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EUA dizem que foram atacados por grupo hacker pró-Irã

7 de Abril de 2026, 17:57
Hacker. Foto: Reuters

Os Estados Unidos afirmaram que sofreram ataques cibernéticos de hackers pró-Irã e emitiram um alerta no país. A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) notificou que os invasores iniciaram uma série de ofensivas contra os sistemas de água e energia locais.

O alerta não especificou quais instalações haviam sido atingidas nem se houve danos, mas indicou que os ataques estavam focados em equipamentos industriais. A principal empresa alvo parece ser a Rockwell Automation, que oferece soluções de automação industrial.

De acordo com o relatório, os hackers estavam tentando acessar “controladores lógicos programáveis” utilizados para gerenciar sistemas industriais. Como medida preventiva, as autoridades norte-americanas recomendaram que as instalações desconectassem seus sistemas da internet. O alerta ocorre em meio a trocas de ameaças entre Estados Unidos e Irã.

O grupo de hackers pró-Irã, conhecido como Handala, também foi responsável por um grande ataque cibernético em março contra a empresa de tecnologia médica Stryker. Esse ataque afetou a rede global da empresa, causando interrupções nos sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.

Logo do grupo de hackers pró-Irã Handala. Foto: Reprodução

A ofensiva foi uma retaliação a um ataque militar americano que, segundo o The New York Times, resultou na morte de mais de 150 estudantes em uma escola iraniana devido a um erro de escolha de alvos.

Os hackers, que dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da companhia, comprometeram escritórios da empresa em 79 países. Funcionários da Stryker relataram que os sistemas e dados foram apagados, e parte da operação da empresa ficou temporariamente paralisada.

O grupo Handala, formado em 2022, assumiu a autoria do ataque e divulgou sua ação nas redes sociais. Eles associam suas atividades aos interesses iranianos e afirmaram que “todos os dados estão nas mãos do povo livre”.

O ataque a Stryker foi o primeiro grande incidente cibernético desde o início da guerra entre os EUA e o Irã, e durante a invasão, o logotipo do Handala foi exibido em várias páginas de login de empresas, como relatado pelo Wall Street Journal.

“Saia o mais rápido possível”: o alerta do Irã para vizinhos de Israel

7 de Abril de 2026, 17:41
Fumaça após ataque aéreo israelense na aldeia Tayr Harfa, perto da fronteira entre Líbano e Israel. Foto: Kawnat Haju/AFP

A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um alerta para a população de países vizinhos e de Israel, recomendando que evitassem se aproximar de áreas sob risco de “perigo iminente”. As localizações indicadas incluem partes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e uma ponte ferroviária em Tel Aviv, Israel.

Essas zonas foram designadas como “militares fechadas” e ficarão sob alerta a partir das 23h (horário de Teerã). A Guarda iraniana alertou a população a sair rapidamente dessas áreas e a procurar rotas seguras, enfatizando que ignorar o aviso poderia resultar em risco de vida.

O porta-voz Ibrahim Thul-Fiqari afirmou que os centros de Inteligência Artificial em Israel serão alvos de destruição e pediu que a população “saia o mais rápido possível” das áreas. A ameaça do Irã é uma retaliação a ataques a universidades iranianas.

Thul-Fiqari também mencionou a inclusão das instalações petrolíferas da Aramco e de Yanbu, além do oleoduto de Fujairah, na lista de alvos do país. O governo dos EUA, através da sua embaixada na Arábia Saudita, afirmou que acompanha a situação de perto e aconselhou os cidadãos americanos a reconsiderarem viagens à região.

Mísseis iranianos lançados contra Israel. Foto: Reuters

A Guarda Revolucionária do Irã disse que um ataque relâmpago do país “remodelaria o planeta”. O porta-voz da Guarda, Ibrahim Thul-Fiqari, lançou uma série de ameaças ao governo dos EUA, dizendo que os abrigos fortificados de Washington seriam inúteis diante da “ira devastadora” do Irã. Ele afirmou que qualquer ação americana na região faria com que “os EUA ardessem no inferno”.

A Guarda Revolucionária também deixou claro que o Irã passou da fase de diálogo e está agora preparado para “erradicação e aniquilação total”. A situação se intensificou com o anúncio de ataques retaliatórios que deixariam a região no escuro.

Autoridades iranianas prometeram continuar lutando, desafiando os prazos estabelecidos pelos Estados Unidos, afirmando que têm capacidade para sustentar a guerra por mais seis meses, caso necessário.

Donald Trump, presidente dos EUA, também tem intensificado as ameaças, dizendo que um “momento revolucionário” pode ocorrer com o fim do prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz. O republicano também afirmou que, caso o Irã não ceda, uma “mudança de regime completa” será imposta, provocando uma “morte de uma civilização inteira”.

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