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Ouro fecha em alta com aversão ao risco crescente por conflito no Oriente Médio

4 de Março de 2026, 16:10

O ouro fechou em alta nesta quarta-feira (4), à medida que o andamento do conflito no Oriente Médio deu força a ativos de refúgio, enquanto uma pausa na alta do dólar americano também deu suporte aos ganhos dos metais preciosos.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 0,21%, a US$ 5.134,7 (cerca de R$ 26.700,44, na cotação atual) por onça-troy. Já a prata para maio teve queda de 0,34%, a US$ 82,63 (R$ 429,68) por onça-troy.

Pela manhã, o ouro chegou a subir mais de 1% à medida que a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã avança ao seu quinto dia. As informações acerca dos desdobramentos do conflito ainda permanecem opacas, com o Irã classificando como “totalmente falsa” uma reportagem do jornal The New York Times em que se afirmava que Teerã estaria buscando contato com Washington para discutir os termos do fim do conflito.

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Outro ponto de incerteza reside no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que tem o “controle total” do trecho, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás do mundo. Um navio com a bandeira de Malta foi atingido por um projétil nesta quarta-feira na região.

Na terça-feira (3), o presidente dos EUA, Donald Trump, havia dito que a Marinha norte-americana escoltaria navios-tanque no Estreito de Ormuz, caso seja necessário.

Para analistas da LMAX, os mercados globais estão avessos ao risco devido ao crescimento do conflito, o que impulsiona ativos de refúgio como o ouro e o dólar. “Tudo isso enquanto sinais econômicos mistos da China, Japão e os próximos dados dos EUA e da zona do euro adicionam camadas de incerteza”, avaliam.

Entre os dados, o PMI de serviços nos EUA apresentou resultados mistos nesta quarta-feira, com os dados do S&P Global abaixo das previsões, enquanto os números do ISM vieram acima das expectativas. Já a ADP mostrou dados de emprego maior do que as estimativas.

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87 corpos são recuperados no Sri Lanka após EUA afundarem navio de guerra iraniano

4 de Março de 2026, 15:55
Embarcação navega ao largo de Galle após ataque de submarino a um navio iraniano perto do Sri Lanka. Foto: Thilina Kaluthotage/Reuters

A Marinha do Sri Lanka recuperou 87 corpos após o afundamento de um navio militar iraniano no Oceano Índico, depois de um ataque realizado por um submarino dos Estados Unidos. O incidente ocorreu perto da cidade de Galle e deixou dezenas de vítimas entre os tripulantes da embarcação.

O navio iraniano transportava cerca de 180 pessoas quando emitiu um sinal de socorro. Após o ataque, 32 tripulantes foram resgatados com vida e encaminhados para hospitais da região, enquanto 61 marinheiros continuam desaparecidos na área onde a embarcação afundou.

A operação de busca e resgate mobilizou dois navios e uma aeronave da Marinha do Sri Lanka. Segundo o porta-voz da força naval, Buddhika Sampath, a resposta ocorreu após o alerta emitido pela embarcação iraniana em dificuldades.

“Respondemos ao alerta de acordo com as nossas obrigações internacionais, pois está na nossa zona de busca e resgate no Oceano Índico”, disse. Horas após o episódio, o governo dos Estados Unidos confirmou que realizou o ataque.

O secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que um submarino americano disparou torpedos contra a embarcação iraniana em águas internacionais.

A embarcação atingida era a fragata iraniana IRIS Dena, considerada uma das mais modernas da marinha do país. O navio havia participado recentemente de exercícios navais internacionais e seguia viagem de retorno quando foi atingido.

O episódio ocorre em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito entre os países começou no fim de semana após ataques de Washington em Teerã que mataram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Submarino dos EUA afunda navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka

4 de Março de 2026, 15:25

Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano ao largo da costa do Sri Lanka, no oceano Índico, informou o Pentágono nesta quarta-feira (4), no quinto dia de uma guerra no Oriente Médio que continua se expandindo.

As autoridades do Sri Lanka informaram ter recuperado os corpos de 87 marinheiros iranianos.

Após incendiar a região com ataques contra Israel e posições americanas no Golfo, o Irã atacou, nesta quarta-feira, grupos opositores no Curdistão iraquiano e lançou um míssil interceptado pela Otan quando ameaçava a Turquia.

Os ataques às monarquias petrolíferas do Golfo e a situação no estratégico Estreito de Ormuz, que Teerã afirma controlar, fizeram disparar os preços dos hidrocarbonetos.

“Guerra injusta”

O Iraque também foi envolvido na crise: o Irã atacou na vizinha região do Curdistão iraquiano grupos de oposição curdos armados e hostis à república islâmica. Um combatente morreu, segundo um porta-voz do Partido da Liberdade do Curdistão (PAK).

A principal autoridade xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali Sistani, nascido no Irã, denunciou uma “guerra injusta” travada contra o país e pediu que todos os Estados “empreguem todos os esforços para pôr fim a ela”.

As defesas da Otan também foram ativadas para interceptar um míssil disparado do Irã que ameaçava a Turquia. Um alto funcionário turco afirmou, no entanto, que o alvo provavelmente era uma base militar no Chipre, já atingida por um ataque iraniano no início da semana.

Além disso, o Exército iraniano ameaçou atacar embaixadas israelenses em todo o mundo caso Israel atinja a missão em Teerã no Líbano.

“Dormimos com medo”

Pelo quinto dia, os bombardeios continuaram contra Teerã e outras partes do Irã. Na capital, com 10 milhões de habitantes, parte da população permanece confinada ou fugiu.

“Dormimos no chão, com a cabeça protegida à mesma distância das janelas do quarto e da sala, para ficar a salvo caso as ondas de choque quebrem os vidros”, contou Amir, de 50 anos.

Situação semelhante ocorre em outras regiões do país, onde o Exército americano afirma ter atingido mais de dois mil alvos em uma campanha de escala maior do que a invasão de 2003 ao Iraque de Saddam Hussein.

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“Dormimos com medo e acordamos estressados. A situação é bastante horrível”, disse à AFP uma mulher chamada Sanaz, que chegou recentemente à Turquia após fugir de sua cidade, Tabriz, no noroeste do país.

A agência oficial iraniana Irna afirma que 1.045 pessoas, entre civis e militares, morreram desde o início da ofensiva no sábado (28 de fevereiro).

As autoridades iranianas procuram um sucessor para o líder supremo Ali Hosseini Khamenei, morto no sábado no início da ofensiva. Um funeral de Estado estava previsto em Teerã nesta quarta-feira, mas foi adiado devido aos bombardeios incessantes contra a cidade.

Israel advertiu que quem for escolhido se tornará “um alvo”. O ministro da Defesa, Israel Katz, prometeu matá-lo “independentemente de seu nome ou de onde se esconda”.

Estreito de Ormuz “sob controle”

As autoridades iranianas afirmam estar preparadas para continuar a guerra, com possíveis impactos no comércio mundial, especialmente por causa dos ataques a infraestruturas energéticas do Golfo e do fechamento de fato do estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do regime iraniano, havia advertido no início do conflito que nenhum navio deveria entrar nesse estreito que dá acesso ao Golfo Pérsico. Nesta quarta-feira, afirmou que a passagem está “sob controle total da Marinha da república islâmica“.

Nesse ponto estratégico, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, o tráfego de petroleiros caiu 90% em uma semana, informou a empresa de análise Kpler.

Israel avança no Líbano

Israel também prossegue sua ofensiva no Líbano, país envolvido no conflito após o movimento pró-iraniano Hezbollah atacar o território israelense.

O Exército israelense atacou o setor do palácio presidencial perto de Beirute e outras áreas ao sul da capital, além de redutos do Hezbollah. Também lançou operações terrestres e avançou sobre vários vilarejos no sul do país.

No total, mais de 50 pessoas morreram e mais de 58 mil foram deslocadas, segundo as autoridades libanesas.

Os Estados Unidos pediram a seus cidadãos que deixem a região se conseguirem encontrar voos comerciais, o que se tornou quase impossível devido a cancelamentos em massa.

A operação já deixou seis mortos nas forças armadas americanas. O Pentágono identificou quatro deles, atingidos por drones no Kuwait.

Em Israel, onde as sirenes soaram várias vezes nesta quarta-feira, dez pessoas morreram em ataques iranianos, segundo os serviços de emergência.

Nos países do Golfo, os bombardeios iranianos deixaram 13 mortos, entre eles uma menina de 11 anos atingida por estilhaços no Kuwait.

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