O que diz Ancelotti sobre seus planos para escalar Neymar na Copa




A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 ainda não está confirmada pelo governo do país. O ministro do Esporte e da Juventude, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção pode ficar fora do torneio caso não receba garantias de segurança para atuar nos Estados Unidos.
“Devemos estar preparados, mas é possível que não participemos da Copa do Mundo. A decisão final será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional”, disse Donyamali à agência iraniana Tasnim. Em março, ele já havia afirmado que o Irã não disputaria a competição.
A incerteza ocorre em meio aos conflitos envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Como os jogos da seleção iraniana estão marcados para território norte-americano, o governo do país passou a cobrar garantias para a viagem da delegação.
O Irã chegou a pedir à Fifa que suas partidas fossem transferidas para o México, uma das sedes do Mundial. A entidade, porém, manteve os compromissos nas cidades previstas inicialmente.

“A seleção realizará um período de treinamento em um país vizinho [Turquia] nas próximas três semanas. Se a segurança dos membros da seleção nos Estados Unidos for garantida, viajaremos para lá para participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou Donyamali.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o Irã estará na Copa. Pelo regulamento da entidade, uma seleção que abandona a competição pode receber multa mínima de 250 mil francos suíços, cerca de R$ 1,6 milhão.
Caso a desistência seja confirmada, a Fifa poderá manter o grupo com apenas três seleções ou convidar outro país para ocupar a vaga.
O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia está marcada para 15 de junho, às 22h, contra a seleção neozelandesa, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (27) que Jair Bolsonaro (PL) “não tinha vocação para a vida pública”. A declaração foi dada durante evento empresarial do LIDE, grupo ligado ao ex-governador João Doria, em São Paulo.
Segundo Kassab, a eleição de 2018 foi marcada por um forte sentimento antipetista, o que abriu caminho para a vitória de Bolsonaro. “O Brasil não podia mais ouvir falar no PT, e Bolsonaro acabou assumindo. Sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública”, disse.
Apesar da crítica, Kassab afirmou que o governo Bolsonaro se sustentou por causa de nomes fortes na equipe econômica. Ele citou Paulo Guedes como peça central da gestão. “Ele praticamente comandava a economia e teve papel muito importante”, declarou.
O dirigente do PSD também fez ressalvas ao governo Lula. Kassab apontou dificuldades na condução econômica e questionou a eficiência administrativa da atual gestão federal.
As falas ocorrem em meio às articulações para a disputa presidencial de 2026. O PSD tenta ampliar seu espaço nacional e sustentar uma alternativa à polarização entre PT e PL.

Levantamento mais recente da Nexus Pesquisa e Inteligência, em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (27), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nos cenários de primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, mas enfrenta um quadro de forte polarização que o coloca em empate técnico com nomes da direita em simulações de segundo turno. Saiba mais na TVT News.
De acordo com a pesquisa, Lula aparece com 41% das intenções de voto no principal cenário estimulado. Em segundo lugar surge o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 36%. A distância entre os dois, embora significativa numericamente, se insere em um contexto de disputa polarizada, sobretudo quando considerados os cenários de segundo turno.
Bem atrás dos dois primeiros colocados, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 4%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e por Renan Santos, ambos com 3%. O escritor Augusto Cury (Avante) registra 2%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) e Aldo Rebelo (DC) têm 1% cada.
Os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 2% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder.
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Outros cenários testados pelo instituto indicam estabilidade no desempenho de Lula e pequenas oscilações entre os demais candidatos. Em uma segunda simulação, o presidente mantém os mesmos 41%, enquanto Flávio Bolsonaro também permanece com 36%. Já Zema sobe para 5%, e Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada.
Em um terceiro cenário, que inclui menos candidatos, Lula continua com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro cresce para 38%, configurando um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. Nesse caso, Caiado aparece com 6%, e Renan Santos, com 4%.
Os dados reforçam a consolidação de Lula como principal nome da disputa no primeiro turno, ao mesmo tempo em que evidenciam a fragmentação do campo da direita, com múltiplas candidaturas que, somadas, ampliam o potencial de competitividade em uma eventual segunda etapa da eleição.
Se no primeiro turno Lula lidera com folga, o cenário muda quando a disputa é projetada para o segundo turno. A pesquisa aponta empate técnico entre o presidente e Flávio Bolsonaro: 46% para Lula contra 45% do senador. Considerando a margem de erro, trata-se de uma situação de equilíbrio estatístico.
Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em março, Lula manteve seu desempenho, enquanto Flávio oscilou negativamente dentro da margem, passando de 46% para 45%.
Nos cenários contra outros candidatos da direita, Lula aparece numericamente à frente. Contra Romeu Zema, o presidente registra 45% contra 41% do ex-governador. O mesmo ocorre em relação a Ronaldo Caiado, com placar idêntico de 45% a 41%. Ainda assim, esses resultados também se aproximam do limite da margem de erro, indicando disputas potencialmente apertadas.
Na pesquisa espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente — Lula aparece com 33% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 26%. Zema e Caiado pontuam 2% e 1%, respectivamente. O ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível, ainda é citado por 2% dos entrevistados.
O levantamento também revela que Lula e Flávio concentram as maiores taxas de rejeição: 48% dos eleitores afirmam que não votariam em nenhum dos dois “de jeito nenhum”. Entre os demais nomes, Zema tem rejeição de 33%, Caiado de 29%, enquanto Aldo Rebelo e Renan Santos aparecem com 30%.
A pesquisa traz ainda dados sobre a avaliação do governo. Segundo o levantamento, 33% consideram a gestão Lula ótima ou boa, enquanto 43% a classificam como ruim ou péssima. Outros 23% avaliam o governo como regular.
No recorte de aprovação, 46% afirmam aprovar o trabalho do presidente, enquanto 49% dizem desaprovar. Os números indicam estabilidade em relação ao levantamento anterior e ajudam a explicar o cenário competitivo projetado para o segundo turno.
Entre os principais problemas do país apontados pelos entrevistados, a saúde pública lidera com 26%, seguida por segurança pública e violência (25%) e corrupção (24%). O levantamento mostra ainda que essas preocupações variam conforme o posicionamento político dos eleitores.
Entre apoiadores de Lula, a saúde aparece como principal tema. Já entre eleitores alinhados à direita, a corrupção é o problema mais citado. No grupo que rejeita tanto Lula quanto Bolsonaro, a segurança pública desponta como principal preocupação.
A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.028 eleitores em todo o país entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.
Os resultados evidenciam um cenário eleitoral marcado pela liderança de Lula no primeiro turno e por uma disputa altamente competitiva na etapa final, refletindo a persistência da polarização política no país.
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Neste domingo (26), o Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou seu manifesto durante o 8º Congresso Nacional da sigla, em Brasília. O evento, que teve início na sexta-feira (24), teve como tema central as diretrizes para a reeleição do presidente Lula.
O documento, intitulado “Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país”, propõe reformas consideradas “estruturantes” para o desenvolvimento do Brasil, com destaque para a reforma do Poder Judiciário.
A proposta do PT visa a democratização do Judiciário, com a criação de mecanismos de autocorreção e o fortalecimento do Estado de Direito. A reforma do Judiciário é uma das principais bandeiras do partido, que busca promover mudanças profundas no sistema, permitindo maior controle social sobre a justiça e combate à concentração de poder.
Além da reforma do Judiciário, o manifesto contempla outras reformas essenciais para o partido. Entre elas estão a reforma política e eleitoral, com o objetivo de democratizar o poder e restituir a soberania popular, e a reforma tributária, que busca corrigir distorções no sistema de impostos, promovendo maior justiça fiscal.
O PT também propõe uma reforma administrativa voltada para a reconstrução do Estado, além de reformas na comunicação e na agrária, com foco na democratização do acesso à terra e na soberania alimentar.

O documento também aborda questões internacionais, criticando a atuação recente dos Estados Unidos e defendendo uma maior participação do Sul Global nos fóruns internacionais. Para o PT, o Brasil deve se posicionar como um mediador de conflitos e promotor da paz, reafirmando sua tradição diplomática.
Apesar de o manifesto ter sido aprovado, algumas discussões importantes, como a revisão do programa partidário e a organização do PT, foram adiadas para o primeiro semestre de 2027. A principal agenda do congresso foi, portanto, a formulação de estratégias eleitorais para as eleições de 2026.
Durante o evento, a ausência do presidente Lula, que se recupera de dois procedimentos médicos, foi notada, mas o congresso contou com a presença de governadores, ministros e pré-candidatos como Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede).
O PT, em sua análise, destaca que o Brasil vive uma crise estrutural, que exige reformas profundas para reverter os danos causados pelo governo anterior. O manifesto traça um caminho para a reconstrução nacional, defendendo a valorização do trabalho, a redução da jornada de trabalho e a ampliação dos direitos sociais. Além disso, enfatiza a importância da democracia e da soberania nacional como pilares para o futuro do Brasil.
LEIA a íntegra do documento:
Vivemos uma mudança de época, marcada pela crise do capitalismo neoliberal e pela crescente desordem global. Nessa conjuntura, se sobrepõem crises estruturais que atingem o sistema capitalista, a ordem internacional, as democracias liberais e as próprias condições de vida no planeta. A promessa neoliberal de crescimento econômico, estabilidade e bem-estar mostrou-se incapaz de oferecer futuro para a maioria. Em seu lugar, consolidaram-se a fome, a estagnação, a desigualdade, a precarização do trabalho, a insegurança e o enfraquecimento das instituições democráticas.
O que se apresenta hoje não é apenas o esgotamento de um modelo, mas a intensificação das disputas sobre os rumos da sociedade.
A crise de 2008 deixou evidente que um sistema que se organiza sob a lógica da concentração de riqueza, diante do colapso, não corrige suas distorções: socializa prejuízos e preserva privilégios. O resultado foi a ampliação do endividamento público, o corte de direitos sociais e a consolidação de um padrão de acumulação baseado na captura de renda e na subordinação das economias nacionais ao capital financeiro global. Novas oligarquias emergiram com força. Grandes corporações, sobretudo no campo tecnológico, passaram a controlar fluxos de informação, organizar o trabalho, influenciar comportamentos e intervir na vida política. A democracia liberal, cada vez mais mediada por plataformas privadas, tornou-se terreno de disputa desigual.
Essa dinâmica se expressa também na crise geopolítica em curso. A ordem internacional sob hegemonia dos Estados Unidos se desestabiliza diante da ascensão de novas potências. Em resposta ao declínio relativo de sua posição, as potências tradicionais intensificam o uso da força — militar, financeira e tecnológica — para preservar sua influência. Guerras, sanções, bloqueios e intervenções voltam ao centro do tabuleiro geopolítico, corroendo o direito internacional e aprofundando crises humanitárias. Povos inteiros são submetidos à destruição de seus territórios, ao deslocamento forçado e à violência sistemática, enquanto princípios fundamentais como a soberania e a autodeterminação são seletivamente ignorados.
As eleições de 2026 serão disputadas no Brasil em um cenário de avanço da extrema-direita e do fascismo nos principais países da Europa e das Américas. Ao mesmo tempo, serão disputadas durante a gestão do governo com mais entregas da história. Desde de 2023, o governo Lula trabalha na reconstrução de um país que havia sido destruído pela extrema-direita. Retomamos e ampliamos o Minha Casa Minha Vida, retomamos o PAC e criamos a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano de Transformação Ecológica, criamos o ECA Digital, o Pé de Meia e o Gás do Povo, ampliamos e aprimoramos o Bolsa Família, ampliamos radicalmente a educação em tempo integral, retomamos o Farmácia Popular, criamos o Agora Tem especialistas, recuperamos a valorização do salário mínimo e aprovamos a Reforma Tributária do consumo e da renda, ampliamos os recursos para cultura pelas leis Paulo Gustavo, Aldir Blanc e Rouanet, aprovamos a Política Nacional de Cuidados e lançamos o Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, criamos a Lei de Cotas para concursos públicos – entre muitas outras medidas. Mas, diante da destruição promovida pelo governo anterior, e pelas necessidades e anseios de mudanças da sociedade brasileira, sabemos que é preciso ir muito além.
É nesse ambiente também que se realiza o 8º Congresso do Partido dos Trabalhadores, projetado para o período 2026–2027.
A instabilidade global, a volatilidade energética, a desorganização das cadeias produtivas e as pressões geopolíticas ampliam nossa vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, revelam a necessidade de reconstruir a capacidade de planejamento, fortalecer a base produtiva e reafirmar a soberania nacional. A disputa pelo controle de recursos estratégicos, tecnologias e fontes de energia coloca novos desafios para o desenvolvimento nacional. Não há desenvolvimento possível sem autonomia, capacidade industrial e um projeto próprio de país.
Além das medidas estruturais para o desenvolvimento das capacidades domésticas e fortalecimento da soberania, o Presidente Lula se mostrou, neste mandato, como o líder mais preparado para resolver crises e situações de emergência. Da tragédia causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul ao tarifaço unilateral de Donald Trump contra o Brasil, o Presidente Lula prontamente atuou em todas as crises que se apresentaram para preservar vidas, empregos e empresas brasileiras. A mesma rápida resposta ocorreu com as queimadas no Centro-Oeste e deslizamentos em Minas Gerais, assim como com a contenção da alta do preço do diesel, diante do contexto de Guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A atuação de Lula é oposta à do governo anterior, que diante da pandemia permitiu que o país chegasse à marca de 700 mil mortos, e foi considerada a pior gestão do mundo durante a Covid-19.
Para o PT, a soberania nacional no século XXI não se resume à defesa de fronteiras, mas ao controle sobre o coração da tecnologia do futuro. É imperativo que o Brasil assuma o protagonismo sobre suas reservas de terras raras — um conjunto de 17 minerais críticos essenciais para a indústria de alta tecnologia, para a produção de baterias, lasers, turbinas eólicas e componentes de defesa. Explicar o valor desses recursos é explicar a nossa independência: sem terras raras, não há transição energética nem soberania digital. O Brasil detém uma das maiores reservas do planeta e não pode aceitar o papel de mero exportador de minério bruto; nosso projeto exige que o processamento e a inteligência sobre esses minerais ocorram em solo nacional, gerando empregos qualificados e protegendo nossa riqueza contra a cobiça internacional.
A crise da hegemonia norte-americana abre, por outro lado, espaço para novas articulações internacionais e para a afirmação de polos alternativos de poder. Iniciativas do Sul Global, como os BRICS, demonstram que existem margens reais de disputa e possibilidades de construção de uma ordem internacional mais equilibrada. O Brasil pode e deve exercer papel protagonista nesse processo, contribuindo para um mundo mais equilibrado, baseado na cooperação, no desenvolvimento e na paz.
Essa caracterização se evidencia pela postura adotada por Donald Trump em relação às principais economias do mundo, ao utilizar tarifas comerciais como instrumento de pressão e de repressão econômica, estabelecendo um ambiente de guerra comercial sem precedentes. Da mesma forma, sua política externa expressa uma face especialmente imperialista e agressiva na relação com países como Venezuela e Cuba, além da aliança com Israel nos violentos processos de ocupação territorial na Faixa de Gaza e ações militares contra Irã e Líbano, alimentando uma guerra no Oriente Médio de consequências nefastas. Em contraste, o governo Lula reafirmou a tradição pacífica do Brasil: liderou a maior operação de repatriação de cidadãos em áreas de conflito, defendeu o cessar-fogo imediato em fóruns globais e colocou nosso país novamente como o mediador necessário em um mundo em chamas.
A crise, porém, não é apenas econômica ou geopolítica. É também civilizatória. A insegurança e a frustração social alimentam a emergência de forças reacionárias. O autoritarismo, o racismo, a misoginia e o negacionismo ganham espaço, impulsionados pela manipulação da informação e pelo uso político do medo. A democracia é tensionada pela desinformação e pela captura do espaço público por interesses privados.
Nesse contexto, o mundo do trabalho se transforma. A plataformização reorganiza a produção, fragmenta a classe trabalhadora e redefine as formas de exploração. O trabalho se torna mais instável, desprotegido e subordinado a lógicas algorítmicas. Ao mesmo tempo, surgem novas formas de resistência e organização.
Diante desse quadro, a disputa pelo futuro está aberta. Trata-se de construir alternativas que enfrentem as estruturas de poder, reconstruam a democracia, afirmem a soberania dos povos e garantam a vida além do trabalho. Isso exige articular crescimento econômico, justiça social, inovação e sustentabilidade, além de reconstruir o papel do Estado e fortalecer a participação popular, reduzindo a jornada de trabalho e acabando imediatamente com a escala 6×1.
O Brasil está no rumo certo. Retomamos um crescimento médio de 2,8% neste mandato, dobrando a média do governo anterior. A desigualdade, que havia voltado a crescer ao longo do desgoverno anterior, atingiu a mínima histórica com Lula, assim como a proporção de pessoas na pobreza e na extrema pobreza. Após a triste marca de o Brasil ter voltado ao Mapa da Fome no último governo, voltamos a sair com Lula. O salário mínimo, que pela primeira vez na história havia tido redução de seu valor real em um mandato presidencial entre 2018 e 2022, voltou a ser valorizado, crescendo 12% em termos reais ao longo do atual mandato do presidente Lula. O mesmo ocorreu com o rendimento médio real das famílias, enquanto o desemprego atingiu a mínima histórica. Os jovens que não estudam nem trabalham, que haviam atingido o maior patamar da história com o último presidente, atingiram o menor patamar com Lula.
Tudo isso com inflação controlada. Trouxemos a inflação de volta à meta, atingindo a menor média por mandato presidencial da história do real. A inflação de alimentos, que foi, em média, de 12% ao ano, no governo passado, passou a 3%, em média, com Lula. Isso, somado à valorização do salário mínimo, fez com que a quantidade de cestas básicas compradas com um salário mínimo — que havia despencado ao longo do governo anterior — voltasse a crescer sob Lula: enquanto um salário mínimo comprava 1,7 cestas básicas em 2022, passou a comprar 2,1 em 2026.
Com o governo Lula, o orçamento para educação cresceu mais de R$100 bilhões em relação ao governo anterior, equivalente a mais de 60% de crescimento. Já o crescimento do orçamento da saúde foi superior a 30%. Com o Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada, praticamente dobramos a parcela de crianças alfabetizadas em 4 anos, saltando de 36% para 66%. Neste governo, a cobertura de municípios com oferta de educação em tempo integral passou de 17% para 91%, com a criação de 1,8 milhão de vagas. O Fundeb teve um crescimento de 350% com Lula em relação ao último governo. Com mais de 4 milhões de jovens beneficiados por ano, o Pé de Meia reduziu em 43% a evasão no Ensino Médio. A cobertura vacinal em crianças cresceu mais de 10% no governo Lula, após o último governo ter negado a importância das vacinas.
Com o Presidente Lula, a safra agrícola bateu recorde, crescendo 32% em relação ao governo anterior, beneficiada pelo maior Plano Safra — tanto para a agricultura familiar quanto empresarial — da história. A produção de veículos cresceu mais de 30% em relação ao governo anterior, e a qualidade das estradas, que piorou no governo anterior, atingiu o melhor patamar da história no atual mandato do Presidente Lula. Os brasileiros voltaram a viajar de avião, com aumento de mais de 30 milhões de passageiros por ano em relação a 2022, e a chegada de turistas internacionais também bateu recorde, atingindo 9,3 milhões em 2025, três vezes mais do que em 2022. Mesmo com o tarifaço de Trump, a balança comercial bateu recorde, crescendo mais de 50% em relação ao governo anterior.
A concessão de crédito aumentou mais de 40% de 2022 para 2025, com crescimento tanto do crédito público quanto do crédito privado. O financiamento habitacional pelo FGTS bateu recorde: depois de ter caído 25% no último governo, cresceu 75% com Lula. A produção industrial, que havia recuado, voltou a crescer. Só no âmbito da Nova Indústria Brasil, foram mais de 650 bilhões de reais contratados. As dotações do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia bateram recorde, crescendo mais de 300% na comparação entre 2025 e 2022. A aprovação de crédito no Fundo Clima somou, apenas nos três primeiros anos do governo Lula, R$ 23,5 milhões, contra menos de R$ 2 milhões ao longo dos quatro anos do último governo.
Todos esses resultados foram conquistados em conjunto com a melhora das contas públicas. O déficit primário médio ao longo do mandato de Lula foi cerca de um terço do que foi o do último governo, e metade do que foi o anterior. Isso mesmo com o atual Governo tendo assumido com um orçamento que previa um déficit de R$ 230 bilhões. Após termos perdido reservas internacionais com o governo anterior, voltamos a acumular reservas com Lula, com um aumento de mais de R$ 40 bilhões de dólares.
São muitos avanços que precisam continuar. Apesar disso, precisamos ir além. Para além dos bons indicadores e resultados, precisamos avançar nas reformas estruturais e atualizar o nosso projeto portador de futuro para o Brasil. Diante do tamanho dos desafios estruturais que Brasil enfrenta e dos novos desafios que a atual conjuntura impõe, esse momento exige a atualização do programa e da estratégia do Partido dos Trabalhadores, tendo as eleições de 2026 como eixo central da tática política.
A reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional. O papel do Brasil impacta diretamente a correlação de forças na América Latina e no mundo. O País reúne condições estratégicas singulares: dimensão territorial, população, recursos naturais e capacidade produtiva. Seu papel é decisivo no desenvolvimento global, o que exige a reafirmação da soberania e da democracia.
O governo anterior representou o ápice da degradação ao executar um verdadeiro projeto de destruição nacional. Esse período de trevas deixou como herança um Estado desmontado e instituições profundamente fragilizadas, além de agravar a crise econômica e social com o negacionismo durante a pandemia, o desmonte do SUS e o retorno trágico da fome e da precarização absoluta.
Diante desse cenário de terra arrasada, o governo Lula assumiu a tarefa inadiável da reconstrução nacional. Em pouco tempo, o país foi recolocado na rota do desenvolvimento com justiça social, retomando políticas estruturantes, reduzindo o desemprego, garantindo a valorização do salário mínimo e resgatando novamente o povo brasileiro do Mapa da Fome.
O 8º Congresso do Partido dos Trabalhadores deve apresentar à sociedade as diretrizes de um novo projeto de desenvolvimento nacional. Trata-se de um momento decisivo para definir prioridades e dialogar com a sociedade brasileira, estabelecendo com clareza quais serão as prioridades políticas para o próximo período.
A estratégia do Partido dos Trabalhadores está ancorada na construção de um bloco democrático-popular, capaz de articular forças sociais diversas em torno de um projeto de transformação. Essa construção exige organização permanente, disputa de hegemonia e uma contínua acumulação de forças sociais e políticas nas bases da sociedade.
Faz-se necessário, portanto, consolidar um amplo processo de concertação social que supere a fragmentação e institua um novo pacto pelo desenvolvimento nacional. Este movimento deve reunir o setor produtivo e o empresariado comprometidos com a nação, a classe trabalhadora, o sindicalismo e os movimentos populares em uma coalizão que transcenda a defesa institucional da democracia. É imperativo que essa articulação se converta em uma potente força de incidência política e social, a ponto de quebrar a hegemonia do rentismo, viabilizando a nova industrialização e a transição energética como pilares de um projeto de país soberano.
Este projeto de país soberano deve ter como eixo central a soberania alimentar, energética, industrial, ambiental, digital e comunicativa e a garantia universal dos direitos sociais. Isso implica a universalização da escola em tempo integral para todas as crianças, em todos os municípios brasileiros, com investimento em infraestrutura escolar adequada, no magistério e na gestão educacional. Deve também assegurar a universalização do acesso à creche e à alfabetização infantil. É fundamental que contemple a expansão dos investimentos em infraestrutura nas áreas de educação e saúde. Precisamos universalizar o direito à segurança alimentar e ao atendimento à saúde; garantir a segurança pública, assegurando o direito de ir e vir; assegurar o direito à mobilidade urbana, com tarifa zero; promover os direitos à cultura, ao esporte e ao lazer; garantir o direito à assistência social; e assegurar a igualdade de gênero, étnico-racial e regional; e o direito à vida plena para a juventude.
Esta soberania também exige a valorização dos agentes desta transformação, a classe trabalhadora brasileira. O direito ao salário digno, o direito ao emprego, assim como o direito ao descanso, ao tempo com a família e ao estudo são fundamentais para um país ser verdadeiramente soberano. Neste sentido, a luta histórica pela redução de jornada de trabalho, materializada pela luta pelo fim imediato da jornada 6×1, constitui também o núcleo de um projeto de país soberano.
A experiência brasileira demonstra que não há democracia sustentável sem a efetiva transformação material da sociedade. Sem a redistribuição real de renda, de poder e de oportunidades, a frustração social se aprofunda e corrói a confiança nas instituições. É esse vácuo de esperança que se torna terreno fértil para a ofensiva autoritária da extrema-direita, que captura o ressentimento popular ao oferecer falsas soluções regressivas para problemas que são, na essência, estruturais.
A disputa central do nosso tempo é uma disputa de hegemonia. Ela se dá no terreno econômico, institucional, cultural e simbólico. Construir maiorias democráticas duradouras exige organização social, formação política, comunicação popular e presença cotidiana do Partido nos territórios, nos locais de trabalho, nas escolas, universidades, no campo e nas novas formas de trabalho. Sem hegemonia social, não há reforma estrutural sustentável.
As reformas estruturais que o Partido dos Trabalhadores propõe devem ser compreendidas como parte de um projeto nacional de desenvolvimento, orientado por objetivos estratégicos claros – tendo como horizonte programático o socialismo democrático – e sustentado por uma correlação de forças capaz de enfrentar privilégios historicamente consolidados. Elas se organizam a partir de três eixos centrais do projeto nacional de desenvolvimento, já em curso no governo Lula 3:
Esses três eixos se materializam, no plano estrutural, em sete reformas decisivas, sem as quais o projeto democrático-popular permanecerá bloqueado:
a) Reforma política e eleitoral, capaz de democratizar o poder e restituir a soberania popular e alterar o atual modelo de execução orçamentária através de emendas parlamentares;
b) Reforma tributária, para corrigir distorções graves do sistema de impostos e financiar direitos. Aprovamos no Governo Lula 3 a histórica Reforma Tributária dos tributos indiretos, permitindo um crescimento potencial de 10% do PIB no longo prazo pela maior eficiência do sistema tributário, e avançamos muito na justiça tributária com a Reforma do Imposto de renda, isentando quem ganha até R$ 5 mil e cobrando mais dos super-ricos, e com a tributação de fundos exclusivos, offshores e bets;
c) Reforma tecnológica, com vistas à soberania produtiva, científica e digital, fortalecida por uma ampla regulamentação dos oligopólios das plataformas digitais;
d) Reforma do Poder Judiciário, visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito; e
e) Reforma administrativa, que permita a reconstrução do Estado brasileiro e o fortalecimento da capacidade pública.
f) Reforma agrária, garantindo soberania alimentar, desenvolvimento e democracia no campo;
g) Reforma da comunicação, garantindo o cumprimento da construção que proíbe monopólios neste setor.
Essas reformas estruturantes organizam o núcleo estratégico do projeto nacional e consolidam o caminho que o Brasil já começou a trilhar. Elas implicam a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas e projetos estruturantes em curso. E exigem que o Brasil dê um passo além neste próximo ciclo: que consolide este legado de conquistas e apresente e implemente um projeto de futuro para as próximas gerações.
O Partido dos Trabalhadores reafirma seu compromisso com a construção de um novo projeto histórico. Um projeto que supere os limites do capitalismo brasileiro, combine democracia, desenvolvimento e soberania, e devolva à política sua capacidade de transformar a realidade. É nesse terreno que se decidirá o futuro do Brasil e do mundo.
Para isso, é necessário fortalecer as instâncias partidárias em todo o território nacional, garantindo o funcionamento efetivo dos diretórios em todos os níveis e fazendo com que os mandatos se submetam ao partido. É fundamental priorizar a organização de base, com núcleos presentes em todos os setores sociais e regiões do país, assegurando a presença cotidiana do partido junto à sociedade, enraizado na nossa base social histórica. É fundamental que os núcleos de base sejam reconhecidos como instâncias partidárias.
Devemos valorizar nossas secretarias e setoriais como instrumentos de organização e diálogo social. Ao mesmo tempo, é necessário inovar na organização da nova classe trabalhadora, combinando o fortalecimento do movimento sindical com novas formas de organização social, incluindo a economia solidária. É urgente que, no próximo período, o PT institua a permanente transição geracional, limitando o número de mandatos nas suas instâncias — no máximo dois no mesmo cargo e três no total de participação na mesma instância —, e garantindo no mínimo 50% de mulheres nos espaços de deliberação.
O Partido dos Trabalhadores precisa estar à altura dos desafios históricos colocados, organizando-se como instrumento político capaz de disputar os rumos do Brasil e construir um projeto de país comprometido com a democracia, com as reformas da renda, agrária e institucional, com a justiça social, a igualdade, o fim de todas as formas de discriminação e preconceito e a soberania nacional. Mais do que nunca temos de reafirmar nosso compromisso com o socialismo, e com um mundo democrático, de paz e de igualdade de direitos.
A chegada da Copa do Mundo da FIFA de 2026 também marca o lançamento do novo álbum de figurinhas da competição. Apesar de ser comum em outros campeonatos, o mundial de seleções reúne milhares de colecionadores ao redor do mundo.
Entretanto, além do preço salgado, a edição do torneio deste ano também traz o maior número de seleções participantes; ao todo, 48 seleções estarão presentes na Copa do Mundo de 2026.
Leia também: Álbum de figurinhas da Copa 2026: do básico ao premium, veja quanto custa cada versão
De acordo com informações do Estadão, o livro colecionável tem previsão para ser lançado dia 1º de maio. Como citado anteriormente, apesar de se tratar de algo nostálgico e com uma grande base de fãs, colecionar o álbum este ano será mais pesado para o bolso do consumidor.
Segundo especialistas ouvidos na reportagem, o custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 pode chegar a cerca de R$ 7 mil, considerando a troca de figurinhas repetidas. Cada pacote terá preço fixado de R$ 7 e incluirá sete cromos.
De forma simples, a adição de seleções para 48, consequentemente, também aumenta o número de cromos necessários para completar o livro colecionável. A título de comparação, em 2022 a Copa do Mundo contou com 32 seleções no total.
Apesar da adição de novas delegações ser vista como algo positivo, tanto cultural quanto esportivamente, esse fator impacta diretamente para quem deseja finalizar o álbum de figurinhas. Além disso, a fabricante também oferece versões especiais dos produtos.
Como mencionado, o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 deve representar um desafio para quem deseja completá-lo. Mesmo considerando o preço médio de R$ 1 por cromo, caso não houvesse repetidas, o custo final já se aproximaria de R$ 1.000.
No entanto, completar um álbum desse porte apenas com figurinhas inéditas é difícil. Com isso, o valor total pode aumentar e chegar perto dos R$ 7 mil, como já adiantado.
Como já adiantado, os possíveis valores para completar o álbum de figurinhas da Copa de 2026 chegam a valores consideráveis e ultrapassam o propósito de colecionáveis. Com isso, Felipe Pontes, diretor de Gestão de Investimentos (CIO) da Avantgarde Asset Management, explicou como esse valor poderia ser investido.
“Se, em vez de gastar R$ 7 mil para completar o álbum, esse valor fosse investido, o resultado ao longo do tempo seria bem diferente.”
“Em uma simulação do Tesouro Prefixado 2032, por exemplo, os R$ 7 mil virariam R$ 13.460,80 líquidos até 1º de janeiro de 2032, enquanto o mesmo valor na poupança chegaria a R$ 10.303,06. Ou seja: uma diferença de R$ 3.157,74 a favor do Tesouro.”
O economista ainda explicou que o valor necessário para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026, poderia render ainda mais a longo prazo.
“Num prazo mais longo, a distância cresce ainda mais. Em uma simulação do Tesouro IPCA+ 2050, os mesmos R$ 7 mil chegariam a R$ 69.004,34 líquidos até 15 de agosto de 2050. Na poupança, esse montante seria de R$ 35.164,00.”
“Nesse caso, a vantagem do Tesouro seria de R$ 33.840,34; praticamente o dobro do valor acumulado na caderneta.”
“Na prática, isso mostra como o custo de oportunidade pesa: um gasto elevado no presente pode significar abrir mão de um patrimônio bem maior no futuro. Quanto maior o prazo, mais os juros compostos ampliam essa diferença.”

Leia também: Panini perde direitos exclusivos de licenciamento de algumas das seleções mais valiosas do futebol mundial; confira
Apesar das recentes alterações no mercado de direitos de imagem, o álbum da Copa do Mundo de 2026 não deve sofrer impactos imediatos. A Panini ainda mantém os acordos necessários para a produção desta edição, garantindo a presença das principais seleções e seus elementos oficiais.
Entre elas estão equipes como a Seleção Brasileira de Futebol, a Seleção Alemã de Futebol, a Seleção Italiana de Futebol e a Seleção Inglesa de Futebol, que seguem normalmente representadas no álbum deste ciclo.
As mudanças envolvendo a transferência de direitos para a Topps, controlada pelo grupo Fanatics, passam a valer apenas nos próximos anos e, por isso, não interferem na edição que será lançada em 2026.
Ainda assim, o cenário indica possíveis transformações a médio e longo prazo. Caso a Panini não mantenha acordos com essas seleções, futuras coleções podem ter limitações no uso de escudos, uniformes e identidade visual, ou até adaptações semelhantes às vistas em outros produtos esportivos sem licenciamento completo.
A procura por ingressos da Copa do Mundo é um indicativo do poder de expansão do torneio. Há dois meses do início dos jogos, a procura pelas entradas da competição superou a expectativa da própria federação, o que indica o grande interesse dos torcedores pelo torneio que acontece de quatro em quatro anos.
Apesar dos preços significativos, é esperado que a base de colecionadores do mundial de seleções aumente ainda mais. Isso porque essa visibilidade do campeonato reflete diretamente em novos torcedores que desejam completar o álbum de figurinhas para guardá-lo como recordação.
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A nova troca de ataques entre Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro abriu mais um capítulo do desgaste interno no bolsonarismo. Nesta sexta-feira (24), o deputado mineiro chamou o vereador de Balneário Camboriú de “toupeira cega” após uma discussão no X, em meio à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no PL.
A confusão começou quando o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou um vídeo de Nikolas em Minas Gerais e insinuou que ele teria “sentido” críticas recentes, além de sugerir troca de apoio por emendas. Nikolas reagiu dizendo que mandaria “emenda” para internar os críticos “num hospício”; Jair Renan entrou na conversa com o meme “Galvão?”, seguido pela resposta “Sentiu”.
Foi nesse ponto que Nikolas publicou o print da interação e escreveu que, se somada, a “capacidade cognitiva” de Jair Renan e do influenciador “não alcança a de uma toupeira cega”. O ataque virou o sinal mais recente de um mal-estar que já vinha crescendo no entorno de Flávio Bolsonaro por causa da atuação considerada tímida de Nikolas na campanha.
Nos bastidores, aliados dos Bolsonaro passaram a monitorar as redes do deputado e a reclamar que ele menciona pouco o nome de Flávio. Nikolas respondeu dizendo sofrer “ataques unilaterais” e acusou integrantes do grupo de se acharem “mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que transformou uma briga de rede social em sintoma de corrosão política mais ampla.
Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 24, 2026
A tensão atual se soma ao embate que Nikolas já havia travado com Eduardo Bolsonaro no início do mês. Depois de um “kkk” publicado pelo mineiro em resposta a críticas, Eduardo acusou o deputado de desrespeitar sua família, de usar o algoritmo das redes para dar visibilidade a adversários do bolsonarismo e de não apoiar Flávio de forma consistente.
O conflito também atravessou a própria família Bolsonaro. Enquanto Carlos e Jair Renan se alinharam com Eduardo nas redes, Michelle adotou uma posição ambígua e chegou a publicar vídeo de Nikolas no mesmo dia do embate, num gesto lido como sinal de apoio ao parlamentar mineiro; em paralelo, Carlos passou a pressionar filiados do PL com um “levantamento” de quem não divulga a candidatura de Flávio.
Flávio tentou atuar como bombeiro e pediu “racionalidade” e pacificação, afirmando que esse tipo de confronto “não é inteligente” e que não há vencedor em guerra interna. O problema é que a repetição desses episódios mostra que a campanha depende cada vez mais de apagar incêndios entre aliados e parentes, e menos de consolidar uma linha única de discurso.
Na reta para a eleição de outubro, a sequência de choques públicos fragiliza o PL porque dispersa a militância, embaralha a autoridade do clã e obriga Flávio Bolsonaro a arbitrar disputas domésticas em vez de ampliar sua frente eleitoral. Aliados do senador já trataram a briga entre Eduardo e Nikolas como fator de risco e de “potencial catastrófico”, sobretudo porque Minas Gerais é vista como peça estratégica e o apoio de Nikolas segue considerado central nesse tabuleiro.

E agora mais essa. O Instituto Paraná pesquisa mostra que Benedita da Silva tem 32,3% das intenções de voto para o Senado no Rio. Em segundo lugar aparece Rogéria Bolsonaro com 28,1%.
Rogéria é a ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Flávio, Eduardo e Carluxo. Em São Paulo, Renato Bolsonaro, irmão do presidiário, é candidato a deputado federal. Em Santa Catarina, Jair Renan é candidato a deputado federal e Carluxo a senador.
Michelle é candidata ao Senado por Brasília. Flávio é candidato a presidente. E Eduardo, que deve ser condenado pelo Supremo e se transformará em foragido, talvez venha a ser o único adulto não candidato a nada na família (Laura, a filha de Bolsonaro e Michelle, tem 15 anos).

Se não for condenado, Eduardo continuará elegível e terá o direito de ser candidato, mesmo estando nos Estados Unidos, com participação remota e virtual na campanha, porque não precisa morar no Brasil.
Carluxo, por exemplo, mora na Lua e poderá se eleger senador por Santa Catarina. Essa é a família antissistema.
E tem gente preocupada porque Neymar não vai pra Copa.

Por Leonardo Sakamoto, no UOL
O governador do Rio de Janeiro continuará sendo o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, até que o Supremo Tribunal Federal decida se a eleição que preencherá a vaga deixada pela renúncia de Cláudio Castro será pelo voto indireto dos deputados estaduais ou direto do povo fluminense. Ou seja, o Rio ganhou mais tempo para evitar que sua democracia tão combalida leve mais um golpe.
A decisão é do ministro Cristiano Zanin, do STF, em resposta a uma ação do PSD do ex-prefeito Eduardo Paes. O deputado Douglas Ruas, aliado do ex-governador e nome escolhido pelo PL para disputar o Palácio Guanabara em outubro, foi eleito presidente da Assembleia e queria o cargo desde já. Ele e seus aliados dão como justificativa a linha sucessória. Mas, na prática, a razão é mais prosaica: facilitar a recondução do grupo que está no poder no Rio nas eleições gerais. O que ajudaria, inclusive, a candidatura presidencial do partido, que deve ser encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro.
Há duas semanas, o ministro Flávio Dino pediu vistas na ação em que o STF decidirá como será a escolha do governador-tampão do Rio. A renúncia de Castro, logo antes de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (por desviar R$ 1 bilhão em grana pública a fim de contratar milhares de cabos eleitorais), tem sido vista como uma manobra para que seu grupo político decidisse o seu sucessor, aproveitando divergências de interpretação entre a legislação eleitoral e leis do estado.
Ou seja, o governador, que ia ser cassado exatamente por tentar manipular as eleições, como ato derradeiro de seu mandato, tentou manipular as eleições. A renúncia não foi um ato para afastar a sua inelegibilidade, que é garantida, mas para botar no Palácio Guanabara um aliado que, com o controle da máquina nas mãos, terá mais facilidade para buscar a reeleição em outubro. É uma clara tentativa de fraudar a lei, daí a disputa de posições no Supremo.
Com o tribunal fragilizado, dado o envolvimento de membros da corte com o caso Master, uma decisão que leve em conta essa tentativa de fraudar o cumprimento da lei será tratada por aliados de Castro como ingerência política. Ironicamente, isso seria, na verdade, uma tentativa de consertar a ingerência política do ex-governador e seus sócios.
Como já disse aqui um rosário de vezes, Castro deixou como legado um rombo de quase R$ 1 bilhão no RioPrevidência após o fundo injetar dinheiro no Master quando o banco já era visto como uma piada no mercado financeiro. Era dinheiro de aposentadorias de professor com burnout, enfermeira que segura plantão triplo e gari que limpa rua alagada.
Foi pai de algumas das operações policiais mais letais da história da região metropolitana do Rio de Janeiro. Foram 121 mortos na Penha e no Alemão no ano passado; 28 no Jacarezinho (maio de 2021); 23 na Vila Cruzeiro (maio de 2022); 16 no Complexo do Alemão (julho de 2022); 13 em São Gonçalo e Salgueiro (março de 2023); e 12 em Itaguaí e Vila Ibirapitanga (outubro de 2020).
E renunciou para não ser cassado no escândalo dos cargos secretos que sangraram os cofres públicos em mais de R$ 1 bilhão durante as eleições de 2022. Foram 24 mil pessoas contratadas com dinheiro público, via Fundação Ceperj e Universidade Estadual do Rio de Janeiro, para atuar como cabos eleitorais ilegais. Uma extensa investigação de Ruben Berta e Igor Mello, do UOL, em 2022, levou ao julgamento e revelou a engrenagem.

Castro seguiu à risca a velha lógica de políticos fluminenses, que tratam o Estado como propriedade privada e a população como figurante descartável. A chance de interromper essa lógica seria garantir que a última cartada de Castro não tivesse sucesso, possibilitando igualdade de condições para a definição do próximo governador.
O caso está longe de ser resolvido, uma vez que o ministro Luiz Fux, que também relata uma ação da Assembleia a favor de Douglas Ruas, ainda deve proferir o seu voto.
No fim das contas, a pergunta é simples (e, talvez por isso mesmo, tão incômoda): por que tanto medo do voto direto?
Se o grupo que hoje controla o poder no Rio acredita na própria gestão, deveria ser o primeiro a defender que a população decida. Mas não. Prefere o atalho, o conchavo, o arranjo de gabinete. Porque sabe que, nas urnas, o roteiro pode sair do controle.
O Rio de Janeiro precisa assumir o risco da própria escolha, com todos os erros e acertos que isso implica. Democracia não é um seguro contra tragédias, mas é o único instrumento que permite responsabilizar quem transforma o estado em balcão de negócios.
Negar o voto direto agora não é apenas proteger um grupo político. É dizer, em alto e bom som, que o povo fluminense não é confiável o suficiente para decidir seu próprio destino, mas é bom o bastante para pagar a conta.
E talvez seja justamente isso que mais assuste: quando a população deixa de ser figurante e resolve, finalmente, subir ao palco.







A temporada de declaração do Imposto de Renda 2026 começou com novidades importantes para os contribuintes brasileiros.
A Receita Federal implementou ajustes no processo de envio das informações referentes aos rendimentos de 2025, trazendo mudanças que envolvem desde novos campos no formulário até alterações na restituição.
As atualizações fazem parte do processo de modernização do sistema e da ampliação do uso de dados digitais para facilitar o preenchimento e reduzir inconsistências nas declarações.
Algumas novidades também ampliam políticas de inclusão e reforçam o controle sobre determinados tipos de rendimento.
A seguir, confira 10 mudanças na declaração do Imposto de Renda deste ano, de acordo com a Agência Brasil.
Leia também: Receita Federal faz alerta sobre golpes durante a declaração do Imposto de Renda; veja como se proteger
O formulário passou a permitir a inclusão do nome social do contribuinte, uma novidade que amplia a possibilidade de identificação dentro do sistema.
Outra mudança é a presença de novos campos para preenchimento de informações sobre raça e cor, tanto do titular quanto de dependentes.
A declaração pré-preenchida continua disponível desde o início do prazo e agora conta com mais informações automáticas importadas pela Receita Federal.
Neste ano, o pagamento das restituições será feito em quatro lotes. Em anos anteriores, o calendário contava com cinco etapas. Confira o calendário:
Contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e escolherem receber via Pix terão prioridade no recebimento da restituição.
Uma das novidades é a devolução automática de valores para pessoas que tiveram imposto retido na fonte, mesmo não sendo obrigadas a declarar. O pagamento será realizado em um lote especial no dia 15 de julho. A estimativa é de que cerca de 4 milhões de contribuintes sejam beneficiados. Em média, cada pessoa deve receber aproximadamente R$ 125, podendo chegar ao valor máximo de R$ 1 mil. Ao todo, a previsão é de que sejam pagos cerca de R$ 500 milhões.
Terão direito a esse lote especial os contribuintes que não estavam obrigados a declarar o Imposto de Renda em 2025, mas que possuem valores a restituir de até R$ 1 mil. Além disso, é necessário estar com o CPF regular, apresentar baixo risco fiscal e ter uma chave Pix vinculada ao próprio CPF.
Outra mudança envolve os rendimentos obtidos em apostas online, que passam a ter regras específicas para declaração. Devem informar esses valores à Receita Federal os contribuintes que tiveram ganhos acima de R$ 28.467,20 em apostas esportivas (bets) ou loterias de quota fixa ao longo de 2025. Também estão obrigados a declarar aqueles que possuíam saldo superior a R$ 5 mil em contas de apostas em 31 de dezembro de 2025.
Essas quantias precisam ser incluídas na declaração do Imposto de Renda e, dependendo da situação de cada contribuinte, podem resultar na cobrança de imposto adicional.
Leia também: IR 2026: app já está disponível; confira até quando enviar a declaração
Com essas alterações, a Receita Federal reforça a tendência de digitalização do sistema tributário e amplia o cruzamento de dados para tornar o processo mais eficiente.
Para os contribuintes, a recomendação é acompanhar as novas regras da declaração do Imposto de Renda e revisar todas as informações antes de enviar a declaração.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou aliados por maior agilidade na organização da pré-campanha presidencial durante reunião realizada na segunda-feira (23), no Palácio da Alvorada. A orientação ocorre em meio ao avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Com informações da Folha de S.Paulo.
Relatos indicam que o mandatário demonstrou insatisfação com o desempenho recente nas sondagens e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio eleitoral. O presidente também apontou necessidade de reação diante da movimentação do campo adversário.
Após o encontro, a direção do PT orientou deputados a intensificar o confronto político com a oposição. A estratégia inclui ampliar a repercussão de declarações do presidente sobre o caso Banco Master.
A recomendação é associar o episódio a adversários políticos e reforçar a comunicação pública do governo sobre o tema. A orientação foi repassada em reuniões com parlamentares da bancada.

Lula tem mantido encontros frequentes com integrantes da pré-campanha para discutir o cenário político e definir ações. Participaram da reunião nomes como Edinho Silva, Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr.
Auxiliares avaliam que o grupo adversário avançou na organização da pré-campanha. Segundo relatos, o partido opositor já estruturou equipe jurídica e comunicação voltadas ao processo eleitoral.
Durante reunião com deputados, dirigentes do PT também destacaram a importância de ampliar arrecadação e reforçar presença política. Entre as ações discutidas estão eventos de financiamento e alinhamento de discurso.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), ausente na abertura de um evento de tecnologia chamado South Summit, em Porto Alegre, acabou sendo lembrado por um clássico do mercado.
Cotado como possível candidato da chamada terceira via nas eleições presidenciais, ele recebeu apoio público do economista Armínio Fraga.
Durante painel sobre riscos e oportunidades para o Brasil em 2027, Fraga fez um elogio confuso a Leite. “Existe uma oportunidade espetacular para o Brasil, mas eu não acredito que a situação polarizada que a gente tem hoje vai dar uma resposta. Eu acredito que quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”, disse.
O gaúcho estava em São Paulo, onde se reuniu com Gilberto Kassab para tratar de sua possível candidatura ao Planalto. Filiado ao PSD, ele tenta se consolidar como alternativa fora da polarização entre os principais grupos políticos.
O South Summit tem sido uma vitrine recorrente para Leite desde 2022, quando o governo do Rio Grande do Sul passou a financiar o evento. A gestão estadual mantém presença ativa na programação, com participação institucional e apresentações voltadas à agenda de inovação e tecnologia.
Ex-presidente do Banco Central, Armínio propôs congelar o salário mínimo por seis anos em maio de 2025, permitindo apenas a correção pela inflação, sem aumento real. A medida ajudaria a reduzir gastos públicos, que hoje, segundo ele, concentram até 80% do orçamento em folha e previdência.
Arminio Fraga declara apoio a Eduardo Leite:
“Tudo no Brasil pode melhorar, eu acredito nisso. Não acredito que a polarização vá resolver os problemas. Quem pode resolver nessa trajetória é o Eduardo Leite.” 🤣
— Pri (@Pri_usabr1) March 26, 2026

Há algo curioso acontecendo na política brasileira.
Enquanto os extremos seguem organizados, barulhentos e emocionalmente mobilizados, uma parte significativa do país parece ter entrado em silêncio.
Não é apatia.
É exaustão.
Exaustão de um debate que não avança, de posições que não dialogam e de uma lógica onde vencer parece mais importante do que governar.
É nesse espaço — difuso, fragmentado, ainda sem identidade clara — que surge, mais uma vez, a tentativa de construção de uma terceira via.
Mas há um detalhe importante que costuma ser ignorado:
No fim de janeiro de 2026, Gilberto Kassab fez um movimento que, à primeira vista, parecia reunir todos os elementos da racionalidade política.
Atraiu três governadores em fim de mandato — Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite — e organizou uma espécie de “pré-seleção” para a disputa presidencial.
A ideia era simples, quase didática:
escolher entre os três aquele que tivesse melhores condições de competir, unificar o grupo e apresentar ao país uma candidatura de centro, moderada, dialogadora, sem os vícios dos extremos.
Na lógica da estratégia, fazia sentido.
Na lógica da política real, nem tanto.
Porque política não é apenas construção de cenário.
É disputa de percepção.
Ratinho Junior foi anunciado como pré-candidato.
Duas semanas depois, desistiu.
E esse movimento, que pode parecer apenas mais um capítulo da dinâmica eleitoral, na verdade revela algo mais profundo:
Com cerca de 7% das intenções de voto no início de março, segundo a Genial/Quaest, Ratinho ocupava exatamente o lugar onde muitas candidaturas de centro param:
existe, aparece, mas não se impõe.
É lembrado — mas ainda não é escolhido.
E na política, essa diferença é brutal.
Enquanto o centro tenta se organizar, os extremos seguem jogando.
A reaproximação entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro não é apenas um gesto político.
É reposicionamento de força.
É reorganização de território.
É mensagem para dentro e para fora.
Ao fortalecer o palanque no Paraná, ao mesmo tempo em que reconfigura relações internas, o campo conservador demonstra algo que o centro ainda não conseguiu fazer:
agir como bloco.
Já o centro, até aqui, se comporta como soma.
E soma, em política, raramente vence bloco organizado.
Se a movimentação das lideranças mostra o jogo político, os dados mostram o humor da sociedade.
E o humor é claro: o país está dividido — e cansado.
A pesquisa Genial/Quaest de fevereiro de 2026 mostra um cenário de equilíbrio tenso: 45% aprovam o governo Lula, enquanto 49% desaprovam.
Em março, a desaprovação cresce para 51%, com 44% de aprovação.
Não há ruptura.
Mas há desgaste.
E mais do que isso: há um dado que costuma passar despercebido —
os eleitores independentes, aqueles que poderiam sustentar uma candidatura de centro, não estão plenamente convencidos por nenhum dos lados.
O centro existe.
Mas ainda não se reconhece como escolha.
O erro recorrente: tratar o centro como estratégia — e não como identidade
Há um equívoco que se repete eleição após eleição.
Imaginar que o centro pode ser construído por engenharia política.
Não pode.
Centro não é posicionamento técnico.
Centro é percepção social.
Não se define em reunião.
Se constrói na trajetória.
Não se impõe por acordo.
Se conquista por confiança.
E aqui entra um ponto que deveria ser óbvio, mas raramente é tratado com a devida seriedade:
reputação não se improvisa em ano eleitoral.
O movimento de Kassab tem mérito.
É, talvez, a tentativa mais estruturada dos últimos anos de dar forma a uma alternativa fora da polarização.
Mas esbarra em três barreiras que não se resolvem com articulação:
1. O eleitor não escolhe apenas com a razão — escolhe com identidade
E identidade, hoje, está ancorada nos extremos.
2. O centro não mobiliza — ainda
Porque não oferece pertencimento claro.
3. Visibilidade não é viabilidade
Ser conhecido não é o mesmo que ser escolhido.
E a política, no fim, é sobre escolha.
Lula chega competitivo, mas sob desgaste.
O campo conservador se reorganiza e tenta reviver sua força.
E, entre esses dois polos, existe um eleitor que não quer repetir 2018, nem reviver 2022.
Mas querer algo diferente não significa saber o que escolher.
E esse é o espaço — e o desafio — da terceira via.
A travessia que ainda não começou
A pergunta não é se há espaço para o centro.
Há.
A pergunta é outra: há alguém capaz de transformar esse espaço em confiança?
Porque, no fim, é sempre sobre isso.
Trajetória gera reputação.
Reputação gera confiança.
E confiança é o que sustenta qualquer projeto de poder legítimo.
Sem isso, não há terceira via.
Há apenas tentativa.
NILSON HASHIZUMI
Nilson Hashizumi é estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais.
Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.
Especialista em campanhas e comunicação governamental, integra estratégias on-line e off-line na construção de imagem pública
Defende que reputação é patrimônio — construída pela trajetória, sustentada pela coerência e reconhecida pela confiança.
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A nova pesquisa Atlas deve ser lida com a serenidade que o momento político exige — e, sobretudo, com atenção aos seus recortes internos. O dado mais chamativo, a desaprovação de 54% ao presidente, ganha contornos mais claros quando se observa a composição desse número.
Entre os eleitores de Bolsonaro, a rejeição a Lula é praticamente unânime (98,5%), o que pouco acrescenta em termos analíticos: trata-se de um eleitorado já consolidado na oposição. O mesmo padrão, ainda que menos intenso, aparece entre os que votaram em branco (76,5%) e entre os que não votaram (81,8%). Ou seja, a desaprovação cresce justamente nos segmentos menos engajados ou mais voláteis — um sinal mais relevante do que a simples rejeição entre adversários históricos.
Na avaliação do governo, o desenho se repete com pequenas variações. Entre os bolsonaristas, 94,5% classificam a gestão como péssima — novamente, um dado esperado. Já entre brancos (69,6%) e abstencionistas (68%), a crítica permanece alta, indicando que o governo enfrenta dificuldades para conquistar ou reter apoio fora de sua base tradicional.
Quando se passa à intenção de voto para o primeiro turno, o padrão de polarização se mantém. Flávio Bolsonaro herda de forma expressiva o eleitorado do pai (80,7%), mas mostra fragilidade fora desse núcleo: tem desempenho baixo entre votos brancos (13,9%) e recuperação apenas parcial entre os que não votaram (30,2%). É, portanto, um candidato competitivo dentro da bolha bolsonarista, mas ainda limitado na expansão.
O cenário que se desenha, por ora, é de repetição de 2022. Lula, como incumbente, carrega a vantagem estrutural da máquina e da visibilidade, mas enfrenta o desgaste acumulado de um ciclo longo do PT no poder — uma espécie de “fadiga de material”. Já o herdeiro político de Bolsonaro tem no sobrenome tanto um ativo quanto um passivo: mobiliza sua base, mas encontra resistência fora dela.
Nesse contexto, a eleição de 2026 tende a ser decidida menos pela conversão de adversários e mais pela capacidade de mobilização. Em teoria, o fator decisivo continua sendo o mesmo desde 2002: ativar o contingente de eleitores que se abstêm, votam em branco ou anulam. Quem conseguir engajar esse grupo pode abrir uma vantagem relevante.

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) é a convidada do programa Focus Brasil – Semana em Debate, promovido pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT. O programa é exibido na 5ª feira (26/3), às 20 horas, pelo YouTube da instituição. Confira mais em TVT News.
Com mais de 40 anos de atuação e representação popular, Benedita da Silva é referência na defesa dos direitos de mulheres, das pessoas negras e das mais carentes. A entrevistada coloca-se como pré-candidata ao Senado nas eleições de outubro.
No seu histórico, já foi governadora, senadora, vereadora, ministra de Estado, além de deputada federal. Na mesa do programa, ela será questionada pelo consultor em comunicação e marketing digital, Lázaro Rosa, e pelo presidente interino da Fundação Perseu Abramo, Brenno Almeida.
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PAUTA – Entre os temas em pauta, estão a situação do Rio de Janeiro e da gestão do ex-governador Cláudio Castro; a posição da esquerda em relação às religiões; a representação do Rio de Janeiro no Congresso Nacional; a segurança pública e as políticas sociais integradas; a relação entre o governo do presidente Lula e o município carioca; as disputas sobre pautas sociais no Poder Legislativo; a fé como instrumento de transformação social; e o diálogo com base popular.
SAIBA MAIS – Benedita da Silva, nascida na favela Chapéu Mangueira, é evangélica, liderança histórica do PT e referência na articulação entre fé, política e justiça social. Foi, muitas vezes, “a primeira mulher negra” em vários espaços sociais, inclusive quando ocupou cargos centrais na República, como:
O programa Focus Brasil também fica disponível na plataforma Spotfy (https://open.spotify.com/show/3Y6jJ6AuNRGMu5SMZTWV52?si=32af1510fa964804) e pode ser encontrado no YouTube do PT Brasil.
Serviço:
Programa Focus Brasil – Semana em Debate com Benedita da Silva, deputada federal (PT-RJ)
Dia e horário: 26/3, às 20 horas
Onde assistir: YouTube (@FundacaoPerseuAbramo)
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O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, renunciou nesta segunda-feira (23) ao cargo para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições majoritárias de outubro.
Saiba mais em TVT News.
Com sua saída, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo.
Essa situação ocorre porque o vice-governador, Thiago Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) saiu em 2025 e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, está licenciado do cargo.
Bacellar renovou o pedido de licença do mandato. Ele não exerce o cargo desde 10 de dezembro de 2025 porque foi preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), em 3 de dezembro.
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O parlamentar teria vazado informações sigilosas sobre a investigação contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, acusado de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do Rio de Janeiro.
Mensagens interceptadas pelos investigadores fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para prender e afastar Bacellar da presidência da Alerj.
Pela legislação, o presidente do TJRJ deverá organizar em dois dias uma eleição indireta para que os 70 deputados estaduais escolham em 30 dias um indicado para comandar o governo durante um mandato-tampão, até a escolha do próximo governador nas eleições de outubro.
Claudio Castro é réu em processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ser condenado à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.
Com a saída do governo, o pedido para cassar o mandato de Castro perde efeito, mas ele ainda pode ser condenado à inelegibilidade e ficar impedido de disputar o pleito deste ano.
O TSE retoma nesta terça-feira (24), às 19h, o julgamento.
O julgamento foi suspenso, no dia 10 deste mês, por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. Até o momento, o placar da votação está em 2 votos a 0 pela cassação de Castro. Faltam cinco votos.
O julgamento também engloba o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o deputado Rodrigo Bacellar, que foi secretário de Governo de Castro e o ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) Gabriel Rodrigues Lopes.
Os acusados respondem por supostas contratações irregulares na Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O Ministério Público Eleitoral acusa Castro por obter vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio de Janeiro.
De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, se manifestou após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistir da pré-candidatura à Presidência da República. Em publicação nas redes sociais, Kassab elogiou a trajetória do correligionário e reafirmou que o partido manterá um nome na disputa ao Palácio do Planalto em 2026.
“O Partido Social Democrático reafirma sua admiração pelo governador Ratinho Junior e por sua gestão, considerada a melhor da história do Paraná que, entre outros feitos, transformou a educação do Estado na melhor do Brasil, reduziu os índices de criminalidade aos menores níveis em décadas e fez enormes investimentos em infraestrutura que trarão, por muitos anos, bons frutos ao desenvolvimento paranaense”, escreveu Kassab.
Na mesma publicação, o dirigente destacou que a sigla seguirá buscando uma alternativa eleitoral fora da polarização. “O PSD se mantém firme em sua decisão de apresentar aos brasileiros uma candidatura a presidente da República, que com certeza será a ‘melhor via’, contrapondo-se a essa polarização de propostas radicais que em nada contribuem para o que o Brasil precisa”, afirmou.
Kassab também indicou os possíveis nomes para a disputa. “Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são governadores muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas. Ambos têm apresentado seus projetos para o Brasil, que nortearão o plano de governo do candidato do PSD. A escolha, como afirmado anteriormente, deve ocorrer até o fim deste mês de março”.
— Gilberto Kassab (@gilbertokassab) March 23, 2026
A decisão de Ratinho Júnior de deixar a corrida presidencial foi anunciada na segunda-feira (23), após conversa com a família. Nos bastidores, aliados apontam que a resistência familiar teve peso na escolha, especialmente por preocupações com a exposição dos negócios do grupo durante uma campanha nacional.
Outro fator determinante foi a sucessão no Paraná. Sem poder disputar a reeleição, o governador passou a priorizar a definição de um nome para manter seu grupo político no comando do estado a partir de 2027. O cenário ganhou ainda mais pressão com o avanço do senador Sergio Moro nas articulações para disputar o governo estadual.
Em reunião recente, Moro e Flávio Bolsonaro firmaram acordo para uma aliança eleitoral no Paraná em 2026, com apoio do PL ao projeto do ex-juiz. Diante disso, Ratinho optou por permanecer no cargo para acompanhar de perto a sucessão e preservar sua influência política no estado.



Enquanto bate em Lula, a Folha publica na capa mais um release da assessoria de imprensa da extrema-direita:
“Michelle lança bancada de aliadas para o Senado e trabalha pelo apoio de Bolsonaro e do PL”
Está tudo bem descarado. Todos os dias há uma notícia sobre os bons modos e a vida franciscana do fascismo.
E esta é manchete da Folha:
“Famílias comprometem 29% da renda com dívidas, maior patamar em 20 anos”

Logo abaixo, a informação que remete para a eleição:
“Números ligam sinal de alerta em bancos e varejistas e podem mexer com percepção do cenário econômico em ano de eleição”.
Aqui está a motivação da pauta: tudo isso mexe com a percepção do cenário em ano de eleição. É a Folha se mexendo.
O engajamento das corporações de mídia ao novo bolsonarismo sem Bolsonaro está em ritmo forte.
E esta é a manchete do Globo, que tenta fragilizar Haddad como ameaça à extrema-direita em São Paulo:
“De ‘austericida’ e ‘Taxad’ a cartada do PT: a virada de Haddad para a pré-candidatura ao governo de São Paulo”.

E tem mais esta, em chamada de capa do Estadão:
“Em pré-campanha, Flávio Bolsonaro adota tom leve e mira ‘cansaço’ do eleitor com Lula”.
Tom mais leve… O filho que tem vínculos com os milicianos se consolida pelos jornalões como mais um extremista moderado.

O avanço das investigações sobre o Banco Master no Distrito Federal e a nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocaram uma mudança no comando do bolsonarismo. Com o desgaste do entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a perda do principal eixo de articulação da direita local, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas decisões políticas, interferindo diretamente na definição de candidaturas para 2026.
O movimento, de acordo com informações do Globo, a colocou em rota de colisão com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até então conduzia a estratégia nacional do grupo no posto de pré-candidato à Presidência.
A crise foi agravada pelas revelações envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões do governo do DF, especialmente no caso do BRB. O cenário piorou após a divulgação de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à Reag, investigada pela Polícia Federal.
Em resposta, o Partido Liberal protocolou pedido de CPI na Câmara Legislativa, rompendo na prática com o governador, que era aliado e articulava candidatura ao Senado.
Sem Ibaneis como referência política, parlamentares passaram a buscar Michelle diretamente, consolidando seu protagonismo. Ela passou a dialogar com pré-candidatos e a influenciar decisões eleitorais, enquanto Flávio mantinha a articulação nacional focada em alianças mais amplas.
No DF, a divergência ficou evidente: Michelle defendeu uma chapa ao Senado com seu nome e o da deputada Bia Kicis, além de apoiar Celina Leão ao governo local. “A Michelle se manifestou publicamente já várias vezes, desde o meu pré-lançamento no dia 11 de novembro, como pelas redes sociais dela várias vezes. Vamos ter agendas em breve, depois da internação do ex-presidente”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
Já aliados de Flávio passaram a defender o nome do senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa de centro-direita. A proposta foi rejeitada por aliados de Michelle.
“Até agora nada apareceu diretamente ligado a ela e acho que ela tem chances reais de ser eleita. Izalci é muito preparado, bom parlamentar, mas Celina é a melhor opção. Celina já passou pelo Executivo antes. Celina será nossa governadora”, disse a ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

O protagonismo de Michelle foi reforçado por uma carta de Jair Bolsonaro, na qual ele pediu que aliados parassem de pressioná-la e indicou que ela deveria assumir papel mais ativo. A possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente também é vista como fator que pode ampliar ainda mais sua influência política.
Enquanto Michelle passou a atuar diretamente na articulação política e no entorno pessoal de Bolsonaro, controlando agendas e acesso, Flávio manteve interlocução institucional e chegou a se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da situação do pai. Michelle, por sua vez, acionou aliados como Tarcísio de Freitas para reforçar o pleito.
O conflito também se espalhou para outros estados. No Ceará, Flávio tentou viabilizar aliança com Ciro Gomes (PSDB-CE), enquanto Michelle se posicionou contra o acordo, alinhada a nomes mais conservadores. Em Minas Gerais e São Paulo, divergências sobre alianças e composição de chapas reforçam a disputa interna.
Apesar do cenário de tensão, o discurso público ainda é de unidade. “Quando o presidente Bolsonaro fez a escolha, automaticamente teve outra pessoa que preferia ter outra escolha. Mas como a gente tem um líder, a gente tem que seguir o líder. E daí já está tudo resolvido, 100% dos apoiadores do presidente Bolsonaro estão com o Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).


Cinco meses após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC), o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece em silêncio sobre o escândalo que envolveu a falência da instituição financeira e seus desdobramentos. A ausência de declarações de Flávio Bolsonaro sobre o caso é vista com “estranheza” por aliados, especialmente considerando que o escândalo é um dos maiores episódios de fraude financeira no Brasil. Com informações de Lauro Jardim, do Globo.
Enquanto Bolsonaro se cala, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado publicamente sobre o escândalo, com um discurso contundente. Na última quinta-feira (19), Lula afirmou que “não deixaremos pedra sob pedra para apurar tudo o que fizeram, dando um rombo de R$ 50 bilhões neste país”. A postura de Lula contrasta com a ausência de comentários de Flávio Bolsonaro sobre o caso, especialmente considerando que o escândalo envolve figuras do governo Bolsonaro e do círculo político de Flávio.
Enquanto isso, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem intensificado as críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma resolução publicada recentemente, o PT questiona a omissão de Flávio Bolsonaro sobre o escândalo, destacando a negligência do governo Bolsonaro na supervisão do setor financeiro e sua ligação com Daniel Vorcaro, o banqueiro acusado de fraude. “O banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, período em que acumulou fortes indícios de gestão fraudulenta”, afirma o PT.
A resolução do partido também acusa o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, de ter permitido o crescimento do esquema de corrupção, sem realizar intervenções necessárias. No entanto, o PT foca suas críticas diretamente em Flávio Bolsonaro, associando-o ao financiamento eleitoral de sua campanha e ao uso de recursos oriundos do Banco Master: “Flávio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto autoritário e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas”.
Além da publicação oficial, grupos de WhatsApp ligados ao PT têm propagado vídeos e conteúdos que associam Vorcaro a Flávio Bolsonaro. Uma postagem, por exemplo, traz uma montagem que relaciona o nome de Flávio Bolsonaro com os contatos encontrados na agenda de Vorcaro. “A teia do escândalo BolsoMaster só cresce e todos os caminhos levam ao clã Bolsonaro”, diz o texto compartilhado nos grupos.

Em entrevista, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiram que a estratégia de comunicação do governo foi errada ao evitar um confronto direto com Flávio Bolsonaro. Alguns membros do PT acreditam que, ao focar apenas em pautas positivas e evitar embates com Flávio, o governo perdeu tempo e espaço. “Agora seria, portanto, necessário ajustar a rota”, disseram. Para o PT, a relação entre Flávio Bolsonaro e o escândalo do Banco Master precisa ser destacada como um fator crucial para desmantelar a narrativa da direita.
Em paralelo, o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas presidenciais tem gerado um alerta entre governistas, que veem na omissão da sua relação com o escândalo uma falha na comunicação do governo. O PT busca agora reorganizar sua estratégia e manter a pressão sobre Flávio Bolsonaro, utilizando a associação ao Banco Master como uma ferramenta de desgaste político.

O Brasil aparece na 7ª posição entre os países com maior nível de felicidade no Ipsos Happiness Report 2026, levantamento internacional que ouviu 23.268 adultos em 29 nações entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026. No país, 80% dos entrevistados afirmaram estar “felizes” ou “muito felizes”, percentual acima da média global de 74%. O resultado coloca o Brasil entre os dez melhores desempenhos do ranking divulgado pela Ipsos em março de 2026.
No recorte brasileiro, 28% disseram estar muito felizes, 52% bastante felizes, 15% não muito felizes e 5% nada felizes. A pesquisa também registrou alta de 2 pontos percentuais no índice de felicidade no Brasil em relação a 2025. À frente do país aparecem Indonésia, Países Baixos, México, Colômbia, Malásia e Tailândia. Logo depois surgem Austrália, Espanha e Bélgica, que completam o grupo dos dez primeiros colocados.
O levantamento mostra ainda quais fatores foram mais associados à felicidade pelos brasileiros. O item mais citado foi sentir-se amado, com 34% das respostas. Em seguida aparecem saúde física e mental, com 31,4%, relacionamento com família e filhos, com 29,4%, controle da própria vida, com 29%, e a percepção de que a vida tem significado, com 27%. Entre os entrevistados no Brasil, fé religiosa ou vida espiritual também ganhou destaque, com 22% das menções, índice superior à média global de 10%.

A pesquisa também apontou diferenças por faixa etária e perfil de renda. No Brasil, a soma dos que se declaram muito felizes e bastante felizes entre 50 e 74 anos chegou a 82%, a maior média entre os grupos analisados. Já a Geração Z foi a que mais concentrou respostas na faixa “nada feliz”, com 5,6%. Os dados da Ipsos ainda indicam correlação entre renda e felicidade: pessoas de renda mais alta registraram índice de felicidade de 79%, contra 67% entre as de renda mais baixa.
Segundo a metodologia divulgada pela Ipsos, a pesquisa foi conduzida em plataformas on-line. No Brasil, a amostra foi de mil entrevistados e, como a própria empresa informa, o grupo consultado tende a representar uma parcela mais urbana, com maior escolaridade e renda acima da média nacional. Esse recorte delimita o alcance estatístico do levantamento no país e integra as condições metodológicas do relatório de 2026.
No cenário geral, a Ipsos informou que 25 dos 29 países pesquisados registraram aumento nos níveis de felicidade em relação ao ano anterior. O relatório também aponta que, globalmente, sentir-se apreciado ou amado segue entre os principais fatores ligados ao bem-estar declarado pelos entrevistados. No caso brasileiro, os dados colocam o país entre os melhores resultados da edição de 2026 e mostram peso maior de vínculos pessoais, saúde e espiritualidade nas respostas coletadas.

A Costa Rica apareceu na 4ª posição no Relatório Mundial da Felicidade 2026 e se tornou o único país da América Latina entre os cinco primeiros colocados do levantamento global. O ranking é produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. O estudo reúne respostas de cerca de 100 mil pessoas em mais de 140 países sobre a avaliação da própria vida.
A presença da Costa Rica nas primeiras posições foi associada, segundo os autores e especialistas ouvidos pela imprensa internacional, à força dos vínculos sociais e à estabilidade interna. “Acreditamos que isso se deve à qualidade da vida social e à estabilidade que eles desfrutam atualmente”, afirmou Jan-Emmanuel De Neve, professor de economia em Oxford e um dos editores do relatório. Ele também declarou que a América Latina tem “fortes laços familiares, fortes conexões sociais e um alto nível de capital social”.
Além do fator social, a Costa Rica também passou a integrar o grupo de países de alta renda na classificação do Banco Mundial para o ano fiscal de 2026. Segundo o organismo, o país registrou crescimento médio anual de 4,7% nos últimos três anos, com avanço de 4,3% em 2024, impulsionado por demanda doméstica, consumo privado e investimento.

O relatório de 2026 também mostra avanço recente da Costa Rica no ranking. O país ocupava a 23ª posição em 2023 e agora alcançou o 4º lugar, na melhor colocação já registrada por uma nação latino-americana na série histórica do estudo. No topo da lista, a Finlândia ficou em 1º lugar pelo nono ano seguido. Dinamarca, Islândia, Costa Rica e Suécia completam o grupo dos cinco primeiros.
Entre os autores do levantamento, a permanência dos países nórdicos nas primeiras posições está ligada a fatores como renda, distribuição menos desigual, proteção social e expectativa de vida saudável. Na outra ponta, o relatório mantém o Afeganistão como o país com pior resultado, seguido por Serra Leoa e Malaui.
Na América do Sul, o melhor colocado foi o Uruguai, na 31ª posição, seguido pelo Brasil, em 32º. Argentina apareceu em 44º, Chile em 50º e Paraguai em 57º, segundo os dados divulgados na edição de 2026 do relatório.










O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) usou as redes sociais nesta segunda-feira (16) para criticar o Estadão que, em um editorial, sugeriu um suposto canaço dos brasileiros em relação ao presidente Lula (PT). O parlamentar apontou que o jornal da “escolha muito difícil”, entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PL) em 2018, tenta falsamente equiparar o governo atual, com recordes de emprego e benefícios sociais, à família Bolsonaro, cercada por escândalos criminais.
Lindbergh defende ainda que Lula representa avanços, direitos e esperança para o povo, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) simboliza retrocesso, privilégios e alinhamento com interesses das elites. Leia a publicação de Lindbergh na íntegra:
Em editorial feito por IA, o Estadão tenta vender a tese de que o Brasil estaria “cansado de Lula”. Na prática, é a velha operação da falsa equivalência para transformar em “escolha muito difícil” a disputa entre um governo que entregou a menor taxa anual de desemprego da série histórica, de 5,6% em 2025, inflação de 3,81% em 12 meses até fevereiro de 2026 e isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, vigente desde janeiro de 2026, e a família Bolsonaro cercada por denúncias de rachadinha, roubo de joias, matadores de aluguel, milícias e vínculos com facções criminosas.
A comparação real não é entre dois estilos de governo. Lula é o novo que tira milhões da miséria, gera emprego, amplia renda, reduz imposto para quem trabalha, valoriza o salário mínimo e recoloca o povo no centro das prioridades nacionais. Flávio Bolsonaro é o velho que propõe a retirada de direitos, do receituário neoliberal embalado como modernidade, da fila do osso, do ataque à aposentadoria, das ameaças a férias, 13º salário e proteção trabalhista, sempre em favor dos mesmos privilégios do andar de cima.
De um lado, um projeto que apoia o debate sobre o fim da escala 6×1, proteger as mulheres contra o feminicídio, combater o crime organizado e busca construir um país mais justo com saúde, educação e emprego. Do outro, escândalos, compra de imóveis com dinheiro vivo, defesa da violência, sabotagem da economia nacional e submissão a interesses externos.
O Brasil real sabe reconhecer quem melhora a vida do povo. Lula representa emprego, renda, democracia, direitos e esperança. Representa a ideia de um país mais justo, que enfrenta desigualdades, ataca privilégios e não aceita que o destino do povo seja o sofrimento imposto pelos poderosos de sempre. É por isso que Lula segue tão forte, porque encarna os sonhos e o futuro, enquanto seus adversários representam apenas os fantasmas do passado que o Brasil já rejeitou.
Em editorial feito por IA, o Estadão tenta vender a tese de que o Brasil estaria “cansado de Lula”. Na prática, é a velha operação da falsa equivalência para transformar em “escolha muito difícil” a disputa entre um governo que entregou a menor taxa anual de desemprego da série…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) March 16, 2026




Nos dias 16 e 17 março de 2026, Brasília será palco de um evento histórico para a política brasileira. O Partido dos Trabalhadores (PT) realizará o Encontro Nacional de Parlamentares Jovens Petistas, um evento que reflete um movimento de renovação geracional e diversidade, com o objetivo de fortalecer a presença de jovens no cenário político.
O evento será um espaço de diálogo e articulação, reunindo lideranças históricas e jovens parlamentares eleitos nas últimas eleições municipais. O encontro, que vai além de uma simples agenda institucional, busca consolidar o movimento que, nas últimas eleições, elegeu 562 vereadores e vereadoras entre 18 e 35 anos.
Esses jovens parlamentares representam um novo capítulo na política, especialmente nas periferias e pequenos municípios, onde as demandas por renovação política são cada vez mais urgentes. A proposta do evento é transformar a potência das urnas em uma rede de sustentação política permanente, fortalecendo o protagonismo jovem dentro do PT e nas câmaras municipais de todo o país.
A programação do encontro será dividida em blocos temáticos que abrangem tanto a articulação com o Governo Federal quanto a troca de experiências sobre como os mandatos jovens podem territorializar as políticas públicas.
O evento contará com oficinas práticas sobre o “Modo Petista de Legislar”, focando na comunicação política e no enfrentamento da extrema-direita, temas fundamentais para a formação desses novos parlamentares.
Entre os nomes confirmados no evento, estarão figuras históricas do PT, como Zé Dirceu, Edinho Silva, presidente nacional do partido, Luna Zarattini, vereadora eleita com 100 mil votos em São Paulo, Valter Pomar, secretário nacional de formação do PT, e Anne Moura, secretária executiva nacional da sigla.
Para a secretária nacional de juventude do PT, Julia Köpf, o Encontro Nacional de Parlamentares Jovens Petistas é uma oportunidade única para qualificar a atuação dos jovens dentro do partido.
“Estamos reunindo a juventude que faz a política acontecer lá na ponta para garantir que esses mandatos não fiquem isolados. Nossa missão é qualificar a incidência desses jovens nas câmaras municipais, oferecendo ferramentas para que o ‘Modo Petista de Legislar’ se traduza em políticas públicas reais para quem mais precisa”, afirmou Julia.
Köpf destacou que o encontro visa fortalecer a juventude política como uma rede de apoio mútuo, para que os jovens vereadores e vereadoras se sintam parte de um projeto nacional de defesa da democracia e enfrentamento ao extremismo. “Queremos que esses mandatos se tornem verdadeiramente populares, com propostas que atendam às necessidades das comunidades e enfrentem a crescente onda de extremismo”, completou a secretária.
O grande objetivo do encontro será a consolidação de uma “Agenda Nacional de Atuação”. Essa agenda terá como propósito não apenas fortalecer a rede de apoio dos jovens parlamentares, mas também coordenar propostas legislativas que enfrentem o extremismo e defendam a democracia em todos os cantos do Brasil.
O encontro será uma oportunidade para os jovens parlamentares saírem de Brasília com uma missão clara e com um conjunto de ações concretas a serem implementadas em seus respectivos municípios.
O encontro também traz consigo uma mensagem poderosa sobre o processo de renovação política. Como destacou Julia Köpf, “renovar não é apenas trocar a data de nascimento no documento de identidade; é renovar os sujeitos, as vozes e as narrativas que fazem a nossa democracia ser, verdadeiramente, popular.”

A expectativa é grande para saber quais filmes conquistarão a estatueta na principal categoria do Oscar 2026. Para ajudar a entender como os críticos vêm avaliando os concorrentes, o Rotten Tomatoes, agregador de críticas renomado, trouxe um ranking dos indicados.
Até a entrega dos troféus, tudo pode acontecer, mas essa análise oferece uma boa visão sobre a recepção da crítica para os filmes indicados.
Além da avaliação dos críticos, o Rotten Tomatoes também apresenta a aprovação do público, que tem um ranking bem diferente:
Bem ranqueado no Rotten Tomatoes, “O Agente Secreto” acompanha Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia que retorna à sua cidade natal após muitos anos fora. No entanto, ele acaba descobrindo que sua cidade escondia perigos. Estamos em plena ditadura, em 1977.
O filme aborda questões políticas e sociais do Brasil daquela década, tocando temas como repressão política, restrição de direitos e o uso da tecnologia como ferramenta de controle totalitário. A produção, dirigida por Kleber Mendonça Filho, também é reconhecida por seu elenco, que conta com grandes nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Roberto Diogenes, Hermila Guedes e o falecido Udo Kier, de “Bacurau”.
O filme foi aclamado pela crítica e está concorrendo a quatro categorias no Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (para Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco.

O Oscar 2026 será realizado neste domingo, 15 de março, em Los Angeles. A cerimônia acontece no Dolby Theatre a partir das 20h, horário de Brasília. O evento marca a 98ª edição da maior premiação do cinema mundial.
O Brasil chega com grandes expectativas para a noite. Após o feito de “Ainda Estou Aqui” em 2025, o país agora celebra cinco indicações. “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, concorre em quatro categorias principais.
Wagner Moura disputa o prêmio de Melhor Ator por seu trabalho no longa. O filme também concorre a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco. Além disso, Adolpho Veloso representa o Brasil em Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”.
A imprensa internacional mostra opiniões divididas sobre as chances brasileiras. Alguns veículos acreditam em vitórias em Melhor Ator e Filme Internacional. Outros, porém, preveem que “O Agente Secreto” pode sair sem estatuetas. O filme igualou o recorde nacional de “Cidade de Deus” em número de indicações.
A Academia reserva os prêmios mais prestigiados para o final da cerimônia. A sequência provável começa com Melhor Ator Coadjuvante e categorias técnicas como animação e figurino. Perto do encerramento, o público confere Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Atriz e, por fim, Melhor Filme. A nova categoria de Melhor Elenco também será entregue durante a noite.
Os interessados podem acompanhar a premiação por diferentes plataformas. A TV Globo transmite ao vivo a partir das 21h, após o Fantástico; O sinal da Globo também estará disponível no Globoplay para os assinantes.
No streaming, a TNT e a HBO Max oferecem cobertura completa. A transmissão começa às 18h30 com um pré-show direto do tapete vermelho. O comediante Conan O’Brien apresenta a cerimônia pelo segundo ano consecutivo.
“Pecadores” lidera as indicações com 16 nomeações e surge como favorito da noite. “Uma Batalha Após a Outra” aparece na sequência com 13 indicações. Outros títulos como “Frankenstein” e “Hamnet” também prometem disputas acirradas em diversas categorias.
Acompanhe a cobertura especial no Canal DCM TV

Jessie Buckley é a aposta mais segura da temporada para faturar o Oscar de Melhor Atriz no Oscar 2026, após sua performance imersiva e inesquecível como uma jovem mãe em luto no aclamado filme “Hamnet”. O papel, que marcou sua estreia na categoria, impressiona não apenas pela sua profundidade emocional, mas também pela habilidade de Buckley em dar vida a uma personagem tão complexa e poderosa, elevando sua carreira a novos patamares.
Buckley já havia varrido as principais premiações de pré-Oscar, incluindo os prêmios mais cobiçados da temporada, consolidando-se como uma das favoritas indiscutíveis. Sua atuação em “Hamnet”, uma adaptação cinematográfica da obra literária de Maggie O’Farrell, foi amplamente reconhecida por sua habilidade de capturar as emoções mais sutis de sua personagem, uma mulher em luto pela morte do filho, lidando com a dor e o peso do amor perdido.
Contudo, um incidente inusitado gerou um pequeno burburinho nas redes sociais durante a campanha. Em uma entrevista, Buckley fez uma piada sobre não gostar de gatos, algo que rapidamente foi amplificado na mídia. A atriz rapidamente voltou atrás durante uma aparição no “The Tonight Show”, de Jimmy Fallon, esclarecendo que a declaração não deveria ser levada a sério.
Nomes como Rose Byrne, por “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria“, e Kate Hudson, por “Song Sung Blue – Um Sonho a Dois”, aparecem como concorrentes à altura, mas sem o mesmo apoio generalizado. Renate Reinsve, com “Valor Sentimental”, tem uma chance mais remota, enquanto a veterana Emma Stone, indicada por “Bugonia”, provavelmente ficaria de fora após duas vitórias anteriores na categoria.
“Hamnet” é um drama intimista que aborda o luto, a perda e o poder da memória. Buckley, como protagonista, foi a peça-chave para dar vida a uma história que emociona e faz refletir sobre os laços familiares e o poder da arte em tempos de sofrimento. Buckley não apenas celebra sua performance de destaque, mas também consagra seu nome no panteão das grandes atrizes contemporâneas.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou em seu perfil no Instagram um vídeo de uma influenciadora bolsonarista que acusava jornalistas de “desejarem” a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A postagem foi feita enquanto os jornalistas acompanhavam do lado de fora do hospital DF Star as atualizações sobre o estado de saúde do ex-presidente. A gravação, tirada de contexto, foi compartilhada sem comentários, mas gerou uma série de ameaças contra os profissionais de imprensa.
O vídeo foi feito pela influenciadora no primeiro dia da internação de Bolsonaro e, sem provas, insinua que os jornalistas estavam comemorando os problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro. “Jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”, dizia o texto da gravação.
Michelle, que conta com mais de 8,1 milhões de seguidores, amplificou a mensagem ao compartilhar o conteúdo sem qualquer verificação prévia, gerando indignação entre os jornalistas. Após a divulgação do vídeo, ao menos dois jornalistas se tornaram alvo de ameaças de morte. Um deles registrou boletim de ocorrência devido aos ataques.
REVOLTANTE — Jornalistas se reuniram em frente ao hospital onde Jair Bolsonaro está internado, em Brasília, e foram flagrados fazendo piadas e até desejando sua morte, celebrando a sexta-feira 13. Esse é o “jornalismo” que vive pregando empatia e respeito? pic.twitter.com/p7xhMLKOEL
— MSP – Brazil Sem Picanha (@mspbra) March 13, 2026
As ameaças começaram a surgir nas redes sociais e também em encontros presenciais. Em um dos casos, foi publicado um vídeo gerado por inteligência artificial simulando que uma jornalista seria esfaqueada. Outro jornalista recebeu ameaças direcionadas a seu filho e decidiu fechar suas redes sociais após o episódio.
Nas redes sociais, um dos ataques dizia: “Você é a vagabunda que ficou desejando a morte do Bolsonaro, né?”
Outro comentário agressivo dizia: “Agora somos nós que desejamos a sua morte!”, direcionado a uma repórter exposta no vídeo. A situação gerou uma onda de violência verbal contra jornalistas e seus familiares, levando à condenação imediata de parlamentares e ativistas pela liberdade de expressão.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) se manifestou publicamente contra os ataques, reforçando a importância da liberdade de imprensa. “Nada justifica tamanha violência contra profissionais da imprensa em pleno exercício da atividade jornalística”, disse a organização, que também pediu uma apuração rigorosa do caso e punição para os agressores.
A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) também emitiu uma nota de repúdio, destacando o impacto negativo dessa campanha de desinformação contra os jornalistas.
“O vídeo, produzido por uma influenciadora bolsonarista, foi amplificado por parlamentares da extrema direita e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o compartilharam sem qualquer verificação, disseminando mentiras e expondo profissionais de imprensa que estavam simplesmente exercendo seu trabalho.”, afirmou a Abraji.
A Polícia Militar, por sua vez, procurou os jornalistas envolvidos e os orientou a buscar apoio da equipe de segurança que estava de guarda em frente ao hospital, caso novos episódios de violência ocorressem. Depois disso, não foram registrados novos ataques.

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) têm demonstrado, de forma discreta, apoio à candidatura de Kim Kataguiri, deputado federal e líder do partido Missão, ao governo de São Paulo. A aposta dos petistas é que uma disputa mais acirrada no estado, entre Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas, possa garantir a realização de um segundo turno, fortalecendo a campanha de Lula na corrida presidencial.
Em pesquisa do Datafolha divulgada no dia 8 de março, Kataguiri, que fundou o partido Missão, aparece com 5% das intenções de voto. O governador Tarcísio lidera com 44%, seguido de Haddad, com 31%. Outros possíveis candidatos, como Paulo Serra (PSDB) com 5% e Felipe D’Avila (Novo) com 3%, não devem seguir com as candidaturas, pois seus partidos têm sinalizado apoio à reeleição dele.
A presença dele como terceira via relevante poderia agitar o cenário eleitoral, abrindo caminho para um possível segundo turno. Esse resultado seria estratégico para o PT, que almeja uma palanque forte em São Paulo no segundo turno das eleições presidenciais, a fim de aumentar a competitividade contra Flávio Bolsonaro, o candidato da direita.
Em resposta à especulação sobre sua candidatura, Kim Kataguiri se mostrou irônico ao comentar o apoio implícito do PT. “Fico lisonjeado”, disse o deputado, destacando que a decisão sobre sua candidatura ao governo de São Paulo ou sua reeleição para a Câmara dos Deputados será tomada apenas em junho.

Atualmente, ele está se dedicado à construção das chapas do partido Missão nos estados e ao seu trabalho como líder do partido na Câmara dos Deputados. “Neste momento tenho gasto minhas energias com a construção das chapas do partido nos estados, e com o cargo de líder do Missão na Câmara, para o qual não conto com nenhuma estrutura na Casa”, afirmou Kataguiri, deixando claro que sua agenda política está focada em outras prioridades.
Apesar da ironia, a movimentação política em torno da possível candidatura de Kim não é vista como algo inesperado. O deputado, conhecido por sua postura “crítica e independente”, tem conquistado a atenção de setores que buscam uma alternativa à polarização entre PT e o bolsonarismo.
Para o PT, a chance de fortalecer a campanha presidencial de Haddad depende de uma disputa estadual acirrada. A candidatura de Kim poderia ser o elemento que faltava para criar uma polarização mais intensa, forçando um segundo turno, algo que aumentaria as chances de vitória para o partido nas eleições gerais.

Wagner Moura é um dos fortes candidatos ao Oscar 2026 na categoria de melhor ator, disputando a estatueta com nomes como Michael B. Jordan e Timothée Chalamet.
O The New York Times destaca que a lista de indicados é uma das mais competitivas da história da Academia, e embora a vitória de Jordan em outros prêmios e o Globo de Ouro de Chalamet lhes deem vantagem, Moura pode se beneficiar do cenário atual. O filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, coloca o ator brasileiro em uma posição promissora, com a chance de superar seus concorrentes pela força de sua performance e pela relevância do projeto.
A campanha de Wagner Moura tem ganhado força nos últimos meses, com ele sendo reconhecido não apenas pela crítica, mas também pelo público. A análise de Kyle Buchanan, repórter do New York Times, sugere que o timing das exibições pode ser crucial, e o fato de “O Agente Secreto” ter sido um dos filmes mais assistidos no final da temporada pode garantir uma vantagem sobre os outros candidatos. Para ele, Moura tem uma forte base de fãs, o que pode ajudá-lo a conquistar votos, especialmente entre os mais resistentes a apoiar atores mais jovens, como Chalamet.
Moura, conhecido pelo seu papel de destaque na série “Narcos”, tem uma longa trajetória em Hollywood, o que pode ser um trunfo para sua vitória. A participação do ator em filmes como “Guerra Civil” e a série “Ladrões de Drogas” aumentou sua visibilidade entre os membros da Academia, majoritariamente americana. Sua carreira internacional o coloca em uma posição mais favorável do que outros atores brasileiros, como Fernanda Torres, que tentou a sorte no Oscar sem o mesmo nível de reconhecimento internacional.
Apesar da crescente pressão e dos elogios à sua atuação em “O Agente Secreto”, Moura não foi indicado pelo Screen Actors Guild, nem teve a oportunidade de competir no BAFTA, o que coloca em dúvida suas chances de vitória. No entanto, o envolvimento do ator em campanhas de conscientização e sua postura em eventos como o Globo de Ouro indicam que ele está se posicionando como um forte concorrente.

As comparações com Fernanda Torres são inevitáveis, especialmente pelo fato de ela também ter se destacado em uma produção brasileira e ter conquistado o Globo de Ouro. Porém, Moura é visto como uma figura mais consolidada e um nome conhecido na indústria cinematográfica americana, o que pode lhe garantir a vantagem na corrida pelo Oscar.
O repórter Kyle Buchanan também aponta que, embora Moura tenha a chance de ser impulsionado pelo sentimento anti-Chalamet, o fato de o ator não ter sido indicado em outros prêmios relevantes pode limitar suas opções de mostrar sua habilidade até a noite da cerimônia do Oscar. Isso cria um desafio para sua campanha, que precisará de mais do que apenas uma boa performance para conquistar o prêmio.
De qualquer forma, a atuação de Wagner Moura em “O Agente Secreto” tem sido amplamente reconhecida, e sua trajetória nos cinemas de Hollywood o coloca como um favorito entre os votantes da Academia. Se ele conseguir superar os obstáculos e os concorrentes, poderá se tornar o vencedor do Oscar 2026, consolidando sua carreira e seu nome como um dos grandes atores internacionais da atualidade.
Em um ano em que a competição para melhor ator está particularmente acirrada, as chances de Wagner Moura continuar em ascensão são reais, mas ele precisará do apoio crucial de seus fãs e do reconhecimento final dos membros da Academia. O suspense sobre quem sairá vencedor, entre os favoritos da temporada, só será resolvido no dia da cerimônia.

Bolsonaro será protagonista da eleição, onde estiver, ainda vivo, na cadeia ou em casa, ou já morto e cremado. A velha direita, a Globo e as esquerdas não conseguiram se livrar do chefe da organização criminosa.
É incômodo para todos. Nunca um doente preso teve tanta influência nos destinos do país. Se ressuscitar amanhã e andar, Bolsonaro será um super-Deus da extrema direita.
Se ficar penando em casa, será visto como o líder que se submete ao flagelo de continuar vivo para salvar seu povo. Se morrer, será martirizado e a eleição pode virar uma nova confusão.
E aí se apresenta a dúvida que consome Alexandre de Moraes, o fascismo, o governo, Lula e a direita antiga: como lidar com Bolsonaro agora, se ele é mais do que um estorvo?
O filho Flávio fez um alerta inspirado nos gestos dos grandes humanistas: “Estão brincando com a vida do meu pai. Não dá mais para ficar com essa postura de achar que isso aqui é algum tipo de frescura, ou ficar com essa paranoia de que ele pode fugir”.
Flávio avisa que Bolsonaro não está fazendo mi-mi-mi e pede que ele deixe a Papudinha. O filho exige prisão “domiciliar humanitária em casa, onde ele pode ter cuidado permanente da família”.
É onde Bolsonaro pode ter, como acrescenta Flávio, cuidado permanente de um técnico de enfermagem. Bolsonaro pode ter em casa carinho, afeto e suporte como se continuasse no hospital.
Poderá dispor do que é decisivo para um paciente com problemas respiratórios. Terá muitos tubos de oxigênio. Porque é do que ele mais irá precisar. Ar, para continuar vivendo com suas deficiências pulmonares.

Bolsonaro não pode morrer com falta de ar. Não pode faltar nada a Bolsonaro, porque qualquer passo em falso de Moraes agora pode oferecer ao bolsonarismo o que muitos torcem para que aconteça, dentro inclusive das facções de extrema direita.
Os que imaginavam a viabilização de uma terceira via acreditavam que Bolsonaro condenado e preso deixaria de ser o que ainda é. Está preso, está doente e sai da cama à noite cambaleando. Mas está vivo. É preciso mantê-lo vivo.
Se o candidato ungido por Bolsonaro, que quase foi Tarcísio, fosse outro, é possível que as pesquisas indicassem um bolsonarismo competitivo. Mesmo sem o sobrenome da família.
Porque Bolsonaro ainda inspira, lidera e comanda. Tombaram todas as previsões em contrário, que o consideravam um morto político.
Caiado, Ratinho, Eduardo Leite e Zema não são nada no cenário em que o filho brilha. Uma figura que nunca foi citada como possível herdeiro, que não aparecia nas pesquisas, que não tem carisma, que não sabe falar e até ontem era apenas o operador financeiro da família.
Flávio parou de pé porque o pai disse: é ele. Esse pai está mal e deve ser protegido. A primeira providência hoje, a mais urgente, é não deixá-lo morrer.
É preciso mantê-lo vivo. Não por piedade, mas pelo que é determinado pelos cálculos políticos de quem ainda aposta na salvação da democracia. Depois da eleição, Bolsonaro estará liberado para morrer várias vezes.
(O autor desse artigo teve familiares próximos, amigos e vizinhos que morreram enquanto Bolsonaro debochava dos que sentiam falta de ar e lhes negava vacina e oxigênio.)

O secretário de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, Gutemberg Fonseca, será candidato à Câmara dos Deputados nas próximas eleições. Fonseca, que foi indicado ao cargo pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se vê no centro de uma polêmica investigação da Polícia Federal. Segundo a PF, ele teria negociado com um integrante do Comando Vermelho (CV) para garantir policiamento no estado, mas o secretário nega qualquer envolvimento com a facção criminosa. Com informações do PlatöBR.
A situação complicou a candidatura de Fonseca, já que Flávio Bolsonaro foi alertado sobre os possíveis danos à sua própria campanha presidencial. A Polícia Federal investigou e levantou suspeitas sobre o contato entre Fonseca e o CV, mas o ex-assessor negou as acusações e se manteve firme em sua defesa. A situação levou o senador a ser aconselhado a se afastar temporariamente de Fonseca para não prejudicar sua candidatura.
Apesar da pressão, Flávio Bolsonaro, que tem se movimentado intensamente para alavancar sua campanha à presidência, decidiu apoiar a candidatura de Gutemberg Fonseca para a Câmara dos Deputados. O apoio de Flávio a Fonseca reflete uma continuidade no apoio aos aliados, mesmo diante das investigações. O PL, partido de Bolsonaro, continua apoiando a candidatura do secretário, que também conta com o respaldo de outros membros influentes da legenda.
Com o apoio de Flávio, Fonseca continua se preparando para disputar a vaga na Câmara, enquanto aguarda o desfecho da investigação da PF. A candidatura de Fonseca é vista como uma tentativa de fortalecer a base do PL no Rio de Janeiro, onde o partido ainda busca consolidar apoio popular. A situação, no entanto, continua a gerar críticas e discussões, com adversários políticos utilizando as investigações como uma forma de questionar a transparência e a ética da campanha.

A relação entre Flávio Bolsonaro e Gutemberg Fonseca também levanta questões sobre os vínculos do senador com setores controversos. Apesar das críticas, Flávio segue em busca do apoio de sua base e se mantém firme em sua candidatura à presidência, com Fonseca sendo uma das peças-chave em sua estratégia eleitoral. O caso continua a gerar repercussões, com a oposição exigindo mais clareza sobre os supostos envolvimentos com facções criminosas.
A Polícia Federal segue monitorando a investigação, enquanto Fonseca tenta limpar seu nome das acusações. Por outro lado, Flávio Bolsonaro enfrenta a difícil tarefa de equilibrar os interesses de sua campanha com as consequências de sua aliança com um candidato investigado. Com o cenário político em ebulição, a candidatura de Fonseca promete ser um dos temas centrais da campanha eleitoral do PL.
Em meio à pressão, a decisão de Flávio de apoiar Fonseca também reflete a dinâmica das alianças políticas no Brasil, onde interesses pessoais e partidários muitas vezes se sobrepõem às acusações de corrupção e envolvimento com organizações criminosas. A disputa eleitoral de 2026 se configura cada vez mais complexa, com o PL tentando consolidar seu poder em um contexto de investigações e polarização política.
Enquanto isso, a oposição ao governo Bolsonaro continua a criticar a relação entre o senador e seus aliados. Em um ano eleitoral marcado por tensões e acusações, o futuro de Fonseca e a reação do público à sua candidatura podem ser decisivos para o desenrolar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A batalha eleitoral no Rio de Janeiro ganha contornos ainda mais intensos com essa aliança controversa.

Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. Leia em TVT News.
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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Os dados sugerem que a figura de Trump, um dos principais nomes da direita global e aliado político do bolsonarismo, polariza o eleitorado brasileiro e pode provocar reações distintas entre diferentes segmentos da população. Além dos 32% que dizem que o apoio do republicano aumentaria a disposição de votar em Lula e dos 28% que afirmam que isso favoreceria Flávio Bolsonaro, outros 19% apontam que o gesto estimularia o voto em um candidato de “terceira via”, fora da polarização entre os dois campos políticos. Já 14% afirmam que a manifestação não faria diferença em sua decisão de voto e 7% não souberam responder.
De acordo com o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam que a associação direta com Trump pode ser mais prejudicial do que benéfica para a candidatura do senador. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, afirmou, em publicação no X (ex-Twitter).

A pesquisa também detalha como diferentes grupos do eleitorado reagiriam ao eventual endosso do presidente norte-americano.
Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, o efeito é fortemente positivo para o senador: 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria sua disposição de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, o movimento é inverso: 79% dizem que o gesto ampliaria a chance de votar no atual presidente.
Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo em disputas presidenciais — o impacto tende a favorecer alternativas fora da polarização. Nesse segmento, 33% afirmam que o apoio do presidente norte-americano estimularia a busca por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio.
Os resultados também variam conforme religião, gênero, renda e escolaridade. Entre evangélicos, 36% dizem que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar no senador. Já entre católicos, 35% afirmam que o gesto fortaleceria a intenção de votar em Lula.
No recorte de gênero, o apoio de Trump beneficia mais o senador entre homens: 33% afirmam que isso elevaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre as mulheres, porém, o efeito tende a favorecer Lula: 35% dizem que a manifestação aumentaria a disposição de votar no petista.
Em relação à renda, o potencial de voto em Flávio Bolsonaro impulsionado por Trump é maior entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, grupo em que 33% dizem que aumentariam as chances de votar no senador. Já entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 37% afirmam que o apoio ao parlamentar ampliaria a chance de votar em Lula.
A reação também apresenta variações regionais. No Sul, 35% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. No Nordeste, por outro lado, metade dos entrevistados (50%) diz que um eventual endosso do presidente norte-americano elevaria a probabilidade de votar em Lula.
Entre faixas etárias, o impacto pró-Flávio Bolsonaro aparece com mais força entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que 33% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar no senador. Já entre jovens de 16 a 24 anos, o maior efeito seria o estímulo à terceira via: 25% afirmam que buscariam outro candidato. Entre idosos com 60 anos ou mais, 38% dizem que o apoio de Trump elevaria as chances de votar em Lula.
Além do impacto eleitoral, o levantamento aponta uma deterioração na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Atualmente, 48% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, enquanto 38% afirmam ter uma visão positiva.

A tendência representa uma mudança significativa em relação a outubro de 2023, quando 56% dos brasileiros declaravam ter imagem favorável dos EUA e apenas 25% tinham opinião negativa. Desde então, a percepção positiva vem caindo gradualmente.
O saldo de imagem — diferença entre avaliações positivas e negativas — também piorou. Em agosto de 2025, a diferença era de quatro pontos negativos. Agora, chegou a dez pontos negativos.
Segundo a Quaest, a deterioração ocorre em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo diferentes regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.
O cenário se insere em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela crescente polarização política global. Nos últimos meses, as ações do governo norte-americano em conflitos internacionais, incluindo a escalada militar contra o Irã, têm ampliado o debate sobre a influência da política externa dos EUA na opinião pública de países como o Brasil.
Nesse ambiente, a pesquisa sugere que a associação direta entre lideranças brasileiras e figuras centrais da política norte-americana pode produzir efeitos eleitorais complexos — e, em alguns casos, contrários aos esperados por seus aliados políticos.
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O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou, nesta quarta-feira (12), que a região Sudeste terá papel central na disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao programa “CNN 360°”, ele declarou que o resultado da eleição dependerá do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados da região. “A eleição se decide aqui no Sudeste”, disse.
Dirceu afirmou que o partido não considera a reeleição como garantida e classificou a disputa como aberta. Segundo ele, eleições recentes no Brasil tiveram resultados equilibrados, citando os pleitos de 2014 e 2022. “Nós nunca tivemos ilusão que essa eleição seria uma eleição ganha ou o presidente Lula estaria reeleito. Não existe isso no Brasil”, afirmou.
Ao tratar das articulações em São Paulo, Dirceu disse considerar definida a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual e a de Simone Tebet (MDB) ao Senado. Para a composição da chapa ao governo e a segunda vaga ao Senado, mencionou os nomes de Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Ele também defendeu a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa presidencial e sua atuação na campanha paulista.
Dirceu afirmou que uma aliança envolvendo Haddad, Tebet, Marina Silva, Márcio França ou outro nome do interior paulista, com apoio de Alckmin, pode disputar o governo do estado com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-ministro também classificou a aliança entre Lula e Alckmin como “um contrato, um pacto que nós fizemos com a maioria da sociedade brasileira para eleger o Lula”.
Em relação a Minas Gerais, ele mencionou negociações com o senador Rodrigo Pacheco (PSD), a prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). No Rio de Janeiro, apontou a aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD) e a deputada federal Benedita da Silva (PT) para o Senado como base da campanha presidencial no estado.
Dirceu também comentou o cenário em outras regiões do país. No Sul, afirmou que o PT pode ampliar sua presença eleitoral, enquanto no Centro-Oeste e no Norte avaliou que a disputa tende a ser mais difícil. Ele disse que o partido possui estrutura e base eleitoral para competir nacionalmente e declarou que a oposição não deve conquistar maioria no Senado. O ex-ministro também comentou temas da política econômica e afirmou que os nomes citados em investigações relacionadas ao Banco Master não têm ligação com o PT.



Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Genial/Quaest indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários testados de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. No entanto, o levantamento também aponta um cenário mais competitivo na etapa decisiva da disputa: em uma simulação de segundo turno, Lula aparece numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro. Leia em TVT News.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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Nos cenários de primeiro turno testados pelo instituto, Lula aparece na liderança em todas as simulações, variando aproximadamente entre 35% e 41% das intenções de voto, dependendo da configuração de candidatos apresentada aos entrevistados.
Em um dos cenários mais amplos, que reúne diversos nomes da direita e do centro, os números são os seguintes:
Em outro cenário, sem o nome de Tarcísio de Freitas, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro diminui:
Há ainda cenários em que Lula alcança cerca de 39% ou 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 23% e 27%, mantendo-se como principal adversário do presidente. Nos mesmos cenários, governadores como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com percentuais mais baixos, geralmente abaixo de dois dígitos.

Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente no primeiro turno, enquanto o senador bolsonarista se consolida como o nome mais competitivo da direita no momento.
Apesar da liderança do presidente na primeira etapa da disputa, a pesquisa revela um cenário mais apertado em uma eventual segunda rodada eleitoral.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem com 41% das intenções de voto cada.
O levantamento mostra ainda:

O resultado indica um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e representa uma redução da vantagem que Lula tinha sobre o senador em levantamentos anteriores.
Outros cenários de segundo turno também foram testados em pesquisas recentes do instituto. Neles, Lula aparece à frente de outros nomes da direita, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mantendo vantagem que varia de cerca de 10 a mais de 12 pontos percentuais dependendo do adversário.
O levantamento também mediu a avaliação do governo federal.
Segundo a pesquisa, a opinião pública sobre a gestão Lula permanece dividida:

Já a avaliação qualitativa da gestão apresenta a seguinte distribuição:
Os números indicam que a desaprovação supera numericamente a aprovação, embora a diferença permaneça próxima da margem de erro.
A percepção da situação econômica do país aparece como um dos fatores centrais para a avaliação do governo.
De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Uma parcela menor diz perceber melhora ou estabilidade no período.

A percepção negativa da economia tem impacto direto na avaliação do governo e pode influenciar o comportamento eleitoral nos próximos meses.
Quando questionados sobre o principal problema do país, os entrevistados apontaram a violência como a maior preocupação nacional.
Segundo a pesquisa:

Outros temas, como economia, desemprego e saúde, também aparecem entre as respostas, mas com percentuais menores.
O levantamento também investigou percepções políticas sobre os principais nomes da disputa.
Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados consideram Lula um político radical. Entre os eleitores, 45% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
Já quando questionados sobre qual cenário gera maior temor político, os entrevistados se dividiram praticamente ao meio:
Os números indicam que a polarização política segue estruturando o cenário eleitoral brasileiro, mantendo níveis elevados de rejeição e mobilização nos dois campos políticos.
Mesmo com a liderança nos cenários de primeiro turno, o empate com Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno sugere uma eleição potencialmente mais equilibrada do que em levantamentos anteriores.
O cenário também reflete a fragmentação do campo conservador, que ainda discute possíveis candidaturas alternativas como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Com mais de um ano e meio até as eleições de 2026, analistas apontam que o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças relevantes, especialmente diante do desempenho da economia, da avaliação do governo e da definição das alianças políticas que irão disputar o Palácio do Planalto.
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Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha revela o cenário eleitoral para o Senado em São Paulo nas eleições de 2026, destacando os principais candidatos à disputa por duas vagas. O levantamento, feito entre os dias 3 e 5 de março, aponta os nomes de Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Simone Tebet (MDB) como os mais bem posicionados.
No primeiro cenário, em que ele não tem a companhia do vice-presidente, o ministro da Fazenda lidera a corrida com 30% das intenções de voto. A ministra do Planejamento ocupa o segundo lugar, com 25%, seguida de Márcio França (PSB) com 20%.
Outros nomes de destaque incluem Marina Silva (Rede) com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%, empatado com o deputado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas. Neste cenário, a pesquisa mostra que o eleitorado paulista ainda demonstra um número significativo de indecisos.
Quatro por cento dos entrevistados não souberam escolher para a primeira vaga, enquanto 6% se mostraram indecisos sobre a segunda vaga. Além disso, 15% dos eleitores não souberam ou preferiram não escolher para a primeira vaga, e 21% para a segunda vaga.

No segundo cenário, sem a participação de Haddad, Alckmin assume a liderança com 31% das intenções de voto. A pesquisa mostra um quadro mais equilibrado, com Tebet mantendo a segunda posição com 25%, seguida de Marina Silva, que alcança 21%. Márcio França, também do PSB, aparece com 20%.
Boulos mantém uma posição de destaque com 15%, enquanto Derrite e Ricardo Salles (Novo) empataram com 13%. Outros candidatos, como Paulinho da Força (Solidariedade) e Rosana Valle (PL), ficam bem atrás na pesquisa, com 9% e 6%, respectivamente.
A quantidade de votos em branco, nulos ou indecisos permanece alta, com 14% para a primeira vaga e 20% para a segunda vaga. A pesquisa foi realizada com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios do estado de São Paulo, com a participação de pessoas de 16 anos ou mais.
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.


Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (11) mostrou que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão empatados numericamente, ambos com 41% das intenções de voto no cenário de segundo turno. Esse é o primeiro empate entre os dois candidatos em toda a série histórica da pesquisa, marcando uma virada na disputa.
Anteriormente, Lula mantinha uma vantagem que chegou a ser de dez pontos em dezembro de 2023, passando para sete em janeiro e cinco em fevereiro. No levantamento, a diferença entre os dois candidatos desapareceu, com Flávio ganhando terreno nos últimos meses.
A pesquisa ainda mostra que 16% dos eleitores pretendem votar branco, nulo ou não votar e 2% estão indecisos. Em fevereiro, Lula estava com 43%, enquanto Flávio tinha 38% e a taxa de indecisos era de 17%.
Veja:

A pesquisa também revelou que, entre os eleitores independentes, Flávio aparece pela primeira vez à frente de Lula, com 32% das intenções de voto contra 27% do presidente. Esse grupo, composto por 32% do total de eleitores, é considerado crucial para a disputa e apresenta uma margem de erro maior devido à diversidade de opiniões.
Entre os eleitores lulistas, o petista segue forte com 95%, e Flávio mantém 96% de apoio entre os bolsonaristas.
Os índices de rejeição para ambos os candidatos continuam altos: 56% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula, contra 55% de Flávio. A taxa entre independentes é ainda maior: 65% e 61%, respectivamente.
A pesquisa também revelou as percepções do eleitorado sobre Lula e Flávio. Para 48% dos entrevistados, o senador não é mais moderado do que sua família, e 53% dos independentes compartilham essa visão. Em relação ao petista, 42% consideram que ele é mais moderado que o PT o partido, enquanto 46% o veem como radical.
O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, foi realizado entre os dias 6 e 9 de março com 2.004 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A Quaest também apresentou sete cenários diferentes de segundo turno, com Lula enfrentando outros adversários, além de Flávio. Em todos os cenários, exceto contra o senador, Lula aparece à frente. A maior vantagem do presidente é contra Aldo Rebelo, do DC: 44% contra 23%.
Veja os números:


O Irã anunciou nesta quarta (11) que não disputará a Copa do Mundo de 2026 por conta da guerra. O ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, afirmou que a federação “não tem condições de participar” do evento neste ano.
O regulamento da Copa do Mundo prevê que, em caso de retirada por “força maior”, como a que o Irã alega, o comitê organizador decide as medidas a serem tomadas. A Fifa, portanto, tem a liberdade de decidir a melhor forma de lidar com a situação.
Uma das possibilidades seria substituir o Irã por outra seleção, mantendo o grupo em que a equipe se encontra ou fazendo ajustes na competição. Outra opção seria manter o Grupo G com apenas três seleções, o que reduziria o número de jogos e impactaria o planejamento comercial do torneio.
Outra alternativa seria substituir o Irã por uma seleção vinda da repescagem intercontinental, com equipes como Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname, Congo e Iraque disputando uma vaga extra.

Um terceiro cenário possível seria substituir o Irã pelo Iraque, enquanto os Emirados Árabes Unidos poderiam herdar a vaga asiática na repescagem, já que foram os melhores classificados não classificados diretamente.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que havia recebido garantias do presidente de Donald Trump de que o Irã poderia entrar no país para disputar o torneio, apesar da guerra entre o país, Israel e os Estados Unidos.
O Irã está atualmente no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de seleções como Nova Zelândia, Bélgica e Egito. Os dois primeiros jogos do Irã estão marcados para Los Angeles, e o último, em Seattle. Caso avance, o time pode enfrentar os Estados Unidos nas fases iniciais, caso os anfitriões também se classifiquem.




Sim! Santa Catarina vive uma onda conservadora. Temos muitos prefeitos bolsonaristas e deputados estaduais retrógrados. Dos 16 deputados federais, apenas dois são progressistas. Os últimos dois governadores foram eleitos na onda da extrema direita.
Nem sempre foi assim. Num passado recente, as principais cidades do estado já foram governadas por progressistas, especialmente por políticos petistas.
Cidades como Chapecó, no oeste do estado, a industrializada Joinville, no norte, a carbonífera Criciúma, Brusque, cidade do “Velho da Havan”, a portuária Itajaí, a litorânea Itapema, a loira Blumenau, todas têm em comum o fato de já terem sido governadas por prefeitos petistas. Inclusive a capital Florianópolis foi governada por um comunista, Sérgio Grando, e Balneário Camboriú, atual enclave bolsonarista onde o filho 04 foi eleito vereador, foi duas vezes governada por prefeitos do PDT brizolista, o último (1993/96), Luís Castro, um brizolista histórico.
Se formos retroceder no tempo, na cidade de Blumenau, Leonel Brizola venceu a eleição presidencial de 1989 no primeiro turno, e, no segundo, Lula venceu Collor de Mello.
Lembremos que, em novembro de 1979, os estudantes da capital Florianópolis protagonizaram o maior levante popular contra o regime militar, no evento que ficou conhecido como “novembrada”, quando milhares foram às ruas em protesto contra a visita do então ditador general João Baptisa Figueiredo e alguns de seus ministros.
Foi em Balneário Camboriú que, nos idos de 1984, se realizou em pleno verão o segundo comício pela campanha das “Diretas Já”, com a presença de lideranças políticas como Ulysses Guimarães e Olívio Dutra, artistas como Fafá de Belém e Martinho da Vila, reunindo milhares de pessoas em frente à praia central.
Na primeira eleição de Lula, em 2002, o petista recebeu em Santa Catarina quase o dobro de votos de seu concorrente, José Serra (PSDB). Foi a “onda Lula”.
Depois veio o mensalão, que a jornalista Hildegard Angel apelidou apropriadamente de “mentirão”, e a sua equivocada teoria do “domínio do fato” do jurista alemão Claus Roxin (que, diga-se, à época em viagem ao Brasil, desautorizou o seu uso para condenar José Dirceu, o então ministro da Casa Civil de Lula), as “jornadas de julho” articuladas e manipuladas pela direita, certamente com apoio do submundo estadunidense (período em que Edward Snowden, ex-analista da CIA e da NSA, vazou documentos secretos revelando programas de vigilância em massa dos EUA), a espionagem à presidenta Dilma Rousseff, o sumiço do computador da Petrobras com dados sensíveis do nosso pré-sal, configurando o ensaio em solo brasileiro de uma tentativa de “primavera brasilis”, na esteira das primaveras árabes.
Na sequência, Aécio Neves (PSDB) questionou o resultado eleitoral e exigiu recontagem de votos da eleição de 2014 (Bolsonaro não foi o primeiro…). Após, em 2016, veio o golpe contra Dilma e o governo entreguista de Michel Temer (MDB), que preparou a chegada do bolsonarismo.
Daí em diante abriu-se a porta do inferno catarinense e a extrema direita nazifascista encontrou seu caldo de cultura ideal para se procriar, culminando com os acampamentos golpistas em frente aos espaços militares como o que aconteceu em Itajaí, onde durante 70 dias milhares de “patriotas” de toda região se reuniram o dia todo pregando o fim do estado democrático de direito, culminando com a tentativa de golpe no 8 de janeiro de 2023.
Sequestro, assédio, atentado e prejuízo: como Itajaí-SC virou refém do extremismo bolsonarista
Na eleição de 2022, o então candidato a governador pelo PT, Décio Lima (ex-prefeito de Blumenau reeleito, deputado federal por três mandatos e atual presidente nacional do Sebrae), conquistou um feito inédito ao chegar ao segundo turno obtendo quase 30% dos votos, perdendo para o atual governador, Jorginho Mello (PL).
Já neste ano, as forças progressistas do estado devem lançar a governador Gelson Merísio, ex-deputado estadual e presidente da assembléia legislativa, que em 2018 venceu a votação de primeiro turno ao governo do estado, perdendo para Carlos Moisés, um desconhecido comandante dos bombeiros do estado, eleito na onda Bolsonaro daquele ano, no segundo turno.
Merísio, que, em 2022, coordenou a campanha do petista Décio Lima, agora articula uma Frente Ampla Democrática, com o aval do presidente Lula, com quem manteve diálogo recente. Atualmente filiado ao Solidariedade, poderá migrar para o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Fechando dobradinha com Merísio poderia compor a chapa de vice a ex- deputada federal Angela Albino ,ex- do PC do B, cuja filiação ao PDT se deu na última quinta, 5 de março.
Outros nomes são lembrados para compor a vice desta frente, incluindo o ex-governador Raimundo Colombo (que, especula-se também, poderá se filiar ao MDB e concorrer ao governo do estado visando provocar um segundo turno com o atual governador). E até Luci Choinaki (PT), primeira deputada estadual eleita pelo PT, em 1986, e que depois teve três mandatos na câmara federal.
Nesta frente, uma das vagas ao senado seria de Décio Lima, que conta com a divisão do campo da extrema direita, que apresentará as candidaturas do PL da deputada federal Carol de Toni (líder nas pesquisas), do carioca Carlos Bolsonaro, o Carluxo, cuja candidatura foi imposta pelo pai ao governador Jorginho Mello, e enfrenta resistências do empresariado do estado e até internamente de setores do próprio PL, como a deputada estadual Ana Campagnolo. A outra vaga por esta frente poderá ser ocupada pelo ex-prefeito de Florianópolis e ex-senador, Dario Berger, que se filiará ao PDT, ou ainda pelo vereador da capital Florianópolis, Afrânio Bopré, do Psol.
O governador que queria formalizar aliança com o PP de Esperidião Amin, teve que largar o aliado ao relento das intempéries políticas estaduais, sacrificando tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral e abrindo mão de uma importante força política partidária catarinense, o mesmo acontecendo com o MDB, que sonhava com a vaga de vice e foi preterido pelo prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo. Este último movimento foi iniciativa do próprio governador, de olho nos eleitores e na popularidade do prefeito da cidade que é o maior colégio eleitoral do estado.
Com a divisão da extrema direita que conta ainda com a oposição do atual prefeito de Chapecó, o também bolsonarista João Rodrigues, do PSD, o quadro eleitoral deste ano assume contornos controversos, que apesar da descrença de muitos que consideram fato consumado a reeleição do atual governador, sinaliza rachaduras na edificação da aliança governista e ressentimentos por parte do PP e MDB, partidos com grande capilaridade nas cidades médias e pequenas do estado com muitos prefeitos e vereadores, que podem mais à frente alterar o humor do eleitor catarinense.
As recentes manifestações de pregação por anistia a Bolsonaro têm diminuído a cada edição nas cidades do estado. A propaganda eleitoral vai explicitar a diferença das ações do governo do agora prisioneiro Bolsonaro e do atual governo Lula, com obras e investimentos públicos em todo estado.
Sim! Já tivemos amor em Santa Catarina e poderemos voltar a ter este ano, após a abertura das urnas da eleição de outubro. O amor, ainda que sútil diante das pesquisas atuais, pode estar no ar…

* Gerd Klotz é bacharel em direito, ex-presidente municipal do PT de Itajaí (SC) e atual assessor especial da superintendência do Porto de Itajaí.







Um ataque israelense a um depósito de combustível em Teerã, capital do Irã, deixou quatro mortos e provocou um incêndio de grandes proporções neste domingo (8). As Forças Armadas de Israel assumiram a autoria da ofensiva e afirmaram que a ação teve como alvo instalações ligadas ao armazenamento de petróleo e derivados na cidade.
De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de produtos petrolíferos foram atingidos durante a noite de sábado (7) para domingo (8) em Teerã e em áreas próximas. A ofensiva também foi relatada por agências estatais iranianas.
O ataque danificou parte da rede de abastecimento da capital iraniana e levou à interrupção temporária da distribuição de combustível. O governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, afirmou à agência oficial IRNA que a situação está “sendo resolvida”, embora moradores tenham enfrentado dificuldades para abastecer veículos e outros meios de transporte.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o incêndio de grandes proporções no local atingido. A agência Reuters confirmou a autenticidade do vídeo ao verificar sua localização com base no traçado das ruas, além de postes de energia e árvores que correspondem a imagens de arquivo e de satélite da região.
❗ATENÇÃO
🇮🇱🇺🇲💥🇮🇷 Pela primeira vez desde o início dos ataques contra o Irã, Israel e EUA atacaram a infraestrutura de combustível do país. As Imagens mostram incêndios de grandes proporções em Teerã em decorrência dos ataques contra locais de armazenamento e produção de… pic.twitter.com/R4JtG5eQwL
— Notícias e Guerras (@NoticiaeGuerra) March 8, 2026
A Reuters também informou que nenhuma versão anterior do vídeo havia sido encontrada online antes deste domingo, o que reforça a verificação do material. As imagens rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e foram amplamente compartilhadas.
O ataque ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já começa a produzir efeitos fora da região. Em Bangladesh, por exemplo, o governo anunciou neste domingo o início do racionamento de combustível após dificuldades de abastecimento relacionadas à guerra, o que provocou grandes congestionamentos em postos de gasolina no país.


Uma nova pesquisa do instituto Datafolha sobre a disputa pela Presidência da República será divulgada neste sábado (7). O levantamento apresenta dados sobre intenção de voto, rejeição e grau de conhecimento dos pré-candidatos na corrida eleitoral.
O estudo também inclui cenários simulados de segundo turno entre os principais nomes que já se movimentam para a eleição de 2026. A pesquisa mostra a posição dos candidatos no momento em que os entrevistados foram consultados.
No levantamento anterior, divulgado em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 51% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registrava 36%.
Em outro cenário testado pelo instituto, Lula tinha 47% das intenções de voto em uma disputa contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marcava 42%.

Além desses nomes, governadores também aparecem entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Junior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, buscam a indicação do PSD.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é pré-candidato pelo partido Novo. Outros nomes também anunciaram intenção de disputar a Presidência.
Entre eles estão o ex-ministro Aldo Rebelo, da Democracia Cristã, e Renan Santos, do partido Missão. Ambos declararam publicamente a intenção de concorrer ao cargo.
Segundo o Datafolha, pesquisas eleitorais registram a opinião dos entrevistados no período em que o levantamento é realizado. O resultado corresponde a um retrato do momento da coleta de dados.
Os dados divulgados neste sábado (7) devem atualizar o cenário da corrida presidencial e apresentar novos indicadores sobre intenção de voto e rejeição entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

O ator brasileiro Wagner Moura afirmou que o filme “O Agente Secreto” nasceu da perplexidade dele e do diretor Kleber Mendonça Filho diante do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante entrevista ao programa Jimmy Kimmel Live!, exibido nos Estados Unidos na quarta-feira (4), no qual comparou o brasileiro ao presidente estadunidense, Donald Trump.
Durante a conversa com o apresentador Jimmy Kimmel, Moura explicou que o contexto político brasileiro influenciou diretamente o surgimento do projeto cinematográfico. Segundo ele, o clima vivido no país durante aquele período serviu como impulso criativo para a obra. “Esse filme não teria acontecido se não fosse por causa dele”, afirmou o ator, referindo-se a Bolsonaro.
A entrevista ocorreu no momento em que Moura participa da divulgação internacional do longa e se prepara para a cerimônia do Academy Awards, marcada para o dia 15. Em tom de brincadeira, o ator comentou que, caso vença o prêmio de melhor ator, considera fazer um agradecimento inspirado em um discurso recente de Kimmel.
O apresentador havia feito um comentário irônico sobre Trump ao receber o prêmio de melhor talk show no Critics Choice Awards. Na ocasião, disse: “Obrigado, Sr. Presidente, por todas as muitas coisas ridículas que você faz a cada dia. Foram semanas excepcionais, e mal podemos esperar para voltar ao ar amanhã à noite para falar sobre elas”.
Moura reagiu com humor à ideia e aproveitou para fazer uma comparação entre os dois líderes políticos. “Mas o nosso Trump está na prisão”, afirmou o ator ao comentar a situação de Bolsonaro, arrancando aplausos da plateia do programa.
Kimmel também perguntou ao artista qual era a sensação de ver o ex-presidente punido pela trama golpista investigada no Brasil. Moura respondeu de forma direta: “É uma sensação boa”.
O ator revelou ainda detalhes de sua presença na cerimônia do Oscar. Ele deve comparecer acompanhado da esposa, Sandra Delgado, e de três amigos próximos. Um deles será o ator Lázaro Ramos, como o próprio Moura contou em entrevista ao aplicativo de cinema Letterboxd.
Durante a entrevista, Moura e Kimmel também abordaram temas políticos e culturais envolvendo Brasil e Estados Unidos. O ator comentou as ameaças tarifárias feitas por Trump ao Brasil e relembrou as dificuldades que enfrentou para lançar o filme Marighella, dirigido por ele, durante o período do governo Bolsonaro.
Segundo Moura, ecos da ditadura militar ainda permanecem presentes na sociedade brasileira. Para o ator, a eleição de Bolsonaro foi reflexo desse contexto histórico. Ao mesmo tempo, ele avaliou que as punições relacionadas à tentativa de golpe avançaram com rapidez porque o país conhece os efeitos de um regime autoritário.
Em tom crítico ao cenário político dos Estados Unidos, Moura mencionou episódios recentes envolvendo agentes de imigração. Ele citou a morte de dois cidadãos estadunidenses a tiros em Minneapolis e questionou o contraste com a imagem internacional do país.
“Esse é o país que exporta para o resto do mundo a luta pelos direitos civis?”, perguntou o ator. “Esse é o país de Martin Luther King?”
O programa também exibiu uma imagem do Carnaval de Olinda em que Moura aparece homenageado com um dos tradicionais bonecos gigantes da festa. Curioso, Kimmel quis saber se o ator levou o boneco para casa. Moura respondeu com humor: “Eu levaria para todas as reuniões de família”.
Não foi a primeira participação do ator brasileiro no talk show. Em 2016, Moura esteve no programa para divulgar a série Narcos, na qual interpretou o traficante Pablo Escobar. Pelo papel, ele recebeu indicação ao Golden Globe Awards na categoria de melhor ator em série dramática.

Deputados bolsonaristas planejam viajar aos Estados Unidos na próxima semana para se reunir com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O objetivo é discutir o nome apoiado por ele para uma das duas vagas da chapa que disputará o Senado por São Paulo nas eleições de 2026. As informações são do Metrópoles.
A movimentação ocorre enquanto o vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo (PL), aparece nas conversas como possível indicado por Jair Bolsonaro (PL). No fim de semana, a defesa do ex-presidente pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Mello visite Bolsonaro na Papudinha, onde ele está preso desde janeiro.
Entre aliados de Eduardo Bolsonaro, também circulam os nomes do deputado federal Mario Frias (PL) e do deputado estadual Gil Diniz (PL). A vereadora Sonaira Fernandes (PL), que já atuou como assessora do ex-deputado, também aparece nas tratativas.

Segundo integrantes do PL, Eduardo teria a prerrogativa de indicar um dos candidatos da direita ao Senado em São Paulo. A segunda vaga da chapa já foi acertada com o deputado federal Guilherme Derrite (PP), que integrou o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como secretário de Segurança Pública.
Devem participar da viagem aos EUA os deputados estaduais Lucas Bove (PL), Gil Diniz (PL) e Paulo Mansur (PL), além de Mario Frias.