assuntos brasileiros. Leia em TVT News

Moraes nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na Papudinha

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (12) o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos, na prisão.

Na decisão, Moraes disse que a visita do assessor do presidente Donald Trump não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.

>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

“A realização da visita de Darren Beattie, requerida nestes autos pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive poderia ensejar a reanálise do visto concedido”, decidiu o ministro.

moraes-autoriza-visita-de-assessor-de-trump-a-bolsonaro-na-papudinha-darren-beattie-ja-acusou-censura-e-perseguicao-a-bolsonaro-foto-departamento-de-estado-dos-eua-divulgacao-tvt-news
Darren Beattie já falou em “censura e perseguição” a Bolsonaro. Foto: Departamento de Estado dos EUA/Divulgação

Mauro Vieira alertou que visita de assessor de Trump seria ingerência nos assuntos brasileiros

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro pode configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.

Segundo Vieira, a embaixada do Estados Unidos no Brasil informou ao governo brasileiro que Darren Beattie vem ao Brasil para participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, que será realizado em São Paulo, na próxima quarta-feira (18).

O chanceler acrescentou ainda que a representação norte-americana não mencionou eventuais visitas fora da agenda oficial.

No início desta semana, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita seja realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17), datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil. A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses prisão na ação penal da trama golpista e cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes. 

The post Acesso negado: Moraes nega visita de assessor de Trump ao Bolsonaro appeared first on TVT News.

Barroso lamenta crise no STF e diz que “nunca tinha ouvido falar” de Vorcaro

11 de Março de 2026, 15:34
O ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso. Foto: Divulgação

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, falou sobre a crise envolvendo o Banco Master em uma entrevista ao canal GloboNews na última terça-feira (11). Em meio ao escândalo financeiro, o ex-magistrado afirmou que a corte está passando por um “momento difícil”.

Ele revelou que “nunca tinha ouvido falar” de Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado, e que prefere aguardar o andamento das investigações para formar sua opinião sobre o caso.

🚨URGENTE – Barroso, ex-ministro do STF, reaparece e diz em entrevista que nunca havia ouvido falar no nome de Daniel Vorcaro pic.twitter.com/8tJ7oWwh5l

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) March 11, 2026

O escândalo financeiro afetou diretamente dois ex-colegas de Barroso, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Na semana passada, vieram à tona mensagens trocadas entre o magistrado e Vorcaro, no dia em que o empresário foi preso pela primeira vez.

O ministro negou ter recebido essas mensagens. Toffoli, por sua vez, deixou a relatoria do caso após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort no Paraná a fundos ligados ao ex-dono do Master.

Barroso falou sobre a opinião do público em relação ao caso. “Há uma percepção crítica real. Eu leio jornal, eu vou à farmácia, eu tenho amigos. Portanto, é um momento difícil. Mas, como eu disse, acho que a gente não deve fazer juízos precipitados”, declarou.

CRISE NO STF?
Luís Roberto Barroso, disse que a Corte vive um “momento difícil” após escândalo do Banco Master

Segundo ele, há investigação em curso e não se deve fazer julgamento precipitado, e um fato não conta a história da instituição

Ele acha isso, o povo pensa diferente😅 pic.twitter.com/3O4pknuSKB

— Pri (@Pri_usabr1) March 10, 2026

Apesar da tensão, o ex-presidente do STF elogiou a postura do presidente da corte, Edson Fachin, e do relator do caso, André Mendonça, e disse que pode haver algo “criticável”, mas não fará pré-julgamentos. Durante a entrevista, o entrevistador Roberto D’Ávila perguntou de maneira descontraída se o ministro aposentado apagava mensagens.

Barroso, em tom sério, respondeu: “Não percebi a maldade da sua pergunta”, negando qualquer envolvimento nesse tipo de comportamento. O ex-presidente do STF também comentou sobre a criação de um código de ética na corte, uma ideia defendida por Fachin, mas reconheceu que o “timing” pode não ser o mais adequado.

O ministro aposentado, que foi presidente do STF por 12 anos, explicou que chegou a considerar a criação de um código de ética durante sua gestão, mas não avançou com a ideia devido a divisões internas na corte. “Não vejo problema em sistematizar isso em um código”, afirmou.

Em relação aos penduricalhos pagos no Judiciário, que estão sendo investigados por ministros como Flávio Dino e Gilmar Mendes, ele reconheceu que “há coisas erradas” que precisam ser enfrentadas. No entanto, também afirmou que alguns pagamentos acima do teto constitucional são “legítimos”, como os reconhecimentos administrativos de atrasados.

Barroso também falou sobre sua saída do STF, explicando que um dos motivos foi a “exposição pública insuportável” que acompanha o cargo. Em sua avaliação, os mandatos fixos, como os adotados em outros países, seriam uma boa alternativa para o Brasil.

Ele também comentou a decisão do governo Donald Trump de revogar os vistos dos magistrados do STF. “É uma chateação” ter o visto suspenso, declarou, lamentando a medida, mas expressou a esperança de que o impasse seja resolvido em breve.

Por fim, Barroso falou sobre a indicação de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para sua vaga no STF. Apesar de ainda não ter sido sabatinado pelo Senado, Barroso afirmou que Messias possui “as qualidades necessárias” para ocupar o cargo e expressou confiança em sua aprovação.

🚨URGENTE – Barroso diz que não vai ser orgulhoso e admite que a retirada do seu visto pelos EUA atrapalhou a sua vida

“É uma chateação (…) me faz falta, eu lamento! Eu não me faço de orgulhoso não” pic.twitter.com/GdAy6A6QqF

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) March 11, 2026

Bolsonaro pede autorização para receber assessor de Trump na prisão

Por:Sul 21
10 de Março de 2026, 15:43

Da Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta terça-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita de Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos, na prisão.

Aliado do presidente Donald Trump, Beattie trabalha para o Departamento de Estado norte-americano e é responsável pelos assuntos ligados ao Brasil.

No pedido de autorização encaminhado ao Supremo, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita seja realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17), datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil. A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, vai decidir a questão.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista e cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.

O post Bolsonaro pede autorização para receber assessor de Trump na prisão apareceu primeiro em Sul 21.

Bolsonaro pede a Moraes para receber conselheiro de Trump na prisão

10 de Março de 2026, 14:12
O ex-presidente Jair Bolsonaro na residência onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília. Foto: Sérgio Lima/AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para receber a visita de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump, enquanto está preso na Papudinha, segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. O ativista de extrema-direita foi nomeado Conselheiro Sênior de Política para o Brasil pelo governo americano.

Beattie, que é próximo de Eduardo Bolsonaro, já atacou Moraes em suas redes sociais no ano passado, principalmente após os EUA aplicarem a Lei Magnitsky contra o magistrado. Em uma publicação, ele acusou o ministro de ser parte do “complexo de perseguição e censura” contra Bolsonaro.

O conselheiro tem uma agenda marcada para a próxima semana em São Paulo e Brasília, onde se encontrará com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência, além de participar de compromissos relacionados ao processo eleitoral brasileiro.

O advogado de Bolsonaro, Paulo da Cunha Bueno, solicitou uma autorização excepcional a Moraes para que a visita ocorra em datas fora dos horários previstos para visitas na prisão.

O conselheiro Sênior de Política para o Brasil do Departamento de Estado, Darren Beattie. Foto: Divulgação/Departamento de Estado

A solicitação de exceção, apresentada ao STF, justifica que Beattie estará no Brasil por um curto período e com uma agenda oficial, o que inviabiliza a visita nas quartas-feiras e sábados, dias tradicionais para visitação.

“Diante dessa limitação objetiva de agenda — comum em compromissos de natureza diplomática —, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante”, diz o pedido.

Ele ainda quer que Moraes libere o acompanhamento de um tradutor “a fim de viabilizar a adequada comunicação durante a visita, considerando que o Peticionário [Bolsonaro] não possui plena fluência na língua inglesa”.

Governo Trump prepara classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

8 de Março de 2026, 20:25
Donald Trump durante reunião do gabinete na Casa Branca, entre o secretário de Estado Marco Rubio (esq.) e o secretário de Defesa Pete Hegseth

O governo Trump deve anunciar nos próximos dias a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida está em fase final de tramitação dentro da administração norte-americana, relata a colunista Mariana Sanches, do UOL. 

De acordo com informações confirmadas por fontes ligadas ao governo em Washington, a documentação sobre os dois grupos já foi concluída no Departamento de Estado. O material passou por diferentes agências do governo e recebeu parecer favorável antes de seguir para as etapas finais do processo.

O procedimento segue o mesmo modelo adotado anteriormente pela gestão Trump em relação a organizações criminosas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, no México, e o Tren de Aragua, da Venezuela. Após a análise final do secretário de Estado Marco Rubio, a documentação deverá ser enviada ao Congresso dos Estados Unidos e posteriormente publicada no Registro Federal.

A etapa final do processo pode levar cerca de duas semanas. Somente após essa publicação a classificação das facções como Organizações Terroristas Estrangeiras passará a ter efeito legal dentro do sistema norte-americano.

A designação como grupo terrorista implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos de integrantes das organizações nos Estados Unidos, restrições ao acesso ao sistema financeiro norte-americano e a proibição de qualquer forma de apoio material, incluindo fornecimento de armas por cidadãos ou empresas dos EUA.

A medida também amplia restrições migratórias contra pessoas associadas às organizações e pode gerar riscos legais adicionais para empresas que atuam em regiões onde essas facções operam. Essas empresas podem ficar sujeitas a sanções do Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

Dentro da administração Trump, o tema vinha sendo discutido há meses. Entre os integrantes do governo que atuaram na pauta estão o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau, o secretário adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais, Darren Beattie, e o conselheiro sênior para assuntos hemisféricos Ricardo Pita. A iniciativa também conta com apoio da diretora do Escritório de Políticas Nacionais de Controle de Drogas, Sarah Carter.

A discussão ganhou força em meio à prioridade dada pelo governo norte-americano ao combate ao narcotráfico nas Américas. O tema foi abordado em um encontro realizado em Miami com líderes políticos conservadores da América Latina, evento chamado de Shield of the Americas.

Segundo relatos de bastidores, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) também atuou para impulsionar a proposta. Ele teria pedido aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, apoio para que o governo norte-americano avance na classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem manifestado oposição à medida em diferentes conversas com autoridades dos Estados Unidos. A posição brasileira se baseia no argumento de que PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas ao lucro ilícito e não possuem motivações políticas ou ideológicas que caracterizem terrorismo.

Outro ponto levantado pelo governo brasileiro é o receio de que a classificação possa afetar a soberania nacional no tratamento de questões de segurança pública. Autoridades brasileiras avaliam que a medida poderia abrir espaço para maior atuação externa dos Estados Unidos em temas ligados ao combate ao crime organizado.

Presidente do Irã cessa ataques, pede desculpas a vizinhos e diz que não se renderá aos EUA

7 de Março de 2026, 11:14
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã. Foto: reprodução

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (7) que o país não aceitará as exigências de rendição feitas por Israel e pelos Estados Unidos, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. Em discurso transmitido pela televisão estatal, o líder iraniano respondeu diretamente às declarações do presidente estadunidense Donald Trump.

Segundo Pezeshkian, a ideia de rendição total imposta por Washington não será aceita por Teerã. “Um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”, declarou o presidente iraniano ao comentar a exigência feita pelo governo dos Estados Unidos.

Na sexta-feira (6), Trump afirmou que qualquer acordo dependeria de uma rendição completa do Irã. Em publicação em sua rede social, o presidente estadunidense escreveu: “Depois disso, e da seleção de um líder ou líderes excelentes e aceitáveis, nós, muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”.

Pezeshkian integra um conselho interino de liderança que passou a governar o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto de líder supremo do país. O presidente também tentou reduzir a tensão com países vizinhos, após ataques realizados nos últimos dias.

Durante o discurso, ele pediu desculpas pelos impactos das operações militares na região. “Devo pedir desculpas em meu próprio nome e em nome do Irã aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, afirmou.

URGENTE!! O Presidente iraniano Masoud Pezeshkian, disse que foi aprovado o fim dos ataques!

“Ontem, o Conselho de Liderança Temporária aprovou que não haverá mais ataques a países vizinhos nem lançamentos de mísseis, a menos que um ataque contra o Irã parta desses países”. pic.twitter.com/9b4OzZCpkX

— Área Militar (@areamilitarof) March 7, 2026

Pezeshkian também indicou que o governo civil enfrenta dificuldades para controlar totalmente as ações militares no conflito. A Guarda Revolucionária, responsável pelo controle de mísseis balísticos utilizados nos ataques contra Israel e outros alvos, respondia diretamente a Khamenei.

O presidente iraniano defendeu que as forças armadas evitem novos ataques contra países da região. “De agora em diante, eles (as Forças Armadas) não devem atacar países vizinhos nem disparar mísseis contra eles, a menos que sejamos atacados por esses países. Acho que devemos resolver isso por meio da diplomacia”.

Horas após o pronunciamento, novos ataques foram registrados no Golfo Pérsico. Uma ofensiva interrompeu voos no Aeroporto Internacional de Dubai, atingiu uma instalação petrolífera na Arábia Saudita e obrigou moradores a buscar abrigo repetidamente no Bahrein.

Israel também anunciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, em resposta aos ataques iranianos. Entre os alvos atingidos está o aeroporto de Mehrabad, considerado um dos mais movimentados da capital iraniana.

Justiça dos EUA condena paquistanês acusado de planejar morte de Donald Trump

7 de Março de 2026, 08:45
Asif Merchant foi julgado no Tribunal Distrital Federal do Brooklyn Imagem: Divulgação

Um tribunal federal dos Estados Unidos condenou o paquistanês Asif Merchant por planejar o assassinato do presidente Donald Trump. O julgamento ocorreu no Tribunal Distrital Federal do Brooklyn, em Nova York, após investigação do Departamento de Justiça americano.

Segundo os procuradores, Merchant tentou recrutar pessoas dentro dos Estados Unidos para executar o plano. Além de Trump, outros políticos americanos também teriam sido citados como possíveis alvos durante as conversas investigadas.

De acordo com a acusação, o plano teria sido motivado como retaliação à morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto em janeiro de 2020 durante uma operação militar autorizada por Trump em seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos.

Réu viajou para a cidade de Nova Iorque para contratar assassinos de aluguel. Ilustração: Reuters/Jane Rosenberg

Durante o julgamento, a defesa alegou que Merchant teria sido forçado a participar da conspiração. Os procuradores federais contestaram essa versão e afirmaram ao tribunal que não havia provas que sustentassem a tese de coação ou coerção.

O próprio Merchant afirmou que não recebeu ordens para matar uma pessoa específica. Segundo ele, um contato iraniano mencionou três nomes em conversas realizadas em Teerã: Donald Trump, Joe Biden e Nikki Haley.

Merchant foi preso em 12 de julho de 2024 quando se preparava para deixar os Estados Unidos. A detenção ocorreu um dia antes do atentado contra Trump durante um comício na Pensilvânia. Investigadores afirmaram não ter encontrado ligação entre Merchant e Thomas Crooks, autor do ataque contra o então candidato republicano.

Guerra no Irã suspende viagem de Lula aos EUA prevista para março

7 de Março de 2026, 07:33
Donald Trump e Lula. Foto: reprodução

A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos, prevista para a segunda quinzena de março, foi suspensa em razão da guerra no Irã. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (6) pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que participaria da agenda presidencial no país. Com informações do Estadão.

Segundo o ministro, a visita fazia parte das negociações entre Brasil e Estados Unidos relacionadas às tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente Donald Trump. O tema vinha sendo tratado entre autoridades dos dois países nas últimas semanas.

Fávaro afirmou que havia sido convidado por Lula para integrar a comitiva presidencial na viagem a Washington. No entanto, a agenda internacional foi interrompida após o agravamento do conflito envolvendo o Irã.

“A gente está em plena negociação por conta das tarifas impostas nos Estados Unidos, apesar de já ter reduzido. Temos ainda muitos assuntos a serem tratados com os Estados Unidos de interesse comum. (O presidente) me pediu para que acompanhasse essa viagem, que deveria ser na segunda quinzena de março, mas em função da guerra essa agenda foi suspensa”, declarou o ministro.

Carlos Fávaro, ministro da Agricultura. Foto: reprodução

O titular da Agricultura comentou o tema ao ser questionado sobre o prazo para deixar o cargo no governo federal. Ele deve se descompatibilizar da função para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.

A legislação eleitoral estabelece que ministros que pretendem concorrer nas eleições devem deixar o cargo até o início de abril. No caso de Fávaro, o prazo máximo para a saída do ministério é nesta sexta-feira (4).

O ministro afirmou que aguardava a definição do presidente Lula sobre a viagem antes de formalizar a saída do cargo. Com a suspensão da agenda internacional, a decisão sobre a descompatibilização passa a depender apenas da definição do presidente.

“Não sei exatamente (a data). Eu estou aguardando a decisão do presidente Lula, que tinha me pedido para fazer mais uma viagem internacional com ele, aos Estados Unidos”, afirmou.

Integrantes do governo admitem, reservadamente, a possibilidade de que a reunião entre Lula e Donald Trump em Washington seja remarcada. A hipótese considerada por auxiliares é que a viagem possa ocorrer em abril, dependendo da evolução do conflito no Oriente Médio.

VÍDEO: “Nosso Trump está preso”, diz Wagner Moura sobre Bolsonaro em entrevista a Jimmy Kimmel

5 de Março de 2026, 10:28
Wagner Moura em entrevista ao Jimmy Kimmel. Foto: reprodução

O ator brasileiro Wagner Moura afirmou que o filme “O Agente Secreto” nasceu da perplexidade dele e do diretor Kleber Mendonça Filho diante do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante entrevista ao programa Jimmy Kimmel Live!, exibido nos Estados Unidos na quarta-feira (4), no qual comparou o brasileiro ao presidente estadunidense, Donald Trump.

Durante a conversa com o apresentador Jimmy Kimmel, Moura explicou que o contexto político brasileiro influenciou diretamente o surgimento do projeto cinematográfico. Segundo ele, o clima vivido no país durante aquele período serviu como impulso criativo para a obra. “Esse filme não teria acontecido se não fosse por causa dele”, afirmou o ator, referindo-se a Bolsonaro.

A entrevista ocorreu no momento em que Moura participa da divulgação internacional do longa e se prepara para a cerimônia do Academy Awards, marcada para o dia 15. Em tom de brincadeira, o ator comentou que, caso vença o prêmio de melhor ator, considera fazer um agradecimento inspirado em um discurso recente de Kimmel.

O apresentador havia feito um comentário irônico sobre Trump ao receber o prêmio de melhor talk show no Critics Choice Awards. Na ocasião, disse: “Obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas”.

Moura reagiu com humor à ideia e aproveitou para fazer uma comparação entre os dois líderes políticos. “Mas o nosso Trump está na prisão”, afirmou o ator ao comentar a situação de Bolsonaro, arrancando aplausos da plateia do programa.

Kimmel também perguntou ao artista qual era a sensação de ver o ex-presidente punido pela trama golpista investigada no Brasil. Moura respondeu de forma direta: “É uma sensação boa”.

O ator revelou ainda detalhes de sua presença na cerimônia do Oscar. Ele deve comparecer acompanhado da esposa, Sandra Delgado, e de três amigos próximos. Um deles será o ator Lázaro Ramos, como o próprio Moura contou em entrevista ao aplicativo de cinema Letterboxd.

Durante a entrevista, Moura e Kimmel também abordaram temas políticos e culturais envolvendo Brasil e Estados Unidos. O ator comentou as ameaças tarifárias feitas por Trump ao Brasil e relembrou as dificuldades que enfrentou para lançar o filme Marighella, dirigido por ele, durante o período do governo Bolsonaro.

Segundo Moura, ecos da ditadura militar ainda permanecem presentes na sociedade brasileira. Para o ator, a eleição de Bolsonaro foi reflexo desse contexto histórico. Ao mesmo tempo, ele avaliou que as punições relacionadas à tentativa de golpe avançaram com rapidez porque o país conhece os efeitos de um regime autoritário.

Em tom crítico ao cenário político dos Estados Unidos, Moura mencionou episódios recentes envolvendo agentes de imigração. Ele citou a morte de dois cidadãos estadunidenses a tiros em Minneapolis e questionou o contraste com a imagem internacional do país.

“Esse é o país que exporta para o resto do mundo a luta pelos direitos civis?”, perguntou o ator. “Esse é o país de Martin Luther King?”

O programa também exibiu uma imagem do Carnaval de Olinda em que Moura aparece homenageado com um dos tradicionais bonecos gigantes da festa. Curioso, Kimmel quis saber se o ator levou o boneco para casa. Moura respondeu com humor: “Eu levaria para todas as reuniões de família”.

Não foi a primeira participação do ator brasileiro no talk show. Em 2016, Moura esteve no programa para divulgar a série Narcos, na qual interpretou o traficante Pablo Escobar. Pelo papel, ele recebeu indicação ao Golden Globe Awards na categoria de melhor ator em série dramática.

Casa Branca mente sobre apoio espanhol na guerra contra Irã

4 de Março de 2026, 23:37
Karoline Leavitt. Foto: Reprodução

A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (4) que a Espanha teria concordado em cooperar com os Estados Unidos na guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa pela porta-voz do governo norte-americano, Karoline Leavitt.

Durante a entrevista, Leavitt afirmou que o país europeu teria aceitado colaborar com operações militares conduzidas por Washington. “Com relação à Espanha, acho que eles ouviram a mensagem do presidente ontem alta e claramente, e, pelo que entendi, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA, e sei que os militares dos EUA estão coordenando com seus homólogos na Espanha”, afirmou.

Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que a posição do país não mudou. “A posição do governo espanhol relativamente à guerra no Médio Oriente e aos bombardeamentos no Irã, relativamente à utilização das nossas bases, não se alterou nem uma vírgula”, declarou o ministro.

📺 TV en DIRECTO | La portavoz de la Casa Blanca, Karoline Leavitt: “España se ha mostrado de acuerdo en cooperar militarmente en las últimas horas” https://t.co/vWHgYQdKTg pic.twitter.com/ibWopA8WLm

— EL PAÍS (@el_pais) March 4, 2026

Após as declarações, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, afirmou que o país não participará do conflito. “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e que também é contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente pelo medo das represálias de alguns. Devemos aprender com a história e não podemos jogar roleta russa com o destino de milhões de pessoas”, disse.

Daquelas declarações que entram para a história
Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha, se recusou a ceder bases para os EUA usarem na guerra.
Foi ameaçado por Trump
E deu essa resposta :
” Não seremos cúmplices de algo que é ruim para o mundo” pic.twitter.com/knc9PUdjZ0

— Biazita Gomes (@BiazitaGomes) March 4, 2026

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada ver com a Espanha“, disse Trump depois do primeiro-ministro se recusar a usar bases militares para atacar o Irã.

Trump está CORTANDO todo comércio com a Espanha depois que o primeiro-ministro disse para NÃO usar bases militares para atacar o Irã.

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar TODO o comércio com a Espanha. Não queremos NADA a ver com a Espanha.” pic.twitter.com/lbue1ByOjM

— Pri (@Pri_usabr1) March 3, 2026

Delcy Rodríguez agradece elogio de Trump e fala em cooperação entre EUA e Venezuela

4 de Março de 2026, 20:58
Delcy Rodríguez. Foto: Venezuelan National Assembly/Anadolu via Getty Images

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu nesta quarta-feira (4) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma publicação em que o líder norte-americano elogiou a cooperação entre os dois países e mencionou a retomada da produção de petróleo venezuelano.

Em mensagem publicada no X, Delcy escreveu: “Agradeço ao Presidente @realDonaldTrump pela gentil disposição de seu governo em trabalhar em conjunto em uma agenda que fortaleça a cooperação bilateral para o benefício dos povos dos Estados Unidos e da Venezuela”.

Agradezco al Presidente @realDonaldTrump la amable disposición de su gobierno para trabajar conjuntamente en una agenda que fortalezca la cooperación binacional en beneficio de los pueblos de Estados Unidos y Venezuela. https://t.co/Fh903XT1BO

— Delcy Rodríguez (@delcyrodriguezv) March 4, 2026

A declaração ocorreu após Trump publicar no Truth Social uma mensagem em que afirmou que Delcy Rodríguez está “fazendo um ótimo trabalho” e colaborando com representantes norte-americanos. Na postagem, ele também escreveu que “o petróleo está começando a fluir” e mencionou o trabalho conjunto entre Washington e Caracas.

Também nesta quarta-feira (4), autoridades dos dois países participaram de reuniões em Caracas. O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, se encontrou com Delcy Rodríguez e discutiu temas relacionados a investimentos e a possíveis mudanças na legislação de mineração venezuelana.

Autoridades norte-americanas também analisam informações relacionadas a supostas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a estatal venezuelana PDVSA. O material reúne dados sobre um suposto esquema ligado à empresa petrolífera entre 2021 e 2025.

Irã sinaliza levar guerra ‘ao limite’ após míssil chegar à Turquia

Por:Sul 21
4 de Março de 2026, 14:41

Da Agência Brasil

O míssil procedente do Irã abatido pela Turquia, nesta quarta-feira (4), sinaliza que Teerã pode levar a guerra “ao limite” para mostrar aos adversários que o conflito poderia sair do controle, impondo perda a toda a região, aos Estados Unidos (EUA) e a Israel.

Essa é a avaliação do professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas, Danny Zahreddine. Por ser um país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o envolvimento da Turquia poderia arrastar mais países para a guerra.

Para Zahreddine, que também é oficial de artilharia da reserva do Exército brasileiro, o Irã adotou a estratégia de “brinkmanship”, que é levar uma situação à “beira do abismo”.

“É a estratégia de ‘bailar à beira de um abismo pedregoso’. É mostrar aos inimigos que, em um determinado ponto, a guerra pode sair do controle. E, ao sair do controle, todos vão perder muito, inclusive quem ataca” avalia Danny, professor brasileiro de origem libanesa que se especializou em conflitos no Oriente Médio.

Ele argumenta que, ao atacar bases dos EUA em 12 países do Golfo e lançar um míssil sobre a Turquia, que vinha apoiando os esforços de Teerã para barrar a guerra, o governo iraniano sinaliza que está disposto a “cair no abismo”.

“Isso mostra o tamanho do custo que o Irã está disposto a assumir. E quando você convence o seu oponente que está disposto a morrer junto com você, isso aumenta muito o custo da ação”, completou.

Turquia: país da Otan

Em nota oficial, o Ministério da Defesa da Turquia informou que um míssil procedente do Irã foi abatido após cruzar os espaços aéreos do Iraque e da Síria, tendo sido interceptado por baterias antiaéreas da Otan, sem vítimas ou feridos.

“Lembramos que nos reservamos o direito de responder a qualquer atitude hostil contra o nosso país. Instamos todas as partes a se absterem de ações que possam agravar ainda mais o conflito na região, diz comunicado de Ancara.

Nesse contexto, acrescenta o documento, “continuaremos a consultar a Otan e nossos demais aliados”.

O Irã ainda não comentou oficialmente o caso. A Turquia, vizinha a oeste do Irã, é um dos países que condenou a agressão militar de Israel e EUA contra Teerã.

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse se tratar de uma violação do direito internacional e “uma clara violação da soberania do Irã, mas também visa a paz e o bem-estar do povo amigo e irmão do Irã”.

Curdos do Irã incomodam Turquia

A imprensa dos EUA tem publicado, com base em fontes anônimas, que a CIA [Agência Central de Inteligência] estaria tentando armar grupos separatistas curdos no Irã para lutarem contra o governo de Teerã.

Espalhado por países como Turquia, Irã, Iraque e Síria, o povo curdo forma uma etnia própria que, em alguns casos, luta pela formação de um estado nacional, que seria o Curdiquistão.

O governo de Ancara é um dos adversários da autodeterminação nacional dos curdos, uma vez que o futuro Estado tomaria parte do território atual da Turquia. No Irã, há grupos curdos considerados separatistas e terroristas pelo governo local.

O analista militar e de geopolítica Robinson Farinazzo, oficial da reserva da Marinha do Brasil, alerta que a suposta estratégia de armar os curdos do Irã pode irritar Erdogan, aliado dos EUA na Otan.

“O Curdiquistão independente não é uma coisa que os turcos querem. Com isso, temos uma incógnita bastante grande. Se começarem a apoiar os curdos contra o Irã, será que a Turquia vai gostar disso? A grande incógnita é como a Turquia vai agir nessa situação porque agora os interesses dela estão em risco”, disse à Agência Brasil.

Plano B dos EUA e Israel

O professor da PUC de Minas Danny Zahreddine argumenta que o “plano B” de Washington e Tel Aviv para derrubar o regime de Teerã é justamente o apoio aos grupos separatistas curdos. Porém, ele ressalta que não há unidade entre a comunidade curda iraniana.

“Há uma parte disposta a tentar se colocar contra o governo e outra que não está disposta. Esse é um projeto muito perigoso para os curdos. A história já revelou que toda vez que os curdos são armados para se colocar contra um governo em favor dos EUA, em determinado momento eles são abandonados”, disse.

O especialista em Oriente Médio lembrou que o Irã atacou, nos últimos dias, posições de grupos curdos no norte do Iraque e dentro do próprio Irã, “para tentar demovê-los de qualquer ideia de entrar nesse tipo de ação”.

Para Zahreddine, não há, neste momento, outros grupos opositores com capacidade ou condições de enfrentar Teerã, como gostariam Israel e EUA, devido aos custos que esses grupos enfrentariam em meio a uma guerra de agressão estrangeira contra o Irã.

“Mesmo que tivesse uma posição doméstica contra o governo, eles estão vivendo 40 dias de luto pela morte do Khamenei e existe um aparato de segurança que é completamente fiel ainda ao regime”, completou.

O tempo a favor do Irã

Apesar dos números de poderio militar serem favoráveis aos EUA e a Israel, que contam com mais recursos que os iranianos, o tempo estaria a favor de Teerã, na avaliação do oficial da reserva da Marinha brasileira, Robinson Farinazzo.

“Se o Irã resistir e essa guerra se prolongar mesmo, prolongar indefinidamente, isso vai ser o maior problema da história deles, desde a guerra do Vietnã. Aí vira um vietnã mesmo. Você vai ter muito questionamento na sociedade americana”, comentou.

Zahreddine avalia que é “surpreendente” como o Irã tem conseguido resistir, o que mostraria um bom preparo após a guerra de 12 dias, em junho de 2025.

“Hoje eles produzem por volta de 150 drones por dia. Imagina os milhares de drones que são produzidos nesses nove meses para cá. Tem a produção também dos mísseis balísticos. Eles têm um arsenal para uma guerra longa. Agora, a questão é o quanto eles resistem aos intensos ataques dos EUA e Israel”, avaliou.

O post Irã sinaliza levar guerra ‘ao limite’ após míssil chegar à Turquia apareceu primeiro em Sul 21.

A III Guerra pode ter começado esta semana

4 de Março de 2026, 08:39
Nuvem de fumaça após ataque no Irã. Foto: Reprodução

Por Michael Hudson, em Outras Palavras

Na última sexta-feira, o mediador das negociações nucleares entre os EUA e o Irã em Omã, o ministro das Relações Exteriores daquele país, Badr Albusaidi, desmascarou a falsa ameaça de guerra do presidente Trump contra Teerã. Por que? Porque Washington recusou as propostas iranianas de abrir mão do que Trump alegava ser sua bomba atômica. O ministro omanita explicou no programa Face the Nation, da CBS, que a equipe iraniana de negociadores concordou em não acumular urânio enriquecido e ofereceu “verificação completa e abrangente pela AIEA”. Essa nova concessão foi um “avanço sem precedentes”, disse ele. E acrescentou: “Acredito que, se conseguirmos aproveitá-la e construir sobre essa base, um acordo estará ao nosso alcance” — “um acordo em que o Irã jamais terá material nuclear capaz de produzir uma bomba. Isso é, sem dúvida, uma grande conquista”.

Ao salientar que este avanço “passou despercebido pela grande mídia”, ele enfatizou que o apelo por “estoque zero” ia muito além do que havia sido negociado durante o governo do presidente Obama, porque “se você não pode estocar material enriquecido, não há como realmente criar uma bomba”.

O aiatolá Ali Khamenei – que já havia emitido uma fatwa contra tal ato e reiterado essa posição ano após ano – convocou os líderes xiitas e o chefe militar do Irã para discutir a ratificação do acordo de cessão do controle do urânio enriquecido, a fim de evitar uma guerra.

Mas tal atitude era precisamente o que nem os Estados Unidos nem Israel podiam aceitar. Uma resolução pacífica teria impedido o plano de longo prazo dos EUA de consolidar e instrumentalizar seu controle sobre o petróleo do Oriente Médio, seu transporte e o investimento das receitas de exportação de petróleo, e de usar Israel e a Al-Qaeda/ISIS como seus exércitos-clientes, para impedir que países produtores de petróleo independentes agissem em função de seus próprios interesses soberanos.

Aparentemente, os serviços de espionagem israelenses alertaram os militares dos EUA, sugerindo que a reunião no complexo do aiatolá oferecia uma grande oportunidade para decapitar os principais dirigentes de uma só vez. Isso seguia a recomendação do manual militar dos EUA, de que matar um líder político considerado antidemocrático por Washington libertaria os supostos anseios populares por uma mudança de regime. Essa era a esperança por trás do bombardeio à residência campestre do presidente Putin no mês passado, e estava em consonância com a recente tentativa dos EUA, por meio do programa Starlink, de mobilizar a oposição popular para uma revolução no Irã.

O ataque conjunto EUA-Israel deixa claro que não havia nada que o Irã pudesse ter cedido que impedisse a longa trajetória dos EUA de controlar o petróleo do Oriente Médio, juntamente com o uso de Israel e dos exércitos clientes do ISIS/Al-Qaeda para impedir que nações soberanas da região assumam o controle de suas reservas de petróleo. Esse controle continua sendo um pilar essencial da política externa dos EUA. É a chave para a capacidade dos EUA de prejudicar outras economias, negando-lhes o acesso à energia caso não se alinhem à política externa norte-americana. Essa insistência em bloquear o acesso mundial a fontes de energia que não estejam sob controle dos EUA é o motivo pelo qual o país atacou a Venezuela, a Síria, o Iraque, a Líbia e a Rússia.

Terrifying scenes from Tehran this evening as US-Israeli Axis seem determined to make Tehran look like Gaza. European Politicians + Media were silent about the Genocide in Gaza, they're silent again as Western Imperialism + Zionism commit War Crimes in Iran…

@FotrosResistancee pic.twitter.com/gWHbydr7EH

— Mick Wallace (@wallacemick) March 3, 2026

O ataque aos negociadores (a segunda vez que os Estados Unidos fazem isso contra o Irã) é uma perfídia que ficará marcada na história. O objetivo era impedir a tentativa de alcançar a paz, antes que os líderes iranianos pudessem refutar a falsa alegação de Trump de que se recusavam a desistir de obter sua própria bomba atômica. Seria interessante saber quantos dos assessores de Trump fizeram grandes apostas de que os preços do petróleo disparariam na abertura dos mercados na segunda-feira de manhã.

Na semana passada, os mercados subestimaram enormemente o risco do fechamento do Golfo Pérsico. As empresas petrolíferas norte-americanas lucrarão enormemente. A China e outros importadores de petróleo sofrerão. Os especuladores financeiros americanos também lucrarão muito, pois sua produção de petróleo é doméstica. Esse fato pode até ter influenciado a decisão dos EUA de encerrar o acesso mundial ao petróleo do Oriente Médio por um período que promete ser longo.

A perturbação comercial e financeira será, de fato, tão global que creio que podemos considerar o ataque de sábado, 28 de fevereiro, como o verdadeiro estopim da Terceira Guerra Mundial. Para a maior parte do mundo, a iminente crise financeira (para não mencionar a indignação moral) definirá a próxima década de reestruturação política e econômica internacional.

🚨🇺🇸🇮🇱 BREAKING — B-52s

Zionist Forces are Genociding Tehran. pic.twitter.com/dhXJAwqWSU

— ✦✦✦ 𝙿𝚊𝚖𝚙𝚑𝚕𝚎𝚝𝚜 ✦✦✦ (@PamphletsY) March 4, 2026

Os países europeus, asiáticos e do Sul Global não conseguirão obter petróleo a não ser a preços que tornem muitas indústrias não rentáveis e muitos orçamentos familiares inacessíveis. A subida dos preços do petróleo também impossibilitará os países do Sul Global de honrar as suas dívidas em dólares para com os detentores de títulos ocidentais, os bancos e o FMI.

Os países só poderão evitar a imposição de “austeridade” interna, desvalorização cambial e inflação se reconhecerem que o ataque dos EUA (apoiado pela Grã-Bretanha e pela Arábia Saudita, com a aquiescência ambígua da Turquia) pôs fim à ordem unipolar dos EUA – e, com ela, ao sistema financeiro internacional dolarizado. Se isso não for reconhecido, a aquiescência continuará até se tornar, ao fim das contas, insustentável.

Se esta é a batalha inaugural da Terceira Guerra Mundial, ela é, em muitos aspectos, a batalha final para definir o verdadeiro propósito da Segunda Guerra Mundial. O direito internacional ruirá, devido à relutância de um número suficiente de países em proteger as normas do direito civilizado, que sustentaram os princípios da soberania nacional, livres de interferência e coerção estrangeiras, desde a Paz de Vestfália de 1648 até a Carta da ONU? E quanto às guerras que inevitavelmente serão travadas – pouparão civis e não beligerantes, ou serão como o ataque da Ucrânia à sua população de língua russa nas províncias orientais, o genocídio israelense contra os palestinos, a limpeza étnica wahabita contra populações árabes não sunitas ou as populações iraniana, cubana e de outros países, submetidos a ataque patrocinado pelos EUA?

Será possível salvar as Nações Unidas sem libertá-las e aos seus países membros do controle dos EUA? Um teste decisivo para avaliar o rumo das alianças será a adesão de cada país a uma ação que, sob o Direito internacional, busque classificar Donald Trump e seu gabinete como criminosos de guerra. É necessário algo mais do que o atual Tribunal Penal Internacional (TPI), quando se leva em conta os ataques pessoais do governo norte-americano aos juízes do TPI que condenaram Netanyahu.

Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Foto: Leah Millis/Reuters

O que se exige é um julgamento em escala semelhante à de Nuremberg, agora contra a política militar ocidental que busca mergulhar o mundo inteiro no caos político e econômico, caso não se submeta à ordem unipolar baseada em governantes estadunidenses. Se outros países não criarem uma alternativa à ofensiva estadunidense-europeia-japonesa-wahabita, sofrerão o que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, chamou (em seu recente discurso em Munique) de um ressurgimento da história ocidental de conquistas contra os princípios básicos do direito internacional e da equidade.

Uma alternativa exige a reestruturação das Nações Unidas, para acabar com a capacidade dos EUA de bloquear resoluções de maioria. Considerando que o secretário-Geral da ONU, António Guterres, afirmou que a organização pode falir até agosto e ter que fechar sua sede em Nova York, este é um momento oportuno para transferi-la dos Estados Unidos. Os EUA proibiram a entrada de Francesca Albanese no país em decorrência de seu relatório que descreve o genocídio israelense em Gaza. Não pode haver Estado de Direito enquanto o controle da ONU e de suas agências permanecer nas mãos dos EUA e de seus satélites europeus.

Ministro da Defesa de Israel promete atacar qualquer substituto de Ali Khamenei

4 de Março de 2026, 07:49
Israel Katz, ministro da Defesa de Israel. Foto: Attila Kisbenedek/AFP

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (4) que qualquer sucessor do líder supremo do Irã será tratado como alvo militar. A declaração ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, atingido durante bombardeios realizados no sábado (28) por forças de Israel em conjunto com os Estados Unidos, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Segundo comunicado divulgado pelo gabinete de Katz, o governo israelense considera que a liderança do regime iraniano continuará sendo um alvo prioritário das forças armadas do país. “Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano será um alvo inequívoco para eliminação”, afirmou Katz.

“O primeiro-ministro e eu ordenamos que as forças armadas se preparem para agir por todos os meios necessários para cumprir essa missão”, acrescentou.

O novo líder supremo do Irã deve ser escolhido pela Assembleia dos Peritos, órgão responsável por definir a liderança religiosa e política do país. Até que a sucessão seja formalizada, o aiatolá Alireza Arafi foi designado como líder supremo interino.

Na terça-feira (3), o Exército de Israel afirmou ter atacado o prédio da Assembleia dos Peritos, responsável justamente pela escolha do líder supremo iraniano. De acordo com informações divulgadas pela imprensa israelense e por uma agência estatal iraniana, o ataque teria atingido o local onde se reúnem os clérigos responsáveis pela sucessão.

Terrifying scenes from Tehran this evening as US-Israeli Axis seem determined to make Tehran look like Gaza. European Politicians + Media were silent about the Genocide in Gaza, they’re silent again as Western Imperialism + Zionism commit War Crimes in Iran…

@FotrosResistancee pic.twitter.com/gWHbydr7EH

— Mick Wallace (@wallacemick) March 3, 2026

Com base em fontes do governo israelense, o jornal The Jerusalem Post informou que os 88 aiatolás que compõem a assembleia estariam presentes no momento do ataque, embora não haja confirmação oficial sobre vítimas entre os religiosos. O governo iraniano não comentou o possível bombardeio.

A morte de Ali Khamenei ocorreu durante ataques conjuntos realizados por Israel e pelos Estados Unidos no sábado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o líder iraniano não conseguiu escapar das ações de inteligência conduzidas pelos dois países.

“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump.

O governo iraniano reagiu com duras críticas. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, classificou o assassinato do líder religioso como um “crime religioso” e afirmou que o ataque terá consequências. Ele também declarou que os Estados Unidos traíram o processo diplomático ao atacar o Irã durante negociações sobre armamentos nucleares.

Em meio à crise, a Assembleia de Especialistas teria escolhido Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, segundo a emissora Iran International, que citou fontes ligadas ao regime. Filho mais velho de Ali Khamenei, Mojtaba tem 65 anos e, embora nunca tenha ocupado cargos políticos de grande visibilidade, é considerado influente dentro do aparato de poder iraniano.

Mojtaba Khamenei. Foto: Divulgação

Durante anos, Mojtaba atuou nos bastidores coordenando o gabinete do pai e estabelecendo relações dentro da estrutura da Guarda Revolucionária. Ele tem proximidade com Hossein Taib, ex-chefe da inteligência da organização, com quem mantém relações desde a guerra entre Irã e Iraque.

Apontado há anos como possível sucessor de Ali Khamenei, Mojtaba era visto como rival político do ex-presidente Ebrahim Raisi, morto em 2024. Dentro da hierarquia religiosa xiita, ele possui credenciais clericais consideradas mais fortes que as de Raisi, sendo descrito por meios iranianos como aiatolá.

O professor Arash Azizi, da Universidade Clemson, afirmou em 2024 que a ascensão de Mojtaba deixou de ser apenas uma hipótese. “Quando começaram a falar dele como sucessor, em 2009, achei que fosse boato. Agora está claro que ele se tornou uma figura importante, apesar de permanecer praticamente invisível ao público”, disse.

No sistema político iraniano, o líder supremo ocupa a posição mais poderosa do país. Ele atua como chefe de Estado, comandante das Forças Armadas e autoridade religiosa máxima, acima inclusive do presidente da República. O cargo se baseia no princípio do Velayat-e Faqih, segundo o qual um jurista islâmico deve governar a sociedade para garantir a aplicação da lei islâmica.

VÍDEO: “Trump brinca de roleta russa com o destino de milhões”, diz premiê da Espanha

4 de Março de 2026, 06:52
Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha. Foto: reprodução

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta quarta-feira (4) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “brincando de roleta russa” com o destino de milhões de pessoas ao ampliar a guerra contra o Irã. A declaração ocorreu em pronunciamento televisionado após o líder estadunidense ameaçar cortar relações comerciais com a Espanha devido à posição do país diante do conflito no Oriente Médio.

A tensão entre os dois aliados da Otan aumentou depois que o governo espanhol proibiu aeronaves militares dos Estados Unidos de utilizarem bases aéreas e navais no sul da Espanha para lançar ataques contra o Irã. A decisão foi tomada após Sánchez classificar os bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel como imprudentes e ilegais.

Em seu discurso, o premiê espanhol criticou diretamente a estratégia militar adotada por Washington. “É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade. Você não pode brincar de roleta russa com o destino de milhões”, disse Sánchez a Trump.

“Ingenuo es creer que practicar un seguidismo ciego y servil es una forma de liderar”🤔

“No vamos a ser cómplices de algo que es malo para el mundo, contrario a nuestros valores e intereses por miedo a las represalias de uno”🌍🇪🇸
🗣Pedro Sánchez, claro mensaje a Trump.#LaHora4M pic.twitter.com/qgEyoMYA0L

— Riojaberón/❤️ (@riojaberon) March 4, 2026


Ele também reforçou que o a Espanha não pretende apoiar a ofensiva contra o Irã apenas por receio de retaliações políticas ou econômicas. “A posição do governo espanhol pode ser resumida em quatro palavras: ‘Não à guerra’ (no a la guerra, em seu idioma). Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo nem contrário aos nossos valores e interesses simplesmente para evitar represálias de alguém”, afirmou.

La posición del Gobierno de España ante esta coyuntura es clara y consistente. La misma que hemos mantenido en Ucrania y Gaza.

No a la quiebra de un derecho internacional que nos protege a todos, especialmente a la población civil.

No a asumir que el mundo solo puede… pic.twitter.com/bOUJy4PKK0

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) March 4, 2026

Sánchez argumentou que experiências passadas, como a Guerra do Iraque, demonstram os riscos de intervenções militares desse tipo. Segundo ele, conflitos desse porte costumam provocar efeitos colaterais graves, como o crescimento do terrorismo jihadista e o aumento dos preços da energia, além de gerar instabilidade internacional prolongada.

A Comissão Europeia saiu em defesa da Espanha e declarou que está “pronta” para proteger os interesses da União Europeia diante das ameaças comerciais feitas por Washington.

As declarações de Sánchez ocorreram após Donald Trump anunciar, na terça-feira (3), que pretende cortar todas as relações comerciais com a Espanha. O presidente norte-estadunidense criticou a decisão espanhola de impedir o uso de suas bases militares no ataque ao Irã.

“A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessnet, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. A Espanha chegou a dizer que não podemos usar as bases deles. E tudo bem. Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la”, declarou Trump durante entrevista na Casa Branca.

Na mesma ocasião, o presidente dos Estados Unidos comentou os bombardeios recentes contra o Irã, incluindo um ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por escolher o líder supremo do país.

“Tudo foi destruído no Irã. Estamos muito bem. Hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor”, disse.

Trump também acusou o governo iraniano de atacar civis durante a escalada militar. “O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis”, afirmou.

A escalada de tensões também provocou reações de autoridades iranianas. Um general da Guarda Revolucionária advertiu que novos bombardeios poderão desencadear ataques a infraestruturas econômicas em toda a região.

“Dizemos ao inimigo que, se decidir atacar nossos principais centros, nós atacaremos todos os centros econômicos da região”, afirmou o general Ebrahim Jabari.

Ele também citou impactos no mercado de energia e no comércio global. “Fechamos o estreito de Ormuz. Atualmente, o preço do petróleo passa dos 80 dólares e em breve atingirá os 200 dólares”, acrescentou, segundo a agência de notícias Isna.

VÍDEO – EUA dizem ter atacado quase 2 mil alvos no Irã: “Não há um navio em operação”

4 de Março de 2026, 06:41
Nuvem de fumaça após ataque no Irã. Foto: Reprodução

O comandante do Comando Central dos Estados Unidos, Brad Cooper, afirmou nesta terça-feira (3) que forças americanas destruíram 17 navios iranianos, incluindo um submarino, e atingiram quase 2.000 alvos no território do Irã desde o início da ofensiva militar. A declaração foi divulgada em vídeo publicado nas redes sociais. Até o momento, o governo iraniano não comentou as informações.

Segundo Cooper, “não há um único navio iraniano em operação no Golfo Árabe, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã”. O comandante também declarou que o Irã lançou mais de 500 mísseis balísticos e mais de 2.000 drones em ataques de retaliação contra forças e aliados dos Estados Unidos na região. “Já atingimos quase 2 mil alvos com mais de 2 mil munições. Degradamos severamente as defesas aéreas do Irã e destruímos centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones iranianos”, disse.

De acordo com o militar, a operação conta com mais de 50 mil soldados, cerca de 200 aeronaves de combate, dois porta-aviões e bombardeiros estratégicos. Ele afirmou que os ataques estão ocorrendo “24 horas por dia, sete dias por semana”, com ações realizadas por forças navais, aéreas, espaciais e operações no ciberespaço.

CENTCOM: released official statement from Admiral Brad Cooper on operation Epic Fury pic.twitter.com/WFxHQpztDP

— Open Source Intel (@Osint613) March 4, 2026

Cooper declarou ainda que as forças americanas estão “focadas em abater tudo o que possa atirar contra nós”. Segundo ele, a ofensiva destruiu centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones iranianos, além de atingir sistemas de defesa aérea do país.

O comandante também informou que os Estados Unidos utilizaram um novo tipo de míssil contra um alvo no Irã. De acordo com reportagem do jornal norte-americano “The New York Times”, o armamento pode ultrapassar 500 km/h e seu uso teria sido limitado anteriormente pelo Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que deixou de vigorar nos últimos anos.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “praticamente tudo” das instalações militares iranianas foi destruído durante a ofensiva conduzida em conjunto com Israel. O republicano também declarou que era “tarde demais” para negociações com Teerã e enviou uma carta ao Congresso norte-americano para apresentar as justificativas do ataque.

Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra

Por:Sul 21
3 de Março de 2026, 19:33

Da Agência Brasil

Com a manutenção do regime de governo e o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, o Irã mostra capacidade de resistência após ataque dos Estados Unidos (EUA) e passa a ter a “iniciativa de guerra”. É a avaliação do major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.

Para o general, o conflito está sendo prolongado por vontade iraniana.

“Neste momento, parece-nos que a iniciativa é mais do Irã, do que propriamente dos EUA e de Israel”, comentou o militar à Agência Brasil.

O governo iraniano, por meio dos bombardeiros de bases dos EUA no Oriente Médio, além do fechamento parcial do Estreito de Ormuz, que ameaça a economia global, teria colocado a pressão maior sobre Washington em relação ao futuro da guerra.

Para o general, não houve uma degradação da capacidade dos mísseis iranianos como inicialmente era esperado, indicando má avaliação e precipitação dos EUA em deflagrar o conflito. Agostinho destaca que o objetivo estadunidense de derrubar o regime iraniano em poucos dias não foi alcançado.

“Porque o pressuposto era que os iranianos estariam, neste momento, em um ponto de fraqueza, numa fase de debilidade e de incapacidade, e que iriam ruir como um castelo de cartas. Não é isso que estamos a ver”, enfatizou.

O militar Agostinho Costa analisa que o Irã se preparou para essa guerra, tendo dispersado equipamentos balísticos por todo o território de 1,6 milhão de quilômetros quadrados, área maior que o estado do Amazonas.

Satélites Chineses

Além disso, a estratégia de desgastar o sistema de defesa aéreo de Israel e de colocar as bases dos EUA na região sob fogo estaria dando resultado positivo para Teerã.

“Temos visto que as bases americanas têm sido atacadas cirurgicamente, o que comprova as informações de que os chineses garantiram aos iranianos o acesso à constelação de satélites chineses BeiDu, que permitem uma percepção situacional em tempo real e imagens do dispositivo adversário”, disse Agostinho Costa.

O major-general afirma que os EUA não têm um antídoto contra o sistema de satélites chinês.

“Não conseguem neutralizar a rede de satélites chineses. É isso que justifica a precisão dos ataques iranianos”, completou.

Para o especialista em defesa, não é possível prever por quanto tempo o Irã conseguirá manter a pressão militar sobre os EUA e Israel. Porém, ele avalia que é difícil para os EUA sustentarem essa guerra por muito tempo devido a condições militares, econômicas e políticas.

“Quatro semanas é, precisamente, o tempo que Trump teoricamente aceitaria continuar este conflito, mas há aqui uma grande interrogação. Qual é a capacidade que um e outra parte tem para manter esta campanha com o ritmo que estamos a assistir?”, questionou

Estratégia iraniana

O Irã teria duas estratégias principais, de acordo com o especialista: atacar as bases dos EUA no Oriente Médio, no sentido de expulsar os estadunidenses do Golfo, além de desgastar a defesa aérea israelense “para impor a Israel uma derrota estratégica que retire deles as condições de voltar a incomodar o Irã nos próximos tempos”.

Ainda segundo o militar português, os ataques às bases dos EUA “mostram aos países árabes da região que ter aquelas bases todas não serve para nada, porque os americanos, a primeira coisa que fizeram, foi abandonar as bases”.

Ao mesmo tempo, Israel e EUA não teriam conseguido estabelecer uma superioridade aérea sob o território iraniano. O ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal, Agostinho Costa, rejeita a afirmação de Israel de que eles teriam conseguido abrir um corredor aéreo sobre o Irã onde poderiam transitar livremente.

“Não vimos isso até agora. Antes, pelo contrário, o que vemos é que aquilo que Israel e os EUA conseguem pôr sobre o Irã são, fundamentalmente, drones e temos visto imagens de drones sendo abatidos”, disse.

Bases dos EUA no Golfo Pérsico

Costa acrescentou que, com a inutilização de bases dos EUA no Oriente Médio, os caças israelenses e estadunidenses precisam viajar longas distâncias, o que dificulta as operações.

“A constelação de bases dos EUA na região está, na sua maioria, inoperante. Portanto, os EUA estão a operar a partir dos dois porta-aviões, certamente a partir das bases em Israel e, muito provavelmente, do Chipre”, explicou.

Os ataques contra bases militares dos EUA em, pelo menos, 12 países do Golfo Pérsico teriam conseguido deixar Washington sem parte de seu apoio logístico.

“Ao decolar de um porta aviões, os caças saem com menos mísseis, e tem que ser reabastecidos. Para isso, devem estar, no mínimo, a uma distância de 700 km. É uma manobra operacional, em termos logísticos e de coordenação, muito complicada”, explicou.

Estreito do Ormuz

O fechamento parcial pela Guarda Revolucionária do Irã do Estreito de Omuz, por onde passa boa parte do petróleo comercializado no mundo, coloca ainda um peso econômico e de crise energética que deve perturbar os mercados, pressionando as elites ocidentais, em especial, a Casa Branca.

Em relação à Marinha iraniana, que Trump afirma ter destruído, o general Agostinho Costa lembra que Teerã construiu lanchas rápidas com lança-mísseis difíceis de eliminar.

“Os EUA e Israel já eliminaram os navios maiores da Marinha Iraniana. Só que os iranianos foram criativos ao manterem as pequenas lanchas rápidas. E é com essas lanchas que eles controlam o Golfo Pérsico e controlam o Estreito de Ormuz”, explicou.

Ataques contra Israel

Os ataques com mísseis e drones contra Israel não teriam conseguido impor perdas substanciais ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tem conseguido interceptar a maioria dos projéteis.

Por outro lado, o major-general português diz que o Irã usou contra Israel, em sua maioria, mísseis mais antigos, de primeira e segunda geração. Portanto, Teerã teria ainda os mísseis mais potentes, como os hipersônicos, que ultrapassam a velocidade do som e são mais difíceis de interceptar pelas defesas israelenses.

“A prioridade em relação a Israel é desgastar o sistema de defesa aéreo. Isto é, utilizar um volume de grandes mísseis e drones que leve Israel a esvaziar os depósitos de mísseis de defesa aérea. É esse o objetivo iraniano”, ponderou.

Negociações suspensas

Agostinho sugere que, ainda no sábado (28), Trump teria indicado a disposição de reabrir a negociação com Teerã após o assassinato de Ali Khamenei, segundo fonte ouvida pelo jornal israelense Yedioth Arnoth.

Nesta terça-feira (3), Trump foi às redes dizer que a defesa e a força aéreas, a Marinha, e as lideranças do Irã “acabaram” e que Teerã teria proposto voltar as negociações. “Tarde demais”, disse o chefe da Casa Branca.

A informação foi logo desmentida pelo presidente do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani. “Não negociaremos com os EUA”, afirmou a autoridade iraniana.

Para o general português ouvido pela Agência Brasil, os discursos de Washington são contraditórios e o anúncio de Trump de que os EUA têm munição “ilimitada” que pode sustentar uma guerra “para sempre” pode não passar de “bravata”.

Isso porque importantes jornais dos EUA – como The Washington Post e Wall Street Journal – afirmam que acessaram documentos do general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, onde ele alertava para risco de “falta de munição” em uma guerra prolongada contra o Irã.

O post Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra apareceu primeiro em Sul 21.

Tarifaço americano teve efeito ‘pontual’ na economia, diz IBGE

Por:Sul 21
3 de Março de 2026, 14:07

Da Agência Brasil

O tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos teve efeito pontual no desempenho da economia brasileira em 2025, que atingiu expansão de 2,3% na comparação com o ano anterior.

A avaliação é da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, durante apresentação do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

O PIB é o conjunto de bens e serviços produzidos no país e serve como indicador do comportamento da economia.

O resultado de 2025 revela que as exportações brasileiras cresceram 6,2% na comparação com o ano anterior.

“Em relação ao tarifaço, a gente realmente viu que foram coisas muito pontuais. Os exportadores procuraram outros mercados. O Brasil já estava conseguindo exportar mais para outros países. Os Estados Unidos já não estão pesando tanto como destino das exportações brasileiras”, assinala a pesquisadora.

“Provavelmente, sem o tarifário a gente teria até exportado mais. Mas a gente exportou bastante, cresceu e foi importante o crescimento do ano passado”, completa ela.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

Entenda o tarifaço

O tarifaço do presidente americano, Donald Trump, entrou em vigor em agosto de 2025. Ao elevar taxas sobre produtos importados, o governo dos Estados Unidos afirma que pretende proteger a economia americana.

A ideia é que, com a taxação, os americanos passassem a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior.

No caso do Brasil, que sofreu com uma das maiores taxas, de até 50%, o presidente americano chegou a alegar também que se tratava de retaliação ao tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que Trump considerava ser perseguido, antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, por tentativa de golpe de Estado.

Desde então, os governos brasileiro e estadunidense negociam formas de buscar acordos para a parceria comercial.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025.

Justiça derruba tarifaço

No último dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão de Trump de taxar compras internacionais. O presidente americano reagiu impondo tarifa de 10%a diversos países.

De acordo com o Mdic, o novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país.

O post Tarifaço americano teve efeito ‘pontual’ na economia, diz IBGE apareceu primeiro em Sul 21.

VÍDEO – Repórter da Globo diz a Lula que ele queria “receber criminosos” e é desmentido

22 de Fevereiro de 2026, 13:13
O repórter Tiago Eltz na entrevista coletiva do presidente Lula, em Nova Delhi. Reprodução

Durante a entrevista do presidente Lula concedida em Nova Delhi, o mandatário brasileiro rebateu a interpretação apresentada pelo jornalista Tiago Eltz, da TV Globo, sobre uma declaração relacionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A divergência surgiu em torno do uso da palavra “receber” ao tratar de investigados brasileiros no exterior.

Ao formular a pergunta, o repórter afirmou que Lula teria mencionado a possibilidade de “receber criminosos no Brasil” ou pessoas que cometessem crimes em território americano. O presidente interrompeu e contestou o entendimento.

“Não, você não ouviu isso aqui”, respondeu Lula. Em seguida, reforçou: “Se eu aceito que você faça a pergunta do jeito que você está fazendo, dá a impressão que eu falei isso. Eu não falei isso”.

Eltz insistiu no esclarecimento e citou que Lula teria falado em “receber criminosos de combustíveis”. O presidente voltou a corrigir o ponto central da interpretação.

“Não, não. Nós queremos prendê-los. Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los”, declarou Lula, diferenciando recebimento de prisão e responsabilização judicial.

 

Após o ajuste, Lula explicou o contexto mencionado. Segundo o presidente, autoridades brasileiras bloquearam 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios e compartilharam informações com os Estados Unidos sobre um investigado que reside em Miami.

“Nós mandamos pro presidente Trump a fotografia da casa dele, o nome dele e nós queremos essa pessoa no Brasil”, afirmou. “É para combater o crime organizado. Então nos entregue os nossos bandidos”.

Na sequência, Lula disse que já discutiu propostas de cooperação bilateral com Trump por telefone. O presidente citou iniciativas voltadas ao combate ao narcotráfico, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

Serviço Secreto mata homem que tentou invadir propriedade de Trump na Flórida

22 de Fevereiro de 2026, 11:44
Imagem aérea do resort de Mar-a-Lago nesta sexta-feira (31) — Foto: NBC


Um homem foi morto a tiros após tentar acessar o perímetro de segurança de Mar-a-Lago, propriedade de Donald Trump, em West Palm Beach, na Flórida, neste domingo (22).

De acordo com o United States Secret Service, o suspeito foi descrito como um jovem na casa dos 20 anos. Ele teria realizado uma entrada não autorizada na área protegida da residência.

O órgão informou que agentes federais e um deputado do Palm Beach County Sheriff’s Office efetuaram disparos durante a ocorrência. O homem foi atingido no local.

O incidente ocorreu por volta da 1h30 da madrugada. As autoridades não divulgaram a identidade do suspeito até o momento.

Donald Trump encontra-se em Washington e não estava na propriedade quando o episódio foi registrado.

Mar-a-Lago é utilizada como residência e resort privado. A área possui amplo esquema de segurança permanente.

Em comunicado publicado na rede social X, o Serviço Secreto confirmou a ação e relatou a violação do perímetro seguro.

As circunstâncias detalhadas do caso ainda não foram esclarecidas. A investigação segue sob responsabilidade das autoridades competentes.

🚨 BREAKING: The US Secret Service SHOT AND KlLLED an armed intruder who penetrated the secure perimeter at Mar-a-Lago this morning

The man in his 20s was carrying a shotgun and a fuel can.

MORE leftist vioIence!

When are the Democrats going to turn down their rhetoric??! pic.twitter.com/f4PF2E8qvK

— Nick Sortor (@nicksortor) February 22, 2026

Após Corte dos EUA barrar tarifaço, Trump aumenta tarifa global para 15%

22 de Fevereiro de 2026, 08:30
Por Eduarda Esteves  (Folhapress) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) que vai aumentar a tarifa global para 15% após a Suprema Corte barrar tarifaço. Nesta sexta-feira (20), o republicano havia dito que cobrança seria de 10%. Em uma publicação no Truth Social, o presidente afirmou que o percentual seria […]

Esquiador americano é atacado por Trump e recebe apoio de colegas

10 de Fevereiro de 2026, 16:12
O esquiador americano Hunter Hess. Foto: Reprodução

O ataque de Donald Trump ao esquiador americano Hunter Hess, durante as Olimpíadas de Inverno em Milão-Cortina, gerou uma onda de reações de outros atletas dos Estados Unidos. O republicano chamou o competidor de “grande perdedor” após dizer, em entrevista, que sentia “emoções mistas” ao representar o país.

Hess afirmou que, embora vestisse a bandeira dos EUA, isso não significava que ele apoiasse todas as políticas do país, especialmente as adotadas durante o governo de Trump, que causaram divisões internas. Trump, em resposta, escreveu em sua rede social, Truth Social, que ele não deveria estar competindo pelos Estados Unidos se não representasse o país de forma completa.

A publicação gerou reação imediata de outros atletas, que defenderam Hess e citaram a liberdade de expressão. Chloe Kim, campeã olímpica de snowboard halfpipe, e Mikaela Shiffrin, esquiadora alpina, foram algumas das atletas que expressaram apoio a Hess, afirmando que os atletas têm o direito de expressar suas opiniões sobre questões políticas e sociais.

Além dos atletas dos EUA, outras figuras do esporte também se manifestaram contra os ataques de Trump. Gus Kenworthy, esquiador freestyle, defendeu a liberdade de os atletas expressarem suas opiniões políticas, enquanto Eileen Gu, esquiadora nascida no país que compete pela China, lamentou que a atenção nas Olimpíadas estivesse centrada nos comentários do presidente.

O Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA (USOPC) também se posicionou, afirmando que apoia seus atletas e garante recursos de saúde mental e segurança para que se sintam amparados dentro e fora das competições. A instituição não comentou especificamente a situação de Trump e Hess, mas reforçou seu compromisso com o bem-estar dos atletas.

Donald Trump. Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

Algumas figuras públicas do governo Trump seguiram o presidente nos ataque a Hess. Katie Miller, esposa de Stephen Miller, assessor do mandatário, afirmou que o atleta não deveria estar nas Olimpíadas, alegando que ele expressou ódio pelo país.

O deputado republicano Tim Burchett também se uniu ao coro de críticas, sugerindo que Hess deveria “calar a boca e ir brincar na neve”.

Hess, que viu o número de seus seguidores nas redes sociais aumentar após o episódio, se defendeu, afirmando que, embora ame os Estados Unidos, há aspectos que precisam melhorar e que ele tem a liberdade de apontar isso.

Abuso, ameaças e crimes sexuais: por que o caso Epstein ainda não derrubou Trump?

5 de Fevereiro de 2026, 19:19
Por Beatriz Drague Ramos – Brasil de Fato A recente divulgação de mais de três milhões de arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, financista acusado de chefiar uma rede de tráfico sexual e abuso de menores, que morreu antes de ser julgado, trouxe à tona o envolvimento da elite global entre celebridades e políticos. O nome de […]
❌