O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou na segunda-feira (22) que as negociações com o Irã criaram uma “boa base para um acordo final bem-sucedido” que encerre a guerra definitivamente. Vance citou avanços em múltiplas frentes, como a criação de “mecanismos” para a manutenção do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e pelo fim do conflito entre Israel e o grupo Hezbollah no Líbano. Ele deixou a Suíça na segunda, enquanto equipes técnicas permaneceram nas conversas com representantes iranianos.
O acordo provisório para encerrar os combates no Irã, assinado na semana passada, estabelece um prazo de 60 dias para negociações sobre temas centrais, incluindo o futuro do programa nuclear de Teerã.
O principal negociador da delegação iraniana, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, reiterou que o Estreito de Ormuz será administrado pelo Irã, em conformidade com as leis internacionais. “Esperamos conseguir ativar o estreito novamente, em termos de passagem, e trazer prosperidade de volta à economia regional e global”, disse Ghalibaf.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu na segunda uma licença de 60 dias que suspende as sanções sobre o petróleo iraniano, como parte do acordo provisório.
Enquanto isso, o tráfego de petroleiros continuou a aumentar no Estreito de Ormuz. Segundo a empresa de dados e análises Kpler, houve 71 travessias confirmadas no fim de semana. Antes da guerra, de 100 a 130 embarcações cruzavam o estreito por dia.
O acordo assinado entre os Estados Unidos e o Irã no último domingo, na Suíça, libera US$ 12 bilhões de recursos iranianos que estavam congelados em fundos de investimento, além da criação de um fundo privado de reconstrução do país e a liberação da venda de petróleo pelo Irã.
De acordo com a agência estatal do Irã, a IRNA, metade do valor será destinada à compra de medicamentos e bens essenciais. O restante poderá ser utilizado sem restrições específicas, informou o presidente do Banco Central iraniano, Abdolnaser Hemmati.
“A incansável mediação do Paquistão e do Catar proporcionou grandes avanços para acabar com a guerra no Líbano”, comentou no X (antigo Twitter) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, após o encontro na Suíça.
“As exportações de petróleo e petroquímicos foram liberadas, o bloqueio foi suspenso, parte dos ativos congelados foi desbloqueada e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi colocado em marcha”, acrescentou.
Essa liberação, no entanto, ainda é alvo de confrontos entre os países, já que o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou na última segunda-feira (22) que esses ativos não serão liberados caso não haja avanços concretos nas negociações.
Fundo de reconstrução
Outro ponto que gera debate no acordo é a criação de um fundo privado para a reconstrução do Irã no valor de US$ 300 bilhões. O presidente americano Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não vão pagar por esses valores. Atores envolvidos na negociação confirmaram que não haverá recursos governamentais americanos no acordo e que o montante sairá de empresas que atuam nos Estados Unidos, nos países árabes do Golfo, na Ásia e na América do Sul.
O fundo vai permitir que países da região contribuam de diferentes formas, como com a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e toda a infraestrutura afetada pelo conflito.
Essa medida também é alvo de debate entre os países, já que os Estados Unidos afirmam que ela só vai ocorrer caso haja um acordo sobre o programa nuclear iraniano. A diplomacia do Irã, por sua vez, nega que o programa de mísseis do país faça parte da negociação.
O custo dos danos causados pelo conflito está estimado em US$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).
Venda de petróleo
Na segunda-feira (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão por dois meses de suas sanções ao petróleo iraniano. As transações que estavam proibidas estão autorizadas até o dia 21 de agosto, exceto para Cuba e Coreia do Norte.
A licença poderia liberar um inventário flutuante de cerca de 67 milhões de barris de petróleo bruto iraniano retidos no Golfo, proporcionando ao Irã um ganho financeiro potencial de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões, de acordo com Miad Maleki, ex-oficial de sanções do Tesouro e atual membro sênior da Fundação para a Defesa das Democracias, um think tank baseado em Washington.
Com a liberação, acredita-se que a China acelerará as compras do petróleo iraniano durante os dois próximos meses.
Por Júlia Moura (Folhapress) – Alvo de nove mandados de busca e apreensão pela Operação Miragem, da Polícia Federal, nesta terça-feira (23), o Digimais teve seu controle adquirido pelo bispo Edir Macedo em 2020. Antes, o banco se chamava Renner e pertencia à família que fundou a varejista de roupas. Segundo interlocutores, o dono da […]
Foi inaugurada nesta terça-feira (23) a primeira fase das obras da Nova Serra das Araras, trecho fluminense da Rodovia Presidente Dutra (BR-116). Focado na modernização de uma infraestrutura projetada originalmente na década de 1940, o projeto conta com um investimento de R$ 1,5 bilhão para o trecho da serra e visa destravar o gargalo logístico entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
Nesta etapa inicial, foi liberado quatro quilômetros de pistas no sentido São Paulo. A nova estrutura conta com quatro faixas de rolamento, acostamento, faixas de segurança, iluminação integral e oito novos viadutos. O tráfego será liberado aos motoristas na quinta-feira (25), às 15h.
O governo federal afirmou que o projeto está 70% concluído e o cronograma para a conclusão total do complexo foi antecipado em dois anos, reduzindo o prazo final de entrega de 2029 para 2027.
Financiamento do BNDES
A modernização da Serra das Araras faz parte de um plano macro de investimentos na concessão das rodovias Dutra e Rio-Santos (BR-101), que totalizam 626 quilômetros. Esse pacote recebe um aporte de R$ 10,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), consolidando-se como um dos maiores financiamentos de infraestrutura rodoviária da história da instituição.
O investimento atua diretamente no principal eixo comercial do país. As duas rodovias conectam 34 municípios que concentram 60 milhões de habitantes e são responsáveis por 41% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Atualmente, a Serra das Araras recebe cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% correspondem ao transporte de cargas.
Retorno financeiro e ganho logístico
O investimento resultará, ao fim do projeto, em 16 quilômetros de novas pistas (8 km por sentido), 24 viadutos, duas áreas de escape para caminhões, monitoramento inteligente e cobertura de internet 4G.
Os reflexos econômicos do projeto incluem:
Aumento de velocidade: A velocidade máxima operacional permitida passará de 40 km/h para até 80 km/h.
Redução de custos e tempo: O tempo de viagem encolherá em até 25% na subida (sentido SP) e em até 50% na descida (sentido RJ), diminuindo o custo do frete e o consumo de combustível.
Geração de emprego: A movimentação financeira na região viabilizou a criação de 5 mil empregos diretos e indiretos.
O plano de investimentos financiado pelo BNDES também prevê a expansão de 40% na capacidade total das duas rodovias, o que inclui a duplicação de 80 km da Rio-Santos (entre Mangaratiba e Angra dos Reis) e a implementação de mais de 600 km de faixas adicionais.
Presidente Lula e o senador Jaques Wagner. Foto: Reprodução.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), até o meio desta semana para discutir a possível saída do senador do posto, em uma tentativa de conter o desgaste provocado pelo caso Master sobre a gestão petista.
A expectativa no Palácio do Planalto é que Wagner peça para deixar a liderança, segundo o Metrópoles. Integrantes do governo e do PT pressionam o senador a abrir mão da função porque avaliam que a investigação dá munição à oposição bolsonarista.
A estratégia da cúpula petista e da pré-campanha de Lula é separar o presidente do episódio que envolve Wagner. O argumento usado internamente é que o senador baiano disputará a reeleição ao Senado em 2026, e não a Presidência da República.
A reunião entre Lula e Wagner está prevista para quarta-feira (24/6), dia em que o presidente deve despachar em Brasília. Nesta terça-feira (23/6), Lula cumpre agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto a equipe de Wagner evita confirmar quando ele retorna da Bahia à capital federal.
Teresa Leitão, Camilo Santana e Rogério Carvalho entram na disputa
Com a possível saída de Wagner, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) ganhou força como eventual substituta. Ela lidera o PT no Senado desde abril, tem longa trajetória no partido e cumpre mandato iniciado em 2022, o que a libera de uma campanha eleitoral neste ano.
A escolha ainda divide opiniões no governo. Aliados citam como vantagem o fato de Teresa não enfrentar ruídos na relação com o Planalto nem com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que rompeu com Lula após a derrubada da indicação de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, atribuída à articulação de bastidores do senador amapaense.
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, também aparece nas conversas, mas deixou o ministério em abril para se dedicar à campanha de reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que aparece em segundo lugar nas pesquisas contra Ciro Gomes (PSDB). Rogério Carvalho (PT-SE), que já exerceu interinamente a liderança durante licença de Wagner no ano passado, agrada a integrantes do governo, mas pretende disputar a reeleição ao Senado.
O senadores Teresa Leitão, Camilo Santana e Rogério Carvalho. Foto: reprodução
Falta menos de um mês para o recesso parlamentar de meio de ano, previsto para 18 de julho. Se Wagner deixar o cargo, o novo líder terá de acelerar pautas tratadas como prioritárias pelo governo e ainda sem definição no Senado, como a PEC da Segurança Pública, a PEC do fim da escala 6×1 e o Redata, projeto sobre regulamentação e compartilhamento de dados entre órgãos públicos.
Operação da PF e entrevista à BandNews pesam sobre Wagner
A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (18/6), mirou Jaques Wagner. Os investigadores apuram se o senador atuou em favor de interesses do Banco Master no Congresso, incluindo uma proposta para ampliar o crédito consignado e uma medida chamada nos bastidores de Emenda Master.
A PF também apura a transferência de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador, uso de aeronaves particulares, ingressos para shows e repasses que somariam R$ 3,5 milhões. As suspeitas surgiram após análise de conteúdo extraído do celular de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que também foi alvo da ação. Wagner nega envolvimento e afirmou, em nota, que “não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados”.
Aliados dizem que Wagner não pretende entrar em rota de colisão com Lula, com quem mantém relação política e amizade de mais de 40 anos. O senador resiste a deixar a liderança por avaliar que a saída poderia soar como admissão de culpa, mas cogita pedir licença da função sob o argumento de que precisa se dedicar à defesa e à campanha de 2026.
A entrevista de Wagner à BandNews, na quinta-feira (18/6), causou incômodo no Planalto. Interlocutores do governo citaram quatro pontos mal recebidos: a revelação de um telefonema de Lula, a afirmação de que recebeu solidariedade do presidente, a declaração de que Lula teria classificado a operação como perseguição política e a fala de que não deixaria a liderança; na mesma entrevista, Wagner reafirmou a pré-candidatura ao Senado e disse: “Espero ser reeleito”.
Às vésperas das comemorações do 2 de Julho, a direção da campanha discute a saída do líder do governo no Senado e busca conservar a principal vitrine do partido
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja o responsável por analisar o pedido de investigação relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia em TVT News.
O parecer foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado manifestação do órgão antes de decidir sobre o caso.
A controvérsia gira em torno de um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicitou a ampliação das investigações envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para incluir fatos relacionados ao financiamento do longa-metragem.
Segundo o parlamentar, há indícios de conexão entre os recursos destinados ao filme Dark Horse e a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Após receber o parecer da PGR, Alexandre de Moraes encaminhou a questão ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Caberá agora ao chefe da Corte decidir se o caso permanecerá sob a relatoria de Moraes, será transferido para André Mendonça ou se haverá um novo sorteio para definir o ministro responsável.
PGR vê conexão com investigações já conduzidas por Mendonça
No parecer encaminhado ao Supremo, Paulo Gonet argumenta que os fatos mencionados por Lindbergh Farias possuem ligação com investigações já existentes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo o procurador-geral, esse conjunto de apurações já tramita sob a supervisão de André Mendonça, o que justificaria a redistribuição do pedido para o gabinete do ministro.
“O episódio a que se refere a representação, entretanto, já é objeto de procedimento próprio na Suprema Corte, que tramita sob a supervisão do eminente ministro André Mendonça”, escreveu Gonet.
André Mendonça, ministro do STF – Foto: Fellipe Sampaio/STF
A manifestação da PGR não analisa o mérito das acusações apresentadas pelo parlamentar petista nem se posiciona sobre eventual abertura de investigação. O parecer trata exclusivamente da definição de competência dentro do STF.
A avaliação da Procuradoria é que a conexão entre os fatos apontados por Lindbergh e as investigações já existentes recomenda a concentração dos procedimentos sob uma mesma relatoria.
Pedido surgiu após revelação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
As mensagens vieram à tona após reportagens revelarem que Flávio buscou recursos junto a Vorcaro para custear a produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
Com base nessas informações, Lindbergh sustentou que os recursos poderiam ter relação com a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e com iniciativas internacionais voltadas à defesa da anistia do ex-presidente.
O deputado pediu que Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem incluídos nas investigações conduzidas por Moraes sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior.
Segundo o parlamentar, seria necessário apurar se o dinheiro destinado ao longa-metragem Dark Horse foi efetivamente utilizado apenas para a produção audiovisual ou se parte dos recursos teve outras finalidades.
Relação com o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro
A solicitação foi apresentada no âmbito do inquérito que investigou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
André Porciúncula, Eduardo Bolsonaro e ex-auxiliar de Mario Frias na Secretaria de Cultura do governo Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução
Na semana passada, o ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O caso foi relatado por Alexandre de Moraes.
Ao protocolar o pedido de ampliação das investigações, Lindbergh Farias argumentou que existiria uma ligação entre o financiamento do filme e as ações desenvolvidas por Eduardo no exterior.
Segundo o parlamentar, os recursos poderiam ter sido empregados para custear a permanência do ex-deputado fora do Brasil ou para financiar iniciativas relacionadas à campanha internacional por sanções e tarifas em defesa da anistia de Jair Bolsonaro.
As suspeitas foram mencionadas também em documentos da Polícia Federal citados durante a tramitação do caso.
Flávio Bolsonaro recebeu milhões do Master para “Dark Horse”, filme sobre seu pai
Após a divulgação das conversas com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou qualquer prática irregular.
O senador afirmou que o contato com o banqueiro teve como objetivo exclusivo buscar recursos privados para viabilizar a produção cinematográfica.
Segundo ele, não houve negociação de vantagens indevidas nem utilização dos valores para fins distintos daqueles relacionados ao filme Dark Horse.
A equipe do parlamentar também comentou o parecer apresentado pela Procuradoria-Geral da República.
Em nota enviada à imprensa, os assessores destacaram que a manifestação de Paulo Gonet sustenta a redistribuição do processo para André Mendonça.
“O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, apresentou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado incompetente para conduzir o julgamento relacionado ao caso Dark Horse.
No parecer, Gonet sustenta que o processo deve ser redistribuído ao ministro André Mendonça, apontado como prevento para analisar a matéria”, afirmou a equipe de Flávio Bolsonaro.
Eduardo Bolsonaro também rebate suspeitas sobre dinheiro de Dark Horse
Eduardo Bolsonaro igualmente rejeitou as hipóteses levantadas sobre eventual utilização de recursos ligados ao filme para sua permanência nos Estados Unidos.
O ex-deputado classificou as suspeitas como “toscas” e argumentou que sua situação migratória impediria o recebimento de valores dessa natureza.
Após a divulgação das conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, também veio à tona a participação de Eduardo como produtor-executivo do filme.
A produção de Dark Horse ganhou repercussão nacional depois que reportagens revelaram a busca de financiamento para viabilizar as gravações da obra.
O que é o caso Dark Horse
O filme Dark Horse é uma cinebiografia que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A produção passou a ocupar espaço no debate político após a divulgação de mensagens que indicariam uma tentativa de captação de recursos junto ao empresário Daniel Vorcaro.
O banqueiro está preso em decorrência das investigações relacionadas ao chamado caso Master, conjunto de apurações que já tramita sob relatoria de André Mendonça no STF.
Foi justamente essa conexão que levou a Procuradoria-Geral da República a defender que o novo pedido seja analisado pelo mesmo ministro.
Na avaliação do órgão, a existência de elementos comuns entre os procedimentos recomenda a concentração dos casos sob uma única relatoria, evitando decisões conflitantes e permitindo uma análise integrada dos fatos.
Fachin decidirá futuro do processo
Com o parecer da PGR nos autos, Alexandre de Moraes optou por não decidir sozinho sobre a definição do relator.
O ministro encaminhou a questão ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que deverá analisar os argumentos apresentados e definir o destino do procedimento.
Entre as possibilidades estão a manutenção do caso com Moraes, a transferência para André Mendonça ou a realização de um sorteio para indicar outro integrante da Corte.
A decisão será importante para determinar os próximos passos do pedido apresentado por Lindbergh Farias e para definir qual gabinete ficará responsável por avaliar a abertura ou não de uma investigação sobre os recursos destinados ao filme Dark Horse.
Até que essa definição ocorra, não há deliberação do STF sobre o mérito das acusações nem sobre eventual responsabilização dos envolvidos.
Por Carlos Victor Costa (Comissão de Jornalistas Alagoanos) O jornalismo existe para fazer perguntas. Principalmente aos poderosos. Quando essas perguntas passam a ser respondidas com processos judiciais, remoções de conteúdo e tentativas de intimidação, não estamos mais diante de um conflito comum entre imprensa e agentes públicos. Estamos diante de uma ameaça à liberdade de […]
Mais de três anos após o início do boom da inteligência artificial generativa, o Google desafiou muitos céticos que acreditavam que o ChatGPT seria o golpe fatal para o gigante das buscas. Mas alguns problemas estão abalando seu negócio principal.
O mecanismo de busca DuckDuckGo está registrando aumentos nas taxas de instalação de até 40% por semana. O Bing, da Microsoft, alcançou 1 bilhão de usuários pela primeira vez no último trimestre. E o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu ligeiramente no último mês, enquanto o ChatGPT registrou uma pequena alta.
O Google ainda controla 90% do mercado de buscas, o preço de suas ações mais do que dobrou no último ano e o crescimento da receita no primeiro trimestre foi o mais rápido desde 2022. Mas a preocupação com a IA persiste à medida que mais pessoas recorrem aos chatbots como método preferido para encontrar informações.
O ChatGPT ocupa consistentemente a posição de aplicativo gratuito mais baixado no iOS da Apple, e o Claude, da Anthropic, está atualmente em oitavo lugar, uma posição atrás do Gemini, do Google.
Enquanto isso, outra onda de usuários da internet está se afastando completamente das buscas impulsionadas por IA em favor de alternativas sem IA. Um estudo do Pew Research Center publicado em março constatou que cerca de metade dos americanos sentia que a IA em suas vidas diárias os deixava “mais preocupados do que entusiasmados”.
Navegar pela internet sem ela é um dos mecanismos de adaptação e, no início deste mês, o DuckDuckGo lançou um mecanismo de busca “sem IA” com novas extensões para navegador que permitem aos usuários utilizar por padrão o endereço noai.duckduckgo.com.
“Muitas pessoas usam o Google porque o Google é como a página inicial da internet, mas elas querem fazer essas jornadas, clicar e pesquisar por conta própria e tomar suas próprias decisões”, disse Lily Ray, vice-presidente de otimização para mecanismos de busca e busca por IA da empresa de marketing Amsive.
O Google também enfrenta o desafio de conter startups de IA fortemente financiadas, que estão pagando valores elevados por talentos antes de suas potenciais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).
Na semana passada, Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e copresidente do Gemini AI, anunciou que estava deixando o Google para ingressar na OpenAI. E, na sexta-feira, John Jumper, vice-presidente da DeepMind e fellow de engenharia, informou que estava saindo para trabalhar na Anthropic.
As ações da Alphabet tiveram, na segunda-feira, seu pior desempenho em mais de um ano, com queda de 5%.
Analistas da Jefferies escreveram em um relatório que “não interpretam as recentes saídas como um sinal de que o Google esteja fazendo menos em IA, mas sim como mais um dado em uma guerra por talentos que afeta toda a indústria, na qual laboratórios de ponta estão oferecendo lances agressivos”.
Um porta-voz do Google se recusou a comentar para esta reportagem.
Para o Google, o surgimento da IA generativa representa uma espécie de risco existencial desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, que recentemente ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais. A ameaça é dupla: o Google pode perder sua posição dominante e, ao tentar competir em IA, pode canibalizar seu próprio mecanismo de busca em favor de uma nova forma de encontrar informações que ainda não possui um modelo comprovado de publicidade digital.
Os anúncios ainda representam cerca de três quartos da receita da empresa. As margens extremamente elevadas da publicidade permitem ao Google financiar apostas de longo prazo e alto custo, como a Waymo e a IA baseada no espaço, além de investir perto de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA.
Em sua conferência anual para desenvolvedores, realizada no mês passado, o Google anunciou que redesenharia a caixa de busca pela primeira vez em 25 anos, posicionando o botão “Modo IA” diretamente dentro dela. O botão de busca agora fica abaixo da caixa.
“Esta é a maior atualização da nossa icônica caixa de busca desde sua estreia, há mais de 25 anos”, afirmou Elizabeth Reid, responsável pela organização de buscas do Google, durante o evento.
Além disso, a popular ferramenta de geração de imagens Nano Banana também está disponível na caixa de busca por meio do botão de adição. No aplicativo móvel do Google Search, uma grande caixa clicável do “Modo IA” tem praticamente o mesmo tamanho da caixa de busca tradicional.
No último mês, o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu mais de 1%. O tráfego do ChatGPT aumentou um pouco. O DuckDuckGo, que há muito tempo se posiciona contra o Google como uma opção de busca mais privada, afirma que as taxas de instalação cresceram até 75% em relação ao período anterior ao anúncio do Google I/O, em maio.
O Google precisa “encontrar um equilíbrio, porque, se avançar demais com a IA, perderá seus usuários”, disse Ray, da Amsive. Ela classificou a participação de mercado do DuckDuckGo como “microscópica”, mas afirmou que houve um grande aumento recentemente.
Até mesmo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reconhece os receios em torno da IA. Em um episódio recente do podcast “Hard Fork”, Pichai afirmou que as pessoas estão “justificadamente” ansiosas sobre o tipo de futuro que a tecnologia criará, classificando a escala da mudança como sem precedentes.
Google e OpenAI enfrentaram processos por morte culposa movidos por familiares de pessoas que supostamente cometeram atos de violência ou automutilação devido ao uso de chatbots. Em março, o Google foi processado pelo pai de um homem de 36 anos, que alegou que o chatbot Gemini convenceu seu filho a tentar realizar “um ataque com múltiplas vítimas” e, posteriormente, a cometer suicídio.
No mercado de buscas, o DuckDuckGo não é o único mecanismo respondendo à demanda por alternativas. A Microsoft lançou uma extensão para navegador chamada “Bing AI Search Choice”, que permite aos usuários desativar recursos semelhantes a chats de IA.
“A IA está fazendo coisas poderosas para as buscas, mas as pesquisas mostram que nem todos querem usar IA para tudo o tempo todo”, escreveu Jordi Ribas, presidente de busca e IA da Microsoft, em uma publicação no LinkedIn sobre a atualização.
Também cresce a antipatia entre editoras e veículos de mídia, que viram o tráfego proveniente das buscas do Google despencar, em parte porque a IA reúne informações em resumos exibidos no topo dos resultados, eliminando a necessidade de clicar nos links.
Em uma disputa antitruste com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Google admitiu no ano passado, em documento judicial, que a web aberta já está “em rápido declínio”, uma avaliação que contrastou com declarações públicas de executivos da empresa.
Estudos de painéis de dados como SparkToro e Similarweb mostram que aproximadamente 68% de todas as buscas no Google agora terminam sem um único clique para um site externo. Roger Lynch, CEO da Condé Nast, afirmou em entrevista no mês passado à TBPN que sua equipe prevê quedas no tráfego oriundo das buscas há três anos e que “todos os anos a queda foi maior do que a prevista”.
“No ano passado, eu disse às nossas equipes para assumirem que não existe busca”, afirmou. “Vocês precisam planejar seus negócios como se a busca fosse zero.”
Mesmo após a queda das ações do Google na segunda-feira, o papel ainda acumula alta superior a 100% no último ano, superando com folga todos os seus pares entre as chamadas hyperscalers. A empresa demonstrou capacidade de sobreviver e prosperar em meio a grandes mudanças de plataforma, principalmente na transição da web para os smartphones, e provou ser uma participante relevante na IA generativa, apesar de um início lento.
Na última teleconferência de resultados, Pichai atribuiu o aumento do engajamento dos usuários a experiências baseadas em IA, como o AI Mode e o AI Overviews, áreas que recebem investimentos significativos.
“A IA continua impulsionando o uso das buscas e o volume de consultas está em nível recorde”, afirmou Pichai durante a conferência.
No entanto, o Google ativa o AI Overview automaticamente, o que significa, nas palavras de Kamyl Bazbaz, diretor de políticas do DuckDuckGo, que os usuários não recebem “uma escolha”.
Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou em um podcast da Bloomberg, em abril, que “existe esse tipo de mito de que as pessoas querem IA ou a web”.
“Na verdade, acho que o que vemos é que as pessoas querem IA e a web juntas”, disse ela.
Edir Macedo, bispo da Igreja Universal e controlador do Banco Digimais. Foto: Reprodução.
A Fitch rebaixou a classificação de risco no rating nacional do Banco Digimais na segunda-feira (22/6), um dia antes de a Polícia Federal deflagrar uma operação contra a instituição financeira. A agência apontou possibilidade real de quebra ou calote do banco controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Na decisão, a Fitch afirmou que o Digimais apresenta vulnerabilidade para seguir funcionando sem apoio externo. “A capacidade de o banco manter suas operações sem suporte é altamente vulnerável a uma deterioração do ambiente de negócios e econômico”, diz a decisão.
A agência analisa títulos de dívida, emissores e instrumentos financeiros para medir risco de crédito. Notas altas indicam baixo risco no grau de investimento, enquanto notas baixas apontam alto risco especulativo.
A Fitch também citou mudanças na governança do banco, incluindo troca no comando executivo e saída do Conselho de Administração. “As alterações relevantes na governança corporativa do banco, incluindo a substituição do CEO e a destituição do Conselho de Administração, somam-se a esse quadro e reduzem a previsibilidade sobre a execução de sua estratégia e de sua capacidade de estabilizar o desempenho financeiro”, informou a agência.
App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo
Operação Miragem mira a cúpula do Banco Digimais
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23/6), a Operação Miragem contra a cúpula do Banco Digimais. A investigação mira administradores da instituição controlada por Edir Macedo.
A Justiça autorizou buscas e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. A decisão também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 670,3 milhões.
Segundo a PF, há suspeitas de que administradores do banco tenham criado mecanismos para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a real. A investigação aponta alteração de informações contábeis e geração artificial de receitas.
A Fitch também decidiu retirar todos os ratings do Digimais por insuficiência de informações. “A retirada reflete a avaliação da agência de que não será capaz de manter o monitoramento adequado das classificações, tendo em vista a ausência de informações financeiras suficientes, confiáveis e verificáveis”, diz a agência.
A IG4 Capital subiu o tom na disputa pelo controle da Raízen. A gestora está disposta a desembolsar até R$ 2 bilhões em dinheiro para comprar os créditos da companhia com credores, em uma tentativa de garantir 50% mais uma ação depois da conversão de dívida em equity prevista no plano de recuperação extrajudicial.
O valor representa cerca de 62% dos créditos que serão convertidos em participação acionária na maior recuperação extrajudicial da história do país, de R$ 64,7 bilhões. A movimentação ocorre em meio à concorrência de outras gestoras pelo direito de conduzir a reestruturação da companhia de energia.
Diante da disputa por outros nomes interessados no negócio, a IG4 decidiu colocar na mesa o pagamento total em espécie pelos créditos mirados, segundo informações confirmadas por Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. A estratégia busca dar mais força à proposta frente a credores que também avaliam outras alternativas de recebimento.
Recuperação extrajudicial: processo em que uma empresa endividada negocia diretamente com seus credores, fora da Justiça, um plano de pagamento ou reestruturação da dívida, sem passar por todas as etapas formais de uma recuperação judicial.
Paulo Mattos, chairman e CIO da IG4 Capital, resumiu a ambição da gestora ao Pipeline. Segundo ele, a casa quer concentrar esforços em poucas operações, mas de grande porte. “Queremos ser a 3G do special situation e focar em poucos e grandes deals”, afirmou ao Valor, com confirmação do Times Brasil | CNBC.
Mattos também fez um aceno aos investidores sobre a capacidade financeira da gestora, mesmo após a operação Braskem. “Hoje temos equipe e recursos para fazer isso, mesmo tendo assumido a Braskem”, disse.
Mattos fala em ser 3G da Raízen e do setor
Em entrevista à agência de notícias Reuters, concedida na segunda-feira (22), Mattos detalhou a estratégia da gestora para o ativo. A oferta não vinculante enviada aos credores prevê opções de recebimento, incluindo pagamento em dinheiro e a alternativa de quem preferir continuar exposto à Raízen receber cotas de um fundo gerido pela própria IG4.
Oferta não vinculante: proposta inicial que sinaliza interesse e condições gerais de um negócio, mas que ainda não obriga juridicamente as partes envolvidas a fechar o acordo nos termos apresentados.
Mattos não revelou o valor exato oferecido a cada credor. Segundo ele, a gestora tem histórico de assumir controle ou cocontrole de companhias e considera que um turnaround só funciona com participação majoritária.
O executivo negou ainda qualquer participação societária do BTG Pactual na IG4. Segundo Mattos, o banco já investiu em fundos da gestora, mas não detém controle ou equity na companhia.
Ometto rebate negociação
O presidente do conselho da Raízen, Rubens Ometto, minimizou a movimentação da IG4. Para ele, a proposta não passa de especulação de mercado. “O mercado financeiro está cheio de ideias criativas”, disse à Reuters.
A reação de Ometto contrasta com o avanço público da articulação da IG4 junto a assessores dos credores, como o banco Moelis e a consultoria financeira Journey Capital, que já receberam a oferta não vinculante da gestora.
Prazo aponta para março de 2027
Segundo os executivos da IG4, a estratégia não envolve uma tomada hostil de controle. A gestora afirma buscar construir apoio entre credores e demais partes interessadas antes de negociar com os acionistas que permanecerem na companhia.
Oferta hostil: tentativa de aquisição de uma empresa feita sem o apoio do conselho ou da administração, geralmente comprando ações diretamente no mercado ou pressionando acionistas, em contraposição a negociações amigáveis com a gestão atual.
Caso consiga compromissos equivalentes a 50% mais uma ação da Raízen, a IG4 pretende abrir negociação com os acionistas remanescentes. A meta da gestora é finalizar a aquisição até o fim de março de 2027, condicionada ao sucesso da articulação junto aos credores.
O movimento sobre a Raízen vem na sequência da venda da participação da IG4 na CLI, vendida ao AD Ports Group por US$ 835 milhões em parceria com a Macquarie. Hélio Novaes, recém-nomeado CEO da IG4, disse que a gestora volta a atenção para o agronegócio. “Estamos voltando nossa atenção para o setor agro, que continua robusto, mas enfrenta diversas dificuldades”, afirmou.
Atualmente com 40 profissionais, a IG4 diz que a saída da CLI abriu espaço de caixa para novas operações. Segundo os executivos, a gestora prioriza agora um número menor de companhias, com foco em negócios maiores e mais complexos.
A Polícia Federal apontou que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, replicou a mesma tática usada pelo Banco Master para superavaliar ativos e esconder a deterioração da carteira de crédito.
Segundo a corporação, a instituição se aproveitou da confiança dos depositantes na proteção institucional do Fundo Garantidor de Crédito.
A manobra teria ocorrido por meio da emissão de títulos com rentabilidade desproporcional aos indicadores de mercado. Conforme os investigadores, a estratégia mascarou o real estado financeiro do banco diante do mercado e do próprio Banco Central.
As informações constam de inquérito ao qual a coluna de Fausto Macedo, do Estadão, teve acesso.
Venda ao BTG depende de aporte do FGC
Diante da fragilidade identificada nos balanços, a solução encontrada pela direção do Digimais foi negociar a venda do controle societário ao Banco BTG Pactual. A operação, no entanto, está condicionada a uma injeção de recursos por parte do FGC.
O valor necessário para viabilizar o negócio seria de R$ 7 bilhões, destinado a cobrir o déficit identificado na instituição. Para a PF, isso significa que o prejuízo gerado pela gestão do banco seria repassado em grande parte ao fundo garantidor.
Fundo Garantidor de Crédito (FGC): entidade privada que protege depositantes de bancos em caso de falência ou liquidação, reembolsando valores até um limite estabelecido por instituição financeira e por CPF.
Os federais classificam a movimentação como uma forma de transferir o risco da atividade bancária para fora da instituição. Segundo o documento, a estrutura permite que operadores e administradores do banco se isentem da obrigação de suportar o passivo resultante da própria gestão.
Ainda de acordo com a investigação, a movimentação cria uma dinâmica na qual os responsáveis pela insolvência repassam a integralidade do prejuízo ao sistema de proteção. Dessa forma, conseguem isolar o próprio patrimônio dos resultados da atividade que desempenharam.
Caso a operação com o BTG não avance, a PF afirma que a liquidação do Digimais poderia ser decretada. Para os investigadores, o uso dos instrumentos de assistência financeira em casos como esse acaba favorecendo quem operou à margem da lei, o que vai contra o propósito do FGC de proteger as poupanças da população.
Banco já orbitava o ecossistema Master
O Digimais chegou a registrar exposição de aproximadamente R$ 600 milhões a carteiras de crédito do Banco Master, segundo a PF, após a liquidação da instituição comandada por Daniel Vorcaro. Esses ativos passaram a ser questionados quanto à qualidade, ao lastro e à regularidade documental.
Procurado, o Digimais não se manifestou até a publicação deste texto.
A reportagem de Times Brasil | CNBC também procurou o BTG Pactual para saber se o banco seguirá na compra do banco de Edir Macedo.
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) acusou a atriz Samara Felippo de mentir à Justiça ao justificar sua ausência em uma audiência de conciliação virtual. A nova manifestação entrou nos autos do processo que ele move contra a artista por danos morais.
Segundo a coluna de Fábia Oliveira, Frias contestou o atestado médico apresentado por Samara após a audiência. O parlamentar sustenta que a justificativa não combina com uma reportagem da revista Marie Claire, que apontaria a participação da atriz em uma oficina nos Estúdios Globo na mesma data do compromisso judicial.
A ação começou depois de uma publicação feita por Samara Felippo em suas redes sociais. Na postagem, a atriz associou o nome de Frias ao de criminosos condenados, como os irmãos Cravinhos e o ex-goleiro Bruno, ao afirmar que ele também teria “fãs”.
Frias alegou que a publicação atingiu sua honra e sua imagem pública. Ele pediu indenização de R$ 30 mil por danos morais, a remoção do conteúdo e a proibição de novas publicações semelhantes; a Justiça negou o pedido liminar para retirada do material.
Deputado federal Mario Frias, do PL. Foto: Reprodução.
Audiência virtual e atestado viram novo ponto de disputa
A audiência de conciliação virtual ocorreu em 29 de maio, mas Samara Felippo não participou. Dias depois, a atriz juntou aos autos um atestado médico para informar necessidade de afastamento e justificar a ausência.
Na nova petição, Mario Frias afirma que a presença da atriz em uma atividade nos Estúdios Globo, caso confirmada, torna incompatível a explicação apresentada ao juízo. O deputado argumenta que não havia impedimento real para que ela participasse da audiência virtual.
O parlamentar pediu que a Justiça rejeite a justificativa de Samara e reconheça que a ausência ocorreu sem motivo válido. Frias também requereu a decretação da revelia da atriz, medida que pode levar à presunção de veracidade dos fatos narrados por ele na ação.
Frias ainda solicitou a condenação de Samara Felippo ao pagamento de multa por litigância de má-fé, sob a alegação de que ela apresentou uma justificativa falsa. A Justiça analisará os argumentos das partes para decidir se considera a ausência devidamente justificada.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se inscreveu para discursar em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre o novo tarifaço contra o Brasil. A sessão está marcada para 6 de julho, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu cinco minutos de fala como representante do Senado Federal e pré-candidato à Presidência.
Ao Globo, aliados afirmaram que Flávio deve defender a suspensão da proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e também o Pix, alvo de críticas do governo Donald Trump por suposta concorrência desleal. O prazo para os Estados Unidos decidirem se adotarão ou não as medidas termina em 15 de julho, cerca de uma semana após a audiência.
No início de junho, o USTR concluiu uma investigação contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, mecanismo que permite a Washington reagir a práticas consideradas injustas. O órgão questionou políticas brasileiras ligadas ao comércio digital e ao Pix, além de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e questões ambientais.
A última segunda-feira foi a data-limite para pedidos de participação na audiência. A comissão deve divulgar nos próximos dias a lista de participantes. O governo Lula não inscreveu representantes.
A discussão ocorre em meio ao desgaste de Flávio com o tema. Pesquisa Genial/Quaest divulgada neste mês mostrou que 47% dos entrevistados concordam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando ele afirma que Flávio teria pedido as novas tarifas. Outros 35% concordam com a versão do pré-candidato do PL de que teria pedido a Trump para não tarifar produtos brasileiros.
A sondagem também apontou que 46% concordam com Lula ao dizer que as tarifas seriam uma retaliação ao Pix. Já 36% apoiam a leitura de Flávio de que a medida seria resposta a declarações do petista contra os Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro e Donald Trump. Foto: reprodução
A família Bolsonaro mantém relações com a direita trumpista desde antes da eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, e ampliou os contatos durante o julgamento da trama golpista.
Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, passou a articular pressão internacional ao lado de Paulo Figueiredo. Em julho passado, o empresário comemorou o primeiro tarifaço. “O Brasil merece a tarifa Moraes”, disse.
Na semana passada, Eduardo foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Flávio, por sua vez, foi escolhido pelo pai para disputar o Planalto e intensificou viagens e conversas em Washington.
No ofício ao USTR, Flávio afirma ter tratado do tema diretamente com Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio. O senador promete falar “contra a medida proposta e a favor de uma solução construtiva e negociada para as questões identificadas na investigação”.
“Duas posições são declaradas logo de início e de forma categórica. A testemunha opõe-se à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a qualquer medida voltada para o sistema público brasileiro de pagamentos instantâneos. Faz isso em nome dos consumidores e produtores de ambos os países e em defesa de uma parceria que tem servido aos Estados Unidos e ao Brasil há mais de oitenta anos”, diz o pedido.
Flávio argumenta que as tarifas poderiam beneficiar Lula. “A parte beneficiada pela medida não é a parte que a medida visa atingir”, ressalta. Segundo ele, “em várias das conclusões, a distância entre a posição do Representante Comercial e a de um governo brasileiro reformista é muito menor do que aquela existente em relação ao governo atual”.
Um dia antes de a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem, que investiga suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional supostamente cometidos na gestão do Banco Digimais, a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da instituição e encerrou seu acompanhamento. O rating nacional de longo prazo caiu de ‘BB+(bra)’ para ‘CCC(bra)’, enquanto o de curto prazo foi reduzido de ‘B(bra)’ para ‘C(bra)’.
A combinação de rebaixamento e retirada dos ratings indica que a agência não encontrou informações suficientes para continuar avaliando o banco.
Mais cedo, a Justiça Federal autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670.348.945,70.
Na véspera, a Fitch afirmou que o Digimais tem margem de segurança baixa e que há possibilidade real de inadimplência ou falência. A agência não chegou a afirmar que o banco vai à falência, mas enquadrou o cenário nessa categoria de risco.
O que levou à decisão
Pesaram na decisão a deterioração dos resultados financeiros, uma disputa judicial envolvendo um fundo de direitos creditórios (FIDC) e um processo de reformulação do modelo de negócios sem contornos definidos.
A governança também entrou na conta: o banco trocou o CEO e destituiu o Conselho de Administração, o que, segundo a Fitch, reduz a previsibilidade sobre os próximos passos da gestão.
Há um processo de venda em curso. Em abril de 2026, um banco, não identificado no comunicado, assinou documentos para adquirir o controle do Digimais. A operação ainda depende de processo competitivo, definição de proposta vencedora e aprovações do Banco Central e do Cade. A Fitch disse não ter informações adicionais sobre a transação.
Com a saída do monitoramento, a agência deixa de acompanhar o banco por ausência de dados que considera verificáveis.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Reino Unido caiu de 49,7 em maio para 49,4 em junho, atingindo o menor nível em 14 meses, segundo dados preliminares publicados nesta terça-feira, 23, pela S&P Global. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta a 49,8 neste mês.
No segmento de serviços, o PMI britânico recuou de 49,3 para 48 7 no mesmo período, tocando o menor patamar em 41 meses. O consenso da FactSet era de avanço para 49,5.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Reino Unido é um dos indicadores econômicos mais acompanhados pelo mercado financeiro global, funcionando como um termômetro em tempo real da saúde econômica britânica.
Já no setor industrial, o PMI do Reino Unido diminuiu de 53,9 para 53,1, o menor nível em três meses. Neste caso, a projeção era de queda para 53,6.
Leituras abaixo de 50 indicam contração econômica, enquanto números acima de 50 sugerem expansão.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira, 23, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, considerando o contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços. A mensagem consta na ata da reunião de junho do Copom, publicada no período da manhã desta terça.
No encontro, encerrado na quarta-feira, 17, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%.
Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cauteloso da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.
Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.
“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse no documento publicado nesta terça.
O Comitê também afirmou que a decisão de reduzir a Selic para 14 25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”
Projeções
O Copom repetiu as projeções para a inflação já apresentadas no comunicado. O colegiado prevê alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, espera alta de 3,7% para o IPCA acima do centro da meta, de 3,0%.
Para os preços livres, projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.
Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 15 de junho) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.
A taxa de câmbio começa em R$ 5,10 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC).
Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.
A MPM Corpóreos S.A. (Espaçolaser) anunciou ao mercado a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de até 6.106.557 ações ordinárias de sua emissão. A operação, que será coordenada pelo banco BTG Pactual , consiste na venda da totalidade da participação mantida pelo Magnólia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia na companhia. Se o lote total for integralmente alienado, o fundo deixará de integrar o bloco de controle da empresa.
Estrutura e Alvo da Oferta
A distribuição ocorrerá sob o rito de registro automático perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e será direcionada exclusivamente a Investidores Profissionais. Não haverá esforços de colocação dos papéis no exterior, tampouco a previsão de lotes adicionais ou suplementares. Diante disso, não haverá mecanismo de estabilização de preço, o que pode submeter as ações a flutuações no mercado secundário da B3.
A operação conta com garantia firme de liquidação prestada pelo coordenador e prevê a possibilidade de distribuição parcial, desde que atingida a quantidade mínima de 3.053.279 ações. Caso essa meta mínima não seja alcançada no procedimento de bookbuilding, a oferta será cancelada.
Fixação de Preço e Valores Estimados
O preço por ação será definido após a coleta de intenções de investimento. Como base de referência hipotética, considerando a cotação de fechamento de R$ 6,10 verificada no dia 19 de junho de 2026, o volume financeiro da operação pode variar entre:
R$ 18.625.001,90 — se comercializada apenas a quantidade mínima exigida.
R$ 37.249.997,70 — se distribuída a totalidade das ações ofertadas.
Por se tratar de uma oferta estritamente secundária, a Espaçolaser não receberá nenhum recurso com a transação, sendo a receita líquida integralmente direcionada ao acionista vendedor. Dessa forma, não haverá diluição patrimonial para os atuais acionistas.
Restrições de Lock-up e Vendas a Descoberto
Para garantir a estabilidade do processo, determinados acionistas do bloco de controle — Ygor Alessandro de Moura, José Carlos Semenzato e SMZXP Participações Ltda. — assinaram um acordo de lock-up. Eles estão impedidos de negociar ou dispor de suas participações pelo período de 90 dias contados do anúncio de início da oferta, salvo exceções previstas em contrato (como doações de boa-fé ou transferências sucessórias).
Fica vedada a aquisição de ações por investidores que tenham realizado vendas a descoberto com papéis da companhia na data de fixação do preço ou nos cinco pregões antecedentes.
Direitos Assegurados
As ações comercializadas manterão os mesmos direitos concedidos aos atuais detentores de ações ordinárias da Espaçolaser, incluindo:
Direito a um voto por ação nas Assembleias Gerais.
Direito ao dividendo obrigatório não inferior a 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício.
Direito de venda conjunta (tag along) em caso de alienação onerosa do controle da companhia, assegurando tratamento igualitário ao dos controladores.
Em crise financeira, o banco Digimais, ligado ao líder da Igreja Universal, Edir Macedo, aportou recursos em fundos de investimento ligados a empreendimentos de alto risco. Segundo documentos obtidos pelo Estadão, os fundos incluem um projeto imobiliário sem licença para construção em Pernambuco e uma empresa dona de terras em praias protegidas pela União, em Paraty, no Rio de Janeiro, área ocupada por caiçaras e marcada por conflitos fundiários.
Os imóveis estão alocados em fundos dos quais o Digimais é cotista e somam patrimônio de R$ 526 milhões. O investimento ocorreu nos últimos três anos, período em que o banco enfrentou crise, passou a ser negociado no mercado e entrou na mira da Polícia Federal por suspeitas de fraudes.
Auditores independentes apontaram que cerca de 75% dos R$ 4 bilhões em aportes do Digimais não puderam ser devidamente analisados por falta de documentos que comprovassem a situação dos fundos. Parte desses recursos foi destinada a fundos imobiliários e empresas, dos quais R$ 1,9 bilhão não tinha documentação suficiente para auditoria.
Um dos fundos é o Cajaíba, com patrimônio de R$ 419 milhões, criado em junho de 2025 e nunca auditado. Ele investe na Cajaíba Participações, empresa detentora de terras na Praia Grande da Cajaíba, em Paraty. A região é isolada, tem áreas de proteção ambiental e social e abriga comunidades caiçaras.
Veja fotos da área que pertencem ao fundo Cajaíba:
A empresa pertence a Cristiano Tannus Notari, neto de Gibrail Tannus Notari, que adquiriu terras na região nos anos 1950. A ocupação é alvo de controvérsias antigas. O pesquisador Pedro Berruezo Marques, mestre em Ciências Sociais pela UFRRJ, afirma que havia relatos de intimidação contra caiçaras.
“Algumas estratégias eram bem relatadas na literatura. Uma delas é que ele (Gibrail) levou uma série de bois e búfalos e os soltou naquela região, na fazenda que comprou, só que os bois vagavam. Então começaram a pisotear a roça dos caiçaras, a assustar as crianças, e os relatos de berne nas crianças aumentaram”, disse.
Ao Estadão, Tannus Notari negou irregularidades. “Nenhum processo, fundamental esclarecer, envolve qualquer irregularidade, grilagem, ou compromete a titularidade dos imóveis e o curso normal das atividades”.
“Todos são regularmente acompanhados pelos advogados da Companhia, no estrito cumprimento do devido processo legal”, afirmou.
A empresa diz não pretender construir resort no local e afirma estudar um projeto de preservação com geração de créditos de restauração de biodiversidade, modelo semelhante ao crédito de carbono, com certificação prevista para 2028.
Outro fundo, o ID Goiana, recebeu investimentos para um projeto de condomínio em Goiana, no nordeste de Pernambuco. O fundo tem patrimônio de R$ 107 milhões e apenas um cotista, segundo balanços enviados à CVM. O Estadão apurou que o cotista é o Digimais. O terreno, de 700 hectares, não tem licença da prefeitura para construção.
O banco, antes presidido por João Urbaneja, bispo da Igreja Universal, passou a ser comandado por Aldemir Bendine no fim de 2025. Nos últimos meses, o Digimais tem sido negociado com o BTG Pactual, que afirmou ter interesse em sua “carteira de clientes”.
Agentes da Polícia Civil durante operação nesta manhã. Foto: reprodução
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu sete pessoas suspeitas de envolvimento em descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB) na manhã desta terça-feira (23).
Equipes cumpriram mandados em Brasília e em Minas Gerais. Segundo a investigação, três servidores do BRB estão entre os presos na operação.
A polícia afirma que os servidores faziam descontos nas contas dos correntistas sem autorização. Os investigadores apontam que o grupo ligava para aposentados e apresentava transcrições falsas das conversas para justificar as cobranças.
As fraudes, de acordo com a apuração policial, ocorrem desde 2024. A investigação mira a forma como os descontos teriam entrado nas contas dos clientes do banco.
Fachada do Banco BRB. Foto: reprodução
Operação mira suspeitos em Brasília e Minas Gerais
A Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes conduz a operação. A unidade atua em investigações de fraudes e crimes contra consumidores no Distrito Federal.
O g1 informou que aguardava posicionamento do BRB sobre a operação desta terça. A pauta não trouxe manifestação do banco até a publicação das informações disponíveis.
Na sexta-feira (19), o BRB já havia sido alvo de outra operação, com 50 mandados de busca e apreensão. O Ministério Público investigou descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal.
Entre os alvos dessa operação anterior estavam Ney Ferraz, ex-secretário de Economia, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB que está preso, e Eduardo Chedid, diretor do PicPay. Naquele caso, não houve prisões.
A Polícia Federal acordou o país hoje para lembrar que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, exala o mesmo cheiro de decomposição financeira que empesteava o banco de Daniel Vorcaro. O alvo da Operação Miragem é uma engrenagem que usa a alquimia contábil para maquiar cadáveres insepultos na instituição pertencente ao líder da Igreja Universal, que possui semelhanças com os zumbis do Master.
O modus operandi de ambos é parecido na audácia: enquanto a trupe de Vorcaro multiplicava pães fabricando carteiras inteiras de crédito consignado falso para justificar bilhões em ativos ilusórios, a instituição de Macedo optou pelo milagre da reciclagem. O Digimais pegava suas carteiras de crédito podres, como financiamentos de veículos que ninguém ia pagar, e jogava em fundos de investimento onde o próprio banco era o dono. É o velho golpe do “Zé com Zé” para fingir saúde e apresentar lucro no balanço.
Há bancos que morrem e não voltam à vida como Lázaro, mas seguem por aí, zumbis. Não comem cérebros, mas devoram a grana alheia. Maquiados por contabilidades criativas sob intensa pregação de sucesso, Master e Digimais ostentavam um vigor de mentira para captar dinheiro de verdade. Ao emitir títulos como CDBs pagando rentabilidades agressivas, acima de 110% do CDI, essas instituições atraíram investidores seduzidos por falsos profetas. Vendiam a imagem de um milagre financeiro, mas entregaram o de sempre: a socialização do risco e a privatização do lucro.
A podridão, como se sabe, aproxima. No início do ano, Macedo tentou repassar o controle do Digimais para Maurício Quadrado, empresário que veio justamente da cúpula do Banco Master. O Banco Central, que não estava enxergando, mas parece ter recuperado parte da visão com a catástrofe de Vorcaro, barrou o negócio. A justificativa foi o risco sistêmico.
O estrago do Banco Master resultou na sua liquidação extrajudicial e em um rombo que obrigou o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a destinar R$ 49 bilhões para cobrir o buraco. É dinheiro privado, mas que vai ser recomposto com grana dos correntistas, porque banco não perde nunca. Hoje, com a ação contra o Digimais, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens do bispo e de seus associados. É uma quantia pornográfica para a maioria dos brasileiros, mas perto do dano sistêmico que essas pirâmides com CNPJ causam, soa quase como um dízimo da impunidade.
App do banco Digimais no celular. Foto: Paulo Renato Nepomuceno/Agência O Globo
No Brasil, se um trabalhador furtar um pacote de macarrão ou um desodorante no supermercado, o Estado o lança em uma cela superlotada e joga a chave fora. Mas se você frauda o Sistema Financeiro Nacional em centenas de milhões ou bilhões, forja relatórios para o Banco Central e engana milhares de pessoas, costuma ser chamado de operador arrojado por muita gente que usa coletinho puffer.
Mas no país onde a fé move montanhas e, ao que tudo indica, também movimenta ativos podres entre fundos de investimento, o bispo Edir Macedo agora enfrenta a mais mundana das provações. Não a dos 40 dias no deserto, mas a da Polícia Federal batendo à porta com mandado de busca e apreensão.
Muitos ensinam que a prosperidade é sinal da graça divina. Difícil, no entanto, explicar aos fiéis que depositaram sua fé no Digimais que o milagre prometido era, na verdade, uma ilusão. A diferença teológica é sutil, mas o extrato bancário ajuda a distinguir.
Para o sistema financeiro, a operação chega como lembrete de que as únicas ressurreições confiáveis em se tratando de dinheiro são as dos prejuízos, que ficam voltando, voltando e voltando. Só espera-se que o nome da operação não seja honesto demais, pois no Brasil, a miragem não costuma ser o crime, mas a punição.
O médico Rodrigo Felipe Amparado, preso preventivamente no último dia 17 de junho em Nova Londrina, no noroeste do Paraná, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por ameaça, perseguição, tortura, dano emocional contra mulher e peculato. Segundo a investigação, ele também teria ameaçado torturar a filha e matar o marido da atual secretária […]
A segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 prossegue nesta terça-feira (23) com quatro partidas do grupo K e L e que podem definir o futuro do torneio. Com grande nomes do futebol mundial, esta terça terá Cr7, Modric, Kane e Luis Díaz em campo. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
A programação do dia abre às 14h com um dos confrontos mais esperados, Portugal e Uzbequistão pelo grupo K. Após empate com o Congo, o Portugal de Cr7 busca sua primeira vitória na Copa do Mundo 2026 em meio a rumores de desgate interno, que resultou em críticas dos torcedores, que criticam a nova geração por diminuir a importância do craque de 41 anos.
O dia se encerra com mais um confronto do grupo de Portugal, com a Colômbia de Luis Díaz e James Rodrigues contra a República Democrática do Confgo, que conquistou o empate contra a seleção portuguesa. Os dois confrontos do grupo K são decisivos para definir ao menos um dos classificados. Até agora, quem se classifica é a Colômbia e a República Dermocrática do Congo. Nem Portugal ou Uzbesquistão passam para o mata-mata na atual tabela.
No período da tarde, teremos dois confrontos do grupo L, com Inglaterra enfrentando Gana às 17h e Panamá e Croácia às 20h.
Na primeira rodada, assistimos a uma das partidas mais emocionantes do torneio que foi o enfrentamento da Inglaterra de Kane e da Croácia de Modric com o placar de 4 X 2 para a seleção inglesa, que agora busca sua segunda vitória para se classificar para a fase mata-mata. Para a Croácia, por outro lado, a partida de hoje é fundamental para a permanência no torneio.
Gana já tem seus 3 pontos, após a vitória contra o Panamá, que está pendurado e corre risco de eliminação junto com a seleção da Croácia. Ou seja, ambos precisam pontuar nessa rodada.
Agenda completa com os jogos de hoje e onde assistir
Portugal×Uzbequistão
Horário: 14h Onde assistir: CazéTV
Houston • Grupo K
Inglaterra×Gana
Horário: 17h Onde assistir: CazéTV
Boston • Grupo L
Panamá×Croácia
Horário: 20h Onde assistir: CazéTV
Toronto • Grupo L
Colômbia×RD Congo
Horário: 23h Onde assistir: CazéTV
Guadalajara • Grupo K
Portugal x Uzbequistão
Portugal entra em campo nesta terça-feira (23), às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, pressionado após o empate por 1 a 1 com a República Democrática do Congo na estreia da Copa do Mundo de 2026. O resultado deixou a seleção portuguesa apenas na terceira colocação do Grupo K, atrás de Colômbia e RD Congo, e aumentou a necessidade de uma vitória para manter vivo o objetivo de avançar às oitavas de final.
A equipe comandada por Roberto Martínez sabe que um tropeço pode complicar bastante a situação na chave. Além dos três pontos, um triunfo por boa diferença de gols pode ser importante nos critérios de desempate, especialmente porque a Colômbia venceu o Uzbequistão por 3 a 1 na primeira rodada.
Portugal
A principal atração da seleção portuguesa continua sendo Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, o atacante disputa sua sexta Copa do Mundo e segue como referência técnica e simbólica da equipe. Apesar da expectativa, o camisa 7 teve atuação discreta diante da RD Congo e não marcou na estreia.
Após o empate, Portugal passou a conviver com especulações sobre um possível desgaste interno envolvendo Cristiano Ronaldo e integrantes mais jovens do elenco. As discussões ganharam força depois de uma declaração do meio-campista João Neves, que afirmou que o atacante é “mais um” dentro do grupo, embora tenha reconhecido a importância histórica do jogador para o futebol português.
HOUSTON, 18 de junho de 2026 (Xinhua) — Cristiano Ronaldo, de Portugal, reage durante a partida do Grupo K entre Portugal e a República Democrática do Congo (RDC) na Copa do Mundo da FIFA de 2026, no Estádio de Houston, em Houston, Estados Unidos, em 17 de junho de 2026. (Xinhua/Xiao Yijiu) (Foto de Xiao Yijiu / Xinhua via AFP)
Cristiano respondeu às especulações de forma pública. Em uma publicação nas redes sociais, destacou que a estreia ficou abaixo do esperado, mas pediu concentração para a sequência da competição. Em outro post, compartilhou uma imagem ao lado dos companheiros e escreveu: “Sempre unidos”.
O lateral Diogo Dalot também saiu em defesa do capitão. “Todos sabem a capacidade que o Cristiano traz para a equipe, são mais de 20 anos de história pela seleção. A confiança que ele passa para a gente sempre foi a mesma. Enquanto ele representar a seleção vai estar sempre preparado para jogar”, afirmou.
Já o técnico Roberto Martínez destacou que a equipe precisa criar mais oportunidades para aproveitar melhor as características do atacante. Segundo o treinador, a experiência de Cristiano Ronaldo dentro da área segue sendo um ativo importante para Portugal.
A tendência é que Roberto Martínez promova mudanças. O zagueiro Rúben Dias deve retornar ao time titular após recuperação física. No setor ofensivo, João Félix aparece como opção para atuar ao lado de Cristiano Ronaldo.
Provável escalação de Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Rúben Dias, Renato Veiga (ou Gonçalo Inácio) e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes; João Félix, Rafael Leão (ou Pedro Neto) e Cristiano Ronaldo.
Uzbequistão
O Uzbequistão faz sua primeira participação em uma Copa do Mundo e chega para a segunda rodada tentando reagir após a derrota por 3 a 1 para a Colômbia.
Apesar do resultado negativo, a equipe asiática conseguiu marcar seu primeiro gol nesta edição do torneio com Abbosbek Fayzullaev, um dos destaques do elenco. O atacante Eldor Shomurodov também concentra boa parte das expectativas ofensivas da seleção comandada pelo italiano Fabio Cannavaro.
O treinador deve promover uma alteração na equipe, com a entrada de Odiljon Khamrobekov no lugar de Urunov.
Provável escalação do Uzbequistão: Utkir Yusupov; Abdukodir Khusanov, Jasurbek Urozov e Abdurauf Abdullaev; Bekzod Karimov, Aleksandr Mozgovoy, Otabek Shukurov e Farrukh Sayfiev; Abbosbek Fayzullaev e Odiljon Khamrobekov; Eldor Shomurodov.
Inglaterra x Gana
Às 17h, pelo Grupo L, Inglaterra e Gana se enfrentam no Gillette Stadium, em Boston. O confronto reúne duas seleções que venceram na estreia e que podem dar um passo importante rumo à classificação para a fase eliminatória.
A Inglaterra lidera a chave graças à vitória por 4 a 2 sobre a Croácia. Já Gana conquistou três pontos ao derrotar o Panamá por 1 a 0.
Inglaterra
A equipe dirigida por Thomas Tuchel protagonizou um dos jogos mais movimentados da primeira rodada. A vitória sobre a Croácia contou com grande atuação de Harry Kane, autor de dois gols.
O atacante chegou a dez gols em Copas do Mundo e igualou Gary Lineker como maior artilheiro da história da Inglaterra em Mundiais. Além disso, tornou-se o jogador inglês com mais gols marcados em cobranças de pênalti na competição.
Harry Kane no vídepclipe “Dai Dai” de Shakira, música oficial da Copa – Reprodução
Ao lado de Kane, a seleção inglesa conta com atletas que vivem grande momento, como Jude Bellingham, Marcus Rashford e Declan Rice. O desempenho ofensivo da estreia reforçou o favoritismo inglês para avançar em primeiro lugar no grupo.
Provável escalação da Inglaterra: Jordan Pickford; Reece James, Ezri Konsa, John Stones e Nico O’Reilly; Elliot Anderson e Declan Rice; Noni Madueke, Jude Bellingham e Anthony Gordon; Harry Kane.
Gana
A seleção ganesa chega embalada pela vitória sobre o Panamá. O gol decisivo foi marcado pelo volante Caleb Yirenkyi aos 49 minutos do segundo tempo, resultado que colocou os africanos na disputa direta pela liderança do Grupo L.
O técnico Thomas Christiansen deve manter a base da equipe que venceu na estreia. A principal atenção recai sobre Yirenkyi, que está pendurado e precisará evitar cartões para não desfalcar a equipe em um possível confronto decisivo.
Vice-capitão de Gana está em liberdade após pagar fiança. Ele sofre 5 acusações de estupro e 1 de violência sexual
Na primeira rodada, um dos seus jogadores, Thomas Partney, não pode jogar. O motivo? Partiney, o ex-Arsenal, sofre 5 acusaões de estupro e uma de agressão sexual. Em agosto de 2025, ele obteve liberdade após pagar fiança.
No momento, ele aguarda o fim do julgamento e se diz inocente. No Canadá, onde foi o jogo de estreia, ele teve o visto negado por causa do processo e das acusações. A segunda rodada, no entanto, será nos EUA e Partney, o vice-capitão da equipe poderá jogar.
Provável escalação de Gana: Benjamin Asare; Maxime Senaya, Jonas Adjetey, Jonathan Opoku e Gideon Mensah; Ernest Nuamah, Caleb Yirenkyi, Ebenezer Owusu e Kamaldeen Sulemana; Jordan Ayew; Antoine Semenyo.
Panamá x Croácia
Às 20h, no BMO Field, em Toronto, Panamá e Croácia disputam um confronto que pode definir o futuro das duas seleções na Copa do Mundo.
Derrotadas na estreia, ambas entram em campo sob pressão. Dependendo dos resultados da rodada, quem perder pode ficar muito próximo da eliminação.
Panamá
O Panamá mostrou competitividade diante de Gana, mas acabou derrotado por 1 a 0. Mesmo com mais posse de bola e maior número de finalizações, a equipe não conseguiu transformar o volume de jogo em gols.
Agora, os panamenhos buscam a primeira vitória de sua história em Copas do Mundo para seguir sonhando com a classificação.
Provável escalação do Panamá: Orlando Mosquera; César Blackman, José Córdoba e Jiovany Ramos; Amir Murillo, Cristian Martínez, Carlos Harvey e Andrés Andrade; Yoel Bárcenas, José Luis Rodríguez e Cecilio Waterman.
Croácia
A Croácia chega pressionada após perder por 4 a 2 para a Inglaterra em uma das partidas mais emocionantes da primeira rodada.
A seleção tem histórico recente expressivo em Copas do Mundo. Foi vice-campeã em 2018, terminou em terceiro lugar em 2022 e também alcançou o terceiro posto em 1998.
O principal nome continua sendo Luka Modric. Aos 40 anos, o meio-campista disputa sua sexta Copa do Mundo. Contra a Inglaterra, teve atuação abaixo do esperado, cometeu o pênalti que originou o primeiro gol adversário e acabou substituído no segundo tempo.
Modric chega ao torneio mundial aos 41 anos – Reprodução/Redes sociais
Maior jogador em número de partidas pela seleção croata, com 199 jogos, Modric busca liderar a reação da equipe em um duelo considerado decisivo.
Provável escalação da Croácia: Dominik Livaković; Josip Stanišić, Josip Šutalo, Duje Ćaleta-Car e Joško Gvardiol; Luka Modrić e Mateo Kovačić; Petar Sučić, Martin Baturina e Ivan Perišić; Ante Budimir.
Colômbia x República Democrática do Congo
Fechando a programação do dia, Colômbia e República Democrática do Congo se enfrentam às 23h, em Guadalajara, no México, em partida que vale a liderança do Grupo K.
A Colômbia chega com três pontos após derrotar o Uzbequistão por 3 a 1. Já a RD Congo conquistou um resultado histórico ao empatar com Portugal.
Colômbia
A seleção colombiana começou a Copa em alta. O triunfo sobre o Uzbequistão confirmou o bom momento da equipe dirigida por Néstor Lorenzo e colocou os sul-americanos na liderança da chave.
O ataque liderado por Luis Díaz segue como principal esperança da torcida. Ao lado dele, James Rodríguez continua sendo uma das referências técnicas do grupo, responsável pela organização ofensiva e pela experiência em grandes competições.
Luis Diaz, jogador da Colômbia – Foto: Reprodução/Redes sociais
Com mais uma vitória, a Colômbia pode encaminhar a classificação para as oitavas de final com uma rodada de antecedência.
Provável escalação da Colômbia: Camilo Vargas; Daniel Muñoz, Davinson Sánchez, Jhon Lucumí, Johan Mojica; Jefferson Lerma, Gustavo Puerta, Jhon Arias, James Rodríguez, Luis Díaz e Luis Suárez.
República Democrática do Congo
A RD Congo foi uma das histórias mais marcantes da primeira rodada. Além de conquistar um empate diante de Portugal, a seleção marcou seu primeiro gol em uma Copa do Mundo.
O atacante Yoane Wissa entrou para a história ao balançar as redes diante dos portugueses e garantir o resultado que colocou os congoleses na segunda colocação do grupo.
Yoane Wissa com a camisa do time francês Lorient – Foto: Reprodução/Redes Sociais
Após retornar ao Mundial depois de 52 anos, a equipe dirigida por Sébastien Desabre busca manter a boa campanha e se aproximar de uma classificação histórica para o mata-mata.
A tendência é que o treinador repita a base que enfrentou Portugal.
Provável escalação da RD Congo: Lionel Mpasi Nzau; Wan-Bissaka, Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe, Steve Kapuadi e Arthur Masuaku; Noah Mukau, Samuel Moutoussamy e Edo Kayembe; Cédric Bakambu e Yoane Wissa.
Deputado federal Mario Frias, do PL. Foto: Reprodução.
Duas notas fiscais de hospedagem do deputado federal Mario Frias (PL) e de seu então chefe de gabinete, Raphael Augusto Azevedo, registraram um e-mail vinculado a Karina Ferreira da Gama, produtora do filme “Dark horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Hotel Mercure, em Campinas (SP), emitiu os documentos em 28 de abril de 2023. As notas registram o endereço karinamercosul2@gmail.com, usado por Frias e Azevedo nos campos de identificação.
O mesmo e-mail consta no registro do domínio do Instituto Conhecer Brasil e no cadastro da Receita Federal da Gama Participações Ltda., holding de Karina Ferreira da Gama. A informação liga as despesas de hospedagem a um endereço eletrônico associado à produtora investigada.
As notas fiscais somam R$ 1.107,30: uma no valor de R$ 594,30 e outra de R$ 513. Os documentos entraram na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, e a Câmara dos Deputados reembolsou os valores a Mario Frias.
Karina Gama, produtora de “Dark Horse”. Foto: reprodução
Produtora de “Dark horse” é alvo de apurações
Karina Ferreira da Gama responde a investigações da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia Federal que apuram a destinação de recursos públicos à produção de “Dark horse”. Mario Frias atua como produtor executivo do filme.
O deputado também entrou no radar do STF em uma apuração sobre a suposta destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. A entidade tem vínculo com a Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark horse”.
Raphael Augusto Azevedo chefiou o gabinete de Mario Frias até fevereiro de 2024. Ele também apareceu em relato de uma ex-assessora do deputado sobre um suposto esquema de “rachadinha” no gabinete parlamentar.
As notas fiscais de abril de 2023, o uso do e-mail associado a Karina Ferreira da Gama e os reembolsos pela cota parlamentar integram o conjunto de documentos agora citados nas apurações sobre a relação entre despesas públicas, o Instituto Conhecer Brasil e a produção do filme.
Uma nova massa de ar polar avança pelo Brasil nesta terça-feira (23) e provoca queda acentuada nas temperaturas no Centro-Sul do país. O destaque fica para a Região Sul, onde há previsão de geada ampla e temperaturas abaixo de 0 °C em áreas do Rio Grande do Sul. Enquanto isso, a frente fria segue influenciando […]
Andy Burnham, político trabalhista britânico. Foto: Reprodução.
Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, tornou-se o principal favorito para suceder Keir Starmer no Reino Unido depois que o primeiro-ministro britânico anunciou um cronograma para deixar o cargo. A movimentação em Westminster acelerou a transição de poder no Partido Trabalhista e colocou Burnham no centro da disputa pelo governo.
A posição de Burnham ganhou força na segunda-feira (22), quando Wes Streeting, ex-secretário de Saúde e apontado como seu maior rival em potencial, desistiu de concorrer e declarou apoio ao ex-prefeito de Manchester. A retirada deixou o caminho mais aberto para uma sucessão rápida dentro do partido.
Se confirmar a ascensão, Burnham será o quinto primeiro-ministro do Reino Unido em quatro anos. Ele acaba de chegar ao Parlamento como deputado por Makerfield, depois de vencer uma eleição complementar em uma área onde o Reform UK, partido da direita radical, costuma ter desempenho relevante.
Disputa trabalhista expõe dúvidas sobre Burnham
A possível troca de comando também abriu uma disputa por espaço no futuro governo. Aliados de Rachel Reeves defendem sua permanência no Ministério das Finanças sob o argumento de que ela preservou a confiança dos mercados. Há quem veja Streeting como possível substituto, mas ele afirmou que não recebeu convite de Burnham para ocupar o posto.
Parte do Partido Trabalhista demonstra incômodo com a velocidade da ascensão. Um ministro lembrou que Burnham não disputou as últimas eleições gerais, não era deputado até a semana passada e já perdeu duas corridas pela liderança trabalhista. “E lembre-se de que ele já concorreu à liderança do Partido Trabalhista duas vezes antes e perdeu”, disse. O mesmo ministro acrescentou: “E não só isso. Ele perdeu para dois perdedores — Ed Miliband e Jeremy Corbyn.”
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Foto: Jaimi Joy/Reuters
Ed Miliband perdeu as eleições gerais de 2015, enquanto Jeremy Corbyn foi derrotado em 2017 e 2019. A comparação alimenta a resistência de setores trabalhistas, apesar de Burnham aparecer hoje como um nome eleitoralmente competitivo contra o Reform UK e de ter escolhido uma vaga considerada difícil para retornar ao Parlamento.
A falta de detalhes sobre seu programa também provoca tensão interna. Uma fonte descreveu a movimentação de parlamentares trabalhistas como uma corrida “para pegar um trem que está prestes a sair da estação”, sem saber “para onde ele vai”. Durante a campanha em Makerfield, Burnham apresentou ideias gerais, mas concentrou sua agenda em temas locais que ajudariam a garantir a vitória.
Em publicação nas redes sociais sobre a decisão de Starmer de sair, Burnham disse que “as pessoas querem ver progresso no crescimento econômico, no custo de vida, nos serviços públicos, na habitação e nas oportunidades para a próxima geração”. Agora, parlamentares esperam que ele detalhe como pretende executar essas propostas, enquanto alguns cogitam tentar convencer Darren Jones, ministro-chefe de Starmer, a concorrer; aliados dizem que isso parece improvável, mas ainda não descartado.
O próximo passo da transição será a apresentação do programa de Burnham. Caso chegue ao cargo, ele terá de responder a questões que pouco enfrentou publicamente como prefeito, entre elas a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a possibilidade de elevar recursos para as Forças Armadas britânicas e a forma de financiar esse aumento.
O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo e líder religioso Edir Macedo, virou alvo da Operação Miragem da Polícia Federal, nesta terça-feira (23/6), após enfrentar uma disputa judicial aberta por uma acusação de prejuízo de quase R$ 500 milhões. O empresário Roberto Campos Marinho Filho, sócio do banco e dono da Yards Capital, acionou a Justiça contra a instituição.
A disputa judicial nasceu da participação do Digimais no fundo de investimento EXP 1, gerido pela Yards Capital. Marinho Filho contestou a aceitação de títulos emitidos pelas empresas Fictor, Reag e pelo Banco Master como lastro da operação.
O Digimais detém 80% do fundo, enquanto Marinho Filho possui os 20% restantes. Segundo o processo, os papéis da carteira perderam valor de mercado após o avanço de investigações sobre supostas fraudes envolvendo Banco Master, Reag e Fictor, todos sob investigação do Banco Central.
A Yards Capital notificou judicialmente o banco de Edir Macedo para tentar reaver aportes e transferir o risco financeiro acumulado na operação. A gestora exigiu que o Digimais recomprasse uma carteira de ativos avaliada em R$ 462,2 milhões: R$ 316,6 milhões em títulos do Banco Master e da Reag, além de R$ 145,6 milhões em papéis ligados à Fictor.
O bispo Edir Macedo. Foto: reprodução
Investigações atingiram Reag, Fictor e Banco Master
A Reag entrou na mira de grandes operações policiais que atingiram a Faria Lima, em São Paulo. A gestora de fundos é investigada por suposto envolvimento em manobras para esconder dinheiro do crime organizado, na operação Carbono Oculto, e por usar a mesma rede de fundos em movimentações suspeitas do Banco Master, na operação Compliance Zero. O Banco Central liquidou a Reag em 15 de dezembro.
A Fictor ganhou destaque depois de anunciar, em novembro de 2025, que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões. Um dia depois, o Banco Central liquidou o Master, e os principais executivos do banco acabaram presos. Em janeiro deste ano, a Fictor pediu recuperação judicial e afirmou que notícias envolvendo o Master levaram investidores a pedir resgates, esvaziando o caixa e provocando crise de liquidez.
A crise do Master atingiu outras instituições financeiras, entre elas o Digimais. Relatórios de 2024 e 2025 apontaram alta inadimplência depois da pandemia, perda de patrimônio e necessidade de aportes recorrentes para evitar quebra técnica. O dinheiro saiu do próprio Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record de Televisão.
Em 2025, o Digimais passou por reestruturações sob supervisão do Banco Central e abriu negociações de venda por causa de desafios operacionais. O investidor Mauricio Quadrado, ex-sócio do Banco Master, chegou a anunciar que havia fechado a compra com Edir Macedo, mas o negócio não avançou. Em São Paulo, o governo Tarcísio de Freitas também liberou o Digimais para operar crédito consignado na Polícia Militar após a crise.
A coluna apurou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deve estender por mais 90 dias a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). A defesa juntará laudos sobre a saúde, pedindo que Bolsonaro permaneça em casa, cumprindo a condenação de 27 anos por tentar um golpe. Nos bastidores, a avaliação é […]
Por Maeli Prado (Folhapress) – A expectativa dos brasileiros para a situação econômica do Brasil melhorou nos últimos três meses e meio, com aumento do otimismo e queda no pessimismo com o futuro, mostra pesquisa Datafolha. Entre os ouvidos, 36% consideram que a economia brasileira vai melhorar nos próximos meses, um avanço em relação aos 30% que […]
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Por Laiz Menezes (Folhapress) — A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (22) o fezolinetanto, medicamento indicado para o tratamento de ondas de calor e suor noturno de intensidade moderada a intensa na menopausa. É a primeira terapia não hormonal com essa indicação aprovada no Brasil. O medicamento será comercializado pela Astellas […]
Por Paulo Saldaña (Folhapress) – Ao menos R$ 704,6 milhões do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica, deixaram de ser aplicados na educação infantil desde 2021, apesar de a Constituição obrigar a destinação de parcela do fundo a essa etapa. Dados obtidos pela Folha mostram que 835 municípios descumpriram essa regra, total ou parcialmente, em algum exercício […]
São Paulo, com informações do Sindicato dos Bancários – A categoria bancária definiu neste domingo (21) as reivindicações da Campanha Nacional Unificada que serão entregues à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 24 de junho.
Entre as prioridades apontadas pela categoria dos bancários estão:
o reajuste com reposição integral da inflação (INPC na data-base)
ampliação do emprego e da rede de atendimento bancário,
combate às metas abusivas e
defesa dos bancos públicos.
Além disso, a categoria propõe a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, com maior controle social sobre o setor, ampliação do acesso ao crédito, redução das desigualdades e fortalecimento do papel dos bancos no financiamento do desenvolvimento econômico e social do país. E a importância de eleger um governo democrático e um Congresso que defenda a pauta dos trabalhadores.
A definição da pauta final de negociação começou no mês de abril, com a consulta aos bancários e os debates nas conferências estaduais. Neste fim de semana, durante a 28ª Conferência Nacional, em São Paulo, cerca de 630 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2026. São 450 mil bancários no país, organizados pelo Comando Nacional dos Bancários.
“Nossa campanha começou em abril, com a consulta à categoria, e em seguida as conferências estaduais e hoje finalizamos a Conferência Nacional. O resultado da consulta reflete a real necessidade da categoria. Nas cláusulas econômicas, as principais reivindicações foram por aumento real, PLR maior, e reajustes no vale-alimentação e refeição”, conta Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
“Entre as cláusulas sociais, a consulta apontou a manutenção dos direitos, emprego, plano de saúde e combate ao assédio moral. E destaca como a atual política dos bancos compromete a saúde dos empregados: Há um aumento no uso de medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, a categoria aponta impacto negativo do ambiente bancário sobre a saúde mental, o que representa um problema estrutural de gestão, metas, pressão e intensificação do trabalho”, destaca Neiva.
“Também há uma preocupação crescente entre os trabalhadores, com o alto investimento dos bancos em tecnologia e IA e a categoria reivindica proteção ao emprego, qualificação, remuneração, revisão humana das decisões e limites ao monitoramento. Esse é um ponto fundamental da negociação coletiva no setor financeiro”.
Na Conferência, 630 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2026 dos 450 mil bancários no país, organizados pelo Comando Nacional dos Bancários
A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, reforçou que a minuta de reivindicações expressa as preocupações da categoria, “como aumento real, valorização e proteção do emprego bancário, combate ao assédio moral, às metas abusivas, por um ambiente de trabalho saudável e para que as transformação estruturais do setor decorrentes da implementação das novas tecnologias resultem em benefícios para a categoria, não em fechamento de agências e postos de trabalho”, disse Juvandia.
“Saímos desta plenária revigorados, mais unidos e dispostos para seguir em frente na luta pela manutenção e avanço em direitos às bancárias e bancários de todo o país. A luta da categoria bancária é a luta de toda a classe trabalhadora. Quando nós avançamos, inspiramos toda a nossa classe a seguir avançando”, completou a dirigente.
Consulta Nacional dos Bancários 2026
A Consulta Nacional dos Bancários 2026 confirmou a disposição da categoria em participar da construção da pauta de reivindicações da Campanha Nacional. O levantamento, realizado entre 17 de abril e 31 de maio, recebeu 54.952 respostas.
Entre as cláusulas econômicas, a principal prioridade apontada pela categoria foi o aumento real de salário, indicado por 93% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento da PLR, com 63%; aumento maior para o vale-alimentação e o vale-refeição, com 51%; aumento do piso da categoria, com 31%; Plano de Cargos e Salários, com 25%; igualdade salarial, com 10%; aumento da ajuda de custo para home office, com 3%; e aumento do auxílio combustível, com 2%.
Nas cláusulas sociais, a manutenção de direitos aparece como a principal prioridade, citada por 65% dos respondentes. Emprego foi indicado por 45%; plano de saúde, por 39%; combate ao assédio moral, por 35%; igualdade de oportunidades, por 24%; previdência complementar, por 19%; e impacto das inovações tecnológicas, por 17%.
A consulta também revelou que 40% dos consultados usaram medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, 72,6% afirmaram que o ambiente de trabalho no banco em que atuam traz impactos negativos para a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras. Apenas 14,3% disseram que não há impactos negativos e 12,6% responderam que não sabem.
Dados da categoria dos bancários
Emprego x agências
A defesa do emprego é uma das prioridades da Campanha 2026. A partir de 2020, com a intensificação da digitalização dos serviços financeiros, o setor bancário fechou 31,3 mil postos de trabalho até abril de 2026, dos quais aproximadamente 25 mil eram ocupados por mulheres (Novo Caged). As mulheres representaram 44,3% das admissões, mas 49,1% dos desligamentos no período. Somente em 2026 (janeiro até abril) foram fechados 5.410 postos de trabalho.
Entre 2024 e 2025, os cinco maiores bancos fecharam 1.345 agências, totalizando queda de 37% na rede física, considerando esse período. Mas reestruturação não reflete uma retração no setor, que teve lucro líquido de R$ 124 bilhões em 2025, mas sim uma mudança de estratégia para focar em alta renda e no atendimento digital.
Adoecimento
Em 2024, nos afastamentos por doenças “mentais e comportamentais”, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a 1ª posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental do país, com 1.946 afastamentos e a 5ª posição entre os afastamentos previdenciários, com 8.345 ocorrências em 2024.
Em relação ao total de afastamentos por doenças mentais e comportamentais, a categoria bancária representa 25% dos afastamentos acidentários (que tem relação com o trabalho) e 3,3% dos afastamentos previdenciários no Brasil.
Tecnologia x lucro
O orçamento total em tecnologia do setor, para 2025, foi estimado em R$ 47,8 bilhões (alta de 13% ante 2024). Em 2025, somente os três privados, juntos (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander), lucraram R$ 87,1 bilhões, com alta de 16,9%.
Um evento organizado por entusiastas e apoiadores do Memorial da América Latina ocorrerá no dia 30 de junho, na Escola da Cidade, na Vila Buarque, em manifestação contra plano de privatização. Leia mais em TVT News.
O evento SOS Memorial: A integração ameaçada ocorre das 9h às 12h na Rua General Jardim, 65, na Vila Buarque, e contará com a participação de convidados como Ciro Pirondi, Fernando Moraes, Fábio Magalhães, João Batista de Andrade, Yanet Aguilera, Margarida Nepomuceno, Maureen Bisilliat, Maria Bonomi (por vídeo) e Priscila Franco.
Evento é reação a plano de Tarcísio de privatizar o Memorial
O governo de Tarcísio de Freitas incluiu o Memorial da América Latina no Programa de Parcerias e Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), abrindo caminho para estudos sobre uma possível concessão à iniciativa privada. A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e provocou forte reação da diretoria e dos servidores da fundação responsável pelo complexo cultural e acadêmico idealizado por Darcy Ribeiro.
A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado na última terça-feira (19) e prevê o desenvolvimento de estudos para estruturar uma parceria privada para o espaço, que pode assumir a forma de concessão. Segundo a reportagem da Folha, a própria diretoria da fundação só tomou conhecimento da decisão após ser procurada pelo jornal.
Em resposta à notícia, diretoria e servidores encaminharam uma manifestação conjunta na qual demonstram “perplexidade” diante da inclusão do memorial no programa sem consulta prévia à instituição. O documento critica especialmente a forma como o espaço teria sido enquadrado pelo governo paulista, reduzido a um “ativo cultural” submetido a lógicas de “exploração”, “delegação” e “concessão”.
Para os responsáveis pela fundação, o Memorial da América Latina não pode ser tratado como um equipamento cultural convencional voltado apenas à realização de eventos ou à exploração patrimonial. A carta enviada à Folha destaca que o complexo possui “natureza fundacional, acadêmica, científica, universitária e internacionalmente reconhecida”.
A fundação também ressalta possuir autonomia administrativa e financeira, além de conselho curador próprio e missão institucional ligada à integração latino-americana, à produção de conhecimento e à cooperação acadêmica internacional.
Atualmente presidida por Pedro Machado Mastrobuono — indicado pelo próprio governo Tarcísio em 2023 —, a instituição mantém atividades que vão além da programação cultural. O memorial é responsável pela organização de cursos, seminários, exposições, publicações e redes de pesquisa, além da manutenção de biblioteca especializada e iniciativas de intercâmbio acadêmico.
A Secretaria de Parcerias em Investimentos negou à Folha que o processo tenha ocorrido sem diálogo. Em nota, a pasta afirmou que discussões foram conduzidas anteriormente pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas com representantes do memorial antes da inclusão no programa estadual.
Segundo o governo paulista, o estudo ainda está em fase preliminar e não há definição sobre o modelo de concessão nem decisão formal sobre implementação. A secretaria afirmou ainda que o processo contará com “diálogo institucional contínuo” e com mecanismos de consulta e audiência pública.
Ainda de acordo com a gestão estadual, o objetivo seria avaliar alternativas para “preservação, valorização, manutenção e ampliação do uso público” do complexo arquitetônico.
Iniciativa traz preocupação ao conselho curador do Memorial
Apesar da justificativa oficial, a iniciativa gerou preocupação dentro da fundação por ocorrer justamente em um momento de expansão das atividades acadêmicas e científicas do memorial. Neste mês, o conselho curador aprovou a criação do Distrito Acadêmico e Científico Latino-Americano, além das diretrizes para uma futura Faculdade Memorial.
Além disso, a fundação anunciou nesta semana, em parceria com a Universidade Estadual Paulista, a criação do Centro de Ciência para a Integração Latino-Americana. O novo centro deverá desenvolver pesquisas em áreas estratégicas como inteligência artificial, previsão de epidemias transfronteiriças, biodiversidade neotropical e transição energética.
Na avaliação dos servidores e dirigentes, esses projetos demonstram que o memorial atravessa um processo de fortalecimento institucional incompatível com uma visão estritamente mercantil do espaço.
A carta enviada à Folha também menciona a atuação da cátedra da UNESCO instalada no memorial e o funcionamento do Centro Brasileiro de Estudos da América Latina. Segundo o documento, nenhum desses elementos aparece nos documentos de qualificação do projeto de concessão.
Outro ponto de tensão envolve o crescente uso do espaço para grandes eventos privados. Nos últimos anos, o memorial passou a sediar festivais e shows de grande porte, o que frequentemente interfere em sua programação cultural e acadêmica. Em abril, por exemplo, o complexo permaneceu fechado ao público durante vários dias para a realização de um festival musical.
O Memorial da América Latina
Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1989, o Memorial da América Latina foi concebido como um centro permanente de integração cultural, política e intelectual entre os países latino-americanos. Localizado na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, o espaço ocupa uma área estratégica em frente a um dos principais terminais de transporte da cidade.
A inclusão do memorial no PPI-SP ocorreu por resolução assinada em 14 de maio pelo secretário estadual Rafael Benini, embora a publicação oficial tenha sido divulgada apenas no dia 19. Segundo a Folha, a decisão foi deliberada anteriormente durante reunião do programa estadual de parcerias realizada em março.
Além do Memorial da América Latina, o governo estadual também incluiu no pacote de estudos de concessão o Palacete Franco de Mello, na avenida Paulista, e a Casa das Retortas, antigo complexo industrial localizado na região central de São Paulo.
O presidente Lula passou o dia de hoje cumprindo agenda no Rio de Janeiro (RJ). O primeiro compromisso foi às 10h, no Palácio Guanabara, onde, ao lado do governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, assinou o termo de adesão do estado ao Propag, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados.
O Programa amplia o prazo de pagamento das dívidas e a redução dos encargos financeiros, ao mesmo tempo em que vincula os benefícios fiscais à ampliação de investimentos.
Depois, às 11h30, no BNDES, Lula participou da cerimônia de anúncios de ampliação dos investimentos no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB), do resultado do Profloresta+ e da nova etapa do programa, que é a maior iniciativa global de compra de créditos de carbono, além de parceria entre BNDES e Petrobras para pesquisa sobre minerais críticos e estratégicos. Os anúncios ocorreram durante a celebração do aniversário de 74 anos do BNDES.
Investimento em infraestrutura nas periferias do RJ
As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.
As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.
Agenda no RJ encerra com premiação da Obmep
Encerrando o dia, às 18h, Lula e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, acompanham a Cerimônia Nacional de Premiação da 20ª Edição da Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, no Centro de Convenções do Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas tem por objetivo incentivar o estudo da matemática e identificar talentos na disciplina. A cada edição, a olimpíada amplia seu alcance e reforça seu impacto na valorização do ensino e no estímulo ao pensamento lógico entre os jovens.
As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.
As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.
Ações integram Novo PAC Periferia Viva
Na Favela da Maré, serão assinados documentos entre o Governo do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro para viabilizar a fase 1 das intervenções do Novo PAC Periferia Viva.
Entre as ações previstas estão a construção do Parque Linear da Maré, na Vila dos Pinheiros, e a implantação de um Ecoponto. O parque ocupará área atualmente degradada e utilizada para descarte irregular de resíduos às margens da Baía de Guanabara.
A Autorização do Início da Obra representa os primeiros R$ 8,5 milhões em investimentos do Novo PAC Periferia Viva na comunidade. Consideradas as etapas seguintes, os investimentos na Maré deverão alcançar R$ 170 milhões.
A comunidade também celebrará a conclusão do Programa CEP para Todos. Todo o Complexo da Maré passa a contar com CEP por logradouro, com a criação de 434 novos códigos de endereçamento postal internos. O trabalho envolveu a verificação de 887 logradouros, incluindo avenidas, travessas, becos e vielas, além da atualização de 225 nomes e da identificação oficial do Bairro Maré junto aos Correios.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Governo Federal para Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas do Rio de Janeiro, no Jardim Maravilha – RJ.
Foto: Ricardo Stuckert / PR
No Complexo do Alemão, será assinado o Contrato da Operação do FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva, que prevê obras de infraestrutura urbana, incluindo implantação de redes de esgoto sanitário e abastecimento de água, rede elétrica e iluminação pública, pavimentação, drenagem, construção de praças e ações de regularização fundiária.
Também será inaugurado o Posto Territorial Periferia Viva, instalado em imóvel localizado no interior da comunidade e equipado para apoiar a implementação das ações do programa. O Governo do Brasil vai liberar R$ 200 milhões e viabilizar um investimento total no Complexo do Alemão de R$ 210,5 milhões com a contrapartida da Prefeitura do Rio.
A agenda prevê ainda a assinatura do contrato de financiamento para a urbanização da Rocinha, firmado entre o Ministério das Cidades, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Caixa Econômica Federal. O projeto contará com R$ 350 milhões em investimentos, dos quais R$ 332,9 milhões serão financiados pelo Governo do Brasil e R$ 17,5 milhões correspondem à contrapartida da Prefeitura do Rio, responsável pela execução.
Baseada no Plano Diretor da Rocinha, a intervenção reúne ações integradas nas áreas de infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida, abrangendo aproximadamente 280 mil metros quadrados da comunidade. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 10 mil famílias que vivem no entorno das obras.
A agenda também inclui a assinatura do termo que autoriza o início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba. Com investimento do Governo do Brasil por meio do Novo PAC, as intervenções incluem a construção de um dique, reservatórios para retenção das águas das chuvas, obras de drenagem, urbanização e implantação de pavimentação e passeios, melhorando a mobilidade e a acessibilidade. O projeto beneficiará cerca de 30 mil moradores da região e reforçará a proteção do bairro contra enchentes.
Sim, em 2026, o Dia de São João coincide exatamente com o terceiro compromisso da Seleção Brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo. Mesmo sendo dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo, o Dia de São João não é feriado nacional, mas várias cidades e estados, principalmente no nordeste, consideram a data como feriado local. Confira em TVT News onde o Dia de São João é feriado e onde assitir ao jogo Brasil x Escócia.
Dia de São João é feriado?
Mesmo sendo dia de jogo do Brasil, o Dia de São João (24 de junho) não é um feriado nacional no Brasil, mas garante folga em diversas cidades e estados por meio de leis locais. A data é feriado principalmente na região Nordeste e em municípios que têm São João Batista como padroeiro.
Veja como a folga funciona pelo país:
Feriados estaduais no dia de São João
Em dois estados brasileiros, a data é um feriado estadual, o que significa que todas as cidades desses estados têm folga oficial:
Alagoas
Pernambuco
Capitais com feriado nunicipal no dia 24 de junho
Pelo menos cinco capitais do Nordeste decretam feriado no dia 24 de junho:
Aracaju (SE)
João Pessoa (PB)
Salvador (BA)
Maceió (AL) (também amparada pela lei estadual)
Recife (PE) (também amparada pela lei estadual)
Outras cidades em que 24 de junho é feriado
Municípios que são grandes epicentros das festas juninas também costumam parar as atividades. Alguns exemplos famosos incluem:
Paraíba: Campina Grande.
Bahia: Feira de Santana, Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Amargosa, Ibicuí e Jequié.
Cidades Fora do Nordeste
Nas demais regiões do país, o feriado costuma ocorrer estritamente em cidades onde São João Batista é o padroeiro local. Alguns exemplos são:
Rio de Janeiro: Niterói e Itaboraí.
São Paulo: Barueri, São João da Boa Vista e São João das Duas Pontes
Importante: Nas cidades onde não há lei estabelecendo o feriado, prefeituras e governos estaduais podem decretar ponto facultativo. Quando isso acontece, a folga é garantida apenas para os servidores públicos. No setor privado, a decisão de liberar ou não os funcionários cabe exclusivamente ao empregador, sem obrigação de pagamento em dobro em caso de trabalho.
Brasil x Escócia: onde assistir
A partida entre Brasil e Escócia ocorre nesta quarta-feira, dia 24 de junho, no Estádio de Miami, na Flórida, Estados Unidos.
O confronto é válido pela terceira rodada do Grupo C do Mundial e está agendado para começar às 19h (horário de Brasília). Por se tratar do encerramento da primeira etapa da competição, o resultado define os caminhos e os cruzamentos da equipe brasileira nas fases eliminatórias subsequentes.
Neymar está à disposição para o jogo contra a Escócia. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Confira onde assistir Brasil x Escócia:
Sinal aberto de televisã: TV Globo e SBT.
Canais por assinatura: o SporTV realiza a cobertura completa.
Streaming: as opções incluem o serviço Globoplay, o canal getv no YouTube e as transmissões da CazéTV, acessível de forma gratuita no YouTube.
Quais os resultados da Copa do Mundo 2026
Por que 24 de junho é Dia de São João?
O dia 24 de junho foi escolhido por marcar, segundo a tradição cristã, o nascimento de João Batista. Ao contrário de outros santos, cuja data comemorativa coincide com a morte, São João é celebrado por seu nascimento. Por isso, nas bandeiras de festas juninas, a figura que aparece de São João é a de um menino.
João Batista é figura central no Novo Testamento por ter batizado Jesus Cristo e anunciado a chegada do Messias. O culto a João Batista acontece desde os primeiros séculos da era cristã.
A data de 24 de junho coincide com o solstício de junho, período em que antigas culturas acendiam fogueiras para afastar maus espíritos e celebrar a colheita.
Festa de São João se tornou sinônimo das festas juninas Foto: Alexandre Barbosa
Originalmente, povos do continente europeu realizavam festividades em meados de junho para marcar a chegada do solstício de verão no hemisfério norte.
Esses rituais estavam profundamente conectados com a agricultura, representando o período de colheitas e pedidos de fertilidade para a terra, elementos fundamentais para a sobrevivência dos trabalhadores camponeses da época.
Com a expansão do cristianismo durante a Idade Média, a Igreja Católica operou um processo de apropriação dessas manifestações camponesas. A Igreja buscou sobrepor as comemorações agrícolas à narrativa dos santos bíblicos.
Segundo a tradição cristã baseada nos relatos do Evangelho, João Batista nasceu exatamente seis meses antes de Jesus Cristo. Como o Natal ficou estabelecido em dezembro, o nascimento de João foi fixado em junho.
Ao chegar ao Brasil por meio da colonização portuguesa, essa data absorveu novas influências das culturas indígena e africana, transformando-se em uma síntese da diversidade que caracteriza a cultura popular do nosso país, com forte apelo econômico e social por todo o Brasil
O São João de Nóis Tudim comemora 10 anos em 2026 com mais de 350 horas de programação cultural. Foto: Divulgação/CTN
24 de junho é Dia de São João Batista ou São João Evangelista?
A data de 24 de junho refere-se a São João Batista, e não a São João Evangelista. Embora os dois sejam figuras importantes do cristianismo e compartilhem o mesmo nome, têm biografias e papéis diferentes. João Batista foi o profeta que antecedeu Jesus, enquanto João Evangelista é um dos apóstolos e autor de um dos evangelhos canônicos. A festa junina homenageia o primeiro.
Qual a origem da fogueira de São João?
24 de junho é noite de acender a fogueira de São João. Foto: Típica Festa Junina em Andradas (MG) / Alexandre Barbosa
A fogueira é um dos símbolos mais marcantes das festas juninas. Sua origem remete à tradição bíblica de Isabel, mãe de João Batista, que teria acendido uma fogueira para avisar Maria sobre o nascimento de seu filho.
Com o tempo, o gesto tornou-se ritual, sendo incorporado às celebrações cristãs e populares, com diferentes significados conforme a região do país.
A tradição também tem sincretismo com as tradições pagãs: 24 de junho coincide com o solstício de junho, quando culturas antigas da Europa acendiam fogueiras para afastar maus espíritos e celebrar o período da colheita.
Por que as festas juninas também são chamadas de festas de São João?
As festas juninas são assim chamadas porque junho concentra a celebração de três santos populares: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29). Dentre eles, São João é o que mais mobiliza festas, por isso o termo “festa de São João” se tornou sinônimo de festa junina. A data coincide com o solstício de inverno e festividades agrícolas de origem europeia, adaptadas ao Brasil.
Os estudantes que se formarem em medicina somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).Entenda com a TVT News e informações da Agência Brasil.
O registro no conselho é necessário para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.
A proficiência no Enamed como requisito para exercer a profissão consta na medida provisória (MP) assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais, no dia 19 de junho, quando a medida provisória entrou em vigor.
Medida provisória do Enamed já está valendo
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a medida provisória (MP) entra em vigor imediatamente, mas a exigência de proficiência na prova para o exercício profissional valerá apenas para quem ingressar na graduação de medicina a partir da data de publicação da norma no Diário Oficial da União.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, explica que tornar o Enamed uma política de avaliação e análise de competências de estudantes de medicina referência representa um instrumento para monitorar a formação médica ofertada por instituições públicas e privadas de educação superior, porque é necessário o controle mais rigoroso do padrão de ensino.
“Haverá um controle mais preciso da qualidade da formação oferecida pelas instituições, o que também ajuda o próprio estudante a escolher em que instituição vai se inscrever, onde vai se formar. Assim como, a medida provisória de hoje assegura à população serviços médicos de qualidade, praticados por um profissional que passou por um exame de proficiência”, afirma o presidente do Inep, Manuel Palacios.
A MP cria a política integrada para formação médica no país e também estabelece que o Enamed será aplicado, obrigatoriamente, a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil. O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-la em edições semestrais seguintes.
O Inep prevê que as provas serão realizadas de forma descentralizada em todos os municípios que oferecem cursos de graduação em medicina. Entre os objetivos, o novo formato permitirá a comparação de resultados entre as edições.
Enamed vai substituir a fase teórica do Revalida
A normativa editada pelo presidente da República também oficializa o alinhamento entre formação médica nacional e internacional. Pela política, o Enamed substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).
Dessa forma, médicos formados fora do país e os graduados no Brasil serão submetidos exatamente ao mesmo exame. A mudança não abrange a segunda etapa do Revalida, composta por exames práticos em estações clínicas que simulam atendimentos reais.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, em entrevista à imprensa, destacou que a avaliação de estudantes de medicina poderia estar sendo realizada desde 2015, como prevista no programa Mais Médicos, mas não houve continuidade em outras gestões federais.
O representante do Ministério da Saúde indica que o Enamed representa a possibilidade de alinhamento da graduação em medicina às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e da população.
“No ano passado, voltamos a ter um exame específico dos estudantes de medicina e pelas matrizes de elaboração dessas provas, que são feitas por uma comissão de especialistas. É possível utilizar o Enamed enquanto a prova teórica. que é a chamada a primeira etapa do Revalida.”
O Inep, responsável pela realização das duas provas, esclarece que os médicos formados no exterior que já tiveram o diploma revalidado em data anterior à de entrada em vigor da normativa estão dispensados de fazer o Enamed.
Enamed 2025: com a nova medida provisória, os órgãos de regulação estaduais e do Distrito Federal, que controlam tanto os cursos estaduais quanto os municipais, deverão também tomar medidas de supervisão, a partir dos resultados insatisfatórios do Enamed. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Avaliação durante o curso
Outra novidade da nova medida provisória é que a avaliação do Enamed será, obrigatoriamente, aplicada no fim do 4º ano do curso de medicina.
A etapa terá caráter diagnóstico e formativo, voltada para identificar deficiências de aprendizagem dos estudantes de medicina. A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marta Abramo, ressaltou que o Enamed aplicado aos estudantes do quarto ano é útil tanto para as instituições de ensino reavaliarem a sua proposta pedagógica quanto para regulação pelo poder público.
“As instituições de ensino podem reavaliar sua atuação pedagógica para melhorar a formação desse estudante para que este chegue ao final do curso com a as condições de exercício da profissão e para que seja aprovado no exame de proficiência, mas também vai trazer para o MEC insumos importantes para monitorarmos a qualidade desses cursos e poder agir quando necessário”, disse a secretária Abramo.
Qualidades dos cursos
A edição de 2025 do Enamed registrou que 99 cursos (32%) obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 — menos de 60% dos seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado ao exame. Estes cursos passaram por ações de supervisão e sanções, anunciadas em março deste ano, como a suspensão de novos ingressos.
Os resultados do Enamed divulgados em janeiro deste ano mostraram que 85% dos cursos municipais foram considerados insatisfatórios.
Entre os 944 estudantes de instituições de educação superior municipais participantes no exame de 2025, apenas 49,7% tiveram conceito proficiente.
Com a nova medida provisória, os órgãos de regulação estaduais e do Distrito Federal, que controlam tanto os cursos estaduais quanto os municipais, deverão também tomar medidas de supervisão, a partir dos resultados insatisfatórios do Enamed.
A secretária do MEC, Marta Abramo comemora a medida. “Sem a medida provisória, até hoje, não tínhamos a possibilidade de atuação [federal] sobre esses cursos. Isso vai garantir também que o estudante que ingresse seja em um curso privado, público, estadual, federal ou municipal, tenha a garantia de que o Estado vai estar atuando para melhoria desse curso”.
Residências médicas
Desde a primeira edição, em 2025, o Enamed possibilita que os resultados obtidos pelos participantes do exame possam ser usados para ingressar em programas à residência médica de especialidades de acesso direto. Isto porque a prova do Enamed equivale à parte teórica do Exame Nacional de Residência (Enare).
Com a MP, os resultados do Enamed poderão oficialmente ser usados para esta finalidade, a de acesso à residência médica.
O texto da MP ainda cria o Sistema Nacional de Avaliação das Residências (Sinares) para avaliação da qualidade dos programas de residência médica e da formação dos profissionais residentes.
Para operar a nova política de maneira democrática, a MP prevê a criação de uma comissão consultiva de acompanhamento do Enamed, com representantes do MEC, do Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira e de entidades da sociedade civil.
Para virar lei no Congresso
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, demonstrou otimismo quanto à tramitação da nova medida provisória (MP) do Enamed no Congresso Nacional para virar lei federal.
O secretário citou que a proposta do governo reflete o desejo da população e as demandas históricas das próprias entidades médicas e destacou que uma pesquisa realizada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) demonstrou que 88% dos 2.017 entrevistados em fevereiro deste ano entendem que o Enamed deve obrigatório para que o graduado exerça a medicina.
“Quem é atendido por um médico quer saber se esse profissional teve qualidade na formação. Ao mesmo tempo, esta é uma demanda das entidades médicas que pleiteiam que haja um exame de proficiência.”
A expectativa do governo é que o debate legislativo sirva para aperfeiçoar o dispositivo. Para ilustrar a qualificação do debate de uma política pública de saúde pelo Congresso, Proenço resgatou a apreciação do programa Mais Médicos do Ministério da Saúde pelo parlamento, para melhor o atendimento aos usuários do SUS.
“A medida provisória [da época] foi modificada, foi muito melhorada ao longo da tramitação no Congresso. Temos essa mesma expectativa de responder ao clamor da sociedade e também que a medida provisória possa ser aperfeiçoada para que seja convertida em lei.”
O Conselho Federal de Medicina disse à Agência Brasilque ainda não teve acesso ao teor da medida provisória para comentar sobre a criação da política integrada para formação médica no país nem sobre a representação do colegiado na comissão consultiva de acompanhamento do Enamed.
Inscrições abertas
A edição de 2026 do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 está com inscrições abertas até 29 de junho, exclusivamente pelo Sistema Enamed.
Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, comunicou sua renúncia.
Em pronunciamento em frente à sede do governo em Downing Street, o líder afirmou que, após ouvir o Partido Trabalhista britânico, ao qual pertence, percebeu que não era a pessoa que deveria conduzir o Reino Unido à eleição nacional de 2029. Leia mais em TVT News.
Com a renúncia, espera-se que o poder passará para Andy Burnham ex-prefeito de Manchester. Burnham, que poderá ser o sétimo líder do país em um período de 10 anos, foi empossado hoje como membro do Parlamento – condição obrigatória para que possa se tornar candidato a premiê no partido Trabalhista.
O próximo primeiro-ministro será escolhido por seu partido, e Starmer pediu ao Comitê Executivo Nacional do Partido Trabalhista que estabeleça um calendário para sua substituição.
As novas nomeações para candidatos à substituição do ministro devem ocorrer entre 9 e 16 de julho, e a previsão é que o processo seja concluído até setembro, quando acaba o recesso de verão do Parlamento britânico.
Burnham foi muito aplaudido por congressistas do Partido Trabalhista ao chegar no parlamento, e há analistas que acreditam que ele pode ser o único candidato a substituit Starmer.
Renúncia de Starmer vem após meses de pressão
A renúncia do primeiro-ministro ocorreu após um período de aumento gradativo de pressão na sequência de péssimos índices de aprovação tanto para ele próprio quanto para o Partido Trabalhista.
O desgaste de Starmer aumentou ainda mais em fevereiro deste ano, com um vazamento de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Os documentos trouxeram novamente para o centro do debate a decisão de Stermer em nomear Peter Mandelson como embaixador nos EUA, ao trazer comprovação de que Mandelson e Epstein tinham uma relação próxima.
Uma derrota na eleição complementar de fevereiro, quando o Partido Trabalhista perdeu uma cadeira antes entendida como fácil de ganhar para o Partido Verde, contribuiu para que uma série de eleições locais que ocorreram em maio fossem considerados como um teste de fogo para o premiê.
Os resultados de maio, que foram péssimos – muito piores do que o partido esperava – fizeram com que vários ministros renunciassem aos seus cargos, entre eles Wes Streeting, secretário da Saúde.
A volta de Burnham à sede do parlamento em Westminster também foi incendiada por sua vitória na eleição parcial de Makerfield, onde conseguiu barrar o avanço do partido Reform UK, da extrema direita.
Insatisfação com Starmer vem da economia e questão migratória
A crise no mandato de Stermer também teve relação com as dificuldades do partido em entregar o crescimento econômico prometido nas últimas eleições, além dos problemas em promover a melhora de serviços públicos, a reforma do sistema de assistência social e a redução dos custos de vida.
O debate sobre a imigração é central no Reino Unido, com um fluxo de imigração que aumentou muito após a votação do Brexit – que acaba de completar 10 anos.
O Reform UK, partido de extrema direita que vem despontando como principal adversário dos Trabalhistas, colocou entre suas prioridades a criação de um órgão com a função específica de coordenar a deportação de imigrantes em situação irregular no país.
Eles também pretendem aprovar regras de “proteção à cultura britânica”, como normas impedindo a transformação de igrejas em mesquitas.
O líder do Reform UK, Nigel Farage, postou na rede X que Starmer seria o primeiro-ministro mais incompetente que o Reino Unido já teve, e que a “classe política” não pode continuar traindo seus eleitores. Ele citou temas em que os trabalhistas mudaram de posição e “decepcionaram seus eleitores”, como em relação a um subsídio de aquecimento para o inverno e níveis de imigração.
Farage também afirma que, se Burnham se tornar primeiro-ministro, ele representará uma continuidade das políticas de Starmer.
Burnham, integrante histórico do Partido Trabalhista, poderá representar uma mudança no parlamento caso alcance o poder. Vindo de uma ala mais à esquerda do partido, ele ganhou o apelido de “rei do Norte” com o crescimento econômico de Manchester após um período de austeridade fiscal conservadora.
A postura que ele afirma que irá levar para todo o país inclui uma descentralização do poder de Londres (a política do Reino Unido é uma das mais concentradas entre os países da OCDE) e o combate a ineficiências causadas por décadas de privatização e desregulação.
Marca desse combate é o Bee Network, um programa para a popularização do transporte público em Manchester que começou com autoridades locais tendo o poder de definir linhas, horários e preços e terminou com a aprovação da reestatização das empresas de ônibus da região.
Com as mudanças, o sistema se tornou sucesso de público e trunfo eleitoral, e teve parte de suas medidas reproduzidas em outros lugares do país.
Defender o lugar de nascimento ou àquele de origem dos pais? Quase metade dos jogadores atuando em seleções africanas na Copa do Mundo de 2026 nasceram em países do continente europeu. A ascendência africana autoriza a dupla nacionalidade que permite a troca mas as razões da escolha estão relacionadas também a fatores culturais, políticos e sociais. Leia em TVT News.
*** Estagiário Rafael Sampaio sob supervisão de Alexandre Barbosa
Embora a presença de jogadores não nascidos na seleção que atuam seja mais pujante no continente africano, elencos de países de outros continentes que disputam a Copa também possuem atletas de origem diversa da nação que defendem. De acordo com dados da FIFA, mais de 250 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026 jogam por países que não nasceram.
Histórico colonial, imperialismo, migrações e laços familiares são as principais causas da escolha por defender países que não são o de nascimento dos jogadores
Das 10 seleções africanas que disputam a Copa 2026, apenas a África do Sul não possui atletas no elenco que nasceram fora do país. República Democrática do Congo e Marrocos, por outro lado, são os times africanos com mais jogadores nascidos fora do país. Vinte atletas do Congo e 19 de Marrocos nasceram em países europeus, 31 desses jogadores vieram da França, da Espanha e da Bélgica.
Não por acaso, esses três países forneceram tantos atletas aos países africanos. A partir da segunda metade do século XIX, países europeus intensificaram um processo de expansão territorial em busca de novos mercados e de matérias primas para suas indústrias. O continente africano foi o principal alvo das nações europeias. Visando minimizar conflitos e atender as ambições coloniais, praticamente toda a África foi dividida e partilhada entre as principais potências europeias do período.
França e Espanha controlaram Marrocos de 1912 a 1956. O Congo talvez seja o exemplo mais acintoso da violência da colonização. Em 1885, o rei Leopoldo II da Bélgica tomou posse e declarou o território congolês como propriedade particular. A brutalidade do regime colonial belga cuja tortura era pratica corriqueira, foi reconhecida em 2010 pelo atual monarca belga, Felipe. A independência da República Democrática do Congo foi reconhecida em 1960.
A ascendência africana de jogadores de futebol nascidos em países europeus relaciona-se ao passado imperialista da Europa. No processo de exploração das colônias e das pessoas que lá viviam, houve fluxos e miscigenação. Com a independência dos países africanos, a partir da segunda metade do século XX, ondas migratórias mantiveram o fluxo de africanos para a Europa.
Os pais de Achraf Hakimi, um dos melhores laterais direitos do mundo, são marroquinos e chegaram na Espanha bem antes do nascimento do filho em 1998. Saíram do seu país natal por razões econômicas, fator importante nos deslocamentos populacionais. Hakimi foi convidado a integrar a seleção da Espanha mas preferiu defender a pátria dos seus pais. O jogador possui dupla nacionalidade, uma das exigências da FIFA para quem quer atuar em um país que não é aquele onde nasceu.
O zagueiro marroquino número 02, Achraf Hakimi (à direita), comemora com seus companheiros de seleção após a partida das oitavas de final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Marrocos e Tanzânia, no Estádio Príncipe Moulay Abdallah, em Rabat, em 4 de janeiro de 2026. (Foto de SEBASTIEN BOZON / AFP)
Um exemplo fora da África da influência do histórico colonial na determinação da naturalidade de jogadores pertencentes a seleções de países que foram colônias é Curaçau. O país antilhano localizado no sul do mar do Caribe, foi conquistado pela Holanda no século XVII, obtendo independência limitada apenas em 2010. Atualmente, Curaçau é parte do Reino dos Países Baixos. Todos os 26 jogadores de Curaçao nasceram na Holanda.
FIFA estabelece regras para que um jogador atue por um novo país
A entidade máxima do futebol mundial permite que um jogador defenda um país distinto do qual nasceu, mas faz exigências. Um dos requisitos é a dupla nacionalidade. Dupla nacionalidade (ou dupla cidadania) é o status jurídico em que uma pessoa é reconhecida como cidadã de dois ou mais países simultaneamente.
Comumente, existem três formas de obter a cidadania de um país: nascendo nele, sendo descendente de algum cidadão do país no qual se pleiteia o direito; a última forma é tentar o processo de naturalização cujas exigências variam de acordo com o país. Quando se considera os jogadores de futebol com dupla nacionalidade nascidos na europa, a cidadania africana é fruto da descendência.
Um dos principais nomes do Manchester United, Bryan Mbeumo, nasceu na França mas joga por Camarões, terra do seu pai. Sua dupla nacionalidade foi obtida por descendência. O atacante jogou nas seleções de base francesas até 2020, depois optou pelo time camaronês. Jogar nas seleções de base de um país não impede que o atleta defenda outra nação. O que não pode, terminantemente, é ter jogado pelo time principal do país em jogos oficiais. Isso impede a troca, exceto se o atleta tiver menos de 21 anos. Nesse caso, ele pode mudar de seleção desde que tenha atuado em no máximo três jogos oficiais pelo time principal.
Grandes nomes da Copa do Mundo de 2026 tem origem africana
A França é o país que mais exportou jogadores para outras seleções nessa copa. Oitenta e três jogadores nascidos na França, jogam em outros países. Grande parte desses atletas exportados têm origem familiar no continente africano e mesmo a seleção da França possui a maior parte da sua equipe formada por jogadores com ascendência africana. A maior estrela do futebol francês, Kylian Mbappé, tem pai camaronês e mãe argelina.
Mbappé carrega taça da Copa do Mundo após vitória da França em 2018. Nessa final contra Croácia, o artilheiro se igualou Pelé, virando o segundo adolescente a marcar em final de Copa e foi eleito revelação do torneio. Na época, Mbappé tinha 19 anos – Foto: Reprodução/Redes
O jovem Lamine Yamal, de apenas 18 anos, joga no Barcelona. Destaque da seleção espanhola, Yamal é um dos candidatos potenciais a melhor jogador da Copa. Os pais do atleta são migrantes africanos. O pai é de Marrocos e a mãe da Guiné-Equatorial.
Lamine Yamal, estrela do Barcelona e da seleção da Espanha tem nacionalidade marroquina – Reprodução/FC Barcelona
Nenhuma seleção africana jamais ganhou uma copa do mundo. Marrocos, na última edição do mundial, no Catar em 2022, chegou em quarto lugar; no que foi a melhor posição de uma seleção africana em todas as copas realizadas. Apesar do histórico e mesmo que nenhuma seleção do continente chegue nas finais desta Copa, as Áfricas vão comemorar. Em alguma seleção finalista, provavelmente, jogadores de origem africana terão protagonismo.
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Por Aléxia Sousa (Folhapress) – O líder indígena Raoni Metuktire foi transferido na manhã desta sexta-feira (19) de Sinop, no norte de Mato Grosso, para o Hospital São Paulo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), onde dará continuidade ao tratamento de saúde e ao acompanhamento cirúrgico de seu quadro clínico. Segundo boletim divulgado pelo […]
A mãe da adolescente que sofreu um estupro coletivo em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, revelou que os pais de dois suspeitos foram até o hospital para tentar um acordo enquanto a jovem passava por exames e recebia medicação. Segundo a denúncia, a vítima foi abusada por pelo menos quatro adolescentes em sua […]
Por Catarina Scortecci e Artur Búrigo (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou nesta sexta-feira (19) a participação do atacante Neymar na Copa do Mundo. A fala do petista ocorreu após ele elogiar a jogadora Marta e perguntar a um menino quem seria bom jogador no país hoje. Ao ouvir como resposta […]
A Cosan informou nesta quarta-feira (17), por meio de fato relevante, que o Grupo Radar assinou um compromisso para vender parte de seu portfólio de propriedades agrícolas localizadas no Mato Grosso. A operação envolve subsidiárias do grupo que são detentoras de propriedades agrícolas nas quais a Cosan possui investimentos.
Os imóveis correspondem a 12% do portfólio total de propriedades agrícolas detido pela Radar, estão localizados no Estado do Mato Grosso, compreendem uma área total de 41,2 mil hectares e são destinados ao cultivo de soja, milho e algodão. O valor total ofertado pelo terceiro adquirente por estes Imóveis é de R$ 1,85 bilhão, sendo aproximadamente R$ 586 milhões referentes à participação da Cosan.
A conclusão da operação tem certas condições precedentes usuais para esse tipo de operação. Segundo a companhia, a operação está alinhada à estratégia de desinvestimentos, redução da alavancagem e simplificação de portfólio da Cosan.
A Cosan afirma que manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados em conformidade com a regulamentação aplicável.
Vozinha com a bandeira de Cabo Verde após o empate sem gols contra a Espanha. Foto: Reprodução.
O goleiro Vozinha virou o grande personagem da estreia de Cabo Verde em Copas ao segurar a Espanha no empate por 0 a 0, resultado histórico para a seleção africana e que levou seu nome a circular pelo mundo do futebol. As defesas do camisa 1 também mudaram sua presença nas redes: ele saiu de 46 mil para mais de 10 milhões de seguidores em uma plataforma.
A atuação mexeu diretamente com Kleidir Dias, irmão de Vozinha, que mora há quatro anos em Camaragibe, na região metropolitana do Recife. Depois da partida, os dois conversaram à distância, como fazem desde que Kleidir chegou ao Brasil. “Falei apenas que tudo o que ele tinha passado tinha um propósito”, disse o professor.
Kleidir dá aulas particulares de matemática para crianças e adolescentes e cobra mensalidades de R$ 80 e R$ 90. Mesmo após o irmão virar celebridade instantânea, ele manteve a rotina de trabalho e só aceitou conversar à noite, quando disse que não estaria mais ocupado.
O irmão do goleiro afirmou que não busca exposição pelo feito de Vozinha. “Quem tem que aparecer é ele, não eu”, explicou. Kleidir contou que algumas crianças comentaram que conheciam o goleiro de Cabo Verde, e ele respondeu apenas que era irmão do jogador.
Kleidir Dias, irmão do goleiro Vozinha, de Cabo Verde. Foto: reprodução
Irmão de Vozinha vive em Camaragibe e fala da simplicidade da família
Kleidir atribui a forma de viver da família à mentalidade da “Morabeza”, palavra do crioulo cabo-verdiano associada à simplicidade, tranquilidade e acolhimento. Para ele, o novo status do irmão não muda a maneira como Vozinha será recebido quando voltar ao país.
“Em Cabo Verde não tem isso de celebridade. Após a Copa, quando ele for para casa visitar a família, vai haver festa por um ou dois dias e depois ele vai tomar banho em Laginha, colocar um chinelo, um short e uma camiseta e ficar com a família. Vivemos todos na simplicidade, sem ostentação, sem fama, sem vaidade”, descreveu Kleidir.
Os irmãos não se encontram pessoalmente há quatro anos, mas mantêm contato por videochamadas e mensagens. Kleidir recordou a infância na casa da avó, Maria Senhorinha dos Santos, de onde veio o apelido que acabou transformando Josimar em Vozinha.
“Meu irmão sempre teve fome pelo futebol. Eu também jogava, mas nunca levei muito a sério. Não tinha esse talento. Mas quando tínhamos a oportunidade sempre estávamos jogando em qualquer espaço. Como no Brasil, jogávamos na rua, com quatro pedras no chão formando as balizas. Na casa da minha avó, jogávamos nos quartos, cada um em uma cama. Jogávamos a bola na parede e depois chutávamos. E ele sempre agarrava”, lembrou.
Kleidir disse que sempre percebeu no irmão o desejo de seguir carreira no futebol. “Ele sempre quis ser jogador de futebol. Via isso nos olhos dele. Ele chegou onde chegou com muita dedicação e esforço. As barreiras que foram colocadas no caminho serviram para ele ultrapassar”, afirmou. O professor veio ao Brasil para estudar teologia e escolheu o Recife porque já namorava uma pernambucana, com quem se casou.
Cabo Verde terá Uruguai e Arábia Saudita pela frente na Copa
O reencontro entre Kleidir e Vozinha ainda não tem data definida, mas o irmão afirma que quer abraçá-lo o mais rápido possível. Segundo dados da Fifa citados na reportagem, há mais cabo-verdianos vivendo fora do país do que os 530 mil habitantes das dez ilhas que formam o arquipélago.
“A emoção será a de abraçar aquele que nos pertence. Preferimos focar mais no pessoal e não nas conquistas. Para o mundo ele é o Vozinha, para nós é o Josimar. A família para nós sempre será um lugar de aconchego e acolhimento. A saudade faz parte da essência do cabo-verdiano porque a maior parte da população mora fora do país. Mas todos querem voltar um dia”, disse Kleidir.
Antes desse reencontro, Kleidir terá ao menos mais duas partidas para acompanhar o irmão na fase de grupos da Copa: Cabo Verde enfrenta o Uruguai no próximo domingo e a Arábia Saudita no dia 26. “A gente aprende sempre que tem que dar um passo de cada vez. Todo mundo quer avançar, mas o próximo passo é o Uruguai, uma das melhores seleções da América do Sul. Vamos degrau a degrau. Com o mesmo respeito, mas com o mesmo propósito. De deixar o povo cabo-verdiano alegre e orgulhoso com os Tubarões Azuis”, afirmou.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em seminário da Esfera Brasil em São Paulo. Foto: Reprodução.
O banditismo de Daniel Vorcaro está muito além das famigeradas redes de corrupção brasileiras. Trata-se não apenas da cooptação de políticos e de quadros técnicos das estruturas estatais para favorecimentos e enriquecimento nos ambientes financeiros, mas da adoção sem pudor de práticas mafiosas para solução mesmo de entreveros de ordem pessoal ou amorosa. Os métodos de intimidação da “Turma”, nome dado à milícia privada à serviço do dono do Banco Master, não devem nada aos das máfias transnacionais, reais ou cinematográficas. Assim nos fazem deduzir as recentes revelações da Polícia Federal.
Diálogos interceptados pela PF mostraram que Vorcaro ordenou à “Turma” uma ação de vingança contra o DJ e ex-jogador da NBA Ronald Fred Seikaly, que teve um relacionamento com Martha Graeff – eles têm uma filha. À época das mensagens, Graeff era namorada de Vorcaro. O método sugerido pelo banqueiro-mafioso, disposto a investir R$10 milhões na empreitada, foi o flaking: termo que designa “plantar” drogas e forjar uma situação de flagrante policial.
Seikaly morava em Miami. Nas conversas capturadas pela PF não parece decidido se o flaking ocorreria na cidade da Flórida ou se o DJ seria seduzido a realizar uma apresentação no Brasil, onde se armaria a cilada. Vorcaro orienta Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, a acionar “o amigo da Interpol” para viabilizar a tarefa.
Fato é que a polícia de Miami possui notória expertise quando se trata de plantar provas falsas, e o banqueiro mostra-se conhecedor dos métodos intimidatórios que, digamos, possuem alto potencial de gerar o resultado esperado. Rememore-se o caso Raul Iglesias, de 2012.
Iglesias era um policial veterano com 18 anos de corporação e liderava uma unidade de elite de combate ao tráfico de drogas. Na verdade, era o rei do flaking. Investigações conduzidas pelo FBI e pela Corregedoria descobriram que ele e sua equipe rotineiramente plantavam sacos de cocaína e crack em suspeitos que queriam prender, mesmo quando nenhuma droga era encontrada com o alvo. O esquema era duplo: além de forjar os flagrantes, o sargento Iglesias roubava pacotes de drogas e milhares de dólares em espécie apreendidos de traficantes reais, usando parte do entorpecente roubado para abastecer seu “estoque” e plantar em futuras vítimas inocentes.
Em janeiro de 2013, um júri federal em Miami julgou Raul Iglesias culpado por conspiração para violar direitos civis, distribuição de narcóticos e obstrução de justiça. O Departamento de Justiça americano classificou o caso como uma traição absoluta à confiança pública. Parece que o “método Iglesias” seduziu Daniel Vorcaro e seus sicários – sem surpresa, se forem consideradas as dimensões dos outros métodos adotados pela “Turma”.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”. Foto: reprodução
As organizações mafiosas modernas, como a liderada por Danilel Vorcaro, utilizam aparatos de vigilância privada e infiltrações para antecipar passos de adversários e neutralizar ameaças internas. Perseguição, levantamento de rotinas e descoberta de endereços residenciais de ex-funcionários, colaboradores insatisfeitos ou críticos são práticas rotineiras. No caso de Vorcaro, a PF identificou ordens expressas para conseguir o endereço e rastrear os passos de ex-empregados que ameaçavam expô-lo.
O banqueiro também usava de agentes ou contatos policiais para invadir ilegalmente bancos de dados sigilosos do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal, como apurou a investigação. O leque criminoso incluída planejamento de emboscadas violentas disfarçadas de crimes comuns para aplicar surras ou punições físicas, como àquela desvendada que se armava contra o jornalista Lauro Jardim.
A umbilical relação entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira, recebedor de mesadas milionárias e mimos variados, bem como o tratamento fraterno desnudado entre o banqueiro-mafioso e Flávio Bolsonaro com vistas à produção da hagiografia do pai – ou ao sustento luxuoso do foragido Eduardo Bolsonaro -, ou ainda a escandalosa promiscuidade apurada entre o CEO do Banco Master e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro atestam o que já era público e notório: a intimidade dos bolsonaristas com adeptos de práticas milicianas. Gente da pior espécie se admira e se atrai.
Relatório da Polícia Federal apontou que empresas ligadas a Ciro Nogueira (PP-PI) desenvolveram uma estrutura financeira para ocultar pagamentos de mesada feitos ao senador por Daniel Vorcaro.
A PF acredita que existe um esquema integrado de movimentação financeira entre empresas das famílias Nogueira e Vorcaro, em especial a CNLF, do senador, e a BRGD, controlada por Vorcaro e seus parentes.
O mecanismo de lavagem de dinheiro usaria estruturas interligadas que seriam usadas para “a ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem incompatível com a capacidade econômico-financeira formal dos envolvidos, tendo como possível beneficiário final o senador Ciro Nogueira”, apontou a PF.
Por meio desse fluxo, o ex-banqueiro teria pago uma mesada ao senador que soma ao menos R$ 6 milhões entre 2024 e 2025, justamente o período mais crítico das tentativas de salvar o Banco Master.
A reportagem da Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC, procurou o senador, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
Pagamento de viagem a Lisboa
Investigações da PF também dão conta de que Vorcaro bancou as despesas de uma viagem a Lisboa de Nogueira e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
As informações foram obtidas pela PF no celular do dono do Banco Master e foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da mesma operação que realizou busca e apreensão contra Ciro Nogueira. Motta não foi alvo de nenhuma diligência na ocasião.
Nas conversas e documentos obtidos pela PF, Vorcaro determina o pagamento de cinco diárias de “suíte jr.” no Four Seasons Hotel para Ciro e Hugo Motta. De acordo com a PF, o custo total para cada um seria de cerca de R$ 90 mil, com base na cotação do euro da época. Em conversa com jornalistas, Motta disse ter “muita tranquilidade” sobre as diárias pagas pelo banqueiro.
“As investigações estão aí, os órgãos estão trabalhando e eu defendo que as apurações possam acontecer da maneira mais isenta e imparcial possível. Eu sou um deputado que sempre defendi o bom exercício da atividade parlamentar, sempre legislei com responsabilidade e presido a Câmara com essa mesma responsabilidade”, afirmou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G7, em Evian. Ao terminar a primeira reunião da manhã, os dois voltaram a se encontrar rapidamente num dos corredores do hotel que hospeda a cúpula. Trump, ao ver o brasileiro, apontou em sua direção e […]
O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G7, em Evian. Ao terminar a primeira reunião da manhã, os dois voltaram a se encontrar rapidamente num dos corredores do hotel que hospeda a cúpula.
Lula e Donald Trump próximos a líderes internacionais na cúpula do G7 na França. Foto: Reprodução.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se cumprimentaram na noite de terça-feira (16/6) durante um evento social da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, segundo assessores do petista.
Auxiliares de Lula disseram que o cumprimento ocorreu após um concerto organizado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no hotel onde acontece a cúpula. Eles afirmam que ninguém registrou o momento em foto ou vídeo.
Depois do concerto, Lula e Trump seguiram para um jantar de gala que Macron ofereceu aos líderes presentes no encontro. O contato ocorreu fora da agenda formal de reuniões bilaterais da cúpula.
Mais cedo, durante a chamada “foto de família” dos líderes do G7 e convidados, Lula e Trump passaram próximos um do outro, mas não interagiram diante das câmeras.
Líderes mundias na Cúpula do G7. Foto: Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters
Planalto diz que não houve pedido de reunião bilateral
Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que Brasil e Estados Unidos não apresentaram pedido formal para uma reunião bilateral entre Lula e Trump durante a cúpula.
A avaliação de auxiliares do presidente brasileiro é que uma nova conversa formal entre os dois não faria sentido neste momento, porque o grupo criado durante a visita de Lula à Casa Branca, em maio, ainda discute os temas tratados pelos dois governos.
A agenda de Lula no G7 também incluiu conversas com outros líderes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu uma reunião bilateral com o brasileiro durante a cúpula.
Na programação do encontro, Lula também discutiu o acordo Mercosul-Japão com a primeira-ministra japonesa. Em discurso no G7, o presidente brasileiro enviou recados a Trump sobre facções e tarifaço, segundo a pauta da coluna.
Eduardo Bolsonaro em evento nos EUA. Foto: Madel Ngan/AFP
Alvo de investigação da Polícia Federal sobre a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o financiamento da obra, o filme “Dark horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve sua primeira exibição pública na segunda-feira (15), em Las Vegas, nos Estados Unidos. A sessão ocorreu durante o Fraud Fighter Summit, encontro da direita estadunidense dedicado a temas como fraude eleitoral, corrupção e manipulação de processos eleitorais.
A premiere encerrou o primeiro dia da convenção e contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O objetivo do filho do ex-presidente, segundo o blog da Bela Megale, era atrair distribuidores interessados em exibir “Dark horse” em salas de cinema nos Estados Unidos.
Após a exibição, Eduardo participou de um painel ao lado do diretor Cyrus Nowrasteh, mediado pelo influenciador de direita Juan O’Savin. Durante a conversa, o ex-deputado falou sobre a situação de saúde de Jair Bolsonaro e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tratar da Operação Lava Jato.
Eduardo Bolsonaro durante discurso na Fraud Fighter Summit (Cúpula de Combate a Fraude), em Las Vegas. Foto: reprodução
Eduardo afirmou que o filme faz parte de uma disputa cultural contra adversários ideológicos. “O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo, esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda”, disse Eduardo, que citou Exterminador do Futuro 2, de 1991, como exemplo de obra de impacto duradouro. “É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”.
Questionado sobre eventual reação política contrária à produção, Eduardo mencionou apenas uma ação na Justiça Eleitoral, sem comentar outras controvérsias envolvendo o longa, como o suposto financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“O Partido dos Trabalhadores, que é o partido do atual ocupante da Presidência da República, entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição”, disse Eduardo.
Cyrus Nowrasteh afirmou que o filme foi produzido sem conhecimento do “establishment” e que órgãos públicos só souberam da obra no fim das filmagens, quando a equipe gravava cenas sobre a facada sofrida por Bolsonaro em 2018. “Todos os nossos documentos estavam legais”, disse o cineasta.
O diretor também afirmou que espera que o filme tenha impacto político no Brasil. “Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história, a sua história recente, e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil”, disse Cyrus.
O evento ocorreu um dia antes de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por atuação nos EUA para coagir ministros da Corte por meio da articulação de sanções. No painel, ele admitiu ter trabalhado com o governo Trump para sancionar um ministro do Supremo.
“Disseram que eu estava trabalhando com o governo Trump para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal que está mandando todas essas pessoas para a prisão. Isso é verdade. Não porque eu estivesse tentando absolver meu pai no julgamento, porque eu sempre soube que ele seria condenado. Mas, como eles são covardes, não processam nem denunciam o presidente Trump, o secretário Rubio ou Bessent. Em vez disso, estão me denunciando, tentando me tornar inelegível”, disse Eduardo.
O Fraud Fighter Summit informou que os 700 lugares do evento, com ingressos a US$ 350, foram esgotados. A programação também previa participações de Stephen Bannon, Roseanne Barr e Hwang Kyo-ahn.
As reservas de petróleo nos países da OCDE atingiram o nível mais baixo desde 1990, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório mensal divulgado na quarta-feira, em meio a dificuldades de abastecimento devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
“Apesar da queda significativa na demanda por petróleo (…), os estoques continuam a diminuir em ritmo recorde”, afirmou a AIE em seu relatório, observando que os estoques nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram 163 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio.
As reservas despencaram após os governos dos países membros da OCDE terem sido obrigados a sacar petróleo de suas reservas estratégicas de emergência por conta dos conflitos no Golfo Pérsico.
A queda nos estoques globais observada acelerou em maio, passando de 74 milhões de barris em abril para 143 milhões. Isso elevou o ritmo médio de retiradas de estoques desde o início do conflito no Golfo para 3,8 milhões de barris, dos quais 2,4 milhões correspondem a petróleo bruto e 1,4 milhão a produtos derivados.
Redução da demanda global
No mesmo relatório, a agência voltou a reduzir a previsão de demanda mundial de petróleo para 2026 em 1,1 milhão de barris diários, uma redução quase três vezes maior que a prevista no mês passado.
Os números preliminares mostram que as entregas de petróleo do segundo trimestre de 2026 caíram quase 5% em termos anuais, devido “ao aumento dos preços dos combustíveis e às dificuldades de abastecimento”. O retrocesso trimestral nas entregas seria o primeiro desde 2020, ressalta a AIE.
A reabertura do Estreito de Ormuz reduz parte das preocupações do mercado global de energia, mas não deve provocar uma queda rápida nos preços dos combustíveis.
Embora os Estados Unidos e o Irã tenham aprovado um memorando para restabelecer totalmente a navegação na região, analistas avaliam que a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história continuará impactando o mercado de energia por vários meses, de acordo com a Fortune.
Nos últimos três meses, o mercado global perdeu cerca de 2 bilhões de barris de petróleo. Durante esse período, países consumidores recorreram às reservas estratégicas, produtores reduziram a extração e milhares de navios-tanque precisaram mudar de rota.
Agora, mesmo com a reabertura da passagem marítima, o setor enfrenta o desafio de reorganizar toda a cadeia de abastecimento.
Retomada do tráfego será gradual no Estreito de Ormuz
Segundo a Capital Economics, o mercado deve recuperar aproximadamente 80% dos fluxos de energia até o fim do terceiro trimestre. No entanto, a volta à normalidade pode se estender até 2027.
Durante a crise, empresas deslocaram muitos petroleiros para outras regiões, e essas embarcações agora precisarão retornar ao Oriente Médio para restabelecer as operações. Além disso, persistem dúvidas sobre os custos dos seguros marítimos e sobre as condições de segurança no estreito.
Estoques baixos aumentam a demanda
Outro fator que pode limitar quedas nos preços é a necessidade de recompor estoques. Diversos países consumiram reservas estratégicas para compensar a redução da oferta e agora deverão voltar às compras.
A China será observada de perto pelos mercados. Antes do conflito com o Irã, o país acumulou grandes reservas de petróleo e, segundo analistas, ajudou a conter os preços durante a crise ao liberar parte desses estoques.
Transporte ainda é o principal desafio no Estreito de Ormuz
Apesar da interrupção na produção em alguns momentos da crise, analistas da Oxford Economics afirmam que não houve danos significativos às principais instalações petrolíferas da região.
Dessa forma, o principal gargalo não está na capacidade de produzir petróleo, mas sim no transporte marítimo, nos seguros e na confiança operacional.
Por isso, mesmo com o Estreito de Ormuz reaberto, a oferta de energia do Golfo deve continuar restrita por vários meses, limitando a possibilidade de quedas mais acentuadas nos preços dos combustíveis.