O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira, 1º de maio, prometendo zerar tarifas e beneficiar cerca de € 11 bilhões (R$ 54,89 bilhões) em produtos brasileiros.
Verônica Winter, coordenadora de facilitação de negócios da FIEMG, explicou que o impacto será significativo para a pauta exportadora nacional, embora a retirada das taxas ocorra de forma gradual para alguns setores. “Esses 11 bilhões de euros representam 25% da nossa pauta exportadora para a União Europeia. Alguns produtos industriais e alimentos industrializados terão redução ou isenção imediata, enquanto outros, como o café solúvel e rochas ornamentais, terão um período de desgravação de até quatro anos”, disse em entrevista ao Times Brasil —Licenciado Exclusivo CNBC.
Para as indústrias de Minas Gerais, ela destacou o potencial de integração das cadeias produtivas, especialmente no polo automotivo de Betim, no interior do estado. “Já temos uma cadeia do setor automotivo integrada com a União Europeia e esse acordo vai acelerar o comércio intrafirma. Algumas peças automotivas já possuem desgravação prevista para o primeiro dia, o que beneficia diretamente a produção mineira”.
“O café em grão já era isento, mas o solúvel pagava 9% de tarifa, que será reduzida proporcionalmente até chegar a zero em 2030. Além disso, setores como mel e carnes terão uma ampliação das cotas de volume que podem ser enviadas para o mercado europeu”, explicou a coordenadora.
A especialista ressaltou, entretanto, que as empresas precisam estar atentas às burocracias e aos padrões de sustentabilidade exigidos pelo bloco europeu para usufruírem dos benefícios. Ela alertou que, para ter acesso à isenção, é necessário possuir o certificado de origem e observar as regras de classificação dos produtos, além de cumprir as legislações de sustentabilidade rigorosas seguidas pela União Europeia para garantir essa integração.
Por fim, Verônica celebrou a concretização do tratado que levou quase três décadas para ser implementado, criando o maior bloco comercial do mundo. “Vemos com grandes expectativas positivas esse acordo. É um momento de adaptação para os setores sensíveis, mas o resultado final será a melhoria da competitividade e o fortalecimento de um ecossistema comercial que já existe há anos”, concluiu.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na última terça-feira (28), que deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a partir de 1º de maio.
A decisão foi comunicada em meio ao agravamento da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, em um momento de forte tensão no mercado global de energia. A medida surpreendeu pelo prazo curto e pelo peso estratégico do país dentro do grupo.
A saída representa uma mudança relevante no equilíbrio político e econômico da organização, tradicionalmente liderada pela Arábia Saudita.
1. O que motivou a decisão
Os Emirados informaram que a medida busca priorizar seus interesses nacionais. Nos bastidores, a decisão ocorre em meio ao ambiente de instabilidade causado pelo conflito com o Irã e por divergências internas dentro da OPEP.
Segundo o portal Aljazeera, Abu Dhabi vinha se distanciando de posições defendidas por outros integrantes do grupo, especialmente da Arábia Saudita.
O país também ampliou sua atuação regional e reforçou relações estratégicas com Washington e Tel Aviv nos últimos anos.
2. Por que o prazo curto chamou atenção
O anúncio estabeleceu a saída oficial para 1º de maio, poucos dias após a comunicação pública. Em mercados internacionais, mudanças desse porte costumam ser negociadas com maior antecedência.
O curto intervalo aumentou a leitura de que os Emirados buscavam uma ruptura rápida diante do cenário atual.
A pressa indica interesse em agir com liberdade antes de novas decisões coletivas sobre cortes ou aumentos de produção.
3. O papel dos Estados Unidos na região
Os Emirados Árabes Unidos mantêm parceria militar e econômica próxima com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a guerra contra o Irã elevou o valor estratégico dos aliados americanos no Golfo.
O governo emiradense considera sua relação com Washington peça central para ampliar influência regional e garantir proteção em meio ao conflito. Esse alinhamento pode ter pesado na escolha por uma postura mais independente da OPEP.
4. A busca por autonomia comercial
Os Emirados estão entre os poucos produtores com capacidade de ampliar rapidamente a extração de petróleo. Isso significa que o país pode aproveitar momentos de preços altos para vender mais barris ao mercado internacional.
Dentro da OPEP, porém, decisões dependem de cotas coletivas. Fora do bloco, Abu Dhabi ganha maior liberdade para definir ritmo de produção, exportações e acordos comerciais conforme seus próprios interesses.
5. O impacto político dentro da OPEP
A saída enfraquece a imagem de unidade da organização em um momento delicado. Segundo o The New York Times, antes mesmo do anúncio os países da OPEP respondiam por pouco mais de um quarto da produção global de petróleo. Sem os Emirados, essa participação tende a cair ainda mais.
Além da perda de volume, o grupo deixa de contar com um membro de grande capacidade produtiva e influência regional.
O movimento também pode estimular novos questionamentos internos sobre liderança saudita e divisão de interesses entre os integrantes.
Mesmo após a saída dos Emirados, a OPEP seguirá relevante no mercado global. No entanto, a decisão expõe fissuras internas justamente quando a guerra no Oriente Médio pressiona preços e ameaça rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
O conselheiro econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou que o relatório publicado nesta quinta (30) com os números sobre o Produto Interno Bruto (PIB) americano mostram que o investimento empresarial está em alta. A declaração ocorreu em publicação no X. “O setor privado está se reconstruindo. A economia de Trump está crescendo. Esta é a fase de investimento da retomada industrial do ‘America First'”, escreveu na postagem.
Barcos interceptados de flotilha que levava ajuda a Gaza chegam ao porto de Israel. Foto: Divulgação
Quatro brasileiros que participavam de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza foram capturados por forças israelenses na última quarta-feira (29), enquanto navegavam em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia. Com informações da Folha de S. Paulo.
A missão, que tinha como objetivo levar ajuda humanitária para o território palestino, foi interrompida pela ação militar de Israel, que deteve 175 pessoas de diversas nacionalidades. Os brasileiros detidos são Thiago Ávila, Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério, todos integrantes da Global Sumud Flotilla.
Thiago Ávila é um ativista com histórico de prisões em iniciativas semelhantes, integrava o comitê diretor internacional da flotilha. Em ocasiões passadas, o ativista foi alvo de maus-tratos e ameaças por parte das forças israelenses, o que inclui uma detenção em uma cela solitária.
Amanda Marzall, militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal, Leandro Lanfredi, petroleiro e dirigente do Sindipetro-RJ, e Thainara Rogério, de dupla nacionalidade brasileira e espanhola, também estavam a bordo e foram capturados. A flotilha partiu de Catânia, na Itália, no domingo (26), com destino ao território palestino, onde os ativistas planejam levar assistência humanitária.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a operação foi realizada para garantir o cumprimento do bloqueio legal sobre Gaza e prevenir uma escalada do conflito. O governo israelense classificou os ativistas como “provocadores profissionais” e justificou a ação como uma medida necessária sob o direito internacional.
“Devido ao grande número de embarcações participantes e ao risco de escalada do conflito, bem como à necessidade de evitar o descumprimento de um bloqueio legal, uma ação imediata se fez necessária em conformidade com o direito internacional”, afirmou o comunicado publicado no X, rede social anteriormente conhecida como Twitter.
O ativista brasileiro Thiago Ávila após ser deportado de Israel em 2025. Foto: Diuvlgação
Os organizadores da flotilha, no entanto, contestam a ação, afirmando que a prisão foi ilegal e uma violação das normas do direito internacional, uma vez que ocorreu em águas internacionais.
Segundo a Global Sumud Flotilla, a Marinha israelense bloqueou as comunicações dos barcos, incluindo canais de socorro, e utilizou força excessiva durante a abordagem. Em alguns casos, ativistas foram detidos enquanto outros permaneciam em embarcações avariadas, sem energia, à deriva, em condições perigosas, com uma tempestade se aproximando.
A nota divulgada pela organização destacou que, além da interceptação, houve danos significativos às embarcações e o bloqueio deliberado dos sistemas de comunicação, o que agravou ainda mais a situação.
“Como parte da sua agressão, a Marinha israelense interceptou veleiros, bloquearam as comunicações, incluindo canais de socorro, e sequestraram civis agressivamente. Estas não são áreas fronteiriças contestadas, estamos falando de águas internacionais”, afirmou o comunicado.
Ainda segundo os organizadores, cerca de 30 barcos faziam parte da flotilha, e 22 deles foram interceptados. Mais de 180 ativistas estavam envolvidos na iniciativa, que visava chamar a atenção para a crise humanitária em Gaza.
No entanto, um barco conseguiu evitar a captura e entrou em águas territoriais gregas, onde a ativista Beatriz Moreira de Oliveira permanece a bordo. A ação também gerou reações internacionais. Líderes europeus, incluindo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenaram a interceptação e exigiram a libertação imediata de cidadãos italianos detidos.
O ministério das Relações Exteriores da Alemanha, em conjunto com a Itália, divulgou uma nota pedindo “pleno respeito ao direito internacional” e o fim de “ações irresponsáveis”. A ação israelense provocou um incidente diplomático com o governo grego, que acompanha os desdobramentos do caso.
Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal. Foto: Las Vegas Review-Journal/TNS
O ator Nathan Chasing Horse, conhecido pelo filme “Dança com Lobos”, foi condenado à prisão perpétua por abusos sexuais contra mulheres e meninas indígenas nos Estados Unidos. A sentença foi definida nesta segunda-feira (27) pela juíza Jessica Peterson, em Nevada.
Nathan já havia sido considerado culpado por 13 acusações, a maioria ligada a crimes sexuais contra três vítimas. Uma delas tinha 14 anos quando os abusos começaram, de acordo com a acusação aceita pelo tribunal.
A decisão prevê que o ator cumpra ao menos 37 anos de prisão antes de poder pedir liberdade condicional. Durante o julgamento, vítimas e familiares relataram traumas provocados pelos crimes e afirmaram que ele explorava sua posição de líder espiritual em comunidades indígenas.
O ator Nathan Chasing Horse no filme “Dança com lobos”. Foto: Reprodução
A acusação sustentou que Nathan usou essa influência para manipular mulheres e meninas durante anos. O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos por envolver crimes cometidos contra vítimas indígenas e por atingir um ator associado a um dos filmes mais conhecidos de Hollywood sobre povos originários.
O ator negou as acusações e classificou a condenação como um erro judicial. A defesa tentou obter um novo julgamento, mas o pedido não impediu a sentença anunciada em Nevada.
Nathan foi preso em 2023, após investigações que apontaram denúncias em diferentes jurisdições. Ele ainda responde a processos no Canadá, incluindo acusações nas províncias de Colúmbia Britânica e Alberta.
A permanência do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo acima de US$ 100 complicam a trajetória de queda dos juros no mundo, afirmou Armando Castelar, economista e pesquisador da FGV IBRE.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Castelar disse que o choque energético altera projeções de inflação e deve levar bancos centrais a manter uma postura mais cautelosa.
“A tendência em todo lugar é não mexer nos juros ou reduzir muito menos do que se pensava. O petróleo subindo hoje de novo, com bancos falando em US$ 120, mostra que não há uma volta ao patamar anterior. Esse cenário complica a vida do nosso Banco Central, pois a inflação resiste a cair e o Focus já prevê a Selic em 13% no final do ano”, afirmou.
Segundo o economista, a percepção inicial de uma guerra curta foi substituída por um cenário de incerteza mais prolongada, com impacto direto sobre o mercado futuro de energia e insumos.
“Havia uma visão de que se repetiria o que ocorreu na Venezuela, algo muito rápido, mas o fato de estarmos há dois meses no conflito mostra que não. A tendência é que o Irã mantenha o controle e restrinja não só petróleo, mas fertilizantes e gás natural, tornando o choque sobre a inflação bem mais duradouro”, disse.
Para o Brasil, Castelar avalia que o efeito da alta do petróleo é ambíguo. Como exportador líquido da commodity, o país pode ter ganhos nas contas externas, mas a pressão sobre combustíveis, fertilizantes e outros produtos reduz o espaço para queda da Selic.
“O Brasil é um exportador líquido de petróleo, então as contas públicas e a balança ganham com a alta. Por outro lado, isso bate nos preços de fertilizantes e outros produtos relevantes, o que reduz o espaço para o Banco Central cortar juros e afeta famílias e empresas já endividadas”, afirmou.
Em relação ao cenário macroeconômico, o pesquisador prevê crescimento moderado do PIB em 2026 e câmbio relativamente estável, apesar da volatilidade externa.
“A previsão do PIB é de um crescimento na faixa de 1,7% a 1,8%, muito concentrado no primeiro trimestre. O dólar deve gravitar em torno de R$ 5,00, o que é razoável, mas a taxa Selic deve permanecer elevada para conter a projeção de inflação, que já subiu de 4% para 4,86% este ano”, disse.
Castelar afirmou ainda que o desfecho do conflito pode ser influenciado por pressões políticas nos Estados Unidos, mas avaliou que os efeitos econômicos devem persistir mesmo em caso de redução das hostilidades.
“O presidente americano possivelmente vai declarar vitória em breve por conta das eleições de novembro, mas o mercado já acusa que o efeito será persistente. Teremos um ano de juros parados nos EUA e possivelmente altas na União Europeia para lidar com esse novo paradigma energético”, afirmou.
Ahmad Donyamali, ministro do Esporte e da Juventude do Irã – Reprodução
A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 ainda não está confirmada pelo governo do país. O ministro do Esporte e da Juventude, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção pode ficar fora do torneio caso não receba garantias de segurança para atuar nos Estados Unidos.
“Devemos estar preparados, mas é possível que não participemos da Copa do Mundo. A decisão final será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional”, disse Donyamali à agência iraniana Tasnim. Em março, ele já havia afirmado que o Irã não disputaria a competição.
A incerteza ocorre em meio aos conflitos envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Como os jogos da seleção iraniana estão marcados para território norte-americano, o governo do país passou a cobrar garantias para a viagem da delegação.
O Irã chegou a pedir à Fifa que suas partidas fossem transferidas para o México, uma das sedes do Mundial. A entidade, porém, manteve os compromissos nas cidades previstas inicialmente.
Seleção do Irã em amistoso contra Senegal – Robbie Jay Barratt/Getty Images
“A seleção realizará um período de treinamento em um país vizinho [Turquia] nas próximas três semanas. Se a segurança dos membros da seleção nos Estados Unidos for garantida, viajaremos para lá para participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou Donyamali.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o Irã estará na Copa. Pelo regulamento da entidade, uma seleção que abandona a competição pode receber multa mínima de 250 mil francos suíços, cerca de R$ 1,6 milhão.
Caso a desistência seja confirmada, a Fifa poderá manter o grupo com apenas três seleções ou convidar outro país para ocupar a vaga.
O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia está marcada para 15 de junho, às 22h, contra a seleção neozelandesa, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.
O presidente estadunidense Donald Trump sendo retirado as pressas pelos Serviços Secretos. Foto: Bo Erickson/REUTERS
Um atirador obrigou Trump a dizer o que já deveria ter dito diante de jornalistas, pela imposição da profissão que faz perguntas, mas não com o auxílio da muleta de uma figura que teria tentado matá-lo: “Eu não sou estuprador, nunca estuprei ninguém. Eu não sou pedófilo”.
Foi uma jornalista a formuladora da pergunta, a partir da carta deixada pelo atirador para a família. Essa carta foi a muleta. A jornalista Norah O’Donnell, da CBS, só perguntou a Trump, no dia seguinte, se ele era o pedófilo citado no texto porque Cole Tomas Allen disse o que os jornalistas americanos se negam a dizer.
Allen escreveu antes da invasão do hotel onde se realizava o banquete, sem citar Trump: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor suje minhas mãos com seus crimes”.
Norah, ao entrevistar Trump na TV, leu esse trecho e pediu que ele o comentasse. Trump respondeu acusando a jornalista de ser uma pessoa horrível, e ela faz então a pergunta que ninguém tinha feito:
“Você acha que ele estava se referindo a você?”
Trump diz, pela primeira vez diante de uma pergunta direta, que não é pedófilo nem estuprador. O jornalismo já havia tido a chance de enfrentar Trump sobre o caso Epstein com uma pergunta assim: você é pedófilo e estuprador?
Em muitas ocasiões, ele foi confrontado com o andamento do caso na Justiça, mas não dessa forma: o atirador que fala em pedófilo e estuprador se refere a você?
Não é uma perguntinha protocolar sobre o que você acha das investigações, dos dossiês e dos depoimentos de vítimas da rede de pedofilia e prostituição, mas uma pergunta direta. Formulada a partir da acusação do atirador.
Quem teria a coragem de fazer essa pergunta durante a festa de gala em que jornalistas confraternizavam com o maior gângster mundial? Quem, entre os que se jogaram ao chão no banquete para jornalistas, perguntariam a Trump: você é pedófilo e estuprador?
A cena provocada pelo atirador expôs o cinismo do jornalismo que senta, come e bebe ao lado do poder que o atemoriza e o amordaça. Sem o atirador, não teríamos a pergunta e a reação de Trump. Allen pautou o jornalismo.
Um jornalismo de corporações de mídia americanas e de outros países que também continua, por falta de coragem, manchando as próprias mãos com o sangue de crianças, mulheres e idosos assassinados pelos foguetes de Trump e por soldados de cúmplices a seu mando. E o doente, segundo Trump, é o atirador.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente estadunidense Donald Trump, em encontro na Casa Branca. Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg
Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, criticou as negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que a administração Trump está sendo “enganada” por Teerã.
De acordo com Merz, os negociadores dos EUA estão sendo enrolados pelos iranianos, que têm evitado discussões significativas enquanto mantêm os EUA em uma posição desconfortável.
Os comentários de Merz surgem em meio ao fracasso das negociações em Islamabad, onde o vice-presidente dos EUA, JD Vance, liderou a delegação americana. Apesar da presença dos membros do governo americano, Merz afirmou que as habilidades de negociação do Irã ficaram evidentes quando a delegação dos EUA deixou Islamabad sem resultados concretos.
“Os iranianos são obviamente muito habilidosos nas negociações”, comentou Merz. “Ou melhor, eles são muito habilidosos em não negociar, permitindo que os americanos viajem até Islamabad e saiam novamente sem resultados.”
Essa avaliação contrasta fortemente com a retórica do próprio Trump. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA se vangloriou de ter todas as cartas nas negociações. “Temos todas as cartas”, afirmou Trump, acrescentando que o Irã poderia ou ligar para os EUA ou ir até eles.
O chanceler alemão, Friedrich Merz. Foto: Michele Tantussi/Getty Images
As declarações de Merz provavelmente irão aumentar as tensões entre os EUA e seus aliados da OTAN, que já foram críticos da forma como Trump tem lidado com a diplomacia internacional. O líder alemão está frustrado com o que vê como uma abordagem diplomática ineficaz dos EUA, que corre o risco de sofrer mais humilhação por parte do Irã, especialmente considerando a situação militar em curso na região.
“Os iranianos têm manobrado os EUA com maestria para um beco sem saída”, disse Merz. “Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pelos chamados Guardas Revolucionários.”
A crítica de Merz também destaca a crescente preocupação na Europa sobre a estabilidade da política externa dos EUA e seu impacto na segurança global. Com a pressão crescente para resolver a questão nuclear iraniana e garantir a paz na região, muitos líderes europeus sentem que o governo Trump não está cumprindo suas responsabilidades diplomáticas.
Fumaça após ataque israelense no Líbano neste domingo (26). Reprodução
O Itamaraty confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de uma menina brasileira de 11 anos, da mãe dela, também brasileira, e do pai, libanês, após um ataque israelense no sul do Líbano.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, quando ocorreu o bombardeio. Um dos filhos do casal, irmão da criança morta, foi levado ao hospital.
O governo brasileiro disse ter recebido a notícia “com consternação e pesar” e atribuiu as mortes a um ataque das Forças de Defesa de Israel.
A ofensiva ocorreu no domingo (26), mesmo com um cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. O acordo havia sido prorrogado até a segunda quinzena de maio.
De acordo com o Exército israelense, os ataques foram realizados após “repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah”. A ofensiva foi precedida por alerta de evacuação em cidades e vilarejos do sul libanês.
O Brasil tem defendido a saída imediata das tropas israelenses do Líbano e a extensão do cessar-fogo à região, com garantia da soberania libanesa.
governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.
Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).
Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.
Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.
A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado.
A febre do álbum e figurinhas da Copa do Mundo 2026 está para começar. E para facilitar a venda em todos os cantos do país, a rede lotérica da Caixa também fará vendas de álbum e figurinhas. Leia em TVT News.
Onde comprar álbum e figurinhas da Copa do Mundo: lotéricas da Caixa farão vendas
O maior torneio de futebol do mundo começa em 11 de junho de 2026, mas os amantes do esporte já podem viver a magia do mundial por meio das figurinhas colecionáveis da Copa do Mundo de Futebol Masculino FIFA 2026.
Neste ano, as unidades lotéricas da Caixa passam a integrar oficialmente a venda do álbum e das figurinhas da Copa, reforçando sua presença no cotidiano dos brasileiros e conectando colecionadores de todas as regiões do país. A partir de quinta-feira (30), o álbum e as figurinhas estarão disponíveis para compra nas lotéricas cadastradas como ponto de venda oficial, conforme a disponibilidade de estoque.
Cada pacote com 7 figurinhas custa R$ 7 e o álbum avulso R$ 24,90. Para completar todo o álbum são necessárias 980 figurinhas, sendo 68 dessas especiais em papel metalizado.
Atenção, criançada
Em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o atendimento e a comercialização do álbum e das figurinhas nas lotéricas são restritos a maiores de 18 anos, vedada a venda direta a crianças e adolescentes neste canal.
Capilaridade da Caixa para álbum e figurinhas da Copa chegarem a todas e todos
Com cerca de 13 mil unidades, as lotéricas são a maior rede de atendimento física da CAIXA e levam conveniência e atendimento próximo a mais de 95% dos municípios brasileiros.
Lotérias cadastradas podeão vender figurinhas da Copa do Mundo. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Quanto custa o álbum da Copa do Mundo
Os preços de lançamento definidos para os álbuns variam conforme o acabamento escolhido pelo torcedor:
Capa brochura: R$ 24,90
Capa dura: R$ 75,90
Capa dura ouro ou prata: R$ 79,90
Qual o valor das figurinhas da Copa do Mundo
O custo das figurinhas também requer planejamento financeiro. Cada envelope chega às bancas pelo valor de R$ 7,00 e contém 7 figurinhas,
Versões do álbum de figurinhas da Copa do Mundo
Para quem deseja iniciar a jornada, as opções de álbuns atendem a diferentes perfis de colecionadores:
Brochura (tradicional): R$ 24,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo cartão – Foto: Divulgação/Panini
Capa Dura: R$ 74,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo capa dura – Foto: Divulgação/Panini
Capa Dura Especial (Prateado ou Dourado): R$ 79,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo capa dura especial – Foto: Divulgação/Panini
Box Luva Premium Taça: R$ 359,90 (exclusivo para o site da Panini)
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo box – Foto: Divulgação/Panini
Quanto vou gastar para completar o álbum da Copa do Mundo?
Perfil de colecionador
Pacotes necessários
Custo por pacote
Gasto com figurinhas
Solitário
~1.463
R$ 7,00
R$ 10.241,00
Social com muita sorte (poucas repetidas)
~300
R$ 7,00
R$ 2.100,00
Social (trocas)
~400
R$ 7,00
R$ 2.800,00
Quanto deve custar para preencher o álbum da Copa do Mundo
Na teoria, completar o álbum parece simples: são 980 figurinhas, distribuídas em pacotes com 7 unidades, vendidos a R$ 7,00. Em um cenário ideal, sem repetições, seriam necessários 140 pacotes — o que daria R$ 980,00 em figurinhas.
Mas a prática é bem diferente.
Panni já abriu a pré-venda do álbum da Copa. Reprodução: Panini
O Cálculo Matemático da “Sorte”
À medida que o álbum começa a ser preenchido, a chance de tirar figurinhas repetidas cresce rapidamente. No início, quase todas as figurinhas são novas. Porém, depois de metade do álbum completo, a probabilidade de repetição aumenta de forma significativa. Nos estágios finais, é comum abrir um pacote inteiro sem conseguir sequer uma figurinha inédita.
Esse fenômeno acontece porque o número de figurinhas que ainda faltam diminui, enquanto o universo total (as 980 possíveis) permanece o mesmo. Em termos simples: quanto mais completo o álbum, mais difícil encontrar o que falta.
Com 48 seleções, o número de figurinhas aumentou consideravelmente. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Na prática, isso significa que o custo real costuma ser bem maior do que o cálculo inicial. Estimativas entre colecionadores indicam que, sem trocas, o gasto pode facilmente dobrar — chegando ou até ultrapassando R$ 2.000 ao longo do tempo, dependendo da sorte.
Somando o valor do álbum, o investimento total pode ficar em:
Mais de R$ 2.024,90 (com álbum brochura)
Mais de R$ 2.075,90 (com álbum capa dura)
Mais de R$ 2.079,90 (com álbum capa especial)
Como gastar menos para completar o álbum da Copa do Mundo?
O “Combo” de Lançamento: Geralmente, as editoras lançam kits com o álbum de capa dura e uma caixa de 80 a 100 pacotes com desconto. Este é o melhor ponto de partida.
Trocas 1:1: Ao trocar uma figurinha repetida por uma que você não tem, você economiza o valor unitário do cromo (R$ 1,00 cada).
Compra de figurinha avulsa: No final da Copa, a própria editora costuma vender as figurinhas faltantes. O preço unitário é maior que no pacote, mas é muito mais barato do que tentar a sorte em envelopes aleatórios.
Trocar figurinhas é a melhor forma para completar o álbum da Copa do Mundo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Trocar figurinhas é a melhor forma para completar o álbum
Para quem deseja economizar e agilizar a conclusão da coleção, a interação social é a ferramenta mais eficaz. O hábito de trocar as figurinhas repetidas em praças, shoppings e escolas reduz a dependência da sorte ao abrir novos pacotes.
Pontos de encontro: Tradicionalmente, bancas de jornais tornam-se “hubs” de negociação nos finais de semana.
Redes Sociais: Grupos de aplicativos de mensagens facilitam a localização daquela figurinha específica que falta para fechar uma seleção difícil.
Economia Direta: A troca um-por-um evita que o torcedor gaste dinheiro com figurinhas que ele já possui, tornando o processo mais acessível e dinâmico.
Dica do Editor: Fique atento às figurinhas “brilhantes” ou cromadas. Elas costumam ser mais raras e você pode tentar negociar um valor de troca maior nos pontos de encontro.
Atualmente, praças, shoppings, escolas e grupos dedicados em aplicativos de mensagens tornam-se os principais polos de negociação. Essa rede colaborativa não apenas agiliza o preenchimento dos espaços vazios, mas protege o orçamento do torcedor e transforma a montagem álbum em um grande evento coletivo.
GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;
GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;
GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;
GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;
GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.
Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, árabe e inglês lideram
As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.
A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros participantes do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel de Washington, foram retirados às pressas na noite de sábado após ouvirem disparos.
Veja, a seguir, o que se sabe sobre o ocorrido:
– O que aconteceu no jantar de gala? –
Disparos foram ouvidos após o discurso de boas-vindas durante o jantar de gala no Hotel Washington Hilton, segundo jornalistas da AFP e outras testemunhas.
Equipes de segurança, com armas em punho, posicionaram-se no palco onde Donald Trump estava sentado com sua esposa Melania, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades, que foram rapidamente retiradas.
Centenas de convidados, vestidos com roupas de gala no salão de baile, abrigaram-se sob as mesas e, posteriormente, dirigiram-se ao saguão do hotel e, em seguida, para a área externa. O evento foi suspenso.
As autoridades informaram que nenhum dignitário ou convidado ficou ferido.
Segundo as autoridades, um “atirador solitário” forçou a passagem por um posto de segurança no saguão do hotel, bem em frente ao salão de baile onde o jantar estava sendo realizado, por volta das 20h36 (21h36 no horário de Brasília).
Trump compartilhou imagens em sua plataforma Truth Social que parecem mostrar o suspeito atravessando o posto de segurança rapidamente antes de ser contido por policiais.
“Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”, disse o chefe interino do Departamento de Polícia Metropolitana, Jeffery Carroll, a repórteres.
Os policiais trocaram tiros com o suspeito e o “neutralizaram”.
Um agente uniformizado do Serviço Secreto foi atingido em seu colete à prova de balas e levado ao hospital, mas está bem de saúde, disse Carroll.
O suspeito não foi atingido por disparos, mas foi levado a um hospital para avaliação. Ele está sob custódia e deve comparecer a um tribunal federal na segunda-feira.
Um fuzil e cartuchos de munição foram encontrados no local, disse o diretor do FBI, Kash Patel, acrescentando que o FBI estava colhendo depoimentos de testemunhas como parte da investigação.
Trump divulgou fotos do detido, sem camisa e algemado, deitado de bruços em um tapete no que parece ser o saguão do Hilton.
As autoridades ainda não confirmaram publicamente sua identidade, mas, segundo a imprensa americana, trata-se de um homem de 31 anos chamado Cole Tomas Allen, natural de Torrance, Califórnia.
Um fotógrafo da AFP viu agentes do FBI do lado de fora de uma residência nessa cidade na noite de sábado.
O perfil do LinkedIn de “Cole Allen”, cuja foto parece coincidir com a divulgada por Trump, o descreve como engenheiro mecânico, técnico de informática, desenvolvedor de videogames e professor.
Com base em informações preliminares, “acreditamos que ele era um dos hóspedes do hotel”, disse Carroll a repórteres.
O detido é considerado o único suspeito neste caso.
Ele enfrenta atualmente duas acusações: uso de arma de fogo na prática de um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa, afirmou a procuradora federal Jeanine Pirro.
Mais acusações podem ser apresentadas conforme a investigação avança.
“Minha impressão é que ele agiu sozinho”, disse Trump, acrescentando que a motivação do suspeito ainda não foi estabelecida, mas que acredita que ele esteja “doente”.
Surgiram questionamentos sobre as medidas de segurança na recepção e sobre como uma arma entrou no hotel.
Participantes do evento indicaram que havia um detector de metais instalado na entrada do salão de baile, mas que não havia nenhuma verificação de segurança antes ou na própria entrada do hotel.
Trump inicialmente afirmou que aquele não era “um prédio particularmente seguro”, mas depois alegou que o atirador não conseguiu entrar no salão de baile onde o evento estava sendo realizado, que era “muito, muito seguro”.
O posto de segurança que o suspeito tentou ultrapassar estava localizado “bem na entrada do salão de baile”, afirmaram as autoridades.
“Graças ao fato de os agentes naquele posto de segurança terem feito seu trabalho, ninguém ficou ferido”, enfatizou Pirro.
“Vamos analisar as imagens de segurança de todo o hotel para determinar como a arma entrou, como chegou aqui”, acrescentou Carroll.
Segundo Trump, os serviços de segurança fizeram “um trabalho muito melhor do que em Butler”, local onde ele foi alvo de uma tentativa de assassinato em 2024 durante um comício de campanha no estado da Pensilvânia.
Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética, terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global. Embora frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão do governo federal responsável por avaliar o potencial mineral do país, Elementos Terras Raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos (como lantânio, cério, neodímio e disprósio), escândio e ítrio.
Apesar do nome, não são necessariamente raros na natureza, mas costumam estar dispersos, o que dificulta a exploração econômica. São essenciais para tecnologias de ponta, como turbinas eólicas, carros elétricos, baterias, eletrônicos e sistemas de defesa.
Minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países e que tenham importância pela sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia, defesa e transição energética.
Minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.
Por isso, a definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. Porém, alguns exemplos mais comuns atualmente são: lítio, cobalto, grafita, níquel e nióbio.
Terras raras podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto. Ou seja, toda terra rara pode ser estratégica, mas nem todo mineral estratégico é terra rara.
Segundo o SGB, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas. Isso representa cerca de 23% das reservas globais, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
A maior parte das terras raras no Brasil está concentrada em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. Esses estados têm os principais tipos de depósitos com potencial econômico.
Entre os minerais que costumam ser considerados críticos ou estratégicos na maior parte dos países, o Brasil se destaca por ter as maiores reservas de nióbio do mundo (94%), com 16 milhões de toneladas. Também é o segundo no ranking global de reservas de grafita (26%), com 74 milhões de toneladas, e o terceiro quando se trata de reservas de níquel (12%), com 16 milhões de toneladas.
O país tem uma lista de minerais considerados estratégicos para o desenvolvimento interno. Ela foi publicada na Resolução nº 2, de 18 de junho de 2021, do Ministério de Minas e Energia. Esses minerais são divididos em três grupos:
Precisam ser importados: enxofre, minério de fosfato, minério de potássio e minério de molibdênio.
Usados em produtos e processos de alta tecnologia: minério de cobalto, minério de cobre, minério de estanho, minério de grafita, minérios do grupo da platina, minério de lítio, minério de nióbio, minério de níquel, minério de silício, minério de tálio, minério de terras raras, minério de titânio, minério de tungstênio, minério de urânio e minério de vanádio.
Minerais com vantagem comparativa e geração de superávit na balança comercial: minério de alumínio, minério de cobre, minério de ferro, minério de grafita, minério de ouro, minério de manganês, minério de nióbio e minério de urânio.
Disputa global
Esses recursos se tornaram centrais na disputa geopolítica global. Hoje, a China lidera amplamente o refino e a produção de terras raras, o que gera preocupação em outras potências, como Estados Unidos e União Europeia, que buscam diversificar fornecedores.
Nesse cenário, o Brasil aparece como um ator relevante. Especialistas apontam que o desafio brasileiro não está apenas na extração. A cadeia produtiva desses minerais envolve etapas complexas, como beneficiamento e refino, que ainda são pouco desenvolvidas no país.
Sem isso, o Brasil tende a continuar importando produtos de maior valor agregado, analisa o professor de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley, que é especialista na interseção entre política, economia e mineração.
“O Brasil mantém o mesmo padrão de dependência que teve ao longo de sua história. Foi assim com o ouro colonial, passando pelo ferro e até o petróleo. Servindo para o mundo como um país primário-exportador. A gente exporta muitos minerais e os consome muito pouco no mercado nacional”, diz Jardim.
Além da dimensão econômica, há também questões ambientais e sociais. A exploração desses recursos gera impactos significativos nos lugares onde ocorre.
“Não existe mineração sustentável. Toda mineração causa impactos ambientais pesados, como o comprometimento de recursos hídricos. Também causa pressão econômica nos municípios em que ocorre: aumento da pobreza, desigualdade e violência urbana. O que temos hoje é um modelo completamente insustentável de mineração”, avalia o geógrafo.
“É possível fazer um modelo um pouco menos degradante. Mas, ainda assim, continuariam sendo feitos grandes buracos para extrair esses minérios. Continuariam a desmontar montanhas e a afetar cursos de água. Precisamos pensar com muita calma se realmente vale a pena, já que perdemos muitos recursos naturais e os efeitos socioambientais são significativos”, complementa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que a tentativa de ataque no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca é “exatamente a razão” pela qual as Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças Policiais e presidentes vêm exigindo a construção de “um grande e seguro Salão de Baile”, em publicação na Truth Social.
“Este evento jamais teria ocorrido se o Salão de Baile, de nível militar ultrassecreto, estivesse atualmente em construção na Casa Branca. A construção não pode ser rápida o suficiente!”, escreveu.
O projeto do Salão de Baile mencionado foi apresentado por Trump no ano passado. Porém, no fim de março deste ano, um juiz federal determinou que o governo Trump suspendesse a construção do local que tinha projeção de custo de US$ 400 milhões, proibindo o avanço das obras sem aprovação do Congresso. Na época, Trump criticou a medida.
Após a situação de ontem, Trump ressaltou que o projeto do salão possui “todos os recursos de segurança de mais alto nível disponíveis”, ressaltou que não há cômodos acima que permitam a entrada de pessoas sem autorização e está localizado “dentro dos portões do edifício mais seguro do mundo”.
“O ridículo processo judicial referente ao Salão de Baile deve ser arquivado imediatamente. Nada deve interferir em sua construção, que está dentro do orçamento e substancialmente adiantada em relação ao cronograma!!!”, acrescentou na postagem.
O atirador Cole Allen imobilizado Imagem: reprodução
O atirador Cole Allen enviou um manifesto contra o presidente Donald Trump a familiares cerca de 10 minutos antes de abrir fogo no jantar da White House Correspondents’ Dinner, na noite de sábado. No texto, ele se descreve como “Assassino Federal Amigável” e afirma que pretendia matar integrantes da administração Trump, segundo informações obtidas pelo New York Post.
No documento, entregue à polícia por um parente, Allen faz uma série de declarações justificando o ataque. “Dar a outra face é para quando você mesmo é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento”, escreveu.
Participantes do evento agachados em meio ao tumulto Imagem: reprodução
Ele continua: “Não sou um estudante explodido, nem uma criança faminta, nem uma adolescente abusada pelos muitos criminosos nesta administração. Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade com os crimes do opressor.”
Allen listou seus alvos como “funcionários do governo (não incluindo [o diretor do FBI, Kash Patel]): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”.
Em outro trecho, afirmou: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor cubra minhas mãos com seus crimes”, aparentemente em referência ao presidente.
O suspeito também descreveu detalhes do ataque, indicando que usaria munição de menor penetração para “minimizar vítimas”, embora tenha admitido que atravessaria qualquer pessoa no local se fosse necessário para atingir seus alvos — alegando que os presentes seriam “cúmplices” por participarem de um evento com alguém que ele acusava de crimes.
Allen ainda zombou da segurança do hotel Washington Hilton, onde ocorreu o evento, chamando-a de “insana” e afirmando que até agentes estrangeiros poderiam ter entrado com armamento mais pesado sem serem notados.
“Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu ser uma ameaça”, escreveu. Segundo ele, a segurança estava concentrada do lado de fora, focada em manifestantes e chegadas no momento, sem considerar hóspedes que já estivessem no local.
Ele chegou a afirmar que, se fosse um agente iraniano, poderia ter levado uma metralhadora pesada para dentro do evento sem ser detectado.
O irmão de Allen alertou a polícia de New London, em Connecticut, sobre o manifesto. Autoridades disseram que o Serviço Secreto entrevistou a irmã do suspeito, que relatou que ele frequentemente fazia comentários políticos radicais e falava em fazer “algo” para consertar os problemas do mundo.
De acordo com investigadores, Allen comprou duas pistolas e uma espingarda em uma loja de armas e armazenava o arsenal na casa dos pais. Ele também treinava regularmente em um estande de tiro.
Cole Allen Reprodução
O suspeito fazia parte de um grupo chamado “The Wide Awakes” (“Os Despertos”, em tradução livre) e teria participado de um protesto “No Kings” na Califórnia, onde estudou e trabalhou como professor.
Leia o manifesto na íntegra:
Olá a todos!
Talvez eu tenha surpreendido muita gente hoje. Gostaria de começar pedindo desculpas a todos de cuja confiança eu abusei.
Peço desculpas aos meus pais por ter dito que tinha uma entrevista sem especificar que era para o programa “Most Wanted”.
Peço desculpas aos meus colegas e alunos por ter dito que estava com uma emergência pessoal (quando alguém ler isto, provavelmente PRECISO ir ao pronto-socorro, mas dificilmente posso dizer que não foi uma situação autoinfligida).
Peço desculpas a todas as pessoas que estavam perto de mim, a todos os funcionários que manusearam minha bagagem e a todas as outras pessoas não visadas no hotel que coloquei em perigo simplesmente por estar perto delas.
Peço desculpas a todos que foram abusados e/ou assassinados antes disso, a todos que sofreram antes que eu pudesse tentar isso, a todos que ainda possam sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso.
Não espero perdão, mas se eu pudesse ter visto outra maneira de chegar tão perto, eu a teria escolhido. Novamente, minhas sinceras desculpas.
Quanto ao motivo de eu ter feito tudo isso:
Sou cidadão dos Estados Unidos da América.
As ações dos meus representantes me afetam diretamente.
E não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes.
(Bem, para ser completamente honesto, eu já não estava disposto a isso há muito tempo, mas esta é a primeira oportunidade real que tive para fazer algo a respeito.)
Enquanto discuto isso, também vou repassar minhas regras de engajamento esperadas (provavelmente em um formato terrível, mas não sou militar, então que se dane).
Autoridades da administração (exceto o Sr. Patel): são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.
Serviço Secreto: são alvos apenas se necessário, e devem ser incapacitados de forma não letal, se possível (ou seja, espero que estejam usando coletes à prova de balas, porque tiros no centro do corpo acabam com pessoas que *não estão* usando).
Segurança do hotel: não são alvos, se possível (ou seja, a menos que atirem em mim).
Polícia do Capitólio: o mesmo que a segurança do hotel.
Guarda Nacional: o mesmo que a segurança do hotel.
Funcionários do hotel: não são alvos de forma alguma.
Hóspedes: não são alvos de forma alguma.
Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de… Projéteis (menor penetração em paredes).
Eu ainda enfrentaria quase todos aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base no fato de que a maioria das pessoas *escolheu* assistir a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, sendo, portanto, cúmplices), mas espero sinceramente que não chegue a esse ponto.
Refutações às objeções:
Objeção 1: Como cristão, você deveria oferecer a outra face.
Refutação: Oferecer a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um centro de detenção. Eu não sou o pescador executado sem julgamento. Eu não sou uma criança explodida, uma criança faminta ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração.
Oferecer a outra face quando *outra pessoa* é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor.
Objeção 2: Este não é um momento conveniente para você fazer isso.
Refutação: Preciso que quem pensa assim pare por alguns minutos e perceba que o mundo não gira em torno deles. Vocês acham que, quando vejo alguém sendo estuprado, assassinado ou abusado, devo simplesmente passar direto porque seria “inconveniente” para quem não é a vítima?
Essa foi a melhor oportunidade e o melhor momento que consegui encontrar para ter sucesso.
Objeção 3: Você não conseguiu incluir todos.
Refutação: É preciso começar de algum lugar.
Objeção 4: Como mestiço (negro e branco), você não deveria ser a pessoa a fazer isso.
Refutação: Não vejo mais ninguém assumindo essa responsabilidade.
Objeção 5: O que é de César deve ser entregue a César.
Refutação: Os Estados Unidos da América são governados pela lei, não por uma ou várias pessoas. Na medida em que representantes e juízes não seguem a lei, ninguém é obrigado a ceder a eles algo que foi ordenado ilegalmente.
Gostaria também de expressar minha gratidão a muitas pessoas, pois não estarei presente. Provavelmente poderei falar com eles novamente (a menos que o Serviço Secreto seja *incrivelmente* incompetente).
Trump é retirado do Washington Hotel junto com Melania, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
Agradeço à minha família, tanto a pessoal quanto a da igreja, pelo amor demonstrado ao longo desses 31 anos.
Agradeço aos meus amigos, pela companhia ao longo de tantos anos.
Agradeço aos meus colegas de trabalho, por sua positividade e profissionalismo.
Agradeço aos meus alunos pelo entusiasmo e amor pelo aprendizado.
Agradeço aos muitos conhecidos que fiz, pessoalmente e online, pelas interações breves e relacionamentos duradouros, pelas perspectivas e inspiração.
Obrigado a todos por tudo.
Atenciosamente,
Cole “coldForce” “Assassino Federal Amigável” Allen
PS: Ok, agora que já falei demais, o que diabos o Serviço Secreto está fazendo? Desculpem, vou desabafar um pouco aqui e abandonar o tom formal.
Tipo, eu esperava câmeras de segurança em cada esquina, quartos de hotel grampeados, agentes armados a cada três metros, detectores de metal por toda parte. wazoo.
O que eu recebi (quem sabe, talvez estejam me pregando uma peça!) foi nada.
Nenhuma segurança sequer.
Nem no transporte.
Nem no hotel.
Nem no evento.
Tipo, a única coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância.
Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça.
A segurança do evento estava toda do lado de fora, focada nos manifestantes e nos recém-chegados, porque aparentemente ninguém pensou no que aconteceria se alguém fizesse o check-in um dia antes.
Tipo, esse nível de incompetência é insano, e espero sinceramente que seja corrigido até que este país tenha novamente uma liderança competente de verdade.
Tipo, se eu fosse um agente iraniano, em vez de um cidadão americano, eu poderia ter trazido uma Ma Deuce para cá e ninguém teria notado nada.
É realmente insano.
Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca farei, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez.
Não recomendo! “Fiquem na escola, crianças.”
Agentes sacam suas armas após fortes estrondos serem ouvidos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton
A área onde Trump quer construir seu salão de festas na Casa Branca Imagem: reprodução
Após um incidente de segurança envolvendo um homem armado durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a defender com força a construção de um novo e controverso salão de eventos dentro do complexo da Casa Branca.
Segundo Trump, o episódio reforça a necessidade de acelerar a obra, avaliada em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), que incluiria sistemas avançados de segurança. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o “salão militar ultrassecreto” já estivesse pronto. “Não pode ser construído rápido o suficiente!”, escreveu.
O tema também foi abordado em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, na qual Trump criticou as condições de segurança do hotel onde ocorreu o episódio.
O projeto do salão, no entanto, enfrenta uma batalha judicial que tem atrasado repetidamente seu andamento. Há pouco mais de uma semana, o juiz federal Richard J. Leon determinou a suspensão das obras acima do solo. Segundo ele, o presidente estaria tentando contornar decisões anteriores ao classificar o projeto como uma questão de segurança nacional.
Na decisão, o magistrado foi direto: adicionar itens como vidros à prova de balas — já presentes em outras áreas da Casa Branca — não isenta o projeto das restrições legais. “Segurança nacional não é um cheque em branco para realizar atividades que seriam ilegais”, escreveu na decisão.
O plano prevê um salão de aproximadamente 8.300 metros quadrados, a ser construído no local onde ficava a Ala Leste. Trump afirma que a obra será financiada por doações privadas, mas não divulgou a lista completa de doadores — embora o New York Times tenha identificado alguns nomes.
Ex-empresário do setor imobiliário, Trump tem tentado acelerar a construção sem ampla revisão pública. Em sua publicação mais recente, voltou a atacar a ação judicial que tenta barrar o projeto, classificando-a como uma “campanha ridícula” movida por “uma mulher passeando com seu cachorro”, que, segundo ele, não teria legitimidade para processar.
Ele também afirmou que o processo “deve ser abandonado imediatamente” e que “nada deveria interferir” na continuidade da obra.
As declarações ocorreram poucas horas depois de Trump ser retirado às pressas do palco do hotel Washington Hilton por agentes do Serviço Secreto, durante o evento. Segundo relatos, não havia detectores de metal nas entradas principais, e o perímetro de segurança mais rigoroso só começava próximo ao salão principal.
Um vídeo divulgado por Trump mostra o suspeito armado correndo além do ponto de checagem antes de ser detido, sem conseguir acessar o evento.
“Não é um prédio particularmente seguro”, disse, voltando a defender seu projeto. “Precisamos de vidro à prova de balas. Precisamos do salão.”
O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o suspeito armado, que tentou invadir um jantar de gala ao qual o presidente compareceu, escreveu um manifesto anticristão.
“Esse cara é um doente”, disse Trump à Fox News. “Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos”.
“A irmã ou o irmão dele estava reclamando disso. Eles chegaram até a reclamar com as autoridades policiais. Ele era um sujeito muito perturbado”, acrescentou.
Em 30 de março de 1981, Reagan foi atingido por John Hinckley, de 26 anos, ao deixar uma palestra e caminhar em direção à limusine presidencial. Ele ficou gravemente ferido. À época, autoridades afirmaram que o esquema de “proteção em múltiplas camadas” funcionou como previsto.
Após o episódio, o hotel passou por mudanças estruturais para aumentar a segurança em eventos com a presença do presidente, incluindo a criação de uma garagem protegida para a limusine oficial, com acesso exclusivo por elevador e escada até uma suíte reservada.
O espaço é tradicionalmente utilizado em eventos que reúnem autoridades, empresários, jornalistas e celebridades. Pessoas costumam se hospedar ou ocupar o bar do lobby para acompanhar de perto a movimentação de convidados ilustres.
Na noite deste sábado, o jantar que celebra a liberdade de imprensa foi interrompido por disparos. Convidados se jogaram no chão, e o presidente Donald Trump foi retirado do local pela equipe de segurança. Não houve feridos.
O suspeito foi detido e identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia. Segundo autoridades, ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas. A suspeita é de que ele tenha conseguido ultrapassar a camada mais externa de segurança por estar hospedado no hotel.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, encontrou hoje o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, no Palácio Al Barakah, em Mascate, de acordo com informações enviadas via Telegram. Durante a reunião, foram realizadas consultas sobre a situação na região, bem como sobre esforços de mediação e iniciativas diplomáticas destinadas para encerrar a guerra em curso.
A agência Oman News disse que Araghchi ouviu as opiniões do sultão sobre formas de avançar os esforços de paz, de modo a aumentar as perspectivas de alcançar “soluções políticas sustentáveis” e a mitigar as repercussões das crises regionais sobre os povos da região, em publicação no X.
Na ocasião, Al Said ressaltou a importância de priorizar a linguagem do diálogo e da diplomacia na resolução de questões pendentes, contribuindo assim para o reforço das bases de uma paz duradoura, enquanto Araghchi expressou apreço de Teerã pelas posições firmes de Omã em apoio aos esforços de diálogo e ao reforço das iniciativas para alcançar a segurança e a estabilidade em toda a região.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que o Irã está gerando receitas sem precedentes no Estreito de Ormuz. Em mensagem enviada em seu canal oficial no Telegram, a organização disse que o país persa transformou a importante rota marítima em uma “alavanca econômica” desde o início do conflito no Oriente Médio.
“Aproveitando-se das condições criadas pela guerra e pelas interrupções no tráfego marítimo, o Irã transformou o Estreito de Ormuz em uma alavanca econômica e está usando sua posição geopolítica para impor novas condições a navios e compradores de energia”, escreveu, sem fornecer mais detalhes.
O estreito tem sido um ponto central nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio e, de acordo com o monitoramento da Bloomberg, o tráfego no local permanece “praticamente paralisado”, sem que o Irã ou os EUA demonstrem qualquer sinal de que irão aliviar o bloqueio ao tráfego marítimo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, discutiram e trocaram opiniões sobre questões relacionadas à segurança do tráfego no Estreito de Ormuz, após um encontro em Mascate neste domingo.
Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira (24) que mantêm posição de neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, território disputado por Argentina e Reino Unido no Atlântico Sul. A declaração foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado após relatos de que Washington poderia rever sua postura como forma de pressionar aliados da Otan que não apoiaram plenamente a guerra contra o Irã.
“Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania”, declarou o porta-voz. Segundo ele, os Estados Unidos reconhecem “a administração de fato” do Reino Unido sobre o arquipélago, mas não tomam posição sobre as reivindicações de soberania.
A manifestação ocorreu depois que a Reuters informou que o Pentágono avalia medidas para punir aliados que resistiram a apoiar Washington na guerra contra o Irã, atualmente em cessar-fogo.
De acordo com a agência, um funcionário do governo estadunidense descreveu um e-mail interno no qual havia frustração com a relutância de países da Otan em conceder direitos de acesso, base e sobrevoo às forças dos EUA.
Entre as opções citadas estaria a suspensão da Espanha da Otan, medida que “teria um efeito limitado nas operações militares americanas, mas um impacto simbólico significativo”, segundo o e-mail. O texto também mencionava uma possível reavaliação do apoio diplomático estadunidense a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas.
Letreiro nas Ilhas Malvinas. Foto: reprodução
A Espanha, governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, fechou seu espaço aéreo para voos dos EUA ligados ao conflito e não autorizou o uso das bases de Rota e Morón por aviões estadunidenses. Em resposta, o presidente Donald Trump ameaçou cortar o comércio com os espanhóis e já havia sugerido anteriormente que o país fosse expulso da Otan.
Sánchez minimizou a reportagem e disse que seu governo “não trabalha” com e-mails, mas com documentos oficiais e posições públicas. “A posição do governo da Espanha é clara: absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro do marco da legalidade internacional”, afirmou.
Sobre a possibilidade de suspensão da Espanha da Otan, completou: “Do nosso ponto de vista não há debate, cumprimos com as obrigações, somos um parceiro leal e, por isso, temos absoluta tranquilidade”.
No Reino Unido, um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer também reagiu à hipótese de mudança na posição dos EUA sobre as Malvinas.
“As Ilhas Falkland [como os britânicos chamam o arquipélago] votaram esmagadoramente a favor de permanecerem um território ultramarino britânico, e sempre apoiamos o direito dos ilhéus à autodeterminação e o fato de que a soberania reside no Reino Unido”, afirmou.
Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pelas Malvinas entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. O conflito terminou com vitória britânica e deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos. Buenos Aires reivindica a soberania do território por via diplomática há quase 200 anos, enquanto Londres rejeita qualquer pretensão argentina e defende a autodeterminação dos cerca de 3.600 habitantes do arquipélago.
Em 2013, um referendo realizado nas ilhas apontou que 99,8% dos moradores rejeitaram a incorporação pela Argentina e defenderam a manutenção do status de território ultramarino britânico.
Um tribunal federal de apelações bloqueou nesta sexta-feira (24) uma ordem presidencial de Donald Trump que proíbe que pessoas que entraram ilegalmente pela fronteira mexicana apresentem um pedido de asilo nos Estados Unidos.
Essa proibição consta em uma proclamação do presidente americano desde o primeiro dia de seu mandato, na qual afirmou que a situação na fronteira sul dos Estados Unidos constituía “uma invasão” devido ao fluxo de pessoas sem documentação que tentavam entrar.
Um juiz federal em Washington havia suspendido sua aplicação, ao considerar em julho que apenas a Lei de Imigração e Nacionalidade rege os procedimentos de expulsão.
“Nada na Lei de Imigração e Nacionalidade nem na Constituição confere ao presidente ou a seus representantes os poderes exorbitantes invocados na proclamação e nas diretrizes sobre sua aplicação”, havia escrito.
Um tribunal de apelações de Washington confirmou nesta sexta-feira esse entendimento.
“O Congresso aprovou a lei sobre o asilo (…) com o objetivo de oferecer a todos os estrangeiros ‘fisicamente presentes’ nos Estados Unidos o direito de solicitar asilo e de ter seu pedido analisado individualmente”, destaca o tribunal de apelações.
Se o governo deseja modificar esse sistema, “deve apresentar seus argumentos ao único poder habilitado para emendar a Lei de Imigração e Nacionalidade: o Congresso”, prossegue.
Treze pessoas que afirmavam fugir de perseguições no Afeganistão, Equador, Cuba, Egito, Brasil, Turquia e Peru, assim como três ONGs de defesa dos direitos dos imigrantes, recorreram do caso.
Seis delas já haviam sido expulsas com base nessa proclamação, havia indicado o juiz.
Trump transformou o combate à imigração ilegal em uma prioridade absoluta, mencionando uma “invasão” dos Estados Unidos por “criminosos vindos do exterior”.
Esse programa de expulsões em massa tem sido alvo de numerosas disputas judiciais em diferentes instâncias.
O governo Trump pode solicitar uma nova revisão desse caso ou recorrer diretamente à Suprema Corte.
O tribunal máximo já analisou recentemente um caso separado, sobre o direito de pedir asilo antes de pisar em solo americano, uma vez que o solicitante chega a um ponto de passagem legal na fronteira. Essa ação ainda aguarda decisão.
Jair e Eduardo Bolsonaro com Marco Rubio. Foto: reprodução
Principal interlocutor de Eduardo Bolsonaro no governo de Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ficará fora da nova rodada de negociações com o Irã no Paquistão, em mais um sinal de que a diplomacia da Casa Branca tem sido conduzida por nomes próximos ao presidente, e não pelo secretário de Estado.
Segundo o New York Times, a delegação estadunidense enviada a Islamabad será liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto Rubio permanecerá em Washington.
A ausência chama atenção porque, tradicionalmente, secretários de Estado lideram as principais tarefas diplomáticas dos EUA, de tratados de controle de armas a negociações no Oriente Médio. Como exemplo, quando Barack Obama negociou o acordo nuclear com o Irã, há mais de uma década, o principal articulador foi John Kerry, então secretário de Estado, que se reuniu com seu equivalente iraniano em pelo menos 18 dias ao longo de 20 meses de conversas.
Rubio, por outro lado, não participou da última reunião entre EUA e Irã neste mês, nem de encontros realizados no último ano em Genebra e Doha. Também ficou fora de delegações enviadas ao exterior para tratar da guerra na Ucrânia e do conflito em Gaza. Mesmo em meio a crises no Oriente Médio, ele não visita a região desde uma breve passagem por Israel em outubro passado.
Parte da explicação está no acúmulo de funções. Além de comandar o Departamento de Estado, Rubio atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, combinação rara em Washington. Ele é o primeiro a ocupar os dois postos simultaneamente desde Henry Kissinger, nos anos 1970.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Segundo analistas, o duplo cargo aumenta sua influência junto a Trump, mas reduz sua presença nas frentes diplomáticas externas. Emma Ashford, do Stimson Center, afirmou que “Rubio claramente prefere ficar perto de Trump”.
Ela também disse ver prejuízo para a diplomacia estadunidense: “Acho que é em detrimento de todo o Departamento de Estado e da capacidade dos Estados Unidos de conduzir a diplomacia em geral que, na prática, temos o cargo de secretário de Estado vago”.
O Departamento de Estado rejeita essa avaliação. Tommy Pigott, porta-voz da pasta, afirmou que “qualquer um que tente retratar a coordenação próxima do secretário Rubio com a Casa Branca e outras agências como algo negativo não poderia estar mais errado”. Segundo ele, “agora temos um Conselho de Segurança Nacional e um Departamento de Estado totalmente sincronizados, um objetivo que escapou de administrações anteriores por décadas”.
Rubio também defende o arranjo. Em entrevista ao jornal Politico, disse que vai ao Departamento de Estado “quase todos os dias”. “Em muitos casos, você acaba estando nas mesmas reuniões ou nos mesmos lugares; há apenas uma pessoa a menos ali, se você pensar bem”, afirmou sobre o acúmulo de cargos.
“Muitas pessoas viriam a Washington, por exemplo, para reuniões, e gostariam de se encontrar com o conselheiro de segurança nacional e depois comigo como secretário de Estado. Agora elas podem fazer as duas coisas em uma reunião”.
Veteranos da segurança nacional, porém, veem riscos na combinação. Matthew Waxman, que atuou no Conselho de Segurança Nacional, no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo George W. Bush, afirmou: “Em geral, é um erro combinar essas funções”.
“Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com duplo papel esteja tão fora de cena agora”, acrescentou. “Especialmente enquanto tanta atenção está focada na diplomacia de corda bamba com o Irã, alguém precisa gerenciar a política externa do resto do mundo.”
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se neste sábado com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, segundo comunicado da embaixada iraniana em Islamabad. A visita ocorre em meio à incerteza sobre uma possível segunda rodada de negociações diretas entre Teerã e Washington.
Um alto funcionário iraniano afirmou que não há planos para encontros com os representantes norte-americanos que desembarcaram no Paquistão.
“Nenhuma reunião está prevista entre Irã e EUA. As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em publicação na rede X na noite de sexta-feira.
Na mesma data, a Casa Branca confirmou que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam a Islamabad para conversas diretas. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os iranianos haviam solicitado um encontro presencial, atendendo a pedido do presidente Donald Trump. “Esperamos que seja uma conversa produtiva e que avance em direção a um acordo”, disse Leavitt à Fox News.
O vice-presidente JD Vance, que liderou a primeira rodada de negociações há duas semanas, não participará desta etapa. Trump, em entrevista à Reuters, afirmou que o Irã deverá “apresentar uma proposta”, mas disse desconhecer os detalhes.
Araghchi, por sua vez, destacou que está em uma “gira estratégica” por Islamabad, Mascate e Moscou para coordenar posições bilaterais e regionais. As conversas no Paquistão, segundo Leavitt, serão mediadas pelo governo local.
Pressão econômica e bloqueio naval
A primeira rodada de negociações terminou sem acordo. Desde então, tensões se intensificaram no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, onde os EUA impuseram um bloqueio naval em resposta a ameaças iranianas. Trump reiterou que não suspenderá o bloqueio até que haja um acordo.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que Washington não renovará a autorização excepcional para compra de petróleo iraniano em alto-mar. “Não há petróleo saindo”, afirmou, prevendo que Teerã terá de reduzir a produção nos próximos dias. A medida também se estende ao petróleo russo. Além disso, os EUA sancionaram a refinaria chinesa Hengli Petrochemical por adquirir petróleo iraniano.
Cessar-fogo frágil
As tensões colocam em risco o cessar-fogo anunciado em 7 de abril, após ameaças de Trump de que “toda a civilização iraniana morrerá” sem acordo. Apesar disso, o presidente prorrogou unilateralmente a trégua nesta semana. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, havia sido projetada para durar até seis semanas, mas já ultrapassou esse prazo. O governo agora insiste que a operação “Epic Fury” alcançou resultados militares decisivos em poucas semanas, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.
Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina. Foto: reprodução
A Justiça da Argentina manteve o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner no processo em que ela foi condenada por corrupção e sentenciada a seis anos de prisão. A decisão foi confirmada por um tribunal de recursos, que rejeitou contestação apresentada pela defesa da líder peronista, segundo informou o jornal La Nación nesta sexta-feira (24).
O caso envolve a cobrança de cerca de US$ 500 milhões em indenizações de Kirchner e de outros condenados. A determinação já havia sido tomada em instância inferior e agora foi mantida pela Justiça argentina.
Em junho do ano passado, a Suprema Corte da Argentina também confirmou a condenação de 2022 e proibiu Cristina Kirchner de exercer cargos públicos. A ex-presidente foi condenada por um esquema de fraude relacionado ao direcionamento de obras rodoviárias públicas na Patagônia a um aliado político durante seu governo.
Atualmente, Kirchner cumpre pena em prisão domiciliar, em um apartamento em Buenos Aires. Mesmo condenada, ela segue como uma das principais lideranças do peronismo e continua à frente do Partido Justicialista.
De acordo com o La Nación, a ex-presidente transferiu diversas propriedades para os filhos como adiantamento de herança. Entre os bens citados estão hotéis e apartamentos localizados no sul da Argentina.
Cristina Kirchner no Congresso da Argentina. Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina
Processo por corrupção
O Ministério Público da Argentina pediu inicialmente uma pena de 12 anos de prisão para Cristina Kirchner por corrupção ligada à contratação de obras públicas. Depois, a punição foi fixada em seis anos.
O julgamento começou em maio de 2019 e apurou suspeitas de direcionamento e superfaturamento em obras públicas na província de Santa Cruz, berço político da família Kirchner.
Segundo os promotores, Cristina e outros integrantes de seu governo favoreceram empresas ligadas a Lázaro Báez. Muitas das obras investigadas não foram concluídas. Especialistas suspeitam que parte dos recursos desviados teria retornado à família Kirchner.
Pelo Código Penal argentino, condenados por esses crimes ficam impedidos de exercer cargos públicos. Ao defender a sentença, o promotor Diego Luciani afirmou: “Esta é provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país”.
Em 1º de setembro de 2022, quando era vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner foi vítima de uma tentativa de assassinato no bairro da Recoleta, em Buenos Aires. O brasileiro Fernando André Sabag Montiel, militante de extrema direita, apontou uma pistola para seu rosto, mas a arma falhou. Ele foi detido e condenado a 10 anos de prisão no ano passado.
O chanceler Iraniano, Abbas Araqchi, com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, em Islamabad nesta sexta-feira (24). Foto: Esmaeil Baqaei
Delegações de Irã e Estados Unidos se preparam para chegar ao Paquistão neste fim de semana em meio à expectativa de retomada das negociações, mas a ausência de diálogo direto entre os dois países mantém o cenário de incerteza. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já está em Islamabad, enquanto enviados estadunidenses devem desembarcar neste sábado (25).
Apesar da movimentação diplomática, Teerã descarta encontros diretos. Um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que “nenhuma reunião está planejada entre o Irã e os Estados Unidos”, indicando que as posições do país serão transmitidas por meio do governo paquistanês, que atua como mediador.
Do lado dos Estados Unidos, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner são esperados para participar das tratativas. Antes da negativa iraniana, a Casa Branca havia informado que ambos participariam de conversas com Araghchi. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que houve avanços recentes e que há expectativa de novos progressos nos próximos dias.
O presidente Donald Trump reforçou o tom cauteloso ao comentar as negociações. Questionado sobre com quem Washington dialoga, disse: “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”. Ele também afirmou que o Irã pretende apresentar uma proposta, embora não conheça os detalhes.
Donald Trump, presidente dos EUA. Jonathan Ernst/Reuters
Nos bastidores, fontes paquistanesas indicam que equipes de logística e segurança dos EUA já estão posicionadas em Islamabad para viabilizar possíveis encontros. O governo local confirmou a chegada da comitiva iraniana e reforçou a segurança na capital, sinalizando a relevância das conversas indiretas.
A retomada do diálogo ocorre após o fracasso da última tentativa, prevista para terça-feira (21), quando o Irã alegou não estar pronto e a delegação estadunidense sequer deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo para abrir espaço a novas negociações.
Enquanto isso, a tensão no Estreito de Ormuz segue impactando a economia global. A região, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, permanece sob bloqueio duplo de Irã e Estados Unidos. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura como “vital para o mundo”, enquanto os preços do petróleo continuam voláteis diante das incertezas.
Paralelamente, o conflito no Líbano pressiona o frágil cessar-fogo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou: “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”. Já o grupo, apoiado pelo Irã, rebateu dizendo que a trégua não faz “sentido” diante dos “atos de hostilidade” israelenses.
O bloqueio logístico no Estreito de Ormuz é a causa central da queda de 31% nas exportações brasileiras para o Golfo em março, afetando diretamente o fluxo de proteínas animais e grãos, disse Mohamed Murad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele explicou que a interrupção atinge gargalos estratégicos da pauta exportadora, especialmente no setor de aves e carnes: “Aproximadamente 20% de todas as nossas exportações de frango para a região passam pelo Estreito de Ormuz, além de 13% das carnes bovinas. O fechamento impactou diretamente as vendas e essa retração tende a continuar caso não consigamos um cessar-fogo permanente ou a reabertura da via”.
O uso de rotas alternativas tem sido a saída para manter o abastecimento, embora gere um aumento considerável nos custos de transação: “Rotas alternativas significam que não são as mais eficientes; os produtos chegam ao destino com um custo mais caro de transporte e seguro. Países como Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados são os mais afetados, exigindo desvios via Mar Vermelho com transporte rodoviário ou contornando o Cabo da Boa Esperança”.
No sentido oposto, o Brasil também enfrenta desafios para importar insumos fundamentais para o agronegócio nacional: “Cerca de 20% das nossas importações de fertilizantes e também o petróleo passam pelo estreito, o que impactou o nosso abastecimento. No entanto, essa queda foi contrabalanceada por um aumento nas importações vindas de países árabes do Norte da África, como Argélia, Marrocos e Egito”.
Apesar da crise mensal, o primeiro trimestre ainda acumula alta de 8,14%, refletindo a dependência mista entre as regiões pela segurança alimentar: “Os países do Golfo dependem do agro brasileiro para garantir sua segurança alimentar; não é uma compra que pode ser adiada, pois falamos de alimentos. O Brasil goza da confiança dos importadores árabes e, quanto antes o conflito terminar, mais rápido as exportações voltarão a patamares recordes”.
No início de abril, Ruben Hallali recebeu um alerta incomum em seu celular: a temperatura no Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Paris, capital da França, havia subido cerca de 3°C em segundos.
Hallali, diretor executivo da empresa de gestão de riscos climáticos Sereno, havia configurado notificações para oscilações climáticas extremas. Nove dias depois, aconteceu novamente.
“Foi um aumento isolado, em uma única estação, no início da noite”, disse Hallali, que acrescentou ter notado outra estranha coincidência em relação aos picos: o momento era perfeito para alguém lucrar inesperadamente no site de apostas Polymarket.
Ele não foi o único a perceber um problema. A Météo-France, o serviço meteorológico nacional do país, apresentou uma queixa na semana passada à polícia e ao Ministério Público, alegando ter evidências de que um sensor meteorológico no Charles de Gaulle, o maior aeroporto do país, pode ter sido adulterado.
As oscilações de temperatura, segundo especialistas, coincidiram com um período de atividade incomum no Polymarket, um dos principais mercados de previsão online. As apostas na temperatura máxima diária em Paris totalizaram quase US$ 1,4 milhão ( R$ 7 milhões) nos dois dias, com alguns apostadores recebendo milhares de reais em pagamentos, de acordo com dados da empresa.
Mercados de previsão como Polymarket e Kalshi permitem que os usuários apostem no resultado de praticamente qualquer coisa. Uma área cada vez mais popular é a de apostas meteorológicas, onde os especuladores podem fazer apostas em tempo real sobre leituras de temperatura, totais de chuva, número de furacões no Atlântico em um ano e muito mais.
À medida que as apostas aumentaram, também aumentou a tentação de adulterar os instrumentos usados para gerar leituras meteorológicas na esperança de manipular um resultado lucrativo. Especialistas alertam que isso pode ter efeitos colaterais perigosos, como a degradação das informações que sustentam a segurança das viagens aéreas.
Os dados de temperatura são usados em uma série de cálculos em aeroportos, ajudando a determinar a distância correta de decolagem, a taxa de subida e se as equipes precisam aplicar tratamento anticongelante nas aeronaves. É crucial para a segurança aeroportuária, disse Hallali.
“O incidente no Aeroporto Charles de Gaulle não é uma curiosidade isolada”, disse Hallali. “É o que acontece quando incentivos financeiros se deparam com uma infraestrutura de dados frágil.”
Em 6 de abril, a temperatura no Aeroporto Charles de Gaulle subiu de 18°C para 21°C às 19h, antes de cair lentamente ao longo da hora seguinte, de acordo com dados da Météo-France.
Em 15 de abril, a temperatura registrada subiu ainda mais acentuadamente, de 16°C às 21h para 22°C às 21h30, caindo novamente para 16°C meia hora depois.
Em ambos os casos, os picos definiram a temperatura máxima do dia, o indicador no qual se baseiam algumas apostas da Polymarket.
Laurent Becler, porta-voz da Météo-France, disse que o serviço contatou a polícia após notar as discrepâncias nos dados de temperatura. Ele se recusou a comentar mais sobre o caso, alegando que está sob investigação.
Hallali afirmou que, após o primeiro incidente, especialistas e comentaristas do fórum meteorológico francês Infoclimat começaram a buscar respostas. Teorias foram levantadas, incluindo a de erro do usuário. Mas, após o segundo pico, os comentaristas se concentraram nas apostas incomuns no Polymarket.
Os valores apostados em 6 e 15 de abril foram centenas de milhares de dólares maiores do que em dias típicos deste mês.
Não é a primeira vez que apostas estranhas em mercados de previsão levantam acusações de uso de informação privilegiada.
Na quinta-feira, um soldado das forças especiais do Exército dos EUA que ajudou na captura do presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, em janeiro, foi acusado de usar informações confidenciais para apostar em resultados relacionados à Venezuela, lucrando mais de US$ 400.000 (R$ 2 milhões) no Polymarket. No final do ano passado, outro usuário do site lucrou cerca de US$ 300.000 ( R$ 1,5 milhão) apostando em indultos de última hora do presidente Joe Biden antes de ele deixar o cargo.
O Polymarket não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Embora o site costumasse vincular algumas apostas às leituras de temperatura no aeroporto Charles de Gaulle, esta semana, após a Météo-France apresentar uma queixa, a plataforma passou a usar temperaturas registradas em outro aeroporto próximo à cidade, o Paris-Le Bourget, de acordo com apostas recentes no site.
Representantes do aeroporto Charles de Gaulle se recusaram a comentar, além de afirmar que o caso está sob investigação. A polícia aeroportuária também se recusou a comentar. O Ministério Público de Bobigny, responsável pelo caso, recusou-se a responder perguntas sobre a investigação, mas afirmou que nenhuma queixa foi apresentada contra a Polymarket.
Quanto à forma como os instrumentos poderiam ter sido adulterados, diversas teorias foram apresentadas online, incluindo o uso de um secador de cabelo ou um isqueiro. Hallali disse que a precisão do pico em 15 de abril sugeria o uso de um dispositivo de aquecimento portátil calibrado, embora tenha se recusado a especular sobre qual tipo.
“Os mercados estão se expandindo para todos os domínios onde um resultado pode ser observado, medido e liquidado”, disse ele. “À medida que esses mercados se multiplicam, também aumenta a área de superfície para manipulação.”
Nos últimos anos, as chamadas terras raras têm ganhado destaque no cenário global por seu papel estratégico na economia global e na tecnologia. Apesar do nome, elas não são exatamente raras ou algo pouco encontrado, e sim porque formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para as indústrias modernas atuais.
Em meio a disputas geopolíticas e à crescente demanda por inovação e transição energética, esses elementos passam a ser considerados por muitos países como fundamentais para manter o desenvolvimento tecnológico.
Além da diversidade, o Brasil também possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo. Esses recursos estão distribuídos em estados como:
Minas Gerais
Goiás
Bahia
Amazonas
Apesar do grande potencial, o país ainda enfrenta desafios para ampliar sua participação no mercado global, principalmente no desenvolvimento e processamento de tecnologia. Atualmente, o país possui cerca de 25 milhões de toneladas em reservas, de acordo com o Jornal da USP.
Onde os elementos estão no dia a dia?
Como mencionado, as terras raras são recursos estratégicos para diversos países e, mesmo que muitos não percebam, os elementos estão presentes em vários produtos do dia a dia, como, por exemplo:
Smartphones e eletrônicos
Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos utilizam terras raras em componentes como telas, componentes eletrônicos e magnéticos e alto-falantes. Esses elementos são essenciais para garantir qualidade e desempenho dos aparelhos comercializados.
Veículos elétricos e energia limpa
Além de dispositivos móveis, carros elétricos também dependem de terras raras para a fabricação de motores e componentes eletrônicos e magnéticos. Além disso, esses minerais também são usados em turbinas eólicas e painéis solares, fundamentais para a transição energética.
Tecnologias avançadas
Equipamentos como drones, sistemas militares e semicondutores também utilizam terras raras. Esses materiais são essenciais para o funcionamento de tecnologias de ponta e para a indústria global de inovação.
Por que o interesse global nesses minerais aumentou?
A demanda por terras raras cresce junto com o avanço tecnológico e a busca por soluções sustentáveis. Esses elementos são fundamentais para setores considerados estratégicos, como energia, mobilidade e eletrônicos.
Além disso, o domínio da produção por poucos países aumenta a importância geopolítica desses recursos, fazendo com que nações como os Estados Unidos busquem alternativas e parcerias, incluindo o Brasil.
Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, chegou a falar sobre as terras raras brasileiras em um plano de aliança internacional para enfraquecer a participação dos chineses no mercado. Apesar da proposta, o governo brasileiro ignorou o republicano.
Com grandes reservas e projetos em desenvolvimento, o Brasil tem potencial para ampliar sua presença no mercado global. A expectativa é de investimentos de cerca de US$ 2,2 bilhões entre 2025 e 2029, impulsionados pela demanda internacional.
No entanto, apesar da forte presença de terras raras no país, para avançar, o Brasil ainda precisa desenvolver sua cadeia produtiva e aumentar a capacidade tecnológica.
O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou nesta sexta-feira (24) que os representantes do país não vão se reunir com os Estados Unidos neste fim de semana no Paquistão.
Em publicação na rede social X, Baghaei afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, vai se reunir com autoridades paquistanesas de alto nível para discutir o conflito com os EUA, mas que “não está previsto nenhum encontro entre o Irã e os EUA”. “As observações do Irã serão transmitidas ao Paquistão”, acrescentou.
A agência de notícias iraniana Tasnim afirmou, mais cedo, que a recusa dos representantes persas em se reunir com os Estados Unidos se devia às “exigências excessivas dos americanos nas negociações”, além do bloqueio naval ao Irã.
Ainda segundo a Tasnim, caso a situação prossiga, o Irã “não perderá tempo com negociações desgastantes e ineficazes”.
Uma decisão recente da Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México, no México, desencadeou uma disputa inusitada e bem-humorada nas redes sociais latino-americanas. O órgão anunciou o reconhecimento do chamado “perrito amarillo”, o tão conhecido cachorro vira-lata caramelo no Brasil, como uma raça nacional, colocando o animal ao lado de ícones tradicionais como o Xoloitzcuintli e o Chihuahua. Entenda na TVT News.
Medida vira debate cultural
A iniciativa mexicana não tem caráter estritamente científico. Segundo autoridades locais, o objetivo principal é combater o preconceito contra cães sem pedigree e incentivar a adoção em um país que enfrenta uma grave crise de abandono animal. Estima-se que o México tenha cerca de 29,7 milhões de cães e gatos em situação de rua, com aproximadamente 70% dos cães vivendo sem tutor.
A estratégia busca transformar a percepção social desses animais, frequentemente negligenciados, em símbolos de identidade e responsabilidade coletiva.
Brasileiros reagem: “símbolo nacional”
A repercussão no Brasil foi imediata. Internautas passaram a reivindicar o “vira-lata caramelo” como patrimônio cultural brasileiro, gerando uma onda de comentários irônicos e nacionalistas nas redes.
Expressões como “roubaram nosso símbolo” e “isso é papo de guerra” viralizaram, ainda que em tom de humor. O animal, que já é protagonista de memes, blocos de Carnaval e produções audiovisuais, é reconhecido como um ícone popular no país.
Curiosamente, a decisão mexicana teria sido inspirada por uma campanha brasileira de 2025 que buscava justamente valorizar o caramelo como símbolo cultural e aumentar sua adoção.
Apesar do anúncio oficial, especialistas destacam que o “cachorro caramelo” não atende aos critérios técnicos exigidos pela Fédération Cynologique Internationale para o reconhecimento de uma raça.
Entre as exigências estão estabilidade genética comprovada, linhagens definidas e acompanhamento por várias gerações, requisitos que não se aplicam ao caramelo, cuja principal característica é justamente a miscigenação.
Esses cães possuem traços genéticos de centenas de raças diferentes, sendo sua aparência padronizada resultado de adaptação ao ambiente, especialmente ao clima quente.
Fama contrasta com abandono
Apesar da popularidade nas redes, a realidade desses animais segue preocupante. Tanto no México quanto no Brasil, cães de pelagem amarelada estão entre os mais abandonados e menos adotados.
Dados apontam que, enquanto raças consideradas “puras” recebem grande procura, os caramelos podem passar anos em abrigos sem interessados. No México, mais de 1.300 animais são abandonados diariamente, e políticas públicas ainda incluem medidas controversas, como o sacrifício em massa para controle populacional.
As duas brasileiras que ficaram feridas após ataque a tiros nas pirâmides mexicanas de Teotihuacan já estão bem, segundo o Itamaraty. Uma mulher canadense morreu e o atirador tirou a própria vida na sequência na segunda-feira (20). Saiba os detalhes na TVT News.
A adolescente brasileira de 13 anos já foi liberada e está com a família. A outra brasileira, uma mulher de 55 anos, segue internada, mas sem risco de morte.
As autoridades de segurança mexicanas disseram que 13 pessoas ficaram feridas no incidente. Não ficou imediatamente claro quantas foram baleadas. Uma testemunha, que pediu anonimato, disse à Reuters que um menino foi baleado na perna.
Promotores locais disseram em um post no X que o atirador era Julio Cesar Jasso Ramirez, um cidadão mexicano.
O tiroteio começou pouco depois das 11 horas da manhã na Pirâmide da Lua, uma das estruturas mais proeminentes do local fora da Cidade do México, de acordo com a testemunha, que tinha acabado de descer do mezanino do templo quando ouviu “estalos” e viu uma debandada de visitantes.
O atirador permaneceu no topo do mezanino, disse a testemunha, acrescentando que ele parecia disparar a maioria dos tiros para o ar, em vez de diretamente contra as pessoas, enquanto carregava um tablet e gritava.
Os espectadores, incluindo alguns com treinamento médico, prestaram os primeiros socorros aos feridos, usando garrafas de água e panos limpos para diminuir o sangramento até a chegada dos paramédicos, acrescentou a testemunha.
As autoridades de segurança disseram que alguns dos feridos foram levados a hospitais, incluindo três colombianos, um deles uma criança de 6 anos, além de cidadãos norte-americanos, russos e brasileiros.
Um segundo canadense também foi ferido no ataque, de acordo com uma postagem no X da ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand.
A presidente Claudia Sheinbaum disse em uma postagem na rede social: “O que aconteceu hoje em Teotihuacan nos causa profunda dor. Expresso minhas mais profundas condolências às pessoas afetadas e suas famílias”.
O tiroteio deve aumentar o escrutínio da segurança do México nos principais locais turísticos e culturais, já que o país se prepara para sediar a Copa do Mundo da Fifa 2026 ao lado dos Estados Unidos (EUA) e do Canadá. Espera-se que o evento atraia milhões de visitantes do exterior.
A cidade pré-hispânica de Teotihuacan foi um dos centros culturais mais importantes da Mesoamérica e é um dos locais turísticos mais populares do México, recebendo 1,8 milhão de visitantes no ano passado.
Embora o México tenha muitos incidentes de tiroteio devido à atividade dos cartéis, a violência em atrações turísticas é rara.
Míssil iraniano atravessa o espaço aéreo de Israel em meio à escalada de tensões entre Teerã, Tel Aviv e Washington. Foto: Divulgação
Nesta terça-feira (7), diversos países do Oriente Médio foram alvos de uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos confirmaram o lançamento de mísseis e drones de Teerã, poucos antes do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã fechasse um acordo favorável a Washington.
Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas localizadas nas proximidades do aeroporto também foram atingidas. De acordo com informações da Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde autoridades locais afirmaram ter interceptado com sucesso um ataque de mísseis.
As tensões se intensificaram ainda mais quando o Ministério do Interior do Bahrein anunciou que sirenes foram ativadas em todo o território, alertando a população para a situação de emergência. O ministério pediu aos cidadãos e residentes que se dirigissem aos locais mais seguros.
Similarmente, os Emirados Árabes Unidos também dispararam sirenes de alerta, informando que estavam combatendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones iranianos. Além disso, o Irã emitiu um aviso alertando para a designação de várias áreas no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita como zonas militares.
A medida entraria em vigor às 23h, horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait, por sua vez, instaurou um toque de recolher em todo o país, recomendando que os moradores saíssem de casa apenas em casos de extrema necessidade.
O ataque não se limitou aos países do Golfo Pérsico. O Irã também continuou seus lançamentos de mísseis contra o território israelense. Em resposta, Israel atacou o Irã, resultando na morte do chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana.
O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, fez duras críticas à retórica do presidente Donald Trump, acusando-o de incitar crimes de guerra e potencial genocídio.
Em uma declaração durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, ele pediu à comunidade internacional que condenasse as ameaças dele antes que a situação se deteriorasse ainda mais. Iravani afirmou que, se as ameaças de Trump se concretizarem, o Irã não ficaria inerte.
O enviado afirmou que Teerã tomaria medidas de autodefesa e ações proporcionais para responder às ameaças. Durante uma postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico fundamental para o comércio de petróleo.
Os Estados Unidos afirmaram que sofreram ataques cibernéticos de hackers pró-Irã e emitiram um alerta no país. A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) notificou que os invasores iniciaram uma série de ofensivas contra os sistemas de água e energia locais.
O alerta não especificou quais instalações haviam sido atingidas nem se houve danos, mas indicou que os ataques estavam focados em equipamentos industriais. A principal empresa alvo parece ser a Rockwell Automation, que oferece soluções de automação industrial.
De acordo com o relatório, os hackers estavam tentando acessar “controladores lógicos programáveis” utilizados para gerenciar sistemas industriais. Como medida preventiva, as autoridades norte-americanas recomendaram que as instalações desconectassem seus sistemas da internet. O alerta ocorre em meio a trocas de ameaças entre Estados Unidos e Irã.
O grupo de hackers pró-Irã, conhecido como Handala, também foi responsável por um grande ataque cibernético em março contra a empresa de tecnologia médica Stryker. Esse ataque afetou a rede global da empresa, causando interrupções nos sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.
Logo do grupo de hackers pró-Irã Handala. Foto: Reprodução
A ofensiva foi uma retaliação a um ataque militar americano que, segundo o The New York Times, resultou na morte de mais de 150 estudantes em uma escola iraniana devido a um erro de escolha de alvos.
Os hackers, que dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da companhia, comprometeram escritórios da empresa em 79 países. Funcionários da Stryker relataram que os sistemas e dados foram apagados, e parte da operação da empresa ficou temporariamente paralisada.
O grupo Handala, formado em 2022, assumiu a autoria do ataque e divulgou sua ação nas redes sociais. Eles associam suas atividades aos interesses iranianos e afirmaram que “todos os dados estão nas mãos do povo livre”.
O ataque a Stryker foi o primeiro grande incidente cibernético desde o início da guerra entre os EUA e o Irã, e durante a invasão, o logotipo do Handala foi exibido em várias páginas de login de empresas, como relatado pelo Wall Street Journal.
Fumaça após ataque aéreo israelense na aldeia Tayr Harfa, perto da fronteira entre Líbano e Israel. Foto: Kawnat Haju/AFP
A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um alerta para a população de países vizinhos e de Israel, recomendando que evitassem se aproximar de áreas sob risco de “perigo iminente”. As localizações indicadas incluem partes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e uma ponte ferroviária em Tel Aviv, Israel.
Essas zonas foram designadas como “militares fechadas” e ficarão sob alerta a partir das 23h (horário de Teerã). A Guarda iraniana alertou a população a sair rapidamente dessas áreas e a procurar rotas seguras, enfatizando que ignorar o aviso poderia resultar em risco de vida.
O porta-voz Ibrahim Thul-Fiqari afirmou que os centros de Inteligência Artificial em Israel serão alvos de destruição e pediu que a população “saia o mais rápido possível” das áreas. A ameaça do Irã é uma retaliação a ataques a universidades iranianas.
Thul-Fiqari também mencionou a inclusão das instalações petrolíferas da Aramco e de Yanbu, além do oleoduto de Fujairah, na lista de alvos do país. O governo dos EUA, através da sua embaixada na Arábia Saudita, afirmou que acompanha a situação de perto e aconselhou os cidadãos americanos a reconsiderarem viagens à região.
Mísseis iranianos lançados contra Israel. Foto: Reuters
A Guarda Revolucionária do Irã disse que um ataque relâmpago do país “remodelaria o planeta”. O porta-voz da Guarda, Ibrahim Thul-Fiqari, lançou uma série de ameaças ao governo dos EUA, dizendo que os abrigos fortificados de Washington seriam inúteis diante da “ira devastadora” do Irã. Ele afirmou que qualquer ação americana na região faria com que “os EUA ardessem no inferno”.
A Guarda Revolucionária também deixou claro que o Irã passou da fase de diálogo e está agora preparado para “erradicação e aniquilação total”. A situação se intensificou com o anúncio de ataques retaliatórios que deixariam a região no escuro.
Autoridades iranianas prometeram continuar lutando, desafiando os prazos estabelecidos pelos Estados Unidos, afirmando que têm capacidade para sustentar a guerra por mais seis meses, caso necessário.
Donald Trump, presidente dos EUA, também tem intensificado as ameaças, dizendo que um “momento revolucionário” pode ocorrer com o fim do prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz. O republicano também afirmou que, caso o Irã não ceda, uma “mudança de regime completa” será imposta, provocando uma “morte de uma civilização inteira”.
O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II
Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.
Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:
A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.
Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.
Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.
Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação
O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda
A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.
A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ DivulgaçãoUma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/DivulgaçãoLado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação
Como as imagens são feitas
Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.
Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.
Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:
Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.
Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço
A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.
De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu nesta terça-feira (7) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que conceda uma prorrogação de duas semanas em sua ameaça de destruir “toda a civilização” do Irã, caso Teerã não aceite um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em uma publicação na rede X, Sharif também apelou diretamente à liderança iraniana para que reabra o estreito pelo mesmo período, como um “gesto de boa vontade”.
“Também pedimos a todas as partes envolvidas no conflito que adotem um cessar-fogo imediato, em todos os territórios, por duas semanas, para permitir que a diplomacia avance rumo a uma solução definitiva para a guerra, no interesse da paz e da estabilidade de longo prazo na região”, escreveu.
Diplomatic efforts for peaceful settlement of the ongoing war in the Middle East are progressing steadily, strongly and powerfully with the potential to lead to substantive results in near future. To allow diplomacy to run its course, I earnestly request President Trump to extend…
O apelo público do premiê paquistanês (que vem atuando como mediador entre as potências envolvidas) ocorreu poucas horas antes do prazo estabelecido por Trump, às 20h (horário da costa leste dos EUA), para que o Irã aceite um acordo ou enfrente ataques em larga escala contra sua infraestrutura civil.
Na manhã desta terça-feira, Trump elevou drasticamente o tom. Em publicação na Truth Social, alertou que “uma civilização inteira pode desaparecer esta noite, para nunca mais voltar” caso não haja acordo.
Ainda assim, sugeriu a possibilidade de uma reviravolta: “Agora que temos uma mudança completa de regime, com lideranças diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo extraordinariamente positivo possa acontecer, quem sabe?”, escreveu.
“Vamos descobrir esta noite. Pode ser um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo.”
A ameaça veio após forças americanas atingirem, na noite anterior, alvos militares na Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, segundo confirmou um funcionário da Casa Branca à CNBC.
Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã vem restringindo grande parte do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, após a escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel. O bloqueio provocou um choque sem precedentes na oferta global, fazendo os preços da energia dispararem.
Trump afirmou que o exército iraniano foi “devastado”, mas reconheceu que o país ainda mantém controle sobre o tráfego marítimo no estreito, um fator que lhe garante forte poder de barganha.
Em outra publicação, feita no domingo de Páscoa, o presidente já havia adotado um tom agressivo, ameaçando destruir pontes e usinas de energia iranianas até a noite de terça-feira e exigindo que Teerã “reabra imediatamente o estreito”.
A Rússia e a China vetaram nesta terça-feira (7), uma resolução do Conselho de Segurança da ONU destinada a reabrir o Estreito de Ormuz, que havia sido repetidamente enfraquecida na esperança de que esses dois países se abstivessem.
A votação por um placar de 11 a 2, com duas abstenções do Paquistão e da Colômbia, ocorreu poucas horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer uma ameaça sem precedentes de que “toda uma civilização morrerá esta noite” se o Irã não abrir a via navegável estratégica e fizer um acordo antes de seu prazo das 21h (de Brasília).
Rússia e China defenderam fortemente sua oposição, ambas citando diretamente a ameaça mais recente e perigosa de Trump de acabar com a civilização do Irã como confirmação de que a proposta daria aos EUA e a Israel “carta branca para agressões contínuas”, como colocou o enviado russo Vassily Nebenzia.
Após os vetos, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, convocou as nações responsáveis a se juntarem a Washington na segurança do estreito.
“Convocamos nações responsáveis a se juntarem a nós na segurança do Estreito de Ormuz, protegendo-o e garantindo que permaneça aberto ao comércio legal, bens humanitários e ao livre movimento de bens mundiais”, disse Waltz.
Já o enviado iraniano afirmou que Teerã tomará medidas “imediatas e proporcionais” se Trump seguir adiante com as ameaças.
Em paralelo, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, frisou que o governo está ciente dos altos preços da gasolina que os canadenses estão enfrentando e, em meio à incerteza sobre quanto tempo a guerra no Irã pode persistir, ele está “analisando” maneiras de ajudar, segundo a Bloomberg.
Carney fez o comentário em resposta a uma pergunta sobre o que ele diria para a população enfrentando preços próximos a 2 dólares canadenses por litro na bomba.
À medida que o conflito com o Irã se intensifica, as recentes ameaças do presidente Donald Trump de bombardear a infraestrutura civil do país levantaram um dilema crítico para os oficiais militares dos EUA: devem eles obedecer às ordens ou se recusar, correndo o risco de cometer crimes de guerra?
Em uma ameaça abjeta, Trump disse publicamente que o Irã teria até um prazo estipulado para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, ou enfrentaria as consequências. Sua ordem envolvia bombardeios nas usinas de energia e pontes do Irã, levando especialistas jurídicos a concluir que tais ações indubitavelmente constituiriam crimes de guerra.
Segundo o Guardian, Margaret Donovan e Rachel VanLandingham, ex-oficiais da Judge Advocate General (JAG), expressaram grande preocupação, explicando que as ordens de Trump entram em conflito direto com décadas de treinamento legal militar. “Tais declarações retóricas — se seguidas — equivaleriam aos crimes de guerra mais graves”, escreveram no site Just Security.
O Judge Advocate General (JAG) é um corpo de militares que atuam como advogados dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos. Eles são responsáveis por fornecer assessoria jurídica para os militares, representando os interesses do governo em questões legais, tanto no âmbito penal quanto civil. Além disso, eles também atuam em processos de justiça militar, oferecendo serviços jurídicos aos comandantes e aos soldados, incluindo defesa em tribunais militares e aconselhamento sobre as leis da guerra.
Cada ramo das Forças Armadas dos EUA possui sua própria divisão JAG, como o Exército, a Marinha, a Força Aérea e os Fuzileiros Navais. O cargo de Judge Advocate General é ocupado por um oficial de alta patente que supervisiona todo o sistema jurídico dentro de um ramo das Forças Armadas, enquanto os JAG officers (ou oficiais JAG) atuam em diversas funções legais, incluindo como promotores, defensores e conselheiros legais.
As ameaças de Trump de destruição em massa, incluindo bombardear o Irã “de volta à Idade da Pedra”, e a ordem do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para “não dar abrigo, sem misericórdia”, distanciaram ainda mais as ações militares dos EUA dos padrões legais e morais que tradicionalmente governaram a conduta militar. À medida que essas ações colocam os soldados em uma posição de potencialmente cometer atrocidades, o dilema entre obedecer ordens ilegais ou enfrentar consequências legais se torna cada vez mais presente.
Historicamente, membros do Exército resistiram a ordens consideradas ilegais, citando precedentes como a recusa dos soldados dos EUA em participar no Massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã. Mas, como observou a professora de ciência política Charli Carpenter, situações em que os soldados precisam desobedecer ordens “manifestamente ilegais” nem sempre são claras no campo de batalha.
O comportamento e as palavras de Trump levantaram alarmes sobre o risco de escalada, particularmente em relação às armas nucleares. O presidente dos EUA tem autoridade exclusiva para lançar ataques nucleares, mas o protocolo para tais ações exige a participação de oficiais militares. Caso Trump emita tal ordem, caberá aos envolvidos na cadeia de comando considerá-la ilegal e possivelmente impedi-la — uma perspectiva que parece cada vez mais tênue à medida que Trump continua a purgar o exército de pessoal que possa resistir às suas diretrizes.
Nos últimos dias, Trump amplificou suas ameaças, avisando que o Irã poderia ser “destruído” em uma única noite, e sugerindo que a destruição do país seria iminente, a menos que o Irã cumprisse suas exigências.
O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Divulgação
Nesta terça-feira (7), Amir-Saeid Iravani, enviado do Irã na ONU, afirmou que Teerã não ficará inerte caso o presidente dos EUA, Donald Trump, leve adiante suas ameaças. Em uma reunião do Conselho de Segurança, Iravani acusou Trump de incitar crimes de guerra ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo.
Segundo o representante iraniano, tais palavras podem configurar genocídio. O diplomata destacou que o Irã não ficará de braços cruzados diante das ameaças de Trump e que tomará ações imediatas e proporcionais para se defender.
“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse ele.
Ele pediu à comunidade internacional que se posicione contra essa retórica antes que seja tarde demais. A resposta de Teerã foi imediata, com a declaração de que diversas infraestruturas da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein seriam alvos, pedindo a civis que evitassem essas áreas.
Trump, por sua vez, intensificou as ameaças. Em uma postagem no Truth Social, o presidente dos EUA declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao referir-se ao prazo final para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita após várias autoridades iranianas mostrarem sinais claros de que não pretendem ceder.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, afirmou.
Postagem de Trump no Truth Social. Foto: Divulgação
O Irã bloqueou parcialmente o estreito desde o ataque dos EUA e Israel ao seu território em 28 de fevereiro, o que gerou um aumento nos preços do petróleo. O prazo dado por Trump para que o Irã reabra a passagem encerra nesta terça-feira, às 21h, horário de Brasília.
O clima em Teerã é de extrema tensão. Antes da postagem de Trump, o governo iraniano havia apelado para a formação de correntes humanas por toda a população, com o intuito de proteger instalações de energia e outros ativos do país.
Segundo Alireza Rahimi, do Conselho Supremo da Juventude, a medida visa proteger as usinas de energia que são vitais para o país. “As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, já havia afirmado que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país. “Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, afirmou Pezeshkian em publicação no X.
O ambos os países rejeitou uma proposta de cessar-fogo do Paquistão, preferindo negociar uma solução definitiva para o conflito, ao invés de uma pausa temporária. A proposta paquistanesa sugeria que o cessar-fogo entrasse em vigor imediatamente, com um prazo de 15 a 20 dias para um acordo mais amplo, o que foi rejeitado pelas autoridades iranianas.
O papa Leão XIV fez duras críticas às recentes ameaças contra o povo iraniano durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (7). Para ele, as ameaças são “inaceitáveis”, e ele destacou que ataques à infraestrutura civil, como pontes e usinas de energia, são claras violações do direito internacional.
O pontífice reagiu às declarações do presidente dos EUA Donald Trump, que afirmou em uma rede social que “uma civilização inteira morrerá” na noite de terça-feira, caso o Irã não atenda às exigências de reabertura do Estreito de Ormuz.
Durante a coletiva, o papa reiterou seu apelo pela paz no Oriente Médio e pediu que cidadãos de todo o mundo pressionassem seus representantes políticos para pôr fim à guerra.
Ele enfatizou que, além das questões legais, essa é uma questão de moralidade, pois são vidas humanas que estão em jogo, incluindo as de crianças. O pontífice, que tem intensificado suas críticas ao conflito, já havia afirmado, em 29 de março, que Deus não escutaria as orações de líderes que fomentam a guerra.
O presidente dos EUA Donald Trump. Foto: Divulgação
Em relação às declarações de Trump, Leão XIV expressou preocupação com as implicações dessas ameaças, afirmando que, além das questões jurídicas, há um profundo dilema moral envolvido.
Para ele, qualquer ação que tenha como alvo a população civil, especialmente em tempos de guerra, é uma violação dos princípios fundamentais do direito internacional e dos direitos humanos.
Trump, por sua vez, manteve o tom agressivo nas redes sociais. O presidente dos EUA, em postagem feita horas antes do prazo final dado ao Irã, declarou que o ataque planejado seria um dos momentos mais significativos da história mundial.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, em que mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, quem sabe?”, afirmou Trump.
Prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina às 21h nesta terça e mundo teme ataque nuclear
Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato.
25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem, até terça-feira à noite, por “segurança”
Irã ameaça privar os EUA e seus aliados de petróleo e gás “por anos”
EUA tentam conter rumores sobre eventual ataque nuclear ao Irã
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Irã sofre novos ataques poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
Com o prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina nesta terça, embaixador iraniano no Kwait diz aos países da região que é preciso evitar uma tragédia
Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita
Confira as principais atualizações sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã
Mercado do petróleo aguarda com atenção ultimato de Trump ao Irã
Os preços do petróleo fecharam com resultados mistos nesta terça-feira (7), horas antes de expirar o ultimato do presidente americano, Donald Trump, ao Irã.
25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
Trump tem saúde mental questionada por suas ameaças apocalípticas ao Irã. Donald Trump não é exatamente alheio a uma linguagem provocadora. No entanto, sua ameaça de aniquilar a civilização iraniana, juntamente com outros comentários intimidatórios recentes, levaram seus críticos a questionar a saúde mental do presidente e evocar a 25ª Emenda da Constituição dos EUA
Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato
O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que “uma civilização inteira morrerá” no Irã nesta terça-feira se o regime não aceitar os termos do ultimato.
Reprodução do post de Donad Trump ameaça acabar com uma civilização se Irã não acatar ultimato
Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
Da AFP em Teerã, Irã
O Irã está preparado para todas as possibilidades no contexto da guerra com os Estados Unidos e Israel, afirmou o primeiro vice-presidente, Mohammad Reza Aref, após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de aniquilar uma “civilização inteira”.
“A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, declarou Aref em uma mensagem no X.
Papa qualifica como ‘inaceitável’ ameaça de Trump contra todo o povo iraniano
O papa Leão XIV qualificou como “inaceitável”, nesta terça-feira (7), a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de eliminar toda a civilização iraniana se Teerã não respeitar seu ultimato, esta noite, para reabrir o Estreito de Ormuz.
“Hoje (…) foi feita esta ameaça contra todo o povo do Irã, e isto é realmente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais que isso, trata-se de uma questão moral”, disse o papa aos jornalistas, ao deixar sua residência de Castel Gandolfo, perto de Roma, rumo ao Vaticano.
Trump diz que iranianos são “animais” e por isso um ataque a usinas de eletricidade e pontes não pode ser chamado de crime de guerra
Nesta segunda (6), Trump demonstrou não estar preocupado em estar cometendo ou não crimes de guerra e, ao ser questionado sobre violar a Convenção de Genebra, o presidente dos Estados Unidos chamou os iranianos de animais.
Para Trump, o Irã deve ser tomado em único dia a partir de hoje.
Irã critica ameaça de Trump como “irresponsável” na ONU
O embaixador do Irã nas Nações Unidas criticou na terça-feira as ameaças extremas de Donald Trump contra seu país, após o presidente ter alertado que, se Teerã não aceitar…
Preços do petróleo disparam
Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons
Irã ameaça privar EUA e aliados de petróleo e gás “por anos”
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o exército do Irã, ameaçou, nesta terça-feira, com ações contra infraestruturas que “privarão os Estados Unidos e seus aliados de petróleo e gás da região por anos”.
“Até agora, demonstramos grande contenção em um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas agora estão suspensas”, alertou a IRGC em um comunicado transmitido pela televisão estatal. “Se o exército terrorista dos EUA cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Exército israelense lamenta danos causados a sinagoga no Irã por bombardeio
O exército israelense afirmou na terça-feira que lamenta os danos causados a uma sinagoga em Teerã por um bombardeio que, segundo alegou, tinha objetivos militares.
Novos ataques contra o Irã poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
O Irã sofreu novos ataques nesta terça-feira (7), que deixaram 18 mortos, poucas horas antes do fim do ultimato anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça destruir instalações civis do país se um acordo não for alcançado para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
O Irã alerta que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”.
A empresa italiana ENI descobre um importante campo de gás natural na costa do Egito
O Egito e a gigante italiana de energia ENI anunciaram na terça-feira uma descoberta “significativa” de gás natural na costa do país norte-africano.
Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem até terça-feira à noite por “segurança”
O exército israelense alertou os iranianos na manhã de terça-feira para que evitassem viagens de trem até as 17h30 GMT, em uma mensagem publicada na rede social X que prenuncia futuros ataques à rede ferroviária da República Islâmica.
“Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de usar trens ou viajar de trem em todo o país a partir de agora até as 21h, horário do Irã”, escreveu o exército israelense em sua conta em língua persa. “Sua presença em trens e perto dos trilhos coloca suas vidas em risco”, acrescentou a mensagem.
Embaixador iraniano no Kuwait insta os países do Golfo a evitarem “tragédia” após ultimato de Trump
O embaixador do Irã no Kuwait, na terça-feira, instou os países do Golfo a encontrarem uma maneira de evitar uma “tragédia”, visto que o prazo estabelecido por Donald Trump para que Teerã aceite o acordo de cessa-fogo acaba hoje.
Esta imagem de satélite, divulgada pela 2026 Planet Labs PBC em 1º de março de 2026, mostra uma coluna de fumaça subindo em Dubai após um ataque com projéteis. (Foto: AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS
Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita
Ataques noturnos contra a Arábia Saudita atingiram um complexo petroquímico localizado em uma extensa zona industrial na cidade de Jubail, no leste do país, informou uma fonte no local à AFP nesta terça-feira, horas depois de instalações semelhantes terem sido bombardeadas no Irã.
“Um ataque causou um incêndio nas instalações da SABIC em Jubail. O som das explosões foi muito alto”, disse a fonte, referindo-se à Corporação Saudita de Indústrias Básicas (SABIC).
Jubail, no leste da Arábia Saudita, abriga um dos maiores centros industriais do mundo, produzindo aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.
Ataques aéreos destroem sinagoga na capital do Irã, segundo a mídia local
Uma sinagoga em Teerã foi “completamente destruída” por ataques aéreos israelenses e americanos na madrugada de terça-feira, informou a agência de notícias Mehr.
Ataques no consulado israelense em Istambul
Um dos atacantes foi morto e dois ficaram feridos em um tiroteio ocorrido na terça-feira em frente ao consulado israelense em Istambul. Dois policiais também sofreram ferimentos leves.
A agência de inteligência de Israel, o Mossad, apresentou um plano para provocar a queda do governo do Irã por meio de operações combinadas com agitação interna, segundo reportagem do New York Times. A proposta teria sido usada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para convencer o presidente Donald Trump de que seria possível derrubar a República Islâmica com rapidez.
De acordo com o jornal, o chefe do Mossad, David Barnea, apresentou o plano dias antes do início da guerra. A estratégia previa a eliminação de lideranças iranianas, seguida de uma série de operações de inteligência destinadas a estimular uma revolta popular. A avaliação era de que isso poderia levar a um levante em larga escala e à queda do regime.
Em janeiro, episódios de violência ocorridos nos dias 8 e 9 no Irã, que deixaram cerca de 3 mil mortos, foram incorporados a essa narrativa. Esses eventos foram apresentados como protestos pró-democracia no Ocidente, mas eram parte de um cenário utilizado para sustentar a viabilidade de uma mudança de regime.
A leitura atribuída ao Mossad era de que esses episódios funcionariam como um indicativo de que a sociedade iraniana poderia reagir a uma ofensiva militar.
Os acontecimentos de janeiro foram levados a Trump como uma espécie de “prévia” de uma possível insurreição mais ampla. A avaliação era de que ataques direcionados contra a liderança iraniana poderiam desencadear um colapso imediato do governo, com apoio interno. Parte de autoridades americanas e da inteligência israelense, no entanto, expressou dúvidas sobre essa hipótese.
No início do conflito, o discurso público de Trump refletiu essa expectativa. Em declaração em vídeo, ele afirmou que a população iraniana deveria assumir o controle do país ao fim das operações. “Finalmente, ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima… quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será de vocês”, disse.
THIS IS HILARIOUS 😭😭
“Iran 🇮🇷 wanted to make me their Supreme leader but i refused and said no thanks”
A hipótese de mudança de regime, porém, perdeu força rapidamente. Menos de duas semanas após o início da guerra, senadores americanos afirmaram que a derrubada do governo iraniano não fazia parte dos objetivos da operação e que não havia um plano estruturado nesse sentido.
Avaliações da CIA indicam que o regime iraniano não deve cair, mesmo diante dos ataques. Segundo a agência, a morte de lideranças poderia resultar na ascensão de um governo mais radical. A inteligência israelense também avalia que o governo foi enfraquecido, mas segue no poder.
Com o avanço do conflito e a ausência de um desfecho rápido, avaliações iniciais passaram a ser revistas. Segundo o próprio relatório citado pelo New York Times, a crença de que Israel e Estados Unidos poderiam estimular uma revolta ampla foi uma falha central no planejamento da guerra.
Autoridades militares americanas alertaram que a população não sairia às ruas sob bombardeio, e analistas consideraram baixa a probabilidade de um levante.
A seleção do Brasil perdeu para a França pelo placar de 2 a 1, em partida amistosa que marca o início da fase final de preparação para a próxima Copa do Mundo, que será disputada no México, no Canadá e nos Estados Unidos. O confronto foi realizado no Gillete Stadium, em Boston. Leia em TVT News
Antes do início da Copa, a seleção brasileira fará mais três amistosos preparatórios. O primeiro será no dia 31 de março, contra a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando.
Depois, o Brasil fará um jogo de despedida da torcida brasileira. A seleção enfrentará o Panamá no dia 31 de maio no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Por fim, no dia 6 de junho, uma semana antes da estreia do Brasil no Mundial, a seleção enfrenta o Egito em seu último amistoso antes da estreia. A partida será disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland.
Brasil x França: história tem vantagem da França nas últimas copas
No histórico entre Brasil x França em Copas do Mundo, os franceses levam vantagem, especialmente em confrontos eliminatórios.
Um dos primeiros encontros de grande impacto ocorreu na Copa de 1986, no México, quando as seleções empataram por 1 a 1 no tempo normal e a França venceu nos pênaltis, eliminando o Brasil nas quartas de final.
Anos depois, o duelo voltou a ganhar destaque na final da Copa de 1998, em Paris, quando os franceses venceram por 3 a 0 e conquistaram o título. Em 2006, na Alemanha, a França novamente superou o Brasil, desta vez por 1 a 0, nas quartas de final.
Estreia do uniforme número 2 será no jogo Brasil x França. Foto: Instagram / CBF
Qual horário dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.
Na segunda rodada, o Brasil volta a campo no dia 19 de junho, quando encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h (horário de Brasília).
Horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo; Arte: TVT News, com apoio de IA
Conseguindo a classificação para a fase de 16 avos de final, a seleção vai enfrentar um adversário do Grupo F (Holanda, Japão, Tunísia e Europa B – Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia) no dia 29 de junho. O jogo será em Houston se o Brasil fechar em primeiro a fase de grupos. Ficando em segundo, o time nacional jogará em Monterrey.
Jogos do Brasil na Copa do Mundo
Data
Horário
Dia da semana
Local
Jogo
13 de junho
19h
Sábado
New Jersey – Estádio MetLife
Brasil x Marrocos
19 de junho
22h
Sexta
Filadélfia – Lincoln Financial Field
Brasil x Haiti
24 de junho
19h
Quarta
Miami – Estádio Hard Rock
Brasil x Escócia
Jogos da Copa do Mundo
A tabela completa do torneio foi divulgada em evento na tarde deste sábado (06) comandado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, com participação dos ex-jogadores Ronaldo,Totti, Stoichkov e Lalas. A cerimônia ocorreu no Hilton Capital Hotel em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 com a sede compartilhada em 16 cidades divididas entre México, Estados Unidos e Canadá. Os grupos foram definidos nesta sexta-feira (5) em sorteio no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo de 2026 reunirá 48 seleções e terá o total de 104 jogos. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, será disputado no dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México (México). Já a grande decisão está programada para o dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos).
Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Confira os grupos da Copa de 2026 completos:
Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul e Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte).
Grupo B: Canadá, Suíça, Catar e Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales e Bósnia).
Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti
Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)
Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim e Curaçau
Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia e Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia)
Grupo G: Bélgica, Irã, Egito e Nova Zelândia.
Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde.
Grupo I: França, Senegal, Noruega e Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque).
Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia.
Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão e Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia).
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá e Gana.
Rumo ao Hexa: Copa do Mundo 2026 tem jogos definidos. Arte: TVT News
Qual o caminho do Brasil na Copa do Mundo?
Adversários do Brasil na Fase de Grupos
1ª rodada – 13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos
2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti
3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – Escócia x Brasil
Quais são os possíveis adversários do Brasil na Copa do Mundo?
Primeiro mata-mata
Se o Brasil passar em 1º lugar no grupo C, vai enfrentar o vice-líder do grupo F, composto por Holanda, Japão, Tunísia e uma seleção europeia vinda da repescagem.
O jogo seria no dia 29 de junho, uma segunda-feira, em Houston.
Caso o Brasil passe em 2ª lugar, enfrenta quem ficar em 1° o grupo F. Nesse caso, o jogo também seria no dia 29, mas em Monterrey, no México.
Brasil estreia contra Marrocos no dia 13 de junho. Arte: TVT News
O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (26) ter matado o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, considerado peça-chave na estratégia militar iraniana no Golfo Pérsico e apontado por Tel Aviv como o responsável direto pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Leia em TVT News.
Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, Tangsiri foi morto em um ataque aéreo na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irã. A operação teria ocorrido durante uma reunião com outros oficiais de alto escalão da Guarda Revolucionária. De acordo com Israel, o comandante era o principal responsável por coordenar ações navais que incluíram a minagem e o bloqueio da rota marítima estratégica.
Tangsiri comandava a força naval da Guarda Revolucionária desde 2018 e era um dos nomes mais influentes da estrutura militar iraniana. Para autoridades israelenses, ele tinha papel central no controle do estreito e na imposição de restrições à navegação internacional, afetando diretamente o fluxo global de petróleo.
A ofensiva ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já dura semanas e envolve ataques diretos entre os dois países, além da participação indireta de outras potências. Israel sustenta que a eliminação do comandante faz parte de uma estratégia para enfraquecer a capacidade militar iraniana e pressionar pela reabertura da rota marítima.
Irã não confirma
Apesar das declarações de Tel Aviv, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente a morte de Tangsiri. Até o momento, autoridades de Teerã mantêm silêncio ou tratam as informações como parte da “guerra de narrativas”. A ausência de confirmação segue um padrão já observado em episódios anteriores, nos quais o Irã evita reconhecer perdas imediatas em sua cadeia de comando.
Por outro lado, fontes internacionais indicam que os Estados Unidos confirmaram a morte do comandante, reforçando a versão israelense e apontando o episódio como um golpe relevante contra a estrutura naval iraniana.
A possível morte de Tangsiri ocorre em um momento crítico para o Estreito de Ormuz. A passagem segue fechada ou severamente restrita à navegação internacional desde o início da atual crise, após o Irã impor bloqueios como resposta a ataques militares conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos.
Na prática, o estreito permanece sob controle iraniano, com forte presença militar e ameaças a embarcações consideradas hostis. O tráfego marítimo foi drasticamente reduzido — estimativas apontam queda significativa no fluxo de petroleiros, com dezenas de navios retidos ou desviando rotas para evitar a região.
A importância estratégica do Estreito de Ormuz explica a dimensão da crise. Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pelo local, o que torna qualquer interrupção um fator de instabilidade imediata nos mercados internacionais de energia.
Diante desse cenário, forças navais dos Estados Unidos e de aliados monitoram a região e discutem alternativas para garantir a circulação de navios. Até agora, porém, não houve anúncio de uma operação definitiva capaz de restabelecer o tráfego de forma plena.
Analistas avaliam que, caso confirmada, a morte de Alireza Tangsiri representa um golpe simbólico e operacional relevante para o Irã, mas insuficiente, por si só, para reverter o bloqueio do estreito. A tendência, segundo especialistas, é de continuidade da escalada, com risco de novas retaliações e ampliação do conflito regional.
Assim, o cenário permanece marcado por incerteza: Israel afirma ter eliminado um dos principais arquitetos do bloqueio marítimo, os Estados Unidos corroboram a informação, o Irã evita confirmação oficial e o Estreito de Ormuz segue como epicentro de uma crise que ameaça a segurança energética global.
Quem está na final da repescagem para a Copa do Mundo?
Na repescagem europeia os jogos das finais serão na terça, 15h45:
Bósnia x Itália (Chave 1)
Suécia x Polônia – (Chave 2)
Kosovo x Turquia (Chave 3)
República Tcheca x Dinamarca (Chave 4)
Na repescagem intercontinental os jogos serão:
Quarta-feira (01/04) – 00h – Iraque x Bolívia – Estádio BBVA, em Monterrey (México)
Resultados dos jogos da repescagem para a Copa do Mundo 2026
Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Turquia
1 x 0
ENCERRADO: Turquia classificada para final
Romênia
Local: Beşiktaş Park, Istambul (TUR)
Data/Hora: 26/03 • 14h (Brasília)
Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Itália
2 x 0
ENCERRADO – Itália classificada para final
Irlanda do Norte
Local: Atleti Azzurri d’Italia, Bérgamo (ITA)
Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)
Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
País de Gales
1 x 1 | 2 x 4 (pênaltis)
Bósnia clássifcada nos pênaltis para as finais
Bósnia
Local: Cardiff City Stadium, Cardiff (WAL)
Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)
Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Ucrânia
1 x 3
ENCERRADO – Suécia classificada para a final
Suécia
Local: Ciutat de València, Valência (ESP)
Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)
Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Polônia
2 x 1
ENCERRADO – Polônia classificada para a final
Albânia
Local: Estádio Nacional, Varsóvia (POL)
Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)
Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Eslováquia
3 x 4
Encerrado – Kosovo classificado para a final
Kosovo
Local: Estádio Nacional, Bratislava (SVK)
Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)
Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Dinamarca
4 x 0
ENCERRADO – Dinamarca classificada para a final
Macedônia do Norte
Local: Parken Stadium, Copenhague (DEN)
Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)
Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
República Tcheca
2 x 2 | 4 x 3 (pênaltis)
Encerrado: República Theca classificada para as finais
Irlanda
Local: Fortuna Arena, Praga (CZE)
Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)
Repescagem Mundial – Semifinais
Encerrado
Bolívia
2 x 1
ENCERRADO – Bolívia classificada para a final
Suriname
Local: Estádio BBVA, Monterrey (MEX)
Data/Hora: 26/03 • 19h (Brasília)
Repescagem Mundial – Semifinais
AO VIVO
Nova Caledônia
0 x 0
1º tempo • 00′
Jamaica
Local: Estádio Akron, Guadalajara (MEX)
Data/Hora: 27/03 • 00h (Brasília)
Repescagem Mundial – Finais
AO VIVO
RD Congo
0 x 0
1º tempo • 00′
Nova Caledônia ou Jamaica
Local: Estádio Akron, Guadalajara (MEX)
Data/Hora: 31/03 • 18h (Brasília)
Repescagem Mundial – Finais
AO VIVO
Iraque
0 x 0
1º tempo • 00′
Bolívia ou Suriname
Local: Estádio BBVA, Monterrey (MEX)
Data/Hora: 01/04 • 00h (Brasília)
Repescagem Europeia – Finais
TERÇA, 31/03
País de Gales ou Bósnia
0 x 0
2º tempo • 00′
Itália ou Irlanda do Norte
Data/Hora: 31/03 • 15h45 (Brasília)
Onde assistir aos jogos da repescagem para a Copa do Mundo 2026
Para não perder nenhum detalhe do drama de seleções como Itália, Dinamarca, da Bolívia e da Concacaf, confira onde serão transmitidos os jogos da repescagem
TV por Assinatura: A maior parte da grade de jogos da repescagem europeia (UEFA) e do torneio mundial está dividida entre os canais SporTV (Grupo Globo) e os canais ESPN. Fique atento aos canais alternativos de ambas as redes (como SporTV 2, SporTV 3 e ESPN 4), pois muitas semifinais acontecem de forma simultânea.
Streaming (Plataformas Pagas): O Disney+ (que agora concentra todo o catálogo esportivo da ESPN) transmitirá praticamente todos os confrontos do mata-mata europeu. Já os assinantes do Globoplay + Canais ao Vivo poderão acompanhar os sinais do SporTV.
Internet e Opções Gratuitas: A CazéTV (no YouTube, Prime Video e Twitch) adquiriu os direitos de partidas selecionadas, especialmente do torneio de repescagem mundial que envolve seleções sul-americanas e da Concacaf. Além disso, o FIFA+ (plataforma de streaming oficial e gratuita da FIFA) transmitirá as partidas que não tiverem exclusividade na TV fechada brasileira.
TV Aberta: A TV Globo reserva espaço em sua grade apenas para as grandes finais da repescagem, que acontecerão na próxima terça-feira (31 de março), com foco nos confrontos de maior apelo de audiência.
Quais os confrontos da repescagem?
Europa
Semifinais
Horários de Brasília
Finais
Terça-feira (31/03)
15h45 – País de Gales ou Bósnia x Itália ou Irlanda do Norte – (Chave 1)
15h45 – Ucrânia ou Suécia x Polônia ou Albânia – (Chave 2)
15h45 – Eslováquia ou Kosovo x Turquia ou Romênia – (Chave 3)
15h45 – República Tcheca ou Irlanda x Dinamarca ou Macedônia do Norte – (Chave 4)
Repescagem Mundial: tabela de jogos
Semifinais
Horários de Brasília
Finais
Terça-feira (31/03)
18h – RD Congo x Nova Caledônia ou Jamaica – Estádio Akron, em Guadalajara (México)
Quarta-feira (01/04)
00h – Iraque x Bolívia – Estádio BBVA, em Monterrey (México)
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, discursa durante o sorteio do Torneio de Repescagem da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Casa do Futebol da FIFA, em Zurique, em 20 de novembro de 2025. (Foto de Fabrice COFFRINI / AFP)
Onde serão os jogos da Copa do Mundo 2026
Cidades em que acontecerão os jogos da Copa do Mundo 2026. Arte: TVT News
ONU declara tráfico de escravos o crime mais grave contra a humanidade
A Assembleia Geral da ONU adotou nesta quarta-feira uma resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”.
A votação final teve 123 Estados-membros a favor, três contra e 52 abstenções, incluindo Portugal.
Declaração aponta importância de se abordar injustiças históricas afetando os africanos e pessoas de ascendência africana, prevê pedido de desculpas pelo tráfico de escravos e um fundo de reparações.
Extrema direita internacional: apenas Estados Unidos, Israel e Argentina votaram na ONU contra uma resolução, aprovada nesta quarta-feira (25), que declara que o tráfico de escravizados africanos foi o crime mais grave contra a humanidade.
No resultado, os restantes países lusófonos registraram votos favoráveis, sendo que Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste.
Vergonha da extrema-direita internacional: Israel, EUA e Argentina votaram contra a declaração. Vários países europeus, Austrália e Canadá se abstiveram. Imagem: Reprodução / ONU News
Escravização foi “ruptura profunda na história humana”
Pela decisão, os Estados-membros da organização devem considerar a apresentação de desculpas pelo tráfico de escravos e contribuir para um fundo de reparações para o fenômeno histórico ocorrido desde o Século XV.
O documento destaca ainda que o tráfico de africanos escravizados em larga escala marcou uma ruptura profunda na história humana, cujas consequências se estenderam por séculos e continentes.
A declaração ressalta a importância de se abordar as injustiças históricas que afetam os africanos e as pessoas de ascendência africana de uma maneira que sejam promovidos a justiça, os direitos humanos, a dignidade e a reparação.
Rumo à reparação das injustiças históricas
O documento também enfatiza “que as reivindicações por reparações representam um passo concreto rumo à reparação das injustiças históricas contra os africanos e as pessoas de ascendência africana”.
Nesse sentido, a resolução também solicita que de forma pronta e desimpedida seja feita a restituição de bens culturais, objetos de arte, monumentos, peças de museu, artefatos, manuscritos e documentos, e arquivos nacionais.
O documento enfatiza o valor espiritual, histórico, cultural ou de outra natureza para os países de origem, sem ônus, e insta ao fortalecimento da cooperação internacional em relação às reparações por quaisquer danos causados.
O texto defende que essa medida conduz à promoção da cultura nacional e ao pleno exercício dos direitos culturais pelas gerações presentes e futuras.
AGORA: Assembleia Geral da #ONU adota resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Resultado da votação: A favor – 123 Abstenções – 52 Contra 03 pic.twitter.com/s3Cq9blMPW
A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto.
Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados nas Américas é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
No evento discursaram a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, que lembrou o trabalho escravo em campos de cana-de-açúcar nos Estados Unidos, plantações de café em colônias sob controle europeu nos atuais Brasil, Barbados e a Jamaica, e dezenas de lugares.
Além de famílias despedaçadas, frisou que enfrentar essas injustiças é um imperativo moral, enraizado em uma responsabilidade coletiva de confrontar os erros do passado e moldar um futuro mais justo.
Ela disse que é imperioso partilhar histórias, que demanda ação para desafiar discriminações há muito enraizadas, despertar a consciência e impulsionar a construção de sociedades mais justas e inclusivas.
A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste. Foto: ONU News
Vítimas do comércio transatlântico
E um imperativo que clama por uma autorreflexão franca até dolorosa e por responsabilização. Ela saudou a adoção da resolução por demonstrar que a ONU não se esquiva de conversas ou temas difíceis, mas enfrenta dilemas morais.
Já o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o mundo que se anseia, enraizado na liberdade, na igualdade e na justiça, está ao alcance.
O que aconteceu em 25 de março na guerra no Oriente Médio
Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz
Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos
Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Acompanhe os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:
Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, advertiu nesta quarta-feira (25) que os “inimigos” da república islâmica estão se preparando para invadir uma de suas ilhas no Golfo, com a ajuda de um país da região.
“Segundo os serviços de inteligência, os inimigos do Irã estão se preparando para ocupar uma das ilhas iranianas com o apoio de um Estado regional”, escreveu Ghalibaf no X, sem especificar qual.
Se isso acontecer, “todas as infraestruturas vitais desse Estado regional serão alvo de ataques incessantes”, advertiu.
Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “vai desencadear o inferno” contra o Irã se Teerã não aceitar um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, advertiu a Casa Branca nesta quarta-feira (25).
“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido antes”, declarou a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva.
“O presidente Trump não está blefando e está preparado para desencadear o inferno. O Irã não deve se enganar novamente”, acrescentou.
TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –
A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.
“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.
– TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –
A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.
“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.
– Advertência da ONU sobre o Líbano –
O “modelo de Gaza”, devastada pela guerra entre Israel e Hamas, “não deve ser replicado no Líbano”, pediu o secretário-geral da ONU, António Guterres, alarmado com uma guerra “fora de controle” no Oriente Médio.
– Alemanha critica a política de Trump –
O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, criticou a “má política” do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã, alegando que “ela tem um impacto direto no bolso dos cidadãos”.
Ele acrescentou que isso é agravado pelos lucros de “certas empresas” petrolíferas. Algo “vergonhoso, desleal e, de certa forma, antipatriótico”, insistiu.
– “A pior crise industrial” da história –
A guerra poderá desencadear “a pior crise industrial” da história, alertou o presidente da Câmara de Comércio Internacional, John Denton, nesta quarta-feira, em Camarões.
– Rússia desaloja parcialmente uma usina nuclear iraniana atacada –
O grupo Rosatom anunciou a retirada de 163 russos que trabalhavam na usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã, após a agência atômica iraniana ter relatado um ataque que atingiu as instalações, mas que não causou danos.
Segundo a empresa, dezenas de funcionários permanecem na usina.
– Paquistão envia plano dos EUA ao Irã para encerrar a guerra –
As propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra no Irã foram enviadas a Teerã por mediadores paquistaneses, indicaram nesta quarta-feira à AFP duas fontes de alto escalão em Islamabad.
– “Reparações” por bombardeios iranianos no Golfo –
O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou os “ataques atrozes” do Irã contra seus vizinhos do Golfo e pediu uma “reparação” completa e rápida para todas as vítimas dos bombardeios.
Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
A Marinha iraniana afirmou, nesta quarta-feira (25), que lançou mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões americano Abraham Lincoln
Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
O Reino Unido e a França copresidirão uma reunião esta semana com cerca de 30 países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã.
– Irã nega negociações com EUA –
O embaixador iraniano no Paquistão afirmou nesta quarta-feira que não houve negociações “diretas ou indiretas” com os Estados Unidos, apesar da declaração do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para encerrar a guerra.
– Sete soldados mortos em ataque no Iraque –
Pelo menos sete soldados morreram no Iraque em um ataque aéreo contra uma base militar localizada no oeste do país. A mesma base já havia sido atacada na terça-feira em um bombardeio que deixou 15 mortos e que tinha como alvo as forças da Hashd al Shaabi, uma coalizão de ex-paramilitares que inclui grupos pró-Irã.
Grupos armados pró-Irã reivindicaram ataques contra interesses americanos no Iraque e em outros países. Os mesmos grupos foram alvos de bombardeios, inclusive em posições vinculadas ao Estado.
Um membro das Forças Hashed al-Shaabi do Iraque está em frente a uma faixa com a imagem do falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na Praça Tahrir, em Bagdá, em 12 de março de 2026. Ataques aéreos mataram pelo menos nove combatentes apoiados pelo Irã no Iraque em 12 de março, perto da fronteira entre o Iraque e a Síria, disseram à AFP dois altos funcionários da segurança. O Iraque foi imediatamente arrastado para a guerra no Oriente Médio, desencadeada quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. (Foto de AHMAD AL-RUBAYE / AFP)
– Premiê da Espanha cita cenário “muito pior” que no Iraque em 2003 –
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o atual cenário bélico no Oriente Médio é “muito pior” e com “um potencial de impacto muito mais amplo” do que a guerra do Iraque em 2003.
– Israel afirma que atacou centros de produção de mísseis no Irã –
O Exército israelense anunciou que atacou, nos últimos dias, dois locais de produção de mísseis de cruzeiro navais em Teerã, supervisionados pelo Ministério da Defesa iraniano.
– Empresa chinesa Cosco voltará a enviar mercadorias ao Golfo –
A empresa estatal chinesa de navegação Cosco, uma das maiores do mundo, anunciou a retomada do envio de contêineres de mercadorias a alguns países do Golfo, após três semanas de suspensão devido à guerra no Oriente Médio.
– AIE “preparada” para uma nova liberação de reservas de petróleo –
O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que está “preparado” para aplicar uma nova liberação de reservas de petróleo “quando for necessário”.
A declaração foi uma resposta a um pedido da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de “preparação para implementar” uma operação coordenada do tipo, durante uma reunião em Tóquio.
– Combates no sul do Líbano –
O Exército israelense anunciou que “desmantelou centros de comando” do Hezbollah e um depósito de armas no sul do Líbano, além de ter matado vários combatentes do movimento pró-iraniano.
O Hezbollah anunciou que atacou um tanque e soldados israelenses perto da fronteira e lançou uma “chuva de foguetes” na direção de Kiryat Shmona, norte de Israel.
As sirenes de alerta foram acionadas na cidade, perto da fronteira libanesa. As autoridades israelenses não relataram vítimas.
– Irã ataca Israel e países do Golfo –
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que lançou mísseis e drones contra o norte e o centro de Israel, incluindo Tel Aviv, assim como contra duas bases militares utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait, uma no Bahrein e outra na Jordânia.
Um incêndio foi registrado no aeroporto internacional do Kuwait, depois que um tanque de combustível foi atingido por drones, segundo as autoridades, que não relataram feridos.
– Nove mortos em ataques israelenses no Líbano –
Pelo menos nove pessoas morreram em três ataques aéreos israelenses contra localidades do sul do Líbano, uma região considerada um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa ANI.
O Exército de Israel havia pedido aos moradores que abandonassem os bairros da periferia sul de Beirute, diante dos bombardeios iminentes.
– Petróleo em queda –
O preço do barril de petróleo de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, recuava 3,8%, a 100,54 dólares. A cotação do West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, cedia 3,1%, a 89,46 dólares.
– EUA enviam plano ao Irã para encerrar a guerra –
Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para acabar com a guerra, que poderia incluir limites severos ao seu programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo informações da imprensa.
A imprensa destacou que, entre os 15 pontos do documento, cinco se referem ao programa nuclear iraniano, outros exigem o abandono do apoio a grupos armados na região, como o Hezbollah ou o Hamas, e um tópico insiste que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação.
– Teerã flexibiliza controle de Ormuz –
O Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz desde que respeitem as normas de segurança e proteção, segundo um comunicado enviado à Organização Marítima Internacional (OMI).
– Irã relata ataque contra usina nuclear e AIEA pede moderação –
A agência de energia atômica do Irã informou na noite desta terça-feira que a usina nuclear de Bushehr, no sul do país, foi atingida por um ataque que não causou danos, e acusou os Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez um “apelo à máxima moderação, para evitar riscos à segurança nuclear durante o conflito”.
O planejamento econômico da China, estruturado em planos quinquenais e orientado pelo Estado, está redesenhando o equilíbrio global de poder e abrindo uma janela de oportunidades — e riscos — para o Brasil. Essa foi a avaliação de especialistas que participaram do Jornal TVT News Primeira Edição, ao analisarem os impactos da estratégia chinesa sobre a economia internacional. Saiba mais em TVT News.
Para o professor Feliciano de Sá Guimarães, da USP, o plano chinês não é apenas doméstico: ele projeta efeitos diretos na geopolítica. “É tanto uma reorganização interna quanto algo com consequências internacionais muito importantes”, afirmou. Entre os principais pontos, ele destacou o investimento contínuo em inteligência artificial e a aproximação estratégica com a Rússia, evidenciada por projetos como novos gasodutos.
Segundo ele, a parceria sino-russa consolida uma mudança estrutural: “Essa associação veio para ficar e tem implicações geopolíticas de toda ordem”. O cenário, acrescenta, aponta para uma ordem internacional em transição. “Estamos numa ordem multipolar em construção, mas ainda muito desequilibrada, o que aumenta o risco de conflitos.”
O economista José Kobori ressaltou que o planejamento chinês busca superar a chamada “armadilha da renda média”, combinando inovação tecnológica com ampliação do consumo interno. “Se a maioria da população tem renda e poder de consumo, você cria um mercado interno poderosíssimo”, explicou. Com 1,4 bilhão de habitantes, esse mercado funciona como “amortecedor de choques externos” e amplia o poder de barganha da China no cenário global.
Na prática, esse modelo fortalece não apenas o país asiático, mas também abre espaço para o chamado Sul Global. “O desenvolvimento da China vai ajudar outros países a se desenvolverem para atender esse mercado”, disse Kobori.
A subsecretária de Acompanhamento Macroeconômico e Políticas Comerciais do Ministério da Fazenda, Julia Braga, destacou que, apesar de uma desaceleração aparente, a economia chinesa segue como motor global. “Um crescimento de 4,5% com população praticamente estável significa um avanço expressivo em renda per capita”, afirmou.
Brasil e China
Ela avalia que a relação entre Brasil e China é marcada pela complementaridade. “O Brasil é superavitário com a China e tem ganhos expressivos do ponto de vista macroeconômico”, disse, citando o saldo positivo de cerca de US$ 30 bilhões. Nesse contexto, o país ocupa posição estratégica ao fornecer energia e alimentos — itens centrais na agenda de “segurança econômica” chinesa.
O petróleo, por exemplo, ganhou peso recente nas exportações brasileiras, assim como soja e minério. Ao mesmo tempo, o Brasil importa bens de maior valor agregado. “Máquinas e equipamentos importados já embutem tecnologia e elevam a produtividade”, explicou Braga.
A cooperação vai além do comércio e inclui áreas como infraestrutura, energia limpa, inovação, inteligência artificial e veículos elétricos. “A relação com a China é estratégica e está em aprofundamento em múltiplas frentes”, afirmou.
Apesar das oportunidades, os especialistas alertam para um problema estrutural: o risco de o Brasil permanecer como fornecedor de commodities. Kobori foi direto: “O Brasil não pode continuar sendo a periferia do capitalismo”. Para ele, a saída passa necessariamente por investimento em tecnologia e inovação. “Não existe outro caminho para elevar produtividade e renda.”
O debate ganha ainda mais relevância no contexto dos minerais críticos e das terras raras, essenciais para tecnologias avançadas e defesa. O Brasil possui grandes reservas, mas ainda carece de capacidade de processamento. “Hoje, cerca de 90% dessas terras raras são processadas pela China, o que dá uma vantagem estratégica enorme ao país”, afirmou Kobori.
Feliciano reforçou que há uma disputa global por esses recursos e que o Brasil precisa definir sua estratégia. “Depende de nós decidir se vamos apenas exportar matéria-prima ou avançar na cadeia produtiva com investimento e tecnologia”, disse.
No campo militar, a China também avança. Já é o segundo maior orçamento de defesa do mundo e busca ampliar sua presença no mercado internacional de armas. Ainda assim, os Estados Unidos mantêm ampla superioridade tecnológica e industrial.
Para o professor, o futuro da ordem global dependerá de dois fatores centrais: “as mudanças climáticas e a rivalidade entre China e Estados Unidos”. O desfecho dessa disputa será decisivo para o sistema internacional.
Ao final, os participantes convergiram em um diagnóstico: o Brasil tem espaço nesse “xadrez econômico”, mas precisa agir com estratégia. Isso inclui planejamento de longo prazo, coordenação entre Estado e setor produtivo e aposta consistente em inovação.
Como resumiu Julia Braga, há aprendizado mútuo possível entre os países. “O ideal seria sermos um pouco mais como os chineses em inovação, e eles um pouco mais como o Brasil em bem-estar social.” Sem esse equilíbrio, alertam os especialistas, o país corre o risco de assistir à reconfiguração global sem protagonismo.
Quinta, 26 de março, e terça, 31 de março, acontecem os jogos da repescagem para a Copa do Mundo e as últimas seis seleções vão preencher os grupos em busca do título mundial. Leia em TVT News.
Onde assistir aos jogos da repescagem
Repescagem Intercontinental
Data
Horário (Brasília)
Fase
Confronto
Onde Assistir
26/03/2026
16h00
Semifinal 1
Bolívia x Jamaica
SporTVCazéTV
26/03/2026
20h00
Semifinal 2
Suriname x Nova Caledônia
SporTV 2FIFA+
31/03/2026
17h00
Final 1
Iraque x Vencedor Semi 1
SporTVGloboplay
31/03/2026
21h00
Final 2
RD Congo x Vencedor Semi 2
SporTVCazéTV
Repescagem europeia
Data
Horário (BR)
Chave / Fase
Confronto (Semifinais em Jogo Único)
Onde Assistir
26/03/2026
16h45
Caminho A – Semi 1
Itália x Irlanda do Norte
ESPNDisney+
26/03/2026
16h45
Caminho A – Semi 2
País de Gales x Bósnia e Herzegovina
SporTV 3Disney+
26/03/2026
16h45
Caminho B – Semi 1
Ucrânia x Suécia
SporTV 2
26/03/2026
16h45
Caminho B – Semi 2
Polônia x Albânia
Disney+
26/03/2026
14h00
Caminho C – Semi 1
Turquia x Romênia
SporTV 2
26/03/2026
16h45
Caminho C – Semi 2
Eslováquia x Kosovo
Disney+
26/03/2026
16h45
Caminho D – Semi 1
Dinamarca x Macedônia do Norte
ESPN 4Disney+
26/03/2026
16h45
Caminho D – Semi 2
República Tcheca x Irlanda
ESPN 3Disney+
*As finais de cada caminho (que definem as 4 vagas na Copa) serão disputadas no dia 31/03, às 15h45 (horário de Brasília). As transmissões das finais serão definidas após a conclusão das semifinais.
Como será a repescagem para a Copa?
A Copa do Mundo de 2026 já tem 42 das 48 seleções confirmadas. As seis vagas restantes serão decididas em duas repescagens: quatro destinadas às equipes europeias e duas definidas em confrontos internacionais. Entenda como funciona em TVT News.
Os confrontos da repescagem da Europa foram definidos em sorteio realizado em Zurique, na Suíça. Além disso, a Fifa também confirmou o chaveamento do playoff intercontinental.
Doze seleções europeias já asseguraram vaga direta na Copa do Mundo ao liderarem seus grupos nas Eliminatórias. Outras 16 ainda disputam a repescagem em busca da classificação, entre elas Itália, Suécia, Polônia e Eslováquia.
Quais os confrontos da repescagem europeia
Chave A
Semifinal 1: Itália* x Irlanda do Norte
Semifinal 2: País de Gales* x Bósnia
Chave B
Semifinal 3:Ucrânia* x Suécia
Semifinal 4: Polônia* x Albânia
Chave C
Semifinal 5:Turquia* x Romênia
Semifinal 6:Eslováquia* x Kosovo
Chave D
Semifinal 7:Dinamarca* x Macedônia do Norte
Semifinal 8:República Tcheca* x Irlanda
As seleções destacadas com “*” jogam em casa na semifinal. Os vencedores avançam para a final, também em partida única.
Exemplo: no Caminho A, quem vencer Itália x Irlanda do Norte enfrenta o ganhador de País de Gales x Bósnia.
Os campeões de cada caminho garantem vaga na Copa de 2026. Dessa forma, será uma seleção classificada por chave.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, discursa durante o sorteio do Torneio de Repescagem da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Casa do Futebol da FIFA, em Zurique, em 20 de novembro de 2025. (Foto de Fabrice COFFRINI / AFP)
Como funciona a repescagem europeia?
Além dos segundos colocados das Eliminatórias, participam também os quatro melhores vencedores de grupos da Liga das Nações 2024/25 que não se classificaram em primeiro ou segundo lugar.
As 16 seleções são distribuídas em quatro chaves (A a D), cada uma com duas semifinais. Os vencedores avançam para a final de sua chave, e apenas o campeão garante vaga na Copa do Mundo de 2026.
A divisão segue os potes:
Potes 1 a 3: 12 seleções vindas das Eliminatórias, ordenadas pelo ranking da Fifa.
Pote 4: equipes da Liga das Nações (Suécia, Romênia e Irlanda do Norte).
Nas semifinais, o time do pote 1 enfrenta o do pote 4, enquanto os potes 2 e 3 se cruzam. Os mandos de campo ficam com as seleções dos potes 1 e 2. Os jogos acontecem em partidas únicas nos dias 26 e 31 de março de 2026.
Quais os jogos da repescagem Mundial
Duas vagas extras para o Mundial serão disputadas por seis seleções: Nova Caledônia (Oceania), Bolívia (América do Sul), RD Congo (África), Iraque (Ásia), Jamaica e Suriname (América do Norte).
Semifinais:
Nova Caledônia x Jamaica
Bolívia x Suriname
Finais:
RD Congo x vencedor de Nova Caledônia x Jamaica
Iraque x vencedor de Bolívia x Suriname
O sorteio colocou os dois melhores ranqueados pela Fifa (RD Congo e Iraque) diretamente nas finais. As outras quatro seleções disputam as semifinais, e os vencedores das finais garantem vaga na Copa de 2026.
A única restrição é que Jamaica e Suriname não podem se enfrentar nas semifinais, já que pertencem à mesma confederação.
Pessoas colocam cartazes em um poste em memória das vítimas da ditadura militar na Argentina. Foto: Divulgação
Por Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires
Oficialmente denominada “Processo de Reorganização Nacional”, a ditadura militar que governou a Argentina entre 24 de março de 1976 e 10 de dezembro de 1983 aplicou um plano sistemático para sequestrar, torturar, roubar bebês, roubar bens, matar pessoas e desaparecer corpos até hoje procurados, vítimas de um terrorismo de Estado.
O golpe militar foi justificado pela luta contra o comunismo no contexto da guerra fria, apoiado por setores conservadores e amparado pela doutrina da Segurança Nacional ditada pelos Estados Unidos.
O plano sistemático contra opositores incluiu 814 centros clandestinos de prisão, tortura e morte, equivalentes a campos de extermínio, sendo o maior de todos a Escola de Mecânica da Armada (ESMA), hoje um museu da memória, onde entraram cerca de cinco mil pessoas e saíram em torno de 250.
Ricardo Coquet, de 73 anos, é um dos sobreviventes. Foi sequestrado em 10 de março de 1977 ao sair da famosa confeitaria Las Violetas de Buenos Aires.
“Fui me encontrar com um primo que me daria roupa e algum dinheiro. Todos os nossos camaradas estavam a ser capturados. Ao sairmos, quando caminhávamos ao carro dele, passou um caminhão com vários armados que me sequestraram. Eu tinha uma pastilha de cianureto, como muitos de nós, para o caso de sermos presos. Tomei a pastilha e avisei-lhes que não me venceriam. Além de vários golpes, deram-me injeções para evitar o efeito. Estavam preparados”, recorda Ricardo à RFI, então militante da Juventude Trabalhadora Peronista.
Ele foi levado para a ESMA, onde ficou até 3 de dezembro de 1978, quando ganhou “liberdade vigiada” após um acidente que lhe amputou quatro dedos na carpintaria do centro clandestino, onde realizava trabalhos sob regime de escravidão.
“O pior de ser um sequestrado sob tortura é a loucura de viver a cada minuto sem saber se você estará vivo no minuto seguinte. As torturas eram choque elétrico e golpes. Uma semana na solitária; outra semana de golpes. Sempre queriam que eu entregasse os demais militantes”, conta.
As vítimas denominadas pelos militares como “subversivos” eram, na sua maioria, militantes de movimentos e partidos de esquerda, estudantes universitários e sindicalistas.
“O caso argentino baseou-se no desaparecimento forçado como método modalidade mais comum, mas teve modalidades únicas como os voos da morte e o roubo sistemático de bebês”, aponta à RFI o historiador e escritor uruguaio, Aldo Marchesi, autor de “Hacer la Revolución”, sobre grupos armados durante as ditaduras dos países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai).
Ricardo Coquet sobreviveu por quase dois anos na ESMA. Foto: Marcio Resende
Voos da Morte
A Junta Militar que governava o país era consciente que não poderia manter milhares de pessoas presas, que não poderia fuzilar e enterrar tamanha quantidade de pessoas sem que o movimento ganhasse estado público e recebesse críticas internacionais, sobretudo do Vaticano. Já havia o exemplo de fuzilamentos por parte do regime de Franco, na Espanha, e de Pinochet, no Chile. Era preciso desaparecer com os corpos e, para isso, a modalidade criada logo no primeiro ano do regime foram os “voos da morte”.
Os militares chamavam a modalidade de “traslados” porque os prisioneiros achavam que seriam transferidos para outro centro clandestino. Também eram conhecidos internamente como “voos de portas abertas”. Com a redemocratização, foram descobertos os voos nos quais aviões das Forças Armadas lançavam pessoas vivas, mas drogadas, ao rio da Prata e ao mar.
Cada voo transportava entre 25 e 30 pessoas às quais se injetava pentotal sódico, uma substância que as deixava em estado de sonolência. Eram lançadas nuas para que, uma vez decompostos os corpos e comidos por peixes, não deixassem rastros.
No entanto, vários corpos mutilados apareceram na margem uruguaia do rio da Prata, na costa atlântica do Uruguai e também em praias de localidades argentinas, sendo enterrados como desconhecidos em cemitérios locais.
As primeiras autópsias em restos humanos recuperados foram feitas pelo médico legista Roberto León Dios em 1977. Quando trabalharia sobre o terceiro cadáver, recebeu a ordem militar de interromper o estudo. Misteriosamente, o médico faleceu 40 dias depois.
As freiras francesas Alice Domond e Leonie Duquet e as Mães da Praça de Maio, Esther Ballestrino, María Eugenia Ponce e a fundadora, Azucena Villafor, foram vítimas de um voo da morte em 14 de dezembro de 1977, depois de torturadas, por indagarem sobre desaparecidos.
O ex-repressor da ESMA, Adolfo Scilingo, reconheceu ao jornalista Horacio Verbitsky, em 1995, que 4.400 pessoas foram lançadas. Os organismos de direitos humanos calculam em cinco mil.
Estupros
Com frequência, as mulheres presas eram sexualmente violentadas.
“No meu caso, não houve penetração, mas sofri abusos sexuais. Em outros casos, mulheres foram estupradas. Ficávamos todos nus. Recebia choques elétricos nas genitais e na boca. Recebi tantos golpes que perdi uma gravidez de dois meses. Se eles soubessem que eu estava grávida, não me soltariam e teriam roubado o meu bebê, como fizeram com todas. Não me roubaram o bebê, mas mataram-no com tantos golpes e choques”, descreve à RFI Betina Ehrenhaus, de 68 anos, presa na ESMA quando tinha 21 anos.
Betina era uma militante peronista. Foi sequestrada em agosto de 1979 junto com o marido, Pablo Lepiscopo, de 24 anos, também peronista. Os dois tinham um táxi, fonte de trabalho do casal, roubado pelos militares. Devido à dupla nacionalidade de Betina (alemã), ela foi libertada três dias depois de sessões de tortura.
“Pablo nunca apareceu. Acreditamos que tenha sido jogado no rio num voo da morte”, lamenta Betina.
Betina Ehrenhaus sobreviveu, mas perdeu o marido e uma gravidez na ESMA. Foto: Márcio Resende
Roubo de bebês
A ditadura aplicou um plano sistemático de roubo de bebês, filhos dos torturados e mortos. Os bebês eram destinados a famílias de militares e de policiais. As Avós da Praça de Maio ainda procuram 392 netos, tendo recuperado 140 até agora, incluindo quatro no ventre das mães, mortas quando estavam grávidas.
O plano sistemático e perverso de roubo de bebês foi uma exclusividade da ditadura argentina.
Na ESMA, funcionou uma maternidade clandestina que serviu como centro de rapto de bebês das prisioneiras.
Durante os anos de 1990, após duas leis que garantiram a impunidade dos envolvidos, o roubo de bebês foi o único crime que levou uma dezena de repressores à prisão, incluindo os ex-ditadores Reynaldo Bignone e Jorge Videla, embora com mais de 70 anos de idade gozassem de prisão domiciliária.
Mães e avós da Praça de Maio
Assim como a ditadura argentina foi a mais sangrenta também gerou uma reação social como nenhuma outra na América do Sul.
Quase um ano após o golpe, em abril de 1977, mães de desaparecidos começaram a reunir-se na Praça de Maio, em frente à sede do governo e a escassos quarteirões dos prédios públicos por onde as mães percorriam em busca de respostas sobre o paradeiro dos seus filhos.
As reuniões estavam proibidas pelo estado de sítio, motivo pelo qual as mães tinham de circular. Por isso, rondavam o centro da praça, enquanto trocavam informações.
Até hoje as poucas Mães da Praça de Maio ainda vivas rodam a praça, religiosamente, às quintas-feiras, havendo completado 2.501 rondas.
Em outubro de 1977, começaram a usar um lenço na cabeça como elemento comum para se reconhecerem. Também naquele mês, algumas mães perceberam que também tinham de procurar pelos seus netos, derivando num segundo grupo, as Avós da Praça de Maio.
Os anos de 1990 foram marcados pela impunidade proporcionada por duas leis. Em 1995, os filhos que procuravam os seus pais fundaram H.I.J.O.S (acrônimo de FILHOS): Filhos e Filhas pela Identidade e pela Justiça contra o Esquecimento e contra o Silêncio, na sigla em espanhol.
O objetivo desse terceiro coletivo era promover a memória e a restituição da identidade dos filhos de desaparecidos.
Com o fim da impunidade a partir de 2005, a dinâmica priorizou o acompanhamento dos processos judiciais.
Ao tentar eliminar opositores, os militares argentinos acabaram criando um exército de parentes dispostos a continuar a luta das vítimas.
Um filho e um neto
Miguel Santucho foi levado para Roma quando completou um ano de idade, em 29 de outubro de 1976. O pai já estava na Itália. Em 13 de julho de 1976, quando Miguel tinha oito meses, a mãe dele, uma tia e uma companheira, as três militantes do Partido Revolucionário dos Trabalhadores, foram sequestradas. A mãe, Cristina Navajas, estudante de Sociologia, de 26 anos, estava grávida de dois meses. Segundo testemunhas, passou por três centros clandestinos. Foi vista pela última vez em 25 de abril de 1977 já sem o estado de gravidez.
Teria perdido o bebê ou teria parido? Miguel teria um irmão? Para reconstruir a sua história e para procurar esse eventual irmão, Miguel retornou a Buenos Aires, aos 17 anos, em 1993. Integrou o grupo HIJOS.
“Sabíamos que a minha mãe estava grávida e que tinha mantido a gravidez por vários meses. Supúnhamos que podia ter dado à luz, mas também existia a possibilidade de nunca tivesse parido. Nunca tivemos uma confirmação, mas a minha avó sempre sentiu a presença do neto”, explica Miguel à RFI.
A família acredita que Cristina tenha sido lançada num voo da morte. A avó de Miguel, Nélida Gómez de Navajas, era uma Avó da Praça de Maio que procurava pelo neto, irmão de Miguel. As cinzas de Nélida foram lançadas ao rio em 2012 como último pedido para estar junto da filha.
Em julho de 2023, Miguel atendeu uma chamada de vídeo. Era Daniel, o neto número 137 dos 140 até agora recuperados.
“Muito obrigado por continuar sempre a procurar-me e por não desistir nunca”, disse o irmão nascido no cativeiro de tortura da sua mãe. O dois choraram.
Daniel foi registrado como Daniel Enrique González. É provável que Enrique seja uma homenagem ao militar que cedeu o sobrenome González ao seu apropriador — um policial que, segundo Daniel, sequestrava pessoas para serem levadas aos centros clandestinos de tortura. Como recompensa pelos serviços prestados, o policial teria recebido um bebê. Hoje, Daniel usa os sobrenomes de sua família biológica: Santucho Navajas.
Ele cresceu em uma casa que defendia a ditadura. Aos 21 anos, começou a duvidar de sua identidade. Com a mulher que o apropriou já falecida, passou a pressionar o homem que o havia registrado, mas ele sempre negava. Ironicamente, seus apropriadores o registraram como nascido em 24 de março de 1977, data que marcou o primeiro ano do golpe de Estado. Daniel passou a vida comemorando seu aniversário no mesmo dia em que a ditadura o tirou de sua mãe
Enquanto continuava a duvidar da sua origem e a pressionar pela verdade, convivia com o medo e com a culpa de denunciar o apropriador que terminaria preso. Foram necessários outros 20 anos dessa angústia, de terapia e de coragem para Daniel ir até as Avós da Praça de Maio. Três meses depois do exame de DNA, aos 46 anos de idade, Daniel encontrou a sua verdadeira família. Depois descobriu que a sua certidão de nascimento fora alterada e que nascera em 10 de janeiro de 1977.
“Eu nasci prematuro, com pouco peso, em más condições, provavelmente devido às condições do parto da minha mãe num centro clandestino, a receber torturas, a passar fome e frio. Nessas condições, fui entregue aos meus apropriadores que, cinicamente, registram-me com a data do golpe militar. Em qual Deus essa gente acreditava para fazer algo assim?”, questiona Daniel.
O apropriador foi indiciado e ficou em prisão domiciliária à espera do julgamento, mas faleceu antes de ser julgado. “Morreu dois dias depois de eu ter o meu novo documento com a minha verdadeira identidade”, ressalta.
Daniel (esquerda) e Miguel Santucho se encontraram em 2023. Foto: Márcio Resende
Polêmica com o número de vítimas
Os organismos de direitos humanos defendem que o número de desaparecidos chega a 30 mil pessoas.
Nos últimos anos, uma série de vozes críticas passaram a questionar a cifra porque nenhuma lista inclui os nomes dessas pessoas.
Em dezembro de 1983, assim que o país recuperou a Democracia, o presidente Raúl Alfonsín (1983-1989) criou a Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (CONADEP). Durante nove meses, a comissão reuniu provas com os nomes das vítimas para iniciar um processo penal contra as Juntas Militares.
Surgiu uma lista com 8.961 nomes confirmados, usada por críticos para questionar o número de 30 mil desaparecidos. No entanto, a própria CONADEP esclareceu que se tratava de “uma lista inevitavelmente incompleta”, devido à intensidade dos acontecimentos, à dificuldade de acessar todos os casos e ao medo que ainda mantinha muitas pessoas em silêncio.
“Sabemos também que muitos desaparecimentos não foram denunciados porque a vítima não tem familiares, porque os seus parentes preferem manter-se em silêncio ou porque vivem em locais muito afastados dos centros urbanos. Como esta comissão verificou durante as suas visitas ao interior do país, muitos familiares dos desaparecidos disseram-nos que, nos últimos anos, não sabiam a quem recorrer”, diz o relatório “Nunca Mais” da CONADEP.
O presidente Javier Milei, considerado um negacionista da ditadura, defende um número ainda inferior.
“Não foram 30 mil desaparecidos. São 8.753”, afirmou Milei.
Em março de 1977, quando completou um ano do golpe, Anistia Internacional divulgou que as vítimas já chegavam a 15 mil.
A partir de documentos desclassificados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 2006 surgiu uma terceira cifra. Os documentos de inteligência revelaram que, até meados de 1978, os militares calculavam 22 mil vítimas entre desaparecidos e mortos, quando ainda viriam mais cinco anos de ditadura.
O emblemático número de 30 mil desaparecidos começou a ser difundido durante a terceira “Marcha da Resistência” em setembro de 1983.
Luis Labraña, ex-membro do principal grupo de guerrilheiros, os Montoneros, garante ser o inventor da cifra de 30 mil desaparecidos para chamar a atenção dos organismos de direitos humanos internacionais.
No entanto, investigações acadêmicas indicam que a soma de desaparecidos, de vítimas sobreviventes dos centros clandestinos, de presos políticos e de mortos, o número final aproxima-se dos 30 mil.
“Podemos calcular em 30 mil as vítimas da última ditadura que foram presas e desaparecidas, incluindo as que foram assassinadas e as que sobreviveram. O fato de que não se possa contar nem saber com exatidão o número foi parte do plano de repressão ilegal e clandestina: ocultar os nomes, os destinos, os corpos e visar à impunidade dos responsáveis pelos crimes que nunca colaboraram com a verdade”, diz o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), um dos principais organismos de direitos humanos da Argentina.
De qualquer forma, seja qualquer uma dessas cifras, nenhum outro país da região fez tantas vítimas em apenas sete anos. Nos 17 anos do ex-ditador chileno, Augusto Pinochet, outro regime sanguinário, o número de mortos e desaparecidos chega a 3.065.
Referência mundial de Justiça
No mundo, a Argentina é o país que mais julgou e condenou seus próprios militares. Dentre todos, os militares argentinos foram os únicos que não obtiveram, inicialmente, uma lei de anistia. A derrota na Guerra das Malvinas, em 1982, acelerou sua saída do poder, mas sem que tivessem força política para negociar qualquer forma de proteção.
“O governo militar teria terminado do mesmo jeito, assim como 42 países no mundo democratizaram-se nos anos 1980, mas as condições teriam sido diferentes sem a guerra”, explica à RFI o historiador Rosendo Fraga, diretor do Centro de Estudos Nova Maioria.
A derrota na guerra teve impacto, então, nas condições particulares da transição argentina. “O julgamento de militares hoje é consequência da incapacidade dos militares de negociar a transição devido ao enfraquecimento pela guerra”, avalia Fraga.
E assim como a Argentina foi uma referência, em 1983, para os países vizinhos ainda sob ditaduras, a falta de uma anistia para os militares argentinos alertou os ditadores da região para se cuidarem.
“A forma como os militares argentinos deixaram o poder não foi necessariamente para ser imitada, mas para que os vizinhos saíssem com uma anistia na mão”, compara Rosendo Fraga.
Países como Uruguai, Paraguai e, sobretudo, Chile, tiveram esse cuidado. A lei de anistia do Brasil, de 1979, é anterior ao exemplo argentino.
A influência argentina foi decisiva para a democratização do Chile. O ex-presidente argentino Raúl Alfonsín, comprometido com grupos anti-Pinochet, teve um papel fundamental na vitória do “Não” — o voto contra a continuidade do ditador Augusto Pinochet no plebiscito de 1988.
Pouco antes de deixarem o poder, em 22 de setembro de 1983, os militares argentinos tentaram aprovar uma “Lei de Autoanistia”, chamada de “Pacificação Nacional”. No entanto, cinco dias após assumir a presidência em um governo democrático, Alfonsín anulou o decreto, declarando-o “insanamente nulo”. Essa decisão marcou o início do difícil processo de “Memória, Verdade e Justiça” na Argentina.
Em 1985, a CONADEP forneceu as bases para o julgamento dos principais responsáveis pelos crimes da ditadura argentina. Esse processo, conhecido como “Julgamento das Juntas Militares”, é considerado um marco histórico mundial.
O “Julgamento das Juntas Militares” começou em 22 de abril de 1985 e terminou em 9 de dezembro do mesmo ano. Dos nove militares de alta patente que integravam as três primeiras Juntas, cinco foram condenados:
Jorge Videla e Emilio Massera: prisão perpétua;
Roberto Viola: 17 anos de prisão;
Armando Lambruschini: 8 anos de prisão;
Orlando Agosti: 4 anos e 6 meses de prisão.
A reação dos militares, no entanto, foi imediata. Entre 1986 e 1987, uma série de levantes ameaçou a frágil democracia argentina, recém-reconquistada. Sob pressão, o Congresso aprovou duas leis que garantiram impunidade aos torturadores e criminosos da ditadura:
Lei de Obediência Devida (1986): alegava que militares de postos inferiores não poderiam ser punidos, pois estavam “apenas cumprindo ordens” — exceto em casos de estupro ou roubo de bebês.
Lei de Ponto Final (1987): determinava a interrupção imediata de todos os processos judiciais contra acusados de desaparecimentos forçados.
A impunidade se consolidou em 1990, quando o então presidente Carlos Menem (1989-1999) indultou os condenados no “Julgamento das Juntas Militares”, encerrando suas penas.
A virada começou apenas em 1998, quando o Congresso revogou as leis de Obediência Devida e Ponto Final. O processo ganhou força em 2003, quando o presidente Néstor Kirchner (2003-2007) impulsionou a anulação definitiva das leis, desta vez com apoio do Congresso. Dois anos depois, em 2005, a Corte Suprema argentina declarou as leis inconstitucionais, abrindo caminho para uma nova fase.
A Argentina iniciou, assim, a maior onda de julgamentos contra militares da História — superando até mesmo os processos de Nuremberg, que condenaram líderes nazistas. O país se tornou um marco global na luta por verdade e justiça, como destaca o historiador Aldo Marchesi: “A Argentina tornou-se uma referência mundial em matéria de verdade e de justiça. Há estudos que mostram como esse modelo foi replicado por outros países pelo mundo”.
Desde 2006, a Justiça argentina já condenou 1.202 pessoas por crimes de lesa-humanidade, em 353 sentenças. A maioria recebeu pena de prisão perpétua, reconhecendo os crimes como genocídio.
Atualmente, 539 pessoas cumprem pena, das quais 454 estão em prisão domiciliar (devido a idade avançada ou condições de saúde) e 213 foram absolvidas ao longo do processo.
Atualmente, 13 processos estão em julgamento na Argentina. Outros 60 estão próximos de serem julgados, enquanto 280 ainda estão em fase de investigação.
A Argentina se consolidou como o país que mais avançou no mundo em matéria de Justiça para crimes contra a humanidade. Esse progresso se deve a:
Quantidade de provas coletadas;
Responsáveis individualizados e identificados;
Número de julgamentos realizados;
Condenações proferidas;
Volume de testemunhos registrados.
O desafio da Justiça agora é julgar os responsáveis civis, empresários e grupos econômicos, ideólogos ou cúmplices dos militares.
Outro desafio enfrentado pelos organismos de direitos humanos é ter acesso aos arquivos do Estado, que contém informações essenciais para o avanço dos processos judiciais. Os organismos denunciam que o governo Milei bloqueou o acesso a esses arquivos, desmantelou equipes especializadas nesses arquivos e retirou o Estado como parte acusadora nos processos.
Brasileiros homenageados
Apesar dos avanços, o camainho para a justiça volta a enfrentar ameaças, desta vez vindas das novas gerações que se desconectaram do processo histórico e do atual governo do presidente Javier Milei, que defende o papel da ditadura.
Uma sondagem do CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais) e do observatório Pulsar, da Universidade de Buenos Aires, indica que, apesar desigualdades persistentes na democracia, a rejeição à ditadura militar continua forte na Argentina. O estudo denominado “Olhares retrospectivos sobre a ditadura argentina 50 anos depois” indica que 71% consideram que a ditadura foi “ruim” ou “muito ruim”, 63% afirmam que não houve motivos que justificassem o golpe de Estado e 70% acreditam que o Estado deve continuar a julgar os militares pelas violações aos direitos humanos.
No marco dos 50 anos do golpe de Estado, organizações sociais, movimentos de direitos humanos e partidos políticos de esquerda vão fazer uma grande manifestação em defesa da Memória, Verdade e Justiça, mas também contra o presidente Javier Milei.
Na manifestação da tarde desta terça-feira, pela primeira vez, brasileiros desaparecidos na Argentina serão homenageados. São 12 brasileiros que foram vítimas no contexto da Operação Condor – uma aliança entre ditaduras sul-americanas para perseguir opositores, mesmo que eles cruzassem fronteiras.
Entre os homenageados estará Francisco Tenório Cerqueira Júnior, o Tenorinho, pianista que acompanhava Vinicius de Moraes e Toquinho em apresentações aqui em Buenos Aires.
Fumaça na Embaixada dos EUA na Cidade do Kuwait após ataque iraniano. Foto: AFP
O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um alerta mundial orientando cidadãos americanos a reforçarem as medidas de cautela, com atenção especial ao Oriente Médio. A mensagem foi divulgada pelo Travel State Gov e cita riscos de segurança, possíveis transtornos em viagens e ameaças a instalações e interesses dos EUA fora do território americano.
No comunicado, o governo americano afirmou: “Alerta mundial: o Departamento de Estado aconselha os americanos em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio, a redobrarem a cautela. Os americanos no exterior devem seguir as orientações contidas nos alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo”. O texto também informa que “fechamentos periódicos do espaço aéreo podem causar transtornos em viagens”.
A publicação ainda acrescenta que “instalações diplomáticas americanas, inclusive fora do Oriente Médio, têm sido alvo de ataques” e que “grupos que apoiam o Irã podem atacar outros interesses americanos no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e/ou a americanos em todo o mundo”.
Worldwide Caution: The Department of State advises Americans worldwide, and especially in the Middle East, to exercise increased caution. Americans abroad should follow the guidance in security alerts issued by the nearest U.S. embassy or consulate. Periodic airspace closures… pic.twitter.com/mX0ULIEzLv
A lista inclui Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. O comunicado também orienta a saída de cidadãos americanos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
A recomendação foi divulgada em meio à escalada militar no Oriente Médio. Após o anúncio da morte de Ali Khamenei, o confronto se intensificou. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a reação aos ataques de Israel e dos Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Donald Trump ameaçou retaliar qualquer nova ação iraniana e declarou: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Na véspera, ele já havia dito que os ataques contra o Irã continuariam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
BREAKING: Trump:
Iran just stated that they are going to hit very hard today, harder than they have ever been hit before.
THEY BETTER NOT DO THAT, HOWEVER, BECAUSE IF THEY DO, WE WILL HIT THEM WITH A FORCE THAT HAS NEVER BEEN SEEN BEFORE! pic.twitter.com/YUV7J8qNnv
A cidade de Havana às escuras. Foto: YAMIL LAGE / AFP
Cuba voltou a ficar às escuras pelo segundo apagão nacional em menos de uma semana, após um novo colapso da rede elétrica do país — o terceiro apenas neste mês de março.
A crise ocorre em meio a fortes restrições no fornecimento de combustível, graças a um bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.
A União Elétrica de Cuba, ligada ao Ministério de Energia e Minas, anunciou no sábado um apagão total em toda a ilha. Inicialmente, não houve explicação oficial para a falha. Mais tarde, autoridades informaram que o problema começou com uma pane inesperada em uma unidade geradora da usina termelétrica de Nuevitas, na província de Camagüey.
Segundo o governo, a falha desencadeou um efeito cascata que derrubou outras unidades do sistema elétrico. Para conter os danos, foram ativadas “micro-ilhas” de geração, destinadas a garantir energia a serviços essenciais, como hospitais e sistemas de abastecimento de água.
As autoridades afirmaram que trabalham para restabelecer o fornecimento. O blecaute anterior havia ocorrido apenas cinco dias antes, na segunda-feira. Este foi o segundo em uma semana e o terceiro em março, evidenciando a fragilidade do sistema.
🇨🇺 | La Habana a oscuras: nuevo apagón general en Cuba, el segundo en una semana. pic.twitter.com/agVqzIJy1H
Com a chegada da noite, ruas de Havana ficaram praticamente às escuras. Moradores usavam lanternas e celulares para se locomover. Em áreas turísticas do centro histórico, alguns restaurantes conseguiram permanecer abertos graças a geradores, enquanto músicos tocavam para os clientes.Na capital, os cubanos já convivem com cortes diários de energia que podem durar até 15 horas. No interior da ilha, a situação é ainda mais grave.
A crise energética se agravou desde que o país deixou de importar petróleo, em 9 de janeiro. A escassez impactou não apenas a geração de eletricidade, mas também o setor aéreo, com redução de voos e prejuízos ao turismo — uma das principais fontes de renda da ilha.
O apagão ocorreu no mesmo momento em que um comboio internacional de ajuda começava a chegar a Havana, trazendo suprimentos médicos, alimentos, água e painéis solares.
A situação piorou ainda mais após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro — fato que abalou o principal parceiro energético de Cuba.
Trump tem afirmado repetidamente que o regime cubano está à beira do colapso e chegou a declarar que poderia “tomar” Cuba em breve.
Em resposta, o presidente Miguel Díaz-Canel advertiu que qualquer agressão externa enfrentará “uma resistência inquebrantável”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação/Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) “atingir e obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.
“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas várias USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
A declaração representa uma escalada no tom adotado pelo presidente, que anteriormente já havia sugerido a possibilidade de atacar a infraestrutura iraniana, embora com ressalvas sobre o impacto na reconstrução do país.
Ao mesmo tempo, reconhece implicitamente que o fechamento do estreito — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo — dá ao Irã um poder significativo de pressão.
A nova fala ocorre um dia após Trump afirmar que os Estados Unidos consideravam “reduzir gradualmente” suas operações militares no Oriente Médio. Questionado sobre um plano para restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, ele respondeu que, “em certo momento, ele se abrirá por conta própria”.
Também acontece após Trump dizer, na quinta-feira, que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que suspendesse ataques contra instalações iranianas de petróleo e gás.
Apesar disso, a alta nos preços da gasolina dentro dos EUA tem pressionado o governo, que tenta evitar um fechamento prolongado da via marítima. Nos bastidores, autoridades americanas reconhecem que reabrir o estreito é um desafio sem solução clara.
Trump afirmou ainda que o Irã deseja negociar, mas disse não ter interesse em um acordo, alegando que seus objetivos já teriam sido alcançados “semanas antes do previsto” e que os EUA teriam “varrido o Irã do mapa”.
“A liderança deles acabou, sua Marinha e sua Força Aérea estão destruídas, eles não têm defesa alguma — e querem fazer um acordo. Eu não!”, declarou.
“Você não faz cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm equipamentos, radares ou defesa antiaérea. E seus líderes foram eliminados em todos os níveis. Não estamos procurando isso”, completou.
Agora — de Donald Trump, sobre a guerra contra o regime islâmico no Irã: “… eu não quero fazer um cessar-fogo. Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado.” pic.twitter.com/o21usH5CoU
O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que está considerando uma “redução gradual” das operações no Irã, mas muitos dos seus objetivos militares iniciais ainda não foram alcançados. Desde o início do que ele chamou de “excursão” ao Irã, Washington tem sido dominada por uma pergunta persistente: quando o presidente decidirá encerrar a operação, mesmo com uma parte significativa dos seus objetivos ainda inacabados?
Na sexta-feira, durante uma viagem à Flórida, Trump esboçou um possível caminho para essa saída, mas não está claro se ele realmente tomará essa decisão. Além disso, os sinais indicam que os efeitos dessa incursão podem ultrapassar o interesse imediato do presidente: o preço da gasolina aumentou, a infraestrutura ao longo do Golfo Pérsico está severamente danificada, e a teocracia iraniana, embora golpeada, continua se mantendo firme. Aliados dos EUA, inicialmente relutantes, agora enfrentam a tarefa de patrulhar águas mais hostis.
As mensagens de Trump têm sido oscilantes, diz David E. Sanger no New York Times. Sanger cobre o governo Trump e temas de segurança nacional. Com mais de quatro décadas no Times, é autor de quatro livros sobre política externa e acompanhou cinco presidentes americanos.
Os críticos de Trump, escreve Sanger, afirmam que isso é evidência de que ele entrou no conflito sem uma estratégia clara, enquanto seus apoiadores defendem que isso é uma “estratégia inteligente”. Com a intensificação dos ataques americanos e israelenses, Trump afirmou que não tem interesse em um cessar-fogo, alegando que os Estados Unidos estavam “obliterando” os estoques de mísseis, a marinha, a força aérea e a base industrial de defesa do Irã.
No entanto, horas depois, talvez sensível à crescente apreensão de sua base republicana, escreveu em sua rede social: “Estamos muito próximos de atingir nossos objetivos, ao mesmo tempo em que consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio”.
Sua formulação mais recente de objetivos omite pontos anteriormente centrais. Não há menção à derrota da Guarda Revolucionária Islâmica, que ainda mantém o poder, nem a Mojtaba Khamenei, sucessor de seu pai. Além disso, a promessa de “libertar” o povo iraniano foi retirada de suas falas, levantando dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a mudança política no Irã.
Trump também passou a redefinir seus objetivos em relação ao programa nuclear iraniano. Em vez de exigir a remoção total do material nuclear, ele agora afirma que seu objetivo é “nunca permitir que o Irã sequer se aproxime da capacidade nuclear”, mantendo os EUA sempre prontos para uma reação “rápida e contundente”. Essencialmente, a situação permanece a mesma de quando os EUA destruíram o programa nuclear iraniano em junho do ano passado, com instalações sob vigilância constante de satélites dos EUA.
O presidente também passou a exigir que os aliados, que haviam sido excluídos das deliberações iniciais, patrulhassem o Estreito de Ormuz e outras áreas estratégicas, com o apoio logístico dos EUA. Isso representa uma mudança na doutrina americana para o Oriente Médio, transferindo a responsabilidade para outros países.
No início do conflito, Trump acreditava que a capitulação do Irã seria rápida. No entanto, a recusa iraniana em se render foi uma surpresa, assim como a crise nos mercados de energia. O governo dos EUA teve que intervir, liberando estoques da Reserva Estratégica de Petróleo e permitindo o envio de petróleo russo e iraniano, o que acabou favorecendo adversários em guerra com a Ucrânia e com os próprios americanos.
Além disso, o Irã tem utilizado o caos nos mercados como uma ferramenta crucial para pressionar os EUA. No sábado, Teerã advertiu que poderia incendiar outras instalações no Oriente Médio. O país parece ter em torno de 3.000 minas marítimas, parte das quais já foi destruída, e forças americanas estão se concentrando em neutralizar embarcações iranianas que atacam petroleiros aliados dos EUA.
A necessidade de aliados também se tornou evidente. Trump inicialmente acreditava que a guerra seria breve, mas a vigilância do estreito e de outros pontos estratégicos mostrou que a tarefa seria mais longa do que esperava. Uma outra surpresa foi a falta de um levante entre a Guarda Revolucionária ou a população iraniana, o que contradizia as previsões de deserções em diversos níveis, segundo autoridades de inteligência.
Esse cenário ainda pode evoluir, pois as guerras não são decididas em poucas semanas. No entanto, Trump ingressou no conflito após uma sequência de vitórias rápidas, como o bombardeio das principais instalações nucleares do Irã, e uma operação bem-sucedida que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas. Apesar disso, o Irã mostrou ser um adversário mais resiliente do que Trump inicialmente subestimou, lembra Sanger.
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) uma isenção de sanções por 30 dias para a compra de petróleo do Irã no mar. A medida, divulgada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, busca aliviar a pressão no fornecimento global de energia em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.
Segundo o Departamento do Tesouro, a licença permite a comercialização de petróleo bruto iraniano e derivados embarcados entre 20 de março e 19 de abril. Esta é a terceira flexibilização de sanções em cerca de duas semanas, após medidas semelhantes envolvendo também o petróleo russo.
Barris de petróleo para exportação. Foto: reprodução
De acordo com Bessent, a liberação deve colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, ampliando a oferta e reduzindo pressões nos preços. “Ao desbloquear temporariamente esse suprimento existente para o mundo, os Estados Unidos […] ajudam a aliviar as pressões temporárias sobre o suprimento”, afirmou.
O secretário destacou ainda o caráter estratégico da decisão. “Em essência, estaremos usando os barris iranianos contra Teerã para manter o preço baixo enquanto continuamos a operação Fúria Épica”, disse.
A Costa Rica apareceu na 4ª posição no Relatório Mundial da Felicidade 2026 e se tornou o único país da América Latina entre os cinco primeiros colocados do levantamento global. O ranking é produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. O estudo reúne respostas de cerca de 100 mil pessoas em mais de 140 países sobre a avaliação da própria vida.
A presença da Costa Rica nas primeiras posições foi associada, segundo os autores e especialistas ouvidos pela imprensa internacional, à força dos vínculos sociais e à estabilidade interna. “Acreditamos que isso se deve à qualidade da vida social e à estabilidade que eles desfrutam atualmente”, afirmou Jan-Emmanuel De Neve, professor de economia em Oxford e um dos editores do relatório. Ele também declarou que a América Latina tem “fortes laços familiares, fortes conexões sociais e um alto nível de capital social”.
Além do fator social, a Costa Rica também passou a integrar o grupo de países de alta renda na classificação do Banco Mundial para o ano fiscal de 2026. Segundo o organismo, o país registrou crescimento médio anual de 4,7% nos últimos três anos, com avanço de 4,3% em 2024, impulsionado por demanda doméstica, consumo privado e investimento.
Finlândia ficou em 1º lugar – Reprodução
O relatório de 2026 também mostra avanço recente da Costa Rica no ranking. O país ocupava a 23ª posição em 2023 e agora alcançou o 4º lugar, na melhor colocação já registrada por uma nação latino-americana na série histórica do estudo. No topo da lista, a Finlândia ficou em 1º lugar pelo nono ano seguido. Dinamarca, Islândia, Costa Rica e Suécia completam o grupo dos cinco primeiros.
Entre os autores do levantamento, a permanência dos países nórdicos nas primeiras posições está ligada a fatores como renda, distribuição menos desigual, proteção social e expectativa de vida saudável. Na outra ponta, o relatório mantém o Afeganistão como o país com pior resultado, seguido por Serra Leoa e Malaui.
Na América do Sul, o melhor colocado foi o Uruguai, na 31ª posição, seguido pelo Brasil, em 32º. Argentina apareceu em 44º, Chile em 50º e Paraguai em 57º, segundo os dados divulgados na edição de 2026 do relatório.
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insinuar, em publicações nas redes sociais, que a Venezuela poderia se tornar um estado estadunidense. As declarações ocorreram enquanto ele comentava o desempenho da seleção venezuelana no Mundial de Beisebol, que terminou com vitória sobre os Estados Unidos na final.
A primeira menção foi feita após a vitória da Venezuela sobre a Itália nas semifinais. “Uau! A Venezuela derrotou a Itália hoje à noite por 4 a 2 na semifinal do WBC. Eles estão parecendo muito fortes. Coisas boas estão acontecendo com a Venezuela ultimamente! Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, escreveu. Após o título, Trump voltou à rede Truth Social e publicou apenas: “status de estado”.
As declarações ocorrem dois meses após a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro do então presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país, atualmente sob liderança interina de Delcy Rodríguez, enfrenta pressão constante do governo Trump, ampliando as tensões na região.
Publicação de Trump após título venezuelano. Foto: reprodução
A Venezuela, no entanto, não é o único território mencionado por Trump em seus planos expansionistas. O presidente também voltou a defender a anexação da Groenlândia, destacando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional e para o chamado “Domo de Ouro”.
“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”, afirmou.
As declarações geraram reação imediata da Dinamarca e de aliados da Otan, que reforçaram a presença militar na região. “Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz o comunicado.
Apesar da pressão, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o território pode discutir parcerias, mas rejeita abrir mão da soberania.
Imagem de IA usada por Trump para ameaçar anexação da Groenlândia. Foto: reprodução
Trump também voltou a sugerir a anexação do Canadá, inclusive com publicações que indicavam a possibilidade de o país se tornar o “estado número 51”. Segundo ele, a medida traria benefícios econômicos e de segurança.
“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte de nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, declarou. “Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido estado de número 51. Estão considerando a oferta!”.
A proposta foi rejeitada pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney. “O Canadá nunca esteve à venda”, afirmou. Em resposta anterior, o governo canadense já havia dito: “Só se o inferno congelar que o Canadá vai se tornar parte dos Estados Unidos. Os trabalhadores e as comunidades dos dois países se beneficiam do fato de serem os maiores parceiros comerciais e de segurança um do outro”.
Outro alvo das declarações recentes de Trump foi Cuba. O presidente afirmou que seria uma “honra” “tomar Cuba”, em meio à crise energética enfrentada pela ilha. O governo cubano confirmou que iniciou negociações com os Estados Unidos. “Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre nações”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (16), em Brasília, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. O encontro, que ocorreu no Palácio do Planalto, foi marcado pela assinatura de acordos estratégicos para os dois países. Confira mais em TVT News.
O primeiro ato trata de ações para a interconexão elétrica entre Brasil e Bolívia, com o objetivo de fortalecer a integração eletroenergética entre os dois países, além da construção de linhas de transmissão e de outras obras de infraestrutura do setor.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também esteve presente e assinou o acordo, que deve contar ainda com maior apoio à produção de biocombustíveis e outros recursos renováveis. Com isso, o Brasil pretende garantir mais segurança energética e diversificação de fontes de fornecimento na região.
A medida também é vista como estratégica para encontrar saídas para a crise causada pela escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que gerou uma crise na distribuição de petróleo — parte do qual passa por território iraniano — e que já tem impacto significativo no comércio mundial e no preço do frete.
O presidente Lula, em declaração à imprensa, destacou que as relações comerciais entre Brasil e Bolívia enfraqueceram ao longo dos anos. Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, de 2013 até 2025 o intercâmbio econômico entre os dois países caiu de 5,5 bilhões de dólares para 2,6 bilhões — uma redução de cerca de 52,7%.
O governo brasileiro, portanto, busca agora recuperar essas perdas com a ampliação da cooperação também para a exportação de commodities. Durante o evento, o presidente Lula também anunciou a expansão do comércio de alimentos, lácteos, material genético, sementes, frutas, algodão, cana-de-açúcar e soja, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, além da criação do Sistema Brasileiro de Crédito à Exportação, aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional do Brasil.
Com isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá mais condições e instrumentos mais modernos para o financiamento às exportações de bens e serviços, abrindo espaço para maior atuação e competitividade internacional das empresas brasileiras e para a geração de empregos.
Durante a cerimônia, os dois líderes também assinaram um Memorando de Entendimento sobre Cooperação Turística, que tem como objetivo promover a cooperação turística e o intercâmbio de informações entre Brasil e Bolívia. No documento, os países devem, entre outras medidas, aumentar os investimentos e fortalecer a oferta turística.
O terceiro acordo ganhou destaque diante do momento em que a América Latina se encontra, com ameaças externas promovidas pelos Estados Unidos em torno da segurança pública, incluindo a possibilidade de o governo americano classificar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
O presidente Lula declarou que, a partir desse acordo, espera maior “coordenação para prevenir e punir o tráfico de drogas e de pessoas, contrabando, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais”.
Com a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, Lula e Rodrigo Paz assinaram o acordo com propostas para o combate ao crime organizado nos dois lados da fronteira. Brasil e Bolívia possuem 3.423 km de fronteira terrestre; a maior parte, cerca de 2.609 km, é dividida por rios, como o Rio Mamoré e o Rio Guaporé, importantes vias que têm sido utilizadas para o escoamento de minérios provenientes de extração ilegal, além de outros crimes, como o tráfico de drogas, armas e pessoas.
Ao final do encontro, Lula destacou que os últimos anos foram críticos para a política boliviana, com a destituição do ex-presidente Evo Morales, acusado de fraudar as eleições presidenciais daquele ano, além de tentativas de golpe de Estado promovidas por militares contra seu sucessor, Luis Arce, em 2024.
Rodrigo Paz, de direita, integra o Partido Democrata Cristão da Bolívia e possui uma plataforma política que, embora alinhada com anseios mais conservadores da sociedade boliviana, também é considerada moderada em setores econômicos e sociais. Dessa forma, Lula busca se aproximar de lideranças de diferentes espectros políticos, a fim de fortalecer a unidade do Mercosul.
Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (ARSENAL), Ibañez (Al-Ahly), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG), Wesley (Roma)
Meio Campo
Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad), Gabriel Sara (Galatasaray)
Atacantes
Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henriquie (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Vini Jr. (Real Madrid), João Pedro (Chelsea)
Ao vivo: convocação da Seleção Brasileira
O que disse Ancelotti sobre a lista de jogadores convocados
“A explicação da lista é que depende muito das lesões, obviamente. É uma lista criada com jogadores que estao 100% de condição física. Todos que estão jogando, já que temos lesões importantes, como Militão, Bruno Guimarães, Estevão, Rodrygo, que desejamos uma rápida recuperação”
Mas é uma lista de quem esta bem fisicamente, porque vamos jogar dois jogos muito importantes, de intensidade, com um prazo muito curto, incluindo a viagem. Então preferi chamar quem está 100%. Levando em conta também a posição de alguns jogadores que não conheço, como Ibañez, Bremer, Rayan, Danilo, Gabriel Sara. É uma ultima oportunidade de conhecer eles e fazer uma lista final com a ideai mais clara possível”disse Ancelotti.
“Quando chamamos jogadores novos não é porque queremos ver como se preocupa no campo, isso já sabemos. Queremos saber como ele se incorpora no nosso ambiente, seu caráter, em todos os jogadores novos é isso que vamos ver. Sabemos perfeitamente com está jogando, porque temos avaliações de cada jogador que está e não está na lista. de cada jogador que não esta em nenhuma lista nesse ano. Estamos avaliando todos. Em nível técnico todo, em questão de caráter, quero saber mais. Também jogadores que merecem estar, porque estão atuando bem no seu campeonato, como Endrick, Rayan, Danilo, Gabriel Sara, Ibañez e também Bremer” “Ancelotti.
Convocação é a última da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo, confira o calendário
No dia 26 de março, a Seleção Brasileira enfrenta a França, no Gillette Stadium, em Boston, às 17h (de Brasília). Já no dia 31, encara a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, às 21h (de Brasília).
Franceses e croatas estão no Top 10 do Ranking Mundial Masculino da FIFA: a França ocupa a terceira colocação, e a Croácia, a décima.
Com estes adversários, o departamento de Seleções cumprirá o planejamento traçado para que o Brasil enfrentasse seleções fortes de diferentes escolas mundiais.
Desde o fim das Eliminatórias, a equipe encarou, em outubro, os asiáticos Coreia do Sul e Japão e, em novembro, os africanos Senegal e Tunísia.
Dia 18 de maio sai a lista final dos convocados que vão para a Copa do Mundo.
Lista divulgada nesta segunda-feira pode ser a mesma da Copa do Mundo Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Camisa 2 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo não é vermelha. Gostou?
Diferente das especulações, ela não será vermelha. O azul, tradicional do segundo uniforme, ganhou tons de preto. No jogo contra a França o uniforme será o azul.
Como é a camisa 2 da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026
O aguardado lançamento da nova camisa 2 da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 finalmente aconteceu. Em um evento realizado na última quinta-feira (12), a fornecedora esportiva Nike revelou o novo uniforme alternativo do Brasil. O grande destaque é a colaboração com a Jordan Brand, marca assinada pelo lendário ex-jogador de basquete Michael Jordan.
A equipe pentacampeã será a primeira seleção nacional a estampar o famoso logotipo “Jumpman” em seu peito, substituindo o tradicional símbolo da Nike. Com o lema “Joga Sinistro”, a peça busca unir o estilo da moda urbana à paixão pelo futebol, trazendo um visual diferente para a disputa do Mundial.
Design inspirado na fauna brasileira dita o tom da camisa 2 da Seleção
A estética da camisa 2 da Seleção Brasileira mantém o clássico fundo azul royal, mas ganha detalhes mais agressivos e modernos. O design apresenta texturas, padrões e listras pretas que remetem a animais predadores do Brasil. A intenção é transmitir força e velocidade dentro de campo.
No novo modelo, o escudo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fica centralizado no peito, enquanto o logo da Jordan aparece em amarelo, no lado direito. O uniforme traz ainda recortes em verde-água e amarelo nas mangas e laterais.
De acordo com a fornecedora de material esportivo, o tecido é feito com material 100% reciclado e conta com tecnologia de resfriamento, ideal para a circulação de ar durante os jogos.
Quando será a estreia oficial do novo uniforme azul?
Os torcedores não precisarão aguardar o início da Copa do Mundo para ver a camisa 2 da Seleção Brasileira nos gramados. A estreia da nova vestimenta está marcada para o dia 26 de março, no amistoso de peso contra a França, que será disputado nos Estados Unidos.
A campanha de lançamento já está no ar, estrelada por craques que representam o futuro e o presente do país, como Vinícius Júnior, Estêvão, Marquinhos e Matheus Cunha. Além disso, a tradicional camisa 1 (amarela) será lançada nos próximos dias e tem previsão de estreia para o dia 31 de março, em duelo contra a Croácia.
Preços e onde comprar a camisa 2 da Seleção Brasileira
Para os fãs que desejam garantir a peça de colecionador, a camisa 2 da Seleção Brasileira já está disponível no mercado brasileiro. Os produtos podem ser adquiridos no site e no aplicativo oficial da Nike, além de lojas esportivas parceiras.
Preços salgados para o torcedor brasileiro
Os preços variam de acordo com o modelo: a versão torcedor, voltada para o uso no dia a dia, é comercializada por R$ 449,99. Já a versão jogador sai por R$ 749,99. A colaboração com a marca também se estende para fora das quatro linhas, trazendo uma linha de roupas casuais que inclui moletons, bermudas e agasalhos.
Preços do uniforme da Seleção Brasileira são salgados. Foto: Instagram / CBF
Qual horário dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.
Confira a convocação da Seleção Brasileira Masculina Principal para os amistosos contra a França (26/03) e a Croácia (31/03).Instagram: https://www.instagram...
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Samuel Corum/EFE
O apelo de Donald Trump para que países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros no estreito de Ormuz não teve sucesso, com várias nações, incluindo o Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália, rejeitando a ideia. Japão e Coreia do Sul, por sua vez, ainda avaliam a possibilidade de enviar apoio.
A região, onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, está sob controle do Irã, que tem usado o estreito como ponto estratégico de pressão. Trump, inicialmente, fez um apelo público, citando países como China, França, Japão e Coreia do Sul, reclamando de riscos econômicos e geopolíticos.
No entanto, a reação internacional foi fria, com vários governos resistindo ao envolvimento militar. A falta de apoio dos aliados, especialmente na Europa, fez Trump mudar sua abordagem e adotar um tom mais ameaçador, sugerindo que a ausência de apoio poderia prejudicar o futuro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Trump também se voltou para a China, tentando envolver o gigante asiático na questão do estreito de Ormuz. Na sexta (13), os EUA atacaram a ilha de Kharg, um centro de produção petrolífera iraniano, mas deixaram intocados os terminais de embarque. O presidente dos EUA, em uma entrevista, também sugeriu que poderia adiar sua visita a Xi Jinping, aumentando a pressão sobre os chineses.
Estreito de Ormuz. Foto: Canva/UOL
O Irã continua a sua política de ações militares no Oriente Médio. No domingo (15), o país permitiu a passagem de um petroleiro paquistanês sem incidentes, apontando que o estreito de Ormuz permanece acessível para alguns, mas não para os aliados dos EUA.
O país também intensificou sua pressão com novos ataques à infraestrutura petrolífera, incluindo um ataque ao terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva afetou o único oleoduto dos Emirados, que dribla o estreito, levando a suspensão de embarques de navios.
A situação também se agravou com um ataque de drone iraniano ao aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, que explodiu um tanque de combustível próximo ao terminal. O local foi fechado temporariamente.
Nuvem de fumaça após ataque ao Irã. Foto: Reprodução
Editado por: Rodrigo Gomes
Nunca antes na história, um país conseguiu causar tantos danos a bases estadunidenses pelo mundo, nem causar tanta destruição no território que Israel ocupa ilegalmente na Palestina, quanto o Irã nos últimos 13 dias. Segundo o apresentador e ex-membro do parlamento britânico, George Galloway, algumas de suas fontes anônimas em Tel Aviv têm reportado que partes da cidade agora se assemelham a Gaza, cruelmente bombardeada pelo regime sionista.
Prestes a completar duas semanas de resistência, o Irã parece estar dando as cartas na guerra neste momento, e pode ditar os termos do fim do conflito. Nos últimos dias, segundo alguns meios ocidentais, o governo iraniano teria sido procurado duas vezes pelo enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, para sondagens a respeito de possíveis negociações. Teerã teria recusado o diálogo.
Após ser duas vezes traído em meio a negociações com os EUA — em junho de 2025 e março de 2026 — o governo do Irã não vê sentido em negociar agora. Ali Larijani, presidente do Conselho Supremo de Segurança do Irã, respondendo a um post de Donald Trump, que afirmava que os EUA deveriam ganhar a guerra em breve, afirmou que “começar uma guerra é fácil, mas seu fim não se consegue com alguns tuítes. Não os deixaremos em paz até que aceitem seu erro e paguem por ele”.
Autoridades persas têm afirmado que mal começaram a empregar seus mísseis mais sofisticados, enquanto as defesas estadunidenses e israelenses já começam a dar sinais de esgotamento. Também segundo meios ocidentais, os alarmes antimísseis em Tel Aviv, por exemplo, têm soado somente segundos antes de mísseis atingirem a capital do país, em vez dos 10 minutos tradicionais.
Enquanto isso, o recém eleito líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento oficial ao povo iraniano e deixou clara a intenção do governo revolucionário islâmico: “de qualquer forma, obteremos reparações do inimigo. Se ele se recusar, tomaremos de seus bens o montante que considerarmos adequado; e se isso também não for possível, destruiremos seus bens na mesma proporção”.
O aiatolá também fez um alerta aos países árabes da região, clamando para que fechem as bases estadunidenses de seus territórios, ou elas continuarão a ser atacadas. A essa altura, apesar dos inúmeros bombardeios sofridos em seu território e de mais de 1.200 pessoas assassinadas, impressiona a autoconfiança das lideranças iranianas, levando a crer que possuem total controle sobre a situação e têm clareza de sua estratégia.
O mesmo não pode ser dito das lideranças em Washington, que têm emitido mensagens contraditórias nos últimos dias, ao mesmo tempo em que vazamentos na mídia estadunidense dão notícia de inúmeras mudanças de sua estratégia desde o começo da guerra.
O Brasil de Fato conversou com um dos intelectuais iranianos mais conhecidos fora de seu país, Mohammad Marandi, professor de literatura e especialista em geopolítica, da Universidade de Teerã. Ele foi um dos consultores do governo iraniano nas negociações do JCPOA (2015-2018), que tentavam regular o programa nuclear iraniano em troca do alívio das sanções contra o país da Ásia Ocidental. Marandi acredita que “o sucesso impressionante do Irã nas últimas semanas é uma grande vitória para a humanidade. E é uma ótima notícia para a maioria global, porque lhes dará poder diante do império. Isso criará uma maior autoconfiança entre as nações”.
Confira abaixo a entrevista completa:
Brasil de Fato: No segundo dia da guerra, o líder supremo aiatolá Ali Khamenei foi assassinado em um bombardeio ao complexo onde vivia e trabalhava. Autoridades iranianas afirmaram que Khamenei se recusou a esconder-se em um abrigo, insistindo em permanecer nas mesmas condições que o resto da população. O que explica essa atitude por parte do líder de uma nação em guerra? Quais são as consequências dessa perda para a revolução islâmica?
Mohammad Marandi: O aiatolá Khamenei foi assassinado logo no início deste ataque ilegal. Ele estava em seu escritório, trabalhando, e seu escritório fica bem ao lado de sua residência. Ele se recusou a sair porque disse às pessoas que muitos iranianos, devido às sanções, estão passando por dificuldades e não têm para onde ir. Enquanto eles não tiverem para onde ir, eu não vou embora. Ele acreditava que seu escritório e sua residência eram alvos principais. Que, se a guerra recomeçasse, esse seria o primeiro lugar que eles atacariam.
Mas ele se recusou a ir e sua família se recusou a deixá-lo. E assim, seu heroísmo ressoa por todo o Irã. Ele sempre foi uma figura muito popular. Era um guerreiro da justiça social. Apoiava movimentos anti-imperialistas em todo o mundo e, claro, na Palestina. Ele era altamente educado, muito culto, profundamente conhecedor de literatura e fluente em quatro idiomas. Mas esse sacrifício que fez teve um enorme impacto na sociedade iraniana e fortaleceu a resistência e a resiliência do povo iraniano. Uniu-os ainda mais do que antes.
Trump foi eleito com a promessa de “chega de guerras” — uma das plataformas do Maga (sigla em inglês de Faça a América Grande Novamente — e pesquisas de opinião pública nos EUA mostram que menos de 30% da população apoia a guerra contra o Irã. Há alguns dias, Tucker Carlson, um dos líderes do Maga e apoiador de Trump, disse que os ataques dos EUA e de Israel são “malignos e repugnantes”. Por outro lado, esta guerra está fazendo com que os preços da energia (petróleo e gás natural) disparem, o que deve aumentar a inflação nos EUA (e em grande parte do mundo) e o custo de vida da população. A popularidade de Trump já é muito baixa, e este contexto aumenta suas chances de derrota nas eleições de meio de mandato em novembro. Ele mesmo afirmou recentemente que, se perder o controle das duas Casas, poderá enfrentar um impeachment. Diante de riscos políticos tão grandes, o que explica a decisão da Casa Branca de provocar essa guerra? Como você interpreta o discurso de Trump na última segunda (9), afirmando que a missão de sua guerra está quase concluída?
Acho que a razão pela qual ele disse que a missão está quase concluída e que eles venceram a guerra, apesar do fato de que, obviamente, eles estão perdendo, os Estados Unidos estão perdendo feio nesta guerra, é porque ele está buscando uma saída. Mas o Irã não lhe dará uma saída tão facilmente. Há condições que terão que ser cumpridas. Trump assumiu, como você corretamente apontou, com uma plataforma declarando que não haveria mais guerras. Mas ele está profundamente sob a influência dos sionistas.
Agora, seja porque eles estão fazendo chantagem e têm fotos ou filmagens dele nos arquivos de Epstein, ou seja, porque ele está cercado por sionistas — seu genro é sionista, seus amigos mais próximos são sionistas, sua equipe é toda sionista — eles colocam Israel em primeiro lugar, não os Estados Unidos. Ou pode ser uma combinação de todas essas coisas. Que eles têm informações comprometedoras sobre ele, mas também que ele está cercado por essas pessoas.
Mas, de qualquer forma, a razão pela qual a guerra aconteceu, é porque é do interesse do sionismo. É do interesse da classe Epstein, não do interesse do povo americano. É contra os interesses do povo americano. É contra os interesses do mundo. O mundo está pagando um preço agora, um preço econômico, porque os sionistas querem a guerra.
Presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Nathan Howard
Nas semanas que antecederam a guerra, vários analistas políticos e militares afirmaram que a China havia enviado equipamentos sofisticados de inteligência – como o navio Oceano Um e radares capazes de detectar aeronaves furtivas. Também há rumores de que a Rússia está fazendo algo semelhante. Pequim e Moscou emitiram declarações apoiando a soberania iraniana e criticando duramente os ataques criminosos dos EUA e de Israel. Ao mesmo tempo, a China recomendou cautela na contraofensiva do Irã em países da região, por exemplo, ataques a refinarias e fábricas de petróleo e gás na Arábia Saudita e no Catar. Há também rumores de que a Rússia está se oferecendo para mediar as negociações entre Teerã e seus vizinhos, e Putin conversou por telefone com Trump na segunda (9). Você concorda com essas análises? Como você avalia os possíveis desdobramentos nas relações do Irã com dois de seus parceiros mais estratégicos?
As capacidades do Irã são principalmente autóctones. Os mísseis, os drones, as bases subterrâneas, as fábricas subterrâneas que produzem mais mísseis e drones. A tecnologia autóctone está por trás de tudo isso. Tecnologia de ponta. É um sinal do brilhantismo iraniano que tenhamos criado uma capacidade militar tão eficaz contra a superpotência mundial e a coalizão que trabalha para ela. Porque todo o Ocidente está apoiando o regime genocida sionista e o regime de Trump nesta guerra.
E o mesmo vale para os representantes regionais, as ditaduras familiares árabes no Golfo Pérsico, Erdogan na Turquia, todos eles estão no campo americano. Então, acho que é bastante impressionante que o Irã tenha tanto sucesso. É extraordinário. Mas a relação do Irã com a Rússia e a China é muito boa. Eles se aproximaram ao longo dos anos. Após a Guerra dos 12 Dias, eles se aproximaram ainda mais. E, obviamente, a Rússia, a China e o Irã, nenhum de nós quer que a economia global entre em colapso.
Por isso, procuram uma saída para esta crise. O Irã nunca deixou de se preocupar. O Irã não quer esta guerra. O Irã quer que todos possam continuar com os seus negócios e quer poder continuar com os seus próprios negócios. Mas, para que isso aconteça, certas condições têm de ser cumpridas. Tem que haver reparação para todos os assassinatos e a destruição.
Os direitos e a soberania do Irã têm que ser reconhecidos. Tem de haver garantias reais de que os Estados Unidos nunca possam fazer isso de novo. Caso contrário, um cessar-fogo agora significaria, basicamente, que os americanos nos atacariam novamente, em alguns meses. Assim como vimos há oito, nove meses.
Apesar do enorme poder das forças armadas dos EUA e de Israel, muitos analistas militares afirmam que a indústria bélica dos EUA tem, atualmente, uma capacidade relativamente baixa para reabastecer seus estoques de armas a fim de enfrentar seus desafios. Por outro lado, analistas também afirmaram que, nestes primeiros dias de guerra, o Irã tem usado principalmente seus estoques de drones e mísseis antigos para desgastar as defesas do inimigo, e que está começando a usar seus mísseis mais sofisticados a partir de agora. Você concorda com essa análise? O que podemos esperar da resistência iraniana nos próximos dias?
Sim, essa análise está correta. Os iranianos têm usado primeiro todos os seus estoques antigos. E mesmo essas armas antigas têm causado danos devastadores. Elas não apenas esgotaram grande parte das defesas aéreas americanas e israelenses, mas muitas delas também conseguiram passar. E assim, gradualmente, os iranianos também estão usando tecnologias mais novas.
Eles ainda estão usando os mísseis e drones mais antigos, mas também os estão combinando com tecnologias mais novas. Mas as tecnologias mais recentes ainda não estão sendo usadas. Portanto, o Irã tem capacidade para continuar esta guerra até as eleições de meio termo nos EUA [novembro] e para além delas. Isto chocou os americanos. E o que também é importante é a fraqueza dos serviços secretos americanos e israelitas. Porque estimavam que os mísseis do Irã eram limitados. Mas agora vemos que o Irã está disparando drones e mísseis sem parar. Portanto, o Mossad e a CIA obviamente subestimaram muito.
Desde o fim da Guerra Fria (1991), os EUA se envolveram em inúmeras guerras, mas sempre com adversários militares muito mais fracos, como o Iraque (1991), a antiga Iugoslávia (1999), o Iraque (2003), o Afeganistão (2003), a Líbia (2010), a Síria (desde 2014), entre outros. O Irã parece ser o primeiro adversário capaz de responder adequadamente aos ataques dos EUA – e de Israel, simultaneamente. Independentemente do resultado final desta guerra, o Irã já alcançou feitos históricos, como atacar e praticamente destruir quase 20 bases americanas no oeste da Ásia , incluindo radares sofisticados – que custaram muitos bilhões de dólares – e infligir danos sem precedentes a Israel. Na sua opinião, quais são as possíveis consequências históricas de tais feitos iranianos? O Irã pretende expulsar os EUA da região para sempre?
Sim, o Irã quer garantir que, no futuro, os Estados Unidos não possam mais impor sua hegemonia sobre esta região e que se comportem como um país normal. O sucesso impressionante do Irã nas últimas semanas é uma grande vitória para a humanidade. E é uma ótima notícia para a maioria global, porque lhes dará poder diante do império. Isso criará uma maior autoconfiança entre as nações.
A resiliência do Irã, a resiliência do povo iraniano é única. E eles foram capazes de fazer o que todos pensavam ser impossível. Todos pensavam que o Irã entraria em colapso. Nós nunca pensamos isso. Mas fora do Irã, todos pensavam que isso seria moleza para os Estados Unidos. Portanto, o Irã está prestando um grande serviço à humanidade e esperamos que o mundo seja capaz de se libertar do jugo desse império maligno.
Durante décadas, o Irã vem implementando um plano estratégico — baseado no conceito de “economia de resistência” — para alcançar excelência tecnológica em certos setores, como energia nuclear, nanotecnologia, IA, medicina, aeroespacial e mísseis. Para começar, o país garantiu a massificação do ensino superior, que saltou de 175 mil estudantes, em 1979 (ano da revolução), para 4,8 milhões, em 2015. O Irã também se destaca hoje como um dos países que mais forma engenheiros no mundo (variando entre o 5º e o 7º lugar, dependendo do ano). É essa estratégia — que, aliás, se assemelha ao modelo chinês — que explica a resiliência do Irã nesta guerra, bem como sua capacidade de desferir um golpe contra a presença neocolonial dos EUA na região? Como essa estratégia foi debatida e desenvolvida no país? Qual foi o papel do líder supremo Ali Khamenei nessa estratégia?
O aiatolá Khamenei foi a figura-chave que promoveu a economia de resistência. Na verdade, essa expressão foi algo que ele começou a usar publicamente. E houve muita resistência em diferentes administrações a esse conceito. Se tivessem dado ouvidos a ele, estaríamos em uma posição ainda melhor hoje.
Mas os iranianos optaram por desenvolver suas próprias capacidades, sejam elas civis ou militares, escolheram um caminho independente na política externa, escolheram um caminho de independência na agricultura, na indústria e nos campos de alta tecnologia.
E, claro, tudo isso aconteceu sob sanções de pressão máxima, múltiplas guerras e terrorismo. Vimos há apenas alguns meses como a Mossad nos Estados Unidos matou centenas de policiais e voluntários nas ruas de diferentes cidades, criou um caos em massa e destruiu tantos serviços públicos.
Eles estão constantemente tentando minar o país, criar destruição. Vimos a guerra que eles travaram há oito, nove meses. Há 47 anos, eles vêm tentando minar o Irã. No entanto, sob essas sanções de pressão máxima, sob a guerra e apesar das guerras, do terrorismo e da propaganda anti-iraniana que espalham pelo mundo através de sua poderosa mídia, o Irã sobreviveu e prosperou e hoje está humilhando os Estados Unidos no campo de batalha.
De acordo com vários meios de comunicação ocidentais e regionais, Israel impôs um regime de censura rigoroso às imagens dos danos causados pelos ataques iranianos em Tel Aviv e outras cidades israelenses, tanto para canais de televisão como para vídeos de telemóveis gravados por cidadãos comuns. Por outro lado, há rumores nas redes sociais de um elevado número de vítimas em Israel e nos EUA, incluindo militares, agentes de inteligência (CIA e Mossad) e civis. Que dados públicos o governo iraniano tem sobre as baixas inimigas neste momento? Apesar da censura, imagens recentes de um ataque sem precedentes a Tel Aviv circularam pelo mundo. Há rumores de que o irmão de Netanyahu teria morrido e que o ex-ministro e líder de extrema direita Ben-Gvir estaria gravemente ferido. O governo iraniano confirma essas informações?
O que se pode dizer é que a devastação em toda a Palestina ocupada é enorme. E o próprio fato de haver uma censura sem precedentes e de o Ocidente concordar com ela mostra que as coisas estão muito ruins. Mas também mostra que a liberdade de informação é um absurdo no Ocidente. Eles só querem liberdade de informação quando isso serve aos seus interesses.
Mas quando isso vai contra seus interesses, não só o regime israelense pode impor censura, ou censura total, como todo o Ocidente vai cooperar com ele. Portanto, acho que isso expõe ainda mais a natureza da mídia ocidental, dos governos ocidentais e das instituições ocidentais. Mas o dano causado ao regime israelense é irreversível. No futuro, ninguém vai investir em Israel porque sabem que ele sempre será vulnerável.
Acredito que estamos vendo o começo do fim do regime israelense. O mundo o odeia por causa do genocídio em Gaza, dos ataques genocidas no Líbano e das guerras intermináveis. Mas o regime também se mostrou vulnerável, extremamente vulnerável.
E o mesmo se aplica a todos os representantes americanos no Golfo Pérsico, os sauditas, os emirados, os kuwaitianos, os bahreinitas, o governo de Omã, todos eles basicamente se permitiram ser ferramentas dos Estados Unidos. Permitiram que as bases americanas fossem usadas contra o Irã. E, no futuro, nunca mais terão o status que tinham há duas semanas, antes da guerra.
A Assembleia de Especialistas anunciou esta semana (8) a eleição do novo líder supremo do Irã, o filho do aiatolá Ali Khamenei. Como é escolhida a Assembleia de Especialistas? Quais foram os critérios para a eleição do novo líder, o aiatolá Mujtaba Khamenei? Quais são as características pessoais e políticas que se destacam no novo líder? O que esperar de sua liderança?
Os membros da Assembleia de Peritos são todos juristas de alto nível. E são eleitos a cada oito anos. E decidem quem se torna líder. Podem escolher o líder e podem destituí-lo, de acordo com a Constituição. Esse é o seu papel. E supervisionam o que o líder faz. Escolheram o aiatolá Mujtab al-Khamenei, que é um académico de alto nível em seminários. É um jurista. Ensina investigadores e estudantes de alto nível há 20 anos.
Mas ele também esteve no gabinete do líder todos esses anos. Portanto, ele é altamente educado, é um acadêmico sênior, mas também está muito familiarizado com o que acontece na política externa iraniana, assuntos militares, economia e assim por diante. Ele sempre teve muito cuidado para que nenhum de seus filhos tivesse negócios. Não que ele fosse contra o setor privado, mas ele se opunha a que qualquer membro de sua família imediata tivesse qualquer envolvimento com o setor privado.
Portanto, todos os seus filhos, filhas, noras e genros, são todos acadêmicos ou professores. O aiatolá Mojtaba Khamenei também tem um estilo de vida muito simples, como seu pai. E ele está muito familiarizado com o funcionamento do Estado. Acredito que ele é um defensor, como seu pai, dos oprimidos. É por isso que o Irã tem ajudado países como Cuba, Venezuela e Nicarágua sob sanções, ou a resistência no sul da África e, claro, o povo da Palestina e outros povos oprimidos pelo império.
Portanto, em relação à política externa do Irã, em geral, estou confiante de que veremos continuidade na nossa visão de mundo política. Além disso, o aiatolá Mojtaba Khamenei, o novo líder, nunca foi uma figura pública. Ele nunca apareceu na TV. Ele nunca foi visto na TV. Nem nenhum dos filhos do aiatolá Khamenei. Então, ele era apenas um estudioso. Ele era um estudioso, mas também trabalhava e ajudava seu pai em seu escritório.
Como é a camisa 2 da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026
O aguardado lançamento da nova camisa 2 da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 finalmente aconteceu. Em um evento realizado na última quinta-feira (12), a fornecedora esportiva Nike revelou o novo uniforme alternativo do Brasil. O grande destaque é a colaboração com a Jordan Brand, marca assinada pelo lendário ex-jogador de basquete Michael Jordan.
Para quem não gosta de usar a camisa amarela da CBF, uniforme azul é opção para torcer pelo Brasil. Foto: Instagram / CBF
A equipe pentacampeã será a primeira seleção nacional a estampar o famoso logotipo “Jumpman” em seu peito, substituindo o tradicional símbolo da Nike. Com o lema “Joga Sinistro”, a peça busca unir o estilo da moda urbana à paixão pelo futebol, trazendo um visual diferente para a disputa do Mundial.
Design inspirado na fauna brasileira dita o tom da camisa 2 da Seleção
A estética da camisa 2 da Seleção Brasileira mantém o clássico fundo azul royal, mas ganha detalhes mais agressivos e modernos. O design apresenta texturas, padrões e listras pretas que remetem a animais predadores do Brasil. A intenção é transmitir força e velocidade dentro de campo.
No novo modelo, o escudo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fica centralizado no peito, enquanto o logo da Jordan aparece em amarelo, no lado direito. O uniforme traz ainda recortes em verde-água e amarelo nas mangas e laterais.
De acordo com a fornecedora de material esportivo, o tecido é feito com material 100% reciclado e conta com tecnologia de resfriamento, ideal para a circulação de ar durante os jogos.
Quando será a estreia oficial do novo uniforme azul?
Os torcedores não precisarão aguardar o início da Copa do Mundo para ver a camisa 2 da Seleção Brasileira nos gramados. A estreia da nova vestimenta está marcada para o dia 26 de março, no amistoso de peso contra a França, que será disputado nos Estados Unidos.
A campanha de lançamento já está no ar, estrelada por craques que representam o futuro e o presente do país, como Vinícius Júnior, Estêvão, Marquinhos e Matheus Cunha. Além disso, a tradicional camisa 1 (amarela) será lançada nos próximos dias e tem previsão de estreia para o dia 31 de março, em duelo contra a Croácia.
Preços e onde comprar a camisa 2 da Seleção Brasileira
Para os fãs que desejam garantir a peça de colecionador, a camisa 2 da Seleção Brasileira já está disponível no mercado brasileiro. Os produtos podem ser adquiridos no site e no aplicativo oficial da Nike, além de lojas esportivas parceiras.
Preços salgados para o torcedor brasileiro
Os preços variam de acordo com o modelo: a versão torcedor, voltada para o uso no dia a dia, é comercializada por R$ 449,99. Já a versão jogador sai por R$ 749,99. A colaboração com a marca também se estende para fora das quatro linhas, trazendo uma linha de roupas casuais que inclui moletons, bermudas e agasalhos.
Preços do uniforme da Seleção Brasileira são salgados. Foto: Instagram / CBF
Qual horário dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.
Na segunda rodada, o Brasil volta a campo no dia 19 de junho, quando encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h (horário de Brasília).
Horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo; Arte: TVT News, com apoio de IA
Conseguindo a classificação para a fase de 16 avos de final, a seleção vai enfrentar um adversário do Grupo F (Holanda, Japão, Tunísia e Europa B – Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia) no dia 29 de junho. O jogo será em Houston se o Brasil fechar em primeiro a fase de grupos. Ficando em segundo, o time nacional jogará em Monterrey.
Jogos do Brasil na Copa do Mundo
Data
Horário
Dia da semana
Local
Jogo
13 de junho
19h
Sábado
New Jersey – Estádio MetLife
Brasil x Marrocos
19 de junho
22h
Sexta
Filadélfia – Lincoln Financial Field
Brasil x Haiti
24 de junho
19h
Quarta
Miami – Estádio Hard Rock
Brasil x Escócia
Jogos da Copa do Mundo
A tabela completa do torneio foi divulgada em evento na tarde deste sábado (06) comandado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, com participação dos ex-jogadores Ronaldo,Totti, Stoichkov e Lalas. A cerimônia ocorreu no Hilton Capital Hotel em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 com a sede compartilhada em 16 cidades divididas entre México, Estados Unidos e Canadá. Os grupos foram definidos nesta sexta-feira (5) em sorteio no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo de 2026 reunirá 48 seleções e terá o total de 104 jogos. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, será disputado no dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México (México). Já a grande decisão está programada para o dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos).
Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Confira os grupos da Copa de 2026 completos:
Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul e Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte).
Grupo B: Canadá, Suíça, Catar e Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales e Bósnia).
Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti
Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)
Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim e Curaçau
Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia e Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia)
Grupo G: Bélgica, Irã, Egito e Nova Zelândia.
Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde.
Grupo I: França, Senegal, Noruega e Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque).
Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia.
Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão e Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia).
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá e Gana.
Rumo ao Hexa: Copa do Mundo 2026 tem jogos definidos. Arte: TVT News
Qual o caminho do Brasil na Copa do Mundo?
Adversários do Brasil na Fase de Grupos
1ª rodada – 13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos
2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti
3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – Escócia x Brasil
Quais são os possíveis adversários do Brasil na Copa do Mundo?
Primeiro mata-mata
Se o Brasil passar em 1º lugar no grupo C, vai enfrentar o vice-líder do grupo F, composto por Holanda, Japão, Tunísia e uma seleção europeia vinda da repescagem.
O jogo seria no dia 29 de junho, uma segunda-feira, em Houston.
Caso o Brasil passe em 2ª lugar, enfrenta quem ficar em 1° o grupo F. Nesse caso, o jogo também seria no dia 29, mas em Monterrey, no México.
Brasil estreia contra Marrocos no dia 13 de junho. Arte: TVT News
Qual seria o adversário do Brasil nas oitavas
Se o Brasil passar em primeiro lugar e se classificar na fase de 16 avos de final, o Brasil jogaria a partida de oitavas no dia 5 de julho, um domingo.
O adversário sairia do confronto entre os vice-líderes dos grupos E e I, o que colocaria seleções como Alemanha, França, Equador ou Noruega como adversários do Brasil nas oitavas.
Se o Brasil passar em 2º lugar, o caminho para as oitavas seria contra o vencedor do duelo entre os vice-líderes dos grupos A e B. e os adversários podem ser podem ser México, Suíça, Coreia do Sul, Canadá ou até mesmo Itália e Dinamarca (que ainda jogarão a repescagem).
Quem o Brasil pode enfrentar nas quartas?
Para as quartas de final, uma simulação possível é um jogo entre Brasil x Inglaterra, caso as seleções passem em primeiro nos seus respectivos grupos.
O ataque israelense a Teerã em 2 de março de 2026. Foto: Divulgação
Diferente de conflitos anteriores, como a guerra entre Irã e Israel em junho de 2025 ou os combates entre Israel e Hamas, a atual Guerra no Irã extrapolou as fronteiras dos países diretamente envolvidos, se espalhando rapidamente pelo Oriente Médio.
Os combates, que entraram na terceira semana em março de 2026, começaram em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, um ataque que resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. A ofensiva atingiu alvos militares e civis, incluindo uma escola com estudantes.
Em resposta, o Irã iniciou ataques retaliatórios não apenas contra Israel, mas também contra embaixadas e bases americanas localizadas em países vizinhos, além de alvos civis, como prédios que supostamente abrigariam funcionários americanos.
A intensificação das hostilidades arrastou mais países para o conflito, com o Hezbollah, do Líbano, retomando os ataques a Israel, ampliando a dimensão da guerra para o território libanês, incluindo a capital Beirute.
O Irã, que vinha sendo pressionado politicamente, havia aberto negociações com os Estados Unidos para um acordo que limitasse seu programa nuclear. No entanto, o ataque conjunto de EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro, deflagrou uma guerra que agora afeta vários países da região, com consequências econômicas e políticas significativas.
O Irã respondeu fechando o estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, e iniciou ataques contra navios que tentavam sair do Golfo Pérsico. Além dos Estados Unidos e Israel, outros países estão diretamente envolvidos na guerra, como o Líbano, o Emirados Árabes Unidos, o Catar e o Bahrein.
O Líbano foi novamente arrastado para o conflito devido aos ataques do Hezbollah contra Israel, com as forças israelenses realizando bombardeios pesados nas regiões do sul e do vale do Bekaa, além de Beirute. O número de mortos no Líbano devido aos ataques israelenses já ultrapassou 700.
Os Emirados Árabes Unidos, um dos maiores aliados dos EUA na região, também foram alvo de drones suicidas iranianos, com mais de 800 ataques registrados até março de 2026. Dubai, em particular, foi atingida em alvos estratégicos, como o hotel Palm Jumeirah e o Burj al-Khalifa, o edifício mais alto do mundo.
🇦🇪🇮🇷 Uma das torres mais altas de Dubai está em chamas após ser atingida por um drone kamikaze.
O Irã está realizando com frequência missões de assassinatos seletivos contra autoridades militares e agentes de inteligência dos EUA que operam nos países do Golfo. pic.twitter.com/Ufcbh7qhld
O Catar, apesar de ter boas relações com o Irã, foi afetado pelos ataques iranianos. O país, que abriga a maior base aérea americana da região, teve sua produção de gás natural interrompida após a destruição de duas de suas instalações.
Além disso, a Força Aérea catari abateu dois caças iranianos em uma tentativa de se defender contra os ataques. Outros países do Golfo, como o Bahrein e Omã, também estão sendo impactados pelos ataques iranianos.
O Bahrein, aliado dos EUA e de maioria xiita, mas controlado por uma família real sunita, tem sido alvo frequente de drones iranianos, atingindo não apenas instalações militares americanas, mas também alvos civis. Omã, por outro lado, tem procurado manter sua neutralidade e atuado como mediador, mas também foi afetado, com a presença de bases americanas no país sendo atacada.
A Arábia Saudita, que mantém laços históricos com os Estados Unidos, também foi alvo de ataques iranianos, incluindo a embaixada americana e a refinaria de Ras Tanura, uma das maiores do mundo, que é essencial para a indústria petrolífera saudita.
A Jordânia, outro país da região com estreitas relações com potências orientais, tem visto seu espaço aéreo ser frequentemente violado por mísseis direcionados a Israel. No entanto, houve poucos ataques a bases americanas em seu território, se comparado aos seus vizinhos.
O Iraque, que abriga uma grande quantidade de bases americanas, tem sido um dos países mais atacados, especialmente em áreas como Bagdá e Erbil, no norte, onde há uma forte presença curda, hostil ao Irã. Outros países, embora não diretamente envolvidos, têm participado de forma marginal na guerra.
O Sri Lanka, por exemplo, viu um submarino americano afundar um navio militar iraniano, enquanto a Turquia utilizou baterias antiaéreas da Otan para derrubar mísseis iranianos. A ilha de Chipre, que abriga uma grande base militar britânica, também foi atacada por drones, com especulações de que o Hezbollah tenha sido o responsável.
Drones suicidas iranianos também atacaram um aeroporto e áreas civis no Azerbaijão, país vizinho ao Irã e grande produtor de petróleo. Autoridades de Baku afirmam estar considerando uma retaliação.
A França e o Reino Unido, embora cautelosos em se envolver diretamente no conflito, estão monitorando a situação de perto. O Reino Unido autorizou o uso de bases aéreas britânicas pelos EUA, enquanto a França enviou um porta-aviões para a região, embora sem participação ativa em missões militares.
Propriedade de 240 m² em Oeiras está avaliada em 3,5 milhões de euros. Foto: Divulgação
A empresária brasileira Angela Gonçalves, 48, fez a escolha de se mudar para Portugal após morar três anos nos Estados Unidos com sua família. O clima de insegurança e a violência crescente nos EUA pesaram na decisão de viver em Cascais, uma cidade na Grande Lisboa, conhecida pelo alto poder aquisitivo de seus moradores.
Segundo informações do UOL, o impacto dessa mudança reflete a onda de investimentos estrangeiros no mercado imobiliário de Portugal, principalmente de brasileiros e americanos, que vêm comprando imóveis de luxo, aumentando a demanda e, consequentemente, os preços.
O preço do metro quadrado em Cascais, entre março de 2025 e janeiro de 2026, subiu de 6.570 euros para 7.309 euros, um aumento considerável que também reflete a especulação no mercado. Imóveis com vista para o mar podem chegar a valores exorbitantes, como o caso de uma propriedade que atingiu 28 milhões de euros.
Esse fenômeno é um reflexo de um padrão que se repete em outras regiões de Portugal, com estrangeiros impulsionando a alta do mercado de luxo. Em 2025, o investimento estrangeiro no setor imobiliário português bateu recordes, atingindo 3,9 bilhões de euros, o maior valor desde 2008.
A alta do preço do metro quadrado em Portugal superou a de toda a Europa, conforme dados da agência S&P Global. No entanto, essa valorização impacta negativamente as classes mais baixas e os locais que buscam acessar o mercado imobiliário, gerando uma crise habitacional sem precedentes.
A busca por imóveis de luxo, especialmente entre brasileiros e americanos, elevou os preços a níveis que muitos portugueses não conseguem mais acompanhar. Ayres Neto, empresário brasileiro especializado no mercado imobiliário de alto padrão, observa que, além de brasileiros, americanos também têm se deslocado para o país, atraídos por uma combinação de segurança, clima e proximidade linguística.
“Comprar imóveis em Portugal é barato. Em vez de pagar US$ 40 milhões em uma casa nos Estados Unidos, paga-se aqui 5 milhões de euros no mesmo tipo de imóvel, melhor localizado”, afirma, comparando a aquisição de uma casa em Portugal a uma similar nos Estados Unidos, onde o preço chega a ser quatro vezes maior.
Mansão em Lagos, no Algarve, disponível para compra por 27 milhões de euros. Foto: Divulgação
O mercado de luxo, no entanto, é uma realidade distante para muitos portugueses. Com a alta dos preços, pessoas como Letícia Floriano, uma assistente administrativa no Porto, enfrentam dificuldades em encontrar uma moradia acessível.
“Morar sozinha é impossível”, diz Letícia, que ganha 1.200 euros mensais e paga 450 euros de aluguel por um espaço dividido com outras três pessoas. “Pelo meu salário e idade, não consigo financiamento. Morar sozinha é impossível, o aluguel consumiria toda a minha renda” afirma ela.
O aumento da superlotação habitacional é outro reflexo direto dessa crise. Em Portugal, mais de 1,2 milhão de pessoas vivem em condições inadequadas de moradia. O conceito de “superlotação habitacional”, que é quando a quantidade de pessoas por imóvel excede o número de quartos, tem se tornado cada vez mais comum, dificultando a vida de quem não consegue pagar por uma moradia mais cara.
Essa situação se agrava em um mercado onde a oferta de imóveis de baixo custo está cada vez mais escassa. Os dados sobre o mercado de imóveis em Portugal indicam que a alta nos preços foi impulsionada por investidores estrangeiros, mas também por políticas locais que não conseguem acompanhar o ritmo das mudanças no mercado.
O preço médio do metro quadrado em Lisboa, por exemplo, superou os 5.000 euros, uma cifra que equivale a 5,4 vezes o salário mínimo do país. As estatísticas revelam uma discrepância entre as regiões do país, com Lisboa e Porto enfrentando uma elevação desproporcional, enquanto cidades no interior de Portugal continuam com valores mais baixos, mas sem atratividade para grandes investidores.
A situação gerou uma resposta do governo português, que tem implementado medidas para tentar controlar o mercado imobiliário. A Assembleia da República, equivalente ao Congresso Nacional do Brasil, está em processo de aprovação de um pacote de medidas que busca reduzir impostos e criar incentivos para a construção de imóveis destinados ao aluguel de longo prazo.
Porém, essas iniciativas ainda são consideradas insuficientes para reverter os efeitos da crise no curto prazo. O impacto dessa crise não afeta apenas os locais, mas também imigrantes e estrangeiros que, ao buscar uma oportunidade de compra ou aluguel, acabam enfrentando não apenas a alta dos preços, mas também a discriminação no acesso à moradia.
A pesquisa da Casa do Brasil de Lisboa revelou que 90,4% dos imigrantes brasileiros enfrentam preconceito no processo de locação, com abusos como o pedido de caução excessiva. Além disso, a xenofobia, especialmente contra os imigrantes brasileiros, é um fator que agrava a insegurança habitacional.
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
Preço do petróleo acima dos 100 dólares
Os preços do barril de petróleo permaneciam estáveis nesta sexta-feira (13) em torno de 100 dólares, enquanto as Bolsas asiáticas e europeias registravam quedas, depois que o Irã prometeu atacar mais recursos petrolíferos no Oriente Médio.
Os Grandes Prêmios de Fórmula 1 do Bahrein e da Arábia Saudita serão cancelados ou adiados devido à guerra no Oriente Médio, indicou à AFP uma fonte.
O GP do Bahrein está programado para o fim de semana de 10 a 12 de abril, enquanto o da Arábia Saudita deveria ser realizado uma semana depois.
– Fortes explosões em Teerã –
Potentes explosões sacudiram na noite desta sexta-feira (13) a capital iraniana, informou um jornalista da AFP.
– US$ 10 milhões –
Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 10 milhões de dólares (R$ 52,5 milhões) por informações sobre o paradeiro do guia supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e de outros altos funcionários desse país.
“Essas pessoas dirigem e controlam vários elementos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que planeja, organiza e executa atos de terrorismo em todo o mundo”, afirmou o Departamento de Estado.
– Bolsas em queda, petróleo em torno de US$ 100 –
Os preços do barril de petróleo estão ligeiramente acima dos 100 dólares e as bolsas recuaram na segunda semana de conflito.
– 7.600 bombardeios no Irã –
Israel afirmou que realizou 7.600 bombardeios no Irã desde o início da guerra em 28 de fevereiro e 1.100 no Líbano, onde o exército israelense conduz desde 2 de março uma campanha contra o movimento islamista Hezbollah, aliado de Teerã.
– 111 drones –
A Guarda Revolucionária do Irã indicou, por sua vez, que derrubou 111 drones inimigos “de diferentes tipos” desde o início da guerra desencadeada por ataques dos Estados Unidos e de Israel.
– “Longo confronto” –
O chefe do Hezbollah, Naim Qasem, afirmou que seu grupo está preparado para um “longo confronto” com Israel.
“Esta é uma batalha existencial, não uma batalha limitada ou simples”, afirmou, antes de acrescentar que não permitirá que Israel “erradique” seu movimento.
– Mais de 700 mortos no Líbano –
O número de mortos pelos ataques de Israel contra o Líbano chegou a 773, incluindo 103 crianças, e os feridos já somam 1.933, informou o Ministério da Saúde.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo para reunir 325 milhões de dólares em ajuda humanitária para apoiar o Líbano na crise de deslocados provocada pela guerra.
– Explosões em Tel Aviv –
Várias explosões sacudiram nesta sexta-feira Tel Aviv, no centro de Israel, onde soaram as sirenes de alerta, informaram jornalistas da AFP depois de o exército israelense indicar disparos de mísseis a partir do Irã.
As explosões foram ouvidas até Jerusalém, a cerca de 70 quilômetros de Tel Aviv.
– Manter-se fora da guerra –
“Manter nosso país longe dessa fogueira é nossa principal prioridade”, afirmou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
“Estamos agindo com prudência contra complôs, armadilhas e provocações que buscam arrastar nosso país para a guerra”, disse, defendendo respostas “apropriadas e prudentes”.
– Putin está ajudando “um pouco” o Irã –
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que seu par russo, Vladimir Putin, está ajudando o Irã na guerra contra os Estados Unidos e Israel.
“Acho que ele pode estar ajudando um pouco, sim, suponho. E provavelmente pensa que nós estamos ajudando a Ucrânia, não é?”, disse Trump em uma entrevista à Fox News Radio.
– Khamenei “ferido e provavelmente desfigurado” –
O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está “ferido e provavelmente desfigurado”, declarou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, em coletiva de imprensa.
“Sabemos que o novo suposto — e não tão supremo — líder está ferido e provavelmente desfigurado”, afirmou.
– Trump: o regime iraniano cairá “mas talvez não imediatamente” –
O presidente dos Estados Unidos espera que o povo iraniano se levante para substituir o governo após os ataques militares americanos e israelenses, mas não acredita que isso ocorrerá imediatamente.
“Realmente acho que é um grande obstáculo a ser superado para pessoas que não têm armas. Acho que é um obstáculo muito grande… Vai acontecer, mas talvez não imediatamente”, disse Trump à Fox News Radio.
– Irã promete dar “uma lição memorável” aos EUA e a Israel –
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, assegurou que seu país “dará uma lição memorável” aos Estados Unidos e a Israel após a ofensiva conjunta dos dois países contra a república islâmica, que desencadeou uma guerra no Oriente Médio.
Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo no Oriente Médio
Brasil, Colômbia e México emitem declaração conjunta e pedem por saída diplomática para guerra no Oriente Médio.
Leia a Declaração Conjunta de Brasil, Colômbia e México:
Declaração Conjunta de Brasil, Colômbia e México em favor de cessar-fogo no Oriente Médio e de apoio a uma saída diplomática na região
República Federativa do Brasil, a República da Colômbia e os Estados Unidos Mexicanos reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias.
Nesse sentido, consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação.
Expressamos nossa disposição de contribuir para os processos de paz que gerem confiança, a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito.
– Explosões em larga escala no centro de Teerã –
Explosões em larga escala abalaram o centro de Teerã, informou a televisão pública. Os ataques atingiram uma área próxima de onde acontecia uma manifestação pró-governo.
O Exército israelense afirmou que os moradores deveriam abandonar dois bairros do centro de Teerã antes dos ataques.
– Dois drones atingem campo de petróleo no Iraque –
Dois drones caíram perto de um importante campo de petróleo no sul do Iraque, informaram funcionários do Ministério do Petróleo.
“Dois drones atingiram torres de comunicação próximas ao campo de petróleo de Majnoon, sem provocar vítimas ou danos materiais”, declarou um funcionário à AFP.
– Irã repatria vítimas de ataque americano no Sri Lanka –
Os corpos de 84 marinheiros iranianos mortos quando sua fragata foi afundada há nove dias por um submarino americano na costa do Sri Lanka serão repatriados nesta sexta-feira, informou o Ministério das Relações Exteriores cingalês.
– Bolsas em queda –
A guerra no Oriente Médio continua impactando os mercados, que fecharam em queda na Ásia e abriram no vermelho na Europa.
A Bolsa de Tóquio registrou queda de 1,2%, Hong Kong de 0,9% e Xangai de 0,8%, enquanto nas primeiras negociações europeias Paris perdia 1,06%, Frankfurt 0,97%, Londres 0,75% e Milão 1,04%.
Por sua vez, os preços do petróleo permaneciam estáveis, ao redor dos 100 dólares. Às 8h30 GMT (5h30 de Brasília), o barril de Brent subia 2,04%, a 102,51 dólares, e o WTI ganhava 1,97%, a 97,62 dólares.
Barril de petróleo. Dos 10 maiores produtores de petróleo, sete estão envolvidos em guerra. Foto de Alimurat Üral / Pexels
– Irã promete resposta “mais forte” que em janeiro em caso de protestos –
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que qualquer nova manifestação contra o governo enfrentará uma resposta “mais dura” do que em janeiro, quando milhares de pessoas morreram durante a repressão a protestos contra o regime.
– Dois mortos em ataque de drone em Omã –
Duas pessoas morreram após o impacto de um drone no norte de Omã, informou a imprensa estatal, enquanto o Irã prossegue com os ataques de retaliação em todo o Oriente Médio.
“Dois drones caíram na província de Sohar. Um deles caiu na zona industrial de Al Awahi, provocou as mortes de dois trabalhadores estrangeiros e deixou vários feridos. O segundo caiu em uma área aberta sem provocar vítimas”, informou a agência de notícias estatal do país.
– Arábia Saudita intercepta drones –
O Ministério da Defesa saudita anunciou que derrubou um drone que tinha como alvo o bairro diplomático da capital, Riade. Durante a manhã, o governo local informou ter “interceptado e destruído” 45 aeronaves não tripuladas.
– 200 alvos no Irã –
O Exército israelense anunciou que atacou mais de 200 alvos no oeste e no centro do Irã em apenas um dia. Caças executaram “20 ataques em larga escala” que tiveram como alvos “lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa e centros de produção de armas”.
– Sirenes em base turca usada pela Otan –
Sirenes de alerta foram ouvidas nesta sexta-feira na base aérea de Incirlik, uma instalação crucial da Otan com a presença de tropas americanas no sudeste da Turquia, informou a agência estatal de notícias do país, Anadolu.
– Ataque israelense em Beirute –
O Exército israelense anunciou que atacou um integrante do movimento libanês pró-iraniano Hezbollah “na região de Beirute”, sem revelar mais detalhes.
– Explosões em Dubai –
Explosões sacudiram prédios de Dubai e uma densa nuvem de fumaça era observada nesta sexta-feira no emirado, segundo jornalistas da AFP. Segundo o Escritório de Imprensa de Dubai, “os destroços de uma interceptação bem-sucedida (provocaram) um incidente menor na fachada de um prédio no centro do emirado”, sem deixar feridos.
– Grupo armado pró-iraniano atacará “interesses franceses” –
O grupo armado iraquiano pró-iraniano Ashab Alkahf anunciou que atacará “todos os interesses franceses no Iraque e na região” após o envio ao Mediterrâneo oriental do porta-aviões Charles de Gaulle.
– Primeira vítima no Exército francês –
Um suboficial francês morreu “durante um ataque” na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou o presidente Emmanuel Macron no X. Esta é a primeira baixa registrada no Exército francês na guerra do Oriente Médio.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña. Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que apoia a possibilidade de Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.
“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.
O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade. “Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, afirmou.
“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”.
Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: Reprodução
Ele também falou sobre negociações comerciais e defendeu que os países do Mercosul mantenham acordos em bloco, em vez de tratativas isoladas. “O Paraguai acredita na negociação do bloco do Mercosul. Acreditamos que sempre negociando como bloco vamos ter mais força”, afirmou.
Para Peña, acordos bilaterais com os Estados Unidos dificilmente resultarão em tratados de livre-comércio neste momento.
Sobre a relação com o Brasil, o mandatário disse que as negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu continuam e que existe intenção de concluir o acordo. “Temos o desejo de poder concluir o mais rápido possível, mas também sabemos que é um acordo que tem mais de 50 anos, então não é algo que se pode solucionar rapidamente”, afirmou. Segundo ele, o diálogo entre os dois países segue aberto.
O historiador e professor titular da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, o Chico Teixeira, comentou em entrevista ao DCMTV que militares brasileiros têm discutido nos bastidores a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil.
Segundo ele, esse seria hoje o principal tema de preocupação dentro das Forças Armadas, mais relevante do que a narrativa divulgada por parte da imprensa sobre pressões relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A visita barrada do emissário extremista do governo Trump, Darren Beattie, é muito mais que provocação, diz ele. Beattie é conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil do Departamento de Estado.
Na conversa, Teixeira criticou a alegação de Merval Pereira na GloboNews, segundo o qual Lula estaria sendo alertado por militares sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, e afirmou que a tese de que militares estariam tentando salvar patentes de oficiais condenados não representa o centro do debate dentro da caserna. Ele também falou do Irã e das disputas envolvendo Estados Unidos, China e a política externa brasileira.
O comando militar e a possibilidade de golpe
Eu acho que aí tem pontos para a gente tentar esclarecer. Foi o Merval que trouxe a questão de que os militares estariam aproveitando a situação de relativo enfraquecimento, de crise, no STF, em decorrência do caso Master, para pressionar e salvar patentes daqueles condenados pela tentativa frustrada de golpe do Estado. Então, tudo partiu do Merval. A Andréia Sadi pegou carona e requentou a notícia. Daí, decorrem duas coisas. Primeiro, estão ocorrendo consultas entre a Presidência da República e os militares nesse momento? Houve, de fato, reuniões? Sim, tem havido reuniões, tem havido contatos, tem havido um certo cuidado e pressão. O tema é salvar os militares condenados? Não.
As reuniões e as conversas que têm tido tem sido fundamentalmente, não exclusivamente, sobre outra coisa que está gerando uma situação de apreensão e desconforto muito grande nas Forças Armadas, que é a hipótese cada vez mais concreta de uma intervenção americana. Essa é a questão. A questão do STF entrou subsidiariamente na conversa. Quais são os sinais de uma possível intervenção americana aí? Em primeiro lugar, o relatório feito pela Segurança Nacional americana para a Presidência da República apontando a presença de uma grande empresa chinesa minerando terras raras na Bahia. Em segundo lugar, a presença de uma pretensa base militar chinesa na Paraíba. Em terceiro lugar, a questão de declaração do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais que colocam em risco a segurança dos Estados Unidos. E, portanto, os Estados Unidos teriam todo o direito de agir sem inclusive nenhuma consulta com as autoridades brasileiras.
Em quarto lugar, a chegada das tropas americanas no Paraguai, inclusive na fronteira, cuidando da questão do narcotráfico. E, por fim, um quinto ponto, um relatório que circula requentado também, muito requentado, na Polícia Federal, apontando a presença de terroristas islâmicos em Foz do Iguaçu. Esse relatório que, vira e volta, ele é retirado e ele foi encomendado claramente pelas autoridades de Israel, do Mossad, à Polícia Federal. Eles têm um monte de convênios e um monte de atos de cooperação, inclusive de treinamento e inteligência. E o Mossad não se conforma da existência dessas 40 mil pessoas de origem palestina existentes na Foz do Iguaçu, alguns deles na lista de procurados por Israel.
Como o governo brasileiro avisou a Israel que não aceitam no território brasileiro o programa de assassinatos de lideranças, que Israel continua colocando em prática, o Brasil avisou que isso não pode ocorrer aqui, então eles devolveram a bola fazendo um relatório a partir de uma comissão composta pela Argentina, Paraguai, Brasil e Estados Unidos. Os Estados Unidos pediram para participar dessa comissão de segurança na fronteira brasileira lá em Foz do Iguaçu. E aí eles responderam dizendo que existe atividade nítida do Hezbollah no Brasil. E isso coloca em risco empresas, pessoas, cidadãos dos Estados Unidos tanto no Brasil quanto no Paraguai e na Argentina.
Também o Milei colocou na gaveta aqueles atentados terroristas feitos contra a AMIA, a Associação Mutualista Israel e Argentina, e contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, acusando o Irã e o Hezbollah de serem os autores e de terem guarida em Foz do Iguaçu. Isso é uma mentira feita pelos grupos de inteligência da Argentina, que são profundamente antissemitas. Os atentados foram feitos por grupos nazistas que se reproduzem na polícia e na segurança argentina. Como o negócio ficou muito quente, eles acusaram o Irã de ser autor desses atentados. O que a gente vê aqui é que a gente está numa situação muito tensa de relações internacionais, onde ficou muito claro que Trump já quer encerrar a guerra no Irã, porque não saiu como ele esperava, e ele quer fazer novamente uma outra guerra onde ele possa aparecer como campeão invicto, e isso seria Cuba.
Mas um grande problema para uma invasão de Cuba, ou uma operação cirúrgica em Cuba, é qual a situação do Brasil. Eles conseguiram o José Antonio Kast, no Chile, o presidente do Paraguai, o Pena, o presidente Milei da Argentina e o Fernandes da Bolívia. Então eles precisam que o Brasil abandone Cuba. Estão fazendo uma pressão imensa sobre o Brasil para que o Brasil aceite a mudança de regime em Cuba, coisa que não é aceitável para nós. Não aceitando, eles desenvolveram então a possibilidade de uma intervenção direta no Brasil. É esse o quadro, essa a grande preocupação. O que foi falado sobre o STF foi de que a crise institucional desenvolvida pelo caso Master ajuda a mostrar para fora, para os americanos, que as instituições brasileiras estão em crise e que é preciso uma intervenção para evitar que o Brasil vire um esconderijo do terrorismo, seja criminoso, narcotraficante, narcoterrorismo, como eles dizem, seja do terrorismo do Hezbollah.
O representante de Trump no Brasil
Esse senhor Darren Beattie é um anticomunista notório, militante, uma das cabeças mais importantes do movimento ultraconservador americano e que não foi à toa que foi nomeado para esse cargo de subsecretário de Estado para a América do Sul, com ênfase em Brasil. Ele é um especialista em Brasil, ele conhece a história do PT, a história do Lula, e não foi à toa que ele foi nomeado para isso. E a primeira coisa que ele quis fazer foi uma visita a Bolsonaro na prisão, onde ele iria receber, evidentemente, o relatório das probabilidades, todas elas fantasiosas de derrubar o governo brasileiro num ano eleitoral.
Então é isso que está acontecendo. Essa proposta trazida pelo Merval é uma tentativa de colocar mais fogo na fogueira, colocar mais combustível aí para dizer que nós estamos paralisados. E vocês vejam que há mais de dez dias não tem nenhum assunto na Rede Globo, a não ser que as instituições estão paralisadas, o Supremo não funciona, a corrupção chegou ao cargo dos ministros, aquela coisa toda, para justificar, então, a intervenção que será uma intervenção militar no Brasil.
Celso Amorim avisou
Há dez dias, o conselheiro de política externa do Brasil, o embaixador Celso Amorim, fez uma declaração numa aula magna na UFRJ, de que a situação era muito perigosa. A imprensa acabou dizendo: “Ah, Celso Amorim tá apavorado, tá não sei o quê”. O embaixador Celso Amorim é um homem extremamente experiente e frio e tranquilo. E, além de tudo, muito gentil também. Quando ele vem a público e diz que a situação é muito grave, é porque ela é. E quando Lula declara para um chefe de estado estrangeiro que foi humilhado pelo Trump, que é o Ramaphosa, da África do Sul, que precisamos de uma proteção coletiva, de uma defesa coletiva, ele não está falando da América Latina nem da América do Sul, ele tá falando do BRICS, no âmbito do BRICS, porque não tem sentido uma defesa comum na África do Sul fora do âmbito do BRICS. Então, nós estamos aqui perante uma escalada muito grande da política intervencionista norte-americana.
EUA querem Cuba, Venezuela, Paraguai e Brasil
Trump declarou que, na verdade, Cuba seria resolvida pelo [Secretário de estado] Marco Rubio, que é cubano e que faz coisas maravilhosas, segundo ele, e que Rubio poderia, inclusive, assumir o governo de Cuba. Esse momento que vivemos hoje não tem precedente. Eu acho que a gente, inclusive, tem que abandonar essa ideia de precedentes e de ressignificação. Têm pessoas falando em Doutrina Trump, tem gente falado em política de terceira bandeira, essa coisa toda. Não, isso é inteiramente novo, é uma etapa diferenciada, como diria a direita, o novo sempre vem e nem sempre é para melhor.
Nesse caso, estamos assistindo uma dinamitação completa da ordem mundial, uma total paralisia da ONU, a substituição da OEA, da ONU, do pan-americanismo, por outras políticas de intervenção direta nesse sentido. Não nos ajuda ficar falando de Doutrina Monroe. Só para você ter uma ideia, a Doutrina Monroe foi formulada em 1823, quando os potências reunidas anteriormente no Congresso de Viena, de 1815, se constituíram numa espécie de polícia internacional para acabar com os regimes independentistas da América Hispânica e da América Portuguesa, foi essa a visão. Além disso, os russos já estavam quase em Los Angeles, já estavam quase chegando em Los Angeles, eles tinham avançado por uma uma tripazinha que desce pelo litoral do Canadá e tinham chegado até Bodega Bay, nas imediações de Los Angeles.
Isso foi antes da guerra civil americana, antes da industrialização dos Estados Unidos, antes de se constituir, classicamente, a política imperialista das potências do capitalismo avançado. Então, comparar essas coisas não fecha nesse sentido. O que a gente vê aqui é o mais alto imperialismo, que é uma etapa muito superior do desenvolvimento capitalista, que não corresponde a 1820, não é isso que funciona nesse sentido.
O que a gente está vendo aqui é um mega, um ultra imperialismo novo, baseado no poder tecnológico das armas, e baseado nos interesses das grandes companhias de alta tecnologia, sejam elas espaciais, aeronáuticas, tecnológicas, cibernéticas, que estão agora formando o núcleo central desse capitalismo ultra desenvolvido, tecnologicamente, nesse sentido. Eu estou falando isso, agora, porque as coisas tendem a ir para trás, em vez de ir para a frente. As pessoas estão falando em Doutrina Donroe, como se fosse um corolário. Não, é outra coisa. Não existiu imperialismo como Lenin, como Rosa Luxemburgo definiram, em 1820. Aquilo era quase mercantilismo, era outra coisa. Agora não, a gente está vendo um ultra imperialismo com muito poder.
Os EUA são um império em decadência?
Eu diria uma coisa também, que talvez contrarie muito os nossos ouvintes. O Panamá expulsou todas as empresas chinesas que estavam lá. O México expulsou os chineses também. A Claudia Sheinbaum fica falando, fazendo aqueles discursos muito bons, mas ela tirou todas as montadoras chinesas que estavam no México. Ela fez o que o Trump pediu. Ela apanhou cidadãos mexicanos, os chefes dos cartéis, e entregou aos Estados Unidos, para serem julgados nos Estados Unidos. Então, tudo que o Trump está pedindo, ela está fazendo, porque ela sabe que a capacidade de intervenção é grande.
A exigência sobre a Groenlândia, tudo isso é uma etapa nova desse ultraimperialismo que a gente está vendo aí. E isso nos diz que aquilo que muitos de nós, à esquerda, falamos, que os Estados Unidos são uma potência em decadência, não é mais do que desejo da gente. Isso não é mapa de uma potência em decadência. Uma potência que pode gastar bilhões em uma semana para atacar o Irã, não é uma potência em decadência. Ah, se isso vai dar certo, é outra coisa. Ninguém adivinha na história. Nem o Trump. Se vai dar certo ou não é outra coisa. Mas a ideia de uma potência em decadência é extremamente perigosa para a gente hoje. Porque pode dar um conforto que é absolutamente irreal.
Quem está ganhado a guerra com o Irã?
Eu tenho a impressão de que a gente pode variar a tática, mas não muda a estratégia. Nós vemos que, na verdade, as críticas ao Trump são poucas, não são abundantes. Eu estava vendo a CNN americana,e uma pesquisa diz que 81% da população de Israel apoia Netanyahu. E 67% da população americana apoia Trump no ataque ao Irã. Não é pouco. Pode ser que tenha pessoas que não apoiam a forma como ele age, a questão Epstein etc. Mas, na guerra do Irã, ele tem maioria. Na guerra do Irã, ele conseguiu construir o Irã como uma potência do mal, nesse sentido. A gente não está vendo, como vimos, por exemplo, na guerra de Iraque, com milhares de pessoas nas ruas, nos Estados Unidos, protestando contra a guerra.
Isso não está acontecendo. Aconteceu quando houve várias políticas, por exemplo, da expulsão de estrangeiros. Na questão do ICE, da expulsão de estrangeiros, ele recuou. Também tem uma coisa aí muito estranha, todo mundo montou nesse slogan, que é um slogan dos democratas americanos, do Partido Democrata, que é que o Trump sempre amarela. Onde que ele amarela? Onde está o Maduro? Onde está o Khamenei? Quer dizer, se eu sou dirigente em Cuba hoje, eu estou olhando o que aconteceu na Venezuela e no Irã, e não acreditando nos liberais americanos que dizem que o Trump sempre amarela.
Nenhuma potência reagirá
China e Índia, no passado, foram à guerra. Foi terrível para que a coisa não escalasse. Temos uma guerra em curso hoje entre Afeganistão e Paquistão que paralisa inteiramente a China. A Índia tinha desenvolvido todo um objetivo de transformar o Afeganistão talibã numa profundidade estratégica dela para enfrentar o Paquistão. Agora ela vai ser atropelada. E o Paquistão está bombardeando Cabul. A situação não é fácil. Também tem um outro errinho aí de análise, penso eu, que é a ideia de que no Alasca houve no encontro do Putin com o Trump uma redivisão do mundo.
O Trump ficaria com as Américas, o Putin ficaria com a Eurásia e a China ficaria com o Sul global e a África. Isso não aconteceu. Quer dizer, o Trump está agindo no Japão, está agindo na Índia, está agindo no Irã, está agindo na Venezuela, vai agir em Cuba. E o que a gente vê claramente é uma política global, ultraimperialista do Trump, no qual ele quer de qualquer maneira colocar em prática uma coisa que os neoconservadores americanos vinham falando desde Bush filho, que é quando os Estados Unidos olharem para trás, eles usam a expressão “no second place”, não há segundo lugar. A potência próxima deles estaria em terceiro, quarto ou quinto lugar. Não haveria mais.
A política deles agora é de que não tenha ninguém, nem aliado, nem inimigo. O segundo e terceiro lugar vão estar vagos. Quem vier vai vir lá atrás,muito mal colocado. Para isso é preciso cercar a China. Quando você ataca Venezuela e Irã, você está assumindo a torneira energética da China. Quando você retira as companhias chinesas do canal do Panamá, você está fechando áreas geopolíticas para a China. Quando você quer ocupar a Groenlândia, você está tentando colocar a mão na passagem do norte e evitar que a China possa utilizar isso a seu contento. Na verdade, a gente vê claramente uma grande luta de grandes potências pela hegemonia mundial. Não pela hegemonia nas Américas, é a hegemonia mundial.
Trump e Lula
Os buracos no poderio militar americano
A indústria de transformação nos Estados Unidos envelheceu, claramente. Durante um longo tempo, se colocou as indústrias fora dos Estados Unidos, no México, em Taiwan, na Coreia do Sul, etc. Em algum momento, as cadeias foram até para dentro da China popular. A indústria de transformação envelheceu. Em compensação, a alta tecnologia, a pesquisa tecnológica foi muito à frente. Desde a internet, a gente só vê por causa da pesquisa tecnológica americana, a internet é uma invenção dos Estados Unidos. Foi Al Gore que transformou de sistema militar em sistema civil. Ordenou e possibilitou isso. Ela é muito avançada. Além disso, a política de tarifas econômicas agora colocada em prática, principalmente o aumento do preço do petróleo, favorecem os Estados Unidos. Os Estados Unidos arrecadaram milhões e milhões com as tarifas. A Suprema Corte derrubou. O que ele fez? Estabeleceu uma nova tarifa igual para todo mundo. Hoje tem uma tarifa para todo mundo, inclusive quem não conhece agora tem. Inclusive à revelia dos acordos que ele tinha feito antes. E isso gera dinheiro.
E os Estados Unidos também são o maior produtor de gás petróleo do mundo. Quando ele briga pelo petróleo no Irã ou na Venezuela, ele não briga pelo petróleo para ele consumir. Ele é autossuficiente no petróleo. Ele briga pelo petróleo por duas razões. Para as empresas americanas terem o monopólio da exploração, do refino e da distribuição e, portanto, ganharem dinheiro vendendo esse petróleo para os outros. E em segundo lugar, para dizer quem pode ter ou não ter petróleo. Em 1940, os Estados Unidos decretaram um bloqueio contra o Japão, não permitiu que o Japão comprasse mais petróleo, minérios, borracha e sucata. Parava a indústria japonesa.
Quando o Japão decide atacar os Estados Unidos, um ataque preventivo, segundo eles, claramente é porque já tinha. Quando você corta o petróleo, o aço, a sucata de um país altamente colonizado como já era o Japão, você está fazendo uma declaração de guerra. Isso é uma declaração de guerra. Não pode. Imagina, nós somos altamente dependentes do trigo. O Brasil não produz trigo que seja necessário para a população, para o consumo da população brasileira. Se os Estados Unidos chegam e dizem assim, olha, bloqueamos o trigo, vocês não podem mais comprar e trigo… Como eles fazem em Cuba, até com remédios. É um ato de guerra, é um ato de agressão. O que nós estamos vendo agora, claramente, é que os Estados Unidos têm interesse pelo petróleo para manter o monopólio das suas empresas e para utilizar isso como arma de guerra contra concorrentes.
Lula com Trump nos EUA
Está se discutindo muito a ida de Lula em abril aos Estados Unidos. Isso parece um erro, um erro, né? Quer dizer, nós não temos nenhum rascunho de declaração, de acordo, de pauta comum, de cinco ou seis ou sete pontos sobre a ordem mundial já acordados nos Estados Unidos, né? Lula iria para a Casa Branca com as mãos vazias, sem saber o que poderia acontecer naquele salão com Marco Rubio de um lado, [o secretário de Defesa] Pete Hegseth do outro e Trump no meio. Vou falar uma coisa que eu acho que a gente tem que entender, senão vão me chamar de elitista, né? As duas pessoas que foram humilhadas na Casa Branca pelo Trump foram Zelensky e Ramaphosa. Falam inglês fluentemente e podiam reagir na hora e dizer “não sei, não conheço, não acho” etc. O Lula não tem essa vantagem, ele precisa de intérpretes. Que precisam de tempo. E eles próprios não dão tempo de resposta, né? Ficaria o Lula tentando entender o que está sendo dito, esperando a tradução e já os jornais do mundo inteiro gravando e transmitindo o esporro que o Lula vai levar no ano eleitoral.
Imagina o que isso vai virar de cortes na campanha eleitoral… Então, é muito desaconselhável, profundamente desaconselhável, que o Lula vá agora em abril. É absolutamente desaconselhável sem existir um rascunho de declaração final, já pronto e comprometido que isso possa aparecer. Além de tudo, Viaro, tem uma outra coisa. A gente não sabe o que que vai acontecer no Irã. A situação no Irã está se complicando, né? Porque se esperava alguma coisa de perfil venezuelano e o Irã está mostrando força e resiliência nesse sentido. Não sabemos o que os americanos podem fazer. O Trump pode dizer assim: “Eu ganhei a guerra, pronto, acabou. E ir embora”. Mas ele pode piorar muito a situação lá. O que vai acontecer para a figura do Lula, a figura mundial do Lula, se o Lula está na Casa Branca quando acontecer um ataque ainda mais brutal ao Irã? Não teremos a ideia de que o Lula concordou. O Lula vai poder, dentro da Casa Branca, dizer que está acontecendo um novo genocídio no Irã? Não é aconselhável, enquanto essa guerra durar, sem um memorando previamente acordado entre as partes, que Lula faça essa viagem.
Santiago Peña e Donald Trump. Foto: Evan Vucci/AFP
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, aliado e puxa-saco de Donald Trump, afirmou que apoia a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.
“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.
“Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, prosseguiu. O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade.
“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”, acrescentou.
Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: reprodução
Peña é politicamente alinhado e próximo de Trump. Ele já defendeu, por exemplo, que os países da América Latina se aliem aos Estados Unidos e se afastem da China. “Quando a nova estratégia de segurança nacional foi divulgada e começaram a falar sobre revitalizar a Doutrina Monroe, acho que é uma boa ideia”, disse ele à Bloomberg no mês passado.
O Paraguai foi um dos primeiros países a apoiar e aceitar o convite para o Conselho de Paz do republicano, iniciativa anunciada no Fórum de Davos, em janeiro. Peña também disse ser favorável à militarização da fronteira com as Forças Armadas americanas.
O SOFA (Status of Forces Agreement), como ficou conhecido o tratado, tem o objetivo de combater o crime organizado e o narcotráfico na região. O documento foi assinado em dezembro pelos governos de Santiago Peña, do Paraguai, e Donald Trump, dos EUA.
Com a medida, militares, civis do Departamento de Defesa dos EUA, assim como contratantes americanos, poderão realizar visitas temporárias, treinamentos, exercícios e outras atividades no Paraguai.
A participação do Brasil na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), maior reunião anual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a igualdade de gênero e direitos das mulheres, demonstra esforço público na discussão em torno do combate à violência contra mulheres no país. Leia em TVT News.
A avaliação é da coordenadora-geral da organização brasileira Criola, Lúcia Xavier, que está em Nova York para o evento. A conferência, que ocorre até 19 de março, conta com a participação de altos representantes da ONU, Estados-membros, ONGs, ativistas, jovens e setor privado.
Lúcia considera que, para além da construção de um marco legal, é importante articular governo e sociedade na construção de soluções para o enfrentamento da violência contra a mulher.
“Certamente esses marcos [legais] já estão postos [no Brasil], desde a construção da Lei Maria da Penha e, depois, a Lei do Feminicídio. Mas, na prática, ainda não tomaram pé na sociedade. Ainda não tem uma sociedade refletindo, criando processos de proteção social, enfrentando o debate do patriarcado e do machismo”, disse a especialista, ressaltando os altos índices de feminicídio e violência sexual.
As discussões, no âmbito do evento mundial, afirma Lúcia, contribuem para o desenvolvimento de medidas e mecanismos de enfrentamento ao problema no país.
“A gente [costuma dizer] que é uma epidemia [de violência], mas é mais do que isso. Uma epidemia exige controles públicos e sociais, mas isso é mais que uma epidemia”, alertou.
“É um crime que vem sendo praticado com muita impunidade e com pouco reforço dos órgãos públicos, no sentido do controle social. É um prejuízo enorme para as mulheres, que já vivem a situação de vulnerabilidade e também de insegurança nos seus relacionamentos, no seu trabalho, na sua vida como um todo”, disse Lúcia.
Estados Unidos
Lúcia relatou à Agência Brasil que, em meio às tensões nas negociações, propostas dos Estados Unidos que representariam retrocessos no documento final da conferência foram barradas durante a plenária que aprovou o texto.
Alguns dos temas questionados pelos Estados Unidos na votação das conclusões acordadas referiam-se ao direito ao aborto, à identidade de gênero e ao uso do termo “interseccionalidade”.
“Isso fez com que, em algum momento, a gente imaginasse que o documento perderia a qualidade e alguns avanços muito importantes. Não vai ser um documento de consenso, mas a primeira votação não aceitou as indicações [trazidas pelos Estados Unidos]”, contou.
O Conselho Universitário da UFABC entregará o título de Doutor Honoris Causa (in memorian) ao ex-presidente do Uruguai José Alberto “Pepe” Mujica. O ato ocorrerá em sessão solene no Campus São Bernardo do Campo em 19 de março, às 14 horas. A cerimônia terá como convidada Lucia Toplansky, companheira de vida e luta de José Mujica, ex-guerrilheira tupamara, senadora e vice-presidente do Uruguai (2017-2020). A presença do presidente Lula como padrinho da homenagem está em confirmação. Leia em TVT News.
O acesso ao auditório exige inscrição prévia em virtude dos protocolos de segurança para as autoridades presentes. Portanto, interessados em acompanhar o evento de forma presencial devem registrar o interesse por meio de formulário on-line que ficará aberto das 10h de sexta-feira (13) até as 18h de segunda-feira (16).
Haverá pelo menos 100 assentos para a comunidade universitária, distribuídos de forma equilibrada entre técnicos-administrativos (25), docentes (25) e estudantes (25 de graduação e 25 de pós-graduação). O preenchimento das vagas respeitará a ordem de inscrição e eventuais assentos remanescentes serão remanejados, respeitando a ordem dos inscritos pelo formulário.
A concessão da honraria foi aprovada pelo colegiado em junho do ano passado. A proposta foi encaminhada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC (ADUFABC), pelo Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do ABC (SinTUFABC) e contou com ratificação da Reitoria da Universidade.
O texto deliberativo destaca que trata-se de homenagem a um personagem da atualidade que representa valores como democracia, diversidade, consciência ética e integração internacional/regional. O ex-presidente faleceu em 13 de maio de 2025, aos 89 anos, em Montevidéu.
Entrega de título de Doutor Honoris Causa (in memorian) ao ex-presidente do Uruguai José Alberto “Pepe” Mujica
Donald Trump anunciando o tarifaço em 2025. Foto: reprodução
O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, abriu uma nova investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado na produção ou na importação de bens de terceiros países fabricados sob essas condições. O procedimento, conhecido como seção 301, foi anunciado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e pode resultar na aplicação de tarifas comerciais contra o país.
Além do Brasil, outros 59 países também são alvo da investigação, entre eles Argentina, União Europeia, China, México e Indonésia. A iniciativa ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o instrumento utilizado anteriormente pelo governo Trump para impor tarifas comerciais a mais de uma centena de países, a lei conhecida como IEEPA (Lei de Poderes Econômicos Emergenciais Internacionais).
Segundo o Uol, auxiliares do governo estadunidense indicam que a nova investigação busca garantir ao presidente flexibilidade para aplicar tarifas diferenciadas a países conforme interesses econômicos e geopolíticos de Washington. Trata-se da segunda investigação aberta contra o Brasil durante o atual mandato de Trump.
Na primeira apuração, iniciada após o anúncio de um tarifaço de 50% em julho, temas como desmatamento, violação de direitos autorais e até a concorrência no sistema de pagamentos digitais, incluindo questionamentos ao Pix, foram citados. Esse processo ainda não foi concluído e, até o momento, não resultou em medidas tarifárias.
Agora, um dos focos da nova investigação pode ser o agronegócio brasileiro. Durante a primeira investigação baseada na seção 301, representantes do setor agrícola dos Estados Unidos alegaram que produtores brasileiros teriam vantagem competitiva por utilizarem mão de obra forçada ou em condições análogas à escravidão.
O setor agropecuário brasileiro nega as acusações e ressalta que o Brasil é signatário de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltadas à erradicação do trabalho forçado.
Funcionários do agro. Foto: reprodução
A atual investigação não se limita à produção direta com trabalho forçado. O foco também inclui a importação, por determinados países, de produtos fabricados sob essas condições em terceiros mercados. Essa abordagem explica por que países como a Noruega, sem histórico de problemas nesse campo, também aparecem na lista de investigados.
“Nos Estados Unidos, temos há cerca de cem anos uma lei que proíbe a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Há cerca de dez anos, o Congresso endureceu essa lei e, nos últimos sete ou oito anos, o governo americano a aplicou com bastante eficácia. Esperamos que outros parceiros comerciais adotem a mesma abordagem. Isso não tem a ver com as condições internas de países específicos”, afirmou o embaixador Jamieson Greer, chefe do USTR.
Greer acrescentou que a medida busca evitar distorções no comércio internacional. “por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”.
Segundo ele, sanções ou tarifas poderão ser aplicadas caso os Estados Unidos concluam que os países investigados não adotam medidas suficientes para combater esse tipo de prática. A expectativa do governo estadunidense é concluir o processo até o fim de julho, quando expiram as atuais tarifas emergenciais adotadas após a decisão da Suprema Corte.
Antes disso, o procedimento prevê consultas públicas e audiências de defesa, marcadas para ocorrer em 28 de abril.
Donald Trump, presidente dos EUA, e Motjaba Khamenei, novo líder do Irã. Foto: reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado” após o ataque que matou parte de sua família, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibida na noite de quinta-feira (12).
“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump na entrevista divulgada pela emissora.
Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A ofensiva foi realizada de forma coordenada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e acabou desencadeando uma guerra regional que vem se intensificando desde então. Após rumores sobre o estado de saúde do novo líder iraniano, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que Mojtaba está “são e salvo”.
Desde que foi escolhido para suceder o pai como líder supremo do Irã no último domingo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi divulgado apenas na quinta-feira e lido por um apresentador de televisão estatal.
Ali Khamenei, assassinado em ataque dos EUA e de Israel. Foto: reprodução
Na mensagem, o novo líder indicou que o Irã poderá ampliar medidas de pressão contra os adversários, citando inclusive o impacto sobre rotas estratégicas do petróleo. Segundo ele, iniciativas como o controle do Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo” e provocar aumento nos preços internacionais da commodity.
Logo após o pronunciamento, o governo iraniano anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos divulgados em um canal oficial no Telegram mostram o lançamento de mísseis acompanhado do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.
O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 14º dia e já provocou ataques diários entre as forças militares dos países. Enquanto tropas estadunidenses e israelenses realizam ofensivas em território iraniano, Teerã tem respondido com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A escalada militar ampliou o alcance do confronto na região e aumentou a tensão internacional, enquanto lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos da guerra e o impacto da mudança no comando do regime iraniano.
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC). Foto: Divulgação/ Metrópoles
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirmou nesta quinta-feira (12) que poderá atacar instalações de petróleo e gás no Oriente Médio associadas aos Estados Unidos caso as estruturas energéticas do país sejam alvo de ataques.
O porta-voz do IRGC, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que qualquer ação contra instalações energéticas iranianas provocará resposta militar. Segundo ele, “o menor ataque às infraestruturas de energias e portos do Irã resultará em uma resposta esmagadora e devastadora de nossa parte”.
Na mesma declaração, o representante militar também mencionou possíveis alvos na região. “Em caso de tal agressão, todas as infraestruturas de petróleo e gás da região, nas quais os Estados Unidos e seus aliados ocidentais têm interesses, serão incendiadas e destruídas”, disse.
Wzorowa ochrona i reprezentacja interesów narodowych własnego narodu.
Ebrahim Zolfaghari, oficjalny rzecznik irańskiego centrum Chatam al-Anbija przekazuje wiadomość Donaldowi T.
„Jeśli nasze instalacje energetyczne staną się celem ataku, zniszczymy wszystkie obiekty gazowe i… pic.twitter.com/GfsPlBuRoe
Desde o início da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, ataques têm sido registrados em diferentes pontos do Golfo Pérsico. Países da região que abrigam bases militares norte-americanas também passaram a ser alvos de operações com mísseis e drones.
Instalações petrolíferas já foram atingidas durante os confrontos, enquanto alguns países produtores do Golfo interromperam temporariamente parte da produção por questões de segurança. A tensão também afetou o transporte de petróleo na região.
O cenário inclui ainda o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Nos últimos dias, o preço do barril do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 em meio à instabilidade no mercado internacional.
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Annabelle Gordon/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que o país está “destruindo totalmente” o regime do Irã em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais durante a madrugada, o líder estadunidense também prometeu novos ataques e intensificou o tom contra o governo iraniano.
Trump declarou que os Estados Unidos têm superioridade militar no conflito e afirmou que as forças iranianas foram fortemente atingidas.
“Estamos destruindo totalmente o regime terrorista do Irã — militarmente, economicamente e de outras formas. (…) A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea não existe mais; mísseis, drones e todo o resto estão sendo dizimados, e seus líderes foram varridos da face da Terra. Temos um poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo — vejam o que acontecerá hoje com esses canalhas desequilibrados”, afirmou Trump.
Em outra republicano, o presidente também disse que considera uma “honra”matar autoridades iranianas e voltou a defender a ofensiva militar contra o país: “Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou matando eles. Que grande honra é fazer isso”.
Publicação de Donald Trump. Foto: reprodução
A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã chegou ao 14º dia nesta sexta-feira. Desde o início da ofensiva, forças estadunidenses e israelenses realizam ataques diários em território iraniano e já atingiram milhares de alvos militares e estratégicos.
O governo iraniano, por sua vez, tem respondido com ataques contra Israel e bases militares dos Estados Unidos em diferentes pontos do Oriente Médio. A escalada militar ampliou o alcance do conflito e aumentou a tensão em diversos países da região.
Entre os desdobramentos mais recentes da guerra está a mudança na liderança do regime iraniano. Após a morte do líder supremo Ali Khamenei durante os ataques, o país anunciou a escolha de seu filho, Mojtaba Khamenei, como sucessor.
Em sua primeira manifestação pública, Mojtaba afirmou que o Irã seguirá resistindo ao avanço militar dos adversários e indicou a possibilidade de ampliação do confronto. Em mensagem divulgada em seu canal oficial no Telegram, ele pediu que a população permaneça mobilizada e declarou que o país continuará enfrentando o que chamou de inimigo.
“Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável, e sua ativação será realizada se a guerra continuar e de acordo com os interesses”, disse.
Outro ponto de tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz, bloqueado desde 28 de fevereiro após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.
O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado americano, avançava 5,91%, a 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, a 92,23 dólares.
Irã alerta que guerra poderá ser longa e ‘destruir’ a economia mundial
O Irã atacou, nesta quarta-feira (11), vários navios no Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo, e assegurou que está preparado para uma guerra longa que “destruirá” a economia mundial.
Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que o conflito terminará “em breve” e que “praticamente não resta nada para atacar no Irã”, cuja população está há 12 dias sob bombas.
Em Teerã, capital iraniana, os habitantes “estão se acostumando a viver apesar de tudo e a se adaptar, o melhor que podem, a esta situação”, disse um morador à AFP.
“Depositamos nossa fé em Deus. Por enquanto, há comida nas lojas”, afirmou com certa resignação Mahvash, residente de 70 anos.
A guerra iniciada em 28 de fevereiro com o ataque dos Estados Unidos e de Israel que matou o líder supremo iraniano mergulhou o Oriente Médio e o mercado petrolífero no caos.
O fechamento, na prática, do Estreito de Ormuz e os ataques iranianos às monarquias petrolíferas do Golfo dispararam o preço do petróleo, que se aproximou dos 120 dólares nesta semana, antes de recuar.
Em uma tentativa, por ora pouco bem-sucedida, de conter a alta dos preços, a Agência Internacional de Energia anunciou que seus países-membros liberariam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, um recorde.
Mas o Irã também ameaçou os “centros econômicos e bancos” que considera vinculados aos interesses americanos e israelenses, o que levou o Citi e a consultoria Deloitte a evacuar seus escritórios em Dubai.
Os Estados Unidos e Israel “devem considerar a possibilidade de se verem envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária.
– EUA menciona possíveis ataques a portos civis iranianos –
O comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) advertiu nesta quarta-feira (11) os civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos do Estreito de Ormuz que, segundo Washington, são utilizados por Teerã para fins militares.
O Irã respondeu que, caso seus portos sejam atacados por Israel e pelos Estados Unidos, atingiria portos em países do Oriente Médio.
– Novo líder supremo ferido –
O embaixador iraniano em Londres declarou que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo, foi ferido no ataque que matou seu pai.
“Ele também estava lá e foi ferido no bombardeio”, disse Alireza Salarian ao jornal britânico The Guardian. “Ouvi dizer que sofreu ferimentos nas pernas, mão e braço… Acredito que esteja no hospital”, enfatizou.
Enquanto isso, o filho do presidente da república islâmica, Youssef Pezeshkian, anunciou que o sucessor do aiatolá Ali Khamenei estava “são e salvo”.
– Liberação de 400 milhões de barris –
Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para o mercado, a maior liberação da história da instituição, anunciou a AIE.
– “Guerra de desgaste” –
A Guarda Revolucionária do Irã alertou para a possibilidade de uma “guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, disse um assessor do comandante-em-chefe do exército ideológico iraniano à televisão estatal.
– Suíça fecha sua embaixada no Irã –
A Suíça fechou temporariamente sua embaixada em Teerã, mas mantém uma “linha de comunicação” aberta entre Estados Unidos e Irã. Por décadas, a Suíça desempenhou um papel fundamental na manutenção de um contato diplomático entre Washington e Teerã.
– Hackers iranianos reivindicam ciberataque contra grupos americanos –
Um grupo de piratas informáticos ligado ao Irã reivindicou nesta quarta-feira dois ciberataques contra grupos americanos: o fornecedor de equipamentos médicos Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.
Em uma conta no X associada a esse grupo chamado Handala Hack, os autores justificam o ataque pelos vínculos entre a Stryker e Israel, já que o grupo industrial adquiriu em 2019 uma empresa israelense.
– Macron não tem confirmação do deslocamento de minas em Ormuz –
O presidente da França, Emmanuel Macron, assegurou nesta quarta-feira que não tinha “confirmação, nem por parte de serviços aliados nem por parte de nossos próprios serviços” de inteligência sobre o uso de minas navais pelo Irã no Estreito de Ormuz.
O presidente afirmou que as capacidades militares do Irã “não foram reduzidas a zero” pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
– Número de mortos no Líbano sobe para 634 –
O Líbano anunciou nesta quarta-feira que o número de mortos em 10 dias de combates entre Israel e o Hezbollah no contexto da guerra no Oriente Médio chegou a 634, e que mais de 800 mil pessoas se registraram como deslocadas.
Em números atualizados, o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, detalhou em uma coletiva de imprensa que o número de mortos incluía 91 crianças, acrescentando que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.
– Diversas empresas ocidentais fecham escritórios –
O grupo financeiro americano Citi e a consultoria britânica Deloitte pediram a seus funcionários que evacuassem seus escritórios em Dubai depois que o Irã ameaçou atacar bancos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Outra consultoria britânica, a PwC, anunciou o fechamento de seus escritórios em vários países do Golfo como medida de precaução.
– “Não há mais nada para atacar”
Donald Trump afirmou que “praticamente não há mais nada para atacar” no Irã e que o conflito terminará “em breve”, em entrevista por telefone ao site de notícias Axios. “Assim que eu quiser que isso pare, vai parar”, acrescentou o presidente americano.
– Ataques em países do Golfo –
Mas todas as atenções continuam voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) mundial.
O Irã anunciou ter atacado um porta-contêineres com bandeira da Libéria e um graneleiro tailandês que entraram no estreito “após ignorar os alertas das forças navais” da Guarda Revolucionária.
A marinha de Omã resgatou 20 tripulantes e outros três continuam desaparecidos. As imagens divulgadas pela marinha tailandesa mostram uma coluna de fumaça preta saindo do navio.
Analistas acreditam que o fechamento prolongado do estreito, por onde também circula um terço dos fertilizantes usados na produção mundial de alimentos, teria um efeito devastador na economia global, especialmente na Ásia e na Europa.
O presidente da França, Emmanuel Macron, instou os líderes do G7 a agir para restabelecer a navegação no estreito “o mais rápido possível”, enquanto a ONU pediu a todas as partes que permitam o trânsito de ajuda humanitária.
O Irã está ampliando as consequências econômicas da guerra para os aliados dos Estados Unidos no Golfo. Vários drones caíram perto do aeroporto de Dubai e outras embarcações atingiram tanques de combustível em um porto omanense.
O impacto econômico está pressionando Trump, criticado por seus rivais por ter iniciado uma guerra sem se preparar para as consequências.
No entanto, nesta quarta-feira ele disse que “assim que [ele] quiser que pare” a guerra, “vai parar”, e que quase não há mais o que atacar no Irã, em declarações ao site de notícias Axios.
Também afirmou aos jornalistas que “verão uma grande segurança” para os petroleiros no Estreito de Ormuz, mas não explicou como pretende garantir isso.
– Bola de fogo em Beirute –
Em Israel, o ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que a operação “continuará sem qualquer limite de tempo, enquanto for necessário”.
O governo israelense afirma ter lançado uma nova “onda de ataques em grande escala” por todo o Irã e contra alvos do Hezbollah na capital libanesa, Beirute, transformada em outra frente da guerra.
Os ataques israelenses atingiram um prédio de apartamentos no centro da cidade, o segundo ataque ao coração da capital desde o início da guerra.
Quando o ataque aconteceu, “corri de quarto em quarto, tirei minha mulher e minha filha dos cômodos e as escondi atrás de um muro, depois veio o segundo ataque”, contou Fawzi Asmar, dono de uma padaria na rua onde ocorreu o bombardeio.
Os ataques de Israel e dos Estados Unidos acontecem semanas depois de as autoridades iranianas terem reprimido protestos em massa contra o governo.
“Todas as nossas forças também estão prontas, com o dedo no gatilho, preparadas para defender sua revolução”, disse o chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, alertando contra qualquer tipo de dissidência, em declarações à emissora estatal IRIB.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro com um ataque que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Seu filho Mojtaba Khamenei foi nomeado seu sucessor, embora ainda não tenha aparecido em público e, segundo alguns meios, tenha ficado ferido no mesmo ataque em que seu pai morreu.
Porém, segundo escreveu no Telegram Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, Mojtaba Khamenei “está são e salvo”.
O Ministério da Saúde do Irã declarou em 8 de março que mais de 1.200 pessoas morreram nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, e que mais de 10 mil civis ficaram feridos.
A AFP não pôde verificar os números de forma independente.
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Navios atacados em Ormuz
Pelo menos quatro navios foram atacados nesta quarta-feira na região do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o petróleo e o gás. A agência marítima britânica UKMTO registrou 14 incidentes contra embarcações na área desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, e 20 tripulantes foram resgatados até o momento, informou a Marinha da Tailândia. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL DA TAILANDESA / AFP)
O Exército do Irã considera navios israelenses, americanos e de seus aliados ‘alvos legítimos’ em Ormuz
O Exército do Irã afirmou nesta quarta-feira (11) que qualquer navio pertencente aos Estados Unidos, Israel ou a seus aliados que atravesse o estratégico Estreito de Ormuz é considerado um alvo legítimo de guerra.
– Advertência de Erdogan –
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu o fim da guerra no Oriente Médio “antes que devaste toda a região”.
Se o conflito persistir, “haverá mais perdas de vidas e bens, e o custo para a economia global aumentará ainda mais” acrescentou.
Em seu balanço mais recente, o governo libanês informa que 570 pessoas morreram nos bombardeios israelenses, incluindo 86 crianças.
O movimento pró-iraniano Hezbollah arrastou o país para a guerra regional em 2 de março ao lançar mísseis contra Israel.
– Novo líder iraniano “são e salvo” –
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo”, apesar de ter sofrido ferimentos no ataque que matou seu pai e antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, afirmou o filho do presidente da República Islâmica, Yusef Pezeshkian.
Segundo o jornal The New York Times, que cita três fontes do governo iraniano, o novo líder, de 56 anos, teria ferimentos sobretudo nas pernas, mas está a salvo em um local de segurança máxima, embora com possibilidades de comunicação limitadas.
– Drones atingem o aeroporto de Dubai –
Drones caíram perto do aeroporto de Dubai e deixaram quatro feridos, mas o tráfego aéreo não foi interrompido, informou o governo da cidade dos Emirados Árabes Unidos.
– Ataque contra Beirute –
Um ataque israelense atingiu nesta quarta-feira o centro de Beirute pela segunda vez desde o início da guerra, informou a agência de notícias estatal libanesa.
Israel também voltou a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, reduto do grupo pró-iraniano Hezbollah.
– Explosões em Doha –
Várias explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, informaram jornalistas da AFP.
O Ministério do Interior catari anunciou um “nível elevado de ameaça à segurança” e recomendou que a população evite sair de casa e permaneça longe das janelas.
– Manifestantes “inimigos” –
Qualquer manifestante contrário às autoridades será tratado como “inimigo”, advertiu o chefe da polícia iraniana, Ahmad Reza Radan, dois meses após a violenta repressão de um movimento de protesto. Washington pediu aos iranianos que tomem o poder.
– Reservas estratégicas –
Os ministros da Energia do G7 afirmaram que estão “dispostos” a adotar “todas as medidas necessárias” em um contexto de forte instabilidade dos preços do petróleo.
A Agência Internacional de Energia (AIE) propôs recorrer às reservas estratégicas de petróleo, uma medida sem precedentes que será anunciada nesta quarta-feira para conter a disparada dos preços, segundo o Wall Street Journal.
– Irã reivindica ataques em larga escala –
O Irã executou a onda de ataques “mais violenta e contundente” desde o início da guerra, direcionada principalmente contra alvos americanos e israelenses, segundo a emissora estatal Irib.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, afirmou que atacou a base americana de Arifjan, no Kuwait, informaram as agências de notícias iranianas Mehr e Fars.
– Projéteis contra Israel –
O Exército israelense anunciou a detecção de uma nova onda de mísseis lançados do Irã. Jornalistas da AFP ouviram sirenes de alerta antiaéreo em Jerusalém e o som de explosões à distância. A emissora israelense Channel 12 informou que várias pessoas ficaram feridas nas imediações de Tel Aviv.
– Arábia Saudita no alvo –
O Ministério da Defesa saudita informou a interceptação de sete mísseis balísticos, incluindo seis que tinham como alvo a base aérea ‘Prince Sultan’, perto de Riade, que abriga militares americanos.
O ministério também anunciou a neutralização de quase 15 drones, sete deles direcionados contra o gigantesco campo de petróleo de Shaybah, na fronteira com os Emirados Árabes Unidos.
– Jogadoras iranianas refugiadas na Austrália –
Uma das jogadoras da seleção de futebol iraniana que havia solicitado e obtido asilo na Austrália mudou de ideia, anunciaram as autoridades australianas nesta quarta-feira.
Pelo menos sete integrantes da seleção feminina do Irã receberam asilo na Austrália depois que se recusaram, no início de março, a cantar o hino nacional durante uma partida em Sydney contra a Coreia do Sul, pela Copa da Ásia.
– Embarcações iranianas de instalação de minas destruídas –
O Exército americano anunciou a destruição de 16 embarcações iranianas de instalação de minas “perto do Estreito de Ormuz”.
Trump ameaçou Teerã com grandes “consequências militares” caso minas sejam instaladas no estreito.
– Explosões em Teerã –
Jornalistas da AFP em Teerã ouviram novas detonações durante a madrugada de quarta‑feira.
As explosões foram ouvidas na zona norte e oeste da capital iraniana, já abalada por impactos nas primeiras horas do dia. O Exército israelense reivindicou uma nova onda de ataques contra a cidade.
Kast toma posse no Chile em guinada mais radical à direita desde Pinochet
Com informações da AFP em Valparaíso, Chile
O advogado de extrema direita José Antonio Kast assumiu nesta quarta-feira (11) a Presidência do Chile e se tornou o mandatário conservador mais radical no país desde a ditadura de Augusto Pinochet.
“Sim, juro”, declarou Kast em uma cerimônia diante do plenário do Congresso na cidade de Valparaíso, a 110 km de Santiago, na qual substituiu o presidente esquerdista Gabriel Boric, que esteve no poder nos últimos quatro anos.
Kast, de 60 anos, chega à Presidência do Chile com a promessa de instaurar um “governo de emergência” para enfrentar com mão dura a criminalidade e a imigração irregular, as duas maiores preocupações dos chilenos.
“As coisas vão mudar”, disse a jornalistas minutos antes de assumir, ao condenar o ataque a tiros contra um policial no sul do país durante a madrugada.
Diante de um Congresso com maioria de direita, Kast foi empossado entre os aplausos de seus aliados. “Chi, chi, chi! Le, le, le! Viva Chile!”, ouviu-se ao final da cerimônia.
Seu primeiro ato como presidente foi a tomada de juramento dos 24 ministros de seu gabinete. Dois deles foram advogados de Augusto Pinochet (1973-1990), cuja ditadura deixou mais de 3.200 mortos e desaparecidos.
Em seguida, ele embarcou no tradicional Ford Galaxie preto conversível, um presente ao país em 1968 da rainha Isabel II da Inglaterra, e saudou seus apoiadores sob um sol intenso. Está previsto que faça um discurso às 21h00.
Quem é José Antonio Kast
Os chilenos abandonaram nos últimos anos o anseio por uma nova Constituição surgido com o rebuliço social de 2019. Boric, que participou da cerimônia de posse, foi um dos principais impulsionadores desse processo, que fracassou após duas tentativas de reforma.
Católico devoto e pai de nove filhos, Kast representa “uma direita conservadora como não se conhecia desde o retorno à democracia”, em 1990, afirma Rodrigo Arellano, analista político da Universidade do Desenvolvimento, instituição privada.
Seu discurso de ordem atrai chilenos que buscam frear a criminalidade.
“Minhas expectativas são esperançosas com Kast. Levamos muitos anos com muito vandalismo e muita criminalidade”, disse à AFP o vendedor José Miguel Uriona, de 65 anos, nos arredores do Congresso.
Para a estudante Ingrid Pino, de 38 anos, o Chile entra em “uma nova era, um novo começo”. Ela espera que “o país cresça economicamente e que a criminalidade finalmente possa acabar e possamos viver tranquilos”.
Embora os homicídios e sequestros tenham aumentado e tenham chegado ao país gangues estrangeiras como o Tren de Aragua, o Chile ainda é um dos países mais seguros da região. A taxa de homicídios foi de 5,4 por 100 mil habitantes em 2025, uma das mais baixas da América Latina.
O presidente do Chile, José Antonio Kast, do Partido Republicano discursa em frente a uma seção eleitoral após votar no segundo turno das eleições presidenciais em Paine, ao sul de Santiago, em 14 de dezembro de 2025. Os chilenos escolheram José Antonio Kast, um político de extrema direita, que promete uma linha dura em segurança e imigração. (Foto de Javier Torres / AFP)
Mesmo assim, Kast fez durante a campanha vários discursos atrás de um vidro blindado e apresentou o Chile quase como um Estado falido dominado pelo narcotráfico. Ele venceu com ampla margem as eleições presidenciais de dezembro contra a esquerdista Jeannette Jara.
Kast foi empossado em uma cerimônia à qual compareceram os presidentes Javier Milei (Argentina), Rodrigo Paz (Bolívia) e Daniel Noboa (Equador), entre outros, além de Christopher Landau, subsecretário de Estado dos Estados Unidos, e a Nobel da Paz venezuelana María Corina Machado.
Kast se soma assim aos governos de direita que crescem na região sob a ala dos Estados Unidos.
Expectativas do governo José Antonio Kast
“Os principais problemas que assolam o país não têm solução fácil. Kast terá que encontrar uma maneira de evitar que as expectativas se voltem contra ele”, afirma Arellano.
A nova porta-voz do governo, Mara Sedini, disse à AFP que a administração que se inicia tem como missão “solucionar crises que são importantes e prioritárias para os chilenos”, centradas em recuperar o crescimento econômico e a “segurança migratória”.
O novo gabinete de ministros é uma equipe “com pouquíssima experiência em negociação e manejo político” que “pode criar problemas com o Congresso”, comentou o cientista político Alejandro Olivares, analista da Universidade do Chile.
Apoiadores do candidato presidencial chileno José Antonio Kast, do Partido Republicano, comemoram após a divulgação dos primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais em Santiago, em 14 de dezembro de 2025. A candidata presidencial chilena de esquerda, Jeanette Jara, reconheceu a derrota para Kast nas eleições de 14 de dezembro, afirmando que os eleitores se manifestaram de forma clara e inequívoca. (Foto de Eitan Abramovich / AFP)
Investigações jornalísticas revelaram em 2021 que o pai de Kast, nascido na Alemanha, era membro do Partido Nazista de Adolf Hitler.
Kast alega, no entanto, que seu pai foi recrutado para o exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial e nega que ele tenha sido um simpatizante do movimento nazista.
Durante a manhã, o presidente oficializou sua renúncia ao Partido Republicano, um gesto simbólico que novos presidentes costumam fazer para garantir a independência.
Por Brasil de Fato O Irã não participará da Copa do Mundo de futebol masculino, a ser disputada em Estados Unidos, México e Canadá entre junho e julho deste ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donjamali. “Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, em hipótese alguma […]
O regulamento da Copa do Mundo prevê que, em caso de retirada por “força maior”, como a que o Irã alega, o comitê organizador decide as medidas a serem tomadas. A Fifa, portanto, tem a liberdade de decidir a melhor forma de lidar com a situação.
Uma das possibilidades seria substituir o Irã por outra seleção, mantendo o grupo em que a equipe se encontra ou fazendo ajustes na competição. Outra opção seria manter o Grupo G com apenas três seleções, o que reduziria o número de jogos e impactaria o planejamento comercial do torneio.
Outra alternativa seria substituir o Irã por uma seleção vinda da repescagem intercontinental, com equipes como Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname, Congo e Iraque disputando uma vaga extra.
Donald Trump e Gianni Infantino. Foto: Reprodução
Um terceiro cenário possível seria substituir o Irã pelo Iraque, enquanto os Emirados Árabes Unidos poderiam herdar a vaga asiática na repescagem, já que foram os melhores classificados não classificados diretamente.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que havia recebido garantias do presidente de Donald Trump de que o Irã poderia entrar no país para disputar o torneio, apesar da guerra entre o país, Israel e os Estados Unidos.
O Irã está atualmente no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de seleções como Nova Zelândia, Bélgica e Egito. Os dois primeiros jogos do Irã estão marcados para Los Angeles, e o último, em Seattle. Caso avance, o time pode enfrentar os Estados Unidos nas fases iniciais, caso os anfitriões também se classifiquem.
“O presidente americano escreveu dois tuítes para pedir que fosse concedido asilo político aos nossos jogadores (…), e que se a Austrália não o fizesse, ele faria. Ele fez 160 mártires ao matar nossas crianças em Minab e agora está sequestrando nossas meninas. Como podemos ser otimistas nessas condições em relação à Copa do Mundo nos Estados Unidos?”, declarou Taj na televisão estatal, referindo-se a um suposto bombardeio contra uma escola na cidade de Minab no começo da guerra, cuja responsabilidade o ir atribuiu a Israel e aos Estados Unidos.
“Se a Copa acontecesse nessas condições, quem em sã consciência mandaria sua seleção nacional para um lugar assim?”, acrescentou o dirigente.
O Irã tem agendado dois dos seus três jogos da fase de grupos do Mundial em Los Angeles, contra Bélgica e Nova Zelândia, e um em Seattle, contra o Egito.
O Irã foi o segundo país da Ásia a se classificar para a Copa do Mundo da FIFA de 2026. Foto: FIFA
A Austrália concedeu também a cinco jogadoras da seleção iraniana feminina que foram chamadas de “traidoras” pelo regime de Teerã depois de terem se recusado a cantar o hino nacional antes de um jogo da Copa da Ásia, que acontece no país da Oceania, em meio à guerra no Oriente Médio desde o início da intervenção de Israel e Estados Unidos no Irã no dia 28 de fevereiro.
Essa decisão foi motivada pelo risco de os atletas serem perseguidos ao retornarem, anunciou nesta terça-feira o ministro do Interior australiano, Tony Burke.
As jogadoras se concentraram em silêncio durante a execução do hino do Irã antes da estreia contra a Coreia do Sul, dois dias depois do início da guerra. Nos dois jogos seguintes na competição, elas cantaram o hino.
Essa atitude foi interpretada como um ato de rebeldia, e um apresentador da televisão estatal chamou as jogadoras de “traidoras em tempos de guerra”.
Várias pessoas pediram à Austrália que garantisse a segurança das iranianas, incluindo o presidente americano, Donald Trump.
“Já estão cuidando de cinco delas, e as demais seguirão o mesmo caminho. Alguns, no entanto, sentem que devem retornar [ao Irã] porque temem pela segurança de suas famílias”, disse Trump na segunda-feira, após uma conversa com o primeiro-ministro australiano.
Na semana passada, o presidente da FFIRI já havia levantado dúvidas sobre a participação do Irã na Copa do Mundo, que será disputada de 11 de junho a 19 de julho.
Qual horário dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
Os jogos do Brasil no caminho para o Hexa já são conhecidos. Brasil abre a participação na Copa do Mundo 2026 contra Marrocos em Nova Jersey em 13/6.
Jogos do Brasil na Copa do Mundo
Data
Horário
Dia da semana
Local
Jogo
13 de junho
19h
Sábado
New Jersey – Estádio MetLife
Brasil x Marrocos
19 de junho
22h
Sexta
Filadélfia – Lincoln Financial Field
Brasil x Haiti
24 de junho
19h
Quarta
Miami – Estádio Hard Rock
Brasil x Escócia
Veja locais e horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.
Na segunda rodada, o Brasil volta a campo no dia 19 de junho, quando encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h (horário de Brasília).
Horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo; Arte: TVT News, com apoio de IA
Conseguindo a classificação para a fase de 16 avos de final, a seleção vai enfrentar um adversário do Grupo F (Holanda, Japão, Tunísia e Europa B – Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia) no dia 29 de junho. O jogo será em Houston se o Brasil fechar em primeiro a fase de grupos. Ficando em segundo, o time nacional jogará em Monterrey.
Jogos da Copa do Mundo
A tabela completa do torneio foi divulgada em evento na tarde deste sábado (06) comandado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, com participação dos ex-jogadores Ronaldo,Totti, Stoichkov e Lalas. A cerimônia ocorreu no Hilton Capital Hotel em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 com a sede compartilhada em 16 cidades divididas entre México, Estados Unidos e Canadá. Os grupos foram definidos nesta sexta-feira (5) em sorteio no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo de 2026 reunirá 48 seleções e terá o total de 104 jogos. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, será disputado no dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México (México). Já a grande decisão está programada para o dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos).
Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Confira os grupos da Copa de 2026 completos:
Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul e Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte).
Grupo B: Canadá, Suíça, Catar e Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales e Bósnia).
Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti
Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)
Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim e Curaçau
Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia e Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia)
Grupo G: Bélgica, Irã, Egito e Nova Zelândia.
Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde.
Grupo I: França, Senegal, Noruega e Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque).
Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia.
Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão e Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia).
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá e Gana.
Qual o caminho do Brasil na Copa do Mundo?
Adversários do Brasil na Fase de Grupos
1ª rodada – 13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos
2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti
3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – Escócia x Brasil
A capacidade de resistência da República Islâmica do Irã e as retaliações contra aliados dos Estados Unidos (EUA) no Golfo Pérsico, assim como os impactos sobre o comércio do petróleo, estão pressionando a Casa Branca a encerrar o conflito sem alcançar o objetivo de “mudança de regime” em Teerã. Essa é avaliação de especialistas consultados pela Agência Brasil.Leia em TVT News.
O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que o Irã conseguiu afetar o sistema de radares dos EUA no Oriente Médio e impôs perdas importantes à cadeia do petróleo global.
“Os EUA não têm como derrubar o governo iraniano sem invasão terrestre, o que traria baixas gigantescas. A topografia do Irã inviabiliza qualquer ação rápida. Os EUA simplesmente entraram num atoleiro e Trump não sabe como sair”, avalia o especialista em defesa e estudos sobre a Ásia.
Os radares dos EUA no Oriente Médio afetados por Teerã eram responsáveis pela interceptação dos mísseis iranianos. Há relatos de radares atingidos no Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, segundo análise de imagens de satélites e vídeos do jornal New York Times.
“Toda essa cobertura satelital e de radar faz com que os EUA tenham olhos no terreno. Com isso degradado, as baixas aumentam, o tempo do alerta [contra mísseis do Irã] em Israel diminui. Por isso, agora tem vídeo de mísseis entrando toda hora em Israel, que os interceptadores não conseguem mais barrar”, completou.
Aliados de Washington no Golfo passaram a pedir o fim do conflito, como o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari.
“Chegar rapidamente à mesa de negociações e suspender os ataques serviria aos interesses dos povos da região, bem como à paz e segurança internacionais, além de fortalecer a estabilidade econômica global”, disse al-Ansari, de acordo com Al Jazzera.
Sem troca de regime
O professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo (SP) Alexandre Pires ponderou à Agência Brasil que os EUA esperavam conseguir uma troca de regime rápida por meio do assassinato do líder Supremo Ali Khamenei.
“O Irã tem apresentado uma resiliência muito mais forte do que se esperava. Inclusive, escolhendo uma liderança suprema sem nenhum tipo de negociação, e que dá um sinal de que o regime vai continuar na mesma linha que já seguia com o Khamenei”, comentou.
Pires acrescentou que a pressão sobre os mercados do petróleo, que levou o presidente estadunidense Donald Trump a relaxar as sanções contra a Rússia para aliviar os preços no mercado global, tem preocupado os aliados de Trump no mundo e internamente, com o preço do combustível aumentando nos EUA.
“Ainda que tenha sido dito no início que duraria quatro, cinco semanas, obviamente que esse não era o tempo que os EUA queriam. Isso vai fazendo com que os EUA mudem talvez o foco atual de uma guerra completa, de ter que ficar o tempo necessário até você ter uma troca das lideranças”, completou.
Donald Trump disse nesta terca-feira, em entrevista à Fox News, que não ficou feliz com a escolha do novo líder Supremo so Irã, mas que “é possível” que venha a negociar com Teerã.
Israel
Para o especialista do Ibmec SP Alexandre Pires, Israel deve resistir a encerrar o conflito uma vez que quer aproveitar o máximo para enfraquecer o Irã.
“Há um certo sinal de divisão nos dois aliados. Isso não foi tornado público, mas há um sinal de falas contraditórias de um lado e de outro”, disse.
Para Pires, o Irã conseguiu afetar a cadeia do petróleo ao bloquear o canal comercial do Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Oman.
“Isso faz com que tentem forçar um recuo ou uma negociação americana-israelense em razão da pressão feita pela comunidade internacional sobre Israel e EUA com relação à cadeia energética mundial”, completou.
Em entrevista nesta terça-feira (10), o ministro das relações exteriores de Israel, Gideon Saar, disse que o país não quer uma guerra sem fim.
“Consultaremos nossos amigos americanos quando acharmos que é o momento certo para isso. Não estamos buscando uma guerra sem fim”, disse Saar a repórteres em Jerusalém, segundo noticiou o jornal israelense The Times of Israel.
Repercussões regionais
Uma das dificuldades para encerrar a guerra, na avaliação do cientista político Ali Ramos, é porque a manutenção do regime no Irã representaria uma derrota para Casa Branca.
“O Irã vai ser o primeiro país da história que atacou tantas bases dos EUA ao mesmo tempo e sobreviveu. É por isso o desespero do Trump. Os países da região não vão mais confiar nos EUA no médio e longo prazo enquanto garantidor da sua segurança”, disse.
Ramos argumenta que a guerra contra o Irã deve modificar a arquitetura de poder e segurança do Oriente Médio ao mostrar que as bases dos EUA na região não poderiam defender os países aliados da Casa Branca.
“Isso já estava acontecendo, os Emirados Árabes Unidos já firmaram um pacto de defesa com a Índia, a Arábia Saudita com o Paquistão”, completou.
O bilionário de extrema-direita Elon Musk. Foto: Evelyn Hockstein/Reuters
A Forbes divulgou sua tradicional lista de 2026, revelando um crescimento no número de pessoas com fortunas bilionárias. No último ano, o número de bilionários no mundo alcançou a marca recorde de 3.428, com um patrimônio acumulado de US$ 20,1 trilhões.
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, lidera a lista com um patrimônio de US$ 839 bilhões, um aumento de US$ 497 bilhões em relação a 2025, consolidando sua posição como o homem mais rico do mundo.
O crescimento expressivo da riqueza global pode ser atribuído à entrada de 400 novos bilionários, abrangendo empreendedores, investidores e herdeiros. O aumento das fortunas foi impulsionado pelo boom da inteligência artificial, que aqueceu os mercados globais e gerou grandes lucros para os investidores. Como resultado, a riqueza total dos bilionários cresceu em US$ 4 trilhões, quebrando mais um recorde financeiro.
Os Estados Unidos continuam a dominar a lista com 989 bilionários, incluindo 15 das 20 pessoas mais ricas do mundo. A China ocupa o segundo lugar, com 610 bilionários, enquanto a Índia está em terceiro, com 229. O Brasil, por sua vez, tem 70 bilionários, com Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, sendo o mais rico do país, com uma fortuna estimada em US$ 35,9 bilhões.
Logos da Amazon, Google e Meta. Foto: Reprodução
O desenvolvimento da inteligência artificial e sua integração com setores como a tecnologia, saúde e finanças têm sido fundamentais para o crescimento da riqueza dos bilionários. As empresas de tecnologia, como Tesla, Google, Amazon e Facebook, lideram a lista de grandes fortunas, com nomes como Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg figurando entre os mais ricos do mundo.
Os dez mais ricos do mundo incluem, além de Musk, Larry Page (US$ 257 bilhões), Sergey Brin (US$ 237 bilhões), Jeff Bezos (US$ 224 bilhões), Mark Zuckerberg (US$ 222 bilhões) e Larry Ellison (US$ 190 bilhões), todos com fortunas impressionantes, em grande parte originadas das indústrias de tecnologia e inovação.
No Brasil, os dez bilionários mais ricos incluem Eduardo Saverin, com US$ 35,9 bilhões, seguido por André Esteves, do BTG Pactual, com US$ 20,2 bilhões. Jorge Paulo Lemann, da 3G Capital, que controla a InBev, ocupa o terceiro lugar com US$ 19,8 bilhões, enquanto o fundador do Itaú, Fernando Moreira Salles, aparece com US$ 9,9 bilhões.
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Foto: Divulgação
O preço do petróleo caiu drasticamente nesta terça-feira (10), com uma redução significativa nos contratos futuros do barril Brent e do WTI. A queda veio após declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que afirmou que “a guerra no Irã poderia estar ‘próxima de seu fim'”.
A notícia foi interpretada pelos investidores como um sinal de alívio, especialmente em relação aos bloqueios no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo. A passagem segura de petroleiros por essa região, vital para o comércio global, foi seriamente afetada pelo conflito no Oriente Médio.
A guerra no Irã havia causado uma série de bloqueios no estreito de Ormuz, por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e gás. A expectativa do mercado era que, com o possível fim da guerra, países produtores da região, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, poderiam retomar a produção paralisada.
O barril Brent, que serve como referência mundial, viu uma queda de 11%, sendo cotado a US$ 87,35 (R$ 451,21). Às 12h10, o contrato de maio estava sendo negociado a US$ 88,50 (R$ 457,15), o que representa uma desvalorização de 10,55% em relação ao fechamento do dia anterior. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate) também registrou queda, sendo vendido a US$ 83,97 (R$ 433,74), uma desvalorização de 11,39%.
O alívio no mercado ocorreu um dia após o petróleo ter superado os US$ 119 por barril, o maior valor registrado desde julho de 2022. Na segunda-feira (9), o petróleo Brent havia atingido o pico de US$ 119,46. A forte alta foi seguida por uma queda abrupta nesta terça-feira, refletindo as incertezas e a volatilidade do mercado de energia global.
Em entrevista na segunda-feira (9), Trump expressou otimismo, afirmando que “a guerra contra o Irã estava ‘próxima do fim'” e que os Estados Unidos estavam “muito à frente” das expectativas.
Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS Bank, falou sobre o comentário do republicano: “Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada para o lado positivo ontem, achamos que há uma reação exagerada para o lado negativo hoje”
Ele ainda sugeriu que o mercado estava subestimando os riscos do petróleo Brent nesse nível de preço. “Os tipos Murban e Dubai ainda estão bem acima de US$ 100 por barril, portanto, praticamente nada mudou em termos de realidades básicas”, avalia ele.
Petroleiro ancorado aguardando autorização para navegar pelo estreito de Ormuz. Foto: Divulgação
A resposta do Irã não tardou. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica afirmou que, caso os ataques dos EUA e de Israel continuem, o país tomará medidas severas, incluindo impedir que “qualquer litro de petróleo seja exportado da região”. A declaração foi emitida pela mídia estatal iraniana e reforçou a tensão no mercado.
Apesar das expectativas de normalização, os preços do petróleo continuam sob pressão. Trump também está considerando opções como aliviar as sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo bruto, medidas que visam conter a alta dos preços globais do petróleo.
Essas opções, segundo fontes do mercado, são parte de um pacote destinado a aliviar a pressão sobre os preços. A possibilidade de os países do G7 utilizarem suas reservas estratégicas de petróleo para combater a alta também está sendo discutida. No entanto, os membros do grupo ainda não se comprometeram com a liberação dessas reservas.
“As discussões em torno da flexibilização das sanções contra o petróleo russo, os comentários de Donald Trump sugerindo que o conflito poderia eventualmente diminuir e a possibilidade de os países do G7 utilizarem as reservas estratégicas de petróleo apontaram para a mesma mensagem —que os barris de petróleo continuarão de alguma forma a chegar ao mercado”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.
As declarações de Trump não impactaram apenas o mercado de petróleo. Bolsas de valores ao redor do mundo reagiram positivamente, com os índices europeus subindo mais de 2% e os maiores mercados asiáticos registrando ganhos de até 5,35%, como foi o caso de Seul.
A recuperação nas bolsas foi acompanhada por uma valorização no ouro e no bitcoin, ativos que geralmente são considerados refugos seguros em tempos de incerteza. Na Europa, o Euro STOXX 600, principal índice da União Europeia, subiu 2,87%, com ganhos expressivos também em Frankfurt (2,63%), Londres (1,78%), Paris (2,18%), Madri (2,94%) e Milão (2,83%).
Nos Estados Unidos, os índices também apresentaram alta, com a Nasdaq subindo 0,55%, a Dow Jones 0,38% e a S&P 500 registrando uma valorização de 0,36%. Além disso, o preço do ouro subiu 2,45%, alcançando US$ 5.228,59 (R$ 27,01 mil), enquanto o bitcoin teve uma alta de 3,36%, cotado a US$ 71,49 mil (R$ 369,31 mil).
Donald Trump durante reunião do gabinete na Casa Branca, entre o secretário de Estado Marco Rubio (esq.) e o secretário de Defesa Pete Hegseth
O governo Trump deve anunciar nos próximos dias a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida está em fase final de tramitação dentro da administração norte-americana, relata a colunista Mariana Sanches, do UOL.
De acordo com informações confirmadas por fontes ligadas ao governo em Washington, a documentação sobre os dois grupos já foi concluída no Departamento de Estado. O material passou por diferentes agências do governo e recebeu parecer favorável antes de seguir para as etapas finais do processo.
O procedimento segue o mesmo modelo adotado anteriormente pela gestão Trump em relação a organizações criminosas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, no México, e o Tren de Aragua, da Venezuela. Após a análise final do secretário de Estado Marco Rubio, a documentação deverá ser enviada ao Congresso dos Estados Unidos e posteriormente publicada no Registro Federal.
A etapa final do processo pode levar cerca de duas semanas. Somente após essa publicação a classificação das facções como Organizações Terroristas Estrangeiras passará a ter efeito legal dentro do sistema norte-americano.
A designação como grupo terrorista implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos de integrantes das organizações nos Estados Unidos, restrições ao acesso ao sistema financeiro norte-americano e a proibição de qualquer forma de apoio material, incluindo fornecimento de armas por cidadãos ou empresas dos EUA.
A medida também amplia restrições migratórias contra pessoas associadas às organizações e pode gerar riscos legais adicionais para empresas que atuam em regiões onde essas facções operam. Essas empresas podem ficar sujeitas a sanções do Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
Dentro da administração Trump, o tema vinha sendo discutido há meses. Entre os integrantes do governo que atuaram na pauta estão o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau, o secretário adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais, Darren Beattie, e o conselheiro sênior para assuntos hemisféricos Ricardo Pita. A iniciativa também conta com apoio da diretora do Escritório de Políticas Nacionais de Controle de Drogas, Sarah Carter.
A discussão ganhou força em meio à prioridade dada pelo governo norte-americano ao combate ao narcotráfico nas Américas. O tema foi abordado em um encontro realizado em Miami com líderes políticos conservadores da América Latina, evento chamado de Shield of the Americas.
Segundo relatos de bastidores, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) também atuou para impulsionar a proposta. Ele teria pedido aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, apoio para que o governo norte-americano avance na classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem manifestado oposição à medida em diferentes conversas com autoridades dos Estados Unidos. A posição brasileira se baseia no argumento de que PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas ao lucro ilícito e não possuem motivações políticas ou ideológicas que caracterizem terrorismo.
Outro ponto levantado pelo governo brasileiro é o receio de que a classificação possa afetar a soberania nacional no tratamento de questões de segurança pública. Autoridades brasileiras avaliam que a medida poderia abrir espaço para maior atuação externa dos Estados Unidos em temas ligados ao combate ao crime organizado.
Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Foto: Reprodução / Divulgação
O clérigo Mojtaba Khamenei foi anunciado neste domingo (8) como novo líder supremo do Irã. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que ocupava o posto máximo do país desde 1989. O aiatolá morreu no sábado (28) depois de um ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos e Israel contra sua residência oficial.
Com a decisão, ele se torna o terceiro líder supremo desde a criação da República Islâmica do Irã, instaurada após a Revolução de 1979. O primeiro a ocupar o cargo foi Ruhollah Khomeini, fundador do regime, que permaneceu na posição até sua morte em 1989. Na sequência, Ali Khamenei assumiu o posto e permaneceu nele por décadas.
O novo líder foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, órgão composto por 88 clérigos eleitos em 2024 e responsável pela nomeação do líder supremo do país. Apesar de os membros do colegiado serem eleitos, o processo passa por filtros institucionais ligados ao próprio sistema político iraniano.
Na prática, os integrantes da Assembleia precisam ser aprovados por estruturas influenciadas pelo líder supremo e por aliados políticos do regime. Esse modelo faz com que a composição do órgão esteja alinhada ao núcleo de poder estabelecido no país desde a revolução islâmica.
Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e há anos era mencionado como possível sucessor do pai. Mesmo mantendo atuação discreta ao longo da carreira religiosa e política, ele era apontado por analistas como uma figura influente nos bastidores do poder iraniano.
Diferentemente de outros líderes religiosos de alto escalão do país, Mojtaba não possui o título de aiatolá, considerado o grau máximo da hierarquia religiosa no islamismo xiita. Situação semelhante ocorreu com seu pai, que também não possuía essa posição quando foi escolhido líder supremo em 1989. Na ocasião, a Constituição iraniana precisou ser alterada para permitir sua nomeação.
Mojtaba Khamenei durante um protesto que marca o Dia de Al-Quds (Dia de Jerusalém). Foto: Divulgação
Durante parte de sua trajetória política, Mojtaba demonstrou apoio à presidência de Mahmoud Ahmadinejad, que governou o Irã entre 2005 e 2013. Ele também foi associado à repressão aos protestos realizados em 2009, quando manifestações questionaram supostas fraudes nas eleições presidenciais.
A possibilidade de sucessão familiar sempre gerou críticas dentro e fora do país, já que a Revolução Islâmica de 1979 teve como um de seus princípios o fim do poder hereditário no Irã. Ainda assim, a escalada militar iniciada no sábado (28) alterou o cenário político e reduziu o peso desse debate no momento atual.
Mojtaba também é visto como próximo da Guarda Revolucionária, força militar considerada uma das instituições mais influentes do regime iraniano. Na terça-feira (3), Estados Unidos e Israel atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas na cidade de Qom. Não havia confirmação sobre a presença de integrantes do colegiado no local no momento do ataque.
Após essa ofensiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todas as pessoas consideradas por seu governo para assumir o comando do Irã após o fim da guerra “estão mortas”. O republicano não detalhou quem seriam esses nomes nem as circunstâncias em que teriam morrido.
No dia seguinte à morte de Ali Khamenei, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian anunciou a criação de uma junta provisória para conduzir o país. O grupo incluía o aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.
Gustavo Guimarães nasceu em Belo Horizonte e estava há 20 anos nos EUA – Foto: Reprodução
O brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, foi morto a tiros pela polícia da cidade de Powder Springs, no estado da Geórgia (EUA), no último dia 3 de março. O mineiro, natural de Belo Horizonte, morava há mais de 20 anos nos Estados Unidos e estava em busca de tratamento psicológico e psiquiátrico no momento em que foi abordado. De acordo com familiares, Gustavo estava conversando com conselheiras do governo da Geórgia para receber a ajuda quando foi baleado sem motivo aparente.
Gustavo estudava biologia na Life University, na Geórgia, e se destacava por sua atuação em causas sociais. Ele era um ativista contra a crueldade com os animais e se opunha à violência. A mãe de Gustavo, que preferiu não se identificar, relatou que o filho falava inglês fluentemente e era vegano, além de se posicionar contra o uso de armas. Segundo ela, “Gustavo não estava armado no momento da abordagem policial.”
A tragédia aconteceu quando Gustavo se encontrou com sua mãe e duas profissionais de saúde mental para discutir seus sinais de transtornos mentais. Durante a conversa, ele ficou nervoso, mas não agrediu ninguém. A polícia foi acionada após uma denúncia sobre uma pessoa em surto. A versão dos familiares contrasta com a alegação da polícia, que afirmou que Gustavo teria sacado uma arma, o que não foi confirmado pela mãe. Ela negou que o filho estivesse armado e afirmou: “Meu filho não estava armado. Era completamente contra arma. Ele dizia que Deus não criou arma, que foram os homens. Era ativista contra violência”, disse a mãe.
A morte de Gustavo foi um choque para a família e a comunidade local, que lamenta a violência que culminou em tragédia. O caso está sendo investigado pela Agência de Investigação da Geórgia. O Departamento de Polícia de Powder Springs segue apurando os fatos, e as autoridades aguardam o esclarecimento do fato.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que está ciente do ocorrido e em contato com a família do brasileiro. O caso gerou comoção nas redes sociais, com amigos e ativistas pedindo justiça e questionando a atuação das autoridades no tratamento de pessoas com transtornos mentais.
Mirele Santana de Macedo foi escolhida para representar Santos (SP) na sede da ONU, em Nova York (EUA). Foto: Carlos Nogueira/Prefeitura de Santos/Divulgação)
Mirele Santana de Macedo, assistente social de Santos, foi selecionada para representar o Brasil na sede da ONU, em Nova York, durante a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, que ocorre entre os dias 9 e 19 de março. Ela participará do maior fórum anual da ONU dedicado à promoção dos direitos das mulheres, um espaço internacional vital para o debate e formulação de políticas públicas sobre igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher.
A seleção de Mirele foi realizada por meio de um processo público nacional, com base em seu mérito profissional, qualificação técnica e vasta experiência na área. Ela foi escolhida para integrar a delegação brasileira por seu trabalho relevante e reconhecido na assistência social, especialmente no apoio a mulheres vítimas de violência doméstica.
De acordo com a Prefeitura de Santos, o evento é um dos mais importantes do mundo no que se refere à formulação de políticas voltadas à igualdade de gênero. Mirele destacou a importância de trocar experiências com representantes de outros países, especialmente considerando que Santos é uma cidade pioneira no Brasil em políticas públicas voltadas para o acolhimento e assistência às mulheres em situação de risco iminente.
Sede da ONU, em Nova York. Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A assistente social trabalha na Casa de Abrigo de Santos, um local com endereço protegido que atende mulheres e seus filhos em risco de morte. Ela tem se dedicado à causa desde 2010, realizando um trabalho essencial no acolhimento dessas mulheres, muitas das quais são vítimas de violência doméstica grave.
A 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU ocorrerá logo após o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e discutirá os direitos, a justiça e as ações necessárias para proteger todas as mulheres e meninas. Este ano, o foco será garantir a igualdade de gênero e fortalecer os direitos das mulheres ao redor do mundo.
A ONU Mulheres ressaltou a importância do evento como um momento decisivo para o futuro da igualdade de gênero. De acordo com a instituição, os debates e decisões do fórum terão um impacto direto em leis, políticas e ações nos países participantes, influenciando as próximas gerações e a forma como a justiça será aplicada às mulheres e meninas. A ONU adverte que a luta pela igualdade está em um ponto crucial, com o risco de retroceder em muitos avanços conquistados.
Ali Khamenei, líder supremo do Irã assassinado por Israel e EUA. Foto: reprodução
A Assembleia dos Peritos, órgão responsável pela escolha do Líder Supremo do Irã, chegou a um consenso sobre o sucessor de Ali Khamenei, que lidera o país desde 1989. A informação foi confirmada pela agência de notícias iraniana Mehr, que destacou que as reuniões da assembleia ocorreram sob sigilo por questões de segurança. Embora o nome do novo Aiatolá tenha sido decidido, ele ainda não foi divulgado ao público.
De acordo com a agência, duas agências iranianas mencionaram dois aiatolás que participaram da assembleia, mas o nome final do escolhido continua sendo mantido em segredo. O aiatolá Mohammad-Mahdi Mirbagheri, um dos membros da assembleia, afirmou que a decisão reflete a opinião da maioria dos participantes, sem entrar em mais detalhes sobre o processo de escolha.
A Assembleia dos Peritos, composta por clérigos e autoridades religiosas de alto escalão, é a única entidade capaz de escolher e supervisionar o Líder Supremo do Irã. Esse órgão tem o poder de decidir sobre a liderança espiritual e política do país, fazendo da escolha de Khamenei um momento crucial para o futuro do regime iraniano. O sucessor será responsável por liderar o país em meio a desafios internos e internacionais.
🎥 WATCH: ~50 Israeli Air Force fighter jets dismantled Ali Khamenei’s underground military bunker beneath the Iranian regime’s leadership compound in Tehran. pic.twitter.com/Nw0tvvQMRX
O processo de escolha do novo Líder Supremo ocorre em um momento delicado, com o Irã enfrentando sérios desafios devido à guerra que afeta a região e a crescente pressão internacional. Após o início do conflito, o prédio da Assembleia dos Peritos, localizado em Qom, foi alvo de um ataque, o que gerou ainda mais tensão em torno da decisão sobre o novo líder.
A segurança em torno do processo de escolha tem sido uma prioridade para o governo iraniano, que tem trabalhado para proteger as instituições políticas mais importantes, como a Assembleia dos Peritos. As reuniões para a escolha do sucessor de Khamenei foram realizadas com alto nível de sigilo, visando evitar possíveis vazamentos ou interferências externas.
Incêndio em depósito de combustível em Teerã, capital do Irã. Foto: Redes sociais via Reuters
Um ataque israelense a um depósito de combustível em Teerã, capital do Irã, deixou quatro mortos e provocou um incêndio de grandes proporções neste domingo (8). As Forças Armadas de Israel assumiram a autoria da ofensiva e afirmaram que a ação teve como alvo instalações ligadas ao armazenamento de petróleo e derivados na cidade.
De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de produtos petrolíferos foram atingidos durante a noite de sábado (7) para domingo (8) em Teerã e em áreas próximas. A ofensiva também foi relatada por agências estatais iranianas.
O ataque danificou parte da rede de abastecimento da capital iraniana e levou à interrupção temporária da distribuição de combustível. O governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, afirmou à agência oficial IRNA que a situação está “sendo resolvida”, embora moradores tenham enfrentado dificuldades para abastecer veículos e outros meios de transporte.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o incêndio de grandes proporções no local atingido. A agência Reuters confirmou a autenticidade do vídeo ao verificar sua localização com base no traçado das ruas, além de postes de energia e árvores que correspondem a imagens de arquivo e de satélite da região.
❗ATENÇÃO
🇮🇱🇺🇲💥🇮🇷 Pela primeira vez desde o início dos ataques contra o Irã, Israel e EUA atacaram a infraestrutura de combustível do país. As Imagens mostram incêndios de grandes proporções em Teerã em decorrência dos ataques contra locais de armazenamento e produção de… pic.twitter.com/R4JtG5eQwL
— Notícias e Guerras (@NoticiaeGuerra) March 8, 2026
A Reuters também informou que nenhuma versão anterior do vídeo havia sido encontrada online antes deste domingo, o que reforça a verificação do material. As imagens rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e foram amplamente compartilhadas.
O ataque ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já começa a produzir efeitos fora da região. Em Bangladesh, por exemplo, o governo anunciou neste domingo o início do racionamento de combustível após dificuldades de abastecimento relacionadas à guerra, o que provocou grandes congestionamentos em postos de gasolina no país.
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã. Foto: reprodução
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (7) que o país não aceitará as exigências de rendição feitas por Israel e pelos Estados Unidos, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. Em discurso transmitido pela televisão estatal, o líder iraniano respondeu diretamente às declarações do presidente estadunidense Donald Trump.
Segundo Pezeshkian, a ideia de rendição total imposta por Washington não será aceita por Teerã. “Um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”, declarou o presidente iraniano ao comentar a exigência feita pelo governo dos Estados Unidos.
Na sexta-feira (6), Trump afirmou que qualquer acordo dependeria de uma rendição completa do Irã. Em publicação em sua rede social, o presidente estadunidense escreveu: “Depois disso, e da seleção de um líder ou líderes excelentes e aceitáveis, nós, muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”.
Pezeshkian integra um conselho interino de liderança que passou a governar o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto de líder supremo do país. O presidente também tentou reduzir a tensão com países vizinhos, após ataques realizados nos últimos dias.
Durante o discurso, ele pediu desculpas pelos impactos das operações militares na região. “Devo pedir desculpas em meu próprio nome e em nome do Irã aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, afirmou.
URGENTE!! O Presidente iraniano Masoud Pezeshkian, disse que foi aprovado o fim dos ataques!
“Ontem, o Conselho de Liderança Temporária aprovou que não haverá mais ataques a países vizinhos nem lançamentos de mísseis, a menos que um ataque contra o Irã parta desses países”. pic.twitter.com/9b4OzZCpkX
Pezeshkian também indicou que o governo civil enfrenta dificuldades para controlar totalmente as ações militares no conflito. A Guarda Revolucionária, responsável pelo controle de mísseis balísticos utilizados nos ataques contra Israel e outros alvos, respondia diretamente a Khamenei.
O presidente iraniano defendeu que as forças armadas evitem novos ataques contra países da região. “De agora em diante, eles (as Forças Armadas) não devem atacar países vizinhos nem disparar mísseis contra eles, a menos que sejamos atacados por esses países. Acho que devemos resolver isso por meio da diplomacia”.
Horas após o pronunciamento, novos ataques foram registrados no Golfo Pérsico. Uma ofensiva interrompeu voos no Aeroporto Internacional de Dubai, atingiu uma instalação petrolífera na Arábia Saudita e obrigou moradores a buscar abrigo repetidamente no Bahrein.
Israel também anunciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, em resposta aos ataques iranianos. Entre os alvos atingidos está o aeroporto de Mehrabad, considerado um dos mais movimentados da capital iraniana.
Grupo de turistas paranaenses que está em Dubai. Foto: Cristina Strik
Um grupo de turistas paranaenses conseguiu deixar Dubai neste sábado (7) após passar vários dias isolado em um transatlântico devido à escalada do conflito no Oriente Médio. Os passageiros estavam impedidos de desembarcar desde o sábado (28), quando ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã elevaram o nível de alerta na região.
Segundo os relatos, o grupo estava em um cruzeiro internacional quando recebeu a orientação da tripulação para retornar imediatamente ao navio durante um passeio na cidade. Pouco depois, turistas ouviram explosões e viram fumaça na região portuária de Dubai.
A guia de turismo Cristina Strik informou que os passageiros conseguiram sair da cidade em um voo neste sábado. O trajeto inclui uma conexão em Barcelona, na Espanha, antes do retorno ao Brasil. Ela afirmou que o grupo deixou a região com sensação de alívio após os dias de incerteza.
Turistas registraram a fumaça que surgiu em Dubai após ouvir barulho no céu e grande estrondo. Foto: Carla Albuquerque
Durante o período em que ficaram no navio, os turistas disseram que estavam relativamente seguros, já que a embarcação não era alvo dos ataques. No entanto, momentos de tensão ocorreram no aeroporto durante a saída, quando alertas de mísseis foram registrados.
O grupo é formado principalmente por moradores das cidades de Londrina e Assaí, no norte do Paraná. A viagem havia começado no dia 19 de fevereiro e incluía paradas em Doha, no Catar, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Com a intensificação do conflito, diversos países da região fecharam o espaço aéreo, incluindo Israel, Irã, Catar, Síria, Iraque, Kuwait, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos. A medida dificultou a saída de turistas estrangeiros e deixou o grupo sem previsão de retorno ao Brasil por vários dias.
Asif Merchant foi julgado no Tribunal Distrital Federal do Brooklyn Imagem: Divulgação
Um tribunal federal dos Estados Unidos condenou o paquistanês Asif Merchant por planejar o assassinato do presidente Donald Trump. O julgamento ocorreu no Tribunal Distrital Federal do Brooklyn, em Nova York, após investigação do Departamento de Justiça americano.
Segundo os procuradores, Merchant tentou recrutar pessoas dentro dos Estados Unidos para executar o plano. Além de Trump, outros políticos americanos também teriam sido citados como possíveis alvos durante as conversas investigadas.
De acordo com a acusação, o plano teria sido motivado como retaliação à morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto em janeiro de 2020 durante uma operação militar autorizada por Trump em seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos.
Réu viajou para a cidade de Nova Iorque para contratar assassinos de aluguel. Ilustração: Reuters/Jane Rosenberg
Durante o julgamento, a defesa alegou que Merchant teria sido forçado a participar da conspiração. Os procuradores federais contestaram essa versão e afirmaram ao tribunal que não havia provas que sustentassem a tese de coação ou coerção.
O próprio Merchant afirmou que não recebeu ordens para matar uma pessoa específica. Segundo ele, um contato iraniano mencionou três nomes em conversas realizadas em Teerã: Donald Trump, Joe Biden e Nikki Haley.
Merchant foi preso em 12 de julho de 2024 quando se preparava para deixar os Estados Unidos. A detenção ocorreu um dia antes do atentado contra Trump durante um comício na Pensilvânia. Investigadores afirmaram não ter encontrado ligação entre Merchant e Thomas Crooks, autor do ataque contra o então candidato republicano.
Sede da BlackRock em Nova York, nos EUA. Foto: reprodução
A gestora BlackRock informou na sexta-feira (6) que limitou os resgates de um de seus principais fundos de crédito privado após um aumento inesperado nos pedidos de retirada por parte dos investidores. A decisão ocorre em meio a preocupações crescentes com o setor global de crédito privado, estimado em cerca de US$ 2 trilhões. Com informações da Reuters.
A decisão ocorreu em um momento de turbulência nos mercados financeiros. As ações da BlackRock chegaram a cair 6,7% na Bolsa de Nova York em meio a uma onda de vendas generalizada, após dados de emprego nos Estados Unidos abaixo das expectativas e à escalada da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O fundo afetado é o HPS Corporate Lending Fund (HLend), que possui aproximadamente US$ 26 bilhões em ativos e foi criado para atrair investidores individuais de alta renda. No primeiro trimestre, o fundo recebeu pedidos de resgate que somaram US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de 9,3% do patrimônio líquido.
Diante da demanda, a gestora informou aos investidores que pagaria US$ 620 milhões em saques, valor correspondente ao limite trimestral de 5%. Esse percentual é o patamar padrão a partir do qual os gestores podem restringir novos pedidos de retirada.
Nos últimos meses, o sentimento dos investidores em relação ao crédito privado tem se deteriorado. Episódios recentes, como as falências de um fornecedor de autopeças nos Estados Unidos e de uma credora de veículos subprime, além do colapso de uma instituição de crédito hipotecário no Reino Unido, ampliaram os questionamentos sobre os padrões de concessão de crédito no setor.
Para Greggory Warren, analista sênior de ações da Morningstar, a situação revela riscos estruturais para investidores individuais. “Isso deve servir como um sinal de alerta para o setor e para os responsáveis pela regulamentação sobre as desvantagens dos fundos ilíquidos para os investidores de varejo”, afirmou em entrevista à Reuters.
Hospital atingido após bombardeios dos EUA e de Israel contra Teerã. Foto: Reprodução
A HLend é uma empresa de desenvolvimento de negócios adquirida pela BlackRock junto com sua gestora, a HPS Investment Partners, em uma operação de US$ 12 bilhões realizada em 2024. Segundo a gestora, esta é a primeira vez desde a criação do fundo que os pedidos de saque ultrapassam o limite de 5%.
As BDCs captam recursos principalmente de investidores individuais e os utilizam para conceder empréstimos a empresas de médio porte. Como esses ativos não podem ser vendidos rapidamente, um grande volume de resgates simultâneos pode criar dificuldades para o fundo.
Segundo a empresa, o limite de 5% existe justamente para evitar “uma incompatibilidade estrutural entre o capital do investidor e a duração esperada dos empréstimos de crédito privado nos quais a HLend investe”.
Warren explica que restrições desse tipo ajudam a evitar prejuízos maiores. “Ao impedir resgates por meio de mecanismos de bloqueio, os gestores de fundos podem evitar serem forçados a vender ativos, o que impactaria negativamente o retorno do investimento para os demais investidores, dada a opacidade e a iliquidez dos ativos nesses fundos”.
Dados divulgados pela empresa mostram que cerca de 19% da carteira do fundo está exposta ao setor de software, segmento que vem enfrentando pressão nos mercados diante do avanço de startups focadas em inteligência artificial.
Últimos acontecimentos do 6° dia de guerra no Oriente Médio
Guarda Revolucionária afirma que lançou mísseis contra o aeroporto internacional de Israel (Aeroporto de Ben Gurion)
Drones do Irã atacam Azerbaijão
Relatos de explosões no Catar, Bahrein e Arábia Saudita
Navio de guerra do Irã segue para o Sri Lanka
China suspende exportação de gasolina
Beirute segue sob ataque de Israel
Número de mortos no Irã desde o início dos ataques subiu para 1.230, de acordo com uma agência de notícias oficial.
Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Acompanhe os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio
Israel volta a atacar Beirute e suas tropas avançam no sul do Líbano
Israel lançou novos ataques aéreos contra o Líbano pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (5), enquanto seu Exército avançava em várias cidades fronteiriças no sul do país.
Reforços europeus ao Chipre
Espanha e Itália anunciaram nesta quinta-feira que enviarão recursos navais ao Chipre, quatro dias após um ataque de drones iranianos contra a base britânica de Akrotiri, na ilha do Mediterrâneo.
Os reforços navais serão adicionados aos navios de guerra enviados pela França e pela Grécia, e aos que o Reino Unido ainda deve enviar. O ministro da Defesa britânico, John Healey, visita a ilha nesta quinta-feira.
Estreito de Ormuz segue fechado, petróleo segue em alta
As Bolsas de Seul e Tóquio registraram altas expressivas nesta quinta-feira (5), após quedas acentuadas nos dias anteriores devido ao impacto da guerra no Oriente Médio, enquanto o petróleo seguia em alta, à espera de uma solução para a guerra.
O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons
Irã reivindica ataque ao aeroporto Ben Gurion
A Guarda Revolucionária afirmou que lançou mísseis contra o aeroporto internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv, e contra uma base aérea israelense situada no mesmo local.
Azerbaijão atingido
Duas pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira no exclave azerbaijano de Nakhichevan, após o impacto de dois drones disparados do Irã contra um aeroporto e as imediações de uma escola, segundo as autoridades.
Irã envia outro navio ao Sri Lanka
Um segundo navio de guerra iraniano segue para o Sri Lanka, no Oceano Índico, um dia após um submarino americano torpedear uma fragata iraniana, informou o ministro cingalês da Comunicação, Nalinda Jayatissa.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, acusou o governo dos Estados Unidos de cometer uma “atrocidade” ao afundar o navio de guerra e advertiu que o país “lamentará amargamente” o precedente criado.
O Sri Lanka afirmou que recuperou os corpos de 84 marinheiros do navio. Quase 30 tripulantes foram resgatados com ferimentos graves e dezenas continuam desaparecidos.
Explosões no Catar, Bahrein e Arábia Saudita
O Catar é alvo de um “ataque com mísseis” que seus sistemas de defesa “tentam interceptar”, anunciou o Ministério da Defesa pouco após fortes explosões na capital, Doha. Jornalistas da AFP também ouviram explosões na capital do Bahrein, Manama.
Na Arábia Saudita, três mísseis e vários drones foram interceptados, indicou o Ministério da Defesa no X.
Em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, seis trabalhadores estrangeiros ficaram feridos em uma área industrial devido à queda dos destroços de um drone interceptado, informaram as autoridades locais.
EUA pedem a Israel para seguir “até o fim”
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que seu homólogo americano, Pete Hegseth, o instou a prosseguir com a operação “até o fim”.
“O secretário de Defesa disse: ‘Sigam em frente até o fim, estamos com vocês'”, afirmou Katz, segundo um comunicado do gabinete do ministro israelense.
Irã acusa EUA e Israel de ataques “deliberados” contra civis
O Irã acusou Estados Unidos e Israel de ataques “deliberados” contra áreas civis.
“Nosso povo está sendo brutalmente massacrado enquanto os agressores miram deliberadamente áreas civis e qualquer lugar que acreditam que provocará o máximo sofrimento e perdas humanas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, no X.
Nesta foto aérea divulgada pelo Centro de Imprensa Iraniano, pessoas em luto cavam sepulturas durante o funeral de crianças mortas em um ataque a uma escola primária na província de Hormozgan, em Minab, Irã, em 3 de março de 2026. A mídia iraniana noticiou centenas de vítimas iranianas, inclusive em uma escola feminina. A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã se espalhou pelo Oriente Médio, ameaçando mergulhar a economia global no caos, com o Líbano e os exportadores de energia do Golfo arrastados para o conflito. (Foto: Centro de Imprensa Iraniano / AFP) / XGTY / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS
Ataques em Teerã
O Exército israelense lançou outra série de ataques “em larga escala” contra Teerã. Os alvos eram “as infraestruturas do regime” iraniano, segundo um comunicado militar.
A agência de notícias iraniana Tasnim relatou várias explosões na capital.
Internet cortada
O corte de internet no Irã já dura cinco dias. “A conectividade permanece em torno de 1% do nível habitual”, informou o site especializado em cibersegurança NetBlocks.
Suposta morte de líder do Hamas
A agência estatal de notícias libanesa ANI afirmou que um ataque israelense matou um chefe do movimento islamista Hamas em um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano.
Wasim Atallah al Ali e sua esposa morreram quando “um drone inimigo atacou sua residência” no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a noite, informou a ANI, que o descreveu como um alto comandante do Hamas.
Guerra no Oriente Médoi é teste para a economia mundial, diz FMI
O conflito no Oriente Médio está colocando “mais uma vez à prova” a resiliência econômica mundial, afirmou a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva
“Se o conflito se prolongar, é evidente que poderia afetar os preços mundiais da energia, a confiança dos mercados, o crescimento e a inflação, além de representar novas exigências aos líderes políticos em todo o mundo”, declarou.
China determina suspensão das exportações de gasolina
A China pediu às suas principais refinarias que suspendam as exportações de diesel e gasolina porque a guerra representa um risco de escassez de abastecimento, informou a agência Bloomberg.
Explosão de petroleiro no Kuwait –
Um petroleiro foi atingido por uma “grande explosão” perto do Kuwait, o que provocou um vazamento de combustível, informou a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
Beirute, atingida mais uma vez
O leste e o sul de Beirute, redutos do movimento pró-iraniano Hezbollah, foram alvos de novos ataques aéreos na madrugada de quinta-feira.
A agência de notícias libanesa ANI afirmou que seis membros de duas famílias morreram em ataques aéreos no sul do país: um prefeito e sua esposa na região de Nabatiye e um casal e seus dois filhos em uma localidade vizinha.
A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (4) que a Espanha teria concordado em cooperar com os Estados Unidos na guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa pela porta-voz do governo norte-americano, Karoline Leavitt.
Durante a entrevista, Leavitt afirmou que o país europeu teria aceitado colaborar com operações militares conduzidas por Washington. “Com relação à Espanha, acho que eles ouviram a mensagem do presidente ontem alta e claramente, e, pelo que entendi, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA, e sei que os militares dos EUA estão coordenando com seus homólogos na Espanha”, afirmou.
Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que a posição do país não mudou. “A posição do governo espanhol relativamente à guerra no Médio Oriente e aos bombardeamentos no Irã, relativamente à utilização das nossas bases, não se alterou nem uma vírgula”, declarou o ministro.
📺 TV en DIRECTO | La portavoz de la Casa Blanca, Karoline Leavitt: “España se ha mostrado de acuerdo en cooperar militarmente en las últimas horas” https://t.co/vWHgYQdKTgpic.twitter.com/ibWopA8WLm
Após as declarações, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, afirmou que o país não participará do conflito. “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e que também é contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente pelo medo das represálias de alguns. Devemos aprender com a história e não podemos jogar roleta russa com o destino de milhões de pessoas”, disse.
Daquelas declarações que entram para a história
Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha, se recusou a ceder bases para os EUA usarem na guerra.
Foi ameaçado por Trump
E deu essa resposta :
” Não seremos cúmplices de algo que é ruim para o mundo” pic.twitter.com/knc9PUdjZ0
“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada ver com a Espanha“, disse Trump depois do primeiro-ministro se recusar a usar bases militares para atacar o Irã.
Trump está CORTANDO todo comércio com a Espanha depois que o primeiro-ministro disse para NÃO usar bases militares para atacar o Irã.
“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar TODO o comércio com a Espanha. Não queremos NADA a ver com a Espanha.” pic.twitter.com/lbue1ByOjM
Assinatura do acordo do Mercosul-UE – Reprodução/YouTube
O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A votação foi unânime. A aprovação encerra a etapa de análise do tratado no Congresso brasileiro para que o acordo avance no processo de entrada em vigor.
O tratado foi assinado em 17 de janeiro no Paraguai. O texto prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação que abrangem mais de 90% do comércio entre os dois blocos. A medida inclui regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, além de disposições sobre investimentos e padrões regulatórios.
Negociado por mais de 25 anos, o acordo cria uma zona comercial que reúne um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. A expectativa é ampliar o fluxo de bens e investimentos entre países da América do Sul e da União Europeia.
No Senado, a relatoria ficou com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela afirmou que o tratado tem alcance amplo nas relações econômicas entre os blocos. “O alcance do Acordo ultrapassa, de forma incomensurável, a redução de tarifas ou o estabelecimento de quotas. Seu potencial realmente transformador reside nas disciplinas voltadas a temas emergentes que estruturam as bases da competitividade contemporânea: investimentos, fluxos financeiros, serviços, meios de pagamento, transferência de tecnologia, acesso a compras governamentais e regras de concorrência, entre outros”, declarou.
A relatora também mencionou o contexto econômico internacional durante a análise do texto. “O mundo atual é mais fragmentado, mais cético e mais protecionista. Isso torna o acordo com nossos parceiros europeus ainda mais atual — e ainda mais necessário”, disse.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destacou a tramitação do acordo no Congresso brasileiro. “O parlamento brasileiro demonstra mais uma vez uma maturidade institucional que nós temos e que a cada movimento como este é a constatação de que o parlamento brasileiro está ao lado dos grandes temas de interessa da sociedade”, afirmou.
Na mesma quarta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto que regulamenta medidas chamadas de “salvaguardas bilaterais”. O mecanismo permite adoção de instrumentos de proteção comercial em acordos de livre comércio ou em tratados com preferências tarifárias.
As salvaguardas podem ser aplicadas quando houver aumento relevante das importações em relação à produção nacional ou ao consumo interno, situação que possa causar impacto à indústria brasileira. Entre as medidas possíveis estão elevação temporária de tarifas, limitação de volumes importados ou suspensão de preferências tarifárias.
Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia ainda precisa ser aprovado por cada país integrante dos dois blocos, conforme os procedimentos legislativos internos. Somente após a ratificação por todos os países o tratado entrará plenamente em vigor.
Enquanto esse processo ocorre, o acordo pode ser aplicado de forma provisória em alguns países. Diplomatas avaliam que a aplicação inicial pode ocorrer já a partir de março, dependendo do andamento das etapas legais nos diferentes parlamentos.
Delcy Rodríguez. Foto: Venezuelan National Assembly/Anadolu via Getty Images
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu nesta quarta-feira (4) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma publicação em que o líder norte-americano elogiou a cooperação entre os dois países e mencionou a retomada da produção de petróleo venezuelano.
Em mensagem publicada no X, Delcy escreveu: “Agradeço ao Presidente @realDonaldTrump pela gentil disposição de seu governo em trabalhar em conjunto em uma agenda que fortaleça a cooperação bilateral para o benefício dos povos dos Estados Unidos e da Venezuela”.
Agradezco al Presidente @realDonaldTrump la amable disposición de su gobierno para trabajar conjuntamente en una agenda que fortalezca la cooperación binacional en beneficio de los pueblos de Estados Unidos y Venezuela. https://t.co/Fh903XT1BO
A declaração ocorreu após Trump publicar no Truth Social uma mensagem em que afirmou que Delcy Rodríguez está “fazendo um ótimo trabalho” e colaborando com representantes norte-americanos. Na postagem, ele também escreveu que “o petróleo está começando a fluir” e mencionou o trabalho conjunto entre Washington e Caracas.
Também nesta quarta-feira (4), autoridades dos dois países participaram de reuniões em Caracas. O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, se encontrou com Delcy Rodríguez e discutiu temas relacionados a investimentos e a possíveis mudanças na legislação de mineração venezuelana.
Autoridades norte-americanas também analisam informações relacionadas a supostas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a estatal venezuelana PDVSA. O material reúne dados sobre um suposto esquema ligado à empresa petrolífera entre 2021 e 2025.
Embarcação navega ao largo de Galle após ataque de submarino a um navio iraniano perto do Sri Lanka. Foto: Thilina Kaluthotage/Reuters
A Marinha do Sri Lanka recuperou 87 corpos após o afundamento de um navio militar iraniano no Oceano Índico, depois de um ataque realizado por um submarino dos Estados Unidos. O incidente ocorreu perto da cidade de Galle e deixou dezenas de vítimas entre os tripulantes da embarcação.
O navio iraniano transportava cerca de 180 pessoas quando emitiu um sinal de socorro. Após o ataque, 32 tripulantes foram resgatados com vida e encaminhados para hospitais da região, enquanto 61 marinheiros continuam desaparecidos na área onde a embarcação afundou.
A operação de busca e resgate mobilizou dois navios e uma aeronave da Marinha do Sri Lanka. Segundo o porta-voz da força naval, Buddhika Sampath, a resposta ocorreu após o alerta emitido pela embarcação iraniana em dificuldades.
“Respondemos ao alerta de acordo com as nossas obrigações internacionais, pois está na nossa zona de busca e resgate no Oceano Índico”, disse. Horas após o episódio, o governo dos Estados Unidos confirmou que realizou o ataque.
O secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que um submarino americano disparou torpedos contra a embarcação iraniana em águas internacionais.
A embarcação atingida era a fragata iraniana IRIS Dena, considerada uma das mais modernas da marinha do país. O navio havia participado recentemente de exercícios navais internacionais e seguia viagem de retorno quando foi atingido.
O episódio ocorre em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito entre os países começou no fim de semana após ataques de Washington em Teerã que mataram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo, nesta quarta-feira (4), para que líderes globais busquem a paz em meio ao cenário recente de guerras e que priorizem o combate à fome no lugar de gastos com armamentos. Leia em TVT News.
“Se pegássemos o dinheiro que foi gasto, no ano passado, em armamentos, em conflitos – o equivalente a US$ 2,7 trilhões – e dividíssemos entre os 630 milhões de seres humanos que, no planeta, passam fome, daria pra ter distribuído US$ 4.285 para cada pessoa. Vocês percebem que não precisaria ter fome no mundo se houvesse o bom senso dos governantes?”, disse o presidente.
Durante a abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, Lula destacou que a região é “a única zona de paz no mundo”.
“Aqui no Brasil, temos a opção de não possuir armas nucleares na nossa Constituição. Há muito tempo, a gente chegou à conclusão de que aquele ditado que diz que quem quer paz se prepara para a guerra é para quem quer fazer guerra. Nós queremos paz porque a paz é a única possibilidade de fazer com que a humanidade avance.”
Em sua fala, Lula fez um apelo direto aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU): França, Inglaterra, Rússia, China e Estados Unidos.
“Se esses senhores, que coordenam o Conselho de Segurança como membros permanentes da ONU, se preocupassem com essa questão da fome neste instante ao invés de ficarem discutindo, como agora está se discutindo na Europa, o fortalecimento do armamento dos países, investimentos na defesa.”
“Está todo mundo pensando que vão se agravar os conflitos. E todo mundo quer mais armas, todo mundo quer mais bomba atômica, todo mundo quer mais drone, todo mundo quer aviões de caça cada vez mais caros. E tudo isso não é feito para construir ou para produzir alimentos. Isso é feito para destruir e para diminuir a produção de alimentos ou destruir aquilo que já está plantado.”
Faixa de Gaza
Em seu discurso, Lula também criticou a criação, por parte do governo estadunidense de Donald Trump, do chamado Conselho de Paz, voltado para a reconstrução da Faixa de Gaza.
“Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres e crianças que mataram, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer: ‘Vamos reconstruir Gaza’? Aí aparece como se fosse um resort, para passar férias no lugar onde estão os cadáveres das mulheres e das crianças que morreram.”
“Muitas vezes, a gente fica impassível. E, se a gente não gritar, não falar, não se mexer, nada acontece”, disse. “A fome não é por um problema de intempéries, não é porque tem excesso de frio e excesso de calor. A fome só existe porque existe uma coisa chamada excesso de irresponsabilidade naqueles que são eleitos para ter responsabilidade”, completou.
Nações Unidas
Ao final do pronunciamento, Lula agradeceu o que chamou de “papel extraordinário” que a FAO, segundo ele, mantém como instituição das Nações Unidas. “A ONU está ficando desacreditada. A ONU não está cumprindo aquilo que está escrito na sua carta de criação, em 1945”.
“A ONU está cedendo ao fatalismo dos senhores das guerras e não tem espaço para senhores da paz. Por que a ONU já não convocou uma conferência mundial para discutir esses conflitos?”, questionou o presidente.
“Vocês acham normal o presidente Trump ficar, todo dia, dizendo: ‘Tenho o maior navio do mundo, tenho o maior exército do mundo’. Por que ele não fala: ‘Tenho a maior capacidade de produção de alimento do mundo, tenho como distribuir alimento’. Não era muito mais simples? E soaria melhor aos nossos ouvidos”, concluiu.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Diretor-Geral da FAO, Qu Dongyu, participam da cerimônia de abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os bombardeios na região do Golfo e o fechamento do aeroporto de Dubai provocaram uma corrida de milionários por jatos privados para deixar os Emirados Árabes Unidos. Com a demanda em alta e poucas aeronaves disponíveis, o preço de voos particulares disparou, segundo o The Guardian e a Forbes.
O aeroporto de Dubai, um dos principais hubs internacionais, suspendeu as operações após ataques com mísseis e drones lançados pelo Irã. A paralisação deixou milhares de passageiros presos na cidade e levou viajantes com maior poder aquisitivo a buscar alternativas para sair da região.
Com a procura crescente, os valores das viagens privadas chegaram a triplicar em alguns trajetos. A corretora JetVip informou que um voo de Mascate, em Omã, para Istambul em um jato leve custa cerca de R$ 515 mil, aproximadamente três vezes mais que o normal.
Em rotas semelhantes, aeronaves maiores podem ultrapassar R$ 724 mil, e alguns voos partindo da Arábia Saudita rumo à Europa chegaram a R$ 1,8 milhão.
A escassez de aviões também contribuiu para a alta. Parte da frota ficou retida em aeroportos fechados, enquanto outros operadores evitam voar na região por questões de seguro ou decisões dos proprietários das aeronaves. Empresas do setor descrevem a disponibilidade atual de jatos como extremamente limitada.
Diante do bloqueio aéreo, passageiros passaram a se deslocar por terra até países vizinhos. Muitos enfrentam viagens de carro de até cinco horas até Mascate, podendo chegar a oito ou nove horas com filas na fronteira, ou cerca de 11 horas até Riad. De lá, embarcam em voos privados com destino a cidades como Istambul, Londres e Roma.
Segundo autoridades iranianas, os ataques fazem parte de uma estratégia de pressão contra bases militares dos Estados Unidos na região. “Todos os territórios ocupados e as bases criminosas dos Estados Unidos na região foram atingidos pelos potentes impactos dos mísseis iranianos. Esta operação continuará sem descanso até que o inimigo seja derrotado de forma decisiva”, afirmou a Guarda Revolucionária do Irã.