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Assessor de deputado bolsonarista está entre os quatro presos com R$ 2,7 milhões

21 de Março de 2026, 23:42
O dinheiro apreendido pela PF. Foto: Divulgação

O assessor do deputado federal bolsonarista Vinicius Carvalho (PL-SP) está entre os quatro presos em flagrante na ação da Polícia Federal que apreendeu R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo no Recife. A informação sobre a presença do integrante do gabinete no grupo foi publicada neste sábado (21). Com informações do Metrópoles.

A operação ocorreu na sexta-feira (20), após a retirada de R$ 2.733.000,00 em espécie em uma agência bancária localizada no centro da capital pernambucana. Segundo a Polícia Federal, um dos suspeitos sacou o valor e faria a entrega aos outros três envolvidos.

Segundo informações, o assessor atuava como segurança do grupo no momento da abordagem. Os outros três investigados haviam chegado ao Recife pouco antes da ação em um jato particular, fato que entrou no radar dos policiais durante a operação. Os quatro presos foram levados à sede da Polícia Federal, onde acabaram autuados em flagrante por lavagem de capitais.

A Polícia Federal não divulgou os nomes dos quatro presos nem detalhou a relação entre eles. A corporação também afirmou que a investigação continua para apurar a origem dos recursos e eventuais outros crimes ligados ao caso.

Quem é o deputado federal Vinicius Rapozo de Carvalho

O deputado federal bolsonarista Vinicius Carvalho (PL-SP). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O bolsonarista é deputado federal por São Paulo. Nascido no Rio de Janeiro, ele tem perfil oficial na Câmara com as profissões de advogado, jornalista, administrador e comunicador, além de escolaridade de mestrado. No dia 16 de março, Vinicius Carvalho deixou o Republicanos e se filiou ao PL, em movimento que reuniu deputados federais e estaduais da ala evangélica e do bolsonarismo.

O deputado foi relator da proposta de mudanças no sistema de proteção social das Forças Armadas, em 2019. Ele previa reajustes acima de 40% para alguns militares, ponto que gerou repercussão política na época. Em outro momento da tramitação, também foi noticiado que o relator amenizou regras de transição para aposentadoria de PMs e bombeiros.

Em 2024 o bolsonarista apareceu como o parlamentar que mais gastou com viagens naquele ano até o início de agosto. Vinicius Carvalho somava R$ 67.502,90 em despesas, incluindo deslocamentos internacionais.

Deputada bolsonarista que trocou PL pelo MDB é alvo de operação contra desvios do INSS

17 de Março de 2026, 07:40
A ex-deputada Maria Gorete. Foto: reprodução

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito, novo desdobramento da Operação Sem Desconto, para aprofundar investigações sobre um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A ação mira a ex-deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), bolsonarista eleita pelo PL, além de outras suspeitas de fraudes bilionárias que atingiram milhares de beneficiários.

Ao todo, segundo o g1, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, e incluem apurações por crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, estelionato previdenciário, organização criminosa e ocultação de patrimônio.

As investigações indicam que o grupo teria movimentado pelo menos R$ 1,3 bilhão a partir de descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios pagos pelo INSS, sem o conhecimento ou autorização dos aposentados. Segundo a Justiça, os valores eram extraídos diretamente dos pagamentos mensais das vítimas.

O nome da Maria Gorete aparece entre os investigados. De acordo com a decisão judicial, ela “recebeu procuração da associação AAPEN para celebrar o Acordo de Cooperação Técnica com o INSS”, o que lhe concederia amplos poderes dentro da estrutura investigada. Também há registro de que ela movimentou cerca de R$ 245 mil em transações consideradas suspeitas entre 2018 e 2023.

André Mendonça, ministro do STF. Foto: reprodução

Documentos obtidos pelas autoridades apontam para movimentações milionárias e descrevem o esquema como responsável por “valores astronômicos” relacionados à prática de estelionato e lavagem de dinheiro. O juiz da 11ª Vara Federal do Ceará destacou que o grupo teria sido estruturado para operar de forma contínua e organizada.

Entre os alvos está o empresário Natjo de Lima Pinheiro, apontado como “um dos principais gestores das associações investigadas, sendo um dos maiores envolvidos nas transações suspeitas relacionados aos valores astronômicos movimentos para associações, originados de valores obtidos através de milhares de descontos fraudulentos dos benefícios de aposentados pelo INSS, havendo grandes indícios que a operação das associações se dava em conjunto”.

A advogada Cecília Rodrigues Mota também é citada nas investigações. Segundo a apuração, os dois teriam utilizado “testas de ferro” para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

Durante as buscas, foram apreendidos veículos de luxo, incluindo uma Ferrari e um Rolls-Royce, além de itens de alto valor, como dezenas de pares de sapatos avaliados em cerca de R$ 40 mil cada.

R$ 180 milhões: a empresa da Faria Lima que liga o Banco Master ao PCC

17 de Março de 2026, 06:48
Fachada do Banco Master. Foto: reprodução

A investigação da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema financeiro, revelou a transferência de R$ 180 milhões de um fundo investigado para a Super Empreendimentos, empresa ligada ao entorno do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso amplia o alcance das apurações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas envolvendo estruturas empresariais e fundos de investimento.

Segundo alerta enviado ao Coaf e obtido pelo Globo, o fundo Gold Style realizou os repasses entre 2020 e 2025. A comunicação aponta operações suspeitas para “ocultar beneficiários e partes envolvidas no mercado de valores mobiliários, utilizando de desdobramentos complexos” com o objetivo de esconder os controladores finais dos recursos.

A Super Empreendimentos já esteve vinculada ao núcleo familiar de Vorcaro. Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro, foi diretor da empresa entre 2021 e 2024. A companhia também foi proprietária de uma mansão em Brasília, avaliada em R$ 36 milhões, utilizada por Vorcaro para encontros com autoridades.

De acordo com decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a empresa teria sido usada como base financeira de um grupo clandestino responsável por monitorar, intimidar e coagir desafetos, incluindo autoridades e jornalistas. As investigações indicam que os pagamentos eram operacionalizados por Zettel em conjunto com Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia da empresa.

Daniel Vorcaro sentado, sério, ao lado de computador
O banqueiro Daniel Vorcaro – Reprodução

Conforme informações da Polícia Federal, os recursos saíam do caixa da Super e eram destinados a empresas de fachada ligadas a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como líder operacional do grupo. A movimentação tinha como objetivo ocultar a origem e o destino do dinheiro.

O fundo Gold Style é administrado pela gestora Reag, também investigada no caso. A Justiça de São Paulo já apontou o fundo como um dos instrumentos financeiros utilizados em esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal liderado por Mohamad Hussein Mourad, suspeito de ligação com o PCC.

Além da Super, o alerta ao Coaf menciona movimentações para outras empresas sob investigação, como a BK Instituição de Pagamentos e a Aster Petróleo, que recebeu R$ 311 milhões e é considerada central nas fraudes apuradas.

As investigações também apontam a atuação da Reag em outros fundos utilizados para aquisição de usinas e movimentações financeiras suspeitas, além de sua presença na Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.

Entenda como o Banco Master desviava bilhões para empresas e familiares de Vorcaro

8 de Março de 2026, 10:14
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

As investigações sobre o Banco Master revelaram um esquema complexo de desvio de recursos que envolvia Daniel Vorcaro e sua família. O ex-banqueiro, que teve o banco liquidado pelo Banco Central, teria utilizado uma engenharia financeira sofisticada para transferir grandes somas de dinheiro do banco para o próprio bolso, além de beneficiar parentes e sócios. As informações são da Folha de S. Paulo.

A operação da Polícia Federal, conduzida com base em documentos sigilosos, apontou que a fraude se estendeu por um sistema envolvendo CDBs (Certificados de Depósito Bancário), fundos de investimento e empréstimos falsos a empresas controladas por laranjas.

Entre os principais destinatários dos recursos desviados estavam Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, que possuía uma conta bancária com mais de R$ 2,2 bilhões, e outros familiares, como sua irmã Natalia e seu primo Felipe. A investigação também revelou que empresas ligadas a João Carlos Mansur, proprietário da administradora de recursos Reag, foram usadas para movimentar os recursos desviados. Essas transações envolviam empréstimos fictícios que, na prática, não serviam para expansão de negócios, mas para transferir dinheiro do banco para o círculo íntimo de Vorcaro.

O esquema começava com a venda de CDBs com altas taxas de remuneração, atraindo recursos de investidores pessoas físicas. Esses fundos eram, então, direcionados a fundos de crédito do Banco Master, que tinham como único cotista o próprio banco. O dinheiro, porém, não era usado para negócios legítimos, mas para empréstimos a empresas ligadas a Vorcaro e sua família. Em um exemplo, a Clínica Mais Médico recebeu cerca de R$ 361,1 milhões de um desses fundos controlados pelo banco.

➡️ BANCO MASTER | Viagens de Vorcaro tiveram noivado em palácio e hotel de White Lotus pic.twitter.com/PFyzt06Mqm

— Metrópoles (@Metropoles) March 6, 2026

Além disso, os fundos de investimento usados para o desvio também aplicavam seu próprio dinheiro em CDBs do Master, criando uma circulação de recursos que acabava retornando quase integralmente para o banco, mas com o desvio já realizado. O processo envolvia uma rede complexa de transações, onde parte do dinheiro era desviada em cada etapa, até chegar a contas bancárias controladas por empresas ligadas a Vorcaro.

A investigação também revelou um processo de inflar os ativos do Banco Master, utilizando fundos de investimento que compravam ativos sem liquidez, como ações do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), e inflavam seus preços de forma artificial. Essa prática permitia que o banco emitissem mais CDBs e captassem ainda mais dinheiro de investidores, gerando um ciclo de fraude financeira.

Os crimes identificados nas investigações, como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, podem resultar em penas de reclusão de até 12 anos, além de multas.

“Negócio absurdo”: mensagens citam propina de até R$ 33 milhões a policiais para encerrar investigações

5 de Março de 2026, 11:48
Dinheiro encontrado com policial alvo de operação contra corrupção na Polícia Civil de SP. Foto: Divulgação

Áudios e mensagens encontrados em celulares apreendidos indicam que policiais civis de São Paulo cobravam propinas que chegavam a R$ 33 milhões para encerrar investigações envolvendo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. O material foi reunido durante uma apuração conduzida pelo Ministério Público (MP), Polícia Federal e Corregedoria da Polícia Civil.

Em um dos áudios, um investigado menciona a tentativa de intermediar pagamentos junto a um delegado. “Eu fui até a delegacia, tá? É referente a uma transferência de [R$] 33 milhões”, afirma. Na mesma gravação, ele acrescenta: “Ali naquela delegacia o delegado é ‘parceiraço’ meu, tá? Você quer que eu faça alguma coisa lá? Tô…Vou aguardar a orientação tua, tá bom?”.

Áudio transcrito mostra que investigado citando pagamento de R$ 33 milhões. Foto: Reprodução

A investigação levou à deflagração da Operação Bazzar nesta quinta (5). A ação tem como alvo um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro dentro de setores estratégicos da Polícia Civil paulista. Nove pessoas foram presas, incluindo um delegado, investigadores, uma doleira e um advogado.

Mensagens também citam pagamentos milionários a policiais. Em um dos diálogos analisados pelos investigadores, aparece a referência a valores elevados pagos a um delegado. “Segundo o Dr aqui: recebeu mais de [R$] 20 milhões”, diz uma das mensagens, sendo “Dr” a forma usada para se referir ao delegado.

Alvo da polícia diz que delegado já recebeu mais de R$ 20 milhões em propina. Foto: Reprodução

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. Segundo os investigadores, participariam do esquema policiais ligados ao Departamento de Investigações Criminais (Deic) e ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

De acordo com a investigação, parte das extorsões ocorria em locais como o hangar do Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, e também no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino. Em outro áudio, um investigado relata uma cobrança para barrar um inquérito:

“Tem como a gente falar com esse pessoal, pra…pra…para saber ‘que pé’ que está esse negócio? Que os cara pediram [R$] 5 milhões. Negócio…assim…absurdo…pra quem foi lá”.

Policiais cobraram R$ 5 milhões para trancamento de inquérito, dizem mensagens. Foto: Reprodução

Os celulares apreendidos também mostram registros de pagamentos menores realizados em parcelas. Em uma gravação, um investigado descreve transferências feitas a policiais: “Anota aí para mim que eu dei [R$] 100 mil pro Deic esses dias, eu não sei se você anotou …. e ontem foi mais [R$] 110 [mil]… são [R$] 220 mil que eu dei pro Deic aí, anota aí, tá?”.

Em outro diálogo, um dos envolvidos comenta o temor de novas cobranças: “O cara vai trazer aqui um inquérito para a gente ver que falaram que a gente tá fodido lá no 16º [DP]”.

Segundo a Justiça, o grupo teria transformado delegacias especializadas em espaços de negociação para garantir a paralisação de investigações. A Secretaria da Segurança Pública afirmou em nota que a Corregedoria acompanha a operação e declarou que “a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”.

Quem era “Sicário”, aliado de Vorcaro preso pela PF que tirou a própria vida

4 de Março de 2026, 20:50
Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, o Sicário

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Felipe Mourão” e chamado de “Sicário”, morreu nesta quarta-feira (4) após ser encontrado desacordado na cela onde estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele foi socorrido por agentes e encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, mas não resistiu. A Polícia Federal informou que abrirá investigação interna para apurar as circunstâncias do ocorrido.

Mourão havia sido preso no mesmo dia durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação relacionada ao Banco Master. Ele era apontado pelos investigadores como aliado do empresário Daniel Vorcaro, também detido na operação. Segundo a Polícia Federal, o investigado integrava um grupo responsável por coletar informações sobre pessoas consideradas “desafetos” e realizar monitoramento de alvos.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Divulgação

De acordo com a investigação, Mourão coordenava atividades de levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo. A corporação afirma que ele realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.

Os investigadores também apontam que Mourão teria obtido acesso indevido a sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como FBI e Interpol. A apuração menciona ainda atuação em ações voltadas à remoção de conteúdos e perfis em plataformas digitais.

Conversas analisadas pelos investigadores mostram diálogos atribuídos a Vorcaro e Mourão sobre coleta de dados de pessoas, monitoramento de funcionários e planejamento de intimidação de alvos, incluindo o jornalista Lauro Jardim. Em uma das mensagens, Vorcaro teria pedido para organizar um assalto e “dar um pau” no jornalista.

Daniel Vorcaro, do Banco Master, é preso novamente pela PF

4 de Março de 2026, 07:19
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Investigado por fraude financeira, ele foi alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura a venda de títulos de créditos falsos da fintech.

A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na última terça-feira (3) havia tirado a obrigação de Vorcaro ir à CPI do Crime Organizado no Senado. Vorcaro foi detido em sua residência na capital paulista no início da manhã e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Segundo a PF, a operação investiga a atuação de uma organização criminosa associada ao empresário. De acordo com a corporação, a ação mira a “prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

A nova fase da operação também inclui o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e quinze mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Além de Vorcaro, há outro alvo de prisão na capital paulista que ainda não foi localizado pelos agentes. A Justiça também determinou a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleiras eletrônicas, contra outros investigados.

As investigações contam com apoio do Banco Central do Brasil e buscam identificar a estrutura financeira e tecnológica utilizada pelo grupo suspeito. A Polícia Federal apura indícios de manipulação de mercado, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro envolvendo operações ligadas ao Banco Master.

Sede do Banco Master em São Paulo. Foto: reprodução

Entre as medidas determinadas pelo STF está o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a até R$ 22 bilhões. A decisão tem como objetivo impedir a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às práticas ilícitas sob investigação.

A nova fase da Operação Compliance Zero também investiga suspeitas de invasão de dispositivos informáticos atribuídas a integrantes da organização criminosa ligada a Vorcaro e a aliados próximos. Segundo os investigadores, essas ações podem ter sido utilizadas para intimidar adversários ou interferir em processos ligados às apurações.

Daniel Vorcaro já havia sido preso anteriormente durante a primeira fase da operação, deflagrada em novembro por decisão da Justiça Federal de Brasília. Na ocasião, ele permaneceu detido por 11 dias.

Posteriormente, a defesa do banqueiro conseguiu levar o caso ao Supremo Tribunal Federal. Sob relatoria inicial do ministro Dias Toffoli, o inquérito passou a registrar tensões entre a Polícia Federal e o STF durante o andamento das investigações.

Toffoli deixou o caso no mês passado após a PF apresentar ao Supremo um relatório contendo menções ao nome do ministro e registros de conversas atribuídas a ele com Daniel Vorcaro. Após a redistribuição do processo, o caso passou a ser conduzido por André Mendonça, que analisava o material investigativo e autorizou a deflagração desta nova fase da operação.

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