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Gilmar Mendes: Mendonça comete ‘erro crasso’ em tratativa de delação de Vorcaro

23 de Junho de 2026, 10:29

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na segunda-feira, 22, que há uma “impropriedade” e um “erro crasso” no relato feito pelo ministro André Mendonça de que foi procurado por um advogado de Daniel Vorcaro com uma proposta de “delação seletiva” no caso que investiga o Banco Master. A declaração, dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ocorreu após Gilmar ser questionado sobre a atuação de Mendonça na relatoria do caso do Banco Master.

Gilmar argumentou que o acordo de colaboração premiada deve ser firmado entre o Ministério Público ou a Polícia Federal e o investigado, acompanhado por seus advogados. “Então, aqui já há algo de erro crasso. Se está participando de conversas ou se está expulsando advogados do processo, isso tem algo de errado”, disse.

A fala ocorre dias depois de Gilmar protagonizar um embate público com Mendonça no julgamento de medidas cautelares envolvendo a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.

Na ocasião, Mendonça disse ter recusado uma proposta de “delação seletiva” no caso Master. Segundo o relator, um advogado do ex-controlador do banco o procurou para tratar de uma colaboração com recortes, mas ele afirmou não aceitar esse tipo de negociação.

Sem afirmar diretamente que o ministro conduz mal o processo, o decano também disse que Mendonça tem uma “tarefa difícil”, mas defendeu que a investigação siga uma “métrica” para evitar a repetição de erros do passado, em referência à Operação Lava Jato.

Ao justificar a comparação, Gilmar apontou uma sequência de episódios que, segundo ele, acende um alerta sobre a condução do caso, como vazamentos, divulgação de conversas privadas, prisões de familiares de investigados e a morte de um dos alvos da apuração: Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

“São elementos que levam a, pelo menos, uma preocupação e similitudes com o que ocorreu anteriormente”, afirmou o ministro.

Código de ética e exposição do STF

Gilmar voltou a criticar, durante a entrevista, o momento escolhido pelo presidente do STF, Edson Fachin, para propor a discussão sobre a criação de um código de ética para ministros da Corte. Para o decano, o tema deveria ser tratado por uma comissão interna do tribunal e precedido de maior articulação entre os integrantes do Supremo.

Segundo Gilmar, Fachin deveria ter buscado maior articulação com os colegas antes de pautar o tema. “Aguardemos, não sejamos tão pressurosos. Eu falei isso para o Fachin, na época”, afirmou.

O ministro disse ainda que o presidente do STF tem a obrigação de “conduzir o tribunal” e avaliar o momento adequado para adotar medidas dessa natureza. “Eu acho que o presidente tem a obrigação de conduzir o tribunal, de perceber qual é o momento de tomar as medidas”, afirmou.

O decano negou que sua resistência ao código de ética tenha caráter pessoal contra Fachin, mas afirmou que o Supremo estava sob ataque quando o tema foi colocado em discussão. ” Somos amigos”, disse.

Para Gilmar, a proposta expôs o tribunal em um momento de vulnerabilidade pública, marcado por questionamentos sobre a atuação de ministros.

Transparência de agendas

Gilmar também foi questionado sobre a transparência das agendas de ministros do STF, a participação em eventos patrocinados e a divulgação de rendimentos obtidos fora do tribunal.

Em resposta, o decano afirmou que sua agenda é pública e disse não ver problema na divulgação de valores recebidos por magistrados em palestras, eventos e outras atividades.

Críticas a Kassio Nunes Marques em decisão sobre pesquisa

O ministro criticou ainda a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento foi questionado pelo PL sob o argumento de que o questionário induzia respostas contra Flávio Bolsonaro ao associar o senador a Daniel Vorcaro e ao caso Banco Master.

“Eu acho que um caso como esse vai parar no Supremo Tribunal Federal. Se se mantiver essa jurisprudência Kassio Nunes Marques, certamente não é uma jurisprudência que irá se manter”, disse Gilmar.

A análise da decisão pelo plenário do TSE foi interrompida após pedido de vista da ministra Estela Aranha, e a suspensão da pesquisa permanece válida até nova deliberação da Corte.

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Por que a Índia não deve mais exportar açúcar por vários anos

23 de Junho de 2026, 10:00

MUMBAI, 22 Jun (Reuters) – A Índia, que já foi o segundo maior exportador mundial de ⁠açúcar, deverá ter um excedente reduzido para exportação por pelo menos mais três safras, já que as condições climáticas ⁠do El Niño ameaçam a produção de cana e o aumento da demanda por etanol restringe a oferta.

Essas duas pressões devem manter milhões de toneladas de ‌açúcar fora do mercado mundial, reduzindo a oferta para importadores na Ásia, África e Oriente Médio e sustentando os preços de referência em Londres e Nova York.

Uma ausência prolongada da Índia dos mercados de exportação retiraria um importante fornecedor, à medida que os riscos climáticos e as políticas de biocombustíveis remodelam os fluxos globais do comércio de açúcar.

Entrevistas com ‌mais de uma dúzia de executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores mostram que a menor disponibilidade de cana e a crescente demanda por etanol deixarão pouco para exportação por vários anos, levando os corretores de empresas globais a alertar as sedes sobre a redução das oportunidades na Índia, segundo fontes do setor.

GOVERNO DEVE RESTRINGIR AS EXPORTAÇÕES

O açúcar é um tema politicamente sensível na Índia, maior consumidor mundial, onde doces são muito populares e muitas famílias de baixa renda dependem dele como fonte barata de calorias.

‘A oferta já está escassa na Índia, e agora o El Niño está se tornando um grande risco’, disse Rahil Shaikh, diretor-gerente da MEIR Commodities India, uma corretora com sede em Mumbai.

‘Se as chuvas ficarem aquém ⁠das previsões, ‌o plantio de cana será prejudicado e isso manterá a Índia fora do mercado de exportação de açúcar por pelo menos três anos, enquanto o Brasil e a Tailândia também podem ⁠ter suas safras afetadas pelo El Niño.’

O Brasil, principal exportador, também está destinando mais cana para a produção de etanol. A Tailândia, outro grande exportador, também pode ter sua produção afetada pelas chuvas reduzidas pelo El Niño.

A Índia exportou, em média, 6,8 milhões de toneladas métricas de açúcar por ano nas cinco safras até 2022-23 — cerca de 10% dos embarques globais. Este ano, após exportar cerca de 800 mil toneladas, a Índia suspendeu os embarques até 30 de setembro, o fim da safra.

As usinas precisam de aprovação do governo para exportar açúcar, e Nova Délhi provavelmente suspenderá as autorizações de exportação a cada safra, em vez de anunciar uma proibição plurianual, ​afirmaram fontes do governo e do setor com conhecimento do assunto.

No mês passado, um ministro de alto escalão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi instruiu as usinas a priorizarem a disponibilidade no mercado interno e a não pressionarem por exportações, disseram as fontes sob condição de anonimato, uma vez que as discussões eram confidenciais.

O Departamento de ​Alimentação, Abastecimento Civil e Assuntos do Consumidor da Índia não respondeu a um pedido de comentário sobre as perspectivas para as exportações ou suas restrições sobre exportações.

EL NIÑO PREJUDICA AS PERSPECTIVAS PARA A CANA

As condições do El Niño devem enfraquecer as chuvas de monção na Índia este ano, levando-as ao nível mais baixo em 11 anos.

Chuvas abaixo da média, aliadas a uma precipitação em junho mais de 40% abaixo da média, levaram os agricultores a adiar o plantio.

‘Eu tinha planejado plantar variedades de cana de ciclo longo em junho, mas como todo mundo está falando sobre chuvas mais fracas, decidi adiar esse plano’, disse Sambhaji Patil, que decidiu cultivar soja em 2 acres (0,8 hectares) no distrito de Sangli, no estado ‌de Maharashtra, no oeste do país.

O proprietário de um viveiro, Suraj Chavan, disse que a demanda por mudas de cana ​caiu drasticamente nas últimas semanas.

É provável que os agricultores mudem para culturas que exijam menos água, o que poderia reduzir a área plantada com cana e a disponibilidade do produto na safra de 2027-28, disse Prakash Naiknavare, diretor-geral da Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar.

As autoridades locais começaram a promover culturas alternativas, como soja, feijão-guandu e outras variedades de leguminosas, na maioria das regiões produtoras de açúcar, e restringiram o abastecimento ⁠de água para irrigação.

A Índia deveria produzir 30,95 milhões de toneladas de açúcar ​nesta safra, mas a produção agora está estimada ​em 27,9 milhões de toneladas, abaixo do consumo anual de cerca de 28,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do setor.

Como resultado, os estoques nas usinas no início da safra, em 1º de outubro, provavelmente cairão para cerca ⁠de 3,5 milhões de toneladas, o nível mais baixo em mais de três décadas, disse Shaikh, ​da MEIR.

Ao mesmo tempo, a Índia está promovendo uma maior mistura de etanol à gasolina e uma adoção mais ampla de veículos flex-fuel para reduzir a dependência do caro petróleo importado.

A demanda por etanol poderia mais que dobrar, passando dos atuais 12 bilhões a 13 bilhões de litros para cerca de 30 bilhões de litros (8 bilhões de galões) até 2039-40, à medida que o aumento da mistura de ​etanol na gasolina e a adoção de veículos flex-fuel ganham ritmo, sugerem as estimativas do setor.

‘A trajetória da demanda por etanol é incrivelmente forte’, disse Samir Somaiya, presidente e diretor-geral da Godavari Biorefineries. ‘A próxima fase da evolução da demanda será impulsionada pelo lançamento comercial de veículos flex-fuel.’

A Maruti Suzuki, maior ​montadora indiana, lançou este mês o primeiro veículo flex-fuel do ⁠país, enquanto a Hero MotoCorp lançou uma motocicleta flex-fuel.

A Índia eliminou este mês o imposto sobre a produção de gasolina misturada com níveis mais altos de etanol e lançou combustível com até 85% de etanol para apoiar a adoção ⁠de veículos flex-fuel.

As futuras políticas governamentais provavelmente darão prioridade à produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar, afirmou B.B. Thombare, diretor-geral da Natural Sugar, no estado de Maharashtra.

A Índia poderia eventualmente ser forçada a importar açúcar se as perturbações climáticas relacionadas ao El Niño reduzissem drasticamente a área de cultivo de cana e a produção, disseram fontes do governo e autoridades do setor, com os comerciantes alertando que a oferta poderia ficar ainda mais restrita na safra de 2027-28.

‘Devido a um El Niño severo e à crescente demanda por etanol, não só as exportações da Índia seriam praticamente eliminadas, como também as importações para a Índia nos próximos anos poderiam se tornar necessárias”, disse Mohan Narang, diretor da K.S. Commodities, uma corretora de commodities em Nova Délhi.

(Reportagem de Rajendra ​Jadhav)

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Juliana Brizola lidera ao governo e Flávio Bolsonaro a presidente da República no Rio Grande do Sul, aponta RealTime Big Data

23 de Junho de 2026, 09:51

Com força na capital e na Região Metropolitana de Porto Alegre, Juliana Brizola (PDT) lidera a pesquisa RealTime Big Data para o governo do Rio Grande do Sul divulgada nesta terça-feira (23), com 37% das intenções de voto no primeiro turno. O deputado federal Luciano Zucco (PL) aparece com 32%, seguido pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 17%, e Marcelo Maranata (PSDB), com 3%. Brancos e nulos somaram 5% e outros 5% não souberam ou não responderam.

Nos principais cenários de segundo turno, a advogada e ex-deputada estadual tem empate técnico com Zucco, com 44% a 41%, e vence Souza por 47% a 35%. A neta de Leonel Brizola bate Maranata por 49% a 27% em um eventual segundo turno entre ambos. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais.

Nos recortes da pesquisa por regiões do Estado, Juliana Brizola lidera na Região Metropolitana de Porto Alegre, que inclui a capital e 23 municípios e responde por 43% do eleitorado do Estado. A pré-candidata do PDT tem 43%, Zucco tem 25%, Souza tem 19% e Maranata, 5%.

Na Região Noroeste, que representa 18% do eleitorado, Zucco tem 39% e Juliana Brizola tem 30%, Souza tem 16% e Maranata, 2%. Na região Nordeste, com 10% do eleitorado, o deputado federal mantém vantagem, com 40% contra 31% de Juliana Brizola, 19% do vice-governador e 2% de Maranata.

No Sudeste gaúcho, que representa 8% do colégio eleitoral, a ex-vereadora volta a ter vantagem numérica com 35% a 33% sobre Zucco, com 20% de Gabriel de Souza e 1% Maranata.

No Sudoeste, o cenário também é de equilíbrio, com 36% a 34% para Zucco sobre Juliana Brizola, na região Centro Ocidental o deputado tem 39% a 33% contra a ex-deputada estadual e na Centro Oriental Zucco tem 42% a 30%. Nessas três regiões, Souza varia de 16% a 18% e Maranata entre 1% e 2%.

Zucco tem a maior rejeição, com 40%, seguido por Juliana, com 38%, Souza com 23% e Maranata com 16%. O vice-governador e a ex-deputada estadual têm um potencial de voto de 49%, a soma eleitores declarando que votariam neles com certeza e dos que possivelmente poderiam escolhê-los. A chamada “votabilidade” de Zucco é de 42% e a de Maranata é de 27%.

Presidente

A corrida presidencial no Rio Grande do Sul tem empate técnico entre senador Flávio Bolsonaro (PL), com 42%, e presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Renan Santos (Missão) aparece com 5%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC), e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 2% das intenções. Augusto Cury (Avante) tem 1% e outros candidatos somaram também 1%. Brancos e nulos foram 2% e outros 1% não souberam ou não responderam.

No segundo turno no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro tem 51% a 42% contra Lula. Ambos lideram também a rejeição, com 51% para o atual presidente e 46% para o senador.

Foram realizadas 1.600 entrevistas, no período de sábado (20) a esta segunda-feira (22), a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. As pesquisas estão registradas sob o protocolo-RS 07063/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Day trade: Compre Suzano (SUZB3) e venda Embraer (EMBJ3) para ganhar até 1,49% hoje (17), segundo a Ágora

17 de Junho de 2026, 09:28

A Suzano (SUZB3) é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta quarta-feira (17).

As ações da empresa fecharam a sessão da última terça-feira (16) cotadas a R$ 42,93. O potencial de ganho é de 1,49% e o stop sugerido é de R$ 42,69.

Compra

EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop
Porto SeguroPSSA350,6851,381,38%50,32-0,71%
Isa Energia BrasilISAE427,7728,171,44%27,56-0,76%
SuzanoSUZB343,0343,671,49%42,69-0,79%

a Embraer (EMBJ3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,41%. O stop sugerido é em R$ 76,63.

Venda

EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop
B3B3SA315,0014,791,40%15,11-0,73%
CognaCOGN32,292,261,31%2,31-0,87%
EmbraerEMBJ376,0975,021,41%76,63-0,71%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

*Com supervisão de Juliana Américo

Defesa de Bolsonaro tem até hoje para explicar pistola apreendida em blitz

17 de Junho de 2026, 09:26

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até a tarde desta quarta para prestar esclarecimentos sobre a apreensão da pistola do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz de bafômetro na noite desta segunda. Em atenção a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, os advogados terão de explicar a razão pela qual o ex-chefe do Executivo mantinha uma arma em casa e porque, às vésperas do fim do prazo de sua prisão domiciliar, pediu que o armamento fosse reparado.

O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente, foi intimado da decisão de Moraes por Whatsapp, às 15 desta terça. O prazo dado para que a defesa responda aos questionamentos do ministro do STF é de 24 horas.

No despacho, Moraes destacou que consulta ao sistema do Exército brasileiro demonstrou que a pistola Glock 9 mm, com carregador sobressalente, recolhida pela Polícia Civil na noite de ontem é de propriedade de Bolsonaro. A apreensão se deu a menos de 10 dias para encerramento do período de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro, para que ele se recuperasse de um quadro de broncopneumonia.

Os esclarecimentos foram cobrados após a Polícia Civil do Distrito Federal informar o gabinete de Moraes sobre a apreensão. A arma foi encontrada com um sargento que se identificou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e disse trabalhar com Bolsonaro.

À Polícia Civil, o militar sustentou que a pistola seria do ex-presidente e lhe foi entregue em razão de uma “pane que aparentava ser de fácil solução”. A versão do sargento é a de que ele retirou a arma ontem para fazer o reparo do percussor e que a pistola seria devolvida nesta terça.

A declaração do sargento tem contradições em relação aos relatos do agente responsável por parar o carro conduzido pelo militar, que é da presidência da República. Este afirmou que, quando percebeu a arma estava no assoalho do carro, o sargento “de forma repentina, fechou o vidro do veículo”. Foi nesse momento que a arma foi recolhida, segundo o BO.

Em seguida, o policial responsável pela abordagem de fiscalização da lei seca conferiu as informações do sargento e questionou sobre o registro da arma encontrada. Segundo ele, o militar afirmou que a arma constava em sua funcional. Somente após o agente confirmar que não havia registro da arma em seu nome, o sargento declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que a mesma ficava dentro do carro.

Ainda de acordo com o policial, o sargento afirmou que não estava com o registro da arma. Também foi encontrado no carro um um carregador sobressalente da arma. O militar foi então conduzido à Delegacia para registro do caso. Segundo o documento, o sargento foi abordado por volta das 22h30, em Taguatinga.

Conforme o boletim de ocorrência, a arma foi apreendida porque não havia documentação necessária para o porte da mesma. Segundo o documento, o sargento não levava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), o que é irregular e implica na necessidade de recolhimento da pistola. No B.O., o nome do ex-presidente aparece como “envolvido” na ocorrência.

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Cosan diz que Radar vendeu 12% do portfólio de áreas agrícolas por R$ 1,85 bi

17 de Junho de 2026, 09:23

SÃO ⁠PAULO, 17 ⁠Jun (Reuters) – A Cosan ‌(CSAN3) comunicou nesta quarta-feira que ‌a Radar firmou acordo para a venda de ⁠12% ‌do ⁠seu portfólio total de propriedades agrícolas por R$ 1,85 bilhão.

Os ​imóveis, de acordo com ​a Cosan, estão localizados em Mato Grosso ‌e compreendem ​uma área total de 41.214 ⁠hectares, ​destinados ​ao cultivo de soja, ⁠milho ​e algodão.

A empresa disse que ​o montante referente à ​sua ⁠participação soma aproximadamente ⁠R$ 586 milhões.

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Ibovespa Futuro sobe antes das decisões de juros no Brasil e EUA

17 de Junho de 2026, 09:14

O Ibovespa Futuro opera em alta nos primeiros negócios desta quarta-feira (17), com atenções voltadas para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom). Às 9h06 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em junho subia 0,22%, aos 169.845 pontos.

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O Federal Reserve realiza sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh e deve manter a taxa básica inalterada, em meioa uma inflação ainda elevada que limita o espaço para afrouxamento.

No Brasil, as atenções se voltam ao Copom, com o mercado projetando um corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25%, embora uma pausa não esteja descartada diante da piora do cenário externo, da alta do petróleo e da deterioração das expectativas deinflação. O tom do comunicado será decisivo para calibrar as apostas dos próximos passos.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,02%, S&P Futuro avançava 0,02% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,32%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro operava com queda de 0,13%, aos R$ 5,100.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quarta, com o índice Nikkei 225, do Japão, atingindo um novo recorde histórico.

Os preços do petróleo operam em alta, apagando parte das perdas da sessão anterior, enquanto os investidores avaliavam o acordo de paz entre os EUA e o Irã.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, com as fortes chuvas na China reduzindo a demanda por aço e insumos siderúrgicos, enquanto o sentimento também foi afetado por discussões em uma conferência do setor em Cingapura, que sugeriram que o apetite chinês por essas commodities dificilmente melhorará.

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Jovens fundadores da Cursor viram multibilionários após venda para a SpaceX

16 de Junho de 2026, 18:19

Por volta da época em que o ChatGPT e o Copilot do GitHub levaram a inteligência artificial às massas, quatro colegas do MIT com formação em ciência da computação e finanças decidiram entrar nesse mercado. Eles só não sabiam exatamente como.

“Começou a partir de um lugar muito de ‘solução em busca de um problema’”, disse Michael Truell, cofundador e CEO da Cursor, empresa que eles criaram juntos, em uma participação em podcast em junho de 2025.

Quatro anos depois, a Cursor é uma das ferramentas de programação com IA mais populares do mercado — e a “solução” deles os transformou em bilionários.

A SpaceX concordou formalmente em comprar a Cursor na terça-feira (16), em um acordo integralmente em ações que avalia a empresa em US$ 60 bilhões. Cada um dos cofundadores detém cerca de 9% da Anysphere, sediada em São Francisco — nome formal da empresa —, participação avaliada em US$ 5,5 bilhões para cada um, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

Quando o acordo for concluído — o que deve ocorrer no terceiro trimestre deste ano — eles receberão ações da SpaceX de valor equivalente.

Os quatro fundadores — todos na casa dos 20 e poucos anos — se juntam a uma lista crescente de bilionários criados pela Space Exploration Technologies Corp., de Elon Musk, desde sua abertura de capital na sexta-feira.

A história deles também simboliza a mudança no caminho para a riqueza de dez dígitos entre jovens fundadores: a euforia da IA e o aumento dos investimentos de capital de risco fazem com que novos bilionários surjam cada vez mais do setor de tecnologia, em vez das finanças.

Um porta-voz da Cursor não respondeu a um pedido de comentário.

Engenharia mecânica

Truell e seus futuros sócios — Sualeh Asif, Arvid Lunnemark e Aman Sanger — eram todos estudantes de graduação no Massachusetts Institute of Technology. Truell, natural de Nova York, estagiou no Google, enquanto Sanger, membro do time de squash do MIT, estagiou na Bridgewater Associates. Lunnemark, medalhista de ouro em olimpíada de matemática em seu país natal, a Suécia, trabalhou brevemente como trader quantitativo na Jane Street.

Os quatro fundaram a Cursor em 2022, inicialmente com foco na criação de um copiloto de IA para a indústria de engenharia mecânica. Isso apesar de nenhum deles ter formação formal em engenharia.

“Éramos bastante desconhecedores da área”, disse Truell em um podcast em maio de 2025. “Então havia um pouco daquele problema do ‘homem cego e o elefante’ desde o início.”

Após alguns meses, eles mudaram o foco para o desenvolvimento de um agente de codificação com IA mais alinhado ao histórico da equipe fundadora. Em 2023, o OpenAI Startup Fund apoiou a empresa iniciante em uma rodada seed que levantou US$ 8 milhões, segundo dados da Pitchbook.

No ano seguinte, a Anysphere levantou US$ 60 milhões em uma rodada Série A, avaliando a empresa em US$ 400 milhões. Entre os principais investidores estavam a Andreessen Horowitz, o Dorm Room Fund e o cofundador da Stripe, Patrick Collison.

Fotógrafa: Gabby Jones/Bloomberg

Em janeiro de 2025, a Cursor havia alcançado US$ 100 milhões em receita recorrente anual. Em dois meses, esse número dobrou, e a empresa chegou a um milhão de usuários diários.

Acordo com a SpaceX

Mesmo com grandes players como OpenAI e Anthropic lançando suas próprias ferramentas de programação com IA, a Cursor continuou expandindo sua base de usuários, especialmente entre clientes corporativos. A empresa afirma que seus produtos são usados por 64% das empresas da Fortune 500 e que suas ferramentas escrevem mais de 100 milhões de linhas de código por dia para clientes corporativos.

Em abril, a SpaceX anunciou que havia chegado a um acordo que lhe dava a opção de adquirir a Cursor por US$ 60 bilhões, mas decidiu adiar a aquisição formal até depois de seu IPO, para minimizar interrupções e evitar burocracia adicional.

O acordo representava um prêmio em relação à avaliação de US$ 50 bilhões que a Cursor vinha buscando recentemente em uma rodada de financiamento, segundo a Bloomberg. Também incluía uma taxa de rescisão de US$ 10 bilhões caso a compra não se concretizasse.

A gestão da SpaceX descreveu a aquisição como central para expandir suas capacidades em IA após a fusão, em fevereiro, com a startup de inteligência artificial de Musk, a xAI.

“Cursor tem seus próprios modelos, eu acho, e podemos aprender com eles”, disse Gwynne Shotwell, presidente da SpaceX, em entrevista à CNBC na sexta-feira. “Vamos colaborar de perto. Achamos que isso faz muito sentido.”

ConectCar compra o iCarros, portal de classificados de automóveis do Itaú

16 de Junho de 2026, 11:48

A ConectCar, empresa de pagamentos eletrônicos de pedágios e estacionamentos, fechou a compra da totalidade do iCarros, plataforma de classificados de veículos até então 100% do Itaú Unibanco, apurou o InvestNews.

Os valores não foram informados. O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Banco Central.  Embora seja formalmente uma aquisição, o ativo não deixa totalmente a órbita do banco. A ConectCar é controlada em partes iguais por pela Rede, do Itaú, e a Porto.

Na prática, a operação funciona como uma reorganização que abre metade do iCarros à sócia Porto. Com isso, a plataforma deixa de ser uma operação isolada de classificados automotivos do Itaú e passa a integrar a estratégia da ConectCar, que registrou receita líquida de serviços de R$ 221,46 milhões em 2025..

O objetivo da transação é que a ConectCar, que já atuava na fase de uso do veículo, com a tag de pedágio, passe a estar presente também no momento da compra do carro, funcionando como um marketplace automotivo.

A aquisição abrange apenas o segmento C2C do iCarros, que conecta vendedores pessoa física a compradores. A parte B2C, que atendia lojistas, concessionárias e montadoras, está sendo descontinuada pelo Itaú. O encerramento da operação PJ já havia sido comunicado aos funcionários no início deste mês, de acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A iCarros é um player relativamente pequeno no setor. A plataforma registra cerca de 6 milhões de visitantes mensais e responde por aproximadamente 140 mil anúncios ativos, o equivalente a 6% do mercado de classificados automotivos no Brasil, conforme estimativas de mercado. À frente aparecem OLX Autos, com 30%, e Webmotors, com 18%.

Dona do Mounjaro corta preços e acirra a disputa das canetas emagrecedoras no Brasil

12 de Junho de 2026, 19:03

A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do registro da primeira semaglutida nacional, no fim de maio, que será produzida pela EMS, acirrou a guerra pela queda do preço das canetas emagrecedoras no mercado brasileiro. Agora, a líder do mercado, a americana Eli Lilly, dona do Mounjaro, caneta análoga ao GLP-1 à base […]

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Moraes valida acordo que suspende ação contra deputado réu por 8/1

6 de Junho de 2026, 16:37

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), validou um acordo de não persecução penal (ANPP) firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o deputado estadual Sargento Rodrigues (PL-MG) para suspender a ação penal em que o parlamentar é réu por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Para isso, o deputado precisou assumir a culpa pelos crimes de incitar animosidade das Forças Armadas contra os poderes instituídos, atacar a higidez do sistema eleitoral e associação criminosa.  

De acordo com denúncia da PGR, que foi aceita no ano passado pela Primeira Turma do Supremo, Rodrigues atacou de maneira consciente, e em conjunto com centenas de pessoas, o processo eleitoral nas redes sociais, bem como incitou os militares a dar golpe de Estado.

“Em que pese a gravidade dos crimes imputados ao réu, uma vez que a Constituição Federal não permite a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado Democrático (CF, artigos 5º, XLIV; e 34, III e IV), com a consequente instalação do arbítrio, cabível o oferecimento do ANPP”, escreveu Moraes ao homologar o acordo, em decisão assinada na sexta-feira (5).  

Ao reconhecer os atos criminosos, Rodrigues concordou com uma série de condições:

  • Prestar 150 horas de serviços à comunidade ou a entidades públicas, com no mínimo 30 horas mensais.
  • Pagar R$ 5 mil a título de indenização, que devem ser encaminhados à entidade indicada pelo juiz de execução responsável por supervisionar o cumprimento do acordo.
  • Não utilizar redes sociais abertas até o cumprimento total do acordo.
  • Participar presencialmente de curso sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado, com carga horária de 12h (doze horas).
  • Cessar a prática de qualquer crime e não ser processado por novos crimes até que o acordo seja integralmente cumprido.
  • Declarar que não celebrou acordo de não persecução penal anterior com o Ministério Público e que não está sendo investigado por qualquer outro crime.

A ação penal aberta contra Rodrigues no Supremo ficará suspensa até que as condições do acordo sejam cumpridas, quando então o caso poderá ser arquivado.

O ANPP foi criado e regulamentado em 2019, sendo inserido por lei no Código de Processo Penal (CPP). Pela legislação, o MP tem a opção de não oferecer denúncia contra crimes não violentos e com pena mínima inferior a 4 anos, entre outros requisitos, em troca do investigado assumir a autoria dos delitos e cumprir as condições também previstas em lei.

No contexto dos atos violentos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, os ANPPs foram um dos caminhos encontrados pela PGR para lidar com o grande número de processos contra pessoas que não tiveram participação direta em atos de vandalismo, mas que incitaram os crimes.

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Secretário de Defesa dos EUA critica imigração na Europa

6 de Junho de 2026, 15:17

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, criticou neste sábado, 6, a política migratória de países europeus e voltou a cobrar um aumento dos investimentos em defesa por parte dos aliados do continente.

Leia mais em: https://exame.com/agro/secretario-de-defesa-dos-eua-critica-imigracao-na-europa/

Praga do México chega ao gado dos EUA e ameaça US$ 1,8 bilhão da pecuária do Texas

6 de Junho de 2026, 15:06

Autoridades dos Estados Unidos confirmaram na quinta-feira, 4, um novo caso da bicheira-do-novo-mundo, parasita que ameaça rebanhos bovinos e outras espécies animais.

Leia mais em: https://exame.com/agro/praga-do-mexico-chega-no-gado-dos-eua-e-ameaca-us-18-bilhao-da-pecuaria-do-texas/

O tombo de Boris Becker: da glória de Wimbledon à solidão de Wandsworth

6 de Junho de 2026, 08:30

Na primeira noite que passou na Prisão de Wandsworth, no sul de Londres, em 29 de abril de 2022, o supercampeão de tênis alemão Boris Becker foi atormentado pelos gritos que ecoavam pelos corredores escuros e frios. Esses sons pareciam vir de pessoas feridas ou desesperadas. O ex-atleta estava ali para cumprir uma pena de […]

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Serena Williams' comeback is huge for peptide bros

6 de Junho de 2026, 07:05
serena met gala
On Monday, Serena Williams announced she's coming out of retirement for a wild card doubles match in London next week.

Gilbert Flores/Variety via Getty Images

  • Serena Williams is returning to tennis at age 44, with her first pro match the week of June 8.
  • Williams has been open about using a GLP-1 to lose weight, saying it helps her move better.
  • Her comeback is great news for people who believe in peptides for longevity and performance.

The GOAT is bounding out of retirement.

Tennis great Serena Williams is back in the game, after openly endorsing GLP-1s for weight loss, and emphasizing how great her knees feel at her new, lower weight.

"I'm moving better on Ro," she said in a Super Bowl ad for Ro, a telehealth company that prescribes Ozempic, Wegovy, and Zepbound. (Williams' husband, Reddit cofounder Alexis Ohanian, sits on the board and is a major investor.)

In the commercial, Williams said she can move more easily and enjoy steadier blood sugar levels throughout the day while she trains. In general, she feels "healthier" on her injectable medication, which she's said helped her lose 34 pounds after the birth of her second child in 2023.

"After having two kids, I wasn't able to be at a weight that was healthy for me," Williams told the "Today" show when she first announced her paid partnership with Ro in 2025.

Her comeback is huge for tennis, of course — but also for the burgeoning peptide movement.

serena new
Serena Williams said she lost 34 pounds on GLP-1 drugs from Ro. Her husband was an early investor in the telehealth company.

Joe Buglewicz/Getty Images for International Tennis Hall of Fame

Yes, GLP-1s ("glucagon-like peptide-1") are peptides.

For the uninitiated, injectable peptides are hot stuff right now. They have become wildly popular among gym-goers, athletes, and bodybuilders looking to trim fat, control inflammation, and avoid injuries. Ultimately, they want to find an edge in their routine.

Peptides are critical signaling molecules our bodies use to build muscle, heal injuries, and control hormones. Gym bros' favorite peptides include BPC-157 (aka "the Wolverine shot") for recovery, ipamorelin CJC-1295 for lean muscle growth — and, of course, GLP-1s for weight loss.

To be clear, Williams isn't suggesting that GLP-1s should be used as performance-enhancing drugs. She is simply emblematic of a growing trend, from regular folks on up to competitive bodybuilders and elite athletes, who are using GLP-1s to stay nimble as they get older.

Her experience mirrors what many doctors are seeing in clinical practice: Their patients are recognizing GLP-1s as a health optimization tool — seeing that the fat reduction and anti-inflammatory benefits of these drugs go beyond treating diabetes and obesity. Research shows the medications can improve heart health, liver function, and sleep quality. And scientists are also probing whether these drugs could help with healthier aging and longevity.

"It's the most powerful drug we've ever seen for helping people lose body fat," exercise physiologist Pat Davidson, who is using an unapproved GLP-1 drug to help shred fat for bodybuilding, told Business Insider. "You are never putting that genie back in the bottle."

GLP-1s target dangerous belly fat

visceral fat
Too much visceral fat, the kind that hugs internal organs like the liver and kidneys, can increase your risk of developing chronic diseases, including Type 2 diabetes and obesity.

Olga Rolenko/Getty Images

The trend isn't limited to high-powered sports stars.

In San Francisco, Dr. Nima Afshar, a concierge doctor at longevity-focused Private Medical, said he has "dozens" of elite clients who are using these drugs to remove dangerous visceral fat from their midsections and feel better in their bodies.

Visceral fat is stored deep in the belly, providing essential cushioning for vital organs such as the liver and kidneys. While some visceral fat is normal, too much can be a problem, as this fat is metabolically active, and can impact a person's risk of developing chronic conditions like heart disease and diabetes.

Increasingly, Afshar is initiating conversations with patients who he says are "not that overweight" but who he thinks could use these drugs to boost their longevity by driving down visceral fat stores and lowering inflammation across the body.

"I almost don't use the word weight," Afshar said. "Some people can carry visceral fat, but tolerate it well and have no metabolic effects — that's uncommon." For most people, extra "toxic" mid-section fat, which is not always visible, "can ultimately make you not feel quite as good."

Once the negative signaling from that extra visceral fat is gone, a whole chain of health benefits can ensue, he said.

Afshar uses multiple clinical measurements — including InBody scans, routine bloodwork, liver and kidney ultrasounds, and blood pressure readings — to assess whether GLP-1s could be prescribed to improve a patient's health.

At the same time, he recommends all his patients on GLP-1s up their protein intake to "the maximum" recommended dose, and incorporate more movement into their daily routines, to help safeguard their musculature and prioritize fat loss over muscle wasting as they eat less food.

Some private insurers are getting wise to the same idea and mandating that patients adhere to some kind of exercise and nutrition program in order to get access to these medications.

Dr. Mitch Biermann, an obesity medicine physician at Scripps Health in San Diego, said the practice is emblematic of a wider shift in his field, toward a more holistic assessment of excess fat and body composition.

While insurance companies may not cover every indication (i.e., medical reason to take a drug), doctors are increasingly prescribing GLP-1s to a wider array of people with health concerns tied to carrying around excess weight, including joint pain, inflammation, and high blood pressure.

"I think there are quite a lot of indications that people can justifiably use the medicine," Biermann said. "There are just many different definitions of obesity now."

Bodybuilders and athletes are using peptides to get an edge

serena 2022
Williams at her last professional tennis game, during the US Open, in 2022.

Al Bello/Getty Images

Whether it was steroids or insulin, bodybuilders have long used exogenous hormones to pursue bulgier muscles, along with protein-rich diets and more strength training than cardio.

GLP-1 drugs are essentially the next generation of that playbook: powerful new drugs that are like supercharged versions of our own hunger-checking hormones, which can help athletes get lean.

Take Davidson, the bodybuilder, who is gearing up for a couple of Mr. Universe-style bodybuilding competitions this July. He's aiming to cut his body fat, without sacrificing muscle.

So, alongside his ultra-high-protein, low-carb diet, he started taking an ultra-powerful but not-yet-released GLP-1 drug called retatrutide, which is still in development at Eli Lilly, about three months ago. (He's part of a groundswell of gym-goers tapping into underground "peptide" markets selling research materials.)

Davidson said he has lost over 30 pounds in three months. He feels like the GLP-1 has helped him maintain more strength than he usually does in the slim-down phase before a big event.

"I really haven't gotten any weaker," Davidson said.

bodybuilder
Bodybuilders are increasingly turning to grey market peptide sellers, including some who promise to deliver GLP-1s that have not yet been approved by the FDA.

Michael Rosolia/Getty Images

Afshar said the "super optimizers" like Davidson are rarities in his practice, but he knows at least a few people who fit into the category.

Doctors vehemently recommend against doing this without medical supervision.

Williams is not part of this performance enhancement and fitness-optimization-through-peptides band of GLP-1 users; she is promoting these drugs for FDA-approved uses, including blood sugar control and clinical weight loss.

Still, her big comeback to the court next week is great news for the pro-peptide guys, who are keen to show that peptides are much more than drugs to treat chronic diseases like obesity and type 2 diabetes.

Read the original article on Business Insider

O grande negócio de encontrar dinheiro escondido em processos, heranças e falências

5 de Junho de 2026, 11:30
dinheiro real escondido

Quando a Allied Tecnologia anunciou ao mercado que havia vendido a um fundo gerido pelo Itaú os direitos sobre um crédito tributário, a operação passou quase despercebida fora dos círculos especializados. Mas o que estava por trás da decisão da empresa liderada por Silvio Stagni ajuda a explicar o surgimento de uma indústria que cresce […]

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Brasil atropela o Panamá em último amistoso diante da torcida antes da Copa

31 de Maio de 2026, 20:59

A Seleção Brasileira goleou o Panamá por 6 a 2 no Maracanã neste domingo (31), em amistoso de despedida diante da torcida antes da viagem aos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026. Diante de 72 mil pessoas nas arquibancadas, o Brasil garantiu um placar elástico em uma partida que serviu para o técnico Ancelotti testar todas possibilidades.

Vinicius Junior marcou no primeiro minuto e Amir Murillo empatou em cobrança de falta desviada. Ainda no primeiro tempo, Casemiro recolocou o Brasil em vantagem de cabeça.

A equipe voltou do intervalo com dez mudanças de uma vez, e os reservas decidiram. Na etapa final, Rayan, Lucas Paquetá e Igor Thiago, de pênalti, ampliaram. Danilo Santos fechou a contagem após passe de Paquetá. Carlos Harvey descontou para os visitantes em chute de longa distância.

O amistoso teve arbitragem do alemão Daniel Schlager, parte de um intercâmbio entre CBF e federação alemã, e serviu também para testar ajustes de jogo aprovados pela IFAB que estarão na Copa, como prazos de cinco segundos para laterais e tiros de meta e ampliação do escopo do VAR.

Com o resultado, o retrospecto do duelo passou a ser de cinco vitórias brasileiras e um empate. A Seleção volta a campo contra o Egito, desta vez já nos Estados Unidos, em 6 de junho.

Neymar, desfalque por lesão grau dois na panturrilha direita, esteve no estádio e foi ovacionado. De acordo com o médico da CBF, Rodrigo Lasmar, os exames indicaram a lesão e a expectativa é de liberação em “de duas a três semanas”.

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Moro reage a Gleisi e diz que vai ‘bloquear as pretensões do PT’ no Paraná

31 de Maio de 2026, 20:08

O senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, reagiu neste domingo (31) às declarações da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e afirmou que seu grupo político impedirá o avanço dos adversários no Estado. “O paranaense pode ficar tranquilo, nosso projeto bloqueará as pretensões do PT e de seus aliados no nosso Estado”, escreveu o parlamentar em publicação na rede social X.

A manifestação ocorre um dia após Gleisi afirmar, durante evento em Curitiba, que a esquerda derrotará “a extrema direita no Brasil e o juiz ladrão no Paraná”, em referência ao ex-juiz da Lava Jato. A declaração foi feita no lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT) ao governo do Estado.

Na publicação deste domingo, Moro também criticou o encontro realizado no sábado. “Mesmo com a presença maciça de todos os seus eleitores, o PT teve dificuldades para encher seu evento de sábado no Paraná”, afirmou.

O senador ainda atacou supostas pautas associadas ao partido, além de buscar associar o PT a outras temáticas. “Na pauta, as velhas propostas de rever privatizações, defender criminosos e terroristas e demonizar os Estados Unidos, além das mentiras sobre a Lava Jato”, escreveu.

Moro encerrou a mensagem reafirmando um slogan que vem utilizando em sua pré-campanha ao governo estadual. “O Paraná é nossa fortaleza”, declarou.

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Retorno às origens: a reestruturação como motor da modernização contratual

31 de Maio de 2026, 13:51

É comum associar os tradicionais escritórios de Wall Street, as chamadas white-shoe firms, à imagem polida do direito societário e de fusões e aquisições. No entanto, como documentam John Oller no livro White Shoe e Jeremiah D. Lambert e Geoffrey S. Stewart, em The Anointed, a gênese de instituições como Davis Polk e Sullivan & […]

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Agenda: Payroll dos EUA, PIB da zona do euro e feriado no Brasil mexem com a semana

31 de Maio de 2026, 12:00

A semana começa com foco em indicadores de atividade, especialmente industriais. Na segunda-feira (1), a divulgação de diversos PMIs ao redor do mundo, incluindo zona do euro, Reino Unido, Brasil e Estados Unidos, ajuda a medir o ritmo da economia global, além de dados como desemprego na Europa e o Relatório Focus no Brasil.

Na terça (2) e quarta-feira (3), a agenda ganha mais força com números de inflação, emprego e serviços. Destaque para o CPI da zona do euro, o Jolts nos EUA e, no dia seguinte, os PMIs de serviços, a produção industrial brasileira e o Livro Bege do Federal Reserve, que oferece um panorama da economia americana.

Na quinta-feira (4), a agenda é mais leve por conta do feriado no Brasil, com poucos indicadores no exterior. Já na sexta-feira (5), os destaques são o PIB da zona do euro e o payroll dos Estados Unidos, além da produção de veículos no Brasil, encerrando a semana com dados relevantes para o mercado.

Confira a agenda de indicadores da semana de 01 a 05 de junho de 2026

Brasil

Segunda-feira (01/06)
8h25 – Relatório Focus
10h – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
06h – IPC-Fipe

Quarta-feira (03/06)
9h – Produção industrial
10h – PMI Composto e de Serviços
15h – Balança comercial

Quinta-feira (04/06)
Feriado

Sexta-feira (05/06)
11h – Produção de veículos

Estados Unidos

Segunda-feira (01/06)
10h45 – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
11h – Jolts

Quarta-feira (03/06)
9h15 – ADP
10h45 – PMI Composto e de Serviços
15h – Livro Bege

Quinta-feira (04/06)
9h30 – Pedidos semanais de seguro-desemprego

Sexta-feira (05/06)
9h30 – Payroll

Reino Unido

Segunda-feira (01/06)
5h30 – PMI Industrial

Quarta-feira (03/06)
05h30 – PMI Composto e de Serviços

União Europeia

Segunda-feira (01/06)
05h – PMI Industrial
06h – Taxa de desemprego

Terça-feira (02/06)
06h – CPI

Quarta-feira (03/06)
05h – PMI Composto e de Serviços
06h – PPI

Quinta-feira (04/06)
6h – Vendas no varejo

Sexta-feira (05/06)
06h – PIB

China

Terça-feira (02/06)
22h45 – PMI do setor de serviços

Japão

Terça-feira (02/06)
21h30 – PMI do setor de serviços

Um homem “complexo” chamado Gauguin

31 de Maio de 2026, 07:22

O tempo costuma ser implacável com os biógrafos. Quanto mais distante a época em que seu personagem viveu, mais complicado é alcançar a exatidão histórica. Essa limitação, porém, não prejudica em nada a riqueza de conteúdo e a precisão do livro Wild Thing: A Life of Paul Gauguin (Coisa Selvagem: A Vida de Paul Gauguin, […]

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Mário Frias responde a Flávio Dino em rede social e diz que vai esclarecer viagem ao exterior

21 de Maio de 2026, 16:56

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (21) que pretende prestar esclarecimentos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino sobre viagem ao exterior desde 12 de maio. Dino determinou que a Câmara dos Deputados informe detalhes sobre o deslocamento do parlamentar ao Bahrein e aos Estados Unidos.

Em publicação no X endereçada a Dino, Frias afirmou que está em missão oficial no exterior e que, ao retornar, pretende se encontrar com o ministro.

“Prezado Ministro Flávio Dino, soube pela imprensa que o senhor gostaria de algumas informações a meu respeito. Estou em agenda oficial, com conhecimento do meu presidente Hugo Motta. Chegarei ao Brasil dia 25 de maio, desde já me colocando à disposição de Vossa Excelência, para inclusive um encontro ao vivo, ocasião em que será uma ótima oportunidade para prestar todos os esclarecimentos que desejar”, escreveu.

O caso é analisado pelo Supremo em meio a dificuldades enfrentadas por oficiais de Justiça para localizar Frias em uma investigação ligada ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado atua como produtor-executivo do longa.

Flávio Dino é o responsável no STF por processo que apura o envio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares de Mário Frias a uma ONG de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelas gravações da obra. A justificativa das emendas aponta o financiamento de dois projetos sociais.

Na quarta-feira (20) o ministro da Corte pediu que a Câmara envie informações sobre a situação funcional do deputado, incluindo autorização da viagem, período de permanência fora do País, custos do deslocamento e eventuais pagamentos relacionados à missão.

Frias esteve no Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio. Depois disso, seguiu para Dallas, nos Estados Unidos. Ele alegou ter agendas a convite do movimento Yes Brazil USA.

Mário Frias está envolvido na polêmica do financiamento do filme sobre o ex-presidente pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro para a realização da produção.

Frias responde a Dino em rede social e diz que vai esclarecer viagem ao exterior

21 de Maio de 2026, 16:30
Mario Frias (PL-SP), deputado federal e ex-secretário nacional da Cultura (Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira, 21, que pretende prestar esclarecimentos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino sobre viagem ao exterior desde 12 de maio. Dino determinou que a Câmara dos Deputados informe detalhes sobre o deslocamento do parlamentar ao Bahrein e aos Estados Unidos.

Em publicação no X, Frias afirmou que está em missão oficial. “Prezado Ministro Flávio Dino, soube pela imprensa que o senhor gostaria de algumas informações a meu respeito. Estou em agenda oficial, com conhecimento do meu presidente Hugo Motta. Chegarei ao Brasil dia 25 de maio, desde já me colocando à disposição de Vossa Excelência, para inclusive um encontro ao vivo, ocasião em que será uma ótima oportunidade para prestar todos os esclarecimentos que desejar”, escreveu.

O caso é analisado pelo Supremo em meio a dificuldades enfrentadas por oficiais de Justiça para localizar Frias em uma investigação ligada ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado atua como produtor-executivo do longa.

Flávio Dino é o responsável no STF por processo que apura o envio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares de Mário Frias a uma ONG de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelas gravações da obra. A justificativa das emendas aponta o financiamento de dois projetos sociais.

Na quarta-feira, 20, o ministro da Corte pediu que a Câmara envie informações sobre a situação funcional do deputado, incluindo autorização da viagem, período de permanência fora do País, custos do deslocamento e eventuais pagamentos relacionados à missão.

Frias esteve no Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio. Depois disso, seguiu para Dallas, nos EUA. Ele alegou ter agendas a convite do movimento Yes Brazil USA.

Mário Frias está envolvido na polêmica do financiamento do filme sobre o ex-presidente pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro para a realização da produção.

Segundo reportagem do site Intercept Brasil, houve trocas de mensagens também entre Vorcaro e Mário Frias, que mostram agradecimentos do deputado federal ao banqueiro.

“Só te agradecer, meu irmão. É…vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso País, tá? É de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?”, disse Frias.

Quando o áudio de Flávio foi divulgado pelo Intercept, o deputado publicou nota negando haver “qualquer centavo” de Vorcaro no financiamento do projeto. Depois que o senador confirmou ter pedido dinheiro ao dono do Master e da confirmação de que pelo menos parte do recurso foi enviado, Mario Frias voltou atrás e mudou a versão.

“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, afirmou.

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Brasil tenta, de novo, expandir as ferrovias. Mas ainda falta combinar com os chineses

21 de Maio de 2026, 06:00

O Brasil já foi uma potência ferroviária. E ainda carrega resquícios desse passado: hoje, são 30,5 mil quilômetros de ferrovias espalhadas pelo país – mais que na França ou no Japão, dois países completamente rabiscados de linhas férreas. 

Só que, na vida real, esse número é bem menor. Dois terços da malha brasileira estão fora de serviço, inutilizáveis. Sobram, então, mais ou menos 10 mil quilômetros.

É basicamente que tínhamos no Brasil Império: quando Dom Pedro II deixou o trono, há 136 anos, o país somava 9,5 mil quilômetros de trilhos.

Agora, o governo federal tenta destravar um novo ciclo de expansão do setor. Ainda para 2026, o Ministério dos Transportes prevê oito leilões de ferrovias – três de linhas totalmente novas, as outras reciclando malhas já existentes. 

Os projetos somam 9 mil quilômetros de extensão e devem exigir R$ 140 bilhões em investimentos. É virtualmente impossível esperar que esse dinheiro saia diretamente do setor privado. Vai ser preciso muito financiamento estatal – seja do Brasil, via BNDEs, seja de forma indireta: via China, através das estatais de lá. É o que vamos ver mais adiante.

Porque a matemática segue implacável: ferrovias são um negócio caro. Cada quilômetro de trilhos custa, na média, R$ 27 milhões – mais de três vezes o valor de uma rodovia, em torno de R$ 8 milhões por quilômetro. O retorno pode levar décadas, e nem sempre vem.

Mesmo em países ricos, fazer essa conta fechar exige boas doses de subsídio do Estado. Na China, a expansão ferroviária foi liderada pela estatal China State Railway. Na Europa, estatais como a Deutsche Bahn, na Alemanha, e a SNCF, na França, até hoje bancam parte da operação dos trens, especialmente os de passageiros.

No Brasil, onde a malha opera sob regimes de concessão, poucas empresas foram capazes de fazer o negócio valer.

Desde os anos 1990, o país já privatizou a antiga malha estatal, lançou projetos ferroviários via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e criou um regime de autorizações para que empresas construíssem ferrovias próprias. Nada bastou para que a malha voltasse a crescer de forma consistente. 

“Ao longo de décadas, houve um desenvolvimento enorme do setor rodoviário, novas estradas, aprimoramentos nas antigas, caminhões melhores. O transporte rodoviário no Brasil é muito barato”, diz David Goldberg, sócio-diretor da A&M Infra. “Por outro lado, as ferrovias ficaram estagnadas”.

A geografia dos trilhos brasileiros

Falar em ferrovias, no Brasil, é falar em cargas. 

O país tem hoje só duas linhas interestaduais de passageiros: a Estrada Vitória-Minas, entre Minas Gerais e Espírito Santo, e a Estrada Carajás, entre Pará e Maranhão. Ambas são operadas pela Vale. Não porque levar gente dá dinheiro para a mineradora, mas por obrigação. Ela precisa de trens para levar suas cargas, pesadas demais para caminhões, e os contratos de concessão ferroviária exigem abrir alguj espaço para passageiros nos comboios. 

Porque é isso. O grosso das ferrovias em operação por aqui transporta commodities. Em especial, minério de ferro. Em 2025, os trilhos brasileiros carregaram 406,6 milhões de toneladas de minério – 73% de tudo o que passou por nossas linhas férreas.

Boa parte desse volume opera num modelo verticalizado: a mesma empresa que extrai o minério controla também o caminho até os portos. Sozinha, a Vale movimentou 301 milhões de toneladas em suas ferrovias no ano passado.

“Quando a gente fala de mineração, o projeto perfeito é aquele que tem as três pontas: mina, ferrovia e porto”, diz Solange Costa, advogada do escritório Mello Torres e especializada no setor. 

Fora da mineração, a gigante do setor é a Rumo, a empresa de logística da Cosan, holding do empresário Rubens Ometto. O foco ali é oferecer transporte para o agronegócio – em especial, grãos. 

A companhia tem hoje a concessão de cinco malhas ferroviárias, mas devolverá ainda neste ano a Malha Oeste, cujo contrato vence em junho. O trecho já não transporta cargas desde novembro de 2025.

O motor do negócio na Rumo é outro: a Malha Norte, que liga o Mato Grosso ao Porto de Santos – e virou a principal rota de escoamento de soja e milho do Centro-Oeste.

Ainda assim, o agro ocupa um espaço relativamente pequeno nos trilhos brasileiros. Em 2025, as ferrovias transportaram 104,4 milhões de toneladas de itens agrícolas, 19% do que passou pelos trilhos.

Os novos leilões previstos para este ano tentam ampliar essa fatia. Em comum, elas têm o seguinte: buscam encurtar o caminho das commodities produzidas no interior do país até os portos no litoral.

Mapa da malha ferroviária brasileira mostra a concentração das linhas férreas nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, com destaque para trechos operados por grupos como Rumo, Vale, VLI e MRS Logística.
Ilustração: João Brito

Novos projetos

O projeto mais simbólico (e polêmico) dessa nova leva é a Ferrogrão. A linha foi pensada para ligar Sinop, grande produtora de grãos no norte de Mato Grosso, a Itaituba, hub hidroviário no Pará. De lá, as cargas seguiriam por hidrovias até portos do Norte do país. 

A proposta entrou na agenda federal em 2014, mas desde então ficou presa em disputas ambientais e judiciais. Para abrir caminho à ferrovia, uma lei de 2017 reduziu a área de proteção ambiental no Parque Nacional do Jamanxim, no Pará. A mudança foi parar no STF, que ainda não deu a palavra final.

O projeto também é questionado por órgãos de controle, que cobram estudos mais completos sobre os impactos ambientais e sobre povos indígenas na região. Em março, o TCU manteve a análise da concessão suspensa.

Dentro do pacote pensado para este ano, há também o Corredor Leste-Oeste, planejado para ligar áreas produtoras do Centro-Oeste aos portos da Bahia. A proposta prevê conectar, ao longo de 1,7 mil km, duas ferrovias em construção: a Fico, no Centro-Oeste, e a Fiol, na Bahia.

Também tem a Extensão da Ferrovia Norte-Sul, a espinha dorsal ferroviária do país. No traçado atual, ela liga Açailândia, no Maranhão, a Estrela d’Oeste, no interior de São Paulo. O novo projeto prevê expandir para o norte: de Açailândia até Barcarena, no Pará, onde fica o Porto de Vila do Conde.

Mapa destaca as principais linhas férreas que o governo pretende levar a leilão em 2026, incluindo projetos como Ferrogrão, Corredor Leste-Oeste, Anel Ferroviário do Sudeste e trechos das malhas Sul e Oeste.
Ilustração: João Brito

Show me the money

Para fazer esses projetos saírem do papel, algum apoio do Estado parece inevitável. Segundo o Valor Econômico, o governo negocia uma linha especial de financiamento no BNDES para as ferrovias. A ideia é oferecer prazos mais longos para pagar a dívida, até 60 anos, além de uma carência maior durante as obras, quando a ferrovia ainda não gera receita.

Outro caminho tem sido buscar capital internacional. Em especial, chinês. Em entrevista ao Brazil Journal, George Santoro, o atual Ministério dos Transportes, disse que cinco companhias chinesas estavam estudando projetos de ferrovias ou rodovias no país.

Por que China? Porque 70% da soja e do milho que eles importam vêm do Brasil. Arrumar a logística por aqui, então, é uma questão de segurança alimentar para o governo chinês. Para dar uma ideia: um dos maiores exportadores de soja brasileira para a China é a própria China, via Cofco, uma estatal que compra das fazendas daqui e manda para lá.

Do ponto de vista do governo chinês, faria sentido usar uma estatal de ferrovias para ampliar a malha daqui. Mesmo que a ferrovia em si não desse retorno, um transporte mais eficiente baixaria os custos do produto final para a grande enmpresa por trás de tudo: o governo XI Jinping.

George Santoro não citou nomes das companhias chinesas que podem ter interesse, mas algumas aparecem no radar.

A CCCC, estatal chinesa de infraestrutura, já fincou os pés no Brasil com participação no Porto São Luís, no Maranhão. Em 2025, representantes da empresa se reuniram com o Ministério dos Transportes e disseram acompanhar a carteira de leilões ferroviários, com interesse especial no corredor Fico-Fiol.

Outro nome forte é o da CRRC, maior fabricante de trens do mundo. A empresa também está no Brasil: é sócia do Grupo Comporte na concessão do Trem Intercidades, projeto de R$ 14 bilhões para criar um trem de passageiros entre São Paulo a Campinas.

Além disso, prepara uma fábrica em Araraquara, no interior paulista, com investimento inicial previsto de R$ 50 milhões. A unidade deve produzir trens para o Metrô de São Paulo e para o próprio Trem Intercidades a partir de 2026.

Trem produzido pela CRRC
Trem produzido pela CRRC (Divulgação)

O interesse chinês em mais projetos, porém, ainda não se traduziu em propostas concretas. Pela agenda do governo, o primeiro leilão dessa leva de oito está previsto para setembro, mas o edital ainda não foi publicado.

No setor, a visão é que destravar esses investimentos, com ou sem os chineses, segue sendo um desafio e tanto. “Hoje, eu não vejo isso tendo uma demanda 100% privada. Não enxergo essa viabilidade”, diz uma fonte com experiência no setor.

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PF transfere Daniel Vorcaro para cela comum

18 de Maio de 2026, 23:21

A Polícia Federal transferiu internamente o banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na carceragem da Superintendência do Distrito Federal.

Com isso, ele passa a ser submetido às regras do normativo interno da PF para a visita de advogados. Essas regras permitem duas visitas por dia por um período de meia hora.

Antes, ele estava alocado em uma sala de Estado-Maior que havia sido reformada para abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro no cumprimento de sua prisão. Vorcaro ficou no local para trabalhar na sua proposta de delação premiada com seus advogados e passava quase o dia inteiro reunido com eles.

A PF já havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que Vorcaro fosse transferido de volta para um presídio, sob o argumento de que as condições dele na prisão na Superintendência alteravam e afetavam a rotina da administração.

O ministro ainda não proferiu uma decisão sobre essa mudança de endereço, mas autorizou a mudança de celas dentro da PF. Vorcaro está na Superintendência desde o dia 19 de março, quando começou a negociar sua delação premiada.

Como a defesa de Vorcaro já entregou sua proposta de colaboração a PF decidiu aplicar a ele as regras usadas para todos os demais presos e colocá-lo em uma carceragem comum.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisam a proposta apresentada. Como mostrou o Estadão, a tendência é que essa proposta seja devolvida aos advogados com um pedido para complemento dos temas abordados.

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Deputados de SP enviaram emendas para empresas geridas por produtora de ‘Dark Horse’

18 de Maio de 2026, 22:50

Deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) determinaram repasses de R$ 700 mil dos cofres públicos para empresas geridas por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. As indicações partiram de três parlamentares bolsonaristas e um petista, que negam irregularidades.

Do montante, R$ 300 mil foram efetivamente pagos, conforme dados do Portal da Transparência. A informação foi revelada pelo site Metrópoles e confirmada pelo GLOBO.

O financiamento do longa-metragem é objeto de investigação da Polícia Federal. Na semana passada, o site “Intercept Brasil” divulgou áudios em que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) cobrava pagamentos ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Pelo menos R$ 61 milhões foram enviados por um negócio controlado por ele a um fundo americano.

As emendas dos deputados paulistas foram destinadas a duas empresas de Karina, denominadas Instituto Conhecer Brasil e Associação Nacional de Cultura. Ambas estão sediadas em um conjunto comercial na Avenida Paulista, em São Paulo, segundo os registros dos CNPJs.

Em 2023, a deputada Valéria Bolsonaro (PL), ex-secretária estadual de Políticas para a Mulher, enviou R$ 100 mil para o instituto com a finalidade de “aquisição de equipamentos”. A emenda, de execução obrigatória, foi encaminhada em 28 de dezembro daquele ano, no limite para o pagamento. A assessoria da parlamentar foi procurada para explicar a medida, mas ainda não retornou o contato.

Dois anos depois, outros dois deputados bolsonaristas optaram, ao menos inicialmente, por repasses a empresas ligadas a Karina.

Lucas Bove (PL) indicou R$ 213 mil para o mesmo CNPJ, desta vez para um projeto esportivo. A emenda, contudo, foi “impedida tecnicamente” e acabou não sendo executada. O termo se refere a alguma falha no processo, o que pode envolver descumprimento de prazos, ausência de projeto, documentação reprovada ou desistência, por exemplo.

“Recebi um projeto voltado ao esporte infantil que parecia interessante, porém redirecionei o recurso por questões documentais do proponente. O instituto não apresentou a documentação técnica para execução, aí resolvi redirecionar para outro projeto”, alegou o deputado por mensagens.

Gil Diniz (PL), conhecido pela alcunha de “Carteiro Reaça” e próximo de Eduardo Bolsonaro, destinou R$ 200 mil para a Associação Nacional de Cultura, sob a justificativa de bancar a produção da série documental “Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rende”. O valor foi pago em agosto de 2025. Diniz não retornou o contato.

Neste ano, o deputado petista Luiz Fernando Teixeira, nome próximo do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, protocolou uma emenda impositiva de R$ 190 mil para o instituto de Karina, para “projetos culturais”. Ele afirmou, por meio de nota, que ela será “utilizada única e exclusivamente para um projeto de aulas de teatro em São Bernardo do Campo, por solicitação de um grupo de teatro”. O parlamentar declarou que apoia o setor da cultura desde 2015, quando assumiu o cargo.

Emendas federais sob escrutínio

Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino cobrou explicações de deputados federais do PL em razão de emendas dirigidas às empresas Instituto Conhecer Brasil e Academia Nacional de Cultura, controladas pela sócia da produtora de “Dark Horse”. A apuração é preliminar e tem como foco um possível descumprimento de uma decisão anterior da Corte que determinou transparência e rastreabilidade às chamadas “emendas Pix”, além de um eventual redirecionamento oculto para o filme de Bolsonaro.

Um dos deputados envolvidos é o ex-ator Mário Frias (PL), que faz parte do elenco de “Dark Horse” e assina o roteiro do filme. Ele enviou R$ 2 milhões para o Instituto Conhecer Brasil através de duas emendas: uma delas era destinada à capacitação de adultos e adolescentes em “letramento digital” para o ensino digital a alunos de 4º e 5º anos de escolas públicas municipais, e a outra para implementação do projeto de artes marciais “Lutando pela Vida” em São Paulo.

Reportagem do site “UOL” apurou ainda que Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) enviaram R$ 1 milhão cada para o governo de São Paulo, através de transferências especiais, mecanismo que ficou conhecido como “emendas Pix” e não permite verificar o destino final sem fazer um cruzamento complexo de dados. Neste caso, era para a Academia Nacional de Cultura, sob justificativa de bancar a produção “Heróis Nacionais”. Marcos Pollon (PL-MS) complementou com R$ 500 mil, e Bia Kicis (PL-DF), com mais R$ 150 mil.

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Politização do Judiciário abriu caminho para abusos e escândalo Master

17 de Maio de 2026, 16:58

A politização do sistema de Justiça brasileiro, iniciada com a superexposição midiática do STF e consolidada pela Operação Lava Jato, desencadeou uma profunda crise de credibilidade que atinge um novo patamar com o envolvimento de parentes de ministros do Supremo com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, no epicentro do maior escândalo financeiro do País. […]

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PagBank (PAGS34): Lucro sobe 4% e chega a R$ 575 mi no 1T26, abaixo do esperado

12 de Maio de 2026, 18:34

O banco digital PagBank (PAGS34) teve lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre, avanço de 4% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$580 milhões para o banco do grupo UOL, segundo dados da LSEG.

A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, representando um ganho de 6% na comparação anual, tendo como impulso a aceleração da plataforma de banking, disse a empresa.

Já o indicador de rentabilidade ROAE do PagBank avançou para 15,8%, subindo 80 pontos básicos em relação ao ano anterior.

O banco encerrou o trimestre com uma base de 34 milhões de clientes, número 6% maior que o visto ano passado. Por conta disso, o volume de cash-in, que soma as entradas de recursos nas contas digitais em adição ao volume na adquirência, totalizou R$ 81 bilhões no período, alta de 11% no ano.

Os depósitos somaram R$ 42 bilhões, avanço de 23% na base anual. A carteira de crédito ficou em R$ 5 bilhões, o que representa um aumento de 36% ano a ano, informou a instituição financeira. O aumento percentual supera levemente o guidance de expansão da carteira que a companhia tinha projetado para o ano, de 25% a 35%.

“Sabemos navegar em ambientes com alto grau de instabilidade e incerteza”, disse Gustavo Sechin, diretor financeiro do PagBank, em entrevista coletiva com jornalistas, comentando os números da instituição em meio ao atual cenário macroeconômico doméstico.

Nesse contexto, o banco elevou sua perspectiva para o nível em que a taxa Selic estará no final do ano. “Estamos olhando para um número provavelmente mais próximo de 13,50%”, disse Carlos Maud, CEO do PagBank.

Desenrola

Ainda avaliando o cenário macroeconômico, a instituição financeira vê como positivo o Novo Desenrola lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas, mas não enxerga grandes impactos positivos ou negativos na empresa.

“Vemos com bons olhos, até porque estamos com quase toda a população economicamente ativa com algum tipo de apontamento negativo de crédito, e o crédito para o Brasil é muito relevante para impulsionar o consumo. Mas, para nós, ele (Desenrola) tem baixa relevância, até porque o nosso portfólio é pequeno”, destacou o CEO. “O Desenrola 1 pegou um pedaço maior que o Desenrola 2 para a gente.”

No início do mês, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, prevendo utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$ 5 bilhões.

O PagBank também vê pouco impacto das altas taxas da inadimplência no país em seu negócio.

“Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para gente porque ainda estamos muito no começo da nossa jornada aqui. O elemento macroeconômico ainda não tem poder de pressionar o nosso portfólio, dado que a gente tem R$5 bilhões de carteira de crédito”, destacou o CEO.

Em fevereiro, o Banco Central informou que a taxa de inadimplência em recursos livres aumentou para 5,5%, de 5,3% em janeiro, marcando o nível mais alto desde agosto de 2017. Em 12 meses, o indicador subiu 1,0 ponto percentual.

Dinheiro esquecido será usado no Desenrola 2.0. Veja novas regras para resgate

12 de Maio de 2026, 14:31

Os bancos e instituições financeiras têm até esta terça-feira (12) para transferir ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) o dinheiro esquecido em contas bancárias. A medida está prevista nas regras do Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0.

A transferência dos valores foi regulamentada pela portaria normativa MF nº 1.243/2026, publicada pelo Ministério da Fazenda que criou a nova fase do programa de renegociação de dívidas.

Dados mais recentes do Banco Central mostram que ainda existem R$ 10,57 bilhões em valores a receber esquecidos em instituições financeiras. Desse total, R$ 8,13 bilhões pertencem a pessoas físicas e R$ 2,43 bilhões a pessoas jurídicas.

Segundo o governo federal, entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em dinheiro esquecido podem ser direcionados ao programa de renegociação de dívidas.

O que muda com a transferência do dinheiro esquecido?

As instituições financeiras devem realizar a transferência dos valores ao FGO em até cinco dias úteis após a publicação da regulamentação. Como a norma foi publicada em 5 de maio, o prazo termina nesta terça-feira (12).

Após a transferência, o Ministério da Fazenda deverá publicar um edital com informações sobre os valores enviados por cada instituição financeira.

O sistema permitirá que titulares consultem:

  • Instituição responsável;
  • Agência;
  • Número da conta;
  • Montante transferido ao FGO.

Quem ainda tem dinheiro esquecido perde o direito ao valor?

A regulamentação prevê um prazo de 30 dias corridos para que titulares contestem a transferência dos recursos ao fundo garantidor e solicitem a devolução do dinheiro esquecido.

  • Atenção: o prazo só começará a contar apenas após a publicação do edital do Ministério da Fazenda com as informações das transferências realizadas pelas instituições financeiras.

Nesse período, o dono da conta com valores a receber poderá apresentar documentação para reivindicar os valores transferidos.

Caso haja solicitação dentro do prazo, o FGO deverá devolver os recursos às instituições financeiras em até 15 dias úteis para realização do ressarcimento ao cliente.

  • Os valores devolvidos ainda terão correção pelo IPCA-15 desde a data da transferência até o mês anterior ao pagamento.

Após o encerramento do prazo de contestação, os recursos não reclamados passam a integrar de forma definitiva o patrimônio do FGO.

Como consultar dinheiro esquecido em bancos?

A consulta do dinheiro esquecido pode ser feita pelo Sistema Valores a Receber (SVR), do Banco Central. Basta:

  • Acessar o site oficial do Valores a Receber;
  • Informar CPF e data de nascimento, ou CNPJ e data de abertura da empresa;
  • Verificar se existem valores disponíveis para resgate;
  • Fazer login com conta Gov.br nível prata ou ouro;
  • Consultar a instituição financeira responsável pelo valor;
  • Informar uma chave Pix para recebimento, quando disponível;
  • Acompanhar a solicitação diretamente pelo sistema.

O Banco Central também orienta que o contribuinte confira se há valores vinculados a contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, consórcios, cooperativas e outras instituições financeiras.

Como o dinheiro esquecido será usado no Desenrola 2.0?

Os recursos vão compor o Fundo Garantidor de Operações (FGO), estrutura usada para dar garantia às renegociações do Desenrola 2.0. A portaria estabelece que:

  • 10% do valor transferido ficará reservado para possíveis devoluções aos titulares;
  • Pelo menos R$ 5 bilhões serão destinados à cobertura de risco das operações renegociadas;
  • O fundo poderá ser usado para reduzir inadimplência e ampliar a oferta de crédito renegociado.

Quais dívidas poderão entrar no Desenrola 2.0? 

O Desenrola 2.0 contempla principalmente:

  • Cartão de crédito;
  • Cheque especial;
  • Crédito pessoal;
  • Crédito rotativo;
  • Dívidas do Fies.

A regulamentação também definiu descontos mínimos obrigatórios para os bancos, dependendo do tipo da dívida e do tempo de atraso.

No caso de cartão de crédito rotativo e cheque especial, os descontos podem chegar a 90% para débitos com atraso entre 361 e 720 dias.

Já em crédito pessoal e cartão parcelado, os abatimentos podem atingir 80% nas faixas mais longas de inadimplência.

O Desenrola 2.0 também permitirá o uso do FGTS para quitar dívidas pessoais. Pelas regras divulgadas pelo governo:

  • Trabalhadores poderão usar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior;
  • As dívidas precisam ter atraso entre 90 dias e dois anos;
  • O programa vale para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos;
  • Os juros das renegociações terão teto de 1,99% ao mês;
  • O prazo máximo de pagamento será de até 48 meses.

PL pede que PGR investigue PT por vídeo associando Flávio Bolsonaro ao Banco Master

27 de Abril de 2026, 22:23
PGR

O deputado federal Ubiratan Sanderson (RS), do Partido Liberal (PL), enviou nesta segunda-feira, 27, um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o Partido dos Trabalhadores (PT) por um vídeo divulgado neste domingo, 26, e que tenta associar o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ao escândalo do Banco Master.

No vídeo, que começa a circular em perfis bolsonaristas e petistas, o locutor usa a expressão “bolsomaster” para se referir ao caso e afirma que Flávio Bolsonaro teria recebido uma “mansão de R$ 6 milhões em Brasília” como parte do esquema.

“Flávio Bolsonaro é do esquema, esquema das rachadinhas, que desviou milhões de reais da Alerj, esquema de lavagem de dinheiro com a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, esquema de milicianos que trabalhavam no seu gabinete. E o esquema bolsomaster, que rendeu essa mansão de R$ 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um Google. O Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro”, diz.

Segundo o deputado Sanderson, a ligação de Flávio com o Master é feita com relatos apresentados como fatos comprovados e uso de expressões de forte apelo emocional. O ofício afirma que não há, até o momento, investigação formal que vincule o senador ao escândalo. Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que as acusações são “mentirosas e absurdas” já que o senador não é formalmente citado nas investigações do caso.

“No presente caso, não se trata de mera crítica política ou opinião, mas de imputação direta de condutas ilícitas sem respaldo em investigações formais conhecidas, apresentada em formato que simula veracidade factual”, afirma Sanderson.

Assim o deputado solicita a abertura imediata de investigação para apurar a produção e a disseminação do vídeo, com a identificação dos responsáveis e a análise do conteúdo dentro da legislação eleitoral. O parlamentar também pede a adoção de medidas urgentes para interromper a circulação do material, caso sejam constatadas irregularidades, além do eventual envio do caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a responsabilização dos envolvidos.

O deputado justifica ainda que as medidas devem ser tomadas com urgência, já que o vídeo está circulando em ambiente digital “onde a velocidade de propagação é exponencial e os efeitos da desinformação podem se tornar irreversíveis em curto espaço de tempo”, escreve o deputado.

O vídeo foi divulgado para apoiadores durante o 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília. O partido lembra que o Master foi autorizado a operar em 2019, durante do governo Jair Bolsonaro, e que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e para o próprio Jair Bolsonaro.

“Vamos colocar as cartas na mesa. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar o banco Master em 2019, pelo governo Bolsonaro. Fabiano Zettel, sócio do Master, entregou R$ 5 milhões para as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. E o governador que tentou acobertar essas fraudes ajudou a comprar a mansão sabe de quem? Flávio Bolsonaro. Entendeu o esquema? O banco Master é bolsomaster”, diz o vídeo.

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Flávio Bolsonaro e Tarcísio atacam governo, mas têm dia de ‘coadjuvantes’ na Agrishow: a ‘estrela’ ainda foi Jair

27 de Abril de 2026, 18:07

Na estampa da tradicional camiseta de mangas compridas que se tornou moda entre produtores rurais, a bandeira do Brasil e as cores verde e amarela dividem espaço com o nome do ex-presidente da República. É comum encontrar “Jair Bolsonaro“, condenado e em prisão domiciliar por tentativa de golpe, escrito e homenageado nas vestimentas desses apoiadores que visitam feiras agrícolas pelo país.

Entre elas, está a Agrishow, que acontece esta semana em Ribeirão Preto (SP). Em um evento na principal feira do agronegócio da América Latina, dois discípulos de Jair Bolsonaro – seu filho e sucessor político Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – se tornaram coadjuvantes do ex-presidente.

Ambos fizeram questão de falar mais do líder da direita nos discursos a uma plateia de apoiadores e políticos, do que deles próprios. “Quem deveria estar aqui não deveria ser eu, deveria ser o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Durante sua fala, o senador classificou o pai algumas vezes como injustiçado e perseguido político, assim como, segundo ele, é seu irmão Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal reside, desde o ano passado, nos Estados Unidos e tenta influenciar o governo norte-americano a impor sanções políticas e econômicas contra o governo brasileiro.

Segundo Flávio Bolsonaro, “a reforma agrária do País foi feita por Bolsonaro, com mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural (concedidos)”. O senador chegou a dizer que durante o governo do pai, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) teve seus ativistas “tratados como seres humanos”.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, Tarcísio seguiu o senador e lembrou do apoio recebido pelo ex-presidente em 2022, quando ainda era candidato ao governo paulista. Saudoso, citou quando, na mesma época há quatro anos “entrei nessa feira montado a cavalo ao lado do presidente Bolsonaro” e agora participa da Agrishow com o filho “01” do ex-presidente.

“Aprendi muito com seu pai, estar hoje com você é manter o legado vivo. Você pode contar com esse exército”, afirmou o governador paulista para Flávio e uma plateia de apoiadores.

As citações a Jair Bolsonaro dividiram espaço com as críticas ao governo federal, liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pré-candidato à reeleição, Lula foi alvo de duras críticas da Flávio, Tarcísio e de políticos apoiadores.

O que vemos sair da boca dele, o que o coração está cheio é de ódio. (Lula) É uma pessoa que não aprendeu com nada na vida e está perseguindo adversários políticos”, afirmou o senador. Coube ao secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, mais um discípulo de Jair Bolsonaro, os ataques mais pesados ao governo.

Ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no governo do ex-presidente, Melo Filho criticou o anúncio feito ontem pelo atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), na abertura oficial da Agrishow, de liberação de R$ 10 bilhões em linhas de financiamento para compra de máquinas.

Um crédito fantasma, que não existe, anunciado pelo governo. Mais uma decepção de mais uma promessa, sem juro definido, sem prazo, sem direcionamento”, disse o secretário. Segundo Alckmin, as regras dessa linha de crédito serão definidas em maio.

Ainda de acordo com o secretário de Agricultura paulista, o Plano Agrícola e Pecuário perdeu a relevância” e a “função” e se tornou uma “peça de ficção” durante o atual governo. “O recurso do seguro rural não resiste ao primeiro contingenciamento”, completou.

Tradicional crítico, o presidente Frente Parlamentar da Agricultura e Pecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), engrossou o coro de elogios a Bolsonaro e ataques ao governo federal.

“Com Bolsonaro, o agro era respeitado, havia previsibilidade e um governo que estendia a mão ao produtor”, disse. “Não há segurança jurídica, não há crédito, os juros reais passam dos 20% e dinheiro para investimento não existe”, concluiu Lupion.

Após o evento e da entrevista coletiva a jornalistas na qual se repetiram as críticas ao presidente e ao governo federal, Flávio Bolsonaro e Tarcísio visitaram a feira e se tornaram o centro das atenções dos visitantes da Agrishow por algumas horas. Muitos deles com as camisas de mangas comprida, com detalhes em verde e amarelo e o nome de Jair Bolsonaro escrito.

Why is Melania Trump going after Kimmel on X? The numbers make it clear.

27 de Abril de 2026, 15:36
Melania and Donald Trump at the White House Correspondents' dinner, April 2026
Melania Trump went after Jimmy Kimmel using Truth Social, the platform her husband owns. But she made sure to post on Elon Musk's X, too.

Kevin Mazur/Getty Images for OP

  • Donald Trump owns his own social media company.
  • But Truth Social isn't where to go if you want a lot of people to see you attack Jimmy Kimmel.
  • So Melania Trump made sure her demand that ABC do something about Kimmel appeared on Elon Musk's X, too.

Melania Trump says ABC should "take a stand" over Jimmy Kimmel, because she doesn't like a joke the talk show host made last week.

First things first: The first lady calling on a media company to do something about its employee because she doesn't like what that employee said is a bad thing. It's an attempt to use the power of the White House to silence speech that the White House doesn't like.

And it's just as worrisome as it was last September, when Brendan Carr, Trump's pick to head the Federal Communications Commission, told ABC owner Disney to "take action, frankly, on Kimmel" because Kimmel had made a joke about Trump supporters and Charlie Kirk. Disney suspended Kimmel for a few days and then reinstated him after public outcry.

There is a difference between Carr's demand and Melania Trump's demand on Monday, since Carr is a regulator with direct oversight over parts of Disney's business, and Melania Trump doesn't have any formal power over … anything. But she's still using the power of the White House to try to control speech, and that should alarm anyone with any common sense. (I've asked her office for comment.)

Let's see how new Disney CEO Josh D'Amaro responds to this one.

Much less important, but still interesting to me: The first lady's choice of platform to make her demand/threat. Melania Trump used Elon Musk's X, the site formally known as Twitter, to post her thoughts on Monday, using both her official First Lady of the United States account and her own personal account.

Kimmel’s hateful and violent rhetoric is intended to divide our country. His monologue about my family isn’t comedy- his words are corrosive and deepens the political sickness within America.

People like Kimmel shouldn’t have the opportunity to enter our homes each evening to…

— First Lady Melania Trump (@FLOTUS) April 27, 2026

Trump also posted the same statement on Truth Social, the social media site owned by her husband. But that one seemed obligatory. Not in the way it's literally obligatory for Donald Trump to post at least some of his thoughts on his own social platform before he puts them anywhere else. But in the way you're supposed to tell your significant other you think they make the best pasta, when what you really crave is Olive Garden.

The numbers make it clear why Melania Trump chose to use X to make a splash: Her post on that platform has 230,000 likes, and that number is skyrocketing. Her Truth Social post has 6,500 likes and is traveling at a much more leisurely pace.

All of which is a reminder that while Truth Social is the Trump-owned Twitter alternative Donald Trump uses, it remains a minor-at-best platform. One that won't tell you how many users it has, and one that managed to lose more than $700 million on revenue of $3.7 million in 2025.

None of that is news, nor does it seem to matter to Trump, who still owns a company worth nearly $3 billion, even after a stock plunge and the departure of its CEO — perhaps because the company's current plan is to merge with a nuclear fusion company.

It also doesn't matter where Donald Trump truths or posts or spouts off — he's the president of the United States, so just about anything he says that's noteworthy gets instantly transmitted through the global media ecosystem. Like what happened on Monday afternoon, where he piggybacked on his wife's post and explicitly called on Disney and ABC to fire Kimmel.

But for the rest of us — including the first lady of the United States — where you post a message matters. Which is why she's using the one that helped her husband get into the White House in the first place.

Read the original article on Business Insider

Palmer Luckey dug up an old tech relic with ties to Apple's new CEO

27 de Abril de 2026, 14:45
John Ternus
John Ternus was the senior vice president of hardware engineering before being named CEO.

Bloomberg/Bloomberg via Getty Images

  • John Ternus, Apple's new CEO, has a background in hardware engineering.
  • Oculus inventor Palmer Luckey unearthed a VR headset from Ternus's time at Virtual Research in the '90s.
  • Ternus left the small VR company in 2001 before joining Apple the same year.

Apple's John Ternus is a 25-year veteran of the tech giant, but one of his first engineering gigs was at a lesser-known company building virtual reality headsets.

Defense startup founder and Oculus headset creator Palmer Luckey reminisced on X about a product that Ternus, who is set to become Apple's CEO in September, might've had a hand in during his early engineering days.

Luckey posted a photo of an old V8 head mount display from Virtual Research.

"From what I can tell, he was the lead mechanical engineer on the V8 I obtained when I was 16!," Luckey wrote, referring to Ternus.

John Ternus, the new CEO of Apple, has been with the company for 25 years. His only non-Apple job was four years in the late 90s at Virtual Research, a tiny Virtual Reality HMD outfit.From what I can tell, he was the lead mechanical engineer on the V8 I obtained when I was 16! pic.twitter.com/qfc8Uxg9ux

— Palmer Luckey (@PalmerLuckey) April 26, 2026

"It was an incredible headset for the time," Luckey told Business Insider.

He described the headset as well-balanced and relatively lightweight, with a field of vision that was ahead of that of other consumer products at the time. It mainly sold to military flight simulators for around $50,000, Luckey said.

Ternus and Apple did not immediately respond to requests for comment.

A user guide for the V8 published online suggests the model was released in 1998, when Ternus would've been working at the company. He was an engineer at Virtual Research from 1997 to 2001, and joined Apple later that year, according to his LinkedIn profile.

A patent filed in 1995 and issued in 1998, during Ternus's time at Virtual Research, describes a similar-looking product, a virtual display apparatus for use in a virtual reality system. It supported the attachment of video displays.

Ternus is best known today as Apple's hardware boss, notably for working on AirPods and the iPad among other products, and as the incoming CEO.

His appointment marks the return to a product-minded chief like Steve Jobs. Current CEO Tim Cook's background is in operations.

The tech giant made its debut in the high-tech headset market in 2024 with the Vision Pro, which received a lukewarm response from the public. Its $3,500 price tag and lack of a killer app didn't wow consumers. At that point, Ternus had been in the senior vice president of hardware engineering role for three years.

Despite an underwhelming response to the Vision Pro, execs like Cook and Ternus remain optimistic about the product and the future of VR.

"Vision Pro is an extraordinary product," Ternus said in a Tom's Guide interview earlier this month. "It's like we reached into the future and pulled it into the present."

Read the original article on Business Insider

ARTIGO: Ebitda, o indicador que cria a falsa sensação de segurança nas empresas

26 de Abril de 2026, 16:25

Nos últimos anos, o Brasil tem assistido a um crescimento consistente no número de recuperações judiciais e extrajudiciais — um fenômeno que vai além de fatores macroeconômicos como juros elevados ou desaceleração da economia. Há, por trás desse movimento, um problema mais silencioso e estrutural: a forma como muitas empresas avaliam sua própria saúde financeira. […]

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A jornalista que expôs Hollywood agora tenta orientar jovens perdidos no mercado

26 de Abril de 2026, 09:25

Nova York – Há um ano, a jornalista nova-iorquina Jodi Kantor foi convidada por estudantes da Universidade de Columbia, em Manhattan, sua alma máter, para ser a oradora da cerimônia de formatura. Repórter investigativa do New York Times desde 2003, em 2018 ela foi premiada com o Pulitzer Prize, ao lado da colega Megan Twohey, […]

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NFL no Rio: Baltimore Ravens será o rival do Dallas Cowboys no Maracanã

24 de Abril de 2026, 21:16

A NFL confirmou nesta sexta-feira (24) o confronto que será realizado no Brasil na temporada de 2026. O duelo entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens está previsto para acontecer em 27 de setembro, às 17h25 (horário de Brasília), no Rio de Janeiro, com o Maracanã como palco da partida.

A escolha das equipes coloca frente a frente uma das marcas mais valiosas do esporte mundial e um time altamente competitivo nos últimos anos.

Os Cowboys são considerados a franquia mais valiosa do planeta, enquanto os Ravens chegam com protagonismo esportivo, liderados pelo quarterback Lamar Jackson, eleito duas vezes o jogador mais valioso (MVP) da NFL.

Jogo inédito no Rio

A edição de 2026 será a primeira da NFL no Rio de Janeiro. Nos anos anteriores, os jogos realizados no Brasil aconteceram em São Paulo, na Neo Química Arena (antiga Arena Corinthians). Em 2024, o confronto foi entre Philadelphia Eagles e Green Bay Packers. Em 2025, Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs protagonizaram a partida.

A mudança de cidade amplia a estratégia da liga de consolidar o mercado brasileiro como destino recorrente para jogos internacionais. A escolha do Maracanã também indica uma aposta em estádios de maior capacidade para atender à demanda crescente por ingressos.

A realização de jogos fora dos Estados Unidos faz parte do plano da NFL de ampliar sua base global de fãs e receitas. O Brasil entrou nesse circuito recentemente e já aparece como mercado prioritário, com sucessivas edições confirmadas.

“Investidora oficial”

Como acontece desde o primeiro jogo da NFL no Brasil, a XP será patrocinadora do duelo no Maracanã. A companhia mantém uma relação próxima com a liga desde 2023, quando fechou parceria exclusiva com a NFL no mercado financeiro brasileiro e se tornou a principal patrocinadora do NFL São Paulo Game.

O jogo realizado em 6 de setembro de 2024, na Neo Química Arena, marcou a estreia de uma partida de temporada regular da liga no país, movimentou cerca de R$ 340 milhões e ajudou a aproximar a NFL de uma base estimada em mais de 35 milhões de fãs no Brasil.

Além dos jogos, a empresa também patrocina o NFL in Brasa, evento realizado na ARCA, em São Paulo, com shows, ativações de futebol americano — como desafios de field goal, quarterback e flag football — e transmissão oficial do Super Bowl, reunindo milhares de torcedores em experiências pensadas para o público brasileiro.

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Nikolas chama Jair Renan de “toupeira cega” e amplia atrito com a família Bolsonaro

24 de Abril de 2026, 19:06
Nikolas Ferreira (PL-MG) foi o deputado federal mais votado do Brasil em 2022 (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Após trocar críticas públicas com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nas últimas semanas, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a subir o tom contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e chamou o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) de “toupeira cega” em meio a uma nova troca de ataques nas redes sociais.

A troca de farpas começou após o influenciador bolsonarista Junior Japa, seguido por Carlos Bolsonaro, ironizar Nikolas por um vídeo em que aparece divulgando ações em Minas Gerais com uma camiseta branca, diferente da preta que marcou seus conteúdos de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. Na publicação, ele sugeriu que o deputado teria “sentido” críticas e insinuou que estaria trocando apoio político por emendas, além de não se engajar na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nikolas reagiu afirmando que enviaria “emenda para internar” os críticos em um hospício. Após resposta irônica de Jair Renan — que usou um meme para insinuar que o deputado havia se incomodado —, o parlamentar publicou um print da conversa e escreveu que, “se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla”, em referência ao vereador e ao influenciador, “não alcança a de uma toupeira cega”.

O episódio é mais um capítulo do desgaste entre Nikolas e o entorno da família Bolsonaro, que vem desde o início da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Nas últimas semanas, Eduardo Bolsonaro passou a criticá-lo publicamente pela falta de engajamento direto na campanha e de usar seu algoritmo contra a família.

O incômodo cresceu após aliados passarem a monitorar as redes do deputado e apontarem que ele cita pouco o nome de Flávio. A avaliação nesse grupo é que Nikolas evita colar sua imagem à candidatura para não dividir protagonismo dentro da direita.

Do lado do deputado, a leitura é outra. Ele tem dito que sua estratégia é falar para além da base bolsonarista e não apenas reforçar quem já está convencido. Em entrevista ao GLOBO, afirmou que sofre “ataques unilaterais” e criticou aliados que, segundo ele, “se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”.

— Eu nunca fomentei nenhuma briga. A pergunta que tem que ser colocada é: o que eu já fiz? Porque uma briga são dois. Isso não é uma briga, é um ataque unilateral. Qual post meu eu tenho atacando filho, esposa ou o próprio Bolsonaro? Pelo contrário, eu sou extremamente leal às ideias que o Bolsonaro carrega. Ele mesmo, na última vez que nos encontramos, falou: “Fique em paz, estou contigo”. Mas infelizmente tem alguns que se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro.

Também disse que há gente que virou “expert em afastar pessoas” e defendeu que cada um tem um papel na campanha. Segundo ele, o seu é de “atacante”, tentando ampliar o alcance do discurso, enquanto outros ficam mais na mobilização da base.

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Zanin mantém desembargador Ricardo Couto como governador interino do Rio de Janeiro

24 de Abril de 2026, 17:39

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou nesta sexta-feira (24) que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, continue como governador interino do Estado até que o julgamento sobre as eleições para o Executivo fluminense termine na Corte.

Na liminar, Zanin afirmou que a eleição do deputado estadual Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), próximo na linha sucessória, não altera a decisão do STF de manter Couto como governador.

A decisão de Zanin ocorre após o diretório nacional do Partido Social Democrático (PSD) contestar o pedido da Alerj para que Ruas assumisse interinamente o Palácio Guanabara.

Ruas foi eleito presidente da Alerj na semana passada. Na quinta-feira (23), a Mesa Diretora da Casa pediu ao Supremo que o deputado passe a ser o chefe do Executivo do Rio até a eleição de um novo governador.

Zanin afirmou na decisão que a eleição de Douglas Ruas não tem o condão de modificar” o entendimento fixado pelo Supremo em 9 de abril, quando a Corte determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio deve permanecer no exercício do cargo de governador “até nova deliberação”.

Está em curso no STF o julgamento que vai definir se a escolha do próximo governador do Rio será por eleição direta, com voto popular, ou indireta, pela Assembleia Legislativa. Até o momento, o placar está em 4 a 1 a favor da eleição indireta. A análise foi interrompida em 9 de abril, após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que indicou a necessidade de aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso.

O documento, publicado na quinta-feira (23), reconheceu que a vacância do cargo ocorreu por renúncia, e não por cassação.

Em março, Cláudio Castro foi cassado pelo TSE por abuso de poder político e econômico, mas renunciou um dia antes da conclusão do julgamento, o que abriu um impasse sobre a forma de sucessão no governo.

O cenário se complicou porque o vice, Thiago Pampolha, deixou o cargo para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de vazar informações sigilosas de operações contra o crime organizado.

Luiz Fux muda voto e defende reversão de condenações do 8 de janeiro

11 de Abril de 2026, 20:30

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux votou para reverter a condenação de dez réus acusados de participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Fux integrou a maioria pela condenação nas votações iniciais. Agora, decidiu rever seu entendimento na análise dos recursos apresentados pelas defesas.

Nos votos, o ministro afirmou que seu “entendimento anterior, embora amparado pela lógica da urgência, incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitem sustentar”. Os recursos são analisados em plenário virtual em votação que se encerra na próxima sexta-feira, 17.

A posição de Fux não deve resultar em mudança de ordem prática para os condenados, porque apenas outros dois ministros tinham adotado essa posição originalmente: Kassio Nunes Marques e André Mendonça. A votação dos réus foi realizada logo depois dos atos golpistas em plenário, com 11 ministros presentes.

Dos dez casos, Fux votou pela absolvição total de sete réus. Eram pessoas que estavam acampadas em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília, e foram condenadas por incitação ao crime e associação criminosa. As penas aplicadas foram de um a dois anos e meio de prisão.

Em outros três casos, os réus foram condenados por cinco crimes – dentre os quais, golpe de Estado -, com punição de 13 anos e seis meses. Essas pessoas participaram das invasões às sedes dos Três Poderes. Para esses réus, Fux votou pela absolvição parcial, com condenação apenas pelo crime de deterioração de patrimônio tombado, com pena de um ano e seis meses.

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Genética pode influenciar a eficácia de canetas emagrecedoras, diz pesquisa

11 de Abril de 2026, 19:07

Uma nova pesquisa indica que mutações em dois genes específicos, responsáveis por regular a fome e o processamento de alimentos, influenciam a eficácia de tratamentos contra a obesidade com fármacos como o Mounjaro e o Wegovy, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”. Indivíduos que possuem essas alterações genéticas tendem a apresentar uma redução de medidas mais acentuada.

Os dados foram divulgados na última quarta-feira (8) na revista científica Nature, mostrando uma compreensão única na diferença entre os resultados clínicos: enquanto uns emagrecem drasticamente, outros podem sofrer com reações adversas severas, a exemplo de vômitos e enjoos.

A pesquisa foi feita pelo departamento de Instituto de Pesquisa 23andMe, empresa de coleta genética. “O estudo demonstra o incrível poder da nossa comunidade de pesquisa colaborativa para promover o conhecimento científico sobre a variação genética humana”, disse Adam Auton, vice-presidente de Genética Humana do Instituto de Pesquisa 23andMe e um dos autores do estudo, em comunicado à imprensa.

A investigação, que cruzou dados de DNA com as experiências dos usuários, trouxe descobertas fundamentais sobre o impacto do perfil genético no resultado desses tratamentos:

  • Eficácia no emagrecimento: Foi detectada uma mutação específica no gene GLP1R, uma troca mínima na sua sequência que altera a proteína produzida, capaz de potencializar significativamente o efeito das substâncias.
  • Enjoos e mal-estar: A pesquisa estabeleceu conexões entre alterações nos genes GIPR e GLP1R e o surgimento de episódios de vômito ou náusea em quem utiliza essas terapias.
  • Reações por tipo de remédio: Cientistas notaram que os efeitos adversos ligados ao gene GIPR ocorrem apenas com a tirzepatida (encontrada no Mounjaro e no Zepbound), sem atingir quem faz uso da semaglutida (presente no Ozempic e no Wegovy).

Segundo o estudo, profissionais de saúde destacam que o sucesso dessas terapias não depende apenas da genética, mesmo que ela tenha seu peso; fatores como a idade, o sexo e o histórico étnico do indivíduo também moldam os resultados.

No Reino Unido, as estatísticas apontam que o consumo de canetas emagrecedoras alcançou a marca de 1,6 milhão de usuários no último ano, e a tendência é que esse volume se torne ainda maior.

O acesso a esses produtos ocorre majoritariamente pelo mercado privado, sendo os principais canais as plataformas online. Já o NHS, órgão público de saúde britânico, limita a oferta de remédios como Mounjaro e Wegovy a casos muito específicos, atendendo apenas uma parcela reduzida de obesos que possuem doenças associadas.

Testes clínicos

Vale frisar que as taxas de redução de massa corporal apresentam variações conforme o medicamento utilizado. De acordo com testes clínicos, o uso de tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) resulta em um decréscimo médio de 20%, enquanto a semaglutida (presente no Wegovy e no Ozempic) promove uma baixa de aproximadamente 14%.

Na pesquisa publicada recentemente, mais de 15 mil pacientes tiveram acompanhamento durante oito meses enquanto utilizavam os medicamentos, e os cientistas chegaram a uma perda média de peso total de 11,7%.

Apesar do número, o desempenho foi heterogêneo: houve casos de eliminação de até 30% da massa inicial, contrastando com usuários que tiveram pouco ou nenhum resultado prático.

Além de fazer o tratamento com as canetas emagrecedoras, os participantes também adquiriam testes genéticos da 23andMe, que cruzar milhões de informações genéticas. A partir daí, os cientistas conseguiram traçar um perfil que mostra como certas variações no organismo facilitam ou dificultam o emagrecimento durante o tratamento.

“O estudo identificou uma variante genética associada à perda de peso, que também está ligada à ocorrência de náusea”, afirmou Ruth Loos, professora da Universidade de Copenhague, em comentários sobre a pesquisa.

Segundo ela, essa marca genética está ligada a dois resultados simultâneos: uma maior redução de quilos e, ao mesmo tempo, a sensação de enjoo.

Além disso, a pesquisa também apontou que outra variante ligada ao efeitos colaterais, como de vômitos e enjoos, em quem se trata com tirzepatida. Esse fator pode fazer com que cerca de 1% dos pacientes sofram com crises severas de vômito, um índice quase 15 vezes superior ao que se vê normalmente.

É importante ressaltar que as conclusões desse estudo ainda não foram confirmadas por outros trabalhos científicos, o que é um passo necessário para validar os dados.

Em pesquisas feitas anteriormente, cientistas descobriram que o público feminino tem uma probabilidade duas vezes maior de eliminar 15% da massa corporal com o Mounjaro do que o masculino. Outros perfis que costumam apresentar melhores resultados no emagrecimento são os mais jovens e pessoas de etnia branca ou asiática, embora a ciência ainda não saiba explicar o porquê.

Fatores práticos, como o tempo de tratamento, a dosagem escolhida e o tipo de fármaco, também interferem diretamente no sucesso da terapia. No futuro, a ideia é que o cruzamento do mapa genético com o histórico do paciente permita definir o remédio ideal para cada caso, dentro do conceito de medicina de precisão.

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Veja onde assistir Internacional x Grêmio pelo Brasileirão

11 de Abril de 2026, 18:30

Internacional e Grêmio jogam neste sábado (11) pela 11ª rodada do Brasileirão 2026. A bola rola a partir das 20h30 (horário de Brasília) no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

O Internacional está na 13º posição do Campeonato Brasileiro, acumulando 12 pontos até o momento. A equipe venceu o Corinthians na rodada anterior por 1 a 0.

Já o Grêmio é o 11º colocado do campeonato e soma 12 pontos até aqui, mas possui maior saldo de gols do que o adversário de hoje. No jogo anterior, empatou sem gols contra o Remo.

Onde assistir Internacional x Grêmio?

A partida do Brasileirão 2026 terá transmissão ao vivo exclusivamente pela Amazon Prime Video (streaming).

Escalações

O Grêmio pode escalar Weverton; Pavón, Gabriel Martins, Viery, Pedro Gabriel; Juan Nardoni, Arthur, Monsalve; Tetê, Amuzu e Carlos Vinicius.

O Internacional deve entrar em campo com Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Matheus Bahia; Vitinho, Alan Patrick, Villagra, Paulinho e Bernabei; Carbonero e Borré.

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Bolsa de crocodilo? Luxo, agora, é o couro de dinossauro T. rex

11 de Abril de 2026, 09:07

No universo da moda de altíssimo luxo não existe pele mais preciosa e mais exclusiva do que a de crocodilo. É nesse território que marcas como Hermès constroem algumas das bolsas mais desejadas (raras e caras) do planeta. Uma Birkin em Crocodylus niloticus ou em Crocodylus porosus, por exemplo, pode custar de US$ 45 mil […]

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“Games analógicos” conquistam as redes sociais e ganham espaço no mundo corporativo

11 de Abril de 2026, 09:06

Cerca de dois meses atrás, um desavisado que passasse diante da sala de eventos da prefeitura de Osasco poderia pensar que o time de auditores tinha mudado de ramo e entrado para a investigação criminal. Diante de fotografias, recortes de jornal e outras “provas materiais”, 42 profissionais tentavam desvendar dois crimes distintos. As histórias eram […]

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O próximo desafio da construtora que entregou a “obra eterna” da Linha 17-Ouro do metrô

10 de Abril de 2026, 16:45

A Agis Construtora resolveu um problema de mobilidade urbana de mais de uma década em São Paulo: o fim da obra da Linha 17-Ouro, que faz conexão com o aeroporto de Congonhas. O primeiro prazo da obra era para a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. A construtora, que pertence ao empresário Eduardo […]

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“Gastamos milhões até aprender”, diz CEO da Cheirin Bão sobre virada da empresa

7 de Abril de 2026, 19:00


Em muitos negócios, o erro custa caro. Em alguns casos, além de pesar no bolso pode vir acompanhado de um risco real de quebra. Foi esse o cenário enfrentado pela Cheirin Bão antes de sua virada.

“Crescemos muito rápido. No início, houve uma rampagem muito grande. E consumimos muito caixa para finalidades extra empresa. Gastamos milhões até aprender”, diz Wilton Bezerra, sócio-fundador e CEO da rede.

A fala resume um período de decisões equivocadas e crescimento desordenado –segundo ele, um erro clássico e muito comum entre empreendedores em expansão.

A Cheirin Bão é hoje uma das maiores redes de cafeterias do Brasil, com mais de 800 lojas e um faturamento, que em 2026, deve superar os R$ 500 mil. A empresa renasceu há dez anos com a liderança de Eduardo Schroeder e Wilton Bezerra, espalhando o gostinho mineiro pelo país e mirando, agora, em uma expansão internacional.

Em entrevista para Mariana Amaro, em mais um episódio Do Zero ao Topo, Wilton Bezerra falou sobre como quase quebrou, a decisão radical durante a pandemia e como transformou uma marca problemática em um negócio de sucesso.

Leia também: “Já existe o ‘sabor’ chocolate. Daqui a pouco terá só o aroma”, diz fundador da Dengo

Da crise à virada

O principal erro, segundo Wilton, foi clássico e comum entre empreendedores em fase de expansão: “Quando estava tudo bem, estávamos usando o dinheiro para outras finalidades. E quando ficava mal, tínhamos que recorrer a crédito — e crédito, no Brasil, custa caro. Uma coisa é você tomar crédito para desenvolver o negócio. Outra coisa é fazer isso para cobrir rombo de caixa”, diz Bezerra.

Em 2019, a empresa já estava altamente alavancada. Quando a pandemia chegou, o cenário se agravou rapidamente. Foi nesse contexto que veio a decisão que mudaria o rumo da empresa.

Wilton e seu sócio decidiram operar de forma radical. Eles cortaram os próprios salários e passaram a depender exclusivamente de novos resultados. “Decidimos: a partir de hoje, mudamos todo o nosso jeito de fazer negócio. Agora, vamos ter que viver de dinheiro novo. Só vamos ganhar dinheiro na empresa, mesmo sendo dono dela, se criarmos negócios e produtos que deem mais dinheiro do que atualmente”, lembra o CEO.

A mudança de postura e pensamento não era tão comum, mas, para a época da pandemia fazia sentido e foi, inclusive, decisiva para saúde da empresa.

“Situações extremas pedem medidas extremas. Isso nos deu uma força de vender mais, de criar mais produtos, de homologar mais fornecedores, de vender mais produto e de motivar o franqueado a vender mais. E o fizemos também nos educou e fez com que olhássemos para o negócio de uma maneira diferente”, revela.

Esse movimento marcou o início de uma nova fase para Cheirin Bão: enquanto todo mundo pisava no freio, a empresa investiu e lançou novos produtos, reforçou o apoio aos franqueados e fez uma aposta ousada em marketing, incluindo uma parceria com Michel Teló.

“Quando vem uma crise, alguém tem que ter coragem de fazer as pessoas tirarem o olho da crise e olhar para a luz. Quando isso passar, nós já vamos estar do outro lado do rio e as pessoas vão estar pensando em pular. E foi exatamente o que acabou acontecendo. Aquele ato de coragem ali foi muito importante. Acho até que essa é uma característica que o empreendedor tem que ter”, afirma o CEO.

Para saber mais detalhes sobre a os desafios e a trajetória da Cheirin Bão, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.

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Costa Neto cobra entrada ‘pra valer’ de Michelle na campanha de Flávio Bolsonaro e admite: ‘não vai ser fácil’

7 de Abril de 2026, 18:09

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cobrou a entrada “para valer” da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. Em um painel no 12º Brazil Investment Forum, realizado pelo Bradesco BBI em São Paulo (SP), o líder político admitiu, no entanto, que não será fácil o empenho dela, que já manifestou sua preferência ao governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Esperamos que ela entre na campanha para valer e para ajudar nosso Flávio a ser presidente do Brasil. Não vai ser fácil”, afirmou Costa Neto. Ele repetiu que o PL só perderá a eleição em 2026 por incapacidade e pelos desentendimentos internos .

O presidente do PL afirmou que atuará pessoalmente para tentar pacificar a relação entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que rotineiramente trocam ataques pelas redes sociais.

“Amanhã (8) vou jantar com Nikolas Ferreira, que é o maior fenômeno eleitoral do Brasil. Dia 19 vou para Miami conversar com Eduardo para não ter mais desentendimento. Vou conversar com cada um”, afirmou o presidente do PL. “Só perderemos a eleição por incapacidade, pelos desentendimentos”.

Costa Neto comparou os dois desafetos ao prever que Nikolas irá bater o recorde de histórico de votos para deputado federal no Brasil em 2026, que pertence a Eduardo Bolsonaro em 2018. “Ele vai bater recorde de votação 1,8 milhão de votos do Eduardo e vai passar de 2 milhões de votos”, disse.

Ciro Gomes e Sérgio Moro

Costa Neto defendeu também a aliança do partido com antigos desafetos e citou Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, e o senador e ex-ministro Sergio Moro, que deixou o União e se filiou ao PL, no Paraná para disputar o governo local.

“Nós temos que fazer aliança com Ciro Gomes no Ceará, que o único com condições de bater o PT lá. Ciro briga com todo mundo, com a mãe, irmã, e até comigo. Mas tinha processos contra ele e retirei todos”, afirmou.

O presidente do PL lembrou que Moro deixou o Ministério da Justiça, durante o governo de Jair Bolsonaro “atacando todo mundo, até a mim”, mas superou o passado e será o nome do PL à sucessão de Ratinho Junior no Paraná. “O Moro tinha 40% nas pesquisas e foi só ir para o PL que chegou aos 60%”, afirmou Costa Neto sem citar qual pesquisa.

Nordeste é o nosso desastre

Outra missão da campanha do PL será, segundo o presidente nacional do partido, será ganhar votos no Nordeste, base eleitoral do atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nosso desastre é o Nordeste”, afirmou, citando como exemplo a Bahia, onde Jair Bolsonaro perdeu por 6 milhões de votos em 2022 para Lula.

Para 2026, além da aposta em Ciro Gomes no Ceará, Costa Neto citou o nome de ACM Neto (União Brasil) na Bahia, como nomes fortes para o PL apoiar no Nordeste. Costa Neto repetiu que o partido prevê eleger entre 115 e 120 deputados federais e 25 senadores.

Com a aliança com partidos de centro e de direita, o PL poderia atingir 45 senadores, ter a maioria e eleger o próximo presidente do Senado.

O reformista Caiado, o voto distrital e a baixa qualidade do Congresso, na visão de Kassab

7 de Abril de 2026, 17:32

As pesquisas podem até apontar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro serão os protagonistas da eleição presidencial, mas Gilberto Kassab vê a possibilidade de o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, quebrar essa polarização. “Existe um recall forte desses dois políticos, por conta de seus nomes, mas a polarização […]

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“A terra é nossa?” STF está perto de encerrar um debate histórico

6 de Abril de 2026, 18:30

Brasília – Tema polêmico que enfrenta um debate histórico no Congresso Nacional há mais de uma década e ultrapassa governos, a compra de terras por estrangeiros pode estar perto de um desfecho no Supremo Tribunal Federal (STF). O assunto divide opiniões até mesmo dentro do agronegócio, setor que já defendeu flexibilizações na lei para atrair […]

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A “tribo de mentores” tem algo a dizer sobre sucesso e fracasso

3 de Abril de 2026, 09:10

Seja na vida pessoal, seja na profissional, todos nós atravessamos momentos de dificuldade — alguns mais, outros menos, ninguém passa ileso. Mas, independentemente dos desafios, alguém já enfrentou impasses semelhantes e pode ensinar como superar as adversidades. É o que propõe o investidor-anjo, podcaster e escritor best-seller Tim Ferriss no livro Tribo de Mentores — […]

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A República dos “Ministros 02” entra em cena e encara uma extensa agenda econômica

2 de Abril de 2026, 07:59
esplanada dos ministérios

Brasília – Assim como a Copa do Mundo, de quatro em quatro anos é comum que secretários-executivos assumam no lugar dos ministros que saem no último ano de governo, sempre um ano de eleição, para a disputa nas urnas. Em 2026, com o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 14 novos […]

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2 months after his arrest in Venezuela, Nicolás Maduro still has a long road to his criminal trial

26 de Março de 2026, 23:35
Sketch of Nicolás Maduro in court in New York.
Nicolás Maduro in court in New York.

Jane Rosenberg/REUTERS

  • Nicolás Maduro faces narco-terrorism charges in the US and awaits trial while legal fees remain unpaid.
  • He was arrested in Venezuela and brought to the US in early January of this year.
  • Maduro's Thursday court hearing focused on how his defense lawyers will get paid.

Eighty-two days after US military forces seized him and his wife from Caracas, Nicolás Maduro, the toppled president of Venezuela, walks into his 26th-floor Manhattan courtroom for the second time.

He has a long road to his trial.

The US Justice Department's narco-terrorism and weapons charges against Maduro and his wife, Cilia Flores, still do not have a trial date. His attorney has said he expects "voluminous" motions challenging his seizure and detention.

The criminal case hasn't gotten to those issues yet.

Thursday's hearing focuses on how those lawyers will get paid.

The Venezuelan government has said it would pay for Maduro's and Flores's legal fees. But the payments are being held up by the US Treasury Department, which has not issued a waiver on the sanctions against Venezuela. Kyle Wirshba, the lead prosecutor in the case, said the payments were withheld because of "national security and foreign policy" reasons.

The issue appears to annoy US District Judge Alvin Hellerstein, the 92-year-old judge overseeing the criminal case.

Peering through his large, round glasses that magnified his cheeks, he asks Wirshba how — when the Trump administration was doing business with Venezuela — Maduro and his wife could possibly present a "national security" threat.

"The defendant is here. Flores is here," Hellerstein says. "They present no national security threat."

Since their arrest, Maduro and Flores have been held in the Metropolitan Detention Center, the infamous Brooklyn jail that has also been the temporary home of Sean "Diddy" Combs, Luigi Mangione, Sam Bankman-Fried, and Jeffrey Epstein's associate Ghislaine Maxwell.

Thursday's court hearing, across the East River, in Manhattan, begins 40 minutes late. Across the street from the courthouse, groups of pro-Maduro and anti-Maduro protesters shout at each other in front of a playground.

When Maduro walks into the courtroom, he has a bright, beaming smile on his face.

"Good morning!" he booms, wearing a jail outfit of a drab khaki smock over a bright orange shirt.

He shakes hands with his lead attorney, Barry Pollack, best known for representing Julian Assange. Then he turns to the journalists sitting on dark-wood benches in the audience and wishes them "good morning" again.

Flores, wearing the same outfit, plus a brown scrunchie holding back her blonde hair, says nothing.

When they sit at the defense table, they wear big, black headphones through which they hear the court proceedings translated into Spanish for them.

During the hearing, Flores's attorney Mark Donnelly says "First Lady Maduro" needed an echocardiogram to evaluate an issue with her heart.

"There are no titles to be used in this court," the judge says, before telling the lawyer to keep him informed if Flores didn't get the treatment she needed in jail.

Venezuela's now-former first couple ended up in New York City to face an indictment brought by the Department of Justice.

Prosecutors accuse them of participating in a decadeslong drug-trafficking conspiracy involving Colombian terrorist organizations, which enriched themselves and their family at the expense of Venezuelan citizens. The charges include narco-terrorism, cocaine importation, and machine gun possession.

In January, after US forces captured the couple from a military fort in Caracas where they were staying, President Donald Trump called Maduro an "illegitimate dictator" responsible for funneling "colossal amounts of deadly illicit drugs" into the United States.

The President said that he and his wife "now face American justice" for their "campaign of deadly narco-terrorism."

From the White House on Thursday, Trump called Maduro a "very dangerous man who has killed a lot of people" and said the charges against him were for just "a fraction" of his conduct — with more to come.

"Other cases are going to be brought, as you probably know," he said.

But today is not yet about the core of the matter.

Wirshba, the prosecutor, argues that it would be inappropriate for OFAC, the part of the Treasury Department that grants licenses for sanctions waivers, to allow Maduro and Flores to access the wealth of the nation they "plundered."

According to Wirshba, Maduro should have anticipated he could not have gotten the money from Venezuela to the US due to the sanctions, leading Hellerstein to remark upon the oddness of the Venezuelan president being captured from his nation and brought to New York City.

"He didn't think he would be in this court?" The judge asks with a sarcastic tone.

Hellerstein — who has overseen cases involving financial scammers like Charlie Javice, former Trump lawyer Michael Cohen, and the 9/11 terror attacks in his 28 years on the bench — calls Maduro's case "unique."

While there have been other cases that addressed whether criminal defendants could use potentially "tainted" funds to pay their lawyers, all of those cases involved money that was already held in a US bank. In any case, Hellerstein says, Venezuela had already agreed to pay for the legal defense.

When a criminal defendant can't afford their own lawyer, a judge can appoint one for them. But Hellerstein says the "investigative responsibilities" that would be required to defend the complex narco-terrorism case would overwhelm the resources of a publicly-funded lawyer.

But it remains unclear what Hellerstein could do about it. Forcing OFAC to issue a waiver would require a separate lawsuit brought in a different court, in Washington, DC, Wirshba says.

The only remedy, Pollack says, was to "dismiss the case" and let Maduro walk free.

Hellerstein initially pours cold water on the idea.

"I'm not going to dismiss the case," he says.

But if OFAC didn't soon change its position, he would consider it.

"I think it is such a serious step — I'm not going to take it now," Hellerstein said.

After one and a half hours, Hellerstein decides he would hold another hearing, at an unspecified later date, to determine what steps he should take.

When Maduro leaves the courtroom, he only glances back at the audience behind him. He shakes the hands of his attorneys and walks stiffly toward the door. Flores kisses her lawyer, Donnelly, on the cheek.

Outside, the protesters are leaving. As a man passes by the courthouse, he yells: "Viva Maduro!"

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Vale: uma aposta menos óbvia, mas mais protegida da volatilidade da guerra

26 de Março de 2026, 11:09

Além das petroleiras e de outras empresas do setor de energia e combustíveis, existe uma outra ação menos óbvia – e relativamente mais protegida – para se investir na bolsa em meio aos conflitos no Oriente Médio e à volatilidade decorrente deles: a Vale.

O atual ambiente tende a promover pressões de custo sobre as companhias, com insumos encarecendo até que os conflitos geopolíticos se resolvam. Mas a Vale entra nesse contexto com instrumentos que ajudam a mitigar parte relevante desses efeitos.

Entre esses instrumentos estão contratos de frete de longo prazo e de proteção para os preços de combustível marítimo, além da baixa probabilidade de enfrentar escassez de diesel no Brasil.

Isso não significa que a empresa esteja imune ao choque inflacionário decorrente da alta da energia. O aumento do preço do petróleo já impacta o setor por meio de fretes mais caros e custos mais elevados de insumos. Mas essas estratégias contra a oscilação de preços a colocam em uma situação melhor, especialmente frente a pares do setor.

O efeito indireto da guerra: liquidez para os estrangeiros

A Vale sofreu um choque importante com a escalada dos conflitos no Irã porque, como uma das maiores empresas da bolsa, ela serve de veículo para os grandes alocadores, especialmente estrangeiros, se posicionarem estrategicamente no mercado brasileiro.

Ou seja: no pico da aversão ao risco, logo que a guerra estourou, em 27 de fevereiro, a fuga de ativos considerados mais arriscados atingiu a companhia. É o tipo de evento que não tem relação com os fundamentos da empresa, mas com uma abordagem comum e tática, com foco no curtíssimo prazo.

Nos últimos pregões, a ação da companhia já vem esboçando uma retomada. Conforme as perspectivas paras os conflitos no Oriente Médio melhorem, a empresa tem boas condições de retomar uma trajetória de alta, sobretudo se pautada pela sua situação financeira e operacional.

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Fundamentos: o que faz a Vale ser um investimento viável?

Do lado das receitas, a empresa também tem uma boa história para convencer os investidores. Os preços do minério reagiram desde o início do conflito, refletindo o repasse inflacionário: ao encarecer os custos de energia e transporte, também fica mais caro produzir e entregar minério, e esse aumento é repassado para o preço final da commodity.

A isso se soma a demanda ainda resiliente pela matéria-prima. O minério de ferro tem girado em torno de US$ 110 por tonelada, acima das expectativas do mercado, conforme notam os analistas do BTG Pactual, em relatório enviado a clientes.

Mesmo diante de dados mais fracos divulgados pela China, participantes do mercado indicam que a produção de aço pode estar sendo subestimada. Se de fato há mais aço sendo produzido, cresce a procura por minério.

Além disso, os prêmios por qualidade seguem elevados – ou seja, minérios de maior teor de ferro continuam sendo vendidos com preço adicional, o que favorece a Vale.

A expectativa é de que a demanda global permaneça estável ao longo do tempo, com crescimento vindo de países como Índia e do Sudeste Asiático. Ao mesmo tempo, a entrada de nova oferta tende a ser compensada pelo esgotamento gradual de minas existentes, o que ajuda a sustentar o equilíbrio entre oferta e demanda.

Ou seja, o combo de preços mais altos e menor exposição a custos mais voláteis melhora a perspectiva de geração de caixa da companhia. A estratégia de frete, a menor dependência do petróleo e a manutenção da demanda desenham um cenário mais favorável.

Os analistas do BTG também destacam como a disciplina de capital é importante para a companhia agora. A Vale vem mantendo o foco na execução de projetos e no crescimento orgânico, com menos interesse para aquisições.

Com isso, a geração de caixa tende a se traduzir em retorno ao acionista, com a possibilidade de pagamento adicional de dividendos à medida que os resultados surpreenderem positivamente.

Petrobras anuncia nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos

26 de Março de 2026, 08:59

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, em poço exploratório perfurado no campo de Marlim Sul, 100% operado pela companhia.

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o poço 3-BRSA-1397-RJS está localizado a 113 km da costa de Campos dos Goytacazes (RJ), em profundidade d’água de 1.178 metros.

“O intervalo portador de petróleo foi constatado através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido. As amostras seguirão para análises laboratoriais, que permitirão caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos, possibilitando a continuidade da avaliação do potencial da área”, informou a Petrobras.

A estatal disse que perfuração foi concluída de maneira segura, com respeito ao meio ambiente e à segurança das pessoas. A empresa ressaltou que sua atuação na Bacia de Campos visa à recomposição das reservas em áreas maduras, assegurando sustentabilidade e contribuindo para atender à demanda nacional de energia.

O campo de Marlim Sul foi descoberto em novembro de 1987, pelo poço 4-RJS-382, e desde então é operado integralmente pela Petrobras.

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O drama do BRB: banco teme fuga de investidores em plano de capitalização

25 de Março de 2026, 12:12
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Brasília – Mergulhado no escândalo do caso do Banco Master, o BRB está envolto também numa crise de desconfiança com o mercado, que tem dado sinais nos bastidores de insegurança jurídica e baixo apetite de participar do plano de capitalização do banco público de Brasília, que agora vem sendo questionado na Justiça em várias frentes, […]

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IA, caixa e paciência: como o Softbank reescreveu seu “manual” para investir na América Latina

25 de Março de 2026, 07:55

A partir de 2019, o Softbank se tornou um dos investidores mais ativos da América Latina. Com cheques grandes e uma tese agressiva de crescimento, o grupo japonês ajudou a impulsionar uma geração de unicórnios no Brasil e na região, investindo em empresas como Wellhub, Rappi, QuintoAndar, Kavak, Unico, MadeiraMadeira, Creditas, Ualá, Petlove, Merama, Omie, […]

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Ouro fecha queda com continuidade do conflito no Irã em foco

24 de Março de 2026, 15:29

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas da véspera, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais Bancos Centrais do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy.

Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.



Intensificação do conflito no Irã

O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico nesta terça, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral. “O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, afirma.

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Jair Bolsonaro após parecer favorável da PGR

24 de Março de 2026, 15:18

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder nesta terça-feira prisão domiciliar em caráter humanitário ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem cumprindo pena de 27 anos de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e quatro outros crimes. Segundo o portal UOL, a autorização vale por 90 dias para uma nova reavaliação.

A decisão de Moraes ocorreu após parecer favorável à medida do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e em meio a forte pressão de familiares e aliados do ex-presidente, além de apelos nos bastidores de alguns ministros do STF, segundo fontes que acompanharam as tratativas nos últimos meses.

A ordem de Moraes ocorreu no momento em que o magistrado tem sido alvo de questionamentos após a revelação de que o escritório de advocacia da esposa dele teve um contrato com o Banco Master, instituição financeira liquidada e que teve seu dirigente máximo, Daniel Vorcaro, preso preventivamente. Vorcaro poderá firmar uma delação premiada com potencial de atingir autoridades dos Três Poderes.

Em seu parecer, Gonet apontou que o estado de saúde de Bolsonaro “demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”. Ele destacou que o ex-presidente deve passar por reavaliações periódicas.

A defesa de Bolsonaro havia feito um novo pedido de prisão domiciliar após ele ter sido internado no dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. A defesa, com base em relatório médico, alega que o ex-presidente corre risco de vida.

Por ordem de Moraes, Bolsonaro foi preso preventivamente em novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após tentar violar uma tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar. Pouco depois essa prisão foi convertida em definitiva para que ele pudesse cumprir pena pela condenação por golpe de Estado.

Durante todo esse período, o ex-presidente — que fez 71 anos no sábado — teve intercorrências de saúde que o levaram ao hospital. Ele está internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília

Nesta segunda-feira (23), Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue em tratamento de uma pneumonia bacteriana sem previsão de alta hospitalar, disse boletim médico divulgado nesta terça-feira.

“Devido a melhora clínica, paciente recebeu alta da unidade de terapia intensiva no dia de ontem. No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, informa o boletim.

I tried Apple's noise-canceling AirPods 4 for the first time. I felt like a scared Victorian child.

24 de Março de 2026, 13:54
black and white photo fo a child in headphones
Trying noise-canceling for the first time, I felt like a confused child.

Duane Howell/Denver Post via Getty Images

  • Noise-canceling headphones have been around for decades, but I never tried them — until now.
  • I was so confused and freaked out by the sudden silence when I put in my new AirPods 4.
  • I felt scared, like a caveman at a monster truck rally. Embarassing, really!

It's March of 2026, and I just bought my first pair of noise-cancelling headphones. I'm shocked, astounded, perturbed, and horrified: Is this how you people have been walking around all this time?!

Last week, after losing my right AirPods 3 earbud, I ordered a new pair of AirPods 4 with active noise cancellation. They're the first headphones I've ever worn with noise canceling.

Of course, noise-cancelling technology in headphones has been around since the 1980s, and became popular in big squishy over-the-ear Bose headphones in the 2000s. Noise canceling has been part of the AirPods Pro lineup since 2019. For some reason, I just ... never tried them.

My first experience with noise canceling

I set up my new AirPods over the weekend while waiting around in the parents' zone at a trampoline park. Because I didn't bother reading the instructions, which suggest pairing by holding the case next to your phone, I simply put the unpaired earbuds into my ears.

Immediately, everything went quiet. I looked around, confused. Did the loud trampoline park just turn off the upbeat pop music they were blasting? Why was everyone suddenly silent? Is there an emergency? Was someone hurt? Oh god, was my kid hurt?! I was panicked, scanning the other tables where adults idly sat looking at phones or tying preschoolers' shoes. No one else seemed to be concerned.

I took out the AirPods, and whoooosh — the music and din flooded back. My brain scrambled to make sense of the sensory experiences hitting it, slowly realizing that this was what noise-canceling does. I was like a caveman being shown a Bic lighter; fearful and confused. I was like the proverbial Victorian child who would pass out if you showed it the AI-generated video of anthropomorphic fruits on "Love Island."

This is incredibly embarrassing on one level because I am a professional technology journalist who generally tries to stay up to date and informed about interesting personal tech devices. The fact that I had never used noise-canceling headphones was an odd oversight.

airpods ina case against green background
The AirPods 4 come with active noise-canceling, something I had never tried until now.

T3/T3

I don't have good reasons for this, but I do have some weak excuses.

First and foremost, I'm cheap. And in my mind, headphones are something you shouldn't have to spend more than $20 on — up until the iPhone 12, Apple included a free set of corded headphones in the box with a new iPhone or iPod. I had a drawer overflowing with them! Headphones were just something that came into your life, like a cheap black umbrella — you didn't seek them out or intentionally buy them. Now, suddenly, I'm expected to drop a C-note on them?

When AirPods launched in 2016, I initially waved them off as overpriced and frivolous. It looked too easy to lose one. But eventually I gave in and, of course, realized that AirPods are incredibly convenient and great to use (I was right about them being easy to lose, however). Now, it's hard to imagine ever going back to wired headphones, no matter how much Gen Z makes it look cool.

My other main reason is that because I use headphones while walking down the street, riding the subway, or in other public situations, the idea of not being able to hear my surroundings felt like a safety issue. Sure, it might be nice on a plane, but it didn't make sense for my main headphone use.

Jury's still out on whether I like the noise canceling

As I've been playing around with the new noise-canceling headphones, I'm not sure how much I actually like them. Taking them in and out is disorienting, like coming up to the surface too fast while scuba diving (or, what I imagine that feels like).

I tried them at the gym, where they seemed useful, but at home, my husband (who has had noise-canceling headphones for a decade) was mildly frustrated when he tried to talk to me, not realizing I had them in. Understandable!

The AirPod 4s can turn active noise-canceling on and off if you rub the earbud's stem, but I haven't quite mastered this yet — I've tried and sort of fumbled around, turning my podcast on and off and knocking it out of my ear. I'll keep working at it.

I'm just glad to have finally joined the 21st century.

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Guerra do Irã estressa os mercados; Ibovespa em dólar cai hoje (23)

23 de Março de 2026, 07:12

 Os mercados globais operam em queda nesta segunda-feira (23), pressionados pela escalada das tensões entre Irã e os Estados Unidos, em meio à troca de ameaças entre Teerã e o presidente Donald Trump.

O conflito na região entra em sua quarta semana em um cenário considerado crítico, à beira de uma escalada mais intensa. Durante o fim de semana, a crise se intensificou: no sábado, o presidente norte-americano declarou que, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por 48 horas, poderá ordenar ataques à infraestrutura energética iraniana.

Em resposta, Teerã lançou novos ataques, após prometer retaliação às ameaças de Washington, elevando ainda mais o nível de tensão entre as duas potências.

No mercado de commodities, os preços do petróleo seguem em alta, refletindo o risco de interrupções no fornecimento global. O movimento intensifica preocupações com um possível efeito cascata sobre a inflação global.

Mercado brasileiro

 Por aqui, os investidores aguardam a divulgação do Relatório Focus, o primeiro após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Copom na última reunião. Na temporada de balanços do quarto trimestre, o destaque vai para os dados da Movida (MOVI3).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — sobe 0,05% no pré-market, cotado a US$ 36,52.

Mercados internacionais

 Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York indicam abertura em queda.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam.
  • Criptomoedas: O mercado cripto está em baixa. O bitcoin (BTC) cai 0,6%, negociado em torno de US$ 68 mil. O ethereum (ETH) recua 1,9%, cotado a US$ 2 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 7h – Zona do euro – Balança comercial

Lula

  • O presidente não tem compromissos agendados para hoje

Dario Durigan

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 11h – ​Reunião com Luiz Antonio Guariente, Auditor do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil)
  • 15h30 – ​Reunião com Deputado Federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF)

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -3,68%
  • Hong Kong/Hang Seng: -3,54%
  • China/Xangai: -3,63%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: -2,13%
  • Frankfurt/DAX: -2,06%
  • Paris/CAC 40: -1,91%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,70%
  • S&P 500: -0,63%
  • Dow Jones: -0,49%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +2,33%, a US$ 108,87 barril
  • Petróleo/WTI: +1,18%, a US$ 99,37 barril
  • Ouro:  -6,92%, a US$ 4.292,90 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): -0,6%, a US$ 68.309,24
  • Ethereum (ETH): -1,9%, a US$ 2.044,57

B16: 'Se o governo quiser, dá para fazer', diz setor sobre aumento de biodiesel

23 de Março de 2026, 06:00

O avanço do biodiesel no Brasil entrou em compasso de espera — não por falta de capacidade. Enquanto o setor afirma que está pronto para ampliar a mistura no diesel, o governo adiou, mais uma vez, a discussão sobre a elevação do B15 para o B16, prevista para a última quinta-feira, 19, e agora sem nova data definida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Leia mais em: https://exame.com/agro/b16-se-o-governo-quiser-da-para-fazer-diz-abiove-sobre-aumento-de-biodiesel/

Claro compra 73,01% da Desktop (DESK3) por R$ 2,414 bi

23 de Março de 2026, 05:51

A Claro Participações anunciou neste domingo (22), que sua controladora, a Claro NXT Telecomunicações S.A., comprou 73,01% do capital social da Desktop S.A. (DESK3), por R$ 2,414 bilhões, ou R$ 20,82 por ação ON, segundo fato relevante divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As negociações já se estendiam há alguns meses, enquanto as partes não haviam chegado a um consenso sobre o preço da transação e as condições para acertar um acordo, conforme apuração da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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O documento indica que a fatia comprada pela Claro representa 84.684.273 ações ordinárias, vendidas por Makalu Brasil Partners I J, Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.

O preço de compra no âmbito da operação (a ser ajustado no fechamento) foi estipulado baseando-se em um Enterprise Value correspondente ao valor total da Desktop, de R$ 4 bilhões, e considerando o endividamento líquido da companhia em 30 de setembro de 2025, de R$ 1.585.250.620, resultando no preço base total de R$ 2.414.749.380 ou R$ 20,82 por ação.

Uma vez realizado o fechamento da operação, a Claro também se diz obrigada a realizar o protocolo, perante a CVM, do pedido de registro de uma oferta pública para a aquisição das ações de emissão da Desktop em função da alienação de controle da empresa. Na oferta de Tag Along será ofertado aos demais acionistas da Desktop um preço por ação, em reais, no mínimo, igual ao preço de aquisição.

A Claro informa que o fechamento da operação estará sujeito, dentre outras condições usuais a contratos dessa natureza, à prévia aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ainda, deve ser realizada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na qual seja aprovada a alteração do Estatuto Social da Desktop para exclusão integral da seção que trata de ofertas públicas por atingimento de participações relevantes.

Claro paga R$ 4 bilhões pela Desktop e acelera consolidação da fibra óptica no interior

22 de Março de 2026, 16:10

A Claro anunciou a compra do controle da Desktop, maior provedor de internet por fibra óptica do interior de São Paulo, por R$ 4 bilhões. O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), além de uma assembleia extraordinária de acionistas.

A operadora mexicana pagará R$ 20,82 por ação pela fatia de 73% da Desktop que estava nas mãos dos controladores — um prêmio de 45% sobre os R$ 14,40 do fechamento de sexta-feira (20). Os R$ 4 bilhões representam o valor total da empresa, incluindo suas dívidas. Descontado o endividamento de R$ 1,59 bilhão, o que a Claro efetivamente desembolsa pelos acionistas chega a R$ 2,4 bilhões.

Após o fechamento do acordo, a Claro terá obrigação de lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para os demais acionistas, ao mesmo preço por ação.

A Desktop foi fundada em 1996 por Denio Alves Lindo, ex-funcionário da IBM que apostou na expansão da internet para o interior do país. Com a entrada do fundo HIG Capital em 2020, a empresa saiu de cerca de 100 mil para 1,2 milhão de clientes e foi a mercado em 2021, com ações precificadas a R$ 23,50 no IPO. Em 2025, faturou R$ 1,2 bilhão, crescimento de 8% sobre o ano anterior.

Como o InvestNews mostrou em janeiro, o setor de banda larga fixa entrou em fase de maturidade: o crescimento líquido de acessos caiu de mais de 5 milhões em 2021 para pouco mais de 330 mil nos onze primeiros meses de 2025. Vivo e Claro, que já têm escala relevante, conviviam com menor urgência por aquisições. A TIM, mais atrasada na fibra com apenas 831 mil clientes, ainda busca alternativas. O impasse de valuation — quanto vale, afinal, um cliente de internet de fibra — travou negociações por anos.

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A compra da Desktop sugere que, ao menos para a Claro, a equação finalmente fechou. Com 2,56 milhões de clientes próprios em fibra até novembro de 2025, a operadora salta de posição no ranking nacional e passa a controlar uma base consolidada no interior paulista, onde a Desktop atende mais de 200 municípios. A integração, e o que ela entregará em crescimento líquido real, será o próximo teste.

Claro paga R$ 4 bilhões pela Desktop e acelera consolidação da fibra óptica no interior

22 de Março de 2026, 16:10

A Claro anunciou a compra do controle da Desktop, maior provedor de internet por fibra óptica do interior de São Paulo, por R$ 4 bilhões. O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), além de uma assembleia extraordinária de acionistas.

A operadora mexicana pagará R$ 20,82 por ação pela fatia de 73% da Desktop que estava nas mãos dos controladores — um prêmio de 45% sobre os R$ 14,40 do fechamento de sexta-feira (20). Os R$ 4 bilhões representam o valor total da empresa, incluindo suas dívidas. Descontado o endividamento de R$ 1,59 bilhão, o que a Claro efetivamente desembolsa pelos acionistas chega a R$ 2,4 bilhões.

Após o fechamento do acordo, a Claro terá obrigação de lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para os demais acionistas, ao mesmo preço por ação.

A Desktop foi fundada em 1996 por Denio Alves Lindo, ex-funcionário da IBM que apostou na expansão da internet para o interior do país. Com a entrada do fundo HIG Capital em 2020, a empresa saiu de cerca de 100 mil para 1,2 milhão de clientes e foi a mercado em 2021, com ações precificadas a R$ 23,50 no IPO. Em 2025, faturou R$ 1,2 bilhão, crescimento de 8% sobre o ano anterior.

Como o InvestNews mostrou em janeiro, o setor de banda larga fixa entrou em fase de maturidade: o crescimento líquido de acessos caiu de mais de 5 milhões em 2021 para pouco mais de 330 mil nos onze primeiros meses de 2025. Vivo e Claro, que já têm escala relevante, conviviam com menor urgência por aquisições. A TIM, mais atrasada na fibra com apenas 831 mil clientes, ainda busca alternativas. O impasse de valuation — quanto vale, afinal, um cliente de internet de fibra — travou negociações por anos.

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A compra da Desktop sugere que, ao menos para a Claro, a equação finalmente fechou. Com 2,56 milhões de clientes próprios em fibra até novembro de 2025, a operadora salta de posição no ranking nacional e passa a controlar uma base consolidada no interior paulista, onde a Desktop atende mais de 200 municípios. A integração, e o que ela entregará em crescimento líquido real, será o próximo teste.

Guerra no Irã completa 21 dias, eleva custos e acende alerta no agro global

21 de Março de 2026, 06:00

Após três semanas de escalada na guerra no Irã, os efeitos já começam a se espalhar pelas cadeias globais de commodities — e o agronegócio está entre os mais pressionados. A combinação de energia mais cara, fretes em alta e riscos no fornecimento de fertilizantes acende um alerta para custos e inflação de alimentos.

Leia mais em: https://exame.com/agro/guerra-no-ira-completa-21-dias-eleva-custos-e-acende-alerta-no-agro-global/

Miro's CEO says companies should treat spending on AI as part of their employee learning budget

Andrew Khusid sits onstage in a chair with his hands clasped, wearing a dark shirt and a headset microphone.
Andrey Khusid, Founder & CEO, Miro, on People Summit stage during day one of Web Summit 2025 at the MEO Arena in Lisbon, Portugal.

Florencia Tan Jun/Getty Images

  • Miro's CEO says the company is plowing cash into AI subscriptions to help employees level up.
  • "Our L&D budget is unlimited tooling," Andrey Khusid said.
  • AI adoption is accelerating, and with it come questions about the technology's ROI.

Plenty of companies are still debating whether costly AI subscriptions are worth it. Miro has gone the other way.

Andrey Khusid, cofounder of Miro, the maker of a popular online whiteboard platform, says the company gives employees essentially unlimited access to the latest AI tools as a way to speed up how quickly they learn and work.

That approach is possible, he said, because Miro has been profitable since 2016. The company has raised $476 million to date, and Khusid suggested it does not expect to need more capital.

Khusid framed the spending as a core part of more traditional workplace training. "Our L&D budget is unlimited tooling," he said.

Rather than asking employees to learn on their own time or pay out of pocket, he said, Miro wants that experimentation to happen inside the company, as a shared effort. He later added that there should still be a clear business case for buying any tool.

Miro's strategy is part of a wider shift in tech, where AI adoption is moving from optional to expected. A new study from engineering intelligence platform Jellyfish, based on data from more than 700 companies, found that 64% now produce a majority of their code with AI assistance. Tech giants like Google are pushing employees to use AI tools more aggressively, and Microsoft has begun tying AI usage to performance evaluations. As a result, AI fluency is quickly becoming a core workplace skill rather than a nice-to-have.

Still, Khusid says many executives ask the wrong question about AI ROI. Rather than judging the tools on individual productivity gains or subscription costs, he said Miro is trying to focus on whether the company is moving faster overall.

The company tracks projects through what he described as a "discover, define, deliver" process and measures how long it takes to move from one stage to the next. The goal is to compress that timeline as much as possible.

"The most important metric from my perspective is velocity of innovation," Khusid said. "If you don't innovate fast enough, you're out of the game."

Khusid said he doesn't think the way companies use AI today is necessarily the end state. He said it will take at least until the end of this year, or even next year, to see what a workplace shaped by these tools really looks like. At that point, Miro will take a harder look at which tools are worth the price tag.

For now, he said, Miro is already seeing time savings across engineering, product, and design. That's not always the case, though. Better tools speed code generation, he said, but code reviews can still bog down projects.

"Humans have to read it," Khusid said. At least for now.

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Flávio diz que apoiou Moro ao governo do PR após saber que Ratinho Jr. será seu adversário

20 de Março de 2026, 18:10

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu apoiar a pré-candidatura do senador Sérgio Moro (União-PR) para o governo do Paraná após ter sido informado de que o atual governador, Ratinho Junior, será o escolhido do PSD para disputar as eleições para a Presidência da República. Moro deve sair do União Brasil e se filiar ao PL de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro em breve.

“O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele”, disse Flávio durante evento do grupo empresarial Lide.

O filho de Bolsonaro queria o apoio de Ratinho Jr. à sua candidatura à Presidência da República. Mas a oferta enfrentou resistência de aliados do paranaense. O coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), ofereceu na última semana uma aliança ao governador para o primeiro turno das eleições de outubro.

O aceite implicaria ao governador abrir mão da sua própria candidatura ao Planalto, vaga que hoje está em disputa dentro do próprio PSD. Ratinho respondeu a Marinho que o PSD não decidiu ainda quem será o presidenciável e que ele não pode responder pela legenda, segundo aliados do governador. Os dois haviam combinado de se falar novamente.

Com o PSD próximo de encaminhar a pré-candidatura de Ratinho Junior, o PL decidiu apoiar o nome de Moro para disputar o governo do Paraná.

“Vamos tocar a vida lá no Paraná. Conversamos com o Sérgio Moro e ficou resolvido que ele concorrerá ao governo com o nosso apoio e pelo PL”, disse Flávio.

Ratinho disputa a pré-candidatura do PSD para o Planalto com outros dois governadores, o de Goiás, Ronaldo Caiado, e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O PL fechou apoio à pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná, durante reunião com o senador na sede do partido na quarta-feira (18). Com isso, os bolsonaristas solucionam o problema da falta de palanque para Flávio no Estado.

“Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora ele precisa definir a situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para frente”, afirmou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a reunião.

Moro deve ter uma reunião nesta noite com a federação de seu partido, a União Progressista (União-PP), para tratar da candidatura. Caso não consiga legenda para disputar, o plano B é ele se filiar ao PL.

Governo endurece regras do frete mínimo — e alimentos devem ficar mais caros

20 de Março de 2026, 06:00

O reforço na fiscalização da tabela do frete mínimo, anunciado pelo governo federal na quarta-feira, 18, deve ter um efeito cascata no setor logístico e pressionar o preço dos alimentos no Brasil, afirmam analistas ouvidos pela EXAME — a medida ocorre em meio à alta do diesel e à demanda de caminhoneiros por recomposição de renda.

Leia mais em: https://exame.com/agro/governo-endurece-regras-do-frete-minimo-e-alimentos-deve-ficar-mais-caro/

Choque inflacionário pode mudar planos do Copom; Ibovespa em dólar cai hoje (17)

17 de Março de 2026, 07:25

Nesta terça-feira (17), o Banco Central inicia o primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em um cenário de tensão geopolítica, disparada dos preços do petróleo e riscos de choque inflacionário, fatores que podem alterar os planos para a Selic.

A autoridade monetária já havia sinalizado que estava pronta para iniciar o ciclo de afrouxamento monetário em março. No entanto, a guerra no Irã tem levado o mercado a revisar o ritmo dos cortes: nos últimos dias, expectativas de redução de 0,50 ponto percentual deram lugar a projeções de 0,25 pp.

O mercado de opções do Copom, medido pela B3, reflete essa mudança, com o corte de 0,25 pp ganhando força, mas com a possibilidade de manutenção da taxa básica de juros entrando no radar dos investidores.

Mercado brasileiro

No cenário corporativo, serão divulgados os balanços do quarto trimestre de 2025 da EcoRodovias e da Taesa. Além disso, investidores repercutem o pagamento de R$ 583,6 milhões em juros sobre capital próprio da Sabesp (SBSP3) e de R$ 1,3 bilhão da Itaúsa (ITSA4).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2298, com queda de 1,63%.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 0,19% no pré-market, cotado a US$ 36,46.

Mercados internacionais

Lá fora, o mercado acompanha de perto o desenrolar da guerra e a alta dos preços do petróleo. Entre as notícias corporativas, Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, projeta uma receita de US$ 1 trilhão com chips de inteligência artificial entre 2025 e 2027.

Nos mercados asiáticos, as bolsas fecharam mistas. Na Europa, os principais índices operam em alta, enquanto os futuros de Nova York apontam para uma abertura negativa.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam, com o tipo Brent no patamar de US$ 100 o barril.
  • Criptomoedas: O mercado cripto avança. O bitcoin (BTC) sobe 1,4%, negociado em torno de US$ 74 mil. O ethereum (ETH) avança 3,1%, cotado a US$ 2,3 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 08h – Brasil – IGP-10
  • 11h – EUA – Vendas pendentes de imóveis

Lula

  • 09h – Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
  • 11h – Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck
  • 15h30 – Encontro com o atleta Cristian Ribera, medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, e delegação
  • 16h30 – Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira
  • 17h30 – Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin

Fernando Haddad

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 10h – ​Participa da primeira sessão da Reunião do Copom – Análise de Conjuntura
  • 14h – ​Participa da primeira sessão da Reunião do Copom – Análise de Conjuntura

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -0,22%
  • Hong Kong/Hang Seng: +0,13%
  • China/Xangai: -0,85%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: +0,48%
  • Frankfurt/DAX: -0,04%
  • Paris/CAC 40: +0,48%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,19%
  • S&P 500: -0,13%
  • Dow Jones: -0,03%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +3,31%, a US$ 103,50 barril
  • Petróleo/WTI: +3,89%, a US$ 96,07 barril
  • Ouro:  +0,20%, a US$ 5.011,44 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): +1,4%, a US$ 74.293,46
  • Ethereum (ETH): +3,1%, a US$ 2.325,04

Oncoclínicas e Porto Seguro firmam acordo para criar nova sociedade

16 de Março de 2026, 08:01

A Oncoclínicas celebrou um termo de compromisso não vinculante com a Porto Seguro S.A. em 13 de março de 2026, estabelecendo os principais termos para a criação de uma nova sociedade, denominada NewCo.

A operação prevê a transferência de ativos de clínicas oncológicas pela Oncoclínicas e um aporte de R$ 500 milhões pela Porto Seguro, que deterá no mínimo 30% do capital social da nova empresa.

Segundo a rede hospitalar, a conclusão da operação está sujeita a várias condições, incluindo a finalização de negociações, due diligence pela Porto, e as aprovações regulatórias necessárias.

A NewCo também emitirá debêntures conversíveis em ações ordinárias, a serem subscritas pela Porto, com vencimento em 48 meses. A Oncoclínicas compromete-se a negociar exclusivamente com a Porto por 30 dias.

O Grupo Oncoclínicas é líder no setor de tratamento oncológico no Brasil, oferecendo serviços integrados como quimioterapia, radioterapia e diagnóstico. A empresa tem crescido por meio de aquisições e parcerias, consolidando sua presença em um segmento de alta demanda.

O mercado aguarda ainda uma negociação da Oncoclínicas com credores para o reperfilamento da sua dívida, que alcançou R$ 4 bilhões ao fim do terceiro trimestre, passando a representar 4,2 vezes o seu Ebitda.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

Oncoclínicas e Porto Seguro firmam acordo para criar nova sociedade

16 de Março de 2026, 08:01

A Oncoclínicas celebrou um termo de compromisso não vinculante com a Porto Seguro S.A. em 13 de março de 2026, estabelecendo os principais termos para a criação de uma nova sociedade, denominada NewCo.

A operação prevê a transferência de ativos de clínicas oncológicas pela Oncoclínicas e um aporte de R$ 500 milhões pela Porto Seguro, que deterá no mínimo 30% do capital social da nova empresa.

Segundo a rede hospitalar, a conclusão da operação está sujeita a várias condições, incluindo a finalização de negociações, due diligence pela Porto, e as aprovações regulatórias necessárias.

A NewCo também emitirá debêntures conversíveis em ações ordinárias, a serem subscritas pela Porto, com vencimento em 48 meses. A Oncoclínicas compromete-se a negociar exclusivamente com a Porto por 30 dias.

O Grupo Oncoclínicas é líder no setor de tratamento oncológico no Brasil, oferecendo serviços integrados como quimioterapia, radioterapia e diagnóstico. A empresa tem crescido por meio de aquisições e parcerias, consolidando sua presença em um segmento de alta demanda.

O mercado aguarda ainda uma negociação da Oncoclínicas com credores para o reperfilamento da sua dívida, que alcançou R$ 4 bilhões ao fim do terceiro trimestre, passando a representar 4,2 vezes o seu Ebitda.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

Agenda: Decisões de juros esquentam mercados enquanto conflito no Oriente Médio segue no radar; confira os indicadores desta semana

15 de Março de 2026, 12:00

A semana de 15 a 20 de março promete ser movimentada para os mercados globais – não que eles já não estejam. No centro das atenções está a chamada Super Quarta, quando Brasil e Estados Unidos divulgam suas decisões de política monetária, em um momento de elevada incerteza no cenário internacional.

Por aqui, a expectativa gira em torno do início do ciclo de afrouxamento monetário. A Taxa Selic permanece em 15% ao ano desde junho de 2025, nível considerado bastante restritivo, e após a última reunião do Banco Central o mercado passou a projetar que os primeiros cortes poderiam começar já em março.

Assim, nesta quarta-feira (18), os investidores acompanham de perto a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O pano de fundo, no entanto, ganhou novos elementos de cautela: a escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e reacendeu dúvidas sobre possíveis pressões inflacionárias globais.

Além da decisão de juros, a agenda também traz dados relevantes. Na segunda-feira (16), será divulgado o IBC-Br de janeiro, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que pode oferecer pistas sobre o ritmo de crescimento da economia no início do ano. Já na terça-feira (17), o mercado acompanha o IGP-10 de março, indicador que ajuda a antecipar movimentos de preços na economia.

Nos Estados Unidos, a Super Quarta também concentra as atenções com a decisão de juros do Federal Reserve. Mais do que a manutenção ou não da taxa, investidores estarão atentos ao tom do comunicado e às sinalizações sobre os próximos passos da política monetária, em um cenário de inflação ainda resiliente e com novas pressões vindas do petróleo.

Na Ásia, o destaque fica para o Banco do Japão (BoJ), que também anuncia sua decisão de política monetária ao longo da semana. O mercado acompanha de perto qualquer indicação sobre o processo de normalização da política monetária no país, após anos de estímulos e juros extremamente baixos.

Ainda na região, a China divulga uma bateria de indicadores de atividade referentes a fevereiro, incluindo produção industrial, vendas no varejo, investimento em ativos fixos e taxa de desemprego. Os dados são importantes para avaliar o ritmo de recuperação da segunda maior economia do mundo e seus possíveis impactos sobre o comércio e a demanda global por commodities.

Na Europa, a agenda também reserva indicadores relevantes. Na zona do euro, serão divulgados dados como o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI), além de números de atividade, como a produção na construção civil e a balança comercial.

Já no Reino Unido, investidores seguem atentos aos sinais da economia e ao cenário inflacionário, que continuam influenciando as expectativas para a trajetória da política monetária do país.

Confira a agenda de indicadores entre 15 e 20 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (16)
    8h00 – IBC-Br – Atividade econômica (% m/m) – jan/26
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (17)
    8h00 – IGP-10
  • Quarta-feira (18)
    18h30 – Decisão do Copom – Taxa Selic

Estados Unidos

  • Segunda-feira (16)
    10h15 – Produção Industrial
  • Quarta-feira (18)
    9h30 – Núcleo do PPI
    9h30 – Pedidos de Bens de Capitais
    15h00 – Decisão de juros do FOMC
  • Quinta-feira (19)
    11h00 – Vendas de Novas Casas
    11h00 – Concessões de Alvarás

Zona do Euro

  • Quarta-feira (18)
    7h00 – Núcleo do CPI
  • Quinta-feira (19)
    7h00 – Atividade na Construção Civil
    9h15 – Decisão de juros
  • Sexta-feira (20)
    7h00 – Conta Corrente
    7h00 – Balança Comercial

China 

  • Domingo (15)
    22h30 – Preços de Imóveis
    23h00 – Vendas no Varejo
    23h00 – Produção Industrial
    23h00 – Taxa de Desemprego
    23h00 – Investimento em Ativos Fixos
    23h00 – Coletiva de imprensa do Departamento Nacional de Estatísticas

Japão

  • Terça-feira (17)
    20h50 – Balança Comercial
  • Quarta-feira (18)
    23h30 – Declaração de Política Monetária do Banco do Japão
  • Quinta-feira (19)
    00h00 – Decisão de juros do Banco do Japão
    01h30 – Produção Industrial
    03h30 – Coletiva de imprensa do Banco do Japão
  • Sexta-feira (20)
    – Feriado: Equinócio da Primavera (mercados fechados)

Defesa aguarda novo laudo para pedir prisão domiciliar de Bolsonaro, diz Flávio

15 de Março de 2026, 11:02

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no sábado (14) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda a elaboração de um novo laudo médico para solicitar novamente à Justiça a concessão de prisão domiciliar. A declaração foi dada após visita ao pai, internado no Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo Flávio, o pedido será fundamentado no agravamento recente do quadro de saúde e na necessidade de acompanhamento contínuo. Ele disse que, apesar de Bolsonaro ser “muito bem tratado” onde está custodiado, passa longos períodos sozinho, o que representaria risco diante dos efeitos colaterais dos medicamentos e de eventuais emergências médicas.

“Ele passa muito tempo do dia sozinho, essa que é a nossa preocupação. Ele desequilibrar pelo efeito colateral do remédio que ele toma para tentar conter o soluço, sofrer um acidente, e aí alguém demorar até encontrá-lo”, disse.

Segundo Flávio, Bolsonaro permanece debilitado, com aparência abatida, voz enfraquecida e persistência de soluços, sintomas que já haviam sido registrados anteriormente.

O Hospital DF Star informou, em boletim divulgado no sábado, que o paciente apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. De acordo com a nota, Bolsonaro está clinicamente estável, mas não há previsão de alta da UTI. O ex-presidente foi levado para o hospital na manhã de sexta-feira (13).

“Se tivesse demorado uma ou duas horas, podia ter realmente complicado, avançar para um quadro de infecção generalizada, o que reforça a importância de ele estar com um acompanhamento permanente, seja de familiares, seja de profissionais de saúde, 24 horas por dia, isso é possível em casa”, afirmou o senador em conversa com jornalistas.

Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025 e cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Sob clima de cautela, Porto estuda aporte de R$ 1 bilhão na Oncoclínicas

13 de Março de 2026, 21:15

A Porto, por meio de sua subsidiária de planos de saúde, está avaliando uma injeção de recursos na Oncoclínicas, sua principal parceira no atendimento a pacientes com câncer, apurou o InvestNews.

As clínicas da Oncoclínicas seriam separadas em uma subsidiária da qual a Porto Saúde passaria a ser acionista. Os hospitais e a operação na Arábia Saudita ficariam de fora. Segundo o Brazil Journal, as duas companhias já teriam um memorando de entendimento (MOU, em inglês), que foi aprovado por cinco votos a dois no conselho da Oncoclínicas.

Em comunicado ao mercado, a Porto afirmou que “avalia de forma permanente a possibilidade de potenciais investimentos em diversos negócios e verticais, incluindo no que se refere a certos negócios explorados pela Oncoclínicas”. Mas disse que não há não “documento vinculante” assinado com a empresa – lembrando que um MOU não se enquadra na categoria de documentos vinculantes.

O aporte seria na ordem de R$ 1 bilhão, sendo R$ 500 milhões como equity e outros R$ 500 milhões em dívida conversível em ações. Essa capitalização, no entanto, só seria possível após due diligence dos ativos.

Há também expectativa no mercado para que, antes, aconteça uma negociação da Oncoclínicas com credores para o reperfilamento da sua dívida, que alcançou R$ 4 bilhões ao fim do terceiro trimestre, passando a representar 4,2 vezes o seu Ebitda.

A situação complexa da Oncoclínicas e sua relação com o Master – a empresa reconheceu perda de R$ 217 milhões em CDBs do banco – tornam a resolução das negociações mais complexa. Segundo uma das pessoas próximas ouvidas pelo InvestNews, a definição da proposta não é simples e “ainda tem muita água para rolar”.

Outra pessoa familiarizada com a operação da Oncoclínicas diz ser difícil os credores toparem. “Quem ficaria com os hospitais?”, questiona. Segundo a reportagem do Brazil Journal, após a renegociação, os bondholders e demais credores da Oncoclínicas terão a opção de migrar seus créditos para a nova subsidiária.

Um gestor com papéis da Porto acredita ser difícil que o negócio saia do papel, dada a necessidade de “atender a muitas condições”. Para ele, a condição para o negócio sair seria uma Oncoclínicas “limpa”, nas suas palavras, deixando nessa nova subsidiária apenas os bons ativos.

A empresa nasceu com clínicas fora das redes de hospitais, mas conforme cresceu passou a inaugurar “cancer centers”, hospitais exclusivamente dedicados ao tratamento oncológico. Com investimentos mais elevados, esses hospitais deixaram o modelo da Oncoclínicas mais complexo. Hoje, eles e a operação na Arábia Saudita operam no vermelho.

Porto e Oncoclínicas

A significativa dependência dos serviços da Oncoclínicas pode estar pesando nas contas da Porto Saúde. Ela paga cerca de R$ 500 milhões ao ano para a rede especializada no tratamento de câncer.

Os custos com oncologia são parte relevante da sinistralidade dos planos de saúde. Em relatório de setembro de 2025, a equipe do BTG Pactual estimou que a oncologia (principalmente infusões sem cirurgias e tratamentos relacionados) representou cerca de 15% do gasto total com saúde suplementar no ano de 2024. E esse cenário tende a se agravar: a Organização Mundial da Saúde estima que, em 2050, serão diagnosticados globalmente 35 milhões de casos de câncer – uma alta de 77% em relação a 2022.

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Fundada em 2010, a Oncoclínicas detém uma fatia de mercado de cerca de 15%, com uma oferta de tratamento com custos mais baixos do que parte de seus concorrentes: infusões de quimioterapia custam cerca de R$ 10 mil por procedimento, abaixo dos quase R$ 15 mil da Rede D’Or. O grupo também detém cerca de 18% da mão de obra de oncologistas no país.

Procuradas Oncoclínicas e Porto não responderam até a publicação desta reportagem.

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PSD está perto de anunciar Ratinho Jr. como candidato; decisão será confirmada no fim do mês

13 de Março de 2026, 18:05

O PSD está próximo de anunciar o governador do Paraná, Ratinho Junior, como seu candidato à Presidência da República. A informação foi confirmada ao Estadão por lideranças da legenda que tratam a decisão como “encaminhada”, após a o comentarista Merval Pereira, da GloboNews, cravar a escolha.

Integrantes da sigla e o próprio partido, de forma oficial, apontam, porém, que o anúncio do candidato escolhido só se dará no final do mês.

De acordo com uma liderança do PSD, embora o martelo ainda não esteja formalmente batido, a tendência é mesmo a escolha de Ratinho, em razão de ele ser considerado “mais maduro” para assumir a candidatura. Ele aponta que, “pelo espírito e clima” e pela “capacidade de crescimento”, a escolha faria mais sentido.

Outro afirmou que Ratinho só não será o nome se ele não quiser e que o tabuleiro está desenhando, com os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) concorrendo ao Senado. Contudo, disse que é importante esperar a filiação de Caiado ao partido, que acontecerá neste sábado (14) durante evento para apresentação de candidaturas locais em Goiás, para que a escolha seja anunciada. Gilberto Kassab vai participar do evento.

Procurado, Ratinho Junior afirmou, por meio de nota, que ele continua cumprindo suas agendas normalmente no Paraná e “espera com tranquilidade e muito respeito ao demais concorrentes, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, que o partido oficialize no momento oportuno o candidato a presidente da legenda”.

“Em respeito ao compromisso selado entre os três pré-candidatos, Ratinho Junior prefere aguardar a definição oficial da direção do PSD”, informou.

Já o PSD Nacional informou que a sigla “irá anunciar até o fim de março a escolha de seu pré-candidato” e que os três nomes “seguem apresentando aos brasileiros seus projetos e realizações, que pautarão o plano de governo da candidatura do partido”.

Pressão do PL sobre Ratinho Junior

Conforme mostrou o Estadão, o PL pressiona Ratinho a desistir da candidatura para apoiar o senador Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno. Em troca, garantia apoio ao grupo político do governador no Paraná. Contudo, o entorno de Ratinho resiste à ideia argumentando que o bolsonarismo descumpriu um pacto em 2024, na disputa à Prefeitura de Curitiba.

Na ocasião, embora o PL tivesse escolhido o bolsonarista Paulo Martins para a vaga, Bolsonaro acabou ficando ao lado da rival Cristina Graeml (então no PMB, hoje no União Brasil), o que enfureceu o grupo de Ratinho. O aliado do governador acabou vencendo no segundo turno.

Flávio quer opções para ter um palanque no Paraná, caso Ratinho não aceite aderir à candidatura no primeiro turno. Uma delas é apoiar o senador Sergio Moro (União), que tenta construir sua empreitada ao governo estadual.

Um acordo mantido desde 2024 é que uma das vagas ao Senado a serem apoiadas pelo PSD seria do PL: no caso, do deputado federal Filipe Barros. Graeml vem tentando conquistar apoio à sua pré-candidatura. Ela se reuniu tanto com Marinho quanto com Moro no Senado Federal nesta semana.

Nos planos dos dirigentes do PL, há também a opção de apoiar Guto Silva (PSD), candidato de Ratinho Júnior, o que agradaria ao partido de Gilberto Kassab.

Ouro cai 1% com dólar forte e escalada das tensões no Irã

11 de Março de 2026, 16:03

O ouro, considerado um dos ativos mais seguros do mundo, encerrou a sessão desta quarta-feira (11) em forte queda, em meio a escalada das tensões no Irã e fortalecimento do dólar.

O contrato mais líquido do ouro, com vencimento em abril, fechou com recuo de 1,20%, a US$ 5.179,10 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.



O que mexeu com o ouro?

Os investidores continuaram a monitorar a guerra no Irã e as possíveis consequências do conflito na inflação e trajetória dos juros dos Estados Unidos.

Hoje, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a dizer que a guerra no Oriente Médio deve ser encerrada “em breve”, já que não há mais estruturas a serem atacadas.

O Irã, porém, intensificou a sua ofensiva. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou mais três navios no Golfo Pérsico bloqueado, enquanto Teerã disparou contra Israel e alvos em toda a região. O país também disse que o mundo deveria estar preparado para que o petróleo atinja US$ 200 por barril.

O mercado acompanhou novos dados econômicos. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país.

inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 2,4%. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

Apesar de ser considerada a referência inflacionária pelo Fed, o mercado consolidou a aposta de corte nos juros pelo Fed a partir de julho. Para a próxima decisão de política monetária, que acontece na semana que vem, há 99,3% de chance de o BC manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Agenda: Inflação no Brasil e nos EUA concentra atenções antes de decisões de juros; confira agenda da semana

8 de Março de 2026, 12:00

Antes da Super Quarta marcada para o dia 18 de março – dia que reunirá as decisões de juros dos Estados Unidos e do Brasil – os investidores irão receber os dados de inflação em ambos os países, o que ajudará a calibrar as exceptivas para as decisões que serão tomadas em meio um conflito geopolítico que assombra os mercados.

Por aqui, o dado de inflação, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será disponibilizado na quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número será olhado com cautela, uma vez que o IPCA-15 de fevereiro, que é a prévia da inflação, veio acima do esperado.

Na semana ainda será divulgado o Boletim Focus, na segunda-feira (9), vendas no varejo na quarta-feira (11), acompanhado do crescimento do setor de serviços, na sexta-feira (13).

Já nos Estados Unidos, o Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação preferida do Fed, sai apenas na sexta-feira (13), acompanhado do Relatório JOLTS. Além disso, no início da semana o mercado acompanha a variação semanal de empregos ADP na terça-feira (10) e a balança comercial na quinta-feira (12).

Na Zona do Euro, o foco fica com a reunião do Eurogrupo na segunda-feira (9), e na Inglaterra, na sexta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB).

Do lado Oriental do globo, Japão também divulga o PIB, na segunda. China compartilha com os investidores no domingo (8) o IPC e o Índice de Preços ao Produtor (PPI), já a terça-feira (10) é dia de balança comercial.

Confira a agenda de indicadores entre 9 a 14 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (9)
    8h25 – Boletim Focus
  • Quarta-feira (11)
    9h00 – Vendas no Varejo
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (12)
    9h00 – IPCA
  • Sexta-feira (13)
    9h00 – Crescimento do Setor de Serviços

Estados Unidos

  • Terça-feira (10)
    9h15 – Variação semanal de empregos ADP
    11h00 – Vendas de Casas Usadas
    17h30 – Estoques de Petróleo Bruto – API
  • Quarta-feira (11)
    9h30 – IPC
    9h30 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    11h30 – Estoques de Petróleo Bruto
    15h00 – Balanço Orçamentário Federal
  • Quinta-feira (12)
    9h30 – Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
    9h30 – Balança Comercial
    9h30 – Construção de Novas Casas
    12h00 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    17h30 – Balanço Patrimonial do Federal Reserve
  • Sexta-feira (13)
    9h30 – Índice de preços PCE
    9h30 – Pedidos de Bens Duráveis
    11h00 – Relatório JOLTS

Zona do Euro

  • Segunda-feira (9)
    7h00 – Encontro do Eurogrupo
  • Sexta-feira (13)
    7h00 – Produção Industrial

Inglaterra

  • Segunda-feira (9)
    21h01 – Vendas no Varejo do BRC
  • Quinta-feira (12)
    6h30 – Discurso de Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra
  • Sexta-feira (13)
    4h00 – PIB
    4h00 – Produção Industrial
    4h00 – Balança Comercial

Japão

  • Domingo (8)
    20h50 – Transações Correntes
  • Segunda-feira (9)
    20h30 – Gastos Domésticos (mensal)
    20h50 – PIB

China

  • Domingo (8)
    22h30 – IPC
    22h30 – Índice de Preços ao Produtor (PPI)
  • Terça-feira (10)
    0h00 – Balança Comercial
  • Sábado (14)
    6h00 – Novos Empréstimos

O ouro ficou para trás? Bancos centrais freiam compras, mas guerra mantém metal em evidência

7 de Março de 2026, 12:12

As compras de ouro por bancos centrais globais perderam força no início do ano, pressionadas pela volatilidade nos preços do metal. Mas a escalada da guerra entre Irã e EUA no Oriente Médio ainda mantém a commodity em evidência como grande alternativa de acumulação de reservas ao longo de 2026.

O banco central da China, um importante referencial quando o assunto é a troca de reservas em dólar pelo metal, comprou mais ouro em fevereiro, estendendo sua sequência de compras para 16 meses.

O volume de ouro detido pelo Banco do Povo da China aumentou em 30 mil onças-troy (0,93 tonelada) no mês passado, chegando a 74,22 milhões de onças (2.308 toneladas), segundo dados divulgados no sábado (7). A compra estende a rodada mais recente de acumulação que começou em novembro de 2024.

O movimento do metal precioso nos últimos dias tem respondido a uma queda de braço entre forças distintas. As baixas mais recentes respondem ao fato de que os investidores costumam aproveitar situações de forte estresse não apenas para comprar o metal, mas para usá-lo como forma de fazer caixa, por meio da venda da commodity.

É basicamente levantar recursos para investir em títulos públicos considerados mais seguros para cada país. Esse movimento já vinha acontecendo conforme o ouro atingia recordes, momento em que embolsar o que já foi ganho é uma estratégia melhor.

Mas, em um segundo momento, depois de recuar recentemente, o ouro superou novamente a marca dos US$ 5 mil por onça, respondendo à volta da clássica procura por ativos mais diversificados e que funcionam como reserva de valor.

A redução de compras de ouro por bancos centrais no mundo consta em nota divulgada nesta semana pelo World Gold Council, entidade financiada por produtores do metal. As compras líquidas, lideradas por países da Ásia Central e do Leste Asiático, somaram cinco toneladas em janeiro, em comparação com a média de 27 toneladas nos 12 meses anteriores.

Mas a trajetória para 2026 tende a seguir positiva para o metal enquanto os conflitos durarem. “Os preços voláteis do ouro e a temporada de feriados podem ter levado alguns bancos centrais a fazer uma pausa”, escreveu Marissa Salim, analista do World Gold Council, em relatório. “Mas as tensões geopolíticas, que mostram poucos sinais de diminuir, provavelmente manterão a acumulação ao longo de 2026 e além.”

‘Eu não acho que mercado aposta na reeleição’: As mensagens e as considerações de Paulo Guedes

6 de Março de 2026, 21:19

Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do Governo Bolsonaro, passou os quatro últimos anos, quando saiu do governo, quase calado. Foram raríssimas as entrevistas e poucos os eventos que o então ‘posto do Ipiranga’ de Bolsonaro participou. Mas, em evento de Fami Capital, o economista resolveu falar (e por uma hora).

Em suas falas, Guedes teceu considerações sobre o complicado momento geopolítico que vive o mundo no momento. Para ele, a mensagem é clara: estamos sob uma nova fase da ordem político-econômica, que possui efeitos, inclusive, no Brasil.

“O mundo está em desordem. E, nesse contexto, surge uma reação conservadora, com avanço de forças de centro-direita. E o Brasil? O que eu acho que está acontecendo aqui? Na minha visão, o Brasil está começando a se parecer um pouco com o Chile em determinado momento político”.

Para ele, as economias enfrentam uma espécie de tsunami de conservadorismo no mundo, resultado de um desgaste muito grande do establishment.

“Os conservadores dão um passo à frente e assumem o volante. Os liberais? Bom, os liberais vão para o banco de trás. Sabe aquela ideia de eficiência econômica? Aquela história de que tudo deve ser guiado pelo mercado e pelo marketing, algo que seria sempre positivo para a espécie humana? Acabou um pouco essa lógica”.

Aliança entre conversadores e liberais

Guedes voltou a repetir um mantra antigo que guiou a campanha de Bolsonaro nas eleições de 2018: a união entre conservadores e liberais, que ele acredita que irá se renovar

“No começo eu vi muita disputa, muita briga entre esses grupos. Mas eles perceberam rapidamente que precisam estar juntos“, afirmou.

O ex-ministro também citou o candidato Flávio Bolsonaro. Ele confirmou que dará  “total apoio”.

“Então você já vê movimentos de aproximação. O Romeu Zema, o Ronaldo Caiado e o Ratinho Júnior, por exemplo, já tiraram foto juntos em vários momentos. O Tarcísio de Freitas também deve estar nesse mesmo campo”.

Ainda segundo Guedes, os mercados começam a perceber esse movimento.

“Eu frequento o mercado financeiro há muitos anos, e tem um padrão que se repete: o dinheiro começa a entrar, a bolsa sobe, sobe mais um pouco, o dólar fica mais calmo”

Isso significa que o mercado está apostando na reeleição Lula? Para Guedes, é um sonoro não.

Vale (VALE3): XP enxerga rali da mineradora já próximo do fim

5 de Março de 2026, 12:15

As ações da Vale (VALE3) acumulam uma forte valorização nos últimos meses, mas o espaço para novas altas pode ser limitado diante do atual nível de valuation, avaliam analistas da XP Investimentos em relatório divulgado nesta quinta-feira (5).

Segundo a corretora, os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionados principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre.

“A Vale tem se beneficiado de um ambiente de entrada de capital estrangeiro no Brasil, além da rotação global para commodities e ativos expostos ao cobre”, afirmam os analistas Lucas Laghi e Guilherme Nippes, da XP Investimentos.

Apesar do bom momento das ações, a casa mantém recomendação neutra para a companhia, com preço-alvo de R$ 85 por ação, o que implica um potencial de valorização de cerca de 1% em relação aos níveis atuais.

“O momentum das ações melhorou significativamente, mas, em termos de valuation, vemos o papel negociando próximo do valor justo”, escrevem os analistas.

Cobre ganha peso na tese da Vale

Um dos principais pontos positivos na visão da XP é o crescimento da divisão de metais básicos, especialmente o cobre, que vem ganhando relevância na estratégia da companhia.

Segundo o relatório, a produção de cobre da Vale pode quase dobrar até 2035, saindo de cerca de 350 mil a 380 mil toneladas em 2026 para aproximadamente 700 mil toneladas ao ano no longo prazo.

“A história do cobre na Vale se tornou mais tangível, com aumento da produção e perspectivas mais favoráveis de preços no longo prazo”, afirmam os analistas.

Projetos como Bacaba, Salobo, Alemão e a joint venture com a Glencore fazem parte do pipeline de crescimento da companhia e apresentam taxas internas de retorno consideradas atrativas.

Esse avanço do cobre ajuda a compensar a percepção de um cenário estruturalmente mais fraco para o minério de ferro, hoje o principal produto da mineradora.

Apesar da melhora operacional e do avanço da tese do cobre, o minério de ferro, na visão da casa, ainda representa um fator de pressão para a empresa.

A XP projeta que os preços da commodity recuem ao longo dos próximos anos, passando de cerca de US$ 100 por tonelada em 2026 para aproximadamente US$ 90 por tonelada a partir de 2028.

Segundo os analistas, o mercado enfrenta um ambiente de estoques elevados na China, desaceleração na demanda por aço e crescimento de novos projetos de oferta global — caso, por exemplo, da usina de Simandou, na Guiné, que está em ramp up.

“O minério de ferro continua sendo um fator de pressão para a tese de investimento, especialmente em um cenário de demanda estruturalmente mais fraca na China”, dizem os analistas.

Valuation já incorpora parte do otimismo

Mesmo com o desconto em relação a algumas concorrentes globais, a XP avalia que o atual valuation da Vale já reflete boa parte das expectativas positivas.

A mineradora negocia com EV/EBITDA projetado de cerca de 4,9 vezes para 2026, enquanto o yield de fluxo de caixa livre estimado é de aproximadamente 7,2%, nível superior ao de várias pares internacionais.

Ainda assim, os analistas avaliam que esse retorno já não é tão atrativo quanto no passado recente. “Embora a Vale continue mais barata que alguns pares, os yields absolutos já não parecem particularmente atrativos após a reprecificação recente das ações”, afirmam.

Segundo a XP, novas altas mais relevantes dependeriam principalmente de dois fatores: crescimento do cobre acima do esperado ou preços do minério de ferro mais resilientes do que o cenário base.

Enquanto isso não acontece, o banco acredita que a ação pode continuar sendo sustentada pelo fluxo de capital estrangeiro e pela exposição crescente ao cobre, mas sem muito espaço adicional de valorização.

“Reconhecemos a melhora do momentum das ações, mas o valuation atual sugere um potencial de alta limitado”, concluem os analistas.

Riscos geopolíticos e incertezas sobre o Fed impulsionam ouro à melhor semana desde 2020

23 de Janeiro de 2026, 15:43

O ouro caminha para sua melhor semana em seis anos, com o rali impulsionado por riscos geopolíticos e ameaças renovadas à independência do Federal Reserve.

O metal precioso se estabilizou após disparar para um recorde acima de US$ 4.967 a onça nesta sexta-feira, e estava a caminho de um ganho semanal de mais de 7%, o desempenho mais forte desde março de 2020. A prata subiu para uma máxima histórica, pouco abaixo de US$ 100 a onça, enquanto a platina também atingiu um recorde. Um importante indicador da moeda americana também está no rumo para sua pior semana em sete meses, tornando os metais preciosos mais baratos para a maioria dos compradores.

“O ouro está passando por uma reavaliação sustentada à medida que fissuras aparecem na ordem baseada em regras do pós-Segunda Guerra Mundial”, disse Yuxuan Tang, chefe de estratégia macro para a Ásia do JPMorgan Private Bank. “Os investidores veem cada vez mais o ouro como uma proteção confiável contra esses riscos de mudança de regime difíceis de quantificar.”

Após registrar o melhor desempenho anual desde 1979, o ouro estendeu um rali vertiginoso, e ganhou mais 14% neste ano. Os ataques renovados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Federal Reserve, juntamente com a intervenção militar na Venezuela e as ameaças de anexação da Groenlândia, adicionaram ímpeto ao chamado trade de desvalorização, no qual os investidores recuam de títulos soberanos e moedas em favor de ativos de refúgio alternativos, como o ouro.

“A busca por um refúgio seguro continua sendo o fator mais importante”, escreveram analistas do Commerzbank em nota nesta sexta-feira: “No curto prazo, entretanto, o rali pode dar uma pausa, já que a disputa pela Groenlândia parece ter sido resolvida por ora.”

O banco central da Polônia, o maior comprador de ouro do mundo, nesta semana aprovou planos para adquirir mais 150 toneladas, conforme se prepara para uma elevada instabilidade geopolítica. Enquanto isso, as participações da Índia em Treasuries dos EUA caíram para uma mínima de cinco anos, à medida que o ouro e outras alternativas conquistam uma fatia maior, refletindo uma guinada mais ampla de algumas das grandes economias para fora do maior mercado de títulos de dívida do mundo.

Escolha de Trump

Os investidores agora aguardam a escolha de Trump para o próximo presidente do Federal Reserve, depois que o presidente americano disse que havia concluído as entrevistas com os candidatos e ter reiterado que já tinha alguém em mente. Uma nomeação mais dovish reforçaria as expectativas de novos cortes na taxa de juros neste ano — o que normalmente favorece o ouro, sem rendimento — após três reduções consecutivas.

Os investidores também estão acompanhando de perto o resultado das negociações entre o presidente russo, Vladimir Putin, e os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, sobre uma proposta de plano de paz para encerrar a guerra na Ucrânia.

A prata, embalada pelo rali do ouro, mais que triplicou no último ano. O metal também foi impulsionado por um histórico aperto no mercado e por uma disparada nas compras de varejo que deixou bancos e refinarias correndo para atender à demanda sem precedentes.

A confusão em torno de uma atualização de política chinesa sobre licenças de exportação alimentou ainda mais a percepção de escassez, enquanto o mercado permanece excepcionalmente volátil, mesmo depois de os EUA terem deixado de impor tarifas amplas de importação sobre minerais críticos, incluindo prata e platina.

Derretimento da bolsa: um aperitivo da turbulência que as eleições trarão em 2026

5 de Dezembro de 2025, 18:43

Estava tudo indo bem. O Ibovespa chegou a passar dos 165 mil pontos de manhã, impulsionado pelo otimismo de fora, após um dado de inflação bem comportado nos EUA. Mas o ruído eleitoral provou ser bem mais forte do que qualquer outra influência. E revelou um preview do que podemos esperar quando a corrida pela presidência estiver a todo vapor a partir do segundo semestre.

O gatilho para a queda de 4,25% do Ibovespa nesta sexta-feira veio da evidência de uma divisão na direita: a divulgação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como seu “candidato oficial”.

Os investidores de peso não escondem que seu nome preferido para a disputa eleitoral é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com a agenda liberal que ele poderia trazer . “A escolha de Flávio elevou a incerteza sobre a articulação política da oposição e desencadeou um ajuste generalizado de preço”, afirmou o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini.

Ou seja, mesmo que Tarcísio ou outro nome da direita disputem o pleito, sabe-se que Bolsonaro tem um eleitorado cativo, e que consegue transferir votos para o filho. Isso pode tornar mais fácil o caminho da reeleição do presidente Lula – cenário que o mercado não gostaria de ver, dado o desapego do atual governo pelo controle dos gastos públicos.

E sem um controle efetivo dessa parte, a fiscal, um cenário de juros em níveis razoáveis se torna menos provável. Tanto que os contratos de juros futuros dispararam, com todos os vencimentos entre 2027 e 2033 acima dos 13%. Desnecessário lembrar que, com os juros nas alturas a perder de vista, não há renda variável que aguente. Daí o sell off desta sexta.

E com o cenário turbulento por aqui, parte dos investidores aumenta sua posição em dólar, para colocar o dinheiro em portos mais seguros. Daí a alta de 2,31%, a R$ 5,432, maior patamar desde 16 de outubro.

Daqui para a frente podemos esperar mais episódios como o dessa sexta. “As eleições vão trazer grande volatilidade e ter impacto em câmbio, juros futuros, na bolsa e na percepção dos mercados para 2027”, diz o executivo-chefe de investimentos do UBS Wealth Management, Luciano Telo.

Esse encerramento de semana, vimos todos, é a prova empírica dessa afirmação.

Como os ultrarricos gastam fortunas para viver com privacidade extrema

22 de Novembro de 2025, 06:00

Em Miami e em outros lugares, os muito ricos estão se movendo por esferas cada vez mais privadas, desembolsando grandes somas para evitar as indignidades da vida pública.

Quando os desenvolvedores Masoud e Stephanie Shojaee saíram para jantar recentemente, foram direto para a área exclusiva para membros do restaurante MILA, em Miami Beach, onde foram conduzidos a uma mesa que já os aguardava com seus coquetéis favoritos e hashis gravados com seus nomes.

Em uma viagem de negócios a Dubai no mês passado, os Shojaee desembarcaram de seu jato Bombardier Global e, na sequência, entraram em um Maybach à espera, que os levou rapidamente a um hotel luxuoso. Eles passaram por uma entrada privada que contorna o saguão e tomaram um elevador direto para a Royal Suite, onde um funcionário fez o check-in e apresentou o mordomo da suíte.

“Para mim, luxo hoje é definido por economia de tempo, eficiência e serviço”, disse Masoud Shojaee, CEO de 65 anos do Shoma Group, um incorporador residencial e comercial.

Os ultrarricos estão usando suas fortunas crescentes para deslizar por um universo rarefeito, livre dos inconvenientes da vida comum. Eles não enfrentam filas. Não precisam disputar espaço com multidões em aeroportos nem perder tempo no trânsito.

Em vez disso, um ecossistema de restaurantes, clubes, resorts e prestadores de serviços exclusivos oferece experiências personalizadas e impecáveis, sempre com rapidez máxima. Os espaços que frequentam são privados, cuidadosamente selecionados e povoados por pessoas semelhantes — e igualmente abastadas.

O poder aquisitivo dos muito ricos está disparando. O patrimônio líquido do 0,1% mais rico dos lares dos EUA chegou a US$ 23,3 trilhões no segundo trimestre deste ano, ante US$ 10,7 trilhões uma década antes, segundo o Federal Reserve Bank de St. Louis. O valor detido pelos 50% mais pobres subiu para US$ 4,2 trilhões, de US$ 900 bilhões no mesmo período.

A região de Miami oferece um vislumbre desse mundo. Há muito um destino para elites abastadas do Nordeste americano, da Europa e da América Latina, a cidade se tornou um imã ainda mais forte nos últimos anos, impulsionada pela migração da pandemia e pela ascensão da região como polo de tecnologia e finanças.

“Houve uma explosão de criadores de riqueza”, disse Patrick Dwyer, diretor-gerente da NewEdge Wealth, em Miami. “Agora eles têm dinheiro suficiente para viver exatamente como querem.”

Uma nova economia de serviços permite que evitem o contato com todo o resto, se assim desejarem. Na Bentley Residences — torre em construção em Sunny Isles Beach, ao norte de Miami — elevadores de carros levarão os residentes diretamente às suas casas, depositando os veículos em “garagens suspensas”. Assim, eles não precisam lidar com manobristas nem áreas de recepção.

As unidades, com preços a partir de US$ 6 milhões, contarão com piscina privativa na varanda. O restaurante do prédio, exclusivo para moradores, terá cabines em formato de “C”, arranjadas para evitar que os convidados se vejam.

“O luxo máximo é a privacidade”, disse Gil Dezer, presidente de 50 anos da Dezer Development, que patenteou o elevador de carros e o apelidou de “Dezervator”.

Ele fala com conhecimento de causa. Há alguns anos, viajou para Belize em seu jato Gulfstream e, depois, seguiu de helicóptero para um resort em uma ilha privativa com apenas sete vilas, cada uma separada das outras e equipada com piscina e píer próprios. Passou os dias relaxando e nadando, pedindo uísque ao mordomo quando desejava.

“É como se você tivesse o lugar só para você”, disse Dezer.

Em sua festa de 50 anos, no início deste ano, ele contratou artistas como Fat Joe e El Alfa para se apresentarem na praia em frente à sua casa — transformando um show normalmente público em um evento totalmente privado.

Quem pode paga até para reservar instalações inteiras para uso exclusivo. No Centner Wellness, centro holístico de alto padrão em Miami, clientes ricos às vezes alugam o espaço todo por vários dias, disse a fundadora Leila Centner.

Uma família de cerca de 10 pessoas fez isso há alguns meses, ao custo de US$ 150 mil. Cada integrante teve uma experiência personalizada, incluindo limpeza de sangue, rejuvenescimento celular e estimulação magnética transcraniana, com muita atenção e mimos ao longo da estadia.

Quando os ultrarricos decidem socializar, preferem círculos cuidadosamente selecionados, disse Gregory Pool, diretor da NewEdge Wealth.

O Faena Rose, clube social privado em Miami Beach focado em arte e cultura, seleciona seus membros por comitê e cobra US$ 15 mil de entrada e outros US$ 15 mil por ano. Eles têm acesso VIP ao beach club, ao spa e a outros serviços do hotel Faena Miami Beach, além da participação em cerca de 80 eventos culturais anuais exclusivos.

Há apresentações de dança da companhia Alvin Ailey e recitais da Metropolitan Opera.

“Esse nível de acesso é extremamente atraente”, disse Pablo De Ritis, presidente do Faena Rose.

Outra tendência são os clubes de jantar privados, que oferecem alta gastronomia, serviço personalizado e garantia de mesa a qualquer momento. O ZZ’s Club, em Miami — do qual Dezer é membro — tem restaurante japonês, sports bar e terraço de charutos. Um “concierge culinário” pode, com 48 horas de aviso, organizar qualquer tipo de refeição que o membro desejar, de um banquete de 12 pratos com caviar a uma recriação do jantar de lua de mel.

“Quanto mais personalizado, mais fluido e com menos pedidos você precisa fazer… é isso que define um grande serviço”, disse Jeff Zalaznick, cofundador do Major Food Group, dono do ZZ’s.

Masoud e Stephanie Shojaee frequentam o MILA MM, exclusivo para membros — onde podem aproveitar a companhia um do outro ou de amigos sem a distração de multidões — e outros espaços sociais selecionados. No mês passado, ela assistiu à primeira fila do desfile da Schiaparelli na Paris Fashion Week e conversou com a mulher ao lado, de uma das famílias mais ricas de Mônaco. Elas se deram bem e, uma semana depois, jantaram juntas com seus maridos em um restaurante de sushi em Paris.

“Nesses ambientes, as conversas, por algum motivo, parecem mais seguras e mais profundas”, disse Stephanie, 41 anos, presidente do Shoma Group e integrante do elenco do reality “The Real Housewives of Miami”. “Você convive com pessoas parecidas com você.”

A curadoria também se estende às compras do casal. Eles já não vão mais a shoppings sofisticados. Masoud recebe trimestralmente uma mala cheia de itens da NB44, marca de roupas exclusiva para membros, enquanto Stephanie regularmente recebe araras com novas coleções de Valentino e Dior, acompanhadas de uma costureira para ajustes.

Viagens sempre foram parte importante da vida dos ricos — e agora eles priorizam privacidade, eficiência e personalização mais do que nunca, segundo especialistas do setor.

Lauren Beall, proprietária da Travel Couture, em Miami Beach, organiza viagens sob medida para ultrarricos. Ela já reservou ilhas privativas, levou chefs estrelados, instrutores de ioga e performers para atender clientes.

Uma das experiências mais cobiçadas é uma suíte acima da loja Christian Dior, em Paris, que pode ser alugada e inclui compras após o expediente e jantar privativo no restaurante Monsieur Dior. Um imóvel na Escócia reservado por Beall oferece chefs privados, cavalos para explorar a região e um helicóptero para visitar cidades próximas.

“Estamos vivendo uma era de acesso exclusivo — coisas às quais outras pessoas não têm acesso”, disse Beall. “E isso vem com um preço altíssimo.”

Presidente da Bamin diz que há três interessados na produtora de minério de ferro

28 de Outubro de 2025, 12:07

Acionistas do Eurasian Resources Group na produtora de minério de ferro Bamin (Bahia Mineração) analisam o interesse de três potenciais investidores na companhia. A informação é do presidente da empresa, Eduardo Ledsham.

Os interessados na Bamin poderiam adquirir uma participação ou a totalidade na mineradora de ferro, que tem projeto de expansão que demandaria cerca de US$ 6 bilhões em investimentos, segundo o executivo.

A expectativa é que um dos investidores seja escolhido para avançar nas negociações e que a definição sobre isso ocorra até o início de 2026, disse a jornalistas o executivo, após participar da abertura do congresso de mineração Exposibram.

Com a definição do novo investidor, Ledsham disse que a Bamin planeja propor ao Ministério dos Transportes que a ferrovia entre em operação em 2031, e não mais em 2027 conforme estava previsto.

Produção da Bamin

A Bamin conta atualmente com a mina Pedra de Ferro, com capacidade de produção para até 2 milhões de toneladas por ano de alto teor (65% de Fe), o ativo está em manutenção desde janeiro.

Mas o projeto completo conta com a conclusão do Porto Sul, em Ilhéus (BA), e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) para ampliar em grande escala a sua produção.

Ledsham disse que a conclusão do projeto ainda demanda investimentos de aproximadamente US$6 bilhões, considerando obras na mina, ferrovia e porto.

Segundo ele, não está ainda definido se o Eurasian Resources Group venderá a sua participação de 100% na Bamin ou se ficará com uma parte.

O executivo evitou dar detalhes sobre quais poderiam ser esses investidores interessados, pontuando apenas que o interesse seria no projeto integrado, de mina, ferrovia e porto.

A mineradora Vale afirmou anteriormente que analisava o projeto, destacando que isso dependeria de uma solução econômica. Ledsham também preferiu não comentar o assunto.

Vale descarta Bamin

Questionado se teria interesse em adquirir a Bamin, o presidente da Vale respondeu que, “como companhia, está sempre olhando todos os projetos de desenvolvimento no Brasil, principalmente no minério de ferro”.

Entretanto, ressaltou que atualmente “tem outras prioridades do ponto de vista de alocação de capital“.

Pimenta também afirmou que vê o mercado de fusões e aquisições global atualmente como desafiador e que acredita que o potencial de criação de valor e crescimento da companhia está no desenvolvimento dos seus próprios corpos minerários.

Empresas da zona do euro estão otimistas, mas lucros caem, mostra pesquisa

27 de Outubro de 2025, 09:27

O crescimento do crédito para as empresas da zona do euro desacelerou em setembro, mas as companhias permaneceram otimistas, mesmo que os lucros estejam se deteriorando e a inflação possa ficar mais elevada. É o que mostraram pesquisas separadas do Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda-feira (27).

A economia da zona do euro mostrou-se resiliente este ano em meio à incerteza tarifária, mas o crescimento ainda é de apenas 1%, sugerindo que a diferença econômica em relação aos EUA continuará a aumentar.

“Cerca de 25% das empresas permaneceu otimista em relação aos acontecimentos no próximo trimestre – mais do que no trimestre anterior”, mostrou a Pesquisa sobre o Acesso das Empresas a Financiamento. “Ao mesmo tempo, as empresas continuaram a observar uma deterioração em seus lucros.”

Inflação na zona do euro

A pesquisa também mostrou que as expectativas de inflação ficaram, de modo geral, estáveis, mas as empresas veem um crescimento de preços acima da meta de 2% do BCE para os próximos anos e até mesmo um risco de aceleração.

A inflação tem se mantido em torno da meta durante quase todo o ano e o próprio BCE a vê abaixo de 2% durante a maior parte dos próximos dois anos, antes de voltar a subir para a meta em 2027.

“A mediana das expectativas para a inflação anual um ano à frente permaneceram em 2,5%, enquanto as expectativas para três e cinco anos à frente permaneceram em 3,0%”, disse o BCE. “Para o horizonte de cinco anos, a maioria das empresas continua a indicar que os riscos para as perspectivas de inflação estão inclinados para o lado positivo.”

O crescimento do crédito às empresas, por sua vez, desacelerou em setembro, embora a taxa tenha permanecido perto de uma máxima de dois anos, e os empréstimos às famílias continuaram a expandir no ritmo mais forte desde o início de 2023, mostrou o relatório do BCE sobre a evolução monetária.

Depois de bater recorde, ouro tem maior queda em quatro anos

21 de Outubro de 2025, 10:44

O ouro teve a maior queda em quatro anos, após semanas de alta.

O ouro em barra caiu 3,8%, após atingir um novo pico de US$ 4.381,52 a onça na segunda-feira (20).

A demanda por metais preciosos, como o ouro, esfriou um pouco, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, devem se reunir em breve para resolver suas diferenças comerciais, e uma onda sazonal de compras na Índia chegou ao fim.

O fortalecimento do dólar encareceu boa parte dos metais preciosos.

“Os traders têm se preocupado cada vez mais com correção e consolidação”, disse Ole Hansen, estrategista de commodities do Saxo Bank AS. “É durante as correções que a verdadeira força do mercado é revelada, e desta vez não deve ser diferente, com uma oferta subjacente provavelmente mantendo qualquer recuo limitado.”

Com a paralisação do governo americano em curso, os traders de commodities também ficaram sem uma de suas ferramentas mais valiosas: o relatório semanal da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (Commodity Futures Trading Commission), que indica como os fundos de hedge estão posicionados nos contratos futuros de ouro e prata nos EUA.

Sem os dados, os especuladores podem estar mais propensos a construir posições anormalmente grandes de uma forma ou de outra.

“A ausência de dados de posicionamento ocorre em um momento delicado, com um potencial acúmulo de exposição especulativa comprada em ambos os metais, tornando-os mais vulneráveis ​​à correção”, disse Hansen.

A volatilidade dos metais preciosos aumentou nos últimos dias, com os traders buscando se proteger contra potenciais quedas de preços em outras partes de suas carteiras ou lucrar com a queda. Mais de 2 milhões de contratos de opções vinculados ao maior fundo negociado em bolsa lastreado em ouro do mundo foram negociados na quinta e sexta-feira da semana passada, superando um recorde anterior.

Queda da prata

A prata também despencou após uma alta de quase 80% neste ano — com ganhos impulsionados por alguns dos mesmos fatores macroeconômicos que sustentam o ouro, além de uma pressão histórica no mercado londrino.

Os preços de referência estão sendo negociados acima dos futuros de Nova York, o que levou os investidores a enviar o metal para a capital do Reino Unido para aliviar a pressão. Na terça-feira, a prata em cofres vinculados à Bolsa de Futuros de Xangai registrou a maior saída de prata em um único dia desde fevereiro, enquanto os estoques de Nova York também caíram.

O ouro caiu 3,4%, para US$ 4.208,73 a onça, às 14h21 em Londres. A prata caiu 5,1%, para US$ 49,78 a onça, após despencar até 6,2%.

Mania, pânico, esgotamento. Como o mercado da prata entrou em colapso

19 de Outubro de 2025, 06:00

Por meses, Vipin Raina vinha se preparando para uma disparada nas compras de clientes indianos carregando prata para homenagear a deusa hindu da riqueza.

Mas, quando aconteceu, ele ainda ficou atônito. No início da semana passada, sua empresa, a maior refinaria de metais preciosos da Índia, ficou sem estoque de prata pela primeira vez na sua história.

“A maioria das pessoas que trabalham com prata e moedas de prata está literalmente sem estoque porque não há prata”, disse Raina, chefe de negociação da MMTC-Pamp India Pvt. “Esse tipo de mercado maluco — em que as pessoas compram a esses níveis — eu não vi em 27 anos de carreira.”

Em poucos dias, a escassez era sentida não apenas na Índia, mas no mundo todo. Aos compradores de festivais na Índia somaram-se investidores internacionais e fundos hedge entrando em metais preciosos como aposta na fragilidade do dólar — ou simplesmente seguindo a irreprimível disparada do mercado.

Clientes compram joias de prata em uma loja em Mumbai, em 17 de outubro. Foto: Dhiraj Singh/Bloomberg
Clientes compram joias de prata em uma loja em Mumbai, em 17 de outubro. Foto: Dhiraj Singh/Bloomberg

Ao fim da semana passada, a febre já havia se espalhado para o mercado de prata de Londres, onde se formam os preços globais e onde os maiores bancos do mundo compram e vendem em grandes volumes. Agora, faltava de metal disponível. Traders descrevem um mercado em colapso, em que até grandes bancos recuaram de fornecer cotações enquanto atendiam ligações repetidas de clientes gritando de frustração e exaustão.

Os preços continuaram escalando na semana seguinte e, na sexta-feira, atingiram máximas históricas acima de US$ 54 por onça, antes de despencarem subitamente até 6,7%. Para traders exaustos, a queda era apenas a indicação mais recente do estresse extremo sentido no mercado de prata — a pior crise desde que os irmãos Hunt tentaram dominar o mercado 45 anos atrás.

Este relato de como o mercado da prata “quebrou” baseia-se em conversas com mais de duas dezenas de traders, banqueiros, refinadores, investidores e outros participantes, muitos dos quais falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizados a falar publicamente.

É a história de como uma tempestade perfeita de eventos coincidiu para drenar o colchão de estoques do mercado de prata — incluindo um boom plurianual de energia solar, uma corrida para enviar metal aos EUA para se antecipar a possíveis tarifas, uma onda de investimento em metais preciosos como parte da chamada “aposta na desvalorização” (debasement trade) e um súbito pico de demanda vindo da Índia.

Relação de 100 para 1 com o ouro

Quando traders e analistas tentam apontar a causa imediata da crise da prata em 2025, invariavelmente miram a Índia.

Durante a temporada do Diwali, centenas de milhões de devotos compram bilhões de rúpias em joias para celebrar a deusa Lakshmi. As refinarias da Ásia costumam atender a essa demanda, que tipicamente favorece o ouro. Mas, neste ano, muitos indianos recorreram a um metal precioso diferente: a prata.

A virada não foi aleatória. Por meses, influenciadores das redes sociais da Índia promoveram a ideia de que, após a alta recorde do ouro, a prata seria a próxima a disparar. O burburinho começou em abril, quando o banqueiro de investimentos e criador de conteúdo Sarthak Ahuja disse a seus quase 3 milhões de seguidores que a relação de preço de 100 para 1 entre prata e ouro fazia da prata a compra óbvia do ano.

Seu vídeo viralizou durante o Akshaya Tritiya, dia auspicioso para comprar ouro — atrás apenas do festival Dhanteras, em 18 de outubro.

“Nunca foi assim antes. A demanda por prata desta vez foi gigantesca”, disse Amit Mittal, gerente-geral da M.D. Overseas Bullion, negociante de ouro e prata em Nova Délhi.

Os prêmios da prata na Índia em relação aos preços globais — normalmente de alguns centavos por onça — começaram a subir acima de US$ 0,50 e depois acima de US$ 1, à medida que a oferta rareava.

E, justamente quando a demanda indiana disparava, a China — uma fonte-chave de oferta — fechou por um feriado de uma semana. Assim, os negociantes de ouro recorreram a Londres.

Produtos de prata em uma joalheria em Mumbai. Foto: Dhiraj Singh/Bloomberg
Produtos de prata em uma joalheria em Mumbai. Foto: Dhiraj Singh/Bloomberg

Logo descobriram que os cofres de metais preciosos da cidade estavam em grande parte esgotados. Embora os cofres que sustentam o mercado global em Londres guardem mais de US$ 36 bilhões em prata, a maior parte pertencia a investidores em ETFs.

A demanda por ETFs de prata disparou nos últimos meses, em meio a preocupações com a estabilidade do dólar, numa onda de investimento que ficou conhecida como “debasement trade”. Desde o início de 2025, investidores em ETFs aspiraram mais de 100 milhões de onças de prata, segundo dados compilados pela Bloomberg — deixando um estoque minguante disponível para atender o súbito boom de demanda indiana.

Cerca de duas semanas atrás, o JPMorgan Chase & Co. — o maior negociador de metais preciosos e fornecedor importante de ouro e prata para o mercado indiano — disse a ao menos um cliente que não tinha mais prata disponível para entregar à Índia no mês de outubro e que a oferta mais próxima seria em novembro. Um porta-voz do JPMorgan preferiu não comentar.

À medida que a febre de compras ganhava ritmo na Índia, Satish Dondapati mantinha um olhar atento sobre os estoques. Gestor da Kotak Asset Management, ele administra vários ETFs de metais preciosos, que precisam de prata física para lastrear as cotas quando entram novos investidores.

Dondapati observou, surpreso, os grandes negociantes que dominam o mercado indiano ficarem sem prata em seus cofres, enquanto os prêmios locais continuavam subindo acima das cotações internacionais.

A situação ficou tão grave que a Kotak decidiu suspender novas subscrições do seu fundo de prata. Fundos semelhantes administrados pela UTI Asset Management Co. e pelo State Bank of India fizeram o mesmo.

“Analistas e negociantes estavam emitindo chamadas otimistas sobre a prata na mídia indiana de um jeito que não se via há 14 anos”, disse ele. “O fator FOMO funcionou.”

Em outras partes do país, negociantes nos bazares de ouro mais movimentados de Mumbai passaram a cobrar preços bem acima dos referenciais internacionais, enquanto disputas de lances estouravam entre compradores ricos que se importavam mais com a disponibilidade do que com o preço.

Os prêmios dispararam acima de US$ 5 por onça, muito além do spread normal de alguns centavos. “Estou nesta empresa há 28 anos e nunca vi esse tipo de prêmio”, disse Mittal, da M.D. Overseas.

A relutância do JPMorgan em enviar mais prata para a Índia indicava que a pressão na oferta era global.

Em 9 de outubro, com o festival Dhanteras a apenas uma semana, o mercado de prata de Londres seria tomado pelo maior squeeze (falta de metal para entrega imediata) que qualquer um dos vários traders ouvidos pela Bloomberg havia visto em suas carreiras.

Pânico em Londres

Traders descreveram um pânico crescente à medida que a liquidez secava. O custo de tomar prata emprestada overnight disparou para taxas anualizadas de até 200%, segundo a consultoria Metals Focus. À medida que os grandes bancos que dominam o mercado londrino recuavam, os spreads de compra e venda ficaram tão amplos que quase inviabilizaram as negociações.

Um alto executivo bancário descreveu como os ânimos se exaltaram quando clientes que haviam tomado prata emprestada — geralmente empresas da cadeia física de suprimento, como refinadores e distribuidores — ligavam repetidamente para pedir o custo mais recente de rolagem do empréstimo. Quando seu banco já não conseguia oferecer um preço para rolar os empréstimos dos clientes, alguns começaram a gritar ao telefone, disse ele.

Em outro sinal da desorganização do mercado, um trader disse que os grandes bancos ofereciam cotações tão discrepantes que ele conseguiu comprar de um banco ao preço de venda dele e, simultaneamente, vender para outro ao preço de compra — lucrando na hora —, um sinal raro de disfunção em um mercado tão grande e competitivo.

“Há pouco ou quase nenhuma liquidez realmente disponível para leasing em Londres”, disse Robin Kolvenbach, co-CEO da refinadora suíça de metais preciosos Argor-Heraeus. “Basicamente paramos toda entrada de prata que não esteja contratualmente comprometida.”

Energia solar

Nos últimos cinco anos, a demanda por prata superou a oferta vinda de minas e de metal reciclado — em grande parte graças ao boom da indústria solar, que usa prata em células fotovoltaicas. Desde 2021, a demanda superou a oferta em um total de 678 milhões de onças, segundo o Silver Institute, com a demanda fotovoltaica mais que dobrando no período. Isso se compara a estoques totais em Londres de cerca de 1,1 bilhão de onças no início de 2021.

A tensão no mercado de prata vinha se acumulando desde o começo do ano, quando temores de que a prata fosse atingida pelas tarifas recíprocas do presidente Donald Trump levaram traders a tentar se antecipar a possíveis cobranças enviando mais de 200 milhões de onças de metal para armazéns em Nova York.

Além das retiradas por causa de tarifas, mais de 100 milhões de onças de prata fluíram para ETFs globais no ano até setembro, numa onda de demanda por metais preciosos que turbina uma alta que ajudou o ouro a superar US$ 4 mil por onça pela primeira vez na história.

Juntos, os dois movimentos drenaram as reservas de Londres, deixando perigosamente pouco metal disponível para sustentar as cerca de 250 milhões de onças que trocam de mãos no mercado londrino todos os dias. Com base em estimativas da Metals Focus, no início de outubro o estoque livre (não detido por ETFs) no mercado londrino havia caído para menos de 150 milhões de onças, menos do que o suficiente para sustentar um dia de negócios.

Por Sybilla Gross, Preeti Soni, Jack Ryan, Yvonne Yue Li e Jack Farchy

Foto da abertura: Getty Images

Ação em foco: Aura Minerals supera o próprio ouro e dispara na bolsa; há espaço para mais?

17 de Outubro de 2025, 17:51

O ouro não para de subir – e a Aura Minerals, mineradora canadense, também não. Desde a estreia na bolsa de Nova York, em julho deste ano, os papéis da empresa deslancharam e já sobem 49%; no Brasil, o recibo lastreado na ação (BDR), 52%. Enquanto isso, nesse mesmo período, o metal amarelo avançou 28%. Ou seja: a empresa está sob o efeito de um “combo” de fatores positivos, que vai além da valorização do ouro – e deve continuar atraindo a atenção dos investidores.

A ação da Aura é hoje um bom instrumento para o investidor tirar proveito da valorização do ouro. Mas é também um caminho de diversificação: o papel tende a ter um bom desempenho em períodos que podem ser negativos para a maioria das empresas e, portanto, pode servir de contrapeso para a carteira.

Momento dourado

Dos nove analistas que fazem o acompanhamento regular das ações da Aura, todos têm recomendação de compra para a empresa, fruto da confiança de que os resultados financeiros vão continuar fortes.

Uma das razões para esse otimismo, claro, tem a ver com o cenário favorável para o ouro. Com o ambiente geopolítico tenso e o enfraquecimento do dólar no mundo, a commodity vem ocupando o posto de “ativo de segurança”, o que explica a valorização recente. Ao que tudo indica, essa dinâmica deve prosseguir. E a Aura Minerals é uma das companhias que se beneficiam desse quadro.

Uma prévia desse desempenho já se viu na mais recente divulgação de dados operacionais da companhia: no terceiro trimestre deste ano, a Aura teve recorde de produção, com 74,2 mil onças equivalentes de ouro (GEO, em inglês). É um aumento de 16% em relação ao segundo trimestre e de 9% frente o terceiro trimestre de 2024. Números alinhados à meta da companhia de atingir uma produção entre 266 mil a 300 mil onças em 2025.

Os analistas do Itaú BBA classificaram a performance operacional como “levemente positiva”. E destacaram o retorno acima do esperado das minas de Apoena (MT) e Minosa (Honduras) e com aceleração da exploração na mina de Borborema (RN). A produção até setembro deste ano já equivale a 70% da projeção da companhia.

O ponto é que existe entre investidores a percepção de que a mineradora está bem preparada para tirar proveito desse cenário forte para a commodity. E o resultado da companhia já traz essa visão. No segundo trimestre, a mineradora reverteu o prejuízo que havia contabilizado em igual período do ano anterior e mostrou um lucro de US$ 8,1 milhões. A receita líquida, US$ 190,4 milhões, e o lucro operacional ajustado, de US$ 106 milhões, foram recordes.

“Com preços fortes do ouro e performance operacional estável, amparados por um controle forte de custos, esperamos que a Aura entregue resultados fortes no terceiro trimestre”, atestam os analistas do BTG Pactual, em relatório. A recomendação do banco para o papel negociado em NY é de compra.

O horizonte positivo para a mineradora vem também como resultado de projetos que devem acelerar os volumes produzidos. Em 2 de junho, Aura anunciou a compra da mina Serra Grande, em Goiás, por US$ 76 milhões. É uma planta que produziu perto de 80 mil onças em 2024. A nova mina e o aumento da extração em Borborema devem ter impacto total na produção da Aura em 2026, mas as expectativas devem já direcionar o interesse dos investidores ao longo dos próximos meses.

Canadá x Brasil

A Aura Minerals ainda não tem o tamanho de gigantes do setor, caso das canadenses Barrick e Agnico Eagle e da americana Newmont, mas nasce como uma importante produtora de ouro e cobre com operações nas Américas a partir da também canadense Canadian Baldwin Holdings, fundada em 1946.

Em 2006 teve o nome alterado para Aura Gold para focar exploração aurífera no Brasil e, mais tarde, foi reorganizada como Aura Minerals, após concluir em 2018 a fusão com a Rio Novo Gold (BVI). A chegada efetiva ao Brasil veio do redirecionamento estratégico de 2006, com a aquisição do complexo EPP (Ernesto/Pau-a-Pique), conjunto de minas de ouro no Mato Grosso, anunciada em 2015 e concluída em 2016, quando o novo controle acionário foi estabelecido.

O atual CEO da empresa, Rodrigo Barbosa, ocupa o cargo desde 2017. Hoje, a companhia opera com minas em Honduras e no México, além das plantas em Apoena (MT), Almas (TO) e Borborema (RN) e dos projetos de exploração em Carajás (PA) e na Colômbia.

Fundamentos para o ouro

No mercado internacional, o ouro fechou a semana com o maior ganho acumulado desde o colapso do Lehaman Brothers em setembro de 2008. Os contratos para dezembro da matéria-prima, o mais negociado no mercado, avançaram 6,75% em cinco dias. No ano, o ouro sobe 62%.

O metal vem marcando recorde após de recorde, acima de US$ 4.300 por onça, com os investidores na corrida por ativos de proteção para fugir dos impactos das tensões geopolíticas e comerciais, sobretudo com o vaivém nos atritos entre EUA e China. Um dólar mais fraco também ajuda a commodity, barateando o ouro para quem compra em outras moedas e ampliando a demanda global.

Os cortes de juros nos EUA também reduzem o custo de carregar um ativo que não paga cupom. Em outras palavras: o ouro não paga juros e nem dividendos; por isso, quem tem o metal como investimento “deixa de ganhar” o que receberia em aplicações seguras, como títulos do Tesouro dos EUA. Se o juro cai, melhor para o metal.

Um outro efeito que leva o ouro a perseguir novas marcas históricas são as compras pelos bancos centrais no mundo: depois de um pico histórico em 2024, as compras permanecem elevadas, com acréscimo líquido de 19 toneladas só em agosto, segundo dados compilados pelo World Gold Council a partir de relatórios ao FMI. O Banco Popular da China, por exemplo, reportou aumento de reservas por 11 meses seguidos até setembro.

Para a frente, há razões para a alta continuar, ainda que com volatilidade. Casas como HSBC e UBS apontam que o recuo dos juros reais e a provável continuidade da fraqueza do dólar mantêm o suporte ao ouro, enquanto a XP cita uma “visão construtiva” sobre os preços tanto pela continuidade das compras por bancos centrais, quanto pela “tendência contínua de desdolarização”.

Incentivo à liquidez

A Aura já era negociada em NY antes de realizar a oferta de ações (IPO, em inglês) que levantou US$ 200 milhões para o caixa, mas os papéis estavam no mercado chamado “over-the-counter” (OTC), um ambiente fora de bolsa em que empresas, sobretudo estrangeiras, podem ter seus papéis negociados sem fazer listagem tradicional. Para entrar no segmento, são precisos padrões rígidos de divulgação de informações e governança, mas a liquidez e a cobertura dos analistas são reduzidas.

Com o IPO na Nasdaq, a empresa ganhou visibilidade e aumentou a sua base de investidores. Quem apostou na empresa desde então recebeu outras boas notícias, como o pagamento de dividendos de US$ 0,33 por ação (US$ 0,11 por BDR). Para “destravar” mais valor aos papéis, a companhia também anunciou neste mês um programa de incentivo para converter BDRs (AURA33) em ações (AUGO) com isenção de taxas do banco depositário por 32 dias — medida que tende a reduzir eventuais desalinhamentos de preço entre Brasil e EUA.

Se considerado na conta o desempenho no acumulado apenas deste ano das ações da Aura, antes da migração para a bolsa de NY, o avanço é ainda mais estrondoso: AUGO subiu 230%, enquanto AURA33 teve ganho de 187%; o ouro avançou 62,5%. A diferença entre o desempenho no exterior e no mercado brasileiro tem a ver com a desvalorização do dólar frente ao real.

‘Não estou no escritório. Fui para o garimpo’: O renascimento da febre do ouro nos EUA

14 de Outubro de 2025, 06:00

Há duas semanas, Mike Hewlett encontrou ouro. Quer dizer, mais ou menos.

O soldador californiano tem muitos hobbies, incluindo snowboard, esqui e motocross. Mas com os preços do ouro atingindo recordes, ele adotou um novo compromisso na agenda: procurar ouro.

Enquanto caminhava por uma floresta na região do Monte Shasta com um detector de metais, examinando pedras e terra, sua máquina começou a apitar. Hewlett havia detectado metal enterrado em cascalho — ao desenterrá-lo, encontrou um pedaço de ouro com cerca de metade do tamanho da unha do seu mindinho.

“Eu estava pulando para todos os lados, como se fosse um desenho animado”, disse o homem de 50 anos. A pepita, que ele pesou mais tarde, não foi exatamente transformadora. “Valia US$ 175”, disse ele. “Mas, por outro lado, estava ali, à espera de ser pega.”

Em todo o país, uma corrida do ouro moderna está em andamento. Pessoas nas redes sociais brandem panelas e pepitas salpicadas de ouro enquanto exibem seus equipamentos, que vão de picaretas antigas a caixas separadoras de ouro. Outros trocam dicas e examinam mapas, determinados a descobrir quais áreas ainda podem esconder riquezas metálicas.

O sonho de encontrar uma mina-mãe pode ser improvável, mas com os preços do ouro chegando a US$ 4.000 a onça, é tentador.

“Durante todo o caminho, fico pensando que vou tirar essa maldita pepita de US$ 100.000”, disse Hewlett.

Aula para garimpar ouro

A Mina de Ouro Big Thunder, na Dakota do Sul, tem sido inundada com pedidos de consultoria, disse a coproprietária Sandi McLain.

O museu de mineração de ouro, que contém uma coleção de artefatos que datam da Corrida do Ouro de Black Hills de 1874, oferece aulas de garimpo e a oportunidade de prospectar em suas terras: quem acha, fica com ele.

As aulas já estão esgotadas. As vendas de seus baldes de 5 galões de “terra paga” — que custam US$ 55 cada e contêm terra local — aumentaram 50% em relação ao ano passado.

“As pessoas levam para casa e sentam na garagem com uma cuba do Walmart para garimpar”, disse McLain. Em seus 33 anos como proprietária do museu, ela nunca viu tanta febre.

Como nas corridas do ouro de antigamente, o caminho mais seguro para ganhar dinheiro geralmente vem da venda de equipamentos de mineração. Em uma versão mais moderna, há também o ouro nas mídias sociais: as maiores contas do YouTube dedicadas à prospecção ostentam mais de meio milhão de seguidores.

Em Sacramento, Cody Blanchard procurava ouro há vários anos no norte da Califórnia antes de abrir seu próprio negócio vendendo equipamentos e oferecendo passeios de prospecção no ano passado. Ele encontrou pessoalmente cerca de 170 gramas. Mas o negócio — um bico para o trabalhador do saneamento — provou ser mais lucrativo.

Em alguns dias, Blanchard dá uma passada rápida em um parque local com um detector de metais na esperança de encontrar joias de ouro perdidas. Mas, quando tem mais tempo, prefere mergulhar com snorkel em leitos de rios, onde escava o leito rochoso.

Ele disse que a emoção da primeira descoberta de ouro na natureza é imbatível e faz com que as pessoas voltem sempre. “É como um vício em heroína”, disse ele.

Foto: Divulgação

Muito além do ouro

Às vezes, os caçadores de ouro tropeçam em outras descobertas. Certa vez, quando Blanchard estava garimpando com amigos, eles encontraram botões antigos de uma calça jeans Levi’s que datava de meados do século XIX. Ainda havia um pouco de jeans preso.

Dois anos atrás, enquanto Chris Spangler acampava com a família no Deserto de Mojave e escavava ouro à noite, um de seus filhos olhou para cima e percebeu que estavam cercados por centenas de tarântulas. Aparentemente, elas foram atraídas pelas vibrações de seus equipamentos, incluindo uma lavadora a seco e um gerador.

“Foi meio bizarro, mas, ao mesmo tempo, algo que você nunca experimentaria de outra forma”, disse Spangler, um administrador de saúde de 39 anos da Marinha dos EUA, agora baseado em Sydney. Ele tem registrado a jornada de caça ao ouro de sua família nas redes sociais, onde tem um total de 430.000 seguidores. Sua presença nas redes sociais rendeu à família cerca de US$ 30.000, superando qualquer ouro que tenham encontrado.

Parker Schnabel tem um programa sobre extração de ouro usa boné, cavanhaque e está de camisa vermelha
Parker Schnabel tem um programa sobre extração de ouro – Foto: Divulgação

“Em muitos países, a mineração de ouro em pequena escala é um modo de vida”, disse Parker Schnabel, um minerador de ouro do Alasca que estrela a longa série “Gold Rush” da Discovery.

Em contraste, nos EUA, ele observa, regulamentações ambientais mais rígidas podem dificultar a extração de grandes quantidades. “Mas a alta dos preços do ouro está ajudando a mudar esse cálculo”, disse ele, especialmente considerando a dificuldade financeira que muitos americanos enfrentam.

“Essa é uma das coisas mais legais sobre a mineração de ouro e a razão pela qual existe um programa de TV sobre o assunto”, disse Schnabel. “Você pode ter muita sorte e encontrar quantias de dinheiro que podem mudar sua vida se encontrar o lugar certo.”

A febre do ouro traz um sintoma sério: competição. A alta dos preços atraiu mais pessoas para o evento anual de mineração Goldzilla, em um acampamento no Alabama, perto da fronteira com a Geórgia, onde tudo o que é encontrado é dividido entre a multidão. “Quanto mais pessoas participam, menos ouro você vai levar para casa”, disse Cannady. O dono do acampamento usa equipamentos de lavagem de ouro que ele mesmo construiu.

Mesmo assim, o mecânico, de 46 anos, disse que a experiência é divertida de qualquer maneira. Ele planeja participar novamente e quer transformar o ouro que coletou em anéis para sua esposa e filha.

Todos os anos, ônibus lotados de alunos do quarto ano se reúnem no Parque Histórico Estadual Marshall Gold Discovery, em Coloma, Califórnia, para aprender sobre a Corrida do Ouro no estado e experimentar a arte da garimpagem, usando água em um cocho que os funcionários do parque semeiam com flocos de ouro. Em um fim de semana, o local sediou uma encenação de uma cidade de tendas da década de 1850, com atores fantasiados.

Embora o preço do ouro tenha disparado, disse a assistente sênior do parque, Cynthia Flewelling, eles continuarão com a atividade, que custa US$ 10 por pessoa e inclui uma aula de 15 minutos e meia hora para garimpar flocos, que os participantes podem ficar com eles.

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Como 35.000 toneladas de ouro (o peso de 6.000 elefantes) aumentaram a riqueza das famílias indianas

10 de Outubro de 2025, 09:08

As famílias indianas estão testemunhando um aumento da riqueza com suas 35.000 toneladas de ouro — que pesam mais de 6.000 elefantes. Motivo? A valorização recorde do ouro.

A enorme reserva de ouro acumulada ao longo de gerações, estimada em quase US$ 3,8 trilhões, está criando um “efeito positivo de riqueza no balanço patrimonial das famílias, dada a tendência de alta dos preços do ouro”, escreveram os economistas Upasana Chachra e Bani Gambhir, do Morgan Stanley, em um relatório.

Ouro dos indianos

Para os indianos, o ouro está presente na vida cultural, religiosa e social.

As famílias acumulam ouro não apenas como forma de poupança a longo prazo ou segurança financeira em emergências, mas também como símbolo de prosperidade em rituais religiosos.

O metal é frequentemente presenteado em casamentos e festivais, fortalecendo os laços familiares e transmitindo riqueza de uma geração para a outra.

Mulher indiana coberta por ouro ri para um homem
Foto: Getty Images

A estimativa mais recente é muito superior à de um relatório do World Gold Council de julho de 2023, que estimava a coleção total de ouro das famílias indianas em cerca de 25.000 toneladas. O país do sul da Ásia é o segundo maior consumidor mundial de ouro.

O forte aumento na estimativa de riqueza em ouro ocorre em um momento em que os preços subiram mais de 50% este ano, atingindo uma máxima recorde acima de US$ 4.000 a onça, colocando-o no caminho para seu maior ganho desde 1979.

A alta está sendo impulsionada pelas compras do banco central, tensões geopolíticas e cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve dos EUA.

Na Índia, os preços locais tendem a acompanhar os movimentos globais, já que o país mais populoso do mundo importa a maior parte de suas necessidades de metal amarelo.

O Banco da Reserva da Índia (RBI) ajudou a sustentar o sentimento do mercado, comprando cerca de 75 toneladas de ouro desde 2024 e elevando seu estoque total para 880 toneladas — cerca de 14% das reservas cambiais da Índia.

O efeito riqueza relacionado ao ouro no país está ganhando um impulso extra, em meio a cortes no ciclo de taxas de juros pelo RBI e à redução dos impostos sobre o consumo pelo governo, afirma a nota.

Opinião: O que o preço do ouro está nos dizendo?

8 de Outubro de 2025, 12:12

Empresas e fortunas vão e vêm, mas o ouro sempre está conosco. Às vezes, é um ativo especulativo, um porto seguro ou uma jogada de diversificação, mas certamente vale a pena ficar de olho quando o preço do ouro sobe para US$ 4.000 a onça pela primeira vez, como aconteceu nesta semana.

O ouro é um refúgio tradicional em tempos de incerteza econômica ou inflação, e você pode ver isso acontecendo agora.

O governo dos EUA está fechado em meio a um impasse partidário, e crescem os temores de que o presidente Trump ceda em uma expansão permanente dos subsídios à saúde, que custariam US$ 450 bilhões (dinheiro que o governo não tem).

O Federal Reserve pode abandonar sua batalha contra a inflação antes que ela seja vencida.

Mais adiante, a França está ingovernável, e outras partes da Europa quase. A economia da China está vacilante, e ninguém sabe se o provável novo primeiro-ministro do Japão tem um plano para reanimar o que costumava ser uma vibrante potência industrial.

As cadeias de suprimentos globais estão no limbo em meio a diversas guerras comerciais e tarifárias.

Os riscos geopolíticos estão aumentando.

Investidores com muito dinheiro em caixa buscam segurança, ao mesmo tempo em que querem maximizar os retornos.

Apesar dos cortes de juros de curto prazo do Fed, as taxas dos títulos de longo prazo permanecem altas — possivelmente um sinal de que os mercados estão cautelosos com os riscos de inflação ou com as perspectivas incertas de crescimento econômico, ou ambos.

Mas há um crescimento em outros mercados de crédito, especialmente para formas exóticas de dívida, como títulos lastreados em financiamentos automotivos subprime.

As ações estão em avaliações recordes, graças à mania da inteligência artificial e às expectativas de maiores lucros corporativos após a recente lei tributária.

É difícil saber o quanto disso constitui uma bolha, enquanto os mercados fazem seu trabalho de canalizar capital para novas tecnologias promissoras, mas arriscadas, como a IA.

Seria útil se os investidores pudessem ponderar esses riscos em um cenário de estabilidade monetária, mas tanto o presidente Trump quanto o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, parecem ter ideias diferentes.

Por mais que discordem um do outro em palavras, na prática ambos parecem dispostos a tolerar uma inflação acima da meta declarada pelo Fed de 2%. Então, por que não comprar ouro?

Uma maneira útil de entender isso é que o valor do dólar caiu para 1/4000 de uma onça de ouro. Quaisquer que sejam as razões específicas para uma determinada variação de preço, essa queda no poder de compra não é consistente com a vitória na guerra contra a inflação que os eleitores elegeram Trump para travar.

Não interprete isso como uma previsão de pânico ou crise.

A inflação ainda pode cair, e a IA pode muito bem cumprir a promessa que os investidores acreditam ver. Em vez disso, o preço do ouro é um conselho ao Sr. Trump e ao Fed: os investidores buscam garantias sobre a inflação, o dólar e uma política econômica menos maníaca.

A alta do ouro mostra uma erosão na confiança nos bancos centrais em todo o mundo

8 de Outubro de 2025, 11:53

No sábado, o Japão ganhou uma nova primeira-ministra. Na terça-feira, o ouro ultrapassou US$ 4.000 pela primeira vez. Não foi coincidência.

Sanae Takaichi, líder do Partido Liberal Democrata do Japão, é uma figura conservadora em termos fiscais e monetários. Takaichi quer mais estímulos econômicos e que o Banco do Japão ajude, não aumentando os juros. A notícia de sua escolha derrubou o iene e elevou os rendimentos das ações e títulos japoneses.

A notícia também contribuiu para a corrida épica do ouro neste ano, com um salto adicional de 2,6% na segunda (6) e terça-feira (7).

Sanae Takaichi, primeira-ministra do Japão – Foto: Getty Images

Acontece que os EUA não são o único país onde dívidas públicas e políticas populistas ameaçam o valor de moedas fiduciárias como o dólar.

No mês passado, Nigel Farage, líder do partido populista Reform UK, agora à frente nas pesquisas no Reino Unido, criticou o Banco da Inglaterra por vender títulos, porque as perdas resultantes e a pressão ascendente sobre as taxas de juros estavam custando caro aos contribuintes.

O Banco Central Europeu, criado com quase total independência dos políticos, parece seguro por enquanto. Mas a pressão sobre ele também pode aumentar. A França acaba de perder seu quarto primeiro-ministro em pouco mais de um ano, em meio a um impasse sobre o controle de sua dívida. Tanto na França quanto na Alemanha, populistas que no passado defendiam o abandono do euro lideram as pesquisas.

Alta do ouro parcelada

A alta do ouro ocorreu em várias etapas. A primeira começou depois que os países ocidentais congelaram as reservas cambiais da Rússia após sua invasão em larga escala da Ucrânia em 2022. Bancos centrais e governos estrangeiros, em busca de algo que os adversários não pudessem tomar, começaram a investir em ouro.

A segunda acoonteceu em abril, com a guerra comercial do presidente Trump, que minou a confiança nos EUA como estabilizadores do sistema econômico global e o lugar preeminente do dólar nesse sistema.

A terceira veio no final de agosto, quando o Federal Reserve (Fed) sinalizou que cortaria as taxas de juros para neutralizar a fraqueza do mercado de trabalho, apesar da inflação estar acima da meta de 2%.

Dias depois, Trump, que vinha defendendo taxas de juros mais baixas durante todo o ano, buscou aumentar seu controle sobre a política monetária demitindo a governadora do Fed, Lisa Cook, por supostas declarações falsas sobre hipotecas. Ela contestou as alegações e mantém seu cargo por enquanto.

É impossível saber se o ouro está corretamente precificado a US$ 4.000 a onça.

Ken Griffin, CEO da gestora de fundos Citadel, citando a forte queda do dólar neste ano, disse no início desta semana: “Soberanos, bancos centrais e investidores individuais em todo o mundo agora dizem: ‘Agora vejo o ouro como um ativo de porto seguro, da mesma forma que o dólar costumava ser visto.'”

Ainda assim, como observou Robin Brooks, da Brookings Institution, o dólar tem se mantido estável desde agosto, sugerindo que a recente alta do ouro está relacionada à erosão da confiança em todas as moedas fiduciárias.

Embora as circunstâncias sejam diferentes em cada país, o que o Japão, os EUA e a Europa Ocidental têm em comum é a dívida.

Uma fórmula simples mostra a sustentabilidade dessa dívida.

Quando a taxa de juros média da dívida está abaixo do crescimento nominal (ou seja, sem ajuste pela inflação) do PIB, a dívida tende a cair como parcela do PIB. Quando a taxa de juros é mais alta, essa proporção tende a aumentar.

De 2008 a 2022, as dívidas nas economias desenvolvidas dispararam em resposta, primeiro à crise financeira global e, depois, à pandemia de Covid-19. Mas, como as taxas de juros estavam muito abaixo do crescimento nominal do PIB, essas dívidas eram fáceis de sustentar.

Não mais. Com o retorno da inflação, as taxas de juros estão retornando aos padrões históricos.

Em um novo relatório, o Morgan Stanley observou que, nos mercados desenvolvidos, o crescimento nominal desacelerou, o custo da dívida aumentou e os déficits se deterioraram — um triplo golpe para a sustentabilidade da dívida.

O relatório prevê que, até 2030, o custo médio do serviço da dívida será igual às taxas de crescimento. Evitar um aumento explosivo da dívida exigiria um superávit orçamentário considerável, excluindo juros — ou seja, cortes drásticos de gastos ou aumentos de impostos. Isso está se mostrando politicamente intragável.

Trump herdou um déficit orçamentário anual de cerca de 6% do PIB e uma dívida (a soma de todos os déficits ao longo do tempo) próxima de 100% do PIB, e pouco fez para mudar sua trajetória.

A receita proveniente de tarifas compensa os cortes de impostos previstos no projeto de lei fiscal dos republicanos, assinado em julho, mas pode desaparecer se a Suprema Corte decidir que algumas tarifas foram impostas ilegalmente. Enquanto isso, o governo está paralisado devido às exigências democratas de que certos subsídios à saúde sejam estendidos, às quais Trump e os republicanos parecem abertos.

Juros e dívida dos EUA

Trump acredita que existe uma maneira mais fácil de reduzir os déficits: fazer com que o Fed reduza as taxas de juros e, assim, barateie o serviço da dívida. Quando os bancos centrais mudam sua prioridade da inflação para ajudar o Tesouro, isso se chama dominância fiscal e geralmente leva à inflação.

Seth Carpenter, economista-chefe global do Morgan Stanley, disse que, embora ninguém possa ter certeza de como será o Fed após a saída do atual presidente, Jerome Powell, “Trump pode fazer algumas escolhas e deixou claro o que quer”. O Fed, disse ele, pode estar migrando para uma política monetária mais branda ao longo do tempo, o que implica um dólar mais baixo, uma inflação esperada mais alta e um ouro mais caro do que o normal.

O domínio fiscal também paira no Japão. Takaichi, a nova primeira-ministra, é uma defensora da estratégia das “três flechas” do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe para a recuperação econômica: reformas estruturais para impulsionar a competitividade e estímulos fiscais e monetários.

No ano passado, ela disse que era “estúpido” o Banco do Japão aumentar as taxas de juros. Desde então, ela suavizou um pouco o tom, reiterando que o governo deve “determinar a direção da política econômica e monetária”.

Os mercados concluíram que o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, será mais lento no aumento das taxas de juros.

O problema é que, assim como nos EUA, a inflação no Japão está notavelmente mais alta do que antes da pandemia. Acatar as exigências do governo corre o risco de levar a inflação a subir ainda mais.

Os rendimentos dos títulos japoneses de 10 anos ainda estão bastante baixos, em torno de 1,6%. Mas Brooks, da Brookings Institution, observou que os rendimentos de 30 anos subiram acentuadamente, especialmente desde a escolha de Takaichi, e isso implica que os rendimentos de 10 anos ficarão acima de 4% em 20 anos. O mesmo padrão é visível em outros países, disse ele. “O mercado está dizendo: ‘Vocês vão inflar a dívida, não agora, mas no longo prazo’”, disse Brooks.

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Inspirado no Brasil, Pix colombiano já nasce com 32 milhões de usuários: como funciona o Bre-B

8 de Outubro de 2025, 11:08

A Colômbia lançou oficialmente na segunda-feira (7) o Bre-B, seu sistema de pagamentos instantâneos inspirado no Pix do Brasil. Mais de 32 milhões de pessoas já se registraram para usar a novidade, o que representa 76% da população adulta do país.

O sistema foi desenvolvido pelo Banco de la República (equivalente ao Banco Central do Brasil) em parceria com o setor privado. Há até participação brasileira no projeto: a fintech Ebanx, com sede em Curitiba (PR), foi convidada a integrar o Comitê Interdisciplinar de Pagamentos Interoperáveis, que assessorou as autoridades colombianas na construção do Bre-B.

“O maior desafio do banco central era garantir uma operação padronizada e universal em diferentes sistemas”, disse Eduardo de Abreu, VP de Produto da Ebanx, em comunicado à imprensa.

Como funciona o Pix colombiano?

O Bre-B segue o mesmo modelo do “irmão brasileiro” no quesito transação. A pessoa usa chaves – chamadas de “llaves” em espanhol – para enviar dinheiro de uma conta para outra. Essas chaves podem ser número de celular, e-mail, documento ou um código alfanumérico. Uma mesma conta pode ter várias chaves diferentes. Até agora, já foram emitidas mais de 80 milhões de llaves no sistema colombiano, segundo o Ebanx.

Como fazer uma transferência?

O processo é muito parecido com o Pix brasileiro. Dentro do aplicativo do banco, fintech ou carteira digital, basta digitar a chave Bre-B da pessoa ou comércio que vai receber o valor. O recebedor precisa ter uma chave cadastrada. Também é possível fazer pagamentos usando QR codes.

Quais são os limites de valor?

Aqui há uma diferença em relação ao Brasil. Enquanto no Pix o limite depende da instituição financeira, na Colômbia o Banco de la República definiu um teto máximo de 1.000 UVB (Unidades de Valor Básico) por transação, o equivalente a cerca de R$ 15 mil (cotação de setembro de 2025). Cada banco ou fintech poderá, no entanto, estabelecer valores menores ou adotar medidas extras de segurança.

Funciona 24 horas por dia?

Sim. Assim como no Brasil e também no mercado de criptomoedas, o Bre-B permite realizar transferências e pagamentos 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

O Bre-B é gratuito?

Por enquanto, sim. As transferências são gratuitas para pessoas físicas, mas apenas nos três primeiros anos de funcionamento. A partir do quarto ano, haverá uma tarifa simbólica: 3,23 pesos por parte da transação, totalizando 6,46 pesos (menos de um centavo). A comparação é favorável: alguns dos maiores bancos da Colômbia chegam a cobrar 7.980 pesos (cerca de R$ 11) por transferências entre instituições diferentes.

O dinheiro cai na hora?

Sim. Além de transferências entre pessoas, o Bre-B também pode ser usado em pagamentos no varejo. Assim como no Pix, o valor cai em tempo real, no momento da confirmação do pagamento.

O dinheiro em espécie ainda é o principal método de pagamento na América Latina e na Colômbia. No país vizinho do Brasil, entre 8 e 10 transações são feitas em dinheiro, disse Ana María Prieto, que supervisionou a criação do Bre-B. 

O lançamento da nova plataforma no país, no entanto, quer mudar o cenário, assim como ocorreu no Brasil. Pesquisa divulgada ano passado pelo Banco Central mostrou que o Pix é usado por 76,4% dos brasileiros. O dinheiro em espécie aparece em terceiro lugar, utilizado por 69,1% da população. 

A economia digital da Colômbia cresce a uma taxa média de dois dígitos nos últimos seis anos e a expectativa é que ultrapasse US$ 52 bilhões em 2025, ocupando o terceiro lugar na América Latina, atrás apenas Brasil e do México, segundo dados da Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI) obtidos pela fintech Ebanx. 

Ações da Desktop disparam com rumor de aquisição pela Claro

7 de Outubro de 2025, 17:16

As ações da Desktop chegaram a subir mais de 10% nesta terça-feira (7), após rumores de que a a Claro estaria em conversas avançadas para adquirir a companhia. A operadora, de acordo com o Brazil Journal, já estaria conduzindo diligência na empresa, embora ainda não tenha feito uma proposta firme.

Os papéis da empresa fecharam com alta 9,71%, a R$ 11,30 — vale destacar que é um papel de com pouca liquidez, o que ajuda a explicar altas e baixas mais significativas nesses tipos de evento.

Após o pregão a Desktop confirmou que existem conversas preliminares com a Claro, mas que “até o momento, não houve acordo sobre preço, estrutura e demais condições”.

A transação envolveria 100% do capital e poderia levar ao fechamento de capital da Desktop, controlada pela gestora H.I.G. Capital, que detém cerca de 53% das ações. No ano passado, a Vivo chegou a negociar a aquisição da companhia, mas as partes não chegaram a um acordo sobre o preço.

O rumor surge em meio a uma nova fase de consolidação entre os provedores regionais de fibra, conhecidos como ISPs, que ainda respondem por cerca de 65% da internet de fibra óptica no país, como mostrou recentemente o InvestNews.

Consolidação das ISPs

Após anos de fragmentação e aquisições pulverizadas, o setor entrou em um ciclo de combinações de maior porte, com fundos de private equity buscando saída e operadoras maiores testando o apetite por expansão.

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Em meados de 2023, por exemplo, a Vero, controlada pela Vinci Partners, se fundiu com a Americanet, da Warburg Pincus, criando a quinta maior operadora de banda larga do Brasil, com mais de 1,3 milhão de clientes e receita líquida de R$ 1,58 bilhão.

Paralelamente, grupos como a Alloha Fibra (Giga+), que nos últimos anos lideraram o movimento de consolidação, agora estariam de olho em alternativas de saída para seus investidores, como a eB Capital.

Esse rearranjo abriu caminho para que as grandes teles — Claro, Vivo e TIM — finalmente avançassem sobre o segmento, inaugurando uma nova etapa da disputa pela banda larga no país.

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O plano da N5X para transformar energia elétrica em ativo financeiro e virar a uma bolsa até 2027

2 de Outubro de 2025, 06:00

Até o fim de 2027, o Brasil será um mercado de energia plenamente livre. Isso significa que todos os consumidores, das grandes fábricas aos moradores de microapartamentos, poderão escolher quem fornece a energia consumida e até a fonte que a gerou, como um parque eólico ou uma hidrelétrica.

Essa transformação regulatória, aprovada pelo Congresso na forma da MP 1.300, abre espaço para uma revolução na maneira como a energia elétrica é comprada, vendida e precificada, um potencial que a plataforma N5X quer muito capturar: a ambição é ser uma “bolsa de energia”, à semelhança das bolsas de valores tradicionais.

“Olhando para a abertura do mercado livre de energia, a questão não é se o Brasil precisa de uma bolsa, a questão é quem vai ser essa bolsa”, disse Dri Barbosa ao InvestNews. A CEO da N5X compara o momento atual do mercado de energia às mudanças regulatórias que aconteceram a partir de 2012 no mercado de meios de pagamento – quando Cade e Banco Central forçaram a abertura de um setor até então concentrado em duas empresas.

Naquela ocasião, Dri Barbosa viu uma oportunidade para alcançar os pequenos comerciantes, até então à margem da indústria das maquininhas. Fundou a Payleven, posteriormente fundida à SumUP. Dri vendeu a parte dela no negócio e treinou o olhar para encontrar oportunidades em outros mercados. Nos anos seguintes ainda “daria exit” em mais duas startups até aceitar o cargo de CEO da N5X, em 2023.

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Dri Barbosa, CEO da N5X Foto: Divulgação

A N5X é financiada pelo L4, fundo de investimentos da B3, e pelo EEX Group, maior rede de bolsas de energia do mundo, controlada pela bolsa alemã, a Deutsche Börse – cada uma com 50% da N5X.

Mas o que significa, na prática, ser uma bolsa de energia?

Em mercados mais maduros, como Alemanha e Estados Unidos, as bolsas de energia funcionam como uma engrenagem central do setor: elas reúnem todas as negociações em um único ambiente padronizado, com mais transparência e regras comuns a todos.

Em vez de cada empresa negociar diretamente com outra — com prazos e condições diferentes, como acontece hoje no Brasil —, todos os contratos passam por uma contraparte central, ou seja, uma entidade que se coloca entre comprador e vendedor e garante o cumprimento do contrato, atuando como fiadora das transações: mesmo que uma das partes atrase ou quebre, a liquidação é garantida. Para participar desse mercado, as partes precisam depositar garantias que cubram suas posições.

Ao mesmo tempo, essas bolsas registram os preços praticados, definem prazos, administram garantias e servem de referência para o mercado, funcionando como uma infraestrutura essencial para que a energia elétrica seja tratada como uma commodity — algo negociado em larga escala, com liquidez, previsibilidade e segurança.

Hoje, a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é a entidade que administra o mercado de energia no Brasil. Sua função principal é contabilizar e liquidar todas as operações, especialmente no mercado de curto prazo — conhecido como mercado spot — que serve para ajustar as diferenças entre a energia contratada e a efetivamente consumida ou gerada.

Além disso, é na CCEE que se registram os contratos do mercado livre de energia, onde consumidores, geradores e comercializadores (intermediárias que vivem do spread entre compra e venda) negociam de forma bilateral. A Câmara também é responsável por operacionalizar os leilões de energia regulada, organizados pelo governo para contratar geração de longo prazo e garantir o suprimento do sistema.

O problema é que os contratos do mercado livre, ainda não padronizados, podem trazer riscos financeiros para os agentes. Desde 2018, houve ao menos dez episódios de inadimplência ou descumprimento contratual por parte de comercializadoras ou consumidores, criando insegurança e risco de efeito dominó.

A N5X surge com uma proposta diferente. Em vez de atuar apenas nos ajustes de curto prazo ou na execução dos leilões regulados, como faz a CCEE, ela pretende estruturar contratos padronizados de energia e derivativos, negociados de forma voluntária entre empresas. A ideia é dar previsibilidade de preços e proteção contra a volatilidade. Se o mercado spot é o espaço para “resolver o presente” e os leilões são o instrumento de planejamento de longo prazo definido pelo governo, a N5X quer se consolidar como a plataforma privada para organizar o “mercado do futuro”.

Nas palavras da CEO, a N5X busca ser “uma plataforma de negociação e registro de derivativos padronizados”. Hoje, já oferece uma tela de negociação em que os agentes podem inserir ordens de compra e venda com limites de crédito. Em operação desde junho de 2024, a plataforma já movimentou R$ 1 bilhão, o equivalente a 4,53 TWh de energia — suficiente para abastecer Curitiba por um ano. Empresas como Casa dos Ventos, Eletrobras e Minerva já utilizam a Tela N5X.

Agora, a meta é virar uma bolsa de energia completa, incorporando a função de câmara de compensação de energia até a abertura total do mercado livre, em 2027. A expectativa, explica Dri Barbosa, é que a N5X atraia não só empresas do setor elétrico, mas também investidores institucionais, inclusive estrangeiros.

“Muito investidor lá de fora entende que energia é um ativo que faz sentido ser negociado no ambiente de bolsa e já negocia em mercados como o europeu e o americano”, pontua. “O Brasil é o sexto maior mercado consumidor de energia do mundo e tem potencial para atrair esses investidores, mas precisa ter a contraparte central.”

2027, como se sabe, é logo ali. O desafio da N5X é se tornar a câmara de compensação que formalize o aperto de mãos entre o setor elétrico e o mercado financeiro. Se isso acontecer, a abertura do mercado de energia pode repetir o que aconteceu com os meios de pagamento há pouco mais de uma década: uma mudança regulatória que abriu espaço para novos agentes e redesenhou um setor inteiro.

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