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A reação de Lula diante do crescimento de Flávio Bolsonaro

26 de Março de 2026, 23:57
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante solenidade do Rio de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou aliados por maior agilidade na organização da pré-campanha presidencial durante reunião realizada na segunda-feira (23), no Palácio da Alvorada. A orientação ocorre em meio ao avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Com informações da Folha de S.Paulo.

Relatos indicam que o mandatário demonstrou insatisfação com o desempenho recente nas sondagens e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio eleitoral. O presidente também apontou necessidade de reação diante da movimentação do campo adversário.

Após o encontro, a direção do PT orientou deputados a intensificar o confronto político com a oposição. A estratégia inclui ampliar a repercussão de declarações do presidente sobre o caso Banco Master.

A recomendação é associar o episódio a adversários políticos e reforçar a comunicação pública do governo sobre o tema. A orientação foi repassada em reuniões com parlamentares da bancada.

Edinho Silva, novo presidente do PT

Lula tem mantido encontros frequentes com integrantes da pré-campanha para discutir o cenário político e definir ações. Participaram da reunião nomes como Edinho Silva, Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr.

Auxiliares avaliam que o grupo adversário avançou na organização da pré-campanha. Segundo relatos, o partido opositor já estruturou equipe jurídica e comunicação voltadas ao processo eleitoral.

Durante reunião com deputados, dirigentes do PT também destacaram a importância de ampliar arrecadação e reforçar presença política. Entre as ações discutidas estão eventos de financiamento e alinhamento de discurso.

Pesquisas eleitorais (por Althen Teixeira Filho)

Por:Sul 21
7 de Março de 2026, 08:48

Althen Teixeira Filho (*)

Um país governado por bancos, sempre terá dívidas.
A saúde governada por grandes farmacêuticas, nunca curará doenças.
Um Estado governado pela corrupção, nunca conhecerá a justiça.
Uma nação governada pela mídia financiada, nunca saberá a verdade.
(Desconheço o perspicaz autor)

Pesquisas eleitorais desenvolvidas com interesses de poder jamais serão isentas
(Reflexão do autor)

 

O mundo está, como nunca esteve, sob evidente e poderosa governança midiática que influencia, como nunca influenciou, nossas opiniões e condutas. Repetimos literalmente o que “comentaristas” noticiam, como também assumimos convictos as opiniões de outrem, mesmo as esdrúxulas, sem ao menos sabermos a verdade no seu todo. 

É uma toada encabrestada por alguns meios de comunicação, os quais sempre estabelecem e compelem como o Executivo deve executar ou como o Judiciário deve judiciar.

Enquanto isso, no Legislativo surgem os que pregam “religião” com palavras de ódio, exaltam a “fé” com mentiras, falam de “amor” pregando penas de morte, desfrutam do ócio com ótimos salários, juram “nacionalismo”, mas traem o Brasil, tudo para naufragarem sob ondas de ignorâncias, descalabros e idiotices, pagando a merecida pecha de ser um Legislativo golpista e o mais desqualificado e da história.

Tudo vale para manter o status quo e defender os interesses dos poderosos, que lhes pagam campanhas e mordomias.

Nos mais jovens, os meios digitais literalmente destroem convívios, realidade e cognições, enquanto adolescentes há muito embotados deixam de aprender e usufruir os reais benefícios da internet. Uns “patinam” nos vícios de joguinhos, vários em filminhos alienantes e inúmeros em opiniões de “influenciadores” imbecis. Mesmo estudantes universitários jogam no lixo oportunidades de aprendizagem e experiências ao se deixarem guiar pela “emburrecedora” e inadequadamente denominada “inteligência artificial” (IA). 

O irônico é o que o “combustível” que move esta máquina cibernética de alienação e desinformação vem dos devidos usuários, encharcados da dopamina que seus próprios sistemas nervosos produzem.

Perigosamente, é assim que já enfrentamos o importantíssimo processo eleitoral que se agiganta, cada vez mais soterrados e coagidos por pesquisas eleitorais que buscam influenciar (determinar) desde a intenção de votos, até quem devem ser os candidatos. 

Estas “pesquisas de intencionalidades” de voto (obviamente imprecisas) servem de tema para que vários comentaristas políticos expressem suas opiniões (obviamente imprecisas) e, disfarçadamente, justifiquem as razões (obviamente imprecisas) dos candidatos mostrarem esta ou aquela tendência (obviamente imprecisas). É um jogo de interesses, jogado de forma tão desonesta, acintosa, tendenciosa e aberta que a maioria participa sem sequer perceber que está sendo aliciado a votar nesse ou naquele larápio fantasiado de “candidato”.

Nesta toada, até as notícias de “esquerda” alardeiam enquetes que são encomendadas, financiadas, produzidas e reproduzidas por grandes conglomerados. Se por um lado são desenvolvidas para privilegiarem seus candidatos prediletos, por outro a mesma imprensa não aceita críticas ou sequer que se lancem dúvidas sobre as presumíveis veracidades dos resultados publicados.

Mas lembremo-nos do ditado: “Quem paga a banda, escolhe a música”!

Então, como atuar de forma ética e moralmente correta nesse processo já consolidado de pesquisas eleitorais? 

Para tal, sugere-se que “o nosso lado” faça seus próprios levantamentos, pensados e coordenados pelos “nossos” meios de comunicação, os quais são aqui entendidos como confiáveis e que estão bem mais próximos da vivência, dos sentimentos, das vontades e das necessidades da população em geral. Essas pesquisas expressariam de forma bem mais fidedigna os anseios da sociedade em geral, dos trabalhadores, dos cidadãos urbanos (inclusive periferias) e rurais (inclusive agricultura familiar, quilombolas, assentados e indígenas).

Por que não?

Este levantamento seria uma forma de transmitir confiança e uma visão mais ampla e fidedigna da “arena eleitoral” como um todo. Teríamos mais segurança e, psicologicamente importante, um número expressivo de pessoas descartariam um sentimento de frustração, de raiva e de tensão frente ao que surge de “pesquisas” absolutamente tendenciosas. 

Não é possível vermos tantos bandidos, criminosos, golpistas, vigaristas de “rachadinhas”, larápios, imbecis, entre muitos outros mentirosos, sempre surgindo com pontuações em pesquisas eleitorais. É importante nos contrapormos à imprensa financiada, ao sistema bancário, às “Faria Lima”, às grandes indústrias, às propagandas enganosas do agrocolonialismo, assim como aos falsos e riquíssimos “pastores”.

Mesmo frente às críticas de “esquerdismo” e “comunismo” que advirão, lembremo-nos que as atuais pesquisas escancaram o viés do “centrão”, da direita, da ultradireita e dos poderes instituídos já citados logo acima, indo alcançar, inclusive, o crime organizado.

Por incrível que pareça, não nos esqueçamos que milicianos já festejaram a eleição de deputados, senador, e até de um presidente da República que lhes admirava, enaltecia, defendia e empregava seus familiares, inclusive entregando-lhes medalhas dentro da prisão.

Fica o entendimento de que temos uma tarefa possível e importante a ser feita, sempre buscando o despertar de uma consciência coletiva, de uma ação civilizada e real, baseada no entendimento do gravíssimo momento político (mundial) que vivemos.

Mesmo com o Brasil de hoje tendo recuperado diversos valores organizacionais destruídos em passado recente, se os fanáticos voltarem a administrar nossa nação, enfrentaremos novo processo de desestruturação civilizatória, cultural, social e evolutiva. 

Será algo como ação do Talibã, o qual, por conta de sua incivilidade, sequestros, abuso de meninas, fanatismo e selvageria, matou indiscriminadamente e dinamitou patrimônios culturais no Afeganistão. Ou será algo como Trump, o qual, por conta de sua incivilidade, sequestros, “envolvimento” com meninas, fanatismo e selvageria, brinca de guerra jogando mísseis que matam crianças indiscriminadamente pelo mundo.

Existem pessoas que só sabem mentir, falsear, destruir e matar, mas jamais construir!

(*) Professor Titular do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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