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BNDES tem lucro de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre, alta de 17%

12 de Maio de 2026, 20:23

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve lucro líquido 17% maior no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, a R$3,1 bilhões, afirmou a instituição de fomento nesta terça-feira.

O banco encerrou o período de janeiro a março com R$995 bilhões em ativos totais, com uma carteira de crédito 14% maior, a R$678,2 bilhões, segundo a instituição.

Enquanto isso, as participações societárias do banco somaram R$110,3 bilhões, crescimento de 27,7% “pela valorização dos investimentos em empresas não coligadas” sobre o final do ano passado, disse o banco.

Petrobras, JBS, Axia Energia e Copel seguem como principais empresas investidas pelo BNDES.

O banco afirmou que as aprovações de crédito somaram R$45,7 bilhões nos três primeiros meses do ano, aumento de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já os desembolsos do banco atingiram R$36,2 bilhões no trimestre, aumento de 44%.

Enquanto isso, as consultas de interessados em créditos do BNDES corresponderam a um volume de R$84,4 bilhões, uma expansão de 65% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

O banco afirmou que para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) as aprovações de crédito no período somaram R$29 bilhões, o que representa um aumento de 120% em relação a um ano antes.

“O BNDES tem uma estratégia muito clara, que vem sendo implementada desde 2023, voltada para o crescimento regional, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, para que a gente possa diminuir a assimetria que ainda existe”, disse a diretora Maria Fernanda Coelho, durante entrevista a jornalistas.

Minerais críticos

Na entrevista, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o banco já recebeu 56 pedidos de financiamento a projetos de terras raras, no Brasil, perfazendo uma demanda total de R$50 bilhões.

Os projetos estão em análise pelo banco, que avalia a qualidade dos projetos, consistências e garantias, afirmou, no momento em que o banco está renovando sua carteira de participações societárias, deixando setores mais tradicionais para financiar áreas inovadoras e estratégicas.

“Se queremos negociar terras raras, ter parcerias e ter soberania, temos que ter capacidade de investimento e impulsionar esse segmento”, afirmou Mercadante, apontando que o Brasil tem a segunda maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China.

Um projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, agora, será apreciado pelo Senado. A proposta prevê incentivos para exploração, processamento e reciclagem de terras raras e outros minerais usados em tecnologias, baterias e equipamentos eletrônicos. O texto cria um fundo garantidor de R$ 2 bilhões e incentivos fiscais de até R$ 5 bilhões para o setor.

Cury (CURY3) apresenta lucro líquido de R$ 302,9 milhões no 1T26, alta de 42%

12 de Maio de 2026, 19:35

A Cury (CURY3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida, apresentou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, montante 41,9% maior do que no mesmo período de 2025.

A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e manutenção de custos sob controle. Essa equação ajudou a aumentar a receita e diluir despesas. No começo deste ano, os apartamentos foram vendidos a R$ 325,4 mil, em média, 5% mais na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, subida de 1,8 de ponto porcentual (p.p.).

A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6%, e recorde para a empresa.

A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 2,3 milhões, o triplo na comparação anual.

A margem bruta atingiu a marca de 39,0%, estável na comparação anual. A margem bruta ajustada foi a 39,3%, aumento de 0,1 p.p. Já a margem que estima o resultado dos exercícios futuros foi a 42,9%, queda de 0,4 p.p.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 64,9 milhões, alta de 28,8%. Por sua vez, as despesas comerciais foram de R$ 119,1 milhões, avanço de 12,1%.

A Cury reportou ainda uma despesa de R$ 44,8 milhões na linha de ‘outros’, que foi 12,8% maior na comparação anual.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas de natureza financeiras) gerou despesa de R$ 10,7 milhões, valor 26,2% menor.

A companhia reportou geração de caixa de R$ 93,4 milhões, completando 28 trimestres consecutivos de geração de caixa operacional.

Assim, encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 406,9 milhões, 28,8% a mais que no último trimestre do ano passado.

Em sua apresentação de resultados, a direção da Cury afirmou que o começo do ano foi impulsionado pela demanda aquecida por imóveis combinada com a eficiência da empresa na produção das moradias. Como resultado, as vendas líquidas totalizaram 2,3 bilhões, volume recorde.

A construtora destacou que o segundo trimestre começou forte em vendas, já considerando os ajustes recentes no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que aumentaram o poder de compra da população, bem como o público identificável pelo programa.

Governo adia medida que barra empréstimos rurais a áreas desmatadas

12 de Maio de 2026, 19:26

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, em reunião extraordinária nesta terça-feira (12), adiar a implementação de uma norma que proíbe a concessão de empréstimos rurais subsidiados a solicitantes com áreas desmatadas após julho de 2019.

Segundo a norma, os bancos seriam responsáveis ​​por verificar o cumprimento da exigência por meio de imagens de satélite, se estão de acordo com a legislação ambiental.

A norma havia entrado em vigor em abril para propriedades rurais com mais de quatro módulos fiscais. Agora, o prazo foi adiado para janeiro de 2027 para propriedades com mais de 15 módulos fiscais.

Para áreas entre quatro e 15 módulos fiscais, a exigência de verificação só entrará em vigor em julho do ano que vem, enquanto para propriedades menores, de até quatro módulos fiscais, a norma passará a vigorar em janeiro de 2028, em vez do prazo anterior de janeiro de 2027.

O adiamento aconteceu após o ministro da Agricultura, André de Paula, ter dito que prometera a produtores que trabalharia dentro do governo para que eles não fossem prejudicados injustamente, sem o direito de defesa, em caso de o sistema de verificação apontar algum falso positivo.

A postergação dos prazos acontece ainda pouco antes do anúncio do Plano Safra, o principal programa governamental de oferta de crédito, que inclui recursos com juros subsidiados pelo Tesouro.

Governo anuncia fim da ‘taxa das blusinhas’; compras internacionais de até U$ 50 não pagarão imposto federal

12 de Maio de 2026, 19:11

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.

De acordo com Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, a mudança passa a valer a partir desta quarta-feira (13), quando compras internacionais de até US$ 50 deixarão de pagar imposto de importação.

“Nós comunicamos que depois de três anos em que nós conseguimos praticamente eliminar, conseguimos combater o contrabando, regularizar o setor, nós podemos dar um passo adiante”, anunciou Ceron.

A alteração foi feita por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será publicada no Diário Oficial da União.

Apesar do corte no tributo federal, ainda segue em vigor a taxação de 17% do imposto estadual ICMS sobre esses produtos.

‘Taxa das blusinhas’

A chamada “taxa das blusinhas” estava em vigor desde 2024, quando o governo aprovou a cobrança de um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Apesar do nome, a taxa valia para os mais diversos produtos, desde roupas e acessórios até produtos eletrônicos de lojas online.

Em ano eleitoral, o governo vinha sendo pressionado para reverter essa taxação agora.

A possibilidade da suspensão da taxa das blusinhas chegou a impactar varejistas nacionais na Bolsa em alguns momentos, com investidores prevendo uma maior pressão concorrencial no setor que já tem competição elevada.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), Bruno Moretti, tanto a Medida Provisória, quanto a portaria do Ministério da Fazenda que zera as taxas federais seguem para publicação no Diário Oficial ainda nesta terça.

“O que importa mesmo é que são produtos de consumo popular. Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor [presidente Lula] está fazendo é retirar impostos federais do consumo popular, do consumo das pessoas mais pobres”, destacou Moretti.

Fim do alimento sabor chocolate? Quando começa a valer a nova lei que obriga clareza sobre percentual de cacau nas embalagens

12 de Maio de 2026, 18:41

A nova regra do setor de produção de alimentos é clara: todos os produtos da indústria de chocolates comercializados no Brasil deverão apresentar claramente na embalagem o percentual mínimo de cacau em sua composição.

A medida abrange todos os produtos que contêm cacau, independentemente de serem nacionais ou importados.

A Lei nº 15.404/2026 estabeleceu o prazo de um ano para a indústria se adaptar às novas exigências. Como a medida acaba de ser publicada no Diário Oficial da União, ela passará a vigorar plenamente a partir de maio de 2027.

A legislação também obriga que o informe da porcentagem da fruta deve seguir um formato específico. A informação deverá aparecer na parte da frente da embalagem, ocupando no mínimo 15% da área, com destaque suficiente para facilitar a leitura.

Pela nova lei, a figura do chocolate “meio amargo” deixa de existir. Apesar de ser vendido como um produto diferente do chocolate ao leite, ambos costumam ter a mesma proporção de cacau em sua composição.

Na prática, o objetivo da norma é evitar que o consumidor compre gato por lebre — ou “alimento sabor chocolate” no lugar de chocolate.

Isso porque, no decorrer dos últimos anos, diversas marcas passaram a anunciar que seus produtos eram feitos de cacau, mas, na realidade, eram majoritariamente compostos por outros ingredientes. A rotulagem como “sabor” chocolate também é outra estratégia considerada ludibriante.

O novo formato

A porcentagem do cacau deverá ser apresentada no formato “Contém X% de cacau”, de acordo com os seguintes percentuais:

  • Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau;
  • Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau;
  • Chocolate ao leite: no mínimo 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados;
  • Chocolate branco: no mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite.
  • Achocolatado ou cobertura: mínimo de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau.

Todas as composições diferentes dessas explicitadas na lei não poderão ser consideradas chocolate.

A lei também proíbe artimanhas que possam induzir o consumidor ao erro, como utilizar imagens, cores ou expressões o famoso “sabor chocolate” em produtos que não seguem aos critérios para serem considerados chocolates.

O que é chocolate?

Para entender o sentido dessa nova regulamentação, é preciso saber mais sobre a lógica por trás da composição dos chocolates e como o cacau é produzido.

Após a colheita do cacau, a fruta passa por um processo industrial de separação entre a massa e a manteiga. É nesse momento também que o cacau em pó é produzido.

Com isso esclarecido, para um produto ser de fato chocolate, a lei obriga que ele deve conter no mínimo 35% de cacau (massa e manteiga). Dessa porcentagem, no mínimo 18% devem ser da manteiga de cacau e no máximo 5% de outras gorduras vegetais.

Antes na norma, além de que não possuía regras específicas para cada tipo de produto, era preciso o mínimo de 25% de cacau para ser considerado chocolate.

Ela também cria a nomenclatura de chocolate doce, abrangendo chocolates ao leite, branco e achocolatado. O critério é possuir 25% de cacau, sendo pelo menos 18% de manteiga.

Marcas que tiverem produtos com percentual de cacau menor do que os exigidos terão que mudar as comunicações para chamá-los de achocolatados, chocolates fantasia, chocolates compostos, coberturas sabor chocolate ou coberturas sabor chocolate branco.

Ainda assim, há a exigência de pelo menos 15% de cacau nesses produtos, seja com massa ou manteiga.

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PagBank (PAGS34): Lucro sobe 4% e chega a R$ 575 mi no 1T26, abaixo do esperado

12 de Maio de 2026, 18:34

O banco digital PagBank (PAGS34) teve lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre, avanço de 4% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$580 milhões para o banco do grupo UOL, segundo dados da LSEG.

A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, representando um ganho de 6% na comparação anual, tendo como impulso a aceleração da plataforma de banking, disse a empresa.

Já o indicador de rentabilidade ROAE do PagBank avançou para 15,8%, subindo 80 pontos básicos em relação ao ano anterior.

O banco encerrou o trimestre com uma base de 34 milhões de clientes, número 6% maior que o visto ano passado. Por conta disso, o volume de cash-in, que soma as entradas de recursos nas contas digitais em adição ao volume na adquirência, totalizou R$ 81 bilhões no período, alta de 11% no ano.

Os depósitos somaram R$ 42 bilhões, avanço de 23% na base anual. A carteira de crédito ficou em R$ 5 bilhões, o que representa um aumento de 36% ano a ano, informou a instituição financeira. O aumento percentual supera levemente o guidance de expansão da carteira que a companhia tinha projetado para o ano, de 25% a 35%.

“Sabemos navegar em ambientes com alto grau de instabilidade e incerteza”, disse Gustavo Sechin, diretor financeiro do PagBank, em entrevista coletiva com jornalistas, comentando os números da instituição em meio ao atual cenário macroeconômico doméstico.

Nesse contexto, o banco elevou sua perspectiva para o nível em que a taxa Selic estará no final do ano. “Estamos olhando para um número provavelmente mais próximo de 13,50%”, disse Carlos Maud, CEO do PagBank.

Desenrola

Ainda avaliando o cenário macroeconômico, a instituição financeira vê como positivo o Novo Desenrola lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas, mas não enxerga grandes impactos positivos ou negativos na empresa.

“Vemos com bons olhos, até porque estamos com quase toda a população economicamente ativa com algum tipo de apontamento negativo de crédito, e o crédito para o Brasil é muito relevante para impulsionar o consumo. Mas, para nós, ele (Desenrola) tem baixa relevância, até porque o nosso portfólio é pequeno”, destacou o CEO. “O Desenrola 1 pegou um pedaço maior que o Desenrola 2 para a gente.”

No início do mês, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, prevendo utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$ 5 bilhões.

O PagBank também vê pouco impacto das altas taxas da inadimplência no país em seu negócio.

“Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para gente porque ainda estamos muito no começo da nossa jornada aqui. O elemento macroeconômico ainda não tem poder de pressionar o nosso portfólio, dado que a gente tem R$5 bilhões de carteira de crédito”, destacou o CEO.

Em fevereiro, o Banco Central informou que a taxa de inadimplência em recursos livres aumentou para 5,5%, de 5,3% em janeiro, marcando o nível mais alto desde agosto de 2017. Em 12 meses, o indicador subiu 1,0 ponto percentual.

JBS (JBSS32): Lucro cai 55,8% no 1T26 com desafios nos EUA apesar de avanço em bovinos no Brasil

12 de Maio de 2026, 18:31

A JBS (JBSS32), maior produtora global de carnes, relatou nesta terça-feira (12) uma queda de 55,8% no lucro líquido para US$ 221 milhões, com a força das operações brasileiras não sendo suficientes para compensar margens negativas da unidade norte-americana de proteína bovina, a maior do grupo.

Os destaques positivos ficaram por conta da JBS Brasil, apoiada pela forte demanda global por carne bovina, e da unidade brasileira Seara, de processados e carnes suína e de aves, que teve desempenho consistente nos mercados locais e internacionais, disse a empresa.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$1,13 bilhão, queda de 26% ante o mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida avançou 11% na mesma comparação, para US$21,61 bilhões.

A unidade de carne bovina da América do Norte, que respondeu por cerca de um terço da receita da companhia no período, registrou Ebitda ajustado negativo em US$267 milhões, uma piora em relação ao mesmo período do ano passado (US$100 milhões negativos), enquanto as margens foram negativas em 3,7%.

Ainda na América do Norte, uma parada programada de cerca de duas semanas em três fábricas da Pilgrim’s Pride, para obras de ampliação e mudança de “mix” de produtos de frango, afetou o resultado da unidade, segundo a companhia.

Trump diz que inflação é ‘de curto prazo’ e que não pensa na situação financeira dos americanos

12 de Maio de 2026, 18:05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 12, que a alta da inflação no país será de “curto prazo”, alegando que suas políticas estão funcionando mesmo em meio à guerra com o Irã.

“Eu não penso na situação financeira dos americanos”, afirmou, fora da Casa Branca, antes de partir para sua viagem à China. “Eu não penso nisso. Eu penso em uma coisa: não podemos deixar o Irã ter uma arma nuclear.”

O republicano enfatizou que a inflação durante seu mandato está menor do que na época do ex-presidente Joe Biden e frisou que os preços do petróleo vão cair e ações subirão ainda mais com o fim do conflito.

“O mais importante, independentemente de o nosso mercado de ações – que, aliás, está em alta histórica – subir ou descer um pouco é que o Irã não pode ter uma arma nuclear” disse.

Ainda sobre a política externa, o presidente dos EUA comentou que garantirá a libertação de todos os presos políticos na Venezuela e que falará sobre Cuba “na hora certa”, chamando a ilha caribenha de “falida”.

Trump também confirmou que Dr. Marty Makary está fora do cargo de comissário da Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA, em inglês).

Seu mandato, segundo a CNBC, foi marcado por disfunções internas e turbulências na liderança, juntamente com uma crescente reação negativa de fabricantes de medicamentos, médicos e grupos de pacientes sobre decisões regulatórias.

Ibovespa recua aos 180 mil pontos com IPCA e queda da Petrobras (PETR4); dólar fecha a R$ 4,89

12 de Maio de 2026, 17:27

O Ibovespa (IBOV) encerrou a terça-feira (12) em queda, pela segunda sessão consecutiva, após os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos

Os investidores acompanharam ainda o recuo da Petrobras após o balanço do primeiro trimestre de 2026 e a continuidade na escalada de tensões entre Irã e EUA.

Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,8954, com ligeira alta de 0,08%.

Por aqui, o mercado acompanhou os dados da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi a maior para o mês desde 2022.

O IPCA registrou alta de 0,67%, o que representa desaceleração após avanço de 0,88% em março. O resultado veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% em março para 4,39% em abril, ficando próximo do teto da meta inflacionária de 4,5% do Banco Central (BC).

Na avaliação da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, as medidas do governo – como subsídios e redução de impostos – devem mitigar parte dos efeitos da alta do petróleo sobre a inflação brasileira no curto prazo. Ainda assim, ela afirma que combustíveis e alimentos já podem estar sendo impactados pelo conflito no Oriente Médio.

Além disso, “o mercado de trabalho aquecido junto com a perspectiva de desvalorização do real deve fazer com que os preços voltem a acelerar no segundo semestre”, diz Moreno. A projeção do C6 para o IPCA  de 2026 é de 4,8%, acima do intervalo de tolerância da meta, de 4,5%.

Altas e quedas do Ibovespa

No sentido contrário da véspera, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou após o balanço do primeiro trimestre e os dividendos virem abaixo do esperado pelo mercado, contrariando a alta do petróleo. PETR4 tombou 1,62% (R$ 45,68), enquanto PETR3 caiu 0,85% (R$ 50,38).

Segundo o time do Itaú BBA, liderado por Monique Martins Greco, o avanço do Brent ao longo de março “não foi totalmente refletido no trimestre”, já que existe uma defasagem entre o embarque do petróleo e o reconhecimento da receita na transferência de propriedade das cargas exportadas.

“Embora a frustração possa gerar pressão de curto prazo, a combinação de preços mais altos do petróleo e a realização das exportações em trânsito deve reverter esse efeito temporário, preparando um segundo trimestre mais forte”, escreveram os analistas.

Por outro lado, Vale (VALE3) conseguiu se recuperar no fim do pregão e subiu 0,37% (R$ 83,76), destoando da queda de 0,98% do minério de ferro, cotado a 812,5 yuans (US$ 119,57) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China. O avanço ocorreu após a mineradora divulgar suas projeções para 2026 e 2027.

Para o Safra, os números são positivos uma vez que o aumento na sensbilidade do fluxo de caixa livre das Soluções de Minério de Ferro não estava no cenário base do banco.

Adicionalmente, o banco avalia que isso ajuda a aliviar as preocupações do mercado em relação à perda de rentabilidade decorrente dos custos de caixa e do frete desde o início do conflito, algo que aparentemente pressionou as ações após o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Natura (NATU3), que recuou 5,62%, a R$ 9,91, após o resultado do 1T26 ser considerado fraco pelos analistas do mercado.

Já a ponta positiva foi liderada pela Braskem (BRKM5), que disparou 29,02%, a R$ 11,87, depois de o JP Morgan realizar dupla elevação do papel. A recomendação passou de neutro para compra e o banco também subiu o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15, com potencial de valorização de 63% ante o fechamento anterior (11).

Segundo o JP, a elevação do papel reflete a melhora nos fundamentos de mercado, oferta mais restrita e fortalecimento da governança após a reestruturação.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com a inflação pressionada, alta dos preços do petróleo e queda das ações de tecnologia.

No front econômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA aumentou 0,6% em abril, depois de ter subido 0,9% em março, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março, o que reforçou ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve deve deixar a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada por algum tempo.

Diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei disse nesta terça-feira que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza, um nível considerado grau de armamento, se o Irã for atacado novamente.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,11%, aos 49.760,56 pontos;
  • S&P 500: -0,16%, aos 7.400,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em forte queda com a tensão geopolítica e crise política no Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,01%, aos 606,63 pontos.

Na Ásia, os principais índices encerram majoritariamente negativos. O índice de Nikkei, do Japão, encerrou com avanço de 0,52%, 62.742,57 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,22%, aos 26.347,91 pontos.

Assaí (ASAI3) tem queda de 47% no lucro no 1T26, a R$ 86 milhões

27 de Abril de 2026, 19:47

A rede de atacarejo Assaí (ASAI3) teve lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre, queda de 46,7% sobre o resultado obtido um ano antes, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira.

A companhia teve resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 1,025 bilhão, praticamente estável sobre o desempenho do primeiro trimestre do ano passado.

A empresa apurou receita líquida de R$ 18,64 bilhões de janeiro ao final de março, praticamente estável antes os três primeiros meses de 2025.

Analistas, em média, esperavam que o Assaí mostrasse Ebitda de R$1,39 bilhão e receita líquida de R$18,95 bilhões, segundo dados recolhidos pela LSEG.

A companhia afirmou que, incluídos novos créditos de PIS/Cofins, o lucro líquido do primeiro trimestre foi de R$367 milhões.

Trimestre com ‘fatores adversos’

Em release de resultados, o Assaí disse que o primeiro trimestre foi marcado por um “conjunto de fatores adversos que, somados, representaram um desafio incomum para quem atende principalmente as famílias de menor renda”.

“Vivemos uma deflação simultânea em commodities essenciais da nossa cesta: arroz, feijão, açúcar, óleo de soja, farinha de trigo e leite UHT apresentaram queda média de 12% no trimestre. Para quem acompanha o setor há décadas, é inédito ver deflação simultânea dessa magnitude nesse grupo de produtos”, disse.

Ao mesmo tempo, acrescentou, o endividamento das famílias atingiu recordes históricos. “Isso se traduz diretamente em menor capacidade de consumo nas classes C, D e E (exatamente o público em maior volume nas nossas lojas)”, afirmou a empresa. “O topo da pirâmide de renda segue consumindo, mas a base está pressionada”.

“Diante de tudo isso, manter a margem Ebitda estável é consequência de disciplina. Significa gestão eficiente de preços, maturação das lojas abertas nos últimos anos, expansão dos serviços em loja, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de market share”, disse.

*Com informações da Reuters

Gerdau (GGBR4): Lucro cresce 34% na base anual e companhia anuncia dividendos

27 de Abril de 2026, 19:26

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,8% em relação ao mesmo período do ano passado, e anunciou a distribuição de R$ 106 milhões em dividendos.

A receita líquida somou R$ 16,7 bilhões, queda de 3,8% na comparação anual, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 3 bilhões, avanço de 23,3%, com margem de 17,7%.

O desempenho operacional, segundo a companhia, foi sustentado principalmente pela América do Norte, que representou 75% do Ebitda ajustado consolidado no trimestre.

“O primeiro trimestre transcorreu em um cenário global volátil e desafiador, marcado por tensões geopolíticas que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos. Mesmo nesse contexto, registramos um Ebitda ajustado consolidado de R$ 3 bilhões no trimestre, com recuperação sequencial em todas as operações da companhia”, diz a Gerdau no documento publicado na noite desta segunda-feira (27).

No Brasil, a operação seguiu como o principal ponto de pressão. A receita líquida caiu 16,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, para R$ 6,3 bilhões, refletindo a combinação de menores volumesde venda e preços ainda pressionados.

As vendas totais recuaram 7,5% na comparação anual, para 1,3 milhão de toneladas, com queda de 4,0% no mercado interno e de 18,1% nas exportações.

A companhia atribuiu o desempenho mais fraco no país a uma sazonalidade mais intensa no início do ano e ao avanço das importações chinesas especialmente em aços planos.

Segundo a Gerdau, as importações de aço no Brasil somaram 1,7 milhão de toneladas no trimestre, alta de 4% na comparação anual e de 32% ante o quarto trimestre, enquanto a penetração de importados em aços planos chegou a 34% em fevereiro, o maior patamar da série histórica.

“Além de uma sazonalidade maior do que a tipicamente apresentada no início do ano, níveis elevados de importações — especialmente de aços planos — afetaram os volumes de vendas no mercado interno e mantiveram os preços ainda sob pressão.”

Do lado dos custos, houve algum alívio na comparação trimestral, mas ainda insuficiente para recompor totalmente a rentabilidade brasileira. O custo das vendas no Brasil caiu 13,8% ante o quarto trimestre, para R$ 6,1 bilhões, explicado principalmente pelo menor volume de vendas e pela redução dos custos após paradas programadas de manutenção realizadas no fim de 2025. Na comparação anual, o custo recuou 9,6%, também refletindo controle de custos fixos, ganhos de produtividade e a base mais elevada do ano anterior, marcada pela parada da planta de Ouro Branco.

Mesmo assim, a pressão sobre preços e volumes pesou sobre o resultado. O EBITDA ajustado do Brasil ficou em R$ 578 milhões, queda de 47,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com margem de 9,2%, ante 14,6% um ano antes. Na comparação com o quarto trimestre, porém, houve alta de 13,3%, em linha com a melhora de custos após as paradas de manutenção.

“Mesmo diante desse cenário, mantivemos o foco na gestão de custos e na competitividade das operações, encerrando o 1T26 com EBITDA ajustado de R$ 578 milhões, 13% superior ao 4T25.”

América do Norte “salva” Gerdau

Na América do Norte, o quadro foi o oposto. A receita líquida subiu 6,6% em um ano, para R$ 9,3 bilhões, com vendas de aço de 1,3 milhão de toneladas, alta de 3,8%. O Ebitda ajustado da região atingiu R$ 2,3 bilhões, avanço de 88,1% na comparação anual, com margem de 24,1%.

A empresa citou aumento de volumes, reajustes de preços, melhor mix de produtos e ganhos de eficiência. Além disso, a companhia vem se beneficiando das maiores tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por produzir no país.

“No período, o segmento América do Norte representou 75% do EBITDA ajustado consolidado, o que reforça a relevância da operação como pilar de resiliência para a companhia.”

O resultado financeiro foi negativo em R$ 319 milhões, piora de 4,3% frente ao primeiro trimestre de 2025, explicada pela redução das receitas financeiras e aumento das despesas financeiras. Já a dívida líquida encerrou março em R$ 8,2 bilhões, com alavancagem de 0,73 vez dívida líquida/Ebitda.

Além dos dividendos, a Metalúrgica Gerdau aprovou um novo programa de recompra de até 10 milhões de ações preferenciais (GOAU4), equivalente a 1,2% das ações preferenciais em circulação. A companhia também informou investimentos de R$ 1,1 bilhão em CAPEX no trimestre, 27% abaixo do quarto trimestre e equivalente a 23% do total previsto para 2026.

Os dividendos serão pagos em 9 de junho de 2026, com base na posição acionária de 13 de maio, passando a ser negociados na condição “ex-dividendos” a partir de 14 de maio. O valor aprovado é de R$ 0,18 por ação para a Gerdau e R$ 0,08 por ação para a Metalúrgica Gerdau.

Sabesp (SBSP3) propõe desdobramento de ações na proporção de 1 para 5

27 de Abril de 2026, 19:09

A Sabesp (SBSP3) anunciou que irá submeter à aprovação, em Assembleia Geral Extraordinária marcada para esta terça-feira (28), uma proposta de desdobramento de ações ordinárias na proporção de 1 para 5.

Caso a proposta seja aprovada, cada ação ordinária passará a representar cinco ações, sem qualquer alteração no valor do capital social da empresa.

No mercado brasileiro, as ações negociadas na B3 terão como data-base o dia 28 de abril de 2026, garantindo o direito ao desdobramento aos investidores com posição acionária nessa data. A partir de 29 de abril, os papéis passam a ser negociados já na condição “ex-desdobramento”.

O crédito das novas ações será realizado em 30 de abril, por meio da instituição escrituradora Itaú Unibanco, e estará refletido nas posições dos investidores na abertura do mercado de 4 de maio, informou a Sabesp.

Já no exterior, os American Depositary Receipts (ADRs) da Sabesp, negociados na New York Stock Exchange, seguirão cronograma próprio. A proporção entre ADR e ação ordinária permanecerá em 1 para 1, e os investidores receberão quatro ADRs adicionais para cada título existente. O direito aos novos ADRs será definido em 30 de abril, com distribuição prevista para 6 de maio, conduzida pelo banco depositário The Bank of New York Mellon. A negociação ex-desdobramento terá início em 7 de maio.

Durante o período entre 30 de abril e 7 de maio, os registros do banco depositário permanecerão fechados para operações de emissão e cancelamento entre os mercados brasileiro e norte-americano. Ainda assim, tanto as ações quanto os ADRs continuarão sendo negociados normalmente em seus respectivos ambientes.

A Sabesp destacou que o desdobramento não altera os direitos dos acionistas. As novas ações e ADRs manterão as mesmas garantias das atuais, incluindo participação em dividendos, juros sobre capital próprio e demais proventos que venham a ser distribuídos.

Petrobras (PETR4) amplia presença na Bacia de Campos com aquisição de fatia de Argonauta

27 de Abril de 2026, 18:48

A Petrobras (PETR4) anunciou na noite desta segunda-feira (27) a aquisição de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos, reforçando sua participação na jazida compartilhada de Jubarte e consolidando sua estratégia de focar em ativos de maior rentabilidade.

A operação envolve ativos atualmente detidos por Shell, ONGC e Brava (antiga Enauta), e prevê um desembolso total de R$ 700 milhões, além de US$ 150 milhões, com pagamentos divididos em três parcelas ao longo dos próximos anos.

Com a conclusão do negócio, a estatal passará a deter 98,11% da jazida de Jubarte, enquanto a União, representada pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), manterá 1,89% da participação.

A companhia destacou que a transação permite simplificar a gestão do ativo e encerrar negociações relacionadas à individualização da produção e eventuais equalizações com as demais empresas envolvidas, o que tende a reduzir complexidades operacionais.

“A aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, simplifica a gestão do ativo e está em consonância com o Plano de Negócios da Petrobras, fortalecendo nossa atuação na Bacia de Campos e maximizando valor com foco em ativos rentáveis”, diz o fato relevante.

O ring-fence, citado na operação, é uma delimitação técnica e contratual dentro de um campo de petróleo usada para separar direitos de exploração entre empresas. Na prática, funciona como uma “cerca” que define qual parte do reservatório pertence a cada operador — algo essencial em casos de jazidas compartilhadas, onde o petróleo pode se estender por diferentes áreas.

No caso de Argonauta e Jubarte, essa divisão evita que uma empresa produza além da sua participação e organiza a distribuição de receitas e responsabilidades entre os sócios.

Foco em ativos estratégicos

A área adquirida está integrada ao chamado Parque das Baleias, um dos principais polos de produção da Petrobras na Bacia de Campos. A região opera com quatro plataformas — P-57, P-58, FPSO Cidade de Anchieta e FPSO Maria Quitéria — e produz cerca de 210 mil barris de óleo por dia.

Apesar de a fatia adquirida representar apenas 0,86% da jazida compartilhada, o movimento reforça a estratégia da companhia de ampliar participação em ativos já operados, onde há maior previsibilidade operacional e ganhos de eficiência.

Na prática, esse tipo de operação costuma ser bem visto pelo mercado, já que aumenta o controle sobre campos maduros e reduz riscos de governança e conflitos entre sócios.

A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Juros futuros avançam na esteira dos Treasuries com impasse nas negociações EUA-Irã e Copom no radar

27 de Abril de 2026, 18:25

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta segunda-feira (27) em alta, com avanço de mais de 10 pontos-base no vencimentos de médio e longo prazos, na esteira dos Estados Unidos após a tentativa frustrada de negociações entre Washington e Teerã.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 4 pontos-base e fechou a 14,135% ante 14,095% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em alta, a 13,615% ante 13,470% do fechamento anterior – um avanço de 14 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,650% ante 13,540% do fechamento da última sexta-feira (24), alta de 11 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram alta.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,799% ante 3,776% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,340% ante 4,349% do fechamento anterior.

“As Treasuries sobem de forma relativamente paralela, refletindo a alta no preço do petróleo em meio ao impasse para resolução definitiva entre Irã e EUA”, destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

“Adicionalmente, o leilão de 2 anos de títulos do Tesouro americano emitido hoje apresentou leve ‘tail‘ (cauda), sinalizando demanda marginalmente mais fraca. Esse movimento é replicado na curva local, que segue o exterior de forma praticamente uniforme”, acrescentou Shahini.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores continuaram a precificar o cenário geopolítico na curva de juros futuros, após a tentativa frustrada de negociações entre Washington e Teerã no fim de semana.

Já na tarde de hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente norte-americano Donald Trump discutiu uma nova proposta iraniana para resolver a guerra com Teerã com seus principais assessores de segurança nacional nesta segunda-feira.

Ela ainda afirmou que o presidente quer que a hidrovia de trânsito de petróleo do Estreito de Ormuz seja aberta e que o Irã entregue seu urânio enriquecido.

“Eu não diria que eles estão considerando a possibilidade. Eu diria apenas que houve uma discussão esta manhã que eu não quero adiantar, e vocês ouvirão diretamente do presidente, tenho certeza, sobre esse assunto”, acrescentou Leavitt.

Expectativa para Selic

O Relatório Focus desta segunda-feira mostrou que a expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50%, na Selic na próxima quarta-feira (29).

As ações do Copom negociadas na B3 precificavam 86,35% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 2,5% de chance de redução de 50 pontos-base, de acordo com a atualização mais recente, da última sexta-feira (24).

O Focus ainda apontou a mediana para o IPCA em 2026 aumentou pela sétima semana seguida, a 4,86%, de 4,80% antes.

*Com informações de Reuters

Cogna (COGN3) aprova R$ 28,6 milhões em dividendos; veja valor por ação e datas

27 de Abril de 2026, 18:17

A Cogna Educação (COGN3) aprovou, em Assembleia Geral Ordinária realizada nesta segunda-feira (27), o pagamento de dividendos mínimos obrigatórios referentes a 2025.

O valor total é de cerca de R$ 28,6 milhões, equivalente a R$ 0,0143 por ação.

O pagamento será feito em parcela única no dia 29 de maio de 2026, sem correção ou juros.

Terão direito aos dividendos os acionistas com posição acionária ao fim do dia 27 de abril de 2026. A partir de 28 de abril, as ações passam a ser negociadas ex-dividendos.

Os valores serão creditados conforme os dados bancários informados ao escriturador, a Itaú Corretora de Valores. Investidores com cadastro incompleto precisarão atualizar as informações para receber.

O recebimento dos dividendos será isento de Imposto de Renda, de acordo com o artigo 10 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995.

A Cogna, no balanço mais recente, registrou lucro líquido de R$ 220 milhões no quarto trimestre de 2025, queda relevante em relação ao lucro de R$ 925,8 milhões no mesmo período de 2024.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado por efeitos não recorrentes registrados no ano anterior, principalmente reversões de contingências tributárias relacionadas a processos de imposto de renda sobre ágio, anotadas na linha do resultado financeiro.

Flávio Bolsonaro e Tarcísio atacam governo, mas têm dia de ‘coadjuvantes’ na Agrishow: a ‘estrela’ ainda foi Jair

27 de Abril de 2026, 18:07

Na estampa da tradicional camiseta de mangas compridas que se tornou moda entre produtores rurais, a bandeira do Brasil e as cores verde e amarela dividem espaço com o nome do ex-presidente da República. É comum encontrar “Jair Bolsonaro“, condenado e em prisão domiciliar por tentativa de golpe, escrito e homenageado nas vestimentas desses apoiadores que visitam feiras agrícolas pelo país.

Entre elas, está a Agrishow, que acontece esta semana em Ribeirão Preto (SP). Em um evento na principal feira do agronegócio da América Latina, dois discípulos de Jair Bolsonaro – seu filho e sucessor político Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – se tornaram coadjuvantes do ex-presidente.

Ambos fizeram questão de falar mais do líder da direita nos discursos a uma plateia de apoiadores e políticos, do que deles próprios. “Quem deveria estar aqui não deveria ser eu, deveria ser o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Durante sua fala, o senador classificou o pai algumas vezes como injustiçado e perseguido político, assim como, segundo ele, é seu irmão Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal reside, desde o ano passado, nos Estados Unidos e tenta influenciar o governo norte-americano a impor sanções políticas e econômicas contra o governo brasileiro.

Segundo Flávio Bolsonaro, “a reforma agrária do País foi feita por Bolsonaro, com mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural (concedidos)”. O senador chegou a dizer que durante o governo do pai, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) teve seus ativistas “tratados como seres humanos”.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, Tarcísio seguiu o senador e lembrou do apoio recebido pelo ex-presidente em 2022, quando ainda era candidato ao governo paulista. Saudoso, citou quando, na mesma época há quatro anos “entrei nessa feira montado a cavalo ao lado do presidente Bolsonaro” e agora participa da Agrishow com o filho “01” do ex-presidente.

“Aprendi muito com seu pai, estar hoje com você é manter o legado vivo. Você pode contar com esse exército”, afirmou o governador paulista para Flávio e uma plateia de apoiadores.

As citações a Jair Bolsonaro dividiram espaço com as críticas ao governo federal, liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pré-candidato à reeleição, Lula foi alvo de duras críticas da Flávio, Tarcísio e de políticos apoiadores.

O que vemos sair da boca dele, o que o coração está cheio é de ódio. (Lula) É uma pessoa que não aprendeu com nada na vida e está perseguindo adversários políticos”, afirmou o senador. Coube ao secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, mais um discípulo de Jair Bolsonaro, os ataques mais pesados ao governo.

Ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no governo do ex-presidente, Melo Filho criticou o anúncio feito ontem pelo atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), na abertura oficial da Agrishow, de liberação de R$ 10 bilhões em linhas de financiamento para compra de máquinas.

Um crédito fantasma, que não existe, anunciado pelo governo. Mais uma decepção de mais uma promessa, sem juro definido, sem prazo, sem direcionamento”, disse o secretário. Segundo Alckmin, as regras dessa linha de crédito serão definidas em maio.

Ainda de acordo com o secretário de Agricultura paulista, o Plano Agrícola e Pecuário perdeu a relevância” e a “função” e se tornou uma “peça de ficção” durante o atual governo. “O recurso do seguro rural não resiste ao primeiro contingenciamento”, completou.

Tradicional crítico, o presidente Frente Parlamentar da Agricultura e Pecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), engrossou o coro de elogios a Bolsonaro e ataques ao governo federal.

“Com Bolsonaro, o agro era respeitado, havia previsibilidade e um governo que estendia a mão ao produtor”, disse. “Não há segurança jurídica, não há crédito, os juros reais passam dos 20% e dinheiro para investimento não existe”, concluiu Lupion.

Após o evento e da entrevista coletiva a jornalistas na qual se repetiram as críticas ao presidente e ao governo federal, Flávio Bolsonaro e Tarcísio visitaram a feira e se tornaram o centro das atenções dos visitantes da Agrishow por algumas horas. Muitos deles com as camisas de mangas comprida, com detalhes em verde e amarelo e o nome de Jair Bolsonaro escrito.

Embraer (EMBJ3) enfileira sexto recorde seguido em carteira de pedidos; veja números

27 de Abril de 2026, 17:57

A Embraer (EMBJ3) apurou US$ 32,1 bilhões em pedidos, o sexto recorde seguido, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (27). Trata-se de um aumento de 2% em relação ao quarto trimestre e 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao todo, a companhia entregou 44 aeronaves, considerando todas as unidades de negócios. O resultado
representa um aumento de 47%, “apoiado pelo avanço das iniciativas de nivelamento da produção da companhia”.

As entregas corresponderam a aproximadamente 16% do ponto médio (248 aeronaves) das estimativas anuais de entregas para 2026 (entre 240 e 255 aeronaves) das unidades de aviação executiva e comercial combinadas, ficando quatro pontos percentuais acima da média histórica de 12% para o período, considerando os últimos cinco anos.

Embraer: Segmentos

Entre os aviões comerciais, a carteira chegou a US$ 15 bilhões no 1T26, crescimento de 50% em relação ao no trimestre e 3% superior ao quarto trimestre.

Entre os destaques, a Finnair, maior companhia aérea da Finlândia, realizou pedido de até 46 aeronaves E195‑E2, incluindo encomendas firmes, opções e direitos de compra.

“O acordo fortaleceu a presença da Embraer no mercado europeu e apoiou o papel do programa E2 na renovação de frotas, com foco em eficiência e flexibilidade operacional”, disse.

Já a aviação executiva registrou uma carteira de pedidos de US$ 7,6 bilhões, estável na comparação anual e trimestral.

A divisão entregou 29 aeronaves no trimestre, representando aumento de 26% em relação às 23 aeronaves entregues no 1T25.

Em defesa e segurança, a carteira de pedidos atingiu US$4,4 bilhões no 1T26, com crescimento de 5% na comparação anual e redução de 4% na comparação trimestral.

Entregas agradam

Do lado das entregas, a companhia entregou 47% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Embraer, foram entregues 44 aeronaves, sendo 10 da aviação comercial, com três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento.

O número veio significativamente acima das projeções de 31 aeronaves o BTG Pactual.

Na visão do banco, a combinação de um backlog (carteira de pedidos) recorde, tendência ainda sólida de pedidos e entregas mais fortes formam um conjunto de fatores que reduzem o risco no atual cenário macroeconômico e do conflito no Oriente Médio.

“Isso nos dá maior confiança para manter nossa visão positiva sobre a ação, especialmente nos níveis atuais de valuation”, afirmam os analistas do BTG.

O Itaú BBA avalia os números como levemente positivos para a ação, considerando que a companhia conseguiu superar as projeções da casa — que já eram mais otimistas — em meio a um período de alta incerteza e volatilidade, reforçando a confiança incorporada na carteira de pedidos.

Emae (EMAE4) diz que OPA proposta por Sabesp (SBSP3) será unificada, mas terá 2 etapas com valores distintos

27 de Abril de 2026, 17:39

A Oferta de aquisição de Ações (OPA) da Sabesp (SBSP3) pelos papéis da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) (EMAE4) vai ser unificada do ponto de vista regulatório, mas a operação como um todo envolve duas etapas complementares e valores distintos, esclareceu a empresa ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) nesta segunda-feira, 27.

Primeiro, vai ser feita uma oferta em dinheiro direcionada aos detentores de ações ordinárias (ON) remanescentes da Emae, ao preço de R$ 61,83 por ação – correspondente a 100% do valor pago pela Sabesp na transação que resultou na transferência do controle acionário da Emae, conforme comunicado divulgado pela companhia no sábado, 25.

Em um segundo momento, haverá uma etapa societária com a incorporação dos acionistas remanescentes, incluindo os detentores de ações preferenciais (PN), que passarão a deter ações da Sabesp por meio de uma relação de troca com valores ainda a definir.

A Sabesp pediu autorização na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para unificar a operação do ponto de vista regulatório, ainda que, na prática, signifique que ela fará duas OPAs: uma referente à compra do controle da Emae, no ano passado, e outra referente à incorporação do restante das ações da Emae.

No fim da noite de sexta-feira, 24, a Sabesp informou que avalia incorporar a totalidade das ações da Emae que ainda não possui. Em março, após comprar novas ações da Emae, a companhia de saneamento paulista passou a deter 79,31% do capital social e 98,07% do capital votante da Emae.

Agrishow: Tendências de mercado para a maior feira do agronegócio da América Latina

25 de Abril de 2026, 10:00

A Agrishow começa no próximo domingo (26) e segue até o feriado de 1º de maio, trazendo, como de costume, os holofotes do setor para a capital brasileira do agronegócio: Ribeirão Preto.

A edição deste ano deve ser maior, com cerca de 100 novas empresas expositoras. A área do evento também foi ampliada em 12 mil metros quadrados, segundo a organização.

No campo, o cenário combina mais uma supersafra com desafios relevantes: crédito mais restrito, margens pressionadas, aumento de custos fiscais e maior incerteza nos mercados. Diante disso, analisamos a seguir alguns eixos temáticos que devem pautar o evento.

Ano eleitoral reforça presença política

Em 2026, o Brasil terá eleições gerais, e a Agrishow tradicionalmente se torna palco de intensa movimentação política nesses períodos. A expectativa é de presença de pré-candidatos à Presidência, além de governadores, parlamentares e outras lideranças.

O governador de São Paulo, embora ainda não colocado como candidato à Presidência, deve aproveitar o evento para anunciar programas voltados ao agronegócio paulista. Outros governadores e representantes políticos também devem marcar presença, ampliando o caráter institucional da feira.

Crise do petróleo pode impulsionar biocombustíveis

O atual contexto de elevação de custos — influenciado pela reforma tributária, alta nos fertilizantes e pressão sobre o diesel em meio às tensões geopolíticas — tende a aumentar a atratividade dos biocombustíveis.

Além de funcionarem como alternativa em um ambiente de maior volatilidade, esses produtos seguem alinhados à agenda de sustentabilidade, ainda em evidência após a COP-30 realizada em Belém no ano passado. O cenário pode favorecer especialmente os produtores de cana-de-açúcar e os agentes ligados ao setor.

Dólar mais fraco pode destravar investimentos na Agrishow

Por outro lado, a recente desvalorização do dólar frente ao real, mesmo em um ambiente de crédito mais restrito, pode estimular investimentos em máquinas, equipamentos e tecnologia — segmentos que são destaque na feira.

Com uma visão de possível recuperação de preços, margens e crédito a partir da safra 2027/28, produtores que tiverem acesso a financiamento podem antecipar investimentos para ganho de eficiência.

Fundamentos estruturais seguem positivos e novas tecnologias mantêm protagonismo

A expectativa de uma nova supersafra em 2026/27 pode contribuir para alguma recomposição de preços e volumes. Apesar das dificuldades no crédito — pressionado por inadimplência e maior aversão ao risco — o setor segue robusto.

Segundo o Ministério da Agricultura, o crédito ao agronegócio movimenta cerca de R$ 1,4 trilhão ao ano. Além disso, instrumentos privados como Fiagros e títulos do agronegócio ampliam a oferta de financiamento.

A demanda do mercado de capitais por esses ativos permanece firme, impulsionada também pela entrada de investidores estrangeiros em meio à realocação global de portfólios.

No comércio exterior, a demanda por produtos agropecuários brasileiros segue aquecida, com destaque para negociações diretas com países como China, Turquia, Vietnã e Japão, além da possível retomada de fluxos com o Irã.

Ademais, novas tecnologias, programas de sucessão no campo, empreendedorismo feminino, além de seminários, debates e milhares de visitantes, devem garantir o sucesso da feira, que é uma ode ao empreendedorismo no campo, sempre trazendo novas tecnologias, muitas novidades e injeção de ânimo ao setor que, frise-se, precisa cada vez mais de marcos regulatórios estáveis e políticas públicas efetivas para continuar a contribuir decisivamente com o desenvolvimento da economia brasileira.

Bandeira amarela na tarifa de energia em maio contraria parte do mercado, mas não altera IPCA, diz Terra Investimentos

24 de Abril de 2026, 20:12

A equipe da Terra Investimentos informou que manteve suas projeções para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) após o anúncio da bandeira amarela para as tarifas de energia, nesta sexta-feira (24)

“A decisão veio em linha com nossa premissa, mas contraria parte do mercado que contava com manutenção da bandeira verde em maio“, afirmam os economistas da instituição, que calculam impacto de 11 pontos-base no IPCA de maio, cuja estimativa é de 0,53%.

“Contamos com aumento da bandeira tarifária nos meses seguintes, com bandeira vermelha 2 em junho e vermelha 1 em dezembro”, observam.

A expectativa para o IPCA de abril é de 0,67%; para maio, de 0,53% e para junho, de 0,54%. Para o fim de 2026, a Terra Investimentos espera índice de 5,2% e para o fim de 2027, de 4,2%.

Mudança na tarifa de energia

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Enjoei (ENJU3) aprova redução de capital de R$ 426 milhões e prevê restituição de R$ 0,20 por ação

24 de Abril de 2026, 19:36

O Enjoei (ENJU3) informou que sua Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE) aprovou duas reduções de capital que, somadas, chegam a cerca de R$ 426 milhões.

A primeira medida envolve a redução de aproximadamente R$ 385 milhões para absorção de prejuízos acumulados referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. Com isso, o capital social da companhia foi reduzido de cerca de R$ 636 milhões para R$ 251 milhões, sem alteração no número de ações, que permanece em cerca de 205 milhões de papéis ordinários.

A segunda frente, de aproximadamente R$ 41 milhões, será destinada à restituição de capital aos acionistas, também sem cancelamento de ações. Essa operação ainda depende do prazo legal de 60 dias para eventual oposição de credores, que se encerra em 23 de junho de 2026.

Caso não haja contestações — ou após a regularização —, terão direito ao recebimento os investidores com posição acionária em 24 de junho de 2026. A partir de 25 de junho, os papéis passam a ser negociados “ex-direito” à restituição.

O valor estimado de devolução é de cerca de R$ 0,20 por ação, a ser pago em parcela única, em data ainda a ser definida pela administração. O montante pode sofrer ajustes caso haja mudança no número de ações em circulação até a data de corte.

Após a conclusão das duas operações, o capital social da Enjoei será reduzido para cerca de R$ 210 milhões, mantendo-se inalterada a quantidade de ações emitidas.

Aneel anuncia bandeira amarela em maio, 1º mês com o adicional na conta de luz em 2026

24 de Abril de 2026, 19:03

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 24, bandeira tarifária amarela para o mês de maio, com cobrança de taxa adicional na conta de luz, pela primeira vez neste ano. Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

Conforme o órgão, a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

Juros futuros fecham em baixa à espera de negociações entre EUA e Irã

24 de Abril de 2026, 18:18

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta sexta-feira (24) em queda na expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã, preços do petróleo Brent abaixo de US$ 100 o barril e precificação de corte na Selic na próxima semana.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 4 pontos-base e fechou a 14,095% ante 14,140% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em baixa, a 13,470% ante 13,575% do fechamento anterior – um recuo de 10 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,540% ante 13,660% do fechamento da última quinta-feira (23), queda de 12 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram perdas.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,785% ante 3,825% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,306% ante 4,323% do fechamento anterior.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores continuaram a precificar o cenário geopolítico na curva de juros futuros, em meio a expectativa de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã.

Hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planeja mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com o Irã em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).

Leavitt ainda disse que o governo Trump viu “algum progresso” do lado iraniano nos últimos dias, sem entrar em detalhes.

Ainda em entrevista à Reuters, Trump afirmou que o país persa planeja fazer uma oferta com o objetivo de satisfazer as exigências dos EUA.

Expectativa para Selic

Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. Nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Já no Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano.

Na quarta-feira (22) – dado consolidado mais recente – as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 84% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 7% de chance de redução de 50 pontos-base.

Em 6 de abril, um dia antes de EUA e Irã fecharem o cessar-fogo de duas semanas, depois prorrogado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

Mais do que a reunião da próxima semana do Copom, o mercado discute atualmente o que o colegiado fará na reunião seguinte, em junho.

“Tenho dúvidas se ele (o Copom) faz mais uma (redução) de 25 (pontos-base) ou se para por aí”, comentou o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares. “Mesmo que o conflito no Oriente Médio acabe hoje, já se contratou um desequilíbrio econômico no mundo que vai durar alguns trimestres.”

*Com informações de Reuters

Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que ‘fingem trabalhar’

24 de Abril de 2026, 17:53

A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre suposta falta de atuação de integrantes da corporação. Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o “comprometimento de delegados da Polícia Federal e “simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado”.

Nesta quinta-feira (23) o presidente afirmou que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para convocar delegados que estão fora da corporação a atuarem no combate ao crime organizado. Só iriam ficar de fora, disse, agentes que estão “fingindo trabalhar“.

No comunicado, a ADPF informa que, atualmente, 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total em atividade. Para a associação, esse número não justifica a avaliação feita pelo presidente nem sustenta a expectativa de impacto significativo no combate ao crime.

A entidade ressalta que o enfrentamento ao crime organizado exige “menos propaganda e mais ações concretas”, como investimentos em capacitação dos profissionais e inteligência estratégica. “Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança”, diz a nota.

A associação alerta para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado de Polícia Federal e perda de talentos: “Enquanto 104 novos delegados ingressaram na instituição nos últimos três anos, 50 optaram por deixá-la para assumir outros cargos. Paralelamente, houve redução significativa no interesse pelos concursos públicos, com queda de 321 mil inscritos em 2021 para 218 mil em 2025”.

O combate ao crime organizado é considerado um assunto estratégico para o governo, pelo impacto que pode ter nas eleições de outubro. Conforme indicam as pesquisas eleitorais, a segurança pública tende a ser uma das principais pautas do pleito.

Na quarta-feira (22) o presidente Lula assinou um decreto convocando mil novos agentes para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas. Ele afirma que é a primeira vez que todos os cargos da Polícia Federal serão ocupados por servidores.

“Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado”, disse Lula.

FGC: Conselho Monetário Nacional aperta regras; veja o que muda

24 de Abril de 2026, 17:43

O Conselho Monetário Nacional (CMN) apertou as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e mandou um recado direto ao mercado: acabou a farra de captação agressiva com respaldo do fundo.

As mudanças, aprovadas na quinta-feira (23), entram em vigor em 1º de junho de 2026 e miram um problema claro — o uso do FGC como “escudo” para levantar dinheiro a taxas elevadas, prática que ganhou notoriedade em casos como o do Banco Master.

Na prática, o objetivo é simples: reduzir o apetite por risco das instituições e proteger a estabilidade do sistema financeiro.

Hoje, o FGC funciona como uma espécie de seguro: cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, incluindo produtos como CDB, LCI, LCA e poupança. Essa estrutura segue intacta.

O que muda é o jogo para os bancos — principalmente os menores.

Captação mais difícil (e mais cara)

Com as novas regras, instituições com perfil mais arriscado ou dependentes de captação via renda fixa vão sentir o impacto.

Isso porque o CMN mexeu em dois pilares: a contribuição ao fundo e os limites de alavancagem.

No primeiro ponto, a chamada Contribuição Adicional dobrou. O multiplicador saiu de 0,01% para 0,02%.

Além disso, o gatilho ficou mais rígido: agora, bancos passam a pagar essa taxa extra quando os depósitos cobertos pelo FGC atingirem 60% da captação via dívida — antes, o limite era de 75%.

Traduzindo: quem cresce puxando CDB, LCI e LCA vai pagar mais por isso.

Trava no crescimento descontrolado

A principal mudança, porém, está na obrigatoriedade de alocar recursos em títulos públicos — uma espécie de freio de emergência para evitar excessos.

A regra amplia os cenários em que os bancos precisam “tirar dinheiro de circulação” e estacionar em ativos mais seguros.

Isso acontece quando pelo menos um destes três gatilhos é acionado:

  • Quando os depósitos garantidos pelo FGC superam em 6 vezes o patrimônio líquido e chegam a 80% da captação via dívida;
  • Quando esses depósitos passam de 10 vezes o patrimônio do banco;
  • Ou, em um cenário mais extremo, quando superam os próprios ativos da instituição.

Se qualquer um desses limites for ultrapassado, o banco terá que imobilizar o excedente em títulos públicos — impedindo o uso desses recursos em crédito ou ativos mais arriscados.

A lógica é evitar que o volume de depósitos garantidos cresça muito além do tamanho do banco — exatamente o tipo de distorção vista no caso do Banco Master.

Implementação gradual

O aperto vem, mas não de uma vez.

A exigência será implementada aos poucos: começa com 5% do valor excedente em julho de 2026 e sobe gradualmente até atingir 100% em julho de 2028.

No fim das contas, o recado do CMN é claro: crescimento financiado por captação agressiva, com o FGC como rede de proteção, agora tem limite — e custo mais alto.

Google investirá até US$40 bilhões na Anthropic

24 de Abril de 2026, 17:25

A Alphabet (GOGL34), controladora do Google, investirá até US$40 bilhões na Anthropic, aprofundando parceria com a startup de inteligência artificial que também é sua rival no setor.

A Anthropic disse nesta sexta-feira que o Google se comprometeu a investir US$10 bilhões agora em dinheiro, dando à Anthropic um valor de mercado de US$350 bilhões, e investirá mais US$30 bilhões se a empresa criadora do chatbot Claude cumprir metas de desempenho.

O anúncio da Alphabet ocorre poucos dias depois que a Amazon disse que investirá até US$25 bilhões na Anthropic, que conseguiu se destacar no concorrido setor de IA ao concentrar o treinamento de seus modelos em ferramentas de programação de software.

A receita anualizada da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões este mês, acima dos cerca de US$ 9 bilhões no final de 2025.

A startup levantou US$ 30 bilhões em uma rodada de financiamento em fevereiro que a avaliou em US$380 bilhões.

A forte demanda pela família de modelos de IA Claude levou a Anthropic a assinar vários acordos importantes recentemente para adquirir mais capacidade de computação.

No início deste mês, a empresa acertou acordos plurianuais com a fabricante de chips Broadcom e com a empresa de infraestrutura de computação em nuvem CoreWeave, e também deve garantir quase 1 gigawatt de capacidade por meio dos chips da Amazon até o final do ano.

No ano passado, a Anthropic disse que investiria US$50 bilhões na construção de data centers nos EUA para garantir a infraestrutura de implantação e treinamento de seus modelos.

No início deste ano, uma série de lançamentos de plug-ins para o agente Cowork da Anthropic provocou uma venda brutal de ações de empresas de software no mundo, uma vez que investidores avaliaram o potencial disruptivo das ferramentas de IA da empresa.

Irã fará oferta para atender às exigências dos EUA, diz Trump

24 de Abril de 2026, 17:25

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Reuters nesta sexta-feira que o Irã planeja fazer uma oferta para atender às exigências norte-americanas, em meio à expectativa de retomada das negociações no Paquistão.

“Eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver o que acontece”, disse Trump durante uma entrevista por telefone, acrescentando desconhecer qual seria a oferta.

Questionado sobre quem seriam os interlocutores dos EUA nas negociações, Trump disse: “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora.”

Trump planeja escalar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para conversas com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Islamabad, e a dupla partirá na manhã de sábado, disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a jornalistas nesta sexta-feira.

A Reuters havia informado anteriormente que Araqchi era esperado na capital paquistanesa, Islamabad, nesta sexta-feira, para discutir propostas para a retomada das negociações de paz com os Estados Unidos.

Wall Street fecha sem direção única; Nasdaq e S&P 500 batem novos recordes

24 de Abril de 2026, 17:16

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta sexta-feira (24) à espera das negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. Mesmo assim, o Nasdaq e o S&P 500 bateram novos recordes, impulsionados pelas ações de tecnologia.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,16%, aos 49.229,48 pontos;
  • S&P 500: +0,80%, aos 7.165,08 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +1,63%, aos 24.836,59 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na semana, os números também são mistos: o Dow Jones recuou 0,4%, enquanto S&P 500 subiu cerca de 0,6% e Nasdaq avançou 1,5%.

No fechamento, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, operava em queda de 3,57%, aos 18,62 pontos – o que é considerado como um “ambiente normal” no mercado.

Wall Street acompanha balanços e guerra

Os investidores acompanharam os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, com sinais de nova rodada de negociações neste fim de semana, e os balanços corporativos.

Durante a tarde, a Casa Branca anunciou a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã trouxe certo alívio para os mercados. A operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou, segundo dois funcionários paquistaneses, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viaja para o Paquistão para negociações neste final de semana e deve chegar ainda nesta sexta-feira.

À Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã planeja fazer uma oferta para atender às exigências norte-americanas, em meio à expectativa de retomada das negociações no Paquistão.

“Eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver o que acontece”, disse Trump durante entrevista por telefone, acrescentando desconhecer qual seria a oferta.

O presidente dos EUA afirmou ainda “não querer dizer” quais são os interlocutores dos EUA nas negociações, mas que estão “lidando com pessoas que estão no comando agora”.

Apesar dos acenos diplomáticos, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra o Irã, incluindo o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.

Em publicação no X, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “continuará a degradar sistematicamente a capacidade de Teerã de gerar, movimentar e repatriar recursos”.

O S&P 500 subiu impulsionado pela disparada de 23% das ações da Intel, após balanço trimestral melhor do que o esperado pelo mercado.

Dados econômicos

No front econômico, a confiança do consumidor dos EUA caiu em abril para o menor nível da série, conforme a guerra com o Irã alimentou temores de inflação, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira.

A Pesquisa do Consumidor da Universidade de Michigan mostrou que seu Índice de Opinião do Consumidor caiu para uma leitura final de 49,8 neste mês, nível mais baixo já registrado para o dado mensal fechado.

Os economistas consultados pela Reuters haviam previsto o índice em 48,0. Ele estava em 53,3 em março.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

Octaciano Neto: ‘A relação entre Faria Lima e o agronegócio não tem volta e vai dominar o financiamento’

22 de Abril de 2026, 12:38

A aproximação entre a Faria Lima e o agronegócio brasileiro ainda está nos primeiros passos, mas caminha para se tornar a principal via de financiamento do setor. Essa é a avaliação de Octaciano Neto, fundador da Zera.ag. e ex-diretor de agronegócio do Grupo Suno, que vê um processo de aprendizado mútuo entre investidores e produtores rurais — e sem retorno possível.

Segundo ele, o estágio atual ainda é inicial, com desafios relevantes dos dois lados. No campo, há uma clara necessidade de evolução em governança e gestão.

“Muitos produtores ainda operam com baixa disciplina financeira, misturando contas pessoais com as da fazenda ou adotando práticas pouco estruturadas” comenta, apesar de ressaltar que há um movimento consistente de amadurecimento em curso.

Do lado do mercado financeiro, o aprendizado também está longe de completo.

“A análise do agronegócio ainda é, muitas vezes, feita com as mesmas ferramentas utilizadas para setores tradicionais, como energia ou saneamento. O agro exige lentes próprias, capazes de capturar suas especificidades, riscos e dinâmicas produtivas”, completa.

As barreiras entre o campo e o mercado de capitais

Esse descompasso ajuda a explicar por que grandes gestoras ainda evitam o crédito direto ao produtor rural.

Seja por percepção de risco elevado ou pela falta de familiaridade com o setor, o fato é que o agro ainda não conta com um ecossistema financeiro tão completo quanto outros segmentos, como imobiliário e infraestrutura — onde já existem “one stop shops” capazes de atender diferentes perfis de risco e operações.

Além disso, há um desafio comercial: é mais simples para gestores captar recursos com teses padronizadas, focadas em empresas com balanços auditados e perfis mais previsíveis, do que apresentar ao investidor operações pulverizadas no campo, muitas vezes ligadas a culturas ou regiões específicas.

Ainda assim, Octaciano é categórico: a conexão está apenas começando, mas é irreversível. No longo prazo, ele não tem dúvidas de que o mercado de capitais será protagonista no financiamento da agricultura brasileira, consolidando uma ponte definitiva entre a Faria Lima e o campo.

Braskem (BRKM5): Bradesco BBI rebaixa ação para venda e faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de Abril de 2026, 12:16

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Braskem (BRKM5) de neutra para venda, cortando também o preço-alvo pela metade, de R$ 8 para R$ 4, de olho em uma série de fatores que vem impactando negativamente a petroquímica.

Os analistas Vicente Falanga e Ricardo França recordam que a companhia reportou resultados muito fracos no quarto trimestre de 2025, refletindo o enfraquecimento da demanda no mercado químico brasileiro e o aperto adicional dos spreads estruturais.

O BBI revisou novamente para baixo as estimativas de resultados e esperam que a Braskem siga queimando caixa, em torno de US$ 1 bilhão até o fim de 2026 e cerca de US$ 600 milhões até o fim de 2027.

O desempenho operacional da Braskem tem sido impactado por um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, marcado por margens mais apertadas e menor demanda em mercados estratégicos.

Na segunda-feira (20), a companhia divulgou ao mercado que a Novonor (ex-Odebrecht) e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4. O futuro dessa fatia da companhia está no radar há um tempo.

Na visão do Bradesco BBI, a expectativa de que o fundo IG4 assuma em breve o controle da companhia deve levar a decisões difíceis e potencialmente desfavoráveis aos acionistas nos níveis atuais de preço, com elevada probabilidade de algum tipo de reestruturação de capital, inclusive em vias extrajudiciais ou judiciais.

Por volta de 12h05 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), as ações BRKM5 caíam 1,22%, a R$ 8,87. Acompanhe o tempo real.



BBI acende sinal amarelo

O BBI diz que a Braskem deve ter algum alívio com a aprovação recente do projeto PRESIQ, as tarifas antidumping de PE (polietileno) contra produtos dos Estados Unidos e o aperto temporário da oferta global de químicos em função do conflito no Irã.

No entanto, os fundamentos operacionais do negócio e a estrutura de capital seguem bastante pressionados, na visão do BBI.

“Apesar da melhora relevante dos spreads químicos, projetamos consumo expressivo de capital de giro no primeiro semestre de 2026 e uma concentração de pagamentos de juros que pode levar o caixa a níveis perigosamente baixos ao fim do período, acendendo um sinal de alerta”, dizem os analistas.

Na visão da casa, mesmo em um cenário no qual a guerra sustente spreads elevados até o final de 2026, a análise de sensibilidade indica que a alavancagem poderia voltar a superar 10 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2027, caracterizando uma situação insustentável.

Este setor pode destravar US$ 22 bilhões em lucros anuais, segundo o Morgan Stanley; veja qual

22 de Abril de 2026, 12:15

Ferramentas avançadas de inteligência artificial (IA) podem ajudar a reduzir os custos de desenvolvimento de videogames pela metade e potencialmente liberar cerca de US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões, na cotação atual) em lucros anuais para fabricantes de jogos em todo o mundo, disseram analistas do Morgan Stanley.

A adoção de ferramentas de IA para automatizar tarefas como a criação de ambientes de jogos, a geração de diálogos e o teste de software poderia ajudar a encurtar os prazos de produção e reduzir os custos, ajudando a aumentar as margens ao longo do tempo, apontou a corretora.

No entanto, acrescentou, é improvável que os ganhos sejam distribuídos uniformemente pelo ecossistema de jogos.

A corretora de Wall Street estima que os gastos do consumidor global com videogames totalizarão US$ 275 bilhões este ano, com cerca de 20%, ou cerca de US$ 55 bilhões, a serem reinvestidos no desenvolvimento e nas operações de jogos.

Normalmente caro e trabalhoso, o desenvolvimento de jogos pode se tornar mais enxuto, pois a IA permite equipes menores e melhorias mais rápidas após o lançamento, acrescentou o Morgan Stanley.

A magnitude do desenvolvimento de jogos modernos é ilustrada pelo Grand Theft Auto VI, da Take-Two Interactive (T1TW34), um dos títulos mais esperados do setor, que está em desenvolvimento desde aproximadamente 2018 — cinco anos após o lançamento de GTA V.

Atualmente, o lançamento está previsto para novembro de 2026, após vários adiamentos.

“Vimos o valor se concentrando em plataformas e descobertas em escala, especialmente entre empresas com dados proprietários, propriedade intelectual e operações ao vivo”, afirmou a corretora. “Os maiores beneficiários podem ser aqueles que controlam a distribuição, os dados e o engajamento.”

O Morgan Stanley acrescentou que plataformas de jogos e operadoras, incluindo a Tencent, a Sony e a Roblox, poderiam ser as principais beneficiárias, enquanto grandes editoras como a Take-Two, a Electronic Arts e a Ubisoft, que possuem escala suficiente para implementar IA em vários títulos, também poderiam se beneficiar.

Por outro lado, empresas com franquias mais fracas, como a Playtika e a Netmarble , poderão enfrentar uma pressão maior, pois a IA reduz o custo de produção de jogos de médio porte, o que gera mais concorrência.

“Mecanismos de jogos como o Unity e o Unreal Engine enfrentam um resultado mais binário: adaptar-se ou sofrer interrupções”, disse a corretora.

Além da economia de custos, a IA poderia aumentar as receitas, mantendo os jogos atraentes por mais tempo, aumentando os gastos com conteúdo adicional, compras no jogo e assinaturas.

Em vez de depender principalmente de novos lançamentos, as editoras poderiam mudar o foco para atualizar as franquias existentes por meio de conteúdo orientado por IA, amortecendo o impacto financeiro, disse a corretora.

O ‘clã Kubitschek’: como herdeiros de Juscelino usam ‘grife JK’ e tentam manter influência política nas eleições 2026

22 de Abril de 2026, 12:13

O sobrenome Kubitschek preserva seu valor como um ativo estratégico mesmo após décadas da gestão de seu patriarca. Idealizador e fundador de Brasília como a nova capital federal, em 1960, o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek transmitiu uma herança institucional às filhas Márcia e Maria Estela. A “grife JK” embasou trajetórias políticas e netos e bisnetos mantiveram a influência da linhagem do clã nas engrenagens decisórias do País.

A sucessão de Márcia e a estreia da quarta linhagem

Falecida em 2000, Márcia Kubitschek consolidou uma trajetória como deputada federal e vice-governadora do Distrito Federal, legado político herdado pelas filhas Anna Christina, Julia e Alejandra. Atualmente, Anna Christina Kubitschek exerce uma função institucional e estratégica na presidência do Memorial JK, onde coordena o acervo administrativo e da memória pessoal de seu avô.

O cenário ganhou novos protagonistas, na quarta geração do clã: André Kubitschek, bisneto de Juscelino e filho de Anna Christina com Paulo Octávio, empresário, ex-deputado federal, ex-senador e ex-vice e governador do Distrito Federal.

Com a “grife JK” no nome, André tentou, sem sucesso, se eleger deputado federal em 2022. Foi secretário da Juventude do Distrito Federal no governo de Ibaneis Rocha (MDB) e, recentemente, deixou o PSD e migrou para o PL em busca da vaga no Legislativo.

Maria Estela e a articulação partidária

Em outro lado da linhagem, sua tia-avó Maria Estela Kubitschek, filha adotiva do ex-presidente, representa o braço da família por meio de uma atuação estratégica em outro campo político. Em novembro de 2025, assumiu a vice-presidência nacional do PSDB com influência na estrutura partidária e no tabuleiro de alianças tucanas sob o comando de Aécio Neves.

No currículo político, Maria Estela disputou, também sem sucesso, o governo do Rio de Janeiro, em 2006, como vice na chapa de Eduardo Paes (PSD).

A presença dos Kubitschek no cenário político de 2026 transcende a nostalgia e consolida-se como um fator de articulação real do clã. Seja por meio da cultural no Memorial JK ou nas candidaturas de seus herdeiros, que tentam, com a “grife JK” manter a influência política do patriarca Juscelino.

IRB(Re) (IRBR3) cai até 3% após números de fevereiro; Safra diz que resultado foi ‘decepcionante’

22 de Abril de 2026, 12:05

As ações do IRB(Re) (IRBR3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (22) em reação a números mensais da companhia.

Por volta de 11h45 (horário de Brasília), IRBR3 tinha queda de 3,45%, a R$ 56,29, figurando como a quarta maior queda do IBOV. Acompanhe o Tempo Real.



Além da aversão a risco doméstica na retomada das negociações após feriado, as ações da resseguradora reagem a números de fevereiro.

Na última segunda-feira (20), a companhia reportou lucro líquido de R$ 11,5 milhões em fevereiro, abaixo dos R$ 30,2 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Os prêmios emitidos aumentaram de R$ 185,9 milhões em fevereiro de 2025 para R$ 399,4 milhões, assim como os prêmios retidos – de R$ 97,1 milhões para R$ 205,6 milhões – e os prêmios ganhos – de R$ 227,2 milhões para R$ 265,5 milhões.

O resultado de “underwriting”, porém, ficou em R$ 19,8 milhões, contra os R$ 23,2 milhões registrados um ano antes.

O índice de sinistralidade do IRB(Re) passou de 63,9% para 73,6% na base anual.

O Safra clasificou o resultado como “negativo”. Os analistas Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre destacaram que o lucro líquido vem caindo desde dezembro, situando-se agora em R$ 460 milhões.

“Isso torna as projeções de consenso para 2026, atualmente em torno de R$ 600 milhões, uma meta difícil de ser alcançada, embora reconheçamos a volatilidade dos números mensais e um melhor desempenho de prêmios emitidos no início do ano”, escreveram em relatório divulgado.

Eles ainda consideraram o lucro líquido de R$ 29 milhões no acumulado no trimestre até fevereiro “decepcionante”.

O Safra mantém a recomendação neutra para IRBR3 com preço-alvo de R$ 61 em dezembro deste ano – o que representa um potencial de valorização de 5% sobre o preço de fechamento anterior. Na última segunda-feira (20), as ações encerraram o dia cotadas a R$ 58,30.

Embraer (EMBR3) fecha contrato de suporte para 25 E-Jets da canadense Jazz Aviation

22 de Abril de 2026, 11:59

A Embraer (EMBR3) e a Jazz Aviation, a maior companhia aérea regional do Canadá e principal operadora da Air Canada Express, anunciaram nesta quarta-feira (22) um acordo de suporte ao estoque de peças de reposição para a frota de E-Jets da Jazz Aviation.

Segundo a empresa brasileira, a companhia aérea opera 25 jatos E-175 e será a primeira cliente do programa Embraer Collaborative Inventory Planning (ECIP) no Canadá.

A solução prevê que a Embraer assuma a maior parte do investimento e a gestão dos materiais dos clientes, contribuindo para a redução do tempo de aeronaves em solo e para o aumento da eficiência operacional das companhias aéreas.

“O novo contrato demonstra o ritmo acelerado de crescimento da Embraer Serviços & Suporte na América do Norte, região que conta com a maior frota de E-Jets do mundo”, afirmou, em nota, Carlos Naufel, presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

O programa ECIP prevê que a maior parte do investimento em estoque é coberta pela Embraer, reduzindo substancialmente os custos para as companhias aéreas. Além disso, o preço anual fixo por peça permite maior previsibilidade orçamentária e contribui para o aumento da eficiência do inventário, com prazos de entrega pré-definidos vinculados a níveis de desempenho garantidos pela Embraer Serviços & Suporte.

Segundo a Embraer, a operação é orientada por dados, com recomendações semanais de pedidos baseadas no perfil de utilização do cliente e nos níveis de estoque, geradas por meio de um software avançado e da expertise da Embraer em planejamento, compartilhada de forma colaborativa.

Presidente da Jazz Aviation, Doug Clarke, disse que o programa vai permitir a redução do tempo em solo e oferecer um serviço consistente aos passageiros da Air Canada Express. “Este acordo com a Embraer é mais um passo importante para fortalecer a confiabilidade e a eficiência das operações com E-Jets em toda a América do Norte”, ressaltou o executivo.

Recorde já é passado? Ibovespa entrou em tendência de queda e deve voltar aos 188 mil pontos, diz Itaú BBA

22 de Abril de 2026, 11:27

Depois de iniciar o mês de abril em forte valorização e renovando recordes históricos, o Ibovespa (IBOV) entrou em realização de lucros recentes. Essa é a avaliação, por ora, da análise técnica do Itaú BBA.

As perspectivas de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem cercados de incertezas, o que mantém os investidores em região de cautela.

Em relatório, os analistas Fábio Perina e Lucas Piza afirmam, porém, que “ainda falta um impulso adicional para que o mercado, como um todo, fique mais confortável para novas altas”.

Além disso, os índices de Wall Street estão esticados e nas máximas históricas. Já no Brasil, o Ibovespa também opera próximo dos recordes nominais, mas os demais índices setoriais ainda não conseguiram superar as máximas de 2026, diz a equipe de análise técnica do banco.

“A renovação das máximas do ano pelos diferentes índices será um sinal mais claro dessa virada”, destacaram os analistas.

Agora nesse momento de realização de lucros recentes, o Ibovespa deve encontrar suportes em 188.100 e 184.300 pontos – nível em que a tendência volta a ser de alta no curto prazo.

Já em caso de retomada de ganhos, a máxima deixada em 199.354 pontos é o gatilho para a retomada do movimento de alta em busca da marca dos 200 mil pontos.

Sob olhar de médio prazo, a equipe de análise ténica estima que o próximo objetivo está em 250 mil pontos.

“Até lá, a recomendação é manter prudência na seleção dos ativos e uma alocação de risco adequada, atravessando um cenário que segue incerto — apesar do cessar-fogo temporário”, diz o relatório.

Nesta quarta-feira (22), o Ibovespa opera em queda. Por volta de 11h15, o IBOV caía 0,87%, aos 194.430,02 pontos.



Vale (VALE3) diz que continuará negociando com o governo contratos das ferrovias Carajás e Vitória-Minas

22 de Abril de 2026, 11:21

A Vale (VALE3) informou ao mercado, nesta quarta-feira (22), que vai continuar negociando com o governo mudanças nos contratos da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória-Minas, conforme aprovado por seu Conselho de Administração. As negociações estão sendo realizadas com o Ministério dos Transportes, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a Infra S.A..

De acordo com o comunicado, o ajuste nos contratos de concessão espera criar mais previsibilidade, segurança jurídica e clareza sobre as regras para os investimentos associados às concessões. A perspectiva da empresa é de melhor eficiência operacional a longo prazo.

As concessões dessas ferrovias foram renovadas em 2020, na gestão de Jair Bolsonaro, por um prazo até 2057. Porém, o governo atual passou a questionar os valores dessa renovação, avaliando que:

  • a base de ativos foi subestimada
  • e a Vale teria pago menos do que deveria pela prorrogação.

Isso levou, então, à abertura de um processo de repactuação em 2024.

O principal ponto em discussão é o pagamento adicional pela Vale, estimado em cerca de R$ 11 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 4 bilhões já foram quitados, enquanto o restante ainda depende de definição final no acordo.

Em paralelo, o governo busca garantir novos compromissos de investimento, com destaque para a conclusão da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), considerada estratégica para a expansão da malha ferroviária nacional.

Embora os valores estejam próximos de um consenso, as negociações seguem difíceis em aspectos jurídicos e na delimitação das obrigações da empresa. A etapa final ainda prevê análise de órgãos reguladores e do Tribunal de Contas da União (TCU), antes da formalização definitiva.

* Com supervisão de Maria Carolina Abe

Eleições ainda representam volatilidade passageira, não sinal estrutural para investimentos, dizem gestores

7 de Abril de 2026, 18:49

A seis meses do pleito presidencial, parte dos gestores reafirma uma postura de cautela, classificando as movimentações políticas atuais mais como volatilidade passageira do que como sinais estruturais para investimentos.

No 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI, especialistas disseram que a ainda estão de fora das apostas eleitorais, com a leitura de que é cedo para traçar possíveis cenários.

Para os gestores convidados, o momento exige uma distinção rigorosa entre o “ruído”, que gera oscilações diárias de preços, e o “sinal”, que efetivamente embasa a tomada de decisão de longo prazo.

“Existe ainda muita incerteza sobre como vai se dar a disputa eleitoral até o momento da eleição. A gente não acredita em ‘treidar’, em negociar esses ruídos até a eleição”, afirmou Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management.

A percepção dos gestores é de que o processo eleitoral, com debates e pesquisas de maior peso, só deve começar a partir de agosto ou setembro. Este será o momento de rever as estratégias de forma mais decisiva.

Oposição no páreo

Embora o cenário político brasileiro esteja fragmentado entre “esquerda” e “direita”, o que torna prognósticos definitivos precoces, os gestores estão otimistas com as mudanças de ares que as últimas pesquisas eleitorais trouxeram.

Houve uma dissipação do temor inicial de vitória garantida do atual governo petista. Atualmente, os dados indicam um fortalecimento da oposição, o que é lido de forma positiva pelos agentes financeiros.

Para Santoro, no atual xadrez eleitoral, a intenção de voto direta tem menos peso do que a taxa de rejeição, que surge como indicador mais relevante para o monitoramento dos gestores.

“Vai ser uma disputa apertada. Dificilmente a gente vai ter um cenário óbvio, o que nos obriga a ter cautela. Não dá para fazer uma aposta agora porque não é um cenário 80-20″, afirmou André Caldas, sócio e gestor de ações da Springs Capital.

Estatais não são mais o trade o eleitoral

Diferentemente de anos anteriores, em que ações de estatais como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4) eram trades óbvios, neste ano, essas empresas não estão apresentando descontos profundos para servirem como base de uma posição vitoriosa de um lado ou outro.

Diante desta mudança estrutural, para navegar esse período, o mercado tem priorizado três frentes de alocação:

  • Uso de Opções: Em vez de comprar ações diretamente, os gestores estão se valendo de Opções para fazer apostas direcionais com perda controlada e limitada ao custo da operação.
  • Dinheiro sobrando: A escolha por empresas com gestão sólida e, preferencialmente, com caixa líquido (mais dinheiro em caixa do que dívidas) também está no radar dos especialistas.
  • Bond Proxies e Energia: A exposição a empresas de energia e ativos que conseguem repassar a inflação ganhou mais força diante da guerra. É uma forma de se proteger caso o cenário macroeconômico global piore, pressionado pelos custos de energia.

Gestores veem Ibovespa descontado e dizem que guerra e eleições não tiram atratividade

7 de Abril de 2026, 18:29

Nem guerra nem eleições devem tirar a atratividade das ações brasileiras, embora possam gerar volatilidade. Essa é a avaliação de parte dos gestores de fundos, que veem o Ibovespa ainda descontado e com espaço para ganhos nos próximos meses.

No 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI, Sara Delfim, sócia da Dahlia Capital, disse que o investidor local ainda é excessivamente pessimista com os ativos brasileiros.

“O [investidor] local está sempre em busca dos astros alinhados, do momento exato para entrar na Bolsa, mas não é assim que funciona”, afirmou a gestora. Para ela, sempre há espaço para posição em ações, o que muda de tempos em tempos é o tamanho dessa exposição.

Delfim defendeu no painel de fundos de ações que o Brasil está bem em relação a pares. Mesmo com os juros altos, as empresas estão se mostrando resilientes e conseguindo aumentar o lucro.

Até mesmo a questão da dívida pública, que é um tópico sempre presente entre os agentes financeiros, foi relativizado pela gestora. Ela afirmou que o endividamento público é um problema global, não exclusivo do Brasil.

“Mesmo com a guerra, nosso país exporta petróleo e não está tão exposto”, afirmou.

Para Delfim, o histórico do Ibovespa nos últimos anos fala por si. No acumulado dos últimos três anos (2023, 2024, 2025 e 2026 parcial), a Bolsa pagou mais do que o CDI — indicador que acompanha os juros e é benchmark para investimentos no país. O Ibovespa entregou 71,3% enquanto o CDI pagou 48,4%.

“A Bolsa não é sempre o patinho feio. Tem oportunidade. Você tem que estar posicionado, obviamente, com seletividade”, afirmou.

Freios para o Ibovespa?

No começo deste ano, o Ibovespa passou por um rali protagonizado por investidores estrangeiros que levou o índice de ações a superar os 200 mil pontos — um recorde bastante significativo.

Para os próximos meses, André Lion, sócio e gestor da Ibiuna Investimentos, espera a continuidade desse movimento dos estrangeiros, ainda que em menor volume.

Neste momento, o fluxo perdeu tração diante da aversão ao risco gerada pela guerra no Oriente Médio. No entanto, o gestor destaca como o estrangeiro não se prende ao juro local e nem à preocupação com a dívida pública.

A grande questão nesse momento é até quando a guerra vai durar e se serão realizados acordos.

“Tudo está completamente em aberto. O que a gente sabe é que o preço de energia subiu no mundo inteiro. Então, hoje, a discussão que a gente tem é sobre preço de energia e juros”, afirmou Lion.

Para ele e os demais gestores, a queda dos juros é um gatilho importante para os investidores locais, enquanto a guerra é importante para a retomada dos investidores estrangeiros.

Nesta terça (7) acaba o prazo que os Estados Unidos deram ao Irã para firmar um acordo de cessar-fogo. Em uma postagem nas redes sociais, o presidente Donald Trump afirmou que “uma civilização inteira morrerá” caso Teerã não aceite as propostas norte-americanas.

Do outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã respondeu dizendo que um ataque relâmpago do Irã “remodelaria o planeta”, e acrescentou: “não teste a paciência que se tornou um furacão”.

Para André Caldas, sócio e gestor na Springs Capital, a disputa retórica é apenas ruído. O fato de o Irã já ter indicado que tem condições para um acordo indica que o país está disposto a negociar. O gestor vê o copo meio cheio e não acredita que a guerra se estenderá por mais de três meses.

Enquanto isso, a expectativa é de continuidade da queda dos juros. No entanto, apenas com uma resolução da guerra será possível ter mais clareza de até onde o Banco Central conseguirá ir.

Onde investir

Não são todas as ações e nem todos os setores que merecem espaço na carteira de investimentos. Embora as empresas estejam se mostrando resilientes, o ambiente ainda é de incerteza e volatilidade.

De modo geral, todos os gestores estão olhando para um setor: energia.

“No começo do ano estávamos falando em petróleo a US$ 60, a US$ 50. Agora, a discussão é em torno de US$ 80 a US$ 90. A gente já aumentou o investimento no setor de energia como um todo”, afirmou Lion.

Caldas também vê oportunidade nos títulos públicos indexados à inflação. No Tesouro Direto, é o Tesouro IPCA+, enquanto no jargão financeiro são as NTN-Bs.

Para ele, o prêmio desses títulos está muito alto por causa dos juros e da discussão sobre as contas públicas. No entanto, a expectativa atual é de queda dos juros e de mudança política nas eleições presidenciais.

“A grande oportunidade do momento são as NTN-Bs. A assimetria futura é de fechamento da taxa e isso vai refletir na Bolsa também, porque é muito upside”, disse.

Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management, disse que a casa está posicionada em ações com bons balanços, mas que podem se beneficiar de juros menores. Além disso, a posição em caixa ainda é alta, diante da volatilidade maior dos últimos tempos.

Juros futuros invertem sinal e fecham em baixa com expectativa de negociações entre EUA e Irã

7 de Abril de 2026, 18:24

A curva de juros futuros inverteu a trajetória na reta final do pregão com expectativa de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã “de última hora” com mediação do Paquistão.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,145%, na mínima intradia, ante 14,170% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa chegou a subir mais de 11 pontos-base, registrando máxima a 14,280%.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou a 13,680%, ante 13,725% do fechamento anterior.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o pregão a 13,795%, no menor nível diário, ante 13,820% do fechamento da última segunda-feira (6).

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também inverteram o sinal nos últimos minutos do pregão e fecharam em queda.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – caiu a 3,800% ante 3,850% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subia a 4,301% ante 4,335% do fechamento anterior.

De olho em acordo no Oriente Médio

Na tentativa de amenizar as tensões geopolíticas, o Pasquistão pediu para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Vale lembrar que, pela manhã, o chefe da Casa Branca afirmou que “uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não fosse firmado até às 21h (horário de Brasília), em publicação na rede social Truth.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Block trade com ações da Hapvida (HAPV3) movimenta quase R$ 200 milhões na B3

7 de Abril de 2026, 18:20

Um block trade com ações da Hapvida (HAPV3) movimentou R$ 199,1 milhões na B3 no final do pregão desta terça-feira (2), segundo informações da Agência Bovespa.

A operação envolveu a venda de 19.409.600 ações, o equivalente a 3,86% do valor de mercado da companhia.

O preço final foi fixado em R$ 10,26 por ação, o que corresponde a um desconto de 4,09% em relação ao fechamento do pregão da véspera.

Antes do leilão, HAPV3 caía 4,96%, a R$ 10,15. Após a operação, as ações da companhia encerraram o dia com queda de 3,93%, a R$ 10,26.



No acumulado do ano, os papéis da operadora de saúde recuam 30,5%.

Mudanças na Hapvida

Ontem (6), a Hapvida informou que Jorge Pinheiro deixará o comando da companhia após 27 anos para assumir uma posição no conselho de administração. A transição foi comunicada em carta ao mercado e ocorre após críticas recentes à governança da empresa pela Squadra Investimentos.

Na semana passada, a gestora divulgou uma carta na qual questiona a governança da companhia e defende a adoção do voto múltiplo na eleição do conselho.

No documento, a Squadra também critica decisões estratégicas da companhia, a integração após a fusão com a NotreDame Intermédica, a deterioração operacional e a remuneração da administração.

Até então, a gestora detinha 6,98% do capital votante da Hapvida e indicou três nomes para o colegiado, além de defender mudanças na composição do conselho.

Costa Neto cobra entrada ‘pra valer’ de Michelle na campanha de Flávio Bolsonaro e admite: ‘não vai ser fácil’

7 de Abril de 2026, 18:09

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cobrou a entrada “para valer” da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. Em um painel no 12º Brazil Investment Forum, realizado pelo Bradesco BBI em São Paulo (SP), o líder político admitiu, no entanto, que não será fácil o empenho dela, que já manifestou sua preferência ao governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Esperamos que ela entre na campanha para valer e para ajudar nosso Flávio a ser presidente do Brasil. Não vai ser fácil”, afirmou Costa Neto. Ele repetiu que o PL só perderá a eleição em 2026 por incapacidade e pelos desentendimentos internos .

O presidente do PL afirmou que atuará pessoalmente para tentar pacificar a relação entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que rotineiramente trocam ataques pelas redes sociais.

“Amanhã (8) vou jantar com Nikolas Ferreira, que é o maior fenômeno eleitoral do Brasil. Dia 19 vou para Miami conversar com Eduardo para não ter mais desentendimento. Vou conversar com cada um”, afirmou o presidente do PL. “Só perderemos a eleição por incapacidade, pelos desentendimentos”.

Costa Neto comparou os dois desafetos ao prever que Nikolas irá bater o recorde de histórico de votos para deputado federal no Brasil em 2026, que pertence a Eduardo Bolsonaro em 2018. “Ele vai bater recorde de votação 1,8 milhão de votos do Eduardo e vai passar de 2 milhões de votos”, disse.

Ciro Gomes e Sérgio Moro

Costa Neto defendeu também a aliança do partido com antigos desafetos e citou Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, e o senador e ex-ministro Sergio Moro, que deixou o União e se filiou ao PL, no Paraná para disputar o governo local.

“Nós temos que fazer aliança com Ciro Gomes no Ceará, que o único com condições de bater o PT lá. Ciro briga com todo mundo, com a mãe, irmã, e até comigo. Mas tinha processos contra ele e retirei todos”, afirmou.

O presidente do PL lembrou que Moro deixou o Ministério da Justiça, durante o governo de Jair Bolsonaro “atacando todo mundo, até a mim”, mas superou o passado e será o nome do PL à sucessão de Ratinho Junior no Paraná. “O Moro tinha 40% nas pesquisas e foi só ir para o PL que chegou aos 60%”, afirmou Costa Neto sem citar qual pesquisa.

Nordeste é o nosso desastre

Outra missão da campanha do PL será, segundo o presidente nacional do partido, será ganhar votos no Nordeste, base eleitoral do atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nosso desastre é o Nordeste”, afirmou, citando como exemplo a Bahia, onde Jair Bolsonaro perdeu por 6 milhões de votos em 2022 para Lula.

Para 2026, além da aposta em Ciro Gomes no Ceará, Costa Neto citou o nome de ACM Neto (União Brasil) na Bahia, como nomes fortes para o PL apoiar no Nordeste. Costa Neto repetiu que o partido prevê eleger entre 115 e 120 deputados federais e 25 senadores.

Com a aliança com partidos de centro e de direita, o PL poderia atingir 45 senadores, ter a maioria e eleger o próximo presidente do Senado.

Novo subsídio ao gás de cozinha não chegará aos consumidores, dizem revendedores

7 de Abril de 2026, 17:47

A nova iniciativa do governo federal para subsidiar o gás de cozinha (GLP) importado pelo Brasil, anunciada na véspera, não chegará aos consumidores e também não resolve os problemas que podem inviabilizar o programa Gás do Povo, que oferece botijões gratuitos para cerca de 50 milhões de pessoas, disse a associação de revendedores de GLP Abragás.

Os revendedores de gás liquefeito de petróleo (GLP) pedem que o governo faça de forma célere uma correção dos preços de referência para o pagamento do subsídio aos botijões do Gás do Povo, pois os valores estariam abaixo do necessário para remunerar as suas atividades. No programa subsidiado, o produto é entregue aos beneficiários sem custos.

O problema de defasagem do preço de referência do programa, que já era uma crítica recorrente nos últimos meses, foi agravado pelo aumento dos custos dos revendedores, principalmente pela disparada dos preços do próprio GLP e do diesel diante da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que restringiu a oferta global de petróleo e seus derivados.

O Brasil tem um histórico de subsídio ao gás de cozinha para os brasileiros mais pobres, mas o governo Lula expandiu o programa com o Gás do Povo, triplicando seu alcance para quase um quarto da população brasileira no fim de 2025.

“O Governo Federal parece não entender o recado das revendas, que estão pedindo reposicionamento urgente dos valores pagos às revendas pelo programa para efetuar a entrega do botijão de gás aos beneficiários, e já manifestaram o desejo de abandonar o Programa Gás do Povo”, afirmou a Abragás, que representa mais de 60 mil revendedores de GLP do país, em nota divulgada nesta terça-feira.

“O setor está fazendo um papel essencial para o sucesso do programa, mas com resultados negativos, não há lógica para continuar a parceria, enquanto apenas as distribuidoras colhem os resultados financeiros.”

Para a Abragás, a subvenção proposta na segunda-feira pelo governo federal para a importação de GLP “não será repassada às revendas e tampouco chegará aos consumidores como o governo espera”, pois poderá ficar represada em elos anteriores da cadeia.

O governo ainda não detalhou as regras do programa nem se ele poderá ter efeitos retroativos, uma vez que os impactos da guerra no Oriente Médio já chegaram ao mercado brasileiro.

A nova medida do governo prevê o pagamento de R$850 por tonelada de GLP importado, com dotação de R$330 milhões, com o objetivo de equalizar o preço do produto importado ao nacional e reduzir os efeitos da alta internacional, segundo informou em nota.

“Na prática, o subsídio pode representar cerca de 30% do valor do produto na saída das refinarias, contribuindo para preservar o acesso das famílias ao gás de cozinha”, disse o governo.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

O Brasil não é autossuficiente na produção de GLP e importa cerca de 20% do volume consumido atualmente. A Petrobras é a principal ofertante do produto no país, mas refinarias e unidades de processamento de gás natural (UPGNs) privadas também vendem o produto.

A Petrobras tem mantido seus preços em contratos tradicionais sem reajustes desde o fim de 2024 e, desde então, tem recorrido a leilões cada vez mais frequentes para completar a oferta, como forma de recuperar custos com a importação, segundo agentes do mercado e especialistas.

Mas o governo tentou cancelar a realização do último leilão da petroleira, em 31 de março, que negociou cerca de 70 mil toneladas de GLP, com fortes ágios, em sete polos de venda da companhia. Em um dos polos, na Refinaria Duque de Caxias (Reduc/RJ), a companhia chegou a registrar um ágio de mais de 100% na comercialização do produto, disse uma pessoa a par do leilão.

A realização do leilão acabou culminando na demissão do diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, na segunda-feira, e a reguladora ANP está investigando o certame por suspeitas de prática de preços com ágios elevados, possivelmente acima dos Preços de Paridade de Importação (PPI).

Ibovespa ganha fôlego na reta final do pregão e fecha em leve alta; dólar sobe a R$ 5,15

7 de Abril de 2026, 17:23

O Ibovespa (IBOV) ganhou fôlego nos últimos minutos do pregão com expectativa de avanço nas negociações de última hora para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Nesta terça-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos, na máxima intradia.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1550, com alta de 0,16%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com cenário eleitoral, novas medidas do governo para conter os preços dos combustíveis e dados econômicos.

Entre os dados, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Na avaliação de Luiza Pinese, economista da XP, os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as ações negociadas no Ibovespa, a Suzano (SUZB3) despencou 6,39% (R$ 46,43), pressionada pela revisão do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.

Além disso, a equipe de analistas cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57.

SUZB3 também foi a ação mais negociada da B3 com 56,585 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,122 bilhões.

A ponta negativa foi liderada por MRV (MVRE3), com queda de 9,45% (R$ 7,19), em reação à prévia operacional do primeiro trimestre deste ano (1T26).

Já a ponta positiva foi encabeçada por Braskem (BRKM5), que encerrou o pregão com alta de 7,26% (R$ 9,01), em recuperação das perdas da véspera. Ontem (6), os papéis caíram mais de 7%.

Exterior

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pela manhã, o chefe da Casa Branca disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth. O prazo final de negociações imposto por Trump se encerra ainda hoje, às 21h (horário de Brasília).

No final da tarde, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas. Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Na Europa, os principais índices também encerraram em queda com incertezas sobre o conflito no Oriente Médio na retomada do feriado prolongado. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com baixa de 1,01%, aos 590,59 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram uma sessão mista no primeiro dia de negociações da semana. O índice Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável com alta de 0,03%, aos 52.429,56 pontos.

Roubini: Brasil pode sofrer mais com riscos internos do que com guerra no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:15

Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e aos temores de um novo choque global de energia, o economista Nouriel Roubini fez um alerta que desloca o foco do investidor brasileiro: o principal risco para o país pode não estar no cenário externo, mas dentro de casa.

Segundo Roubini, embora o conflito envolvendo o Irã tenha potencial para gerar inflação global e desaceleração econômica, os efeitos sobre o Brasil tendem a ser mais moderados quando comparados a outras regiões. Ainda assim, isso não significa imunidade.

“O que acontece dentro do Brasil pode ter mais impacto do que a própria guerra”, afirmou durante evento do Bradesco BBI, o 12º Brazil Investment Forum, realizado em São Paulo.

A fala vem em um contexto de análise mais ampla sobre os efeitos do choque energético global. Com a possibilidade de interrupções no fornecimento de petróleo no Golfo Pérsico, o economista vê um cenário típico de pressão inflacionária combinada com perda de crescimento, uma dinâmica que remete, ainda que com diferenças, aos episódios de estagflação do passado.

Ganhos externos, dores internas

No caso brasileiro, há um fator de amortecimento importante, já que o país é exportador líquido de energia. Em um cenário de petróleo mais caro, isso tende a favorecer a balança comercial e gerar ganhos de termos de troca.

No entanto, Roubini pondera que o encarecimento da energia se espalha por toda a economia, pressionando custos de produção e reduzindo o poder de compra das famílias. O resultado é um ambiente de inflação mais alta combinado com crescimento mais fraco, ainda que em menor intensidade do que em economias mais dependentes de importação de energia, como as asiáticas.

Em outras palavras, mesmo que o Brasil esteja entre os “beneficiados” pelo choque, há um custo macroeconômico inevitável.

O verdadeiro ponto de atenção

É nesse contexto que o economista desloca o debate para dentro do país. Para ele, os desdobramentos da política doméstica, especialmente em um ano eleitoral, tendem a ser mais determinantes para o rumo da economia brasileira do que o próprio conflito internacional.

“Seja Lula ou o filho do Bolsonaro, isso trará implicações para as políticas fiscais, para a forma como o país vai estruturar reformas e para o crescimento econômico”, explica.

Roubini destaca que o Brasil entra em um período sensível, com eleições presidenciais no horizonte e incertezas sobre a condução da política fiscal, reformas estruturais e estratégias de crescimento.

Embora reconheça a importância institucional do Banco Central independente, ele alerta para um risco conhecido em economias emergentes, a chamada dominância fiscal. Nesse cenário, pressões sobre as contas públicas podem acabar influenciando a política monetária, elevando o risco de inflação persistente ao longo do tempo.

“Pode haver uma situação em que, no futuro, haja uma dominância fiscal, em que o déficit fica tão alto que a tentação para monetizá-lo [com política monetária] cresce”, diz o economista.

A combinação de incerteza política com fragilidade fiscal, portanto, pode amplificar os efeitos de qualquer choque externo, ou até superá-los.

A leitura de Roubini sugere uma inversão na forma de analisar riscos. Em vez de concentrar a atenção apenas na geopolítica global, investidores deveriam olhar com mais cuidado para o ambiente doméstico.

Isso porque, mesmo em um cenário de guerra prolongada e petróleo elevado, o Brasil parte de uma posição relativamente mais confortável do ponto de vista energético. Já os riscos internos, ligados à política econômica e à credibilidade fiscal, permanecem como variáveis abertas.

Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:12

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (7) com a expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio após o Paquistão, mediador das negociações entre EUA e Irã, pedir o prolongamento do prazo de Trump.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, encerrou aos 25,74 pontos (+6,41%). O número na faixa de 25 a 30 pontos indica “turbulência” no mercado.

Novas ameaças de Trump ao Irã

Hoje pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth.

Apesar do tom, a pressão para um acordo com o Irã já havia se intensificado nos últimos dias. No domingo (5), Trump emitiu uma ameaça repleto de palavrões, alertando o Irã de que estaria “vivendo no inferno” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até esta terça-feira às 21h (horário de Brasília).

Também nesta terça-feira, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

*Com informações de Reuters

Dólar tem leve alta a R$ 5,15 com ultimato de Trump ao Irã

7 de Abril de 2026, 17:08

O dólar à vista ganhou força ante o real, em uma sessão marcada pela expectativa de um acordo de paz no Oriente Médio após o ultimato do presidente norte-americano, Donald Trump.

Nesta terça-feira (7), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1550, com leve alta de 0,17%.



O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,33%, aos 99,651 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A escalada de tensões no Oriente Médio continuou a concentrar o foco dos investidores.

Pela manhã, presidente dos Estados Unidos elevou o tom contra o Irã e disse que “toda uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo de cessar-fogo não fosse firmado ainda hoje, em publicação na rede social Truth.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, também afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Dados locais

Em segundo plano, os investidores reagiram a dados domésticos. Entre eles, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

Governo corta mais uma parte das tarifas de importação que haviam sido elevadas neste ano

26 de Março de 2026, 20:38

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma nova rodada de cortes de Imposto de Importação nesta quinta-feira, revertendo, entre outros pontos, mais uma parte das elevações de tarifas promovidas mais cedo neste ano para bens de capital e de informática.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 970 bens de capital, informática e telecomunicações terão tarifas zeradas. Desse total, 779 tiveram concessão ou renovação do benefício em decisão que o MDIC classificou como rotineira.

O restante diz respeito ao aumento de tarifas promovido neste ano para mais de 1200 itens. Após reduzir a zero, em fevereiro, a cobrança sobre 105 desses produtos, o MDIC agora fez o corte para outros 191 itens. A decisão foi antecipada pela Reuters.

A concessão foi feita após pedido de empresas que alegam não haver produção nacional equivalente para os produtos afetados. As solicitações serão analisadas pelo governo em um prazo de até quatro meses, e o benefício poderá ser mantido após comprovação de ausência de equivalente no mercado doméstico.

O prazo para que as empresas façam pedidos fica aberto até 30 de março. Portanto, ainda há possibilidade de nova decisão do governo sobre outros itens.

Também na reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) desta quinta-feira o MDIC disse que foram zeradas tarifas de medicamentos usados em tratamentos de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia; fungicidas e inseticidas para controle de pragas na agricultura; insumos para indústria têxtil; lúpulo para fabricação de cerveja; e produtos usados em nutrição hospitalar.

B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio

26 de Março de 2026, 20:30

O conselho de administração da B3 (B3SA3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$ 372,5 milhões, equivalente a R$ 0,07434043 por ação, de acordo com documento desta quinta-feira (26).

O valor líquido será de R$ 0,06133086 por ação, já considerando a retenção de 17,5% de Imposto de Renda, exceto para acionistas com tributação diferenciada, segundo a operadora da bolsa brasileira.

O pagamento será realizado em 13 de abril de 2026, com base na posição acionária de 31 de março de 2026. As ações serão negociadas com direito ao provento até 31 de março, passando à condição “ex-JCP” a partir de 1º de abril.

O montante será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício social de 2026, acrescentou a companhia.

De acordo com dados mais recentes divulgados pela companhia, a B3 registrou forte crescimento no volume negociado em ações em fevereiro de 2026, em um mês marcado por desempenho positivo do mercado brasileiro e entrada de capital estrangeiro.

O volume financeiro médio diário no mercado à vista atingiu R$ 37,3 bilhões, alta de 50,1% em relação a fevereiro de 2025 e avanço de 16,2% frente a janeiro.

Trump diz que reunião dos EUA com o Irã para negociar acordo será sexta à noite

26 de Março de 2026, 19:59

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 26, que uma reunião do seu governo com o Irã para negociar um acordo de cessar-fogo acontecerá sexta à noite, em entrevista à Fox News, sem dar mais detalhes. Ele também reiterou que a prorrogação do prazo para o início das tratativas foi feita a pedido do país persa.

“O Irã veio até mim pedindo sete dias, e eu os dei 10 dias porque eles nos deram navios de petróleo”, disse Trump, em referência aos “presentes” que ele havia citado na quarta. “Militarmente, nós vencemos a guerra contra o Irã”, acrescentou.

Ao ser questionado, Trump ressaltou que a diferença desta guerra para outros conflitos travados por presidentes americanos é que seu governo garantiu a autossuficiência em energia, com uma forte produção doméstica e agora com a “parceria” de importações da Venezuela.

Segundo ele, neste cenário, os EUA não necessariamente precisam do Estreito de Ormuz liberado para consumo energético interno. “Estamos lá pelos nossos aliados. Os EUA hoje produzem mais petróleo do que Rússia e Arábia Saudita combinados”, disse.

O presidente americano disse que a ausência de protestos contra o regime no Irã se deve à forte repressão promovida pelo governo. Conforme Trump, a população estaria intimidada para ir às ruas após a onda de assassinatos, atribuída por ele ao regime violento, no contexto das manifestações contra o aumento do custo de vida e por mais liberdades civis.

Perguntado, o republicano comentou rumores de que o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Motjaba Khamenei, seria gay. “A CIA me disse isso, e isso o colocaria em um péssimo começo nesse país. Lá eles matam os gays e matam as mulheres se não usarem certas vestes”, afirmou.

Sobre a falta de apoio do grupo MAGA, Trump disse ter 100% de apoio dos republicanos nos EUA. “Acredito que o MAGA esteja incluso dentro dessa classificação”, disse. “As pessoas do MAGA adoraram o que fizemos na Venezuela quando voltamos com 100 milhões de barris de petróleo”.

BC prevê uso de contas-salário em operações de Pix Automático a partir de julho

26 de Março de 2026, 19:39

O Banco Central informou nesta quinta-feira, 26, que prevê que, a partir de julho, será possível usar também contas-salário para realizar operações de Pix Automático. Atualmente, somente contas correntes e de pagamento podem iniciar operações na modalidade.

A novidade foi um dos temas da 28ª reunião plenária do Fórum Pix, realizada quinta. O encontro técnico entre a autoridade monetária e os participantes do arranjo de pagamento instantâneo tem como objetivo discutir a agenda de trabalho em andamento, o planejamento para os próximos meses e as ações finalizadas.

Segundo o BC, o uso de conta-salário em operações de Pix Automático integra a agenda evolutiva do arranjo de pagamento a ser desenvolvida no primeiro semestre de 2026.

Em nota, a autarquia detalhou que, com a novidade, nos casos em que o usuário final recebedor dessas transações for pessoa jurídica ou entidade não autorizada a funcionar pelo BC, deverá ser observada exclusivamente a regulamentação específica que disciplina o Pix Automático. Essa determinação, porém, não se aplica a casos em que a autorização de débito e crédito envolva a mesma instituição, em conformidade com resoluções publicadas em setembro do ano passado.

O Fórum Pix desta quinta também debateu iniciativas em estudo para prevenir o mau uso de mensagens no envio de transações. Um grupo de trabalho foi formado para tratar dessa questão e deve apresentar uma proposta até 30 de junho. As sugestões serão avaliadas e, se aprovadas, serão regulamentadas pelo BC.

“Uma das prioridades para 2026 diz respeito ao campo descrição do serviço, onde o usuário do Pix deveria usar o espaço para registrar o que foi pago ou passar alguma informação objetiva para quem recebeu o valor”, afirma a autarquia. “A equipe técnica do BC tem observado que esse campo, em algumas ocasiões, vem sendo utilizado de maneira indevida pelos usuários. Foram identificadas mensagens ofensivas, intimidatórias e/ou ameaçadoras, em operações quase sempre de valores irrisórios.”

Americanas (AMER3) não deve mais fazer fechamento massivo de lojas; quer usá-las como pontos de entrega

26 de Março de 2026, 19:20

A Americanas (AMER3) não deve mais realizar fechamentos massivos de lojas após o ciclo de reestruturação recente, segundo o presidente da companhia, Fernando Soares. A expectativa é de estabilização da base física, com eventuais ajustes pontuais dentro de um parque de cerca de 1.470 unidades.

A redução do número de lojas ao longo de 2025, que somou cerca de 300 unidades, teve impacto direto sobre a base de clientes da companhia no período. Segundo o executivo, a queda reflete esse movimento de reorganização e não uma deterioração estrutural da demanda. “Não conseguimos segurar esses clientes com a loja fechada”, afirmou.

Com o fim desse processo, a tendência é de normalização e posterior retomada da base de consumidores. A companhia já iniciou a abertura pontual de novas unidades e avalia que o número de clientes deve voltar a crescer nos próximos meses.

Atualmente, a Americanas opera em mais de 800 cidades e registra aproximadamente 95 milhões de visitas mensais, considerando lojas físicas, site e aplicativo. A base digital também inclui mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais.

Além da expansão física, a Americanas aposta na evolução do canal digital. Hoje, contudo, o digital representa apenas cerca de 4% das vendas totais.

Segundo Soares, o foco é elevar a frequência e o tíquete médio dos consumidores, mais do que a aquisição de novos clientes. Nesse contexto, iniciativas como o programa Cliente A tendem a ampliar o gasto e a recorrência nas lojas.

Pontos de entrega

A Americanas avalia que sua rede de lojas físicas pode ser utilizada como plataforma logística para parceiros, em um movimento que reforça o papel das unidades como hubs de distribuição dentro do novo modelo de negócios da companhia.

Segundo Soares, a capilaridade da empresa abre espaço para parcerias com plataformas digitais interessadas em ampliar sua presença no País.

“Será que algum marketplace não precisa de cerca de 1.500 pontos de entrega no Brasil? Eu acho que sim”, afirmou o executivo, durante teleconferência.

Soares destacou que a Americanas já tem avançado nesse modelo por meio de parcerias, citando a cooperação com o Magazine Luiza no marketplace, que permite maior integração operacional entre as plataformas.

O executivo ressaltou, no entanto, que novas parcerias devem seguir uma lógica centrada no cliente e na operação das lojas. “Tudo precisa passar por esse centro que escolhemos trabalhar, que é consumidor e a loja física”, disse.

No campo financeiro, Soares afirmou que a companhia mantém foco na expansão da massa de lucro, mais do que em ganhos pontuais de margem. “Aumentar preço é fácil, mas prejudica a competitividade”, afirmou o CEO.

Saída da recuperação judicial

A Americanas protocolou o pedido de saída da recuperação judicial e encerrou 2025 com indicadores que, segundo o presidente da companhia, Fernando Soares, refletem a conclusão de um ciclo de reestruturação operacional e financeira. A decisão ainda depende de aprovação judicial.

O CEO afirmou que o movimento foi sustentado por três fatores principais: o cumprimento das obrigações previstas no plano, a execução de uma ampla transformação do negócio e a melhora consistente dos resultados ao longo do ano.

“Não dá para negar que é um dia importante. Nós cumprimos as obrigações previstas no plano e temos segurança para avançar no pedido de saída da recuperação judicial”, disse.

A companhia terminou 2025 com caixa superior à dívida, voltou a registrar resultado líquido positivo e apresentou melhora operacional de R$ 770 milhões no período.

No campo estratégico, a Americanas promoveu uma mudança em seu modelo de negócios, com a loja física passando a ocupar o centro da operação. A estrutura, que antes separava as frentes digital e física, foi integrada, com convergência de estratégias e proposta de valor única ao consumidor.

Até 2022, a companhia operava com divisão mais equilibrada entre os canais, com 54% da receita proveniente do digital e 46% do físico. Em 2025, esse perfil foi invertido, com 95% da receita concentrada nas lojas físicas e apenas 5% no digital.

A empresa também revisou sua atuação no marketplace, reduziu a operação a parcerias estratégicas e desativou a Ame, sua fintech. “A loja física é o nosso negócio principal e o digital passa a complementar essa estratégia, oferecendo uma experiência omnicanal”, disse Soares.

O diretor financeiro da Americanas, Sebastien Durchon, avaliou que o pedido antecipado de saída da recuperação judicial representa um marco na conclusão do processo de reestruturação e sinaliza uma nova etapa para a companhia.

“A saída antecipada da recuperação judicial é um recado forte de confiança no futuro”, afirmou há pouco. A companhia acumulou mais de R$ 2 bilhões em melhorias operacionais no período e encerrou 2025 com posição de caixa superior à dívida, de acordo com o executivo.

Durchon destacou ainda que a execução do plano ocorreu dentro de um prazo considerado curto para esse tipo de processo, com a maior parte dos fornecedores paga à vista e avanço na reorganização da estrutura da companhia.

Para o executivo, o movimento também representa uma sinalização ao mercado e aos parceiros e clientes sobre o compromisso da Americanas com a reconstrução do negócio. “É uma declaração de compromisso da companhia com seus associados, clientes e fornecedores”, disse.

Hypera (HYPE3) aprova R$ 185 milhões em juros sobre capital próprio

26 de Março de 2026, 18:42

A Hypera (HYPE3) informou nesta quinta-feira (26) que o conselho de administração aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 185 milhões, equivalente a R$ 0,26304 por ação, com retenção de imposto de renda na fonte.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 31 de março de 2026, incluindo as ações emitidas no aumento de capital. A partir de 1º de abril de 2026, os papéis passam a ser negociados “ex-JCP”.

O valor líquido será imputado aos dividendos obrigatórios relativos ao exercício de 2026, a serem deliberados na assembleia geral de 2027. O pagamento ocorrerá até o fim de 2027, em data ainda a ser definida, sem atualização monetária.

A companhia também informou que foram subscritas todas as ações do aumento de capital aprovado anteriormente, somando R$ 1,5 bilhão. Com a homologação prevista para 31 de março de 2026, o capital social passará a R$ 11,2 bilhões, dividido em 704 milhões de ações ordinárias.

A farmacêutica teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes.

Açúcar bruto atinge máxima de 5 meses com retomada da alta do petróleo

26 de Março de 2026, 18:36

Os contratos futuros do açúcar bruto na bolsa ICE atingiram uma máxima de cinco meses nesta quinta-feira, com a retomada da alta dos preços do petróleo em meio à incerteza entre os investidores sobre as perspectivas do fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

Um aumento sustentado nos preços do petróleo pode fazer com que as usinas de cana no maior produtor, o Brasil, e em outros países reduzam a produção de açúcar em favor do etanol.

O açúcar bruto subiu 0,32 centavo, ou 2,1%, a 15,87 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter atingido uma máxima de cinco meses de 15,97 centavos mais cedo.

Sinais contraditórios emitidos anteriormente pelos EUA e pelo Irã sobre as negociações para acabar com a guerra no Oriente Médio deixaram os mercados nervosos, com as ações e títulos caindo em meio ao aumento do preço do petróleo.

O Brasil deve reduzir as exportações de açúcar na temporada 2026/27 em 14,2%, já que as usinas desviam a cana-de-açúcar para produzir etanol devido aos altos preços da energia, informou a consultoria Safras & Mercado na quinta-feira.

A AP commodities disse que, embora o açúcar esteja sob pressão devido aos modestos excedentes e à forte venda especulativa, é provável que surjam recuperações, mesmo que temporárias, dada a sensibilidade do adoçante aos riscos climáticos e a fatores ligados ao etanol.

A consultoria acrescentou que as posições vendidas dos especuladores, ou apostas na queda dos preços, são grandes, o que significa que há o risco de que muitos revertam o curso e apostem em ganhos de preços se suas posições permanecerem no vermelho por muito mais tempo.

O açúcar branco subiu 1,2%, para US$459,60 a tonelada.

Café

O café arábica caiu 8,45 centavos de dólar, ou 2,7%, para US$3,0765 por libra-peso, depois de ter atingido a máxima de sete semanas, de US$3,1950, na terça-feira.

A anomalia climática conhecida como El Niño deverá se desenvolver globalmente por volta do terceiro trimestre deste ano e deverá trazer secura e temperaturas mais altas até o início de 2027 para as áreas tropicais onde o café e o cacau são cultivados, informou a trader Sucafina.

O café robusta caiu 0,9%, para US$3.596 a tonelada.

Os negociantes do Vietnã, maior produtor de robusta, disseram que os agricultores não estão vendendo no momento e que aqueles que precisam cumprir contratos começaram a buscar grãos no Brasil e na Indonésia.

Cacau

O cacau em Londres fechou em alta de 28 libras, ou 1,2%, a 2.356 libras por tonelada.

O cacau está sob pressão da fraca demanda e de uma perspectiva geralmente favorável para as safras na África Ocidental, embora grande parte disso esteja precificada por enquanto.

O cacau em Nova York subiu 1%, para US$3.164 a tonelada, depois de cair 3,2% na quarta-feira.

STF forma maioria e barra prorrogação da CPMI do INSS

26 de Março de 2026, 18:22

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou, na tarde desta quinta-feira (26), maioria para rejeitar a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Até o início da noite, seis ministros votaram contra e dois, – Mendonça e Luiz Fux – votaram para que o STF determinasse a prorrogação por 60 dias.

Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Cármen Lúcia e Dias Toffoli votaram contra a prorrogação e basicamente sustentaram que o tema cabe ao Congresso Nacional. A ação pela prorrogação foi apresentada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI e pelos deputados Alfredo Gaspar (União-AL), relator e Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Mendonça acatou a ação, foi favorável ao pedido, mas encaminhou o processo ao plenário, que rejeitou a prorrogação. Com isso, o relatório da CPMI deve ser lido nesta sexta-feira (27) e a votação deve ocorrer até sábado (28), prazo final regimental para o encerramento da comissão.

O relatório de Alfredo Gaspar tem mais de 5 mil páginas e cerca de 220 pedidos de indiciamento. O relator disse que ainda analisa a possibilidade de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ser incluído entre as duas centenas de nomes.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), porém, trabalha para aprovar um relatório de consenso entre governo e oposição de modo a impedir uma derrota na votação do parecer no sábado.

Juros futuros mantêm trajetória de alta e voltam a superar 14% em todos os vencimentos

26 de Março de 2026, 18:17

A curva de juros futuros brasileira teve mais uma sessão de fortes ganhos, com as taxas voltando a superar 14% em todos os vencimentos, em meio à cautela com a guerra no Irã e choques inflacionários na economia global.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,320% ante 14,105% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa bateu máxima a 14,360%, uma alta de 25 pontos-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 14,085% ante 13,815% do fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,125%, alta de 31 pontos-base.

DI para janeiro de 2036, de longo prazo, encerrou o dia a 14,105% ante 13,980% do fechamento de ontem (23), após subir 16 pontos-base, a 14,130%, na máxima intradia.

O movimento também acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em alta, em meio às incertezas de duração da guerra no Oriente Médio e os preços de petróleo de volta ao nível de US$ 100 o barril.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – fechou próximo da estabilidade a 3,882% ante 3,881% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subiu a 4,412% ante 4,328% da véspera.

Todos os olhos na inflação

As taxas de DIs reagiram a novos dados de inflação e perspectivas do Banco Central (BC) para a economia brasileira.

A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,44% em março, puxada por Alimentação e Bebidas e Despesas Pessoais. A estimativa era de alta de 0,29% neste mês, de acordo com a mediana das projeções do Broadcast.

O IPCA-15 fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 3,90% – dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.

Já o BC revisou para cima suas projeções de inflação no chamado horizonte relevante — o período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia os efeitos de sua política sobre a economia.

Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM), a expectativa para o terceiro trimestre de 2027 subiu 0,1 ponto percentual, para 3,3%.

Entre os fatores de alta, estão a elevação do preço do petróleo e a revisão do hiato do produto, que indica atividade econômica acima da capacidade potencial. Por outro lado, a apreciação do real e a leve queda nas expectativas de mercado ajudaram a conter o avanço.

Na avaliação de economistas consultados pelo Money Times, o RPM veio em linha com a ata e o comunicado do Copom, reforçando o cenário de incertezas geopolíticas com o conflito no Oriente Médio e os riscos, tanto altistas quanto baixistas, que a guerra traz para a inflação.

Durante a coletiva, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que o conservadorismo da política monetária em 2025 deu à autarquia “gordura” para poder analisar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Entre profissionais do mercado ouvidos pela Reuters, a avaliação é de que, no cenário atual, o BC caminha para cortar a Selic em apenas 25 pontos-base em abril – e não mais em 50 pontos-base, como os ativos estavam precificando anteriormente. A Selic está em 14,75% ao ano.

“O BC vai acelerar (os cortes da Selic) apenas em junho. Mas, claro, dependendo do cenário internacional”, avaliou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano.

Na B3, as opções de Copom precificavam ontem (25) –– na atualização mais recente, 37,50% de chance de o Copom cortar a Selic em 50 pontos-base, para 14,25% ao ano. A probabilidade de redução de 25 pontos-base, para 14,50% a.a., era de 37% e a chance de manutenção em 17%.

Antes da guerra, os percentuais eram de 77,50% para corte de 50 pontos-base em abril, 20,04% para redução de 25 pontos-base e zero para manutenção.

Conflito no Irã

No 27º dia de conflito no Irã, o mercado continuou a monitorar os desdobramentos e aumentou a aversão a risco, com novas incertezas sobre a duração da guerra.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã está desesperado por um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, mas que os negociadores iranianos são “estranhos”.

“Os negociadores iranianos são muito diferentes e ‘estranhos’. Eles estão ‘implorando’ para que façamos um acordo, o que deveriam estar fazendo, já que foram militarmente aniquilados, sem nenhuma chance de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas ‘analisando nossa proposta’”, disse Trump na Truth Social.

Na mesma publicação, o chefe da Casa Branca disse que o Irã deve “levar a sério” o acordo para pôr fim à guerra.

Até agora, autoridades do Irã têm negado as negociações para um cessar-fogo. Ontem (25), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que as “conversas indiretas” não equivalem a uma negociação.

Já no final da tarde, Trump anunciou que estava interrompendo os ataques às usinas de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril, a pedido do governo iraniano, e afirmou que as negociações com Teerã estão indo “muito bem”.

*Com informações de Reuters

Fundos imobiliários (FIIs) podem chegar a 30 milhões de investidores em até 15 anos, diz Sidney Angulo

26 de Março de 2026, 18:01

A indústria de fundos imobiliários no Brasil deve continuar ampliando sua base de investidores ao longo de 2026. A estimativa é de entrada de 400 mil a 500 mil de novos cotistas neste ano.

Em uma perspectiva mais longa, de 10 a 15 anos, o número total pode alcançar a marca de 30 milhões de investidores, segundo projeção feita por Sidney Angulo, sócio do E-business Park e um dos maiores investidores de fundos imobiliários na pessoa física do país, durante participação no FIIs Experience 2026, evento realizado nesta quinta-feira (26), em São Paulo.

Atualmente, os fundos imobiliários possuem aproximadamente 3,07 milhões de cotistas na B3. Em janeiro de 2025, eram 2,78 milhões.

Além disso, o patrimônio total do setor sob custódia atingiu R$ 200 bilhões no início de 2026, um recorde para a indústria, de acordo com dados da bolsa de valores.

“Se eu fizer uma análise um pouquinho mais estrutural do que está acontecendo, R$ 200 bilhões e 3 milhões de investidores, para o tamanho do Brasil, é nada”, afirmou Angulo.

“Nós vamos chegar, em 10 a 15 anos, a 30 milhões. Este ano deve crescer de 400 mil a 500 mil. E eu acho mesmo”, prosseguiu.

“Imóvel é renda”

Durante sua participação, o executivo, que, atualmente, detém cerca de 300 mil metros quadrados (m²) em propriedades na capital paulista, destacou o caráter duradouro dos investimentos em imóveis, em contraste com eventos de curto prazo. “Guerra é notícia que acaba. Imóvel é renda. E é para sempre.”

Nesse sentido, comparou a estratégia adotada por grandes instituições financeiras, que, segundo ele mantêm parte relevante de seus ativos atrelada ao segmento imobiliário. “Os bancos constroem o patrimônio deles em imóveis. O investidor inteligente faz o mesmo.”

Democratização

Angulo também pontuou o avanço da democratização do acesso ao mercado imobiliário, pontuando que, hoje, pessoas físicas conseguem participar de grandes empreendimentos por meio dos FIIs — algo que não era viável para gerações anteriores.

“Antigamente, as cidades, os prédios, as propriedades eram de um único grande dono. Com o tempo, isso foi se dividindo, mas, até algumas décadas atrás, pouca gente podia ter acesso”, afirmou.

“Há 10 a 15 anos apareceram os fundos imobiliários. Essa figura de você pegar um prédio e poder ‘picar’ ele, isso é fantástico”, disse.

Após petróleo, guerra no Oriente Médio ameaça disparar commodities agrícolas; veja onde investir

25 de Março de 2026, 20:36

A escalada da guerra entre EUA e Irã já incendiou as cotações de petróleo, e agora flerta com o próximo front: as commodities agrícolas. Com o risco de interrupção em cadeias logísticas e o encarecimento de insumos, o setor surge como a nova fronteira de um rali com contornos estruturais — e o investidor pode estar de cara com a oportunidade de bons retornos.

“Não é só uma ou outra commodity que está subindo, todas estão. A última que falta reagir são as agrícolas”, afirma Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Na leitura dele, esse movimento não se explica apenas pela guerra no Irã, mas por uma mudança mais estrutural de cenário.

Ele avalia que o mundo pode estar à beira de um novo ciclo de alta das commodities, sustentado por fatores que vão além do curto prazo.

Tradicionalmente, commodities e dólar caminham em direções opostas: a moeda norte-americana mais forte costuma pressionar os preços das matérias-primas — e o inverso também é verdadeiro.

Spiess aposta em um cenário de enfraquecimento do dólar no horizonte estrutural, o que abriria espaço para uma valorização mais consistente das commodities.

“Episodicamente, o dólar pode se fortalecer, como vimos em março. Mas, estruturalmente, podemos estar perto de um novo ciclo em que o dólar volte para a média histórica”, afirma.

Por trás dessa visão está uma combinação de fatores macroeconômicos. Spiess cita o aumento da dívida dos Estados Unidos, o risco fiscal elevado e um movimento global de diversificação cambial.

Há também uma questão de posicionamento: na leitura dele, o dólar ficou “caro demais” desde a crise de 2008, enquanto commodities ficaram relativamente baratas.

Segundo Spiess, pode haver um movimento de busca estrutural por mais exposição em commodities.

O resultado, segundo o analista, é um ambiente propício para um novo ciclo de alta — com potencial de beneficiar países exportadores, como o Brasil.

Fertilizante mais caro, comida mais cara

O conflito, que já pressiona o petróleo e deve chegar às commodities agrícolas, também atinge um elo menos visível, mas igualmente estratégico: o mercado de fertilizantes, essencial para a produção de alimentos.

Nesta terça-feira (24), a Rússia anunciou a suspensão das exportações de fertilizantes por um mês, priorizando o abastecimento interno.

A medida se soma a um cenário de rotas marítimas alteradas, redução da produção no Golfo Pérsico e dificuldades no escoamento via Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um terço do comércio global desses insumos antes do conflito.

No Brasil, o efeito tende a ser direto: aproximadamente 40% dos fertilizantes usados no agronegócio passam pela região.

E o impacto nos preços já começou. A ureia, por exemplo, acumula alta de cerca de 50% desde o início da guerra, impulsionada também pelo encarecimento do gás natural — insumo essencial para sua produção.

Segundo Spiess, o efeito deve se espalhar rapidamente pela economia real. “Se o fertilizante ficar mais caro, os alimentos vão ficar mais caros. Então, há um medo inflacionário generalizado no Ocidente”, afirma.

Na avaliação dele, esse risco preocupa governos, inclusive nos envolvidos na guerra, como os Estados Unidos.

“Os governantes não querem isso para si, porque inflação acaba gerando impopularidade”, pontua.

Ele relembra que o próprio presidente norte-americano, Donald Trump, que neste ano passa por uma eleição de meio de mandato, deve se preocupar com a possível aceleração da inflação no país.

“Ele não pode se dar ao luxo de ver a popularidade cair ainda mais. Então, tem motivo para que o conflito acabe antes [da eleição]”, afirma Spiess.

Crise hídrica e risco de colapso no Oriente Médio

As preocupações não se limitam aos preços do petróleo, do fertilizante ou das commodities agrícolas. Segundo Spiess, há um risco estrutural mais grave se o conflito avançar sobre a infraestrutura da região.

“O Irã tem muito petróleo, mas não tem comida nem água em abundância. Grande parte do abastecimento passa pelo Estreito de Ormuz. Se isso for comprometido, você pode ter uma crise alimentar humanitária”, afirma.

Outro ponto crítico são as usinas de dessalinização existentes nas proximidades do Irã, essenciais para o abastecimento de água em diversos países do Oriente Médio.

Segundo Spiess, essas instalações não possuem proteção e um eventual ataque teria consequências imediatas.

“Se você ‘queimar’ essas estações, cidades inteiras, como a capital saudita, serão inviabilizadas”, alerta.

Apesar de, em tese, serem protegidas pelo direito internacional, ele pondera que esse tipo de regra vem perdendo força.

“Temos visto um enfraquecimento do direito internacional. As pessoas estão indo pela lei do mais forte. Então, o Irã, em um movimento de desespero, pode acabar atacando essas instalações”, afirma.

O que o investidor deve fazer diante desse cenário?

Spiess defende uma estratégia menos exposta à volatilidade direta das commodities e mais ancorada na geração de caixa.

A preferência, segundo o analista, é por empresas do setor, que conseguem capturar os ganhos do ciclo de alta com maior previsibilidade.

“Eu prefiro me expor a isso com fluxo de caixa em petróleo, por meio de ações do setor”, afirma.

Nessa leitura, o Brasil aparece bem posicionado. “O Brasil tem muito disso e pode se beneficiar. Se essa tese for verdadeira — e gente grande lá fora defende isso —, pode ser muito bom para os ativos brasileiros de maneira geral”, diz.

Entre as alternativas, o analista cita o ETF CMDB11, que permite acessar o tema de forma simples e diversificada.

“Você compra como se fosse uma ação e ganha exposição a empresas brasileiras de commodities”, explica.

Segundo Spiess, o produto reúne algumas vantagens: exposição ao fluxo de caixa gerado pelas commodities, forte presença em petróleo e gás (cerca de 40% da carteira), diversificação, baixo custo e boa liquidez — com prazos de resgate de cerca de dois dias.

Casas Bahia (BHIA3) conclui oferta de R$ 200 milhões em FIDC de risco sacado

25 de Março de 2026, 19:55

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou nesta quarta-feira (25) a conclusão da oferta pública da segunda emissão de cotas do GCB Fornecedores Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), estruturado para otimizar a operação de risco sacado da companhia. A captação totalizou R$ 200 milhões e foi encerrada em 24 de março de 2026.

O montante foi dividido entre R$ 120 milhões em cotas sênior, R$ 40 milhões em cotas subordinadas mezanino e R$ 40 milhões em cotas subordinadas júnior. Com isso, considerando a primeira e a segunda emissão, o FIDC passa a ter volume total de R$ 755 milhões, sendo R$ 448 milhões em cotas sênior, R$ 153,5 milhões em mezanino e R$ 153,5 milhões em júnior.

O fundo conta com garantia de recebíveis de cartão de crédito não performados, provenientes de vendas no e-commerce e nas lojas físicas. As cotas sênior e mezanino foram integralmente distribuídas a investidores de mercado, com vencimento em 24 meses e amortizações a partir do 19º mês. Já as cotas subordinadas júnior foram totalmente integralizadas pela companhia, de acordo com comunicado.

As cotas sênior têm remuneração alvo de CDI + 4,5% ao ano, enquanto as cotas mezanino oferecem CDI + 7,25% ao ano, acrescentou a Casas Bahia. A gestão do FIDC é realizada pela Riza Crédito Estruturado, com distribuição, administração e custódia pela Oliveira Trust.

Segundo a companhia, a conclusão da operação está alinhada ao plano de transformação da estrutura de capital. Após a redução da alavancagem observada no quarto trimestre de 2025, a empresa afirma que avança para a fase de otimização da estrutura, com foco na diversificação das fontes de financiamento, redução de spreads e melhora do resultado financeiro e da geração de caixa.

Ser Educacional (SEER3) aprova R$ 61,1 milhões em dividendos e anuncia reversão de prejuízo

25 de Março de 2026, 19:46

A Ser Educacional (SEER3) informou nesta quarta-feira (25) que seu conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos com base em lucros retidos do exercício social de 2025. O valor total será de R$ 61,1 milhões, equivalente a R$ 0,479 por ação.

Terão direito aos dividendos os acionistas com posição em 6 de abril de 2026. A partir de 7 de abril de 2026, as ações passarão a ser negociadas “ex-direito” aos proventos, acrescentou a companhia.

O pagamento será feito em duas parcelas iguais de R$ 30,6 milhões, correspondentes a R$ 0,239 por ação cada. A primeira parcela será paga em 30 de abril de 2026 e a segunda em 29 de maio de 2026.

A companhia destacou que o valor por ação poderá sofrer ajustes em função de eventuais alterações na quantidade de ações, como emissões ou operações com ações em tesouraria, incluindo exercícios de opções de compra.

Para fins fiscais, os dividendos são referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025.

Mais cedo, outras companhias anunciaram proventos: o Bradesco (BBDC4) aprovou R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio, a Porto (PSSA3) informou R$ 347 milhões, também em JCP, e JBS (JBSS32) comunicou o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos.

Ser reverte prejuízo

Também nesta quarta, a Ser Educacional reportou lucro líquido ajustado de R$ 74,6 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 30,2 milhões anotado em igual intervalo do ano anterior. No acumulado do ano, a empresa registrou lucro de R$ 214,4 milhões, ante prejuízo de R$ 1,162 milhão um ano antes.

Com ajustes, o lucro da empresa foi de R$ 76,9 milhões, alta de 112,1% em relação ao observado um ano antes. Em 12 meses, o lucro ajustado da Ser foi de R$ 239,3 milhões, alta de 141,7%, na base anual de comparação.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento da base de alunos de Ensino Híbrido e pela captação recorde em cursos de Medicina, após a expansão de vagas credenciadas. Além disso, a companhia focou na otimização operacional e disciplina financeira, o que resultou em forte geração de caixa e redução consistente do endividamento.

*Com Estadão Conteúdo

Equatorial propõe reduzir dividendo obrigatório para 1% e prevê direito de retirada a dissidentes

25 de Março de 2026, 19:10

A Equatorial (EQTL3) informou nesta quarta-feira (25) que seu conselho de administração aprovou a submissão à assembleia geral de uma proposta para reduzir o dividendo obrigatório previsto no estatuto social.

Caso aprovada, a distribuição mínima passará a ser de 1% do lucro líquido ajustado do exercício, observadas as determinações legais.

De acordo com a companhia, acionistas titulares de ações ordinárias que não votarem favoravelmente à proposta — seja por voto contrário, abstenção ou ausência — terão direito de retirada, com reembolso do valor de suas ações. Para exercer esse direito, será necessário comprovar a titularidade ininterrupta desde a data da aprovação até o efetivo pagamento.

O valor do reembolso será equivalente ao menor entre: (i) o valor econômico das ações, apurado por empresa especializada, e (ii) o valor patrimonial com base nas demonstrações financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, que ainda serão submetidas à assembleia.

Segundo a Equatorial, a proposta tem como objetivo ampliar a flexibilidade da administração na gestão da alavancagem, especialmente em momentos que exijam preservação de caixa para financiar aquisições ou reequilibrar a estrutura de capital.

A companhia acrescentou que, caso a alavancagem permaneça em níveis adequados e não surjam novas oportunidades de investimento, poderá continuar distribuindo dividendos acima do mínimo.

Kepler Weber (KEPL3) reelege CEO após fracasso em venda para GPT

25 de Março de 2026, 18:43

O conselho de administração da Kepler Weber (KEPL3) aprovou a reeleição de Bernardo Nogueira para o cargo de diretor-presidente. O novo mandato terá duração de dois anos e começa em 4 de abril de 2026, conforme previsto no estatuto social da companhia.

A decisão ocorre poucas semanas após o fim das negociações para a venda do controle da empresa à americana Grain & Protein Technologies (GPT).

O processo, conhecido como Project Karnaval, foi encerrado no início de março depois que a Trígono Capital — maior acionista da Kepler Weber, com 15,3% do capital — não aderiu ao acordo de voto exigido pela potencial compradora para concluir a operação.

À frente da companhia desde 2022, Nogueira liderou a Kepler Weber em um ano mais desafiador em 2025. A empresa reportou receita líquida de R$ 1,49 bilhão, queda de 7,3% em relação a 2024.

O Ebitda somou R$ 231,9 milhões, recuo de 29,4%, com margem de 15,6%. Já o lucro líquido foi de R$ 156,3 milhões, retração de 21,5% na mesma base de comparação.

Juros futuros fecham em ligeira queda com expectativa de cessar-fogo entre EUA e Irã

25 de Março de 2026, 18:41

A curva de juros futuros brasileira fechou em ligeira queda nesta quarta-feira (25), nos vencimentos de curto e médio prazos, diante de notícias sobre o envio de uma proposta dos Estados Unidos ao Irã sobre um possível cessar-fogo.

A informação ajudou a aliviar os preços do petróleo, com os contratos futuros do Brent para junho fechando abaixo dos US$ 100 o barril, e os temores inflacionários do mercado.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou próximo da estabilidade a 14,105%, ante 14,160% do ajuste anterior.

A taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 13,815%, vindo de 13,870% em relação ao fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,030%, alta de 26 pontos-base.

Já o DI para janeiro de 2036, de longo prazo, subiu de 13,935% ontem para 13,980% hoje.

O movimento dos DIs de curto e médio prazo acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em queda, diante da moderação dos preços do petróleo e expectativas de um acordo de cessar-fogo.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – fechou a 3,887% ante 3,936% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – recuou a 4,332%, ante 4,392% da véspera.

Expectativas para a Selic

O mercado aguarda maiores informações quanto às projeções do Banco Central (BC) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Relatório de Política Monetária (RPM), que será divulgado amanhã (26), às 8h.

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de março, as projeções para o IPCA subiram de 3,4% para 3,9% em 2026, enquanto as expectativas para o atual horizonte relevante do BC — o terceiro trimestre de 2027 — subiram de 3,2% em janeiro para 3,3%, ainda abaixo das expectativas do último Boletim Focus, de 3,8%, elevadas com o conflito no Oriente Médio.

Além disso, amanhã, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a prévia da inflação de março, que nesta leitura ainda não deve refletir a pressão altista na gasolina. Segundo a pesquisa Projeções Broadcast, o mercado espera desaceleração do IPCA-15, de 0,84% em fevereiro para 0,29% em março.

Cessar-fogo no Oriente Médio

Ontem (24), o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que as negociações com o Irã estavam mostrando progresso e que as autoridades de Teerã tinham interesse em chegar a um acordo. O jornal The New York Times também noticiou que os Estados Unidos enviaram uma proposta para o Irã.

De acordo com autoridade sênior iraniana à Reuters, o Irã ainda está avaliando uma proposta dos EUA para acabar com a guerra no Oriente Médio, apesar de uma resposta inicial negativa, sinalizando que Teerã ainda não rejeitou a oferta categoricamente.

Publicamente, as autoridades iranianas rejeitaram a perspectiva de quaisquer negociações com o governo Trump. Mas um aparente atraso na entrega de uma resposta formal ao Paquistão, que levou uma proposta de 15 pontos em nome de Washington, pareceu indicar que algumas figuras em Teerã podem estar avaliando-a.

As informações da autoridade sênior iraniana, embora a resposta inicial tenha sido “não positiva”, pareceram contradizer uma reportagem da Press TV que citou uma autoridade não identificada dizendo que o Irã a havia rejeitado.

Hoje, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que, caso o Irã não aceite a derrota, os EUA atacarão o país com mais força.

*Com informações de Reuters

JBS (JBSS32) reporta lucro líquido de US$ 415 milhões no 4T25 e anuncia dividendos

25 de Março de 2026, 18:29

A JBS (JBSS32) reportou um lucro líquido de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), um aumento de US$ 2 milhões (0,48%) na comparação com o mesmo trimestre de 2024.

A receita líquida cresceu 15,47% no mesmo comparativo, saindo de US$ 19,974 bilhões para US$ 23,063 bilhões. No ano de 2025, a receita líquida totalizou US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024 e um recorde histórico para companhia.

A companhia também comunicou que aprovou nesta quarta (25) o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, a serem pagos em 17 de junho de 2026. Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia em 18 de maio de 2026.

A JBS no 4T25

Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor.

A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.

O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.

A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes (contra 1,9x de 2024), em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25.

Em comunicado, JBS destacou que possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.

“Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita comprava a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada, tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS

JBS (JBSS32) anuncia pagamento de dividendos; veja valor por ação

25 de Março de 2026, 18:23

A JBS (JBSS32) aprovou nesta quarta (25) o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, a serem pagos em 17 de junho de 2026.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia em 18 de maio de 2026.

Mais tarde, a companhia divulga seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25).

JBS (JBSS32): Impacto da greve nos EUA dependerá da duração

O BTG Pactual enxerga um impacto limitado da greve de 3.800 trabalhadores na planta de carne bovina em Greeley, no Colorado, para a JBS. Segundo o sindicato que representa os funcionários, esta é a primeira greve de bovinos nos EUA em aproximadamente quatro décadas.

Na avaliação do banco, o efeito sobre a companhia dependerá principalmente da duração do movimento. A JBS já começou a redirecionar o gado para outras unidades, como a planta de Cactus, no Texas.

Governo propõe a Estados subvenção para diesel e avalia corte tributário para biodiesel

24 de Março de 2026, 16:25

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que o governo propôs aos Estados a possibilidade de conceder uma subvenção a importadores de diesel em substituição à proposta anterior de corte direto do ICMS sobre esse produto, mas mantendo o compromisso da União de bancar metade do custo da medida.

Em entrevista a jornalistas, Durigan afirmou que, a depender do desenrolar do cenário do conflito no Oriente Médio, poderá haver medida de redução de Pis/Cofins sobre o biodiesel, ponderando que não há nenhuma iniciativa adicional a ser anunciada no momento e que outras ações estão em estudo no governo.

Na semana passada, o governo federal propôs que governadores cortassem temporariamente o ICMS sobre a importação do diesel como forma de minimizar os impactos da alta do petróleo sobre os preços em meio à guerra do Oriente Médio. Nesta terça, Durigan disse que a subvenção, por meio do repasse de recursos aos importadores, seria uma forma de aplicar a medida mais rapidamente, de forma a “garantir o abastecimento firme de diesel no país”.

De acordo com o ministro, o prazo para resposta pelos Estados é sexta-feira, quando será feito novo encontro do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Durigan afirmou que o custo do ICMS sobre o diesel importado é de R$1,20 por litro. Com a subvenção temporária, que seria válida até maio, Estados custeariam R$0,60 desse tributo e a União, outros R$0,60.

O impacto da medida será o mesmo da redução direta do imposto, estimado inicialmente em R$3 bilhões por mês no total para União e Estados, ressaltou.

Na entrevista, Durigan disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira uma medida provisória que retoma ações de apoio ao financiamento à exportação de micro e pequenas empresas.

Governo brasileiro destinará até R$ 70 milhões para apoiar produtores de arroz

24 de Março de 2026, 16:20

O governo brasileiro destinará até R$ 70 milhões para programas de subvenção visando apoiar produtores de arroz que lidam com preços baixos do cereal, de acordo com nota do Ministério da Agricultura.

A subvenção será operacionalizada por meio do pagamento do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP), ofertados em leilões públicos a serem realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O Pepro visa complementar o valor recebido pela venda de um produto, de modo que ele atinja o valor do preço mínimo estabelecido pelo governo.

No caso do PEP, o comprador do arroz — uma usina de beneficiamento ou um comerciante de cereais — arremata o prêmio em leilão e paga o preço mínimo ao produtor rural.

Segundo publicação no Diário Oficial da União, o programa valerá para o arroz em casca da safra 2025/26.

Bolsas da Europa têm saldo positivo, apesar de incertezas sobre conflito no Irã

24 de Março de 2026, 16:09

Os índices europeus encerraram a sessão desta terça-feira (24) em alta, estendendo os ganhos do dia anterior, apesar das incertezas sobre a duração do conflito no Irã em meio a declarações conflitantes de autoridades iranianas e norte-americanas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,43%, aos 579,28 pontos.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,72%, aos 9.965,16 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com alta de 0,23%, aos 7.743,92 pontos.

Apenas o DAX, de Frankfurt, encerrou com queda de 0,07%, aos 22.636,91 pontos, na contramão do desempenho dos principais índices da Europa.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

As declarações controversas de autoridades iranianas e norte-americanas sobre negociações de um cessar-fogo concentrou as atençõs dos investidores.

Ontem (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington já havia tido “conversas muito, muito fortes” com Teerã mais de três semanas após o início da guerra.

O Irã, porém, negou publicamente a afirmação. Nesta terça-feira, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhuma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio ocorreu com os Estados Unidos e afirmou que a informação passada por Trump era fake news para acalmar o mercado financeiro.

Já no final desta tarde, o presidente Trump disse a repórteres que os Estados Unidos estão conversando com “as pessoas certas” no Irã para chegar a um acordo para acabar com as hostilidades, acrescentando que os iranianos querem muito chegar a um acordo.

Os analistas do Swissquote Bank mencionam que os comentários do mandatário norte-americano não foram capazes de acalmar os mercados por um período prolongado, dada a continuidade de ofensivas do lado iraniano.

A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, ressaltou os riscos de um conflito prolongado, mas prometeu diálogo com bancos e supermercados para atenuar os possíveis impactos da guerra para os clientes.

No mesmo sentido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Huw Pill, afirmou que o BC britânico está pronto para responder às possíveis pressões inflacionárias, caso seja necessário, para garantir estabilidade.

Para a Capital Economics, o conflito no Oriente Médio já está contribuindo significativamente para o aumento da inflação e a redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro e no Reino Unido.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

Sanepar (SAPR11) desaba com ‘água fria’ em dividendos

24 de Março de 2026, 15:56

A Sanepar (SAPR11) cai forte nesta terça-feira (24) após a agência regulatória do Paraná, a Agepar, propor destinar R$ 3,9 bilhões em precatórios aos usuários — e não à companhia, como o mercado esperava.

Por volta das 15h10, a ação recuava 6,53%, a R$ 41,92. Desde 2025, analistas projetavam que ao menos parte desse valor poderia ser distribuída na forma de dividendos.

Pela proposta, o montante será integralmente direcionado para investimentos não onerosos e/ou descontos nas faturas.

Segundo a agência, a medida busca promover a modicidade tarifária e altera a premissa anterior, que previa o compartilhamento de ganhos com a recuperação de créditos fiscais.

O precatório — que nada mais é do que uma dívida da União — é fruto de ação judicial movida contra o governo federal sobre imunidade tributária recíproca de IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica).

De acordo com o analista da Empiricus, Ruy Hungria, o mercado retira do preço das ações essa possibilidade, que representava cerca de 5% do valor do papel.

Já existia um direcionamento do regulador indicando que pelo menos 75% dos ganhos com a recuperação de créditos fiscais deveriam ser repassados para a modicidade tarifária (ou seja, aos consumidores).

Agora, porém, a nova proposta praticamente elimina a chance de que os 25% restantes — ou parte deles — fossem utilizados para pagamento de dividendos.

Notícia negativa

Para a Genial Investimentos, a proposta da Agepar é claramente negativa para a tese de investimento, na medida em que elimina — ao menos em uma análise preliminar — a possibilidade de captura de valor relevante pelos acionistas associada ao precatório.

‘Trata-se de uma reinterpretação regulatória relevante, ao direcionar integralmente o ganho extraordinário para a modicidade tarifária, o que reduz (ou elimina) o potencial de dividendos extraordinários’, afirma a casa.

Na visão da corretora, os preços de tela precificavam entre 25% e 50% do valor total do precatório como potencial dividendo extraordinário — equivalente a algo entre 14% e 28% do valor de mercado da companhia.

Ouro fecha queda com continuidade do conflito no Irã em foco

24 de Março de 2026, 15:29

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas da véspera, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais Bancos Centrais do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy.

Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.



Intensificação do conflito no Irã

O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico nesta terça, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral. “O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, afirma.

Alta da gasolina e guerra no Irã levam aprovação de Trump a nível mais baixo desde retorno à Casa Branca

24 de Março de 2026, 15:28

O índice de aprovação do presidente norte-americano, Donald Trump, caiu nos últimos dias para o seu ponto mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca, atingido por um aumento nos preços dos combustíveis e pela desaprovação generalizada da guerra que ele lançou contra o Irã, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos.

A pesquisa de quatro dias, encerrada na segunda-feira (23), mostrou que 36% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Trump no trabalho, abaixo dos 40% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada.

A opinião dos norte-americanos sobre Trump piorou significativamente em relação à sua administração sobre o custo de vida, já que os preços da gasolina subiram desde que os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã em 28 de fevereiro.

Apenas 25% dos entrevistados aprovavam a maneira como Trump tem lidado com o custo de vida, uma questão que esteve no centro de sua campanha para a eleição presidencial de 2024.

A posição de Trump dentro do Partido Republicano continua majoritariamente forte. Apenas cerca de um em cada cinco republicanos disse desaprovar seu desempenho geral na Casa Branca, em comparação com cerca de um em cada sete na semana passada.

Mas a parcela de republicanos que desaprovam a maneira como ele lida com o custo de vida aumentou de 27%, na semana passada, para 34%.

O índice de aprovação de Trump era de 47% nos primeiros dias de seu mandato, e, desde o verão passado, vinha se mantendo em torno de 40%.

Preocupações com a guerra

A guerra contra o Irã pode estar mudando isso para um presidente que assumiu o cargo prometendo evitar “guerras estúpidas”.

A pesquisa revelou que 35% dos norte-americanos aprovam os ataques dos EUA ao Irã, abaixo dos 37% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada. Cerca de 61% desaprovaram os ataques, em comparação com 59% na semana passada.

As pesquisas anteriores Reuters/Ipsos foram realizadas logo após os primeiros ataques norte-americanos e israelenses, quando muitos norte-americanos ainda estavam se informando sobre a situação, e os entrevistados tinham a opção de dizer que não tinham certeza de suas opiniões.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos de 28 de fevereiro a 1º de março revelou que 27% aprovavam os ataques, 43% desaprovavam e 29% não tinham certeza.

As pesquisas mais recentes não dão a opção de não ter certeza, embora 5% dos entrevistados da última pesquisa tenham se recusado a responder à pergunta sobre sua opinião a respeito da guerra.

Houve poucos sinais de que o declínio da popularidade de Trump também estivesse prejudicando seus aliados republicanos que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.

Cerca de 38% dos eleitores registrados na pesquisa Reuters/Ipsos disseram que os republicanos são os melhores administradores da economia dos EUA, em comparação com 34% que escolheram os democratas para essa questão.

A pesquisa, que foi realizada on-line e em todo o país, reuniu respostas de 1.272 adultos norte-americanos e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Jair Bolsonaro após parecer favorável da PGR

24 de Março de 2026, 15:18

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder nesta terça-feira prisão domiciliar em caráter humanitário ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem cumprindo pena de 27 anos de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e quatro outros crimes. Segundo o portal UOL, a autorização vale por 90 dias para uma nova reavaliação.

A decisão de Moraes ocorreu após parecer favorável à medida do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e em meio a forte pressão de familiares e aliados do ex-presidente, além de apelos nos bastidores de alguns ministros do STF, segundo fontes que acompanharam as tratativas nos últimos meses.

A ordem de Moraes ocorreu no momento em que o magistrado tem sido alvo de questionamentos após a revelação de que o escritório de advocacia da esposa dele teve um contrato com o Banco Master, instituição financeira liquidada e que teve seu dirigente máximo, Daniel Vorcaro, preso preventivamente. Vorcaro poderá firmar uma delação premiada com potencial de atingir autoridades dos Três Poderes.

Em seu parecer, Gonet apontou que o estado de saúde de Bolsonaro “demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”. Ele destacou que o ex-presidente deve passar por reavaliações periódicas.

A defesa de Bolsonaro havia feito um novo pedido de prisão domiciliar após ele ter sido internado no dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. A defesa, com base em relatório médico, alega que o ex-presidente corre risco de vida.

Por ordem de Moraes, Bolsonaro foi preso preventivamente em novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após tentar violar uma tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar. Pouco depois essa prisão foi convertida em definitiva para que ele pudesse cumprir pena pela condenação por golpe de Estado.

Durante todo esse período, o ex-presidente — que fez 71 anos no sábado — teve intercorrências de saúde que o levaram ao hospital. Ele está internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília

Nesta segunda-feira (23), Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue em tratamento de uma pneumonia bacteriana sem previsão de alta hospitalar, disse boletim médico divulgado nesta terça-feira.

“Devido a melhora clínica, paciente recebeu alta da unidade de terapia intensiva no dia de ontem. No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, informa o boletim.

“As margens para erro estão apertadas”: Volatilidade da guerra exige atenção dos investidores, segundo especialista

24 de Março de 2026, 15:02

O cenário internacional segue impactando os mercados, com as incertezas sobre a guerra no Oriente Médio impulsionando a volatilidade global e a retomada da alta do petróleo.

No Giro do Mercado desta terça-feira (24), a jornalista Paula Comassetto recebe Angelo Miloch, analista da Sacre Investimentos, para analisar os principais movimentos do mercado.

Os mercados devolvem parte do alívio observado ontem diante das incertezas sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã. Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado ter mantido conversas “muito produtivas” com o governo iraniano, Teerã negou qualquer negociação.

Nesta manhã, os preços do petróleo voltaram a subir, com o Brent a US$ 101 o barril, após queda de 10% na véspera. No Ibovespa, as petroleiras lideravam a ponta positiva.

Para Miloch, a euforia de ontem com o possível cessar-fogo foi exagerada. “Seria uma notícia excelente em termos de mundo, mas, particularmente, achei que a reação foi demais, até porque viemos de um Ibovespa que fechou na semana passada acumulando quatro semanas seguidas em queda”, afirmou.

As margens para erros dos investidores estão ficando muito apertadas. Com a volatilidade gerada pelas notícias, é preciso estar atento para não errar os passos”, completou a respeito da postura necessária para enfrentar esse momento.

No Brasil, o mercado acompanha a ata do Copom, que reforçou a mensagem de que os juros podem permanecer elevados por mais tempo diante das expectativas de inflação ainda desancoradas.

O analista da Sacre comenta que a decisão sobre os juros foi pressionada pelo cenário de guerra juntamente com a expectativa do mercado brasileiro por um corte, ao contrário da maioria dos bancos centrais internacionais que, na mesma época, optaram pela manutenção dos patamares de juros.

“O comitê trouxe uma calibração da taxa e não trouxe sinalização de novos cortes. A ata não trouxe uma orientação muito clara”, disse Miloch.

O especialista ainda comentou o impacto da retomada da alta do petróleo sobre as decisões monetárias no Brasil.

“Na minha visão, o preço do petróleo impacta menos as decisões do Banco Central, se comparado à geopolítica, porque o setor de combustíveis está dentro de uma parcela do IPCA que é controlável pelo governo”.

Ele lembrou que o Brasil é um grande produtor de petróleo e que, portanto, preços elevados desse recurso seriam benéficos para o país, já que há um volume significativo de exportações, o que contribuiria positivamente para o PIB. No entanto, ponderou que esse ganho poderia ser ofuscado pelo IPCA, que não tem apresentado queda e possui projeções próximas do teto. Acrescentou ainda que o preço do petróleo, por si só, não causa tanta preocupação, mas que o maior risco está no cenário macroeconômico, especialmente em relação à inflação e ao câmbio.

O cenário eleitoral também segue no radar após o governador do Paraná, Ratinho Junior, desistir de sua candidatura à Presidência. Além disso, uma nova pesquisa eleitoral da AtlasIntel prevista para hoje pode influenciar o comportamento dos ativos domésticos no fim do dia.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

Gestora de ativos Apollo suspende saques de fundo de crédito privado

24 de Março de 2026, 14:22

A gestora de ativos Apollo Global Management limitou os saques de seu principal fundo de crédito privado. Os investidores buscaram retirar mais de US$ 1,6 bilhão de seu Apollo Debt Solutions BDC, correspondendo a 11% do valor do fundo, de acordo com um documento regulatório na segunda-feira, 23. O fundo limita os saques a 5%.

A empresa se torna a mais recente gestora de fundos a limitar os saques de investidores à medida que aumentam as preocupações em torno do crédito privado. A Blue Owl Capital interrompeu os resgates de um de seus fundos no mês passado.

Separadamente, fundos geridos pela Apollo investiram na Nippon Sheet Glass Co. nesta terça-feira, representando o maior investimento em private equity do grupo no Japão. O investimento totaliza cerca de US$ 3,7 bilhões em valor empresarial.

A transação deve ser concluída por volta de março do próximo ano, sujeita às condições habituais de fechamento, e a Apollo não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Casas Bahia (BHIA3) fecha nova parceria no e-commerce e começa a vender na Amazon

23 de Março de 2026, 07:59

A Casas Bahia (BHIA3) fechou uma parceria comercial com a Amazon para expandir a oferta de produtos disponíveis aos clientes da plataforma no Brasil, mostra fato relevante divulgado nesta segunda-feira (23).

Na prática, a partir de hoje, os produtos da varejista estarão disponíveis no e-commerce da Amazon. De acordo com a Casas Bahia, o movimento amplia o alcance digital e fortalece a estratégia omnicanal da companhia.

“Líder no varejo físico brasileiro nessas categorias, a Casas Bahia vem, nos últimos trimestres, consolidando também sua relevância no e-commerce, com crescimento de dois dígitos. Com a parceria, a companhia amplia sua presença em mais um importante canal de vendas, acelerando a expansão de sua atuação digital”, diz a empresa.

A parceria prevê ainda uma segunda fase, em que a logística da Casas Bahia passará por uma integração com a rede da Amazon, tornando os produtos da varejista elegíveis ao selo Prime, que oferece entrega grátis, entre outros benefícios, para os membros.

Não houve divulgação de detalhes financeiros sobre o acordo.

“Estamos expandindo nossos canais de distribuição mantendo o controle sobre sortimento, preço e, principalmente, a experiência do cliente, alavancando nossa logística como um diferencial competitivo estrutural”, afirma o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin.

De acordo com Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, a parceria une a confiabilidade, conveniência e tecnologia da Amazon com o portfólio e a tradição que a Casas Bahia construiu por décadas.

“Isso facilita o acesso dos brasileiros aos produtos que desejam e precisam, reforçando nosso compromisso de oferecer a maior variedade de portfólio para os mais diversos perfis de consumidor”, diz a executiva.

Casas Bahia e Mercado Livre

A parceria com a Amazon marca a segunda entrada estratégica da Casas Bahia em plataformas de e-commerce. Em outubro de 2025, a companhia fechou parceria estratégia de longo prazo com o Mercado Livre (MELI34).

Dessa maneira, desde novembro do ano passado, os produtos das categorias core (principais) da Casas Bahia — eletrodomésticos, eletrônicos e móveis — estão disponíveis na plataforma do Mercado Livre.

Na acirrada “guerra do e-commerce”, que conta com cada vez mais iniciativas das gigantes do setor acirrando a concorrência, as parcerias entre os nomes visam, no caso da Casas Bahia, expandir o alcance e atrair novos consumidores, enquanto Amazon e Mercado Livre conseguem oferecer produtos de categorias que não são principais na plataforma — principalmente por questões logísticas.

Em conversas com o Money Times, a Casas Bahia já chegou a afirmar que não estava no horizonte se tornar um Mercado Livre ou Amazon, no sentido de oferecer uma pluralidade de produtos imensa, mas sim se tornar o especialista em eletroeletrônicos e móveis, foco que direcionou o processo de reestruturação da companhia.

O Mercado Livre tem grande presença no marketplace (3P), enquanto a parceria atua muito na frente de venda direta (1P).

Lula sanciona lei que permite venda de medicamentos em áreas de farmácias em supermercados

23 de Março de 2026, 07:53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a venda de medicamentos em farmácias e drogarias instaladas em supermercados. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

“É permitida a instalação de farmácia ou drogaria na área de venda de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado, operada diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêutico”, diz a lei.

Guerra do Irã estressa os mercados; Ibovespa em dólar cai hoje (23)

23 de Março de 2026, 07:12

 Os mercados globais operam em queda nesta segunda-feira (23), pressionados pela escalada das tensões entre Irã e os Estados Unidos, em meio à troca de ameaças entre Teerã e o presidente Donald Trump.

O conflito na região entra em sua quarta semana em um cenário considerado crítico, à beira de uma escalada mais intensa. Durante o fim de semana, a crise se intensificou: no sábado, o presidente norte-americano declarou que, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por 48 horas, poderá ordenar ataques à infraestrutura energética iraniana.

Em resposta, Teerã lançou novos ataques, após prometer retaliação às ameaças de Washington, elevando ainda mais o nível de tensão entre as duas potências.

No mercado de commodities, os preços do petróleo seguem em alta, refletindo o risco de interrupções no fornecimento global. O movimento intensifica preocupações com um possível efeito cascata sobre a inflação global.

Mercado brasileiro

 Por aqui, os investidores aguardam a divulgação do Relatório Focus, o primeiro após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Copom na última reunião. Na temporada de balanços do quarto trimestre, o destaque vai para os dados da Movida (MOVI3).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — sobe 0,05% no pré-market, cotado a US$ 36,52.

Mercados internacionais

 Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York indicam abertura em queda.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam.
  • Criptomoedas: O mercado cripto está em baixa. O bitcoin (BTC) cai 0,6%, negociado em torno de US$ 68 mil. O ethereum (ETH) recua 1,9%, cotado a US$ 2 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 7h – Zona do euro – Balança comercial

Lula

  • O presidente não tem compromissos agendados para hoje

Dario Durigan

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 11h – ​Reunião com Luiz Antonio Guariente, Auditor do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil)
  • 15h30 – ​Reunião com Deputado Federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF)

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -3,68%
  • Hong Kong/Hang Seng: -3,54%
  • China/Xangai: -3,63%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: -2,13%
  • Frankfurt/DAX: -2,06%
  • Paris/CAC 40: -1,91%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,70%
  • S&P 500: -0,63%
  • Dow Jones: -0,49%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +2,33%, a US$ 108,87 barril
  • Petróleo/WTI: +1,18%, a US$ 99,37 barril
  • Ouro:  -6,92%, a US$ 4.292,90 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): -0,6%, a US$ 68.309,24
  • Ethereum (ETH): -1,9%, a US$ 2.044,57

IR 2026: Período para declarar o Imposto de Renda começa nesta segunda-feira (23); confira

23 de Março de 2026, 07:00

O período de declaração do Imposto de Renda 2026 começa na segunda-feira (23), às 8h, e vai até o dia 29 de maio, às 23h59. A Receita Federal espera receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano.

O Programa Gerador da Declaração (PGD) já está disponível para download desde a sexta-feira passada (20). Além disso, a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda Pessoa Física 2026, referente ao ano-base 2025, também pode ser acessada desde o início do período de entrega.

Quem não entregar a declaração dentro do prazo estará sujeito a multa por atraso, calculada em 1% ao mês sobre o imposto devido em 2025, mesmo que este já tenha sido pago integralmente. O valor mínimo da multa é de R$ 165,74, e o máximo é de 20% do imposto devido.

Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026

  • Quem recebeu, em 2025, rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual acima de R$ 35.584, como salários, pró-labore, aluguéis, aposentadorias e pensões;
  • Quem recebeu, em 2025, rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, incluindo aplicações financeiras, doações, heranças, partilha de divórcio, meações, indenizações, pensões alimentícias, dividendos e juros sobre capital próprio;
  • Quem obteve, em 2025, receita bruta anual da atividade rural superior a R$ 177.920;
  • Quem possuía, em 31 de dezembro de 2025, bens e direitos, inclusive terra nua, com valor total acima de R$ 800 mil;
  • Quem teve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na venda de bens ou direitos, sujeito à incidência de imposto, como na venda de imóveis ou criptomoedas;
  • Quem realizou, em 2025, operações de alienação de ativos negociados em bolsa, com valor total acima de R$ 40 mil ou que tenham gerado ganho líquido sujeito a imposto;
  • Quem obteve lucro na venda de imóveis residenciais em 2025, mas se enquadrou em situações de isenção total ou parcial de imposto sobre ganho de capital;
  • Quem pretende compensar prejuízos da atividade rural ou de operações em bolsa;
  • Quem optou por declarar bens, direitos e obrigações de entidades controladas no exterior como se fossem de propriedade direta (offshore transparente);
  • Quem era titular, em 31 de dezembro, de trusts ou contratos semelhantes regidos por leis estrangeiras;
  • Quem recebeu do exterior, em 2025, rendimentos de aplicações financeiras, lucros e dividendos;
  • Quem pretende compensar prejuízos de aplicações financeiras no exterior;
  • Quem se tornou residente no Brasil em qualquer mês de 2025 e estava nessa condição em 31 de dezembro, mesmo que não se enquadre em outros critérios de obrigatoriedade.

Bolsas da Ásia fecham em forte baixa com escalada da guerra no Oriente Médio

23 de Março de 2026, 06:58

As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (22), em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que entrou na quarta semana.

No sábado (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura de energia do país. Em resposta, Teerã ameaçou atingir a infraestrutura de energia e as instalações de dessalinização no Golfo caso Washington leve adiante o ultimato.

A intensificação das tensões no conflito impulsiona os preços do petróleo, que sobem entre 2% e 3% nesta madrugada.

Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi tombou 6,49% em Seul, a 5.405,75 pontos, enquanto o japonês Nikkei caiu 3,48% em Tóquio, a 51.515,49 pontos, na volta de um feriado no Japão, o Hang Seng amargou queda de 3,54% em Hong Kong, a 24.382,47 pontos, e o Taiex cedeu 2,45% em Taiwan, a 32.722,50 pontos.

Na China continental, as perdas também foram expressivas: de 3,63% do Xangai Composto – a maior desde abril de 2025 -, a 3.813,28 pontos, e de 4,19% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.480,75 pontos.

Na semana passada, grandes bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed), o Banco do Japão (BoJ) e o Banco do Povo da China (PBoC), deixaram suas principais taxas de juros inalteradas, diante das incertezas sobre os efeitos da guerra na perspectiva global de inflação e crescimento.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 0,74% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.365,90 pontos.

Tempo Real: Ibovespa reage ao primeiro Focus pós-corte da Selic

23 de Março de 2026, 06:00

Resumo: O Ibovespa (IBOV) acompanha a divulgação do Relatório Focus, o primeiro após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Copom na última reunião. O documento traz a atualização das projeções de inflação e crescimento, servindo como termômetro do impacto do corte e das expectativas do mercado para a política monetária futura.

No exterior, os investidores acompanham os dados do Japão, com destaque para o CPI e o PMI de serviços e indústria.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:



Claro compra 73,01% da Desktop (DESK3) por R$ 2,414 bi

23 de Março de 2026, 05:51

A Claro Participações anunciou neste domingo (22), que sua controladora, a Claro NXT Telecomunicações S.A., comprou 73,01% do capital social da Desktop S.A. (DESK3), por R$ 2,414 bilhões, ou R$ 20,82 por ação ON, segundo fato relevante divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As negociações já se estendiam há alguns meses, enquanto as partes não haviam chegado a um consenso sobre o preço da transação e as condições para acertar um acordo, conforme apuração da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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O documento indica que a fatia comprada pela Claro representa 84.684.273 ações ordinárias, vendidas por Makalu Brasil Partners I J, Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.

O preço de compra no âmbito da operação (a ser ajustado no fechamento) foi estipulado baseando-se em um Enterprise Value correspondente ao valor total da Desktop, de R$ 4 bilhões, e considerando o endividamento líquido da companhia em 30 de setembro de 2025, de R$ 1.585.250.620, resultando no preço base total de R$ 2.414.749.380 ou R$ 20,82 por ação.

Uma vez realizado o fechamento da operação, a Claro também se diz obrigada a realizar o protocolo, perante a CVM, do pedido de registro de uma oferta pública para a aquisição das ações de emissão da Desktop em função da alienação de controle da empresa. Na oferta de Tag Along será ofertado aos demais acionistas da Desktop um preço por ação, em reais, no mínimo, igual ao preço de aquisição.

A Claro informa que o fechamento da operação estará sujeito, dentre outras condições usuais a contratos dessa natureza, à prévia aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ainda, deve ser realizada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na qual seja aprovada a alteração do Estatuto Social da Desktop para exclusão integral da seção que trata de ofertas públicas por atingimento de participações relevantes.

Ameaça de Trump sobre Irã deve gerar aversão a risco e favorecer dólar, diz Michael Brown

23 de Março de 2026, 05:35

Os mercados globais estão se preparando para um início de semana avesso ao risco, diz o estrategista sênior de Pesquisa da Pepperstone, Michael Brown.

Os traders enfrentam um evento de risco significativo com o prazo de 48 horas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reabrir o Estreito de Ormuz, afirma ele.

Isso manterá os investidores em alerta, sustentando a demanda por refúgios como o dólar americano, diz Brown. O risco de retaliação do Irã também preocupa os traders.

É impossível precificar um caminho concreto sobre como tudo isso evoluirá, então a preservação de capital provavelmente será a prioridade, afirma Brown.

Agenda: Ata do Copom e prévia da inflação podem redefinir apostas para a Selic; confira os indicadores desta semana

22 de Março de 2026, 12:00

A semana deve funcionar como um teste direto para o cenário traçado pelo Banco Central após o corte da taxa Selic, com a agenda doméstica concentrando os principais gatilhos para o mercado.

O destaque absoluto fica para a quinta-feira (26), quando serão divulgados o IPCA-15 e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A prévia da inflação é vista como o principal termômetro da semana e pode reforçar (ou colocar em dúvida) a continuidade do ciclo de cortes de juros. Já o RTI deve trazer mais detalhes sobre as projeções e o balanço de riscos da autoridade monetária.

Antes disso, na terça-feira (24), a ata do Copom ajuda a calibrar as expectativas ao detalhar o racional da decisão recente e sinalizar os próximos passos da política monetária.

A semana começa com o Boletim Focus na segunda-feira (23), importante para medir eventuais mudanças nas projeções do mercado, enquanto a sexta-feira (27) traz a taxa de desemprego, indicador relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica.

No exterior, a agenda também traz pontos relevantes, especialmente nos Estados Unidos. Os dados de atividade, como os PMIs de indústria e serviços, ajudam a medir o fôlego da economia, enquanto os números do mercado de trabalho seguem no radar por sua influência nas decisões do Federal Reserve.

Além disso, indicadores como a confiança do consumidor e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan devem oferecer pistas sobre o comportamento das famílias e a ancoragem inflacionária. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana também podem ajustar as apostas do mercado para os juros.

Na Europa, os PMIs e a inflação do Reino Unido ajudam a mapear o ritmo de atividade em meio a um cenário ainda frágil, enquanto falas de autoridades do Banco Central Europeu podem sinalizar os próximos passos da política monetária na região.

Mesmo assim, em um ambiente de incertezas globais, a dinâmica doméstica, especialmente a inflação, tende a seguir como principal vetor para os mercados locais.

Confira a agenda de indicadores entre 23 e 29 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (23)
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (24)
    8h00 – Ata do Copom
  • Quarta-feira (25)
    8h00 – Confiança do Consumidor FGV
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (26)
    8h00 – Relatório Trimestral de Inflação
    9h00 – IPCA-15
    9h00 – Reunião do CMN
  • Sexta-feira (27)
    8h30 – Investimento Estrangeiro Direto
    8h30 – Transações Correntes
    9h00 – Taxa de Desemprego

Estados Unidos

  • Segunda-feira (23)
    11h00 – Gastos com Construção
  • Terça-feira (24)
    9h15 – Relatório ADP
    10h45 – PMI Industrial
    10h45 – PMI de Serviços
    10h45 – PMI Composto
    19h30 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Quinta-feira (26)
    9h30 – Pedidos iniciais de seguro-desemprego
    9h30 – Pedidos contínuos de seguro-desemprego
    17h30 – Balanço do Federal Reserve
    20h10 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Sexta-feira (27)
    9h30 – Estoques do Varejo
    11h00 – Confiança do Consumidor
    11h00 – Expectativas de inflação
    12h30 – Discurso de Mary Daly (Fed)

Zona do Euro

  • Terça-feira (24)
    6h00 – PMI Industrial
    6h00 – PMI de Serviços
    6h00 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    5h45 – Discurso de Christine Lagarde (BCE)

Reino Unido

  • Terça-feira (24)
    6h30 – PMI de Serviços
    6h30 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    4h00 – CPI
    4h00 – PPI
  • Sexta-feira (27)
    4h00 – Vendas no Varejo
    4h00 – Núcleo de Varejo

Japão

  • Segunda-feira (23)
    8h00 – Relatório Mensal do BoJ
    20h30 – CPI
    21h30 – PMI de Serviços
  • Terça-feira (24)
    20h50 – Ata de Política Monetária
  • Quinta-feira (26)
    2h00 – CPI

Azul (AZUL53), Americanas (AMER3), Equatorial (EQTL3) e outras empresas divulgam balanços do 4T25 nesta semana

22 de Março de 2026, 11:00

Aproximando-se da reta final, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) tem mais uma semana com a divulgação dos resultados de grandes empresas da Bolsa, entre elas Azul (AZUL53), Americanas (AMER3) e Equatorial (EQTL3).

Ao longo da semana, nomes como Oi (OIBR3), JBS (JBSS32), Automob (AMOB3), Vamos (VAMO3) e Bradespar (BRAP4) também reportam seus números referentes ao período entre outubro e dezembro de 2025.

Azul e mais: veja as empresas que divulgam balanços nesta semana

A elaboração do calendário de resultados do quarto trimestre de 2025 teve como base as datas divulgadas pelas companhias e estão sujeitas a alteração. A realização de atualizações na tabela pode ocorrer para acompanhar eventuais mudanças.

Empresa Ticker Data Horário de divulgação Teleconferência
Movida MOVI3 23/03/26 Após o fechamento 24/03/2026, às 9h
Boa Safra SOJA3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/26
Enjoei ENJU3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/26
Automob AMOB3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/2026, às 9h
Oi OIBR3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26
Americanas AMER3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 11h
Cruzeiro do Sul Educacional CSED3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 14h
JBS JBSS32 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 9h
Ser Educacional SEER3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26
Equatorial EQTL3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26, às 14h
Petz PETZ3 26/03/26 Após o fechamento 27/03/2026, às 11h
Dasa DASA3 26/03/26 Após o fechamento 27/03/2026, às 14h
Vamos VAMO3 27/03/26 Após o fechamento 30/03/26
Azul AZUL4 27/03/26 Antes da abertura 27/03/2026, às 11h
Bradespar BRAP4 27/03/26 Não informado

 

Guerra no Irã impulsiona grãos, mas pressiona setor de carnes, diz BB Investimentos; uma ação pode avançar 82,2%

22 de Março de 2026, 10:00

As commodities agrícolas têm apresentado alta em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

De acordo com o BB Investimentos, as perspectivas para a soja e o milho são de crescimento para este mês, já para as carnes, os preços têm sido pressionados.

Em fevereiro, a soja teve bons resultados na bolsa de Chicago, com crescimento de 6,7% em comparação ao mês anterior. A alta partiu de perspectivas de maior consumo de grãos nos Estados Unidos, além da expectativa de exportação para a China, com a possível elevação do uso de óleo de soja para biocombustíveis.

Em março, a cotação da soja teve novas altas, após o início do conflito entre EUA e Irã. De acordo com o BB Investimentos, a cotação mais alta do petróleo influencia os valores das commodities agrícolas, “dado que a cotação dos biocombustíveis se correlaciona com a do petróleo”.

Já o milho, no mês passado, teve uma leve queda de 0,3% comparado a janeiro, devido a expectativa de redução do trade global dos EUA, com maior competição contra exportadores sul-americanos e pouco crescimento da demanda global. Todavia, a guerra também elevou a cotação do grão, que fechou a US$ 4,53 no dia 12 de março.

Pressão sobre os preços

No caso das carnes, as perspectivas a médio e longo prazo para o BB não são tão otimistas.

A carne bovina teve uma desaceleração no ritmo de abates, mas manteve um patamar de exportações elevado. Esse desequilíbrio tem pressionado os preços da arroba do boi gordo, que está sendo negociada em torno de R$ 350/@, segundo o banco.

Para a carne de frango e a carne suína, o cenário é semelhante: crescimento dos abates, mas níveis de exportação reduzidos, prejudicando a rentabilidade tanto no mercado internacional quanto no mercado doméstico.

A analista Georgia Jorge, que assina o relatório, indica uma expectativa de que esse cenário se mantenha nos próximos meses e impacte negativamente a lucratividade do setor ao longo de 2026.

Ainda assim, entre as recomendações, os frigoríficos foram destaque de fevereiro para o BB, com 3 recomendações de compra em Minerva Foods (BEEF3), JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3). Já em março, SLC Agrícola (SLCE3) fica em evidência, apontando para os melhores resultados nos preços dos grãos.

Veja todas as recomendações:

Empresa Ticker Cotação Mar (%) No ano (%) 12 meses (%) Preço-alvo 2026 Potencial (%) Recomendação
3Tentos TTEN3 15.02 -12.2 -8 4.8 20.8 38.5 Compra
Ambev ABEV3 15.1 -7.2 9 20.3 16 6 Neutra
Minerva BEEF3 4.39 -15.9 -23.8 -19.3 8 82.2 Compra
JBS JBSS32 79.34 -7.4 0.3 109 37.4 Compra
M. Dias Branco MDIA3 21.9 -6.4 -8.4 0.4 27.2 24.2 Neutra
Marfrig MBRF3 16.83 -18.6 -15.8 4.2 28.6 69.9 Compra
Ourofino OFSA3 27.5 12.2 19.6 29.3 24 -12.7 Neutra
SLC Agrícola SLCE3 18.09 9.8 26.8 18.7 18.4 1.7 Neutra
Boa Safra SOJA3 8.09 0.8 -10.5 -15.6 14.9 84.2 Neutra

Gilmar vota para manter prisão preventiva de Vorcaro, mas faz ressalvas

20 de Março de 2026, 20:21

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes votou, nas horas finais do julgamento, pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Ao longo do voto, contudo, ele fez uma série de ressalvas à forma como o caso foi conduzido e criticou a “estigmatização de investigados” por parte da imprensa.

A análise ocorre no plenário virtual desde a sexta-feira passada e se encerra às 23h59 desta sexta. Com o voto, o placar ficou em 4 a 0 a favor da manutenção da prisão.

“A meu ver, existem razões para referendar a decisão do eminente relator. Existem fatores que justificam a prisão preventiva dos acusados para evitar que, soltos, possam atuar para prejudicar o bom andamento das investigações.

Mas guardo reservas em relação ao uso de conceitos elásticos e juízos morais, como ‘confiança social na Justiça’, ‘pacificação social’ e ‘resposta célere do sistema de Justiça’, como atalhos argumentativos para fundamentar a prisão preventiva”, afirmou Gilmar no despacho de 42 páginas.

Em referência à decisão de seu colega, André Mendonça, que decretou a custódia preventiva do banqueiro no dia 4 de março, Gilmar enfatizou: “A meu ver, algumas das expressões usadas na decisão ora submetida a referendo são um retrato do que esses dispositivos buscam combater: o recurso a clichês que serviriam para justificar a prisão de qualquer pessoa que é acusada de um crime.”

Gilmar disse ainda que é “imprescindível” que os autos sejam encaminhados novamente ao procurador-geral da República, Paulo Gonet – que não se manifestou previamente sobre a prisão preventiva de Vorcaro devido ao “prazo exíguo”.

Mas o ministro disse que a falta do parecer não implica na nulidade da prisão, “mesmo porque o Procurador-Geral foi efetivamente intimado a se manifestar sobre a representação da autoridade policial”.

“Não se pode perder de vista, contudo, que a atuação do Ministério Público não constitui mera formalidade procedimental, mas expressão essencial do modelo acusatório, há muito incorporado como vetor estruturante de um processo penal democrático e que exige a participação efetiva e substancial do titular da ação penal na formação das decisões que impactam direitos fundamentais.”

O ministro disse ainda não ver os requisitos necessários para manter Vorcaro na Penitenciária Federal de Segurança Máxima. Ontem, o banqueiro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal (PF) para dar início ao processo de delação.

“A toda evidência, parece-me não ter sido devidamente caracterizada nenhuma das hipóteses da lei para manutenção do investigado Daniel Bueno Vorcaro sob custódia em Penitenciária Federal de Segurança Máxima – o que, em minha visão, resulta na ilegalidade de sua manutenção em tal regime carcerário”, afirmou.

Gilmar ainda fez paralelos entre o caso Master e a Lava Jato e ressaltou que cabe ao Supremo, mais uma vez, “não ceder a argumentos utilitaristas”, como a necessidade de se dar uma resposta rápida e imediata ao “‘clamor social’, de modo a conferir a todos os envolvidos um julgamento justo e imparcial, independentemente da gravidade dos delitos a eles imputados”.

“É por essa razão que a utilização da prisão preventiva como resposta a expectativas sociais de repressão imediata, ou como instrumento de afirmação simbólica da credibilidade das instituições, representa ato incompatível com a natureza excepcional da medida e com a própria Constituição Federal, uma vez que permite a instrumentalização de investigados, de acusados e de réus com objetivo de satisfazer anseios populares”, afirmou.

Gilmar defendeu ainda que o Supremo adote “postura proativa” para evitar outros vazamentos, como o que ocorreu com diálogos apreendidos no celular de Vorcaro, incluindo conversas íntimas.

O julgamento começou no dia 13 no plenário virtual e formou maioria no mesmo dia. Os ministros Kássio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator, André Mendonça, que mandou Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília no início do mês.

O colegiado tem cinco ministros, mas apenas quatro deles votam, já que Dias Toffoli se declarou suspeito. Se houvesse empate, Vorcaro poderia ir para a prisão domiciliar, pois a lei estabelece que o empate em julgamento de matéria penal sempre favorece o réu.

Vibra (VBBR3) dobra importação de diesel para abril e não deixará faltar produto em sua rede, diz CEO

20 de Março de 2026, 20:01

A Vibra Energia (VBBR3) dobrou o volume de importação de diesel para abril e não deixará faltar produto em sua rede de postos com bandeira Petrobras, informou o presidente da maior distribuidora do país, Ernesto Pousada, nesta sexta-feira, em entrevista à CNN Brasil.

A afirmação vem após o sindicato que representa as três distribuidoras nacionais Vibra, Raízen e Ipiranga ter apontado riscos ao abastecimento nacional, em carta enviada ao governo e à reguladora ANP, nesta semana, pedindo que a Petrobras retomasse leilões, em meio a um cenário indefinido de estoques e prazo curto para importações.

“Posso assegurar a esse consumidor, a essa população que está lá na ponta, nos postos Petrobras, nós estamos fazendo todos os esforços e teremos o diesel disponível”, disse Pousada, na entrevista, pontuando que os seus estoques estão mais baixos do que estavam, mas que a companhia está regularizando com compras externas.

A Vibra, ex-BR Distribuidora, foi privatizada em governos passados, mas mantém ainda o direito de usar a marca Petrobras até 2029. Depois disso, terá alguns anos para desembandeirar sua rede com a marca da petroleira estatal.

O executivo ponderou que houve redução no volume previsto de fornecimento pela Petrobras para o próximo mês, mas que a empresa buscou alternativas no mercado externo.

“Na cota de abril, nós recebemos um retorno da Petrobras do que seria possível atender menor do que a gente normalmente compra, e nós já imediatamente buscamos no mercado internacional e os navios já estão a caminho do Brasil.”

Ele acrescentou que há uma disrupção na cadeia global de fornecimentos, diante da escalada de conflitos no Oriente Médio, com a restrição de oferta por alguns países. Entretanto, disse que há produto disponível, embora um pouco mais difícil de encontrar.

“O preço, como eu falei, mais alto, mas nós temos condições e nós temos conseguido encontrar.”

Pousada reconheceu que a Petrobras tem feito “todos os esforços possíveis”.

“Hoje, tivemos uma ótima notícia: a Petrobras liberou um volume adicional de gasolina… a gente percebe que a Petrobras está trabalhando par e passo com o nosso time, estão conversando a todo momento… tenho certeza que vamos trabalhar juntos para recuperar esse volume de diesel pra frente.”

Fontes do setor de distribuição ouvidas pela Reuters nesta sexta-feira afirmaram que a solução para a atual crise de restrição de oferta de combustíveis no país seria um reajuste de preços pela Petrobras, para que se abra novamente uma janela de importação e mais agentes tenham segurança de trazer o produto do exterior e remunerar suas atividades.

A Petrobras atende atualmente a mais de 50% do consumo de diesel no país, com aproximadamente 20% vindo das refinarias privadas e o restante da importação, realizada por uma série de players, entre grandes e pequenos — e pela própria estatal.

Pousada também comentou que o programa de subvenção do governo federal anunciado para o diesel não cobre a diferença atual entre o custo do produto importado e o preço da Petrobras.

“A subvenção é de cerca de 32 centavos o litro. Hoje, a diferença… do importado versus o preço Petrobras é R$2,50 por litro”, declarou. “Ele não vai cobrir toda a diferença que hoje existe no preço do produto importado.”

Pousada acrescentou, porém, que entende o esforço com a situação fiscal do país e que a Vibra participará do programa.

Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio

20 de Março de 2026, 19:22

A Totvs (TOTS3) informou nesta sexta-feira (20) que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,18 por ação, totalizando aproximadamente R$ 104,2 milhões. O montante será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício.

Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária na data-base de 25 de março de 2026. A partir de 26 de março, inclusive, as ações passarão a ser negociadas na condição “ex-JCP”, informou a companhia.

O pagamento será realizado no dia 10 de abril de 2026, sem incidência de correção monetária ou remuneração adicional, por meio de crédito em conta corrente e domicílio bancário informados ao Banco Itaú Unibanco.

A Tovs destacou que acionistas com cadastro incompleto ou desatualizado precisarão regularizar seus dados junto às agências do banco para receber os valores. Já investidores que utilizam custódia fiduciária terão os créditos disponibilizados conforme os procedimentos da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão.

O valor dos JCP estará sujeito à retenção de Imposto de Renda na fonte, conforme a legislação vigente. Acionistas isentos ou imunes deverão encaminhar a documentação comprobatória até 2 de abril de 2026 à sede da companhia, em São Paulo.

Recentemente, a Tovs anunciou que pretende intensificar os aportes em desenvolvimento, com um incremento adicional de cerca de R$ 75 milhões por ano nos próximos quatro anos, dentro de um total estimado de aproximadamente R$ 600 milhões no período.

Os recursos serão direcionados à evolução da base tecnológica que permitirá integrar agentes de inteligência artificial aos próprios ERPs, além da ampliação da infraestrutura em nuvem e da adaptação dos sistemas para novos modelos de monetização baseados no uso dessas funcionalidades.

Em decisão liminar, Justiça suspende licenciamento da Etapa 4 do Pré-Sal na Bacia de Santos

20 de Março de 2026, 19:01

O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta sexta-feira, 20, que a Justiça Federal em Angra dos Reis (RJ) atendeu ao pedido da suspensão imediata da Licença Prévia (LP) emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a Etapa 4 do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, que prevê a instalação de dez plataformas e a perfuração de 132 poços.

Com a decisão liminar, a Petrobras está impedida de avançar com o empreendimento. Procurada, a estatal não se manifestou até a publicação deste texto.

O pedido do MPF faz parte de duas ações civis públicas apresentadas no fim do ano passado contra a Petrobras e órgãos federais envolvidos no processo de licenciamento. A alegação é que o processo conduzido pelo Ibama se deu de forma acelerada – em apenas 11 dias – e que havia “pendências técnicas relevantes”, como os estudos ambientais apresentados que não contemplaram pelo menos 25 impactos socioambientais.

Ao acolher o pedido do MPF, a Justiça determinou que a União, o Ibama, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) deverão apresentar, no prazo de 60 dias, um plano detalhado para a realização da consulta prévia às comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e pescadores artesanais do litoral sul fluminense.

Além da elaboração de um novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA), MPF requer, no mérito das ações, a revisão dos planos de emergência para vazamentos de óleo e a condenação dos réus ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, em razão das falhas e omissões no processo de licenciamento.

Boulos reage após grupo anunciar sua saída do PSOL e afirma que está discutindo rumos políticos

20 de Março de 2026, 18:44

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu nesta sexta-feira (20) à nota de uma dissidência da Revolução Solidária – vertente da qual faz parte no PSOL – que afirmou que ele estaria de saída rumo ao PT. Segundo Boulos, o grupo se “apequenou” e a carta, classificada por ele como “apócrifa”, revela um “oportunismo e desespero’.

“O Movimento Revolução Solidária está discutindo internamente seus rumos políticos. Lamentamos que uma parte do PSOL tenha decidido se apequenar ao divulgar uma carta apócrifa, o que revela oportunismo e desespero”, disse Boulos em nota enviada Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Como mostrou o Estadão/Broadcast nesta sexta-feira, 20, fontes do PSOL disseram que Boulos já teria comunicado a aliados que irá para o PT. Com ele, sairiam da sigla também os filiados que fazem parte da tendência de Boulos e que, assim como o ministro, integram o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Aliados do ministro, no entanto, negam esse movimento. Dizem se tratar de uma mentira divulgada por uma ala do PSOL e que Boulos não sairá da legenda. Chegaram a desafiar os integrantes do partido que dizem que o ministro trocará a sigla pelo PT a falarem que ouviram isso da boca de Boulos.

Uma nota que circula nos grupos do PSOL, assinada por um grupo da Revolução Solidária (grupo de Boulos), mas sem o nome de nenhum filiado, diz que o ministro comunicou a sua saída do partido na noite desta quinta-feira, 19. Essa nota tem sido repassada por pessoas descontentes com a atuação do ministro.

“Ontem (quinta-feira, 19) de noite, finalmente, a Coordenação Nacional da Revolução Solidária foi informada da decisão de Guilherme Boulos, do MTST e portanto do núcleo dirigente da Revolução Solidária, de sair do PSOL para o PT”, diz a nota.

Segundo esse grupo, parlamentares e pré-candidatos do PSOL estão sendo “pressionados” a seguir com Boulos e deixar a legenda.

“Apelamos aos militantes do PSOL ainda na Revolução Solidária a romperem com a corrente, ficarem no PSOL e se reorganizarem para enfrentar esta crise e se somarem a todos que no PSOL lutam para reafirmar o nosso projeto de partido e para reeleger Lula”, conclui o grupo.

Filiado à legenda desde 2018, Boulos assumiu a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de 2025, no lugar de Márcio Macêdo (PT). A ida para a Esplanada dos Ministérios foi reprovado por alas internas no partido.

No dia 7 de março, o diretório nacional do PSOL rejeitou a proposta de federação com o PT para as eleições de 2026 por 47 votos a 15. A Revolução Solidária, de Boulos, era a principal defensora da aliança. O partido optou por renovar a federação com a Rede Sustentabilidade.

Trump minimiza reação dos preços de petróleo e mercados acionários a guerra contra o Irã

20 de Março de 2026, 18:41

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esperar uma alta “maior” e “pior” dos preços do petróleo do que a escalada observada nas últimas semanas, em comentários para repórteres nesta tarde. Trump também minimizou o recente comportamento dos mercados acionários, apontando que seguem em níveis elevados depois de baterem máximas históricas que levaram o S&P 500 aos 7 mil pontos.

Nesta sexta-feira, 20, contudo, as bolsas de Nova York fecharam em queda e registraram perdas semanais, com o S&P 500 na casa dos 6,5 mil pontos.

Ao ser questionado, o presidente americano disse que vê “muito suporte público” a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã no Oriente Médio. O republicano, no entanto, se recusou a comentar sobre o envio de tropas americanas para a região. “Não posso dizer o que faríamos”, afirmou.

Trump voltou a repetir que os EUA estão próximos de resolver a situação no Irã e estão “muito adiantados” no cronograma para encerrar o conflito, embora ainda sem estimar um prazo.

Também presente, o secretário de Estado, Marco Rubio, igualmente evitou dar um prazo ou comentar detalhes sobre a possibilidade de os EUA tomarem controle de Cuba. Ao ser questionado, ele se limitou a dizer que os cubanos “já sofreram por muitos anos”.

Trump comentou brevemente sobre as eleições de meio de mandato, reiterando críticas a resistência do Partido Democrata em aprovar a identificação de eleitores. “Não querem aprovar porque são trapaceiros”, acusou.

Solução para restrição de oferta de combustíveis é reajuste da Petrobras, dizem fontes do setor

20 de Março de 2026, 18:35

A solução para a atual crise de restrição de oferta de combustíveis no Brasil seria um reajuste de preços pela Petrobras (PETR4), para que se abra novamente uma janela de importação e mais agentes tenham segurança de trazer o produto do exterior e remunerar suas atividades, afirmaram fontes diversas do setor de distribuição à Reuters.

“Enquanto a Petrobras não equalizar seus preços aos dos importados e mantiver a prática de não atender pedidos adicionais e suspender leilões — mesmo que estes cheguem a negociar produtos, em alguns casos, a até R$2,50 por litro acima do preço de lista — a situação tende a se agravar”, disse uma fonte do setor, na condição de anonimato.

Com sua produção, a Petrobras responde por mais de 50% do consumo de diesel no país, com aproximadamente 20% vindo das refinarias privadas e o restante da importação, realizada por uma série de players, entre grandes e pequenos — e pela própria estatal.

Por isso a importância de equiparar as cotações do país, que estão defasadas em mais de 70% em relação ao produto no exterior, para viabilizar as compras externas, e a retomada dos leilões, que incluem o produto importado pela Petrobras, disseram as fontes.

Na véspera, a agência reguladora ANP pediu que a Petrobras retome leilões de combustíveis, que foram interrompidos repentinamente no início da semana, após o sindicato Sindicom, que representa as distribuidoras nacionais Raízen, Vibra e Ipiranga, apontar riscos ao abastecimento em carta enviada à autarquia e ao governo. A associação Brasilcom, que representa mais de 40 distribuidoras regionais, também manifestou preocupação com o abastecimento, fazendo coro contra a ausência de paridade com o diesel importado.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, justificou a jornalistas na semana passada que a parada foi para reavaliar estoques, sem dar detalhes, e a companhia ainda não indicou se as concorrências serão retomadas.

Questionada sobre o pedido da ANP, a Petrobras afirmou que analisaria o assunto, mas destacou que continua entregando ao mercado todo o volume de combustíveis produzidos em suas refinarias, que estão operando em carga máxima. A petroleira relatou também que tem ampliado e antecipado entregas às distribuidoras, fornecendo volumes cerca de 15% superiores aos montantes acordados no início do mês.

A paralisação das ofertas extras de diesel pela petroleira em leilões, que estavam sendo negociadas entre R$1,80 e R$2,00 por litro acima do preço de referência das refinarias da própria companhia, segundo entidades do setor, ocorre enquanto o governo busca meios para evitar o impacto ao consumidor, em meio a um ano importante de eleições.

O governo cortou tributos federais sobre os combustíveis e lançou um programa de subsídio ao diesel. Agora, tem feito pressão sobre os Estados, para que eles reduzam o ICMS sobre os combustíveis, enquanto tem conseguido evitar uma greve de caminhoneiros.

“Se o governo quer salvar os caminhoneiros, pode reativar o cartão do caminhoneiro, ao invés de pressionar Estados a perder ICMS, ameaçar agentes privados com tabela de preços”, disse uma outra fonte de uma distribuidora. “Tabelar fretes mais altos como estão fazendo vira preço no final… vai impactar até o diesel, a gasolina, o etanol.”

As medidas do governo, segundo fontes e especialistas, buscam endereçar impactos ao consumidor, mas não atenuam as restrições à oferta, já sentidas pelo mercado, e muito menos os riscos ao desabastecimento nacional.

Procurada para comentar as afirmações das pessoas integrantes do mercado de combustíveis, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente.

Inexorável

Mas, segundo fontes do mercado, o impacto da disparada recente dos preços do petróleo no mercado externo chega ao consumidor brasileiro de qualquer forma, mesmo que atenuado por algumas medidas do governo, uma vez que o Brasil não é autossuficiente na produção de combustíveis.

Além disso, regras do mercado impedem que empresas comprem produtos no exterior e vendam com prejuízo em benefício do governo federal e da sociedade, sem serem remuneradas por isso. Até mesmo a Petrobras, uma empresa de capital misto, não pode tomar prejuízo para abastecer o mercado, pois há regras que a impedem em seu estatuto e por ter ações negociadas na Bolsa de Nova York, sob risco dos membros de sua diretoria serem acionados na Justiça.

Prova disso, segundo agentes do mercado, é que a Petrobras reduziu a oferta de diesel dentro do permitido em contratos e por preços bem abaixo da paridade de importação, e estava vendendo os volumes excedentes nos leilões, a valores mais altos.

“A pauta do governo é o preço, e o governo vai ter que entender que existe a mão do mercado internacional que ele não consegue controlar. O preço é o que o mercado internacional fala, o preço é o que a Petrobras ganha quando ela vende no leilão”, disse a fonte de uma outra distribuidora, na condição de anonimato.

“O que resolve esse problema é a Petrobras praticar a paridade de preço internacional”, acrescentou, pontuando que só assim empresas que trabalham no mercado spot no Brasil poderão voltar a trazer cargas do exterior.

Segundo as fontes, as grandes distribuidoras nacionais, que têm contratos e compromissos com rede embandeirada, têm condições e importarão volumes adicionais, garantindo o abastecimento de seus clientes, inclusive sob pena de multa, apesar de forte risco nessas operações.

“Porque, se no meio do caminho de trazer esses navios (do exterior), o Trump abraçar o aiatolá, acabar a guerra, liberar o Estreito de Ormuz e o barril voltar para US$60, a gente vai tomar um prejuízo de hedge na cabeça”, disse a pessoa.

Entretanto, os fornecedores menores, que atuam apenas quando a janela de importação está aberta, ficam sem opção para atender ao mercado, em uma situação que tem causado restrição de oferta pelo Brasil, principalmente em regiões que dependem de produto importado.

Preço do diesel sobe 20,6% entre final de fevereiro e 2ª semana de março, aponta ANP

20 de Março de 2026, 18:26

O preço do diesel subiu 20,6% na segunda semana de março comparada à semana de 22 a 28 de fevereiro, para R$ 7,65 o litro, segundo levantamento nos postos de abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado em novo horário nesta sexta-feira, 20, em meio a um cenário de preços elevados dos derivados de petróleo por causa do conflito no Oriente Médio. Normalmente, a divulgação ocorre na sexta-feira, às 18h.

Somente na semana após o reajuste da Petrobras, de 15 a 21 de março, o combustível que depende de importações subiu 6,6% ante a semana anterior.

A gasolina teve menor pressão, fechando a segunda semana de março em alta de 5,89% contra o final de fevereiro e de 2,9% contra a primeira semana do mês, a R$ 6,65 por litro.

Já o gás de cozinha ficou praticamente estável em todas as comparações, fechando a segunda semana de março ao preço de R$ 109,91 o botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), ante R$ 109,87 o botijão no final de fevereiro e R$ 109,89 na semana passada.

Flávio diz que apoiou Moro ao governo do PR após saber que Ratinho Jr. será seu adversário

20 de Março de 2026, 18:10

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu apoiar a pré-candidatura do senador Sérgio Moro (União-PR) para o governo do Paraná após ter sido informado de que o atual governador, Ratinho Junior, será o escolhido do PSD para disputar as eleições para a Presidência da República. Moro deve sair do União Brasil e se filiar ao PL de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro em breve.

“O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele”, disse Flávio durante evento do grupo empresarial Lide.

O filho de Bolsonaro queria o apoio de Ratinho Jr. à sua candidatura à Presidência da República. Mas a oferta enfrentou resistência de aliados do paranaense. O coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), ofereceu na última semana uma aliança ao governador para o primeiro turno das eleições de outubro.

O aceite implicaria ao governador abrir mão da sua própria candidatura ao Planalto, vaga que hoje está em disputa dentro do próprio PSD. Ratinho respondeu a Marinho que o PSD não decidiu ainda quem será o presidenciável e que ele não pode responder pela legenda, segundo aliados do governador. Os dois haviam combinado de se falar novamente.

Com o PSD próximo de encaminhar a pré-candidatura de Ratinho Junior, o PL decidiu apoiar o nome de Moro para disputar o governo do Paraná.

“Vamos tocar a vida lá no Paraná. Conversamos com o Sérgio Moro e ficou resolvido que ele concorrerá ao governo com o nosso apoio e pelo PL”, disse Flávio.

Ratinho disputa a pré-candidatura do PSD para o Planalto com outros dois governadores, o de Goiás, Ronaldo Caiado, e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O PL fechou apoio à pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná, durante reunião com o senador na sede do partido na quarta-feira (18). Com isso, os bolsonaristas solucionam o problema da falta de palanque para Flávio no Estado.

“Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora ele precisa definir a situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para frente”, afirmou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a reunião.

Moro deve ter uma reunião nesta noite com a federação de seu partido, a União Progressista (União-PP), para tratar da candidatura. Caso não consiga legenda para disputar, o plano B é ele se filiar ao PL.

Ibovespa tomba 2% com Petrobras (PETR4) e Wall Street em meio à escalada das tensões no Irã; dólar sobe a R$ 5,31

20 de Março de 2026, 17:31

O Ibovespa (IBOV) derreteu 4 mil pontos durante a sessão e zerou os ganhos da semana com a escalada da aversão a risco global, em meio a novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nesta sexta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.

Por aqui, a cautela externa continuou a contaminar o mercado em dia de vencimento de opções. O risco de ingerência na Petrobras (PETR4) diante das medidas do governo para atenuar os efeitos da disparada do petróleo sobre os preços de energia também concentrou as atenções dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a estatal poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia. “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas cinco ações fecharam em alta no Ibovespa: Prio (PRIO3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3), Vivara (VIVA3) e Cemig (CMIG4).

Em destaque, as ações da Cemig (CMIG4) figuraram como a única alta nas primeiras duas horas do pregão. Na máxima intradia, CMIG4 subiu 3,53% (R$ 12,62), em reação aos números do balanço do quarto trimestre (4T25) e anúncio da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 658 milhões, com data “ex-direito” em 25 de março.  

Os papéis da elétrica fecharam com alta de 0,41%, a R$ 12,24.

Já a ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que fechou em queda de 14,21%, a R$ 10,20. O movimento foi atribuído a uma realização de lucros recentes, com as mudanças do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) já precificadas anteriormente. 

O benefício corresponde a créditos de PIS/Cofins, incidentes sobre as matérias-primas das indústrias química e petroquímica, passíveis de compensação com tributos federais.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3) caiu mais de 2%, em dia de alta nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. O movimento de baixa foi acentuado após a publicação de uma Medida Provisória (MP) pelo governo federal que estabelece um subsídio ao diesel para mitigar os efeitos da alta das commodities no mercado global.

PETR4 fechou com queda de 2,37%, a R$ 45,67, sendo a ação mais negociada da B3. O papel teve 95,7 mil negócios e movimentou R$ 2,25 bilhões. PETR3 terminou o dia com baixa de 2,62%, a R$ 50,22.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda com as novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Irã.

No final da tarde, Trump, disse que “está no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. “Não fazemos cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído. […] Estamos muito adiantados no cronograma”, disse o presidente norte-americano.

Mais cedo, a CBS News informou que autoridades do Pentágono fizeram preparativos detalhados para a possível mobilização de forças terrestres dos Estados Unidos no Irã.

O mercado também manteve as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) até dezembro deste ano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,96%, aos 45.577,47 pontos;
  • S&P 500: -1,51%, aos 6.506,48 pontos; 
  • Nasdaq: -2,01%, aos 21.647,61 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, com o temor de um choque inflacionário com a escalada dos preços do petróleo no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, não operou em razão de feriado local e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,88%, aos 25.277,32 pontos. 

Por lá, o Banco da China (BPoC, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados pela 10ª decisão consecutiva. A taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) foi mantida em 3,0%, enquanto a LPR de cinco anos ficou inalterada em 3,5%.

Day trade: Compre Rumo (RAIL3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,43% hoje (20), segundo a Ágora

20 de Março de 2026, 09:23

A Rumo (RAIL3é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta sexta-feira (20).

As ações da empresa fecharam a sessão da última quinta-feira (19) cotadas a R$ 16,19. O potencial de ganho é de 1,42% e o stop sugerido é de R$ 16,10.

COMPRA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop %
Cyrela CYRE3 27,18 27,56 1,40% 26,98 -0,74%
Rumo RAIL3 16,23 16,46 1,42% 16,10 -0,80%
Copasa CSMG3 55,47 56,26 1,42% 55,03 -0,79%

Já a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,43%. O stop sugerido é em R$ 17,57.

VENDA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop (%)
Brava Energia BRAV3 17,43 17,18 1,43% 17,57 -0,80%
Suzano SUZB3 51,00 50,28 1,41% 51,41 -0,80%
Intelbras INTB3 14,33 14,13 1,40% 14,44 -0,77%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

Santander (SANB11), Cemig (CMIG4), Lojas Renner (LREN3) e outros destaques desta sexta-feira (20)

20 de Março de 2026, 08:59

A dança das cadeiras entre os CEOS do Santander (SANB11) e B3 (B3SA3), o balanço referente ao quarto trimestre de 2025 da Cemig (CMIG3) e os juros sobre o capital próprio da  Lojas Renner (LREN3), são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (20).

Confira os destaques corporativos de hoje

Mário Leão deixa Santander (SANB11) e CEO da B3 (B3SA3) assume

Duas gigantes da bolsas deverão contar novos CEOs em breve. Mário Leão, CEO do Santander (SANB11) que está no cargo desde 2022, deixará o posto. Em seu lugar, entrará Gilson Finkelsztain, CEO da B3 (B3SA3) desde 2017.

Em comunicado enviado ao mercado, a B3 confirmou que Finkelsztain não será mais CEO. De acordo com o comunicado, o executivo permanecerá no cargo no final do primeiro semestre de 2026.

“A decisão foi tomada de comum acordo entre o executivo e o conselho de administração, no contexto de um processo estruturado de sucessão, iniciado com a devida antecedência”, diz a nota.

Já o Santander também agradeceu Leão, que também irá ficar no cargo até junho.

Finkelsztain chegou a ficar próximo de uma cadeira no conselho de administração do Santander, função que exerceria simultaneamente ao comando da B3.

Lucro líquido da Cemig (CMIG3) cresce 88% e fica em R$ 1,88 bilhão no 4T25

Cemig (CMIG3) teve lucro líquido de R$ 1,88 bilhão no quarto trimestre de 2025, aumento de 88% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado na noite de quinta-feira (19).

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda consolidado de R$ 2,95 bilhões, aumento de 53,9% sobre o quarto trimestre de 2024. A companhia disse que o acordo homologado pelo TRT resultou em um efeito positivo líquido de R$ 1,19 bilhão no Ebitda do trimestre e R$ 788,1 milhões no lucro.

A receita líquida do quarto trimestre cresceu 2,9% no período, para R$ 11,50 bilhões, segundo o balanço.

A Cemig, também na quinta-feira (19),  aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor total de R$ 657,957 milhões.

O valor bruto do provento corresponde a R$ 0,23000005834 por ação, contemplando os acionistas detentores de ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN).

Terão direito ao pagamento os investidores com posição acionária em 24 de março de 2026. A partir de 25 de março de 2026, os papéis da companhia passam a ser negociados na condição “ex-direitos”.

O pagamento será realizado em duas parcelas iguais: a primeira até 30 de junho de 2027 e a segunda até 30 de dezembro de 2027.

Lojas Renner (LREN3) aprova JCP de R$ 217,4 milhões

Lojas Renner (LREN3) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 217,4 milhões, informou a companhia em aviso aos acionistas divulgado na noite de quinta-feira (19).

O valor bruto corresponde a R$ 0,222698 por ação, considerando a base de 976,3 milhões de ações ordinárias, já excluídas as ações em tesouraria.

Terão direito ao provento os acionistas com posição em 24 de março de 2026. A partir de 25 de março de 2026, inclusive, os papéis da varejista passam a ser negociados na condição “ex-JCP”.

O pagamento será feito a partir de 14 de abril de 2026, sem atualização monetária. Como de praxe nesse tipo de remuneração, haverá incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), conforme a legislação vigente, exceto para investidores imunes ou isentos que comprovarem essa condição dentro do prazo estabelecido pela companhia.

Riachuelo (RIAA3) desiste de oferta de ações que poderia captar R$ 400 milhões

Riachuelo (RIAA3) informou ao mercado a suspensão dos estudos para a realização de uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações (follow-on), tendo em vista a recente instabilidade do cenário geopolítico e consequente volatilidade do mercado de capitais.

Em fevereiro deste ano, a varejista confirmou que preparava uma operação que poderia levantar o valor inicial de R$ 400 milhões.

“A suspensão da potencial oferta não acarreta qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da companhia, que permanece integralmente focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual”, afirma a Riachuelo.

Os recursos da captação teriam como destino iniciativas de expansão e fortalecimento operacional, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, expansão das operações da Midway Financeira e reforço do capital de giro.

Tupy (TUPY3) amplia prejuízo a R$ 626,5 milhões no 4T25

A Tupy (TUPY3) teve prejuízo líquido de R$ 626,5 milhões no quarto trimestre de 2025, bem acima da perda de R$ 97,7 milhões registrada um ano antes, divulgou nesta quarta-feira a multinacional brasileira do setor de metalurgia.

No material de divulgação do balanço, a companhia citou um impacto de R$ 544 milhões no resultado decorrente de iniciativas de reestruturação realizadas e provisionadas ao longo do ano baseadas na execução do projeto de desmobilização de capacidade, decorrentes de iniciativas de otimização da capacidade e de realocação da produção para linhas mais eficientes

De acordo com a Tupy, tais iniciativas contribuirão para o aumento das margens, da geração de caixa e do retorno sobre o capital investido (ROIC).

O resultado do quarto trimestre também mostrou queda de 12,4% nas receitas, para R$2,18 bilhões, refletindo, principalmente, o menor volume de vendas nas aplicações para veículos comerciais, segundo a companhia.

Grupo Panvel (PNVL3) tem alta de 35% no lucro do 4T25

Grupo Panvel (PNVL3) teve lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 35% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo balanço publicado na quinta-feira (19).

A rede de varejo farmacêutico apurou resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 105 milhões no quarto trimestre, alta de 28%.

A empresa teve receita líquida de R$ 1,56 bilhão no período, um crescimento de 16,3% na comparação com o quarto trimestre de 2024.

O grupo atribui o resultado positivo ao crescimento das vendas no trimestre, impulsionado pelo ganho de produtividade das lojas.

ISA Energia (ISAE4): Conselho de administração aprova plano de conversão de ações

O conselho de administração da ISA Energia (ISAE4) aprovou a conversão de ações ordinárias em ações preferenciais da companhia, mostra fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (19).

De acordo com o documento, a conversão das ações tem pelos acionistas tem início nesta sexta-feira (20) e poderá ocorrer até o dia 3 de abril, observando o limite individual de até 3% do capital social.

A elétrica disse ainda que a conversão está limitada ao percentual total de 5% do capital social da companhia.

O conselho também aprovou o pedido de conversão por parte do seu acionista Axia Energia (AXIA3) de cerca de 19,8 milhões de ações.

*Com informações da Reuters

ISA Energia (ISAE4): Conselho de administração aprova plano de conversão de ações

20 de Março de 2026, 08:53

O conselho de administração da ISA Energia (ISAE4) aprovou a conversão de ações ordinárias em ações preferenciais da companhia, mostra fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (19).

De acordo com o documento, a conversão das ações tem pelos acionistas tem início nesta sexta-feira (20) e poderá ocorrer até o dia 3 de abril, observando o limite individual de até 3% do capital social.

A elétrica disse ainda que a conversão está limitada ao percentual total de 5% do capital social da companhia.

O conselho também aprovou o pedido de conversão por parte do seu acionista Axia Energia (AXIA3) de cerca de 19,8 milhões de ações.

4T25 da ISA Energia

A transmissora registrou um lucro líquido de R$ 482,7 milhões no quarto trimestre de 2025, 40,4% abaixo do apurado um ano antes.

Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 854 milhões no período, alta de 7,5% no comparativo anual.

Com isso, a empresa fechou 2025 com uma queda de 21,7% do lucro líquido acumulado frente a 2024, para R$ 1,62 bilhão, enquanto o Ebitda reduziu 2,4%, para R$ 3,45 bilhões.

Segundo os executivos da ISA Energia, os números anuais foram afetados pelo maior custo da dívida, que aumentou para suportar os investimentos bilionários em ampliação e aperfeiçoamento do portfólio de linhas e subestações, além da redução do fluxo financeiro da indenização referente à Rede Básica Sistema Existente (RBSE).

*Com informações da Reuters

BCE faz alerta para risco de inflação mais alta e mercado cogita aumento de juros

20 de Março de 2026, 08:45

Membros do Banco Central Europeu alertaram sobre os riscos crescentes para a inflação nesta sexta-feira (20), mas não chegaram a pedir uma política monetária mais apertada, mesmo com uma série de corretoras começando a prever aumentos nos juros já em abril.

O BCE deixou as taxas de juros inalteradas na quinta-feira, mas alertou que a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã pode levar a inflação muito acima de sua meta de 2% este ano e que um conflito prolongado pode manter a inflação elevada nos próximos anos.

Essa visão reforçou as apostas já generalizadas de aumento dos juros e autoridades, falando sob condição de anonimato, reconheceram que abril pode estar em jogo, a menos que o conflito seja resolvido nas próximas semanas.

Entretanto, seus comentários públicos nesta sexta-feira foram mais comedidos.

“Devemos manter a cabeça fria e ficar de olho em todo o campo de jogo”, disse o presidente do banco central finlandês, Olli Rehn, acrescentando que as autoridades precisam separar a volatilidade de curto prazo do impacto econômico de longo prazo.

O presidente do banco central da França, François Villeroy de Galhau, disse que o BCE não deve reagir de forma exagerada ao aumento do preço da energia, que pode elevar a inflação para 2,6% este ano, de acordo com a projeção básica do BCE.

“Temos os olhos na bola e as mãos prontas para agir”, disse ele em uma entrevista ao site de notícias financeiras Boursorama.

Enquanto isso, o chefe do Banco da Espanha, José Luis Escrivá, alertou que continua difícil avaliar o impacto dos preços mais altos da energia sobre a trajetória da inflação, de modo que o BCE deve manter sua prática de tomar decisões reunião a reunião.

Apostas de alta

Os mercados financeiros agora preveem mais de dois aumentos nas taxas de juros este ano, com o primeiro em junho. Os bancos centrais normalmente ignoram os choques do petróleo, mas o temor é que o aumento do preço da energia seja tão grande que se infiltre na economia como um todo, afetando os custos de tudo e perdurando por um longo período.

O presidente do banco central alemão, Joachim Nagel, reconheceu esse risco e disse que o BCE pode ser forçado a intervir, a menos que os preços da energia se normalizem logo.

“Na situação atual, é possível que as perspectivas de inflação de médio prazo se deteriorem e que as expectativas de inflação aumentem de forma sustentada, o que significa que uma postura mais restritiva da política monetária provavelmente seria necessária”, disse Nagel à Bloomberg.

Enquanto isso, corretoras começaram a apostar em aumentos rápidos da taxa de juros, mudando suas previsões após a reunião de quinta-feira do BCE.

O J.P. Morgan, o Morgan Stanley e o Barclays agora preveem que o BCE aumentará os juros em 2026, uma mudança acentuada em relação às suas previsões anteriores de que as taxas permaneceriam inalteradas.

O Barclays e o J.P. Morgan preveem uma mudança em abril, seguida de novos aumentos em junho e julho, respectivamente. Enquanto isso, o Morgan Stanley espera aumentos de 25 pontos-base em junho e setembro.

Ainda assim, nem todos ficaram convencidos.

“O Conselho do BCE é dominado por membros que têm um viés dovish”, disse o economista-chefe do Commerzbank, Joerg Kraemer.

“Continuo não convencido pela expectativa dos mercados futuros de que o BCE aumentará sua taxa de juros básica duas vezes até o final do ano”, disse ele. “O obstáculo para taxa de juros mais alta é maior do que o esperado.”

Bitcoin (BTC) sustenta os US$ 70 mil mas caminha para fechar semana no vermelho; veja preços nesta sexta-feira (20)

20 de Março de 2026, 08:40

O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 70 mil na manhã desta sexta-feira (20), operando próximo da estabilidade nas primeiras horas do dia.

O mercado global de criptomoedas também oscila próximo da estabilidade, com a volatilidade do mercado de ativos de risco altamente elevada em virtude dos eventos dos últimos dias.

No mercado tradicional, as bolsas da Ásia fecharam em baixa. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York indicam abertura em queda.

Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:

#  Cripto  Preço  24h  7d  YTD 
1  Bitcoin (BTC)  US$ 70.703,26  0,73%  -2,35%  -19,21% 
2  Ethereum (ETH)  US$ 2.150,41  -1,08%  1,10%  -27,52% 
3  Tether (USDT)  US$ 0,9999  0,01%  0,01%  0,15% 
4  XRP (XRP)  US$ 1,44  -1,01%  1,66%  -21,22% 
5  BNB (BNB)  US$ 643,13  -0,36%  -3,63%  -25,50% 
6  USD Coin (USDC)  US$ 1,00  0,02%  0,01%  0,04% 
7  Solana (SOL)  US$ 89,44  -0,53%  -0,79%  -28,15% 
8  TRON (TRX)  US$ 0,3062  0,99%  6,04%  7,72% 
9  Dogecoin (DOGE)  US$ 0,09440  0,30%  -5,29%  -19,52% 
10  Hyperliquid (HYPE)  US$ 39,55  -0,64%  6,42%  55,58% 

Fonte: Coin Market Cap. 

A semana do bitcoin (BTC)

Os investidores viveram uma verdadeira gangorra de eventos que mexeram com o mercado de criptomoedas.

Começando pelo lado positivo, os fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram a quarta semana seguida de entradas até a última quinta-feira (19), o que garante algum suporte nos atuais níveis de preço.

Por outro lado, a mais recente decisão sobre juros nos Estados Unidos da última quarta-feira (18) pesou contra a busca por patamares de preços mais elevados. O Fomc, o Copom norte-americano, manteve as taxas estáveis no último encontro, sinalizando que o avanço dos preços do petróleo preocupa a autoridade monetária.

Além disso, o barril do Brent, utilizado como referência internacional de preços, segue negociado acima dos US$ 100, o que tende a pressionar a inflação global para cima.

Com isso, na próxima semana, os investidores acompanham as falas de representantes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), em busca de pistas sobre o futuro dos juros por lá.

Fundo imobiliário aprova compra de R$ 339 milhões em galpões logísticos; veja detalhes

20 de Março de 2026, 08:34

O fundo imobiliário Invista Brazilian Business Park (IBBP11) informou que seus cotistas aprovaram a compra de cinco imóveis logísticos pertencentes ao XP Industrial (XPIN11), em uma operação de aproximadamente R$ 339,1 milhões.

A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária encerrada na última terça-feira (17), com participação de cerca de 55% das cotas emitidas pelo FII. Das manifestações recebidas, 54,6% foram favoráveis às matérias da ordem do dia.

Os empreendimentos que serão adquiridos estão localizados nos estados de São Paulo e Minas Gerais, em cidades como Atibaia (SP), Jarinu (SP) e Extrema (MG), e somam dezenas de milhares de metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL).

O valor individual dos imóveis varia entre aproximadamente R$ 36,9 milhões a R$ 90,7 milhões. Confira:

Imóvel Localização ABL (m²) Valor (R$)
Condomínio Barão de Mauá Atibaia (SP) 17.907,61 36.936.785,34
Brazilian Business Park – Gaia Air Jarinu (SP) 31.719,44 90.698.570,53
Brazilian Business Park – Gaia Terra Jarinu (SP) 34.507,60 89.323.432,98
Centro Empresarial Atibaia Atibaia (SP) 21.453,63 66.695.792,15
Condomínio Extrema Extrema (MG) 35.749,64 55.464.237,14
Total 141.337,92 ≈ 339,1 milhões

Um ponto relevante da operação é a existência de conflito de interesses, já que os dois fundos imobiliários envolvidos, IBBP11 e XPIN11, possuem a mesma administradora, a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Por esse motivo, a transação precisou ser submetida à aprovação.

Novas emissões

Além da aquisição dos imóveis, os cotistas do Invista Brazilian Business Park também deram aval para a realização de novas captações.

Uma delas será a quinta emissão de cotas ordinárias, que será destinada exclusivamente a investidores profissionais e sem direito de preferência.

Já a outra será a segunda emissão de papéis seniores, voltada ao mesmo público, que poderão ser emitidos com deságio de 15% sobre o valor unitário da cota sênior.

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